Linhagem Sanguínea do Santo Gral

Linhagem Sanguínea do Santo Gral
A Linhagem Oculta de Jesus Revelada
de Laurence Gardner

A busca através do tempo pelo Santo Gral tem sido referida por alguns como “a máxima busca”, mas em 1547 a Igreja condenou a história do Gral como uma heresia, até mesmo embora a tradição perceba o Gral como uma relíquia inteiramente cristã.

Uma heresia é descrita como “uma opinião que é contrária ao dogma ortodoxo dos bispos cristãos”. A palavra heresia nada mais é que um rotulo pejorativo – um rótulo utilizado por uma instituição temerosa que há muito deseja manter o controle sobre a sociedade por meio do medo do desconhecido. Pode portanto definir estes aspectos da filosofia e da pesquisa que buscam em reinos do desconhecido, os quais, de tempos em tempos, fornecem respostas e soluções que são bem contrárias à doutrina autorizada.

Na medida em que transcorrem os anos, contudo, é evidente que a descoberta médica e científica deve mudar grande parte do dogma religioso medieval que tem persistido até hoje. E, a este respeito, algumas heresias citadas anteriormente já estão sendo levadas a bordo pela Igreja que tem pouca opção de fazer o contrário. Assim, permita-me que comece com a mais óbvia das perguntas: o que é o Santo Gral?

A palavra ‘Gra-al’ se origina na antiga Mesopotâmia, onde ela foi registrada como sendo o “néctar da suprema excelência”. Ela foi diretamente relacionada com a linhagem sanguínea dos Reis que descenderam de deuses – estes monarcas que foram ungidos com a gordura do sagrado Mûs-hûs: um tipo de crocodilo monitor no Vale do Eufrates. Em virtude desta unção, os reis eram chamados de Mûs-hûs (ou, no Egito, Messeh) – um termo que mais tarde na lingua hebraica veio a ser Messiah, significando o ungido.

Nos tempos medievais na Europa, esta linhagem de descendentes reais foi definida pela palavra francesa Sangréal, significando Sangue Real. Este era o Sangue Real de Judá – a lihnagem do Rei David que progrediu para a família de Jesus. Pela Idade Média, a definição Sangréal se tornou San Graal. Quando escrito mais completamente era Saint Graal – a palavra ‘saint’, de fato, rlacionada a ‘sagrado’. Então, por um processo linguístico natural, veio a ser mais romanticamente o Santo Gral.

Em termos simbólicos, o Gral é frequentemente representado por um cálice que contém o sangue de Jesus. Alternativamente, é retratado como uma vinha de uvas. O produto das uvas é o vinho, e é este cálice e o vinho da tradição do Gral que está no próprio coração da Eucaristia [a Comunhão Sagrada].Neste sacramento, o cálice sagrado contém o vinho que representa o perpétuo sangue de Jesus.

É bem aparente que, embora mantendo o antigo costume da comuhão, a Igreja Cristã tem convenientemente ignorado e escolhido não ensinar o verdadeiro significado e a origem do costume. Poucas pessoas até mesmo pensam em perguntar sobre o simbolismo máximo do sacramento do cálice e do vinho, acreditando que isto venha simplesmente das entradas no Evangelho relacionadas a Última Ceia. Mas qual é o significado do sangue perpétuo de Jesus? Como é perpetuado o sangue de Jesus [ou de qualquer outra pessoa]? Ele é perpetuado pela família e a linhagem. Então porque as autoridades da Igreja escolheram ignorar o significado da linhagem sanguínea do sacramento do Gral?

O fato é que cada governo e cada Igreja ensina a forma da história ou dogma mais condutora de seus vestidos interesses. A este respeito, estamos condicionados a receber um ensinamento seletivo. Nos é ensinado o que supostamente devemos saber e nos é dito o que supostamente devemos acreditar. Mas, para a maior parte, aprendemos história religiosa e política por meio da propaganda nacional e clerical. Isto frequentemente se torna um dogma absoluto – os ensinamentos que não podem ser desafiados por meio de represálias. A respeito da atitude da Igreja em relação ao cálice e ao vinho, é aparente que o simbolismo original foi reinterpretrado pelos bispos porque ele denotava que Jesus teve uma prole.

O cronista do século II Julius Africanus de Edessa registrou que, durante a revolta judaica de 66 DC, o governador romano de Jerusalém instruiu as tropas que todos os registros messiânicos deviam ser queimados para evitar o acesso futuro aos detalhes da genealogia da família de Jesus. Ele acrescentou, contudo, que ‘umas poucas pessoas cuidadosas tinham registros particulares… e se orgulhavam de preservar a memória de sua origem aristocrática”. Africanus descreveu estes herdeiros reais como Desposyni – um estilo consagrado que significa Herdeiros do Senhor.

Subsequentemente, o historiador palestino, Hegesippus, relatou que em 81 DC (durante o reinado do imperador romano Domiciano) a execução dos herdeiros desta família foi ordenada por decreto imperial. Isto mais tarde foi confirmado por Eusebius, o Bispo de Cesarea do século IV, que eles foram caçados e mortos pela espada – primeiro pelo comando do império e então pela recentemente introduzida Igreja Romana.

Os escritores foram unânimes, contudo, em declarar que embora muitos Desposyni tenham sido pegos, outros se tornaram líderes de um movimento da igreja Nazarena que se opunha a Igreja de Roma, com líderes que se tornaram os chefes de seitas por meio da estrita progressão dinástica. Então, a destruição dos registros estava longe de ser completa e documentos relevantes foram retidos pelos herdeiros de Jesus, que traziam a herança messiânica da Terra Sagrada para o Ocidente.

Não apenas os sacramentos e o ritual costumeiro foram reinterpretados, mas os próprios Evangelhos foram corrompidos para cumprir a projetada instituição apenas para homens da emergente Igreja híbrida. Estamos familiarizados com os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João – mas e quanto aos outros Evangelhos, aqueles de Felipe, Tomé, de Maria e Maria Madalena? E quanto aos inúmeros Evangelhos, Atos e Epístolas que não foram aprovados pelos concílios da Igreja quando o Novo Testamento foi compilado? Porque eles foram excluídos quando as escolhas foram feitas?

Houve realmente dois critérios principais para a seleção, e eles [de uma anterior lista curta preparada pelo Bispo Athanasius de Alexandria) foram determinados pelo Concílio de Cartago em 397 DC.

O primeiro critério era que os Evangelhos do Novo Testamento tinham que ser escritos sob os nomes dos próprios apóstolos de Jesus. Mateus, de fato, foi apóstolo, como foi João – mas Marcos não foi um apóstolo de Jesus até onde sabemos e nem Lucas; ambos eram colegas de São Paulo. Tomas e Felipe, por outro lado estavam entre os doze originais, ainda que os Evangelhos em seus nomes tenham sido excluídos. Não somente isto, mas, entre outros vários textos, eles foram condenados a serem destruídos. E então, pelo mundo mediterrâneo, inúmeros livros não aprovados foram enterrados e escondidos no século V.

Embora muitos destes livros não tenham sido descobertos até o século XX, eles eram usados abertamente pelos cristãos iniciais. Certos deles, inclusive os Evangelhos mencionados, juntamente com o Evangelho da Verdade, o Evangeho dos Egípcios e outros, foram realmente mencionados pelos clérigos iniciais tais como Clemente de Alexandria, Irenaeus de Lyon e Origen de Alexandria.

Então, porque estes outros evangelhos apostólicos não foram selecionados? Porque havia um segundo critério, muito importante, a considerar – o critério que, na verdade, a seleção do evangelho foi feita. Era de fato um regulamento inteiramente sexista que excluia qualquer coisa que mantinha o status da mulher na sociedade comunitária da Igreja. De fato, as próprias Constituições apostólicas eram formuladas nesta base. Elas afirmam: ‘ Não permitimos que nossas mulheres ensinem na igreja, somente para ouvir e orar com aqueles que ensinam. Nosso Mestre, que nos enviou os doze, não enviou uma mulher – porque a cabeça da mulher é o homem, e não é razoável que o corpo governe a cabeça”.

Esta foi uma declaração ultrajante sem fundamento aparente, mas esta foi a razão verdadeira porque dúzias de evangelhos não foram selecionados, porque eles deixavam bem claro que havia muitas mulheres ativas no ministério de Jesus – mulheres como Maria Madalena, Marta, Helena-Salomé, Maria Cleofas e Joana. Elas eram, por seu próprio direito, sacerdotisas dirigindo escolas exemplares de adoração na tradição Nazarena.

A Igreja temia tanto as mulheres que implementou a regra do celibato para seus sacerdotes – uma regra que se tornou lei em 1138; uma regra que persiste até hoje. Mas esta regra nunca tem sido o que parece na superfície, porque nunca a atividade sexual preocupou a Igreja. O problema mais específico era a intimidade sacerdotal com as mulheres. Porque? Porque as mulheres se tornam mães, e a própria natureza da maternidade é a perpetuação das linhagens sanguíneas. Era isto que causava a preocupação – um assunto tabu que, a todos os custos, tinha que ser separado da necessária imagem de Jesus.

Temos aprendido a prosseguir com o que somos ensinados sobre os Evangelhos nas salas de aula e Igrejas. Mas este ensinamento está corretamente relacionado? Realmente é muito surpreendente o quanto aprendemos dos púlpitos e ou livros de imagens sem examinar o texto bíblico. A própria história da Natividade fornece um bom exemplo.

É amplamente aceito que Jesus nasceu em um estábulo – mas os Evangelhos não dizem isto. De fato, não há um estábulo mencionado em qualquer Evangelho autorizado. A Natividade não é de todo mencionada em Marcos ou João, e Mateus deixa bem claro que Jesus nasceu em uma casa.

Então, de onde veio a idéia do Estábulo? Veio de uma interpretação errônea do Evangelho de Lucas, que relata que Jesua foi “posto em uma manjedoura” E uma manjedoura nada mais é que uma caixa onde colocar alimentos para animais. Na prática, é perfeitamente comum que as manjedouras sejam utilizadas como berços de emergência e frequentemente elas eram levadas para dentro de casa para este propósito. Porque, então, foi presumido que esta manjedoura em particular estava em um estábulo? Porque na tradução inglesa de Lucas nos é contado que ‘não havia espaço na pousada”. Mas o velho manuscrito de Lucas não diz isto. De fato, não existiam pousadas na região. O original texto grego de Lucas não relata que “não havia espaço na pousada”. Mas a melhor tradução disso, realmente afirma que não havia ‘espaço na sala” [ isto é, ‘no topos in the kataluma’). Como anteriormente mencionado, Mateus afirma que Jesus nasceu em uma casa e, quando corretamente traduzido, Lucas revela que Jesus foi colocado em uma manjedoura porque não havia berço na sala.

Para facilitar o melhor possível a confiança nos Evangelhos, devemos voltar aos manuscritos originais em grego com suas palavras e frases em hebraico e aramaico frequentemente usadas. A este respeito, descobrimos que grande parte do conteúdo relevante tem sido mau interpretado, mau compreendido, mau traduzido ou simplesmente perdido ao contar. Algumas vezes isto tem acontecido porque as palavras originais não tem contrapartes diretas em outras linguas.

Ensina-se aos cristãos que o pai de Jesus era um carpinteiro, como explicado na linguagem traduzida dos Evangelhos. Mas não é isto que é dito nos evangelhos originais. Para uma melhor tradução, ele realmente disse que José, era uma mestre artesão (traduzido em grego para ‘ho tekton’ do termo semítico ‘naggar’). A palavra carpinteiro foi simplesmente um conceito do tradutor para artesão – mas realmente o texto denota que José tinha uma maestria, era um homem educado e sábio.

Um outro exemplo é o conceito do Nascimento Virgem. O Evangelho traduzido nos conta que a mãe de Jesus, Maria, era uma virgem. Foi o mesmo no inicial texto latino que se referiu a ela como sendo ‘virgo’, significando nada mais que era uma jovem mulher. Para ter o mesmo significado da palavra virgem hoje, o termo latino teria que ter sido ‘virgo intacta’. Olhando de volta e além do latim para documentos mais velhos, descobrimos que a palavra que foi traduzida para ‘virgo’ (uma mulher jovem) foi a palavra semítica ‘almah’ que significa exatamente o mesmo – uma jovem mulher. Não havia qualquer conotação sexual. Se Maria ralmente tivesse sido uma virgo intacta, a palavra semítica usada teria sido ‘bethulah’, não ‘almah’.

Fora tais anomalias, os evangelhos canônicos sofrem de inúmeras emendas propositais. Por volta de 195 DC, o Bispo Clemente de Alexandria fez a primeira emenda nos textos do Evangelho. Ele deletou uma parte substancial do Evangelho de Marcos e justificou sua ação em uma carta que afirma: ” Para até mesmo se elas devam dizer algo verdadeiro, alguém que ame a verdade não deve concordar com elas – porque nem todas as coisas verdadeiras devem ser ditas a todos os homens”. .

Até mesmo neste estágio, já havia uma discrepância entre o que os escritores dos evangelhos tinham escrito e o que os bispos iniciais queriam ensinar! Mas exatamente o que foi esta seção removida de Marcos? Era um item que lidava com a ressureição de Lázaro – de fato, uma narrativa que torna perfeitamente claro que Maria Madalena e Jesus eram marido e mulher.

Muitos sábios tem sugerido que o casamento em Canaã foi o casamento de Jesus com Maria Madalena – mais esta não era uma cerimonia de casamento como a conhecemos; era simplesmente a festa de comprometimento pré marital. O casamento é definido pelas unções separadas de Jesus por Maria em Betania. Cronologicamente, estas unções [como dado nos evangelhos] tinham uma diferença de dois anos e meio.

Os leitores do século I teriam entendido completamente este ritual em duas partes do casamento sagrado de um herdeiro dinástico. Jesus, como sabemos, foi um Messias, o que simplesmente significa que foi ungido. De fato, todos os sacerdotes seniores ungidos e Reis Davidicos eram Messias. Jesus não foi o único a este respeito. Embora não tenha sido um sacerdote ordenado, ele obteve o direito ao status de Messias por ser descendente de David e da linhagem real, mas ele não obteve este status até que foi ritualmente ungido por Maria Madalena em sua condição de alta sacerdotisa noiva.

Nos Cantos de Salomão do Velho Testamento aprendemos que a noiva ungia o Rei. É detalhado que o óleo utilizado em Judá era um unguento fragrante de nardo [um caro óleo de raiz dos Himalaias), e é explicado que este ritual era realizado enquanto o marido real sentava-se a mesa. No Novo Testamento, a unção de Jesus por Maria Madalena foi de fato realizada enquanto ele se sentava a mesa, e especificamente foi usado o unguento de nardo. Posteriormente, Maria secou os pés de Jesus com seus cabelos e, na primeira ocasião desta cerimonia de duas partes, ela chorou. Todas estas coisas significam a unção marital de um herdeiro dinástico.

Os casamentos messiânicos sempre eram realizados em duas etapas. A primeira [a unção em Lucas] foi o comprometimento legal nupcial, enquanto que o segundo [a unção em Mateus, Marcos e João] estava cimentando o contrato. No caso de Jesus e Maria Madalena a segunda unção foi de particular importância porque, como explicado por Flavius Josephus em Antiguidades dos Judeus no século I, a segunda parte da cerimônia de casamento não era realizada até que a esposa estivese grávida de três meses.

Herdeiros dinásticos como Jesus eram expressamente exigidos perpetuarem suas linhagens.O casamento era essencial, mas a lei da comunidade protegia os dinastas contra o casamento com mulheres estéreis ou que se mantinham abortando. Esta proteção era fornecida pela regra dos três meses de gravidez. Os abortos não acontecem com frequência depois deste prazo, então era considerado seguro completar o contrato de casamento.

Depois da segunda unção em Betania, os Evangelhos relatam que Jesus disse: “Seja como for, este Evangelho deve ser pregado pelo mundo e isto também que ela tem feito deve ser contado para um memorial dela’. Mas as autoridades da Igreja honraram Maria Madalena e falaram de seu ato como um memorial? Não, eles não fizeram isto; eles completamente ignoraram a própria diretiva de Jesus e denunciaram Maria Madalena como uma prostituta.

Para os nazarenos, contudo, Maria Madalena sempre foi vista como santa. Ela até hoje é reverenciada por muitos com inúmeras igrejas dedicadas a ela na Idade da Renascença. Mas o fato interessante de sua santidade é que Maria Madalena é reconhecida como a santa patrona dos plantadores de vinhas – o máximo guardião da vinha do Gral.

Aspectos dos Evangelhos podem realmente ser acompanhados fora da Bíblia. Até mesmo a sentença da crucificação de Jesus é mencionada nos Anais da Roma Imperial. Agora podemos determinar a observação cronológica que a crucificação acontecu na Páscoa em março de 33 DC, enquanto a segunda unção matrimonial foi na semana anterior a isto. Também sabemos qe, neste estágio, Maria Madalena estava com três meses de gravidez – o que significa que deve ter dado a luz em setembro de 33 DC.

Quanto a morte de Jesus na Cruz, está perfeitamente claro que esta foi uma morte espiritual, não uma morte física, como determinado pela regra de três dias de anatematização que todo mundo no século I teria entendido. Em termos civis e legais, Jesus foi denunciado, flagelado e preparado para a morte por decreto. Por três dias Jesus teria estado nominalmente doente, com a morte absoluta vindo no quarto dia. Antes disso, ele seria entombado [enterrado vivo] de acordo com a lei do Conselho judaico – mas durante os primeiros três dias ele podia ser levantado ou ressureto, como ele havia previsto que seria o caso.

Elevações e ressurreições só podiam ser realizadas pelo Alto Sacerdote ou pelo Pai da Comunidade. O Alto Sacerdote naquele tempo era José Caifás [o próprio homem que condenou Jesus] e portanto a ressurreição foi realizada pelo Pai da Comunidade [o pai patriarcal]. Há narrativas no Evangelho de Jesus falando ao pai da cruz, que culminam com “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” – e o indicado pai daquela época era o apóstolo mago Simão Zelote.

Durante o anoitecer da sexta feira quando Jesus estava na cruz, houve uma mudança de tempo e os Evangelhos explicam que a terra caiu na escuridão por três horas. Os hebreus lunaristas faziam sua mudança durante o tempo diurno mas os nazarenos solares não faziam sua mudança antes da meia noite. Isto explicqa porque, segundo o Evangelho de Marcos [que relata o tempo lunar] Jesus foi crucificado na terceira hora mas em João [que usa o tempo solar] ele foi crucificado na sexta hora.

Naquele entardecer os hebreus começaram seu Sabbath no velho oito horas, mas os essênios e magos ainda tinham três horas antes do Sabbath deles. Durante estas três horas extras eles foram capazes de trabalhar com Jesus enquanto os outros não tinham permissão para realizar qualquer atividade física. Este é o motivo pelo qual as mulheres ficaram tão perplexas quando emcontraram a pedra da tumba movida no raiar de domingo – não porque ela havia se movido, mas porque tinha se movido no Sabbath.

E assim chegamos a um dos eventos mais mal compreendidos na Bíblia – a Ascensão. E em consideração a isto, os nascimentos dos filhos de Jesus e Maria Madalena se tornam aparentes.

Sabemos da cronologia do Evangelho que a segunda unção marital em Betania de Jesus por Maria Madalena foi na semana anterior a crucificação. Também que, naquele estágio, Maria Madalena estava com três meses de gravidez e devia, portanto, dar a luz seis meses depois, no mês de setembro de 33 DC. A história é tomada dos Atos dos Apóstolos que detalha para aquele mês do evento que temos conhecido como Ascensão.

Uma coisa que os Evangelhos não fazem é chamar tal evento de Ascensão. Isto é um título estabelecido pela doutrina da Igreja mais de três séculos depois. O que o texto da Bíblia realmente diz é: ” e quando ele tinha falado estas coisas… ele foi tomado e uma nuvem o recebeu fora das vistas deles”.

E então continua relatando que um homem vestido de branco disse aos discípulos: ‘ Porque vocês continuam a olhar fixamente para o céu? Este mesmo Jesus… deve vir de igual maneira como vocês o tem visto ir”. Então, um pouco mais tarde nos Atos,ele diz que o céu deve receber Jesus até “o tempo da restituição”.

Dado que este era o próprio mês no qual a criança de Maria Madalena vinha ao mundo, talvez haja alguma conexão entre o confinamento de Maria Madalena e a Ascensão? Certamente há, e a conexão é feita em virtude dos referidos “tempos de restituição”.

Não apenas existiam regras para governar a cerimônia de casamento de um herdeiro messiânico, mas também existiam regras para governar o próprio casamento. As regras da união dinástica eram bem diferentes da norma da família judaica, e os pais messiânicos eram formalmente separados no nascimento de um filho. Até mesmo antes disso, a intimidade entre marido e mulher dinásticos era somente permitida em dezembro, para que os nascimentos dos herdeiros sempre caíssem no mês equivalente a setembro – o mês da Expiação, o mês mais sagrado do calendário.

Do momento de um nascimento dinástico, os pais eram fisicamente separados – por seis anos, se a criança era um menino e por três anos se era uma menina. Seu casamento somente seria recomeçado nos designados Tempos de Restituição. Enquanto isto, a mãe e a criança entrariam no equivalente a um convento e o paí entraria no “reino do céu”. Este reino era o Alto Monastério Essênio em Mird, ao Mar Morto, e a cerimônia de entrada era realizada por sacerdotes angélicos sob a supervisão do indicado líder dos peregrinos [romeiros]. No livro do Velho Testamento, Êxodus, os peregrinos israelitas eram levados a Terra Sagrada por uma Nuvem e, de acordo com esta continuada representação do Êxodus, o lider sacerdotal era designado pelo título Nuvem.

Então, se lemos os versos dos Atos como eles pretendiam ser entendidos, vemos que Jesus foi levado pela Nuvem [o líder dos peregrinos] ao reino dos céus [o alto monastério], e portanto o homem de branco [o sacerdote angélico] disse que Jesus só voltaria nos Tempos de Restituição [quando seu casamento era restaurado].

Se agora olhamos a Epístola aos Hebreus descobrimos que ela explica o dito evento da Ascensão em algum detalhe maior. Paulo conta sobre como Jesus foi admitido no sacerdócio do céu quando ele realmente não tinha titulação para este sagrado ofício. Ele explica que Jesus nasceu [pelo seu pai José] na linhagem davídica de Judá – uma linhagem que detém o direito da realeza mas nada tem a ver com o sacerdócio porque este era uma prerrogativa da família de Levi. Contudo, conta Paulo, uma dispensa especial foi concedida e “para que o sacerdócio fosse mudado, havia a necessidade de mudar também a lei”.

Em setembro de 33 DC, portanto, o primeiro filho de Jesus e Maria Madalena nasceu, e Jesus obedientemente entrou no reino dos céus. Seguindo a cronologia dos Atos, vemos que em setembro de 37 DC nasceu um segundo filho que foi seguido por outro em 44 DC. Com o período entre o primeiro e segundo nascimentos sendo de apenas quatro anos, sabemos que a primeira criança era uma menina. O período do segundo nascimwento ao próximo tempo de restituição em 43 DC foi de seis anos, o que denota que a criança de 37 DC era um menino . Informações subsequentes revelam que a terceira criança também era um menino.

Antes do nascimento do segundo filho dela em 44 DC, Maria Madalena foi exilada da Judéia após um levante político no qual ela foi implicada. Junto com Felipe, Lázaro e uns poucos acompanhantes, ela viajou para viver em um Estado Herodiano perto de Lyon, em Gaul (que mais tarde se tornou a França).

Dos tempos mais iniciais, pela era medieval, até a grande Renascença, a fuga de Maria Madalena foi retratada em manuscitos iluminados e grandes trabalhos de arte. A vida e trabalho dela na Provença, especialmente na região de Languedoc, apareceu não apenas nos trabalhos da história européia mas também na liturgia da Igreja Romana – até que a história dela foi suprimida pelo Vaticano no século XVI.

Agora podemos voltar ao simbolismo tradicional do Gral como um cálice contendo o sangue de Jesus. Também podemos considerar os desenhos gráficos que datam além das Idades das Trevas até 3.500 AC e, ao fazer isto, descobrimos que o cálice ou taça era o símbolo mais antigo da mulher. Sua representação era aquela do vaso sagrado que era o útero. E então, quando fugiu em Gales, Maria Madalena levou o Sangréal (o néctar da suprema excelência) no sagrado cálice de seu útero.

Deste ponto no século I, a Linhagem Sanguínea do Santo Gral, toma as histórias individuais de Jesus, Maria Madalena e sua prole, seguindo seus descendentes pelo curso de sua história turbulenta que levou a Grande Inquisição e Além.

É uma narrativa do descendente messiânico contra a qual o único recurso dos bispos era denegrir a posição da mulher na estrutura eclesiástica. Por esta história, contudo, a história do Gral tem sempre sido consistente em sua previsão social que apenas quando a ferida messiânica for curada, a terra estéril retornará a fertilidade.

Anúncios
Published in: on julho 3, 2008 at 12:22 pm  Comments (1)  
Tags: ,

The URI to TrackBack this entry is: https://conspireassim.wordpress.com/2008/07/03/linhagem-sanguinea-do-santo-gral/trackback/

RSS feed for comments on this post.

One CommentDeixe um comentário

  1. Gostaria de saber um pouco mais, sobre os decendentes do primeiro filho de Madalena, no qual uma menina!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: