A natureza Bélica dos EUA

A CIA e a Guerra do Golfo

de John Stockwell
Uma palestra de 20 de fevereiro de 1991
Centro Comunitário Louden Nelson, Santa Cruz, Califórnia

INTRODUÇÃO

John Stockwell é um veterano de 13 anos com a CIA e um ex major do Marine Corps dos EUA. Ele foi contratado pela CIA em 1964, passou seis anos trabalhando para a CIA na África, e foi mais tarde transferido para o Vietnã. Em 1973 ele recebeu a Medalha de Mérito da CIA, a segunda maior homenagem da CIA. Em 1975, Stockwell foi promovido para Chefe de Estação da CIA e Coordenador do Conselho Nacional de Segurança, gerenciando as ações encobertas durante os primeiros anos da sangrenta guerra civil de Angola. Depois de dois anos ele pediu exoneração, determinado a contar a verdade sobre o papel da agência no Terceiro Mundo. Desde aquele tempo, ele trabalha incansavelmente para expor as atividades criminosas da CIA. Ele é autor de “In Search of Enemies”, uma exposição da ação encoberta da CIA em Angola.

Stockwell é um membro fundador de “Peaceways” e ARDIS (Associação para Dissidentes Responsáveis) uma organização de ex agentes da CIA e do governo que são abertamente críticos das atividades da CIA. Seu livro mais recente é intitulado “The Praetorian Guard: The U.S. Role in the New World Order.”

JOHN STOCKWELL: Muito obrigado, do fundo do meu coração, por me convidarem novamente. Este é um dos meus lugares favoritos no país. Meu crescimento, já que saí da CIA a bem poucos anos atrás e aprendi a falar, e a ter confiança, alguns dos meus aparecimentos foram justamente aqui. E a resposta que obtive, e o apoio que obtive, ajudaram-me a crescer na medida em que continuei a viajar e palestrar e debater e ler e ler e ler, e escrever coisas, algumas delas bem sucedidamente publicadas.

Agora venho com um novo livro chamado “The Praetorian Guard: The U.S. Role in the New World Order”. E ele já está nos caminhões através do país exatamente agora. Estarei em livrarias, eles dizem, em três semanas. Que aparentemente é o tempo necessário.

Quero lhes aplaudir por sua energia e interesse no mundo. E me desculpa por estar de costas para vocês. Estou apenas feliz que você esteja obtendo isto. Nós precisamos mandar embora aproximadamente quinhentas pessoas. E isto é uma tragédia, quando a comunicação é tão importante sobre tais assuntos. E assim, de fato, é. Eu quero dizer a eles que se alguém quiser organizar isto, e se a energia está aqui, voltarei em dois dias ou três semanas ou seja quando for viável.

O que é tão importante em vocês estarem aqui, e este tipo de interesse é o princípio básico que entendi a muito tempo atrás e que muitos de vocês entenderam muito antes, é que de fato nós somos criaturas programáveis. Podemos ser ensinadas desde a infância. E somos ensinados, neste país, de modo tal que somos condicionados e que responderemos a alguém mais que alcance dentro de nossos peitos para colocar botões e fazer-nos marchar para a guerra e matar pessoas, ou aplaudir quando outros vão e matam pessoas. E o único meio de se defender e a seus seres amados contra isto é se auto programar. E você faz isto lendo livros, partilhando conversas com pessoas sérias e por palestras e eventos como este, e todo os outros que vocês tem feito. E certamente, estre grande motor de informação e energia [nesta audiência] é surpreendente.

Agora o que iremos falar nesta noite é o que chamo de “A Boa Guerra Número Dois”. Tenho certeza que voces se lembram do livro de Studs Terkel, THE GOOD WAR, sobre a Segunda Guerra Mundial, onde os raciocínios eram tão sólidos que a nação estava muito bem atrás disso e até mesmo o partido comunista [e Karl Marx tinha desafiado o boicote e as pessoas desafiavam o boicote a grande guerra capitalista]… Todo mundo foi atrás disso, apenas uns muito poucos pacifístas de verdade ficaram. E [desde então também isto é chamado] “A Nova Ordem Mundial”. Isto agora está sendo lutado em nome da “Nova Ordem Mundial“, George Bush sendo o chefe.

Primeiramente, antes que eu chegue a isto… tenho que me mover muito rapidamente esta noite porque o assunto é denso; o que queremos cobrir. Eu atravessarei isto e então iremos para as perguntas. E novamente, sinta-se a vontade, se vocês estiver tímido ou coisa assim, escreva a pergunta. Mas será muito mais interessante se tivermos a energia de pessoas se levantando e fazendo curtas declarações e assim outros possam falar também: questionar, desafiar. Teremos a energia fluindo entre nós.

Mas primeiro, quantas pessoas tem lido ….. a última vez que estive aqui perguntei a vocês… Quantas pessoas realmente leram o livro de Howard Zinn, “A People’s History of the United States?” ….. Isto é o melhor! Todo mundo mais: amanhã, declare-se doente. Não vá as aulas. Leia este livro! Muito simplesmente, você nunca entenderá o sistema dos EUA tão completamente sem ler isto. E uma vez tendo lido, você será capaz de entender o que está acontecendo, amplamente, pelo resto de sua vida. Ele é extremamente bem escrito, extremamente bem documentado, tremendamente em movimento, com citações em cada página: cada fase da nossa história, como vista, não dos interesses do país e dos grandes negócios – como são os nossos livros didáticos de escola secundária e como são nossos livros didáticos universitários – mas do ponto de vista das pessoas que morreram nas guerras, que combateram nas guerras, que pagaram pelas guerras, e que lucraram com as guerras, de fato.

Esta guerra da qual estamos falando nesta noite é chamada de “Guerra do Golfo Pérsico” – a “guerra SuperBowl” – a “guerra feita para a televisão”, “a guerra editada pelo Pentágono”, a “guerra censurada”, a guerra de “Sadam Hussein é tâo mau que temos que fazer isto” e “Vamos apoiar nossas tropas nesta guerra, certa ou errada”.

Agora, esta coisa foi cuidadosamente preparada durante seis meses, abertamente, pelo governo dos EUA, o Pentágono e a Media. A CNN [Cable News Network] entrando nisto muitas semanas atrás com ampla cobertura. Cobrimos isto tão premeditadamente que em 14 de janeiro… e eu tinha estado escrevendo roteiros e coisas, tentando fazer uma vida, com a CNN ligada… Em 14, esperando o pontapé inicial, eles tiveram um professor da Universidade Emory que nos deu um conselho sobre como usar Wall Street para lucrar com a guerra antes que ela acontecesse. Seu conselho é muito simples – no caso de você estar sentado em um monte de dinheiro e não querer dar isto a mim ou ao Instituto Crístico-, ele disse: “pule agora”. Isto era o dia 14. Ele disse: “Não espere uns poucos dias porque então, outras pessoas estarão pulando. Vá exatamente agora!” E então ele disse: “O dólar americano subirá temporariamente,então compre yens japoneses. Espere até que o dólar suba, etão compre os yens japoneses porque pelo fim do ano o dólar baixará novamente e o yen terá dobrado de valor novamente e você pode fazer muito com isto”.

Toda cobertura obscena que nós podemos fazer!

E então o mundo inteiro esperou, em 15 e 16, para o ponta pé inicial desta grande guerra moderna. Agora, algumas pessoas esperaram, ou tem estado esperando, muito mais tempo que outras. Eu me descobri na posição [como um garoto do Texas que cresceu na África; mas você sabe]lendo livros e tendo visto um pouco destas coisas a nível de Conselho de Segurança Nacional, tinha sido capaz de prever, nove meses antes, que os EUA invadiriam o Panamá. E isto não foi um tiro no escuro. Isto foi uma análise dos EUA e de George Bush para quem eu trabalhei, no fim da “Guerra Secreta de Angola”, onde eu era o comandante da força tarefa para um subcomitê do Conselho de Segurança Nacional e ele era o diretor da CIA, responsável por defender-se no Congresso.

Permita-me que me apresse a dizer que ele era um homem muito bom para se estar ao redor. Ele é atento. Ele é elegante. Ele tem alta energia positiva. Se um de seus filhos ficava doente, até mesmo se você estava saindo da equipe, receberia um cartão postal pelo correio muio prontamente dizendo:

“Muito triste por Johnny …”

Ele cumprimentava as pessoas e lembrava os nomes delas; uma pessoa atenta e decente a nível humano. E então, de fato, ele tinha raciocínios para o que ele faz, e iremos falar sobre estas coisas. Mas dei palestras na Universidade Americana em novembro e então na Casa dos Comuns na Inglaterra em dezembro. Novamente C-SPAN gerenciou obter um filme disto, um video e eles passaram isto na televisão nacional oito vezes quando a invasão ocorreu, por causa destas palestras, eu havia previsto a invasão e analisado o porque. Então, aproximadamente a um ano atrás, previ esta guerra. E novamente não era um tiro no escuro. Isto era uma análise fria, sóbria e cuidadosa dos EUA: onde isto era, e porque precisaria uma guerra; e de George Bush: e porque ele levaria a nação à guerra.

Agora é isto que quero fazer esta noite, se eu possivelmente puder, é dar a vocês todos os elementos essenciais e o entendimento de como fui capaz de fazer esta previsão e assim você será capaz de prever a próxima guerra. Porque certamente haverá outra depois desta, a menos que possamos intervir e quebrar os ciclos, e fazer uma mudança profunda no sistema dos EUA. Minha opinião é que sabemos como estas coisas funcionam. Não é mágica. Não é clasificado. Não é secreto. Desde a Guerra do Vietnã, a Instituição, a Instituição Militar, como chamo a isto. Eisenhower chamou a isto Complexo Militar Industrial – a Instituição Militar, que é o motor central muito poderoso em nossa sociedade, em nosso permanente Complexo de Guerra, que tem estado trabalhando para apagar o estigma da Guerra do Vietnã e tem estado a nos dizer que está fazendo isto.

O Presidente Reagan começou o mandato dizendo que ele ensinaria a nação como lutar novamente na guerra, para nos fazer permanecermos altos e então, de fato, empregando recursos enormes nos militares, glamurizando os militares, bombardeando a Líbia, invadindo Granada e movendo uma guerra de baixa intensidade contra a Nicarágua. Bastante interssantemente, eles foram proibidos pelo Pentágono, pelos Militares, pelo Departamento de Defesa, de invadirem a Nicarágua, realmente porque o povo americano era solidamente contra isto. E então, o Secretário de Defesa, em falas públicas, disse: “Não, não com meu Departamento de Defesa, a menos que possamos persuadir o povo a apoiar isto”. Eles não podiam fazer a venda deles e eles foram poupados do horror de fazermos estas coisas na Nicarágua.

Agora ao mesmo tempo, por todos estes anos, pessoas como o coronel Harry Summers, ensinando no War College, escrevendo seu livro sobre estratégia, analisando a Guerra do Vietnã, pelos seus fracassos, não justificativo, não que esta fosse uma guerra errada. O que ele estava dizendo foi o que fizemos errado foi fracassar em orquestrar a guerra e organizar e motivar o povo americano a apoiar; e que isto demorou demais e não vencemos e não fomos bastante decisivos com um maior ataque militar. Os militares tem sempre mantido que se pudéssemos ter ido adiante, eles poderiam ter ganho no Vietnã muito eficientemente, e que eles foram incapacitados pelos políticos e foram evitados de lutarem uma boa guerra. Dean Rusk, quando deixou o ofício e se aposentou, disse que a próxima guerra não podia ser lutada sob os olhos das câmeras de televisão com o público fazendo críticas aos generais na medida em que eles tomavam decisões nos campos de batalha.

Agora, vocês perceberão uma coisa interessante que é, um: ele estava erado. Ele não entendeu que eles podiam assim cativar a nação para poder lutar a guerra no olho da câmera de televisão. Mas isto foi uma câmera de televisão censurada, com a media participando da censura. Mas talvez a coisa mais significativa sobre a declaração dele foi o fato que ele estava absoluta e alegremente confiante que
haveria uma outra guerra.

A maioria de nós estava presumindo que, por causa do trauma da Guerra do Vietnã, tinhamos aprendido que estas coisas não são agradáveis, que elas não funcionam e que nunca deveriamos fazer isto novamente. Os miltares estavam mantendo que se os EUA tivessem ido maciçamente no Vietnã, com bombas nucleares, se tivessem feito isto, e vencido em poucos meses, o povo americano teria apoiado isto e não haveria trauma. O General Gavlett[sp], no Comando Sul no Panamá, quando eles estavam tentando invadir a Nicarágua, disse: “O povo americano ama um bom golpe, mas você tem que obter isto em seis semanas ou será amargo para você. Você não pode sustentar ter uma guerra ainda em andamento enquantos os sacos de cadáveres começam a chegar em casa'”.

Agora desde então, como parte da preparação para esta guerra, esta enorme preparação bem sucedida para esta guerra, para levar a nação a guerra e restaurar o Complexo Militar, temos estado preparando um maior controle de nossa sociedade. Agora isto é onde fica um pouco estranho:

Eles estão derrubando uma série de leis. Não tenho tempo nesta palestra para me aprofundar nisto, mas como matéria de fato, listarei todas elas que estou ciente em um capítulo do livro que está sendo lançado agora [The Praetorian Guard: The U.S. Role in the New World Order.] As leis de Segurança Nacional, que funcionam para dar a eles o controle sobre a imprensa, os passaportes; eles podem impedir que Jane Fondas e Seymour Hershes viagem e relatem de lugares como Hanoi, ou os escândalos de My Lai e similares.

Vocês tem que entender que os EUA sempre são e serão uma nação amante da guerra, uma nação guerreira. Mas uma com um sorriso. Temos aprendido como colocar uma torção nisto e nos sentirmos bem sobre fazer o que outras nações tem feito e que consideramos serem más.

Isto é parte da minha análise. E a CIA e o nosso treinamento… quando éramos novatos, pessoas do lado analítico vieram para falar conosco e eles disseram:

“Se você está tentando entender o que uma nação irá fazer, você não coloca as circunstâncias na mesa diante de você e diz, a coisa lógica é que eles farão isto. O que você faz é olhar para a história do país, seus ciclos de guerra ou seja o que for. Se um país tem ido à guerra frequentemente em seu passado, você espera que ele vá a guerra novamente. Se um país nunca foi a guerra, você pode esperar que ele encontre uma situação pacífica.”

E com esta análise, aproximadamente a dez anos atrás [quase a maioria do meu crescimento intelectualmente tem sido desde então] que comecei a sentar e rabiscar em quantas guerras os EUA tem estado. E percebi que a um monte completo delas. Verdadeiramente uma nação guerreira! A guerra está muito profundamente em nossa história. 15 guerras, como as contei. E isto é semântica. Eles não chamaram a Coréia de guerra. Eles não tentaram chamar o Vietnã de guerra. Mas as maiores ações militares dos EUA, eu contei 15, dando ou tirando duas, se vocês as preferem chamar de menores, mas não obstante, vamos dizer 15 guerras. Pssamos aproximadamente 15 anos em guerra. Temos tido 200 mais ações militares, aproximmadamente uma por ano, nas quais colocamos nossas tropas em outros países para força-los a bedecerem a nossa vontade. O período mais longo entre as gueras foi entre as duas guerras mundiais. O segundo maior período foi entre a Guerra do Vietnã e a Guerra do Golfo Pérsico.

Agora, durante o primeiro período, o período mais longo, pusemos 12.000 tropas com uma Força Aliada para invadir a Rússia e colocamos nossos Marines repetidamente em países da América Central e na América Latina, novamente, para força-los a nossa vontade. E então, de fato, temos tido conflitos de baixa intensidade, quase que incontáveis, centenas e centenas deles, entre, por exemplo, o Vietnã e a Guerra do Golfo Pérsico.

Quando vocês começam a ler estas coisas [ e “A People’s History of the United States” de Howard Zinn é extremamente bom para acompanhar este tipo de detalhe para realmente dar a vocês o auge da história de como a liderança orquestrou a nação em outras guerras] em cada guerra houve um gatilho. Se você olhar a página 290 do livro, o Pres. Harry Truman escreveu a um amigo:

“Em extrita confiança, devemos dar boas vindas a quase qualquer guerra, porque penso que o país precise de uma.”

Você tem o navio de guerra Maine ….

[JD: Se o USS Maine foi afundado por ordens de pessoas poderosas no governo dos EUA, não é tão óbvio quanto o fato de que eles usaram o afundamento como a desculpa deles para a guerra que eles desejavam.]

Você tem o navio de guerra Maine, afundado em condições misteriosas na Guerra Hispânico-Cubana-Americana. E a imprensa foi para criar a histeria e remamos para lá – Teddy Roosevelt e tudo isto.

O Lusitania na Primeira Guerra Mundial ….

[JD: O navio de passageiros Lusitania foi afundado por um u-bote alemão. Mas porque ele foi enviado a águas hostis? Porque os homens de dinheiro e poder ansiosamente desejavam enviar os EUA na mais lucrativa guerra ao usar uma feramenta muito eficaz: emoção, provocando ultraje que impele as pessoas comuns de decência a irem ao combate contra os “hunos” que afogaram 700 homens, mulheres e crianças aterrorizados.]

Em 1915, Kate Richards O’Hara … lembrem-se, ela disse:

“As mulheres dos EUA nada mais são que chocadeiras, produzindo filhos para serem colocados no Exército e então transformados em fertilizantes.”

E ela foi condenada a cinco anos de prisão por falar contra a guerra. E então houve Pearl Harbor, que criou “Boa Guerra”, com um raciocínio forte demais. E agora temos absoluta prova histórica que a nossa liderança sabia onde estava a frota japonesa, para onde ela se dirigia e quais eram seus planos. Sabiam que ela ia atacar nossa frota em Pearl Harbor. E eles não avisaram o almirante para tirarem nossos navios do mar. Eles deixaram os navios serem afundados e matarem 2003 soldados e marinheiros para galvanizar a nação para a guera que eles queriam ir.

E então de fato vocês têm o incidente do Golfo de Tonkin na instigação da Guerra do Vietnã.

[JD: Presidente Lyndon Johnson mentiu ao Congresso, e ele admitiu particularmente que mentiu em sua declaração de que os botes norte vietnamitas tinham disparado contra o USS Maddox no Golfo de Tonkin. Os chefes de Johnson estavam tentando provocar um ataque que seria uma justificativa para incitar o Congresso para garantir ao presidente a autorização para iniciar a retardada e altamente lucrativa guerra com o Vietnã do Norte. Mas os norte vietnamitas não morderiam a isca. Assim Johnson inventou o ataque. Como matéria de fato, o USS Maddox nunca foi atingido de todo .]

Na Guerra Mexicana (relacionamos aquela do Texas, e estou certo que vocês estão aqui porque isto faz de fato parte da nossa herança], eles ofereceram dois dólares por cabeça a cada soldado que se alistasse. Eles não obtiveram bastante alistados e então ofereceram cem acres de tera a qualquer um que fosse um veterano daquela guerra. Eles ainda assim não obtiveram alistamentos suficientes e então o futuro presidente Zachary Taylor foi enviado para andar de cima a baixo na fronteira.- a fronteira disputada – até que os mexicanos atirassem nele. E as manchetes disseram :

~~~~~ “MEXICANOS MATAM NOSSOS JOVENS NO TEXAS” ~~~~~
e a nação se levantou e lutamos a guerra e tomamos terra do México: Texas, New Mexico, Arizona, California e parte do Colorado.

E então, de fato, temos a Guerra do Golfo Pérsico: a invasão de Saddam Hussein do Kuwait. Esta nítida agressão, esta coisa muito má, este homem verdadeiramente mau, que é a reeencarnação do próprio Hitler,
deu a George Bush o veículo que ele precisava para esta guerra que ele estava comprando por lá.

Nós entraremos em mais detalhes em um minuto, mas primeiro devemos continuar para entender o nosso sistema e como as palavras de condicionamento funcionam em um pouco mais de detalhe.

O condicionamento para a guerra neste país começa com dois anos, quando colocamos nossos filhos diante da babá televisão e vamos lavar pratos ou limpar o chão ou lavar o carro, e ensinamos a eles. Realmente, as crianças pequenas [não sei se vocês tem feito isto recentemente], inicialmente estão entediadas da televisão. Vocês tem que atrai-las para isto. Nós ensinamos a elas, realmente, a assistirem televisão. E elas aprendem muito rapidamente. E então eles acabam asistindo de 10 a 15 ou 20 shows por dia, todos eles o mesmo show, a mesma história com personagens diferentes. Chamo a isto de “Síndrome americana”. Estou falando sobre… Estamos desenvolvendo um garoto que agora está com 12 anos e ele está ouvindo as minhas palestras. E tenho que sentar e assistir um pouco de televisão com ele para que eu possa entender. Vocês sabem, “papai, venha aqui” e assim nos anos recentes temos assistido HE-MAN, SHEENA, THE THUNDERCATS, SCOOBY-DOO, e agora as Tartarugas NINJA e THE RAIDERS… Esqueci. Sempre o mesmo complô: pessoas pequenas boas, atraentes e geralmente de pele clara ou iluminadas que são enfrentadas por horríveis forças escuras como o Skeletor. E eles sempre dizem: “Por favor, sejam bons.Não queremos problemas”. E as forças do mal sempre insistem. E no último minuto eles miraculosamente saltam e vencem as forças do mal. Corte! Comerciais! E seguimos com a mesma história e outros personagens. A “sindrome americana” de pessoas boas que condenam a guerra, que não querem a guerra, até mesmo, exceto que isto é ribombado desde os dois anos de idade, que somos bons, uma nação amante da paz, os bons camaradas do mundo que sao muito relutantes em irem a guerra quando as forças do mal estão sobre nós.

Então vocês obtêm a matéria que temos tratado nos anos 80 durante o ciclo dos planejadores da guerra: RAMBO, COMMANDO, RED DAWN, as séries ROCKY, UNDER SIEGE, DELTA FORCE, AMERIKA, MISSING IN ACTION, TOP GUN, HEARTBREAK RIDGE, DEATH BEFORE DISHONOR, PLATOON, HAMBURGER HILL, TOUR OF DUTY, CHINA BEACH, e a lista continua de filmes violentos de guerra.

Agora novamente outra vez, analise um destes para dar a vocês… quantas pessoas viram o filme RED DAWN? Agora isto é divertido. Quantas pessoas, quando viram isto, sabiam ser um filme de propaganda de guerra? O produtor percorreu a nação, foi a televisão dizendo: “quero fazer um filme que as pessoas sintam-se positivas quanto a guerra”. Assim isto é uma propaganda comercial, a propaganda do filme, um filme de propaganda. Então podemos analisar e ver: como eles nos motivam para a guerra quando querem fazer um tal filme. E assim você toma o complô. É ficção científica. Eles tem um cenário estabelecido que vocês compram no primeiro minuto, que é impossível e irreal. Há uma força de russos, cubanos e nicaraguenses que invadiram os EUA e seguiram todo caminho para as Montanhas Rochosas e explodiram nossas armas nucleares. Nosso exército não existe. Eles estão lá. E as pessoas estão lutando contra eles. A América, de fato, tinha o mesmo complô, um pouco. Agora vocês tem se perguntado: “Porque eles escolheram Rússia, Cuba e Nicarágua?” Com certeza tinha de ser a Rússia porém um complô melhor seria a Rússia, Canadá e México ou aom menos Rússia, Canadá e Cuba, porque vocês sabem que eles podem vir através da vasta fronteira com o Canadá e nos imobilizar conntra Cuba e vocês podem, vocês sabem quase tomar isto como ficção científica. Mas porque a Nicarágua? Eles [o governo dos EUA] tinham decidido lutar uma guerra real na Nicarágua. Assim é essencial que eles comecem a condicionar as pessoas para verem a Nicarágua como um iniigo que pode nos invadir se eles puderem. Isto é ficção científica. A Nicarágua nunca mostrou qualquer desejo de invadir ou ferir os EUA. Assim eles seguem por todo o caminho até as Montanhas Rochosas onde eventualmente são detidos pelo time de futebol da escola secundária, com as líderes de torcida ajudando, bebendo sangue de veado nas montanhas.

Agora veja: isto está fora da base. Os anos 80 foram uma década das mulheres de idade média. Você sabe: DALLAS, DYNASTY, THE GOLDEN GIRLS, MURDER, SHE WROTE . Lynda Evans trabalhando. Joan Collins é mais velha do que eu, e ela é um símbolo sexual, e isto é maravilhoso. Assim eles devem ter feito um filme, um moderno filme de guerra, onde eles cheguem às Montanhas Rochosas e sejam parados pelos professores de futebol do ensino secundário. Mas eles não fizeram isto. Vocês podem perguntar porque. A resposta é óbvia. Porque eles não irão levar as americanas de 50 anos para lutarem em qualquer uma das guerras deles. Porque nós temos visto as guerras e o cinismo do passado. E com algumas exceções, há muitos de nós que estamos cientes do cinismo e não fariamos isto.

Além disso, as sociedades tem sempre alcançado e pego os jovens de 18 anos. Em algumas sociedades, aos 15 anos, cujas mentes estão vazias, seus corpos são saudáveis e eles tem um alto nível de testosterona, aventura, romantismo e excitação sobre a guerra, que eles tem sido ensinados a sentirem. E então, eles estão prontos, programados para serem enviados a guerra. E este filme , de fato, foi mostrado as unidades da Guarda Nacional, já que eles iriam para Honduras para treinar a invasão da Nicarágua. E isto foi mostrado a Academia da Força Aérea. Este básico filme militar que eles estão mostrando nos campos de treinamento de novos recrutas pata fazer com que as pessoas sejam motivadas para a guerra.

E então vocês têm os anúncios da TV que tem sido saturados durante os últimos dez a quinze anos: “Junte-se ao Exército. Seja tudo o que você pode ser”. E vocês tem estes tanques pulando valas e estes helicópteros que vão a 150 milhas por hora, e as pessoas usando computadores, e lasers, e visão noturna e mísseis guiados pela televisão-radar. E vocês assistem estas coisas como um velho soldado que voltou da guerra. Estou sentado e dizendo: “Wow! Isto é divertido, você sabe, obter um destes tanques”. Quero dizer, eles pulam valas maiores a 60 milhas por hora, e caem e se quebram.

Mas o ponto é que estas coisas são tremendamente motivadoras, como pretendem ser. Mas quantos podem se lembrar de ver um anúncio na televisão onde eles mostrem jovens homens e mulheres soldados com suas pernas arrancadas até os joelhos, e seus intestinos enrolados ao redor do pescoço? Quantas pessoas viram um? Eles não existem, não é? Isto é realmente do que se trata a guerra.

Temos uma geração inteira de pessoas com um pouco disto agora. Muitos deles não queriam ir para a guerra. Eles queriam aproveitar todos os bônus e diversão e se unir ao exército e “ser tudo o que podiam ser”. E a eles não foi mostrado o que era mesmo a guerra. E agora eles estão lá, exatamente agora e prontos para matar pessoas. E eles carregarão o carma das pessoas mortas pelo resto da vida deles, ou serão mortos. E isto de fato é uma matéria bem pesada.

Agora, há um outro anúncio fascinante. Alguém viu o anúncio que passasse maciçamente na televisão e que dissesse “A guerra é má. Trabalhe para a paz. Resista aos incentivos, instintos e motivos da guerra”? Quantas pessoas viram um? Passado na televisão seis vezes por dia por dez anos diretamente, pagos pelos dólares dos impostos. Ninguém? Alguém já viu um anúncio do governo pago pelos contribuintes e advogando a paz? Isto nunca tem acontecido. E ainda que centenas de milhões de dólares sejam gastos nestes anúncios para nos motivar para a guerra.

Então, há um sobre um jovem homem que está voltando para casa saindo de um trem. E ele se encontra com seu irmão mais novo e diz “Você sabe, papai nunca entendeu porque eu tinha que me unir ao exército”. Quantas pessoas viram este? E então eles estão no carro e ele está dizendo “você pensa que papai me perdoará?” Então eles chegam em casa e papai está de pé fumando um cachimbo e ele abraça seu filho e tudo é perdoado. Agora eles passam esta coisa por dez anos diretos, SuperBowl, prime time, todos os eventos de esportes, sabendo que estes jovens homens estarão assistindo. Porque eles gastariam centenas de milhões de dólares neste anúncio específico com este tema? Vocês vêem, o problema é que por causa da Guerra da Coréia e seu cinismo, da Guerra do Vietnã e seu cinismo , há papais demais que estão dizendo a seus filhos: “Não se una ao exército!” E então, eles tem que propagar a mensagem para a sociedade que está correto desafiar a saboria de papai e se unir ao exército. E se você fizer isto, ele lhe perdoará, abraçará e o respeitará e o amará de qualquer modo.

Agora, desde a “BOA GUERRA UM”, a Segunda Guerra Mundial, temos tido as guerras secretas da CIA. Tivemos duas guerras sérias: Coréia e Vietnã. Mas temos tido a CIA dirigindo os conflitos de baixa intensidade, suas guerras secretas pelo globo. Muitas delas. Mencionarei isto de passagem porque esta noite temos muita coisa a cobrir. Temos estado desestabilizando governos alvo em cada canto do globo. Criamos um sistema de governar por oligarquias, um governo fantoche trabalhando pelas oligarquias nestes países que tem permissão para se tornarem fabulosamente ricos. Este é o caso do Golfo Pérsico, os emirados do petróleo que tem 0.5% de sua população de bilionários e milionários, e o resto do povo partilhando menos ou nada da riqueza do país.

Na América Latina, na América Central, este mesmo sistema está funcionando. Se as pessoas não gostam disto, você organiza a polícia em esquadrões da morte, como temos feito em vários países, incluindo, de maneira óbvia, El Salvador, e você mata bastante deles até que eles fiquem emasculados. Eles não podem fazer nada quanto a isto. Eles estão inválidos, reprimidos, suprimidos e oprimidos e você pode conntinuar com o sistema de ordenhar estes países a sua vontade e ao seu modo.

O Comitê [Sen. Frank] Church de 1975 ….. Novamente, esta não é uma palestra sobre as guerras secretas da CIA. Isto é uma palestra separada. Posso da-la novamente, mas toma uma hora inteira em seu próprio direito. Mas vocês devem saber como a CIA acena neste complexo de guerra, esta máquina de guerra nossa. O Comitê Church de 1975 investigou as “ações” da CIA e descobriu que haviamos regido, se você extrapolar as estatísticas, aproximadamente 13.000 operações encobertas desde o início da CIA – desde a Segunda Guerra Mundial. Agora, muitas delas eram bem benignas e outras triviais. Mas muitas delas foram muito violentas e algumas delas levaram a guerras. Uma longa campanha de propaganda e desestabilização nos levou a Guerra da Coréia e outras nos levou a Guerra do Vietnã. .Agora, estudiosos, eu me incluo aqui, lendo estas coisas – e temos muitas delas no registro público que é muito difícil saber exatamente quantas pessoas morreram no Vietnã ou na Coréia ou na Nicarágua ou no Congo; mas ainda trabalhando com estimativas conservadoras chegamos a um número minimo de seis milhões de pessoas mortas nas Guerras Secretas da CIA por seus esquemas de desestabilização durante os últimos quarenta anos:
Um milhão morreu na Guerra da Coréia;
Dois milhões no Vietnã;
Um a dois milhões no Cambodia;
800.000 na Indonesia;
50.000 em Angola.

Agora que começou a guerra que organizei como Comandante da Força Tarefa de Angola, trabalhando para um subcomitê do Conselho de Segurança Nacional em Washington em 1975 e 1976. 50.000 é o número que os Sandinistas e o The New York Times concordam bem que foram mortos ou feridos na Nicarágua na desestabilização dos Contra de um bilhão de dólares naquele país que efetuamos na década de 1980.

Agora, estes seis milhões de pessoas que morreram em consequência das atividades da CIA, são todos parte da Guerra Fria na qual provavelmente morreram vinte milhões de pessoas. E isto torna-se a segunda ou terceira guerra mais sangrenta da história humana. Chamo a isto de Terceira Guerra Mundial. Você pode chamar da “Guerra dos Quarenta Anos do século XX”.

Eu chamo a isto Terceira Guerra Mundial porque quando você analisa estas coisas e lê sobre elas no registro público que, novamente, está maciçamente documentado… E a propósito, o último terço deste livro [The Praetorian Guard] é uma bibliografia dos 120 melhores livros sobre o asunto,organizado para lhe tornar fácil o acesso a cada uma das mini revisões e asim você pode decidir qual é mais interessante e útil para você e qual é o tema de cada um. [Quando você analisa estes crimes] você descobre que não fizemos estas coisas maciçamente sangrentas contra a União Soviética. A tortura e os esquadrões da morte não existiram na Inglaterra ou Canadá, ou Suécia ou Suiça. Eles são, virtualmente todos eles feitos contra países do Terceiro Mundo onde os governos destes países não são fortes o bastante para nos proibir de brutalizar o povo deles. Os seis milhões de pessoas mortas são pessoas do Terceiro Mundo; pessoas das Montanhas Mitumba do Congo, das selvas do sudeste asiático, e das montanhas da Nicarágua. E agora, com certeza, dos desertos do Oriente Médio, em uma nova tática neste sistema.

As baixas na Nicarágua – 50.000 pessoas -, não eram russas; não eram cubanos, na maioria nem eram Sandinistas. Eles eram principalmente pobres camponeses maltrapilhos incluindo uma alta percentagem de mulheres e de crianças. Comunistas? Na sua grande maioria, eram católicos romanos! Inimigos dos EUA? Não. Tinhamos milhares de testemunhas para a paz que foram viver com eles, para ver. E eles invariavelmente voltavam e nos diziam que o povo da Nicarágua era o mais caloroso da face da Terra. Eles não podiam entender porque, mas os nicaraguenses amavam os EUA; e estas pessoas tinham problemas para entender porque o nosso governo queria contratar um exército para enviar até eles para brutaliza-los, tira-los de seus lares, violenta-los, cortar seus seios e cortar seus testículos enquanto seus filhos eram forçados a assistir. Foi isto que o programa Contra fez. Centenas de centenas de centenas de casos documentados.

Isto é aonde cheguei, então, ao escrever sobre a Guerra de Angola, com minha tese, o título de meu primeiro livro: “In Search of Enemies”. Estávamos fazendo guerra em Angola contra pessoas que não queriam ser nossos inimigos, exatamente como fizemos no Vietnã, como fizemos em Cuba e outros lugares. O ponto é que as operações da CIA tornaram o mundo instável. Os seis milhões de pessoas deixaram para trás uma média de talvez cinco seres amados que estão traumaticamente condicionados para a violência, que irão em uma contínua violência e manterão o mundo violento e instável para o resto das vidas deles. E em um mundo instável que está cheio até as bordas e repleto de violência, você pode gastar trilhões de dólares em armas que você não precisaria gastar, se o mundo de fato fosse pacífico.

Agora novamente, estou indo rapido demais. Em outras palestras entrarei em detalhes consideráveis. Mas voltando aos anos 80, tivemos um constante condicionamento, militarização e desestabilização sob o governo Reagan. Gastamos dois e meio trilhões de dólares, segundo nosso governo, na maior construção militar em um periódo de paz na história; talvez, a maior construção militar de toda história.

Enquanto isto, Ronald Reagan, o grande orador, estava vendendo este programa a povo americano ao concentrar a nossa atenção paranóide na Nicarágua. Ele passou mais tempo falando sobre seu programa Contra do que em qualquer outro aspecto de sua presidência. Ele nos disse que novamente a América se sentia grande. Ele cercou o ‘Império do Mal’ [a União Soviética]. Ele nos disse que havia uma base russa na Nicarágua, em nosso próprio quintal. Ele disse que os soviéticos estavam voando seus aviões neste hemisfério pela primeira vez em toda a história. De fato, não era verdade. A Aeroflot tem estado voando desde a Segunda Guerra Mundial. Mas isto é retórica! Ele martelou o tempo todo. E a verdade nada tinha a ver com isto. Ele disse que isto estava a dois dias de distância de Managua, Nicarágua para Arlington, Texas. Ele disse estar mais perto de Managua a Houston do que de Houston ao Maine. Ele disse que estava a duas horas de vôo de Managua a San Diego. Você quase podia ver os caça bombardeiros voando de lá para atacar San Diego. Ele disse que havia mais de um milhão de comunistas vindo através de nossas fronteiras do sul. O ajudante presidencial Ollie North foi voluntário, segundo Pat Buchanan, para ser colocado no comando das forças que combateriam este milhão de comunistas que estavam vindo da América Central, pelo México para invadir este país.

Enquanto isto, em 1988, Presidente Bush, George Bush, meu velho chefe, herdou a presidência. Ele venceu a eleição. Ele também herdou grandes problemas políticos e econômicos porque tinha sido o vice presidente de Ronald Reagan. E ele também herdou uma dívida de 4.5 trilhões de dólares. Agora, na década de 1970, haviamos sido o país mais rico do mundo. Uma nação credora. Em meados dos anos de 1980, sob esta política de grande gasto a crédito, atravesamos a linha e nos tornamos uma nação devedora pela primeira vez, desde a Primeira Guerra Mundial. O débito era o maior do mundo. E ele vai se compondo duplamente, efetivamente, com o juro e o déficit continuado. Assim você pode ver isto pular para 10 depois 20 trilhões de dólares, e ninguém tem a mais pálida idéia do que de fato acontecerá a esta coisa ou o que pode ser feito com esta coisa.

O que estou dizendo é muito simples: Presidente Reagan – grande ironia-, e o vice-presidente George Bush, e então o Presidente George Bush, venderam os EUA na produção de armas. Eles colocaram este país em uma condição onde outras pessoas controlam nosso futuro econômico. E novamente a ironia, é que eles venderam isto pelo patriotismo de nos fazer sentirmo-nos grandes novamente.

George Bush herdou uma situação na qual o povo estava despertando. Eles estavam entendendo a dívida e sentindo esta carga ominosa que iremos ter, que passaremos a nossos filhos. Eles estavam também entendendo [até mesmo a revista TIME publicou discussões na década da cobiça de 1980, sob Reagan e Bush] que os bolsos das pessoas haviam sido pegos. Tem havido uma maciça mudança de riqueza do pobre e da clase média para os ultra ricos, neste período de tempo. Os ultra ricos, por exemplo, tem seus impostos cortados de 70% para 32%. E o presidente Reagan chamou a isto de corte de impostos. Mas para os pobres, a metade inferior da sociedade, foi um aumento de impostos de 5%.

Isto é a chave para entender a crise da poupança e dos empréstimos, Os banqueiros encorajam a irresponsabilidade. E lembre-se, duzentos funcionários de Reagan foram forçados a pedir exoneração sob ameaça de irem a julgamento por procedimentos criminosos e por corrupção. E alguns deles de fato foram processados e presos. E esta irresponsabilidade se refletiu na indústria da poupança e do empréstimo, que a CIA estava usando para lavar o dinheiro na América Central e lavar o dinheiro das drogas em seus programas. E o resultado, com certeza, é que eles estavam explodindo o nosso dinheiro. Investimos nosso dinheiro e eles explodiriam isto, roubariam, declarariam falência e abririam uma outra conta em um banco de Poupança e Empréstimo.

E isto agora se tornou a norma até que eventualmente eles quebraram a indústria. Os banqueiros, a CIA, a Máfia e Neil Bush, filho de George Bush: todos envolvidos neste grande escândalo, esta fraude maciça do povo americano.

E agora eles estão nos dizendo que isto é o que George Bush herdou, e o que precisamos fazer é… Eles não [os banqueiros, George Bush e sua turma), eles não vão pagar o dinheiro de volta. Mas eles dizem que não podemos perder a fé pública na indústria bancária, assim temos que recondicionar a indústria com cinco bilhões para um trilhão de dólares! E eles estão indo fazer o povo pagar por isto. E sempre é o povo cujo dinheiro é roubado por estes ladrões que tem que começar! E eles não estão colocando os ladrões na prisão!

Vocês sabem, enquanto vejo estas coisas, digo: “Onde está o grito? Vocês sabem? Huh?” Como restaurar minha confiança na indústria bancária que toma o meu dinheiro para subtituir o que os ladrões roubaram, enquanto eles continuam para fazer algum mais.

Enquanto isto, porque não poder pagar por tudo, eles fizeram uma religião de corte de cada serviço social que eles puderam. Ronald Reagan bravateou que havia cortado mil serviços sociais. A primeira declaração de George Bush quando ele assumiu a presidência, é que cortaria mais mil.

Quantas pessoas viram o filme LEAN ON ME ? Joe Clark, o principal, você sabe, com o bastão de baseball, mantendo as crianças fora do terceiro andar da construção da escola, olhando as portas contra incêndios, intimidando as pessoas, repreendendo as pessoas. Isto fecha com uma mulher no serviço de bem estar, e os estudantes o estão cumprimentando, o herói, por quebrar a lei e brutaliza-los. E eles estão chamando a mulher do bem estar, que tinha estado organizando para tentar obter algum princípio são… eles a chamam de “bruxa”, “a bruxa do bem estar”. E ela é debochada e vilipendiada e sai de cena.

O real Joe Clark era que tinha que jantar na Casa Branca. E este filme foi mostrado na Casa Branca e Reagan o advogou porque a mensagem que é passada a sociedade é:

“Faça você mesmo. Não dependa do governo porque o governo não lhe dará o dinheiro. Seja independente. Seja orgulhoso. Não peça ao governo para construir escolas e dar a você bons princípios, e coisas assim.”

Eles estão aniquilando nossa Segurança Social! Não podemos cuidar dos doentes, dos velhos, dos pobres, dos deficientes, dos fazendeiros ou realmente ajudar os estudantes a chegarem a escola ou contruir nosso sistema escolar qu é verdadeiramente competitivo. Neste período de tempo, o padrão de vida dos EUA tem caído de décimo para vigésimo no mundo. 25% das crianças neste país são funcionalmente iletradas. Estamos em sexto lugar na percentagem de crianças na escola. Somo o décimo em qualidade de educação. Somos o décimo sétimo em expectativa de vida. Somos o vigésimo em mortalidade infantil. O pobre país ilha comunista de Cuba tem uma taxa de mortalidade infantil melhor do que a da nossa capital nacional.

Nós nos vemos ricos apenas porque nos comparamos com os refugiados da América Central. Se você for a Europa, e eu os desafio a faze-lo… Antes, eu estava dizendo: “Vá a Nicarágua e veja você mesmo”. Agora digo as pessoas “Vá a Alemanha e veja você mesmo.” Ela não é um país comunista. Não é um país socialista. É um dos dois mais bem sucedidos países capitalistas no mundo hoje.

Eles tem garantido licença por doença.
Eles tem garantido licença maternidade.
Eles tem um mês de férias garanido a cada ano.
Eles tem garantido cuidado médico e hospitalização.
Eles tem salários mais altos.
Eles tem melhores serviços sociais, e
Eles gastam muito mais dinheiro na construção da infraestrutura da sociedade deles.

Todas estas são coisas que o Presidente George Bush tem estado teimosa e consistentemente vetando, lei após lei, nos privando destas coisas e nos dizendo que somos comunistas se queremos estes tipos de serviços em nossa sociedade.

Enquanto isto, a destruição ambiental continua, a plena velocidade. Cinquenta anos de poluição nuclear! Apenas para lhes dar um exemplo, em Pantex, Texas, perto de Amarillo, tenho dirigido bicicletas protestando. Em Pantex eles tinham este problema com os restos nucleares líquidos. Eles não queriam ir ao Congresso e pedir bilhões de dólares para descobrirem como armazenar ou se livrar disto, porque isto chamaria atenção para o problema. Então eles tiveram uma solução brilhante e barata: eles pegaram escavadoras mecânicas e cavaram o que chamamos de tanques na pradaria lá acima, colocaram o líquido neles e assim isto poderia se evaporar e explodiria nos campos vizinhos, assim acabariam pingando abaixo, no aquífero Oglala.

Somos responsáveis também. Todos nós temos automóveis. Poucos de nós são voluntários de andarem a pé ou de bicicleta. Uma grande glutonaria de consumo neste país, como se tivésemos que comprar cada vez mais. E parcialmente alimentando isto que é sentimento das florestas tropicais pelo mundo, cortando o suprimento de oxigenio mundial. Não estamos apenas devastando as florestas em uma taxa de uma área do tamanho do Estado do Maine a cada ano. Nós as estamos queimando. Então colocamos carbono no ar que novamente está blqueando o Sol e mudando substancialmente o ambiente.

Vocês sabem que ainda temos 60.000 armas termonucleares prontas para explodir neste planeta, exatamente como fizemos em meados dos anos de 1980, quando nos preocupamos com isto. Agora, quantos de vocês tem marchado, protestado ou feito algma coisa sobre a corrida das armas nucleares nos últimos seis meses? Que bom! Muitas pessoas apenas esqueceram. Escrevi um livro sobre isto, e pessoas e mais pessoas tem corrido e apoiado isto. Não os nomearei, mas são pessoas proeminentes que tem estado encorajando isto há três anos. E eles dizem “Bem, agora esta não é uma matéria”. E eu digo, elas não foram embora. Elas apenas tem sido bem sucedidamente desviadas da atenção do mundo para este problema!

Tivemos seis submarinos nucleares afundados no fundo do oceano. Tivemos sete armas nucleares caídas por acidente! O I.P.S. [Institute for Policy Studies] publicou a um ano atrás que haviam 52 partes de armas nucleares e reatores nucleares espalhados agora no fundo do oceano, vazando seu terrivelmente poluidor material radioativo exatamente agora. Não há meio da Terra se recuperar disto! E isto estará poluindo e envenenando o fundo de oceanos durante 50.000 anos deste agora, presumindo que não tenhamos fazer isto ao inteiro planeta neste período de tempo!.

Enquanto isto, a grande vitória sobre a guerra e o conflito. Acabou a Guerra Fria. E todos celebramos. E todos ficamos felizes. Realmente, nem todos de nós, porque estudei esta coisa toda e disse “Não sei , não…” E alguns proeminentes pacifistas me bateram na cabeça e nos ombros e disseram “Vamos lá, dê uma chance a paz!” Mas a minha avaliação era uma de cinismo. Porque nada tinhamos resolvido, as sementes do conflito contínuo e da instabilidade permaneciam.

Mas o ponto é, nos termos da minha análise da Guerra do Golfo Pérsico, minha previsão é a de que o comunismo havia capitulado e a economia da União Sovietica estava quebrada. E o complexo militar dos EUA estava desesperado por novas razões. Como eles poderiam continua justificando os gastos do segmento enorme de nosso orçamento em uma contínua construção militar se o inimigo havia ido embora, e o comunismo não existia mais? Assim tivemos o Complexo de Guerra enfrentando severos cortes. Eles estavam sendo colocados em uma posição de não ter nada a perder. Eles tinham resistido a invasão da Nicarágua porque as torneiras estavam completamente abertas e o dinheiro estava fluindo e eles sabiam que se os sacos de cadáveres começassem a voltar, as pessoas ficariam zangadas e fechariam as torneiras. E eles perderiam este grando acesso ao fluxo do nosso dinheiro: este programa de bem estar que temos para o Complexo Industrial Militar e as chamadas corporações de defesa. Já que a Guerra Fria havia acabado e começamos a cortar o orçamento, eles nada tinham a perder. E eles tinham toneladas de novos equipamentos para testar. E precisavam inspirar a nação e recapturar nossa imaginação e nosso amor pela guerra.

Enquanto isso, o Presidente George Bush, este bom homem, chegou a presidência assombrado por esta imagem de ser uma pessoa fraca, que é um pouco algo que desvie a atenção. Mas ele nunca havia sido um homem fraco! Ele sempre tinha sido imensamente ambicioso. Há uma certa torpeza sobre ele, que ele está aos poucos se livrando, como matéria de fato. Mas vimos isto na CIA. Havia muitas piadas. Mas de fato, ele era um homem brilhante, um diretor brilhante. Ele tomaria o nosso programa da Guerra em Angola, quando haviamos quebrado a lei, ele mentiria para encobrir isto e iria ao Congresso e diria: ” Estas boas pessoas que tenho encontrado lá fora, não acredito que eles fariam isto”. E ele pode vender isto ao Congresso. E ele nos tirou do anzol. Ele não investigou. Ele não puniu qualquer um de nós por quebrar a lei.Ao invés, ele estava construindo amizades e relacionamentos que continuam hoje. Quando ele se tornou presidente, ele indicou agentes da CIA para postos de secretários assistentes e para postos em embaixadas pelo governo.

E este homem considerado fraco, havia herdado todos os problemas e toda a responsabilidade pelo desastre da nossa economia que ele e o Presidente Reagan tinham feito. Ao mesmo tempo, ele é um confirmado internacionalista. Ele estava tão desesperado para manter a nação distraída dos problemas internos. Mas também sua solução para qualquer problema: ele com alegria trabalharia com todas as centenas e mais centenas de contactos que havia construído internacionalmente, no exterior, telefonando para chefes de Estado por todo mundo e dizendo: “Hi Joe. Hi Ahmad. Como estão indo as coisas? O que podemos fazer sobre este ou outro problema?” Ele é orgulhoso de sua herança na nobreza britânica, da Sociedade Skull & Bones de Yale, do Conselho de Relações Exteriores, dos Cavaleiros de Malta. da Segunda Guerra Mundial: ele esteve no Pacífico. Foi embaixador na China, embaixador na ONU e um homem muito bem sucedido na indústria do petróleo no Texas, nunca realmente escravizado ou concentrado nos problemas sociais ou domésticos nos EUA.

E não há solução para estes problemas que eles criaram: a dívida e o déficit.

Mas o quanto ele é internacionalista? Eu diria que totalmente, ao menos 90%. Ele não está preocupado com o povo dos EUA. O programa 60 Minutos fez um segmento com ele durante a campanha para eleição de 1988, no qual eles revelaram que 18 membros da equipe de campanha dele tinham coletado seis e sete figuras honorárias de países estrangeiros e companhias estrangeiras nos 18 meses antes da eleição. Ele havia se cercado com os internacionalistas que estavam ligados a comunidade internacional financeira e de negócios.

Desde que é presidente, ele veta leis, muito mais leis que qualquer outro presidente na história. Cada lei que, de algum modo, suaviza o povo deste país, ele a veta! E qualquer lei que tenta diminuir a cobiça a mais de um por cento, ele também veta!

Então, reunindo tudo isto, o ciclo dos EUA e de seu pesadelo da situação econômica que temos, beirando a recessão, a crise de Empréstimos e Poupança na qual sua própria família estava envolvida, a doença que novamente estava se estabelecendo, novamente a recessão e seu problema com a própria masculinidade, era seguro prever que ele buscaria uma solução no exterior: a guerra! Isto tem sido feito por vezes seguidas, como vocês vêem se lerem o livro de Howard Zinn, “A People’s History of the United States”.

Bush foi capaz de dizer que estávamos combatendo por gasolina mais barata. Não sei se vocês sabem isto, mas na primeira semana de agosto, meu preço de gasolina pulou 30%. E não havia falta de petróleo no mundo. E os emires árabes não estavam obtendo os 30% extra de impostos sobre a gasolina. Era o intermediário, o homem do petróleo, de quem são membros George Bush e sua família, como matéria de fato. E magicamente, para nos fazer senti bem com a guerra, imagine o que aconteceu quando fomos a guerra em meados de janeiro? Os preços cairam. E então todo mundo estava dizendo: “Hey, estamos em guerra e os preços da gasolina cairam”

Assim eles se sentiram bem sobre isto, obviamente sem entender.

Mais uma vez, devo repetir as palavras do livro do Senador Hiram Johnson de 1917:

“Quando vem a guerra, a primeira baixa é a verdade.”

Com o que estamos lidando aqui é o poder de um time preparatório de futebol contra o poder de um seminário de ciência política, se vocês quiserem, ou este encontro, ou o enfrentamento intelectual destes assuntos. Pessoas muito inteligentes pode esquecer esta inteligência quando vão a um jogo de futebol e começam a torcer:

“Mate! Mata! Mate! Mate!”

E eles acompanham. Ficam excitados. E este é o espírito da guerra que Lyndon Johnson não conectaria, se recusaria a conectar, na Guerra do Vietnã, e que George Bush tem com sucesso conetado a esta guerra.

Submeto a vocês que de fato esta não é “uma boa guerra”, até onde posso ver. O petróleo, por exemplo, pelo qual supostamente estamos combatendo, não é o nosso petróleo. Pertence as oligarquias da Arábia Saudita e do Kuwait. E eles o vendem para o Japão e a Alemanha. Obtemos 70% de nosso petróleo de toda aquela região, e temos alternativas até mesmo lá. O Japão, que depende daquele petróleo, não quis esta guerra porque a guerra colocaria em perigo o fluxo do petróleo ameaçando as fontes e as instalações. E eles podem comprar petróleo de Saddam Hussein exatamente como eles o compram dos sauditas e kuwaitianos. E há uma grande brecha em nossa sociedade porque até mesmo o Comandante do Marine Corps e o próprio General Schwartzkopf, eram contra a guerra. Eles estavam dizendo: “Deixe as sanções funcionarem. Isto é uma coisa perigosa e desnecessária. Não devemos fazer isto”. Mas orquestramos fazer isto porque George Bush, o político, e o pessoal que ele traria para ele, precisava e queria isto.

“Estamos lutando pela democracia e liberdade no Oriente Médio”.

Novamente? Isto foi o que eles disseram, mentindo, de fato, na Nicarágua e no Panamá: “Estamos lutando para restaurar a democracia”. Mas certamente, não há nem mesmo o fingimento de uma democracia no Oriente Médio. Nossos aliados de lá são a Arábia Saudita e o Kuwait ….. Perdoe-me se isto soa chauvinista, mas não é. Tenho vivido 17 anos no exterior e colocado minha vida alinhada a de pessoas do Terceiro Mundo. Mas os líderes da Arábia Saudita, por exemplo, não são, para meus padrões humanistas, boas pessoas. Eles apedrejam mulheres até a morte por adultério. Quantas pessoas asistiram o drama documentário , “A Morte de Uma Princesa?”. Esta é uma história verdadeira. Um avô milionário ordenou que sua neta de 19 anos fosse fuzilada na praça da cidade por ter feito sexo com seu amado. Há pessoas que estão lutando e morrendo para restaurar o petóleo deles e a fonte dos bilhões de dólares para eles. Não posso ver isto. Eu não daria cinco dólares por uma vida americana para defender o interesses petroleiro deles. Mas não obstante, com certeza, eles estão dizendo que estamos combatendo para a paz, restauraremos a paz no Oriente Médio.

Agora, dado a reação entre os povos árabes, estamos pensando: Como George Bush tem calculado mal a resposta dos povos árabes, dos muçulmanos ao redor do mundo, para este guerra? E eu lhes submito uma coisa que é óbvia: temos controlado tanto o mundo por meio das oligarquias até hoje e temos feito isto com tanto sucesso, usando os esquadrões da morte quando tinhamos que usar, que eles podem muito facilmente pensar “Bem, faremos isto e se as pessoas não gostarem, nós as esbofetearemos”. Mas este pode ser um ponto mais profundo. Eles de fato podem ter previsto e esperado esta reação. Porque o que agora está garantido no Oriente Médio é que haverá uma outra guerra em cinco ou dez anos, e uma outra, após outra. Há milhares de bebês nascendo e sendo chamados de Saddam Hussein exatamente agora, hoje. E a angústia e o horror e a empatia daqueles que estão morrendo irão para a violência condicionada. Assim temos em absoluto estabelecido a linha: os raciocínios para nossas novas corridas armamentistas ou a dominação militar sobre a nossa sociedade.

Temos uma nova razão criada agora contra os países árabes e contra países de Terceiro Mundo, para realmente construir um exército mais caro do que já tivemos na Europa, como matéria de fato, que tinha confrontado a União Soviética. Então, pelo verão de 1990, o orçamento militar estava enfrentando cortes maciços. Estavamos falando sobre dividendo da paz e os colunistas, por causa destes problemas, estavam chamando George Bush “um presidente de um só mandato”. E então, em setembro, tivemos o fiasco do orçamento, para o qual ele não tem solução, e isto o frustrou imensamente. Ele mudou de idéia oito vezes por dia a cada assunto chave. Os jornais estavam relatando, ou observando, que se tivésemos um sistema parlamentar, ele logo estaria fora do cargo por não haver solução. Ele não tinha votos para continuar no governo se estivesse em um sistema parlamentar.

Agora temos a guerra acontecendo, e sete meses mais tarde, este presidente de um só mandato é tão forte que dois dias atrás no L.A. Times eles tiveram um artigo importante dizendo que não havia modo dos democratas concorrerem a presidência em 1992. Ninguém tinha uma chance de vencer George Bush. O orçamento militar tinha sido grandemente reposto com conversas sobre cortes maiores. E agora isto está de volta em tempo integral, por toda nação, toda história alto, no nosso orçamento.

A popularidade de George Bush, dos militares e da CNN é sórdida! A media subserviente que estamos vendo agora tem sido cuidadosamente treinada durante os anos de preparação para nossa próxima guerra. Depois de Grenada (Lembra? A ilha?) a imprensa não pôde cobrir isto, e então, com frustração, eles publicaram recortes dados a eles pelo lado do exército. E daí em diante, eles tiveram encontros com o General Seidel, a Comissão Seidel, nos quais eles concordaram que na próxima guerra eles teriam um grupo de imprensa que cobriria a guerra com uma força tarefa para eles se dirigirem. E vocês estão tendo exatamente isto, na cobertura da guerra do Oriente Médio no Golfo Pérsico exatamente agora: uma visão censurada e editada pelo Pentágono do que está acontecendo.

O caso de amor dos comentaristas com os militares agora… De fato, eles tem tido isto, depois de algum debate e dúvida inicial, porque a Instituição estava dividida sobre a guerra. Mas uma vez a guerra foi unida, de fato, a palavra deles, sua linha partidária, é que devemos apoiar a nação e as tropas porque estamos em guerra, até mesmo se não quisermos. E assim eles cerraram fileiras e a media fielmente trompeteia o que o Pentágono diz a ela para dizer.

Agora pergunto-lhes: Qual é o grau da distorção da verdade que está acontecendo no deserto lá, exatamente agora, nesta guerra aérea de hoje? Não nos tem sido mostrado uma única perda do novo equipamento em qualquer das incursões que eles nos mostram infidavelmente na televisão. E então, são eles 100% infalíveis? Darei um exemplo que dá a medida destes 83.000 ataques aéreos que lançamos até agora. O Pentágono cometeu um engano. Eles somente escorregaram para nos dar uma leitura disto. Eles anunciaram, aproximadamente duas semanas atrás, em uma instrução, que, na preparação para a guerra no solo, eles tinham que derrubar 26 pontes estratégicas que cortariam as linhas de suprimento para o Kuwait. Ele disseram ter realizado 790 ataques aéreos cirúrgicos contra estas pontes e que eles haviam destruido 32 pontes, com um fator de mortalidade de 8% e um fator de perda de 92%. São estes os ataques cirúrgicos que supostamente são tão precisos que você pode coloca-los dentro da janela de um Fiat. Agora, outras armas estão sendo lançadas lá – bombas e coisas – podem estar a cinco milhas, e até mesmo 50 milhas fora do alvo.

Descamando as camadas de inverdades nos raciocínios desta guerra, quantas pessoas tem visto o artigo de Ralph Schoenman, infelizmente publicado em umm obscuro jornal em Berkeley [Califórnia] chamado The Socialist Action? Ele é um intelectual renomado que trabalhou uma vez com Bertrand Russell. E há Charlie Reese, relatando no Houston Post, lá. E agora temos estudos que aparecem com excelente documentação: como os EUA, o Kuwait e a Arábia Saudita atrairam Saddam e o Iraque para esta guerra.

Primeiramente, encorajamos que o Irã se engajasse na guerra Irã-Iraque, começando em 1980, durando oito anos. O Kuwait e a Arábia Saudita financiaram a guerra, encorajando o Iraque naquela guerra. Eles [Iraque] ficaram com um débito de 80 bilhões de dólares. Depois da guerra, o Iraque estava em uma situação econômica muito precária. O Kuwaitianos começaram a pedir o dinheiro e eles começaram a baixar o preço do petróleo para que o Iraque perdesse 16 bilhões de dólares em rendimentos e ficasse diante da falência. Há também o fator que Saddam Hussein, com seu maciço problema de testosterona, estava novamente construindo seu exército, ao invés de construir a infraestrutura do país.

Não obstante, durante a guerra, o Kuwait realmente havia expandido sua flutuante fronteira no deserto em 900 milhas quadradas que alcançavam os campos petrolíferos de Rumaila que pertenciam ao Iraque. E eles compraram a companhia da Califórnia Santa Fe Drilling, por 2.3 bilhões de dólares, que se especializa na perfuração do petróleo. E Saddam Hussein estava protestando isto formalmente a cada corpo público: ao Kuwait, a Arábia Saudita dizendo: “esta é uma guerra econômica”. Pergunto a vocês: quanto tempo vocês pensam que levaria para que respondessemos com os Marines dos EUA se o México ou o Canadá capturassem 900 milhas quadradas de nossa terra e começassem a perfurar petróleo em nossos campos de petróleo? Aproximadamente 24 horas para que eles pussessem lá os aviões e tanques, bombardeassem e torturassem ! Estariamos em guerra em um minuto! Isto é uma clara provocação de guerra!

Então neste verão passado, Saddam Hussein chamou a embaixadora americana, April Glaspie, e perguntou a ela qual era a posição americana sobre o Kuwait. Ela não sabia que estava sendo gravada, e disse a ele dez vezes durante a conversa que nós não tinhamos um acordo de defesa com o Kuwait. Em um ponto, ela disse que o Secretário de Estado [James Baker] tinha ordenado a ela que enfatizasse esta instrução. Ela disse que havia conversado com o presidente sobre isto. O congressista Lee Hamilton concluiu, das audiências sobre isto, que deliberadamente demos a Saddam Hussein luz verde para invadir o Kuwait. Novamente, esta não é minha observação. Isto é do congressista que estava dirigindo o comitê para investigar esta coisa: “Demos a ele, Saddam Hussein, luz verde para invadir o Kuwait.”

Enqquanto isto, o Secretáro assistente de Estado estava dizendo publicamente, ao mesmo tempo da audiências, que não tinhamos um acordo de defesa com o Kuwait. Então Hussein pensou que lhe era permitido ir e invadir o Kuwait. E ele o fez. E pensou que não reagiriamos.

E de fato, se ele tivesse se preocupado em me perguntar, eu lhe teria dito: “Você está andando sob o Grande Martelo e eles o atirarão sobre você”. Porque eu sabia que eles estavam comprando uma guerra. Ele não é um homem estúpido. Mas vocês o vêem tendo dificuldades com este processo, porque ele não compreende, aparentemente até hoje, que os EUA querem uma guerra, ou ao menos nossa liderança a quer. Eles querem a orgia completa e ostentosa de uma guerra sangrenta. E uma vez que ele estava lá, não o deixariam escapar.

Agora estamos na posição …. que os líderes dos EUA estão frustrados que Gorbachev tenha vindo com um plano de paz que pode, de fato, deixar esta coisa ser resolvida pacificamente sem a matança de tropas no solo. E a Casa Branca está admitindo, eles estão discutindo abertamente, que este é um grande problema para os EUA, porque a paz pode de fato acontecer. Eles estão determinados a irem no solo, mas estão sob uma pressão enorme das Forças de Coalisão, dos Aliados, do pessoal da ONU que nos deu luz verde para ir a guerra contra ele, para aceitar esta abertura de paz e encontrar uma solução pacífica. E isto é uma grande frustração para George Bush. Minha estimativa é que eles provavelmente se engajariam na guerra exatamente agora, mas uma tempestade maciça tem se criado no deserto. As chuvas anuais estão acontecendo, quando Dan Rather estava em News, apenas algumas horas atrás hoje. Esta tempestade durará até sexta feira. E a menos que haja algum milagre, que pode haver, na forma de negociações de paz, eles lançarão esta coisa na sexta feira ou perto disso.

Hoje o placar desta guerra, esta Guerra Superbowl: os militares todos são sustentados pelo orçamento anual sempre alto. Temos uma nova razão para a continuação a longo prazo da máquina militar. E toda a razão agora é o Terceiro Mundo, especialmente o mundo árabe do Terceiro Mundo e o mundo islâmico do Terceiro Mundo. Os EUA novamente estão mais uma vez, finalmente, depois da Guerra do Vietnã, de volta a uma significativa máquina de combate.

Esta coisa de razão de Terceiro Mundo: apenas entenda agora, quão longamente, quão cuidadosamente eles tem planejado estas coisas? Eles tropeçam nelas? Deixe-me ressaltar que George Kennan, no final da década de 1940, depois da Segunda Guerra Mundial, disse que eventualmente o conflito evoluiria entre os “teres’ do hemisfério Norte e os “não teres”. E de fato isto foi que aconteceu.

A Força Rápida de Emprego que exercemos para manter nossas forças lá fora: Isto foi comprado por Ronald Reagan? Não, por Jimmy Carter. E o primeiro ensaio desta técnica foi sob Jimmy Carter em exercícios conjuntos com o Egito, como matéria de fato. Isto é a quanto tempo estamos preparando nossos militares para este tipo de conflito, e para novas razões, já que o comunismo cedeu.

Por causa de alguns aspectos desta guerra, a Comunidade da Paz está paralisada. Não há simplesmente alguém de raiva que esteve na Comunidade da Paz nos protestos para o fim da Guerra do Vietnã. Jane Fonda, de fato, está muito quieta quanto a esta. Mas vocês vêem, aprendemos sobre Jane Fonda em 1981, quando Israel pôs suas tropas no Líbano. Ela e Tom Hayden foram a Israel e falaram publicamente em apoio ao que Israel estava fazendo. Assim ela não estava contra a guerra, ele estava apenas contra a Guerra do Vietnã. Ou talvez tenha sido porque ela era jovem e era divertido. Mas claramente ela não é contra a guerra. Enquanto isto, ela está engajada com Ted Turner, da CNN, que está lucrando enormemente com esta coisa. E a mágica desta “boa guerra” é tal… Agora, Ted Turner é um homem gentil, e Jane Fonda é, de fato (embora desta vez estejamos de lados diferentes), uma boa pessoa. Mas Ted Turner é e tem sido um campeão da Glasnost, trabalhando para a Glasnost, para obter melhores relações entre os dois países e evitar a corrida armamentista. Ele é um amigo pessoal de Fidel Castro. E mesmo assim, ele fez da CNN a líder da torcida do Pentágono nesta guerra.

A Comunidade da Paz está usanndo laços amarelos em apoio as tropas lá fora. Agora, esta é uma matéria muito complicada. Não há sequer uma pessoa, inclusive eu, que possa olhar as tropas lá fora sem sentir simpatia por elas, especialmente aqueles que são tão ingênuos que se permitiram a asistir aqueles anúncios na televisão e foram sugados pelos militares, sem até mesmo pensar que o propósito dos militares é combater. E uma vez que você esteja com os militares, por qualquer razão, para ir para faculdade ou outro motivo, se a nação vai a guerra, você não mais pode declarar objeções de consciência.

Mas apenas deixe-me lhe sugerir… e não quero ser teimoso quanto a isto, mas lhe darei duas idéias para pensar a respeito. Quando você está vivendo a história, é difícil ler os livros de história e comparar. A Alemanha fez coisas terríveis nos anos de 1920 e 1930, mas de certo modo diferentes porque eram boas pessoas. Deixe-me ressaltar que:

A Alemanha era um país cristão;
A Alemanha era uma democracia que permitia que um segmento da sociedade dominasse e a dirigisse para o modo da guerra.

Muitos alemães não gostavam da liderança, não gostavam do partido nazista, e tinham dúvidas sobre a guerra. Mas um vez a nação foi a guerra, eles se curvaram e apoiaram seu país e seus soldados e assim tivemos 30 milhões de pessoas mortas!

Hoje os soldados que temos lá fora são voluntários. No Vietnã, muitos deles foram convocados. Isto é uma diferença significativa, embora eu certamente conncorde que eles foram seduzidos para esta coisa, como eu fui em uma idade comparável. Mas também ressalto, quando começo a dizer para apoiarmos os soldados, mas não a guerra. Mas e quanto aos soldados iraquianos, o povo iraquiano, e o povo do Kuwait e todos os outros? E então olho para trás em minha própria história, quando era um membro determinado, um membro enérgico da “Instituição Branca Masculina Assassina” como a chama Helen Caldicott. E voltaria para casa e meus amigos me apoiariam e me abraçariam. Eles diriam:

“Não sabemos o que você está fazendo, não estamos certos sobre isto lá fora, mas lhe apoiaremos”

E eu voltaria me sentindo apoiado, as vezes bêbado, as vezes grosseiro, na medida em que organizavamos a matança de pessoas.

Agora tenho analisado cuidadosamente e até mesmo escrito um livro sobre o que me fez mudar. E há quatro pesoas das quais posso me lembrar que alteraram significativamente o meu pensamento. E elas eram pessoas que perfuraram minha barriga intelectual. Eram amigos íntimos que disseram:

“O que você está fazendo com a sua vida está mortamente errado! Você está participando do MAL! E você tem uma escolha e pode redirecionar sua vida”. l

E eu fiquei um trapo. Ferido. Desapontado. Tive insonia. Foi doloroso. Mas eles me fizeram pensar e o pensamento me libertou. Isto é chamado de “pensamento de amor”.

EU NÃO VOU USAR UMA FITA AMARELA!

Em uma palestra na semana passada em Los Angeles, Ron Kovic [veterano paraplégico da Guerra do Vietnã em cuja vida foi inspirado o filme Nascido a Quatro de Julho] estava lá, e algumas pessoas me levaram a ele. Richard Macer se levantou e disse: “Quero me sentir bem quanto a esta guerra”. E eu disse: “Você sabe, não me sinto bem quanto a qualquer coisa nesta guerra”. Então depois perguntei a Ron Kovic , estou fora da realidade? E ele disse :

“Não! Você está absolutamente certo! Temos que parar estas pessoas que estão lá. Eles tem uma escolha, e eles tem que ser lembrados que isto está errado! Não os abracem com guerra e amor. Eles irão voltar muito mais altos, com todos os tambores batendo, e a media e as bandas tocando. E o que irão fazer os que hoje tem dez anos e vêem isto acontecer? Eles vão querer se unir ao Exército, e irão implorar por uma guerra para terem a diversão que seus tios tiveram!”

Hoje com certeza os perdedores são o povo kuwaitiano, o povo iraquiano que estão vivendo sob os mísseis Scud e o medo, tendo que ensinar as suas criança sobre máscaras de gás. Os palestino que vivem a cada 24 horas o toque de recolher. Que tal se seus bebês ficassem doentes e vocês não pudessem sair, e não tivessem dinheiro e nem pudessem sair para buscar penicilina? E eles estão enfrentando uma possível expulsão de onde eles vivem exatamente agora. O Rei Hussein da Jordânia, a muito tempo um aliado dos EUA, está enfrentando uma possível derrubada. Os líderes árabes, a muito tempo aliados, estão enfrentando um período de severa instabilidade. E a nossa administração agora está reconhecendo isto e falando sobre o fato que eles terão um maciço problema para manter a paz no Oriente Médio, e nós provavelmente teremos que deixar uma força maciça lá para impor a Pax Americana. E pense como esta dinâmica está indo se construir e fazer com que as pessoas de lá nos amem.

O ambiente: Lembrem-se, o Iraque teve uma fábrica de desenvolvimento de armas nucleares. E tem sido bombardeado maciçamente. E o plutônio não se desintegra quando você o bombardeia. Todas estas moléculas de plutônio estão agora voando no ambiente e no ar. E elas serão tóxicas por 10.000 anos a partir de agora. O Golfo Pérsico: maciçamente poluído. Os campos de petróleo estão queimando no Kuwait – eles avaliam que demorará um ano para extinguir este incêndio, quando chegarem até eles e você não os terá muito cedo. E eles estão lançando milhões de toneladas de fuligem no ar que é a mais negra substância no mundo, que está indo diretamente para a atmosfera bloqueando novamente os raios solares.

E os outros perdedores são o povo dos EUA. Significo abaixo da linha de 50%. Estamos custeando esta guerra! Os ultra ricos não estão pagando a parte deles nesta guerra! E seguimos sob a linha da propaganda em massa da media em nossa devoção aos militares e ao orçamento militar, que a cada ano é restaurado mais alto.

Agora submeto a vocês que tanto os EUA quanto a U.S.S.R. perderam a Guerra Fria. O que você tem que entender é que nos EUA, as corporações que gastam 2.5 trilhões de dólares construindo todos estes misseis em um aumento de 41% de nossa capacidade nuclear, as nossas chamadas corporações de defesa, não são de fato corporações dos EUA. Os EUA não tem lucrado com estas coisas. Temos tido um programa maciço de bem estar no qual demos dinheiro a estas corporações para construção militar na qual elas fazem um lucro de 20 a 24%, que é o dobro da norma nesta sociedade. Mas a chave para entender esta questão é que elas NÃO SÃO corporações americanas. Elas são corporações multinacionais que produzem misseis MX que são postos em buracos no solo, que nunca podem ser usados, e produzem misseis Tomahawk e tudo que estamos semeando no deserto ao custo de um milhão de dólares o disparo, agora que não estão sendo vendidos e não podem ser vendidos a outros países do mundo.

Estas corporações estão tomando o nosso capital e o vazando para fora do país e estão felizes em fazer isto aos EUA, porque são corporações transnacionais. A tradição disto vem lá de trás na história. Na segunda guerra mundial…. Lembram? Leia o livro: “Trading with the Enemy”, de Charles Higham[sp], Dell Press, 1982 (baseados em documentos obtidos do governo sob o Ato de Liberdade de Informação), sobre como as maiores corporações nos EUA estavam comerciando com a Alemanha de Hitler durante a guerra; como a Standard Oil [de New Jersey] o fornecia com mais petróleo e um preço melhor do que vendiam para os EUA, por exemplo. Então, você tem estas transnacionais sugando o capital dos EUA para construirem estas coisas que são espalhadas pelo deserto ou enterradas em buracos no solo, enquanto, de fato, eles estão investindo na produção de carros e mercadorias comerciais em países além mar como parte da Ordem Financeira Mundial.

O débito de 4.5 trilhões de dólares que está se compondo duplamente. Tenho certeza de você estar imaginando porque o nosso governo não está mais preocupado e aborrecido, visceralmente, com tal dívida incrível que provavelmente nunca poderá ser paga? E falando com o Almirante Carroll no Centro para Informação de Defesa, chegamos a uma chave para a compreensão desta coisa. é o desprezo pelo povo americano, pelos próprios EUA, pelo povo que essencialmente dispende este dinheiro.

As corporações multinationais são parte da mesma Ordem Mundial, A Ordem Financeira Mundial que mantém o papel nos empréstimos, que significa que os juros estão sendo pagos são exatamente como impostos para eles, se vocês quiserem, ou ao menos, estes juros são como débitos forçados e empréstimos onde é garantido por lei que serão pagos a taxas de juros que são fixadas. E isto é o porque eles não estão com medo destes débitos. Porque eles estão fazendo dinheiro com isto, de nós! A segunda ou terceira linha do orçamento agora são os juros que pagamos a eles neste débito pela construção desta coisa militar para o lucro deles e para que eles policiem o mundo!

Agora, que temos os EUA submetidos a esta posição, por causa de suas políticas, por causa da Guerra Fria e da corrida armamentista e as políticas de Reagan e Bush,para uma posição onde não mais estamos no controle de nosso futuro econômico. Contudo, ainda somos o superpoder militar do mundo. E até mesmo a União Soviética, em seu estado de semi-colapso, é a segunda superpotência mundial. Mas ainda estamos indo fortes enquanto eles estão implodindo e caindo no caos. A Ordem Financeira Mundial não pode nos movimentar muito mais longe, ou ao menos, não pode se movimentar sem nós porque ainda somos o maior participante. Mas também temos o poder. É uma relação simbiótica de dinheiro e poder.

E assim então, vocês acabam entendendo o qque está acontecendo no Golfo Pérsico. Agora os EUA se tornaram a Guarda Pretoriana do que George Bush chama “Nova Ordem Mundial”, policiando o mundo para as pessoas que possuem o mundo, efetivamente, o mundo de hoje e amanhã.

Agora, encerrando, deixe-me ressaltar que esta Nova Ordem Mundial claramente não será pacífica. Isto não se adequa economicamente a ser pacífico. Isto não traz grandes liberdades. Ao contrário. Isto trará a continuada repressão e falsificação de nossa liberdades básicas que desfrutamos a tanto tempo. Isto certamente não trará maior equidade ou distribuição de riqueza. Ao contrário, a riqueza continuará a fluir do pobre e da classe média para o ultra rico. E certamente não trará maiores serviços sociais neste país porque a Nova Ordem Mundial está nos deixando ir ao Golfo Pérsico para lutar esta guerra para eles, e eles estão nos deixando manter a parte do leão ao financiar esta coisa, como combatemos na guerra pelos interesses deles, exatamente agora.

Agora, para encerrar …. e não vou me estender. Mas apenas uma nota de motivação e de esperança, e espero que algumas perguntas que teremos que possamos fazer… quero lembrar do que disse a última vez que estive aqui. O Almirante LaRocque, quando eu perguntei a ele: “Almirante, o que digo as pessoas para fazerem a respeito destes problemas”. E ele disse “Esta é uma pergunta maravilhosa. Diga a eles que você sabe que eles são capazes, quais são os talentos deles, o que vocês podem fazer. Ele disse: “Falo com as pessoas, se elas querem escrever, escrever cartas, escrever artigos, escrever livros, escrever telegramas. Se querem viajar, vão a Nicarágua. A Alemanha. Veja você mesmo. Entenda o Mundo de forma a poder testemunhar e discutir inteligentemente”.

Ele disse que diz as pessoas: “Se você se sentir confortável sentado na frente de caminhões com bombas neles, faça isto”. Mas ele disse, “Mas você irá fazer o que quiser por todos os dias de sua vida, porque o curso que estamos tomando definitivamente levará, eventualmente, a tornar este planeta inabitável.” Agoa, isto não acontecerá em cinco ou dez anos. Mas eventualmente, a menos que mudemos profundamente o que estamos fazendo, não haverá mais vida de “sangue quente” neste planeta. Mais cedo ou mais tarde, devemos mudar ou nos destruiremos.

Assim você tem que ser engajado.E Helen Caldicott, esta maravilhosa oradora que nos fala tão bem, ela diz: ” Envolva-se. Você se sentirá melhor do que ficar sentado em frustração “Saia e trabalhe neste problema”, que ela chama de “o problema da saúde pública neste planeta”. E ela ressalta que se “você se envolver, se sentirá melhor e você pode, finalmente quando a coisa se explode, uns poucos minutos antes das bombas pousarem em sua cidade, você pode virar-se para seus seres amados e dizer que ao menos tentou”.

Dou-lhes a mão aberta da paz, e agradeço muito por terem me ouvido. Obrigada.

Anúncios

The URI to TrackBack this entry is: https://conspireassim.wordpress.com/2008/05/27/a-natureza-belica-dos-eua/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: