Comida Controlada

O genocida plano de controle da comida de Henry Kissinger em 1974

http://www.schillerinstitute.org/food_for_peace/kiss_nssm_jb_1995.html

Este artigo apareceu como parte de uma apresentação em 8 de dezembro de 1995, material de Executive Intelligence Review, e circulou extensamente pelo Schiller Insitute Food for Peace Movement. Aqui é reimpresso como parte do pacote “Quem é Responsável pela Falta Mundial de Comida?

de Joseph Brewda
8 de dezembro de 1995

Em 10 de dezembro de 1974, o Conselho de Segurança Nacional sob Henry Kissinger completou um estudo classificado de 200 páginas: O Memorandum 200: Implicações do Crescimento da População Mundial para os Interreses Externos e de Segurança dos EUA. O estudo falsamente clamou que o crescimento da população nos chamados Países Menos Desenvolvidos era uma grave ameaça para a segurança nacional dos EUA. Adotado como política oficial em novembro de 1975 pelo Presidente Gerald Ford, NSSM 200 ressaltou um plano encoberto para reduzir o crescimento da população naqueles países por meio do controle de nascimentos, e também, implícitamente, guerra e fome. Brent Scowcroft, que tinha então substituído Kissinger como conselheiro de segurança nacional (o mesmo posto Scowcroft foi mantido na administração Bush), foi posto a cargo para implementar o plano. O Diretor da CIA, George Bush, recebeu ordem de auxiliar Scowcroft, bem como os secretários de Estado, Tesouro, Defesa e Agricultura.

Os falsos argumentos que Kissinger avançou não eram originais. Uma de suas maiores fontes era a Real Comissão Sobre População, que o Rei George VI tinha criado em 1944 para considerar que medidas deviam ser tomadas no interesse nacional para influenciar a tendência futura da população. A comissão descobriu que a Bretanha estava gravemente ameaçada pelo crescimento populacional em suas colônias, já que um país populoso tem vantagens decididas sobre um país esparsamente populado para a produção industrial. Os esforços combinados para aumentar a população e a industrialização de suas colônias, foi avisado, podia ser decisivo em seus efeitos sobre o prestígio e a influência do Ocidente, especialmente afetando a força militar e a segurança.

NSSM 200 similarmente concluiu que os EUA estavam ameaçados pelo crescimento populacional em seu antigo setor colonial. Este memorandum presta atenção especial em 13 países chave, nos quais os EUA tinham um especial interesse político e estratégico: Índia, Bangladesh, Paquistão, Indonésia, Tailândia, Filipinas, Turquia, Nigéria, Egito, Etiópia, México, Brasil e Colômbia. Ele afirmava que o crescimento da população nestes Estados era especialmente preocupante, desde que isto poderia rapidamente aumentar sua relativa força política, econômica e militar.

Por exemplo, Nigéria: Já o país mais populoso do continente, com estimados 55 milhões de pessoas em 1970, a população nigeriana ao fim do século está projetada para alcançar 135 milhões. Isto sugere um papel crescentemente estratégico e político para a Nigéria ao menos na África. Ou o Brasil: o Brasil claramente dominou o continente demograficamente. O estudo advertiu quanto a um crescente status de poder para o Brasil na América Latina e no cenário internacional durante os próximos 25 anos.

Comida como Armamento
Há várias medidas que Kissinger advogou para lidar com esta alegada ameaça, mais proeminentemente, controle da natalidade e programas relacionados a redução de população. Ele também advertiu que as taxas de crescimento populacional são prováveis de aumentar apreciavelmente antes de começarem a declinar, até mesmo se tais medidas fossem adotadas.

Uma segunda medida era encurtar os suprimentos de comida para os Estados alvo, em parte para forçar cumplicidade com as políticas de controle de natalidade: há também algum precedente estabelecido ao levar em consideração a performance do planejamento familiar na avaliação das solicitações de assistência da AID [a agência americana para Desenvolvimento Internacional) e grupos consultores. Já que o crescimento populacional é o maior determinante do aumento da demanda por comida, a alocação de escarsos recursos do PL 480 deve levar em conta os recursos dos quais um país esteja dando passos no controle da população bem como na produção de comida. Nestas relações sensíveis, contudo, é importante no estilo, bem como em substância, em evitar o aparecimento da coerção.

Programas obrigatórios podem ser necessários e devem ser consideradas estas possibilidades agora, continuou o documento, acrescentando, “A comida deveria ser considerada um instrumento de poder nacional?… Os EUA estão preparados para aceitarem o racionamento da comida para ajudar os povos que não podem ou não controlam seus crescimentos populacionais? ”

Kissinger também previu um retorno de fome que pode fazer uma dependência excessiva dos programas de controle de população algo desnecessário. “O rápido crescimento populacional e a vagarosa produção de comida nos países em desenvolvimento, juntamente com a deterioração aguda da situação global de alimentos em 1972 e 1973, tem levantado sérias preocupações sobre a habilidade do mundo de se alimentar adequadamente no próximo quarto de século e além”, ele relatou.

A causa deste déficit vindouro não é natural, contudo, mas um resultado da política financeira ocidental. “Investimentos de capital para irrigação e infraestrutura e necessidades de organização para contínuos melhoramentos nas produções agrícolas podem estar além da capacidade administrativa e financeira de muitos LDCs. Para algumas das áreas sob a mais pesada pressão populacional, há pouca ou nenhuma perspectiva para cambios de ganhos estrangeiros para cobrir as constantes necessidades aumentadas de importação de comida.”

“É questionável,” Kissinger regozijou-se, “se os países doadores de ajuda estarão preparados para fornecer o tipo de ajuda massiva de alimento chamada pelas projeções de importação em uma base de continuação a longo prazo. Consequetentemente, a fome em larga escala de um tipo não experienciado por várias décadas, um tipo que o mundo pensou estar definitivamente banido, é a fome previsível que tem de fato vindo a passar.”

Eis o memorandum;

Conselho de Segurança Nacional
WASHINGTON, D.C. 20506

24 de abril de 1974

Estudo de Segurança Nacional Memorandum 200
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Para: O Secretário de Defesa
O Secretário de Agricultura
O Diretor da Inteligência Central
O Secretário Adjunto de Estado
Administrador, Agência para o Desenvolvimento Internacional

ASSUNTO: Implicações do Crescimento Mundial da População para a Segurança dos EUA e Interesses Externos

O Presidente tem dirigido um estudo do impacto do crescimento da população mundial sobre a Segurança dos EUA e seus Interesses Externos. O estudo deve olhar adiante ao menos até o ano 2000, e usar várias projeções razoáveis alternativas do crescimento da população.

Em termos de cada projeção, o estudo deve avaliar:

– o correspondente ritmo de desenvolvimento, especialmente nos países mais pobres;

– a demanda das exportações americanas, especialmente de comidda e problemas de comércio que os EUA podem enfrentar se elevando da competição por recursos; e

– a probabilidade que o crescimento da população ou desequilíbrios produzirão inquietantes políticas externas e instabilidade internacional.

O estudo deve focalizar nas implicações políticas e econômicas internacionais do crescimento populacional muito mais que nos aspectos ecológicos, sociológicos e outros.

O estudo então ofereceria os possíveis cursos de ação para os EUA ao lidar com a matéria da população externa, particularmente nos países em desenvolvimento, com especial atenção a estas questões:

– Que tal, se alguma, novas iniciativas pelos EUA sejam necessárias para concentrar a atenção internacional ao problema da população?

– Podem as inovações tecnológicas ou o desenvolvimento reduzirem o crescimento ou melhorarem seus efeitos?

– Podem os EUA melhorarem sua assistência no campo da população e se podem, de que forma e através de quais agências — bilateral, multilateral, privada?

O estudo deve levar em conta as preocupações do Presidente que a política da população seja uma preocupação humana intimamente relacionada a dignidade do indivíduo e o objetivo dos EUA é trabalhar estreitamente com outros, muito mais do que procurar impor nossas opiniões a outros.

O Presidente tem dirigido que o estudo deva ser acompanhado pelo NSC sob o Comitê dos Sub secretários. Ao Presidente e Sub Secretários do Comitê é solicitado levar adiante este estudo junto com as recomendações de ação do comitê, não mais tarde que 24 de maio de 1974, para a consideração do Presidente.

HENRY A. KISSINGER

cc: Presidente e Chefes de Juntas de Equipe.

NSSM 200:

IMPLICAÇÕES DO CRESCIMENTO MUNDIAL DA POPULAÇÃO PARA A SEGURANÇA DOS EUA E INTERESSES EXTERNOS

10 DE DEZEMBRO DE 1974

CLASSIFICADO POR Harry C. Blaney, III
SULEITO A REGRA GERAL DE DESCLASSIFICAÇÃO DA ORDEM EXECUTIVA 11652
AUTOMATICAMENTE REBAIXADO A CADA INTERVALO DE DOIS ANOS E DESCLASSIFICADO N-
eM 31 DE DEZEMBRO DE T1980.

Este documento só pode ser desclassificado pela Casa Branca
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Declassificado/liberado em 7/3/89
———–
sob as determinações da E.O. 12356
por F. Graboske, Conselho de Segurança Nacional

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Published in: on abril 5, 2008 at 4:52 pm  Deixe um comentário  
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