Os Homens por Trás de Hitler

Os Homens por Trás de Hitler

Um alemão avisa o mundo

de Bernhard Schreiber

Bernhard Schreiber nasceu em 1942 em Stuttgart depois que seu pai morreu em ação como um oficial da Luftwaffe. Depois de sua educação na Alemanha, ele estudou jornalismo na América e viajou extensamente como jornalista freelance. Durante os últimos cinco anos ele tem estado pesquisando o material para este livro e decidiu publicar a edição alemã como o primeiro resultado de sua pesquisa. Ele continuará a pesquisa dele com colegas e tem recebido uma garantia [custeio] de uma grande universidade para este propósito. Quando seu trabalho não o leva ao exterior, ele vive com sua família na Alemanha.

Nota do tradutor da versão em inglês deste artigo: Quando primeiramente ouvi falar do trabalho de Bernhard Schreiber estava convencido que um trabalho nestas linhas era necessário em inglês. Encontrei Mr. Schreiber e ele consentiu que seu trabalho fosse traduzido e aqui estou eu, de fato, em débito com ele, por sua ajuda em assegurar o significado exato que foi posto em inglês. É um trabalho refrescante com um autor que pode checar a sua tradução. Ele tem editado certos erros e melhorado a seção dos documentos que ele sentiu estar faltando no original. Meus agradecimentos a C.S. Carr por sua ajuda na tradução dos documentos e a Miss P. Carter por datilografar e digitar.
H. R. Martindale

É meu desejo que este livro seja distribuido tão amplamente quanto possível; e assim eu não somente dou meu consentimento mas suplico a distribuição, tradução, publicação, reimpressão e citação deste livro em parte ou no todo por qualquer pessoa, grupo ou organização que possa desejar assim o fazer.

Infelizmente minha situação financeira não torna possível a distribuição deste livro tão amplamente quanto eu teria desejado, e espero que o passo que eu dei inspire outros a participarem ativamente neste aviso alemão ao mundo.
O AUTOR

Tenho tomado a liberdade de escanear este livro e publica-lo na internet porque, como o autor, acredito que ele deva ser lido e distribuido para tantas pessoas quanto possível antes que seja tarde demais. Tendo estado envolvida com a criação da página Eugenics Watch e tenho visto muitos links que tenho tentado ressaltar. Estou certa que muito eu tenha perdido. Também gostaria de ressaltar que não falo alemão, e qualquer palavra alemã teve que ser copiada verbatim de uma cópia imperfeita do original, e gostaria de agradecer a Dave Parry de Aberdeen por sua ajuda com estas traduções e prova de leitura. Se [quando] você encontrar qualquer erro apreciaria que você me enviase um email para que eu possa corrigi-los.
Liz Toolan

DEDICATÓRIA
Este livro é humildemente dedicado à memória de incontáveis pessoas comuns – estes homens, mulheres e crianças e bebês de muitas raças e crenças, cujas vidas foram tomadas porque eles eram considerados menos do que perfeitos e, portanto, indignos de viverem.

Espero que este pequeno livro servirá de seu próprio modo para manter viva a memória deles e que isto ajudará a nos lembrar a todos do preço que temos que pagar quando extremistas tem o poder de decidir sobre o direito de viver.

CAPÍTULO I

Excesso de Pessoas – o raciocínio básico por trás do estado mental que estamos para ver em ação tem suas origens nas teorias de Malthus, Darwin e Galton e o desenvolvimento das idéias deles por seus discípulos.

Malthus

Thomas Robert Malthus (1766-1834) era um economista político e historiador inglês que em 1798 publicou um livro chamado “Um Ensaio Sobre o Princípio da População”.Este documento começou uma reação contra os escritos anteriores de Godwin, Condorcet e outros que reforçaram os princípios da emancipação e iluminação que foram divulgados depois da Revolução Francesa. As teorias de Malthus levadas adiante aqui e nos trabalhos posteriores tem uma influência surpreendente até mesmo hoje.

Ele propôs que as pobreza, e portanto também o vício e a miséria, eram inevitáveis por causa o crescimento da população que sempre excederia a produção de alimentos. Os resultados do crescimento da população eram guerras, fome e doenças. Malthus propôs uma ‘abstinência sexual” para a classe trabalhadora como um meio pelo qual o excesso da população pudesse ser diminuído e o equilíbrio alcançado. Deste modo, as classes sociais “inferiores” eram tornadas totalmente responsáveis pela miséria social.

Esta solução estava baseada na hipótese que a população aumentava em progressão geométrica (2, 4, 8,16, 32, 64, 128 e assim por diante) enquanto a produção de alimentos aumentava em progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e assim por diante). A situação já existente naquele tempo ficaria pior, segundo sua afirmações e alcançaria proporções alarmantes.

Malthus foi um dos primeiros, mas não foi o último, a partir de soluções econômicas daquele período, e buscar resolver problemas sociais, tais como a pobreza, pelo uso de medidas biológicas. Suas premissas, apresentadas como fatos e suas estatísticas com um ar de autoridade matemática, eram impressivas e convincentes, embora suas idéias fossem baseadas puramente em algumas pequenas viagens e menores observações. Contudo, a despeito da grande amostra e apresentação, alguns de seus críticos entenderam o absurdo de tudo isto. Ambas as taxas de crescimento eram arbitrárias, porque não haviam estatísticas para o crescimento da população ou produção de alimentos, antes ou durante aquele tempo, que permitissem prever o futuro. Fora isto, ninguém sabia quanta terra estava realmente cultivada ou parcialmente cultivada e quanta era estéril.

As apresentações de Malthus tiveram o impacto de uma bomba; suas explicações e diagramas geométricos e aritméticos tinham um efeito hipnótico, e somente uns poucos perguntaram em que se baseavam realmente suas declarações. Sua teoria havia retido um poder persuasivo em uma tal extensão que muitas de nossas autoridades atuais a utilizam como base de operação. Ainda que nem Malthus nem mais tarde seus discípulos até mesmo gerenciaram em levar adiante qualquer prova científica da teoria dele, e de fato excelentes cientistas por várias vezes tem desaprovado a teoria de Malthus e a ideologia resultante dela. .

Contudo, com o livro, Malthus criou uma atmosfera que não apenas evitava uma solução real dos problemas sociais, mas também promoveu uma legislação repressiva que piorou as condições dos pobres na Inglaterra. Foi raciocinado que as melhores condições para os pobres seria apenas desencoraja-los a se propagarem, colocando aqueles capazes de trabalhar em uma desvantagem. O Malthusianismo então se moveu adiante para alcançar seu maior triunfo em 1834 com uma nova lei fornecendo a instituição de casas de trabalho para os pobres, nas quais os sexos eram estritamente separados para se submeter a de outra forma, super-cruzamento. Este tipo de pensamento tem uma inerente desvalorização da vida humana pelo medo que a sempre crescente população das classes inferiores devorarão as pessoas ‘melhores” e mais civilizadas. Este tipo de filosofia, de fato, exigiu a chamada de medidas drásticas para lidar com o problema. Esta primeira ressurgência ocorreu uns 150 anos depois de sua morte, resultando no movimento de controle da natalidade, um princípio que é baseado no Malthusianismo. Depois da Segunda Guerra Mundial, a idéia novamente foi retomada e recebeu um novo momentum nas campanhas de “explosão populacional”.

Darwin

Charles Robert Darwin [1809-1882], naturalista inglês. Depois de anos de trabalho de pesquisa formulou em 1859 sua teoria da evolução em seu livro “A Origem das Espécie por meio da Seleção Natural ou a Preservação da Raça Favorecida na Luta pela Vida’. Sem naquele tempo realizar um estudo da humanidade, ele tentou explicar o desenvolvimento das formas de vida em termos de uma luta pela existência. O resultado desta luta seria a seleção natural daquelas espécies ou raças que estavam em triunfo sobre aquelas mais fracas, que pereceriam.

Durante a pesquisa dele ele encontrou o ensaio de Malthus e repentinamente viu que sua própria teoria podia ser estendida a toda vida na luta pela existência que seria inevitável se a produção de alimentos era para permanecer atrás da taxa de crescimento da população. E então Darwin tomou a doutrina de Malthus e fez dela a pedra fundamental de sua teoria. Em 1871 ele publicou seu grande livro seguinte intitulado “A Descendência do Homem e a Seleção em Relação ao Sexo” que era baseado em seu livro anterior, mas que lidava quase que exclusivamente com o homem. Neste livro, ele chegou a razoável conclusão que na estrutura física e comportamento fisiológico, não há diferença entre o homem e outros mamíferos. Contudo, a idéia também era aplicável a qualidades mentais e morais, o que mostra que ele estava em solo inaudível. Embora Darwin tenha sido um excelente naturalista, ele não era um filósofo muito bom. Em sua tentativa de explicar o desenvolvimento social do homem como uma luta pela existência e seleção por meios naturais, ele compôs o ero que Malthus havia feito em uma outra tentativa de aplicar uma solução biológica a problemas filosóficos e sociais. As especulações de Darwin, que podem ser encontradas em seu “Notebook”, que pensava ser uma secreção cerebral, é completamente sem base.

As teorias modernas da evolução finalmente tiveram sucesso em esclarecer esta confusão ao separar o desenvolvimento do homem em dois passos diferentes, animal e psico-social. A despeito disso, as teses de Darwin e daqueles seus seguidores tem sido muito influentes durante um longo período. Elas causaram uma mudança significativa no pensamento social daquele tempo, as consequências dos quais ainda podem ser sentidas hoje.

Galton

Francis Galton [1822-1911] foi um psicólogo inglês e meio-primo de Darwin. Muito errático em seus processos de pensamento, ele foi incapaz de completar a pesquisa em ao menos uma área. Dificilmente ele começaria um projeto de pesquisa antes de atirar a teoria e então se mover para um novo campo deixando prova da teoria para outros. Ele era tão fascinado pela teoria de Darwin, que ele passou um número não usualmente longo de anos tentando provar que as habilidades mentais eram hereditárias. Em 1869 ele publicou seu livro, “Gênio Hereditário” e em 1883 “Inquéritos da Faculdade Humana”. Em seu Inquéritos ele se dedicou a transferir suas teorias hereditárias de individuais para uma raça inteira.

Galton extendeu a teoria da seleção natural de Darwin em um conceito de deliberada intervenção social, que ele manteve ser a aplicação lógica da evolução da raça humama. Galton não tinha meios de se satisfazer em deixar a evolução seguir livremente seu curso. Tendo decidido melhorar a raça humana por cruzamento seletivo, trazido por meio da intervenção social, ele desenvolveu um assunto que chamou de Eugenia, o princípio do qual era encorajar um melhor estoque humano e desencorajar a reprodução dos tipos menos desejáveis; a raça inteira deveria ser melhorada.

Darwinismo Social

É a pseudo-ciência resultante da fusão da teoria evolucionária de Darwin com teorias sociais e políticas.

Charles Darwin era um homem muito humano, que provavelmente teria grandemente se enraivecido com os extremos a que suas teorias foram levadas. Ele havia cometido o erro trágico de tentar estender a lei biológica de esforço pela sobrevivência à vida social do homem. Ao fazer isto, ele colocou nas mãos dos “especialistas” de gerações posteriores, ao dar a eles a impressiva justificativa científica para as ações bárbaras deles de “seleção natural”, “preservação das raças favorecidas” e “luta pela vida”. Foram passagens do tipo em “A Descendência do Homem” que teriam sido as mais que bem recebidas por eles:

“Com selvagens, a fraqueza no corpo e mente logo são eliminadas; e aqueles que sobrevivem geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, homens civilizados, por outro lado, fazemos o melhor possível para colocar em cheque o processo de eliminação; construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituimos leis para os pobres; e nossos médicos exercem seu máximo talento para salvar a vida de todo mundo até o último momento. Há uma razão para acreditar que a vacinação tenha preservado milhares, que por uma constituição fraca, anteriormente haveriam sucumbido de varíola. Então os membros fracos das sociedades civilizadas propagam seu tipo. Ninguém que tenha pretendido cruzar animais domésticos duvidaria que isto deva ser altamente injurioso para a raça do homem. É surpreendente quão logo uma necessidade de cuidado, ou cuidado erradamente dirigido, leva a degeneração de uma raça doméstica; mas excetuando-se o caso do próprio homem, dificilmente alguém é tão ignorante que permita que seus piores animais cruzem.”

As teorias sociais baseadas na “sobrevivência dos mais aptos” tem estado circulando antes da publicação de “Origens das Espécies” e até mesmo antes do próprio Darwin. Herbert Spencer, um teórico social e cientista já havia proposto as implicações sociais desta teoria alguns anos antes do aparecimento do livro de Darwin:

“O bem-estar da humanidade existente, e desdobrando isto a sua máxima perfeição, são ambos assegurados pela mesma disciplina beneficente e severa na qual a criação animal a larga é o assunto; uma disciplina que está cruelmente a trabalho fora do bem; a lei da busca da felicidade que nunca se desvia de evitar o sofrimento parcial e temporário. A pobreza do incapaz, as aflições que vem sobre os imprudentes, a inanição do preguiçoso, e aqueles que colocam em seus ombros aparente dos fracos pelos fortes… são a deterioração de uma previdência que vê mais longe…”

Ou, em linguagem simples, o mais apto sobrevive. Em uma edição posterior de “Origem das Espécies” o próprio Darwin descreveu a frase “sobrevivência do mais apto’ de Spenders como sendo mais acurada do que a sua própria seleção natural. Finalmente, no trabalho de Darwin os teóricos sociais tem encontrado o raciocínio científico que empresta respeitabilidade aos argumentos deles. Esta fusão veio a ser conhecida como Darwinismo Social, um movimento que ganhou aumentado momentum com suas demandas por legislação social de acordo com o princípio que ‘o mais apto deve sobreviver” e seus efeitos foram calamitosos para as gerações posteriores.

Racismo e Higiene Racial

Embora as origens do racismo jazam muito longe na história, seu desenvolvimento moderno atual realmente começa com o francês, Arthur Count de Gobineau [1816-1882] que publicou seu clásico pronunciamento racista “Ensaio da Desigualdade das Raças Humanas” em 1853-1857. Grandemente mal interpretado por outros, ele escreveu de modo romântico sobre uma raça ariana de cabelos claros que era superior a todas as outras. Gobineau manteve que os remanescentes desta raça podem ser encontrados em vários países da Europa constituindo uma pequenina aristocracia racial que se deteriora sob o peso dominante das raças inferiores. Ele não fez afirmações especiais da superioridade dos arianos alemães, nem marcadamente denegriu outras raças. Seu racialismo abraçou não tanto raças quanto classes, a aristocracia versus o proletariado. Não obstante, as idéias dele foram amplamente distorcidas para se encaixarem nas teorias de superioridade racial de outros. Dificilmente percebido em seu próprio país, ele desfrutou de grande popularidade na Alemanha.

Como já temos visto, uma amálgama de idéias ocorreu brevemente antes da virada do século. O Darwinismo unido às teorias sociais se tornou o Darwinismo Social que por sua vez incluiu a Eugenia. Em 1890 o livro de Gobineau foi revivido e a Associação Gobineau foi fundada na Alemanha. Seus escritos eram popularizados naquele tempo por pan-germânicos, um grupo extremamente nacionalista e anti-semita que, embora pequeno em números, era muito forte, seus membros incluindo uma alta proporção de professores.

Em 1899, os discípulos de Gobineau, Houston Stewart Chamberlain [1855-1927], um inglês que tinha cidadania alemã, publicou seu trabalho em dois volumes, “As Fundações do Século XIX” em Alemão. Isto se mostrou imensamente popular e teve muitas edições. Partido das idéias floreadas de Gobineau, ele elevou a raça alemã a forma mais pura de arianismo e condenou as raças inferiores, os judeus e negros, como degenerados.

Chamberlain combinou o fato científico da existência de diferentes raças com um enriquecido significado místico anexado a uma raça, os Arianos, que supostamente haviam existido desde o amanhecer dos tempos. Estes Arianos místicos eram ditos serem responsáveis por todas as grandes culturas do passado, cada uma delas havendo declinado porque os Arianos permitiram que outras raças se misturassem com eles resultando na queda da civilização – Egito, Grécia e Roma todos pereceram.

A Eugenia, o Darwinismo Social e a Higiene Racial agora uniram as mãos, embora a Eugenia fosse a única entre elas que alguém pudesse chamar de ciência. Ela é um movimento que atraiu muitos médicos e eles tem dado nomes científicos para ajudar o Darwinismo Social em seu comprometimento de favorecer o mais apto, e os Eugenistas Raciais em seus esforços para melhorar a raça.

Deste ponto em diante, a Eugenia, o Darwinismo Social e a Higiene Racial se fundiram tão fortemente que se provaria uma atitude inútil tentar diferencia-los entre eles.

Em 1900 o fundador da Higiene Racial na Alemanha, o Dr. Alfred Ploetz, participou em um concurso de ensaio. Este concurso foi patrocinado pelo industrial Alfred Krupp,que deu um prêmio ao melhor ensaio sobre o assunto “O que podemos aprender dos princípios do Darwinismo para aplicação ao desenvolvimento da política interna e as leis de Estado?”

Muitas pessoas concorreram, e a maioria dos ensaios concordava que a impressão biológica e um grupo biologicamente apto deve manter uma prole pura para assegurar a posterior existência do Estado.

Wilhelm Schallmeyer, que ganhou o primeiro prêmio, interpretou a cultura da sociedade, a moralidade e até mesmo o “certo” e o “errado” em termos de luta pela sobrevivência. Ele queria que todas as leis estivessem alinhadas com estes conceitos para evitar que as raças brancas se degenerassem ao nível dos aborígenes australianos. Uma tal degeneração seria inevitável se a sociedade continuasse a estimular aos fisica ou mentalmente fracos. Seu colega, Dr. Alfred Ploetz, endossou o ensaio inteiro e apoiou a superioridade da raça caucasiana da qual, com certeza, ele excetuava os judeus, enquanto os Arianos eram aclamados como o ápice da perfeição da raça. Por exemplo, ele sugeriu que em tempos de guerra, para preservar a raça, somente aqueles racialmente inferiores deviam ser enviados ao front. Como os soldados na linha de frente eram geralmente mortos, isto preservaria a parte mais pura da raça de ser desnecessariamente enfraquecida. Ele posteriormente sugeriu um painel de médicos a estarem presentes no nascimento de cada criança para julgar se ela era ou não apta o bastante para viver, e se não fosse, a matasse.

As Sociedades Eugenicas

Em 1901 Galton deu uma palestra para a Sociedade Real Antropológica Inglesa ressaltando as várias possibilidades de melhorar o cruzamento humano sob as atuais condições sociais, legais e morais. Em 1904 a primeira cadeira em Eugenia e sociedade trabalhando com Eugenia foi instituída no University College, Londres, e estes levaram ao estabelecimento do Laboratório Galton de Eugenia Nacional em 1907. Logo os grupos de Eugenia começaram a se espalhar por todo mundo.

Em 1908 a Sociedade de Educação Eugenica (renomeada Sociedade Eugenica na década de 1920) foi fundada na Inglaterra e em 1910 o Escritório de Registro Eugenico nos EUA. Ambos institutos utilizavam os resultados do Laboratório Galton de Eugenia Nacional para propor aplicações práticas e eles fizeram sua tarefa ao propagandizar intensamente a idéia eugenica para o público.

Dr. Alfred Ploetz, o mesmo homem que ajudou Schallmeyer em seu ensaio premiado, em 1905 fundou a “Gesellschaft für Rassenhygiene” [Sociedade para Higiene Racial] na Alemanha. Mais tarde isto mudou seu nome para “Gesellschaft für Rassenhygiene (Eugenik)”. Esta mudança de nome aconteceu depois do anúncio de Galton que a higiene racial e a eugenia eram termos sinônimos. Estes termos utilizados na lingua alemã não eram apenas intercambiáveis, mas a higiene racial foi escolhida ser a tradução alemã da Eugenia. Como a higiene racial estava estreitamente ligada a antropologia política – uma pseudo-ciência desenvolvida por Gobineau – a eugenia foi usada como base científica sobre a qual as idéias racistas e politicas, especialmente aquelas dos nazistas, foram baseadas.

Em 1904 Dr. Alfred Ploetz fundou a revista científica “Archiv für Rassen-und Gesellschaftsbiologie” [Arquivo para Biologia Racial e Social] que depois de um ano de existência se tornou o órgão oficial da “Gesellschaft für Rassenhygiene” [Sociedade para Higiene Racial], que Ploetz havia criado. Um co-fundador desta sociedade foi o psiquiatra mais tarde de fama mundial e higienista racial, Professor Dr. Ernst Rüdin.

A Eugenia se Torna uma Terapia Mental

A psiquiatria já tinha uma forte fundação física, biológica e orgânica por este período. Emil Kraepelin, um aluno de Wundt, tinha anteriormente em um acordo com contemporâneos sugerido que a doença mental e física podia ser dividida em duas categorias, aquelas que tinham uma causa hereditária e aquelas causadas pelo ambiente.

Psiquiatras como Dr. Benedict Morel, Wilhelm Griesinger, Emil Kraepelin e Henry Maudsley no século XIX tinham ressaltado a hereditariedade, causas biológicas e orgânicas das doenças mentais. Seus princípios “científicos” tinham influência considerável na psiquiatria e são encontrados ecoados pels textos psiquiátricos do século XIX .

Com o início do século XX as formas mais brutais de tratamento psiquiátrico tinham começado a serem abandonadas. As banquetas giratórias, máquinas de bater na cabeça, chicotes e maças e instrumentos similares não tinham provado serem bem sucedidos, já que ninguém era curado. Quando mais e mais métodos de tratamento eram descartados a profissão subitamente tornou-se ciente que nenhum tratamento adequado podia ser encontrado para justificar a existência da profissão psiquiátrica. Quem primeiro teve a brilhante idéia é perdido nos anais não rastreáveis dos infindáveis jornais psiquiátricos e textos; mas toda a disciplina gradualmente se voltou para o assunto da hereditariedade, bem como para a eugenia como um método possível de eliminar a doença mental até mesmo se a doença mental não pudesse ser curada.

Vários princípios foram desenvolvidos em uma tentativa de evitar posteriores doenças mentais, alguns pioneirados por um grupo, outros por um outro, mas todos eles tentativas de resolver o problema da doença mental enquanto mantinham a fachada da teoria e prática científica.

“Os mentalmente doentes não devem se cruzar com os não mentalmente doentes”. Este slogan levou ao estabelecimento de colônias que separavam os insanos e mentalmente defeituosos do resto da sociedade.

Os apoiadores da eugenia também acreditavam que o resultado da procriação de uma pessoa mentalmente doente seria uma prole mentalmente doente. Se a prole não fosse mentalmente doente, o perigo de um gene recessivo que causasse o defeito mental nas gerações posteriores era demais como um perigo a ser tolerado.

“O elemento mentalmente doente na população está aumentando”. Este slogan levou a medidas que pretendiam diretamente inibir o nascimento de crianças mentalmente doentes. Isto levou a ua série de princípios escalando em força de sua aplicação: separação da sociedade, contenção, separação entre os sexos nas colônias dos defeituosos e esterilizações.

Higiene Mental

Clifford Beers, um antigo paciente mental, pesadamente fez campanha na América por um melhor tratamento para os mentalmente doentes. Um professor suiço-alemão operando na América, Adolf Meyer, apelidou o termo de “Higiene Mental”.

Em 1908 a Sociedade de Higiene Mental de Connecticut, o ponto inicial do movimento de higiene mental como um corpo organizado, foi fundada. Seus objetivos eram: melhorar o tratamento para os insanos, e proteger a saúde mental do público.

Na década de 1920, outros grupos foram formados em outros países – Canadá, França, Bélgica, Inglaterra, Bulgária, Dinamarca, Hungria, Checoslováquia, Itália, Rússia, Alemanha, Áustria, Suiça e Austrália. Por 1930, 24 países tinham Associações de Higiene Mental.

Rotineiramente estas associações tinham como especialistas médicos psiquiatras que esposavam a medicina eugenica e membros leigos que eram simultaneamente ativos nas Sociedades Eugenicas que por aquele tempo se tornaram muito numerosas.

Na França um dos líderes da higiene mental foi o Dr. Edouard Toulouse, na Grã Bretanha foi Miss Evelyn Fox, Secretária da Associação Central para Bem-Estar Mental. Ele tinha sido um membro ativo da Sociedade Eugenica antes da fundação do Conselho Nacional para Higiene Mental, do qual era era uma funcionária e fundadora, e finalmente foi reconhecida como líder do movimento de Higiene Mental como um todo. Entre os membros da diretoria do Conselho Nacional para Higiene Mental estava Sir Cyril Burt, que havia sido por onze anos membro da Sociedade Eugenica antes da fundação do Conselho Nacional. Mais tarde ele fundou o MENSA, um grupo de alto QI que esposa os princípios eugenicos. Dos relatórios anuais do Conselho Nacional para Higiene Mental podemos ver muitos nomes que também são comuns na Sociedade Eugenica, incluindo:

Dr. E. Mapother – eugenista ativo
Major Leonard Darwin – funcionário da Sociedade Eugenica
Dr. A. F. Tredgold – membro psiquiátrico da Sociedade Eugenica
Dr. Adolf Meyer – membro da Sociedade Eugenica

O movimento da Higiene Mental foi projetado fortemente dos movimentos eugenicos de qualquer país onde eles estivessem, e de fato, os movimentos de Higiene Mental eram permeados pelo pensamento eugenico. Em 1931 a firma publicadora Walter de Gruyter and Co. publicou “Handwörterbuch der Psychischen Hygiene und der Psychiatrischen Fürsorge” [O Livro de Mão de Higiene Mental e Cuidado Psiquiátrico] como um trabalho de referência psiquiátrica oficial contendo uma alta proporção de contribuidores eugenicamente orientados. São feitas frequentes referências neste livro à Eugenia, Casamentos Planejados, Hereditariedade, Degeneração etc. e sob o título de “higiene mental” encontramos o seguinte:

“Portanto a constituição hereditária de uma personalidade é o primeiro e mais eficaz ponto da intervenção profilática: no sentido da psiquiatria eugenica é necessário impedir as desfavoráveis combinações hereditárias e trazer as favoráveis, e especialmente evitar a propagação de traços hereditários de doença física e psicopatias socialmente inferiores.”

O princípio que a prevenção do nascimento de mentalmente doentes erradicaria a doença mental se tornou um princípio operante para cada grupo de higiene mental no mundo.

Na Alemanha, como em outros países, os teóricos e praticantes da Higiene Mental foram recrutados principalmente dos grupos eugenicamente orientados. Entre eles estava o psiquiatra Emil Kraepelin, um amigo íntimo de Dr. Alfred Ploetz e Dr. Ernst Rüdin, Professor de psiquiatria da Universidade de Munique, co-editor com Ploetz do “Archiv for Rassen-und Gesellschaftsbiologie” e co-fundador da Gesellschaft für Rassenhygiene (Eugenik) [Sociedade para Higiene Racial (Eugenics)]. Em 1933 o nazista Ministro do Interior do Reich, Wilhelm Frick, indicou Rüdin como seu representante honorário na mesa de diretores de duas uniões alemãs de higiene racial. Isto é até mesmo mais significativo que Rüdin foi indicado por Frick para trabalhar junto com o Ministério na reconstrução da raça alemã.

Pela ocasião do aniversário de 65 anos de Rüdin, Ploetz honrou suas obtenções no Archiv für Rassen-und Gesellschaftsbiologie:

“apenas recentemente ele recebeu a Medalha Goethe para Arte e Ciência do Führer `em reconhecimento a suas obtenções no desenvolvimento da Higiene Racial Alemã. O Ministro do Interior do Reich Dr. Frick enviou a ele o seguinte telegrama:

`Pelo pioneirismo infatigável da higiene racial e pioneirismo meritório de medidas de higiene racial do Terceiro Reich envio minhas mais sinceras congratulações em seu aniversário de 65 anos. Que você tenha muitos anos mais para continuar sua pesquisa pelo bem-estar da humanidade’

O Congresso de Psiquiatras Alemães, Neurologistas e Internistas em Wiesbaden o premiaram com a Medalha da Hereditariedade.”

Também o Dr. Luxenburger, um higienista racial bem conhecido e colega de Rüdin no Genealogical Department of the Deutsche Forschungsanstalt für Psychiatrie (Instituto Alemão de Pesquisa Psiquiatrica) no Instituto Kaiser-Wilhelm em Munique, e o Dr. W. Wlassack, higienista racial e expoente do movimento suiço de higiene mental, ambos teóricos de higiene mental com um background em higiene racial.

Estas opiniões extremas não eram, todavia, limitadas aos psiquiatras e higienistas raciais alemães. Nos exemplo seguintes um inglês e um suíço são representantes deste tipo de pensamento em outras nações.

O eugenista ingles Karl Pearson, primeiro Professor de Eugenia da Universidade de Londres, publicou seus pensamentos pela virada do século:

“Esta dependência de progresso pela sobrevivência da raça mais apta,terrivelmente negra como possa parecer a alguns de vocês, dá a luta pela existência suas caratecterísticas redentoras; isto está ferozmente retirado do cadinho de onde vem o velho metal.[quando a guerra acaba] a humanidade não mais progride de lá e nada checará a fertilidade da descendência inferior; a lei incansável da hereditariedade não será controlada e guiada pela seleção natural.”

e também

“A história me mostra um modo e apenas um modo, no qual um alto estado de civilização tem sido produzido, isto é a luta de raça contra raça e a sobrevivência da raça mais apta física e mentalmente. Se os homens querem saber se as raças inferiores do homem podem evoluir a um tipo superior, temo que o único curso é permitir que elas lutem entre elas.”

Em seu livro “As Fundações do Século XIX” o racista Houston Stewart Chamberlain citou o professor suiço August Forel com grande admiração e aprovação:

“Professor August Forel, o bem conhecido psiquiatra, tem feito estudos interessantes nos EUA e nas Ilhas das Índias Ocidentais, sobre a vitória das raças intelectualmente inferiores sobre as superiores por causa de sua grande virilidade. Embora o cérebro do negro seja mais fraco do que o do branco, ainda que seu poder generador e a predominância de suas qualidades nos descendentes são todas maiores do que aquelas nos brancos. A raça branca se isola [portanto] deles mais e mais estritamente, não apenas nas relações sexuais bem como em todas as outras relações, porque ela tem ao menos reconhecido que o cruzamento significa sua própria destruição.”. Forel mostra por inúmeros exemplos como é impossível para o negro assimilar a nossa civilização mais do que profundamente na pele, e como logo que ele é deixado a si próprio, ele em todos os lugares se degenera na “mais primitiva selvaregia africana” (para mais detalhes sobre este asunto, veja o livro interessante de Hesketh Pritchard, `Onde os Negros Governam os Brancos’, Haiti, 1900); qualquer um que tenha relido as frases de igualdade da humanidade etc., estremecerá quando aprender como os assuntos realmente permanecem tão logo os negros em um Estado obtêm a mão superior. E Forel, que era um cientista, é educado no dogma de uma humanidade em todos os lugares iguais, vem a conclusão: ‘Até mesmo para seu próprio bem os negros devem ser tratados pelo que eles são, um tipo inferior de homens absolutamente subordinados e incapazes de cultura. O que deve de uma vez por todas ser clara e abertamente afirmado.”. (veja a narrativa de sua jornada no livro de Harden, `Zukunft’, 17 de fevereiro de 1900)”.

Esterilização

A eugenia tem sido formulada e tornada conhecida por Galton em 1883. Durante os anos seguintes o assunto foi popularizado e logo depois da virada do século as organizações eugenicas foram criadas pelo mundo. O movimento atraiu um número crescente de apoiadores e aderentes particularmente na América e na Alemanha. E na extensão em que a organização crescia, eles alargaram sua esfera de influência política. A legislação de vários países começou a se orientar por princípios eugenicos e os parlamentos começaram a aprovar muitas leis de natureza puramente eugenica. Embora elas variassem em forma e execução, todas elas eram destinadas ao mesmo objetivo – os mentalmente deficientes e mentalmente doentes.

Leis de natureza geral forneceram a instituição de colônias, habilitando que os mentalmente deficientes ou doentes fossem segregados do resto da população, assim facilitando o controle e a proibição da procriação dos insanos, Duas de tais leis foram o Ato da Deficiência Mental da Grã Bretanha, aprovado em 1913 e o Ato das Desordens Mentais da África do Sul aprovado em 1916.

Outras leis foram muito mais definitivas e destinadas diretamente a esterilização do insano. Deve aqui ser notado que o termo “esterilização” na legislação de muitos Estados dos EUA inclui castração e centenas de tais emasculações já tinham sido realizadas.

Um exame das datas da legislação no caso da América mostra que isto ocorreu em duas ondas. A primeira começou com a aprovação da lei na Pennsylvania em 1905, que o governador imediatamente vetou. Contudo, outros Estados seguiram este exemplo e tiveram mais sucesso. A primeira onda alcançou seu pico em 1913, e então declinou logo depois [a guerra provavelmente tenha tomado a atenção dos assuntos domésticos em alguma extensão], e pouca atividade pode ser rastreada até 1920. A este ponto pareceria que o empurrão eugenicamente inspirado havia se auto-exaurido.

Contudo, com o crescimento do movimento de higiene mental [começando em 1908 em Connecticut e se espalhando pelo mundo na década de 1920] uma segunda fase mais vigorosa havia entrado. O movimento de Saúde Mental em cada país se tornou o lobista primário da causa eugenica, frequentemente fazendo o trabalho da linha de frente dos movimentos eugenicos e geralmente agindo como um grupo autoritário de pressão com o resultado que os princípios eugenicos começaram a aparecer novamente na legislação.

Ganhando momentum durante a década de 1920 uma segunda onda de atos e emendas aprovadas pelas legislaturas sob a pressão combinada dos movimentos entrelaçados eugenicos e de higiene mental. Por 1929 isto já havia alcançado seu pico na América mas com a influência acrescentada de um movimento de higiene mental mais amplamente baseado cujo aumento continuou por outras partes do mundo. Como um resultado, muitos países tinham aprovado ou considerado a aprovação de leis fornecendo a esterilização compulsória ou ocasionalmente voluntária dos mentalmente doentes ou defeituosos, alcoolatras, ou socialmente indesejáveis. Entre eles estavam a Alemanha, Austrália [vários Estados], Nova Zelândia, Canadá [várias províncias], Finlândia, Suécia e muitos Estados americanos. Além disso, a Noruega, Suécia e Suíça incluiram a castração em suas medidas.

Em 1932 o Ministro da Saúde da Inglaterra criou um comitê para examinar a questão inteira e os achados foram publicados em 1936. Contudo, nenhuma lei foi aprovada, provavelmente porque o público depois de ver em primeira mão as gloriosas obtenções do Estado baseado racial e eugenicamente na Alemanha nazista teria levantado um tremendo berreiro. Sem apoio popular e frequentemente com considerável oposição nas melhores oportunidades provou-se ser mais difícil aprovar leis depois de 1935. Como o original suposto propósito do movimento de higiene mental era melhorar o cuidado dos mentalmente doentes, foi desconcertantemente estranho que as primeiras leis aprovadas com base internacional por instigação do movimento de higiene mental fossem leis para esterilizar os mentalmente doentes e evitar que eles se reproduzissem.

Eutanásia

Enquanto o mundo inteiro estava sendo preparado pela propaganda para a esterilização do insano a aderente higiene mental e eugenia estava preparando o próximo passo.

Eutanásia por definição significa morte fácil. realmente é comprendido que ela deva ser uma maneira pacífica e indolor para alguém que é incurável e esteja morrendo. Isto é conhecido como a “morte misericordiosa”

Em 1895 Alfred Ploetz tinha, como temos visto, introduzido o Darwinismo Social na Alemanha e fundado a Higiene Racial. Em seu livro, “Fundamentos da Higiene Racial” ele pede a eliminação de processos contra seletivos, isto é, aqueles processos que eliminam os fortes em favor dos fracos. Entre eles estão incluidas a guerra e a proteção dos fracos e doentes. Como uma ilustração, ele dá o exemplo de um casal recém casado que dá a luz uma criança fraca ou mal formada a quem deve ser dada uma morte fácil com uma pequena dose de morfina por uma mesa de médicos.

Em 1922 Karl Binding um jurista e Alfred Hoche um psiquiatra escreveram: “A Libertação da Destruição da Vida Vazia de Valor”. (Die Freigabe der Vernichtung lebensunwerten Lebens). Eles argumentavam em favor da eutanásia que os desafortunados eram um fardo para eles próprios e para a sociedade e que sua partida não causaria grande perda, que o custo de manter estes inúteis era excessivo e que o Estado podia melhor gastar seu dinheiro em assuntos mais produtivos. Eles sentiam que os defeituosos física ou mentalmente deviam ser indolormente eliminados e exigiram a nulificação das barreiras religiosas e legais que permanecem neste sentido. Hoche era um psiquiatra influente e de autoridade e arguentou que as atitudes morais na direção da preservação da vida logo cairiam e a destruição das vidas inúteis se tornaria uma necessidade para a sobrevivência da sociedade.

Em uma conferência médica alemã em Karlsruhe em 1921 uma proposta foi apresentada para a legalização da eutanásia, mas foi rejeitada. Em um congresso psiquiátrico em Dresden em 1922 a mesma moção e relatório que havia sido apresentado em Karlsruhe foi novamente apresentado e rejeitado novamente. Quase ao mesmo tempo a Liga Monista [um de seus fundadores foi Ernst Haeckel convicto apoiador do Darwinismo Social] fez uma sugestão similar ao Reichstag novamente sem sucesso. Nos EUA, o Dr. Alexis Carrel um franco-americano ganhador do Prêmio Nobel que tinha estado na equipe do Instituto Rockefeller desde sua criação, publicou seu livro “Homem O Desconhecido” em 1935 e sua mensagem não pode ser dito ter se limitado ao consumo doméstico porque dento de três anos ele havia sido traduzido para nove outras linguas.

Em seu último capítulo “A Reconstrução do Homem”, Carrel repetidamente vê a eugenia como a solução para os doentes da sociedade. Ele sugere a remoção dos mentalmente doentes e criminosos para pequenas instituições de eutanásia que deveriam ser equipadas pelos gases apropriados:

“Permanece um problema não resolvido o imenso número de defeituosos e criminosos. Eles são uma carga enorme para parte da população que tem permanecido normal. Como já ressaltado, somas gigantescas são agora necessárias para manter prisões e asilos de insanos e proteger o público contra gangsteres e lunáticos. Porque preservamos estes seres inúteis e nocivos? O anormal evita o desenvolvimento do normal. Este fato deve ser claramente enfrentado. Porque a sociedade não pode dispor de criminosos e insanos de forma mais econômica? Não podemos continuar tentando separar o rsponsável do irresponsável, punir o culpado, poupar aqueles que embora tendo cometido um crime são pensados serem moralmente inocentes. Não somos capazes de julgar os homens. Contudo, a comunidade deve ser protegida contra elementos problemáticos e perigosos. Como isto pode ser feito? Certamente não por construir prisões maiores e mais confortáveis, apenas como a saúde real não pode ser promovida pelos hospitais maiores e mais científicos. Na Alemanha o governo tem tomado medidas enérgicas contra a multiplicação dos tipos inferiores, os insanos e criminosos. A solução ideal seria eliminar todos de tais indivíduos tão logo eles se provassem perigosos. A criminalidade e a insanidade podem ser evitadas apenas por um melhor conhecimento do homem, pela eugenia, pelas mudanças na educação e condições sociais. Enquanto isto, os criminosos ter que ser lidados efetivamente. Talvez as prisões devam ser abolidas. Elas podem ser substituidas por instituições menores e menos caras. O condicionamento de pequenos criminosos com o chicote ou algum procedimento mais científico, seguido de uma curta estada em um hospital pode ser suficiente para manter a ordem. Para aqueles que tem matado, roubado enquanto armados de pistolas ou metralhadoras, raptado crianças, privado os pobres de suas poupanças, enganado o público em assuntos importantes, deve ser econômica e humanamente dispostos em pequenas instituições eutanásicas equipadas dos apropriados gases. Um tratamento similar pode ser vantajosamente aplicado aos insanos, culpados de atos criminosos. A sociedade moderna não deve hesitar em se organizar com referência ao indivíduo normal. Sistemas filosóficos e preconceitos sentimentais dever ser abandonados diante de tal necessidade. O desenvolvimento da personalidade humana é o máximo propósito da civilização.”

CAPÍTULO III
O FÜHRER APARECE

Hitler e sua vida tem sido abordados por vários autores. Encaminho o leitor que está interessado em mais informação sobre eles. Contudo, é necessário brevemente recontar parte de sua história anterior para melhor entender os eventos que vieram a acontecer depois.

Adolf Hitler nasceu em 20 de abril de 1889; o filho de um oficial da aduana austríaca no centro superior da Áustria de Braunau perto do rio Innr. Vários movimentos da família resultaram que o jovem Hitler frequentasse inúmeras escolas. Uma delas foi em Linz de 1900 a 1904 onde ele ficou sob a influência do Professor Leopold Poetsch um pan-germânico extremamente radical (ele apoiava o movimento Pan-Germanico). Além de Poetsch vários outros professores eram fortemente anti-semitas e Hitler estava em uma idade impressionável e indubitavelmente absorveu as idéias deles e aquelas de um jornal anti-semita de Linz aque ele começou a ler regularmente naquele tempo.

Depois de deixar a escola ele passou os seguintes quatro anos fazendo seja o que for que lhe agradasse e passou a maior parte de seu tempo em Linz com a visita ocasional a Viena. Em 1908 ele se mudou para Viena onde alugou um espaço e fez uma tentativa sem sucesso para obter sua entrada na Academia de Arte de Viena.

Antes de deixar Viena em 1913, como o próprio Hitler revela em seu livro “Mein Kampf”, ele passou grande parte de seu tempo na Hofbibliothek (Biblioteca da Cidade) onde afirma ter estudado a história de um número de matérias, particular e crescentemente, teorias político-econômicas e trabalhos político-militares. Porque ele raramente mencionava o título de qualquer coisa que lesse, é difícil determinar quais eram os títulos reais dos livros, mas há pistas sobre isto. As similaridades entre as idéias de Hitler e aquelas de Gustave Le Bon (1841-1931) o psicólogo francês, são tão desconcertantes que podemos definitivamente tirar a concusão que ele estudou o livro de Le Bon “Psychologie des Foules” que foi traduzido para o alemão em 1908 sob o título “Psychologie der Massen” [Psicologia das Massas] e foi adquirido pela Hofbibliothek no mesmo ano.

Hitler, como já temos visto era bem versado na literatira pan-germânica e deve ter sido familiarizado com Gobineau. Também, Dietrich Eckart, um amigo íntimo e apoiador inicial, afirmou em uma brochura cruamente escrita em 1924, que entre outros trabalhos, Hitler tinha estudo o livro do escritor francês Vacher de Lapouge, “L’Aryen Son Role Social” publicado em 1899. Isto mais tarde foi traduzido em alemão em 1939 e publicado em Frankfurt sob o título “Der Arier und seine Bedeutung für die Gemeinschaft” [O Ariano e Seu Papel na Comunidade]. Lapouge parece ter tido um amplo campo de interesse. Além de ser um eugenista de liderança, ele também encontrou tempo para engajar sua atenção ao cru Darwinismo Social e racismo. Isto quase pode ter sido Hitler falando quando Lapouge afirmou em seu livro “a idéia de justiça… é uma ilusão. Nada existe além da força.” e “a raça, a nação, é tudo”.

Além destes tópicos, Hitler também certamente estava familiarizado com o asunto da geopolítica como formulada por seu originador inglês Sir Halford Mackinder e o expoente alemão Karl Haushofer. A geopolítica, um assunto relativamente desconhecido, foi baseada na teoria de que a política externa de um país era determinada por sua localização de materiais crus de recursos naturais e oportunidades; muito mais que por seu desenvovimento político ou visão de mundo. Karl Haushofer (1869-1946) que mais tarde veio a ser professor, conselheiro e amigo de Rudolf Hess, visitou Hitler na prisão Landsberg .

Quando Hitler deixou Viena ele era, como declarou mais tarde, um absoluto anti-semita e um inimigo jurado da ideologia marxista e era em sentimento muito pan-germânico. Sua visão de vida era fortemente aquela do Darwinismo Social, a Sociedade sendo vista como uma arena na qual grupos e indivíduos estavam engajados em uma luta interminável para avaliar a sua superioridade pela força e perspicácia.

Hitler tendo sido declarado impróprio para o Exército austríaco, mudou-se para Munique e lá se candidatou para o Reichswehr alemão e foi recrutado e introduzido como homem da infantaria em agosto de 1914. No fim da guerra ele retornou ao hospital militar de seu regimento em Munique onde realizou várias tarefas subalternas. Em junho de 1919 ele recebeu doutrinação política no “pensamento nacional” na Universidade de Munique do Departamento Educacional ou de Propaganda de um grupo de quartéis generais do Reichswehr bavaro.

Durante o curso, seu fanatismo e veemência atrairam a atenção dos organizadores que o recrutaram como homem V [alguém encarregado de designações especiais]. Logo depois disto, em julho, ele foi feito membro de um Comando de Iluminação para o campo de trânsito de Lechfeld, cujo dever era organizar instrução psico-política para os soldados que retornavam, no pensamento anti-socialista, nacionalista enquanto ao mesmo tempo sendo um campo de treinamento para o próprio pessoal do Comando na agitação e fala pública.

Além de seus deveres psico-políticos ele também realizou a tarefa de ser um agente confidencial e espião do grupo H.Q. que estava realizando uma observação cuidadosa dos grupos políticos locais. Para realizar isto, Hitler foi instruído a comparecer aos encontros do pequenino Partido dos Trabalhadores Alemães (D.A.P.). De início, ele ficava entediado com os encontros, mas na medida em que continuava a frequentar e foi arrolado como membro, seu interesse cresceu incansavelmente e seu envolvimento e atividades cresceram. Em um encontro público de fevereiro de 1920 ele anunciou seu programa de 25 pontos para o partido e por volta deste tempo o nome do partido foi mudado para Partido Social Nacionalista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) conhecido pelo nome mais familiar de Partido Nazista.

Liberado de exército em março de 1920 ele se entregou inegralmente a atividade do partido e continou para fazer um lance pela liderança do partido, no qual foi bem sucedido. Em 12921, ele foi para Berlim para dar uma palestra lá para o Clube Nacional ultra-conservador, e aqui estabeleceu os primeiros contactos com industriais e círculos de negócios. Durante os anos seguintes este círculo sempre crescente de apoiadores incluiu Fritz Thyssen, Alfred Hugenberg (jornais), Alfred Krupp (indúsrtia pesada) e outros. Há também alguma evidência para a crença de que Hitler visitou a Suíça durante o verão de 1923 para receber apoio financeiro.

Também em 1923 o abortado Munich Putsch, estagiado por Hitler, levou seu nome pela primeira vez além das fronteiras da Alemanha e deu a ele um curto período na prisão Landsberg, onde ele com a ajuda de Rudolf Hess ecreveu “Mein Kampf”. Como uma excelente ilustração do seu grau de absorção do Darwinismo Social, eugenia e ideias raciais que são fascinantes e túrgidas de ler. Aqui encontramos os argumentos familiares destes três grupos: a luta sem misericórdia de todas as formas de vida; a vitória do mais forte sobre o mais fraco; o rude desrespeito pelos direitos de outros; a ameaça judaica; a advocacia de técnicas para o cruzamento dos cidadãos superiores e assim por diante.

Depois de sua libertação da prisão em dezembro de 1924 Hitler se apressou em reavaliar seu controle sobre o partido. O suceso seguido durante os seguints poucos anos e, a despeito de vários retrocessos e dificuldades, a tomada do poder veio no ano de 1933.

CAPÍTULO IV
A SECRETA TOMADA DO PODER

Fora as falsidades pseudo-científicas, mito e engrandecimento do autor, o livro Mein Kampf de Hitler também contém a explicação de seu plano de ação. Aqui ele lida em detalhe com a propaganda, o princípio da liderança (Führer prinzip), a organização do movimento e sua estrutura, e depois da tomada do poder seus planos para a nação. E, depois de deixar a prisão Landsberg, Hitler continuou a estabelecer as fundações de seu Estado sombra.

Dentro da estrutura do partido, escritórios e instituições foram estabelecidos com órgão estreitamente paralelos aos órgão atuais do existente governo. Os oficiais do Partido eram indicados para uma ampla variedade de escritórios incluindo política legal, assuntos de saúde e raciais, educação etc. E organizações nazistas para profissões, membros da imprensa, professores, médicos etc também vieram a existir.

Em 1933 com tanta preparação por trás dele, o Partido Nazista estava em uma posição excelente de rapidamente consolidar seu controle do poder. Outros grupos viram a chance de estender seu controle e influência também, e eles também estavam preparados e prontos. A planta estava a mão, tudo o que era necessário era movimentar o programa para a máxima engrenagem para obter o resultado desejado. A revista da Sociedade de Higiene Racial e Eugenia deu boas vinda a ascensão de Hitler ao poder como um maior ganho para eles, já que ele estava tanto de acordo com seu próprio pensamento.

Em junho daquele ano, em uma reunião científica lidando com problemas eugenicos, Wilhelm Frick (Ministro do Interior) descreveu o número de crianças de mente frágil e defeituosas nascidas de país alemãos como sendo enorme. Segundo ele, algumas autoridades viam 1/5 da população alemã como sendo biologicamente imprópria. Eles deveriam ser evitados de se reproduzirem porque a prole deles não era mais desejável.

Um sinal de vitória foi contado pelo movimento de higiente mental e eugenico em 14 de julho de 1933, somente quatro meses depois das eleições de março que levaram os nazistas ao poder. Antes desta data havia sido, segunda a interpretação da maioria dos juízes, ilegal realizar esterilizações por razões eugenicas. Isto agora foi totalmente revertido pela aprovação da ‘Lei de Prevenção de Doença Hereditária na Prosperidade” ou como foi melhor conhecida, a Lei da Esterilização. O arquiteto chefe disso foi o Professor Ernst Rüdin, Professor de psiquiatria da Universidade de Munique, Diretor do Instituto de Genealogia e Demografia Kaiser-Wilhelm, e o Instituto de Pesquisa para a Psiquiatria. Rüdin estava entre os delegados alemães do Primeiro Congresso Internacional de Higiene Mental que foi realizado em Washington em 1930 e no qual ele urgiu uma integração intensificada da eugenia e higiene mental.

Um curto período depois de haver sido aprovada a Lei da Esterilização, ele publicou um comentário sobre o significado e propósito da lei juntamente com o advogado Dr. Falk Ruttke, diretor da Comissão para o Serviço de Saúde Pública do Ministério do Interior do Reich e Arthur Gütt, o especialista nazista em população e chefe de um departamento do governo no Ministério do Interior do Reich.

A própria lei era para vigorar a partir de 5 de janeiro de 1934. Muito compreensiva no escopo, seu principal propósito era limpar a nação dos elementos impuros e indesejáveis na direção da realização do ideal germânico.

As categorias das pessoas cobertas pela lei eram:

(1) Qualquer um que sofresse de doença hereditária podia ser esterilizado por meio de operação cirúrgica se pudesse ser esperado com alguma certeza, segundo as experiências da ciência médica, que sua posteridade sofreria de sérias doenças hereditárias físicas ou mentais.

(2) Pessoas podiam ser consideradas hereditariamente doentes no sentido desta lei se elas sofressem de qualquer uma das seguintes doenças:

(i) deficiência mental inata
(ii) esquizofrenia
(iii) insanidade maníaco-depressiva
(iv) epilepsia hereditária
(v) coréia de Huntington hereditária
(vi) cegueira hereditária
(vii) surdez hereditária
(viii) severa anormalidade física hereditária

(3) Posteriormente, pessoas podiam ser esterilizadas se sofressem de alcoolismo severo

A lei fornecia uma candidatura para as pessoas que buscassem serem esterilizadas e se elas fossem inaptas para agir ou declaradas incapazes de gerenciar seus assuntos por causa da deficiência mental ou ainda não houvesem completado 18 anos, o representante legal estava intitulado a se candidatar.

A esterilização também podia ser aplicada pelo médico oficial ou, no caso de um prisioneiro de um sanatório, ou prisão, pelo chefe da instituição.

Um inteiro sistema legal foi criado. As côrtes para a prevenção das doenças hereditárias foram instituídas e receberam o nome de “Erbgesundheitsgerichte” (Côrtes de Saúde Hereditária) e anexadas as existentes côrtes distritais bem como as Côrtes Superiores. Sentados nelas sempre havia um juis e dois médicos [geralmente psiquiatras] presentes nas audiências desta natureza na côrte. Testemunhas e especialistas podiam ser chamados pelas regras do procedimento civil que eram nomalmente aplicadas.

O Ato foi na ordem que se a côrte finalmente decidisse pela esterilização isto deveria ser realizado até mesmo contra a vontade da pessoa, fornecendo a aplicação que não tinha se originado apenas dele. Se outros métodos se provasem sem valor a aplicação da força era permitida.

Em seu livro “Into the Darkness – Nazi Germany Today”, Lothrop Stoddard, um Darvinista Social americano, racista e pró nazista tinha os seguintes comentários a fazer depois de uma visita a Alemanha onde ele tinha observado a saúde socializada e as côrtes eugenicas. Ele afirma que em uma conversa com um jovem homem a cargo da seção de tuberculose das sedes de serviço de saúde pública, foi lhe dito que:

“O tratamento dado a um paciente de tuberculose é parcialmente determinado por seu valor social. Se ele é um cidadão valioso e seu caso é curável nenhuma despesa é poupada. Se ele é considerado incurável ele é mantido confortável de fato mas nenhum esforço especial é feito em prolongar ligeiramente sua existência que não o beneficiará ou à sociedade. A Alemanha pode nutrir somente uma certa quantidade de vida humana em um dado tempo. Nós, Nacionais Socialistas, estamos no dever de estimular indivíduos de valor social e biológico.”

Stoddard ficou aparentemente impressionado pelas medidas de saúde tomadas pelos nazistas e mais tarde em seu livro ele reconta sua visita a Côrte Superior de Saúde Hereditária em Berlin-Charlottenburg. Tendo a muito tempo estado interessado nas aplicações práticas da biologia e eugenia ele tinha estudado bastante ao longo destas linhas. Ele fez investigações em primeira mão enquanto na Alemanha que incluiram discussões com importantes autoridades sobre a matéria. Estes incluiam porta-vozes oficiais tais como Frick e Darré e cientistas principais como Eugen Fischer, Fritz Lenz, Hans Günther e outros. Foi através das recomendações deles que ele foi capaz de se sentar ao lado dos juízes durante uma sessão da Alta Corte de Apelo Eugenico. Ele também citou o Professor Günther que escreveu:

“O ideal nórdico se torna para nós um ideal de unidade. Isto é o que é comum a todas as divisões do povo alemão de ascendência nórdica. A questão não é tanto se nós homens agora vivendo somos mais ou menos nórdicos; a questão que se nos coloca é se temos a coragem de estar prontos para as futuras gerações de um mundo que se limpou racial e eugenicamente”

Stoddard continuou para dizer -

“Sem tentar avaliar esta doutrina racial altamente controvertida [a respeito dos judeus], é justo dizer que o programa eugenico da Alemanha nazista é o experimento mais ambicioso e de maior alcance na eugenia até hoje tentado por qualquer nação.”

Stoddard continuou para descrever os vários aspectos das políticas eugenicas populacionais da Alemanha nazista, mas antes de encerrar sua pesquisa notou os aspectos psicológicos delas. Ele tinha encontrado que os governantes do Terceiro Reich não pararam as medidas legais e econômicas. Eles estavam cientes que a ideologia tinha que ser mobilizada para alcançar completamente a meta deles. Então o povo alemão era sistematicamente propagandizado para a reconstrução do que pode ser descrito como consciência racial e eugenica.

Como se as oito categorias da lei de esterilização, pelas quais alguém tinha o privilégio de ser esterilizado, não tivessem sido o suficiente, foi decidido em 24 de novembro de 1933 que “os ofensores habituais contra a moral pública” deviam ser castrados. A definição nazista das ofensas contra a moral pública também incluiram “poluição racial”

As ocorrência nos anos seguintes tornaram isto evidente, que os especialistas do nacional socialismo tinham muito mais medidas cuidadosas em mente do que a simples esterilização e castração como solução final para os problemas sociais.

As Leis de Nuremberg

A Alemanha de 1933 era um exemplo único do tipo de clima político no qual o movimento de higiene mental/eugenia podia se desenvolver. As condições econômicas não eram marcadamente diferentes de vários outros países no mundo mas em nenhum outro lugar havia a situação politica tão condutora à realização rápida e sem restrição de um paraíso eugenico. Embora a Lei da Esterilização tenha marcado uma maior vitória no estabelecimento de uma comunidade pura mentalmente, a ação ainda era necessária para assegurar a pureza racial. Isto veio em 1935 com as chamas Leis de Nuremberg.

Antes de 1933 os atos anti-judaicos pelos nazistas não tinham base legal sob a Constituição. Depois da tomada do poder começou uma corrente de legislação anti-judaica. Inicialmente elas diziam respeito a aposentadoria compulsória dos empregados do governo de origem “não ariana”, tentativas de definir os “não arianos” e questionários aos servidores civis para detalhes de seu background racial. Também durante este período a perseguição “espontanea” dos judeus continuou mas era grandemente desaprovada pelos líderes do Partido que preferiam resolver legalmente a questão. Até mesmo Julius Streicher, o notório e obsceno perseguidor de judeus publicamente condenou o uso de métodos não legais indo tão longe a ponto de acusar os perpetradores de serem eles próprios judeus!

O climax dos passos iniciais foi alcançado no dia da celebração do Partido em Nuremberg em 15 de setembro de 1935 quando Goering, para aclamar os oficiais reunidos do Partido, leu o que veio a ser conhecido como as Leis de Nuremberg. Já precedidas por uma variedade de leis de cidadania que começaram em 1933, as duas novas leis eram agudamente a ressaltar. A primeira, a Lei de Cidadania do Reich, dividia a nação em classes de cidadãos: aqueles que eram meramente sujeitos do Estado e aqueles que possuiam cidadania plena, o que incluia direitos políticos. Baseado nos fundamentos raciais e ideológicos esta lei, com uma só tacada, colocou todos os judeus na categoria de cidadãos de segunda classe.

A lei “Para a Proteção do Sangue e Honra Alemã” [a segunda das leis de Nuremberg é chamada abreviadamente de Lei de Proteção do Sangue] pretendia assegurar a pureza racial da nação por todo tempo. Fundamentalmente, tornava criminoso qualquer intercurso sexual entre ambos destes novos grupos do “Cidadãos do Reich” e os “Sujeitos” mas era destinada especificamente aos judeus. Fora isto, esta lei também servia como base para o isolamento posterior dos socialmente indesejáveis nos anos seguintes.

Isto continua sem dizer que Ernst Rüdin desenvergonhadamente clamou por Higiene Racial Alemã e Movimento Eugenico uma medida de responsabilidade para a inspiração destas leis. O objetivo da higiene racial era criar a fictícia raça ariana. De acordo com isto, todos os elementos “não arianos” tinham que ser desenraizados. Afora ter uma combinação errada de cromossomas, também parece ter sido um traço não ariano ou ter uma diferente combinação. Consequentemente, todas as minorias caiam nesta categoria, de liquidação, com a exceção dos judeus que eram declarados bodes expiatórios, começaram com os grupos menores e trabalharam daí em diante. Por causa disto, as grandes minorias foram deixadas com a crença que nunca chegaria a vez delas. Se os nazistas houvessem começado pela outra ponta, todo mundo teria sabido que era para estar no pescoço de todos e eles teriam se unido contra este procedimento quando os nazistas ainda não estavam firmemente estabelecidos.

Entre as minorias que foram consideradas não arianas estavam incluídos os ciganos, os maçons livres, as testemunhas de Jeová, judeus e cristãos. Um denominador comum destas religiões e minorias ideológicas é que todas elas acreditavam fortemente em algo espiritual e mental e orientavam suas vidas segundo esta crença. Eles eram improváveis de responderem a um mundo de sonho psiquiátrico e portanto não encontravam lugar na visão psiquiátrica da vida.

CAPÍTULO V
OS INÚTEIS ENGOLIDORES DE PÃO
(gíria das SS)

Se olharmos de novo para os numerosos caminhos das várias correntes de atividade tomando as primeiras três décadas do século XX, vemos que foi na década de 1930 que eles gradualmente se amalgamaram e uma tendência surgiu em uma certa direção [a esterilização dos mentalmente doentes, as Leis de Nuremberg etc] que estavam se esforçando para “até mesmo maiores alturas”. Os higienistas alemães raciais e mentais tinham preparado o terreno para um projeto totalmente abarcante que eles chamavam de “Programa de Eutanásia”, mas que mais acuradamente teria sido chamado de ‘Assassinato em Massa de Pacientes Mentais”.

Em 1921 os Professores Dr. Erwin Baur, Dr. Eugen Fischer e Dr. Fritz Lenz conjuntamente publicaram a primeira edição de seu livro de dois volumes “Ensinamento da Hereditariedade Humana e Higiene Racial” que foi internacionalmente reconhecido como um livro didático padrão e logo foi até mesmo utilizado nas universidades no exterior.

No segundo volume pelo Dr. Lenz, o primeiro Professor de Higiene Racial na Alemanha (a cadeira foi criada em 1923 na Universidade de Munique), sob o título “Seleção Humana e Higiene Racial (Eugenia)”, ele escreveu:

“Uma real restauração da saúde da raça não pode ser iniciada sem medidas generosas e a organização da higiene social-racial; mas estas são principalmente apenas introduzidas quando a idéia higiência racial tem se tornado conhecimento popular da população ou ao menos dos líderes mentais. Eles devem primeiro desenvolver um sentimento da falta de sentido de uma civilização que permite que uma raça se deteriore, uma ordem da sociedade e economia na qual não há respeito pelos intereses da vida eterna, que de fato frequentemente são detrimentais. A introdução da educação higiênica racial nas escolas secundárias e nas universidades pode efetivamente se opor a esta falta de educação; infelizmente, isto só será possível quando a importância da higiene racial se tornar conhecida nos lugares certos. Tão longe quanto este não seja o caso, o mais importante dever prático da higiene racial é a promulgação particular das idéis higienicas raciais. Tão logo uma convicção higienica racial tenha se tornado uma ideologia viva, então a organização higienica racial da vida, até mesmo da vida pública, acontecerá por si própria… Qualquer um que ame sua raça não pode desejar que ela caia em decadência. Ele deve entender que a diligência da raça é a primeira e incansável condição para a prosperidade da raça. Até mesmo a luta pela liberdade e a auto-avaliação da raça deve no caso final servir à raça. Quando em uma luta pelo poder o melhor sangue é sacificado sem substitui-lo, então isto não tem sentido… E quando o dano racial tem sido causado pela guerra, seja ela por erro ou por ser inevitável, deve ser a primeira preocupação daqueles que não querem ver a raça cega mas enxergando, até mesmo estes danos. Não é apenas a substituição em número, muito mais importante é a substituição da aptidão racial. Até mesmo isto exige o espírito do sacrifício e felizmente não há falta dele – há somente uma falta de entendimento.”

Uma breve olhada no background profissional e ideológico de ambos autores do primeiro volume se mostra muito interessante. Baur e Fischer ambos haviam trabalhado devotadamente no Instituto para Antropologia Kaiser-Wilhelm, Ensinamentos de Hereditariedade Humana e Eugenia, no qual Rüdin primeiro atuou como curador.

Baur, um biólogo, mais tarde se tornou o primeiro reitor nazista da Universidade de Berlim, onde Fischer mais tarde palestrou como um Professor de Antropologia. Em sua humilhação de conhecimento, Fischer afundou nas profundidades de elogiar Hans F.K. Günther, o autor de “Conhecimento Racial da Raça Alemã” que era um alvo popular do ridículo geral até mesmo na Alemanha, antes que os nazistas o promovessem a lecionar na universidade.

Mais tarde, em 1941, Dr. Otmar Freiherr von Verschuer, professor nazista e antigo colega de Baur, Fischer e Rüdin no supramencionado Instituto Kaiser-Wilhelm, apoiou o livro didático de Baur-Fischer-Lenz com calorosas recomendações.

Verschuer foi o fundador e primeiro diretor do Instituto de Biologia Hereditária e Pesquisa Racial na Universidade de Frankfurt, aberta em 1934. Até mesmo nada mais produzindo, mais tarde foi elevado a estrela no céu nazista: foi o antigo assistente do Dr. Joseph Mengele. Desta posição ele mais tarde avançou para uma entre os médicos mais infames no campo de concentração de Auschwitz, onde ele realizou experimentos com prisioneiros vivos e conscientes e torturou os prisioneiros do campo em benefício do “avanço científico”. Depois da guerra, Mengele conseguiu escapar dos Aliados e da Lei, fugindo da Alemanha via Itália para o Paraguai, se estabelecendo lá e adquirindo cidadania em seu novo país lar e aparentemente lá vive até hoje. O tempo de sua existência pacífica, contudo, esperançadamente logo estará acabado; o muito conhecido caçador de criminosos nazistas, Wiesenthal, está em sua trilha e não descansará até o haver pego.

No 12o. Encontro da Federação Internacional das Organizações Eugenicas, realizado em 1936 na Holanda, Verschuer compareceu como representante de seu Instituto junto com Ploetz, Rüdin e Fischer. Um dos trabalhos lidos neste encontro foi o do delegado colega Professor Karl Astel das SS de Himmler intitulado “Raça e Escritório de Reassentamento” (RuSHA).

Em 1923 Lenz deu um passo posterior na direção de seus empenhos em encontrar uma solução para os problemas raciais eugenicos ao declarar que a eutanásia definitivamente tinha seu lugar no plano de higiene racial. Os tambores da propaganda bateram sem parar, mas foi somente na década de 1930 que a campanha fatal da eutanásia irrompeu solta e muito além das fronteiras alemãs.

Em julho de 1931 a União dos Psiquiatras Bavaros realizou um Congresso na Universidade de Munique. V. Faltlhauser, psiquiatra e proponente ativo do movimento de higiene mental, que estava se esforçando ainda mais na direção da maior obtenção do programa da eutanásia, apresentou pensamentos nus e básicos por trás da campanha de esterilização e eutanásia nas seguintes palavras:

“Aqui somente discutiremos a esterilização. Basicamente ela representa somente um dos caminhos que levam na direção do objetivo. Vocês sabem que estas medidas são pesadamente opostas. Não somente é uma queixa não justificada que a questão da hereditariedade não possa ser suficientemente esclarecida, o obstáculo; os obstáculos residem muito mais nas já declaradas considerações éticas e de moral idológica, elas residem na preguiça das amplas massas e nas opiniões obsoletas que não desejo entrar em detalhes aqui. Este ponto de vista deve fazer com que avancemos cuidadosa mas incansavelmente. O que primariamente parece ser necessário é o trabalho educacional e a propaganda para as amplas massas, e os fatos tem que ser constantemente martelados sobre elas. E esta é também uma das muitas obrigações de nossa seção de bem-estar público, que deve ressaltar este fato na vida privada e em palestras. Também deve ser nossa tarefa imperativa pesquisar e tornar mais exatas as leis da hereditariedade e suas consequências finais. E portanto novamente uma tarefa especial cairá em nossa seção de bem-estar público. A este ponto não posso suprimir o comentário que deve haver outros métodos além deste hoje a disposição. Hoje os médicos do bem-estar estão atolados em suas tarefas sociais especialmente quando vocês consideram que eles tem que fazer o trabalho deles em um escritório subsidiário. Se a seção do bem-estar público é para fazer justiça às solicitações de pesquisa feitas para isto, então deve ser fornecido os meios e o pessoal. Sei o que estou exigindo a este tempo de meios escassos. Mas isto deve ser dito para evitar a culpa sendo colocada no bem-estar público na medida em que este falha em preencher as demandas que são feitas a ele.

Quando demandando a esterilização a ação compulsória no presente deve ser evitada; por outro lado, a esterilização voluntária deve ser promovida por todos os meios. Para isto uma clara e inequívoca precaução legal e de segurança deve ser criada. É muito evidente que até mesmo a esterilização voluntária deve ser baseada em certos pré-requisitos e precauções de segurança e que indicadores médicos claros e seguros devem estar presentes. O que estas precauções devem parecer, seja por um comissão ou não, se a comissão deve ou não consistir em médicos, médicos funcionários públicos ou uma mistura dele etc é uma questão a ser considerada e não é relevante para o princípio. Uma clara indicação será nos casos das descendências mais graves, que com o conhecimento de hoje devemos agora reconhecer terão uma alta probabilidade de pesados defeitos hereditários nos descendentes. Precisa apenas ser mencionada incidentalmente que a esterilização é apenas para ocorrer na forma de lesionar o duto espermático enquanto se preserva as gônadas ou a operação interruptora das trompas de Falópio. Toda a questão da esterilização compulsória possivelmente exigida nos casos de tendências criminosas e alta probabilidade de insanidade hereditária devem também ser consideradas. Isto contudo deve ocorrer apenas quando as amplas massas tem intensivamente sido trabalhadas pelos meios mencionados acima e tem se tornado maduras o suficiente para aceitarem tais idéias.

Muitos tem dito que a internação seja a única medida eficaz conta os portadores de massa hereditária tão má. Mas se excetuando o fato de que esta seja a medida preventiva mais cara, é realmente mais humana e uma violação menor do princípio da liberdade pessoal? Não estamos forçosamente proibindo a parte relativa de se procriar pela vida inteira?

Nos alemães não podemos negligenciar totalmente os eventos que ocorrem fora de nossas fronteiras. Uma série inteira de nações tem positivamente aceitado que as leis da hereditariedade de fato afetam o desenvolvimento da anormalidade mental e tem compreendido as consequências disto e criado leis de esterilização. Os americanos tem sido abordados pela coragem temerária por causa das leis que eles tem aprovado em 22 de seus Estados. Mas quando vemos que uma outra raça de outro modo fria e calculista como os Dinamarqueses aprovarem a lei da esterilização, como o cantão Waadt tem também feito isto, quando os ministros suecos estão seriamente lidando com o problema, então isto deve realente nos dar algo a pensar.

Antes que eu termine, devo me permitir uns poucos pequenos comentários que são forçados sobre mim como um objetivo de consciência. Acredito que devemos estar cientes [alertas] das expectativas exageradas do sucesso da esterilização. A esterilização, até mesmo compulsória, não será capaz de fechar todas as fontes de massas hereditárias más.”

O princípio usado aqui para atrair o público a aceitar a esterilização forçada é primeiro iniciar uma campanha de propaganda para a esterilização voluntária. Esta mesma regra também se aplica a eutanásia compulsória onde a propaganda começa com a introdução da eutanásia voluntária. Tanto a Alemanha quanto a Inglaterra estavam literalmente inundadas por campanhas de eutanásia.

Na Inglaterra, o Dr. Charles Killick Millard, Presidente da Sociedade dos Funcionários Médicos da Saúde, em sua fala oficial de 1931 trouxe a questão da eutanásia voluntária e propôs uma lei apropriada. Uns poucos anos mais tarde, ele se tornou um membro da Sociedade de Legislação da Eutanásia Voluntária e secretário honorário.

Em 1935 Lord Moynihan, Presidente do Real Colégio dos Cirurgiões, fundou a Sociedade da Eutanásia. Um ano mais tarde, esta sociedade encaminhou suas recomendações para um projeto de eutanásia para a Casa dos Lords. Entre outras coisas, isto dispunha sobre a possibilidade de pessoas incuravelmente doentes serem capazes de peticionar a um Escritório de Eutanásia do Ministério da Saúde para que este permitisse que eles fossem aliviados de seus sofrimentos. Isto sugeria que o aplicante devia, depois de consultar seus parentes próximos, lidar com seus bens e escolher dois conselheiros médicos e um médico. O Ministério daria seu consentimento para a morte misericordiosa ocorrer em um período de sete dias, tempo permitido para a chance de uma troca de vontade ou um apelo se os parentes assim o desejassem. Esta proposta felizmente foi derrotada.

Contudo, já em 1923, um passo nesta direção foi dado na Suíça e um esboço de uma tal lei foi apresentada na Dinamarca em 1924. Nos EUA, a Câmara dos Médicos do Estado do Illinois até mesmo requisitou a aprovação da morte misericordiosa. O ano de 1938 foi marcado pelo estabelecimento de uma Sociedade Americana para a Eutanásia, e em linhas similares, uma sociedade para a eutanásia voluntária foi fundada em Connecticut e rascunhos da lei foram apresentados aos parlamentos em Nebraska e Canadá em 1937. Na Alemanha, as atividades no campo da eutanásia alcançaram seu climax. Em 1934 Baur, que a muito tempo tinha advogado a lei da esterilização, previu que uma tal lei seria apenas o início.

A real campanha pela eutanásia na Alemanha tomou muitas formas. Filmes foram produzidos [entre outros, "Eu acuso"] que eram para tornar óbvio que havia membros da sociedade úteis e menos úteis, e pretendiam causar perplexidade da parte do espectador de porque alguém se preocupava em prolongar todas estas vidas improdutivas. Artigos em jornais informavam aos leitores os custos com os mentalmente doentes e mostravam claramente como o dinheiro poderia ser usado para coisa mais produtivas e criativas. A campanha foi tão intensa que alcançou os livros escolares, nos quais a natureza dos problemas era para dirigir a atenção do aluno a este assunto. Um tal exemplo é o livro didático de aritmética escrito em 1935 por Alfred Dorner, cuja série de questões distorcidas e disfarçadas eram para ter a desejada influência.

Assim vemos que a esterilização e a eutanásia não eram idéias exclusivas dos nazistas e nunca tinham sido. Elas eram idéias que eram apoiadas e promovidas pelo mundo inteiro por grupos com forte interesse no desenvolvimento progressivo da higiene mental e saúde mental. Não há dúvida que a eutanásia foi apoiada em muitos países, entre eles a América, Finlândia, Inglaterra, Dinamarca, Suécia, Noruega, Austrália e Nova Zelândia. A Alemanha, contudo, foi o único país no mundo no qual o clima político era tal que permitiu a materialização da meta final dos apoiadores da esterilização e da eutanásia.

As leis de esterilização ao mesmo tempo estavam preparando o terreno em outros países tais como os EUA [alguns Estados] para esforços muito maiores. Contudo o passo da esterilização ao assassinato é grande [embora aparentemente menor para alguém que estivesse completamente absorvido pelo estado mental do movimento de saúde mental]. Entretanto parece apenas lógico que alguém tentasse ganhar os políticos para novas ideias, para manipula-los e indica-los nos lugares certos, em ordem de chegarem ao objetivo desejado. Na Alemanha os políticos eram ideais para este propósito e consequentemente a ação andou muito mais rápido lá. Mas, como veremos mais tarde, por causa das atividades alemãs, a atitude em relação aos assuntos da esterilização e da eutanásia mudou logo depois da Segunda Guerra Mundial.

O passo seguinte, na direção do fim de 1938 e início de 1939, foi publicamente testado na Alemanha depois das infidáveis discussões e movimentos de propaganda. Uma carta endereçada a Adolf Hitler escrita por um homem chamado Knauer de Leipzig pedia a permissão para que um médico encurtasse a vida de seu filho que nasceu cego, parecendo ser idiota e tinha apenas partes de seus braços e pernas. A própria criança naquele tempo estava na Clínica Infantil da Universidade de Leipzig, que era chefiada pelo Professor Werner Catel, Professor de Neurologia e Psiquiatria da mesma universidade.

Naquele tempo Catel já era um expoente de eutanásia e tinha permanecido até este dia, cujo fato ele reconheceu em seu livro “Border Situations of Life – Contribution to the Problem of a Limited Euthanasia”. Foi Catel que fez a sugestão ao pai, ou ao menos focalizou a atenção deste nesta direção, para escrever uma carta ao Führer. Como uma resposta a esta carta, Hitler enviou seu médico, Professor Karl Brandt, a Leipzig e depois de consultas com Catel, pôs a criança para dormir.

Vários meses depois, Hitler assinou um documento autorizando o Dr. Karl Brandt e o líder do Reich, Philipp Bouhler a permitir a eutanásia em casos especiais. Est autorização foi supostamente assinada em outubro de 1939, mas foi datada com data prévia, para o início de setembro do mesmo ano. O documento realmente nada tinha além do que uma autorização e formulado de modo tal que um médico que realmente se sentisse ligado ao Juramento de Hipocrates o podia interpretar de tal modo que ninguém teria que morrer. A “ordem do Fuhrer”, como foi geralmente chamada, tinha aparentemente vindo depois de uma viva discussão entre Dr. Karl Brandt, Dr. Leonardo Conti e Philipp Bouhler e foi como se segue:

“Reichsleader Bouhler e Dr. Brandt M.D. estão encarregados com a responsabilidade de aumentar a autoridade de certos médicos a serem designados por nome de tal maneira que as pessoas que segundo o julgamento humano podem depois do mais cuidadoso diagnóstico de suas condições de doença serem concordadas para uma morte misericodiosa.”

Assinado – A. Hitler”.

A despeito disso, o documento foi visto não somente como base legal para crimes cometidos por psiquiatras na Alemanha nazista, mas mais tarde, nos julgamentos de Nuremberg e em outros casos da côrte, foi usado como uma justificativa quando o acusado tentava interpretar esta autorização como uma ordem.

A questão sobre a chamada “Ordem do Fuhrer” é geralmente abandonada pela declaração que Hitler queria alcançar uma de suas metas com este documento. Contudo, vários fatos contradizem esta teoria disseminada e devem ser mencionados neste contexto. Obviamente Hitler concordava ou ao menos simpatizava com os argumentos dos grupos eugenicamente orientados, que estavam tentando defender a esterilização e a eutanásia. Isto nós sabemos de suas anteriores atividades e estudos, mas ninguém pode acusa-lo de ter externado sua opinião nesta direção muito frequentemente. Ao contrário, ele raramente advertiu sobre isto. O documento real era muito vago, e não era nem mesmo claro de forma que as vítimas estivessem desesperançosamente mentalmente doentes, mas apenas se referia geralmente aos doentes incuráveis. O caso previamente mencionado de Knauer é o típico exemplo do modo de pensamento psiquiátrico e suas táticas.

O Terceiro Reich é realmente visto como um Estado monolítico, uma estrutura em pirâmide com Hitler no topo, seguido pela máquina administrativa do governo e suas organizações subordinadas, que formam uma base ampla, o inteiro sistema unificado e dinâmico. Como fato real, o Terceiro Reich era um sistema de agências, departamentos e ramos do governo todos em competição uns com os outros. Todos tentavam jogar um contra o outro por razões de prestígio, em ordem de ganhar o favor do Fuhrer ou aumentar o poder deles. O próprio Hiter divulgou diferentes versões da mesma ordem para manter seus subordinados divididos e em competição uns com os outros. Deste modo havia uma menor chance deles se tornarem perigosos para ele.

Hitler tinha propositadamente desarranjado toda a estrutura do Reich, com o objetivo de uma mudança de ênfase de função, uma tática que se provou bem sucedida em asegurar sua própria posição de poder. Fora dos reais escritórios do governo, os comitês do Partido Nazista estabelecidos antes da tomada do poder continuaram a existir, de forma que Hitler tinha duas organizações a sua disposição com funções grandemente entrelaçadas. A administração do Terceiro Reich, foi, portanto, uma confusão caótica de conflitos, ciúmes e duplicação de ações. Uma ordem que não era assumida por alguém e funcionasse ou passava adiante, ou apenas permanecia uma ordem e terminava na gaveta de alguma escrivaninha, nunca executada. Realmente, uma grande quantidade de esforço era necessária para fazer com que um monte de coisas fossem postas em movimento.

Adicionalmente, depois da tomada do poder, Hitler estava apenas interessado em atividades com as quais tinha afinidade e negligenciava outras atividades. Os ministros e funcionários frequentemente não o viam por longos períodos de tempo. No grau que Hitler se envolveu nos planos de expansão do Reich, ele tinha que lidar mais e mais com a solução de problemas militares e com assuntos diplomáticos. Seu interesse em iniciativas e matérias não militares declinou.

Então porque a atenção de Hitler inequivocamente estava em outras matérias, os especialistas que estavam continuamente exercendo pressão sobre os assuntos internos, tais como iniciar o assassinato em massa dos doentes mentais, também assumiram a responsabilidade disto. Isto foi afirmado por dois jornalistas americanos muito conhecidos e bem informados, William L. Shirer e Joseph Harsch, ambos ativos como correspondentes estrangeiros em Berlim naqueles anos.

Shirer coletou suas impressões em seu “Berlin Diary” publicado na Inglaterra em 1941. Até o fim de seu diário o autor lida com suas experiências com o programa da eutanásia. Ee escreve:

“O que ainda não está claro para mim é o motivo para estes assassinatos. Os próprios alemães propuseram três:

1. que eles estavam sendo realizados para poupar alimentos.
2. que eles foram feitos com o propósito de experimentar novos gases venenosos e raios da morte.
3. Que eles eram simplesmente o resultado dos nazistas extremos decidirem realizar suas idéias eugenicas e sociológicas.”

Shirer continua com suas opiniões e chega a conclusão:

“O primeiro motivo era absurdo já que a morte de 100.000 pessoas não pouparia tanta comida para uma nação cuja população é de 80 milhões. Além disso não havia uma falta aguda de alimentos na Alemanha. O segundo motivo é possível, embora eu duvide disso. Os gases venenosos podem ter sido usados para tirarem estes desafortunados do caminho, mas se foi assim, a experimentação foi apenas incidental. Muitos alemães com quem tenho falado pensam que algum gás que desfigure o corpo tenha sido usado, e esta seja a razão real pela qual os restos das vítimas tenham sido cremados. Mas não posso obter evidência real disso.”

E agora ele chega a uma seção muito interessante na qual ele escreve:

“O terceiro motivo parece-me o mais provável. Por anos um grupo de sociólogos radicais nazistas que foram instrumentais em estabelecerem as leis nazistas de esterilização tem pressionado por uma politica nacional de eliminar os mentalmente inadequados. Eles dizem terem discípulos entre muitos sociólogos em outras terras e talvez eles tenham.

O parágrafo dois da carta formulário enviada aos parentes claramente sustenta a estampa deste pensamento sociológico: “Em vista da natureza deste mal sério e incurável, a morte dele, que o poupou de uma longa vida em instituição, é para ser vista meramente como uma libertação.

Alguns sugerem um quarto motivo. Eles dizem que os cálculos nazistas revelam que para cada 3 ou 4 casos institucionais deve haver um alemão sadio para cuidar deles. Isto retira vários milhares de bons alemães de empregos mais lucrativos. Se os insanos fossem mortos, posteriormente foi argumentado pelos nazistas, haveria muito espaço hospitalar para os feridos de guerra se a guerra se prolongasse e grandes baixas ocorressem”

Esta informação que Shirer por alguma razão não considera e põe de lado como sendo absurda ou não importante, quando examinada se prova muito mais útil. Dos motivos que os alemães propalaram como razão deles para estes assassinatos, três se mantém sob exame.

O primeiro motivo, contudo, que eles estavam imbuídos em poupar alimentos, se originou antes das medidas serem iniciadas e assim parece uma conclusão bem lógica. Contudo, quando se olha o resultado e quando se compara 100.000 pacientes com 80 milhões de pessoas como fez Shirer, a coisa toda se mostra absurda.

A segunda razão, que os assassinatos foram cometidos para experimentar novos gases venenosos, também faz sentido. Nos estágios iniciais do programa de eutanásia muitos experimentos foram realizados para encontrar o meio mais eficaz e rápido de exterminar as vítimas.

O terceiro motivo que os próprios alemães ofereceram, foi que as ações assassinas eram o resultado dos extremos Nacionais Socialistas que queriam materializar suas idéias sociais e eugenicas-sociais. Como todo o programa foi mantido estritamente confidencial e portanto era conhecido por muito poucas pessoas, parece que os próprios nazistas o realizaram. Contudo, da história das preparações destas ações assassinas é óbvio [e no capítulo seguinte iremos a isto em detalhes] que foram os psiquiatras extremistas e os nazistas que juntos colocaram em ação estas idéias.

O quarto motivo oferecido a Shirer por alguns alemães que os novos gases usados deformavam os corpos e que esta foi a razão para a cremação dos restos mortais é também digna de ser examinada em mais detalhe. O novo gás que foi usado no início não era novo. De fato, era simples monóxido de carbono de motores de combustão que de fato deformam corpos. Os pacientes morriam geralmente sob condições que causavam deformação [alguns dos corpos se descoloriam e os fluidos e excrementos escapavam dos corpos]. é evidente que frequenetmente eles estivessem em uma condição que não permitisse que fossem postos em um caixão e transferidos. Um ponto posterior que deve ser considerado é que um tal cadáver, se entregue aos parentes, dificilmente teria permanecido para um exame para determinar a causa da morte, se a familia tivesse querido isto.

A coisa desagradável sobre o Diário de Shirer é que ele recebeu sua informação de alemães não como um rumor mas como fato, e obviamente obtidas de primeira mão. Ele descreve os nazista como sociólogos e provavelmente utiliza este termo como um termo coletivo que inclui psiquiatras, psicólogos, antropólogos, socio-higienistas e higienistas mentais. E sua conclusão é correta. Eles eram raciais, eles serviram como ferramentas para a aprovação das Leis de Esterilização, eles exerceram pressão para dirigir a política nacional na direção da eliminação dos mentalmente doentes e eles foram bem sucedidos em tudo isto. A afirmação de Shirer que os sociólogos alemães tinham muitos apoiadores no exterior também é válida.

Joseph Harsch o segundo jornalista americano em Berlim, confirma a informação de Shirer em seu livro “Pattern for Conquest”.

“Aqueles que propuseram o plano para eutanásia são entendidos como tendo pedido a Hitler um édito escrito, ou lei que oficialmente os autorizasse a procederem os assassinatos misericordiosos. Hitler é representado como tendo hesitado por várias semanas. Finalmente, duvidando que Hitler assinasse a ordem oficial, os proponentes do projeto esboçaram uma carta para ele assinar que meramente expressasse a aprovação geral de Hitler à teoria da eutanásia como meio de aliviar os incompetentes da carga da vida. Conquanto esta carta não tenha tido o caráter de lei, foi adequada na Alemanha nazista. O Führer tinha expressado aprovação a esta prática. Isto foi adiante”.

Seguindo o caso de Knauer, um grupo de especialistas competentes foi chamado a Chancelaria do Reich para formar um Comitê da Eutanásia. O psiquiatra, conselheiro ministerial de saúde no Ministério do Reich, SS Oberführer Dr. Herbert Linden, foi indicado como chefe. Mais tarde Linden era para atuar como ligação entre a Chancelaria e o Serviço de Saúde do Reich, que estava anexado ao Ministério do Interior e liderado pelo Doutor do Reich Führer Leonardo Conti.A fundação deste comitê foi o primeiro do que se tornou encontros regulares de conselheiros médicos para o propósito de melhor estimar as necesárias instalações técnicas e administrativas.

O Comitê de Linden consistia em:

Professor Hans Heinze, chefe do Instituto Mental Brandenberg.
Professor Werner Catel, Palestrante em Neurologia e Psiquiatria na Universidade Leipzig e chefe da Clínica Pediátrica em Leipzig.
Dr. Helmut Unger, Oftalmologista, autor de uma novela sobre a questão da eutanásia (“Mission and Conscience”) e oficial de ligação de imprensa para Reich Doctor Führer Dr. Wagner.
Dr. Ernst Wentzler, Pediatra.

Linden rapidamente expandiu o comitê com os seguintes elementos adicionais, especialistas em neurologia e psquiatria:

Professor Max de Crinis, palestrante em Neurologia e Psiquiatria na Universidade de Berlim, agente secreto e amigo de Waiter Schellenburg – que tinha um alto posto no Serviço Secreto Nazista. [o Dr. Crinis esteve envolvido no Incidente Venlo estagiado pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial onde dois agentes da inteligência britânica e um holandês foram raptados pelos alemães].
Professor Berthold Kihn, palestrante de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Jena.
Professor Carl Schneider, palestrante em Neurologia e Psiquiatria na Universidade Heidelberg .
Dr. Hermann Pfannmüller, que era assistente do Dr. Faltlhauser no Asilo em Kaufbeuren e como em 1938 Diretor do Hospital Mental Eglfing-Haar.
Dr. Bender – diretor do Hospital Mental Buch perto de Berlim.

Um curto tempo depois os conselheiros especiais para o T4 foram anexados:

Professor Werner Heyde, palestrante em Neurologia e Psiquiatria na Universidade Würzburg
Professor Paul Nitsche, palestrante em Psiquiatria da Universidade Halle a partir de 1939. Diretor do Instituto Sonnenstein perto de Pirna, que se tornou uma das escolas de assassinato.

Agora tendo o necessário aconselhamento de especialistas sobre o tamanho do problema, de números, qundo onde, como, quem, etc. a máquina administrativa do T4 foi reunida. O programa havia sido projetado e a tarefa podia começar.

CAPÍTULO VI
A MÁQUINA DA MORTE

Não há muito que seja conhecido sobre o T4 em comparação com outros aspectos da Alemanha Nazista e a Segunda Guerra Mundial; o que é pouco conhecido é a dificuldade de verificar entre as narrativas que são dados conflitantes e contraditórios. T4 de fato era a Chancelaria do Führer e as iniciais “T4″ vieram do endereço completo que era Tiergartenstrasse 4, Berlim. Contudo, é importante ter em mente dois fatores quando tentar apreciar a falta de informação.

T4 era a fonte de ordens e medidas que eram “Geheime Reichssache” [Assuntos Secretos do Reich] e aqueles envolvidos que serviram como ferramentas em sua execução eram ligadas pelo silêncio. O programa da eutanásia foi considerado ser um deles, e está é uma das razões porque existe tão pouca informação, com tanto de conflitante, sober seus trabalhos e sua relação com a própria Chancelaria. Um segundo fator a se ter em mente é que a coisa toda foi planejada com grande cuidado antes de ser assinada a autorização por Hitler e de fato encontros envolvendo principais psiquiatras alemães tinham estado ocorrendo alguns meses antes da data de sua autorização. Como este era um programa muito completo, os criadores tinham suficientemente previsto dar os passos para encobrir seus rastros e esconder a evidência. Uma das idéias mais brilhantes deles foi finalmente designar o pessoal que tinham sido treinado no instituto de eutanásia, e que mais tarde continuou para coisas muito maiores, para teatros de guerra onde a sobrevivência era mais que certamente ser mínima. Muito pessoal foi designado para o front iugoslavo onde os partidários de Tito tinham uma reputação de nunca fazer prisioneiros, e muitissimos deles morreram lá.

O “Projeto T4″ estava plenamente integrado na estrutura organizacional do Reich e caiu sob a seção IIb – “A Morte Misericordiosa” da Chancelaria do Führer [KdF]. Isto era dividido em dois departamentos: o administrativo chefiado por Philipp Bouhler, uma figura sombria (uma vez descrita como um dos ditadores dos ditadorores) e a seção médica chefiada pelo médico pessoal de Hitler, o Dr. Karl Brandt.

Em meados de 1939 a fase final das preparações administrativas do programa da eutanásia foi iniciado. Isto lidava quase inteiramente com ser mantido seguro e secreto. O povo alemão, sob nenhuma circunstância, podia suspeitar e o projeto era para continuar sem qualquer interferência. Foi portanto necessário disfarçar as atividades o máximo possível.

Os questionários já haviam sido preparados pelo comitê psiquiátrico e conselheiros, e em outubro eles foram enviados a instituições mentais da Alemanha. Estes questionários requeriam respostas a um número de perguntas, inclusive nome, status marital, nacionalidade, proximidade de parentesco, se era ou não regularmente visitado e por quem, quem tinha a responsabilidade financeira e a quanto tempo na instituição, quanto doente, o diagnóstico, sintomas principais, se estava contido ou não ao leito, se estava sob restrição, se estava sofrendo de uma doença ou queixa incurável, e se era ou não um ferido de guerra. E, qual a raça do paciente. Estes questionários foram preparados e enviados por um grupo de frente que operava sob o T4.

Em um clássico estilo psiquiátrico, quatro grupos de frente tinham sido criados para escudar a fonte real das operações do T4 contra um exame. A idéia sendo essencialmente que o próprio T4 divulgaria as ordens para o grupo de frente que então realizaria as medidas necessárias. Qualquer um que buscasse rastrear de volta na cadeia administrativa, a dizer, de um hospital onde os pacientes era levados para serem assassinados, chegaria a um destes quatro grupos de frente e as chances de obter qualquer informação mais atrás eram muito pequenas.

O grupo de frente que enviou os questionários, os tinha recebido de volta e manuseado, foi nomeado Realms Work Committee para Instituições de Cura e Cuidado. Isto se tornou a sede da inteira organização e foi começado para este propósito.

Havia uma organização paralela, um outro grupo de frente devotado exclusivamente ao assassinato de crianças, então obviamente era necessária a especialização nesta área e o grupo de frente composto por aqueles que tinham conhecimento e experiência com crianças. Isto foi conhecido sob o nome ambíguo de Realms Committee para Abordagem Científica da Doença Severa Devida a Hereditariedade e Constituição. Em associação com estas duas organizações estavam a Companhia de Caridade para Transporte dos Doentes que transportava os pacientes para os centros de matança, e a Fundação Caritativa para Cuidado Institucional que estava a cargo de fazer os arranjos finais.

O decreto do Ministério do Interior do Reich de 18 de agosto de 1939, que introduziu as exigências do registro dos recém natos deformados foi uma grande vantagem para o projeto infantil. De início, foi aplicado a crianças apenas até três anos, mas depois de 1941 este projeto incluiu jovens de 16 anos.

Estas quatro organizações encobertas protegeram o T4, a Chancelaria do Reich, e o comitê de eutanásia de descobertas indesejáveis. Aqueles que tomaram a iniciativa estavam muitos seguros que ninguém tinha tentado retraçar a cadeia administrativa, vamos dizer de um instituto cujos pacientes foram movidos para institutos de matança, ele provavelmente alcançariam uma das quatro organizações. As chance que alguém fosse muito mais adiante eram pequenas.

Ironicamente os parentes dos pacientes eram encarregados do custo da matança, sem contudo serem informados sobre o que eles estavam pagando. Os questionários que foram enviados foram completados pelos psiquiatras, médicos a cargo do paciente em asilos. Quando os questionários voltavam eram analisados por membros psiquiátricos e profissionais do T4 que eram principalmente importantes professores de psiquiatria das universidades alemãs. Todo o negócio estava em proteger o programa da eutanásia no qual ninguém de fato realmente examinou uma pessoa, em direta violação de qualquer abordagem médica ou avaliação psiquiátrica. O processamento dos questionários era feito muito rapidamente; por exemplo, um especialista entre 14 de novembro e 1o. de dezembro de 1940 avaliou 2.109 deles.

Do início do programa de eutanásia e por algum tempo durante ele, os judeus foram cuidadosamente excluídos de entre as pessoas e receberem a libertação “abençoada” de seus sofrimentos. A razão, aparentemente, foi que tal destino digno não era para ser dedicado aos indignos judeus, mas apenas aos alemães que se beneficiariam de uma tal medida humana. O programa da eutanásia era uma facada casual para resolver o problema social como uma medida de emergência, e isso foi mostrado pela abordagem e organização da coisa toda.

Ao tempo em que os questionários foram enviados, ou talvez até mesmo antes, um número de hospitais mentais e construções convenientes foram convertidos para uso posterior em centros de matança e escolas de assassinato. As câmaras da morte foram eregidas em construções disfarçadas de banhos de chuveiro e crematórios, ambos os quais eram idênticos aos que mais tarde seriam criados nos centro de matanças de judeus na Polônia.

Parece ter havido seis principais institutos de morte e escolas de assassinato, e eles estavam em Grafeneck, Hadamar, Hartheim (na Áustria), Brandenberg, Bernberg e Sonnenstein, O hospital do super-especialista Dr. Nitsche. O sistema parece ter funcionado na seguinte maneira.

Com base nas respostas dos questionários, o instituto de onde as respostas se originaram era informado que um certo número de pacientes seria removido, alegadamente para tornar leitos disponíveis para os feridos de guerra, ou removidos para melhor tratamento. Um número de razões era tornado conhecido ou exposto como razão para remoção. Estes pacientes eram coletados pelo organização de frente Companhia Caritativa de Transporte de Doentes, que então os levava a um destes centros de matança, onde eles eram exterminados dentro de poucas horas de sua chegada. Como uma camuflagem posterior, eles nem sempre eram levados diretamente para o centro de matança; em algumas ocasiões eles eram levados a um hospital intermediário onde as pessoas eram levadas a acreditarem que eles foram lá colocados para observação.

O número total de vítimas do programa da eutanásia é difícil de determinar, mas haviam de 300.000 a 320.000 pacientes mentais em 1939 e apenas 40.000 em 1946 o que parece indicar que a avaliação de 275.000 mortes mencionadas nos julgamentos de Nuremberg foram razoavelmente acuradas.

As vítimas não estavam confinadas a pacientes mentais incuravelmente doentes; na medida em que o programa progredia e ganhava momentum, outros indesejáveis foram incluidos. Era óbvio que tão grande oportunidade não seria perdida para incluir qualquer um mais que não fosse digno de viver. Entre aqueles pegos na armadilha dos institutos de assassinato estavam psicóticos, esquizofrênicos, pacientes sofrendo de enfermidades da senilidade, bem como epilépticos e outros pacienets sofrendo de uma variedade de desordens orgânicas neurológicas, incluindo as várias formas de paralisia infantil, parkinsonismo, esclerose múltipla e tumores cerebrais. Também sabemos que as crianças eram dispostas similarmente, quando orfanatos e reformatórios eram pesquisados por candidatos.

Deve ser mantido em mente que, segundo um especialista, ao menos 50% dos pacientes assassinados teriam, se lhes fosse permitido sobreviver, sido capazes de recuperar e dirigir vidas úteis.

Como temos visto, T4 estava em grande parte planejando disfarçar suas operações e aquelas dos centros de matança como hospitais mentais comuns e isto foi testificado nos julgamentos de Nuremberg por Viktor Brack, o chefe da inteira seção II da KdF e portanto uma das principais pessoas responsáveis pela execução do programa de eutanásia. Nos julgamentos de Nuremberg, ele testemunhou que os pacientes andavam calmamente com suas toalhas e permaneciam com seus pedaços de sabão sob os chuveiros esperando a água começar a cair.

Tenho sido capaz de encontrar mais material sobre algumas instituições de assassinato que outras, mas a seguinte narrativa pode ser tomada como justa representante de outras cinco instituições de assassinato. Hartheim estava situada perto de Linz que por sua vez estava perto do local de nascimento de Hitler na Áustria. Era um velho castelo dedicado como um asilo para os pobres de mente frágil e estúpidos em 1898. Hartheim, em companhia de outras instituições, não apenas servia como um instituto de assassinato e disposição de doentes mentais, mas também funcionava como uma escola de assassinato para o pessoal. Os diretores médicos a cargo de Hartheim eram dois, Dr. Rudolf Lohnauer, um austríaco que mais tarde se tornou especialista em 14fl3 do qual ouviremos mais depois, e o Dr. Georg Renno. Eles recebiam ordens diretamente de T4 e eram responsáveis pelo treinamento “médico” do pessoal. O treinamento da equipe era destinado a endurecer o pessoal psicologicamente para a experiência de ter que exterminar e observar as mortes de dezenas de milhares de pessoas, dia após dia, semana após semana, fora qualquer treinamento técnico dado a eles. Contudo, para as atividades posteriores em operação nas câmaras da morte e nos crematórios, era óbvio que eles estavam sendo escolados para coisas maiores nos trabalhos do Terceiro Reich. A maioria do pessoal envolvido em atividades posteriores tinha passado por uma dessas escolas de assassinato.

O oficial administrativo a cargo de Hartheim era o Capitão Christian Wirth, um antigo policial, que tinha sido selecionado pelo T4 para supervisionar o treinamento. Fora ser pago para dispor dos pacientes indesejáveis, e treinar pessoal, estes institutos também forneciam uma base para testes científicos para o aperfeiçoamento das técnicas e assassinato como visionadas por psiquiatras em comitês de eutanásia no T4. As mortes das vítimas eram estudadas clinicamente, fotografadas e aperfeiçoadas. Nos julgamentos dos crimes de guerra que aconteceram depois da guera na Alemanha, foi provado que nos campos de morte de Belzec, Sobibor e Treblinka, fotógrafos especiais também tiraram fotografias de pessoas sendo mortas por gases, exatamente como eles tinham feito em Hartheim e outros institutos. Além disso, experimentos aconteceram com várias misturas de gases para aperfeiçoar o mais eficaz. Durante estes testes, os psiquiatras com cronômetros observariam os pacientes morrerem por buracos na porta do porão que servia como câmara de gás em Hartheim, e o prolongamento da luta de morte era marcado de um décimo de um segundo. Imagens de baixo movimento foram tomadas e estudadas pelos especiaistas psiquiátricos do T4 em Berlim. Os cérebros das pessoas eram fotografados para verem exatamente quando a morte havia ocorrido. Nada era deixado ao acaso. Os psiquiatras eram muito cuidadosos.

O real treinamento dos estudantes continuava em uma progressão ordenada de familiarização. De início eles observavam o experimento como observadores, na medida em que o treinamento progredia, eles gradualmente passavam a participar dos reais assassinatos sendo realizados ao conduzir os pacientes para as câmaras de gás, soltar os gases, observar durante a luta de morte e finalmente ventilar as câmaras e remover os cadáveres. A seleção dos estudantes era realizada por oficiais nazistas de alto escalão que eram pessoal e diretamente responsáveis pela Chancelaria do Führer.

Toda a operação era envolvida na mais estreita segurança. Todo mundo envolvido entendia que não podia haver escorregadelas – não podia haver vazamento de informação, porque não estavam lidando com sub-humanos ou judeus; estas vítimas eram alemãs e austríacas e a reação pública seria muito forte. E de fato, quando o programa mais tarde se tornou óbvio para os habitantes nas vizinhanças dos institutos de assassinato, houve um berreiro contra eles.

Obviamente, depois de tão familiarizados com as mortes das vítimas, os estudantes se tornavam insensíveis aos gritos e súplicas dos assassinados. No processo de serem endurecidos, os estudantes eram estreitamente observados por ses professores que notavam as reações deles e faziam relatórios do progresso deles como alunos. Se os estudantes eram capazes de observar e participar nos assassinatos daqueles de suas próprias nacionalidades, até mesmo embora eles fossem loucos ou deformados eram de nacionalidade austríaca ou alemã, seria muito mais fácil fazer a mesma coisa com os “sub humanos”. Os estudantes que não completvam o curso porque eles se quebravam, eram enviados para o front de guerra onde o Comandante a cargo da unidade os designaria para uma agenda suicida. Isto responderia pela falta de pessoas com conciência voluntárias de se apresentarem para testemunhar no que tinham estado envolvidas.

O número total de vítimas de Hartheim é difícil de estimar, mas nos julgamentos de Dachau em 1947 foi dado testemunho que entre 30 a 40 humanos indesejáveis eram tratados no porão a cada dia. Como Hartheim esteve em operação por aproximadamente três anos, isto responderia a aproximadmente 30.000 pessoas. Hartheim também serviu a um outro propósito. Serviu como válvula de segurança quando as execuções que ocorriam nos campos de concentração vizinhos, tais como Mauthausen e Dachau, se tornaram mais do que a equipe poderia manejar. As vítimas eram enviadas a Hartheim e “despachadas” lá. Mais tarde, pelo fim da guerra, Hartheim se tornou apenas um outro lugar de extermínio, sua equipe e pessoal tendo sido designado para outros deveres. Ele era bem situado para uso pelo programa da eutanásia, ficando perto de uma ferrovia, mas não perto demais, e ao redor do castelo estavam umas poucas casas e fazendas. Ficava a 17 quilometros de Linz e de lá a apenas outros 23 quilometros de Mauthausen.

Ensinar o pessoal produziu perfeitos assassinos que eram usados para farejar carne queimada, que tinham aprendido como atrair as pessoas a serem levadas para suas mortes, e como suportarem os gritos e súplicas das vítimas. Os alunos eram naturalmente recompensados, não apenas com álcool e mulheres, que sempre estavam a mão para eles, mas também recebiam medalhas. Geralmente estas eram a Cruz de Ferro de Segunda Classe e, diferente de outras premiações nas quais haviam sido anotadas no registro a razão de terem sido atribuídas, nestes casos o ” Geheime Reichssache” [Assunto Secreto do Reich] era anotado na coluna apropriada.

Um das instituições assassinas, Hadamar, alcançou alguma notoriedade no tempo do programa da eutanásia. Em dezembro de 1939 um membro da Côrte de Apelos de Frankfurt-on-Main escreveu ao Ministro da Justiça se queixando sobre a situação. Ele disse que entre a população havia constantes discussões sobre a destruição dos socialmente inaptos, especialmente em lugares onde haviam instituições mentais. Os veículos usados para transportar os pacientes dos institutos mentais tinham vindo a ser reconhecidos pelos habitantes. Com carregamentos de vítimas convergindo para Hadamar, as coisas alcançaram um tal estado que até mesmo as crinças eram chamadas para se afastarem quando os ônibus passavam que ‘eles estavam levando algumas pessoas mais para serem gaseificadas”.

O escritor tinha obviamente encontrado o bastante para ser capaz de descrever em sua carta que haviam histórias circulando sobre as vítimas transportadas serem imediatamente despidas até a pele, vestidas em camisas de papel e imediatamente levadas a câmara de gás onde eram liquidadas por meio do gás ácido hidrociânico, e os cadáveres eram relatados serem movidos para crematórios por meio de cintos de segurança, seis corpos para cada fornalha. Ele também continuou para relatar rumores sobre futuras vítimas e acreditava que estas incluiam os habitanes de Casas para Idosos e outros. Interessantemente, o psiquiatra a cargo de Hadamar era o Dr. Adolf Wahlmann, um membro ativo do movimento alemão de higiene mental, que tinha demonstrado o tratamento pelo choque por cardiazol para delegados da Reunião Européia de Higiene Mental [que aconteceu em Munique em 1938).

Contudo, esta não foi a única carta de queixa, e muitas mais se seguiram quando a fumaça interminável atingia os céus nas vizinhanças dos institutos e indicava que algo obviamente terrivelmente errado estava acontecendo. Vários membros das comunidades [geralmente pessoas com alguma posição] enviaram queixas para seja quem for que eles pensassem estar em posição de agir. A principal fonte de queixas parece ter vindo da Igreja, e os protestos foram elevados por vários bispos e cardeais geralmente endereçados ao Ministério da Justiça. O Bispo de Limburg por exemplo, endereçou uma queixa ao Ministério da Justiça a respeito do instituto de Hadamar, e era muito similar àquela do membro da Côrte de Apelos, mencionado anteriormente, quando as crianças eram chamadas na medida em que as vans se aproximavam, somente agora os pais estavam até mesmo ameaçando as crianças que se elas não fossem muito brilhantes, elas seriam levadas a Hadamar.

Obviamente, com os protestos crescentes e queixas, a inteira operação estava recebendo publicidade demais e chegou um ponto em dezembro de 1941 que ocorreu uma mudança de procedimentos. E aqui vamos para outros mitos dos quais este período é cheio. É geralmente acreditado que na medida em que os protestos cresciam eles chegaram aos ouvidos do Führer que ordenou o fim das matanças. Contudo, se tivesse sido isto, as mortes parariam, mas os assassinatos não pararam. Elas simplesmente tomaram uma forma diferente. Muitos dos escritores e artigos que lidam com este período declaram que o programa terminou. O que realmente aconteceu foi que os mesmos objetivos eram produzidos por meios diferentes. As câmaras de gás não foram mais usadas e os crematórios caíram em desuso. Eles foram substituidos por injeções letais e até mesmo inanição, os corpos sendo dispostos por enterros em massa.

Tanto quato dizia respeito aos psiquiatras, o negócio continuava como o usual, e o programa da eutanásia continuou por toda a guerra, E na Bavária ele continuou até mesmo por uns poucos dias depois da guerra, quando crianças ainda estavam sendo assassinadas. Se Hitler tivesse ordenado o fim do programa, sua continuidade apenas mostra como os determinados psiquiatras estavam buscando seus próprios objetos a despeito da vontade dele.

Ação Especial 14f13

Depois que o Estado havia sido aliviado da desagradável carga de tantos destes indesejáveis, pacientes mentais e comedores inúteis, a operação, ainda sob a direção dos eminentes psiquiatras do T4, foi expandida sob o código 14f13. De ser limitada a hospitais mentais e instituições ela agora abarcava os prisioneiros alemães a austríacos e os judeus em campos de concentração que estavam doentes ou inválidos, geralmente como resultado das condições extenuantes destes campos. A data inicial para a operação 14f13 parece ter sido em algum tempo em dezembro de 1941. Comissões especiais compostas por psiquiatras anexados ao staff de Berlim do T4 foram despachados para os campos de concentração para limpar as baias médicas e locais de doentes por meio da seleção dos doentes e indesejáveis. Os pacientes selecionados geralmente eram despachados para um dos seis centros de matança e dispostos lá.

Em Auschwitz, por volta deste tempo, aproximadamente 800 pacientes no bloco infeccioso foram enviados às câmaras de morte. O testemunho foi dado em Nuremberg depois da guerra pelo médico de campo das SS em Dachau que pelo fim de 1941 uma comissão composta por quatro psiquiatras sob a liderança do Professor Dr. Werner Heyde, SS Standartenführer e palestrante em neurologia e psiquiatria da Universidade Würzburg, chegaram ao campo e imediatamente realizaram o negócio. Eles selecionaram várias centenas de pacientes incapazes de trabalhar que portanto foram transportados para as câmaras de gás e dispostos. A decisão para a seleção se baseava na capacidade do prisioneiro de realizar trabalho. Os judeus eram dispostos muito mais facilmente pela declaração que eles eram inimigos do Nacional Socialismo.

A evidência é mostrada em uma carta escrita pelo Dr. Fritz Mennecke, um membro desta comissão, datada de 25 de novembro de 1941, que ele escreveu de Buchenwald, um outro campo de concentração que eles visitaram. A carta foi endereçada a sua esposa e dá uma breve narrativa de seus deveres clínicos na comissão durante o dia:

“Ao meio dia tiramos tempo para almoçar e então continuamos nossos exames até 4.00 p.m. Examinei 105 pacientes enquanto Muller viu 78, de forma que terminamos o primeiro lote de 183 questionários. O segundo lote consistia em 1.200 judeus que não foram examinados e era o bastante pegar de seus documentos a razão para a prisão deles e colocar isto nos qustionários”.

Fora as pessoas já cobertas, a ação foi estendida para incluir adultos e crianças em asilos poloneses. Contudo,há pouca evidência disponível para mim sobre este tempo a respeito destes assassinos em particular, e está é uma área muito frutífera a ser examinada no futuro. Fora os próprios psiquiatras envolvidos no programa, outros também tiraram vantagem da rara oportunidade de tantos espécimens oferecidos a eles. Um deles foi o especialista cerebral Dr. Julius Hailervorden, Diretor do Instituto Kaiser Wilhelm em Dillenberg, Hessen-Nassau, que teve a boa sorte de obter centenas de cérebros dos centros de matança para uso em seu laboratório. Estes cérebros eram de pacientes mentais de várias instituições que tinham sido mortos pelo gás monóxido de carbono. Ele livremente admitiu que ele próprio havia iniciado esta colaboração no programa da eutanásia e afirmou:

“Ouvi que eles iriam fazer isto, assim fui até eles e disse: ‘olhe aqui agora, garotos (Menschenskinder), se vocês vão matar todas estas pessoas, ao menos retirem seus cérebros de forma que o material possa ser utilizado.” Eles me perguntaram: “quantos você pode examinar?” e então disse a eles “um número ilimitado – quanto mais, melhor.” Dei a eles fixadores, jarras, caixas e instruções para a remoção e conservação dos cérebros e então eles vieram trazendo-os em uma van de entrega de uma companhia de móveis. A Companhia Caritativa para Tranporte de Doentes trouxe os cérebros em grupos de 150 a 250 de cada vez… Havia um material maravilhoso entre estes cérebros belamente defeituosos, más formações e precoces doenças infantis. Com certeza aceitei estes cérebros. De onde eles vieram e como eles chegaram a mim realmente não era meu negócio.”

O desenvolvimento das ocorrências por este tempo mostra claramente que não havia limites para o entusiasmo que os psiquiatras em Berlim sentiam pelo T4. Quão patrióticos eles devem se ter considerado quando então decidiram colocar suas bravas equipes em ação no Leste, para ajudar os feridos no gelo e na neve. Como disse a sua esposa o Dr. Fritz Mennecke, em uma carta de 12 de janeiro de 1942.

“Desde o dia de anteontem uma grande delegação de nossa organização. chefiada por Herr Brack, está nos campos de batalha do Leste para ajudar a salvar nossos feridos no gelo e na neve. Eles incluem médicos, escriturários, enfermeiros e enfermeiras de Hadamar e Sonnenstein, um destacamento inteiro de 20-30 pessoas. Isto é top secreto. Somente estas pessoas que não podem ser poupadas foram excluídas. O Professor Nitsche lamenta que a equipe de nossa instituição em Eichberg tinha que ser retirada tão logo”.

Esta citação fala por ela mesma, quando se considera quem estava ajudando os feridos no gelo e na neve. Torna-se evidente que os soldados alemães no Leste estavam combatendo em três frentes: o exército russo, os partisans e os inimigos de seus próprios escalãos. Como se a matança da guerra não tivesse sido o bastante, agora comitês especiais eram colocados em ação para aliviar os soldados alemães feridos de sua dolorosa existência. Os soldados então não eram apenas reparados estrategicamente, mas também moralmente; se eles estivessem feridos, quem eles “ajudariam”?

CAPÍTULO VII
A SOLUÇÃO FINAL PSIQUIÁTRICA ATÉ A QUESTÃO JUDAICA

Os campos nazistas de extermínio precisam ser claramente distinguidos dos campos de concentração abertos uns poucos meses depois da ascensão nazista ao poder com o estabelecimento de Dachau (perto de Munique). Os campos de extermínio não tinham seguido em linha de progressão a dos campos de concentração, mas tinham uma evolução bem separada deles próprios, que até agora tem intrigado muitos estudantes do assunto. Contudo, com o que sabemos sobre os planos psiquiátricos podemos adequar o aparentemente sem precedentes neste lugar em uma sequência lógica do programa psiquiátrico-eugenico. Os campos de extermínio, o ápice do desenvolvimento da cadeia de evolução de esterilização, castração e eutanásia podem ser considerados serem o pleno florescer dos planos estabelecidos pelos psiquiatras e com base na experiência ganha no programa da eutanásia eram a perfeição do assassinato em uma reunião de linhas básicas.

Os nomes dos campos eram Belsec, Treblinka, Sobibor e Chelmno e eles foram criados entres 1941 e 1943. Um número de características distinguem estes campos de extermínio dos mais conhecidos campos de concentração incluindo as seguintes:

1. Todos eles eram situados na Polônia, geralmente em áreas desoladas e virtualmente desabitadas.
2. Seu único propósito era matar judeus o mais rapidamente, eficientemente, economicamente e lucrativamente possível.
3. Embora sendo dirigidos no local pelas SS e seus auxiliares, ordens diárias vinham de uma difernte fonte.

Sem entrar demais em detalhes aterrorizantes, seria bom dar uma breve imagem de como operavam os campos de extermínio.

Os campos pareciam-se muito estreitamente com uma linha de produção em massa em uma moderna fábrica industrial. Quando um transporte cheio de vítimas judias chegava na estação vizinha de “passageiros” eles eram levados ao campo e tinham que entregar seus valores e moeda supostamente para salva guarda. Eles eram então levados a salas de trocar roupas, despidos de suas roupas que mais tarde sendo enviadas à agências de axílio na Alemanha, e eram chicoteados para as câmaras de gás e gaseificados. Quando todos estavam mortos, as portas eram abertas e os corpos retirados e regados por mangueira pelos comandos judaicos, as bocas eram inspecionadas a procura de ouro, os dentes de ouro removidos e mais tarde enviados ao Reichsbank e as várias cavidades do corpo eram exploradas em busca de valores.

Antes de serem gaseificados, de fato, o cabelo era raspado das cabeças das mulheres. Isto havia sido descoberto ser útil para tricotar chinelos felpudos para as tripulações de U-boat. Tendo examinado os cadáveres em busca de valores, eles eram então carregados em vagões ferroviários e levados ao crematório. Depois de queimados, os ossos eram colocados em um moinho esmagador de ossos e ensacados e as cinzas também eram colocadas em sacos e ambos destes sacos eram enviados de volta para a Alemanha para serem utilizados como fertilizante. Havia até mesmo uma fórmula para ser usada: uma camada de cinza, uma camada de ossos e uma camada de terra.

Embora haja um número de outros casos a registro, devo dar apenas dois exemplos que mostram de onde vinham as ordens para os campos. Em 7 ou 8 de agosto de 1946, em Nuremberg, Sturmbannführer Georg Konrad Morgen, um juiz da SS deu evidência em benefício da SS como uma organização indiciada. Morgen tinha sido transferido em julho de 1943 das Cortes Militares das SS para a Policia Criminal por pedido de Himmler. Seu trabalho era a investigação de apropriação indevida nos campos de concentração. No acompanhamento destes casos de corrupção nestes campos, o argumento de Morgen nos julgamentos de Nuremberg foi que os campos de extermínio não eram de todo dirigidos pelas SS. Aparentemente no verão de 1943 ele ouviu de um comandante da Polícia de Segurança e SD na região de Lublin na Polônia que tinha estado em um casamento em um campo de trabalho judeu a que tinham comparecido 1.100 convidados, incluindo muitos homens das SS. Morgen surpreendido por esta história estranha olhou posteriormente e ao fazer isto encontrou um outro campo, ‘muito mais peculiar e impenetrável” que era dirigido por Christian Wirth, que confirmou a história do casamento judeu e explicou que isto era parte de um plano pelo qual Wirth esperava persuadir os judeus a servirem em campos onde eles ajudariam nos extermínios.

Embora os quatro campos já houvessem sido mencionados anteriormente nos julgamentos de Nuremberg, esta foi a primeira pista relativa a sua máxima sede. Morgen insistiu que a administração dos campos realmente não estava nas mãos das SS tendo visto as ordens diárias de Wirth. Elas não vinham do escritório de Himmler mas da Chancelaria do Führer (T4) e tinham sido assinadas “Blankenberg”. A evidência de Morgen foi a única pista das verdadeiras linhas de comando do programa de extermínio judeu.

Isto foi confirmado vários anos mais tarde no notório julgamento de Franz Stangl. Ele era um policial austríaco que automaticamente se tornou membro da Gestapo austriaca seguindo o Anschluss. Em novembro de 1940 ele foi transferido para a Fundação Geral de Cuidado Institucional, um dos grupos de frente do T4. Foi dito a ele para se reportar a um Dr. Werner no Reichskriminalpolizeiamt em Berlim.

Werner disse a ele que ele havia sido selecionado para um trabalho muito difícil e necessário de superintendente da polícia em um instituto especial administrado pela Fundação. Werner explicou a ele que a América e a Rússia tinham por algum tempo tido uma lei que lhes permitia assassinatos misericordiosos [isto de fato não era verdade] de pessoas que eram insanas ou muito deformadas. Ele explicou que a lei estava para ser aprovada na Alemanha em um futuro próximo mas isto iria ser feito somente depois de uma grande quantidade de preparação psicológica. Contudo, enquanto isso, a tarefa havia começado sob completo sigilo.

Ele então continuou para explicar que os pacientes selecionados para a ação eram cuidadosamente examinados e uma série de testes eram realizada por ao menos dos médicos e somente aqueles absolutamente incuráveis eram colocados sob uma morte indolor. Foi dito a Stangl que tudo que ele tinha a fazer era ser responsável pela lei e a ordem no instituto e realmente não se envolveria na operação, que seria realizada inteiramente pelos médicos. Ele era responsável por manter a máxima segurança.

Depois de sua conversa com Werner, Stangl se dirigiu ao KdF. Ele se recordu que pensou que fosse Brack quem o cumprimentou no T4, explicando a eles seus específicos deveres de polícia e deixando a ele a escolha de onde ele deveria ser postado. Ele escolheu ser postado na Áustria onde estaria perto de sua família. Ele recebeu um número de telefone e o nome de uma vila onde ele deveria ir e fazer o telefonema e receber instruções. Ele realizou as instruções para fazer contacto e foi mandado para Hartheim.

Depois da chegada ele se encontrou com os doutores e o Capitão Christian Wirth, que era o seu superior em seus deveres. Wirth apparentemente não se preocupou demais com as justificativas científicas que os psiquiatras empregavam, porque como ele disse, o sentimentalismo sobre tais pessoas lhe causava vômitos. Os dois oficiais médicos chefes era o Dr. Lohnauer e o Dr. Renno e além deles havia 14 enfermeiros; 7 homens e 7 mulheres. Hartheim se estabeleceu e dirigia o hospital onde os exames eram dados e o trabalho de Stangl era ver coisas tais como papéis de identidade e certificados de pacientes mentais se estavam feitos corretamente.

Depois de Hartheim, Stangl teve um breve tour de dever em um outro instituto de eutanásia, Bernberg e depois foi dito para se reportar de novo ao T4 para receber novas ordens. Na entrevista, ele foi informado que tinha uma escolha de voltar a seu antigo posto de polícia [onde de fato ele não se dava bem com seus superioes] ou ir para Lublin, na Polônia. Ele decidiu-se por Lublin e foi encaminhado para se reportar ao Superior SS e Chefe de Polícia Odilo Globocnik na sede da SS, Lublin. Globocnik deu a ele a tarefa de construir um novo campo de extermínio – Sobibor.

Logo depois de sua chegada no sítio que era para ser Sobibor, o pessoal da ação de eutanásia começou a chegar. Entre eles estavam muitos velhos amigos de Hartheim e o trabalho começou no campo no qual Stangl esteve no comando de maio até agosto de 1942, quando foi para Treblinka até agosto de 1943.

Embora ele tenha sido capaz de se evadir da justiça depois da guerra, ele finalmente foi pego e sentenciado em 1970 à prisão perpétua por co-responsabilidade na morte de 400.000 homens, mulheres e crianças em Treblinka, durante o ano de seu comando. É difícil chegar a até mesmo os totais aproximados do número de homens, mulheres e crianças que morreram nestes campos, mas as seguintes estatísticas da Comissão Polonesa para Crimes de Guerra darão alguma idéia da enormidade do crime:

Treblinka … … … … … … . 700.000-800.000
Sobibor … … … … … … … mais de 250.000
Belzec … … … … … … … .quase 600.000
Chelmno … … … … … … … mais de 300.000

Interessantemente alguns dos “estudantes” treinados nas escolas de assassinato foram mais tarde rastreados aos campos de extermínio: 130 em Belzec, 106 em Sobibor e 90 em Treblinka. Muitos deles haviam aprendido seus talentos em Hartheim.

Na medida em que a maré da guerra virava no Leste, houve muita atividade para evitar que os campos caíssem em mãos russas e fossem explorados para propósitos de propaganda. Precauções elaboradas foram tomadas para evitar isto por demolir o nível do sítio e geralmente alterar o panorama plantando árvores, arbustos etc. O pessoal dos campos foi dispersado em áreas de alto risco de guerra. O próprio Wirth é acreditado ter sido morto por partisans na Iugoslávia em 1944.

Entre os “burocratas da morte” houve a inevitável mistura para se evadir das forças Aliadas na medida em que elas se aproximavam do Reich. Alguns tiveram sucesso, outros não. Philip Bouhler cometeu suicídio quando os russos chegavam a Berlim e Leonardo Conti também em sua cela em Nuremberg. Karl Brandt foi pego, sentenciado e executado.

O julgamento Limburg planejado em 1961 estava preocupado com alguns principais burocratas e psiquiatras, um dos quais era o eminente psiquiatra Professor Dr. Werner Heyde, o super especialista do T4. Nos anos anteriores ele havia adotado um pseudônimo, sendo conhecido como Dr. Sawade e tinha praticado abertamente na Alemanha. Ele havia feito uma variedade de trabalho para uma agência estatal de seguros, e côrtes legais. Muitas pessoas, incluindo juízes, promotores, médicos, professores de universidade e altos oficiais do Estado conheciam sua identidade. E eles a preservaram em uma conspiração do silêncio. Enquanto aguardava julgamento, ele tentou escapar. Cinco dias antes do julgamento, enquanto foi deixado sem guarda, cometeu suicídio.

Seus co-acusados no julgamento também gerenciaram para escapar da justiça. Dr. Friedrich Tillman por 10 anos antes de 1945 Diretor de orfanatos em Cologne pulou [ou foi empurrado] de uma janela de décimo andar; um outro, o Dr. Bohne escapou na rota nazista para a América do Sul. O quarto acusado, Dr. Hans Hefelmann, chefe da seção IIb (“o assassinato misericordioso”) na Chancelaria do Führer foi declarado medicamente incapaz de comparecer ao julgamento devido a doença. Parece que pessoas em altos lugares não queriam que estes julgamentos acontecessem.

Uma outra personalidade que foi questionada durante a preparação do julgamento foi o Dr. Werner Villinger, que tinha sido creditado como sendo instrumental em iniciar o movimento de higiene mental na Alemanha pré guerra, e reiniciar o mesmo movimento depois da guerra. Um eminente psiquiatra que dois anos antes de Hitler chegar ao poder, tinha advogado a esterilização de pacientes com doenças hereditárias, ele estava convencido que as raízes do que chamamos temperamento e caráter jazem profundamente na constituição herdada. Ao mesmo tempo de seu questionamento para o julgamento Limburg tornou-se publicamente conhecido que ele estava implicado nos assassinatos da eutanásia de forma muito proeminente e ativa. Ele foi para as montanha e cometeu suicídio. Um antigo colega e assistente Dr. Helmut Ehrhardt, em um obituário publicado em um jornal “Der Nervenarzt” [The Nerve Doctor] explicou a perda para a humanidade de tal homem maravilhoso e humano.

Contudo, para aqueles que sobreviveram à guerra, não cometeram suicídio, e ainda estão soltos, há ao menos um lugar onde eles podem aparecer com impunidade em uma comunidade compreensiva que dá boas vindas aos seus talentos e partilham de seu ponto de vista.

CAPÍTULO VIII
A PHOENIX

“Especialmente desde a última guerra mundial temos feito muito para infiltrar as várias organizações sociais pelo país, e em seu trabalho e em seu ponto de vista pode-se ver claramente como os princípios para os quais esta sociedade e outras sustentaram no passado tem se tornado aceitos como parte do plano ordinário de trabalho destes vários corpos. Que é como deve ser, e enquanto podemos tomar o coração disto e podemos estar saudavelmente descontentes e entendermos que ainda há mais trabalho a ser feito ao longo desta linha. Similarmente temos feito um ataque útil a um número de profissões. As duas mais fáceis delas naturalmente são a profissão do ensino e da Igreja: as duas mais difíceis são a lei e a medicina…

Se estamos para nos infiltrar nas atividades profissionais e sociais de outras pessoas penso que devemos imitar os totalitários e organizar algum tipo de atividade de quinta coluna!”

John Rawlings Rees M.D.
Falando no Encontro Anual do Conseho Nacional de Higiene Mental – 18 de junho de 1940

Durante a guerra o nome Eugenia se tornou até mesmo mais pesadamente associado aos nazistas e consequentemente posteriormente começou um processo de “caiação”. O primeiro passo do qual foi a reconstituição dos vários Conselhos Nacionais de Higiene Mental. O primeiro a ser refundado foi a Associação Nacional Britânica de Saúde Mental. Mas antes que entremos em detalhes sobre isto, um pouco de história é importante.

Montagu Norman tinha sido o Governador do Banco da Inglaterra por muitos anos. Ele e seu principal auxiliar Otto Niemeyer (de origem alemã) tinha persistentemente apoiado o rearmamento da Alemanha, fez empréstimos para a Alemanha e encorajou os financiadores do City de Londres a fazerem o mesmo. Norman apoiou e financiou a causa alemã exatamente até a declaração de guerra.

Quando as tropas alemãs invadiram a Checoslováquia em setembro de 1938, a Alemanha clamou pelos bens checos. Eles se candidataram pelo Banco para Assentamentos Internacionais, do qual Norman era o diretor, para a liberação do ouro checo mantido no Banco da Inglaterra.

A idiotice financeira que seguiu deixaria qualquer um confuso, mas a consequência foi que seis milhões de libras do valor do ouro checo foram transferidas para o governo de Hitler, liberado por Norman.

Antes da guerra, Norman compareceu ao batizado de seu camarada de armas, Dr. Hjalmar Schacht, Ministro das Finanças e Presidente do Reichsbank, e em junho de 1942 era suspeito de ter visitado Schacht na Alemanha durante a guerra. Esta alegada visita sempre tem sido desmentida ao afirmar que Schacht de fato estava sendo mantido em um campo de concentração por discordar de Hitler, e obviamente Norman não teria sido capaz de visita-lo lá. Os documentos dos julgamentos de Nuremberg, contudo, mostram bem claramente que Schacht apenas foi enviado a um campo de concentração em 1944 – mais de dois anos depois da suspeitada visita de Norman. Se ele visitou ou não Schacht permanece um mistério, mas que ele apoiou financeiramente a Alemanha é um fato registrado.

Norman tinha se casado com Priscilla Koch de Gooreynd (agora Lady Norman) que era uma discípula da Dama Evelyn Fox, a muito tempo membro da sociedade de eugenia. Nas próprias palavras dela, ela era inteiramente dedicada a Evelyn Fox. E então Priscilla Norman tinha estado trabalhando no movimento de Higiene Mental desde a década de 1920.

As recomendações tinham sido colocadas adiante por Lord Feversham na semana que a guerra irrompeu, que a Associação Central para Higiene Mental e Associados Depois do Cuidado Mental devia se unir em uma associação. Então, durante a guerra, uma Associação Provisória para Saúde Mental foi formada sob a Presidência de Lady Norman.

No fim da guerra Montagu e Priscilla Norman se entregaram de todo coração ao estabelecimento de tal associação, como Lord Feversham tinha sugerido, na qual as relacionadas comissões foram unidas. Quando Montagu se aposentou em 1944, ele se dedicou inteiramente ao esquema da esposa e completou os métodos dela com seus próprios. De encontros em Thorpe Lodge, a casa dos Normans, a Associação Nacional para Saúde Mental [NAMH] se tornou uma realidade e a estrutura de mudanças similares a ocorrerem no resto do mundo. Otto Niemeyer foi feito Tesoureiro e a fase seguinte começou.

Por convite da NAMH, o comitê internacional para Higiene Mental realizou um congresso no Ministério da Saúde em Londres, onde formalmente se estabeleceu sob um novo nome, Federação Mundial para Saúde Mental – WFMH. Isto se tornou o coodenador internacional para os grupos nacionais de saúde mental e higiene mental em muitos países do mundo, e além de um novo nome, o encontro iniciou uma mudança na direção de suas atividades.

Já vemos o forte envolvimento do NAMH no WFMH, e na história futura o NAMH teve sucesso em exercer considerável influência nas atividades do WFMH.

Lady Norman foi indicada Diretora executiva da WFMH e com a sobrinha de Otto Niemeyer, Mary Appleby, como Secretária Geral da britânica NAMH, a corrente estava completa. A experiência anterior de Miss Appleby na seção alemã do Escritório do Exterior Britânico a serviria muito bem.

O primeiro presidente eleito do WFMH foi o Dr. John Rawlings Rees, um psiquiatra britânico que foi citado no início deste capítulo. A palestra completa detalha um plano onde cada higienista mental opera como um agente solitário, constantemete alimentando a propaganda para grupos e individuos particulares sem nomear o movimento de saúde mental como verdadeiro patrocinador.

Ele pede que a constante propaganda seja alimentada e a pressão colocada em: universidades, instituições educacionais, medicina, imprensa, parlamento, revistas e semanários, figuras literárias, cineastas, estudantes de medicina, funcionários públicos e líderes de uniões de comércio. Para alcançar as metas do movimento de Higiene Mental, sem que o movimento seja de qualquer forma mencionado.

Em 1948 quando ele foi eleito Presidente de WFMH ele aceitou a posição deste recém formado augusto corpo. O congresso no qual WFMH foi inaugurado foi o Terceiro Congresso Internacional de Saude Mental. Um vice-presidente do Congresso foi o Dr. Carl G. Jung que tem sido descrito pelo Dr. Conti como “representante da psiquiatria alemã sob os nazistas”. Ele tinham sido co-editor do Journal for Psychotherapy com o Dr. M.H. Goering, o primo do Marechal Hermann Goering. Há evidência definida que o Dr. Goering era completamente conhecedor dos assassinatos da eutanásia. Um outro dos delegados alemães ao congresso de 1948 foi o Dr. Friedrich Mauz, Professor de Psiquiatria na Universidade Koenigsburg. Ele negou sua ligação ao programa da eutanásia, sem condena-lo, ao indicar que seu convite a uma conferência sobre eutanásia não era uma evidência conclusiva de sua cumplicidade com tais atividades.

Dr. Adolf Wahlmann, um importante psiquiatra da Liga Européia para Higiene Mental teria comparecido, se ele não tivesse sido anteriormente julgado e preso pelo assassinato de poloneses e outros trabalhadores nesta instituição, Hadamar, que já tinha sido esvaziada pelos assassinatos em massa de todos os pacientes contidos lá então. Como já mencionei, a Instituição Hadamar treinou muitos oficiais de campos de extermínio em missões especiais do T4. Entre eles estava um homem chamado Gomerski que esteve engajado nos assassinatos de massa em Treblinka e Sobibor com tal talento, como resultado de seu treinamento, que ele foi apelidado “O Doutor”.

Graças a propaganda e educação social de eugenistas e curadores mentais, o assassinato de pacientes mentais nunca teria sido um assunto terrivelmente sério, e Wahlmann, um assassino em massa, foi libertado em 1954.

Dr. Paul Nitsche que também teria comparecido, já que era um membro importante do movimento de Higiene Mental, não tivesse sido o fato dele haver sido executado pelo assassinato em massa dos pacientes mentais em 1947.

Logo outros membros sobreviventes da velha gangue começaram a se reunir no WFMH.

Dr Werner Villinger tinha, depois da guerra se tornado um psiquiatra de fama mundial. Suas especialidades incluiam deliquência juvenil, orientação infantil e terapia de grupo. Ele também era professor de psiquiatria em Marburg e um membro muito importante do WFMH. Ele sentou-se na Conferência sobre a Criança e Juventude na Casa Branca dos EUA. Na conferência da WFMH sobre Saúde e Relações Humanas que aconteceu em Hiddesen-perto de-Detmold em 1951, ele foi co-presidente juntamente com Rees. Em 1952 ele foi um membro de um grupo do WFMH durante a Conferência Nual em Bruxelas. Doris Odlum, menbro da Educação Pública da Sociedade Eugenica e Miss Appleby, já mencionada, eram respectivamente presidente e secretária do grupo.

Em 1961 as Autoridades Federais Alemãs pegaram Villinger e depois de três sessões preliminares antes do julgamento Limburg, como já vimos, ele se atirou do topo de uma montanha perto de Innsbruck para sua morte. Seu apologista e autor de seu obituário Dr. Ehrhardt, também era um membro ativo do WFMH.

No livro “Contemporary European Psychiatry” (um livro sobre as diferentes práticas psiquiátricas na Europa) que foi publicado em 1961 nos EUA e Europa, o psiquiatra austríaco Dr. Hans Hoff afirma em seu capítulo sobre a Alemanha e a Áustria, a esterilização dos mentalmente doentes foi um procedimento científico tão longo quanto um psiquiatra foi conselheiro das Côrtes Eugenicas.

Como fez Ehrhard, Hoff elogia o trabalho de Villinger. Hoff era um apoiador ativo do WFMH, e em 1959 ele se tornou seu presidente. Logo depois da caiação do suicídio de Villinger, Hoff tentou até mesmo um emprego mais astucioso da caiação, no prefácio do livro de Ehrhardt “Euthanasie und Vernichtung Lebensunwerten Lebens” (Eutanásia e Destruição da Vida Indigna) ele dá a isto plena aprovação. Basicamente eles confundiram o inteiro assunto ao apontar que a questão da eutanásia é apenas médica e moral. Em 1968, Ehrhardt foi eleito para a Diretoria Executiva do WFMH. O livro foi favoravelmente revisado no jornal americano de psiquiatria.

Ehrhardt também elogiou o Dr. Max de Crinis como um “médico corajoso e enérgico” e falou de “comparativamente poucos pacientes mentais” mortos. De Crinis tinha sido com certeza um dos conselheiros do T4. Seu antigo assistente, Dr. Muller-Hegemann, foi deixado para trás da Cortina de Ferro depois que a Segunda Guerra Mundial acabou. Contudo, até mesmo tão assombrosa situação não pode parar o curso do progresso e por volta de 1969 Dr. Muller-Hegemann tem sido eleito para a Diretoria Executiva do WFMH.

Os apoiadores dos movimentos eugenicos de todo mundo que tinham moralmente apoiado os assassinatos em massa, correram para a WFMH e suas associações como membros em taxas alarmantes, de forma que os eutanásicos de ontem se tornaram os membros da saúde mental de hoje. Alguns deles esconderam sua afiliação a Sociedade Eugenica, mas outros não, e não esqueceram seus ideais. Outros novamente, para sermos justos, devem ter entendido seus erros e desapareceram da imagem, mas isto é apenas uma pequena percentagem.

Na Grã Bretanha os salvacionistas eugenicamente orientados que se tornaram apoiadores ativos da saúde mental eram:

Dr. Doris Odlum; Dr. E. Slater; Sir Aubrey Lewis; Dr. Lancelot Hogben; Miss Robina Addis; Lord e Lady Adrian; Lord Brain; Sir Russell Brain; Prof. C. Fraser Brockington; Dr. Felix W. Brown; Rt. Hon. Sir John Brunner; Prof. Cyril Burt; Comdr. and Mrs. B.R. Darwin; Lady Darwin; Prof. H.J. Eysenck; The Earl of Feversham; Miss Evelyn Fox; Dame Katherine Furse; The Earl of Iveagh; Dr. F.M. Martin; Dr. T.A. Munro; Lady Petrie; Dr. R.E. Pilkington; Kenneth Robinson; The Rt. Hon. Lord Justice Scott; Mrs H.M. Strickland; Prof. J.M. Tanner; Prof. Sir G.H. Thomson; Prof. R.M. Titmuss; Dr. J. Tizard; Dr. A.F. Tredgold; Dr. R.F. Tredgold; Dr. Isabel G.H. Wilson; Prof. R.C. Wofinden; Dr. T.L. Pilkington.

Na Alemanha Ocidental:

Dr. Werner Villinger (conselheiro do T4); Dr. Carl Jung; Dr. Werner Heyde (conselheiro do T4); Dr. Ehrhard (assistente de Villinger).

Na Alemanha Oriental:

Dr. Muller-Hegemann (assistente de De Crinis).

A Sociedade Alemã para Higiene Mental, contudo, foi dissolvida, seus membros espalhados para acobertamento e seus relatórios deixados incompletos. Até hoje nenhuma nova Sociedade Alemã tem sido fundada em uma base nacional.

Villinger tinha tentado coletar o movimento de Higiene Mental de volta em um só grupo, mas os assassinos não foram voluntários em se reunirem em uma sociedade alemã, onde facilmente eles podiam ser isolados como um cancer. Ao invés, eles preferiram a máscara de um grupo do qual eles podem dirigir campanhas similares em cada país do mundo, exatamente como tinham feito antes. Seus nomes ainda podem ser encontrados entre professores de psiquiatria nas universidades, equipes de institutos de pesquisa científica, e entre membros de associações profissionais.

Na Áustria:

Professor Hans Hoff.

No Canadá:

Dr. Karl Stern (que estudou na Alemanha com Ernst Rüdin).

Na Dinamarca:

Dr. Georg K. Stürup; Dr Pout Bonnevie; Dr. Paul J. Reiter; Dr. Erik Strömgren; Dr. Einar Geert-Jorgensen; Dr August Wimmer; Dr Kurt Fremming; Dr. Jens Chr. Smidt; Dr. Tage Kemp; Dr. Max Schmidt; Dr. G.E. Schroder.

Na Noruega:

Dr. Jan Mohr; Dr. J. Schutz-Larsen.

Nos EUA:

Dr. Walter C. Alvarez.

Em cada um destes países, e em outros, a Associação Nacional para Saúde Mental ou um grupo equivalente existiu que foi recrutado ao adotar alguém do grupo pelo WFMH.

Na Dinamarca, Louis Grandjean que tinha sido Diretor do Landsforeningen for Mentalhygiejne por 5 anos e 1/2 escreveu em 1954 “The Little Milieu” que era um estudo da hereditariedade familiar. No livro ele elogia Herman Lundborg e Sören Hansen ambos notórios vice-presidentes da Federação Internacional das Organizações Eugenicas.

Stürup da “Landsforeningen” dinamarquesa também teve uma interessante carreira. Imediatamente depois da guerra ele iniciou um estudo psiquiátrico dos dinamarqueses que tinham colaborado com os nazistas. Os registros e os resultados da insistência de Stürup foram declarados secretos. O efeito é que estes resultados não estão disponíveis para o público e ninguém pode identificar os colaboradores nazistas e o que aconteceu a eles.

Em 1960 Eggert Petersen, antigo agente operacional de guerra psicológica na Inteligência Militar Dinamarquesa, foi indicado diretor do “Landsforeningen” dinamarquês. Isto pode não ser significativo mas tem uma surpreendente semelhança com a britânica NAMH.

As associações profissionais de médicos e psiquiatras não foram imediatamente recrutadas, na medida a Diretoria do WFMH durante anos conteve muitos dos homens principais destas mesmas associações profissionais. A influência foi facilmente levada a Associação Psiquiátrica Americana, a Associação dos Neurologistas e Psiquiatras, a Deutsche Gesellschaft für Psychiatrie und Nervenheilkunde (Marburg), o Colégio Australiano e Neo-Zelandês de Psiquiatras, a Associação Canadense Psiquiátrica e muitas mais. Hoje muitas destas associações tem se unido aos escalões da WFMH e associações afiliadas. Permanecem apenas uns poucos grupos profissionais nas ciências mentais que não estão governados pelo hipnótico comando de “matar”.

A influência de um enorme corpo profissional não pode ser detido pela mera morte de um quarto de milhão de mortes de pacientes mentais e outros, e ao menos um milhão de judeus nos campos de extermínio do T4, isto não pode ser lentificado; mas os escalões estão reformando-se para a próxima matança social que desta vez pode não ser disfarçada em caridade. Lord Adrian, membro da Sociedade Eugenica, da britânica NAMH e da Sociedade de Eutanásia Voluntária, expressou este tipo de caridade em sua fala dada em 1956:

“…os serviços de saúde preventiva estão ligados para interferir com a liberdade individual… e se eles objetivam a saúde tanto física quanto mental eles devem estar preparados para separar mães de filhos e supervisionar as vidas das pessoas que gostariam de serem deixadas sozinhas”.

CAPÍTULO IX
O MESMO VELHO TOM

Neste meio tempo a Sociedade Eugenica na Inglaterra tinha ido para o subterrâneo. O Relatório Anual de 1945 mostra que a Sociedade não mais realizava propaganda pública ou no parlamento, mas somente em organizações relacionadas. A partir deste momento a Sociedade Eugenica se tornou um elemento oculto, delineando as linhas de propaganda de outras organizações.

Em 1957 Dr. C.P. Blacker, então Secretário Honorário da Sociedade, sugeriu uma retirada posterior no background, e a aderência a política da cripto-eugenia, isto é, por finanças e propaganda por trás das cenas.

Esta proposta foi adotada em 1960 e a Sociedade estabeleceu um programa amplamente disseminado de manipulação. Genética e Eugenia como tais – não por trás da ocultação da saúde mental – ainda estavam, no espírito de suas associações repulsivas, na mente pública, capaz de notável progresso. E as várias sociedades eugenicas florescem hoje.

Alguns dos braços muito bem conhecidos deste polvo são: a Fundação Memorial Marie Stopes, uma ramo subsidiário da Sociedade Eugenica, a Associação de Planejamento Familiar e a Fundação Internacional da Paternidade Planejada, que são pesadamente financiadas pela Sociedade Eugenica; a Fundação Galton, dirigida pela Sociedade Eugenica e outras.

Dr. C.P. Blacker, agora presidente da Sociedade Eugenica descobriu, enquanto um membro do comitê de investigação das atrocidades cometidas pelos doutores nazistas, que embora nenhum destes experimentos produzira conclusões científicas e embora os métodos usados pelos nazistas foram infelizes, a eutanásia dos insanos era aceitável.

Em uma fala a Sociedade Eugenica em 1951 ele ressaltou as três áreas seguintes em relação a Alemanha:

1. a esterilização sob o édito da lei em 1934.
2. Eutanásia dos pacientes mentais cronicamente doentes e daqueles similarmente deficientes.
3. Experimentos usando pessoas vivas para o propósito de desenvolver um método econômico de esterilização em massa.

Ele reconheceu que estava bem satisfeito com a área da esterilização legal, a lei governando o que ele pensava ser correto, exceto a esterilização com base racial – para Blacker naturalmente não houve tentativa de trasmitir um julgamento moral.

Sobre o assunto da eutanásia dos mentalmente doentes ele explica:

“…estas pessoas foram mortas misericordiosamente. A idéia da morte misericordiosa não é desconhecida neste país; de fato uma sociedade de base voluntária… existe para promove-la”

Não obstante, ele condena os experimentos com pessoas vivas por três razões específicas:

“a) Não era necessário usar seres humanos. Experimentos animais teriam preenchido o propósito também .
b) Nenhum resultado de menos interesse científico é registrado; nem em minha opinião eram prováveis de terem resultado até mesmo se mais tempo estivesse disponível
c) Os experimentos falharam em seu propósito primário de fornecer um método barato de esterilização em massa ou castração…”

Se examinarmos mais estreitamente esta condenação, é facilmente reconhecido que se tivesse sido o caso de que meios mais econômicos de esterilização em massa houvessem sido descobertos, os experimentos só poderiam ter sido condenados pela primeira razão apontada. Exceto isto, estes três pontos de vista implicavam que o desenvolvimento de um método de baixo custo de esterilização em massa representaria um produto científico de valor. Onde e sob que condições pode uma tal maravilhosa obtenção ser colocada em uso? Como se desejasse buscar sua trilha lógica e não verbalizada de pensamento, ele recomenda que a continuação da experimentação com uma das drogas da esterilização que estavam sendo usadas pelos doutores nazistas estariam perfeitamente em ordem.

O silêncio profundo e imensurável da profissão médica a respeito dos médicos alemães não encontra seu fundamento na falta de conhecimento do que aconteceu.

Hoje, esterilizações bem como eutanásia são encorajadas por razões eugenicas pelo pessoal médico, principalmente psiquiatras, mas de fato agora vestidas em trajes diferentes. Apenas como os construtores mestres do T4 foram para o subterrâneo depois da guerra e mais tarde emergiram como membros do WFMH, assim também o fizeram seus ideais e interesses.

A eugenia tem feito uma volta como um chamado campo experimental cujos produtos dão bebês de proveta, inseminação artificial etc. Os artigos na imprensa popular sobre a inseminação artificial e a engenharia genética no futuro, são muito comuns hoje. A esterilizaão tem sido rescussitada como parte do Programa da Paternidade Planejada. Seja onde for que alguém ouça o grito, “se não fizermos algo logo seremos inundados por pessoas” e a proclamação malthusiana: “se não controlarmos os nascimentos ficaremos sem alimentos” em nossos dias a chamada vai adiante, “se não começarmos a utilizar o controle da natalidade não teremos lugar onde permanecer.’.A melodia é a mesma, somente as palavras tem mudado.

A eutanásia tem aparecido novamente como uma organização caritativa fornecendo “a morte com dignidade”, um novo eufemismo, com o objetivo de dar a uma pessoa que está em um estado de saúde que exclue qualquer chance de ser curada a oportunidade de se permitir ser morta, mas somente de fato quando ela está em completo acordo com a medida. No caso de desequilíbio mental, um parente pode dar o consentimento. Mais uma vez os primeiros sinais de eutanásia forçada estão começando a serem visíveis, destinados aos mentalmente doentes.

Deve alguém estar interessado em obter uma imagem da corrente situação, ele deve ter uma olhada ao redor de seu país natal, e dos vizinhos, porque certamente ele encontrará algo ao longos das linhas de:

1. Uma associação nacional para saúde mental
2. uma sociedade ou grupo eugenico
3. Algum tipo de Liga de Reforma Pró Aborto
4. Ua associação para Esterilização Voluntária
5. Uma associação para Eutanásia Voluntária

Se os membros e comitês destas associações são entrecruzados ele verá que:

1. Muitos nomes se entrecruzam
2. Uma grande percentagem dos membros de 3, 4, e 5 acima se originam das seções 1 e 2
3. Eles constantemente realizam uma propaganda mútua e complementar.

Tome a Grã Bretanha como um exemplo concreto. O diretorado da Associação de Reforma da Lei do Aborto é compreendido de:

Prof. Glanville Williams – apoiador do NAMH e membro da Sociedade Eugenica.
Sir Julian Huxley – apoiador da NAMH, um oficial da Sociedade Eugenica e da Sociedade para a Eutanásia .
Baroness Stocks – membro do NAMH e palestrante da Fundação Galton.
Dr Eliot Slater – member da Sociedade Eugenica e de muitas outras.

O comitê executivo para a Sociedade pela Eutanásia:

Lord Adrian – membro do NAMH e da Sociedade Eugenica.
Prof. Glanville Williams – membro do NAMH e da Sociedade Eugenica.
Sir Julian Huxley- membro do NAMH e da Sociedade Eugenica.

No comitê executivo da Campanha de Controle da Natalidade figuram entre outros:

Prof. Eliot Slater – membro da Sociedade Eugenica.
Baronesa Stocks – membro do NAMH e da Sociedade Eugenica.
Prof. Glanville Williams – membro da Sociedade Eugenica e do NAMH.

Porque isto deva ser assim, o autor não sabe, mas são os homens médicos nestes grupos que fornecem o racicínio ‘científico’ e a metodologia que justifica e obtém os fins desejados. Nos EUA, em 1968, uma lei de eutanásia voluntária foi introduzida na Flórida e um eminente cirurgião e membro da Associação Médica Americana – AMA – argumentou a caso para ela:

Uma lei a ser intitulada

Um ato relacionado ao direito de morrer com dignidade; fornecido em uma data efetiva. A ser colocado em vigor pela Legislatura do Estado da Flórida:

Seção 1. Todas as pessoas naturais são iguais perante a lei e tem direitos inalienáveis, entre eles o direito de desfrutar e defender a vida e a liberdade, ser permitido morrer com dignidade, buscar a felicidade, ser recompensada pela indústria [trabalho], e adquirir posses e proteger a propriedade. Nenhuma pessoa deve ser privada de qualquer direito por causa de raça ou religião ou origem natural.
Seção 2. Qualquer pessoa com as mesmas formalidades como exigido pela lei para execução de última vontade ou testamento, pode executar um documento dirigindo que ele deve ter o direito a uma morte com dignidade, e que sua vida não deve ser prolongada além do ponto de uma existência significativa.
Seção 3. No evento de que qualquer pessoa seja incapaz de tomar tal decisão por incapacidade física ou mental, uma esposa ou pessoas de parentesco em primeiro grau devem ter a permissão de tomarem tal decisão, fornecido o consentimento escrito que é obtido de:

1. a esposa ou pessoa de parentesco em primeiro grau ou
2. no evento de (2) pessoas de parentesco em primeiro grau de ambas as pessoas ou
3. no evento de três ou mais pessoas de parentesco em primeiro grau da maioria destas pessoas.

Seção 4. Se qualquer pessoa é incapacitada e não há parentesco como disposto na seção 3, a morte com dignidade deve ser garantida a qualquer pessoa se na opinião de três médicos a prolongação da vida não tem sentido.
Seção 5. Qualquer documento executado deve ser registrado no cartório local em ordem de ser eficaz.
Section 6. Este ato passa a vigorar depois de se tornar lei.

Felizmente esta lei não foi aprovada e a AMA permanece silenciosa sobre o assunto, mas julgando o silêncio com o qual as atrocidades alemãs foram recebidas, posso prever seguramente que a AMA logo não oficialmente esposará a causa da eutanásia voluntária.

Em 1935 o editor do “Journal of the American Medical Association” observou que o médico médio frequentemente enfrentava o problema [da eutanásia] quando isto era um asunto entre ele e seu paciente e ele podia decidir de seu próprio modo sem qualquer interferência.

Os princípios e práticas são exatamente as mesmas aquelas que foram usadas pelos psiquiatras nazistas. Um especialista britânico recentemente argumentou o caso para a eutanásia até mesmo indo tão longe para dizer que certos defeituosos são uma carga para eles mesmos e outros [talvez o Estado] e portanto devem ser libertados de suas misérias.

África do Sul

Com o pleno apoio do Conselho Sul Africano para Saúde Mental e a Associação de Neurologistas e Psiquiatras, a África do Sul está pesadamente inclinada nesta direção de qualquer modo, terá leis de esterilização introduzidas antes de muito tempo. Desta vez a pesada propaganda pela esterilização está sendo promovida lá como uma continuação da história inicial da África do Sul. Em 1930 H.B. Fantham, Professor de Zoologia em Witwatersrand, escreveu na Revista Bem-Estar Infantil:

“…deve haver limitações da multiplicação daqueles definitivamente inferiores ou abaixo da média de boas qualidades de nascimento. Na África do Sul deve haver limitações ao pobre elemento branco.”

Em 1934 Dr. P.W. Laidler, Funcionário Médico de Saúde de East London, escreveu um artigo para “S.A. Tydskrif vir Geneeskundiges” pedindo uma lei de esterilização na África do Sul nos moldes da Alemanha. Algumas citações interessantes deste artigo:

“São os deficientes dos homens brancos que o arrastam para baixo.”
“A prevenção da família é essencial quando a descendência é pobre.”
“Uma diminuição do aumento dos inadequados aliviaria a carga dos contribuintes.”
“Estamos sobrecarregados de pobres com mentes normais ou defeituosas.Possivelmente estamos sobrecarregados para melhores classes de mentes.”
“O homem cotinua a carregar um fardo de deficientes.”

Em outubro de 1971 enquanto este livro estava sendo escrito, o Dr. Troskie um membro executivo do Conselho Africano Médico e Dentário pediu a eliminação sem misericórdia dos fracos elementos genéticos. Ele propôs a formação de um Comitê Genético composto de um juiz e especialistas médicos, sociológicos e religiosos para:

“evitar que estes pais deixem um fardo para a sociedade. O comitê tomaria a decisão por eles .”

Isto aparentemente não é uma idéia nova na África do Sul, já que tantos grupos estão envolvidos no debate sobre se deve haver ou não esterilização voluntária ou compulsória, e agora um grupo de sociólogos pretenda abordar o Primeiro Ministro sobre o problema.

O paralelo entre a Alemanha Nazista e a África do Sul está muito próximo.

EUA

O Instituto Rockefeller que apoia a AMA tem produzido resultados devastatadores domésticos e no exterior. Foi Rockefeller que financiou a fundação do Instituto Kaiser Wilhelm, e deu ao Professor Rüdin um andar inteiro da construção para sua pesquisa genética na década de 1920. O Movimento Alemão de Higiene Mental foi pesadamente subsidiado por Rockefeller e portanto colocado em uma posição de saúde para continuar suas metas e objetivos até o amargo fim. Posteriormente foi o Dr. Alexis Carrel do Instituto Rockefeller e vencedor de um prêmio Nobel que claramente aplaudiu as ações dos alemães e claramente advogou o assassinato em massa de pacientes mentais e prisioneiros.

Atualmente nos EUA a profissão psiquiátrica está fazendo um uso intenso de prisioneiros como material experimental para experimentos médicos com a aprovação da AMA. A família Rockefeller continua a subsidiar professores médicos psiquiátricos e um dos Rockefellers está na diretoria da Associação Nscional Americana para Saúde Mental. Em 1970, no Havaí, foi introduzida uma lei cuja palavreado exato disto era:

Uma Lei para um Ato Relativo ao Controle da População

Seção 1:
A legislação encontra

1. que o crescimento da população é o problema mais sério e desafiador para a humanidade hoje:
2. que o tempo necessário para a população mundial dobrar agora é de aproximadamente 35 anos;
3. que a “solução da taxa de mortalidade” por guerra, fome ou pestilência é uma inaceitável solução destrutiva para controlar o problema da natalidade;
4. que o controle da população é uma aceitável solução humanitária para o problema do crescimento populacional. O propósito deste Ato é controlar o tamanho da população deste Estado por um programa de regulação de nascimentos.

Seção 2:
Cada médico que atenda uma mulher residente neste Estadoao tempo de dar a luz neste Estado deve, se a mulher tem dois ou mais filhos vivos, realizar tal técnica médica ou operação que torne a mulher estéril.

Seção 3:
Este ato deve entrar em vigor em 1o. de julho de 1971.

Até mesmo entre as tendências de nossos vizinhos nesta direção podem ser reconhecidas. Na Suíça foi o Dr. André Repond que aplaudiu os esforços alemães, e tinha estado tão orgulhoso de seu trabalho em assegurar apenas casamentos bem eugenicamente acontecerem em cantões suiços.

A questão da eutanásia e da esterilização não são problemas de ontem a serem discutidos entre intelectuais como asuntos filosóficos ou históricos. Os psiquatras estão até mesmo mais fortes tendo começado a agitar mais e mais e mais altamente o direto de esterilizar e matar.

Em julho de 1972 Dr. T.L. Pilkington em “The Practitioner” pediu que assassinatos posteriores fossem cometidos:

“…parece haver claras indicações que os países tecnologicamente desenvolvidos serão rapidamente obrigados a reverem a complexidade da vida que eles criam, embarcar em um moderno programa eugenico destinado a tornar mais empinada a cauda do gráfico da distribuição normal do QI abaixo de 100 ou considerar alguma forma de eutanásia legalizada. É possível, com certeza, que a “solução final” combinará todos estes métodos crescentes de prevenção específica.”

A Marcha da Morte novamente tem começado.

Nota do Autor

Quando decidi escrever este livro, pretendia simplesmente registrar os eventos na Alemanha como uma aviso contra ocorrências similares que poderiam vir a ocorrer em outros países. Logo depois que eu tinha começado a me familiarizar com o assunto, entendi que estava enfrentando um problema que já havia alcançado proporções internacionais e que tinha até mesmo se entrincheirado profundamente na Grã Bretanha. Passei cinco anos na Inglaterra e no exterior para pesquisar a informação que agora estou tornando pública.

Talvez eu devesse ter escrito dois livros; talvez eu devesse ter continuado com as minhas investigações até que cada volume estivesse completamente documentado – não sei.

Ainda que os fatos permaneçam que os psiquiatras e os grupos “socialmente conscientes” cujas mãos estão mantidas com o sangue de milhões de pessoas, e que tem criado uma atmosfera na qual eventos similares podem acontecer em todas as outras partes do mundo, ainda estejam vivos hoje, e estão buscando as mesmas profissões de antes, somente em uma forma que é mais disfarçada.

Este livro não conteria tanto material sobre a Inglaterra se as minhas buscas não me tivessem dirigido para lá.

Outros podem sentir o desejo de levar meu trabalho adiante – e eu honestamente gosto de estimular isto.

As atuais atividades dos psiquiatras devem ser vistas sob uma nova luz quando eles levam em consideração o fato de que seus alegados objetivos caritativos podem ser uma ocultação de Invisibilidade destinada a camuflar os ominosos propósitos diante de seus colegas.

Os psiquiatras começaram inicialmente a trazer seu próprio serviço secreto a vida e infiltrar governos. Não quero elucidar em detalhes a teoria fora mencionada de que Hitler foi levado ao poder pela ação de um grupo secreto. Para aqueles que desejem ir adiante na pesquisa disso, este livro pode ser de considerável importância direta.

Em “Archives for Racial and Social Biology”, Volume 25, 1931, o psiquiatra Prof. F. Lenz esclarece o livro Mein Kampf de Hitler. Ele cita Hitler abundantemente e estabelece que Hitler é o homem que finalmente garante à Higiene Racial seu lugar de direito.

A opinião convenientemente aceita de que Hitler era a encarnação de todo mal que forçou seus sujeitos contra a vontade deles a realizarem as atrocidades historicamente singulares do Terceiro Reich. Esta consideração não é apenas imperfeita; ela também leva deliberadamente para longe dos fatos e os distorcem.

Parece impossível que um homem possa levar 60 milhões de pessoas sob seu encantamento, e torna-las indiferentes a tal assassinato em massa como foi trazido pelos psiquiatras sob o Terceiro Reich, sem algum apoio, até mesmo se apenas de algum grupo de interesse particular.

Do artigo de Lenz é óbvio como os futuros assassinos em massa,favorecidos por Hitler ao menos desde 1931, já tinham realizado o recondicionamento moral de sua marionete. O próprio Lenz diz em seu artigo sobre “Mein Kampf” “Naturalmente as idéias que Hitler ressalta não são novas”, mas com Hitler como uma marionete, os psiquiatras pela primeira vez se encontraram em posição de transformar seus secretos objetivos e intereses em realidade. Lenz encerra seu artigo com as palavras:

“Gostaria de acrescentar ao dizer: Hitler é realmente o primeiro político de influência realmente grande que tem reconecido a Higiene Racial como a obrigação principal de todos os políticos, e que quer resistir por isto energicamente.”

Se ou não a psiquiatria era o único grupo particular de interesse que ajudou Hitler na subida aoo poder ainda tem que ser explorado em detalhe. É um fato que Hitler tomou literalmente suas palavras. Contudo, até mesmo os psiquiatras não tinha uma garra tão estreita sobre Hitler para conseguirem que ele lhes desse mão livre para os assassinatos em massa, porque eles tinham que ir com suas atividades de matança em massa sobre as próprias costas e sem seu consentimento direto.

Hitler tinha acabado de chegar ao poder quando a “Deutsche Verband für psychische Hygiene” (União alemã para Saúde Mental), em uma sessão realizada em 16 de julho de 1933, mudou não apenas seu nome para para “Deutscher Verband far psychische Hygiene und Rassenhygiene” (Instituto Alemão para Saúde Mental e Higiene Racial) mas também seus oficiais. Prof. Dr. Sommer ficou para trás e o apoiador de Hitler, Ernst Rüdin tomou a liderança.

É evidente que a notícia memorial publicada por Rüdin para o falecido Ploetz em “Archiv für Rassen und Gesellschaftsbiologie” (Arquivos de Biologia Racial e Social), 1940, Volume I, apenas o quanto Hitler tinha tomado as teorias de higiene racial de seus mestres. Rüdin escreve: “é um destino trágico que Ploetz não esteja mais vivo para testemunhar a solução do problema do entendimento e cooperação entre os povos nórdicos, ele, que acreditava tão inabalavelmente na resoluta liderança de Adolf Hitler e na sua missão sagrada de higiene racial nacional e internacional.”

Hitler foi um homem mau e ninguém desejaria avaliar que ele não fosse responsável pelas coisas que aconteceram na Alemanha, mas culpar Hitler por todos os males é minimizar um número considerável daqueles que foram verdadeiramente responsáveis, pessoas que estavam sendo permitidas a buscarem seu curso de fins similares todos novamente – nada para dete-los.

Não quero dizer que entendo os motivos deles. Talvez um clérigo o faça. Ninguém os forçou a obedecer as ordens nos dias de hoje – eles não podem obedece-las de maneira alguma. Ainda que o padrão permaneça inalterado. O Fascismo e o Nazismo estavam resolvendo os problemas – com violência – e assim o estavam os psiquiatras.

Os nazistas podem ter sido debandados mas os psiquiatras continuam entre nós. Talvez esta seja a arma secreta que Goebbels gabou que levaria ao renascimento do Reich – não uma super bomba, um raio da morte, mas a planta para um estado escravo psiquiátrico.

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Published in: on agosto 6, 2008 at 8:21 pm  Comments (2)  
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  1. [...] Jornal Motociclismo do Brasil » HOME created an interesting post today on Os Homens por Trás de HitlerHere’s a short outline Os Homens por Trás de Hitler Um alemão avisa o mundo de Bernhard Schreiber Bernhard Schreiber nasceu em 1942 em Stuttgart depois que seu pai morreu em ação como um oficial da Luftwaffe. Depois de sua educação na Alemanha, ele estudou jornalismo na América e viajou extensamente como jornalista freelance. Durante os últimos cinco anos ele tem estado pesquisando o material para este livro e decidiu publicar a edição alemã como o primeiro resultado de sua pesquisa. Ele continuará a pesquisa d [...]

  2. eu sou um deles


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