A Crise do Século XXI

Confrontando a Crise Oculta do Século XXI – Reduzindo os números humanos em 80%

por J. Kenneth Smail
maio de 1995

J. Kenneth Smail é um Professor de Antropologia do Departamento de Antropologia/Sociologia do Kenyon College, Gambier, Ohio

Minha posição é simplesmente declarada. Dentro da metade do próximo século, será essencial para a espécie humana ter um conjunto de inciativas coordenadas internacionalmente, completamente operacional e flexivelmente projetado, amplamente equitativo, focalizado na redução do então atual número da população por ao menos 80%. Dado que até mesmo as melhores intenções levarão um tempo considerável e excepcional talento diplomático para desenvolver e implementar tal empreitada, talvez em ordem de 25 a 50 anos, é importante que a construção do consenso do processo – local, nacional e global – comece agora.

A matemática inevitabilidade que os números humanos continuarão seu dramático aumentos nas próximas duas gerações, para talvez 10 bilhões em 2040, e a alta probabilidade que este aumento numérico exacerbará ainda mais os problemas sistêmicos que já pragueiam a humanidade [econômica, política, ambiental, social, moral etc] somente reforça este sentimento de urgência. Há, contudo, sinais esperançosos. Nos anos recentes, temos finalmente começado a chegar a termos com o fato de que as consequências do crescimento rapido e visivelmente descontrolado da população no século XX logo nos colocará – se já não tiver feito isto -, no meio da maior crise que nossa espécie tem enfrentado.

Algumas Realidades
Para que melhor se aprecie o escopo e as ramificações desta ainda parcialmente oculta crise, devo brevemente chamar atenção para 8 realidades essenciais, não controversas e inescapáveis que não podemos apenas compreender completamente mais também que logo temos que confrontar.

  • Primeiro, durante o presente século a população mundial terá crescido de algo em torno de 1.6 bilhões em 1990 a pouco mais de 6 bilhões no ano 2000, um aumento quase quadruplicado em aproximadamente 100 anos. Isto é uma expansão numérica sem precedentes. Pela história humana, o crescimento da população humana medida em intervalos similares de 100 anos tem sido virtualmente inexistente ou mais modestamente incrementais; tem se tornado marcantemente exponencial dentro das últimas poucas centenas de anos. Para ilustrar isto em uma escala mais compreensível, baseado na presente taxa de aumento de alguns 90 a 95 milhões por ano, a população humana cresceu somente durante a década de 1990 em quase 1 bilhão, um atônito aumento de 20% em menos de 10 anos. Exatamente por isto, este aumento de 10 anos é o equivalente da população total global do ano de 1800 [apenas a uns 200 anos atrás] e é aproximadamente o triplo da estimada população mundial no auge do Império Romano [por volta de 300 milhões]. Isto é um pensamento punitivo que até mesmo as mais conservadoras projeções demográficas sugerem que uma taxa de aumento de um bilhão por década continuará no próximo século, e que a atual população global de 5.7 bilhões (a estimativa de 1995) pode facilmente alcançar 10 a 11 bilhóes no ano de 2050.
  • Segundo, até mesmo se um programa completamente eficaz de crescimento populacional zero estivesse sendo implementado imediatamente, por limitar a fertilidade humana ao que os demógrafos denominam taxa de substituição (aproximadamente 2.1 crianças por mulher), não obstante a população humana continuaria sua expansão. De fato, os demógrafos estimam que levaria ao menos duas ou três gerações [50 a 75 anos] em programa de fertilidade zero apenas para alcançar o ponto da estabilidade da população, infelizmente os números atuais são muito altos. Este poderoso momentum populacional, resulta do fato que uma proporção muito alta (aproximadamente 1/3) da atual população mundial está abaixo dos 15 anos e ainda não está se reproduzindo. Até mesmo os perfis de população mais amplamente baseados são encontrados em países do mundo em desenvolvimento, onde a coorte de menos de 15 anos frequentemente excede 40% e onde as taxas de natalidade tem permanecido altas bem como as taxas de mortalidade tem caído. Embora haja recentes indicações que as taxas de fertilidade estão começando a declinar, a composição global ( 3.8) está ainda perto de dobrar aquele necessário para um programa de crescimento zero.
  • Terceiro, em adição aos níveis de fertilidade, é essencial entender que o crescimento da população está também significativamente afetado pelas mudanças nas taxas de mortalidade. De fato, a teoria da transição demográfica prevê que os mais primitivos estágios da rápida expansão da população são significativamente canalizados pela significativa redução das taxas de mortalidade mais do que por mudanças nas taxas de natalidade. Nem os dados empíricos recentes sugerem que a expectativa média de vida tem alcançado em todos os lugares seu teórico limite superior, tanto nas nações desenvolvidas quanto naquelas em desenvolvimento. Consequentemente, a menos que apareça uma pandemia mortal, uma devastadora guerra mundial ou uma falência maciça na saúde pública [ou uma combinação de todos três], é inevitável que os ganhos globais em andamento na longevidade humana continuarão a fazer uma maior contribuição para a expansão da população durante a metade do próximo século, a despeito de seja qual for o progresso que possa ser feito na redução da fertilidade. Uma consequência posterior é o fato de que as populações inevitavelmente se tornarão mais “velhas”, o que significa idades no alcance de 40 a 45 e talvez mais de 1/3 de seus membros acima da idade de 60 anos, com ambas as taxas [fertilidade e mortalidade] declinando e os números humanos [esperançosamente] alcançando níveis estáveis. Não surpreendentemente, o envelhecimento das populações desenvolverá seu conjunto próprio de problemas a resolver, não ao menos do que pode ser compreensivel mas esforços mal guiados para aumentar o tamanho [e produtividade econômica] da coorte de idades mais jovens ao encorajar fertilidade mais alta.
  • Quarto, é importante reconhecer que a escala quantitativa, o escopo geográfico, a escalada do ritmo e a interconectividade funcional destas iminentes mudanças demográficas são de uma tal magnitude que há pouco, se algum, precedente histórico para nos guiar. Por exemplo, na atual taxa de aumento de 250.000 pessoas por dia [mais de 10.000 por hora], é ridículo falar de ter qualquer espaço significativo a ser colonizado na Terra, certamente quando comparado com a menos de um século atrás. E ainda é mais ridículo sugerir que uma migração “para fora “[extraterrestre] da Terra de alguma forma será suficiente para escoar o excesso da população humana, seja em um futuro próximo ou distante.
  • Quinto, considerando-se os dados e observações apresentados desta forma, se torna crescentemente aparente que o período de tempo disponível para implementar e efetivar o programa de controle da população deve ser bem limitado, com um janela de oportunidade que pode não se manter muito além do meado do próximo século. Embora as tendências da população futura sejam notoriamente difíceis de prever com precisão, dependentes como estamos de um amplo alcance de fatores, mais ao meio da estrada das projeções demográficas para o ano de 2040 – menos de 2 gerações de agora – estão em um nível de 9 a 11 bilhões. Várias observações podem ajudar a trazer este limitado período de tempo em uma perspectiva de certa forma melhor: 1) o ano de 2040 está tão perto do presente quanto o ano 1950; 2) uma criança nascida em 1995 terá 45 anos em 2040; e 3) uma pessoa jovem entrando no mercado de trabalho em meados de 1990 estará alcançado a idade de aposentadoria em 2040. Por qualquer razoável padrão de comparação, isto dificilmente é o futuro remoto.
  • Sexto, é extremamente importante chegar a termos com o fato de que a capacidade a longo prazo da Terra, em termos de recursos amplamente definidos, é de fato finito, a despeito do uso contínuo de modelos econômicos baseados em um aparente crescimento ilimitado e apesar disto a alta probabilidade do continuado progresso científico/tecnológico. Algum esclarecimento terminológico posterior pode ser útil. “Longo Prazo” é mais apropriadamente definido em uma ordem de várias centenas de anos ao menos; isto enfaticamente não significa o típico horizonte de 5 a 10 anos de muitas previsões econômicas ou prognósticos políticos. Sobre este período de tempo muito mais longo, então se torna muito mais razoável – talvez até mesmo essencial para a sobrevivência humana – definir o tamanho de uma população humana sustentável em termos do óptimo muito mais que do máximo. Em outras palavras, o que “pode” ser suportado a curto prazo não é necessariamente o que “deve” ser suportado como meta da humanidade a longo prazo. No que diz respeito aos recursos, sejam eles caracterizados como renováveis ou não renováveis, está claro que a era da energia barata [derivada dos combustíveis fósseis], adequado suprimento de comida [seja vegetal o animal], prontamente disponíveis ou facilmente extraíveis materiais crus [de madeira a minerais], fartura de água potável e “espaço aberto” prontamente acessível está rapidamente vindo a um fechamento, quase que certamente dentro da metade do próximo século. E finalmente, as consequências dos futuros avanços científicos/tecnológicos – seja em termos de produção de energia, eficiência tecnológica, produtividade agrícola ou criação de materiais alternativos – são muito mais prováveis de serem incrementais do que revolucionários, não obstante as frequentes e grandiosas afirmações para este último.
  • Sétimo, está se tornando crescentemente aparente que a retórica sobre “crescimento sustentável” é na melhor hipótese um exercício continuado na auto decepção econômica e na pior, uma ênfase perniciosa política. Quase que certamente, trabalhar na direção da sustentabilidade de um “estado pronto” é muito mais realista cientificamente, mais alcançável economicamente e talvez [mais prudente] politicamente. Asserções que a Terra “pode” ser capaz de suportar uma população de 10, 15 ou 20 bilhões por um período “indefinido’ de tempo com um padrão de vida “superior” ao do presente não é somente demonstravelmente falso mas também cruelmente enganador. Muito mais, a análise em andamento de ecologistas, demógrafos e inúmeros outros sugere que a Terra é bem provável já estar suportando sua verdadeira capacidade – definida aqui [simplesmente] como humanos em um equilíbrio adaptativo a longo prazo com sua base ecológica e de recurso – já tendo excedido em um fator de duas vezes ou mais. Ao melhor do meu conhecimento, não existe um “corte claro” ou evidência bem documentada que efetivamente contradiga esta avaliação sóbria – embora assustadora. Consequentemente, desde que em algum ponto em um futuro não muito distante, as consequências negativas e danos ao sistema ecológico derivados da proliferação continuada e descontrolada humana pode muto bem se tornar irreversível, e porque há somente uma Terra com a qual experimentar, é indubitavelmente melhor para nossa espécie errar do lado da prudência, exercitando sempre que possível uma direção cautelosa e cuidadosa.
  • Oitavo e finalmente, somente 20% da atual população do mundo [1.2 bilhões de pessoas] pode ser dito que tenham um padrão de vida “geralmente adequado”, definido aqui como algo aproximado da Europa Ocidental, Japão ou América do Norte, as chamadas nações desenvolvidas. Os outros 80% (4.5 bilhões), incorporando a maioria dos habitantes do que tem sido chamado de países em desenvolvimento, vivem em condições variando da privação média até a severa deficiência. A despeito dos esforços bem intencionados para o contrário, há pouca evidência de que este desequilíbrio se corrija e uma forte probabilidade que possa ficar pior, particularmente tendo em vista o fato de que 90% de todo futuro crescimento populacional é projetado ocorrer nestas regiões menos desenvolvidas do mundo. De fato, há a preocupação corrente que quando este crescimento populacional fluorescente no mundo em desenvolvimento é combinado com uma “excessiva” energia per capita e consumo de recurso em grade parte do mundo desenvolvido, o potencial para a deterioração ambiental disseminada [quebra sistêmica?] em inúmeros ecosistemas pesadamente stressados da Terra se torne crescentemente provável. Isto é particularmente preocupante nas regiões já sob cerco de políticas econômicas contraprodutivas e de visão curta, crônica instabilidade política e aumento do desassossego social.

Se as “realidades inescapáveis” acima são de fato válidas, é óbvio que metas populacionais racionais, equitativas e atingíveis terão que ser estabelecidas em um futuro muito próximo. É também óbvio que estas metas terão que se dirigir e em algum aspecto resolver um poderoso conflito interno: como criar e sustentar um padrão adequado de vida para todas as pessoas do mundo [minimizando a distância crescente entre ricos e pobres] enquanto simultaneamente não se super stresse [ou exceda] a capacidade de suportar a longo prazo da Terra. Submeto que estas metas não podem ser alcançadas, ou este conflito resolvido, a menos e até que a população mundial seja dramaticamente reduzida – para não mais que dois bilhões de pessoas – nos próximos dois ou três séculos.

Argumento Central Reafirmado

Sobre a assunção que as observações anteriores estão de fato perto da marca, o ressalte lógico da recomendação acima – e a declaração que começou este ensaio – pareçam inexoráveis e claros. Isto merece uma breve reiteração.

Durantes as próximas gerações, e começando o mais rápido possível, a humanidade não deve apenas dar passos significativos para deter o rápido crescimento da população humana mas também começar a reduzi-la dramaticamente. Contudo, será muito difícil se não impossível parar o crescente crescimento populacional em 9 ou 10 bilhões. Isto é devido não somente ao efeito do momentum mas também a grandes dificuldades, diplomáticas e temporais, para desenvolver e implementar o necessário consenso político, econômico, científico e moral tanto para os fins quanto para os meios.

Porque não há uma evidência clara para o corte para sustentar as assenções ao contrário, e uma preciosa pequena margem para erro, é apenas prudente trabalhar a partir da assunção legítima que a capacidade a longo praso da Terra suportar isto não é maior do que 2 bilhões de pesssoas. Portanto é necessário confrontar o fato inescapável que os números humanos terão que ser reduzido em 80% ou mais, destes inevitáveis 9 a 11 bilhões em meados do século XXI, para algo que se aproxime de 2 bilhões ao fim do século XXII, alguns 200 anos depopis de agora. Obviamente, um deslocamento numérico desta magnitude exigirá uma reorientação maciça do pensamento humano, expectativas e valores.

O tempo é curto, com uma janela de implementação que não durará mais de 50 ou 75 anos, e talvez menos. Este processo de estabilização da população e redução devia ter começado a uma geração ou menos – diz em 1960 quando os números humanos eram de “apenas” 3 bilhões e o momentum demográfico mais facilmente adquirido – e certamente não pode ser retardado por muito mais tempo. Por isto, está abundantemente claro que se nós não escolhermos nos endereçar e resolver nós mesmos este problema, a “NATUREZA” certamente resolverá isto para nós, com consequências que na melhor das hipóteses serão imprevisíveis, e na pior das hipóteses, inimagináveis.

O problema de estabelecer um “optimum” racional e defensível da população merece um comentário posterior. Talvez mais surpreendente é como isto é raro para encontrar indivíduos – ou organizações – que sejam voluntários em afirmar publicamente e enfaticamente que apenas chegar ao ponto de uma estabilidade populacional durante o próximo século não será o bastante, nem resolverá as dificuldades a prazo imediato ou evitará uma futura catástrofe demográfica. Para este último cenário, quase certamente virá a passar se a humanidade ingenua ou inquestionavelmente aceuite níveis de população global que são tão altos – na faixa de 10 a 15 bilhões – que eles são claramente insustentáveis a longo prazo. Alguém somente tem que considerar o stress já evidente no nível atual de aproximadamente 6 bilhões para reconhecer que qualquer tipo de estabilidade a longo prazo será impossível de alcançar. Falando mais simplesmente, parece não haver alternativa confiável para a alternativa da premissa que uma redução muito significativa da população humana deve necessariamente ser acompanhada de uma estabilização da população.

Admitidamente, a meta global supramencionada – um optimum sustentável de aproximadamente 2 bilhões de pessoas ao início do século XXIII – tem um substancial componente inferencial. Esta “subjetividade” é indubitavelmente devida a um número de fatores, entre os quais podem ser diretamente incluídos: 1) o fato de que ainda não haja somente uma modesta quantidade de pesquisa científica empírica que tenha sido criada para estabelecer os parâmetros quanificáveis [e testáveis] para qual deva realmente ser a capacidade a longo prazo da Terra; 2) a forte semelhança que a fina complexidade, natureza multidisciplinar e “sensibilidades” sociopolíticas que cercam a análise do problema populacional não tenham apenas inibido a pesquisa científica e o custeio mas também tenham produzido algum tipo de “paralisia de escala”; 3) o fato óbvio que o processo envolvido para estabelecer inicialmente – e subsequentemente implementar – as futuras metas populacionais envolverão complexas “considerações qualitativas” que significativamente transcendem uma estrita análise “quantitativa”; 4) a presença de uma persistente [e profundamente arraigada] “reticência humana para dar séria consideração ao futuro demográfico que parece bem remoto para a vida diária e as atividades de alguém, sem mencionar um futuro onde haja pouco precedente histórico; e 5) a distinta possibilidade que, até mesmo as melhores intenções políticas e uma cooperação sem precedentes em todos os níveis relevantes, pode demorar consideravelmente mais que 200 anos para alcançar as desejadas metas demográficas.

Não obstante, há ests e outras incertezas, o optimum de 2 bilhões utilizado aqui é bem consistente com estimativas que podem ser encontradas em várias outras fontes (veja particularmente os artigos no volume editado por Grant, os livros de Hardin e Ehrlichs, e as várias publicações e trabalhos de posição preparados pelo NPG). Realmente, esta estimativa de dois bilhões pode ser de certa forma o lado generoso, particularmente sob a luz do fato de que algumas projeções recentes para a capacidade de suportar da Terra a longo prazo tenha sido estabelcidsa muito mais baixo, no nível de 500 milhões a 1 bilhão (David Pimentel: pers. com.).

Por outro lado, até mesmo se a pesquisa futura mostre que esta imagem de sustentação global tenha sido substimada em ao menos 1/2 – o que é, se a análise posterior demonstre que a estimativa do optimum populacional de 2 bilhões está “fora do alvo” por um fator de dois ou mais – o argumento apresentado aqui perde pouca [se alguma] validade ou poder persuasivo. Por exemplo, se de fato é inevitável que o tamanho da população global esteja destinada a alcançar 10 a 12 bilhões dentro da primeira metade do próximo século [XXI], até mesmo os esforços para alcançar uma população maior que o optimum – ainda exigiria um decréscimo significativo nos números humanos, grosseiramente na ordem de 60%.

Contudo, também está abundantemente claro, ao jlgar pela agenda e controvérsias que emanaram da recente conferência (Setembro de 1994) patrocinada pela ONU [ Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento}, que a implementação destas taxas de fertilidade grandemente reduzidas está inextrincavelmente interligada com um número de preocupações muito sensíveis de natureza política e ideológica. Principalmente estes assuntos dizem respeito a: aperfeiçoamento da equidade de gênero; o fortalecimento da mulher educacional e economicamente; controvérsias em andamento cercando o planejamento familiar, controle da natalidade e aborto; problemas de desenvolvimento e de modernização; que a implem4ntação deste acesso diferencial a fontes e/ou iniquidades em sua distribuição; várias formas de degradação e poluição ambiental; pobreza endêmica e a efetiva implementação de medidas de saúde pública; o crescimento do nacionalismo e das tensões étnicas e religiosas; migração humana e refugiados políticos e ecológicos etc. Todas estas são matérias muito importantes e há pouca dúvida que elas estejam frequentemente interconectadas em complexos relacionamentos de causa e efeito com o crescimento da população. Contudo, isto é até mesmo mais importante para que não se confunda significados a curto prazo com os fins a longo prazo. Mais específicamente, é essencial que a humanidade não perca de vista a “floresta” demográfica em explosão no meio de preocupações legítimas e profundamente sentidas sobre particulares “árvores” políticas/ideológicas.

Isto leva a um crucial ponto final, o fato incontestável que em nosso mundo multinacional as soluções não podem ser impostas de fora. Ultimamente, as pessoas de cada Estado soberano devem chegar a termos com isto e subsequentemente resolver, seus póprios problemas demográficos locais e únicos [esperançosamente motivados pela plena coinciência das realidades globais]. A este respeito, dado o limitado tempo disponível e as decisões extremamente difíceis de serem tomadas, é assustador entender que os problemas de população são frequentemente mais pronunciados nas áreas do mundo onde a soberania nacional – e a necessária estabilidade política, econômica e social – são mais tênues.

Por causa destas dificuldades, permanece a ser visto se a humanidade será capaz de montar um esfoço unificado e duradouro para o controle da população. Certamente este é um empreendimento que não tem precedente qualitativo ou quantitativo, um esforço que deve ser conduzido em uma ampla escala, e um comportamento que por sua própria natureza deve ser mantido por um século ou mais. Conquanto a posteridade exija que sejamos bem sucedidos, sou apenas cautelosamente otimista que este sucesso possa ser alcançado pela prudência racional humana, ou por meios compatíveis com as contemporaneas normas sociais, políticas e étnicas.

http://www.npg.org/forum_series/confronting.htm

Anúncios
Published in: on abril 5, 2008 at 5:45 pm  Deixe um comentário  
Tags:

The URI to TrackBack this entry is: https://conspireassim.wordpress.com/2008/04/05/a-crise-do-seculo-xxi/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: