Ataque Aéreo ao Irã?

Os Planos de Bush de um Ataque Aéreo ao Irã em Agosto

28 de maio de 2008

de Muhammad Cohen

NEW YORK – O governo de George W Bush planeja lançar um ataque aéreo contra o Irã dentro dos próximos dois meses, uma fonte informada falou a “Asia Times Online”, ecoando outros relatos que tem aparecido na media recentemente nos EUA.

Dois senadores americanos chave instruiram sobre o ataque planejando ir a público com sua oposição ao movimento, segundo a fonte, mas a peça projetada para aparecer no New York Times ainda não apareceu.

A fonte, um diplomata americano de carreira aposentado e antigo secretário assistente de Estado ainda ativo na comunidade dos assuntos externos, falando sob condições de anonimato, disse na semana passada que os EUA planejam um ataque aéreo contra os Corpos de Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). O ataque aéreo alvejaria os quartéis generais das forças de elite Quds do IRGC. Com uma força estimada de 90.000 combatentes, a missão declarada dos Quds é disseminar a revolução iraniana de 1979 pela região.

Os alvos podem incluir as guarnições IRGC no sul e sudoeste do Irã, perto da fronteira com o Iraque. Oficiais americanos tem repetidamente afirmado que o Irã está ajudando os insurgentes iraquianos. Em janeiro de 2007, forças americanas assaltaram o consulado geral iraniano em Erbil, Iraque, prendendo cinco membros da equipe, inclusive dois diplomatas iranianos e os detiveram até novembro. Em setembro passado, o senado americano aprovou uma resolução pela votação de 76 a 22 exigindo que o Presidente George W Bush declare a IRGC uma organização terrorista. Seguindo esta resolução, que não pode seguir para lei, a Casa Branca declarou sanções contra as Forças Quds como um grupo terrorista em outubro. O governo Bush também tem acusado o Irã de buscar um programa de armas nucleares, embora a maioria dos
analistas de inteligência dizem que o programa tem sido abandonado.

Os senadores e o governo Bush negaram que a resolução e a declaração terrorista eram prelúdios para um ataque ao Irã. Contudo, atacar o Irã raramente parece muito distante da mente dos líderes americanos. O senador do Arizona e presumido candidato presidencial republicano John McCain remodela o clássico tom dos Beach Boys, Barbara Ann como “Bombardeie o Irã”.

Os EUA e o Irã tem uma longa história problemática, até mesmo sem o prometido ataque aéreo. As inteligências americana e britânica estavam por trás daderrubada do Primeiro Ministro Mohammed Mossadeq, que nacionalizou a companhia de petróleo anglo-iraniana, e devolução ao poder ao Xá Mohammad Reza Pahlavi em 1953. Presidente Jimmy Carter pressionou o Xá para melhorar seu pálido registro de direitos humanos e afrouxar o controle político que ajudou a revolução islâmica em 1979 a derrubar o Xá.

Mas o novo governo do Ayatollah Ruhollah Khomeini condenou os EUA como ‘O Grande Satã” por suas décadas de apoio ao Xá e sua relutante admissão nos EUA do monarca derrubado para tratamento do câncer. Os estudantes ocuparam a embaixada americana em Teerã, fazendo 52 diplomatas reféns por 444 dias. Oito comandos americanos morreram em uma fracassada missão de resgate em 1980. Os EUA romperam relações diplomáticas com o Irã durante a manutenção dos reféns e ainda não as restauraram. A retórica do Presidente Mahmud Ahmadinejad frequentemente soa como elevada da era de Khomeini.

A fonte disse que os EUA vêem o proposto ataque aéreo como uma ação limitada para punir o Irã por seu envolvimento no Iraque. A fonte, um embaixador durante a administração do presidente H W Bush, não forneceu detalhes sobre o tipo de armas a serem usadas no ataque, nem o estágio preciso do planejamento por agora. Não é sabido se a Casa Branca já tem consultado os aliados sobre o ataque aéreo, ou se planeja fazer isto.

Os detalhes fornecidos pela administração levantaram sinos de alarme em Capitol Hill, disse a fonte. Depois de receber as instruções secretas sobre o planejado ataque aéreo, a Senadora Diane Feinstein, Democrata da Califórnia, e o Senador Richard Lugar, Republicano de Indiana, disseram que escreveriam uma carta aberta ao New York Times “dentro de dias”, disse a fonte na semana passada, para expressar a oposição deles. Feinstein é um membro do Comitê de Inteligência do Senado e Lugar tem o escalão republicano no Comitê de Relações Exteriores.

Os escritórios do Senado estiveram fechados no feriado do Memorial Day, assim Feinstein e Lugar não estavam disponíveis para comentar.

Dado a obrigação deles de manter o sigilo da informação classificada, é improvável que os senadores revelassem o plano do governo Bush ou seu conhecimento dele. Contudo, ir a público sobre a matéria, até mesmo sem especificações, provavelmente criaria um criticismo público que poderia induzir a administração Bush a reconsiderar o plano.

O proposto ataque aéreo ao Irã teria enormes implicações para a geopolítica e para a campanha presidencial em andamento. A maior pergunta, com certeza, é como o Irã responderia?

O Irã pode flexionar seus músculos de várias maneiras. Ele pode ir adiante para apoiar os insurgentes iraquianos e seus aliados pelo Oriente Médio. O Irã ajuda o Hezbollah no Líbano e o Hamas nos Territórios Ocupados de Israel. Ele também é altamente suspeito de ajudar os rebeldes Talibã no Afeganistão.

Irã pode escolher um confronto direto com os EUA no Iraque e/ou Afeganistão, com quem o Irã tem uma longa e porosa fronteira. O Irã tem uma força combatente de mais de 500.000. O Irã é também acreditado ter misseis capazes de alcançar aliados dos EUA na região do Golfo.

Irã pode também declarar um embargo completo ou seletivo de petróleo aos aliados americanos. O Irã é o segundo maior exportador na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e o quarto maior completo. Aproximadamente 70% de sua produção vai para a Ásia. Os EUA barraram as importações de petróleo do Irã e restringe que companhias americanas invistam lá.

A China é o maior consumidor do petróleo iraniano e o Irã compra armas da China. O comércio entre os dois países no ano pasado atingiu 20 bilhões de dólares e continua a se expandir. A reação da China a um ataque ao Irã é também problematicamente desconhecida para os EUA.

O mundo islâmico pode reagir fortemente contra um ataque americano contra uma terceira nação islâmica. O Paquistão, que também partilha fronteira com o Irã, pode enfrentar uma pressão adicional das partes islâmicas para terminar sua cooperação com os EUA e o combate a al-Qaeda we a caçada a Osama bin Laden. A Turquia, um outro aliado chave, pode ser empurrada posteriormente de sua base secular. As companhias americanas, instalações diplomáticas e outros interesses dos EUA podem sofrer retaliação de governos ou revoltas na maioria dos Estados islâmicos da Indonésia ao Marrocos.

Um ataque aéreo americano ao Irã teria um impacto sismico sobre a corrida presidencial doméstica, mas é difícil determinar onde as peças cairiam.

Em um primeiro olhar, um ataque militar contra o Irã parece favorecer McCain. O senador do Arizona diz que os EUA estão fechados na batalha pelo mundo com os radicais extremistas islâmicos, e ele acredita que o Irã seja um dos maiores instigadores e apoiadores da maré extremista. Um ataque ao Irã pode levar os eleitores americanos de volta ao esforço de guerra e a votarem em McCain.

Por outro lado, um ataque aéreo ao Irã pode elevar o desencantamento público com a política da administração Bush no Oriente Médio, levando a apoiar o candidato democrático.

Mas um ataque aéreo provocará reações muito além da contagem de votos americanos. O que explicaria porque os dois senadores veteranos, um republicano e o outro democrata, relatadamente ficaram tão aterrorizados com esta perspectiva.

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