Gripe Espanhola, Gripe Aviária e AIDS

Gripe Espanhola, Gripe Aviária e AIDS

Bactéria (Não um Virus) Causou a maioria das mortes na Grande Gripe Pandêmica de 1918

de Lawrence Broxmeyer MD
e Alan Cantwell MD

22 de agosto de 2008

Por quase um quarto de século a instituição da AIDS tem trompeteado em nossas cabeças que o vírus HIV é a única causa da AIDS, uma epidemia que já matou mais de 25 milhões de pessoas mundialmente, desde 1981. A pesquisa da AIDS é inteiramente consumida com o desenvolvimento e a venda de caras drogas “anti-virais” que poucas pessoas podem pagar.

Ums poucos pesquisadores aventureiros tem sugerido que há mais na AIDS que simplesmente um vírus. Alguma pesquisa, a maioria dela totalmente ignorada, aponta uma bactéria [também uma bactéria como o micoplasma] como um co-fator importante e necessário para o desenvolvimento do HIV na plena doença da AIDS. Segundo um website, 2.543 cientistas e educadores tem expressado dúvidas que o HIV cause a AIDS.

Não obstante, o mantra que “o HIV é a única causa da AIDS” seja tão bem conhecido e aceito universalmente, é a isso que se deve que qualquer sugestão ao contrário geralmente encontre o desdém da instituição da AIDS. Um exemplo notável deste desdém foi fornecido pelo importante pesquisador retroviral David Ho, M.D., o Homem do Ano em 1996 da revista TIME, quando ele famosamente declarou aos detratores” “Isto é o vírus, estúpido!”

A despeito dessa falta de interesse na bactéria como causa da AIDS, há evidência publicada em revistas científicas médicas que uma bactéria como a da Tuberculose de fato esteja implicada como o agente primário da AIDS. Esta pesquisa continua a ser condenada ou ignorada.

Anexo abaixo  está um sumário de um trabalho recentemente publicado por Broxmeyer e Cantwell (e algumas referências adicionais) que sugerem fortemente que existe mais na AIDS do que aquilo que é dito.
Se possível, passe esta postagem a outros interessados. Para mais informação sobre o papel da bactéria na AIDS, por favor pesquise no Google: AIDS + acid-fast bacteria.

Med Hypotheses. 6 de agosto de 2008. [Epub ahead of print]? Links AIDS: “It’s the bacteria, stupid!”

Broxmeyer L, Cantwell A. C/o Med-America Research, 208-11 Estates Drive, Bayside, NY 11360, USA.

As infecções micobacterianas tuberculosas ácido-rápidas são comuns na AIDS e são vistas como infecções oportunistas secundárias. Segundo o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas [NIAID], em “a Tuberculose Genital, Uma Doença Esquecida?”, a Tuberculose Pulmonar é a mais atribuível causa de morte nos pacientes de AIDS. Poderia tal bactéria desempenhar um papel primário ou causal na AIDS? Certamente. Na filtração dos testes para o HIV, há frequente [acima de 70%] reatividade cruzada, entre as proteínas GAG e POL do HIV e pacientes com infecções micobacterianas tais como a Tuberculose. Por 1972, cinco anos antes dos gays começarem a morrer nos EUA, Rolland escreveu “Tuberculose Genital, uma Doença Esquecida?” E ironicamente, em 1979, na véspera do reconhecimento da AIDS, Gondzik e Jasiewicz mostraram que até mesmo no laboratório, as cobaias macho infectadas genitalmente pelos tubérculos podiam infectar fêmeas sadias, embora o sêmen deles por uma proporção compativel de 1 entre 6, ou 17% os fizessem advertir seus pacientes que não somente a tuberculose era uma doença sexualmente transmissível mas também sobre a necessidade da aplicação de contraceptivos apropriados, tais como camisinhas, para evitar a contaminação. A solução de Gondzik e a data de publicação são assustadoras; suas descobertas significativas. Desde 1982, Cantwell et al descobriram as bactérias ácido-rápidas estreitamente relacionadas a TUBERCULOSE  e a tuberculose atípica no tecido da AIDS. Por outro lado o biologista molecular e virologista Duesberg, que originalmente definiu a ultraestrutura retroviral, tem deixado claro que o HIV não é a causa da AIDS e que o chamado retrovirus da AIDS nunca tem sido isolado em um estado puro. O Dr. Etienne de Harven, o primeiro a examinar os retrovirus sob o microscópio eletrônico, concorda. Em 1993, o co-descobridor do HIV, Luc Montagnier relatou sobre a bactéria de deficiente parede celular (CWD), que ele chamou de ‘micoplasma” no tecido da AIDS. Ele suspeitou que estes micoplasmas fossem um co-fator necessário para a AIDS. Importantemente, Montagnier permaneceu silencioso sobre os relatórios de Cantwell da bactéria ácido-rápida que podia simular o micoplasma no tecido da AIDS. Mattman deixa claro que a diferenciação entre o micoplasma e a bactéria CWD é difícil, na melhor das hipóteses, e cita o estudo de 1985 de Pachas onde um micoplasma foi realmente confundido por uma forma CWD de uma bactéria estreitamente relacionada com a micobactéria. É importante entender que a declaração que “O HIV é a única causa da AIDS” é apenas uma hipótese. Há perguntas não respondidas e controvérsia relativa ao papel do HIV “como única causa da AIDS”. E até que elas sejam resolvidas, uma cura não é possível.

Este trabalho explora o possível papel da micobactéria tuberculosa ácido-rápida como “agente primário” da AIDS. PMID: 18691828 [PubMed – como fornecido pelo publicante]

Uma divulgação de imprensa publicada em 19 de agosto de 2008, pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas  (NIAID), contém um achado e uma conclusão impressionantes: As 20 a 40 milhões de mortes mundiais da grande epidemia mundial de gripe de 1918 [a Gripe Espanhola] não foram devidas a um vírus, mas a uma pneumonia causada por uma maciça infecção bacteriana dos pulmões enfraquecidos pelo virus da gripe (O completo relatório do  NIAID está anexo no fim deste relatório).

A pesquisa de Lawrence Broxmeyer primeiro proclamou que a pandemia de 1918 foi devida a uma bactéria, particularmente formas mutantes de bactéria tuberculosa de aves domésticas, bovinos e humanos. Em 2006, em uma revista científica de medicina publicada em Medical Hypothesis de Elsevier , ele escreveu: “Influenza é a palavra italiana para “influência”, do latim  influentia. Ela foi usada para dizer que a doença foi causada por uma má influência dos céus. A influenza foi chamada um vírus por muito tempo, muito antes de ser provado ser um”.  Elsevier é um maior publicante médico e ele também publica o The Lancet.

Em 2005, um artigo no “New England Journal of Medicine” estimou que a recorrência da epidemia de 1918 da influenza pode matar entre 180 milhões e 360 milhões de pessoas mundialmente. Uma grande parte da histeria da gripe aviária recente é estimulada por uma desconfiança entre as comunidades leiga e científica a respeito do real estado do nosso conhecimento a respeito da Gripe Aviária [ou H5N1] e a assassina pandemia da Gripe Espanhola de 1918, a qual é comparada. E esta desconfiança não é completamente infundada. Tradicionalmente, gripe não mata. Os especialistas, incluindo Peter Palese da Escola de Mecicina Mount em Manhattan, nos lembra que até mesmo em 1992, milhões na China ainda tinham anticorpos para a H5N1, significando que eles a contrairam e que seus sistemas imunológicos tiveram poucos problemas para combate-la.

Em 2000 o Dr. Andrew Noymer e Michel Garenne, demógrafos da Universidade da Califórnia Berkeley, relataram estatísticas convincentes mostrando que a tuberculose não detectada pode ter sido o real assassino na epidemia de Gripe Espanhola de 1918. Conscientes das recentes tentativas de isolar o “virus da Influenza” de cadáveres humanos e seus espécimens, Noymer e Garenne concluiram que: “Frustrantemente, estas descobertas não tem respondido a pergunta de porque o virus de 1918 foi tão virulento, nem eles oferecem uma explicação para o perfil não usual etário das mortes”. A Gripe Aviária certamente seria diagnosticada hoje nos hospitais como Síndrome da Insuficiência Respiratória Aguda de Origem Desconhecida (ARDS). Roger e outros favorecem a suspeita de tuberculose em todos os casos de insuficiência respiratória aguda de origem desconhecida. E as mesmas técnicas usadas por Burnett em isolar a influenza do saco alontóico dos embriões de galinha é também um meio ideal de cultura para a Tuberculose e a micobacteria.

Por 1918, deve ser dito, até onde diga respeito a tuberculose, que o mundo era uma esponja supersaturada pronta a se incendiar e que entre suas partes mais vulneráveis estava o Meio Oeste, onde a epidemia começou. É teorizado que a letal epidemia dos porcos que começou no Kansas, exatamente antes dos primeiros surtos humanos, foi uma doença de tuberculose aviária e humana geneticamente combinada pelo intercâmbio de micobacteriófagos, com o porco suscetivel a ambos, como seu meio de cultura viva involuntária. Quais são as implicações de confundir um virus tal como o da Influenza A com uma doença causada por uma bactéria tipo tuberculose? Seria desastroso, com tratamento inútil e armazenagens preventivas. A necessidade óbvia de investigação posterior está presentemente iminente e pressionando.

Ao comentar sobre o novo relatório do NIAID, Broxmeyer escreve que eufemismos como “pneumonia”, “bronquite’, “doença do peito”, “a gripe” etc tem estado conosco desde tempos imemoriais para descrever o envolvimento da tuberculose. Isto foi notado em 1944 no teste clássico do patologista Arnold Rich, “A Patogênese da Tuberculose.” Também é bem conhecido que a infecção secundária bacteriana nos casos de Tuberculose são comuns.

O médico pioneiro em tuberculose Sir John Crofton (1912-   ) estava convencido que a bactéria  (não virus) na forma de Haemophillus Influenza eram a raiz da grande pandemia de 1918. Ele afirmou que foi a bactéria (não virus), que iniciou de epidemia de 1918. O próprio Haemophillus é um pequeno bacilo e foi descoberto por Richard Pfieffer no laboratório de Koch (o médico que descobriu a causa micobacteriana da tuberculose). Durante a pandemia, um terço dos pacientes que tinham Haemophillus influenza foram descobertos também terem tuberculose e muitos outros casos ficaram não diagnosticados.

Broxmeyer nunca foi capaz de provar uma ligação direta entre o H. influenza e a micobactéria que causa a tuberculose, mas ele continua a especular que a tuberculose seja um grande fator em muitas mortes na pandemia, especialmente porque é bem conhecido que as infecções secundárias bacterianas, sejam elas do  Haemophillus influenza ou qualquer outra bactéria comum, podem também criar pneumonia em pulmões infectados pela tuberculose.

Seja qual for a ligação entre a bactéria da tuberculose e a bactéria da influenza e uma epidemia de gripe causada por um virus, o novo relatório do NIAID é um lembrete que as epidemias e pandemias são processos complexos de doença que não devem ser assumidos serem simplesmente devidos a um virus de grande ferocidade.

Referência: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16806732?ordinalpos=2&itool=EntrezSystem
2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVDocSum>Broxmeyer L. Bird flu, influenza and 1918: The case for mutant Avian tuberculosis. Med Hypotheses. 2006;67(5):1006-15. Epub 2006 Jun 27.

NIAID Para Divulgação Imediata – terça-feira, 19 de agosto de 2008

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Pneumonia Bacteriana Causou Mais Mortes na Influenza de 1918
Implicações Pandêmicas para Planejamento de Futura Pandemia.

A maioria das mortes durante a pandemia de influenza de 1918-1919 não foi causado pelo vírus da influenza agindo sozinho, relatam os pesquisadores do NIAID, parte dos Institutos Nacionais de Saúde. Ao invés, a maioria das vítimas sucumbiu a uma pneumonia bacteriana que seguiu a infecção pelo virus da influenza. A pneumonia foi causada quando a bactéria que normalmente habita no nariz e na garganta invadiu os pulmões ao longo de um caminho criado quando o vírus destruiu as células do revestimento interno dos tubos brônquicos e pulmões.

Uma futura pandemia de influenza pode se desenvolver dessa maneira, disseram os autores do NIAID, cujo trabalho da publicação de 1o. de outubro do “The Journal of Infectious Diseases” agora está disponível   online. Portanto, concluem os autores, preparações compreensivas pandêmicas devem incluir não apenas esforços para produzir novas e melhoradas vacinas contra a influenza e drogas antivirais mas também provisões de armazenamento de antibióticos e vacinas antibacterianas também.

O trabalho apresenta linhas complementares de evidência de campos de patologia e história da medicina para apoiar esta conclusão. ´”O peso da evidência que examinamos das análises históricas e modernas  da pandemia de influenza de 1918 favorece um cenário no qual o dano viral seguido de pneumonia bacteriana levou a vasta maioria das mortes”, diz o co-autor e diretor do NIAID Anthony S. Fauci, M.D. “Em essência, o virus estabeleceu a primeira explosão enquanto que a bacteria enviou o soco nocaute.”

O co-autor e patologista do NIAID Jeffery Taubenberger, M.D., Ph.D., examinou amostras de tecido pulmonar de 58 soldados que morreram de influenza em várias bases militares americanas em 1918 e 1919. As amostras, preservadas em blocos de parafina, foram recortadas e coloridas para permitir avaliação microscópica. O exame revelou um espectro de dano tecidual “variando de mudanças características de pneumonia viral primária e a evidência de reparação do tecido até a evidência de pneumonia bacteriana segundária aguda e severa,” diz o Dr. Taubenberger. Na maioria dos casos, ele acrescenta, a doença predominante ao tempo da morte pareceu ter sido a pneumonia bacteriana. Havia evidência que o virus destruiu as células do revestimento interno dos tubos bronquicos, inclusive das células com projeções de pelo protetor, ou cília. Esta perda fez outros tipos de células pelo inteiro trato respiratório – incluindo células profundas nos pulmões  – vulneráveis ao ataque por bactéria que migrou para baixo do caminho recentemente criado do nariz e garganta.

Em uma busca pela obtenção de todas as publicações científicas que relatam a patologia e a bacteriologia da pandemia de influenza de 1918, o Dr. Taubenberger e o co-autor do NIAID David Morens, M.D., pesquisaram fontes bibliográficas de trabalhos em qualquer língua. Eles também revisaram revistas científicas e médicas publicadas em inglês, francês e alemão e localizaram todos os trabalhos que relatavam autópsias em vítimas da influenza. De um conjunto de mais de 2.000 publicações que apareceram entre 1919 e 1929, os pesquisadores identificaram 118 relatos chave de séries de autópsia. No total a série de autópsias que eles revisaram representou as autópsias de 8.398 indivíduos realizadas em 15 países.

Os relatórios publicados “clara e consistentemente implicaram a peneumonia baceriana secundária causada pela flora comum do trato respiratório superior na maioria das mortes da influenza,” diz o  Dr. Morens. Os patologistas daquele tempo, ele acrescenta, eram quase unânimes na convicção que as mortes não foram causadas diretamente pelo então não identificado virus da influenza, mas muito mais resultaram de severa pneumonia secundaria causada por várias bactérias. Ausente a infecção secundária bacteriana, muitos pacientes podem ter sobrevivido, acreditavam os especialistas daquele tempo. De fato, a disponibilidade de antibióticos durante outras epidemias de influenza do século XX, especificamente aquelas de 1957 e 1968, foi provavelmente o fator chave no número inferior de mortes mundiais durante estes surtos, ressalta o  Dr. Morens.

A causa e a cronometragem da próxima pandemia de influenza não pode ser prevista com certeza, os autores reconhecem, nem o podem ser a virulência da descendência do virus da influenza que se torne pandêmica. Contudo, é possível que – como em 1918 – um padrão similar de dano viral seguido de invasão bacteriana possa se desdobrar, dizem os autores. As preparações para o diagnóstico, tratamento e prevenção da pneumonia bacteriana devem estar entre as mais altas prioridades no planejamento do combate a uma influenza pandêmica, eles escrevem. “Estamos encorajados pelo fato de que os planejadores pandêmicos já estejam considerando e implementando algumas destas ações”, diz o Dr. Fauci.

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NIAID realiza e apoia a pesquisa – no NIH, nos EUA e mundialmente – para estudar as causas de doenças infecciosas e de mediação do sistema imunológico e para desenvolver meios melhores de evitar, diagnosticar e tratar estas doenças. Divulgações de notícia e outros materiais relacionados estão disponíveis no website do NIAID

Published in: on agosto 31, 2008 at 2:41 pm  Comments (3)  
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A História do Ouro Nazista

A História do Ouro Nazista

Parte 1: O Tesouro Merkers

do website

O ouro nazista – as palavras crepitam com um terror eletrizante como o raio de um relâmpago fatiando pelo céu. Não existem outras duas palavras que ligadas desencadeiem mais imagens da intriga e da brutalidade nazista. Infelizmente, há muitas lendas sobre o saque nazista, bem com existem muitas histórias verdadeiras. Nenhum outro aspecto da Segunda Guerra Mundial tem causado mais controvérsia, mais mitos e mais atordoamento. Até mesmo depois de mais de cinquenta anos, desde o fim da guerra, um mar de controvérsia ainda permanece. Igualmente importante, mas raramente mencionado, é o tesouro do saque coletado pelo Imperador do Japão. Ambos tesouros contêm enormes quantidades de ouro, prata, platina, jóias, arte e outros valores saqueados de um terço do mundo.

A outra razão que se acrescenta à controvérsia é a extrema complexidade do assunto. Uma visão toda abrangente do ouro nazista é quase impossível, na medida em que isto envolve o Vaticano, bancos suíços, bancos sul americanos, o Banco da Inglaterra, o Federal Reserve e os planos nazista para um renascimento. Adicionalmente, alguns principais oficiais nazistas se apoderaram de algum ouro e valores em tesouros pessoais. Sobretudo, os Aliados nunca relataram todo o ouro que eles recuperaram e o que a União Soviética recuperou permaneceu oculto por trás da Cortina de Ferro e só agora está se tornando conhecido. Quanto do tesouro tem sido recuperado é grandemente um jogo de suposições, na medida em que as estimativas disputadas variam selvagemente. A única certeza que cerca o tesouro é que grande parte dele permanece não contabilizado. Sobretudo, grande parte da riqueza foi muito provavelmente gasta reconstruindo a Alemanha depois da guerra. A riqueza tomada das vítimas dos nazistas custearam ao menos em parte o chamado milagre europeu na reconstrução da Europa depois da guerra.

Os nazistas tinham planos precisos para uma volta, como já detalhado em revisões históricas anteriores. Estes planos repousavam em sua habilidade de esconder seu saque fatídico dos Aliados. Parte do tesouro tem sido recolhido seguramente em secretas contas bancárias suíças. Outras porções foram embarcadas para a América do Sul [primariamente para a Argentina] para salvaguarda. Um dos condutos para a Argentina estava sob o controle e direção de Martin Bormann.

Provavelmente nenhum outro nazista tinha mais palavras escritas do que Martin Bormann. Seu destino apenas recentemente tem sido determinado. Contudo, os valores que ele embarcou para a Argentina em seu projeto Ação Terra do Fogo [Action Feuerland] ainda estão nublados por um fog de mistério e intriga.

Há várias narrativas sobre o destino de Bormann; algumas plausíveis e outras absurdas. A narrativa mais comum e crível é a de que Bormann alcançou a América do Sul e viveu sua vida lá. Uma narrativa igualmente provável é a de que Bormann morreu durante os últimos dias do Terceiro Reich enquanto tentava escapar de Berlim. Em uma terceira narrativa, Bormann escapou para a União Soviética e viveu sua vida lá. O General Gehlen começou esta narrativa. Ele afirmou ter reconhecido Bormann entre a multidão de um jogo de futebol quando a câmera da televisão passava pelos espectadores. Por último, duas narrativas ridículas tem emergido. Uma indica que Bormann era uma mancha soviética dentro do círculo interno de Hitler. A outra afirmou que uma unidade de comando britânica resgatou Bormann de Berlim para recuperar o tesouro nazista. Ele então viveu sua vida no interior da Inglaterra.

Obviamente, teria sido vantajoso para Bormann ser declarado morto em Berlim se ele tivesse sobrevivido. Não obstante, recente DNA retirado de um dos crânios encontrados em Berlim combinou estreitamente com o de um tio de Bormann. O crânio ainda tinha estilhaços de vidro entre os dentes. Se esta evidência for de fato correta, sugeriria que Bormann, sendo incapaz de escapar de Berlim, cometeu suicídio.

Antes que os testes de DNA estivessem disponíveis, existia uma controvérsia considerável sobre a identidade do crânio. De fato, o crânio estava encrostado de argila vulcânica vermelha não encontrada no solo ao redor de Berlim, mas que combina estreitamente com o solo do Paraguai. Não obstante, o governo entregou os restos à família que os cremaram e espalharam as cinzas no mar, na esperança de manter a controvérsia por todo o tempo.

Sobretudo, houve idôneos avistamentos de Bormann na América do Sul até a década de 1960. Considerando que o crânio estava encrostado de argila vermelha, parece que Bormann morreu na América do Sul e mais tarde seu corpo foi movido para Berlim. Esta opinião seria muito mais provável do que acreditar que ele morreu em Berlim. Há centenas de relatos críveis desde o fim da guerra até a decada de 1960 de avistamentos de Bormann em vários locais da Europa e mais tarde na América do Sul. Acreditar que Bormann morreu em Berlim exige desacreditar em todos estes relatos. Então, seu último destino é ainda desconhecido e nebuloso em um mar de controvérsia.

Contudo, o destino final de Bormann é somente de importância secundária neste capítulo. O que é de maior preocupação é o destino dos bens que ele enviou da Alemanha para a Argentina. Dois dos melhores livros cobrindo Bormann e a América do Sul são “Aftermath” de Ladislas Farago e “Martin Bormann: Nazi In Exile” de Paul Manning. Ambos tem sido desacreditados em algum grau. Manning foi um repórter durante a Segunda Guerra Mundial e escreveu os dois livros sobre a Segunda Guerra Mundial que são vistos como clássicos. Manning admite que Allen Dulles o enganou a respeito da América do Sul. A questão então permanece porque Dulles deliberadamente enganaria o autor. Como devemos ver mais tarde nos seguintes capítulos, Allen Dulles tinha muito que esconder.

Conquanto os nazistas tivessem planos concretos para embarcar o máximo de seu ouro e valores para outros países, os EUA tinham planos de recuperar estes valores. Uma boa quantidade do esforço americano em recuperar o ouro nazista caiu sob a Operação Safehaven. Contudo, ninguém entendeu o tamanho enorme e a complexidade da tarefa até o início de abril de 1945. Tarde no anoitecer de 22 de março de 1945, elementos do Terceiro Exército do General George Patton atravesaram o Reno. O que primeiro foi uma corrente se soldados atravessando o Reno, logo se tornou em uma furiosa inundação de tropas.

Pelo meio dia de 4 de abril, o Terceiro Exército tinha capturado a vila de Merkers. Durante os dias 4 e 5 de abril um destacamento de CIC (unidade de countra-inteligência) questionou pessoas deslocadas na vizinhança. Muitas destas pessoas deslocadas disseram ao CIC que uma atividade não usual havia sido observada ao redor da mina de potássio de Wintershal AG em Merkers. Posteriormente, estes rumores sugeriram que o Reichsbank tinha escondido suas reservas de ouro lá. A informação foi passada aos G2 e eles imediatamente emitiram uma ordem para excluir os civis da área.

Em uma barreira de estrada na manhã seguinte, duas mulheres das pessoas deslocadas se aproximaram da barreira e foram questionadas pelos guardas. Uma estava grávida e a caminho de Keiselbach para ver uma parteira. Os guardas no bloqueio então levaram as mulheres de volta para Merkers. Ao entrarem em Merkers, o motorista do jipe perguntou às mulheres que tipo de mina era Kaiseroda. Elas disseram a ele que era onde os nazistas tinham ocultado seu ouro e outros valores.

Pelo meio dia de 6 de abril, esta informação tinha alcançado o Ten. Cel. William A. Russell. Ele se dirigiu a Merkers e questionou vários civis deslocados que confirmaram a história. Adicionalmente, Russell aprendeu que o Dr. Paul Ortwin Rave, curador do Museu do Estado Alemão em Berlim bem como diretor assistente das National Galleries em Berlim, estava presente para cuidar das pinturas. Russell então confrontou os oficiais da mina com a informação. Ele também questionou Werner Veick, o tesoureiro chefe do Departamento de Notas Estrangeiras do Reichsbank que também estava na mina. Rave admitiu seu papel em cuidar das pinturas. Veick disse a Russell que a inteira reserva de ouro do Reichsbank estava oculta na mina.

Os telégrafos militares estavam agora explodindo com solicitações de reforços para guardar a mina. De início, Russell requisitou que o 712o. Batalhão de Tanques recebesse ordens para se dirigir a Merkers para guardar as entradas da mina. A 19a. Divisão da Polícia Militar forneceu forças adicionais para guardar as entradas da mina. Pelo anoitecer, cinco mais possíveis entradas foram descobertas e um batalhão de tanques não era suficiente para guardar todas as entradas. O Maj. Gen. Herbert L. Earnest então ordenou que o Primeiro Batalhão do 357o. Regimento de Infantaria continuasse para Merkers e reforçasse o 712o. Russell também informou a um oficial GR do XII corps o que estava acontecendo na mina.

Na manhã de 7 de abril entradas adicionais da mina foram localizadas. Os guardas foram colocados em cada uma das entradas adicionais. As 10 AM, Russell e dois outros oficiais juntamente com Rave e oficiais da mina entraram pela entrada principal. O principal veio os levou a 2.200 metros abaixo da superfície. No túnel principal eles encontraram 550 sacos de Reichsmarks. Descendo mais o túnel, eles encontraram a caverna principal. A caverna estava por trás de uma parede de tijolos de três pés de espessura e abarcava uma área de ao menos 100 pés de largura. No centro estava uma pesada porta de banco.

Patton foi informado que tinham entrado na mina e uma grande quantidade de Reichsmarks fora encontrada, mas nenhum ouro. Na medida em que as forças de Patton continuavam seu avanço relâmpago dentro da Alemanha, Patton ordenou que o 357o. Regimento de Infantaria exceto o Primeiro Batalhão, se movesse e unisse a 19a. Divisão de Infantaria. Patton também ordenou que a porta da caverna fosse aberta por explosivo.

Cedo em 8 de abril, Russell, acompanhado de um oficial de assuntos públicos, fotógrafos, repórteres e elementos do 282o. Batalhão de Engenharia de Combate reeentraram na mina. A porta foi facilmente explodida. Eles entraram no que foi chamado de SALA 8. O tamanho do tesouro era simplesmente surpreendente. Espalhado diante deles estava uma sala de aproximadamente 75 pés de largura por 150 pés de comprimento. A sala estava iluminada mas não ventilada.

Jazendo diantes deles estavam mais de 7.000 sacos, se esticando todo o caminho para o fundo da sala. Os sacos eram colocados em 20 filas limpas ao redor da altura dos joelhos e separadas por aproximadamente 2.5 pés. Todos os sacos estavam marcados. Ao longo de um lado da sala eles encontraram moeda afiançada empilhada. No fundo da sala estavam 18 sacos e 189 maletas, baús e caixas; cada um cuidadosamente marcado. Cada rótulo foi marcado com o nome Melmer. Era óbvio que estes containers pertenciam a SS. Também foi a primeira pista da complexidade e escopo do saque nazista da Europa.

Alguns dos selos nos sacos foram quebrados e assim o estoque pode ser inventariado. O inventário revelou que havia 8.198 barras de lingotes de ouro; 55 caixas de lingotes de ouro encrustados; centenas de sacos com itens de ouro; mais de 1.300 sacos de Reichsmarks de ouro, libras esterlinas britânicas, e francos franceses de ouro; 711 sacos de peças de ouro de 20 dólares americanos; centenas de sacos de moedas de ouro e de prata; centenas de sacos de moeda estrangeira; 9 sacos de moedas valiosas; 2.380 sacos e 1.300 caixas de Reichsmarks (2.76 bilhões de Reichsmarks); 20 barras de prata; 40 sacos contendo barras de prata; 63 caixas e 55 sacos de placas de prata; 1 saco contendo seis barras de platina; e 110 sacos de moedas de vários países. Em um outro túnel uma grande quantidade de trabalhos de arte foi encontrado. O tesouro também revelou a brutalidade do regime nazista. Incluido no inventário estavam sacos de preenchimentos de ouro de dentes extraidos das vítimas dos campos de concentração.

Uma vez ciente do enorme tamanho do tesouro, Patton considerou que o assunto era político e imediatamente solicitou que fosse entregue ao SHAEF. Eisenhower indicou o Coronel Bernard D. Bernstein, vice chefe, ramo financeiro, G-5 Divisão do SHAEF. Em 15 de abril, um comboio com constante proteção de caças acima moveram o tesouro para o Reichsbank em Frankfurt.

Por meados de agosto, o ouro tinha sido pesado e avaliado. O ouro foi avaliado em 262.213.000 dólares. A prata foi avaliada em 270.469 dólares. Adicionalente, uma tonelada da platina e oito sacos de raras moedas não tinham sido avaliados. No início de 1946, o ouro foi entregue a Agência de Reparação Inter-Aliada e entualmente foi entregue a Comissão Tripartite para a Restituição do Ouro Monetário. A Comissão Tripartite devolveu o ouro aos bancos centrais dos países de onde ele foi saqueado tão logo possível. Contudo, devido a Guerra Fria, algum ouro não foi distribuído até 1996.

A distribuição do ouro de Merkers, contudo, não é sem controvérsia.

Nenhuma contabilade foi realizada de quanto do ouro recuperado foi oriundo de derretimento do ouro dentário. Muito interessantemente, o exército microfilmou os registros do Departamento de Metais Preciosos do Reichsbank em 1948. Estes registros foram entregues a Albert Thoms, que estava trabalhando para o banco sucessor do Reichsbank. Estes registros desde então desapareceram na Alemanha e não foram relocalizados até a década de 1990.

Nenhum outro grupo de ouro e valores foi encontrado na Europa que se rivalize ao tamanho do achado em Merkers. Embora um dos grupos do Golden Lily, o tesouro saqueado do imperador japonês, relatadamente desenterrado por Marcos nas Filipinas fosse maior. O único grupo possível da Europa que pode rivalizar com o achado de Mercers seria o de Ustashis. Contudo, o ouro e valores saqueados pelos Ustashis nunca tem sido localizado e a melhor evidência sugere que foi contrabandeando para fora da Europa pelo caminho do Vaticano-CIA. Quanto do grupo Ustashi foi para dentro das cavernas do Vaticano ainda é envolto em segredo e mistério. Vários outros grupos menores foram localizados, a maioria na região alpína da Áustria, onde os nazistas tentaram estagiar um final resistência.

Não há controvérsia sobre o que consistia o tesouro de Merkers. Isto é sabido com certeza. A controvérsia está de onde veio o ouro e como ele foi distribuído. Sobretudo, uma outra controvérsia abunda sobre em que extensão o tesouro de Merkers era o total do tesouro nazista.

Para alcançar uma estimativa sobre a extensão do saque nazista, as reservas de ouro dos parceiros comerciais dos nazistas podem ser usadas para criar uma estimativa superior. Somente um punhado da Alemanha nazista. As estatísticas abaixo estão em milhões de dólares.

País         1939 reservas     1943 Reservas     Aumento
Espanha     42         104         62
Suecia         160         456         294
Turquia     88         221         234
Portugal     79.5         447.1 (1945)     367.6
Suíça         503         1.040         537

Obviamente, nem todo aumento pode ser atribuído aos nazistas. Contudo, as estatísticas foram colocadas no  limite superior. Posteriormente, desde que as únicas moedas não aceitas mundialmente eram o marco alemão, a lira italiana e o yen japonês, os países neutros continuaram a aceitar o dólar americano e a libra britânica. Adicional evidência veio dos declarados depósitos nos bancos suíços que tinham ascendido de 332 milhões de francos suíços em 1941 para 846 milhões em 1945. Novamente, nem todo o aumento nos depósitos pode ser atribuído aos nazistas, mas isto estabelece um limite superior de meio bilhão de dólares.

As estatísticas acima comparam favoravelmente com as mais recentes estimativas disponíveis. A mais recente evidência resultante dos relatos da iniciativa do Presidente Clinton, a Suiça recebeu 440 milhões de dólares dos nazistas, dos quais 316 milhões de dólares foram saqueados. Adicionalmente o relatório da inciativa de Clinton mostra que um milhão de dólares do ouro foi transferida para o Dresdner Bank e o Deutsch Bank; ambos os bancos eram bancos comerciais particulares. Estes bancos então venderam o ouro na Turquia por moeda estrangeira. O relatório continua que mais de 300 milhões de dólares do ouro nazista alcançaram Portugal, Suécia, Espanha e Turquia.

O Escritório do Exterior realizou uma vigorosa campanha avisando os países neutros sobre aceitar ouro dos nazistas. O Departamento de Estado dos Estados Unidos se recusou a apoiar a medida até julho de 1943, quando o aumento alarmante de reservas de ouro dos países neutros se tornou aparente. Até mesmo então, o apoio do Departamento de Estado foi no melhor caso, frio.

Os países listados acima não eram meros acidentes. Sem as matérias primas fornecidas pela Suécia, Espanha, Portugal e Turquia os nazistas não teriam sido capazes de realizarem a guerra. A Suécia forneceu o vitalmente necessário ferro de alto grau. A Turquia forneceu a Hitler o cromato. Portugal e Espanha forneceram tungstênio. Todos os três metais eram necessários para produção das munições de guerra e blindagem pesada. Os cromatos eram usados para endurecer o aço para a blindagem enquanto o tungstênio era de uso primário em ferramentas de máquina. As fontes nazistas para ambos os metais eram extremamente limitadas e eles eram forçados a confiar quase que 100% nestes países.

Considerando que a América do Sul foi o primeiro refúgio para os nazistas depois da guerra, é instrutivo olhar as mudanças das reservas de ouro dos países da América do Sul, particularmente a Argentina. As reservas de ouro da Argentina cresceram de 313.83 toneladas métricas em 1940 para 1.064 tonelas métricas em 1945. O aumento nas reservas de ouro da Argentina, em termos de dólares, foi um salto de 635 milhões de dólares. Para colocar a estatística em perspectiva, o orçamento dos EUA para 1940 foi de aproximadamente 9.4 bilhões de dólares. O Brasil também viu um aumento nas reservas de ouro de 45 toneladas métricas em 1940 para 314 toneladas métricas em 1945, ou um aumento de aproximadamente 228 milhões de dólares.

As estatísticas acima das reservas lançam alguma luz sobre o destino de algum saque nazista. Quanto dos aumentos nas reservas de ouro da América do Sul veio da Alemanha pelo fim da guerra para financiar a planejada volta nazista ainda é desconhecido. Contudo, o ouro é apenas uma pequena parte do plano e volta dos nazistas. Até mesmo mais valiosos para os planos nazistas eram as quantidades de ações ao portador,  obrigações e um número de corporações nazistas de fachada estabelecidas mundialmente por Bormann. Estas corporações mantinham valiosas patentes e produziriam uma corrente incansável de rendimento para financiar o subterrâneo nazista.

Parte 2: Operações Safehaven

Antes de olhar a recuperação de outros tesouros e os nazistas que o fizeram para a América do Sul, devemos olhar os vários métodos e programas que os Aliados tomaram para recuperar o ouro nazista. A Polônia tomou a primeira ação para evitar que os nazistas saqueassem. As autoridades polonesas tinham movido suas reservas de ouro para a Romania antes da invasão nazista da Polônia. Infelizmente para o governo polonês, os nazistas logo dominaram a Romania e se apoderaram das reservas polonesas de ouro.

Vários outros países europeus seguiram um caminho similar. Oficiais franceses do Banco Nacional embarcaram seu tesouro para os EUA. No fim de 1939, as autoridades belgas confiaram aos franceses 223 milhões para salvaguarda. Logo depois da invasão alemã dos Países Baixos, a Bélgica suplicou à França que embarcasse o ouro dela para Londres a bordo de cruisers militares. Contudo, os franceses transferiram o ouro para Dakar, sua colonia do Oeste da África do Senegal. Depois da queda da França e das negociações com a França de Vicky, os nazistas receberam o ouro belga.

Dentro da primeira hora da invasão nazista da Holanda, as autoridades holandesas tinham embarcados suas reservas de ouro de Amsterdam para a Inglaterra. O segundo barco contendo as reservas holandesas de ouro estocadas em Rotterdam, carregando 11.012 quilogramas de ouro, bateu em uma mina perto do litoral e foi abandonado. Por 1942, os nazistas haviam recuperado a maior parte do ouro a bordo. Outros países europeus falharam em tomar qualquer precaução e os nazistas se apoderaram da reserva de ouro deles tão logo dominaram o país. Então a maioria das reservas de ouro nos bancos centrais da Europa caíram nas mãos dos nazistas, exceto as da França e um parte das da Holanda.

A pimeira ação tomda pelos EUA foi a Ordem Executiva 8389 assinada por Roosevelt em 10 de abril de 1940, congelando os bens noruegueses e dinamarqueses nos EUA. Eventualmente, cada país europeu foi incluido, exceto a Inglaterra. Também incluídos no congelamento de bens foram o Japão e a China. Ao congelar os bens de um país uma vez os nazistas o dominassem, evitava-se que os nazistas usassem os bens dentro dos EUA para ganho posterior.

Em julho de 1942, os EUA publicaram uma lista negra de indivíduos e companhias. Esta Lista Proclamada de Nacionais Bloqueados proibia o comércio nas Américas com qualquer nome que aparecesse na lista. Os nomes que apareciam na lista eram considerados hostis para a defesa das Américas. Por toda a guerra, nomes eram continuamente acrescentados à lista, que alcançou vários milhares de nomes pelo fim da guerra.

Em 5 de janeiro de 1943, a Declaração Inter-aliada Contra Atos de Despossessão Cometidos em Territórios sob Ocupação Inimiga ou Controle, melhor conhecido como a Declaração de Londres, foi anunciado. A medida declarou que os Aliados não mais reconheceriam a transferência de propriedade nos países ocupados até mesmo se isso parecesse legal. Os Aliados estavam cientes que os nazistas nos países ocupados estavam forçando as pessoas a venderem ou transferirem propriedade para eles. Até esta data, os nazistas tinham dolorosamente criado a ilusão que tais transferências eram legais.

Em 22 de fevereiro de 1944, os EUA anunciaram a Declaração de Compra de Ouro. Os EUA declararam que não mais reconheceriam a transferência do ouro saqueado do Eixo. Os EUA posteriormente declararam que não compariam ouro de qualquer nação que não tivesse cortado relações com o Eixo. A Inglaterra e a União Soviética fizeram declarações similares.

Em julho e agosto de 1944, o Acordo de Bretton Woods foi alcançado. O Acordo pediu que os países neutros evitassem a disposição ou transferência de bens nos países ocupados. Em 14 de agosto de 1944, os EUA, Reino Unido, Suíça, o Acordo de Comércio de Guerra exigiu que a Suiça reduzisse o comércio com os nazistas.

Em 6 de dezembro de 1944, a Operação Safehaven foi organizada.

Em 10 de dezembro de 1944, o Departamento de Estado divulgou o papel exigindo uma linha suave em relação a Suíça. Esta data marca o primeiro passo na sabotagem do esforço de devolver os bens às vítimas do Holocausto. Em essência, é a continuidade da rixa entre o Departamento do Tesouro e o Departamento do Estado em termos de paz e os programas 4Ds de artigos anteriores.

Em fevereiro de 1945, a Conferência de Yalta concordou que as reparações seriam exigidas da Alemanha. A Conferência também estabeleceu o trabalho de base para a Comissão Aliada de Reparações.

A Operação Safehaven é de longe a maior e mais conhecida operação que os Aliados lançaram para recuperar os bens saqueados pelos nazistas. Leo T. Crowley, Diretor de Administração Econômica Estrangeira (FEA) primeiro propôs a necessidade de uma organização para a Safehaven em uma carta, ao Secretário do Tesouro em 5 de maio de 1944. Sobretudo, William T. Stone, Diretor do Ramo de Áreas Especiais do FEA, pediu para incluir os britânicos bem como as várias outras agências dos EUA em uma carta para Livingston T. Merchant no Departamento de Estado, em 15 de maio de 1944. Desde então, Safehaven envolveu elementos dos Departamentos de Estado e do Tesouro; isto foi pragueado desde o início por uma intensa rivalidade entre os dois departamentos. Safehaven sofreria o mesmo destino do programa 4D que levou ao atraso no indiciamento de criminosos de guerra e na desnazificação da Alemanha.

Em maio de 1944, Samuel Klaus, Assistente Especial do Conselho Geral do Departamento do Tesouro, propôs um plano para uma missão de achado de fatos para os países neutros lidando com o problema dos bens nazistas ocultos. O planejamento inicial para a viagem incluia apenas Klaus e Herbert J. Cummings, um funcionário do Departamento de Estado. Quando o Departamento do Tesouro soube da viagem, o Departamento do Tesouro enviou vários funcionários para compor uma delegação com Klaus. De agosto a outubro, Klaus visitou Londres, Estocolmo, Lisboa, Madri, Barcelona e Bilbao para encorajar a implementação do programa Safehaven. A missão cancelou os planos de visitar a Suiça e Portugal. A missão foi apenas marginalmente bem sucedida. Em seu relatório final, Klaus ressaltou seu corrente pensamento em amplas áreas de preocupação, como o trecho abaixo mostra:

“Ela [Safehaven] é apenas em seus aspectos mais estreitos e relativamente menos importantes de combater o capital inimigo. Em seus aspectos mais importantes está o uso dos países neutros como bases para manutenção de bens, talentos e pesquisa necessários para a conversão da Alemanha para uma base de guerra em uma data futura. A ocultação de jóias roubadas ou imagens, até mesmo se isto existe, é verdadeiramente importante do ponto de vista da retribuição dos crimes de guerra. Mas a presença de pessoal da I.G. Farben na Espanha, a expansão da produção da Siemens na Suécia, ou a presença de técnicos militares alemães na Argentina são de importância de muito mais longo alcance e constituem as mais difíceis atividades de Safehaven.”

Klaus tinha encontrado ser a situação na Espanha a mais problemática. Lá, o embaixador americano, Carlton Hayes, era completamente antipático às investigações da Operação Safehaven, embora a Espanha fosse o país mais prejudicial aos objetivos de Safehaven. De fato, o OSS tinha que operar na Espanha por Portugal devido ao embaixador, que identificaria para a polícia espanhola os agentes encobertos como agentes da inteligência. Hayes insistiu em censurar todas as mensagens que chegavam e saiam do OSS. Hayes até mesmo impediu que a Operação Safehaven transmitisse material durante um tempo. Hayes era definitivamente amigável para uma falha com o regime de Franco; contudo, é creditado a ele impedir que a Espanha se unisse ao Eixo. Uma tal aliança provavelmente nunca fez parte dos planos nazistas. Exatamente como Hitler reconheceu a necessidade de uma Suíça neutra para obter moeda estrangeira e lavar o ouro, os nazistas mais provavelmente reconheceram a necessidade de um porto neutro no Atlântico para receber os suprimentos. Um bom exemplo da dependência dos nazistas de um porto Atlântico neutro foi a importação de gasolina pela Espanha depois que Hitler invadiu a União Soviética.

Hayes estava ciente da importação de petróleo pela Espanha. Em 26 de fevereiro de 1943, ele comentou que os produtos de petróleo disponíveis na Espanha eram consideravelmente mais fáceis de se obter do que da Costa Leste dos EUA. Hayes revelou que a gasolina e produtos do petróleo disponíveis se igualavam a plena capacidade da frota de petroleiros da Espanha. Esta gasolina era fornecida por ninguém mais que a Standard Oil, de seus campos de petróleo na América do Sul. Isto também apresentou à administração Roosevelt uma caixa de Pandora de dilemas. Forçar a Standard a parar os embarques mais provavelmente teria resultado em que a Standard interrompesse o fornecimento de petróleo para os EUA. A um ponto da guerra, a Standard tinha ameaçado interromper o suprimento. Secundariamente, a resposta mais provável dos cidadãos americanos sofrendo pelo suprimento limitado da gasoina disponível por cartões de racionamento teria sido a rebelião contra o sistema de racionamento, ao saber que uma companhia americana estava suprindo os nazistas com o petróleo. Uma comoção similar seria esperada das tropas, muitas das quais eram convocadas para o serviço. Com as mãos do presidente eficazmente atadas, os embarques de petróleo para a Espanha continuaram. Se você é rico o suficiente, até mesmo a traição não é considerada um crime.

Como originalmente proposto, Safehaven era para ser inteiramente operada pela FEA, com a orientação do Departamento do Tesouro do lado financeiro e informativo e orientação do Departamento de Estado sobre o estbelecimento da política por outro lado. Contudo, a intensa rivalidade ente os Departamentos de Estado e do Tesouro e as diferenças com os britânicos enfraqueceram o papel da FEA. A Resolução VI da Conferência de Breton Woods deu a Safehaven a firme base lagal. A resolução se baseava nas propostas francesas e polonesas sobre bloquear os fundos nos países neutros para evitar que os nazistas usassem os bens saqueados. Em 2 de dezembro, os Deparatemento do Tesouro e do Estado com a FEA concordaram com os papéis das agências participantes. Cada agência recebeu alguma medida de liberdade operacional individual. Todos os dados e inteligência eram para serem centralizados em Londres.

No outono de 1944, o debate de longa duração sobre o tratamento dos neutros se elevou entre a FEA e o Departamento de Estado. A FEA queria manter os controles no lugar enquanto o Departamento de Estado queria levantar o bloqueio econômico depois do fim das hostilidades. Por esta vez, o Departamento de Estado tinha a voz mais forte na operação de Safehaven. Em outubro de 1944, Morgenthau, o Secretário do Tesouro, Joseph O’Connell, o Conselheiro Geral para o Tesouro e Harry Dexter White, Diretor de Pesquisa Montária para o Departamento do Tesouro, concordaram que agentes treinados do Tesouro deviam ser despachados para suplementar a equipe das embaixadas nos países neutros.

Em 6 de dezembro de 1944, o Departamento de Estado divulgou sua há muito esperada Instrução Circular para as Missões dos EUA sobre assuntos da Safehaven. A divulgação da Circular marcou o início das fases politica e diplomática da Operação Safehaven sob o Departamento de Estado.

Coletar dados e avaliar os dados estavam grandemente confinados ao OSS. Dentro do OSS, Safehaven foi confinada às divisões SI (Inteligência Secreta) e X2 (contra-inteligência). X2 frequentemente desempenhou um papel dominante dentro do OSS, especialmente com os mais importantes neutros da Suíça, Portugal e Espanha. X2 estava particularmente envolvida no esforço de transferir os bens saqueados para países estrangeiros. Para o OSS, isto significava pouco mais que um redirecionamento de suas operações de inteligência para obter dados econômicos. A cooperação entre o OSS e Safehaven foi uma de base informal até 30 de novembro de 1944. No fim de novembro, instruções enviadas a todas as estações do OSS detalhavam a exigência de inteligência a ser gerada para o programa Safehaven. Em substância, Safehaven estava indo nas costas das já ativas operações do OSS.

Sob certas condições, é dificilmente surpreendente que Safehaven fosse dependente das personalidades dos vários chefes das estações do OSS. Como já foi mencionado, a operação do OSS na Espanha estava comprometida por causa do embaixador. Na Suíça, Allen Dulles era o chefe da estação. Dulles já tinha sido esposto por um operação anterior em um programa conjunto com os britânicos de espionar americanos e era suspeito de sersimpático à causa nazista. Dulles tinha sido enviado deliberadamente à Suíça onde ele teria a maior tentação de ajudar seus clientes. Pelo tempo em que Dulles tinha alcançado Berna, ele estava ciente que estava sendo observado. Dulles sabia que estava incapaz de usar os canais oficiais para ajudar seus clientes nos EUA. Assim,Dulles usou suas ligações com o Vaticano para ajudar os nazistas e os correios do Vaticano a ajudarem seus cientes na América, já que os correios do Vaticano tinham imunidade diplomática. O Vaticano prontamente concordou em ajudar Dulles no zelo deles de reconquistar seus próprios bens na Alemanha e adiantar sua fanática filosofia anti-comunista.

Arquivos desclassificados mostram que o bispo esloveno, Gregory Rozman, estava tentando arranjar a transferência de enormes quantidades de ouro controlado pelos nazistas e moeda ocidental que tinha sido discretamente colocada nos bancos suíços durante a guerra. O bispo tinha sido enviado a Berna com a ajuda de amigos de Dulles dentro do serviço de inteligência. Por uns poucos meses, os Aliados tiveram sucesso em evitar que Rozman recebesse os fundos. Então repentinamente, Rozman tinha os fundos de seus amigos nazistas residindo na Argentina. Dulles tinha reparado isto. Esta ação pode ser apenas a ponta do iceberg. Em 1945, o Departamento do Tesouro dos EUA acusou Dulles de lavagem de fundos para o Banco Nazista da Hungria para a Suíça. Acusações similares foram feitas contra o agente de Dulles, Hans Bernd Gisevius, que tinha trabalhado como um agente do OSS enquanto servia ao Reichsbank. O Departamento de Estado rapidamente tomou o caso do Tesouro, depois do que a investigação foi silenciada e caiu rapidamente. Gisevius pode também ter estado envolvido nas rotas de escape para os criminosos nazistas de guerra.

De fato, a carreira de Dulles em Berna durante a Segunda Guerra Mundial é marcada por vários casos de lavagem de dinheiro. Depois que os nazistas avisaram Dulles que os códigos suíços haviam sido quebrados, Dulles mudou sua operação para Bancos da Bélgica, Luxemburgo e Liechtenstein, usando uma rota indireta pelo Japão auxiliado pelos correios do Vaticano. Depois do fim da guerra todos os bancos nestes países se recusaram a permitir que investigadores aliados olhassem os livros deles. Um dos truques mais sujos de Dulles pode ter sido um esforço para ganhar mais tempo para mover o ouro nazista pela Suíça. Um ex oficial de inteligência do Bloco Oriental tem confirmado que Dulles avisou os nazistas que o código japonês havia sido quebrado em um tempo crucial. Logo depois do aviso aos nazistas, as SS subitamente disseram ao Alto Comando para usar um código de segurança mais apertado e parar de usar o rádio. Eles subitamente pararam de usar o  Ultra e mudaram para os correios. Por uma vez, os Aliados não tinham informação do plano alemão de batalha. Isto mais provavelmente explica como os alemães foram capazes de lançar a Batalha do Bulge como uma completa surpresa.

Dulles e seus camaradas certamente exerciam uma grande quantidade de influência para assegurar que investimentos americanos na Alemanha nazista não fossem tomados pelas repartições. Na Suíça, as SS tinham comprado uma grande quantidade de ações em corporações americanas e lavado o dinheiro delas pelos bancos Chase e Corn Exchange. Até mesmo mais abrasado foi o caso dos clippers da Pan Am contratados pela W.R. Grace Corporation para transportar pedras preciosas nazistas, moeda, ações e garantias para a América do Sul. As operações eram produtos da lavagem de dinheiro de Dulles. Vários oficiais americanos prontamente admitem que grande parte do ouro nazista nunca foi entregue a eles. Um oficial admite ter estado em uma enorme caverna cheia de ouro, pedras preciosas e moeda que nunca apareceram nos arquivos americanos.

Dulles tinha sido um apoiador da Alemanha por um longo tempo e ele via a Alemanha como uma antepara contra os Soviéticos. O jovem Ten. William Casey foi um outro agente do OSS que partilhava da opinião de Dulles de uma antepara alemã. Casey serviu na divisão SI na França e Países Baixos depois que eles foram recapturados. Em um relatório de Paris, Casey escreveu que Safehaven era um campo valioso de disciplina, especialmente por causa da potencial alavancagem com os círculos financeiros alemães etc, no futuro. Depois da guerra, Casey entrou em uma carreira em Wall Street antes de se tornar diretor da CIA sob Reagan.

Em 1946, os homens de Dulles simplesmente trocaram seus uniformes do OSS e se tornaram a Unidade de Serviços Estratégicos do Departamento de Guerra dos EUA. Algumas vezes eles eram o Destacamento do Departamento da Guerra e outras a Unidade de Disposição de Documentos. De fato, havia duas facções deixadas pelo OSS. Uma, a facção liberal recebia ordens do Presidente e a outra estava sob o controle de Dulles. Esta última facção estava esperando uma vitória conservadora por Dewey para que eles pudessem desencadear seu exército emigrado contra os soviéticos. Dulles tinham um aliado secreto na IV Região ao redor de Munique, onde o Corpo de Contra-Inteligência (CIC) estava ajudando a recrutar ex nazistas.

Dado a estreita associação de Dulles com os industrialistas alemães, ele não estava disposto a dar atenção a Safehaven como Washington esperava. Em novembro de 1944, com os Aliados agora no controle da França, uma rota por terra para a Suiça tinha sido restabelecida, o que tornou possível enviar um agente X2 para ajudar a dirigir o programa Safehaven lá. Por abril de 1945, X2 em Berna tinha desenterrado uma grande quantidade de informação sobre os negócios nazistas. Incluídos nestes negócios:

Ouro e garantias saqueados da Europa e recebidos por certos bancos suíços.

Fundos adicionais do Deutsche Verkehrs-Kreditbank de Karlsruhe para Basel.

Ações e garantias mantidas em Zurique por firmas particulares pelo partido nazista.

Tesouros de francos suíços creditados a contas particulares em vários bancos suíços.

Dinheiro e propriedade mantida em Liechtenstein.

Mais de dois milhões de francos mantidos pelo Reichsbank na Suíça.

45 milhões de Reichsmarks mantidos em contas encobertas em banco suíço.

Uma tal informação reunida em menos de quatro meses pelo agente do X2 somente confirma a informação que ter submergido sobre os anos que Dulles estava trabalhando bastante para os nazistas esconderem seu saque, especialmente considerando que Dulles era amigo do Diretor Americano do Banco para Assentamentos Internacionacionais e principais oficiais de bancos nazistas.

Depois da investigação sobre sua lavagem de dinheiro, Dulles pediu demissão do OSS e voltou a New York. Ele então procurou Thomas McKittrick, o ex chefe do Banco Internacional de Assentamentos. Os nazistas tinham movido uma grande quantidade de seus bens da Suíça para a Argentina. Dulles logo foi trabalhar para um surpreendente número de clientes argentinos. Dulles e Donovan concordaram que cada esforço deveria ser feito para sabotar Truman e os liberais. Para este fim, Dulles enganou Donovan para servir na diretoria da Corporação de Comércio Mundial da qual Dulles era o advogado. O dinheiro nazista fluiu em um círculo da Alemanha para o Vaticano e então para a Argentina e de volta para a Alemanha. A economia da Argentina floresceu pelo influxo do dinheiro nazista. O chamado milagre econômico da década de 1950 veio do mesmo dinheiro que os nazistas saquearam da Europa na década de 1940.

Desde o início, Safehaven era um projeto ambicioso com várias metas além de seu objetivo imediato de forçar os países neutros a pararem de comerciar com os nazistas. As metas secundárias de Safehaven estão listadas abaixo: .

Restrigir a penetração econômica alemã fora das fronteiras do Reich.

Evitar que a Alemanha sequestrasse bens em países neutros.

Assegurar que os bens alemães estariam disponíveis para reparações pós-guerra e para reconstruir a Europa.

Evitar a escapada daqueles membros da elite regente nazista que já tinha sido marcada para os julgamentos dos crimes de guerra.

Embora Safehaven fosse um programa grande e ambicioso, ele foi terrivelmente falto de pessoal. Até a rendição dos nazistas em maio de 1944, os agentes do SI designados para Safehaven tinham que se concentrar em informação estratégica antes de devotarem qualquer tempo a Safehaven. Agentes bem treinados adicionais simplesmente não estavam disponíveis. Secundariamente, Safehaven foi pragueada desde o início com a longa rivalidade entre os Departamentos do Tesouro e do Estado e em menor extensão pela hesitação britânica em empregar medidas rígidas. Finalmente, o sucesso da Operação Safehaven foi proporcional à voluntariedade dos países neutros em cumprirem as demandas dos aliados de pararem de comerciar com os nazistas. Finalmente,as operações de Safehaven foram frequentemente [durante a guerra e especialmente pelo fim do guerra] deixadas nas mãos do CIC, o Corpo de Contra-Inteligência, ou do CID, a Divisão de Investigação Criminal dos militares. Quando as tropas de Patton se levantaram em Dachua, não havia oficiais disponíveis para prenderem os remanescentes guardas SS e eles simplesmente foram embora sem serem molestados.

Parte 3: A Ação TERRA DO FOGO [Aktion Feuerland] de Bormann

O Ministério de Guerra Econômica (MEW) britânico estimou que o tesouro de Merkers era apenas 20% de todo o ouro mantido pela Alemanha. Em agosto de 1945, o Banco da Inglaterra estimou que lá haveria somente o suficiente em ouro disponível para 50% das queixas de restituição. Isto somente concluiu as queixas dos bancos centrais e não as queixas particulares. Para onde foi o resto de ouro? Até este dia, a CIA nega que os nazistas tivessem um plano de retorno a despeito dos capturados documentos nazistas mostrarem o contrário. Até mesmo membros do Congresso e em particular membros do Comitê Kilgore  estavam cientes dos planos nazistas para uma volta. Eles vieram de documentos capturados perto do fim da guerra. Para entender para onde foi o ouro desaparecido, precisamos olhar os planos de retorno dos nazistas.

Definitivamente os nazistas tinham planos organizados para um retorno. No centro do plano estava Martin Bormann, o Reichsleiter. Bormann tinha subido nos escalões para Secretário do Partido, o  posto número dois na hierarquia nazista. Hitler tinha confiado a Bormann assegurar que o Reich seria capaz de programar um retorno, uma vez as hostilidades cessassem. O encontro na Casa Vermelha foi o início do esforço de Bormann de expandir seu plano para incluir industriais e oficiais de alto escalão. O encontro tinha sido resultado de uma ordem de Bormann. Contudo, Bormann não compareceu ao encontro. O Departamento do Tesuro tinha uma transcrição do encontro de um documento capturado. O agente SS que conduziu o encontro disse ao grupo que todo material industrial era para ser imediatamente evacuado para Alemanha imediatamente; admitindo que a batalha pela França estava perdida. Ele também assegurou que a ‘Lei da Traição Contra a Nação’ sobre troca estrangeira foi repelida. Em uma conferência menor naquele anoitecer, o Dr. Bosse do Ministerio Alemão de Armamentos indicou que o governo nazista tornaria enormes somas disponíveis para os industriais para ajudar a assegurar bases em países estrangeiros. O Dr. Bosse aconselhou os industriais que dois bancos principais podia ser usados para a exportação do capital: Schweizerische Kreditanstalt de Zurique e o Basler Handelsbank. Ele também aconselhou os industriais de ocultações suíças que comprariam propriedade suíça por uma comissão de 5%. Um mês mais tarde, Bormann supendeu a politica da terra queimada de Hitler para preservar a base industrial da Alemanha.

Bormann sabia que os nazistas haviam perdido a guerra desde que os Aliados desembarcaram na Normandia no Dia D. Ele se concedeu nove meses para colocar em operação seu programa de fuga de capitais e encontrar um paraíso seguro para os bens líquidos dos nazistas. Essencialmente, a área da Alsácia e Lorena serviria como um microcosmos para seus planos. Os alemães possuiam o interesse controlador em muitos bancos franceses na área. Uma propriedde majoritária alemã também controlava muitas das fábricas. Em essência, Bormann confiaria na camuflagem para ocultar as corporações alemãs. Bormann era amigo íntimo de Schmitz, um diretor da I.G Farben e estudou o método da I.G.de camuflagem extensamente. Bormann classificou seus registros e então os embarcou para a Argentina via Espanha. Bormann começou sua fuga de capital, já tendo controle da Auslands-Organisation e da I.G. Verbindungsmanner. Ambas as organizações colocaram espiões em países estrangeiros disfarçados como técnicos e diretores de corporações alemãs.

Por este tempo, estava acontecendo a Batalha do Bulge; Bormann já tinha sido muito bem sucedido em mover bens para fora da Alemanha. Em 1938, o número de registro de patentes para companhias alemãs era 1.618, mas depois do encontro da Casa Vermelha ele subiu para 3.377. Bormann tinha também criado um sistema de dois preços com os parceiros de comércio da Alemanha. Nele, o preço era clareado ou estabelecido no fim do dia bancário, o preço superior era retido nos livros do importador neutro. A diferença era acumulada em uma conta alemã, e se tornava a fuga do capital no depósito. Sob este sistema, Bomann reuniu por volta de 18 milhões de coroas e 12 milhões de liras turcas. As folhas de balanço na Suécia mostravam que Bormann adquiriu sete minas na Suécia central. Bormann criou 750 novas corporações. As corporações eram espalhadas através do globo e representavam uma ampla distribuição de atividade econômica de companhias de aço, químicos e elétricas. As firmas foram localizadas como se segue: 58 em Portugal, 112 na Espanha, 233 na Suécia, 234 na Suiça, 35 na Turquia e 98 na Argentina. Todas as companhias criadas por Bormann publicaram garantias ao portador, assim a propriedade real era impossível de ser estabelecida.

Bormann tinha vários meios de dispersar os bens nazistas. Ele usou as malas diplomáticas do ministro do exterior alemão, von Ribbentrop, para enviar ouro, diamantes, ações e garantias para a Suécia duas vezes por mês. Um padrão similar foi utilizado para embarcar mais valores para a América do Sul. Além do projeto “Aktion Feuerland” de Bormann, Bormann permitiu que outros nazistas transferissem seus próprios valores pelos mesmos canais.

Na Turquia, os bancos Deutsche Istanbul e Deusche Orient tiveram permissão para reterem todos os seus ganhos ao invés de envia-los de volta para Berlim. Os ganhos eram meros itens de escrita que estavam prontos para serem transferidos para qualquer lugar no mundo.

Em 1941, os investimentos alemães nas corporações dos EUA mantinham uma maioria de votos em 170 corporações e uma propriedade minoritária em outras 108 corporações americanas. Muitas destas corporações eram parte do cartel da I.G. Farben. Adicionalmente, as corporações americanas tinham investimentos na Alemanha totalizando 420 milhões de dólares. Com seu programa para a fuga de capital bem em seu caminho, Bormann deu permissão aos nazistas para mais uma vez comprarem ações americanas.

A compra das ações americanas era geralmente feita por meio de um país neutro, tipicamente a Suíça ou a Argentina. Dos fundos de troca estrangeira dos depósitos na Suíça e na Argentina, grandes depósitos de demanda foram colocados em bancos tais de New York National City, Chase, Manufacturers Hanover, Morgan Guaranty e Irving Trust. Os relatórios de Manning dizem que mais de 5 bilhões de dólares de ações americanas foram compradas de tal maneira. Estes mesmos bancos eram ativos em apoiar a Alemanha. Além disso, cada maior corporação nazista transferiu bens e pessoal para as subsidiárias estrangeiras.

Os EUA e a Bretanha nunca puderam completamente captar a extensão da fuga de capital nazista. John Pehle fornece um interessante insight do porque os EUA foram incapazes de parar Bormann e seu movimento dos bens nazistas para os países neutros. Pehle foi o diretor original do Controle de Fundos Estrangeiros. O raciocínio de Pehle é dado abaixo:

“Em 1944, a ênfase em Washington mudou dos controles fiscais no exterior para a assistência aos judeus refugiados de guerra. Sob ordem presidencial, tornei-me o diretor executivo da Diretoria de Refugiados de Guerra em janeiro de 1944. Orvis Schmidt tornou-se o diretor do Controle de Fundos Estrangeiros. Algum poder pessoal que ele tinha foi transferido, e enquanto os alemães evidentemente estavam fazendo o melhor possível para evitar a tomada Aliada dos bens, nós estávamos fazendo o melhor possível para retirar o máximo de judeus da Europa”.

A explicação de Pehle parece abertamente simples. Pessoal adicional teria sido útil e mais poderia ter sido realizado. Contudo, o problema real era o apodrecimento e a corrupção dentro dos EUA. Os líderes das maiores corporações da América eram todos simpáticos aos nazistas e quase todos eles tinham investido pesadamente na Alemanha nazista. Além disso, havia muitos no Congresso que simpatizavam com a causa nazista. O humor no Congresso era um de ‘traga os garotos para casa e vamos aos negócios”. Quando Orvis Schmidt testemunhou diante do congresso a extensão da infiltração nazista nos países neutros antes do fim do guerra, isto caiu em ouvidos surdos. Um trecho de seu testemunho é dado abaixo:

“O perigo não reside tanto no fato de que os gigantes industriais alemães tenham perfurado como uma colméia os neutros, Turquia e Argentina, com ramos e afiliados que sabem como subverter seu interesse comercial em espionagem e demandas de sabotagem do governo deles. Contudo é importante e perigoso que muitos destes ramos, subsidiárias e afiliados nos neutros e grande parte do dinheiro, seguridades, patentes, contratos, trusts, empréstimos, companhias holding, ações ao portador e similares por pessoas  e companhias de fachada declarando nacionalidade neutra e toda a alegada proteção e privilégios que se elevam de tais identidades. O problema real é quebrar o véu de segredo e alcançar e eliminar a habilidade alemã de financiar uma outra guerra mundial. Devemos tornar inútil os aparelhos e ocultações que tem sido empregados para ocultar os bens alemães.”

Temos descoberto uma lista da I.G. Farben de suas próprias companhias domésticas e no exterior – uma lista secreta e de fato desconhecida – que nomeia mais de 700 companhias nas quais a I.G. Farben tem um interesse.”

A lista referida na citação não inclui as 750 companhias que Bormann criou. Depois da guerra Schmidt testemunhou novamente para o congresso:

“Eles estavam inclinados a estarem muito indignados. Sua atitude geral e expectativas eram a de que a guerra havia acabado e nós novamente deviamos auxilia-los para recuperar a I.G. Farben e a indústria alemã. Alguns deles tem abertamente dito que este questionamento e investigação era, na avaliação deles, um fenômeno de curta duração, porque tão logo as coisas ficassem um pouco assentadas, eles esperavam que os amigos deles nos EUA e na Inglaterra viessem. Os amigos deles, assim eles disseram, poriam uma parada em atividades tais como estas investigações e providenciariam que eles recebessem o tratamento que eles viam como apropriado e a ajuda seria dada a eles para ajudar a restabelecer a indústria deles.”

Aqui novamente vemos como o programa 4D foi sabotado. De fato, em cada país liberado houve uma grande relutância em perturbar a máquina do dinheiro e a indústria ligada a Alemanha por acordos de cartel. A presença alemã foi reduzida mas não eliminada. A propriedade oculta assegurou a continuidade para os nazistas. Até mesmo a Grande Duquesa, Charlotte de Luxemburgo, tinha suas próprias idéias. Ao voltar para casa do exílio, a Duquesa dispensou a equipe investigativa americana e ordenou que eles saissem do país. Em 26 de julho de 1945, o presidente do sub-comitê para assuntos militares do Senado dos EUA, Elbert D. Thomas, comentou sobre Luxemburgo. Um trecho dos comentários dele:

” Tínhamos uma missão em Luxemburgo que estava obtendo um pouco de informação sobre o cartel do aço até que a Grande Duquesa voltou. A informação foi então bloqueada de nós e a missão teve que se retirar com a informação que já tinha coletada. Havia muito que aprender sobre o modo pelo qual os pequenos Estados como Luxemburgo tinham sido usados pelos cartéis. O episódio sugere que alguns governantes, de quem temos sido amigos, podem ser esperados auxiliarem os cartelistas em seus esforços pós-guerra para recuperar a dominância.”

O que a Grande Duquesa tinha aprendido de seu ministro das finanças era simples. Não mexa com o cartel. Luxemburgo havia feito uma vasta soma de dinheiro e havia cada indicação que eles podiam fazer muito mais. Tudo que Luxemburgo precisava fazer era reajustar a propriedade das ações para agradar os Aliados. Amigos poderosos da organização Bormann tinham entendido o que estava em jogo e planejaram de acordo. Espalhado pelo globo em vários pontos de controle tais como Wall Street, Washington, Londres e Paris estava um grupo de banqueiros que estava bem ciente dos benefícios financeiros de cooperarem com o subterrâneo nazista.

Os planos nazistas repousavam no medo americano do comunismo. O livre empreendimento e os direitos de propriedade estavam para tomar o centro enquanto que a moralidade era convenientemente descartada como supérflua. Tal foi o caso nos votos de quatro para um da mesa de apelos para libertar Richard Freudenberg, o maior fabricante de sapatos da Alemanha. Freudenberg era um conselheiro econômico regional de Bormann e um fervoroso nazista. Ele estava na categoria de prisão automática. O embaixador Murphy expressou o argumento do livre empreendimento em seus comentários da defesa de Freudenberg. Este é o mesmo Murphy que fez parte do conselho de controle. Seus comentários:

“O que estamos fazendo aqui pela desnazificação não é uma simples revolução social. Se os russos querem bolchevizar seu lado do Elba, este é o negócio deles, mas não está em conformidade com os padrões americanos estar contra as bases da propriedade privada. Este homem é um industrial extremamente capaz, um tipo de Henry Ford.”

Em testemunho dado em Nuremberg, Herman Schmitz elogiou Bormann pela maneira pela qual ele espalhou os bens alemães ao redor do globo. De particular interese foi a opinião de Schmitz de que estava no estoque para os diretores da I.G Farben já que a guerra tinha acabado. A passagem segue abaixo.

“Podemos continuar. Temos um plano operacional. Contudo, não acredito que nossos membros na mesa serão detidos por muito tempo. Nem eu. Mas devemos ir por um procedimento de investigação antes de libertar e assim tenho sido dito por nosso pessoal N.W. que tem excelentes contactos em Washington.”

Esta última frase na citação acima, “que tem excelentes contactos em Washington,” deve ter estabelecido os sinos de alarme da equipe de acusação em Nuremberg. Aqui está a prova direta das pessoas no poder em Washington colaborando com uma parte integral da máquina de guerra nazista. Onde houve uma investigação de acompanhamento determinando quem eram estes contactos? Há razões pelas quais muitos arquivos da Segunda Guerra Mundial não tenham sido liberados. Além de revelar que os industriais e membros do Congresso mencionados nos artigos anteriores como traidores, tais arquivos revelariam muitos empregados de carreira do Departamento de Estado e da comunidade militar-inteligência como traidores.

Ao invés de ser investigado, como tanto outros líderes produtivos, isto foi derrubado. Esta atitude dos principais diretores da I.G. Farben foi típica. Eles sabiam antecipadamente que eles sofreriam apenas menores penalidades. Como nos lembrou George Seldes, há pessoas poderosas demais ou ricas demais para serem submetidas as nossas leis, até mesmo quando isto envolve traição. A informação de Schmitz estava ligeiramente errada no que 12 executivos da I.G. Farben foram julgados em Nuremberg. Schmitz recebeu uma sentença de quatro anos. Contudo, todas as sentenças foram mais tarde reduzidas para o tempo já cumprido e todos retornaram as suas posições anteriores.

A este ponto, precisamos voltar ao tesouro de  Merkers. Relatórios da inteligência desde 1940 indicam que os nazistas estavam acumulando uma fortuna de aproximadamente um bilhão de dólares em 1940 ou 10 bilhões de dólares nos dias de hoje. A descoberta do tesouro de Merkers criou um conjunto complexo de problemas. Primeiro, o achado era somente a metade do estimado tesouro nazista. Conquanto o tesouro de Merker fose o monte das propriedades do Reichsbank, havia adicional ouro e moeda deixada em Berlim. Segundo, dividir o tesouro apresentava uma miríade de problemas, que ainda permanece uma controvérsia  hoje.

Toda a problemática estava nas contas de Melmer e Max Heiliger. O interrogatório dos oficiais nazistas de banco logo revelou a natureza destas contas. Albert Thoms explicou que o botim tomado pela Wehrmacht foi diretamente para o Reichshauptkasse, ou Tesouro. Contudo, o Reichsbank manuseava exclusivamente o saque tomado pela Schutzstaffeln (SS). O banco primeiro creditava o saque a conta de Melmer. Depois que o banco tinha avaliado o valor, o Reichsbank creditava a quantia a conta de Heiliger. Somente cinco pessoas tinham acesso a conta de Heiliger: o presidente do Reichsbank Walter Funk, o vice-presidente do Reichsbank Emil Puhl, o tesoureiro chefe Kropf, o diretor Fronknecht, e Albert Thoms, Chefe do Departamento de Metais Preciosos. A conta das SS mantinha os ganhos advindos da operação Action Reinhardt que começou em 1943 para despir os prisioneiros dos campos de concentração sistematicamente de todas as moedas de ouro, jóias e roupas. Puhl ajudava nesta operação porque além de sua posição no Reichsbank ele também era o diretor do Banco Internacional de Assentamentos. Então ele estava em perfeita posição de agir como uma proteção internacional depois que a concentração do ouro era derretida em barras de ouro.

A conta de Melmer era indicativa que outras contas particulares podem existir. De fato muitos nazistas de alto escalão, de coronel para cima, tinham reunido seus próprios tesouros. Alguns destes tesouros particulares tais como aquele de Goering, eram tesouros substanciais por seu próprio direito, enquanto outros eram modestos. O valor total destes tesouros particulares é desconhecido, como o destino de muitos deles.

Houve achados adicionais na área de Merkers. Em uma outra mina, os aliados encontraram 400 toneladas de registros do Escritório Alemão de Patentes, registros suficientes para encherem 30 vagões ferroviários. Outros achados incluiram mais de dois milhões de livros, os registros do Alto Comando Alemão, e muito mais material.

Parta 4: A Corrupção se Apodera de Safehaven

Com a captura de Merkers, os Aliados estavam se aproximando rapidamente de Berlim. Na medida em que os aliados continuavam a avançar, os nazistas fizeram uma tentativa desesperada para salvar os remanecentes bens do Reichsbank ao move-los para o sul da Alemanha na área alpina. Muitos principais oficiais nazistas que estavam desesperados para se salvarem e também fugiram para esta região com suas próprias fortunas saqueadas.

Ernst Kaltenbrunner, Chefe do Escritorio Principal de Segurança do Reich, reuniu uma tal fortuna particular e a transportou para os Alpes Bavaros para se salvar e a sua fatídica fortuna. Somente um documento sobrevive sobre o conteúdo dos bens que Kaltenbrunner moveu para o sul. O conteúdo deste pequeno tesouro é listado abaixo:

50 caixotes de moedas de ouro e artigos de ouro [cada um pesando 100 libras]
2 milhões de dólares americanos
2 milhões de francos suiços
5 caixotes de diamantes e pedras preciosas
uma coleção de selos cujo valor era de 5 milhões de marcos de ouro
110 libras de barras de ouro

Goering também transportou seu tesouro particular para a região, incluindo uma grande coleção de vinhos vintage.

Os nazistas não embarcaram todo ouro e moeda de Berlim para Merkers; eles retiveram alguns fundos em Berlim para pagar as tropas e outras despesas. O embarque dos bens remanecentes do Reichsbank incluiu 730 barras de ouro e milhões em moedas de ouro. O valor do ouro era aproximadamente de 10 milhões. Adicionalmente, o embarque incluiu uma prodigiosa quantidade de papel moeda. Isto deixou remanenescentes 3.434.625 dólares em ouro em Berlim.

O tesouro era para ser embarcado para o sul em dois trens especiais, apelido Adler (que significa Águia) e Dohle (que significa Gralha). Devido ao rápido avanço aliado e cobertura aérea, os dois trens foram incapazes de irem diretamente para Munique. Em 16 de abril, depois de três dias, os trens estavam encalhados a aproximadamente dez milhas de  Pilsen, Checoslováquia. Lá, alguns tesouros foram carregados em caminhões para a jornada restante a Munique. Em 19 de abril, os trens estavam exatamente dentro da fronteira bavara e uma outra porção do tesouro foi novamente carregada em caminhões.

Em 19 de abril, o trem alcançou Peissenberg, aproximadamente a 50 milhas ao sul de Munique. Os planos eram esconder o ouro em uma mina de chumbo. Contudo a energia elétrica faltou e a mina estava se enchendo de água. A este ponto, é acreditado que a fortuna consistia no seguinte:

365 sacos contendo duas barras de ouro cada um
9 envelopes de registros
4 caixas de barras de ouro
2 sacos de moedas de ouro
6 caixotes de moedas dinamarquesas
94 sacos de dinheiro estrangeiro
34 placas de impressão e u suprimento de papel moeda

Funk foi chamado e ele decidiu que o tesouro deia se mover por caminhão para uma pequena cidade chamada Mittenwald.

Até mesmo depois que o embarque deixou Berlim, uma pequena quantidade do tesouro permaneceu no banco de Berlim. Ernst Kaltenbrunner tomou pela força das armas os bens renacescentes do  Reichsbank em Berlim e transportou para o sul. O SS General Josef Spacil, chefe do Office II realizou o roubo. As melhores estimativas de ouro e pedras preciosas são de um pouco mais de 9 milhões. Mais uma vez, o saque foi levado para o sul na mesma região geral do embarque prévio.

Spacil tinha reunido um enorme tesouro particular para ele mesmo. Nos dias finais, Spacil parcialmente o dividiu entre oficiais da Gestapo. Spacil deu a Otto Skorzeny: 50.000 francos de ouro, 10.000 coroas espanholas, 5.000 dólares, 5.000 francos suiços e 5 milhões de marcos do Reich. Skorzeny estava se escondendo no Tirol austríaco. Vale a pena dizer que o dinheiro dado a Skorzeny nunca foi recuperado. Depois que Skorzeny apareceu na Espanha, ele viveu magnificentemente e correu parte de sua rota de fuga de lá. Adicionalmente, ele se tornou um comerciante de armas. Durante a década de 1950, estava claro para a inteligência americana que Skorzeny tinha amplos fundos a sua disposição.

As autoridades americanas mais tarde fraudaram Spacil a entregar a elas um pequeno conteúdo de 19 sacos de moedas de ouro e barras de ouro de valor de 11.722 dolares e dinheiro moeda no valor de 160.179 dólares e 96.614 libras inglesas. Houve muitos outros tesouros particulares que terminaram na mesma área geral do sul da Alemanha.

Começando em 19 de abril de 1945, as equipes de Gold Rush estavam em plena operação. Coronel Berstein, Comandante Joel Fisher e o Ten. Herbert DuBois chefiavam as equipes. Albert Thoms, o chefe do Departamento de Metais Preciosos do Reichsbank e Emil Puhl, o vice presidente do Reichsbank, os auxiliaram. As equipes do Gold Rush encontraram vários tesouros. Em 26 de abril, o ramo do Reichsbank em Halle, eles encontraram 65 sacos de dinheiro estrangeiro, que incluia um milhão de dólares. Em Plauen eles encontraram 35 sacos de moedas de ouro, incluindo um milhão de francos suíços e um quarto de milhão de dólares de ouro. Em 27 de abril, eles descobriram a localização de 82 barras de ouro em Aue, que ainda estava pesadamente defendida. Em 28 de abril, eles localizaram mais 600 barras de prata e 500 caixotes de barras de prata. Esta prata era a inteira reserva de prata da Hungria. Em 29 de abril eles encontraram 82 barras de ouro em Eschwege. No dia seguinte eles encontraram 82 barras de ouro escondidas sob uma pilha de estrume em Coburg. Em 1o. de maio, eles encontraram 34 caixotes e dois sacos de ouro que não era do Reich em Nuremberg. Todos estes tesouros foram embarcados de volta para Frankfurt.

As tropas de combate e as equipes de ouro encontram esconderijos do tesouro saqueado, incluindo o famoso trem de ouro contendo os tesouros saqueados da Hungria. O valor total de todos os tesouros recuperados foi estimado em 500 milhões e incluia 350 milhões em ouro.

O ouro recuperado dos vários ramos do Reichsbank totalizou três milhões. Contudo, de interrogatórios e documentos capturados, as equipes do Gold Rush sabiam que os ramos do Reichsbank tinham contido mais de 17 milhões de dólares de ouro. Aproximadamente três milhões tinham sido capturados pelos russos em Berlim. O remanescente tinha sido embarcado para o sul da Alemanha. No início de maio, Bernstein tinha que voltar para Washington para discussões com o Presidente Truman sobre o programa de descartelização, pelo qual ele também era responsável. O Ten. DuBois então ficou a cargo dos esforços de recuperação no sul da Alemanha.

Os Aliados não recuperariam qualquer ouro no sul da Alemanha até 7 de junho. Um destacamento chefiado pelo Major William Geiler (mais tarde na justica da Suprema Corte de New York) recuperou 728 barras de ouro. Diferente do mito que rodeia esta descoberta, estas barras foram embarcadas para Frankfurt e apropriadamente inventariadas. É geralmente confundido com a recuperação do ouro pelo Sargento Singleton. Singleton tinha recuperado um acúmulo de ouro descrito como sendo de três pés de altura e aproximadamente três pés de largura. Este ouro foi apropriadamente enviado para Munique mas nunca alcançou Frankfurt.

Robert Kempner, o promotor chefe para o julgamento dos diplomatas nazistas expressou em uma carta a Perry Lankhuff da divisão política do governo militar muitos dos problemas que praguearam a completa recuperação do ouro nazista. A carta aparece abaixo:

“No curso de nosso julgamento contra os diplomatas nazistas que apenas tinha acabado de ser concluido, foi trazido a luz que o Escritório do Exterior Alemão tinha – além de outros fundos em ouro – um especial fundo de ouro Ribbentrop, em barras de ouro, pesando aproximadamente 15 toneladas. Narrativas de líderes e de jornais de vários países no Hemisfério Ocidental indicam que o ouro não recuperado do Escritório do Exterior, ainda está a trabalho para propósitos anti-americanos. Grandes números de antigos diplomatas alemães que estavam relacionados ao Escritório do Exterior ainda estão em países esrtangeiros, isto é, Espanha, Itália, Irlanda, Argentina, Suécia e Suíça, vivendo de recursos desconhecidos.

Deve ser notado que além de outros antigos diplomatas alemães, um cunhado de Ribbentrop está vivendo na Suíça e ao menos outros dois funcionários de Escritório do Exterior Alemão que lidavam com os assuntos do ouro alemão.

Além das 15 toneladas, aproximadamente 11 toneladas do ouro do Escritório do Exterior de   Ribbentrop foi apressadamente removido de Berlim em 1945:

1. 6.5 toneladas do Casde Fuschl de Ribbentrop na Áustria (agora zona americana da Áustria). A maior parte desta consignação alegadamente foi entregue a tropas americanas nas vizinhanças de  Fuschl. Contudo funcionários do Escritório do Exterior Alemão afirmaram aqui em Nurenberg que a quantidade alegadamente devolvida era menor que a quantidade que foi embarcada para Fuschl.

2. 2 toneladas para Schleswig-Holstein na zona britânica alegadamente foram entregues aos britânicos.

3. 3 toneladas para o sul da Alemanha nas costas do Lago Konstanze, uma área que naquele tempo estava em mãos americanas. Fora da última quantidade, 2/3 de uma tonelada foram trazidos para Berna, Suíça, nos dias finais da guerra. Isto foi feito na presença do filho do antigo Ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha, von Neurath, que segundo notícias de jornais, chegou um pouco tempo depois na Argentina.

Aproximadamente quatro toneladas foram enviadas entre 1943 e 1945 para embaixadas alemãs, notavelmente para Madri, Espanha (uma tonelada), para Estocolmo, Suécia (meia tonelada), para Berna, Suíça (3/4 de tonelada), para Ancara, Turquia (aproximadamente uma tonelada), para Lisboa, Portugal (uma quantidade desconhecida).

Já que entrevistei várias centenas de diplomatas alemães, incluindo embaixadores, ministros, e pessoal fiscal e administrador, sei que a soma que fiz acima é altamente confiável.

Mas até onde sei, nunca qualquer exame foi feito se o ouro desta quantidade foi recuperado ou se a quantidade de ouro do Escritório do Exterior foi devolvida pelo pessoal alemão do serviço no exterior para as autoridades Aliadas no fim da guerra, com as somas indicadas pela minha investigação.

Durante o julgamento, tenho de tempos em tempos ressaltado o perigo e o problema deste ouro desaparecido, mas ninguém ainda abordou o problema, e com minha pesada carga de trabalho nos julgamentos em Nuremberg, não pude devotar muito tempo a isto, já que não há crime de guerra envolvido. Sinto muito fortemente que este projeto do ouro não deve ser negligenciado para depois nestes tempos críticos, no qual uma grande quantidade de ouro não controlado constitui uma força para o mal e má conduta nas mãos de oportunistas inescrupulosos trabalhando estreitamente juntos e localizados em muitos países pelo mundo. ”

A única certeza sobre o ouro de Ribbentrop é que um pouco mais de quatro toneladas foram recuperados. As 6.5 tonelaadas alegadamente recuperadas do castelo de Ribbentrop parecem ter desaparecido, já que não há registros no Depositório das Trocas Federais. Segundo os registros de julgamento de Wilhelmstrasse, uma grande parte deste ouro foi entregue ao Terceiro ou Sétimo Exército em 15 de junho de 1945. Contudo, os livros da ocupação aliada não mostram traços deste ouro, que valeria 108 milhões hoje. Kempner continuou a procurar o ouro desaparecido. Em 1950 ele fez lobby no Congresso para olhar a matéria. O Congresso foi incapaz de encontrar nova informação.

O desaparecimento de vários tesouros recuperados no Sul da Alemanha foram todos consequências comuns demais. Uma pilha de papel moeda foi recupreada dos jardins de von Bluechers. O único documento desta recuperação é um recibo mau datilografado que Luder e Hubert von Bluecher exigiram antes de entregar o dinheiro ao Capitão Fred Neumann. O recibo reconhece que os von Bluechers entregaram ao exército americano $404.840 dólares e 405 libras inglesas. O Capitão Neumann e os von Bluechers foram suspeitos de envolvimento no dinheiro desaparecido. Contudo, com documentos recentemente liberados dos arquivos do governo, agora é óbvio que este desaparecimento do dinheiro recuperado foi parte de um problema muito maior e limpou Neumann e os von Bluechers.

Parte do problema residiu na rivalidade entre o Exército e as agência militares do governo e a falta de coordenação entre elas. A CID [Divisão de Investigação Criminal] era principalmente responsável pelo Exército. Contudo, o  CIC (Corpo de Contra Inteligência) era principalmente responsável pelo governo militar. A recuperação do ouro nazista envolveu ambos os grupos. Sobretudo, a estrututura de ambos, do governo militar e do Exército, era vertical e a comunicação do alto para os níveis inferiores era na melhor das hipóteses vacilante. Muitos comandantes do governo militar se consideravam  serem agentes livres e ignoravam as diretivas de cima. Complicando o problema estava a alta rotação do pessoal e os contratos limitados que o governo militar podia oferecer. O governo militar estava limitado a publicar contratos somente por um ano e restrito ao pagamento máximo de 10 mil dólares por ano.

Inicialmente, o CID teve a responsabilidade de investigar o tesouro do Reichsbank. No fim da guerra o CID estava cheio de homens contando os dias antes de voltarem para casa. A maioria tinha sido recrutado de unidades policiais militares. Os exames do background dos novos recrutas frequentemente faltavam. Vários foram encontrados terem registros criminais enquanto outros foram descobertos serem desacreditados oficiais de polícia. O CID dispensava estes recrutas logo que eles eram descobertos.

Ultimamente, todas as unidades do CID estiveram sob o Command Provost Marshal, Brigadeiro General George H. (pappy) Weems. Weems era um oficial de West Point e seu ramo básico de serviço era a cavalaria. Aparentemente, Weems não era capaz de manter e fazer uma mudança da cavalaria para as divisões blindadas. Antes de sua transferência para a Alemanha, Weems tinha sido o chefe da missão militar na Hungria. Completamente ausente em seu background estava qualquer passado em trabalho policial ou investigativo. Também aparente foi que Weems parecia ter sofrido de algum derrame médio. Ele andava com uma bengala e tinha falhas de memória, perdia a capacidade de entender qualquer coisa de natureza complexa. O general também sofria de um déficit na audição e era conhecido por publicar ordens ultrajantes e ter ataques de choro. Weems tinha uma estranha obsessão por máquinas de escrever. Qualquer caso envolvendo uma máquina de escrever relatada roubada ou perdida tinha que ser levado a sua atenção pessoal. Em resumo, Weems estava senil, mais provavelmente como resultado de um derrame médio.

Não foi senão em setembro de 1947 que o Tenente Coronel William Karp substituiu Weems. Obviamente a CID estava deficiente do topo para baixo devido a designação inapropriada de Weems. Exatamente como no programa 4Ds estava tamponado por uma falta de poder humano e treinamento, o CID estava tamponado com os mesmos problemas. Isto não se aplica as equipes iniciais de busca do ouro de Bernstein que fizeram um trabalho admirável. Contudo, estas equipes foram desmanteladas logo depois que a guerra terminou [a maioria das equipes iniciais foi desmantelada em junho]. Como Weems veio a ser designado para este posto e aqueles responsáveis, deve fazer uma interessante leitura e é deixado para futuros pesquisadores.

Os problemas também praguearam o CIC. O CIC foi enredado em uma luta interna entre agentes. Muitos dos agentes eram judeus nascidos na Alemanha. Estes agentes se dividiram em dois grupos. Um grupo considerava a Alemanha como sua casa e trabalhava duro para desenraizar o nazismo e voltar a Alemanha para um Estado democrático. O outro grupo, principalmente da Europa Oriental, somente considerava a Alemanha como um passo em seu caminho para o Estado de Israel. Outros agentes do CIC eram a primeira geração de poloneses, checos e outros de origem no leste europeu. Tais agentes levavam a lealdades divididas, stress internos e até mesmo alianças ilegais alcançando fora do CIC. Até longe, a unidade CID era muito mais profissional com o CIC frequentemente descrito pelos agentes do CIC como um grupo de brutamontes.

Começando em junho de 1945, e até 1947, isto foi um triste estado de coisas atrasando o caso Garmisch , no qual o ouro foi recuperado e então perdido. O CID era abertamente compartimentalizado sem objetivos claros, sem direção, sem coordenação e mais importantemente, sem base de dados centralizada. Em resumo, o CID permitiu que várias unidades errassem gravemente no escuro para seguir suas próprias metas individuais. O caso foi complicado pelo fato que ninguém sabia exatamente quanto ouro e moeda tinha desaparecido. Levaria um outro ano antes que o Depositório de Troca Federal descobrisse que sua conta no Reichsbank estava menor em dois milhões de dólares. Somente recentemente, com a divulgação de documentos anteriormente classificados, alguém pode começar a entender o desaparecimento do ouro e moeda recuperados. Os registros mostram que os fundos recuperados foram depositados no Banco Central da Terra em Munique. Lá o ouro e o dinheiro parecem ter desaparecido.

O que os registros agora mostram é que nenhuma das recuperações na área ao redor de Garmisch até mesmo alcançou o Depositório de Troca Federal. As várias autoridades americanas na cadeia de Garmisch a Frankfurt estavam todas familiarizadas com os procedimentos de transferência de fundos. Os fundos alcançariam Munique e de lá desapareceram. Depois de uma busca exaustiva, os autores Ian Sayer e Douglas Botting concluiram que 432.985.013 dólares do Reichsbank nunca foram contabilizados. Notavelmente,  incluídos estavam diamantes, seguridades e moedas dadas a Otto Skorzeny pelo SS General Spacil totalizando $9.131.000 dólares dos quais apenas 492.401 dólares foram recuperados.  Em um caso, o Major Roger Rawley recuperou oito milhões de dólares em papel moeda e o entregou ao Major Kenneth McIntyre. De lá, os fundos desapareceram

A seguir o colapso da Alemanha para os Aliados, a economia caiu no mercado negro com cigarros como o meio preferido de troca. Um cigarro Camel valia mais que o dobro de um dia de pagamento para um alemão contratado para limpar destroços. De início, o General Clay, parecia inconsciente do mercado negro, mas quando o CID relatou a ele que o mercado negro era uma ameaça à segurança, Clay tomou todas as medidas para encobrir isto. Os americanos voluntariamente se engajaram no mercado negro todo o caminho até o topo e incluiu a esposa de Clay, que relatadamente era muito ativa no mercado negro. A Aduana dos EUA, o Distrito da Flórida tornou mais difícil para o General Clay encobrir o mercado negro depois que eles enviaram uma queixa, listando os pousos do avião pessoal de Clay na área de Miami. Em cada caso, o piloto relatou o pouso como uma missão classificada, assim contornando a Aduana. Contudo, estava claro que ele estava apenas tomando a queda para alguém mais.

Muitos americanos tentaram atingir a rica economia do mercado negro, mas falharam. Contudo, o número daqueles que tiveram sucesso vieram predominantemente do Escritório do Governo Militar na Bavaria. O chefe da Divisão Financeira em Munique era o Coronel Lord e seu ajudante o Major McCarthy para controle da proriedade. Ambos indivíduos figuram proeminentemente no desaparecimento do ouro e da moeda uma vez que eles chegavam a Munique. Uma vez o ouro de Garmisch foi entregue as autoridades apropriadas em Munique, somente McCarthy e Lord teriam acesso a isto. Um investigador americano tabém acusou McCarthy de ter uma mão no comércio de drogas em e ao redor de Garmisch e Munique.

A extensão da corrupção do governo militar é melhor revelada na seuinte passagem do Ten. Kulka. Kulka era um ajudante do Coronel Smith e eles foram designados para investigar a corrupção na área de Garmisch e Munique. Kulka tinha sido enviado a uma casa civil convertida em Escritórios dos Solteiros Americanos em um relato de que um jovem oficial estava partilhando seu quarto com sua namorada, uma baronesa, o que era extritamente proibido.  A governanta confundiu Kulka como um mensageiro e deu a ele uma maleta.

” Ela me olhou e disse, “Oh, você deve ser o jovem que veio buscar a maleta com os papéis para a Suíça”. Eu disse, “suponho que sim”. Ela disse, “oh, sim, o tenente me disse que você estava vindo para pegar isto e que você é um jovem piloto” Então eu disse, “sim.” A dama voltou e me entregou a maleta e uma grande caixa anexada, que tinha sido lacrada com o selo diplomático. Então, eu os peguei e sai apressadamente. Levei-os para meu quarto e para minha surpresa encontrei a caixa cheia de libras britânicas e também jóias. Descobri que a maleta estava cheia com aproximadmente dez pastas que continham colunas muito bem escritas de nomes de pessoas com data e seu escalão, a localização delas e as somas de dinheiro – todas as instruções e registros de como o dinheiro tinha sido transportado através da fronteira. Imediatamente fui ao Coronel Smith e ele ficou extremamente interessado. Fomos pela papelada e descobrimos um número de nomes importantes, inclusive um número de coronéis dos quartéis generais. A única coisa que eles tinham em comum é que todos eles pertenciam a unidades que tinham por uma vez ou outra controlado a travessia da fronteira para a Suíça – polícia militar, agências militares do governo e o CIC.”

Em meados de julho de 1947, Coronel Smith tinha completado sua investigação preliminar e prencheu seu relato para o General Clay. O relatório ressaltou que havia evidência suficiente para garantir uma investigação em escala completa. O General Clay divulgou uma ordem para aquele efeito. Smith, temendo por sua vida, imediatamente pediu transferência. Imediatamente depois, o governador militar e o comandante do posto de Garmisch foram reembarcados para os EUA e vários outros oficiais transferidos para fora da área. O Escritório do Inspetor Geral repentinamente encerrou a investigação. Kulka alega que a ordem para parar a investigação veio do escritório de Clay. Adicionalmente, ele afirma que metade do comando dos EUA estaria em problemas se a investigação continuasse.Os arquivos reunidos por Smith e Kulka foram destruidos. Kulka recebeu ordens de ficar calado e então foi acusado de contrabando de armas e de esconder um estrangeiro em sua dependência, que acontecia de ser sua avó de 87 anos. Adicionalmente, sua noiva que estava prestes a ser sua esposa, foi listada como um alemã do Sudeto e expulsa para a Checoslováquia e não como uma DP judia. Quando Kulka contou ao seu senador o problema, foi feita tanta pressão sobre sua avó e sua noiva que ele teve que manter a boca fechada. Somente por um acidente foi que sua futura esposa conseguiu sua permissão de saída. O Coronel Smite foi transferido de Berlim para o Equador. Em 1978, Kulka relatou que seus amigos ainda sofrem de mortes e suicídios misteriosos que ele acredita serem avisos do caso de Garmisch para que ele mantenha a boca calada.

O caso de Garmisch não terminou com a investigação de Smith e Kulka. Em setembro em Bad Tohr, Frank Gammache foi acusado de apropriação indébita de propriedade militar e condura de desordem e inidoneidade. As acusações eram tão triviais comparadas à atividade criminosa na área que eram ridículas. Gammache iria ser um pequeno camarada em queda, A Operação Garpeck abriu uma investtigação posterior. Chefiando a operação estavam Victor Peccarelli e Philip von Pfluge Benzell. O caso logo alcançou lugar tão longe quanto San Francisco, onde agora vivia civilmente o Capitão Neumann. O caso também reabriu a investigação sobre o Major McCarthy. A influência de McCarthy ainda se prolongava em Munique e assim os arquivos sobre ele desapareceram antes que os investigadores chegassem até eles. Logo depois, os investigadores começaram a grampear o telefone dele, mas McCarthy soube do grampo e se mudou.

A investigação logo atravessou o caminho do jornalista Guenter Reinhardt. Reinhardt era oriundo de uma família judia alemã. Com 21 anos ele tinha emigrado para os EUA. Seu primero emprego em New York tinha sido em um banco, mas por 1933 ele tinha se tornado um jornalista freelance. Ele escrevia uma coluna sindicada sobre assuntos externos para os jornais McClure. Suas ligações com vários grupos bancários e cívicos o comissionaram a realizar uma investigação sobre as prováveis futuras relações internacionais da Alemanha. Reinhardt entregou ao Comitê da Câmara sobre Imigração e Naturalização a informação que ele descobriu sobre as atividades nazistas nos EUA. Isto levou Reinhardt ao seu envolvimento com a inteligência americana. Em 1934, ele agiu como uma ligação entre o Comitê McCormick e o FBI. Durante 1942 e 1943, Reinhardt infiltrou organizações comunistas para o FBI. Em 1946, ele se uniu ao CIC na Alemanha.

Por todos os relatos, Reinhardt era um agente entusiasmado e dedicado na Europa. Contudo, ele logo começou a mostrar sinais de fadiga na medida em que ele entendia que o sistema inteiro estava corrupto. Pelo verão de 1947, ele entendeu que sua carreira com o CIC estava em perigo. Seus superiores tinham arranjado secretamente enviar Reinhardt para casa. Ele se queixou sobre a transferência. Não houve apelo para ele e ele foi proibido de ir ao Inspetor Geral sob a ameaça de prisão imediata. Ele posteriormente foi advertido que se falasse à imprensa ou tentasse obter um outro emprego na Alemanha ele seria preso por violações dos regulamentos de segurança. Adicionalmente, eles ameaçaram de arrastar sua namorada na lama.

Ultrajado pelas ações e ameaças, Reinhardt divulgou o primeiro de dois memorandos, conhecidos como os Memorandos Reinhardt. O primeiro era um relatório formal de 48 páginas revelando as irregularidades e falsos relatos de inteligência na região de Munique. O relatório acusava o CIC de corrupção e incompetência disseminadas. O relatório escrito em novembro causou um abalo imediato. O chefe de operações para a Bavaria foi dispensado imediatamente e o oficial executivo foi transferido. Contudo, houve também o acobertamento de duas cadeias, uma de Garmisch para Augsburg, e a outra de Munique a Nuremberg. Depois que ele cheou a New York em dezembro, Reinhardt escreveu seu segundo memorando, um documento de 55 páginas. Este documento estava dividido em nove seções. A seção de abertura tinha o título de “Situações de Saque e Contrabando” descrevendo como o pessoal americano estava continuando a contrabandear valores para Estados. Quanto maior o escalão, maior o problema. No caso de um general, e outros valores saqueados de castelos ao redor de Hesse. Reinhardt ditou seu memorando ao Secretário Assistente do Exército, Gordon Gray, depois da indicação de Reinhardt como consultor especial. Gray mais tarde se elevaria para se tornar o Diretor da CIA.

O coração do memorando residia na acusação que um gupo de alemães e americanos envolvidos na corrupção disseminada na área de Garmisch detinha poder suciente para sabotar qualquer investigação. O chefe do grupo era John McCarthy. O memorando foi enviado ao General Clay na Alemanha e causou uma imediata revolução. Clay odiava qualquer escândalo dentro de seu comando, e muito mais que limpar a confusão, ele lançou um vasto acobertamento. O General Weems cancelou a Operação Garpeck em andamento logo depois que o memorando de Reinhardt chegou na Alemanha. O exército decidiu que as acusações eram exageradas.

McCarthy e seu superior, Coronel Lord não escaparam ilesos. Conquanto eles sobrevivessem às acusações do memorando de Reinhardt, sua cobiça irrefreável eventualmente os pegou. A dupla concebeu um esquema para comprar as várias fábricas I.G. Fraben por meio de uma fachada que eles criaram em Liechtenstein. Uma investigação ordenou que o General Clay desmascarasse o esquema deles e o exército dispensou ambos idivíduos. Contudo, o General Clay não fez o anúncio público da ilegalidade do esquema ou sua consequência.

Parte 5: Operação Andrew & e a Neutralidade da Suécia

Conquanto o governo militar na área de Munique estivesse cercado pela corrupção, o saque do tesouro nazista empalidece em comparação com a lavagem de dinheiro pelos países neutros para os nazistas. Contudo, antes de olhar os países neutros, um outro aspecto dos nazistas deve ser examinado. Embora isto não consista em fundos saqueados, isto figura proeminentemente nos planos financeiros nazistas. Este talvez seja um dos aspectos mais compreendidos da guerra que frequentemente é chamado erroneaneamente de Operação Bernhard. O nome verdadeiro para este complô nazista para falsificar libras britânicas era Operação Andrew ou Andreas. Como um coringa em um baralho de cartas, ninguém sabe com certeza a extensão da operação ou até mesmo quantas notas falsificadas os nazistas colocaram em circulação.

O Banco de Londres tem suas próprias razões para se manter mudo sobre as notas falsificadas encontradas em circulação, já que a operação era destinada a causar a queda da libra britânica. A Operação Andrew era o produto intelectual de Alfred Nanjocks, um nazista fanático. Nanjocks era o oficial que simulou o ataque polonês em uma estação de rádio alemã, o que iniciou a guerra. Depois de ocupar os Países Baixos, Heydrich transferiu Nanjocks para a divisão de documentos do SD porque Nanjocks tinha adquirido uma reputação de ser impulsivo e violento demais para seu próprio bem. Falsificar passaportes não era o gosto do fanático. Contudo, inundar o mundo com moeda falsificada [libras britânicas] o agradou. Nanjocks estava divisando exatamente isto, inundar o mundo com moeda falsificada [libras britânicas], para desestabilizar a economia da Inglaterra.

Imediatamente depois que os britânicos tinham deixado cair certificados auxiliares de pagamento alemão falsificado para 50 Reichsfenning, Nanjocks, levou a idéia a Heydrich. O intento britânico em cair certificados forjados era o mesmo de Nanjock, apenas que eles se destinavam a enfraquecer a Alemanha.  Heydrich gostou da idéia e acrescentou a ela a falsificação de dólares americanos e conseguiu a aprovação de Hitler. Hitler se recusou a aprovar a idéia de falsificar dólares, porque naquele tempo a Alemanha não estava em Guerra com os EUA. Funk e outros burocratas não gostaram muito da idéia. Funk se preocupava que ao desestabilizar a libra isto podia criar um retrocesso de crédito de desestabilizar o Reichsmark. As preocupações de Funk eram surpreendentes. Uma tal preocupação apenas pode testemunhar  um grande grau de colaboração entre o Banco da Inglaterra e os nazistas, e o mesmo se aplica aos amigos nazistas de Wall Street e dos bancos centralizados em New York do grande dinheiro. Antes da guerra, o Banco da Inglaterra investiu e emprestou somas substanciais à Alemanha nazista.

Heydrich entegou o assunto ao RSHA Bureau IV, que criou uma nova divisão chamada SHARP 4 para supervisionar isto. No verão de 1942, o anel de falsificação estava criado dentro do campo de concentração Sachsenhausen.  O SS major Fredrich Kruger foi selecionado para chefiar a operação. Em Berlim a operação era conhecida formalmente como Aktion 1. Usando trabalho prisioneiro, a falsificação não apresentava problema. Contudo, o grupo tinha muita dificuldade em desenvolver o papel apropriado. O trabalho em Sachenhausen era isolado do resto do campo. Max Bober, um impressor por profissão, chefiava a equipe de sessenta prisioneiros. Os nazistas forneciam aos presos tudo o que eles precisavam. A sabotagem teria resultado em morte imediata. Não foi senão em 1943 que o papel apropriado foi produzido pela fábrica de papel Hahnemuhl. A fábrica enviava 120 folhas por mês para o operação. Cada folha produzia oito notas. Até mesmo então as notas falsificadas era na melhor das hipóteses, medíocres. Não foi senão quando os nazistas localizaram Salomon Smolianoff, um excelente falsificador, que notas apropriadas puderam ser produzidas.

Uma vez Smolianoff tinha corrigido os enganos anteriores, a imprenssão trabalhava de 15 a 20 horas. Os prisioneiros examinavam cada nota individualmente e selecionavam apenas as melhores. Estas notas então passavam por um procedimento de envelhecimento para fazer com que parecessem usadas. A operação produziu todas as denominações, inclusive a nota de cem libras. Contudo, a nota de cinco libras fazia 40% das impressoras correrem. A equipe de Kruger, em meados de 1943, tinha crescido para 140 prisioneiros e estava fazendo por volta de 40.000 notas por mês. Diferente do resto do campo, os prisioneiros de Kruger recebiam alimentação adequada e ração de cigarros.

As notas produzidas eram divididas em quatro categorias: perfeitas, quase perfeitas, defeituosas e rejeitadas. As rejeitadas eram distruídas embora inicialmente tenha sido planejado lança-las por via aérea sobre a Inglaterra. As notas perfeitas eram reservadas para os espiões alemães usarem nos países neutros. As notas quase perfeitas eram arrumadas em maços e eram para serem usadas pela SS nos países ocupados. As notas defeituosas também eram usadas desta maneira. Na medida em que a operação continuava, a qualidade das notas melhorava a um tal estado que os bancos pelo mundo as aceitavam. O Banco da Inglaterra somente tropeçava nas notas fasificadas. Uma tesoureira de um banco notou que duas notas que ela tinha em suas mãos tinham o mesmo número de série. As notas eram tão boas que o único meio de detecção era ao compara-la com uma nota genuina de mesmo número serial da nota falsificada. .

O equivalente a 4.5 bilhões de libras britânicas foi eventualmente embarcado para Berlim e então para o mundo todo. Os agentes operacionais usavam as notas falsificadas para comprarem objetos legítimos, que então eram revendidos por estáveis moedas mundiais. Algumas notas eram distribuidas para as embaixadas alemãs nos países neutros e trocadas pela moeda local. As tentativas iniciais de distribuir as notas de modo maciço foram desastrosas. Os militares alemães prenderam seus próprios agentes quando eles tentavam passar as notas falsificadas, já que Action 1 era super secreta.

Em algum ponto, a missão subjacente de Action 1 mudou. Himmler e o Ten. Grobel, chefe do Bureau VI, se tornaram cheios de cobiça. Eles divisaram lavar as notas em uma grande distribuição e se apoderar os lucros em seu benefício pessoal. Para realizar a distribuição disseminada, Friedrich Schwend foi trazido para a operação. Na década de 1920, Schwend era um comerciante de armas. Ele se casou com a sobrinha do Ministro do Exterior, Barão von Neurath. Por meio das ligações da família da esposa, ele conseguiu ser indicado como administrador pessoal da família Bunge, extremamente rica. Esta é a mesma família Bunge ligada ao assassinato de John F Kennedy que fez uma pequena fortuna ao causar um curto-circuito no mercado no dia em que Kennedy foi assassinado. Na década de 1930, Schwend estava trabalhando em New York gerenciando os investimentos de Bunge & Born.

Schwend foi trazido ao Bureau IV como tesoureiro mestre do fim do esquema de lavagem de dinheiro. A este ponto ele recebeu uma falsa identificação como Major Wendig, um oficial legal da Gestapo e um membro do corpo de tanques. Em setembro de 1943, Schwend começou a estabelecer sua rede e solicitou o  Coronel Josef Spacil para manter os aspectos da contabilidade da operação. O mesmo Coronel Spacil que esteve envolvido em custear Skorzeny como relatado anteriormente neste capítulo. Operação Bernhard é limitada a este esquema de enriquecimento particular. Schwend estava desviando um terço das notas falsificadas para este grupo.

Esta operação continuou até o fim da guerra com muito sucesso. O Banco da Inglaterra sofreu perdas enormes. Até mesmo com os russos se aproximando de Sachenhausen, a operação não encerrou. Ela apenas se mudou para o sul da Alemanha, perto da fronteira austríaca. Lá ela continuou até aproximadamente 3 de maio. Algumas das últimas cargas de notas falsificadas terminaram no fundo do Lago Topltz. As caixas eram escondidas lá em uma operação de bote a remo a meia noite. As caixas foram localizadas em 2000. O destino do inventário das notas é desconhecido.

Tanto quanto metade do ouro do Reichsbank permanece não contabilizado. Bormann indubitavelmente transferiu parte disso para fora da Alemanha. Outras partes foram saqueadas por principais oficiais nazistas e pessoal americano. Os nazistas usaram grande parte do ouro saqueado para comprar munições e matérias primas dos países neutros. Então, uma breve revisão dos problemas que os Aliados enfrentaram em tentar interceder entre a Alemanha nazista e os países neutros é necesária.

Ciente que a Alemanha nazista estava dispondo da propriedade saqueada em países neutros, os britânicos instigaram as conversas com os outros Aliados. Em 5 de janeiro de 1945 a Declaração Inter-aliada Contra Atos de Despossessão Cometidos em Territórios sob Ocupação ou Controle do Inimigo foi publicada. A declaração era o resultado das conversas e assinada por 16 nações e a Inglaterra. A declaração simplesmente afirmava que as nações que assinavam se reservavam o direito de declarar inválida qualquer transação concernente a propriedade de qualquer dos territórios ocupados.  A Declaração era grandemente uma declaração política. Tanto o Banco da Inglaterra quanto o Departamento do Tesouro tinham dúvidas que a declaração pudesse alcançar os resultados desejados. Havia pouco que os Aliados pudessem fazer para fazer cumprir a declaração sem danificar sua própria situação econômica ou prejudicar futuras relações com os neutros. Tecnicamente, o ato estava restrito apenas aos negócios com ouro. Outros queriam ampliar o escopo do ato para incluir outros valores. Não foi senão até a Declaração do Ouro de 5 de janeiro de 1943 que os EUA começaram uma campanha agressiva em relação aos neutros e seus acordos de ouro.

De preocupação particular para os EUA era a Suíça. Contudo, a Suíça era vagarosa em responder. Não foi senão quando a maré da guerra estava claramente a favor dos Aliados que a Suíça respondeu. Em 28 de dezembro de 1944, a Suíça anunciou que tinha bloqueado todas as contas da Hungria, Eslováquia e Croácia. Em 7 de fevereiro de 1945 os delegados britânicos e americanos se encontraram com representantes suíços em Berna para negociarem um acordo sobre os objetivos imediatos da guerra econômica e as exportações suíças para a a Alemanha. Por sua vez os suíços queriam ajudar em obter matérias primas e comida, na forma de cotas importantes dos Aliados e assistência com as facilidades de trânsito através da França. Em 16 de fevereiro, a Suiça anunciou um bloqueio de todos os bens alemães. Em 8 de março, a Suíça assinou um acordo sob o qual o governo suíço tomou três medidas: assegurar que o território da Confederação Suíça não devia ser usado como um agrupamento de bens saqueados, realizar um censo de bens alemães na Suíça e não mais comprar ouro da Alemanha, exceto na quantidade necessária às despesas diplomáticas. Não foi senão três meses antes da derrota da Alemanha nazista que a Suíça tomou qualquer ação contra os nazistas e foi somente um mês antes da derrota dos nazistas que a Suiça baniu o comércio de ouro com os nazistas. A voluntariedade de outros países neutros seguiu um cronologia similar; não foi senão quando estava claro que os nazistas foram derrotados que eles tomariam qualquer ação.

As bases para a recuperaçãode ouro e bens nazistas fora da Alemanha foi governada por declarações publicadas em 5 de junho de 1945 pelos Quatro Poderes e o Relatório da Conferência de Potsdam de 2 de agosto de 1945, a qual afirmou que o Conselho de Controle Aliado tomaria as medidas que fossem apropriadas para exercer o controle sobre os bens alemãos no exterior, e exercer o direito de dispor destes bens. Ambos os atos conferiam poderes aos Aliados que não eram fáceis de serem exercidos e não eram bem recebidos por muitos dos países neutros. Legalmente, a posição aliada era fraca. Tanto a Suécia quanto a Suíça foram rápidas em responderem que uma tal exigência conflitava com suas próprias legislações e e com seus status como neutros. Nenhum acordo sobre como lidar com os neutros foi alcançado até dezembro de 1945. Até mesmo então o acordo era visto fracamente prevalecer nos países neutros para a devolução dos bens nazistas. Contudo, o acordo não oferecia orientação de como prevalecer sobre os neutros. Os EUA queriam empregar sanções enquanto os britânicos rejeitaram as sanções como não cumpríveis durante o tempo de paz. Eventualmente, foi concordado que os EUA deveriam abrir negociações com a Suíça em Washington. Como uma alavancagem contra a Suíça, os EUA não desbloqueariam as contas suíças nos EUA e nem removeriam as companhias suíças da lista negra aliada a menos que um acordo pudese ser alcançado. Uma breve pesquisa das nações neutras e os problemas encontrados e cada uma delas segue-se:

Durante a guerra, a Suécia era abertamente pró fascista. Contudo, a Suécia era um dos países mais cooperativos dos neutros. O ferro de alto grau sueco formava a base de uma forte conexão lucrativa entre a Suécia e os nazistas. Os nazistas viam este suprimento de ferro como vital. Tão vital de fato que os nazistas atrasaram a invasão dos Países Baixos para invadir primeiro a Dinamarca e a Noruega para proteger a rota de embarque do ferro sueco.

A produção S & K era uma outra companhia sueca que desfrutava de um relacionamento lucrativo com os nazistas. S & K também apresentava um problema especial para os EUA, já que os EUA eram igualmente dependentes da S & K para produção. S & K fez o melhor possível para retardar a produção de munição de guerra em suas fábricas americanas. Uma tal situação apresentou um dilema para Roosevelt. Os EUA podiam impor sanções sobre a S & K, a Suécia, ou ambas. As sanções provavelmente resultariam em uma represália da  S & K e posteriormente limitariam a produção de mancais e interromperiam a produção de munições de guerra. A segunda opção para a administração seria se apoderar das fábricas durante a duração da gerra. Um tal movimento somente desencadearia acusações de rampante comunismo e socialismo presentes na administração pelos críticos de Roosevelt. A única outra opção era permitir que a S & K continuasse com o negócio como o usual, que foi como o curso seguiu. A despeito de quem vencesse a guerra, a S & K estava certa de ganhar muito ao suprir ambos os lados.

Havia muitas outras corporações suecas que desfrutavam de um relacionamento lucrativo com os nazistas. Contudo, uma das mais queridas dos nazistas era o Banco Enskilda, de propriedade dos Wallenbergs. Com um bom relacionamento com um banco, os nazistas podiam tomar emprestados fundos e lavar seu ouro roubado. Os documentos de Safehaven revelaram que os EUA tinham estado rastreando as atividades pró nazistas dos Wallenbergs por vários anos. Em fevereiro de 1945, Morgenthau, em uma carta ao Secretário de Estado, Edward Stettinius, acusou que o Enskilda estava fazendo empréstimos substanciais aos nazistas sem colateral e fazendo investimentos encobertos para capitalistas alemães nas indústrias americanas. Note que a carta de Morgenthau confirma o plano de Bormann de permitir que os nazistas investissem nos EUA como meio de preservarem seus bens. Ele posteriormente acusou que o banco estava repetidamente ligado a grandes operações do mercado negro. Na carta, Morgenthau identificou Jacob Wallenberg como fortemente pró-nazista e refuta a afimação que Marcus era pró-aliado. Os Wallenbergs estavam jogando de ambos os lados, exatamente como o estava fazendo a  S & K. Raul Wallenberg, um primo, ajudou a salvar 20 mil judeus em Budapest. Quando o exército soviético recapturou Budapest, eles prenderam Raul como um espião americano. Em junho de 1996, o ‘US News and Reports’ relatou em uma revisão de documentos desclassificados que Raul Wallenberg era um espião para o OSS.

Em um memorando do tesouro datado de 7 de fevereiro de 1945 Morgenthau detalha sua preocupação sobre os irmãos Wallenberg. Eis o texto do memorando:

“Jacob Wallenberg recentemente indicou que ele estava voluntário em vender aos alemães uma fábrica sueca em Hamburg e o preço fornecido em ouro era alto o suficiente para evitar possíveis complicações.

Os fatos seguintes devem ser considerados para que se avalie a impressão mantida em alguns círculos que Marcus Wallenberg é fortemente pró-aliado.

A. Conquanto Marcus Wallenberg fosse aparentemente simpático à causa aliada, Jacob Wallenberg, seu irmão e sócio no Banco Enskilda é sabidamente simpático e trabalha para os alemães .

B. Jacob Wallenberg foi o autor do acordo alemão-sueco.

C. Jacob Wallenberg é um membro da Comissão Permanente Conjunta de Comércio sueca-alemã e Marcus Wallenberg é um membro do Comitê Permanente Conjunto criado pelo Acordo de Comércio Anglo-sueco.

D. Marcus Wallenberg veio para os EUA em 1940 e tentou comprar em benefício dos interesses alemães um bloco de securidades alemães mantidas por americanos.

E. O Banco Enskilda tem estado repetidamente ligado com grandes blocos de operações de mercado de moedas estrangeiras, incluindo dólares relatados terem sido esvaziados pelos alemães.

A Bretanha e os EUA inicialmente começaram a lista da Suécia no programa Safehaven em 1944. A Bretanha era a favor de restringir o programa na Suécia apenas ao ouro, enquanto os EUA queriam incluir outros bens também. Os EUA usaram acordos de comércio como um incentivo para a cooperação. O Riksdag, o Parlamento Sueco, externou sua aprovação de Safehaven e em fevereiro de 1945, a Suécia começou um inventário de seu ouro e moeda estrangeira para ver quanto estava ligado aos nazistas. Pela primavera, os britânicos concorreram com os americanos e uma proposta foi rascunhada para a Suécia. A proposta foi então usada como base para conversas em Lisboa e Madri. Pelo verão de 1945, a Suécia tinha aprovado várias medidas para controlar a propriedade alemã or restringir sua venda ou dispersão, e expandiu o alcance e seu censo para incluir todos os tipos de propriedade alemã. Em janeiro de 1946, pela demanda dos Aliados, a Suécia expandiu as leis para incluir as subsidiárias alemãs. Em novembro de 1945, a Suécia deu ao Departamento do Tesouro um relatório das transações de ouro suecas. Do relatório,o Tesouro concluiu que a Suécia tinha recebido 22.7 milhões em ouro saqueado de origem belga. A quantidade foi reduzida para 17 milhões.

Em 11 de fevereiro de 1946, a embaixada dos EUA informou a Suécia os detalhes da Lei ACC 5 referente aos titulos dos bens alemães em outros países com as autoridade de ocupação e convidou uma delegação sueca a Washington. A Suécia expressou graves preocupações, mas concordou com a conversa. Em 5 de abril, a Suécia informou à embaixada americana que o assunto teria que ser submetido ao Riksdag, onde provavelmente ele enfrentaria a derrota baseado na crença que a queixa Aliada não era válida na lei internacional e portanto uma violação aos direitos da propriedade privada. Além disso, a Suécia requisitou que seus bens nos EUA, congelados depois da guerra, fossem liberados antes da negociação e que eles obtivessem permissão para inspecionar as propriedades suecas na Alemanha. A solicitação foi negada.

Pelo fim de março, depois de discussões com a Bretanha e a França sobre os bens alemães dentro da Suécia, os EUA acreditaram que eles tivessem a imagem quase completa dos bens alemães dentro da Suécia e começaram a empurrar as negociações. As negociações formais começaram em 29 de maio em Washington. A delegação americana era chefiada por Seymour Rubin, vice-diretor do Escritório de Política de Segurança Econômica do Departamento de Estado. A delegação britânica foi liderada por Francis W. McCombe do Escritório do Exterior. Quem chefiou a delegação francesa foi Christian Valensi, Conselheiro Financeiro da Embaixada francesa em Washington. O Juiz Emil Sandstrom chefiou a delegação da Suécia. De início, a Suécia concordou com o perigo dos bens nazistas serem utilizados para fornecer um rival do nazismo, mas contestou a validade das queixas dos aliados sobre os bens.

As negociações continuaram de modo amigável e em 18 de julho ambos os lados chegaram a um acordo. Dos estimados 378 milhões de coroas  (aproximadamente 90.7 milhões de dólares) em bens alemães na Suécia, a Suécia concordou em dividir os bens como se segue: 50 milhões de coroas [12.5 milhões e dólares] iriam para a Comitê Intergovernamental de Refugiados [mais tarde a Organização Internacional de Refugiados]; 75 milhões do coroas [aproximadamente 18 milhões de dólares] iriam para a Agência Inter-aliada de Reparações (IARA), excluindo as quantidades que receberiam os EUA, Bretanha e França; 150 milhões de coroas [aproximadamente 36 milhões de dólares] iria para a assistência para evitar a doença e a revolta na Alemanha. A última soma seria usada para comprar na Suécia ou outros paises, comodidades esenciais para a economia alemã. Sobretudo, o acordo permitiu que os proprietários suecos e alemães da propriedade liquidada fossem compensados em moeda alemã; permitiu que um missão sueca viajasse para as zonas americanas, britânicas e francesas da Alemanha ocupada para inspecionar as propriedades suecas; pedia a liberação dos bens suecos congelados nos EUA [estimados naquele tempo em 200 milhões de dólares]; a remoção de qualquer lista negra e permitiu que os aliados mantivessem na reserva suas queixas para propriedades alemãs na Suécia.

No acordo, a Suécia restituiria a quantidade de 7.555.326,64 quilogramas de fino ouro [aproximdamente 8.1 milhões de dólares] correspondentes a quantidade de ouro derivado do Banco da Bélgica. A Suécia seria mantida sem prejuízo de qualquer queixa derivada de transferências do Riksbank sueco a terceiros países de ouro a ser restituído. Finalmente, o acordo proibia que os Aliados fizessem queixas  a respeito de qualquer ouro adquirido pela Suécia da Alemanha e transferido a terceiros países antes de 1o. de junho de 1945 ou qualquer queixa adicional depois de 1o. de julho de 1945. Neste relatório, Rubin notou que as conversas procederam suavemente e na ausência de amargura.

A Suécia formalmente ratificou o acordo em novembro de 1946. Logo antes da expiração de 1o. de julho de 1947, o ponto final para as queixas de ouro, os Aliados preecheram uma requisição para a restituição de 638 barras de ouro saqueadas da Holanda [10 milhões de dolares]. O desafio sueco repousou na queixa que parte deste ouro foi adquirido antes da Declaração de Londres. Os aliados se queixaram que o acordo incluia todo o ouro adquirido. O debate sobre o ouro holandês continuou pela década de 1950. Negociações posteriores do ouro holandês foram infrutíferas. Finalmente, a Suécia restituiu 6 toneladas de ouro [aproximadamente 6.8 milhões] para a Holanda em 1955.

Outros problemas também se levantaram para a implementação do acordo. A Suécia não devolveu o ouro especificado no acordo de julho de 1946 por março e no tempo final de 1948. Adicionalmente, a Suécia agilmente cumpriu sua obrigação com o IRO em julho de  1947. Contudo, não foi assim com os fundo do IARA. Por todo o período a Suécia manteve que a lei 5 era inválida.

A mais recente investigação realizada por uma comissão indicada por um banco revelou que a Suécia aceitou 59.7 toneladas métricas de ouro dos nazistas. O ouro recentemente descoberto tem a mesma marca do ouro roubado da Holanda. A investigação também encontrou 6 toneladas de ouro de origem não determinada que possivelmente veio das vítimas dos campos de concentração. Este achado adicional do ouro foi perdido inteiramente pela operação Safehaven. Até então, a Súecia tem apenas devolvido  um total de 13.2 tonelas a Bélgica e a Holanda. A comissão devolveu seus achados ao governo sueco. Não está claro se esta comissão teria o poder de recomendar a restitução do ouro. Um dos investigadores diz que a Suécia tem a obrigação moral de devolver o ouro, mas não tem uma obrigação legal. O relatório foi divulgado em 1997.

Parte 6: Portugal, Espanha e Ouro Nazista

Anes de entrar na questão do ouro com Portugal, um pouco de background histórico é necessário para entender completamente o problema. Antes do início da segunda guerra mundial, Portugal tinha mantido fortes laços emocionais e políticos de longo prazo com a Bretanha remontando a Aliança anglo-portuguesa do século XIV. A Inglaterra era o maior parceiro comercial de Portugal em 1938. Portugal tinha se unido aos britânicos na primeira guerra mundial e enviado 50.000 tropas para a linha de frente.

A associação de Portugal coma Alemanha nazista emergiu durante a Guerra Civil Espanhola. Durante o conflito, o ditador e homem forte Dr. Antonio de Oliveira Salazar ficou do lado de Franco e Hitler. Salazar ajudou a Alemanha a contrabandear armas para as forças de Franco e despachou voluntários portugueses para lutar com Franco. Ao fazer isso, Salazar esperava alcançar seu objetivo de longo prazo de estabilização e desenvovimento da economia do país. Pelo fim de 1938, a Alemanha era o segundo maior parceiro comercial de Portugal. Salazar contudo, protestou quando da invasão da católoca Polônia por  Hitler.

A escolha de Salazar de permanecer neutro durante a segunda guerra mundial tinha muita base na geografia bem como na ideologia.  Portugal ocupava uma posição estratégica no mapa da Europa no qual ela tinha muitos portos ao longo de sua costa atlântica que seria dificil para a Inglaterra bloquear. Contudo, o maior medo de Salazar era uma invasão de Portugal pela máquina de guerra nazista. Depois da ocupação da França, a Wehrmacht estava a menos de 260 milhas da fronteira de Portugal. Seu outro medo era que se Hitler e Franco formasem uma aliança, eles colocassem as tropas nazistas na fronteira de Portugal. Dean Acheson, então Secretário Assistente de Estado, expressou a opinião que Salazar garantiu favores a Alemanha no comércio de guerra após avaliar “o relativo perigo da pressão alemã e aliada sobre ele.”

Salazar prometeu a Alemanha e a Betranha comércio aberto aos valiosos recursos domésticos e coloniais de Portugal. Ao permanecer neutro, a economia de Portugal se beneficou tremendamente. O equilíbrio de comércio de Portugal subiu de um déficit de 90 milhões em 1939 para um superávit de 68 milhões em 1942. Os bens em bancos particulares praticamente dobraram durante os primeiros quatro anos da guerra, enquanto os bens do Banco de Portugal quase que triplicaram. Tanto os nazistas quanto os aliados moviam uma guerra econômica por meio de ameaças e lucrativos acordos de comércio. Contudo, Portugal não podia cortar seus laços com os Aliados, já que era dependente dos EUA para as importações de petróleo, carvão, sulfato de amônia e trigo. Em outubro, a Bretanha capitalizou seu relacionamento de longa data com Portugal ao induzir Portugal a aceitar a libra esterlina em pagamento por mercadorias. Naquele tempo, as reservas de ouro da Bretanha eram baixas, e a Suécia e a Suíça estavam exigindo ouro como pagamento.

O sucesso econômico de Portugal residia em seus ricos depósitos de tungstênio. Os nazistas eram totalmente dependentes de Portugal e da Espanha para seu fornecimento de tungstênio. O tungstênio tinha uma variedade de usos, incluindo os filamentos das lâmpadas elétricas. Contudo, seu valor particular estava na produção de munições de guerra. A indústria mecanizada alemã usava carbureto de tungstênio quase que exclusivamente, enquanto os EUA ainda estavam usando grandemente as inferiores ferramentas de molibdênio, primariamente por causa do acordo do cartel GE mantido com Krupp a respeito do carboloi ou carbureto de tungstênio cimentado. Adicionalmente, o tungstênio era útil em munições perfurantes de blindados. A Bretanha e os EUA concordaram que as exigências mínimas da Alemanha pelo tungstênio eram de 3.500 tonelas por ano.

Considerando a quantidade que os nazistas necessitavam e os meios extraordinários a que eles foram para assegurar os suprimentos das minas de tungstênio, os Aliados corretamente avaliaram que para os nazistas o tugstênio era um recurso vital. Era igualmente importante para os aliados, mas os aliados não eram unicamente dependentes de Portugal e Espanha e podiam obter tungstênio de outras fontes. Assim, uma das metas dos Aliados era privar a Alemanha nazista de tanto tugstênio quanto possível. A competição pelo tungstênio era grande em 1943, em benefício de Portugal, e o preço aumentou 775% acima das taxas anteriores a guerra. A produção também disparou de 2.419 toneladas métricas em 1938  para 6.500 tonelaas métricas em 1942.

Para manter sua neutralidade, Portugal criou um sistema estrito de cotas em 1942. O sistema permitia que cada lado recebesse a exportação de suas minas e uma percentagem fixa da produção das minas independentes. A Inglaterra possuia a mina maior, enquanto que a Alemanha possuia duas minas de tamanho médio e várias minas menores. A produção da segunda maior mina de Portugal era de propriedade da França e a produção estava ligada em legação por 1941. Em janeiro de 1942, Portugal concluiu um secreto pacto comercial com a Alemanha. O pacto permitia que os nazistas exportassem mais de 2.800 toneladas de tungstênio. Em troca, a Alemanha forneceria a Portugal carvão, aço  e fertilizantes, que Portugal necessitava e que os aliados não podiam fornecer. Em 1943 os Aliados tentaram negociar um novo acordo de tungstênio. Portugal pediu reduções nos preços no sulfato de amônio, produtos do petróleo e outros materiais dos Aliados. Os Aliados recusaram qualquer redução no preço e Portugal se recusou a aumentar as licenças de exportação dos Aliados. Ao mesmo tempo, Portugal completou um novo acordo com a Alemanha nazista.

Paralelas às negociações do tungstênio estavam as negociações para adquirir bases aereas nas ilhas dos Açores. As ilhas seriam capazes de fornecer uma base crítica para a guerra anti-submarino, na medida em que a batalha no Atlântico atingia o auge. Os aliados tinham falhado em tomar os Açores pela força, temendo que a a Alemanha invadisse Portugal em represália. Em 17 de agosto de 1943, a Bretanha concluiu um acordo com Portugal para o uso das ilhas começando em outubro depois de evocar a Aliança Anglo-Portuguesa. No final de 1943, Portugal interrompeu o acordo para incluir a força aérea dos EUA também.

Em abril de 1944, os EUA decidiram usar sanções econômicas para induzirem Portugal a cortar o fornecimento de tungstênio aos nazistas. Portugal era dependente dos EUA pelo petróleo e outros produtos. Em 05 de junho de 944, os Aliados pressionaram Portugal para cessar os embarques de tungstênio para a Alemanha. Os alemães imediatamente começaram a ocultar seus interesses de mineração em Portugal ao vende-los e comprar outros negócios. Por junho de 1946, os Aliados estimaram que os nazistas tinham ocultado aproximadamente 2 milhões de dólares em hotéis, cinemas etc. Ao mesmo tempo um U-boat alemão se apoderou de um vaso português, aumentando o sentimento anti-alemanha dentro de Portugal. Os EUA começaram negociações para construir uma base aérea nos Açores. A construção foi retardada até que um acordo fosse alcançado sobre uma ampla variedade de suprimentos e serviços. Em 28 de novembro de 1944 o acordo foi assinado. Adicionalmente, os EUA concordaram com a participação portuguesa na campanha para liberar Timor dos japoneses.

Em 14 maio de 1945, Portugal aprovou a lei 34.600, congelando todos os bens alemães em Portugal, criando um sistema de licenciamento para desbloqueio dos bens, providenciando um censo para estes bens, proibindo o comércio de moeda estrangeira e estabelecendo um regime de penalidade para fazer cumprir estas determinações. Em 23 de maio, Portugal estendeu a lei para incluir todas as colônias portuguesas. Incluidos nestes bens estavam as construões do governo alemão. Em 6 de maio, a pedido dos Aliados, Portugal tomou todos as construções do governo  alemão. Isto incluiu a tomada de 5.000 soberanos de ouro, o fundo da Legação Alemã em Lisboa.

Conquanto a lei portuguesa desse a aparência de cooperação, o Departamento de Estado temia que ela contivesse muitas escapatórias. O censo excluiu os Aliados da participação. A lei também permitia a transferência dos bens bloqueados para indivíduos para sua subsistência e o exercício normal de atividade comercial ou industrial. Em uma relatório publicado em 19 de junho de 1946, a Divisão de Controles de Securidade Econômica concluiu que as firmas alemãs continuavam a operar sem qualquer deficiência séria e muitos dos bens da Alemanha já tinham sido dissipados. Adicionalmente, o censo português tinha falhado em recuperar qualquer propriedade que os Aliados ainda não tivessem identificado.

Em 3 de setembro de 1946, negociações entre Portugal e os Aliados começaram sobre como avaliar, liquidar e distribuir os bens alemães. Seymour Rubin relatou ao embaixador americano para Portugal, John C. Wiley. Conquanto as conversas fossem cordiais, sérios desacordos separavam os lados. As negociações estavam paradas em quatro pontos:

1. Definir que bens alemães se qualificariam para liquidação

2.  Determinar quanto os portugueses podiam declarar pelas perdas de tempo de guerra contra a Alemanha.

3. Decidir o papel que cada lado teria na supervisão da liquidação.

4. Decidir quanto ouro, se algum, Portugal teria  a entregar aos Aliados.

Nenhum destes assuntos foi resolvido nas conversas de Lisboa de 1946-1947. Portugal tomou uma posição firme em 1945 que não era responsabilidade deles devolver o ouro que eles tinham trocado com a Alemanha por bens tangíveis. Portugal manteve esta posição indo tão longe até declarar que nenhum ouro foi embarcado da Alemanha para Portugal entre os anos de 1938 e 1945.

A inteligência aliada concluiu que Portugal tinha recebido 143.8 milhões do ouro do Banco Nacional Suíço, aproximadamene metade do aumento das reservas de ouro de Portugal relatadas anteriormente neste capítulo. Desta quantidade, os Aliados estavam certos que 22.6 milhões era ouro saqueado da Bélgica e da porção remanescente 72% foi saqueada pelos nazistas. Durante as negociações, os Aliados propuseram que Portugal devolvesse 50.5 milhões. Os Aliados contestavam que esta quantidade de ouro foi obtida depois de 1942, quando estava claro para todo mundo que as reservas alemãs de ouro foram expandidas pelo saque da Europa. Portugal declarou não estar ciente de tal saque. Mais tarde nas negociações, Portugal declarou que todo ouro que eles obtiveram foi de boa fé e não saqueado. Pelo longo período das negociações com Portugal se arrastando para os anos de 1950, Portugal só concordaria em devolver 4.4 milhões.

Recentemente tem aparecido evidência que mostra que as afirmações de Portugal eram na melhor das hipóteses insinceras. Em um relatório confidencial descoberto recentemente, Victor Gautier, um oficial de alto escalão do Banco Nacional Suíço relata seu encontro com Albino Garble Peso, secretário-geral do Banco de Portugal, que Portugal não aceitaria ouro dos nazistas. Ele notou que a razão provavelmente  se estende de motivações políticas à necessidade de cautela legal. Ele posteriormente notou que as objeções dos portugueses se evaporariam se o dinheiro fosse para passar por nossas mãos e a necessidade de explorar aquela opção. Estas declarações e outras dentro do relatório de Gautier deixam claro que os portugueses queriam o ouro nazista e um passado limpo dos lavadores de dinheiro suíços. Inicialmente, Portugal usou o Banco Internacional de Assentamentos e o Banco Nacional Iugoslavo em Basel para lavar o ouro nazista.

Contudo, começando em 1941 com a invasão nazista da Iugoslávia, Portugal foi forçada a procurar por outros meios para lavar o ouro. Também em 8 de janeiro de 1942, Montagu C. Norman, diretor do Banco da Inglaterra, notificou Thomas McKittrick, o diretor americano do Banco de Assentamentos Internacionais que ele não mais reorganizaria embarques de ouro do Banco Internacional para Portugal como válidos. Portugal então insistiu que o Reichsbank vendesse seu ouro em uma taxa diária ao Banco Nacional Suíço por francos. Os francos então seriam depositados pelo Reichsbank na conta do Banco de Portugal com o banco suiço. O Banco de Portugal então usaria estes francos para comprar ouro do Banco Nacional Suíço. Uma conta foi usada para depósito de ouro transferido no pagamento para a compra de escudos pelo SNB do Banco de Portugal. A segunda conta foi usada para o ouro que o Banco de Portugal financiou com francos suiços. Esta última conta fechava o círculo para a transferência do ouro das ordens de Berlim para a conta do Banco de Portugal em Zurique.

O Banco Espirito Santo também desempenhou um papel importante na obtenção do tungstênio pelos nazistas. Um relatório da FEA datado de outubro de 1945 acusou o banco de ser o principal agente financeiro para as operações nazistas de tungstênio. Depois que os Aliados tinham compelido o banco a esquecer seus laços nazistas, os nazistas transferiram suas contas para o Banco Lisboa e Acores.

Adicionalmente, houve uma quantidade significativa de ouro contrabandeado para dentro de Portugal. O adido comercial alemão em Madri admitiu ter contrabandeado quase que 1 milhão de soberanos ingleses de ouro de Berlim para a embaixada alemã em Lisboa. As moedas tinham sido enviadas em malas diplomáticas durante 1943 e 1944. Um outro relatório indicou que 360.000 dólares em ouro tinham voado para Portugal em junho e julho de 1944 e depositado no Banco de Portugal sob o nome do embaixador. O diretor do banco admitiu que vários outros dignatários tinham contas especiais, inclusive o irmão de Franco.

Conquanto os portugueses alcançassem um acordo anterior com os aliados sobre a propriedade alemã, a questão do ouro parou nas conversações. Sobretudo, Portugal ligou o acordo da propriedade à questão do ouro e se recusou a liquidar a propriedade até que a questão do ouro fosse resolvida. Esta ação retardada somente serviu para erodir o valor da propriedade nazista tomada. As conversas continuavam  em bases formais ou não. Documentos recentemente desclassificados mostram que os negociadores americanos estavam cientes de um memorando do OSS datado de 7 de fevereiro de 1946 declarando que Portugal tinha recebido 124 toneladas de ouro nazista. Não obstante, os negociadores americanos estavam apenas buscando o retorno de 44 toneladas de ouro. Os Açores complicaram a inteira negociação do fim da guerra até 1953. Durante a guerra, Portugal tinha garantido a permissão aos EUA para construir uma base aérea nos Açores para uso durante a guerra e por cinco anos depois da guerra. Por julho de 1947, o Departamento de Estado estava urgindo que os negociadores facilitassem a linha dura de abordagem e buscassem um compromisso com Portugal sobre a questão do ouro. O mais importante para o Departamento de Estado era a negociação da base aérea nos Açores. Em 1945, a Junta de Chefes tinha considerado a base dos açores uma das nove bases estratégicas essenciais necessárias para manter a segurança dos EUA. As negociações sobre o ouro foram suspensas em 1947 até que as negociações sobre os Açores estivessem completas.

Em 1948, Robert Lovett escreveu ao Secretário do Tesouro que ” superando as considerações políticas e estratégicas de nossa política externa, torna essencial que os bens de Portugal nos EUA sejam desbloqueados”. Uma semana depois o Departamento do Tesouro enfraqueceu os procedimentos de licenciamento, efetivamente desbloqueando os bens. Com esta ação, os EUA perderam toda a alavancagem sobre Portugal. Em 17 de julho de 1951, o Departamento de Estado se comunicou com Lisboa para assentar nos termos portugueses. A decisão era baseada em superar a importância dos objetivos políticos e militares. Portugal tinha se tornado um membro pleno da OTAN. Também em jogo estava o arrendamento a longo prazo de uma base aérea nos Açores, o último acordo tinham somente estendido o arrendamento para cinco anos. Baseado nas prioridades dos objetivos da Guerra Fria e consultando as autoridades britânicas, o Departamento de Estado recomendou estabelecer a questão do ouro com Portugal em meros 4.4 milhões de dólares.

O Departamento do Tesouro concordaria com os termos se o Tesouro recebesse uma carta assinada a nível de secretário assistente, indicando que houve considerações políticas que garantiram um asentamento e que qualquer acordo não resultaria em queixas contra os EUA. Agindo como Secretário Assistente para os Assuntos Europeus James Bonbright assinou a carta para o Tesouro. O acordo com Portugal foi finalmente alcançado em 24 de junho de 1953. Contudo, Portugal condicionou o acordo à condição que isto alcançasse a concordância da Alemanha Ocidental. Demoraria até junho de 1958 antes que Portugal alcançasse o acordo com a Alemanha. Não foi senão em 1959 que Portugal restituiu os $4.4 milhões em ouro.

Conquanto muitos dos neutros se inclinassem na direção do fascismo, ninguém era tão completamente fascista quanto a Espanha de Franco. Tanto a Alemanha quanto a Itália haviam fornecido apoio a Franco durante a Guerra Civil Espanhola. De fato, Franco despachou 40.000 voluntários para a Alemanha em 1941. Eles serviram no front russo conhecido como Divisão Azul até 1943. Embora Franco declarasse neutralidade tão logo a guerra irrompeu na Europa, a Espanha balançava na inclinação de se unir aos poderes do Eixo por 1940 e 1941. A beligerância espanhola era baseada em uma prematura vitória alemã sobre a Bretanha e o acordo alemão que permitiria a Franco se expandir territorialmente no Marrocos francês, África e talvez até mesmo Europa.

Os nazistas já reconheciam a localização estratégica da Espanha. Tão cedo quanto em meados de 1940, os nazistas tinham planos compreensivos de invadirem Gibraltar. O nome código do plano, Operação Felix, originalmente pedia por uma operação em meados de 1941. O plano pedia que dois corpos se movessem através da Espanha, com a permissão de Franco, pelas estradas. O sistema feroviário espanhol era de um calibre diferente do resto da Europa, forçando os nazistas a confiarem no sistema rodoviário. Uma vez em posição, Gibraltar seria atacada por terra e por ar com a mortal eficiência nazista. Os planos também incluiam que duas divisões adicionais atacassem o Marrocos uma vez a Operação Felix fosse bem sucedida.

Certamente, o General Franco, como os nazistas, reconhecia a importância estratégica de Gibraltar. Com os Pilares de Hercules guardando a entrada do Mar Mediterrâneo, uma tomada nazista de Gibraltar acrescentaria semanas para que os petroleiros alcançassem a Bretanha vindos do Oriente Médio e daria aos nazistas o controle estratégico do Mediterrâneo. Igualmente, Franco certamente deve ter estado ciente da situação precária da Bretanha em 1940. A Inglaterra mal era capaz de se defender. Na medida em que o império estivesse mundialmente sob ataque, estaria dificilmente em posição de defender uma outra parte do império. O ataque até mesmo incluia uma ataque de acompanhamento a Marrocos, o país que Franco ambicionava. Não obstante, os nazistas falharam em obter a aprovação de Franco. Se a falha foi devida a interferência do embaixador americano ou a pobre diplomacia da parte dos nazistas, isto tem sido um dos maiores erros crassos diplomáticos e estratégicos que os nazistas cometeram.

Depois que passou 1941 houve planos similares de atacar Gibraltar. Contudo, depois que os alemães invadiram a Rússia, tais planos eram impraticáveis porque os nazistas não tinham equipamento ou poder humano para gastar abrindo uma nova frente de batalha.

Um dos maiores laços entre a Espanha e a Alemanha nazista era o débito incorrido pela Espanha durante a Guerra Civil. A Espanha devia a Alemanha mais de 212 milhões em suprimentos de material de guerra e outros itens para as forças do General Franco.

A Bretanha e os EUA se engajaram em um esforo em manter a Espanha neutra durante o início dos anos de 1940. A Espanha era fornecida com grãos e gasolina. Grande parte, se não a maioria dos produtos de petróleo que os EUA forneciam a Espanha, eram enviados aos nazistas. Franco fazia os EUA de tolos. Ele alegremente aceitava a gasolina, separava uma pequena parte para suas necessidades e despachava o resto para os nazistas. A neutralidade da Espanha dependia de uma ameaça de invasão. Depois de 1941, a Espanha foi levada pela corrente para mais perto dos Aliados. Franco forneceu um abrigo para os judeus que puderam escapar pelos Pirineus. Por 1943, a precupação americana e espanhola com uma invasão desapareceram. Acompanhado da reduzida ameaça dos nazistas em 1943, a Espanha mudou para uma neutralidade mais clara.

Em julho de 1943, o embaixador americano se encontrou com Franco e explicou que havia três maiores aspectos da política espanhola que precisavam ser revisados se a Espanha fosse demonstrar real neutralidade. Um, a Espanha teria que anunciar inequivocamente sua neutralidade. Dois, os órgãos do governo controlados pela Falange teriam que adotar a politica da imparcialidade já seguida pelo Ministério do Exterior. Finalmente, a Divisão Azul teria que ser chamada para casa. Franco respondeu que ele ainda não podia renunciar completamente da não beligerância mas podia começar a mudar na direção da neutralidade. Em 1947, um memorando do Departamento de Estado concluiu que Franco tinha agido de um modo mais que de neutralidade para os primeiros quatro anos de guerra fornecendo aos nazistas significativas quantidades de bens estratégicos, bem como apoio militar e de inteligência. Segundo mensagens interceptadas, um aspecto chave deste apoio de inteligência era as redes de espionagem criadas nos EUA e na Bretanha e operadas pelas embaixadas espanholas em Washington e Londres. A operação destas redes de espionagem parece ter começado em 1942; as mensagens desencriptadas estavam disponíveis para os líderes americanos.

Além do débito que os ligava aos nazistas, a Espanha como Portugal, tinha consideráveis minerais vitais necessários aos nazistas. A Sociedad Financiera Industrial (SOFINDUS) foi formada em 1936 sob o nome de Rowak. Era um grande conglomerado comercial que agiria como peça central no comércio espanhol-alemão. Por especiais acordos bilaterais em 1937 e 1939 garantindo tratamento econômico favorecido a empreendimentos alemães, o SOFINDUS adquiriu um império comercial ao tempo em que a guerra irrompeu. Em um  protocolo secreto para um acordo espanhol-alemão em 1939, a Espanha prometeu servir como conduto de suprimentos da América do Sul. Em maio de 1940, a Espanha assinou um acordo de três anos com a Itália prometendo suprimentos vitais. Por 1942, o comércio entre a Espanha e a Alemanha tinha mudado para a maioria dos alimentos e minerais essenciais à guerra. A Espanha tinha ricos depósitos de pirita, um ferro de alto grau.  70% do comércio mineral ente os dois países era devido a pirita. Os nazistas também compravam zinco, chumbo, mercúrio, fluorita, celestita, mica e  amligonita da Espanha. Contudo, o tungstênio era o mais vital, já que a Espanha era um dos dois fornecedores deste mineral para a Alemanha. Navios de bandeira espanhola eram usados para contrabandear bens da América do Sul para os nazistas. O bloqueio dos aliados era eficaz em eliminar grandes itens mas os itens pequenos, como os diamantes industriais ou platina, que serve com o catalizador na produção e nitratos e ácido sufúrico, compunham o grosso do comércio de contrabando.

O comércio aliado com a Espanha tinha três objetivos. O primeiro objetivo era obter os bens necessários que não estavam disponíveis em outros lugares. Secundariamente, ao comprarem materiais vitais da Espanha os Aliados podiam negar aos nazistas uma fonte para estes materiais. Finalmente, ao realizarem o comércio dos materiais necessários à economia da Espanha, os Aliados podiam diminuir a influência da Alemanha sobre a Espanha. Os esforços para alcançar esta política começaram em março de 1940, pela Bretanha, quando ela assinou um acordo de seis meses de fornecer a Espanha certos materiais que esta necessitava, tais como produtos de petróleo e fertilizantes, em troca de minério de ferro, outros minerais e frutas cítricas. O acordo foi renovado a cada seis meses durante a guerra. Em maio de 1943, devido ao contrabando de materiais dentro da Espanha para os nazistas, os EUA iniciaram um programa para comprar as fontes destes materiais na América do Sul.

Contudo, a real competição no comércio com a Espanha era pelo minério do tungstênio. Diferentemente de Portugal, que tinha um sistema de cota, a Espanha confiava no mercado aberto para o tungstênio.  O mercado aberto fornecia uma margem aos Aliados com seu melhor acesso a boa moeda. Por 1941, a Alemanha tinha desenvolvido a maioria das minas de tungstênio da Espanha e controlado os maiores produtores através do SOFINDUS. Em 1941, os nazistas adquiriram quase todo minério de tungstênio produzido. A Inglaterra só havia conseguido comprar 32 tonelas. Começando em 1942. a Inglaterra e os EUA começaram um programa unificado para comprar o máximo possível do minério. O programa causou o output das minas a quase dobrar a produção do ano anterior. A produção havia aumentado para aproximadamente 2.000 toneladas e o preço havia subido de $75 uma tonelada para $16.800. Em junho, a Espanha estabeleceu um  preço mínimo de $16.380 por tonelada, o que incluia uma taxa de importação de $4.546. Em um esforço para melhor competir com os nazistas, os Aliados criaram sua própria frente de fachada corporativa para comprar o minério e em 1942 compraram aproximadamente metade do minério.

Em dezembro de 1942, sob pressão dos nazistas, A Espanha assinou um novo acordo de comércio com a Alemanha com cotas mais explícitas. O acordo logo caiu com ambos os lados culpando o outro pela falha. Em fevereiro de 1943, a Espanha assinou um acordo secreto com a Alemanha para substituir o acordo fracassado. A Alemanha concordou de fornecer a Espanha armamentos ao custo. Contudo, durante as negociações os nazistas tiveram uma primeira demanda de 400% no encarecimento das armas. Os nazistas, desesperados pelo tungstênio e pesetas espanholas, tinham que ceder a demanda de armas pelo custo da Espanha. Depois da guerra, o negociador nazista notou que as conversas foram tensas e difíceis. Em agosto de 1942, a Espanha tinha alcançado o acordo com os nazista para repagar seu débito da Guerra Civil em quatro prestações, nas quais os nazistas usariam o dinheiro para comprar tungstênio. Durante 1943, a Alemanha comprou a grosso modo 35% da produção total de tungstênio. A produção total das minas na Espanha era a grosso modo 4 a 5 vezes a produção de 1940.

Em janeiro de 1944, depois que o embaixador britânico, Sir Samuel Hoare, se encontrou com Franco em uma tentativa infrutífera de persudir a Espanha a suspender a venda de tungstênio aos nazistas, os Aliados impuseram um embargo de petróleo à Espanha. Em 2 de maio a Espanha concordou a limitar a exportação de tungstênio para a Alemanha a 580 toneladas e 300 toneladas já haviam sido enviadas. O acordo cortou pela metade as exportações alemãs. Contudo, devido ao contrabando, documentos capturados mostram que a Alemanha conseguiu comprar um total de 865.5 toneladas. As exportações de tungstênio da Espanha para a Alemanha terminaram em agosto de 1944, quando a fronteira foi fechada.

A Operação Safehaven na Espanha começou na primavera de 1944. Samuel Klaus do FEA liderou a equipe. Klaus relatou que a Espanha era o mais desencorajador bem como o mais difícil de todos os neutros. Ele indicou que o embaixador americano, Carlton Hayes, não era voluntário para cooperar. Klaus notou que os nazistas podiam facilmente ocultar seus negócios na Espanha devido a corrupção dos oficiais. Ele também indicou que Tangiers estava sendo usada como um conduto para mover os bens deles da Espanha e Portugal para a Argentina. Este conduto confirma o programa de Bormann da fuga de capital.

No outono de 1944, os Aliados fizeram sua primeira solicitação para que a Espanha cessasse todas as transações de ouro envolvendo interesses inimigos. A Espanha deixou de responder. Em janeiro de 1945, o Tesouro e o FEA queriam ligar Safehaven com as futuras conversas com a Espanha sobre o expirado acordo de comércio, notando que os Aliados tinam cortado todas as rotas por terra ente a Espanha e a Alemanha. A Bretanha se opôs obstinadamente a uma tal ligação, sendo mais dependente do comércio espanhol. Não foi senão em 5 de maio de 1945 que a Espanha divulgou um decreto para congelar e imobilizar todos os bens com uma Curadoria anglo-americana para tomar controle do Estado alemão e das propriedades quase oficiais. Os problemas com o acordo da curatela se levantaram imediatamente. Por julho de 1947, a curadoria tinha tomado o controle de apenas 25.3 milhões dos estimados 95 milhões de bens alemães na Espanha.

A informação sobre as transações de ouro da Espanha vieram da inteligência Aliada, registros capturados do Reichsbank alemão, declarações de funcionários de bancos suíços, e registros tomados de escritórios das corporações quse oficiais SOFINDUS e Transportes Marion. A melhor estimativa foi que a Espanha tinha recebido 138.2 milhões de ouro diretamente da Alemanha ou indiretamente via Suíça. Adicionalmente, estatísticas publicadas mostravam que as holdings de ouro da Espanha aumentaram de 42 milhões em 1941 para 110 milhões em 1945.

As negociações começaram com a Espanha em novembro de 1946 em Madri. Mais uma vez Seymour Rubin liderava os negociadores. As negociações se arrastaram através de 1947 para dentro de 1948. O acordo final foi alcançado para os bens nazistas e a questão do ouro em 3 de maio de 1948. A Espanha concordou em expatriar 114.329 dólares em ouro que se acreditava ter vindo da Holanda. Contudo, os Aliados tinham que publicar uma declaração que a Espanha não estava ciente que o ouro tinha sido saqueado pelos nazistas, como especificado no acordo.

Aqui existiam dois fatores adicionais que aceleraram as negociações para um acordo mais cedo do que aquele com Portugal. O Departamento de Estado tinha sua usual solicitação para um fácil assentamento para facilitar o caminho para adquirir bases militares dentro da Espanha.  Contudo, o fator mais crítico era a Espanha ser vista como um pária depois da guerra. Os aliados tinham concordado em Potsdam de excluir a Espanha da afiliação a ONU devido ao seu background fascista. Em dezembro de 1945, o embaixador americano, Norman Armour, deixou Madri. Nenhum embaixador foi indicado até 1951 para ocupar a posição vazia. Outras nações também retiraram seus embaixadores. Em um relatório durante maio de 1946, um sub-comitê da ONU apresentou evidência da natureza fascista da Espanha, suas atividades pró-nazistas e o apoio pós guerra e santuário a criminosos de guerra nazista e repressão política dos oponentes. De fato, a Espanha foi isolada como uma nação não amigável. Apenas em 1955 a Espanha foi admitida na ONU.

Parte 7:Turquia, Argentina e o Ouro Nazista

Como outros países neutros, a Turquia estava ligada aos nazistas pelo comércio, mas aqui era onde as similaridades paravam. A Turquia descendia do Império Otomano e era primariamente uma nação muçulmana. Durante a primeira guerra mundial, a Turquia tinha se alinhado com a Alemanha. Imediatamente depois da primeira guerra mundial, a Turquia ralizou um programa para extermínio dos Armenios, uma acusação que a Turquia ainda nega vigorosamente. Sobretudo, a Turquia começou a Segunda Guerra Mundial ligada a Bretanha e a França pela aliança militar de outubro de 1939; ela declarou neutralidade em junho de 1940, depois da queda da França e terminou como aliada de guerra dos Aliados. Grande parte da razão da Turquia declarar neutralidade foi resultado do medo turco de uma invasão nazista. Depois da Queda dos Balcãs pelos nazistas, a Turquia assinou um Tratado de Amizade com a Alemanha em junho de 1941.

Por toda a guerra, a Turquia andou em uma corda estreita, equilibrando as necessidades e expectativas dos nazistas contra aquelas dos Aliados. No entanto Istambul era um centro de espionagem e de intriga durante a guerra. A Turquia não tomou ação aberta contra os nazistas e por sua vez os nazistas nunca violaram as fronteiras da Turquia. Em outubro de 1941, a Turquia asinou um importante acordo de comércio com a Alemanha.  Em  troca de matéria prima, especialmente o minério cromita, a Alemanha supriria a Turquia com materiais de guerra e outros bens acabados. Ao mesmo tempo, a Turquia mantinha relações amigáveis com os EUA e a Bretanha, que forneciam a Turquia moderno equipamento de guerra em troca do minério cromita. O minério cromita da Turquia era crítico para os nazistas. A Turquia era a única fonte de cromo, um elemento vital na indústria do aço. Albert Speer afirmou que o minério cromita da Turquia era tão vital para os nazistas que a produção de guerra chegaria a uma parada completa dez meses depois que o suprimento foi cortado. O minério era embarcado da Turquia por trem através da parte mais escarpada de um país no mundo. Para o fim da guerra, os aliados alvejaram pontes ao longo das principais linhas ferroviárias para parar os embarques de cromita.

Em 1941, a Turquia foi acrescentada as nações de transferência de bens e serviços disponíveis para receberem equipamento. Em janeiro de 1943, durante a Conferência de Casablanca, Roosevelt considerou pedir a Turquia para entrar na guerra. Em novembro de 1943, todos os três grandes líderes Churchill, Roosevelt e Stalin, pediram para a Turquia entrar na guerra. Em fevereiro de 1944, depois que a Turquia fez sua entrada na guerra contingente a maciça assistência militar e uma significativa presença militar aliada, a Bretanha e os EUA pararam o programa de ajuda. Por 1943, os Aliados previram que não existia ameaça de uma invasão nazista. Não foi senão em abril de 1944 que a Turquia parou as exportações de cromita para a Alemanha e então apenas depois de ser ameaçada com as mesmas sanções econômicas que estavam colocadas sobre outros países neutros. Mais tarde em agosto, a Turquia suspendeu todas as relações diplomáticas com a Alemanha. Mais tarde em fevereiro de 1945, na véspera das criação da ONU, a Turqia declarou guerra a Alemanha.

A Turquia não foi um grande recebedor do ouro dos nazistas. De fato, as melhores estimativas dos especialistas americanos estavam na faixa de 15 milhões de dólares. A maioria do ouro era acreditada ter sido saqueada da Bélgica. Além disso, dois bancos particulares alemãos, o Deutsche Bank e o Dresdner Bank, venderam ouro da conta de Melmer em troca de moeda estrangeira.

Os esforços aliados de recuperar ouro da Turquia nunca foram perseguidos com qualquer vigor. A localização geográfica da Turquia, controlando o acesso ao Mar Negro, e sua fronteira com a União Soviética a tornou a pedra fundamental para os interesses estratégicos dos EUA na Guerra Fria vindoura. Em 1946, conversas formais foram realizadas considerando o ouro recebido dos nazistas bem como os bens alemães na Turquia. Os Aliados estimaram que os bens alemães na Turquia totalizavam 51 milhões. Em março de 1947, a Doutrina Truman incluiu a Turquia junto com a Grécia. Em julho, os EUA assinaram um acordo de comércio de 150 milhões com a Turquia. O acordo lidava com um choque fatal para qualquer negociação posterior sobre restituição. A Turquia nunca devolveu qualquer ouro.

Pela década de 1930, a Argentina era governada por uma sucessão de ditadores militares e presidentes fraudulentamente eleitos. Estes regimes eram enfraquecidos pela corrupção interna e deviam se legitimar ao reviver uma antiga aliança hispânica de Cruz e Espada. Os laços com Franco de raça, religião e linguagem eram enfatizados. Alguns até mesmo pediam para desfazer a guerra de independência da Argentina da Espanha e pediam um governo por um Vice-Rei. Os líderes militares e a Igreja Católica, como solicitado pelo Vaticano, sonhavam em criar uma nação católica hispânica que equilibraria os EUA no Hemisfério Ocidental. Ao tempo em que a guerra irrompeu, a politica externa da Argentina estava dividida em dois campos, um pró-nazista e outro pró-aliados. Contudo, a politica externa da Argentina era controlada por agentes operacionais ligados ao Vaticano que pediam um triângulo de paz entre a Argentina, a Espanha e o Vaticano.

No início da guerra na Europa, o fraco presidente da Argentina Ramon Castillo anunciou uma política de prudente neutralidade. A despeito de ter concordado com a Conferência de Havana de 1940, na qual o ataque a qualquer país do Hemisfério Ocidental seria considerado um ato de agressão a todos os Estados americanos, a Argentina aderiu a esta política de neutralidade. A Argentina fracamente defendeu sua neutralidade política ao afirmar que qualquer ação tomada em resposta a um ataque era uma questão da interpretação individual de cada Estado. A Argentina tinha permanecido neutra durante a primeira guerra mundial e sua economia se beneficou muito bem como uma consequência. Novamente havia a esperança que uma política de neutralidade reviveria a economia da devastadora depressão da década de 1930.

Em janeiro de 1942, a Argentina concordou com os termos da Conferência do Rio para cortar todas as relações comerciais e financeiras com os poderes do Eixo. Em junho de 1942, a Argentina concordou com o Ato Final da Conferência Inter-americana sobre Controles Econômicos e Financeiros, obrigando todos os Estados a finalizar todo intercurso comercial, direto ou indireto, com o Eixo. A Argentina ignorou os termos e continuou com os negócios como usual com os nazistas. Sobretudo, durante 1942 Juan Goyeneche, um agente confidencial de Peron e Adrian Escobar, o embaixador argentino para a Espanha, viajaram pela Europa devastada pela guerra, encontrando-se com oficiais nazistas e do Vaticano. Goyeeneche colaborou extensamente com o Rao de Inteligência Estrangeira das SS. Escobar e seu consul Aquilino Lopez estavam coloaborando com o serviço secreto de Himmler ao atravessar a França de Vichy e relatar detalhes dos diplomatas espanhóis e aliados.

Depois de extensos encontros com o secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Luigi Magione, um acordo foi alcançado no qual uma vez a paz fosse estabelecida, a Argentina aplicaria generosamente suas leis de imigração. Estes encontros aparentemente inocentes tomam uma importância crítica no fim da guerra. Isto prova que o Vaticano estava planejando ajudar os nazistas criminosos de guerra a escaparem da Europa já em 1942. Este encontro estabeleceu as linhas de fuga do Vaticano.

Em 10 de outubro, o Papa recebeu Escobar e recebeu bem a opinião da Argentina que era apropriado para o Vaticano participar nas conversas de paz. Depois deste encontro com o Vaticano em outubro, Goyeneche viajou para a Alemanha e se encontrou com Ribbentrop, buscando o apoio nazista para o candidato nacionalista nas eleições de 1943. Esta fachada de neutralidade seria mantida até 1943 a a revolução dos coronéis que eventualmente trouxe Peron ao poder.

Uma vez os coronéis estavam no poder, eles primeiro buscaram armas da Alemanha para o caso de irromper uma guerra entre a Argentina e o Brasil. Por setembro de 1943, os coronéis desistiram da idéia de contrabandear armas para a Argentina vindas da Alemanha e ao invés buscaram uma aliança com os nazistas. O grupo de coronéis despachou Osmar Hellmuth e Carlos Velez para a Espanha para negociar com os nazistas. Infelizmente para os coronéis, o  interceptador US Magic tinha detectado a missão em andamento de transmissões entre o agente das SS na Argentina, um Capitão Backer e Schellenberg na Alemanha e os britânicos prenderam Hellmuth quando o navio aportou em Trinidad.

A prisão de Hellmuth falhou em deter complôs posteriores. Peron e Becker continuaram a tramar derrubar os governos vizinhos para criar um bloco pró-nazista na América do Sul. Peron escreveu em um secreto manifesto dos coronéis como se segue.

“Formar alianças será o primeiro passo. Temos o Paraguai, a Bolívia e o Chile. Com a Argentina, Paraguai, Bolivia e Chile, será fácil pressionar o Uruguai. Então as cinco nações unidas será fácil envolver o Brasil por causa de seu tipo de governo e seu grande núcleo de alemães. Com a queda do Brasil, o continente americano será nosso.”

Em 20 de dezembro de 1943, um golpe militar no Uruguai instalou o General Gualberto Villarrod como presidente. Peron e Becker tinham planejado o golpe. A contra-inteligência americana estava ciente do golpe pelas desencriptações do Magic das transmissões de Becker da Argentina. O golpe todavia, foi um fracasso para os nazistas. Usando o material das decriptações Magic, os EUA torceram o braço da Argentina. Enfrentando a ameaça dos EUA de divulgarem as decriptações das admissões de Hellmuth e de interrogatórios implicando o papel da Argentina no golpe, a Argentina foi forçada a romper diplomaticamente comos nazistas em janeiro de 1944. Contudo, a Argentina manteve a sua neutralidade e não declarou guerra contra a Alemanha até um mês antes do suicídio de Hitler.

Durante o ano final da guerra, a Argentina era a primeira destinação de muitos bens que Bormann estava retirando da Alemanha para o renascimento do Terceiro Reich. Depois da guerra, a Argentina também foi o principal destino dos criminosos nazistas de guerra. Até mesmo os criminosos nazistas de guerra que escaparam para outros países sul-americanos geralmente primeiro entraram no continente pela Argentina. Enquanto outros países sul-americanos geralmente apoiaram as políticas americanas durante a guerra, não houve cooperação da Argentina. Outras países aderiram a Lista Proclamada e tomaram medidas para eliminarem qualquer esforço de contrabando. O Departamento do Tesouro urgiu ações mais rígidas em relação a Argentina do que aquelas que o Departamento do Estado era voluntário em implementar. O Departamento de Estado estava tomado pelo medo que uma política mais rígida alienasse outros países sul-americanos e por uma diferença de opinião com os britânicos. Durante ambas as guerras mundiais a Inglaterra dependeu da Argentina por carne. Contudo, já em 1942, a neutralidade política da Argentina tornou isto o foco principal do Departamento do Tesouro e da Diretoria de Guerra Econômica.

O grande número de companhias alemãs na Argentina permitia que os lucros voltassem para as organizações nazistas de espionagem em troca de créditos em Reichsmark na Alemanha. O Departamento do Tesouro também suspeitava que a Argentina fez quantidades substanciais de moeda estrangeira disponível aos países do Eixo, aceitou a entrada de grandes quantidades de moeda saqueada e securidades em seus mercados, e permitiu que firmas alemãs escondessem seus bens. Um relatório do FBI divulgado em junho de 1943 descreveu como Buenos Aires serviu como uma fachada do Hemisfério Ocidental para as notas bancárias dos EUA que tinham sido saqueadas na Europa ocupada e entraram no tráfico comercial na Suíça.

Por toda a guerra a Argentina serviu como um centro de atividade para as operações nazistas de contrabando. Grandes itens de comércio eram facilmente parados pelo bloqueio. Contudo, itens críticos de pequeno tamanho, tais como diamantes industriais e platina eram especialmente necessários na Alemanha e podiam ser contrabandeados pelo bloqueio em bases regulares. Imediatamente depois de Pearl Harbor, Morgenthau queria congelar os bens da Argentina. Em maio de 1942, Morgenthau apresentou evidência ao Presidente Roosevelt que numerosas companhias argentinas estavam ocultando fundos alemães nos EUA e que a Argentina tinha recentemente enviado mais de um milhão de dólares para os EUA em moeda saqueada. Contudo, Roosevelt continuou com a politica estabelecida pelo Departamento de Estado. Depois de repetidas solicitações do Departamento do Tesouro, o Departamento de Estado concordou com o bloqueio ad hoc de contas argentinas selecionadas em outubro. Mais de 150 indivíduos e firmas na Argentina foram acrescentados a Lista Negra.

As negociações de Safehaven com a Argentina começaram em 1944 e foram restringidas por relações ansiosas. Em fevereiro de 1944, o presidente argentino Ramirez delegou seus poderes ao General Edelmiro Farrell. Os EUA falharam em reconhecer o governo de Farrell e retiraram seu embaixador. Em agosto e setembro o Departamento de Estado anunciou sanções adicionais contra a Argentina devido a sua falha em cumprir com a desnazificação da Argentina. Em resposta, a Argentina se retirou do Comitê de Montividéu para defesa política do continente. O Banco Central da Argentina no entanto forneceu uma pequena ajuda aos investigadores americanos na localização de bens alemães. Depois que Cordell Hull pediu exoneração como Secretário de Estado em novembro de 1944, o secretário seguinte, Edward Stettinius, formulou uma política mais fácil em relação a Argentina. Nelson Rockefeller, o indicado chefe da inteligência sul-americana em tempos de guerra, também favorecia termos mais fáceis para a Argentina. Rockefeller controlava bancos que haviam ilegamente transferido fundos entre os EUA e a Argentina de contas congeladas.

Em 7 e fevereiro de 1945, o Secretário do Tesouro Morgenthau sugeriu ao atuante Secretário de Estado Joseph C. Grew que um especial representante do Tesouro fosse enviado a Argentina para descobrir e controlar os bens externos nazistas na Argentina. Grew rejeitou a solicitação, citando considerações políticas. Em 1945, quando foi aprovada uma resolução em apoio da Resolução VI Bretton Woods pela Conferência Inter-Americana sobre Guerra e Paz realizada na cidade do México. A resolução, conhecida como o Ato de Chapultepec, contudo, não garantiu o controle dos bens nazistas nos países da América Latina para corpos multinacionais de governo, mas reconheceu o direito de cada uma das repúblicas americanas, incluindo os EUA, para a propriedade alemã dentro de sua própria jurisdição. Devido a sua continua política pró-nazista, a Argentina foi excluida do encontro. Reconhecendo seus crescente isolamento das outras nações do Hemisfério Ocidental, a Argentina foi forçada a declarar guerra contra a Alemanha no último mês das hostilidades.

Em 11 de fevereiro de 1946, o Departamento de Estado pubicou o famoso Livro Azul sobre a Argentina. O livro confirmou que o governo argentino não exerceu nenhum controle sobre as firmas alemãs e os esforços para tomar os bens delas foram retardados até que estes bens pudessem ser dispostos em outros lugares. O livro também confirmou que a Alemanha nazista transferiu grandes somas de dinheiro a sua embaixada na Argentina sem qualquer obstáculo sério. Alguns historiadores creditam a divulgação do Livro Azul para a eleição de Peron devido ao seu retrocesso anti-americano. Em 22 de maio de 1946, a equipe de Safehaven relatou que o valor total dos bens alemães era aproximadamente de 200 milhões. Os bens incluiam balanços de banco, propriedades imobiliárias, mercadorias e similares. Nenhum grupo de pedras preciosas ou tesouros de arte foi encontrado e a equipe concluiu que a Argentina não era a maior destinação do tesouro saqueado. Sobretudo, a equipe relatou que nenhum registro revelava que a Argentina tenha sido receptora do ouro nazista.

Já em 1942, os EUA tinham conhecimento dos acordos ilegais de moeda da Argentina. Em abril de 1942, o consulado dos EUA na Suiça relatou que um diplomata argentino estava contrabandeando dólares roubados pelos nazistas para venda em sua terra natal; os procedimentos eram então transferidos para a Suiça. Cabogramas britânicos de 1944 mostram que a Argentina realizou um vigoroso comércio com a Suiça e que frequentemente o pagamento era em ouro. Por 1945, os Departamentos de Estado e do Tesouro tinham encontrado evidência conclusiva de extensas transações envolvendo a transferência de pesos argentinos,   Reichsmarks, e francos suiços da Argentina para a Suiça. Em maio de 1947, a Argentina propôs uma transferência de 170 milhões de sua conta no Federal Reserve. A preocupação sobre a fonte do ouro retardou apenas temporariamente a transferência. Guyatt, relata que em 1973, quando Peron voltou ao poder, 400 toneladas de ouro pertencentes a Peron foram colocadas a venda no mercado negro.  Peron apelidou a venda de Bormann 1345. Conquanto o governo espanhol tenha tutoriado a venda, o agente da transferência rotulou a venda como de natureza política. A despeito do maciço aumento das reservas de ouro da Argentina e o número de criminosos nazistas que encontraram um santuário na Argentina, até mesmo cinquenta anos depois, há pouca prova da Argentina ter aceitado ouro dos nazistas.

A Guerra Fria comprometeu muitissimo a operação Safehaven na Argentina. Em 3 de junho de 1947,  o Presidente Truman e o embaixador argentino Ivanissevich divulgaram um anúncio conjunto que os dois países renovariam consultas com outros países latino americanos sobre a criação de um tratado de assistência mútua. Em setembro, a Argentina se uniu aos EUA e outras Repúblicas americanas na concordância do Tratado Inter-americano de Assistência Recíproca, o Pacto do Rio, para defesa mútua contra agressão. As companhias escondidas por Bormann na Argentina, bem como qualquer tesouro estava garantido e seguro. O hemisfério tinha que se proteger do comunismo.

Em 10 de abril de 1941, depois da invasão nazista da Iugoslávia o chamado Estado independente da Croácia foi criado; chefiado por Ante Pavelic, um membro do movimento político fascista croata Ustasha. A Croacia foi declarada um protetorado da Itália e era apoiado pelos nazistas e a Itália. Os Usrashi eram também intimamente alinhados com o Vaticano. Em 18 de maio de 1941, O Secretário atuante de Estado Sumner Welles reafirmou que o governo no exílio da Iugoslávia não reconhecia o Estado independente da Croácia. Logo depois, a Croácia fechou a embaixada americana em Zagreb. Já que a Croácia apenas existia como um Estado durante a guerra, e os EUA nunca reconheceram o Estado, as estatísticas apresentadas nesta seção são muito mais prováveis de serem submetidas a revisão no futuro.

Relatos pós guerra indicam que o tesouro Ustasha tinha a sua disposição mais de 80 milhões [principalmente em moedas de ouro], algumas das quais os Ustashi roubaram das vítimas. Em 31 de maio de 1944, a Croacia depositou $403.000 no Banco Nacional Suíço. Em 4 de agosto de 1944, a Croácia depositou outros 1.1 milhão em ouro. Um relatório do OSS de julho de 1945 concluiu que as contas comerciais de propriedade da Croácia em Berna totalizavam mais de 93 mil dólares. A Seção Histórica da Força Tarefa do Departamento Federal Suíço de Assuntos Externos indica que o Banco Nacional Suíço devolveu todos os 1.338 quilogramas de ouro em 121 lingotes na conta de tempo de guerra do regime croata ao Banco Nacional da Iugoslávia em 24 de julho de 1945.

Conquanto os registros bancários de depósitos não sejam muito prováveis de serem alterados, a quantidade de ouro dos Ustashi que eles levaram com eles quando fugiram para a Áustria quando a guerra estava terminando, ainda está muito na dúvida. As estimativas colocaram o valor do ouro que Ante Pavelic tinha quando entrou na Áustria como 5 a 6 milhões. Seja qual for o valor do saque com o qual os Ustashi escaparam, é certamente que grande parte dele tenha sido usado para criar e manter as rotas de fuga conjuntamente com o Vaticano. Em outubro de 1946 a inteligência dos EUA (SSU) relatou para o Departamento do Tesouro que eles acreditavam que os Ustashi tinham 47 milhões depositados no Vaticano antes que os Ustashi os tranferissem para a Espanha e então para a Argentina. Devido a Guerra Fria, os Aliados despenderam pouco esforço em devolver milhares de criminosos de guerra da Itália para a Iugoslávia. A questão do ouro dos Ustashi recebeu até menos atenção com o fim da guerra.

Parte 8: A Suíça e o Ouro Nazista

De todos os países neutros nenhum estava mais no centro de fazer negócios com os nazistas que a Suíça. Geograficamente, a Suíça estava cercada pelo Terceiro Reich depois da queda da França. Posteriormente, uma olhada precendente dos outros países já tinham implicado a Suiça em um papel central no comércio com os nazistas por meio dos bancos suiços. Quando se referem a Suíça, a maioria dos americanos pensa em exóticos chocolates, excelentes relógios e visões de Heidi caçado cabras nos campos alpinos. Não obstante, a Suiça é uma nação muito diferente durante a década de 1940, a despeito desta visão idílica.

A constituição de 1848 estabeleceu a forma atual do governo suíço ao aprovar três cantões, liberdades civis e a forma parlamentar da democracia. A cidadania não se estendia as mulheres até 1971. A Suíça tinha sido governada pr décadas por uma coalisão de partidos de centro direita. Durante a Segunda Guerra Mundial estes partidos eram conservadores cristãos, sociais democratas, liberais e o partido dos fazendeiros e artesãos. A mesma colisão governa hoje, embora alguns nomes de partidos tenham mudado. Um Conselho Federal de sete membros, os membros dos quais o parlamento seleciona por termos de um ano, governa a Suíça.

A maioria da cumplicidade da Suiça com os nazistas tem apenas recentemente vindo a vanguarda dos esforços de ação do presidente Clinton em indicar Eizenstat para liderar uma comissão na busca de um assentamento justo para as vítimas do Holocausto. Conquanto viva a lenda da feroz neutralidade suíça, isto é mais um mito, considerando a política suíça durante a segunda guerra mundial que era pesadamente equilibrada a favor dos nazistas. Similarmente, a ameaça de uma invasão nazista da Suiça não tem base em fatos. Já na década de 1930, os nazistas estavam ocupados em esconder suas corporações e acordos de cartéis com frentes suíças. Uma invasão teria comprometido todo o trabalho difícil que eles tinham dispendido para ocultarem as corporações deles. Como temos visto no caso de outros países neutros, quando os nazistas invadiram a Rússia, eles simplesmente perderam poder humano e equipamento para abrirem um outro front. Finalmente, a Suíça não tinha uma localização estratégica, diferentemente da Espanha e da Turquia. Seu único valor estratégico para os nazistas eram seus bancos internacionais. Os nazistas podiam usar os bancos internacionais para obterem moeda difícil e lavar o ouro saqueado deles.

Contudo, a Suíça era única em comparação a outros países neutros, já que a Suíça era igualmente dependente da Alemanha para carvão. Depois que a França caiu, a única fonte para a Suíça de carvão para o aquecimento no inverno era a Alemanha. Contudo, os nazistas usavam as compras suíças de carvão para outro propósito. As mercadorias que eram embarcadas para a Suíça da Alemanha seriam sub-faturadas. Isto  deixava uma quantidade de francos suíços em depósito nos bancos suíços que os nazistas usavam para comprar moeda estrangeira. Nao obstante, o comércio suíço com os nazistas se estendia além de banco e carvão. Fabricantes suíços forneciam aos nazistas produções, cronômetros e outros bens manufaturados usados na produção de equipamento de guerra.

O Conselho Federal governante com poderes ditatoriais devido aos tempos de guerra era responsável por criar a colaboração econômica com os nazistas. A despeitos das sempre presentes negativas suíças, o Conselho Federal era responsável pelo ato mais vergonhoso da neutralidade suíça. Em agosto de 1938, depois do Anschluss, o Conselho Federal declarou as fronteiras fechadas. Temendo uma mistura de refugiados, inclusive judeus, o Conselho Federal peticionou ao governos nazista em Berlim para afixar um selo “J” em todos os passaportes de judeus. Os nazistas inicialmente não estavam entusiasmados com a idéia, já que eles pensavam em usar a imigração como meio de livrar a Alemanha dos judeus. As negociações continuaram pelo verão e outono. Eventualmente a Suíça ameaçou exigir vistos para todos os alemães que entrassem na Suíça. Os nazistas então propuseram a stampa “J” nos passaportes como uma solução. Agora esta foi uma ideia nazista aos olhos do Conselho Federal.

A única razão para que os suíços quisessem tanto estas marcas nos pasaportes era para que os guardas de fronteira pudessem devolver os judeus. A despeito do mito de que a Suíça foi um refúgio para os judeus durante a guerra, os guardas da fronteira devolveram 30.000 refugiados judeus. Em agosto de 1942, o Conselho Federal aprovou uma outra lei para fechar a fronteira para os refugiados judeus, a despeito das vigorosas súplicas de alguns membros da igreja e da imprensa. A despeito da posição anti-semita do governo suíço adotada durante a guerra, o povo suíço não era anti-semita e geralmente se opôs a política do governo. Além de fechar a fronteira para os refugiados judeus, nenhuma outra lei anti-semita foi aprovada. A comunidade judaica dentro da Suiça estava dividida em dois campos e uma minoria era favorável a demonstrações que permitissem mais imigração de judeus. Contudo, a maioria favorecia a política de não criar problemas.

Até mesmo se os refugiados judeus eram capazes de passar pelos guardas da fronteira, os oficiais suíços exigiam ver os passaportes deles. Se o passaporte tivesse o selo “J” os oficiais forçavam os indefesos judeus de volta pela fronteira para as mãos dos nazistas. O guarda de fronteira,  Grueninger tinha recebido sua ordem em 1938 de não permitir que os judeus entrassem. Contudo, Grueninger permitiu a entrada de 3.600 judeus e os ajudou a alterar os passaportes deles para que pudesem permanecer na Suiça. Alertados pelos nazistas dos atos de humanidade de Grueninger, os suíços suspenderam Grueninger em dezembro de 1938. Em novembro de 1939, o governo entrou com acusações contra ele por falsificar documentos. Em 1941, uma côrte o julgou culpado da acusação de insubordinação e o condenou a perder seu emprego, seu afastamento e sem pagamento e ainda aplicou uma multa. Ele nunca foi capaz de encontrar um emprego apropriado depois e saltava de um emprego para outro. Sobretudo, ele foi acusado por rumores de ter exigido dinheiro e favores sexuais daqueles que ele ajudou. Estes rumores eram infundados e foram vigorosamente negados pelo antigo guarda de fronteira.

Grande parte da parcialidade pró-nazista da Suíça pode ser atribuida a Pilet Golaz, que depis da invasão da França urgiu que a nação se adaptasse as novas realidades políticas da Europa. Em outras palavras, havia muito dinheiro a ser ganho no negócio com os nazistas. A política Suíça como aquela de todo os outros neutros, dependia das fortunas de guerra e na medida em que os Aliados começaram a marcha deles através da Europa das praias da Normandia, a política suíça mudou a favor dos aliados. Até mesmo as fortunas políticas de Golaz sofreram o mesmo destino, já que ele foi expulso do ofício em 1944, quando a maré claramente tinha virado a favor dos Aliados.

Os oficiais do governo suíço sabiam dos efeitos e metodologia inicial do genocídio nazista desde o início. Os nazistas haviam convidado médicos do exército suíço para servirem no front oriental para tratarem de soldados nazistas feridos na Operação Barbarossa. Ao mesmo tempo, bandos excursionistas de Einsatzgruppen realizavam as matanças a tiros em massa de judeus que eles tinham cercado. Conquanto os médicos suíços não pudesem ver os esquadrões da morte diretamente, eles certamente viram os efeitos e os relataram para a Cruz Vermelha e oficiais do governo. Um relatório legal do Banco Nacional de 1943 menciona as deportações e perseguições dos judeus.

A única área na qual a Suiça apresentou algo próximo a uma verdadeira neutralidade foi na área da espionagem. A polícia suíça deixou os agentes nazistas e aliados sem molesta-los e livres para irem e virem da Suíça. Contudo, depois que a França caiu não havia uma rota por terra para os aliados viajarem para e de a Suiça.

As primeiras notícias sobre o Holocausto alcançaram o ocidente em um telegrama de 8 de agosto de 1942 de Gerhart Riegner. O informante havia fornecido a informação a um homem de negócios de Leipzig,  Eduard Scholte. Eis o texto do telegrama:

“Recebi relato alarmante que nos quartéis generais do Furhrer está um plano sendo discutido e sob consideração segundo o qual todos os judeus nos países ocupados ou controlados pela Alemanha, somando 3.5 milhões ou 4 milhões devem depois da deportação e concentração no leste serem exterminados de uma vez para resolver de uma vez por todas a questão judaica na Europa. A ação relatada foi planejada para o outono; os métodos sob discussão incluem o ácido prússico. Transmitimos a informação com toda a reserva necessária já que a exatidão não pode ser confirmada. O informante declarou ter ligações íntimas com as mais altas autoridades alemãs e seus relatos são geralmente confiáveis.”

Infelizmente, este relato foi altamente desacreditado no ocidente, até mesmo pelos judeus. Allen Dulles o rotulou como histérica propaganda judia. O Rabino Stephen Wise, um dos receptores do telegrama  o divulgou para a imprensa em 24 de novembro de 1942. Depois disso, todo mundo estava ciente da selvageria e horror que ocorriam dentro do Terceiro Reich.

Similarmente, um artigo de junho de 1943 do Financial Times, escrito por Paul Einzig relativo a declaração dos Aliados de janeiro de 1943, enviou tremores entre a comunidade banqueira suíça. O artigo detalhou como todas as transferências de propriedade compradas por um neutro dos nazistas seria declarada inválida e a restauração seria devida. A preocupação dos banqueiros era sobre as transferências de ouro. Em julho de 1943, o Comitê do Banco Nacional Suíço se reuniu para decidir se eles deviam continuar a aceitar o ouro nazista. O comitê adotou a opinião que a Suiça, tendo um padrão ouro, era compelida a aceitar todo o ouro. O comitê concordou em pedir ao Conselho Federal um regulamento. O comitê foi instruído em outubro sobre o assunto, incluindo o fato de que os Aliados tinham aconselhado o Banco Nacional que algum do ouro podia ter sido saqueado. Em novembro, o Conselho determinou que isto estava de acordo com os oficiais do banco, portanto dando luz verde aos bancos suiços para aceitação posterior do ouro nazista.

O relatório no. 26904, escrito em 30 de janeiro de 1945 pela Adminitração Econômica Externa, implicou o Credit Suisse e o Union Bank em fornecer aos nazistas moeda estrangeira. Anexo ao memorando estavam 28 interceptações de comunicações do Credit Suisse e do Union Bank. Nove das interceptações diziam respeito ao triângulo financeiro da Alemanha, Suíça e Pirtugal sobre transferência de ouro como detalhado anteriormente neste capítulo. Os memorandos anexados mostravam que o Credit Suisse sozinho tinha tornado disponível aos nazistas 500.000 escudos e 200.000 coroas.

Um relatório do grupo de inteligência econômica dos Aliados intitulado Queixas Aliadas Contra a Suíça para o Retorno do Ouro Saqueado, datado de 5 de fevereiro de 1946, fornece a melhor estimativa do ouro saqueado dos bancos centrais da Europa. O relatório mostra um total de 648 milhões em ouro nazista. No irromper da guerra, a melhor estimativa das reservas de ouro nazistas era de 100 milhões. A diferença de 548 milhões foi saqueada dos países da Europa. O relatório estima dos registros de bancos que entre 275 milhões e 282 milhões foram vendidos ao Banco Nacional Suiço. Além disso, outros 20 milhões foram vendidos a bancos comerciais suiços. O relatório conclui que grande parte do ouro, depois de ser lavado pelos suiços, terminou em Portugal e Espanha.

Em um outro relatório, Safehaven No. 2969, enviado pelos americanos em Berna ao Secretário de Estado, o documento de seis páginas detalha a extensão dos bens nazistas na Suiça. O relatório afirma que os nazistas possuiam ou controlavam um total de 358 empreeendimentos econômicos suiços. Em 263 deles, o capital nazista investido totalizava aproximadamente 114 milhões. Os empreendimentos se espalhavam por todas as áreas de atividade econômica. O relatório listou 6 em manufatura textil, 6 em manufatura de transporte, 15 em empreendimentos de seguros, 67 em varejo e atacado, 9 bancos, 15 atividades químicas e 330 holdings e companhias financeiras, 11 em outras manufaturas de maquinário e 7 outros tipos com menos de três de cada. No relatório, um banqueiro suíço estima que os bancos mantinham 100 milhões de dólares em bens nazistas. A quantidade dos bens alemães na Suíça variaram amplamente, como o demonstra a tabela abaixo.

fonte da estimativa             quantidade
Departamento do Tesouro         $500 milhões
Departamento de Estado             $250-$500 milhões
Delegação Suiça             $250 milhões
Relatos de Imprensa             $750 milhões

Além disso, os nazistas tinham grandes quantidades de ouro, moeda, pedras preciosas e arte armazenadas em caixas de segurança de depósitos. Os britânicos estimaram o valor total de todas as pinturas saqueadas de 390 a 545 milhões.

A cooperação da Suiça com os esforços aliados na recuperação do ouro e término do comércio com os nazistas era aproximadamente não existente. Em resposta ao pedido dos EUA para congelar os bens suiços visando evitar o uso deles pelos alemães, a Suiça cortou o fornecimento de carvão para a embaixada dos EUA no inverno de 1941. A embaixada da Alemanha ainda recebia sua cota de carvão. As negociações com os suiços sempre foram difíceis. Na medida em que a guerra progredia, tornou-se claro para todos que os nazistas foram derrotados. Conquanto a Suiça suprisse os nazistas com muitos bens manufaturados que exigiam muito talento para serem fabricados, tais como ferramentas de máquinas, ela fornecia outros itens incluindo locomotivas e até mesmo armas e munição. Duas exportações chave suiças eram energia elétrica e alumínio.

Análises pós guerra do bloqueio pelos britânicos mostram que nos anos iniciais da guerra o bloqueio foi ineficaz. E em nenhum tempo durante este período os nazistas vivenciaram a falta de matérias primas. Foi somente a maciça campanha de bombardeio e as grandes perdas de batalha em 1944 que finalmente enfraqueceram o Terceiro Reich. Em 22 de junho de 1944, o Secretário de Guerra Stimson notou que o período de calma gentil dos neutros tinha acabado. Depois da invasão da Normandia no Dia D, as baixas aliadas cresceram dramaticamente. Acompanhando o aumento das baixas estava o aumento da pressão exercida pelos Aliados sobre todos os países neutros.

Em 10 de julho de 1944, Bill Donovan, chefe do OSS, informou Roosevelt que a Suíça tinha concordado em comprar mensalmente 7 a 10 milhões em ouro dos nazistas. Roosevelt disse a Donovan que levasse adiante o assunto com o Secretário de Estado Cordell Hull, e a pressão fosse colocada sobre os suíços. No dia 14, Hull chamou o Ministro Suiço Charles Bruggmann e revisou as baixas crescentes e o custo e deu uma pista gentil do que os EUA veriam do comércio continuado com os nazistas duramente. Com o sucesso da invasão da Normandia em agosto de 1944, o Departamento de Estado comandou sua legação em Berna para começar as conversas informais para limitar o comércio suiço-nazista. A resposta da Suiça veio no final de agosto e revela a duplicidade dos suiços. Eis a resposta:

“Isto vai sem dizer que a guerra já está perto dos Alpes e muda os aspectos do problema do trânsito e tem uma influência em sua solução. Por esta razão as autoridades Federais mantém este problema sob constante e cuidadosa observação. Elas tem então sido capazes de observar que o tráfego em ambas as direções tem em geral diminuido e não aumentado desde a primavera. No espírito da verdadeira neutralidade que as guia verão como isto segue a tendência que as circunstâncias demandam.”

Por causa da pressão vinda dos EUA e da Inglaterra, a Suiça reduziu suas exportações de materiais estratégicos tais como munição, locomotivas, ferramentas de máquina etc. A Administração Econômica Federal apoiou as rígidas medidas contra os suiços, inclusive retirando alimentos e alimentos para animais domésticos previamente prometidos a Suiça pelos aliados. A Junta de Chefes de Estado também favoreceu retirar suprimentos para a Suiça. Contudo, a Bretanha se opôs a tais medidas rígidas. Em outubro de 1944, o Sub Secretário de Guerra Patterson notou em um memorando que os comboios suiços carregando embarques eda Espanha através da França para a Suiça tinha recomeçado no final de setembro de 1944. Paterson argumentou que tais embarques deveriam ser parados até que a Suiça concordasse  em terminar todo comércio com os nazistas.

Em 8 de dezembro de 1944, o comitê executivo de Política Econômica Externa aprovou uma política econômica dos Aliados em relação aos países neutros. A política aprovada refletiu o pensamento da FEA, que exigia a continuidade dos controles de comércio, controles de câmbio e regulamentos de congelamento no período pós guerra, como alavancagem para ganhar o apoio dos neutros para alcançar os objetivos da Operação Safehaven. A despeito da aprovação do Presidente Roosevelt, várias agências do governo e departamentos contunaram a discutir a política.

Em fevereiro de 1945, depois de muita discordância sobre impor políticas mais rígidas contra a Suíça,  Lauchlin Currie, Assistente do Presidente Roosevelt, chefiou a delegação americana para a Suiça para conversas sobre parar o comércio dos tempos de guerra e começar negociações sobre as questões do ouro. O Dr. William Rappard chefiou a delegação suiça, embora o homem que puxasse as cordas fosse Walter Stucki. Em março, Currie relatou algum sucesso. A Suíça tinha concordado em congelar todos os bens alemães na Suiça, proibir a importação, exportação e negócios com toda a moeda estrangeira e restringir as compras suíças de ouro da Alemanha. Enquanto a missão de Currie era saudada pelo sucesso, contudo, a controvérsia logo se seguiria. Em maio de 1945, a legação americana em Berna relatou que os suíços compraram 3.000 quilos de ouro da Alemanha. O acordo Currie claramente excluia a compra. Contudo, a Suíça argumentou que o ouro não era saqueado.

Em junho de 1945, Harley Kilgore presidiu o Sub-comitê de Mobilização de Guerra do Senado. Nas audiências, ele apresentou documentos descobertos por investigadores aliados de correspondência entre o Vice-Presidente do Reichsbank, Emil Puhl e o Ministro alemão de Assuntos Econômicos Walter Funk, sobre discussões comerciais alemães-suiças realizadas durante a missão Currie. A traição dos suiços recebeu ampla publicidade. Orvis A. Schmidt, Diretor do Controle de Fundos Estrangeiros para o Departamento do Tesouro e um membro da missão Currie em Berna, testemunhou diante do sub-comitê:

“Até mesmo a esta data, o Governo Suíço é adverso a dar os passos necessários para forçar os bancos e outras instituições escondidas a revelar os proprietários de bens mantidos em ou pela Suiça. Isto significa que os bens alemães mantidos em ou pela Suiça não serão identificados. Assim, a verdadeira imagem da penetração financeira e industrial alemã pelo mundo será mantida secreta. Pelo mesmo sinal, os bancos suíços continuarão a lucrar ao proteger, por suas leis de sigilo, o potencial alemão de guerra e os bens ocultos de seus financiadores e industriais”.

Em setembro, Leland Harrison, ministro dos EUA na Suíça, expressou a Max Petitpierre, o Ministro Suíço para Asuntos Externos, a insatisfação americana com os esforços da Suíça de completar um censo dos bens alemães e a geral não cooperação da Suíça. As revelações do comitê Kilgore levantaram alarmes na Suíça. Alguns papéis de ala direita na Suíça foram tão longe para afirmar que a Suíça não podia suportar uma outra crise como a do comitê Kilgore.

Em março de 1946, conversas formais com a Suíça, EUA, Bretanha e França começaram em Washington. Quando as conversas formais com a Suíça começaram, os negociadores americanos mantinham uma visão otimista que a Suíça estivesse comprometida com o Acordo da Missão Currie e que a Suíça não se tornaria um paraíso para os bens nazistas. Por ouro lado, a Suíça via suas ações durante a guerra como consistentes com suas obrigações internacionalmente reconhecidas e direitos como um poder neutro. Os suíços avaliaram a lei internacional de acordo com a tomada nazista do ouro monetário dos países ocupados [o direito dos poderes de ocupação ao botim de guerra]. E dai, a recepção do ouro pela Suíça era legal. A Suíça argumentou que as queixas aliados pelos bens alemães além da fronteira da Alemanha era ilegal e uma violação da soberania suíça. Adicionalmente, a Suíça queria a remoção de todas as companhias suíças e indivíduos da lista negra aliada.

Com tais pontos de ista diametralmente opostos, as conversas foram estabelecidas em negociações longas e acaloradamente contestadas. A disputa entre os EUA e os britânicos como o uso de sanções para induzir o cumprimento posteriormente complicaram o lado aliado das conversas. O material de instrução do Tesouro para os negociadores americanos urgia uma abordagem global da questão do ouro, muito mais que a quantidade de ouro saqueado em cada transação. Adicionalmente, o Tesouro queria um cláusula aberta em qualquer acordo onde a Suíça seria obrigada a devolver qualquer ouro saqueado posterior que pudesse ser encontrado uma vez o acordo fosse alcançado. O Secretário Assistente do Tesouro Harry Dexter White insistiu que os fundos suíços permanecesem bloqueados nos EUA até que os suíços fornecessem garantias férreas que eles identificariam e tomariam todas as contas sob controle alemão. White estimou que o total de bens alemães na Suíça, excluindo as contas numeradas e os bens ocultados somassem 500 milhões.

Os negociadores americanos tinham o benefício de duas compreensivas avaliações dos movimentos alemães de ouro durante a Segunda Guerra Mundial. Ambos relatórios foram preparados dos registros do Reichsbank. Otto Fletcher, Assistente Especial para a Divisão de Controles de Segurança Econômica do Departamento de Estado, estimou que no início da guerra, as reservas nazistas de ouro totalizavam 120 milhões e que os nazistas adquiriram outros 661 milhões em ouro monetário durante a guerra, a maioria do qual foi saqueado. Fletcher também relatou que todo ouro vendido pelos nazistas depois do início de 1943 era saqueado. Seu relatório mostrou que os nazistas venderam ou transferiram 414 milhões do ouro saqueado para o Banco Nacional Suíço. O segundo relatório, preparado por James Mann do Departamento do Tesouro, estimou o total do ouro monetário saqueado pela Alemanha em um total de 579 milhões, fora os 785 milhões disponíveis para a Alemanha depois de 30 de junho de 1940. O relatório de Mann concluiu que os suíços receberm um total de 289 milhões.

A estratégia do Tesouro para as negociações giravam ao redor de que os países neutros reconhecessem a autoridade do direito legal do Conselho de Controle Aliado (ACC) a todos os bens externos alemães sob o Decreto Vesting. Até mesmo antes que as conversas começassem, o Tesouro insistiu que a Suíça reconhecesse o Decreto Vesting do ACC e concordasse em restituir aos Aliados para as reparações 378 milhões de ouro monetário saqueado estimados.

Randolph Paul foi designado Assistente Especial do Presidente Truman a cargo do contingente americano para as negociações entre os aliados e os suiços. Paul teve um importante papel em urgir o  resgate dos judeus na Europa na extensão em que o Holocausto se tornou conhecido. Seymour Rubin e Walter Surrey, e oficiais seniores do Departamento de Estado responsáveis pelos programas de segurança econômica auxiliaram Paul. Walter Stucki chefiou a delegação suiça.

As declarações de abertura de todos os países revelaram um cisma separando os dois lados. Em um esforço para remover o entrave, os aliados abriram mão de sua queixa por todos os bens alemães e ofereceram aos suíços uma parte de 20%. Depois de voltar para Berna, Stucki escreveu para Paul, reservando a posição legal suiça mas incluindo um rascunho de um acordo que aceitava o papel dos aliados na liquidação dos bens alemães na Suiça pelo estabelecimento de uma comissão conjunta e um plano para partilhar os rendimentos em alguma proporção não revelada. Dois dias mais tarde, os suiços divulgaram um relatório intitulado “Observações Suíças a Respeito do Problema do Ouro” que diferia marcantemente dos cálculos aliados a respeito dos holdings alemães de ouro no início da guerra, e questionava a credibilidade da informação fornecida pelo antigo vice presidente do Reichsbank Emil Puhl. Puhl tinha informado as investigadores aliados que o Banco Nacional Suíço sabia que eles estavam obtendo ouro saqueado porque ele tinha dito isso a eles.

A reação aliada a resposta suíça foi extremamente negativa. Por então as conversas nada mais eram que uma troca de notas e memorandos. Esforços posteriores continuaram e outras propostas se elevaram, mas nenhuma foi satisfatória para os dois lados. Finalmente, em 24 de abril, Seymour Rubin informou ao Sub Secretário Acheson e ao Secretário Assistente Clayton que os suíços haviam suspenso as negociações. Os Aliados tinham tentado o retorno de 130 milhões em ouro saqueado da Bélgica e rastreado até a Suiça,

Em dois de maio, os suiços retomaram as negociações em um encontro arranjado pelo embaixador suiço em   Washington, Ministro Bruggmann. Stucki deu sua ordem final sobre sua palavra de honra. O acordo propsto forneceu uma divisão de 50% nos procedimentos dos bens alemães na Suíça e um pagamento de 58.1 milhões no assentamento da questão do ouro. Paul sentiu que os suiços ofereciam o lance final. Paul tinha o benefício dos relatórios da inteligência dos EUA sobre a flexibilidade, que o governo suiço tinha dado a Stucki para basear a opinião dele. Em resumo, Paul já sabia quanta latitude o governo suiço tinha dado a Stucki para alcançar um acordo. Paul lembrou aos britânicos e franceses que a proposta original deles de 88 milhões em ouro tinha sido um bom caso, mas eles tinham que concordar com um assentamento de 75 milhões. Paul sentia que um melhor acordo podia ser alcançado apenas se os controles econômicos contra os suiços permanecessem no lugar. Paul se encontrou com Stucki antes que ele voltasse a Berna e concordou com a oferta se o pagamento fosse elevado para 70 milhões. Stucki não apenas recusou, mas também sugeriu que a Suíça poderia subtrair 2% de comissão como uma taxa de coleta dos bens alemães. Paul conduziu seus pensamentos em uma carta ao Secretário Assistente de Estado Clayton e Secretário do Tesouro Vinson que a oferta final suiça tinha sido feita. Ele observou que havia um sentimento significativo na França, Bretanha e nos EUA para a eliminação dos controles sobre as atividades comerciais e financeiras.

Depois de três semanas de encontros entre os Aliados, o acordo suiço foi finalmente aceito.

O acordo final com os suiços foi asinado em 26 de maio. Ele consistia em um Acordo, um Anexo , um acordo de cavalheiros e uma troca de cartas entre as delegações suiça e aliada. Em 3 de junho, Paul submeteu um resumo ao Presidente Truman. São pontos maiores do acordo:.

1. O Escritório de Compensação Suiça liquidaria as propriedades alemãs na Suiça

2. Os alemães cuja propriedade fosse liquidada teriam direito a compensação em dinheiro alemão.

3. O Escritório de Compensação Suiça liquidaria os bens alemães em cooperação com uma Comissão conjunta composta de representantes aliados.

4. Os bens liquidados seriam divididos em uma base de 50% entre a Suiça e os Aliados.

5. O governo suiço tornaria disponível aos Aliados a quantidade em ouro equivalente a 250 milhões de francos suiços [58.1 milhões] sobre a demanda do ouro em New York.

6. Os EUA desbloqueariam os bens suiços e os Aliados descontinuariam as listas negras de comércio como elas eram aplicadas à Suiça.

7. A interpretação do acordo podia ser estabelecida por arbitragem

8. A data efetiva do acordo seria a data de ratificação pelo parlamento suiço.

Em 24 de maio de 1946, o Senador Harley Kilgore escreveu uma carta ao Presidente Truman, urgindo a rejeição do acordo e revertendo ao seu acordo anterior. O representante Joseph Clark Baldwin também urgiu que Truman rejeitasse o acordo. Truman aceitou o acordo. Em outubro de 1946, os EUA desbloquearam os bens privados suiços nos EUA. Pelo fim de 1948, os EUA tinham desbloqueado aproximadamente 1.1 bilhão em bens suiços nos EUA. Contudo, a Suiça cotinuava a arrastar os pés em realizar o acordo. No período de julho a setembro de 1946, os suiços argumentaram que eles não podiam começar a liquidar os bens alemães até que os Aliados fixassem uma taxa justa de câmbio ente os Reichsmark e os francos suiços. Em 22 de julho de 1947, os aliados enviaram sua proposta de taxa de câmbio para os suiços. A Suiça rapidamente rejeitou a proposta, argumentando que a taxa não podia ser fixada unilateralmente pela França, EUA e Reino Unido.

Este não foi o único caso da duplicidade suiça. Durante o verão de 1946, os suiços questionaram a quantidade de ouro a ser devolvida. Em 2 de agosto de 1946, em uma nota ao Departamento de Estado da legação suiça, os suiços declararam que estavam preparados para devolver aos Aliados 50.807 quilogramas de ouro em pagamento por sua obrigação de 250 milhões de francos suiços. Esta quantidade equivalia a 800 quilogramas e perto de um milhão a menos dos 58 milhões antecipados pelos Aliados. Os suiços tinham chegado a uma  nova estatística ao desvalorizar o franco. Os suiços insistiram na arbitragem em 1947, somente para finalmente recuarem em maio de 1947.

As negociações com a Suíça continuaram até 1952 antes que um acordo final fosse alcançado. Por todos estes anos, a Suiça exibiu um desrespeito e desprezo da autoridade dos Aliados. Todas as negociações foram marcadas pela duplicidade da Suiça, especialmente quanto aos bens sem herdeiros. No caso dos bens sem herdeiros, os bancos suiços não tinham problemas em liquidar estas contas em benefício do banco mas para os judeus que buscavam as contas de seus seres amados perdidos no Holocausto, os bancos se recusaram a ajudar. Frequentes vezes os bancos exigiriam um certificado de óbito, sabendo que certificados de óbito não eram divulgados para as vítimas dos campos de concentração. Esta questão final não foi assentada até a iniciativa da década de 1990 do presidente Clinton e chefiada por Eizenstat.

Contudo houveram conversas renovadas na década de 1990 , onde abunda a duplicidade suiça. Um novo escândalo emergiu em 1997 quando o antigo guarda de banco Christoph Meili se apresentou com a evidência que o Union Bank da Suiça estava destruindo documentos a respeito das atividades do banco com os nazistas. Meili, um guarda noturno do Union Bank descobriu uma grande quantidade de documentos esperando serem destruídos. Entre os documentos estavam registros dos tempos de guerra. O jovem guarda pegou dois livros e páginas rasgadas de um outro para seu armário naquela noite, e então os levou para casa. Meili então entregou os livros para uma organização judaica na Suiça. As leis suiças proibem a destruição de documentos que podem se relacionar às investigações da segunda guerra mundial. Por uma recompensa em seus esforços para descobrir a verdade, o Union Bank despediu Mr. Meili. O governo também está investigando se Meili violou alguma lei suiça de sigilo. O jovem homem foi submetido a ameaças de sequestro de suas filhas e então se mudou para os EUA. Meili ainda recebe ameças de morte. O Presidente Clinton assinou uma lei que garantiu a família de Meili statutus de residente permanente.  Christoph Meili tem a distinção de ser o único cidadão suiço que teve garantido ailo político nos EUA.

O ouro recuperado na Alemanha, e o  que foi devolvido pelos países neutros, foi usado para estabelecer um fundo de ouro sob o controle da Comissão Tripartite de Ouro (TGC), que foi criada em 27 de setembro de 1946. O Acodo de Paris especificou a restituição do ouro onetário a cada país participante na proporção das perdas sofridas em ouro. Os problemas  resultantes da recuperação econômica pós guerra de várias nações fizeram com que o TGC fizesse uma disstribuição inicial do ouro monetário até mesmo antes de reunir o fundo de ouro completamente. Dez nações preencheram queixas coma TGC: (Albania, Áustria, Bélgica, Chechoslovaquia, Grécia, Itália, Luxemburgo e Holanda, Polônia e Iugoslávia. Em 17 de outubro de 1947 o  TGC anunciou em Bruxelas a distribuição preliminar para a Bélgica, Luxemburgo e Holanda. Em
novembro e dezembro foram feitas distribuições para a Itália, Áustria. A Checoslováquia e a Iugoslávia  receberam alcações parciais em 1948. A distribuição da Albania foi retardada até outubro de 1996. Sobretudo, um total de $379.161.426 foi distribuida para as nações queixosas. Já que as queixas excederam muito a quantidade do ouro recuperado e os reclamante receberam apenas 65% de suas queixas reconhecidas. O TGC presentemenet retém controle  de aproximadamente to milhões em ouro. Deste 70 milhões,aproximadamente 47 milhões estão armaenados no Banco da Inglaterra e o remanscente no Banco Federal Reserve de New York. A tabela abaixo lista a fonte do ouro no fundo do ouro.

fonte                        quantidade         ano de contribuição
Depositório de Câmbio Externo             $263.680,452.*         1947
Suiça                         $58 milhões         1947
Banco para Assentamentos Internacionais       $4.2 milhões         1948
Espanha                     $114.329         1948
Suécia                         $8 milhões         1949
Suécia                         $7 milhões         1955
Portugal                     $4 milhões         1959
Portugal                     $360.000         1959

* ouro recuperado na Alemanha

Conquanto  os países neutros devam para sempre carregar a vergonha de ajudar a Alemanha nazista ao aceitar o ouro saqueado, os Aliados, e em particular os EUA, tamém devem carregar alguma vergonha na recuperação dos bens roubados. Com a exceção da Argentina, todos os neutros afirmaram a ameaça de uma possível invasão nazista. Em muitos casos, a ameaça foi real até 1941, antes que os nazistas invadissem a Rússia.  Contudo, a ameaça não existiu depois disso. De fato, pode ser argumentado inequivocamente que os nazistas eram incapazes de abrir um outro front depois da invasão russa pelo fato que eles tiveram que retardar a Operação Barbarossa até depois que a campanha dos Balcãs estivesse completa para liberar as tropas necessárias para a campanha russa. Adicionalmente, a quantidade do comércio e o grau de neutralidade exibida por cada uma das nações neutras era dependente das fortunas da guerra. Isto foi particularmente verdadeiro para a Suiça, que continuou comerciando com os nazistas até que os Aliados estivessem em sua fronteira ocidental. O resultado final foi que os países neutros eram voluntários em aceitar o dinheiro sangrento por vantagens econômicas.

Contudo, nas negociações sobre a questão do ouro, os Aliados e os EUA em particular foram igualmente voluntários em sacrificar sua moralidade por ganhos estratégicos na Guerra Fria. Adicionalmente, é prontamente aparente a falta de consideração dos Aliados e que os EUA exibiram no manuseio do ouro não monetário e das vítimas do Holocausto. As autoridades americanas estavam cientes do problema desde o início com a descoberta da conta Melmer em Merkers consistindo em ouro dentário, relógios de ouro, alianças de casamento etc. Albert Thoms, chefe do Departamento de Metais Preciosos do Reichsbank identificou 207 sacos em Merkers como pertencentes a conta Melmer. O General Frank McSherry reconheceu a importância da conta Melmer quase que imediatamente. McSherry sugeriu que “esta propriedade das SS contém evidência que pode ser útil na acusação dos criminosos de guerra das SS”.

Os detalhes da conta de Melmer foram reunidos pelos exames dos registros do Reichsbank e pelos interrogatórios de Thoms, do vice-presidente do Reichsbank, Emil Puhl, e do SS-Hauptsturmführer (Capitão) Bruno Melmer. Como chefe do departamento de metais preciosos do Reichsbank, Thoms foi capaz de fornecer aos aliados muitos detalhes concernentes a conta das SS.  Thoms disse aos seus interrogadores que  Frommknecht o enviou a Puhl no verão de 1942. Puhl o informou que as SS estavam para começar os embarques para o Reichsbank, e que os embarques conteriam jóias e outros itens de ouro e prata não monetário. Contudo, por causa do sigilo necessário, o Reichsbank seria responsável pela sua disposição. Logo depois deste encontro, o SS-Brigadeführer (brigadeiro general) informou a Thoms que um oficial das SS de nome Melmer enviaria o primeiro embarque em um caminhão. O embarque chegou em 26 de agosto de 1942, e foi o primeiro a incluir ouro dentário.

Os materiais eram primeiro depositados na conta Melmer. Os itens eram então separados. Barras de ouro e de prata, bem como moeda, eram comprados pelo banco pelo valor real. Os itens menores como as alianças eram enviados para a Prussian Mint para serem derretidos. Os itens maiores de jóias eram enviados ao Municipal Pawnshop, que vendia os itens mais valiosos. O resto do material era enviado ao (Deutsche Gold-und Silber-Scheideanstalt) Degussa para derretimento. Degussa era permitido manter uma pequena parte para propósitos industriais. Mas qualquer ouro em excesso era vendido ao Reichsbank e a quantidade creditada a conta Melmer.

Degussa era uma grande firma alemã engajada no refino de metais e na produção de químicos, incluindo os tabletes de cianeto Zyklon-B usados nas câmaras de gás. Os tabletes de Zyklon-B eram produzidos por  Degesch, que era de propriedade da Degussa e da IG Farben, um composto químico que foi dissolvido depois da guerra. Degussa também era a firma que fornecia urânio para o projeto da bomba atômica dos nazistas. Recentemente, Degussa falou que as pessoas tinham laços reconhecidos entre a Degussa e a I.G. Farben durante a guerra. Grande parte da informação que tem surgido recentemente sobre a Degussa vem de um processo legal em andamento em New Jersey. Degussa mantinha um contrato exclusivo com os nazistas para derreter itens retirados dos judeus nos campos de concentração, inclusive o ouro dentário. Havia ouro demais sendo retirado das vítimas de Auschwitz que a Degussa construiu um derretimento lá. Segundo o  Oberstrumbannfuhrer Rudoff Hoss, o comandante de Auschwitz, a quantidade diária de ouro no campo era de 24 libras.

Mais recentemente, o papel da Degussa na proliferação nuclear tem sido trazido a luz no filme documentário “Stealing the Fire’. Os cineastas documentam o julgamento de Karl-Heinz Schaab, que foi julgado por traição em Munique.  Schaab é a primeira pessoa no mundo condenada de espionagem atômica em um julgamento aberto nos últimos cinquenta anos. Ele vendeu documentos top secretos roubados da Alemanha para Saddam Hussein, e viajou para Bagdá inúmeras vezes para ajudar o Iraque a construir a bomba atômica. Schaab estava ligado a Degussa e a Leybold, uma subsidiária da Degussa. Ele recebeu uma sentença extremamente leve depois da condenação. Ele foi multado em apenas 100.000 marcos alemães e condenado a cinco anos de prisão.

Contudo, há mais do que o olho vê na sentena de Schaab. Depois da guerra, Gernot Zippe, conhecido como o “pai da centrífuga” e um empregado da Degussa foi de grande interesse para os militares de várias nações industrializadas.  Zippe foi capturado pelos russos e os ajudou a construir a bomba atômica deles. Ele foi devolvido ao Ocidente em 1956. Em seu retorno, a CIA imediatamente o agarrou para trabalhar na tecnologia da centrífuga americana, que é crítica na separação dos isótopos de urânio. Por um caminho tortuoso, uma variante da tecnologia da centrífuga de Zippe foi descoberrta no Iraque em 1996. Devido ao lamacento sub-mundo do comércio de armas, a Degussa foi poupada de acusações de traição, grandemente devido a suas ligações com os contratados americanos de defesa, tais como a Du Pont. Shaab foi um conveniente camarada em queda. A tecnologia do Míssel Sucud-b iraquiana pode ser descrita como 90% alemã e sua tecnologia atômica como 60% alemã.

Adicionalmente, em 1990 a Degussa foi multada em 800.000 por ilegalmente reexportar armas nucleares e material relacionado para a Coréia do Norte. A firma também foi implicada em exportar gás veenoso para a Líbia. A Degussa também foi um grande contribuinte para a campanha de eleição de George W. Bush. Já em junho de 1999, a Degussa havia contribuido com 1.950,67 dólares. Deve ser notado que a Degussa é uma companhia alemã contribuindo para uma campanha eleitoral americana. Hoje a Degussa é um conglomerado mundial que relata vendas de 11.8 trilhões de euros. Mais uma vez, uma corporação associada aos nazistas tem avançado sem impedimentos, desde o fim da guerra. A Degussa também representa uma corporação que tem sido tão completamente corrompida com seus negócios passados com os nazistas que está além de uma reforma. Ela deve ser quebrada antes que seus negócios possam provocar uma outra guerra. Com a elevação do fascismo globalmente, a melhor chance do fascista, de recuperar o controle ainda reside em provocar uma outra guerra.

O Depositório de Câmbio Estrangeiro concluiu que houve 78 envios para a conta Melmer, dos quais aproximadamente 43 foram completamente inventariados pelo Reichsbank. Bernstein estimou o valor total de todas as entregas Melmer por volta de 36.17 milhões de Reichsmarks, como moedas de ouro e prata e lingotes respondendo por 10.67 milhões. A controvérsia da distribuição do ouro monetário repousa na inclusão do ouro tomado das vítimas dos campos de concentração. Todas as moedas de ouro e barras foram consideradas serem ouro monetário. As quantidades adicionais do ouro das vítimas clasificadas como ouro monetário vieram do derretimento de itens de ouro pela Degussa e do Reichsbank depois que os judeus receberam ordens de entregar todo ouro e prata em 1939. Este ouro das vítimas se tornou misturado com o ouro monetário e parte dele foi vendido aos países neutros. A controversia se renovou na decáda de 1990 e tem mostrado além de qualquer dúvida que a inclusão do ouro das vítimas no ouro monetário foi feita sob o conhecimento dos Aliados, inclusive os EUA. Conquanto os Aliados tenham estimado que a quantidade de ouro retirada das vítimas dos nazistas tenha sido de 14.5 milhões, apenas aproximadamente 3 milhões foi usado para auxiliar as vítimas.

Parte 9: Histórias do Ouro Nazista da Argentina

Antes de continuar com os problemas dos bens sem herdeiros, uma breve olhada no que pode ser chamado de histórias do ouro, lendas, ou mitos, para trazer uma luz adicional aos tesouros nazistas desaparecidos. O maior tesouro ainda é aquele do projeto Aktion Feuerland [ação terra do fogo] de Bormann. Indubitavelmente, há muitos mitos bem com o fatos que cercam o tesouro de Bormann. Alguns tem tomado o aspecto de lendas. Portanto o leitor é de antemão avisado que o que se segue referente a este tesouro pode ser parcialmente falso. O que é sabido com certeza é que até junho de 1944, Bormann transferiu seu saque através da França em caminhões para a Espanha. Na Espanha, o tesouro foi transferido para U-boats,que então viajaram para a Argentina. Depois do Dia D, a rota por terra fechou para a Espanha. Bormann continuou sua transferência por ar. O autor,  Ladislas Farago afirma que virtualmente o registro completo desta operação está preservado nos arquivos da Coordenação Federal em Buenos Aires, nos arquivos do FBI e nos arquivos do Almirantado britânico. O último assumiu que os U-boats estavam em patrulha regular.  Farago afirma que os embarques começaram em 1943 e chegaram em bases regulares com espaço de seis a oito semanas. Ele afirma que o dinheiro e o ouro foram depositados no nome de Eva Peron.

Segundo Farago, os Perons conseguiram ganhar o controle de grande parte do tesouro de Bormann e no Tour de Arco Iris da Europa de Eva ela depositou mais de 800 milhões em contas numeradas em vários bancos suiços. Farago lista o tesouro como:

187.692.400 marcos de ouro
17.576.386 dólares americanos
4.632.500 libras esterlinas
24.976.442 francos suiços
8.370.000 florins holandeses
17.280.009 francos belgas
54.968.000 francos franceses
87 quilogramas de platina
2.511 quilogramas de ouro
4.638 quilates de diamantes e outras pedras preciosas.

A lista de Farago do tesouro de Bormann tem sido parcialmente verificada por Adam Lebor, na medida em que ele especificamente lista as mesmas quantidades de ouro e diamantes. Embora Farago inicie os envios de ouro antes do encontro da Casa Vermelha, os Aliados primeiro se tornaram alarmados com as transferências de ouro nazista em 1943. A inteligência aliada acreditava que grande parte do primeiro ouro a chegar na Argentina foi usada para financiar a rede de espionagem nazista na América do Sul.

Uma história relativa a Argentina e as queixas do ouro nazista conta que nos dias próximos do fim da guerra uma frota de U-boats nazistas contendo o tesouro nazista e os principais oficiais nazistas, inclusive Hitler, deixou a Alemanha para a Argentina. Na rota para a Argentina eles encontraram uma força tarefa naval aliada e uma batalha resultou na perda de vários navios aliados, o que os EUA continuam a negar. Recentemente, evidência adicional aparareceu no Pravda lançando uma nova luz na história. É sabido que 10 U-boats foram despachados para a Argentina nos últimos dias da guerra. O Pravda afirma que ao menos cinco deles alcançaram a Argentina com não menos que 50 principais oficiais nazistas. Durante a viagem os U-boats afundaram um navio americano de batalha e o cruizer brasileiro Bahia com uma taxa de 400 mortes, inclusive cidadãos americanos.

O Pravda afirma que o navio americano era o USS Eagle 56. Contudo, o US Eagle 56 foi afundado em 23 de abril de 1945, fora da costa do Maine rebocando alvos para prática de mergulho de bombardeio. Somente 13 dos 67 membros da tripulação sobreviveram. A marinha manteve que o navio foi afundado por uma explosão na sala de caldeiras até recentemente, finalmente reconhecendo que o USS Eagle 56 tinha sido de fato afundado por um U-boat U-853. O U-853 foi afundado em 6 de maio de 1945, no Mar do Norte a sudeste de New London.

O  Bahia foi afundado pelo U977, que circundava no Mar del Plata, Argentina em 17 de agosto de 1945, e foi entregue para os EUA para testes. Quatro homens de radio americanos: William Joseph Eustace, Andrew Jackson Pendleton, Emmet Peper Salles e Frank Benjamin Sparksere estavam a bordo do Bahia e foram mortos.A marinha americana ainda lista os homens como perdidos em ação. O Brasil atribui o afundamento do Bahia a uma explosão a bordo

O artigo no Pravda foi baseado na informação dos pesquisadores da Argentina  Carlos De Napoli e Juan Salinas. Eles afirmam que uma frota de quase 20 U-boats navegou do porto norueguês de Bergen, entre 1o. de maio e 6 de maio. Eles se juntaram a um outro grupo de U-boats vindo das costas dos EUA ao redor de   Cape Verde. Lá eles souberam da rendição.  Alguns afundaram seus botes, outros se renderam e ainda outros estabeleceram o curso para a Alemanha. Contudo, ao menos seis dos U-boats continuaram para a Argentina. A seguir, o artigo afirmou que a Marinha Argentina recebeu ordens de parar de atacar os U-boats alemães operando perto das praias da argentina, por ordens de Churchill. Farago para alguém disse que as ordens para a Marinha da Argentina vieram de Peron. Ele contudo não menciona que a ordem veio da Bretanha.

O artigo do Pravda contém um sério erro no nome do navio americano afundado. Devido a controvérsia do afundado ser listado como uma explosão de caldeira quando os sobreviventes relataram ver um cavalo trotando em um escudo vermeho na torre de comando de submarino, o afundamento do USS Eagle 56 tem sido cuidadosamente investigado. Contudo, o artigo contém muita informação sabida ser verdadeira, incluindo a listagem de dois dos U-boats: U-530 e U-977. U-530 se rendeu no Mar del Plata, Argentina em 10 de julho de 1945. Isto foi entregue aos EUA para testes. Outra informação que tem sido parcialmente confirmada por outros investigadores. é também sabido inicialmente que os EUA não acreditaram no relato do suicídio de Hitler e lançaram uma busca na América do Sul por ele e outros principais nazistas desaparecidos. Depois da rendição, o comandante do U-977 Heinz Schaeffer foi preso e acusado de contrabandear criminosos de guerra para a América do Sul.

Interesssantemente, o U-530 pareceu ter estado estacionado ao redor de Cape Verde em 1944. Em 23 de junho de 1944, U530 se encontrou com o submarino japonês I-52 para transferir um detector de radar a aproximadamente 850 milhas a oeste das ilhas. Os Aliados estavam cientes da transferência e os aviões aliados pretenderam afundar o submarino japonês. O  I-52 foi localizado em 1955 e ainda continha 2 toneladas de ouro.

Informação adicional apareceu em 1997 na Argentina. O jornal nacional, Ambito Financiero, foi contactado por um homem dando seu nome completo alemão e sua identidade de comandante número 75. Ele afirmou ter chegado a Argentina depois de afundar seu U-boat. Na década de 1970, uma pessoa diferente fazendo a mesma declaração contactou o mesmo jornal. Este comandante de U-boat escreveu que, sob ordens específicas de Hitler, dez submarinos, cada um com 50 oficiais e tripulação, viajaram para a Argentina para ajudarem a fundar o Quarto Reich. Recentemente, mais informação sobre esta frota de U-boats veio da Noruega. Lá, uma pessoa afirmando ter alegadamente trabalhado em um departamento de arquivo da Marinha nazista, uma grande parte do qual estava estacionada no sul da Noruega durante a guerra, descobriu documentos adicionais que corroboram a informação Argentina. Outros pesquisadores a muito tem afirmado que dois U-boats foram afundados depois de descarregarem sua carga de documentos e ouro em águas rasas, o que confirmaria os dois contactos com o jornal.

Informação posterior dos planos nazistas vem da rendição do  U-234 em Portsmouth, New Hampshire em 16 de maio de 1945. U-234 partiu da Noruega em 16 de abril de 1945. Enquanto no mar no Atlântico Norte, o U-234 soube da rendição e a ordem de Doenitz de abandonar as operações e se render. A lista da carga do U234 segue:

oma toneada de correio pessoal e diplomático
desenhos técnicos e plantas de armamento avançado de combate
armas anti-tanques
miras avançadas e sistemas de controle de incêndio
radar aéreo
um caça a jato Me 262
adicionais motores a jato
560 quilogramas de óxido de urânio

Adicionalmente o U-234 carregava os seguintes principais especialistas nazistas:
O General DA Luftwaffe Ulrich Kessler, em seu caminho para se tornar adido aéreo alemão em Tóquio
O Ten. Cel. da Luftwaffe  Fritz von Sandrart e o Ten. Erich Menzel, especialistas em comunicações aéreas, radadr aéreo e defesas AA
quatro oficiais Kriegsmarine, incluindo um especialista em aviação naval, um especialista AA, um engenheiro costrutor naval, e um juiz naval [cujo trabalho seria finalmente eiminar os últimos vestígios do anel de espionagem Sorge]
August Brinewald e Franz Ruf, especialistas em tecnologia e construção de aeronave a jato cuja missão era começar a produção sos caças a jato Me 262 no Japão
Dr. Heinz Schlike, um especialista em tecnologias de radar e de infra-vermelho

O U-234 contudo, se destinava ao Japão. A carga de óxido de urânio era destinada ao projeto japonês de enriquecimento de urânio em Hungnam no norte da Coréia sob o direção do Dr. Nishina. Os documentos técnicos ajudaram imensamente no entendimento das defesas japonesas. As plantas também apressavam o desenvolvimento do armamento avançado dos EUA. Conquanto o U-234 não fosse parte da fuga para a Argentina, ele confere confiança a habilidade dos nazistas em transferirem a tecnologia deles para o exterior e dá a idéia do escopo dessa transferência. De fato, houve uma grande quantidade de cooperação entre o Japão e a Alemanha perto do fim da guerra; muito mais do que anteriormente acreditado.

Em ‘Gold Warriors’ os Seagraves confirmam este comércio de urânio entre a Alemanha Nazista e o Japão. Eles relatam que os submarinos de carga japoneses eram usados para transportar o ouro para a base subterrânea nazista em Lorient, França para pagar as compras de urânio. Os U-boats alemães e rápidos raiders de superfície transportavam o urânio para pontos de encontro na Indonésia e nas Filipinas. Destes pontos de encontro, os submarinos japoneses transportavam o urânio para seus destinos finais no Japão e na Coréia.

Adicionalmente a Argentina estava ligada aos nazistas pela companhia austríaca de munições Hirtenburg. Hirtenburg estava ligada estreitamente com o Banco J. Henry Schroeder de New York por meio de uma companhia holding suiça, a Herbertus AG e a argentina SA de Finanzas. O Banco J. Henry Schroeder de New York era um ramo da Schroeder Rockerfeller Co Investment Bankers cujos três proprietários durante a guerra eram Avery Rockefeller, Bruno von Schroeder em Londres e Kurt von Schroeder de Colonia na Alemanha Nazista.  Nelson Rockefeller estava a cargo da segurança da América do Sul durante a Segunda Guerra Mundial; contudo, Tesden ligada a Goering servia como uma ligação financeira entre as Bahamas e Cuba com a Alemanha nazista. O Banco das Bahamas estava ligado ao Banco mexicano Continenta e o Banco Stein de Colonia e era usado para criar contas no exterior para os agentes da Gestapo nos EUA.

Esta breve olhada no tesouro de Bormann transferido para a Argentina prontamente ilustra a dificuldade de separar os fatos de ficção sobre o saque nazista. O autor, Uki Goni tem também apresentado prova das dificuldades encontradas em confiar nos registros argentinos. Ele descobriu que estes registros tem sido expurgados dos arquivos incriminadores em ao menos duas ocasiões diferentes. A verdade completa sobre o tesouro de Bormann pode nunca vir a ser revelada a menos que os EUA e a Inglaterra desclassifiquem todos os documentos da Segunda Guerra Mundial. O artigo do Pravda obviamente foi grandemente inflado ao longo das linhas das suspeitas soviéticas do tempo. Contudo, colocando à parte estas faltas, ele lança luz adicional sobre as operações de Bormann que os EUA e a Inglaterra gostariam de ver enterradas. Buscas adicionais pelos U-boats alemães ao longo da costa argentina já estão sendo planejadas. Qualquer descoberta somente serviria para confirmar mais do artigo do Pravda bem como dos contactos do jornal argentino.

Published in: on agosto 28, 2008 at 4:36 pm  Comments (12)  
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O caso do antrax e os cientistas

Aumentada a Preocupação sobre as Mortes Suspeitas de 24 bio-cientistas

O ‘Suicídio’ de Bruce Ivins faz dele o 24o. especialista em bio-terrorismo que tem morrido nos últimos sete anos.

de Victor Thorn

Durante os últimos sete anos, mais de duas dúzias dos melhores microbiologistas mundiais – todos os quais estavam concentrados no combate ao bio-terrorismo – tem morrido sob condições questionáveis.

Um foi esfaqueado com uma espada, um outro atirado sob um carro, enquanto um terceiro foi atacado na cabeça até a morte. Um cientista foi encontrado com repetidas feridas por espada no peito; um outro empurrado para debaixo de uma cadeira, nu da cintura para baixo; um outro pereceu em uma cabine pressurisada cheia de nitrogênio; um outro foi assaltado no carro com as chaves ainda na ignição e um tanque cheio de gasolina. Nenhum destes homens morreu de causas naturais. Suas mortes foram deliberadas e estão enviando uma mensagem clara aos especialistas em vírus, imunologistas, entomologistas e aqueles que pesquisam armamento biológico; suas vidas estão em grave perigo.

A casualidade mais recente foi o pioneiro da bio-defesa Bruce Ivins, que foi relatado ter cometido suicídio em 29 de julho no Hospital Memorial Frederick por uma overdose de Tylenol. (Como ele obteve pílulas suficientes para se matar, ainda é uma questão em aberto). Ivins tinha ligações diretas com o caso do  antrax de 2001; primeiro via seu potencial desenvolvimento de uma vacina para combater a toxina, e secundariamente como um receptor em 2003 da Decoração de Serviço Excepcional, a mais prestigiada recompensa que um cientista civil pode receber. Ivins tamém auxiliou o governo em sua investigação do pânico do antrax.

Aqueles mais próximos a Ivins estão publicamente céticos com a história do suicídio, ressaltando que ele era um voluntário da Cruz Vermelha, tocava teclado em sua igreja local, apreciava jardinagem e era casado  tendo dois filhos. Por outro lado, para pintar a imagem mais horrível possível, um trabalhador social afiliado ao FBI chamado Jean Duley afirmou que Ivins era, na realidade, um sociopata, um assassino vingativo e homicida que queria matar seus colegas em uma explosão de glória depois de descobrir que ele era o alvo de uma investigação do Departamento de Justiça sobre o caso do antrax.

Este testemunho é questionável em um número de níveis diferentes. As amostras de cabelo humano de uma caixa de correio em Princeton, N.J.  onde o antrax foi enviado não combinam com Ivins, disseram as fontes envolvidas. Por 18 anos, Ivins manteve uma das mais altas credenciais de segurança possíveis no Departamento de Defesa. Como perguntou o jornalista Scott Creighton, “Como todos estes psicólogos e psiquiatras graduados e educados perderam este intento criminoso que um trabalhador social (Jean Duley) captou em uma única sessão de grupo?”

Se Ivins exibisse tais tendências homicidas, isto não teria sido identificado ao menos uma vez em quase duas décadas, especialmente já que ele trabalhava em Fort Detrick, lar do Instituto de Pesquisa Médica para Doenças Infecciosas do Exército dos EUA, em uma das instalações mais guardadas no país?

Ivins é a segunda vítima de uma caça às bruxas do governo que começou com a perseguição combinada do Dr. Steven Hatfill,  cuja carreira e reputação foram irreparavelmente destruídas antes de receber um acordo de 5.8 milhões dos federais. Muito convenientemente, menos de um mês depois que o governo recompensou Hatfill em seu julgamento – com o caso do antrax aparentemente parado e não indo a lugar algum  porque eles buscaram  o homem errado por anos -, de repente a overdose de Bruce Ivins e todo o assunto é subitamente resolvido.

Ninguém mais tem que se preocupar com as cartas contendo antrax como aquelas recebidas por Tom Brokaw e o antigo Sen. Tom Daschle. Mas será que o real culpado tem sido identificado ou existe alguém mais sendo protegido de um processo?

A resposta pode estar com o Dr. Philip M. Zack, um microbiologista que tem alegadamente tentado enquadrar um colega árabe, o Dr. Ayaad Asaad, pelo pânico do antrax.

Zack, por sua vez, é judeu, e foi despedido de seu posto em Fort Detrick por perseguir continuamente o Dr. Asaad de modo extremamente discriminatório, por ele ser árabe.

Visitas continuadas ao laboratório top secreto depois de sua demissão foram registradas por câmeras de segurança. Ele foi filmado entrando em Fort Detrick em numerosas ocasiões. O indivíduo que ilegalmente o deixou entrar foi a Dra. Marian K. Rippy, também judia. Além disso, Zack era bem relacionado com o antrax de grau militar, o mesmo tipo que foi usado nos pacotes postais de 2001.

Evidência posterior implicando o governo foram os testes de DNA ligando as fontes dos esporos originais [que sao muito raros] a Fort Detrick. Zack novamente se torna o primeiro suspeito porque o pânico do antrax ocorreu pouco depois de 11 de setembro, um tempo quando os neo-conservadores e Israel estavam para começar sua “guerra ao terror”.  Zack era conhecido como um raivoso odiador de árabes e as cartas anexas a cada amostra de antrax tinam uma retórica anti-semita que pretendia implicar os árabes. (“Morte a Israel, Alá é Grande”).

Foi a inteira histeria do antrax motivada para lançar suspeita sobre os muçulmanos para justificar o desejo dos neo-conservadores de uma guerra no Oriente Médio? Será que o pânico do antrax foi um parente das armas de destruição em massa de Saddam Hussein, uma outa tática para empurrar o povo americano para a invasão do Iraque? Steven Hatfill e Bruce Ivins foram bodes expiatórios usados pelo governo para desviar a atenção do envolvimento do Dr. Zack?

Finalmente, muitos dos principais microbiologistas mundiais estão sendo assassinados para minimizar os esforços para conter os efeitos de um futuro ataque bio-terrorista? Quem pensaria que trabalhadores de laboratório inteligentes e isolados estivessem na mais mortal profissão mundial de colarinho branco?

Dr. Bruce Ivins era um cientista tímido e dedicado. Depois de sua morte, ele tem sido caracterizado como um louco usando uma roupa a prova de balas que envenou suas vítimas via o meio mais mortal de terrorismo biológico do país.

Mas se o pânico do antrax foi simplesmente uma ourta operação psiquica dos neo-conservadores/MOSSAD, as implicações para um acobertamento são enormes. Muitos dos colegas e amigos do Dr. Ivins não acreditam nas afirmações que ele era um assassino e sentem que o “suicídio” dele foi o resultado de uma perseguiçao incansável e pesada por oficiais do governo. O especialista em doenças W. Russell Byrne  o caracterizou como “olhar para um camarada que estava sendo levado para sua execução”.

Tem um outro número apenas sido acrescentado à misteriosa contagem dos cadáveres de microbiologistas?

Published in: on agosto 26, 2008 at 3:48 pm  Deixe um comentário  
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A questão da Ossetia do Sul

A questão da Ossetia do Sul – A Russia se mantém de pé

pravda 22 de agosto de 2008

As consequências a longo prazo dos eventos recentes no Cáucaso ainda não estão claras. Os lados envolvidos no conflito tem dito tudo que eles consideraram necessário a dizer sob a atual situação política. As repúblicas não reconhecidas da Ossetia do Sul e Abkhazia tem sobrevivido a um outro conflito sangrento com a Georgia. O conflito tem provado que é absolutamente impossível que as três nações vivam dentro das fronteiras de um Estado legal. Parece que as duas repúblicas pedirão a Moscou que novamente reconheça a independência delas.

A Georgia tem tido uma impressão objetiva de sua própria administração política e sua aptidão para a solução de metas estratégicas. Os militares georgianos tem provado serem absolutamente incapazes de realizarem ações militares civilizadas enquanto as autoridades da Georgia mostraram que não se importam em pensar sobre seu povo.

A Rússia foi forçada a lançar uma maciça ação militar em resposta à agressão da Georgia. As tropas russas testaram seus talentos sobre o inimigo armados com armas americanas, israelenses e ucranianas.

Os candidatos presidenciais americanos não perderam uma boa oportunidade de exercerem suas opiniões em politica externa. Pela primeira vez em muitos anos, os falcões de Washington e seu secretário de Estado se tornaram honestos em suas declarações sobre a Rússia.

A política é cheia de cinismo. Georgia estava obviamente resolvendo seus próprios problemas enchendo Tskhinvali de bombas e mísseis a noite. Milhares de ossetianos estavam pensando sobre sua futura existência.

Os sentimentos anti-russos foram externados em Washington, Bruxelas, Kiev, Varsóvia, etc. Rússia, Europa e os EUA tinham suas próprias razões para fazerem suas queixas, uns dos outros, com certeza. Contudo, a Georgia e a Ossetia do Sul foram rapidamente movidas para o background contra os assuntos do acordo de mísseis EUA-Polônia e o futuro dos embarques de combustível da Rússia para a Europa. Moscou mantem-se para defender seus interesses geopolíticos, enquanto a OTAN se coloca contra a Rússia, e os EUA demonstraram sua real influência no mundo, que por sua vez mostrou-se indiferente `as opiniões de Washington sobre um pequeno país democrático da Georgia.

O nó caucasiano se torna um exemplo clásico do início de uma crise global. A crise apareceu ao tempo, quando a Rússia decidiu passar das palavras às ações pela primeira vez na recente história. O Ocidente foi obviamente surpreendido e atemorizado.

As instituições,que imitaram a manutenção da paz no globo, pareceram ser organizações inúteis. A OSCE se tornou uma participante do conflito porque a administração georgiana tinha previamente informado a organização do iminente ataque sobre a Ossetia do Sul. A OTAN mostrou que não estava disposta a se encontrar em uma clara oposição contra a Rússia. Quanto a ONU, não há ilusões quanto a eficiência desta organização antes. Sua sede pode somente ser boa para televisionar as discussões internacionais, mas elas não podem ser uma plataforma onde decisões consolidadas e eficientes sejam tomadas.

A crise na Ossetia do Sul tem dividido a sociedade ocidental. Tão grande variedade de opiniões e visões na media européia e americana pode por último ser vista no umbral da incursão dos EUA no Iraque.

É um segredo aberto que o mundo tem muito mais que uma média opinião da Rússia. Contudo, muitos jornalistas ocidentais urgem que seus líderes finalmente parem de aborrecer o Urso Russo, especialmente quando isto vem para a influência da Rússia em suas regiões históricas.

A media ocidental sempre tem sido bem cautelosa em sua atitudde para com a Rússia. A corrente abordagem deles carrega uma simple mensagem. O Ocidente devia ter domado a Rússia uma década atrás, mas agora tem que lidar com isto.

A Rússia tem exercido uma forte determinação para se levantar de seus joelhos, embora isto ainda não tenha sobressaído. Suas ações na Ossetia do Sul e Georgia tem testado as possibilidades militares, diplomáticas e políticas da Rússia. Parece que Moscou tem estado ganhando a luta feroz na política externa, embora não pretenda ganhar a luta a todos os custos. A Rússia depende do Ocidente exatamente como o Ocidente depende da Rússia.

Rússia deve fazer o melhor possível para não dar o passo para a euforia de um super-poder em elevação. Vale notar que até mesmo os céticos reconhecem a nova qualidade das politicas da Rússia como resultado da restrição política de Moscou em tudo a respeito da recente atividade militar no Cáucaso.

Se Moscou mantém o novo status, então o conflito na Ossetia do Sul se tornará um trampolim para sérias mudanças geopolíticas no mundo. Divivindo a OTAN, a oposição da Turquia aos EUA, o problema nucear do Irá – estes são apenas uns poucos assuntos da crise em desenvolvimento.

Published in: on agosto 22, 2008 at 7:29 pm  Deixe um comentário  
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MK Ultra, Os Bush e o Engano Mundial

MK Ultra, Os Bush e o Engano Mundial:

a profecia se desdobrando na medida em que o mundo é escravizado

de Eric Jewell

28 de fevereiro de 2003

Uma História do MK Ultra
2Thes.2 [11] “E por esta causa Deus deve enviar a eles a forte desilusão, que ele devem acreditar uma mentira”:

Este é um trabalho apressado, mas cheio de fatos a respeito das atrocidades do controle mental perpetrado pelos mais escuros elementos do governo americano, deste a última metade do século até os dias atuais. O assunto é tão detalhado, documentado e disseminado, que seriam necessários vários livros para abordar exaustivamente este assunto, mas minha esperança é que este trabalho educará o leitor e o armará com fatos suficientes que ele possa facilmente fazer estudos posteriores sobre o assunto. O intento é documentar o assunto em áreas que provem a existência deste programa usado em uma escala individual e em uma escala em massa sendo usada mundialmente.

Durante a década de 1940 a CIA produziu e desempenhou um papel de estrela no que então foi conhecido como “Operação Paperclip“. A Operação Paperclip dependeu de uma campanha de má orientação. Esta má orientação foi simples. Os EUA levou o mundo a buscar muitos dos oficiais militares nazistas que cometeram grandes atrocidades contra seus prisioneiros em uma tentativa de condena-los por crimes de guerra. Isto foi altamente publicado com o fervor da media. Contudo, por trás das cenas, as comunidades americanas de inteligência estavam recrutando cientistas nazistas e renomados médicos nazistas dos campos de concentração e psiquiatras. Estes homens eram todos oficiais nazistas de alto escalão das SS, que eram culpados de cometerem ofensas cinzentas e algumas vezes curvadoras da mente, todas elas durante a guerra. Muitos destes homens recrutados para trabalharem para nós eram os mesmos homens que eram os responsáveis pelos horrores cometidos em Auschwitz e outros campos. Eles receberam a opção de vir trabalhar para nós em tais laboratórios como Los Alamos por muito mais dinheiro do que eles recebiam dos alemães, ou serem processados na completa extensão da lei pelos crimes deles. De fato, a decisão da maioria foi quase que instantânea.

MK Ultra não é apenas uma teoria da conspiração. O projeto que ele abrange veio de expandir os trabalhos dos médicos nazistas e cientistas recrutados pela Operação Paperclip.

É um fato que a CIA propôs e realizou experimentação de controle mental de meados da década de 1940 em diante, usando os cientistas alemães trazidos a esta nação. Em um grande grau é uma questão de registro público e foi sempre uma matéria do Comitê de Investigação do Senado. O que realmente é revelado é certamente mais estranho e muito mais assustador do que a ficção.

Em 1975, durante o primeiro encontro do comitê do Senado a respeito do MK Ultra foi dito; “De seu inicio em 1950 até seu término em 1963, o programa da adminstração subreptícia de LSD a sujeitos humanos não voluntários e sem conhecimento disso demonstra uma falha da liderança da CIA em prestar atenção adequada aos direitos dos indivíduos e fornecer eficaz orientação aos empregados da CIA.

Embora fosse conhecido que a testagem era perigosa, as vidas e a sanidade dos sujeitos teste foram colocados em risco e ignorados… Embora fosse claro que as leis dos EUA estavam sendo violadas, os testes continuaram.”

A CIA, 2 dois anos mais tarde em 1977, se descobriu novamente diante do Senado e homens chave foram questionados a respeito do papel deles na realização destes e outros experimentos tortuosos e assassasinos mentais. Em 1975-1976, contudo, George H.W. Bush foi indicado diretor da CIA, e as audiências do Senado tem revelado que uma quantidade maciça de trabalhos científicos a respeito dos projetos Mk ultra tem sido destruídos. Deve ser notado que a história oficial afirmada pela maioria do trabalho científico foi destruída em 1972. O interesse dos EUA no controle mental e na manipulação mental pode ser rastreado ao Dr. A. Newton Richards em 1941. Este foi o ano que o Serviço de Guerra Química se uniu ao Comitê de Pesquisa Médica. Richards era o liberal progressista diretor que tinha concluido que havia a necessidade de progredir com certos estudos a nível de experimentação humana.

Por causa do horror e ultraje público que seria levantado, e para ser capaz de correr sem obstáculos, este tipo de operação de fato mais tarde se tornou conhecida como uma operação ‘negra”.

Em 1942 Richards contactou o Secretário de Guerra Henry Stimson requisitando aprovação para uso do pessoal militar para experimentação envolvendo gases venenosos. Por último, muitos múltiplos milhares de homens do serviço sofreram tal “experimentação”.

Em março de 1943, Vannevar Bush aprovou um plano de Richard para realizar secreta experimentação “medica” em prisioneiros da penitenciária federal em Terre Haute, Indiana.

A Academia Nacional de Ciências tem estimado que desde a década de 1940 mais de 60.000 homens a serviço foram submetidos a similares experimentos ameaçadores e encurtadores da vida. É posteriormente estimado que talvez tantos quantos 20.000 homens de serviço e seus dependentes foram intencionalmente expostos ao rádio. Considere também que estas estatísticas somente incluem a experimentação admitida. Os 80.000 homens americanos a serviço não estão sozinhos nisto. A “experimentação’ também foi realizada em prisioneiros, prostitutas e doentes mentais americanos. Os negros e brancos pobres foram irradiados e desenvolveram crescimentos cancerosos no que é conhecido como “experimentação” terminal… experimentação para a morte.

Em 1953 “paperclip” começou a produzir frutos com vários novos programas sancionados sob o então diretor da CIA Allan Dulles. Operação Paperclip evoluiu para o Projeto “Bluebird” (1949), projeto Naomi (1950, e projeto “Artichoke” (1951), e então MK Ultra (1953) se tornou oficialmente designado o nome código para todo este projeto multi-facetado que operou sem restrição ou qualquer consideração humana. Apenas uns 24 anos depois, a CIA se encontrou convocada para responder por alguns destes projetos diante comitês do Senado, mas infelizmente isto foi passado por alto, acobertado e depois esquecido, mas não antes de certos fatos escaparem.

O programa MK-Ultra agrupava uma ampla variedade de projetos, todos concernentes a controle mental. A documentação revela ao menos 149 sub-projetos. Tudo, desde lavagem cerebral e repatriotização, para criar correios involuntários de informação classificada, para tornar uma pessoa média em um assassino sem até mesmo saber que eles estavam sendo manipulados, foi visto como “como podemos fazer isto?”. Isto foi realizado por meio de uma dieta incansável de drogas, hipnose e trauma.

Havia vários especialistas nazistas… médicos trabalhando para fabricar genética para criar a raça perfeita, e outros se especializando em quebrar o homem, enquanto ainda outros desenvolviam hipnoticamente pessoas médias para realizarem metas encobertas pré estabelecidas.

Bios, Evidência e Testemunho

Dr. Joseph Mengele
Joseph Mengele começou seus estudos em filosofia, medicina e antropologia na Universidade de Munique em 1930. Durante este tempo o Partido Nazista era o segundo partido político mais popular na Alemanha. Foi durante este tempo que Munique estava sob o encanto ferozmente apaixonado e amante anglo, do ódio das minorias, de falas hipnoticamente cativantes de Adolph Hitler. Mengele não perdeu tempo abraçando o nazismo e em 1931 se uniu aos Capacetes de Aço.

Depois de se distinguir em batalha, Mengele chegou a Auschwitz para estudar genética. Trabalhando como um oficial da sinistra SS, seu trabalho incluia a experimentação de remoção de genes defeituosos ou inferiores e substitui-los por genes superiores e visa versa. Uma das metas máximas de seu trabalho era descobrir a fórmula genética para criar uma super raça. Esta raça superior era para ser geneticamente engenheirada para ser a raça mestra, enquanto ao mesmo tempo criava uma raça escrava para a realização das tarefas menos glamurosas.

Um de seus primeiros atos como um oficial das SS deixando sua marca ao chegar a Auschwitz, foi ordenar a morte de 1.000 judeus; homens, mulheres e crianças.

Ele foi recrutado pela CIA no fim da guerra, e trabalhou grandemente no Brasil. A despeito de seu abominável império no infame campo da morte e da quantidade maciça de evidência contra ele, ele nunca foi seriamente perseguido como um criminoso de guerra.

Sidney Gottleib
Gottleib foi um cientista alemão importado que teve laços muito fortes com a inteligência dos EUA, um dos quais era Richard Helms, que era o vice diretor das operaçõs encobertas da CIA. Após ser recrutado pelos EUA no fim da segunda guerra mundial, Gotleib também chefiou a Divisão Química do MK Ultra.

Gottleib foi por um tempo superior de Joseph Mengele em Auscwhitz. Depois de ser recrutado para os EUA, Gottleib substituiu Willis Gibbins para supervisionar o MK Ultra.

Ele trabalhou extensamente com o LSD, até mesmo pessoalmente o experimentando. A um ponto de sua carreira na CIA, ele escorregou grandes doses de drogas alteradoras da mente para seis de seus colegas, que de nada suspeitavam. O Dr. Frank Olson teve uma viagem violentamente má e precisou ser hospitalizado. Logo depois de um exame por um Dr. Harold Abramson, Olson encontrou-o em um quarto de hotel. Abramson afirma que ele deu a Olson um bourbon e lhe deu Benzedrina e que Olson então se tornou delirante novamente e saltou da janela do 10 andar para sua morte.

Uma Olhada Íntima em Alguns Projetos Passados do MK Ultra
O seguinte documento desclassificado da CIA de 1955 claramente mostra as várias agendas de lavagem cerebral dos tipos de experimentação do MK Ultra. A desvalorização da vida humana é clara. Também deste documento seguinte e do testemunho posterior de pesquisadores que trabalharam nesta área, e a informação concernente aos “pais” da psiquiatria moderna, podemos ver que estas práticas tem seguido pelo dias modernos das enfermarias psiquiátricas. É também visto que parte da experimentação incluiu desacreditar publicamente os indivíduos também. Isto provavelmente era para ser usado em indivíduos que estavam tentando permanecer no caminho da agenda da Nova Ordem Mundial, expondo coisas tais como o dúbio programa MK Ultra.

[O Documento começa]
RASCUNHO

[Deletado]

5 de maio de 1955

Uma porção do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Divisão TSS/Química é devotada à descoberta dos seguintes materiais e métodos:

1. Substâncias que promoverão o pensamento ilógico e a impulsividade a ponto onde o recipiente será desacreditado em público.

2. Substâncias que aumentem a eficiência do processo de pensamento e da percepção.

3. Materiais que evitarão ou contra-agirão o efeito intoxicante do álcool.

4. Materiais que promoverão o efeito intoxicante do álcool.

5. Materiais que produzirão os sinais e sintomas de doenças reconhecidas de modo reversível de modo que possam ser usados para fingir-se enfermo, etc.

6. Materiais que tornarão a indicação da hipnose mais fácil ou de outro modo aperfeiçoem sua utilidade.

7. Substâncias que aperfeiçoarão a habilidade de indivíduos de suportarem privação, tortura e coação durante interrogatórios e a chamada “lavagem cerebral”.

8. Materiais e métodos físicos que produzirão amnésia para eventos precedentes e durante seu uso.

9. Métodos físicos de produzir choque e confusão durante longos períodos de tempo e capaz de uso subreptício.

10. Substâncias que produzem inabilitações físicas tais como paralisia das pernas, anemia aguda, etc.

[quebra de página ]

-2-

11. Substâncias que produzirão pura euforia sem subsequente esvaziamento.

12. Substâncias que alteram a estrutura da personalidade de modo tal que a tendência do recipiente se tornar dependente de uma outra pessoa seja aperfeiçoada.

13. Um material que cause confusão mental de um tal tipo que o indivíduo sob sua influência achará difícil manter a fabricação sob questionamento.

14. Substâncias que diminuirão a ambição e a eficiência do trabalho geral de homens quando administrada em quantidades não detectáveis.

15. Substâncias que promoverão fraqueza ou distorção da visão ou faculdades da audição, preferivelmente sem efeitos permanentes.

16. Uma pílula de nocaute que possa subrepticiamente ser colocada em drinks, comidas, cigarros, como um aerossol etc que será segura de usar, fornecerá o máximo de amnésia e será apropriada para uso para agentes tipo base ad hoc.

17. Um material que possa subrepticiamente ser administrado pelas rotas acima e que em quantidades muito pequenas tornará impossível para um homem realizar qualquer atividade física, seja ela qual for.

O desenvolvimento de materiais deste tipo segue a prática padrão de tais casas farmacêuticas éticas como [deletado, mas possivelmente Eli Lilly que anteriormente havia auxiliado em tal experimentação]. É relativamente um procedimento de rotina desenvolver a droga a ponto de testagem humana. Ordinariamente, as casas farmacêuticas dependem dos serviços de médicos particulares para a final testagem clínica. Os médicos são voluntários em assumir a responsabilidade de tais testes para o avanço da ciência da medicina. É difícil e algumas vezes impossível para o TSS/CD oferecer um tal atrativo a respeito de seus produtos. Na prática, tem sido possível usar os contratados externos para as fases preliminares deste trabalho. Contudo, a parte que envolve a testagem humana em níveis eficazes de doses apresenta problemas de segurança que não podem ser manuseados pelo contratado comum.

[quebra de página]

-3-

A instalação proposta [deletado] oferece uma oportunidade única para o manuseio seguro de uma tal testagem clínica em adição das muitas vantagens ressaltadas na proposta do projeto. Os problemas de segurança mencionados acima são eliminados pelo fato que a responsabilidade para a testagem ficará completamente com o médico e o hospital. [Deletado] permitirá que o pessoal do TSS/CD supervisione o trabalho muito estreitamente para se assegurar que todos os testes são realizados segundo as práticas reconhecidas e revestidos das adequadas salvaguardas.

[fim do documento]

A seguir temos um memorando do Dr Sidney Gottleib de 1953 que ressalta os projetos do MK Ultra utilizando hipnose.

[Começa o documento]

RASCUNHO-SG/111 11 de maio de 1953

MEMORANDUM PARA REGISTRO

Assunto: Visita ao Projeto [deletado]

1. Neste dia o escritor passou o dia observando experimentos com Mr. [deletado] sobre o projeto [deletado] e no planejamento do trabalho do próximo ano sobre o projeto (Mr. [deletado] já tem submetido sua proposta ao [deletado]).

2. A imagem geral do presente status do projeto é uma de uma série cuidadosamente planejada de cinco experimentos. A maioria do ano tem sido gasta em filtrar e padronizar um grande grupo de sujeitos [aproximadamente 100] e os meses entre agora e 1o. de setembro devem trazer muitos dados, de forma que estes cinco experimentos devem estar completos por 1o. de setembro. Os cinco experimentos são: (N é o número total de sujeitos envolvidos no experimento.)

Experimento 1 – N-18 Ansiedades hipnoticamente induzidas a serem completadas em 1o. de setembro.

Experimento 2 – N-24 Habilidade aumentada hipnoticamente de aprender e recordar material escrito complexo, a ser completado em 1o. de setembro.

Experimento 3 – N-30 Resposta ao polígrafo sob hipnose, a ser completada em 15 de juhno.

Experimento 4 – N-24 Habilidade aumentada hipnoticamente de observar e recordar um arranjo complexo de objetos físicos.

Experimento 5 – N-100 Relacionamento entre a personalidade e suscetibilidade à hipnose.

3. O trabalho para o próximo ano (1o. de setembro de 1953 a 1o.de junho de 1954) se concentrará em:

Experimento 6 – O problema do código morse, com a ênfase no QI relativamente menor dos sujeitos do que aquele encontrado nos voluntários das Universidades.

[quebra de página]

Experimento 7 – Recordação da informação adquirida hipnoticamente por sinais muito específicos.

[deletado] submeterá planos detalhados de pesquisa de todos os experimentos ainda não submetidos.

4. Um sistema de relatos foi decidido, recebíveis em junho, setembro e dezembro de 1953 e em março e junho de 1954. Estes relatos além de darem um sumário do progresso de cada um dos sete experimentos também incluirão dados crus obtidos em cada experimento. Ao completar qualquer experimento, um relato final, completo e organizado nos será enviado.

5. Depois de 1o. de junho, [deletado] o novo endereço será:

[deletado]

6. Uma nova revista científica foi observada no escritório de [deletado]:

Journal of Clinical and Experimental Hypnosis
publicado trimestralmente pela Sociedade para CF. & E.H.
publicante é Woodrow Press, Inc.
227 E. 45th Street
New York 17, N.Y.
Priço é $6.00
Até hoje, dois números foram publicados, Vol. 1 #1 Janeiro de 1953, e Vol. 1 #2 Abril de 1953.

7. Uma impressão muito favorável foi deixada sobre o escritor pelo grupo. O projeto experimental de cada experimento é muito cuidadosamente feito, e os padrões de detalhe e instrumentação parecem ser muito altos.

Sidney Gottlieb
Chefe da Divisão Química, TSS
Original Somente.

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[Documento termina]

A seguir temos uma entrevista com o Dr. George Estabrooks. A seguir estão trechos de uma entrevista de 1971. Isto foi mais de um ano antes que os registros governamentais a respeito do MK Ultra fossem relatadamente destruídos.

A Hipnose Vem da Idade
Science Digest, Abril de 1971 George H. Estabrooks, Ph.D., graduado de Harvard (1926) e erudito de Rhodes

Uma das aplicações mais fascinantes e perigosas da hipnose é seu uso na inteligência militar. Este é um campo com o qual estou familiarizado por formular orientações para técnicas usadas pelos EUA nas duas guerras mundiais.

A comunicação na guerra é sempre uma dor de cabeça. Os códigos podem ser quebrados. Um espião profissional pode ou não permanecer comprado. Seu próprio homem pode ter uma lealdade inquestionável, mas seu julgamento é sempre uma questão em aberto. O “correio hipnótico”, por outro lado, fornece uma solução única. Eu estive envolvido ao preparar muitos sujeitos para este trabalho durante a segunda guerra mundial. Um caso bem sucedido envolveu um capitão do Corpo de Serviço do Exército que chamaremos George Smith.

Capitão Smith tinha se submetido a meses de treinamento. Ele foi um sujeito excelente mas não entendeu isto. Eu tinha removido dele, por sugestão pós hipnótica, toda lembrança de até mesmo ter sido hipnotizado.

Primeiro tive que o Corpo de Serviço chamasse o capitão a Washington e dissesse a ele que eles precisavam de um relato de um equipamento mecânico da Divisão X com sede em Tóquio. Smith foi ordenado sair por jato na manhã seguinte, pegar o relato e voltar. Conscientemente, isto era tudo que ele sabia, e esta foi a história que ele contou a sua esposa e amigos. Então eu o coloquei sob profunda hipnose e dei a ele – oralmente – uma mensagem vital a ser entregue diretamente em sua chegada ao Japão a um certo coronel – vamos dizer que o nome dele fosse Brown – da inteligência militar. Além de mim, o Coronel Brown era a única pessoa que podia hipnotizar o Capitão Smith. Isto é “fechando.” Eu realizei isto ao dizer ao hipnotizado capitão: “Até ordens posteriores minhas, somente o Coronel Brown e eu podemos hipnotizar você. Usaremos uma frase sinal ‘a lua está clara’. Seja onde for que você ouvir esta frase de Brown ou de mim você entrará instantaneamente em profunda hipnose. Quando o Capitão Smith acordou novamente ele não tinha memória consciente do que havia acontecido em transe. Tudo o que ele estava ciente era que devia se dirigir a Tóquio para pegar o relato da divisão.

Em sua chegada lá, Smith reportou-se a Brown, que o hipnotizou com a frase sinal. Sob hipnose, Smith enviou a minha mensagem e recebeu outra para levar de volta. Despertado, ele recebeu o relato da divisão e voltou para casa de jato. Lá eu o hipnotizei mais uma vez com a frase sinal e ele me deu a resposta de Brown que tinha sido obdedientemente guardada em sua mente sub-consciente. O sistema é virtualmente a prova de falhas. Como exemplificado neste caso, a informação foi fechada no sub-consciente de Smith para recuperação por somente duas pessoas que sabiam a combinação. O sujeito não tinha memória consciente do que aconteceu, assim não podia revelar segredos. Ninguém mais pode hipnotiza-lo, até mesmo se vierem a saber a frase sinal. Nem todas as aplicações do hipnotismo para a inteligência militar são tão limpas quanto esta. Talvez você tenha lido “As Três Faces de Eva”. O livro foi baseado em um caso relatado em 1905 pelo Dr. Morton Prince do Hospital Geral de Massachusetts e Harvard. Ele surpreendeu todo mundo no campo ao anunciar que ele havia curado uma mulher chamada Beauchamp de umm problema de divisão de personalidade. Usando a sugestão pós hipnótica para submergir uma faceta incompatível e infantil da paciente, ele tinha sido capaz de tornar os outros dois lados de Mrs. Beauchamp compatíveis, e reuni-los em uma única e coesa personalidade. Os hipnoterapeutas clínicos pelo mundo pularam na moda da personalidade múltipla como uma fronteira fascinante.

Pela década de 1920, não apenas eles tinham aprendido a aplicar a sugestão pós-hipnótica para lidar com este estranho problema, mas também tinham aprendido como partir certos indivíduos complexos em personalidades múltiplas como Jeckyl-Hydes. O potencial para a inteligência militar tem sido um pesadelo. Durante a segunda guerra mundial, trabalhei esta técnica com um vulnerável tenente da marinha que chamarei Jones. Sob o olho observador da inteligência da marinha eu parti sua personalidade em Jones A e Jones B. Jones A, uma vez um normal trabalhador da marinha, tornou-se inteiramente diferente. Ele falava da doutrina comunista e entendia disso. Ele foi recebido entusiasticamente por células comunistas, recebeu uma dispensa honrosa do Corpo e se tornou um membro do partido.

O cômico foi Jones B, a segunda personalidade, anteriormente aparente no Marine consciente. Sob hipnose, este Jones tinha sido cuidadosamente treinado por sugestão. Jones B era a personalidade mais profunda, conhecia todos os pensamentos de Jones A, foi um americano leal, e foi impresso a nada dizer durante as fases conscientes.

Tudo o que eu tinha a fazer era hipnotizar o homem inteiro, entrar em contacto com Jones B, o americano leal, e eu tinha um conduto diretamente para o campo comunista. Trabalhei maravilhosamente por meses com este sujeito, mas a técnica saiu pela culatra. Conquanto não houvesse meio de um inimigo expor a dupla personalidade de Jones, eles suspeitaram disso e jogaram o mesmo truque conosco mais tarde. O uso da “hipnose andante” na contra-inteligência durante a segunda guerra mundial ocasionalmente se tornou tão evoluida que ela exigiu demais até mesmo da minha credulidade. Entre os truques mais complicados usados, estava a prática de enviar um agente acordado perfeitamente normal ao campo inimigo depois dele ter sido cuidadosamente treinado em hipnose desperta para atuar a parte de um potencial sujeito hipnotismo. Treinado em auto-sugestão ou auto-hipnose, um tal sujeito pode passar em cada teste usado para localizar uma pessoa hipnotizada. Usando isto, ele pode controlar a taxa de seu batimento cardíaco, se anestesiar a um grau contra a dor de um choque elétrico ou tortura.

No caso de um oficial que chamaremos Cox, este um contra-espião cuidadosamente preparado, recebeu um título para indicar que ele tinha acesso a informação de top prioridade. Ele foi plantado em um café internacional em uma país de fronteira onde era certo existirem agentes inimigos. Ele falava demais, bebia bastante, fez amizade com as garotas locais e fingiu um interesse infantil em hipnotismo. A esperança era que ele cometesse um erro crasso na situação onde agentes inimigos o raptariam e tentariam hipnotiza-lo, para extrair a informação dele. Cox trabalhou tão bem que eles cairam no truque. Ele nunca se permitiu ser hipnotizado durante as sessões. Enquanto fingia ser um sujeito hipnotizado do inimigo, ele estava reunindo e realimentando informação.
[fim da entrevista]

Mais experimentação
Em 1942 o Dr.Winfred Overholser do OSS, o predecessor da CIA, começou a pesquisa da busca de um soro da verdade usando mescalina, uma droga derivada do cactus peyote. Isto se mostrou ineficaz como soro da verdade e eles começaram a experimentar com doses líquidas altamente concentradas de Marijuana. O governo dos EUA durante a segunda guerra mundial cresceu toneladas de marijuana. A história oficial era que ela seria usada para fazer cordas, sacos etc, mas o botão e a folha era concentrado para criar este soro da verdade sem cheiro e sem sabor. Em alguns casos isto foi muito efetivamente usado durante o interrogatório de suspeitos agentes duplos e até mesmo entre os próprios cientistas produzindo o produto. Suas reações produzidas contudo se provaram serem instáveis, conquistando vários resultados entre muitos sujeitos teste a um tal ponto que outros meios novamente tiveram que ser buscados.

1944 viu os primeiros esforços dos EUA em recrutar ativamente cientistas nazistas nos campos médicos e nuclear.

1950 viu a CIA unir forças com o Pentágono e um programa de modificação de comportamento foi iniciado chamado “Operação Bluebird”. Os prisioneiros de guerra norte coreanos eram cheios de barbituratos, benzedrina, e hipnotizados antes do interrogatório. Uma outra meta deste programa era induzir amnésia nos sujeitos teste de forma que eles não pudessem recordar os processos de drogueamento e tortura. A terapia por eletrochoque também se tornou uma parte da mistura.

1953 viu a transformação do OSS na CIA. Por agora eles tinham importado muitos doutores nazistas que tinham chefiado os programas de controle mental e lavagem cerebral ao longo de alguns registros dos campos de morte que não tinham sido destruídos. Segundo estes registros os alemães haviam obtido bons resultados usando mescalina, então mais uma vez a CIA voltou a mesa de projetos. O Projeto Naomi tinha sido um projeto de controle mental da CIA usando LSD 25. Foi a este ponto que o Projeto Naomi foi renomeado para o agora infame “MK Ultra”. MK Ultra era agora a operação de abrigo envolvendo controle mental, modificação de comportamento e interrogatório. Seus métodos eram uma mistura de psicocirurgia, eletrochoqueterapia, várias drogas poderosas alteradoras da mente e hipnose, enquanto no fim produzindo amnésia de forma que os sujeitos teste de nada suspeitavam.

1967 na Universidade McGill o Dr Ewen Cameron realizou experimentação para o MK Ultra usando eletrochoqueterapia, LSD e privação sensorial.

1974 um contratado do Departamento de Defesa, J. Scapitz, pretendeu combinar a tecnologia do MK Ultra com a tecnologia de microondas para produzir efeitos em massa na população do mundo. Em 1994, apenas 20 anos mais tarde, o Departamento de Justiça começou a supervisionar o novo trabalho realizado no Alasca para um projeto chamado HAARP. HAARP de fato é uma enorme disposição de microondas. A disposição foi atualizada novamente extensamente em 1998.

Em 1988 o governo dos EUA finalmente assentou um processo legal de 8 anos trazido contra ele pelos advogados de Washington Joseph L. Rauh, Jr., e James C. Turner. O processo foi assentado fora da corte pela mísera soma de 750 mil dólares e foi em benefício de oito cidadãos canadenses que foram vitimizados e sobreviveram às experiências do MK Ultra realizadas por Ewen Cameron, que também alcançou notoriedade como presidente das Associações Americana e Canadense de Psicologia. Foi assentado fora da corte no interesse da “segurança nacional”.

ENTRAM OS BUSHs
O avô de G.W. Bush, Prescott Bush, e seu padrasto, George Herbert Walker, inicialmente fizeram a fortuna deles suprindo a máquina de guerra nazista na medida em que abriam o caminho deles pela conquista da Europa. O dinheiro de Bush forneceu o aço nazista, o gás, os materiais, munições e e daí em diante, até Prescott ser acusado pelo ato de comerciar com o inimigo. A família Bush tinha investido pesdamente na política e políticos do Terceiro Reich.

“A fortuna da família Bush veio do Terceiro Reich” – John Loftus, ex Departamento de Justiça dos EUA, investigador de crimes nazistas de guerra e Presidente do Museu do Holocausto na Flórida citado no Sarasota Herald-Tribune 11/11/2000

A família Bush é ligada financeiramente ao Grupo Carlyle, uma companhia de fachada de Bin Laden que tem enriquecido seus investidores por meio de adquirir contratos de defesa. Seu rendimento médio anual para seus investidores tem sido 34% e, especializando-se em armamento e aparato de defesa, eles são enriquecidos financeiramente a cada maior ação militar.

Quando George H.W. Bush se tornou Diretor da CIA em 1975, segundo sua biografia oficial, ele foi mesmo o primeiro externo da CIA a ser indicado como diretor. De fato isto era um tempo muito crítico para a CIA e um tempo muito crítico para a Nova Ordem Mundial, na medida em que seus planos para controle mental em massa eram para serem colocados em uso prático, e os trabalhos estavam sendo vazados a respeito da existência do MK Ultra. Sem mencionar que vários doutores envolvidos nisto já haviam falado publicamente a respeito destes deveres diabólicos. Certamente este não era o tempo para um novato, então esta parte da biografia dele é verdadeira? Não, segundo um memorando de J Edgar Hoover que se referiu a um “Mr. George Bush da CIA” que era um agente envolvido com exilados cubanos que mais tarde se tornaram envolvidos no Fiasco da Baía dos Porcos. George Bush tem negado publicamente ser este homem. Ele se recorda de estar no Texas naquele tempo e nega lembrança posterior. Então por toda semelhança, a CIA não estava de todo nas mãos de um novato, mas possivelmente de um dos maiores agentes que já a serviram.

Já que Bush era o homem da CIA com os exilados cubanos que foram empurrados para o debacle da fracassada Baía dos Porcos, isto o colocou em oposição direta a JFK e seus planos de rasgar a CIA. Será que Kennedy repentinamente criou para ele mesmo um inimigo mortal em George H.W. Bush? Se assim for, há muita ironia nisto tudo. JFK escreveu e implementou a Publicação do Departamento de Estado #7277, que é a impressão básica de 40 anos para a Nova Ordem Mundial. A história desde então tem provado que temos implementado e seguido o plano de Kennedy para o nono grau. Se Bush foi instrumental no assassinato de JFK, então o arquiteto da Nova Ordem Mundial foi na realidade assassinado pelo homem que lançou isto pelo mundo. Em inúmeras ocasiões por sua presidência, George H.W. Bush se referiu orgulhosamente a Nova Ordem Mundial e creditou-se por liderar isto.

O ex Presidente Bush também pode ser ligado a uma outra tentativa de assassinato, e há alguns detalhes intrigantes associados com um que estamos para observar.

Ronald Reagan estava concorrendo ao seu primeiro mandato para presidente dos EUA, de fato, pelo partido republicano. Seu oponente republicano número Um era George H.W. Bush, e naquele tempo parecia haver uma certa animosidade entre os dois. Reagan havia declarado publicamente que ele nunca levaria Bush como seu vice-presidente. De fato, Reagan era mais elegível. Ele era carismático e manuseava bem a imprensa.Ele se tornou conhecido como um grande comunicador. Segundo o Ten. Cel. “Bo” Gritz, depois de receber a aprovação republicana como candidato presidencial, Reagan foi convidado para um encontro com os Rockerfellers na cidade de New York onde lhe foi dito,

“Se você não tomar meu chefe da Comissão Trilateral” (George Bush era então o chefe da CFR, que tinha estado trabalhando por décadas para nos levar sob uma Nova Ordem Mundial) “‘como seu companheiro de chapa, o único meio que o veremos dentro da Casa Branca será como turista”

De fato Reagan aceitou Bush como seu companheiro de chapa para vice-presidente, e foi apenas dois meses depois de sua posse, em 30 de março de 1981, que Reagan foi baleado. Quando o primeiro tiro atingiu um agente do serviço secreto atirando Reagan do veículo, não vimos uma mostra de dor na face dele, mas James Brady recebeu um tiro na cabeça e dois outros auxiliares foram baleados também. A limosine presidencial se acelerou e uma ambulância deixou a cena vários minutos depois se dirigindo ao mesmo hospital levando Brady. De algum modo a limosine chegou no hospital 15 minutos depois da chegada de Brady.

Segundo uma biografia sobre Nancy Reagan de Kitty Kelly.

“É seguro dizer que Nancy Reagan odiava o Vice Presidente George Bush — o ambicioso espião da CIA e ex diretor da CIA que tomou a presidência sem uma eleição. Este ódio foi certamente uma motivação tão eficaz quanto um soro da verdade. (o ex diretor da CIA Richard Helms, um dos vinte oficiais da Casa Branca de Reagan/Bush condenados no caso Irã-Contra [o escândalo de cocaína por drogas/armazenamento por dinheiro-OTAN], testemunhou perante o Congresso que a CIA realizou com sucesso mais de 60.000 assassinatos. Assassinos controlados mentais [o programa de psicologia e tortura do MK-ULTRA] era apenas uma das muitas especialidades da CIA. A equipe da embaixada da Costa Rica de Reagan e Bush – inclusive o embaixador – foi expulsa da nação pelo crime de importar cocaína para os EUA. Como chefe da CIA, Bush foi certamente um dos empregados mais brutais do governo dos EUA.

Segundo o próprio Reagan, ele nunca sentiu qualquer dor em permanecer na calçada, mas foi somente depois de ser atirado da limosine, fora da linha de fogo, que ele sentiu o ferimento. O Ten. Cel. Bo Gritz, que era o homem responsável por quebrar o impasse entre o Departamento de Cumprimento Legal dos EUA e Randy Weaver que estava sob seu comando, relata as próprias palavras de Reagan, bem como um pouco mais sobre fatos pouco conhecidos.

“Eu sabia que tinha sido ferido, mas pensei que tinha sido ferido pelo homem do Serviço Secreto chegando sobre mim no carro. Como foi isto, devo dizer que foi uma dor quase paralizante. Tenho descrito isto como se alguém o houvesse atingido com um martelo. Mas a sensação, assim me pareceu, veio depois que eu estava no carro e então eu pensei que talvez a arma dele ou algo tivesse quebrado uma costela. Sentei-me no assento, e a dor não desaparecia, e de repente, descobri que estava tossindo sangue”.

É interessante que o Ten. Cel. Gritz especifique que Reagan não foi atingido por uma bala mas sim por uma pequenina tabuleta. Isto certamente era inconsistente com a arma especificada como tendo sido usada por Hinkley. Um outro fato interessante diz respeito a ligação entre John Hinkley e enfermarias psíquiátricas. Lembre-se que as enfermarias psiquiátricas são amplamente utilizadas pelos governos para realizarem tal experimentação. Devemos também notar as práticas dos dias atuais nestas enfermarias e seu uso disseminado de drogas que curvam a mente com estes passados cruéis e mortais experimentos que são desconcertantemente similares. Hinkley tinha entrado e saido destas enfermarias várias vezes. Acrescente a isto a ligação entre a família de Hinkley com a família de Bush, que se beneficiou da tentativa de assassinato, e temos algumas implicações seriamente sádicas e malignas.

O pai de Hinkley era um homem muito rico e um enorme contribuidor das campanhas de Bush. Eles interagiam socialmente. No dia em que supostamente Hinkley atirou em Reagan, seu irmão estava para jantar com Neil Bush, irmão de G.W. Bush e filho de George H.W. Bush. Isto apenas é altamente suspeito e uma possível coincidência, mas quando ligado ao resto dos fatos há mais evidência circunstâncial que condena muitas pessoas em uma corte de justiça. A este ponto deve ser dito que os fatos vão muito além de circunstanciais…

Este incidente (a tentativa de assassinato de Reagan) de fato deu a George H.W. Bush a presidência, e de fato foi depois deste evento que ele, Ollie North e outros planejaram o negócio da troca de armas por drogas. É muito provável que uma vítima do MK Ultra tenha se tornado o óbvio bode expiatório.

Na década de 1940, a companhia farmacêutica Eli supervisionava os experimentos do MK Ultra usando mescalina e LSD. George Bush tinha sido um diretor da Eli Lilly bem como diretor da CIA ao tempo quando muito do trabalho científico a respeito do MK Ultra acidentalmente surgiu.

O legado do MK Ultra passou de pai para filho? Há um laço interessante a respeito de G.W. Bush. Enquanto governador do Texas, ele supervisionou a execução de 130 prisioneiros.

Karla Faye Tucker era uma esposa abusada que havia matado o marido, cumpriu vários anos de prisão, entregou sua vida a Cristo e tinha um ministéro muito eficaz na prisão. Os cristãos por toda a nação estavam pedindo pela vida dela… até mesmo Pat Robertson tentou intervir e pediu a GW por uma parada de execução para ela. Isto não resultou em nenhum bem e ela foi executadda e GW publicamente fez piada dela em uma entrevista de televisão. A verdade é que GW somente concedeu uma suspensão de execução durante todo o seu mandato como governador do Texas, a despeito de todas as queixas legítimas de inocência envolvendo vários daqueles que foram executados. A única suspensão de execução que ele garantiu foi para Henry Lee Lucas, que era um comprovado assassino em massa, e estava ligado a mais de 300 assassinatos. Lucas afirmou que havia tiros e que ele era parte de um anel que matava, raptava, canibalizava e praticava o Satanismo e que principais politicos estavam envolvidos. É muito provável que Lucas também fosse uma vítima da tecnologia do MK Ultra. Lucas afirma que a CIA estava envolvida. A verdade é que quando se compara os fatos do MK Ultra como dados pelos mesmos homens envolvidos, com a vida de Henry Lee Lucas vemos asustadoras similaridades no modo de operação que é similar também a experiência de John Hinkley. Lucas esteve entrando e saindo de instituições mentais por vários anos de sua vida. Houve vezes dele ficar amarrado na cama e drogado por semanas ao ponto em não ter memória dos eventos que transpiraram durante sua estada. Estas eram as mesmas técnicas utilizadas, juntamente com a hipnose, para criar assassinos, como foi declarado pelos mesmos doutores que realizaram os “programas”.

Quem eram estes altos politicos para os quais ele trabalhava [e que também eram adoradores de Satã] ele nunca declarou publicamente, mas G.W. Bush deu a Henry Lee Lucas o único perdão que ele manuseou em uma apresentação não caraterística de seu novo conservadorismo compassivo descoberto. Parece embora que exatamente como repentinamente ele descobriu esta compaixão, ele exatamente a perdeu novamente depois da execução de Lucas, na medida em que as execuções foram recomeçadas em um passo frenético. Também ele sendo um homem da Skull and Bones, ele não é nenhum novato na atividade satânica.

Os fatos relativos a vítimas raptadas sendo levadas a Matemoros e Juarez, no México revelados por Lucas foram estabelecidos nos anos seguintes quando em uma fazenda abandonada localizada exatamente fora daquela cidade, o governo americano começou a escavar corpos de homens e mulhers que haviam sido torturados e mortos. Parece que tem havido estranhos privilégios garantidos a Lucas durante sua prisão. Segundo Jim Boutwell, xerife do Condado Williamson, Texas, “Henry era um prisioneiro não usual. Ele recebeu uma cela de alta segurança e umas poucas amenidades especiais…”

Lucas tinha passado dez anos na prisão em um caso anterior de assassinato e foi libertado em 1970. Ele afirma que então foi recrutado e treinado em um campo paramilitar localizado nos Everglades da Flórida. Talvez acrescentando peso à história dele, além dos fatos do MK Ultra e como estas mesmas técnicas foram documentadas e usadas nele, temos este testemunho do Ten. Comandante Thomas Narut tirado de Harry V. Martin e David Caul, “Mind Control”, Napa Valley Sentinel, Agosto-Novembro de 1991″

.”A informação foi divulgada em uma Conferência da OTAN em Oslo de 120 psicólogos da aliança de 11 nações…A Marinha forneceu todos os fundos necessários, segundo Narut. Dr. Narut, em uma sessão de perguntas e respostas com repórtes de muitas nações, revelou como a Marinha estava secretamente preparando grandes números de assassinos. Ele disse que os homens com quem ele tinha trabalhado para Marinha estavam sendo preparados para operações tipo comando, bem como operações encobertas em embaixadas americanas mundialmente. Ele descreveu os homens que foram por este programa como “atiradores e assassinos” que podem matar sob comando. O exame cuidadoso dos sujeitos foi realizado por psicólogos da Marinha pelos registros militares… e muitos eram assassinos condenados cumprindo sentenças em prisão militar”.

[fim do artigo]

Um outro fato interessante que parece verificar a informação dada por Lucas a respeito dos raptos, assassinatos e experimentação de controle mental sendo realizados em Matamoros e Juarez, no México, envolve Rafael Resendez-Ramirez. Ele tinha seguido os sistemas ferroviários no oeste da América na década de 1980, matando viscosa e aleatoriamente na medida em que aterrorizava todos aqueles que viviam perto de uma linha ferroviária na Califórnia. Ele se encaixava perfeitamente no cenário dado por Lucas. Ramirez era abertamente um adorador de Satã, e um assassino de muito sangue frio. Ele surpreendentemente havia nascido em Matamoros [México] e atravessou a fronteira para os EUA por Juarez [México], as mesmas duas cidades que Lucas afirmou serem elementos negros do nosso governo para estas hediondas tarefas. Segundo a mãe de Ramirez, “estranhos” em uma fazenda fora de Matamoros o criaram. Ao tomar os fatos da história de Lucas e compara-los com os fatos da história de Ramirez, parece que temos muito mais que coincidência. Certamente segundo os padrões de hoje, batante evidência para indiciar o nosso governo por punição cruel e não usual e conspiração para assassinato, entre outras várias acusações.

Isto nos traz da Operação Paperclip nos anos de 1940 ao tipo de manipulação do MK Ultra, não importa o nome do projeto, passando pelas décadas de 1980 e 1990. Isto também mostra o alto nível de envolvimento das agências de inteligência dos EUA, inclusive indiciando homens tais como G.H.W. Bush bem como seu filho G.W.

Atualizando Isto com o Controle Mental em Massa

Então temos examinado uma história condensada dos projetos de controle mental individual realizados pelo governo dos EUA. Agora devemos fazer a pergunta: “E quanto ao controle mental em massa?”

Permita-me que submeta que a manipulação mental individual tem servido aos elementos negros de nosso governo bem, e tem apenas servido para criar confusão e ansiedade em nossa sociedade pelas décadas recentes. Isto, por sua vez, tem feito com que a população grite por mais e mais intervenção do governo, que parece ser o efeito trabalhado e esperado por aqueles que nos levariam a uma Nova Ordem Mundial. Acrescente a este SDP #7277 de autoria do Presidente Kennedy em 1959 quando ele era então Senador, e é aparente que trazer a Nova Ordem Mundial não é toda a agenda externa, mas uma agenda do governo americano. Devemos também ver que a Comissão Trilateral [CFR], a TLC, a Liga das Nações, a ONU são todas criações do governo americano. Para trazer à fruição estes nefastos planos bem colocados contudo, mais seria necessário. Algo deve ser feito além do nível individual, a até mesmo além do nível nacional. Alguns dos objetivos podem ser:

A. As pessoas do mundo em cada nação individual devem ser segregadas em grupos menores que possam ser facilmente manipulados por vários meios de técnicas psicológicas. Por exemplo, separando brancos de negros, pobres de ricos, protestantes de católicos, democratas de repblicanos etc.

B. Estes grupos menores podem posteriormente serem divididos para criarem até mesmo uma maior divisão, que permitirá a distração das massas como um todo e os manterá afastados em ordem de assegurar a agenda da Nova Ordem Mundial.

C. Achar um meio para stressar as massas para mante-las distraídas dos eventos reais em sua busca pela simples sobrevivência.

D. Achar um meio de posteriormente acalmar as massas em um estado que evite que elas pensem por conta própria examinando situações ao redor delas e do mundo.

Estes são apenas uns poucos pontos dos problemas que temos tido que nos enderessar e a consequência, embora este seja apenas um exemplo minúsculo. É a esperança do escritor mostrar ao leitor que estes problemas não tem sido apenas endereçados, mas que eles já tem sido abordados e a comunidade mundial, especialmente os cidadãos dos EUA, são na atualidade agora nada mais que uma sociedade adormecida pela lavagem cerebral.

Entra HAARP

HAARP é o acrônimo para “PROGRAMA DE PESQUISA DE ALTA FREQUÊNCIA ATIVA AURORAL”.Segundo o website oficial do governo relativo a HAARP, isto é uma estação de pesquisa localizada em mais de trinta acres de terra de propriedade do Departamento de Defesa do egoverno americano. Também somos estranhamente informados por este mesmo website oficial, “A especialização técnica e serviços de aquisição como necessários para o gerenciamento, administração e avaliação do programa estão sendo fornecidos cooperativamente pela Força Aérea [Laboratório de Pesquisa da Força Aérea] e a Marinha [Escritório de Pesquisa Naval e Laboratório de Pesquisa Naval]. Já que HAARP consiste em muitos itens individuais de equipamento científico, tannto grandes quanto pequenos, há uma lista considerável de organizações comerciais, acadêmicas e do governo.”

Podemos perguntar, “O que esta instalação de pesquisa pretendeu ao simplesmente estudar a nossa atmosfera fazendo isto em propriedade do Departamento de Defesa?” A resposta pode muito bem residir em revelar quais são as reais funções de HAARP. HAARP consiste emuma distribuição em fase de 180 torres colocadas afastadas 80 pés em uma grade de 1.000 pés por 1.200 pés. Tem duas antenas que transmitem ondas ELF e VLF, variando de 2.8 a 7 MHz (VLF) e de 7 a 10 MHz, (ELF) na atmosfera do topo de cada torre. A distribuição é energizada por 30 abrigos, cada um responsável pela energia de 6 torres. Cada abrigo contém 6 pares de transmissores de 10 kW, permitindo uma transmissão de 3600 kW da distribuição. O sinal pode ser focalizado fortemente em uma única área ou disperso em amplo alcance. Há vários de tais sítios colocados pelo mundo; sítios que transmitem ondas ELF mundialmente.

A maioria qwue está familiarizada com HAARP contudo, estão familiarizados apenas com o sítio no Alasca, pensando que esta seja a única instalação. Aproximadamente ninguém hoje está ciente dos muitos outros sítios localizados em Porto Rico, África do Sul, e os vários na antiga União soviética. É uma importante nota lateral que o projeto foi concebido e experimentado com o início nos anos de 1950, segundo nosso governo. Não coincidentemente, esta é a estrutura de tempo que o MK Ultra estava operando com carta branca e de vento em popa. Qual é a importância disso (HAARP) a respeito do controle mentalem massa? A resposta reside no efeito das ondas ELF tanto no cérebro humano quanto no corpo humano.

Para entender os efeitos das ondas ELF no cérebro humano, precisamos entender primeiro um pouco a respeito dos diferentes padrões e comprimentos de ondas, nos quais nós, humanos, normalmente funcionalmos.

Ondas Cerebrais DELTA estão na faixa de 0.5 a 4 ciclos por segundo, e são geradas da parte da frente do cérebro. Este padrão é geralmente associado com o sono profundo e alguns místicos orientais alcançam este estado enquanto despertos mas em profunda meditação.

Ondas Cerebrais THETA estão na faixa de 4 a 7 ciclos por segundo. Este padrão é associado ao sono leve e profundo repouso. A criatiidade e o pensamento innspirado frequentemente acompanham este estado. Quão frequentemente você está quase adormecido e uma idéia ou slução subitamente o atinge?

Ondas Cerebrais ALPHA são quase não existentes em crianças abaixo dos dez anos. Este padrão de onda está gerando em 7 a 12 ciclos por segundo. Este é um padrão muito interessante. É um padrão que evita a concentração. É altamente suscetível a sugestionabilidade. Em outras palavras, uma pessoa operando neste padrão é facilmente levada, até mesm o contra a vontade dela. Pode ser agradável e até meso eufórico. Por alguma razão nestes dias a maioria dos homens e mulheres estão operando pelas susas horas de despertar em um estado de onda alfa.

Ondas Cerebrais BETA tem uma ampla variedade de 13 a 27 ciclos por segundo. Estas ondas devem aparentemente ser o padrão ótimo para humanos andarem e trabalharem durante suas horas de vigília. Este padrão nos prermite analisar as coisas e situações e mais prontamente permitir que o cérebro humano se focalize em um estímulo externo. É associada com a atividade mental alerta.

Ondas Cerebrais GAMMA são algumas vezes chamadas de ondas hiper beta e operam acima de 27 ciclos por segundo. Estas podem ser associadas com hiperatividade ou rápidas explosões súbitas de atividade física.

Tendo isto em mente, é importante saber que tanto o cérebro quanto o crpo se tornam afetados peo estimulo ELF externo. Frequências diferentes tem efeitos diferentes bem como um sentimento de euforia, extrema vertigem e doença e confusão, acelaração do crescimento de células cancerosas, algumas vezes tanto quanto 6X ou mais. Um dos efeitos mais interessantes é o fato que as frequências entre 8 e 12 Hz podem realmente “carregar” a onda cerebral humana.

O que significa ‘carregar’ o cérebro de alguém? Se o cérebro de alguém está operando em 15 ciclos por segundo, dizemos que ele está operando em um padrão de onda cerebral Beta. Isto também como vimos é o padrão ótimo para análise e pensamento e exame do estímulo externo. Se este cérebro que está operando normalmente é então exposto a ondas ELF na frequência de 8 a 10 ciclos por segundo, como um camaleão muda a cor dele, assim também a onda cerebral muda do padrão Beta para o padrão Alfa, exatamente combinando-se com o padrão da fonte externa. Esta mudança acontece em alguns cérebros imediatamente depois do contacto externo.

Qual a importância destas descobertas?

O cérebro deve normalmente trabalhar no padrão Beta pelas horas normais de trabalho. Contudo, uma fonte externa emitindo ondas ELF podem fazer com que o cérebro passe para o padrão Alpha que é um padrão que não permite a concentração, o foco e o exame profundo; desta forma colocando o indivíduo em um estado onde muito facilmente é levado a sugestão. Em outras palavras, uma pessoa neste estado facilmente sofre uma lavagem cerebral.Ela não pode focar as realidades das coisas que estão acontecendo a ela e examina-las. Alguém que viva neste estado vive uma vida rasa de comer, beber e se alegrar, é facilmente entretida e distraída. Alguns sentam-se diante da televisão consumindo toda e qualquerb propaganda que for apresentada. A pessoa vive uma vida rasa e nem mesmo entende isto porque isto se torna a norma.

Os transmissores HAARP, bem com o os similares transmissores mundiais transmitem variando as frequências, As frequências mais usadas estão dentro do alcance que afetaria o cérebro o retirando do estado Beta para o Alpha. Para ver o efeito, tudo o que precisamos fazer é olhar esta sociedade zumbificada altamente influnciada onde vivemos. Uma outra nota lateral interessante. Muitos entre os leitores se lembrarão do velho com ercial sobre a marijuana, onde vemos serem apresentados os resultados dos eletroencefalogramas. Vemos altos picos consistentes e ouvimos as palavras, “Este é o seu cérebro”.

A seguir, vemos os picos se nivelarem até que tudo o que vemos é quase uma lihaa reta e ouvimos as palavras ominosas, “Est é o seu cérebro com a marijuana”. O que não é explicado é que os verdadeiros efeitos da marijuana nos padrões cerebrais humanos. O que vemos sendo apresentado no comercial são as ondas Alpha. Segundo todos os estudos idôneos como os da Universidade Cornell e muitos outros mais, a marijuana abaixa o padrão ALPHA mas atira o cérebro de volta ao Beta onde ele realiza seu melhor pensamento e profundo exame. Iste premite um exame mais profundo. Isto também tem sido mostrado melhorar os efeitos malignos da inferior onda de frequência ELF sobre o corpo humano tal como o fato de ser um retardador do câncer.

Muitas questões tem sido levantadas por estes fatos. Porque os EUA e a Rússia construiram estes transmissores mundialmente? Sabendo como são grandes os homens da ciência, acreditaremos que eles não saibam dos efeitos de lavagem cerebral das ondas ELF que eles estão produzindo? Ou este padrão está afetando nossas mentes a ponto que nem até mesmo questionaremos quando vemos as tecnicas mais iniciais de lavagem cerebral? Isto foi tentado e abandonado por Sidney Gottleib e outros. É provado por pesquisas em universidade ser benéfico ao corpo paa seu apropriado padrão Beta de onda cerebral. Esta é a razão que tem sido rotulada pela principal pesquisa universitária, como sendo a mais segura e mais benéfica droga na Terra que tem sido condenada ilegal?

Conclusão

Ao colocar estes fatos e questões em seus lugares apropriados juntamente com os fatos do programa MK Ultra podemos ver que a inteligência americana tem sabido por mais de meio século como manipular e fazer lavagem cerebral e usar a humanidade. Isto tem sido realizado surpreenentemente tanto no nívelindividual quanto sobre as massas da humanidade como um todo, mundialmente.

Os efeitos de tudo isto tem sido surpreendentes. Violentes homens atiradores tem sido criados para aterrorizar esta nação e de fato o mundo por meio de drogas e modernos esforços psicológicas. Estes mesmos homens tem sido libertados várias vezes e voltam às ruas porque os poderes que tem estado inundando nosso sistema de prisão com ofensores menores e menos violentos e portanto já criaram uma desculpa para libertações mais anteriores. Assassinos em massa como Henry Lee Lucas, que tem ligações provadas com a experimentação MK Ultra e politicos de alto nível, tem sido abertamente perdoados. Acrescente a isto que a sociedade é programada para viver em um padrão de onda cerebral Alpha e não Beta pelo uso dos transmissores de HAARP mundialmente. Eles não podem pensar para examinar profundamente, e estão abertos a sugestão, então quando vemos a violência nas ruas, e os eventos estagiados tais como a tragédia de 11 de setembro, ao invés de olharmos os fatos claros recebemos a sugestão da lavagem cerebral da media e pedimos por mais controle do governo.

Eles permitem atos ytais como os atos de Segurança Doméstica e os atos Patriotas serem aprovados, despindo-nos de nossos direitos civis em nome da segurança de coisas criadas pelo nosso próprio governo. Qual é a motivação de nosso alto nível politico que está no saber? A publicação do Departamento de Estado #7277, de autoria do Senador JFK em 1959 e entrada em vigor como a política americana sob sua presidência em 1961 prova que a agenda dos EUA é a de dominação mundial pelo uso da construção da ONU. Isto está dando permissão para a agenda incessante de trazer a Nova Ordem Mundial que continua sem ser desafiada, tudo enquanto se faz a lavagem cerebral e a manipulação das pessoas para pedir por isto emnome da paz e da segurança.

De fato como foi profetisado, temos perpetrado contra o mundo uma grande ilusão fazendo com que as populações mundiais recebam e acreditem em mentiras.

Deus abençoe a todos
Eric Jewell

Published in: on agosto 20, 2008 at 8:33 pm  Comments (5)  
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O Aviário

O Aviário

A Politica de Revelação UFO/ET divide a rede Encoberta

de Richard J. Boylan Ph.D.

Desde algum tempo na década de 1970, um pequeno grupo de indivíduos com cerdenciais de segurança extremamente altas, que estavam trabalhando em vários aspectos da pesquisa e política UFO, começou a interagir não oficialmente em base regulares para reunir informação. Os objetivos deles eram os de coordenarem os dados, verem a grande imagem, analizarem o significado dos UFOs e do contacto extraterrestre com a Terra, usando o conhecimento deles para obterem acesso à informação adicional sobre o super secreto Majestic-12 (MJ-12, o grupo máximo governamental de controle de informação e política sobre os UFOs) e consquistarem uma influência especial por meio de seu poder coletivo. Este grupo de elite de aproximadamente uma dúzia de indivíduos trabalhando em designações de segurança nacional se deram nomes-códigos, usando principalmente nome de aves. Coletivamente, eles vieram a ser conhecidos como “O Aviário“.

Um encontro recente do Aviário.
O relacionamento dos membros do Aviário com o Mj-12 é nebuloso. Mais de um pesquisador ufológico estima que algum entrelace na afiliação ocorreu, em outras palavras, que o MJ-12 tem silenciosamente infiltrado o Aviário para mante-lo sob controle. O Dr. Steven Greer, Diretor do CSETI, tem relatado que o grupo MJ-12 agora é chamado de PI-40. Este grupo hiper-classificado lida com a informação compartimentada mais sensível a respeito dos extraterrestres e é tão encoberto o acesso especial ao programa que, relatadamente, o presidente e o congresso não exercem qualquer controle sobre isto e só o conhecem por rumores. Dick D’Amato, o especialista para segurança nacional e internacional do Senador Robert Byrd e um membro do NSC, afirmou em 1991 que um “braço negro” incrivelmente poderoso do governo tem estado mantendo secreta a informação sobre os UFOs e também tem ilegalmente estado gastando somas enormes de dinheiro nesta operação. D’Amato disse que o NSC está tentando identificar este “braço negro”. Ironicamente, a resposta pode estar bem debaixo de seus narizes. É bem possível que o PI-40 exista dentro de um programa de acesso especial altamente compartimentado ainda que existam ligações informais com o Comitê ‘5240″ [projetos negros] do Conselho de Segurança Nacional. Conquanto possa haver algum entrelaçamento entre o Aviário e o grupo PI-40, eles permanecem duas entidades separadas. O PI-40 está claramente no topo; é o grupo de política e decisão que tem orquestrado o acobertamento UFO desde 1947, simultaneamente liberando pequenos fragmentos de informação UFO/ET para gradualmente condicionar o público ao despertar vagaroso do entendimento da realidade UFO. Relatos vazados de fontes próximas a alguns membros do Aviário, sugerem que há uma divisão dentro do grupo [o que muito bem pode espelhar uma divisão dentro do próprio PI-40]. Por um lado estão os membros do Aviário que sentem que a informação sobre os UFOs e os contactos ET devam ser amplamente reveladas. Eles sentem que o público está pronto para esta informação e que realmente possa manusear isto. Outros dentro do Aviário resistem a uma tal revelação. Eles não querem perder o poder do ‘monopólio de informação” dado a eles. Eles não recebem bem o estreito exame público de seu papel no acobertamento UFO também. Adicionalmente, alguns relatadamente tem se engajado em projetos e operações ilegais e injuriosos.

A divisão sobre a revelação está criando um clima no qual os vazamentos são crescentes, na medida em que alguns tentam forçar a revelação e estabelecer uma trilha de registro candura para eles mesmos com o público. A maioria dos membros do Aviário parece ser cientistas bem intencionados ou ex militares ou agentes de inteligência cujas carreiras remontam a Guerra Fria, que sem dúvida acreditam sinceramente que o segredo sobre os UFOs era vital. A seguir está uma lista dos relatados membros do Aviário:

  1. CORVO AZUL [Blue Jay]: Dr. Christopher “Kit” Green, MD, Ph.D; Chefe do Departamento de Ciências Biomédicas, General Motors, ex chefe dos arquivos UFO da CIA em “Escrivaninha Estranha.”
  2. PELICANO: Ron Pandolfi, vice diretor da CIA para a Divisão de Ciência e Tecnologia e atual guarda dos arquivos UFO na “Estranha Escrivaninha’; pode estar envolvido na iniciativa da Casa Branca de prontamente divulgar a informação UFO ao público.
  3. GAIVOTA [sea gull]: Bruce Maccabee, Ph.D., cientista pesquisador em física ótica e aplicações de armas a laser no Laboratório de Armas de Superfície da Marinha dos EUA, em Maryland; consultor de interpretação física e fotográfica da MUFON e prolífico autor de e consultor especialista de selecionados casos/tópicos vazados ou desinformáticos sobre UFO.
  4. CORUJA [owl]: Hal Puthoff, físico do Instituto de Pesquisa Avançada em Austin, Texas, que se especializa em energia do ponto-zero, um fenômeno físico de quantum/ressonância com relatado potencial para a energia acima da unidade [livre]
  5. PINGUIM [penguin]: John Alexander, Ph.D. em Ciências da Morte; Ten. Cel. do Comando de Segurança e Inteligência do Exército dos EUA, que é indubitavelmente uma cobertura militar para a Agência de Segurança Nacional [NSA]. O Cel. Alexander é o diretor do Departamento de Armas Não Letais do Laboratório Nacional de Los Alamos, e relatadamente tem estado envolvido na atividade de “visão remota” da contra-inteligência, guerra psíquica, projetos psicotrônicos e de controle mental com aplicações de segurança e militares.
  6. CHAPIM [chickadee]: Comandante C.B. Scott Jones, Ph.D., aposentado do USN, antigo oficial do Escritório de Inteligência Naval e outras agências; trinta anos de serviço na inteligência no exterior; envolvido na pesquisa e desenvolvimento de projetos do governo para a Agência de Defesa Nuclear, Agência de Inteligência de Defesa, Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa, e outras organizações; ex auxiliar do Sen. Clairborne Pell, que tem tido a muito tempo e permanentemente interesse em UFOs e no paranormal e tem tentado arranjar audiências congressionais sobre os UFOs.
  7. PAPAGAIO [parrot(?)]: Jacques Vallee, Ph.D., antígo astrofísico do GEPAN, a agência investigativa francesa sobre UFOs, que mais tarde se mudou para os EUA como principal investigador dos projetos da rede de computador do Departamento de Defesa; trabalhou com o famoso astrônomo Dr. J. Allen Hynek que saiu e denunciou o Projeto Blue Book militar como uma tela de fumaça de desinformação; prolífico autor sobre o assunto UFO, mais tarde mudando para explicações metafísicas para o fenômeno. [Nota: embora isto possa ser o consenso de nossos estimados colega, o erudito Dr. Richard J. Boylan, Ph.D., nós em Lodge temos o maior respeito por nosso querido irmão Jacques e sua deliciosa síntese iconoclática e maravilhosamente herética . -B:.B:.]
  8. FRANGO [chicken little]: Dan Smith, pesquisador civil ufológico e ligação voluntária entre fontes dentro da CIA, dos Comitês de Inteligência do Congresso e pesquisadores civis ufológicos. Smith continuamente troca informações e redes com pesquisadores chave ufológicos, serve como o interlocutor deles e partilha os achados deles e os seus próprios com suas fontes na CIA e no Capitólio. Indubitavelmente, outros “bens” e intermediários de baixo perfil do Aviário operam para a comunidade de interesse em UFO como seus ouvidos e bocas sub-rogadas entre o público geral.
  9. CONDOR: Capitão Bob Collins, Força Aérea dos EUA (aposentado); agente especial, Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea [AFOSI], engajado em operações de inteligência relacionados aos UFOs, relatadamente apareceu clandestinamente no programa de desinformação “UFO Cover-Up Live” produzido pela Kodak para uma rede de televisão.
  10. ÁGUIA RATOEIRA [buzzard(?)]: Gordon Novell, relatadamente um homem free-lance, e mais recentemente relatadamente envolvido em esquemas de Nova Energia [ponto-zero], e ligado a Bob Bigelow, um sombrio operador de cassinos em Las Vegas que relatadamente está investigando a alegada tenconologa da energia ET e a metalurgia do auminídeo de titânio para o investimento pessoal deles.
  11. FALCÃO; Sgt. Richard “Dick” Doty, Força Aérea dos EUA (aposentado); agente especial, Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea [AFOSI]; relatadamente tem se engajado em projetos de desinformação, inclusive relatadamente fazendo uma farsa com a produtora de TV Linda Howe a respeito da disponibilidade de uma gravação mostrando o pouso de um UFO na base da força aérea de Holloman, no Novo México. e alegadamente fazendo uma guerra psicológica em Albuquerque sobre o contratado de defesa eletrônica Paul Bennewitz.
  12. CACHORRO DE CAÇA [harrier(?)]: Dale Graff, especialista em tecnologia relacionada a UFO [alegado por Smith, Guiley, etc. ser um genuíno mau garoto do “Lado Negro” do DIA – B:.B:.] relatado por Dan Smith ser o chefe do Grupo militar de Trabalho em UFO no Laboratório Nacional de Los Alamos; há rumores de estar envolvido em programas psicotrônicos e de percepção extra-sensorial em Los Alamos; antigamente teve contratos de supervisão para a Agência de Inteligência de Defesa (DIA) na base da força aérea de Wright-Patterson; então foi chefe do departamento de Programas Especiais e de Teconologia de Defesa do DIA, antes de relatadamente ter sido dispensado do DIA. Atualmente Graff é relatado estar em contacto com o humano designado que se comunica com um extraterrestre residindo perto de Washington, DC em uma instalação subterrânea.
  13. ROUXINOL [nightingale(?)]: Jack Verona, ligação sombria entre o Capitólio e o Laboratório Nacional de Los Alamos, antes de ter recentemente ‘desaparecido’; relatadamente é o supervisor de Dale Graff: anteriormente envolvido no Projeto Sleeping Beauty, que pesquisou meios de inabilitar o pessoal alvo inimigo usando campos de energia eletromagnética de frequência precisa direta. (Segundo Dan Smith, ROUXINOL não é Jack Verona, mas bem pode ser George Wingfield, um pesquisador britânico UFO, que tem estabelecido uma reputação como um repórter cuidadoso das formações dos “crop circle”, informação UFO, e, mais recentemente, o desaparecimento em 1993 de um destroier transportador americano durante exércícios marítimos da OTAN, durante o qual um número de navios dos países membros patrulharam para encontrar os relatados enormes Objetos Submersos Não Identificados (USOs) do tamanho do petroleiro, que corriam sob as águas em velocidades impressionantes. Argumentando contra Mr.Wingfield ser o ROUXINOL está o fato que depois que Wingfield revelou o desaparecimento do destroier americano em um Congresso UFO em Nevada em dezembro de 1994, ele foi expulso da sala de conferência por dois pistoleiros e ordenado calar a boca.)
  14. ABUTRE [hawk]: Ernie Kellerstrauss, com credencial de segurança para a informação UFO; trabalhou na base da força aérea de Wright-Patterson na década de 1970 e relatadamente viveu com um extraterestre por um tempo – relatadamente ter trabalhado com Dale Graff (*cão de caça*?) e o Capitão Bob Collins (CONDOR), da Inteligência da Força Aérea, para fornecer informação UFO para o agente operacional da USAF/AFOSI de desinformação, o dito ufologista William Moore.
  15. PICA-PAU [woodpecker(?)]: Jaime Shandera, um pequeno produtor de cinema de Hollywood, que relatadamente é associado de William Moore. Shandera alegou que misteriosamente havia recebido um filme contendo documentos do MJ-12 em sua porta de uma fonte desconhecida. (Alguns consideram Moore o autor dos papéis de desinformação sobre o MJ-12.) Shandera foi apresentado no documentário UFO da televisão Kodak em 1989, ‘UFO Cover-Up Live’. Shandera é relatado ser, juntamente com Scott Jones e Dan Smith, um dos progressistas teologicamente orientados e pró revelação entre o Aviário.

O artigo acima apareceu inicialmente na publicação de nov/dez de Perceptions: Conquanto em outros lugares nosso querido Irmão Boylan posteriormente tenha declarado: Uma fonte frequentemente confiável de Washington, D.C., que devo chamar Beltway Throat (BT) [e que nós devemos chamar de Dan Smith – B:.B:.], está dialogando com um número de membros do Aviário, um grupo sombio de cientistas da industria de defesa e antigos e atuais oficiais militares e de inteligência, que tem acesso completo à informação UFO fortemente guardada, tecnologia e hardware, que nem mesmo o presidente conhece. Há relatadamente algum entrelaçamento entre os membros do grupo de controle, histórico e anteriormente autorizado, sobre UFOs, o “MJ-12” e o Aviário.

BT alega que vários membros do Aviário tem acesso ao Livro Amarelo [o que AT&T/Sandia não quer que você saiba – B:.B:.] e ao Livro Vermelho. O Livro Amarelo é relatado ser o registro físico de
comunicações de um extraterrestre, que foi recuperado de um UFO abatido e mantido sob custódia pelo MJ-12, antes que ele morresse vários anos depois. Este extraterrestre foi chamado EBE-1. Um segundo extraterrestre é relatado estar atualmente sob custódia do MJ-12, e ela é chamada EBE-2, mas BT a chama Charlene. Ela é a real autora do Livro Amarelo.

O Livro Amarelo é relatado ser um tipo de disco compacto holográfico, que pode projetar imagens da informação que ele contém. É alegado conter referências a eventos bíblicos, até mesmo incluindo a apresentação holográfica da crucificação de Cristo. O Livro Vermelho é um compêndio humano da informação derivada dos extraterrestres. Uma das previsões é que haverá uma grande fratura na sociedade humana como um resultado do contacto ET se tornar publicamente conhecido. Isto é suposto acontecer em 1997. Uma outra previsão relatada é que os ETs voltarão em um pouso formal pré-planejado em 24 de abril de 1997 em terra pública do sudoeste dos EUA, provavelmente na vizinhança da área de Mísseis de White Sands, Novo México. Os Livros Vermelho e Amarelo também são supostos de conterem a previsão que há um “Cavaleiro do Apocalipse” que deixou de chegar. (Os outros três, Guerra, Fome e Pestilência sem dúvida já chegaram a Terra.) O Cavaleiro remanescente é o Corredor Branco usando a Coroa, que é interpretado como a Segunda Vinda. Isto levanta profundas questões e preocupações dentro do Aviário. Isto significa o que um pouso formal dos ET em 1997 significa, ou é, a Segunda Vinda de Cristo? Será que os ET estão mantendo um ET com a consciência de Cristo? Os cristãos fundamentalistas estarão contra os ETs como supostas ameaças à supremacia de Cristo? Et cetera.

O Aviário está bem preocupado que os cristãos fundamentalistas vivenciarão um choque espiritual, se não ontológico, com a revelação da visitação ET, e sobre os conteúdos relatados dos Livros Vermelho e Amarelo, que contêm informação que sugere que Jesus tinha alguma ligação com os extraterrestres. Acrescentando mais combustível às preocupações do Aviário, BT relata que uma estação européia de televisão relatou que especialistas do Vaticano sobre as Profecias de Fátima mantiveram uma relatada instrução para representantes do governo do Reino Unido, França, Alemanha e EUA relativaaa à Terceira Profecia que ainda não foi publicamente anunciada. Esta profecia é dita lidar com a visitação ET. Um porta-voz do Vaticano relatadamente confirmou que tal instrução aconteceu. Alguns dentro do Aviário estão preocupados com as implicações teológicas e social-religiosas que podem ser as mais sérias resultantes de um aberto contacto extraterrestre.

BT,um cristão religioso, pessoalmente toma a perspectiva da Trindade nestes tempos. Ele vê a história como o Pai tendo se manifestado no início dos tempos; o Filho (Jesus) tendo se manifestado a dois mil anos atrás; e agora, no fim dos tempos, BT acredita que o Espírito Santo se Manifestará, possivelmente por meio de algum intermediário humano [a estranha ironia aqui é que “BT” se considere “O Eschaton” e “o Espírito Santo.” Embora nós não necessariamente concordemos com estas crenças esposadas por nosso querido irmão da física quântica, certamente defendemos seu direito de acreditar no que quiser. -B:.B:.]. Tenho advertido BT que o Livro do Apocalipse nos adverte quanto ao anti-Cristo se elevando no Fim dos Tempos, que tentará se passar pelo Cristo retornando. BT parece menos preocupado com isto do que com o problema do Espírito Santo ser claramente discernido pelos cristãos, como uma mudança de paradigma trazida pela ocorrência de um contacto aberto com ETs. Mais alegados vazamentos da fonte do Aviário, BT, estão a se seguir. [e em ainda um outro sagrado discurso eletrônico…] O informante que chamo Beltway Throat (BT), que vive na sombra do centro do poder do mundo (Washington, D.C.,no caso de você pensar que fosse Sedona), relata em sua recente entrevista com Chickadee do Aviário, (o aposentado comandante da inteligência naval C.B. Scott Jones, Ph.D.) Dr. Jones tem relatadamente fornecido a BT detalhes adicionais a respeito dos eventos que o Aviário acredita estarem por vir.

É relatado que o previsto pouso extraterrestre na quinta-feira, 24 de abril de 1997, seja o precursor de um a série de cataclismas em 1998. Sobretudo, o pouso de 1997 é a última chance para os poderes da Terra permitirem que suas populações saibam sobre as visitas extraterrestres; caso contrário, os ETs não serão capazes de ajudar a humanidade mitigar e sobreviver à série de cataclismas de 1998. BT diz que a estrutura do poder dos EUA está ciente dos avisos sobre a série de cataclismas de 1998. Uma maciça destruição planetária e humana é o curso padrão dos eventos; a menos que nós [nossos governos] convidem os ETs a aparecerem abertamente na Terra, os ETs não serão capazes de evitar ou mitigar a série de cataclismas de 1998. Os ETs querem ser convidados de modo pacífico. Eles não se imporão a nós pela força.

BT não entrou em detalhes sobre a natureza da série de cataclismas de 1998, exceto para dizer que ela é parcialmente composta de eventos de origem tecnológica [de fato, como se soletra HAARP…? -B:.B:.] e parcialmente de causas naturais. Quando sugeri que a série de cataclismas de 1998 poderia incluir maciços eventos sísmicos, aumentado vulcanismo, extremos atmosféricos de aquecimento global e efeitos aumentados da radiação do buraco na camada de ozônio, BT não contestou esta opinião.

A opinião do Dr. Jones é relatadamente que a resistência em admitir a visitação extraterrestre é significativa nos países desenvolvidos, mas que muitos no Aviário se preocupam sobre os tiranos dos países do Terceiro Mundo, que resistiriam violentamente à ameaça ao status quo (deles) apresentada pelo aberto reconhecimento da presença extraterrestre.

O Comandante Jones relatadamente ofereceu dois cenários de como o Aviário lidaria com o relatado pouso extraterrestre em 24 de abril de 1997; o cenário Um teria uma coalisão de internos (a liderança do MJ-12, o Aviário, e o bilionário de Las Vegas Robert Bigelow do Instituto NIDS ) constituem um grupo elite de contacto, que seria auto-indicado como representantes da Terra e negociariam com os extraterrestres durante o pouso. Fortemente protesto que uma tal abordagem elitista como o cenário Um seria repudiada pelos humanos e pelos ETS. O cenário Dois, segundo BT, seria que um Painel da Fita Azul seria criado como equipe de contacto para negociar entre ETs e humanos. Enfatizo que um tal painel precisaria ser amplamente representativo das pessoas da Terra, e deve ser democraticamente selecionado com afiliação mundial, tal como a ONU pode fazer.

Published in: on agosto 19, 2008 at 9:53 am  Comments (1)  
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Sobre Paul Bennewitz

A DESTRUIÇÃO MENTAL DE PAUL BENNEWITZ

compilado por Dee Finney

Richard Doty foi entrevistado no Art Bell Show em 26 de fevereiro de 2005

Pessoalmente ouvi tantas mentiras nesta entrevista, que apenas sabia que não podia deixar a informação permanecer como estava. Desde que tenho informação interna sobre os ETs por causa de um grupo de afiliações, amigos e experiências pessoais, mentira e desinformação não podem mais ser tolerados nos EUA a respeito dos acordos entre os ETs e o governo. Estes acordos podem ter sido permissíveis por causa da segurança nacional quando eles foram feitos, mas estas razões não são mais válidas, já que todos os outros países do mundo tem liberado a informação que eles estão retendo por todo este tempo. É tempo do povo americano saber a verdade! – Dee

Em 1980, Paul Bennewitz se tornou envolvido em observar e filmar objetos que ele tem avistado no solo e no ar perto da base da força aérea Kirtland em Manzano. Relatamente sua esposa estava também presente para testemunhar os primeiros pousos que ele testemunhou e filmou na área de Coyote Canyon. Subsequentemente, ele contacta Earnest Edwards da Policia de Segurança de Kirtland que, durante o período dos próximos poucos meses, se tornou preocupado e solicitou que os guardas da Área de Armazenaento de Armas de Manzano relatassem a ele qualquer avistamento de luzes aéreas não usuais. No início de agosto de 1980, três guardam relatam o avistamento de uma luz aérea que descia na Reserva Militar Sandia. Este é o primeiro avistamento descrito no formulário de queixa assinado por Richard Doty. Edwards relata o avistamento a Doty sem saber que Doty já tinha ouvido isto de Russ Curtis (Chefe de Segurança do Sandia) que um guarda de segurança do Sandia avistou um objeto em forma de disco perto de uma estrutura, apenas minutos depois do avistamento pelos três guardas de Manzano. Doty inclui estes relatos e vários outros em seu formulário de queixa e encaminha o relato à sede da AFOSI em Washington.

A partir deste ponto muitas outras pessoas se tornaram envolvidas. Bennewitz foi chamado para um encontro em Kirtland com vários maiores oficiais da força aérea e pessoal do Sandia estava presente, inclusive um Brigadeiro General. Earnest Edwards tem confirmado que os três guardas sob seu comando relataram o que foi descrito, e que o encontro aconteceu. Bennewitz tem confirmado que Doty e Jerry Miller vieram a sua casa para ver os seus materiais e lá há um documento assinado por Thomas A. Cseh, Comandante do Destacamento Investigativo da Base, para confirmar isto. Finalmente há um conjunto completo de documentos que foram liberados pela sede da AFOSI sob o acobertamento do Departamento da Força Aérea relacionado aos eventos descritos.

Ao menos uma pessoa que criou a história original de Dulce e a contou ao pesquisador UFO Paul Bennewitz, tem desde então admitido que a história era desinformação.

“…Bill Moore mais tarde afirmou em uma “confissão” que ele foi recrutado para desviar Paul Bennewitz dando a ele falsa informação. Ele afirmou que recebeu suas ordens de um agente do AFOSI, e que por quatro anos, ele foi pedido para alimentar a desinformação… para Bennewitz. Esta desinformação incluia a verificação das crenças de Bennewitz sobre os “grays” e a base subterrânea em Dulce.”

Em 1979 – 1980 (o registro do ano não está claro), Bennewitz e um psicólogo e ufólogo chamado Dr. Leo Sprinkle investigaram a história que uma mulher profundamente perturbada, chamada Myrna Hansen, contou a eles. Ela afirmava que ela e seu jovem filho tinham visto um UFO enquanto dirigiam em um estrada rural perto de Cimarron, no nordeste do New Mexico. Com a permissão da paciente, Dr. Sprinkle começou a hipnotiza-la, e durante um período de três meses, Bennewitz e Sprinkle ouviram uma história muito não usual.

Sob hipnose, a paciente disse que, não somente ela tinha visto vários UFOs naquele dia, mas tinha visto um gado ser abduzido e ela e seu filho também foram abduzidos e levados a uma base subterrânea secreta onde eles viram o gado sendo mutilado e drenado seu sangue e visto vasos contendo partes de corpos humanos. Ela posteriormente disse que algum tipo de implante fora colocado no corpo dela e de seu filho e que os ETs podiam controlar as mentes deles por meio destes aparelhos.

Bennewitz acreditou na história da mulher e pensou que de alguma forma isto pudese estar ligado as luzes que ele estava vendo sobre Manzano. Ele começou filmando as luzes, reunindo 2.600 pés de filmes. Ele também veio a acreditar que podia receber sinais da nave que ele observava. Ele construiu antenas e receptores para receber transmissões eletromagnéticas de baixa frequência que ele acreditavam virem da nave alienígena. Bennewitz chamou sua “missão” Projeto Beta. Aqueles que tem visto os filmes e ouvido as fitas das transmissões de rádio de baixa frequência dizem que não há dúvida que Bennewitz estava registrando um fenômeno real.

Em 24 de outubro de 1980, Bennewitz contactou a base da força aérea de Kirtland para fazer um relato do que ele sentia ser uma real ameaça contra a Área de Armazenagem de Armas de Manzano por UFOs. Ele primeiro se comunicou com o Major Ernest E. Edwards, que o encaminhou ao agente especial Richard C. Doty.

Em 1979, Paul Bennewitz operava uma pequena companhia de eletrônicos, o Thunder Scientific Laboratory, em Albuquerque, Novo México. Ele era um físico, um inventor e um pensador. Ele também tinha um ávido interesse em UFOs, e era um investigador para a APRO (Organização de Pesquisa do Fenômeno Aéreo – baseada no Arizona), o grupo UFO foi iniciado por Jim e Coral Lorenzen. De sua casa nos arredores de Albuquerque, Bennewitz tinha, juntamente com outros, visto luzes estranhas nos céus noturnos sobre a Área de Teste de Manzano, fora de Albuquerque. As luzes pareciam aparecer quase todo anoitecer e voar na direção de Coyote Canyon, também uma parte da base da força aérea de Kirtland que incluia o Laboratório Nacional Sandia e o Laboratório Phillips, ambos de pesquisa ultra top secreta.

Richard Doty e Jerry Miller, Conselheiro Científico do Centro de Teste e Avaliação da Força Aérea, em Kirtland, entrevistaram Bennewitz em sua casa na borda da base Manzano. Eles examinaram os filmes e fitas de Bennewitz, e Miller, um antigo investigador do projeto Bluebook na base da força aérea de Wright-Patterson, determinou que os filmes mostravam algum tipo de objeto aéreo não identificado. Eles notaram o conjunto de equipamento de observação eletrônica que Bennewitz tinha apontado para Manzano. O Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea [AFOSI] declinou investigar posteriormente, mas programou uma inspeção dos dados de Bennewitz por pessoal de Wright-Patterson. AFOSI também fez um exame de background de Bennewitz.

Dando o passo que por último o levaram a seus problemas posteriores, Bennewitz escreveu um programa de computador que ele afirmou poder traduzir as transmissões de radio alienígenas. Ele agora veio a acreditar que estava inteceptando mensagens que os aliens estavam transmitindo para aparelhos de controle mental, tais como aqueles que Myrna Hansen declarou terem sido colocados nela e em seu filho.

Em 10 de novembro de 1980, Bennewitz apresentou sua evidência novamente, desta vez a um pessoal de alto escalão da força aérea, incluindo o Brigadeiro General William Brooksher. No relato deste encontro, é notado que Bennewitz foi aconselhado a se candidatar a uma bolsa da Força Aérea para estudar os fenômenos. Mais uma vez, contudo, o AFOSI declinou investigar o assunto eles próprios.

Bennewitz não desistiu tão facilmente. Além dos relatos regulares que ele estava enviando ao APRO, ele estava contactando o Senador Harrison Schmidt e o Senador Peter Domenici, bem como outros ufologistas tais como Linda Moulton Howe e John Lear.

Por 1982, APRO tinha decidido investigar as afirmações de Bennewitz. Eles enviaram William Moore, um de seus diretores e um antigo professor de teatro que se tornou escritor e ufologista, para falar com Bennewitz. Moore tinha conquistado uma certa fama no campo ufológico ao co-autorar com Charles Berlitz ‘The Philadelphia Experiment’ e ‘The Roswell Incident’.

Por agora, a história de Bennewitz tinha se tornado bem mais complicada. Ele disse a Moore que as transmissões aliens que ele havia recebido indicavam que dois tipos de aliens tinham invadido os EUA: os pacíficos “brancos” e os malignos “grays”. Os grays, que ele disse serem os responsáveis pelas mutilações de gado e as abduções de humanos, tinham um tratado com o governo americano que lhes permitiu construir uma secreta base subterrânea sob o Pico Archuleta na reserva indígena de Jicarillo perto de Dulce, Novo México. Os aliens, contudo, estavam prestes a quebrar o tratado …

Talvez a volta mais estranha nesta história é que Bill Moore mais tarde afirmou em uma “confissão” que ele foi recrutado por alguém cujo nome código era “Falcão” para desviar Paul Bennewitz dando a ele falsa informação. Ele afirmou que recebeu ordens de um agente da AFOSI, e que por quatro anos, ele foi pedido para alimentar com desinformação, inclusive documentos falsificados de “Aquarius” a Bennewitz. Esta desinformação incluiu a “verificação” das crenças de Bennewitz sobre os “grays” e a base subterrânea de Dulce.

Paul Bennewitz gradualmente se tornou mais e mais paranóide, afirmando que os aliens vinham pelas paredes de sua casa durante a noite e injetavam neles químicos. Ele comecou a manter armas e facas por toda a casa. Finalmente, ele foi hospitalizado por “exaustão”. É dito que ele se recuperou e agora se recusa a dar entrevistas ou ter qualquer coisa a ver com o assunto dos UFOs

Paul Bennewitz morreu em 23 de junho de 2003.

Como os Especialistas em Desinformação Disseminam o Medo dos UFOs
Anne Strieber

Sumário: Bill Moore, investigador e autor UFO, tem aprendido bastante sobre o acobertamento governamental da informação UFO por muitos anos. Uma grande parte deste acobertamento tem a ver com as agências de inteligência, tais como a CIA, e se referem à desinformação.

Em sua fala na convenção da MUFON em Las Vegas em 1o. julho de 1989, Mr. Moore tinha isto a dizer sobre o assunto: “A desinformação é um jogo bizarro e estranho. Aqueles que o jogam estão completamente cientes de que o sucesso da operação é dependente de lançar a falsa informação sobre um alvo ou “marca”, de tal modo que a pessoa aceitará isto como verdade e a repetirá, e até mesmo defenderá de outros como se fosse verdade. Um dos fatores chave em um esquema bem sucedido de desinformação é que ela deve conter alguns elementos da verdade em ordem de ser crível. Uma vez a informação é acreditada, o trabalho da contra-inteligência está completo. Eles podem simplesmente se retirarem em confiança que o trabalho sujo de espalhar suas sementes venenosas será feito por outros”.

Algumas das histórias mais assustadoras e bizarras sobre UFOs e visitantes podem bem serem mentiras que se originaram de especialistas em desinformação e são inocentemente disseminadas por pessoas crédulas que não se preocupam em examinar os fatos, mas que amam uma boa história. E algumas destas pessoas contando estas histórias podem não ser tão inocentes – eles podem ser especialistas em desinformação.

Conquanto não haja uma prova final que o governo americano tem patrocinado programas de desinformação referentes a UFOs, a evidência circunstancial está crescendo mais forte a cada dia. É uma questão de registro que ao menos um indivíduo espalha a desinformação neste campo enquanto trabalha como empregado do governo em um emprego relacionado a inteligência, e as revelações de Bill Moore e outros indicam que as falsas histórias tem sido plantadas entre os investigadores UFO por anos.

Certamente algo estranho aconteceu fora de Roswell, Novo México em julho de 1947, quando oficiais da Força Aérea recuperaram alguns destroços com propriedades que não se enquadram em qualquer tecnologia conhecida. Segundo o Coronel Jesse Marcel, que deu inúmeras entrevistas em videotape antes de morrer, e que foi o responsável pela recuperação dos destroços, o fato de sua extrema estranheza foi acobertado pela Força Aérea.

Este acobertamento aconteceu quando a Guerra Fria estava apenas começando e a América estava entrando em um período de quase-paranóia sobre a questão do expansionismo soviético. A obsessão da América pelo sigilo começou quando o Presidente Truman criou a Agência Central de Inteligência [CIA] em 1947 para obter informação sobre as ameaças sendo feitas pelos comunistas depois da Segunda Guerra Mundial. Até mesmo desde então, é dito aos americanos cada vez menos sobre a realidade em nosso governo. Como Norman Thomas, que sem sucesso concorreu à presidência muitas vezes, disse, “Quando os segredos se iniciam, a república para’. Podemos viver em uma democracia mas não podemos ter um efeito na política, a qual nada sabemos.

Quando Bill Moore se tornou um diretor da agora dormente APRO em 1979, ele se tornou familiarizado com o trabalho sendo feito por Paul Benewitz e o Dr. Leo Sprinkle com uma jovem mulher que se lembrava de ter sido abduzida e testemunhado mutilações de gado. Bennewitz tinha se convencido de que os aliens tinham implantado algum tipo de aparelho de comunicação na cabeça da mulher e e que eles estavam usando este aparelho para controlar as ações dela.

Já que Paul Bennewitz era um físico, ele tinha uma certa quantidade de aparelhos eletrônicos a sua disposição e ele estabeleceu determinar se ele poderia detectar sinais eletrmagnéticos que ele acreditava os aliens devessem estar usando para exercer o controle sobre as alegadas vítimas e tentar encontrar um meio de escudar as vítimas do controle destes sinais. Ele disse a APRO em 1979 que ele acreditava ter tido sucesso em detectar sinais de baixa frequência dos UFOs e havia começado a fazer cálculos sobre o tipo de eletrônicos e tecnologia de propulsão empregada pelos aliens. Ele também começou a tirar fotos das estranhas luzes manobrando na vizinhança da Instalação de Armazenamento de Armas Nucleares em Manzano, que é localizada a leste da base da força aérea de Kirtland em Albuquerque. Bennewitz tinha uma visão perfeita da base de armas de sua casa na seção de Four Hills da cidade.

Bill Moore diz, “Em setembro de 1980, fui abordado por um indivíduo muito bem colocado dentro da comunidade de inteligência, que afirmou estar diretamente ligado a um projeto de alto nível lidando com UFOs. Este indivíduo me disse que ele falava por um pequeno grupo de indivíduos similares que estavam desconfortáveis com a continuada cobertura do governo da verdade e indicou que ele e seu grupo gostariam de me ajudar com minha pesquisa sobre o assunto, na esperança e expectativa que eu pudesse ser capaz de ajuda-los a encontrar um meio de mudar a política prevalescente e levar os fatos ao público, sem violar qualquer lei no processo. O homem que agiu como ligação entre este grupo e eu era um agente das Investigações Especiais da Força Aérea [AFOSI] chamado Richard Doty. Eu sabia que estava sendo recrutado, mas naquele ponto não sabia para o que.”

Logo se tornou aparente para Bill que era esperado dele fornecer informação a este indivíduo sobre as atividades de Paul Bennewitz e da APRO em troca de receber “informação sensível’ [ou presumidamente classificada] sobre UFOs. Bill entendeu que, seja no que for que Bennewitz estivesse envolvido, ele era sujeito de considerável interesse da parte não de apenas uma, mas de várias agências do governo, e que eles estavam tentando ativamente neutraliza-lo bombardeando-o com o máximo de desinformação que ele fosse possível absorver. Bill decidiu participar, porque assim ele podia aprender mais sobre o processo de desinformação ao testemunha-lo em primeira mão.

Bennewitz, da sua parte, continuou a fazer o que pareciam ser declarações bizarras, a maioria das quais dava a cada aparecimento de ter sido influenciada por um pesado cobertor de desinformação misturado com uma pequena, mas significativa, quantidade de verdade. O problema sempre foi aquele de manter um nível principal e tentar tirar o fato da fantasia – algo que Paul Bennewitz teve um tempo difícil fazendo.

“Por 1981”, segundo Bill, “Paul estava reunindo dados de uma variedade de fontes e reunindo isto com a informação que estava sendo alimentada a ele por um número de pessoas do governo que, por alguma razão, ele parecia ter uma fé implícita e inabalável. A historia que emergiu desta mistura de fato, ficção, fantasia, diz-que-diz, dados reais e desinformação do governo foi absolutamente incrível! Ainda que de alguma forma, Paul acreditava nisto e estabeleceu uma cruzada de um homem só para contar ao mundo sobre os aliens malévolos do espaço que estavam em liga com o nosso governo para tomar o planeta. O que havia começado em 1979 como um esforço para aprender se o comportamento de uma mulher que afirmava que havia sido abduzida por UFOS alienígenas estava sendo influenciado por algum tipo de controle remoto por radio, tinha, no espaço de menos três anos, florescido em uma história que rivalizava o mais selvagem cenário de ficção científica que alguém pudesse imaginar.”

Bennewitz continuou com seus experimentos referentes aos sinais de rádio que ele estava recebendo e a fimagem que ele estava realizando das luzes não usuais. Ambos destes fenômenos pareciam estar largamente conectados às atividades dentro da base da força aérea de Kirtland e o complexo dos Laboratórios Nacionais, exatamente ao sul da cidade de Albuquerque. Bill sente que Bennewitz definitivamente estava recebendo algum tipo de sinal eletromagnético de baixa frequência em seu equipamento, e é igualmente certo que suas fotos e filmes apresentavam luzes não usuais, a maioria das quais enquanto planavam ou manobravam sobre o complexo de Kirtland/Sandia. A questão real é se esta evidência era suficiente para concluir que estes fenômenos estavam diretamente relacionados a atividade dos UFOs, ou se, de fato, as coisas estranhas que ele estava testemunhando tinham a ver com algum projeto de pesquisa clasificado do governo acontecendo lá por perto. Qualquer uma destas razões seria uma boa explicação para as atividades de contra-inteligência do governo neste caso.

Bill relata que a observação do governo das atividades de Paul, algumas das quais Paul foi astuto o suficiente para detectar e algumas das quais Bill aprendeu sobre, mas que Paul parecia não estar cientes delas, incluiam grampos e até mesmo invasão de residência. “Paul tomou estas atividades como prova positiva que ele estava em cima de algo grande. Infelizmente ele parecia grandemente inconsciente que as mesmas pessoas que iam a tais extremos para espiona-lo também tinham a capacidade de montar uma eficaz campanha de desinformação.”

Em qualquer caso, em meados de 1982, a história de Paul continha virtualmente todos os elementos encontrados na atual plantação de rumores que circulam na comunidade UFO por pessoas tais como John Lear. Havia dois grupos de aliens, um malevolente, um mais amigável. Os malevolentes, que são chamados de grays estavam realmente no controle e eles eram os responsáveis pelas mutilações de gado, abduções de humanos e os sinistros implantes de controle mental em humanos, por terem primeiro feito e quebrado um tratado secreto com o governo americano, para manter uma base subterrânea secreta em Dulce, Novo México, e por ter fornecido ao governo americano harware e armas espaciais alienígenas que ultimamente se mostraram defeituosas ou que eram usadas para quebrarem, assim deixando a civilização humana virtualmente indefesa contra a invasão.

Bill Moore diz, “Sei que este corpo inteiro de informação ser falso, porque estava em posição de observar grande parte do processo de desinformação na medida em que ele se desenrolava. E posso lhes dizer que isto era eficaz, porque observei Paul se tornar sistemticamente mais paranóide e mais emocionalmente instável na medida em que ele tentava assimilar o que estava acontecendo a ele. Ele tinha armas e facas por toda a casa, tinha instalado fechaduras extras em suas portas, e ele jurava que “eles” [os aliens] estavam vindo pelas suas paredes de noite e injetando nele odiosos químicos que o derrubavam por longos períodos de tempo. Ele começou a sofrer crescentes episódios de insonia. Eu sabia naquele tempo que ele não estava longe de um inevitável colapso nervoso. Sua saúde havia se deteriorado, ele tinha perdido um peso considerável, suas mãos tremiam como se de paralisia e sua aparencia estava horrível. Tentei aconselha-lo a deixar toda a coisa UFO antes que estivesse completamente destruido. Não muito depois ouvi que ele havia sido hospitalizado e estava sob cuidado psiquiátrico.”

A campanha de desinformação também foi eficaz porque ela assegurou que niguém na media principal ou na comunidade científica prestasse qualquer atenção nas afirmações estranhas que Paul Bennewitz fez. Assim os elementos da verdade que estavam contidos em seus experimentos se tornaram perdidos para sempre do público.

Os UFOs realmente estavam envolvidos em tudo isto? Bill diz que nós nunca realmente saberemos. Talvez Bennewitz tenha meramente esbarrado em sinais gerados por algum projeto sofisticado e de alto nível do governo cujo pessoal de segurança atirou a desinformação relacionada aos UFOs como máximo acobertamento. Ou talvez ele descobriu um real projeto UFO do governo que preferiu desinforma-lo para proteger o que estava fazendo. A única coisa que Bill sabe de sua experiência em primeira mão é que houve uma tremenda quantidade de desinformação do governo envolvida, e que uma grande proporção do que ainda hoje estamos ouvindo sobre os aliens malévolos, bases subterrâneas e tratados secretos com o governo americano tem suas raízes firmemente plantadas no caso de Bennewitz. “A corrente plantação de desinformação realmente não é nova; é apenas que um diferente grupo de pessoas está disseminando isto desta vez”, diz Moore.

De sua experiência, e de sua outra pesquisa, Bill tem chegado a conclusão que o pessoal da contra-inteligência do governo americano tem realizado mais uma vez, uma campanha de engano e desinformação contra o público americano sobre o fenômeno UFO por mais de 40 anos. Ele sente que as pessoas que tem sido responsáveis pela operação são indivíduos altamente colocados dentro da comunidade de inteligência. Há várias explicações possíveis para esta situação. Uma, a desinformação pode ser um acobertamento de segurança para um real projeto UFO que existe em um nivel muito alto e é conhecido por apenas uns poucos da elite. Dois, pode ser um projeto de segurança destinado a desviar da pesquisa real de alta tecnologia [não sendo UFO] e projetos de desenvolvimento. Terceiro, pode ser uma manipulação dos próprios UFOs alienígenas como parte de um plano a longo prazo para tornar a sociedade humana gradualmente consciente de sua presença aqui. A posição de Bill é que a verdade é melhor descrita em termos de uma combinação de todos os acima.

É um fato de que alguém poderoso está disseminando desinformação sobre os UFOs. Seria tolo acreditar em qualquer história com base em tão pouca evidência. Por outro lado, estas pessoas que tem vivenciado os visitantes em primeira mão precisam não se permitirem de serem convencidas que suas experiências são meras alucinações.

As pessoas que tem encontrado os visitantes conhecem o medo real que vem de confrontar o desconhecido. Não há razão porque eles devam ter que enfrentar um terror adicional de serem inundados por rumores sensacionais sobre aliens que começaram a dez anos atrás com a campanha de desinformação do governo contra um indivíduo.

O Falcão e o Trabalho da Neve, Parte 1

FACTÓIDE: Em 1947, a força aérea sabia que uma brilhante superfície metálica faz um objeto aparecer melhor ao radar, então eles usaram folha de alumínio para fazer refletores de radar para seus balões atmosféricos. Contudo, por 1955, eles tinham esquecido este fato, então eles pintaram os primeiros aviões espiões U-2 de prata, o que os teria tornado facilmente detectáveis pelo radar enquanto voavam sobre a União Soviética em missões de reconhecimento. Sua aparência prateada também fez com que as pessoas os confundissem com UFOs, segundo historiadores da CIA. Algum tempo mais tarde eles entenderam seu engano e começaram a pinta-los de preto, assim criando as primeiras aeronaves “stealth” (Uncle Phaed’s UFO Investigator’s Handbook)

Quem é o antigo agente especial da AFOSI Richard C. Doty?

Não é fácil encontrar informação sobre Doty antes de 1980. A única informação disponível é umas poucas migalhas em vários livros UFO mais a informação que pode ser antevista em quatro arquivos que estão online. Estes arquivos são os reputados papéis de dispensa da força aérea de Doty, uma entrevista telefônica que Phil Klass teve com Doty em 8 de janeiro de 1988, e duas cartas supostamente escritas por Doty (3 de março de 1989 e 4 de abril de 1989). Contudo, não há muita informação nestes arquivos.

Na transcrição da entrevista telefônica com Klass, Doty diz que seu pai, Edward Doty, esteve na Força Aérea, era um investigador do Projeto Bluebook, esteve na base da força aérea de Holloman de 1962 a 1964, e esteve envolvido na investigação de um caso de pouso de UFO em 1964 em Socorro, Novo México. Contudo, em uma carta datada de 3 de março de 1989, Doty diz que foi um tio, não seu pai, que foi um investigador do projeto Bluebook.

Nesta carta de 3 de março de 1989, Doty diz:

“Enquanto servia ao Distrito do AFOSI sede 70, em Weisbaden, Alemanha Ocidental, realizei deveres como um especialista em contra-espionagem. Em 1986, eu estava envolvido em uma operação sensível onde tentei realizar certos deveres que capacitariam nossa equipe a aprisionar possíveis agentes estrangeiros trabalhando contra os interesses dos EUA. Meus supervisores, contudo, viam minhas ações como sendo não autorizadas. Portanto, fui pedido para deixar o AFOSI, o que fiz voluntariamente. Aceitei uma posição na base da força aérea de Kirtland, em Albuquerque, NM, onde meu filho estava residindo com minha ex esposa.”

Aparentemente, Doty esteve em Kirtland ao menos duas vezes. Sabemos que ele estava lá em 1980, já que isto foi quando ocorreu o caso de Bennewitz, e aqui ele diz que foi transferido de volta para Kirtland em 1986.

Ele continua para dizer (alguém tinha dito que ele terminou seu serviço na força aérea como um cozinheiro):

Meus últimos dois anos de serviço foi no campo de serviços da carreira, mas não como um cozinheiro.

Sgt. Doty se retirou da força aérea em 1o. de outubro de 1988. Suas cartas dão uma caixa postal em Grants, Novo México como endereço de retorno. Ele diz em uma das cartas que ele não vive no Novo México, mas somente mantém um serviço de recebimento e envio lá. Uma de suas cartas diz que seu atual emprego envolve investigações, mas nada tem a ver com UFOs. Uma fonte não verificada disse que ele está na Polícia Estadual do Novo México em Grants.

A primeira vez que ouvimos falar de Richard C. Doty é no verão de 1980. Ele era o oficial do AFOSI que pegou o relato de Craig Weitzel de ter visto um UFO perto de Kirtland. Mais tarde em 1980, APRO recebeu uma carta anônima que enfeitava considravelmente o relato de Weitzel, tranformando-o de um relato de avistamento em um encontro estreito. Segundo Robert Hastings, a análise mais tarde mostrou que esta carta havia sido datilografada na mesma máquina de escrever que tinha sido usada paa digitar o original relato de avistamento de Weitzel. Este relato estava assinado por “Richard C. Doty.” A validade desta análise, no entanto, não está clara.

Pouco tempo depois do avistamento de Weitzel, Paul Bennewitz contactou a base de força aérea de Kirtland com suas história de UFOs sobre Manzano e de receber comunicações alienígenas de baixa frequência. Mais uma vez, o agente Doty foi o oficial do AFOSI designado para investigar.

Segundo William Moore, pelo tempo em que ele foi enviado para investigar as afirmações de Bennewitz em 1982, Doty tinha estado alimentando Bennewitz com desinformação por dois anos. Moore posteriormente afirma que ele foi recrutado por alguém que se auto-denominava Falcão, para ajudar na alimentação da desinformação sobre UFOs para Bennewitz, e que esta ligação com Falcão era Doty. Contudo, parece que Moore já havia conhecido Doty por ao menos um ano, já que ele afirma que Doty deu a ele uma cópia do Documento do Projeto Aquarius em fevereiro de 1981, segundo Curtis Peebles. A informação aqui é muito incompleta, e é, como melhor posso dizer, baseada inteiramente nas declarações de Moore.

Richard Doty diz que, seja o que for que ele fez, ele o fez sob ordens.

Se assim, qual era o propósito destas ordens? Parece quase certo que o intento era afastar a atenção dos reais avistamentos em Manzano e Coyote Canyon. PORQUE? O que estava sendo protegido? Estava a Força Aérea realmente testando UFOs em Manzano? Ou os UFOs estavam visitando Manzano? Ou armas SDI top secretas estavam sendo testadas em Manzano?

Uma coisa é certa. Quase tão logo começou o relacionamento entre Richard C. Doty e William L. Moore, cópias de supostos documentos clasificados do governo a respeito de UFOs repentinamente começaram a aparecer, como devemos ver na parte seguinte desta série:

O Falcão e o Trabalho na Neve, Parte 2

Ato I:

Em 1972,segundo o livro de Timothy Good, ‘Alien Contact’, os produtores de filmes Robert Emenegger e Allan Sandler foram abordados por oficiais da força aérea para fazerem um documentário sobre UFOs. A Força Aérea, parecia, agora estava pronta para revelar a verdade, pronta para abrir as portas do “Hangar 18” e da “sala azul”.

Os dois produtores foram, segundo eles, convidados ao Pentágono, onde eles se encontraram com os Coronéis da força aérea William Coleman e George Weinbrenner, que mostraram a eles filmes e fotos de aliens gray, inclusive um que eles disseram ter sobrevivido a um acidente e viveu por três anos.

Então, em 1973, Emenegger e Sadler foram convidados a base da força aérea de Norton, Califórnia, onde eles se encontraram com o chefe do AFOSI e Paul Shartle, ex chefe de segurança e chefe do programa audiovisual da base de Norton. Neste encontro, foi dito a eles que o filme existia de um pouso de um UFO em abril de 1964 na base da força aérea de Holloman, Alamogordo, Novo México. Quando a nave pousou, três aliens com olhos como os gato desceram e se comunicaram com o comandante da base e dois cientistas ao usar algum tipo de tradutor. Foi prometido a Emenegger e Sadker o uso deste filme para o documentário deles, mas a oferta foi retirada um pouco tempo depois.

Quando entrevistado em 1988, Paul Shartle diria que a força aérea teria dito a ele que o filme era uma ‘filmagem teatral” que tinha sido comprada para fazer um filme de treinamento.

Em uma entrevista telefônica com Phil Klass, Richard Doty supostamente disse que sua família estava na base da força aérea de Holloman em abril de 1964, presumidamente porque seu pai, Edward Doty, estava estacionado lá.

Ato II:

Em 09 de fevereiro de 1978, um documento curioso, uma aparente cópia em carbono de um documento oficial de relato de incidente da força aérea, chegou ao escritório do The National Enquirer em Lantana, Flórida. Acompanhando o documento estava uma carta não assinada datada de 29 de janeiro.

O relato e a carta descreviam um encontro estreito com um alien que supostamente aconteceu na base da força aérea de Ellsworth em Dakota do Sul em 16 de novembro de 1977.

Embora os nomes mencionados no relato fossem nomes reais de pessoas em dever ativo em Ellsworth, até mesmo o The National Enquirer pensou que o relato era uma farsa. Eles disseram:

“Encontramos mais de vinte discrepâncias e erros no relato – nomes errados, números, ocupações, layouts físicos e assim por diante. Se o alerta da opção de segurança mencionado no relato tivesse acontecido, isto teria envolvido todo o pessoal da segurança na base e todo mundo em Rapid City (População mais de 45.000 pessoas) teria sabido sobre isto.”

Segundo os supostos papéis de dispensa da força aérea de Doty, ele esteve estacionado em Ellsworth de 1976 a 1978. Segundo o livro de Jacques Vallee, ‘Revelations’, William Moore afirmou que Doty admitiu a ele ter falsificado o documento de Ellsworth. Contudo, supostamente há um relato do Inspetor Geral sobre este incidente que afirma que o perpetrador não foi Doty, mas alguém mais.

Ato III

Segundo o livro de Howard Blum, ‘Out There’, William Moore primeiro se tornou interessado em UFOs quando era adolescente, depois de ler sobre o acidente em Aztec no livro de Frank Scully, ‘Behind the Flying Saucers’. Ele se uniu a NICAP enquanto estava na faculdade na Universidade Thiel em Pennsylvania nos anos 60, e permaneceu como membro depois de começar sua carreira de professor em New York.

Nos anos 70, Bill Moore co-autorou The Philadelphia Experiment com Charles Berlitz. O livro se tornou um sucesso [um best-seller], e em 1979, Moore decidiu deixar seu emprego de professor em Minnesota e tentar se dedicar a escrever em tempo integral, sob seu assunto preferido, UFOs.

No Arizona, ele se uniu a APRO dos Lorenzen baseado em Tucson e logo se tornou um de seus diretores. Ele estava passando a maioria de seu tempo pesquisando eventos que tinham ocorrido em 1947 na vizinha Novo México para um outro livro que ele estava escrevendo com Berlitz, The Roswell Incident. Também auxiliando com este livro estava o muito conhecido ufologista Stanton Friedman. O livro foi publicado em 1980 e também foi um best-seller. Depois deste livro, Moore rompeu com Berlitz e ele e Friedman se associaram para continuar investigando o caso de Roswell por vários anos.

Depois que o livro se tornou popular, Moore apareceu em vários shows de entrevista no rádio sobre Roswell e UFOs. Ele relata que duas vezes, depois de aparecimentos no rádio no mês de setembro de 1980, ele recebeu telefonemas de alguém que disse apenas, ‘você é a única pessoa que tenho ouvido que parece estar no caminho certo”. O segundo telefonador sugeriu que eles se encontrassem. Moore dirigiu-se a uma cafeteria em Albuquerque e se encontrou, pela primeira vez, com o indivíduo que ele chama de Falcão.

O Falcão, que Moore disse que era um indivíduo altamente colocado na comunidade de inteligência que afirmava estar diretamente ligado a um projeto de alto nível do governo lidando com UFOs, se encontrou com Moore várias vezes durante um período de meses e então ofereceu a ele um acordo: ele e o grupo que ele representava ajudariam Moore em sua busca pela verdade sobre os UFOs se Moore consentisse em ajuda-los a alimentar a desinformação para, e por relatar a eles sobre… Paul Bennewitz! Segundo Moore, seu contacto durante isto não era para ser com o próprio Falcão, mas sim… com Richard C. Doty!

Moore alegadamente funcionava como algo de um “agente triplo” por aproximaadamente quatro anos, Ele era amigo de Paul Bennewitz enquanto relatava suas atividades tanto a APRO quanto a Doty, e alimentava Bennewitz com desinformação de Doty e/ou do Falcão. Moore mais tarde disse qur continuou com esta oferta porque ele a viu como sua única chance de obter informação interna sobre as atividades governamentais quanto aos UFOs.

O Falcão e o Trabalho na Neve, Parte 3

Arenque vermelho… Um arenque que é curado por fumaça fica vermelho. Ele também tem um odor estranho, e os cães de caça eram frequentemente treinados a seguir um odor por meio de um arenque vermelho que tinha sido arrastado ao longo do solo. Por outro lado da moeda, as pessoas que se opõem a caça da raposa, algumas vezes arrastam um arenque vermelho atravessando o caminho da raposa. Os cães desistem da raposa e seguem o cheiro do salmão. – (The Dictionary of Cliches by James Rogers)

Ato IV

Em fevereiro de 1981, segundo o livro de Curtis Peebles, ‘Watch the Skies’, Richard C. Doty deu a Bill Moore uma cópia de um documento em teletipo classificado que falava da secreta investigação do governo sobre os UFOs, de um projeto Aquarius e de algo chamado MJ-12. Esta foi a primeira menção conhecida a estes dois termos.

No ano seguinte, Moore e um antigo repórter do National Enquirer chamado Robert Pratt discutiram escrever uma novela sobre as aventuras de um oficial da inteligência da força aérea e chamar a isto Projeto Aquarius. Segundo Peebles, a novela foi realmente acabada mas nunca foi publicada.

Na primavera de 1982, uma estação de TV, a KPIX em San Francisco, contratou Moore como um consultor para um especial sobre UFOs. Moore, que agora estava vivendo em Los Angeles, foi auxiliado por seus amigos, Jaime Shandera, um produtor de televisão, e Stanton Friedman, o ufologista. Moore deu uma cópia do teletipo sobre Aquarius a KPIX, e eles pediram a força aérea para verificar sua autenticidade. Foi dito a KPIX pelo AFOSI que o documento era uma falsificação, que ele tinha várias falhas que o identificavam como tal. Moore, segundo Peebles, admitiu que ele tinha redigitado o documento e tinha acrescentado um “selo de data de aparência oficial”

Moore arranjou um encontro com Doty que incluiu Ron Lakis do KPIX e Peter Gersten, um advogado especializado em solicitações de documentos UFO sob o FOIA. Doty alegadamente disse a eles que ele tinha estado investigando UFOs por vários anos para o AFOSI e que ele tinha acesso a documentos top secretos relacionados a UFOs. Doty também alegadamente disse a eles sobre os tratados secretos como os aliens e que o Projeto Aquarius envolveu contactos com aliens. Ele relatadamente disse que sabia de três acidentes com UFOs que tinham sido recuperados e que corpos aliens estavam sob a posse do governo. Ele também mencionou que o governo praticava a desinformação e estava condicionando o público a aceitar os aliens.

Ato V

Na primavera de 1983, segundo Timothy Good em Alien Contact, William Moore recebeu um telefonema de alguém que disse que ele teria permissão para ver alguma informação importante se ele acompanhasse as instruções que lhes foram dadas. As instruções envolviam voar de um aeroporto a outro, obtendo instruções telefonicas para o próximo destino em cada parada, até finalmente chegar a um motel no norte do Estado de New York. A um certo tempo, um indivíduo chegou ao quarto do motel com um envelope contendo onze páginas. Foi dito a Moore:

“Você tem exatamente 19 minutos. Faça o que quiser com este material durante este tempo, mas no fim deste tempo, devo ter isto de volta. Depois disso, você estará livre para fazer o que quiser.”

As onze páginas eram algo chamado um documento ORCON top secreto intitulado Instruções Executivas. Assunto: Projeto Aquarius, datado de 14 de junho de 1977. Moore tinha permissão para fotografar os documentos e ler seus conteúdos para um gravador.

Os documentos detalhavam a recuperação de uma nave alienígena acidentada e um alien vivo em 1949, e a reuperação de uma nave alien completamente funcional em Utah em 1958. Ele detalhava vários “projetos” envolvidos com aliens e UFOs:

1. Projeto Bando: Estudos médicos de corpos aliens recuperados de acidentes e de um alien vivo resgatado de um acidente em 1949 no Novo México.
2. Projeto Sigma: Um projeto para estabelecer comunicações com os aliens.
3. Projeto Snowbird: O teste e vôo de uma nave alienígena recuperada.
4. Projeto Pounce: Um projeto de avaliação completa.

Note as similaridades deste documento com aquele mostrado a Linda Moulton Howe no próximo ato.

Ato VI

Em abril de 1983, Linda Moulton Howe, que tinha produzido um excelente documentário sobre mutilações de gado chamado ‘Strange Harvest’, estava trabalhando em um novo script sobre UFOs para a HBO. No anoitecer antes de seu encontro com o pessoal da HBO, Howe foi jantar com um advogado chamado Peter Gersten. Gersten disse a Howe que ele tinha se encontrado com Richard C. Doty, um agente do AFOSI na base da força aérea de Kirtland, e talvez Doty fosse voluntário para falar diante da câmera ou em alguma outra capacidade útil sobre um incidente UFO que supostamente havia ocorrido na base da força aérea de Ellsworth em Dakota no Sul em 1978. Gersten ofereceu-se para telefonar para ele e perguntar se ele estava disposto a se encontrar com Howe.

Arranjos foram feitos para que Howe voasse a Albuquerque em 9 de abril, onde Doty encontraria com ela no aeroporto. Doty não estava lá quando ela chegou, mas ele mais tarde a pegou na casa de Jerry Miller. Miller, um antigo investigador do Projeto Bluebook, era conhecido de Doty.

No caminho da casa de Miller para Kirtland, Howe perguntou a Doty, cujos modos ela disse estarem desafiadores e nervosos, se ele sabia alguma coisa sobre o pouso de Holloman. Doty relatadamente disse que isto aconteceu em 25 de abril de 1964, apenas 12 horas depois do famoso avistamento relatado pelo policial Lonnie Zamora em Socorro, Novo México. Pessoal militar e científico na base sabia que o pouso esta vindo, mas “alguém explodiu o tempo e as coordenadas” e uma “avançada nave de escolta militar” tinham chegado no tempo e lugar errado, e foi vista por Zamora.

Segundo Howe, quando eles chegaram a Kirtland, Doty levou-a a um pequeno escritório onde lhe mostrou um envelope marrom e disse: “meus superiores pediram-me que lhe mostrasse isto”. Ele retirou várias folhas de papel branco do envelope. Na medida em que ele as passava a Howe, ele a avisou que ela não podia copia-las; tudo que ela podia fazer era lê-las e fazer perguntas.

O documento era intitulado Papel de Instrução para o Presidente dos EUA. Ele descrevia quedas de UFO, corpos alien, e um alien que sobreviveu a um dos acidentes. O papel listava vários projetos UFO do governo:

Projeto Garnet: uma investigação da evolução humana.
Projeto Sigma: esforços para se comunicar com aliens.
Projeto Snowbird: Pesquisa e Desenvolvimento da tecnologia alien recuperada dos UFOs acidentados.
Projeto Aquarius: O programa que abriga o contacto alien.

Doty alegadamente disse a Howe que lhe seria dado vários milhares de pés de filme retirados de aliens, inclusive do pouso da base da força aérea de Holloman em 1964. Os filmes nunca se materializaram.

Howe diz que Doty também prometeu a ela uma entrevista com um Coronel que tinha se tornado amigo de um alien que sobreviveu a um acidente e viveu por três anos. A oferta nunca se materializou já que a entrevista foi seguidamente marcada e cancelada. A HBO disse a Howe que ela teria que ter toda a evidência em sua posse antes que eles autorizassem qualquer custeio. Doty finalmente disse a Howe que o projeto tinha acabado e o contrato de Howe com a HBO expirou.

Doty mais tarde negaria tudo isto, embora Howe tenha feito uma declaração juramentada que tudo isto ocorreu. Doty é dito ter sido aprovado no exame do polígrafo que apoiava sua versão da entrevista.

Ato VII

No livro de Jacques Vallee, ‘Revelations’, ele conta como, em 1985, Robert Emenegger foi abordado novamente pelo Coronel William Coleman, que agora estava aposentado e vivendo na Flórida, com ainda uma outra oferta. Se Emenegger pudesse convencer Allen Hynek e Vallee a se envolverem, então o governo liberaria a evidência “final” dos UFOs. Emenegger estava convecido que a oferta estava no nível, particularmente depois de um encontro com o General Glenn E, Miller, vice-diretor da Agência Audiovisual de Defesa (DAVA), mas Hynek e Vallee procederam cautelosamente.

Hynek foi convidado a base da força aérea de Norton na Califórnia para se encontrar com o General Miller e seu chefe, o diretor do DAVA, o General Robert Scott. Vallee foi mais tarde convidado a Norton também. Eles foram embora sem qualquer nova informação, apenas pistas e a impressão que eles tinham estado falando a dois contactados UFO de olhos selvagens mu

ito mais do que a dois oficiais da força aérea. Vallee ainda se intriga sobre o propósito destes encontros. Foram uma tentativa de avaliar o quanto sabiam Hynek e Vallee? Eram passos adiante na tentativa de desacreditar estes dois nomes principais da ufologia? Ou eram um jogo de azar aberto para injetar mais desinformação no campo? Enquanto isso, Moore, Shandera e Friedman estavam estudando os documentos de MJ-12….

Nagas e Serpentes

Nagas e Serpentes

de JanJM,
Novembro de 1998

Sumário

As antigas tradições e escrituras de diferentes continentes falam sobre uma raça de seres serpentes sendo dotada de poderes sobre humanos. Os recursos das escrituras e dos folclores são usados para apresentarem uma imagem mais completa deles e sua antiga e recente interação com humanos.

Meus comentários nos textos citados aparecem em [ ].

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1. Introducção: a Chegada da Serpente

Recentemente tem havido um aumento sem precedentes de interesse nas matérias ufológicas e paranormais na media oficial. Alguns consideram que isto seja um resultado de vazamentos da comunidade de inteligência. O fato é que tem havido uma ampla e profunda mudança de atitude pública a estes respeito. Um exemplo disto é como a imagem alienígena sofreu uma mudança significativa durante os anos, dos ridicularizados “pequenos homens verdes” dos cartoons da década de 1950 aos clássicos ‘grays’ como benevolentes irmãos espaciais dos anos de 1970. Mais tarde, todavia, eles tem se tornado mais e mais maliciosos e associados ao fenômeno da mutilação do gado e abdução humana. Esta imagem provavelmente é uma das mais frequentemente associadas com a palavra alienígena nos dias de hoje.

Mas nos poucos anos passados apareceu um novo tipo de alienígenas: os “reptilianos” (também chamados “reptóides,” “sauróides” etc.). A media e o mercado se tornaram inundados por personagens reptilianos/dragões/dinosauros. A indústria do entretenimento os tornou quase onipresentes, de brinquedos de crianças a cartoons e aos filmes de maior sucesso. Este fenômeno é analisado em alguma extensão no arquivo O Culto da Serpente e em outros. O pesquisador ufológico John Rhodes devotou um website inteiro a isto .

Vários arquivos alienígenas disponíveis na internet (Crimram files, Secrets of the Mojave, Omega etc.) apresentam uma compilação de informação múltipla sobre os alienígenas na história da Terra, a presença e o possível futuro bem como muitos dos incidentes relacionados a respeito de explorações subterrâneas e espaciais. Eles também incluem citações de várias escrituras incluindo a Bíblia e os Vedas. (Nota: o termo “Veda,” literalmente “conhecimento,” os indologistas geralmente aplicam aos quatro Vedas: Rg, Sama, Yajur e Atharva. Contudo, em um sentido mais amplo, ele também é usado para a literatura relacionada como os Puranas, Brahmanas, Aranyakas, Itihasas etc. Neste sentido eu estou utilizando-o neste artigo.)

O fato que nestes arquivos os reptilianos estão associados aos Nagas da antiga tradição Vedica é uma das razões pelas quais decidi escrever este artigo. Desejo acrescentar a riqueza de informação por usar os Vedas como muitos valiosos, ainda que um recurso não muito utilizado, juntamente com outros recursos.

Como este tópico é muito extenso, posso não cobri-lo inteiramente. O Capítulo Dois apresenta uma breve visão geral e os capítulos posteriores se concentram principalmente em referências Védicas aos Nagas, apresentadas principalmente no capítulo 4.2. Para referências a recentes encontros com reptilianos por favor, dirija-se a bibliografia listada.

2. A Conexão Sauriana: Background Histórico da Serpente

A cobra (espírito da serpente) tem sido um símbolo de sabedoria, eternidade, cura, mistério, poder mágico, e santidade pela maior parte do mundo antigo não ocidental. Seu símbolo até hoje é utilizado na medicina, e outras profissões de cura, e seus descendentes vivos são saudados como sagrados e usados em todas as drogas anti-cancerigenas e poções sexuais. A Serpente foi venerada na antiga Babilônia, México, Egito, bem como em muitos outros lugares pelo mundo.

A seguinte passagem é escrita por Soror Ourania (de “Thelemix and Therion Rising”) de um ponto de vista Gnóstico.

“A palavra Naga tem sua raiz no sânscrito e significa “serpente” [significados posteriores do dicionário sânscrito-inglês de Monier Monier-Williams: m. “imóvel,” uma montanha (em Atharva Veda); o número 7 (por causa das 7 principais mountanhas; qualquer árvore ou planta (no Mahabharata); o sol.] No panteão da Índia Oriental ela é ligada ao espírito da serpente e ao Espírito do Dragão. Ela tem uma equivalência a Nats de Burma, ou deuses-serpentes. Na tradição esotérica é sinônimo de Adeptos ou Iniciados. Na Índia e no Egito e até mesmo na América Central e do Sul, o Naga permanece para alguém que é sábio.

“O filósofo budista Nagarjuna da Índia, por exemplo, é mostrado com uma aura, ou halo, de sete serpentes que é uma indicação de um grau muito alto de Iniciação. O simbolismo das sete serpentes, geralmente cobras, também aparece nos aventais Maçônicos ou certos sistemas de ruínas budistas do Cambodia (Ankhor) e Ceilão. Os grandes construtores dos templos do famoso Ankhor Wat foram considerados serem semi-divinos, Khmers. A avenida que leva ao Templo é alinhada com Naga de sete cabeças. E até mesmo no México, encontramos que Naga se torna “Nagal.” Na China, o Naga recebe a forma do dragão e tem uma associação direta com o Imperador que é conhecido como “Filho do Céu”… enquanto no Egito a mesma associação é dita “Rei Iniciado”. Os chineses são até mesmo ditos terem se originado com os semi-deuses serpente e falarem sua linguagem, Naga-Krita. Para um lugar que não tem serpentes, o Tibet, elas ainda são conhecidas como um sentimento simbólico e são chamadas de “Lu!” (Naga). Nagarjuna era chamado em tibetano Lu-trub.

“Nas tradições ocidentais encontramos a mesma onipresença para o Naga, ou Serpente. Um exemplo simples é o da antiga deusa grega, Atenas. Ela é conhecida como uma deusa guerreira, bem como deusa da sabedoria. Seu símbolo ser uma serpente é apresentado em seu escudo pessoal. De fato, no Geneses a serpente é um Naga que instrui o novo infante [a humanidade] no que é chamado Conhecimento do Bem e do Mal. A Igreja Cristã, tem, infelizmente, transformado o Professor-Iniciado em um personagem demoníaco de caráter tentador e negativo. Uma tradição apócrifa diz que Apolônio de Tiana, enquanto visitava a Índia, foi ensinado pelos Nagas da Cachemira. [veja a Vida de Apolônio, de Philostratos]. É sentido por muitos eruditos da Tradição Ocidental que a vida de Apolonio foi tirada do Novo Testamento, ou que as narrativas do Novo Testamento tem sido trazidas da vida de Apolonio. Isto é sentido por causa das não disputadas e claras similaridades da construção da particular narrativa.

“Naga é uma de um punhado de palavras raras que tem sobrevivido a perda da primeira linguagem universal. No budismo, a Sabedoria tem sempre estado ligada, simbolicamente, a figura da serpente. Na tradição ocidental pode ser encontrado como usado por Cristo no Evangelho de São Mateus (10:16), “Seja portanto sábio como as serpentes e inócuos como as pombas.”

“Em toda linguagem mitológica a serpente é também um emblema da imortalidade. Sua representação do infinito com sua cauda em sua boca (Ouroboros), e a constante renovação de sua pele e vigor, tornam vivos os símbolos da juventude continuada e eternidade.

“A reputação da Serpente para a medicina positiva e/ou qualidades preservadoras de vida tem também contribuído para as honras da Serpente como ainda visto no uso dos caduceus [bastão ao redor do qual duas cobras estão enroladas]. Até hoje, os hindus aprendem que o fim de cada manifestação universal [KALPA], todas as coisas são reabsorvidas na Deidade durante o intervalo entre duas criações. Ele repousa sobre a Serpente Shesha (Duração) que é chamada Ananta, ou Infindável.”

3. Serpente nas tradições culturais

3.1. Folclore Indoeuropeu (eslavo)

O folclore eslavo frequentemente menciona cobras como guardas de tesouros ocultos subterrâneamente ou em cavernas estreitamente seguindo a tradição védica. Algumas das cobras são ditas possuirem uma coroa, o que é um detalhe interessante que veremos depois.

Embora possamos estar tentados a descartar o folclore como fonte não confiável, há certa evidência que parece apoiar isto.

O herpetologista checo Jiri Hales escreve em seu livro “Moji pratele hadi (“Minhas amigas, as cobras”) sobre suas viagens ao redor do leste da Eslováquia na década de 1970 em busca de cobras não usualmente grandes e menciona várias narrativas interessantes que ele ouviu do povo local. Uma até mesmo envolve uma unidade militar que foi chamada para destruir uma cobra alegadamente de 15 pés de comprimento. (cobras de tal comprimento são desconhecidas nesta parte do mundo.) Uma outra narrativa diz respeito a um guarda florestal que percebeu um numero de cobras na floresta se arrastando em uma direção e curiosamente as seguiu. Então ele acabou chegando ao grande rei-cobra com uma coroa em sua cabeça cercado de muitas cobras. Apavorado, ele rapidamente deixou o lugar. Outras narrativas envolvem crianças pequenas que afirmavam brincarem com grandes cobras e até mesmo se comunicarem com elas. Hales conclui qie estas narrativas são críveis, já que elas incluem muitos detalhes que um leigo possivelmente não comporia sem experiência pessoal.

3.2. América do Norte: a tradição tribal Hopi

A história Hopi é que haviam duas raças, os filhos das penas que vieram dos céus e os filhos dos répteis que vieram de debaixo da Terra. Os filhos dos répteis caçavam os índios Hopi para fora da Terra. Estes habitantes maus dos subterrâneos eram chamados também de Dois Corações.

A história da criação dos índios Hopi fala de três inícios diferentes. Uma história diz que os HOPI tinham subido de uma paraíso subterrâneo por um abertura chamada Sipapu. O paraíso subterrâneo era maravilhoso com belos céus claros e cheio de fontes de alimento [cf bila-svarga]. Foi por causa da existência daqueles chamados Dois Corações, os maus, que um refúgio foi procurado no mundo superior pelos Hopi, os pacíficos. O submundo não foi destruído, mas apenas lacrado para evitar que os Dois Corações cheguem ao Mundo da Superfície.

A segunda história conta da descendência dos Hopi da Estrela Azul de uma constelação chamada Sete Irmãs. Uma versão fala de sua viagem a Terra nas costa de Enki, a águia. O Avô, o Grande Espírito, permitiu que o primeiro homem selecionasse sua casa entre muitas estrelas do universo. Enki falou ao primeiro homem de seu lar Terra, e o trouxe para visitar. A primeira exploração do homem à Terra o convenceu que era aqui que ele queria que seus filhos nascessem e crescessem. O primeiro homem retornou aos céus e falou ao Avô de sua decisão. O Avô ficou encantado e garantiu ao primeiro homem o direito de chamar a Terra de seu lar. O primeiro homem logo voltou ao espaço verde ou Sakwap com sua família, logo depois. (Muitas das histórias de heróis pelo tempo e por muitas culturas diferentes se referem a um valioso grupo de sete.)

Estas duas histórias lembram a história de Kashyapa Muni e suas duas esposas, Kadru, a mãe das serpentes, e Vinata, a mãe de Garuda, a águia divina, mencionada depois.

3.3. África Ocidental

A Lenda de Da

O mundo foi criado por Nana-Buluku, o deus, que não era macho e nem fêmea. A tempo, Nana-Buluku deu nascimento a gêmeos, Mawu e Lisa, e são eles que deram forma ao mundo e o controlam com seus 14 filhos, os Vodou, ou deuses menores.

No início, antes que Mawu tivesse qualquer filho, a Serpente do Arco-Iris, Da, já existia – criada para servir Nana-Buluku. O criador era levado a todos os lugares na boca de Da. Rios, montanhas e vales são contorcidos e curvos porque é como Da, a Serpente do Arco-Iris, se move. Seja onde for que eles parassem a noite, uma montanha se elevava, formada pelo estrume da serpente. Isto é porque se você
escavar profundamente uma montanha, encontra riquezas.

Agora, quando Nana-Buluku tinha acabado de criar, era óbvio que a Terra não podia carregar tudo – todas as montanhas, árvores, pessoas, e animais. Assim, para impedir que a Terra emborcasse, o criador pediu a Da para se enrolar embaixo dela e acomoda-la – como as almofadas que as mulheres africanas e garotas usam em suas cabeças quando levam uma carga pesada.

Porque Da não podia se manter aquecido, o criador fez o oceano para a serpente viver. E lá Da permaneceu desde o início do tempo, com sua cauda em sua boca. Até mesmo embora as águas mantivessem Da fresco, ele algumas vezes se vira para ficar mais confortável e é isto que causa os terremotos.

Nana-Buluku encarregou os macacos vermelhos que vivem sob o mar de manter Da alimentado, e eles passam seu tempo forjando barras de ferro que são a comida da serpente. Mais cedo ou mais tarde o suprimento de ferro dos macacos acabará e então Da nada terá para comer. Faminto, ele começará a mastigar sua própria cauda e então suas contorções e convulsões serão tão terríveis que toda a Terra se inclinará, sobrecarregada por suas pessoas e coisas, e escorregará no mar.

Esta história menciona a serpente servindo ao deus criador. Esta serpente se assemelha com Ananta Shesha, que serve a Vishnu como um leito e sustenta a estrutura universal. Ambas estão situadas no fundo do universo no grande oceano chamado Garbhodaka.

3.4. Escandinávia

O norueguês Ragnarok envolve a destruição da Terra e as habitações dos semi-deuses nórdicos (chamados Asgard). É dito que durante Ragnarok o mundo será destruído com chamas por um ser chamado Surt, que vive sob o mundo inferior (appropriadamente chamado Hel) e esteve envovido na criação do mundo. Por comparação, o Bhagavata Purana (3.11.30) afirma que no fim dos dias de Brahma, “a devastação ocorre devido ao fogo emanando da boca de Sankarshana.” Sankarshana (Ananta Shesha) é a explansão plenária de Krishna que está “sentado no fundo do universo” (Bhagavata Purana 3.8.3), sob os sistemas planetários inferiores.

Na lenda nórdica podem ser encontradas mais conexões com a tradição Védica que vão além do presente tópico.

3.5. Tibet

A percepção tibetano-budista dos Nagas vem do livro de Cho-Yang, “Year of Tibet Edition”:

“Entre todas as criaturas dos seis reinos, os humanos são os mais afortunados e tem a melhor oportunidade de alcançar o máximo objetivo. Deuses e semi-deuses habitam em felicidade incomensurável, exaurindo os frutos de seu carma positivo, e estão distraídos demais com os prazeres do mundo para buscar libertação da existência ciclica. Fantasmas famintos e seres do inferno estão tão perturbados pelo sofrimento e os animais são burros demais. Os humanos que desfrutam tanto do prazer quanto da dor são os únicos que podem buscar a libertação…

“Forças invisíveis são acreditadas serem tão numerosas quanto aquelas que podemos ver: em cada poço, floresta, árvore, casa, habitam criaturas grandes e pequenas, importantes e humildes que as vezes aparecem aos humanos sob várias formas, bem como em visões e sonhos.

“Todas estas criaturas são acreditadas serem governadas por protetores das dez direções. Estas deidades incluem deuses do panteão hindu tais como Brahma e Indra. Eles são deuses, e embora eles sejam imensamente poderosos e acreditados controlarem todas as forças do universo eles não estão além da roda da existência cíclica e portanto não podem ser objeto de refúgio para os humanos que aspiram a libertação. Eles podem ou não serem simpáticos à doutrina budista, mas sua ajuda e cooperação pode ser cultivada e é considerada essencial, já que eles controlam todas as criaturas não humanas, deuses, semi-deuses e fantasmas. Os rituais tântricos sempre incluem uma oferenda a eles no início, para assegurar sua não interferência.

“As criaturas habitando em lugares individuais são chamadas Sa-dag ou proprietários da terra, ou deidades guardiãs. Elas pertencem ao reino dos semi-deuses ou fantasmas – nem todos os fantasmas são criaturas miseráveis, alguns são demônios ricos e poderosos. Eles podem aparecer às pessoas como fantasmas, demônios, ou em sonhos em uma variedade infinita de formas, inclusive a forma humana e podem ajudar ou prejudicar, dependendo da disposição delas. Muitas das criaturas em lagos, poços e rios são nagas, ou seres serpentes que pertencem ao reino animal. Elas algumas vezes aparecem na forma de cobras, ou metade cobras metade humanas com elaboradas coroas de jóias. Elas são acreditadas serem infinitamente ricas e possuirem sua forma presente de uma vida anterior de generosidade não ética. [Comentário: Isto é chamado bhogonmukhi-sukrti, ou atividades pias que outorgam a opulência material. Elas são de uma natureza sem deus mas envolvem a gentileza com outros seres com uma vista na direção da felicidade material.]

“A atividade humana está destinada a assegurar o bem-estar de criaturas vivas inclusive daquelas de outros reinos. Chegar a um pedaço de terra e inadvertidamente construir uma casa, cortar árvores ou minerar e escavar recursos naturais aborrecerão os Nagas e Sa-dags exatamente como isto faz com animais e insetos nesta situação. É dito que os Nagas e Sa-dags igualmente não autorizam o uso da terra e recursos naturais que eles ocupam para roubar suas posses pessoais. Os mais fracos entre eles passarão por grande dificuldade ou morrerão, enquanto os mais poderosos reagirão com raiva e atacarão de volta os ofensores, inflingindo doenças, morte e catástrofe súbita. Eles não necessariamente atacarão os humanos que inflingiram o dano, já que a maioria não pode identificar os reais ofensores, mas qualquer ser humano que vejam e pessoas inocentes podem ficar doentes ou morrer sem razão aparente, ou a área inteira ser afetada por epidemias.

“A seguinte história foi relatada por um Dema Locho Rinpochey, de Drepung, e ocorreu na década de 1950 no Tibet. Um dia, um dos monges que era responsável por ter as árvores naquele quadrado aguadas, desenvolveu uma grande ferida em sua coxa. Suspeitando que isto fosse causado por dano dos Nagas ele pediu a Rinpochey para consultar um oráculo na vila vizinha – um noviço que estava possuído pelos Nagas – para descobrir a causa de sua doença. O Naga, falando através do oráculo admitiu ter causado o dano “Sim, fui eu que ataquei este monge’. Quando Rinpochey perguntou a razão, ele respondeu: ‘Eu estava zangado com humanos por outras razões e vi que a sorte deste monge estava baixa e que ele estava vulnerável, assim fiz com que ele desenvolvesse esta ferida’.

“Os humanos são mais vulneráveis aos Nagas e Sa-dags quando a sorte deles está baixa, porque qualquer fraqueza é imediatamente aparente a estas criaturas de outros mundos. Para evitar circunstâncias desafortunadas que podem trazer o dano, as pessoas penduram tiras de diferentes bandeiras de preces que tenham a imagem de um cavalo. O ‘cavalo de vento” ou Lung-ta é o símbolo da sorte de alguém. A expressão tibetana “seu cavalo de vento está correndo” ou “está quebrado’ se refere a esta sorte, e as bandeiras de prece flutuando ao vento, uma tradição de origem Bon, é acreditada dar uma mão superior ao cavalo de vento de alguém.

“Já que os humanos não podem sobreviver sem algum tipo de exploração da terra e construção, os tibetanos tomam certas medidas para evitar contratempos desnecessários. Conquanto pendurar as bandeiras de prece seja uma medida preventiva geral, que evita o dano que não tem uma causa direta, medidas mais particulares sãao tomadas quando algum tipo de escavação está envolvido. Seja como for a escolha de um sítio para construção, seja para um mandala, templo ou casa, um lama é consultado sobre o método pelo qual os Nagas ou Sa-dags do local podem ser apaziguados e tratados. O lama saberá alguma coisa sobre eles po meio de sonhos, advinhação ou clarividência. Segundo a prática tântrica budista, há outros meios de realizar rituais. Este são: pacífico, crescentes, fortes e coléricos. Os métodos que se aplicam a pacificar as criaturas de outros reinos são pacíficos ou coléricos, e os rituais usados são extremamente variados, tanto em tipo quanto em tradição.

“Generalmente, em uma caso ou outro, um ritual basedo no sutra chamado Tashi Sojong é realizado, para trazer boa sorte e agradar os habitantes. Se realizados rituais tântricos, o lama oferecerá “tormas’ aos Sa-dags ou Nagas que habitam a terra. Tormas são bolos de forma cônica de oferenda que tem sido abençoados de três modos por um ser altamente entendido em mantras, onde eles são purificados de qualquer impureza; por estabilização meditativa pela qual são feitos infinitos e por gestos ou mudras, que assegurarão que o receptor fique satisfeito. A ideia deste ritual é oferecer dádivas aos Sa-dags e Nagas em troca do uso de suas terras. É um acordo, uma situação de dar e receber como vender uma casa, e se os vendedores estão satisfeitos, as coisas transcorrem suaves. Há algumas situações, contudo, onde a terra pode ser possuida por Sa-dags particularmente poderosos, que não querem dar aos humanos e particularmente farão o máximo para criar obstáculos e danos. Tais lugares são conhecidos como hostis. Os espíritos e demônios que os habitam serão tenazes em suas opiniões e geralmente se deliciam em causar danos aos humanos invasores causando doenças e pesadelos. Se o lama que examina a terra vê uma tal situação, ele ou declarará o sítio inapropriado para a construção ou lidará com a situação usando o método da ira.

“Embora as possibilidades sejam vastas, o método de ira mais geralmente usado de limpar um sítio de forças negativas, é “atirar os bolos rituais” que é como usar uma bomba para enviar as criaturas nocivas para uma outra existência. A motivação do lama é uma de compaixão, e sabendo que o propósito do projeto é benéfico para alguém a quem o ser está causando dano e está acumulando carma negativo, ele realmente ajudará este ao transferir sua consciência para um outro reino onde ele será menos nocivo para outros seres. Somente uma pessoa com um alto nível de compreensão é qualificada para realizar tal ritual.

“Quando os obstáculos são removidos, o Lu Thaye, um naga muito poderoso acreditado estar constantemente sob o solo, é abordado. Subitamente escavar pode perturba-lo , mas seus movimentos em um ponto em particular pode ser localizado astrologicamente, e um ponto na localização pode ser encontrado onde nenhuma parte de seu corpo estaria presente ao tempo da primeira escavação simbólica. Isto seria seguido por oferendas de bolos rituais para pacifica-lo. Isto feito, a construção podia continuar sem interferência posterior.

“Em alguns casos, sa-dags e nagas não apenas se ofenderiam pela invasão de suas terras, mas pelo dano inflingido a certos animais que eles sentissem serem seus. A seguir está uma história que aconteceu a 80 anos atrás em uma área remota de Kham. O chefe de um grupo de nômades,sentindo que ele estava acima da lei contra caçar animais selvagens que prevaleciam na terra dele, um dia decidiu ir abater a tiros. Ele saiu com o rifle dele e localizou um belo cervo. Ele mirou nele e viu algo como um estribo dourado entre seus chifres. Ele abaixou seu rifle e olhou fixamente mas não pôde ver nada. Ele mirou e abaixou o rifle por três vezes, vendo o estribo aparecer e desaparecer; hesitou, e finalmente disparou. O cervo foi atingido pela bala mas escapou, deixando uma trilha de sangue. Naquele noite, o homem voltou para casa, incapaz de encontrar a carcaça do animal que ele tinha esperado matar e repentinamente se tornou muito doente. Na medida em que ele jazia morrendo, ele relatou aos seus parentes o incidente com o cervo, lamentando que tivesse atirado nele e murmurando que ele devia ter sabdo melhor, vendo um objeto tão incomum ente seus chifres. Ele morreu naquela mesma noite e sua família concluiu que ele tinha sido vítima de um Sa-dag vingativo a quem o cervo pertencia ou de quem ele tinha tomado a forma.

“Rituais de incenso e vasos de oferenda, que foram rotineiramente realizados pelo governo tibetano e também por indivíduos particulares e lamas não apenas significavam um remédio no caso de secas e outras calamidades, mas também como uma medida preventiva regular para proporcionar condições positivas. Criaturas não humanas eram conhecidas por seu gosto por cheiros fragrantes, e a tradição do sang-so, que foi originalmente praticado por Bon para pacificar e agradar as deidades locais, foram mais tarde praticadas pelos budistas para o mesmo propósito. No caso do ritual de oferendas de vasos, os vasos eram cheios de diferentes metais preciosos e cereais, abençoados por mantras, estabilização meditativa e gestos e então colocados em lagos e outros lugares pelo país onde é sabido que os Nagas moram, como um presente para eles. Estas dádivas podem ser similares a presentes oferecidos pelo rei de um país a um rei de outro, destinado a agradar os receptores que retribuem com a chuva apropriada, água pura e um ambiente livre de doenças. Eles tinham meios de mostrar seus gostos de modos particulares. Dema Locho Rinpochey recorda-se de uma vez quando a universidade de Drepung Loseling decidiu renovar uma pequena casa de retiro em uma de suas propriedades, a umas poucas horas de Lhasa. O local tinha um riacho e era conhecido por seu importante Naga e população de Sa-dag. A universidade chamou Rinpochey para realizar um ritual para manter os Nagas fora do caminho durante o tempo do trabalho de restauração. Isto envolvia atraí-los para um espelho que era transformado, pela concentração do lama, em uma morada muito agradável na qual eles eram pedidos permanecerem, como hóspedes honrados, até que sua habitação usual estivesse mais uma vez apropriada para estar. Rinpoche também ofereceu um ritual de banho ao riacho, purificando-o de qualquer impureza que poderia ter acontecido durante o trabalho. Ele disse que na manhã seguinte, o cuidador ressaltou que a água estava muito mais abundante do que o usual, um sinal de que os Nagas que ali habitavam estavam contentes.

4. Serpente nas narrativas das escrituras

4.1. Oriente Médio

“A possibilidade de que uma antiga raça reptiliano-sauriana possa existir sob a superfície deste planeta não é uma idéia relativamente nova. Esta raça infernal, ainda que física, tem sido referida nos registros espirituais e históricos que remontam ao início dos tempos. A antiga história hebraica, por exemplo registra que nossos ancestrais humanos não eram apenas inteligentes, seres de vontade livre, que habitavam o mundo antigo. O Gênese, capítulo 3 se refere à Serpente, que segundo muitos antigos eruditos hebreus foi identificada como um hominóide ou ser reptiliano bípede. A antiga palavra hebraica para serpente é “Nachash” (que segundo Compreensivo e outras Concordâncias Bíblicas de Strong contém ele próprio os seguintes significados: réptil, encantamento, assovio, murmúrio, observador diligente, aprender pela experiência, feitiçaria, cobra, etc. todos os quais podem ser descritivos da raça serpente-sauróide a que temos estado nos referindo). O original “Nachash” não era realmente uma “cobra” como a maioria das pessoas acredita, mas realmente uma criatura extrememente inteligente e perspicaz que possuia a habilidade de falar e raciocinar. Isto também se mantém como temos dito, como em que muitos descendentes, os pequenos predadores saurianos que andam sobre duas pernas.” (do arquivo “O Culto da Serpente”, editado por Branton)

No livro do Gênese Elohim puniram a Serpente por enganar Eva ordenando a este que rastejasse sobre seu estômago daquele dia em diante. Eles (Elohim) também criaram a inimizade entre a raça humana e a raça serpente.

O livro da Revelação descreve narrativas escatológicas quando “a inimizade entre a raça serpente e a raça humana escala para um conflito aberto…”: “…E houve guerra no céu: Miguel lutou contra o dragão; e o dragão lutou e os anjos dele… e o grande dragão foi atirado, esta velha serpente, chamada Diabo, e Satã, que enganou o mundo inteiro …” (Rev. 12:7)

Há outras interessantes referências bíblicas a serpentes e dragões em Salmos 44:19, 74:13, 148:7, Issaias 13:22, etc.

4.2. India: Nagas do Submundo

Os Nagas são uma raça de seres serpentes. Mais frequentemente eles se manifestam com corpos meio homem, meio-serpente, embora algumas vezes eles assumam a forma de um dragão ou apareçam sob o disfarce de uma cobra. Eles podem tomar muitas formas diferentes, inclusive cobras, humanos com caudas de serpente e humanos normais, frequenemente como belas jovens. Uma pedra preciosa está cravada em suas cabeças dando a eles poderes sobrenaturais, incluindo o da invisibilidade. Alguns são demoníacos, alguns neutros ou algumas vezes benéficos. .

Nagas são divididos em quatro classes: celestiais, divinos, terrenos ou ocultos, dependendo de sua função em guardar o palácio celestial, trazer a chuva, drenar rios ou guardar tesouros.

Em Burma, os Nagas combinam elementos do dragão, cobra e crocodilo. Eles tem guardado e protegido vários personagens reais de Burma. Eles também dão rubis aqueles que favorecem.

Eles habitam lagos e rios, mas seu domínio real é a vasta região subterrânea chamada Bila-svarga, ou céus subterrâneos. Lá eles guardam grandes quantidades de jóias e metais preciosos. Aqui eles habitam com suas parceiras sedutoras, as Naginis, que algumas vezes seduzem humanos.

Uma tal narrativa pode ser encontrada por exemplo no Mahabharata. Arjuna, o filho do Rei Pandu, foi abduzido por Ulupi, a princesa Naga que se enamorou dele, para o reino paralelo no rio Ganges perto de Hardwar. Depois de passar uma noite com ela e gerar um filho chamado Iravan, ele voltou. Este incidente também é mencionado no Bhagavata Purana 9.22.32. R. Thompson em seu livro “Alien Identities” usa esta narrativa para dar um exemplo de dimensões paralelas.

A história do Mahabharata continua:

“Quando sua residência foi então apinhada com a divindade, o amado filho de Pandu e Kunti então desceu as águas do Ganges, para ser consagrado pelo rito sagrado. Tomando seu banho ritual e venerando seus antepassados, Arjuna, feliz por fazer sua parte no rito do fogo, foi elevado da água. O Rei, quando ele foi puxado de novo por Ulupi, a filha virgem do Rei Serpente, que podia viajar por sua vontade e agora estava dentro daquelas águas. Abraçando-o, ela o puxou para a terra dos Nagas, para a casa de seu pai.

“Arjuna então viu a casa mais honrável do rei Naga, cujo nome era Kauravya, um fogo cuidadosamente mantido. Dhananjaya Arjuna, filho de Kunti, tomou o dever do fogo, e sem hesitação ele fez a oferenda e satisfez as chamas sagradas. Tendo cumprido o dever com o fogo, o filho de Kunti então disse sorrindo para a filha do rei Naga, “Porque você agiu tão ousadamente, oh tímida e bela mulher? Qual é o nome desta terra opulenta? Quem é você e de quem você é filha?”

“Ulupi disse: “Há uma serpente chamada Kauravya, nascida na família de Airavata. Sou filha dele, Oh Partha, e meu nome é Ulupi, senhora das cobras. Vi você, Kaunteya, quando você mergulhou nas águas para tomar seu banho ritual e fui atingida pelo Cupido. Oh criança Kuru, agora que o deus do amor me atingiu assim, você deve me dar boas vindas, porque não tenho ninguém mais, e tenho me dado a você em um lugar recluso .”

“Arjuna disse: “Dharmaraja Yudhisthira tem me instruido a praticar o celibato por doze meses, e eu concordei, então não sou meu próprio mestre. Gostaria de agradar você, mas nunca disse uma inverdade. Como posso evitar uma mentira e também agradar você, mulher cobra? Se isto puder ser feito sem ferir meus princípios religiosos, então o farei.”

“Ulupi disse: “Eu compreendo, filho de Pandu, como você está peregrinando pela Terra, e como seu irmão mais velho o tem instruído a praticar o celibato: “Haverá um acordo mútuo que se qualquer um de nós erradamente se intrometer sobre outros durante o tempo deles com a filha de Drupada, então ele deve permanecer na floresta por doze meses como um brahmacari celibatário.” Isto foi um acordo que vocês todos fizeram. Mas este exílio com o qual você concordou é a respeito de Draupadi. Vocês todos aceitaram o voto religioso para se manter em celibato em relação a ela, e assim seu voto religioso não é violado aqui comigo.

“Seus olhos são muito grandes e belos e é seu dever resgatar aqueles que estão em dor. Salve-me agora e não haverá brecha em seus princípios religiosos. E até mesmo se houver alguma sutil transgressão de seus princípios religiosos, então deixe que esta seja uma regra religiosa, Arjuna, que você me dê de volta minha vida. Meu Senhor, me aceite como eu o aceitei, porque este será um ato aprovado pelas pessoas decentes. E se você não me aceitar, então saiba que sou uma mulher morta. Oh homem de braços fortes, pratique a maior virtude, que é o ato de dar vida. Venho até você agora por abrigo porque você é um homem ideal.

“Kaunteya, você sempre cuida do pobre e do indefeso, e tenho vindo diretamente até você por abrigo e grito de dor. Eu lhe suplico, porque o meu desejo é tão forte. Portanto você deve me agradar se dando a mim; é apropriado para você fazer-me uma mulher satisfeita.

“Sri Vaisampayana disse: “Assim abordado pelo filha virgem do senhor serpente, o filho de Kunti, baseando suas ações na lei religiosa, fez a ela tudo o que ela desejou. O feroz herói Arjuna passou a noite no palácio do rei Naga, e quando o sol se elevou ele também se levantou da morada de Kauravya.”

Uma história similar é registrada no Harivansha, que é o adendum do Mahabharata. Yadu, o fundador da família Yadava, foi para uma viagem no mar, onde foi carregado por Dhumavarna, rei das serpentes, para a capital das serpentes. Dhumavarna casou suas cinco filhas com Yadu, e delas veio sete famílias distintas de pessoas.

Kumudvati, a princesa Naga, casou-se com Kusha, o filho de Rama, como descrito na escrutura Raghuvansha.

A narrativa seguinte aborda os conflitos subterrâneos hominóide-sauróide.

O Vishnu Purana fala sobre Gandharvas, descendentes do sábio Kashyapa e sua esposa Muni. Entretanto eles também são chamados de Mauneyas. (Segundo o dicionário Hindu da Fundação Manurishi, os Mauneyas são uma classe de Gandharvas, que habitam abaixo da terra, e são 60 milhões em número.) Eles estavam lutando com os Nagas nas regiões subterrâneas, cujos domínios eles tomaram e cujos tesouros saquearam. Os chefes Nagas apelaram por alívio a Vishnu, e Ele prometeu aparecer na pessoa de Purukutsa, filho do Rei Mandhata, para ajuda-los. Então os Nagas enviaram a irmã deles Narmada para este Purukutsa, e ela o conduziu as regiões abaixo, onde ele destruiu os Gandharvas. (Segundo o Ramayana similares Gandharvas foram derrotados por Bharata, o irmão de Rama, e Hanuman.) O nono khanda do Bhagavata Purana também menciona brevemente esta história.

A narração do Bhagavata Purana é baseada no incidente que aconteceu ao Rei Pariksit. Ele foi amaldiçoado por um jovem brahmana a morrer dentro de sete dias como resultado de uma picada de cobra. O garoto pensou que o Rei tinha ofendido seu pai, que não tinha recebido bem o Rei em sua ashrama estando absorto em profunda meditação. Assim o rei saiu depois de colocar uma cobra morta no ombro do sábio. O Rei decidiu aceitar a praga como uma vontade da providência e sentou-se na margem do Ganges para se preparar para a morte. Naquele tempo, o grande e jovem sábio Shuka, o filho de Vyasa, chegou lá e o Rei pediu a ele para explicar o conhecimento mais importante necesário para uma pessoa prestes a morrer. Então o sábio começou a narrar o grande Purana. Como resultado o rei atingiu o auto-entendimento.

Seu filho Janamejaya, contudo, ficou zangado com as serpentes e jurou vingar a morte de seu pai e começou um grande sacrifício para destruir todas as serpentes, mas mais tarde ele parou para agradar o sábio Astika, seu parente. (O pai de Astika era o sábio Jaratkaru que se casou com Manasa, a irmã do Rei Naga Vasuki.) A história inteira é narrada no Mahabharata, Adi Parva.

A origem da raça Naga é descrita no Mahabharata, Adi Parva:

“A muito tempo atrás, no divino milênio, Prajapati Daksha tinha duas filhas brilhantes e sem pecado, irmãs surpreendentes que eram dotadas de grande beleza. Elas se chamavam Kadru e Vinata, ambas se casaram com o sábio primordial Kashyapa, um marido que era igual em glória a Prajapati. Sendo agradado com suas esposas religiosas, Kashyapa, com muita felicidade, ofereceu a ambas uma benção. Ouvindo a feliz intenção de Kashyapa de deixa-las escolherem uma benção extraordinária, as duas excelentes mulheres sentiram uma alegria incomparável.

“Kadru escolheu criar mil filhos serpentes, todos de igual força e Vinata desejou ter dois filhos que excederiam todos os filhos de Kadru em estamina, força, valor, e influência espiritual. O marido dela lhe recompensou com apenas um e meio destes filhos desejados, sabendo que ela não poderia ter mais. Vinata então disse a Kashyapa, “Deixe-me ao menos um filho superior.”

“Vinata sentiu que o propósito dela foi satisfeito e que de certa forma ambos os filhos seriam de força superior. Kadru também sentiu seu propósito atingido,já que ela teria mil filhos de igual proeza. Ambas as esposas estavam deliciadas com as suas bençãos. Então Kashyapa, o poderoso asceta, urgido que elas carregassem seus embriões com o maior cuidado, se retirou para a floresta.

“Depois de um longo tempo Kadru produziu mil ovos, Oh líder dos brahmanas, e Vinata produziu dois ovos. Seus assistentes deliciados colocaram os ovos das duas irmãs em vasos úmidos, onde eles peraneceram por quinhentos anos. Quando os anos se passaram, os filhos de Kadru sairam de seus ovos, mas os dois filhos dos ovos de Vinata não eram vistos. A austera e divina mulher, ansiosa de ter filhos, estava envergonhada. Então Vinata abriu um ovo e viu seu filho. As autoridades dizem que a parte superior do corpo da criança estava completamente formada, mas a metade inferior não estava ainda bem formada.

Este filho foi Aruna, o charreteiro de Surya, o deus sol. Seu irmão foi o poderoso Garuda, a águia divina, que se tornou o transportador de Vishnu. Garuda é um jurado inimigo das serpentes que são seu alimento. Krishna o menciona entre os mais proeminentes representantes de Seu poder: “Entre os demônios Daitya sou o devotado Prahlada, entre os subjugadores sou o tempo, entre as bestas sou o leão e entre os pássaros sou Garuda.” (Bhagavad-gita 10.30)

Nilamata Purana, a antiga história da Cachemira, é centrada nos habitantes originais da Cachemira, os Nagas. Nos versos 232-233 ele menciona sua capital: “Oh Naga, a habitação dos Nagas é a cidade chamada Bhogavati. Tendo se tornado um Yogi, o chefe Naga (Vasuki) habita lá bem como aqui. Mas com seu corpo primário, Vasuki, protegendo os Nagas, deve viver em Bhogavati. Oh aquele sem pecado, você também habita aqui constantemente.” Bhogavati é também mencionado no Bhagavata Purana 1.11.11. Seu outro nome é Putkari.

Bhagavata Purana dá a seguinte descrição de Bila-svarga, as regiões subterrâneas comparadas por sua opulência aos céus (5.24.7-15):

“Meu querido Rei,sob esta terra estão sete outros planetas, conhecidos como Atala, Vitala, Sutala, Talatala, Mahatala, Rasatala e Patala. Eu já tenho explicado a situação dos sistemas planetários da Terra. A largura e comprimento dos sete sistemas planetários inferiores são calculadas para serem exatamente as mesmas da Terra.

“Nestes sete sistemas planetários, que também são conhecidos como céus subterrâneos [bila-svarga], há casas muito bonitas, jardins e lugares de prazer dos sentidos, que são até mesmo mais opulentos do que aqueles nos planetas superiores porque os demônios tem um padrão muito alto de prazer sensual, riqueza e influência. A maioria dos residentes nestes planetas, que são conhecidos como Daityas, Danavas e Nagas, vivem como proprietários. Suas esposas, crianças, amigos e sociedade estão todos completamente engajados na felicidade material e ilusória. O prazer dos sentidos dos semi-deuses é alguma vezes pertubado, mas os residentes destes planetas aproveitam a vida sem perturbações. Então eles são sabidos serem muito ligados a felicidade ilusória.

“Meu querido Rei, na imitação dos céus conhecida como bila-svarga há um grande demônio chamado Maya Danava, que é um artista especialista e arquiteto. Ele tem construído muitas cidades brilhantemente decoradas. Há muitas casas maravilhosas, paredes, portões, casas reunidas, templos, pátios e compostos de templo bem como muitos hotéis servindo como sedes residenciais para estrangeiros. As casas para os líderes destes planetas são construídas com as jóias mais valiosas, e elas são sempre povoadas com entidades vivas conhecidas como Nagas e Asuras, bem como muitos pombos, papagaios e pássaros similares. Por tudo, esta imitação das cidades celestiais são as mais belas situadas e atrativamente decoradas.

Os parques e jardins nos céus artificiais superam em beleza aqueles dos planetas superiores celestiais. As árvores nestes jardins, abraçadas por trepadeiras, curvadas com uma pesada carga de ramos com frutos e flores, assim parecendo extraordinariamente belas. Esta beleza pode atrair qualquer um e fazer sua mente florescer completamente no prazer da gratificação dos sentidos. Há muitos lagos e reservatórios com água clara e transparente agitada por peixes que pulam e decorados com muitas flores tais como lírios, kuvalayas, kahlaras e lotus azul e vermelho. Pares de cakravakas e muitos outros pássaros da água fazem ninho nos lagos e sempre desfrutam de um bom humor, fazendo vibrações doces e agradáveis que são muito satisfatórias e condutoras da apreciação dos sentidos.

“Já que não há luz solar nestes planetas subterrâneos, o tempo não é dividido em dia e noite, e consequentemente o medo produzido pelo tempo não existe.

“Muitas grandes serpentes residem lá com pedras preciosas em seus capuzes, e a efulgência destas gemas dissipa a escuridão em todas as direções.

“Já que os residentes destes planetas bebem e se banham em sucos e elixires feitos de ervas maravilhosas, eles estão livres de todas as ansiedades e doenças físicas. Eles não tem experiência de cabelos grisalhos, rugas ou ivalidez, seus brilhos corporais não esmaecem. Sua perspiração não causa mau odor e eles não perturbados pela fadiga, falta de energia ou entusiasmo devido a idade avançada.

“Eles vivem muito auspiciosamente e não temem a morte por nada porque a morte tem seu tempo estabelecido, que é a efulgência do chacra Sudarshana da Suprema Personalidade de divindade.

“Quando o disco Sudarshana entra naquelas províncias, as esposas grávidas dos demônios todas tem abortos devido ao medo de sua efulgência.”

5.24.29-31:

“O sistema planetário abaixo de Talatala é conhecido como Mahatala. É o lar de muitas serpentes encapuzadas, descendentes de Kadru, que sempre estão muito zanzadas. As grandes cobras que são proeminentes são Kuhaka, Taksaka, Kaliya e Susena. As cobras em Mahatala sempre são perturbadas pelo medo de Garuda, o transportador do Senhor Vishnu, mas embora elas sejam cheias de ansiedade, algumas delas não obstante se divertem com suas esposas, filhos, amigos e parentes.

“Sob Mahatala está um sistema planetário conhecido como Rasatala, que é o lar dos filhos demoníacos de Diti e Danu. Eles são chamados Panis, Nivata-kavacas, Kaleyas e Hiranya-puravasis [estes vivendo em Hiranya-pura]. Eles todos são inimigos dos semi-deuses, e residem em buracos como cobras. Desde o nascimento eles são extremamente poderosos e cruéis, e embora eles tenham orgulho de sua força, eles sempre são derrotados pelo chacra Sudarshana da Suprema Personalidade da Divindade, que governa todos os sistemas planetários. Quando um mensageiro femea de Indra chamado Sarama canta uma praga particular, os demônios serpentinos de Mahatala se tornam muito atemorizados de Indra.

“Sob Rasatala está um outro sistema planetário, conhecido como Patala ou Nagaloka, onde há muitas serpentes demoníacas, os mestres de Nagaloka, tais como Shankha, Kulika, Mahashankha, Shveta, Dhananjaya, Dhrtarashtra, Shankhacuda, Kambala, Ashvatara e Devadatta. O chefe entre eles é Vasuki. Eles todos são extremamente zangados e eles tem muitos capuzes – algumas cobras tem cinco capuzes, algumas sete, outras dez, outras uma centena e outras mil. Estes capuzes são cobertos de pedras preciosas valiosas, e luz que se emana das gemas ilumina o inteiro sistema planetário de bila-svarga.”

5. A Conexão Divina

Serpentes tem seu lugar especial nas tradições mais espirituais [como já mostrado acima] onde elas simbolizam o bem ou o mal. Na tradição VÉDICA elas são inerentemente relacionadas a alguns de seus personagens mais importantes.

5.1. Shiva

Shiva (“O Auspicioso”), é um dos membros da trimurti (Brahma, Vishnu e Shiva). Ele está a cargo do modo material da ignorância (tamo-guna) trazendo a destruição do universo:

“Yamaraja disse: Meus queridos servidores, vocês tem me aceitado como Supremo, mas na verdade, não sou. Acima de mim, e acima de todos os outros semi-deuses, incluindo Indra e Candra, está o mestre supremo e controlador. As manifestações parciais da personalidade Dele são Brahma, Visnu e Siva, que estão a cargo da criação, manutenção e aniquilação deste universo. Ele é como os dois fios que formam o comprimento e largura de uma roupa enovelada. O mundo inteiro é controlado por Ele exatamente como um touro é controlado por uma corda em seu nariz.” (Bhagavata Purana 6.3.12)

A posição dele está entre os seres vivos (jiva-tattva) e o Supremo Senhor, Vishnu (vishnu-tattva), em sua própria categoria, shiva-tattva.

Shiva é geralmente apresentado na pintura e escultura como branco ou cor de cinza, com um pescoço azul [de manter em sua garganta o veneno atirado na agitação do oceano cósmico, que ameaçava destruir a humanidade]. seu cabelo é arranjado em um rolo de cachos emaranhados (jatamakuta) e adornado com a lua crescente e o Ganges (ele permitiu que o rio gotejasse em seu cabelo). Ele tem três olhos, o terceiro olho dotando-o de visão interna, mas capaz de destruição queimante quando focalizado no exterior. Ele veste uma guilanda de cranios e uma serpente ao redor de seu pescoço e carrega em suas duas mãos [algumas vezes quatro] uma pele de cervo, um tridente, um pequeno tambor de mão ou uma maça com um cranio na ponta.

Sua parafernália simboliza: lua – a medida do tempo em meses, três olhos – tri-kala-jna (“o conhecedor das três fases do tempo – passado, presente e futuro”), a serpente ao redor do pescoço – a medida do tempo em anos, o cordão de cranios com serpentes – a mudança das eras e procriação e aniquilação da humanidade. Sua associação com serpentes é óbvia de seus epítetos: Nagabhushana, Vyalakalpa (“tendo serpentes como ornamento”), Nagaharadhrik (“vestindo colares de serpentes”), Nagaraja, Nagendra, Nagesha (“rei dos Nagas”), Nakula (“fuinha,” animal que é imune ao veneno das serpentes), Vyalin (“alguém que possui serpentes”), etc. Shiva é o principal objeto de veneração em Benares sob o nome de Vishveshvara (“senhor do universo”).

Uma de suas características é o tempo (Bhagavad-gita 11.32: “Tempo eu sou,” Bhagavata Purana 3.5.26-27, Brahma-samhita 5.10), o fator de separação entre o mundo espiritual e material (Bhagavata Purana 3.10.12) e um meio de perceber a influência do Senhor (Bhagavata Purana 3.26.16).

A consorte feminina de Shiva é conhecida sob vários nomes como Uma, Sati, Parvati, Durga, Kali, e Shakti. O par divino, junto com seus filhos – Skanda de seis cabeças e o cabeça-de-elefante Ganesha – estão habitando o Monte Kailasa nos Himalaias bem como Mahesha-dhama na fronteira do mundo material (Devi-dhama) e o mundo espiritual (Vaikuntha ou Hari-dhama).

No Brahma-samhita ele é dito ser uma outra forma de Maha-Vishnu, e é comparado a um iogurte. O iogurte nada é senão leite, ainda que não seja leite. Como o iogurte é preparado quando o leite é misturado a uma cultura, a forma de Shiva se expande quando a Suprema Personalidade da divindade está em contacto com a natureza material. Ja que Shiva e Vishnu são aspectos de um só Deus, Shiva occorre como um dos nomes de Vishnu listados no Vishnu-sahasranama.

O pai original, Krishna, diz, aham bija-pradah pita: “Sou o pai doador da semente.” Este pita (pai) é o Senhor Shiva, Shambhu, e a natureza material (a deusa Durga) é considerada a mãe. Pela união sexual deles são todas almas condicionadas inseridas na natureza material. A impregnação da natureza material é maravilhosa porque de uma só vez inumeráveis seres vivos são concebidos. Bhago jivah sa vijneyah sa canantyaya kalpate (Shvetashvatara Upanishad 5.9). Desta forma Shiva está ligado com a criação e a destruição. Por causa de sua posição marginal entre o reino espiritual e material ele aparentemente é cheio de contradições, mas elas são reconciliadas a nível transcendental.

5.2. Ananta Shesha

Alguns Nagas tem muitas cabeças. Ananta, também chamado Shesha, o rei dos Nagas, tem ilimitadas cabeças. Segundo o Bhagavata Purana 5.25.3, ele é a fonte de Rudra, uma expansão de Shiva. Quando Krishna lista os representantes mais proeminentes do poder Dele, ele diz, ananta casmi naganam – “entre os Nagas sou Ananta” (Bhagavad-gita 10.29).

“Meu querido Senhor, no fim de cada milênio [aqui é a vida de Brahma] a Suprema Personalidade da Divindade Garbhodakashayi Vishnu dissolve qualquer coisa manifestada no universo dentro de sua barriga. Ele deita-se no colo de Shesha Naga, de seu umbigo brota uma flor de lótus dourada em um caule, e naquele lotus o Senhor Brahma é criado. Posso entender que você é a Suprema Divindade. Portanto ofereço minha respeitosa obediência a você .” (Bhagavata Purana 4.9.14)

Ananta é chamado Shesha já que ele é o resíduo ou remanescente do universo durante as dissoluções cósmicas. Ele é elaboradamente descrito no Bhagavata Purana, 5o. khanda, capítulo 25. Por último Ele destruirá o mundo: “Ao tempo da devastação final do completo universo [o fim da duração da vida de Brahma], uma chama de fogo se emana da boca de Ananta (…). (Bhagavata Purana 2.2.26)

O sábio Patanjali, o autor de Yoga-sutras, é considerdao por alguns ser uma encarnação de Shesha. Ele é o autor do Mahabhashya, o celebrado comentário da Gramática de Panini, e uma defesa do trabalho contra as críticas do filósofo Katyayana. Seu nome alegadamente representa que ele se sente como uma pequena cobra do céu na palma de Panini (pata – caido, anjali – palma).

O filósofo do Sul da Índia Vaishnava e o líder espiritual Ramanuja (11o. século) também é considerado uma encarnação de Shesha.

5.3. Balarama

“A principal manifestação de Krishna é Sankarshana, que é conhecido como Ananta. Ele é a origem de todas as encarnações dentro deste mundo material. Antes do aparecimento do Senhor Krishna, este original Sankarshana aparecerá como Baladeva, apenas para agradar o Supremo Senhor Krishna em Seus tempos passados transcendentais.” (Bhagavata Purana 10.1.24)

“Segundo a opinião do especialista, Balarama, como chefe das originais formas quádruplas, é também o Sankarshana. Balarama, a primeira expansão de Krishna, se expande em cinco formas: (1) Maha-Sankarshana, (2) Karanabdhishayi, (3) Garbhodakashayi, (4) Kshirodakashayi, e (5) Shesha. Estas cinco porções plenárias são responsáveis pelas manifestações espirituais e materiais cósmicas. Nestas cinco formas, o Senhor Balarama auxilia o Senhor Krishna em Suas atividades. As primeiras quatro destas cinco formas são responsáveis pelas manifestações cósmicas, enquanto Shesha é responsável pelo serviço pessoal ao Senhor. Shesha é chamado Ananta, ou ilimitado, porque ele auxilia a Personalidade da Divindade em Suas expansões ilimitadas ao realizar uma variedade ilimitada de serviços. Shri Balarama é o servidor da Divindade que serve o Senhor Krishna em todos os assuntos da existência e do conhecimento. O Senhor. Nityananda Prabhu, que é mesmo servidor da Divindade, Balarama, realiza o mesmo serviço para o Senhor Gauranga por constante associação.” (Chaitanya Charitamrta, Adi-lila 5.10, proposto por A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada)

Balarama aparece como o irmão mais velho de Krishna e toma parte nos tempos passados da infância de Krishna em Vrindavana. Ele é a primeira expansão direta de Krishna. Balarama somente teve uma esposa, Revati, filha do Rei Raivata, e com ela teve dois filhos, Nishatha e Ulmuka. Ele é representado como tendo uma boa compleição, e vestido com uma veste azul escuro (nilavastra). Suas armas especiais são a clava (khetaka ou saunanda), o arado (hala), e o pilão (musala). Então ele é chamado Phala, Hala, Halayudha (“armado do arado”), Halabhrit, Langali (“sustentador do arado”), Sankarshana (“aquele que atrai tudo”), Musali (“o mantenedor do pilão”). Como ele tem uma palma por bandeira, ele é chamado Taladhvaja. Ele representa guru-tattva, o princípio do mestre espiritual.

“Possa a Suprema Personalidade da Divindade em Sua Encarnação como Dhanvantari aliviar-me de alimentos indesejáveis e proteger-me de doenças fisícas. Possa o Senhor Rsabhadeva, que conquistou seus sentidos internos e externos, proteger-me do medo produzido pela dualidade do calor e do frio. Possa Yajna proteger-me da difamação e dano da populaça, e possa o Senhor Balarama como Shesha proteger-me das serpentes envejosas.” (Bhagavata Purana 6.8.18)

“A Suprema Personalidade da Divindade disse: Libertos de todas as reações pecadoras são aqueles que se levantam da cama no fim da noite, cedo de manhã, e concentram completamente suas mentes com grande atenção em minha forma; este lago, esta montanha, as cavernas; os jardins; as plantas de bambu; as plantas de cana; as árvores celestiais; as sedes residenciais minhas, o Senhor Brahma e Senhor Shiva; os três picos da Montanha Trikuta, feitos de ouro, prata e ferro; Minha morada muito agradável [o oceano de leite]; a ilha branca, Shvetadvipa, que é sempre brilhante com raios espirituais; Minha marca de Shrivatsa; a gema de Kaustubha; Minha grinalda Vaijayanti; Minha clava, Kaumodaki; Meu disco Sudarshana e a concha Pancajanya; Meu sustentador, Garuda, o rei dos pássaros; Minha cama, Shesha Naga; Minha expansão de energia, a divindade da fortuna; o Senhor Brahma; Narada Muni; Senhor Shiva; Prahlada; Minhas encarnações como Matsya, Kurma e Varaha; Minhas atividades ilimitadas todas auspiciosas, que mantém a piedade para ele que as ouve; o sol; a lua; o fogo; o mantra omkara; a Verdade Absoluta; a total energia material; as vacas e brahmanas; o serviço devocional; as esposas de Soma e Kashyapa, que todas são filhas do Rei Daksha; os Rios Ganges, Sarasvati, Nanda e Yamuna [Kalindi]; o elefante Airavata; Dhruva Maharaja; os sete rshis; e os pios seres humanos.” (Bhagavata Purana 8.4.17-24)

Embora a inimizade de Garuda para com as serpentes seja conhecida deste verso é claro que ambos, Garuda e Shesha Naga são serventes do Senhor Vishnu, ou Krishna.

6. Conclusão

Embora esta visão geral da posição de uma serpente nas diferentes tradições esteja muito longe de ser exaustiva, a evidente similaridade das narrativas de diferentes textos culturais aponta que a tradição VÉDICA se espalhou no passado distante a grandes partes do mundo. Isto também é apoiado pela própria tradição.

Neste artigo temos rastreado a serpente nas várias tradições, lugares e contextos que por último nos leva ao reino transcendental. A este nível, a dualidade do bem e do mal cessa de existir como tudo de natureza absoluta. Isto coloca um fim na controvérsia da serpente.

Om tat sat

Published in: on agosto 15, 2008 at 5:50 pm  Comments (1)  
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Experimento de Filadelfia

Novas Revelações do Experimento de Filadélfia

Parte I

quarta-feira. 16 de maio de 2007

Exatamente no outono passado houve um enorme desenvolvimento na história do Experimento de Filadélfia. Ontem encontrei a documentação!

A HISTÓRIA DE THOMAS BROWN

Como você já deve saber, Thomas Townsend Brown tem uma história interessante – ele é um dos pais secretos da tecnologia da anti-gravidade. A razão pela qual seu nome foi perdido nas areias do tempo [ao menos pela corrente principal] é simplesmente que o trabalho dele foi clasificado por razões de “segurança nacional”.

Não obstante, o trabalho da tecnologia da anti-gravidade foi descoberto por Brown ao menos na década de 1920 – e possivelmente até mesmo antes, por Nikola Tesla.

Embora haja muitas grandes referência a Tesla, esta ligação não geralmente é boa – e também contém os conteúdos do capítulo 4 do mesmo livro onde estamos examinando o capítulo 7 neste artigo, a respeito do Experimento de Filadélfia. Podemos dirigir a informação sobre esta ligação para outros artigos depois.

A NOVA INFORMAÇÃO ATÉ MESMO MAIS SURPREENDENTE

Dr. Townsend T. Brown descrobriu que fortes campos eletromagnéticos produzem um efeito anti-gravidade. Gradualmente seu trabalho obteve atenção. Você pode ver um de seus protótipos mais iniciais sob a forma de um cilindro.

Como tenho escrito em “Divine Cosmos”, se você cria um fluxo de corrente forte o suficiente entre um polo positivo e um negativo, você obtém o impulso anti-gravidade que inicia a propelir seu aparelho seja qual for a direção para a qual o polo positivo esteja apontando. Aqui está uma descrição de como isto realmente funciona em termos de fluxo do tecido espaço-tempo, como Einstein o chamaria:

Isto realmente é um princípio físico muito simples e mostra a unidade oculta entre a gravidade e o eletromagnetismo. Tudo o que é necessário, por último, é a alta voltagem – mais alta do que tipicamente usamos em aparelhos domésticos.

Nos projetos de Brown, o polo negativo é muito maior que o polo positivo. Se você pensar em um UFO projetado como isso, você teria a inteira parte inferior da nave sendo um polo negativo, e a pequena esfera no topo da nave como a placa positiva. Você pode navegar a nave ao quebrar a placa negativa em uma série de seções em forma de torta e variando o fluxo da corrente entre elas.

Encontrei Mark McCandlish no evento do “Disclosure Project” em maio de 2001, onde ele explicou o projeto acima como sendo uma rendição acurada de “um veículo alienígena de reprodução” ou ‘Flux-Liner’ já em uso por várias forças dentro do governo secreto.

SEGREDOS DO ESPAÇO-TEMPO E MECÂNICA QUANTUM

De fato, o princípio de Brown se liga diretamente à mecânica quantum também. Você tem nuvens de elétrons negativamente carregadas e um núcleo positivamente carregado no átomo. Em meu modelo de “Divine Cosmos” (e outros que estudei), o efeito Biefield-Brown é o que causa os eletrons correrem para dentro do núcleo.

Por último, para entender esta física você tem que ver todos os átomos e moléculas quase como “portais” que uma fonte muito mais de energia está fluindo dentro e através. Toda a matéria está constantemente tomando esta energia e se preenchendeo a cada e todo momento, e se o fluxo fosse cortado, o objeto se desintegraria.

Lembre-se das descobertas de Einstein que espaço e tempo são parte de um “tecido” unificado. Isto leva a conclusão que um átomo é simplesmente um “deslocamento” – um vórtice – no espaço e no tempo. Tudo o que temos é um fluxo dentro do espaço-tempo – uma abertura pela qual o fluxo possa ocorrer.

O espaço-tempo começa chato, sem curvatura, e na medida em que você acelera isto na direção da velocidade da luz, a curvatura aumenta. Esta curvatura se liga à gravidade ao longo com ele – pensado a nível quantum, isto é pequeno demais para ser apreciado como parte da mesma força básica, assim nos referíriamos a isto como uma força “fraca” por exemplo, um de nossos quatro campos básicos na física principal.

Na velocidade da luz você cria um torus. O espaço agora pode ser pensado como a superfície externa do torus, e o tempo está dentro.

O que acontece se você acelera a curvatura transcorrido a velocidade da luz? O torus se desenrola novamente mas agora o de dentro está fora. O tempo, que estava dentro do torus, tem agora se movido para fora do torus – a superfície. O que uma era vez tem agora se tornado espaço. Tudo se inverte. E na medida em que posteriormente sua velocidade aumenta [de nossa perspectiva] ou diminui [da perspectiva do outro lado] o torus novamente se achata, se tornando um plano inabitável, estável. Você apenas tem criado um portal no tempo-espaço [de nossa perspectiva] – uma realidade paralela na qual há três dimensões de tempo [como nós o pensamos] e uma dimensão de espaço [sob nossa perspectiva]. Acima de lá, as três dimensões de tempo se tornam espaço pelo qual você se move e uma dimensão de espaço [para nós] se torna o incansável fluxo do tempo.

Sei que provavelmente isto seja muito confuso. Isto realmente é onde o “plano etérico” ou “plano astral” está localizado. É literalmente a versão de dentro para fora de nossa realidade. Tudo está invertido. Uma particula aqui é uma onda lá e vice versa. Se você tentar trazer um pedaço de material de lá para a nossa realidade abruptamente demais, isto vira de dentro para fora e explode. Podemos chamar a isto de “anti-matéria” – em um tal sentido, tempo-espaço é o “plano da anti-matéria”.

CRESCENDO

De qualquer modo, com uma corrente de alta voltagem forte o suficiente, você pode curvar o espaço-tempo transcorrido o “ponto de cruzamento” da luz, e alcançar um crescendo. Neste ponto você tem criado um portal direto no tempo-espaço. Quando qualquer pessoa ou coisa em nossa realidade transissiona no espaço-tempo, ela se torna invisível a nossa perspectiva.

Um vórtex no espaço-tempo pode parecer como um buraco negro de um jato no espaço a sua frente, uma superfície cinza escuro como no caso de certas tecnologias stargate, ou uma miragem como o efeito de lentes em bolhas dentro de uma sala ao seu redor, em outros casos que conheço.

Você pode ir pelo espaço-tempo para viajar instantaneamente a qualquer lugar em nosso espaço ou tempo. Há muitos problemas com isto, contudo, e isto é o que foi errado com o Experimento de Filadélfia. Posso somente raspar de leve a superfície já que este é um campo complexo de busca [pretendido por um jogo de palavras]. Quanto mais você lê o material deste site mais você entenderá.

NODOS DA GRADE

Certas áreas da Terra tem um fluxo de campo de torção muito mais alto – e estas áreas são conhecidas como “nodos da grade”. Nestas áreas é mais fácil e mais rápido curvar o espaço e portanto criar a anti-gravidade e os efeitos de dobras. Os leitores dos três livros de Convergência na seção “Read Free Books Here” deste website devem estar bem cientes da Grade Global. O melhor tratamento que dei a isto foi na Mudança das Eras, o primeiro volume.

Parece que Norfolk, Virginia – a mesma linha de latitude e localização aproximada de Virginia Beach, onde Edgar Cayce fez suas leituras – é “um ponto vórtex chave” da superfície da Terra. Com o suficiente de uma explosão de alta intensidade de campos eletromagnéticos de solda em arco acontecendo na construção de navios no Estaleiro Naval de Norfolk, estranhos efeitos de “dobras” estão sendo observados.

Na medida em que palavras sobre isto alcançaram os mais altos níveis, o governo dos EUA chamou o Dr. Thomas Brown para investigar e foi destas observações que nasceu o projeto do Experimento Filadélfia.

CIÊNCIA PERDIDA, ENCONTRADA!

Meu contacto na última conferência me disse que toda a informação sobre isto pode ser encontrada no Capítulo VII do livro de Gerry Vassilatos, “Lost Science” e isto me deliciou muito. Apenas encontrei o texto e o capítulo inteiro online! Tenho tentado encomendar o livro ao menos por uma vez [que foi altamente recomendado por outros contactos] mas ele nunca me foi enviado. Agora todo o texto relevante está postado online.

Aqui está a parte chave do livro, que aparentemente é baseada em ao menos dois ou três testemunhos internos. Tenho introduzido um moderno parágrafo no padrão de espaçamento da web para tornar mais fácil ler:

As crescentes pressões financeiras da Grande Depressão da América forçaram o Dr. Brown a deixar o NRL, e assinar com a Reserva da Marinha, e se unir ao Civilian Conservation Corps em Ohio. Em 1939 Dr. Brown tornou-se um tenente da Reserva e, depois de um breve emprego com a Glenn L. Martin Company, foi encaminhado ao Escritório dos Navios. Lá ele trabalhou com os aspectos magnéticos e acústicos dos vasos de guerra.

Foi durante este tempo que o Dr. Brown foi embarcar em uma aventura, que alteraria para sempre o caminho de sua vida. Muitos dos detalhes e fatos tem sido reunidos em uma coberta de remendos de intrigas. Rapidamente olhado por reputáveis fontes de ciências, o incidente alcançou a consciência pública como o “Experimento de Filadélfia”. Que sequência de eventos desencaderam-se nos Laboratórios de Pesquisa Naval para investigar a possibilidade de ocultar óticamente os vasos de guerra?

Tudo começou quando vários pesquisadores navais foram solicitados investigarem um fenômeno peculiar, que estava plagueando uma instação classificada de solda em arco. Esta instalação era classificada porque ela protegia um novo processo naval para fabricação de cascos blindados muito duráveis para navios.

O processo de solda local empregava uma descarga de alta amperagem incrivelmente intensa. O processo era similar ao da moderna solda MIG, mas era realizado em uma escala titânica. A energia elétrica deste proceso de solda era fornecida por um maciço capacitor carregado de alta voltagem. Várias placas de aço podiam ser perfeitamente soldadas por este processo, a costura do metal absolutamente interpenetrada nos pontos de solda.

Esta descarga elétrica era tão perigosa que o pessoal se retirava do sítio quando uma vez as partes tinham sido configuradas para a solda. As perigosas condições de carga sendo o aspecto menos preocupante do processo, energias de raios X eram liberadas no cegante arco azul-esbranquiçado.

Aplicado por um braço mecânico pesadamente insulado, o arco era pressionado às placas por controle remoto, na medida em que a energia era estocada no capacitor. Sendo dado o sinal de segurança, uma descarga como um relâmpago absolutamente chacoalhava a instalação. Os contadores de radiação mediam a intensa liberação de raios X. O processo era um novo avanço em tecnologia Naval.

Nenhum dos perigos extremos elétricos ou da radiação obstruiram o emprego do sistema em outras instalações navais. Precauções de segurança eram em níveis máximos. Os trabalhadors não enfrentavam perigo fora da câmara de solda. Mas um outro grupo de fenômenos estranhos começou a praguear a instalação – fenômenos para os quais não havia qualquer explicação razoável.

Os pesquisadores examinaram o sítio, separadamente pedindo aos trabalhadores para connfirmarem os rumores que eles estavam ouvindo, e observarem o processo por eles mesmos na cabine de controle.

O que eles viram eram abslutamente sem precedentes. Com a explosão elétrica vinha um ‘blecaute ótico” igualmente intenso. O choque súbito do intenso impulso da solda elétrica estava de fato produzindo um misterioso enegrecer ótico do espaço perceptivo, um efeito que era pensado ser de natureza ocular.

Este efeito peculiar de blecaute era acreditado ser o resultado de descolorimento da retina [rodopsina] intenso e completo, uma resposta química do olho ao intenso impulso luminoso instantâneo. Esta foi a inicial resposta convencional. O fato mais ultrajante era que o efeito permeava a sala de controle, causando ‘blecaute de retina” até mesmo quando o pessoal estava escudado por várias paredes protetoras.
Qualquer efeito que pudesse permear paredes e tornar o pessoal incapaz de uma sensação desta maneira podia ser desenvolvido em uma arma formidável. O blecaute das paredes permeadas era uma resposta neurológica que paralizou a inteira fisiologia tornando-a incapaz de resposta ao estímulo externo. Assim era pensado a este ponto.

A pesquisa estranha ganhando e adquirindo novos níveis de classificação militar por estes dias. Aqui estava um fenômeno possivelmente radiado, que temporariamente neutralizava a sensação neural, transmissão e resposta.

Os especialistas em armas sabiam que a radiação elétrica, que pode ser substituída por um gás nervoso, poderia oferecer uma nova vantagem militar. Um meio extraordinário de empregar o efeito, a horrível energia que podia ser radiada a qualquer sítio. Se apropriadamente controlada, pelotões inteiros podiam se tornar inconscientes em uma único “flash golpeado”.

Uma vítima desafortunada de tais exposições foi um certo William Shaver. Mr. Shaver trabalhava como um soldador em arco da Marinha com versões muitos anteriores e menores operadas a mão deste sistema. Estes sistemas empregavam intensos impulsos de frequência de baixa repetição. Depois de repetidas exposições a esta energia de impulso, ele começou a alucinar livremente. O resultado do dano neuronal, os centros de sua vontade começaram a se triturar.

Este homem que sempre houvera sido estável por último perdeu a garra da realidade, escrevendo centenas de panfletos pelos seus anos remanescentes sobre o tópico assustador de seres do sub-mundo. Foi subsequentemente descoberto que a exposição aos súbitos impulsos elétricos de intenso potencial e frequências extremamente baixas produzem uma náusea mortal, em alguns casos até mesmo dano neurológico que levam a eventual loucura.

A examinação cuidadosa do efeito diante do NRL agora se provou surpreendente. Primeiro, o efeito de blecaute podia ser fotografado bem como vivenciado. Portanto não era uma mera resposta neurológica a alguma radiação misteriosa. A descarga cegante estava fazendo algo ao próprio espaço. Os pesquisadores estavam agora na abordagem deste projeto com um profundo fascínio.

O efeito de blecaute conquistou igualmente o intenso interesse dos oficiais navais por óbvias razões militares. O estudo cuidadoso de publicações da pesquisa custeada por verbas do NRL revela uma intensa preocupação com todos os sujeitos relacionados a esta percepção.

Mas havia outros aspectos do fenômeno que eram arrepiantes. Rumores bizarros estavam sendo partilhados por certos trabalhadores do original sítio de solda. Lembre-se, estes homens estavam no local durante o período, que procedeu a classificação do projeto. Eles estavam familiarizados com certos outros fenômenos que não tinham explicações racionais.

O pessoal levantava materiais maciços e atava os pedaços em aranjos compostos para que começasse a operação de descarga. O aviso de alarme soava, todos os trabalhadores e equipes de inspeção prontamente deixavam o sítio, frequentemente deixando cair ferramentas e outros implementos onde eles estavam.

Carregar o capacitor precisava de vários minutos. Quando o interruptor era ligado, uma tremenda explosão rolante abalava o sítio. A descarga produzia o efeito de blecaute e quando a sala era oficialmente declarada limpa, os trabalhadores retornavam a câmara. Os trabalhadores começaram a perceber que as ferramentas e outros itens pesados que foram deixados no chão ou ao redor da câmara, estava de certa forma mal colocados durante o processo da pesada descarga da solda em arco. Imaginando que estas ferramentas tinham sido atiradas nos cantos ou possivelmente dirigidas para as paredes pelas explosões rolantes na sala, os trabalhadores buscavam pela instalação inteira. As ferramentas e outros materiais simplesmente não podiam ser encontrados (Puharich).

Agora o mistério estava se intensificando a um grau que exigia um estudo completo do fenômeno de sua primeira observação. Os trabalhadores eram chamados para relatarem o que eles tinham visto, sentido e vivenciado. Histórias repetidas se combinavam em um grau tal que os rumores agora eram considerados “testemunhos pessoais”.

Os inteiro procedimento era tão altamente classificado que os agentes militares nem até mesmo estavam cientes do estudo. O que os trabalhadores disseram aos examinadores era que suas ferramentas e outros materiais do sítio estavam “desaparecendo” e desaparecendo “por bem”.

Os capatazes os tinham repreendido e ridicularizado sobre esta perda de materiais e ferramentas até que as vivenciaram eles próprios. Um fato estava claro, quando o alarme soava e a descarga explodia, os objetos desapareciam. Para onde eles foram, ninguém sabia. Filmes de alta velocidade provaram que o efeito era real. Os objetos eram colocados em pedestais perto da descarga do arco. Na descarga, os objetos se desmaterializavam . Os filmes provaram isto. Eles certamente não eram atirados em altas velocidades ou até mesmo impactaram as paredes pela intensa explosão do arco. Como da primeira vez, novamente, as respostas convencionais apareceram. O efeito de blecaute foi visto como uma energia mistificante radiante, possivelmente uma variedade específica de raios X.

Estes raios tinham o poder de neutralizar a resposta neurológica humana e desintegrar a matéria em sua vizinhança imediata. Aqui estava um possível “raio da morte” que os militares por tão longo tempo vinham buscando. A Segunda Guerra Mundial estava acontecendo, e possivelmente um segundo teatro de guerra estava se deenvolvendo no Pacífico, e este tipo de descoberta fundamental era de enorme potencial militar. O fim da guerra era a meta. A única meta.

Se este efeito pudesse ser desenvolvido em uma arma, poderia ser instantaneamente empregado. Um programa de armas desta natureza exigiria os mais eminentes cientistas da nação, e níveis de sigilo, que exigiam a mais alta severidade. Vários homens da Marinha foram convocados para este estudo.

Foi requisitado ao Dr. Brown que examinasse o fenômeno. Seu conhecimento do fenômeno do “stress dielétrico” e as atividades associadas com a descarga em arco o tornavam o candidato perfeito. Mante-lo “no escuro” a respeito das máximas esperanças deles por esta nova descoberta não seria fácil. Ele tinha a fama de ser um sonhador.

Quando o Dr. Brown revisou o material, suas conclusões foram desconcertantemente diferentes daquelas que outros deram. Enquanto os acadêmicos claramente insistiam que as desmaterializações observadas eram o resultado de irradiação e subsequente vaporização, nenhuma evidência de uma tal vaporização pode ser encontrada.

A análise cuidadosa das atmosferas da câmara de solda se provou negativa a este respeito. Nenhum metal gaseificado foi detectado no ar da sala pelo evento da descarga. Verdadeiramente assombroso. O NRL tinha que saber mais.

Dr. Brown estava certo que ele sabia o que estava acontecendo aqui. A despeito do fato de que ele nunca houvesse observado estes efeitos, sua intuição o ensinou muito bem. De sua experimentação anterior, ele nunca vivenciou estes efeitos de blecaute, mas Sir William Crookes tinha visto esta mesma coisa. Dentro do espaço de ação de seu agora afamado tubo de alto vácuo, Sir William observou um curioso sinal.

Lá, suspenso sobre o catodo, estava um espaço negro, que realmente era radiante. A radiação se estendia além das paredes do tubo em certas circunstâncias especiais. Sir William não teve dificuldade em aceitar o fato de isto era uma escuridão ‘permeando o espaço”, uma radiação tendo muito maior significado do que um mero fenômeno físico.

Crookes acreditou que esta radiação era um portal espiritual, uma juntura entre este mundo e uma outra dimensão.

No fenômeno do blecaute Dr. Brown ainda reconheceu os sinais que estavam ocorrendo distorções no espaço. O que era o limite superior na força destas distorções espaciais? Que outras anomalias bizarras elas manifestariam? Seus próprios pequenos gravitadores operavam por altas voltagens mas agora eram consideradas pequenas.

Quando comparadas com estas usadas neste novo sítio de solda, elas eram minúsculas. Não obstante, sua experimentação provou os efeitos de pequenas dobras no espaço. O material sendo arrastado era uma de tais anomalias. Em resumo, ele acreditava que cada comportamento anômalo inercial podia ser rastreado a tais distorções do espaço.

Ao estudar o efeito inteiro, nenhuma parte em separado era sem importância. Dr. Brown sabia que os cascos maciços desempenhavam sua parte. Eles estavam de alguma forma espalhando o campo elétrico e dando a ele uma forma específica. O arco elétrico, focalizado no casco pelo aplicador mecânico era um formidável campo de força.

Mas algo “extra” estava ocorrendo. Um outro reino de realidades estava entrando em cena onde as descargas do arco explodiam pela câmara de solda. Ele era o único, talvez com outros dois na nação, que proporiam que o fenômeno era o resultado de uma inter-reação, que era de natureza eletrogravídica. Eram fenômenos eletrogravídicos.

EVENTOS

Seus associados injuriaram os pensamentos dele e rejeitaram sua análise do problema. Mas os militares precisavam de respostas. Se o Dr. Brown podia aproxima-los de sua meta de armas, suas explicações seriam precedentes. Ao adquirir a mais completa atenção e respeito dos mais altos especialistas militares, ele foi solicitado a formalmente se dirigir aos pequenos corpos de elite deles.

Dr. Brown muito casualmente descreveu o que ele fortemente acreditava estar acontecendo, citando seu próprio trabalho e a familiaridade com tal fenômeno. Conquanto seu próprio aparato experimental nunca produzira distorções espaciais desta extrema intensidade e foco, não obstante ele observou efeitos similares que tinham o poder de mover matéria. Não havendo nenhuma explicação convencional elétrica, a única resolução foi encontrada nas propostas Einsteinianas a respeito da unidade elétrica e da força gravitacional. O capítulo continua daqui e a história inteira está online

O ponto de onde comecei está a meio caminho da página que representam 44 páginas de impressão!.

A parte importante é como estas narrativas iniciais por último levaram a criação de uma tecnologia de ocultação para um inteiro vaso naval. Recomendo imprimir esta narrativa inteira e lê-la offline, já que o website é muito difícil de ser lido online, mas é muito facil de ser impresso.

MAIS POR VIR

Na próxima seção vamos a outra descoberta que tem todos os laços com esta e esta foi originalmente desencadeada pela a idéia inteira de escrever este artigo. Os dois em grande parte se inter-relacionam. Enquanto isso, os entusiastas da física na nossa audiência tem muito a mastigar ao explorar os dois links principais do material de Gerry Vassilatos.

Tenho em muito boa autoridade que Vassilatos tem dado todas as respostas relevantes à anti-gravidade e energia livre neste livro, e que não há nada mais como isto lá fora em termos de qualidade.

Ainda estou trabalhando na parte II deste artigo em casa de abelha, mas esta é uma tal surpreendente descoberta que quero escrever sobre ela enquanto o murmúrio está fresco em minha mente! Volte, porque posso ter algus reescritos para este artigo e explicar o novo princípio da gravidade que aprendi ao ler o material de Vassilatos. Novas revelações do Experimento de Filadélfia,

Parte II
segunda-feira 21 de maio de 2007

A história do “Experimento de Filadélfia” menciona um livro ufológico marcado por três diferentes operadores das operações “negras” com dados secretos. Você pode ler tudo isto online!

NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE TENHO ESCRITO SOBRE ISTO

Nos dias iniciais do meu website todo mundo sempre animou-se com a ‘Mudança das Eras” como a melhor coisa que eu já tinha escrito. Era mais acessível e menos de uma “ciência dura” para se ler que a “Ciência da Unidade” e particularmente “Divine Cosmos”, que era o mais complexo e detalhado dos três. Eles todos ainda estão aqui mas nosso atual desenho do site o tem enterrado, e a este momento ainda preciso reformatar para o moderno espaçamento de parágrafos da web. Para os novos leitores recomendo começar com o “David’s Blog”,já que é o mais recente e maior material que tenho escrito aqui.

A VERDADE APARECE

Áté mesmo desde que pesquisei para escrever a “Mudança das Eras” na década de 1990, (encontrada na seção de Read Free Books Here ), Desejei poder ver a cópia original do livro “O Caso para UFOs” de Morris K. Jessup, completo, com notas na margem de três diferentes camaradas de alto escalão das operações “negras” que tinham conhecimento direto do Experimento de Filadélfia.

No caso de você não saber, como disse na Parte I, o Experimento de Filadélfia foi o alegado caso que envolveu a teleportação de um navio da Marinha dos EUA do Estaleiro Naval de Norfolk, na baía de Philadelphia, PA e então de volta para o porto de Norfolk novamente.

O efeito relatadamente teve efeitos devastadores sobre os marinheiros. Alguns deles alegadamente ficaram presos no casco do navio. Alguns simplesmente morreram. Outros foram deixados ‘gaguejantes e loucos”. Alguns se tornaram invisíveis em certas ocasiões, aparentemente associado a forte agitação emocional – como no caso documentado de dois marinheiros se envolvendo em uma briga em uma bar de Norfolk, e um deles desaparecendo durante a luta. Aparentemente foram dados a eles algum tipo de “pacote de quadril” que evitava que eles perdessem a fase com nossa matéria e sistema de energia.

Outros aparentemente estavam processando o tempo em taxa muito mais lenta do que a de um ser humano normal. Se a pele deles fosse esfregada frequentemente eles podiam ser levados a este desafortunado estado, mas você tinha que ser paciente e continuar por algum tempo. Duas horas de massagem podia parecer apenas uns poucos segundos em sua estrutura de referência de tempo. Para um de nós olhar para eles, eles pareciam catatônicos. Contudo, era possível reorientá-los em nosso tempo com bastante atenção.

UMA MAIOR NOVIDADE NA HISTÓRIA

Uma maior novidade nesta história veio no aniversário de 50 anos do incidente em Roswell em 1997, quando aconteceu a publicação do livro do Coronel Philip Corso, “The Day After Roswell.” Corso revelou que não foi o USS Eldridge que fez a viagem pelo hiperespaço, como o indicava a história de acobertamento. Ao invés, foi um buscador de minas da Marinha conhecido como IX-97. Portanto, os negadores tem investigado o Eldridge e sua tripulação, e não tem encontrado evidência de ter ocorrido o Experimento de Filadélfia.

Na Parte I discutimos as fascinantes novas revelações que vieram do material de Gerry Vassilatos. Uma descarga eletrostática de intensidade extremamente alta, usada par soldar placas metálicas nos cascos dos enormes vasos navais, causou uma rutura ou abertura escura em nosso espaço-tempo. Os objetos pegos na zona eficaz desapareciam completamente de nossa realidade. O Dr. Thomas Brown foi chamado, tendo visto efeitos similares em sua própria pesquisa – aberturas escuras e comportamentos anômalos de matéria física sob estas condições.

[Tenho lido sobre a mesma coisa acontecendo ao Ten. Cel. Tom Bearden em sua pesquisa com ‘interferometria escalar’, isto é, mirar dois diferentes geradores de campo de torção no mesmo ponto de forma que as ondas colidam e interfiram lá. Quando ele viu esta forma de abertura em negro jato – como um oval verticalmente alongado – ele aparentemente se tornou bem aterrorizado e desligou isto, nunca desejando mexer com isto novamente – na medida em que ele não sabia o que viria. Não tente isto em casa!]

Foi desta observação inicial que o efeito foi testado e aperfeiçoado o bastante que eles sentiram que poderiam usar em um navio vazio. O casco de aço aparentemente tinha um efeito dissipador. Foi acreditado que o Experimento de Filadélfia deu terrivelmente errado por causa da inconsistência no casco que fez com que a zona de perigo vazasse para a área onde os marinheiros estavam – embora fosse pretendido estar fora no navio de forma a ninguém se ferir.

NOVOS INSIGHTS ANTI-GRAVIDADE

Uma outra revelação chave do capítulo de Vassilatos sobre o Dr. Thomas Brown foi o efeito anti-gravidade ser algo que você possa iniciar, e então como um sifão continuar correndo por um período de tempo. Na medida em que o efeito diminui, assim o faz de modo de passo sábio, e o efeito completo era como fluido.
Para mim isto era uma epifania pessoal. Tenho estudado a história da “Levitação Acústica Tibetana” por anos. [a Ciência da Unidade, seção 8.9) mas nunca realmente entendi como isto funcionava. A descoberta de Brown ajudou-me a fazer sentido disso – e as declarações internas deste livro que você está para ler eram o que completava o trabalho. Aqui está um pequeno trecho:

8.9 LEVITAÇÃO ACÚSTICA TIBETANA

Um uso similar do som para produzir levitação é agora a história famosa da Levitação Acústica Tibetana. Vários pedacinhos da história emergem repetidamente em salas de discussão e artigos sobre energia livre e websites ufológicos, contudo o melhor tratamento desta história que temos encontrado está em um artigo de Bruce Cathie no livro “Anti-Gravidade e a Grade Mundial”.

O início do relato é transcrito de um artigo de uma revista alemã e traduzido para o inglês; e começamos a apontar onde o artigo traduzido começa.

Sabemos dos sacerdotes do Extremo Oriente que eles eram capazes de levantar pesadas pedras acima de altas montanhas com a ajuda de grupos de varios sons – o conhecimento das várias vibrações no alcance do áudio demonstra para um cientista de física que um campo de som vibrante e condensado pode anular o poder da gravitação. O engenheiro sueco Olaf Alexanderson escreveu sobre este fenômeno na publicação, “Implosion No. 13”.

O seguinte relato é baseado nas observações que foram feitas a apenas 20 anos atrás no Tibet. Tenho este relato de um engenheiro civil e gerente de vôo Henry Kjelson, um amigo meu. Ele mais tarde incluiu este relato no livro dele, “The Lost Techniques”. Este é seu relato:

Um doutor sueco, Dr. Jarl, um amigo de Kjelson, estudou em Oxford. Durante este tempo se tornou amigo de um jovem estudante tibetano. Em 1939, Dr. Jarl fez uma viagem ao Egito para a Sociedade Científica Inglesa. Lá ele foi procurado por um mensageiro de seu amigo tibetano que urgentemente pedia que ele fosse ao Tibet para se encontrar com um alto Lama.

Depois que o Dr. Jarl obteve sua saída ele seguiu o mensageiro e chegou depois de uma longa viagem de avião e caravanas de Yak ao monastério, onde o velho lama e seu amigo, que agora possuia uma alta posição, estavam agora vivendo.

Dr. Jarl ficou lá por algum tempo e por causa de sua amizade com os tibetanos ele aprendeu muitas coisas que outros estrangeiros não tinham chance de ouvir ou observar.

Um dia seu amigo o levou a um lugar perto do monastério e mostrou um campo inclinado que estava cercado a noroeste por altas montanhas. Em uma das paredes de rocha, na altura de uns 250 metros, estava um grande buraco que parecia a entrada de uma caverna. Em frente deste buraco havia uma plataforma no topo do penhasco e os monges se abaixavam com a ajuda de cordas.

No meio do campo, aproximadamente a 250 metros do penhasco, estava uma placa polida de rocha com uma cavidade em forma de tijela no centro.

[Nota: Isto é parte de como a ressonância do som é focalizada no objeto]. A tijela tinha o diâmetro de um metro e uma profundidade de 15 centímetros. Um bloco de pedra era manobrado para dentro desta cavidade por um boi Yak. O bloco tinha uma metro de largura e um metro e meio de cumprimento. Então 19 instrumentos musicais eram colocados em um arco de 90 graus na distância de 63 metros da placa de rocha. O raio de 63 metros eram medido acuradamente. Os instrumentos musicais consistiam em 13 tambores e seis trombetas. (Ragdons).

[Nota: A este ponto as medidas exatas dos instrumentos são dadas em detalhes, o que aqui é omitido para brevidade, já que as medidas são discutidas posteriormente neste capítulo.]

Todos os tambores eram abertos de um lado enquanto o outro lado tinha um inferior de metal no qual os monges batiam com grandes maças de couro. Por trás de cada instrumento estava uma fila de monges.

Quando a pedra estava em posição o monge por trás do pequeno tambor dava um sinal para iniciar o concerto. O pequeno tambor tinha um som muito agudo, e podia ser ouvido até mesmo com outros instrumentos fazendo um terrível ruído. Todos os monges estavam cantando uma prece, vagarosamente aumentando o tempo deste barulho inacreditável.

Durante os primeiros quatro minutos nada aconteceu, então na velocidade que os tambores e o barulho aumentavam, o grande bloco de pedra começou a rolar e oscilar e repentinamente decolou no ar com uma velocidade crescente na direção da plataforma em frente do buraco da caverna de 250 metros de altura. Depois de três minutos de subida, ele pousou na plataforma.

[Note: Preste atenção ao fato que levou três minutos para subir 250 metros. Não estamos falando de um efeito de bola de canhão. Vagarosamente, a força de levitação superou a força da gravidade e a pedra preguiçosamente subiu no ar.]

Continuamente eles trouxeram novos blocos para o campo e os monges usando este método transportaram 5 a 6 blocos por hora em uma trilha parabólica de vôo de aproximadmente 500 metros de comprimento e 250 metros de altura. De tempos em tempos uma pedra se partia e os monges moviam para fora as pedras partidas. Uma tarefa muito inacreditável.

Dr. Jarl sabia sobre arremessar das pedras. Os especialistas tibetanos como Linaver, Spalding e Huc tinham falando sobre isto, mas eles nunca viram isto. Assim o Dr. Jarl foi o primeiro estrangeiro que teve a oportunidade de ver este notável espetáculo.

Porque de início ele tinha uma opinião de que estava sendo vítima de psicose em massa, ele fez dois filmes sobre o incidente. Os filmes mostraram exatamente as mesmas coisas que ele tinha testemunhado.

A Sociedade Inglesa para qual o Dr. Jarl estava trabalhando confiscou os dois filmes e os declarou classificados. Eles não os liberaram até 1990. Esta ação é mais do que difícil de explicar, ou entender. [Fim da transcrição.]

[Nota: E agora temos o início dos comentários de Cathie:]

O fato dos filmes serem imediatamente classificados não é muito difícil de se entender uma vez que as dadas medidas são transpostas em seus equivalentes geométricos. Isto então se torna evidente que os monges no Tibet eram completamente entendidos das leis que governam a estrutura da materia, que os cientistas no mundo moderno ocidental estão agora explorando frenéticamente.

Parece, dos cálculos, que os oradores estavam sendo encantados pelos monges, não tinham qualquer tratamento direto do fato de que as pedras eram levitadas do solo. A reação não era iniciada pelo fervor religioso do grupo, mas pelo conhecimento científico superior possuído pelos altos sacredotes.

O segredo está na colocação geométrica dos instrumentos musicais em relação às pedras a serem levitadas e o tom harmônico dos tambores e trombetas. O combinado canto alto dos sacerdotes, usando suas vozes em certa inflexão e ritmo mais provavelmente acrescente ao efeito combinado, mas o assunto matéria do canto, acredito, não seria de consequência.

O trabalho de Cathie então continua em uma explicação de como estas mensurações trabalham muito bem com sua própria descoberta das energias harmônicas do planeta Terra, e o trabalho de Cathie já tem sido coberto em nosso livro “A Mudança das Eras”.

Os achados de Cathie nos aponta diretamente na direção da idéia de que o éter vibra em ressonância harmônica e as vibrações podem ser medidas muito precisamente e colocadas em números. Por agora, o que devemos ver é que este ato de levitação não é um produto da fantasia – o inteiro setup foi cuidadosamente observado, medido e sim, até mesmo filmado.

Demorou apenas três minutos para que as pedras se elevassem, assim não era simplesmente um súbito efeito de catapulta; muito mais, era mais como um movimento vagaroso e deliberado.

8.9.1 ANÁLISE CIENTÍFICA DA LEVITAÇÃO ACÚSTICA TIBETANA

Para aqueles que estão interessados, um artigo de Dan Davidson nos ajuda a colocar este evento surpreendente em termos científicos. Se números e termos técnicos o aborrecem, então simplesmente pule este trecho e continue a ler, já que isto não detrata o entendimento completo dos conceitos.

Monges com 19 instrumentos musicais, consistindo em 13 tambores e 6 trombetas foram arranjados em um arco de 90 graus em frente do bloco de pedra. Os instrumentos tinham as seguintes medidas:

* 8 tambores eram de 1 metro de diâmetro por 1.5 metro de profundidade com folhas de ferro de três milimitros e pesavam 150 kg.
* 4 tambores tinham 0.7 metro de diâmetro e 1 metro de profundidade.
* 1 tambor era de 0.2 metros de diâmetro e 0.3 metro de profundidade.
* Todas as trombetas eram de 3.12 metros por 0.3 metro.

Os cálculos revelam que o volume dos grandes tambores era similar aquele volume do bloco de pedra. Os tambores médios tinham um terço do volume dos tambores grandes e o pequeno tambor era 41o. do tambor médio e 125o. do tambor grande. O volume exato da grande pedra não está disponível; contudo, as relações harmônicas dos tambores implicam que seja aproximadamente de 1.5 metro cúbico.

Um outro aspecto interessante desta demonstração de levitação é a pequena quantidade de energia necessária para realizar a levitação. A pressão de som mais alta tolerável por uma pessoa é de aproximadamente 280 dynes/cm2. Da análise física, isto se traduz em aproximadamente 0.000094 watts/cm2.

Se asumirmos que cada monge com seu instrumento produziu metade desta muita energia [o que é altamente improvável] e fazemos posteriormente a grosseria assunção que esta seja a quantidade de energia que alcança a pedra [realmente o som se dissipa rapidamente através da distância] teriamos aproximadamente 0.04 watts (i.e., (19 instrumentos + 19 × 4 monges) x 0.000094) atingindo o enorme bloco de pedra.

Isto é uma quantidade surprendentemente pequena de energia realmente atingindo a pedra de 1.5 metro cúbico para produzir o efeito.

Levantar a pedra 250 metros toma uma quantidade prodigiosa de energia. As rochas como granito e pedra calcárea tem pesos na vizinhança de 150 a 175 libras por pé cúbico. Se assumirmos um valor nominal de 160 libras por pé cúbico então as pedras de 1.5 metro cúbico pesavam por volta de 8.475 libras [isto é, mais de quatro toneladas!]. Para levantar 8.475 libras por 250 metros necessitaria por volta de 7 milhões de pés-libras de trabalho [isto é, 8475 libras x 250 metros/0.3048 metro/pé = 6.968.035]

Já que isto nunca tem sido feito em um período de três minutos, então por volta de 70 cavalos força foi produzido [isto é, 7 x 106 pés-libras/180 segundos/ 550 cavalos força/pé-libra/segundo = 70.384]. Isto é o equivalente a 52 kilowatts (i.e., 70.384 X 0.74570 kilowatts/cavalos força = 52.5). O fator da unidade de poder acima que obtemos é 5,250,000 sobre a unidade (i.e., 52,500 watts/0.01 watts).

Os monges estavam obviamente golpeando em uma enorme quantidade de energia livre para levitar os enormes blocos de pedra, ou a gravidade requer pouca energia para afetar sua operação uma vez os princípios sejam compreendidos.

O que Davidson perdeu nesta análise é que a força de levitação já está quase tão forte quanto a força da gravidade, assim não é difícil muda-las quando alguém pensa ao contrário.

Claramente, o inteiro arranjo foi talhado para criar ondas de ressonância do som que reverberariam detro da pedra a ser movida, e absorver ou refletir a força de pressão para baixo para criar a levitação.

Se olharmos de novo a forma dos monges com suas trombetas podemos ver que eles formavam exatamente um quarto de um círculo, com toda sua pressão de som dirigida a depressão em tijela no solo onde ficava a pedra.

Uma vez a pedra tivesse alcançado um nível relativamente puro de ressonância do som dentro dela própria, o que levava vários minutos, um portal para a energia etérica fluir em nossa realidade seria aberto, e um campo de unidade de consciência polarizada esférica se formaria ao redor do objeto.

Então como a água em um rodamoinho, a gravidade simplesmente absorveria na pedra sem empurra-la para baixo para a Terra, enquanto a levitação mais fraca ou força pressora vindo da Terra venceria, fazendo a pedra se elevar gradualmente. Se você nunca viu uma bolha de ar vagarosamente se elevar de um líquido espesso, então você pode ver como estas diferenças na pressão podem criar um vagaroso efeito levitante.

Sobretudo, lembremo-nos que Cathie não pensou que o canto ou a concentração dos monges tivesse algo a ver com o efeito final. Contudo, o trabalho que foi apresentado pelos psíquicos bem dotados tal como Nina Kulagina nos ajuda a ver que a energia da consciência, focalizada pelo canto e pela meditação, pode certamente ter estado envolvida na levitação.

É possível que sem o impulso extra da meditação para acrescentar mais energia consciente a mistura e organizar o que já estava se formando lá, este experimento não pode ser replicado.

Esta apresentação dramática começa a até mesmo fazer mais sentido para nós quando consideramos que os tibetanos podem ser os herdeiros de uma perdida ciência antiga etérica de uma sociedade avançada tecnológicamente; e estes tópicos foram examinados em “Mudança das Eras.”

Isto é muito como entendi quando escrevi Ciência da Unidade, mas a parte I estava perdida de como a gravidade é a força primária do espaço-tempo e a levitação é a força primária de tempo-espaço. Quando você cria um nodo no tempo-espaço você cria a anti-gravidade, bem como um portal no tempo-espaço. De fato parece que você não pode usar a anti-gravidade sem transiocionar no tempo-espaço.

Isto explica tudo dos efeitos bizarros da plataforma voadora do Dr. Viktor Grebennikov das recentes narrativas do r. Ralph Ring que apareceu em um vídeo do “Project Camelot”. Em ambos os casos, usar a anti-gravidade parece colocar você no espaço-tempo – você se move através de um campo de vórtex -. Odeio provocar você mas temos que poupar esta discussão para a Parte III!

E AGORA PARA REPETIÇÃO

Acredito que a verdade vos tornará livres e isto é muito claro das narrativas que tenho lido no passado das notas manuscritas de “The Case for the UFO,” quando estamos lidando com um genuíno vazamento interno. Realmente estoou fazendo esta postagem antes que eu complete toda a leitura. Considero que isto seja uma ‘fronteira de pesquisa’ na medida em que você lê ao mesmo tempo que eu.

Provavelmente parte disto não será compreensível, mas com a passagem do tempo e o crescente número de vazamentos que tem emergido desde o tempo que surgiram à superfície pela primeira vez, devemos ser capazes de reunir mais e mais disto. Novas Revelações do Experimento de Filadélfia.

Parte III

sexta-feira 25 de maio de 2007

Continuamos nossa discussão e análise das notas do internos das operações “negras” no livro “Case for the UFO”, e desenrolaremos a história de duas antigas civilizações guerreiras na Terra!

DISCUSSÃO PRELIMINAR

um modo de ler este livro é o de apenas ler as notas de margem dos camaradas das operações ‘negras”. Se você fizer isto, um caso estranho emerge.

Para lidar com o básico, estes camaradas se chamam “Ciganos” por ao menos uma vez. Eu lhe encorajaria a não tomar isto literalmente, bem como opde ser um código para uma sociedade secreta ou grupo interno, talvez como o Illuminati, ou talvez a facção oposta que cresceu no eixo neo conservador do Majestic / NSA . [Discussões com o Dr. Dan Burisch tem deixado claro que há dois maiores grupos opositores, como a muito tenho suspeitado]

Há uma clara mentalidade culta de modo que os seres humanos normais são falados sobre estas notas – o termo ‘Gayim’ é obviamente similar a ‘Goyim’, que você encontra nos “Protocolos dos Sábios do Sião”.

Este documento do Sião é geralmente desacreditado como falso, criado pela intenção de Hitler incitar a raiva em relação aos judeus. Não obstante, ps princípios no dito documento demonstram claramente uma grande dose de pensamento sobre como tratar a sociedade como uma grande máquina gigante,e engenheiras condições sociais para fazer com que o povo siga a vontade da elite. Se há qualquer verdade nisto, você pode achar mais de um reflexo de pensamento dos autores reais dele do que do grupo que eles alegadamente se destinaram a atacar.

De qualquer modo, falar diminuindo as pessoas que não estão “dentro” é uma coisa padrão que você encontra nos genuinos materiais internos como este. Com o conhecimento secreto frequenetmente vem um sentimento de superioridade.

Na medida em que você lê as notas, você também vê montes de conteúdos associados com os conceitos da Grade Global que tenho escrito em cada um dos livros da Convergência – ‘folhas de diamante’ etc. Há também declarações fascinantes sobre a anti-gravidade e observações sobre o Experimento de Filadélfia.

Contudo, a parte mais fascinante para mim foi a discussão de uma guerra acontecendo entre dois grupos antigos e rivais que eles chamam de “L-M” e “S-M.”

‘PEQUENOS HOMENS’

É claro, de mais de uma localização, que “L-M” significa “Homem Pequeno” e “Homem Lemuriano”, e os dois termos ‘L-M’ são intercambiáveis falando do mesmo grupo.

A Lemuria sobre a qual se fala aqui é muito similar ao que as Leituras de Cayce se referiam como o Império de “Rama”. Este grupo portanto teria colonizado a terra na Índia. De fato, o conhecimento deles e suas batalhas ainda são preservadas nas antigas escrituras védicas, ainda consideradas o texto relgioso central na fé hindu.

INas mais antigas escrituras védicas, você lê sobre naves voadoras chamadas Vimanas, uma guerra viciosa com uma facção oposta, seções que quase certamente sugerem o uso de armas nucleares no conflito etc. Fiz um exaustivo sumário de física nas escrituras védicas no capítulo 14 de ‘Ciência da Unidade”.

Já que a Lemuria é também reputada ser a terra perdida no grande dilúvio, eles também podem ter colonizado outras áreas de ilhas no Pacífico que afundaram, como na lenda de Atlantída. Contudo, a bacia do Pacífico é enerme, vazia terra desperdiçada que é grandemente livre de qualquer área submersa que pode ter sido continentes-ilhas gigantes antes.

Portanto, proponho que o Imério Lemuriano foi grandemente centrado na Índia, China, e na cadeia de montanhas da Indonésia e Filipinas. Já que a maior parte das civilizações se formam nas regiões costeiras, deve ter havido uma grande perda de vidas e muitas maiores cidades subitamente inundadas pelo aumento do nível do mar. Elas podem ter também tido terras fora da costa oeste da América do Sul, como por outra leitura de Cayce.

O trabalho de Graham Hancock, tal como “Underworld”, revela uma arquitetura megalítica [grande pedra] afundada ao redor da costa da Índia. Isto pode explicar de onde veio a lenda do afundamento da Lemuria. Havia civilizações costeiras demais.

Quando também consideramos a pesquisa de Hartwig Hausdor que há antigas pirâmides na China, na província de Shensi, que primeiro apareceu no website de Laura Lee, a inspiração desta anteriormente vasta civilização se torna mais clara.

Alguém foi e despiu do copyright as fotografias de Laura Lee, e estas versões agora estão amplamenet circulando em outros websites.

Chris Maier do website “Unexplained Earth” realmente viajou para lá e independentemenet tirou suas próprias fotografias das pirâmides, que você pode ver e ler aqui em um artigo de 2004.

‘HOMENS DO ESPAÇO’ = ANTIGOS ATLANTES

Nunca ouvimos diretamente sobre o que significa “S-M”, mas dado que o ‘L’ responde pela simples palavra “pequeno” [little] o ‘S’ muito provavelmenet seja muito simples também. Minha suposição educada é que signifique “espaço” [space] e toda a evidência apoia isto. Os Atlantes claramente parecem ter colonizado a Lua e talvez também Marte, assim quando a ilha afundou, você pode apostar que nem todos internos pereceram.

Na exetnsão em que as escrituras cuneiformes sumerianas podem ser uma herança daqueles que sobreviveram a uma catástrofe atlante, o “S” também pode se referir ao “Homem Sumério” – contudo, parece que os sobreviventes predominentemente se relocaram no espaço e apenas partilharam um vonhecimentolimitado com aquelews na Terra, que estavam em estado primitivo antes do dilúvio.

Há ao menos uma sugestão em uma passagem de que ambos grupos rivais iniciaram como avançadas civilizações da Terra – Atlante e Rama. Somos então levados a inferir que os atlantes fazedores de guerra migraram para o espaço, daí se tornarem homens espaciais. As notas dizem que os S-M estavam agarrando asteróides, obviamente com grandes e poderosas naves, e os arremossando nos assentamentos lemurianos ou de rama, forçando-os a irem para viverem submersos para evitarem os ataques.

A tecnologia de cada um destes grupos era muito mais avançada do que a nossa, e isto incluiu a habilidade de deslocar o peso de incontáveis toneladas de água do oceano de forma que eles pudessem seguramente viver sob o mar. Uma robusta tecnologia anti-gravidade certamente não excluiria esta possibilidade.

A estranheza é posteriormente aumentada na medida em que descobrimos que os lemurianos aparentemente experimentaram mutações genéticas adaptativas como resultado de nascerem, viverem e morrerem sob o mar. Aparentemente seus corpos evoluiram guelras como uma adaptação para que pudessem nadar e respirar sob a água em algum grau.

Isto pode ser apoiado pelo estudo de John Kearns frequentemenet citado pelo Dr. Bruce Lipton. Se você pega uma bactéria que não pode digerir lactose e a coloca em um ambianet onde a lactose é a única fonte disponível, ela realmente altera geneticamente suas próprias partes da boca para ser capaz de consumir lactose. Portanto, o nosso DNA é uma antena que permite as adaptações mutativas se somos colocados em um ambiente que exige novos atributos para a sobrevivência.

O filme “Waterworld” conclui como volta de surpresa que o personagem de Kevin Costner tem evoluido guelras depis que uma inundação maciça dizimou a maioria das civilizações da Terra. Pode muito bem ser que as futuras gerações dos mesmos internos que escreveram as notas de margem neste livro fossem responsáveis por fazer este filme de enormeb orçamento.

“Waterworld” toma um aspecto diferente porque ao invés de ser uma história de nosso futuro, é uma história de nosso passado. Um pequeno grupo de pessoas que sobreviveu ao dilúvio Atlante, bem como mostrando como alguns deles podem ter evoluido para viver sob o mar. Eu sei, eu sei – agora realmente teremos que ver o filme. Desculpe-me.

MAIS POR VIR

Desculpo-me por isto ser rapidamente cortado. O acima foi escrito antes de minha última [e final] explosão de sintomas de envenenamento por hera, esta semana. Finalmente dewscobri que tinha estado tirando isto da cobertura da espuma do volante do meu carro. Tudo isto voltou novamente no sábado passado nas áreas que perpetuamente estão se curando em minha pele que estão fracas. Como um resultado, digitar se torna uma tarefa impossível. Quando estiver melhor, atualizarei esta seção como muito mais!

Estou feliz em relatar que estou realizando uma entrevista em video com Bill Ryan e Kerry Cassidy do Project Camelot, e isto se tornará um “video viral” para qualquer um que possa assistir YouTube ou Google. Seria bom se isto ajudasse a desencadear novas testemunhas a se apresentarem, incluindo alguém que possa nos ajudar a explicar estes mistérios.

Published in: on agosto 10, 2008 at 2:24 pm  Comments (1)  
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Crianças e Telefones Celulares

Médicos Oncologistas Advertem contra o uso do telefone celular por crianças

29 de julho de 2008

Canwest News Service

de Tiffany Crawford

Um proeminente especialista em câncer nos EUA está acautelando os pais a limitar o uso de telefones celulares por crianças a emergências porque ele afirma que a energia eletromágnetica que o celular emite provavelmente penetre os cérebros de uma criança mais profundamente do que aquele de um adulto.

Esta afirmação segue os caminhos de avisos similares recentemente divulgados por especialistas canadenses que sugerem que crianças abaixo dos dez anos usem as linhas comuns o máximo possível e limitem as conversas em celulares a curtas e infrenquentes chamadas.

Dr. Ronald B. Herberman da Universidade de Pittsburgh, Instituto do Câncer, juntamente com uma equipe de especialistas internacionais, tem postado um relatório no website da universidade pedindo que as pessoas tomem precauções no uso dos telefones celulares.

“Os órgãos em desenvolvimento de um feto ou criança são mais prováveis de serem sensíveis a qualquer efeito possível da exposição a campos eletromagnéticos”, disse Herberman em uma das recomendações de seu relatório.

“Não permitam que as cianças usem um telefone celular, exceto para emergências.”

A Saúde do Canadá diz que não há evidência científica que já mostre uma ligação entre o uso do telefone celular e o desenvolvimento do câncer.

“Até agora, não há evidencia convincente, de estudos animais ou humanos, que a energia dos telefones celulares seja suficiente para causar sérios efeitos na saúde, tais como cancer, crises epilépticas ou desordens do sono”, diz a agência federal em seu website.

Segundo Herberman, o problema é que o tecido vivo é vulnerável a campos eletromagnéticos dentro das bandas de frequência usadas pelos telefones celulares. Ele argumenta que as crianças tem uma taxa de absorção mais alta porque seus cérebros ainda estão se desenvolvendo.

Herberman acredita que porque os estudos ainda “não mostrem claramente que eles são perigosos” as pessoas devem considera-los um risco potencial à saúde. Ele não advoga a erradicação dos telefones celulares, mas sim que se reduza a exposição. Algumas recomendações incluem o uso de fones de ouvido, não mantendo seu telefone perto de seu corpo e usando a mensagem de texto sempre que for possível.

Os especialistas também aconselham evitar usar um telefone celular quando o sinal esteja fraco ou quando se movimentando em alta velocidade, tal como em um carro ou trem, porque isto aumenta a energia ao máximo, quando o telefone repetidamente tenta se conectar a uma nova antena de transmissão.

Em junho, a Saúde Pública de Toronto pubicou um relatório de um oficial de saúde médica recomendando que os pais limitem o acesso das crianças ao telefone celular.

“A pesquisa que está disponível sugere que as crianças sejam mais provavemente mais vulneráveis que os adultos”, conclui o relatório.

A Saúde de Toronto também está recomendando que as crianças usem as linhas telefônicas comuns e aparelhos que deixem as mãos livres sempre que possível .