Os Deuses do Eden

Os Deuses do Eden

por  William Bramley

1993

A Busca Começa

Quando inicialmente comecei a pesquisar as origens da guerra humana, certamente a última coisa na minha mente eram os Objetos Voadores não Identificados, melhores conhecidos como UFOs. As muitas revistas sobre discos voadores que uma vez se apresentaram nas prateleiras eram, na minha opinião, não merecedoras de séria consideração. [uma exceção é a Revista UFO que recomendo. Atualmente ela é publicada em Los Angeles por Vicki Cooper e Sherie Starks]. Eu também não sentia que o fenômeno UFO fosse terrivelmente importante até mesmo se houvesse evidência de uma raça extraterrestre. Resolver os problemas da guerra aqui embaixo na Terra e o sofrimento humano me pareciam muito mais importantes do que arguir se existiriam ou não “homenzinhos verdes de Marte” que ocasionalmente poderiam estar visitando a Terra.

Comecei a pesquisar este livro em 1979; contudo, meu desejo de ver um fim da guerra se elevou muito mais cedo em minha vida, por volta da idade de oito anos. Naquela época, os filmes de guerra eram muito populares em meu círculo de amigos. Nosso jogo favorito era brincar de exército. Eu geralmente comandava um esquadrão de crianças e meu amigo David liderava a oposição. Preenchiamos as nossas batalhas imaginárias com o mesmo glamur e altruismo que víamos na televisão. Não tínhamos um herói maior então do que o falecido ator Vic Morrow que galantemente levava seu esquadrão à vitória toda semana na série da televisão “Combat!”.

Em um entardecer de sábado eu estava assistindo um filme de Hollywood sobre a guerra  na televisão. Ele era como qualquer outro filme de guerra, exceto porque continha um pequeno pedaço de deprimente realismo. Pela primeira vez em minha vida me descobri assistindo um documentário sobre um real campo de concentração nazista. Logo depois que as imagens desapareceram da tela da televisão, fui assaltado pelas imagens de corpos como esqueletos sendo jogados em grandes buracos. Como tantas outras pessoas, eu tive problemas ao entender a fundo que as almas dos nazistas que podiam atirar seres humanos em fornos de tijolos como massas de pães e momentos depois retirar os restos carbonizados. Dentro de um minuto, estas imagens granulosas em preto e branco apresentaram a verdadeira imagem de uma guerra. Por trás dos cumprimentos bruscos e oratória emocionante, a guerra nada mais era que uma psicose degradada. Conquanto os filmes de guerra e os jogos algumas vezes possam ser divertidos, a coisa real é  inescrupulosa.

Por séculos, cientistas e pensadores tem tentado resolver o enigma de porque as pessoas fazem a guerra. Eles tem observado que quase todas as criaturas da Terra lutam entre si por uma vez ou outra, geralmente por comida, território ou acasalamento. A agressão parece ser um comportamento universal relacionado à sobrevivência. Outros fatores também contribuem para a criação de guerras. O analista deve leve em consideração tais variáveis como a psicologia humana, a sociologia, a liderança política, as condições econômicas e as cercanias naturais.

Muitos pensadores contudo, tem erronamente igualado todos os motivos humanos com os motivos encontrados no reino animal. Isto é um erro porque a inteligência origina a complexidade. Quando uma criatura se eleva em inteligência, então as motivações se tornam mais elaboradas. É fácil entender o estímulo mental em dois gatos de rua disputando um pedaço de alimento, mas seria um engano atribuir um estado mental tão simples a um terrorista que planta uma bomba em um aeroporto.

Comecei este estudo como um resultado de uma única idéia que tinha encontrado. O conceito certamente não é um conceito novo, e de início parece estreito em seu escopo. A idéia, não obstante, é muito importante porque ela se dirige a uma motivação que somente pode ser formulada por criaturas de alta inteligência: A guerra pode ser a sua própria mercadoria valiosa.

A simples existência de um conflito violento entre grupos de pessoas pode, por si só, ser valioso para alguém a despeito das matérias pelas quais as pessoas estão lutando. Um exemplo óbvio é o de um fabricante de armamentos vendendo hadware militar a nações guerreiras, ou uma instituição de empréstimo que forneça empréstimos a governos durante tempo de guerra. Ambos podem alcançar um benefício econômico pela mera existência da guerra tão longe a violência não os atinja diretamente.

O valor da guerra como uma mercadoria se estende bem além do ganho monetário: A guerra pode ser um instrumento eficaz para manter controle social e político sobre uma grande população.

No século XVI, a Itália consistia de inúmeras principalidades independentes que frequentemente estavam em guerra umas com as outras. Quando um príncipe conquistava um território vizinho, ele algumas vezes alimentavam conflitos internos entre os cidadãos conquistados. Este era um meio eficaz de manter o controle político sobre o povo porque a luta infindável evitava que o povo conquistado se engajasse em uma ação unificada contra o conquistador. Realmente não importava muito sobre que matérias o povo se debatia por tanto tempo já que eles valentemente brigavam uns com os outros e não contra o príncipe conquistador.

Um estado de guerra também pode ser usado para encorajar populações a pensar de modo que caso contrário elas não o fariam, e aceitarem a formação de instituições que elas normalmente rejeitariam. Quanto mais uma nação se envolve em guerras, mas entrincheiradas estas instituições e menos de pensamento se tornam.

Os mais compreensivos livros de história contêm referências a este tipo de atividade manipuladora da terceira parte. Não é segredo, por exemplo, que antes da Revolução Americana, a França havia enviado agentes de inteligência à América para estimular o descontentamento colonial contra a Coroa Britânica. Também não é segredo que os militares alemães tinham auxiliado Lenin e os bolchevistas na Revolução Russa de 1917. Por toda a história, pessoas e nações tem se beneficiado de, e tem contribuido para, a existência de conflitos de outros povos.

Intrigado por estes conceitos, resolvi fazer um estudo para determinar quão importante exatamente uma terceira parte como fator tem sido na história humana. Eu queria descobrir que tendências comuns, se alguma, pode ter existido entre as várias influências de terceiras partes na história. Era minha esperança que este estudo ofereceria insights adicionais sobre como e por quem a história tem sido feita.

O que resultou desta modesta meta foi uma das mais extraordinárias odisséias que eu possa até mesmo ter tomado. A trilha de investigação se enovela por um labirinto complexo de fatos notáveis, teorias surpreendentes e tudo intermediário. Quanto mais profundamente eu cavava, uma tendência comum emergiu. Para meu desgosto, era uma tendência tão bizarra que ao menos em duas ocasiões terminei minha pesquisa em desgosto. Como ponderei em minha situação difícil, entendi algo importante: as mentes racionais tendem a buscar causas racionais para explicar os problemas humanos.

Quando eu sondava mais profundamente, contudo, fui compelido a enfrentar a possibilidade de que alguns problemas humanos possam estar enraizados em algumas das mais extremas e bizarras realidades imagináveis. Porque tais realidades raramente são reconhecidas, sem nem mesmo falar em serem compreendidas, não lidamos com elas. Como um resultado, os problemas gerados por estas realidades raramente são resolvidos, a asim o mundo parece tropeçar de uma calamidade para outra.

Admitirei que quando comecei minha pesquisa eu tinha a parcialidade sobre o que eu esperava encontrar; um motivo humano de lucro como a tendência comum que ligue as influências das terceiras partes na violenta história da humanidade. O que ao invés eu descobri foram os UFOs. Nada poderia ter sido mais mal recebido.

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Orientação

Marido à mulher:

‘Olhe isto, querida. Diz aqui que a Terra viaja 595 milhões de milhas ao redor do Sol a cada ano em uma velocidade de 66.000 milhas por hora. Ao mesmo tempo, a Terra está girando ao redor do centro da galáxia. A galáxia está viajando infindavelmente pelo espaço e está puxando a terra ao longo com ela. Agora como você pode dizer que não vamos a lugar algum?!… ‘

Alô e benvindo. Este é o nosso planeta Terra. Anter de começar a nossa viagem pela história, vamos dar uma breve olhada em nossa pequena orbe no espaço do ponto de vantagem dos recém chegados seguindo uma breve orientação.

A Espaçonave Terra – como algumas pessoas gostam de chama-la – é um corpo celestial relativamente pequeno. O transportador espacial americano pode completamente orbitar a Terra em apenas 90 minutos. Em uma aeronave moderna, a travessia e uma vez oceanos formidáveis tem se tornado pouco mais que uma tediosa rotina para muitas pessoas aeronautas que fazem o comércio entre os continentes. Ao meramente pegar um telefone e discar, podemos falar instantaneamente com alguém do lado oposto do globo. Todos somos testemunhas  da maneira notável na qual a viagem de alta velocidade e as telecomunicações fazem contacto entre pontos distantes da Terra rápida e facilmente gerenciavel.

A Terra não é apenas pequena, ela também é bem remota. Se você e eu fossemos tomar uma posição fora da galáxia da Via Láctea, veríamos que a Terra está perto da borda extrena da galáxia. Além disso, a Via Láctea é mais que anã perto de galáxas muito maiores. Esta localizaçao isolada pode ajudar a explicar porque a Terra tem tão poucos contactos com civilizações extraterrestres, se tais civilizações existem. A Terra está flutuante nas distantes regiões afastadas de um galáxia menor.

A despeito deste isolamento, a Terra é bela e é habitada. Enquanto escrevo isto, os números da população humana passam de cinco bilhões de pessoas. E para imaginar todos os outros grandes mamíferos, descobrimos que as terras e águas da Terra estão ocupadas por uma população enorme de criaturas inteligentes e semi-inteligentes.

Que tipo de animal são os seres humanos? Como um estudante de biologia pode rapidamente lhe dizer, os humanos constituem a espécie animal conhecida como Homo sapiens. A palavra Homo vem da palavra em latim que significa homem, e sapiens quer dizer um ser sábio e sensível. Portanto o rótulo Homo sapiens denota uma criatura que possui sabedoria ou sensibilidade. A maioria dos Homo sapiens de fato vive como seu titulo grandemente, embora um pequeno número obviamente não faça isso.

Quando lidamos com um ser humano estamos apenas confrontando um animal? Como se descobre, não é assim. Parece que estamos diante de algo muito mais importante: um ser espiritual.

A idéia de que haja uma realidade espiritual para a vida é imemorial. Algumas religiões tem mantido a crença por milênios que os corpos humanos são meras marionetes animadas por seres espirituais. Frequentemente acompanhando este princípio estão as doutrinas relativas a reencarnação ou uma outra vida posterior. Na religião cristã, a palavra “alma” a muito tem sido usada para denotar uma entidade espiritual que sobrevive à morte do corpo físico.

Algumas pessoas afirmam que uma antiga sabedoria sobre o espírito tinha uma vez existido. Se uma tal sabedoria até mesmo existiu, isto a muito se tornou desesperançadamente a ser confundida por incontáveis idéias falsas, estranhas crenças e práticas místicas, simboliso incompreensível e errôneos ensinamentos científicos. Como resultado, o assunto do espírito é hoje quase que não estudável. No topo disso, muitos eruditos treinados nos métodos científicos ocidentais rejeitam a idéia de uma alma inteiramente, aparentemente porque eles não podem colocar o espírito sob um microscópio e observar seus rabiscos, ou plantar eletrodos nele e dar a ele um salto.

Como a boa fortuna teria isso, alguns atalhos sobre o assunto tem sido feitos durante as décadas recentes. A evidência de que cada pessoa é um único ser espiritual é forte de fato. Volumes de fascinante testemunho tem sido reunidos de pessoas que tem passado pelas chamadas experiências de “quase morte”. Durante tais episódios, muitas pessoas são submetidas a sensação de sairem de seus corpos, especialmente quando seus corpos se aproximam da morte. Alguns psiquiatras argumentam que este fenômeno nada mais seja do que uma ilusão auto-protetora da mente. Mas não é tão simples, já que muitas vítimas de quase morte são capazes de perceberem seus corpos de uma acurada perspectiva superior. Elas retém sua completa auto-consciência e identidade pessoal até mesmo embora seus corpos estejam inconscientes. [um artigo obscuro mas intitulado "Uma Tipologia das Experiências de Quase Morte", do Dr. Bruce Greyson, é  encontrado na publicação de agosto de 1985 do "American Journal of Psychiatry". Dr. Greyson apresenta uma anomalia estatística de diferentes tipos de fênomenos de "quase morte" e nota, "Os indivíduos que relatam estes três tipos de experiência 'quase morte" não diferem significativamente em variáveis demográficas" (p. 968). Dr. Greyson não especulou sobre o que cause as experiências.]

A luz de tal testemunho, não é surpreendente que umas poucas religiões, tais como o Budismo, acreditem que as pessoas sejam seres espirituais imortais que se tornam imersas em corpos durante a vida. Os Budistas concluem que isto é causado, ao menos em parte, pela interação a longo prazo do espírito com o universo físico. Em agudo contraste com a teoria psiquiátrica, os Budistas ensinam que a separação espiritual do corpo é o estado mais saudável para os seres humanos e os Budistas procuram alcançar esta separação sem sofrerem trauma físico ou morte. A meta deles é encorajada pela crença de que um ser espiritual pode operar um corpo tão bem, ou melhor, de fora do corpo do que de dentro.

A definição de um ser espiritual sendo partilhada por várias religiões parece ser a mais acurada: um ser espiritual é uma entidade que possui consciência, criatividade e personalidade. Ele não é composto de matéria ou de qualquer outro componente do universo físico; ao invés, ele parece ser uma unidade imortal de consciência que não pode perecer, embora possa ser aprisonada pela matéria física. O ser espiritual é completamente capaz de se entender.

A tendência moderna, de fato, é ver o cérebro como o centro da consciência e personalidade. Os cientistas tem sido capazes de estimular eletricamente partes específicas do cérebro para produzirem manifestações psicológicas de muitas emoções humanas. Isto, conttudo, revela que o cérebro nada mais é do que um sofisticado quadro de distribuição capaz de ser ativado por uma variedade de fontes externas, tais como por um experimentador com seus eletrodos ou até mesmo talvez por um ser espiritual com seu próprio output de energia. A interação entre uma entidade espiritual e o sistema nervoso central do corpo parece ser tão íntima que uma mudança em um pode frequentemente influenciar o comportamento do outro.

De tudo isto emerge uma imagem indicando que os seres humanos são entidades espirituais que desfrutam de certa imortalidade espiritual mas que geralmente estão inconscientes disso até que uma separação inesperada ocorra. Durante a vida, os seres espirituais tendem a utilizar, quase exclusivamente, as percepções do corpo físico.  A Morte, segundo esta análise, é pouco mais do que o abandono espiritual do corpo durante um tempo de intenso ferimento físico, ou até mesmo mental.

O que tudo isto tem a ver com a guerra humana? Quase tudo, como devemos ver.

Isto nos trás ao terceiro e final tópico de nossa orientação: os UFOs. Há poucos assuntos hoje tão cheios de falsa informação, engano e loucura quanto “os discos voadores”. Muitas pessoas sérias que tentam estudar o assunto são dirigidas ao redor de círculos por uma quantidade terrível de desonestidade de um pequeno número de pessoas que, pelo amor de um fugaz momento de notoriedade ou com a deliberada intenção de ofuscar, tem nublado o campo com falsos relatos, explicações insustentáveis e evidência fraudulenta.

É suficiente dizer que por trás da tela de fumaça há ampla evidência de visitações extraterrestres à Terra. Isto é ruim demais. Um estudo em profundidade do fenômeno UFO revela que isto não oferece uma traquinagem feliz ainda que pequena por titilar o desconhecido. Os UFOs parecem mais e mais ser uma das realidades mais cruéis que até mesmo confrontaram a raça humana. Mantendo os pontos de nossa breve orientação na mente, vamos agora iniciar uma sondagem mais profunda.

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UFOs: Verdade ou Ficção?

UFOs: O que são eles? De onde eles vêem?

Falando estritamente, o termo UFO se refere a qualquer objeto aéreo que não possa positivamente ser identificado como uma construção feita pelo homem ou como um fenômeno conhecido da natureza. O termo implica em um mistério. Em linguagem comum, UFO é frequentemente usado para denotar qualquer objeto que possa ser uma espaçonave de uma civilização extraterrestre.

A frase “objeto voador não identificado” foi criada pelo Capitão da Força Aérea dos EUA Edward J. Ruppelt. O Capitão Ruppelt chefiou uma investigação da Força Aérea sobre o fenômeno em 1951. Antes da investigação de Ruppelt, UFOs eram geralmente chamados “discos voadores” porque muitas testemunhas descreveram os objetos como em forma de disco. Disco Voador logo se tornou um termo de escárnio, contudo, devido ao ceticismo expresso por muitos escritores de revistas e de jornais. “Objeto Voador Não Identificado” foi usado pelo Capitão Ruppelt para emprestar respeitabilidade ao seu estudo da Força Aérea. UFO também é um termo mais acurado, porque nem todos objetos voadores não identificados tem a forma de disco.

Centenas de UFOs são relatados a cada ano, geralmente à polícia, a media de notícias, ou a grupos de pesquisa UFO. Estes relatos representam apenas uma minoria do número total de UFOs realmente vistos;  porque a maioria das testemunhas UFO não revelam publicamente seus encontros.

Aproximadamente 90% a 95% de todos os UFOs relatados provam ser aeronaves feitas pelo homem ou fenômenos naturais não reconhecidos. Aproximadamente 1.5% a 2% são claras farsas, frequentemente acompanhadas de fotografias espúrias. Embora as farsas constituam uma pequena percentagem de todos os relatos UFO, elas tem criado uma quantidade desproporcional de problemas. As farsas são, de fato, responsáveis por quase inteiramente desgraçarem os estudos sérios dos UFOs. Quanto mais convincente a fraude, maior o dano que ela geralmente causa. Os remanecentes 3% a 8.5% de todos os avistamentos UFO são aqueles que parecem ser aeronaves de origem não humana. A maioria dos pesquisadores está preocupada com este último grupo.

Os UFOs no século XX foram raramente relatados na media de massa antes de 1947, e algumas pessoas assumem que os UFOs devam ser um fenômeno relativamente moderno. Os UFOs, de fato, são bem o oposto. Os UFOs tem sido relatados por milhares de anos em todas as partes do mundo.

Por exemplo, o escritor Julius Obsequens reproduziu a seguinte narrativa de 216 AC em seu livro, Prodigorium liber: “Coisas como navios foram vistas no céu sobre a Itália… Em Arpi [na Itália] um escudo redondo foi visto no céu… Em Capua, o céu estava todo em chamas e alguém viu figuras como navios…”

No primeiro século AC, o famoso estadista romano Cicero registrou uma noite durante a qual o sol, acompanhado de barulhos altos, foi reportadamente visto no céu noturno. O céu pareceu se partir aberto e revelar estranhas esferas. Os UFOs se tornaram tão problemáticos nos séculos VIII e IX que o imperador Carlos Magno da França foi compelido a publicar éditos os proibindo de perturbar o ar e provocarem tempestades. Em um episódio, alguns dos sujeitos de Carlos Magno foram levados em barcos aéreos, lhes foram mostradas maravilhas e eles voltaram a Terra, somente para serem condenados à morte por uma multidão zangada. Estes navios problemáticos eram até mesmo acusados de destruirem plantações [uma coleção longa e interessante de antigos avistamentos UFO e não usual fenômeno natural dos ultimos anos AC e os primeiros anos DC pode ser encontrada no livro de Harold T. Wilkins, "Flying Saucers on the Attack". A despeito de seu título sensacionalista, o livro de Mr. Wilkins é frequentemente bem argumentado e vale ser lido como um dos primeiros livros da era moderna dos UFOs. Uma coleção excelente de antigos relatos UFO também pode ser encotrada no livro do Jacques Vallee, "Passport to Magonia".]

UFOs não tem sido apenas vistos, eles também tem sido venerados pela história. As religiões da antiga Mesopotamia, Egito e as Américas eram dominadas pela adoração de deuses como humanos dos céus. Muitos destes deuses eram ditos viajarem em barcos voadores e globos. Afirmações antigas desta natureza são hoje a base da moderna teoria dos ‘antigos astronautas’ que postula que uma raça da idade espacial já visitou a Terra e uma vez se envolveu nos assuntos humanos.

Alguns pesquisadores UFO tem dado um passo adiante ao sugerir que uma tal raça da idade espacial tenha criado ou conquistado a sociedade humana a muitos milhares de anos atrás e que ela tem mantido um olho observador em sua posse desde então. Para muitos, tais teorias parecem ser matéria de ficção científica. As idéias são, contudo, uma consequência natural de um debate acadêmico que tem preocupado os historiadores por mais de um século: como as antigas civilizações do Velho e do Novo Mundo, localizadas em lados opostos da Terra, podem tão estreitamente se assemelharem entre si? Porque as pessoas destas civilizações tão distantes desenvolveram crenças religiosas notavelmente similares?

Uma opinião a muito tempo mantida é a de que tenha havido uma terra ou ponte de gelo no Estreito de Bering entre a Sibéria e o Alasca pela qual as pessoas do Velho Mundo tinham migrado para o Novo. Outros apontam a evidência arqueológica que os antigos fenícios tinham navegado pelo Oceano Atlântico século antes dos Vikings escandinavos e de Cristóvão Colombo. Alguns eruditos concluem que os fenícios tinham tomado emprestado muitas características da civilização egípcia e as transplantado para o Novo Mundo. Uma outra hipótese é a de que os próprios egípcios tenham navegado pelo oceano.

A despeito da evidência para apoiar todas as possibilidades acima, nenhuma das teorias abrange completamente todos os fatos conhecidos. Isto tem levado a uma quarta teoria, bem expressada em 1910 por um professor de Oxford e laureado Nobel Frederick Soddy:

‘Algumas das crenças e lendas herdadas por nós da Antiguidade são tão universal e firmemente estabelecidas que temos nos tornado acostumados a considera-las como sendo quase tão antigas quanto a própria humanidade. Não obstante, somos tentados a perguntar quão longe o fato de que algumas destas crenças e lendas tenham tantas características em comum seja devido ao acaso, e se a similaridade entre elas pode não apontar para a existência de uma civilização antiga, totalmente desconhecida e completamente não suspeitada da qual todos os outros traços tenham desaparecido.’

Quando tal conjuntura é levantada, muitas pessoas pensam em desaparecidas massas ou ilhas de terra, tais como o legendário continente perdido de Atlântida e Lemúria. Um dos contemorâneos do Professor Soddy, contudo, tomou uma abordagem diferente e especulou que sociedades extraterrestres estavam envolvidas na pré história da Terra. Este contemporâneo controvertido do Dr. Soddy foi Charles Hoy Fort (1867-1923).

Charles Fort talvez seja o primeiro escritor do século XX a sugerir que extraterrestres tem estado envolvidos nos assuntos humanos. Fort se apoiou em uma pequena herança e passou muitos anos de sua vida adulta reunindo relatos de fenômenos não usuais de jornais científicos, jornais e revistas. As histórias que ele coletou eram de tais eventos como luzes não usuais se movendo no céu, “chuvas de animais” e outras ocorrências que pareciam desafiar a convencional explicação científica. O primeiro de seus dois livros, “The Book of the Damned” (1919) e a seguir “New Lands” (1923), contêm uma grande variedade de avistamentos UFO e fenômenos relacionados dos séculos XIX e início do século XX. Fort concluiu que os céus da Terra estavam hospedando um conjunto de naves extraterrestres, que ele chamou de “superconstruções’.

Fort desenvolveu outras teorias de suas pesquisas, várias das quais tem permanecido e ainda permanecem provocantes hoje. Em “The Book of the Damned”, ele escreveu:

“Penso que somos propriedade. Devo dizer que pertencemos a algo: que uma vez no tempo, esta Terra não era a terra de Homem Algum, que outros mundos exploraram e colonizaram aqui e lutaram entre eles pela posse, mas que agora é possuída por algo: que algo possui esta Terra e todos os outros estão avisados.”

Fort concluiu que a raça humana não tenha um status muito alto em relação aos proprietários extraterrestres. Ao se dirigir ao enigma de “porque eles [os proprietários da Terra] não tem vindo aqui, ou estão aqui, abertamente, ele filosofou: ‘que tal se fôssemos sofisticados porcos, gansos, gado?”

Seria sábio estabelecer relações diplomáticas  com a galinha que agora funciona, satisfeita com o mero senso de obtenção de um meio de compensação?

Além de ligar a raça humana a um rebanho auto-satisfeito, Fort acreditava que uma influência direta sobre os assuntos humanos estava sendo exercida pelos aparentes proprietários da Terra:

“Suspeito que, afinal, sejamos úteis, que entre os reclamantes contestadores, o ajustamento tenha ocorrido, ou que algo agora tenha um direito legal sobre nós, pela força, ou por ter pago os análogos das contas por nós para os antigos e mais primitivos proprietários, que tudo isso tem sido sabido, talvez por eras, um culto ou ordem, membros que funcionam como líderes para o resto de nós, ou como escravos ou supervisores superiores, nos dirigindo de acordo com as direções recebidas de Alguém mais, em nossa misteriosa utilidade.”

Fort não especulou que misteriosa utilidade possa ser esta, exceto ao brevemente sugerir que os humanos podem ser escravos.

Em uma veia mais leve, Fort pensou que a Terra tem tido uma pré história muito viva e colorida:

“Mas aceito que, no passado, antes que a propriedade fosse estabelecida, os habitantes de uma variedade de outros mundos tem caido aqui, esperado aqui, flutuado, navegado, voado, monitorados, andaram aqui, por tudo que sei; sido empurrados aqui, tenham vindo isoladamente, tenham vindo em números enormes; tenham visitado ocasionalmente, tenham visitado periodicamente para caça, comércio, enchimento de haréns, mineração; tenham sido incapazes de permanecerem aqui, tendo estabelecido colônias aqui, tendo estado perdidos aqui; povos muito avançados, ou coisas, e povos primitivos ou seja o que for que eles fossem; os brancos, negros e amarelos.”

Para entender como tudo isto se aplica a condição humana hoje, Fort não ofereceu respostas, somente uma fórmula: porcos, gansos e gado. Primeiro encontrar o proprietário deles. Então descobrir o porque disso.

Fort certamente tem expressado algumas idéias ousadas. Elas foram publicadas ao tempo quando os aviões primitivos e os balões dirigíveis governavam o céu. O voo histórico de Charles Lindberg sobre o Atlântico estava ainda a oito anos de distância.

Fort adquiriu um pequeno e leal séquito durante seu dia, mas não foi senão um terço de século mais tarde, contudo, que a fundação proposta por Fort suportou uma súbita explosão de trabalhos de não ficção especulando que uma sociedade extraterrestre tem estado envolvida nos assuntos humanos. Este súbito aumento de interesse foi causado por uma explosão de avistamentos UFO publicados pela media nas décadas de 1940 e 1950. Um dos primeiros livros daquele período a discutir os antigos avistamentos UFO foi “Flying Saucers on the Attack” de Harold T. Wilkins. Ele foi publicado em 1954 pela Citadel Press de New York. Citadel seguiu com uma série de livros, incluindo “The UFO and the Bible” (1956) de Morris K. Jessup. O livro de Jessup sugeriu que muitos eventos bíblicos eram façanhas de uma raça da idade espacial, não deuses. Inúmeras passagens da Bíblia foram ctadas para apoiar a teoria. Livros similares com títulos similares se seguiram, tais como “Flying Saucers in the Bible” (1963) de Virginia F. Brasington e “The Bible and Flying Saucers” (1967) de Barry H. Downing.

Do outro lado do Atlântico, um número de escritores europeus também estava fazendo importantes contribuições ao gênero. A equipe francesa de Louis Pauwels e Jacques Bergier escreveu seu intrigante bestseller, “Morning of the Magicians”, que foi publicado na América no início da década de 1960. Erich von Daniken da Suiça também estava escrevendo sobre os antigos astronautas durante as décadas de 1950 e 1960 e ele alcançou uma grande fama no início da década de 1970 depois da publicação de seu primeiro bestseller internacional sobre o assunto: “Chariots of the Gods?”  O sucesso do livro de von Daniken desencadeou uma inundação de livros similares e filmes nas décadas de 1970 e 1980, trazendo a idéia dos antigos astronautas à atenção de milhões.

A noção da intervenção alienígena nos assuntos humanos geralmente é tolerada quando é expressa em um trabalho de ficção científica, mas frequentemente é pobremente recebida quando sugerida como um fato. Isto é compreensível. A própria idéia disso parece, ao primeiro impacto, voar na face de tudo que nos tem sido ensinado. Por séculos, tem havido uma forte tendência de pensar no nosso planeta e na raça humana em termos muito isolacionistas. Séculos atrás, as pessoas até mesmo acreditavam que os humanos estavam no centro do universo e que o sol girava ao nosso redor. Esta era uma noção lisonjeira, mas tristemente não era uma noção verdadeira. Nos dias passados da Inquisição, contudo, um pessoa podia ser condenada a morte apenas por desafiar esta idéia. Os únicos seres extraterrestres que as pessoas tinham permissão para acreditar eram os anjos alados em robes brancos enviados dos céus pelo grande Deus Jehovah. Embora as ciências tenham felizmente se afastado deste tipo de perspectiva em uma grande extensão, os conceitos de existência centrados nos humanos ainda são surpreendentemente fortes.

Alguns argumentos que soam persuasivos tem sido avançados para refutar a evidência que uma ou mais sociedade extraterrestre tem estado visitando a Terra. Alguns destes argumentos são dignos de serem abordados:

1. Nenhuma outra vida inteligente além da humanidade tem sido provada existir em algum lugar no universo.

Ao primeiro olhar, isto parece ser verdadeiro. Contudo, somente precisamos olhar exatamente aqui na Terra para encontrar outras formas de vida inteligente. Os estudos dos golfinhos e outros grandes mamíferos marinhos tem revelado uma alta inteligência em muitas destas criaturas. As análises de outros mamíferos tem descoberto em alguns deles um nível de inteligência muito mais alto do que anteriormente acreditado. Isto revela que há muitas criaturas inteligentes e semi-inteligentes no universo conhecido por nós; partilhamos um planeta com eles. O fato de todos eles florescerem juntos neste pequeno planeta é uma indicação excelente que outras criaturas inteligentes possam existir em outros lugares sob as condições corretas.

2. Não há um unico avistamento UFO que não possa ser explicado como um fenômeno natural ou humano. Portanto, todos os fenômenos UFO devem ser tais fenômenos.

Este argumento utiliza uma lógica falha. É possível explicar quase tudo como algo. Suponho que se possa explicar o sol como bilhões de vagalumes mantidos em uma gigantesca tijela de vidro. Esta explicação, contudo, não se adequa a evidência bem como a melhor teoria que o sol seja uma enorme massa de hidrogênio comprimido que está se submetendo a um processo de fusão atômica.

Muitos avistamentos UFO recebem explicações prosaicas apenas por ignorar a evidência que claramente revela que eles não são um fenômeno terreno. Se alguém é seletivo o suficiente para escolher em que evidência e testemunho acreditar, podemos inventar mais ainda qualquer explicação que se enquadre em quase todos os avistamentos UFO. O truque é encontrar a melhor explicação para se enquadrar nos fatos verdadeiros e completos. Em muitos casos, os fatos verdadeiros e completos indicam que um UFO de fato é melhor explicado como um fenômeno natural. Em outros casos, a melhor explicação é que o UFO provavelmente seja uma nave guiada inteligentemente de origem não humana. Muitos avistamentos notáveis se encaixam nesta categoria. [para uma boa visão geral dos casos UFO, recomendo "The U.F.O. Encyclopedia" de Margaret Sachs.]

3. Não há evidência dura de UFOs ou antigos astronautas.

Objetos duros constituem evidência dura. Na ufologia, uma peça de evidência dura pode ser um “disco acidentado” ou o corpo de um piloto extraterrestre. É argumentado que se as espaçonaves alienígenas  tem estado voando nos ceus da Terra por milhares de anos, devemos ter uma peça concreta de evidência agora. Colocando de lado as alegações e a evidência que alguns governos podem ter um ou dois discos acidentados escondidos, não podemos logicamente esperar encontrar tantos artefatos alienígenas. Para explicar porque, farei uma analoga entre os UFOs e as modernas aeronaves comerciais.

Milhões de voos de aeronaves comerciais decolam dos aeroportos americanos a cada ano. A despeito de seu volume enorme, muito poucas pessoas se depararão com uma aeronave comercial acidentada ou um membro da tripulação morto, porque somente uma pequenina percentagem de todos os voos termina em desastre. Igualmente, muito poucos indivíduos encontrarão instrumentos ou destroços destas aeronaves comerciais porque as aeronaves comerciais são independentes e os navegadores raramente arrancam instrumentos de seus painéis de voo e os atiram das janelas das cabines. Se não fosse pelo fato de que a maioria de nós possa ver as aeronaves comerciais e voar nelas, a evidência ‘dura’ de seus existência seria surpreendentemente rara, especialmente se elas fossem fabricadas em, e voassem apenas de e para, áreas remotas.

Vamos traduzir isto em linguagem matemática – uma fórmula. Baseado nas estatísticas da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), aproximadamente um em cada um milhão de voos  dos maiores transportes partindo de aeroportos americanos sofre um acidente sério, tais como um desastre, um desastre de pousar fora de um aeroporto, ou a perda significativa do avião. Este admirável record de segurança torna a viagem aérea um dos modos mais seguros de transporte hoje.

Vamos assumir que a relatada espaçonave alienígena em nossos céus tenha precisamente o mesmo record de segurança das aeronaves comerciais americanas – nem melhor, nem pior. Vamos supor que 2.000 voos de discos voadores sejam feitos sobre a Terra a cada ano. Isto soma 5 voos e meio a cada dia. Assumiremos que cada hipotético disco voador seja feito em uma altittude suficientemente baixa que, se um infortúnio devesse acontecer, os destroços cairiam sobre a Terra antes de se desintegrarem na atmosfera.

Reunindo todas estas estatísticas, descobrimos que um disco voador se acidentaria, ou deixaria cair uma parte essencial  de destroços, somente um a cada cinco séculos! Isto totalizaria doze quedas  desde o amanhecer da primeira civilização registrada da humanidade! Se cortarmos o fator de segurança na metade e dobrarmos o número de voos UFO hipotéticos para 4.000 por ano [11 por dia], ou deixarmos o fator de segurança o mesmo e quadruplicarmos o número de discos voadores em voo baixo para 8.000 por ano [22 por dia], isto ainda resultaria em apenas um acidente ou maior pedaço de destroços – um a cada 125 anos!

Podemos seguramente concluir que até mesmo se a nave extraterrestre tem estado voado em nossos céus por milênios, não possamos esperar encontrar tantos destroços. A melhor evidência de visitação extraterrestre que pode ser razoavelmente esperada de se obter é o testemunho das testemunhas oculares, que é precisamente a evidência que temos.

A despeito destas estatísticas pessimistas, umas poucas e raras quedas de UFO tem sido relatadas. Fragmentos alegados de terem vindo de UFOs explodindo tem sido encontrados e tornados públicos. Uma tal peça de evidência foi relatada por um colunista brasileiro que disse que o item tinha sido recuperado por um pescador fora da costa brasileira em 1957. O fragmento foi enviado a revista Omni para análise do Instituo de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Foi provado ser um pedaço de magnésio puro. Um analista do MIT supôs que o fragmento possa ter sido um pedaço de metal soldado ou de uma aeronave que explodiu ou de um satélite na reeentrada. Porque a peça pode ser fabricada na Terra, o teste foi considerado não conclusivo.

4. Se os UFOs são aeronaves extraterrestres, deve haver uma fotografia indiscutível de um por agora.

Qualquer coisa pode ser discutível. Para começar uma discussão, tudo que alguém precisa é abrir a boca e proferir algumas palavras. A mera existência de uma discussão, portanto, por si só, não nega a realidade de uma coisa. A discussão simplesmente significa que alguém tem escolhido entrar em desacordo, seja por bem ou por mal.

É verdade contudo, que pesquisadores enfrentam a escassez de fotografias decentes de UFOs. Fotos de UFO disponíveis tendem a ser de duas variedades: ou borradas e inconclusivas [as imagens podem ser qualquer coisa] ou fraudulentas. Quando aparece uma foto clara e nítida de um UFO, frequentemente se comprova ser uma farsa. Isto acontece tão frequentemente que um pesquisador pode somente contar que uma ‘boa’ fotografia de disco voador eventualmente se provou ‘má’. Isto é especialmente verdadeiro hoje quando os avanços técnicos tem tornado algumas formas de truque fotográfico quase que indetectável. Mas isso ainda deixa uma pergunta. Porque há tão poucas fotos conclusivas disponíveis?

Como notado anteriormente, a narrativa aparentemente genuina de nave extraterrestre é apenas uma pequena percentagem de um número total de UFOs relatados. A maioria destas aeronaves são vistas a noite. A maioria dos “encontros próximos” [encontros humanos com ocupantes da espaçonave] ocorrem em uma área rural não recreacional onde muito poucas pessoas levam câmeras. As chances que já são pobres de obter uma boa tomada sob estas condições são pioradas pelo fato de que a vasta maioria de proprietários de câmeras, incluindo dedicados amantes das fotos, nem sempre carregam suas câmeras com eles.

Em qualquer dado momento, certamente muito menos que uma pessoa em cada dez mil está levando uma câmera. Os UFOs não compensam isso ao fazerem aparecimentos regulares e programados sobre pontos de férias cheios de gente onde a maioria das câmeras em funcionamento possam estar. Dados estes fatores, podemos esperar que boas fotos genuinas de aeronaves extraterrestres seriam bens excessivamente raros. Lembre-se também que a propriedade de câmeras fotográficas tem sido disseminada apenas a um curto período de tempo: várias décadas. Isto não é mesmo que dizer que fotos nítidas de aeronaves alieníegenas aparentemente genuinas não existam. Elas existem e podem ser encontradas em vários livros escritos por pesquisadores UFO responsáveis. [para aconselhamento sobre a autenticidade de específicas fotografias UFO, recomendo contactar  Mutual UFO Network, Inc. (MUFON), 103 Oldtowne Road, Seguin, Texas, 78155-4099, USA.]

5. O testemunho ocular nos casos UFO é inerentemente não confiável. Tal testemunho é portanto evidência insuficiente da visitação extraterrestre.

Talvez o crítico ufológico mais influente enquanto escrevo seja Philip Klass, que tem sido apelidado “Sherlock Holmes of Ufologia” por suas exaustivas investigações. Seu livro, “UFOs Explained”, ganhou o prêmio de “Aviation/Space Writers” para o melhor livro sobre o espaço em  1974. Neste livro premiado, Mr. Klass desenvolveu vários princípios. O primeiro era:

Princípio  Ufológico #1: Pessoas basicamente honestas e inteligentes que são subitamente expostas a um evento breve e inesperado, especialmente um que envolve um objeto não familiar, podem ser profundamente inacuradas ao tentarem descrever precisamente o que eles tem visto.

Este princípio algumas vezes é verdadeiro. Foi demonstrado por um estudo UFO patrocinado pelo governo realizado entre 1966 e 1968 sob a direção de Edward U. Condon. Suas descobertas publicadas, que geralmente são chamadas de “Relatório Condon”, são a pedra fundamental na literatura UFO.

Em um capítulo do Relatório Condon, o comitê discute o que aconteceu depois que uma espaçonave russa, a Zond IV, saiu do controle e começou sua reentrada na atmosfera da Terra em 3 de março de 1968. Enquanto a nave caia pela atmosfera e queimava, ela criou uma apresentação espetacular para as pessoas no solo. As testemunhas oculares perceberam os destroços flamejantes como uma majestosa procissão de objetos em chamas deixando para trás uma trilha dourado alaranjada. Por causa do grande peso dos objetos era impossível saber do solo o que as peças quebradas eram realmente. Era apenas possível ve-las como pontos brilhantes e separados de luz. Os destroços da Zond IV criaram um efeito idêntico aquele da apresentação de um meteoro brilhante.

Ao compilar o testemunho ocular da reentrada de Zond IV, foi descoberto que algumas pessoas “viram” mais do que realmente era. Se algumas observações erroneas tivessem sido tomadas como face de valor,  algumas pessoas teriam concluido que os destroços da Zond IV era realmente uma espaçonave alienígena inteligentemente controlada. Por exemplo, cinco testemunhas oculares relataram que as luzes eram parte de uma nave em forma de charuto ou foguete; uma descrição UFO comum. Três testemunhas oculares disseram que o ‘objeto’ tinha janelas. Um observador afirmou que o objeto tinha feito uma descida vertical. Por causa destes claros erros Mr. Klass e outros tem compreensivelmente rotulado todos os UFOs “em forma de charuto e com janelas brilhantes” como meteoros. O Comitê Condon citou o caso do testemunho da Zond IV como um exemplo de porque os relatos das testemunhas oculares são frequentemente inadequados para estabelecer que um UFO é uma espaçonave extraterrestre.

Caso encerrado?

Não é bem assim.

Em seu Princípio Ufológico # 1 citado acima, Mr. Klass afirma que as testemunhas oculares podem ser profundamente inacuradas em tentar descrever precisamente o que elas tem visto. Significativamente, ele não diz que as testemunhas oculares são geralmente inacuradas. Esta distinção cresce em importância quando lemos posteriormente o Relatório Condon. O Comitê Condon descobriu que ao menos metade das testemunhas oculares da Zond IV deram relatos acurados, sem embelezamento do evento. As observações de “uma espaçonave em forma de charuto com janelas” veio apenas de uma minoria. Dos relatos acurados, um pesquisador UFO cuidadoso teria sido capaz de eliminar as descrições erroneas e corretamente identificar a reentrada da Zond IV como destroços ou um fenômeno meteórico. O Comitê também analisou uma onda de relatos UFO desencadeada por vários estudantes universitários que haviam soltado quatro balões de ar quente no céu do anoitecer. Os balões eram feitos de sacos secos de plástico para lixo; o ar quente foi gerado por velas de aniversário suspensas abaixo. O comitê analisou o testemunho de 14 testemunhas oculares que não sabiam o que eram aqueles objetos voadores. Com apenas menores desvios entre eles, todos os quatorze observadores deram descrições acuradas do que isto possivelmente para eles pudesse ser.

O Comitê concluiu:

“Em resumo, temos um número de relatos que são altamente consistentes uns com os outros e aquelas diferenças que ocorrem não são maiores do que seria esperado de difernças situacionais e perceptuais. Muitas pequenas discrepâncias podem ser ressaltadas, especialmente a respeito das estimativas de distância e de direção, mas estas não suficientemente grandes para afetar a impressão completa do evento.”

Isto demonstra algo muito importante que podemos expressar em nosso próprio Princípio Ufológico:

“Pessoas basicamente honestas e inteligentes que são subitamente expostas a um evento breve e inesperado, incluindo um que envolva um objeto não familiar, serão, na maioria dos casos, acuradas ao tentarem descrever precisamente o que elas tem visto.”

Isto é o porque os testemunhos oculares podem ser admissíveis nas côrtes legais para condenar ou libertar um acusado até mesmo quando falta uma sólida evidência física. O testemunho ocular é uma forma perfeitamente válida e útil de evidência.

6. Sofisticados aparelhos de escuta tem sido apontados na direção do céu para captar comunicações extraterrestres. Até então, nenhuma comunicação tem sido detectada. Isto é uma evidência posterior que não há vida inteligente na redondeza.

A despeito do ceticismo em muitos círculos acadêmicos a respeito da visitação extraterrestre, várias tentativas bem custeadas tem sido feitas para detectar sinais de civilizações do espaço externo pelo uso de sofisticadas antenas de radio apontadas na direção dos céus. O fato de que estes esforços tenham reportadamente não detectado qualquer sinal inteligente é visto como uma prova adicional que não existe uma civilização alienígena aqui perto.

O problema com a tomada de tal conclusão é que as antenas de radio tem muitas limitações. Elas apenas são capazes de detectarem sinais de radio. Há muitas outras bandas ao longo do espectro que podem transportar sinais de comunicação, tais como as microondas. Porque dizer que uma civilização extraterrestre, se ela existir, teria necessariamente que usar ondas de rádio para comunicação? [o "espectro eletromagnético" é uma conjunto de comprimentos de ondas nas quais as diferentes formas de luz podem viajar. No fim do conhecido espectro estão as ondas de radio, que tem longos comprimentos de ondas. (sim, as ondas de rádio são na realidade ondas de luz. Elas se transformam em som quando traduzidas por um receptor). Do outro lado do espectro estão os raios gama, que tem curtos comprimentos de onda. A variação da luz que podemos ver com os nossos olhos é limitada a uma banda muito pequena do espectro. Os instrumentos tem sido inventados para captar e transmitir ao  longo desses outros comprimentos de onda, tal como o infra-vermelho, os raios X e as microondas.]

Nós nem mesmo sabemos o que está além das duas extremidades conhecidas do espectro eletromagnético. Como podemos estar certos de que não haja comprimentos de onda em uma das duas regiões não mapeadas que são muito mais superiores para comunicação do que qualquer coisa que tenhamos detectado até agora? O reputado fracasso das antenas de rádio em captarem sinais inteligentes somente nos diz que niguém dentro deste alcance está usando comprimentos de ondas eletromagnéticas detectáveis por estas antenas.

7. Se tantos ‘discos voadores’ estão visitando a Terra, porque eles não são detectados mais frequentemente ao radar?

Muitos excelentes avistamentos UFO tem sido confirmados pelo radar. Esta excelente evidência dada pelo radar geralmente é descartada pelos críticos como erro do operador, como mal funcionamento do radar, ou como falsas leituras causadas por fenômenos naturais. Teriamos até mesmo mais evidência ao radar se não fosse o fato de que os operadores de radar são treinados para desconsiderarem a maioria das anomalias do radar porque qualquer número de coisas pode criar uma falsa leitura. Sinais espúrios de radar podem ser gerados por uma tal variedade de fenômenos diferentes como bandos de aves e várias condições atmosféricas. Os operadores aprendem a se focalizar nestas leituras que indicam o tipo de objeto que eles estão rastreando, geralmente aeronaves humanas. Se algo não usual aparece e desaparece na tela, mais frequentemente, isto será ignorado. Grandes quantidades de UFO s detectados por radar portanto continuam não relatados. As detecções de UFO pelo radar está sendo posteriormente eliminada pelos avanços na tecnologia. Muitos computadores modernos de radar agora eliminam automaticamente as leituras anômalas de formas que elas não são até mesmo apresentadas na tela do radar. Isto torna mais fácil o trabalho do operador, mas ao custo de eliminar a detecção UFO. Mr. Klass comenta:

“Ironicamente, um dos vários critérios usados [pelos computadores de radar] para discriminar entre alvos reais e espúrios que descartariam potenciais UFO ao radar até mesmo se eles fosse legítimas naves extraterrestres voando em velocidades  hipersônicas…”

8. Muitas pessoas tem testemunhado sob hipnose terem sido abduzidas por UFOs. Tal testemunho é inerentemente suspeito porque as pessoas que nunca tenham sido abduzidas podem criar memórias aparentemente realistas da abdução enquanto sob hipnose.

Se o fenômeno UFO consistisse apenas em ocasionais avistamento estranhos no céu, podia ser fácil de descartar. Contudo, muitas pessoas tem relatado serem raptadas por ocupantes UFO. As experiências de abdução tendem a ser notavelmente similares: a vítima vê um UFO [geralmente a noite e em uma área rural]; ela é imobilizada e levada a bordo de uma espaçonave alienígena; ela é submetida a um exame físico que dura de uma a duas horas pelos ocupantes da nave. Então ela é libertada. Muitos abduzidos não se lembram conscientemente de suas experiências depois. Uma vítima típica pode apenas ver um UFO e subitamente descobrir que se passaram duas horas sem nenhuma lembrança do que aconteceu durante este tempo perdido. Os pesquisadores geralmente rompem a amnésia com a hipnose.

Parece que esta curiosa amnésia vivenciada por muitos abduzidos UFO seja deliberadamente induzida pelos ocupantes UFO como um método de preservar o anonimato UFO. Tal tamponamento mental pode de fato ser feito. Durante seus infames e altamente publicados experimentos de controle mental nas décadas de 1960 e 1970, a CIA dos EUA tem desenvolvido técnicas eficazes de enterrar a memória e induzir a amnésia. Contudo, com um trabalho cuidadoso, as memórias enterradas podem ser recuperadas. Como vermos depois, o tamponamento mental com vítimas humanas tem sido uma atividade comum associada aos UFOs por toda a história.

Até esta data, um corpo enorme de fascinante testemunho do corpo de abduções tem sido reunido. Dissipações tem sido lançadas sobre isto por causa dos vários experimentos, tais como os realizados no Anaheim Memorial Hospital na Califórnia. Foi descoberto em Anaheim que indivíduos que alegadamente tinham pouco conhecimento anterior sobre UFOs podem ser levados a criarem ‘memórias’ aparentemente realistas da abdução sob hipnose. Esta descoberta tem sido usada para lançar dúvida sobre a validade de todo testemunho de abdução obtido sob hipnose. Os experimentos de Anaheim, contudo, perderam um ponto e nada revelaram sobre o fenômeno UFO. Eles apenas reafirmaram o que já sabíamos sobre hipnose.

É verdade que a memória de uma pessoa pode ser distocida enquando ela está sob hipnose, exatamente como quando uma pessoa está completamente conciente. Por outro lado, tem sido amplamente demonstrado que a hipnose pode ser eficaz na recuperação de memória completamente válida; isto depende do talento do hipnotizador e do estado mental do sujeito. Um hipnotizador pode de fato convencer uma pessoa que nunca esteve a bordo de um trem de criar uma memória realista de andar de trem, mas isto não significa que todo sujeito hipnotizado que se lembre de ter estado em um trem seja culpado de fabricação. Com certeza não.

Admitidamente, há problemas genuínos com a hipnose. Porque o sujeito hipnotizado está em um estado sub-consciente, ele ou ela pode estar mais impressionável do que o normal. Por esta razão, as côrtes americanas legais geralmente não admitem como evidência o testemunho obtido sob hipnose.  Um outro perigo com a hipnose é que o sujeito pode recuperar uma memória completamente válida, mas se o sujeito é continuamente empurrado a se lembrar mais durante a hipnose, ele pode descobrir que sua trilha de tempo mental se torne mais misturada. Quando isto acontece, ele frequentemente começa a se lembrar de ‘episódios adicionais” que de fato realmente não ocorreram quando ou como ele se lembrou. Até mesmo assim, a memória original permenece válida.

Tristemente, alguns abduzidos UFO tem sido hipnotizados e re-hipnotizados além de qualquer medida da razão. Eles subsequentemente desvariam com memórias misturadas sobre o assunto já altamente carregado de suas abduções. A memória pesadamente obstruída pode e deve ser recuperada enquanto o sujeito está em um estado completamente consciente. Algumas experiência de abdução UFO tem sido recuperadas injustamente daquela forma.

9. As estranhezas matemáticas de uma raça extraterrestre descobrindo a Terra são tão remotas para que isto seja provável.

Várias fórmulas matemáticas tem sido divisadas para mostrar o quanto improvável é que a Terra tenha sido visitada por uma sociedade extraterrestre. Tais fórmulas geralmente são baseadas em teorias da evolução, o número de planetas que podem sustentar vida, e as distâncias entre os planetas e as galáxias. Tais fórmulas certamente são interessantes, mas elas nunca devem ser consideradas conclusivas. Se algo existe, isto existe. Tentar fazer isto ir embora com uma fórmula matemática  não tornará nada menos real.

Tenha em mente que somos incapazes de ver qualquer planeta sólido além de nosso próprio sistema solar, sem falar em determinar se há alguma vida neles. A situação humana a este respeito pode ser similar a uma colônia de pequeninas formigas cujo alcance de observação abranja apenas uns poucos acres. Se esta colônia é situada em um deserto árido, as formigas podem concluir  que a Terra inteira seja uma terra desolada, nunca sonhando as vastas metrópoles a apenas uma centena de milhas de distância.

Simplesmente porque descobrimos que nosso próprio sistema solar ou seção da galáxia é árida, isto não implica automaticamente que este seja o caso em todos os outros lugares. Um outro setor da galáxia pode estar pululante de vida inteligente e não há meio para nós aqui na borda distante da Via Láctea saber disso, exceto por supor com teorias que sempre estão mudando. Por esta razão, não é particularmente sábio desprezar a evidência de visitação extraterrestre se ela aparece.

10. Apenas pessoas com problemas mentais acreditam em UFOs.

Um método desafortunado que alguns críticos usam para atacar a evidência da visitação extraterrestre é com a teoria psicológica. Por causa que em tal crítica é absolutamente certo que não exite qualquer nave extraterrestre em nosso céus, ele pode permanecer utilizando-se de rótulos difamatórios em um esforço para ‘explicar’ porque muitas pessoas considerarão a possibilidade que o crítico rejeita. Tais rótulos tem partido da variável de uma simples necessidade do cumprimento religioso até a esquizofrenia ambulatorial.

Esta psiquiatria duvidosa tem se tornado lamentavelmente a moda nos anos recentes. Isto oculta a realidade que a maioria da pesquisa duvidosa em UFOs é tão clínica e científica quanto se possa esperar. A maioria dos pesquisadores UFO são tão sadios e racionais quanto os críticos que estão tão rápidos em se bandear sobre rótulos psicológicos desfavoráveis. O verdadeiro debate UFO se centraliza ao redor de matérias genuinamente científicas, intelectual e históricas, não em assuntos emocionais.

Um outro problema ao utilizar a análise psicológica para ‘explicar’ o interesse popular e científico nos UFOs é que as mesas devem ser viradas. Um erudito advogando a possibilidade da visitação extraterrestre pode tão facilmente, e tão incorretamente, argumentar que estas pessoas que claramente aderem apenas a explicações prosaicas para os avistamentos UFO diante da evidência contrária estão profundamente temerosos de algo que ele não pode entender. Entre os distintos lados de um Ph.D., podemos argumentar, pode estar uma criança assustada ou adolescente selvagem  desesperadamente tentando manipular o mundo frequentemente confuso ao redor dele em forçar tudo a se conformar ao que ele possa intelectual e emocionalmente compreender.

Como podemos ver, este lamaçal psicológico é uma forma muito pobre de um debate científico desta natureza. Isto não faz bem a ninguém; os rótulos são geralmente não verdadeiros, e isto nubla os assuntos reais. As pessoas inteligentes e racionais são facilmente encontradas de ambos os lados da controvérsia UFO.

11. As teorias UFO são confusão para fazer dinheiro destinadas a pegar os crédulos.

É um truismo que há dois grandes crimes em nossa sociedade: ter dinheiro e não ter dinheiro. Ambos são punidos com igual ferocidade.

Um dos meios mais fáceis de desacreditar uma idéia é sugerir a alguém que tem dinheiro para expressar isto. Alguns críticos UFO tem feito alusões a charlatães no passado que enganaram pessoas com estranhas idéias e que tem ficado ricos ao pegar a credulidade de outras pessoas. Algumas alusões tem sido feitas em um esforço para sugerir que as pessoas que ganham dinheiro com livros sobre UFOs ou filmes de cinema estejam engajadas em similares zombarias.

Por favor, tenha em mente que o dinheiro por sí só nada tem a ver com a validade de uma idéia. O dinheiro é um bem imprevisível que vai para quem o merece e igualmente para quem não o merece. Um punhado de pessoas tem de fato ganho bons rendimentos de livros e filmes que lidam com o fenômeno UFO. O número de pessoas que tem feito isto, contudo, é muito pequeno comparado aos muito milhares de professores, palestrantes e escritores que são pagos, algumas vezes muito generosamente, para promulgarem as opiniões mais convencionais do mundo.

Até mesmo quando está claro que uns poucos indivíduos tem falsamente relatado ou insinceramente discutido os UFOs para fazer dinheiro, o fenômeno UFO não é automaticamente desacreditado. Fazer lucro tem sido um motivo em quase todas as arenas do comportamento humano desde os dias mais iniciais da humanidade. Se vamos nos desfazer de tudo a que alguém tenha anexado um motivo de lucro, pouco sobraria de nossa cultura. Felizmente, a vasta maioria das testemunhas e pesquisadores UFOs, ricos e pobres, são sinceros no que eles dizem e fazem.

12. O Comportamento UFO não se conforma ao que pensamos que o comportamento inteligente extraterrestre possa ser.

UFOs são difíceis de estudar devido a sua frequentemente bizarra e impredizível natureza. O comportamento UFO parece, por um lado, levantar algumas das questões mais profundas sobre a vida e a existência, enquanto por outro lado parece ser assunto para um filme de Buck Rogers. Esta dualidade é difícil de reconciliar, ainda que seja a inescapável parte do fenômeno. O UFO é tanto profundo quanto lunático, como devemos ver.

Este fator é frequentemente usado para desacreditar os relatos UFO. Alguns críticos implicam que se os UFOs são aeronaves extraterrestres, elas se manifestariam de um modo mais aceitável. Porque, por exemplo, os UFOs aparentemente tem raptado donas de casa e as implantado com mensagens religiosas, mas nunca tenham pousado no gramado da Casa Branca e falado com o Presidente dos EUA?

Em um de seus livros, Philip Klass ofereceu uma recompensa de 10.000 dólares por uma prova conclusiva da visitação extraterrestre. Para se qualificar para a recompensa, somente uma espaçonave acidentada ou uma outra prova que a Academia Nacional de Ciencias dos EUA anuncie ser uma afirmação de inteligência extraterrestre seria suficiente; ou um extraterrestre deve aparecer diante da Assembléia Geral da ONU ou em um programa de televisão nacional. O fato de que ninguém tenha recebido esta recompensa é visto por algumas pessoas como prova adicional que a Terra não está sendo visitada por uma sociedade extraterrestre.

Os problemas com a recompensa de dez mil dólares são rapidamente óbvios. Já temos discutido as pobres possibilidades de encontrar um disco voador acidentado ou um maior pedaço de destroço. Que tal se a Academina Nacional de Ciências dos EUA está inclinada a argumentar uma origem terrestre para uma peça menor de uma evidência dura antes de admitir uma fonte não terrestre? Que tal se os pilotos extraterrestres não estão mais inclinados a aparecerem na televisão ou na ONU do que um piloto humano está disposto a se dirigir a um conselho de chimpanzés? [um outro problema com a oferta de dez mil dólares foi que a pessoa tinha que pagar a Mr. Klass cem dólares por ano para se qualificar. Isto reduziu o debate UFO ao nível de um jogo de cassino, a que isto não pertence. Poucos pesquisadores UFO sérios aceitaram a oferta, muito para crédito deles]

Certamente todos nós podemos desejar que os UFOs sejam mais cooperativos, mas até que eles sejam, o fenômeno UFO deve ser estudado em seus próprios termos, não segundo o comportamento que pensamos que eles devam exibir.

13. No passado, uns poucos avistamentos UFO apregoados como prova de uma visitação extraterrestre pelos principais pesquisadores UFO tem provado ser fenômenos terrenos ou farsas. Tais erros devem lançar dúvida em tal proclamações por pesquisadores UFO.

Porque o fenômeno UFO é tão difícil de ser estudado, até mesmo os melhores pesquisadores inevitavelmente cometerão erros, algumas vezes muitos deles. É fácil para que alguém se apodere destes erros e os utilize para desacreditar o assunto inteiro. Esta tática é usada frequentemente pelos advogados nas côrtes legais, por estadistas durante debates políticos, e até mesmo por cientistas engajados em controvérsias acadêmicas.

O problema com esta tática é que ela nem sempre leva à verdade, e pode até mesmo nos afastar dela. Um bom exemplo é o da Teoria da Terra Redonda exposta por Cristóvão Colombo no século XV. Em uma era onde as pessoas ainda acreditavam que o mundo era chato, Colombo fez parte do movimento que proclamava que a Terra era redonda ou em forma de uma pera. Tão correto quanto estava COLOMBO sobre este assunto, ele estava errado sobre muitos outros. Colombo pensava que encontraria a Ásia quando ele atravessou o Oceano Atlântico, e falsamente relatou que ele assim o tinha feito qundo voltou a Espanha. Hoje sabemos, com certeza, que Colombo não encontrou a Ásia afinal – ele se deparou com o continente norte americano, que não está perto da Ásia! Por causa disso, podemos facilmente desdenhar a evidência falsa de Colombo e proclamar que sua Teoria da Terra Redonda era uma vergonha. Afinal, algumas das outras ideias de Colombo sobre a Terra estavam claramente erradas, algumas até absurdas.

Este tipo de situação ocorre frequentemente, especialmente quando a ciência é jovem, como o é hoje a ufologia. As declarações falsas e as evidências erradas são frequentemente utilizadas para apoiarem idéias fundamentalmente honestas e sólidas. Isto não é o mesmo que dizer que cada nova teoria que surge seja uma teoria válida, ou que a má evidência seja sinal de uma boa teoria. O truque é pesar toda a evidência e basear a decisão nisso. Ao fazer assim, contudo, não fique surpreso se encontrar o desacordo de outros. Esta é uma coisa engraçada que duas pessoas possam olhar a informação idêntica e chegar a conclusões opostas.

14. Expressar teorias de visitação extraterrestre e de ‘antigos astronautas’ é perigoso para a sociedade.

Este argumento não é validamente dignificante em sociedades com tradições de discussão e debate aberto. A liberdade de expressão é uma das pedras lapidares de uma cultura sadia. Isto permite que a sociedade e seu povo cresça. Uma ampla diversidade de idéias dá as pessoas mais perspectivas entre as quais escolher. Possuir uma tal escolha é preferível a ter restritas as opções intelectuais. Em uma sociedade aberta, muitas idéias não convencionais vem e vão, mas isto é um preço pequeno a pagar pelos enormes benefícios de deixar abertas e livres as linhas de comunicação.

15. Se há tantos UFOs, porque eu nunca vi um?

Eu também nunca vi um UFO. Eu também nunca vi a India, mas a evidência circunstancial de sua existência tende a me fazer pensar que a Índia provavelmente exista.

Além dos meios acima, outros meios tem sido usados para desacreditar os avistamentos UFO. Um dos métodos usa a semântica. Alguns críticos UFO dizem que eles buscam encontrar explicações racionais para o avistamento UFO. Por ‘racional’ eles querem dizer explicações que retratem um avistamento como um objeto natural ou feito pelo homem. Este é um uso desafortunado da palavra ‘racional’. A palavra ‘racional’ significa ‘sadia, bem pensada ou lógica’.

Porque a sanidade e a lógica devem estar baseadas principalmente na verdade, uma explicação ‘racional’ de um fenômeno seria a explicação que mais se aproximasse da verdade, seja o que for que pudesse ser a verdade. Se o UFO relatado é um fenômeno natural mal percebido, então explica-lo como tal, de fato é racional. Por outro lado, se um UFO não é um fenômeno natural ou feito pelo homem, então dizer que é isto diante da evidência contrária, não seria afinal racional.

Tendo dito isto, ainda entendo a relutância de muitas pessoas de considerar seriamente o fenômeno UFO. Este é um assunto difícil e explosivo. Alguns indivíduos que uma vez foram de mente aberta sobre os UFOs e tem tido a experiência desafortunada de receberem ovos em suas faces quando eles especularam sobre os UFOs e foram provados errados. Um bom exemplo foi o debate público que cercou a lua marciana, Phobos. Aproximadamente a uma década atrás, um número de líderes da opinião científica tinha especulado que Phobos fosse um satélite artificial colocado em órbita ao redor de Marte por extraterrestres.

Quando mais tarde uma sonda espacial voou suficientemente perto para fotografar Phobos, a lua marciana foi demonstrada ser pouco mais que um grande pedaço irregular de rocha [embora algumas de suas características orbitais permaneçam intrigantes.] Os cientistas e astrônomos, porque eles sobrevivem baseados em suas boas reputações, não podem mais suportar tantas manifestações especulativas dessa natureza. Muitas pessoas que sofrem um tal tombo não podem mais montar o cavalo; ao invés, eles amaldiçoam e atacam a besta que os derrubou. Pesquisadores competentes hoje estão cientes desses perigos e eles tentam evitar especular longe demais dos fatos conhecidos.

Porque considero seriamente a possibilidade da visitação extraterrestre, até mesmo embora eu concorde com a explicação ‘natural’ para alguns avistamentos UFO ainda debatidos hoje? Assim o faço por muitas razões.

* Inicialmente, o fenômeno UFO tem sido observado e relatado a séculos. Portanto rejeito a posição dos críticos que os UFOs sejam apenas um pouco do folclore moderno.

* Em segundo lugar, o fenômeno UFO tem sido surpreendenetmente consistente de local em local, e de era em era. Por exemplo, alguns avistamentos modernos de UFOs em forma de foguete ou charuto espelham um relato UFO da Arábia do século XV.

*  Terceiro lugar, embora seja verdade que alguma evidência duvidosa de ‘antigos astronautas’ tem sido publicada, assim também tem sido a evidência verdadeiramente excelente. O desafio dos críticos que “afirmações extraordinárias exigem uma prova extraordinária” tem, em minha mente, sido preenchidas por alguma evidência.

* Em quarto lugar, a teoria dos antigos astronautas dificilmente seja um não senso pseudo-científico, que algumas vez é acusada de ser. A teoria dos antigos astronautas é uma hipótese surpreendentemente lógica para lançar em dados históricos previamente inexplicáveis. Espero que isto seja um dia reconhecido como uma verdadeira inovação até mesmo se isto encontre uma oposição considerável hoje. O fato de que a teoria cresça da pesquisa de área rural, e não dos hall marmorizados das maiores universidades, significa pouco. Qualquer um com uma mente ativa e curiosa que possa fazer descobertas importantes e significativas.

A este estágio da minha discussão, posso desapontar alguns leitores ao afirmar que não é meu propósito escrever ainda um outro tomo que analise os modernos avistamentos UFO ou que exibam um conjunto de evidências de antigos astronautas simplesmente para provar a visitação. Isto tem sido adequadamente feito em outros lugares. Se você permanece um cético UFO, recomendo-lhe que estude outra literatura UFO antes de continuar com este livro. O livro “Deuses do Éden” é escrito para estas pessoas que já consideram seriamente a possibilidade que a Terra tem sido visitada por uma sociedade extraterrestre.

Este livro realmente começa de onde Charles Fort parou. Mr. Fort especulou que a Terra pode ter sido a propriedade de uma sociedade extraterrestre. Ele posteriormente acreditou que os humanos possam ser um pouco mais que escravos ou rebanho. Como resultado da minha pesquisa histórica lançada de um ponto de vista inteiramente diferente [mão li qualquer dos trabalhos de Charles Fort até que houvesse completado o terceiro rascunho deste livro].  Eu, também, cheguei a uma ultrajante teoria similar:

“Os seres humanos parecem ser uma raça escrava enlanguecendo-se em um pequeno planeta de uma pequena galáxia. Como tal, a raça humana uma vez foi a fonte de trabalho para uma civilização extraterrestre e ainda permanece uma posse hoje. Para manter o controle sobre sua posse e manter a Terra algo como uma prisão, uma outra civilização tem engendrado o incenssante conflito entre seres humanos, tem promovido um apodrecimento espiritual, e tem eregido na Terra as condições de dificuldade física insuperável.”

Esta situação tem existido por milhares de anos e continua hoje.

Agora tendo me colocado completamente aberto ao ridiculo ao expressar tal hipótese, continuarei para partilhar com você uma opinião muito diferente da história do que provavelmente você tenha encontrado antes.

Porque estou me arriscando muito ao tornar este livro disponível, peço aos meus leitores dois favores antes que eles continuem para julgar o que foi escrito por mim:

1. Por favor, leia cuidadosamente o livro inteiro.
2. Por favor, leia os capítulos na ordem em que eles aparecem.

Nenhuma idéia, fato ou episódio histórico que apresento se sustenta inteiramente por si só. Cada um se torna significativo somente quando é visto dentro do inteiro contexto da história. A importância do que você vê inicialmente neste livro não se tornará aparente até que você tenha continuado a ler muito mais adiante. Igualmente, a importância do material posterior não será clara a menos que você tenha lido primeiramente o material anterior. As primeiras aproximadas 150 páginas deste livro contêm idéias, conclusões e declarações que possam parecer não eruditas e ultrajantes. Somente ao continuar a ler adiante a notável documentação histórica em apoio a iso, é que estas idéias tomarão forma.

Pendure o seu chapéu. Agora começaremos uma surpreendente corrida em montanha russa ao longo da área vulnerável da história.

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Os Deuses do Éden

A idéia que os seres humanos são uma raça escrava de propriedade de uma sociedade extraterrestres não é uma idéia nova. Ela foi expressada a milhares de anos atrás nas primeiras civilizações registradas da humanidade. A primeira destas civilizações foi a Suméria: uma sociedade notavelmente avançada que floresceu no vale dos rios Tigre e Eufrates entre 5.000 e 4.000 AC e floresceu como uma maior civilização por volta de 3.500 AC [até recentemente, a antiga Suméria era pensada ser o local da primeira cidade da humanidade. A escavação tem revelado uma cidade em Jericó [perto da Jerusalém dos dias modernos] construída em 7.000 AC. Quase nada é conhecido sobre esta cidade].

Como outras antigas sociedades que se elevaram na região mesopotâmica, a Suméria deixou registros afirmando que criaturas de tipo humano de origem extraterrestre tinham governado a inicial sociedade humana como os primeiros monarcas da Terra. Estas pessoas alienígenas eram frequentemente pensadas serem Deuses. Alguns ‘deuses sumérios’ eram ditos viajarem no céu e pelos céus em ‘globos’ voadores e veículos tipo foguetes. Antigos entalhes apresentam vários ‘deuses’ usando aparelhos como óculos ao redor de seus olhos. Os sacerdotes humanos agiam como meros intermediários entre estes ‘deuses’ alienígenas e a população humana.

Nem todos os deuses mesopotamicos eram extraterrestres de aparência humana. Alguns eram óbvias fabricações e atributos fictícios eram frequentemente atribuídos aos deuses extraterrestres de tipo humano. Uma vez fossem despidas as claras ficções, contudo, descobrimos dentro do panteão mesopotamico uma classe distinta de seres que de fato se encaixam no molde dos antigos astronautas.

Para que eu melhor discuta estes ‘deuses de alta tecnologia’ [para uma análise detalhada da aparente natureza de alta tecnologia dos antigos deuses sumérios, recomendo os cinco livros de Zecharia Sitchin] será necessário para mim inventar um novo termo.

A palavra ‘deus’ sozinha contém espanto demais imerecido. O testemunho histórico e moderno indica que estes ‘deuses’ eram tão ‘humanos’ em seu comportamento quanto você ou eu. O termo ‘antigo astronauta’ os arquiva em um passado distante quando, de fato, eles parecem ter uma contínua presença por todo o tempo, até hoje. O rótulo ‘extraterrestre’ é amplo demais.

Não posso nomear aos ‘deuses’ segundo alguma estrela ou planeta do qual eles possam derivar porque não especularei qual seja seu lugar de origem. Sobretudo, é concebível que a alegada propriedade da Terra possa ter mudado de mãos com o passar dos milênios, do mesmo modo que a propriedade de uma corporação possa passar entre diferentes proprietários sem o público estar ciente disso.

Isto me deixa a inventar um novo rótulo baseado no aparente relacionamento dos ‘deuses’ com a raça humana. Por falta de algo melhor simplesmente me referirei a eles como a sociedade Tutelar, significando a específica sociedade extraterrestre [ou a sucessão de sociedades] que parece ter tido a propriedade e custódia da Terra desde a pré história. Para ser breve, frequentemente me referirei a eles apenas como os Tutores.

Que tipo de pessoas são estes recentemente rotulados Tutores?

Os registros históricos e o testemunho moderno os descreve como fisicamente de tipo humano, racialmente diversos, e, mais importantemente, muito similares aos seres humanos comportamentalmente. Por exemplo, alguns UFOs da era moderna tem exibido travessuras adolescentes ao correr para aviões como se eles fossem colidir e então abruptamente se desviando, exatamente quando o impacto parecia iminente; um aparente jogo aéreo. Ao menos uma testemunha moderna tem alegadamente sido ‘esgotada’ por um UFO sem qualquer outra razão aparente do que malícia. Os escritores antigos descrevem os extraterrestres como capazes de amor, ódio, diversão, raiva, honestidade e depravação. Os registros antigos e os testemunhos modernos igualmente indicariam que as personalidades Tutoras percorrem a inteira gama de santos e pecadores, dos mais degradados dos déspotas aos humanitários de melhor coração. Tristemente, é o elemento brutal e despótico da sociedade deles que parece ser o mais influente nos assuntos da Terra, como devemos documentar.

As antigas civilizações mesopotamicas registraram uma grande quantidade da história delas em tabletes de argila. Somente uma fração destes tabletes tem sobrevivido, ainda que eles gerenciem para contar uma história notável sobre os ‘deuses’ Tutores e seu relacionamento com o Homo sapiens.

Segundo a história inscrita nos tabletes mesopotamicos, houve um tempo quando os seres humanos não existiam de todo. Ao invés, a Terra era habitada por membros da civilização Tutora. A vida Tutular na Terra, contudo, não era agradável. Os esforços tutelares para explorar a riqueza mineral e os recursos naturais de Terra se provaram exaustivos.

Como um tablete nos diz:

Quando Deuses como homens
Realizaram o trabalho e sofreram o trabalho duro
O trabalho duro dos Deuses foi grande,
O trabalho era pesado, o sofrimento era sujo

Os tabletes descrevem as vidas de trabalho penoso infindável na medida em que os ‘deuses’ construiam, escavavam e realizavam operações de mineração na Terra. Os ‘deuses’ não estavam contentes com a parte deste trabalho. Eles estavam inclinados a se queixarem, sabotarem e a se rebelarem contra seus líderes. Uma solução era necessária e ela foi encontrada: criar uma nova criatura capaz de realizar os mesmos trabalhos na Terra que os Tutores. Com este propósito em mente, os ‘deuses’ tutores criaram o Homo sapiens (homem).

Os tabletes mesopotamios contam a história de criação na qual um ‘deus’ é condenado a morte pelos outros deuses, e o corpo e o sangue são então misturados com a argila. Ao ser cozido, um ser humano é feito. A nova criatura da Terra é muito similar em aparência a seus criadores Tutores.

Em seu livro, “The Twelfth Planet”, o autor Zecharia Sitchin exaustivamente analisa as histórias sumérias de criação. Ele conclui que a história do corpo de um Deus sendo misturado a argila pode estar se referindo a engenharia biológica. Mr. Sitchin apoia sua surpreendente conclusão ao apontar estes tabletes sumérios que afirmam que os primeiros humanos foram gerados nos úteros de “deusas’ tutelares. Segundo os tabletes, os Tutores tinham corpos masculinos e femininos  e se acasalavam por intercurso sexual. De fato, os antigos mesopotamios afirmaram que eles forneceram aos “deuses tutelares’ prostitutas humanas. Mr. Sitchin acredita que a ‘argila’ foi uma substância especial que podia ser inserida no útero da Tutora. Esta substância continha células geneticamente engenheiradas da nova criatura escrava, o Homo sapiens. Os humanos podiam procriar aparentemente daquele modo porque eles eram fisicamente muito similares aos tutores. Interessantemente, os cientistas modernos tem procriado animais de modo similar, tal como uma zebra no útero de uma égua.

Os antigos tabletes mesopotamios creditam em particular a um ‘deus’ a supervisão da fabricação genética do Homo sapiens. O nome deste ‘deus’ era EA. EA foi relatado ser o filho de um rei tutor que era dito governar um outro planeta dentro do império tutor muito distante. O Príncipe EA era conhecido pelo título “ENKI,” que significa senhor da Terra. Os antigos textos sumérios revelam que o título de EA não era completamente acurado porque era dito que EA havia perdido seu domínio sobre grandes porções da Terra para seu meio-irmão ENLIL, durante uma das inumeráveis rivalidades e intrigas que pareciam para sempre preocupar os governantes tutores.

Além de haver engenheirado o Homo sapiens, o Príncipe EA recebe o crédito nos tabletes mesopotamios de muitas outras realizações. Se ele fosse uma pessoa real, então EA poderia ser melhor descrito como um cientista e engenheiro civil de talento considerável. É dito que ele drenou os pântanos pelo Golfo Pérsico e os ter substituido por fértil terra agricola. Ele supervisionou a construção de represas e diques. EA amava navegar e ele construiu navios nos quais navegava pelos mares. Quando veio o tempo de ciar o Homo sapiens, EA demonstrou um bom conhecimento de engenharia genética, mas não, segundo os tabletes, sem tentativa e erro. Mais importantemente, EA é descrito como de bom coração, ao menos a respeito de sua criação, o  Homo sapiens.

Os textos mesopotâmios retratam EA como um advogado que fala diante do Conselho Tutelar em benefício da nova raça da Terra. Ele se opôs a muitas das crueldades que outros governantes tutores, incluindo seu meio-irmão ENLIL, inflingiam aos seres humanos. Pareceria dos tabletes sumérios que EA não pretendia que o Homo sapiens fosse duramente tratado, mas seus desejos a este respeito foram menosprezados por outros líderes tutores.

Como temos acabado de ver, os nossos ancestrais antigos e altamente civilizados contam uma história muito diferente da emergência da humanidade na Terra do que a contamos hoje. Os mesopotamios não eram escolados nas teorias darwinianas da evolução! Não obstante, há alguma surpreendente evidência antropológica a apoiar a versão suméria da pré história.

Segundo as análises modernas dos registros fósseis, o Homo sapiens emergiu como uma espécie animal entre 300.000 e 700.000 AC. Na medida em que o tempo passava, um número de sub-espécies de Homo sapiens emergiu, incluindo esta sub-espécie a que todos os seres humanos pertencem hoje: Homo sapiens sapiens.

Homo sapiens sapiens apareceu a 30.000 anos atrás, alguns dizem que apenas a 10.000 ou 20.000 anos atrás. Isto levanta uma importante questão: os sumérios estavam se referindo ao Homo sapiens ou ao Homo sapiens sapiens em suas histórias da criação? Parece não haver uma resposta firme. Tem sido apresentados excelentes argumentos que eles estavam se referindo ao original Homo sapiens. Eu me inclino a favor de que provavelmente eles estivesem se referindo ao moderno ‘Homo sapiens sapiens’, pelas seguintes razões:

1 As mais velhas histórias sobreviventes da criação foram escritas por volta de 4.000 a 5.000 AC. é muito mais provável que o verdadeiro registro da criação da humanidade sobrevivesse 5.000 a 25.000 anos do que o fizesse a 295.000 anos ou mais.

2 Se os sumérios estavam se referindo a criação do ‘Homo sapiens sapiens’, os eventos descritos posteriormente nos tabletes mesopotamios caem dentro de uma estrutura mais plausível de tempo.

3 Os própros mesopotamios eram membros da sub-espécie do ‘Homo sapiens sapiens’. Eles estavam primariamente preocupados como eles próprios vieram à existência. Em seus vários trabalhos, os antigos sumérios apresentaram homens como animais peludos que parecem uma sub-espécie mais primitiva de Homo sapiens. Os sumérios claramente viam estes homens primitivos como uma raça ou criatura inteiramente diferente.

Se as histórias de criação da Mesopotamia são baseadas em eventos reais, e se estas histórias se referem a criação do ‘Homo sapiens sapiens’, esperaríamos que o ‘Homo sapiens sapiens’ aparecesse muito subitamente na história. Notavelmente, isto é precisamente o que aconteceu. O registro antropológico revela que o ‘Homo sapiens sapiens’ apareceu na Terra abruptamente, não gradualmente.  F. Clark Howell e T. D. White da Universidade da Califórnia em Berkeley tinham isto a dizer:

“Estas pessoas [Homo sapiens sapiens] e sua inicial cultura material aparece com aparente subtaneidade exatamente a 30.000 anos atrás, provavelmente mais cedo, no oriente do que na Europa Ocidental.”

O mistério deste aparecimento abrupto se aprofunda em um outro enigma: porque o homem mais primitivo de  Neanderthal (Homo sapiens neanderthalensis) desapareceu repentimanente ao mesmo tempo que o moderno ‘Homo sapiens sapiens’ apareceu? A evolução não é assim algo rápido. Messrs. Howell e White ponderaram esta questão e concluiram:

“. . . o desaparecimento absoluto, quase abrupto do povo de Neanderthal permanece um dos enigmas e problemas críticos nos estudos da evolução humana”.

A Encyclopedia Britannica contribue:

“Os fatores responsáveis pelo desaparecimento das pessoas Neanderthal são um problema importante que ainda, infelizmente, não tem uma clara solução.”

As histórias sumérias da criação oferecem uma clara solução para o enigma, mas esta é uma história que muitas pessoas tem muita dificuldade em aceitar: o aparecimento súbito do ‘Homo sapiens sapiens’, acompahado pelo desaparecimento também súbito do homem de Neanderthal, foi causao por uma intervenção inteligente. Pode ser conjecturado que o Homem de Neanderthal ou foi exterminado ou expulso do planeta Terra para abrir espaço para a nova raça escrava, talvez para evitar o cruzamento entre as duas sub-espécies. Seja qual for que verdade precisa possa ser, sabemos com certeza dos fatos: a antropologia moderna tem descoberto uma substituição súbita do homem de Neanderthal pelo homem moderno e os registros mesopotamios afirmam que o planejamento inteligente por uma raça extraterrestre está em algum lugar por trás deste evento dramático.

No capítulo 2, discutimos o fato de que os humanos parecem ser seres espirituais que animam corpos físicos. Os espíritos parecem ser a verdadeira fonte da consciência, personalidade e inteligência. Sem uma entidade espiritual que o anime, um corpo humano pode ser um pouco mais do que um animal reativo, ou morto. O povo da antiga Mesopotamia entendeu completamente este fato crítico quando ele mencionou um ser espiritual em conexão com a criação do Homo sapiens:

“Você tem assasinado um Deus juntamente com a sua personalidade [ser espiritual] e tendo removido seu pesado trabalho, tenho imposto seu fardo ao homem.”

Os governantes tutores sabiam que eles precisavam manter os seres espirituais permanentemente anexados aos corpos humanos para animar estes corpos e torna-los suficientemente inteligentes para realizarem seus trabalhos:

“Na argila o deus [uma entidade espiritual] e o homem [o corpo físico do Homo sapiens] devem ser ligados; pelo fim destes dias a carne e a alma que em um deus tem sido partidas, esta alma em uma linhagem sanguínea a ser ligada.”

Os tabletes são silenciosos sobre que ‘personalidades’ foram escolhidas para animarem os novos corpos escravos. Baseado em como as coisas são feitas na sociedade humana, podemos supor que a sociedade tutelar usou criminosos, desviados, prisioneiros de guerra, grupos raciais e sociais detestados, não conformistas e outros indesejáveis para obter os seres espirituais que eles necessitavam para animar sua nova raça escrava na Terra. Os humanos certamente eram tratados como condenados sentenciados ao trabalho duro:

“Com pás e picaretas eles [os seres humanos] construiram os templos. Eles construiram os grandes bancos dos canais. Para a comida para os povos e o sustento dos deuses.”

Como bestas de carga os humanos eram tratados brutalmente pelos seus senhores extraterrestres. Os tabletes de argila contam vasta e catastrófica crueldade perpetrada pelos Tutores contra seus serventes humanos. Medidas a sangue frio de controle de população eram realizadas frequentemente:

“Ainda não haviam se passado 1.200 anos quando a terra se estendeu e as pessoas se multiplicaram. A terra estava rugindo como um touro, o deus cabra perturbado com a baderna deles. ENLIL [ o meio-irmão e rival de EA] ouviu o barulho deles e se dirigiu aos grandes deuses: “o barulho da humanidade tem se tornado intenso demais para mim, com a baderna deles eu sou privado de dormir. Corte os suprimentos das pessoas. Deixe haver uma escassez de vida vegetal para satisfazer a fome deles. ADAD [um outro deus tutelar] deve retirar sua chuva, e abaixo, a inundação [a inundação regular da terra que a torna fértil] não deve vir do abismo. Deixe o vento soprar e despir o solo. Deixe as nuvens se espessarem, mas não liberarem o orvalho. Deixe que os campos diminuam suas colheitas. Não deve haver alegria entre eles.”

Estas linhas sugerem que ENLIL viveu mais de 1200 anos. Uma longevidade similar é atribuída a EA e outros regentes tutores. Muitas pessoas acham difícil acreditar que qualquer criatura, incluindo um extraterrestre, possa viver tanto tempo.

A surpreendente longevidade atribuida aos governantes tutores pode talvez ser explicada pelas crenças espirituais sumérias. Os sumérios acreditavam que a ‘personalidade’ [o ser espiritual] sobrevive à morte do corpo físico e que é possível identificar a ‘personalidade’ depois que ela tenha abandonado um corpo e tomado outro [do mesmo modo que podemos identificar um motorista que sai de um automóvel e entra em outro].

Uma ‘personalidade’ portanto pode manter a mesma posição social ou política corpo após corpo, tão longo uma ‘personalidade’ possa ser identificada. Quando os sumérios dão aos tutores uma longividade extensa, eles não estavam necessariamente sugerindo que um único corpo do tutor sobreviveu por séculos; em muitos casos eles parecem ter estado dizendo que uma ‘personalidade’ tutora manteve uma posição política por um longo tempo, até mesmo embora isto possa ter sido feito por meio de uma sucessão de corpos.

Um tablete assírio acrescenta:

“Comande o que lá será uma praga. Deixe NAMTAR diminuir o barulho deles. Deixe que a doença, a praga e a pestilência os exploda como um tornado. Eles comandaram e houve uma praga e NAMTAR diminuiu seu barulho. A doença a praga e a pestilência os atingiu como um tornado.”

Os tabletes descrevem condições pavorosas nas quais os suprimentos de alimentos eram cortados, nas quais as doenças eram colocadas sobre as pessoas que atingiam os úteros e restringiam os nascimentos e na qual a inanição se tornou tão rampante que os seres humanos foram forçados a recorrerem ao canibalismo. Doenças menores, tais como uma que se parece com a gripe, estavam também visitando o Homo sapiens, sugerindo que os ‘deuses’ tutores entendiam e se engajavam na guerra biológica.

Quando este genocídio não produziu uma queda suficiente na população humana, os tutores tomaram esta responsabilidade. Eventualmente, foi tomada uma grande decisão de destruir inteiramente a raça humana com uma grande inundação [o dilúvio].

Muitos arqueologistas hoje acreditam que houve uma inundação cataclísmica no Oriente Médio milhares de anos atrás. Uma descrição desta ‘grande inundação’ é encontrada no ‘Épico de Gilgamesh’, de origem babilônica, que antecede a Bíblia.

Segundo o Épico, um babilonio chamado Utnapishtim foi abordado pelo Príncipe EA, que se opunha a decisão de destruir a sua criação, o Homo sapiens. EA disse a Utnapishtim que os outros ‘deuses’ planejavam causar um dilúvio para dizimar a raça humana. EA, que é descrito em outros escritos como um mestre marinheiro e construtor de navios, deu instruções a Utnapishtim sobre como construir um barco que sobrevivesse ao dilúvio. Utnapishtim seguiu as instruções de EA e, com a ajuda de amigos, completou o vaso antes da inundação começar. Utnapishtim então carregou seu barco com seu ouro, família e gado, juntamente com artesãos e animais selvagens e partir para o mar.

Os tabletes assírios e babilonios relatam que exatamente antes da enchente chegar a terra, os tutores a queimaram em chamas. Então eles inundaram a região ao causar uma longa tempestade e ao quebrar os intrincados sistemas de represas e diques que tinham sido construídos na Mesopotamia para controlar a inundação errática dos rios Tigre e Eufrates.

O Épico de Gilgamesh relata que Utnapishtim e sua tripulação sobrevivream ao cataclima. Quando tudo estava acabado, eles buscaram por terra seca ao libertar uma série de três pássaros; se o pássaro não voltasse para o barco, Utnapishtim saberia que ele tinha encontrado terra seca na vizinhança na qual ficar.

Uma vez em solo sólido, Utnapishtim se reuniu com vários Tutores que retornavam do céu. Ao invés de destruir os sobreviventes, prevaleceu um grau de leniência e os Tutores transportaram os humanos sobreviventes a uma outra região para viverem.

A história de Utnapishtim deveria soar um sinal a todo mundo que é familiarizado com a história bíblica de Noé e da Arca. Isto é porque a história de Noé, como muitas outras histórias no Velho Testamento, é retirada de escritos mesopotamios mais antigos. Os autores bíblicos simplesmente alteraram os nomes e mudaram os muitos ‘deuses’ dos escritos originais para um ‘deus’ ou ‘senhor’ da religião hebraica. A última mudança foi desafortunada porque causou que um Ser Supremo fosse culpado dos atos brutais que os escritores anteriores haviam atribuido aos Tutores como ‘deuses’.

Os escritos mais antigos mesopotamios nos dão a famosa história do Velho Testamento: a história de Adão e Eva. A narrativa de Adão e Eva também é derivada de fontes anteriores da Mesopotamia que descreveream a vida sob os ‘deuses tutores’. O ‘deus’ ou ‘senhor deus’ da história de Adão e Eva da Bíblia pode então ser traduzida por meio dos governantes tutores da Terra. A história de Adão e Eva é única no que é inteiramente simbólica, e através de seus símbolos fornece uma narrativa intrigante da história humana inicial.

Segundo a Bíblia, Adão, que simboliza o primeiro homem, foi criado por um ‘deus’ a partir do ‘pó da terra’. Esta idéia reflete a crença mais antiga mesopotamia que o Homo sapiens foi parcialmente criado de ‘argila’. A mulher de Adão, Eva, também foi criada artificialmente. Eles ambos viviam em um abundante paraíso conhecido como Jardim do Éden. As versões modernas da Bíblia localizam o Jardim do Éden na região do Tigre-Eufrates da Mesopotamia.

O Velho Testamento nos conta que Adão [o primeiro homem] estava destinado a ser um servente. Sua função era cultivar o solo e cuidar dos luxuriantes jardins e plantações de propriedade de seu ‘deus’. Tanto quanto Adão e Eva aceitassem o status deles de serventes e obedecessem seus mestres sempre presentes, todas as suas necessidades físicas seriam atendidas e eles teriam permissão a se manterem no paraíso indefinidamente. Havia, contudo, um pecado imperdoável que eles nunca podiam cometer. Eles nunca deviam buscar certos tipos de conhecimento. Estas formas proibidas de conhecimento são simbolizadas na história das duas árvores: a ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’ e a ‘árvore da vida’. A primeira árvore simboliza um entendimento de ética e de justiça. A segunda árvore simboliza o conhecimento de como conquistar e reter uma identidade e imortalidade espiritual.

Adão e Eva obedeciam os mandamentos de seus mestres e viviam em benção material até que outra parte entrasse em cena. A parte interventora foi simbolizada na história como uma cobra. A serpente convenceu Eva a partilhar do fruto da ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’. Eva seguiu a sugestão da serpente, como o fez Adão. O ‘deus’ [isto é, a liderança tutelar] imediatamente se tornou alarmada:

“E o ‘senhor deus’ disse. Olhe, o homem tem se tornado um de nós, conhecendo o bem e o mal: e agora, que tal se ele leva adiante sua mão e toma também fa árvore da vida  come, e vive para sempre? ” – GENESIS 3:22

Este fruto geralmente é retratado como uma maçã, mas isto é uma invenção dos artistas posteriores. A própria Bíblia não menciona uma fruta específica porque o ‘fruto’ era somente um símbolo para representar o conhecimento.

A passagem acima revela uma verdade importante ecoada por muitas religiões. Um verdadeiro entendimento da ética, da integridade e da justiça é um pré-requisito para conquistar a liberdade espiritual e a imortalidade. Sem uma fundação na ética, a recuperação espiritual plena se torna nada mais do que um sonho de fantasia.

Os Tutores claramente não queriam que a humanidade começasse a viajar na estrada da recuperação espiritual. A razão é óbvia. A sociedade dos tutores queria escravos. É difícil fazer o cativeiro de pessoas que mantém a sua integridade e o seu senso de ética. Isto se torna impossível quando estes mesmos indivíduos são intimidados por ameaças físicas devido a uma garra enfraquecida da imortalidade física deles. Mais importantemente, se os seres espirituais não podem mais ser aprisionados nos corpos físicos, mas ao invés usa-los e abandona-los à vontade, não haveria seres espirituais disponíveis para os corpos escravos animados.

Como recordamos, os tabletes sumérios revelaram a intenção tutelar de permanentemente anexar seres espirituais aos corpos humanos. A primeira tentativa do homem de escapar desta ligação espiritual ao ‘comer’ das árvores bíblicas portanto tinha que ser detida… e rápido!

“Portanto o Senhor Deus o enviou [Adão] para fora do jardim do Éden, para cultivar a terra da qual ele havia sido retirado. Assim ele expulsou o homem; e ele colocou a leste do jardim do Éden os querubins [anjos] e uma espada flamejante que se virava em todas as direções, para escudar o caminho [evitar o acesso ] à arvore da Vida.” – GENESIS 3:23-24

A ‘espada flamejante’ simboliza as medidas sem lógica que os Tutores tomaram para assegurar que o genuino conhecimento espiritual nunca se tornasse disponível para a raça humana.

Para evitar o acesso posterior a um tal conhecimento, o Homo sapiens foi condenado a um destino adicional:

“E a Adão, ele [deus] disse, ‘porque você ouviu os pedidos de sua mulher e comeu da árvore que eu lhe proibi, dizendo, “você não deve partilhar isso”: amaldiçoado é o solo para você, em sofrimento você comerá sua colheita por todos os dias de sua vida: espinhos, também, e cardos serão trazidos a você; quando você comer as plantas de seu campo; pelo suor de sua face você comerá o pão, até que você retorne ao pó; de onde você foi tirado: do pó você veio e ao pó voltará.” – GENESIS 3:17-19

Este foi um meio altamente eficaz de lidar com o ‘pecado original’ de Adão e Eva. A passagem acima indica que os governantes tutelares pretendiam fazer com que os humanos vivessem suas vidas inteiras e morressem sem até mesmo elevar-se acima do nível da árdua existência material. Isto deixaria aos humanos pouco tempo para buscar o entendimento  que eles precisavam para se tornarem espiritualmente livres.

Uma má interpretação comum da história de Adão e Eva é que o ‘pecado original’ tenha algo a ver com sexo e nudez. Esta confusão vem da parte da história na qual Adão e Eva comem da ‘árvore do conheciento do bem e do mal’ e imediatamente se tornaram envergonhados de sua nudez. Contudo, não era a nudez que os envergonhava. Adão e Eva estavam envergonhados pelo que representava a nudez deles. Os antigos registros mesopotamicos apresentam seres humanos totalmente nus quando realizavam tarefas para seus mestres tutores. O tutores, por outro lado, eram apresentados completamente vestidos. A implicação é que Adão e Eva se sentiram degradados por sua nudez porque ela era um sinal da escravidão deles, não porque estar nu por si só seja mal.”

Como temos visto, os humanos iniciais eram relatados serem uma dor de cabeça constante para seus mestres tutores. As criaturas escravas não apenas desobedeciam seus governantes, elas frequentemente se reuniam e se rebelavam. Isto tornou a unidade humana indesejável para os governantes tutores da Terra e então, eram melhor que os humanos fossem desunidos. Um dos meios no qual o problema da unidade humana foi resolvido é descrito na história bíblica da Torre de Babel, uma história que também tem suas raízes nos escritos iniciais mesopotamicos.

Segundo a Bíblia, isto é o que aconteceu depois do Dilúvio;

“E a Terra inteira falava uma só lingua e usava as mesmas palavras. E na medida em que o tempo passsava, eles migraram para leste, que eles encontraram uma planície na terra de Sh’nar [Babilonia: uma região na Mesopotamia] e se estabeleceram lá. E eles disseram, “vamos, vamos nós mesmos construir a cidade e a torre, cujo topo alcançará os céus; e vamos fazer um nome para nós mesmos, caso contrário seremos espalhados pela face da terra.”  E o Senhor veio para ver a cidade e a torre, que os homens estavam construindo.
E o Senhor disse, Olhe, as pessoas estão unidas e eles tem uma só lingua; e isto eles começam a fazer; e agora nada os impedirá de fazer o que tem em mente. Vamos, vomos descer e lá confundir a linguagem deles de forma que um não possa entender a fala de outro. Assim o senhor os espalhou por toda a face da Terra e eles pararam de construir a cidade. Portanto seu nome é Babel: por causa do que o Senhor lá confundiu a linguagem da terra inteira e de lá o senhor os espalhou por toda a Terra” –   GENESIS 11:1-9

No livro “12o Planeta”,  Mr. Sitchin oferece uma análise intrigante da história da Torre de Babel. Segundo a pesquisa dele, a palavra ‘nome’ na passagem acima ['vamos fazer um nome para nós'] era uma tradução da antiga palavra ‘shem’. A tradução da bíblia de shem pode estar errada, diz Mr. Sitchin, porque shem vem da palavra raiz shamah, que significa “aquele que está desviado para o alto” . Os antigos shems são monumentos obeliscos que eram tão prevalentes em muitas sociedades antigas. Estes shems, ou obeliscos, foram copiados dos veículos em forma de foguete nos quais os antigos deuses tutelares eram ditos voarem. Mr. Sitchin portanto acredita que a palavra shem nos textos Mesopotamios devem ser traduzidos como ‘veículo celestial’, significando foguete.

Quando esta tradução é colocada na passagem bíblica acima, descobrimos que os antigos babilonios não estavam tentando fazer um nome [isto é, uma reputação] para eles mesmos; eles estavam tentando fazer um veículo celestial ou foguete! A implicação é que eles queriam igualar o poder tecnológico de seus odiados mestres tutelares e portanto pôr um fim em sua escravidão. A própria torre pode ter sido pretendida como uma plataforma de lançmento para o foguete humano.

Se a análise provocativa de Mr. Sitchin está correta, deveriamos entender melhor porque as entidades tutelares se tornaram tão alarmadas pela Torre de Babel e sentiram uma tal necessidade compelente de completamente desunir a raça humana.

As história e lendas antigas de outras partes do mundo indiretamente apoiam a história da Torre de Babel. O povo japonês, os esquimós do Alasca, os sul-americanos e os egípcios devem ter tradições afirmando que seus antepassados iniciais tinham sido ou transportados por deuses de aparência de tipo humano para onde os descendentes modernos vivem hoje, ou que estes ‘deuses’ tinham sido a fonte de sua linguagem ou escrita.

Pode ser difícil de aceitar as declarações bíblicas e mesopotamicas de que a antiga sociedade humana tinha sido partida a milhares de anos atrás em um esforço ‘dividir para conquistar’ por extraterrestres voadores, até mesmo embora a técnica de ‘dividir para conquistar’ é frequentemente usada por líderes militares e políticos na Terra durante tempos de guerra. Interessantemente, o uso desta técnica foi advogado a um certo número de anos atrás por um distinto professor de Yale se a Terra deva colonizar outros planetas. O bom professor sugeriu que a Terra poderia controlar um outro planeta habitado ao jogar um grupo nativo contra outro.

Se compararmos as idéias antigas e modernas sobre como a humanidade veio a existir, descobrimos duas versões diferentes. A versão antiga é que uma sociedade extraterrestre veio a possuir a Terra e deveria explorar os recursos do planeta. Para tornar mais fácil a exploração, uma raça trabalhadora foi criada: Homo sapiens. Os humanos eram tratados como um rebanho e eram frequentemente assassinados quando se tornavam numerosos demais ou problemáticos. Para preservar o Homo sapiens como uma raça escrava e para evitar uma futura rebelião, o conhecimento espiritual foi reprimido, os seres humanos foram espalhados geograficamente em diferentes grupos linguísticos e as condições foram criadas para tornar a sobrevivência física na Terra em um trabalho diário todo consumidor do nascimento até a morte.

Este arranjo era para ser mantido indefinidamente tão longe a sociedade tutelar possuisse a Terra. Em contraste, a opinião moderna é que os seres humanos tinham evoluído acidentalmente de ‘matéria estelar’ em lodo, em peixes, em macacos e finalmente em pessoas. A opinião moderna parece mais fantasiosa do que a antiga.

Na história de Adão e Eva notamos o aparecimento de uma cobra. A serpente é dita ser inimiga de ‘deus’, Satã, que tem literalmente se transformado em um réptil. A Bíblia sugere que as serpentes são temidas  e desprezadas hoje por causa da alegada transformação de Satã no Jardim do Éden. Contudo, deve ser lembrado que a história bíblica de Adão e Eva é inteiramente simbólica. A serpente, também, era um símbolo, não era um réptil real.

Para determinar o que representava a cobra bíblica, devemos mais uma vez voltar as fontes mais velhas e pré-bíblicas. Quando fazemos assim, descobrimos que o símbolo da serpente tinha dois significados muito importantes no mundo antigo: ele era associado com o ‘deus tutelar’ EA, o reputado criador e benfeitor da humanidade e também representava uma organização influente com a qual EA estava associado.

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A Irmandade da Serpente

De todos os animais referenciados nas antigas sociedades humanas, nenhum era tão proeminente ou tão importante quanto a serpente. A serpente era o logo de um grupo que tinha se tornado muito influente nas sociedades humanas iniciais de ambos os hemisférios. Este grupo era uma fraternidade disciplinada dedicada a disseminação de conhecimento espiritual e de obtenção da liberdade espiritual. Esta Fraternidade da Serpente [que frequentemente é chamada apenas de A Fraternidade] se opunha a escravização de seres espirituais e, segundo aos escritos egípcios, pretendia libertar a raça humana da ligadura tutelar. [porque os ensinamentos da Fraternidade incluiam a cura física por meios espirituais, a cobra também veio a simbolizar a cura física. Hoje a cobra é apresentada no logo a Associação Americana de Medicina].

A Fraternidade também partilhava conhecimento científico e encorajava a alta estética que existia em muitas antigas sociedades. Por estas e outras razões, a cobra tinha se tornado um simbolo venerado para os humanos e, segundo textos egípcios e bíblicos, um objeto do ódio tutelar. Quando olhamos para descobrir quem fundou a Fraternidade, os textos mesopotamios apotam diretamente para o deus’, Príncipe EA. Os antigos tabletes mesopotamios relatam que EA e seu pai, ANU, possuiam um profundo conhecimento ético e espiritual. Este foi o mesmo conhecimento que mais tarde foi simbolizado com árvores na história bíblica de Adão e Eva.

De fato, o símbolo bíblico da árvore veio de trabalhos mesopotamios pré bíblicos, tais como um mostrando uma cobra enrolada ao redor do tronco de uma árvore, idêntico as representações posteriores da cobra no Éden. Da árvore na representação mesopotamica se penduram dois frutos. O da direita da árvore é o símbolo de meia lua de EA; o da esquerda é o símbolo de planeta de ANU. O desenho indica que EA e ANU estavam associados com a cobra e seus ensinamentos. Esta ligação é confirmada por outros textos mesopotamios que descrevem o palácio de ANU no céu como sendo guardado por um Deus da Árvore da Verdade e um Deus da Árvore da Vida.

Em um caso, EA relatadamente enviou um humano para ser educado no próprio conhecimento:

ADAPA [o nome de um homem inicial], você deve ir diante de ANU, o Rei; A estrada do céu você tomará. Quando tiver ascendido ao céu e se aproximar do portão de ANU, o ‘Sustentador da Vida’ e o ‘Desenvolvedor da Verdade” no portão estarão de pé.

Nós portanto descobrimos que EA designado como o reputado culpado que tentou ensinar ao homem inicial [Adão] o caminho para a liberdade espiritual. Isto sugere que EA pretendia que sua criação, o Homo sapiens, ser apropriado para o trabalho na Terra, mas em algum ponto ele mudou de idéia sobre sua escravidão espiritual como isto significa até hoje. Se EA é uma verdadeira personalidade histórica como os sumérios afirmaram, então ele foi o provável líder da Fraternidade e seu fundador na Terra. A Fraternidade pode ter adotado a cobra como seu logo porque o primeiro lar de EA na Terra foi dito ter sido construído em uma terra pantanosa infestada de serpentes que EA chamou de Pântano da Serpente. Uma outra explicação possível para o logo da cobra é oferecida por Mr. Sitchin que diz que a palavra bíblica para ‘cobra’ é nahash, que vem da palavra raiz NHSH, significando “decifrar, descobrir”.

A despeito de suas relatadas boas intenções, o legendário EA e a Fraternidade inicial claramente falharam em libertar a raça humana. Os antigos textos mesopotamios, egípcios e bíblicos relatam que a ‘cobra’ foi rapidamente derrotada por outras facções tutelares. A Bíblia nos informa que a serpente no Jardim do Éden foi dominada antes que fosse capaz de completar sua missão e dar a Adão e Eva o ‘fruto da segunda árvore’ [a árvore da Vida]. EA [que também era simbolizado como uma serpente] foi banido da Terra e foi extensamente vilanizado por seus oponentes para assegurar que ele nunca novamente assegurasse um acompanhamento disseminado entre os seres humanos.

O título de EA foi mudado de Príncipe da Terra para Príncipe das Trevas. Ele foi rotulado por outros epítetos horrendos: Satã, o Diabo. O Mal Encarnado, Monarca do Inferno, Senhor dos Vermes, Príncipe dos Mentirosos e mais. Ele foi retratado como o inimigo mortal do Ser Supremo e como Senhor do Inferno. As pessoas foram ensinadas que suas únicas intenções eram escravizar espiritualmente todo mundo e que tudo de ruim na Terra era causado por ele. Os humanos foram encorajados a detecta-lo em tudo de suas vidas futuras [encarnações] e destrui-lo e a sua criação onde quer que ele fosse descoberto.

Todas as crenças e práticas nomeadas de seus vários apelos [Satanismo, Veneração do Diabo etc] foram feitas tão horríveis e degradantes que nenhuma pessoa de pensamento correto teria [ou deveria ter] algo a ver com elas. Ele e seus seguidores eram a ser vistos pelos seres humanos como nada mais além do máximo desprezo.

Isto não é o mesmo que dizer que EA era retratado pelos sumérios como um santo. Ele não era. Ele era descrito nos textos sumérios com distintas falhas de caráter. Se EA fosse uma pessoa real, então ele parece ter sido um gênio que podia obter as coisas feitas, mas que frequentemente era descuidado sobre prever as consequências de como ele ia realizar suas metas. Ao engenheirar uma raça trabalhadora  (Homo sapiens), EA se feriu dando aos seus inimigos uma ferramenta poderosa de repressão espiritual. EA então parece ter composto o erro estúpido ao fundar e/ou dar poder a inicial Fraternidade da Serpente que, depois de sua relatada derrota, continuou a permanecer uma força poderosa nos assuntos humanos, mas sob o domínio das próprias facções tutelares que EA e a original Fraternidade era dito terem se oposto.

A história indica que a Fraternidade foi transformada por seus novos ‘deuses tutelares’ em uma arma assustadora de repressão espiritual e de traição, a despeito dos esforços de muitos humanitários sinceros de realizarem a verdadeira reforma espiritual pelos canais da Fraternidade por todo o tempo até hoje. Ao relatadamente criar uma raça trabalhadora e a Fraternidade da Serpente, o ‘deus’ EA tinha ajudado a construir uma armadilha para bilhões de seres espirituais na Terra.

Como devemos agora cuidadosamente começar a documentar, a Fraternidade da Serpente tem sido o instrumento mundial mais eficaz para preservar o status da humanidade como uma criatura espiritualmente ignorante e de sofrimento através de toda a história. Durante todo este tempo, e continuando até hoje, a Fraternidade e sua rede de organizações tem permanecido intimamente ligadas ao fenômeno UFO. Esta corrupção da Fraternidade, e o efeito completo que ela tenha sobre a sociedade humana, já estava aparente no ano de 2.000 AC no antigo Egito; a próxima parada de nossa viagem.

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Os Construtores de Pirâmides

Talvez as relíquias mais impressionantes e mais controvertidas que vem dos tempos antigos sejam as pirâmides do Egito. Os restos de ao menos setenta ou oitenta destas estruturas estão espalhadas ao longo da região superior do Nilo como lembretes silenciosos de uma civilização que uma vez foi poderosa.

A pirâmide egípcia maior e mais famosa é a pirâmide de Keops [a Grande Pirâmide]. Ela permanece hoje, juntamente com várias outras, em um elevado platô de Gizé, Egito. Ela tem aproximadamente 500 pés de altura e cobre 13 acres de terra em sua base. Construida de pedras pesando umas 2.5 toneladas cada uma, a inteira estrutura é estimada pesar 5.273.834 toneladas.

Uma caraterística que faz da Grande Pirâmide uma das Sete Maravilhas o Mundo Antigo é a precisão de sua construção. As pedras da pirâmide eram cortadas tão perfeitamente que uma folha de papel não pode ser inserida entre os blocos em muitos lugares. Esta precisão, acoplada com o enorme volume da estrutura, ajuda a responder pela longa vida e durabilidade da pirâmide. A pirâmide foi construida para durar.

Talvez o maior mistério que cerca a Grande Pirâmide seja o seu propósito. A maioria das pirâmides são pensadas terem sido tumbas cerimoniais. A história nos conta que a Grande Pirâmide era empregada para outros propósitos, também. Por exemplo, algumas de suas câmaras internas tem sido usadas para ritos relgiosos e místicos. Ainda que um terceiro uso infinitamente mais prático possam também ser encontrado: a Grande Pirâmide é um excelente marcador para navegação aérea.

Os quatro lados da Grande Pirâmide precisamente encaram os quato pontos da bússola: norte, sul, leste e oeste. Os lados são direcionados tão precisamente que o desvio mais amplo é de apenas 1/12 de grau no lado leste. Além disso, a Grande Pirâmide é situada a menos de 5 milhas ao sul do 13o. paralelo norte. A Grande Pirâmide portanto pode ser usada como um ponto de referência para secionar o inteiro planeta em uma grade tridimensional de ângulos de 30-, 60-, e 90 graus com o Polo Norte, Polo Sul, Equador e o centro da Terra como pontos de referência. Esta característica é especialmente útil porque a Grande Pirâmide é localizada no centro de massas de terra da Terra. Conhecendo apenas as dimensões da Terra e tendo um método de calcular quão longe alguém tenha viajado, pode-se muito eficazmente navegar, especialmente por ar, da Grande Pirâmide a qualquer ponto da Terra usando as grades de 30-60-90 graus e a bússola indicados pela pirâmide.

O único desvio vem do fato de que a Terra não é uma esfera perfeita, mas ligeiramente achatada nos polos e alargada no Equador. Contudo, este desvio é tão ligeiro, totalizando apenas 26.7 milhas (.0003367 ou a fração 1/298), que é facilmente compensado. Interessantemente, quando a Grande Pirâmide foi construída, era até mesmo um marcador de navegaçao aérea mais valioso do que é hoje porque ela tinha sido encoberta com uma fina camada de pedra calcárea branca.

Os blocos de pedra calcárea foram gravados tão precisamente que a pirâmide à distância parecia como se tivesse sido entalhada em uma única rocha. A pedra calcárea refletia o sol, tornando a pirâmide visível  de uma distância muito maior.

As características únicas da Pirâmide de Gizé levantam questões interessantes sobre estes monumentos. Já que eles serviam a uma função de navegação aérea tão bem, eles foram construídos – ao menos parciallmente -, para este propósito?  Se eles foram, quem possivelmente poderia ter um uso para eles em 2.000 AC?  Uma pista possível para este enigma pode estar na Lua.

Em 22 de novembro de 1966, o Washington Post apresentou uma manchete de primeira página proclamando:

“Seis misteriosas sombras estatuescas fotografadas na Lua pelo Orbitador”

A história do Post, que mais tarde foi captada pelo Los Angeles Times, descreveu uma fotografia lunar tirada dois dias antes pela sonda espacial americana Orbiter 2 quando ela passava a 20 ou 30 milhas acima da superfície da Lua.

A fotografia parece revelar seis pináculos arranjados em um padrão propositadamente geométrico dentro de uma pequena porção do Mar da Tranquilidade. A forma pontiaguda das sombras dos objetos lunares indicam que eles eram todos em forma de cone ou de pirâmide. Embora a divulgação de imprensa da NASA não mencionasse nada não usual sobre a fotografia, outras pessoas acharam a fotografia notável.

Dr. William Blair do Instituto de Biotecnologia Boeing afirmou:

“Se as cúspides [as formas pontiagudas em forma de cone] realmente foram o resultado de algum evento geofísico, seria natural esperar ve-las distribuidas aleatoriamente. Como um resultado, a triangulação seria um escaleno [três lados desiguais] ou irregular, enquanto que estas concernentes ao objeto lunar levam a um sistema basilar, com coordenadas x, y, z no ângulo reto, seis triângulos isóceles e dois eixos consistindo em três pontos cada”.

A maior parte da pedra calcárea já não existe mais. Exceto por uns poucos blocos encontrados na base da Grande Pirâmide, o revestimento de pedra calcárea tem sido escavado das pirâmides começando no primeiro milênio DC.

Na revista Argosy, o engenheiro espacial soviético Alexander Abromov deu um passo adiante ao afirmar:

“A distribuição destes objetos lunares é similar ao plano das pirâmides egípcias construídas pelos Faraós Keops, Kefren e Menkaura em Gizé, perto do Cairo. Os centros das espículas desta ‘abaka’ lunar [o arranjo das pirâmides] estão arranjados em precisamente o mesmo modo dos ápices [pontas] das três Grandes Pirâmides.”

Assumindo que os Drs. Blair e Abromov não tenham de forma grave calculado mal, parece que algumas pirâmides da Terra podem ser parte de um sistema permanente de marcação que se estende a mais de um planeta de nosso sistema solar. O sistema pode ter se estendido a Marte. Objetos como pirâmides tem sido fotografados na superfície de Marte. As imagens tomadas pela missão americana Viking em 1976 mostram a região marciana de Cidonia contendo objetos possivelmente como pirâmides e o que parece ser uma enorme face esculpida próxima encarando o céu.

É fácil argumentar que as pirâmides marcianas e a face sejam formações naturais não diferentes de algumas encontradas na Terra; contudo, uma, e possivelmente duas, outras ‘faces’ tem sido descobertas em outros lugares de Marte com caracteristicas surpreendentemente similares, tais como o ‘capacete’, fenda na bochecha e identação acima do olho direito. [para uma interessante avaliação científica  dos objetos marcianos, recomendo "Unusual Martian Surface Features" de Vincent DiPietro, Greg Molenaar e John Brandenburg. Ele é publicado por Mars Research.]

Talvez igualmente interessante seja o fato que uma pirâmide em Cidonia tem um lado apontando para o norte na direção do eixo de giro marciano. Há chance deste alinhamento ser um acaso ou há uma ligação entre a Grande Pirâmide de Gizé que também é alinhada segunda as precisas direções da bússola?

É de fato possível que os objetos na Lua e em Marte provarão ser apenas formações rochosas. As fotografias disponíveis parecem inadequadas para estabelecer as formações como artificiais. Se elas são artificiais, está claro das fotografias que elas sido submetidas a um bom grau de erosão.

Somente uma olhada mais próxima das futuras missões a Lua e Marte resolverão a controvérsia. Os objetos certamente valem uma investigação mais próxima porque a Lua tem hospedado o fenômeno UFO por séculos, inclusive dentro do Mar da Tranquilidade.

Até mesmo se os objetos lunares e marcianos se provem ser formações naturais, isto não mudaria a natureza claramente artificial das pirâmides do Egito. Mas de quem os egípios antigos dizem que eles estavam construindo suas estruturas magnificentes?

Como os antigos mesopotamios, os antigos egípcios iniciais afirmarm estar vivendo sob o governo de deuses extraterrestres de aparência humana. Os egípcios escreveram que seus ‘deuses’ viajavam nos céus em ‘barcos’ voadores. [estes 'barcos' foram mais tarde mitologizados para explicar o movimento do sol]. Os ‘deuses’ do período inicial do Egito eram ditos serem literais criaturas de carne e sangue com as mesmas necessidades de alimentos e abrigo que os seres humanos. Casas reais haviam sido construídas para eles. Estas casas eram mobiliadas com serventes humanos que mais tarde se tornaram os primeiros sacerdotes do Egito. Segundo o renomado historiador James Henry Breasted, os primeiros serventes dos ‘deuses’ eram homens leigos que realizavam seus deveres sem cerimonia ou ritual. Seus trabalhos consistiam simplesmente em prover os deuses de,

“. . . estas coisas que compõem as necesidades e luxos da riqueza e escalão do Egito naquele tempo: muita comida e bebida, boa roupa, música e dança.”

Muitas pessoas identificam a antiga religião egípcia com a adoração de animais. Este tipo de veneração era desconhecida durante o período inicial da civilização egípcia.

Segundo o Professor Breasted:

Uma interessante compilação de não usual fenômenos lunares é descoberto no Relatório Técnico R-277 da NASA intitulado “Catálogo Cronológico de Eventos Lunares Relatados” de Barbara M. Middlehurst. Isto lista brevemente 579 avistamentos lunares não usuais considerados serem confiáveis começando no ano de 1540 e terminando em 1967.

“… o falcão, por exemplo, era um animal sagrado para o deus Sol, e como tal um falcão vivo pode ter lugar no templo, onde ele era alimentado e gentilmente tratado, como qualquer animal de estimação possa ser; mas ele não era venerado, nem era objeto de um ritual elaborado como mais tarde.”

Os registros dos antigos egípcios tem nos dado muitas pistas de que eles podem ter tido o uso de um permanente sistema de marcação para navegar vários planetas de nosso sistema solar: a sociedade tutelar. A primeira pirâmide do Egito foi projetada por Imhotep, Primeiro Ministro do Rei egípcio Zoser-Neterkhet. Imhotep foi dito ser o filho do mais importante ‘deus tutelar’ do Egito durante seus dias: Ptah. A história egípcia escrita depois do tempo de Imhotep acrescenta que Imhotep tinha recebido o projeto da pirâmide em um plano – que desceu a ele do céu ao norte de Menfis [uma cidade do antigo Egito].

A Grande Pirâmide de Gizé, foi construída por várias gerações mais tarde durante a Idade das Pirâmides, e foi construída segundo os métodos estabelecidos por Imhotep. Foi durante a Idade das Pirâmides, que começou por volta de 2.760 AC que a veneração de deuses de aparência humana alcançou sua altura; mais de 2.000 deuses existiam então. Foi para os seus ‘deuses’ que os egípcios tinham construído suas pirâmides mais importantes. As muitas pirâmides construidas depois dessas em Gizé são geralmente inferiores e são vistas como imitações.

Alguns teóricos acreditam que os ‘antigos astronautas’ do Egito tinham usado sua tecnologia da idade espacial para levantar as pedras e ajudar a construção das pirâmides de Gizé. Esta hipótese nem é certa e nem necessária para sustentar a teoria dos ‘antigos astronautas’. Os registros egípcios tendem a apoiar a idéia de que o trabalho humano tinha fornecido o músculo primário para a construção das pirâmides. Isto teria sido a manutenção da declaração mesopotamia de que o Homo sapiens tinha sido criado para ser uma fonte de trabalho para os ‘deuses tutelares’.

Dificilmente é surpreendente que os faraós e sacerdotes que agiam em benefício dos ‘deuses’ fossem frequentemente imensamente impopulares com o povo egípcio. O Velho Reino  (ca. 2685-2180 A.C.) foi seguido de um período de fraqueza e de desassossego. Até mesmo a Grande Pirâmide de Keops tem sido quebrada pelos infelizes egípcios.

Segundo o historiador Ahmed Fakhry:

“Os egípcios odiavam tanto os construtores das pirâmides que eles ameaçaram entrar nestas grandes tumbas e destruir as múmias dos reis.”

Um tal desprezo intenso certamente não é surpreendente. Em ordem de obter que as pirâmides fossem construídas, a sociedade egípcia era mais repressiva para fazer com que o trabalho humano operasse com a maior eficiência de um maquinário. As ocupações se tornaram rígidas e então era difícil mudar de um trabalho para outro. Os homens leigos cessaram de servir aos ‘deuses’ e um sacerdócio impenetrável foi então eregido. A felicidade pessoal e a obtenção eram sacrificadas em nome da produtividade no trabalho. O feudalismo havia chegado no Egito.

Enquanto os faraós estavam ocupados ajudando a fazer escravos de seus companheiros humanos, os ‘deuses’ estavam fazendo de tolos os faraós. Imhotep, reputadamente o filho do Deus Ptah, instituiu o conceito de faraós como Reis-Deuses. Este título elitista foi pouco apreciado pela maioria dos egípcios. Como Deus-Rei os faraós eram feitos pensar que eles foram elevados acima das multidões do sofrimento humano. Os faraós aprenderam que se cooperassem com os planos tutelares, eles escapariam do predicado humano ao se unirem aos deuses no céu.

Esta era apenas uma pegada.

Os faraós só teriam permissão a escapar da Terra depois que tivessem morrido! Foi ensinado aos faraós a tola idéia de que se eles tivessem seus corpos preservados depois da morte, os corpos seriam de novo trazidos à vida e eles poderiam se unir aos ‘deuses tutelares’ nos céus. Alguns faraós, como Keops, também enterraram grandes quantidades de barcos de madeira perto de suas tumbas. Segundo alguns eruditos, os faraós acreditavam que os barcos enterrados [barcos solares] seriam magicamente exumados e dotados do mesmo poder que fazia os barcos dos deuses voarem. Os faraós acreditavam que eles poderiam escapar depois da morte em seus barcos de madeira magicamente energizados para a casa dos deuses nos céus.

Embora as técnicas de preservação egípcia fossem muito boas, está claro que a mente dos faraós estava cheia de falta de lógica. Os barcos amadeirados solares nunca voaram. Poucos, se algum, dos corpos mumificados dos grandes Deuses-Reis alcançaram os céus. Ao invés, muitas múmias tem se tornado um museu macabro de curiosidades para a titilação de multidões humanas das quais os faraós tão fervorosamente esperavam escapar. Outras múmias sofreram até mesmo um destino mais humilhante: elas foram desenterradas e usadas como um ingrediente em remédios. Múmias pulverizadas também se tornaram aditivos de pintura por causa dos preservativos utilizados no processo de mumificação.

O enigma é porque os faraós acreditaram na piada cruel que tinha sido perpetrada contra eles. Alguns historiadores sugerem que a mumificação foi uma tentativa de imitar o ciclo de vida da borboleta. Outros acreditam que os faraós queriam manter sua riqueza e posição nos próximos períodos de vida e portanto desejavam serem ressurretos nos mesmos corpos. Um escritor UFO tem sugerido que eles estavam tentando duplicar as técnicas de  preservação de corpos utilizadas pelos ‘deuses’ tecnologicamente avançados do Egito. Os antigs registros egípcios, contudo, revelam que até mesmo uma razão mais compelente porque os faraós se mumificavam: o conhecimento espiritual havia sido distorcido.

Os antigos egípcios acreditavam em uma ‘alma’ ou ‘servo’ como uma entidade completamente separada da ‘pessoa’ [significando corpo]. Os egípcios rotulavam uma de tais entidades espirituais de ‘ka’. Os egípcios acreditavam que o ‘ka’ e não o corpo, era uma das entidades espirituais que constituiam a verdadeira pessoa e que o próprio corpo não tinha personalidade ou inteligência sem uma entidade espiritual. Esta opinião geralmente iluminada recebeu uma falsa distorção, contudo. Os egípcios foram levados a acreditar que o bem espiritual do ‘ka’ depois da morte dependia de que o ‘ka’ mantivesse contacto com um corpo físico.

Segundo o historiador Fakhry:

“Os egípcios queriam que ‘ka’ deles fosse capaz de reconhecer seu corpo depois da morte e estar unido a ele; por esta razão eles sentiam ser muito importante terem seus corpos preservados. Isto é o porque os egípcios mumificavam seus corpos e aperfeiçoaram o embalsamamento.”

Os faraós deram mais um passo adiante. Mr. Fakhry explica:

“Os egípcios também fizeram estátuas e as colocaram e tumbas e templos para agirem como substitutos para o corpo se este perecesse.”

Estas práticas tiveram um impacto devastador no entendimento espiritual. Elas fizeram com que as pessoas erroneamente igualassem a inteireza espiritual com a anexação espiritual aos corpos humanos [ou substitutos do corpo]. Tais ensinamentos encorajaram os humanos a aceitarem a intenção tutelar de permanente unir seres espirituais aos corpos do Homo sapiens. Os poderosos motivos humanos para a integridade espiritual e a imortalidade foram distorcidas em uma busca obsessiva de corpos preservados. As filosofias do materialismo foram portanto hasteadas.

O materialismo, por uma de suas definições, é a super preocupação com coisas a nível material e o negligenciamento de aspectos importantes da existência ética e espiritual. Isto frequentemente leva a segunda definição do materialismo: a crença que tudo, incluindo o pensamento e a emoção, pode ser inteiramente explicado por movimentos e mudanças na matéria física. Embora os egípicios não tenham abraçado esta última definição como filosofia de vida, eles tinham ajudado a mover o mundo um passo nesta direção.

O descarrilhamento do conhecimento espiritual no Egito foi causado pela corrupção da Fraternidade da Serpente, a qual os faraós e sacerdotes pertenciam. Como mencionado anteriormente, depois de sua reportada derrota a milhares de anos atrás por seus inimigos tutelares, a Fraternidade continuou a permanecer dominante nos assuntos humanos, mas ao custo de se tornar um instrumento tutelar. Para entender como esta Fraternidade corrompida começou a distorcer a verdade espiritual e perpetuar a irracionalidade teológica, devemos inicialmente olhar os trabalhos internos iniciais da Fraternidade e seus métodos de ensinamento.

A Fraternidade original e não corrompida se engajava em um programa pragmático de educação espiritual. A abordagem da organização era científica, não era nem mística e nem cerimonial. O assunto do espírito era considerado ser tão conhecido quanto qualquer outra ciência. Parece que a Fraternidade possuia um corpo considerável de acurados dados espirituais mas não teve sucesso em desenvolver uma rota completa para a liberdade espiritual antes de sua derrota.

Os ensinamentos da Fraternidade eram arranjados como um processo passo a passo. Era exigido que um estudante completasse satisfatóriamente um nível antes de seguir para outro nível. Todos os alunos prestavam juramento de segredo no qual eles juravam nunca revelar os ensinamentos de um nível a qualquer pessoa que ainda não havia sido graduada naquele nível. Este estilo de instrução era destinado a assegurar que um estudante não tentasse prematuramente um feito espiritual difícil ou se tornasse sobrecarregado por informação de nível avançado antes de estar pronto para isto, do mesmo modo que ninguém leva um candidato a tirar carteira de motorista pelas traiçoeiras estradas de montanhas antes que o estudante com sucesso tenha navegado caminhos mais fáceis, mas crescentemente difíceis, as auto-estradas primeiro.

Partilhar o conhecimento espiritual deste modo será eficaz tão longe os níveis sejam abertos a todo mundo. Quando restrições arbitrárias ou encobertas são colocadas sobre quem pode ter acesso aos ensinamentos, por meio de super regulamentos, elitismo, ou estabelecimento de condições quase impossíveis para admissão, o sistema dos niveis confidenciais passo a passo mudam de um instrumento educacional em um instrumento de repressão espiritual. A Fraternidade realizou esta mudança.

Os ensinamentos da Fraternidade no antigo Egito foram organizados em uma instituição cohecida como ‘Escolas de Mistérios’. As Escolas forneciam aos faraós e aos sacerdotes a maioria de sua educação científica, moral e espiritual. Segundo o Dr. H. Spencer Lewis, fundador da Ordem Rosacruz em San Jose, Califórnia, o primeiro templo construido para uso pelas escolas de Mistérios foi erigido pelo faraó Keops [o rosacrucianismo é um dos sistemas místicos que se levantaram dos ensinamentos da Fraternidade. A Ordem Rosacruz do Dr. Lewis é chamada A Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz ("AMORC"). AMORC foi fundada nos anos iniciais de 1900. Hoje é melhor conhecida pelo popular Museu Egípcio que possui e opera em San Jose, California].

Há uma outra Rosacruz Americana em Quakertown, Pennsylvania. Ela é chamada de Fraternidade da Rosa Cruz ou Fraternidade Rosacruz na América. Ela não reconhece a AMORC como um corpo rosacruciano válido. Nas décadas de 1930 e 1940 R. Swinburne Clymer, Supremo Grão Mestre da Fraternidade Rosacruciana em Quakertown, publicou um número de escritos denunciando a AMORC. Dr. Clymer e Dr. Lewis cada um afirma que a sua organização é o verdadeiro sistema rosacruciano.

Neste livro, tenho utilizado a extensa pesquisa histórica de ambos, Dr. Clymer e Dr. Lewis. Quando eu cito um dele pelo nome como uma fonte de informação histórica, não estou tomando partido na controvérsia.

Dentro das paredes destes templos, o conhecimento espiritual sofreu uma deterioração que fez com que os faraós mumificassem seus corpos e enterrassem barcos de madeira. Segundo uma velha história egípcia os ensinamentos distorcidos das Escolas de Mistérios foram criados pelo ‘grande mestre’ RA, um importante ‘deus tutelar’.

As Escolas de mistério não apenas distorceram o conhecimento espiritual, elas grandemente restringiram o acesso público a qualquer verdade teológica que ainda sobrevivesse. Somente faraós, sacerdotes, e uns poucos outros eram considerados dignos de serem aceitos nas Escolas. Os iniciados eram exigidos a fazerem votos solenes de nunca revelar aos externos a ‘sabedoria secreta’ que eles aprendiam; os estudantes eram ameaçados com duras consequências se quebrassem o juramento. Estas restrições eram reportadamente estabelecidas para evitar o mal uso do conhecimento de alto nível por aqueles que poderiam degradar este conhecimento ou usa-lo nocivamente.

Conquanto esta seja uma razão legítima para manter salvaguardas, as restrições impostas às escolas de mistério foram muito além da simples segurança. Inteiros grupos sociais e ocupacionais tiveram sua afiliação negada. A vasta maioria da população humana não tinha esperança de entrar nas Escolas; seu acesso a qualquer conhecimento espiritual que houvesse sobrevivido era portanto severamente limitado. A ‘espada giratória’ bíblica que evitava o acesso à árvore do conhecimento foi posta em lugar por aqueles que dirigiam as Escolas de Mistério.

As Escolas de Mistério fizeram com que o conhecimento espiritual se evaporasse de um outro modo. As Escolas proibiam seus membros de fisicamente registrarem os ensinamentos mais avançados da Escola. Os iniciados eram exigidos de reter a informação oralmente. Não há meio mais rápido de perder o conhecimento do que proibir que ele seja escrito. Não importa quão sinceras e bem treinadas as pessoas possam ser, a tradição oral invariavelmente resulta em mudanças nas idéias sendo transmitidas. Com uma palavra substituída aqui e uma sentença omitida lá, a precisão semântica necessária para comunicar um exato principio científico será perdida. Este é um meio que uma ciência funcional pode rapidamente se degradar em uma superstição insustentável.

Na medida em que o tempo passava, a Fraternidade se tornou tão restritiva que ela excluiu a maioria de seus próprios sacerdotes egípcios da afiliação. Isto foi especialmente verdadeiro durante o reinado do rei Thutmose III, que governou 1200 anos depois de Keops. Thutmose III é melhor conhecido por suas aventuras militares que expandiram o império egípcio para seu maior tamanho. Segundo o Dr. Lewis, Thutmose III deu o passo final de transformar a Fraternidade em uma ordem completamente fechada. Ele estabeleceu regras e regulamentos que ainda até hoje são usados por algumas organizações da Fraternidade.

As mudanças na Fraternidade continuaram. Menos de cem anos depois do reinado de Thutmose III, seu descendente, o Rei Akhenaton (Amenhotep IV), passou o último ano de seus 28 anos de vida transformando os ensinamentos da Fraternidade em símbolos místicos. Os símbolos de Akhenaton eram intencionalmente destinados a serem incompreensiveis para todo mundo, exceto aqueles membros da Fraternidade que aprendiam os significados secretos daqueles símbolos. A Fraternidade ostensivamente criou este novo sistema de imagens visuais para ser uma uma linguagem universal de iluminação espiritual transcendendo as linguagens humanas e evitar o mal uso do conhecimento. Como fato real, a intenção era criar um código secreto destinado a tornar o conhecimento espiritual inalcansável para todo mundo exceto aqueles admitidos na crescentemente elitizada Fraternidade, e aparentemente eventualmente obliterar o conhecimento espiritual. A tradução dos dados espirituais em símbolos bizarros e incomprensíveis tem feito com que vejamos o espetáculo de pessoas honestas tentando descodificar símbolos deturpados em uma busca por verdades espirituais que podem, e devem ser, comunicadas na linguagem diária comprensível por todo mundo.

A despeito da sinceridade óbvia de Akhenaton, descobrimos que a transformação do conhecimento espiritual em um sistema de símbolos obscuros tem tido um impacto devastador sobre a sociedade humana. Como esta maneira de transmitir o conhecimento espiritual foi disseminada pelo mundo por membros da Fraternidade, todo o conhecimento de uma natureza espiritual se tornou mal identificado com símbolos bizarros e mistério.

Hoje esta má interpretação é tão forte que quase todos os estudos dos fenômenos do espírito e espirituais estão agregados em tais infelizes classificações como ‘ocultismo’, ‘espiritualismo’, e feitiçaria. A tentativa a milhares de anos atrás de manter o conhecimento espiritual fora das mãos dos ‘profanos’ tem quase que inteiramente destruído a credibilidade e a utilidade de tal conhecimento. O     simbolismo da Fraternidade foi uma outra peça da ‘espada giratória’ bíblica  bloqueando o acesso humano ao conhecimento espiritual. Tem sido deixado apenas confusão, ignorância e superstição que tem vindo a caracterizar tanto deste campo hoje.

Akhenaton presidiu um outro importante desenvolvimento na Fraternidade. Embora o jovem governante tivesse atuado pobremente como um líder político, ele obteve uma fama duradoura por seus esforços em pioneirar a causa do monoteismo, isto é, a veneração de um só ‘deus’. O monoteismo foi um ensinamento da Fraternidade e muitos historiadores citam Akhenaton como a primeira figura histórica importante a amplamente promulgar o conceito.

Para auxiliar a instituição do novo monoteísmo da Fraternidade, Akhenaton mudou a capital do Egito para a cidade de El Amarna. Ele também relocalizou o templo principal da Fraternidade lá. Quando a capital egípcia retornou para seu local original, a Fraternidade permaneceu em El Amarna. Isto sinalizou uma importante quebra entre o sacerdócio estabelecido do Egito, que resistiu ao monoteismo de Akhenaton, e a Fraternidade altamente exclusiva que não mais admitia sacerdotes em sua afiliação.

O antigo império egípcio eventualmente decaiu e desapareceu. A Fraternidade da Serpente viajou muito mais. Ela sobreviveu e se expandiu ao enviar para fora do Egito missionários e conquistadores que estabeleceram ramos e derivações da Fraternidade pelo mundo civilizado. Estes emissários da Fraternidade amplamente disseminaram a nova religião de ‘um deus’ da Fraternidade e eventualmente a tornou a teologia dominante pelo mundo.

Além de lançar a teologia de ‘um só deus’, a Fraternidade da Serpente criou muitos dos símbolos e regalias ainda utilizados por algumas importantes religiões monoteistas hoje. Por exemplo, o templo da Fraternidade em El Amarna foi construido na forma de uma cruz; um simbolo mais tarde adotado pela derivação mais famosa da Fraternidade: a cristandade. Aguns membros da Fraternidade no Egito usavam as mesmas vestimentas especiais com uma ‘corda no quadril’ e uma cobertura para a cabeça que mais tarde foi usada pelos monges cristãos. O sacerdote chefe do templo egípcio usava o mesmo tipo de vestimenta de mangas largas usadas hoje pelos clérigos e cantores de coros. O sacerdote chefe também raspava sua cabeça em uma pequena coroa no topo, um ato mais tarde adotado pelos frades cristãos.

Muitos teólogos cumprimentam o monoteismo como uma importante inovação religiosa. A veneração de um só deus espiritual é de fato um melhoramento sobre a idolatria de estátuas de pedra e deselegantes animais. Infelizmente, o monoteismo da Fraternidade ainda não representou um retorno a acurácia completa; esta simplesmente acrescentou distorções de seja qual for o conhecimento espiritual que tenha permanecido.

Baseado no que estamos chegando a saber sobre a natureza do ser espiritual, encontramos duas falsas distorções que parecem jazer na definição da Fraternidade de um Ser Supremo:

*Primeiramente,os monoteismos da Fraternidade, que incluem o judaismo, o cristianismo e o Islamismo ensinam que um Ser Supremo foi o criador do universo físico e das formas físicas de vida dentro do universo. Em um capítulo futuro, discutiremos a semelhança que os seres espirituais eram nascidos de algum tipo, mas as criaturas físicas e objetos provavelmente não foram. Como outras religiões tem notado, se o nosso universo é produto de uma atividade espiritual, então parece que todos os seres espirituais individuais dentro do universo sejam responsáveis por sua criação e/ou perpetuação. O escopo de um Ser Supremo atualmente se estenderia muito além da criação de um único universo.

*Secundariamente, um  Ser Supremo é geralmente apresentado como um ser espiritual capaz de pensamento posivelmente ilimitado, criatividade e habilidade. Um Ser Supremo é dito ser uma entidade que pode fazer e desfazer universos. A grande questão é esta: Porque devemos estar limitados a somente um de tais seres?

Existe alguma razão para que não suponhamos a existência de dez de tais seres? Ou uma centena? Ou um número quase infinito? Parece que a definição da Fraternidade de um ‘só deus’ realmente descreve ‘o potencial nativo de cada ser espiritual, incluindo estes seres espirituais que animam os corpos humanos na Terra’. A verdadeira natureza e as capacidades de cada ser espiritual estariam portanto sendo ocultas pelas doutrinas que afirmam que apenas um Ser Supremo pode desfrutar de pura existência espiritual e ilimitado potencial espiritual. O monoteismo da Fraternidade realmente ocultaria a recuperação espiritual humana e evitaria que as pessoas alcançassem a verdade e provavelmente, muito mais amplo, o escopo de um Ser Supremo.

O monoteismo da Fraternidade foi uma outra peça da ‘espada giratória’ bíblica para evitar o acesso ao conhecimento espiritual. Isto também permitiu que os tutores grandemente elevassem seu próprio status. Como parte deste novo monoteismo, a Fraternidade começou a ensinar a ficção que os membros da raça tutelar eram manisfestações físicas do Ser Supremo. Em outras palavras, os tutores começaram a fingir que eles e suas espaçonaves eram as manifestações físicas de um Ser Supremo, de ‘um só deus’. A  história registra que eles tem usado de extraordinaria violência para fazer o Homo sapiens acreditar na falsidade. Poucas mentiras tem tido um  impacto tão devastador sobre a sociedade humana, ainda que esta tenha se tornado a primeira missão da Fraternidade corrompida, fazer os humanos acreditarem que os tutores e suas espaçonaves eram deuses.

O propósito desta ficção era forçar a obediência humana e manter o controle tutelar sobre a população humana. Em nenhum caso isto é mais claro, ou os resultados mais visivelmente trágicos, do que na história bíblica dos antigos hebreus e seu ‘um só deus’ chamado Jehovah.

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Jehovah

Muito do Velho Testamento é devotado a descrever as origens e a história inicial do povo hebreu. Segundo a Bíblia, os hebreus eram descendentes de um clã que viveu na cidade suméria de Ur por volta de 2000 a 1500 AC. O clã era favorecido e governado por uma personalidade chamada Jehovah. A Bíblia afirma que Jehovah era Deus.

Segundo a narrativa bíblica, Jehovah encorajou seu clã a deixar Ur e se estabelecer em Haran – um centro de caravanas no nordeste da Mesopotamia. Lá, Jehovah mais tarde disse ao novo patriarca do clã, Abraão, para liderar sua tribo na direção do Egito. A tribo cumpriu isto, e durante gerações vagarosamente fez seu caminho por Canaã na direção do Rio Nilo. A fome finalmente forçou a tribo a entrar na região egípcia de Goshen onde os hebreus primeiro viveram bem sob o faraó, mas depois de vir um novo rei ao trono egípcio, os hebreus foram forçados à escravidão.

A Bíblia afirma que depois de 400 anos de servidão no Egito, os hebreus foram liderados em um êxodo para fora do Egito por Moisés, sob o olho observador de Jehovah. Por aquele tempo, os hebreus eram em centenas de milhares. Depois de uma longa trilha e muitas batalhas sangrentas, as tribos hebraicas retornaram e conquistaram Canaã, que era a ‘Terra Prometida’ destinada a eles séculos antes por Jehovah.

E aasim, segundo a Bíblia, nasceu a religião judaica.

Jehovah era claramente um personagem importante nesta história bíblica. Quem era ele? Era o Deus Jehovah, como a Bíblia alega? Ele era um mito, como céticos com uma orientação secular nos teria feito acreditar?  Jehovah parece não ter sido nem um nem outro.

O nome Jehovah vem da palavra hebraica “Yahweh,’ significando ‘ele que é’ ou ‘o auto evidente’. Este apelo se combina com a idéia de que o Jehovah bíblico era um puro ser espiritual; um verdadeiro ser supremo, se você quiser. Mas ele era? As descrições do Velho Testamento tem fornecido o dia fora de casa para os escritores UFO, e por uma boa razão.  Jehovah viajava pelo céu no que parece ser uma aeronave barulhenta e esfumaçada.

Uma descrição bíblica de Jehovah pousando no topo de uma montanha o descreve deste modo:

“. .. houve trovões e relâmpagos e uma espessa nuvem sobre o monte, e o som da trombeta era excessivamente alto, e todas as pessoas que estavam no campo estremeceram.” [Este som como trombeta acompanhou muitos aparecimentos de Jehovah.]

E Moisés trouxe seu povo para o campo para se encontrar com Deus; e eles ficaram na parte mais baixa da montanha. E o Monte Sinai foi coberto por fumaça, porque o Senhor desceu sobre ele em fogo: e a fumaça e o fogo espiralavam para cima como a fumaça de uma fornalha, e a inteira montanha balançou grandemente.”  –  GENESIS 19:16-19

Se um antigo hebreu fosse observar o barulho surdo, a fumaça e as chamas de um moderno foguete, a descrição não teria sido muito diferente desta narrativa bíblica de Jehovah. Uma visita posterior de  Jehovah conteve os mesmos fenômenos:

“E todas as pessoas viram os trovões e os relâmpagos, e o barulho da trombeta, e a montanha esfumaçada: e quando as pessoas viram isto, eles se afastarem e aguardaram.” –  GENESIS 20:18

Ao menos pode ser asssumido que estas descrições possam ser a de um vulcão, avistamentos posteriores revelam que Jehovah era um objeto em movimento:

“E o Senhor viajou diante deles [as tribos hebréias] por dia em um  pilar de nuvem, os liderando no caminho; de noite, um pilar de fogo, para dar a eles luz; para continuarem de dia e de noite: ele não afastava o pilar de nuvem de dia ou o pilar de fogo de noite, da frente de seu povo” – EXODUS 13:21-22

Exodus 14:24, 40:34-38, e Números 19:1-23 contêm descrições idênticas de Jehovah enquanto ele liderava as tribos hebréias à Terra Prometida.

As antigas testemunhas oculares hebréias responsáveis pelas descrições acima não eram capazes de obter uma olhada mais de perto de Jehovah. A Bíblia ressalta que ninguém tinha permissão de se aproximar dos locais de pouso no topo da montanha de Jehovah exceto Moisés e uns poucos líderes selecionados. Jehovah tinha ameaçado matar todo mundo mais que tentasse. A Bíblia inicial portanto contém somente descrições de Jehovah como as testemunhas o viam de uma distância. Não foi senão muito mais tarde que um dos mais famosos profetas da Bíblia,  Ezequiel, foi capaz de dar uma olhada mais de perto e descrever Jehovah em muito maior detalhe;

A descrição de Ezequiel é provavelmente a mais frequentemente citada passagem bíblica da literatura UFO. A detalhada narrativa de Ezequiel de estranhos objetos voadores tem criado especulação de uma tal intensidade que até mesmo um publicador a Bíblia, Tyndale House, prefaceou sua introdução do Livro de Ezequiel com o título ‘Ossos Secos ou Discos Voadores?”

Ao risco de entediar alguns leitores com ainda uma outra repetição das famosas palavras de Ezequiel, eu as reproduzo aqui em benefício daqueles que não estão familiarizados com elas:

“Agora isto ocorreu no meu trigésimo ano, no quarto mês, quando eu estava entre os cativos pelo rio de Chebar, que os céus foram abertos e vi visões de Deus.
E olhei, e contemplo, um rodamoinho veio do norte, uma grande nuvem, e um fogo piscou, causando uma luminosidade sobre ele, e fora do meio disto vi algo como um pálido metal amarelo.
Também no meio disto apareceram quatro criaturas vivas. Eesta era a aparência delas: eles tinham a semelhança de homens.
E seus pés era pés retos; e a sola de seus pés era como a sola dos pés de um bezerro. E elas brilhavam como cobre leve.
E eles tinham mãos humanas sob suas asas de quatro lados. Suas asas eram reunidas juntas e eles não se viraram quando foram, todos foram diretamente.
Quanto a aparência de suas faces, eles tinham a face de um homem, e a face de um leão do lado direito; e eles tinham a face de um touro no lado esquerdo; eles também tinham a face de uma águia,
Entre as criaturas vivas brilhava algo como carvões de fogo ou lâmpadas, que se moviam para cima e para baixo entre as criaturas; e o fogo era brilhante e de fora do fogo piscavam relâmpagos.
Estas criaturas vivas correram e  retornaram por flashes de luz.
Agora enquanto eu olhava para as criaturas vivas, vi quatro rodas sobre o solo, uma para cada uma das criaturas vivas, com suas quatro faces.
A aparência das rodas e sua composição era como a cor do âmbar brilhante: e as quatro rodas tinham uma semelhança; e sua aparência era como uma roda no meio de uma roda.
E quando as criaturas vivas se foram, as rodas foram com elas: e quando as criaturas vivas foram elevadas da terra, as rodas foram elevadas.
E a aparência do céu sobre as cabeças das crituras vivas era refletida como a cor de um terrível cristal estendido sobre as cabeças deles acima.
E quando eles se foram, ouvi o barulho de suas asas, como o barulho de grandes águas, como a voz do Poderoso, como o ruído de um exército. Quando elas ficavam imóveis, elas abaixavam suas asas.
E havia uma voz do cristal cobrindo o que estava acima das cabeças deles quando eles ficavam de pé e tinham abaixado as asas.”  –     EZEQUIEL 1:1-25

A voz disse a Ezequiel que era o ‘Senhor Deus’ (Ezequiel 2:4).

A primeira porção da visão de Ezequiel se assemelha as iniciais descrições bíblicas de Jehovah: um objeto em fogo em movimento no céu emitindo fumaça. Quando o objeto se moveu para mais perto, Ezequiel foi capaz de observar que a coisa era feita de metal. Para fora do objeto de metal emergiram várias criaturas como humanas, aparentemente usando botas de metal e capacetes ornamentados. Suas ‘asas’ pareciam morotores retráteis que emitiam um som de ruído e ajudava as criaturas a voarem. Suas cabeças eram cobertas por vidro ou algo transparente que refletia o céu acima. Eles pareciam estar em algum tipo de veículo circular ou um veiculo com rodas.

Podemos seguramente concluir da passagem acima que Jehovah não era um Ser Supremo. Ele parece ter sido uma sucessão das equipes de gerenciamento tutelar operando sob um período de tempo de muitas gerações humanas. Para obrigar a obediência humana, estas equipes usavam suas espaçonaves para perpetrar a mentira que eles eram Deus.

As equipes tutelares conhecidas como Jehovah ajudaram a Fraternidade da Serpente a abraçar um programa de conquista para disseminar a nova religião de um só deus. Moisés, o homem escolhido para comandar as tribos hebréias em seu êxodo para fora do Egito até a Terra Prometida, era um membro de alto escalão da Fraternidade. Uma pista deste fato vem da própria Biblia na qual nos é dito como Moisés foi criado como uma criança:

No tempo em que nasceu Moisés, e foi excessivamente justo, ele foi criado na casa de seu pai por três meses. E quando ele foi expulso, a filha de Faraó o tomou e o criou como seu próprio filho. Ele se tornou ensinado em toda a sabedoria dos egipcios, e era poderoso nas palavras e ações. – Atos 7:20-22

O historiador egípcio e alto sacerdote Manetho (ca. 300 A.C.), afirma que Moisés tinha recebido muita de sua educação na Fraternidade sob Akhenaton, o mesmo faraó que foi o pioneiro no monoteismo:

“Moisés, um filho da tribo de Levi [uma das tribos hebréias], educado no Egito e iniciado em Heliopolis [uma cidade egípcia], se tornou um alto sacerdote da Fraternidade sob o reinado do Faraó  Amenhotep [Akhenaton]. Ele foi eleito pelos hebreus como seu chefe e adotou as idéias de seu povo da ciência e filosofia que ele tinha obtido dos mistérios egípcios: provas disto são encontradas nos símbolos, nas iniciações e em seus preceitos e mandamentos… O dogma de um só deus que ele aprendeu foi a interpretaão e ensinamento da Fraternidade Egípcia do Faraó que estabeleceu a primeira religião monoteista conhecida pelo homem.”

* Esta passagem levanta a questão de quando o exôdo judaico do Egito tinha ocorrido. Se Moisés era um alto sacerdote da Fraternidade sob Akhenaton, como afirma Manetho, mas não liderou o êxodos senão sob o reinado de Ramessés II, como muitos historiadores acreditam, então Moisés deve ter sido um homem extremamente velho no tempo do êxodos. (Ramessés II não governou até quase cem anos depois de Akhenaton.) A Bíblia, em Deuteronômio 34:7, afirma que Moisés tinha 120 anos quando ele morreu. As declarações de tal idade avançada podem ser difíceis de aceitar em nossos tempos modernos, mas se isto é verdadeiro para Moisés, então Manetho e os modernos eruditos estariam corretos em suas datações.

Forte evidência em apoio a declaração de Manetho é encontrada nos ensinamentos iniciais do judaismo, que eram profundamente místicos e utilizava muitos dos símbolos da Fraternidade. Muitos destes ensinamentos misticos ainda são ensinados hoje na Cabala judaica; uma secreta filosofia religiosa dos rabinos judeus. A Cabala continua a utilizar um conjunto complexo de símbolos místicos. O moderno logo nacional de Israel, a Estrela de David [de seis pontas] tem sido um símbolo da Fraternidade por milhares de anos.

Os primeiros escritores humanos frequentemente retrataram os deuses tutelares da humanidade como criaturas sedentas de sangue inclinadas a uma violência excessiva. Tristemente, estas qulidades lamentáveis não melhoraram com Jehovah. Durante o caminho do Egito para a Terra Prometida, Jehovah exigiu obediência irrestrita dos hebreus. Muitos humanos se rebelaram e Jehovah reagiu com crueldade extrema. Jehovah reportadamente matou 14.000 hebreus de uma vez por desobediência. Ele usava uma variedade de métodos de matança, tais como disseminar doenças, exatamente como anteriormente outros deuses tutelares haviam feito na Suméria.

Quando os exércitos hebreus alcançaram Canaã, Jehovah apresentou uma inclinação genuinamente psicopática. Para estabelecer os hebreus em sua nova terra natal, Jehovah ordenou que os exércitos hebreus embarcassem em uma campanha de genocídio para despopular toda a região em suas cidades e centros. Sob a nova liderança de um homem chamado Josué, a primeira cidade a cair no holocausto de Jehovah do cerco de sete anos foi Jericó. Segundo a Bíblia, o exército hebreu, numerando dezenas de milhares, matou todo mundo em Jericó exceto, ironicamente, uma prostituta porque ela tinha traído seu próprio povo ao ajudar dois espiões hebreus:

E eles destruiram completamente tudo que havia na cidade, homens e mulheres, jovens e velhos, e touros, carneiros e asnos pela espada – Josué 6:21

Depois que tudo foi realizado:

.. . eles queimaram a cidade com fogo, e tudo que estava lá; somente a prata, e o ouro, e os vasos de cobre e ferro, eles colocaram no tesouro da casa do Senhor. –  JOSUÉ 6:24

A cidade seguinte foi Ai, uma cidade com uma população de  12.000 habitantes. Todos os cidadãos de Ai foram asssassinados e a cidade foi totalmente queimada. Esta selvageria foi perpetrada cidade após cidade:

Assim Josué matou todo o país das montanhas, e do sul, e dos vales, e dos riachos e todos os seus reis: eles não deixaram que sobrasse ninguém, mas destruiram completamente tudo que respirava, como o Senhor Deus de Israel mandou – JOSUÉ 10:40

O genocídio foi justificado ao dizer que as vítimas eram todas perversas. Isto não pode ter sido a verdadeira razão porque crianças e animais também foram assassinados. Dificilmente é justo massacrar uma cidade inteira pelos crimes de uns poucos; nem é certo matar uma criança pelos crimes de seus pais. O crime real, segundo a Bíblia, era que os nativos da região tinham se tornado desobedientes. Os hebreus mais obedientes foram portanto eleitos por Jehovah para dizimar os nativos e substitui-los.

Hoje existe algum debate sobre se a assimilação dos hebreus em Canaã foi genocida como retratada na Bíblia. Modernas escavações arqueológicas de alguns sítios de batalha nomeados na Bíblia [tais como Hazor, Lachish e Debir] tem revelado a evidência de violenta destruição durante o tempo de Josué. Outros sítios tem mostrado evidência menos conclusiva. Seja qual for o grau em que a história da Bíblia da conquista de Canaã seja verdadeira, isto nos conta algo muito importante sobre genocídio:

O genocídio frequentemente é um instrumento para promover uma rápida mudança política ou social ao rapidamente substituir um grupo de pessoas por outro. Por esta razão, o genocídio tem emergido como um importante fenômeno histórico em ligação com muitos dos esforços da Fraternidade em trazer uma rápida mudança política e social.

As pessoas que estão familiarizadas com os ensinamentos morais judaicos podem ficar surpresas com o comportamento brutal atribuido a Jehovah e aos hebreus. Os mais famosos mandamentos judaicos morais são, com certeza, os Dez Mandamentos, que reportadamente foram dados a Moisés por Jehovah durante o caminho dos hebreus do Egito para a Terra Prometida. Depois da morte de Moisés, Jehovah e os exércitos de Israel claramente violaram de grande maneira os Mandamentos. ‘Não matarás’ foi transgredido quando os hebreus massacraram os habitantes de Canaã.

Os hebreus ignoraram o mandamento ‘não roubarás’ quando roubaram as cidades em agonia de seus metais preciosos. Eles não foram melhor quanto ao mandamento ‘não cobiçarás a casa de seu vizinho… nem qualquer coisa que seja de seu vizinho’ quando eles cometeram genocídio para tirar a terra de seus vizinhos. Este comportamento é intrigante porque muitos mandamentos bíblicos estabeleceram um decente código de conduta. Por exemplo, os hebreus eram admoestados a nunca cooperarem com o malfeitor dando falso testemunho. Um outro mandamento ressaltava a importância da responsabilidade individual diante da pressão do grupo ao afirmar,

“Você não deve seguir o grupo em fazer o mal”

A tolerância para com os externos foi feita lei com,

Você não deve vexar um estranho ou oprimi-lo… “

Geralmente exigiam que os ladrões pagassem restituição a suas vítimas. Como podemos responder pela existência de tais mandamentos humanos diante de tal comportamento bárbaro?

* Nem todos os mandamentos do Velho Testamento eram humanos para os padrões de hoje. A liberdade de veneração não era tolerada. A escravidão era uma instituição aceita e os hebreus tinham permissão para venderem suas filhas em escravidão. A forma de punição ‘olho por olho; dente por dente’ nem sempre resulta em justiça.

Parte da resposta pode estar nas palavras de Manetho:

“As maravilhas que Moisés narra como tendo acontecido no Monte Sinai [a montanha sobre a qual Jehovah reportadamente deu a Moisés muitos dos mandamentos], são em parte, uma narrativa velada da iniciação egípcia que Moisés transmitiu a seu povo quando ele estabeleceu um ramo da Fraternidade Egípcia neste país… “

Se as palavras de Manetho são verdadeiras, então muitos dos Mandamentos podem ter vindo de fontes humanas dentro da Fraternidade muito mais do que das fontes tutelares. Isto indicaria a presença continuada de genuinos humanitários dentro da Fraternidade, a despeito da predominância tutelar. O próprio Moisés parece ter sido, ao menos em algum grau, um tal humanitário. A Bíblia descreve Moisés como um homem de moderação que frequentemente interveio em benefício dos hebreus quando Jehovah esta para cometer uma punição violenta. Como devemos ver por várias vezes neste livro, as vagarosas influências humanitárias dentro da Fraternidade tem vindo frequentemente a superfície, mas tristemente, não são o bastante para desfazer inteiramente as influências corrompidas.

Um outro aspecto intrignte da história bíblica de genocídio foi o comportamento das pessoas sendo massacradas. Segundo a Bíblia, somente uma cidade se rendeu. O resto escolheu lutar e foi massacrada. Quando confrontado com um superpoderoso exército hebreu, e talvez até mesmo um deus trovejante no céu, não é mais provável que as cidades cercadas se renderiam, ou ao menos oferecessem esvaziar Canaã pacificamente?

A Bíblia apresenta uma explicação interessante de porque isto não aconteceu:

Não houve uma cidade que tenha feito paz com os filhos de Israel, salvo os Hivitas, os habitantes de Gibeon; todas as outras eles tomaram em batalha. Porque foi o Senhor que endureceu os corações deles, que eles fossem contra Israel em batalha, para que ele as pudesse destruir completamente, e eles não pudessem encontrar nenhum favor, mas que ele pudesse destrui-los… – JOSUÉ 11:19-20

A passagem acima afirma de Jehovah tinha manipulado os povos vítimas de forma que as vítimas pudessem ser destruidas. Esta é uma admissão surpreendente e importante, porque ela implica em que Jehovah ou outros tutores dominavam outras cidades na região e usaram a influência deles para manipular as pessoas para combater Israel. Esta não teria sido a primeira vez que isto aconteceu. A Bíblia registra manipulações similares em um episódio anterior. Quando os hebreus ainda eram escravos no Egito, Jeohvah instruiu Moisés para ir até o faraó pedir que as tribos dos hebreus fossem libertadas. Jehovah, contudo, tinha influência sobre o faraó e Moisés tinha sido avisado antecipadamente que Jehovah faria com que o faraó dissesse não.

Segundo a Bíblia, Jehovah tinha uma razão definida para manipular o faraó daquela maneira:

E o Senhor disse a Moisés, vá ao faraó porque tenho endurecido seu coração, e o coração de seus servidores, para que eu possa mostrar meus poderes para ele: E então você possa dizer no ouvido de seu filho, e do filho de seu filho, que as coisas que eu trouxe sobre o Egito e meus milagres que tenho feito entre eles: que você possa saber que eu sou o Senhor – EXODUS 10:1-2

Depois de ouvir estas palavras, Moisés foi ao faraó um número de vezes para renovar suas súplicas pela liberdade dos hebreus. A cada suplica que era rejeitada ela era seguida por uma calamidade que visitava os egípcios enviada por Jehovah. As calamidades incluiram infestação de vermes, pragas, erupções de pele causadas por uma poeira fina sobre o interior do país, e finalmente o assassinato de cada primogenito egípcio durante uma noite conhecida como PESACH [a páscoa judaica]. Foi somente depois da Páscoa judaica que Jehovah parou de endurecer o coração do faraó para que as tribos hebréias pudessem deixar o Egito.

Muitos eruditos argumentariam que as referências bíblicas a Jehovah endurecer os corações dos inimigos de Israel meramente expressam a idéia religiosa que todo pensamento e emoções humanas ultimamente vem de deus e portanto tais escritos não devem ser tomados literalmente. Neste caso, devemos considerar seriamente a Bíblia porque isto tem descrito um fenômeno político muito real: duas ou mais partes sendo manipuladas para o conflito com uma outra por uma terceira parte externa.

Um dos filósofos mais famosos a discutir a manipulação de uma terceira parte como um instrumento de controle social e político foi Niccolo Machiavelli, o filósofo do século XVI. Embora Machiavelli não tenha sido o primeiro a escrever sobre estes assuntos, seu nome tem se tornado sinônimo de inescropulosa cobiça política.

Machiavelli é o autor de vários manuais não solicitados de “como fazer’ em benefício de um príncipe local. Estes escritos tem se tornado clássicos literários. Neles, Machiavelli descreve várias das técnicas utilizadas por vários governantes italianos para manter o controle sobre a população. Um método era o de engendrar o conflito.

Em seu tratado, “O Príncipe”, Machiavelli escreveu:

Alguns príncipes, para manter tão seguramente o Estado, tem desarmado seus sujeitos, outros tem mantido seus centros de sujeitos distraídos por facções [disputas]…

Machiavelli citou um exemplo específico:

Nossos antepassados, e aqueles que eram reconhecidamente sábios, estavam acostumados a dizer que era necessário manter Pistoia [uma cidade italiana] por facções e Pisa [outra cidade italiana] por fortalezas; e com esta idéia eles estimularam brigas em alguns de seus centros tributários para manter mais facilmente a posse delas.

A desunião humana foi um bem valioso para os príncipes porque isto fazia as pessoas menos capazes de montar uma mudança [um desafio]. Machiavelli descreveu os passos exatos a serem dados por alguém que deseje empregar este instrumento:

O meio de estabelecer isto é ganhar a confiança da cidade que é desunida; e tão logo que eles não possam vir a explosões, agir como moderador entre as partes, e quando eles venham a explosões, dar um apoio tardio à parte mais fraca, ambos com uma visão de mante-los nisto e os retirando; e, novamente porque medidas mais fortes não deixarão espaço para qualquer dúvida que você tenha quanto a subjuga-los e fazer-se o governante deles.

Quando este esquema é realizado, isto acontecerá, como sempre, que no fim você terá a visão do que será obtido. A cidade de Pistoia, como tenho dito em um outo discurso e a propósito de um outro tópico, foi adquirida pela República de Florença por exatamente este artifício; porque estava dividida e os florentinos suportavam agora uma, agora a outra parte e, sem se fazer ofensivo a uma ou outra, os liderou até que ficassem doentes de seu modo turbulento de viver e o fim veio ao voluntariamente entregarem as armas a Florença.

A despeito da eficácia desta técnica, Machiavelli aconselhou contra a utiliza-la porque ela pode ser um tiro pela culatra para o  perpetrador. O sucesso da técnica depende ao menos de uma das partes manipuladas não estar ciente da verdadeira fonte do problema. Se ambas as partes devam descobrir que estão sendo manipuladas para as hostilidades por uma terceira parte externa, não apenas as hostiidades geralmente cessarão, mas as partes, mais frequentemente, se unirão em um desgostar comum quanto ao perpetrador. O fenômeno pode ser observado a nível pessoal quando dois amigos descobrem que um terceiro amigo tem estado dizendo coisas negativas sobre cada um deles por trás de suas costas. Para que a técnica seja eficaz, o perpetrador deve permanecer oculto da visão como fonte do conflito.

Para resumir as observações de Machiavelli, descobrimos que engendrar o conflito  entre pessoas pode ser um instrumento eficaz para gerenciamento do controle político e social sobre a populaça. Para a técnica ser eficaz, o instigador deve fazer o seguinte:

1 – Levantar conflitos e assuntos que farão com que as pessoas lutem entre elas muito mais do que contra o perpetrador.
2 – Permanecer oculto da visão como o verdadeiro instigador dos conflitos.
3 – Dar apoio as partes guerreiras.
4 – Ser visto como uma fonte benévola que pode resolver os conflitos.

Como notado anteriormente na história da Torre de Babel, os ‘deuses tutelares’ querem manter a humanidade desunida e sob controle tutelar. Para realizar isto, a história bíblica de Jehovah indica que os tutores implementaram a técnica maquiavélica de criar o faccionalismo entre os seres humanos. A bíblia afirma que os tutores encorajaram as facções que eles controlavam para a batalha, uns contra outros. Por todo o tempo, os tutores tem se proclamado deuses e anjos os quais as pessoas devem se voltar para encontrar uma solução para tudo da guerra. Esta é a sequência clássica diretamente de Machiavelli.

Para que tais esforços maquiavélicos continuem bem sucedidos durante um longo período de tempo, o faaccionalismo precisaria ser constantemente engendrado e os tutores precisariam permanecer ocultos permanentemente da visão como os perpetradores. Ambas necessidades foram preenchidas na estrutura organizacional da Fraternidade corrompida. A Fraternidade estava sendo forjada em uma rede de longo alcance de sociedades secretas politicamente poderosas e religiões que poderiam com sucesso organizar as pessoas nas facções competidoras; ao mesmo tempo, as tradições de segredo da Fraternidade efetivamente disfarçaram sua hierarquia organizacional.

Este segredo se tornou uma tela por trás da qual os tutores podem se ocultar no topo da hierarquia da Fraternidade por trás de seus véus de mito e portanto obscurecer seu papel como instigadores de conflito violento entre seres humanos. Deste modo, a rede das organizações da Fraternidade se tornam o canal primário pelo qual as guerras entre seres humanos podem ser secreta e continuamente gerados pela sociedade tutelar, portanto desempenhando as intenções tutelares anunciadas na história da Torre de Babel. A Fraternidade também se tornou o canal pelo qual as instituições tutelares podem ser impostas sobre a raça humana.

As guerras servem a outro propósito tutelar revelado na bíblia. A história de Adão e Eva mencionou a intenção de ‘deus’ de tornar a existência física um sofrimento todo consumidor desde o nascimento até a morte. As guerras ajudam a fazer isto porque elas absorvem recursos em grande escala e oferecem pouco para aperfeiçoar a vida em troca. As guerras rasgam e destroém o que já tem sido criado – isto exige uma grande quantidade de esforço extra necessário apenas para manter uma cultura. Quanto mais uma sociedade se engaja em construir máquinas de guerra e lutar guerras, mais as pessoas daquela sociedade encontrarão suas vidas serem consumidas no tédio e na dor repetitiva por causa da natureza parasitária e destrutiva da guerra. Isto é tão verdadeiro hoje quanto o foi em 1.000 AC.

É facilmente observado que as pessoas lutarão e brigarão sem qualquer estímulo externo. Dificilmente exista uma criatura na Terra que em algum tempo de sua vida não ataque uma outra. Claramente não se precisa de uma terceira parte manipuladora para que uma disputa se levante entre grupos de pessoas. As terceiras partes simplesmente fazem com que os conflitos e as disputas sejam mais frequentes, severas e prolongadas. As lutas espontaneas e não influenciadas tendem a ser rápidas, complicadas e centradas ao redor de uma única discussão visível. O meio de manter artificialmente o combate vivo é criar questões insolúveis que apenas possam ser assentadas pela aniquilação completa de um dos oponentes, e então por ajudar os lados opostos a sustentarem seus esforços de luta contra o outro ao igualar as forças de combate.

Para manter uma raça inteira em um constante estado de antagonismo, as matérias sobre que membros da raça combaterão uns aos outros devem ser continuamente geradas. e os fervorosos guerreiros devem ser engandrados a combterem por estas causas. Há tipos precisos de conflitos que tem sido criados pela rede da Fraternidade por todo o caminho até hoje. Estes conflitos artificiais tem embrulhado a raça humana em um enovelado conjunto incansável de guerras que tem desta forma marcado a história humana.

Detectar o envolvimento da Fraternidade nos eventos humanos é algumas vezes enganador. O trabalho é tornado mais fácil ao seguir o uso de vários símbolos místicos mais importantes da Fraternidade. Estes símbolos atuam como caminhos coloridos entrando e saindo da visão pelo qual podemos traçar o papel da rede da Fraternidade em formar a história. Um dos símbolos mais significativos é, curiosamente, um avental.

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O Avental de Melchizedek

De todos os reis bíblicos, poucos são mais coloridos ou legendários do que Salomão. Rico além da imaginação, sábio além das palavras, e um dirigente de escravos inigualável, A mais famosa realização de Salomão foi a construção de um magnífico complexo de edifícios, que incluia um opulento templo reportadamente feito da mais fina pedra e generosamente ornamentado com ouro. Na esfera política, Salomão fez história ao restabelecer os laços a muito cortados entre os hebreus e o Egito. Não apenas Salomão havia se tornado um conselheiro para o faraó egípcio, Shishak I, ele também se casou com a filha do faraó.

Durante o tempo que ele passou no Egito, Salomão recebeu instrução na Fraternidade. Depois de voltar a Palestina, Salomão erigiu seu famoso templo para hospedar a Fraternidade em seu próprio país. Naturalmente, Jehovah era o principal ‘deus’ do novo templo, embora Salmão permitisse a adoração de outros deuses locais tais como Baal, o deus chefe masculino dos canaanitas. O templo de Salomão foi modelado segundo o templo da Fraternidade em El Amarna, exceto que Salomão omitiu as estruturas laterais que tinham feito com que o templo de El Amarna tivesse a forma de uma cruz.

Construir o templo de Salomão não era uma tarefa pequena. Para realizar este feito arquitetônico, Salomão trouxe guildas especiais de pedreiros para projetar suas construções e supervisionar sua construção. Estas guildas especiais já eram importantes instituições no Egito, e suas origens valem a pena serem examinadas.

A arquitetura é uma arte importante que forma o panorama físico de uma sociedade. Pode-se falar muito sobre o estado de uma civilização ao olhar as construções que ela erige. Por exemplo, a arquitetura da renascença imitou a clássica arquitetura romana com seus grandes e ornados projetos, indicando uma cultura passando por um fermento artístico e cultural.

A arquitetura moderna tende a ser eficiente, mas estéril e desumanizada, revelando uma cultura que é muito comercial, mas artisticamente estagnada. A arquitetura nos conta que tipo de pessoas podem influenciar uma cultura. A  renascença foi liderada por pensadores e artistas; nossa era moderna está sendo orientada por pessoas de negócios com orientação quanto a eficiência.

No antigo Egito, os engenheiros, artesãos e pedreiros que trabalhavam nos grande projetos arquiteturais tinham um status especial. Eles eram organizados em guildas de elite patrocinadas pela Fraternidade no Egito. As guildas serviam a uma função a grosso modo similar a de uma união de comércio hoje. Porque as guildas eram organizações da Fraternidade, elas utilizavam muitos escalões e títulos da Fraternidade. Eles também praticavam uma tradição mística.

A evidência da existência destas guildas especiais foi descoberta pelo arqueólogo Petrie durante suas expedições ao deserto da Líbia em 1888 e 1889. Nas ruinas de uma cidade construida por volta de 300 A.C., a expedição do Dr. Petrie descobriu um número de registros em papiro. Um conjunto descreveu uma guilda que realizava encontros secretos por volta do ano 2.000 AC. O encontro da guilda discutia as horas de trabalho, salários, e regras para o trabalho diário. A guilda se reunia em uma capela e fornecia alívio a viúvas, órfãos e trabalhadores em apuros. Os deveres organizacionais descritos nos papiros são muito similares aqueles de Alcaides e Mestres em uma ramo moderno da Fraternidade que evoluiu destas guildas: a Livre Maçonaria.

Uma outra referência as guildas é encontrada no Livro dos Mortos egípcio, um trabalho místico datando de por volta de 1591 AC. O Livro dos Mortos contém algumas das filosofias ensinadas nas Escolas egípcias de Mistérios. Ele cita o deus Tot como dizendo a um outro deus, Osiris:

Sou o grande deus no barco divino… sou um simples sacerdote no submundo ungindo [realizando rituais sagrados] em Abidos [uma cidade egípcia], elevando aos graus mais elevados da iniciação… Sou o Grande Mestre dos artesãos que criaram a sagrada arca para um apoio.

Grande Mestre é o título mais comum usado pelas organizações da Fraternidade para designar seus principais líderes. A citação acima é significativa porque ela afirma que um dos deuses tutelares do Egito, um que viajava no barco divino, era o principal líder em uma destas antigas guildas. Também indica que este ‘deus’ era o responsável por iniciar as pessoas nos mais altos graus dos ensinamentos místicos da Fraternidade. Este é o testemunho posterior do papel direto que os tutores eram ditos desempenharem em dirigir os assuntos da Fraternidade corrompida.

É interessante notar que o Livro dos Mortos também contém uma referência a batalha eentre os deuses tutelares regentes e a ‘serpente’ [ a fraternidade original não corrompida]. Nas glórias cantadas aos deuses egípcios lemos:

Seu inimigo a serpente tem sido entregue ao fogo. O diabo-serpente Sebua tem caido precipitadamente; suas pernas dianteiras estão ligadas por cadeias e suas pernas traseiras Ra retirou dele. Os Filhos da Revolta nunca mais devem se elevar.

Os egípcios frequentemente retratavam seus ‘deuses’ com cabeças de animal ou características como um meio de simbolizar traços e personalidades. Na citação acima, é dado a serpente quatro pernas. A serpente mais tarde veio a simbolizar a escuridão, que o deus Sol Ra derrotava a cada manhã ao trazer um novo dia. Antes que a mitologia fosse inventada, contudo, a serpente era um inimigo literal dos deuses governantes. Alguns dos seguidores da serpente eram conhecidos como Filhos da Revolta, que eram dedicados a destruir o deus tutelar chefe e estabelecer em seu lugar o domínio da Serpente [a inicial Fraternidade não corrompida] na Terra.

Depois da derrota e corrupção da ‘serpente’ parece que os Filhos da Revolta se voltaram e se rebelaram contra a Fraternidade corrompida quando a Fraternidade começou a enviar conquistadores do Egito. Não demorou muito, contudo, para que os grupos revolucionários fossem reabsorvidos pelas corruptas organizações da Fraternidade e começaram a contribuir para os conflitos artificiais da Fraternidade como veremos depois.

As guildas de pedreiros da Fraternidade sobreviveram por séculos. Os membros das guildas eram frequentemente homens livres, até mesmo nas sociedades feudais, e eram portanto frequentemente referidos como “pedreiros livres’ [livres maçons]. As guildas de maçons livres eventualmente deram nascimento a prática mística conhecida como Livre Maçonaria hoje. Os Maçons Livres místicos se tornaram um maior ramo da Fraternidade que teria uma grande importância politica mais tarde na história.

Enquanto o conhecimento espiritual estava sendo substituído dentro da Fraternidade no antigo Egito por incompreensiveis alegorias e símbolos, os costumes se tornaram crescentemente importantes por causa de seu valor simbólico. A parte mais visível e importante do garbo cerimonial em muitas organizações da Fraternidade, incluindo a Livre Maçonaria, tem sido a muito tempo um avental.

O avental simbólico, que é vestido na cintura como um avental de cozinha, fornece uma surpreendente ligação visual entre os antigos ‘deuses tutelares’ e a rede da Fraternidade. Muitos hieróglifos egípcios apresentam seus deuses extraterrestres usando aventais. Os sacerdotes do antigo Egito vestiam aventais similares como um sinal de sua aliança aos ‘deuses’ e como um emblema de sua autoridade. Na amostra do Museu Egípcio em San Jose, Califórnia, está uma antiga estatueta egípcia descoberta em uma tumba em Abydos. A estatueta apresenta um príncipe egípcio mantendo suas mãos em uma postura ritualistica que o Dr. Lewis da Ordem Rosacriciana descreve como ‘familiar todas as lojas rosacrucianas e membros do capítulo”.

Uma característica proeminente da estatueta é o avental triangular vestido pelo príncipe. O Museu Egípcio acredita que a estatueta foi entalhada em 3.400 AC durante a primeira dinastia do Egito. Se esta data é acurada, então o símbolo do avental e um de seus associados riuais místicos veio de um período da história egípcia quando os ‘deuses’ eram ditos estarem tão literais que casas mobiliadas eram construidas e mantidas para eles.

Os mais iniciais aventais rituais parecem ter sido simples e não adornados. Na medida em que o tempo passava, os símbolos místicos e outras decorações foram acrescentados. Talvez a mudança mais significativa  no avental ocorreu durante o reinado de um poderoso rei-sacerdote canaanita, Melchizedek, que tinha obtido um status muito alto na Bíblia.  Melchizedek presidiu sobre um ramo da elite da Fraternidade chamado: O Sacerdócio de Melchizedek. Começando por volta do ano 2200 AC o Sacerdócio de Melchizedek começou a fazer seus aventais cerimoniais de pele de cordeiro branca. A pele de cordeiro branca foi eventualmente adotada pelos Maçons Livres que o tem utilizado para seus aventais desde então.

Se os deuses tutelares e a Fraternidade tivessem confinado as atividades deles ao antigo Oriente Médio e Egito, o resto da história humana teria sido muito diferente e este livro nunca teria sido escrito. Ao invés, a rede da Fraternidade foi expandida pelo inteiro hemisfério leste por missionários agressivos e conquistadores. Um de seus alvos veio a ser a Índia.

O Hinduismo estava para nascer.

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Deuses e Arianos

Índia: esta terra de mistério. É um lugar onde as artes espirituais florescem e as artes materiais decrescem; é um país onde quase toda a vida é mantida sagrada, ainda que milhões passem fome. Para muitas pessoas, a nação da Índia e a religião do Hinduismo parecem quase inseparáveis, como embora elas foram criadas juntas e juntas elas podem um dia morrer. A religião hindu é aderida por quase 85% dos quase 800 milhões de população da Índia, ainda que a Índia tenha vindo a conhecer e a maioria da religião que ela pratica hoje não tenha de todo sido criada na Índia. O sistema de castas, a maioria dos deuses hindus, os rituais dos bramas, e a linguagem sânscrito foram todas trazidas e impostas ao povo da Índia por invasores estrangeiros a muitos séculos atrás.

Em algum lugar entre 1500 AC [ao tempo de Tutmoses no Egito] e 1200 AC [ao tempo de Moisés], o sub-continente hindu foi invadido do noroeste por tribos de pessoas conhecidas como ‘arianos’. Os arianos se tornaram a nova classe governante da Índia e forçaram os nativos hindus ao status de serventes.

Precisamente quem eram os Arianos e de exatamente de onde eles vieram, é um enigma ainda debatido hoje. Os historiadores tem geralmente utilizado a palavra ‘ariano’ para denotar estas pessoas que falam linguagens indo-européias, o que inclui o inglês, alemão, latim, grego, russo, persa e sânscrito. Ariano também tem um significado racial mais estreito. Ele muito frequentemente tem sido usado para designar a raça de pele branca não semítica da humanidade.

Há muitas teorias de onde primeiramente vieram os arianos. Uma hipótese comum é que os arianos se originaram  nas estepes [planícies] da Rússia. De lá eles podem ter migrado para Europa e para a Mesopotamia. Outros acreditam que os arianos cresceram da Europa e migraram na direção leste. Alguns teóricos, ocasionalmente por razões racistas, afirmam que os arianos foram os fundadores das antigas civilizações mesopotamias e foram portanto os primeiros povos civilizados do mundo. Esta teoria foi promovida durante o brutal regime nazista da Alemanha para impulsionar sua idéia da supremacia ariana. Os nazistas até mesmo afirmaram que os arianos foram originalmente criados por sobre-humanos como deuses de um mundo diferente. Uma crença similar foi expressa mais cedo na história.

Quando o conquistador espanhol, Pizarro, invadiu a América do Sul em 1532, os nativos sul americanos se referiam aos invasores hispânicos como Viracochas, que significa ‘os mestres brancos’. As histórias nativas na América do Sul falam de uma raça mestra de enormes homens brancos que tinham vindo dos céus séculos antes. Segundo as histórias, estes ‘mestres’ tinham reinado sobre as cidades sul americanas antes de desaparecerem novamente com uma promessa de retorno. Os nativos sul americanos pensaram que os espanhóis eram os Viracochas que voltavam e então inicialmente permitiram que os espanhóis tomassem o ouro americano e os tesouros sem resistência.

Seja qual for que a verdadeira origem da raça ariana possa ou não ter sido, muitas religiões e crenças místicas tem sido expressadas pelo mundo sobre a suposta superioridade da raça ariana sobre as outras raças. Tais crenças algumas vezes são rotuladas ‘arianismo’. O arianismo é uma elevação dos arianos de pele branca sobre as outras raças baseadas na noção de que os arianos sejam a raça ‘escolhida’ ou ‘criada’ por Deus [ ou deuses tutelares] e os arianos são, portanto – espiritual, social e geneticamente – superiores a todas as outras raças. Considerando o funesto propósito para o qual a humanidade reportadamente foi criada, o arianismo simplesmente significará, na melhor das hipóteses, escravos superiores. Esta é uma pequena glória. Outras raças, todavia, tais como os japoneses, também possuem lendas similares de terem sido nascidos de ‘deuses’ extraterrestres.

O arianismo deve ser diferenciado do simples orgulho da herança racial; é natural para o grupo de pessoas unidas em uma base de herança comum, interesses, ou estéticas. Cada um de tais grupos tende a ter uma certa quantidade de orgulho na coisa que os une. Isto será verdadeiro para os colecionadores de selos que se reunem em uma sociedade filatélica ou das pessoas negras participando de um grupo de consciência negra. As pessoas se reunirão com base em quase qualquer coisa que elas consideram mutuamente importante ou agradável.

Nada há de ruim nas pessoas sentirem orgulho de sua herança racial. A nocividade vem quando este orgulho se torna preconceito contra aqueles que não partilham dos mesmos traços. Afinal, a cor da pele é superficial. Quando reconhecemos os indivídus como seres espirituais, os corpos que eles animam não mais se tornam mais importantes do que os carros que eles dirigem. A despeito disso, as distinções raciais tem sido um dos instrumentos mais bem sucedidos usados na Terra para manter os humanos desunidos. O tipo de arianismo descrito acima tem contribuido grandemente para esta polarização e tem feito muito para promover incessantes conflitos raciais que tem pragueado a humanidade por toda a sua história.

Nem todas as organizações da Fraternidade tiveram uma tradição ariana. Em muitas que elas tiveram, ser ariano era considerado vital para a recuperação espiritual. Esta crença avançou o materialismo ao distorcer a necessidade da sobrevivência espiritual em uma outra obsessão com o corpo, desta vez relativa a cor da pele. O fato é, a cor da pele parece não ter sustentação seja qual for as qualidades espirituais inerentes de alguém, ou sobre a habildade de alguém alcançar a salvação espiritual.

Os arianos invadiram a Índia exatamente antes que o monoteismo fosse criado pela Fraternidade, mas a um tempo quando a Fraternidade já tinha começado a enviar missionários de um complexo sistema religioso e feudal conhecido como hinduismo. O hinduismo provou ser ainda um outro ramo da rede da Fraternidade. Algumas organizações da Fraternidade no Oriente Médio e no Egito mantinham estreitos laços com os líderes arianos na Índia e frequenteente enviavam estudantes para serem educados por eles. Por causa da invasão ariana, a Índia se tornou um importante centro mundial da atividade da rede da Fraternidade e assim permanece até hoje.

Os líderes arianos da Índia exigiam obediência do mesmo tipo dos ‘deuses tutelares’ da idade espacial encontrados na Mesopotamia e no Egito. Muitos deuses de aparência humana venerados pelo arianos  eram chamados de ASURA. Os hinos e devoções aos ASURA são encontrados em uma grande coleção de escritos hindus conhecidos como VEDAS. Muitas descrições védicas dos ASURA são intrigantes. Por exemplo, o Hino a Vata, o Deus do Vento, descreve uma ‘carruagem’ na qual o deus viaja. Esta ‘carruagem’ tem uma notável similaridade as descrições do Velho Testamento de Jehovah.

As primeiras quatro linhas do Hino declaram:

Agora a grandiosidade da carruagem de Vata! Ela vai quebrando isto, e como o trovão é o seu barulho. Para o céu que ela toca, faz lúrida a luz [um brilho fogoso vermelho] e rodamoinha poeira sobre a Terra

O resto do Hino descreve o Vento de um modo muito literal e reconhecível. As quatro linhas citadas acima,contudo, parecem descrever um veículo que viaja rapidamene no céu, faz um barulho trovejante, emite uma luz feroz e faz com que o pó rodamoinhe no solo; isto é, um foguete ou um avião a jato.

Outras traduções notáveis dos Vedas tem sido publicadas pela Sociedade Internacional Para a Consciência de Krishna (ISKC), uma seita mundial hindu fundada em 1965 por um negociante hindu aposentado e devotado a deidade hindu, Krishna. As traduções da ISKC apresentam os antigos ‘deuses’ hindus e seus serventes e reis humanos viajando em espaçonaves, se engajando em guerra interplanetária, e disparando armas que emitem poderosos raios de luz.

Por exemplo, no Srimad Bhagavatam, Sexto Canto, Parte 3, lemos:

A um tempo quando o Rei Citraketu estava viajando no espaço externo em uma avião brilhantemente efulgente dado a ele pelo Senhor Vishnu [o principal deus hindu], ele viu o Senhor Shiva [um outro deus hindu].. ..

O Srimad Bhagavatam nos fala de uma raça de demônios que tinha invadido três sistemas planetários. Se opondo aos demônios estava o Deus Hindu Shiva, que possuia uma arma poderosa que ele disparava nas aeronaves dos inimigos, que era dele próprio:

As flechas libertadas pelo Senhor Shiva pareciam como raios de fogo se emanando do globo solar  cobriam três aviões residenciais, que não mais puderam ser vistos.

Se acurada, esta e outras descrições dos Vedas nos dão ‘deuses’ de aparência humana de séculos atrás que pulavam em espaçonaves zumbidoras, engajados em voos de caça e que possuiam armas de raio fatais.

Como na Mesopotamia e no Egito, muitos deuses hindus eram óbvias fabricações e os ‘deuses’ aparentemente reais tinham um enorme mitologia enovelada ao redor deles. Por trás das claras ficções, contudo, encontramos pistas importantes a respeito do caráter dos governantes tutelares da humanidade – os escritos hindus indicam que pessoas de diversas raças e personalidades compunham a sociedade tutelar, exatamente como acontece na sociedade humana.

Por exemplo, alguns ‘deuses’ eram retratados como tendo a pele azul. Outros apresentavam um atitute mais gentil e mais benevolente quanto aos seres humanos que outros. Ao tempo da invasão ariana, contudo, os opressivos claramente eram os dominantes. Isto era evidente no sistema social imposto sobre a Índia pelos arianos. Este sistema foi inconfundivelmente destinado a criar as amarras espirituais humanas. Como em todos os lugares, estas amarras foram parcialmente cumpridas ao dar às verdades espirituais uma falsa distorção. O resultado na Índia foi uma instituição feudal conhecida como sistema de castas.

O sistema ariano de casta dita que cada pessoa nasce na classe social e ocupacional [casta] do pai. Um indivíduo nunca pode deixar a casta, a despeito do talento ou personalidade da pessoa. Cada extrato tem o seu próprio comércio, costumes e rituais. Membros da classe mais baixa, que são conhecidos como ‘fora das castas’ ou ‘intocáveis’ geralmente realizam o trabalho serviçal e vivem na mais abjeta pobreza. Os intocáveis são evitados pelas classes superiores. As classes mais altas são os governantes e os sacerdotes bramas.

Durante a invasão ariana, e por um longo tempo a partir dai, as castas mais altas erm compostas, naturalmente, pelos próprios arianos. O sistema de castas ainda é praticado na Índia hoje, embora não seja mais tão rígido como já foi e a condição difícil dos intocáveis tenha sido de certa forma facilitada. No norte e em algumas partes do oeste da India, os hindus de pele mais clara que descendem dos originais invasores arianos continuam a dominar as classes superiores.

A força e as pressões econômicas eram os instrumentos iniciais usados pelos invasores arianos para preservar o sistema de casta. Pelo século VI AC, as crenças religiosas distorcidas emergiram como um terceiro instrumento importante.

A religião hindu contém a verdade de que um ser espiritual não perece com o corpo. O hinduismo ensina que depois da morte do corpo, um ser espiritual geralmente busca e anima um outro corpo recém nascido. Este processo é frequentemente chamado de reencarnação e  resulta no fenômeno das chamadas vidas passadas. Muitas pessoas são capazes de se recordar de vidas passadas, as vezes em detalhes notáveis.

A evidência acumulada da pesquisa moderna do fenômeno das vidas passadas indica que fatores altamente aleatórios geralmente determinam que novo corpo um ser espiritual toma. Tais fatores podem incluir a localização da pessoa ao tempo da morte e a proximidade de novos corpos [gravidezes]. Se uma pessoa escolhe um corpo masculino ou feminino depende de quão feliz ele ou ela foi na vida passada. Por causa destas variáveis, a tomada de um novo corpo por um ser espiritual é uma atividade altamente aleatória e imprevisível na qual o claro acaso frequentemente desempenha um papel. A religião ariana distorceu um entendimento deste processo simples ao ensinar a idéia errada que o renascimento [reencarnação] é governado por uma lei universal inalterável que dita que cada renascimento é um passo evolutivo seja na direção [ou se afastando] da perfeição espiritual e da libertação.

Cada casta hindu é dita ser um passo nesta escada cósmica. Se a pessoa se comportou de acordo com as leis e deveres da casta dela, lhes é dito que elas avançariam para a próxima casta superior no próximo renascimento. Se eles falharam em seus deveres, eles nasceriam em um extrato inferior. A perfeição e a liberdade espiritual eram alcançadas apenas quando uma pessoa era nascida no que era uma indicação daquele desenvolvimento espiritual de pessoa, e apenas isso justificava fosse qual fosse o tratamento que a pessoa recebesse.

O propósito de tais ensinamentos é claro. O sistema de castas era destinado a criar umo ordem social rígida e feudal similar aquela criada no Egito sob os faraós, mas realizada em um maior extremo na Índia.

As crenças hindus na reeencarnação acompanhavam duas outras metas dos tutores. O hinduismo ressaltou que a obediência era o principal ingrediente para trazer o avanço para uma nova casta. Ao mesmo tempo, as crenças arianas desencorajavam as pessoas a fazerem tentativas pragmáticas de recuperação espiritual. O mito da evolução espiritual pelo sistema de casta escondeu a realidade que a recuperação espiritual mais provavelmente vem do mesmo modo que quase todo melhoramento pessoal ocorre: pelo pessoal esforço consciente, não pelas maquinações de um fictício líder cósmico.

O simbolismo tinha limitado um outro papel importante no hiduismo. Um dos emblemas místicos mais importantes do hinduismo é o da suástica – o símbolo da cruz quebrada – que a maioria das pessoas associa ao nazismo. A suástica é um emblema muito antigo. Ele tem aparecido muitas vezes na hitória, geralmente em conexão com o misticismo da Fraternidade e nas sociedades que veneram os ‘deuses tutelares’.

Conquanto sua origem exata seja desconhecida, a suástica apareceu já na antiga Mesopotamia. Alguns historiadores acreditam que a suástica possa ter existido na Índia antes da invasão ariana. Isto é possível porque várias cidades pré-arianas da Índia estavam engajadas no comércio com outras partes do mundo, incluindo a Mesopotamia. Seja qual for que possa ter sido sua origem, depois que os arianos invadiram a Índia, a suástica se tornou um símbolo permanente de hinduismo e arianismo.

Quanto ao significado da suástica, descobrimos que a suástica era um simbolo de boa sorte ou boa fortuna. É ironico, contudo, que cada sociedade que utilizou este símbolo tenha sofrido muito mais que um infortúnio calamitoso. Um estudo intrigante da suástica foi publicado em 1901 nos Trabalhos Arqueológicos e Etnológicos do Museu Peabody. Segundo o autor, Zelia Nuttall, a suástica estava provavelmente relacionada a observação das estrelas. Ms. Nuttall ressalta que a suástica tinha aparecido em civilizações com uma avançada ciência de astronomia e tinha sido associada a feitura de calendário em algumas antigas civilizações americanas. Na página 18 de seu artigo a autora afirma:

As posições combinadas da meia noite da Ursa Major ou Minor [as duas constelações visíveis da Terra, geralmente chamadas "Grande Ursa' e "Pequena Ursa" respectivamente], nas quatro divisões do ano, mantem suásticas simétricas, as formas que eram idênticas com os diferentes tipos de suásticas ou símbolos da cruz… que tem chegado até nós da antiguidade remota…

Por causa da frequente associação da suástica com os ‘deuses tutelares’ isto pode ter começado como um símbolo representando a civilização lar dos mestre tutores da Terra em algum lugar dentra da Ursa Maior ou Menor.

O hinduismo é um religião curiosa de muitos modos. Ele tende a absorver e incorporar quase que toda novas idéias religiosas impostas sobre ele, mas sem se desfazer das velhas idéias. Por esta razão, o hinduismo de hoje é realmente uma mistura de várias religiões maiores que tem ocorrido na Índia no passado, tal como a religião ariana que ainda predomina, e o budismo e o islamismo que chegaram mais tarde. Há evidência de uma tradição de sabedoria que existiu na Índia muito antes da invasão ariana  e que esta tradição também constitui uma porção dos Vedas.

Os violentos deuses dos arianos, as estranhas práticas místicas, e o feudalismo opressivo não continuou não desafiado. Na história bíblica de Adão e Eva, notamos a tentativa do inicial Homo sapiens obter o conhecimento que ele necessitava para escapar de sua escravidão. No século VII AC uma outra tentativa foi feita. Um movimento popular não violento emergiu na Índia para desafiar o sistema ariano. Este movimento foi um dos poucos esforços maiores dos seres humanos de substituirem as religiões tutelares com métodos práticos destinados a trazerem a liberdade espiritual.

Os líderes do novo movimento queriam substituir o misticismo adornado e a fé cega por uma abordagem realista da recuperação espiritual enraizada em princípios testados, muito similar a abordagem usada pela Fraternidade original e não corrompida. Por falta de um termo melhor, eu me referirei a este tipo pragmático de religião como religião “maverick” [dissidente].

O termo ‘maverick’ vem do Velho Oeste da América. Ele denotava qualquer animal que pastasse, tal como uma vaca ou um cavalo, que não tinha a marca de seu proprietário. A palavra por si só vem do proprietário de gado do Texas Samuel Maverick (1803-1870) que se recusou a marcar seus bezerros. Estes animais sem marcas eram apelidados de ‘Mavericks’ e qualquer um que fosse encontrado solto era considerado de propriedade de ninguém. Disto veio a definição a que hoje estamos familiarizados: um maverick é uma pessoa ou organização que não de propriedade ou ‘marcada’ por alguém, mas que atua de maneira independente, geralmente em uma quebra da convenção estabelecida.

As religiões Maverick são aquelas que tem quebrado o dogma tutelar e tem tentado uma abordagem prática e científica da salvação espiritual. Embora no passado nenhuma religião maverick trouxesse uma recuperação espiritual em grande escala, elas não obstante mantiveram viva a esperança enquanto talvez ressaltassem alguns poucos passos para se chegar lá.

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As Religiões Maverick  [As Religiões Dissidentes]

O movimento religioso maverick da Índia foi um maior evento histórico. Ele atraiu milhões de aderentes e teve um forte efeito civilizador na Ásia. O movimento trouxe a criação dos chamados “Seis Sistemas de Salvação”. Havia seis métodos diferentes, desenvolvidos em tempos diferentes, para alcançar a salvação espiritual.

Taolvez o mais importante dos Seis Sistemas, por causa de suas similaridades ao budismo, era o sistema conhecido como “Samkhya.” A palavra ‘Samkhya’ significa ‘razão’. A origem precisa dos ensinamentos  Samkhya é desconhecida. As doutrinas Samkhya são geralmente atribuidas a um homem conhecido como Kapila. Quem era Kapila, de onde ele veio, e exatamente quando ele viveu ainda são tópicos de especulação. Algumas pessoas localizam Kapila ao redor de  550 A.C., durante o tempo de vida de Buda.

Outros acreditam que Kapila pode ter vivido mais cedo. Algumas pessoas discutem que ele de todo não existiu por causa da extraordinária mitologia que se eleva ao redor dele. Fosse quem fosse Kapila, ou não fosse, alguns dos ensinamentos atribuidos a ele estabelecerem um significativo trabalho fundamental para posteriores filosofias dissidentes. Por exemplo, o sistema Samkhya ensinava corretamente que haviam duas básicas entidades contrastantes no universo; a alma [o espírito] e a matéria.

Posteriormente ensinava:

As almas são infinitas em número e consistem de pura inteligência. Cada alma é independente, indivisível [não pode ser tomada a parte], não condicionada, incapaz de mudar [alteração], imortal. Parece,contudo, estar ligada a matéria.

O senso comum nos diz que deve haver um limite para quantas almas existam. “Infinito” pode ser um número tão grande que seja incontável.

Samkhya ensina que cada pessoa é uma tal alma, e que cada alma tem participado na criação e/ou perpetuação dos elementos primários que constituem o universo material. As almas então criaram os sentidos com os quais perceberem estes elementos. As pessoas portanto tinha apenas elas próprias, não um ‘deus’ ou Ser Supremo, para aplaudir [ou culpar, dependendo da perspectiva de alguém] da existência deste universo e do tudo bom ou mau dentro dele. A libertação da alma de seu cativeiro na matéria, segundo Samkhya, vem através do conhecimento.

O autor Sir Charles Eliot descreve a crença Samkhya deste modo:

O sofrimento é o resultado das almas estarem amarradas à matéria, mas esta ligação não afeta a natureza da alma e em qualquer sentido será real, porque quando as almas adquirem o conhecimento descriminador e vêem que elas não estão na matéria então a ligação cessa e elas atingem a paz eterna.

Várias questões se elevam destes ensinamentos Samkhya. Primeiro, como podem todos estes seres espirituais terem auxiliado a criar o universo? Uma olhada em um livro de física nos diz que o univrso é um assunto imensamente complexo. Até mesmo o grande cientista Albert Einstein não entendeu tudo isto. Como, então, é possível que todos nós, ‘pequeninos mortais’ incluindo os bebados que dormem nas ruas em estupor, podem uma vez ter feito algo como criar este mundo? A resposta pode residir no fato de que a matéria é constituída em simples aritmética e é muito menos sólida do que parece.

O bloco básico de construção da matéria física é o átomo. Um átomo é composto de três componentes principais: protons, neutros e eletrons. Os protons e neutrons são reunidos para formar o núcleo do átomo. Os eletrons orbitam em velocidades tremendas ao redor do núcleo e portanto formam um escudo do átomo. O inteiro arranjo é mantido junto pela força eletromagnética.

O que torna um tipo de átomo diferente de qualquer outro? Nada mais do que o número de eletrons e de protons. Por exemplo, o hidrogenio tem apenas um eletron e um proton. E com mais um eletron e um proton e voalá, você tem um átomo de helio! E acrescente 77 mais eletrons e protons, ao longo de uma genorosa ajuda do neutrons e você obtém ouro. Retire alguns e obtenha o cobalto. Some outros mais e tenha zinco. Há 105 elementos básicos, cada um existindo simplesmente porque eles tem um número diferente de eletrons e de protons!

Como podemos ver, a matéria física é construida de uma matemática idiotamente simples que qualquer um pode fazer. A razão pela qual este arranjo parece funcionar é que a adição e a subtração de eletrons e protons causam uma mudança na energia criada pelo átomo. Já que a matéria é apenas energia condensada, uma mudança na energia de um átomo por meio desta simples aritmética causará uma mudança na substância física que o átomo produz. O universo apenas fica complicado depois que as substâncias começam a interagir.

Um outro ponto é que a matéria física é muito menos sólida e muito mais efêmera do que parece. Os átomos consistem quase inteiramente de espaço vazio. Se o núcleo de um átomo de hidrogênio é aumentado ao tamanho de uma bola de gude, seu único elétron estaria a um quarto de milha de distância! O átomo mais pesado com mais neutrons, protons e eletrons é o urânio com 92 eletrons.

Se um átomo de urânio fosse aumentado a meia milha de diâmetro, o núcleo não seria maior do que uma bola de baseball! Isto revela que os átomos são compostos quase que inteiramente de espaço vazio e que a matéria, até mesmo o mais pesado granito, é portanto surpreendentemente efêmera. Nossas percepções físicas não detectam a natureza ilusória da matéria porque os sentidos físicos são construidos para aceitarem a ilusão de solidez causada pelo movimento extremamente rápido das partículas atômicas. [mova algo para frente e para trás, ou ao redor e ao redor, suficientemente rápido e isto parecerá sólido]. Podemos ver a matéria pelo que ela verdadeiramente foi, vemos o objeto mais sólido como uma peça de penugem etérea.

Na medida em que o tempo passava, muitos dogmas incorretos foram acrescentados aos ensinamentos básicos Samkhya, fazendo com que o sistema Samkhya eventualmente desmoronasse. Os outros sistemas dissidentes sofreram o mesmo destino. No sistema do Ioga, por exemplo, as pessoas retornaram a idolatria de deus como parte de sua estrada para a liberdade espiritual. Em um outro dos Seis Sistemas, o ‘Mimamsa’  uma tentativa foi feita de manter os credos arianos e incorpora-los nos dogmas das doutrinas dissidentes. Isto não funcionou porque não se pode misturar doutrinas destinadas a obrigar a obediência rígida com os ensinamenos destinados a liberdade espiritual  e esperar que se alcance esta última. Para ser bem sucedida, o verdadeiro conhecimento espiritual parece exigir a mesma precisão exigida por qualquer outra ciência. Diluir um conhecimento espiritual bem sucedido nos ensinamentos erroneos destruirá esta precisão.

O movimento dissidente hindu eventualmente veio a uma parada de trituração na medida em que mais e mais idéias arianas que deveriam ser substituidas se tornaram novamente incorporadas no movimento. Ao mesmo tempo, muitos ensinamentos dissidentes foram retirados do contexto e absorvidos na religião hindu. O resultado tem sido uma confusão espiritual sem esperança na índia desde então.

Antes de seu máximo desmoronamento, o movimento dissidente hindu trouxe uma das maiores religiões na história: o Budismo. Fundado ao redor do ano 525 AC por um príncipe hindu chamado Gautama Siddharta (que mais tarde ficou conhecido como Buda ou o Iluminado], o budismo de disseminou rapidamente pelo Oriente. Como o sistema Samkhya, o budismo em sua forma original não venera os deuses Vedas. Ele se opõe ao sistema de castas e não apoia as doutrinas bramanes hindu avançadas]. Diferente de muitos budistas modernos, cada budista não venera Buda como um deus; ao invés, eles o respeitam como um pensador que tinha criado um método pelo qual um indivíduo, por seus próprios esforços, pode alcançar liberdade espiritual por meio do conhecimento e de exércícios espirituais. É difícil determinar quanto bem sucedidos ralmente foram os budistas iniciais em alcançar suas metas, embora Siddharta afirmou que ele pessoalmente alcançara um estado de libertação espiritual.

O budismo, como outros sistemas dissidentes, passou por uma grande quantidade de mudança se partindo e decaindo na medida em que se passavam os séculos. Isto causou uma perda da maioria dos verdadeiros ensinamentos de Siddharta. Além disso, muitos ensinamentos e práticas não criadas por Buda foram mais tarde acrescentadas a sua religião e mal rotuladas como BUDISMO. Um bom exemplo desta deterioração é encontrado na definição de ‘nirvana’.

A palavra ‘nirvana’ originalmente se referia ao estado de existência no qual se tem alcançado a plena consciência de si próprio como um ser espiritual e não mais se vivencia o sofrimento devido a má identificação com o universo material. O Nirvana é um estado ansiado por todos os budistas. O Nirvana também pode ser traduzido por Nada ou Vazio: estes conceitos que soam tão terrrivelmente para muitas pessoas hoje em dia que o nirvana seja um estado de não existência ou que isto envolva uma perda de contacto com o universo físico. Na verdade, a meta dissidente original era alcançar um estado exatamente o oposto. O verdadeiro estado de Buda do nirvana incluia um sentido muito mais forte de existência, aumentada auto-identidade, e uma habilidade de mais acuradamente perceber o universo físico.

Se compararmos a religião dissidente com a religião tutelar, descobrimos um número de diferenças muito distintas pelo qual uma pessoa pode distinguir entre elas. Uma mapa comparando as filosofias chave pelo qual elas mais fortemente se diferem pode se parecer a algo assim:

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Religião Tutelar

- Uma fonte de inspiração de ensinamentos que dizem ser de um Deus, um anjo, ou uma força sobrenatural; não de um ser humano.

- A crença em um único Ser Supremo, ou Deus, é a principal pedra fundamental da fé. [nos tempos mais iniciais, a veneração de muitos 'Deuses' de tipo humano]

- A imortalidade física é uma meta importante ou desejada em muitas religiões tutelares. Aderência a doutrina baseada na fé ou apenas na obediência é ressaltada.

- Várias punições severas ou fatais são algumas vezes empregadas ou advogadas durante a história da religião para lidar com os não crentes ou apóstatas.

- A crença que sendo nascido em um corpo humano, uma ou muitas vezes por meio da reencarnação, é parte de um amplo plano espiritual que beneficia a cada ser humano.

- A crença que há “forças superiores’, ‘deuses’, ou entidades sobrenaturais que controlam os destinos individuais ou coletivos das pessoas. Os seres humanos não tem controle sobre estas forças e pode somente suporta-las.

- A crença que somente um Ser Supremo criou o universo físico.

- O sofrimento humano, a dor e a escravidão são parte de um plano espiritual mais amplo que levará a salvação e a liberdade para aqueles que obedientemente o suportarem.

- A recuperação espiritual e a salvação dependem inteiramente da graça de ‘Deus’ ou de outra entidade sobrenatural.

As Religiões Dissidentes [Maverick]

- A fonte ou inspiração dos ensinamentos é dita ser um ser humano identificável. A crença em um Ser Supremo é geralmente tolerada, mas é uma parte menor ou não existente da doutrina.

- A ênfase é colocada no papel do ser espiritual individual em relação ao universo.

- A liberdade e imortalidade espirituais são buscadas. A existência infindável no mesmo corpo físico é considerada não importante ou indesejável.

- A observação e a razão são mantidas nas apropriadas fundações para aderir a uma doutrina. As punições físicas são suaves ou não existentes. A punição mais severa é em geral a exclusão formal de um indivíduo de uma organização religiosa.

- A crença é que não há propósito espiritual oculto para a existência humana e que o processo de morte-amnésia-renascimento causa decaimento espiritual.

- A crença de que todas as pessoas são responsaveis por terem criado suas próprias condições de vida, boas e más, por ações ou inações conhecidas, e que todas as pessoas podem controlar seus próprios destinos.

- A crença de que todo mundo tem algo a ver com a criação e/ou perpetuação do universo físico. O sofrimento humano, a dor e a escravidão são doenças sociais que não tem propósito construtivo e permanecem no caminho da salvação e da liberdade.

- A recuperação espiritual e a salvação são inteiramente do indivíduo e ele é que deve alcança-las por seus próprios esforços auto-motivados.

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Alguns leitores observarão que muitos elementos dissidentes e tutoriais listados acima estão misturados em algumas religiões. Um bom exemplo disto é o hinduismo. Tais misturas geralmente são realizadas quando as idéias dissidentes são incorporadas a uma religião tutelar, ou quando as doutrinas tutelares são acrescentadas aos ensimanentos dissidentes. Quando uma destas coisas acontece, os benefícios completos dos ensinamentos dissidentes são perdidos. Isto está especialmente claro no Budismo moderno onde os rituais, idolatria e oradores a Buda tem quase que inteiramente suplantado o sistema prático que Buda tentou desenvolver.

Embora o Budismo não liberte a raça humana, ele deixou a esperança que a liberdade venha um dia. Segundo uma história budista, Gautama sabia que ele não havia atingido a meta dele de criar uma religião que traria a completa libertação espiritual para toda a humanidade. Ele entretanto recebeu a promessa que um novo Buda, ou Iluminado, viria mais tarde na história para completar a tarefa. Esta promessa constitue a famosa história da profecia do “Mettaya” (“Amigo’) que se tem tornado um elemento muito importante na fé budista. Porque o Budismo não expressa originalmente uma crença em um Ser Supremo, a história de Mettaya não sugere um mensageiro ou um professor vindo de Deus. Mettaya seria simplesmente um sujeito com o conhecimento e a habilidade de fazer este trabalho.

Precisamente quando a história do “Mettaya”  estava para chegar é calorosamente debatido em alguns círculos. Muitas fontes Budistas dizem que Mettaya viria 500 anos depois da morte de Buda; outros dizem que ele teria vindo em metade deste tempo. Muitos líderes budistas tem vindo ao longo com a história de serem Mettaya. Nenhum deles tem tido sucesso em trazer o mundo prometido por Buda, e então os Budistas ainda esperam.

Na medida em que o tempo passava, a profecia do Mettaya se deteriorou com o resto do Budismo. A história foi vagarosamente absorvida em uma doutrina muito destrutiva que tem sido disseminada por fontes da Fraternidade no Oriente Médio e em outros lugares: a doutrina do ‘fim do mundo’, também conhecida pelos nomes dramáticos de ‘Dia do Julgamento”, “a Batalha Final”, “Armageddon” e outros.

Os ensinamentos de Fim do Mundo tem tido um efeito catastrófico sobre a sociedade humana; é portanto de capital importância entender mais e mais, e porque, estes ensinamentos começaram.

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Os Profetas da Condenação

Pergunte a quase qualquer um, ‘você acredita em um futuro ‘Dia do Julgamento’ de algum tipo?’

As chances são que esta pessoa responda que sim. A seguir a crença em um Deus, a crença em um Dia do Julgamento pode ser o conceito religioso mais disseminado no mundo moderno. Até mesmo muitas pessoas que são abertamente atéias frequentemente vivenciam um sentimento inato de algum tipo de grande julgamento ou realinhamento de mentiras a frente.

A maioria dos ensinamentos sobre um Dia do Julgamento são encontrados nos escritos de profetas religiosos que afirmam terem recebido as revelações místicas de Deus a respeito do futuro do mundo. Este tipo de escrita profética é geralmente chamado de um apocalipse. A palavra apocalipse vem das palavras gregas “apo” (fora) e ‘kalyptein’ (encobrir). Portanto um apolipse é “retirar algo do acobertamento”, isto é, uma revelação.

A maioria dos apocalipses seguem um padrão similar: a humanidade sofrerá a revolta durante um futuro cataclisma global. O cataclisma será seguido por um DIA DO JULGAMENTO no qual Deus ou um representante de Deus decidirá o destino de cada pessoa sobre a Terra. Somente estas pessoas que são obedientes as determinações da religião que prega o apocalipse receberão a misericórdia no Dia do Julgamento. Todo mundo mais será condenado a morte ou a eterna danação espiritual. O Dia do Julgamento será seguido pela Utopia sobre a Terra a ser apreciada apenas por aqueles que acreditarem e obedecerem.

A despeito das promessas de um Shangri-lá universal, estes ensinamentos frequementemente aterrorizam as pessoas, e elas ainda ficam muito pouco a vontade com eles hoje. Como devemos discutir brevemente, os pavorosos e temíveis apocalipses dão as verdades espirituais uma outra falsa distorção e, mais obviamente, eles subjugam as pessoas a obedecerem a uma religião específica ou líder. As doutrinas de Fim de Mundo tabém fazem com que as pessoas tenham medo de explorar os sistemas religiosos competidores, tais como aqueles oferecidos pelas religiões dissidentes. Os ensinamamentos do Dia do Julgamento por último somam uma extorção: obedeça ou morra. A questão é: quem implantou estas crenças apolípticas na Terra? Um Ser Supremo geralmente é citado mas será que um Ser Supremo é verdadeiramente a fonte?

Uma cuidadosa olhada na história revela que os ensinamentos apocalípticos primeiro se elevaram da atividade tutelar e de fontes dentro da Fraternidade corrompida. As doutrinas de Fim de Mundo foram disseminadas por primitivos missionários da Fraternidade e conquistadores lado a lado com o monoteismo. Portanto não é surpreendente saber que as doutrinas da Batalha Final tem algumas raízes no famoso símbolo da Fraternidade descoberto nas antigas relíquias egípcias. Este símbolo era um pássaro místico conhecido como fênix.

Fênix é um pássaro mítico que é dito viver de 500 a 600 anos antes de se queimar até a morte em um ninho de ervas. Fora das cinzas ele emerge como um pequeno verme que se desenvolve de novo na Fênix. A Fênix repete este processo de vida-morte-renascimento seguida e infindavelmente.

A história da fênix é uma alegoria [uma história com um significado subjacente], ou símbolo, destinado a partilhar uma verdade mais profunda. Precisamente que verdade seja esta tem sido perdido, e então encontramos as pessoas interpretando a história da fênix de muitas formas. Por exemplo, muitas pessoas vêem a fênix como um símbolo de ressureição ou sobrevivência espiritual depois da morte: uma alma é nascida em um corpo, o corpo floresce, o corpo passa pelos rigores ferozes da vida e morre; a alma permanece intacta para se erguer e construir novamente. Outros vêem a fênix como um símbolo de um ciclo de nascimento-crescimento-deterioração no qual os elementos físicos do universo parecem operar, por trás do qual jaz uma indestrutível realidade espiritual.

Lamentavelmente, a história da fênix, como tantas outras alegorias místicas da Fraternidade egípcia, distorceu verdades importantes. A história veio a trazer a falsa idéia de que exista algum tipo de lei ou plano inalterável que determina que a existência espiritual deva consistir em um árduo processo de crescimento como o da fênix, morrer pelo fogo, emergir das cinzas, crescer novamente, morrer novamente e assim para sempre. Conquanto este processo pareça regular a vida na Terra, ele não é natural, inevitável ou sadio.

Muitos ensinamentos do Fim do Mundo tomam a filosofia expressada no mito da fênix e a aplicam a inteira raça humana. Quando eles fazem isto, eles frequentemente expressam a noção que as sociedades humanas devam suportar a contínua ‘condenação pelo fogo’ como parte do grande plano de Deus. A maioria dos apocalipses então inclinam da alegoria padrão da fênix ao proclamar que este processo culminará em uma grande Batalha Final seguida por uma Utopia. Estas crenças encorajam as pessoas a tolerarem, até mesmo receberem bem, um mundo incansavelmente de dureza física, conflito e morte; o tipo de mundo que os escritos antigos dizem que os tutores desejavam para sua raça trabalhadora viver nele. As profecias do Dia do Julgamento até mesmo estimulam outras pessoas a trabalharem para a realização de uma Batalha Final porque estes crentes acreditam que isto significará o amanhecer da Utopia.

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Zoroastro

Os ensinamentos de Fim do Mundo foram amplamente disseminados na Pérsia em algum ponto entre 750 AC e 550 AC pelo famoso profeta persa chamado ZOROASTRO.

* Zoroastro provavelmente viveu mais perto de 550 AC do que de 750 AC, embora haja um debate sobre este assunto. Tradicionalmente, ele tem sido colocado 258 anos antes de Alexandre, o que alguns eruditos interpretam como 258 anos ants que Alexandre O Grande destruisse o primeiro Império Persa em 330 AC.

Zoroastro também é conhecido como Zaratustra – um nome que forneceu a inspiração para o famoso trabalho sinfônico composto por Richard Strauss – “Assim Falou Zaratustra”. A composição de Strauss se tornou a música tema do filme americano “2001: Uma Odisséia no Espaço.”

Zoroastro é citado pelos historiadores como um dos profetas iniciais a pregar o tipo de monoteísmo criado pela primeira vez por Akhenaton. Zoroastro era um místico e sacerdote ariano que também ensinou alguma forma de arianismo. A Pérsia naquele tempo era uma nação ariana dominada por uma casta ariana sacerdotal. Alguns ramos da Fraternidade hoje afirmam que Zoroastro foi um emissário da antiga Fraternidade.

A cosmologia de Zoroastro [a teoria do universo] foi baseada no conceito de uma luta entre o bem o mal. Zoroastro disse que esta luta era para ocorrer por um período de 12.000 anos divididos em quatro estágios.

* O primeiro estágio consistia apenas na existência espiritual durante um tempo no qual um Deus chefe projetou o universo físico.

* Durante o segundo estágio, o universo material foi criado, seguido pela entrada de oponentes do Deus chefe no novo universo com o propósito de criar problemas.

* A terceira fase consistia em uma batalha entre o Deus chefe e seus rivais sobre o destino de muitas almas que vieram a ocupar o universo.

*No quarto estágio, o final, o Deus chefe enviava uma sucessão de salvadores que poderiam finalmente derrotar o oponente e trazer a salvação a todos os seres espirituais no universo.

Segundo o modelo de Zoroastro o mundo está no quarto estágio.

Zoroastro parece ter sido um reformador honesto e sincero. Ele ensinou algumas lições boas sobre a natureza da ética e sua importância para a salvação espiritual. Ele ressaltava que as pessoas tinham que ter livre arbítrio. Em outros assuntos, contudo, a religião de Zoroastro falhou no ideal. Para entender o porque, precisamos apenas olhar o Deus de ZOROASTRO.

O Deus de Zoroastro era chamado Ahura Mazda, que significa ‘o senhor [ou o espírito] (ahura) do conhecimento [ou sabedoria] (mazda). Zoroastro afirma que quando ele era um sacerdote de 30 anos,  Ahura Mazda tinha aparecido diante dele e dito que ele, Ahura Mazda, era o Deus verdadeiro. Ahura Mazda então continuou para partilhar com Zoroastro muitos dos ensinamentos que constituiram o Zoroastrismo. Quando vamos ver que tipo de criatura era Ahura Mazda, descobrimos que nada mais ele era que um tutor fingindo ser Deus. Ahura Mazda é apresentado em alguns lugares como uma figura humana barbada que está de pé em um objeto circular. Do objeto circular se projetam duas asas estilizadas que indicam que ele voa. O objeto voador redondo tinham dois suportes sobressalentes sob ele que se assemelham a pernas para pouso.

Em outras palavras, Ahura Mazda era um Deus de aparência humana que voava em um objeto voador redondo com apoios para pouso: um tutor. A implicação é que o monoteismo de Zoroastro com sua mensagem apolíptica foi disseminado na Pérsia com a ajuda tutelar muito do mesmo modo que o judaismo tinha se disseminado sob Moisés.

Como notado anteriormente, Zoroastro era um ariano vivendo em uma região governada por outros arianos. O domínio ariano era tão forte que o nome da Pérsia foi eventualmente mudado para Irã, que é um derivado da palavra ariano. O Zoroastrismo trabalha para falar de um Deus lutando pelas nações arianas e ajudando-as a trazerem boas colheitas. Através de seus escritos, [primariamente em Zend Avesta], e por seus secretos ensinamentos místicos, o Zoroastrismo fez muito ao disseminar as filosofias do arianismo para outras organizações dentro da rede da Fraternidade. Devemos ver outros exemplos mais tarde.

As doutrinas apocalípticas continuaram a se dissseminar depois da morte de Zoroastro, especialmente pelos profetas hebreus. Os avisos destes profetas podem ser encontrados nos livros posteriores do Velho Testamento. Um destes profetas foi Ezequiel, cuja bizarra descrição de objetos voadores vimos no capítulo 7. Segundo a narrativa de Ezequiel, ele foi levado a bordo de uma nave estranha para o propósito específico de receber uma mensagem apolíptica a ser disseminada, novamente indicando que os tutores eram os máximos criadores dos ensinamentos do Dia do Julgamento.

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O Império Romano e a Palestina

Quando se aproximava o ano 1 de nossa era, a religião hebraica tinha se tornado bem assentada no Oriente Médio. Ela estava, contudo, passando por mudanças, algumas das quais eram causadas pela extensão do Império Romano para a Palestina. Os Romanos, que eles próprios haviam sido dirigidos para a conquista por estranhas religiões místicas com definidos subtons da Fraternidade, frequentemente tornavam a vida difícil para os judeus. Neste ambiente, um número de seitas judaicas se elevaram que frequentemente estavam em disputa umas com as outras, exceto a respeito de um só assunto: os romanos não eram bem vindos na Palestina.

Algumas seitas hebraicas, tais como a dos Saduceus, proclamavam a vinda de um Messias de Deus. Um Messias que deveria prevalecer na luta eterna do bem contra o mal, trazer a liberdade aos judeus oprimidos. Esta idéia se tornou muito popular entre os hebreus da Palestina, até mesmo embora sua forte conotação política a tornasse perigosa. As profecias messiânicas do Velho Testamento começaram já em 750 AC com o profeta Isaias. Os apocalipses judeus apareciam esporadicamente depois disso, ainda que bastante frequentemente mantivessem vivo o medo de um cataclisma mundial.

Os exemplos incluem o profeta Joel por volta de 400 AC e Daniel por volta de 165 AC. Ironicamente as profecias eram muitas duras e expressavam uma hostilidade tremenda contra o próprio povo judeu até mesmo embora era para que os judeus se beneficiassem das profecias. Os videntes do Velho Testamento descreveram as pessoas de Israel como perversas e pecadoras. Eles citaram Jehovah os ameaçando com todos os tipos de calamidade [contra o povo de Israel], e contra os opressores de Israel. Ninguém deveria ser poupado. Para dar sabor a estas previsões, aqui está uma citação do último livro no Velho Testamento, escrito pouco antes de 445 AC:

Olhe, virá o dia em que tudo queimará como se em um forno; e todo o orgulho, e todos aqueles que agem perversamente, devem sucumbir: e o dia que vem deve queimar a todos, disse o Senhor das Hostes [os anjos] que não restará raiz ou ramo.

Mas para você que teme o meu nome deve o Sol da Justiça se elevar com a cura em suas asas; e você deve ir adiante e crescer como os bezerros no estábulo. E você andará sobre os perversos; porque eles devem estar em cinzas sob as solas de seus pés no dia em que eu deva fazer isto – disse o Senhor das Hostes.

Lembre-se da lei de Moisés, meu servidor, que eu mandei a ele em Horeb para todo Israel, com os estatutos e julgamentos. Observe, eu lhe enviarei Elias o profeta antes de vir o grande e pavoroso dia do Senhor: e ele mudará os corações dos pais para as crianças e os corações das crianças para os seus pais, de forma a que eu não venha de destrua a Terra com uma praga. MALAQUIAS 4:1-6

A passagem acima prega a vinda de um mensageiro especial de Deus chamado Elias, que era a competição hebraica contra o Mettaya da religião budista. Os Budistas, talvez sentindo uma demonstração de superioridade ou caindo presas das corrompidas influências da Fraternidade, redefiniram a história de Mettaya para se assemelhar aos apocalipses monoteistas. Isto criou uma ilusão que os hebreus e os budistas estavam esperando a mesma pessoa quando, de fato, eles não estavam. Os monoteistas da Fraternidade estavam [e ainda estão] esperando por um mensageiro de Deus acoplado ao Dia do Julgamento. Os budistas estavam simplesmente esperando um amigo que é esperto e se preocupa o suficiente em terminar o trabalho de Buda sem a necessidade que o mundo inteiro termine. Os hebreus modernos ainda estão esperando que Elias apareça, enquanto que os cristãos acreditam que Elias foi João Batista, o homem que batizou Jesus Cristo.

Os profetas do Velho Testamento expressaram uma outra idéia importante. Jehovah continua a manipular as pessoas para a guerra:

Porque eu [Deus] reunirei todas as nações contra Jerusalém para a batalha… Então deve o Senhor ir adiante e lutar contra estas nações… Zacarias 14:1-2 [ escrito por volta de 520 AC]

Esta é uma citação surpreendente porque ela afirma que a intenção de Deus é fazer com que muitas nações  entrem em conflito ao inicialmente apoiar um lado e então apoiar o outro. Tais ações são do livro didático de Machiavelli. A intenção de Deus é fazer com que irmão lute contra irmão e expressa do mesmo modo e no mesmo ano pelo profeta Haggai:

E eu derrubarei o trono dos reis, e eu destruirei a força do gentio, e eu derrubarei as carruagens, e aqueles que as dirigem, e os cavalos e sua montaria devem cair, todo mundo pela espada e seu irmão. – HAGGAI 2:22

Os crentes bíblicos ainda acreditam que um Ser Supremo esteja por trás das viciosas intenções maquiavélicas descritas na Bíblia. A teoria dos ‘antigos astronautas’ parece fornecer uma verdadeira inovação ao ressaltar a sociedade tecnológica brutal, não um Ser Supremo, como a fonte mais provável de tais maquinações.

Quando as pessoas aderem às profecias apocalípticas, eles geralmente o fazem porque elas acreditam em pre-derterminação. A predestinação é uma idéia que o futuro já está criado e é inalterável, e que algumas pessoas tem uma habilidade especial para ver este futuro.

A predestinação realmente existe?

Por amor a discussão, vamos assumir que sim: em um dado momento no presente, já existe um futuro criado que é tão sólido e real quanto qualquer momento no passado ou presente. Talvez o tempo não seja tão linear como temos acreditado. Se um tal futuro já existe, isto significa que seja inevitável a sua ocorrência?

Não.

Aqui está um simples exercício em duas partes que ilustra isto:

Parte 1:

Encontre um pedaço de tempo e o anote. Calcule o que o tempo será em exatamente trinta segundos. Agora decida exatamente onde você está de pé quando o momento dos 30 segundos chegar. Olhe o relógio e se assegure de estar no ponto em que escolheu. Você tem exatamente criado uma profecia e a cumprido.

Parte 2:

Olhe novamente o relógio e decida uma nova locação. Dez segundos antes que chegue o momento dos trinta segundos, repense se você que realizar a profecia. Se você o fizer, esteja no lugar que decidiu; se não, escolha um novo local ao acaso e esteja lá quando o momento dos trinta segundos chegar.

Repita o exercício acima inúmeras vezes.

Quais das duas partes acima criou o futuro mais forte e mais sólido? A resposta com certeza é a Parte 1. Quais dos futuros um profeta mais provavelmente veria? Novamente a resposta é a Parte 1. O ponto estabelecido aqui é que o futuro é formado grandemente pela intenção sustentada pela ação; quanto mais forte a intenção e melhor seja apoiada pela ação, mais sólido o futuro tenderá a ser.

Portanto o futuro é maleável. Uma realidade futura, não importa quão sólida seja ela ou quantos profetas tenham concordado com a sua existência, pode ser mudada. Ela apenas é ireversível se as pessoas continuam a realizar, ou deixam de realizar, estas ações que farão com que o futuro venha, e ninguém faz algo suficiente eficaz para se contrapor a estas ações ou inações.

Algumas pessoas argumentarão que o verdadero vidente preveria a mudança na mente na Parte 2 do exercício acima. Se isto é verdadeiro, então o profeta tem conquistado uma habilidade extraordinária de influenciar o futuro, porque ele agora pode contactar o sujeito de sua visão e persuadir esta pessoa a mudar sua mente ou o vidente pode tomar ações para assegurar ou evitar as consequências da decisão.

A profecia tem realmente apenas um valor: como um instrumento para mudar ou assegurar o futuro. O problema com um vidente que prevê um evento trágico que mais tarde se torna verdadeiro é que ele advinhou uma informação insuficiente para fazer algo quanto a isto. Por exemplo, o famoso profeta americano Edgar Cayce, previu um holocausto mundial na década de 1990. Por causa da reputada habilidade de Mr. Cayce prever tais coisas, muitas pessoas estão convencidas que um tal evento se encontre no futuro. Talvez esteja. Infelizmente. Mr. Cayce não foi capaz de expandir o suficiente esta previsão para oferecer uma informação detalhada a ser usada para alterar os eventos que ele previu. Sua profecia portanto está pavorosamente incompleta.

Como devemos ver neste livro, tem havido muitos episódios de Fins do Mundo na história mundial. Todos eles tem cumprido as profecias religiosas exceto em um ponto crucial: nenhum deles trouxe uma nova era de paz e salvação como prometeram. A despeito do pálido registro, muitas pessoas hoje estão pregando que ainda há mais um outro Fim do Mundo ou Batalha Final para trazer uma vida melhor.

Pouco depois do ano 1 da nossa era, um controvertido líder religioso nasceu e tentou evitar ser declarado um Messias apocalíptico. Ele não foi bem sucedido e seria pregado em um cruz de madeira como resultado. Hoje o conhecemos como Jesus Cristo. E sua história é uma história importante.

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O Ministério de Jesus

A história que a maioria das pessoas conhece sobre Jesus é contada no Novo Testamento. O Novo Testamento, como grande parte do Velho Testamento, está em muitos lugares como uma versão grandemente alterada das narrativas originais nas quais ele é baseado. Além disso, provavelmente menos de 5% de tudo que Jesus e seus seguidores originais ensinaram é encontrado na Bíblia.

Muitas das mudanças e exclusões no Novo Testamento foram feitas por Conselhos Especiais da Igreja. O processo de edição começou já em 325 de nossa era, durante o Primeiro Conselho de Nicéia, e continuou bem até o século XII. Por exemplo, o Segundo Sínodo [ Conselho da Igreja] de Constantinopla em 553 de nossa era, deletou da Bíblia as referência de Jesus à reencarnação – um conceito importante para Jesus e seus seguidores iniciais. Mais tarde, os Conselhos Lateranos do século XII acrescentaram um dogma na Bíblia que nunca foi ensinado por Jesus: o conceito da Santíssima Trindade.

A Igreja cristã não se limitou a mudar umas poucas idéias; ela também rejeitou livros inteiros. A Igreja destruiu muitos destes documentos e registros que contradiziam as mudanças radicais que eram feitas na doutrina cristã por estes conselhos. Felizmente, os escritos originais que sobreviveram ao processo de edição ainda oferecem pistas valiosas e insights da vida de Jesus.

Muitos escritos rejeitados pelos Conselhos da Igreja encontraram seu caminho em um livro conhecido como Apócrifos [escritos ocultos]. Os Apócrifos consistem de escritos que eram atribuídos serem de origem ou qualidade duvidosa pela Igreja.

Alguns destes materiais foram corretamente rejeitados. Outros trabalhos apócrifos foram omitidos simplesmente porque eles contradiziam a versão oficial da Igreja da vida de Jesus em vários detalhes cruciais. Há detalhes que, se cuidadosamente pesquisados, ofereceriam uma visão geral de certa forma diferente sobre a vida de Jesus daquela apresentada na Bíblia autorizada.

Segundo os Apócrifos, a história de Jesus começa com seus avós maternos, Joaquim e Ana. Joaquim era dito ser um sacerdote em um templo hebreu. Joaquim e Ana era felizmente casados exceto por um problema: eles não eram capazes de produzirem filhos. Isto foi uma fonte de considerável embaraço para eles. Gerar filhos, especialmente meninos, era muito importante naquela era.

Um dia Joaquim estava de pé sozinho nos campos quando um anjo apareceu. O anjo foi descrito como saindo de uma tremenda quantidade de luz e causando medo em Joaquim por sua aparência. O anjo preservou Joaquim e disse a ele que não mais ficasse envergonhado porque o anjo faria com que Ana ficasse grávida. A única estipulação para esta honra era que Joaquim e sua esposa deviam entregar a criança para ser criada pelos sacerdotes e anjos em um templo em Jerusalém.

Tudo seguiu segundo o plano. Com a idade de três anos, a pequena filha de Joaquim e Ana foi levada ao templo e deixada lá. Maria era uma criança maravilhosa que permaneceu devotada aos sacerdotes e ‘anjos’ pelos seguintes 11 anos. Quando Maria e as outras crianças no templo chegavam a idade de 12 a 14 anos [duas idades diferentes dadas por fontes diferentes] era tempo delas voltarem ao mundo e se casarem.

Contudo, Maria não era livre para escolher seu próprio marido. Seus mentores escolherem um para ela. O escolhido para Maria era um homem muito velho chamado José. José de início não concordou com o casamento porque ele estava muito velho e já tinha seus próprios filhos. Depois que os esforços foram feitos para que ele mudasse de idéia, José consentiu em se casar e foi para a casa dele em Belém para prepara-la para sua nova esposa. Maria foi para a casa de seus pais, Joaquim e Ana na Galiléia, para ficar pronta.

Enquanto Maria estava na Galiléia, um anjo chamado Gabriel apareceu diante dela anunciando que ela daria nascimento ao novo Messias. Maria estava confusa:

Ela disse, “como pode ser isso? Pelo visto, segundo meu voto [de castidade], eu nunca tive contacto sexual com homem algum, como posso gerar uma criança sem a adição da semente de um homem?”

A isto o anjo respondeu e disse: “Não pense nisto, Maria, que você não conceberá do modo comum. Porque, sem dormir com um homem, conquanto virgem, você conceberá e conquanto Virgem dará leite de seus seios. Porque o Espírito Santo virá sobre você e o poder do Mais Alto abrigará você sem qualquer calor da luxúria. Então o que você dará nascimento será apenas sagrado, porque erá concebido sem pecado e sendo nascido deverá ser chamado de Filho de Deus.”

Então Maria, unindo as mãos e elevando os olhos aos céus, disse: “Perceba a criada do Senhor! Que seja feito a mim o que você disse”. –   MARIA VII: 16-21

Vários pesquisadores acreditam que as histórias dos ‘nascimentos virgens’ podem ser baseadas em casos de inseminação artificial. O nascimento virgem significa apenas que a mulher não foi engravidada por um homem, mas que ao invés gerou um filho pela ação de um ‘anjo’. Se considerarmos que muitos anjos no Novo Testamento são tutores, a inseminação artificial se torna uma possibilidade distinta.

A conversa acima entre Maria e o anjo dela expresa uma forte crença espiritual e moral ligada ao ato da concepção. A fecundação por um anjo era considerada sagrada e desejável, mas a concepção por humanos era frequentemente considerada pecado. Para alguém engajado em inseminação artificial haveria um razão prática para criar uma tal distinção. A inseminação artificial ajuda a manter o controle sobre as caracteristicas físicas do futuro bebê, algo que não pode ser assegurado no cruzamento humano aleatório. Ao inseminar artificilmente duas ou mais gerações em uma linhagem, a pureza do produto final é grandemente aumentada.

Isto é praticado hoje por cruzadores de animais que controlam estreitamente a inseminação e o cruzamento dos rebanhos de geração em geração para trazer animais cada vez mais fortes, mais puros e maiores. A este respeito, é significativo que a prole dos alegados nascimentos virgens foram frequentemente descritas como fisicamente perfeitas e de aparência não usualmente bela. Conquanto alguma desta lisonja fosse sem dúvida devido a tendência dos seguidores de verem seus líderes religiosos sob a melhor luz possível, as história de gravidez induzida por um anjo durante gerações consecutivas, tais como a história que cerca Jesus, fortemente sugeriria um esforço de entrecruzamento. Esta discussão não significa lançar o desrespeito sobre a personalide de Jesus ao sugerir que seu corpo foi gerado como se geram vacas, mas esta é a imagem que emerge.

O desdém expressado aos sacerdotes pelos anjos bíblicos quanto ao método humano de concepção foi aparentemente baseado em meras preocupaões práticas para assegurar um bom cruzamento, mas não obstante isto foi levado até o coração pelos sacerdotes iniciais e se tornou um maior elemento de muitas religiões monoteistas. Nos dias bíblicos, os seres humanos eram também pesadamente propagandizados como muito pecadores para justificar o tratamento bárbaro que os humanos sofriam nas mãos de seu Deus e anjos tutelares.

Ao estender este conceito de pecado ao método humano de procriação, cada pessoa concebida durante o intercurso sexual era para ser considerada nascida em pecado e portanto espiritualmente condenada. Que dilema assustador isto criou! A cada vez que um homem e uma mulher concebia e dava nascimento a uma criança eles tinham condenado um ser espiritual; ainda que os impulsos humanos para produzirem crianças sejam tão fortes. O ensinamento religioso de automática condenação espiritual por causa da procriação humana gerou um conflito poderoso entre a direção para a liberdade espiritual e a motivação física para se reproduzir.

O resultado foi a intensa ansiedade sobre o assunto do sexo e um aumento da atividade sexual não procriativa tal como a homossexualidade, o auto-erotismo, as formas não procriativas de intercurso, a pornografia, o voyeurismo, e o aborto. A ironia nisto é clara. Estas religiões que mais fortemente tem condenado o ‘pecado inerente’ em todos os seres humanos também tem sido aquelas que mais vocalmente se opõem ao sexo não procriativo.

Estes ensinamentos tinham um outro efeito importante. Eles ajudaram a reduzir a resistência humana em se engajar em uma guerra; é mais fácil para uma pessoa religiosa matar alguém se ela acredita que a vítima é inerentemente pecadora.

Felizmente, hoje a maioria das pessoas não mais acredita que a concepção humana seja inerentemente pecadora, incluindo a maioria dos clérigos. Se algo, dar a luz crianças é visto como um evento de felicidade e é isto exatamente que deve ser. A despeito disso, ainda encontramos algumas das velhas idéias se imiscuindo. Um pequeno número de filósofos, psiquiatras, líderes religiosos e sociologistas continuam a proclamar que os seres humanos são inerentemente maus ou malignos, seja em base religiosa ou científica. Isto contribui pouco para a nossa cultura exceto para manter a ansiedade sexual e a guerra vivas.

Depois da experiência de Maria com o anjo, José viajou de sua casa em Belém para buscar Maria na Galiléia. Para seu pesar, José descobriu que sua jovem noiva já estava com vários meses de gravidez. Pensando que Maria havia se tornado uma prostituta, José fez preparativos para abandona-la. Um anjo interveio e convenceu José que Maria ainda era uma virgem. José ficou com Maria na Galiléia até seu nono mês de gravidez. No nono mês, José e Maria estabeleceram ir para casa de José em Belém para que a criança nascesse lá. Segundo os livros Apócrifos, o par não chegou a casa de José a tempo. Maria entrou em trabalho de parto perto dos arredores de Belém  e um abrigo tinha que ser imediatamente localizado para ela. O que eles encontraram foi uma caverna. Nesta caverna o jovem Jesus nasceu:

E quando eles chegaram na caverna, Maria confessou a José que tinha chegado o tempo dela dar a luz e que ela não podia ir até a cidade, e disse, ‘vamos ficar nesta caverna”.
Naquele mmoento o sol estava quase se pondo.
Mas José se apressou de forma a poder levar até ela uma parteira; e quando ele viu uma velha mulher hebréia que era de Jerusalém, ele disse a ela, “por favor, venha comigo, boa mulher, e vamos para a caverna, e você verá uma mulher que está pronta para dar a luz.”
Isto foi depois que o sol se pôs, quando a velha mulher e José chegaram a caverna e eles entraram lá.
E olhe, ela estava toda cheia de luzes, maiores que as luzes das lâmpadas e velas, e maiores do que a luz do próprio sol.
O infante estava então enrolado em fraldas, e mamando no seio de sua mãe, Santa Maria. –     INFANCIA 1:6-11

As luzes não usuais na caverna indicam a algumas pessoas a existência de iluminação de alta tecnologia de algum tipo. Isto pode não ser surpreendente quando descobrimos um outro fenômeno de alta tecnologia que cerca o nascimento de Jesus; a chamada Estrela de Belém.

Quase todo mundo no mundo cristão conhece a história dos três homens sábios que seguiram uma estrela brilhante até o bebê Jesus em Belém. A maioria dos cristãos acredita que esta estrela não usual, conhecida como Estrela de Belém, era de origem sobrenatural, uma criação de Deus. Aguns cientistas, se eles não tem descartado a história como um mito religioso, aceditam que a Estrela tenha sido o cometa Haley fazendo uma passagem baixa sobre a Terra, ou um raro alinhamento de Vênus e uma estrela brilhante.

Vários escritores UFO, por outro lado, avaliam que a Estrela de Belém fosse uma aeronave que levou os três homens sábios de suas casas na Pérsia para Belém do mesmo modo que Moisés e as tribos hebréias tinham sido guiadas por um Jehovah aéreo mais cedo na história.

Se é verdade que Jesus nasceu em uma caverna, porque o escritor Lucas e outros líderes iniciais da igreja afirmam que a primeira cama de Jesus foi uma manjedoura?

Era a intenção daqueles que apoiavam Jesus o proclamarem como o Messias Hebreu. Para que esta avaliaão fosse verdadeira, eles precisavam provar que Jesus era um descendente direto do Rei David hebreu. Uma tal linhagem era necessária para as profecias hebréias. Um número de historiadores religiosos, contudo, tem concluido que Jesus pertencia a uma seita religiosa hebraica conhecida como Essênios. Joaquim, Ana e Maria podem todos ter sido membros de templos Essenios. O nascimento na caverna tende a reforçar esta conclusão porque os Essênios eram muito bem conhecidos por usarem cavernas como abrigos e hospedagens. Se Jesus foi um Essênio, ele não pode ter sido descendente do Rei David. Isto é o porque:

Os Essênios eram visivelmente judeus, mas eles também estudavam o Zend Avesta da religião de  Zoroastro e reportadamente praticavam o arianismo. Isto ajudaria a explicar a visita dos três homens sábios da Pérsia ao bebê Jesus em Belém. Posteriormente aparece que ser ariano era uma exigência para se tornar um Essênio. O próprio Jesus tinha pele branca e cabelos vermelhos. Por causa do pré-requisito racial para se tornar um essênio, nenhum essênio pode ter sido um descendente direto do Rei David, porque as tribos hebreias tinham uma linhagem diferente.

Muito do que sabemos hoje sobre os Essênios vem de uma famosa descoberta arqueológica do século XX: Os Manuscritos do Mar Morto. Os manuscritos são uma biblioteca de documentos muito velhos datando do primeiro século de nossa era. Eles foram escritos por membros de uma comunidade essênia e escondidos por eles em cavernas perto do Mar Morto. Os Manuscritos foram descobertos em 1947 [ou possivelmente 1945] por um jovem homem tribal beduino.

Segundo o historiador John Allegro, que analisa os Manuscritos no livro dele, “The People of the Dead Sea Scrolls”, os Essênios tinham muitas características de uma sociedade secreta. Por exemplo, a admissão de uma pessoa na Ordem Essênia era realizada apenas depois de vários anos de provação. Os essênios praticavam rituais de iniciação nos quais eles juravam nunca revelar seus ensinamentos secretos. Eles também mantinham confidenciais os nomes dos ‘anjos’ que viviam entre os Essênios em suas comunidades fechadas. Os sacerdotes Essênios frequentemente se auo-denominavam “Os Filhos de  Zadok” porque seu alto sacerdote era Zadok, que havia servido no templo de Salomão.

A luz destas descobertas, não é surpreendente que vários ramos da Fraternidade tenham afirmado muito antes da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto que a organização essênia era um ramo da Fraternidade na Palestina. Tavez o ramo mais importanet naquela região. A “História da Livre Maçonaria” de Albert MacKey, publicada em 1898, confirma isto ao relatar que os essênios tinham um sistema de graus e usavam um avental simbólico.

Há muita evidência que Jesus permaneceu um Essênio por toda sua vida adulta. O historiador Will Durant, escrevendo em seu trabalho, “Caesar and Christ” (The Story of Civilization, Part III), ressalta que os essênios eram a única seita com uma tradição judaica que não se opunha as tentativas iniciais de Jesus de inovação religiosa. Das três maiores seitas hebraicas existentes na Palestina daquele tempo, Jesus condenava apenas os Fariseus e os Saduceus por seus vícios e hipocrisia, não os essênios. Os essênios e os cristãos partilham muitos traços em comum: eles mantém crenças similares sobre a vida ‘Nos Últimos Dias”, partilham refeições comuns, se engajam em rituais de banhos e batismos e tinham alguns pontos organizacionais em comum.

Notáveis similaridades entre várias doutrinas dos Manuscritos do Mar Morto e os escritos do Novo Testamento também tem sido notadas. Os historiadores ressaltam a amizade pessoal e íntima de Jesus com João Batista. Muitas práticas batismais e ascéticas [de auto-negativa] dos Essênios eram partilhadas por João. Conquanto em outros aspectos João difira do que hoje conhecemos das práticas padrão dos essênios, as similaridades são suficientemente fortes para sugerir que João, ele próprio era um Essênio. Finalmente, temos a presença ativa de ‘anjos’ reportadamente guiando ambos: essênios e o ministério de Jesus.

A despeito da forte evidência, alguns teólogos ainda discutem que Jesus foi um Essênio. As objeções deles são baseadas primariamente no fato de que muitos dos ensinamentos de Jesus contradiziam os meios essênios. Havia uma boa razão para esta contradição. Jesus, embora um essênio, tinha entrado em contacto com o movimento dissidente hindu e, como resultado, tinha ele próprio se tornado um dissidente revoltoso. Ele tentou seguir adiante com uma filosofia religiosa que estava frequentemente em disputa com seus patrocinadores essênios, e ele sofreria por isto.

A maior parte da informação do Novo Testamento sobre a vida de Jesus cobre apenas os três anos imediatamente antes de sua crucificação. Este foram os anos do ministério público de Jesus. Durante este tempo, Jesus não viveu dentro das comunidades essênias pela simples razão que ele estava engajado no ministério em viagem que o ocuparia até sua crucificação. A cada essênio era dado, ou criado por ele próprio, um chamado ou uma meta de vida a que buscar. Jesus buscava a sua como um professor na estrada.

Tanto no Novo Testamento quanto nos livros Apócrifos, a vida de Jesus parece ser muito bem coberta até aproximadamente a idade de 5 ou 6 anos. Então, abruptamente, há um completo vazio de informação sobre onde Jesus foi o o que ele fez. Descobrimos no Novo Testamento um episódio de Jesus aparecendo diante dos sábios hebreus com a idade de 12 anos, seguido de 18 anos de silêncio nos quais as atividades de Jesus não relatadas.

Repentinamente, por volta da idade de 30 anos, Jesus reemergiu e lançou sua curta e tumultuada carreira religiosa. Onde Jesus tinha estado? O que ele havia feito durante estes anos desconhecidos?

A maioria dos cristãos acredita que Jesus passou dua adolescência e jovem idade adulta trabalhando para seu pai como um carpinteiro. Sem dúvida Jesus ocasionalmente visitou seu pai e aprendeu carpintaria durante suas visitas. Muitos historiadores, contudo, sentem que havia muito mais acontecendo na vida de Jesus e eles tem tentado descobrir o que mais Jesus pode ter feito durante estes anos críticos quando seus pensamentos, personalidade e motivos estavam se desenvolvendo. Como se demonstra, Jesus estava sendo intensivamente treinado para seu futuro papel religioso.

Era comum que os meninos essênios entrassem em um monastério essênio por volta da idade de cinco anos para começar a educação deles. Isto responderia pelo súbito desaparecimento de Jesus da história naquela idade. Alguns pesquisadores acreditam que Jesus foi trazido e educado na comunidade essênia acima de Haifa pelo Mar Mediterrâneo. Ele aparentemente permaneceu lá até sua adolescencia. Com a idade de 12 anos ele fez uma viagem a Jerusalém em preparação para o seu ‘bar mitzvah’ no ano seguinte. Foi durante esta viagem que Jesus teve o debate com os sábios hebreus. Jesus então desapareceu da história novamente. Agora para onde ele foi?

A vários anos atrás aconteceu de eu ver um intrigante filme documentário de Richard Bock intitulado, “Os Anos Perdidos”. Este filme regularmente se mostra nas estações de televisão americanas perto do Natal e da Páscoa. Ele vale muito a pena ser assistido. O filme sugere que Jesus viajou a Ásia onde passou sua adolescência e início da idade adulta estudando as religiões praticadas lá. Uma fonte da qual o cineasta retirou esta notável conclusão foi “A História de Issa”, um documento budista muito antigo propostamente descoberto no Monastério Himi da Índia pelo viajante russo Nicolas Notovitchin em 1887. Notovitch publicou sua tradução da história budista em 1890 em seu livro “A Vida Desconhecida de Jesus”.

Segundo a história budista descoberta por Notovitch, um notável jovem homem chamado Issa tinha partido para a Ásia aos 13 anos. Issa estudou sob vários mestres religiosos do Oriente, fez algumas pregações suas mesmas, e retornou a Palestina 16 anos depois aos 29 anos. Os significativos paralelos entre as vidas de Issa e Jesus tem levado a conclusão que Issa era, de fato, Jesus. Se verdadeiro, uma tal jornada certamente seria omitida da Bíblia porque ela contradiz a idéia que Jesus alcançou a iluminação espiritual apenas por inspiração divina.

Se Jesus era um Essênio e ele viajou para a Ásia sob o patrocínio dos essênios, e se os essênios de fato seguiam uma tradição ariana, esperaríamos que Jesus fosse estudar sob os bramanes arianos do sub-continente hindu. Segundo a História de Issa, isto é precisamente o que aconteceu:

No seu décimo quarto ano, o jovem Issa, o Abençoado, veio a este lado de Sindh [uma província no Paquistão Ocidental] e se estabeleceu entre os Arias [Arianos]. . . .’

Depois da chegada de Jesus, os sacerdotes brancos de Brahma o receberam muito bem e alegremente; e ensinaram-lhe, entre outras coisas, a ler e entender os Vedas, e ensinar e expor as escrituras sagradas hindus. Este recepção calorosa rapidamente se tornou amarga, contudo, porque Jesus insistia em se associar às castas inferiores. Isto levou a um atrito entre o teimoso Jesus e seus hospedeiros bramanes.

Segundo a história:

Mas os Brahmins e os Kshatriyas [membros da casta militar] disseram  a ele que eles eram proibidos pelo grande Para-Brahma [deus Hindu] de chegarem perto daqueles que foram criados de sua barriga e de seus pés [a origem mística das classes inferiores];

Que os Vaisyas [membros das castas de mercadores e agricultores] podem apenas ouvir o recital dos Vedas, e isto apenas nos dias de festival, e que os Sudras [uma das castas inferiores] não eram apenas proibidos de comparecerem as leituras dos Vedas, mas até mesmo olhar para eles; porque eles eram condenados a servidão perpétua, como escravos dos Brahmins, dos Kshatriyas e até mesmo dos Vaisyas.

Mas Issa, desrespeitado seuas palavras, permaneceu com os Sudras, pregando contra os Brahmins e os Kshatriyas.
Ele se declarou fortemente contra o homem se arrogar a autoridade de privar seus seres companheiros de seus direitos humanos e espirituais. Certamente, ele disse, Deus não fez diferença entre seus filhos, que são todos igualmente queridos para eles.

Issa negou a inspiração divina dos Vedas e os Puranas [uma classe de escritos sagrados]…

Os sacerdotes e guerreiros brancos ficaram tão zangados que eles enviaram serventes para matarem Jesus. Avisado do perigo, Jesus fugiu para a cidade sagrada de Djagguernat a noite e escapou para o país budista. Lá ele aprendeu a lingua Pali e estudou os sagrados escritos budistas [os Sutras]. Depois de seis anos, Jesus podia perfeitamente expor os manuscritos budistas sagrados.

A história de Issa tem algumas implicações notáveis. Ela apresenta Jesus como um sincero reformador religioso que se encontrou se voltando contra as tradições tutelares/arianas nas quais ele havia sido criado. Suas simpatias foram então para os budistas dissidentes. A influência budista nos ensinamentos de Jesus são vistas em alguns lugares, como no Sermão da Montanha, que contém alguma filosofia fortemente similar ao budismo dos dias dele.

Depois de aproximadamente 15 anos na Ásia, Jesus viajou de volta para a Palestina via Pérsia, Grécia e Egito. Segundo uma tradição, Jesus foi iniciado nos mais altos escalões da Fraternidade na cidade egípcia de Heliopolis. Depois de completar esta iniciação, Jesus voltou a Palestina, agora um homem de 29 ou 30 anos. Imediatamente depois do seu retorno, Jesus embarcou em seu ministério público.

A fratura entre Jesus e seus hospedeiros arianos na Índia não pareceu, de início, afetar adversamente o relacionamento de Jesus com a Ordem Essênia. Não demorou muito, contudo, par que o problema surgisse. Jesus não partilhava do ascetismo de seus irmãos essênios e minimizou a importância do ritualismo para alcance da salvação espiritual. Jesus estava cercado de patrocinadores essênios que acreditavam fortemente na vinda de um Messias e eles estavam determinados a ter seu investimento, Jesus, proclamado o novo Messias. Jesus os proibiu de assim o fazer.

Segundo o historiador Will Durant, Jesus ‘repudiou toda a declaração de ascendência davídica’ e por um longo tempo ‘proibiu os discípulos de chama-lo messias…’ A maioria dos historiadores atribuem estas ações ao clima político daquele tempo. A Palestina estava sob ocupação romana e os romanos tinham uma visão sombria das profecias hebraicas por causa de seus subtons. Jesus não queria se meter em problemas com os romanos, ou assim pensava estar fazendo.

Há, contudo, uma razão muito melhor porque Jesus não queria ser proclamado o Messias hebreu. Ele sabia que a proclamação não era verdadeira e ele estava sendo honesto sobre isto. Jesus queria trazer à Palestina uma genuina ciência espiritual do tipo que os dissidentes estavam ainda tentando na Índia. Jesus portanto se tornou um rebelde dentro da própria organização da Fraternidade que o apoiava.

O maior engano de Jesus foi acreditar que ele podia usar os canais corrompidos da rede da Fraternidade para disseminar uma religião dissidente, até mesmo se ele tivesse muitos amigos íntimos e seres amados na Ordem Essênia. Jesus nunca teve tempo de estabelecer este sistema de religião dissidente porque alguns de seus apoiadores essênios e, segundo a Bíblia, até mesmo alguns anjos tutelares, rapidamente o colocaram em problemas ao proclama-lo o Messias. Não demorou muito para que os romanos e alguns líderes hebreus interrompessem Jesus e o levassem a julgmento.

Os hebreus faziam objeções a suas idéias religiosas não ortodoxas e os romanos a suas alegadas pretensões políticas. Uns meros três anos depois de iniciar seu ministério, Jesus foi reportadamente pregado em uma cruz. Embora haja evidência de que Jesus não morreu na cruz, mas tenha sobrevivido para viver o resto de sua vida em reclusão, a crucificação terminou seus ministério público e pavimentou o caminho para que seu nome fosse usado para implantar as mesmas filosofias do Dia do Julgamento a que ele tinha se oposto.

*Um conjunto de documentos datando de por volta de 400 de nossa era, chamado os Papiros de Nag Hammadi foram descobertos no Egito em 1945. Os papiros eram cópias escritas a mão dos originais manuscritos iniciais. Muitos ou todos destes originais foram escritos não mais tarde do que 150 de nossa era, isto é, antes que os padrões dos evangelhos do Novo Testamento fossem escritos. Alguns eruditos acreditam que muitos dos papiros de Nag Hammadi sejam tão autênticos, e menos alterados, do que os aceitos Evangelhos do Novo Testamento. Segundo Nag Hammadi, Jesus não foi pregado em uma cruz, mas um outro homem, Simão, tinha sido inteligente substituido para sofrer o destino de Jesus. Seja qual for a verdade que isto possa ter, o que é importante para nós é simplesmente que a crucificaxão assinalou o fim do ministério público de Jesus.

Os problemas de Jesus não podem ser atribuídos apenas aos seus apoiadores, contudo. Certamente os próprios erros de Jesus contribuiram para sua queda. A despeito de seus ensinamentos dissidentes, Jesus foi incapaz de desfazer completamente dentro dele mesmo toda uma vida de doutrinação como essênio. Há boa evidência bíblica e apócrifa que Jesus tentou misturar o dogma tutelar com os dogmas dissidentes. Isto fez com que qualquer tentativa honesta de uma reforma espiritual fracassasse. A bíblia também indica que Jesus aprendeu algumas de suas lições através de um sistema de mistérios. A única esperança de Jesus tinha sido romper completamente com a Ordem Essênia e seus métodos, mas é fácil de entender porque ele não o fez assim. Sua vida, família e amigos eram parte demais desta organização.

Embora Jesus tivesse uma acompanhamento suficientemente grande para convidar a atenção, ele não pregou por tempo suficiente para entrar nos livros de história de seu próprio tempo. Sua fama cresceu depois da crucificação quando seus discípulos viajaram longe e amplamente para estabelecer sua nova seita apocalíptica. Com a continuada ajuda dos seus anjos tutores, os missionários cristãos fizeram de Jesus um nome doméstico e criaram uma poderosa nova facção que posteriormente dividiria seres humanos em grupos de batalha.

O esforço bem sucedido para fazer de Jesus a figura principal de uma nova religião de Dia do Julgamento trouxe o mais famoso escrito apocalíptico ao mundo ocidental: a Revelação de São João. Este trabalho, que também é conhecido como Livro da Revelação do Apocalipse, é o último livro do Novo Testamento. Isto deixa os cristãos com o mesmo tipo de duras profecias que os hebreus haviam feito com o fim do Velho Testamento:

a vinda de uma grande catástrofe global seguida de um Dia do Julgamento.

O Livro da Revelação vale muito a pena de ser examinado.

*****

O Apocalipse de João

O alegado autor do Livro da Revelação foi alegadamente o amigo e discípulo de Jesus, João [não confundir com João Batista, uma pessoa diferente]. João parece ter sido o mais influente dos discípulos de Jesus e um texto bíblico anterior que é atribuido a ele, o Livro de João, parece chegar o mais perto de conduzir os fortes ensinamentos místicos dos apoiadores de Jesus e da igreja católica inicial. Por estas e outras razões o nome de João tem sido um nome importante para os cristãos e para um número de organizações místicas. Talvez então não seja surpreendente que o nome de João tenha sido escolhido para conduzir o apocalipse mais colorido e final na Bíblia.

A Revelação de São João é o quinto e final trabalho atribuido a João a aparecer no Novo Testamento. Alguns eruditos acreditam que a Revelação foi escrita pr João enquanto ele estava vivendo no exílio da ilha grega de Patmos muitos anos depois da crucificação de Cristo. Outros estão convencidos de que João não foi o autor do Livro da Revelação porque o Livro da Revelação não foi descoberto até por volta de dois séculos depois da morte de João. Segundo Joseph Free, escrevendo em seu livro, “Arqueologia e História Bíblica”, as qualidades linguísticas de Revelação são inferiores em alguns modos ao Livro de João.

É argumentado que se a Revelação foi escrita cinco anos depois do Livro de João pela mesma pessoa, a Revelação deveria ser linguisticamente igual ou superior ao livro anterior. Um outro ponto é que a Revelação contém expressões da linguagem hebraica que não eram usadas no trabalho anterior de João. Por outro lado, importantes similaridades entre Revelação e outros livros de João tem sido notadas, especialmente na repetição de certas palavras e frases. Seja qual for a verdade quanto a autoria verdadeira da Revelação possa ser, o impacto deste trabalho tem sido maior.

A Revelação é uma narrativa em primeira pessoa do bizarro encontro do autor com uma estranha pessoa que ele acreditou ser Jesus. Durante um período de um ou dois dias, o autor também encontrou um número de criaturas não usuais que mostraram a ele imagens de assustadores eventos futuros. Foi dito ao autor por estas criaturas que Satã [o anti-cristo] tomaria o mundo. Isto seria seguido pela Batalha Final do Armagedon durante a qual os anjos de Deus batalhariam contra as forças de Satã. A Batalha Final traria o banimento de Satã da sociedade humana e o retorno triunfante [a Segunda Vinda] de Jesus para reinar sobre a Terra por mil anos.

O Livro da Revelação é escrito de um modo maravilhosamente pitoresco. Ele é cheio de simbolismo complexo e imaginativo: Porque as imagens reveladas a João eram símbolos, a Revelação pode ser usada para prever um iminente Fim do Mundo em quase que qualquer época histórica. A profecia é construída de forma que os símbolos possam ser interpretados para representarem sejam quais forem os eventos históricos que aconteçam durante o período da vida de alguém. Isto é precisamente o que tem sido feito com a Revelação desde então que ela apareceu, e ainda está sendo feito hoje.

A questão é, o que causou as visões do autor? Foi um delírio? Uma propensão para contar altas histórias? Ou foi algo mais? O autor parece sincero o bastante para que se descarte a mentira. Sua maneira direta de narração tende a eliminar a ‘piração’ como resposta. Isto deixa ‘algo mais’. A questão é: o que?

Ao analisarmos o texto de Revelação, descobrimos algo mais notável. Parece que o autor tinha realmente sido drogado e, enquanto no estado drogado, foram lhes mostradas imagens em um livro por indivíduos que estavam usando costumes e ralizando uma cerimônia em benefício do autor. Vamos olhar as passagens de Revelação que sugerem isto.

João começa sua história ao nos dizer que ele era um pregador. De uma descrição posterior, parece que ele estava realizando seus rituais fora de casa [em ambiente aberto] durante as horas diurnas. Repentinamente, uma voz alta resoou atrás dele. A voz lhe mandou escrever tudo que ele estava para ver e ouvir, e enviar a mensagem as setes igrejas cristãs na Ásia [Turquia].

John se virou para ver quem estava falando com ele e, veja e observe, lá ele viu o que acreditou serem setes castiçais dourados. Entre os castiçais, de pé, estava uma pessoa que o autor descreveu como:

. . . alguém que se parecia com o Filho do homem [Jesus],
vestido com uma veste até os pés e usando sobre seu peito um cinturão dourado [apoio]
Sua cabeça e cabelos eram brancos como lá, tão brancos quanto a neve; e seus olhos eram como as chamas do fogo; e seus pés eram como de bom cobre como eles queimassem em uma fornalha; e sua voz era como o som de muitas águas. E ele tinha em sua mão direita sete estrelas e fora de sua boca saia uma espada afiada de dois gumes: e sua aparência foi como se o sol brilhasse em sua força. e ele colocou sua mão direita sobre mim… – REVELAÇÃO 1:13-17

Há surpreendentes similaridades entre este novo Jesus e os ‘anjos’ da idade espacial das histórias anteriores da bíblia. O profeta Ezequiel, por exemplo, também encontrou visitanes com pés de cobre. A passagem acima da Revelação sugre que o ‘Jesus’ de João pode ter estado vestido com uma roups de uma só peça que se estendia do pescoço para baixo para as botas de metal ou como metal.

* O fato do autor interpretar mal esta criatura como Jesus pode ser uma evidência posterior que o autor não era o discípulo original de Jesus, o João original. Por conveniência, contudo, continuarei a me referir ao autor da Revelação como João.

A cabeça da criatura foi descrita como ‘branca como a lã, tão branca quanto a neve’, indicando uma cobertura artificial ou um capacete para a cabeça. A afirmativa de João que esta criatura tinha uma voz como o som de muitas águas”, isto é, ruidosa e trovejante, é também reminiscente dos ‘anjos’ de Ezequiel e pode ter sido causada pelo ruido de motores vizinhos ou por amplificação eletrônica da voz da criatura. A espada de dois gumes que saia da boca da criatura facilmente sugere um microfone ou um tubo de respiração.

Depois que João reconquistou sua compostura, ‘Jesus’ mandou que ele escrevesse as cartas que ‘Jesus’ queria enviar a várias Igrejas cristãs. Estas cartas constittuem os primeiros três capítulos da revelação. A fase mais interessante da experiência de João então começa no capítulo 4:

. .. / olhei, e observe, uma porta foi aberta no cêu: e a primeira voz que ouvi, que soava como uma trombeta falando comigo, disse ‘venha aqui, e eu lhe mostrarei coisas que devem acontecer no futuro.
E imediatamente eu estava em espírito: e, olhe, um trono estava colocado no céu, e uma criatura sentava-se no trono.
E aquele que estava sentado parecia-me como uma pedra de jaspe e sardius [uma pedra de cor vermelha]; e havia um arco-iris ao redor do trono que parecia uma esmeralda.
E ao redor do trono estavam vin te e quatro assentos; e sob estes vinte e quatro assentos eu vi vinte e quatro anciões sentados, vestidos de branco: e eles tinham em suas cabeças coroas de ouro.
E fora do trono vinham relâmpagos e trovões e vozes: e haviam sete lâmpadas de fogo queimando diante do trono, que eram os Sete Espíritos de Deus.
E diante do trono havia um mar de vidro como cristal: e no meio do trono e redondo sobre o trono estavam quatro bestas cheias de olhos na frente e atrás. – REVELAÇÃO 4:1-6

A passagem acima pode ser vista como o autor sendo levado pela porta de algum tipo de aeronave e se encontrado face a face com seus ocupantes, como dito por alguém incapaz de descrever a experiência. A citação contém dois elementos especialmente interessantes: primeiro, João disse que a voz de acima soava como uma trombeta falando com ele. Isto fortemente sugere uma voz reverberando por um microfone. Segundo, os ‘trovões, relâmpagos e vozes’ emitidas do trono sugerem que o trono tinha um aparelho de televisão ou de radio de algum tipo. Um humano dos dias modernos pode bem descrever a mesma experiêmcia deste modo:

‘Bem, sim. eu fui elevado a um foguete. Lá eu me confrontei com a tripulação sentada vestida com macacões e capacetes brancos. Eles tinham algum tipo de radio ou de recepção de Televisão funcionando.

A presença de sete velas e sete lâmpadas indicam que um ritual tinha sido preparado para o autor. O itual estava completo com vestimentas, teatralidades e efeitos sonoros; todos destinados a profundamente impressionar a mensagem sobre o autor.

Isto é o que aconteceu quando foi mostrado a João o primeiro pergaminho:

E vi na mão direita daquele que estava sentado no trono um prergaminho com escritos dentro dele e o lado de trás acrado com sete selos. E vi um forte anjo proclamado em voz alta, Quem é digno de abrir o livro, e retirar os selos dele?
E nenhum homem no céu, nem na terra, nem de baixo da terra foi capaz de brir o livro nem de ver seus conteudos.
E eu solucei muito porque nenhum homem foi encontrado digno de abrir e ler o livro, nem de olhar seu conteúdo.
E um dos anciões me disse, ‘não chore: olhe, o Leão [um dos animais lá] da tribo de Judá, a Raiz de David, tem tido sucesso em abrir o livro e quebrar seus setes selos.
E eu vi de pé entre o trono e a as quatro bestas e no meio dos anciões, um Cordeiro do modo de ter sido abatido, tendo sete chifres e sete olhos, que são os setes espíritos de Deus enviados por toda a Terra.
E ele veio e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono.
E quando ele tomou o livro as quatro bestas e os 24 anciões cairam diante do Cordeiro, cada um deles sustentado harpas, caixas dourdas cheias de odores que eram as preces dos santos.
E eles cantaram uma nova música, dizendo, ‘voocê é digno de tomar o livro  abrir os selos dele: porque você foi assassinado e tem nos redimido a Deus pelo seu sangue por cada família, lingua, povo e nação:
E nos tem feito reis e sacerdotes de Deus: e devemos reinar na Terra.
E eu vi, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono e as bestas e os anciões: e eles numeravam dez milhares de vezes dez mil, e milhares de milhares;
Dizendo com uma voz alta, Digno é o Cordeiro que foi morto para receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força e honra, e glória e benção.
E cada criatura que está nocéu, e na Terra, e sob a Terra, e aqueles que estão no mar, e todos que estão nels, me ouviram dizendo, benção, e honra, e glória, e poder seja a ele que se senta no trono e ao Codeiro para todo o sempre.
E as quatro bestas disseram Amém. E os 24 anciões cairam e veneraram a eles e viveram para todo o sempre.  – REVELAÇÃO  5:1-14

Os anciões continuaram a cair em momentos dramáticos pela cerimonia. A cada vez que eles ssim o faziam, eles causavam bem uma impressão sobre João. Entre outros gritos de ‘Amém!” e “Alelulia!” o autor recebeu a sobria tarefa de escrever tudo que lhe estava sendo mostrado e ensinado.

Tem sido ressaltado que a experiência de João descrita é idêntica ao ritual místico, especialmente de iniciação nos ensinamentos de uma sociedade secreta. Por esta razão, algumas pessoas acreditam que a Revelação seja realmente uma narrativa de uma cerimonia de iniciaçao típica de muitas organizações ad Fraternidade; típicas até mesmo hoje. Estas observações são muitos importantes quando elas são acopladas com a evidência que a experiência de João tinha um elemento de ópora espacial. Isto revela o continuado envolvimento tutelar no misticismo da Fraternidade depois do tempo de Cristo ser a máxima fonte das doutrinas apocalípticas.

Na passagem acima da Revelação, observamos que João reagiu com fortes emoções ao que estava acontecendo ao seu redor. Ele estava especialmente inclinado a chorar em relativamente pouca provocação. Ele pareceu incapaz de distinguir entre o ritual e a aparente realidade. Isto levanta questões sobre seu estado mental. Uma leitura cuidadosa de Revelaçao indica que a mente de João pode ter sifo influenciada por drogas administradas a ele pelas criaturas. A psiquiatria moderna tem descoberto que um número de drogas podem ser usado para implantar profundamente mensagens na mente de uma pessoa.

Esta técnica serve hoje como um instrumento de inteligência nos EUA, Rússia e outros lugares. O provável ‘drogueamento’ de João é exposto no capítulo 10 de Revelação. OO autor aparentemente estava fora de casa novamente se preparando para memorializar as últimas revelações quando um ‘anjo’ voou do céu tendo algo em sua mão:

E a voz que ouvi do céu falou para mim novamente e disse, ‘vá e pegue o pequeno papiro que está aberto na mão do anjo que está de pé sobre o mar e sobre a terra.’ Eu fui ao anjo e disse a ele, ‘dê-me o pequeno papiro.’ E ele disse para mim, ‘pegue-o e coma-o; e isto tornará sua barriga amarga mas a sua boca será doce como o mel’. E eu pequei o pequeno papiro da mão do anjo e o comi; e a minha boca ficou doce como o meu e quando eu o com i, minha barriga ficou amarga. E ele me disse, ‘você deve orar novamente diante de muitas pessoas e na~çoes, e linguas e reis. – REVELAÇÃO 10:8-11

A maioria dos cristãos acredita que o pequeno papiro oferecido a João fosse um documento verdadeiro, os conteúdos que o autor veio magicamente a conhecer ao comer o papiro. A nossa pista que isto era provavelmente papel, ou algo mais, saturados por uma droga permanece no testemunho de João que o papiro era doce de sabor mas causou uma amarga reação no estomago.

Interessanetmente, uma experiência quase idêntica tinha sido relatada por Ezequiel:

E quando eu olhei, a mão de um anjo foi posta sobre mim; e um papiro estava nela; e ele o abriu diante de mim e ele tinha um escrito dentro e fora dele; e havia lamentações escritas, e pesares, e juramentos. Adicionalmente, ele disse para mim, Filho do Homem, faça sua barriga comer, e encha seus intestinos com este papiro que dou a você. Então eu o comi e e isto era em minha boca doce como o mel. E ele disse para mim, vá até a casa de Israel e fale minhas palavras para eles – EZEQUIEL 2:9-10, 3:1-4

Muitas pessoas confusamente acreditam que João realmenet vi os futuros eventos históricos que ele apontou na Revelação. Tem sido ressaltado igualmente por eruditos cristão e não cristãos que as ‘visões’ de João sobre o futuro eram simplesmente ilustrações retiradas dos papiros. Isto é especialmente evidente na visão de João da Criatura com sete cabeças e dez chifres:

E eu fiqui de pé sobre a areia do mar, e vi uma besta se elevar do mar, tendo sete cabeças e dez chifres e sobre seus chifres dez coroas e sobre as suas cabeças nomes blasfemos. -
REVELAÇÃO 13:1

O fato de que as palavras reais [os nomes blasfemos] fossem escritos sobre as cabeças desta criatura revela que João estava olhando uma ilustração com rótulos, muito do mesmo modo antigo dos cartoons políticos. Embora o autor não especificamente assim o diga, é provável que muitas outras ‘visões’ nos papiros fossem rotuladas de maneira similar.

Não pode haver qualquer dúvida que, como literatura, o Livro da Revelação é um trabalho poderoso, colorido e dramático. Como base para uma filosofia religiosa, contudo, ele tem todas as armadilhas dos apocalipses que vieram antes dele. Como devemos ver, a profecia feita na Revelação tem sido cumprida ao menos meia dúzia de vezes na história mundial, completa com a catástrofe global seguida por ‘Segundas Vindas”.

Nem uma só vez isto trouxe os mil anos de paz e de salvação espiritual. Tudo isto tem sido feito para estabelecer o estágio para a próxima catástrofe. Hoje, quando estamos diante de um maciço poder nuclear, talvez eja tempo de reavaliar a utilidade da crença apocalíptica antes que o mundo seja atingido por ainda uma outra ‘Batalha Final’. Sim, a salvação espiritual e os mil anos de paz são as metas boas e dignas de se ter, e são a muito supervalorizadas, mas não há necessidade de pagar o preço de um Armageddon para alcança-las.

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As Pragas de Justiniano

Na medida em que deixamos o tempo de Jesus e entramos nos anos de nossa era, a história se torna mais firma e as personalidades se apresentam em um melhor foco. A documentação é melhor. Até mesmo assim, os mesmos padrões históricos que temos estudados continuam sem serem atenuados. Para aqueles que pensam que o que temos visto seja até ainda mais completamente inacreditável, somente posso partilhar um sentimento de profunda empatia. A visão da história que estou apresentando parece exigir um entendimento do que os fatores que jazem no fundo da história do turbilhão humano podem ser fatores extremamente bizarros, e talvez isto seja o porque eles nunca tenham sido resolvidos.

Depois do período de vida de Jesus, a igreja cristã cresceu rapidamente. Em seus anos iniciais, a cristandade atraiu um grande número de genuinos humanitários que estavam entusiasmados pela mensagem que JESUS tentou levar adiante. Os líderes cristãos iniciais, a despeito da influência essênia, foram capazes de promover uma religião mais que benigna com muitos benefícios. Jesus não havia inteiramente fracassado. Os cristãos iniciais davam as pessoas a esperança que elas podiam alcançar a salvação espiritual ao adquirir o conhecimento. ao se engajar em uma conduta ética, por se descarregarem por meio da confissão dos mal feitos e ao faerem emendas para estas transgressões que faziam com que as pessoas sentissem culpa.

Dado o caráter benigno da igreja inicial cristã, ela não precisava de um rígido código de ética. A punição mais severa que uma pessoa podia sofrer na maioria das seitas cristãs naquele tempo era a excomunhão, isto é, ser expulso da seita. Esta era considerada uma punição muito severa, contudo [equivalenet a nossa moderna penalidade de morte], porque um indivíduo era considerado condenação a eterna deterioração espiritual se ele fosse excomunhado. Um sacerdote era obrigado a fazer tudo que ele pudesse para apelar a razão de uma pessoa antes de excomunga-la. A causa primária para a excomunhão era o comportamento criminoso ou grosseiramente imoral.

Por aproximadamente os priméiros três séculos de sua existência, a cristandade permaneceu uma religião não oficial e foi frequentemente perseguida. Um número de líderes políticos eventualmente se tornou convertida e, sob eles, a cristandade começo a mudar. A fundação humanitária criada por Jesus erodiu na medida em que a cristandade se tornava mais política.

A transformação política da cristandade obteve seu primeiro grande empurrão no Império Romano Ocidental com a conversão cristã de seu governante, Constantino I o Grande.

* No século III o imperador romano Diocecliano indicou três Cesáres adicionais [imperadores] para ajuda-lo a governar o império romano. O império estava dividido em divisões orientais e ocidentais para conveniência administrativa, cada uma com um imperador separado. De 324 a 337, contudo, Constantino governou abos impérios oriental e ocidental coo único imperador.

Um número de historiadores acredita que Constantino já estava inclinado na direção de se tornar um cristão porque seu pai era monoteísta. Contemporâneos de Constantino tem notado, contudo, que a verdadeira conversão de Constantino veio em resultado de uma reportada visão que ele teve em 312. Várias narrativas diferentes tem sido registradas desta visão.

Segundo  Socrates, que escreveu sobre isto no século V:

. . enquanto ele estava marchando a frente de suas tropas, uma visão sobrenatural transcendendo toda a descrição apareceu a ele. De fato, era por volta do tempo do dia quando o sol, tendo passado o meridiano, começa a se inclinar na direção do ocidente, ele viu um pilar de luz na forma de uma cruz na qual estava inscrito “em isto conquistar”. O aparecimento de tal sinal o atingiu com surpresa. e duvidando de seus próprios olhos, ele perguntou aqueles ao redor dele se eles puderam ver o que ele viu e todos unanimimente declararam que sim, a mente do imperador foi fortalecida por esta divina e miraculosa aparição. Na noite seguinte, enquanto ele dormia, ele viu Cristo, que o instruiu a fazer uma bandeira [estandarte] segundo o padrão que lhe havia sido mostrado, e usa-lo contra seus inimigos como uma garantia de vitória. Obediente ao comando divino, ele teve um estandarte feito sob a forma de uma cruz que está preservado no palácio até este dia…

A verdade sobre a visão de Constantino é discutida por aqueles que a atribuiriam a uma mera história feita. Outros podem ver a cruz aérea como um reflexo não usual de sol se pondo, seguido por um sonho. Alguns teóricos podem argumentar que esta foi uma outra manifestação do fenômeno UFO com seus contínuos links a erligião apocalíptica. Seja qual for a verdade desta istória, a proposta visão de Constantino de uma brilhante luz no céu seguida pelo aparecimento de Jesus na noite seguinte é afirmado ser conveniente o evento que empurrou Constantino para os braços da cristandade apocalíptica. Ele publicou o famoso Édito de Milão um ano depois. O Édito oficialmente garantia tolerância a religião cristã dentro do Império Romano, terminando com quase três séculos de perseguição romana.

Constantino foi responsável por ourtas mudanças significativas para a cristandade. Foi ele que reuniu e frequentemente compareceu ao Conselho de Nicéia em 325 de nossa era. Naquele tempo, muitos cristãos, como os gnósticos, fortemente resistiram aos esforços de Constantino e de outros de deificar Jesus. Os gn´sticos simplesmente viam Jesis como um honesto professor espiritual. O Conselho de Nicéia se encontrou em grande parte para por um fim em tal resstênccia e para criar uma imagem divina de Jesus.

Com este propósito em mente, o Conselho criou o famoso Credo de Nicéia que tornou a crença em Jesus como Filho de Deus, uma pedra fun damental para a fé cristã. Para fazer cumprir estes dogmas frequentemente impopulares, Constantino colocou o poder do Estado a disosição da nova igreja cristã romanizada.

O reinado de Constantino foi notável por outras conquista. Ele marcou o início da Idade Média na Europa.

É creditado a Constantino estabelecer a fundação da servidão medieval e do feudalismo. Como no sistema hindu de castas, Constantino fez a maioria das ocupações hereditárias. Ele decretou que os colnos [uma classe de fazendeiros arrendatários, fosse permanente anexada ao solo no qual eles viviam. A cristandadde romanizada de Constantino [que veio a er conhecida como catolicismo romano] e seu feudalismo opressivo fez com que a cristandade de afastasse agudamente dos ensinamentos sobreviventes dissidentes de Jesus em um sistema quase que completamente tutelar.

Na medida em que o tempo passava e as mudanças oficiais da doutrina cristã continuaram a ser feitas, dois novos crimes emergiram: ‘heresia’ [falar contra o dogma estabelecido] e o ‘paganismo’ [não aderir à cristandade]. Nos dias mais iniciais da igreja, os líderes cristãos sentiram que as pessoas não podiam apenas ser feitas cristãs ao apelar a razão delas, e que ninguém pode ser, forçado. Depois de Constantino, os líderes das novas ortodoxias romanas tomaram uma visão inteiramente diferente. Eles juraram obediência como uma questão de lei, e a crença com base na fé apenas muito mais do que na razão. Com estas mudanças vieram as novas punições.

Não mais era a excomunhão a penalidade mais severa da igreja, embora ela ainda seja praticada. As sanções físicas e econômicas eram também aplicadas. Muitos cristãos devotados se tornaram vitimizados pelas novas leis quando eles não concordariam com as novas ortodoxias romanas. Estas vítimas corretamente viram que a Igreja estava se afastando dos verdadeiros ensinamentos da Igreja.

Os novos ensinamentos cristãos receberam um grande impulso no fim do quarto século pelo Imperador Romano oriental Theodosius I. Theodosius publicou ao menos 18 leis destinadas a punir estas pessoas que rejeitaram as doutrinas estabelicidas pelo Conselho de Nicéia. Ele fez da cristandade a erligião oficial do estado e fechou muitos templos pagãos pela força. Ele ordenou que os exércitos cristãos queimassem a famosa biblioteca de Alexandria, que era o maior depositório mundial de livros e centro de aprendizado. A biblioteca de Alexandria continha registros históricos, científicos e iterários sem preço de todo mundo, reunidos durante um período de 700 anos. Embora algumas partes da biblioteca já havia sido atacada por guerra anteriores, a destruição pelo exército de Teodósio obliterou o que havia permanecido. Porque a maioria dos documentos era únicos no gênero, uma grande quantidade de história registrada e o aprendizado foi perdido.

As coisas continuaram a piorar. Por meados do século VI a pena de morte entrou em uso contra os hereges e os pagãos. Uma campanha de genocídio foi ordenada pelo imperador oriental romano, Justiniano, para mais raipdamenet estabelecer as ortodoxias cristãs. Apenas no império bizantino, aproximadamente 100.000 pessoas foram assassinadas. Sob Justiniano, a caçada aos hereges se tornou uma atividade frequente e a prática de queimar os hereges na fogueira começaram.

Justiniano também introduziu mais mudanças na doutrina cristã. Ele reuniu o Segundo Sínodo de Constantinopla em 553. O Sínido não teve o comparecimento e aparentemente não foi sancionado pelo Papa em Roma. Naquele tempo, de fato, muitas mudanças da doutrina cristã no império oriental romano ainda não tinham alcançado o Papado, embora elas eventualmente o fariam. O Segundo Sínodo publicou um decreto banindo a doutrina de ‘vidas passadas’ ou ‘reencarnação’ até mesmo embora a doutrina fosse uma importante para Jesus. O Sínodo decretou:

Se alguém avaliar a fabulosa pré existência de almas e deva submeter a monstruosa doutrina que segue a isto, deixe que ele seja o anátama [excomungado].

Em defesa deste decreto, todas as referências – até mesmo as veladas – a ‘pré existência’ foram retiradas da Bíblia. A crença na pré-existência foi declarada heresia. Esta supressão foi feita cumprir pelo mundo ocidental cristão e em suas ciências. A idéia da pré existência pessoal ainda permanece, em um grau muito grande, como uma heresia cientifica e religiosa ocidental.

A cristandade foi formada em uma poderosa instituição sob os imperadores romanos orientais. A cristandade romanizada foi uma outra facção da Fraternidade que pode ser responsabilizada por fazer batalha com outras facções da Fraternidade, assim ajudando a uma guerra incessante entre os seres humanos. A nova cristandade ortodoxa foi colocada em oposição a todas as outras religiões, inclusive as Escolas de Mistério romanas orientais, que Justiniano baniu.

Temos observado exatamente a bola de nev e de eventos históricos desencadeados pela visão de Constantino. Este período marcou um dos episódios de ‘Fim do Mundo’ da humanidade, ressaltado pelas visões erligiosas, genocídios cataclísmicos e a criação de uma nova ordem mundial social prometendo, mas não cumprindo, a Utopia. Um outro importante elemento de ‘Fim do Mundo’ também estava presente. Uma maciça praga atacou, acompanhada pelos relatos de não usuais fenômenos aéreos.

Entre 540 e 592, quando Justiniano estava realizando suas ‘reformas’ cristãs, uma praga bubônica engolfou o Império Romano Oriental e se espalhou para a Europa. A epidemia começou dentro do reino de Justiniano, e assim foi chamada de ‘A Praga de Justiniano’. A Praga de Justiniano foi uma das pragas mais devastadoras da história e muitas pessoas daquele tempo acreditavam que ela era uma punição de Deus. De fato, a palavra ‘praga’ vem da palavra em latim para ‘explodir, ferir’. A praga foi apelidada a Doença de Deus, isto é, uma explosão ou ferimento causado por Deus.

Uma razão pela qual as pessoas acreditavam que a praga vinha de Deus foi o aparecimento frequente de não usual fenômeno aéreo em conjunção aos surtos da praga, Um cronista da Praga de Justiniano foi o famoso historiador, Gregory de Tours, que documentou um número de eventos não usuais dos anos da praga. Gregory relata que exatamente antes da Praga de Justiniano invadir a região de Auvergne na França em 567, três ou quatro luzes brilhantes apareceram ao redor do sol e os céus pareciam estar em fogo.

Isto pode ter sido um efeito natural “sun dog” [é um halo relativamente comum, um fenômeno ótico atmosférico principalmente associado à refração da luz do sol por pequenos cristais de gelo que compõem as nuvens cirrus];  contudo, outros fenômenos celestiais não usuais também foram vistos na área. Um outro historiador relatou um evento similar 23 anos mais tarde em uma outra parte da França: Avignon. “Estranhos Avistamentos” foram relatados no céu e o solo era algumas vezes brilhantemente iluminado a noite como se fosse de dia. Logo depois, um desastroso surto da praga ocorreu lá. Gregory relatou um avistamento em Roma consistindo em um imenso dragão que flutuou sobre a cidade e desceu ao mar, seguido por um severo surto da praga imediatamente depois.

Tais relatos assustadores sugerem o inimaginável: que a Praga de Justiniano foi causada por agentes de guerra biológica disseminados pelas aeronaves tutelares. Seria uma repetição de pragas similares relatadas na bíblia e nos antigos textos mesopotamios. Ao tempo da Praga de Justiniano, contudo, os tutores estavam invisíveis. Eles estavam ocultos por trás do sigilo da Fraternidade e os veus de mito religioso, ainda que eles aparentemente não estivessem menos preocupados sobre manter oprimida sua raça escrava. Veremos uma maior quantidade de evidência da atividade UFO associada com as pragas em um futuro capítulo sobre a Peste Negra.

Segundo a profecia apocalíptica, um evento como a Praga de Justiniano é suposto anuciar a vinda de um novo Messias, ou mensageiro de Deus. Muito certamente, tal figura veio. Seu nome era Maomé. Ela nasceu durante o reinado de Justiniano, ao tempo quando a Praga ainda estava fazendo seus horrores. Proclamado na idade adulta como o novo ‘salvador’, Maomé se tornou o líder de uma nova erligião monoteista apocalíptica. Seu nome: Islã.

Como Moiséis e Jesus antes dele, Maomé parece ter sido um homem sincero, mas sua nova religião não obstante se tornou uma facção que criou nossas matérias religiosas para as pessoas infindavelmente lutarem. Como Moisés e Jesus, Maomé foi apoiado pela Fraternidade corrompida.

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Maomé

Maomé nasceu por volta de 570. Como Jesus, há buracos de falhas na história de vida de Maomé, especialmente a respeito de sua infância e idade adulta inicial. Para preencher estas brechas, alguns historiadores hipotetizam que Maomé fosse um órfão que tinha sido desviado entre seus parentes durante sua juventude.

É sabido que aos 25 anos ele se casou com uma viúva rica, e alguns biógrafos acreditam que ele trabalhou como comerciante nos negócios dela pelos seguintes 15 anos, embora isto não esteja inteiramente certo. Aos 40 anos, Maomé repentinamente emergiu como um profeta religioso e o líder de um poderoso novo movimento religioso.

Segundo as próprias declarações de Maomé, sua missão religiosa foi desencadeada por uma visão. A visão ocorreu fora de uma caverna isolada a qual Maomé frequentemente se retirava para orar e para contemplação. A aparição foi um ‘anjo’ tendo uma mensagem para que Maomé a disseminasse. Contudo, este não era um anjo qualquer. Ele se apresentou como Gabriel, um dos mais importantes anjos cristãos.

Maomé descreve este encontro nestas palavras:

O Alcorão [o livro sagrado do Islã] não é outro do que uma revelação revelada a ele. Um terrível em poder o ensinou a ele, dando as qualidades de sabedoria. Com até mesmo o equilíbrio Ele ficou de pé na parte mais alta do horizonte. Então Ele veio mais perto e se aproximou, e foi a distância de dois arcos, ou até mesmo mais perto. E Ele revelou ao seu servente o que Ele revelou.

* Maomé usa a terceira pessoa ‘ele’ quanto se referindo a ele próprio.

O Alcorão repete a história:

Que esta é a palavra de um ilustre Mensageiro, dotado de poder, tendo influência com o Senhor do Trono, obedecido lá pelos anjos, fiel a sua fé, e seu compatriota não é um possuído pelos jinn [espíritos]; porque ele o viu no claro horizonte.

Maomé ou estava semi-consciente ou em transe quando o anjo Gabriel lhe ordenou a Recitar e registrar a mensagem que o anjo estava prestes a dar a ele. A ordem do anjo a Maomé foi muito similar as ordens dadas anteriormente na história de Ezequiel do Velho Testamento e de João do Novo Testamento [Livro da Revelação] por similar pessoal tutelar. Quando Maomé acordou, parecia-lhe que as palavras do anjo estavam escritas em seu coração. Isto é significativo, porque sugere que Maomé, como Ezequiel  e João e talvez até mesmo Constantino, tinham sido drogados e mentalmente isolados de forma que a mensagem pudesse ser mais firmemente implantada em sua mente.

A mensagem dada a Maomé foi uma nova religião chamada Islã [que significa Se Render]. Os seguidores devem se render a Deus. Os membros da fé de Maomé são portanto chamados muçulmanos, que vem da palavra “muslim” (aquele que se submete). O Islã foi uma outra religião tutelar destinada a instilar uma abjeta obediência nos humanos.

O Ser Supremo da fé islâmica é chamado Alá, que foi dito por Maomé ser o mesmo deus Jeohovah dos cristãos e dos judeus. Os dois temas chave do Alcorão são sua profecia do Dia do Julgamento e sua apresentação “apocalíptica” do Inferno. Maomé honrou Moisés e Jesus como os dois mensageiros prévios de Alá e proclamou o Islã ser a revelação terceira e final de Deus. Era portanto dever de todos judeus e cristãos se converterem ao Islã. Os hebreus e os cristãos tendiam a ser menos cooperativos com a exigência de Maomé. Afinal, eles haviam sido avisados em seus próprios escritos apocalípticos sobre o perigo de ‘falsos profetas’. O resultado tem sido algumas das lutas mais sangrentas na história mundial.

Como tantas religiões tutelares antes dela, o Islã não permite as pesoas o luxo de escolher se elas querem ou não se tornarem aderentes. Maomé embarcou em um programa de conquista para fazer claro que a escolha era ir com ele. Usando as táticas de um generalíssimo, o Maomé ‘divinamente inspirado’ levantou um exército e partiu para converter os ‘infiéis’ a sua fé. O exército apocalíptico de Maomé causou sensação sangrenta por toda a maioria do Oriente Médio, inclusive importantes centros cristãos. O militante império muçulmano eventualmente se expandiu muito mais a leste como a Índia onde os elementos do Islã foram incorporados na religião hindu. Vidas incontáveis foram perdidas durante as conquistas islâmicas porque os exércitos islâmicos eram inclinados a cometer pavorosos genocídios como parte de sua missão de trazer a Utopia para a humanidade.

Para a maioria dos cristãos ‘infiéis’ os muçulmanos nada mais eram que idólatras selvagens. Isto criou um conflito inevitável no qual milhões de pessoas seriam arrastadas. 500 anos depois da morte de Maomé, o mundo cristão lançou um coordenado esforço militar para expulsar os muçulmanos da Terra Sagrada. Este esforço foi conhecido como as Cruzadas. As Cruzadas cristãs para libertarem a Palestina dos muçulmanos ocorreram entre 1099 e 1270.

Escaramuças e batalhas menores entre cristãos e muçulmanos já haviam acontecido antes, mas este foi um chamado ás armas do Papa Urbano II em 1095 que finalmente mudou estas escaramuças em um organizado esforço de guerra envolvendo quase que todos regentes cristãos da Europa. Centenas de milhares de cristãos depois lhes tiveram prometidas bençãos religiosas, feudos e espólios de conquista. Os voluntários vieram de aproximadamente todas as classes sociais. Para muitos camponeses e servos, o chamado às armas Papal representava um meio de escapar dos senhores feudais e talvez voltarem como ricos heróis.

As Cruzadas tiveram um começo bom, porém sangrento. Os cristãos capturaram Jerusalém no verão de 1099. Embora os cavaleiros e camponeses que marcharam sob as bandeiras cristãs fossem exaltados a praticarem as altas virtudes e a cavalaria, eles frequentemente degeneraram na matança e outros atos viciosos. Quando os cruzados tomaram Jerusalém em 1099, eles assassinaram muitos sobreviventes não cristãos em uma matança na qual eles tomaram as vidas de mais de 10.000 vítimas.

Os Cruzados não estavam apenas matando os muçulmanos; eles também estavam matando os judeus, que eram considerados por muitos cristãos serem tão odiosos quanto os muçulmanos. A matança dos judeus começou até mesmo antes da primeira Cruzada à Terrra Sagrada. No ano de 1095, as facções cristãs começaram a matar judeus na Europa. Uma onda genocida no Rineland alemão foi o primeiro episódio; isto foi desencadeado por rumores não fundados que os judeus de Rineland estavam usando crianças cristãs em seus sacrifícios religiosos. Impedir os judeus se tornou um elemento importante das Cruzadas, e os massacres continuaram até mesmo depois que as Cruzadas para Jerusalém tinham terminado.

As Cruzadas tiveram um outro efeito importante sobre a Europa. Várias décadas antes do lançamento da Primeira Cruzada, o Papa Gregório VII tinha tentado colocar a Igreja Católico Romana sobre um muito maior controle centralizado. Antes do esforço do Papa Gregório VII, a Igreja Católica na Europa era uma organização fracamente costurada dirigida primariamente por não clérigos; o tipo de organização pretendida pelos fundadores iniciais da cristandade. Depois que o Papa Urbano II ascendeu ao Papado e conclamou todos os bons cristãos para lutarem contra os ímpios muçulmanos, os príncipes cristãos e apoiadores começaram a pedir fidelidade diretamente ao Papa, portanto acelerando o esforço de centralização tentado anteriormente pelo Papa Gregório VII. O poder do Papado Romano aumentou na medida em que as guerras sagradas se arrastavam e números crescentes de pessoas proclamavam sua lealdade Papal.

Por trás das Cruzadas está a Fraternidade. Os cruzados cristãos eram levados primariamente por duas poderosas organizações de cavaleiros com íntimos laços com a Fraternidade: os Cavaleiros Hospitalários e os Cavaleiros Templários.

Os Cavaleiros Hospitalários eram assim chamados porque eles dirigiam um hospital em Jerusalém para ajudar os peregrinos em apuros. Os Hospitalários iniciaram operações no ano de 1048 como uma ordem caritativa. O propósito deles era o de ajuda e conforto. Quando os primeiros cruzados com sucesso capturaram a Cidade Sagrada, os Hospitalários começaram a receber um generoso apoio financeiro dos cruzados mais ricos. No ano de 1118, 70 anos depois de sua fundação, os Cavaleiros Hospitalários passaram por uma mudança de liderança e propósito.

Eles foram feitos uma ordem militar dedicada a combater os muçulmanos que estavam continuamente tentando recapturar Jerusalém. Com esta mudança de propósito veio uma mudança de nome: os Hospitalários eram variadamente chamados de Ordem dos Cavaleiros Hospitalários de São João, Cavaleiros de São João de Jerusalém, ou simplesmente, Cavaleiros de São João. Os Hospitalários haviam se auto-denominado assim em homenagem a João, o filho do Rei de Chipre. João tinha ido a Jerusalém para ajudar os peregrinos cristãos e os cavaleiros.

Há alguma dúvida se os Hospitalários foram fundados como uma organização da Fraternidade. Eles reportadamente não funcionaram como uma em seu início. Contudo, eles logo se tornaram afiliados da rede da Fraternidade ao adotarem as tradições e títulos da Fraternidade. Eles se tornaram governados por um Grande Mestre e desenvolveram ritos e rituais secretos.

Por volta de 1119, um ano depois dos Hospitalários se tornarem uma ordem combatente, os Cavaleiros Templários vieram a existir. Os Templários originalmente se chamavam “a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo” porque eles tomavam solenes votos de pobreza. Seu nome foi mais tarde mudado para ” Cavaleiros do Templo” depois que eles foram hospedados perto do sítio onde o templo de Salomão havia existido. Embora os Templários e os Hospitalários tivessem um inimigo comum nos muçulmanos, as duas organizações cristãs se tornaram amargas rivais.

Os Cavaleiros Templários começaram sua existência como um ramo da Fraternidade. Eles praticavam uma profunda tradição mística e usavam muitos títulos da Fraternidade, notavelmente Grão Mestre. Como os Cavaleiros Hospitalários, os Templários recebiam grandes somas de dinheiro dos cruzados cristãos. Os Templários, portanto se tornaram enormemente ricos e foram capazes de se transformarem em uma casa internacional bancária durante os séculos XII e XIII. Os Templários emprestavam grandes somas de dinheiro aos reis Europeus, príncipes, mercadores e ao menos um governante muçulmano. A maioria das riquezas dos Templários era armazenada em salas de armazenamento em seus templos em Paris e Londres, fazendo com que estas cidades se tornassem os centros financeiros principais.

Depois da queda de Jerusalém e a vitória final dos muçulmanos em 1291, as fortunas de ambas as ordens de cavalaria mudaram. Os Cavaleiros de São João [Hospitalários] foram forçados a fugir da Terra Sagrada. Eles tomaram residência em uma sucessão de ilhas durante os séculos seguintes. Com as mudanças de locação vieram as mudanças de nome. Os Cavaleiros se tornaram Cavaleiros de Rodes depois de se mudar para a ilha de Rodes. Eles foram os cavaleiros de Malta quando eles se mudaram para esta ilha e a governaram. Enquanto em Malta, os Cavaleiros se tornaram um maior poder militar e naval no Mediterrâneo, até a derrota deles em 1789 por Napoleão.

Depois de desfrutar da proteção temporária sob o imperador russo Paulo I, os Cavaleiros de Malta tiveram sua sede movida para Roma em 1894 pelo Papa Leão XIII. Hoje eles são conhecidos como “Soberana Ordem Militar de Malta” (SMOM) e tem a distinção não usual de ser a menor nação do mundo. Localizada em um enclave emparedado no centro de Roma, a SMOM ainda retém seu status como um Estado soberano, embora os novos Grão Mestres da Ordem devam ser aprovados pelo Papa. A SMOM dirige hospitais, clínicas e colônias de leprosos por todo o mundo. Ela também dá uma assistência ativa as causas anti-comunistas e é surpreendentemente influente em política, negócios e círculos de inteligência hoje, a despeito de seu pequeno tamanho.

* Recentes membros americanos da SMOM tem incluido o falecido William Casey (diretor da C.I.A. americana), Lee Iacocca (presidente da Corporação Chrysler), Alexander Haig (ex Secretário de Estado dos EUA) e William A. Schreyer (presidente da Merrill Lynch).

Os Cavaleiros Templários não se deram tão bem quanto os Hospitalários depois das Cruzadas. Eles foram forçados a fugir como os Hospitalários para a ilha de Chipre, onde eles se dividiram e retornaram a muitas de suas casas templárias na Europa. Mas os Templários cairam sob um pesado criticismo por seu fracasso em salvar a Terra Sagrada e circularam rumores que eles estavam engajados em heresia e imoralidade. Foram feitas acusações que os Templários cuspiam na cruz durante as suas iniciações e forçavam os membros a se engajarem em atos homossexuais. Por 1307, a controvérsia templária tinha se tornado tão forte que Felipe IV da França ordenou a prisão de todos os templários dentro de seu domínio e usou tortura para extrair confissões.

Cinco anos depois, o Papa dissolveu a Ordem Templária por decreto papal. Muitos Templários foram executados, inclusive o Grão Mestre Jacques de Molay, que foi publicamente queimado na fogueira em 11 de março de 1314 na frente da catedral de Notre Dame em Paris. Quase todas as propriedades dos Templários foram confiscadas e entregues aos Cavaleiros Hospitalários. A longa e intensa rivalidade entre os Hospitalários e os Templários tinha finalmente chegado ao fim. Os Hospitalários emergiram como vitoriosos. A vitória dos Hospitalários não podia ter ocorrido em um tempo mais fortuito porque havia acontecido uma séria discussão dentro dos círculos papais de unir as duas ordens – um plano que teria sido completamente inaceitável para ambos.

A despeito da queda dos Cavaleiros Templários, a organização conseguiu sobreviver. Segundo o historiador Maçom Livre, Albert MacKey, os Cavaleiros Templários receberam domicílio em Portugal pelo Rei Dinis depois de seu banimento do resto da Europa Católica. Em Portugal, os Templários tiveram garantidos seus direitos usuais e privilégios, eles usavam as mesmas roupas e eles eram governados pelas mesmas regras que eles tinham antes. O decreto que restabeleceu os Templários em Portugal afirmava que eles estavam no país para serem reabilitados. O Papa Clemente V aprovou o plano de reabilitação e divulgou uma bula [uma proclamação oficial] condenando os Templários a mudarem seu nome para Cavaleiros de Cristo. Os Templários, ou Cavaleiros de Cristo também mudaram a cruz de seu uniforme de cruz maltesa de oito pontas para a oficial cruz latina.

Os Templários se tornaram bem poderosos em seu novo lar. Em 1420, o Rei João I deu aos Cavaleiros de Cristo o controle das possessões portuguesas nas Índias. Os subsequentes monarcas portugueses expandiram a propriedade dos Cavaleiros para quaisquer novos países que os Cavaleiros pudessem descobrir. Os Cavaleiros de Cristo se tornaram tão poderosos, relata Albert MacKey, que vários reis portugueses se sentiram compelidos a reduzir a influência dos Cavaleiros ao tomarem a posição de Grão Mestres. Os Cavaleiros de Cristo sobreviveram até bem o século XVIII, um templo no qual o nome dos Templários ressurgiu e tomou uma renovada importância nos tempestuosos assuntos políticos da Europa, como devemos ver depois.

Houve uma terceira organização cristã de Cavalaria durante as Cruzadas digna de ser menionada: os Cavaleiros Teutônicos. Os Cavaleiros Teutonicos eram originalmente chamados ‘Ordem dos Cavaleiros do Hospital de Santa Maria dos Teutonicos em Jerusalém”. Como os Hositalários, os Cavaleiros Teutonicos começaram como uma ordem caritativa. Eles dirigiam um hospital em Jerusalém para ajudar os cristãos a fazer romarias a Terra Sagrada. Em março de 1198, os Cavaleiros Teotonicos receberam o escalão de uma ordem de cavaleiros, o que os tornou uma ordem combatente. Como os Templários, os Cavaleiros Teutonicos viviam um estilo de vida semi-monástico, praticavam ritos de iniciação e eram governados por um Grão Mestre. Os Cavaleiros Teutonicos também só permitiam que teutões [alemães] se tornassem membros.  Elas também hostilizavam em grande quantidade os Hospitalários e os Templários.

Durante as Cruzadas, quando as organizações militares da Fraternidade estavam valorosamente liderando os exércitos cristãos para combaterm os muçulmanos, outros grupos na rede da Fraternidade estavam estimulando os muçulmanos a combaterem os cristãos! Dos vários ramos da Fraternidade promovendo a causa do Islã, uma é de particular interesse para nós: a seita dos Assassinos.

Maomé morreu em 632. Imediatamente começou uma luta sobre quem seria o seu sucessor. Isto fez com que a religião islâmica se partisse em seitas concorrentes, cada uma tendo suas próprias idéias sobre quem era para suceder Maomé. Uma de tais facções islâmicas era a seita Shia, que aderia a uma forte tradição de Fim do Mundo. Os shiitas acreditavam no milênio: um Dia do Julgamento seguido por mil anos de paz e salvação espiritual. Eventualmente a seita Shia se partiu. Uma facção a emergir da partição da Shia foi a seita Ismaili, que deu nascimento aos Assassinos.

Os Ismailianos se afastaram dos outros shiitas no século VIII. A seita Ismaili era uma sociedade secreta da Fraternidade com um sistema de lojas similar a Livre Maçonaria e a outras organizações da Fraternidade. A Grande Loja Ismaili era situada no Cairo onde ela praticava as iniciações passo a passo com todos os símbolos e mistérios utilizados. Liderada por um Grão Mestre, os Ismailianos promulgaram uma mensagem apocalíptica muito forte e completa e com a promessa da vinda de um Messias.

Um membro da loja Ismaili era um homem chamado Hasan-iSabbah. A conversão mística de Sabbah veio como um resultado de uma ‘doença severa e perigosa’ durante a qual ele acreditou que Deus o havia purgado e tinha dado a ele um renascimento espiritual. Em 1078, na Grande Loja do Cairo, Sabbah pediu ao califa Ismaili permissão para disseminar o evangelho Ismaili na Pérsia.

* Um califa é um sucessor de Maomé. O título califa foi dado a aqueles chefes muçulmanos que afirmavam ser sucessores de Maomé.

O califa atendeu a solicitação de Sabbah sob a condição que Sabbah concordasse em apoiar o filho mais velho do califa, Nizar, como o próximo califa [o nono]. Sabbah aceitou a condição e denominou seu novo ramo Ismaili de Nizaris por causa do nome do filho do califa. Não durou muito, contudo, antes que o ramo de Sabbah se tornasse conhecido por seu nome mais famoso: Assassinos.

Os Assassinos eram geralmente considerados como uma seita religiosa. Eles eram, mais acuradamente, uma sociedade secreta. Segundo o historiador maçonico, Albert MacKey, os Assassinos adoptaram a estrutura organizacional dos Ismailianos. Os assassinos praticavam iniciações passo a passo e possuiam uma secreta doutrina mística. Mackey acrescenta que os Assassinos pareciam ter praticado três dos mesmos graus fraternais usados na Maçonaria Livre hoje: Aprendiz, Membro e Mestre. Os Assassinos tinham um código religioso similar aos Cavaleiros Hospitalários e Teutonicos. Os Assassinos eram uma parte integral da rede da Fraternidade.

Uma caraterística distinta da organização Assassina era o seu uso de drogas, primariamente o haxixe, para propósitos místicos e outros. De fato, a palavra ‘assassino’ vem da palavra “hashshishin,” que significa usuários de haxixe. Os Assassinos e vários outros grupos da Fraternidade na história exaltaram as virtudes de substâncias alteradoras da mente como um meio de alcançar a iluminação espiritual.

Os Assassinos também eram uma organização combatente com um exérito. O Grão Mestre Sabbah escolheu uma fortaleza localizada no alto das montanhas no norte do Irã para sede de seu novo grupo. Esta fortaleza Assassina era conhecida como Alamut, que significa o Ensinamento da Águia ou Ninho da Águia. Os assassinos se tornaram um formidável poder político e militar na região e eventualmente controlaram outras fortalezas na Pérsia e na Síria. Os Assassinos hostilizavam outras organizações muçulmanas e lutavam contra os Cavaleiros Templários e outros exércitos cristãos durante as Cruzadas. Para ajudar a ganhar seus feudos e guerras, os Assassinos desenvolveram um instrumento mortal pelo qual eles se tornaram famosos e temidos: o instrumento do ‘assassino solitário’.

Hoje a maioria das pessoas está dolorosamente consciente do fenômeno do chamado “assassino solitário”. Geralmente ele é um homem jovem em seus 20 ou trinta anos que é impulsionado por loucas ilusões e que apresenta pouca ou nenhuma preocupação com sua própria segurança na medida em que ele assassina um líder importante sob a clara luz do dia, em público e em frente de testemunhas. O assassinato tem um tremendo valor de choque e pode grandemente afetar a direção política de uma nação.

Muitas pessoas acreditam que os chamados “assassinos solitários” sejam produto de nossa idade moderna. É muito surpreendente ler equilibrados tomos psiquiátricos sobre este fato. Na verdade, os “assassinos solitários” tem sido uma instituição política por mais de 700 anos. 700 anos atrás, contudo, nenhum fingimento foi feito que os “assassinos solitários” atuassem sozinhos, como hoje é feito. Naquela época, o “assassino solitário” era sabido ser um instrumento eficaz e aterrorizante de controle social e político. Era uma técnica utilizada pela organização Assassina para vencer suas guerras, aumentar sua influência política, destruir seus inimigos e aumentar seus cofres pela extorsão.

Como a seita dos Assassinos conseguia os homens jovens para cometerm os assassinatos? Não é fácil fazer com pessoas matem as outras, especialmente quando o assassino é provável de ser pego e se auto-destruir. A organização Assassina tinha um método eficaz para superar esta resistência natural e programar os jovens homens para matar. Uma das primeiras pessoas a descrever a técnica de programação dos Assassinos foi Marco Polo, o famoso viajante europeu de século XIII que escreveu um livro bestseller sobre suas viagens. Embora Marco Polo tenha sido acusado por umas poucas pessoas de seu próprio tempo de fabricar as histórias, a subsequente investigação tem verificado aproximadamente tudo que ele descreveu em seu famoso livro.

Segundo Marco Polo, uma porção da fortaleza dos Assassinos em Alamut tinha sido convertida em um maravilhoso jardim secreto como o paraíso descrito nas visões de Maomé dos Céus. O jardim tinha quase que todos os tipos imagináveis de frutos e era regado com riachos de vinho, leite e mel. Os palácios eram maravilhosamente ornamentados e tinham uma companhia de cantores, dançarinos e músicos. Se certos homens jovens na região mostravam-se como promessas de assassinos potenciais, eles eram drogados, geralmente com ópio ou haxixe, e levados ao jardim secreto. Lá eles eram adulados por uns poucos dias e nada era negado a eles, inclusive mulheres.

Eles então eram drogados novamente e voltavam para casa. Os jovens homens acreditavam que os líderes assassinos os tinham transportado para os Céus e de volta. Ávidos para voltarem, os jovens homens alegremente seguiriam as instruções de seus líders assassinos. Aos subalternos pesadamente agarrados era frequentemente dito que uma volta ao paraíso se resumisse em claramente assassinar um líder inimigo alvo. O jovem assassino era instruido a esperar em um lugar público e atacar a vítima com uma adaga enquanto a vítima passava. Porque os jovens assassinos frequentemente seriam mortos no local ou executados mais tarde, eles eram feitos acreditar que a sua morte na cena do crime ou pela execução posterior resultaria em um retorno ao paraíso do qual se lembravam.

A notoriedade dos Assassinos se espalhou. Foi murmurado que alguns reis europeus estavam pagando tributo aos Assassinos para evitar serem alvos. Embora a extensão da atividade dos Assassinos na Europa ainda seja debatida hoje [alguns historiadores avaliam que os assassinos focalizavam a maioria de suas práticas mortais nos conflitos que aconteciam no Oriente Médio], os Assassinos se tornaram famosos muito mais longe e amplamente. Como um resultado, todas as pessoas que tentam assassinar um líder político tem vindo a ser conhecidas como assassinos ou usuários de haxixe. Embora a maioria dos assassinos modernos não tenha sido de usuários de haxixe, muitos tem mostrado evidência de considerável tamponamento mental, o que será discutido perto do fim deste livro.

Pelo fim do século XIII, os mongóis haviam dominado o Oriente Médio e destruido as maiores fortalezas dos Assassinos. Interessantemente, os mongóis eram também inspirados por crenças místicas. Os Assassinos conseguiram sobreviver a matança e eles existem até hoje. As modernas seitas dos Assassinos são relatadas serem pacificamente localizadas na Índia, Irã e Síria. Seu chefe titular é “Aga Khan,” que é o líder espiritual de todos os Ismailianos mundialmente. Os Ismailianos são estimados serem 20 milhões de pessoas hoje.

Como em 1840, os Aga Khans tem estado operando fora da Índia por causa de uma rebelião mal sucedida em 1838 de Aga Khan I contra o Xá da Pérsia. Quando a rebelião fracassou, a Bretanha ofereceu santuário ao  Aga Khan na Ìndia, que então estava sob o governo britânico. Desde então, os Aga Khans tem estado viajando nos círculos de elite da sociedade ocidental. Recentes Aga Khans tem recebido educação em Oxford, Harvard e na Suíça. Os Aga Khans também tem conquistado um lugar na comunidade bancária internacional pela sua criação de um banco central em Damasco, Síria.

Pode ser uma coincidência que os “assassinos solitários” cresceram como um importante fenômeno nos EUA exatamente ao tempo que Aga Khan I estava estabelecendo um relacionamento com a Bretanha no início do século XIX. O primeiro “assassino solitário” conhecido a atacar um presidente dos EUA o fez em 1835. A pretendida vítima era Andrew Jackson que era, interessantemente, um membro da organização dos Cavaleiros Templários na América. Desde então, os presidentes americanos tem sido alvos de “Assassinos Solitários” a cada dez ou vinte anos. Muitos outros líderes ocidentais e figuras públicas também tem sido vítimas. Embora eu não tenha evidência que a própria seita dos Assassinos esteja por trás dos moderno episódios dos “assassinos solitários”, está clara que sua técnica tem sido escolhida e usada por influentes fontes políticas com ligações com a Fraternidade no mundo ocidental como devemos discutir mais completamente em um capítulo posterior.

Como temos visto, a era das Cruzadas testemunhou o nascimento de instituições que ainda nos afetam hoje. Para a lista devemos acrescentar duas famosas Ordens Cristãs: os Franciscanos e os Dominicanos.

* Os Franciscanos adotaram a corda no quadril e o ponto careca usado pelos antigos sacerdotes egípcios da Fraternidade em El Amarna. Os Franciscanos pareciam ser bem humanos.

* Por outro lado, os Dominicanos foram colocados a cargo do sub-produto mais odiado das Cruzadas: a Inquisição Católica.

A Inquisição medieval tem sido universalmente condenada como uma das instituições humanas mais opressoras que foram desenvolvidas. Ela foi conhecida por suas torturas e excessos de zelo. A Inquisição surgiu de um esforço do Papa Inocente II para eliminar uma grande seita herege no sul da França conhecida como os Albigenses. Inocente II tinha pedido uma Cruzada especial em 1208 para entrar na França e dizimar a seita. A querra de cinco anos que aconteceu, devastou a região. Dez anos depois, um novo Papa, Gregório IX, continuou a ação. Ele colocou os Dominicanos a cargo da investigação dos Albigenses. Gregório deu a Ordem Dominicana completo poder legal para indicar e condenar todos os hereges sobreviventes.

A partir desta campanha, cresceu uma completa máquina desumana da Inquisição Católica que devia eliminar a heresia de qualquer tipo. A Inquisição gerou um clima pavoroso de opressão intelectual e espiritual na Europa pelos seguintes 600 anos. Boato, indireta e honesto desacordo intelectual levaram muitas pessoas decentes à tortura e aos autos de fé [morte na fogueira]. As cicatrizes sociais ainda são visíveis hoje no medo instintivo que tantas pessoas tem de expressar idéias não conformistas. A Inquisição ajudou a gerar uma reação social de violência às idéias não conformistas de que o mundo ainda não escapou completamente.

Está claro que a Igreja Cristã tinha sido submetida a muitas mudanças ao tempo em que as Cruzadas acabaram. A Igreja não era mais há muito tempo a religião humanitária e descentralizada divisada por Jesus. A nova Igreja Católica [Não Dividida] sediada em Roma tinha sucumbido as ‘reformas’ dos imperadores romanos orientais. Era uma religião que Jesus teria deplorado.

Felizmente, depois do legado da Inquisição, a Igreja Católica começou a melhorar e hoje tem boas qualidades.

Talvez o evento mais significativo das Cruzadas não  envolva fazer a guerra, a programação de assassinos ou a criação da Inquisição. Ela compreende fazer a paz.

No ano de 1228, o imperador alemão Frederick II liderou uma Cruzada a Jerusalém. Frederick não estava em boas graças com o Papa naquele tempo. Frederick tem sido descrito como,

“uma estranha mente secular, um príncipe altamente educado, um inimigo jurado do papado em bases políticas, que tinha adquirido pelo casamento o título pelo qual lhe era deixado o reino de Jerusalém.

A luta de Frederick com o Papa Gregório IX tinha começado somente um ano antes de sua viagem a Jerusalém. O conflito entre Frederick e o Papa Gregório se centralizava ao redor da matéria do centralizado poder papal. Frederick se opunha a isto e estava se esforçando para acelerar isto. Esta disputa fez com que Frederick fosse colocado sob uma sentença de excomunhão que finalmente foi executada em 1245.

Conquanto sob sentença, mas ainda não excomungado, o Frederico não arrependido viajou para seu reino em Jerusalém como líder de sua própria Cruzada. A despeito do profundo envolvimento com os Cavaleiros Teutonicos, Frederick II provou naquela viagem que ele podia ser um homem de paz. Ao invés de prolongar a guerra com os muçulmanos, ele negociou um tratado de paz. Ele aparentemente sentiu que era do melhor interesse de todos o fim da luta religiosa e isto foi precisamente o que ele fez. Ele realizou este feito ao negociar com o regente líder muçulmano, o Sultão Kamil. Dentro de um ano de iniciar suas conversas com o Sultão e sem a aprovação do Papa, ele concluiu o tratado assinado em 1229 que devolvia Jerusalém aos cristãos por dez anos e que determinava que os cristãos não se armassem. O arranjo funcionou.

Usando a negociação e apelos à razão, Frederick tinha realizado em uma curta viagem o que os Papas tinham afirmado que estavam tentando fazer por quase 130 anos com guerra e sangue. Sob o tratado de Frederick, os cristãos eram livres para morar em Jerusalém e fazer peregrinações lá e os muçulmanos eram livres da ameaça oferecida pelos exércitos cristãos.

Muitos líderes cristãos e muçulmanos não ficaram felizes com este arranjo, contudo. Frederick tinha assentado isto,

“deixando ambas as partes indignadas com um acordo tão pacífico. Quando o armistício finalmente acabou em 1239, a guerra sagrada foi recomeçada… “

* Há uma surpreendente linha paralela a esta história. Depois que Frederick completou o tratado, ele queria ser coroado monarca de Jerusalém por sua herança. Porque ele estava sob a sentença de excomunhão, nenhuma autoridade católica realizaria a cerimonia para ele. Frederick, contudo, não era um homem que pudesse ser detido por tais tecnicalidades. Ele simplesmente se coroou e viajou de volta para sua casa na Alemanha.

Podemos legitimamente perguntar porque o tratado de Frederico não foi prolongado ou um tratado similar não foi negociado. Que próposito foi atendido ao mergulhar em outros 70 anos adicionais de guerra sangrenta? Os cristãos também se feriram perdendo a Terra Sagrada.

Tão frequentemente ouvimos que as guerras são um produto da natureza humana básica ainda que um só esforço de paz fez com que 130 anos de guerra terminassem pelo apelo à razão de um homem e a cooperação de um outro homem, rsultando em uma paz com a duração do tratado. Podemos ver que a habilidade das pessoas é tão forte, senão mais forte, do que o desejo pela guerra.

Quando então, dirigiram muçulmanos e cristãos a matança uns dos outros por causa de uma trivial parte de propriedade imobiliária?

Uma resposta a esta questão pode ser encontrada no que os muçulmanos e os cristãos pensavam sobre o que realmente eles estava lutando: sua salvação espiritual e liberdade. Eles acreditavam que ao lutar  e até mesmo morrer gloriosamente, por sua fé, eles tinham garantida sua salvação espiritual. A história tem claramente demonstrado que a busca pela liberdade espiritual é tão forte que ela possa superar qualquer outro impulso humano, inclusive a necessidade da auto-preservação física.

Em algum ponto, as pessoas sacrificarão suas próprias existências físicas, e até mesmo a sobrevivência física de seus seres amados, se elas acreditarem que o sacrifício lhes assegurará sua integridade espiritual ou que isto trará a sua salvação espiritual. Quando o genuíno conhecimento espiritual é distorcido, ainda que o desejo de salvação espiritual continue a ser estimulado, muitas pessoas podem ser levadas a fazer coisas profundamente estúpidas. Um passo importante para resolver o problema da guerra, então, é alcançar um verdadeiro entendimento do espírito e um meio real para sua reabilitação.

Quando olhamos as práticas espirituais dos cavaleiros cristãos e dos Ismailianos muçulmanos descobrimos que a participação na guerra era frequentemente exaltada como uma busca espiritual. Os guerreiros de ambos os lados eram inspirados pelos misticismos corrompidos da Fraternidade que ensinavam que as recompensas espirituais podiam ser conquistadas ao se engajar em comportamentos militares contra outros seres humanos. Esta foi a mitologia da ‘guerra espiritualmente nobre’ na qual os galantes soldados recebiam a promessa da salvação espiritual e um lugar no Paraíso por lutar por uma causa nobre. Esta mitologia ainda hoje permanece vital ao recrutar pessoas para lutarem em uma guerra continuada. Isto distorce a necessidade de liberdade espiritual em uma guerra honrosa.

O que é guerra, então, senão uma nobre busca?

Analisados seus componentes básicos, a guerra nada mais é do que o ato de fazer com que objetos sólidos destrutivamente colidam com outros objetos sólidos. Isto algumas vezes pode ser divertido, mas não existe muito benefício espiritual a ser derivado do engajamento constante nisto. Embora seja verdadeiro que a guerra tenha muitos elementos de um jogo, a natureza destrutiva da guerra a torna pouco mais do que uma série de atos criminosos: primariamente incêncios premeditados, agressão e assassinato.  Isto revela algo de grande importância:

A guerra é a institucionalização da criminalidade. A guerra nunca traz um melhoramento espiritual porque a criminalidade é uma das principais causas da deterioração mental e espiritual.

As sociedades que exaltam as ações criminosas como um busca nobre sofrerão uma rápida deterioração na condição mental e espiritual de seus habitantes. As doutrinas ‘espirituais’ que exaltam o combate são doutrinas que degradam a raça humana.

Não é a guerra em busca de uma causa justa uma boa coisa?

O maior problema em usar a força violenta para lutar por uma causa é que as regras da força operam em princípios completamente diferentes daqueles dos príncipios do certo e do errado. O uso vitorioso da força violenta depende de talentos que nada tem a ver com o fato de que a causa de alguém é ou não justa. O homem que pode disparar mais rapidamente seis seis tiros não é necessariamente o homem com os melhores ideais.

Nós como nossos heróis, quando eles podem atirar melhor ou fisicamente superar os maus garotos, e nada há de errado com eles serem capazes de fazer assim, mas nem todos os nossos heróis podem. Aqueles que tem uma causa legítima devem portanto estarem cuidadosos da tentação de avaliar a correção de suas crenças na arena da força violenta já que sua causa pode ser imerecidamente perdida. Há muitos meios eficazes de se promover causas justas e fazer com que elas vençam, mas estes métodos raramente são usados em um mundo educado para usar a violência como sua côrte máxima de apelo.

As Cruzadas e outros conflitos religiosos tem frequentemente sido canalizados pela questão de quem é o verdadeiro messias e quem não é. As paixões podem dirigir fortemente este tópico. Portanto cabe a nós desta vez discutir o que um messias pode ou não ser.

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Messias e Meios

Em uma civilização global tal como a nossa onde o conhecimento espiritual e a liberdade parecem ter sido adulterados, lá obviamente haveria um lugar para que alguém desenvolvesse um corpo de conhecimento útil e compreensivo sobre o espírito e o relacionamento do espírito com o universo. Porque o verificável fenômeno espiritual parece consistente de pessoa a pessoa, e de tempo em tempo, é provável que todas as realidades espirituais sejam enraizadas em leis e axiomas consistentes, e assim ele estaria prestando um grande serviço. Tais descobertas poderiam abrir uma ciência inteiramente nova. Uma pessoa que fizesse isto seria um messias?

As promessas de um messias tem sido levadas adiante por muitas grandes religiões, tanto dissidentes quanto tutelares. A palavra messias tem tido vários significados, de simplesmente ‘professor’ até ‘libertador’. Um messias pode ser qualque uma das pessoas que desenvolva uma ciência bem sucedida do spírito até alguém que seja realmente capaz de ibertar espiritualmente a raça humana.

Através da história, tem havido milhares de pessoas que afirmam serem messias, ou a quem tem sido dado o título por outros até mesmo se elas não afirmem isto elas próprias. Tais afirmações messiânicas são geralmente baseadas em profecias registrads anteriormente na história, tais como a história budista do Mettaya, a profecia da Segnda Vinda do Livro da Revelação, os ensinamentos apocalípticos de Zoroastro, ou as profecias hebraicas. Muitas pessoas olham todas as declarações messiânicas com claro ceticismo; outros se tornam ávidos seguidores de um líder que eles acreditam ser o cumprimento de uma profecia religiosa. Isto levanta uma questão: tem sempre havido, ou sempre haverá, um messias genuino? Como se poeria identificar tal pessoa?

Qualquer um que com sucesso desenvolva uma ciência funcional do espírito obviamente teria uma afirmação legítima para o título de messias no sentido de um professor. Nada há de místico ou de apocalíptico nisto: uma pessoa faz algumas descobertas e as partilha. Se este conhecimento se torna amplamente conhecido e os resultados em ampla salvação espiritual, então entramos no reino do ‘libertador’ ou ‘messias profetizado’. Como identificamos um tal libertador quando existe tantas profecias diferentes com tantos meios para interpreta-las?

A resposta é simples: O     libertador que seria deve ter sucesso. A pessoa deve conquistar o título; ele não é dado por Deus.

Isto é terrivelmente frio e u meio não comprometido de olhar isto. Isto despe a mágica e o misticismo normalmente associado com a profecia messianica. Isto força qualquer pessoa que reclamaria o título de messia a realmente trazer a paz e a salvação espiritual porque uma tal profecia não será cumprida a menos que alguém faça com que isto aconteça. Isto compele o fututo libertador a completamente superar os obstáculos que atuam contra estas metas universais. Esta é uma das tarefas mais inviáveis que uma pessoa pode até mesmo esperar assumir. Necessitamos apenas olhar os libertadores do passaado para apreciar a longa e difícil estrada em que uma tal pessoa deva viajar.

Até hoje, ninguém teve sucesso, mas isto certamente é um desafio digno de melhor talento.

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Deuses Voadores Sobre a América

Pelo tempo das Cruzadas, maiores dramas tinham se desdobrado no lado oposto do globo. Grandes civilizações tinham vindo e ido nos continentes americanos.

É difícil estudar a história das antigas civilizações americanas porque quase todos os registros originais destas civilizações foram destruidos séculos atrás. Como um resultado, os historiadores são frequentemente confrontados com disputas sobre os fatos mais básicos, tais como as datas. Por exemplo, as estimativas de etmpo a respeito da grande civilização Maia a tinham localizado em algum ponto a 30.000 a 12.000 anos atrás ou até mesmo 700 anos atrás. Para os propósitos deste livro, usarei as datas mais comumente aceitas pelos historiadores modernos e arqueologistas.

Muitos arqueologistas acreditam que a primeira civilização importante norte-americana foi a sociedade Olmeca do México. é estimado que ela tenha florescido de por volta de 800 AC até 400 AC. Muito pouco é conhecido sobre os Olmecas, exceto que eles deixaram para trás importantes ruínas que incluiam uma grande pirâmide. A existência da pirâmide é uma forte evidência que havia uma interação entre os Velho  e Novo Mundos nos anos AC.

É acredita que os Olmecas deram ascimento a famosa civilização Maia que se seguiu. A cultura Maia se extendeu do México para a América Central e durou de por volta 300 AC até 900 de nossa era. Comom os Olmecas, os Maias eram familiarizados a constuirem pirâmides. Surpreendente, algumas pirâmides maias receberam uma cobertura de pedra calcárea como as pirâmides anteriores do Egito. Os maias também copiaram os egípcios ao mumificarem corpos e manterem crenças similar sobre a vida física após a morte.

Segundo o historiador Raymond Cartier:

Outras analoggias com o Egito são discerníveis na admirável arte dos Maias. Suas pinturas em murais e afrescos e vasos decorados mostram uma raça de homens com feições marcantemente semíticas [mesopotamias], engajados em todos os tipos de atividade: agricultura,pesca, construção, política e religião. Apenas o Egito tem apresentado estas atividades com a mesma cruel verossemelhança [aparência de Verdade]; mas a ceramica dos Maias recorda aquela dos Etruscos [uma antiga civilização na Itália]; os baixo-relevos deles lembram aqueles da Índia e os enormes degraus das escadas de seus templos piramidais são como aqueles de Angkor [no Cambodia, dedicado a veneração Hindu].

A menos que eles obtivessem seus modelos de fora, seus cérebros devem ter sido tão construídos que eles adotaram as mesmas formas de expressão artística de todas as outras grandes civilizações da Europa e da Ásia. A civilização entãolançou-se de uma particular região geográfica e então se espalhou gradualmente em cada direção como um incêndio florestal? Ou ela apareceu espontaneamente e separadamente em várias partes do mundo? Eram algumas raças os professores e  outras os alunos, ou todos eles eram auto-ensinados? Sementes isoladas, ou uma descendência de um dos pais dando ramos em todas as direções?

As coincidências são muito mais fortes para as civilizações americanas terem se elevado independentemente das sociedades do Velho Mundo. As teorias Jungianas de um “inconsciente coletivo” dificilmente são satisfatórias. As surpreendentes similaridades indicam que as civilizações americanas eram parte de uma sociedade global, até mesmo se os antigos habitantes da América não estivessem cientes disso. Uma similar situação existe hoje. Em diferentes cidades ao redor do mundo encontramos modernos arranhacéus que se parecem notavelmente similares, não importa em que lugar no globo eles estejam: de Singapura a África e até os EUA. Pode ser mais que uma surpresa ver em uma remota nação africana um alto arranhaceú de vidro que seja virtualmente idêntico a um em Chicago.

A cultura circunvizinha, contudo, pode ser radiacalmente diferente em cada país, indicando que o arranhacéu na África não é um produto da cultura africana nativa, e sim o produto de uma influencia independente global. Uma similar influência global existiu claramente mais de um milênio atrás como é evidenciado pelas notáveis similaridades entre as antigas culturas maia e egípcia. Esta influência global parece ter sido a sociedade tutelar, porque tão logo revisamos os antos escritos americanos, mais uma vez encontramos os nossos amigos tutores.

Os tutores eram venerados pelos antigos americanos como ‘deuses’ de aparência humana que vieram de outros mundos. Como no hemisfério oriental, os tutores na América eram frequentemente disfarçados sob a ocultação da mitologia. Como no Egito e na Mesopotamia, os serventes tutores na Améica eram sacerdotes, que mantinham um considerável poder polítiico por causa de seu relacionamento especial com os relatados mestres extraterrestres da humanidade. Portanto não é surpreendente encontrar evidência que a Fraternidade existiu nas antigas Américas. Por exemplo, a cobra foi um importante símbolo religioso através do antigo Hemisfério Ocidental. Vários historiadores maçons livres afirmam a evidência de ritos maçonicos iniciais nas sociedades pré colombianas.

O símbolo da Fraternidade da suástica também foi proeminente, como o Professor W. Norman Brown da Universidade de Pennsylvania ressalta na página 27 de seu livro, “The Swastika: A Study of the Nazi Claims of Its Aryan Origin”:

Um problema curioso reside na presença da suástica na América antes do tempo de Colombo. Ela é frequente nas Américas do Norte, Central e do Sul e tem muitas formas.

As civilizações americanas tinham uma história similar aquela do Velho Mundo. Ela foi cheia de guerras, genocídios e calamidades. As cidades e os centros relgiosos na antiga América vinham e iam. Uma coisa que permaneceu consistente foi a construção de pirâmides. Os Toltecas, uma civilização que se elevou da siciedade Maia, continuou a tradição da construção das pirâmides e construiu a fabulosa pirâmide do Sol no México. Esta pirãmide é maior dos que a Grande Pirâmide do Egito em um volume completo e é construída com a mesma precisão de cortar as pedras que caracteriza sa contraparte egípcia.

Quando os espanhóis invadiram a América no século XVI, eles deliberadamente destruiram quase tudo que eles ouderam das antigas culturas americanas, exceto pelo ouro e matais preciosos que eram embarcados para a Espanha. Naquele tempo na história, a Inquisição estava em suas alturas e a Espanha era seu mais zeloso advogado.

Os antigos americanos eram considerados pagãos e assim os missionários cristãos se engajaram em uma campanha enérgica para destruir todos os registros e artefatos relacionados as religiões americanas. Infelizmente, estes registros incluiam textos sem preço de história e ciências. O efeito desta obliteração foi muito similar a destruição da Biblioteca da Alexandria pelos cristãos anteriormente; isto criou um blecaute substancial a respeito de alguma história antiga da humanidade. Isto tem deixado muitas questões não respondidas sobre os maias.

Por exemplo, os Maias construiram os fabulosos centros religiosos e os abandonaram. Alguns historiadores acreditam que o abandono foi feito subitamente e que a sua causa permanece um mistério. Outros concluem que isto foi feito gradualmente na medida em que a sociedade maia se enfraquecia. Os maias também eram conhecidos por praticarem sacrifícios humanos. Alguns historiadores acreditam que os sacrifícios eram um ritual infrequente; outros acreditam que estes sacrifícios eram genocídio em escala completa clamando 50.000 vidas por ano. Onde está a verdade?

Tem emergido umm livro que se propõem ser o registro das antigas crenças maias. Ele é conhecido como Popol Vuh (“Livro do Conselho”). O Popol Vuh não é um trabalho genuinamente antigo.

Ele foi escrito no século XVI por um maia desconhecido. Ele mais tarde foi traduzido para o espanhol pelo Padre Francisco Ximenez da Ordem Dominicana. A tradução de Ximenez foi inicialmente publicada em Viena em 1857 e é a mais inicial versão sobrevivente do Popul Vuh.

É dito que o Popol Vuh é uma coleção de crenças e história maias que tinham sido transmitidas oralmente pelos séculos. É claro, contudo, que muitas idéias cristãs foram incorporadas ao trabalho, seja pelo autor desconhecido original, por Padre Ximenez, ou por ambos. Também é óbvio que o Popol Vuh contém muitas histórias de pura ficção misturadas com o que é dito ser a verdadeira história da criação do homem.

Não obstante, vários ssegmentos do Popol Vuh sã dignos de consideração porque eles repetem importantes temas religiosos e históricos que temos visto em outros lugares, mas com muito mais sofisticação do que é encontrado nos escritos cristãos. Estes temas são expressados pelo Popol Vuh dentro do contexto de múltiplos deuses dos antigos maias.

O Popul Vuh afirma que a humanidade tinha sido criada para estar a serviço dos “deuses’. Os ‘deuses’ são citados:

“Vamos fazer aquele que deve nos nutrir e nos suster! O que devemos fazer para sermos evocados, para sermos lembrados na Terra? Temos já tentado com as nossas primeiras criações, nossas primeiras criaturas, mas não podemos fazer com que eles nos dignifiquem e nos venerem. Assim, então, vamos tentar faze-los seres obedienes e respeitosos que nos nutrirão e nos sustentarão”

Segundo o Popul Vuh, os ‘deuses’ tinham feito criaturas conhecidas como ‘figuras de madeira’ ants de criar o Homo sapiens. Dito de aparência e altura como homens, estas estranhas criaturas de madeira existiram e se multiplicaram; eles tiveram filhas e eles tiveram filhos…”

Eles eram, contudo, srventes inadequados para os deuses. Para explicar o porque, o Popol Vuh expressa uma sofisticada verdade espiritual que não é encontrada na cristandade, mas que é encontrada nos escritos anteriores da Mesopotamia. As ‘figuras de madeira” não tinham almas, relata o Popol Vuh, e asim eles andavam em todos os quatro sem direção. Em outras palavras, sem almas [seres espirituais] para animarem seus corpos, os ‘deuses’ descobriram que criaram criaturas vivas que podiam se reproduz biologicamente mas a que faltava a inteligência para ter metas ou direção.

Os ‘deuses’ destruiram suas ‘figuras de madeira’ e realizaram longos encontros para determinarem a forma e a composição de sua próxima tentativa. Os ‘deuses’ finalm ente produziram criaturas com seres espirituais anexados. Esta criatura nova e melhora era o Homo sapiens*

* Segundo os textos sumérios, o Homo sapiens se assemelhava aos corpos dos tutores. Isto pode explicar porque os ‘deuses’ do Popol Vuh foram bem sucedidos com o Homo sapiens, mas não com outros tipos de corpos: os seres espirituais eram mais voluntários de habitar corpos que se assemelhavam aos corpos que eles já haviam habitado antes.

Contudo a criaçao do Homo sapiens não terminou as dores de cabeça dos tutores. Segundo o Popol Vuh, os primeiros Homo sapiens eram inteligentes demais e tinham habilidades demais!

Eles [os primeiros Homo sapiens] eram dotados de inteligência; eles viram e instantaneamentepuderam ver mais longe, eles tiveram sucesso em ver, eles tiveram suceso em conhecer tudo que há no mundo. Quando eles olhavam, instantaneamente eles viam tudo ao seu redor, e eles comtemplavam por sua vez o arco dos céus e a face redonda da Terra.

Mas o Criador e Fabricante não ouviu isto com prazer. Não é bem o que as nosas criaturas, os nossos trabalhos digam; eles sabem tudo, o grande e o pequeno, eles disseram.

Algo tinha que ser feito. Os humanos [e por implicação, os seres espirituais que animam os corpos humanos] precisavam ter reduzido seu nível de inteligência. A humanidade tinha que ser mais estúpida:

O que devemos fazer com eles agora? Vamos deixar que a vista deles alcance apenas o que esta perto; vamos faze-los ver apenas um pouco da face da Terra! Isto não é em o que eles dizem. Por acaso eles não são simples criaturas da natureza de nossa fabricação? Devem eles também serem ‘deuses’?

O Popol Vuh então fala no simbolismo que os tutores fizeram o Homo sapiens inicial reduzir a inteligência humana e a visão intelectual:

Então o coração do Céu soprou uma névoa nos olhos deles, que nublou a visão deles como quando se respira em um espelho. Os olhos deles foram cobertos e eles puderam ver apenas o que estava próximo, somente o que estava claro para eles. Deste modo a sabedoria e todo o conhecimento dos quatro homens [os primeiros Homo sapiens] . . . foi destruído

A passagem acima ecoa o história bíblica de Adão e Eva na qual as “espadas giratórias” tinham sido colocadas para bloquear o acesso humano ao conhecimento importante. Isto também sugere uma intenção tutelar que os seres humanos devam nunca aprender sobre o mundo além do óbvio e do superficial.

O Popol Vuh contém um outro elemento digno de ser mencionado porque ele reflete o tema “das confusões de linguas’ da história bíblica da Torre de Babel. O Popol Vuh relata que os vários ‘deuses’ falavam linguas diferentes que as antigas tribos maias eram compelidas a adotar seja como for que caissem sob o governo de um novo ‘deus’. Até mesmo no Novo Mundo, os humanos eram separados em diferentes grupos línguísticos pelos ‘deuses’ tutelares.

Ao tempo que os espanhóis pela primeira vez chegara às Américas no fim do século XV, os ‘deuses’ tutelares não estavam mais diretamente visíveis nos assuntos humanos, e assim não tinham estado por séculos. Embora os UFOs continuassem a ser observados pelo mundo, as pessoas não mais os viam como veículos dos ‘deuses’.

A raça tutular assumir um perfil baixo que fez com que ela parecesse como se eles tivessem deixado a Terra e voltasssem para casa. Infelizmente, eles ainda permaneceram, como o próximo capítulo, talvez o mais sinistro, revela.  A Morte Negra.

A centralização do poder papal culminou sob o  papa Inicente IV, que manteve as rédeas papais de 1243 até 1254. Inocente IV tentou tornou o Papado a maior autoridade política do mundo ao proclamar que o Papa era o vicário [representante terreno] do Criador ao qual cada criatura humana é submetida.     Foi sob Inocente IV que a Inquisição foi tornada uma instituição oficial da Igreja Católico Romana.

A despeito da opressão da Inquisição, a Europa no século XIII estava começando a recuperar do rompimento econômico e social causado pelas Cruzadas. Os sinais do renascimento da Europa eram visíveis na ampliação dos horizontes intelectuais e artísticos. O comércio com outras partes do mundo fizeram muito para enriquecer a vida na Europa. A Europa estava entrando em uma era na qual a cavalaria, a música, a arte e os valores espirituais estavam desempenhando grandes papéis. Dificilmente um século destes progresso tinha se passado, contudo, antes do evento desastroso que abruptamente trouxe a ele uma parada. Este evento era a Peste Bubônica, também conhecida como a Morte Negra.
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A Morte Negra

A Peste Bubônica [Morte Negra] começou na Ásia e logo se disseminou para a Europa onde matou aproximadamente 25 milhões de pessoas [aproximadamente um terço da população total da Europa] em menos de quatro anos. Alguns historiadores colocam a estatística de baixas mais perto de 35 a 40 milhões de pessoas, ou quase metade de todos os europeus.

A epidemia primeiramente se disseminou pela Europa entre 1347 e 1350. A Peste Bubônica continuou a atacar a Europa com diminuição das fatalidades a cada dez ou vinte anos em surtos de vida curta por todo o tempo até os anos de 1700. Embora seja difícil calcular o número total de mortes deste período de 400 anos, é acreditado que mais de cem milhões de pessoas podem ter morrido da Peste.

Dois tipos de pragas são acreditados terem causado a Morte Negra. O primeiro é o tipo bubônico, que foi o mais comum. A forma bubônica da praga é caracterizada por amolecimento e inchaço dos linfonodos; estes inchaços são chamados bubões. Os bubões são acompanhados de vômitos, febre e morte dentro de váarios dias, se não tratados. Esta forma de praga não é contagiosa entre seres humanos: ela requer um hospedeiro-transmissor ativo, tal como a pulga. Por esta razão, muitos historiadores acreditam que os roedores infestados de pulgas causaram a Peste Bubônica. Os roedores são conhecidos por transportarem a doença até mesmo hoje. Um número de registros de 1347 a 1600 fala  de infestações de roedores antes de vários surtos da Morte Negra, dando credibilidade à teoria dos roedores.

A segunda forma da praga que contribuiu para a Morte Negra é um tipo altamente contagioso conhecido como tipo “pneumônico”. Ele é marcado por tremores, respiração, acelerada e tossir sangue. As temperaturas corporais são altas e a morte normalmente acontece após três ou quatro dias que a doença foi contraída. Este segundo tipo de peste é quase sempre fatal e se transmite melhor no tempo frio e com pouca ventilação. Alguns médicos hoje acreditam que foi esta segunda forma, a peste pneumônica, que foi a responsável pela maioria dos óbitos da Morte Negra, por causa do ajuntamento e das pobres condições higiênicas então prevalecentes na Europa.

Normalmente balançariamos nossas cabeças por este trágico período da história humana e seriamos gratos à medicina moderna que tem desenvolvido as curas para estas doenças pavorosas. Contudo, enigmas perturbadores sobre a Morte Negra ainda permanecem. Muitos surtos ocorreram no verão durante o tempo quente e em regiões não apinhadas. Nem todos os surtos de Peste Bubônica eram precedidos de infestação de roedores; de fato, somente uma minoria de casos pareceu estar relacionada ao aumento na presença dos insetos daninhos. O maior enigma sobre a Morte Negra é como ela foi capaz de atacar populações humanas isoladas que não tinham qualquer contacto anterior com as áreas infectadas. As epidemias também tendiam a terminar abruptamente.

Para resolver estes enigmas, um historiador normalmente olharia os registros dos anos de Peste para ver o que as pessoas estavam relatando. Quando ele assim o faz, ele encontra histórias tão surpreendentes e inacreditáveis que é provável que ele as rejeite como fantasias e superstições de mentes profundamente aterrorizadas. Um grande número de pessoas pela Europa e outras regiões do mundo atacadas pela Peste estava relatando que os surtos da Peste eram causados por ‘névoas’ com um cheiro asqueiroso. Estas névoas frequentemente apareciam depois que luzes não usualmente brilhantes apareciam no céu. O historiador descobre rapidamente que as névoas e as luzes brilhantes eram relatadas muito mais frequentemente e em muito mais locais do que o eram a infestação de roedores. Os anos da Peste eram, de fato, um período de pesada atividade UFO.

O que eram, então, estas névoas misteriosas?

Há um meio muito mais importante pelo qual os germes da Peste podem ser transmitidos: por armas biológicas. Os EUA e a União Soviética hoje tem armazenagens de armas biológicas contendo a peste bubônica e outras doenças epidêmicas. Os germes são mantidos vivos em latas que disseminam por spray a doença no ar, em névoas artificiais, espessas e frequentemente visíveis. Qualquer um que inale a névoa inalará a doença. Hoje existem muitas destas armas biológicas para dizimar uma boa porção da humanidade. Relatos de idênticas névoas indutoras de doenças dos anos da Peste sugerem fortemente que a Morte Negra foi causadda por uma guerra biológica. Vamos dar uma olhada nos relatos incríveis que nos levam a uma tal conclusão:

O primeiro surto da Peste na Europa seguiu uma série não usual de eventos. Entre 1298 e 1314, sete grandes ‘cometas’ foram vistos sobre a Europa; um deles era de uma ‘imponente escuridão’. Um ano antes do primeiro surto da Peste na Europa, uma ‘coluna de fogo’ foi relatada sobre o palácio do Papa em  Avignon, França.

* Este foi o segundo Papa não autorizado que assumiu o título como resultado de um cisma dentro da Igreja Católica. O título completo é,

Uma crônica de prodígios e portentos que tem ocorrido além da ordem correta, operação e trabalho da natureza, nas regiões superiores e inferiores da Terra, do  início do mundo até os tempos presentes.

Mais cedo naquele ano, uma ‘bola de fogo’ foi observada sobre Paris; ela relatadamente permaneceu visível aos observadores por algum tempo. Para as pessoas na Europa, estes avistamentos eram considerados maus augúrios da Peste que logo se seguiria.

É verdade que alguns ‘cometas’ relatados fossem exatamente isto: cometas. Alguns podem ter sido pequenos meteoros ou bolas de fogo [grandes meteoros flamejantes]. Séculos atrás, as pessoas eram geralmente muito mais supersticiosas do que são hoje e assim os meteoros naturais e similares fenômenos prosaicos eram frequentemente relatados como precursores de desastres posteriores, até mesmo embora não houvesse uma ligação na vida real.

Por outro lado, é importante ressaltar que quase que qualquer um objeto não usual no céu era chamado de ‘cometa’. Um bom exemplo é encontrado no livro besteseller publicado em 1557, “Uma Crônica de Prodígios e Portentos”, de Conrad Lycosthenes. Na página 494 do livro de Lycosthenes lemos sobre um cometa observado no ano de 1479:

“Um cometa foi visto na Arábia como se fosse um raio de madeira de ponta muito aguda…”

A ilustração que acompanha, que foi baseada na descrição das testemunhas oculares, mostra o que claramente se parece com a metade da frente de um foguete entre algumas nuvens.

O objeto parece ter muitas janelas. Hoje nós chamaríamos este objeto de UFO, não de um cometa. Isto nos leva a supor como muitos outros antigos ‘cometas’ eram realmente objetos similares a foguetes. Quando somos confrontados com um velho relato de um cometa, portanto realmente não sabemos com que tipo de coisas estamos lidando, a menos que haja uma descrição mais completa. Um relato de um aumento súbito em ‘cometas’ ou similares fenômenos celestias pode, de fato, significar um aumento da atividade UFO .

A ligação entre fenômenos aéreos não usuais e a Morte Negra foi estabelecida imediatamente durante os primeiros surtos da praga na Ásia. Como nos conta um historiador:

Os primeiros relatos da Peste vieram do Oriente. Eles eram confusos, exagerados, assustadores  como os relatos daquele quarto do mundo tão frequentemente são: descrições de tempestades e de terremotos: de meteoros e cometas deixando a trilha de gases nocivos que matavam árvores e destruiam a fertilidade da terra…

A passagem acima indica que estranhos objetos voadores estavam fazendo mais do que apenas disseminar doença: eles também aparentemente estavam jogando sprays químicos ou desfoliantes biológicos do ar. A passagem acima ecoa os antigos tabletes da Mesopotamia que descreveram a desfoliação do panorama pelos antigos ‘deuses’ tutelares. Muitas baixas humanas da Morte Negra podem ter sido causadas por tais desfoliantes.

A conexão entre o fenômeno aéreo e a peste tinha começado século antes da Morte Negra. Vimos exemplos em nossa discussão anterior sobre a Praga de Justiniano. Lemos em outra fonte sobre uma grande praga que relatadamente havia irrompido no ano de 1117; quase que 250 anos antes da Morte Negra.

Esta praga também foi precedida por um não usual fenômeno celestial:

Em 1117, em janeiro, um cometa passou como um exército feroz [em fogo] do Norte na direção do Oriente, a lua foi escurecida em um vermelho sanguíneo em um eclipse; um ano mais tarde uma luz apareceu mais brilhante do que o sol. Isto foi seguido por um grande frio, fome e praga, da qual um terço da humanidade é dito ter perecido.

* Eu não tenho visto menção a esta praga em qualquer outro livro de história. Isto pode ter sido uma praga local que destruiu não um terço da humanidade, mas um terço da população afligida.

Uma vez tendo se iniciado a Morte Negra medieval, fenômenos aéreos dignos de nota continuaram a acompanhar a temida epidemia. Relatos de muitos destes fenômenos foram reunidos por Johannes Nohl e publicados no livro dele, “The Black Death, A Chronicle of the Plague” (1926). Segundo Mr. Nohl, ao menos 26 ‘cometas’ foram relatados entre 1500 e 1543. 15 ou 16 foram vistos entre 1556 e 1597. No ano de 1618, 8 ou 9 foram observados:

Mr. Nohl enfatiza a ligação que as pessoas percebiam entre os ‘cometas’ e as epidemias subsequentes:

No ano de 1606 um cometa foi visto, depois do que uma praga geral atravessou o mundo. Em 1582 um cometa trouxe uma praga tão violenta sobre Majo, Praga, Turingia e Holanda, e outros lugares que na Turingia ele carregou 37.000 e na Holanda 46.415.

De Viena, Áustria, obtemos a seguinte descrição de um evento que aconteceu em 1568. Aqui vemos uma conexão entre um surto de Peste e um objeto descrito de um modo notavelmente similar a um UFO  em forma de charuto ou em forma de raio:

Quando no sol e na luz da lua um maravilhoso arco-íris e um raio feroz [em fogo] foram vistos planando sobre a igreja de St. Stephanie, o que foi seguido por uma violenta epidemia na Áustria, Suábia, Augsberg, Wuertemberg, Nuremburg, e outros lugares matando seres humanos e gado.

Avistamentos de fenômenos aéreos não usuais geralmente ocorreram por vários minutos a um ano antes de um surto de Peste. Onde havia uma brecha entre um tal avistamento e a chegada da Peste, um segundo fenômeno era algumas vezes relatado: o aparecimento de assustadoras figuras de aparência humana vestidas de negro. Estas figuras eram frequentemente vistas nos arredores de um centro ou vila e a presença delas sinalizaria um surto de uma epidemia quase que imediatamente.

Um resumo escrito em 1682 fala de uma tal visita um século antes:

Em Brandenburg [na Alemanha] lá apareceram em 1559 homens horríveis, dos quais de inicío foram vistos uns 15 e mais tarde uns 12. Os primeiros tinham ao lado de seus posteriores pequenas cabeças, e outras faces pavorosas e longas foices, com a qual eles cortavam a aveia, de forma que o sussurro podia ser ouvido de uma grande distância, mas as aveias permaneciam de pé. Quando uma quantidade de pessoas veio correndo para vê-los, eles continuaram com seu corte.

A visita dos homens estranhos aos campos de aveia foi seguida imediatamente por um severo surto da Peste em Brandenburg.

Este incidente levanta intrigantes questões: quem eram estas figuras misteriosas? O que eram estes instrumentos longos como foices que ele seguravam e que emitiam um som alto de cortar? Parece que as ‘foices’ podem ter sido instrumentos longos destinados a lançar sprays de veneno ou gás carregado de germes. Isto significaria que as pessoas das cidades interpretaram mal o movimento das ‘foices’ como uma tentativa de cortar a aveia, quando, de fato, os movimentos eram o ato de disseminar aerossois na cidade.

Homens similares vestidos de preto foram relatados na Hungria:

. . . no ano de Cristo de 1571 foi visto em Cremnitz nos centros das montanhas da Hungria no Dia da Ascensão ao anoitecer a grande perturbação [distúrbio] de todos, quando em Schuelersberg apareceram tantos corredores [cavaleiros montados] negros que a opinião foi prevalecente que os Turcos estavam fazendo um assalto secreto, mas que desapareceram tão rapidamente novamente, e então uma peste raivosa irrompeu na vizinhança.

Estranhos homens vestidos de negro, ‘demônios’, e outras criaturas aterrorizantes foram observados em outras comunidades européias. As criaturas assustadoras eram frequentemente observadas carregando ‘longas vassouras’, ‘foices’ ou ‘espadas’ que eram usadas para varrer ou bater nas portas das casas das pessoas. Os habitantes destas casas caiam doentes com a peste logo depois. É deste relatos que as pessoas criaram a popular imagem da ‘morte’ como um esqueleto ou demônio carregando uma foice. A foice veio a simbolizar o ato da Morte picando pessoas como espigas de grãos. Ao olhar esta imagem assombrosa da morte, podemos, de fato, estar encarando a face do UFO.

De todos os fenômenos ligados a Morte Negra, de longe o mais frequentemente relatado foram as estranhas e nocivas névoas. Os vapores eram frequentemente observdos até mesmo onde outros fenômenos não eram. Mr. Nohl ressalta que os fogs frequentemente mais pestilentos eram uma “característica que precedia a epidemia por seu curso inteiro”. Uma grandes quantidade de bons médicos daqueles tempos tomavam por garantido que as névoas estranhas causavam a Peste. Esta ligação foi estabelecida desde o verdadeiro início da Morte Negra, como nos conta Mr. Nohl:

A origem da praga jaz na China; lá é dito ter começado com toda fúria já no ano de 1333, depois de uma névoa terrível emitindo um apavorante cheiro e infectando o ar.

Uma outra narrativa ressalta que a Peste não se disseminava de pessoa a pessoa, mas que era contraída ao respirar o mortal ar mal cheiroso:

Durante todo o ano de 1382 não havia vento; em consequência o ar tornou-se pútrido, assim que uma epidemia irrompeu, e a peste não passou de um homem a outro, mas todo mundo foi morto por ela, que veio diretamente do ar.

Relatos de névoas mortais e fogs pestilentos vieram de todas as partes do mundo infestadas pela Peste:

Uma crônica da Peste descreve a epidemia na China, Índia e Pérsia; e o historiador florentino  Matteo Villani, que continuou o trabalho de seu irmão depois que este morreu de Peste em Florença, transmite a narrativa de terremotos e fogs pestilentos de um viajante na Ásia.

O mesmo historiador continua:

Um incidente similar de terremoto e fog pestilento foi relatado de Chipre, e era acreditado que o vento havia sido tão venenoso que os homens eram atingidos e morriam disto.

Ele acrescenta:

Narrativas alemãs falam de uma pesada névoa de mau cheiro que avançou do Oriente e se disseminou sobre a Itália.

Este autor afirma que em outros países:

. .. as pessoas foram convencidas que elas podiam contrair a doença do fedor, ou até mesmo, como é algumas vezes descrito, realmente ver a praga vindo pelas ruas como um fog pálido.

Ele resume, muito mais que dramaticamente:

A própria Terra parecia em um estado de convulsão, estremecendo e cuspindo, levando adiante pesados ventos venenosos que destruiram animais e plantas e chamavam enxames de insetos à vida para completar a destruição.

Acontecimentos similares são ecoados por outros escritores. Um jornal de 1680 relatou este estranho incidente:

Que entre Eisenberg e Dornberg trinta esquifes funerários todos cobertos com pano negro foram visto em plena luz do dia, entre eles, em um esquife um homem negro estava de pé com uma cruz branca. Quando estes tinham desaparecido, um grande calor apareceu e assim as pessoas neste lugar dificilmente podiam permanecer. Mas quando o sol estava se pondo, eles perceberam um perfume tão doce como se estivessem em um jardim de rosas. Por este tempo, eles todos estavam mergulhados na perturbação. Como consequência disto, a epidemia se estabeleceu na Turingia em muitos lugares.

Mais ao sul em Viena:

.. . as névoas de mau cheiro eram culpadas, como indicativo da Peste, e destas, de fato, várias foram observadas no outono passado.

Direto da cidade eivada pela Peste de Eisleben, obtemos a narrativa deste jornal divertido e talvez exagerado publicado em 1 de setembro de 1682:

No cemitério de Eisleben sobre o 6o. inst. [?] de noite o seguinte incidente foi percebido: Quando de noite os cavadores de túmulos estavam no trabalho duro de cavarem valas, porque em muitos dias haviam morrido entre 80 e 90, eles repentinamente observaram que a igreja do cemitério, mais especialmente o púlpito, estava iluminado pela brilhante luz do sol. Mas em seu ir até isso tão profundamente, um fog espesso, negro e escuro veio sobre a área dos túmulos de forma que dificilmente eles puderam ver uns aos outros, e o que eles tomaram como um mau preságio. Assim dia e noite horríveis espíritos malignos são vistos assustando as pessoas, duendes, demônios rindo para eles e se atirando a eles, mas também muitos fantasmas e espectros brancos.

A mesma história de jornal mais tarde acrescenta:

Quando Magister Hardte expirou em sua agonia uma fumaça azul foi vista se elevar de sua garganta, e isto na presença da morte; o mesmo tem sido observado no caso de outros expirando. Da mesma maneira a fumaça azul tem sido  observada se elevar das cumieiras das casas em Eisleben de todos os habitantes que tem morrido. Na igreja de St. Peter a fumaça azul tem sido observada alto quase que no teto; sobre esta narrativa a igreja é evitada, particularmente porque a paróquia tem sido exterminada.

As ‘névoas’ ou Peste eram espessas o suficiente para se misturar a umidade natural do ar e se tornar parte do orvalho da manhã. As pessoas eram avisadas a tomarem certas precauções:

Se o pão recém assado é colocado a noite no fim de um poste e de manhã é encontrado estar mofado e internamente crescido verde, amarelo e incomível, e quando jogado às aves domésticas e cachorros faz com que eles morram por come-lo, de um modo similar, se as aves domésticas bebem o orvalho da manhã e morrem em consequência, então o veneno da praga está perto e a mão.

Como notado anteriormente, ‘névoas’ letais estavam diretamente associadas com brilhantes luzes que se moviam no céu. Outras fontes para os maus cheiros também eram relatadas. Por exemplo, Forestus Alcmarianos escreveu sobre uma monstruosa ‘baleia’ que ele tinha encontrado que era:

105 pés de comprimento e 33 pés de largura que, vindo do mar ocidental, foi jogada no litoral de   Egemont por grandes ondas e foi incapaz de alcançar o mar aberto novamente; ela produziu uma tão grande podridão e malignidade do ar que logo uma grande epidemia irrompeu em Egemont e na vizinhança.

É uma pena que Mr. Alcmarianos não tenha fornecido uma descrição mais detalhada da baleia mortal, porque ela pode ter sido uma nave similar aos UFOs modernos que tem sido observados entrando e saindo em corpos de água. Por outro lado, a baleia de Mr. Alcmarianos pode ter sido exatamente isto: uma baleia morta e apodrecida que aconteceu chegar ao litoral antes do próximo surto da Peste.

É significativo que névoas nojentas e mau ar fossem acusados de muitas outras epidemias na história. Durante uma praga na Roma antiga, o fabuloso médico Hipócrates afirmou que a doença era causada por distúrbios no corpo trazidos por mudanças atmosféricas. Para remediar isto, Hipócrates fazia as pessoas construirem grandes fogueiras públicas. Ele acreditava que os grandes incêndios faziam o ar corretamente.

O conselho de Hipócrates foi seguido séculos mais tarde pelos médicos durante a Peste medieval. Os médicos modernos tem uma visão de descaso do conselho de Hipócrates sobre este assunto, contudo, na crença de que Hipócrates era ignorante sobre as verdadeiras causas da Peste. Na realidade, enormes fogueiras fora das casas era a única defesa concebível contra a Peste se ela de fato fosse causada por aerosóis saturados de germes. As vacinas para combater a Peste não tinham sido inventadas e então a única esperança das pessoas era afastar as ‘névoas’ mortais com o fogo. Hipócrates e aqueles que seguiram seu conselho podem realmente ter salvado algumas vidas.

Significativamente, as pestes bubônica e pneumônica não eram as únicas doenças infecciosas na história a serem disseminadas por estranhos fogs letais. A mortal doença intestinal, o cólera, era outra:

Quando o cólera irrompeu a bordo do navio Britania de Sua Majestade no Mar Negro em 1854, vários oficiais e homens avaliaram positivamente que, imediatamente antes do surto, uma curiosa névoa escura saiu do mar e passou sobre o navio. A névoa tinha mal passado pelo vaso quando o primeiro caso de cólera foi anunciado.

As névoas azuis também foram relatadas em conexão com os surtos de cólera de 1832 e 1848-1849 na Inglaterra.

Como mencionado anteriormente, as pragas tinham um significado religioso muito forte. Na Bíblia, as pragas eram ditam serem o método de Jehovah de punir as pessoas pelo mal. Os augúrios precedendo os surtos da Morte Negra se assemelharam a muitos dos presságios relatados na Bíblia:

Os homens confrontados com o terror da Morte Negra estavam impressionados pela cadeia de eventos que levava a praga final, e as narrativas da vinda da pestilência do século XIV selecionada entre todos eventos sinistros que devem ter ocorrido nos anos que precederam o surto de 1348, aqueles que estreitamente se assemelham às dez pragas de faraó: interrupções na atmosfera, tempestades, invasões não usuais de insetos, fenômenos celestiais.

Além disso, a forma bubônica da peste era muito similar, se não idêntica, a algumas punições inflingidas pelo ‘deus’ no Velho Testamento:

Mas a mão do Senhor foi pesada sobre o povo de Ashdod [uma cidade Filistina], e ele o destruiu, e os matou com hemorroidas [inchaços dolorosos]. –   1 SAMUEL 5:6

. .. a mão do Senhor foi contra a cidade [Gath, uma outra cidade Filistina] com uma grande destruição: e ele matou os homens da cidade, os jovens e os velhos, e eles tiveram hemorróidas em suas partes secretas. –     1 SAMUEL 5:9

. .. e houve uma destruição mortal por toda a cidade; a mão de Deus foi muito pesada lá. E os homens que sobreviveram foram afligidos com hemorróidas; e o choro da cidade chegou ao céu. -
1 SAMUEL 5:11-12

O aspecto religioso da Morte Negra medieval foi aumentado pelos relatos de sons trovejantes em conexão com os surtos da Peste. Os sons eram muito similares aqueles descritos na Bíblia como acompanhando o aparecimento de Jehovah. Interessantemente, eles também são sons comuns em alguns avistamentos UFO:

Durante a praga de 1565, na Itália, ruidos de trovão foram ouvidos dia e noite, como em uma guerra, junto com o turbilhão e o barulho como se de um poderoso exército. Na Alemanha, em muitos lugares, um barulho foi ouvido como se um ataúde estivesse passando pelas ruas por sua própria conta…

Barulhos similares acompanharam estranhos fenômenos aéreos nos notáveis avistamento relacionados a peste na Inglaterra. O objeto descrito na citação abaixo permaneceu visível por mais de uma semana e parece ser um verdadeiro cometa ou planeta [tal como Vênus]; contudo, alguns outros objetos podem somente serem rotulados como não identificados.

O historiador Walter George Bell, tirando de escritos do período, resumiu:

Tarde nas noites escuras de dezembro do ano de 1664 os cidadãos de Londres sentavam-se para observar uma nova estrela ardente, com “fala poderosa” por causa disto. O Rei Charles II e sua rainha olhavam das janelas de Whitehall. Por volta do leste isto se elevava, não alcançando uma grande altitude, e mergulhava sob o horizonte sul-oeste entre duas e três da manhã. Em uma semana ou duas, isto havia desaparecido, então vieram cartas de Viena notificando o avistamento similar de um brilhante cometa e ‘no ar o aparecimento de um caixão, o que causou uma grande ansiedade entre as pessoas’.

Erfurt viu estas outras terriveis aparições, e os ouvintes detectaram barulhos no ar, como de fogos, e sons de canhão e tiros de mosquetes. O relato correu que uma noite em fevereiro seguiu-se que centenas de pessoas viram chamas de fogo por uma hora enquanto reunidas, o que pareceu ser atirado de Whitehall para St. James e então de volta novamente para Whitehall, onde depois eles desapareceram.

Em março lá veio dos céus um cometa ainda mais brilhante visível por duas horas depois da meia-noite e assim continuou até a luz do dia. Com tais portentos sinistros a Grande Peste em Londres foi desencadada.

Outros presságios menos frequentes eram também relatados em conexão com a Morte Negra. Alguns destes fenômenos eram óbvias ficções. Significativamente, as ficções não eram disseminadas e eram relatadas raramente fora das comunidades nas quais elas se originaram.

As citações precedentes fornecem evidência que UFOs [isto é, a sociedade tutelar] tem bombardeado a raça humana com doenças mortais. Esta evidência é particularmente intrigante quando consideramos as afirmações feitas por um número de contactados UFO modernos que dizem estar transmitindo mensagens para a humanidade da sociedade UFO. Alguns deles afirmam que os UFOs estão aqui para ajudar a humanidade e qe os UFOs erradicarão a doença na Terra. A civilização UFO relatadamente não tem doença. Se a civilização tutelar é de fato tão sadia, talvez isto somente seja porque ela não está se bombardeando com armas biológicas. Se os UFOs verdadeiramente pretendessem trazer a saúde para a raça humana, talvez tudo o que eles precisassem fazer fosse parar de disseminar no ar os agentes biológicos infecciosos.

A Morte Negra não apenas matou uma grande quantidade de pessoas, ela causou profundas feridas sociais e psicológicas. As pessoas no passado estavam convencidas que as epidemias eram punições de Deus pelos pecados delas e isto causava uma profunda introversão. Era natural para as pessoas se acusarem e a seus vizinhos de perversidade e imaginar o que eles pudessem ter feito para ‘merecer’ a punição. Raramente ocorreu às vitimas que as pragas, até mesmo se deliberadamente inflingidas, nada tinham a ver com tentar fazer os seres humanos mais virtuosos. Afinal, os efeitos sociais e psicológicos da Peste produziram o resultado oposto.

A miséria e o desespero gerados pelo maciço número de mortes trouxe uma disseminada deterioração ética. Em um ambiente agonizante, muitas pessoas não mais se preocupavam se suas ações estavam certas ou erradas; elas, de qualquer modo, iriam morrer. No clima pavoroso da Peste medieval os valores espirituais claramente declinaram e a aberração mental agudamente aumentou. Os mesmos resultados são observados durante a guerra. Embora a Bíblia e outros trabalhos religiosos possam pregar que as pragas e as guerras são criadas por ‘Deus’ para no fim fazer a raça humana mais virtuosa e espiritualmente avançada, o efeito é sempre o oposto.

A natureza cataclísmica da Morte Negra obscureceu uma outra ocorrência desastrosa dos anos da Peste: uma renovada tentativa dos cristão para exterminarem os judeus. As falsas acusações circulavam que os judeus estavam causando a Peste ao envenenar os poços de água. Estes rumores desencadearam um ódio pavoroso dos judeus dentro daquelas comunidades cristãs que estavam sendo devastadas pela epidemia.

Muitos cristãos participaram de genocídios, que podem ter exigido tantas vidas, se não mais, do que a matança dos judeus pelos nazistas no século XX. Segundo a Collier’s Encyclopedia:

Esta país [Alemanha] apareceu… como o local de masacres brutais na mais ampla escala possível, que periodicamente varreram o país de ponta a ponta. Estes culminaram ao tempo da terrível peste de 1348-1349, conhecida como Morte Negra. Talvez por causa de seu conhecimebnto médico e modo higiênico de vida os judeus fossem menos suscetíveis que os outros, e então eles foram acusados de terem deliberadamente propagado a praga, e centenas de comunidades judias, foram eliminadas ou reduzidas á insignificância.

Depois disso, somente um remanescente quebrado permaneceu no país, principalmente em pequenas nobrezas que protegiam e até mesmo os encorajavam por amor das vantagens financeiras que eles traziam. Somente umas poucas grandes comunidades judias, tais como as de Frankfurt-am-Main ou Worms, conseguiram manter uma existência não interrompida dos tempos medievais adiante.

Os genocídios eram frequentemente instigados pelas guildas comerciais alemãs, que excluiam os judeus de afiliação. Muitas destas guildas eram ramos diretos das antigas guildas da Fraternidade. De fato, a afiliação nas organizações da Fraternidade e guildas européias de comércio ainda se entrelaçaram pesadamente no século XIV com a liderança nas guildas frequentemente sendo mantidas por homens que eram membros de outras organizações da Fraternidade. Aqui novamente foi um caso no qual a rede da Fraternidade corrompida foi um contribuinte importante, se não a fonte primária, de um maior genocídio histórico.

A Alemanha não era a unica nação a hospedar assassinos de judeus. O mesmo ocorreu na Espanha. Em 1391, um massacre de judeus foi perpetrado por grande parte da península espanhola.

Embora os cristãos apavorados fornecessem o poder humano para estes terríveis genocídios, as atividades deles não eram sempre endossadas pelo Papado. Para crédito do Papa Clemente VI, que serviu como Papa de 1342 até 1352, ele tentou quase que imediatamente proteger os judeus do massacre. Clemente VI publicou as bulas papais declarando que os judeus eram inocentes das acusações contra eles. As bulas pediam que todos os cristãos parassem as perseguições. Clemente VI não foi completamente bem sucedido, contudo, porque por aquele tempo muitas das sigilosas guildas de comércio tinham se tornado uma facção unida engajada na atividade anti-papal. O Papa Clemente VI também não desmantelou a Inquisição, e a Inquisição fez muito para criar um clima social geralmente opressivo no qual tais massacres podiam ocorrer.

A combinação da Peste, Inquisição e genocídio forneceu todos os elementos necessários para cumprir a profecia apocalíptica. A Igreja Católica estava à beira do colapso devido a que muitos clérigos perderam a fé na Igreja por causa da Peste e também pela perda da fé na Igreja causada pela impossibilidade da Igreja de por um fim na Doença de Deus. Uma grande quantidade de pessoas estava proclamando que o Fim dos Dias estava à mão. Da verdade a profecia, fora deste tumulto emergiram novos ‘mensageiros de Deus’ com promessas de uma iminente Utopia. Os ensinamentos e as proclamações destes novos messias tiveram um efeito eletrizante nos enraivecidos europeus e trouxe um evento da maior importância: a Reforma Protestante.

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Lutero e a Rosa

No século XIV, esta região da Europa que hoje conhecemos como Alemanha consistia em numerosos principados e Cidades-Estados. Por aquele tempo, vários destes principados tinham emergido como centros primários de atividade da Fraternidade na Europa, com a maior parte desta atividade concentrada no Estado alemão central de Hesse. Na Alemanha e em outros lugares, a Fraternidade e alguns de seus mais avançados iniciados tinham se tornado conhecidos pelo nome latino: os “Illuminati” [iluminados]*

*Este Illuminati não deve ser confundido com um outro ‘Illuminati’ fundado no século XVIII na Bavária por Adam Weishaupt. O verdadeiro Illuminati e o Illuminati de Weishaupt são duas organizações distintas. O Bávaro Illuminati de Weishaupt será brevemente discutido em um capítulo posterior.

Um dos ramos mais importantes do Illuminati na Alemanha era a organização mística rosacruciana. O Rosacrucianismo foi primeiramente introduzido na Alemanha pelo imperador Carlos Magno no século IX. A primeira loja rosacruciana oficial na Alemanha foi estabelecida na cidade de Worms no Estado alemão de Hesse em 1100. Os rosacrucianos alcançaram fama por sua dedicação à alquimia, sseus complexos símbolos místicos, e seus secretos graus de iniciação. As ligações entre o Illuminati e os rosacrucianos iniciais eram muito ínimas naquele avanço pelos graus rosacrucianos que frequentemente resultavam na admissão no Illuminati.

Um número de histórias rosacrucianas enganosamente afirmam que os Rosacruzes não começaram sua existência até 1614, o ano no qual os Rosacrucianos alemães publicaram um panfleto dramático em Hesse anunciando sua presença e convidando as pessoas a se unirem a eles. Uma razão porque este engano é tão comumente cometido, e porque a Ordem Rosacruciana tem sido tão difícil de rastrear como de existência consecutiva, é uma política que a Ordem adotou de se engajar em ciclos de 108 anos de atividade e de inatividade.

Segundo o regulamento, cada maior ramo da Ordem Rosacruciana era exigido estabelecer a data oficial de sua fundação. A prtir desta data, cada ramo era então para computar sucessivos períodos de 108 anos. O primeiro período seria o tempo de atividade externa bem publicada durante o qual a existência do ramo seria tornada amplamente conhecida pelo público e o ramo abertamente recrutaria novos membros. O período seguinte era para consistir em atividade silenciosa e oculta na qual não deve haver publicidade e ninguém fora das famílias imediatas de seus membros seria admitido para afiliação.

Cada ramo rosacruciano então alternaria entre estas duas fases a cada 108 anos. Enquanto os corpos rosacrucianos mudavam para frente e para trás entre suas fases externa e oculta, parecia aos observadores que as Ordens Rosacrucianas estavam aparecendo e desaparecendo da história. Segundo o Dr. Lewis da AMORC, “exatamente porque este novo regulamento foi colocado em vigor, não é conhecido”.

O Illuminati e os Rosicrucianos eram maiores poderes por trás de uma nova onda de movimentos religosos durante os anos da Peste. Um dos movimentos mais iniciais foi uma religião mística conhecida como “Amigos de Deus”.

Os Amigos de Deus apareceram na Alemanha no mesmo ano que a Morte Negra pela primeira vez atacou a Europa. A organização dos Amigos foi fundada por um banqueiro chamado Rulman Merswin que tinha iniciado sua carreira financeira cedo na vida e tinha feito uma fortuna considerável com ela. Segundo Merswin, no ano de 1347 ele foi abordado por um estranho que afirmava ser “um amigo de Deus”. A identidade deste estranho misterioso nunca foi revelada por Merswin, levando à suspeita que Merswin o tinha meramente inventado. Parece, contudo, que o ‘amigo’ de Merswin era bem real, e bem influente, como evidenciado pela mudança súbita em Merswin e pelo considerável apoio que o movimento ds Amigos foi capaz de reunir tão rapidamente.

Durante um de seus primeiros encontros, o misterioso amigo de Merswin afirmou que ele tinha tido muitas revelações místicas diretamente de Deus e que Merswin tinha sido escolhido para disseminar estas revelações ao resto do mundo. Merswin estava profundamente impressionado. Depois deste encontro, Merswin desistiu de seu negócio bancário, ‘deixou o mundo’ e devotou-se e à sua fortuna pessoal a disseminar a nova religião que o misterioso estranho estava trazendo a ele.

Como se descobre, o que o estranho fez com que Merswin criasse foi um outro ramo da rede da Fraternidade. Os ensinamentos dos Amigos eram profundamente místicos e eram divulgados por meio de um sistema de graus e iniciações secretas. A história registra que os místicos ‘iluminados’ e outros Illuminati estavam entre os principais apoiadores de Merswin.

Os ensinamentos dos Amigos de Deus não eram apenas místicos, eles também eram pesadamente apocalípticos. Os Amigos pregavam uma mensagem poderosa de Fim do Mundo para conquistar convertidos. Merswin afirmou ser o receptor de muitas ‘revelações’ sobrenaturais nas quais lhe foi dito que Deus estava mais desgostoso com o Papa e a Igreja Católica. Deus agora estava substituindo Sua fé para pessoas como Merswin para realizarem Seus sagrados planos. Segundo Merswin, Deus estava planejando punir severamente a humanidade em um futuro próximo por causa da corrupção e pecado da humanidade.

Merswin tinha o dever sagrado de pregar a necessidade de todos se tornarem completamente obedientes a Deus. Merswin não estava só pregando esta dura mensagem. Profetas similares também encontraram seu caminho no movimento dos Amigos sustentando avisos idênticos. Eles todos enfatizavam a necessidade de sem hesitação obedecer a Deus na véspera da destruição do mundo. Merswin e seus companheiros previsores da condenação estavam certamente corretos sobre uma coisa: o mundo estava para se submeter a um cataclisma. A Morte Negra estava apenas começando.

Os Amigos de Deus atrairam um grande acompanhamento na Europa. Os aderentes eram ensinados um programa de nove passos para se tornarem máxima e sem hesitação obedientes a Deus. Eles eram levados a acreditar que este regime os salvaria da Peste e da resultante devastação social que ocorria a volta deles.

O primeiro passo do programa era um confissão sincera para restaurar a saúde. Uma confissão apropriadamente feita pode ter um efeito altamente benéfico sobre um indivíduo, embora uma confissão mal feita ou desnecessária podem ser nociva. O segundo passo era uma resolução pelos aderentes

abrir mão de sua própria vontade e se submeter a um iluminado Amigo de Deus, que deve ser seu guia e conselheiro no lugar de Deus.

Pelo sétimo passo, um membro tinha completamente desistido de toda auto-vontade e tinha ‘queimado todas as pontes’ para se tornar completamente subserviente ao Senhor.

Pelo passo final, todo desejo pesoal era para ser destruído, o indivíduo era para ser “crucificado ao mundo e o mundo a eles’ desfrutando apenas do que Deus faz e nada mais deseja. Estes ensinamentos eram um programa para tornar os seres humanos obedientes no máximo grau. Os membros eram ensinados que a obediência era o mais alto chamado do ser espiritual e algo a ser conquistado enquanto em uma busca.

A conversão de Merswin a esta ‘misteriosa religião do Amigo’ foi muito nociva para Merswin, como o foi sem dúvida para muitos outros. Merswin logo começou a sofrer de fortes sintomas ‘maníaco-depressivos’ isto é, o fenômeno de alternar entre um estado de felicidade e então inexplicavelmente vivenciar uma depressão mental, e vice-versa. Em Merswin, estes sintomas se tornaram severos e eles foram erroneamente percebidos por seus seguidores como um sinal de transformação religiosa. Muitas pessoas hoje reconheceriam tais sintomas como uma indicação que Merswin estava conectado a uma influência repressora, neste caso, a corrompida Fraternidade e provavelmente seu amigo misterioso.

Durante sua vida no movimento dos Amigos, Merswin continuou a afirmar muitas experiências místicas, incluindo ‘revelações conjuntas’ com seu ‘amigo’. Em uma dessas revelações, Merswin foi dito para usar seu dinheiro para comprar uma ilha em Strausberg para uso como retiro dos Amigos. Strausberg era a cidade natal de Merswin e está localizada no sudoeste da fronteira franco-alemã. Cinco anos depois, Merswin teve uma outra revelação conjunta na qual lhe foi dito para virar a inteira operação dos Amigos para uma organização chamada Ordem de São Jõao, que governou o movimento dos Amigos desde então.

* Exatamente o que era a Ordem de São João, e de onde ela veio, é bem um mistério. Tem sido descrito na Albert MacKey’s Encyclopedia de Livre Maçonaria como um sistema do século XVII de Livre Maçonaria com uma missão secreta. É a Ordem de São João descrita por MacKey a mesma que tomou o movimento dos Amigos de Deus três séculos antes, no século XIV? Não sei.

A religião dos Amigos de Deus foi um dos movimentos foi um dos muitos movimentos místicos que proliferaram durante aos anos da Peste. Estes movimentos eram geralmente cristãos em sua natureza, mas eles se anunciavam como uma alternativa à Igreja Católica e atrairam muitos católicos desgostosos nestas bases. Isto começou a fragmentar o mundo cristão, Infelizmente, a segmentação não significou que os cristãos estivessem voltando aos ensinamentos dissidentes de Jesus. As novas religiões místicas somente fortaleceram a ênfase na obediência e no apocalipticismo. Isto começou a dirigir muitas pessoas para fora da religião e ajudou a criar a fundação para o materialismo radical que começou a se levar na Alemanha pouco depois.

Os Amigos de Deus e outras práticas místicas do tempo se tornaram uma força destruidora que trouxe um dos maiores desafios até então enfrentados pela Igreja Católica: a Reforma Protestante de Martinho Lutero.

Lutero começou sua famosa rebelião eclesiástica no início dos anos de 1500. Por aquele tempo, a Igreja Católica tinha caído nas mãos do Papa Leão X, filho de Lorenzo Di Medici. Lorenzo Di Medici era o chefe de uma rica casa bancária internacional em Florença, Itália. A família Medici havia e tornado envolvida com o Papado uma geração antes quanto os Medicis financiaram um arcebispo que mais tarde se tornou o cismático [anti-papa] Papa João XXIII [1410 a 1415. Baldassare Cossa, seu nome temporal, nasceu em Nápoles, Itália, cerca de 1370, e, morreu em Florença, em 22 de dezembro de 1419.]. Sob João XXIII, os Medicis foram recompensados com a tarefa de coletar os impostos e dízimos que eram devidos a este Papa. Os Medicis operavam uma rede de longo alcance de coletores e sub-coletores para realizar a tarefa. As taxas ganhas com esta operação ajudaram a tornar a família Medici uma das mais ricas e mais influentes casas bancárias na Europa.

O envolvimento de banqueiros motivados pelo lucro nos assuntos da Igreja transformaram muitas atividades espirituais da Igreja Católica em empreendimento de negócios. Por exemplo, os Católicos acreditavam na importância de pagar ‘indulgências’. Uma indulgência é dinheiro pago para compensar o pecado. Quando pago em conjunto com uma confissão apropriadamente feita, a penitência monetária pode frequentemente ser eficaz em aliviar a culpa, especialmente se o dinheiro é usado para auxiliar a parte ofendida. A maioria das indulgências, contudo, foram para os cofres da Igreja. Os coletores dos Medici estavam mais frequentemente preocupados com quanto dinheiro uma pessoa podia pagar do que se o penitente alcançava ou não qualquer benefício espiritual de pagar isto. Compreensivelmente, muitos Católicos resmungavam e o descontentamento deles ajudou a pavimentar o caminho para Martinho Lutero.

Os livros de história nos contam que Martinho Lutero era um sacerdote católico alemão e educador. Ele hava começado sua carreira como um monge na Ordem Agostiniana e trabalhou seu caminho para manter uma cadeira de estudo bíblico na Universidade de Wittenberg no Estado alemão da Saxônia.

Como um sacerdote católico, Lutero era sujeito ao regime estrito imposto sobre todo o clérigo pela Igreja. Isto incluia a frequência regular à confissão. Na confissão católica, uma pessoa conta ao sacerdote em confiança os erros que o confidente cometeu. Isto é destinado a ajudar a descarregar espiritualmente a pessoa. Como já mencionado, uma confissão apropriadamente feita tem um efeito positivo e, interessantemente, parece ser necessária em algum ponto para quase que todos os avanços espirituais da pessoa. Pelos dias de Lutero, contudo, as confissões eram frequentemente feitas impropriamente ou desnecessariamente e assim as pessoas sentiam pouco alívio. Lutero eventualmente achou dificuldade de ir ao confessionário. Ele já tinha vindo a odiar o Deus zangado e condenador da religião católica e, como resultado, ele começou a perder sua fé no modo católico para a salvação.

Havia, contudo, uma outra razão igualmente importante porque Lutero estava tendo dificuldade em ir ao confessionário: ele tinha cometido atos que ele se sentia incapaz ou não voluntário para confessar. Lutero afirma que ele tentou purgar-se de todo pecado concebível, mas alguns atos ainda ‘fugiam’ de sua memória quando veio o tempo de divulga-los ao seu confessor. Em parte por causa disso, Lutero não se sentia avançando espiritualmente e ele se desesperou de até mesmo alcançar a salvação. Ele se sentiu compelido a buscar um outro caminho para recuperação espiritual que não o forçaria a enfrentar os desconfortáveis confissionários.

Embora Lutero expressasse muitas críticas legítimas sobre a Igreja Católica e afirmase que ele estava tentando reestabelecer a primitiva Igreja Cristã de Jesus, Lutero era, em uma extensão, um homem dirigido pelos demônios dos erros não confessados. Como resultado, ele ajudou a criar uma nova forma de cristandade que somente posteriormente saiu dos verdadeiros ensinamentos de Jesus.

A despeito da corrupção Oriental Romana dos ensinamentos de Jesus e os métodos brutais da Inquisição, o catolicismo durante o tempo de Lutero ainda retinha vários elementos importantes das lições dissidentes de Jesus. Por exemplo, a Igreja Católica continuava a pregar que a salvação era para ser alcançada pelo indivíduo. Ela ensinava a estimular a importância de fazer boas obras,* a necessidade de confessar o pecado que tinha sido cometido, e a importância de retificar os erros ou compensar por eles.

*As boas obras são importantes na extensão em que elas melhoram o ambiente de uma pessoa e impulsionam seu nível de ética, que por sua vez ajuda a fornecer uma fundação para a máxima recuperação espiritual do indivíduo. Infelizmente, a Igreja Católica usou as boas obras como um cartão de marcação. Os Católicos acreditavam que as boas obras de uma pessoa [méritos] eram acrescidos como pontos por Deus, e uma vez uma pessoa tinha acumulado méritos suficientes em seu ‘tesouro’, a pessoa tinha garantida a salvação [fornecida desde que uns outros requerimentos tambem fossem preenchidos] .

A Igreja ensina que os Santos tinham um excesso de méritos e que o Papa podia transferir os méritos dos tesouros dos Santos para outras pessoas em cujos tesouros eles estavam faltando. Os sortudos receptores naturalmente deveriam contribuir com dinheiro para a Igreja pelo favor. Lutero corretamente rejeitou a noção de méritos e de tesouros, e esta se tornou uma matéria maior sobre a qual eventualmente Lutero veio a ser excomungado. Infelizmente, Lutero não restaurou um entendimento do verdadeiro relacionamento das boas obras com a salvação, mas ao invés, ele erroneamente eliminou o fazer boas obras, até mesmo embora este seja um ingrediente que pode ajudar a estabelecer a fundação da recuperação espiritual de uma pessoa.

A Igreja Católica enfatizava que o homem tinha livre arbítrio para aceitar ou rejeitar a salvação, que a salvação não podia ser imposta sobre alguém contra a sua vontade [até mesmo por um Deus monoteísta], e que as pessoas eram dotadas do direito de buscar a salvação. Conquanto os ensinamentos Católicos ainda tinham muitas falhas e faltava-lhes a verdadeira ciência do espírito, estas idéias refletiam algumas verdades e decência que eram o coração da mensagem de Jesus.

A chave da reforma de Lutero teria sido reforçar os bons dogmas ainda vivos no Catolicismo enquanto eliminava a clara comercialização e as mudanças na Igreja Romana Oriental da doutrina cristã. Esta não foi a estrada que Lutero resolveu seguir. Ele ensinou ao invés a falsa idéia de que a pessoa não tinha controle pessoal sobre sua salvação espiritual. Lutero convenceu as pessoas que a salvação é dependente inteiramente da graça do Deus monoteísta. Havia apenas uma ação que um indivíduo podia tomar para obter a graça de Deus, disse Lutero, e esta era acreditar em Jesus como o Salvador e aceitar a agonia de Cristo e a crucificação como penitência pelos pecados de alguém.

A curiosa noção de Lutero que a crucificação de Jesus pode ser a penitência pelos pecados de outras pessoas é parcialmente baseada no conceito de ‘carma’. O Carma é a idéia de que todos os atos neste universo eventualmente ‘retornam’ para a pessoa no futuro. As pessoas frequentemente evocam esta idéia de Carma quando elas perguntam, “o que fiz para merecer isso?”. Na ciência moderna, o Carma tem sido expressado como: “para cada ação há uma reação igual e oposta”. No monoteísmo, o ‘Carma’ geralmente vem na forma de inevitáveis punições de Deus pelos pecados e recompensas pelo bem.

A nível pessoal, o princípio do Carma parece se manter verdadeiro no sentido de que o mundo que alguém cria, bom ou mal, pela ação ou inação, é por último o mundo que volta para esta pessoa. A ética pobre parece ser um bumerangue na forma de degradação espiritual. Um benefício de uma confissão bem feita é que ela realente parece quebrar o efeito negativo do bumerangue e portanto ajudará a iniciar uma pessoa de volta na estrada da recuperação espiritual.

Porque as confissões de Lutero não eram satisfatórias, ele se sentiu compelido a inventar um outro meio para escapar do ciclo do Carma que era feito cumprir pelas recompensas e punições de seu Deus monoteísta. Lutero portanto desenvolveu a idéia que Deus permitiria que a dor e sofrimento na cruz de Jesus se tornassem o bumerangue para todo mundo. Em outras palavras, por acreditar em Jesus, você não sofreria espiritualmente pelas coisas más que tenha feito no passado, porque Jesus já havia sofrido por você. Esta é uma maravilhosa noção mágica, mas dificilmente esta seja uma filosofia responsável, nem é justo que Jesus deva ser esperado carregar o fardo dos erros de todo mundo.

Mais importantemente, a solução de Lutero simplesmente não funciona. Muitas pessoas sentem e agem melhor depois de ‘proclamar Cristo’ porque elas tem reconhecido suas existências espirituais de modo que elas não tinham feito antes e elas frequentemente iniciam um comportamento mais ético como resultado, mas seu ato de crença não as tem feito superar as muitas outras barreiras que permanecem no caminho da completa recuperação espiritual.

Os Protestantes continuaram a praticar a confissão, embora isto não fosse mais considerado vital para a salvação. O reconhecimento prático do espírito foi também grandemente ignorado. O método de Lutero acrescentou uma ‘rápida salvação': um simples ato de crença. Lutero ensinou que a salvação era garantida por Deus tão longo uma pessoa continuava a aderir a crença em Jesus como o Salvador.

As idéias de Lutero eram claramente místicas. Não é surpreendente, quando consideramos que Lutero tinha sido grandemente influenciado por algumas religiões místicas que eram muitos populares em seu país. O mentor primário de Lutero na Ordem Agostiniana, Johann von Staupitz, pregava uma teologia contendo muitos elementos dos escritos dos preminentes místicos alemães Heinrich Suso e Johann Tauler. Tauler foi um dos místicos mais amplamente lidos no século XIV e ele estava associado aos Amigos de Deus. Lutero se tornou um ávido leitor dos trabalhos de Tauler.

A evidência de uma conexão mais direta de Lutero com a rede da Fraternidade é encontrada no selo pessoal de Lutero. O selo pessoal de Lutero consistia em sua iniciais a cada lado de dois símbolos da Fraternidade: a rosa e a cruz. A rosa e a cruz eram os símbolos principais da Ordem Rosacruciana. A própria palavra ‘Rosacruciano’ vem das palavras latinas rose (rosa) e crucis (cruz).

Durante a vida dele e depois, Lutero contou entre seus apoiadores indivíduos e famílias importantes que eram ativas no Illuminati e no Rosicrucianismo. Um dele foi Felipe o Magnânimo, chefe da poderosa casa real de Hesse, cujos descendentes mais tarde manteriam importantes posições de liderança nas organizações da Fraternidade, especialmente na Livre Maçonaria alemã, como veremos mais tarde.

Como um dos principais líderes da Reforma, Felipe o Magnânimo fundou a Universidade Protestante de  Marburg e organizou uma aliança política contra o Imperador Católico alemão, Carlos V. Depois da morte de Lutero, sua religião foi apoiada por Sir Francis Bacon (1561-1626), que naquele tempo era Lord Chanceler da Inglaterra. Bacon era também o mais alto executivo da Ordem Rosacruciana na Inglaterra. Uma das maiores contribuições de Bacon à Reforma cresceu de seus esforços como o coordenador de um projeto para criar uma Bíblia Protestante autorizada em inglês sob seu rei, James I, conhecida como ‘a versão do Rei James'; ela foi publicada em 1611 e se tornou a Biblia mais amplamente utilizada no mundo protestante de língua inglesa.

Lutero e seus apoiadores criaram um único maior cisma na história cristã. O enorme poder foi arrebatado da Igreja Católico Romana. As seitas Protestantes hoje respondem por um terço de todos os cristãos mundialmente, e quase metade de todos os cristãos na América do Norte. A Igreja Católica não permitiu que isto acontecesse sem lutar, contudo. Os Católicos lançaram uma Contra-Reforma em uma tentativa sem sucesso de oprimir as heresias Protestantes, Liderando a Contra-Reforma estava, interessanetmente, uma nova organização no estilo da Fraternidade criada para este propósito: a Sociedade de Jesus, melhor conhecida como os Jesuítas.
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Os Jesuitas

A Ordem Jesuíta foi fundada em 1540 por um soldado que se tornou clérigo chamado Ignatius of Loyola. Os Jesuitas eram uma secreta sociedade católica com graus de iniciação, períodos de provação e muitos rituais secretos. Ela era também militante. Os Jesuítas eram encorajados a adotarem um espírito soldadesco de lealdade ao seu ‘capitão’ Jesus. Inácio foi escolhido para ser o primeiro ‘general’  da Ordem am abril de 1741. A imagem de Jesus como um quase capitão militar pode parecer mais que bem humorada para alguém familiarizado com os ensinamentos de Jesus, mas a imagem foi útil em tornar a Ordem Jesuíta um quadro militar eficaz para combater os Protestantes.

Embora seja verdadeiro que a Reforma levou a raça humana a estar muito mais afastada do entendimento espiritual, ela teve um efeito muito benéfico; ela ajudou a quebrar a espinha da Inquisição Católica. A Inquisição havia sido uma das instituições mais opressoras a sobrecarregar o espírito humano. Os Inquisidores se metiam em quase todos os comportamentos humanos, desde a religião até as ciências e as artes. A Inquisição fazia cumprir alguns dos mais desesperançosamente antiquados pensamentos científicos ao ameaçar as pessoas com tortura e morte. Ela impediu o desenvolvimento de muitas das boas artes, notavelmente o teatro. Provavelmente não importava muito o que os Protestantes ensinavam; eles ainda teriam sido capazes de trazer um alívio enorme à Europa tão longo eles foram capazes de reduzir o poder da Inquisição Católica. Havia um eventual preço a ser pago por este benefício, contudo, e esta era o preço do sempre aprofundado materialismo. As filosofias de ‘humanismo’ e ‘racionalismo’ e ideologias similares com uma inclinação materialista tomaram uma vigor renovado no clima da Reforma.

Mais importantemente, muitos dos efeitos positivos da Reforma foram contrabalançados pelo fato de que o Protestantismo ainda era mais que uma facção mais humana no irresolúvel conflito com outras facções sobre errôneas matérias religiosas. O próprio Lutero contribuiu para isto ao dar a pista que o Papa representava as forças do ‘anti-Cristo’. O resultado tem sido mais guerra, desta vez entre Católicos e Protestantes, notavelmente na Irlanda.

A despeiro do padrão continuado da Fraternidade de gerar o conflito durante os séculos discutidos neste capítulo, é importante notar que uma influência dissidente tinha ela própria se manifestado na organização rosacruciana no início dos anos de 1600. A meta rosacruciana de recuperação espiritual individual e alguns de seus ensinamentos eram notavelmente similares a algumas das metas anteriores dissidentes. A moderna literatura rosacruciana dos EUA continua a refletir alguma desta influência positiva ao tentar propagar uma visão mais científica dos fenômenos espirituais e ao ensinar que os humanos podem controlar inteligentemente suas vidas. Infelizmente, o moderno rosacrucianismo ainda contém muitos elementos tutelares que evitarão que os aderentes alcancem a completa reabilitação espiritual.

Embora os rosacrucianos tenham contribuido para o sucesso da Reforma, eles não alcançaram muita fama até o ano de 1614, quando, como notado anteriormente, uma loja de rosacrucianos alemães começou uma fase de atividade externa ao produzir em massa um folheto anunciando a presença dos rosacrucianos na maior principalidade de Hesse, Hesse-Kassel. O panfleto criou uma excitação ao urgir que todas as pessoas abandonassem seus falsos mestres, tais como o Papa, Galeno [um popular antigo médico grego] e Aristóteles.

O panfleto também contou a história de um personagem fictício, ‘Cristão Rosacruz’ para simbolizar a fundação da Ordem Rosacruz. O panfleto é melhor conhecido por seu nome mais curto, ‘ Fama Fraternitas’ (‘Fraternidade Famosa’). O título completo do panfleto, traduzido para o inglês é: “Reforma Universal e Geral do Mundo Inteiro”, juntamente com Famosa Fraternidade da Cruz Rosada, inscrito para todos os Aprendidos e Regentes da Europa. A despeito do curioso tom alto-sonante, o título do panfleto revelou um sério intento mortal: criar amplas mudanças universais na sociedade humana. Ao tempo da Fama Fraternitas, a rede da Fraternidade já havia lançado seu programa de trazer esta transformação.

Pelos próximos vários séculos, a rede da Fraternidade forneceu ao mundo líderes que inspiraram e levaram a violentos movimentos revolucionários em todas as partes do mundo em um esforço de provocar uma maciça transmutação da sociedade humana. Eles tiveram sucesso e hoje vivemos em um mundo que eles  criaram. Uma nova aristocracia.

A revolução é tão velha quanto a própria história. As pessoas tem se rebelado contra Deuses, Reis e pais por milênios, e assim dificilmente vemos algo fora do comum.

A revolta de Lutero não é uma verdadeira revolução no sentido de sangue sendo derramado. Lutero e o Papa não lideram exércitos um contra o outro. A Reforma, contudo, estabeleceu o fundamento e forneceu a inspiração para inúmeras guerras e violentas revoluções políticas que varreram o globo pelos séculos a seguir.

Um dos mais iniciais confrontos políticos que cresceram da Reforma foi a Guerra dos Oitenta Anos, que estava completamente a caminho por 1569. A Guerra de Oitenta Anos colocou a Espanha contra aquela região da Europa que hoje conhecemos como Holanda, que então estava sob governo espanhol. Uma nova seita protestante, conhecida como Calvinismo [cujas origens serão discutidas em um capítulo posterior] tinha emergido naquele tempo. Os Calvinistas Radicais da França tinham migrado para a Holanda e criaram uma comunidade protestante ativista na Holanda. Isto naturalmente causou um atrito entre os devotos governantes católicos da Espanha e a emergente minoria protestante da Holanda. A minoria holandesa não apenas buscava a liberdade religiosa, mas eles logo ansiavam pela independência política também. O resultado foi quase que um século de guerra.

Muitas das lutas iniciais holandesas contra a Espanha foram lideradas por William I o Silencioso, um governante alemão que governava sobre a principalidade alemã de Nassau [que fazia fronteira com Hesse] e sobre a região francesa de Orange; então, a dinastia de William era conhecida como a casa de Nassau-Orange, ou mais simplesmente, a Casa de Orange. William liderou a luta na Holanda parcialmente porque ele tinha herdado grandes pedaços de terra lá.

O sucesso eventual das rebeliões holandesas trouxeram o nascimento de uma Holanda completamente independente. Com a independência veio o estabelecimento de um sistema político e econômico que era para fornecer um modelo para as revoluções em outros países. A Holanda adotou uma forma parlamentar de governo acompanhada pela redução do poder do monarca. Embora a Casa de Orange tenha se tornado a família real da Holanda e assim permanece até estes dias, o papel do monarca no novo governo foi reduzido aquele de “Stadtholder,” ou magistrado chefe.

O Stadtholder não pode manter o mandato a menos que aprovado pela assembléia nacional, embora isto seja frequentemente uma mera formalidade. Ao se pretender colocar em vigor o sistema parlamentar era para evitar que qualquer indivíduo concentrasse poder demais.

Podemos nos intrigar sobre o porque a família real alemã de Nassau-Orange ajudou a estabelecer um sistema político no qual o seu próprio poder era reduzido. Pode-se argumentar que ela assim o fez para angariar e encorajar o apoio popular à revolta contra a Espanha. Afinal, a Casa de Orange ganhou uma posição permanente no governo. Isto não resolveu completamente o enigma porque, como devemos ver, outras reais famílias alemãs lideraram golpes de revoluções nas quais sistemas políticos aproximadamente idênticos eram eretos, e poucas destas dinastias estavam agindo meramente por impulsos nobres.

Uma pista para resolver o enigma é encontrado no fato de que estas dinastias alemãs estavam profundamente envolvidas em organizações da Fraternidade. Como devemos ver nos capítulos seguintes, a evidência indica que as famílias estavam promovendo uma agenda da Fraternidade da qual a realeza grandemente lucrava por outros meios.

A luz do papel da Fraternidade em promover a revolução e reduzir as monarquias, pode parecer ao primeiro olhar que a Fraternidade estava de volta a seu verdadeiro propósito não corrompido de se opor às instituições tutelares. Afinal, a instituição da monarquia é rastreável de volta aos deuses tutelares da antiga Suméria. Segundo os tabletes mesopotamios, a sociedade tutelar era governada de modo único. No topo estava um Conselho ou sistema de Conselhos. Por trás do conselho principal estava as sub-divisões planetárias, tais como a Terra.

Cada sub-divisão era governada por tutores individuais em uma base hereditária mas sujeito às leis dos Conselhos. Segundo os antigos sumérios, os regentes tutelares hereditários locais implantaram naturalmente seu sistema monárquico na sociedade humana. Vemos a intrigante evidência disto em antigos desenhos mesopotamios que apresentam os ‘deuses’ tutelares sustentando dois objetos que agora são os símbolos universais da monarquia: o cetro e a tiara.

Os sumérios afirmam que os primeiros reis humanos eram a prole dos governantes tutelares com mulheres humanas. Estes acasalamentos intitulavam a prole meio-humana a se tornar os monarcas iniciais sobre a Terra. Então nasceu a idéia de ‘sangue real’ e a percebida importância de manter o apropriado ‘acasalamento real’ para assegurar a continuada pureza da linhagem sanguínea real humana. Interessantemente, alguns antigos deuses tutelares eram apresentados ou como de pele azul ou de sangue azul: isto nos dá uma idéia [e alguns dizem a realidade] do real ‘sangue azul’. As práticas aristocráticas de acasalamento tem persistido pela história e permanecem importantes para alguma realeza até mesmo hoje. Os humanos de ‘sangue azul’ parecem ser as ‘vacas Hereford’ premiadas do rebanho humano da Terra, a raça do Homo sapiens.

A luz do acima, teria sido continuar com as metas da original Fraternidade não corrompida eliminar a monarquia e a substituir por uma forma parlamentar de governo na qual os humanos poderiam escolher seus líderes. A própria Fraternidade havia se reformado ao tempo de William o Silencioso?

Infelizmente, não.

Como temos visto antes, a influência tutelar tomou as metas e ensinamentos válidos da Fraternidade  para adquirir distorções fatais. Precisamente uma tal volta distorcida das metas, em caso contrário, altruistas social e politicamente dos revolucionários da Fraternidade. As monarquias recentemente enfraquecidas e os governos parlamentares permitidos para o maior poder ser asumido por uma nova instituição sendo instalada pelos revolucionários: um novo sistema bancário e monetário.

Este novo sistema monetário foi um maior elemento das revoluções dos séculos XVI, XVII e XVIII, ainda que este fato seja apenas minimamente discutido na maioria dos livros de história. Aqueles que dirigiam, e ainda dirigem, o novo sistema monetário tem sido aptamente rotulados por um autor, Howard Katz, ‘a aristocracia do papel’,

As revoluções que começaram a varrer o mundo depois da Reforma anunciavam a diminuição das poderosas aristocracias políticas a favor de uma menos visível, mas de muitos modos igualmente potente, as ‘aristocracias monetárias’. Isto aconteceu  porque, durante a Reforma, os empréstimos de dinheiro e os bancos, que uma vez foram vistos como ocupações inferiores, estavam sendo forjadas em um poder renovado devido a nova inteligente ciência do dinheiro.*

* Para uma introdução simples e divertida à historia do dinheiro e da economia, recomendo ‘The Cartoon Guide to Economics’ de Douglas Michael.

Este novo dinheiro era um tipo de papel moeda que podia ter seu valor deliberada e sistematicamente diminuido por um proceso conhecido como ‘inflação’. Este é o tipo de dinheiro que é utilizado ainda hoje. Este novo dinheiro, e as instituições que se elevaram dele, tem tido um impacto enorme em nossa civilização moderna.

Não podemos completamente apreciar os efeitos do Protestantismo  e as revoluções que se elevaram dele sem compreender exatamente como o novo sistema do dinheiro funciona.

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O Dinheiro Divertido

Poucos tópicos ocupam tantas mentes ou estimulam tantas emoções quanto o dinheiro. Isto é grandemente porque o dinheiro é um problema completo para a maioria das pessoas. Uma coisa que faz com que o dinheiro moderno seja um problema é a inflação, não importa se a inflação está subindo anualmente 3% ou 300%. A inflação, com certeza, é a situação na qual o custo dos bens e serviços prontamente aumentam devido ao sempre decrescente poder do dinheiro. Isto acontece quando o suprimento de dinheiro se torna maior em proporção ao suprimento de bens e serviços valiosos.

O próprio dinheiro por si só não é valioso; somente os bens e os serviços que podem ser comprados por ele o são. A riqueza de qualquer indivíduo ou nação, portanto, é maximamente determinada pelo que ela produz em termos de bens e serviços valiosos, não por quanto dinheiro ela imprime, distribui ou mantém. A nação pode realmente sobreviver sem qualquer moeda afinal, tão longo ela seja de outra forma produtiva.

O propósito do dinheiro é facilitar a troca de bens e serviços. O dinheiro é portanto uma extensão do sistema de troca. Trocar é o ato de comerciar algo que alguém possui ou faz por algo de alguém mais. A produção e a troca são as bases de toda economia.

Moedas e papel moeda foram originalmente criados para auxiliar o trocador. Eles permitiram que as pessoas trocassem sem ter que carregar os bens reais ou imediatamente entregar um serviço. Isto permitiu que os indivíduos comerciassem mais facilmente e poupassem os lucros de seu trabalho para o futuro.

O papel moeda inicialmente começou como ‘notas promissórias’. Uma nota promissória é uma promessa escrita de pagar uma dívida. Uma pessoa escreveria uma nota sobre um pedaço de papel prometendo ao recebedor da nota uma certa quantidade de bens e serviços que o escritor da nota fornece de acordo com o pedido.

Para ilustrar, vamos olhar o seguinte exemplo fictício:

Vamos imaginar que um granjeiro estava no mercado da vila e queria comerciar por um cesta de maçãs. Ele não tinha com ele suas galinhas, assim ele pode escrever uma nota para o vendedor das maçãs intitulando-o a vir a sua granja a qualquer tempo e pegar duas galinhas sadias. O granjeiro seria capaz de ir embora com sua cesta de maçãs e então competiria ao dono das maçãs visitar a fazenda um dia para fazer cumprir a nota e pegar suas duas galinhas. Por tanto tempo quanto as pessoas acreditem na habilidade do granjeiro em honrar suas notas, ele será capaz de utiliza-las para troca.

Vamos agora imaginar que quando o dia se encerra, o dono das maçãs decide dar uma olhada ao redor do mercado. Ele chega a um mercador de roupas. A esposa do homem das maçãs tem estado perturbando-o a dias para comprar alguma da nova seda que acabou de chegar em uma caravana do Oriente Médio. A vida doméstica do dono das maçãs tem sido miserável pelas incessantes exigências dela e a negativa dela dos confortos de esposa, então ele negocia com o mercador de roupa por alguma seda.

O mercador de seda. contudo, não precisa de mais maçãs, então o homem das maçãs se lembra que ele tem uma nota para duas galinhas e pergunta ao mercador se ele deseja ficar com elas. O mercador diz que sim, e o dono das maçãs entrega a ele a nota das duas galinhas em troca da seda. Agora é com o mercador ir a granja e resgatar a nota. As galinhas nunca sairam da granja, embora elas tenham trocado de propriedade duas vezes em um dia. Este tipo de troca foi tudo para que o papel moeda foi criado; mas você vê a tentação que ele pode despertar?

Se o granjeiro sabe que algum tempo se passará antes que ele deva resgatar as notas com galinhas reais, ou que algumas de suas notas circularão para sempre e nunca venham ao resgate, ele pode ser tentado a emitir mais notas do que ele realmente tenha em galinhas, pensando que ele será capaz de cobrir todas as notas ao tempo em que elas voltem para ele.

A tentação agora obtém o melhor do granjeiro.

O granjeiro tem uma família grande reunida vindo e ele quer impressionar seus parentes de uma vez realizando uma festa opulenta. De volta ao mercado, ele vai onde ele escreve as notas para as galinhas que ainda não foram chocadas e se armazena com uma abundância de bens de outros mercadores. Várias coisas agora acontecem. O granjeiro continuará com isto, se ele sempre é capaz de preencher a demanda por galinhas quando as notas vem para resgate. Uma outra coisa que pode, e frequentemente ocorrerá, é que ele sature tanto o mercado local com suas notas de galinhas que a maioria das pessoas não as queira mais, então ele deve oferecer até mesmo mais frangos por cada comércio para fazer as pessoas sentirem que isto vale durante algum tempo.

Ele está agora escrevendo notas para duas ou três galinhas em troca de itens para os quais ele anteriormente não havia emitido uma única nota de galinha. Na medida em que estas notas circulam, elas se tornam menos e menos valiosas porque há muitas delas. Emite-se uma espiral viciosa: quanto mais notas emite o granjeiro, menos valioas elas se tornam, e mais ele tem que emitir para obter o que quer. Isto é conhecido como inflação.

Agora vem a pior parte.

Com mais e mais notas circulando, um número crescente de notas começará a vir para resgate. Logo o granjeiro verá que sua real riqueza, que é o seu suprimento de galinhas, está se tornando rapidamente esvaziado, até mesmo embora somente uma pequena porção de suas notas emitidas tenha voltado. Para preservar suas galinhas, ele deve diminuir o valor das notas ao declarar que as notas emitidas agora só são boas para metade do que elas dizem. Isto é chamado desvalorização.

Já que o granjeiro pode achar difícil admitir que ele havia emitido muito mais notas do que ele tinha em galinhas, ele pode tentar salvar sua reputação ao mentir, tal como dizer que uma feroz doença de galinhas tinha dizimado metade de sua granja. Isto provavelmente não evitará que ele se torne muito impopular. A fé pública em suas notas será destruída. Ele tera que reverter de volta a troca direta, ou ele precisará adquirir as notas de alguém mais para continuar comerciando no mercado.

Como podemos ver, as notas de papel, ou dinheiro, são enraizadas nos bens reais e devem significar uma expressão que o criador das notas tem algo de valor para comerciar.

Em contraste com as notas estão as moedas, que funcionavam de certo modo diferentemente. Os metais sempre tem sido considerados valiosos, e então as peças de metal eram convenientes instrumentos de comércio. As peças de metal eram impressas em vários desenhos, portanto se tornando moedas, e sua pureza metálica era garantida pelo impressor. Os valores das moedas eram inicialmente determinados pela quantidade e pureza do metal contido na moeda. O ouro era um metal raro e popular, então as moedas feitas de ouro eram mais caras e tinham um valor mais alto de troca do que, por exemplo, as moedas de cobre.

As moedas de metal se tornaram um instrumento popular de troca porque elas eram duráveis e as quantidades podiam ser controladas. Elas criaram alguns problemas, contudo. Realisticamente, as pessoas estavam apenas comerciando peças de metal por outros bens. Isto criou uma ênfase desproporcionada sobre os metais. A aquisição de moedas e metais moeda se tornou uma obsessão para muitas pessoas, e tais obsessões tendem a drenar a energia melhor gasta em produzir outros bens valiosos e serviços. O sistema também deu uma quantidade desproporcional de poder para aqueles que possuiam grandes quantidades de metal em moeda, até mesmo embora outros bens, tais como alimentos, sejam por último mais valiosos. A pessoa com as moedas de metal podia imediatamente adquirir qualquer bem ou serviço, mas um fazendeiro primeiro tinha que ir através de um passo intermediário de trocar seu produto por uma moeda ou metal moeda antes que ele pudesse ter a mesma flexibilidade de gastar.

As moedas de metal se uniram com as notas de papel para criar a fundação de nosso moderno sistema monetário nos anos de 1600. Aqueles que estabeleceram esta fundação eram reportadamente ourives. Os ourives geralmente possuiam os cofres e fechaduras mais seguras da cidade. Por esta razão, muitas pessoas depositavam suas moedas de metal com os ourives para salvaguarda. Os ourives emitiam recibos aos depositários onde prometiam pagar aos mantenedores dos recibos em demanda estas quantidades de ouro ou prata mostradas nos recibos. Cada um destes recibos era realmente uma nota que podia circular como dinheiro até que uma pessoa que a tivesse voltasse ao ourives para resgatar isto pela quantidade especificada de metal.

Os ourives fizeram uma importante descoberta. Sob circunstâncias normais, somente por volta de 10% a 20% de seus recibos até mesmo voltava para resgate a qualquer dado tempo. O resto circulava na comunidade como dinheiro, e por uma boa razão. O papel era mais fácil de carregar do que pesadas moedas e as pessoas se sentiam mais seguras mantendo os recibos ao invés de manterem o real ouro e prata. Os ourives entenderam que eles podiam emprestar dos metais não resgatados e cobrar juros, e portanto ganhar dinheiro daqueles que tomavam o empréstimo. Ao fazer um tal empréstimo, contudo, o ourives tentaria convencer a quem tomava um empréstimo que o fizesse na forma de um recibo ao invés de faze-lo em metal real. O tomador do empréstimo podia então circular esta nota como dinheiro.

Como podemos ver, os ourives agora haviam criado ‘dinheiro’ [seus recibos] pelo dobro da quantidade real de metal em sua salvaguarda: primeiro para o original depositário, e então para aquele que tomava o empréstimo. O ourives nem mesmo possuia seu próprio metal em sua segurança, ainda que ao simplesmente escrever um pedaço de papel, alguém agora possua seu dinheiro acima do verdadeiro valor sob sua guarda. O ourives pode continuar a escrever suas notas tão longo as notas que venham ao resgate não excedam seus depósitos reais de metais preciosos. Tipicamente, um ourives emitiria notas quatro ou cinco vezes em excesso de seu real suprimento de ouro.

Tão lucrativa quanto esta operação possa ter sido, havia algumas armadilhas. Se notas demais do ourives voltassem para o resgate rapidamente demais, ou se os tomadores de empréstimos dos ourives fossem vagarosos em repagar, o ourives podia ser dizimado. A credibilidade de suas notas seria destruida. Se o ourives dirigia cautelosamente sua operação, contudo, ele logo se tornaria muito rico sem nunca haver produzido algo de valor.

A injustiça deste sistema é óbvia. Se para cada saco de ouro que o ourives tinha em depósito, as pessoas agora possuiam dele o equivalente a quatro sacos, alguém tinha que perder. Na medida em que a dívida pública do ourives aumentava, mais e mais riqueza real e recursos eram possuidos por ele. Já que o ourives não estava produzindo qualquer riqueza ou recurso real, mas estava demandando uma parte sempre crescente deles por causa de suas notas de papel, ele facilmente se torna um parasita sobre a economia. O resultado inevitável foi o enriquecimento do ourives cuidadoso que se tornou banqueiro ao custo do empobrecimento de outras pessoas na comunidade.

Este empobrecimento foi manifestado ou pela necessidade das pessoas abrirem mão de coisas de valor ou em sua necessidade de trabalhar para criar a riqueza necessária para repagar ao banqueiro. Se o ourives não fosse cuidadoso e sua bolha monetaria explodisse, as pessoas ao seu redor sofreriam de qualquer modo, devido a interrupção causada pelo colapso do banco dele e a perda de valor de suas notas, ainda em circulação.

Tal foi o nascimento do banco moderno. Muitas pessoas sentem que isto é um sistema inerentemente desonesto. E é. Ele também é social e economicamente desestabilizante, ainda que todos os maiores sistemas monetários e bancários mundiais hoje operem em uma estreita variação do sistema que acabei de descrever.

Pelo século XVII, a casa bancária de Médici na Itália tinha vindo com a idéia de usar o ouro como bem sobre o qual basear todo papel moeda. O ouro era contemplado com a base para as notas de papel por causa da escassez e desejabilidade do ouro. Este foi o início do ‘padrão ouro’ no qual todos os outros bens e serviços são avaliados em relação ao ouro [e algumas vezes prata].

O padrão ouro foi certamente uma idéia fantástica para aquelas pessoas que possuiam muito ouro e prata, mas isto criou uma dependência artificial sobre um bem que não era aproximadamente tão útil quanto outros bens. Basear um inteiro sistema monetário em um único bem é melhor do que não o basear em alguma comodidade afinal, mas até mesmo sob um padrão ouro as notas de papel excedem em muito os metais usados para sustentar as notas. A melhor solução é enraizar o suprimento de dinheiro firmemente no inteiro output valioso de uma nação de forma que o dinheiro aja como um reflexo acurado deste output.

Uma vez tendo sido criado o padrão ouro, as notas de papel eram pensadas serem ‘tão boas quanto o ouro’ porque as pessoas podiam resgatar as notas por ouro real. Isto criou um falso sentimento de segurança. Quando mais e mais notas de ouro entraram no mercado, elas gradualmente se tornarem dgnas de menos e menos, resultando em uma incessante inflação. Os proprietários de ouro/banqueiros tinham que continuar emitindo uma constante corrente de notas porque é como eles ganham seus lucros.

Tão longo os banqueiros planejassem cuidadosamente e as pessoas mantivessem a fé nas notas, os escritores das notas podiam permanecer a frente da inevitável inflação que eles criavam e fazer um enorme lucro disso. Se, por outro lado, eles emitiam uma superabundância e notas demais voltavam para resgate, eles podiam, como último recurso, desvalorizar as notas para poupar o ouro deles. Deste modo, o inflável papel moeda, até mesmo sob o padrão ouro, se tornou uma fonte de riqueza e poder para aqueles intitulados a criar o dinheiro. Isto também gerou dívidas em uma escala enorme porque a maioria das notas de ouro ‘criadas do nada’ foram emitidas na comunidade como empréstimos repagáveis aos banqueiros. Se as pessoas não tomassem emprestado dos banqueiros, pouco novo dinheiro entraria no mercado e a economia se tornaria mais lenta.

Este método de criar dinheiro claramente destruiu o verdadeiro propósito do dinheiro; representar a existência de reais bens comercializáveis. O papel moeda inflável permite que um punhado de pessoas absorva e manipule uma grande quantidade de riqueza real, que são os bens valiosos e serviços que as pessoas produzem, simplesmente pelo ato de imprimir papel e então vagarosamente destruir o valor deste papel com a inflação. Isto faz com qe o dinheiro se torne sua própria comodidade que pode ser manipulada em seus próprios termos, geralmente em detrimento do sistema de produção e troca. O dinheiro era destinado a ajudar este sistema, não a domina-lo e controla-lo.

O sistema inflável do papel moeda descrito acima foi a nova ‘ciência’ do dinheiro sendo estabelecida pelos revolucionários da Fraternidade. Uma versão anterior do sistema foi criada na Holanda em 1609. Este foi o ano no qual as forças holandesas e espanholas assinaram uma trégua suspendendo as hostilidades da Guerra dos Oitenta Anos. A trégua marcou o nascimento da independente República Holandesa e a fundação do Banco de Amsterdam no mesmo ano.

O Banco de Amsterdam – de propriedade particular -, operava com o sistema inflável do papel moeda descrito acima. Ele era dirigido por um grupo de financiadores que reuniram alguns de seus metais preciosos para formar a base de bens do Banco. Por acordo anterior com o governo holandês, o Banco ajudou as forças holandesas a retomarem as guerras contra a Espanha ao emitir notas quatro vezes em excesso da base de bens do Banco. Os magistrados holandeses eram então capazes de dirigir três quartos deste dinheiro ‘criado do nada’ para financiar o conflito.

Isto revela a razão primária porque o sistema de dinheiro em papel moeda inflável foi criado: ele capacita as nações a lutar e prolongar suas guerras. Ele também torna a luta humana pela existência física mais difícil devido aos débito maciço e absorção parasitária da riqueza que o sistema causa. Sobretudo, a inflação incessante reduz o valor do dinheiro das pessoas de forma de que sua riqueza acumulada é gradualmente erodida. As metas tutelares expressas nas histórias do Jardim do Éden e da Torre de Babel foram grandemente avançadas pelo novo sistema de papel moeda.

O sucesso inicial do Banco de Amsterdam encorajou similares arranjos bancários em outras nações. Sua prole mais notável foi o Banco da Inglaterra, fundado em 1694. O Banco da Inglaterra estabeleceu o padrão para os nossos bancos centrais dos dias modernos ao refinar o sistema de papel moeda inflável da Holanda. O sistema do Banco da Inglaterra foi subsequentemente disseminado de nação a nação, frequentemente nas costas de revoluções lideradas por proeminentes membros da rede da Fraternidade.

A reforma mundial anunciada em Fama Fraternitas estava bem em andamento pelo fim do século XVII, e o ‘novo dinheiro’ era uma grande parte disso, como devemos ver mais depois.

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Santos que Marcham

Um dos líderes mais importantes da Reforma foi João Calvino. Calvino tinha apenas dez anos quando Lutero rompeu com a Igreja Católica, mas quando adulto, Calvino se tornou um dos mais zelosos advogados do Protestantismo.

Calvino publicou seu primeiro tratado religioso em 1536 em Basel, na Suíça, uma cidade na fronteira suiço-alemã. Calvino passou sua vida adulta escrevendo e ensinando sua própria interpretação única da doutrina Protestante. O resultado foi a criação de uma denominação protestante derivada dele, o Calvinismo, que tinha sua sede em Genebra.

Calvino continuou a veia mística de Martinho Lutero. Lutero disse que a salvação espiritual não era algo que um ser humano pudesse alcançar por seu próprio trabalho. Ao invés, a salvação exigia um ato de fé. A mesma idéia foi promulgada por Calvino, mas com uma torção mais dura. Segundo a doutrina de Calvino, nem mesmo um ato de fé ou crença asseguraria a sobrevivência espiritual de uma pessoa. Calvino proclamou, ao invés, que a salvação espiritual de uma pessoa, ou a falta dela, já estava pré-determinada antes do nascimento por Deus.

Não apenas Deus já havia decidido antecipadamente quem alcançaria a salvação espiritual e quem não a alcançaria, mas não havia absolutamente algo que uma pessoa pudesse fazer quanto a decisão de Deus. Esta doutrina infeliz é conhecida como ‘predestinação’. Os ensinamentos de predestinação de Calvino ofereciam às pessoas pouco conforto, porque eles ressaltavam que a maioria dos seres humanos estava espiritualmente condenada. Estes humanos favorecidos por Deus desde o nascimento eram conhecidos como os ‘Eleitos’. Os Eleitos eram poucos em número e nada podiam fazer para partilhar sua boa fortuna com outros. O Eleito tinha apenas um real dever na Terra, proclamou Calvino, e este era suprimir o pecado de outros como serviço a Deus. Calvino, com certeza, era um dos Eleitos.

Alguém pode perguntar: porque Deus condenaria quase que todas as almas antes do nascimento e continuaria a puni-las depois do nascimento? Isto parece mais que cruel. Segundo Calvino, a raça humana já estava sendo punida pelo ‘pecado original’ de Adão e Eva. Como recordamos, o ‘pecado original’ era a tentativa inicial do homem de ganhar o conhecimento da ética da imortalidade espiritual.

Calvino não tentou justificar a predestinação, a despeito de sua óbvia injustiça. Ele, ao invés, pregou que a predestinação era um mistério ao qual todas as pessoas deviam ser humilhadas. Muitas coisas de Deus nunca eram para serem entendidas pelos seres humanos, ele disse.

O Calvinismo era mais que uma religião de domingo. Era um modo de vida. Ela exigia de seus aderentes um estilo de vida pragmático e austero no qual o mais alto dever de uma pessoa era glorificar a Deus em suas ações diárias. As pessoas eram ensinadas que suas posições na vida, não importa quais fossem estas posições, eram seus ‘chamados’ por Deus. Uma vida devia ser vivida como se fosse a vontade do Ser Supremo porque uma pessoa estava onde ela devia estar. O Calvinismo era claramente uma filosofia do feudalismo para a era moderna.

Em bases religiosas, Calvino proibiu a bebedeira, o jogo, a dança e cantar tons irreverentes. Estes estavam entre os pecados que os Eleitos haviam sido postos na Terra para impedir. Para nenhuma surpresa. os Calvinistas rapidamente desenvolveram uma reputação por serem circunspectos e sem graça. Eles também se tornaram crescentemente violentos. Calvino não era um homem de tolerância e ele adotou algumas das práticas viciosas dos Imperadores Romanos Orientais. Por exemplo, Calvino encorajava a penalidade de morte por heresia contra suas novas doutrinas e ele exigiu que as ‘feiticeiras’ fossem queimadas até a morte na fogueira.

O Calvinismo viajou de sua fortaleza na Suíça para outros países. Na Holanda, os Calvinistas tinham desempenhado um papel muito grande em agitar e provocar a Guerra de Oitenta Anos, que nos deu o Banco de Amsterdam. Na Grã Bretanha, o Calvinismo foi a base da religião puritana.

Como seus irmãos Calvinistas na Holanda, alguns Puritanos ingleses decidiram avaliar suas crenças sombrias e auto-interesses materiais por meio da revolução violenta. No ano de 1642, um grupo de puritanos ingleses ricos e proeminentes liderou uma guerra civil em escala completa contra o Rei inglês Charles I. Aos olhos Puritanos, Charles havia cometido crimes contra Deus ao se casar com uma Católica e por ser tolerante com o Catolicismo. Depois de ganharem a guerra civil e decapitarem Charles, os vitoriosos exércitos puritanos colocaram seu próprio ditador a cargo da Bretanha: Oliver Cromwell.

Sob Cromwell, os Puritanos foram capazes de avaliar suas crenças religiosas na arena da política externa. Os Puritanos ingleses acreditavam fortemente no conceito de  Armageddon, i.e., a Batalha Final. Eles acreditavam que a grande Batalha Final tinha começado e atingiria o clímax no século XVII, e que a guerra civil dos Puritanos contra o Rei Charles I era uma parte desta Batalha.

O Papa foi rotulado o anti-Cristo e o Catolicismo foi considerado um instrumento de Satã. Cromwell tentou moldar a política externa inglesa ao redor destas crenças ao trabalhar para solidificar a unidade internacional Protestante e por fazer a guerra contra os Católicos em várias partes da Europa. Cromwell acreditava que os Puritanos ingleses eram o ‘segundo povo escolhido’ de Deus e que suas ações eram todas parte da profecia bíblica.

* Os hebreus eram considerados o primeiro povo escolhido por Deus mas eles haviam caído de seu favor.

A cosmologia Calvinista fez muito para moldar as idéias puritanas sobre a guerra. Se engajar na guerra era glorificado. Os Puritanos acreditavam que a tensão e a luta eram elementos permanentes do esquema cósmico por causa da eterna luta entre Deus e Satã. O Professor Michael Walzer, em seu intrigante livro, “A Revolução dos Santos: Um Estudo nas Origens da Política Radical”, explica a crença deles deste modo:

Na medida em que há uma permanente conflito e oposição no cosmos, assim há um permanente estado de guerra na Terra… Esta tensão foi ela própria um aspecto da salvação: um homem à vontade era um homem perdido.

É vital entender esta idéia Puritana porque ela exalta a guerra como um passo necesário para a salvação espiritual. Esta também foi uma das sementes que nos deu a filosofia Marxista do ‘materialismo dialético’. Esta crença Puritana é uma das idéias mais perniciosas até mesmo ensinadas pelas religiões tutelares.

Isto fez com que os Puritanos vissem a paz como uma afronta a Deus porque a paz significava que o esforço da luta contra Satã havia cessado!

“A paz mundial é a mais aguçada guerra contra Deus, escreveu Thomas Taylor em 1630.*

* O materialismo dialético é a filosofia que afirma que os conflitos entre as classes sociais são inevitáveis e que estes conflitos são o primeiro estágio de um processo que por último trará uma Utopia sem classes sobre a Terra.

O mais alto chamado de um homem puritano era marchar para a guerra para a glória de Deus. Quando não havia [que os céus o proibam] guerras em progresso, os homens eram encorajados a frequentarem exercícios militares para recreação:

E nos aspectos religiosos, já que todo homem terá recreações, que seja melhor que esta seja a mais livre de pecado, que melhor fortaleça um  homem… então abandone suas cartas, dados, recolher-se ao seu quarto, brincadeiras, namoricos e discursos imorais e vãos desenredando-se fora do tempo, para frequentar estes exercícios [militares]

O enobrecimento da guerra pelos Puritanos, acoplado ao seu pragmatismo austero, ajudou a trazer maiores mudanças na maneira de lutar as guerras. Em gerações anteriores, a Renascença tinha tido um efeito muito interessante no fazer a guerra na Europa. A guerra havia se tornado uma atividade de ‘cavalheiros’ ornados e cheios de ameaças. Os governantes europeus gastaram somas consideráveis de dinheiro para criar exércitos estéticos e coloridos. Brilhantes uniformes, bandeiras tremulantes e armaduras bem trabalhadas eram a ordem do dia. Significativamente o esplendor substituiu o combate nos campos de batalha.

Mais frequentemente do que não, os ofuscantes exércitos da Renascença se engajavam em manobras infindáveis um contra o outro com pouco contacto real. Depois de uma grande quantidade de pompa e show, um empate militar frequentemente ocorreria seguido por uma elegante manobra de cavalaria conhecida como caracol. Cada lado podia então se declarar o vencedor com poucas ou nenhuma baixas, e marchar coloridamente para casa para adulação de seu povo. Os jovens soldados sobreviviam para segurarem os pulsos de suas amadas com nobres histórias de galanteria e honra no campo.

No mundo ultrapragmático e esgotado de hoje, as atividades acima podem parecer mais que tolas, como algo do Mágico de Oz. Elas eram, contudo, um fenômeno excepcionalmente importante porque o estilo de guerra na Renascença revelou a verdadeira natureza do espírito humano. A maioria das pessoas gravitaria para longe da guerra quando lhe era dado a chance. Eles mudariam arenas de conflito em teatros de esplendor. Eles escolherão a vida, a cor e a arte ao invés da morte, do empalidecer e da deterioração. A Renascença foi um curto período da história revelando que quando a repressão é diminuída, quando a intolerância e as filosofias indutoras da guerra diminuem de importância, e quando as pessoas são capazes de escolher pensar e agir mais livremente, os seres humanos como um todo natural e automaticamente se afastarão da guerra.

A austeridade puritana e a glorificação da guerra ajudaram a tornar as guerras  européias mais sangrentas. Os exércitos puritanos operavam sob a idéia que as guerras eram para ser lutadas eficazmente, não coloridamente. Com isto em mente, os puritanos eliminaram o brilho militar e desenvolveram eficientes unidades de combate por meio de rigoroso treinamento. Este meio pragmático de lutar rapidamente se disseminou quando as outras nações descobriram que uma bandeira maravilhosamente bordada não podia vencer contra um canhão eficazmente apontado. Conquanto a maioria das organizações militares hoje ainda se engajem em algum esplendor, isto está perceptivelmente ausente na atual conduta da guerra.

Observamos ao invés austeros uniformes de combate, rápida eficiência e estrategistas militares que friamente calculam a mega morte nuclear com pontos percentuais e fatores de probabilidade. Estes todos são reflexos do pragmatismo reintroduzido na guerra pelos Puritanos e outros Protestantes. Na medida em que observamos os corpos mutilados pela guerra de nossos companheiros humanos que tem sido mortos mais eficientemente e mais pragmaticamente, talvez entendamos que o esplendor da Renascença não fosse tão tolo, afinal.

A despeito de seu sucesso inicial, o novo governo puritano sob Cromwell não durou muito. A dinastia Stuart reconquistou o trono inglês em 1660 com a coroação de Charles II (filho do decapitado Charles I). Charles II morreu 25 anos depois em 1685 sem deixar um herdeiro, depois do que, uma segunda revolução inglesa foi lançada em 1688 conhecida como Revolução Gloriosa.

Embora ainda houvesse uma grande questão entre o Protestantismo e o Catolicismo, os Puritanos não lideraram a Gloriosa Revolução. De fato, uma grande quantidade de Puritanos havia fugido da Inglaterra para estabelecer colônias na América do Norte depois que Charles II subiu ao trono. A Gloriosa Revolução foi liderada, em parte, por nenhuma outra que a Casa de Orange-Nassau. Pelo tempo da Revolução Gloriosa, a Casa de Orange estava firmemente sentada no trono holandês, Como Orange também veio a tomar o trono inglês e reinar sobre três nações de uma vez, é uma fascinante história de intriga política.

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William e Mary Tem uma Guerra

O Rei Charles II da Inglaterra e seu irmão e sucessor, James II, tinham uma irmã, Mary, que tinha se casado com o Príncipe holandês de Orange. Este casamento criou um laço de família entre as casas reais da Holanda e da Inglaterra. Este laço foi posteriormente fortalecido pelo casamento da filha de James II, Mary II, com o filho do Príncipe de Orange, William III. Os casamentos reais nestes tempos não eram apenas questões de ‘acasalamento'; eles eram destinados a assegurar vantagens políticas e eram frequentemente arranjados com toda sofisticação e cobiça de um golpe de espionagem.

Várias famílias reais alemãs eram mestras neste jogo. Elas eram notórias por casarem-se em famílias reais estrangeiras como um passo de pedra para tomar o poder nestas outras nações.A Casa de Orange-Nassau era um membro deste traiçoeiro grupo alemão. A família Stuart, depois de sua árdua luta para reconquistar o trono inglês, caiu na armadilha. Seus casamentos na Casa de Orange ajudaram a trazer a monarquia dos Stuarts a um fim permanente durante a Revolução Gloriosa de 1688. Para entender como isto aconteceu, e porque tudo isto é importante para nós, vamos rever brevemente a Revolução Gloriosa.

Um poderoso grupo de homens ingleses e escoceses tinha formado uma facção política Protestante na Inglaterra conhecida como os Whigs. Os Whigs realmente eram sediados na Holanda que, com certeza, estava sob a monarquia da Casa de Orange. De sua base holandesa, os Whigs lançaram a Revolução Gloriosa de 1688 e rapidamente depuseram do trono James II em um golpe sem sangue. Os Whigs então substituiram o genro de James II, William III de Orange, no trono britânico. A Casa de Orange agora reinava sobre a Holanda e a Inglaterra, bem como sua terra natal original alemã.

Por trás desta intriga vemos a sombra da Fraternidade. William III é relatado ter sido um Maçom Livre. De fato, em 1688, uma sociedade secreta militante foi formada para apoiar William III. Ela foi chamada de Ordem de Orange em homenagem a família de William Ill, e ela se padronizou como Livre Maçonaria. A Ordem de Orange era anti-católica e seu propósito era assegurar que o Protestanismo permanecesse a religião cristã dominante na Inglaterra. A Ordem de Orange tem sobrevivido aos séculos e hoje é mais forte na Irlanda onde tem mais de 100.000 membros. Ela talvez seja melhor conhecida por sua parada pública anual para comemorar o sucesso de William III na Inglaterra.

Com a sua ascensão ao trono britânico, William III rapidamente se dedicou a erigir as mesmas instituições na Inglaterra daquelas que haviam sido estabelecidas por sua dinastia na Holanda: um parlamento forte com uma monarquia enfraquecida e um banco central operando com um papel moeda inflável. William e sua rainha, Mary II, também prontamente lançaram a Inglaterra em caras guerras contra a França católica.

O homem escolhido para organizar o banco central inglês sob William III foi um aventureiro escocês chamado William Paterson, de quem muito pouco aparentemente foi conhecido. A Casa britânica dos Comuns [o parlamento] inicialmente estava relutante em aceitar o esquema do banco central de Paterson, mas cederam na medida em que o débito nacional britânico continuou a disparar pelos conflitos lançados pelo muito guerreiro William III. O sistema de papel moeda com sua inflação construida foi angariado como um meio de financiar as guerras caras. As taxas já estavam tão tão altas quanto elas podiam razoavelmente estar e assim a Casa dos Comuns sentiu que ela não tinha outra alternativa do que instituir o esquema. O Banco da Inglaterra nasceu e a guerra podia continuar, exatamente como a guerra pôde continuar na Holanda depois que o Banco de Amsterdam tinha sido criado lá.

O Banco da Inglaterra tem sido rotulado por alguns economistas como “A Mãe dos Bancos Centrais”. Isto por causa do modelo para todos os bancos centrais que o seguiram, incluindo os bancos centrais de hoje. Sob o esquema do Banco da Inglaterra, o banco central era para ser o banco primário do país, e ele emprestaria exclusivamente ao governo nacional. O inteiro propósito do banco central era colocar o governo em débito e ser o maior credor do governo. As notas do banco central seriam emprestadas ao governo e estas notas então circulariam como uma moeda nacional. Isto faria com que a nação e seu povo confiassem nestas notas como dinheiro. A instituição do Banco da Inglaterra fez com que a Bretanha entrasse profundamente em débito com a elite monetária [a aristocracia do papel] que podia então influenciar o uso dos recursos da nação. Este é o modus operandi de todos bancos centrais hoje.

Como a maioria dos bancos centrais modernos, o Banco da Inglaterra era um banco possuído particularmente ou operado particularmente com um status quase governamental. De acordo com os planos de Patterson, os financiadores que reuniram os recursos para criar o Banco da Inglaterra receberam aprovação para emitir notas de ouro e de prata em uma quantidade muitas vezes excedentes aos bens reunidos pelos financiadores. A prática padrão dos banqueiros durante este período era emitir de quatro a cinco vezes em excesso de seus preciosos metais.

O Banco da Inglaterra, contudo, emitiu uma multiplicação incrível de 16 [?]. O governo britânico concordou em tomar emprestadas estas notas e honra-las como dinheiro legal para uso em suas compras. O governo aceitou este plano porque o governo não foi exigido repagar o empréstimo inicial, somente os juros sobre o empréstimo. Mas o Banco da Inglaterra não perderia dinheiro em um tal acordo?

Não de todo.

A face de valor das notas de empréstimo eram muitas vezes em excesso o valor dos bens reais sobre os quais as notas eram baseadas. Os juros sobre o empréstimo em apenas um ano ultrapassaram o valor total dos preciosos metais do Banco da Inglaterra! Especificamente, os financiadores tinham reunido uma base total de 22.000 libras de ouro e pratas reais. Ao emitir as notas mutiplicadas por dezesseis vezes, o banco foi capaz de fazer um empréstimo a Inglaterra de 1.200.000 libras em papel moeda. A taxa anual de juros foi de 8 por cento, o que igualava 100.000 libras. Isto somou um lucro de 28.000 libras ou 39% em apenas um ano!

Vinte e dois anos depois que o Banco da Inglaterra foi criado, um banco idêntico foi criado na França em 1716. O fundador da versão francesa foi John Law, que se tornou o Ministro das Finanças da França. Law tinha sido apelidado “Pai da Inflação” por seus esforços. Este título não é acurado, com certeza, porque a prática da inflação tinha começado anteriormente. Contudo, a inflação espetacular que ocorreu na França depois que o banco central de Law foi nacionalizado, deu a Law a duvidosa honra do título.

Como filho de um ourives que se tornou banqueiro, John Law era um caráter interessante de muitos modos. Ele era profundamente devotado as escolas de misticismo da Fraternidade que estavam por trás de muitas importantes mudanças sociais que ocorreram naquele tempo.

O biógrafo Hans Wantoch, escrevendo em seu livro “Magnificent Money-Makers”, descreve Law como,

um dos últimos místicos-alquimistas, de astrólogos que estavam morrendo ao tempo de Voltaire, mas em busca de sua pedra da sabedoria ele inventou a inflação.

Um outro fato interessante era que Law era um escocês com um background obscuro, exatamente como sua anterior contraparte na Inglaterra, William Patterson.

O link escossês entre Law e Patterson pode ser significativo quando mais tarde revisamos a evidência que a Escócia era um importante centro de atividade secreta, mas de longo alcance, da Fraternidade na Europa.

Law tinha jogado com a justificável paranóia daFrança  contra a Inglaterra para convencer o governo francês de criar um banco central idêntico aquele da Bretanha. A guerra que tinha mais cedo sido instigada por William III estava causando uma séria ‘secagem’ sobre o tesouro francês. A proposta de Law pareceu uma solução atraente e assim finalmente ela foi adotada.

De início, a nova moeda francesa emitida sob o plano de Law pareceu revitalizar a economia francesa. Isto aconteceu porque as notas bancárias podiam ser resgatadas por moedas nas quais as pessoas acreditavam. Depois que o Banco da França foi nacionalizado, contudo, ele emitiu uma superabundância severa de notas, não apenas um aumento cuidadoso e gradual. As pessoas rapidamente entenderam que havia muito mais notas de papel em circulação do que havia moedas para sustenta-las. O resultado foi um abalo da confiança popular nas notas e uma consequente revolta da economia francesa.

A Gloriosa Revolução de 1688 não apenas nos deu o Banco da Inglaterra, que é ainda o grande banco central da Bretanha hoje, ela também nos deu a atual família real da Inglaterra: a Casa de Windsor. A Casa de Windsor descende diretamente da família real alemã Hannover*, que tinha íntimos laços com a Casa de Orange e com  outras principalidades alemãs no traiçoeiro grupo do ‘case e derrube’.

* Na Alemanha, Hannover era soletrado com dos ‘n’. Na Bretanha, a pronúncia tinha apenas um ‘n’ quando se referia à família na Bretanha e a pronúncia alemã de’Hannover’ quando especificamente se referia ao Estado alemão.

Depois que William III de Orange/Inglaterra morreu, sua irmã Anne sentou-se no trono britânico. Por um arranjo anterior, pela morte de Anne, o trono britânico era cedido pela família Orange para os regentes do Estado alemão de Hannover, que também anteriormente tinham se casado na família britânica Stuart. O primeiro príncipe de Hannover, o Duque Ernest Augustus (1629-1698), tinha se casado com uma neta do Rei James I da Inglaterra. Como foi verdadeiro para a Casa de Orange, as núpcias hannoverianas com a família Stuart não intitulavam legalmente qualquer um dos hannoverianos a sentar-se no trono britânico, mas com a derrubada de James II pelos Whigs e a Casa de Orange, as regras foram mudadas para se adequarem aos vitoriosos.

O primeiro Rei Hanoveriano a ocupar o trono britânico foi George Louis, que se tornou George I da Inglaterra. George I não podia falar inglês e ele via a Inglaterra como uma possessão temporária. Ele continuou a devotar a maior parte de sua atenção e cuidado para sua terra natal alemã. Na medida em que as gerações hanoverianas ascendiam ao trono britânico, eles se tornaram permanentemente entrincheirados na sociedade britânica. Os hanoverianos forneceram a Inglaterra todos os seus monarcas até 1901, e os descendentes hanoverianos do lado da Rainha Vitória tem fornecido o resto dos monarcas todo o caminho até hoje.  Durante todo aquele tempo a dinastia continuou a manter fortes laços com outras famílias nobres alemãs. Durante o primeiro século e meio de governo hanoveriano na Inglaterra, por exemplo, os reis britânicos hanoverianos casaram apenas com filhas de outras famílias reais alemãs.

Não surpreendentemente, havia uma oposição disseminada na Inglaterra aos Hanoverianos depois que eles tomaram o poder. Muitos ingleses compreensivelmente sentiam que os monarcas alemães não tinham nada que reinar sobre sujeitos ingleses. Por causa disso, os hanoverianos decidiram não permitir um grande exército permanente de bretões nativos, temendo que eles pudessem planejar um golpe, seja como fosse que a Inglaterra precisasse de um grande número de tropas; os hanoverianos usavam o dinheiro do tesouro britânico para alugar mercenários de seus amigos alemães e de seu próprio principado de Hannover, tudo por belas quantias de dinheiro.

O maior número de mercenários era fornecido pela familia real de Hesse, que tinha laços estreitos e amigáveis com a Casa alemã de Hannover. Um aspecto curioso do arranjo mercenário é que alguns membros importantes destas famílias alemãs, especialmente de Hesse, mais tarde emergiram como líderes de um novo tipo de Maçonaria Livre que tinha sido criada para derrubar os hanoverianos do trono inglês!

Antes que estudemos esta notável situação, devemos olhar para ver o que estava acontecendo com a Maçonaria Livre naquele tempo. Maiores mudanças estavam se desdobrando que eram sobre tornar a Maçonaria Livre um único maior ramo da rede da Fraternidade.

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O Novo Amanhecer dos Cavalheiros

Na medida em que a história humana entrava no século XVIII, as mudanças estavam ocorrendo. A Inquisição estava quase morta e a Peste Bubônica estava morrendo com ela.

Os estudantes da história maçonica sabiam que os anos de 1700 foram um período importante para a Maçonaria Livre. As lojas maçonicas na Inglaterra tinham atraido muitos membros que não eram pedreiros ou construtores pelo comércio. Isto aconteceu porque a Maçonaria Livre estava evoluindo em algo diferente de uma guilda comercial. Ela estava se tornando uma sociedade fraterna com uma secreta tradição mística. Miotas lojas estavam discretamente abrindo suas portas para não pedreiros, especialmente para os aristocratas locais e homens de influência. Pelo ano de 1700, estimados 70% de todos os Maçons Livres eram pessoas de outras ocupações. Eles eram chamados ‘Maçons Aceitos’ porque eles eram aceitos nas lojas mesmo embora eles não fossem pedreiros pelo comércio.

Em 24 de junho de 1717, representantes de quatro lojas britânicas se reuniram em Goose e Gridiron Alehouse em Londres e criaram, uma nova Grande Loja, que foi chamada por alguns “A Mãe Grande Loja do Mundo’, oficialmente caiu o aspecto da guilda da Livre Maçonaria [a livre maçonaria operacional] e foi substituida com um tipo de Livre Maçonaria que era estritamente místico e fraternal [Livre Maçonaria especulativa]. Os títulos, instrumentos e produtos do comércio dos pedreiros não mais eram dirigidos como objetos que os membros usassem em suas vidas comuns; os itens foram transformados inteiramente em símbolos místicos e fraternos. Estas mudanças não foram feitas repentinamente, mas foram o resultado de uma tendência que já havia começado bem antes de 1717.

Um número de histórias incorretamente afirma que a Mãe Grande Loja de 1717 foi o início da própria Livre Maçonaria. Como temos visto, as raízes ma Maçonaria Livre estavam firmemente estabelecidas há muito tempo então, até mesmo na Inglaterra. Por exemplo, uma história maçonica relata que o Príncipe Edwin da Inglaterra tinha convidado guildas de Maçons Livres ao seu país já em 926 para ajudar na construção de várias catedrais e construções de pedra. Manuscritos maçonicos datando de 1390 e 1410 tem sido relatados. Minutas escritas a mão de um encontro maçonico no ano de 1599 estão reproduzidas na “História da Livre Maçonaria” de Albert Mackey. A Livre Maçonaria estava tão bem estabelecida na Inglaterra pelo século XVI que um cisma bem documentado em 1567 está registrado. O cisma dividiu os Maçons Livres ingleses em duas maiores facções: os Maçons de York e os Maçons de Londres.

O novo sistema da Grande Loja estabelecido em Goose e Gridiron Alehouse em 1717 consistiu inicialmente em apenas um grau de iniciação. Dentro de cinco anos de fundação da Loja, dois graus adicionais foram acrescentados de forma que o sistema consistisse em três passos: Aprendiz Iniciante, Companheiro Artesão e Mestre Maçon. Estes passos eram comumente chamados os “Graus Azuis” porque a cor azul é simbolicamente importante neles. Os três graus azuis tem permanecido os primeiros três passos de quase todos os sistemas maçonicos desde então.

A Mãe Grande Loja emitiu cartas de direitos para homens na Inglaterra, Europa e Império Britânico os autorizando a estabelecerem lojas praticando os graus azuis. As coloridas atividades fraternais das lojas forneceram um meio popular para os homens passarem seu tempo e a Livre Maçonaria logo se tornou bem o desejo. Muitos encontros da loja eram realizados em tavernas onde beber de forma robusta era uma atração apresentada. De fato, muitos membros também eram atraídos as lojas com promessas de fraternidade e iluminação espiritual.

A nova Mãe Grande Loja era relatadamente muito estrita em sua regra de proibir a controvérsia política dentro das lojas. Idealmente, a Livre Maçonaria era para ser independente de assuntos e problemas políticos. Na prática, contudo, a Mãe Grande Loja, que foi criada apenas três anos depois da coroação do primeiro rei hanoveriano, apoiava a nova monarquia alemã ao tempo quando muitos ingleses estavam se opondo fortemente a isto. Um dos mais iniciais e mais influentes Grão Mestres do sistema de Loja Mãe foi o Rev. John T. Desaguliers, que foi eleito Grão Mestre em 1719.

Desaguliers anteriormente havia escrito um tratado afirmando que os hanoverianos eram os únicos soberanos legítimos da Inglaterra sob “as leis da natureza”. Em 5 de novembro de 1737, ele conferiu os primiros dois graus maçonicos a Frederic, Príncipe de Gales, um  Hanoveriano. Durante as gerações seguintes, os membros da família real hanoveriana até mesmo se tornaram Grão Mestres.

* Augustus Frederick (1773-1843), o nono filho de George III, foi Grão Mestre por trinta anos antes de sua morte. Antes disso, seu irmão mais velho, que se tornou o Rei George IV, tinha mantido a posição de Grão Mestre. Um posterior Grão Mestre real foi o Rei Edward VII, filho da Rainha Victoria; Edward serviu como Grão Mestre por 27 anos enquanto era Príncipe de Gales. O mais recente Grão Mestre real que se tornou rei foi o Duque de York, que depois se tornou o Rei George VI (r. 1936-1952).

A Grande Loja inglesa era decididamente pró-hanoveriana e sua ´proibição quanto a controvérsia política’  realmente acrescentou-se ao apoio do status quo hanoveriano.

A luz da natureza maquiavélica da atividade da Fraternidade, se formos ver a Mãe Grande Loja como uma facção da Fraternidade destinada a manter viva uma controvertida causa política [isto é, o governo hanoveriano na Bretanha], esperariamos que a rede da Fraternidade seja a fonte de uma facção que apoie a oposição. Isto foi precisamente o que aconteceu. Logo depois da fundação da Mãe Grande Loja, um outro sistema da Maçonaria Livre foi lançado que se se opunha direetamente aos hanoverianos!

Quando James II foi destronado pela Revolução Gloriosa de 1688, ele fugiu da Inglaterra. Seus seguidores prontamente formaram organizações para ajuda-lo a recuperar o trono britânico. O grupo mais eficaz e militante era a organização Jacobita. Sediados na Escócia e na Irlanda Católica, os Jacobitas foram capazes de reunir um apoio disseminado para os Stuarts. Eles programavam muitos levantes e campanhas militares contra os hanoverianos, embora ultimamente eles fossem mal sucedidos em recoroar os Stuarts. Quando o mal sucedido James II morreu em 1701, seu filho, o auto-proclamado James III, continuou a luta da família para reconquistar o trono inglês. Um novo ramo da Livre Maçonaria foi criado para ajuda-lo. Este ramo foi moldado como os velhos Cavaleiros Templários.

O  homem que reportamente fundou a Maçonaria Livre dos Cavaleiros Templários foi um dos leais apoiadores de James Ill, Michael Ramsey. Ramsey era um místico escocês que tinha sido contratado por  James III para ser o tutor dos dois filhos de James na França.

A meta de Ramsey era reestabelecer os infelizes Cavaleiros Templários na Europa. Para realizar isto, Ramsey adotou a mesma abordagem usada pelo sistema da Mãe Grande Loja de Londres: os ressurretos Cavaleiros Templários eram para ser uma sociedade secretá mística/fraternal aberta a homens de várias ocupações. Os velhos títulos cavaleirescos, uniformes e instrumentos de comércio eram para serem usados para propósitos simbólicos, rituais e fraternais dentro de um contexto maçonico. Ao manter estas metas, Ramsey se apelidou “Cavaleiro” Ramsey.

Ramsey não trabalhava sozinho. Ele foi ajudado por outros apoiadores dos Stuarts. Entre eles estava um aristocrata inglês, Charles Radcliffe. Radcliffe era um zeloso Jacobita que tinha sido preso com seu irmão, o Conde de Derwentwater, por suas ações em conexão com uma rebelião fracassada de 1715 para colocar James III no trono britânico. Ambos irmãos foram condenados à morte. O Conde foi decapitado, mas Radcliffe escapou para a França.

Na França,Radcliffe assumiu o título de Conde de Derwentwater. Ele presidiu um encontro em 1725 para organizar uma nova loja maçonica baseada no formato templário sendo revelado por Ramsey. A loja de Derwentwater era instrumental em obter que o sistema templário da Maçonaria Livre seguisse na Europa. Derwentwater afirmou que a autoridade para estabelecer sua loja veio da Loja Kilwinning da Escócia, a mais velha e famosa loja escocesa.*

* Há algum debate como e se Lord Derwentwater tinha também recebido uma carta de direitos da Mãe Grande Loja da Inglaterra para iniciar sua nova loja francesa. Muitas histórias afirmam que ele tinha, mas alguns eruditos maçonicos alertam que não há registro de que exista uma tal carta de direitos e que a loja de Lord Derwentwater era uma loja não oficial [clandestina] .

Tem sido argumentado que a Mãe Grande Loja da Inglaterra não teria dado a Derwentwater uma carta de direitos por que suas inclinações politicas pró Stuarts eram bem conhecidas.

Como uma nota de rodapé, Lord Derwentwater continuou a permanecer politicamente ativo e ele tentou se unir a Charles Edward durante a rebelião Jacobita de 1745. O navio no qual viajava Derwentwater foi capturado por um cruzador inglês. O Conde foi levado a Londres onde foi decapitado em dezembro de 1746.

A Livre Maçonaria Templária é entretanto frequentemente chamada de Livre Maçonaria Escocesa por causa de sua reputada origem escocesa. A Maçonaria Escocesa de Ramsey atraiu muitos membros ao afirmar que os Cavaleiros Templários tinham realmente secretamente criado o sistema da Grande Loja Mãe. Segundo Ramsey, os Cavaleiros Templários tinham redescoberto os ensinamentos ‘perdidos’ da Livre Maçonaria séculos antes na Terra Sagrada durante as Cruzadas. Eles trouxeram os ensinamentos de volta para a Europa e, depois de sua desgraça e banimento, secretamente mantiveram os ensinamentos vivos por centenas de anos na França, Inglaterra e Escócia. Depois de séculos de viverem nas sombras, os Templários cautelosamente reemergiram ao liberar apenas os Graus Azuis pelo veículo da Mãe Grande Loja.

Ramsey afirmou que os três Graus Azuis eram emitidos apenas para testar a lealdade dos Maçons Livres. Uma vez que o maçom provasse a sua lealdade ao chegar ao terceiro grau, ele estava intitulado a avançar para os ‘verdadeiros graus': o quarto, o quinto e os graus mais altos liberados por Ramsey. Ramsey afirmou que ele estava autorizado a liberar os graus mais altos por uma sede secreta dos Templários na Escócia.

Segundo a história dele, os Templários Escoceses estavam secretamente trabalhando pela loja em Kilwinning.

Para efetuar suas metas políticas pró Stuarts, as lojas escocesas mudaram o simbolismo bíblico do terceiro Grau Azul para o simbolismo politico que representa a Casa de Stuart. Os mais altos graus de Ramsey continham simbolismo adicional ‘revelando’ porque os Maçons Livres tinham o dever de ajudar os Stuarts a reconquistarem o trono da Inglaterra. Por causa disso, muitas pessoas viam a Livre Maçonaria Escocesa como uma tentativa inteligente de afastar os Maçons Livres do sistema da Mãe Grande Loja que apoiava a monarquia hanoveriana e tornar os novos convertidos em Maçons pró Stuarts.

Os próprios Stuarts se uniram a organização de Ramsey. James III adotou o título templário de Cavaleiro de São Jorge. Seu filho, Charles Edward, foi iniciado na Ordem dos Cavaleiros Templários em 24 de setembro de 1745, o mesmo ano no qual ele liderou uma maior invasão Jacobita da Escócia. Dois anos depois, em 15 de abril de 1747,  Charles Edward estabeleceu um ‘Capítulo Maçonico Jacobita’ na cidade francesa de Arras.

Charles Edward mas tarde até mesmo negou ter sido um maçom livre para silenciar os rumores prejudiciais que a Maçonaria Escocesa nada mais era que uma fachada para a causa Stuart [que ela grandemente era], até mesmo embora ele tenha sido um Grão Mestre no sistema escocês. A prova de sua grande afiliação foi descoberta em 1853 quando alguém encontrou a carta de direitos emitida para Charles Edward estabelecer a loja supra mencionada em Arras. A carta de direitos afirma em parte:

Nós, Charles Edward, Rei da Inglaterra, França, Escócia e Irlanda, e como tal Grão Mestre Substituto do Capítulo de H., conhecido pelo título de Cavaleiro da Águia e do Pelicano…

É acreditado que o ‘Capítulo H.’ tenha sido a loja escocesa em Heredon. Charles Edward é denotado como Grão Mestre Substituto porque seu pai, como Rei da Escócia, era considerado o Grão Mestre ‘hereditário’.

Temos apenas discutido a fundação dos dois sistemas de Livre Maçonaria. Cada uma apoiava o lado oposto de um importante conflito político acontecendo na Europa; um conflito que afetou outras nações européias, também. Ambos os sistemas da Maçonaria Livre foram lançados com menos de cinco anos de diferença entre eles. A história de Ramsey de como os dois sistemas vieram a existir portanto contém algumas implicações mais que surpreendentes. A história dele implica em que um pequeno grupo oculto de pessoas pertencentes a rede da fraternidade na Escócia deliberadamente criaram dois tipos opostos de Maçonaria Livre para encorajar e apoiar ambos os lados de uma violenta controvérsia política. Isto seria um exemplo surpreendentemente claro de maquiavelismo. Mas quão verdadeira é a história de Ramsey? Para responder a esta questão devemos primeiro dar uma breve olhada na história da Maçonaria Livre na Escócia.

A Escócia tem sido um centro importante de atividade maçonica. As mais iniciais das antigas guildas maçonicas na Escócia tem sido fundadas em Kilwinning em 1120. Por volta de 1670, a Loja de Kilwinning já estava praticando a Maçonaria Livre especulativa [embora, no nome, ela ainda fosse uma loja operacional].

As lojas escocesas eram únicas em que elas eram independentes e nunca receberam cartas de direitos da Grande Loja inglesa até mesmo depois que elas começaram a praticar os Graus Azuis do sistema da Grande Loja da Inglaterra. A própria loja de Kilwinning tinha estado garantindo cartas de direitos desde o início de século XV. Ela parou de assim o fazer em 1736 quando ela se uniu a outras lojas escocesas na elevação da Loja de Edimburg à posição de Grande Loja da Escócia. A nova Grande Loja da Escócia em Edimburg adotou o sistema especulativo da Grande Loja inglesa, ainda que ela ainda permanecesse independente da Grande Loja inglesa e emitisse suas próprias cartas de direitos.

Quase sete anos mais tarde, em 1743, a Loja de Kilwinning rompeu com a Grande Loja da Escócia por uma disputa aparentemente trivial. Kilwinning se estabeleceu como um independente corpo maçonico [a Loja Mãe de Kilwinning] e mais uma vez emitiu suas próprias cartas de direitos. Em 1807, a Loja de Kilwinning renunciou a todos os direitos de garantir cartas de direitos e se reuniu a Grande Loja da Escócia. Portanto vemos períodos substanciais de tempo nos quais a Loja Kilwinning foi independente de todas as outras lojas e quando ela poderia muito bem ter garantido cartas de direito aos Maçons Livres Templários. Ela era independente ao tempo em que Ramsey e Derwentwater afirmaram ter recebido autorização de Kilwinning para estabelecer os graus Templários na Europa.

Alguns historiadores maçonicos argumentam que a Loja Kilwinning e outras lojas escocesas ainda nada tinham a ver com a criação dos chamados ‘graus escoceses’. Eles afirmam que os graus escoceses foram todos criados na França por Ramsey e suas coortes Jacobitas. Alguns escritores maçonicos discutem que o Templarismo nem mesmo alcançou a Escócia até o ano de 1798, décadas depois que eles já eram ativos na Europa. Estes escritores posteriormente afirmam que a Loja de Kilwinning nunca havia praticado nada além dos Graus Azuis do sistema inglês. Outros acreditam que Ramsey, que nasceu nas vizinhanças de Kilwinning, afirmou uma origem escocesa para seus graus pelo orgulho nacionalista e para ajudar a construir uma base de apoio político para os Stuarts na Escócia. Estes argumentos soam persuasivos, mas a documentação histórica prova que eles são todos falsos.

Primeiramente, já temos visto que a Escócia estava fornecendo a esta era importantes figuras históricas contribuindo para algumas mudanças sendo moldadas pelos revolucionários da Fraternidade. Michael Ramsey é o terceiro homem escocês misterioso de origem obscura que vemos ajudar a trazer importantes mudanças à Europa. Os outros dois já foram discutidos anteriormente: William Paterson, que auxiliou os regentes alemães a criarem um banco central na Inglaterra e John Law, que foi o arquiteto do banco central na França.

Segundo, as lojas maçonicas escocesas eram um lugar natural para os graus Templáros pró Stuart se elevarem. A Escócia era fortemente pró Stuart e os Jacobitas estavam sediados lá.

Décadas antes da Grande Loja inglesa ser criada, muitos Maçons na Escócia já eram conhecidos por estarem ajudando os Stuarts. Estes leais escoceses usavam as lojas deles como lugares secretos de encontros nos quais prepararem suas intrigas políticas. A atividade maçonica pró Stuart pode ir tão distante quanto 1660, o ano no qual a restauração dos Stuarts [quando os Stuarts recuperaram o trono dos Puritanos]. Segundo alguns antigos maçons, a Restauração foi grandemente um feito maçonico. O Monge Geral, que desempenhou um papel central na Restauração, foi relatado ser um Maçom Livre.

Finalmente, há uma evidência sem controvérsias de que as lojas escocesas, incluindo aquela em  Kilwinning, estavam envolvidas com o Templarismo décadas antes de 1798. O historiador maçonico Albert Mackey relata em sua ‘História da Maçonaria Livre’ que em 1779, a Loja Kilwinning tinha emitido uma carta de direitos para alguns maçons irlandeses que se auto denominavam ‘Loja dos Altos Cavaleiros Templários’. Mais de uma década antes, em 1762, A Loja de St. Andrew de Boston tinha se candidatado com a Grande Loja da Escócia por uma garantia [que ela mais tarde recebeu] pela qual a Loja de Boston podia conferir os graus de ‘Arco Real’ e ‘Cavaleiro Templário’ em seu encontro de 28 de agosto de 1769. É significativo que a Loja de St. Andrew tenha peticionado a Grande Loja da Escócia pelo direito de conferir o grau Templário, não a qualquer loja francesa.

Assim temos dois elementos confirmados da história de Ramsey:

1) que as lojas escocesas praticavam a Livre Maçonaria Templária e

2) que a Grande Loja Escocesa estava garantindo a carta de direitos Templários ao menos em 1762.

Podemos seguramente assumir que a Grande Loja Escocesa estava envolvida com o Templarismo antes daquele ano porque a Loja teria tido que estabelecer os graus Templários antes que qualquer outra loja pudesse aplica-los. Infelizmente, não há registros aparentes sobreviventes para indicar exatamente quando o Templarismo começou nas lojas escocesas. Ramsey e Derwentwater, com certeza, afirmam que os graus templários já existiam no início dos anos de 1720.

As lojas escocesas podem bem ter estado envolvidas com alguma forma de Templarismo naquele tempo.

Compreensivelmente, as lojas escocesas eram altamente sigilosas sobre suas atividades Templárias. Apenas sabemos sobre a carta de direitos templários de 1762 conferida a Loja de St. Andrew de Boston pelos registros encontrados em Boston. Precisamos apenas considerar os destinos dos dois Condes de Derwentwater para apreciar os perigos que aguardavam as pessoas, inclusive os Maçons Livres, que se engajavam na atividade política pró Stuart.

Nem todo elemento da história Templária de Ramsey foi apoiada por evidência. Por exemplo, a própria Livre Maçonaria não foi iniciada pelos Cavaleiros Templários como Ramsey implicou. As guildas maçonicas que deram nascimento a Maçonaria Livre existiam muito antes que os Cavaleiros Templários fossem criados. Por outro lado, já evidência circunstancial que os Cavaleiros Templários podem ao invés terem sido aqueles que trouxeram os Graus Azuis para a Inglaterra.

Como mencionado no capítulo 15, é pensado que os três Graus Azuis já estavam sendo praticados séculos antes pela seita Assassina na Pérsia. Os Cavaleiros Templários tinham um contacto frequente com os Assassinos durante as Cruzadas. Durante estes períodos, quando eles não estavam lutando uns contra os outros, os Assassinos e os Templários estabeleceram tratados e se engajaram em outras relações amigáveis. Um tratado até mesmo permitiu que os Templários construíssem várias fortalezas nos territórios dos Assassinos. É acreditado por alguns historiadores que durante estes interlúdios pacíficos, os Templários aprenderam sobre os extensos ensinamentos místicos dos Assassinos e incorporaram alguns destes ensinamentos ao sistema Templário. É portanto muito possível que os Templários de fato tivessem os Graus Azuis muito antes que eles fossem estabelecidos pela Mãe Grande Loja inglesa.

Posterior evidência circunstancial é que durante a era das Cruzadas, os Templários estavam na altura de seu  poder na Europa. Eles possuiam propriedades pelo continente. Suas propriedades e casas religiosas na Escócia eram especialmente numerosas. Quando os Templários abandonaram a Terra Sagrada depois das Cruzadas, eles eventualmente retornaram a suas casas religiosas pelo mundo, inclusive na Escócia. Depois que a Ordem Templária foi suprimida pela Europa, muitos Templários se recusaram a abandonar suas tradições Templárias e assim eles realizavam suas tradições em segredo. Alguns Templários secretamente ativos se uniram a lojas maçonicas, incluindo lojas na Escócia e na Inglaterra. É portanto concebível que os Templárias tenham sido o conduto pelo qual os três Graus Azuis viajaram da Seita Assassina, pela Escócia e daí para a Grande Loja Mãe em 1717.

Alguns maçons livres podem ver qualquer tentativa de conectar os Graus Azuis com a seita dos Assassinos como um esforço para desacreditar a Maçonaria Livre, até mesmo embora a conexão foi sugerida por um dos mais estimados historiadores da maçonaria. Ao discutir uma tal ligação, é importante ter em mente que as técnicas de assassinato empregadas pelos Assassinos nunca foram ensinadas nos Graus Azuis. Os Assassinos possuiam uma extensa tradição mística que se estendia muito além de seus controvertidos métodos políticos. Sobretudo, os Assassinos tinham tomado emprestado muitos de seus ensinamentos místicos de anteriores sistemas da Fraternidade. Os Graus Azuis poder ter portanto começado até mesmo mais cedo do que a fundação da seita Assassina.

Seja qual for que possa ter sido a verdade máxima das origens dos Graus Azuis e dos Graus Escoceses, ambos os sistemas ganharam grande popularidade. Os Graus Escoceses eventualmente vieram a dominar quase que toda a Maçonaria Livre. Na Europa continental, o centro da Livre Maçonaria Escocesa se provou ser a Alemanha, onde o mesmo pequeno grupo de insignificantes príncipes alemães tem sido observados logo emergindo como líderes na nova Maçonaria Livre Templária.

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Os Reis Ratos

Por toda a história, pequenos grupos de elites oficiais e econômicas pertencentes a rede mística da Fraternidade tem lucrado dos conflitos gerados pela rede. Se os antigos escritos mesopotamios, americanos e bíblicos estão corretos, então estas elites humanas estão realmente somente no topo de uma hierarquia prisioneira. Podemos rotular estas elites de “Os Reis Ratos” da Terra.

O termo ‘Rei Rato’ vem de uma novela de James Clavell que mais tarde foi tornada filme estrelado por George Segal. A história do Rei Rato se refere a um grupo de soldados americanos e britânicos sendo mantidos prisioneiros de guerra em um campo japonês durante a Segunda Guerra Mundial. Por meio da barganha esperta e da organização, um dos prisioneiros americanos, o Cabo King, consegue reunir uma riqueza de bens materiais desesperadamente desejados pelos outros prisioneiros de guerra.

Como resultado, ele senta-se no topo da hierarquia dos prisioneiros e é frequentemente capaz de comprar a lealdade com um cigarro ou um ovo fresco. Os outros prisiononeiros simplesmente o chamam de King, porque é um rei o que ele é dentro da prisão. Quando ele embarca na aventura de cruzar ratos como alimento, ele ganha o título de ‘Rei Rato” que de certa forma parece se encaixar nele.

O Rei Rato aproveita [aprecia] cada luxo desejado pelos outros prisioneiros, ainda que de fato permaneça ele próprio ainda um prisioneiro. No fim do filme, quando a guerra está acabada e o campo é libertado, ele não mais tem o ambiente da prisão para permanecer no topo. Em liberdade, ele está perdido, imaginando se ele realmente dá boas vindas à libertação. Na cena final do filme nós o vemos sendo levado em um caminhão, apenas um outro cabo. Sentimos, contudo, até mesmo se o Rei Rato não o sinta, que é melhor que ele seja libertado já que o frágil feudo que ele havia construído podia ser facilmente derrubado a qualquer tempo pelos mantenedores japoneses da prisão. A vida de King como um cabo libertado é muito mais segura do que sua existência precária no topo de uma oprimida população prisioneira.

O Rei Rato do cinema foi um personagem simpático. Aqueles que rotularemos como os ‘Reis Ratos’ da Terra não são assim afetuosos, mas nós usaremos este termo para descrever apenas estes indivíduos que adquirem seus lucros e influência não ao acasalar ratos, mas ao ajudar a germinar a guerra e o sofrimento para consumo humano.

Por milhares de anos, a Terra tem tido infindáveis sucessões de ‘Reis Ratos’. Neste capítulo, olharemos um grupo particularmente interessante deles: os insignificantes príncipes da Alemanha do século XVIII. Eles e seu relacionamento com o misticismo da Fraternidade fornecem uma olhada fascinante de um elemento curioso da política do século XVIII; a política que tem feito muito para moldar o mundo social, politico e econômico no qual vivemos hoje.

A Alemanha se tornou o centro da Livre Maçonaria Templária na Europa continental. Os graus de Cavaleiro tomaram uma característica única nos Estados alemães onde os graus eram feitos em um sistema de Maçonaria Livre chamado de ‘Estrita Observância’ [cumprimento estrito da lei]. A ‘Estrita Observância’ foi assim denominada porque de todo iniciado era exigido um voto de obdiência estrita e inquestionável a aqueles de escalão acima dele dentro da Ordem. O voto de obediência se estendeu à misteriosa figura conhecida como ‘Superior Desconhecido’, que era dito ser o líder secreto da Estrita Observância e que era relatado residir na Escócia.

Os membros da Estrita Observância primeiro passavam pelos Graus Azuis antes que eles fossem iniciados nos graus mais altos de ‘Mestre Escocês’, ‘Noviço’, ‘Templário’ e ‘Cavaleiro Professo’.  O ‘Superior  Desconhecido’ recebia o título de ‘Cavaleiro da Pena Vermelha’. Embora o sigilo na Estrita Observância fosse muito forte, vários vazamentos revelaram que a Estrita Observância eram os verdadeiros graus escoceses ao se agitar contra a Casa de Hanover a favor dos Stuarts.

A Estrita Observância se disseminou rapidamente pelos Estados alemães e se tornou a forma dominante da Livre Maçonaria lá por décadas. Ela também se tornou influente em outros países tais como a França, que era o segundo maior centro da Maçonaria Livre na Europa [a Alemanha era o maior]. Em todas as nações, os membros da Estrita Observância juravam obediência ao ‘Superior Desconhecido’ na Escócia.

Segundo J. M. Roberts, escrevendo em seu livro, ‘The Mythology of the Secret Societies':

A Estrita Observância evocava suspeita e hostilidade na França por causa de suas origens alemãs e a grande excitação que foi levantada pelo implicado reconhecimento pelo Grande Oriente [o supremo corpo maçonico na França] da autoridade de superiores desconhecidos da Estrita Observância sobre os Maçons Livres Franceses.

Um dos primeiros Grão Mestres da Estrita Observância foi G. C. Marschall. Depois da morte de  Marschall em 1750, a posição foi assumida por um alemão da Saxônia: o Barão Von Hund. Os graus da Estrita Observância tinham aproximadamente todos sido criados pelo inicio do Grão Mestrado de Von Hund, mas a Von Hund tinha sido dado o crédito por fazer o máximo para coloca-los em forma reconhecível. Von Hund afirmou que ele havia sido iniciado na Ordem do Templo [isto é, os Cavaleiros Templários] por Lord Kilmarnock, um nobre proeminente da Escócia. Von Hund também afirmou que ele havia se encontrado com o ‘Superior Desconhecido’ e com  Charles Edward.

Como Michael Ramsey, Von Hund estava em uma missão de restabelecer os Cavaleiros Templários na Europa. Von Hund buscou levantar dinheiro para recomprar as terras que haviam sido tomadas dos Templários séculos antes. Embora Von Hund tivesse muito sucesso, ele foi acusado de fraude por seus inimigos e eventualmente caiu em desgraça.

A Estrita Observância ganhou um forte seguimento entre as famílias reais alemãs [embora algumas se opunham a ela e permanecessem leais ao sistema maçonico inglês]. Isto é um enigma. Algumas famílias reais envolvidas na Estrita Observância eram politicamente aliadas de Hanover. Porque eles participariam de uma forma de Livre Maçonaria que secretamente se opunha a Casa inglesa de Hanover?

Em alguns casos, parece que os membros reais tinham se unido a Estrita Observância depois que ela deixou de ser virulentamente pró Stuart. Certamente a causa Stuart estava chegando ao fim por 1770 quando alguns destes príncipes alemães emergiram como líderes da Estrita Observância. Por outro lado, há um outro importante fator a ser considerado:

Os infortúnios da Inglaterra causados pela rebelião Stuart e por outros conflitos foram uma fonte de imenso lucro para estas principalidades alemãs, incluindo para Hannover! Este mesmo pequeno grupo de reais dinastias alemãs que tinham estado se casando em famílias reais estrangeiras e então as derrubando, fizeram muito dinheiro dos conflitos que eles ajudaram a criar; conflitos que também eram atiçados pela rede da Fraternidade.

Para melhor entender esta situação, devemos brevemente divagar e rever a história dos Cavaleiros Teutonicos depois que eles foram derrotados nas Cruzadas.

Quando as Cruzadas terminaram, os Cavaleiros Teutonicos, como os Cavaleiros Templários e os Cavaleiros Hospitalários encontraram trabalho em outros lugares. Em 1211, enquanto sob a liderança do Grão Mestre  Hermannvon Salza, os Cavaleiros Teutonicos foram convidados a Hungria para ajudar num conflito que estava ocorrendo lá. Por seus serviços, eles foram premiados com o distrito de Burzenland na Transylvania, que estava então sob governo húngaro. Os Cavaleiros sobreviveram a boas vindas deles, contudo, foram expulsos porque eles exigiram terra demais. Depois de sua expulsão da Transylvania, os Cavaleiros foram convidados por Conrad, o príncipe polonês de Masovia, para ajudar a combater os acalorados eslavos na Prússia. Os Cavaleiros foram novamente recompenasdos com terra. Desta vez eles receberam grandes seções da Prússia.

Os Cavaleiros ganharam um outro benfeitor: o imperador alemão Frederick II – o homem que fez o tratado dos dez anos de paz que discutimos no capítulo 15. Embora Frederick tivesse agido como um homem de paz, ele era infelizmente também associado com esta organização de guerra. Em 1226, Frederick deu poder aos Cavaleiros de se tornarem soberanos da Prússia. Frederick recompensou o Grão Mestre von Salza com o status de príncipe do Sagrado Império Romano Alemão. Frederick também foi o responsável por uma reorganização da Ordem.

Os Cavaleiros Teutonicos estavam completamente entrincheirados na Prússia pelo ano de 1229. Eles contruiram sólidas fortalezas e impuseram o cristianismo a população nativa prussiana com uma enérgica campanha militar. Por 1234, os Cavaleiros eram politicamente autônomos e serviam sob nenhuma outra autoridade que a do Papa. Os Cavaleiros renderem suas extensas propriedades prussianas ao Papa em nome e as receberam como feudos. Na realidade, os Cavaleiros Teutonicos eram os verdadeiros governantes da Prússia, não o Papa.

Com o apoio papal, as fileiras dos Cavaleiros Teutonicos aumentaram rapidamente. Muitos alemães viajavam para a Prússia para entrar no novo e potencialmente lucrativo teatro de guerra.

Esta migração eventualmente trouxe uma completa germanização da Prússia. O comércio e a indústria eventualmente substituram o conflito armado e a Prússia se tornou um maior centro comercial. Pelo início de 1300, o domínio dos Cavaleiros Teutonicos se estendeu mais para o sul e sudeste da linha costeira do Mar Báltico. Os Cavaleiros Teutonicos tinham dois séculos nos quais deixar sua marca indelével na Europa central e ocidental. Antes de perder poder, os Cavaleiros tinham estabelecido o caráter militante da Prússia que definiria aquela região por séculos a seguir.

Por 1500 o destino dos Cavaleiros Teutonicos tinha piorado. Eles foram dirigidos para fora da Prússia ocidental pela Polônia e foram forçado a governar a Prússia Oriental como um feudo polonês. Por 1618, a Prússia caiu completamente sob o governo da dinastia Hohenzollern. Isto efetivamente marcou o fim do governo autônomo dos Cavaleiros Teutonicos.

A despeito do contínuo atrito entre os Cavaleiros e os Hohenzollerns sobre o controle da Prússia, os Hohenzollerns mantinham vivos elementos significativos da organização dos Cavaleiros. Ao menos um Hohenzollern, Albert de Brandenburg-Anspach, tinha sido um Grão Mestre da Ordem por volta de 1511. A Prússia de Hohenzollern adotou as cores das vestes teutonicas [preto e branco] como cores oficiais da terra. O pássaro de duas cabeças teutonico se tornou o simbolo nacional da Prússia.

Como as outras organizações de cavaleiros das Cruzadas, os Cavaleiros Teutonicos eventualmente se tornaram uma sociedade fraternal secreta, desta vez sob o patrocínio da família real Hapsburg da Áustria. Os Cavaleiros Teutonicos ainda sobrevivem nesta forma até hoje.

Sob o governo dos Hohenzollerns, o poder e a influência da Prússia cresceu. A Prússia se tornou um participante formidável na enovelada arena política da Europa. Pelo século XVIII, os Hohenzollerns tinham se tornado extensamente interligados com seus vizinhos reais alemães pelo casamento. Por exemplo, o mais famoso Hohenzollern da história, Frederick II (melhor conhecido como ‘Frederick o Grande’), tinha sido determinado por seu pai em 1733 para se casar com Elizabeth Christina da principalidade do noroeste alemão de Brunswick. (Em 1569, a dinastia Brunswick tinha fundado a família Brunswick-Luneburg que mais tarde veio a ser a família Hannover.) A mãe de Frederick era Sophia Dorothea, filha do rei Hanoveriano George II. Generações mais cedo, o bisavô de Frederico o Grande tinha se casado com Henrietta, filha do Príncipe de Orange.

Os casamentos políticos, porque geralmente eles eram sem amor, eram frequentemente insatisfatórios para aqueles que se casavam. Isto se provou verdadeiro ao unir Frederico o Grande com Elizabeth Christina de Brunswick. Frederick tinha querido se casar com uma das hanoverianas, mas a vontade de ferro de seu pai prevaleceu. A despeito deste arranjo infeliz, Frederico ainda tinha laços amigáveis com outros na família Brunswick. Foi em Brunswick que Frederick, que ainda não era o rei da Prússia, foi secretamente iniciado ma Livre Maçonaria em 14 de agosto de 1738, contra os desejos de seu pai. A iniciação tinha sido autorizada pela Loja de Hamburg em Hannover. A Loja praticava os Graus Azuis da Livre Maçonaria inglesa.

Dois anos depois de sua iniciação, Frederick II se tornou o Rei da Prússia. Ele então publicamente revelou sua afiliação maçonica e iniciou outros na Ordem. Ao comando de Frederick, uma Grande Loja foi criada em Berlim chamada Loja dos Três Globos. Seu primeiro encontro foi realizado em 13 de setembro de 1740. Esta Loja começou como uma loja do sistema inglês e ela tinha a autoridade de garantir cartas de direitos.

*Em 1740, Frederick iniciou vários outros importantes nobres alemães na Livre Maçonaria: seu irmão, o Príncipe William; o Príncipe de Margrave Charles de Brandenburg (cuja família também se casou na Casa de Hanover através de Caroline de Brandenburg como esposa do Rei George II); e Frederick William, o Duque de Holstein.

Por quanto tempo Frederico permanecu ativo na Maçonaria Livre ainda é debatido hoje. Alguns historiadores acreditam que ele cessou suas atividades maçonicas em 1744 quando as demandas de guerra ocuparam sua completa atenção. Seu cinismo geral mais tarde na vida eventualmente se estendeu a Livre Maçonaria. Não obstante, o nome de Frederico continuou a aparecer como autoridade para cartas de direitos maçonicos até mesmo depois que ele estava relatadamente inativo. É incerto se Frederico meramente emprestou seu nome para a garantia das cartas de direitos ou se ele esteve pessoalmente envolvido no processo.

Dentro de aproximadamente da iniciação maçonica de Frederico, a Estrita Observância e seus graus escoceses estavam em processo e quase que completamente tomavam toda a Maçonaria alemã. A Loja dos Três Globos de Frederico decididamente seguiu a Estrita Oservância quando seus novos estatutos foram adotados em 20 de novembro de 1764. Em 1o. de janeiro de 1766, o Barão Von Hund, Grão Mestre da Estrita Observância, constituiu a Loja dos Tres Globos como uma Loja escocesa ou diretoral com o poder de garantir outras Lojas da Estrita Observância. Todas as lojas que já tinham sido garantidas pelo Tres Globos – exceto uma [a Loja Real York] -, seguiram o sistema escocês da Estrita Observância.

Seja qual for que possa ou não ter sido o envolvimento maçonico de Frederico, ele e seu reino prussiano lucraram dos conflitos que as Maçonarias Inglesa e Escocesa tinham estado contribuindo.

O Cristianismo tem sido estreitamente associado com o misticismo da Fraternidade desde o tempo de vida de Jesus. Uma pintura de Jan Provost (ca. 1465-1529) é intitulada “uma Alegoria Cristã”. Ela apresenta o simbolismo cristão, entre eles o ‘olho omnipresente’ de Deus e o carneiro. Ambos os símbolos foram usados pela Fraternidade muito antes do advento do Cristianismo.

O ‘Olho Omnipresente’ de Deus foi derivado do símbolo do Olho de Horus usado no antigo Egito. Horus era um dos ‘deuses tutores’ do antigo Egito. O carneiro já era simbólicamente importante durante o reinado de Melchizedek séculos antes do nascimento de Jesus. Foi o ramo de Melchizedek da Fraternidade que relatadamente primeiro começou a usar pele de carneiro em seus aventais cerimoniais.

As extraordinárias similaridades entre as antigas civilizações do Egito e da América são tão surpreendentes para serem coincidência. A antiga Pirâmide Mexicana do Sol se assemelha ao primeiro passo da pirâmide no Egito.

A despeito de seu liberalismo doméstico e professadas crenças anti-maquiavélicas, Frederico provou por suas ações ser um tipo guerreiro e tão astutamente manipulador na rede complexa da política européia como qualquer homem de seus dias. Sua meta era a expansão militarista do reino Prussiano. Ele não estava acima de auxiliar a insurreição e ser inconstante em sua aliança para alcançar sua meta. Nos anos de 1740, Frederico tinha uma aliança política com a França. A França estava ativamente apoiando os Jacobitas contra os Hanoverianos e os rumores circulavam em Londres que Frederico estava ajudando os Jacobitas a prepararem sua grande invasão da Inglaterra em 1745.

Frederico depois mudou sua aliança de volta para a Inglaterra e continuou a lucrar das infelicidades da Inglaterra. Ele não apenas ganhou território, mas dinheiro também. Partilhando dos lucros monetários de Frederico estavam outras principalidades alemãs, incluindo a própria Hannover. Eles todos fizeram o dinheiro deles ao alugarem soldados alemães para a Inglaterra a preços exorbitantes. Hannover já tinha estado engajada neste empreendimento por décadas.

O aluguel de mercenários alemães para a Inglaterra foi talvez um dos grandes atos fraudulentos da história européia: um pequeno grupo de famílias alemãs derrubaram o trono inglês e colocaram um dos seus nele. Eles então utilizaram a influência deles para militarizar a Inglaterra e assim envolve-la em guerras. Ao fazer isto, eles podiam ordenhar o tesouro britânico ao alugar caros sodados para a Inglaterra para lutarem em guerras que eles ajudavam a criar! Até mesmo se os Hanoverianos fossem destronados na Inglaterra, eles voltariam para casa com um belo lucro feito com as guerras para destrona-los.

Esta pode ser uma chave para o enigma de porque alguns membros deste grupo alemão apoiaram a Maçonaria Livre Templária Escocesa e mais tarde tomaram posições de liderança dentro dela.

A Inglaterra alugava os mercenários alemães ao assinar tratados de ‘subsídio’, que na realidade eram contratos de negócios. A Inglaterra começou a entrar nos tratados de subsídios quase imediatamente depois da tomada do país deles pela Casa de Orange em 1688. Como recordamos, uma das primeiras coisas que William e Mary fizeram depois de tomar o trono britânico foi lançar a Inglaterra na guerra.

Os mercenários alemães eram um fardo constante para a Inglaterra. Uma das menções iniciais deles é encontrada na correspondência do Duque de Marlborough.*

* As cartas escritas pelo Duque de Marlborough aqui estão traduzidas em inglês moderno.

Marlborough era um líder inglês lutando no continente europeu contra a França durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714).**

** As guerras de ‘sucessão’ eram guerras desencadeadas pelas disputas sobre quem subiria a um trono real. Os maiores poderes europeus frequentemente se tornavam envolvidos nestas rixas e as transformavam em conflitos em grande escala que podiam se arrastar por anos.

Hannover estava alugando tropas para a Inglaterra naquele tempo – anos antes que Hannover tomasse o trono britânico. Em 15 de maio de 1702, Marlborough discutiu a necessidade de pagar as tropas Hannoverianas de forma que elas lutassem:

Se temos as tropas de Hanover, tenho medo que cem mil coroas sejam dadas a eles antes que eles marchem, assim isto seria demais para o serviço se este dinheiro estivesse pronto na Holanda na minha chegada.

Quatro dias mais tarde, 22.000 libras foram alocadas pelo governo inglês para pagar os mercenários.

Prussia e Hesse estavam também fornecendo mercenários para a Bretanha durante esta guerra. Os atos fraudulentos de Marlborough ao faze-los serem pagos continuaram. Escrevendo de Haia em 26 de março de 1703, ele lamentou:

Agora que cheguei aqui [Haia] descobri que os Prussianos, Hessianos, nem os Hanoverianos não tem recebido quaisquer taxas extraordinárias…

A seguinte maior guerra da Inglaterra na Europa foi a Guerra da Sucessão Austríaca (1740-1748). Frederico o Grande estava aliado com a França contra a Inglaterra neste tempo. Isto não impediu que outras principalidades alemãs continuassem seu relacionmento de negócios com a Inglaterra, especialmente Hannover e Hesse. Embora Hannover agora sentasse no trono britânico, não estava para encerrar seus empreendimento lucrativo. Se algo, o reinado Hanoveriano britânico deu a principalidade alemã uma maior alavancagem para dirigir até mesmo barganhas mais difíceis com a Inglaterra para os mercenários hanoverianos.

Uma carta escrita em 9 de dezembro de 1742 por Horace Walpole, o ex primeiro ministro britânico, discutiu a taxa enorme que foi pedido que a Inglaterra pagasse para alugar 16.000 tropas hanoverianas:

. . . há um mais que nítido panfleto sendo publicado… que afirma que a cada tratado feito desde a ascensão ao trono britânico desta família [Hanover], a Inglaterra tem sido sacrificada aos interesses de Hanover. . .

O planfleto mencionado por Walpole continha estas surpreendentes palavras:

A Grã Bretanha tem sido portanto forte e vigorosa o bastante para sustentar Hanover em seus ombros e embora desgastada e incomodada pela fadiga contínua, ela ainda está estimulada… Para os interesse desta ilha [Inglaterra] deve, de uma vez, prevelacer, ou devemos nos submeter a ignomínia de nos tornarmos apenas uma província do dinheiro para aquele eleitorado [Hannover].

No fim, a oposição aos tratados de subsídios falhou. A Inglaterra verdadeiramente se tornou a província de dinheiro de Hannover.

Lamentou Walpole:

Temos agora e então movimentos de debandar os Hessianos e Hanoverianos, estes mercenários, mas eles vem do nada.

Os tratados de subsídio eram de fato lucrativos. Por exemplo, no contrato anual começando em 26 de dezembro de 1743, a Casa Britânica garantiu 393.733 libras para 16.268 tropas hanoverianas. Isto pode não ser visto como muito até que entendamos que o valor da libra era muito maior do que é hoje. Para levantar algum deste dinheiro, o Parlamento foi longe para autorizar uma loteria.

Ao tempo em que a Inglaterra estava lutando a guerra pela sucessão austríaca, ela também estava combatendo os Jacobitas. Mais tropas alemãs eram necessárias naquele front.

Em 12 de setembro de 1745, Charles Edward da família Stuart liderou sua famosa invasão da Inglaterra pela Escócia. “Bonnie Prince Charlie,” como Charles Edward era chamado, capturou Edinburgh em 17 de setembro e estava se aproximando da Inglaterra com a intenção de tomar Londres. Isto significava mais dinheiro para Hesse. Em 20 de dezembro de 1745, o Rei hanoveriano George II anunciou que ele tinha enviado 6.000 tropas Hessianas para lutar na Escócia contra Charles Edward.

O Rei George apresentou ao Parlamento uma conta pelas tropas Hessianas. Ela foi aprovada. Os Hessianos chegaram em 8 de fevereiro do ano seguinte. Enquanto isso, de volta ao front europeu, a Inglaterra alugou mais soldados da Holanda, Áustria, Hannover e Hesse para buscar os interesses ingleses lá. As contas estavam incríveis.

A guerra no continente finalmente terminou. Ela não foi longa, com certeza, antes dos governantes da Europa se tornarem envolvidos em outra. Desta vez foi a Guerra dos Sete Anos (1756-1763) – um dos maiores conflitos armados na história européia até aquele tempo.

* A Guerra dos Sete Anos foi realmente uma expansão da Guerra Francesa e Indígena na América do Norte entre a Inglaterra e a França. A expansão da guerra na Europa tinha sido desencadeada pelo próprio Frederico O Grande quando ele invadiu a Saxônia.

Frederico da Prússia tinha mudado sua aliança de volta para a Inglaterra, e as duas nações [Inglaterra e Prússia] eram insignificantes contra a França, Áustria, Rússia, Suécia, Saxônia, Espanha e o Reino das Duas Sicílias. Frederico não se aliou a Inglaterra desta vez por um amor inconstante pela Inglaterra. A Inglaterra estava pagando a ele. Pelo tratado de Westminster que entrou em vigor em abril de 1758, Frederico recebeu um subsídio substancial do tesouro britânico para continuar seu combate, muito do qual era defender seus próprios interesses! O tratado corria de abril a abril e era renovável anualmente.

Durante a Guerra dos Sete Anos, a Inglaterra também pagou dinheiro para ajudar Hannover a defender seus próprios interesses alemães. A França havia atacado Hannover, Hesse e Brunswick. Algum do dinheiro dos subsídios pagos a Hannover e Hesse foi utilizado por estas principalidades para defenderem suas próprias fronteiras. O tratado com Hesse, assinado em 18 de junho de 1755 [pouco tempo antes do início da Guerra dos Sete Anos] era especialmente generoso. Além do ‘dinheiro levy’ (dinheiro usado para reunir junto um exército) e o ‘dinheiro remount’ [dinheiro usado para adquirir cavalos descansados], foi garantido a Hesse um subsídio anual de 36.000 libras quando suas tropas estavam sob pagamento alemão e o dobro quando elas entravam sob o pagamento inglês. Adicionais 36.000 libras iam diretamente para os cofres de Landgrave de Hesse.

Muitos Lords ingleses não sentiam que as tropas alemãs valessem este dinheiro. Enquanto discutiam uma possível invasão francesa da Inglaterra, Walpole brincou,

“se os franceses vierem, devemos ao menos ter algo por todo este dinheiro que temos posto nos hanoverianos e nos hessianos!”

William Pitt, um outro influente estadista inglês, acrescentou estas palavras divertidas ao debate:

As tropas de Hanover, que agora somos esperados pagar, marcharam nos Países Baixos, onde elas ainda permanecem. Elas marcharam para o lugar mais distante do inimigo, ao menos em perigo de um ataque, e mais fortemente fortificadas se um ataque estivesse sendo projetado. Elas tem, portanto, nenhuma outra queixa a ser paga do que aquela que elas deixaram seu próprio país por um lugar de maior segurança. Não devo, contudo, estar surpreso, depois de uma tal outra campanha gloriosa… a ser dito que o dinheiro desta nação não podia ser mais apropriadamente empregado do que em alugar os hanoverianos para comer e dormir.

A principalidade alemã que mais lucrava de seu negócio de alugar soldados era Hesse.

Ao dar uma tal olhada rápida na história de Hesse, descobrimos que depois que Felipe o Magnâniimo morreu em 1567, Hesse foi dividida entre os quatro filhos de Felipe em quatro províncias principais: Hesse-Kassel, Hesse-Darmstadt, Hesse-Rheinfels e Hesse-Marburg. A mais importante e poderosa destas quatro regiões hessianas se tornou Hesse-Kassel, na qual Hesse-Rheinfels e Hesse-Marburg mais tarde seriam reabsorvidas.

Alugar mercenários para a Inglaterra tornou-se o empreeendimento mais lucrativo da família real hessiana. Embora a própria Hesse fosse apavorada durante alguns destes conflitos europeus, a dinastia hessiana construiu uma imensa fotuna com o negócio dos soldados. De fato Landgrave Frederick II de Hesse-Kassel (não seja confundido com Frederick II da Prússia ou com o imperador alemão Frederick II da era das Cruzadas) fez de Hesse-Kassel a mais rica principalidade da Europa ao alugar mercenários para a Inglaterra durante a seguinte grande luta da Bretanha: a Guerra pela Independência Americana, também conhecida como Revolução Americana. Também se beneficiando da Revolução Americana estava a Casa real de Brunswick. Seu líder, Charles I, alugou soldados para a Inglaterra a um preço muito alto para ajudar a combater os colonos rebeldes.

Como podemos ver, Hesse, Hannover e uns outros poucos Estados alemães lucraram imensamente dos conflitos que tinham cercado a Inglaterra. Os problemas da Bretanha deram a eles a oportunidade de saquear o tesouro britânico às expensas do povo inglês. Isto teve o efeito adicional de empurrar a Inglaterra em um débito cada vez mais profundo com os novos banqueiros com seu inflável papel moeda.

A população da Alemanha também sofreu. A maioria dos mercenários alugados para a Inglaterra eram jovens homens involuntariamente conscritos e forçados a lutar onde seus líderes os enviavam. Muitos ficavam aleijados e morriam de forma que seus governantes pudessem viver em maior luxo. A riqueza e a influência de um pequeno grupo de dinastias alemãs tinha sido construída com o sangue dos jovens.

Se esgueirando por trás destas atividades continuamos a encontrar a presença da rede da Fraternidade. Na medida em que os anos se passavam, os membros das famílias reais de Hesse e Brunswick emergiram como os líderes da Estrita Observância. Em 1772, por exemplo, em um congresso maçonico em Kohlo, o Duque Charles William Ferdinand de Brunswick foi escolhido para suceder Von Hund como Grão Mestre da Estrita Observância. *

* Com a eleição do Duque Ferdinand, a Estrita Observância passou por várias mudanças. A Estrita Observância era informalmente chamada de ‘Lojas Unidas’. Um outro congresso foi realizado dez anos mais tarde em 1782 em Wilhelmsbad (uma cidade perto de Hanau em Hesse-Kassel). Lá o nome de ‘Estrita Observância” caiu e a Ordem foi portanto chamada “Cavaleiros Beneficentes da Cidade Sagrada’. O congresso de Wilhelmsbad oficialmente abandonou a história de que os Cavaleiros Templários eram os criadores originais da Livre Maçonaria. Contudo, os graus de Cavaleiro foram mantidos, bem como o foi a idéia da liderança de um ‘Superior Desconhecido’.

Vários anos depois de sua eleição à posição de Grão Mestre, o Duque Ferdinand sucedeu Charles I como o governante de Brunswick e herdou o dinheiro de aluguel de mercenários de Brunswick.

Partilhando os deveres de liderança na Estrita Observância com o Duque Ferdinand estava o Príncipe Karl de Hesse, filho de Frederick II de Hesse-Kassel. Segundo Jacob Katz em seu livro, “Jews and Freemasons in Europe”,  de 1723-1939, o Príncipe Karl foi mais tarde ‘aceito como chefe de todos os maçons livres alemães’.

O irmão de Karl, William IX, que mais tarde herdou a principalidade e a imensa fortuna de Hesse-Kassel de seu pai, também era um Maçom Livre. William IX tinha fornecido mercenários a Inglaterra quando ele anteriormente governou Hesse-Hanau.

Quão importante foi o papel que a própria Fraternidade desempenhou em manipular estes assuntos?

Para determinar se verdadeiramente houve um envolvimento ativo da Fraternidade de uma natureza maquiavélica, ajudaria descobrir se houve um único agente da Fraternidade que participou inicialmente em uma ação e então em outra. Exigiriamos que um agente da Fraternidade viajasse em todos os círculos: dos Jacobitas até os eleitos de Hesse, do Rei da França até a Prússia.

Interessantemente, a história registra um tal indivíduo. Normalmente não deveriamos saber de tal agente por causa do sigilo que cerca a atividade da Fraternidade. Esta pessoa em particular, contudo, em virtude de sua personalidde excêntrica, seus notáveis talentos artísticos e seu gosto pelo drama tinha atraído atenção demais para ele próprio, a ponto que suas atividades e viagens foram notadas e registradas para a posteridade por muitas pessoas ao redor dele.

Deificado por alguns e declarado um charlatão por outros, este agente excêntrico da Fraternidade foi melhor conhecido por uma falsa identidade: o Conde de St. Germain.

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O Conde de St. Germain

Uma figura controvertida nas intrigas da Europa do século XVIII foi um indivíduo colorido e sigiloso conhecido como Conde de St. Germain.*  A vida de St. Germain tem sido objeto de muitos artigos e de ao menos um livro. Até mesmo depois de sua relatada morte em 1784, tem havido uma tendência a deifica-lo ou desmenti-lo como um charlatão sem importância. Nem uma caracterização nem outra reflete acuradamente o que ele verdadeiramente foi.

*Não deve ser confundido com o general francês de mesmo nome, nem com Claude Louis de St. Germain, um místico do século XVIII.

As atividades de St. Germain são importantes por causa que seus movimentos fornecem um fascinante link entre as guerras que aconteciam na Europa, os níveis mais profundos da Fraternidade e o grupo dos príncipes alemães, particularmente a Casa de Hesse.

O primeiro dos mistérios a respeito de St. Germain é a circunstância de seu nascimento. Muitos pesquisadores acreditam que ele tenha sido prole de Francis II, governante da principalidade uma vez poderosa da Transilvania. Transilvania, famosa no cinema como lar do místico vampiro humano, Drácula, e outras variadas pessoas inúteis e preguiçosas literárias, tinha laços com a dinastia em Hesse. Francis II da Transilvania tinha se casado com Charlotte Amalie [de dezesseis anos] de Hessen-Reinfels em 25 de setembro de 1694 na catedral de Colônia na Alemanha.

Desta união nasceram fois filhos sabidos. Contudo, quando o testamento de Francis II foi publicado em  1737, um terceiro filho não denominado foi mencionado como um beneficiário. Esta terceira criança se provou ser Leopold-George, o filho mais velho e herdeiro do trono da Transilvania. Leopold-George nasceu em 1691 ou 1696, dependendo que teoria sobre seu nascimento aceitemos. Por causa da incerteza de sua data de nascimento, não é sabido se ele era o filho de Charlotte de Hesse ou da esposa anterior de Francis II. O que parece certo é que a morte prematura de Leopold-George em 1700 tinha sido programada para salva-lo das intrigas mortais que eram sobre destruir a dinastia da Transilvânia e terminar com a independência da Transilvânia.

Leopold-George é acreditado ter sido o Conde de St. Germain.

St. Germain primeiramente apareceu na sociedade européia em 1743 quando ele seria um homem de seus quarenta anos. Pouco é conhecido sobre sua vida antes deste ano. Um dossiê sobre o misterioso conde tinha sido criado por ordem do Imperador francês Napoleão III (r. 1852-1870) mas, infelizmente, todos os documentos foram destruídos em um incêndio que engolfou a casa na qual o dossiê estava guardado. Isto resultou na perda irreparável de informação sobre St. Germain. A própria secretividade de St. Germain somente aprofunda o mistério sobre sua vida. A informação sobrevivente indica que St. Germain foi criado para se tornar um dos mais ativos, coloridos e bem sucedidos agentes secretos politicos da Fraternidade no século XVIII.

Da vida anterior de St. Germain, o líder da Estrita Observância Príncipe Karl de Hesse escreveu que St. Germain tinha sido criado na infância pelo último da poderosa família dos Medicis da Itália. O Duque de Médici, como alguns dos Medicis anteriores, estava concentrado nas filosofias místicas prevalentes na Itália naquele tempo, o que pode responder pelo profundo envolvimento de St. Germain na rede da Fraternidade como um adulto. Enquanto sob os cuidados dos Medicis,  é acreditado que St. Germain tenha estudado na Universidade de Siena.

O primeiro aparecimento documentado de St. Germain na sociedade européia ocorreu na Inglaterra em 1743. Naquele tempo, a causa Jacobita era muito forte e a invasão da Escócia em 1745 estava somente a dois anos de acontecer. Durante estes dois anos cruciais antes da invasão, St. Germain morou em Londres. Somente rápidas olhadas de suas composições musicais foram publicamente realizadas no Pequeno Teatro Haymarket no início de fevereiro de 1745. St. Germain também teve vários de seus trios publicados por uma companhia gaulesa de Londres.

As autoridades britânicas não acreditavam que St. Germain estava em Londres para buscar uma carreira musical, contudo. Em dezembro de 1745, com a invasão Jacobita a caminho, St. Germain foi preso pelos britânicos sob a suspeita de ser um agente Jacobita. Ele foi solto quando rumorejaram que cartas de Charles Edward, o líder da invasão Stuart, não foram encontradas em sua pessoa.

Horace Walpole escreveu depois sobre a prisão:

. .. no outro dia ele prenderam um homem velho, que responde pelo nome de Conde de St. Germain. Ele tinha estado lá por dois anos, o que não dirá quem ele é ou de onde, mas professa duas coisas muito poderosas, a primeira que eles não está com o seu nome correto, e a segunda, que ele nunca teve qualquer negócio, ou desejo de ter qualquer negócio, com qualquer mulher, nem com um substituto. Ele canta, toca maravilhosamente violino, compõe, é louco e não muito sensível.

Depois que ele foi solto, St. Germain deixou a Inglaterra e passou um ano como hóspede do Príncipe  Ferdinand von Lobkowitz, o primeiro ministro do imperador austríaco. A Guerra de Sucessão Austríaca ainda estava correndo naquele tempo, na qual a Áustria e a Inglaterra eram aliadas contra a França e a Prússia. Durante sua visita a Áustria, St. Germain foi apresentado ao Ministro francês da Guerra, o Marechal de Belle-Isle, que, por sua vez, apresentou St. Germain a côrte francesa.

Esta é uma intrigante sequência de eventos. Aqui temos um homem preso como inimigo suspeito da Inglaterra durante o tempo de guerra, que então imediatamente vai ficar com mais alto ministro de uma nação [a Áustria] que era aliada da Inglaterra. Durante esta estada, este mesmo homem se torna amigo do Ministro da Guerra de uma nação [a França] que era inimiga da Áustria! Os contactos políticos de St. Germain de todos os lados de uma guerra que corria solta, foram notáveis.

O que St. Germain fez pelos seguintes três anos depois de deixar a Áustria não é certo.

St. Germain reapareceu na sociedade européia em 1749, desta vez como hóspede do Rei Luis XV da França, uma nação católica, ativamente apoiando a causa Jacobita contra os Hanoverianos na Inglaterra. Na França ele também esteve envolvido em muitas outras intrigas estrangeiras. Segundo uma dama da côrte francesa que mais tarde escreveu sobre St. Germain nas memórias dela:

De 1749, o Rei [Luis XV] o empregou [St. Germain] em missões diplomáticas e ele foi absolvido honrosamente nelas.

O Rei Luis tinha conquistado fama como arquiteto da diplomacia secreta do século XVIII. A aceitação de St. Germain na corte francesa e seu trabalho para o rei francês como um agente político é significativo por várias razões:

Primeiro, ele aponta para o importante papel que membros da Fraternidade tem desempenhado na criação e operação de redes de inteligência nacionais e internacionais pela história; uma matéria que consideramos em mais detalhes em capítulos posteriores.

Segundo, como um católico, o Rei Luis XV aderiu aos decretos papais. O Papado era hostil a Livre Maçonaria. De fato, o Catolicismo Romano e a Livre Maçonaria são facções com origens na Fraternidade que há muito tem se oposto uma à outra. Em 1737, Luis XV publicou um édito proibindo todos os sujeitos franceses de ter algo a ver com a Maçonaria Livre.

Durante as décadas seguintes, o governo francês ativamente reprimiu os Maçons Livres franceses com assaltos da política e prisões. O édito de Luis XV de 1737 foi seguido um ano depois pela Bula Papal de Clemente que proibia os católicos de todos os lugares de participarem ou apoiarem a Livre Maçonaria sob a penalidade de excomunhão; ainda que aqui estivesse o Conde de St. Germain, que mais tarde revelaria o envolvimento por toda a vida na Fraternidade, residindo como hóspede do Rei. A provável explicação, baseada nos fatos conhecidos da vida de St. Germain, é que ele não era tanto um Maçom Livre, na medida em que ele era um agente da Fraternidade mais alta.

É também improvável que o Rei francês entendesse o papel de St. Germain na rede da Fraternidade.

As exatas atividades de St. Germain de 1749 a 1755 são grandemente desconhecidas. Em 1755, ele fez uma segunda viagem a Índia. Ele foi com o Comandante inglês Robert Clive que estava em seu caminho lá para combater os franceses! A Índia era uma maior teatro de guerra no qual muito estava em jogo. O Comandante Clive era um importante líder do lado britânico.

Esta viagem mais uma vez ressaltou os notáveis contactos políticos de St. Germain e sua habilidade de viajar para frente e para trás entre importantes líderes de campos guerreiros. Um biógrafo tem sugerido que o Conde pode ter estado atuando como um agente secreto do Rei Luis XV da França quando ele foi a Índia com Clive, porque quando St. Germain voltou, ele foi recompensado em 1758 com um apartamento no palácio real francês em Chambord. Ele também recebeu instalações de laboratório para seus experimentos químicos e alquímicos, dos quais algumas vezes Luis XV participava.

St. Germain era claramente um caráter excêntrico e multifacetado. Um dos talentos pelo qual ele obteve fama foi seu considerável conhecimento de alquimia [a alquimia mistura o misticismo com a química e era um artigo principal da prática rosacruciana]. St. Germain se tornou um tópico de fofoca na corte francesa porque ele afirmou possuir o Elixir alquímico da Vida. O Elixir era dito ser uma fórmula secreta que fazia as pessoas fisicamente imortais. Este foi o mesmo Elixir que muitos rosacrucianos europeus afirmaram possuir. St. Germain pode ter tido a lingua ligeiramente em cheque quando fez esta afirmação, contudo. Ele é citado como dizendo ao Rei Luis XV,

“Sir, alguma vezes me entretenho não ao fazer isto ser acreditado, mas em permitir que seja acreditado, que eu tenha vivido em tempos antigos”

Em 1760, St. Germain deixou a França por Haia na Holanda. Esta viagem ele fez durante o auge da Guerra dos Sete Anos. A Holanda era um país neutro durante o conflito. Exatamente o que St. Germain estava tentando realizar na Holanda permanece debatido até mesmo hoje. Depois de declarar ser um agente secreto do Rei Luis XV, St. Germain tentou ganhar uma audiência com o representante inglês em Haia. St. Germain afirmou que ele estava lá para negociar a paz entre a Inglaterra e a França.

Contudo, o Ministro francês do Exterior, o Duque de Choiseul, e o embaixador francês para Holanda, o Conde D’Affry, não tinham sido notificados por seu rei da suposta missão de St. Germain. O Duque de Choiseul portanto acusou St. German de charlatão e ordenou sua prisão. Para evitar sua prisão pelas autoridades holandesas, St. Germain fugiu para Londres no mesmo ano. A escapada de St. Germain foi auxiliada or seu influente amigo, o Conde Bentinck, o Presidente do Conselho Holandês de Representantes Substitutos.

Como resultado desta queda e da falta de voluntariedade de Luis XV reconhecer publicamente St. Germain como seu agente, St. Germain foi incapaz de retornar abertamente a sociedade real francesa até 1770, o ano no qual o seu inimigo, o Duque de Choiseul, caiu em desgraça e foi removido do poder.

St. Germain tinha uma segunda razão, e talvez até mesmo mais compelente, para fazer esta malfadada viagem a Holanda. Uma carta escrita em 25 de março de 1760 pelo Príncipe de Galitzin, o Ministro russo para a Inglaterra, ofereceu este insight sobre as abortadas atividades de St.Germain na Holanda:

Conheço bem o Conde de St. Germain por reputação. Este homem singular tem ficado por algum tempo neste país, e não sei se ele gosta disso. Há alguém aqui com quem ele parece estar em correspondência, e esta pessoa declara que o motivo da viagem do Conde a Holanda é meramente algum negócio financeiro.

O negócio financeiro mencionado por Galitzen era muito secreto. Pareceu ser o verdadeiro propósito da visita de St. Germain. St. Germain estava na Holanda para explorar um casamento da Princesa Caroline com um príncipe alemão de Nassau-Dillenburg para os propósitos de estabelecer um ‘Fundo’ para a França. St. Germain queria negociar a formação do Fundo com os banqueiros holandeses. Segundo o embaixador francês D’Affry,

‘seu objetivo em geral era assegurar o crédito dos principais banqueiros de lá para nós’.

Em uma outra carta, D’Affry afirmou que St. Germain,

‘tinha vindo a Holanda para completar a formação de uma Companhia adequada para a responsabilidade deste Fundo…’

A formação do Fundo foi provavelmente a verdadeira razão para o extremo sigilo de St. Germain (e talvez para o sigilo do Rei Luis). A França já tinha importantes financiadores para a corte real: os ricos irmãos Paris-Duverney. Os irmãos Paris tinham recuperado a posição de pé financeira da França depois do desastroso episódio do Banco da França envolvendo o dinheiro inflado de John Law. St. Germain era bem hostil aos irmãos Paris e ele não queria que eles obtivessem o controle do Fundo. St. Germain é citado por Monsieur de Kauderbach, um ministro da corte Saxônia em Haia:

. . . ele [Rei Luis XV da França] está cercado apemas por criaturas colocadas pelos Irmãos Paris,  que sozinhos são a causa de todo o problema da França. São eles que corrompem tudo e impedem os planos do melhor cidadão da França, o Marechal de Belle-Isle. Então a desunião e o ciúme entre os Ministros. Tudo é corrompido pelos Irmãos Paris; pereça a França, garantido que eles possam atingir o objetivo deles de ganhar 800 milhões.

St. Germain bem pode ter tido bases legítimas para objetar a influência indevida dos Irmãos Paris. A missão de St. Germain em Haia, contudo, foi apenas uma tentativa para encobertamente tomar o controle financeiro dos Irmãos Paris e colocar este controle de volta nas mãos do mesmo grupo de financiadores cujos predecessores tinham institucionalizado o sistema do papel moeda inflável desde o início – o mesmo sistema que tinha trazido a ruína financeira da França e a consequente intervenção dos Irmãos Paris. Por causa da súbita partida forçada de St. Germain da Holanda, ele nunca foi capaz de completar sua missão financeira.

Ao chegar a Londres depois de fugir da Holanda, St. Germain mais uma vez foi preso e solto. Durante esta curta estada na Inglaterra, St. Germain publicou sete solos de violino.

St. Germain continuou duas encobertas atividades políticas depois de deixar Londres. Em 1760, ele retornou secretamente a Paris. Lá acredita-se que St. Germain tenha ficado com seu amigo, o Príncipe de Anhalt-Zerbst. Anhalt-Zerbst era um outro Estado alemão que alugava mercenários para a Inglaterra, embora ele nunca acumulou a mesma riqueza de alguns de seus vizinhos alemães. A Princesa de Anhalt-Zerbst tinha uma filha, Catarina II. Em 21 de agosto de 1744, Catarina II tinha se casado com Pedro III da Rússia. Este casamento tinha sido arranjado por Frederico o Grande da Prússia, que era um amigo da família Anhalt-Zerbst e, e ao menos uma vez, de St. Germain.

Em 1762, dois anos depois do discreto retorno de St. Germain a Paris, Pedro III assumiu o trono russo. St. Germain viajou imediatamente para a capital russa de St. Petersburg onde ele ajudou Catarina a derrubar Pedro e estabelece-la como a Imperatriz da Rússia. Auxiliando o golpe de estado estava a família russa Orloff. Os Orloffs são acreditados terem assassinado Pedro por estrangula-lo em uma falsa briga. Por sua ajuda no golpe St. Germain foi feito general do exército russo e ele permaneceu um amigo íntimo da família Orloff por muitos anos. Catarina, que se tornou conhecida como, Catarina A Grande, governou a Rússia por 29 anos.

Com este claro golpe, St. Germain tinha ajudado a colocar a Rússia sob o governo do mesmo pequeno grupo de famílias reais alemãs sob as quais os outros países europeus haviam caído. O mesmo modus operandi foi usado: o casamento de um alemão real na dinastia da vítima, seguido por uma revolução ou golpe. Aqui encontramos a evidência de direto envolvimento da Fraternidade na pessoa de St. Germain.

O que St. Germain fez entre 1763 e 1769 depois de deixar a Rússia é um mistério. Ele é conhecido por ter passado aproximadamente um ano em Berlim e foi um hóspede por pouco tempo de Friedrich August de Brunswick. De Brunswick, St. Germain continuou sua viagem pela Europa. Ele voltou a França em 1770. Em 1772, St. Germain novamente agiu como um agente para Luis XV, desta vez durante negociações em Viena sob a partição da Polônia.

Infelizmente para St. Germain, Luis XV morreu em 10 de maio de 1774 e o neto de 19 anos de Luis, Luis XVI, subiu ao trono. O novo Rei trouxe Choiseul de volta ao poder e tomou um desgosto pessoal por St. Germain. O Conde foi forçado a deixar a  sociedade da França pela última vez.

St. Germain imediatamente partiu para a Alemanha, onde, apenas 11 dias depois da morte de Luis XV, ele foi hóspede de William IX de Hesse – o príncipe que havia herdado a vasta fortuna de Hesse-Kassel.

Segundo J. J. Bjornstahl, escrevendo em seu livro de viagens:

Éramos hóspedes na corte do Príncipe hereditário Wilhelm von Hessen-Cassel (irmão de Karl von Hessen) em Hanau, perto de Frankfort. Quando voltamos em 21 de maio de 1774 ao Castelo de Hanau, encontramos lá Lord Cavendish e o Conde de St. Germain; eles tinham vindo de Lausanne, e estavam viajando para Cassel e Berlim.

Depois de sua visita a casa do príncipe hessiano, St. Germain viajou um pouco mais pela Europa. Ele era benvindo como hóspede de Margrave e Brandenburg e por outros. Finalmente, em 1779, St. Germain foi tomado pelo Príncipe Karl de Hesse, que era o principal líder da Estrita Observância. St. Germain passou os últimos cinco anos de sua vida conhecida com Karl.

Em 1784, St. Germain relatadamente morreu. O registro da igreja de Eckenforde contém a entrada:

Morto em 27 de fevereiro, enterrado em 2 de março de 1784, o chamado Conde de St. Germain e Weldon* – informação posterior não é conhecida – particularmente depositado nesta Igreja.

* St. Germain usou muitos pseudônimos. Weldon era um deles.

Foi depois de sua relatada morte que o verdadeiro status de St. Germain dentro da Fraternidade emergiu. Não apenas St. Germain foi retratado como um dos mais altos representantes da Fraternidade; ele também foi deificado como sendo fisicamente imortal, que não envelhecia ou morria. Um número de seus admiradores contemporâneos afirmou que eles viram St. Germain as vezes, quando deve ter sido impossível para eles o fazerem, por causa da idade de St. Germain.

Por exemplo, o Baron E. H. Gleichen, escrevendo em suas memórias publicadas em 1868, afirmou:

Tenho ouvido Rameau e um velho parente de um embaixador francês em Veneza testemunharem terem conhecido St. Germain em 1710, quando ele tinha a aparência de um homem de cinquenta anos.

Se St. Germain tivesse cinquenta anos em 1710, então ele estaria com 124 anos quando reportadamente morreu. Há, contudo, aqueles que afirmam que St. Germain não morreu em 1784. Uma revista mística alemã publicada em 1857, “Magazin der Beweisfuhrer fur Verurtheilung des Freimaurer-Ordens”, afirmou que St. Germain era um dos representantes franceses na convenção maçonica de 1785 em Paris, um ano depois de sua relatada morte. Um outro escritor, Cantu Cesare, em seu trabalho, Gli Eretici d’Italia, afirmou que St. Germain esteve presente na famosa conferência maçonica de Wilhelmsbad que também foi realizada em  1785.

Estes relatos são vistos por algumas pessoas como evidência de que a morte de St. Germain tinha sido programada [talvez pela segunda segunda vez em sua vida] para capacita-lo a escapar da controvérsia que o cercava, de forma que ele pudesse viver o resto de sua vida relativamente sossegado.

Os alegados aparecimentos de St. Germain depois de sua morte não terminaram em 1785, contudo. A Condessa D’Adhemar, um membro da corte francesa que escreveu suas memórias pouco antes de sua morte em 1822, alegou ter visto St. Germain muitas vezes depois de sua alegada morte, geralmente durante tempos de rebelião. Ela afirmou que St. Germain tinha enviado aviso ao Rei e Rainha da França [seu inimigo Luis XVI e e Maria Antonieta] exatamente antes da irrupção da Revolução Francesa que ocorreu em 1789. Ela também afirmou que ela o viu em 1783, 1804, 1813 e 1820.

Um escritor rosacruciano, Franz Graeffer, afirmou que St. Germain tinha feito aparecimentos na Áustria depois de sua relatada morte, e era honrado lá como um Adepto avançado da Fraternidade. Nos anos de 1800, Madame Helena Blavatsky, uma das co-fundadoras da Sociedade Teosófica, declarou que St. Germain era um dos Mestres Ocultos do Tibet que secretamente controlavam os destinos do mundo. Em 1919, um homem afirmando ser St. Germain apareceu na Hungria ao tempo quando uma revolução liderada pelos comunistas bem sucedida estava a caminho naquele país. Finalmente, em 1930, um homem chamado Guy Ballard afirmou que ele encontrou St. Germain no Monte Shasta na Califórnia, e que St. Germain o tinha ajudado a criar um novo ramo da Fraternidade conhecido como ‘I AM.’. Veremos a ‘I AM’ em um capítulo posterior.

Todas estas testemunhas estavam mentindo? Provavelmente não. A Fraternidade ocasionalmente patrocinou ‘ressurreições’ como um meio de deificar membros selecionados. Isto é o que tem sido feito com Jesus. De fato, estes ramos da Fraternidade que deificam St. Germain (que certamente não é todos deles) frequentemente dão a St. Germain o mesmo status espiritual de Jesus. Porque St. Germain foi escolhido para deficação nunca foi completamente compreendido. Talvez seu sucesso em benefício da Fraternidade fosse muito mais numeroso do que saibamos. Seja qual for que possa ter sido a razão, está claro que St. Germain era mortal. Ele morreu, se não na relatada data de sua morte, então certamente dentro de uma década disso.

Durante seu período de vida, e ainda hoje, muitas pessoas tem rotulado St. Germain uma fraude e um charlatão. Alguns críticos discutem que St. Germain nada mais era que um artista de nascimento comum cuja entrada na sociedade real aconteceu apenas por causa de suas fraudes e personalidade colorida. A evidência que temos observado claramente não sustenta este argumento. Não é fácil para um externo entrar em tantos círculos reais e permanecer lá.

O envolvimento de St. Germain na derrubada de Pedro da Rússia não era uma fraude insignificante; foi um maior golpe de Estado que alterou o panorama político da Europa. Sim, St. Germain era um charlatão em um número de assuntos, mas isto não fez suas atividades políticas e ligações menos importantes. A excentricidade e cor de St. Germain obscurecia um sério lado mortal de sua vida. Suas viagens e atividades ligaram a Fraternidade aos príncipes hessianos, as intrigas da França, as guerras da Europa e aos banqueiros do papel moeda.

A personalidade de St. Germain revela que quando discutimos as influências por trás das cenas, não estamos necessariamente falando de misteriosos caracteres que espreitam das sombras fazendo coisas incompreensíveis. Estamos geralmente discutindo pessoas que estão viva e coloridamente como o resto de nós. Eles tem sucesso e eles fracassam. Eles tem seus encantos e seus costumes diferentes como todo mundo mais. Eles exercem influência sobre outras pessoas, mas não são marionetes como controle. Eles são afetados pelas mesmas coisas que afetam todo mundo mais.

Estas observações levam a um ponto importante:

Quando alguns escritores descrevem a influência da rede da Fraternidade na história, e quando alguns leitores lêem sobre isto, eles divisam estranhas forças ocultas subterrâneas em funcionamento. Isto é uma ilusão gerada pelo misticismo e sigilo da própria Fraternidade. As mudanças na sociedade, sejam para o bem ou o mal, são causadas por pessoas fazendo coisas. A rede da Fraternidade tem simplesmente sido um canal eficaz para fazer com que as pessoas ajam, e mantenham muito do que elas fazem secreto. A influência da rede da Fraternidade somente parece misteriosa e ‘oculta’ porque tantas ações tem acontecido sem serem registradas e são desconhecidas pelos externos. A rede corrompida da Fraternidade não tem hoje, nem ela sempre tem tido, poderes ‘ocultos’ eficazes. O mundo pode portanto ser refeito para melhor por pessoas simplesmente agindo e fazendo. Nenhum bastão mágico é necessário. Apenas algum esforço físico.

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Aqui um Cavaleiro, Lá um Cavaleiro…

Até mesmo depois do colapso da causa Stuart, os graus de Cavaleiro permaneceram populares e se diseminaram rapidamente. A tendência pró Stuart desapareceu em favor de uma filosofia anti-monarquia em alguma organizações Templárias, e um sentimento pró-monarquia em outras. Os Maçons Livres praticando os graus Templários desempenharam importantes papéis políticos em ambos os lados das batalhas de monarquia versus anti-monarquia que aconteceram no século XVIII, portanto ajudando a manter o assunto vivo de tal modo que as pessoas achariam que isto fosse algo importante pelo qual lutar.

Por exemplo, o Rei Gustavo III da Suécia e seu irmão, Karl, o Duque de Sodermanland, tiham sido iniciados na Estrita Observância em 1770. No ano seguinte, um dos primeiros atos de Gustavo depois de ascender ao trono sueco foi montar um golpe de Estado contra o Riksdag [Parlamento] sueco e reestabelecer maiores poderes para a Coroa. Segundo Samuel Harrison Baynard, escrevendo em seu livro, ‘History of the Supreme Council’, Gustavo foi grandemente auxiliado por seus companheiros Maçons Livres.  .

Os graus de Cavaleiro também encontraram um lar na Irlanda onde eles se anexavam a Ordem de Orange. Como recordamos, a Ordem de Orange foi uma organização militante moldada como a Livre Maçonaria. Ela foi fundada para assegurar que o Protestantismo permanecesse a religião predominante na Inglaterra. Os membros da Ordem de Orange juravam apoiar os Hanoverianos tão longo eles continuassem a apoiar o Protestantismo. Os graus de Cavaleiro foram inseridos na Ordem nos anos de 1790, ao tempo em que a causa dos Stuart estava quase morta.

Os graus Templários da Ordem de Orange eram, e ainda são hoje, chamados de ‘Casa Religiosa Negra dos Templários’. Embora a Ordem de Orange e a Casa Religiosa Negra dos Templários sejam supostamente iguais em status e escalão, a entrada na Casa Religiosa Negra dos Templários só é realizada depois que uma pessoa tenha primeiramente passado pelos graus da Ordem de Orange. Segundo Tony Gray, escrevendo em seu fascinante livro, ‘The Orange Order’, a Casa Religiosa Negra dos Templários hoje tem 11 graus e uma grande quantidade de sigilo que envolve os trabalhos internos desta curiosa instituição.

Aproximadamente 50a 60% de todos os membros de Orange se tornam membros da Casa Religiosa Negra dos Templários. A própria Ordem de Orange continua a ser fortemente Protestante e anti-católica, e deste modo ela contribui para alguns dos conflitos entre Católicos e Protestantes na Irlanda hoje.

Um outro capítulo interessante na história dos Graus Templários diz respeito a criação de um falso ‘Illuminati.’ O Illuminati, como recordamos, foi o nome latino dado a Fraternidade. Em 1779, um segundo  ‘Illuminati’ foi iniciado na Loja da Estrita Observância de Munique. Este segundo Illuminati falso foi liderado por um ex sacerdote jesuíta chamado Adam Weishaupt e foi estruturado como uma organização semi-autônoma.

Claramente político e anti-monarquia, o Illuminati de Weishaupt formou um outro canal de ‘altos graus’ para os maçons livres se graduarem depois de completarem os Graus Azuis. O Illuminati de Weishaupt tinha seu próprio ‘mestre oculto’ conhecido como ‘Antigo Superior Escocês’. Os membros da Estrita Observância que eram iniciados neste Illuminati aparentemente acreditavam que eles estavam sendo iniciados nos mais altos escalões do real Illuminati, ou Fraternidade. Uma vez iniciados sob estritos votos de sigilo, os membros recebiam a ‘revelação’ de uma grande quantidade de filosofia política e anti-monarquia.

O Illuminati de Weishaupt contudo logo foi atacado. Sua sede na Bavária alemã foi assaltada pelo Eleitor da Bavária em 1786. Muitas metas políticas radicais do Illuminati foram descobertas em documentos tomados durante o assalto.

O Duque de Brunswick, agindo como Grão Mestre da Livre Maçonaria alemã, finalmente divulgou um manifesto oito anos depois, em 1794, para neutralizar o falso Illuminati de Weishaupt, depois que o escândalo público não mais podia ser contido. Unidos à supressão do Illuminati bavaro de Weishaupt estavam muitos rosacrucianos. A despeito da repressão, este Illuminati sobreviveu e ainda existe hoje.

Muitas pessoas erroneamente tem acreditado que o Illuminati de Weishaupt era o verdadeiro Illuminati e que ele tomou toda Maçonaria Livre. Este erro é causado pelo desejo expresso de Weishaupt de ter seus graus se tornarem os únicos graus superiores da Maçonaria Livre. Hoje ainda podemos encontrar livros que teorizam que o Illuminati de Weishaupt era, e ainda é, a fonte de quase todos os males sociais da humanidade.

Um estudo cuidadoso da evidência indica que o Illuminati de Weishaupt realmente é uma farsa sob este aspecto. Embora o Illuminati de Weishaupt tenha contribuido para alguma agitação revolucionária acontecendo na Europa, seu impacto na história não parece ter sido tão grande quanto as pessoas acreditam, a despeito da enorme publicidade que ele recebeu. Os males sociais que algumas vezes tem sido atribuidos ao Illuminati de Weishaupt já existiam muito antes do nascimento de Adam Weishaupt. O que aproximadamente tomou quase toda a Livre Maçonaria no século XVIII foram os Graus Templários, que não eram a mesma coisa que o Illuminati de Weishaupt.

O verdadeiro significado do Illuminati bavaro é que ele era uma facção anti-monarquia permitida operar fora das Lojas da Estrita Observância; enquanto isso, a Estrita Observância era geralmente considerada pró monarquia e apoiava as causas pró monarquia, como na derrubada do Ricksdag sueco, mencionado anteriormente. Isto tornou a Estrita Observância uma fonte de agitação secreta de ambos os lados dos conflitos da monarquia versus a anti-monarquia por um número de anos, um outro exemplo do maquiavelismo da Fraternidade.

A transformação mundial da sociedade humana anunciada na Fama Fraternitis rosacruciana ganhou momentum quando os Maçons Livres e outros membros da rede mística líderaram inúmeras revoluções pelo mundo. Os levantes não foram confinados a Europa; eles atravessaram o Oceano Atlântico e se irraizaram nas colônias européias na América do Norte.

Eles deram nascimento a uma única nação mais influente na Terra hoje: os Estados Unidos da América do Norte.

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A Fênix Americana

Quando os colonizadores europeus viajaram para a América do Norte, as organizações da Fraternidade viajaram com eles. Em 1694, um grupo de líderes rosacrucianos da Europa fundou uma colônia que é hoje o Estado da Pensilvânia. Algumas de suas construções pitorescas em Efrata ainda permanecem como uma única atração turística.

A Maçonaria Livre se seguiu. Em 5 de junho de 1730, o Duque de Norfolk garantiu a Daniel Coxe de New Jersey uma das primeiras representações conhecidas maçonicas a alcançar as colônias americanas. A representação indicou Mr. Coxe como o Grão Mestre provisório de New York, New Jersey e Pensilvania. Ela também permitiu que ele estabelecesse lojas. Uma ds primeiras lojas coloniais oficiais foi fundada por Henry Price em Boston em 31 de agosto de 1733 sob uma carta de direitos da Mãe Grande Loja da Inglaterra. O historiador maçonico Albert MacKey acredita que as lojas provavelmente existissem anteriormente, mas que seus registros tenham sido perdidos.

A Maçonaria Livre rapidamente se disseminou nas colônias americanas, exatamente como ela o tinha feito na Europa. As lojas iniciais nas colônias britânicas eram quase todas com a carta de direitos da Mãe Grande Loja da Inglaterra, e os membros das lojas iniciais eram leais sujeitos britânicos. Os ingleses não eram as únicas pessoas a colonizarem a América. A Inglaterra tinha um maior rival no Novo Mundo: a França. A competição entre as duas nações causou frequentes discussões sobre as fronteiras coloniais. Isto trouxe um número de numerosos embates violentos em solo americano, tal como a Guerra da Rainha Anne que durou a primeira década do século XVIII, e a Guerra do Rei George em 1744. Até mesmo durante os tempos de paz, as relações entre os dois superpoderes eram qualquer outra coisa que suaves.

Uma vez entre os leais oficiais militares britânicos nas colônias estava um homem chamado George Washington. Ele tinha sido iniciado na Livre Maçonaria em 4 de novembro de 1752, quando tinha 20 anos. Ele permaneceu um membro pelo resto de sua vida. Washington se tornou um oficial no exército colonial, que estava sob a autoridade britânica, pelo tempo que ele alcançou os meados de seus vinte anos. Ele tinha por volta de 1.90 metro de altura e pesava aproximadamente 91 quilos, o que fazia de Washington uma figura fisicamente impressionante.

Um dos deveres militares de Washington era vigiar as tropas francesas nas tensas regiões de fronteira. O Tratado de Aixla-Chapelle executado em 1748 tinha terminado a Guerra do Rei George e tinha devolvido alguns territórios para a França. A Inglaterra e a França se beneficiaram desta pausa nas hostilidades porque os anos de guerra estavam colocando as duas nações na dívida. Até mesmo os infláveis papeis moeda que as duas nações usavam para ajudar a pagar por suas guerras não evitavam as sérias dificuldades financeiras que as guerras sempre trazem.

Inflelizmente, a paz durou menos de uma década. Ela foi quebrada, segundo alguns historiadores, por George Washington durante uma de suas investidas militares no vale de Ohio. Washington e seus homens avistaram um grupo de soldados franceses, mas eles não foram avistados pelos franceses. Sob o comando de Washington, suas tropas abriram fogo sem aviso. Aconteceu que os soldados de Washington tinham emboscado embaixadores franceses credenciados viajando com a costumeira escolta militar. Os franceses depois alegaram que eles estavam em seu caminho para conferenciar com os britânicos para assentar algumas disputas ainda existentes sobre as regiões de Ohio.

Washington justificou seu ataque ao afirmar que os soldados franceses estavam ‘se escondendo’ e que a afirmativa deles de imunidade diplomática era um fingimento. Seja qual for que possa ter sido a verdade, os franceses sentiram que eles tinham sido vítimas de uma agressão militar não provoicada. A Guerra Francesa e Indígena logo estava a caminho. Isto se disseminou para a Europa como a Guerra dos Sete Anos.

O renovado estado foi desastroso. Segundo Frederico O Grande, a Guerra dos Sete Anos causou aproximadamente 853.000 baixas militares, mais centenas de milhares de vidas civis. O pesado dano econômico foi inflingido sobre a Inglaterra e a França. Quando a guerra terminou, a Inglaterra enfrentou uma dívida nacional de 136 milhões de libras, a maioria disto de propriedade de uma elite bancária. Para repagar este débito, o Parlamento inglês levantou pesadas taxas em seu próprio país. Quando esta taxação se tornou alta demais, os deveres foram colocados sobre as mercadorias nas colônias americanas. Os deveres rapidamente se tornaram um ponto de ferida com os colonos americanos, que começaram a resistir.

Uma outra mudança causada pela guerra foi o abandono de Hanover de sua política de manter umm pequeno exército de prontidão na Bretanha. As forças armadas na Inglaterra foram grandemente expandidas. Isto trouxe a necessidade de taxar os cidadãos até mesmo mais. Além disso, aproximadamente 6.000 tropas na América precisavam de alojamento e elas frequentemente usurpavam dos direitos de propriedade dos colonos. Isto gerou até mesmo uma maior dissenção.

A quarta consequência adversa da Guerra [ao menos nas mentes dos colonos] era a capitulação da Inglaterra para as demandas de várias nações indígenas americanas. Os indígenas americanos haviam lutado do lado dos franceses por causa da usurpação dos colonos britânicos de terras indígenas. Depois da Guerra Francesa e Indígena, a Coroa publicou uma proclamação de 1763 determinando que a vasta região entre as Montanhas Apalache e o Rio Mississipi era para ser uma ampla reserva indígena. Os sujeitos britânicos não tinham permissão de fazerem assentamentos lá sem a aprovação da Coroa. Isto agudamente reduziu a expansão ocidental.

As primeiras medidas de impostos novos coloniais da Inglaterra entraram em vigor em 1764. Isto foi conhecido como o Ato do Açúcar. Isto colocava deveres sobre madeira, alimentos, rum e melaços. No ano seguinte da nova taxa, o Ato do Selo foi instituido para ajudar a pagar as tropas britânicas estacionadas nas colônias.

Muitos colonos objetaram fortemente contra as taxas e a maneira pela qual elas eram coletadas. Sob ‘ordens legais de assistência’ britânicas, por exemplo, os agentes aduaneiros da Coroa podiam procurar onde eles quisessem os bens importados em violação dos Atos. Os agentes tinham um poder quase ilimitado para procurar e tomar sem aviso ou garantia.

Em outubro de 1765, representantes de nove colônias se reuniram em um Congresso  sobre o Ato do Selo em New York. Eles aprovaram uma Declaração de Direitos expressando a oposição deles a taxação sem representação colonial no Parlamento Britânico. A Declaração também se opôs aos julgamentos sem juris pelas cortes do Almirantado Inglês. Este ato de desafio foi parcialmente bem sucedido. Em 17 de março de 1766, cinco meses depois do Congresso sobre o Ato do Selo, o Ato do Selo foi repelido.

A despeito dos sinceros esforços do Parlamento britânico em satisfazer muitas demandas coloniais, um importante movimento de independência estava se desenvolvendo nas colônias americanas. Sob a liderança de um homem chamado Samuel Adams, uma organização secreta que se auto-denominava ‘Filhos da Liberdade’ começou a cometer atos de violência e de terrorismo. Eles queimaram os registros da corte do Vice Almirantado e saquearam as casas de vários oficiais britânicos. Eles ameaçaram, uma violência posterior contra os agentes do selo e outras autoridades britânicas.

Os Filhos da Liberdade organizaram boicotes econômicos ao urgir que os colonos cancelassem os pedidos de mercadorias britânicas. Estes atos feriram a Inglaterra porque as colônias eram muito importantes para a Bretanha como uma saída de comércio. Portanto, em 1770, a Bretanha se curvou uma vez mais aos colonos ao repelir todos os deveres, menos aqueles sobre o chá. Por aquele tempo, contudo, o fervor reolucionário estava forte demais para ser detido. O resultado foi um banho de sangue. Em 5 de março de 1770, o Massacre de Boston ocorreu no qual as tropas britânicas dispararam contra um motim em Boston e mataram cinco pessoas.

As tensões continuaram a crescer e mais grupos revolucionários secretos foram formados. A Bretanha ainda não repeliria a taxação sobre o chá. Em 13 de outubro de 1773, três anos depois do Massacre de Boston, os colonos vestidos como índios se esgueiraram em um navio britânico ancorado na baía de Boston e jogaram grandes quantidades de chá na água. Este incidente foi a famosa ‘Festa do Chá de Boston’.

Estes atos de rebelião finalmente fizeram com que o Parlamento aprovasse sanções de comércio contra os colonos. As sanções simplesmente estimularam as rebeliões. Em 1774, um grupo de líderes coloniais se reuniu no Primeiro Congresso Continental para protestar contra as ações britânicas e pedir a desobediência civil. Em março de 1775, Patrick Henry deu sua famosa fala, “dê-me a liberdade ou me dê a morte”; a Revolução Americana estava a caminho com a Batalha de Concord, onde uma mílicia colonial organizada chamada ‘os homens minuto’ sofreram oito baixas enquanto infligiam 273 baixas nos britânicos. Em junho do mesmo ano, George Washington, o homem que alguns historiadores acreditam tinha mantido a inteira bola de neve rolando duas décadas antes, quando ele ordenou que suas tropas abrissem fogo contra os franceses no vale Ohio, foi nomeado comandante-em-chefe do novo exército maltrapilho continental.

Os historiadores tem notado que os motivos econômicos não eram os únicos a impulsionarem os revolucionários americanos. Isto se tornou óbvio depois que o Parlamento britânico repeliu quase que todas as tarifas que ele havia imposto. O Rei George III, a despeito de ser um Hanoveriano, era popular em casa e ele inicialmente pensou-se amigo dos colonos. Os ataques agudos contra o Rei George pelos portavozes americanos revolucionários muito o desapontaram, porque os ataques pareciam fora de proporção ao seu papel real nos problemas dos quais se queixavam os colonos. Muito da retórica revolucionária deveria ter sido dirigida ao Parlamento. Havia claramente algo mais profundo dirigindo a causa revolucionária: os rebeldes estavam para estabelecer uma inteiramente nova ordem social. A revolta deles foi atiçada por filosofias que arrastavam e abarcavam muito mais do que disputas com a Coroa. Uma destas filosofias era a Livre Maçonaria.

Um ‘Quem é Quem’ da Revolução Americana é quase um ‘Quem é Quem’ da Livre Maçonaria colonial americana. Os maçons livres combatendo do lado revolucionário incluiam George Washington, Benjamin Franklin (que tinha sido um maçom desde ao menos 1731), Alexander Hamilton, Richard Montgomery, Henry Knox, James Madison e Patrick Henry.

Os revolucionários eram também Grão Mestres maçonicos incluindo Paul Revere, John Hancock e James Clinton, além de Washington e Franklin.

Segundo o Coronel La Von P. Linn em seu artigo ‘Freemasonry and the National Defense, 1754-1799,’ de todos os estimados 14.000 oficiais de todos os graus no exército continental, um sétimo, ou 2.018,  eram maçons livres. Eles representavam um total de 218 lojas. Uma centena destes oficiais eram generais. O Coronel Linn ressalta:

Em todas as nossas guerras, começando com as Guerras Francesas e Indígenas e a Guerra pela Independência Americana, as silhuetas dos militares americanos maçons tem se esgueirado alto acima das batalhas.

A Europa forneceu aos americanos dois maçons livres de importância. Da Alemanha veio o Barão von Steuben, que pessoalmente mudou as tropas maltrapilhas de Washington em uma aparência de um exército combatente. Von Steuben era um maçom livre alemão que tinha servido no exército prussiano como auxiliar de campo de Frederico O Grande. Ele tinha sido dispensado durante a desmobilização prussiana de 1763 depois da Guerra dos Sete Anos. Ao tempo que os serviços de von Steuben foram procurados na França por Benjamin Franklin, von Steuben era um capitão meio pago que havia estado fora do serviço militar por 14 anos. Franklin, para obter a aprovação do Congresso, falsificou o dossiê de von Steuben ao afirmar que von Steuben era um Tenente General. O engano funcionou, muito em máximo benefício do exército continental.

O segundo europeu foi o Marquês de La Fayette. La Fayette era um rico nobre francês que, em seus vinte e poucos anos, tinha sido inspirado pelas notícias da Revolução Americana enquanto servia no exército francês na Europa; então ele viajou para a América para ajudar a causa revolucionária. Em 1778, durante seu serviço com o exército continental, La Fayette tornou-se um maçom livre. Mais tarde, depois da guerra, La Fayette revelou exatamente quão importante a Livre Maçonaria foi na liderança do exército revolucionário. Em sua fala a Loja ‘dos Quatro de Wilmington’ de Delaware durante sua última visita a América em 1824, La Fayette disse:

Uma vez [enquanto servia sob o General Washington] eu não pude afastar minha mente da suspeita de que o general mantinha dúvidas sobre mim; esta suspeita foi confirmada pelo fato de que eu nunca havia recebido um comando-em-chefe. Este pensamento era uma obsessão e ele algumas vezes me deixava infeliz. Depois que eu me tornei um maçom livre americano o General Washington pareceu ter visto a luz. A partir daquele momento eu nunca mais tive razão em duvidar de sua inteira confiança. E logo portanto recebi um importante comando-em-chefe.

Quando consideramos a proeminência dos maçons livres na Revolução Americana, não deve ser uma surpresa que a agitação revolucionária veio das Lojas Maçonicas diretamente.

* Dois importantes líderes revolucionários que são pensados não terem sido maçons são Samuel Adams e Thomas Jefferson. Segundo John C. Miller, escrevendo em seu livro, ‘Sam Adams, Pioneer in Propaganda':

É surpreendente descobrir que Sam Adams, que pertencia a quase todos os clubes liberais políticos em Boston e desempenhava a mais pesada programação das ‘noites de loja’ de qualquer patriota, não era um maçom. Muitos de seus amigos eram maçons de alto escalão e a Loja de Boston fez muito em atiçar a revolução, mas Sam Adams nunca se uniu à Sociedade Maçonica.

O nome de Thomas Jefferson foi registrado nos Procedimentos da Grande Loja da Virginia em 1883 como um visitante para a Loja de Charlottesville No. 60 em 20 de setembro de 1817. A Pittsburg Library Gazette, Vol. 1, de 4 de agosto de 1828, menciona Jefferson como um maçom notável. Durante sua vida, ele foi até mesmo acusado de ser um agente do Illuminati bavaro de Weishaupt. Mais recentemente, alguns rosacrucianos tem citado Jefferson como um membro da fraternidade deles. A despeito de tudo isto, os registros reais da afiliação de Jefferson em qualquer uma destas organizações parecem ter sido perdidos ou são inexistentes, exceto este de visitante por um vez da Loja Charlottesville. Por esta razão, alguns historiadores maçonicos acreditam que Jefferson ou era um maçom não ativo, ou não era mesmo um membro.

Segundo o artigo do Coronel Linn, a famosa Festa do Chá de Boston foi o trabalho de maçons vindo diretamente de uma loja:

Em 6 de dezembro de 1773, um grupo disfarçado como índios americanos parece ter deixado a Loja de St. Andrew em Boston e ido para a baía de Boston onde as cargas de chá foram atiradas no mar de trés navios das Índias Ocidentais. A Loja de St Andrew fechou cedo naquela noite, por causa da frequência de poucos membros naquela noite.

Sven G. Lunden, em seu artigo, ‘Annihilation of Freemasonry,’ afirma que a Loja St. Andrew foi o principal corpo maçonico em Boston, Ele acrescenta:

E no livro que constumava conter as minutas da loja e que ainda existe, há uma página quase que inteiramente em branco onde as minutas daquela memorável quinta-feira deveriam estar. Ao invés, a página tem apenas uma letra, um grande ‘T’. Pode isto ter algo ver com o chá [tea, em inglês]?

Em ‘Sam Adams, Pioneer of Propaganda’, o autor John C. Miller descreve a hierarquia dos motins anti-britânicos que desempenharam um papel tão importante no conflito. Os motins não eram apenas agregados aleatórios de colonos desgostosos. Mr. Miller explica o importante papel dos maçons livres nestes motins:

Uma hierarquia de motins foi estabelecida durante a direção de Sam Adam de Boston: as classes mais baixas – serventes, negros e marinheiros -, eram colocadas sob o comando de um grupo superior consistente de carpinteiros mestres maçons da cidade; acima deles era colocado o motim dos mercadores e os Filhos da Liberdade…

As lojas maçonicas não chegaram mais tarde na causa revolucionária. Há evidência que elas foram as instigadoras iniciais. Ao menos uma loja se engajou na agitação desde o início. Cartas e jornais do início dos anos de 1760 revelam que a Sociedade Maçonica de Boston estava atiçando um sentimento anti-britânico já ao fim da Guerra dos Sete Anos, uns bons dez anos antes da revolução realmente começar:

A Sociedade Maçonica de Boston apimentou [governador Thomas] Hutchinson e o governo real de seu lugar de encontro em ‘Adjutant Trowel’s long Garret,’ onde foi dito que mais sedição [íncitação à revolta], libelos e vulgaridade foram incubados do que em todos os sótãos em Grubstreet. Otis e sua irmandande maçonica se tornaram tais adeptos vituperadores que os amigos de Hutchinson acreditavam que eles deviam ter saqueado Billingsgate e os Stews de lama à atiradeira na aristocracia de Massachusetts.

Devemos imaginar como as lojas americanas se tornaram fontes de revolta quando aproximadamente todas elas haviam iniciado com a carta de direitos sob o sistema inglês o qual, como recordamos, era pró hanoveriano e proibia a controvérsia política dentro das lojas. Deve-se ter em mente que por volta dos anos de 1760, os graus Templários anti-hanoverianos tinham se tornado firmemente estabelecidos na Europa e também haviam viajado secretamente para muitas das lojas das colônias americanas. Por exemplo, como mencionado no capítulo anterior, a Loja de St. Andrew de Boston, que havia perpetrado a Festa do Chá de Boston em 1773, conferiu um grau Templário já em 28 de agosto de 1769, depois de se candidatar a garantia de 1762 da Grande Loja Escocesa em Edinburgh. Esta candidatura foi feita quase uma década antes da Revolução Americana começar. Alguns Templários não eram apenas anti-hanoverianos, eles desejavam a abolição de toda a monarquia.

A importância filosófica da Livre Maçonaria para os Revolucionários americanos pode também ser vista nos simbolos que os líderes revolucionários escolheram para representar a nova nação americana. Eles eram símbolos da Fraternidade/Maçonicos.

Entre os mais importantes símbolos de uma nação está o selo nacional. Uma proposta inicial para o selo americano nacional foi submetida por William Barton em 1782. No canto superior da mão direita do desenho de Barton está uma pirâmide com a ponta faltando. No lugar desta ponta está o triangular ‘Olho Omnipresente de Deus’. O Olho Omnipresente, como recordamos, a muito tem sido um dos mais importantes símbolos da Livre Maçonaria. Ele foi até mesmo visto nos aventais maçonicos de George Washington, Benjamin Franklin e outros revolucionários maçonicos.

Acima da pirâmide e do olho da proposta de Barton estavam as palavras em latim, “Annuit Ceoptis’, que significam – “Ele [Deus] tem prosperado o nosso início” -. Na parte inferior está a inscrição “Novus Ordo-Seclorum” [o início de uma nova ordem de eras]. Esta inscrição inferior nos diz que os líderes da Revolução estavam buscando uma ampla meta universal que abrangia muito mais do que suas preocupações imediatas como colonos. Eles estavam divisando uma mudança na inteira ordem social mundial, que segue a meta anunciada em Fama Fraternitis.

A pirâmide de Barton e as acompanhantes inscrições em latim foram adotadas em sua inteireza. O desenho ainda é parte de do Grande Selo Americano que pode ser visto na parte de trás da nota de um dólar.

A principal porção do desenho de Barton não foi adotada, exceto por uma pequena parte. No centro da proposta de Barton está um escudo com duas figuras humanas de pé de um e outro lado. Acima do escudo está uma fênix com as asas abertas; no meio está uma pequena fênix queimando em sua pira funerária. Como discutido anteriormente, a fênix é um símbolo da Fraternidade usado desde os dias do Egito antigo. A fênix foi adotada pelos Pais Fundadores para uso no reverso do primeiro selo oficial dos EUA, depois do desenho proposto por Charles Thompson, Secretário do Congresso Continental.

A primeira cunhagem do selo dos EUA apresenta um pássaro topetudo de longo pescoço: a fênix. A fênix tem em sua boca uma bandeira com as palavras ‘E. Pluribus Unum’ (Fora de Muitos, um). Acima da cabeça da ave estão treze estrelas rompendo das nuvens. Em um talão a fênix tem um grupo de flechas e no outro, um ramo de oliveira. Algumas pessoas entenderam mal a ave como um peru selvagem, por causa do longo pescoço; contudo, a fênix também tem um longo pescoço e todas as outras características de uma ave que claramente indicam que isto é uma fênix. A cunhagem foi retirada em 1841 e a fênix foi substituida pela águia careca, o pássaro nacional da América.

Os maçons livres consideram seus laços fraternos transcenderem suas divisões políticas e nacionais. Quando a Guerra pela Independência Americana estava acabada, as lojas americanas se separaram da Grande Loja Mãe de Londres e criaram sua própria Grande Loja Americana autônoma. Os graus escoceses logo se tornaram dominantes na Livre Maçonaria americana. As duas maiores formas de Livre Maçonaria praticadas nos EUA hoje são o Rito York [uma versão do original Rito York inglês] e o Rito Escocês. O moderno Rito York tem um total de dez graus: o mais alto é o de Cavaleiro Templário. O Rito Escocês tem um total de 33 graus, muitos dos quais são graus de Cavaleiros.

A influência da Maçonaria Livre na política americana permaneceu forte depois que a Revolução havia terminado. Aproximadamente um terço de todos os presidentes americanos tem sido Maçons Livres, a maioria deles do Rito Escocês.

* Além de George Washington e James Madison, os maçons livres na presidência tem sido: James Monroe (iniciado em 9 de novembro de 1775), Andrew Jackson (in. 1800), James Polk (in. 5 de junho de 1820), James Buchanan (in. 11 de dezembro de 1816), Andrew Johnson (in. 1851), James Garfield (in. 22 de novembro de 1861 ou 1862), William McKinley (in. 1o. de maio de 1865), Theodore Roosevelt (in. 2 de janeiro de 1901), William Howard Taft (in. 18 de fevereiro de 1908), Warren Harding (in. 28 de junho de 1901), Franklin D. Roosevelt (in. 10 de outubro de 1911), Harry S. Truman (in. 9 de fevereiro de 1909), e Gerald Ford (in. 1949).

A lista de proeminentes maçons livres americanos também inclui o falecido J. Edgar Hoover, fundador do FBI, que alcançou o mais alto grau no Rito Escocês [o 33o.] e o candidato presidencial Jesse Jackson (in. 1988). Famosos artistas americanos também tem sido membros, tais como Mark Twain, Will Rogers e W. C. Fields.

A influência da Maçonaria Livre na política americana se estendeu além da presidência. O Senado e a Casa de Representantes dos EUA tem tido uma grande afiliação maçonica pela maioria da história da nação. Em 1924, por exemplo, uma publicação maçonica listou 60 senadores como maçons livres. Eles contituiam mais de 60% do Senado. Mais de 290 membros da Casa de Representantes também foram indicados como membros de lojas.

Esta presença maçonica tem de certa forma diminuido nos anos recentes. Em um suplemento de publicidade intitulado ‘A Livre Maçonaria, Um Meio de Vida’, a Grande Loja da Califórnia revelou que no 97o. Congresso (1981-1983), haviam apenas 28 membros de lojas no Senado e 78 na Casa dos Representantes. Conquanto isto represente uma queda substancial desde a década de 1920, a Livre Maçonaria ainda tem uma representação de bom tamanho no Senado, com mais de um quarto do corpo legislativo populado por membros maçons.

A Revolução Americana foi mais do que uma rebelião local. Ela envolveu muitas nações. A França era um participante secreto da causa americana muito tempo antes do real início da guerra. Tão cedo quanto 1767, o Ministro do Exterior francês, o Duque de Choiseul, tinha enviado agentes secretos para avaliar a opinião pública e aprender quão longe as sementes da revolta tinham crescido. A França também despachou agentes provocadores para as colônias para secretamente atiçar o sentimento anti-britânico.

Em 1767, Benjamin Franklin, que ainda não estava comprometido com a guerra armada com a Inglaterra, acusou a França de tentar explodir os carvões entre a Bretanha e seus sujeitos americanos. Depois que Choiseul foi deposto em 1770, seu successor, o Conde de Vergennes, continuou a política de Choiseul e foi instrumental em trazer o apoio aberto militar da França à causa americana depois que a Guerra pela Independência começou.

* Interessantemente, Vergennes também era um Maçom Livre. Ele apoiou alguns dos maçons livres franceses, como Voltaire, que estavam criando um fervente clima intelectual que conduziu a Revolução Francesa. A Revolução Francesa derrubou o rei de Vergennes, Luis XVI, dentro de uma década da morte de Vergennes. É irônico que enquanto ele estava vivo, Vergennes tinha se oposto a todas as reformas profundamente assentadas da sociedade francesa. Ele entretanto ajudou a criar o descontentamento popular que fez tanto para tornar bem sucedida a Revolução Francesa.

Frederico O Grande da Prússia foi outro a abertamente apoiar os rebeldes americanos. Ele estava entre os primeiros governantes europeus a reconhecer os EUA como uma nação independente. Federico até mesmo foi mais longe ao fechar seus portos aos mercenários hessianos que embarcavam para combater contra os revolucionários. Exatamente o quanto Frederico estava envolvido com a causa americana pode nunca vir a ser conhecido, contudo. Não há dúvida que muitos colonos se sentiam em débito com ele como um de seus líderes morais e filosóficos.

Décadas depois da Revolução, um número de lojas maçonicas na América adotaram vários graus escoceses que relatadamente haviam sido criados por Frederico. A primeira Loja Americana do Rito Escocês que foi estabelecida em Charleston, Carolina do Sul, publicou uma circular em 10 de outubro de 1802 declarando que a autorização de seu mais alto grau veio de Frederico, que eles ainda viam como o chefe de todos os Maçons Livres:

Em 1o. de maio de 1786 [5786], a Grande Constituição do 33o Grau, chamado o Supremo Conselho dos Soberanos Grandes Inspetores Gerais, foi ratificado por Sua Majestade o Rei da Prússia, que como Grande Comandante da Ordem do Príncipe do Segredo Real, possuia o poder maçonico soberano sobre toda a maçonaria. Na nova Constituição este Poder foi conferido ao Supremo Conselho de Nove Irmandades em cada nação, que possui todas as prerrogativas maçonicas em seu próprio distrito que Sua Majestade possui individualmente, e são Soberanos da Livre Maçonaria.

* Os Graus no Rito Escocês são agrupados em seções, e cada seção recebe um nome. A Ordem do Príncipe do Segredo Real é hoje chamada de Conselho dos Príncipes Sublimes do Segredo Real e contém os 31o e 32o graus do Rito Escocês. Uma outra indicação da inicial admiração do Rito Escocês por coisas prussianas é encontrada no titulo do 21o. grau, que é chamado de Noaquita, ou Cavaleiro Prussiano.

Alguns eruditos argumentam que Frederico não estava ativo na Maçonaria Livre no fim dos anos de 1700. Eles sentem que seu nome foi simplesmente usado para emprestar ao Rito um ar de autoridade. Este argunto bem pode ser verdade, ou ao menos o ser parcialmente. A importância do panfleto de Charleston reside na lealdade que o inicial Rito Escocês americano abertamente proclamou às fontes maçonicas alemãs logo depois da fundação da nova república americana.

Conquanto alguns maçons livres alemães da Prússia estivessem ajudando a causa americana, outros maçons alemães estavam ajudando a Grã Bretanha, e com um enorme lucro. Aproximadamente 30.000 soldados alemães foram alugados a Grã Bretanha pelos seis Estados alemães:

*    Hesse-Kassel
*    Hesse-Hanau
*    Brunswick
*    Waldeck
*    Anspach-Bayreuth
*    Anhalt-Zerbst

Mais da metade destas tropas foi fornecida por Hesse-Kassel; portanto, todos os soldados alemães eram conhecidos como hessianos.

As tropas de Hesse-Kassel eram consideradas serem as melhores entre os mercenários; seu acurado poder de fogo era temido pelas tropas coloniais. Em muitas batalhas, haviam mais alemães combatendo pelos britânicos do que soldados britânicos. Na Batalha de Trenton, por exemplo, os alemães eram os únicos soldados contra os quais os americanos lutaram. Isto não significa que os soldados alemães eram especialmente leais a Bretanha, ou até mesmo a seus próprios governantes alemães. Quase um sexto dos mercenários alemães [estimados 5.000] desertaram e permaneceram na América.

O uso de mercenários alemães criou uma excitação tanto na Inglaterra quanto na América. Muitos líderes britânicos, incluindo os apoiadores do monarca, objetaram a alugar os soldados estrangeiros para subjugar sujeitos britânicos. Para os alemães, o arranjo foi tão lucrativo quanto sempre. O Duque de Brunswick, por exemplo, recebeu 11.517 libras 17 schillings e 1 ½ pence pelo primeiro ano de aluguel e duas vezes este valor durante cada um dos seguintes dois anos. Além disso o Duque recebeu o ‘dinheiro por cabeça’ de mais de 7 libras por cada homem, para um total de 42.000 libras para os seis mil soldados de Brunswick.

Para cada soldados morto, era pago a Brunswick uma taxa adicional, com três feridos contando como um morto. O Príncipe de Hesse-Kassel, Frederico II, ganhou aproximadamente 21.000.000 thaler [uma moeda alemã] por suas tropas hessianas, reunindo um total líquido de aproximadamente 5 milhões de libras britânicas. Esta era uma soma quase inaudível durante seus dias e respondia por mais de metade da fortuna de Hesse-Kassel herdada por William IX, quando seu pai morreu em 1785. O tesouro Hesse-Kassel se tornou uma dos maiores [alguns dizem que a maior] das fortunas principescas na Europa por causa da Revolução Americana.

A Revolução Americana seguiu o padrão das revoluções anteriores ao enfraquecer o chefe de Estado e criar uma legislatura mais forte. Tristemente, os revolucionários americanos também deram a sua nova nação o mesmo papel moeda inflável e sistemas de banco central que tinham sido erigidos pelos revolucionários na Europa. Até mesmo antes que a Revolução Americana vencesse, o Congresso Continental tinha ido ao negócio do papel moeda inflável ao imprimir dinheiro conhecido como ‘Notas Continentais’. Estas notas foram declaradas legais pelo Congresso com nada a sustenta-las. O Congresso Continental usou as notas para comprar as mercadorias que ele necessitava para lutar a Guerra Revolucinária.

Os colonos cooperativos aceitaram o dinheiro sob a promessa que as notas seriam sustentadas por algo depois que a guerra fosse ganha. Na medida em que as Notas Continentais continuavam a sair da imprensa de Ben Franklin, a inflação apareceu. Isto fez com que mais notas fossem impressas, o que desencadeou uma hiper-inflação. Depois que a guerra foi ganha e a nova moeda ‘dura’ [moeda sustentada por metal] foi criada, as notas continentais apenas eram resgatáveis pela nova moeda na taxa de um cento para um dólar. Esta foi uma outra lição clara e dolorosa sobre como o papel moeda, a inflação e a desvalorização podem ser instrumentos eficazes para ajudar as nações a lutarem guerras.

Ironicamente, alguns Pais Fundadores americanos usaram a experiência das notas continentais para urgir a criação de um banco central nos moldes do Banco da Inglaterra para melhor controlar a moeda da nova nação americana. O proposto banco central foi uma matéria quente de debate com fortes emoções acontecendo pró e contra o plano. A facção pró banco central venceu. Depois de vários anos de controvérsia, o primeiro banco central da América, o Banco dos EUA, foi fundado em 1791. A carta de direitos expirava vinte anos mais tarde, e foi renovada depois de um lapso de cinco anos, foi vetada pelo Presidente Andrew Jackson em 1836, reconquistou sua carta 27 anos depois (em 1863), e finalmente se tornou o Banco Federal Reserve, que é o banco central da América hoje. Embora uma oposição considerável ao banco central sempre tenha existido, sob um nome ou outro, pela maior parte de sua história.

O Pai Fundador creditado pela criação do primeiro banco central da América foi Alexander Hamilton. Hamilton tinha se unido ao movimento revolucionário no início dos anos de 1770 e se elevou ao escalão de tenente coronel e ajudande de campo da equipe de Washington por 1777. Hamilton era um bom comandante militar e se tornou um amigo íntimo de George Washington e do Marquês de La Fayette. Depois que a guerra acabou, Hamilton estudou leis, foi admitido como advogado, e em fevereiro de 1784 fundou e se tornou diretor do Banco de New York.

A meta de Hamilton era criar um sistema bancário americano nos moldes do Banco da Inglaterra. Hamilton também queria que o novo governo americano assumisse todas as dívidas estatais e as transformasse em um enorme débito nacional. O governo nacional era para continuar aumentando seu débito ao tomar emprestado do proposto banco central de Hamilton, que seria de propriedade particular e operado por um pequeno grupo de financiadores.

Como era que o governo americano iria repagar todo este débito?

Em um ato de suprema ironia, Hamilton queria colocar impostos sobre as mercadorias, exatamente como os britânicos haviam feito antes da Revolução! Depois que Hamilton se tornou Secretário do Tesouro, ele empurrou um imposto sobre as bebidas destiladas. Este imposto resultou na famosa Rebelião do Whiskey de 1794. na qual um grupo de pessoas da montanha se recusou a pagar o imposto e começou a falar abertamente de rebelião contra o novo governo americano. Por insistência de Hamilton, o Presidente George Washington chamou de volta milícia e teve a rebelião esmagada militarmente! Hamilton e seus apoiadores tinham gerenciado estabelecer nos EUA uma situação idêntica a da Inglaterra antes da Revolução Americana: uma nação profundamente em débito que deve restaurar sua taxação sobre seus cidadãos para repagar o débito.

Pode-se legitimamente perguntar; porque Hamilton e Washington participaram da Revolução Americana? Eles simplesmente usaram a influência deles para criarem as mesmas instituições na América que os colonos haviam considerado tão odiosas sob o governo britânico. Esta questão é especialmente relevante hoje, na medida em que os EUA enfrentam um alucinante débito nacional de mais de três trilhões de dólares e um enorme fardo de impostos sobre seus cidadãos, muito mais alto do que qualquer coisa até mesmo concebida pelos britânicos para ser imposta sobre os colonos no século XVIII.

Embora os planos de Hamilton fossem grandemente bem sucedidos, eles não foram sem uma oposição considerável. Liderando a luta contra o estabelecimento de um banco central de propriedade particular estavam James Madison e Thomas Jefferson. Eles queriam que o governo fosse o emitidor da moeda nacional, não um banco central.Em uma carta datada de 13 de dezembro de 1803, Jefferson expressou sua forte opinião sobre o Banco dos EUA:

Esta instituição é uma das hostilidades mais mortalmente existentes, contra os princípios e forma de nossa constituição.

Ele acrescentou:

…uma instituição como esta, penetrando seus ramos em todas as partes da União, agindo pelo comando e em uníssono com uma falange, pode, em um momento crítico, desapontar o governo. Não considero qualquer governo seguro que esteja sob a vassalagem de autoridades auto-constituidas, ou qualquer outra autoridade do que aquela da nação, ou de seus funcionários regulares.

Embora uma das objeções de Jefferson a um banco central repousasse sobre suas preocupações que um tal banco possa ser uma obstrução durante tempos de guerra, ele foi não obstante muito previdente sobre  alguns dos efeitos que uma tal instituição teria. Não apenas os bancos centrais americanos criaram maiores pânicos financeiros em 1893 e 1907, mas a fraternidade financeira operando o banco central americano tem exercido, e continua a exercer hoje, uma forte influência nos negócios americanos,  especialmente nos assuntos externos, exatamente como Jefferson tinha avisado. Se foi a poderosa  influência de Jefferson, incidentalmente, que causou a demora de cinco anos na renovação da carta de direitos do banco em 1811.

Temos acabado de ver a Revolução Americana sob uma luz menos rósea. Houve, contudo, uma poderosa influência humanitária funcionando dentro do círculo dos Pais Fundadores que deve ser reconhecida. Os EUA são um dos países mais livres hoje como um resultado direto desta influência, até mesmo se os americanos ainda estejam longe de serem pessoas completamente livres. Os fundadores americanos afirmaram importantes liberdades, especialmente aquelas de expressão, reunião e religião. Uma excelente constituição foi criada para os EUA que se tem provado altamente funcional em uma tal sociedade grande e diversa.

O genocídio que parecia ir ao longo da anterior atividade política da Fraternidade está claramente ausente na Revolução Americana. Os maçons livres americanos hoje são orgulhosos do papel que sua irmandande desempenhou em criar a nação americana e exatamente assim. A centelha do humanitarismo que periodicamente emerge na rede da Fraternidade certamente assim o fez novamente durante a fundação da república americana.

Se fossemos nomear uns poucos dos mais importantes humanitários entre os Pais Fundadores, devemos listar figuras muito bem conhecidas como Thomas Jefferson, James Madison, Patrick Henry e Richard Henry Lee. Um dos mais importantes Pais Fundadores é raramente mencionado, contudo. Ele é um a cuja memória nenhum grande monumento foi erigido em Washington, D.C. Seu retrato não aparece em qualquer moeda americana e ele nem mesmo teve um selo postal em sua honra até 1981. Este homem foi George Mason.

*****

George Mason

George Mason foi descrito por Thomas Jefferson como “um de nossos homens realmente grandes, e da primeira ordem de grandeza”. Mason é o mais negligenciado dos Pais Fundadores porque ele ignorou a glória política, evitou os mandatos e nunca foi famoso por sua oratória; ainda que ele permaneça um dos homens de maior visão entre os homens que criaram a nação americana. Depois da Revolução, George Mason se opôs aos planos de Hamilton e declarou que Hamilton tinha “nos causado mais ferimentos do que a Grã Bretanha e todas as suas frotas e exércitos”.

Foi George Mason que empurrou duramente pela adoção de uma Carta de Direitos federal. As dez emendas á Constituição americana que constituem a Carta de Direitos são baseadas na anterior Declaração de Direitos da Virginia de Mason, escrita por ele em 1776. A Carta de Direitos quase não fez isto na Constituição americana, e ela não teria feito assim se Mason não tivesse se engajado em uma acalorada batalha por sua inclusão. A despeito de sua má saúde crônica, Mason publicou panfletos influentes denunciando a proposta constituição porque faltava a ela a especificação dos direitos individuais. A maioria dos rascunhadores da Constituição, incluindo Alexander Hamilton, declarou que uma Carta de Direitos era desnecessária devido ao equilíbrio e limitação dos poderes imposto sobre o governo feceral pela Constituição.

Mason persistiu e foi apoiado por Richard Henry Lee e Thomas Jefferson. Com o apoio de James Madison, a Carta de Direitos foi finalmente empurrada para ratificação nas horas finais. Quando consideramos o quanto o governo federal tem crescido desde então e quão crucial tem se tornado a Carta de Direitos, podemos apreciar quem foi realmente o homem de visão chamado George Mason. Sua previdência e humanitarismo também eram manifestados em suas tentativas de completamente abolir a escravidão. A um tempo quando até mesmo seus amigos George Washington e Thomas Jefferson eram proprietários de escravos, George Mason denunciou o comércio da escravidão como ‘uma desgraça para a humanidade’ e trabalhou para que isto fosse considerado ilegal em todos os Estados.

George Mason não teve sucesso nesta busca durante sua vida, mas seu sonho se tornaria verdade em menos de um século depois, quando a escravidão foi abolida nos EUA pela 13a. Emenda da Constituição.

* La Fayette e uns poucos outros maçons livres também merecem crédito pelo sucesso do movimento anti-escravidão. Eles pertenciam a uma organização maçonica conhecida como ‘Societe des Amis des Noirs’ (Sociedade de Amigos dos Negros) que trabalhava para trazer a emancipação universal dos negros. Infelizmente, o arianismo ainda permanecia muito vivo em outros ramos da Fraternidade.

Embora a maioria das crianças americanas escolares não tenha ouvido muito sobre George Mason em suas lições de história ou tenha seu retrato pendurado nas salas de aula, ele foi um dos grandes heróis da liberdade humana.

A renovada centelha de humanitarismo que se elevou durante a Revolução Americana logo seria sombreada.

O estabelecimento do sistema do papel moeda inflável nos EUA foi uma pista que algo estava pessimamente perdido na rede da Fraternidade. Na medida em que revoluções similares lideradas pelos maçons livres irrompiam pelo mundo, os velhos horrores reemergiram. Um desses horrores foi o calculado genocídio.

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O Mundo em Chamas

Um importante sub-produto da Revolução Americana foi o redesenhamento de como as pessoas viam a revolução. Quando Benjamin Franklin esteve na França para ganhar apoio militar para a causa americana, ele se engajou em uma intensa campanha de relações públicas. Ele vigorosamente promulgou a idéia da ‘revolução virtuosa’ – um conceito que já havia encontrado um favor crescente nas lojas maçonicas. O público naquele tempo tendia a ver a revolução violenta como um crime contra a sociedade. Franklin foi bem sucedido em mudar esta percepção ao encorajar as pessoas a aceitarem as revoluções violentas como passos no progresso da humanidade.

Os revolucionários não deveriam mais serem mal vistos como criminosos, ele argumentou, porque  eles eram idealistas corretamente buscando a liberdade e a justiça. Um novo moto apareceu:

‘ A revolução contra a tirania é o mais sagrado dos deveres.’

Estas claras idéias eletrizaram Paris e ajudaram a ganhar o apoio francês para a causa americana, mas a um terrível custo a longo prazo para a sociedade humana. As idéias expressadas por Franklin tem ajudado a estimular infindáveis revoluções sangrentas desde então.

A Revolução Americana foi seguida por muitas outras revoluções e/ou o estabelecimento de governos sob o estilo de repúblicas pelo mundo ocidental e a América do Sul. O sucesso da Revolução Americana tem tornado fácil estimular as pessoas para o combate. Testemunhamos durante esta era da Revolução francesa, a criação de,

* a República Batava na Holanda (1795-1806)
* a República Helvética na Suiça (1798-1805)
* a República Cisalpina no norte da Itália (1797-1805)
* a República Liguriana em Genova (1797-1805)
* a República Partenopeana no sul da Itália

Entre 1810 e 1824, as colônias espanholas na América do Sul tomaram armas e ganharam sua indepêndencia política. Em 1825, a revolta Decembrista irrompeu na Rússia. Uma segunda revolução irrompeu na França em 1830. Neste mesmo ano, uma revolta na Holanda trouxe a soberania da Bélgica. Uma revolução polonesa em 1830 e 1831 foi bem sucedidamente desencadeada pela Rússia. Em 1848, uma maior atividade revolucionária varreu a Europa estimulada pelo colapso internacional do crédito causado em boa parte pelo novo sistema de papel moeda inflável, más colheitas e uma epidemia de cólera.

Em quase todas estas revoluções, continuamos a ver importantes posições de liderança revolucionária mantidas pelos maçons livres. Durante a primeira Revolução Francesa, um líder rebelde chave foi o Duque de Orleans, que era Grão Mestre da Maçonaria Francesa antes de sua renúncia no auge da Revolução. O Marquês de La Fayette, o homem que tinha sido iniciado na fraternidade maçonica por George Washington, também desempenhou um papel importante na causa revolucionária francesa. O Clube Jacobino, que foi o núcleo radical do movimento revolucionário francês, foi fundado por proeminentes maçons.

Segundo o artigo de Sven Lunden, ‘A Aniquilação da Livre Maçonaria':

Herbert, Andre Chenier, Camille Desmoulins e muitos outros Girondinos [republicanos moderados francese que apoiavam o governo republicano sobre a monarquia] da Revolução Francesa eram maçons livres.

Os maçons livres foram os líderes primários da Revolução Decembrista de 1825 na Rússia. Algum do planejamento para aquela revolta ocorreu dentro das lojas deles.

Na América do Sul, segundo Richard DeHaan, escrevendo na Collier’s Encyclopedia:

A ordem [a Livre Maçonaria] desempenhou um importante papel em disseminar o liberalismo e a organização de revolução política na América Latina. Como a Maçonaria Livre Francesa, o movimento latino americano era também geralmente anti-clerical. No México e na Colômbia os Maçons ajudaram a independência da Espanha, enquanto que no Brasil eles trabalharam contra o domínio português.

Mr. Lunden concorda:

Na América Latina, também, o processo de libertação do núcleo espanhol foi o trabalho dos maçons livres, em grande medida. Simon Bolivar foi um dos mais ativos dos filhos da Maçonaria, e assim o foram San Martin, Mitre, Alvear, Sarmiente, Benito Juarez – todos nomes consagrados pelos latino americanos.

A respeito de outras revoluções, Mr. Lunden acrescenta:

Muitos dos líderes no grande ano de 1848, que viram tantos levantes contra o governo feudal na Europa, foram membros da Ordem; entre eles estava o grande herói húngaro da democracia, Louis Kossuth, que encontrou um refúgio temporário na América.

Os anos de 1800 também testemunharam as guerras de unificação italiana lideradas por Giuseppe Garibaldi (1807-1882), que era um maçon do 33o. grau e um Grão Mestre na Itália. O vitorioso Garibaldi colocou  Victor Emmanuel, um outro maçom livre, no trono.

As guerras italianas de unificação deixaram dois importantes legados: uma Itália unida e uma moderna Máfia. A Máfia foi uma sociedade secreta frouxamente costurada fundada na Sicília em meados dos anos de 1700. De início, a Máfia era um movimento de resistência formado para se opor aos governantes estrangeiros que controlavam a Sicília naquele tempo.

Os mafiosos iniciais eram heróis populares que se especializavam em atos criminosos contra os odiados estrangeiros. A Máfia construiu um movimento subterrâneo na Sicília e manteve o poder por extorsão. A Máfia ajudou Garibaldi quando ele invadiu a Sicília em 1860 e se auto declarou ditador da ilha. Depois que os governantes estrangeiros foram expulsos e Itália foi unificada, a Máfia se tornou a violenta rede criminosa que conhecemos hoje.

A Livre Maçonaria foi claramente um importante catalizador na criação do moderno estilo ocidental de governo. A grande maioria dos maçons livres que participaram nas revoluções era bem intencionada. A forma representativa de governo que eles ajudaram a criar era certamente um melhoramento sobre alguns dos governos que eles substituíram.

* Isto não dizer que a monarquia seja sempre má. A História tem visto uns poucos monarcas benevolentes que governaram bem, que podiam agir pela paz, e que eram populares com seu povo. A liderança hereditária ou por toda uma vida tem a vantagem da estabilidade. Ela pode funcionar se o monarca é responsável por suas ações e pode ser removido por incompetência crônica ou abuso de poder. As monarquias raramente tem funcionado bem na Terra porque os monarcas tem geralmente governado pelo chamado ‘direito divino’ e tem portanto não sido responsáveis pelas pessoas que eles governavam.

Lamentavelmente, os sublimes ideais destes maçons livres estavam em processo de acelerar a traição por fontes dentro da própria rede da Fraternidade.

Uma consequência da Revolução Francesa foi a severa interrupção da economia francesa. A produção de alimentos tinha caído severamente e o novo regime estava em profundo problema político porque a maioria dos franceses ainda era leal à monarquia. Sob esta nuvem, o governo revolucionário decidiu resolver os problemas da oposição política, fome e distribuição de riqueza ao reduzir a população humana da França. Muito mais do que aumentar a produção de alimentos para atender a demanda, foi decidido reduzir a demanda para se enquadrar à diminuida quantidade de alimentos.

Pela nação francesa, um programa de assassinato em massa foi lançado como um programa oficial do conselho revolucionário. Este programa foi conhecido como Reino do Terror. As pessoas eram levadas a morte por todos os meios imagináveis, incluindo a guilhotina, o afogamento em massa, porretadas, tiros e fome. Embora nem tantas pessoas tenham sido mortas quanto aquelas planejadas pelo conselho, tem sido estimado que mais de 100.000 pessoas morreram.

Temos notado que os genocídios são cometidos por agrupar as pessoas em categorias superficiais geralmente baseadas em raça, crença religiosa ou nacionalidade. As vítimas são então alvejadas para a matança até mesmo embora eles não sejam culpadas de qualquer crime contra seus assassinos. Os revolucionários franceses levaram o processo ao extremo. Durante o Reino do Terror, as pessoas eram agrupadas simplesmente segundo sua posição econômica e vocacional. Aqueles que eram sentidos estarem nas categorias erradas eram condenados membros de uma clase social indesejável e eram mortas. Isto foi certamente tão superficial quanto uma distinção que alguém possa fazer, ainda que agrupar pessoas deste modo tenha sido extremamente bem sucedido em criar facções de seres humanos.

A Revolução Francesa arrastou quase todos os maiores poderes da Europa a uma guerra. Inicialmente se beneficiando disto estava William IX, o príncipe que havia herdado a imensa fortuna de Hesse-Kassel.  William IX alugou, por uma bela soma, 8.000 soldados à Inglaterra para lutar contra os franceses durante a primeira metade dos anos de 1790. Quando Napoleão Bonaparte mais tarde se tornou imperador da França, William IX pareceu ganhar até mesmo mais. Depois que as tropas de Napoleão ocuparam regiões alemãs  a oeste do Rio Reno, incluindo algumas propriedades hessianas, Napoleão compensou William IX ao premia-lo com uma grande seção de Mainz e ao conferir a William o título de Eleitor, um status mais alto do que príncipe.

Contudo, a cordialidade entre Napoleão e o Eleitor William não durou muito tempo. William IX tentou jogar o mesmo truque de cortejar ambos os lados do conflito para fazer fortuna ao alugar soldados. William tolamente arrendou mercenários ao rei prussiano por um quarto de milhão de libras para combater Napoleão e então tentou afirmar ‘neutralidade’. Verdadeiro o aviso de Machiavelli: este jogo duplo finalmente foi descoberto e disparou contra a Casa de Hesse. Hesse-Kassel logo foi anexada e feita parte do Reino da Vestfália de Napoleão.

Não foi senão depois da derrota de Napoleão na Batalha de Leipzig em 1813 que William IX foi capaz de retomar Hesse-Kassel. Hesse-Kassel continuou sob o controle da dinastia dele até 1866, quando foi tomada pela Prússia. Embora a família real hessiana tenha permanecido influente na sociedade alemã até o século XX, ela nunca reconquistou o governo exclusivo sobre seu território. Hesse se uniu ao que se tornou a Alemanha moderna – um país que foi unificado em grande parte pela família prussiana da dinastia Hohenzollern.

A despeito dos reversos sofridos por Hesse-Kassel, as rebeliões na França provaram ser uma explosão para um dos agentes financeiros de William IX: Mayer Amschel Rothschild (1743-1812), fundador de uma das mais influentes casas bancárias da Europa.

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Mayer Amschel Rothschild

Mayer Amschel era um mercador que trabalhava duro e era muito ambicioso e que começou sua carreira no gueto judeu de Frankfurt-am-Main em Hesse. Em 1765, duas décadas antes da Revolução Francesa, Rothschild gerenciou para obter uma audiência difícil de conseguir com o Príncipe William IX, que ainda estava naquele tempo vivendo em Hesse-Hanau. Mayer Amschel se esforçou para cair nas graças do príncipe hessiano ao vender moedas antigas a William a preços extremamente baixos.

William, que sempre havia tido um olho aberto para aumentar suas fortunas materiais de qualquer modo possível, ficou deliciado em tirar vantagem das generosas barganhas de Rothschild. Como uma recompensa, William garantiu a solicitação de Rothschild de ser indicado um Agente da Coroa para o Príncipe de Hesse-Hanau.  Esta indicação, feita em 1769, era mais honorária do que substancial, mas ela deu a Mayer Amschel um grande impulso em sua posição na comunidade e ajudou seus esforços para criar uma casa bancária bem sucedida.

Durante os vinte anos seguintes a sua indicação, Mayer Amschel continuou a manter um contacto estreito com o Príncipe William IX. A meta de Rothschild era se tornar um dos agentes financeiros pessoais do Príncipe. A perseverança de Rothschild foi finalmente recompensada. Em 1789, o ano no qual a Revolução Francesa começou e quatro anos depois que William IX herdou a riqueza de Hesse-Kassel, Mayer recebeu sua primeira designação financeira em benefício do Príncipe William. Isto, por sua vez, levou a desejada posição como agente financeiro do Príncipe.

Rothschild fez uma fortuna de várias atividades enquanto servia sob William IX. A Revolução Francesa e as guerras que esta desencadeou criaram muitas faltas por Hesse. Rothschild capitalizou sobre esta situação ao agudamente elevar os preços das roupas que ele estava importando da Inglaterra. Rothschild também fechou um acordo com um outro agente financeiro principal de William IX,  Carl Buderus. O acordo possibilitava Rothschild partilhar dos lucros do aluguel dos mercenários hessianos para a Inglaterra. Virginia Cowles, escrevendo em seu excelente livro, “The Rothschilds, A Family of Fortune”, descreveu o arranjo:

A este ponto Mayer fez uma proposta de empreendimento a Carl Buderus. A Inglaterra estava pagando a Landgrave J William IX grandes somas de dinheiro para alugar os soldados hessianos; e os Rothschilds estavam pagando a Inglaterra grandes somas de dinheiro pelos bens que eles estavam importando. Porque não deixar que o movimento de duas mãos se cancelasse, e tomar as comissões de ambos sobre cartas de câmbio? Buderus concordou, e logo esta corrente entrava para a tijela dos Rothschild e estava produzindo um importante rendimento.

A partir destes inícios se elevou a Casa de Rothschild, assim chamada por causa do escudo vermelho (roth [vermelho] e schild [escudo]) usado em seu emblema. A família Rothschild logo se tornou sinônimo de riqueza, poder e banco. Por gerações, a Casa de Rothschild foi a mais poderosa família bancária da Europa e permanece influente na comunidade bancária internacional até hoje. Partilhando da Casa de Rothschild em Frankfurt durante seus dias iniciais estava a família Schiff. Os Schiffs também se tornaram uma maior família bancária e eles tem feito negócios com os Rothschilds todo o tempo até hoje.

O controle da Casa Rothschild, bem como muitas outras casas bancárias, passou de pai para filho [s] durante gerações. Os Rothschilds, Schiffs e outras famílias bancárias eram parte verdadeiramente de uma ‘aristocracia do papel’ hereditária a quem os revolucionários da Fraternidade tinham dado uma grande quantidade de poder quando eles estabeleceram o sistema do papel moeda inflável e seus respectivos bancos centrais.

Muitos historiadores ao escreverem sobre a família Rothschild se concentram no fato de que Mayer Amschel era judeu. Os Rothschilds tem sido importantes apoiadores da das causas judaicas por toda a história da família. Menos frequentemente mencionado é o fato de que os Rothschilds eram também associados a Livre Maçonaria alemã. Esta associação aparentemente começou com Mayer Amschel, que acompanhou William IX em várias viagens a lojas maçonicas. Se Mayer tornou-se ou não um membro, é incerto. É sabido que seu filho, Solomon (fundador do banco Rothschild em Viena), tinha se tornado um maçom livre. Segundo Jacob Katz, escrevendo em seu livro, ‘Jews and Freemasons in Europe, 1723-1939′, os Rothschilds eram uma das mais ricas e poderosas famílas em Frankfurt aparecendo em uma lista de afiliação maçonica em 1811.

Os graus escoceses usados nas lojas alemãs eram cristãos por natureza. Isto criou problemas para os homens judeus como Rothschild que podem ter querido participar. Para resolver este dilema, foram feitos esforços nas comunidades judaicas para mudar certos rituais para tornar a maçonaria livre aceitável para os judeus. Especiais lojas judaicas foram criadas, tais como as lojas de ‘Melchizedek’ que receberam seu nome em honra do rei-sacerdote do Velho Testamento cuja importância discutimos em um capítulo anterior.

Aqueles que pertenciam as Lojas de Melchizedek eram ditos serem membros da ‘Ordem de Melchizedek.´ Isto foi um desenvolvimento extremamente interessante, porque o nome de Melquisideque atravessou o Atlântico e chegou ao continente americano durante o que algumas pessoas acreditam terem sido séries importantes de episódios UFO. Estes episódios deram ao mundo uma nova religião: a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, melhor conhecida como a Igreja Mórmon.

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Mestre Smith e o Anjo

Temos visto muitos casos nos quais a agitação religiosa e o revivalismo estavam associados aos fenômenos UFO:

* As rebeliões hebraicas no Egito sob Moisés
* As agitações cristãs sob Jesus
* A militância islâmica sob Maomé
* O ativismo religioso durante os anos pragueados de UFOs da Morte Negra.

No início do século XX, uma sessão particularmente interessante de intenso fervor religioso dominou algumas comunidades na Gales Britânica. Este incidente é conhecido como o Reavivamento Gaulês de 1904-1905, no qual um pregador dirigido por ‘uma voz interna’ eletrizou o interior do país com seus sermões. As pessoas estavam relatando todos os modos de fenômenos não usuais durante os anos de Reavivamento, incluindo brilhantes luzes que se moviam nos céus, que eles hoje rotulariam de UFOs.

Por exemplo, lemos as seguintes narrativas pessoais de testemunhas oculares reunidas pela Sociedade de Pesquisa Física (SPR) e publicadas em seus Procedimentos de 1905:*

Primeiramente minha atenção foi dirigida a isto por uma pessoa na multidão, e olhei e vi um bloco de fogo como se estivesse se elevando do lado da montanha, e ele seguiu ao longo do lado da montanha por aproximadamente 200 ou 300 jardas, antes de gradualmente se elevar e formar uma bola de fogo. Ele também se tornou mais brilhante quando se tornava mais alto, e então ele pareceu se formar em algo como o leme de um navio. O tamanho dele naquele tempo seria o tamanho da lua, mas muito mais brilhante, e durou um quarto de hora.

. . . a estrela apareceu, como uma bola de fogo no céu, brilhando e faiscando, e na medida em que ela subia parecia estar borbulhando. Isto continuou por uns vinte minutos…

Inicialmente, lá apareceu nos céus uma bola de fogo muito grande e brilhante. Ela era de um brilho muito mais brilhante do que uma estrela comum, muito similar a cor de um pedaço de ferro aquecido em branco. Ela tinha dois braços brilhantes que se projetavam em direção a terra. Entre estes braços apareceu uma luz posterior ou luzes assemelhando-se a um grupamento de estrelas, que pareceu estar estremecendo com variável luminosidade – Isto durou uns dez minutos os mais.

É interessante que em algumas regiões de Gales, as luzes chegaram ao mesmo tempo do Reavivamento. Os Procedimentos relatam:

Para o relatório completo do SPR sobre o Reavivamento Gaulês, veja por favor ‘Aspectos psicológicos do Reavivamento Gaulês’ de A. T. Fryer, que foi pblicado na Sociedade de Pesquisa Psicológica, Procedimentos, 19:80, 1905. Uma cópia do artigo completo pode ser ordenada do ‘The Sourcebook Project’.

Em resposta às perguntas sobre suas experiências, Mr. M. afirmou que ele nunca havia visto tais luzes antes do Reavivamento, nem antes ele tinha ouvido sobre outros te-las visto… Elas [as luzes] form vistas ‘alto no céu, onde nenhuma casa ou algo mais podia nos levar a fazer qualquer engano’ [isto é, confundir as luzes comuns com elas]; elas eram vistas em noites muito escuras e também quando a lua e as estrelas estavam visíveis.

As luzes foram vistas ao menos uma vez perto de uma capela, e também deixando uma área onde um proeminente pregador vivia, portanto apontando para um envolvimento UFO direto com algumas destas pessoas que foram as responsáveis pelo Reavivamento:

Aconteceu de alcançarmos Llanfair por volta de 9:15 P.M. Era um anoitecer muito mais escuro e úmido. Próximo a uma capela, que pode ser vista de uma distância, vimos bolas de luzes, profundamente vermelhas, ascendendo de um lado da capela, o lado que está no campo. Nada havia neste campo para causar este fenômeno – isto é,  não havia casas etc. Depois que andamos até e da estrada principal por quase duas horas sem ver qualquer luz, exceto de uma distância na direção de Llanbedr. Desta vez ela apareceu brilhante, ascendendo alto no céu por entre as árvores onde vive o bem conhecido Rev. C. E.

A distância entre nós e a luz que apareceu desta vez era de aproximadamente uma milha. Então por volta de 11 horas, quando o serviço realizado por Mrs. Jones estava prestes a se encerrar, duas bolas de luz ascenderam do mesmo lugar e de aparência similar aquelas que vimos primeiro. Em poucos minutos depois que Mrs. Jones estava passando por nós em sua carruagem, na estrada principal, e dentro de uma jarda de nós, lá apareceu uma luz brilhante duas vezes, tinta de azul. Em dois ou três segundos depois, isto desapareceu de nosso lado direito, dentro de 150 a 200 jardas, lá apareceu duas vezes bolas muito enormes de aparência similar as que haviam aparecido na estrada.

Desta vez era tão brilhante e poderoso que ficamos estonteados por um segundo ou dois. Então imediatamente lá apareceu uma luz brilhante ascendendo dos arbustos onde vive o Rev. C. E.  Ela apareceu duas vezes desta vez. Do outro lado da estrada principal, perto de, lá apareceu, ascendendo de um campo alto no céu, três bolas de luz, profundamente vermelhas. Duas delas pareceram se partir, enquanto a do meio permaneceu inalterada. Então fomos para casa, tendo estado observando estes últimos fenômenos por um quarto de hora.

Incluido entre os fenômenos aéreos gauleses estavam música e efeitos sonoros vindos do céu. Parece que os efeitos sonoros eram destinados a mais firmemente implantar a mensagem Revivalista nas pessoas ao fazer com que elas acreditassem que estavam testemunhando visitações do céu:

E. B., na quarta-feira anterior, ouviu por volta das quatro horas o que pareceu a ele ser um ruído característico de explosão seguido de uma canção adorável no ar.
E. E., no anoitecer de sábado, entre sete e oito horas, enquanto voltava para casa de seu trabalho, ouviu alguma música estranha, similar a vibração causada pelos fios de telégrafo, somente muito mais alto, em uma eminência, a montanha estando longe de qualquer árvore e fios de qualquer tipo, e era mais ou menos uma noite imóvel.
J. P. ouviu alguma música adorável na estrada, aproximadamente a meia milha de sua casa, no anoitecer de sábado, a três semanas atrás, que muito o assustaram.

É interesante que estes fenômenos UFOs tenham sido desmentidos em 1905 de modo idêntico que os UFOs modernos são desmentidos hoje, revelando que o desmentir não é qualquer fenômeno do século XX. Um investigador, em seu relatório de 21 de fevereiro de 1905, desmentiu todo fenômeno gaulês como lanternas de fazendas, gás dos pântanos, o planeta Vênus e ‘fantasias de mentes agitadas e cansadas’. Tais explicações não foram mais úteis em 1905 do que elas são hoje em lançar alguma luz sobre alguns fenômenos genuinamente notáveis.

O Reavivamento Gaulês não foi um evento isolado. Ele seguiu uma ocorrência similar no Estado de New York quase um século antes. Os eventos em New York incluiram uma visão que levou a fundação da Igreja Mórmon por um jovem adolescente chamado Joseph Smith. Sua história é digna de ser vista.

Joseph Smith descreveu isto como um dia maravilhosamente claro na primavera de 1820. Mestre Joseph tinha 14 ou 15 anos e sua mente estava em um estado de confusão. Em sua cidade natal de Manchester, New York, uma intensa disputa tinha irrompido entre várias seitas cristãs, todas as quais estavam competindo por membros. Para afastar as controvérsias de sua mente, Joseph subiu uma solitária montanha perto de sua casa, e orou alto, e esperou que Deus respondesse a ele. O que aconteceu a seguir foi provavelmente mais do que ele havia esperado:

.. . imediatamente fui tomado por algum poder que inteiramente tomou conta de mim, e tinha uma tal estonteante influência sobre mim como se curvasse minha língua de forma que eu não pudesse falar. Uma espessa escuridão se reuniu ao meu redor, e me pareceu por um tempo como se eu estivesse condenado a súbita destruição. – JOSEPH SMITH 2:15*

* As palavras de Joseph Smith são citadas do livro, ‘Pearl of Great Price’.

Examente quando Joseph estava para se entregar ao desespero, ele viu:

. . . um pilar de luz exatamente sobre a minha cabeça, acima da luminosidade do sol, que desceu gradualmente até cair sobre mim.

Isto não mais cedo pareceu que eu me descobri livrado do inimigo qe mantinha-me atado. Quando a luz repousou sobre mim vi dois Personagens, cuja luminosidade e glória desafiam toda a descrição, de pé acima de mim no ar. Um deles falou comigo, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro  – ‘Este é meu Filho muito amado. Ouça-o!” – JOSEPH SMITH 2:16-17

Assim começou a série de aparecimentos por um ‘anjo’ cujos datados relatados e pronunciamentos são a fundação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como a Igreja Mórmon.  Esta igreja, é, sem dúvida, uma instituição importante. Seus membros em 1985 totalizavam aproximadamente 5.8 milhões de pessoas e a Igreja tem extensos negócios e propriedades de terras. Começando com um adolescente em uma montanha no Estado de New York, a Igreja tem crescido em influência sobre as vidas de muitas pessoas.

A visão de Joseph na montanha foi a primeira de várias visitas que ele receberia de seu amigo ‘anjo’. A segunda visita ocorreu três anos e meio depois da primeira.  Joseph Smith tinha acabado de se deitar, estava orando, quando:

Descobri uma luz aparecendo no quarto, que continuou a aumentar até que o quarto estava mais iluminado do que ao meio dia, quando imediatamente um personagem apareceu ao meu lado, parado no ar, seus pés sem tocar o solo. Ele tinha um robe solto de uma brancura mais esquisita além de qualquer coisa terrena que eu já tivesse visto; nem acredito que qualquer coisa terrena pode ser feita que se pareça tão excessivamente branca e brilhante –  JOSEPH SMITH 2:30-31

A figura no quarto de Joseph tinha as mãos nuas, pulsos e quadris. Ela também tinha uma cabeça careca, pescoço e um peito exposto. A figura se apresentou como ‘Moroni’ dando a Joseph uma mensagem consistente em citações das profecias do Julgamento Final no Velho Testamento. Moroni afirmou que as profecias eram para ser cumpridas. Moroni também informou Joseph sobre a existência de antigas placas de metal que continham alguma da história do inicial continente norte americano.

Foi dito a Joseph que ele mais tarde devia cavar por estas placas, te-las traduzidas e apresentar a tradução ao mundo. Depois desta mensagem, a imagem de Moroni desapareceu de um modo único:

. . . vi a luz no quarto começar a se reunir imediatamente ao redor da pessoa dele que havia falado comigo, e continuou a assim o fazer até que o quarto novamente estivesse deixado escuro, exceto ao redor dele; quando, instantaneamente vi, como isto era, um conduto abriu-se direto do céu e ele ascendeu até desaparecer inteiramente… –  JOSEPH SMITH 2:43

Joseph não tinha muito a ponderar sobre o curioso fenômeno. A luz misteriosa e o visitante logo reentraram no quarto. Desta segunda visita daquela noite, Joseph relata:

Ele [o anjo] começou, e novamente relatou as mesmas coisas que ele tinha feito na primeira visita, sem ao menos uma variação; o que tendo feito, ele me informou dos grandes julgamentos que estavam vindo sobre a Terra, com grandes desolações de fome, espada e pestilência; e que estes julgamentos dolorosos viriam sobre a Terra nesta geração [a geração de Joseph Smith]. Tendo relatado estas coisas, ele novamente ascendeu como tinha feito antes – JOSEPH SMITH 2:45

A aparição no quarto de Joseph veio e foi repetidamente a noite toda. Na dia seguinte, enquanto ele estava fora no campo, o exausto jovem Smith abruptamente perdeu suas forças enquanto tentava subir uma cerca e caiu inconsciente no solo. Depois de recuperar a consciência, Joseph observou acima dele o mesmo anjo repetindo a mesma mensagem. Um novo pós escrito tinha sido acrescentado, contudo: o anjo instruiu Joseph a contar a seu pai sobre suas visões.

Alguns críticos discutem a acurácia das histórias de Joseph Smith, ressaltando que Smith não registrou sua primeira visão no papel até 19 anos depois que ela tinha acontecido. Sob as circunstâncias do tempo, esta demora é compreensível quando consideramos a mínima educação e juventude de Joseph.

Em que grau as narrativas de Smith são acuradas, elas são dignas de serem olhadas. Ele teve uma verdadeira visão religiosa como seus seguidores acreditam, ou ele era, como outros sugerem, uma vítima de um manuseio UFO?

O ‘anjo’ de Joseph, Moroni, era diferente dos ‘anjos’ descritos por Ezequiel e João na Bíblia. O ‘anjo’ de Smith não usava os itens que podem ser interpretados como um capacete e botas. Moroni era uma figura em um verdadeiro robe. Contudo, Joseph parece ter estado olhando uma imagem projetada pela janela em seu quarto. A pista para isto reside nas palavras de Joseph que Moroni tinha repetido a segunda mensagem ‘sem a menor variação’. A maneira pela qual Moroni desapareceu indica uma imagem luminosa projetada de uma fonte fora da casa. Quando Moroni voltou pela terceira vez naquela noite, Smith,

‘o ouviu repetindo mais uma vez… as mesma coisa que antes…’  (Joseph Smith 2:48-49).

Se a narrativa de Smith é acurada e relacionada aos UFOs, haveria um tremendo humor nisto. Hoje podemos ir a Disneilândia e nos maravilharmos com notáveis imagens como vivas projetadas e cabeças falantes na corrida da Casa Assombrada. Uma projeção similar vista por um jovem camponês do interior no século XIX sem dúvida seria considerada nada menos que uma verdadeira visão de Deus. Certamente o relato do jovem Smith se assemelha aos anteriores encontros tutelares em muitos aspectos: uma brilhante luz desceu do céu seguida pelo aparecimento de ‘anjos’. O testemunho de Joseph que ele se sentiu tomado e incapaz de se mover é idêntico a vários encontros UFOs modernos nos quais as testemunhas oculares relatam ficarem imobilizadas, especialmente antes de uma abdução.

Outros escritores Mórmons também tendem a apoiar a semelhança que Joseph Smith tenha tido um encontro UFO. As doutrinas Mórmons reveladas por Smith afirmam que há muitos planetas habitados no universo. Isto é bem uma idéia ousada para um homem não educado e em pleno século XIX. Smith acrescentou que Deus habita um corpo de carne e osso [veja, por exemplo, Doctrines and Covenants 130:22] e que Deus vive  em uma estrela chamada Kolob (veja Abraão  3:1-3). Em outras palavras, Deus é um extraterrestre de aparência humana vivendo em um outro planeta. O que vemos claramente ter na experiência de Joseph Smith é um outro aparecimento de nossos amigos tutores fingindo que eles são Deus e se intrometendo nos assuntos humanos ao implantar uma outra religião apocalíptica na Terra.

A rígida crítica é frequentemente destinada a ‘bíblia’ da religião de Smith: O Livro do Mórmon. O Livro do Mórmon é dito ser uma tradução das antigas placas de metal que Smith tinha escavado sob o comando de seu ‘anjo’. As histórias contidas no Livro do Mórmon são notáveis, e para muitos, inacreditáveis.

O Livro do Mórmon é escrito em um estilo de prosa semelhante ao Velho Testamento. Ele liga a história da antiga América do Norte à história descrita no Velho Testamento. Segundo o Mórmon, as pessoas da Pelestina foram transportadas em um disco como os submarinos para as Américas sob a orientação de Deus no ano 600 AC. Deus as estava enviando para o Novo Mundo grandemente por causa do incidente da Torre de Babel. Em algum lugar nas Américas [talvez no México ou na América Central] os refugiados construiram magnificentes cidades que rivalizavam com aquelas do Velho Mundo. Eles lutaram guerras e eram obedientes ao mesmo ‘Deus’ e ‘anjos’ venerados no Oriente Médio. O Livro do Mórmon fala de visitas regulares pelos ‘anjos’ e seus profundo envolvimento nos assuntos da antiga América. Os ‘anjos’ encorajaram seus serventes humanos a praticarem importantes virtudes, sendo a mais importante, com certeza, a obediência.

O Livro do Mórmon nos conta que muitos outros eventos notáveis aconteceram na antiga América na medida em que o tempo passava. No primeiro século de nossa era, Jesus Cristo relatadamente fez um aparecimento na América imediatamente depois de sua crucificação no outro lado do mundo. A visão de Cristo descrita no Mórmon é completa com gloriosos raios de luz no céu de onde Jesus emergiu.

Embora muitos eruditos considerem seriamente o Velho Testamento como um registro histórico, pouca de tal deferência é dada ao Livro do Mórmon. As histórias mórmons parecem ser ultrajantes demais, e a maneira pela qual Joseph Smith relatadamente obteve e traduziu as placas parece suspeita demais, que a escassa atenção acadêmica é dada a elas. A questão é: deve o Livro do Mórmon ser descartado sem exame?

Na verdade, o Livro do Mórmon pode bem ser um dos mais significativos registros históricos a aparecer das religiões tutelares. Baseado em tudo que já temos estudado neste livro, a história da antiga América como contada pelo Mórmon é precisamente o tipo de história que esperariamos. A Terra é pequena. Antecipariamos que uma antiga ‘raça astronauta’ [isto é, os tutores] governaria a sociedade humana do mesmo modo em todos os lugares, em todos os continentes. Esperariamos que eles exibissem a mesma brutalidade e promovessem idênticas ficções religiosas.

As datas extrapoladas do Livro do Mórmon para a chegada dos Palestinos à América são especialmente interessantes porque elas coincidem com as datas que os historiadores tem atribuido a emergência das antigas civilizações do México e América Central. O Livro do Mórmon pode portanto explicar o porque estas civilizações abruptamente se elevaram na América do Norte e Central tão longo depois que as civilizações similares já tinham ido e vindo do lado oposto do mundo.

Isto ainda deixa um enigma não resolvido.

Se o Mormon é ao menos parcialmente verdade, onde estão as ruínas das cidades que ele cita? Muitas ruinas magnificentes americanas tem sido encontradas, com certeza, mas nem todas das cidades chave identificadas no Livro do Mórmon. Os mormons oferecem uma resposta arrepiante: algumas foram completamente destruidas por ‘deus’ em um cataclisma assustador.

Como em outros lugares, foi muito difícil para os humanos na antiga América agradarem seus mestres tutores. O Mórmon nos conta que alguns antigos americanos fizeram um trabalho especialmente pobre disto. Como resultado, uma punição maciça foi inflingida sobre uma grande região americana por volta do ano 34 de nossa era, coincidente com a crucificação de Jesus do outro lado do mundo. A narrativa mormon deste cataclisma americano é extraordinária. Ela acuradamente descreve um holocausto nuclear:

.-. . no terceiro e quarto ano, no primeiro mês, no quarto dia do mês, lá se elevou uma grande tempestade, tal como uma que nunca tinha sido conhecida em toda a terra. E houve também uma terrível tormenta [vento violento]; e houve um trovão terrível, a tal ponto que ele abalou a inteira terra como se fosse para dividi-la em partes. E houve excedentes agudos raios, tais como nunca tinha sido conhecido em toda a terra.

E a cidade de Zarahemla se incendiou:

E a cidade de Moroni afundou nas profundezas do mar, portanto foram afogados. E a terra foi atirada sobre a cidade de Moronihah que no lugar da cidade se tornou uma grande montanha. E houve uma grande e terrível destruição na terra ao sul. Mas observe aqui que foi mais grande e terrível a destruição na terra ao norte; para observar, a inteira face da terra foi mudada, porque a tormenta e os rodamoinhos e os trovões e os relâmpagos, e o excessivo grande abalo de toda a terra; e as rodovias foram quebradas, e o nível das estradas foram estragados, e muitos locais suaves se tornaram ásperos. E muitas grandes e notáveis cidades afundaram, e muitas foram queimadas, e muitas foram abaladas até que suas construções tivessem caído para a terra e os habitantes portanto foram e os lugares foram deixados desolados.

E houve algumas cidades que permaneceram; mas o dano foi excessivamente grande, e houve muitos deles que foram mortos. E houve alguns que foram carregados pelos rodamoinhos e para o local que eles foram nenhum homem conhece, salvo eles que sabem que eles foram levados embora. E assim a face inteira da terra se tornou deformada, e por causa das tormentas, e dos trovões, e dos relâmpagos e os abalos da terra.

E observe, as rochas foram rasgadas em dois; eles foram quebradas sobre a inteira face da terra, a um tal ponto que eles eram encontradas em fragmentos quebrados, e em cicatrizes [costuras] e em rachaduras, sobre toda face da terra.

E aconteceu de passar quando os trovões, e os relâmpagos e a tempestade a tormenta e os abalos da terra cessaram , para observar, eles duraram ao menos o espaço de três horas; e foi dito por alguns que o tempo era maior; não obstante, todas estas coisas grandes e terríveis foram feitas em um espaço de três horas – e então observe, havia uma escuridão sobre a face da terra.

E isto veio a passar que houve uma espessa escuridão sobre toda a face da terra, a um tal ponto que os habitantes disto que não tinham caido [morrido] podiam sentir o vapor da escuridão; e não podia haver luz, por causa da escuridão, nem velas, nem tochas, nem podia haver fogo aceso com sua boa e excedente madeira seca, de forma que não podia haver qualquer luz; e não havia luz a ser vista, nem fogo, nem brilho, nem sol, nem lua, nem estrelas porque tão grande eram as névoas da escuridão que estava sobre a face da terra.

E veio a passar que isto durou pelo espaço de três dias em que nenhuma luz foi vista; e houve uma grande lamentação e uivo e choro entre todas as pessoas continuamente; sim, grande era o gemido das pessoas, por causa da escuridão e da grande destruição que tinha vindo sobre elas – 3 NEPHI 8:5-23, Livro do Mormon

Os murmúrios, flashes de luz, rápida incineração de cidades, tudo dentro de três horas, seguido de três dias de escuridão espessa e pesada combina acuradamente com a apresentação de um ataque nuclear seguido pela inevitável nuvem espessa que se esgueira de poeira e destroços. A passagem acima é especialmente notável quando lembramos que ela foi publicada pela primeira vez a mais de um século atrás – muito antes que as armas nucleares fossem desenvolvidas pelo homem. Isto dá uma crença adicional a afirmação da Igreja Mórmon que Joseph Smith não tinha inventado o Livro do Mórmon, como tem acusado alguns críticos. É altamente improvável que qualquer pessoa nos dias de Smith pudesse ter acidentalmente imaginado um evento tão estreitamente espelhando um holocausto nuclear.

Alguns Mórmons ressaltam que os ensinamentos espirituais encontrados nos textos Mórmons são mais importantes do que a informação histórica. As crenças espirituais mórmons são de fato significativas porque elas são bem francamente sobre as intenções tutelares.

As crenças espirituais básicas da Igreja Mórmon podem ser resumidas da seguinte forma:

Os humanos são seres espirituais imortais que ocupam corpos humanos. O espírito é a verdadeira fonte de inteligência e personalidade, não o corpo. Como seres espirituais, existimos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte. A verdadeira meta da vida é melhorar a espiritualidade, e todo mundo pode eventualmente acançar um estado espiritual reabilitado que espelhe o estado de um Ser Supremo. A Ética é um passo importante para alcançar tal estado. Todo mundo é dotado de livre arbítrio.

Estas crenças soam como os ensinamentos de uma religião dissidente. Podemos uma vez entender porque tantas pessoas são dirigidas ao Mormonismo e permanecem devotados aderentes. São ditas importantes verdades aos membros. Quando lemos mais dos trabalhos mórmons, contudo, descobrimos que as verdades acima recebem algumas distorções fatais que realmente evitam que a pessoa até mesmo obtenha sua salvação espiritual.

Os textos mórmons afirmam que as pessoas são realmente corpos espirituais imortais que habitam corpos humanos. Os corpos espirituais imortais são feitos de matéria exatamente como os corpos humanos. Joseph Smith disse que “o espírito é uma substância; que é material, mas que é matéria mais pura, elástica e refinada do que o corpo” (HC, IV. p. 575.) Um Ser Supremo (Deus) é dito ser um ser de material similar que habita um corpo de carne e osso perfeito e imortal.

A meta máxima do mormonismo é alcançar o mesmo estado como ‘Deus’ e habitar em um corpo humano perfeito e imortal pelo resto da eternidade. Os ensinamentos mórmons, que são alegados terem vindo de placas antigas e os ‘anjos’ tutelares, portanto encorajam os humanos a darem boas vindas ao amargo destino do aprisionamento infindável em corpos humanos. O Livro do Mórmon expressa este objetivo desta maneira:

O espírito e o corpo devem ser reunidos novamente em sua forma perfeita;… seus espíritos unidos com seus corpos, nunca a serem divididos;…  –  ALMA 11:43, 45

Antigos textos mesopotamios nos dizem que os ‘deuses tutelares’ da humanidade queriam permanentemente unir os seres espirituais a corpos humanos de forma que os tutores tivessem uma raça escrava. As religiões dissidentes tem argumentado que a captura de um espírito em um corpo humano é a causa primária de sofrimento. Para neutralizar este ensinamwento dissidente e promover as metas dos tutores, o mormonismo falsamente declarea que um ser espiritual somente pode alcançar a máxima felicidade e divindade quando é permanentemente unido à matéria:

Porque o homem é espírito. Os elementos são eternos, e espírito e elemento, inseparavelmente conectados, recebem uma completa felicidade –  DOCTRINES AND COVENANTS 93:33-34

Somente onde o verdadeiro entendimento espiritual tem sido perdido pode um tal ensinamento ser mantido, como tem acontecido em ampla escala sobre a Terra.

O Mormonismo ensina que todo mundo viveu com o Pai Celestial [Deus] antes de vir à Terra. Como parte do Grande Plano de Deus, as pessoas foram enviadas à Terra para aprender o certo e o errado, e demonstrar a Deus que elas preferem fazer o bem que o mal. Contudo, algo é feito a todos os seres espirituais que são enviados à Terra: eles são induzidos com uma amnésia sobre suas existências pré nascimento. Segundo um panfleto publicado pela Igreja Mórmon:

. . . embora possamos algumas vezes sentir insinuações de nossa existência pré mortal [a existência espiritual antes de tomar um corpo] como ‘por um vidro escuro’ [vagamente], isto seria eficazmente bloqueado de nossa memória.

Esta afirmação é notável, porque ela sugere que a memória da pura existência espiritual é de algum modo deliberadamente bloqueada das memórias humanas pela sociedade tutelar como parte de seu esforço de ‘soldarem’ seres espirituais a corpos humanos. A sociedade tutelar parece ter métodos eficazes para ocluir a memória, como demonstrado nos modernos casos de abdução UFO onde as vítimas humanas aparentemente são forçadas a sofrerem amnésia quase completa a respeito de suas experiências de abdução.

A amnésia forçada descrita no mormonismo tinha vários propósitos apoiados, um dos quais era:

. . . assegurar que a nossa escolha do bem e do mal reflitisse nossos desejos terrenos e vontade, muito mais do a influência relembrada de nosso Pai Celestial Todo Bem.

Esta é também uma admissão surpreendente. Ela alega que a memória espiritual é ‘diminuida’ de forma que as pessoas basearão suas ações em suas preocupações como seres materiais muito mais do que em seu conhecimento e lembrança da existência espiritual. Isto pode apenas atrasar a habilidade dos indivíduos de alcançarem um alto nível de ética porque a verdadeira ética deve maximamente levar em conta a natureza espiritual de uma pessoa quando confrontada com um dilema ético.

Ao reduzir todas as questões de ética a preocupações estritamente terrenas, as pessoas são evitadas de completamente resolver estas questões éticas que as colocarão na estrada da completa recuperação espiritual. Esta restrição é precisamente o que os tutores queriam, como revelado no Velho Testamento:

‘Deus’ não quis que Adão e Eva ‘comessem’ da ‘árvore do conhecimento do bem e do mal’ porque isto levaria ao conhecimento de como reconquistar a imortalidade espiritual.

A passagem acima posteriormente sugere que existe a intenção tutelar de bloquear a lembrança humana de um Ser Supremo. A implicação é que as pessoas não tem enterradas as memórias de sua anterior existência espiritual, mas elas também mantém lembranças ocultas de contacto com um Ser Supremo. Se uma tal memória existe, podemos por uma vez compreender porque os tutores tentariam velar isto. Ao bloquear tal memória, a sociedade tutelar posteriormente aprofunda a ignorância espiritual e tem melhor habilidade para promover seus fingimentos religiosos e ficções.

Isto não é dizer que a sociedade tutelar sozinha seria culpada de causar a deterioração espiritual e a amnésia. Tal deterioração provavelmente teria começado muito antes da formação da civilização tutelar. Os escritos mórmons apenas sugeririam que os tutores tiraram vantagem de tal deterioração e apressaram isto para se adequar aos seus próprios fins.

Temos notado este uso de engendrar a guerra como um instrumento tutelar para manter o controle sobre a população humana. Segundo o Livro do Mórmon, este instrumento foi usado nas antigas civilizações americanas onde ‘Deus’ foi mantido responsável pela erupção de muitas guerras:

E veio a passar que observei que a ira de Deus pingada sobre a grande e abominável igreja [a igreja de Satã], ao ponto em que houve guerras e rumores de guerras entre todas as nações e famílas da Terra  – 1 NEPHI 14:15

Os mórmons afirmam que as guerras continuariam a serem engendradas pelas gerações como instrumento de ‘Deus’ para manter o controle:

Sim, na medida em que uma geração passe para outra deve haver banhos de sangue, e grandes visitações [desastres] entre eles; por conseguinte, meus filhos, desejaria que você se lembrasse; sim, que você ouvisse as minhas palavras – 2 NEPHI 1:12-13

A luz do acima, não é surpreendente descobrir que o Mormonimo é um outro ramo da rede da Fraternidade, até mesmo embora a Igreja Mórmon tenha tradicionalmente se oposto a outras sociedades secretas, tais como a Livre Maçonaria. A oposição mórmon a Livre Maçonaria é baseada em passagens do Livro do Mórmon que parecem sugerir que Deus se opõe a sociedades secretas.

Por exemplo, lemos em 2 Nephi 26:22-23:

E lá estavam também combinações secretas, até mesmo quando nos tempos do antigo, segundo as combinações do diabo, porque ele é a fundação de todas estas coisas…

Muitas pessoas objetam interpretar a passagem acima como sendo dirigida contra as sociedades como a Maçonaria. Afinal, o próprio Joseph criou um sacerdócio multinivelado moldado como a Maçonaria Livre, completo com cerimônias secretas e avental cerimonial.

O sacerdócio Mórmon é dividido em duas seções:

* o Sacerdócio de Aarão [o irmão de Moisés]

* o Alto Sacerdócio, melhor conhecido como Sacerdócio de Melquisedeque [ o rei bíblico Melquisedeque]

Segundo Alma 13:1-14, o alto sacerdócio mórmon é precisamente o mesmo sobre o qual Melquisedeque tinha reinado a muitos séculos antes.

O Sacerdócio Mórmon hoje continua a acompanhar o processo de iniciação passo a passo de outras organizações da Fraternidade. Suas mais altas cerimônias são realizadas em segredo e os iniciados são exigidos de fazerem votos de silêncio. Durante tais cerimônias, os iniciados frequentemente vestem aventais cerimoniais na medida em que vários ‘mistérios’ são revelados a eles pelo uso de símbolos e alegoria.

Joseph Smith afirmou que ele moldou o sacerdócio mórmon segundo os ditames do ‘anjo’. Contudo, ele não confiou inteiramente em seu amigo extraterrestre. Smith também se tornou um Maçon Livre durante um curto período de tempo para tomar emprestado da Maçonaria.

Segundo Thomas F. O’Dea, escrevendo em seu livro, ‘The Mormons':

Joseph foi a Maçonaria para tomar emprestado muitos elementos da cerimônia. Estes ele reformou, explicando a seus seguidores que o ritual maçonico era uma forma corrompida de um antigo cerimonial do sacerdócio que agora estava sendo restaurado.

Joseph Smith foi feito Mestre Maçom em 16 de março de 1842 em uma loja em Illinois. Esta mesma loja foi unida por outros principais mórmons. Talvez o mais famoso Maçom Livre foi Brigham Young – o homem que liderou o êxodus mórmon através da América para Utah e estabeleceu a sede da Igreja naquele Estado, onde permanece até hoje.

Os fatos acima não significam que o mormonismo seja um ramo da Maçonaria Livre. Os laços organizacionais entre a Igreja Mórmon e a Livre Maçonaria foram cortados muito cedo. Smith e os mórmons iniciais foram a Livre Maçonaria para tomar emprestado, não para verdadeiramente se unir. A Igreja Mórmon era apenas uma outra facção em guerra com as outras facções da Fraternidade. foi dito aos mórmons que a religião deles era,

‘a única igreja verdadeira e viva sobre a face de toda Terra, com o que eu, estou bem agradecido…’ – (Doctrines and Covenants 1:30.)

Esta proclamação naturalmente conflita com todas as outras religiões tutelares que dizem a mesma coisa, portanto colocando em movimento mais disputas religiosas sem sentido para manter as pessoas com medo e desunidas. Algumas pessoas estão até combatendo os Mórmons agora. Joseph Smith sofreu por isto quando ele foi assassinado por um motim zangado em 1844.

Por toda a história preparada para o combate da Igreja, os Mórmons tem encontrado consolo no futuro Dia do Julgamento prometido pelo ‘anjo’ de Smith. Os escritos de Smith claramente indicavam que o Dia do Julgamento era para chegar em sua própria geração. Talvez isto prevesse a Grande Conflagração que chegou: a Guerra Civil Americana irrompeu em 1861. Muitos dos seguidores pessoais de Smith ainda estavam vivos para testemunharem este conflito brutal que deve ter se parecido como um Armageddon para muitos americanos.*

* Interessantemente, para o sul secionista e os movimentos pró escravidão que tinham feito com que a Confederação se separasse da União, e portanto estabelecido o estágio para a Guerra Civil, foi grandemente influenciada pela rede da Fraternidde. Vemos isto, por exemplo, em dois dos muitos projetos propostos para a bandeira da nova Confederação: os desenhos proeminentemente apresentam o ‘Olho Omnipresente de Deus’. Antes da erupção da guerra, um grupo de sulistas tinha criado uma influente sociedade secreta pró escravidão chamada Cavaleiros do Círculo Dourado…

Estes Cavaleiros fraternais estavam comprometidos com a preservação da escravidão em terras fronteiriças ao Mar do Caribe – o chamado Círculo Dourado. O selo dos Cavaleiros apresentava uma cruz similar a cruz maltesa usada pelos velhos Cavaleiros de Malta. Os Cavaleiros do Círculo Dourado eventualmente desapareceram e foram substituidos pelos Cavaleiros da Ku Klux Klan. A Klan era uma crua sociedade secreta no estilo da Fraternidade que se elevou na turbulência do pós guerra no Sul. Reportadamente fundada como uma piada, a Klan rapidamente cresceu e se tornou uma poderosa força política e social no Sul. Os ensinamentos da Klan são profundamente racistas e irraizados no arianismo.

Como sempre, o prometido milênio de paz e salvação espiritual não seguiu o Armageddon, então os  Mormons fizeram o que muitas outras religiões apocalípticas tem feito: eles reinterpretaram sua profecia do Dia do Julgamento para mante-la viva até mesmo embora ela tenha claramente fracassado.

Um grande projeto da Igreja Mórmon hoje é a manutenção de uma vasta biblioteca genealógica – a maior do mundo. A genealogia é o estudo da linhagem da família e da ancestralidade. Ela conta quem deu nascimento a quem, bem como as características raciais e sociais da árvore familiar de uma pessoa.

Os ‘armazéns’ genealógicos mórmons são abrigados em uma montanha nas Montanhas Rochosas aproximadamente a 20 milhas ao sul de Salt Lake City. Os ‘armazéns’ são protegidos por 700 pés de espesso granito da montanha e uma porta de aço de 14 toneladas. Segundo um panfleto mórmon, a coleção de registro em andamento produz mais de 60.000 rolos de micro filmes a cada ano, contendo dados de documentos, licenças de casamento, bíblias de família, registros, listas de cemitérios e outras fontes.

Esta notável atividade começou durante a primeira metade do século XX. Isto foi ostensivamente realizado porque os Mórmons acreditam que as famílias continuam para sempre. Os Mórmons são ensinados que eles precisam traçar as linhas familiares de forma que todos aqueles que viveram e morreram o passado possam ser abençoados nas cerimônias realizadas no presente pelos Mórmons modernos. Os Mórmons, contudo, não limitam sua pesquisa genealógica apenas às famílias mórmons. Sua meta é realizar a necessária pesquisa genealógica de forma que todos estes agora ou sempre no mundo do espírito possam ser de forma indireta batizados. Já que todo ser humano que sempre tem vivido se encaixa na categoria acima, devemos concluir que o objetivo Mórmon é um completo registro genealógico da inteira raça humana!

Segundo a Igreja Mórmon, isto é precisamente a meta do projeto, ao grau em que possa ser realizado.

Esta atividade compreensivelmente preocupa algumas pessoas. Muitos indivíduos que vivem hoje testemunharam a loucura racial dos nazistas alemães e podem estremecer ao impacto devastador que a coleção genealógica Mórmon possa ter nas mãos de racistas. Este desconforto é aumentado pelas iniciais doutrinas mórmons que tinham colocado as pessoas de pele escura em uma posição grandemente inferior aos brancos. O arianismo foi um elemento importante da filosofia inicial mórmon.

Em 2 Nephi 5:21-24, lemos que a pele escura foi criada por Deus como uma punição pelo pecado:

. . . por consequinte, na medida em que aqueles que estavam sendo punidos eram brancos, e excedentemente claros e aprazíveis, que eles podiam estar enfeitiçando meu povo, o Senhor Deus causou uma pele de escuridão vir sobre eles. E então disse o Senhor Deus: eu farei que eles sejam tão desprezíveis para meu povo, salvo eles devam se arrepender de suas iniquidades. E amaldiçoado deve ser a semente [esperma] daquele que se misturar com sua semente; porque eles devem ser amaldiçoados até mesmo com a mesma maldição. E o Senhor falou isto e assim foi feito. E por causa de sua maldição que estava sobre eles eles se tornaram pessoas preguiçosas, cheias de malícia e astúcia, e buscaram nas selvas pelas bestas de presa.

Muito para crédito deles, os Mórmons tem recentemente derrubado estas crenças racistas e agoram admitem pessoas negras em seu sacerdócio. Os mórmos devem não obstante estarem alertas em assegurar que seus registros genealógicos nunca sejam permitidos cairem em mãos daqueles que possam deseja-los para propósitos de ‘purificação’ racial.

As modernas atividades mórmons exibem muitos ensinamentos humanitários. A Igreja, por exemplo, encoraja fortes uniões familiares. Em 1982, fui gratificado em ver um anúncio na televisão produzido pela Igreja Mórmon que expressa a importância de não ignorar uma realização infantil.

Isto trás um ponto muito importante: Nenhum indivíduo ou organização é puramente boa ou má.

Em nosso louco universo, o bem ‘absoluto’ e o mal ‘absoluto’ apenas não parecem existir. No pior das pessoas pode-se sempre encontrar um pequenino borralho de bem [isto é, o psicopata Adolf Hitler foi gentil com as crianças] e no melhor dos individuos sempre existe uma coisa que deve mudar.

A maioria das pessoas que se une a um grupo ou segue um líder o fazem assim pelas razões certas: eles tem ouvido um elemento de verdade ou eles buscam uma solução para um problema genuíno. O truque real em julgar uma pessoa ou grupo é determinar se mais bem está sendo feito que mal, e como o mal pode ser corrigido sem destruir seja o que for que possa ser o bem.

A tarefa geralmente não é fácil. Os escritos Mórmons declaram que ‘Deus’ [isto é, o gerenciamento tutelar da Terra] pretende eventualmente eliminar inteiramente ‘o mundo do espírito’ como parte do Grande Plano Utópico de Deus para a humanidde. Em outras palavras, nada além do universo material é para sempre existir tanto quanto diga respeito às pessoas da Terra. Isto pode ser traduzido como significando o total aprisionamento espiritual na matéria física.

Tais intenções exigiriam que as filosofias de estrito materialismo sejam criadas e impostas sobre a raça humana de forma que os humanos não olhem além do universo material. Tais filosofias ensinariam que não há uma realidade espiritual e que toda a vida, portanto, e a criação, se elevam unicamente dos processos físicos. Tais idéias tem se tornado muito em moda e elas estão, tristemente, ajudando a empurrar a raça humana em um adormecer espiritual cada vez mais profundo.

Liderando esta tendência por muitos anos estava uma filosofia política que tinha conquistado seu momentum inicial na Alemanha do século XIX. Estou falando, com certeza, do ‘comunismo’ que até mesmo tão curiosa mistura de apocalipticismo, materialismo e trabalho ético protestante que foi uma tal força importante no século XX.

*****

Apocalipse de Marx

A primeira Revolução Francesa de 1789 marcou o início de uma longa série de levantes na França. Um novo Duque de Orleans, Louis-Philippe, se tornou a figura principal de uma revolta de julho de 1830 que o colocou no trono da França como regente de uma monarquia constitucional. Auxiliando-o estava o Marquês de La Fayette. Um outro importante apoiador de Louis-Philippe foi um homem chamado Louis-Auguste Blanqui, que foi condecorado pelo novo governo por ajudar a tornar um sucesso a revolução de 1830.

Blanqui permaneceu um ativo revolucionário depois de 1830 e forneceu uma importante liderança para uma longa sequência de levantes. Segundo Julius Braunthal, escrevendo em seu livro, ‘History of the International’,

‘Blanqui foi a inspiração de todos os levantes em Paris de 1839 a ‘Comuna’ em 1871′

*A Comuna foi um grupo revolucionário qwue governou Paris de 18 de março a 28 de maio de 1871.

Blanqui pertencia a uma rede de sociedades secretas francesas que organizou e planejou as revoluções. Quase todas estas sociedades secretas eram derivadas da atividade da Fraternidade e eram moldadas como organizações da Fraternidade. Cada sociedade tinha uma função diferente e uma fundação ideológica para dirigir as pessoas para a causa revolucionária. Embora as sociedades revolucionárias algumas vezes diferissem em assuntos de ideologia e tática, elas tinham um objetivo em comum: trazer uma revolução. Muitos líderes revolucionários participavam de várias destas organizações simultaneamente.

Um dos mais eficazes grupos revolucionários secretos franceses foi a Sociedade de Estações, da qual Blanqui participava da liderança. Esta sociedade era destinada especificamente para o propósito de incubar e realizar as conspirações políticas. Uma das organizações aliadas a Sociedade foi ‘A Liga dos Justos’. A Liga dos Justos foi fundada em 1836 como uma sociedade secreta e ajudou Blanqui e a Sociedade das Estações em ao menos uma revolta: o levante de maio de 1839. Uns poucos anos depois do levante, a Liga foi unida por um homem que mais tarde se tornaria o mais famoso portavoz dos revolucionários: Karl Marx.

Karl Marx era um alemão que viveu de 1813 a 1883.

Ele é considerado por muitos ser o fundador do comunismo moderno. Seus escritos, especialmente o Manifesto Comunista, são uma importante pedra fundamental da ideologia comunista. Como alguns historiadores tem ressaltado, contudo, Karl Marx não originou todas as suas idéias. Ele estava atuando grandemente como um portavoz da organização política radical a que pertencia. Foi durante sua afiliação na Liga dos Justos que Marx escreveu o Manifesto Comunista com seu amigo, Friedrich Engels. Embora o Manifesto contivesse muitas das próprias idéias de Marx, sua verdadeira realização era colocar em uma forma coerente a ideologia comunista que já estava inspirando as sociedades secretas da França para a revolta.

Por causa de seu intelecto, Marx conquistou um poder considerável dentro da Liga dos Justos e sua influência causou umas poucas mudanças dentro desta organização. Marx não gostava do caráter conspiratório romântico da rede da sociedade secreta a que ele pertencia e foi capaz de acabar com alguns traços dentro da Liga. Em 1847, o nome da Liga foi mudado para ‘Liga Comunista’. Associado com a Liga Comunista estavam várias organizações de ‘trabalhadores’, tal como a Sociedade Educacional dos Trabalhadores Alemães (GWES). Marx fundou um ramo da GWES em Bruxelas, Bélgica.

A este ponto, podemos ver a extraordinária ironia nestes eventos. As mesmas rede de organizações da Fraternidade que nos tinham dado os EUA e outros países ‘capitalistas’ por meio da revolução, estavam agora ativamente criando a ideologia [o comunismo] que se oporia a estes países! É crucial que este ponto seja compreendido: ambos os lados da luta moderna [comunistas contra capitalistas] foram criados pelas mesmas pessoas na mesma rede de organizações secretas da Fraternidade. Este fato vital é quase sempre desprezado nos livros de história. Dentro de um curto período de cem anos, a rede da Fraternidade tinha dado ao mundo duas filosofias opostas que forneceram a inteira fundação  para a chamada ‘Guerra Fria': um conflito que durou aproximadamente meio século.

Considerando a afiliação de Karl Marx á rede da Fraternidade, não deve ser surpresa que a filosofia de Marx siga o padrão básico da religião tutelar. O Marxismo é fortemente apocalíptico. Ele ensina um credo de Batalha Final envolvendo as forças do Bem e do Mal seguidas da Utopia na Terra. A diferença primária é que Marx moldou estas crenças em uma estrutura não religiosa e tentou faze-las soarem como ‘ciência social’ muito mais do que uma religião. No esquema de Marx, as forças do ‘Bem’ são representadas pelas oprimidas ‘classes trabalhadoras’ e o ‘Mal’ é representado pelas classes proprietárias. O violento conflito entre as duas classes é retratado como natural, inevitável e sadio porque tal tensão reflete a crença Calvinista que o conflito na Terra é sadio porque significa que as forças do ‘Bem’ estão ativamente combatendo os prediletos do ‘Mal’.

Marx tentou fazer esta idéia do ‘conflito inevitável’ soar científica ao enquadra-la em um conceito conhecido como ‘dialética’. A ‘dialética’ foi uma noção esposada por um outro filósofo alemão, Hegel (1770-1831). A idéia de Hegel da ‘dialética’ pode ser explicada desta forma: de uma tese [uma idéia ou conceito] devemos derivar uma antítese [um oposto contraditório] dos quais se deriva uma síntese [uma nova idéia ou conceito que é diferente das duas primeiras, mas é um produto delas].

Marx tomou esta idéia aparentemente científica e a incorporou em sua teoria de história social. No modelo comunista do ‘materialismo dialético’, a mudança social, econômica e política se eleva do embate de opostos contraditórios e frequentemente violentos. Deste modo, as guerras infindáveis da história e o incessante conjunto de facções opostas sobre a Terra são ditas serem uma parte natural da existência da qual a mudança deve ocorrer. Isto torna o infindável conflito social parecer desejável, e isto é precisamente a ilusão que Marx tentou criar em sua teoria da ‘luta de classes’.

A visão comunista da Utopia é curiosa, mas é também importante. Nela, todo mundo é um trabalhador igual a todos os outros trabalhadores. Ninguém possui algo, mas todos unidos possuem tudo que eles precisam, mas não necessariamente tudo aquilo que eles querem; mas antes que ocorra a Utopia, todo mundo deve primeiro viver em uma ditadura. Oh! Esta visão bizarra da Utopia parece claramente destinada a manter a humanidade como uma raça trabalhadora e encorajar os humanos a aceitarem as condições da repressão social [isto é, a ditadura].

Por toda a vida de Marx. o conhecimento espiritual tinha alcançado um severo estado de deterioração. A ‘rápida salvação’ dos Protestantes e os embaraçosos rituais praticados por quase todas as religiões estavam compreensivelmente dirigindo muitas pessoas de mente racional para fora da religião. Não é surpreendente que a validade de toda a realidade espiritual começasse a ser questionada. Este questionamento levou muitas pessoas a se inclinarem na direção de uma visão geral estritamente materialista da vida, e Marx forneceu uma filosofia que muitas destas pessoas podiam seguir. Embora Marx reconhecesse a realidade da existência espiritual, ele erroneamente afirmou que a existência espiritual era inteiramente o produto dos fenômenos físicos e materiais.

Deste modo, os ensinamentos de Marx ajudaram a promover as metas tutelares expresas no Livro do Mórmon e nos antigos tabletes sumérios de trazer uma união permanente entre seres espirituais e corpos humanos. Os escritos de Marx deram a esta união uma aceitabilidade ‘científica’ ao sugerir que o espírito e a matéria não podiam de todo serem separados. A filosofia Marxista acrescentou que a realidade ‘sobrenatural’ [isto é, a realidade existente fora dos laços do universo material] não é possível. A Utopia de Marx entretanto equivale ao Éden Bíblico: um paraíso materialista no qual todo mundo é um trabalhador sem rota para o conhecimento e liberdade espirituais; em outras palavras, uma mimada prisão espiritual.

Durante a mesma era na qual o comunismo estava sendo formado em um movimento organizado, a prática bancária estava realizando importantes desenvolvimentos. Pelo final do século XIX, o novo sistema de papel moeda inflável era a norma estabelecida por todo o mundo. Este sistema monetário não foi adequadamente organizado em uma escala internacional, contudo, e este era o próximo passo: criar uma rede permanente mundial de banco central que podia ser coordenada de um único local fixo.

Um erudito a escrever sobre este desenvolimento foi o falecido Dr. Carroll Quigley, professor de Harvard, Princeton, e da Escola de Serviço Exterior da Universidade de Georgetown. O livro do Dr. Quigley, ‘Tragedy and Hope, A History of the World in Our Time’, alcançou algum grau de fama e foi usado por alguns membros da Sociedade John Birch para provar suas idéias da ‘Conspiração Comunista’.

Colocando de lado a notoriedade, descobrimos que o livro do Dr. Quigley foi exaustivamente pesquisado e vale a pena ser lido. O Dr. Quigley não era um ‘crente da conspiração’, mas era um professor altamente respeitado com surpreendentes credenciais acadêmicas. O livro do Dr. Quigley descreve em grande detalhes o desenvolvimento e os trabalhos da comunidade bancária internacional como ela estabeleceu o sistema de papel moeda inflável pelo mundo.

Vamos dar uma breve olhada no que o Dr. Quigley tinha a dizer.

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O Dinheiro Divertido se Torna Internacional

Em seu livro, ‘Tragedy and Hope’, Dr. Quigley divide a história do ‘capitalismo em vários estágios. O terceiro estágio, que é descrito como o período de 1850 a 1931, é definido por Dr. Quigley como o estágio do Capitalismo Financeiro. Dr. Quigley afirma:

Este terceiro estágio do capitalismo é de completa importância na história do século XX, e suas ramificações e influências tem sido tão subterrâneas e até mesmo ocultas, que podemos ser desculpados se devotamos considerável atenção a suas organizações e métodos. Essencialmente o que isto fez foi tomar os velhos métodos desorganizados e localizados de manusear o dinheiro e o crédito e organiza-los em um sistema integrado, em uma base internacional, que funcionou com uma facilidade incrível e bem untada por muitas décadas.

Dr. Quigley descreveu o completo intento do novo sistema integrado:

… os poderes do capitalismo financeiro tinham uma outra meta de longo alcance; nada menos do que criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos particulares capazes de dominar o sistema politico de cada país e as economias do mundo como um todo. Este sistema era para ser controlado de um modo feudal pelos bancos centrais do mundo agindo em comum acordo, por acordos secretos alcançados em encontros e conferências particulares.

O ápice deste sistema era para ser o Banco para Assentamentos Internacionais em Basel, Suíça; um banco particular possuido e controlado pelos bancos centrais mundiais que eram eles próprios corporações particulares. Cada banco central… devia manipular os câmbios estrangeiros, influenciar o nível de atividade econômica no país, e influenciar políticos cooperativos por subsequentes recompensas econômicas no mundo dos negócios.

No mundo de lingua inglesa, os recententemente organizados bancos centrais exerceram importante influência politica por meio de uma organização que eles controlavam, conhecida como Mesa Redonda. A Mesa Redonda era um grupo formador de opinião destinado a afetar as ações de política externa das nações.

A Mesa Redonda foi fundada por um inglês chamado Cecil Rhodes (1853-1902). Rhodes tinha criado uma vasta operação de mineração de ouro e de diamantes na África do Sul e em duas nações africanas que receberam seu nome: Rodésia do Norte e Rodésia do Sul [hoje, respectivamente Zâmbia e Zimbabue].  Rhodes, que foi educado em Oxford, fez mais do que qualquer inglês para explorar os recursos minerais da África e tornar o continente sul africano uma parte vital do Império Britânico.

Rhodes era mais que um homem dirigido a fazer uma fortuna pessoal. Ele estava muito preocupado com o mundo e de onde ele era chefiado, especialmente a respeito da guerra. Embora ele tenha vivido a quase um século atrás, ele divisou o dia quando as armas de grande destruição poderiam destruir a civilização humana. Sua previdência o inspirou a canalizar seus consideráveis talentos e fortuna pessoal na construção de um sistema político mundial sob o qual seria impossível uma guerra de tal magnitude ocorrer. Rhodes pretendia criar um só governo mundial liderado pela Bretanha. O governo mundial seria forte o bastante para impedir quaisquer ações hostis por qualquer grupo de pessoas.

Rhodes também queria unificar as pessoas ao tornar o inglês uma linguagem universal. Ele desejava diminuir o nacionalismo e aumentar a consciência entre as pessoas que elas eram parte de uma comunidade humana maior. Foi com estas metas em mente que Rhodes criou a Mesa Redonda. Em seu testamento, Rhodes também criou as famosas ‘Bolsas de Estudo Rhodes’ – um programa ainda em vigor hoje. O programa das bolsas de estudo Rhodes é destinado a promover sentimentos de cidadania universal baseado nas tradições anglo-saxônicas.

O coração de Rhodes estava claramente no caminho certo. Se fosse bem sucedido, ele teria desfeito muitos efeitos nocivos causados pelas propostas ações tutelares e pela corrompida rede da Fraternidade. Uma linguagem universal teria desfeito os efeitos nocivos descritos na história da Torre de Babel ao dividir as pessoas em diferentes grupos linguísticos. Promover o sentimento de uma cidadania universal ajudaria a superar os tipos de nacionalismo que ajudam a gerar as guerras. Contudo, algo saiu errado.

Rhodes cometeu o mesmo erro cometido por muitos outros humanitários antes dele: ele pensou que podia realizar suas metas pelos canais da corrompida rede da Fraternidade.

Rhodes portanto terminou por criar instituições que prontamente cairam nas mãos daqueles que efetivamente as utilizariam para oprimir a raça humana. A Mesa Redonda não só fracassou em fazer o que tinha pretendido Rhodes, mas seus membros mais tarde ajudaram a criar as duas mais odiosas instituições do século XX: o campo de concentração e a mesma coisa que Rhodes tinha dedicado sua vida a evitar: a bomba atômica.

A idéia de Rhodes para a Mesa Redonda tinha começado em seus vinte e pouco anos. Aos 24 anos, enquanto era um estudante em Oxford, Rhodes escreveu sua segunda vontade, que descrevia seus planos de deixar propriedades de herança para:

.. . a instituição, promoção e desenvolvimento de uma Sociedade Secreta, o verdadeiro objetivo e meta a partir do qual deva ser a extensão do governo britânico pelo mundo… e finalmente a fundação de um poder tão grande que torne as guerras impossíveis e promova os melhores interesses da humanidade.

A sociedade secreta de Rhodes, a Mesa Redonda, foi finalmente criada em 1891. Ela foi moldada segundo a Livre Maçonaria com seus círculos internos e externos. O círculo interno de Rhodes era chamado de Círculo dos Iniciados e o externo era a Associação dos Auxiliares. O nome da organização, era uma alusão ao Rei Artur e sua legendária mesa redonda. Por implicação, todos os membros da Mesa Redonda de Rhodes eram ‘Cavaleiros’.

Foi inevitável que o sucesso e a influência política de Rhodes o levassem ao contacto como outros ‘movimentadores e abaladores’ da sociedade inglesa. Entre eles, com certeza, estavam os maiores financiadores da Bretanha. Um dos principais apoiadores de Rhodes era o banqueiro inglês, Lord Rothschild, chefe do poderoso ramo Rothschild na Inglaterra. Lord Rothschild era listado como um dos membros propostos para o Circulo dos Iniciados da Mesa Redonda. Um outro associado de Rhodes era um influente banqueiro inglês, Alfred Milner.

Depois que Rhodes morreu em 1902, a Mesa Redonda ganhou um apoio aumentado de membros da comunidade bancária internacional. Eles viam a Mesa Redonda como um meio de exercer sua influência sobre governos na Commonwealth Britânica e em outros lugares. Nos EUA, por exemplo, segundo o Dr. Quigley:

A espinha vertebral central desta organização [a Mesa Redonda] cresceu ao longo da já existente cooperação financeira dirigida pelo Banco Morgan em New York a um grupo de financiadores internacionais liderados pelos Irmãos Lazard.

A partir de 1925, maiores contribuições para a Mesa Redonda vieram de indivíduos ricos, fundações e companhias associadas com a fraternidade bancária internacional. Eles incluiam o Trust Carnegie do Reino Unido, organizações associadas com J. P. Morgan, e as famílias Rockefeller e Whitney.

Depois da Primeira Guerra Mundial, a Mesa Redonda passou por um período de expansão durante o qual muitos sub-grupos foram criados. O homem responsável para obter que muitos dos sub-grupos iniciassem foi Lionel Curtis. Na Inglaterra e em cada domínio britânico, Curtis estabeleceu um capítulo local [nas palavras de Quigley, um 'grupo de frente'] da Mesa Redonda chamado Real Instituto de Assuntos Internacionais. Nos EUA, o ‘grupo de frente’ da Mesa Redonda foi chamado Conselho das Relações Exteriores – CFR.

Muitos americanos hoje estão familiarizados com o CFR baseado em New York. O CFR é geralmente pensado  ser um ‘formador de opinião’ do qual saem muitos indicados políticos a nível federal. Sob a administração presidencial de Ronald Reagan, por exemplo, mais de 70 membros da administração pertenciam ao CFR, incluindo um número de membros do top gabinete. O CRF tem dominado as administrações presidenciais anteriores também, bem como domina a atual administração.

O presidente do CFR por muitos anos tem sido o banqueiro David Rockefeller, antigo presidente do Chase Manhattan Bank. Um outro executivo do Chase presidiu o CFR antes disso. O aviso de Thomas Jefferson tem se tornado verdadeiro. A fraternidade bancária tem exercido uma forte influência na política americana, notavelmente nos asuntos externos, e o CFR é um canal pelo qual isto tem sido feito assim. Lamentavelmente, esta influência tem ajudado a preservar a inflação, o débito e a guerra como status quo.

Quando Cecil Rhodes estava vivo, ele conquistou um poder considerável na África do Sul e serviu por um número de anos como governador colonial lá. Ele tinha um modo único e eficaz de delegar poder. Segundo um dos mais íntimos amigos de Rhodes, o Dr. Jameson, Rhodes deu uma grande quantidade de autonomia a este homem confiável. Dr. Jameson uma vez escreveu:

. .. Mr. Rhodes deixou a decisão [sobre o que fazer em uma situação] ao homem no ponto, eu, que podia supostamente ser o melhor juiz das condições. Este é o modo de Mr. Rhodes. É um prazer trabalhar com um homem de sua imensa habilidade, e isto dobra o prazer quando você descobre que, na execução dos planos dele, ele deixa tudo com você; embora sem duvida no último momento do negócio dos Transvaal ele tenha sofrido por este sistema, ainda que a longo prazo, o sistema funcione. Tão logo você alcança o fim que ele tenha em vista, ele não é cuidadoso de abandonar os meios ou os métodos que você está a empregar. Ele deixa um homem por sua própria conta, e isto é o porque ele obtém o melhor trabalho que eles são capazes; de todos seus homens.

Isto pode ser um estilo eficaz de liderança, exceto quando o meio usado é para alcançar um fim e criar seus próprios problemas. Alguns dos métodos usados pelos homens de Rhodes fizeram muito mais dano a longo prazo que bem imediato. Na África do Sul, por exemplo, uma luta entre os colonos holandeses [os Boers] e os ingleses iniciou a Guerra Boer. Durante este conflito, um dos oficiais britânicos sob Rhodes, Lord Kitchener, estabeleceu campos de concentração para manter os Boers capturados. Os campos foram decretados por Kitchener em 27 de dezembro de 1900 e mais de 117.000 Boers foram eventualmente aprisionados dentro de 46 campos. As condições eram tão desumanas que estima-se que 18.000 a 26.000 pessoas morreram, primariamente de doença. Isto foi equivalente ao assassinato em massa. Hoje associamos os campos de concentração com a Alemanha Nazista e com a Rússia comunista; mas seu uso no século XX realmente começou com os ingleses sob Lord Kitchener.

Talvez a maior ironia na história da Mesa Redonda foi o papel da organização em criar a bomba atômica. Depois da morte de Rhodes, os grupos da Mesa Redonda foram estabelecer outras organizações. Uma delas foi o Instituto de Estudos Avançados (IAS) localizado em Princeton, New Jersey. O IAS grandemente auxiliou os cientistas que estavam desenvolvendo a primeira bomba atômica nos EUA. Membros do Instituto, incluindo Robert Oppenheimer, que foi apelidado ‘Pai da Bomba A’ e Albert Einstein, para quem o instituto era como uma casa.

Como temos visto, o mundo estava passando por importantes desenvolvimentos na medida em que entrava no século XX. O sistema de banco central estava sendo organizado em uma rede internacional. Os banqueiros conquistaram uma grande influência nos assuntos externos da Bretanha e dos EUA por meio de tais grupos como a Mesa Redonda e o CFR. Enquanto isto, o movimento comunista estavam ganhando um momentum crescente na Europa. Este momentum deu frutos em 1917 quando comunistas revolucionários estabeleceram sua primeira ‘ditadura do proletariado’ na Rússia. Mais uma vez, o mundo estava na estrada da Utopia Bíblica: o Paraíso dos Trabalhadores.

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O Paraíso dos Trabalhadores

Para muitas pessoas que então viviam, o período de 1914 até meados da década de 1930 foi um completo cumprimento da profecia apocalíptica. Estes anos testemunharam uma devastadora guerra mundial, uma súbita epidemia mundial de gripe que matou dezenas de milhões de pessoas dentro de um curto período de tempo, e um colapso financeiro marcado na Alemanha por uma hiperinflação de sua moeda.

Repentinas mudanças meteorológicas também ocorreram. Porções dos EUA se tornaram áridas ao ‘serem expostas a súbitas tempestades de poeira’. Isto trouxe uma destruição em grande escala ds plantações e a perda de muitas fazendas familiares pelo embargo. Este foi um período no qual relatos de espetaculares ‘bolas de fogo’ [brilhantes meteoros incandescentes] foram publicados pelo New York Times com aumentada frequência. Algumas bolas de fogo pareciam trazer com elas tempestades violentas, terremotos e outros desastres naturais. Os novos messias estavam aparecendo pelo mundo. Certamente, acreditaram muitos, Deus estava apressando no Dia do Julgamento.

O início do século XX testemunhou muitas mudanças na Alemanha. As principalidades autônomas estavam sendo reunidas em uma única nação alemã. Liderando este esforço de unificação estava a dinastia prussiana Hohenzollern, que também estava no proceso de forjar uma grande máquina de guerra alemã. Esta máquina era comandada pelo Kaiser William, um Hohenzollern, que ajudou a mergulhar a Europa na Primeira Guerra Mundial.

Por trás da militarização alemã estava a rede da Fraternidade. Nos anos iniciais de 1900, um número de organizações místicas na Alemanha estavam esposando uma curiosa mistura de idéias de Raça Mestra Ariana e conceitos místicos sobre as futuras glórias da Alemanha. Esta ‘fabricação’ resultou na noção de uma Raça Mestra alemã. Um dos escritores mais proeminentes neste gênero foi Houston Stewart Chamberlain, um inglês criado em Paris e que tinha por tutor quando jovem um prussiano. Seu trabalho mais importante,  Die Grundlagen des Neunzehnten Jahrhunderts (‘A Fundação do Século XIX’) foi publicado em 1899. Neste trabalho Chamberlain exaltou as glórias do ‘germanismo’ e anunciou que a Alemanha era a nação mais adequada a trazer uma ‘nova ordem’ à Europa.

Ele indicou que os alemães pertenciam ao grupo ariano ocidental de pessoas e portanto eram racialmente superiores a todos os outros. Da Alemanha se elevaria uma nova raça de ‘superhomens’, ele declarou. Chamberlain acreditava na Eugenia [melhorar a raça humana ao cuidadosamente escolher os pais naturais] e ele proclamou que todos os alemães arianos tinham o dever de gerar a super-raça de sua semente ariana. Chamberlain também não hesitou em expressar seu anti-semitismo. Ele afirmou que os judeus introduziam uma influência estrangeira na Europa e que eles desestabilizavam todas as culturas nas quais eles se tornavam assimilados.

O Imperador (Kaiser) Wilhelm da Alemanha e muitos membros dos Corpos de Oficiais Alemães estavam profundamente inspirados pelos escritos de Chamberlain. O Kaiser convidou Chamberlain para a côrte real e reportadamente cumprimentou Chamberlain com as palavras, ‘Foi Deus que enviou seu livro para o povo alemão e pessoalmente para mim’. Chamberlain permaneceu um hóspede no palácio do imperador em Potsdam onde ele se tornou o mentor espiritual do Kaiser. As idéias místicas esposadas por Chamberlain fizeram muito para empurrar o Kaiser e outros líderes alemães na megalomania que trouxe a Primeira Guerra Mundial.

A própria Primeira Guerra Mundial foi desencadeada por uma série de crises causadas pelo assassinato do Arquiduque austríaco Franz Ferdinand, aparente herdeiro do trono austríaco. Ele e sua esposa, a Duquesa Sofia, receberam tiros em 28 de junho de 1914 em Sarajevo por assassinos sérvios que pertenciam a uma sociedade secreta oculta conhecida como ‘Mão Negra’. Uma cadeia política de reação seguiu o assassinato, e a Primeira Guerra Mundial encontrou seu caminho quando o Chefe de Estado alemão, o General Helmuth von Moltke (ele próprio um místico, embora por algumas narrativas não fosse tão fanático quanto ao destino alemão quanto o Kaiser], ordenou uma completa mobilização militar, seguida por uma invasão da França em 1o. de agosto de 1914.

Os membros da rede mística tinham mais uma vez iniciado uma guerra brutal e sem sentido.

Há uma outra história da Primeira Guerra Mundial que vale a pena ser partilhada. É uma história de uma paz não usual. Foi dito na revista Parade pelo grupo de escritores de Irving Wallace, David Wallichinsky e Amy Wallace em sua coluna ‘Significa’. Aqui está a história como eles a escreveram:

Entre os horrores da Primeira Guerra Mundial, ocorreu uma única trégua quando, por umas poucas horas, os inimigos se comportaram como irmãos.

A véspera do Natal de 1914 foi toda quieta no front ocidental da França, do Canal Inglês aos Alpes Suíços. As trincheiras vinham a 50 milhas dentro de Paris. A guerra tinha apenas cinco meses e  aproximadamente 800.000 homens estavam feridos ou mortos. Cada soldado imaginava se o Dia de Natal podia trazer uma outra rodada de luta e morte. Mas algo aconteceu: os soldados britânicos levantaram sinais de ‘Feliz Natal’ e logo cantos foram ouvidos igualmente das trincheiras inglesas e alemãs.

O Natal amanheceu com soldados desarmados deixando suas trincheiras, com os oficiais de ambos os lados tentando sem sucesso impedir suas tropas de encontrarem o inimigo no meio da terra de ninguém para músicas e conversas. Trocando pequenos presentes – principalmente doces e cigarros – eles passaram o Dia de Natal pacificamente ao longo de milhas do front. Em um ponto os britânicos jogaram futebol com os alemães, que venceram por três a dois.

Em alguns lugares, a trégua espontanea continuou no dia seguinte, nenhum dos lados voluntário para disparar o primeiro tiro. Finalmente a guerra recomeçou quando chegaram novas tropas, e o alto comando de ambos exércitos ordenau que posteriores ‘entendimentos informais’ com o inimigo seriam punidos como traição.

O acima é um outro destes episódios pequenos, mas dignos de nota, revelando que os seres humanos não parecem ser naturalmente inclinados à guerra. Dada uma chance, eles abaixarão suas armas e se engajarão em buscas mais construtivas e de coração leve. O que fez com que estes soldados combatessem novamente foram as pressões de uma estrutura social artificial que se eleva dos muitos fatores descritos neste livro.

Um maior evento da Primeira Guerra Mundial foi a Revolução Russa Bolchevista de 1917. Esta foi a revolução que transformou a Rússia na nação comunista que conhecemos pela maior parte do século XX. A Revolução ocorreu um ano antes do fim da Primeira Guerra Mundial. Ela foi liderada em grande parte por Vladimir Ilyich Ulyanov, que é mais conecido pelo seu apelido, ‘Lenin.’

Ao tempo da Revolução, a Rússia era inimiga da Alemanha. A crueldade da Primeira Guerra Mundial tinha levantado no povo russo um forte sentimento anti-alemão. Os oponentes do bolchevismo foram capazes de usar este sentimento contra os bolchevistas ao acusar Lenin de ser um agente alemão. Em algum grau, esta acusação era verdadeira. Sir Winston Churchill, o Primeiro Ministro da Grã Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, escreveu, ‘eles [os alemães] transportaram Lenin em um trem lacrado como um bacilo da Peste da Suíça para a Rússia’. Churchill estava se referindo ao trem no qual Lenin e seu séquito viajaram de sua sede revolucionária na Suíça pela Alemanha até a Rússia para liderar a Revolução que já estava a caminho.

Os militares alemães garantiram uma passagem segura para a trem de Lenin pela Alemanha, mas não permitiriam que Lenin ou seus seguidores descessem do trem enquanto estivessem em solo alemão. A primeira parada do trem na Alemanha, depois de atravessar a fronteira com a Suíça, foi encontrada e abordada por dois oficiais alemães que forneceram uma escolta silenciosa para o grupo revolucionário. Os oficiais haviam sido instruídos anteriormente pelo General Erich Ludendorff, Chefe de Estado do 8o. Exército do Front Oriental. Ludendorff mais tarde se tornou uma das mais poderosas figuras políticas da Alemanha e um importante apoiador de Adolph Hitler.

Michael Pearson, autor de um livro excelente, ‘The Sealed Train’, apresenta evidência que os alemães continuaram a apoiar os bolchevistas até mesmo depois que a Revolução Russa havia acabado. Os militares alemães queriam se asegurar que os bolchevistas fossem capazs de manter o poder na Rússia. Segundo os registros do Escritório do Exterior alemão divulgados depois da Segunda Guerra Mundial, o Escritório do Exterior tinha alocado por 5 de fevereiro de 1918 um total de 40.580.997 marcos alemães para a propaganda russa e ‘propósitos especiais’.

A maior parte deste dinheiro é acreditada ter sido enviada diretamente para o novo regime comunista… Segundo os mesmos documentos, 15 milhões de marcos tinham sido liberados para a Rússia pelo Tesouro alemão apenas um dia depois que Lenin oficialmente assumiu o poder em novembro de 1917. Um telegrama enviado em 3 de dezembro de 1917 por Richard von Kuhlman, Secertário do Exterior alemão, afirmou:

…não foi até os bolchevistas terem recebido de nós um fluxo incessante de fundos por meios de vários canais que eles estiveram em posição de construir seu principal órgão, Pravda, para realizar a propaganda enérgica e apreciavelmente estender a base originariamente estreita de seu partido.

Três meses mais tarde, um outro telegrama enviado por von Kuhlman revelou:

… o movimento bolchevista nunca poderia ter alcançado a escala ou a influência que ele tem hoje sem nosso contínuo apoio.

Lenin compreensivelmente negou as acusações que ele tivesse recebido qualquer assistência da Alemanha. A Alemanha era inimiga da Rússia e Lenin teria sido considerado um traidor pela Rússia. Afinal, porque a Alemanha capitalista ajudaria os comunistas? O opressivo Tzar russo já havia abdicado antes da Revolução e o Governo Provisório criou em seu lugar uma forma republicana de governo moldada como os EUA.

A maioria das pessoas acredita que a Alemanha ajudou Lenin a derrubar o Governo Provisório para terminar com o envolvimento da Rússia na Primeira Guerra Mundial. Os líderes militares alemães queriam nada mais do que desengajar o Front Oriental que tanto necessitava de soldados e suprimentos que podiam então ser transferidos para outros lugares. O Governo Provisório havia continuado a guerra contra a Alemanha, de forma que os bolchevistas de fato precisavam tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial depois que eles tomaram o poder.

A questão tem sido levantada: porque a Alemanha ajudou os revolucionários comunistas? Houve outros grupos políticos na Rússia que poderiam ter sido apoiados.

Por uma coisa, os bolchevistas provavelmente permaneceram uma melhor chance de sucesso. Um fator mais importante é que alguns industriais alemães muito proeminentes e financiadores com influência nos militares alemães eram apoiadores do movimento comunista. O apoio deles havia começado muito antes da Primeira Guerra Mundial. Um dos mais visíveis apoiadores de Karl Marx tinha sido o rico industrial alemão Friedrich Engels. Engels até mesmo foi o co-autor do Manifesto Comunista com Marx. O importante apoio ao comunismo também veio da comunidade bancária alemã.

Max Warburg, um líder principal das finanças alemãs, emprestou sua assistência aos bolchevistas, como o fez o banqueiro Jacob Schiff que, embora um americano, veio da mesma família alemã que tinha partilhado uma casa nas gerações da família Rothschild de Frankfurt muito antes. Segundo o neto de Schiff, Schiff tinha emprestado aproximadamente 20 milhões de dólares ao governo comunista inicial na Rússia. A fusão combinada dos empréstimos ocidentais e o dinheiro do Tesouro alemão foram as únicas coisas que capacitaram o inicial regime bolchevista a sobreviver.

Haviam muitas razões porque os banqueiros ocidentais financiaram os bolchevistas. As origens comuns do comunismo e do sistema do papel moeda inflável na mesma rede mística é um fator a ser considerado. O Marxismo estreitamente seguiu o básico padrão filosófico do Cristianismo e outras religiões tutelares com suas mensagens de Batalha Final e Utopia. Talvez o fato mais importante sobre o comunismo moderno para explicar o apoio dos bancos ocidentais seja o fato de que o comunismo é realmente capitalsmo levado ao extremo.  Para entender isto, devemos dar uma olhada no que realmente é o ‘capitalismo’.

O ‘capitalismo’ e o ‘livre empreendimento’ são frequentemente igualados. Eles não devem ser. O ‘livre empreendimento’ é uma atividade econômica sem restrições; ele ocorre onde existe um mercado livre e aberto para a produção e troca de bens e serviços. Os empreendedores [as pessoas que começam negócios e assumem seus riscos] são a espinha dorsal dos sistemas de ‘livre empreendimento’.

O ‘capitalismo’, por outro lado, tem duas definições básicas. A primeira definição exalta os chamados ‘bens de capital’. Estas são as mercadorias utilizadas para fabricar outras mercadorias. Um típico bem de capital seria uma máquina usada para reunir linha. Um ‘capitalista’ pode entretanto significar uma pessoa que compra bens de capital e os usa para fabricar outros produtos para um lucro. Este tipo de capitalista é geralmente encontrado em um sistema de ‘livre empreendimento’, mas ele não precisa de um sistema de livre emprendimento assim para sobreviver. Ele pode existir em quase qualquer tipo de sistema político ou econômico no qual o lucro seja feito. De fato, este tipo de capitalista frequentemente sobrevive melhor em um sistema de livre emprendimento fechado onde há pouca ou nenhuma competição.

Os governos são capitalistas quando eles possuem e investem em equipamento de capital.

O segundo tipo de capitalista é o ‘capitalista financeiro’. O capitalismo financeiro é o controle dos recursos pelo investimento e o movimento do dinheiro. Isto pode ou não envolver a compra de bens de capital. Um capitalista financeiro geralmente investe seu dinheiro em ações de companhias e influencia o uso dos recursos ao determinar em que empreendimentos ele investirá. Um capitalista financeiro também pode ser um banqueiro que é intitulado a criar papel moeda inflável a emprestar, e quem é capaz de influenciar o uso dos recursos por como emprestar isto ao criar ‘este papel moeda do nada’. O capitalista financeiro também não precisa do sistema do livre emprendimento para sobreviver e frequentemente se beneficia de monopólios.

Como podemos ver, o capitalismo não é a mesma criatura do livre emprendimento, até mesmo se eles frequentemente co-existam. O livre empreendimento e o capitalismo frequentemente entram em conflito um com o outro porque o capitalismo tende a se mover na direção do monopólio e o livre empreendimento tende a favorecer mercados livres e abertos acessíveis a qualquer empreendedor.

Em 1989 e no início da década de 1990, a Rússia e a maioria das nações da Europa Oriental voluntariamente desmantelaram o comunismo em suas nações para substitui-lo pela democracia no estilo ocidental. A União Soviética foi abolida a a maioria das repúblicas soviéticas se tornou países independentes unidos em uma confederação frouxamente costurada chamada “Comunidade dos Estados Independentes’. A propriedade privada de terra e negócios foi restaurada em grande extensão. Não obstante, ainda é útil discutir o que foi a União Soviética sob o comunismo para entender como esta importante facção da Fraternidade fez tanto para perpetuar importantes problemas dentro de seu período de vida. Sobretudo, o comunismo ainda domina outras nações e continua a inspirar o conflito revolucionário no Terceiro Mundo.

O sistema econômico da Rússia comunista foi um ultra-capitalista porque sua indústria era até mesmo mais monopolizada, e a economia da nação era até mesmo mais dominada, pelas mesmas instituições que dominam as nações capitalistas. A mais importante destas instituições era o banco central soviético, que operava exatamente como os bancos centrais das nações ocidentais. A maior diferença era que o banco central russo tinha, e ainda tem ao tempo em que escrevo, um papel até mesmo mais intrusivo na vida econômica do país.

O banco central da União Soviética é chamado Gosbank. Ele é ao mesmo tempo um banco central e um banco comercial reunidos em um. Já em 1980, o Gosbank tinha aproximadamente 3.500 ramos e 150.000 empregados. Os maiores emprendimentos soviéticos, que eram todos de propriedade do governo, dependiam do Gosbank para empréstimos para fluir deles por períodos quando seus gastos eram maiores que seus rendimentos. Em outras palavras, os empreendimentos do governo comunista na União Soviética também operavam em uma base de ‘perda e lucro’ e eles tinham que tomar dinheiro emprestado do Gosbank quando eles sofriam uma perda.  Como nas nações não comunistas, os empreeendimentos soviéticos pagavam juros sobre o dinheiro que eles tomavam emprestado. A única diferença é que o Gosbank cobrava uma taxa fixa de juros enquanto  muitos bancos ocidentais tem uma taxa flutuante.

O Gosbank era, e ainda é, um ‘banco de emissão'; isto é, tem o poder de emitir dinheiro. O Gosbank cria ‘dineiro do nada’, exatamente como o fazem os bancos ocidentais. Embora o Gosbank estivesse ostensivamente sob o controle do governo na Rússia comunista, ele de fato era uma instituição semi-autônoma na qual os empreendimentos soviéticos estavam, e ainda estão, profundamente em débito.

O Gosbank foi até mesmo mais dominante nos assuntos financeiros soviéticos do que o são os bancos centrais nas nações ocidentais porque todas as transações entre os empreendimentos soviéticos tinham que acontecer através do Gosbank. Isto permitiu que o Gosbank supervisionasse o tempo todo e ainda hoje todas as transações financeiras envolvendo os empreendimentos soviéticos. O Gosbank estava também a cargo de pagar os salários de todos os trabalhadores. Isto era uma burocracia enorme que regulava a atividade econômica soviética em um grau notável.

Como podemos ver, a Rússia comunista era um sonho financeiro capitalista. A idéia marxista de tudo é possuído ‘coletivamente’ sob o comunismo simplesmente significou que uma seleta elite no banco e no governo tinha completa autoridade para dirigir o uso de todos os recursos exploráveis no país. Os trabalhadores soviéticos recebiam salários com os quais podiam comprar bens pessoais, mas sob a lei soviética eles não podiam possuir terra, construções, negócios ou qualquer grande equipamento industrial. Os cidadãos soviéticos podiam vender apenas itens ‘usados’ ou produzidos pessoalmente, mas eles não podiam contratar outros para lucro pessoal ou se engajar em atividades de intermediários. Embora existissem limitadas exceções a estas restrições e um florescente mercado negro, as leis soviéticas não obstante criaram um monopólio eficaz no qual os trabalhadores russos eram altamente explorados em um rígido sistema feudal; precisamos apenas comparar a Rússia comunista com o feudalismo medieval para apreciar este fato:

Como nos velhos feudalismos europeus, a maioria dos cidadãos soviéticos eram forçados a sofrer crônicas faltas de bens e serviços, e era dito a eles que eles tinham que suportar isto como um sacrifício pelo bem da Mãe Rússia.

Como nos velhos feudalismos, o povo soviético era efetivamente ‘ligado à terra’ por uma rígida burocracia que proibia as pessoas de se moverem sem aprovação do governo. O regulamento existia para controlar a vida politica e econômica da União Soviética ao decidir onde as pessoas viviam e trabalhavam. Este foi o mesmo motivo usado para ligar as pessoas à terra sob os antigos senhores feudais. Isto fez com que as pessoas na União Soviética se tornassem, em algum grau, servos. A emigração para nações fora da Cortina de Ferro era severamente restrita o que, novamente, acrescentou uma forma de servidão, porque as pessoas estavam ancorada à terra onde elas nasceram.

Como nos velhos feudalismos, eram concedidos à elite da Rússia comunista luxos especiais e privilégios negados por lei às ‘massas’. Na União Soviética comunista tais privilégios incluiam lojas especiais onde apenas uns poucos tinham permissão de comprar. A elite também achou mais fácil viajar para o exterior e enviar seus filhos para o exerior para serem educados.

Os velhos senhores feudais mantiveram o sistema ao oferecer um castelo fortificado no qual os servos podiam se recolher quando atacados por saqueadores ou exércitos estrangeiros. O sistema soviético também permaneceu vivo ao encorajar a xenofobia e ao regularmente lembrar ao povo soviético sobre a invasão da Rússia por Napoleão e a Alemanha Nazista. O Estado Soviético prometeu ao seu povo a proteção contra um mundo externo assustador e perigoso.

Como talvez possamos ver, a glorificação marxista do trabalhador se enquadra no sistema comunista soviético muito bem. Porque o sistema coloca severas limitações sobre a propriedade, a vasta maioria das pessoas era apenas valiosa como trabalhadores ou burocratas. O comunismo também é abertamente ateísta, isto é, nega a existência de qualquer realidade espiritual. O sistema comunista soviético portanto satisfêz as intenções tutelares expressas nos textos antigos de preservar o Homo sapiens como uma criatura de sofrimento cuja existência desde o nascimento até a morte deve ser uma longa luta pela existência física sem qualquer acesso ao conhecimento espiritual que deve liberta-lo.

Um aspecto importante da Revolução Russa foi o papel dos serviços de espionagem na revolta. Ao tempo da Revolução Russa, a comunidade internacional de inteligência tinha crescido em um grande e sofisticado assunto com considerável influência. Por toda a história, os membros da rede da Fraternidade em posições de poder politico consideraram os serviços de inteligência um conduto ideal para promover as agendas políticas e sociais da Fraternidade por causa do sigilo que tipicamente cerca as atividades de inteligência. Como resultado, muitos serviços de inteligência se transformaram em fontes de manipulação, revolta e traição. Este comportamento já era evidente na Rússia, ao tempo da Revolução Russa.

Antes que fosse estabelecido o Governo Provisório, a Rússia era governada por um Tzar [imperador]. O último Tzar tinha a sua disposição uma vasta rede de inteligência conhecida como ‘Okhrana.’ A Okhrana consistia em várias organizações de inteligência as quais realizavam todas as funções usuais de espionagem com seus agentes secretos, agentes-duplos, agentes provocadores e dossiês secretos. A Okhrana espionava os amigos tzaristas e os inimigos igualmente e agia como a polícia interna de segurança da Rússia. Dentro da Rússia, a Okhrana se engajou em extensas atividades subversivas. As atividadades domésticas impopulares da Okhrana eram um assunto maior para que os bochevistas atacassem o Tzar.

O Tzar, com certeza, foi eventualmente destronado. Isto deve significa que a Okhrana tinha falhado. Tinha mesmo?

Os historiadores tem notado que a Okhrana tinha sido pesadamente infiltrada e ajudou o movimento bolchevista. A Okhrana fez isto por meio dos chamados ‘agentes provocadores’. Um agente provocador é alguém que deliberadamente agita outros para cometerem atos ilegais e de rompimento, geralmente para desacreditar ou prender a vítima manipulada. Na América e em outras nações hoje, os agentes provocadores são frequentemente usados pelas agências de polícia para aprisionar ou comprometer pessoas alvo. Estas atividades são algumas vezes chamadas de ‘operações isca’.

Parece haver uma razão óbvia para o engajamento dos agentes provocadores. Se a pessoa alvo não comete um ato pelo qual ela possa ser difamada, comprometida ou aprisionada ela deve ser levada a cometer um. Porque a maioria das ações provocadoras são destinadas contra alegados criminosos ou subversivos, pareceria que o provocadorismo é um instrumento útil para combater o crime e a subversão. Na realidade, não é.

Depois de uma análise cuidadosa, um pesquisador logo descobre que as ações provocadoras são quase invariavelmente realizadas por pessoas dentro das agências de inteligência e da polícia, que eles próprios são criminosos ou subversivos. O provocadorismo prova ser uma cobertura frequente para a subversão ou criminalidade oficialmente sancionada. As ações provocadoras são o melhor meio para a policia e os serviços de inteligência disfarçarem seu apoio secreto a elementos criminosos ou subversivos. Um claro exemplo disto foi a Ohkrana russa.

A Okhrana enviou muitos agentes para se unirem ao crescente movimento comunista na Rússia. Agentes da Okhrana se insinuaram nos círculos mais internos do Partido Bochevista dirigindo muitas atividades bolchevistas. Esta infiltração foi tão grande que nos anos de 1908-1909, agentes da Okhrana contituiam quatro em cada cinco membros do Comitê do Partido Bolchevista em St. Petersburg. Embora as prisões dos revolucionários fossem frequentes, a Okhrana fez muito mais em ajudar os bolchevistas russos sob o disfarce do provocadorismo do que o fez para prejudica-los. A Okhrana forneceu dinheiro regular e os materiais muito necessitados pelos revolucionários. Ela trabalhou para impedir os dois partidos rivais dos bolchevistas: o Partido Social Democrata e os Mensheviks. A Okhrana ajudou a lançar a maior publicação de propaganda dos bolchevistas, o Pravda. Quando o Pravda foi fundado em 1912, agentes da Okhrana serviram como editor (Roman Malinovskii, que era também um membro do Comitê Central Bolchevista e tenente chefe de Lenin na Rússia) e o tesoureiro (Miron Chernomazov).

A Okhrana pode também ter fornecido aos comunistas russos o infame ditador Joseph Stalin. O Biógrafo Edward Ellis Smith, escrevendo em seu livro, ‘The Young Stalin’, sugere que Stalin – um revolucionário que mais tarde alçou à posição principal do governo soviético -, pode ter entrado para o movimento comunista como um agente provocador. Os historiadores tem ressaltado que Stalin foi um principal contacto entre os bolchevistas e a polícia Tzarista e ele foi capaz de obter os itens muito necessários da Okhrana.

Depois que o Tzar abdicou em 1917, o Governo Provisório debandou a inteira rede da Okhrana. A propaganda bolchevista tinha altamente denunciado a Okhrana e portanto poderiamos esperar que os vitoriosos russos deixasssem desmantelado o aparato de inteligência. Os bolchevistas fizeram o oposto. Dentro de seis semanas da derrubada do Governo Provisório, os bolchevistas reestabeleceram a rede de inteligência. Isto não seja surpreendente quando consideramos o pesado envolvimento da Okhrana no partido bolchevista. Lenin meramente fez alguma reforma geral organizacional, deu a Ohkrana um novo nome e fez o braço da inteligência do governo até mesmo mais dominante e opressivo do que sob o Tzar. Por 1921, somente quatro anos depois da Revolução, a polícia secreta bolchevista empregou dez vezes tantas pessoas quanto o havia feito anteriormente a Okhrana sob o Tzar. Foi um segredo por todos conhecido na Rússia que a Ohkrana estava de volta, mais terrível do que nunca.

O nome dado ao aparato reorganizado da inteligência russa foi “Comissão Extraordinária para o Combate à Contra-revolução e a Sabotagem”, mas conhecida como ‘Checka’. A Checka mudou seu nome e forma várias vezes durante as décadas seguintes. Em 1922 ela se tornou GPU e então a OGPU, e em 1934 foi reorganizada na “Comissão dos Povos para Assuntos Internos” (a ‘NKVD’). Ela foi finalmente transformada na moderna KGB – a maior organização de inteligência da história. Em 1992, a KGB empregava aproximadamente 90.000 oficiais de equipe para segurança interna e o sistema de prisão politica apenas. A KGB operava seu próprio exérccito de 175.000 tropas de fronteira e realizava a maioria das ações de espionagem e de agente povocador pelo qual o governo soviético tinha sido bem conhecido. Uma organização do tamanho da KGB era, obviamente, cara de ser dirigida.

Os enormes recursos necessários para manter esta imensa burocracia de inteligência foram fatores que ajudaram a economia soviética a se manter tão deprimente. Os trabalhadores soviéticos pagavam à maciça KGB a cada dia com um padrão inferior de vida que eles ainda estão lutando para elevar. Enquanto escrevo isto, a KGB continua a existir dentro da Comunidade de Estados Independentes, mas tem havido alguma reestruturação para refletir a quebra da União Soviética e algumas das funções da KGB tem mudado.

Uma pessoa a escrever sobre a Revolução Russa foi Arsene de Goulevitch, um antigo general do exército russo branco anti-bolchevista. Embora Goulevitch dificilmente possa ser considerado imparcial, ele tinha algumas coisas interessantes a dizer em seu livro, ‘Tsarism and the Revolution’.

Segundo Goulevitch, agentes secretos ingleses eram numerosos na Rússsia antes e durante a Revolução. De fato, algum apoio financeiro à causa de Lenin foi murmurada vir de fontes bancárias britânicas. Uma destas fontes murmuradas foi Alfred Milner. Como recordamos, Milner foi um dos organizadores da Mesa Redonda. Ele era também uma maior figura política na África do Sul durante a Guerra Boer. Foi durante a Guerra Boer que os ingleses criaram o moderno campo de concentração. Se a alegação de Goulevitch contém qualquer verdade, então podemos melhor entender onde os bolchevistas tiveram a idéia de estabelecerem um sistema maciço de campos de concentração como parte do novo sistema econômico comunista: dos ingleses.

O sistema inicial de campos de concentração soviéticos foi um assunto em grande escala que alcançou suas alturas sob o sucessor de Lenin, Joseph Stalin. Sob o brutal Stalin, um prorama drástico foi lançado para industrializar a Rússia, começando com o chamado Plano de Cinco Anos. O Plano exigiu grandes quantidades de trabalho barato. Para adquirir isto, uma rede disseminada de campos de concentração foi criada na Rússia. Os campos eram administrados pela polícia secreta russa, a NKVD. Os prisioneiros dos campos de concentração eram trabalhadores escravos que trabalhavam sob condições brutais. Quase todos os trabalhadores eram russos nativos que tinham sido aprisionados sob vários pretextos.

Os campos eram uma parte integral da economia soviética por muitas décadas. Em 1941, por exemplo, 17% do fundo de capital para construção da Rússia estava alocado para a NKVD para ajudar a operar estes campos. Quase metade do cromo e dois terços da produção de ouro da Rússia eram realizados pelos prisioneiros dos campos. Dezenas de milhões de pessoas passaram pelos campos e aproximadamente 10% delas morreram lá, Estima-se que de três a quatro milhões de pessoas pereceram nos campos do tempo do início dos campos até 1950, apenas.

Os campos de concentração soviéticos eram decididamente instituições ‘capitalistas’ no que eles eram destinados a insensivelmente explorar o trabalho humano em um grau máximo. As ‘oprimidas classes trabalhadoras’ tinham se tornado até mesmo mais oprimidas sob seus ‘libertadores’ comunistas. Com as reformas em andamento na Rússia, permanece a ser visto o que acontecerá com os campos de concentração. Enquanto escrevo este livro, eles ainda estão em uso como campos de trabalho de prisioneiros.

A imposição do comunismo ao povo russo e seu sistema de longo alcance de campos de concentração ocorreram durante uma era já tumultuada. A Primeira Guerra Mundial foi um conflito brutal. Ela clamou aproximadamente 10 milhões de baixas e milhões mais em perdas civis. Quando a guerra terminou em 1918, uma outra catástrofe atacou: uma epidemia mundial de gripe. A epidemia durou menos de um ano mas conseguiu em um tal tempo surpreendentemente curto matar mais de 20 milhões de pessoas; ela foi tão súbita e tão devastadora quanto a Peste Bubônica do século XIV. Na Rússia, estes eventos foram agudamente sentidos. Uma fome, acoplada com a gripe, matou aproximadamente vinte milhões de russos entre 1914 e 1924. A fome foi causada grandemente pela revolução comunista e os consequentes transtornos econômicos.

Para o sitiado povo russo, estes eventos eram apenas o início de um crescente pesadelo.

Sob o Plano de Cinco Anos iniciado em 1928 por Stalin, toda a terra de propriedade particular era para ser ‘coletivizada’ – isto é, colocada sob propriedade do governo. Muitos camponeses e proprietários de terras resistiram. O governo de Stalin respondeu lançando um programa de assassinato em massa similar ao Reino do Terror francês. Os camponeses e os proprietários de terra foram alvo do extermínio físico para tomar a terra deles e remove-los como obstáculos à Utopia comunista. Esta campanha de extermínio durou de 1929 a 1934.

Milhões de pessoas foram mortas por nenhum outro crime além de acontecer de possuirem a terra. Em resposta, a rebelião irrompeu entre 1932 e 1934 na qual os camponeses desafiadores destruiram metade dos rebanhos russos. Este ato de rebelião, acoplado à tentativa do regime comunista de trazer dinheiro de fora por super exportar o trigo [3.5 milhões de toneladas dentro de dois anos], resultou em uma outra fome que clamou adicionais cinco milhões de vidas russas.

A contagem total de mortes entre 1917 e 1950 como um resultado direto e indireto do estabelecimento do comunismo na Rússia é estimado ser a grosso modo de 35 a 40 milhões de pessoas. Esta é uma das maiores taxas de mortalidade de um único episódio na história. A esta estatística devemos acrescentar as mortes associadas ao estabelecimento do comunismo em outros países, tais como os dois milhões de proprietários de terra assassinados na China durante o drástico programa industrial de Mao Tse-Tung nos anos de 1950 e os milhões trucidados no Cambódia na década de 1970 sob a República do Kmer. Em termos de números de vidas perdidas, o comunismo foi um dos eventos únicos mais catastróficos da história humana.

Meu propósito nesta discussão não é bater os tambores para um raivoso anti-comunismo. É simplesmente indicar que os padrões históricos que temos estudado continuaram a recorrer no século XX. O comunismo é pouco mais do que um reprocessamento do tema esgotado que tem sido repetido vezes seguidas com as mesmas consequências trágicas. O comunismo nada mais é que uma longa linha de artificialidades destrutivas que se elevam da rede mística da Fraternidade que tem ajudado a manter o povo amedrontado, em sofrimento e morrendo por absolutamente nenhum propósito, seja o que for. O comunismo não era uma alternativa aos inimigos que ele afirmava combater, indicadamente o ‘capitalismo monopolista’ e as religiões de Fim do Mundo. O comunismo moderno foi seu desenvolvimento natural.

O desmantelamento do comunismo soviético e europeu tem sido uma causa para genuína elevação pelo mundo. As facções da Fraternidade tem estado indo e vindo pela história, e passando de cada uma frequentemente trazendo um período de ressurgência. Infelizmente os reformadores do Leste Europeu atualmente planejam preservar o sistema de papel moeda inflável e erigir um esquema de impostos graduados que ajude a pagar por isto. Várias rixas étnicas e nacionalistas em várias das antigas nações comunistas revelam que outras facções guerreiras tem sido regeneradas ou criadas para deteriorar a paz que deveria ter vindo do fim da Guerra Fria.

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Robo-Sapiens

A regressão do conhecimento espiritual para a ideologia materialista parece seguir o caminho graduado de um para outro. Podemos mapear este processo começando no topo com como uma acurada perspectiva espiritualista pode definir as realidades físicas e espirituais, e ir descendo para como a perspectiva materialista os definiria:

Realidade Espiritual

Todo mundo é um ser espiritual. A existência espiritual é no máximo independente de todos os processos materiais.

Os processos espirituais são os principais e eficazes sobre o universo material. Não há limite conhecido para a habilidade potencial de qualquer ser espiritual.

Todo mundo é um ser espiritual, mas existem diferentes classes de seres espirituais que não podem ser mudadas.

Todo mundo é um ser espiritual mas existem seres espirituais superiores aos quais todos os outros seres espirituais são inferiores.

Todo mundo tem em si um lado espiritual, mas somente um ser puramente espiritual, geralmente um ‘único’ Deus.

A realidade espiritual existe, mas é dependente e se eleva do universo material. Se há um Ser Supremo, ele é provavelmente um ser material ou uma lei científica.

A realidade espiritual não existe de todo. Tudo pode ser explicado como produtos de processos materiais.

A ‘Vida’ não existe. Todo movimento é produto de processos físicos inanimados que causam a ilusão de ‘vida’ e ‘pensamento’.

Realidade Física

As realidades materiais são inteiramente o produto de processos espirituais, e estas realidades podem maximamente serem criadas, mudadas ou desaparecerem pelos processos espirituais.

O completo conhecimento de todos os processos materiais e espirituais é possível.

Os seres espirituais são submetidos a algumas leis ‘inevitáveis’ ou ‘inalteráveis’ governando os trabalhos do universo físico.

Os processos materiais são primariamente o resultado das atividades dos seres espirituais ´superiores´ aos quais todos os outros seres são inferiores.

O universo material foi criado por um ‘só’ Deus.

Existem muitas leis ‘inevitáveis’ de universo que as pessoas nem podem esperar vir a compreender.

Os processos materiais sozinhos respondem por quaisquer fenômenos espirituais. As habilidades espirituais, tais como a Percepção Extra Sensorial ["ESP,"] “clarividência etc – se elas existem -, são apenas o resultado de princípios ainda não descobertos do universo material.

Não há outra realidade além do universo físico. As habilidades espirituais tais como a “ESP,” etc., não existem..

A moderna cultura ocidental parece estar situada em algum lugar ao redor da parte inferior do mapa acima. Liderando a tendência em direção a parte inferior está a prática conhecida como ‘psiquiatria científica’.

Há muitas pessoas boas trabalhando na psiquiatria, mas o campo como um todo tem se tornado crescentemente politizado devido ao seu uso pelos governos em uma variadade de ambientes, e ela tem vindo a promover uma visão estritamente materialista. A psiquiatria moderna tristemente obliterou o último vestígio de realidade espiritual, reconhecido até mesmo por Marx. Para entender este desenvolvimento, vamos brevemente observar a história da psiquiatria científica.

Os esforços para curar as pessoas da aflição mental são tão velhos quanto a história. É aos gregos e aos romanos que a moderna psiquiatria traça muitas de suas origens. Mais de 2.000 anos atrás, o médico grego, Hipócrates (ca. 400 AC), tinha classificado várias formas de doença mental e rejeitado a noção de que os males mentais fossem causados por deuses zangados ou possessão demoníaca. Na Roma antiga, Galeno [século II de nossa era] foi um dos primeiros a teorizar uma ligação entre o cérebro e o funcionamento mental. Depois de Galeno, a psicologia ocidental recuou a uma crença em demônios e feiticeiras por muitos séculos.

Talvez a mais importante inovação na psiquiatria tenha ocorrido na Áustria. Entre 1880 e 1882, o médico vienense Josef Breuer descobriu que ele era capaz de curar uma menina de severa histeria ao fazer com que ela relembrasse e revivesse sob hipnose um incidente traumático de seu passado. Seus sintomas desapareceram. O Dr. Breuer tinha descoberto que uma pessoa podia realmente ser curada de doenças mentais simplesmente pelo ato de se lembrar e confrontar incidentes passados que podem permanecer ocultos da memória consciente sem a ajuda de um terapeuta. De algum modo, a aberrante dor mental é aliviada por este processo.

Dr. Breuer tinha tropeçado em algo extraordinariamente significativo, ainda que sua descoberta, embora utilizada em alguma extensão na psicanálise desenvolvida por Sigmund Freud, nunca tenha sido completamente explorada na psiquiatria. Até mesmo a psicanálise de Freud falhou em dar o próximo passo, que era desenvolver métodos de precisão para ajudar as pessoas a acuradamente localizar estes incidentes anormais de seu passado e descarregar a dor mental, física e emocional contida nestes incidentes.

Freud perdeu-se em seus métodos medíocres de ‘livre associação’ que fizeram o processo da lembrança menos precisos. Ele também sobrevalorizou os incidentes sexuais.

A inovação vital de Breuer foi lidada com uma explosão até mesmo mais poderosa pelo que estava acontecendo na vizinha Alemanha durante seus dias. Estava emergindo a ‘psiquiatria científica’.

Um dos primeiros centros da ‘psiquiatria científica’ foi Leipzig, Alemanha. Lá um homem chamado Wilhelm Wundt (1832-1920) estabeleceu o primeiro laboratório psicológico do mundo em 1879. Até este tempo, as universidades colocavam geralmente seu estudo de psicologia nos departamentos de filosofia por causa da prolongada crença que exista um lado espiritual no homem. Foi contenção de Wundt, contudo, que a psicologia pertencia a um laboratório biológico. Para Wundt, os seres humanos eram apenas organismos biológicos aos quais não era anexada qualquer realidade espiritual. Ele portanto considerou sua abordagem muito mais ‘científica’ do que filosófica.

A teoria de Wundt sobre a mente era que o pensamento humano é causado pelo estímulo externo trazendo a identificação corporal com outros estímulos os quais o corpo tinha recebido e registrado no passado. Quando ocorre esta identificação, o corpo, ou o cérebro, mecanicamente cria um ato de ‘vontade’ que responde aos novos estímulos. Não existe tal coisa como pensamento auto-criado ou livre arbítrio. Para Wundt e seus seguidores, o homem era um organismo tipo robô sofisticado.

As idéias de Wundt eram baseadas em experimentos realizados em seus laboratórios e outros lugares. Alguns destes experimentos revelaram que alguém podia produzir manifestações fisiológicas de diferentes emoções ao aplicar estimulação elétrica a partes do cérebro. Os experimentadores erroneamente concluiram que o cérebro deve portanto ser a fonte da personalidade porque ele desencadeia as manifestações físicas de emoção e pensamento. A falácia deste raciocínio é óbvia. A pessoa realizando o experimento está aplicando a estimulação externa. Em outras palavras, os centros cerebrais não são auto desencadeantes, exceto em um sentido muito limitado. Os experimentos provaram que leva algo mais, algo externo, para desencadear estes centros cerebrais.

O que, então, desencadeia ests centros quando o experimentador não mais está aplicando os eletrodos? Deve haver uma outra fonte externa, um elemento perdido. Este elemento perdido parece ser a entidade espiritual que produz seu próprio output de energia. Embora Wundt e outros usassem os experimentos para ‘provar’ uma base puramente biológica do pensamento humano, os resultados estavam, de fato, apontando para a direção oposta.

Erroneo ou não o modelo do estímulo-resposta do comportamento desenvolvido em Leipzig rapidamente se tornou a ‘nova onda’ na psiquiatria e recebeu considerável apoio do governo alemão. O próprio Wundt permaneceu uma figura das mais influentes na psiquiatria científica por 40 anos. Os laboratórios de Leipzig atrairam muitos estudantes por todo o mundo, muitos dos quais mais tarde se tornaram nomes proeminentes na psiquiatria. Por exemplo, um estudante de Leipzig vindo da Rússia foi Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936), que ganhou fama por seus experimentos com sinos e cães salivantes.

Dunae P.Schultz, escrevendo em seu livro, ‘A History of Modern Psychology’, resume isto bem:

Por meio destes estudantes, o laboratório de Leipzig exerceu uma imensa influência sobre o desenvolvimento da psicologia. Ele serviu como o modelo para muitos novos laboratórios que estavam se desenvolvendo na última parte do seculo XIX. Os muitos estudants que se apinhavam em Leipzig, unidos como eles eram sobre a opinião e o propósito comum, constituiram uma escola de pensamento em psicologia.

Ao redefinir a natureza do pensamento e do comportamento, a psiquiatria científica também redefiniu a natureza da anormalidade mental e de sua cura. Métodos para contornar o livre arbítrio humano e o intelecto [modificação do comportamento] foram explorados e desenvolvidos. Porque os seres humanos eram vistos estritamente como organismo químico-biológico-elétricos, todas as doenças mentais foram ditas serem o resultado de processos biológicos de alguma forma saindo do equilíbrio. Os experimentadores teorizaram que as doenças mentais podiam ser curadas por meios estritamente fisiológicos, tais como drogas, tratamento de choque ou cirurgia cerebral. Foi acreditado que tais tratamentos pudessem ser o remédio para os desequilíbrios químicos ou elétricos e portanto curar a própria doença mental.

Destas teorias nasceu uma indústria farmacêutica multibilionária que lança uma enorme quantidade de drogas alteradoras do humor a cada ano. Estas drogas são destinadas a aliviar todas as doenças mentais, desde ‘não posso dormir a noite’ até as mais violentas psicoses. Além disso, muitos psiquiatras usam máquinas especiais para enviarem choques elétricos através do cérebro de uma pessoa. Alguns podem até mesmo recorrer à cirurgia cerebral. Agora que temos tido quase meio século para observar estas curas em ação, podemos perguntar: elas tem beneficiado a humanidade? O mundo é um lugar melhor hoje do que a cinquenta a anos atrás? Para responder estas perguntas devemos muito bem analisar a cura mais frequentemente prescrita pelos psiquiatras: as drogas psicotrópicas [afetadoras da mente].

As drogas psicotrópicas são uma indústria gigantesca. Elas compreendem uma grande porção do comércio total de prescrição de drogas o qual em 1978 chegou a um valor de venda no atacado de 16.7 bilhões de dólares em vendas globais, apenas pelos fabricantes americanos. Esta estatística nem mesmo inclui as vendas pela Suíça e outros fabricantes europeus. Um livro excelente, ‘ The Tranquilizing of America’, revelou que a droga psicotrópica mais frequentemente prescrita, o Valium (Roche Laboratories), foi prescrita 57 milhões de vezes em 1977, as reposições incluídas. Segundo um anúncio publicado pelo Roche em 1981, quase oito milhões de pessoas, aproximadamente 5% da população adulta americana, usaria o Valium naquele ano!

Acrescente a esta enorme estatística as dezenas de milhões de prescrições de outras medicações psicotrópicas e descobrimos que uma enorme quantidade de drogas alteradoras da mente e do humor estão sendo consumidas a cada ano. Em 1977, por exemplo, o número total de prescrições americanas das vinte maiores drogas psicotrópicas chegou a mais de 150 milhões. Isto são quase 8.35 bilhões de pílulas! Estas medicações estão sendo prescritas em quantidades similares hoje.

Este uso epidêmico de drogas não é um acidente. Poderosas medicações psicotrópicas são energicamente promovidas pela comunidade médica em reluzentes anúncios da Madison Avenue em tais publicações como ‘American Journal of Psychiatry’ por meio de ‘workshops’ e seminários promovidos pelas companhias farmacêuticas.

A crítica justificada tem sido elevada contra a psiquiatria voltada para as drogas por causa do número de pacientes que realmente se deterioram como resultado de seu tratamento psiquiátrico. Por exemplo, um número surpreendentemente grande de pessoas que comete atos de violência aparentemente sem sentido, tais como matança indiscriminada a tiros e outros atos horrendos geradores de manchetes;, são pessoas que foram previamente tratadas com drogas psicotrópicas.

John Hinckley, Jr., por exemplo, estava sob a influência do Valium quando ele tentou assassinar o Presidente Ronald Reagan em 1981. Tais coincidências são geralmente explicadas como uma indicação que estas pessoas já estavam previamente perturbadas antes dos episódios violentos e, no pior dos casos, as drogas simplesmente não foi capazes de ajuda-las. Por outro lado, os críticos ressaltam que tais indivíduos frequentemente não são violentos antes de seu tratamento, mas se tornam frequentemente violentos a partir de então. Os tratamentos psiquiátricos de fato pioram seus estados mentais a um ponto onde eles fiquem completamente psicóticos?

Uma das grandes penas no chapéu da Administração de Drogas e Alimentos dos EUA [FDA] é sua exigência que todos os fabricantes farmacêuticos devem listar os efeitos colaterais, ou ‘reações adversas’ que suas drogas conhecidamente possam causar. Esta revelação obrigatória avisa aos médicos de possíveis perigos e os orienta a reconhecer quando retirar a droga do paciente. Infelizmente, ao tempo da reação adversa ser visível ao doutor, o dano pode já ter sido feito. A maioria das reações adversas desaparecem quando a medicação é descontinuada, mas alguns efeitos colaterais podem ser permanentes e causar complicações duradouras. Isto é especialmente preocupante quando descobrimos que muitas reações adversas são psicológicas.

Uma pessoa abrindo uma cópia do ‘American Journal of Psychiatry’ e vendo os anúncios de drogas pela primeira vez pode reagir com choque não apenas aos austutos argumentos de vendas, mas também a pequena impressão. Cada medicação psicotrópica anunciada tem uma longa lista de potenciais reações adversas físicas e psicológicas. A maioria dos efeitos colaterais listados são em termos médicos e portanto incompreensíveis para os leigos; contudo, muitos deles são bem compreensíveis.

Aqui está uma amostra de algumas reações adversas potenciais listadas de populares medicações psicotrópicas que tem sido anunciadas e prescritas na década de 1980:

A droga Surmontil (Ives Laboratories), que é promovida como um droga para ajudar uma pessoa a superar os sintomas da depressão, lista entre seus possíveis efeitos colaterais: estados confusionais [espicialmente em idosos] com alucinações, desorientação, delírios, ansiedade, inquietação, agitação, insônia e pesadelos, hipomania [excitação anormal] e exacerbação de psicose.

Haldol (McNeil Pharmaceutical) é anunciado como um meio de manipular um paciente agudamente agitado. Ele pode causar: Insônia, inquietação, euforia, agitação, vertigens, depressão, letargia, dor de cabeça, confusão, tonteiras, ataques de grande mal, e exacerbação dos sintomas psicóticos incluindo alucinações e estados comportamentais de tipo catatônico…

Torazina, que é promovida como uma medicação para manusear psicóticos adultos e crianças, pertence à classe de drogas que tem sido conhecida causar o seguinte:… sintomas psicóticos, estados de tipo catatônico, edema cerebral [excesso de fluido cerebral], ataques convulsivos, anormalidade nas proteínas cérebro-espinhais…

NOTA: A morte súbita em pacientes tomando fenotiazinas [a classificação de drogas a qual pertence a Torazina] (aparentemente devida à parada cardíaca ou asfixia devido a falha no reflexo da tosse] tem sido relatada, mas nenhum relacionamento causal tem sido estabelecido.

A última sentença na citação acima é uma parte notável de fala dupla. Ela afirma que dar esta classe de drogas a alguém tem coincidido com a morte súbita delas, mas que o fabricante nega que haja qualquer evidência que as drogas foram as responsáveis pela morte! Sem dúvida foi apenas uma extraordinária coincidência que algumas pessoas tenham tido paradas cardíacas ou falhas no reflexo da tosse ao tempo em que estavam tomando a droga. O destino deve de fato funcionar de modos misteriosos.

Stelazine, uma outra droga do Smith Kline, lista muitas das mesmas reações adversas de Torazinaa, e acrescenta ‘hipotensão [algumas vezes fatal], parada cardíaca a esta longa lista de reações médicas adversas. Esta droga é anunciada como um ‘Antipsicótico Clássico’.

Norpramin (Merrel Dow Pharmaceuticals, Inc.) lista as mesmas reações adversas citadas anteriormente para o Surmontil, mas acrescenta ‘bloqueio cardíaco, infração mocárdica e enfarte’

Até mesmo a droga relativamente ‘suave’,  Valium, tão amplamente prescrita hoja, adverte:         Reações paradoxais, tais como estados agudos hiper-excitados, ansiedade, alucinações, aumentada espasticidade muscular, insônia, raiva, distúrbios do sono e estimulação tem sido relatados; se estes ocorrerem, descontinue a droga.

As drogas acima são apenas um exemplo. Quase toda medicação anunciada no ‘American Journal of Psychiatry’ tem uma longa lista contendo similares ou idênticos efeitos adversos. As implicações disso são importantes. Estas drogas tem sido conhecidas por às vezes piorar o estado mental de uma pessoa ou causar problemas mentais muito mais severos do que aqueles apresentados inicialmente pelo paciente!

Como notado, os médicos prescrevem estas drogas porque as severas reações adversas relatadamente ocorrem em apenas uma minoria de casos, e muitos dos efeitos colaterais são reversíveis ao descontinuar a droga. Contudo, a estrada por trás das reações adversas pode ser muito longa. Uma pessoa sofrendo um surto psicótico , seja por um desgaste emocional ou por uma droga, pode levar um longo tempo para se recuperar. Enquanto isso, ela pode considerar causar dano a si próprio ou a outros. Quando consideramos a enorme escala na qual estas drogas são prescritas, até mesmo uma pequena percentagem de pacientes sofrendo de severa reação psicológica somará um grande número de indivíduos,

Isto explica imediatamente o enigma de porque alguns pacientes mentais vistos verdadeiramente sairem para um fim profundo depois de tratamento. Lamentavelmente, poucas pessoas culparão a droga, até mesmo em casos onde a droga pode ser a causa, mas ao invés culparão o paciente ['ele de qualquer forma estava sempre oscilando na fronteira'] ou a sociedade ['olhe o que a sociedade tem feito a este pobre indivíduo enlouquecido']. A grande tragédia é que algumas crianças podem ser afetadas por isso. Muitas escolas e centros de tratamento são muito rápidos em darem poderosos psicotrópicos a crianças e adolescentes problemáticos.

É argumentado que o número de pessoas que são ajudadas pelas drogas excede em muito as que pioram. Os advogados citam estatísticas mostrando que as drogas habilitam muitos pacientes a deixarem as instituições psiquiátricas mais cedo e voltarem à comunidade. As drogas psicotrópicas parecem capacitar alguns indivíduos a manterem seus sintomas psicológicos sob controle o suficiente para que eles levem vidas úteis na sociedade. A questão é: a que custos estes aparentes benefícios são obtidos?

Como muitos psiquiatras reconhecem, as drogas psicotrópicas raramente curam a doença mental. Elas simplesmente suprimem os sintomas. A este respeito os psicotrópicos são como os remédios para resfriado que podem fazer com que as pessoas se sintam melhor e pareçam mais saudáveis, mas elas raramente curam a própria doença subjacente. O paciente não funciona melhor do que o fazia antes, e pode até mesmo piorar por sofrer os efeitos colaterais da droga. Muitos psiquiatras portanto não falam de cura e sim de ‘manutenção’. A psiquiatria apresenta uma baixa taxa de curas mas uma alta taxa de manutenção. Tanto quanto as fábricas produzam as pílulas, a manutenção das drogas pode continuar.

Isto é justo para o paciente? A longo prazo, a sociedade está mesmo sendo auxiliada?

O perigo da psiquiatria orientada pela manutenção é que a doença mental é um certo sentido ‘contagiosa’. Este fato é mais óbvio no fenômeno da ‘psicologia da rebelião’ bem como em outras circunstâncias. Se as pessoas realmente não estão sendo curadas das doenças mentais, mas apenas estão tendo seus sintomas mascarados, e enquanto isto a anormalidade mental se disssemina de outras causas, segue-se que a doença mental provavelmente aumentará em qualquer sociedade que confie na terapia das drogas. Se os psicotrópicos estão também surrando milhares de pessoas a cada ano em um cada vez mais profundo lamaçal psicológico por causa dos perigosos efeitos colaterais, podemos ver que os riscos psiquiátricos causados pelo uso orientado para as drogas estão empurrando a sociedade para a ruína; ainda que os psicotrópicos constituam a principal forma de terapia na maioria das instituições psiquiátricas hoje.

Os perigos das pesadas drogas psicotrópicas são aumentados por um outro fator. Um grande problema enfrentado hoje pela comunidade psiquiátrica é a taxa anormalmente alta de suicídio de seus praticantes. Os psiquiatras nos EUA tem uma taxa de suicídio seis vez a da população geral. A mais alta percentagem das mortes auto-inflingidas ocorrem em psiquiatras trabalhando em hospitais mentais.

Esta alta taxa de suicídio é frequentemente vista como um risco ocupacional causado pela frustração e pelo contínuo contacto do psiquiatra com as doenças mentais. Seja qual for que possa ser a causa, esta estatística de suicídio é uma razão para estar preocupado com o bem estar dos pacientes mentais. Raramente se encontra uma pessoa genuinamente estável e bem ajustada cometendo suicídio. Um dos maiores deveres de um psiquiatra é o diagnóstico acurado e o tratamento apropriado, ainda que uma das mais comuns manifestações de doença mental seja a visualização de seus próprios problemas em outras pessoas.

Um psiquiatra em um estado pré suicida portanto arrisca ser a fonte do mal diagnóstico sinistro porque ele pode diagnosticar um paciente como tendo o que é o doutor que realmente está sofrendo. Por causa do diagnóstico errado e do mal tratamento poder arruinar a vida de uma pessoa, especialmente em um ambiente hospitalar onde fortes psicotrópicos, terapia de choque e psicocirurgia são utilizados, é vital que providenciar que os psiquiatras e os técnicos sejam genuinamente sãos, sociais e bem ajustados. Tristemente, estatisticamente uma grande minoria deles não são.

O uso epidêmico de drogas psicotrópicas cria ainda um outro problema importante. O abuso de drogas é considerado hoje ser uma das maiores doenças sociais. As agências de cumprimento legal gastam uma enorme quantidade de tempo e dinheiro para combater isto. A luta contra o abuso de drogas é baseada na filosofia de que as pessoas não devem tomar drogas ilegais para alterar seu humor ou estado mental. A moderna psiquiatria derrota esta campanha. A psiquiatria orientada para o uso das drogas nos diz:

* Está se sentindo deprimido? Tome uma droga
* Está se sentindo feliz demais [maníaco]? Tome uma droga
* Está se sentindo incapaz de resistir? Tome uma droga
* Está se sentindo megalomaníaco? Tome uma droga
* Está se sentindo confuso e incerto? Tome uma droga
* Está se sentindo certo demais [com delírios]? Tome uma droga
* Não consegue dormir? Tome uma droga
* Está sonolento demais? Tome uma droga
* Vê coisas que não estão lá [alucinações]? Tome uma droga
* Não está vendo as coisas que estão lá? Tome uma droga

A psiquiatria orientada para a manutenção promove as mesmas atitudes nas quais floresce o comércio ilegal de drogas: quer se sentir melhor mental e emocionalmente? Tome uma droga

A grande ironia é que alguns dos mesmos juízes e legisladores ‘conservadores da lei e da ordem’ que exigem penalidades mais rígidas contra os negociadores ilegais das drogas estão entre aqueles que mais rapidamente criam a máquina legal para enviar as pessoas involuntáriamente para as instituições mentais onde as drogas tão poderosas quanto qualquer coisa no mercado ilegal são rotineira e abertamente usadas.

O propósito desta discussão não é impugnar o campo da terapia mental. Como mencionei anteriormente, há muitos bons psiquiatras na prática hoje. Também deve ser notado que muitos terapeutas e conselheiros que se especializam na terapia orientada pela comunicação [conversa] sem drogas obtêm excelentes resultados e fazem muito para ajudar seus clientes. Para entender os problemas específicos da psiquiatria científica, talvez seja sábio lembrar que os psiquiatras [mas não a maioria dos psicólogos] são pessoas formadas em medicina.

Os médicos são treinados em escolas médicas para curar problemas físicos por meios físicos: bombardear uma infecção com antibióticos ou consertar uma perna quebrada com um pino. Onde muitos doutores se enganam é em sua crença que um problema mental é igual a uma perna quebrada ou uma infecção viral, e assim eles bombardeiam as doenças mentais com drogas, ou elas a chocam com eletricidade. Tal abordagem perde a marca porque uma ‘mente quebrada’ deve ser curada sob um conjunto inteiramente diferente de regras. Isto é bem reconhecido pelo fato que a maioria das nações permite que as pessoas se tornem terapeutas e conselheiros sem um diploma médico.

Ter as filosofias de materialismo estrito trazidas sobre a florescente profissão psiquiátrica é trazer a maior sanidade para os pacientes, praticantes e o mundo como um todo? A psiquiatria iniciou no caminho certo quando ela descobriu que a mente pode ser curada de suas doenças inorganicas ao confrontar os traumas ocultos passados, mas falhou em desenvolver esta descoberta além das técnicas cruas e fortuitas usadas hoje na psicoterapia. A psiquiatria foi descarrilhada quando ela começou a mascarar os problemas mentais com químicos, e quando ela desenvolveu métodos bizarros para contornar o livre arbítrio do indivíduo a favor de uma manipulação estímulo-resposta [modificação do comportamento].

Talvez seja o tempo de se afastar desta perspectiva estritamente materialista, abandonar as drogas e começar a restaurar um sentido de respeito ao livre arbítrio e intelecto dos seres humanos. Podemos então sermos capazes de verdadeiramente reiniciar na estrada da genuína recuperação social, mental e espiritual da raça humana.

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St. Germain Retorna

As rebeliões do início do século XX convenceram muitas pessoas que a era do Dia Do Julgamento estava a caminho. Muitos cristãos e místicos anteciparam uma Segunda Vinda de Cristo. Da verdade à profecia, isto veio.

Proclamando a Segunda Vinda estava o ressurreto Conde de St. Germain – o misterioso agente da Frateridade do século XVIII cujas atividades acompanhamos no capítulo 26. Depois da relatada morte de St. Germain em 1784, ele foi feito parecer fisicamente imortal. No início da década de 1930, um homem chamado Guy Warren Ballard afirmou que St. Germain tinha falado com ele em uma montanha na Califórnia. Esta conversa deu nascimento a um interessante novo ramo da Fraternidade que não apenas patrocinaria o retorno do Conde de St. Germain, mas também o aparecimento de Jesus Cristo.

Guy Warren Ballard era um engenheiro de minas. Em 1930, ele foi em uma viagem de negócios ao Monte Shasta no norte da Califórnia. Ballard tinha se tornado interessado no misticismo antes de sua viagem e ele queria usar suas horas de folga em Monte Shasta para desemaranhar os rumores sobre a existência de um ramo secreto da Fraternidade chamado de “Fraternidade do Monte Shasta’.  A Fraternidde do Monte Shasta era dito ter uma sede secreta subterrânea dento da famosa montanha da Califórnia.

As história que atrairam o interesse de Mr. Ballard começaram a circular antes da virada do século. Os persistentes rumores falavam de habitantes vivendo dentro do Monte Shasta que praticavam uma profunda tradição mística. Os moradores secretos eram ditos descenderem dos habitantes do antigo continente perdido da Lemúria, no Oceano Pacífico.

Seja qual for que possa ou não ter sido a verdade por trás destas histórias, não é questionado que Monte Shasta a muito tempo tem sido um foco de atividade mística. Associado a atividade mística tem havido um importante fenômeno UFO. Por exemplo, em maio de 1931 a publicação ‘Rosicrucian Digest’ (publicada no ano seguinte ao da viagem de Mr. Ballard a Shasta e uma década e meia antes que os UFOs fossem popularizados na media), lemos a seguinte descrição de um ‘barco voador’ em um artigo sobre os místicos de Shasta:

Muitos testemunham terem visto o estranho barco, ou barcos, que navegavam no Oceano Pacífico, e então se elevaram a seu litoral e navegavam pelo ar para cairem novamente nas vizinhanças de Shasta. Este mesmo barco foi visto várias vezes pelos oficiais empregados pela estação de cabo localizada perto de Vancouver, e o barco tem sido visto tão longe ao norte quanto as Ilhas Aleutas.

Segundo o mesmo artigo, o barco não tinha velas nem mastros.

Contra este fundo, a experiência de Mr. Ballard sobre o Monte Shasta toma uma importância adicional.

Mr. Ballard escreve que ele tinha subido o lado da montanha e feito uma pausa para um salto. Quando ele se curvou para encher um copo de água, ele sentiu uma corrente elétrica passando pelo seu corpo, da cabeça aos pés. Olhando ao redor, ele viu atrás dele um homem barbado que parecia ter seus vinte ou trinta anos.

O estranho mais tarde se apresentou como Conde de St.Germain.*

* A aparência física de St. Germain no Monte Shasta era consideravelemente diferente da que tinha ele no século XVIII. O anterior St. Germain era um homem na casa dos 40 anos, de cabelos negros e barbeado. O St. Germain do Monte Shasta é apresentado como um homem mais jovem de cabelos castanhos e barbado.

Como resultado deste encontro, Mr. Ballard começou uma carreira de tempo integral disseminando os ensinamentos do novo St.Germain. Ballard estabeleceu a ‘Fundação I AM’ – uma organização com iniciações secretas e ensinamentos passo a passo. Mr. Ballard afirmou que ele tinha sido apresentado a membros dos mais altos níveis da Fraternidade, sob o qual a I AM foi fundada.

A história que Mr. Ballard nos conta de suas experiências com St. Germain são tão extraodinárias que muitas pessoas tem as descartado como fantasias. Surpreeendentemente, quando despimos as interpretações que Mr. Ballard e seus críticos dão de suas esperiências, descobrimos que estas histórias apresentam uma imagem não apenas consistente com o resto da história como temos visto, mas acrescentaram notáveis novas afirmações como implicações mais que surpreendentes para o nosso tempo.

Os encontros iniciais entre Ballard e ‘St. Germain’ aconteceram entre agosto e outubro de 1930. Durante o mais inicial destes encontros, St. Germain fez Ballard beber um líquido que causou uma forte reação física e fez com que Ballard saísse ‘do corpo’. [este mesmo fenômeno fora-do-corpo é frequentemente relatado por pessoas tomando fortes drogas]. Depois de beber este fluido em várias ocasiões, Ballard disse que ele era capaz de ‘sair do corpo’ sem beber. Este testemunho é consistente com outra evidência que indica que uma vez uma pessoa tendo aprendido a ‘sair do corpo’ isto pode ser fácil de ser feito por um tempo.

Ballard alega que enquanto ele estava em alguns estados ‘fora do corpo’, St. Germain, que também estava ‘fora do corpo’ e o levou a alguns lugares mais que notáveis. Um local era uma montanha no Teton Range do Wyoming – uma montanha que Mr. Ballard chama de ‘Royal Teton.’ Segundo Ballard, havia uma entrada lacrada de um túnel perto do topo da montanha que levava a elevadores. Os elevadores levavam seus ocupantes a um local 2.000 pés abaixo para um complexo subterrâneo de enormes salas, espaços de armazenamento e minas.

Em um destes grandes espaços subterrâneos, Mr. Ballard afirma que ele viu o símbolo do ‘Olho Omnipresente’ na parede. Havia também uma grande máquina, que Ballard descreveu como:

. . . um disco de ouro – de ao menos 12 pés de diâmetro. Enchendo-o de forma que pontos tocassem a circunferência, ofuscava um a estrela de sete pontas – composta inteiramente de diamantes amarelos – uma massa sólida de brilhante luz dourada.

Ao redor do disco principal estevam sete discos menores, as quais Ballard também deu um significado simbólico. Ballard rapidamente revelou, contudo, que esta grande máquina não era um mero símbolo:

Como aprendi mais tarde, certas vezes para propósitos especiais – os Grandes Seres Cósmicos transmitem através destes discos suas poderosas correntes de força.

“Grandes Seres Cósmicos’ era o termo usado por Ballard para denotar os líderes dos escalões mais altos da Fraternidade. Em seus escritos, Ballard afirma que alguns dos ‘Grandes Seres Cósmicos’ da Fraternidade são de origem extraterrestre.

Foi dito a Ballard que as correntes de força emitidas pela máquina eram dirigidas ‘à humanidade da Terra’. Para que propósito? Esta radiação afeta os sete centros ganglionários [ centros nervosos fora do cérebro e da medula espinhal] dentro de cada corpo humano em nosso planeta – bem como toda vida animal e vegetal.

Esta é uma afirmação surpreendente, porque ela significaria que poderosos eletrônicos eram usados pelos ‘Grandes Seres Cósmicos’ da Fraternidade para afetar o sistema nrvoso humano em uma escala disseminada. Segundo uma revista da Fundação I AM, o propósito da radiação era a modificação do comportamento destinada a ‘consumir e purificar os vórtices de força, produzidos por atividades viciosas e discordantes da humanidade’.

A idéia da modificação do comportamento por meio da radiação eletrônica não é uma idéia absurda. Nos anos recentes, a União Soviética tem estado desenvolvendo e usando máquinas tranquilizantes eletrônicas para afetar comportamentalmente grandes populações. Tais aparelhos também estão sendo propostos para uso na sala de aula nos EUA. Discutiremos estes aparelhos em um capítulo posterior.

Embora o alegado propósito da máquina de radiação de Royal Teton fosse reduzir a atividade humana discordante, tal radiação geralmente teria o efeito oposto a longo prazo, por causa das emanações que realmente são irritantes do sistema nervoso central, até mesmo se elas causem uma sedação superficial.

Talvez seja irônico que dentro de menos de uma década depois que Ballard escreveu sobre sua experiência, o mundo explodiu em um de seus mais sangrentos conflitos: a Segunda Guerra Mudial. Ou a máquina dos ‘Grandes Seres Cósmicos’ não funcionou… ou funcionou.

Em seus primeiros livros, Ballard afirmou ter visitado quatro secretos locais subterrâneos: dois deles enquanto estava ‘fora do corpo’ e dois pelos meios regulares humanos. Interessantemente, cada local corrrespondia a uma região na qual existiu anteriormente na história uma maior civilização que venerava os ‘deuses’ tutelares. A localização Teton coincidiu com as antigas civilizações norte americanas.

Uma similar localização subterrânea na América do Sul estava mão a mão com a civilização inca naquele continente. Uma viagem por barco e automóvel resultou em uma parada em uma reputada localização subterrânea na península arábica, que combinava com as antigas civilizações da Mesopotamia e do Egito. A quarta localização nas montanhas acima da cidade de Darjeeling, Índia, correspondia a antigas civilizações arianas no sub-continente hindu.

As localizações subterrâneas eram reportadamente muito extensas e serviam a um número de funções. Além de manter aparelhos eletrônicos, as cavernas estavam relatadamente cheias de enormes quantidades de metais e pedras preciosas. Isto é interessante porque sabemos que a maioria das civilizações antigas que veneravam os ‘deuses’ tutelares regularmente faziam substanciais oferendas de ouro, prata, pedras preciosas e outros minerais preciosos a estes ‘deuses’.

Mr. Ballard alegou que os tesouros que ele viu vieram desta civilizações:

Nestes containers, o ouro é armazenado dos continentes perdidos de Mu e Atlântida; as antigas civilizações dos desertos de Gobi e do Saara; do Egito, Babilônia, Grécia, Roma e duas outras.

*As antigas civilizações dos Desertos de Gobi e do Saara eram maiores civilizações que são acreditadas terem uma vez existido respectivamente no Deserto do Saara do norte da África e no Deserto de Gobi na regial leste-central da Ásia. Como Mu e a Atlântida, estas duas civilizações são ditas terem existido antes da Suméria e são portanto relegadas ao status de ficção pela maioria dos historiadores. As civilizações de Gobi e do Saara são ditas terem sido tecnologicamente avançadas, e os desertos nos quais elas se situavam são acreditados uma vez terem sido férteis e com vegetação.

Geralmente tem sido assumido pelos historiadores que as antigas oferendas foram para a classe sacerdotal. Se, contudo, consideramos seriamente a existência dos ‘deuses’ tutelares, é mais provável que os ‘deuses’ realmente levassem embora estas coisas.

As histórias afirmam que as civilizações do Saara e de Gobi foram destruídas por uma guerra cataclísmica. Os geólogos modernos tem descoberto traços de explosão atômica nestas regiões, mas os traços geralmente são explicados como sendo causados pela combustão espontanea de elementos radiativos naturais a muito tempo atrás. Outros acreditam que os traços são mais provavelmente o resultado de armas atômicas usadas milhares de anos atrás que destruiram as antigas civilizações e a vegetação adjacente, fazendo com que as áreas se tornassem desertas.

O testemunho de Mr. Ballard indicaria que uma grande quantidade de pedras e metais preciosos foi armazenada pelos ‘deuses’ em locais subterrâneos inacessíveis na Terra, talvez para ajudar a financiar as atividades tutelares e manter funcionando a Fraternidade corrompida.

Os metais e pedras preciosas são caros grandemente por causa de sua escassez artificial. Quando Cecil Rhodes desenvolveu seu quase monopólio de mineração de diamantes no sul da África, ele foi capaz de manter um alto preço para os diamantes ao criar um canal muito rigido pelo qual eram vendidos seus diamantes. Isto ainda é verdadeiro para o comércio de diamantes hoje.

Segundo Ballard, os ‘Membros Ascendidos’ da Fraternidade pretendiam manter os metais e pedras preciosas escassos. Disse Ballard:

Se todo este ouro fosse liberado para a atividade externa do mundo, isto causaria um ajuste súbito em cada fase da experiência humana. No presente, isto não seria parte da sabedoria.

St. Germain reportatamente afirmou – que as enormes quantidades de ouro e tesouro serão liberados ao mundo externo quando a humanidade tenha transcendido seus egoismo desenfreado.

A implicação é que estes metais e pedras preciosas existem em quantidades suficientes na Terra para causar uma queda dramática em seu valor se todos eles fossem liberados ao domínio público. Uma implicação posterior é que eles são acumulados e tornados escassos para preservar a riqueza da Fraternidade. Se os tesouros de fato existem, então a Fraternidade é um considerável poder econômico sobre a Terra. Segundo Ballard, esta poder econômico oculto existe e tem sido usado para influenciar as atividades humanas.

Durante seu tour na localização Teton, St. Germain reportadamente disse a Ballard:

Ninguém neste mundo até mesmo acumulou uma grande quantidade de riqueza sem a ajuda e a radiação de algum Mestre Ascendido. Há ocasiões nas quais indivíduos podem ser usados como foco de grande riqueza para um propósito específico e em tais ocasiões adicionalmente um grande poder é irradiado sobre eles e através disso eles podem receber assistência pessoal. Uma tal experiência é um teste e uma oportunidade para o crescimento deles.

Certamente é verdadeiro que a riqueza tem tradicionalmente sido concentrada nas mãos de uma pequena minoria. Também é verdade que muitos membros desta minoria através da história tem se afiliado à rede mística da Fraternidade. O problema com este estado de coisas não seria um controle estreito da riqueza, seria que este controle tem sido usado tão frequentemente para engendrar a guerra e a deterioração espiritual.

Durante suas viagens as alegadas localizações subterrâneas, também foi mostrado a Ballard algum tipo de máquina de rádio. Uma de tais máquinas podia relatadamente sintonizar conversas que ocorriam em várias partes do mundo – inclusive nos escritórios do Banco da Inglaterra! Como recordamos, o Banco da Inglaterra foi uma das primeiras instituições fundadas sob o sistema do papel moeda inflável internacional. Este sistema foi grandemente a criação de místicos e de revolucionários afiliados a rede da Fraternidade. O Banco da Inglaterra tem continuado a ser um centro principal deste sistema até hoje.

A alegada capacidade de espionagem dos ‘Mestres Ascendidos’ de Ballard é portanto notável porque indicaria um monitoramento direto de um principal banco central no sistema internacional do papel moeda pelos mais altos escalões da Fraternidade. Isto se torna até mesmo mais interessante no próximo capítulo, quando consideramos a assistência que o diretor do Banco da Inglaterra, Montague Norman, deu a Adolph Hitler e ao movimento Nazista alemão durante o mesmo tempo em que esta espionagem eletrônica estava relatadamente ocorrendo.

Mais cedo neste livro, notamos a destruição em grande escala de registros insubstituíveis religiosos e históricos nos Hemisférios Oriental e Ocidental pelos zelosos cristãos. Os historiadores tem sido capazes de reunir muito da história humana, de qualquer modo; mas esta história está completa? Segundo  Ballard, não está.

A humanidade perdeu registros adicionais para líderes da Fraternidade que tinham deliberadamente removido e oculto os escritos. Ballard afirma que ele viu alguns destes antigos registros históricos dentro de um complexo subterrâneo em uma montanha ao norte de Darjeeling, Índia. Ele acrescentou que os registros não seriam liberados à raça humana até que os Mestres Ascendidos assim o ordenassem:

Estes registros não levam adiante a causa do mundo externo no presente tempo, por causa da falta de desenvolvimento espiritual e entendimento das pessoas. A raça tem um inquieto e crítico sentimento, que é uma atividade muito destrutiva… os Mestres Ascendidos da Grande Fraternidade Branca sempre tem previsto tais impulsos destrutivos e tem retirado todos os registros importantes de cada civilização, e os preservado, então deixado os registros menos importantes serem destruidos pelo impulso vicioso de vândalos.

Se verdadeira, a citação acima é um a admissão surpreendente. A ‘falta de crescimento espiritual’ da humanidade tem sido causada pelas mesmas organizações a que alegadamente pertencem os Mestres Ascendidos.

Foi a Fraternidade que transformou o conhecimento espiritual em símbolos incomprensíveis, mistérios insondáveis, ritos supersticiosos, apocalipticismos selvagens e todos os outros males que se emanaram dela.

Em tais circunstâncias, não é surpreendente que os seres humanos vivenciariam um ‘sentimento de inquietude e críticismo’. A ‘solução’ de retiar o conhecimento certamente não corrigiria as deficiências humanas.

Uma tal ‘solução’ apenas pode aprofundar o problema. A afirmação que importantes registros podem ser ocultos para evitar sua destruição é espúria. Nos dias de Ballard, a impressão de um livro era uma arte bem organizada. Qualquer registro importante pode ser facilmente duplicado e produzido em massa com os originais seguramente guardados em outro lugar. Se de fato tais registros ocultos existem, devemos concluir que o único propósito para oculta-los foi manter a humanidade ignorante sobre o passado.

O movimento I AM criado por Mr. Ballard pregava uma filosofia de Dia do Julgamento e um forte anti-comunismo. A despeito dos ataques da imprensa e do governo americano, o movimento I AM atraiu um grande número de seguidores durante as décadas de 1930 e 1940. O I AM ensinava que o comunismo era o mal final no mundo, que logo seria destruído pelos Mestres Ascendidos. Interessantemente, não foi feita qualquer menção ao Nazismo, que estava crescendo rapidamente na Alemanha por aquele tempo.

Os ‘Mestres Ascendidos’ e seus seguidores eram claramente criaturas políticas. Segundo Ballard, membros da Fraternidade estavam profundamente envolvidos na espionagem e nas organizações de policia na década de 1930. Os membros da Fraternidade reportadamente serviram no Serviço Secreto americano e Ballard afirma que ele tinha se encontrado com agentes do Serviço Secreto francês que eram membros de uma Fraternidade  que eles chamavam ‘Irmãos da Luz’.

Como se o aparecimento de St. Germain em 1930 não fosse o suficiente, o movimento I AM hospedou um outro importante orador: Jesus Cristo. Jesus foi um convidado apresentado em New York em 24 de outubro de 1937, e em Oakland, Califórnia em 15 de fevereiro de 1939. Se este Jesus era realmente uma pessoa afirmando ser Cristo ou se era simplesmente Mr. ou Mrs. Ballard agindo como médiuns para canalizarem a ‘voz espiritual’ de Jesus, não tenho sido capaz de descobrir. Seja como for, posso respeitosamente submeter que esta foi uma Segunda Vinda de Cristo em boa fé, na medida em que as religiões tutelares provavelmente até mesmo a enviariam? Esta Segunda Vinda dos anos de 1930 foi patrocinada pela mesma rede da Fraternidade que tinha patrocinado e traido Jesus séculos antes, e que tem mantido vivos os ensinamentos apocalípticos prevendo o retorno de Jesus deste então. Naturalmente, esta mais recente Segunda Vinda não resultou nos mil anos de paz e salvação espiritual. Ela meramente auxilou a preparar o estágio para a Segunda Guerra Mundial.

O movimento I AM morreu rapidamente depois de seu auge na década de 1940. Hoje ele é bem pequeno.

* O I AM tem inspirado vários grupos dissidentes. Um de tais grupos é o ‘Summit Lighthouse,’ que atualmente é o maior dos grupos I AM, até mesmo embora ele não seja reconhecido pelo I AM, nem seja a ele afiliado. Sediado em Malibu, Califórnia, o ‘Summit Lighthouse’ atualmente é liderado por sua co-fundadora, Elizabeth Claire Prophet, que juntamente com seu falecido marido, Mark Prophet, tinha relatadamente sido membro de um outro grupo dissidente do I AM chamado ‘Bridge to Freedom’ antes de fundar o ‘Lighthouse’. Como o I AM de Ballard, o ‘Summit Lighthouse’ acredita que St. Germain seja um Mestre Ascendido. O ‘Summit Lighthouse’ é digno de menção porque Ms. Prophet ensina que muitos UFOs são hostis ao bem estar humano.

Ele nunca conquistou seguidores ou a influência que tantos outros ramos da Fraternidde tem alcançado. Para a maioria das pessoas, a Fundação I AM de hoje não é importante para nós pelo que ela é agora; é significativo pelo que ela foi nas décadas de 1930 e 1940.

Estava a Fundação I AM de Ballard na preparação de grosseiros abalos espirituais oferecendo um elixir espiritual fabricado em casa para as pesoas que buscavam um raio de esperança em um mundo que ia muito errado? Ou Ballard realmente encontrou alguém naquela tarde de 1930 no Monte Shasta? Era a I AM simplesmente um pouco de ‘agitação’ mística destinada a fazer dinheiro para a família Ballard como críticos tem mantido, ou as relatadas experiências de Ballard oferecem um raro olhar em algumas das atividades da Fraternidade no século XX?

É uma pena que Ballard não esteja aqui hoje para fazer sua confissão.

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Adolf Hitler

Universo de Pedra

“As pessoas não morrerão por negócios, mas apenas por ideais.” –  Adolf Hitler em Mein Kampf

St. Germain e Jesus não foram os únicos messias a aparecerem na década de 1930 sustentando as promessas de uma iminente Utopia. Um outro messias estava ganahando um grande número de seguidores na Alemanha. Sua ‘Vinda’ era para ser o início do Milênio. Usando um dos mais importantes simbolos da Fraternidde, a suástica, o nome desse messias alemão era Adolf Hitler.

Adolf Hitler, com certeza, era o homen empertigado com um bigode de escova de dentes que se tornou o ditador absoluto da Alemanha e instigou a Segunda Guerra Mundial. Hitler e seu séquito hoje nos pareceriam cômicos, se não fossem tão trágicas as consequências de sua loucura.

Durante sua jovem idade adulta antes de subir ao poder, Hitler viveu em Viena. Um dos amigos de Hitler durante este período foi Walter Johannes Stein. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Dr. Stein se tornou um conselheiro do Primeiro Ministro da Inglaterra, Sir Winston Churchill. Muito do que o Dr. Stein tinha dizer sobre a vida inicial de Hitler encontrou seu caminho em um livro intitulado ‘Spear of Destiny’, de Trevor Ravenscroft.

‘Spear of Destiny’ relata que Hitler tinha se tornado um devoto do misticismo durante seus dias de grande pobreza em Viena. Entre 1909 e 1913, quando Hitler tinha vinte e poucos anos, Hitler estava convencido que ele tinha alcançado:

… níveis superiores de consciência por meio de drogas… Hitler fez um estudo penetrante do ocultismo medieval e do ritual mágico, discutindo com ele [Stein] a amplitude inteira da leitura política, histórica e filosófica pelo qual ele formulou o que mais tarde se tornou o Weltanshauung Nazista [um conceito especial da história humana].

Em sua autobiografia, Mein Kampf, Hitler afirmou a importância deste período em formar suas idéias.

Hitler não desenvolveu seu ideolgia em um vácuo. Um de seus mentores mais influentes foi o proprietário vienense de uma livraria chamado Ernst Pretzsche. Pretzsche foi descrito pelo Dr. Stein como um homem de aparência malévola com algo de aparência de um sapo. Pretzsche era um devoto do misticismo germãnico que estava pregando a vinda de uma super-raça ariana. Hitler frequentava a loja de Pretzsche e empenhava livros lá quando precisava de dinheiro. Durante estas visitas, Pretzsche doutrinava Hitler no misticismo germânico e com sucesso encorajou-o a usar drogas alucinógenas [o peiote] como um instrumento para alcançar iluminação mística.

Como foi demonstrado, Pretzsche era associado a um homem chamado Guido von List. Von List era um membro fundador e figura importante em uma loja oculta que usava uma suástica ao invés de uma cruz em seus rituais. Antes que ele caisse caisse em desgraça e precisasse fugir de Viena, von List tinha conquistado uma grande audiência por seus escritos místicos germânicos. Hitler se tornou um membro desta audiência por meio de Pretzsche.

De volta ao seu cômodo na pensão vienense, o jovem Hitler avidamente buscava os panfletos e livros expondo sobre o destino místico da Alemanha e a vinda de uma super-raça ariana. Segundo alguns destes tratados, os arianos foram criados por uma super-raça extraterrestre de gigantes. Hitler se tornou um crente ardente destas idéias e ele apregoava pelas ruas suas aquarelas para ajudar sua existência medíocre e pagar as suas iluminações induzidas pela droga.

A noção de que Hitler era um ‘drogado’ em sua juventude buscando a iluminação mística por meio de químicos não deve ser uma surpresa. As drogas eram o maior fator na formação da persona de Adolf Hitler. Hitler permaneceu um usuário de narcóticos poderosos por toda sua vida. Segundo os diários do médico pessoal de Hitler, Dr. Theodore Morell, que surgiram nos Arquivos Nacionais dos EUA, o ditador alemão era repetidamente injetado com vários analgésicos, sedativos, estricnina, cocaína, um derivado de morfina e outras drogas durante os inteiros quatro anos da Segunda Guerra Mundial.

A filosofia mística tão avidamente adotada pelo jovem Hitler era a mesma que já havia profundamente afetado o Kaiser e outros líderes alemães. De fato, Houston Stewart Chamberlain, o místico que tanto havia influenciado o Kaiser, anos mais tarde declarou Hitler a ser profetizado o messia alemão. Em 25 de setembro de 1925, o jornal nazista, Volkischer Beobachter, celebrou o 70.o aniversário de Chamberlain e declarou seu trabalho, ‘Foundations of the Twentieth Century’, ser ‘O Evangelho do Movimento Nazista’. Como recordamos, o Kaiser considerava o mesmo livro ter sido enviado por Deus.

A estrada política de Hitler começou como um soldado alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Quando a guerra irrompeu, Hitler se alistou. Ele permaneceu muito preocupado quanto ao destino místico da Alemanha e continuou a ponderar a questão ariana enquanto combatia nos campos. Isto o tornou muito impopular entre seus colegas soldados, que estavam mais preocupados com alimentos, licenças, mulheres e um fim para a guerra que quase todos eles detestavam. Hitler, por outro lado, florescia no ambiente espinhoso da guerra e se distinguiu como soldado. Ele ganhou a mais alta recompensa que um soldado de seu escalão [cabo] podia alcançar: A Cruz de Ferro de Primeira Classe.

Aproximadamente dois meses depois de ganhar a Cruz de Ferro, Hitler foi cegado pelo gás mostarda durante uma batalha. Ele foi levado ao hospital militar Pasewalk no norte da Alemanha onde ele foi erradamente diagnosticado como sofrendo de histeria psicopática [os sintomas provavelmente eram causados pelo gás mostarda]. Consequentemente, Hitler foi colocado sob os cuidados de um psiquiatra, o Dr. Edmund Forster. O que exatamente foi feito a Hitler enquanto ele esteve sob os cuidados do Dr. Forster é incerto porque anos depois, em 1933, a polícia secreta de Hitler, a Gestapo, pegou todos os registros psiquiátricos relacionados ao tratamento de Hitler e os destruiu. O Dr. Forster ‘cometeu suicídio’ neste mesmo ano.

O mistério do que aconteceu a Hitler em Pasewalk é aprofundado pelas próprias declarações de Hitler. Segundo Hitler, ele tinha vivenciado uma ‘visão’ de um ‘outro mundo’ enquanto esteve no hospital. Nesta visão, foi dito a Hitler que ele precisaria restaurar sua visão para que ele pudesse liderar a Alemanha de volta à glória. O latente anti-semitismo de Hitler, que já havia sido plantado por suas leituras místicas em Viena, emergiu em Pasewalk.

O que aconteceu naquele hospital?

Em um astuto pedaço de trabalho de detetive publicado no jornal, ‘History of Childhood Quarterly’, o psico-historiador Dr. Rudolph Binion sugere que as visões de Hitler podem ter sido deliberadamente induzidas pelo psiquiatra, Edmund Forster, como um meio de ajudar Hitler se recuperar de sua cegueira. As crenças místicas de Hitler eram bem conhecidas e elas certamente apareceram nas entrevistas psiquiátricas. O Dr. Binion cita um livro completado em 1939 intitulado, Der Augenzeuge (‘A Testemunha Ocular’), escrito por um médico judeu chamado Ernst Weiss que havia fugido da Alemanha em 1933.

Em Der Augenzeuge, o autor conta uma pequenina história ficcionalizada de um homem, ‘A.H.,’ que é levado ao hospital Pasewalk para cuidado psiquiátrico.  A.H. afirma que ele foi atingido pelo gás mostarda. Em Pasewalk, o psiquiatra a cargo deliberadamente induz idéias visionárias na mente do histérico ‘A.H.’ para realizar uma cura. A ‘cura milagrosa’ é bem sucedida e anos depois, no verão de 1933, o psiquiatra tenta enviar os registros do tratamento para o exterior para mante-los fora das mãos da Gestapo.

Em seu artigo, Dr. Binion ressalta que o psiquiatra de Hitler, Edmund Forster, tinha estado no exterior em Paris naquele verão, e é suposição do Dr. Binion que Forster pode ter revelado os fatos do tratamento de Hitler para alguém naquele tempo, resultando no livro, Der Augenzeuge. Forster pode ter também sido a pessoa que revelou que dois outros oficiais nazistas de alto escalão, Bernhard Rust (Ministro da Educação prussiano) e Herman Goering, ambos tinham histórias de severos problemas mentais. Rust era uma certificado psicopata e Goering um antigo viciado em morfina.

Depois da alta de Hitler em Pasewalk em novembro de 1918, ele voltou a Munique. Ele permaneceu no exército e, em abril de 1919, ele foi designado para deveres de espionagem. Uma revolução comunista tinha acabado de ocorrer no sul da Alemanha e uma República Soviética tinha sido declarada lá, depois que o governo regional desmoronou. Hitler foi um dos soldados-espiões selecionados para permanecerem em Munique e circularem entre os soldados pró-comunistas para conhecer a identidade de seus líderes. Quando uma força alemã Reichswehr de Berlin se moveu e esmagou a rebelião, Hitler andou pelas fileiras dos soldados capturados e assinalou os líderes. Os soldados alemães que foram identificados por Hitler foram levados para execução imediata, sem julgamento. Hitler observou muitas de suas vítimas serem postas na parede e fuziladas.

A estelar performance de Hitler em Munique lhe deu uma promoção. Ele foi designado para o altamente secreto Departamento Político do Comando Distrital do Exército. A nova unidade de Hitler era uma operação de inteligência engajada em atos de terrorismo doméstico. A unidade se recusou a aceitar a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial e assim assassinou alguns líderes alemães que haviam negociado a rendição da Alemanha.

Um proeminente líder do Comando Distrital era o Capitão Ernst Rohm. Rohm era um soldado profissional que servia como ligação entre o Comando Distrital e os industriais alemães que estavam diretamente custeando o combate ao comunismo. O Capitão Rohm e muitos outros membros do Comando Distrital eram membros de uma organização mística conhecida como ‘Thule Sociedade’. A Thule acreditava na super-raça ariana e pregava a vinda de um novo messias que lideraria a Alemanha à glória e a uma nova civilização ariana. Em Spear of Destiny, aprendemos do Dr. Stein que o grupo de Thule era financiado por alguns dos mesmos industriais que apoiavam o Comando Distrital. A Tule também era diretamente apoiada pelo Alto Comando Alemão.

Muitos assassinatos perpetrados pelo Comando Distrital podem ter sido inspirados pela Thule. Segundo o Dr. Stein, a Thule era uma ‘Sociedade de Assassinos’. Ela mantinha cortes secretas e condenava pessoas à morte. É provável que muitas vítimas assassinadas pelo Comando Distrital tenham sido anteriormente condenadas em cortes secretas da Thule. Muitos alemães proeminentes apoiavam esta violência e eram membros documentados da Thule. Por exemplo, o Chefe da Polícia em Munique, Franz Gurtner, era um relatado membro do círculo mais interno da Thule. Ele mais tarde se tornou o Ministro da Justiça do Terceiro Reich.

Depois de se unir ao Comando Distrital, o cabo Adolf Hitler se tornou um bom amigo de Ernst Rohm. Foi Rohm que levou Hitler para ver Dietrich Eckart, um viciado em morfina que chefiava a Sociedade Thule alemã. Ele sentiu que Hitler tinha uma forte liderança potencial e que Hitler era o homem que a Thule estava procurando. Eckart concordou, e a carreira de Hitler como o novo messias alemão estava lançada.

O veículo usado por Hitler para obter poder político era uma pequena organização socialista conhecida como Partido dos Trabalhadores Alemães. Em setembro de 1919, Hitler foi enviado pelo Comando Distrital para comparecer a um encontro do Partido. Hitler subsequentemente foi convidado pelo Partido a se unir a ele, e dentro de um ano ele se tornou o líder do partido. Em uma reunião do partido realizada em uma cervejaria em Munique em 1920,     Hitler anunciou que o Partido dos Trabalhadores Alemães era para ser renomeado ‘Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei’, ou em resumo, Partido Nazista.

Em Mein Kampf, Hitler afirmou que ele tomado uma agonizante decisão de deixar o Comando Distrital para participar do Partido dos Trabalhadores Alemães. Muitos historiadores fortemente duvidam que Hitler tenha deixado o Comando Distrital, e acreditam que, ao invés, o Partido dos Trabalhadores Alemães fosse o veículo usado pelo Comando Distrital para acobertadamente adiantar suas metas políticas. Há boa evidência que apoie esta conclusão.

Ernst Rohm, o mentor de Hitler no Comando Distrital, já havia se unido e começara a moldar o Partido dos Trabalhadores Alemães antes de Hitler se tornar um membro. Rohm grandemente auxiliou Hitler a transformar o Partido dos Trabalhadores Alemães no instrumento político de Hitler. Rohm cresceu com o emplumado Partido Nazista e mais tarde se tornou líder de uma organização nazista mais conhecida como ‘os camisa marrom’.

*Rohm eventualmente perdeu seu poder político quando as SA foram reduzidas e a organização SS de Himmler subiu para a supremacia. A utilidade de Rohm para a Sociedade Thule e para o aparato alemão de inteligência foi prolongada até 1934 quando oficiais nazistas foram a casa de Rohm para prende-lo por alegadamente conspirar para derrubar seu antigo subalterno, Hitler. Rohm foi reportadamente encontrado em seu quarto em uma posição comprometedora com um de seus principais ajudantes. Foi oferecido a ele uma chance de cometer suicídio, mas ele recusou, assim os nazistas o mataram a tiros em uma prisão de Munique…

É interessante que Rohm não suspeitasse do destino que o aguardava porque Hitler tinha viajado pessoalmente para Munique para encontra-lo e escolta-lo. Hitler era um mestre em usar a confiança de outras pessoas para trai-las de modos extraordináriamente traiçoeiros – foi um dos métodos usados para enviar os judeus e outros ‘indesejáveis’ para suas mortes nos campos de trabalho escravo nazistas.

O líder da Thule, Dietrich Eckart, que também era estreitamente afiliado com os líderes do Comando Distrital, se tornou editor-em-chefe do novo jornal nazista, Volkischer Beobachter. Hitler não tinha por qualquer meio abandonado seus amigos do Comando Distrital. Eles estavam todos lá transformando o Partido dos Trabalhadores Alemães no Partido Nazista.

Embora Thule fosse provavelmente a mais importante organização mística por trás da formação do nazismo, ela não foi a única. Uma outra foi a Sociedade Vril, que tinha recebido seu nome por causa de um livro de Lord Bulward Litton, um rosacruciano inglês. O livro de Litton conta a história de uma super-raça ariana vindo à terra. Um membro do Vril alemão era o Professor Karl Haushofer – um antigo empregado da inteligência militar. Haushofer tinha sido um mentor para Hitler bem como para um especialista em propaganda de Hitler, Rudolph Hess. (Hess tinha sido um assistente de Haushofer na Universidade de Munique.)

Um outro membro da Vril era o segundo homem mais poderoso na Alemanha nazista: Heinrich Himmler, que se tornou o líder do temido grupo SS e Gestapo. Himmler incorporou a Sociedade Vril no Escritório Oculto Nazista. Ainda que um outro grupo místico fosse a Sociedade Edelweiss, que pregava a vinda de um messias nórdico. O ditador financeiro nazista, Herman Goering, tinha se tornado um membro ativo da Sociedade Edelweiss em 1921 enquanto vivia e trabalhava na Suécia. Goering acreditava que Hitler fosse o messias nórdico.

O Nazismo claramente era mais que um movimento político. Era uma poderosa nova facção da Fraternidade baseada nas crenças e símbolos da Fraternidade. O emblema escolhido para representar o Partido Nazista foi a suástica – um importante símbolo da Fraternidade desde a antiguidade. Hitler foi proclamado não apenas um messias político, mas também um messias religioso cuja Vinda assinalava o cumprimento das profecias apocalípticas esposadas pelos grupos místicos alemães. A Vinda de Hitler era para trazer o Reich dos Mil Anos, um milênio no qual a humanidade seria ‘purificada’ e alcançaria seu mais alto estado de existência.

O Nazismo era uma filosofia religiosa tutelar tanto quanto uma ideologia política. Em uma fala que ele deu no encontro nazista de 1934 em Nuremberg, Hitler falou sobre o Partido: ‘sua imagem total, contudo, será como uma ordem sagrada’.

* Os nazistas não eram as únicas pessoas envolvidas na Segunda Guerra Mundial para as quais o misticismo era importante. Muitos dos mais altos líderes militares do Japão, que era aliado da Alemanha, eram membros de uma sociedade mística secreta conhecida por seu símbolo do Dragão Negro. Nos EUA, o Presidente Franklin D. Roosevelt, um sólido anti-Nazista, era um Maçom Livre, como o foi seu sucessor, Harry S. Truman, que ordenou lançar as bombas atômicas em duas cidades japonesas (Hiroshima e Nagasaki) perto do fim da guerra .

O brutal Partido Nazista era uma ordem sagrada? A idéia parece ridícula a posteriori, até que notemos que esta não seria a primeira vez na história que uma ordem sagrada fosse responsável por maciças atrocidades. Os Dominicanos que realizaram a Inquisição Católica durante a Idade Média foi um outro exemplo.

A Segunda Guerra Mundial durou de 1939 a 1945. Ela tomou um número incrível de vidas humanas. Muitas destas baixas foram o resultado da mais horrível realização nazista: um sistema maciço de campos de concentração alemães nos quais 11 milhões de pessoas morreram. Seis milhões das vítimas eram judeus. Por este tempo da história, os campos de concentração tinham se tornado muito em moda.

* começando com os britânicos na África,
* continuando com os bolchevistas na Rússia
* e a internação americana de nipo-americanos durante a Segunda Guerra Mundial,
* e afundando nos seus mais baixos níveis de barbaridade na Alemanha Nazista.

A maioria das pessoas sabe dos campos de concentração nazistas por suas câmaras de gás, horrendos experimentos humanos e inanição deliberada dos prisioneiros. Os campos eram parte da chamada Solução Final nazista. A Solução Final não era apenas uma tentativa de purificar ‘racialmente’ a raça humana pelo extermínio físico dos judeus e de outros ‘indesejáveis’ – era um esforço de mata-los de acordo com um grande plano econômico.

Como na Rússia, os campos de concentração nazistas eram destinados a serem uma parte vital da economia nacional. Mais de 300 campos foram construidos apenas na Alemanha. Muitos deles eram localizados perto de grandes fábricas especialmente destinadas a serem dirigidas pelo trabalho escravo fornecido pelos campos. O infame campo de Auschwitz, por exemplo, foi construido perto de uma enorme fábrica industrial para processamento e refino de petróleo e borracha.

O intento da Solução Final era destruir os não arianos [que os nazistas pensavam serem 'mutações' humanas'] ao reduzi-los ao mais baixo denominador comum: prisioneiros de campos se tornavam unidadees econômicas descartáveis forçadas a trabalharem em seu limite máximo enquanto vagarosamente morriam de fome. Depois da morte, os componentes físicos de seus corpos eram frequentemente usados para outros propósitos. Os enchimentos de ouro de dentes eram extraídos e enviados ao tesouro alemão. O cabelo humano era muitas vezes enovelado em cobertores. Cada pele humana era usada como cúpulas de abajur e outros itens decorativos. O sistema nazista dos campos de concentração reduziu os seres humanos muito literalmente ao nível de rebanho.

A maioria das fábricas dos campos de concentração eram operadas por um conglomerado gigante, a I. G. Farben. De fato, uma das subsidiárias da Farben fabricava o gás venenoso usado nas câmaras de gás dos campos de concentração. Um livro notável, ‘The Crime and Punishment of I. G. Farben’, de Joseph Borkin, documenta como as companhias da Farben, em cooperação com a SS nazista, dirigiu os campos de concentração e fábricas adjacentes como um empreendimento de negócios. O livro de Mr. Borkin reproduz um conjunto de narrativas feitas entre a I. G. Farben a e SS para o trabalho dos prisioneiros dos campos de concentração. O recibo é muito bem escrito a mão com o trabalho escravo apreçado de um modo muito comercial.

Aqueles admitidos nas SS eram portanto apenas os mais puros arianos, também ensinados, com uma ênfase especial nos significados ocultos da suástica. Himmler sonhou que a SS construiria a fundação da nova Utopia ariana.

Quando a guerra terminou, todos os 24 principais executivos da I. G. Farben eram subsidiárias alemãs da I.T.T. e da General Electric. Como tinha sido verdadeiro anteriormente ao Comando Distrital, este custeio direto capacitou a SS de agir fora dos cordões da bolsa do maior partido nacional. Isto também permitiu que os industriais tivessem uma influência mais direta nas atividades da SS.

O Nazismo e todas as suas atrocidades nunca poderia ter acontecido sem o apoio da fraternidade bancária alemã. Os bancos, a indústria e o governo estavam estritamente interligados na Alemanha nazista como estão em cada nação hoje. Na Alemanha, muitos banqueiros mantinham posições de gerenciamento em outras companhias, não menos do que aconteceu na I. G. Farben.

Por exemplo, Max e Paul Warburg, que dirigiam maiores bancos na Alemanha e nos EUA [e que, incidentalmente, tinham sido instrumentais em estabelecer o sistema do Federal Reserve nos EUA], eram diretores da I. G. Farben. H. A. Metz da I. G. Farben era um diretor do Banco de Manhattan, que foi um banco de Warburg nos EUA e que mais tarde se tornou parte do Banco Chase Manhattan dirigido pela família Rockefeller.*

* Uma outra companhia de Rockefeller, a Standard Oil de New Jersey, tinha sido um sócio do cartel com a I. G. Farben antes da guerra.

Um diretor da I. G. Farben americana era C. E. Mitchell, que era também diretor do Banco de Manhattan e do Banco Nacional City do Federal Reserve. Mais significativamente, Herman Schmitz, Presidente da  I. G. Farben na Alemanha, tinha servido na diretoria do Deutsche Bank e do Banco para Assentamentos Internacionais. Como devemos recordar, foi no ápice da comununidade internacional de bancos centrais e no entrefechamento dos sistemas de papel moeda inflável. Schmitz foi um dos poucos executivos da I. G. Farben condenados a um tempo de prisão em Nuremburg. Ele recebeu uma sentença de dez anos.

Talvez o mais surpreendente apoio para Hitler na fraternidade internacional bancária tenha vindo do diretor do Banco da Inglaterra, Montague Norman. A Inglaterra, com certeza, era uma inimiga da Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o livro do Dr. Quigley, ‘Tragedy and Hope’, Mr. Norman era ‘o comandante em chefe do sistema de controle mundial dos bancos’ durante sua administração do Banco da Inglaterra de 1920 a 1944. Disse Dr. Quigley:

… muitas pessoas ricas e influentes como Montague Norman, e Henri Detering [proprietário da Shell Oil] dirigiram a atenção pública para os perigos do bolchevismo enquanto mantinham uma atitude neutra e favorável em relação ao Nazismo.

Montague Norman aparentemente sentia-se mais do que meramente neutro em relação ao Nazismo, contudo. Segundo uma história do jornal Chicago datada de 3 de novembro de 1938:

Na primavera de 1934, um grupo seleto de financiadores da cidade se reuniu ao redor de Montague Norman no edifício sem janelas do Banco da Inglaterra, em Threadneedle Street. Entre os presentes estavam Sir Alan Anderson, sócio da Anderson, Green & Co.; Lord (então Sir Josiah) Stamp, presidente do L.M.S. Railway System; Edward Shaw, presidente do P. & O. Steamship lines; Sir Robert Kindersley, um sócio da Hambros Bros.; C. T. Tiarks, chefe da J. Shroeder Co….

Mas agora um novo poder foi criado no horizonte político da Europa, a Alemanha Nazista. Hitler havia desapontado seus críticos. Seu regime não era um pesadelo temporário, mas um sistema de bom futuro e Mr. Norman aconselhou seus diretores a incluirem Hitler em seus planos. Não houve oposição e foi decidido que Hitler devia obter apoio encoberto da seção financeira de Londres até que Mr. Norman tivesse conseguido colocar suficiente pressão no governo para faze-lo abandonar sua política pró francesa para uma mais promissora orientação pró germânica.

O Banco da Inglaterra continuou a apoiar Hitler até mesmo depois que o ditador nazista embarcou em seu programa de conquista. Depois que Hitler invadiu a Checoslováquia em violação ao pacto de não agressão entre o Primeiro Ministro Chamberlain da Inglaterra e Hitler, o Banco da Inglaterra deu a Alemanha nazista seis milhões de libras das reservas de ouro checas mantidas pelo Banco.

Do mesmo modo que um pequeno grupo de príncipes alemães insignificantes fizeram uma fortuna da guerra no século XVIII ao alugar soldados para as nações guerreiras, um pequeno grupo de bancos e corporações multinacionais fizeram um grande lucro ao fornecerem bens e serviços a ambos os lados que combatiam na Segunda Guerra Mundial. Depois de dar o apoio inicial a Hitler, o Banco da Inglaterra naturalmente forneceu empréstimos a Bretanha para combater Hitler. Ao mesmo tempo em que as subsidiárias alemãs da ITT e da General Eletric davam dinheiro a SS e estavam fornecendo os serviços necessários para a Alemanha Nazista, outros ramos na América e em outros lugares estavam ajudando os inimigos da Alemanha.

Na medida em que a I. G. Farben abastecia a máquina de guerra de Hitler na Alemanha, um de seus velhos sócios do cartel, a Standard Oil, abastecia o esforço aliado contra a Alemanha. Enquanto a Companhia Ford Motor produzia materiais para o exército americano combater a Alemanha, as fábricas Ford na Alemanha estavam transformando veículos militares para os nazistas. Não importa quem vencesse a guerra, estes bancos e companhias lucrariam e encontrariam favor seja com quem for que emergisse vitorioso.

O papel completo que vários banqueiros e industriais desempenharam em apoiar Hitler e construir a máquina de guerra nazista tem feito com que alguns historiadores vejam estes banqueiros e industriais como os verdadeiros poderes por trás do nazismo. Eles de fato são altamente importantes, mas eles realmente foram as fontes máximas que nos deram o nazismo?

Como já temos notado, o nazismo se elevou da rede mística da Fraternidade. Alguns pesquisadores tem eroneamente concluido que as organizações radicais da Fraternidade tem sido instrumentos de líderes políticos, militares e econômicos muito mais do que vice versa. Este engano geralmente é cometido porque poucos historiadores tem ousado considerar que a rede da Fraternidade tenha sido máxima em poder e influência para as elites humanas.

Uma vez esta influência seja reconhecida, podemos perguntar: quem é poder por trás da Fraternidade?

Temos, com certeza, já respondido esta pergunta de um modo inaceitável para um grande número de pessoas: os membros de uma raça extraterrestre, isto é, a sociedade tutelar.

Uma vez comecemos a considerar seriamente tal possibilidade, devemos retornar nossa contemplação para as páginas da história para confirmação – neste caso para a Alemanha Nazista. Quando fazemos isto, descobrimos uma coisa muito notável:

Os próprios nazistas afirmavam que uma sociedade extraterrstre era a fonte da ideologia deles e o poder por trás de sua organização!

Através da história, as organizações da Fraternidade tem estado prometendo a máxima lealdade a variados ‘deuses’, ‘anjos’, ‘seres cósmicos, ‘mestres ascendidos’ de outros planetas, e similares não terrestres quase todos os quais parecem ser os tutores disfarçados pelos véus do mito. A Sociedade Thule, e o próprio misticismo nazista, também afirmaram que sua verdadeira liderança vinha de fontes extraterrestres. Os nazistas se referiam a seus ocultos mestres extraterrestres como super-homens subterrâneos. Hitler acreditava nos ‘super-homens’ e afirmava que ele uma vez tinha se encontrado com um, como o fizeram outros membros da liderança de Thule.

Os nazistas disseram que seus ‘super-homens’ vivem sob a superfície da Terra e foram os criadores da raça ariana. Os arianos portanto constituiam a única raça ‘pura’ do mundo e todas as outras pessoas eram vistas como mutações genéticas. Os nazistas planejavam ‘repurificar’ a humanidade ao matar todo mundo que não era ariano. Os principais líderes nazistas acreditavam que os ‘super-homens subterrâneos’ retornariam à superfície da Terra para governa-la tão logo os nazistas começassem seu programa de purificação racial e estabelecessem o Reich de Mil Anos.

Estas crenças nazistas eram similares a outras religiões tutelares que ensinam as pessoas a se prepararem para o futuro retorno de seres sobrenaturais ou sobre-humanos que reinarão sobre uma Terra Utópica. Como em outras religiões tutelares, a vinda dos ‘super-homens’ nazistas coincidiria com um grande final de ‘julgamento divino’.

Sobre o ‘julgamento divino’, Hitler tinha declarado na côrte durante os dias iniciais do nazismo:

O exército nazista que temos formado está crescendo dia a dia. Nutro uma esperança orgulhosa que um dia a hora virá quando estas rígidas companhias crescerão em batalhões a regimentos, de regimentos a divisões, que a velha fita decorativa do chapéu [fita ou roseta usada em um chapéu como um escudo] será retirada da lama, que as velhas bandeiras balouçarão novamente, que haverá uma reconciliação ao último grande julgamento divino que estamos preparados para enfrentar.

Seria que os super-homens nazistas não fossem afinal extraterrestres, mas fossem terrenos em origem porque alegadamente eles se elevavam de sob a superfície do planeta. Contudo, Hitler e seus compatriotas místicos tinham curiosamente invertido a visão do universo. Em seu modo de pensar, o universo consiste de uma rocha infinita que é quebrada por inúmeras áreas vazias. Em outras palavras, o universo é como um pedaço infinito de queijo suiço, com muitos buracos nele. A superfície côncava das áreas vazias são as superfícies dos planetas, incluindo a Terra.

Portanto os humanos não estão vivendo na superfície externa de uma bola redonda: eles estão sendo empurrados pela gravidade contra a superfície interna de uma área oca. Segundo os nazistas, o sol se pendura suspenso no meio da área oca, o céu é feito de gás azul, a as estrelas são objetos pequeninos [talvez cristais de gelo] que ficam pendurados de modo similar ao sol. Neste infinito universo de pedra de um ‘queijo suiço’ há muitas fissuras e rachaduras que permitem viajar entre as áreas ocas. Em uma área oca adjacente, segundo o Nazismo, vive uma raça de super-homens arianos. Os super-homens arianos de Hitler eram portanto verdadeiros extraterrestres, mas de um modo curiosamente invertido.

Para que não seja isto assumido que o modelo do universo em queijo suiço nazista fosse uma das Grandes Mentiras de Hitler, há evidência que a liderança nazista considerava muito seriamente a idéia. Por exemplo, uma tentativa foi feita de localizar a frota britânica na Segunda Guerra Mundial com raios infravermelhos apontando para o céu. Os nazistas acreditavam que os raios atingiriam o lado oposto da Terra côncava. Se não por outra razão, podemos ficar felizes que os nazistas tenham perdido a guerra de forma que fomos poupados de suas lições de astronomia.

É desafortunado que a derrota nazista e as relatadas mortes de Hitler e de Heinrich Himmler não pudessem um fim na influência nazista no mundo. Depois da Segunda Guerra Mundial, os nazistas participaram de muitas esferas importantes de atividade:

A CIA aceitou a oferta de Reinhart Gehlen, Chefe das operações de Inteligência para a Rússia no Serviço Secreto Nazista, para ajudar a rede de inteligência americana na Europa depois da guerra. O organização de Gehlen era composta por muitos antigos membros das SS.

A organização de Gehlen se tornou um elemento importante da CIA na Europa Ocidental e também forneceu a fundação para o aparato de inteligência da moderna Alemanha Ocidental. A CIA também extraiu informação sobre as técnicas psiquiátricas nazistas dos registros de crimes de guerra dos julgamentos de Nuremburg para uso nos infames experimentos de controle mental da CIA décadas depois.

INTERPOL, a organização policial particular internacional que é suposta combater os criminosos internacionais e os traficantes de drogas foi chefiada por antigos oficiais nazistas das SS várias vezes até 1972. Isto não é surpreendente quando consideramos que a Interpol era controlada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O Príncipe Bernhard da Casa de Orange na Holanda tinha sido um membro da SS antes da guerra, seguido por uma cota como empregado da I. G. Farben. Ele então se casou na Casa de Orange e assumiu sua posição como presidente da Shell Oil. O Príncipe Bernhard fundou os encontros internacionais dos ‘Bilderberg’, que ainda são realizados a cada ano. Os encontros Bilderberg são reuniões informais dos principais banqueiros mundiais, industriais, figuras políticas e outras pessoas proeminentes para o propósito de discutir as condições mundiais e chegar a um ocasional consenso informal. O Príncipe Bernhard pessoalmente presidiu estes encontros até 1976, quando um escândalo de corrupção o forçou a pedir exoneração.

Para as pessoas mais jovens hoje, a Segunda Guerra Mundial é um episódio de um passado distante, muito como a Primeira Guerra Mundial é uma história antiga para as pessoas em seus trinta anos e quarenta. O conflito que a maioria das pessoas compreeende agora é a antiga Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética. A Segunda Guerra Mundial fez muito para estabelecer o estágio para este confronto. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Rússia foi um aliado dos EUA, Grã Bretanha e França na guerra contra a Alemanha Nazista. As tropas russas combateram contra os alemães em muitas das nações dos Balcãs que fazem fronteira com a Rússia. Ao emitir a instabilidade, os movimentos comunistas ganharam um poder considerável nestes países dos Balcãs, e as tropas russas permaneceram lá depois que os alemães foram derrotados. Os aliados não desejavam prolongar a guerra ao se virarem contra a União Soviética, e então o bloco oriental comunista nasceu.

A experiência nazista é extraordinariamente importante porque ela aconteceu durante o período de vida de muitas pessoas que vivem hoje. Incrivelmente, os grupos nazistas tem sido revividos na América, Alemanha e outras nações. É difícil imaginar que alguém se uniria a um movimento de tal loucura comprovada, ainda que isto esteja acontecendo. A experiência da Alemanha Nazista nos revelou que o mundo ainda está sendo empurrado para a guerra, a ignorância e genocídios repetidos do mesmo modo que tem sido por milhares de anos: por uma rede mística com organizações prometendo a máxima lealdade a uma raça extraterrestre.

A experiência Nazista revelou novamente um canal chave pelo qual a influência da rede da Fraternidade temm sido exercida: por uma comunidade de organizações nacionais de inteligência cujas atividades são mantidas secretas pela lei e cujas atividades são frequentemente fora da lei. O Nazismo foi apenas uma outra facção brutal colocada em oposição a tantas outras facções que se elevaram da rede da Fraternidade; isto ajudou a garantir mais guerras, mais sofrimento e o aprisionamento continuado da humanidade em um pequeno planeta por trás dos muros da ignorância.

No Nazismo vimos todos os elementos que temos visto neste livro reunidos:

* a rede da Fraternidade
* o apocalipticismo
* uma elite bancária do papel moeda
* o genocídio
* uma raça extraterreste venerada como ‘deuses’ e proprietários da Terra

O Nazismo devia ter acontecido a dois mil anos atrás, mas aconteceu a apenas décadas. Toda a história que temos visto neste livro pode ainda estar acontecendo hoje.

Estas observações de encerramento exigem que olhemos mais uma vez o próprio fenômeno UFO. Se hipotetizamos que a sociedade humana ainda está sendo manipulada por uma sociedade tutelar da mesma maneira que foi a muitos milênios atrás, então devemos determinar que os UFOs continuam a se comportar agora como o tem feito no passado distante.

Duas perguntas podem ser feitas para fazer esta determinação:

* Os UFOs ainda estão disseminando os mesmos misticismos corrompidos hoje como eles o fizeram mais cedo na história?
* Eles ainda estão implantando a falsa idéia de que eles são Deus?

Se vamos acreditar no testemunho dos recentes abduzidos UFO, a resposta para ambas perguntas é sim.

*****

Modernos ‘Ezequiéis’

Tenho conhecido algumas pessoas que afirmam que elas tem tido experiências UFO e tem dito que elas foram muito agradáveis, muito como um sonho e maravilhosas. Mas os invasores nem sempre vem armados até os dentes e ameaçadores! Algumas vezes eles vem com sorrisos felizes, balançando bandeiras e sustentando bíblias e cruzes.  – uma entrevista de rua, cortesia da revista UFO

Os casos de abdução UFO tendem a seguir um padrão distinto: um ser humano é involuntariamente levado a bordo de um UFO, é submetido a um exame físico e é então libertado. A memória de um abduzido eventualmente é enterrada por causa de um aparente tamponamento mental pelos captores alienígenas. Alguns pesquisadores comparam estes casos de abdução aos biólogos humanos que tranquilizam animais selvagens, os inspecionam e então soltam as criaturas de volta na natureza.

Muitos casos recentes de abdução UFO tem uma outra característica recorrente de grande importância. O Dr. Thomas E. Bullard da Universidade de Indiana, cujas palavras aparecem no ‘MUFON UFO Journal’ datado de fevereiro de 1988, tinha isto a dizer depois de realizar seus próprios estudos sobre o fenômeno de abdução:

A seguela mais comum do exame [de um abduzido humano pelos ocupantes UFO] é uma conferência, um período mais ou menos formal de conversa entre a testemunha e seus captores… Avisos que certos comportamentos humanos são perigosos e profecias de eventos futuros são também comuns. As profecias geralmente prevêem desastres futuros e até mesmo mudanças apocalípticas sobre a Terra, eventos que os alienígenas ou as testemunhas iluminadas podem mitigar.

Os casos documentados pelo Dr. Bullard fornecem uma fascinante evidência que os tutores continuam a disseminar as mesmas mensagens apocalípticas hoje que eles tem estado implantando por milhares de anos. Igualmente, estes casos modernos acrescentam peso à evidência histórica que muitas antigas mensagens apocalípticas, tais como aquelas encontradas na Bíblia, de fato vieram das mesmas fontes extraterrestres.

Os achados do Dr. Bullard sugerem que os tutores ainda estão sendo altamente manipuladores, de fato, ao dizer,

‘Vocês humanos estão todos se comportando mal [embora não estejam indo dizer a vocês o que pode ser os bons que estão agitando vocês] e haverá uma catástrofe. Não tema, contudo, porque nós, as almas angélicas, lhes salvaremos. Olhe para nós e para nossos mensageiros indicados para sua salvação’.

Isto é diretamente de Machiavelli.

Os ocupantes UFO ainda vem diretamente hoje e implicam que eles são Deus. Um episódio de abdução no qual isto ocorreu envolvendo uma mulher chamada Betty Ann Andreasson, cuja experiência bem documentada e exaustivamente pesquisada foi assunto de um intrigante livro intitulado ‘Andreasson Affair’, de Raymond Fowler.

A abdução de Mrs. Andreasson ocorreu em 25 de janeiro de 1967. Mais tarde, enquanto estava sob hipnose, Mrs. Andreasson recordou-se que ela havia sido sequestrada de sua casa, levada a bordo de uma aparente aeronave alenígena e voou para um local desconhecido onde ele foi levada pelo que parecia ser um número de passagens subterrâneas não usuais verdes e vermelhas dentro de algum tipo de cidade. Mrs. Andreasson então teve a experiência que tornou sua história inacreditável para muitas pessoas; mas para nós, é a experiência que pode dar mais credencial a história dela.

Segundo Mrs. Andreasson, os abdutores dela a levaram a uma sala especial. Lá ela foi submetida ao que seus investigadores descreveram como ‘o segmento mais doloroso e emocional de sua experiência total’. Na sala, Mrs. Andreasson viu um grande pássaro de aproximadamente 4,60 metros de altura. O pássaro lembrava uma águia, mas tinha um pescoço mais longo. Ele era, de fato, uma réplica da fênix, e dava a ilusão de estar vivo. Na medida em que Mrs. Andreasson parava e o observava, a fênix passou por uma transformação.

Mrs. Andreasson sentiu um calor intenso tão poderoso que ela gritou de dor durante sua sessão de hipnose enquanto relembrava o incidente. A estranha sala alienígena abruptamente resfriou-se. Quando ‘O Grande Pássaro’ tinha ficado lá, agora queimado em um pequeno fogo. O fogo morreu em uma pilha de cinzas e brasas vermelhas. Na medida em que a pilha continuava a esfriar, Betty viu algo nas cinzas:

‘Agora, se parece com um verme, ela recordou-se sob hipnose, um grande gordo verme. Um grande verme cinza estava exatamente lá.

O que Mrs. Andreasson tinha testemunhado foi uma reencenação da história da fênix, claramente preparada em benefício dela. A fênix, como nos lembramos, é um símbolo da Fraternidade que tem sido usado para promover o apocalipticismo e justificar o infindável sofrimento humano. Embora a visão de Mrs. Andreasson da fênix constituisse apenas uma pequena parte de sua experiência de abdução, os investigadores concluiram:

. . . é óbvio demais que os alienígenas tinham levado Betty ao pássaro como ponto focal de toda experiência dela; pareceu ser o propósito de sua viagem pelos espaços verdes e vermelhos.

Mrs. Andreasson testemunhou sob hipnose que depois de ser implantada com esta visão mística, a seguinte conversa aconteceu entre ela e seus captores:

Eles chamaram meu nome, e o repetiram novamente em uma voz mais alta. Eu disse, ‘Não entendo sobre o que é tudo isto, porque até mesmo estou aqui”.

E eles [fossem quem fossem] disseram que ‘eu escolhi você’
‘Para o que você me escolheu?” Betty perguntou.
‘Escolhi você para mostrar ao mundo”
“Vocês são Deus?” Betty perguntou, “Vocês são o Senhor Deus?”
‘Devo agora lhe mostrar como seu tempo se passa”

Ao tempo de sua abdução, Mrs. Andreasson já era cristã. Como resultado da experiência dela, ela começou a incluir os UFOs em seu próprio sistema de crenças cristão apocalítipco. O pesquisador Raymond Fowler provou estas crenças:

RAYMOND FOWLER: Eles tem [UFOs] algo a ver com o que chamamos de Segunda Vinda de Cristo?
BETTY: Eles definitivamente tem.
RAYMOND FOWLER: Quando isto vai acontecer?
BETTY: Não era para que eles digam a vocês
RAYMOND FOWLER: Eles sabem?
BETTY: Eles conhecem que o Mestre está ficando pronto, e muito perto.

Se real, a experiência de Betty Andreasson foi uma experiência notável. Ela indicaria que ela foi mais um na longa linha dos profetas relutantes forçosamente implantados com uma mensagem religiosa apocalíptica pelos membros da sociedade tutelar. Como os ‘Ezequiéis’ que a precederam na história, o testemunho de Betty Andreasson sugere que ela sofreu um severo tamponamento mental nas mãos de seus abdutores. Este tamponamento pode responder por alguns dos fenômenos perceptivos não usuais que ela vivenciou durante seu episódio de abdução.

Diferentes dos passados ‘Ezequiéis’, contudo, a visão de Mrs. Andreasson provavelmente não será acrescentada à Bíblia nem fará com que ela reuna um exército e enbarque em uma campanha de conquista religiosa. Seu corajoso testemunho simplesmente oferecerá uma evidência mundial adicional que o século XX não tem visto uma mudança nos métodos pelos quais a raça tutelar parece manter a rédea sobre a raça humana.

A experiência de Mrs. Andreasson significa que a sociedade humana será exigida se submeter ainda a um outro episódio de ‘Fim do Mundo’? A estrutura política, social e econômica do mundo certamente torna isto possível. A rede da Fraternidade está vida e ativa, como o estão muitas instituições que ela criou.

Eles bem podem trazer o nosso mundo a uma outra ‘Batalha Final’ sem sentido.

*****

O Novo Eden

Um novo Eden está sendo construído hoje, ou talvez ele seja meramente uma nova face sendo colocada no velho Eden. O Eden de hoje é caracterizado pela arquitetura estéril e homogeneidade estilística. São oferecidos aos habitantes do Eden Moderno muitos meios de superar o stress de viver no éden; entre eles estão as drogas que prometem a mudança ou controle de quase todos atributos negativos humanos [e cada um positivo também]. Os novos Edenitas aprendem filosofias que prometem uma Utopia materialista dentro de uma aridez espiritual. A despeito de todos estes ‘avanços’, os edenitas ainda cometem suicídio em uma taxa surpreendentemente alta.

Tragicamente, uma grande quantidade de vítimas de suicídio são jovens. O que estas pessoas estão nos dizendo? Talvez seja que o Eden de hoje ainda é o Eden; uma gaiola dourada, uma mimada prisão. Muitos jovens sentem isto e se rebelam ao mudar a maneira de vestir ou o corte dos cabelos, mas eles descobrem que estão aprisionados e não entendem realmente como ou porque. Como Adão e Eva, muitos indivíduos, não importa quão bem sucedidos ou mimados eles tenham sido na vida, descobrem que querem escapar.

O Eden de hoje continua a ser fortemente influenciado pela rede da Fraternidade e seus derivados. Qualquer discussão da Fraternidade no mundo de hoje é, contudo, um assunto delicado. Não mais estamos falando sobre pessoas e grupos que residem confortavelmente no passado, mas devemos agora confrontar pessoas e organizações que são em muito parte do mundo de hoje:

Por favor permita-me reiterar dois pontos muito importantes:

1.  A vasta maioria das pessoas que se une a movimentos e organizações o faz pelas razões certas; incluindo aqueles que se unem a ramos da Fraternidade e religiões tutelares. Eles tem ouvido um pouco de verdade ou eles tem visto a solução de um problema genuíno. Eles trabalham nestas organizações para disseminarem esta verdade ou resolverem este problema. Como tem sido verdadeiro por toda a história, quase nenhum deles, incluindo a maioria de seus líderes principais, estão reconhecidamente engajados em atividades maquiavélicas.

Eles somente sabem que eles tem recebido uma causa justa a buscar contra algum outro grupo humano, inconsciente que alguém mais, em organizações similares, outras pessoas tem recebido uma causa justa a buscar contra eles. A corrupção dentro da rede da Fraternidade, e a violência que se emana disso, estão desapontando-os como o está fazendo com todo mundo mais.

2.  Meu propósito é a correção, não a condenação. Não há santos na Terra, e provavelmente em outros lugares, para este assunto. Sim, há uma grande quantidade de muitas pessoas boas que merecem ser ajudadas, mas provavelmente não há ser na Terra que não tenha a algum tempo, de algum modo, contribuido para o que temos discutido neste livro.

Se engajar na culpa, na punição, ou recriminação a este estágio do jogo pode somente tornar as coisas piores. Espero encorajar a idéia que não importa o que tenhamos feito no passado, é o presente e o futuro que verdadeiramente conta. Meu propósito ao escrever este livro é apenas pedir que tomemos um momento de pausa para voltar a trás e olhar no que podemos estar pegos.

Talvez cada um de nós possa então cuidadosamente determinar o que precisamos fazer [ou parar de fazer] para ajudar a trazer as mudanças necessárias para colocar as coisas retas, sem interromper nossa vidas ou queridas instituições. O que é necessário para todo mundo é cooperação, não recriminação.

Na medida em que observamos as modernas organizações e religiões que se elevam da rede da Fraternidade, descobrimos algo mais irônico. Na medida em que o mundo continua seu flerte intelectual com o materialismo, as organizações da Fraternidade e as religiões tutelares estão entre as poucas fontes que mantêm viva qualquer idéia que o homem pode ser um ser espiritual. Como resultado, muitas organizações da Fraternidade e religiões tutelares atraem muitas pessoas boas dentro das quais a centelha espiritual não morreu. É difícil encontrar um padre Jesuíta, um Maçom Livre Americano, um ministro presbiteriano ou um rabino judeu que não seja uma pessoa muito decente.

A completa maioria deles enfatiza os aspectos verdadeiramente benignos e elevadores de suas teologias. É igualmente difícil não se sentir bem em uma missa católica ou véspera de Natal, ou ser estimulado por uma conversa com um rosacruciano articulado sobre o significado da vida. É igualmente impossível não apreciar o sorriso de uma jovem criança crescida no calor de uma unidade familiar bem sucedida mantida unida pela religião hebraica, ou pelo sabor da estética de um trabalho de arte hindu excepcional.

As crianças e as pessoas mais velhas são ajudadas a cada dia pelos bons trabalhos dos Maçons Livres, ‘Oddfellows’, e Templários. Fascinantes discusssões políticas podem ser mantidas com um jurado marxista e podemos aprender alguns dos fatos mais surpreendentes dos direitistas. Não obstante, a maioria das instituições que se elevam da rede da Fraternidade continuam hoje a causar sérios problemas.

Neste livro, olhamos estreitamente o sistema de papel moeda inflável. Nos EUA hoje, mais de 75% do suprimento de dinheiro é criado pelos bancos comerciais. Quando você deposita um dólar em um banco comercial, este dólar se torna o empréstimo do banco, e o banco cria um dólar adicional que se torna o dólar em sua conta bancária. Este dólar em sua conta bancária, contudo, não é um dólar garantido. Ele é simplesmente uma dívida que o banco tem com você. Esta dívida, contudo, rapidamente se torna dinheiro porque você o gasta logo e o banco ainda tem seu dólar original. Deste modo, o banco tem criado dinheiro ‘do nada’.

Os bancos fazem a maior parte do lucro deles ao terem a permissão de criar dinheiro deste modo. As taxas de juros que os bancos cobram sobre os empréstimos meramente pagam algumas das despesas administrativas e, mais importantemente, é compensado pela inflação que os bancos inevitavelmente causam ao criar dinheiro da maneira que eles fazem. Há, com certeza, um limite determinado pela lei de quantos dólares um banco pode criar.

Um banco comercial deve manter uma base mínima de dinheiro [notas dos bancos central] para cada dólar depositado, mas isto é apenas uma pequena percentagem. Tanto quanto as pessoas usem seus cheques e não demandem muito dinheiro, um banco estará seguro. Um banco pode ‘quebrar’ contudo, se muitos de seus empréstimos ou se muitos de seus depositários exijam dinheiro real e portanto dizimem a pequena base de bens do banco.

O resultado deste inteiro sistema é um débito maciço em cada nível da sociedade hoje. Os bancos estão em débito com os depositários, e o dinheiro dos depositários é emprestado e cria dívidas para com os bancos. Para fazer este sistema até mesmo mais similar a algo como um delírio maníaco está o fato de que os bancos, como outros emprestadores, frequentemente tem o direito de tomar a propriedade física se seu papel moeda não for repago.

A níveis nacionais e internacionais, lemos hoje sobre as nações de Terceiro Mundo arrastando enormes dívidas. A maioria destas dívidas é ‘ilusória’ no sentido que o monte de empréstimos veio de bancos que geraram ou canalizaram o ‘dinheiro criado do nada’. Alguns destes bancos, tais como alguns representados pelo FMI, tem o direito de ditar políticas econômicas e exigir medidas de austeridade dentro dos países em débito para ter estes empréstimos repagos. No Brasil, por exemplo, o FMI impôs medidas de austeridade na década de 1980.

As medidas incluiram cortes em grande escala nos salários dos trabalhadores brasileiros, preços mais altos em todas as mercadorias, desvalorização da moeda, e exportações aumentadas – tudo para repagar a dívida criada principalmente por uma ilusão. O resultado foi uma tremenda queda no bem estar do povo brasileiro e rebeliões. A destruição das florestas topicais brasileiras que estamos testemunhando hoje estão sendo causadas em grande parte pela necessidade do Brasil de repagar os empréstimos baseados no dinheiro ilusório. Os estudos preparados pelo Banco Mundial culpam o crescimento da população pelo esvaziamento das florestas tropicais, mas convenientemente deixa de fora o maior papel que o próprio Banco Mundial tem desempenhado em colocar o Brasil em dívida.

Um outro exemplo é o da República Dominicana, que tinha uma dívida de 3 bilhões em meados da década de 1980. O país gostaria de gastar sua escassa renda em uma moradia melhor para seu povo. Em 1985, contudo, a nação estava enfrentando ter que gastar mais dinheiro para repagar seus empréstimos do que em ganhar moeda estrangeira. O FMI não obstante exigiu medidas de uma austeridade estrita, incluindo grandes aumentos de preços sobre os bens básicos, portanto desencadeando rebeliões. O FMI também exigiu a desvalorização da moeda dominicana; suas exportações aumentadas, mas tornou as importações muito mais caras.

Quem foram os reais perdedores em tudo isto? O povo dominicano.

Nos EUA sob a recente administração presidencial de Ronald Reagan, o débito nacional americano dobrou. A maioria do dinheiro de empréstimo, com certeza, remonta ao ‘dinheiro criado do nada’ dos grandes bancos. Não obstante, o juro sobre este dinheiro agora deve ser pago. Para paga-lo, os serviços sociais federais foram cortados sob Reagan, portanto ferindo o padrão de vida de muitos americanos. Em que foi usado muito deste dinheiro? Necessidades militares.

Em uma escala menor, o sistema do papel moeda inflável faz com que fazendeiros percam suas fazendas. A maioria dos fazendeiros não perdem seu meio de vida porque eles deixam de trabalhar duramente ou porque eles não produzam algo de grande valor. Eles perdem porque eles não podem preencher as demandas do sistema do papel moeda inflável. Isto permite que os grandes agronegócios se adiantem e comprem a fazenda, resultando na concentração da produção de alimentos em um número contado de mãos.

Como podemos ver, o moderno sistema monetário tem tido o efeito de destruir muitos benefícios que a produção em massa e os avanços na ciência e na tecnologia teriam oferecido à raça humana. Por agora, a necessidade de um eterno sofrimento pela existência física deveria ser grandemente acabado; mas o sistema do papel moeda inflável tem ajudado a preservar esta necessidade ao criar dívidas maciças, inflação crônica e instabilidade econômica geral. A vasta maioria das pessoas em todas as nações hoje devem ainda continuar a gastar a maior porção de suas primeiras horas de despertar trabalhando para atender as necessidades financeiras. A meta tutelar expressa na história bíblica de Adão e Eva de fazer as pessoas sofrerem do nascimento até a morte está sendo cumprida.

Um outro importante sub-produto do sistema monetários moderno são os impostos. A maioria dos americanos acredita que o governo americano cria seu próprio dinheiro. Se isto é verdade, então porque o governo precisa lançar impostos sobre todo mundo? Porque o governo simplesmente não aloca para si o dinheiro que ele precisa para operar? Isto obviamente seria muito mais sensível do que erigir enormes burocracias coletoras de impostos que podem levar as pessoas ao desespero e grandemente diminuir a produtividade.

A resposta é que o governo americano não cria o dinheiro – quem o faz são o Federal Reserve e os bancos comerciais, e eles não são entidades públicas. Para obter algum do dinheiro que estas entidades bancárias criam, o governo deve lançar impostos ou tomar emprestado. Ele faz ambas as coisas, e os cidadãos pagam. Os impostos, especialmente nas nações com esquemas de taxação graduada, torna mais difícil para as pessoas pouparem dinheiro e portanto contribui para a necessidade da maioria das pessoas gastar a maioria de suas vidas sofrendo pela existência física.

A despeito das benvindas reformas políticas agora transformando a Rússia o Bloco Oriental, o comunismo permanece um poder em outras nações onde ele tem inspirado pavorosas repressões nas décadas recentes, como o povo da Etiópia e Kampuchea [Cambódia] tem aprendido para seu profundo pesar:

Em 12 de setembro de 1974, a monarquia da Etiópia foi derrubada por um golpe militar. Seis meses depois, a monarquia foi inteiramente abolida pelo governo revolucionário e a Etiópia se tornou um Estado marxista completo com fazendas coletivas e indústria de propriedade do governo. Os novos governantes marxistas logo se descobriram opostos a um movimento de independência nas províncias etíopes da Eritréia e Tigre. Este movimento de independência foi, e ainda é, mantido vivo em grande extensão por um outro grupo marxista: a Frente Popular de Libertação. As batalhas resultantes entre o regime marxista e a libertação marxista tem trazido uma grande perda de vidas.

As fomes etíopes das quais muito ouvimos falar hoje são causadas primariamente pela tentativa do governo marxista de oprimir o movimento de libertação da Eritréia ao impedir os embarques de alívio para as regiões de seca. Isto soma um ato de genocídio. As pessoas tem morrido mortes horríveis quando elas se encontram pegas entre duas facções igualmente brutais. Por trás de tudo isto encontramos mais uma vez a evidência da rede da Fraternidade: o emblema do regime marxista proeminentemente apresenta o símbolo da Fraternidade do ‘Olho Omnipresente’.

Em 17 de abril de 1975, a capital de Kampuchea (antigo Cambodia) caiu pelas forças revolucionárias comunistas. Um blecaute virtual de notíciais se seguiu. As histórias que vazavam eram tão horríveis que estão além da descrição. Depois da eleição do líder comunista Pol Pot como premier em abril de 1976, Kampuchea sofreu o que alguns especialistas sentem ter sido o pior genocídio desde a Segunda Guerra Mundial. Ao menos um milhão, e talvez três milhões, de Kampucheanos morreram. Em uma população de 7.5 milhões, isto representa uma porção substancial.

Este genocídio foi parte de um grande plano econômico formulado pelos líderes cambodianos altamente educados que tinham graus avançados em economia e ciência social de universidades na França. Estes líderes decidiram que sua nação deveria ter uma economia agrária… imediatamente.

A capital de Kampuchea, Phnom Penh, foi evacuada à força e seus residentes foram compelidos a entrarem no interior onde as ‘cooperativas rurais’ os aguardavam. A propriedade privada foi abolida. Os cidadãos que eram percebidos como no caminho da nova Utopia cambodiana em virtude de suas ocupações ou educação, e as pessoas que objetavam serem forçadas à escravidão, eram mortas. As crianças frequentemente eram recrutadas para realizar os assassinatos, portanto ajudando a engendrar um nova gração de pessoas com uma incidência de psicopatia mais alta que o normal.

Este grande esquema cambodiano sob Pol Pot era uma virtual cópia carbono de programas brutais lançados mais cedo na história pelo conselho revolucionário da França no século XVIII, pelo regime de Joseph Stalin na Rússia, e pela Revolução Cultural de Mao Tse-Tung na China. O regime de Pol Pot desabou em janeiro de 1979 quando o Cambodia foi invadido pelos norte vietnamitas comunistas, que dificilmente eram modelos de civilidade. Por 1990, Pol Pot e o Khmer Vermelho reemergiram. Eles eram parte de uma coalisão buscando retomar o poder pela força militar. A coalisão era apoiada pelos EUA e, segundo várias testemunhas oculares, as armas fornecidas pela CIA continuaram a chegar às tropas ainda brutais do Kmer Vermelho.

Antes do desmantelamento da União Soviética, muitos movimentos comunistas no mundo eram apoiados pela KGB soviética e outros serviços secretos do bloco Oriental como parte da missão deles de fomentar guerras de ‘libertação’ pelo mundo. Interssantemente, os serviços ocidentais de inteligência também ajudaram no estabelecimento de regimes comunistas exatamente como o haviam feito os militares alemães em 1917.

Os EUA inicialmente apoiaram Fidel Castro em Cuba e Ho Chi Minh no Vietnã, ambos os quais depois estabeleceram regimes comunistas em suas respectivas nações. Os EUA também iniciaram o apoio a Pol Pot e o ajudaram a alcançar o poder em Kampuchea. O mundo comunista, tanto passado quanto presente, foi muito o produto da atividade ocidental.

Por trás do faccionalismo político de hoje, continuamos a encontrar a evidência direta do envolvimento da rede da Fraternidade. A Soberana Ordem Militar de Malta (SMOM), por exemplo, era fortemente anti-comunista e instilou o anti-comunismo em seus aderentes como meta espiritual. Nada há de errado com isto, até que isto se torna uma outra justificativa para engendrar mais violência, opressão e conflito. Um dos Cavaleiros de Malta na América, o falecido William Casey, chefiou a CIA americana de 28 de janeiro de 1981 até 29 de janeiro de 1987. Durante este período como chefe da CIA, Casey fez muito para aumentar as operações encobertas da CIA, especialmente na América Central.

Lá, os rebeldes ‘contra’ apoiados pela CIA e os esquadrões da morte de ala direita cometeram atrocidades terríveis contra civis em nome de combater o comunismo. Outros Cavaleiros de Malta nas organizações nacionais de inteligência tem incluido James Buckley da Radio Free Europe/Radio Liberty, John McCone (ex diretor da CIA sob o Presidente John Kennedy), e Alexandre de Marenches (chefe da inteligência francesa sob o Presidente Giscard d’Estaing, que também era um Cavaleiro de Malta).

A CIA americana é também influenciada pelo Mormonismo, Livre Maçonaria e outras organizações menos conhecidas da Fraternidade. Os mórmons frequentemente são procurados pelos recrutadores da CIA devido a experiência no exterior que muitos mórmons recebem em seu trabalho missionário, e uns poucos tem alcançado posições muito altas dentro da comunidade americana de inteligência. Alguns grupos maçonicos fornecem bolsas de estudo especiais para jovens membros frequentarem a Escola de Serviço Exterior em  Washington, D.C. Esta escola fornece ao país muito de seu pessoal do Departamento de Estado, diplomatas e espiões. Todas estas influências da Fraternidade tem se combinado para criar um ‘leito quente’ ideológico na política externa americana. O resultado tem sido a manutenção dos EUA como uma eficaz facção política para manter vivo o conflito por todo o mundo.

Os ‘assassinos solitários’ continuam hoje a serem importantes. Mais cedo neste livro, olhamos a origem do fenômeno do ‘assassino solitário’ como um instrumento político. A substancial evidência de ‘conspiração’ que cerca os assassinatos dos dias modernos indica que tais assassinatos continuam a ser cruas armas políticas. Hoje a diferença primária é que alguns ‘assassinos solitários’ parecem ser um acobertamento para um segundo assassino oculto, e um fingimento é feito que o ‘assassino solitário’ realmente agiu sozinho. Em todos os outros aspectos importantes, o moderno ‘assassino solitário’ é quase que idêntico aqueles programados pela organização Ismaili da Fraternidade a séculos atrás no Oriente Médio.

Para ilustrar, vamos rever alguma evidência por trás de recentes assassinatos.

Uma grande quantidade já tem sido escrita sobre 22 de novembro de 1963, o assassinato do Presidente John F. Kennedy, assim eu somente resumirei os eventos lá. O Presidente Kennedy foi morto por um tiro de rifle enquanto estava em uma parada de carros em Dallas, Texas. Quase imediatamente depois do tiro, as suspeitas de uma conspiração se elevaram. O alegado ‘assassino solitário’, Lee Harvey Oswald,  publicamente proclamou que ele era apenas um bode espiatório.

A balística e a evidência física fortemente sugeriram que Kennedy foi atingido por balas disparadas na frente dele, não por de trás, onde estava posicionado Oswald. Oswald nunca teve uma chance de elaborar sua declaração que ele era um bode espiatório ou mesmo ir a julgamento, porque, dois dias depois de sua prisão, ele foi assassinado enquanto sob custódia da polícia, pelo proprietário de um night club, Jack Ruby – um homem com ligações com a Máfia. Ruby foi para a prisão e morreu lá menos de quatro anos depois.

Um painel oficial do governo foi reunido para investigar o assassinato de JFK. Conhecido como Comissão Warren, por causa de seu presidente, o Chefe da Suprema Côrte de Justiça dos EUA Earl Warren, o painel concluiu que Oswald tinha agido absolutamente só. Anos mais tarde, um painel da Câmara de Representantes dos EUA passou 26 meses reinvestigando os assassinatos de John F. Kennedy e do líder negro de direitos civis Martin Luther King, Jr. (que foi morto em 1968 por um alegado ‘assassino solitário’]. O painel da Câmara concluiu que os ‘assassinos solitários’ não agiram sozinhos e que reside a conspiração por trás dos assassinatos de Kennedy e King. O painel sentiu que qualquer investigação policial posterior era garantida. A despeito dos rumores e da evidência do envolvimento da CIA e da Máfia no assassinato de Kennedy, nenhuma condenação de qualquer co-conspirador tem até mesmo ocorrido.

O irmão mais novo de John Kennedy, Robert F. Kennedy, foi assassinado quase que cinco anos mais tarde em 5 de junho de 1968, dentro do Ambassador Hotel em Los Angeles, Califórnia. RFK estava concorrendo à candidato à presidência ao tempo em que foi morto e ele quase que certamente ganharia a indicação democrata.

Ele tinha acabado de fazer um discurso para os entusiasmados trabalhadores da campanha e começou a andar pela área de trás da despensa cercado por um forte grupo de entusiastas e repórteres. Foi na área da despensa que o assassino condenado, Sirhan Sirhan, abriu fogo a queima roupa com uma pistola de calibre .22. Um número de pessoas foi atingido e Kennedy caiu no chão com a cabeça e o corpo feridos. Sirhan foi imediatamente preso.

Kennedy morreu no dia seguinte e Sirhan foi para ser condenado como o único assassino. A despeito da condenação, uma grande quantidade de controvérsia permaneceu. Em um feito extraordinário de jornalismo investigativo, o pesquisador Theodore Charach compilou um grande corpo de evidência indicando que um segundo atirador oculto, não Sirhan Sirhan, tinha disparo do tiro que matou Kennedy.

Mr. Charach usou sua evidência para criar um documentário surpreendente intitulado ‘The Second Gun’. O filme desfrutou de uma curta liberação teatral nos anos de 1970 e agora está disponível nas casas de video. A pesquisa de Mr. Charach foi reunida por outros e eventualmente levada as audiências da Mesa dos Supervisores do Condado de Los Angeles sobre o assassinato.

* O video ‘Second Gun’ foi liberado pela Video Cassette Sales, Inc.

O caso da segunda arma em RFK repousa em uma grande quantidade de fascinante evidência balística e testemunho ocular. Por exemplo, o legista de Los Angeles realizou uma análise das queimaduras de pólvora na cabeça e roupas de Kennedy. As queimaduras revelaram que a boca da arma não estava a mais de uma a três polegadas da cabeça de Kennedy quando foram disparadas as balas fatais; isto é, a boca estava a queima roupa. Todas as testemunhas oculares, contudo, reportam que a arma de Sirhan nunca esteve mais perto do que 12 polegadas; uma diferença importante no que diga respeito as queimaduras de pólvora.

O filme Second Gun sugere que a bala fatal pode ter sido disparada da arma de um guarda de segurança uniformizado que estava segurando o braço direito de Kennedy quanto iniciou-se o tiroteio. O guarda admitiu puxar sua arma durante a confusão, mas negou a haver disparado. Uma testemunha ocular da cena, contudo, testemunhou ter visto o guarda disparar. Não há registro que a polícia até mesmo tenha examinado a pistola do guarda.

Um diario bizarro relatadamente escrito por Sirhan, e descoberto em seu apartamento depois do tiroteio, parece emprestar peso à teoria da conspiração. Neste diário, Sirhan escreveu várias vezes sobre a necessidade de Robert Kennedy morrer em ligação a Sirhan receber grandes somas de dinheiro. Uma entrada mencionava cem mil dólares. A mais interessante entrada do diário é uma na qual Sirhan, que parecia apreciar o pensamento de receber grandes cheques pagáveis a ele, parece repetir uma instrução que ele nunca tinha ouvido uma promessa de que poderia receber dinheiro pela morte de Kennedy, que precisava acontecer por 5 de junho de 1968 – a data das primárias na Califórnia.

O diário de Sirhan continha as seguintes palavras:

Robert F. Kennedy deve ser assassinado Robert F. Kennedy deve ser assassinado ante de 5 de junho de 1968 Robert F. Kennedy deve ser assasinado e eu nunca ouvi por favor pague a ordem de de de de de de

O Departamento de Polícia de Los Angeles considerou as entradas do diário como sendo nada mais que desvarios de um assassino solitário mentalmente perturbado. Se há verdade na escrita de Sirhan, suas referências a dinheiro certamente forneceriam um motivo adicional para que ele atirasse em Kennedy,  com quem ele de qualquer modo não simpatizava. A questão é: quem ofereceu a Sirhan o aparente dinheiro e fez com que ele acreditasse que o receberia quando ele fosse finalmente libertado da prisão? Até hoje, Sirhan mantém que agiu sozinho, e o FBI e o Departamento de Polícia de Los Angeles concordam com ele.

Se um guarda de segurança disparou o tiro que matou RFK, é possível que ele o tivesse feito acdentalmente. O guarda pode ter retirado sua arma da cartucheira em um esforço de defender Kennedy sem até mesmo entender isto. A polícia, contudo, nunca até mesmo considerou esta possibilidade, a despeito da poderosa evidência que a arma de Sirhan não disparou a bala fatal. O Departamento de Polícia de Los Angeles estava com a mente centralizada em sua teoria do ‘assassino solitário’ e, como ressaltado por um artigo do Los Angeles Times, manuseou muito mal algumas das evidências físicas chave.

*Esta evidência mal manuseada incluiu os painéis do teto da área da despensa que podem ter contido buracos de balas indicando a presença de uma segunda arma. Incrivelmente, os painéis foram destruídos pela polícia, Segundo o chefe do Departamento de Polícia de Los Angeles, Daryl Gates, a destruição dos painéis tinha sido feita rotineiramente. Mr. Gates disse que isto não constitui destruição de evidência porque os painéis não tinham sido apresentados como evidência no julgamento de Sirhan. Contudo, ele acrescentou:

… apenas acho que a destruição dos painéis foi falta de julgamento. Foi uma falta de senso comum e indesculpável porque o caso tinha magnitude mundial. Mais importantemente, Sirhan tinha sido condenado e seu apelo ainda nem estava em perspectiva. A evidência potencial nunca deve ser destruída até que o caso inteiro tenha corrido. Porque diabos estas coisas foram destruídas? Isto faz fronteira com a insanidade do livro ‘Ardil 22′. É como abrir as portas a uma crítica e dúvida total. Não há meio que possa explicar isto.

Novamente abundaram os rumores de um possível envolvimento da CIA e/ou Máfia no tiroteio de Robert Kennedy, mas nenhum co-conspirador foi até mesmo preso neste caso.

No início da tarde de 30 de março de 1981, o Presidente Ronald Reagan terminava de fazer um discurso no Washington Hilton Hotel. Cercado por seu séquito e agentes do serviço secreto, Reagan andou para a garagem particular onde o aguardava uma limosine. Como no caso de Robert Kennedy, um jovem homem aparentemente enlouquecido emergiu da multidão disparando uma pistola. Reagan foi empurrado para dentro da limosine por um agente do serviço secreto, levado às presas para um hospital e submetido à cirurgia para remover uma única bala que o havia atingido na caixa toráxica esquerda [costela] e seu pulmão esquerdo. Foi afortunado que o ferimento não fosse fatal.

O ‘assassino solitário’ – John Hinckley, Jr., foi condenado pelo crime. Segundo um colunista de um jornal, o FBI fez tudo que podia para provar que Hinckley tinha sido um ‘assassino solitário’ na cena. Algumas pessoas, contudo, tem expressado dúvidas sobre a conclusão do FBI. Em uma conferência de imprensa realizada um mês depois de sua recuperação, Mr. Reagan respondeu perguntas indicando que ele não sentiu o impacto da bala que o atingiu até que ele estivese completamente dentro da limosine:

P: Quais foram seus primeiros pensamentos quando você entendeu que havia sido atingido?

R: Realmente, não me recordo muito claramente. Sabia que havia sido ferido, mas pensei que tinha sido ferido pelo homem do serviço secreto que me colocava no carro, e isto foi, devo dizer, foi a dor mais paralizante. A tenho descrito como se alguém o atingisse com um martelo.

Mas esta sensação, parecia-me, veio depois que eu estava no carro, e assim pensei que talvez a arma dele ou algo, quando ele [o agente do serviço secreto] tinha se inclinado sobre mim, tivesse quebrado uma costela.

Mas quando eu me sentei e a dor não passava, repentinamente, descobri que estava tossindo sangue, e decidimos que talvez eu tivesse quebrado uma costela e furado o pulmão.

Em uma entrevista posterior, a esposa de Mr. Reagan, Nancy, confirmou a impressão do Presidente.

Será que Mr. Reagan simplesmente sofreu uma ação retardada a uma bala disparada da arma de Hinckley, ou ele realmente tivera recebido o tiro, talvez acidentalmente, dentro do carro por um agente do serviço secreto, como sugere o testemunho acima? Segundo o FBI, a bala que feriu Mr. Reagan tinha ricocheteado pela porta da limosine exatamente quando Mr. Reagan estava sendo empurrado para dento da limosine. Se a explicação do FBI é verdadeira, porque a bala não explodiu no impacto com a porta já que era uma bala explosiva? Talvez a bala fosse um ‘fiasco’?

É possível que as duas coincidências ocorreram no tiro de Reagan: uma bala ‘defeituosa’ seguida de uma reação retardada de dor. Uma outra explicação que não exige uma coincidência é que Reagan tenha recebido o tiro, talvez acidentalmente, pelo agente do serviço secreto dentro do carro [para verificação da coincidência veja matéria sobre o assassinato de Yitzhak Rabin  http://conspireassim.wordpress.com/2008/10/10/assassinato-de-yitzhak-rabin/ neste blog] : isto explicaria o fiasco da bala explosiva [que não explodiu] [ela não atingiu a porta de metal] e a própria lembranca de Mr. Reagan.

O FBI não buscou o ângulo da segunda bala no tiro de Reagan. Isto é problemático porque o assassino condenado, John Hinckley, Jr., afirmou que havia uma conspiração no tiroteio. Em sua publicação de 21 de outubro de 1981, o New York Times relatou:

Uma fonte do Departamento de Justiça mais tarde esta noite confirmou um relato que John W. Hinckley, Jr. tinha escrito em papéis confiscados de sua cela em julho que ele foi parte de uma conspiração quando ele e três outros homens atiraram no Presidente Reagan em 30 de março.

A alegação de Hinckley deveria ter colocado em movimento uma intensa investigação de conspiração. Afinal, John Hinckley, Jr., não era apenas um indivíduo aleatório fora da mistura americana. Ele era filho de um rico amigo pessoal e apoiador político do então Vice Presidente que, com certeza, teria se tornado o Presidente se Reagan tivesse morrido. Isto não é dizer que necessariamente tenha existido uma conspiração, somente que tais circunstâncias tipicamente desencadeariam uma investigação mais intensa.

O New York Times afirma que o FBI tomou os papéis de Hinckley, acompanhou as direções e concluiu que a afirmação de Hinckley sobre uma conspiração não era verdadeira. O juiz que se encarregou do caso ordenou que os advogados e as testemunhas não divulgassem os conteúdos dos papéis de Hinckley ao público. Os guardas da prisão deram seu testemunho em segredo ao juiz. No julgamento de Hinckley, contudo, nem a defesa e nem a acusação até mesmo levantaram a matéria de uma conspiração, nem a possibilidade de uma segunda arma. Ao invés, o inteiro julgamento se centralizou ao redor dos muito visíveis problemas mentais de Hinckley

Talvez estes três tiroteios aqui discutidos realmente foram cometidos por ‘assassinos solitários’ com dois deles envolvendo a descarga acidental de uma arma de fogo de um agente de segurança. Um assassinato nas Filipinas provou, contudo, que tais cenários podem algumas vezes ser uma cobertura para umm assassinato cometido por uma organização de inteligência.

O ano era 1983. Benigno Aquino era um popular líder da oposição nas Filipinas. As Filipinas estavam sob o governo ditatorial do Presidente Ferdinand Marcos. Marcos tinha declarado a lei marcial na década de 1960 e nunca a havia suspenso. Depois de três anos de exílio voluntário de sua terra natal, Aquino tomou a decisão de voltar ao seu país até mesmo embora seis anos antes ele tenha sido condenado a morte pelo esquadrão de fogo por sua atividades políticas.

O avião de Aquino pousou no aeroporto de Manila em 21 de agosto de 1983. Cercado por agentes de segurança filipinos, Aquino tinha acabado de descer as escadas do avião quando os tiros começaram. O ‘assassino solitário’, Rolando Galman y Dawang, estava na área da pista de decolagem e foi instantaneamente morto a tiros por um homem da segurança perto dele. O governo imediatamente declarou Galman o ‘assassino solitário’ e tentou encerrar o caso.

Instantaneamente as suspeitas se elevaram.

Presidente Marcos tinha um motivo para matar Aquino e Aquino já havia sido condenado à morte. Para afastar estas suspeitas, Marcos reuniu um painel oficial para investigar o assassinato, similar a Comissão Warren implantada vinte anos antes nos EUA para investigar o assassinato de John Kennedy. Os críticos acusaram que o painel de Marcos era tendencioso e pró Marcos. Muitos duvidavam que o painel chegasse a qualquer outra conclusão do que a oficial. Algo inesperado aconteceu, contudo. O painel buscou a investigação objetivamente. Ele ouviu a evidência sobre a queimadura de pólvora na cabeça de Aquino, que indicava que a bala fatal foi disparada a 12 a 18 polegadas de distância.

O governo afirmou que Galman tinha chegado aquela proximidade, mas as testemunhas oculares não confirmaram isto. Um jornalista no avião testemunhou que dois homens da segurança de pé a direita perto de Aquino tinham puxado seus revólveres e os apontado para a parte de trás da cabeça de Aquino exatamente antes dos tiros serem disparados. A completa evidência forense e o testemunho ocular indicaram que Aquino foi morto por um dos homens de segurança destinados a ‘protege-lo’. O ‘assassino solitário’ não era mais que um cru acobertamento. A Comissão Marcos publicou uma descoberta para este efeito.

Os achados do painel resultaram em indiciações criminais críticas de vários oficiais de alto escalão. No julgamento, contudo, todos foram absolvidos. As excentricidades do sistema de justiça filipino não permitiram que uma grande quantidade de testemunho crucial adquirido pela comissão fosse introduzido no julgamento. Um número importante de testemunhas de acusação não compareceu. Várias testemunhas tinham relatado terem sido intimidadas. Depois que Marcos foi expulso do mandato e enviado para o exílio havaiano pela esposa de Benigno Aquino, Corazon Aquino, as testemunhas se apresentaram testemunhando que o julgamento tinha sido coagido por Marcos. Outras testemunhas oculares do tiroteio também se apresentaram com evidência posterior corroborando que Benigno Aquino tinho sido morto por um homem da segurança.

A importância do assassinato de Aquino é que o cenáario do tiroteio é virtualmente idêntico a outros episódios de ‘assassino solitário’. Se, por exemplo, existiu uma conspiração por trás dos tiros de RFK ou Ronald Reagan, então o modus operandi pareceria ser idêntico ao modus operandi no caso de Aquino: um ‘assassino solitário’ mentalmente perturbado ou fanático político é usado como acobertamento para o verdadeiro assassino que está na cena como escolta de segurança para a vítima. Isto é importante porque os oficiais filipinos indiciados por orquestrarem o tiro de Aquino incluiam o General Fabian Ver e homens sob seu comando.

Ver não liderava apenas as forças militares do país, mas também a sua rede de inteligência. Em outras palavras, o tiro do ‘assassino solitário’ de Benigno foi uma operação militar/de inteligência. Isto é importante porque a República Filipina era um maior aliado dos EUA naquele tempo e os EUA ainda tem grandes bases navais e aéreas lá. As Filipinas recebem uma grande quantidade de ajuda americana, juntamente com conselheiros militares e de inteligência americanos. O aparato de inteligência filipino portanto possui muito da CIA americana e da inteligência militar dos EUA. Isto não é dizer que fontes americanas estivessem necessariamente envolvidas na morte de Aquino.

Isto simplesmente mostra como um importante serviço ocidental de inteligência recentemente utilizou a técnica do ‘assassino solitário’, mas a usou tão cruelmente que o povo a identificou imediatamente. Até mesmo os jornais americanos que tem sido rápidos em aceitarem os vereditos dos ‘assassinos solitários’ publicaram editoriais condenando o envolvimento dos militares filipinos. Nossos chapéus devem ser retirados para estes bravos homens do painel que tiveram a coragem de olhar por trás do mito do ‘assassino solitário’ e para aquelas testemunhas oculares que foram suficientemente corajosas para testemunhar. Tal integridade é um bem muito precioso.

Os modernos ‘assassinos solitários’ não são apenas um fenômeno relacionado aos americanos; eles permanecem um assunto internacional. Em 13 de maio de 1981, durante seu aparecimento público na Praça de São Pedro, o Papa João Paulo II recebeu tiros. Ele sobreviveu e ainda mantém o Papado hoje. O ‘assassino solitário’ condenado, Mehmet Ali Acga, tinha disparado de uma multidão que cercava o automóvel papal. Interessantemente, a polícia italiana também prendeu um segundo atirador em conexão com o tiro e acusou agentes da inteligência búlgara de estarem envolvidos em um complô para matar o Papa.

Naquele tempo a Bulgária ainda era uma nação comunista. A Rússia acusou a CIA americana de fabricar esta chamada ‘Conexão Búlgara’ para propósitos de propaganda; contudo, os jornais ocidentais relataram que a CIA tinha realmente se adiantado e posto pressão sobre a polícia italiana para retirar a Conexão Búlgara e o caso do segundo atirador. Os italianos sucumbiram às demandas da CIA depois que o assassino acusado, Mehmet Acga, destruiu sua própria credibilidade ao mudar sua história e se engajar em um comportamento bizarro.

Na Suécia, um importante episódio de ‘assassino solitário’ envolveu o assassinato do muito popular Primeiro Ministro sueco, Olaf Palme, em 28 de fevereiro de 1986. Mr. Palme estava voltando para casa com sua esposa de um cinema quando um atirador correu para o Primeiro Ministro, disparou duas vezes, e fugiu na noite. As suspeitas de uma conspiração imediatamente se elevaram, mas a palavra foi rapidamente dada que o assassinato era o trabalho de um lunático. Um suspeito eventualmente foi preso, mas ele negou responsabilidade e foi absolvido. Em 1990, o governo sueco até mesmo pagou a ele uma restituição pelo tempo que ele passou na cadeia. Enquanto escrevo, nenhum outro suspeito deve ir a julgamento.

O episódio final que vale a pena ser visto ocorreu na Alemanha Ocidental em 25 de abril de 1990 contra  Oskar Lafontaine. Mr. Lafontaine era o premier do Estado de Saarland e estava concorrendo a candidato do Social Democrata para o cargo de Chanceler da Alemanha. Ele estava na corrida com um outro líder do Social Democrata, Johannes Rau, durante uma reunião política. Uma pessoa que parecia ser um guarda de segurança levou uma mulher ao palco; a mulher levava um buquê de flores. Quando ela alcançou Mr. Lafontaine, ela calmamente tirou uma faca de açougueiro e cortou a garganta dele.

Felizmente, Mr. Lafontaine sobreviveu, a despeito da importante perda de sangue, e ele continuou para concluir sua campanha não bem sucedida. A agressora, Adelheid Streidel, foi presa imediatamente e rotulada como uma ‘assassina solitária perturbada mentalmente’. O ataque, contudo, tinha todas as marcas dos vários episódios anteriores de ‘assassinos solitários’ que temos visto: o envolvimento de aparente pessoal de segurança, o chamado ‘assasino solitário’ mostrar sinais de severa perturbação mental, e o ato ser abertamente cometido. O uso de uma faca de açougueiro ao invés de um revólver torna Ms. Streidel até mesmo mais similar aos Assassinos da Pérsia medieval, que usavam armas com lâminas.

Esta tentativa de assassinato ocorreu em um tempo politicamente crucial: Mr. Lafontaine estava concorrendo com o Chanceler Helmut Kohl. Mr. Kohl era o principal advogado para uma rápida reunificação alemã e unidade européia, que envolveria maiores mudanças na economia mundial, na política, e assuntos militares. Mr. Lafontaine e os Sociais Democratas defendiam uma plataforma de um proceso mais lento de reunificação alemã.

Como no caso de Adelheid Streidel, um elemento importante de quase todos os recentes casos de ‘assassinos solitários’ é o estado mental deles ao tempo dos assassinatos. A aparente doença mental exibida por tantos deles bem pode ser a evidência de bloqueio mental. Sirhan Sirhan era conhecido por ter sido repetidamente hipnotizado por ‘amigos’ que a polícia inadequadamente investigou. As testemunhas oculares relataram que Sirhan parecia estar quase em transe na noite dos disparos contra Robert Kennedy. John Hinckley, Jr, tinha tido uma grande quantidade de intervenção psiquiátrica durante seus dias anteriores ao assassinato e ainda não sabemos no que consistiu tudo isto.

Hinckley recebeu algum implante visionário similar aqueles que Adolf Hitler recebeu como paciente psiqquiátrico no hospital Pasewalk? Como os antigos assassinos na Pérsia, Hinckley foi motivado por uma noção louca que ele podia alcançar o céu ao matar Reagan, exceto que o céu de Hinckley era o amor inalcansável de uma estrela de cinema. Hinckley pensou que conquistaria este amor ao matar o Presidente. Os peculiares estados mentais de Mehmet Ali Acga e de outros assasinos solitários modernos (tal como ‘Squeaky’ Fromme que tentou matar o Presidente Gerald Ford em 1975) são indicações posteriores que o bloqueio mental pode ser um fator importante na maioria dos episódios de modernos ‘assassinos solitários’ exatamente como o foi na Pérsia medieval.

A luz do acima, talvez não seja surpreendente descobrir a evidência da rede da Fraternidade direta ou indiretamente ligada a alguns dos modernos assassinatos. John Hinckley, Jr, por exemplo, pertencia por um tempo a uma organização nazista americana. O Nazismo moderno americano por meio de suas organizações tais como ‘Aryan Nations’, está tão profundamente influenciada pelo misticismo no estilo da Fraternidade como o era o Nazismo original.’Squeaky’ Fromme era um seguidor de Charles Manson, que pregava um bizarro misticismo apocalíptico em uma pequena comuna da Califórnia. Mason e sua ‘família’ foram aqueles que cometeram os horríveis assassinatos de Tate-La Bianca em Los Angeles em 1969. Interessantemente, Manson era uma informante da policia.

Tanto quanto a técnica do ‘assassino solitário’ continue a ir sem oposição, estas nações vitimizadas por ela nunca se elevarão acima do nivel de uma república de bananas. Isto inclui os EUA e nações na Europa. Precisamos apenas olhar o modo pelo qual tais assassinatos tem influenciado a sucessão dos presidentes americanos para apreciar exatamente o quanto é nociva esta técnica para a democracia. O problema hoje com a liderança americana não é tanto uma dificuldade causada pelo processo eleitoral ou pelos defeitos na Constituição. O problema é que o processo eleitoral e a Constituição tem sido severamente minados pelo assassinato de líderes e de candidatos. Quando as organizações de polícia contribuem para isto ao ignorar e suprimir evidência, e por outro atrapalhar as investigações apropriadas, estas organizações de polícia se tornam acessórios aos crimes em um sentido muito real e legal. É quando morre a democracia.

Por este livro, temos notado o papel da rede da Fraternidade em perpetuar a revolução. As revoluções e os movimentos de resistência armada são caros e assim descobrimos que a maior parte deles hoje são financiados por organizações de inteligência. Um infeliz sub-produto desta atividade é o terrorismo.

Os grupos terroristas são um meio eficaz de manter vivo o conflito. Um livro interessante intitulado ‘The Terror Network’ de Claire Sterling, revela fortes interconexões que tem existido entre grupos terrorista aparentemente não relacionados. As organizações terroristas ao redor do mundo e de ideologias conflitantes tem sido apoiadas por mútuas ‘casas de segurança’ e fornecedores. A Rede do Terror revela que muitos destas fontes mútuas de suprimento tem ligações com a KGB russa, embora o livro falhe em mencionar o papel dos serviços ocidentais de inteligência no apoio a várias formas de terrorismo.

A meta de alguns grupos terroristas é manter a chamada ‘Revolução Permanente’, isto é, uma revolução violenta que nunca acaba. Esta meta é enraizada no conceito marxista que a luta de classes é inevitável e deve ocorrer continuamente para que emerja a Utopia. Como recordamos, esta idéia tem suas máximas raízes no ensinamento Calvinista que um mundo em guerra está mais perto de Deus. A ‘Revolução Permanente’ é portanto destinada a manter as pessoas lutando constantemente de forma que elas sejam capazes de aproveitar a futura Utopia. Isto parece loucura, você diz? De fato é. A ‘Revolução Permanente’ que tem sido financiada por vários serviços de inteligência e é inspirada nos conceitos que vieram da rede da Fraternidade, é ainda um outro meio de manter a humanidade em um constante estado de guerra e de desunião.

Os esforços para gerar um conflito incessante na Terra tem aparentemente sido tão bem sucedidos que eles ameaçaram dizimar a maioria da humanidade. As poderosas armas atômicas foram construidas em preparação para ainda uma outra Batalha Final entre as forças do Bem e do Mal. Para aqueles que acreditam que uma guera nuclear seja uma coisa impensável: pense novamente. No clima do infindável confronto que partilhamos na Terra, raramente armas deixam de ser utilizadas. Duas bombas atômicas já foram lançadas durante a Segunda Guerra Mundial e, se vamos acreditar em alguma evidência, elas podem ter sido usadas para dizimar civilizações humanas no antigo passado. Há uma grande ironia em tudo isto.

Se as manipulações por uma sociedade tutelar de fato residem por trás do turbilhão humano, a sociedade tutelar pode logo se encontrar possuindo um pedaço muito danificado de propriedade real. É verdade que as armas nucleares são notoriamente instáveis e assim muitas ogivas atômicas não explodirão se lançadas, mas haverá o suficiente de uma construção que supera a necessidade de morte para assegurar o dano considerável como resultante de uma troca nuclear. Felizmente, o fim da Guerra Fria trouxe os apelos de importante redução nos arsenais atômicos americanos e russos. Também há uma ironia nisto, a luz das facções e hostilidades que tem substituido aquelas da Guerra Fria. Uma vez os arsenais nucleares tenham sido suficientemente reduzidos, uma guerra em grande escala será novamente possível sem a ameaça que uma tal guerra torne a Terra inútil para os aparentes proprietários tutelares.

O espreitante perigo do remanescente armamento nuclear e a proliferação não virão de instáveis mísseis voadores, mas de bombas estacionárias ocultas em seus locais alvo. O Pentágono expressou preocupação sobre a possibilidade em um relatório super secreto top militar produzido em 1945. Esta preocupação foi expressada novamente em anos mais recentes quando os esforços estavam a caminho para desenvolver o chamado sistema de defesa anti-míssil ‘Star Wars’ que utiliza raios laser para abater os mísseis inimigos.

* Star Wars pode também ser convertido em uma arma ofensiva pra destruir rapidamente cidades inimigas com raios laser. Tais armas a laser seriam muito mais mortais do que o arsenal nuclear e podem, se desenvolvidas, substituir os armazenamentos atômicos. Em 1992, o presidente da nova República Russa sugeriu uma joint venture com os EUA para criar um tal sistema de armas. [ há uma importante matéria sobre armas de raios escrita na década de 1980 neste blog no livro Fogo vindo do Céu] http://conspireassim.wordpress.com/2008/07/15/fogo-vindo-do-ceu/

Alguns estrategistas estão temerosos que um sistema Star Wars bem sucedido encorage um hostil reinado de poder para contrabandear e plantar bombas atômicas nos EUA se eles sentirem que os misseis serão ineficazes. Tais bombas podem ser facilmente armazenadas e mantidas móveis em caminhões ou vans.

O pavor do terrorismo nuclear publicado pela media nos anos da década de 1970 indicam que algumas bombas estacionárias já podem estar no lugar nos EUA. É importante ter em mente que a fonte de tais bombas pode nem sempre ser um governo inimigo ou um hostil grupo terrorista. Sempre existe o perigo que o próprio governo do país possa secretamente plantar bombas nucleares em suas cidades como parte de um plano de contingência de guerra de política de ‘terra destruida’, do mesmo modo que a Suiça tem colocado minas em todas as suas próprias pontes, no caso que um inimigo invada e tente usar as pontes. Em nações xenofóbicas, uma ameaça nuclear interna deste tipo pode se tornar muito real. É algo que as pessoas de todos os países com armas atômicas devem permanecer cientes.

A Guerra Fria entre os EUA e a ex União Soviética nos afeta de muitos modos que ainda sentimos hoje. Impostos mais altos, agencias militares e de inteligência intrusivas, e um conjunto de outros males foram impostos sobre as populações humanas em nome de protege-las contra o inimigo. Temos sido afetados de outros modos que são menos bem conhecidos, mas igualmente importantes.

Durante a segunda metade da década de 1970, as revelações dos militares americanos e da CIA sobre experimentos de guerra biológica emergiram na imprensa pública. Surpreendentemente, muitos destes experimentos foram realizados em cidades americanas e foram dirigidos contra cidadãos americanos. Na década de 1950, por exemplo, um fog biológico tinha sido disseminado por um navio da marinha em San Francisco.

Segundo o Los Angeles Times:

Em um experimento destinado a determinar as capacidades de ataque e de defesa das armas biológicas, um navio da Marinha cobriu San Francisco e comunidades vizinhas com um fog transportador de bactéria por seis dias em 1950, segundo os registros militares dos EUA.

Os registros contém a conclusão que quase todo mundo dos 800.000 residentes de San Francisco foram expostos a nuvem liberada do navio descendo exatamente fora da Golden Gate.

A substância em aerosol liberada pelo navio continha uma bactéria conhecida como serratia, que era acreditada inofensiva pelos militares naquele tempo, mas que desde então foi descoberta causar um tipo de pneumonia que pode ser fatal.

O LA. Times acrescentou que doze pessoas foram hospitalizadas por volta daquele tempo por pneumonia por serratia. Uma delas morreu. Mas isto era apenas o início. O exército revelou que havia realizado 239 testes a ar aberto entre 1949 e 1969! Destes, 80 foram admitidos terem contido germes reais. Os testes foram dirigidos contra Washington, D.C., a cidade de New York, Key West, Panama City (Florida) e San Francisco. Se aceitarmos a estatística do exército de 80 experimentos com doenças vivas, descobrimos uma média de quatro ataques biológicos contra cidadãos americanos a cada ano por vinte anos.

Outros documentos do governo tem revelado adicionais experimentos de guerra biológica da CIA realizados da mesma maneira. Isto significa que várias das maiores áreas populacionais americanas estiveram sob intenso bombardeio biológico por um período admitido de vinte anos,  todos pelos próprios militares e serviços e inteligência do país!

Estes experimentos biológicos reportadamente terminaram em 1969. Contudo, suspeitas justificadas tem se elevado sobre surtos súbitos de doenças mais recentes, especialmente daquelas que não parecem se encaixar em nosso entendimento de epidemiologia. A mais recentes destas doenças é a AIDS. Depois que irrompeu a epidemia da AIDS, a União Soviética publicou acusações em seus jornais oficiais que a AIDS era uma arma biológica desenvolvida pelos militares dos EUA. As acusações geralmente tem sido desmentidas como falsa propaganda e a União Soviética mais tarde publicamente se retratou das afirmações, depois de sofrer pressão dos EUA. A despeito da retratação, um número de pesquisadores nos EUA discutem que há evidência que apoia a afirmação original.

Os cidadãos americanos não tem sido atingidos apenas por germes, mas também por um outro tipo de bombardeio. Um interessante segmento de um programa de televisão, NBC Magazine com David Brinkley, que foi ao ar em 16 de julho de 1981, revelou que o noroeste dos EUA estava continuamente bombardeado pela União Soviética com ondas de rádio de baixa frequência. As ondas de rádio são colocadas ao nível aproximado das frequências eletrônicas biológicas.

Mr. Brinkley afirmou:

Como eu acho dificil de acreditar, é louco e nenhum de nós sabe o que fazer com isto; o governo russo é conhecido por tentar mudar o comportamento humano por influências eletrônicas externas. Sabemos disso muito. E sabemos que algum tipo de transmissor russo está bombardeando este país com ondas de rádio de baixa frequência.

Um portavoz do governo afirmou que os raios de rádio eram um tipo de sistema de radar de baixa frequência, mas ele estava perdido em explicar como funcionava este tipo de radar. O fato é, as ondas de baixa frequência deste tipo afetarão o funcionamento neurológico e fisiologico, geralmente ao reduzir o funcionamento mental e ao tornar as pessoas mais sugestivas. Aparentemente esta é a intenção. Um artigo de jornal de 20 de maio de 1983 da Associated Press reportou que uma máquina conhecida como  Lida tem sido usada pela União Soviética desde ao menos 1960 para influenciar o comportamento humano com uma onda de rádio de 40 Megahertz. O Lida é usado na Rússia como um tranquilizante e produz um estado similar ao transe.

O manual do proprietário russo do Lida chama o aparelho de um aparato de tratamento de pulso distante para lidar com problemas psicológicos, hipertensão e neurose. A máquina tem sido oferecida como um substituto possível para as drogas psicotrópicas. Quando apareceu o artigo da Associated Press, uma máquina Lida estava sob empréstimo ao Hospital dos Veteranos Jerry L. Pettis Memorial nos EUA por meio de programa de troca médica. Segundo o chefe de pesquisa do hospital, a máquina eventualmente pode ser usada nas salas de aula americanas para controlar o comportamento do crianças perturbadas ou retardadas. O Lida aparentemente é um versão em escala menor do mesmo tipo de máquina descrita no show de David Brinkley, como este artigo revela:

[O chefe de pesquisa] disse que algumas pessoas teorizam que os soviéticos podem estar usando uma versão avançada da máquina clandestinamente para buscar uma mudança no comportamento nos EUA através dos sinais irradiados da União Soviética.

Parece que os americanos estão recebendo tratamentos eletrônicos tranquilizantes por cortesia do governo soviético. É incrível que os EUA não exijam alto uma parada imediata nesta intervenção. Ironicamente, mas não surpreendentemente, a América parece ter se tornado mais militante durante os ‘tratamentos’. O sentimento anti-soviético aumentou  e assim também aumentou a construção militar. Certamente a aumentada militância dos EUA não pode ser de todo atribuída as máquinas russas, mas, na melhor das hipóteses, os tratamentos soviéticos eram ineficazes em tornar a América mais calma. No fato real, os tratamentos eletrônicos tranquilizantes parecem ser profundamente irritantes, o que contribui para a elevação da agressão. Os russos, e alguém mais ainda operando tais aparelhos, fariam melhor em desliga-los e mante-los desligados.

Como a evidência tem mostrado, as maiores organizações militares e de inteligência tem se apoderado de fazer às populações humanas precisamente o que os UFOs e alguns Mestres Ascendidos reportadamente fizeram anteriormente: eles tem disseminado germes perigosos e tem bombardeado populações humanas com radiação eletrônica modificadora do comportamento. Quando consideramos ests fatos, pode ser importante que as organizações militares e de inteligência, ao menos nos EUA, estejam principalmente desmentindo os UFOs por muitos anos.

A primeira investigação conhecida oficial do governo americano sobre o fenômeno UFO foi iniciada em 28 de janeiro de 1948 pela Força Aérea dos EUA. A investigação foi conhecida como ‘Projeto Sign’. A surpreendente conclusão do Projeto Sign, como anunciado em sua ‘Estimativa da Situação’, foi que os UFOs eram naves de um outro mundo. Esta conclusão foi imediatamente rejeitada pelo Chefe de Staff, o General Hoy S. Vandenberg, que descartou a evidência como ‘insuficiente’.

Um novo grupo de estudo chamado Projeto Grudge foi subsequentemente lançado em 11 de fevereiro de 1949. O propósito do Projeto Grudge era investigar o fenômeno UFO a partir da premissa básica que uma nave extraterrestre não podia existir. O Projeto Grudge buscou seu objetivo por vários anos e eventualmente foi atualizado para o famoso Projeto Bluebook em 1952 – um ano no qual houve o aumento dramático de relatos UFO. O Projeto Bluebook  concluiu [ não surpreendentemente, considerando a premissa básica sob o qual foi criado o seu predecessor, o Projeto Grudge] que os UFOs eram todos explicáveis fenômenos naturais.

No ano seguinte ao da criação do Projeto Bluebook, a CIA entrou na controvérsia com uma investigação sua própria. Em 1953, a CIA estabeleceu um painel de eminentes cientistas conhecido como Painel Robertson. O Painel da CIA rapidamente usou um carimbo de borracha para a versão oficial que os UFOs não representam uma raça extraterrestre. O Painel acrescentou que os UFOs não eram uma ameaça física direta a segurança nacional, e portanto não eram de interesse. O Painel não afirmou, contudo, que os UFOs relatados não podiam ser uma ameaça direta a segurança nacional!

O  Painel escreveu as seguintes palavras para sugerir que os relatos suprimidos UFO eram desejáveis no interesse nacional:

… continuada ênfase sobre o relato deste fenômeno, nestes tempos perigosos, resultam em uma ameaça para o funcionamento ordenado de órgãos protetores do corpo político.

Como um resultado, a CIA e o FBI investigaram muitas pessoas que relataram UFOs. A Força Aérea dos EUA cooperou ao publicar regulamentos em 1958 instruindo os investigadores da Força Aérea a darem ao FBI os nomes de pessoas que afirmaram ter contatado UFOs do mesmo modo, com base em que tais pessoas estavam ilegal ou enganosamente trazendo o assunto à atenção pública. Embora estes regulamentos tenham sido facilitados e o FBI reportadamente não mais investigue os casos UFO, existiu em 1950 e no início da década de 1960 uma intenção definida dentro do governo americano de inibir o público em relatar e discutir o fenômeno UFO.

Hoje, o governo Americano está publicamente fora do negócio do UFO. A maior parte da tocha de desmentido tem sido passada a um grupo particular chamado Comitê para Investigação Científica dos Afirmações de Paranormal (CSICOP). CSICOP ostenta um conjunto impressionante de consultores técnicos e científicos, muitos dos quais são do corpo docente em importantes universidades. O CSICOP tem inspirado a criação de ramos locais geralmente conhecidos como ‘sociedades céticas’. O CSICOP publica uma revista científica trimestral chamada ‘The Skeptical Inquirer’.

Uma premissa básica sobre a qual opera o CSICOP é que os UFOs não são provados serem naves extraterrestres. O CSICOP também desmente todos os outros fenômenos que ele considere falsos ou pseudocientíficos, tal como clarividência, espiritualismo, Pé Grande, o Abominável Homem das Neves, o monstro de Loch Ness e todos os fenômenos espirituais. Isto rotula qualquer esforço de estudar seriamente os UFOs ou os fenômenos espirituais como ‘pseudociência’ – um termo que ele usa muito livremente. O CSICOP naturalmente pratica apenas ciência ‘real’. Muitos membros do CSICOP e dos céticos locais são muito enérgicos e alguns deles aparecem regularmente nos shows de rádio e de televisão.

Hoje a influência do CSICOP é bem forte.

Além de sua presença nas universidades por meio da faculdade afiliada ao CSICOP, o CSICOP tem exercido influência na media, O astrônomo celebridade Carl Sagan, por exemplo, é listado como membro do CSICOP. Outros membros tem incluido,

* Bernard Dixon, editor europeu da revista Omni
* Paul Edwards, editor da Enciclopédia de Filosofia
* Leon Jaroff, editor gerente da revista Discover
* Phillip Klass, editor senior em avionica da revista Aviation Week & Space Technology
* o falecido B. F. Skinner, autor e famoso comportamentalista que fez muito para promover o modelo de estímulo-resposta do comportamento humano em sua própria geração.

CSICOP tem conquistado um acompanhamento primariamente por que a organização com sucesso promove uma imagem de objetividade. Na declaração de propósito da CSICOP, por exemplo, lemos as seguintes palavras:

O CSICOP tenta encorajar a investigação crítica do paranormal e as afirmações da ciência marginal de um ponto de vista responsável, científico e disseminar a informação factual sobre os resultados de tais investigações para a comunidade scientífica e o público. O Comitê é uma organização científica e educacional não lucrativa.

O Comitê parece uma organizaçãom maravilhosa. O mundo pode grandemente se beneficiar da pesquisa objetiva sobre as afirmações UFO e paranormais. Isto é especialmente importante para os pesquisadores sérios separarem o legítimo da fraude, e isto nem sempre é fácil de se fazer. Tristemente, o CSICOP não fornece a objetividde necessária para realizar estar tarefa. O resultado de uma investigação do CSICOP sempre tem sido, a meu conhecimento, um claro desmentido. Isto tem intrigado estas pessoas que não podem entender como alguma evidência possa possivelmente ser rejeitada se ela é olhada com objetividade. A solução deste enigma vem ao descobrir quem começou o CSICOP e porque.

CSICOP foi fundado em 1976 sob o patrocínio da Associação Humanista Americana. A Associação Humanista Americana é, com certeza, dedicada ao avanço da filosofia do Humanismo. O próprio Humanismo é difícil de ser definido porque ele frequentemente significa coisas diferentes para diferentes pessoas. Essencialmente, o Humanismo é uma escola de pensamento preocupada com os interesses humanos e os valores humanos em oposição aos interesses e valores religiosos. Ele lida com questões de ética e da existência sob a perspectiva dos seres humanos como entidades físicas na Terra. Os ‘humanistas religiosos’ terão preocupações espirituais e teológicas, mas as abordarão sob um foco centralizado no humano em oposição a um foco centralizado em Deus ou no espírito como a maioria das religiões.

A forma mais bem conhecida do humanismo organizado nos EUA hoje é chamada de ‘humanismo secular’ [não religioso]. O humanismo secular admite apenas a realidade da existência física e rejeita a realidade espiritual e teológica. Esta é uma filosofia de estrito materialismo. Muitos humanistas seculares aderem ao modelo de estímulo-resposta do comportamento humano.

O fundador e atual presidente do CSICOP é Paul Kurtz, professor de filosofia da Universidade Estadual de New York em Buffalo. Por muitos anos, Mr. Kurtz tinha servido como editor da revista ‘The Humanist’. Ele foi um dos rascunhadores do Manifesto Humanista II e autor de um livro intitulado ‘Em Defesa do Humanismo Secular’. Seu livro é interessante porque ele expressa algumas das doutrinas e metas do movimento organizado do humanismo secular. Estas doutrinas e metas são importantes sob a luz do papel que o Professor Kurtz e outros humanistas seculares tem desempenhado na fundação do CSICOP.

Sobre o assunto da existência espiritual, escreveu o Professor Kurtz:

Os Humanistas rejeitam a tese de que a alma seja separável do corpo ou que a vida persista de alguma forma depois da morte do corpo.

Segundo o Manifesto Humanista II:

Muito mais, a ciência afirma que a espécie humana é uma emergência de forças evolutivas naturais. Tanto quanto sabemos, a personalidade total é uma função de um organismo biológico transacionando em um contexto social e cultural.

Tais idéias são boas para aqueles que querem acreditar nelas. O ponto que estou estabelecendo é: os indivíduos e organizações que promovem ativamente tais idéias acharão difícil ser genuinamente objetivos quando eles investigam a evidência que clara e redondamente contradiz sua opinião estabelecida.

Eles já tem declarado no que eles acreditam e o que eles rejeitam.

A objetividde é até mesmo mais difícil quando estas mesmas pessoas ativamente buscam disseminar seu modo de pensar como uma meta social. Segundo o Manifesto Humanista II:

Afirmamos um conjunto de princípios comuns que podem servir como uma base para a ação unida – os princípios positivos relevantes a presente condição humana. Eles são um projeto para uma sociedade secular em uma escala planetária.

Vemos nesta citação que existe uma intenção unida entre muitos humanistas seculares de criar uma sociedade mundial secular. O presidente fundador do CSICOP, Professor Kurtz, ajudou a rascunhar o documento que anuncia esta intenção. Per si, nada há de errado em ter uma tal meta. É comum para as religiões e filosofias ativistas tentar formar o mundo a sua própria imagem. Há, contudo, um preço a ser pago por um tal ativismo: o  CSICOP e seus afiliados grupos céicos perderam sua credibilidade. Eles tem que ser vistos como advogados de um certo ponto de vista, não como investigadores desinteressados. Eles são os promotores nas côrtes de inquisição, não os juízes ou os jurados.

Vemos em grupos como o CSICOP um problema que tem existido por séculos. A maioria das batalhas ideológicas são combatidas por extremistas. Os humanistas seculares, por exemplo, representam o extremo materialista e eles frequentemente batalham com os cristãos fundamentalistas que representam o extremo religioso. Ambos os lados são extremistas no que eles mantém opiniões que apenas podem ser mantidas vivas ao ignorar grandes corpos de evidência. Eles se tornam alvos fáceis uns para os outros porque ambos tem muitas falhas; ainda que as pessoas sejam encorajadas por um lado ou outro de que por causa que um lado está errado, o outro lado que aponta os erros deve estar certo.

Isto pode ser uma lógica perigosa para se seguir. Acontece frequentemente que duas pessoas apaixonadamente debaterão um fato, cada uma certa de estar correta, mas quando finalmente aprendem a verdade, elas descobrem que ambas estavam erradas. Dois lunáticos podem argumentar infindavelmente sobre qual deles é o verdadeiro Napoleão Bonaparte. mas ai do externo que toma partido e jura aliança a um ou outro!

Na medida em que os extremistas lutam, a verdade frequentemente fica ignorada em uma direção completamente diferente.

A despeito dos esforços dos humanistas seculares e outros de similares inclinações ideológicas em negarem a religião e a teologia, a religião continua a ser uma poderosa força na sociedade humana. Se todas as verdades sobreviventes de todas as religiões a muito tempo estabelecidas e sistemas místicos fossem a ser reunidos hoje, elas seriam insuficientes para fazer uma pesoa ficar acima das barreiras formidáveis que permanecem no caminho da recuperação espiritual. Na melhor das hipóteses, estas verdades acumuladas somente ofereceriam pistas para ajudar em uma pesquisa inteiramente nova. Isto não é menosprezar as genuinas recompensas que uma grande quantidade de indivíduos ainda recebem como resultado de seguir vários caminhos religiosos. A maioria das teologias tem algo de valor para enriquecer a vida pessoal.

Isto é verdade hoje como tem sido por toda a história que as novas religiões vem e vão em grandes números. Poucas delas sobrevivem por muito tempo, sem falar em se tornarem maiores religiões. A despeito disso, as novas religiões são atacadas tão frequentemente hoje como o eram no passado. Os ataques modernos tomam a mesma forma que tem tido por séculos; as novas religiões são rotuladas como males misteriosos que condenam tudo que existe de bom. A palavra ‘culto’ é jogada ao redor muito um tanto hoje para rotular as novas religiões, até mesmo embora uma grande quantidade destas religiões não sejam cultos no verdadeiro sentido da palavra. Apropriadamente utilizada, a palavra ‘culto’ se refere a um sub-grupo de uma religião maior, tal como um culto cristão ou um culto islâmico. Qualquer religião inteiramente nova e autônoma é apropriadamente chamada de ‘seita’, ou ainda melhor, simplesmente uma nova religião. A palavra ‘culto’ tem aparentemente se tornado popular por causa de suas qualidades fonéticas. Ela também se encaixa bem nas manchetes de jornal.

O maior perigo das novas religiões não é que elas representem algo novo ou diferente; é que eles podem ser instrumentos eficazes em quebrar as pessoas em facções, exatamente como o fizeram no passado as religiões. Isto pode ser realizado até mesmo embora não seja uma falha da própria religião. Apenas por existir e ser atacada, uma religião moderna pode se tornar uma facção combatida quando ela se encontra operando em um clima social de ‘histeria de culto’. Este tipo de clima social é facilmente gerado hoje porque as pessoas mais educadas tem a fantasia de serem conhecedoras da psicologia humana.

Ao apelar a esta vaidade, é fácil engendrar a animosidade contra as novas religiões que as pessoas em caso contrário seriam tolerantes, ao expressar a intolerância religiosa em termos psicológicos. Ironicamente, a maioria do ativismo anti-culto hoje vem do chamado extremismo de direita cristão em seu esforço para identificar os ‘trabalhos de Satã’, que inclui todas as religiões não aderentes as crenças fundamentalistas cristãs. As livrarias cristãs são primariamente saídas de livros anti-culto nos EUA hoje. Estes cristãos tem encontrado estranhos aliados em grupos como o CSICOP e naqueles estritos materialistas [isto é, alguns psiquiatras] que vêem todas as religiões como não sadias e acham fácil alvo nas mais novas religiões.

A chave para analisar as novas religiões, portanto, não é agrupa-las na categoria mal definida de cultos e então proclamar generalidades sobre elas. A abordagem apropriada é olhar cada nova religião individualmente, e reconhecer as características únicas de cada uma, e analisar o bom e o mal dentro delas segundo as especifícas características de cada uma. Algumas serão descobertas serem uma infeliz continuação de tudo que temos visto neste livro, outras serão tentativas sinceras de iluminação espiritual. A razão porque isto é importante, é tentar permanecer objetivo sobre as novas religiões para que o genuíno conhecimento espiritual provavelmente apenas virá por meio de uma religião mais nova. As teologias mais velhas não se afastam de suas doutrinas estabelecidas e as ciências mais modernas nem até mesmo consideram a evidência de uma realidade espiritual.

Há um recente movimento religioso digno de mencionar. Ele é o frouxamente costurado movimento New Age. O movimento New Age é chamado assim porque ele busca o amanhecer de uma Nova Era na Terra na qual a liberdade espiritual, a saúde física, e a paz mundial prevalecerão. Algumas das músicas únicas associadas ao movimento New Age é muito boa e a ênfase New Age sobre comer alimentos naturais e sadios é um elemento muito positivo no movimento. Algumas doutrinas New Age contém idéias dissidentes sobre a natureza do ser espiritual, mas como o Hinduismo, a maioria dos sistemas New Age destróe os completos benefícios destas idéias dissidentes ao mistura-las com grandes doses de misticismo, doutrina tutelar [isto é, algumas doutrinas holísticas que pregam a desejabilidade da união da mente, corpo e espírito ao invés de sua separatividade] e métodos de auto-ajuda que incluem hipnose e programação sub-liminar [nenhuma das quais é recomendada].

De interesse primário para nós são algumas idéias New Age sobre os UFOs. Uma grande quantidade de pessoas pelo mundo tem sido expostas a teoria dos ‘antigos astronautas’ com seu postulado que alguns antigos eventos religiosos eram feitos de uma sociedade extraterrestre de idade espacial. Isto tem feito com que o véu do mito que uma vez cercava os UFOs eventualmente caísse parcialmente. Talvez como um resultado, um esforço tem sido feito pelo movimento New Age em retabelecer as velhas crenças religiosas que a raça extraterrestre vista voando em nossos céus é composta de seres iluminados quase como Deus que devem ser visto com espanto reverencial como uma fonte de salvação.

Esta atitude de veneração tem certamente sido promovida por alguma literatura New Age e no recente cinema americano como ‘Close Encounters of the Third Kind’ e ‘Cocoon’. Muitas outras doutrinas tutelares, inclindo as mensagens de fim de mundo, agora estão sendo promulgadas com uma distorção moderna no movimento New Age por pessoas que afirmam estarem recebendo mensagens de UFOs [e talvez umas poucas delas estejam]. Ao invés de ‘anjos’, contudo, o movimento New Age nos oferece os ‘Irmãos Espaciais’. Se a história é alguma indicação, nossos vizinhos ‘Irmãos Espaciais’ parecem ter pouco a nos oferecer além de opressão e genocídio a menos que eles possam ser convencidos a mudar seus caminhos. Parece que é a raça humana que deve ensinar à raça extraterrestre a compaixão, e não vive versa.

Os relatados humanitários tutelares que podem ocasionalmente visitar a Terra e fazer coisas boas para testemunhas humanas e abduzidos parecem ser uma minoria distinta que é sem poder de fazer algo verdadeiramente significativo pela raça humana. Como os médicos, trabalhadores sociais e sacerdotes que entram em prisões para dar conforto aos prisioneiros, os humanitários tutelares nunca tem quebrado os muros da prisão. Pareceria que os únicos ‘anjos’ e ‘Irmãos Espaciais’ disponíveis a vocês são vocês mesmos e seus vizinhos muito na Terra.

Na medida em que a edição deste livro vai para a impressão, o mundo está testemunhando muitas mudanças. Algumas são extremamente bem vindas, tais como o desmantelamento do comunismo em muitas nações, os atuais esforços do governo Sul Africano em diminuir o ‘apartheid’, e o aumento das eleições democráticas pelo mundo. Estes eventos mostram que as condições podem ser melhoradas, talvez até mesmo o suficiente para eventualmente trazer uma emenda ao empenho humano sugerido neste livro.

Infelizmente o conflito étnico e a continuação do sistema do papel moeda inflável na Europa em mudanças são sinais que algo ainda esteja perdido. Na medida em que o mundo passa pelos anos de 1990, parecemos estar em uma era muito similar aquela que existiu a duzentos anos atrás quando os governos no estilo republicano foram estabelecidos pelo mundo.

Como então, as facções com raízes na Fraternidade ainda estão ativas em engendrar a guerra e os males sociais hoje:

As armas balísticas estão proliferando rapidamente nas nações islâmicas e do Terceiro Mundo, auxiliadas pelos países ocidentais e pela China; enquanto isso, o radicalismo islâmico continua a causar rebeliões no Oriente Médio e em outros lugares. Em 1990, uma seita islâmica radical, chamada Irmandade Islâmica arastou a vitória nas eleições municipais nas cidades jordanianas de Zarqa e Aqaba.

Enquanto escrevo, os revolucionários marxistas ainda estão matando pessoas no Peru e nas Filipinas. No Peru, as mais temidas guerrilhas maoistas são membros de uma sociedade secreta chamada Sendero Luminoso.

Os cartéis de drogas tem se tornado poderes políticos eles próprios; como na Colômbia onde um cartel de cocaína moveu uma violenta guerra contra o governo colombiano. A evidência do envolvimento da Fraternidade na sombra do mundo das drogas pode ser visto no Sendero Luminoso do Peru, que tem estado envolvido no plantio da coca, e no comércio da heróina onde poderosas tríades asiáticas para o comércio da heróina são formadas por sociedades secretas com raízes no século XVII.

As organizações nacionalistas de extrema direita, embora geralmente impopulares no mundo, ainda recebem apoio de entidades de governos, tal como a atual aliança russa chamada Movimento Ortodoxo Russo do Povo que usa o símbolo de uma cruz contra um fundo amarelo reminescente de uma suástica. Em 1990, pessoas afiliadas ao movimento eram patrocinadas pela Agência de Informação dos EUA para dar palestras nos EUA, a despeito dos protestos que os palestrantes eram anti-semitas.

Em maio 1990, a amplamente publicada violação de tumbas judaicas em Haifa, Israel descobriu que fora realizado por uma secreta seita milenar judaica. Um membro da seita admitiu que este grupo praticou a violação com o intento maquiavélico de elevar o conflito entre os judeus e as forças anti-semitas.

Novas doenças virais destruidoras da imunidade, como a AIDS, estão sendo previstas pelo Banco Mundial, e um grupo de médicos dos EUA foi enviado em uma missão de cinco anos para a África em março de 1990 para encontrar novas doenças virais e realizar outras atividades.

O grande dinheiro para esta missão foi fornecido pela principal agência de pesquisa de AIDS do governo dos EUA: o Instituto de Alergia e Doenças Infecciosas. Um dos médicos, Nicholas Lerche da Universidade da Califórnia em Davis, é citado na página A8 da publicação de 15 de março de 1990 do  San Francisco Chronicle:

‘Este é o problema do que estamos começando a reconhecer como doenças virais emergentes, e podem muito bem haver outras viroses animais aguardando para se mover para humanos e causar novas doenças”.

A luz das alegações e evidência que a AIDS pode ter sido deliberadamente induzida nas populações humanas, há algumas preocupações legítimas sobre como as novas doenças descobertas pelos médicos podem ser usadas por algumas destas pessoas patrocinando a pesquisa.

Ao tempo em que você estiver lendo isto, muitos novos eventos terão ocorrido. Líderes, personalidades politicas e instituições virão e irão da cena do mundo; facções guerreiras continuarão a se elevar e desaparecer. Espero que os padrões históricos de longo prazo descritos neste livro forneçam um instrumento interessante, e talvez útil, para investigar as causas dos futuros conflitos, na medida em que eles ocorram.

Melhor ainda, podemos esperar que este livro um dia se torne nada mais que uma lembrança de um sonho mau do que todos nós conseguimos despertar.

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Escape do Eden

É natural para as pessoas imaginarem como elas podem ser capazes de melhorar o mundo ao redor delas. Um mau entendimento disseminado é que para ser eficaz uma pessoa tem que ser rica, um político ou um santo. A verdade é que alguém pode ter sucesso em tornar responsabilidade por sí próprio e por seus companheiros humanos exatamente sem grandemente interromper sua vida ou existência. Alguém pode começar a fazer isto gradualmente por primeiro melhorar a sua própria vida e então ajudar a família e amigos onde for necessário, então por se unir ou iniciar grupos com louváveis objetivos sociais, e finalmente ao buscar um senso de responsabilidade direta pessoal pela raça humana. É importante que mais pessoas iniciem este processo. Como a história tem claramente demonstrado, se você não cria sua própria cercania, alguém mais está indo cria-la para você e você pode não gostar do que obtém.

Maiores mudanças construtivas em nosso mundo podem realmente não precisar de muita coisa. Como um exemplo específico, o sistema do papel moeda inflável, que continua a criar dívidas e instabilidade a qualquer nível, pode facilmente ser substituido por um sistema monetário estável ao meramente acabar com dinheiro criado pelos bancos e criar um sistema onde o dinheiro é emitido pelos governos nacionais na proporção dos produtos nacionais brutos e dispersados sem engenheirar o débito. Os bancos podem continuar a participar do sistema ao serem o conduto para a liberação e circulação do dinheiro; mas os bancos não mais criem mais seu próprio dinheiro.

Os governos não mais precisarão lançar impostos ou tomar empréstimos; eles podem simplesmente se alocar o dinheiro que precisam para operar, dentro dos limites impostos por seu produto bruto nacional. Sob este plano, todos os débitos possuídos pelos bancos podem ser instantaneamente perdoados; os bancos podem ser pagos pelos governos por seus serviços na dispersão e circulação do dinheiro; e pelos consumidores pelos serviços consumidos.

A própria sociedade tutelar, se ela existe, nos apresenta um desafio extraordinário, como temos visto. Reduzir a habilidade humana em encontrar este desafio ao ocluir os assuntos dos UFOs e dos fenômenos espirituais com falsos relatos, evidência duvidosa, explicações ofuscantes e farsas é fazer um grave dano potencial às perspectivas futuras da raça humana. A este tempo, a honestidade escrupulosa de todos os lados é necessária.

Se a Terra de fato é propriedade de uma sociedade extraterestre opressora, então deve existir em algum lugar linhas de comunicação entre os seres humanos e os tutores. Não estou falando sobre uma alegada comunicação telepática, estou falando de um contacto face a face entre humanos e tutores. Parte da solução seria encontrar estes canais de comunicação e usa-los para começar a negociar um fim da dor e do sofrimento na Terra. Esta proposta pode soar extemamente selvagem na medida em que isto significa tentar iniciar um processo de diplomacia com uma sociedade extraterrestre a qual a maioria dos governos nem mesmo admite a existência para ganhar a liberdade da raça humana – uma raça que a maioria das pesoas nem mesmo admite estar aprisionada.

Por outro lado, algumas pessoas podem argumentar que tais negociações seriam tão fúteis quanto os prisioneiros de San Quentin tentassem negociar sua liberdade com os guardas, os prisioneiros dos campos de concentração nazista tentarem barganhar com seus guardas das SS. A sociedade tutelar precisaria estar assegurada de que os desejos da raça humana não tenham qualquer sentimento de vingança ou rebelião política. A humanidade busca somente uma oportunidade de trabalhar em sua prometida salvação e a raça humana partilharia seus sucessos com a sociedade tutelar. A meta seria deixar o passado para o passado e chegar ao nosso futuro.

Enquanto isso, o problema da guerra humana não pode ser diretamente abordado. Deve ser claro que não existe verdadeira segurança durante qualquer estado de guerra, quente ou fria. As pessoas falam em desarmamento nuclear mas quem se preocupa em fazer uma pequena redução nos arsenais nucleares quando as armas químicas e biológicas são produzidas em maior número? Felizmente, muitas pessoas entendem que a verdadeira segurança nacional e alcançar amizade e paz. Pergunte a qualquer americano se ele se sente ameaçado militarmente pelo Canadá, ou a qualquer um dos mais paranóides canadenses a mesma coisa sobre a América.

Ambas as nações tem um sentimento de segurança não porque elas estejam apontando um armamento uma para a outra, mas por causa que elas desfrutam de um estado básico de amizade. Na Europa, você não encontra a nação da Bélgica levando a bancarrota seu Tesouro por causa de um ‘Perigo Holandês’, nem a Holanda se armando até os dentes contra uma Ameaça Francesa. A confiança nas armas, em espionagem, propaganda, e outros instrumentos de guerra para alcançar uma segurança nacional inevitavelmente fracassarão. Mais cedo ou mais tarde alguém irá construir uma bomba melhor ou achar um meio de nos cercar. Eles recrutarão um espião melhor ou dirão uma mentira mais convincente. A segurança de ninguém deve confiar em tais peripécias.

Hoje no mundo existem muitas pessoas que estão se esforçando para criar a segurança por meio da amizade. Estas pessoas não tem sido capazes de superar vários maiores obstáculos. Os líderes mundiais tem seus ouvidos inclinados pelas agências de inteligência que promovem um clima crônico de medo e perigo por meio de relatos alarmantes, instruções secretas e cenários sinistros. Tanto quanto existam as diferenças filosóficas artificiais entre os líderes nacionais, estes líderes não serão capazes de pensar e se comunicar racionalmente um com o outro. Se os líderes nacionais são convencidos de que uma grande Utopia se elevará se eles mantém o seu lado na luta; nunca haverá paz. A paz somente chegará se os nossos líderes forem voluntários em deixarem cair suas grandes lutas apocalípticas e se unirem ao resto da humanidade em um simples pacto de amizade.

A primeira coisa que as pessoas podem fazer para trazer a liberdade humana é se tornarem cientes de todas as pequenas liberdades que elas tem e expandi-las. Em nosso mundo, há uma grande quantidade de ênfase nas amplas e gigantescas liberdades social, política e espiritual, mas muitas pessoas acham difícil exercer até mesmo as menores liberdades, tais como simplesmente expressar um fato ou uma opinião em um círculo social. A ironia é que as amplas e envolventes liberdades realmente existem para que as pesoas possam desfrutar de todas as pequenas liberdades que fazem a existência valer a pena. Pode-se começar a desfrutar destas pequenas liberdades simplesmente ao exerce-las. Quanto mais e mais pessoas comecem a fazer isso, as liberdades todas se expandirão. Portanto acontece que ao sacrificarmos as pequenas liberdades em nome do alcance das liberdades mais amplas isto realmente faz com que todas as liberdades sejam perdidas.

Talvez a maior esperança resida no fato de que todos os seres esprituais, sejam eles animados corpos humanos, corpos tutelares, ou nenhum afinal, parecem muito similares na básica composição emocional. Parece haver um núcleo de bem e de decência dentro de cada indivíduo, incluindo aqueles déspotas mais malévolos, que ultimamente podem ser alcançados, embora o alcance disso possa parecer a algumas pessoas admitidamente uma tarefa difícil! Com persistência, inteligência e compaixão pode ainda ser possível trazer uma resolução a tudo que temos visto neste livro de uma maneira que deixe a todos felizes.

Há muitos problemas adicionais a serem resolvidos em nosso mundo. Agora é sua vez de sonhar as soluções. Uma vez você as tenha pensado, as comunicado e agir por elas. O que você pensa, o que você percebe, e como sua opinião do mundo ao seu redor é extremamente importante, porque você tem uma inerente perspectiva única não partilhada por ninguém mais.

Diga o que você tem a dizer, descubra o que você quer descobrir e busque estas metas humanitárias dentro de você.

Isto pode nos ajudar a todos.

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A Natureza de Um Ser Supremo

Antes de lhe dizer adeus, há mais um assunto que devo tocar. Há um tópico que tinha estado espreitando no fundo deste livro inteiro, mas um dos quais a muito tenho com sucesso evitado. É o assunto de um Ser Supremo. De fato existe um Ser Supremo de algum tipo? Se existe, qual é o seu relacionamento com a vida na Terra e com as coisas que temos discutido neste livro? Tentarei abordar estas questões, mas adianto que este capítulo é o muito mais especulativo e filosófico no livro. Minha discussão será simplificada e não pretende ser definitida; aconselho ao leitor que consulte outras fontes para mais informação. Se não for do seu agrado, então, por favor, sinta-se a vontade para continuar o próximo e final capítulo.

É desafortunado que o termo ‘método científico’ tenha se tornado quase que sinônimo de materialismo. Os dois não podem ser equalizados.

O método científico é simplesmente uma tentativa de entender e de explorar uma área do conhecimento de um modo inteligente e pragmático. Ele luta para encontrar relacionamentos de causa e efeito e desenvolver axiomas consistentes e técnicas que levarão aos resultados previsíveis. Isto tem sido o tipo de metodologia que precisa ser, e pode ser, aplicada ao reino do espírito, mas isto não tem sido feito em qualquer grande grau. As grandes universidades e as fundações estão ocupadas demais com seus estudos do ‘homem é cérebro’ para fazerem mais que estudos superficiais sobre a montante evidência da existência espiritual. As maiores religiões já tem seus escritos da ‘palavra de Deus’ e então elas raramente realizam estudos científicos nesta área também.

Algumas pessoas negam a existência de um Ser Supremo. É difícil culpa-las considerando o nível no qual o conhecimento espiritual tem se deteriorado. Contudo, a completa evidência da existência espiritual individual e muitas características que todos os seres espirituais parecem partilhar em comum, sugeriria que um Ser Supremo de algum tipo provavelmente exista como uma fonte comum de toda existência espiritual.

Se um Ser Supremo existe, é provável que a maioria das pessoas não o reconheceria se o encontrasse. Muitos indivíduos esperam que um Ser Supremo seja um homem gigante em uma barba flutuante que vocifera, se enraivece e mata pessoas. Outros pensam que um Ser Supremo é uma luz brilhante que exala amor e calor. Ainda outras o percebem como um mistério completamente insondável que ninguém deve esperar compreender exceto por meio de tensas contorções místicas.

Provavelmente um Ser Supremo não seja nenhuma destas coisas.

Enquanto pesquisava este livro, encontrei muitas idéias do que possa ser um Ser Supremo. Talvez o melhor meio de abordar a matéria é primeiro tentar determinar o que seja um ser espiritual.

Um ser espiritual parece ser algo que não é parte do universo físico, ainda que possua uma consciência e auto-consciência externas. As definições Samkhya nas páginas 103 e 104 deste livro parecem ser bem acuradas, e encaminho o leitor a estas páginas. A montante evidência de imortalidade espiritual nos episódios de ‘quase morte’ e nas documentadas memórias de vidas passadas indicam que seres espirituais são melhor definidos como atemporais e indestrutíveis unidades de consciência.

Cada ser espiritual, ou unidade de consciência, parece ser completamente única e independente. Cada uma parece possuir seu próprio ponto de vista distinto que não pode ser inteiramente duplicado por qualquer outra unidade de consciência. Esta unicidade e individualidade de ponto de vista parece ser a própria essência e propósito da existência espiritual. Podemos ver alguma evidência disso no fato de que quando indivíduos são pressionados em uma uniformidade, eles se tornam mais infelizes e pioram; suas percepções se deterioram e eles são menos criativos.

Quando a verdadeira singularidade e individualidade são restauradas às pessoas, elas reganham sua vitalidade e criatividade.

Parece que cada unidade de consciência é capaz de infinita criação porque a criação por um ser espiritual é realizada pelo ato do pensamento ou imaginação.

* As palavras ‘pensamento’ e ‘imaginação’ provavelmente não sejam as melhores para descrever o processo real, mas elas são adequadas ao nosso propósito.

Se você imaginar que há um gato branco no alto deste livro, você tem criado um gato branco, até mesmo se ele apenas existe para você. Tais criações, quando partilhadas e aceitas por outros, eventualmente dão crescimento a universos que podem ser partilhados e vivenciados por eles próprios e em cooperação com outros, e porque existe a evidência na física moderna de que o nosso universo parece ser ultimamente baseado no pensamento.

Para qualquer realidade ou universo existir, uma infinitude deve existir primeiro na qual a realidade ou o universo possa ser colocada. Toda a realidade, incluindo este universo material, se eleva da infinitude e não vice versa; isto tem sido demonstrado por matemáticos notáveis e sido feito em várias universidades. Cada unidade de consciência é a fonte de sua própria infinitude porque o pensamento e a imaginação não tem laços; qualquer quantidade de espaço, tempo ou matéria pode ser imaginada por um ser espiritual e ultimamente concordar e ser partilhada por outros seres espirituais.

De onde vieram todas estas incontáveis unidades? Existiu em algum tempo apenas uma única unidade de consciência da qual todas as outras se originaram? As muitas similariddes entre todos os seres espirituais parece ser assim. A original unidade de consciência seria o que normalmente é chamado de Ser Supremo, que também pode ser chamado de Ser Primário.

Parece que os seres espirituais individuais são realmente unidades de consciência de um Ser Primário, ou Supremo, ainda que cada unidade possua sua própria auto-consciência, personalidade, livre arbítrio, pensamento independente e criatividade infinita.

Isto significaria que um Ser Supermo tinha criado, ou dado nascimento, a um incontável número de unidades únicas e individuais de consciência pelo que o Ser Supremo possa vivenciar as incontáveis infinitudes, universos, e realidades que todos estes seres espirituais podem livre e independentemente criar. Um Ser Supremo pode portanto ser muito cruamente similar a uma pessoa sentando-se com o controle de uma televisão que tenha trilhões de câmeras. Cada câmera [ser espiritual] alimenta uma imagem em sua própria tela de monitor a ser vista pelo operador [Ser Supremo]. Cada câmera é situada um pouco diferentemente e assim cada uma delas tem um ponto de vista e perspectiva diferente. Cada câmera também é capaz de criar seus próprios ‘efeitos especiais’ [universos].

Se a teoria acima é acurada, podemos perguntar: como pode um Ser Supremo ter sido tão tolo? Porque ele criaria unidades de consciência que são auto-conscientes? Afinal, é a qualidade da auto-consciência, ou a consciência de estar consciente, que permite que os seres espirituais sejam completamente independentes e se engajem na tolice que tem feito com que eles sofram o triste aperto que eles agora parecem estar suportando na Terra [e provavelmente em outros lugares]. Porque um Ser Supremo simplesmente não lançaria um número enorme de unidades de consciência que fossem apenas externamente conscientes e não tivessem consciência de sua própria existência? Melhor ainda, porque um Ser Supremo fez a coisa sensível e simplesmente retendo seu único ponto de vista não dividido?

A auto-consciência é aparententemente a qualidade que dá as seres espirituais a capacidade de pensamento e de imaginação, e portanto ser uma fonte de infinitude e de criação.

Sem a auto-consciência, um ser espiritual não poderia ele próprio criar. A auto consciência parece agir como um ‘espelho’ contra o qual o ser espiritual pode ser a fonte de infinitude, e dentro desta infinitude pode criar realidades e universos.

Teoricamente, com certeza, um Ser Supremo já foi capaz de criar uma infinitude e de criar qualquer coisa dentro dela, uma morada sob seu próprio ponto de vista. Um Ser Supremo pode apenas ser a fonte de uma infinitude: a sua própria. Se um Ser Supremo quisesse vivenciar uma outra infinitude, ele teria que primeiro criar uma outra unidade única auto-consciente como ele próprio. Assim aparentemente Ele fez isto. Mas Ele não se satisfês com apenas uma outra única auto-consciência: parece ter posto um número incontável delas para que pudesse desfrutar de um número quase infinito de infinidades e realidades. Isto sugere que o escopo potencial de um Ser Supremo estenda muito além das fronteiras deste pequeno universo – que ele abranja trilhões de potenciais infinitudes e universos.

Ah!, você pode exclamar. Por definição,somente uma infinitude pode existir. Isto é retundante para algo já capaz de infinita criação de se expandir. A infinitude multiplicada por incontáveis trilhões ainda é infinitude.

Como notado, a infinitude parece ser unicamente o produto do ponto de vista. Somente unidades de consciência são capazes de pontos de vista. Portato existiria tantas infinitudes quanto unidades de consciência [seres espirituais]. A infinitude não se eleva da infinitude. O que foi errado? Como tantos seres espirituais, cada um capaz de criação infinita, acaba com uma pancada maciça sobre a Terra pensando que eles nada mais são que carne e eletricidade?

Há aparentemente muitos fatores que causaram isto, incluindo os discutidos neste livro. Deixarei que  seja descrito por alguém mais outras causas até mesmo mais importantes e de longo alcance. Somente acrescentarei que as entidades espirituais podem se tornar desesperançosamente pegas no labirinto de suas próprias intrincadas criações. Embora o universo pareça operar como simples blocos de construção [por favor, veja as páginas 104 e 105 deste livro], uma vez os blocos sejam postos no lugar e outros arbitrários sejam introduzidos, um universo pode se tornar extremamente complexo e de aparência sólida,    como o universo que agora partilhamos.

Quando isto acontece, os seres espirituais podem se tornar fixados nestes universos como câmeras ancoradas em uma densa floresta tropical; as câmeras são incapazes de perceber além da folhagem imediatamente na frente delas. Depois de fixar a folhagem por um tempo suficientemente longo, as câmeras começam a perceber que elas, também, não mais são que folhagem e se esquecem que são câmeras. A salvação viria ao restaurar a estas câmeras a sua verdadeira auto-identidade e dar a elas a habilidade de ir e vir da floresta tropical à vontade.

Se olhamos os seres espirituais sobre a Terra, vemos que eles são muito pequenos em relação ao universo. Esta é a situação que aparentemente ocorre quando seres espirituais se tornam capturados em corpos e outros objetos físicos. Neste estado, os seres espirituais tem perdido seu poder de mudar a perspectiva em relação ao universo físico. A perspectiva é aparentemente o que determina o ‘tamanho’ de um ser espiritual. Você já esteve no topo de um arranhacéu e olhado para baixo? Sua primeira reação seria pensar, ‘ei, estas pessoas são tão pequenas… elas são do tamanho de formigas’. Estas pessoas parecem tão pequenas, e realmente são tão pequenas, porque você mudou na perspectiva.

Um ser espiritual em estado aprisionado pode aparentemente mudar a perspectiva do mesmo modo em relação ao inteiro universo físico. O universo pode parecer não maior que uma xícara de café, ou um átomo do tamanho de uma montanha. Isto é como aparentemente um ser espiritual se torna ‘menor’ ou ‘maior’. Mudar a perspectiva deste modo não é um ato de mero pensamento, contudo. É um assunto de realmente mudar a percepção espiritual direta de um modo real e tangível como uma pessoa que toma um elevador para o topo de um arranhacéu. Os seres espirituais sobre a Terra estão grandemente confinados a uma única perspectiva ditada pelos corpos físicos que eles animam. As perspectivas mentais podem ainda mudar, mas não a perspectiva direta da entidade espiritual em relação ao próprio universo.

A discussão precedente tem algumas implicações mais claras a respeito do resto deste livro. O ato de reprimir um ser espiritual, aprisiona-lo na matéria, ou de alguma forma tentar reduzir sua visão, criatividde, ou auto-consciência como um ser espiritual é o ato de tentar reduzir o Ser Supremo. Se alguém reduz a unidade de consciência do Ser Supremo [isto é, um ser espiritual] -, até mesmo apenas uma unidade entre trilhões – pode-se reduzir um Supremo Ser em muito. Já que apenas as outra unidades de consciência podem se engajar em tal repressão, segue-se que uma psicose bizarra então tem se elevado. Isto é como as extensões do mesmo corpo máximo estejam tentando reprimir outras extensões, isto é, a mão esquerda está tentando reduzir a aprisionar a mão direita. Parece ser um tipo de psicose que pode se elevar quando os seres possuidores do livre arbítrio são aprisionados.

Algumas religiões místicas ensinam que a meta máxima espiritual de alguém deve ser permanentemente se unir ou reunir a um Ser Supremo. Isto parece ser uma falsa meta. Se os seres espirituais são criados para atuarem como pontos de vista únicos e independentes, seria contrário ao propósito da criação permanentemente unir-se a outras unidades de consciência ou com um Ser Supremo. Pode até mesmo nem ser possível de assim o fazer. A verdadeira meta de qualquer programa de salvação deve ser recuperar completamente a auto-consciência e a perspectiva únicas espiritual de alguém.

A discussão acima sugere que muitas idéias populares sobre Deus podem ser inacuradas. Por exemplo, algumas pessoas que vivenciaram experiências de ‘quase morte’ relatam ter ido por um túnel e encontrar um ‘ser de luz’ que instila na vítima da quase morte sentimentos de amor e de ‘tudo saber’. Conheci um homem que pertencia a uma seita hindu que tenta contactar e se unir a este ‘ser de luz’ em suas meditações. O homem escreveu um trabalho descrevendo suas experiências. Suas descrições de viajar espiritualmente pelo túnel e se encontrar com o ‘ser de luz’ são muito similares as declarações das vítimas da ‘quase morte’. Conquanto eu reconheça a importância e provável realidade de muitas de tais experiências, questiono algumas crenças que tem se elevado delas.

Os sentimentos de ‘amor’ e de ‘tudo saber’ trazidos pelo ser podem ser instilados por drogas, emanações eletrônicas e outros meios artificiais. Interessantemente, alguns abduzidos UFO tem relatado tais emoções durante seus alegados exames a bordo de UFOs. Em alguns destes casos UFO, a evidência adjacente fortemente sugere que os sentimentos foram causados por um aparelho eletrônico usado como um sedativo. Seja o que o for o ‘ser de luz’ da experiência de ‘quase morte’ [e eu nem mesmo tento supor], é mais asseguradamente não ser o Ser Supremo. Pode ser um objeto que contribua com a amnésia espiritual pós morte.

As pessoas não devem ser aconselhadas a se unirem ou irem com o ‘ser de luz’ durante a meditação ou a morte. Elas devem permanecer longe dele, se puderem. Ao dizer isso, não significo negar os sentimentos positivos e profundos vivenciados por alguns hindus e as vítimas da ‘quase morte’ como um resultado de temporariamente revivenciar sua imortalidade espiritual. O que então pensar da idéia de um Ser Supremo  sentando-se no ‘julgamento’ dos seres da Terra?

É difícil imaginar que um Ser Supremo condenaria sua própria unidade de consciência, não importa quão pequena e aprisionada ele possa ter se tornado, e não importa quão insana e destrutivamente algumas delas se comportem como um resultado.

Um Ser Supremo veria quão mal tudo tem ido, talvez terminasse seu experimento e desaparecesse todas as outras unidades de consciência exceto a sua própria? Se tais coisas fossem possíveis, ouso dizer que não seriam feitas. Criar um número quase que infinito de seres espirituais realmente teria sido um brilhante movimento da parte do Ser Supremo em se expandir imensuravelmente. A solução para o que foi errado seria preservar as unidades de consciência e as encorajar a alcançar sua salvação.

Contudo, a salvação espiritual não acontece ao acenar um bastão mágico divino.

Porque os seres espirituais possuem uma vontade livre e independente, a salvação parece ser algo que os seres espirituais devem tomar a responsabilidade por eles próprios. É com cada indivíduo buscar sua salvação de modo inteligente. A salvação parece ser algo a ser alcançado tão pragmaticamente quanto qualquer outra meta na vida, fornecida por um entendimento racional seja desenvolvido de como alcançar isto .

Muitas tecnologias ensinam que um Ser Supremo é oposto por um inimigo. Talvez haja um elemento de verdade nisto, até mesmo se a verdade tenha sido distorcida. Observamos que em cada nível de existência de fato existe uma condição ou ‘jogo’ no qual a sobrevivência é desafiada. A nível pessoal, a sobrevivência de um indivíduo é constantemente oposta pelo envelhecimento, doença e outros fatores. A sobrevivência de uma unidade familiar é frequentemente testada por problemas financeiros, parentes hostis e tentações sexuais externas. No reino animal, o drama da sobrevivência é mais vividamente desempenhado pelos relacionamentos caçador e presa. Todos os objetos físicos enfrentam a inevitável deterioração. Os próprios seres espirituais parecem enfrentar os desafios de serem aprisionados na matéria.

Já que este jogo de sobrevivência parece existir a cada nível de existência, é possível que ele também exista a respeito do Ser Supremo – um jogo no qual a própria sobrevivência do Ser Supremo seja testada pela diminuição de suas unidades de consciência e talvez pela última diminuição do próprio Ser Supremo. Para que um tal jogo exista, um Ser Supremo teria que negociar com uma ou mais de suas unidades de consciência a serem oponentes do Ser Supremo, ou um Ser Supremo teria que criar em uma ou mais de suas consciências uma apreensão de que um Ser Supremo ofereça uma ameaça à continuada existência de todos os outros seres espirituais.

Um oponente do Ser Supremo não seria algo diferente ou mais inerentemente mal do que um outro ser espiritual, nada mais do que um vizinho que se senta em oposição a outro para jogar um jogo de Monopólio é inatamente pior apenas porque ele jogue de um lado diferente.

Um oponente simplesmente seria um que se torne um marcador diferente no tabuleiro do jogo e jogue o melhor possível. Se um tal jogo de fato tem existido, então podemos certamente esperar que pode terminar tão logo o Ser Supremo resolva agradecer ao oponente pelo jogo bem jogado, prometendo a sobrevivência indefinida de suas unidades de consciência e pedindo que o jogo seria terminado.

É tempo de colocar muitos velhos jogos para repousar de forma que todo mundo possa iniciar a se mover para uma nova fase de uma existência fundalentalmente melhorada.

*****

Para o Pesquisador

“é um destino costumeiro das novas verdades começarem como heresias” – Thomas Huxley

Obrigada por estar comigo. Entendi que muitas das idéias que expressei tenham provavelmente sido desafiadoras para você lidar com elas, assim como elas foram para mim. Se nada mais, espero que você encontre alguma informação em apoio as minhas idéias como sendo algo interessante. Tenho sempre desfrutado das novas perspectivas e acredito que é importante ser voluntário em expressa-las. Cada perspectiva tem algo a contribuir, mas nenhuma perpectiva pode contribuir com algo da informação,  a menos que ela seja comunicada.

Um fato importante a ter em mente é que o conhecimento é, em um grau, por sí só um fenômeno histórico. Quase toda civilização, em qualquer dado momento da história, tem possuido um corpo amplamente aceito de ensinamentos históricos, sociais e científicos para explicar quase que tudo. A ironia, com certeza, é que muitos destes ensinamentos hoje são diferentes do que eles eram em 1300. Mais que provavelmente, os eruditos trabalhando a quinhentos anos no futuro estarão tão surpresos por alguns de nossos ensinamentos no século XX como estamos por alguns ensinamentos estabelecidos no século XIV. É portanto útil retornar ao proprio tempo de alguém e entender que o conhecimento nunca tem sido absoluto, a despeito das avaliações ao contrário. Muito mais, o conhecimento tem sido um bem sempre em mudança na medida em que ele é aperfeiçoado e refinado pelo tempo.

A conclusão deste livro marca a conclusão da minha pesquisa. Exceto pela possibilidade de uma revisão para corrigir algum erro que eu possa descobrir ou que seja apontado a mim, planejo não mais fazer trabalho nesta área. Este livro exigiu um enorme sacrifício financeiro, emocional e social que foram o suficiente para durarem por um tempo de vida. Espero passar a tocha da pesquisa a outros.

A despeito de sua extensão, este livro é uma linha geral. Ele somente começa a apresentar toda a informação e evidência disponivel sobre os assuntos discutidos. Existe um corpo enorme de dados que nunca tive tempo, dinheiro ou inclinação para buscar, ainda que tudo isto seja altamente relevante. Eu também fui limitado pela língua inglesa, assim mal utilizei livros ou fontes não inglesas. Cada capítulo neste livro pode facilmente ele próprio se tornar um livro. Meu maior problema não foi de evidência escassa ou insuficiente; tem havido um dilúvio delas. Descobri que posso passar facilmente outros oito ou dez anos acumulando tudo e construindo uma enciclopédia multi-volume disto, mas este não foi o meu propósito. Quando comecei a entender a enormidade do projeto, deliberadamente o inclinei de modo que eu tivesse alguma esperança de apresentar um livro em um só volume sobre o assunto. Estou confiante que outros acrescentarão ao que eu tenho feito ao publicar seus próprios escritos.

Corri através de muitas teorias que não usei. Tão radicais quanto as idéias expressas neste livro possam parecer, elas são, de fato, de algum modo conservadoras se comparadas a outras teorias atualmente em circulação. Tendo a aceitar os fatos históricos, datas e personagens como eles geralmente são aceitos pelos historiadores. Isto pode ter sido um engano em alguns casos, mas é a abordagem que escolhi tomar. Uma pessoa pesquisando os tópicos cobertos neste livro encontrarão muitas teorias revisionistas que tentam mudar os aceitos fatos históricos.

Por exemplo, passei pela teoria ‘George Washington-Adam Weishaupt’ que especula que George Washington tinha sido secretamente removido da presidência dos EUA e que Adam Weishaupt de fama no Illuminati bavaro, que realmente se parecia um tanto com George Washington, tinha tomado o lugar de Washington depois do desaparecimento de Weishaupt da Bavaria.

Uma outra teoria que circula é que as transmissões de televisão dos astronautas americanos na Lua foram realmente filmadas em um estúdio. Ainda existe uma outra para a qual a Terra é oca e que os UFOs se originam do mundo abaixo. Talvez uma, duas ou todas as três destas teorias estejam corretas, mas porque não encontrei informação suficiente para validar conclusivamente alguma delas em minha mente, não as adotei.

As pessoas pesquisando o papel das sociedades secretas na história mundial mais cedo ou mais tarde encontrarão os escritos de Nesta H. (Mrs. Arthur) Webster. Os trabalhos de Mrs. Webster foram publicados durante as primeiras duas décadas do século XX e eles tem tais títulos como ‘French Revolution’, ‘World Revolution’, ‘The Socialist Network’, ‘Surrender of an Empire’, e ‘Secret Societies and Subversive Movements’. O principal impulso dos livros dela é que as sociedades secretas, especialmente os Maçons Livres Cavaleiros Templários, tem sido os responsáveis por instigar a maioria das maiores revoluções dos passados duzentos anos. Os trabalhos fornecem aos pesquisadores posteriores uma grande quantidade de munição com as quais construir as teorias de conspiração da história.

É inquestionável que Mrs. Webster foi muito bem sucedida em apresentar uma grande quantidade de informação valiosa que, caso contrário, não nos teria alcançado hoje. Todos os seus livros revelam um trabalho exaustivo. Mrs. Webster pode ter deixado de ser a principal pesquisadora no campo dela, sua contribuição poderia ter sido enorme, tivesse sua própria pesquisa pessoal não sido nublada. Mrs. Webster cometeu o erro fatal ao concluir que a aparente fonte maquiavélica mundial era a chamada “Conspiração Judaica”. Em seu livro, ‘Secret Societies and Subversive Movements’, ela devotou um capítulo inteiro ao “Real Perigo Judeu” no que ela culpa os judeus pela subversão do mundo cristão.

Esta tonalidade anti-semita é tão forte, como em uma tonalidade anti-germânica, que o valor de sua pesquisa é perdido porque o pesquisador não pode prontamente confiar em toda a informação que ela apresenta. Isto é uma vergonha, mas é também uma boa lição para o pesquisador. Isto revela que o preconceito ancorado pode completamente arruinar qualquer benefício que de outro modo teria sido obtido por este tipo de pesquisa. Isto também indica a necessidade de permanecer flexível diante da mudança na história e na evidência. Se Mrs. Webster tivesse vivido mais e visto o que aconteceu aos judeus na Segunda Guerra Mundial, sua visão geral poderia ter sido diferente.

Houve muitas avenidas de investigação que nunca tive tempo de buscar, mas que podem trazer algum fruto [embora não faça garantias]. Eu as apresento aqui sem qualquer ordem em particular para aqueles que possam estar interessados em cavar mais fundo:

1. Pelo mundo há uma força muito forte política e econômica: as uniões trabalhistas. As uniões trabalhistas tem feito muito para melhorar as condições de trabalho para muitos trabalhadores, mas não há dúvida que algumas táticas da união tem gerado um continuo conflito. O unionismo também tem tido o efeito de criar uma forma suave de feudalismo ao magnificar a distinção superficial entre gerentes e não gerentes, e levar os dois grupos ao conflito. Interessantemente, uma das forças chave por trás do inicial movimento de união trabalhista americano foi uma organização conhecida como ‘Cavaleiros do Trabalho’.

Os Cavaleiros eram uma sociedade secreta com votos secretos, exatamente como outras organizações da Fraternidade. Embora os Cavaleiros mais tarde deixassem suas práticas místicas e eventualmente declinassem em força, eles desempenharam o papel de criar a Federação Americana do Trabalho (AFL), que desde então tem crescido para se tornar a maior união na América. As questões para pesquisa podem ser:

* Quem iniciou os Cavaleiros do Trabalho?
* Eram qualquer de seus membros fundadores também membros de outras organizações da Fraternidade, como parece provável pelo caráter dos Cavaleiros do Trabalho?

2. Um argumento contra a idéia de que tenha havido uma fonte maquiavélica por trás da guerra humana é o fato de que as primitivas sociedades tribais não tocadas pelo mundo ocidental também teriam se engajado em guerras repetidas. Isto pareceria desaprovar a conexão com a Fraternidade e sugerir que talvez a guerra seja realmente apenas uma parte da natureza humana.

Deixe-me repetir que há definidos fatores psicológicos por trás da guerra humana que devem ser manipulados antes que o inteiro problema seja resolvido. As maquinações maquiavélicas meramente aumentam a frequência e a severidade da guerra; os conflitos podem ainda irromper sem tais maquinações. Contudo, é um fato notável que as sociedades secretas no estilo da Fraternidade são extremamente persuasivas pelo mundo inteiro e existem até mesmo entre os povos primitivos. De fato, tais sociedades parecem ser tão comuns no mundo primitivo quanto elas o são no mundo civilizado.

Por exemplo, o Capitão F. W. Butt-Thompson, escrevendo em seu livro, ‘West African Secret Societies’, fala da África:

As sociedades secretas nativas encontradas entre os povos e tribos da Costa Ocidental da África são muitas. Quase 150 delas são referidas nos seguintes capítulos.

O Capitão Butt-Thompson dividiu estas sociedades em dois grupos básicos: místicos e politicos. Sobre o tipo místico, ele escreveu:

Estas se aproximam em organizaão e propósito aos Pitagorianos gregos, aos Gnósticos romanos, a Cabala judaica e aos Essênios, ao Illuminati bavaro, aos Rosacruzes prussianos e aos Maçons Livres mundiais. De fato durante anos que elas tem evoluido em uma classe oficial que pode ser ligada ao sacerdócio fundado por Ignatius Loyola [os Jesuítas].

Algumas das sociedades secretas africanas eram obviamente trazidas de fora, tais como as sociedades maometanas. Em muitas áreas primitivas, contudo, da África a Nova Guiné, tais sociedades são nativas. As questões a serem pesquisadas podem incluir:

* Exatamente o quanto é invasiva esta forma de misticismo na sociedade primitiva?
* Como as sociedades secretas primitivas começaram e elas tem histórias de extraterrestres?

3. Se existe uma sociedade tutelar, então a história da Terra pode simplesmente ser uma trágica nota de rodapé em uma história muito mais ampla começando muito antes que a civilização humana se elevasse sobre a Terra

* Qual pode ser a história?
* O que causou a aparente deterioração ética, social e espiritual da sociedade tutelar?
* Há algum meio de descobrir?

4. Em 18 de novembro de 1978, uma tragédia ocorreu na nação sul americana da Guiana. Mais de 900 homens, mulheres e crianças foram misteriosamente assassinadas em uma comunidade religiosa isolada conhecida como Templo do Povo (em Jonestown). Um grande tanque de bebida contendo veneno foi encontrado na cena, levando a assunção inicial que as mortes tinham sido causadas por suicídio. Os corpos das vítimas foram descobertos jazendo lado a lado em claras fileiras como se as pessoas tivessem bebido o veneno e então se deitassem juntas e morressem. Contudo, quando as autópsias foram realizadas nas vítimas, foi descoberto que de 700 a 900 pessoas tinham morrido por tiros ou estrangulamento, não por veneno.

Eles não tinham cometido suicídio; eles foram brutalmente assassinados em massa. É muito provável que aqueles que beberam o veneno o fizeram involuntariamente ou não soubessem o que estavam bebendo. As únicas pessoas a escaparem da tragédia foram as que não estavam presentes quando as 900 vítimas foram assassinadas. Não há testemunhas conhecidas do inteiro evento. A pergunta é:

* quem assassinou os habitantes de Jonestown?

Em 27 de setembro de 1980, o jornalista investigativo Jack Anderson escreveu uma coluna sobre o incidente de Jonestown. Um jornal deu a manchete da coluna, “CIA Involvida no Massacre de  Jonestown?” Mr. Anderson cita uma fita de gravação feita com o líder do Templo do Povo, Jim Jones, na qual Jones se referiu a um homem chamado Dwyer. Segundo Mr. Anderson, os investigadores tem concluido que este era Richard Dwyer, chefe substituto da missão americana na Guiana. Dwyer tinha acompanhado o Representante dos EUA Leo Ryan ao acampamento de Jonestown naquele dia malfadado.

Leo Ryan veio a ser uma das vítimas de assassinato, mas Richard Dwyer de algum modo não foi afetado e até mesmo mais tarde declarou que a referência a ele por Jim Jones era um ‘engano’. Richard Dwyer, como se demonstra, tinha sido listado na publicação da Alemanha Oriental, o “quem é quem na CIA”, como um agente da CIA a muito tempo. Dwyer tinha relatadamente começado sua carreira com a agência de espionagem em 1959. Segundo a coluna de Mr. Anderson, Dwyer respondeu ‘sem comentários’ quando foi perguntado se era um agente da CIA.

Depois do massacre, os investigadores descobriram em Jonestown grandes quantidades de armas e drogas. As drogas incluiam poderosos psicotrópicos: Quaaludes, Valium, Demerol e Thorazine. Uma outra droga encontrada em Jonestown foi o hidrato de cloral, que tinha sido usado no programa secreto de controle mental da CIA, conhecido como ‘MK-ULTRA.’ Jonestown foi um experimento de controle mental da CIA que recrutou sujeitos, especialmente pessoas negras mais pobres, sob o disfarce de uma religião? O massacre de Jonestown foi desencadeado quando o Congressista Leo Ryan, voou para a Guiana para investigar pessoalmente Jonestown depois que ele falhou em obter informação sobre isto do Departamento de Estado.

Leo Ryan nunca viveu para contar o que descobriu e quase que até o último homem, mulher e criança foi silenciado. O massacre ocorreu durante um tempo quando muitos jornais americanos estavam trazendo histórias sobre os experimentos de controle mental da CIA e que a CIA afirmava não estar mais realizando. A CIA massacrou 900 pessoas para encobrir o fato de que ainda estava realizando tais experimentos em uma escala maciça no pequeno composto da selva da Guiana?

Perguntas adicionais a serem pesquisadas são:

* Qual é a verdadeira história do Templo do Povo antes de Jonestown?
* Qual é o background de Jim Jones?
*Quem o apoiou e a sua ‘igreja’ inicial?

[veja matéria sobre Jonestown neste blog] http://conspireassim.wordpress.com/2008/05/01/jonestown/

5. Livros, filmes e outras formas de arte tendem a dar uma volta aos UFOs, espiões, conspirações de assassinato e assim por diante. Como talvez estejamos começando a entender, por trás do ‘romance’ residem psicoses cruéis e brutais. Um problema importante em qualquer sociedde gerada para a guerra aberta e encoberta é que as personalidades sociopáticas tendem a encontrar residência no governo. Os sociopatas não são afetados por dores de consciência e frequentemente se deliciam em prejudicar outros.

Frequentemente eles são promovidos a altas posições dentro de agências engajadas na guerra porque tais personalidades são capazes de atacar e prejudicar outros repetidamente sem que isto os afete adversamente emocionalmente. Os sociopatas com altos QIs podem ser bem espertos em como eles prejudicam outros; esta maldade é frequentemente valiosa para as agências de inteligência. Como a história tem mostrado, quanto mais uma nação é orientada para a guerra, quanto mais ela é dominada por personalidades sociopáticas.

Esta dominação, por sua vez, leva a uma rápida deterioração de uma nação e eventualmente causará a sua ruína. Este é outro dos grandes perigos que qualquer nação enfrenta quando se torna envolvida em um conflito a longo prazo, não importa quão democrática e humana esta nação possa ser por outro lado.

As questões a serem pesquisadas podem incluir:

* Em que extensão as verdadeiras personalidades sociopáticas estão dominando governos hoje?
* Porque as pessoas as toleram?
* Tem estas religiões tutelares que exigem a veneração de seres criminosamente insanos como ‘anjos’ e ‘Deus’ talvez cegado muitas pessoas de serem capazes de verem a sociopatologia pelo que ela realmente é?

6. Este livro mal toca a influência das organizações da Fraternidade na história asiática. Eu discuti o hinduismo, mas há muito mais a ser encontrado. Por exemplo, a sangrenta Rebelião Boxer na China em 1900 foi instigada por membros de uma ramo asiático da rede da Fraternidade: os Boxers. Os Boxers eram ferozmente anti estrangeiros, eles massacraram mais de 100.000 pessoas [e frequentemente fotografavam as vítimas decapitadas] e eles agitaram a revolta que trouxe à China os exércitos de vários maiores poderes ocidentais para deter a rebelião.

As questões a serem pesquisadas podem incluir:

* Que outras guerras e levantes na Ásia foram causados por organizações da Fraternidade?
* Qual tem sido o completo impacto da rede da Fraternidade na história da Ásia?

7. Um tópico que eu queria pesquisar mais profundamente é o assunto das drogas. Discutimos as drogas várias vezes, mas não em uma grande profundidade histórica. Enquanto as drogas parecem ter sido sempre uma parte da cultura humana,

* Houve um tempo quando as drogas foram pela primeira vez empurradas para a sociedade?
* Se houve, quando foi isto e quem fez isto?

8. Um problema que recebe alta publicidade hoje é o do desaparecimento de crianças. A cada ano, muitas crianças são raptadas pelos pais por disputas de custúdia, por parentes e por estranhos. Muito mais crianças desaparecem ao fugir de casa. Os fugitivos e os sequestros por pais são fáceis de terem estatísticas e eles constituem a maioria dos casos das crianças perdidas. Tem havido, contudo, alguma cofusão sobre a extensão da abdução de crianças por estranhos. Na década de 1980, a principal agência nacional de crianças desaparecidas, a Child Find, Inc., afirmou que em todos lugares de 20.000 a 50.000 crianças estavam desaparecendo a cada ano como resultado da abdução por estranhos. Em 1985, a Child Find revisou esta estatística para 600.

Telefonei para a Child Find para aprender o que causou tal dramática mudança no número. Me foi dito que a estatística anterior era realmente um amplo ‘pegue tudo’ e que 600 era o verdadeiro número de casos de abdução por estranhos por ano. Para posteriormente confundir o assunto, mais tarde aprendi de uma outra fonte que fora todos os fugitivos, aproximadamente 3.000 crianças nos EUA desaparecem anualmente sem deixar traços. Esta estatística também mudará? Como o leitor pode ver, parece haver alguma confusão genuína a respeito de quantas crianças estão realmente desaparecendo. Muitas crianças, com certeza, eventualmente são encontradas. Outras desaparecem completamente.

Tornei-me interessado no problema por causa das relatadas abduções de humanos por UFOs. Hoje aprendemos que as abduções UFO são aquelas nas quais os humanos são devolvidos. Existem muitos casos conhecidos de abduções UFO nas quais as vítimas não retornam? Podem estes casos envolverem abduções de crianças? Tenho me encontrado fazendo esta pergunta impensável:se a raça humana tinha sido criada como uma raça escrava, pode ainda estar fornecendo força de trabalho, talvez sob a forma de crianças humanas, para a sociedade tutelar?

Um respeitado pesquisador UFO desta geração é Jacques Vallee, que tem autorado vários livros influentes sobre o fenômeno UFO. Mr. Vallee foi um dos primeiros pesquisadores a se focalizar no fato de que o fenômeno UFO tem sido muito estreitamente ligado a episódios de mudança social pela história. Mr. Vallee também notou uma aparente conexão entre o antigo folclore e os UFOs. Alguns ‘povos pequenos’ no folclore tem sido descritos muito do mesmo modo dos modernos pilotos UFO. Fenômenos como UFO tem também ocasionalmente sido descritos nas velhas histórias do ‘povo pequeno’.

Uma atividade atribuida ao ‘povo pequeno’ no folclore foi seu frequente rapto de crianças. Muitas destas crianças nunca seriam vistas novamente. Esta foi a maior fonte de aborrecimento entre humanos e o ‘povo pequeno’. Isto levanta algumas questões surpreendentes:

* Os recentes episódios de roubo de crianças tem uma conexão UFO?
* É concebível que possa existir na Terra hoje uma rede que rouba crianças para alimentar a demanda tutelar em andamento de trabalho humano?

Estas perguntas admitidamentes estão muito longe e o assunto dos tablóides de supermercados [ e certamente o mais especulativo de qualquer um perguntado neste capítulo], mas elas podem realmente merecerem uma investigação por alguma brava alma, à luz de tudo que temos vindo a saber sobre o fenômeno UFO.

Espero que algumas das perguntas acima forneçam bons pontos de partida para pesquisa adicional. Na análise final, a coisa importante é ser flexível com as idéias e até mesmo ter diversão com elas. Ao esticar meu pescoço como tenho feito neste livro, espero ter encorajado outras pessoas a explorarem estes tópicos sobre os quais elas são curiosas, e partilharem o que descobrirem. Você e eu podemos nem sempre estar certos; a coisa importante é que somos voluntários em explorar e comunicar. Seja cuidadoso que você não baseie todas as suas crenças sobre um mero punhado de escritores, professores, ministros ou cientistas.

Aprenda com eles, mas também explore por conta própria e tenha alegria em o fazer. Nem sempre busque outros para aprovação do que você tenha descoberto. Se sua integridade diz que algo é de certa maneira, permaneça com ela, a despeito de quaisquer reprimendas ou críticas. Por outro lado, esteja pronto a mudar se descobrir, em sua mente, que está errado. Aprender que alguém tem errado é frequentemente uma pílula difícil de engolir, mas é parte do processo de aprendizado. O homem que finge que ele sempre tem estado certo ou é um egoista ou um mentiroso e ele não aprende muito sobre algo, também.

Boa Sorte … e feliz investigação!

Published in: on maio 7, 2009 at 2:02 pm  Comments (23)  
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