Bomba Genética

A Bomba Geneticamente Modificada
de Thom Hartmann

Imagine uma bomba que somente mate caucasianos de cabelos vermelhos. Ou pessoas baixas. Ou árabes. Ou chineses.

Agora imagine que esta bomba pode ser colocada em qualquer lugar do mundo, e dentro de dias, semanas ou meses mate cada pessoa no planeta que se encaixe no perfil da bomba, embora o resto de nós estaria seguro. E que a bomba possa ir silenciosamente, sem ninguém entender que ela tenha sido lançada – ou até mesmo onde ela foi lançada – até que suas vítimas comecem a morrer em números de massa.

Quem imaginaria tal coisa?

Paul Wolfowitz, é um. William Kristol é outro.

E, a história mostra, quando os homens que definem a política militar americana a partir das sombras colocam suas vistas em algo, isto é digno de nossa atenção.

Tenho cabelos e olhos castanhos, ambos determinados por genes específicos, e há provavelmente outros marcadores profundamente dentro de meu DNA que mostraria a um geneticista que a maioria dos meus ancestrais era norueguesa, gaulesa e inglesa. Conquanto não haja um gene para raça, há inúmeros genes para vários componentes do que chamamos de raça – cabelo e textura do cabelo, pele e cor dos olhos, forma do nariz e olhos, predisposições ou imunidades a doenças como Anemia Falciforme ou Sindome de Tay-Sachs, e similares.

Quando criar uma bomba genética para alvejar grupos especícos, tais perfis genéticos são realmente muito mais sutis e mais acurados do que a tosca pseudo categoria que chamamos de raça. Entre os homens chamados Cohen por todo mundo, por exemplo, os pesquisadores tem encontrado um específico perfil genético ligando-os a um ancestral comum. Um outro grupo com um perfil genético comum a ele são as pessoas com ADHD (“O Gene Edison”), que unicamente partilham variações comuns herdadas nos seus genes reguladores de dopamina a despeito de sua raça aparente, geografia ou etnicidade.

Então, qualquer um que é parte de um grupo que partilha um perfil genético pode estar em risco no futuro, sugerem os autores de Projeto para Um Novo Século Americano (PNAC) em um relatório intitulado “Reconstruindo as Defesas da América: Estratégia, Forças e Recursos para um Novo Século”.

O relatório nota que, “Muito se tem escrito nos anos recentes sobre a necessidade de transformar as convencionais forças armadas dos EUA para tirar vantagem da “revolução em assuntos militares…” Eles ressaltam que nossos militares requerem uma dramática transformação, antes que percamos nossa habilidade de combater futuras guerras não convencionais. Alguns podem lutar no ciberespaço, outros sob a água e outros no espaço externo. E alguns até mesmo dentro de nossos corpos.

Considere o que aconteceria se houvesse um vírus ou bactéria que somente infectasse um tipo particular de pessoas, matando, incapacitando, ou esterilizando apenas aqueles de um particular perfil genético. Considere o alavancamento político que uma nação teria se eles pudessem crivelmente ameaçar de extinção a todas as pessoas do mundo com olhos amendoados, ou de esterilização a todo mundo com um gene que os rastreie a um ancestral comum ou uma região.

Três anos atrás, Wolfowitz, Kristol e os colegas deles sugeriram que isto é algo que o Pentágono deve pensar. Não apenas guerra biológica, mas guerra genética.

E isto não está limitado apenas a guerra: Imagine como uma terraformação genética poderia substituir a diplomacia, poderia até mesmo tornar irrelevante a ONU se inteiros grupos étnicos fossem dizimados ou pudessem ser controlados pela ameaça de extinção. Ou como isto pode mudar a face da política se um organismo fica livre e mata todas as pessoas de uma particular minoria que tendam a votar para um determinado partido.

Armas de alvos genéticos poderiam mudar para sempre a política mundial, segundo o PNAC.

“E,” o relatório deles ressalta, “formas avançadas de guerra biológica que possam alvejar específicos genotipos podem transformar a guerra biológica do reino do terror em uma ferramenta útil de politica.”

Dado que Kristol, Wolfowitz, e seus conservadores associados do PNAC como Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Richard Perle, Eliot Abrams, Jeb Bush e John Bolton já nos comprou duas de suas recomendações anteriores em 1998 – a tomada do Iraque e o enorme aumento dos gastos com Defesa – é tentador supor se esta é uma outra idéia politicamente útil sendo explorada pelo Pentágono.

Ou talvez não teriamos que saber. Ao menos aqueles de nós com parentes politicamente problemáticos.

Thom Hartmann é um autor premiado e de best sellers e anfitrião de um talk show diário que é oposto a Rush Limbaugh em cidades de costa a costa.

www.thomhartmann.com

Seu livro mais recente (Setembro de 2003) é “The Edison Gene.” Este artigo é copyright de Thom Hartmann, mas a permissão é garantida para reimprimir, email, blog, ou web media tanto que o crédito seja anexado e o título não alterado.

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Published in: on abril 5, 2008 at 4:43 pm  Deixe um comentário  
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