Media e CIA

MOCKINGBIRD
A Subversão da Imprensa Livre pela CIA

“Você pode comprar um jornalista por muito menos que uma garota de programa; por algumas centenas de dólares por mês”. – um agente operacional da CIA discutindo com Philip Graham, editor do Washington Post, sobre a disponibilidade e o preço dos jornalistas voluntários em divulgar a propaganda da CIA e histórias de cobertura.  – “Katherine The Great,” de Deborah Davis (New York: Sheridan Square Press, 1991)

Como é terrível viver em uma nação que é sabidamente controlada pelo governo, mas ao menos tem-se a vantagem de conhecer a parcialidade presente, e nos ajustarmos a isto. Nos EUA, desde o nascimento nos é ensinado que a nossa imprensa é livre de interveniência do governo. Isto é uma mentira insidiosa sobre a verdadeira natureza das agências de notícias neste país. Alguém que permite que o governo minta para nós enquanto nega o próprio fato da mentira.

O artigo de Alex Constantine

Historias da Cripta

Os espiões e as pessoas influentes depravadas da Operação MOCKINGBIRD da CIA

Quem controla a Media?

De fato, corporações sem alma o fazem. Corporações com executivos de sorrisos forçados, duplos peitos, diretorias interligadas, fuga de capital e disputas de trabalho. Dow. General Electric. Coca-Cola. Disney.Os jornais devem ter cabeças mestras que espelham o mundo: A Cimitarra do Entardecer da
Westinghouse. A Atlantic-Richfield Intelligentser.

Está começando a amanhecer para um número crescente de líderes de poltronas que publicam relatos impressos de notícias de um universo paralelo – um que nunca ouviu falar de assassinatos por motivações políticas, ladrões de banco da CIA e Máfia, controle mental, esquadrões da morte ou até mesmo agências federais com orçamentos secretos engordados pelas vendas de cocaína – um lugar invadido por atiradores solitários, onde a CIA e a Máfia estão geralmente em seu melhor comportamento. Nesta terra idílica, a mais séria infração que um agente pode cometer é o emprego de um servidor doméstico com status de residência.

Esta improvável terra do encantamento é a criação de MOCKINGBIRD.

Foi concebida na década de 1940, o período mais frígido da Guerra Fria, quando a CIA começou a infiltração sistemática da média corporativa, um processo que frequentemente incluiu a tomada direta das maiores saídas de notícias.

Neste período, os serviços americanos de inteligência competiam com os ativistas comunistas no exterior para influenciar as uniões de trabalho européias. Com ou sem a cooperação dos governos locais, Frank Wisner, um agente encoberto do Departamento de Estado designado para o Serviço no Exterior, abordou estudantes estrangeiros para aderirem ao submundo das operações encobertas da Guerra Fria, em benefício de seu Escritório de Coordenação Política. Philip Graham,  um graduado da Escola de Inteligência do Exército em Harrisburg, PA, então publicador do Washington Post., foi colocado sob a asa de Wisner para dirigir um programa chamado Operação MOCKINGBIRD.

“Na década de 1950,” escreve a ex repórter da Village Voice, Deborah Davis em “Katharine the Great”, “Wisner “possuia” membros respeitados do New York Times, Newsweek, CBS e outros veículos de comunicação, mais  veículos, mais jornalistas “free lance”, de 400 a 600 ao todo, segundo um ex analista da CIA”. A rede era supervisionada por Allen Dulles, um templário para as corporações americanas e alemãs que queriam suas opiniões apresentadas na impressão pública. Inicialmente, MOCKINGBIRD influenciou 24 jornais e agências a cabo que tinham permissão para agirem comom órgãos de propaganda da CIA. Muitas delas já eram dirigidas por homens de opiniões reacionárias, como William Paley (CBS), C.D. Jackson (Fortune), Henry Luce (Time) e Arthur Hays Sulzberger (N.Y. Times).

Ativistas curiosos dos tabalhos de MOCKINGBIRD tem desde então apelado para encontrar documentos, baseados no FOIA, onde os agentes se gabavam em seus memorandos internos da CIA de seu orgulho de ter colocado importantes “bens’ dentro de cada maior publicação de notícias no país. Não foi senão em 1982 que a Agência admitiu abertamente que repórteres na folha de pagamentos da CIA tem atuado como analistas de caso para os agentes no campo.

“A Terceira Guerra Mundial tem começado,”  a Luce’s Life de Henry declarou em março de 1947.  “Ela já está em seu estágio de abertura de combate.” A matéria apresentada em um trecho do livro de James Burnham, que pedia a criação de um “Império Americano,” “de dominação mundial no poder político, criado ao menos em parte através da coação (provavelmente incluindo a guerra, mas certamente incluindo a ameaça de guerra) e no qual um grupo de pessoas… teria mais que sua parte igual de poder.”

George Seldes, o famoso crítico da media anti-fascista, rebaixou Luce em 1947, explicando que “embora evitando as típicas frases hitleristas, a mesma doutrina de um povo superior se apoderando do mundo e o governando, começa a aparecer na imprensa, enquanto que os órgãos da Wall Street foram muito mais honestos em favorecer a doutrina que inevitavelmente levou a guerra se troussesse maiores mercados comerciais sob a bandeira americana”.

No front doméstico, um relacionamento foi estabelecido entre a CIA e William Paley, um coronel dos tempos de guerra e fundador da CBS. Um firme crente em “todas as formas de propaganda” para estimular a lealdade ao Pentágono, Paley contratou agentes da CIA para trabalhar sob acobertamento em benefício de seu amigo íntimo, a ocupada eminência parda da media nacional, Allen Dulles. O indicado intermediário de Paley em seus acordos com a CIA era Sig Mickelson, presidente da CBS News de 1954 a 1961.

A assimilação pela CIA dos fascistas da velha guarda foi supervisionada pela Diretoria de Coodenação de Operações, dirigida por C.D. Jackson, ex executivo da revista Time e Assistente Especial de Eisenhower para a estratégia da Guerra Fria. Em 1954 ele foi sucedido por Nelson Rockefeller, que saiu um ano depois, desgostoso da luta política do governo. O vice presidente Nixon sucedeu Rockefeller como o estrategista chave da Guerra Fria.

“Nixon,” escreve John Loftus, um ex advogado do Escritório de Investigações Especiais do Departamento de Justiça, pegou “uma pequena delícia de garoto nas ferramentas arcanas do artesanato da inteligência  – os microfones ocultos, a propaganda ‘negra’.” Nixon gostava especialmente de visitar um campo de treinamento na Virgínia, para observar os nazistas das “forças especiais” nos exercícios das operações encobertas.

Um dos fugitivos recrutados pelo subterrâneo da inteligência americana foi o contrabandista de heroína Hubert von Blücher, o filho de um embaixador alemão. Hubert frequentemente bravateava que ele havia  sido treinado pela Abwehr, a divisão de inteligência militar alemã, enquanto era um civil em seus 20 anos. Ele serviu em uma unidade de reconhecimento do exército alemão até que foi forçado a sair por razões médicas em 1944, segundo seus registros do tempo de guerra. Ele trabalhou por um breve período como um diretor assistente da Berlin-Film para um filme intitulado “One Day” …, e terminou a guerra voando com a Luftwaffe, mas não para combater o inimigo – a missão dele era contrabandear o saque nazista para fora do país. Suas explorações foram, em parte, o assunto de Sayer e o roubo do ouro nazista do Reichsbank no final da guerra.

Em 1948 ele fugiu para a Argentina. Passando-se por um fotografo chamado Huberto von Bleucher Corell, ele imediatamente fez a corte a Eva Peron, presenteando-a com uma valiosa tapeçaria gobelin (uma seleção da riqueza de artefatos confiscados pelas SS dos judeus europeus?). Hubert então se encontrou com Martin Bormann no Hotel Plaza para enviar marcos alemães dignos de 80 milhões de dólares. O botim financiou o nascimento do Partido Nacional Socialista na Argentina, entre outras formas de renascimeno nazista.

Em 1951, Hubert migrou na direção norte e arrumou um emprego na Corporação Color da América em  Hollywood. Ele começou escrevendo scripts para a florescente indústria do cinema. Sua voz pode ser ouvida em uma set de filmagem no Amazonas, produzido por Walt Disney. Nove anos mais tarde ele voltou a Buenos Aires, e então para Düsseldorf, Alemanha Ocidental, e estabeleceu uma firma que desenvovia, não scripts para o cinema, mas agentes de guera anti quimicos para o governo. No Clube da Indústria em
Düsseldorf em 1982, von Blücher se gabou para os jornalistas, “Sou o acionista chefe da Pan American Airways. Sou o melhor amigo de Howard Hughes. O Beach Hotel em Las Vegas é 45% financiado por mim. Portanto sou o maior financiador até mesmo para aparecer nas histórias das Noites Árabes sonhadas por estas pessoas depois de sua segunda garrafa de brandy.”

Não realmente. Os dois maiores financiadores a tropeçarem dos sonhos bêbados da afluência do cinema mundial eram, naquele tempo, Moses Annenberg, publicante do The Philadelphia Inquirer, e seu filho Walter , o publicador do TV Guide ancorado na multidão/CIA. Como a maioria dos grandes apostadores americanos, Annenberg vivia uma vida dupla. Moses, o pai dele, era um descendente da gentalha de Capone. Moses e Walter foram processados em 1939 por evasão de tributos totalizando muitos milhões de dólares – o maior caso na história do Departamento de Justiça. Moses se declarou culpado e concordou em pagar ao governo 8 milhões de dólares e colocar 9 milhões de dólares em afirmações de impostos variados, penalidades e juros de débitos. Moses recebeu uma sentença de três anos e morreu na Penitenciária de Lewisburg.

Walter Annenbeg, o magnata do TV Guide, era um eminente Republicano. No rastro da campanha de abril de 1988, George Bush voou para Los Angeles para cortejar o gabinete de cozinha de Reagan. “Este é o topo do bolo”, disse ao Los Angeles Times, o diretor regional da campanha de Bush. A equipe de Bush se encontrou no felpudo Rancho Mirage de Annenberg em Sunnylands,Califórnia. Foi na mansão de Annenberg que o gabinete de Nixon foi escolhido e os registradores dos contribuidores políticos e sociais construidos em mais de 25 anos de domínio político de Ronald Reagan, cuja carreira de atuação foi lançada pela Operação MOCKINGBIRD.

A comercialização da televisão, coincidindo com o recrutamento de Reagan pela Cruzada pela Liberdade, uma fachada da CIA, apresentou à inteligência mundial um potencial  sem precedentes para semear propaganda a até mesmo espreitar a era do Big Brother. George Orwell visualizou as possibilidades quando ele instalou a onisciente tecnologia da vigilância por vídeo em “1984”, uma novela assim chamada para a primeira edição publicada nos EUA por Harcourt, Brace. A Operação Octopus, segundo arquivos federais, estava em pleno ritmo por volta de 1948, um programa de vigilância que tornava qualquer set de televisão com tubos em um tansmissor. Os agentes de Octopus podiam captar imagens audio e visuais com o equipamento a 25 milhas de distância.

Hale Boggs estava investigando a Operação Octopus ao tempo de seu desaparecimento no meio do caso de Watergate.

Em 1952, na MCA, o presidente da Liga de Atores Ronald Reagan – um ídolo da tela recrutado para a Cruzada pela Liberdade da Operação MOCKINGBIRD, para levantar fundos para a recolocação dos nazistas no EUA, segundo Loftus – assinou uma abdicação secreta da regra de conflito de interesses com o estudo controlado pela multidão controlada do estúdio, de fato garantindo um monopólio do trabalho na progamação inicial da televisão. Em troca, a MCA  deu participação de proprietário a Reagan.  Sobretudo, o historiador C. Vann Woodward, escrevendo no New York Times, em 1987, relatou que Reagan tinha “dado os nomes de pessoas suspeitas na organização dele para o FBI secreta e regularmente o bastante para ser indicado o informante de apelido T-10.’ O arquivo dele no FBI indica intensa colaboração com os produtores para “purgar” a indústria dos subversivos.”

Ninguém até mesmo levantou um olho suspeito para Walter Cronkite, um ex agente de inteligência e no período imediato pós guerra, correspondente em Moscou da UPI. Cronkite foi atraído para a CBS por Phil Graham da Operação MOCKINGBIRD, segundo Deborah Davis.

Um outro conglomerado de televisão, Cap Cities, cresceu como um filme de terror simiano das operações de heroína da CIA e da Máfia. Entre outros republicanos do crime organizado, Thomas Dewey e o vizinho dele Lowell Thomas foram acrescentados de graça em um almoço no infame Resorts International, a fachada corporativa do ramo de Lansky, da família patrocinada pelo governo precursora de Cap Cities. Um outro dos investidores foi James Crosby, um executivo de Cap Cities que doou cem mil dólares à campanha presidencial de Nixon em 1968. Este foi o ano em que o Resorts comprou as ações do Cassino de Atlantic City. A polícia em New Jersey tentou, sem sucesso, impedir a emissão de uma licença para jogos de azar para a companhia, citando laços com a Máfia.

Em 1954, este mesmo círculo de investidores, todos católicos, fundaram uma companhia de transmissão notória por abertamente fazer propaganda e geral espionagem. O conselheiro chefe da companhia era o veterano do OSS,  William Casey, que se aderiu as suas ações, escondendo-as em um truste cego até mesmo depois de ser indicado como diretor da CIA por Ronald Reagan, em 1981.

“Radio Negra” era a frase que o crítico da CIA, David Wise, apelidou o governo inviísivel para descrever os interesses interligados da agência na emergência do transmissor de rádio com os empreendedores que tomaram as transmissões. “Diariamente, no Leste e no Oeste irradiam-se as transmissões de propaganda de um para o outro em uma tagarelice incansável de competição pelas mentes dos ouvintes. O transistor de baixo preço tem dado uma nova importância a esta guerra oculta”, entusiasmou-se um correspondente estrangeiro.

Uma Hidra das fundações particulares se espalha para financiar o impulso da propaganda. Uma delas, a Operação e Pesquisa de Política, Inc. (OPR), recebeu centenas de milhares de dólares da CIA por meio de fundações e trustes privados. A pesquisa da OPR foi a base de uma série de televisão e transmitida em New York e Washington, D.C. em 1964, “Of People and Politics”, um “estudo” do sistema político americano em apresentações durante 21 semanas.

Em Hollywood, o córtex visual da Besta, a mesma combinação CIA/Máfia que formou a Cap Cities afundou suas garras nos estúdios de cinema e uniões de trabalho. Johnny Rosselli foi retirado o Exército durante a guerra para uma investigação criminosa de gangsteres de Chicago na indústria o cinema.
Rosselli, um “bem” da CIA e provavelmente assassinado pela CIA, participou ao lado de Harry Cohn, o importante da Columbia Pictures que visitou Benito Mussolini na Itália em 1933, e depois de seu retorno a Hollywood remodelou seu escritório para ficar parecedo com o do ditador. O único trabalho honesto que
Rosselli teve foi o de assistente de compras (e investidor secreto) das produções Eagle Lion, dirigido por Bryan Foy, um ex produtor da XX Centure Fox. Rosselli, representente de Capone na Costa Oeste, passou uma pequena fortuna em investimentos da Máfia para Cohn. Bugsy Seigel uniu investimentos nos jogos de azar com Billy Wilkerson, publicante do Hollywood Reporter.

Na década de 1950, gastos para a propaganda global subiram a um terço do orçamento de operações encobertas da CIA. Alguns 3.000 empregados e assalariados da CIA estiveram eventualmente engajados nos esforços de propaganda. O custo da desinformação do mundo custou aos contribuintes americanos estimados 265 milhões de dólares por ano por volta de 1978, um orçamento maior que os gastos combinados dos sindicatos de notícias de Reuters, UPI e AP.

Em 1977, o Copely News Service admitiu que tinha trabalhado estreitamente com as agências de inteligência – de fato, 23 empregados eram empregados de tempo integrqal da Agência.

A maioria dos consumidores da media corporativa eram – e são – inconscientes do efeito de que falsificar a opinião pública tem estado em suas próprias crenças. Um âncora de uma rede no tempo de uma crise nacional é um instrumento de guerra psicológica na media de MOCKINGBIRD. Ele é uma criatura da câmara dos horrores do setor de segurança do governo. Por esta razão, os consumidores da imprensa corporativa tem motivos para examirarem seuas crenças básicas sobre o governo e a vida no universo paralelo destes EUA.

Como o Washington Post Censura as Notícias
Uma carta para o Washington Post
de Julian C. Holmes
25 de abril de 1992
Para Richard Harwood, Ombudsman
The Washington Post
1150 15th Street NW
Washington, DC 20071

Prezado Mr. Harwood,

Embora o Washington Post não se extenda na busca das notícias difíceis, apenas deixe cair mais o rumor de uma “conspiração” do governo, e uma buzina elétrica toca na sala de noticiário. Sacudidos da apatia na rotina diária de relatar assassinatos e vários outros eventos políticos, sociais e de esportes, os editores e repórteres se misturam nos telefones. A buzina elétrica grita seu aviso: a maior ameça única ao rebanho do jornalismo, aos lucros corporativos, e a etabilidade do goveno – a temida “teoria da conspiração”!!

Não é sabido se alguém realmente tem sido perseguido ou interpelado por qualquer um destes eventos assustadores, mas a presença deles é anunciada aos leitores do Post com uma salva de avisos para evitar redes trapaceiras e complexas proteladas pelos pirados “teóricos da conspiração”.

Recorde-se de como o Post nos poupou da verdade sobre a verdade do caso do Irã-Contra.

O exercista profissional da conspiração Mark Hosenball foi contratado para ridicularizar a idéia que Oliver North e seus associados gangsteres da CIA tinha conspirado para agir erradamente. E quando, em sua coluna sindicada, Jack Anderson e Dale Van Atta discutiram algo sobre os conspiradores, o Post saltou para proteger seus leitores  e alguns dos conspiradores ao censurar a coluna Anderson antes de imprimi-la.

Mas por algum tempo a tampa tinha estado saindo da conspiração do Irã-Contra. Em 1986, o Instituto Crístico, um centro inter fé para política pública e lei, entrou com um processo alegando um comércio americano de armas por drogas que ajudou a manter armas fluindo para o exército CIA-Contra na Nicarágua, e o fluxo de cocaína fluindo para o mercado americano. Em 1988, Leslie Cockburn publicou “Out of Control”, um trabalho embrionário de nossa guerra ilegal e bizarra contra a Nicarágua. O Post contribuiu para este processo de descoberta ao disparar acusações de conspiração e publicação de informação falsa sobre a evidência do contrabando de drogas apresentada ao Subcomitê da Câmara sobre Abuso e Controle de Narcóticos. Quando acusado pelo presidente do comitê Charles Rangel (D-NY). de reportagem enganosa, o Post imprimiu apenas uma correção parcial e declinou imprimir uma carta de queixa de Rangel.

O tetemunho juramentado diante do Subcomitê de Narcóticos, Terrorismo e Operações Internacionais do Senador John Kerry confirmou a cumplicidade do governo americano no comércio de drogas. Com seu acobertamento da conspiraçao de drogas e armas se evaporando, o até mesmo acomadador Post mudou as engrenagens e reteve Hosenball para exorcizar de nossas mentes uma nova ameaça emergente à tranquilidade doméstica, a conspiração da “October Surprise”. Mas perto dos saltos de Hosenball e do Post veio Barbara Honegger e então Gary Sick que escreverm independentemente, com uma diferença de dois  anos, livros com o mesmo título “October Surprise”. Honegger foi um membro da campanha de
Reagan/Bush e equipes de tansição em 1980. Gary Sick, professor de Política do Oriente Médio na Universidade de Columbia, esteve na equipe do Conselho de Segurança Nacional sob os presidentes Ford, Carter e Reagan. Em 1989 e 1991 respectivamente, Honegger e Sick publicaram a evidência deles de como os republicanos fizeram um acordo para fornecer armas para o Irã se o Irã retardasse a libertação dos 52 reféns americanos até depois da eleição de novembro de 1980. O propósito deste acordo era eliminar a possibilidade da divulgação da pré eleição [uma surpresa de outubro] que teria impulsionado as prespectivas de reeleição do presidente Carter.

Outros publicaram detalhes desta alegada conspiração de Reagan-Bush. Em outubro de 1988, a revista
Playboy apresentou uma exposição “Uma Eleição feita Refém”; FRONTLINE fez outra em abril de 1991. Em junho de 1991, uma conferência de importantes jornalistas, reunidos por oito dos antigos reféns, desafiou o Congresso para realizar ” uma investigação completa e imparcial” das alegações de eleição/ reféns. O Post relatou a declaração dos reféns, mas não disse uma palavra sobre a própria conferência que foi realizada no auditório do Escritório do Senado Dirksen. Em 5 de feveiro de 1992, uma
Câmara reservada e não inspirada, com desgosto autorizou uma investigação da “October Surprise” por uma força-tarefa de 13 congressistas liderados por Lee Hamilton (D-IN). que tinha sido o presidente do Comitê da Câmara Irã-Contra. Hamilton tinha  indicado como chefe da equipe de conselho a Larry Barcella, um advogado que representou o BCCI quando o banco foi indiciado em 1988.

Como o Washington Post, Hamilton não tinha mostrado interesse em prosseguir na operação americana de armas por drogas. Ele tinha aceito as mentiras de Oliver North, e como Presidente do Comitê de Inteligência da Câmara ele sabotou a Resolução 485 da Câmara que tinha pedido ao Presidente Reagan para responder perguntas sobre as atividades de apoio aos Contra por agentes do governo e outros. Depois que o agente operacional da CIA John Hull (do estado natal de Hamilton), foi acusado na Costa Rica por
“tráfico internacional de drogas e atos hostis contra a segurança da nação”,  Hamilton e outros 18 membros do Congresso tentaram intimidar o presidente costa-riquenho Oscar Arias Sanchez para tratar o caso de Hull “de maneira que não complicasse as relações EUA-Costa Rica”. O Post não relatou a carta de Hamilton ou a resposta da Costa Rica que declarou que o caso de Hull estava “em boas mãos como os nossos 100 anos de ininterrupta democracia pode fornecer a todos cidadãos.”

Embora o Post faça o melhor que pode para afastar o nosso pensamento das teorias de conspiração, é difícil evitar o fato de tanta coisa feita errada que envolve o governo ou as conspirações corporativas:

Em sua operação COINTELPRO, o FBI usou a desinformação, falsificação, vigilância, falsas prisões e vilência para perseguir ligalmente cidadãos na década de 1960.

A Operação MONGOOSE da CIA sabotou ilegalmente Cuba ao “destruir plantações, brutalizar cidadãos, destabilizar a sociedade e conspirar com a Máfia para assassinar Fidel Castro e outros líderes”

“Standard Oil de New Jersey foi descoberta pela Divisão Antitruste do Departamento de Justiça de estar conspirando com a I.G.Farben.. da Alemanha…     Mas dos acordos de cartel com a Standard Oil, os EUA foram efetivamente evitados de desenvolver ou produzir [na Segunda Guerra Mundial] qualquer quantidade substancial de borracha sintética”, disse o Senador Robert LaFollette do Wisconsin.

As agências do governo americano reconhecidamente subtraíram informação sobre as doses de radiação “que quase certamente produzem anormalidades da tireóide ou câncer” que contaminou as pessoas residentes próximas as fábricas de armas nucleares em Hanford, Washington.

Vários ramos do governo deliberadamente arrastam o pé para abordar a limpeza dos perigosos locais de armas nuclears do país. Os governos estaduais e locais apoiam a estratégia de relações públicas secretas da indústria nuclear.

“O Instituto Nacional do Câncer, a Sociedade Americana do Câncer e alguns 20 centros de câncer, tem orientado mal e confundido o público e o Congresso por declarações repetidas que estão ganhando a guerra contra o câncer. De fato, a instituição do câncer tem continuamente minimizado a evidência das taxas crescentes de câncer que tem sido grandemente atribuídas ao fumo e gorduras dietéticas, enquanto descontam ou ignoram o papel causal da evitável exposição aos carcinogenos industriais no ar, comida, água e locais de trabalho.

O acobertamento do governo Bush de seu apoio ao Iraque antes da Guerra do Golfo, “é ainda um outro exemplo de pessoas do presidente conspirando para manter o povo e o congresso no escuro”.

Se você pensar sobre isto, a conspiração é um aspecto fundamental do fazer negócios neste país.

Observe a censura sistemática e cooperativa da Guerra do Golfo Pérsico pelo Pentágono e grande parte da media de notícias.

Ou os planos disseminados de grupos de negócios e do governo para gastar cem milhões de dólares de imposto para promover uma história distorcida e truncada de Colombo na América, junto com as linhas da Instituição Smithsoniana de “fusão de dois mundos”, muito mais que examinar os aspectos mais realistas da invasão espanhola, como “raiva, crueldade, ouro, terror e morte”.

Ou as circunstância que envolvem o roubo do software PROMIS da Compania INSLAW pelo Departamento de Justiça que “agora aponta uma conspiração disseminada implicando menores funcionários do governo no roubo da tecnolgia da INSLAW”, disse o ex Advogado Geral Elliot Richardson.

Ou Watergate.

Ou a maior “fraude bancária na história financeira mundial” onde a Casa Branca sabia das atividades criminosas do “Banco dos Canalhas e Criminosos Mundiais” (BCCI), onde as agências de inteligência dos EUA fizeram seu banco secreto e onde o suborno de importantes funcionários públicos era o meio de fazer negócios”. .

Ou em 1949, a condenação da “GM [General Motors], Standard Oil da Califórnia, Firestone, e E. Roy Fitzgerald, entre outros, para criminosamente substituir o transporte elétrico com ônibus movidos a gasolina e diesel e monopolizar a venda de ônibus e produtos relacionados para as companhias de transporte de todo país”. [em, entre outras, as cidades de New York, Philadelphia, Baltimore, St. Louis, Oakland, Salt Lake City, e Los Angeles].

Ou o conluio em 1873 entre o Senador Abraham Ribicoff (D-CT) e o Departamento de Transportes dos EUA para não prestar atenção nos defeitos de segurança de 1.2 milhões de automóveis Corvair fabricados pela
General Motors na década de 1960.

Ou a Companhia A. H. Robins, que fabricou o dispositivo intrauterino Dalkon Shield e que ignorou os repetidos avisos dos riscos do Shield e que “bloquearam, enganaram, encobriram e o acobertamento dos acobertamentos… [asim inflingindo as mulheres mundialmente uma epidemia de infecções pélvicas]”.

Ou que a cooperação entre a Companhia Aérea McDonnell Douglas e a FAA resultou no fracasso de cumprir a lei dos regulamentos a respeito da falta de segurança do cargueiro DC-10 que falhou durante o vôo e matou todos os 364 passageiros no vôo 981 da Turkish Airlinesem 3 de março de 1974.

Ou a agora banida droga anti-gavidez produtora de câncer Dietilstilbestrol (DES). que foi vendida pelos fabricantes que ignoraram os testes que mostraram que a DES era carcinogênica; e que agia  “de acordo uma com a outra na testagem e no marketing do DES para propósitos de aborto”.

Ou as conspirações entre os banqueiros e especuladores, com a cooperação do Congresso corrupto, para aliviar os depositantes de suas poupanças. Este arrogante desrespeito da Casa Branca, Congresso e mundo corporativo para os interesses e direitos do povo americano” custará aos contribuintes americanos muitas centenas de bilhões de dólares.

Ou dos executivos de Westinghouse, Allis Chalmers,Federal Pacific, e General Electric que se enconntraram subrepticiamente em quartos de hotel para fixarem preços e eliminarem a competição nos equipamentos pesados industriais.

Ou as condenações dos funcionários do Industrial Biotest Laboratories (IBT), por falsificar os testes de segurança sobre medicamentos de prescrição.

Ou a conspiração das indústrias de asbestos para suprimir o conhecimento de problemas médicos relacionados aos abestos.

Ou em 1928 o Acordo Achnacarry pelo qual as companhias de petróleo “concordaram em não se envolver em qualquer competição de preço”.

Ou a conspiração entre as agências do governo americano e o Congresso para encobrir a natureza de nossa guerra de muitas décadas contra o povo da Nicarágua, uma guerra que continua em 1992, com o governo americano aplicando pressão para a polícia nicaraguense se reorganizar de forma mais opressora.

Ou a conspiração pelo CIA e o governo americano para interferir no  processo chileno de eleição com ajuda militar, operações encobertas, e um boicote econômico que culminou na derrubada do governo legitamente eleito e no assassinato do presidente Salvador Allende em 1973.

Ou a conspiração  entre funcionários americanos, incluindo o Secretário de Estado Henry Kissinger e o diretor da CIA William Colby para financiar o terrorismo em Angola com o propósito de interromper os planos de Angola para eleições pacíficas em outubro de 1975, e mentir sobre estas ações ao Congresso e a media de noticias. E a subsequente cobertura do diretor da CIA George Bush dese terrorismo patrocinado.

Ou o consórcio do Presidente George Bush com o Pentágono para invadir o Panamá em 1989 e desta forma violar a Constituição dos EUA, a Carta da ONU e os Tratados do Canal do Panamá.

Ou a “grossas violações anti truste” e a conspiração das companhias de petróleo e dos governos americano e britânico para estrangular economicamente o Iraque depois que o Irã nacionalizou a companhia de petróleo anglo iraniana em 1951. E a derrubada subsequente pela CIA em 1953 do Primeiro Ministro Iraniano Muhammed Mossadegh

Ou o assassinato planejado pela CIA do chefe de Estado do Congo Patrice Lumumba.

Ou os esforços deliberados e voluntários do Presidente George Bush, Senador Robert Dole, Senador George Mitchell, várias agências do governo americano, e membros da Câmara e do Congresso para comprar em 1990 as eleições nacionais da Nicarágua para o candidato presidencial apoiado pelo Presidente Bush .

Ou a aprovação coletiva pelo 64 senadores de Robert Gates para chefe da CIA, diante da  “inconfundível evidência que Gates mentiu sobre seu papel no escândalo Irã-Contra” .

Ou “Como Reagan e o Papa conspiraram para ajudar o Movimento Polonês Solidariedade a apressar a queda do comunismo”.

Ou como o governo Reagan combinou com o Vaticano para banir os fundos da USAID para qualquer país “para a promoção de controle de natalidade e aborto”.

Ou “o modo pelo qual o Vaticano e Washington fizeram um conluio para propósitos comuns na América Central”.

Ou a colaboração do homem forte guatemalteco e assasino em massa Hector Gramajo com o Exército americano para projetar “programas para construir uma cooperação civil militar” na Escola das Américas do Exército dos EUA (SOA) em Fort Benning, Georgia; cinco dos nove soldados acusados em 1989 do massacre dos jesuítas em El Salvador são graduados do SOA, que treina militares Latino/Americanos.

Ou a conspiração da usina nuclear Comanche Peak para embaraçar e causar dano físico a denunciadora Linda Porter que descobriu as perigosas condições de trabalho na instalação.

Ou a conspiração do Presidente Richard e do governo do Vietnã do Sul para adiar as Conversas de Paz em Paris até depois da eleição presidencial nos EUA.

Ou os acobertamentos pandêmicos da violência policial.

Ou a sempre segura de citar conspiração comunista mundial.

Ou talvez o consórcio secreto e socialmente responsável pela publicação de Versos Satânicos em brochura.

Conspirações são obviamente um  meio de fazer coisas, e o Washington Post oferece  pouco comentário a menos que a teoria da conspiração ameace expor uma conspiração realmente importante que, vamos dizer, beneficie o grande negócio ou o grande governo.

Uma conspiração tal seria como a que a nossa benevolente CIA utilizou em 1953 para derrubar o governo iraniano para ajudar as companhias de petróleo; ou como a nossa guerra ilegal contra o Panamá para estreitar o controle sobre o Panamá e o Canal; ou como o monopólio que controla as transmissões que facilita a censura corporativa de assuntos de importância pública. Quando a camuflagem de tais conspirações  é desnuda, a confiança pública nos agentes conspirantes pode erodir – dependendo de quão seriamente o cidadão perceba a conspiração ter violado a confiança pública. A erosão da confiança pública no status quo é o que Post parece ver como uma ameaça real a sua segurança corporativa.

Atualmente, o Post tem montado ataques frenéticos e vituperantes sobre o filme de Oliver Stone, “JFK”, que reeexamina os achados da Comissão Warren – a comissão oficial do governo americano -, encontrando um único homem atirador, agindo solitariamente, matando o Presidente John F. Kennedy. O filme também é a história do Advogado distrital de New Orleans, Jim Garrison, em seu indiciamento sem sucesso de Clay Shaw, a única pessoa a ser julgada em relação ao assassinato. E o filme propõe que o assassinato de Kennedy foi o trabalho de conspiradores cujos interesses não foram servidos por um presidente que, tivesse ele vivido, não nos teria envolvido na guerra do Vietnã.

O Post ridiculariza o reeexame do assassinato de Kennedy nas direções seguidas pelo filme “JFK”. Jornalistas seniores do Post, como Charles Krauthammer, Ken Ringle, George Will, Phil McCombs, e Michael Isikoff, tem  sido chamados para construírem uma parede protetora contra o sentimento público que nunca tem apoiado a tese não conspiratória do governo. A despeito dos fatos que o Comitê de Inteligência do Senado de 1975 e 1976 descobriu que “a CIA e o FBI tem mentido repetidamente à Comissão Warren” e que o relatório de 1979 do Comite Seleto da Câmara sobre Assassinatos descobriu que o Presidente  Kennedy provavelmente foi morto “como resultado de uma conspiração”, um número verdadeiramente desconcertante de histórias do Post tem sido utilizado para desacretditar “JFK” como uma outra conspiração.

Alguns dos ataques mais viciosos ao filme são do editor Stephen Rosenfeld, e dos jornalistas Richard Cohen, George Will, e George Lardner Jr. Eles ridicularizam a idéia de que Kennedy possa ter tido segundos pensamentos sobre a escalada da guerra do Vietnã e declaram não haver justificativa histórica para esta idéia. O jornalista endurecido Peter Dale Scott, ex chefe de ligação do Pentágono/CIA L. Fletcher Prouty, e os investigadores David Scheim e John Newman tem cada um dele autorado uma defesa para a tese de “JFK” que Kennedy não era entusiástico de se aventurar no Vietnã. Mas a equipe do Post continua a falar descontroladamente contra a possibilidade de uma conspiração de alto nível para o assassinato enquanto oferece pouca justificativa para seus argumentos.

Um exemplo de uma sabedoria particularmente pobre e comportamento inaceitável é a contribuição de George Lardner Jr para a campanha do Post contra o filme. Lardner escreveu três artigos, dois antes que o filme estivesse completo, e o terceiro durante seu lançamento. Em maio, seis meses antes do filme ser lançado, Lardner obteve uma cópia do primeiro rascunho do script e, ao contrário dos padrões aceitos, revelou no Post o conteúdo do copyright do filme. Também neste artigo, Lardner desacredita Jim Garrison com declarações hostis de um ex associado de Garrison, Pershing Gervais. Lardner não diz ao leitor que subsequente ao julgamento de Clay Shaw, em uma ação criminal do governo dos EUA movida contra Garrison, a testemunha do governo Gervais, que ajudou Garrison no processo, admitiu sob juramento que em uma entrevista de maio de 1972 com um repórter de televisão em New Orleans, ele, Gervais, tinha dito que o caso do governo americano contra Garrison era uma fraude. A narrativa do Post de 1973 da libertação de Garrison menciona esta controvérsia, mas quando perguntei recentemente a Lardner sobre isto, ele não tinha certeza de se lembrar disto.

Duas semanas depois de seu primeiro artigo sobre “JFK”, Lardner gabou-se de seu modo para a justificativa da posse não autorizada do primeiro rascunhho do filme. Ele também defendeu a sua referência a Pershing Gervais ao atacar verbalmente Garrison como um escritor de “ficção gótica”.

Quando o filme foi lançado em dezembro, Lardner o “revisou”. Ele novamente ridicularizou a tese do filme que seguiu o assassinato de Kennedy, o Presidente Johnson reverteu os planos de Kennedy para desescalar a guerra do Vietnã. Lardner citou um memorando de Johnson quatro dias antes da morte de Kennedy. Lardner diz que este memorando foi escrito antes do assassinato e que ele era uma “continuação da política de Kennedy”. De fato, o memorando foi rascunhado no dia anterior ao assassinato por McGeorge Bundy (assistente para Assuntos de Segurança Nacional de Kennedy). Kennedy estava no Texas, e pode nunca ter visto isto. Após o assassinato, ele foi reescrito; e a versão final fornecida para a escalada da guerra contra om Vietnã – fatos evitados por Lardner.

A cruzada do Post contra expor as conspirações é blatantemente desonesta:

O inquérito da Comissão Warren foi em sua maior parte realizado em segredo. Este fato é enterrado pelo Post. Nem os leitores deste jornal acharam uma discussão significativa das dúvidas secretas da Comissão Warren sobre o FBI e a CIA. Ou um despacho do quartel general da CIA instruindo os co conspiradores nas estações de campo a contra agirem à nova onda de livros e artigos criticando os achados da Comissão Warren …[e] teorias da conspiração …[que] tem frequentemente lançado suspeita sobre nossa organização ” e “discutir o problema da publicadade com ligação aos contactos amigáveis da elite, especialmente politicos e editores “e “empregar ‘bens’ de propaganda para responder e refutar os ataques dos críticos…. revisões de livros e artigos são particularmente apropriados para este propósito  … a meta deste despacho é fornecer material para conter e desacreditar as afirmações dos teóricos da conspiração …”.

Em 1979, a jornalista de Washington Deborah Davis publicou “Katharine The Great”, a história da publicante do Post Katharine Graham e os laços estreitos do jornal dela com a poderosa elite de Washington, entre eles, alguns da CIA.

Particularmente irritante para o editor do Post Benjamin Bradlee era a afirmação de Davis que Bradlee tinha “produzido material da CIA”. Compreensivelmente sensível a este tipo de publicidade, Bradlee disse ao publicante de Davis, Harcourt Brace Jovanovich ,”Miss Davis está mentindo … nunca produzi material da CIA …o que fiz foi chamar Miss Davis de tola e colocar sua companhia em um pequeno grupo especial de publicantes que não se importam com a verdade”. O  Post intimidou HBJ [Harcourt Brace Jovanovich] de recolher o livro; HBJ rasgou 20.000 cópias; Davis processou a HBJ por quebra de contrato e danos à reputação; HBJ fez um acordo; e Davis publicou o livro dela em outro lugar com um apêndice que demonstrava que Bradlee tinha estado profundamente envolvido com a produção da propaganda da Guerra Fria da CIA. Bradlee ainda diz que as alegações sobre sua associação com as pessoas da CIA são falsas, mas aparentemente ele não tem agido para contestar a extensa documentação apresentada por Deborah Davis na segunda e terceira edições ddo livro dela.

E não é que o Post fosse novo no trabalho de conspiração.

O ex publicante do Washington Post Philip Graham “acreditando que a função da imprensa era mais frequente do que não mobilizar o consentimento para as políticas do governo, era uma dos arquitetos do que veio a se uma prática disseminada: o uso e a manipulação de jornalistas pela CIA”. Este escândalo foi conhecido por seu nome código: Operação MOCKINGBIRD. O ex repórter do Washington Post Carl Bernstein cita um ex diretor substituto da CIA como dizendo, “Foi amplamente sabido que Phil Graham era alguém que podia obter ajuda deles”.  Mais recentemente o Post forneceu o acobertamento para a personalidade da CIA Joseph Fernandez ao “se recusar imprimir seu nome durante um ano, até que seu indiciamento foi anunciado… por crimes cometidos em sua capacidade oficial como chefe da estação da CIA na Costa Rica”.

Hoje, o Post e seu mundo dos grandes negócios estão aparentemente aterrorizados que nossa elite e os funcionáros públicos de alto nível possam ser expostos como conspiradores por trás do contrabando de drogas dos Contra, da “October Surprise’, ou do assassinato do Presidente Kennedy. Este medo é verdadeiramente notável no que, como a maioria de nós e como a maioria das instituições, o Post dirige seu negócio como empreeendedores com mente de conspiradores – uma conspiração “para agir ou trabalhar junto para o mesmo resultado  ou meta”. Mas onde o Post realmente se separa da companhia das pessoas simples é quando ele finge que as conspirações asociadas ao grande negócio ou governo são “coincidência”. O repórter do Post, Lardner expressa a frustração inerente em manter esta dicotomia. Ele ataca verbalmente Oliver Stone e sugere que Stone pode realmente acreditar que a oposição do Post ao filme de Stone seja uma “conspiração”. Lardner nos assegura que as queixas de Stone são “infundadas e paranóides e similares ao Macartismo”.

Assim como o Post justifica devotar tanta energia para ridicularizar estes que investigam conspirações?

O Post tem respostas: as pessoas se dedicam as teorias de conspiração porque elas precisam de algo ” “limpo e ordenado”  que “tampe a falha que nenhuma outra teoria aceita preenche” ,  e “coincidência” …é sempre a mais segura e mais provável explicação para qualquer conjunção de circunstâncias curiosas…”

E o que esta resposta significa? Significa que a “teoria da coincidência” é o que o Post aceita quando ele preferiria não admitir uma conspiração. Em outras palavras, algumas coisas apenas “acontecem’. E  além disso, a conspiração faz certas coisas que seriam crime; a “coincidência” é uma aposta mais segura.

O mediador do Post Richard Harwood, que, é murmurado, servir como Diretor Executivo da Ordem Benevolente Protetora ds Teóricos da Coincidência, recentemente divulgou um aviso sobre candidatos presidenciais “que tem começado a murmurar sobre uma conspiração da imprensa”. Ordinariamente, Harwood simplesmente desmentiria etas acusações como “sintomas de paranóia da média que a cada quatro anos envolve membros da classe política americana”. Mas um engano fatal foi cometido pelos murmuradores: eles  usaram a palavra “C” contra a imprensa”! E Harwood explodiu seu comentário  automaticamente em uma coluna inteira – terminando com “Somos os novos jornalistas, imersos talvez a tempo demais nas limpeza das águas da conformidade política. Mas conspiradores não somos.”

O distinguido jornalista investigativo Morton Mintz, um veterano de 29 anos do Washington Post, agora preside o Fundo para Jornalismo Investigativo. Na publicação de dezembro do The Progressive, Mintz escreveu “Um Repórter Olha Para Trás Com Raiva – Porque a Media acoberta o Crime Corporativo”. Neste sentido ele discutiu as dificuldades em convencer os editores de aceitarem importantes histórias de notícias. Ele ilustrou o artigo com suas próprias experiências no Post, onde ele diz que era conhecido “como a maior dor na bunda no escritório”.

Harwood argumentaria que o pesar sofrido pelos jornalistas nas mãos dos editores é uma questão de coincidência aleatória?

E que tal política como Mintz descreveu é feita independentemente por editores sem influência de editores companheiros ou da gerência?  Harwood nos teria feito acreditar que nos incontáveis encontros nos escritórios nos quais as pessoas das notícias estão sempre em frequência, não haja discussão de que histórias publicarão e quais encontrarão espaço inadequado? Que não exista um planejamento prévio para histórias ou que não haja esforços cooperativos entre a equipe? Ou que diante de nossa media de notícias do candidato presidencial Larry Agran, um jornalista do Post seria livre para dar espaço no noticiário ao candidato Agran igual aquele que o Post gasta e abundância com o candidato Clinton? Vamos encarar isto: estas possibilidade é a respeito de quão provável seja Barbara Bush entretendo os convidados com uma sopa na cozinha.

Harwood desejaria que nós acreditemos que o crítico da media e ex mediador do Post Ben Bagdikian está dizendo menos que a verdade em sua narrativa do controle do serviço a cabo sobre os noticiários: “os homens grandemente anônimos que controlam as escrivaninhas do sindicato e o serviço a cabo e as máquinas centrais de fotografias que determinam uma única decisão que milhões ouvirão e verão… parece haver pouca dúvida que estes guardiães do portão presidem a operação na qual uma surpreendente quantidade de agências de imprensa espreita nas portas de trás do jornalismo americano e marcha intocável para a porta da frente como ‘notícias'” .

Quando ele estava na Côrte de Apelação dos EUA do Distrito de Washington, o Juiz Clarence Thomas violou a lei americana ao deixar de se remover de um caso no qual ele então procedeu para reverter um julgamento de dez milhões de dólares contra a companhia Ralston Purina. Ralston Purina, o império de alimentos animal, é a fortuna da família do mentor de Thomas, Senador John Danforth. O Post limitou sua cobertura do mau feito de Thomas a 56 palavras enterradas no meio de um artigo de 1.200 palavras. Harwood nos teria feito acreditar que o blecaute quase completo sobre este assunto pela maior media de noticias e o Senado dos EUA foi uma questão de coincidência? Um repórter do Post poderia ter escrito uma história sobre a Ralston Purina se ela tivesse querido? Um tijolo pode nadar?

Ou pegue o bom relato produzido em setembro passado pelo Cidadão Público Ralph Nader. Intitulado “Todos os Homens do Presidente’, ele documenta “Como o Conselho de Quayle sobre a Competitividade Secretamente compromete a Saúde e os Programas Ambientais”. Três meses depois, os jornalistas do Post David Broder e Bob Woodward publicaram “Sub Estudo do Presidente”, uma série de sete partes sobre o Vice Presidente Quayle. Embora esta série se dirija ao papel de Quayle no Conselho de Competitividade, seu gerenciamento sobre o deastroso impacto do Conseho sobre a América é inadequado. A série tem 40 mil palavras de conversa mais inócua sobre as recordações de Quayle: juventude, família, registros de universidade, cristandade, aspirações políticas, aspirações intelectuais, amigos ricos, associados do governo, golf, viagens, a sua esposa Marilyn, e patrimônio líquido – revelando pouco sobre as habilidades de Quayle, seu entendimento dos problemas da sociedade, ou seus pensamentos sobre justiça e liberdade, e nunca mencionando o compreensivo estudo de Nader do registro de Quayle no governo Bush.

Agora, Broder ou Woodward se esqueceram sobre o estudo de Nader? Um dos dois se esqueceu? Ou um esqueceu e ambos decidem não mencionar isto? Estes dois celebraram, endurecidos repórtes do Post até mesmo discutirem juntos suas histórias jornalistas juntamente co autoradas? Eles decidiram publicar um tal conjunto improdutivo de artigos porque melhoraria as reputações deles? Como o gerenciamento se sentiu sobre o uso do precioso espaço do noticiário com tal frivolidade? É possível que tantas páginas fossem dedicadas a esta tagarelice sem as pessoas “agindo ou trabalhando juntas para um mesmo resultado ou meta? Os crocodilos voam?

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Published in: on maio 6, 2008 at 12:52 pm  Comments (1)  
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  1. […] Conspire Assim wrote an interesting post today on Media e CIAHere’s a quick excerptCorporações com executivos de sorrisos forçados, duplos peitos, diretorias interligadas, fuga de capital e disputas de trabalho. Dow. General Electric. Coca-Cola. Disney….Sua voz pode ser ouvida em uma set de filmagem no Amazonas, produzido por Walt Disney…. […]


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