Quem patrocina o terrorismo internacional

Quem é Osama Bin Laden?

de Michel Chossudovsky
Professor de Economia, Universidade de Ottawa
Centre for Research on Globalisation (CRG), Montreal
Postado em globalresearch.ca em 12 de setembro de 2001

Umas poucas horas depois dos ataques terroristas ao WTC e ao Pentágono, o governo Bush concluiu, sem qualquer evidência de apoio, que “Osama bin Laden e sua organização Al-Qaeda eram os primeiros suspeitos” O Diretor da CIA, George Tenet, afirmou que bin Laden tem a capacidade de planejar “múltiplos ataques com pouco ou nenhum aviso.” O Secretário de Estado Colin Powell chamou os ataques de “um ato de guerra” e o Presidente Bush confirmou na fala ao anoitecer televisionada para a nação que ele ” não faria distinção entre os terroristas que cometeram estes atos e aqueles que os abrigam”. O ex Diretor da CIA James Woolsey apontou seu dedo para “um patrocínio de Estado” implicando a cumplicidade de um ou mais governos estrangeiros. Nas palavras do ex conselheiro de Segurança Nacional, Lawrence Eagleburger, “Penso que mostraremos quando formos atacados assim, como é terrível nossa força e retribuição”

Enquanto isto, papagueando as declarações oficiais, o mantra da media ocidental tem aprovado o lançamento de ataques punitivos dirigidos contra alvos civis no Oriente Médio. Nas palavras de William Saffire escrevendo no New York Times: “Quando razoavelmente determinarmos as bases e campos de nossos atacantes, devemos pulveriza-los – minimizando, mas aceitando o risco de dano colateral” – a agir abertamente ou encobertamente para desestabilizar os “hospedeiros do terror nacional”.

O texto a seguir delineia a história de Osama Bin Laden e os links da “Jihad” islâmica na formulação da política externa americana durante a Guerra Fria e suas consequências.

O principal suspeito nos ataques terroristas em New York e Washington, rotulado pelo FBI como um “terrorismo internacional” por seu papel no bombardeio da embaixada americana na África, o saudita Osama bin Laden foi recrutado durante a guerra soviético-afegã, “ironicamente sob os auspícios da CIA, para combater os invasores soviéticos”

Em 1979 “a maior operação encoberta da história da CIA” foi lançada em resposta a invasão soviética do Afeganistão em apoio ao governo pró comunista de Babrak Kamal:

Com o encorajamento ativo da CIA e do Serviço de Inteligência Paquistanês ISI, que queriam tornar a Jihad afegã em uma guerra global combatida por todos os Estados muçulmanos contra a União Soviética, aproximadamente 35.000 radicais muçulmanos de 40 países islâmicos se juntaram a luta afegã entre 1982 e 1992. Dezenas de milhares mais vieram estudar nas madrasahs paquistanesas. Eventualmente, mais de 100.000 radicais muçulmanos foram influenciados diretamente pela Jihad afegã.

A Jihad Islâmica foi apoiada pelos EUA e a Arábia Saudita com uma parte significativa do custeio gerado pelo comércio de drogas do Crescente Dourado:

Em março de 1985, o Presidente Reagan assinou a Decisão Diretiva 166 de Segurança Nacional… que autorizou a ajuda militar encoberta aos mujahideen, e isto deixou claro que a guerra secreta afegã tinha um novo objetivo: vencer as tropas soviéticas no Afeganistão por meio da ação encoberta e encorajar a retirada soviética. A nova assistência encoberta americana começou com um aumento dramático do suprimento de armas – um pronto aumento para 65.000 toneladas anuais em 1987 . . . bem como “uma corrente incessável” de especialistas da CIA e do Pentágono que viajavam para os quartéis generais da ISI paquistanesa na estrada principal perto de Rawalpindi, Paquistão. Lá os especialistas da CIA se encontraram com oficiais do ISI para ajudar a planejar as operações para os rebeldes afegãos.

A CIA, usando o ISI, desempenhou um papel chave no treinamento dos Mujahideen. Por sua vez, a CIA patrocinou o treinamento de guerrilha que foi integrado aos ensinamentos do Islã:

Temas predominantes eram que o Islã era uma completa ideologia sócio-política, que o sagrado islã estava sendo violado pelas atéias tropas soviéticas, e que o povo islâmico e afegão deveriam reavaliar sua independência derrubando o governo de esquerda afegão apoioado por Moscou.

O Aparato de Inteligência Paquistanês

O ISI costumava ser um intermediário. O apoio encoberto da CIA à Jihad operava indiretamente por meio do ISI – isto é, a CIA não canalizava seu apoio diretamente aos Mujahideen. Em outras palavras, para que estas operações fossem bem sucedidas, Washington era cuidadoso em não revelar seu máximo objetivo em relação a Jihad, que consistia em destruir a União Soviética.

Nas palavras de Milton Beardman da CIA, “Não treinamos os árabes”. Ainda que segundo Abdel Monam Saidali, do Centro para Estudos Estratégicos Al-aram no Cairo, bin Laden e os “árabes afegãos” tinham sido comtemplados “com tipos muito sofisticados de treinamento que eram permitidos a eles pela CIA”.

Beardman da CIA confirmou, a este respeito, que Osama bin Laden não estava ciente do papel que estava desempenhando em benefício de Washington. Nas palavras de bin Laden (citadas por Beardman): “nem eu, nem meus irmãos vimos evidência de ajuda americana”.

Motivados pelo nacionalismo e fervor religioso, os guerreiros islâmicos não sabiam que combatiam o exército soviético em benefício de Tio Sam. Conquanto houvesse contactos nos níveis superiores da hierarquia da inteligência, os líderes rebeldes islâmicos no teatro não tinham contacto com Washington ou a CIA.

Com o apoio da CIA e a canalização de quantidades maciças de ajudar militar americana, o ISI tinha desenvolvido “uma estrutura paralela que tinha um enorme poder sobre todos os aspectos do governo”. O ISI tinha uma equipe composta de oficiais militares e de inteligência, burocratas, agentes encobertos e informantes, estimados em 150.000

Enquanto isto, as operações da CIA tabém tinham reforçado o regime militar paquistanês liderado pelo General Zia Ul Haq:

‘As relações entre a CIA e o ISI tinham crescido insessantemente calorosas depois do golpe de estado do General Zia e o advento do regime militar,’ . . . Durante a maior parte da guera afegã, o Paquistão foi mais agressivamente anti-soviético que até mesmo os EUA. Logo depois que os militares soviéticos invadiram o Afeganistão em 1980, Zia [ul Haq] enviou seu chefe do ISI para desestabilizar os Estados Soviéticos da Ásia Central. A CIA somente concordou com este plano em outubro de 1984. . . . `a CIA foi mais cautelosa do que os paquistaneses’. Tanto o Paquistão quanto os EUA adotaram a linha da mentira sobre o Afeganistão com uma postura pública de negociar um acordo, enquanto particularmente concordavam que a escalada militar era o melhor curso.

O Triângulo das Drogas do Crescente Dourado

A história do comércio de drogas na Ásia Central está intimamente relacionada as operações encobertas da CIA. Antes da guerra Soviético-afegã, a produção de ópio no Afeganistão e no Paquistão era dirigida a pequenos mercados regionais. Não havia uma produção local de heroína. A este respeito, o estudo de Alfred McCoy confirma que dentro de dois anos da investida da operação da CIA no Afeganistão, “as fronteiras afegã-paquistanesas se tornaram a principal produtora mundial da heroína, fornecendo 60% da demanda dos EUA. No Paquistão, a população viciada em heroína foi de quase zero em 1979… a 1.2 milhões em 1985 — um aumento muito mais acentuado do que em qualquer outra nação”

Os “bens da CIA” novamente controlavam este comércio de heroína. Na medida em que as guerrilhas Mujahideen tomavam território dentro do Afeganistão, elas ordenavam que os camponeses plantassem o ópio como um imposto revolucionário. Através da fronteira com o Paquistão, os líderes afegãos e os sindicatos locais sob a proteção do ISI operavam centenas de laboratórios de heroína. Durante esta década de aberto comércio de drogas, a Agência de Cumprimento de Drogas dos EUA em Islamabad fracassou em instigar maiores apreensões e prisões… Os oficiais dos EUA tinham se recusado a investigar acusações de comércio de heróina de seus Aliados afegãos “porque a política de narcóticos no Afeganistão estava suborinada à guerra contra a influência soviética lá”. Em 1995, o ex diretor da CIA da operação afegã, Charles Cogan, admitiu que a CIA de fato havia sacrificado a “guerra às drogas” ´para combater a Guerra Fria. “Nossa missão principal era causar o máximo de dano aos soviéticos. Realmente não tinhamos recursos ou tempo para nos devotarmos a uma investigação do comércio de drogas”…. “Realmente não penso que precisemos nos desculpar por isto. Cada situação tem suas sobras… Sim, havia uma sobra em termos de drogas. Mas o objetivo principal foi cumprido. Os soviéticos deixaram o Afeganistão”.

No Velório da Guerra Fria

No velório da Guerra Fria, a região da Ásia Central não era apenas estratégica por seus extensos recursos de petróleo; ela também produz 3/4 do ópio mundial que representa rendimentos multibilionários em drogas para os negócios sindicados, as instituições financeiras, as agências de inteligência e o crime organizado. Os rendimentos anuais do comércio de drogas do Crescente Dourado (entre 100 e 200 bilhões de dólares) representa aproximadamente 1/3 do giro anual mundial de narcóticos, estimados pela ONU serem da ordem de 500 bilhoes de dólares.

Com a desintegração da União Soviética, um novo aumento na produção de ópio foi desdobrado. (Segundo estimativas da ONU, a produçao de ópio no Afeganistão em 1998-99 — coincidindo com a construção das insurgências armadas nas antigas repúblicas soviéticas – alcançou um recorde alto de 4.600 toneladas métricas.) Poderosos sindicatos de negócios na antiga União Soviética se aliaram ao crime organizado e estão competindo pelo controle estratégico das rotas de heroína.

A intensa rede do ISI não foi desmantelada no velório da Guerra Fria. A CIA continuou a apoiar a Jihad islâmica fora do Paquistão. Novas iniciativas encobertas foram colocadas em movimento na Ásia Central, no Cáucaso e nos Balcãs. O aparato paquistanês militar e de inteligência essencialmente “serviu como um catalizador para a desintegração da União Soviética e a emergência de seis novas repúblicas muçulmanas na Ásia Central.”

Enquanto isto, os missionários islâmicos da seita Wahhabi da Arábia Saudita tinham se estabelecido nas repúblicas islâmicas bem como dentro da Federação Russa invadindo as instituições do Estado secular. A despeito de sua ideologia anti-americana, o fundamentalismo islâmico estava grandemente servindo aos interesses estratégicos de Washington na antiga União Soviética .

Seguindo a retirada das tropas soviéticas em 1989, a guerra civil no Afeganistão continuou constante. O Talibã estava sendo apoiado pelos Deobadis paquistaneses e seu partido político Jamiat-ul-Ulema-e-Islam (JUI). Em 1993, JUI entrou na coalisão do governo do Primeiro Ministro Benazzir Bhutto. Os laços entre JUI, o exército e o ISI foram estabelecidos. Em 1995, com a queda do governo Hezb-I-Islami Hektmatyar em Kabul, o Talibã não somente instalou uma linha dura de governo islâmico, eles também ” tomaram o controle dos campos de treinamento no Afganistão sobre as facções do JUI . . .”

E o JUI com o apoio dos movimentos sauditas Wahhabi desempenhou um papel chave no recrutamento de voluntários para lutar nos Balcãs e na antiga União Soviética.

Jane Defense Weekly confirma a este respeito que “metade do poder humano do Talibã e equipamento se originaram no Paquistão sob o ISI”

De fato, pareceria que depois da retirada soviética, ambos os lados na guerra civil afegã continuaram a receber apoio encoberto do ISI.

Em outras palavras, apoiados pelo ISI, que por sua vez era controlado pela CIA, e assim o Estado Islâmico do Talibã estava grandemente servindo aos interesses geopolíticos americanos. O comércio de drogas do Crescente Dourado também estava sendo usado para financiar e equipar o Exército Muçulmano Bósnio (começando no início da década de 1990) e o Exército de Libertação do Kosovo (KLA). Nos últimos poucos meses, há evidência que mercenários Mujahideen estavam combatendo nas fileiras dos terroristas do KLA-NLA em seus assaltos a Macedonia.

Sem dúvida, isto explica porque Washington tem fechado os olhos ao reino do terror imposto pelo Talibã, incluindo a retirada dos direitos das mulheres, o fechamento das escolas femininas, a demissão de mulheres empregadas em escritórios do governo e a imposição das leis de punição de Sharia.

A Guerra na Chechnia

A respeito da Chechnia, os principais líderes rebeldes Shamil Basayev e Al Khattab foram treinados e doutrinados em campos patrocinados pela CIA no Afeganistão e no Paquistão. Segundo Yossef Bodansky, diretor da Força Tarefa sobre Terrorismo e Guerra Não Convencional do Congresso Americano, a guerra na Chechnia tem sido planejada durante uma cúpula secreta do HizbAllah Internacional realizado em 1996 em Mogadishu, Somália. A cúpula, teve a presença de Osama bin Laden e de oficiais de alto escalão de inteligência paquistanesa. A este respeito, o envolvimento do ISI na Chechnia “vai muito além de suprir os chechnos de armas e especialização: o ISI e seu repetidor radical islâmico estão realmente chamando os disparos nesta guerra “.

A principal rota do oleoduto russo transita pela Chechnia e o Dagestão. A despeito da superficial condenação de Washington do terrorismo islâmico, os beneficiários indiretos da guerra da Chechnia são os conglomerados de petróleo anglo-americanos que estão visando o controle sobre os recursos de petróleo e corredores de oleodutos fora da bacia do Mar Cáspio.

Os dois principais exércitos chechnos rebeldes (respectivamente liderados pelo Comandante Shamil Basayev e Emir Khattab) estimaram que 35.000 eram fortemente apoiados pelo ISI, que também desempenhou um papel chave na organização e treinamento do exército chechno rebelde :

[Em 1994] o ISI arranjou para Basayev e seus confiados tenentes participarem de treinamento intensivo de doutrinação islâmica e treinamento de guerra de guerrilha na província de Khost no Afeganistão no campo de Amir Muawia, criado no início da década de 1980 pela CIA e ISI e dirigido pelo famoso senhor da guerra afegã, Gulbuddin Hekmatyar. Em julho de 1994, após se graduar em Amir Muawia, Basayev foi transferido para o campo de Markaz-i-Dawar no Paquistão para se submeter a treinamento em avançadas táticas de guerrilha. No Paquistão, Basayev se encontrou com os oficiais do mais alto escalão militar e oficiais de inteligência: o Ministro de Defesa General Aftab Shahban Mirani, o Ministro do Interior General Naserullah Babar, e o chefe ramo do ISI a cargo do apoio das causas islâmicas, o General Javed Ashraf, (todos agora aposentados). Estas conexões de alto nível logo se provaram muito úteis para Basayev.

Depois de seu treinamento e doutrinação, Basayev foi designado para liderar o assalto contra as tropas federais russas na primeira guerra da Chechnia em 1995. A organização dele também havia desenvolvido extensos links com os sindicatos criminosos em Moscou bem como laços com o crime organizado albanês e o Exército de Libertação do Kosovo (KLA). Em 1997-98, segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) ” Os senhores chechnos da guerra começaram a comprar imóveis no Kosovo . . . por meio de várias firmas imobiliárias registradas como fachada na Iuguslávia “.

A organização de Basayev também tem estado envolvida em ínumeras fraudes incluindo narcóticos, grampos ilegais e sabotagem dos oleodutos russos, raptos, prostituição, comércio de dólares falsificados e contrabando de materiais nucleares (veja Mafia ligada a piramides caidas da Albania.] Juntamente com uma intensa lavagem de dinheiro das drogas, os procedimentos de várias atividades ilícitas tem sido canalizado na direção do recrutamento de mercenários e compra de armas.

Durante seu treinamento no Afeganistão, Shamil Basayev se ligou ao veterano saudita Comandante Mujahideen “Al Khattab” que havia lutado como voluntário no Afeganistão. Poucos meses depois do retorno de Basayev a Grozny, Khattab foi convidado (1995) a criar uma base do exército na Chechnia para treinar os combatentes Mujahideen. Segundo a BBC, a posição de Khattab na Chechnia tinha sido arranjada “por meio da Organização de Apoio Islâmico [Internacional] baseada na Arábia Saudita, uma organização militante religiosa, fundada pelas mesquitas e indivíduos ricos que canalizavam fundos para a Chechnia”.

Concluindo as Observações

Desde a era da Guerra Fria, Washington tem conscientemente apoiado Osama bin Laden, enquanto ao mesmo tempo o coloca na lista dos mais procurados do FBI, com os principais terroristas do mundo.

Enquanto os Mujahideen estão ocupados combatendo a guerra da América nos Balcãs e na antiga União Soviética, o FBI — operando como uma força policial baseada nos EUA – está fazendo uma guerra doméstica contra o terrorismo, operando em alguns aspectos independentemente da CIA que tem – desde a guerra soviético-afegã -, apoiado o terrorismo internacional por meio de suas operações encobertas.

Em uma cruel ironia, enquanto a Jihad Islâmica – apresentada pelo governo Bush como “uma ameaça a América” – é culpada pelos assaltos terroristas ao WTC e ao Pentágono, estas mesmas organizações islâmicas constituem um instrumento chave das operações militares e de inteligência dos EUA nos Balcãs e na antiga União Soviética.

No velório dos ataques terroristas em New York e Washington, a verdade deve prevalecer para evitar que o governo Bush junto com seus parceiros da OTAN embarquem em uma aventura militar que ameace o futuro da humanidade.

“Agora o Talibã pagará o preço”, jurou o Presidente George W. Bush, enquanto os caça bombardeiros anglo-americanos desencadeavam ataques de misseis contra as maiores cidades do Afeganistão, O governo dos EUA afirma que Osama bin Laden está por trás de 11 de setembro. Uma maior guerra supostamente contra o “terrorismo internacional” tem sido lançada, ainda que a evidência confirme amplamente que as agências de inteligência do governo dos EUA tenham desde a Guerra Fria abrigado a “rede islâmica militante” como parte da agenda de política externa de Washington. Em uma amarga ironia, a Força Aérea dos EUA está alvejando os campos de treinamento estabelecidos na década de 1980 pela CIA.

A principal justificativa para mover esta guerra tem sido totalmente fabricada. O povo americano tem sido deliberdamente e conscientemente enganado por seu governo para apoiar uma maior aventura militar que afetará nosso futuro coletivo.

Confrontada pela crescente evidência, a administração dos EUA não pode mais negar suas ligações com Osama. Conquanto a CIA admita que Osama bin Laden foi um “bem de inteligência” durante a Guerra Fria, o relacionamento é dito ter se encerrado. Mas a maioria dos novos relatos consideram que estas ligações Osama-CIA pertencem a era passada da guerra soviético-afegã. Eles sao invariavelmente vistos como irrelevantes para o entendimento dos eventos presentes. Perdido na barreira da história recente, o papel da CIA em apoiar e desenvolver as organizações terroristas internacionais durante Guerra Fria e as suas consequências é casualmente ingorado ou minimizado pela media ocidental.

Sim, nós o apoiamos ‘mas ele se voltou contra nós”

Um flagrante exemplo da distorção da media é a chamada tese do “tiro pela culatra”: “bens de inteligência” da CIA terem se tornado contrários aos seus patrocinadores; “que tem criado os tiros pela culatra em nossa face.” Em uma lógica destorcida, o governo e a CIA são retratados como vítimas de um mau destino:

Os métodos sofisticados ensinados aos Mujahideen, e os milhares de toneladas de armas fornecidas a eles pelos EUA e os britânicos agora estão atormentando o ocidente em um fenômeno conhecido como “tiro pela culatra”, enquanto a estratégia política repercute em seus próprios inventores.

A media americana, não obstante, concede que “a vinda ao poder do Talibã [em 1995] é parcialmente uma consequência do apoio americano aos Mujahideen, o grupo radical islâmico, nos anos de 1980 na guerra contra a União Soviética”. Mas ela também prontamente descarta suas próprias declarações fatuais e conclue em coro, que a CIA tem sido enganada por um mentiroso Osama. Como “um filho indo contra seu próprio pai”.

A tese do “tiro pela culatra” é uma fabricação. A evidência confirma amplamente que a CIA nunca cortou seus laços com “a rede militante islâmica”. Desde o fim da Guerra Fria, estes links das operações encobertas não somente tem sido mantidos, mas tem se tornado crescentemente sofisticados.

Novas iniciativas encobertas financiadas pelo comércio de drogas do Crescente Dourado colocado em movimento na Ásia Central, no Cáucaso e nos Balcãs. O aparato paquistanês de inteligência e militar [controlado pela CIA] “serviu essenciallmente como um catalisador para a desintegração da União Soviética e a emergência de seis repúblicas islâmicas na Ásia Central”.

Replicando o padrão do escândalo Irã-Contra

Lembre-se de Ollie North e dos Contra da Nicarágua sob o governo Reagan, quando armas financiadas pelo comércio de drogas eram canalizadas para os “lutadores da liberdade” na guerra encoberta de Washington contra o governo Sandinista. O mesmo padrão foi usado nos Balcãs para armar e equipar os Mujahideen combatentes nas fileiras do exército muçulmano bósnio contra as forças armadas da Federação Iuguslava.

Através dos anos de 1990, o ISI foi usado pela CIA como um intermediário — para canalizar armas e mercenários Mujahideen para o exército muçulmano bósnio na guerra civil da Iuguslávia. Segundo um relato da International Media Corporation sediada em Londres:

“Fontes confiáveis relatam que os EUA estão agora [1994] participando ativamente em armar e treinar as forças muçulmanas da Bosnia-Herzegovina em contravenção direta aos acordos da ONU. Agências americanas tem estado fornecendo armas feitas na… China (PRC), Coréia do Norte (DPRK) e Irã. As fontes indicaram que… o Irã, com o conhecimento e a concordância do governo dos EUA, forneceu ás forças bósnias um grande número de múltiplos lançadores de foguetes e uma grande quantidade de munição. Estas incluiam foguetes de 107mm e 122mm para o PRC, e múltiplos lançadores de foguetes VBR-230 … feitos no Irã. … Foi também relatado que 400 membros da Guarda Revolucionária Iraniana (Pasdaran) chegaram na Bósnia com um grande suprimento de armas e munição. Foi alegado que a CIA tinha pleno conhecimento da operação e que a CIA acreditava que alguns dos 400 tinham sido destacados para futuras operações terroristas na Europa Ocidental.

Durante setembro e outubro [1994], tem havido uma corrente de Mujahedin afegãos… encobertamente chegando a Ploce, Croácia (a sudoeste de Mostar) de onde viajam com papéis falsos… antes de serem empregados nas forças muçulmanas bósnias em Kupres, Zenica e em áreas de Banja Luka. Estas forças tem recentemente [1994] experienciado um grau significativo de sucesso militar. Eles tem sido auxiliados pelo UNPROFOR [o batalhão de Bangladesh], que tomou o comando de um batalhão francês no início de setembro [1994].

A chegada dos Mujahedin em Ploce é relatada ter sido acompanhada por Forças Especiais dos EUA equipadas com comunicações de alta tecnologia… As fontes disseram que a misssão das tropas americanas era estabelecer uma rede de comando, controle, comunicação e inteligência para coordenar e apoiar as ofensivas dos muçulmanos bósnios – em concordância com as forças Mujahideen e Bósnio Croatas — em Kupres, Zenica e Banja Luka. Algumas ofensivas tem recentemente sido conduzidas de dentro de áreas de segurança da ONU nas regiões de Zenica e Banja Luka.

(…)

A administração dos EUA não tem restrito seu envolvimento na contravenção clandestina ao embargo de armas na região feito pela ONU … Ela também enviou três delegações de alto escalão durante os dois últimos anos [antes de 1994] em tentativas fracassadas de colocar o Governo Iuguslavo alinhado a política americana. A Iuguslávia é o único Estado da região que não tem cedido a pressão americana.

“Da Boca do Cavalo”

Ironicamente, as operações encobertas militares e de inteligência da adinistração dos EUA na Bósnia tem sido plenamente documentadas pelo Partido Republicano. Um longo relatório do Congreso realizado pelo Partido Republicano (RPC) publicado em 1997, grandemente confirma o que o relato da International Media Corporation citou acima. O relatório congressional do RPC acusa a administração Clinton de ter “ajudado a tornar a Bósnia em uma base militante islâmica” levando ao recrutamento por meio da chamada “rede militante islâmica” de milhares de Mujahideen do mundo islâmico:

Talvez mais ameaçador para a missão SFOR – e mais importantemente, para a segurança do pessoal americano servindo na Bósnia – é a falta de voluntariedade da administração Clinton de se mostrar claramente ao Congresso e ao povo americano sobre sua cumplicidadwe no envio de armas do Irã ao governo islâmico de Sarajevo. Esta política, apoiada pessoalmente por Bill Clinton em abril de 1994, sob o pedido do diretor designado da CIA (e então chefe do NSC) Anthony Lake e do embaixador americano na Croácia, Peter Galbraith, tem, segundo o Los Angeles Times (citando fontes classificadas da comunidade de inteligência), “desempenhado um papel central no aumento dramático da influência iraniana na Bósnia.”

(…)

Juntamente com armas, a Guarda Revolucionária Iraniana e os agentes operacionais de inteligência VEVAK entraram na Bósnia em grandes números, juntamente com milhares de mujahedin (“guerreiros sagrados”) do mundo islâmico. Também empenhados no esforço estavam vários outros países muçulmanos [incluindo Brunei, Malaisia, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão e Turquia) e várias organizações muçulmanas radicais. Por exemplo, o papel da “organização humanitária” baseada no Sudão, chamada Agência de Alivío do Terceiro Mundo, tem sido bem documentada. O grande envolvimento da administração Clinton com o conduto das armas da rede islâmica incluiu inspeções de misseis do Irã por oficiais do governo americano… A Agência para Alívio do Terceiro Mundo (TWRA), uma organização humanitária de fachada … tem sido a maior ligação para o conduto de armas para a Bósnia… TWRA é acreditada estar conectada com tais aditamentos da rede de terror islâmico como o Sheique Omar Abdel Rahman (o autor intelectual do bombardeio do WTC em 1993] e Osama Bin Laden, um rico emigrado saudita que é acreditado financiar inúmeros grupos militantes [Washington Post, 9/22/96]

Complicidade da Administração Clinton

Em outras palavras, o relatório do comitê do Partido Republicano confirma inequivocamente a cumplicidade da administração Clinton com várias organizações fundamentalistas islâmicas, inclusive com a Al Qaeda de Osama bin Laden.

Naquele tempo, os republicanos queriam inviabilizar a administração Clinton. Contudo, enquanto todo país tinha os olhos voltados para o escândalo de Monica Lewinsky, os republicanos sem dúvida escolheram não disparar o caso “Irã Bósnia”, que sem dúvida poderia ter desviado a atenção pública do escândalo Lewinsky. Os republicanos queriam o impeachment de Bill Clinton “por ter mentido ao povo americano” a respeito de seu caso interno da Casa Branca com Monica Lewinsky. Sobre as mais substanciais “mentiras da política externa” a respeito do comércio de drogas e operações encobertas nos Balcãs, os democratas e os republicanos concordaram em uníssono, sem duvida pressionados pelo Pentágono e a CIA a não ‘mostrar os feijões”.

Da Bósnia ao Kosovo

O “padrão bósnio” descrito em 1997 no relatório congressional do RPC foi reproduzido no Kosovo. Com a cumplicidade da OTAN e do Departamento de Estado dos EUA. Os mercenários Mujahideen do Oriente Médio e da Ásia Central foram recrutados para combater nas fileiras do Exército de Libertação do Kosovo (KLA) em 1998-99, grandemente apoiando o esforço de guerra da OTAN.

Confirmada por fontes militares britânicas, a tarefa de armar e treinar o KLA tem sido confiada em 1998 a Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA) e ao serviço secreto britânico de inteligência MI6, juntamente com “antigos membros e servidores do SAS [22o. Regimento de Serviços Aéreos Especiais britânico], bem como a três companhias particulares de segurança americanas e britânicas”.

O DIA se aproximou do MI6 para arranjar um programa de treinamento para o KLA, disse uma fonte militar senior britânica . `MI6 então sub-contratou para a operação duas companhias britânicas de segurança, que por sua vez abordaram alguns antigos membros do regimento 22 SAS. Foram feitas listas sobre as armas e equipamento necessários para o KLA.’ Enquanto estas operações encobertas estavam continuando, os membros servidores do Regimento 22 SAS, em sua maioria da unidade D do Esquadrão, eram pela primeira vez empregados no Kosovo antes do início da campanha de bombardeio em março.

Enquanto as Forças Especiais do SAS estavam em bases do norte da Albania treinando o KLA, instrutores militares da Turquia e Afeganistão financiados pela Jihad Islâmica estavam colaborando no treinamento do KLA em guerrilha e tácticas de diversão.

O próprio Bin Laden tinha visitado a Albania. Ele foi um dos vários grupos fundamentalistas que tinham enviado unidades para combater no Kosovo, … Acredita-se que Bin Laden tenha estabelecido uma operação na Albania em 1994 … Fontes albanesas disseram que Sali Berisha, que era então o presidente, tinha ligações com alguns grupos que mais tarde foram comprovados serem extremamente fundamentalistas.

Testemunhos no Congresso sobre as ligações de KLA com Osama

Segundo Frank Ciluffo do Programa Globalizado do Crime Organizado, em um testemunho apresentado a Casa dos Representantes no Comitê Judicial:

O que é grandemente ocultado da opinião pública foi o fato de que o KLA levantou parte de seus fundos da venda de narcóticos. Albania e Kosovo mentiram profundamente sobre a “rota dos Balcãs” que liga o “Crescente Dourado” do Afeganistão e Paquistão aos mercados de drogas da Europa. Esta rota tem seu valor estimado em 400 bilhões por ano e manuseia 80% da heroína destinada a Europa.

Segundo Ralf Mutschke da Divisão de Inteligência Criminal da Interpol, também em um testemunho ao Comitê Judicial da Casa:

“O Departamento de Estado dos EUA, listou o KLA como uma organização terrorista, indicando que ele estava financiado suas operações com o dinheiro do comércio internacional de heroína e empréstimos de países islâmicos e indivíduos, entre eles alegamente Usama bin Laden” . Um outro link a bin Laden é o fato de que o irmão de um líder da organização Jihad Egípcia e também um comandante militar de Usama bin Laden, estava liderando uma unidade de elite do KLA durante o conflito do Kosovo.

Madeleine Albright Deseja o KLA

Estas ligações do KLA ao terrorismo internacional e ao crime organizado documentadas pelo Congresso dos EUA, foram totalmente ignoradas pelo governo Clinton. De fato, nos meses anteriores ao bombardeio da Iuguslávia, a Secretária de Estado Madeleine Albright estava ocupada construindo uma “legitimidade política” para o KLA. O exército paramilitar tinha — de um dia pra outro — sido elevado ao status de força democrática de boa fé no Kosovo. Em troca, Madeleine Albright tem forçado o passo da diplomacia internacional: o KLA tem sido a ponta de lança para fazer o papel principal nas fracassadas negociações de paz em Rambouiillet em 1999.

Câmara e Senado Tacitamente Endossam o Terorismo de Estado

Enquanto vários relatos congressionais confirmaram que o governo dos EUA tinha estado trabalhando intimamente com a Al Qaeda de Osama bin Laden, isto não evitou que as administrações Clinton e Bush armassem e equipassem o KLA. Os documentos do congresso também confirmam que membros do senado e da câmara conheciam o relacionamento da administração com o terrorismo internacional. Para citar uma declaração do Rep. John Kasich do Comitê de Serviços Armados da Câmara: “nos ligamos [em 1998-99] com o KLA, que era um ponto de estágio para bin Laden…”

No velório dos trágicos eventos de 11 de setembro, republicanos e democratas em uníssono tem dado pleno apoio ao Presidente para “fazer guerra a Osama”.

Em 1999, o Senador Jo Lieberman tinha afrmado autoritariamente que “combater pelo KLA é lutar pelos direitos humanos e valores americanos”. Nas horas sequintes aos ataques de misseis de 7 de outubro ao Afeganistão, o mesmo Jo Lieberman pediu ataques punitivos contra o Iraque: “estamos em guerra contra o terrorismo… não podemos parar com bin Laden e o Talibã.” Ainda que o Senador Jo Lieberman, como membro do Comitê dos Serviços Armados do Senado, tivesse acesso a todos os documentos do congresso relativos as ligações de Osama com o KLA. Ao dar esta declaração, ele estava plenamente ciente que as agências do governo americano, bem como a OTAN, estavam apoiando o terrorismo internacional.

A Guerra na Macedonia

No fim da guerra de 1999 na Iugoslávia, as atividades terroristas do KLA foram estendidas ao sul da Sérvia e a Macedonia. Enquanto isto, o KLA — renomeado Corpos de Proteção do Kosovo (KPC)– estava elevado ao status para a ONU, implicando a garantia de fontes ‘legítimas” de custeio pela ONU bem como através de canais bilaterais, incluindo a ajuda militar direta dos EUA.

E mal se passaram dois meses da inauguração oficial do KPC sob os auspícios da ONU (Setembro de 1999), os comandantes do KPC-KLA – usando recursos e equipamentos da ONU – já estavam preparando assaltos a Macedonia, como um seguimento lógico de suas atividades terroristas no Kosovo. Segundo Skopje daily Dnevnik, o KPC tinha estabelecido “uma sexta zona de operação” no sul da Sérvia e na Macedonia:

Fontes, que insistem no anonimato, afirmam que os quartéis generais das brigadas de proteção do Kosovo [i.e. ligadas ao KPC patrocinado pela ONU] já em março de 2000 haviam se formado em Tetovo, Gostivar e Skopje. Eles estão sendo preparados em Debar e Struga [na fronteira com a Albania] bem como seus membros tem códigos definidos.

Segundo a BBC, “Forças Especiais ocidentais ainda estão treinando as guerrilhas” significando que estão auxiliando o KLA na abertura de uma “sexta zona de operação” no sul da Servia e Macedonia.

“A Rede Militante Islâmica” e a OTAN unem as mãos na Macedonia

Entre os mercenários estrangeiros agora combatendo na Macedonia (Outubro de 2001) nas fileiras do auto proclamado Exército Nacional de Libertação (NLA), estão Mujahideen do Oriente Médio e das repúblicas da Ásia Central da antiga União Soviética. Também dentro das forças repetidoras do KLA na Macedonia estão conselheiros militares seniores dos EUA de um conjunto particular mercenário sob contrato do Pentágono bem como “soldados da fortuna” da Bretanha, Holanda e Alemanha. Alguns destes mercenários ocidentais tinham anteriormente combatido com o KLA e o Exército Muçulmano Bósnio.

Extensamente documentado pela imprensa macedonia e declarações de autoridades macedonias, o governo dos EUA e a a “rede militante islâmica” estão trabalhando intimamente no apoio e financiamento do auto proclamado NLA, envolvido nos atques terroristas na Macedonia. O NLA é um repetidor do KLA. Em troca, o KLA e o KPC patrocinado pela ONU são instituições idênticas com os mesmos comandantes e pessoal militar. Os comandantes do KPC sob salários da ONU estão combatendo no NLA junto com os Mujahideen.

Em uma amarga virada, enquanto suportada e apoiada pela Al Qaeda de Osama bin Laden, o KLA-NLA está também apoiado pela OTAN e a missão da ONU no Kosovo (UNMIK). De fato, a “rede militante islâmica” –também usando o ISI como um intermediário da CIA – ainda constitui uma parte integral das operações militares e de inteligência de Washington na Macedonia e no sul da Servia.

Os terroristas do KLA-NLA são custeados pela ajuda militar dos EUA, o orçamento de forças de paz da ONU bem como por várias organizações islâmicas incluindo a Al Qaeda de Osama bin Laden. O dinheiro das drogas também está sendo usado para financiar os terroristas com a cumplicidade do governo dos EUA. O recrutamento dos Mujahideen para combater nas fileiras do NLA na Macedonia é implementada por meio de vários grupos islâmicos.

Conselheiros militares americanos misturados ao Mujahideen dentro da mesma força paramilitar, mercenários ocidentais de países da OTAN lutando junto aos Mujahideen recrutados no Oriente Médio e na Ásia Central. E a media americana chama a isto de “tiro pela culatra” onde os chamados “bens da CIA” tem ido contra seus patrocinadores!

Mas isto não aconteceu durante a Guerra Fria! Está acontecendo exatamente agora na Macedonia. E é confirmado por inúmeros relatos da imprensa, testemunhas oculares e evidência fotográfica, bem como declarações oficiais do Primeiro Ministro da Macedonia, que tem acusado a aliança militar ocidental de apoiar os terroristas. Sobretudo, a Agência Oficial de Notícias da Macedonia (MIA) tem indicado a cumplicidade entre o embaixador enviado de Washington, James Pardew, e os terroristas do NLA. Em outras palavras, os chamados “bens da CIA” estão servindo aos interesses de seus patrocinadores americanos.

O background de Pardew é revelador a este respeito. Ele começou sua carreira nos Balcãs em 1993 como um agente senior de inteligência para a Junta de Chefes de Staff responsável por canalizar ajuda dos EUA para o Exército de Libertação Bósnio. O Coronel Pardew tinha sido colocado a cargo de arranjar “lançamentos aéreos” de suprimentos para as forças bósnias. Naquele tempo, estes “lançamentos aéreos” eram rotulados de “ajuda civil”. Mais tarde transpirou – confirmado pelo relatório do congresso -, que os EUA haviam violado o embargo de armas. E James Pardew desempenhou um papel principal como parte da equipe de inteligência que trabalhava intimamente com o presidente do Conselho de Segurança Nacional Anthony Lake.

Pardew esteve mais tarde envolvido nas negociações Dayton (1995) em benefício do Departamento de Defesa dos EUA, Em 1999, antes do bombardeio da Iuguslávia, ele foi indicado “representante especial para a estabilização militar e implementação do Kosovo” pelo Presidente Clinton. Uma de suas tarefas era canalizar o apoio ao KLA que naquele tempo estava sendo apoiado por Osama bin Laden. Pardew era a este respeito instrumental em reproduzir o “padrão da Bósnia” no Kosovo e subsequentemente na Macedonia…

Justificativa para Fazer a Guerra

O governo Bush tem afirmado que tem provas que Osama bin Laden está por trás dos ataques ao WTC e ao Pentágono. Em outras palavras, o Primeiro Ministro Britânico Tony Blair: “Tenho visto uma evidência poderosa e incontroversa do link de Osama aos eventos de 11 de setembro.” O que Tony Blair deixa de mencionar é que agências do governo dos EUA, incluindo a CIA, continuam a “abrigar” a Al Qaeda de Osama bin Laden.

Uma maior guerra supostamente “contra o terrorismo internacional” tem sido lançada por um governo que está abrigando o terrorismo internacional como parte de sua agenda de política externa. Em outras palavras, a principal justificativa para fazer a guerra é totalmente fabricada. O povo americano tem sido deliberada e conscientemente enganado por seu governo para apoiar a maior aventura militar que afeta nosso futuro coletivo.

Esta decisão de enganar o povo americano foi tomada em poucas horas depois dos ataques terroristas ao WTC. Sem evidência de apoio, Osama já tinha sido indicado como o primeiro suspeito. Dois dias mais tarde, em 13 de setembro, enquanto as investigações do FBI mal tinha começado, o Presidente Bush pediu para “liderar o mundo para a vitória”. A administração confirmou sua intenção de embarcar em uma “campanha militar sustentada muito mais que uma única ação dramática” dirigida contra Osama bin Laden. Além do Afeganistão, vários países no Oriente Médio são mencionados como possíveis alvos, incluindo o Iraque, Irã, Líbia e Sudão. E várias figuras proeminentes na política e na media tem exigido que os ataques aéreos sejam estendidos a outros países “que abrigam o terrorismo internacional”. Segundo fontes de inteligência, a Al Qaeda de Osama bin Laden tem operações em 50 ou 60 países, o que fornece um amplo pretexto para intervir em vários “estados hostis” no Oriente Médio e na Ásia Central.

Sobretudo, o inteiro Legislativo dos EUA – com apenas uma voz corajosa e honesta dissidente na Casa dos Representantes – tem tacitamente endossado a decisão da administração de ir a guerra. Membros da Câmara e do Senado tem acesso a documentos confidenciais oficiais e de inteligência que provam além de qualquer dúvida que as agências do governo dos EUA tem laços com o terrorismo internacional. Eles não podem dizer que não sabiam. De fato, a maior parte desta evidência é de dominio público.

Sob a resolução histórica do Congresso americano, adotada pela Casa e pelo Senado em 14 de setembro:

“O presidente está autorizado a usar toda força necessária e apropriada contra estas nações, organizações, ou pessoas que ele determine que planejaram, autorizaram, cometeram ou ajudaram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, ou abrigaram tais organizações ou pessoas, para evitar qualquer ato futuro de terrorismo internacional contra os EUA por tais nações, organizações ou pessoas”.

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6 ComentáriosDeixe um comentário

  1. me mande informações

  2. OBAMA SABE DE TUDO, MAS CONTINUA FINANCIANDO O TERRORISMO INTERNACIONAL!!!
    Antes de mais nada, islamismo não é uma religião, mas, uma Seita Pedofílica e política, na qual a pedofilia é legalizada por lei do Islã.

    A realidade: os cristãos ou membros de outras religiões não enviam assassinos para matar no Oriente Médio, porém, os muçulmanos enviam suas facções Terroristas, sob o pretexto que são “Fundamentalistas Islâmicos”, para matar no Ocidente.
    Muçulmanos recolhem dízimos nas Mesquitas, para o Terrorismo, então são cúmplices.

    No Oriente Médio, constantemente, estupram, mutilam e matam cristãos e membros de outras religiões.

    Por que então, temos que os tolerar na Europa e em outros países civilizados, se eles nos odeiam, e somente não nos matam, porque temem as conseqüências?

    Os islamitas seguem, rigorosamente, o que está escrito no CORÃO (escrito pelo pedófilo Maomé, que chamam de Profeta), por esse motivo a PEDOFILIA é legalizada pela lei do ISLÃ.

    Também, nesse livro satânico que chamam de sagrado, o CORÃO, está escrito que todos têm que serem convertidos ao islamismo ou assassinados, de acordo com a tal “Guerra Santa”, que de santa não tem nada.

    Nos noticiários, poderemos saber das atrocidades que praticam nas indefesas aldeias e pequenas cidades da África: estupram suas meninas e jovens, e matam todos os homens, para que não mais procriem: os “Cães Infiéis, ao Maomé” (como chamam todos que não são muçulmanos). Em seguida obrigam suas vítimas a colocar o véu, e as transformam em muçulmanas, contra a vontade delas.

    Depois alegam, decaradamente, que islamismo é a “religião” que mais cresce no mundo.

    Entre outras perversidades: estupros de mais de seiscentas meninas e adolescentes, obviamente virgens, como foi amplamente divulgado na Itália. Na Inglaterra estupraram centenas de meninas, também amplamente divulgado. Assim como em todos os países europeus, onde estão infiltrados, acontece a mesma coisa.

    Ainda, picham todas as Igrejas nos países europeus, que os acolheram, onde podemos observar que apenas as Mesquitas não estão pichadas. Se fosse obra de pichadores, as Mesquitas também estariam.

    Depois reclamam da ISLAMOFOBIA?

    E, viva a ISLAMOFOBIA, que varrerá do mundo, a chaga da humanidade, o islamismo, e suas perversões sexuais: a pedofilia

  3. Obama continua financinado o Terrorismo internacional, mas logo saberá que foi inútil sua cooperação, embora milhares de pessoas ainda morram em atentados Terroristas, porém ele terá o troco, bem merecido!
    NOVA ORDEM MUNDIAL, ficará sob a coligação EURO-ASIÁTICA (Rússia & China), e qualquer esperança que os muçulmanos tinham em dominar o mundo, e impor sua Seita Pedofílica e política, na qual a pedofilia é legalizada por lei do Islã, chamada islamismo, está com os meses contados.
    CHINA já está dominando o mundo inteiro. Na Europa, estão distribuídos conforme o número de habitantes dos países, em que vivem, quase matematicamente: 30% de chineses e coreanos, inclusive na Austrália e Canadá.
    Inteligentes, trabalhadores e disciplinados, é a única nação que têm condições estratégicas, para colocar ordem no planeta Terra.
    E, juntamente com a Rússia, combatem, sem piedade, os Terroristas islâmicos.
    Os chineses já declararam: VOCÊS NÃO PODEM NOS DETER!!! Palavras que demonstram segurança e não mera esperança. E ninguém os deterá, para o bem da humanidade.
    CHINA é o único país que tem míssil invisível ao radar, podendo ser lançado para qualquer país do mundo, em minutos, sem ser interceptado
    .
    Finalizando: O ANTI-CRISTO (vidência), se enquadra, perfeitamente, à uma nação cuja religião oficial é o ateísmo. Assim sendo, os megalomaníacos que sonhavam em ser o “escolhido”, se enganaram, porque nunca lhes passou pela mente que poderia ser uma nação: OS CHINESES

    Obs.: A Nova Ordem Mundial, entrará em vigor, ainda nessa década

  4. Completando…Ora, não é OBAMA que envia armamentos para os Terroristas, na Síria? Os comedores de corações de soldados sírios?
    Não foi Obama que entregou um Drone (avião sem piloto, pilotado através de controle remoto) para que os iraquianos o pudessem copiar, sob alegação que caiu no IRÃ?
    Obama, monitora os telefonemas no mundo inteiro, sob alegação que é para combater o Terrorismo.
    Se realmente quisesse combater o Terrorismo, monitoraria os telefonemas de muçulmanos, que são Terroristas, e não dos europeus e asiáticos!!!
    Alega que combate Terrorismo, no entanto, deixou que os irmãos chechenos, praticassem Terrorismo na maratona de Boston, embora tivesse sido avisado pelo Serviço de Inteligência Russa, que eram perigosos, e cuja mãe deles estava fichada no FBI, como Terrorista. E ele nem tomou qualquer prevenção, simplesmente deixou acontecer.
    OBAMA alegou ter mandado matar OSAMA BIN LADEN, e nada foi provado. O interessante é que os enviados americanos para o Oriente Médio, e que participaram FARSA, num total de 24 (vinte e quatro), dos quais 20 (vinte) já estão mortos, numa verdadeira ‘QUEIMA DE ARQUIVO”.
    A única realidade que sabemos é que é aliado aos Terroristas muçulmanos, e provavelmente lhes passa tudo que acontece no Ocidente no que se refere ao combate ao Terrorismo, através de escutas de telefonemas e internet, para que possa avisar em tempo, seus amigos Terroristas muçulmanos, se alguma preparação para um atentado Terrorista, já foi descoberta, para os advertir. Quando os verdadeiros combatentes ao Terrorismo nada descobrem, o atentado é realizado.
    Se não tivesse essa intenção, não precisaria monitorar telefonemas dos Ocidentais, porque ocidentais não enviam homens-bomba para matar no Oriente Médio, e nem matam em todos os países, como os muçulmanos!
    A Europa não pode nem deve aceitar qualquer ajuda desse “infiltrado” na presidência americana, o OBAMA, que se faz passar por um simples mulato, e cuja verdadeira origem continua uma incógnita!

    Em meio a um discurso do OBAMA, lhe escapou: “FUI PREPARADO POR ANOS, PARA SER PRESIDENTES DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”. A nítida impressão que se tem, é que foi preparado por Terroristas muçulmanos. E se aproveitando de atual tecnologia usada por NSA, PRISM E VERIZON, incluindo os Drones, está sabotando o mundo civilizado, sob alegação que combate o Terrorismo, porém OBAMA, na verdade combate a civilização ocidental, em prol dos Terroristas muçulmanos!

  5. TODOS OS MUÇULMANOS PRECISAM SER EXPATRIADOS DA EUROPA E DE TODOS OS PAÍSES CIVILIZADOS, PARA O ORIENTE MÉDIO!

    ENQUANTO NÃO SAÍREM, DEVERÃO SER CONFINADOS EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO, ONDE PODERÃO COLOCAR NO PORTÃO DE ENTRADA: “EURÁBIA”, COMO SONHAVAM.

    A realidade que poucos conhecem:

    A SUPREMA CORTE DA ESPANHA revogou a lei que proibia o uso de véu, e os devidos trajes das muçulmanas, porque recebeu ameaças da IRMANDADE MUÇULMANA!!!

    Obs.: Essa IRMANDADE MUÇULMANA, está infiltrada em todos os países europeus, incluindo Austrália, Canadá, e a Ásia.

    Dessa maneira, todos os MOVIMENTOS contra os islamitas na Europa, e em todos os países civilizados, são logo silenciados, porque as Organizações recebem ameaças de morte, da IRMANDADE, nas quais incluem os familiares.

    É terrorismo oculto, feito através do TELEFONE.

    E, também, sob ameaça de morte, forçam as pessoas que se convertam ao islamismo.

    Os muçulmanos se impõem no mundo, através de ameaças de morte ou ameaças de incêndios provocados, seja numa residência ou instituição pública, como foi o caso da Suprema Corte da Espanha.

    Exemplo: o caso do político holandês, que quer livrar seu país dos islamitas, e tem todos os motivos, e devido a isso, tem que andar com seguranças, usar carro blindado, para não ser assassinado pelos muçulmanos, em seu próprio país!

    Ainda, os islamitas pertencem a uma SEITA PEDOFÍLICA E POLÍTICA, denominada islamismo, que se intitula religião, sem o ser, na qual a pedofilia é legalizada por lei do ISLÃ.

    Em razão disso, se acham no direito de estuprar nossas crianças, podendo levá-las à morte, por hemorragia interna, e se sobreviverem, ficarão traumatizadas para o resto de suas vidas.

    Uma coisa é certa, eles também tem família, como nós!!!

    Então, vamos aplicar nos muçulmanos, a Lei de Talião:

    ‘OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE’.

    Assim, não poderão mais nos intimidar com ameaças, porque saberão que haverá o troco!!!

    No Oriente Médio, matam, estupram e mutilam cristãos e membros de outras religiões.

    Por que temos que os tolerar na Europa e em outros países civilizados, se eles nos odeiam e matam?

    VAMOS DAR UM BASTA!!! NÃO VAMOS CONTINUAR RECEBENDO ORDENS PARA RETIRÁRAMOS OS CRUCIFIXOS DAS IGREJAS, AS ÁRVORES DE NATAL DAS RUAS E ASSIM POR DIANTE. E AINDA SERMOS AMEAÇADOS DE MORTE, ASSASSINADOS OU DEIXAR NOSSAS MENINAS SEREM ESTUPRADAS PELOS PEDÓFILOS MUÇULMANOS, EM NOSSOS PRÓPRIOS PAÍSES, ONDE OS MUÇULMANOS SÃO INTRUSOS!!!

    E, viva a ISLAMOFOBIA, que varrerá do mundo, a chaga da humanidade: o islamismo e suas perversões sexuais: a pedofilia

    Obs.: os muçulmanos sempre envolvem os judeus nas descriminações, sendo que os judeus nunca foram taxados como assassinos, estupradores ou terroristas. É uma jogada maquiavélica dos islamitas, tentando espalhar o anti-semitismo (Neonazismo) pelo mundo, com intenção de enfraquecer a ISLAMOFOBIA.

  6. Gary Wayne Patterson

    Quem patrocina o terrorismo internacional | Conspire Assim


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