Assassinato de Yitzhak Rabin

A Conspiração para Assassinar Yitzhak Rabin

de Barry Chamish
Especial para ParaScope

Um líder nacional é abatido a tiros. Um bode expiatório manipulado no local no momento crucial. Uma conspiração pela polícia secreta. Uma comissão do governo que divulgou a teoria do atirador solitário para explicar o assassinato. E um “fotógrafo amador” é pego com a coisa toda filmada. Não, não estamos falando sobre o assassinato de Kennedy. Estamos falando sobre o assassinato de Yitzhak Rabin, e seus assassinos ainda estão soltos. Barry Chamish, editor do jornal de inteligência politica “Inside Israel”, prova a perturbadora evidência que indica uma conspiração para assassinar Rabin.

A medíocre conspiração Shabak (Serviços de Segurança Geral) para assassinar Yitzhak Rabin está vagarosamente sendo exposta. Os mais improváveis israelenses estão se tornando convencidos que Yigal Amir não matou Rabin, mas que ele realmente foi morto em seu carro depois de Amir disparou duas balas brancas. Tal é o peso da evidência que Amir está esperando um milhão de dólares de adiantamento por um livro que contará seu lado da história. O agente literário de Amir, Avi Feinstein diz, “Amir foi um agente do governo e ele exporá a inteira conspiração em seu livro. “

Isto é, se ele puder recordar disto depois de sua extensa experiência com um sofisticado controle mental.

A evidência mais convincente que Amir não matou Rabin veio do especialista forense da polícia Baruch Glatstein, que testemunhou no julgamento de Amir. Depois de examinar o terno e camisa de Rabin, ele concluiu que os dois tiros de alcance a queima roupa mataram o primeiro ministro. Amir foi filmado atirando ao menos cinco vezes. Segundo o testemunho de Glatstein, um tiro veio da distância de 25 centímetros, enquanto o segundo foi um tiro de contacto. Glatstein racionalmente explicou que a camisa de Rabin estava feitas em tiras de um modo que não podia ocorrer sem que os gases do cartucho explodissem em sua pele.

Posteriormente, Glatstein testemunhou que na camisa de Yoram Rubin, o segurança de Rabin que recebeu um tiro no antebraço, ele encontrou traços de cobre e chumbo no buraco da bala enquanto as balas de Amir eram compostas inteiramente de cobre. Em resumo, Amir também não atirou em Rubin.

O testemunho de Glatstein concorda com o do Dr. Skolnick, um cirurgião que operou Rabin. Dr. Skolnick concluiu que os ferimentos dele foram causados por tiros de contacto.

Em julho, a Suprema Côrte ouviu o testemunho de um taxista de Tel Aviv que levou um passageiro no dia em que Amir foi condenado. Depois de ouvir uma notícia no rádio sobre a condenação dele, o passageiro disse que ele foi o patologista no Hospital Ichilov que examinou Rabin. Ele insistiu que Amir não podia ter atingido Rabin porque as feridas deste eram de um alcance de queima roupa. Ele então mostrou seu cartão de identidade do Hospital Ichilov, provando que ele era de fato um patologista que trabalhava no hospital.

Dúzias de testemunhas ouviram cinco tiros disparados, e em julho, um oficial de polícia designado para a reunião fatídica onde Rabin foi morto, Yossi Smadja, disse a imprensa que ele também ouviu cinco tiros. Mas o testemunho deles não foi bem recebido pele acobertamento do evento da Comissão Shamgar.

O “filme amador” do assassinato de Rabin tem desde então sido examinado por inúmeros analistas na sequência de tomada em tomada e descoberto que tem sido negligentemente cortado e editado. Ainda mais sinistra foi a reação de Rabin ao ser atingido.Ao invés de recuar para o lado da direção da bala, Rabin alertamente se virou para trás, parecendo ciente dos eventos que aconteciam. Ainda mais sinistro, durante os segundos finais do filme enquanto supostamente Rabin estava sendo deitado no banco traseiro do carro, seguido pelo guarda ferido, alguém fecha a oposta porta de trás do passageiro do carro por dentro. Claramente, havia alguém esperando Rabin dentro do carro.

Então há o testemunho de Shimon Peres que viu o corpo de Rabin no hospital. Ele afirmou no Yediot Ahronot que a testa de Rabin estava inchada e contundida, que ele pensou de ser puxado pelo pavimento depois do tiro que recebeu. Isto está em contradição direta com o relato da testemunha ocular Miriam Oren que estava ao lado de Rabin depois que Amir apertou o gatilho. Ela disse ao noticiário da Televisão de Israel momentos depois do incidente que Rabin andou até o carro por ele próprio. Onde e como estas contusões que Peres afirma ter visto ocorreram?

Finalmente, existe a prova indiscutível oferecida não intencionalmente pelo auxiliar de Rabin, Eitan Haber. Enquanto os cirurgiões estavam operando Rabin no Hospital Ichilov, por razões não explicadas a este dia, Haber saqueou seu terno e bolsos de camisa procurando por algo e puxou a folha de música [songsheet] que Rabin tinha mantido na reunião. Haber produziu isto para as câmeras enquanto ele anunciava a morte de Rabin e isto estava profundamente ensanguentado. A menos que Rabin tenha posto isto em um não existente bolso de trás de seu terno, ele foi atirado de frente.

Apoio para este posicionamento veio de uma fonte muito improvável. Na noite do assassinato, um compatriota íntimo de Rabin, membro do Knesset Ephraim Gur, deixou o Hospital Ichilov e disse a um repórter da Reuters que ele tinha visto Rabin, e que ele recebeu tiros no peito e no abdomen.

Em 20 de setembro, dois jornais israelenses inesperadamene imprimiram entrevistas com os sutis advogados da tese da conspiração. Depois de nove meses de silêncio, Shlomo Levy deu uma entrevista a Yerushalayim. Levy, um associado de Amir na Universidade Bar Ilan, foi um soldado na Brigada de Inteligência do IDF. Depois de ouvir as ameaças de Amir de matar Rabin, ele as relatou ao seu comandante que disse a ele para ir a polícia. A polícia considerou muio seriamente o testeunho dele em 6 de julho de 1995 e transferiu isto para o Shabak onde isto foi ignorado até três dias depois do assassinato.

O relato conclui, ” O relato de Levy foi apenas um de um número de relatos que a  Shabak ignorou sobre  Amir… O fato de que a Shabak permitiu que juntasse poeira nos relatos até que Rabin já estivesse morto empresta crença a inúmeras teorias da conspiração.”

Levy foi perguntado, “Se você tinha a resposta certa, porque você se escondeu em sua casa com medo? “. Ele respondeu, “A Shabak é grande e poderosa e sou um pequeno camarada. O assassinato é uma ferida aberta para eles e quem sabe como eles reagiriam se eu me permitisse ser entrevistado.”

No mesmo dia, o filho de Rabin, Yuval foi entrevistado em Yediot Ahronot. Perguntado se ele acreditava que seu pai foi morto em uma conspiração, uma questão que recebeu muito interesse público, ele respondeu, “Não sei dizer que sim ou que não. Não é difícil aceitar isto… Uma coisa é certa, ninguém foi punido. A pior coisa que aconteceu a qualquer agente do Shabak foi perder seu emprego.”

Outubro viu claras inconsistências entre a versão oficial dos eventos que cercam o assassinato de Rabin e a verdade. No início do mês a revista semanal Maariv publicou uma importante coleção de testemunho de sete policiais e agentes de segurança a serviço na cena do assssinato que alimentou as suspeitas de uma conspiração de leitores anteriormente céticos. Em 18 de outubro, o autor desta peça foi vítima de um ataque malicioso durante oito minutos no Canal Dois da Televisão de Israel no show semanal da revista que foi mostrado novamente nesta noite. A despeito da clara tentativa de caracterizar o assassinato, como o Yediot Ahronot relatou no domingo seguinte, tive sucesso em incendiar um interesse nacional renovado na possibilidade de que o assassinato de Rabin não aconteceu como foi oficialmente relatado.

Primeiramente, vamos olhar o relato do Maariv. Começamos com a questão se as balas usadas pelo alegado assassino Yigal Amir eram reais ou não. Não foi negado pela Comissão Shamgar que “Brancos, brancos,” eram gritados por alguém enquanto Amir disparava sua arma. A conclusão é que Amir gritou isto para confundir os seguranças de Rabin, uma coisa que ele nega. Acontece que muito mais que “brancos, brancos” foi gritado.

S.G., O Agente de Segurança do Shabak Sub-comando da segurança de Rabin, Yoram Rubin: “Ouvi muito claramente, “Elas não são reais, não são reais”, durante o tiroteio.

A.A., Chefe de Segurança Pessoal do Shabak: “Ouvi um tiro e alguém gritando, “Não é real, não é real” Não posso dizer com certeza se isto veio do atirador.”

Avi Yahav, policial de Tel Aviv : “O tirador gritou, ‘Elas são cápsulas, nada, cápsulas.”

Nenhum dos policiais ou segurança ouviu o famoso grito ‘Srak, srak,’ (brancos, brancos). A cena que eles descrevem é a de um número de pessoas gritando frases diferentes. O que uniam os “gritadores” era a crença que balas brancas estavam sendo disparadas.

Quantas balas foram disparadas?

A.H., O agente designado para a equipe de Yoram Rubin: “Ouvi um tiro, seguido de um outro.”

Maariv para A.A.: “Você está certo que só ouviu um tiro?

A.A.: “Absolutamente certo.”

Avi Yahav: “Ouvi um número de tiros. Não estou certo de quantos”

S.G.: “Quando eu me aproximei do carro, ouvi três tiros”.

A inabilidade de pesoal treinado de segurança e da polícia em concordar quanto ao número de tiros é intrigante, mas em uma coisa todos corcordam: ninguém pensou que Rabin estivesse ferido.

Y.S., O Chefe de Segurança do Shabak para a reunião de Tel Aviv: “Ouvi que Rabin foi ferido somente quando cheguei ao Hospital Ichilov alguns minutos mais tarde.”

S.G.: Não ouvi qualquer grito de dor do Primeiro Ministro e não vi qualquer sinal de sangue… Não foi senão algum tempo depois que ouvi que Yoram Rubin estava ferido.”

A.A.: “Somente depois de um número de perguntas se Rabin estava ferido, dirigi em choque para Ichilov.”

Nenhum pessoal e segurança ou da polícia detectou qualquer sinal de que Rabin estivesse ferido, um fato muito inexplicável quando se considera que ele não foi meramente ferido mas supostamente atirado no pulmão e no baço por duas balas de 9 milímetros. Contudo, o “filme amador” do assassinato exonera as testemunhas. Depois que o filme mostra a explosão da arma de Amir, Rabin não é empurrado para frente pela pressão da bala, nem demonstra dor. Muito mais, ele continua andando e volta repetidamente a cabeça para sua esquerda.

Antes de examinar a próxima questão do artigo da Maariv, vamos pular para o relato do Canal Dois sobre a minha pesquisa. A despeito do embuste, um dos meus pontos veio alto e claro e foi um longo caminho na direção de impedir que meu nome fosse completamente manchado. Eu mostrei o filme do assassinato e ressaltei que quando Rabin entrou no carro, a porta do lado oposto do passageiro é fechada batida. Eu disse, o único modo da porta ter sido batida era se alguém dentro do carro a fechasse. Isto estaria em contradição com o relatório de Shamgar, que tem Rabin e Rubin entrando em um carro vazio. O Canal Dois salvou a minha dignidade ao dizer que a porta foi fechada pelas vibrações causadas pela entrada de Rabin. Por todo país, as pessoas abriram as portas de trás de seus carros e começaram a balançar os veículos. Nada pode fazer a porta fechar. Além disso, a porta de Rabin era blindada e pesava várias centenas mais de libras do que a porta média de um carro. Sobretudo, a porta da frente aberta do carro de Rabin não fechou com a de trás, e o filme não mostra qualquer abalo do carro. Portanto alguém – talvez o assassino – estivesse esperando por Rabin dentro do carro

Agora vamos considerar o testemunho de Yoram Rubin, o chefe da segurança pessoal de Rabin. Em 8 de novembro de 1995 ele foi citado como tendo dito ao New York Times que as últimas palavras de Rabin a ele no carro foram que ele estava ferido mas não seriamente. Vamos olhar o que ele disse a polícia na noite do assassinato e que mais tarde testemunhou perante a Comissão Shamgar no julgamento de Yigal Amir.

Rubin para a polícia às 1:07 a.m. em 05 de novembro de 1995: “Levantei o primeiro ministro e o empurrei para o carro.”

Para a Comissão Shamgar, ele disse: “Ele (Rabin) me ajudou a levantar. Isto é dizer, trabalhamos juntos… Pulamos, realmente pulamos. Estou surpreso, em retrospecto, que um homem da idade dele pudesse pular assim.”

No julgamento de Amir, Rubin declarou: “Eu o agarrei pelos ombros e perguntei a ele, ‘Yitzhak, você me ouve, somente a mim?”. Nas versões anteriores ele disse que ele não estava seriamente ferido ou que realmente ajudou Rubin a ficar de pé.

Talvez a peça mais confusa de testemunho diga respeito aos momentos críticos quando Rubin entra no carro com Rabin. O filme do assassinato mostra a porta de trás oposta a do passageiro sendo fechada por dentro. Ainda que Rubin testemunhe, “Sentamo-nos juntos e escorreguei entre o assento da frente e o de trás. Suas pernas e as minhas estavam suspensas lá fora e eu gritei ao motorista “Saia daqui”. Ele começou a dirigir e eu levantei as pernas de Rabin e as minhas para dentro e fechei a porta. Isto tudo demorou 2 a 3 segundos”.

Um incidente mais curioso ocorre a caminho do Hospital Ichilov, que normalmente leva-se menos de um minuto de direção a partir do suposto local do assassinato. A viagem demorou de 9:45 a 9:53. Com um minuto e meio de tempo de direção, o motorista de Rabin, Menachem Damti pegou um policial, Pinchas Terem, para ajudar a leva-lo ao hospital. Damti, um motorista experiente, não precisava de ajuda para encontrar o Hospital Ichilov, mas até mesmo isto não é o ponto principal. Com o primeiro ministro morrendo atrás dele, o altruista Yoram Rubin diz ao novo passageiro, “Estou ferido. Me enfaixe.” Quanto a Rabin, somente podemos supor que ele não se preocupou que suas feridas precisassem de uma atenção mais urgente.  Terem completou seu bizarro testemunho ao notar que Damti não notificou o hospital Ichilov por rádio que ele estava vindo e assim a equipe do hospital estava totalmente despreparada para a chegada de Rabin.

Uma conclusão a que muitos podem ser alcançados pelos testemunhos de todas estas testemunhas é que Rabin não foi ferido pelas balas brancas de Amir e que foi morto a tiros dentro do carro. Rubin levou uma inócua ferida no braço para encobrir seu papel neste evento e Damti pegou um policial como testemunha no caso de uma futura descrença.

Se este cenário ou algo mais insidioso não está recebendo confiança, todo testemunho contraditário será apropriadamente apurado por uma honesta comissão de inquérito. E esta hipotética comissão terá a resposta de como a porta de trás do passageiro do carro de Rabin realmente fechou quando ele entrou no veículo. Até que isto seja feito, dúvidas compelentes sobre a versão oficial do assassinato de Rabin permanecerão.

Exatamente antes do anoitecer de 4 de novembro de 1995, o Primeiro Ministro Yitzhak Rabin era um homem muito preocupado. Seu proceso de paz com a OLP não estava indo bem com o público israelense. A mais recente pesquisa no jornal diário Maariv mostrou que 78% do público queria que o processo parasse até que um referendo nacional fosse realizado para decidir se este processo continuasse ou não. Somente 18% dos israelenses confiavam em Rabin o suficiente para te-lo realizando a diplomacia sem um referendo público. Rabin não podia sair em público sem ser importunado. Seu momento mais humilhante veio em agosto quando ele foi a um jogo de futebol e 40.000 fãs o vaiaram em uníssono.

Mas naquele entardecer seria diferente. Uma coalisão de partidos políticos de esquerda e movimentos da juventude tinham organizado uma reunião em apoio a ele e Rabin sabia que, por uma troca, ele estaria cercado de milhares de apoiadores.

O que torna este assassinato naquele entardecer duplamente inesperado. Isto tudo parece fácil demais. As 9:15, Rabin deu uma fala diante de 100.000 apoiadores em uma praça fora de prefeitura de Tel-Aviv. Meia hora depois, ele desceu os degraus para uma área “estéril” abaixo onde seu carro o esparava. Aqui ele estaria seguro de ameaça porque ninguém além do aprovado pessoal de segurança era suposto estar lá.

Mas algo estava muito errado no estacionamento abaixo. A área, longe de estar estéril, estava cheia de pessoal não autorizado. Se Rabin estivesse alerta ele teria percebido que as coisas não estavam certas.

Inicialmente, ele deveria ter pensado, onde está a ambulância? Havia sempre uma ambulância estacionada perto do carro dele quando ele fazia aparecimentos públicos, ainda que neste entardecer nenhuma fosse vista. Então ele teria perguntado, onde estão os policiais? Dúzias de policiais deveriam ter fornecido segurança, mas somente uns poucos estavam a vista. A área de estacionamento estava quase que totalmente escura, onde é procedimento padrão de segurança iluminar seu caminho de passagem.

Mas Rabin parecia encantado pelo sucesso de sua fala e não caracteristicamente andou sozinho na direção de seu carro, não acompanhado por sua esposa, Leah. Uns poucos segundos antes que ele alcançasse seu veículo, um agente de segurança dos Serviços Gerais de Segurança (Shabak) que supostamente estava para cobri-lo por trás recuou e permitiu que um assassino, Yigal Amir, desse três tiros claros nos costas de Rabin.

Tão logo as balas foram disparadas, um agente do Shabak gritou, “Srak, Srak,” ou “elas são brancas, elas são brancas,” enquanto um outro agente disse a esposa de Rabin, Leah, uns poucos momentos depois para não se preocupar porque ‘os tiros eram brancos”. O agente  perto de Rabin agrediu o assassino e o algemou. Suas primeiras palavras depois de ter sido apreendido foram, “porque você me algemou? Fiz meu trabalho. Agora é tempo de fazer o de vocês’. A primeira questão que os agentes do Shabak perguntaram ao assassino foi, “Você não disparou brancas?”

Já que não havia ambulância, Rabin foi levado pelo carro ao hospital vizinho. O carro não estava equipado com rádio e assim os bloqueios de policiais não fizeram o caminho antes e a equipe do hospital não estava esperando a vítima até sua chegada. Us poucos minutos mais tarde, dúzias de repórteres receberam mensagens de um grupo desconhecido chamado Vingança Judia prometendo pegar Rabin da próxima vez. Depois do anúncio de sua morte, o porta-voz chamou de novo os repórteres se retratando do anúncio anterior e assumindo a responsabilidade pelo assassinato.

As 11:15 p.m., o asistente de Rabin Eitan Haber, segurando o que ele afirmou ser uma folha de música ensanguentada que Rabin tinha cantado na reunião, anunciou a morte do Primeiro Ministro. A tarefa cumprida, Haber correu para Jerusalém e limpou os arquivos do escritório do ministro Rabin. Ele aparentemente não queria esperar até a manhã seguinte e mais tarde disse ao repórter da revista semanal Kol Ha’ir que “Eu queria ter certeza que os arquivos fossem doados aos arquivos das Forças de Defesa de Israel (IDF).”

O que aconteceu a Yigal Amir em Riga?

O assassino acusado Yigal Amir tinha servido honrosamente na elite da Brigada Golani das Forças de Defesa de Israel. Imediatamente depois de sua liberação do serviço, ele foi enviado a Riga, Letônia na primavera de 1993 em algum tipo de missão em benefício do Departamento de Ligação, um ramo encoberto do escritório do Primeiro Miistro.

Fundado em 1953 para educar e resgatar judeus de trás da Cortina de Ferro o Departamento de Ligação havia se tornado um ninho de espiões com o passar dos anos. Como relatou o jornal diário Haaretz umas poucas semanas depois do assassinato de Rabin: “O Departamento de Ligação Realiza sua Própria Diplomacia e tem sua própria agenda particular.”

Amir era um ativista da reputadamente mais radical organização anti-governo de todas, Eyal. O chefe do Eyal, Avishai Raviv, foi filmado pela televisão israelense um mês e meio antes ao liderar uma cerimônia de indução na qual os novos membros juraram matar qualquer um “que venda a Terra de Israel.” Eyal é supostamente uma organização secreta; se assim é, pode-se supor porque os membros permitiriam serem filmados pela Televisão Israel, expondo-se ao público…

Em 12 de novembro, uma semana depois que Rabin foi assassinado, o jornalista Amnon Abramovich revelou na TV Israel que Eyal foi criada pelo Shabak para provocar e emboscar radicais de ala direita e que seu líder, Avishai Raviv, era um agente cujo nome código era “Champagne,” se referindo as bolhas de excitação que ele levantava.

Raviv era um agitador no campus da Universidade Bar Ilan, onde Amir estudou. Ele se tornou amigo de Amir e o encorajou a realizar fins de semana de estudos em Hebron. Como tem sido demonstrado, Raviv não era algum recém-chegado ao Shabak. Em 1987 ele estava supostamente a ser expulso da Universidade Tel Aviv por suas atividades radicais pelo deão, Itamar Rabinovitch, que até recentemente foi o negociador chefe de Rabin com os sírios. O então Primeiro Ministro Yitzhak Shamir ordenou que seu auxiliar Yossi Achimeir interviesse pessoalmente em benefício de Raviv. Então Raviv não foi recrutado depois que Rabin subiu ao poder.

Eyal tinha apenas dois membros, Raviv e Erin Agelbo. Eles partilhavam um apartamento alugado no subúrbio de Hebron – Kiryat Arba – no mesmo edifício onde uma vez morou Baruch Goldstein. Mas Agelbo, foi demonstrado, não era apenas um extremista comum e diário. Depois que a revista semanal Yerushalyim imprimiu a foto dele, uma leitora o reconheceu como um policial de Jerusalém que a treinou no uso de armas durante um cargo na guarda civil. Pasmem! Um link entre o assassinato e a polícia apareceu. O Departamento de Polícia de Jerusalém admitiu que Agelbo era um “antigo policial que fora despedido por suas atividades radicais em 1994.”

Logo depois do assassinato, a media israelense começou a expor alguma evidência muito incriminadora. A mais séria de todas era que Yigal Amir era um agente do Shabak. O primeiro a fazer publicamente esta acusação foi o Professor Michael Hersigor, um professor de ciência política de ala esquerda da Universidade de Tel Aviv. Em 11 de novembro, uma semana depois do assassinato, ele disse a um repórter do Yediot Achronot, “O assassinato do primeiro ministro não tem uma explicação racional. Não há explicação para o transtorno e nem conta o que aconteceu. Mas na minha opinião seria aconselhável buscar uma ligação entre Amir e o Shabak. É possível que haja uma conspiração. Acontece que o assassino estava no Shabak quando ele viajou para Riga. Ele recebeu documentos falsos com o qual recebesse uma licença de arma. Isto me soa como se ele tivesse ligações com o Shabak ao tempo do assassinato.”

O calor aumentou quando Alex Fishman do Yediot Achronot relatou que Amir foi treinado pelo Shabak em Riga. Logo depois, a Rádio do Exército transmitiu uma entrevista com Rabbi Benny Elon, um líder do movimento de asssentamentos judeus, que disse, ‘O Shabak foi responsável pela fundação e custeio do Eyal e de seu líder Avishai Raviv. Afirmo que o Shabak conhecia todos do Eyal antes do assassinato e que o Shabak custeava suas atividades.”

Com os fatos se fechando, o governo embarcou em um acobertamento medíocre dos dias em Riga de Amir. Para isto o escritório de imprensa do governo anunciou que Amir, que não falava letão e não tinha credenciais de professor, era um professor hebreu em Riga por cinco meses. O chefe do Departamento de Ligação, cujo nome foi deletado no artigo do Maariv, então mudou a história para que ele é que era um professor por dois ou três meses. Depois disso, o Ministro de Segurança Interna, Moshe Shahal, disse a TV Israel que Amir foi um guarda de segurança em Riga por dois meses, que provavelmente tenha sido a versão mais próxima da verdade. Finalmente, esgotando as idéias, o porta-voz do Primeiro Ministro, Aliza Goren, anunciou em dezembro que o Escritório do Primeiro Ministro agora está certo que Amir nunca esteve em Riga e que qualquer jornalista que estivesse escrevendo isso “estava agindo irresponsavelmente”. Esta complô desmoronou quando a BBC filmou uma cópia do passaporte de Amir com as letras CCCP claramente estampadas nele.

Mas este não foi o fim da história do estranho Escritório de Ligação do Primeiro Ministro. Nos meses anteriores ao assassinato, o Escritório de Fiscalização do Estado iniciou uma investigação da profunda corrupção no Escritório de Ligação e o desaparecimento inexplicável de uma grande quantidade de dinheiro no C.I.S. Em 1992, Rabin anunciou que ele estava considerando fechar o Escritório de Ligação por bem.

O Filme de Kempler

Um chamado fotógrafo amador, Ronnie Kempler, filmou o assassinato de Rabin. Ele não tinha uma câmera de sua propriedade, então tomou emprestado a da irmã dele e a pendurou ao redor de uma varanda que tinha uma vista panorâmica do estacionamento, onde ele permaneceu por mais de uma hora, sem ser interrogado. Ele contou que teve um “sentimento estranho” sobre Amir e focalizou nele por longos períodos de tempo.

O filme dele mostra claramente Amir sinalizando para alguém a distância uns poucos minutos antes de atirar e ele captura o movimento de um agente que cercava Rabin, tomando uma posição posterior e permitindo que Amir desse seus tiros. O filme também mostra que Yigal Amir apontou uma arma para Yitzhak Rabin e atirou nele. Mas e se as balas não fossem reais?

O filme amador do assassinato de Rabin tem desde então sido examinado por inúmeros analistas na sequência de tomada por tomada e tem sido demonstrado que ele foi cortado e editado. A parte mais estranha dele é a reação de Rabin ao seu atirado. Ao invés de recuar para o lado desviando-se das balas, ele alertamente se virou para trás, aparentemente ciente dos eventos ocorrendo.

Kempler trabalha para o Escritório de Fiscalização do Estado. Até mesmo o israelense mais cético tem que se perguntar porque o momento fatídico não foi capturado por um vendedor de carros, um carteiro ou um programador de computador. Porque ele era empregado do mesmo escritório que estava investigando o antigo empregador do assassino?

No mesmo momento em que Rabin foi baleado, Kempler parou de filmar. Ele disse ao entrevistador Rafi Reshef do canal Dois da TV Israel que foi porque “ele tinha visto o bastante’. Ainda que ele tenha dito a um outro jornalista que ele tinha deixado cair a câmera, e a um outro, que um policial disse a ele para parar de filmar. Quando o filme beta foi convertido para ser assistido na televisão nacional, o técnico que fez a transcrição afirmou que o som do agente gritando “brancos, brancos” foi removido.

Além de uma curto aparecimento no Canal Dois depois que o filme foi transmitido, Ronnie Kempler nunca tem sido citado publicamente em qualquer jornal – ou em qualquer lugar.

A Comissão Shamgar

O testemunho dos policiais na Comissão Shamgar embaraçaram um acobertamento limpo. Conquanto o Shabak tenha escolhido exonerar o policial de toda responsabilidade pelo assassinato, o chefe do Departamento de Polícia de Tel Aviv, Gabi Lest, testemunhou que seus homens era supostos assegurarem a área estéril mas não estavam destacados para o detalhe da segurança de Rabin. Estes policiais ficaram muito chocados ao verem que os oficiais do Shabak não estavam no lugar.

O que estes poucos policiais no lugar testemunharam para a Comissão Shamgar compromete a teoria do atirador solitário, que a Comissão, pessoalmente indicada pelo Primeiro Ministro Shimon Peres, eventualmente determinou que este era o caso.

Os oficiais Sergei e Boaz testemunharam que aproximadamente meia hora antes dos tiros, eles viram Amir falando com um homem escuro e alto em uma camisa de mangas curtas sem botões que ele parecia conhecer. O Sargento Saar testemunhou que viu o irmão de Amir, Hagai, que mais tarde foi acusado de fornecer as balas para o assassinato, perto da cena do crime pouco antes do assassinato. O Oficial Sharabi testemunhou que “um homem que ele conhecia de vista como um manifestante anti-Rabin correu até Rabin, apertou a mão dele e saiu”.

Sergei se tornou desconfiado da atmosfera toda e especificamente de Amir. Ele perguntou a um outro oficial quem era Amir e foi-lhe dito que ele estava trabalhando sob cobertura. O policial afirmou que Amir foi para a área estéril quando ele apresentou as credenciais do governo dadas a ele pelo Escritório de Ligação.

Então o Shabak permitiu Amir, que tinha sido filmado sendo retirado de uma demonstração em Efrat pelo Shabak duas semanas antes, um outro manifestante conhecido, o irmão de Amir que supostamente estava carregando as balas, um cineasta amador desconhecido e um homem misterioso usando uma camisa de mangas curtas de andarem a vontade em uma área que deveria estar cercada e fora de limites para pessoal não autorizado.

Reconstruindo o Assassinato

Há basicamente apenas duas explicações para o assassinato de Rabin. Uma é a de que o Shabak, uma das organizações de segurança mais respeitadas mundialmente, é totalmente incompetente. A outra é que os agentes na cena permitiram que o assassinato ocorresse. Provavelmente com o conhecimento de Rabin, o Shabak colocou Amir.

O tema da reunião da noite fatídica era, “Não à Violência.” Amir era para ter atirado em Rabin com balas brancas; Rabin era para ter escapado miraculosamente de uma tentativa de assassinato e então subido de volta ao estágio com uma fala emocionante, escrita pelo seu estreito auxiliar Eitan Haber. O público reagiria com revolta contra a tentativa de assassinato por um extremista de direita e o governo poderia justificar uma medida enérgica contra os oponentes ao processo de paz.

O que Amir Sabe?

Considere a história do agente do Shabak Yoav Kuriel que é amplamente acreditado ter sido o agente que gritou “elas são brancas, elas são brancas”. Na noite do assassinato de Rabin, seu corpo foi levado ao Hospital Ichilov e seus orgãos foram removidos. O governo declarou que ele cometeu suicídio e o enterrou em um funeral fechado no Cemitério Hayarkon fora de Tel Aviv. O tráfego foi desviado por 90 minutos enquanto acontecia o funeral. O jornalista investigativo do Maariv, David Ronen, teve sucesso em rastrear o certificado de óbito de Kuriel. O hospital, em um claro desrespeito ao procedimento, deixou em branco a causa da morte.

Um dia depois de seu julgamento, Amir gritou aos repórteres, “Porque vocês não imprimem a história sobre o segurança assassinado?” Ele foi perguntado que história era esta. “É a daquele que gritou que as balas são brancas.” Na teoria, Amir estava sendo mantido em um confinamento solitário sem acesso a notícias. Como ele sabia da história? Mas Amir não tinha terminado. Ele acrescentou, “Sei o bastante para por abaixo o inteiro regime. A coisa inteira tem sido uma charada. O inteiro sistema está podre. Eu serei perdoado quando as pessoas souberem da história inteira.”

Se esta explosão foi para consumo público, certamente era consistente com o que ele está dizendo particularmente. Em 29 de novembro de 1995, segundo um relato publicado pelo  Maariv em janeiro de 1996, ele se queixou a um oficial de polícia tomando o testemunho, ‘eles irão me matar aqui.”

“Não tem sentido,” respondeu o oficial.

“Você não acredita em mim, mas estou lhe dizendo que isto era uma conspiração. Eu não sabia que iria matar Rabin.”

“O que você quer dizer? Você apertou o gatilho, é simples.”

“Então porque Raviv não me relatou? Ele sabia o que eu ia fazer e não me impediu? E porque eu não fui atirado para salvar Rabin?”

Quam Matou Yitzhak Rabin?

Na primavera de 1996 a nova evidência levou a proposição que Yigal Amir atirou balas brancas enquanto que Rabin foi assassinado com balas reais dentro de seu carro, não pelas balas brancas que Amir disparou.

Em 3 de maio de 1996, os advogados de Yigal Amir apelaram de sua condenação à Suprema Corte, argumentando que não havia sido provado que foram os tiros dele que realmente mataram Rabin. Isto incluiu o testemunho do Dr. Skolnick do Hospital Ichilov, que operou Rabin e afirma que seus ferimentos não eram consistentes com a história oficial que Rabin recebeu os tiros a um metro de distância de Amir. Skolnick explicou que o tamanho e o padrão do ferimento e da queimadura e as marcas de pólvora eram aquelas de alguém atirando de perto, direto.

Em meados de maio, 12 médicos e a equipe que estava aserviço quando Rabin foi levado estavam recebendo amaças anônimas de morte. Em junho, uma sessão a portas fechadas da Suprema Corte ouviu o testemunho de um taxista. No dia em que Amir foi condenado, seu passageiro mostrou a ele um cartão de identidade do Hospital Ichilov que o identificava como patologista. Ele disse ao taxista que a condenação de Amir era uma fraude e que os ferimentos de Rabin eram de tiros diretos, de perto.

Os advogados de Amir ressaltaram que as balas podem ter sido manuseadas já que não há registros do que aconteceu a elas entre o tempo quando elas foram removidas do corpo de Rabin na noite de 4 de novembro e o tempo em que elas foram enviadas ao Instituto Forense Abu Kabir ao meio dia de 5 de novembro.

Os registros médicos indicaram que Rabin foi morto por uma bala disparada contra sua carne – não a uma distância de 1,5 metro.

Os advogados de Amir citaram a evidência do especialista em balística da polícia, Baruch Glatstein, que disse que seus testes de laboratório das roupas de Rabin mostraram que a prim eira bala que o atingiu foi disparada de uma distância inferior a 25 centímetros, enquanto que a segunda foi disparada com a arma realmente encostada na roupa dele. Glatstein ressaltou que as marcas feitas pela segunda bala somente podem ser feitas por uma arma disparada encontada na roupa. Glatstein também examinou a camisa do segurança de Rabin, Yoram Rubin, e encontrou traços de chumbo e cobre na ferida da bala. Segundo a evidência forense reunida por Glatstein, as balas que feriram Rubin não podem ter sido disparadas da arma de Yigal Amir. As balas de Amir eram feitas de puro cobre enquanto que Glatstein encontrou traços de chumbo misturado no buraco da bala na camisa de Rubin.

Um dos verdadeiros relatos iniciais da media sobre o assassinato foi a narrativa de uma testemunha ocular dada a Israel TV por Miriam Oren. Ela disse que quando viu Rabin entrar no carro “ele não parecia ter recebido um tiro. Ele entrou no carro por sua própria conta.” Quando o filme de Kempler começa novamente depois do tiro ele mostra o carro de Rabin se afastando. Exatamente antes do carro ir embora a porta de trás do passageiro [Rabin entrou no carro pelo lado de trás do motorista seguido por Rubin] fecha. Alguém já estava no carro esperando por Rabin e quando o Primeiro Ministro entrou, agarrou a porta de trás e a bateu de dentro.

O apelo de Amir também é baseado no testemunho de dúzias de testemunhas oculares que testemunharam que Amir não estava perto o suficiente de Rabin para ter disparado aqueles tiros. As testemunhas oculares dizem que os disparos tinham um som estranho e distinto, enquanto os testes da arma de Amir mostravam que os sons eram perfeitamente normais. Em julho, o policial Yossi Smadja foi citado no Maariv como dizendo que ele estava quase perto ao local do assassinato e ouviu cinco tiros, três claros e dois abafados.

O que estas pessoas ouviram foram tiros abafados das balas que mataram Rabin vindo de dentro do carro. Amir disse a polícia imediatamente depois do evento que ele tinha posto nove balas em sua arma. Já que quatro balas foram disparadas em Rabin, duas das quais o atingiram, uma que atingiu Yoram Rubin, e uma que não atingiu ambos homens mas mais tarde foi encontrada no local, teriam que ainda restar cinco balas na arma de Amir. Contudo, havia oito.

Então há o testemunho de Shimon Peres, que viu o corpo de Rabin no hospital. Ele afirmou ao Yediot Ahronot em setembro que a testa de Rabin estava inchada e arranhada, ele pensou de ser empurrado no chão depois que recebeu o tiro. Isto está em contradição direta com o testemunho de Miriam Oren que estava ao lado de Rabin depois que Amir puxou o gatilho. Ela disse ao noticiário da Televisão Israel que momentos depois do incidente Rabin andou até o carro por ele próprio. Quando, e como então, ele fez os arranhões que Peres afirma ter visto ocorrer?

Finalmente, há uma prova incontestável oferecida não intencionalmente pelo auxiliar de Rabin, Eitan Haber. Enquanto Rabin estava sendo operado no Hospital Ichilov, por razões não explicadas até este dia, Haber examinou seu terno e bolsos de camisa procurando por algo e retirou a folha de música que Rabin tinha mantido na reunião. Haber a apresentou para as câmeras quando ele anunciou a morte de Rabin  e ela claramente mostrava um buraco de bala na mancha de sangue. A menos que Rabin a tenha colocado em um inexiste bolso de trás de seu terno, ele foi atirado de frente.

Em 20 de setembro, dois jornais israelemses imprimiram entrevistas com os mais inesperados advogados sutis da tese da conspiração. Depois de nove meses de silêncio Shlomo Levy deu uma entrevista ao Yerushalayim. Levy era um associado de Amir que foi um soldado no Brigada de Inteligência do IDF. Depois de ouvir as ameaças de Amir de matar Rabin, ele relatou-as ao seu comandante que disse a ele para ir a polícia. A polícia considerou muito seriamente o testemunho dele em 6 de julho de 1995 e a transferiu ao Shabak onde ela foi ignorada até três dias depois do assassinato.

O relato conclui, ” O relato de Levy era apenas um de um número de relatos que o Shabak ignorou sobre  Amir… O fato de que o Shabak permitiu que os relatos se empoeirassem até que Rabin fosse assassinado dá credencial a inúmeras teorias da conspiração.”

Levy foi perguntado, “Se você fez a coisa certa, porque você está se escondendo em sua casa com medo?”. Ele respondeu, “O Shabak é grande e poderoso e sou um homem pequeno. O assassinato é uma ferida aberta para eles e quem sabe como eles reagiriam se eu me permitisse ser entrevistado”. No mesmo dia, o filho de Rabin Yuval foi entrevistado no Yediot Ahronot. Perguntado se ele acreditava que seu pai foi morto em uma conspiração, uma questão que é muito do interesse público, ele respondeu: “Não posso dizer nem que sim e nem que não. O pior que aconteceu a qualquer agente do Shabak foi ele perder seu emprego”.

Considerando a evidência, Yitzhak Rabin não foi morto por Yigal Amir. É possível que a maioria dos guardas de segurança de Rabin e muito provavelmente o próprio Rabin, pensou que isto seria um plano elaborado para pegar o radical de direita  Yigal Amir, em flagrante. O próprio Amir pode ter sido drogado ou levado a acreditar que suas balas eram reais e que ele realmente matou Rabin. Ele pode ter sido programado para assumir a culpa.

Seja quem for que estivesse por trás do golpe de estado também teve a ajuda da Comissão Shamgar, cujas conclusões meramente reforçaram a imagem fabricada pela media na mente do público israelense que o extremismo radical judaico era o responsável pelo assassinato. O acobertamento foi tão insidioso quanto o crime. O assassinato de Yitzhak Rabin é um crime resolvível. Ele não começa em Tel Aviv, mas em Hebron. Lá, em março de 1994, um crime horroroso foi perpetrado. 29 árabes foram massacrados na Caverna dos Patriarcas e uma comissão foi estabelecida para obter a verdade. Ela foi liderada pelo ex chefe de justiça da Suprema Corte israelense, Meir Shamgar, que mais tarde seria a comissão de inquérito da morte de Rabin. E como o último caso, a comissão Hebron era um claro ocultamento de faltas.

No mesmo dia do massacre, um repórter árabe para a revista semanal de notícias Yerushalaim visitou 25 sobreviventes em seis hospitais separados. Não havia tempo para estas vítimas, algumas delas meras crianças, organizarem uma conspiração ou coordenarem seu testemunho. Um após outro eles relataram que o homem acusado do crime — Baruch Goldstein — tinha ao menos um, talvez dois, cúmplices.

Uma dúzia destes sobreviventes testemunharam para a Comissão Shamgar que eles viram um cúmplice pegando as balas do atirador enquanto corria. E como o assasinato de Rabin, estranhamente, nove dos soldados que supostamente deveriam guardar o tempo não estavam em seu cumptimento do dever naquela manhã. Os três testemunharam que eles viram Goldstein entrar seguido uns poucos minutos mais tarde por um civil carregando uma arma de assalto Galil.

Shamgar declarou que Goldstein agiu sozinho, que os soldados que viram alguém mais o seguindo estavam enganados e que todas as testemunhas árabes cometeram perjúrio. A implicação de seu veredito era que os árebes mentem e seu testemunho é inútil. Nenhuma corte honesta no mundo teria chegado a conclusão de Shamgar.

E como sua comissão posterior no assassinato de Rabin, uma grande dose de significância está no que as testemunhas não testemunharam e no que a evidência não foi admitida. Primeiramente, até hoje, ninguém sabe como  Goldstein morreu. Nenhuma autópsia foi ordenada e as circunstâncias de sua morte permanecem desconhecidas.

Segundo, e mais importante, foi que ele não evitou o massacre. Goldstein sabia que o massacre estava vindo e disse a amigos, incluindo Shmuel Cytryn, mais tarde preso sem acusação e aprisionado por meses, que dois dias antes do evento ele recebeu notícia do exército “para se preparar para um massacre.”

Isto deve ter sido aviso suficiente para uma divisão dos Serviços Gerais de Segurança (Shabak) chamada Unidade Anti-subserviva Não-árabe para entrar em ação preventiva. Esta unidade mais secreta plantou agentes pelos territórios, supostamente para observar os judeus radicais e restringir a atividade deles. O masacre foi um fracasso notável, ainda que o chefe da unidade, Carmi Gillon, não tenha sido chamado para testemunhar na Comissão Shamgar. Talvez isto tenha acontecido porque o irmão dele, Ilan Gillon, foi o registrador da comissão responsável por organizar o testemunho.

Depois do ocultamento de faltas da Shangar, Gillon foi indicado chefe do Shabak, uma estranha recompensa na sequência do fiasco de Hebron. Ou realmente o massacre não foi um fiasco e sim um evento planejado? O que é sabido com certeza é que a unidade continuou a incitar e capturar aqueles judeus residentes territoriais que se opunham ao processo de paz de Rabin. O caso mais publicado foi o dos irmãos Kahalani, que estavam cumprindo uma prisão de muitas décadas pelo tentado assassinato de árabes. Segundo o Shabak eles foram pegos em uma operação de aferroar na qual o pino disparador da arma deles foi removido. Eles afirmam que a arma foi plantada no veículo deles. De uma forma ou outra, eles foram capturados de um modo ilegal nas sociedades mais democráticas.

De fato, o agente mais famoso da unidade era Avishai Raviv, cujo dever foi provocar o assassinato de Yitzhak Rabin. Ele formou uma organização chamada Eyal, que não tinha membros além dele. Ele convenceu Yigal Amir, um estudante da Universidade Bar Ilan, a ajuda-lo a organizar grupos de estudo em ou perto de Hebron. Quatro garotas adolescentes, estudantes de Sarah Eliash, testemunharam  Raviv agulhando Amir para matar Rabin na frente delas, chamando-o de covarde e falso herói. Este testemunho foi ouvido pela Comissão Shamgar e não foi incluído nas conclusões liberadas ao público. [notavelmente, grande parte do relato da comissão foi subtraído do público].

Raviv não era um provocador menor. Foi ele que teve posters de Rabin vestido em um uniforme da Gestapo impressos e distribuidos em uma grande reunião e foi ele que realizou uma cerimônia de posse transmitida no Canal Um da Televisão Israel um mês e meio antes do assassinato de Rabin. Os chamados membros do Eyal juraram matar qualquer um que traísse a terra de Israel. Mais tarde, participantes da performance testemunharam que Raviv disse a eles o que dizer, onde ficar e toda a produção foi vista como determinada. Eles não entenderam que estavam estabelecendo Amir como um bode expiatório ao criarem um grupo radical para o público poder identificar com ele.

Substituindo Gillon como chefe da unidade anti-subversiva estava o agente Kheshin, que indicou o agente Eli Barak como seu substituto. Até hoje muito pouco é conhecido publicamente sobre Kheshin, até mesmo o primeiro nome dele. Mas Barak é um assunto diferente. Na semana anterior ao assassinato de Rabin, o jornal de ampla circulação Kol Ha’ir, sem nomea-lo, acusou-o de ser responsável pelo assassinato.

Muito é conhecido sobre Barak. Ele é um motorista bêbado condenado, cambista e caçador. Depois de um acidente quase fatal causado por sua intoxicação, ele mentiu à polícia sobre quem estava dirigindo o carro. Seu amigo e a esposa do cambista morreram sob circunstâncias misteriosas. E no incidente mais público de todos, ele aterrorizou e  caçou espreitano um radio repórter, Carmela Menashe. Ao invés de despedir seu risco de segurança, Rabin o enviou em uma missão misteriosa e mais tarde aprovou sua indicação para Hebron.

Na mais óbvia cobertura da Comissão Shamgar, sete agentes do Shabak e funcionários envolvidos na situação do mais completo caos que levou a morte de Rabin, incluindo, Kheshin, receberam notícias que eles eram responsáveis pela acusação criminal. Kheshin foi mais tarde exonerado pela comissão, a despeito de estar a cargo da operação de Raviv. Mas Barak, que era aparentemente o superior imediato de Raviv, nem mesmo foi chamado para testemunhar.

Uns poucos repórteres persistentes tentaram localizar Barak em casa em Kochav Yair mas foram rudemente afastados por funcionários do Shabak que cercavam o quarteirão dele. A chave para descobrir a verdade claramente está com Eli Barak, mas ele tem sido protegido pelo governo. E por causa desta ofoscanet cobertura de suas atividades, muitas pessoas tem especulado que ele foi o homem misterioso que fechou a porta de trás do carro de Rabin por dentro antes que o Rabin “ferido” entrasse no assento traseiro.

Em fevereiro de 1996, o correspondente de Jerusalém para o London Observor, Shay Batya, relatou que ele falou com dois agentes do Shabak que foram despedidos depois do assassinato. Eles o informaram que  Amir era suposto disparar balas brancas e que Danny Yatom, ajudante chefe de segurança de Rabin, estava envolvido nas preparações para a fraude. Seu silêncio foi comprado ao ser indicado chefe do Mossad, um incidente estranhamente reminicente da elevação de Carmi Gillon como chefe do Shabak depois do massacre de Hebron.

De Gillon, é bem conhecido que ele foi um extremista de esquerda que desprezava os assentados e foi ouvido se referindo a eles como “neo-nazistas”. Sua atitude foi revelada em sua tese de mestrado em 1991, completada na Universidade de Haifa, que analisou o movimento de asentamentos de uma perspectiva de ódio.

Dois dias antes do assasinato, a despeito dos pedidos de subordinados de não deixar o país antes da reunião devido ao humor nacional, Gillon voou para Paris. Uma piada circulou depois do assassinato que  Gillon telefonou para Leah Rabin na noite do assassinato e apresentou seus pêsames. Ela perguntou a ele porque e ele disse: ” Oh, desculpe-me. Eu me esqueci da diferença de horário”.

Todo mundo que viu o filme “amador” do assassinato de Yitzhak Rabin testemunhou o alegado assassino Yigal Amir atirar no primeiro ministro a uns bons 120 centímetros atrás dele. A conclusão da Comissão  Shamgar, que investigou o crim e para o governo, concluiu que Amir atirou em Rabin uma vez enquanto estava a uma distância de 1.50 metro e novamente quando estava a um metro acima dele.

Mas como pode ser isso se foi determinado que os tiros que mataram Rabin vieram de uma distânia de apenas 25 centimetros? Obviamente, se assim o foi, não pode ser Amir queb os disparou.

Agora considere o testemunho do Chefe Tenente Baruch Glatstein do Laboratório Forense da Polícia de Israel, dado no julgamento de Yigal Amir em 28 de janeiro de 1996.

Glatstein: “Sirvo no Laboratório Forense e de Materiais da Polícia de Israel. Apresentei meus achados profissionais em um resumo registrado como Relatório 39/T depois de ter sido solicitado que testasse as roupas de Yitzhak Rabin e de seu segurança Yoram Rubin com o objetivo de determinar o alcance dos tiros.

“Gostaria de dizer umas poucas palavras de explicação antes de apresentar meus achados. Chegamos a nossas conclusões depois de testar os materiais microscopicamente, fotograficamente e por procedimentos técnicos e sensíveis químicos. Depois de ser atirado, as particulas do cartucho são expelidas pelo cano. elas contém restos do carbono queimado, chumbo, cobre e outros metais… Quanto maior a distância do tiro, menor a concentração de partículas e mais elas se espalham. A queima roupa, há um outro fenômeno, um caraterístico rasgar da roupa e abundância de pólvora da arma causada pelos gases do cartucho não terem lugar para escapar. Até mesmo se o tiro é de um centímetro, dois ou três você não verá o rasgo e abundância de pólvora da arma. Elas só são evidentes em tiros a queima roupa. Para posterior estimativa da distância, disparamos as mesmas balas, da arma suspeita sob as mesmas circunstâncias. Em 5 de novembro de 1996, recebi o paletó, camisa e camiseta do primeiro ministro bem como as roupas do segurança Yoram Rubin incluindo seu paletó, camisa e camiseta. Na seção superior do paletó do primeiro ministro descobri um buraco de bala a direita do primeira da costura, que segundo a m inha testagem da disseminação da pólvora da arma foi causado por um tiro a menos de 25 centímetros de distância. A mesma conclusão foi alcançada depois de testar a camisa e camiseta.

“O segundo buraco de bala foi encontrado na parte inferior da mão esquerda do paletó. Ele era caracterizado por uma abunância em massa de pólvora de arma, uma grande quantidade de chumbo e um rasgo de 6 centimetros; todos característicos de um tiro a queima roupa.”

[O autor interrompe rudemente para que ninguém perca a importância do tesetmunho. O Tenente Chefe Glatstein testemunhou que a arma que matou Rabinfoi disparada a primeira vez a uma distância inferior a 25 centímetros e o segundo tiro foi dado com o cano encostado na pele. Amir nunca deu um tiro a queima roupa em Rabin e nem a tão curta distância. Tão dramática quanto possa ser esta conclusão, Glatstein não é direto. Longe disto.]

“Como o buraco da bala inferior, ssegundo a pólvora e as formações de chumbo e o fato que um buraco secundário foi encontrado acima do principal buraco de entrada, é altamente provável que o primeiro ministro foi baleado enquanto se debruçava. O ângulo estava de cima para baixo. Tenho fotografias para ilustrar as minhas conclusões.”

[Foi mostrado a Côrte fotografias das roupas de Rabin. Segundo os achados da Comissão Shamgar, Rabin recebeu o primeiro tiro em posição ereta e então enquanto estava de barriga para baixo no chão, coberto pelo corpo de Yoram Rubin. Em nenhum outro lugar além do testmunho do especialista Glatstein  há tanta pista que ele recebeu o tiro enquanto estava em uma posição curvada.]

“Depois de examinar o buraco de bala na manga de Yoram Rubin, determinei a presença de chumbo e de cobre, mas a coleção de pólvora que leva a semelhança que ele, também, recebeu o tiro quase a queima roupa. A presença do cobre significa que a bala usada para atirar em Rubin foi diferente da en contrada nas roupas do primeiro ministro, porque eram compostas exclusivamente de chumbo. A bala que atingiu Rubin nunca foi encontrada.”

[Agora entramos nos reinos do bizarro, que foi exatamente o caso quando Yigal Amir escolheu um exame cruzado de uma testemunha. O Chefe Tenente Glatstein forneceu a prova que Amir não disparou as balas que mataram Rabin, ainda que Amir esteja determinado a desacreditar o testemunho.]

Amir: “Segundo seu testemunho, coloquei a arma diretamente nas costas dele.”

Glatstein: “Você colocou a arma nas costas dele no segundo tiro e diparou.”

Amir: “E o primeiro tiro foi a 50 centimetros?”

Glatstein: “Menos de 20 centimetros.”

Amir: “Se alguém considera que há mais pólvora do cano, então a alta pressão dos gases também deve aumentar .”

Glatstein: “Para resolver este problema, disparei a mesma munição, e no seu caso, da mesma arma, disparei uma Baretta 9 mm weapon com balas que se expandem depois de entrarem no alvo para diminuirem a penetração e romper mais tecido enquanto viaja pelo alvo, no paletó do primeiro ministro.”

Amir: “Quando dei o primeiro tiro, vi uma explosão muito não usual.”

[A este ponto, Amir estava perto de entender, finalmente, que ele disparou uma bala branca - mas ele explodiu seu caso quando concluiu, "precisamos de um novo especialista porque não atirei a queima roupa."]

Fora toda conversa sobre teorias lunáticas de conspiração de direita. O Laboratório Forense da Polícia Israelense concluiu que Rabin foi baleado a menos de 20 centimetros e a queima-roupa, não importa o que diga Amir. Sobretudo, o segurança  Yoram Rubin foi baleado por um tipo diferente de bala do que aquelas derrubaram Rabin ou foram encontradas no clip de Amir. A menos que o especialista forense da Polícia de Israel esteja deliberadamente promovendo “uma teoria lunática de conspiração de direita”, Yigal Amir não matou Yitzhak Rabin com a sua própria arma.

Barry Chamish é o editor de Inside Israel, um relatório de inteligência política sobre assuntos israelenses.

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Published in: on outubro 10, 2008 at 9:47 pm  Comments (1)  
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  1. Nice site you have


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