O Futuro das Armas Táticas Nucleares

O Futuro das Armas Táticas Nucleares

Documento criado em 26 de junho de 2001
Air & Space Power Journal – Chronicles Online Journal
Aprovado para divulgação pública: a distribuição é ilimitada

de William Conrad

Por décadas agora, tem sido tomado por garantido que as armas nucleares eram, em algum sentido, inúteis. Contudo, o argumento tem geralmente sido que isto seja por causa da política: as bombas enormes eram tão poderosas que apenas um punhado delas seriam necessárias para destruir o mundo, tornando presumidamente um maior conflito que levasse a que elas fossem lançadas em primeiro lugar, algo sem sentido. [isto, de fato, podem ser um ponto muito importante, já que a proliferação nuclear está colocando pequenos arsenais nas mãos de poderes de terceiro escalão, embora isto também se aplique aos maiores]. De fato, a consciência deste fato ajudou a estimular o que você chamaria de “tabu nuclear”, uma crença que as armas nucleares sejam qualitativamente diferentes de outras armas, e que o uso delas represente a encruzilhada de algum limiar, o comprometimento de um ato particularmente desumano provável de levar à destruição da humanidade.

Contudo, a história militar mostra que a distinção entre armas “aceitáveis” e “inaceitáveis” exita apenas na mente do homem, uma convenção como qualquer outra, sem uma lógica necessária e provavelmente não permanente. A dinamite, afinal, tinha uma vez sido pensada ser tal arma, não apenas desumana, mas certamente para tornar a guerra impossível em virtude de sua destrutividade, ou fazer com a civilização desmoronasse se caísses em mãos erradas. O absurdo de tais previsões não apenas está claro em retrospectiva, mas indica em que extensão estas convenções sobrevivem ao contacto com o mundo real, que depende, em grande parte, das características de especificos aparelhos nucleares, muito mais do que uma aversão geral as armas baseadas nos princípios de fissão e fusão. E conquanto haja pouca comparação no potencial poder destrutivo das armas nucleares com aquele da dinamite, a verdade é que a inutilidade das armas nucleares pode ter descendido tanto da praticalidade quanto da política.

Além de serem muito poderosas, as armas nucleares eram altamente radioativas e enviadas com extrema falta de acurácia, pelo que o tamanho completo de sua explosão era para ser compensado. Não há esperança de emprega-las taticamente contra, vamos dizer, uma concentração de tropas; as bombas ‘sujas’ da inicial era nuclear deixaram os campos de batalha tão desesperançadamente irradiados que os soldados não podiam combater neles. [ o uso de bombas atômicas em qualquer lugar perto de tropas amigas na planejada invasão do Japão foi descartada por esta razão]. Sobretudo, a falta de acurácia dos sistemas de envio significam que os rendimentos das armas teriam que ser bem grandes, e as armas usadas copiosamente, o que somente pioraria as coisas.

Pode não ter havido poupança de esquemas de contornar estes problemas, tais como o uso de unidades mais móveis e menores, mas nenhum deles até mesmo se provou possível. Consequentemente, as armas nucleares da era podem somente ser empregadas estrategicamente, e foi compreendido que até mesmo então, o bombardeio estratégico, até mesmo em grande escala no qual tem sido praticado, era de eficácia incerta em quebrar a capacidade de uma nação fazer guerra. Até mesmo Hiroshima, depois de ter recebido a bomba atômica, sobreviveu ao dano inflingido e estava funcionando novamente dentro de dias. Adicionalmente, foi considerado altamente questionável, ao menos com as armas disponíveis na década de 1940, que ataques nucleares poderiam dobrar os joelhos da Rússia, muito menos impedir o Exército Vermelho de dominar a Europa Oriental.

Posteriormente, conquanto nenhuma quantidade de munições convencionais possa ser igual ao poder nuclear de um super poder de completa megatonagem, os efeitos de qualquer coisa do tipo de uma troca nuclear entre os superpoderes que eram capazes de lançar pela década de 1960, podia ser replicado com munições não nucleares. A validade do conceito tem sido provada pelo alto comando americano usar um bombardeio de fogo sobre Tóquio , no qual 16.7 milhas quadradas da cidade foram queimadas até o solo em uma única noite, o General Curtis LeMay lançou os bombardeios de fogo noite após noite contra cidade após cidade até que seus depósitos de suprimentos ficaram sem bombas; ressuprido, ele continuou a campanha de bombardeios de incêndio… até o fim da guerra, quando 63 cidades japonesas tinham sido total ou parcialmente queimadas… Hiroshima e Nagasaki sobreviveram ao bombardeio atômico porque Washington as tinha removido da lista de alvos de Curtis LeMay.

Para o propósito de destruir uma cidade de cada vez, as bombas atômicas não eram mais destrutivas que TNT, apenas menos caras logisticamente porque apenas um avião podia fazer o trabalho de centenas, o que por sua vez significou que as armas nucleares eram mais úteis enquanto era desejável destruir centenas de cidades de uma vez. Sobretudo, paricularmente nos últimos anos da Guerra Fria, isto também era um assunto de auto-aniquilação, desde que até mesmo era possível para um dos superpoderes destruir as forças nucleares de seu adversário em um primeiro ataque, o sistema climático da Terra retaliaria contra isto, por assim dizer. O dano ambiental derivado de um inverno nuclear não apenas teria tornado impossível fazer uma guerra [por exemplo, as resultantes nuvens de poeira e fumaça degradariam a performance dos jatos], mas tornado a existência impossível, produzindo fome e epidemias em uma escala desconhecida.

Ao mesmo tempo, pode ser que os bombardeios de incêndio de LeMay sobre o Japão constituissem uma campanha quase nuclear, que é o porque isto deva ser tão surpreendente; é o fato de que a despeito do contexto da Guerra Fria na qual a limitada Guerra da Coréia foi lutada, uma outra campanha de bombardeios de fogo maciças foi realizada contra a Coréia do Norte. Novamente, algo similar aos efeitos de uma guerra nuclear foi tentado sem o emprego de reais armas nucleares, exceto, de fato, pelo fato de que o NAPALM tinha a virtude de não mostrar uma chuva radioativa através do nordeste asiático. Certamente, nem todos os Estados que possuem as armas nucleares possuem tais recursos, mas até mesmo as nações menores que adquiriram arsenais nucleares eram geralmente poderes militares predominantes em sua região, e portanto também capazes de assegurar sua segurança pelos meios convencionais, como o fizeram os israelenses na guerra Árabe-Israelense de 1973 quando sua posse de arsenal nuclear falhou em evitar um [embora limitado] ataque árabe.

Tudo isto fez das armas nucleares ferramentas menos eficazes de estratégia ou tática do que de aniquilação, ajudando a avançar a associação das armas nucleares ao apocalipse. Contudo, é provável que haja tipos inteiramente novos de armas nucleares empregados no futuro; de fato, alguns países parecem estar se aproximando disto. Seguindo a campanha áerea da OTAN de 1999 contra a Iuguslávia, a Rússia havia iniciado a reorganizar seu arsenal para limitada guerra nuclear, como uma medida a meio caminho entre nada fazer e envolver seu arsenal nuclear estratégico em uma mudança capaz de abalar o mundo.

Os projetistas de armas russas [e presumidamente suas contrapartes em outros países] tem estado por anos desenvolvendo novas classes de armas nucleares, com rendimentos tão baixos quanto umas poucas dezenas de toneladas e um centésimo a um milésimo de vezes mais “limpas” do que as atuais gerações de armas [isto será por causa que eles alcançaram a fusão sem uma fissão primária, o que significa que nenhum material radiativo físsel é usado, e que não há necessidade de obter massa crítica, e então as explosões nucleares muito pequenas são possíveis.) Posteriormente, o governo russo está relatadamente iniciando a construção de dez mil armas nucleares táticas, com rendimento de um décimo de um quiloton ou menos, para obter uma capacidade nuclear certeira [a habilidade de usar pequenas armas nucleares do mesmo modo que os EUA usam as “smart bombs’ e cruise misseis], tornando uma ‘guerra nuclear limitada” teoricamente possível.

As armas nucleares tão pequenas e limpas quanto as que os militares russos pretendem usar borrarão as linhas entre as armas nucleares e as convencionais, já que as versões mais novas da anterior irão, na teoria, ser apenas marginalmente mais contaminantes, indiscriminadas ou destrutivas que as últimas [embora elas serão mais eficientes em alguma medida]. Isto tornará seu uso mais prático de um ponto de vista militar, bem como condenará o argumento que elas representem um tipo de arma único e não permitido. Concomitantemente, os estrategistas russos acreditam que isto tornará seu uso improvável de provocar uma guerra total, e a ameaça de seu emprego portanto mais crível do que o bater de sabres que acompanhou os protestos anteriores russos sobre a expansão da OTAN ou a política americana em relação ao Iraque.

De fato, isto não tem o significado de uma primeira tentativa de formular um plano para lutar uma guerra nuclear, e é possível que esta doutrina possa ser tão quixotesca como todas aquelas que a precederam. Contudo isto difere dos esquemas da Guerra Fria em um modo muito importante: o escopo destes planos é muito menos ambicioso. Onde uma bomba nuclear é substituída por centenas de bombardeiros estratégicos carregados com milhares de toneladas de bombas incendiárias [ou centenas de bombas substituídas por uma única arma nuclear], uma mini-bomba nuclear pode agora ser usada em lugar de um esquadrão de aeronaves táticas com apenas umas poucas toneladas de bombas guiadas a laser por peça. Posteriormente, conquanto a Rússia possa ser improvável de realmente empregar tais armas em todas, senão nas crises mais graves, tal concepção significa maior liberdade de ação para a Rússia substituir seu arsenal nuclear por sua força convencional a muito dilapidada.

Não obstante, que os os russos serão capazes de transformar a visão deles em realidade é algo a ser dado. Pode ser que o governo russo, que intencionalmente vazou estes planos, esteja sobrevalorizando o grau no qual relevantes tecnologias tem sido aperfeiçoadas. Posteriormente, conquanto as novas armas tem relatadadamente estado nas pranchetas de projetos por anos, e estejam a ser manufaturadas de existentes materiais nucleares e combinadas aos disponíveis sistemas de envio, grandemente reduzindo o custo do programa, virtualmente qualquer despesa, contudo modesta, parece as vezes estar além dos recursos da Rússia. A despeito da prioridade que isto tem sido concordado para custeio, o arsenal russo cresce crescentemente decrépito, o governo tem sido incapaz de manter a infraestrutura de suas forças nucleares ou do ciclo de produção de armas de armas nucleares, muito menos desenvolver com sucesso e empregar novas armas. Os atrasos infindáveis na construção do primeiro submarino balístico da classe Borey, a produção do novo missel intercontinental balístico Topol-M tem estado continuando em passo muito mais vagaroso do que originalmwente esperado. A mais recente expedição a Chechnya é provável reduzir o custeio até mesmo além do curto prazo.

A despeito, alguém pode presumir que os russos sejam sinceros em sua intenção, até mesmo na medida em que os países ocidentais parecem estar continuando na direção oposta. Tanto os EUA quanto o Reino Unido tem sido muito mais rápidos em abandonar as armas táticas do que as estratégicas. A avaliação por alguns especialistas que a Revolução nos Assuntos Militares tem tornado isto possível para que armas convencionais realizem missões que anteriormente só seriam executadas por armas nucleares tem as tornado irrelevantes a muitos olhos. Isto é especialmente verdadeiro porque muitos observadores, depois de viverem por tanto tempo a sombra da Guerra Fria, não parecem capazes de separar as armas táticas das estratégicas. Nesta atmosfera, o Presidente Bush unilateralmente ordenou a destruição das armas táticas nucleares americanas, e o Congresso tem “levado esta decisão ao concreto” ao aprovar legislação que proibe a testagem, desenvolvimento, e armazenamento de ogivas nucleares tendo rendimentos de menos de cinco quilotons, então a opção nuclear tática está, por agora, fora da mesa. A Marinha Real da Inglaterra, ao mesmo tempo, retém apenas sua capacidade nuclear em seus submarinos balísticos nucleares Trident. Não obstante, a pesquisa não teve uma parada nestes países, como é indicado pelo trabalho continuado em armas de pulso eletromagnéticos nos EUA, e experimentos em “fusão por confinamento” realizados por cinco membros do clube nuclear, bem como vários não nucleares, menos Estados avançados como a Alemanha e o Japão.

Posteriormente, se a acurácia, no presente, é compensada completamente pelas recentes reduções na massa, é um outro assunto. A carga atual de um pacote de missel anti-navio leva somente uma fração do impacto de uma única concha disparada pelas armas principais de um navio de batalha da classe Iowa da era da Segunda Guerra Mundial, quatro dos quais retornaram ao serviço na década de 1980 na Marinha dos EUA porque ainda não havia substituto para eles. Isto também é frequentemente afirmado pelos observadores dos militares americanos de hoje, embora mais avançados tecnologicamente em certos aspectos do que em 1991, “ainda não são uma força para vencer a Gerra do Golfo” e tem sido seu tamanho reduzido tão profundamente para que isto repita o feito.

Um modo de contornar este problema é aumentar o poder de fogo, bem como a precisão, dos sistemas atuais, para combinar as novas armas nucleares com sistemas mais precisos de envio agora disponíveis. As armas nucleares do tipo que os russos tem declarado a intenção de empregar seriam um meio de contornar isto. No presente, por exemplo, o trabalho está sendo feito para tornar os misseis cruise em genuínos bombardeiros não tripulados , capazes de atacar múltiplos alvos. Deve haver submunições nucleares de baixo rendimento, cada uma com o poder de uma grande bomba convencional, a ser empregada para este fim; eles drasticamente multiplicariam a efetividade da carga de mil libras de um Tomahawk, que no presente fica pálido próximo até mesmo a um único avião de ataque, talvez ainda mais de misseis Tomahawk, grandemente aumentando a potência do que tem vindo a ser a preferida resposta americana a provocações dos Estados Hostis. Concenbívelmente, uma campanha aérea pode ser executada sem enviar um único piloto ao espaço áereo do inimigo, e devem os misseis cruise serem flexíveis o bastante para fazer a diferença tática ser desenvolvida, eles podem executar operações até mesmo mais ambiciosas, tais como lentificar uma reinvasão do Kuwait pelo Iraque. Mais modestamente, contudo, forças expedicionárias menores seriam capazes de dominar o número superior de oponentes locais com armas similares disparadas pela artilharia ou lançadas por uma aeronave. [tal abordagem seria de uso particular para um país como a Bretanha ou França, que tem arsenais nucleares e redes mundiais de bases, mas são incapazes de enviar forças militares significativas muito longe de casa].

Politicamente, contudo, tal ação deve ser inatingível por algum tempo [particularmente a luz do adimitidamente reduzido, não obstante existente, risco de contaminação radioativa, é mais provável que estas armas serão inicialmente usadas em circunstâncias que não oferecem alternativas ao ataque nuclear. As armas nucleares podem ser as únicas armas capazes de atacar tipos específicos de alvos, tais como certas instalações subterrâneas. [a última adição ao arsenal nuclear americano é o B 61-11, que é projetado como um penetrador da terra]. Sobretudo, muitos dos projetos atuais de armas baseadas no espaço, tais com o laseres de raios-X; sistemas de defesa de mísseis, como armas de plasma que ionizam a atmosfera; e até mesmo armas “não letais” como armas de pulso eletromagnético (EMP), tem base na tecnologia nuclear. [o desenvolvimento destas armas, incidentalmente, pode ser legal sob o Tratado Compreensivo de Banimento de Testes]. Também pode haver circunstâncias nas quais, por uma razão ou outra, munições com guia de precisão [ou seu comando ou sistemas de controle] podem não estar disponíveis nos números necessários.

Se um tal cenário aparecerá em um futuro próximo, contudo, é incerto. Muitos ressaltariam que esta inteira linha de raciocínio é controvertida devido ao declínio da guerra convencional em geral que, é ressaltado corretamente, é ao menos uma razão porque os militares estão encolhendo em primeiro lugar. A União Soviética, por todos seus comprometimentos militares, não lutou uma guerra convencional depois de 1945, e nem o fizeram os EUA depois da Coréia até a Tempestade no Deserto. Neste tipos de guerras que geralmente tem sido lutadas, como no Vietnã, no Líbano e no Afeganistão, até mesmo as armas nucleares táticas teriam sido, até mesmo assumindo a voluntariedade de contaminar o território amigo, de na melhor das hipóteses uma utilidade ocasional, o inimigo sendo dispersado, se escondendo entre a população civil, pronto a disparar e correr e possuindo pouca infraestrutura.

Certamente, a maioria dos Estados de hoje não tem um grande medo da invasão externa, a sabedoria convencional sustentando que a maioria das guerras serão assuntos internos, movidos entre guerrilhas ou terroristas e as forças da ordem doméstica. A despeito, ninguém argumentaria com a avaliação de que por ao menos pelas próximas poucas décadas, Estados marginais, pouco desenvolvidos, como Etiópia e Eritréia, pode mover uma guerra convencional entre Estados em uma escala modesta. Poucos realmente descontariam a possibilidade da guerra entre Estado maiores, tais como a Índia e o Paquistão, ou esporádica, o conflito assimétrico entre os EUA e Estados Hostis como o Iraque.

Até mesmo onde não é o caso, o crescimento da guerrilha não lança muito o fim da guerra convencional na medida a que consigna a isto um fim de jogo, e então somente por causa da clara superioridade dos Estados no poder militar convencional, que eles sobrevivem principalmente ao evitar. As guerrilhas usam táticas de atirar e correr que podem ser capazes de ligar recursos maciços, sabotar a vontade e a força de um oponente maior, exarcerbar tensões sociais e até mesmo negar ao inimigo o controle eficaz sobre seu próprio território, mas elas não podem ocupar o solo na medida em que eventualmente elas devem vencer, a seguir do que tudo é uma mera preparação. Saigon, afinal, não caiu pelas guerrilhas, mas para o exército norte vietnamita, e a mesma lógica se mantém verdade hoje; na Colombia, a insurgência da FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] está trabalhando na direção de alcançar um nível de força que lhe permita abertamente desafiar as forças do governo no campo.

Ao mesmo tempo, é provavelmente incorreto assumir que “as forças da ordem” permaneçam centradas no Estado. O monopóloio do Estado sobre a violência tem sido sempre de certa forma teórico e provavelmente se tornará mais no futuro. (Ate mesmo se nos EUA grande parte de sua população considere um direito constitucional ter armas, e governadores de Estado tenham alguma autoridade para chamarem suas próprias unidades militares, como Guarda Nacional]. O declínio dos sistemas de bem estar e a emergência de um mundo de mercado crescentemente menos sobrecarregado pelas fronteiras ou regulamento, e o declínio do Estado de guerra entre Estados em grande parte do mundo tem privado até mesmo os Estados mais bem sucedidos de grande parte de sua razão da ser. Outros Estados, onde falta legitimidade política aos olhos de seu povo, ou viabilidade econômica, tem simplesmente cessado de existir, como tem sido o caso na Somália e no Afeganistão, e pode ser o caso em muitos outros lugares em um futuro previsível.

Em outro caso, os serviços que o governo uma vez forneceram estão sendo crescentemente privatizados, do cuidado de saúde à segurança física, e até mesmo o poder militar é crescentemente disperso. O fim da Guerra Fria tem visto o aumento das companhias militares particulares, como Sandline International, que faz de tudo desde treinar soldados até excluir rebeliões por uma taxa, e exatamente como o comandante militar tem retornado ao estágio militar, assim por dizer, devem fazer os lordes e os duques. Na Colômbia, o governo central tem se aliado com forças paramilitares de extrema direita que estão de fato no controle de 10% do país, para combater uma insurgência esquerdista aparentemente irretratável. Na Rússia, tem havido a conversa de restaurar os Cossacos como parte da instituição militar.

Estados falidos, dos quais Colômbia e Rússia são dois exemplos, sobretudo, sempre possuirão a preponderância do poder que tem forçado as guerrilhas a atirar e correr. Ao invés, a quebra da ordem os forçarão a se acomodar a difusão das forças armadas até mesmo incluindo alianças com algumas facções, o que brandirá seu poder militar mais abertamente sob as circunstâncias. Como os senhores feudais que os precederam, eles provavelmente terão o equivalente moderno dos castelos, e seus exércitos podem possuir coniderável equipamento pesado, e a infraestrutura vai ao longo disto. Os insurgentes chechnos, notavelmente, tem possuído uma força aérea com mais de 250 aeronaves quando a Rússia invadiu república em 1994, bem como centenas de veículos blindados e peças de artilharia. As forças Bósnias da Sérvia que cercaram Sarajevo eram similarmente equipadas. Em qualquer caso, as guerras convencionais mais provavelmente mudarão de forma ou encolherão no escopo do que desaparecerão, apenas na medida em que parece que algum tipo de autoridade central sobreviverá na maioria dos lugares, até mesmo se o poder dos Estados de hoje serão em muitos casos parcelados por outros participantes. Estas forças podem todas ser alvos de tais armas descritas aqui, ou, talvez, dependendo de quão amplamente a tecnologia se prolifere, o uso delas.

A despeito da forma exata que o conflito tomará no futuro, contudo, as armas nucleares serão no futuro menos contaminantes, mais discriminadas, e mais versáteis o que, com o declínio das forças convencionais e a partição do conflito internacional, fortalecerá a tentação de usa-las. De fato, pode haver situações nas quais as armas nucleares táticas parecerão não ser somente a única escolha, e não será a primeira vez que alguém argumente que as armas nucleares tinham que ser usadas para poupar vidas. O tabu provavelmente se quebrará em alguma extensão, aplicando-se apenas a categorias particulares de armas nucleares, muito mais do que a armas nucleares geralmente, ou o uso de armas contra alvos específicos, libertando os tomadores de decisão de usa-las. O uso destas armas, por sua vez, condenará o tabu, criando o precedente para outras. Em qualquer caso, o que teria sido condenado em um período, como tem sido o caso da dinamite, se tornará não apenas meramente aceito, mas até mesmo aplaudido em um outro, a proibição inicial tão anacrônica para os observadores do futuro como o horror com o qual a Igreja tem visto os arcos e flechas parecerem às pessoas de nosso tempo.

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Published in: on julho 10, 2008 at 2:07 pm  Comments (2)  
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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. ñ é por nada mas isto foi o pior texto que alguma vez vi, mta informação, nada organizada…

    CONCLUINDO: UMA GRANDE MERDAAA

  2. Um texto nada coeso, sem qualquer forma de organização de idéias ou de lógica. Muito confuso e fragmentado, confunde o raciocício ante a falta de clareza. É Abominável.


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