Turquia e os Curdos

Uma Nova Guerra Fria Isola a América

A Turquia, afastada pelos EUA e União Européia busca apoio da Síria e do Irã.
26 de novembro de 2007

de Richard Walker

Como a busca da Turquia de se unir a União Européia se evapora, ela esta gradualmente voltando atrás do Ocidente a favor da parceria estratégica com o Irã e a Síria que tem demonstrado apoio a uma invasão turca do Iraque. Uma tal invasão viria a qualquer tempo, a despeito das alegações dos EUA para moderação quando o Primeiro Ministro Recep Tayyip Erdogan visitou Washington.

Ele foi avisado pelo governo de Bush que uma invasão do Iraque poderia levar a um conflito mis amplo que beneficiaria os inimigos dos EUA na região. Ao mesmo tempo, seu principal general, Yasar Buyukanit, disse aos jornalistas na capital turca, Ancara, que a Turquia era um grande Estdo e não precisava da aprovação de ninguém para invadir o Iraque.

Buyukanit disse que os EUA apenas haviam sido consultados sobre os planos turcos para evitar a possibilidade de “fogo amigo” entre os soldados americanos e turcos uma vez tenha começado a invasão. Tanto quanto lhe dizia erspeito, os planos de invasão estavam meramente esperando aprovação.

O Irã tem sabiamente armazenado o ódio turco em relação aos EUA ao persuadir os turcos que a América não tem feito o bastante para parar as guerrilhas curdas do Partido dos Trabalhadores Curdos [PKK] de atacarem a Turquia das montanhas fronteiriças ao norte do Iraque. O Irã partilha o desdém turco pelo PKK, o qual também tem realizado ataques dentro do Irã.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, tem admitido que seu governo tem realizado encontros com os turcos para discutir uma abordagem bilateral para combater a ameaça curda.

Em um fala, ao Primeiro Ministro turco, ele disse que o Irã entendia completamente a preocupação da Turquia com a ameaça contínua de dentro do Iraque. Ele se queixou que os EUA estavam fazendo um jogo duplo ao encobertamente apoiar os inssurgentes curdos para criar a desarmonia entre os Estados na região.

Em um movimento posterior que enraiveceu Washington, o Irã trouxe a Síria em uma mistura de encorajamento para alcançar a Turquia na questão do PKK. O Ministro do Exterior da Síria, Walid Mouallem, não perdeu tempo fazendo uma declaração que o país dele apoiava o direito da Turquia de atacar os terroristas do PKK que ameaçam não só a Turquia e o Irã, mas a Síria.

Por algum tempo, ests três países tem mantido um oho fechado sobre outros eventos no Iraque, especialmente os movimentos dos EUA para incorporar e rica cidade do petróleo, Kirkuk no Governo Regional Curdo, que é estreitamente ligado aos EUA.

Washington quer que os curdos controlem maciças reservas de petróleo no norte do Iraque, temendo que elas possam cair sob a jurisdição do futuro governo shiita iraquiano com estreitos links com o Irã.

O governo Bush irá a qualquer extensão para alcançar esta meta até mesmo se isto significar dividir o Iraque em três regiões: os curdos ao norte, os sunitas no centro e os shiitas na maioria ao sul. Enquanto o Irã está preocupado sobre Kirkuk ser transferida aos curdos, asim também está a Turquia, que tem avisado aos EUA que Kirkuk forneceria aos curdos os meios de criarem um Estado poderoso em suas fronteiras com o poder de alcançar milhões de curdos insatisfeitos residentes no Irã e na Turquia.

Com tudo isto, o Irã tem estado sabiamente cortejando a Turquia ao identificar as preocupações turcas com matérias que conflitam com a política dos EUA e Ocidental na região. Mas não é apenas neste nível que as duas nações tem crescido intimamente juntas. Eles tem se tornado sérios parceiros comerciais com níveis de comércio entre eles que agora ultrapassam a marca de 7 bilhões de dólares e esperam alcançar 15 bilhões de dólares em 2008/2009.

A Turquia também está negociando um conduto de gás natural do Irã para a Europa, tornando os países eurupeus menos dependentes dos suprimentos russos do Mar Cáspio. Isto ajudaria a fazer da Turquia um maior participante regional.

Talvez, seja apenas uma questão de tempo antes que a Turquia, enfrentando a rejeição da União Européia e uma tendência de décadas de regra secular, viraria seus olhos a leste, para o Mundo Islâmico em um esforço de se tornar um maior participante.Uma indicação de que isto esteja acontecendo foi o desenvolvimento do relacionamento com o Irã, que anteriormente havia sido um inimigo nos dias do Império Otomano quando os turcos limitaram a diseminação do que era então a regra persa da dinastia Safavi.

Um sinal seguro de que os EUA estão preocupados sobre a aiança da Turquia com o Irã foi a visita de 10 de novembro a Ancara do Rei Saudita Abdullah Aziz, um íntimo aliado dos EUA. A visita dele no ano passado foi a primeira de um regente saudita a mais de quatro décadas. A ironia de suas duas visitas não foi perdida pelos historiadores que ressaltaram que a Arábia Saudita tem estado no ápice da revolta árabe que levou ao colapso do Império Otomano, ainda que agora o rei saudita estava vindo socilitar a ajuda da Turquia para moderar a influência iraniana, que os sauditas, como os EUA e Israel, vêem como perniciosa. .

Até mesmo embora a visita dele recorresse a Washington, isto não obstante cimentou a avaliação turca que ele era um maior participante no mundo islâmico. Isto também demonstrou que os sauditas apoiavam a tendência turca para seularismo de melhores relações com o Islã. Abdullah cautelosamente expressou seus temores que a Turquia pudesse involuntariamente se tornar um meio para o Irã expandir a influência shiita as custas dos sunitas, a quem os sauditas apoiam. Mas ele foi cuidadoso em não se impor a Turquia.

Para ocultar o fato de que o Irã fosse a razão primária de sua visita de Estado, ele advogou mudanças regras que governam os números de peregrinos turcos permitidos a participarem do hajj religioso anualmente em Meca, que é controlado pela Arábia Saudita. No ano passado, quase meio milhão de turcos muçulmanos solicitaram fazer a peregrinação, mas os sauditas insistiram oficialmente em permitir apenas 70.000. Com as solicitações para o próximo ano que são esperadas chegarem perto de um milhão, o regente saudita prometeu negociar uma cota mais alta.

Mas a introdução da questão religiosa não obscureceu o fato de que a vigem do Rei Abdullah foi realizada em benefício dos EUA e de Israel, que tem estado liderando um clamor internacional para o isolamento total do Irã. Em um sinal de que a Turquia não estava preparada para tomar o caminho, o presidente do país, Abdul Gul, um mçulmano devoto, disse que o maior bem da Turquia era que podia servir como uma ponte entre a Europa e o Oriente. Em outras palavras, ela não serve a um mestre. Ele acrescentou que a nação dele era uma parte importante do mundo muçulmano e reverenciava as tradições do Oriente.

Isto era exatamente o que a Síria e o Irã queriam ouvir. Os sauditas devem se sentar e observar a política dos EUA vis-a-vis o norte curdo do Iraque, preocupados se estão em conflito com os interesses turcos, e os turcos fiquem até mesmo mais próximos do Irã e da Síria.

Richard Walker é o nome ficticio de um antigo produtor de notícias da corrente principal que agora escreve para a AFP, e assim ele pode expor este tipo de matéria que ele era proibido de cobrir na imprensa controlada.

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Published in: on maio 29, 2008 at 12:25 pm  Comments (2)  
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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. os curdos são os cudos

  2. os curdos são alguns tipos de pessoas que ficam no iraq e muitos outros países


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