A Previsão Benigna de NCAR

A Previsão Benigna de NCAR

Um pouco mais de um ano atrás, relatamos um trabalho científico de Thomases Delworth e Knutson que apareceu na revista Science. Nele, a dupla examinou as simulações de modelos climáticos da história da temperatura global observada no século XX e explicaram porque estes modelos não fazem um bom trabalho de reprodução. Frequentemente ressaltaram que os modelos não podem obter corretamente o passado, e não devemos realmente confiar neles para produzirmos previsões corretas do futuro. De fato, os modeladores climáticos estão um pouco sensíveis quanto a isto.

No trabalho deles, Delworth e Knutson argumentam que ao repetir por cinco vezes um modelo climático que foi forçado pelas mudanças observadas nas concentrações dos gases greeenhouse e nos aerossóis de sulfato, em um caso obtendo uma resposta que foi “uma combinação importante ao registro observado”, o modelo deles, para todos os intentos e propósitos tinha trabalhado bem. A razão pela qual os modelos climáticos tem tanta dificuldade em simular a realidade, eles sugerem, é que o aquecimento ocorrido de 1925 a 1944 [que aconteceu antes do deles, foi uma grande perturbação da concentração atmosférica de CO2] era de um entendimento não comumente grande da variabilidade interna natural multidécadas do sistema acoplado de oceano e atmosfera. Em outras palavras, a variabilidade natural era a real culpada, muito mais do que um real fracasso dos próprios modelos climáticos. Afinal, como poderia se esperar que os modelos reproduzissem ocorrências temporais em processos aleatórios? De fato, nunca ouvimos ser argumentado que o aquecimento de 1978 até o presente [um aquecimento de magnitude igual ao aquecimento do início do século] fosse resultado dos mesmos processos aleatórios. Mas então, os modelos parecem obter corretamente este aquecimento.

Em vários encontros e seminários, os editores do WCR tem levantado a questão de que a taxa de sucesso de 1 para 5 não significa ser muito convincente e nos encontramos com os argumentos clássicos e que 1 para 5 realmente seja bem um resultado significativo e apoiadas as afirmações de que os modeos climáticos estavam realmente obtendo as coisas certas.

Bem, então vem um trabalho no Boletim da Sociedade de Meteorologia Americana por uma equipe de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) que tem estado a criar e verificar seu próprio modelo climático e comparando-o com a história da temperatura observada. Eles descobriram que quando empregavam o modelo deles, que incluia mudanças nos gases greenhouse e concentrações de aerossóis, testando cinco vezes, eles ainda eram incapazes de reproduzir o aumento da temperatura ocorrida no início do século XX. Assim, eles o reproziram mais cinco vezes e ainda sem sorte. A este ponto, eles afirmaram que o resultado deles estava “em contraste a um estudo anterior (Delworth e Knutson, 2000).” A seguir, eles acrescentaram as mudanças observadas no output solar, e vejam só, a história de seu modelo de temperatura pareceu-se muito mais similar a história da temperatura observada. O resultado deles fortalece o caso que as variações no output solar tem um impacto detectável na temperatura da Terra “algo que, acredite ou não, não é universalmente aceito” e enfraquece o caso de que os modelos climáticos sem um input solar possam obter coisas corretas.

Aqui está a dificuldade. O modelo NCAR, que agora parece ser o modelo que melhor pode reproduzir a elevação de temperatura do século XX, usando um cenário de emissões “tão comum quanto usual”, somente projeta um aumento durante o século XXI de 1.9°C. O aumento se torna de somente 1.5°C quando um cenário é empregado no qual no fim do século a concentração atmosférica de CO2 é somente 540 partes por milhão “um nível que você alcança se simplesmente projetar a taxa de concentração de CO2 observada nos últimos 25 anos.” Se estes números parecem familiares, é porque o modelado aumento de temperatura é agora muito similar para uma extensão das tendências observadas da temperatura, que discutimos nesta matéria de página inicial.

E de fato, o impacto de um tal ligeiro aumento de temperatura dificilmente é causa para alarme. Uma modesta elevação de temperatura se manifesta primariamente nas áreas mais frígidas do globo durante os meses mais frios “como resultado da reprodução do modelo de NCAR”, levando apenas a um modesto aumento no nível do mar. Tais mudanças, que ocorrem em uma escala de 100 anos, raramente seriam percebidas.

De fato, um ligeiro aquecimento pode até mesmo ter um bom impacto positivo. Por exemplo, a mudança no greenhouse levará a uma estação maior para plantio e plantações mais produtivas. É concebível que os custos de controle climático doméstico podem até mesmo cair com invernos mais brandos.

Assim parece que os climatologistas federais que trabalham duro no NCAR estejam usando perucas brancas e longas barbas brancas também. Para, lá pelo Natal, nos darem um presente que deve ajudar todos aqueles que vão para a cama com visões de condenação e castigo [porque os EUA não assinaram o Protocolo de Kioto] dançando em suas cabeças, substituir estas mesmas visões com novas otimistas.

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Published in: on abril 18, 2008 at 1:20 pm  Deixe um comentário  
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