AIDS e Gallo

Corrigindo Gallo: “Rethinking AIDS” Responde às críticas a “Fora de Controle ” de  Harper

Versão 1.4.1: 27 de setembro de 2006.

Na matéria de março deste ano[2006], a revista Harper publicou “Fora de Controle: AIDS e a Corrupção da Ciência Médica”, um artigo de Celia Farber, que descreveu a morte de uma mulher nos EUA baseada nos testes clínicos da Nevirapina em mulheres grávidas HIV positivas, e os testes inacurados, corruptos ou talvez fraudulentos da mesma droga em Uganda. Ela descreveu o acobertamento que aconteceu e levantou importantes perguntas sobre a segurança e eficácia da pesquisa HIV/AIDS. Para sermos breves, nos referiremos a isto como “o artigo de Farber”.

Logo depois que este artigo foi publicado, em 3 de março para sermos exatos, um documento começou a circular intitulado “Erros no artigo de Celia Farber de março de 2006 na revista Harper”. Metade de seus autores eram pesquisadores: o autor principal foi Robert Gallo, MD, que afirma ter descoberto o HIV. Outros foram o microbiologista John Moore PhD, da Universidade de Cornell, Jeffrey Safrit PhD, agente senior do programa da Fundação de AIDS Pediátrica Elizabeth Glaser (que recebe dinheiro do fabricante da nevirapina} e um professor médico, Daniel Kuritzkes MD. Os quatro remanescentes eram ativistas do tratamento farmacêutico por drogas antiretrovirais, vacina contra o HIV e a marijuana para uso medicinal. Nos referiremos a isto como “O Documento de Gallo”.

Depois da resposta do website de “Rethinking AIDS”, o website “AIDSTruth.org” escreveu que eles estavam “cientes que o grupo negador de “Rethinking AIDS”,” tinha finalmente preparado o que eles consideravam ser uma contradição da nossa exposição dos erros perpetrados por Celia Farber em seu artigo da revista Harper. “Temos olhado a resposta “negativista da AIDS”. Ela é característicamente superficial e tola, expondo posteriormente o desentendimento do grupo ” Rethinking AIDS” da ciência de HIV/AIDS. Não iremos responder posteriormente a isto. O website AIDStruth continuará a postar, em intervalos periódicos, informação que é relevante para o entendimento de como a infecção pelo HIV causa a AIDS e como a AIDS pode ser tratada por drogas antiretrovirais.”

Ficaríamos felizes em entrar em um debate construtivo mas esta resposta a nossa análise científica e detalhada indica que eles não estejam dispostos ou, mais provavelmente, não sejam capazes de responder aos nossos desafios com uma ciência substancial deles próprios.

O documento de Gallo afirma que tem notado 56 erros no artigo de Farber. O propósito deste website é se dirigir a todos eles. Para cada erro suposto, é dado um texto relevante do artigo de Farber, seguido da descrição do erro do documento de Gallo et al e então a nossa resposta, incluindo referências identificadas como “RA”.

Nossa análise do documento de Gallo et al atacando o artigo de Celia em março de 2006 na matéria da revista  Harper  é quebrado em seções. Em cada arquivo uma citação do artigo de Farber é marcado como “Farber”, o texto inteiro do documento de Gallo é marcado como “Gallo” e a nossa resposta é marcada como “RA” (Rethinking AIDS). Quando fornecemos uma seção de referências elas são marcadas como “Refs.”:

O Documento de Gallo

Temos descoberto quatro versões do documento de Gallo na Internet, datados de 3, 4, 22 e 25 de março. Os dois últimos são marcados como “finais”. Não temos analisado as diferenças, contudo, as duas versões “finais” do documento incluíram a seguinte anotação:

História da Correção [por Gallo et al]

3 de março 2006: Primeira versão pública. Enviada a  Harper.
4 de março 2006:Modificada (37;3) “A Nevirapina permanece um importante medicamento antiretroviral cujos riscos superam seus benefícios”. foi mudado para “A  Nevirapina permanece uma importante medicação antiretroviral cujos benefícios superam os riscos “.
(b) Modificada a afiliação de Bruce Mirken.
5-25 de março: as referências padronizads e os erros de digitação corrigidos. Graças à Irmã Mary Elizabeth da AEGiS por auxiliar nestas mudanças. Esta versão é final.

Introdução ao documento de Gallo

“Nossa preocupação primária é refutar as más concepções de Farber sobre HIV/AIDS e antiretrovirais (ARVs). Não temos concentrado nossa atenção no relato equivocado ou parcial ao NIH; nenhum de nós é um empregado do  NIH. Também temos ignorado as seções sobre os problemas de carreira de Peter Duesberg, suas rejeitadas propostas de custeio e como ele é [ou não] visto nos dias de hoje por outros pesquisadores do câncer; não temos interesse em Duesberg, além de ressaltar que ele não é um pesquisador da AIDS e não tem experiência prática em estudar o HIV.”

“Usando uma plétora de declarações injustas, falsas, parciais e enganosas, Farber tenta apresentar as instituições científicas e os cientistas como desonestos. Mas a desonestidade é a norma de Farber e outros negadores da AIDS, incluindo David Rasnick, Peter Duesberg, Kary Mullis e Harvey Bialy : todos pessoas que ela menciona no artigo dela. David Rasnick trabalha para um empreendedor de vitaminas, Matthias Rath. Eles tem realizado experimentos não autorizados em pessoas com HIV na África do Sul, convencendo estas pessoas a tomarem os produtos vitamínicos de Rath em doses perigosamente altas, ao invés dos tratamentos cientificamente reconhecidos para a AIDS. Tem sido alegado que alguns destes indivíduos tem morrido devido a estes experimento. Farber implica motivações financeiras que permeiam a pesquisa científica. Porque Farber não faz acusações similares aos que negam a AIDS, muitos dos quais estão envolvidos no marketing de medicinas alternativas não comprovadas?”

“HIV tem sido demonstrado ser a causa da AIDS em inúmeros estudos. ARVs [terapias antiretrovirais] tem sido demonstradas reduzirem a morte e a doença em pessoas com HIV. Elas também tem sido demonstradas reduzirem a transmissão da mãe a criança (MTCT) do HIV. Elas frequenemente causam efeitos colaterais. Em raras ocasiões, elas podem ser fatais, mas a morte pelo HIV/AIDS é de longe o maior risco. A evidência mostra além de qualquer dúvida que os benefícios das ARVs superam em muito seus riscos.”

Embora não incluido em seus 56 erros, Gallo tenta impugnar o caráter, qualificações e credenciais dos dissidentes da AIDS. Ou, se preferirmos, “os repensadores” entrevistados por Celia Farber: Dr. Peter Duesberg, Dr. Kary Mullis, Dr. David Rasnick e Dr. Harvey Bialy.

O primeiro sinal de parciaidade é a omissão de suas credenciais científicas, incluindo o prefixo Dr. ou o sufixo PhD. “David Rasnick” em lugar de “Dr. David Rasnick”, ou mais especificamente,  “David Rasnick, PhD”. Em contraste, eles propositadamente mencionam que Robert Gallo e Daniel Kuritzkes são MDs e que John Moore e Jeffrey Safrit tem PhDs.

David Rasnick é descrito com realizando experimentos sem ética para “um fabricante de vitaminas”. Eles deixam de mencionar que ele é um cientista pesquisador com um grau PhD    e com ampla experiência no desenvolvimento de medicações inibidoras de protease. Sim, um expert em muitas drogas que, em meados da década da 1990, estavam indo revolucionar o tratamento da AIDS. Infelizmente, depois de um breve período de moda, os sérios efeitos colaterais começaram a emergir, fatais em casos demais. Rasnick não acredita mais que os medicamentos nos quais ele é um expert tenham lugar no tratamento da AIDS.

Os autores mencionam os problemas de Duesberg em conseguir custeios, insinuando que isto seja um pálido reflexo de suas qualidades como cientista. Contudo, com as modernas instituições científicas, o custeio e a publicação é decidida pela revisão anônima de seus pares. É comum e lucrativo para a maioria (com laboratórios, salários e a habilidade de publicar dependendo do “culto” do HIV/AIDS) excluir a minoria de cientistas causadores de problemas que se recusam a ir adiante com o dogma deles. Duesberg foi excluido depois de publicar um trabalho maior em 1987, afirmando que o  HIV não causa AIDS.

O documento de Gallo afirma que Duesberg não é “um pesquisador da AIDS”. Esta é uma declaração incrível. Robert Gallo tinha anteriormente afirmado que Duesberg é um dos principais retrovirologistas mundiais. Fora de três livros sobre HIV/AIDS, uma pergunta em PubMed sobre “Duesberg P[au] e (HIV ou AIDS)” revela 34 publicações científicas. Uma busca similar por trabalhos científicos sobre retrovirus revela 113, datando desde 1966.

Nas costas do documento de Gallo, exatamente antes das referências, os autores admitem que Kary Mullis é um laureado com um Prêmio Nobel. O que eles não dizem é que ele ganhou o Prêmio Nobel de 1993 em Química pela invenção da Reação de Cadeia de Polimerase [PCR], nem eles revelam que ele se opõe ao uso da técnica de manufatura como um teste para HIV. Mullis admitidamente tem algumas opiniões não comuns que ele expressa abertamente. Seria um dia terrível para a ciência se alguém com idéias não ortodoxas fosse excluído das discussões científicas. Seria este o caso, por exemplo, das loucas idéias de Einstein, como o tempo se torna vagaroso se você viaja realmente rápido, porque ele teria sido excluído dos círculos científicos internos e não elevado dentro deles.

Nas costas do documento de Gallo está a informação que Harvey Bialy era o editor científico fundador da revista científica Nature/Biotechnology. Eles afirmam “Ele não mais detém qualquer posição em Nature”, o que parece implicar que ele tenha feio algo errado, quando ele simplesmente se aposentou e se moveu para outras posições. Os autores deixam de mencionar que Robert Gallo não tem mais qualquer posição dentro dos Institutos Nacionais de Saúde, uma história muito mais interessante, que abordaremos em um outro momento.

Este caráter assassino seria muito mais bem sucedido se todos os autores do documento de Gallo fossem cientistas. Metade deles, contudo, são advogados do tratamento de drogas anti-AIDS. As buscas em Pubmed sobre Nathan Geffen revelam 0 (zero) trabalhos científicos sobre qualquer tópico. Gregg Gonsalves tem de fato 21 novos artigos listados em  Pubmed (omitindo três trabalhos sobre tartarugas, presumidamente de outro G. Gonsalves), a maioria na newsletter da Crise de Saúde dos Homens Gay. Richard Jefferys tinha 11 resultados sobre HIV ou AIDS,todos artigos novos, todos menos três na newsletter “Body Positive”. Bruce Mirken tem 31 artigos novos e letters listados em PubMed e um documento pode ser um trabalho cietífico. Todos menos três destes documentos estão em duas newsletters sobre tratamento da AIDS (AIDS Treatment News and BETA, the Bulletin of Experimental Treatment for AIDS).

A outra metade dos autores “Kuritzkes, Safrit, Moore e especialmente Gallo ” não tem muitas publicações científicas em seu nome.

Robert Gallo tem um problema diferente; a qualidade e output de seu trabalho científico. Provavelmente nenhum outro cientista na memória recente tem sido objeto de tantas investigações. Um livro inteiro foi escrito por John Crewdson, jornalsta científico de Chicago Tribune, chamado “Ficções da Ciência: Um Mistério Científico, um Acobertamento Maciço e o Negro Legado de Robert Gallo”. Um capítulo inteiro sobre o caso de Gallo do livro “Desafios” do matemático de  Yale Serge Lang pode ser encontrado em  “duesberg.com/viewpoints/gallocase-content.html”. Um relatório do staff do Sub comitê de Supervisão e Investigação da Casa dos Representantes dos EUA está em  “www.healtoronto.com/galloindex.html”. Um relatório científico sobre erros e falsas declarações em retrovirologia, a maioria no laboratório de Gallo, pelo virologista Abraham Karpas, tem sido recentemente publicado

Conquanto as inúmeras investigações sobre a pesquisa de Gallo sejam impossíveis de se descrever brevemente, um bom sumário está na revisão do New York Times do livro de Crewdson: “Ficção Científica” está  irrompendo co as acusações levantandas contra Gallo, seus associados, rivais e inimigos, que incluem engano, má conduta, fraude, sabotagem, punhaladas, exageros, meias verdades, flagrantes mentiras, um caso clandestino com um co-trabalhador, uma tentativa de suborno, negativas, evasões, acobertamentos e reescritos seriais da história”.

Não somos contrários a que não cientistas investiguem o HIV e a AIDS, de fato encorajamos isto. Contudo, estamos preocupados que os oito autores do documento de Gallo devam tentar menosprezar as realizações das fontes de Farber: Rasnick, Duesberg, Mullis e Bialy. Todos os quatro detém PhDs. Todos são cientistas legítimos e bem publicados. Todos, de fato, tem o direito e a obrigação ética de comentar o HIV e a AIDS.

[nota de tradução: devido a extensão da matéria selecionamos os pontos principais. O artigo, na íntegra, deve ser lido n URL indicada]

Farber -O HIV Causa a Doença ao Matar as Células Imunológicas CD4?

[Duesberg] simplesmente ressaltou que ninguém ainda tem provado que o HIV seja capaz de causar uma única doença, muito menos as 25 doenças que agora fazem parte da definição clínica da AIDS. Ele ressaltou inúmeros paradoxos a respeito do HIV e argumentou muito além de ser uma evidência que o HIV seja “misterioso” ou “enigmático”. Estes paradoxos formam evidência que o HIV é um virus passageiro.

Gallo – Farber parece concordar com a opinião de Duesberg que o HIV seja incapaz de causar uma única doença. O HIV causa um declínio progressivo de sistema imunológico ao esvaziar as células T CD4. Eventualmente o sistema imunológico se torna disfuncional e incapaz de combater doenças que normalmente ele combateria. As pessoas com avançada doença do HIV são mais sucetíveis do que a população geral HIV negativo para aproximadamente 30 doenças, muitas das quais tem altas taxas de mortalidade.

RA – O documento de Gallo está papagueando uma velha e desacreditada teoria de que o HIV mate diretamente as células imunológicas CD4, a marca registrada da AIDS. Ouça alguns recentes comentaristas que abordam o mistério do baixo nível de infecção das células CD4 e a falta de evidência das capacidades assassinas das células:

” O HIV-1 infecta as células T CD4+ T mas a infecção direta e matança destas células pode somente parcialmente ser responsabilizada da depleção linfocitária associada ao HIV-1. O número real de células produtivamente infectadas é estimado ser relativamente baixo, na ordem de  5 X 10^7 a 5 X 10^8 células T CD4+ T, conquanto o corpo humano contenha uma média de 2.5 X 10^11 células T CD4+ . A infecção direta das células TCD4 não explica a perda das “infantis” células T CD8 que acompanham a perda das células T CD4 durante a infecção assintomática do HIV-1″

“Segundo um paradigma, a demanda pela produção das células T CD4 em resposta a rápida destruição mediada pelo virus é a causa direta da aumentada reviravolta [a razão CD4/CD8]. A depleção progressiva das células T CD4 é concomitantemente vista como um fracasso para produção se manter com a taxa de perda. Esta hipótese tem sido desafiada em várias bases”.

“Claramente a mudança na proporção CD4/CD8 [frequentemente declarada como a marca registrada da AIDS] e a função imune é multifatorial e não pode ser explicada apenas por um modelo de destruição de células T CD4 pelo virus”.

“Dois anos antes que o virus que causa a AIDS fosse descoberto, médicos nos EUA e Europa entenderam que o sintoma definidor da nova doença misteriosa era a perda de uma população específica de células do sistema imunológico, mais tarde chamadas de células T CD4. 20 anos mais tarde, os cientistas ainda não sabem o que mata as células. E esta eventual descoberta será a chave para o entendimento da AIDS – definida como o aumento nos números de virus na corrente sanguínea acoplados com a queda na contagem das células CD4. [Contudo]… não está no interesse do HIV matar sua “casa” – as células CD4 – que a maioria dos cientistas crêem estar em ação uma complexa interação causando a morte das células”.

“A controvérsia continua a respeito da terapia HAART [ muti antiretrovirais] na produção das células T CD4… nosso entendimento dos mecanismos que levam a redução das células T CD4 permanecem incompletos. A observação da reviravolta das células T nos macacos de tipo mangabey infectados pelo SIV parece estar normal, a despeito das altas cargas virais, tem reforçado a hipótese que mecanismos indiretos podem ser grandemente rsponsáveis pelos aumentos da reviravolta das células T, ainda que haja pouca evidência sólida sobre como o HIV e o SIV intermediem este efeito”.

“A falta de congruência entre a classificação clínica e a depleção imunológica enfatiza a importância de considerar os parâmetros separadamente… Em áreas sem acesso a contagens de CD4, algumas crianças com severa depleção imunológica pode ser perdida. Alternativamente, uma alta contagem de CD4 ou percentagem não exclui doença severa”.

“O status imunológico [grandemente as contagens das células CD4] geralmente refletem pobremente  a condição clinica.”

“No presente não há evidência convincente que os atuais marcadores sub rogados [incluindo CD4, CD8 e mensurações da carga viral] possam ser confiávelmente utilizados para prever a eficácia clínica dos novos tratamentos”

Farber – O HIV preenche os Postulados de Koch para a AIDS?

Os testes clássicos se um microorganismo é ou não a causa da doença infecciosa são conhecidos como Postulados de Koch. Eles afirmam :  1) o microorganismo deve ser encontrado em todos os casos da doença; 2) deve ser isolado do hospedeiro e crescido em cultura pura;  3) deve reproduzir a doença original quando introduzido em um hospedeiro suscetível e 4) deve ser encontrado presente no hospedeiro experimental assim infectado. Embora tenham sido feitas afirmações em contrário, Duesberg mantém que nunca tem sido demonstrado que o HIV satisfaça todos os Postulados de Koch.

Gallo – Farber cita Duesberg que o HIV não preenche os Postulados de Koch. Nenhum argumento ou referências são fornecidos para apoiar isto. HIV como causa da AIDS preenche todos os quatro Postulados de Koch.

(Postulado um) Estudos tem encontrado que o HIV está em quase todo caso onde uma pessoa foi diagnosticada com  AIDS. Obviamente, há ocasionais diagnósticos errôneos , como em qualquer doença. (Veja nossa explicação também no próximo erro de Farber.)

(Postulado dois) HIV pode ser isolado de pacientes de AIDS e crescido em laboratórios. Os testes PCR podem contar a quantidade de HIV no sangue. O virus é facilmente, em inúmeras ocasiões, fotografado usando microscopia eletrônica.

(Postulado três) A maioria das pessoas com HIV experimentam o declínio do sistema imunológico, eventualmente levando a AIDS. O Postulado Três não exige todo, ou até mesmo a mioria, dos hospedeiros reprozirem a doença. Mas no caso do HIV, a vasta maioria das pessoas progride para a AIDS. Sobretudo, há casos bem documentados de trabalhadores desenvolvendo a AIDS após terem sido infectados pelo HIV em seus laboratórios. Igualmente, há o caso de um dentista americano que infectou seis de seus pacientes com o HIV que tem sido bem documentado. Três deles morreram de AIDS. Um desenvolveu AIDS. Cinco dos pacientes não tinham nenhum dos fatores de risco propostos para a AIDS. Em ambos exemplos, os testes foram feitos o que confirmou as origens da infecção deles. Estes dois exemplos preenchem os quatro postulados.

(Postulado quatro) Os testes PCR mostram a presença do HIV nas pessoas infectadas. O HIV é a causa da AIDS tem sido bem demonstrado mais perfeitamente do que a norma para qualquer doença de causa viral.

RA – o HIV não preenche nenhum dos quatro Postulados de Koch pelas seguintes razões:

” (Postulado um) A maioria das pessoa é diagnosticada HIV positivo apenas com testes de anticorpos. Já que os anticorps persistem muito depois que um patógeno tenha ido embora, eles não podem ser aceitos como evidência da presença do HIV. Sobretudo, os testes de anticorpos são inclinados a darem falsas reações positivas. Muitas pessoas agora estão sujeitas aos testes de “carga viral”, mas estes não amplificam o inteiro genoma do  HIV, mas somente uma pequenina fração dele. Eles são até mesmo mais inclinados a darem falsos resultados positivos devido a sua sensibilidade ser extremamente alta. Problemas com todas as formas de testagem do HIV são bem documentados em “rethinkaids.com/quotes/test.html.” “

” (Postulado dois) O processo de cultura do HIV não é isolamento ou purificação. Materiais impuros são acrescentados à uma cultura de células cancerosas, juntamente com vários estimulantes químicos. Depois da incubação por vários dias, a cultura é examinada em busca de sinais não específicos que são interpretados como a presença de um vírus em particular. O HIV nunca foi isolado no sentido de ser purificado. Não existe microscopia eletrônica de HIV purificado.”

“(Postulado três) Existem muitas pessoas sadias que são HIV positivo, mas elas sempre são objeto de pressão para consumir as medicações imunossupressoras. As pessoas HIV positivo que sucumbem a estas pressões são mais prováveis de serem acompanhadas pelos médicos e terem documentado o declínio de seu sistema imunológico. Nenhum grupo de pessoas inicialmente sadias e HIV positivas que não estão tomando a medicação contra a AIDS, e que não apresentam qualquer fator de risco ao sistema imunológico (tais como injeções de produtos do sangue, uso de drogas ou má nutrição) tem sido acompanhado por um período longo.”

Ao contrário de Gallo et all, casos de transmissão ocupacional não tem sido bem documentados. Segundo o último relatório do CDC destas estatísticas em 2000, existem apenas 56 casos documentados de transmissão ocupacional do HIV e 25 de AIDS [embora a maior parte desta documentação não esteja disponível para o público]. Nenhum destes casos foi em paramédico ou cirurgião. E isto é fora de um total cumulativo de casos de AIDS quase de 1 milhão. Segundo o NIOSH (o Instituto para Segurança e Saúde Ocupacional do CDC), há um número estimado de 600.000 a 800.000 picadas de agulhas e outros ferimentos percutâneos a cada ano dos quais, segundo um outro ramo do CDC, somente uma média de dois resultados em um caso de transmissão de HIV e um em um caso de  AIDS.

” (Postulado quatro) Os testes de PCR não necessariamente indicam a presença de HIV por uma variedade de razões. O teste utiliza somente uma pequenina porção do consenso do genoma do HIV como instrutores, eles são inclinados a falso positivos e eles não podem distinguir o RNA não infeccioso de uma partícula infecciosa de virus. Segundo um trabalho executivo, “Niveis Circulantes do Virus no Plasma determinados por QC-PCR também correlaciondos com, mas excedido por uma média de aproximadamente 60.000 vezes nos títulos de HIV-1 infeccioso determinado pelo ponto final quantitativo de diluição de cultura de idênticas porções  do plasma”. Em outras palavras, eles encontraram que somente uma em 60.000 partículas medidas pelo teste de “carga viral” correspondia a uma partícula infecciosa de virus. “

Farber – 4.000 Casos de AIDS sem HIV?

Duesberg maintém que nunca foi demonstrado que o HIV satisfaça todos os Postulados de Koch. Sua exaustiva análise da literatura científica revisada por seus pares tem revelado mais de 4.000 casos documentados de AIDS nos quais não existe traço de HIV ou anticorpos para o HIV. Isto é um número significativo, porque há fortes forças institucionais desviando tais descrições porque a vasta maioria dos casos de AIDS nunca são descritos nos formais trabalhos científicos.

Gallo – Farber cita Duesberg que existam 4.000 casos de AIDS onde o HIV está ausente. Isto é falso. A real situação nos EUA é descrita acuradamente como se segue: ” Uma pesquisa de  230.179 pacientes de AIDS nos EUA revelou que somente 299 indivíduos eram soro negativos. Uma avaliação de 172 destes 299 pacientes descobriu que realmente 131 eram soropositivos; adicionais 34 morreram antes que seu status sorológico fosse confirmado (Smith et al. N Engl J Med 1993;328:373).”

Há que ressaltar, em casos extremamente raros, as pessoas infectadas pelo HIV morrem de AIDS tão rapidamente que não desenvolvem anticorpos ao virus, não obstante o virus delas pode ser isolado.

Se Duesberg tem feito este surpreendente achado, ele deve ser capaz de publicar isto em uma incrível revista científica revista por seus pares. De fato, isto não tem sido feito. Como explicado anteriormente e em mais detalhe mais tarde, inúmeros estudos mundiais, inclusive na África, o epicentro da epidemia, demonstra que mortalidade e morbidade é muito mais alta em pessoas com HIV.

RA – A revisão pelos pares frequentemente atua para reprimir inovações ao permitir que revisores anônimos evitem a publicação ou custeio de pesquisa que desafie a opinião dominante. Isto ocorre porque os revisores são mais provavelmente parte deste sistema, e seus custeios e prestígio são ameaçados por cientistas com diferentes opiniões.

A revista científica Science citou os comentários de vários cientistas de um painel sobre revisões dos pares da Academia Nacional de Ciências em 1991:

“Tenho estado nas sessões de estudo e tenho visto membros aos quais claramente faltam “expertise” revisarem propostas de maneira parcial ou de auto interesse ou ainda, má ciência .”

“Sob a presente ‘cultura’, que se focaliza em achados falhos e amplificação de erros menores desencorajando pesquisa inovadora, aproximadamente todo custeio do NIH tem ido para confirmar, reconfirmar e reinventar o que já é conhecido, por indivíduos com pouco insight ou talento.”

“A revisão não científica garante que a retórica nunca receba um exame objetivo.”

“A Seção de Estudo de AIDS e Pesquisa Relacionada foi composta por indivíduos com áreas de especialização extremamente amplas. Para a maior parte, não podendo entender as revisões escritas por outros membros do painel.”

Há uma extensa literatura sobre os furos do sistema de revisão pelos pares. Algumas revistas científicas, tais como Medical Hypotheses tem deliberadamente decidido não ser revisada pelos pares para fornecer uma saída para grande parte da ciência que é suprimida pelas revistas cientifícas revisadas por seus pares. O outro lado da moeda, esta pesquisa corrupta é facilmente publicada em revistas científicas revisadas por seus pares, é discutido em rethinkaids.info/GalloRebuttal/Farber-Gallo-20.html.

Duesberg descobriu muitos casos de sintomas do tipo da AIDS em pessoas HIV negativo da literatura revisada pelos pares. O CDC até mesmo definiu uma nova doença com um acrônimo esquecível, IDCL (    Linfocitopenia Idiopática de células T CD4): “A síndrome da IDCL é definida pelo CDC como casos que demonstram números deprimidos [menos de 300 por milímetro cúbico] e as proporções [menos de 20% do total das células T] em ao menos duas ocasiões consecutivas, sem evidência laboratorial de infecção pelo HIV-1 ou HIV-2, e a ausência de qualquer doença de imudeficiência primária ou secundária ou terapia associada aos níveis deprimidos de linfócitos T CD4. Os pacientes tem apresentado uma história de severas ou recorrentes infecções com patogenos intracelulares ou malignidades associadas a virus que, até mesmo antes da definição da AIDS, foram reconhecidos como sendo altamente sugestivos de uma deficiência fundamental da imunidade mediada pela célula. De fato, há uma constelação de características clínicas que claramente identificaram a nova entidade da AIDS”.

A definição de 1987 da AIDS, que foi incorporada na que foi utilizada na definição de 1993, tem uma seção sobre diagnose intitulada “Sem Evidência Laboratorial da Infecção HIV” que se aplica “se os testes de laboratório para HIV não foram realizados ou apresentaram resultados inconclusivos e o paciente não tinha uma outra causa de imunodeficiência listada na seção 1.A abaixo, então qualquer doença listada na seção I.B indica AIDS se esta foi diagnosticada por um método definitivo”. O CDC admite neste documento que a testagem do HIV era relativamente rara, afirmando que “aproximadamente um terço dos pacientes de AIDS nos EUA tem sido da cidade de New York e San Francisco, onde, desde 1985, menos de 7% tem sido relatados com resultados de testes de anticorpos de HIV, comparado com mais de 60% em outras áreas.”

Como a testagem de HIV tem se tornado mais disseminada, o número de novos casos livres de HIV tem presumidamente declinado, como um conhecido teste negativo frequentemente resultará a doença de ser classificada como algo mais que AIDS. Sobretudo, as pessoas com uma baixa contagem de células CD4 sem um teste HIV positivo e sem doença não serão classificadas como tendo qualquer doença, ainda que  desde 1993 estas pessoas com um teste HIV positivo teriam sido classificadas como AIDS e em 1997 representavam quase que dois terços de todos novos casos de AIDS [esta estatística não tem sido relatada pelo CDC desde então)."

Limites Externos da Toxidade Suportável

Farber -  O objetivo do teste, PACTG 1022, era comparar "as toxidades limitantes de tratamento" de dois regimes antiretrovirais." PACTG 1022 foi um teste "de segurança" bem como um teste de eficácia, o que significa que mulheres grávidas estavam sendo utilizadas como objeto de pesquisa para investigar a "segurança" e ainda que o teste estava provando os limites externos da toxidade suportável.

Gallo -    Farber afirma que o PACTG 1022 provou "os limites externos de toxidade suportável"

PACTG 1022 comparou ARVs, que já tinham sido consideradas seguras e eficazes para tratamento na ausência de gravidez, em mulheres grávidas. Todas as drogas usadas no teste tem sido mostradas em testes anteriores beneficiarem pessoas com HIV. Isto é porque o FDA as tem registrado. O teste PACTG 1022 aconteceu achar uma tyoxidade mais alta do que a esperada para a nevirapina em circunstâncias muito específicas. Até aqui, a toxidade era suficientemente rara bem como ultrapassada pelos prováveis benefícios do uso da nevirapina. O FDA revisou suas recomendações da nevirapina com base neste teste. A Nevirapina permanece um importante medicamento antiretroviral cujos riscos são inferiores aos benefícios. A nevirapina [ou uma outra droga, o efavirenz, no lugar dela] tem sido mostrada na análise dos testes clínicos retardarem a progressão da doença, particularmente em pacientes com baixas contagens de CD4. Os testes de segurança são obviamente associados com um risco calculado, mas eles são permitidos quando os esperados benefícios superam estes riscos. Farber sugeriria que não fossem realizados testes clínicos?

RA -    Isto é patentemente falso e claramente distorcido. O FDA e as eqivalentes agências reguladoras, todas através do mundo industrializado, no final da década de 1990, rejeitaram o uso da nevirapina para tratamento das mulheres grávidas HIV positivo, porque os relatos iniciais da toxidade, com mortes maternas e fetais, inclusive estudos piloto na África do Sul. O FDA instruiu a Boehringer Ingelheim a retirar esta aplicação para ter aprovado o uso da nevirapina maternal depois de ser revisto pelo estudo catastrófico HIVNET 012. Até hoje, a nevirapina não é aprovada por qualquer nação industrializada para uso na gravidez. As autoridades canadenses rejeitaram a nevirapina duas vezes, em 1996 e novamente em 1998, considerando que ela não tinha efeito nos marcadores sub rogados e era “alarmantemente tóxica”.
Se Farber não está correta e o estudo não prova “os limites externos da toxidade suportável” então porque o NIH cita especificamente este estudo como um que testou “as toxidades limitantes do tratamento’ das drogas HIV nas mulheres grávidas?

Além de toxidade, mortes e inúmeras advertências sobre a nevirapina e “a toxidade hepática ameaçadora da vida” no artigo de Farber na Harper, começando em 2000, dados adicinais tem emergido. Estes incluem mas não estão limitados a um caso de “insuficiência hepática fatal com a nevirapina” em uma mulher grávida, cujo destino do feto não é citado. Na seção de “discussão” de um trabalho cientifico do JAIDS intitulado “Toxidade Materna com o uso contínuo da nevirapina na gravidez: Resultados do PACTG 1022,”um total de seis mortes maternas são citadas pelo uso da nevirapina na gravidez, com o primeiro caso relatado em 2000″.

O HIV está ativo no corpo dos pacientes de AIDS?

Farber – De fato, a maioria dos pacientes de AIDS não tem HIV ativos em seus sistemas, porque o vírus tem sido neutralizado pels anticorpos. (Com todas as outras doenças virais, a propósito, a presença de anticorpos sinaliza imunidade para a doença. Porque este não é o caso do HIV nunca tem sido demonstrado.).

Gallo – Farber escreve: “De fato, a maioria dos pacientes de AIDS não tem HIV ativos em seus sistemas, porque o vírus tem sido neutralizado pels anticorpos.”.

Os testes de PCR demonstram que o HIV é ativo em pessoas com anticorpos. A maior parte do HIV no corpo está localizado dentro de sólidos tecidos linfódes, onde é transmitido pela disseminação de célula a célula. Os anticorpos são impossíveis de interferir eficientemente com este processo. Sobretudo, seja onde for que sejam gerados dentro do corpo eficazes para neutralizar os anticorpos, o HIV responde ao mutar para variáveis resistentes que não são afetadas por estes anticorpos.

RA – O documento de  Gallo afirma que “Os testes de PCR demonstram que o HIV está ativo nas pessoas com anticorpos HIV”. Contudo, na realidade estes testes são desencadeados por provas de somente uma pequena fração do que seja o genoma de consenso do HIV, os testes não foram aprovados pelo FDA para propósitos  diagnósticos e a contagem do PCR conta muitos milhares de vezes mais objetos do que as unidades infecciosas sejam medidas por outros testes (60.000 vezes mais segundo um trabalho científico de 1993, da revista Science que comparou o QC-PCR com o ponto final quantitativo da cultura em diluição). E Kary Mullis, que ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1993 por ter inventado a técnica PCR, é cético de seu uso [ou mau uso] como teste para HIV.

Um trabalho científico de 1993 na revista científica Nature, comentando o trabalho de Piatak, interpretou os resultados como: “O alto nível do virus do plasma observado por Piatak et al, era aproximadamente 99.9% não cultivável, sugerindo que isto era neutralizado ou defeituoso”.

Um trabalho mais cedo do famoso pesquisador de AIDS David Ho em NEJM, publicado em 1989, notou que   99.6% das células sanguíneas infectadas (PBMC) podem expressar o RNA do HIV latente [isto é, inativo]. E ele estima que um máximo de 1 em 400 células esteja latentemente infectada.

Claramente os testes PCR não detectam o vírus infecioso. Roche descreve seu teste Amplicor como sendo dirigido “para a quantificação do RNA do HIV-1″ (não para a quantificação de partículas de virus HIV-1). Eles notam que até mesmo uma cultura quantitativa, uma técnica que eles implicam seja o modo de determinar a quantidade de virus infeccioso presente, “tem utilidade limitada para monitorar níveis de virus em indivíduos infectados desde que somente uma pequena fração de partículas infeciosas do virus in vitro está presente.” .

Uma percentagem significativa de falso positivos tem sido detectada com a PCR, parcialmente porque o este é tão sensível e parcialmente porque ele nunca foi apropriadamente validado em grandes populações  HIV negativos. Veja “rethinkingaids.com/quotes/test-pcr.html” para uma bibliografia anotada sobre este assunto.

Um trabalho científico de 2002 em JAIDS indicou que a carga viral estava “fortemente relacionada ao número de vermes intestinais excretados e era mais alto em indivíduos com mais de um helminto”, indicando que vermes intestinais podem aumentar a medida da carga viral. Nenhum resultado foi disponível de pessoas HIV negativo para ver se falso positivos podem resultar meramente da presença de vermes.

Os crentes no dogma HIV/AIDS tem interpretações para testes de anticorpos positivos com PCR negativo [anticorpos ou drogas tem controle sob o virus] e testes negativos de anticorps com PCR positivo [isto é, os anticorpos não tiveram tempo de se desenvolver ou o sistema imunológico tem entrado em colapso]. Isto significa que não há combinações que seriam aceitas pela corrente principal como lançando dúvida sobre o desejado dogma central. Entretanto, as teorias deles são instáveis, e o uso da PCR versus os testes de anticorpos não fornecem nenhum valor de previsão. Se altas cargas virais resultam nas mais pesadas medicações que resultam em maior toxidade e mais doença, a teoria deles se torna uma profecia auto cumprida.  .

O HIV pode ser isolado sem que se reative as cópias latentes?

Farber     – Geralmente falando, o  HIV pode ser isolado somente por “reativar” as cópias latentes do virus, e então somente com extraordinária dificuldade. A carga viral, um dos marcadores clínicos para o HIV, não é uma medida do virus vivo e real no corpos, mas de fragmentos amplificados de DNA deixado de uma infecção que foi suprimida por anticorpos.

Gallo – Farber afirma “HIV pode ser isolado somente por “reativar” as cópias latentes do virus, e então somente com extraordinária dificuldade.” Ela não fornece qualquer referência. Isto é falso. Os isolados de virus são rotineiramente feitos em laboratórios de pesquisa básica e clínica. É verdade que a maior parte dos virus é produzida pela reativação de células latentes, mas não é isto que Farber está dizendo.

RA – O “isolamento” do virus realmente consiste de colocar materiais impuros [tais como amostra de soro] em uma cultura celular [frequentemente de células sanguíneas cancerosas] e acrescentar estimulantes celulares. Depois de vários dias, a detecção de proteínas tais como a p24, a ocorrência da transcrição reversa ou a presença de partículas de tamanho e forma esperados são tomados como sinais que um virus está presente. Mais do que eles serem tomados como sinais, são considerados que um virus específico, o  HIV, está presente. Por exemplo, Robert Gallo escreveu em 1987 que

“A contínua produção de HTLV-III [HIV] é obtida depois de repetida exposição de células parentais HT a fluidos concentrados de cultura que contém o HTLV-III colhido a células T cultivadas a curto prazo [crescidas com  TCGF [Fator de crescimento celular T) os quais se originaram de pré AIDS ou AIDS. Os fluidos concentrados foram primeiramente mostrados conterem partículas associadas a transcriptase reversa (RT). "As amostras exibindo mais de um dos seguintes foram consideradas positivas  [para um virus da família HTLV]: repetida detecção de uma atividade de transcriptase reversa, Mg++ nos fluidos sobrenadantes; virus observado na microscopia eletrônica; expressão intracelular de antigenos relacionados a virus detectados com anticorpos de doadores soro positivos ou com soro hiperimune; ou transmissão de partículas, detectadas por análises em microscopia eletrônica, para sangue de cordão embrionário fresco, medula óssea ou linfócitos T do sangue periférico. Todos os isolados não classificados como HTLV-I ou HTLV-II por análise imunológica ou de ácido nucleico foram classificados como HTLV-III [HIV]“

Gallo também escreveu em um de seus primeiros trabalhos sobre o HIV que :

“A evidência para a presença do HTLV-III [HIV] incluiram: (i) transcriptase reversa viral (RT) nos fluidos sobrenadantes; (ii) transmissão do virus pela co cultura das células T;  (iii) observação do virus por microscopia eletrônica; e (iv) a expressão de antígenos retrovirais usando soro de um paciente positivo para anticorpos para HTLV-III ou anti soro preparado contra HTLV-III inteiramente dividido, purificado [usando esta metodologia] encontramos HTLV-III em 13 de 43 dos pacientes adultos com AIDS e sarcoma de Kaposi, e 10 em 21 pacientes adultos de AIDS com infecções oportunistas.”

RA – Há vários trabalhos de pesquisa publicados que indicam que o “isolamento” do virus ou a cultura celular não são sempre concordantes com a evidência do anticorpo. Isto não é frequentemente encontrado porque a cultura do virus não é frequentemente feita porque é um proceso demorado [esta é uma razão que a maioria destas referências são justamente velhas]:

“A cultura do vírus consome tempo, é cara e não mede diretamente a titulação do virus.”

“O virus tem sido repetidamente isolado em uma proporção adicional pequena em crianças (2.5%) que perderam o anticorpo maternal e tem permanecido clinicamente e imunologicamente normais. O isolamento do virus tem sido tentado em 163 crianças [que perderam o anticorpo]; em 10 delas (6.1%), resultados positivos foram obtidos ao menos uma vez.”

“225 culturas de linfócitos de sangue periférico de 133 homens soro negativos foram realizadas, e o HIV-1 foi isolado nas culturas de 31 homens (23%). Destes homens, quatro fizeram soroconversão depois de serem soroneggativos durante 11 a 17 meses depois do isolamento inicial do virus. O virus nem sempre tem sido isolado na primeira visita, depois do primeiro isolamento bem sucedido.”

“O estudo de população consistiu em… pacientes com AIDS e pacientes com complexo relacionado a AIDS [ARC ou pré AIDS]. O HIV foi isolado na entrada em 57% do grupo do AZT e em 58% do grupo placebo”.

“Em um conjunto inicial de experimentos, o HTLV-III [HIV] foi cultivado de 48 indivíduos, incluindo 18 ou 21 pacientes com ARC , 3 de 4 mães clinicamente normais de crianças com AIDS, e [somente] 26 de 72 adultos e crianças com AIDS. De interesse é o achado que conquanto o anticorpo para o HTLV-III era mais associado com doença avançada, o próprio HTLV-III era mais frequentemente cultivado em ARC ou pacientes de AIDS recentemente diagnosticados.”

“Pouco mais de 50% dos pacientes com contagens de CD4 maiores que 200 células por microlitro tinham culturas de plasma positivas”.

“15 pacientes que não tinham virus detectável das culturas de plasma de início; 8 pacientes permaneceram consistentemente com culturas negativas, enquanto outros 7 tiveram virus isolado do plasma em algum ponto durante as 12 semanas de estudos. Durante o estudo, 9 pacientes  [que não tiveram uma cultura obtida no início] tiveram consistentemente culturas negativas, 1 teve consistentemente cultura positiva e 10 tiveram intermitentemente culturas positivas.”

“14 mulheres soropositivas para HTLV-III/LAV [HIV usando o teste de anticorpo  ELISA] consentiram em culturas de secreções genitais e sangue venoso de setembro de 1985 a dezembro de 1985. O HIV foi cultivado das secreções cervicais em 4 das 14 mulheres e foi detectável em 7 de 13 mulhers no sangue venoso. “

” O HIV foi isolado de 49 de 156 testes ELISA positivos de doadores de sangue (31%). O Virus foi detectado nas culturas de 56 de 131 doadores soropositivos (43%) no CDC”

É digno que se ressalte que David Baltimore, um pesquisador de alto status, escreveu em 1985 que “Nos últimos poucos anos, a opinião que a transcriptase reversa seja unicamente um mecanismo viral tem sido desaprovada.” Um outro proeminente pesquisador, Harold Varmus, escreveu em 1982 que “uma crescente constelação de elementos genéticos eucarióticos e sequências repetitivas parecem depender de transcriptases de proveniência desconhecida para sua existência ou amplificação”.

Anticorpos significam imunidade;exceto para o HIV

Farber – A maioria dos pacientes de AIDS não tem em seus sistemas HIV ativo, porque o virus tem sido neutralizado por anticorpos. “com todas as outras doenças virais, a propósito, a presença de anticorpos sinaliza imunidade à doença.” Porque este não é o caso com o HIV, nunca tem sido demonstrado.

Gallo – Farber afirma “com todas as outras doenças virais, a propósito, a presença de anticorpos sinaliza imunidade a doença. Porque este não é o caso com o HIV, nunca tem sido demonstrado”.

A presença de anticorpos todos tão frequentemente não significam imunidade a doença (isto é, herpes zoster, herpes simplex, hepatite C, hepatite B, dengue – todos estes virus podem causar doença na presença de anticorpos específicos para o virus). O HIV é um retrovirus e como tal ele integra a infecão. Anticorpos específicos para um retrovirus quase sempre significam que um paciente está infectado e os níveis de anticorpos geralmente se correlacionam em alguma extensão com o nível da replicação do virus. Apresentamos mais detalhes na nota 70:

Nota 70: A razão porque os anticorpos do HIV não conferem imunidade a doença tem sido demonstrada. Farber pode estar confundindo a ligação com a neutralização dos anticorpos. Muitos anticorpos das proteinas virais não tem atividade viral; elas são elevadas contra as proteínas virais, elas frequentemente se ligam eficientemente para dissociar as proteinas virais ou fragmentos destas proteínas  [que é o porque elas se registram nas análises de diagnóstico], mas elas são incapazes de se ligarem as partículas intactas do  virus e inibir sua replicação. Os anticorpos neutralizadores de virus, por outros lados possuem atividade  antiviral, com as advertências notadas no texto. Entre as muitas publicações sobre os tópicos de imunologia básica estão:  Hangartner L et al. (2006) Respostas de Anticorpo Antiviralm : os dois extremos de um amlo espectro. Nat Rev Immunol 2006, 6, 231-243 Burton DR. (2002) Anticorpos, virus e vacinas. Nat Rev Immunol 2002, 2, 706-713 Parren PWHI. (2001) A atividade antiviral dos anticorpos in vitro e in vivo. Adv Immunol 2001, 77, 195-262.

RA – A crença de que os anticorpos do HIV não são protetores é crítica para a teoria da HIV/AIDS . Questionar esta teoria está fora de questão para pessoas com interesses vestidos na manutenção desta teoria por várias razões:

1. Se os anticorps do HIV fossem considerados serem protetores, o valor prognóstico do teste do HIV desapareceria.
2. Se outros fatores de risco fossem considerados, tais como abuso de drogas ou exposição aos produtos do sangue, o valor prognóstico dos testes do HIV seria reduzido, se não eliminado.
3. Se a acurácia dos testes do HIV é questionada, tais como a possibildade de que os testes de anticorpos podem reagir em outras condições (isto é, infecções, condições auto imunes,vacinações ou até mesmo gravidez] fosse considerda, não haveria meio de rotular pessoas como HIV positivo.

Até mesmo com a rígida avaliação de que os anticorpos do HIV não são protetores, mas são indicativos de AIDS futura, há uns poucos problemas:

1. A existência dos LTNPs (não progressores de longo prazo), pessoas que são positivas, não usam medicamentos anti-AIDS e estão sadias por mais de uma ou duas décadas, deve ser trivilalizada. Se a experiência deles fosse seriamente considerada, o HIV não mais seria uma garantia de doença futura, e o uso de medicações tóxicas antes de doença muito séria declinaria.
2. A existência de pessoas com doenças definidoras da AIDS, tais como Tuberculose e Sarcoma de Kaposi, sem um teste HIV positivo pode ser visto como prova de que o HIV não seja necessário para a AIDS. Consequentemente o HIV deve receber prioridade sobre todas as outras explicações possíveis. Um usuário de drogas endovenosas HIV psitivo deve então ser considerado estar protegido de todas as outras causas de Tuberculose (tais como uso de drogas, má nutrição e desabrigo], porque a única causa possível da doença que pode ser aceita é o HIV. Se fosse possível que as doenças da AIDS pudessem ter outras explicações que fossem aceitadas na presença do HIV-I, então as medicações anti  AIDS poderiam nunca serem prescritas até que outras explicações fossem consideradas e eliminadas.

O documento de Gallo, e muitos outros escritos sobre HIV/AIDS, tem criado um sistema tautológico que é protegido da testagem científica porque todas as combinações possíveis das condições recebem explicações. A consequência disto, contudo, é que o HIV/AIDS não seja uma teoria científica. A crença nela exige fé por causa da inabilidade de alguém testar isto.

O documento de Gallo afirma que “os níveis dos anticorpos geralmente se correlacionam em alguma extensão com o nível de replicação do virus”. Primeiramente note a sutil mudança de idéias, o uso das palavras “geralmente se correlacionam” e “em alguma extensão”, o que torna a sentença sem significado porque se é dado um exemplo onde os níveis de anticorpos não se corrrelacionam com os níveis de replicaçao de virus eles podem simplesmente afirmar que a correlação foi “usual” e não universal ou que eles estão apenas prometendo uma fraca correlação por causa das palavras “em alguma extensão.”

Há inúmeros trabalhos que ilustram a discordância entre os resultados dos testes de anticorpos e a carga viral. Isto só pode ser explicado por dados de imaginação geométrica, afirmando que uma pessoa estava em seu período de “janela” da infecção inicial ou no final da infecção com um sistema imunológico destruído. Mas estas declarações geralmente são especulações. A possibilidade deve ser considerada de que estas discordâncias sejam reais:

1. ”    Este relatório descreve a investigação em campo e laboratorial de oito pacientes que tinham evidência clínica de infecção pelo HIV, mas repetidamente apresentaram resultados negativos  para os testes de anticorpos HIV-1 no curso de seu cuidado clínico. Em todos os pacientes a infecção pelo HIV foi provada [sic] por outros métodos diagnósticos [PCR/carga viral, antígeno p24 e técnicas de cultura]“

2. ” Resultados Falso-positivo e falso-negativo foram observados em 7 laboratórios franceses [concordância de carga viral com sorologia [testes de anticorpos ELISA/Western Blot] variaram de   40% a 100%)”

3. “Há aproximadamente 15% de probabilidade que amostras HIV negativo evidenciarão reações não específicas a p24 no WB [Western Blot]… amostras com alta reatividade aos antígenos GAG… incluindo p17, p24, p32, p46…e p55…podem ser mal interpretadas como bandas p17, p24, p31, gp41 e p55, e estes resultados em uma completa interpretação positiva… Os quatro doadores que estudamos, todos não apresentavam fatores de risco para o HIV e foram provados pelo HIV PCR e, em dois casos, cultura e análise de antígeno p24 não estarem infectados”

4. “O status de não progressor a longo prazo [LTNP] foi definido como HIV-1 assintomático por ao menos oito anos com contagens estáveis de células CD4+ e sem terapia antiretroviral… Uma ampla variedade de cargas virais no plasma foi observada entre eles com os níveis de RNA do HIV-1 variando de menos 20 a mais de 860.000 cópias por ml de plasma e uma variação similar foi observada nos controles [Mediana: 40.000; Variedade: 2.200 a mais de 1.860.000] (Tabela I)…Entre 47 LTNPs com carga viral no plasma mais alta que 800 cópias/ml, 30 tinham uma carga viral mais alta que 10.000 cópias/ml e 3 tinham uma carga viral mais alta que 500.000 cópias/ml a despeito de preencherem o critério de inclusão”

5. “As oito pessoas em risco que foram positivas para anticorpos antiproteínas NEF foram também positivas para DNA do HIV; cinco dos oito permaneceram positivos anti NEF e eram também soronegativos para o HIV [pelo ELISA e Western Blot] e negativas para o antígeno p24/25 por oito meses [uma pessoa]… e quatro meses [quatro pessoas] respectivamente depois da detecção do DNA do HIV.”

6. “Em amostras de lavagens cervico-vaginais [de mulheres com anticorpo positivo para HIV], 9 [41%] dos  HIV-1 produzidos cultivaveis, 16 (67%) de 24 eram PCR positivos para o DNA proviral do HIV-1 , 7 (30%) de 23 eram positivas para o RNA livre de células do HIV-1, e 11 (45%) de 24 eram positivos para o RNA do HIV-1 associado a células.”

7. “Virus infeccioso foi recuperado do soro de 20 (25.6%) de [78 aleatoriamente selecionados, imdivíduos HIV+, dos quais aproximadamente 30% eram assintomáticos] e estava geralmente presentea em baixas titulações. Somente o soro não diluido [não uma diluição de 10 vezes] continha virus infeccioso. Em uma amostra do soro, 25.000 partículas infecciosas por mililitro foram detectadas quando da mensuração final do soro diluido. Esta amostra veio de um indivíduo clinicamente sadio com níveis muito baixos de anticorpos para o HIV. Nove das amostras positivas de soro vieram de 39 indivíduos cujas células mononucleares periféricas [PMCs] foram também testadas. O Virus foi isolado das PMCs de aproximadamente 50% destes indivíduos e um terço também mantinham virus HIV infeccioso  sem que qualquer virus fosse recuperado das PMCs dos indivíduos. Estes estudos demonstram posteriormente que nem todos indivíduos soropositivos tem virus recuperável de suas PMCs e que o isolamento do soro não é um evento comum. “

8. “31% dos pacientes exibiram respostas discordantes com a melhora imunológica e o fracasso virológico [em um grupo de crianças recebendo medicação antiretroviral].”

9. “Havia 141 crianças TP1  [infectadas pelo HIV sem qualquer sinal clínico], 96 eram soropositivas… 44 tinham se tornado soronegativas mas tinham marcadores virais… 4 indivíduos tinham culturas virais positivas [3 repetidamente], 6 tinham no soro o antígeno p24  (3 consistentemente), 9 tinham sequências de DNA proviral pela reação de cadeia de polimerase [PCR] [carga viral] (5 consistentemente), e 7 tinham expressão de antígenos virais nas células mononucleares do sangue periférico pelo teste direto da imunofluorescência (todos confirmados); os 18 remanescentes tinham dois ou mais destes marcadores.”

10. “13 de 21 (62%) amostras de RNA de sujeitos soropositivos foram positivas para RNA do HIV.”

11. “Nos transportadores do HIV [estes com uma infecção HIV estabelecida], a carga do RNA do HIV é elevada, mas a infecciosidade é baixa [como medida pelo sucesso das culturas celulares]. A baixa infecciosidade pode ser devida a neutralização pelo anticorpo no soro, resultando em complexos imunes (ICs)”

12. “O status virológico de 20% dos indivíduos soropositivos que tiveram culturas negativas e não foi detectado RNA viral permanece inexplicado.”

A Carga Viral mede o Virus Vivo ?

Farber – Geralmente falando, o HIV pode ser isolado somente pela “reativação” das cópias latentes do virus, e então somente com extraordinária dificuldade. A carga viral, um dos marcadores clínicos do HIV, não é uma mensuração do virus real e vivo no corpo, mas sim de fragmentos amplificados do DNA deixado de uma infecção que tem sido suprimida pelos anticorpos.

Gallo – Farber escreve “A carga viral, um dos marcadores clínicos do HIV, não é uma mensuração do virus real e vivo no corpo, mas sim de fragmentos amplificados do DNA deixado de uma infecção que tem sido suprimida pelos anticorpos.”

Isto não faz sentido. Primeiro, a análise da carga viral não mede DNA, ela mede o conteudo do RNA dos genomas do  HIV (HIV é um virus que contém RNA, ele não contém DNA). Segundo, há ampla evidência que os sinais da análise da carga viral no plasma são proporcionais ao conteúdo de virus infeccioso no plasma. Em inúmeros estudos monitorando uma coorte de pacientes de HIV, a carga viral diminui com o tempo. Como é isto possível se tudo que é deixado são fragmentos… de uma infecção que foi suprimida?”

RA – É estranho que o documento de Gallo afirmasse que “Em inúmeros estudos monitorando uma coorte de pacientes de HIV, a carga viral diminui com o tempo. Como é isto possível se tudo que é deixado são fragmentos… de uma infecção que foi suprimida?” – dado que a carga viral é geralmente monitorada nos experimentos de medicamentos para a AIDS os quais, se eficazes, devem abaixar a carga viral. A única referência deles a este ponto realmente mostra algo consideravelmente diferente. A referência é ao website do NIAID/NIH o qual é anônimo e não revisado por seus pares. O gráfico deste website é retirado de uma revisão de um trabalho de 1993 de Pantaleo. Não sendo um trabalho de pesquisa, este gráfico não é originado de lá, mas de um outro trabalho não científico, um sumário de 1992 de uma conferência do NIH moderada por Anthony Fauci. é muito claro que o gráfico não foi retirado de dados atuais, mas é apenas ilustrativo. Isto é porque não é fornecida a fonte para os dados, o trabalho era um sumário de uma conferência, não um relatório da pesquisa original e o título é “O Curso Típico da Infecção pelo HIV”.

Pantaleo descreveu o que foi visto neste gráfico, em um outro trabalho de 1993:”Infecção Primária com o HIV é geralmente seguida de uma explosão de viremia [alta carga viral] com ou sem sintomas clínicos. Isto por sua vez é seguido por um período prolongado de latência clínica.  Durante este período, há pouca, se alguma, viremia detectável, o número de células infectadas no sangue é muito baixo e é extremamente difícil demonstrar a expressão do virus nestas células.”

Os testes de carga viral definitivamente tem problemas quando usados em uma base individual [em oposição as mudanças observáveis em valores médios]. Estes problemas incluem:

Falso Positivos – “Relatamos o caso de uma mulher seualmente ativa com sintomas sugestivos de ARS [Síndrome Aguda Retroviral] que teve um resultado de análise falso positivo para o RNA do HIV… A avaliação do laboratório revelou resultados negativos para os testes de anticorpos ELISA e no Western Blot para o HIV-1. Contudo, uma análise HIV-1 RT-PCR [carga viral]… revelou uma carga viral de 623 cópias/ml, embora os antígenos p24, gp120, e gp160 não estivessem presentes” e

Relatamos dois casos de resultados falso positivos ao usar a análise de cadeia ramificada de DNA… e um caso… ao usar a reação em cadeia da polimerase transcriptase reversa (RT-PCR)”

Falta de Utilidade – “Os dois artigos recentemente publicados no JAMA estão provavelmente entre os mais importantes trabalhos do ano relacionados ao HIV e tem implicações tremendas na tomada de decisões. Eles questionam o limiar mais que arbitrário da carga viral usada nas atuais orientações antiretrovirais e sugerem que o fator principal que deve indicar quando iniciar a terapia “e talvez o único a considerar” deva ser a contagem das células CD4+.”

A Associação com Vermes Parasitários [indicando que a carga viral não é específica do HIV, como o nível pode ser reduzido ao reduzir o número de vermes parasitários] – “56 indivíduos HIV-1+ clinicamente assintomáticos [da Etiópia], 31 (55%)deles eram também infectados por helmintos [vermes intestinais], e foram estudados. Como linha de partida, a carga viral de HIV no plasma foi fortemente correlacionada ao número de ovos excretados e era mais alta em indivíduos infectados por mais de um helminto. Depois do tratamento dos helmintos, uma mudança de seis meses na carga viral do HIV no plasma foi significativamente diferente entre o grupo bem sucedidamente tratado e o grupo que persistentemente continuou com helmintos.”

Algumas vezes é dito que a carga viral do plasma é menos revelante do que a carga viral nos tecidos. Fechamos com um comentário de um trabalho científico de 1999 – os resultados obtidos de pacientes com uma ampla variedade de cargas virais no plasma antes e depois da terapia antiretroviral revelam um constante significado viral (v)o número de cópias de RNA (3.6 log 10 cópias) por célula infectada, a despeito da carga viral do plasma ou do status do tratamento.

O HIV mata as células T?

Farber    - É afirmado que embora o HIV não mate as células T de laboratório utilizadas para fabricar os testes de AIDS,  ele mata as células T no corpo humano, até mesmo embora infecte somente uma pequena proporção delas, tipicamente uma média de 0.1%.

Gallo    - Farber afirma que :”É afirmado que embora o HIV não mate as células T de laboratório utilizadas para fabricar os testes de AIDS,  ele mata as células T no corpo humano, até mesmo embora infecte somente uma pequena proporção delas, tipicamente uma média de 0.1%.”.

Há três incorreções nesta sentença. Primeiramente, o HIV mata as células T no laboratório, como é registrado nos trabalhos mais iniciais sobre isolamento do HIV datando de 1983 e 1984. Segundo, “as células T de laboratório” não tem sido usadas para “fabricar os testes de AIDS” já por muitos anos (a tecnologia tem evoluído bem além dos métodos iniciais de meados da década de 1980 onde elas eram baseadas na produção de partículas desativadas do HIV em linhagens de células T permanentes que tinham sido cuidadosamente selecionadas pela resistência relativa aos efeitos de ‘assassinato’  celular do HIV). Terceiro, o HIV não mata diretamente, ou de outra forma causa a morte se uma fração substancial do total de células T CD4+ que complementam o corpo. Farber presumidamente está se referindo as mensurações do status de infecção por HIV das células T CD4+ presentes na corrente sanguinea, que constituem somente uma pequena porção destas células presentes no corpo todo. A maioria das células T C CD4+ T estão, de fato localizadas nos sólidos tecidos linfáticos, particularmente no tecido linfóide associado ao intestino. A perda de células T CD4+ de tais tecidos sobre a infecção HIV é rápida na taxa e substancial em extensão.

RA – Até recentemente, o dogma prevalecente dizia que o HIV causa a AIDS por matar as células T. A maioria das pessoas, inclusive Robert Gallo, ainda aderem a esta crença, até mesmo embora não haja evidência que sustente isto. Ao contrário, a riqueza de evidência disponível claramente mostra que o HIV de fato, não mata as células T. Isto não é surpreendente, já que a marca registrada dos retrovirus [HIV incluído] é que eles não matam células.

O descobridor do HIV, Luc Montagnier, chefia uma lista de virologistas que tem confirmado que o HIV não mata as células T em culturas. Nem ele as mata em seres humanos. Mario Roederer da Universidade de Stanford disse em um editorial de 1998 que os resultados de Pakker et al. e Gorochov et al. “fornecem os pregos finais no caixão dos modelos dinâmicos de células T na qual a maior razão para as mudanças nos números de células T é a morte das células infectadas pelo HIV.”

Roederer foi concluir que, “Os fatos que (1) o HIV usa a CD4 como seu receptor primário, e (2) que os números de células T CD4+ declinam durante a AIDS, são apenas desafortunadas coincidências que nos tem levado a nos desviar do entendimento desta doença”.

O fato de que o HIV não mate as células T tem causado uma notável mudança de direção no pensamento principal. Comentando um trabalho recente de Hellerstein et al., Guido Silvestri e Mark Feinberg resumiram em 2003 a mais recente especulação que o HIV causa a AIDS não por matar as células T, mas por super estimular o sistema imunológico. Silvestri e Feinberg nos informam que, “As opiniões prevalecentes” “tem mudado de modelos que se focalizam primariamente na matança direta das células T CD4+ pelo HIV para modelos que enfatizam o papel da ativaçao generalizada do sistema imunológico”  Em outras palavras, o HIV não mais é pensado causar a AIDS por matar as nossas células imunológicas, como  Gallo sustenta, mas por estimular o nosso sistema imunológico.

Causa não HIV para a AIDS

Farber    - Dado a evidência de que o HIV é uma coincidência, um número de pesquisadores se ventura a sugererirem eles próprios, ainda que os pesquisadores ortodoxos tenham falhado em demonstrar, usando estudos controlados em grande escala, que a incidência das doenças definidoras da AIDS é mais alta entre indivíduos infectados pelo HIV que entre a população geral não infectada. Consequentemente, pode muito bem ser o caso de que o HIV seja um inócuo virus passageiro que infecta uma pequena percentagem da população e se dissemina primariamente de mãe a filho, em uma taxa relativamente baixa. [esta hipótese tenderia a explicar o fato de que o número estimado de americanos HIV+ tem permanecido constante desde 1985]. Nem haver estudos controlados em grande escala sendo realizados para testar a diretamente a hipótese da AIDS causada por drogas, que sustenta que muitos casos de AIDS são consequência do pesado uso de drogas, tanto recreativas (poppers, cocaína, metanfetaminas, etc.) e médicas (AZT, etc.). Nem termos estudos controlados sendo realizados para provar que os hemofílicod infectados pelo HIV morram mais cedo do que aqueles não infectados. Tais estudos podem ser caros e tediosos, mas a despes nunca tem sido uma séria objeção aos pesquisadores da AIDS, que tem gastado muitos bilhões de dólares nos últimos 20 anos na pesquisa do HIV e praticamente nada sobre causas alternativas ou até mesmo co fatores.(Até mesmo Luc Montagnier, o descobridor do HIV, tem afirmado repetidamente que o virus não pode causar AIDS sem causas contribuintes).

As tentativas de testar rigorosamente a hipótese médica dominante de agora não são recebidas por um debate razoável, mas por uma retórica de suborno moral: Peter Duesberg tem o sangue de bebês africanos em suas mãos. Duesberg é mau, um cientista psicopata. Ele deve ser preso. Aqueles que desejam se engajar na instituição científica da AIDS, no tipo de debate da causalidade, que é realizado na maior parte dos ramos de comportamento científico, são acusados de “negadores da AIDS” como se o ceticismo sobre a patogenicidade de um retrovirus fosse o equivalente moral de negar que os nazistas mataram seis milhões de judeus. Zelo moral, muito mais que ceticismo científico, define o campo. Tem sido decidido antecipadamente que o  HIV causa a AIDS; consequentemente toda pesquisa e custeio deve continuar a partir desta presunção. Similarmente, é sabido antecipadamente  que o AZT era uma “bala mágica” contra o HIV; a palavra era que se tratava de uma “droga salvadora de vidas” antes que qualquer um pudesse possivelmente verificar isto, e desta forma os controles científicos foram comprometidos. Os jornalistas [aqui me incluo] que relataram naquele tempo que a droga aparentemente estava matando os pacientes, foram rotulados de “Recusadores do AZT” e até mesmo de “assassinos”.

O debate da nevirapina segue o mesmo padrão dramático e anticientífico. Por causa de suas preocupações sobre a toxidade dela e de outras drogas antiretrovirais, o Presidente Thabo Mbeki da África do     Sul foi atormentado na imprensa internacional, na medida em que as companhias farmacêuticas e seus “embaixadores ativistas” muito bem custeados, repetiram este mantra sobre as “drogas salvadoras de vida”. Assim, também, foi Jonathan Fishbein, que nunca questionou a premissa de que o HIV cause a AIDS, punido e  ofendido por ressaltar que o estudo do NIH sobre a nevirapina era um completo desastre. O fracasso de Fishbein de “se manter na linha”, seu fracasso em entender antecipadamente que a prova experimental da nevirapina era importante demais para fracassar, significou que a burocracia da AIDS neutralizou os anticorpos que tinham sido ativados para destrui-los.

Gallo – Farber continua para postular outras causas para a AIDS e faz várias declarações sobre a demografia da AIDS. Não são citadas fontes para as ponderações dela. Esta é uma parte pobremente pesquisada e sem checagem dos fatos do artigo.

Nem um único artigo revisado por seus pares publicado em uma revista científica idônea desde 1990 oferece qualquer apoio ao que ela diz aqui. Ao invés de uma explicação completa ponto a ponto, alguns comentários críticos são oferecidos:

(1) HIV afeta a população heterossexual, não apenas homens gay. A população dos EUA, onde agora o HIV está se espalhando mais rapidamente, é entre as mulheres afro-americanas. A pobreza [onde as doenças sexualmente transmissíveis não tratadas, a falta de conhecimeto da prevenção, a falta de poder das mulheres em negociar o uso de preservativos, a aumentada frequência de sexo transacional são mais prováveis que nas populações mais ricas), o sexo anal não  protegido [devido ao maior risco de traumas], tranfusões de sangue, reutilização intravenosa de agulhas e exposição a múltiplos parceiros, todos aumentam o risco da transmissão do HIV e explicam os aspectos demográficos da doença que Farber  remexe.

(2) Em contraste com a implicação de Farber que outras causas propostas para a AIDS, além do HIV, não tenham sido testadas, tem uma grande profundidade. Estes estudos tem encontrado  que na ausência do HIV, nenhum uso recreativo de drogas, pobreza, má nutrição e homossexualidade podem prever o aparecimento da AIDS. Não há evidência de que o uso recreativo de drogas cause a AIDS. Citamos uma negação do NIAID deste mito:

“Em um estudo de projeção em Vancouver, 715 homens homossexuais foram acompanhados por uma média de 8.6 anos. Entre os 365 homens HIV+, 136 desenvolveram a AIDS. Nenhuma doença definidora de AIDS ocorreu entre os 350 homens soro negativos, a despeito do fato de que estes homens relataram um uso apreciável de nitritos inalantes (“poppers”) e outras drogas recreativas, e frequente intercurso receptivo anal (Schechter et al. Lancet 1993;341:658).

Outros estudos mostram que entre os homens homossexuais e os usuários de drogas endovenosas, o específico déficit imunológico que leva a AIDS – uma perda progressiva e sustentada das células T CD4+ – é extremamente raro na ausência de outras condições imunossupressivas. Por exemplo, no Estudo da Coorte da AIDS Multicentro, mais de 22.000 determinações de células T em 2.713 homossexuais soronegativos revelaram apenas um indivíduo com uma contagem de células T CD4+ persistentemente mais baixa do que 300 células/mm3 de sangue, e este indivíduo estava recebendo terapia imunossupressiva. (Vermund et al. NEJM 1993;328:442).

Em uma análise de  229 usuários de drogas HIV-soronegativos na cidade de  New York, a contagem das células T CD4+ do grupo eram consistentemente mais que 1000 células/mm3 de sangue. Somente dois indivíduos tinham menos de 300 células/ml de sangue; um que morreu de doença cardíaca e linfoma não  Hodgkin listado como causa da morte (Des Jarlais et al. J Acquir Immune Defic Syndr 1993;6:820). O uso de algumas drogas recreativas, tais como as anfetaminas, pode colocar os indivíduos em grande risco de adquirir o HIV ao diminuir as inibições e aumentar a probabilidade de se engajar em práticas sexuais não seguras. Isto não significa que o uso de drogas cause a AIDS.

(3) A afirmação de Farber que os pesquisadores tem fracassado em demonstrar uma incidência mais alta de AIDS em pessoas com HIV é falsa. Veja os estudos acima. Há muitos mais. Aqui está um pequeno exemplo de tais estudos, inclusive algum da África:

(i) O Estudo Multricentro de Coorte da AIDS (MACS) e o Estudo do HIV da Interagência das Mulheres  (WIHS) consistiu de 8.000 participantes nos EUA. Ele demonstrou que os participantes com HIV eram 1.100 vezes mais provaveis de terem uma doença associada a AIDS que as outras pessoas.

(ii) Um estudo sul africano de um ano de duração de  1.792 mineiros de ouro HIV-positivos e de 2.970 mineiros de ouro HIV-negativos descobriu que os mineiros com HIV positivo eram três vezes mais prováveis de serem hospitalizados e nove vezes mais prováveis de morrerem do que aqueles HIV-negativo.

(iii) Pesquisadores do Hospital Chris Hani Baragwanath em Johannesburg olharam as mortes das crianças HIV-positivo e HIV-negativo entre 1992 e 1996. Eles descobriram que as mortes aumentaram nas crianças HIV-positivo mas diminuiram entre as crianças HIV-negativo.

(iv) Um estudo em Uganda de aproximadamente 20.000 pessoas descobriu que as pessoas HIV positivo tinham uma taxa de mortalidade 20 vezes mais alta do que as pessoas HIV negativo. Invidentalmente, neste estudo, as pessoas educadas e servidores civis eram mais prováveis de morrerem, o que é inconsistente com a pobreza sendo causa da AIDS [embora isto certamente seja um fator execerbante).

(v) Na Costa do Marfim, as pesssoas HIV-positivo com Tuberculose Pulmonar eram 15 vezes mais prováveis de morrerem dentro de seis meses do que aquelas pessoas com TP e HIV negativo.

(vi) Um estudo em Ruanda descobriu que a morte era 21 vezes mais alta para as crianças HIV positivo do que para as HIV negativo.

(vii) Um estudo de mulheres grávidas no Hospital King Edward em Durban, África do Sul, descobriu que aquelas com HIV positivo tinham uma taxa dez vezes mais alta de tuberculose.

(viii) Um estudo de mais de 6.000 pessoas hemofílicas no Reino Unido descobriu que as pessoas HIV positivo tinha uma taxa de mortalidade muito mais alta. A taxa de mortalidade entre os hemofílicos HIV negativos permaneceu estável durante o período da análise (1977 a 1991). A taxa de mortalidade entre os hemofílicos que contraíram o HIV subiu dramaticamente de 1984 até o fim do período do estudo. Isto desaprova a avaliação de Farber que nenhum estudo tem sido realizado para determinar se os hemofílicos infectados pelo HIV morrem mais cedo do que aqueles não infectados.

(ix) Como explicado pelo NIH "Dados similares tem emergido do MACS. Entre os 1.028 hemofílicos acompanhados por um tempo médio de 10.3 anos, os indivíduos infectados pelo HIV (n=321) eram 11 vezes mais prováveis de morrerem do que aqueles HIV-negativo (n=707), com a dose do Fator VIII não tendo efeito na sobrevivência em um grupo ou outro (Goedert. Lancet 1995;346:1425). O Fator VIII é a proposta de Duesberg para a mortalidade mais alta nos hemofílicos HIV positivos. Este estudo desmente esta noção. Veja  Cohen (1994) para uma discussão mais detalhada.

(4) Farber não fornece referências para sua afirmação que o HIV seja um virus passageiro inócuo. Esta afirmação é falsa e desaprovada pela evidência apresentada neste documento.

(5) Farber não fornece referências para sua afirmação que o HIV seja primariamente transmitido de mãe para filho. Esta afirmação é falsa. A maioria dos casos de transmissão é pelo sexo heterossexual. Farber também afirma que a maioria dos pacientes com sarcoma de Kaposi são usuários pesados de inalantes de nitrito. Ela não dá referências. Presumindo que isto esteja correto, se a grande maioria não é, então os inalantes de nitrito não podem ser a causa do sarcoma de Kaposi.

Depois de infectados pelo HIV, o uso das drogas recreativas e a pobreza são fatores na progressão do HIV para a AIDS em números suficientemente grandes, bem como de pessoas que não usam drogas recreativas, para desaprovar que tais drogas ou a pobreza sejam causa da AIDS.

RA - Para responder as maiores pontos:

1. O documento de Gallo não fornece uma referência para sua avaliação que "a população americana na qual a infecção do HIV está agora se disseminando mais rapidamente é o das mulheres afro americanas". Baseado nos relatórios anuais do CDC de 1999 a 2004 pode ser visto que o número de diagnósticos de AIDS entre as mulheres negras eram 6.784 em 1999, 6.545 em 2000, 7,023 em 2001, 7.,353 em 2002, 7.329 em 2003 e 7.586 em 2004. Este é um aumento de 3.5% de 1999 a 2000, e então um aumento de 7%, um aumento de 4.7%, uma diminuição de 0.3% e finalmente um aumento de 3.5%. Isto é um aumento médio anual de 2.2%. Sobretudo, dado que a maioria dos diagnósticos de AIDS por 1997 foram em pessoas sadias (baseados na baixa contagem de células CD4 e teste de HIV positivos, mas não a doença) é altamente improvável que a maioria destas pessoas estivessem até mesmo doentes. Outros fatores, como o uso de drogas endovenosas e uma testagem mais intensa das mulheres para HIV, podem ter inflado artificialmente estas imagens (e.g. casos de doenças como Tuberculose podem ter sido anteriormente classificados mesmo como Tuberculose, não como AIDS, mas desde que uma mulher seja identificada como HIV positivo, será classificada como AIDS).

2. HIV é associado com a AIDS por inúmeras razões. Uma delas é puramente tautológicqa [raciocínio circular]. Porque o HIV é necessário para a definição da AIDS, é necessário que o HIV se transforme em doenças como pneumonia ou tuberculose em AIDS. Com um teste negativo para HIV, a doença manteria seu velho nome. Um outro fator é que as pessoas HIV positivas são as únicas encorajadas a tomarem drogas antiretrovirais, como o AZT, e os fabricantes admitem que as drogas usadas no tratamento da AIDS causam AIDS. Uma recente monografia para o AZT afirmou que “Frequentemente é difícil distinguir os eventos adversos possivelmente associados à administração do RETROVIR® (AZT) dos sinais fundamentais da doença do HIV ou doenças intercorrentes”. O AZT ainda é usado na maioria das combinações medicamentosas da AIDS, e quando não é usado, uma outra droga da mesma classe [análogo de nucleosídio] geralmente é usada em seu lugar.

Um outro meio de considerar esta questão é examinar ou, se o  HIV é a única causa da AIDS, e a AIDS é composta de quase trinta doenças diferentes (ignorando as pessoas diagnosticadas sem doença no momento], se isto significa que a HIV é a única causa de cada uma destas doenças. Se assim for, então o HIV é a única causa da tuberculose e muitas outras infecções que tem sido conhecidas por um longo tempo. Isto é claramente ridículo, e expõe a tautologia no coração do dogma que “o HIV é a única causa da AIDS”.

3. O artigo de Farber não está completamente claro sobre o assunto se o HIV tem sido provado causar a AIDS. Acreditamos que o autor quis significar que o HIV nunca foi provado ser a causa da AIDS quando todos os outros fatores de risco, tais como abuso de drogas, exposição a substâncias imuno supressivas tais como transfusão de sangue, e o uso de drogas anti AIDS ajustadas para o tratamento. Em muitos estudos, citados no documento de Gallo, a medida é apenas a doença ou morte, não especificamente a AIDS. Por exemplo, o estudo de Sewankambo em Uganda que o documento de Gallo cita em uma outra seção mostra que as pessoas HIV positivo  são muito mais prováveis de ficarem doentes e morrerem,  mas menos de 10% destas mortes  foram devidas a AIDS. Claramente o teste de HIV pode algumas vezes indicar um risco maior de doença, mas isto é porque ele se correlaciona com outros fatores, ou porque isto é, como  afirma o documento de Gallo, uma indicação confiável de um virus ser a única causa da doença associada? A ultima afirmativa é difícil de aceitar quando um teste de HIV é associado a um excesso de doenças que não são definidas como AIDS, como no estudo muito grande de Sewankambo (20.000 participantes).

4. (“Farber não fornece referência para sua afirmação de que o HIV é um inócuo vírus passageiro. Esta afirmação é falsa e desaprovada pela evidência apresentada neste documento”) esta é uma afirmaçao sobre evidência específica. é meramente abanar a mão dizer que a evidência está em algum lugar, sem uma pista do que seja a evidência.

5. A afimação que “a maioria da transmissão seja através de sexo heterossexual”  (presumidamente  documento de Gallo está se referindo aqui a África) não é universalmente aceita. Farber ressalta a possibilidade da transmissão de mãe para filho de um virus que ela considra inócuo. Um grupo de cientistas liderado por David Gisselquist tem ressaltado muitos furos na evidência da transmissão heterossexual em uma série de trabalhos começando em 2002.  O primeiro trabalho deles afirmou “Um corpo em expansão de evidência desafia a hipótese tradicional que a transmissão sexual seja responsável por mais de 90% das infecções em adultos do HIV na África. Diferenças entre as trajetórias epidêmicas na África não correspondem a diferenças no comportamento sexual. Estudos entre pares africanos descobrem baixas taxas de transmissão heterossexual, como nos países desenvolvidos. Muitos estudos relatam infecções pelo HIV em adultos africanos sem exposição sexual ao HIV e em crianças filhas de mães HIV negativo. Taxas inexplicavelmente altas de incidência do HIV tem sido observadas em mulheres africanas durante o período antenatal e pósparto. Muitos estudos mostram que 20 a 40% das infecções por HIV em adultos africanos estão associadas com injeções [embora a direção da causa seja desconhecida]. Estes e outros achados que desafiam a hipótese convencional apontam para a possibilidade que a transmissão do HIV por meio de cuidado médico não seguro pode ser um fator importante na epidemia do HIV na África. “

Outros cientistas, inclundo o grupo Perth de cientistas australianos, desafiam a acurácia dos testes para o HIV e notam que les nunca foram validados contra um padrão ouro da purificação do vírus. Eles fornecem evidência que os testes podem estar apenas identificando  uma situação de stress oxidante, que pode ser causada  por desnutrição ou várias doenças africanas comuns.

Doenças Tropicais e Testes de HIV Falso Positivos

Farber -  Até mesmo quando os testes do  HIV são realizados, muitas doenças que são endêmicas da África, tais como malária e Tuberculose Pulmonar, são conhecidas por causarem resultados falso positivos.

Gallo – Ela posteriormente afirma “muitas doenças que são endêmics da África, tais como malária e Tuberculose Pulmonar, são conhecidas por causarem resultados falso positivos”. Farber falha em fornecer uma referência.

O risco de um teste falso positivo na África ou em qualquer outro lugar é muito pequeno, se é seguido o protocolo correto. Alguns testes de anticorpos para o HIV tem sido testados na África e descobertos serem muito acurados. Eles são aqueles geralmente usados. Por exemplo, o teste rápido de determinação da Abbott são usados amplamente na África do Sul e tem uma especificidade de ao menos 98% [em alguns estudos chega perto de 100%]. Quando este teste é combinado com um segundo teste rápido ou um ELISA para determinar o status HIV, o risco de um falso positivo é insignificante. A contribuição da Tuberculose Pulmonar e de malária para falso positivos nos testes de hoje também é insignificante.

Para exemlos dos testes de HIV usados na África e no Brasil, veja Sauer et al. (2000)29 , Phili et al. (2002)30 , Ferreira et al. (2005)31 , Koblavi-Dème et al. (2001)32 and Foglia et al. (2004).

RA -  Há vários trabalhos que indicam que as doenças comuns nas áreas tropicais, inclusive na África, podem causar testes de HIV falso positivos, embora não haja bastante trabalho tendo sido feito nesta área:

Lepra, ou contacto com pacientes leprosos: “o soro de 63.6% de pacientes leprosos e  23% de seus contactos foi repetidamente positivo para HIV no teste ELISA [que na África e na Inglaterra é suficiente para o iagnóstico da infecção pelo HIV]“

Malária: “A prevalalência da parasitemia da malária foi de 13% [na análise sorológica de 250  pacientes externos na área rural do Zaire]. Contudo, 72% dos pacientes tinham anticorpos para o P falciparum [o parasita da malária]” As proporções de indivíduos positivos no teste ELISA para HTLV-I, HTLV-II e HTLV-III [HIV] eram 14%, 25% e 12%, respectivamente… Quando outro  nível [titulação] de anticorpos contra P. falciparum era considerado… este único fator dominava todos os outros… Se a reatividade do retrovirus humano observada nos testes ELISA é frequentemente não específica entre os africanos, estas causas de não especificidade precisam se esclarecidas.”

Malária: “Avaliamos amostras de soro de um grupo de 12 pacientes com infecção aguda pelo plasmodium vivax  [malária] que viviam no sudoeste da Venezuela. Nosso segundo grupo, 12 pacientes com infecção por Plasmodium falciparum.  Nenhum dos pacientes estava recebendo anti maláricos. e nenhum deles pertencia a qualquer grupo reconhecido como de risco para AIDS ou tinha qualquer desordem associada a AIDS. Três dos pacientes com infecção por P. falciparum (25%) e 5 com P. vivax (41%) foram descobertos positivos para anticorpos HTLV-III/LAV [HIV] por três tipos de testes de anticorpos.”

Não especificado: “a proporção de pacientes soropositivos para HTLV-III [HIV] foi notavelmente alta entre estes com esplenomegalia idiopática [baço aumentado sem causa conhecida] e esquistozomose [infecção parasitária]. Entre quenianos, os Turkana tem a mais alta e os Masai [estreitamente relacionados], a mais baixa prevalência de anticorpos contra ambos os virus [HTLV-I e HTLV-III(HIV)]. Os Turkana habitam uma área desolada do deserto e são os mais pobres e mais isolados dos grupos que estudamos. Os Turkana tem muitas outras infecções virais e parasitárias [fora da malária sazonal], inclusive uma das mais altas taxas de doença de tênia [solitária] no mundo e uma alta prevalência dos marcadores da hepatite. Na vista da alta prevalência do anticorpo HTLV-III, a doença da AIDS pode ser esperada ser frequente, ainda que não haja caso documentado no Quênia [1985]. Estamos cientes de apenas 3 casos suspeitos de serem relacionados a AIDS, mas é improvável que as doenças relacionadas a AIDS das variedades reconhecidas estejam ocorrendo em uma taxa em proporção a prevalência do anticorpo contra  HTLV-III.”

Várias Doenças: Os testes para detecção do HIV atualmente utilizados nos laboratórios mostram números intoleravelmente altos de resultados falso positivos quando utilizados em países em desenvolvimento. Isto principalmente é devido aos efeitos de interferência oriundos de doenças virtualmente ausentes nos países desenvolvidos.

Até mesmo se a taxa de erro destes testes para HIV seja de apenas 2%, isto significa que, em uma população onde 10 pessoas testem positivo, oito sejam verdadeiros positivos e 2% falsos e não há meio de dizer a diferença.

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Published in: on maio 6, 2008 at 1:23 am  Comentários (1)  
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