HIV não infeccioso

O HIV NÃO INFECCIOSO É PATOGÊNICO!
Relato exclusivo de importante Conferência sobre a AIDS

de David Rasnick, Ph.D.

Tinha acabado de voltar da minha primeira conferência sobre a AIDS, a Conferência Gordon sobre Quimioterapia da AIDS, realizada no período de 9 a 14 de março em Ventura, Califórnia. Fui apresentar um poster de um trabalho que refutava um dos conceitos fundamentais do prevalescente modelo do HIV-AIDS. O trabalho tinha acabado de ser publicado em uma revista científica e eu estava ávido para defender este trabalho durante o exame dos meus pares.

Também sabia que David Ho e seus co-trabalhadores estariam fazendo apresentações para avançar seu modelo do HIV. Eu estava determinado a submeter as idéias científicas deles ao exame face a face.

As Conferências Gordon são uns dos mais prestigiados encontros científicos mundiais. Diferente de todas as outras conferências, que buscam maximizar o número de participantes pagantes, as Conferências Gordon geralmente são limitadas a 100 participantes, todos os quais devem solicitar sua aceitação. Isto as torna eventos muito sérios e produtivos. Todos os participantes tem a chance de frequentar todas as apresentações e questionar cada um dos palestrantes, seja durante o período formal de “perguntas e respostas’, ou informalmente durante as pausas sociais.

Durante meus 20 anos como um projetista de medicamentos farmacêuticos, tenho comparecido a nove Conferências Gordon, onde tenho apresentado trabalhos. Geralmente estas conferências são relacionadas a minha especialidade: proteases e medicamentos que as inibem.

Ho Encanta os Críticos

Dos 100 participantes, 90% eram americanos, e 43% eram empregados de companhias farmacêuticas. Precebi algo novo para mim em uma Conferência Gordon: um participante não cientista, especificamente, um representante do Projeto Inform, um grupo político devotado a promover a hipótese do HIV.

O evento de seis dias começou em um domingo. A palestra de abertura especial foi dada a David Ho, diretor do Centro de AIDS Aaron-Diamond da Escola de Medicina de Universidade de New York, e “Homem do Ano”, eleito pela revista Times em 1996.

Sua palestra era intitulada “Quimioterapia e Patogênese”. Surpreendentemente, eu não era o único crítico na audiência. Alguém na linha da frente desafiou o critério de Ho para o que se constitui uma análise do vírus infeccioso, um desafio que tinha profundas implicações para a ciência contemporânea do HIV; o teste da carga viral. Ele também discutiu a base matemática.

As especificidades destas objeções nunca ficaram claras, porque Ho se esquivou das perguntas com o talento de um burocrata maduro, e assim fazendo, consumiu todo o tempo de discussão.

Uma outra surpresa foi a óbvia falta de apoiadores de Ho na audiência. Nas pausas subsequentes encontrei vários outros que rejeitaram abertamente a validade dos testes de carga viral e o modelo de HO da dinâmica das células T4 e o HIV.

Ho pode facilmente se tornar o próximo Anthony Fauci, como um Diretor do NIH – este rei regente do governo da ciência do HIV. Ho tem muito mais charme do que Fauci e está revestido de várias camadas de Teflon. Lamentavemente, Ho deixou a conferência na manhã de terça feira e assim nunca pude falar com ele. Mas eu tinha que obter a validade do teste da carga viral de um de seus colaboradores.

Coquetéis não ajudam os pacientes

Martin Markowitz, que é o co-autor de alguns dos mais famosos trabalhos de Ho, inclusive do artigo publicado em Nature, que introduziu o modelo desordenado virológico e popularizou o teste de carga viral por meio das apresentações de quarta feira, este eu fui capaz de questionar várias vezes.

A primeira vez ocorreu durante o período de perguntas de uma palestra que ele deu sobre tratar precocemente a infecção HIV. Ele e Ho tinham estado tratando uma coorte de 20 pacientes por aproximadamente um ano, com coquetéis de inibidores da protase e AZT. O estudo estava em andamento e ainda não haviam resultados publicados, assim Markowitz estava discutindo os dados preliminares. Segundo ele, a maioria dos indivíduos já apresentavam sintomas da AIDS no início da terapia experimental, inclusive cinco deles já tinham sido anteriormente hospitalizados, embora uns poucos não tivessem histórico de sintomas.

Tendo começado a terapia, a carga viral do HIV de cada paciente caiu abaixo do nível de detecção e tinha permanecido assim, disse Markowitz. Ele considerava isto uma indicação de que a terapia tinha sido boa.

Mas eliminar a carga viral torna os pacientes mais saudáveis? Markowitz nada tinha a dizer sobre isto durante a palestra dele. Certamente se os pacientes tivessem ido melhor quando suas cargas virais baixaram, Markowitz teria ressaltado isto. Mas este assunto não apareceu até que levantei esta questão durante o período de perguntas.

“Como eles estão indo?” Perguntei. “Alguns estão bastantes sadios para trabalharem”, ele disse alegremente. A implicação era que se não fosse o coquetel, estes pacientes não poderiam trabalhar, mas suspeito que este não fosse o caso.

O sorriso de Markowitz desapareceu quando perguntei, “Durante 11 meses de terapia, quando suas cargas virais se tornaram indetectáveis, seus pacientes melhoraram, ficaram na mesma ou pioraram?”. Ele não disse uma palavra. Foi um momento embaraço para a audiência. Interrompi o silêncio desconfortável ao recomeçar a pergunta. “Seus pacientes devem estar melhor, não é?” Novamente Markowitz ficou mudo. Ele ou não sabia como seus pacientes estavam indo [muito improvável] ou eles não estavam indo bem, a despeito de terem uma carga viral igual a zero. Durante este silêncio revelador, a palestra terminou pelo anúncio da pausa para o café.

Tivera uma das minhas curiosidades satisfeitas: as narrrativas da imprensa sobre os milagres atribuídos a terapia do coquetel – o divulgado efeito de Lázaro – não eram mostrados nos estudos científicos.

Nenhum vírus viável resistente a drogas

As tardes de segunda e terça feiras foram disponibizadas para sessões de poster. Já que meu trabalho sobre a Cinética da protease no HIV condenava um aspecto crucial do presente dogma, eu não estava certo de como o meu poster seria recebido.

O trabalho, “Análise Cinética de Clivagens Consecutivas Proteolíticas das poliproteínas GAG e POL no HIV”, dirigido a assunção popular que quando a terapia antiretroviral falha, é porque o HIV sofreu mutação para formas resistentes (Rasnick, 7 de março de 1997, Journal of Biological Chemistry), devido a emergência de “descendências” de HIV caracterizadas pelas proteases mutantes que são resistentes aos inibidores.

Esta crença é central para o modelo do HIV. Os inibidores da protease, especialmente quando combinados com o AZT em um coquetel, frequentemente fazem com que a carga viral desapareça. Quando a carga viral começa a retornar, ou quando os sintomas da AIDS se manifestam, é assumido que novas “descendências” mutantes têm emergido, umas com proteases que resistem aos inibidores.

Mas meus cálculos mostram que estas proteases teoricamente mutantes não podem fazer parte de um HIV completamente funcional. Para produzir um HIV completamente funcional, a protease deve cortar uma superproteína do HIV em oitos sítios diferentes. Os inibidores trabalham se unindo a estas proteases que cortam os sítios, bloqueando-a de retalhar a superproteína do HIV em nove partes funcionantes.

Uma protease que não aceitaria um inibidor em seu sítio ativo – uma que fosse resistente aos efeitos destas drogas – também não seria capaz de aceitar a superproteína do HIV em seu sítio ativo. Que a protease tem que fazer oito cortes bem sucedidos sob estas circunstâncias, torna demonstravelmente impossível que uma forma resistente possa produzir um virus funcional.

Ressaltei que não há um exemplo na literatura de um humano infectado por um HIV viável e infeccioso que possua uma protease mutante resistente ao inibidor. Todos os mutantes resistentes aos inibidores descritos, até onde se saiba, foram obtidos de DNA proviral de vírus não infecioso. Não há razão, então, para pensar que uma resistência ao medicamento possa explicar os casos onde os inibidores da protease falharam em resolver a AIDS ou eliminar a carga viral do HIV.

O segundo ponto principal de minha análise cinética foi que desde que o teste da carga viral, na melhor das hipóteses, mede 99.8% de partículas virais não infecciosas, isto deve ser substituído por uma análise que meça os níveis das partículas infecciosas do HIV no plasma do sangue. Eu estava certo que a proposta seria recebida por um coro de desaprovação. Surpreendentemente, isto não aconteceu. Ninguém discordou de nada que eu disse. Várias pessoas, inclusive Jack Erickson, um expert em protease do Instituto Nacional do Câncer, abertamente concordou com minha análise e conclusões.

Caçando Markowitz

Erickson deixou meu poster e foi direto para Markowitz, que estava então do outro lado da sala. Eu sabia que Erickson queria discutir com Markowitz os pontos do meu poster, então fui me juntar a eles.
Muito certamente, meu poster era o tópico. Markowitz cumprimentou-me com um sorriso. Talvez ele ainda não tivesse me reconhecido de sua palestra mais cedo. Comecei perguntando sobre a análise da infecciosidade usada no artigo de março de 1996, que ele escreveu com HO (Science 271, p. 1582), que eu tinha em minhas mãos. O trabalho se relacionava a administração da terapia de coquetel em cinco pacientes. Antes deste tratamento, os pacientes tinham carga viral entre 12.000 e 643.000 [por ml de plasma]. Depois que a terapia começou, a carga viral dos pacientes foi a zero e permaneceu em zero durante o resto do estudo. Eu sabia sobre o paciente 105, o que começou com a mais alta carga viral, 643.000. Ele foi o único em que as doses de culturas infecciosas (TCID) foram medidas. Antes da terapia, quando sua carga viral era de 643,000, ele tinha 1.000 doses infecciosas de HIV [por ml de plasma]. Dois dias depois de ter iniciado a terapia, suas doses infecciosas cairam para zero, mas sua carga viral não desceu abaixo de 500.000.

Eu queria saber o relacionamento entre a imagem da carga viral e a imagem da dose infecciosa. Comecei perguntando, “Uma dose infecciosa coresponde a um HIV infeccioso?”
Sim, Markowitz disse, “uma dose infecciosa se igual a um virus infeccioso.”
“Como você determinou que um HIV (uma dose) era infeccioso? Procurando a proteína p24?”
Sim, Markowtiz respondeu. “A detecção da proteína p24 foi aceita como evidência de um virus plenamente funcional.”
Bem, eu disse, “a p24 não é boa o suficiente.”

Com isto, entendi que o nossso discurso científico continuaria por linhas previsíveis. Ele me perguntaria porque a p24 não era suficientemente boa e eu explicaria, como documentado em meu trabalho, que a p24 havia sido demonstrada por muitos pesquisadores, inclusive John Erickson, não ser um indicador confiável de virus infeccioso. Eu estava preparado com referências para defender esta declaração. Mas Markowitz não mordeu a isca. Como seguindo a palestra dele quando eu havia perguntado sobre a saúde dods pacientes dele, Markowitz simplesmente nada disse.

Virei minha atenção para a disparidade entre a carga viral e as doses infeciosas. Se uma dose infeciosa se igualava a partículas infecciosas do HIV, então a diferença entre as doses infecciosas do paciente 105 e sua carga viral devem representar partículas não infecciosas. Mostrei a Markowitz o gráfico que ele, Ho et al tinham publicado para o paciente 105. Em um caso uma carga viral de 643.000 correspondia a 1.000 partículas infecciosas do HIV, e em outro caso, uma carga viral acima de 500.000 corespondia a zero partículas infecciosas. Markowitz concordou com minha interpretação dos dados.

Então perguntei a ele, Qual era a importância de centenas de milhares de partículas virais não infecciosas por mililitro de plasma que você detectou no paciente 105? Ele franziu a testa e pareceu não saber o que fazer a seguir. Seu olhar confundido e o silêncio durou aproximadamente 30 segundos. Então, ele simplesmente se virou e foi embora.

Era a primeira vez que um cientista tinha se afastado de mim. Tipicamente, os cientistas são bulldogs. Eles lutam pela posição deles. Mas os camaradas do HIV não fazem isto. Eles vão embora.

Percebi então que Erickson tinha desaparecido. Ele se afastou em algum momento desta estranha conversa com Markowitz, e nunca mais falei com ele.

Se não fosse a devoção de Erickson ao HIV, nós poderíamos ter sido amigos e colegas. Ele é um cientista inteligente que conhece enzimas e as técnicas particulares muito bem. Infelizmente, ele sustenta os virologistas e médicos quando se trata da patogênese do HIV, e ele toma seus exemplos com os camaradas que regem o show do HIV.

Quanto a Markowitz, eu estava determinado a obter uma resposta para minha pergunta. Eu o cerquei por mais duas vezes. Em ambas ocasiões, literalmente tive que para-lo. A cada vez, repeti minha pergunta sobre a importância de todo aquele HIV não infeccioso.

Ambas as vezes, ele fugiu sem dar resposta. No meio da segunda retirada ele me chamou de volta com uma resposta sem significado, vazia até mesmo de uma pista de mérito científico ou de lógica: “Confie em mim”.

Eu gritei de volta, “Confiar nada tem a ver com isto!”. Era uma troca absurda e eu teria rido se não fosse tão patético.

Esperanças Deprimidas

Se eu fosse receber respostas para minhas perguntas remanescentes, eu precisaria de um alvo estacionário. Encontrei um na sessão mais assustadora da semana: a palestra especial da noite de quarta feira de John Mellors, do Centro Médico e Escola de Graduação em Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh. O tópico: “Quimioterapia da Infecção pelo HIV-1: o Passado, o Presente e o Futuro”

Mellors pintou uma imagem acurada da pálida história da quimioterapia do HIV antes da era atual dos coquetéis de inibidores da protease com AZT. Me descobri assentindo de acordo na medida em que ele listava os sérios enganos inerentes da terapia convencional, que usava um único análogo de nucleosídeo, como o AZT. Talvez Mellors fosse um pensador independente e sensível, o tipo que eu estava acostumado a lidar nas Conferências Gordon que não tinham como foco a AIDS.

Minhas esperanças foram deprimidas quando ele foi ao que rotulou o maior engano dos últimos dez anos: tratar os pacientes de AIDS com uma única droga, ao invés de múltiplas drogas antiretrovirais.

Foi quando isto me atingiu: nada havia de corajoso na crítica de Mellors da velha terapia. De fato, agora era moda reconhecer os protocolos mono nucleosídeos como fracassos – tão logo a terapia do coquetel foi promovida no lugar dela, o que era exatamente o que Mellors estava fazendo. Mas o fracasso da monoterapia era óbvia, muito antes de surgirem os inibidores da protease.

1/4 de Jogo de Basquete

A palestra de Mellors assumiu seu aspecto assustador com o aparecimento de um slide anunciando: carga viral e contagem de T4, muito mais do que sintomas clínicos.

Ele justificou isto dizendo que o término recente do estudo ACTG-320 em fevereiro passado bateu o prego final no caixão dos futuros exames finais clínicos.

ACTG-320 foi um teste clínico de fase III que envolveu quase 1.200 pessoas, aproximadamente metade tomando duas drogas do estilo do AZT e o resto tomando um coquetel que consistia destes dois mesmos análogos de nucleosídeo mais um inibidor de protease. O teste foi parado precocemente por razões que ainda não são claras.

Quando os registros foram desvendados, os dados mostraram que somente 8 pacientes tinham morrido do grupo do coquetel, versus 18 no grupo que não tomava inibidor de protease. Baseado nestes dados, Mellors e o resto da instituição médica estavam dizendo que a terapia do coquetel reduzia a mortalidade em 50%, comparada ao tratamento sem inibidores da protease.

Mellors via os resultados do ACTG-320 como conclusivos em duas contagens: uma, que a terapia do coquetel reduzia pela metade a mortalidade e dois, que este benefício era previsto pela carga viral. Estudos e tratamentos futuros deviam meramente procurar flutuações na carga viral, ele acredita. Esperar que pacientes morram, ou outros pontos clínicos se manifestem, não seria ético e nem necessários porque as mensurações da carga viral supostamente prevêem que sucumbirá ou não da AIDS.

Mas o líder do teste, Scott Hammer do Centro Médico Beth Israel Deaconess de Boston, admitiu que o ACTG-320 não tinha continuado tempo suficiente para que as diferenças entre os dois grupos de tratamento alcançassem importância estatística (Boston Globe, 25 de fevereiro). Em mais de duas décadas ganhando minha vida como cientista, nunca anteriormente eu havia testemunhado cientistas retirarem conclusões de tal importância, baseados em dados estatisticamente insignificantes.

O conceito da importância estatística é essencial ao método científico. Os resultados experimentais obtidos tem significado somente depois de qualificados como estatisticamente importantes. Imagine declarar o vencedor de um jogo de basquete depois do primeiro quarto, ou o campeão da Série Mundial, depois do primeiro jogo.

Mellors não mencionou a importância estatística e eu não tive a chance de perguntar sobre isto durante o tempo das perguntas. Assim, eu não sabia como ele poderia manusear esta objeção, que considero ser fatal.

Ao invés, Mellors aceita o ACTG-320 como definitivo, e suficiente para justificar usar marcadores sub rogados como único critério para verificar se as terapias e drogas realmente beneficiam ou não os pacientes. E ele não é o único. Tenho medo que o humor dos pesquisadores dos fármacos para AIDS favoreça a opinião de Mellors. Tenho ouvido outros pedirem o fim dos resultados estatisticamente insignificantes do ACTG-320.

Isto é particularmente assustador, considerando minhas conversa anteriores com Markowitz, que não pôde afirmar alguma melhora em seus pacientes que tinham suas cargas virais reduzidas a zero por extenso períodos de tempo, e que possa anexar algum significado clínico para o teste da carga viral. Se os Markowitzs e os Mellors do mundo tem seu caminho, o público americano está em grande perigo.

Cadáveres Assassinos

No período de discussão da palestra de Mellors, decidi voltar às perguntas que eu queria que Markowitz respondesse, sobre o significado da carga viral. Afinal este era o coração da matéria: Mellors pede que se descarte os pontos finais clínicos que eram somente válidos quando concordavam com as imagens da carga viral com a qual ele desejava substitui-los.

Para os iniciantes, eu queria comparar as respostas dele com aquelas de Markowitz. Então repeti minha pergunta sobre a relação entre carga viral e as doses infecciosas. Mellors respondeu ao proclamar que a carga viral nada tem a ver com infectividade.

Ah-ha! Agora eu tinha um segundo “chefão” do HIV adimitindo que as figuras da carga viral não indicam HIV infeccioso.

Assumindo que a testagem da carga viral acuradamente contava o HIV, e que a testagem da dose infecciosa acuradamente contava o HIV infeccioso, ofereci minha imagem de 99.8% do trabalho de Ho/Markowitz como a fração do HIV circulante que não era infeccioso.

“Então, o HIV não infeccioso é a fonte de RNA e proteínas – incluindo a protease – dos quais a genética e outras varacterísticas do HIV são derivadas.”

Ele concordou. (Como poderia não concordar?)

Agora eu o tinha. Já que virus não infecciosos não tem uma concebível relevância clínica, então nenhum dado pode ser derivado deles.

“Qual a importância de todo este HIV não infeccioso?” Perguntei. Eu não tinha idéia como ele se trabalharia assim acuado, mas até mesmo eu fiquei perplexo com a resposta dele: “As partículas não infecciosas do HIV são patogênicas.

Agora aqui estava um primeiro. Não pensei que alguém fosse a registro antes de propor que um virus não infeccioso possa causar doença.

Lá me sentei pasmo, percebendo o murmúrio que tinha irrompido. Em meu estado atonito percebi que nada mais estava para ser dito.

Neste meio tempo, a sessão foi declarada encerrada, o tempo dedicado à discussão havia se esgotado pelo meu exame cruzado, com ninguém mais tendo tempo para fazer perguntas.

Meu Deus, pensei. Fale sobre uma rica fonte de oportunidade de pesquisa: a patogenicidade de virus não infecciosos. Qualquer um familiarizado com a resposta ao anticorpo e a premissa das vacinas pode apreciar a natureza revolucionária [e a implausibilidade] desta idéia.

Meu sentido é que a audiência fez isto, dado o intenso murmurinho, que continuou até mesmo depois que a palestra havia sido encerrada. Saindo da sala, um cientista hindu agarrou meu braço e perguntou, “Você ouviu isto?”.

Sim, eu tinha ouvido. A AIDS era causada por um exército mortal de cadáveres virais.

Curando os Sadios

Então olhei mais longe e amplamente: eu não podia encontrar um único experimento controlado discutido em qualquer lugar na conferência. Parece que a única coisa que existe no mundo inteiro da AIDS é o HIV. Qualquer coisa má que acontece às pessoas que são HIV positivos é devida ao HIV; qualquer melhora é devida à terapia.

Havia até mesmo um apresentador que recebeu crédito por curar pessoas que acidentalmente se picaram com agulhas contaminadas por sangue HIV positivo. Os pacientes imediatamente eram tratados com agressivas drogas antiretrovirais e não se tornavam positivos. O cientista afirmou que este protocolo era para prevenir a soroconversão. O que ele não mencionou foi a ocorrência de 1 vez em 1.000. E nem ninguém mais mencionou isto, embora este fato seja bem conhecido e os participantes eram todos experts certificados da AIDS.

Ele não somente afirmou o crédito dos efeitos da probabilidade estatística, mas também declarou haver curado pessoas sadias… e ninguém o interrogou. Estes apoiadores do HIV estão tão desesperados por boas notícias que eles todos dizem e aceitam qualquer coisa que concorde com o modelo do HIV.

Ombros Frios

Mais cedo, estava claro que certas pessoas no encontro já me conheciam. Elas me evitaram. Outras, no entanto, inicialmente mostraram interesse quando levantei minhas objeções. Estava óbvio que estes problemas não eram novos para eles, apenas eles nunca os tinham discutido anteriormente – ou não existia alguém que quisesse discutir. Contudo, um destes aliados em potencial continuou as discussões com pessoas como Markowitz – cientistas com status e influência – eles então me evitaram deste então. Eu considerei que era um négócio muito solitário agir como um cientista em uma conferência sobre a AIDS.

Postscript:

Quebrando as Regras

Eu conhecia as regras das Conferências Gordon e tinha agido segundo elas desde minha primeira participação em uma em 1980; sem imprensa, sem câmeras, sem aparelhos de gravação. Nada revelado nas Conferências Gordon é para aparecer na imprensa exceto por seus autores originais. Você pode realizar todas anotações que desejar e discutir as informações com colegas, se quiser. Você só não pode levar isto para o domínio público, via impressão.

Abertamente reconheço que meu relatório quebra estas regras. Não fiz isto de forma impensada. As Conferências Gordon são meus encontros favoritos. Contudo, o escândalo do HIV/AIDS tem me compelido a esta ação. A informação do que está errado no prevalecente dogma do HIV é quase que totalmente oculto do público. A farsa dos resultados dos testes clínicos do inibidor da protease do HIV, por exemplo, foi claramente evidente nesta particular Conferência Gordon, bem como na que eu participei em 1994 (veja RA agosto de 1996). Esta informação é importante demais para ser oculta dos contribuintes e consumidores que custeiam tudo isto.

As regras podem parecer sinistras, mas não são. Elas possibiitam que cientistas apresentem resultados preliminares sem o medo de serem “furados” por colegas, ou serem mantidos responsabilizados por enganos. Ordinariamente estas regras promovem uma discussão científica honesta e uma boa troca de idéias. Mas a indústria da AIDS tem adotado estas regras para esconder fatos que não devem ser secretos. Espero ter feito a coisa certa. Posso ser banido das futuras conferências.

D. Rasnick.

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Published in: on abril 25, 2008 at 12:57 pm  Deixe um comentário  
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