Fadas?…

O Estranho e InexplicadoFadas

[- Tradições e Avistamentos -]

Quando ele andava em uma isolada estrada do interior, perto de Barron, Wisconsin, em uma noite de verão de 1919, o jovem de 13 anos Harry Anderson viu algo distintamente estranho. Vinte pequenos homens, alinhados em uma fila única e indo na sua direção; eles estavam visíveis a luz da lua. Até mesmo quando passaram por ele, não lhe prestaram atenção. O jovem Anderson percebeu que estavam vestidos em calças de couro até os joelhos e que tinham suspensórios. Não usavam camisas, eram carecas e sua pele era branca pálida. Embora todos eles fizessem sons de resmungos, não pareciam se comunicar entre eles. Aterrorizado, Anderson continuou seu caminho e não olhou para trás. Este encontro bizarro permaneceu vívido em sua memória pelo resto da vida.

Para a maioria das pessoas do mundo ocidental, as fadas nada mais são do que invenções da imaginação sentimental, apropriadas para o entretenimento infantil, no qual elas são retratadas quase que invariavelmente como pequeninas, aladas e de bom coração. Esta versão de fada tem raízes na literatura romântica, não nas tradições populares mundiais, nas quais as crenças referentes a raças ocultas que partilham a Terra conosco tem existido pela maior parte da história humana.

A Tradição e Seus Mistérios

A um ou dois séculos atrás, Harry Anderson, que não sabia mais do que o fato de que as figuras que ele encontrou eram estranhas demais, teria tido poucas dúvidas sobre a identididade delas. Isto seria particularmente verdadeiro se ele vivesse em um país celta, cujas estradas, rochas, cavernas, campos, rios, lagos e florestas – como a opinião comum atestava – eram infestados por entidades de um tal temperamento volátil, que somente o ignorante e o descuidado as chamavam de “fadas”, porque elas não gostavam de ouvir seus próprio nomes serem ditos. Porque uma delas podia ser ouvida a algum tempo, o povo rural empregava vários eufemismos tais como “boas pessoas”, “os aristocratas”, “o povo honesto” e a “boa tribo” e outros elogios calculados muito mais do que incorrer no risco da ofensa. Como escreveu o Rev. Robert Kirk, um cronista do século XVII e um fiel crente nas fadas: ” Irlandeses… abençoe todas elas de quem temam o dano”

A fé nas fadas populou o mundo com uma desconcertante variedade de entidades, até mesmo dentro de uma única região. Não obstante, as fadas podem ser contadas mais ou menos de forma humana, embora algumas vezes mais altas ou mais baixas (nunca, contudo, possuindo asas), e grande parte de seus comportamento era reconhecidamente humano. Elas tinham governos, sociedades, divisões de trabalho, arte e música, e conflitos. Elas se casavam, tinham filhos, faziam guerra e morriam. Ao mesmo tempo elas possuiam poderes sobrenaturais que as tornavam, na melhor das hipóteses, imprevisíveis e, na pior, perigosas. Poucas pessoas desejavam a companhia das fadas e a maioria se afastava do caminho delas.

As origens da fé em fadas são obscuras e por enquanto desconhecidas (Stewart Sanderson caracteriza a crença em fadas como “um dos mais difíceis problemas no estudo do folclore“). Os estudiosos do folclore e os antropologistas tem teorizado que as fadas originais eram membros de raças conquistadas que tomaram as montanhas e cujos descendentes eram vistos em raras ocasiões, para serem confundidos com seres sobrenaturais. Também tem sido sugerido que as fadas sejam remanescentes dos velhos deuses e espíritos que a cristandade desalojou, mas que sobreviveram na crença popular como seres imateriais de um escalão inferior ao de Deus, Jesus e o Espírito Santo. Alguns escritores tem sugerido que a fé em fadas seja toda remanescente de um antigo culto dos mortos; de fato, os mortos algumas vezes eram ditos aparecerem na companhia de fadas. Uma opinião moderna em moda, expressada pelo estudioso de folclore Alan Bruford, sustenta que as fadas “representam na forma antropomórfica o misterioso e o espiritual na natureza selvagem, a parte do mundo que está além do entendimento da humanidade”.

Fora das especulações dos eruditos, da explicação da tradição popular, especialmente nos países cristãos, frequentemente associavam as fadas aos anjos caídos. Tudo o que é conhecido com alguma certeza é que seja da onde for que elas tenham vindo, as crenças nas fadas existem em toda sociedade tradicional.

As fadas aparecem mais proeminentemente em mitos, histórias, e lendas que os folcloristas tem coletado no campo ou descoberto em arcaicas fontes impressas.Um dos grandes estudos iniciais foi o de “The Secret Common-Wealth” de Robert Kirk (1691). Kirk, um clérigo presbiteriano que serviu nas Terras Altas da Escócia e que tinha um apurado interesse na lenda sobrenatural da região, estava convencido da realidade das fadas. Afinal, ele perguntou, como poderia uma crença tão disseminada, até mesmo se “nem a décima parte fosse verdadeira, ainda que não pudesse nascer de nada?” Ele conduziu suas buscas na assunção que uma vez ele tivesse bastante informação, ele poderia acuradamente descrever a natureza da vida das fadas nos menores detalhes.

Segundo Kirk, fadas eram “uma natureza média entre os homens e os anjos” com corpos “de alguma forma da natureza de uma nuvem condensada”. Elas se vestiam e falavam como as pessoas do país onde viviam. Algumas vezes ao passar, as fadas podiam ser ouvidas embora não fossem vistas. Elas viajavam frequentemente, normalmente pelo ar, podiam roubar qualquer coisa que quisesem [de comida a bebês humanos] e não tinham qualquer religião em particular. Os mortais com uma ‘segunda visão” [clarividência] eram mais prováveis de vê-las, já que normalmente elas eram invisíveis ao olho humano. De fato, a palavra “fairy” vem de uma palavra muito mais antiga, “faierie”, que significa um estado de encantamento, muito mais do que uma entidade sobrenatural individual.

Poucos eruditos modernos tem admitido a crença em fadas. A maior exceção foi W. Y. EvansWentz, autor do bem visto “The Fairy-Faith in Celtic Countries”, originalmente publicado em 1911. Evans-Wentz, um antropólogo de religião e com um Ph.D. da Universidade de Oxford, viajou pelas ilhas britânicas e a Bretanha e a costa noroeste da França e relatou os resultados em um grosso livro que permanece um clássico para os estudos de folclore. Além de documentar o que permaneceu na tradição oral da crença nas fadas, o autor, que também estava interessado na religião oriental e no ocultismo ocidental, declarou que “podemos postular cientificamente, na mostragem dos dados da pesquisa psíquica, a existência de tais inteligências invisíveis como deuses, gênios, demônios, todos os tipos de verdadeiras fadas e homens saídos do corpo”.

Mas até mesmo aqueles possuídos pela voltade de fazer este salto de fé – que não era pequeno -, geralmente se encontraram presos pelo fato de que quando consideravam em sua inteireza, as tradições das fadas são tão irrefreavelmente complexas, variadas, e fantásticas para que se some algo coerente. Alguém que ler a vasta literatura da história tradicional das fadas, pensa mais prontamente de divagações da imaginação humana do que em istérios do mundo invisível. Sobretudo, qualquer um voluntário para abraçar as fadas também tem que contemplar a possibilidade, da evidência não muito pior, que deuses, sereias, gigantes e monstros que mudam de forma, lobisomens e outras criaturas folclóricas possam existir. O senso comum nos adverte que é melhor estabelecer uma linha mais cedo do que tarde demais.

Ainda que o mistério permaneça. Até mesmo se não reuna quantidade de evidência para a crença ultra-extraordinária e inatamente inacreditável que um reino de fadas realmente exista, elas necessariamente não reduzem as respostas simples também. As pessoas vêem, ou pensam que vêem, todos os tipos de coisas estranhas, e entre estas coisas estranhas as pessoas pensam que vêem fadas. Estes avistamentos continuam até mesmo na ausência de uma acompanhante fé em fadas, como a história de Harry Anderson indica. É provável que nas sociedades tradicionais onde as fadas eram acreditadas, ao menos em parte, porque elas eram vistas. As fadas não existiam, em outras palavras, somente nas histórias; elas também existiam no que era acreditado serem experiências.

Como escreveu o grande folclorista irlandês Douglas Hyde, “As histórias populares… não devem ser confundidas com a crença popular… a história é algo muito mais intrincado, complicado e de exercício de pensamento do que a crença. Podemos facilmente distinguir entre os dois. Um (a crença) é curta, conversacional, principalmente relacionada a pessoas reais e não contém uma grande sequência de incidentes, enquando a outra (a história popular) é longa, complicada, mais ou menos convencional, e acima de tudo tem seu interesse agrupado ao redor de uma figura central, que é o herói ou heroína.” O que Hyde chama de “crenças” outros chamariam de “avistamentos.”

Para Evans-Wentz, o poeta W. B. Yeats (que escreveu eloquentemente sobre as tradições irlandesas das fadas e encontros em “The Celtic Twilight” [1893,1921 e outros lugares), e para o historiador moderno oculto Leslie Shepard, estes “avistamentos” são suficientes para estabelecer a existência de um mundo das fadas, localizado em um tipo de quarta dimensão ou realidade paralela. Para folcloristas tais como Stewart Sanderson e Katharine Briggs, os “avistamentos” são percebidos fugazmente e passam, sem reflexão posterior impressa, para os parapsicólogos, que pela parte deles mostram aparentemente interesse zero na questão.

Para o cientista comportamental David J. Hufford, um ceticismo radical, que parece até mesmo tentativas “científicas” para explicar crenças sobreaturais como contaminados por preconceitos culturais não examinados que podem eles próprios não ser mais do que expressão de fé, exige que reconheçamos as limitações do nosso conhecimento sobre alguns aspectos da experiência humana. Em uma critica da literatura acadêmica que busca desmentir o testemunho sobre encontros anômalos, Hufford escreve que “pode-se prontamente encontrar apelos a autoridade, falácias post hoc, argumentos ad hominem e um grupo completo de outros erros informais. Não obstante, por causa que esta dimensão indutiva da erudição é menos frequentemente explicitamente apresentada para exame, e por causa que grande parte do trabalho de estruturar as questões e estabelecer as fronteiras do discurso da erudição sobre o “sobrenatural” foram grandemente estabelecidas em algum lugar a várias gerações atrás… um número de séculos atrás… a parcialidade sistemática desta tradição opera quase que invisivelmente hoje.”

Em resumo, nenhuma explicação, foi convencionalmente crédula ou cética, quando se propôs a oferecer a explicação final para estas narrativas, responder todas as perguntas de modo totalmente convincente. Até mesmo se não compreendemos as causas subjacentes – sejam elas psicológicas ou paranormais -, destas histórias, não nos parará de nos surpreendermos com elas, simplesmente como histórias. Por agora, afinal, isto é tudo o que temos a fazer com elas.

Avistamentos e Audições

Um exemplo de tipos de narrativas de primeira mão que os folcloristas coletaram enquanto a fé nas fadas ainda vivia foi relatada a Lady Campbell por um velho e cego fazendeiro irlandês. O fazendeiro declarou que anos antes ele havia capturado uma fada, uma figura de 61 centímetros de altura usando uma capa vermelha, sapatos verdes e botas e tendo uma complexão escura mas nítida.

“Eu o agarrei bem dentro dos meus bracos e o levei para casa, ” relatou o fazendeiro, “chamei minha mulher para olhar o que eu havia trazido. “Que boneca é esta aí?”, ela gritou. “Um ser vivo”, eu disse e o coloquei no armário. Temiamos o perder; mantinhamos a porta trancada. Ele falava e resmungava para ele mesmo palavras estranhas… Podia ter sido perto de quinze dias que já tinhamos a fada quando disse a minha mulher, “Certamente, se mostrarmos isto na grande cidade ficaremos ricos”. Assim, o colocamos em uma gaiola. A noite deixariamos a gaiola aberta e o ouviriamos se agitando pela casa… Nós o alimentávamos com pão, arroz e leite de um copo na ponta de uma colher.”

Logo,contudo, a fada escapou. Não muito depois, o homem ficou cego, e a fortuna do casal declinou – uma situação que ele atribuia a retribuição da fada.

Um outro episódio anterior de fadas teve um final mais feliz. O seguinte é um texto de uma declaração juramentada de um clérigo sueco do século XVII, P. Rahm:

“No ano de 1660, quando eu e minha mulher tinhamos ido a minha fazenda, que fica a três quartos de milha da casa paroquial de Ragunda, e estávamos sentados conversando por um tempo, já no cair da noite, veio um pequeno homem na porta e pediu a minha mulher para ir ajudar a esposa dele, que estava em trabalho de parto. Ele era de pequeno tamanho, de uma complexão escura, e estava vestido com velhas roupas cinza. Minha mulher e eu sentamos por um tempo e ficamos nos perguntando sobre o homem; estávamos cientes que se ele fosse um Troll, e tinhamos ouvido falar disso bastante, chamados pelos camponeses de ‘Vettar’ [espíritos], sempre costumavam manter-se nas casas de fazendas, quando o povo saia para o tempo das colheitas. Mas quanto ele havia feito sua solicitação quatro ou cinco vezes, pensamos no mal que o povo rural dizia que ele tem as vezes sofrido dos Vettar, quando eles tem uma chance de amaldiçoa-los, ou com palavras não civilizadas manda-los para o inferno. Tomei a resolução de ler algumas preces para minha mulher e abençoa-la e pedir em nome de Deus que fosse com ele. Ela apressadamente levou algum linho com ela e foi com ele, e eu fiquei sentado lá. Quando ela voltou, ela disse que quando chegou com o homem no portão, parecia como se ela fosse levada muito tempo pelo vento e assim ela chegou a uma sala onde de um lado havia uma pequena câmara escura na qual a esposa dele estava na cama, em grande agonia. Minha mulher foi até ela e depois de pouco tempo, a ajudou até que ele desse a luz uma crinça, da mesma maneira que outros seres humanos. O homem então ofereceu a ela comida e quando ela recusou, ele agradeceu a ela e a acompanhou de volta e a trouxe do mesmo modo pelo vento e, novamente, quando chegaram ao portão, eram exatamente 10 horas. Enquanto isto, uma quantidade de velhas peças e pedaços de prata foram deixados na prateleira, na sala de estar, e a minha mulher as encontrou no dia seguinte, quando estava arrumando a sala. É suposto que elas foram colocadas lá pelo Vettar. É verdade que isto aconteceu assim, eu testemunhei, ao escrever meu nome. Ragunda, 12 de abril de 1671.”

Mari Sion de Llanddeusant, Anglesey, Gales, contou a um folclorista sobre sua própria experiência no início do século XX com uma família de fadas. Em uma noite a luz da lua, ela relatou, ela, o marido dela e seus filhos ouviram bater na porta enquanto estavam sentados perto da lareira. Quem batia mostrou ser um pequenino homem, uma mulher e um bebê. O homem tinha apenas 61 centímetros e era o mais alto de todos. “Devo ser grata pelo empréstimo de uma tijela de água e um carvão para o fogo”, a mulher disse. “Gostaria de banhar esta pequena criança. Não quero que eles o façam uma vez. Devemos voltar depois que vocês tiverem ido para a cama’. ”

Mrs. Sion deixou os materiais requisitados antes que ela e sua família se retirassem. Durante a noite eles podiam ouvir as indas e vindas das pequenas pessoas. Na manhã a família encontrou tudo em ordem, exceto que a tijela estava virada para baixo. Ao levantar a tijela, a família encontrou quatro shillings.

Edward Williams, um proeminente clérigo britânico do século XVIII, escreveu em 1757, que quando ele tinha sete anos, ele e outras crianças estavam brincando em um campo em Gales quando eles viram, a distância de 100 jardas, sete ou oito pequeninos pares vestidos de vermelho, cada um carregando um lenço branco na mão. Um dos pequeninos homens caçou as crianças e quase que pegou uma, que segundo e Williams, teve “uma visão completa e nítida deste velho, de tez escura e compleição amarga” pouco antes de conseguir escapar. Durante a caçada outras figuras gritavam ao perseguidor em uma lingua desconhecida. Este incidente intrigou o Dr. Williams por toda sua vida, e ele concluiu, “Sou forçado a classificar isto entre meus não conhecidos.”

O Rev. Sabine Baring-Gould, o historiador e folclorista vitoriano, escreveu que quando tinha quatro anos de idade e viajava em uma carruagem com seus pais, “vi legiões de anões de 61 centimetros correndo ao lado dos cavalos; alguns se sentavam rindo na trave, alguns estavam se misturando aos arreios para chegar nos lombos dos cavalos”. Seus pais não viram nada. Baring-Gould também recordou um encontro que sua esposa vivenciou quando tinha 15 anos e andava em uma alameda em Yorkshire. Lá ela localizou “um pequeno homem verde, perfeitamente bem feito, que olhava para ela com seus olhos de contas negras. Ela estava tão assustada que correu para casa”. Os avistamentos de fadas evidentemente correram na família. Um de seus filhos tinha ido colher “peapods” no jardim quando, assim ele informou aos pais, ele observou “um pequeno homem usando uma capa vermelha, jaqueta verde e calções marrons até os joelhos, cuja face era velha e pálida, e que tinha uma barba cinza e olhos tão negros e duros quanto o fruto do abrunheiro. Ele encarou tão intensamente o garoto que o último saiu correndo.”

T. C. Kermode, um membro do parlamento da Ilha de Man, dise a Evans-Wentz, “Aproximadamente a uns quarenta anos, em uma noite de outubro, eu e outro jovem homem estavamos indo a um tipo de casa de colheita de Manx em Cronk-a Voddy. Na estrada Glen Helen, exatamente em Beary Farm, quando andávamos conversando, meu amigo pareceu olhar para o outro lado do rio e disse: “Oh, olhe, há fadas. Você já as viu?” Olhei para o outro lado do rio e vi um círculo de luz sobrenatural… o ponto onde a luz apareceu era um espaço chato rodeado por todos os lados se afastando do rio por bancos formados por montanhas baixas: e neste espaço e no círculo de luz, aparentemente rodeado por todos os lados, eu vi vindo aos dois e três uma grande multidão de pequenos seres, menores que Tom Polegar e sua esposa. Eles se moviam para frente e para trás no círculo de luz, na medida em que formavam como tropas em exercício. Eu tentei chegar mais perto deles mas meu amigo disse, “Não, estou indo para a festa “Então depois que haviamos olhado para eles por uns poucos minutos, meu amigo foi batido na margem da estrada com um galho e gritou, e perdemos a visão e a luz desapareceu.”

Uma noite de 1842, segundo uma narrativa que ele deu a um historiador local, um mercador na Inglaterra estava passando por um prado em seu caminho para casa quando viu fadas a luz da lua.

Podia ser uma dúzia delas; as mais altas tendo aproximadamente 90 centímetros e as menores do tamanho de bonecas.Suas roupas cintilavam como se com lantejoulas… Elas se moviam em roda, de mãos dadas em um anel e não vinha qualquer barulho delas. Elas pareciam luz e sombra, não como corpos sólidos. Eu passei, dizendo, “oh, Senhor, tenha misericórdia de mim”, mas elas devem ser apenas fadas e estando só no caminho pelo campo pode ve-las tão bem quando eu as vi. Eu olhei depois delas quando passei, e elas estavam lá se movendo da mesma maneira e girando. Corri até em casa e chamei três mulheres para voltarem comigo e verem. Mas quando chegamos ao local todas elas tinham ido embora. Eu não podia lembrar nada das faces delas porque não gosto de encarar as pessoas. Eu estava bem sóbrio naquele dia.

Mais de um século mais tarde, em 30 de abril de 1973, uma educada mulher de Londres chamada Mary Treadgold estava viajando de ônibus pelas Terras Altas da Escócia. Perto da cidade de Mull, o ônibus se espremeu do lado da estrada estreita para deixar passar um carro que vinha na direção contrária, e Treadgold preguiçosamente olhou pela janela para um espaço de turfa. Lá, de pé em frente a uma moita de arbustos, estava “uma pequena figura de apoximadamente 45 centímetros, um jovem homem com seu pé sobre uma pá, pego [congelado como um pássaro ou um esquilo na abordagem de algo estranho] no ato de cavar”, ela relatou. “Ele tinha uma face diminuida, agradável [o que eu saberia novamennte], cabelo encaracolado, espesso e marrom, estava vestido em um tipo de avental e suspensório de um azul brilhante, com uma camisa muito branca e com as mangas enroladas. Um saco aberto, também em miniatura estava do lado dele.” Ele enfaticamente não era um anão, nem uma criança nem [ao menos como a sugestão desesperada de um cético], um gnomo plástico de jardim. Elwe era umser vivo perfeitamente formado como qualquer um de nós, somente em miniatura. A figura foi perdida de vista depois que o ônibus retomou sua jornada.

“Quando voltei para casa,” Treadgold escreveu, “Perguntei a uma conhecida das Terras Altas que me disse que os amigos dela tinham visto pequenas pessoas similares em Mull, e que Mull era conhecida por isto. Ela acrescentou que as pessoas pequenas eram geralmente pálidas [não me recordo disto particularmente] e muito brilhantes. Isto eu me recordo no brilho dos cabelos e das roupas, e na aparência geral de energia e alerta.

Em ocasiões, colecionadores do folclore tem tido experiências consistentes com as manifestações locais das fadas. Sir Walter Scott se queixou de um correspondente educado que, embora “um erudito e um cavalheiro” tinha confessado que “frequentemente” ele tinha visto “a impressão de pequenos pés na neve” e uma vez “pensou ter ouvido um assovio, como dentro de meu ouvido, quando ninguém estava perto de mim”. Scott estabeleceu que estas presumidas ilusões se deviam ao “efeito contagioso da atmosfera supersticiosa” . O antiquário George Waldron [o correspondente] tinha vivido por muito tempo entre Manx, que ele “quase foi persuadido a acreditar em suas lendas.” John Cuthbert Lawson, que estudou pela virada do século as tradições rurais gregas, incluindo as crenças em altas fadas conhecidas como Nereides, ressaltou “o maravilhoso acordo entre as testemunhas na descrição da aparência e vestimenta delas. Eu próprio, uma vez tive uma Nereide me mostrada por meu guia e certamente era a aparência de uma figura femenina drapejada de branco e alta, além da estatura humana, sentada ao por do sol entre raízes nodosas e retorcidas de um velho campo de olivas. Quando a aparição se foi, não tive descanso para investigar, porque meu guia com muitos sinais da cruz e murmurando evocações a Virgem, encaminhou a minha mula em pressa perigosa pelo árduo caminho montanhoso”.

Muitas pessoas afirmam terem ouvido a música das fadas.O violinista de Manx, William, jurou que ele ouviu musica se emanando de um iluminadamente brilhante palácio de vidro que ele encontrou uma noite em um vale da montanha. Ele parou e escutou, então voltou para casa e aprendeu a sinfonia que ele realizou amplamente. No verão de 1922, enquanto sentava-se nos bancos do rio Teign em Dartmoor, na Inglaterra, o compositor Thomas Wood ouviu uma estranha voz o chamando pelo seu primeiro nome. Embora ele procurasse com pequenos binóculos, ele não pode encontrar a fonte. Então ele ouviu “acima de sua cabeça, leve como um suspiro,” então até mesmo mais alto, “música no ar. Isto durou 20 minutos”, ele escreveu ao escritor Harold T. Wilkins. “conjuntos portáteis sem fio eram desconhecidos em 1922… esta música era esencialmente harmônica, não uma melodia e nem o ar. Soava como o tecer junto de tenuos sons das fadas”. Ouvindo atenciosamente, ele escreveu as notas. Em 1972, enquando percorria o litoral de uma península nas Terras Altas da Escócia Ocidental, o cantor folk americano Artie Traum ouviu vozes sem corpo cantando “corra, homem, corra” em uma estranha harmonia de som de violinos e flautas. Quando Traum fugiu entre os arbustos vizinhos, ele ouviu sons de mato se quebrando e um grande movimento. Tudo enquanto, ele se recorda, “minha cabeça estava inundada de milhares de vozes, milhares de palavras que não faziam sentido’. As vozes se calaram quando ele encontrou seu caminho de volta para o ar aberto.

Embora quase extinta no ocidente, a fé nas fadas em sua forma mais tradicional vive na Islândia, onde uma pesquisa da Universidade da Islândia alguns anos atrás, indicaram que 55% das pessoas consideram a realidade dos elfos (huldufolk, ou “povo oculto”) certa, provável ou possível e somente 10% rejeita a noção como completamente fora de questão. A crença é tão forte que projetos de construção e de estradas são algumas vezes retardados para acomodar os desejos do povo invisível que habita nos campos, florestas, rochas e baías. Em tais casos, psíquicos são chamados para negociar. Como com outras fadas, as entidades não são sempre invisíveis a percepção humana normal. Um artigo de 1990 de Wall Street Journal observa que “humanos e elfos geralmente vão bem. Parteiras tem contado [ao folclorista Hallfredur] Eiriksson sobre fazer o parto de bebês elfos. Fazendeiros dizem ter tirado leite de vacas dos elfos. Algumas vezes, os dois povos se apaixonam, embora estes assuntos do coração frequentemente terminem mal”.

Fadas ou humanóides?

Em 1938 a Irish Press de Dublin relatou, “A observação de fadas tem saltado para uma repentina popularidade em West Limerick.” Há um certo número de homens e garotos que disseram terem visto grupos de fadas e até mesmo as caçado, sem resultado: elas pulam valas tão rapidamente como se fossem cães greyhound,” declarou uma testemunha. Todos no entanto, “pensam que elas passam por bordas, valas e pântanos e reaparecem claras e limpas todo o tempo.” As figuras tinham ” faces duras e peludas como homens e não tinham orelhas’.

A excitação começou quando um garoto de escola chamado John Keely encontrou um homem de 60 centimetros, vestido com roupas vermelhas, em uma estrada. Perguntado de onde ele era, o gnomo respondeu secamente, “sou das montanhas e é tudo igual para você o que seja o meu negócio”. O menino alertou os amigos e conhecidos, que no dia seguinte voltaram com Keely e se esconderam nos arbustos, na medida em que ele se aproximava com uma companhia de fadas, deixando que uma delas pegasse a mão dele. Eles andaram por algum tempo até que as fadas localizaram os seres humanos nos arbustos e fugiram.

Se este incidente tivesse ocorrido uma década mais tarde em algum lugar diferente da Irlanda, teria sido relatado como um incidente com ocupantes UFO. (Em novembro de 1959, segundo o Belfast Telegraph, um homem movendo um grande arbusto com uma escavadeira em uma fazenda no Condado de Carlow ficou atônito ao ver um homem vermelho de aproximadamente 90 centímetros sair de baixo da máquina [aproximadamente a umas 100 jardas através do campo, sobre uma cerca no campo vizinho”]. Três outros homens observaram a figura fugitiva. Somente os irlandeses locais evitaram que isto fosse tratado como um incidente UFO [embora nenhum UFO tenha sido visto]. De fato, a literatura UFO contém um punhado de incidentes nos quais alguém familiarizado com a fé nas fadas pode encontrar elementos familiares. Em abril de 1950, Kenneth Arnold, cujo avistamento muito publicado de 24 de junho de 1947 trouxe à vida a era dos discos voadores, entrevistou uma mulher em Canby, Oregon, Ellen Jonerson, que recentemente havia visto um pequeno homem de uns 30 centímetros com feições escuras, estrutura corporal sólida e uma camisa xadrez. Andando com um movimento balançante, ele passou sob um carro e desapareceu.

Inevitavelmente, alguns escritores tem sugerido que o fenômeno UFO e as manifestações das fadas estão relacionados. Algumas vezes, notavelmente no sarcático negador “The UFO Verdict” (1981) de Robert Sheaffer, a conexão é feita de um modo de lançar o ridículo sobre os relatos UFOs. Algumas vezes, como em “Passport to Magonia” (1969) de Jacques Vallee, isto é feito para apoiar uma opinião oculta que presume a realidade das entidades paranormais que mudam de forma que podem aparecer, dependendo das pressuposições do observador, como fadas ou extraterrestres. Os teóricos mais recentes, por exemplo, Hilary Evans em “Gods, Spirits, Cosmic Guardians” (1987), argumentam que todos os encontros com “entidades’ ocorrem em estados alterados de consciência e são alucinatórios. Mas a despeito de sua superfície atraente, as teorias como as de Evans são dificilmente mais persuasivas que as de Vallee; as abordagens psicossociais sofrem de uma falta de evidência empírica e estão abertas a todos os tipos de críticas que David Hufford tem feito.

Em qualquer caso, links entre as histórias de UFO e as histórias das fadas são fracos e exigem que o teórico leia as respectivas literaturas com grande seletividade. O folclorista Thomas E. Bullard chama estas propostas conexões de “oblíquas e especulativas” na melhor das hipóteses. Um ponto que os leitores podem facilmente estabelecer por si próprios ao comparar os contextos dos dois livros, coincidentemente publicados no mesmo ano (1976): “Encounters with UFO Occupants” de Coral e Jim Lorenzen e “An Encyclopedia of Fairies” de Katharine Briggs.

Uma outra diferença importante é que ao menos alguns “encontros de terceiro grau” tem sido bem investigados e documentados por investigadores civis e oficiais, enquanto que os avistamentos de fadas, embora provocantes, não são mais do que simples histórias populares. Sem dúvida isto é o porque aqueles que as ouviram não viram razão para investigar; ou eles acreditavam em fadas e assim implicitamente assumiram que as histórias eram verdadeiras, ou eles não acreditavam em fadas, ou estavam coletando o que pensavam ser folclore e cujo status de realidade é irrelevante. Em todos estes casos, nenhuma investigação posterior foi julgada necessária.

Talvez uma investigação real tornar-se-ia crença ou descrença como resposta baseada na informação muito mais do que na suposição. Mas os avistamentos de fadas são prováveis de permanecerem onde eles sempre tem estado: nos limites da experiência humana.

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Published in: on maio 28, 2008 at 9:00 pm  Comments (8)  
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8 ComentáriosDeixe um comentário

  1. eu acredito que existe fadas para alem deste mundo. elas lutam para nao murrerem e para nao perderem o que construiram durante todos estes seculos. elas sao fortes, temidas pelos seus inimigos, teem asas, sao lindas, teem mais ou menos a nossa altura. elas existem.

  2. Eu acho sim que fadas existem. Mia o que eu mais queria saber é porque elas não aparecem ?

    Meu sonho e um dia ter asas e voar coisa um um pouco impossível. já que não da eu am minha vida como é !

  3. eu quero ser amiga das fadas bjsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss veam mi visitar amo voces bjsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss♥

  4. vaces sao lindas bjsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ass.giovanna

  5. eu sei que fadas existem mais nao sei por que elas nao aparecem ass.giovanna

  6. fadas existem ass.giovanna bjssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

  7. meu aniversario e no dia 8 de dezembro venha mi visita ta bom ass.giovanna bjsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss tinker bell venha mi visitar tanbem bjssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss ass.giovanna

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