Uso do Urânio Reduzido

Será que a Destruição de Hospitais e Registros Públicos no Iraque é uma cobertura para os impactos causados à saude pelo uso do urânio reduzido?

Uma chamada para observadores independentes documentem o possível baixo nível de radiação como fator de doenças no Iraque relacionadas aos uso ilegal de armas de urânio reduzido.

PRESS RELEASE 25 de abril de 2003

Press Release divulgada pela Associação dos Advogados Humanitários , Inc, uma organização não governamental creditada à ONU .

O saque não verificado de hospitais e a quase que total destruição de Ministérios e outros centros que armazenam registros públicos de saúde, tem desmantelado o sistema de saúde pública iraquiana além do reconhecimento, e tem intrigado a opinião pública. Isto foi uma falha operacional? Ou foi um evento deliberadamente programado? Para os ativistas que trabalham em uma campanha de banir permanentemente o uso das armas de urânio reduzido, a destruição dos hospitais e dos dados fundamentais de saúde pública servem a um óbvio propósito legal. O saque tem tornado impossível para os hospitais funcionarem atualmente, e obstrui a habilidade de documentar ou relatar sintomas ligados ao uso do urânio reduzido ou outras armas mais experimentais utilizadas pelos miliatares americanos e do Reino Unido.

Encorajando as suspeitas, a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID) tem contratado a Organização Mundial de Saúde [OMS] para identificar as necessidades imediatas de saúde, ao custo de US$10 milhões. Isto levanta a preocupação sobre um conflito de interesse. Qualquer reunião de dados dos impactos imediatos na saúde provocados pelo urânio reduzido está sendo pago pelo EUA, que é a maior entidade potencialmente relacionável aos custos relativos a estes impactos. Este conflito de interesses pode comprometer as metas da H.R. 1483, uma lei introduzida ppor um congressista americano, Jim McDermott (D-WA) que exige estudos sobre os efeitos na saúde das munições de urânio reduzido.

As vistas alvejadas pelos saques e queima (Ministério do Planejamento, Informação, Saúde etc) suportam as especulações que uma tentativa planejada tem sido feita para destruir dados cruciais. Os Ministérios do Petróleo e do Interior, pesadamente guardados pelos tanques e soldados americanos para evitar o saque, e a completa ausência de guardas militares em outros locais públicos que foram saqueados e destruídos pelo fogo, sugere a deliberada destruição da infra estrutura iraquiana.

Os dados de saúde anteriores a Segunda Guerra do Golfo são críticos para estabelecer uma linha de base mostrando os aumentos nos níveis de câncer e defeitos de nascimento neste período pós Segunda Guerra do Golfo. Previsivelmente, o bombardeio direto de cidades com armas de urânio causará maiores aumentos do que na Primeira Guerra do Golfo onde as armas de urânio reduzido foram usadas em campos de batalha ao sul de Basra. Os aumentos nas quantidades usadas e o alvejamento de cidades acelerará o aparecimento e intensificará os números de doenças e mortes relacionadas ás exposições ao urânio reduzido.

Armamento de urânio reduzido, bombas cluster, e bombas de combustão aérea tem sido declaradas violações da lei internacional pelos experts da ONU sentados na sub comissão de Proteção e Promoção dos Direitos Humanos. Relatórios e estudos do Secretário Geral da ONU e da Sub comissão acompanharam relatórios de altos níveis de câncer e defeitos de nascimento depois da introdução em 1991 de armas de urânio reduzido pelos EUA e Reino Unido durante a Primeira Guerra do Golfo.

A advogada Karen Parker, que desde 1996 tem argumentado perante a ONU a ilegalidade do uso do urânio reduzido, afirma: ” Desde que a sub comissão da ONU pela primeira vez descobriu que as armas de urânio reduzido violam as leis internacionais, a evidência contra estas armas tem se tornado ainda mais fortes. Tenho sempre pensado que os EUA lutaram tão duramente para manter as sanções de regime contra o Iraque em parte devido à necessidade de encobrir tanto quanto possível os efeitos do urânio reduzido no Iraque. Agora a destruição de hospitais e de registros compilados por cientistas iraquianos sobre o urânio reduzido apoiam a conclusão que a meta americana é encobrir a verdade sobre estas armas. E como tem afirmado o comitê internacional da Cruz Vermelha, é dever das forças dos EUA protegerem hospitais. O absoluto fracasso de assim fazer é uma maior violação das Convenções de Genebra.

Leuren Moret, expert independente sobre urânio reduzido, ex cientista em Livermore Nuclear Weapons Lab, comenta que o uso de armamento de urânio reduzido na Primeira Guerra do Golfo quebrou o tabu de 46 anos contra o uso militar de armas radiológicas no campo de batalha. Um mês depois do desastre no World Trade Center o World Net Daily relatou que no passado setembro de 2001, o Presidente G W Bush e o Presidente russo Vladimir Putin concordaram que os EUA podiam usar armas táticas nucleares no Afganistão ao mesmo tempo em que os russos as poderiam usar na Chechênia. Ela ressalta que os EUA tem minuaturizado armas termonucleares em seu arsenal para serem usadas contra bunkers e outros alvos mas a este tempo o seu uso foi banido pelo Congresso. Ela comentou que o uso de urânio reduzido na primeira Guerra do Golfo “estabeleceu um precedente militar que pode ser usado para facilitar uma transição para o uso de armas nucleares de quarta geração”.

Com a H.R. 1483, uma lei introduzida pelo congressista americano Jim McDermott (D-WA) exigindo estudos dos efeitos sobre a saúde das munições de urânio reduzido, torna-se imperativo para os físicos trabalharem imediatamente em um documento que relate qualquer sintoma inicial que humanos possam apresentar depois de haverem sido expostos a contaminação destas armas radioativas. Fontes indicam que neste conflito foram utilizadas 5 vezes a quantidade empregada na primeira guerra do Golfo. O urânio reduzido em mísseis cruise e outras armas se tornam aerossóis no impacto causando a inalação de grandes quantidades de partículas radiativas superfinas e enviando pequeninos fragmentos de urânio pelo corpo, como uma faca fatiando manteiga. Os sintomas iniciais serão principalmente neurológicos, mostrando-se como dores de cabeça, fraqueza, tonteira e fatiga muscular. Os efeitos a longo prazo são câncer, defeitos de nascimento, dano neurológico ou de nervos, e outras doenças de radiação relacionadas tais como Sindrome da Fatiga Crônica, dores musculares e articulares, erupções, danos neurológicos, distúrbios do humor, infecções, danos nos pulmões e rins, problemas de visão, deficiências auto-imunes, perda de sentimento, etc.

Nesta atual Guerra do Golfo, qualquer tropa com sintomas de doença de baixo nível de radiação será relatado a sua unidade. Seus sintomas serão negados pelos militares com estando ligados a exposição ao urânio reduzido, porque a política americana tem sido a de negar que estas armas causem doenças. Os médicos civis e militares foram treinados na Primeira Guerra do Golfo para definir o tipo neurológico de doença como desordem de stress pós traumático, e deixar os fragmentos radiativos nos corpos dos veteranos. Pode ser esperado que os EUA repitam esta política.

Douk Rokke, ex chefe do projeto de armas de urânio reduzido do Exército, que tem feito campanha contra o uso destas armas, relata que as tropas americanas estão ficando doentes já com um série de sintomas da Guerra do Golfo.

Philippa Winkler, uma analista política e a muito tempo ativista contra este armamento, pede imediatos estudos independentes:” é imperativo que cientistas de saúde independentes observem, testem e entrevistem soldados da Segunda Guerra do Golfo, cidadãos iraquianos e médicos no Iraque, jornalistas, escudos humanos e outras pessoas voluntárias para sintomas ligados a exposição ao urânio reduzido e o possível uso de armas exóticas.”

Um estudo de Meio Ambiente realizado pelo ONU e publicado em março de 2003, encontrou urânio reduzido no ar e na água do solo na Bosnia-Herzegovina sete anos depois que as armas foram disparadas.

A ONU diz que os dados sugerem que é “altamente improvável” que o urânio reduzido posa estar ligado aos problemas de saúde relatados. Mas recomenda coletar os fragmentos de urânio reduzido, cobrindo os pontos contaminados com asfalto ou solo limpo e manter registros dos sítios contaminados.

Muitos veteranos das guerras do Golfo e de Kosovo acreditam que o urânio reduzido os deixou seriamente doentes.

Ray Bristow foi testado no Canadá para urânio reduzido. Ele tem a mente aberta sobre seu papel em sua condição. Mas ele diz:” Permaneci na Arábia Saudita durante a guerra. Nunca fui ao Iraque ou ao Kuwait, onde esta munições foram usadas. Mas os teses mostraram, em termos leigos, que tenho sido exposto mais de 100 vezes uma exposição segura ao urânio reduzido”

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Published in: on abril 5, 2008 at 4:28 pm  Deixe um comentário  
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