Campo Magnético da Terra

Uma Brecha Gigantesca no Campo Magnético da Terra

Dr. Tony Phillips

16 de dezembro de 2008

Cinco espaçonaves THEMIS da NASA tem descoberto uma brecha no campo magnético da Terra, muito maior do que qualquer coisa previamente pensada existir. O vento solar poder fluir pela abertura para carregar a magnetosfera para gerar poderosas tempestades magnéticas.

Mas a própria brecha não é a maior surpresa. Os pesquisadores estão até mesmo mais surpresos com o modo estranho e inesperado que ela forma, mudando as idéias a muito tempo mantidas sobre a física espacial.

“De início, não acreditei nisso”, disse o cientista do projeto THEMIS David Sibeck, do Centro Espacial Goddard. “Este achado altera fundamentalmente o nosso entendimento da interação vento solar-magnestosfera. “

A magnetosfera é uma bolha de magnetismo que cerca a Terra e nos protege do vento solar.  Explorar a bolha é a meta chave da missão THEMIS, lançada em fevereiro de 2007.  A grande descoberta veio em 3 de junho de 2007 quando as cinco sondas acidentalmente voaram sobre a brecha exatamente quando ela estava se abrindo. Sensores a bordo registraram uma torrente de partículas de vento solar correndo para dentro da magnetosfera, sinalizando um evento de tamanho e importância inesperados

“A abertura era enorme – quatro vezes mais larga do que a própria Terra”, diz Wenhui Li, um físico espacial da Universidade de New Hampshire que tem estado analisando os dados. O colega de Li, Jimmy Raeder, também de New Hampshire, disse “1027 partículas por segundo estavam fluindo para dentro da magnestofera – isto é 1 seguido de 27 zeros. Este tipo de influxo é de uma ordem de magnitude muito maior do que pensávamos ser possível”.

O evento começou com pouco aviso quando uma golfada suave de vento solar enviou um “pacote’ de campos magnéticos do Sol para a Terra. Como um polvo envolvendo seus tentáculos ao redor de um grande caranguejo, os campos solares magnéticos se dobraram ao redor da magnestofera e a quebraram, abrindo-a. A rachadura foi realizada por meios de um processo chamado “reconectação magnética”. Alto acima dos polos da Terra, os campos magnéticos solares e terrestres se ligaram [reconectaram] para formar condutos para o vento solar. Os condutos sobre o Ártico e a Antártica rapidamenente se expandiram; dentro de minutos eles se entrelaçaram sobre o Equador da Terra para criar a maior brecha magnética até mesmo registrada pela espaçonave que orbita a Terra. O tamanho da brecha pegou de surpresa os pesquisadores.

“Temos visto coisas como esta antes”, disse Raeder, “mas nunca em uma escala tão grande. O inteiro lado do dia da magnestofera estava aberto para o vento solar.” As circunstâncias são até mesmo mais surpreendentes.

Os físicos espaciais a muito tem acreditado que os buracos na magnetosfera da Terra se abrem apenas em resposta aos campos magnéticos solares que apontam para o Sul.

A grande brecha de junho de 2007, contudo, abriu em resposta a um campo magnético solar que apontava para o Norte.

“Para a pessoa leiga, isto pode soar como uma fuga, mas para um físico espacial, isto é quase sísmico”, disse Sibeck.

“Quando falei com meus colegas, a maioria reagiu com criticismo, como se eu estivesse tentando convence-los que o Sol nasce no Oeste”.

Isto é porque eles não podem acreditar em seus ouvidos: O vento solar pressiona contra a magnetosfera da Terra quase que diretamente acima do Equador onde o campo magnético do nossso planeta aponta para o Norte.

Suponha “um pacote” de magnetismo solar que venha ao longo, e ele aponta para o Norte, também. Os dos campos devem reforçar um ao outro, fortalecendo as defesas magnéticas da Terra e batendo fechada a porta ao vento solar. Na linguagem da física espacial, um campo magnético solar apontando para o Norte é chamado “IMF norte” e é sinônimo de escudos ativos

“Então, você pode imaginar a nossa surpresa quando um IMF Norte vem ao longo e os escudos não se fecham”, disse Sibeck. “Isto muda completamente o nosso entendimento das coisas”.

Eventos de IMF Norte realmente não desencadeiam tempestades geomagnéticas, nota Reader, mas eles estabelecem o estágio para as tempestades ao carregar a magnestosfera com plasma. Uma magnetosfera carregada é primada por auroras, emissões de energia, e outros distúrbios que podem resultar, quando, digamos, a ejeção de masa coronal atinge. Os anos adiante podem ser especialmente energéticos.

Reader explica: “Estamos entrando no Ciclo Solar 24. Por razões não plenamente compreendidas, as ejeções de massa coronal em ciclo solares calculados [como o 24] tendem a atingir a Terra com uma borda principal que é magnetizda ao norte. Uma tal ejeção de masa coronal deve abrir uma brecha e carregar a magnetosfera com plasma exatamente antes que a tempestade esteja a caminho. Esta é uma sequência perfeita para um evento realmente grande.”

Sibeck concorda. “Isto pode resultar em tempestades geomagéticas mais fortes do que as que temos visto em muitos anos.”

Published in: on janeiro 23, 2009 at 3:44 pm  Deixe um comentário  
Tags: ,
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 136 outros seguidores