Nagas e Serpentes

Nagas e Serpentes

de JanJM,
Novembro de 1998

Sumário

As antigas tradições e escrituras de diferentes continentes falam sobre uma raça de seres serpentes sendo dotada de poderes sobre humanos. Os recursos das escrituras e dos folclores são usados para apresentarem uma imagem mais completa deles e sua antiga e recente interação com humanos.

Meus comentários nos textos citados aparecem em [ ].

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1. Introducção: a Chegada da Serpente

Recentemente tem havido um aumento sem precedentes de interesse nas matérias ufológicas e paranormais na media oficial. Alguns consideram que isto seja um resultado de vazamentos da comunidade de inteligência. O fato é que tem havido uma ampla e profunda mudança de atitude pública a estes respeito. Um exemplo disto é como a imagem alienígena sofreu uma mudança significativa durante os anos, dos ridicularizados “pequenos homens verdes” dos cartoons da década de 1950 aos clássicos ‘grays’ como benevolentes irmãos espaciais dos anos de 1970. Mais tarde, todavia, eles tem se tornado mais e mais maliciosos e associados ao fenômeno da mutilação do gado e abdução humana. Esta imagem provavelmente é uma das mais frequentemente associadas com a palavra alienígena nos dias de hoje.

Mas nos poucos anos passados apareceu um novo tipo de alienígenas: os “reptilianos” (também chamados “reptóides,” “sauróides” etc.). A media e o mercado se tornaram inundados por personagens reptilianos/dragões/dinosauros. A indústria do entretenimento os tornou quase onipresentes, de brinquedos de crianças a cartoons e aos filmes de maior sucesso. Este fenômeno é analisado em alguma extensão no arquivo O Culto da Serpente e em outros. O pesquisador ufológico John Rhodes devotou um website inteiro a isto .

Vários arquivos alienígenas disponíveis na internet (Crimram files, Secrets of the Mojave, Omega etc.) apresentam uma compilação de informação múltipla sobre os alienígenas na história da Terra, a presença e o possível futuro bem como muitos dos incidentes relacionados a respeito de explorações subterrâneas e espaciais. Eles também incluem citações de várias escrituras incluindo a Bíblia e os Vedas. (Nota: o termo “Veda,” literalmente “conhecimento,” os indologistas geralmente aplicam aos quatro Vedas: Rg, Sama, Yajur e Atharva. Contudo, em um sentido mais amplo, ele também é usado para a literatura relacionada como os Puranas, Brahmanas, Aranyakas, Itihasas etc. Neste sentido eu estou utilizando-o neste artigo.)

O fato que nestes arquivos os reptilianos estão associados aos Nagas da antiga tradição Vedica é uma das razões pelas quais decidi escrever este artigo. Desejo acrescentar a riqueza de informação por usar os Vedas como muitos valiosos, ainda que um recurso não muito utilizado, juntamente com outros recursos.

Como este tópico é muito extenso, posso não cobri-lo inteiramente. O Capítulo Dois apresenta uma breve visão geral e os capítulos posteriores se concentram principalmente em referências Védicas aos Nagas, apresentadas principalmente no capítulo 4.2. Para referências a recentes encontros com reptilianos por favor, dirija-se a bibliografia listada.

2. A Conexão Sauriana: Background Histórico da Serpente

A cobra (espírito da serpente) tem sido um símbolo de sabedoria, eternidade, cura, mistério, poder mágico, e santidade pela maior parte do mundo antigo não ocidental. Seu símbolo até hoje é utilizado na medicina, e outras profissões de cura, e seus descendentes vivos são saudados como sagrados e usados em todas as drogas anti-cancerigenas e poções sexuais. A Serpente foi venerada na antiga Babilônia, México, Egito, bem como em muitos outros lugares pelo mundo.

A seguinte passagem é escrita por Soror Ourania (de “Thelemix and Therion Rising”) de um ponto de vista Gnóstico.

“A palavra Naga tem sua raiz no sânscrito e significa “serpente” [significados posteriores do dicionário sânscrito-inglês de Monier Monier-Williams: m. “imóvel,” uma montanha (em Atharva Veda); o número 7 (por causa das 7 principais mountanhas; qualquer árvore ou planta (no Mahabharata); o sol.] No panteão da Índia Oriental ela é ligada ao espírito da serpente e ao Espírito do Dragão. Ela tem uma equivalência a Nats de Burma, ou deuses-serpentes. Na tradição esotérica é sinônimo de Adeptos ou Iniciados. Na Índia e no Egito e até mesmo na América Central e do Sul, o Naga permanece para alguém que é sábio.

“O filósofo budista Nagarjuna da Índia, por exemplo, é mostrado com uma aura, ou halo, de sete serpentes que é uma indicação de um grau muito alto de Iniciação. O simbolismo das sete serpentes, geralmente cobras, também aparece nos aventais Maçônicos ou certos sistemas de ruínas budistas do Cambodia (Ankhor) e Ceilão. Os grandes construtores dos templos do famoso Ankhor Wat foram considerados serem semi-divinos, Khmers. A avenida que leva ao Templo é alinhada com Naga de sete cabeças. E até mesmo no México, encontramos que Naga se torna “Nagal.” Na China, o Naga recebe a forma do dragão e tem uma associação direta com o Imperador que é conhecido como “Filho do Céu”… enquanto no Egito a mesma associação é dita “Rei Iniciado”. Os chineses são até mesmo ditos terem se originado com os semi-deuses serpente e falarem sua linguagem, Naga-Krita. Para um lugar que não tem serpentes, o Tibet, elas ainda são conhecidas como um sentimento simbólico e são chamadas de “Lu!” (Naga). Nagarjuna era chamado em tibetano Lu-trub.

“Nas tradições ocidentais encontramos a mesma onipresença para o Naga, ou Serpente. Um exemplo simples é o da antiga deusa grega, Atenas. Ela é conhecida como uma deusa guerreira, bem como deusa da sabedoria. Seu símbolo ser uma serpente é apresentado em seu escudo pessoal. De fato, no Geneses a serpente é um Naga que instrui o novo infante [a humanidade] no que é chamado Conhecimento do Bem e do Mal. A Igreja Cristã, tem, infelizmente, transformado o Professor-Iniciado em um personagem demoníaco de caráter tentador e negativo. Uma tradição apócrifa diz que Apolônio de Tiana, enquanto visitava a Índia, foi ensinado pelos Nagas da Cachemira. [veja a Vida de Apolônio, de Philostratos]. É sentido por muitos eruditos da Tradição Ocidental que a vida de Apolonio foi tirada do Novo Testamento, ou que as narrativas do Novo Testamento tem sido trazidas da vida de Apolonio. Isto é sentido por causa das não disputadas e claras similaridades da construção da particular narrativa.

“Naga é uma de um punhado de palavras raras que tem sobrevivido a perda da primeira linguagem universal. No budismo, a Sabedoria tem sempre estado ligada, simbolicamente, a figura da serpente. Na tradição ocidental pode ser encontrado como usado por Cristo no Evangelho de São Mateus (10:16), “Seja portanto sábio como as serpentes e inócuos como as pombas.”

“Em toda linguagem mitológica a serpente é também um emblema da imortalidade. Sua representação do infinito com sua cauda em sua boca (Ouroboros), e a constante renovação de sua pele e vigor, tornam vivos os símbolos da juventude continuada e eternidade.

“A reputação da Serpente para a medicina positiva e/ou qualidades preservadoras de vida tem também contribuído para as honras da Serpente como ainda visto no uso dos caduceus [bastão ao redor do qual duas cobras estão enroladas]. Até hoje, os hindus aprendem que o fim de cada manifestação universal [KALPA], todas as coisas são reabsorvidas na Deidade durante o intervalo entre duas criações. Ele repousa sobre a Serpente Shesha (Duração) que é chamada Ananta, ou Infindável.”

3. Serpente nas tradições culturais

3.1. Folclore Indoeuropeu (eslavo)

O folclore eslavo frequentemente menciona cobras como guardas de tesouros ocultos subterrâneamente ou em cavernas estreitamente seguindo a tradição védica. Algumas das cobras são ditas possuirem uma coroa, o que é um detalhe interessante que veremos depois.

Embora possamos estar tentados a descartar o folclore como fonte não confiável, há certa evidência que parece apoiar isto.

O herpetologista checo Jiri Hales escreve em seu livro “Moji pratele hadi (“Minhas amigas, as cobras”) sobre suas viagens ao redor do leste da Eslováquia na década de 1970 em busca de cobras não usualmente grandes e menciona várias narrativas interessantes que ele ouviu do povo local. Uma até mesmo envolve uma unidade militar que foi chamada para destruir uma cobra alegadamente de 15 pés de comprimento. (cobras de tal comprimento são desconhecidas nesta parte do mundo.) Uma outra narrativa diz respeito a um guarda florestal que percebeu um numero de cobras na floresta se arrastando em uma direção e curiosamente as seguiu. Então ele acabou chegando ao grande rei-cobra com uma coroa em sua cabeça cercado de muitas cobras. Apavorado, ele rapidamente deixou o lugar. Outras narrativas envolvem crianças pequenas que afirmavam brincarem com grandes cobras e até mesmo se comunicarem com elas. Hales conclui qie estas narrativas são críveis, já que elas incluem muitos detalhes que um leigo possivelmente não comporia sem experiência pessoal.

3.2. América do Norte: a tradição tribal Hopi

A história Hopi é que haviam duas raças, os filhos das penas que vieram dos céus e os filhos dos répteis que vieram de debaixo da Terra. Os filhos dos répteis caçavam os índios Hopi para fora da Terra. Estes habitantes maus dos subterrâneos eram chamados também de Dois Corações.

A história da criação dos índios Hopi fala de três inícios diferentes. Uma história diz que os HOPI tinham subido de uma paraíso subterrâneo por um abertura chamada Sipapu. O paraíso subterrâneo era maravilhoso com belos céus claros e cheio de fontes de alimento [cf bila-svarga]. Foi por causa da existência daqueles chamados Dois Corações, os maus, que um refúgio foi procurado no mundo superior pelos Hopi, os pacíficos. O submundo não foi destruído, mas apenas lacrado para evitar que os Dois Corações cheguem ao Mundo da Superfície.

A segunda história conta da descendência dos Hopi da Estrela Azul de uma constelação chamada Sete Irmãs. Uma versão fala de sua viagem a Terra nas costa de Enki, a águia. O Avô, o Grande Espírito, permitiu que o primeiro homem selecionasse sua casa entre muitas estrelas do universo. Enki falou ao primeiro homem de seu lar Terra, e o trouxe para visitar. A primeira exploração do homem à Terra o convenceu que era aqui que ele queria que seus filhos nascessem e crescessem. O primeiro homem retornou aos céus e falou ao Avô de sua decisão. O Avô ficou encantado e garantiu ao primeiro homem o direito de chamar a Terra de seu lar. O primeiro homem logo voltou ao espaço verde ou Sakwap com sua família, logo depois. (Muitas das histórias de heróis pelo tempo e por muitas culturas diferentes se referem a um valioso grupo de sete.)

Estas duas histórias lembram a história de Kashyapa Muni e suas duas esposas, Kadru, a mãe das serpentes, e Vinata, a mãe de Garuda, a águia divina, mencionada depois.

3.3. África Ocidental

A Lenda de Da

O mundo foi criado por Nana-Buluku, o deus, que não era macho e nem fêmea. A tempo, Nana-Buluku deu nascimento a gêmeos, Mawu e Lisa, e são eles que deram forma ao mundo e o controlam com seus 14 filhos, os Vodou, ou deuses menores.

No início, antes que Mawu tivesse qualquer filho, a Serpente do Arco-Iris, Da, já existia – criada para servir Nana-Buluku. O criador era levado a todos os lugares na boca de Da. Rios, montanhas e vales são contorcidos e curvos porque é como Da, a Serpente do Arco-Iris, se move. Seja onde for que eles parassem a noite, uma montanha se elevava, formada pelo estrume da serpente. Isto é porque se você
escavar profundamente uma montanha, encontra riquezas.

Agora, quando Nana-Buluku tinha acabado de criar, era óbvio que a Terra não podia carregar tudo – todas as montanhas, árvores, pessoas, e animais. Assim, para impedir que a Terra emborcasse, o criador pediu a Da para se enrolar embaixo dela e acomoda-la – como as almofadas que as mulheres africanas e garotas usam em suas cabeças quando levam uma carga pesada.

Porque Da não podia se manter aquecido, o criador fez o oceano para a serpente viver. E lá Da permaneceu desde o início do tempo, com sua cauda em sua boca. Até mesmo embora as águas mantivessem Da fresco, ele algumas vezes se vira para ficar mais confortável e é isto que causa os terremotos.

Nana-Buluku encarregou os macacos vermelhos que vivem sob o mar de manter Da alimentado, e eles passam seu tempo forjando barras de ferro que são a comida da serpente. Mais cedo ou mais tarde o suprimento de ferro dos macacos acabará e então Da nada terá para comer. Faminto, ele começará a mastigar sua própria cauda e então suas contorções e convulsões serão tão terríveis que toda a Terra se inclinará, sobrecarregada por suas pessoas e coisas, e escorregará no mar.

Esta história menciona a serpente servindo ao deus criador. Esta serpente se assemelha com Ananta Shesha, que serve a Vishnu como um leito e sustenta a estrutura universal. Ambas estão situadas no fundo do universo no grande oceano chamado Garbhodaka.

3.4. Escandinávia

O norueguês Ragnarok envolve a destruição da Terra e as habitações dos semi-deuses nórdicos (chamados Asgard). É dito que durante Ragnarok o mundo será destruído com chamas por um ser chamado Surt, que vive sob o mundo inferior (appropriadamente chamado Hel) e esteve envovido na criação do mundo. Por comparação, o Bhagavata Purana (3.11.30) afirma que no fim dos dias de Brahma, “a devastação ocorre devido ao fogo emanando da boca de Sankarshana.” Sankarshana (Ananta Shesha) é a explansão plenária de Krishna que está “sentado no fundo do universo” (Bhagavata Purana 3.8.3), sob os sistemas planetários inferiores.

Na lenda nórdica podem ser encontradas mais conexões com a tradição Védica que vão além do presente tópico.

3.5. Tibet

A percepção tibetano-budista dos Nagas vem do livro de Cho-Yang, “Year of Tibet Edition”:

“Entre todas as criaturas dos seis reinos, os humanos são os mais afortunados e tem a melhor oportunidade de alcançar o máximo objetivo. Deuses e semi-deuses habitam em felicidade incomensurável, exaurindo os frutos de seu carma positivo, e estão distraídos demais com os prazeres do mundo para buscar libertação da existência ciclica. Fantasmas famintos e seres do inferno estão tão perturbados pelo sofrimento e os animais são burros demais. Os humanos que desfrutam tanto do prazer quanto da dor são os únicos que podem buscar a libertação…

“Forças invisíveis são acreditadas serem tão numerosas quanto aquelas que podemos ver: em cada poço, floresta, árvore, casa, habitam criaturas grandes e pequenas, importantes e humildes que as vezes aparecem aos humanos sob várias formas, bem como em visões e sonhos.

“Todas estas criaturas são acreditadas serem governadas por protetores das dez direções. Estas deidades incluem deuses do panteão hindu tais como Brahma e Indra. Eles são deuses, e embora eles sejam imensamente poderosos e acreditados controlarem todas as forças do universo eles não estão além da roda da existência cíclica e portanto não podem ser objeto de refúgio para os humanos que aspiram a libertação. Eles podem ou não serem simpáticos à doutrina budista, mas sua ajuda e cooperação pode ser cultivada e é considerada essencial, já que eles controlam todas as criaturas não humanas, deuses, semi-deuses e fantasmas. Os rituais tântricos sempre incluem uma oferenda a eles no início, para assegurar sua não interferência.

“As criaturas habitando em lugares individuais são chamadas Sa-dag ou proprietários da terra, ou deidades guardiãs. Elas pertencem ao reino dos semi-deuses ou fantasmas – nem todos os fantasmas são criaturas miseráveis, alguns são demônios ricos e poderosos. Eles podem aparecer às pessoas como fantasmas, demônios, ou em sonhos em uma variedade infinita de formas, inclusive a forma humana e podem ajudar ou prejudicar, dependendo da disposição delas. Muitas das criaturas em lagos, poços e rios são nagas, ou seres serpentes que pertencem ao reino animal. Elas algumas vezes aparecem na forma de cobras, ou metade cobras metade humanas com elaboradas coroas de jóias. Elas são acreditadas serem infinitamente ricas e possuirem sua forma presente de uma vida anterior de generosidade não ética. [Comentário: Isto é chamado bhogonmukhi-sukrti, ou atividades pias que outorgam a opulência material. Elas são de uma natureza sem deus mas envolvem a gentileza com outros seres com uma vista na direção da felicidade material.]

“A atividade humana está destinada a assegurar o bem-estar de criaturas vivas inclusive daquelas de outros reinos. Chegar a um pedaço de terra e inadvertidamente construir uma casa, cortar árvores ou minerar e escavar recursos naturais aborrecerão os Nagas e Sa-dags exatamente como isto faz com animais e insetos nesta situação. É dito que os Nagas e Sa-dags igualmente não autorizam o uso da terra e recursos naturais que eles ocupam para roubar suas posses pessoais. Os mais fracos entre eles passarão por grande dificuldade ou morrerão, enquanto os mais poderosos reagirão com raiva e atacarão de volta os ofensores, inflingindo doenças, morte e catástrofe súbita. Eles não necessariamente atacarão os humanos que inflingiram o dano, já que a maioria não pode identificar os reais ofensores, mas qualquer ser humano que vejam e pessoas inocentes podem ficar doentes ou morrer sem razão aparente, ou a área inteira ser afetada por epidemias.

“A seguinte história foi relatada por um Dema Locho Rinpochey, de Drepung, e ocorreu na década de 1950 no Tibet. Um dia, um dos monges que era responsável por ter as árvores naquele quadrado aguadas, desenvolveu uma grande ferida em sua coxa. Suspeitando que isto fosse causado por dano dos Nagas ele pediu a Rinpochey para consultar um oráculo na vila vizinha – um noviço que estava possuído pelos Nagas – para descobrir a causa de sua doença. O Naga, falando através do oráculo admitiu ter causado o dano “Sim, fui eu que ataquei este monge’. Quando Rinpochey perguntou a razão, ele respondeu: ‘Eu estava zangado com humanos por outras razões e vi que a sorte deste monge estava baixa e que ele estava vulnerável, assim fiz com que ele desenvolvesse esta ferida’.

“Os humanos são mais vulneráveis aos Nagas e Sa-dags quando a sorte deles está baixa, porque qualquer fraqueza é imediatamente aparente a estas criaturas de outros mundos. Para evitar circunstâncias desafortunadas que podem trazer o dano, as pessoas penduram tiras de diferentes bandeiras de preces que tenham a imagem de um cavalo. O ‘cavalo de vento” ou Lung-ta é o símbolo da sorte de alguém. A expressão tibetana “seu cavalo de vento está correndo” ou “está quebrado’ se refere a esta sorte, e as bandeiras de prece flutuando ao vento, uma tradição de origem Bon, é acreditada dar uma mão superior ao cavalo de vento de alguém.

“Já que os humanos não podem sobreviver sem algum tipo de exploração da terra e construção, os tibetanos tomam certas medidas para evitar contratempos desnecessários. Conquanto pendurar as bandeiras de prece seja uma medida preventiva geral, que evita o dano que não tem uma causa direta, medidas mais particulares sãao tomadas quando algum tipo de escavação está envolvido. Seja como for a escolha de um sítio para construção, seja para um mandala, templo ou casa, um lama é consultado sobre o método pelo qual os Nagas ou Sa-dags do local podem ser apaziguados e tratados. O lama saberá alguma coisa sobre eles po meio de sonhos, advinhação ou clarividência. Segundo a prática tântrica budista, há outros meios de realizar rituais. Este são: pacífico, crescentes, fortes e coléricos. Os métodos que se aplicam a pacificar as criaturas de outros reinos são pacíficos ou coléricos, e os rituais usados são extremamente variados, tanto em tipo quanto em tradição.

“Generalmente, em uma caso ou outro, um ritual basedo no sutra chamado Tashi Sojong é realizado, para trazer boa sorte e agradar os habitantes. Se realizados rituais tântricos, o lama oferecerá “tormas’ aos Sa-dags ou Nagas que habitam a terra. Tormas são bolos de forma cônica de oferenda que tem sido abençoados de três modos por um ser altamente entendido em mantras, onde eles são purificados de qualquer impureza; por estabilização meditativa pela qual são feitos infinitos e por gestos ou mudras, que assegurarão que o receptor fique satisfeito. A ideia deste ritual é oferecer dádivas aos Sa-dags e Nagas em troca do uso de suas terras. É um acordo, uma situação de dar e receber como vender uma casa, e se os vendedores estão satisfeitos, as coisas transcorrem suaves. Há algumas situações, contudo, onde a terra pode ser possuida por Sa-dags particularmente poderosos, que não querem dar aos humanos e particularmente farão o máximo para criar obstáculos e danos. Tais lugares são conhecidos como hostis. Os espíritos e demônios que os habitam serão tenazes em suas opiniões e geralmente se deliciam em causar danos aos humanos invasores causando doenças e pesadelos. Se o lama que examina a terra vê uma tal situação, ele ou declarará o sítio inapropriado para a construção ou lidará com a situação usando o método da ira.

“Embora as possibilidades sejam vastas, o método de ira mais geralmente usado de limpar um sítio de forças negativas, é “atirar os bolos rituais” que é como usar uma bomba para enviar as criaturas nocivas para uma outra existência. A motivação do lama é uma de compaixão, e sabendo que o propósito do projeto é benéfico para alguém a quem o ser está causando dano e está acumulando carma negativo, ele realmente ajudará este ao transferir sua consciência para um outro reino onde ele será menos nocivo para outros seres. Somente uma pessoa com um alto nível de compreensão é qualificada para realizar tal ritual.

“Quando os obstáculos são removidos, o Lu Thaye, um naga muito poderoso acreditado estar constantemente sob o solo, é abordado. Subitamente escavar pode perturba-lo , mas seus movimentos em um ponto em particular pode ser localizado astrologicamente, e um ponto na localização pode ser encontrado onde nenhuma parte de seu corpo estaria presente ao tempo da primeira escavação simbólica. Isto seria seguido por oferendas de bolos rituais para pacifica-lo. Isto feito, a construção podia continuar sem interferência posterior.

“Em alguns casos, sa-dags e nagas não apenas se ofenderiam pela invasão de suas terras, mas pelo dano inflingido a certos animais que eles sentissem serem seus. A seguir está uma história que aconteceu a 80 anos atrás em uma área remota de Kham. O chefe de um grupo de nômades,sentindo que ele estava acima da lei contra caçar animais selvagens que prevaleciam na terra dele, um dia decidiu ir abater a tiros. Ele saiu com o rifle dele e localizou um belo cervo. Ele mirou nele e viu algo como um estribo dourado entre seus chifres. Ele abaixou seu rifle e olhou fixamente mas não pôde ver nada. Ele mirou e abaixou o rifle por três vezes, vendo o estribo aparecer e desaparecer; hesitou, e finalmente disparou. O cervo foi atingido pela bala mas escapou, deixando uma trilha de sangue. Naquele noite, o homem voltou para casa, incapaz de encontrar a carcaça do animal que ele tinha esperado matar e repentinamente se tornou muito doente. Na medida em que ele jazia morrendo, ele relatou aos seus parentes o incidente com o cervo, lamentando que tivesse atirado nele e murmurando que ele devia ter sabdo melhor, vendo um objeto tão incomum ente seus chifres. Ele morreu naquela mesma noite e sua família concluiu que ele tinha sido vítima de um Sa-dag vingativo a quem o cervo pertencia ou de quem ele tinha tomado a forma.

“Rituais de incenso e vasos de oferenda, que foram rotineiramente realizados pelo governo tibetano e também por indivíduos particulares e lamas não apenas significavam um remédio no caso de secas e outras calamidades, mas também como uma medida preventiva regular para proporcionar condições positivas. Criaturas não humanas eram conhecidas por seu gosto por cheiros fragrantes, e a tradição do sang-so, que foi originalmente praticado por Bon para pacificar e agradar as deidades locais, foram mais tarde praticadas pelos budistas para o mesmo propósito. No caso do ritual de oferendas de vasos, os vasos eram cheios de diferentes metais preciosos e cereais, abençoados por mantras, estabilização meditativa e gestos e então colocados em lagos e outros lugares pelo país onde é sabido que os Nagas moram, como um presente para eles. Estas dádivas podem ser similares a presentes oferecidos pelo rei de um país a um rei de outro, destinado a agradar os receptores que retribuem com a chuva apropriada, água pura e um ambiente livre de doenças. Eles tinham meios de mostrar seus gostos de modos particulares. Dema Locho Rinpochey recorda-se de uma vez quando a universidade de Drepung Loseling decidiu renovar uma pequena casa de retiro em uma de suas propriedades, a umas poucas horas de Lhasa. O local tinha um riacho e era conhecido por seu importante Naga e população de Sa-dag. A universidade chamou Rinpochey para realizar um ritual para manter os Nagas fora do caminho durante o tempo do trabalho de restauração. Isto envolvia atraí-los para um espelho que era transformado, pela concentração do lama, em uma morada muito agradável na qual eles eram pedidos permanecerem, como hóspedes honrados, até que sua habitação usual estivesse mais uma vez apropriada para estar. Rinpoche também ofereceu um ritual de banho ao riacho, purificando-o de qualquer impureza que poderia ter acontecido durante o trabalho. Ele disse que na manhã seguinte, o cuidador ressaltou que a água estava muito mais abundante do que o usual, um sinal de que os Nagas que ali habitavam estavam contentes.

4. Serpente nas narrativas das escrituras

4.1. Oriente Médio

“A possibilidade de que uma antiga raça reptiliano-sauriana possa existir sob a superfície deste planeta não é uma idéia relativamente nova. Esta raça infernal, ainda que física, tem sido referida nos registros espirituais e históricos que remontam ao início dos tempos. A antiga história hebraica, por exemplo registra que nossos ancestrais humanos não eram apenas inteligentes, seres de vontade livre, que habitavam o mundo antigo. O Gênese, capítulo 3 se refere à Serpente, que segundo muitos antigos eruditos hebreus foi identificada como um hominóide ou ser reptiliano bípede. A antiga palavra hebraica para serpente é “Nachash” (que segundo Compreensivo e outras Concordâncias Bíblicas de Strong contém ele próprio os seguintes significados: réptil, encantamento, assovio, murmúrio, observador diligente, aprender pela experiência, feitiçaria, cobra, etc. todos os quais podem ser descritivos da raça serpente-sauróide a que temos estado nos referindo). O original “Nachash” não era realmente uma “cobra” como a maioria das pessoas acredita, mas realmente uma criatura extrememente inteligente e perspicaz que possuia a habilidade de falar e raciocinar. Isto também se mantém como temos dito, como em que muitos descendentes, os pequenos predadores saurianos que andam sobre duas pernas.” (do arquivo “O Culto da Serpente”, editado por Branton)

No livro do Gênese Elohim puniram a Serpente por enganar Eva ordenando a este que rastejasse sobre seu estômago daquele dia em diante. Eles (Elohim) também criaram a inimizade entre a raça humana e a raça serpente.

O livro da Revelação descreve narrativas escatológicas quando “a inimizade entre a raça serpente e a raça humana escala para um conflito aberto…”: “…E houve guerra no céu: Miguel lutou contra o dragão; e o dragão lutou e os anjos dele… e o grande dragão foi atirado, esta velha serpente, chamada Diabo, e Satã, que enganou o mundo inteiro …” (Rev. 12:7)

Há outras interessantes referências bíblicas a serpentes e dragões em Salmos 44:19, 74:13, 148:7, Issaias 13:22, etc.

4.2. India: Nagas do Submundo

Os Nagas são uma raça de seres serpentes. Mais frequentemente eles se manifestam com corpos meio homem, meio-serpente, embora algumas vezes eles assumam a forma de um dragão ou apareçam sob o disfarce de uma cobra. Eles podem tomar muitas formas diferentes, inclusive cobras, humanos com caudas de serpente e humanos normais, frequenemente como belas jovens. Uma pedra preciosa está cravada em suas cabeças dando a eles poderes sobrenaturais, incluindo o da invisibilidade. Alguns são demoníacos, alguns neutros ou algumas vezes benéficos. .

Nagas são divididos em quatro classes: celestiais, divinos, terrenos ou ocultos, dependendo de sua função em guardar o palácio celestial, trazer a chuva, drenar rios ou guardar tesouros.

Em Burma, os Nagas combinam elementos do dragão, cobra e crocodilo. Eles tem guardado e protegido vários personagens reais de Burma. Eles também dão rubis aqueles que favorecem.

Eles habitam lagos e rios, mas seu domínio real é a vasta região subterrânea chamada Bila-svarga, ou céus subterrâneos. Lá eles guardam grandes quantidades de jóias e metais preciosos. Aqui eles habitam com suas parceiras sedutoras, as Naginis, que algumas vezes seduzem humanos.

Uma tal narrativa pode ser encontrada por exemplo no Mahabharata. Arjuna, o filho do Rei Pandu, foi abduzido por Ulupi, a princesa Naga que se enamorou dele, para o reino paralelo no rio Ganges perto de Hardwar. Depois de passar uma noite com ela e gerar um filho chamado Iravan, ele voltou. Este incidente também é mencionado no Bhagavata Purana 9.22.32. R. Thompson em seu livro “Alien Identities” usa esta narrativa para dar um exemplo de dimensões paralelas.

A história do Mahabharata continua:

“Quando sua residência foi então apinhada com a divindade, o amado filho de Pandu e Kunti então desceu as águas do Ganges, para ser consagrado pelo rito sagrado. Tomando seu banho ritual e venerando seus antepassados, Arjuna, feliz por fazer sua parte no rito do fogo, foi elevado da água. O Rei, quando ele foi puxado de novo por Ulupi, a filha virgem do Rei Serpente, que podia viajar por sua vontade e agora estava dentro daquelas águas. Abraçando-o, ela o puxou para a terra dos Nagas, para a casa de seu pai.

“Arjuna então viu a casa mais honrável do rei Naga, cujo nome era Kauravya, um fogo cuidadosamente mantido. Dhananjaya Arjuna, filho de Kunti, tomou o dever do fogo, e sem hesitação ele fez a oferenda e satisfez as chamas sagradas. Tendo cumprido o dever com o fogo, o filho de Kunti então disse sorrindo para a filha do rei Naga, “Porque você agiu tão ousadamente, oh tímida e bela mulher? Qual é o nome desta terra opulenta? Quem é você e de quem você é filha?”

“Ulupi disse: “Há uma serpente chamada Kauravya, nascida na família de Airavata. Sou filha dele, Oh Partha, e meu nome é Ulupi, senhora das cobras. Vi você, Kaunteya, quando você mergulhou nas águas para tomar seu banho ritual e fui atingida pelo Cupido. Oh criança Kuru, agora que o deus do amor me atingiu assim, você deve me dar boas vindas, porque não tenho ninguém mais, e tenho me dado a você em um lugar recluso .”

“Arjuna disse: “Dharmaraja Yudhisthira tem me instruido a praticar o celibato por doze meses, e eu concordei, então não sou meu próprio mestre. Gostaria de agradar você, mas nunca disse uma inverdade. Como posso evitar uma mentira e também agradar você, mulher cobra? Se isto puder ser feito sem ferir meus princípios religiosos, então o farei.”

“Ulupi disse: “Eu compreendo, filho de Pandu, como você está peregrinando pela Terra, e como seu irmão mais velho o tem instruído a praticar o celibato: “Haverá um acordo mútuo que se qualquer um de nós erradamente se intrometer sobre outros durante o tempo deles com a filha de Drupada, então ele deve permanecer na floresta por doze meses como um brahmacari celibatário.” Isto foi um acordo que vocês todos fizeram. Mas este exílio com o qual você concordou é a respeito de Draupadi. Vocês todos aceitaram o voto religioso para se manter em celibato em relação a ela, e assim seu voto religioso não é violado aqui comigo.

“Seus olhos são muito grandes e belos e é seu dever resgatar aqueles que estão em dor. Salve-me agora e não haverá brecha em seus princípios religiosos. E até mesmo se houver alguma sutil transgressão de seus princípios religiosos, então deixe que esta seja uma regra religiosa, Arjuna, que você me dê de volta minha vida. Meu Senhor, me aceite como eu o aceitei, porque este será um ato aprovado pelas pessoas decentes. E se você não me aceitar, então saiba que sou uma mulher morta. Oh homem de braços fortes, pratique a maior virtude, que é o ato de dar vida. Venho até você agora por abrigo porque você é um homem ideal.

“Kaunteya, você sempre cuida do pobre e do indefeso, e tenho vindo diretamente até você por abrigo e grito de dor. Eu lhe suplico, porque o meu desejo é tão forte. Portanto você deve me agradar se dando a mim; é apropriado para você fazer-me uma mulher satisfeita.

“Sri Vaisampayana disse: “Assim abordado pelo filha virgem do senhor serpente, o filho de Kunti, baseando suas ações na lei religiosa, fez a ela tudo o que ela desejou. O feroz herói Arjuna passou a noite no palácio do rei Naga, e quando o sol se elevou ele também se levantou da morada de Kauravya.”

Uma história similar é registrada no Harivansha, que é o adendum do Mahabharata. Yadu, o fundador da família Yadava, foi para uma viagem no mar, onde foi carregado por Dhumavarna, rei das serpentes, para a capital das serpentes. Dhumavarna casou suas cinco filhas com Yadu, e delas veio sete famílias distintas de pessoas.

Kumudvati, a princesa Naga, casou-se com Kusha, o filho de Rama, como descrito na escrutura Raghuvansha.

A narrativa seguinte aborda os conflitos subterrâneos hominóide-sauróide.

O Vishnu Purana fala sobre Gandharvas, descendentes do sábio Kashyapa e sua esposa Muni. Entretanto eles também são chamados de Mauneyas. (Segundo o dicionário Hindu da Fundação Manurishi, os Mauneyas são uma classe de Gandharvas, que habitam abaixo da terra, e são 60 milhões em número.) Eles estavam lutando com os Nagas nas regiões subterrâneas, cujos domínios eles tomaram e cujos tesouros saquearam. Os chefes Nagas apelaram por alívio a Vishnu, e Ele prometeu aparecer na pessoa de Purukutsa, filho do Rei Mandhata, para ajuda-los. Então os Nagas enviaram a irmã deles Narmada para este Purukutsa, e ela o conduziu as regiões abaixo, onde ele destruiu os Gandharvas. (Segundo o Ramayana similares Gandharvas foram derrotados por Bharata, o irmão de Rama, e Hanuman.) O nono khanda do Bhagavata Purana também menciona brevemente esta história.

A narração do Bhagavata Purana é baseada no incidente que aconteceu ao Rei Pariksit. Ele foi amaldiçoado por um jovem brahmana a morrer dentro de sete dias como resultado de uma picada de cobra. O garoto pensou que o Rei tinha ofendido seu pai, que não tinha recebido bem o Rei em sua ashrama estando absorto em profunda meditação. Assim o rei saiu depois de colocar uma cobra morta no ombro do sábio. O Rei decidiu aceitar a praga como uma vontade da providência e sentou-se na margem do Ganges para se preparar para a morte. Naquele tempo, o grande e jovem sábio Shuka, o filho de Vyasa, chegou lá e o Rei pediu a ele para explicar o conhecimento mais importante necesário para uma pessoa prestes a morrer. Então o sábio começou a narrar o grande Purana. Como resultado o rei atingiu o auto-entendimento.

Seu filho Janamejaya, contudo, ficou zangado com as serpentes e jurou vingar a morte de seu pai e começou um grande sacrifício para destruir todas as serpentes, mas mais tarde ele parou para agradar o sábio Astika, seu parente. (O pai de Astika era o sábio Jaratkaru que se casou com Manasa, a irmã do Rei Naga Vasuki.) A história inteira é narrada no Mahabharata, Adi Parva.

A origem da raça Naga é descrita no Mahabharata, Adi Parva:

“A muito tempo atrás, no divino milênio, Prajapati Daksha tinha duas filhas brilhantes e sem pecado, irmãs surpreendentes que eram dotadas de grande beleza. Elas se chamavam Kadru e Vinata, ambas se casaram com o sábio primordial Kashyapa, um marido que era igual em glória a Prajapati. Sendo agradado com suas esposas religiosas, Kashyapa, com muita felicidade, ofereceu a ambas uma benção. Ouvindo a feliz intenção de Kashyapa de deixa-las escolherem uma benção extraordinária, as duas excelentes mulheres sentiram uma alegria incomparável.

“Kadru escolheu criar mil filhos serpentes, todos de igual força e Vinata desejou ter dois filhos que excederiam todos os filhos de Kadru em estamina, força, valor, e influência espiritual. O marido dela lhe recompensou com apenas um e meio destes filhos desejados, sabendo que ela não poderia ter mais. Vinata então disse a Kashyapa, “Deixe-me ao menos um filho superior.”

“Vinata sentiu que o propósito dela foi satisfeito e que de certa forma ambos os filhos seriam de força superior. Kadru também sentiu seu propósito atingido,já que ela teria mil filhos de igual proeza. Ambas as esposas estavam deliciadas com as suas bençãos. Então Kashyapa, o poderoso asceta, urgido que elas carregassem seus embriões com o maior cuidado, se retirou para a floresta.

“Depois de um longo tempo Kadru produziu mil ovos, Oh líder dos brahmanas, e Vinata produziu dois ovos. Seus assistentes deliciados colocaram os ovos das duas irmãs em vasos úmidos, onde eles peraneceram por quinhentos anos. Quando os anos se passaram, os filhos de Kadru sairam de seus ovos, mas os dois filhos dos ovos de Vinata não eram vistos. A austera e divina mulher, ansiosa de ter filhos, estava envergonhada. Então Vinata abriu um ovo e viu seu filho. As autoridades dizem que a parte superior do corpo da criança estava completamente formada, mas a metade inferior não estava ainda bem formada.

Este filho foi Aruna, o charreteiro de Surya, o deus sol. Seu irmão foi o poderoso Garuda, a águia divina, que se tornou o transportador de Vishnu. Garuda é um jurado inimigo das serpentes que são seu alimento. Krishna o menciona entre os mais proeminentes representantes de Seu poder: “Entre os demônios Daitya sou o devotado Prahlada, entre os subjugadores sou o tempo, entre as bestas sou o leão e entre os pássaros sou Garuda.” (Bhagavad-gita 10.30)

Nilamata Purana, a antiga história da Cachemira, é centrada nos habitantes originais da Cachemira, os Nagas. Nos versos 232-233 ele menciona sua capital: “Oh Naga, a habitação dos Nagas é a cidade chamada Bhogavati. Tendo se tornado um Yogi, o chefe Naga (Vasuki) habita lá bem como aqui. Mas com seu corpo primário, Vasuki, protegendo os Nagas, deve viver em Bhogavati. Oh aquele sem pecado, você também habita aqui constantemente.” Bhogavati é também mencionado no Bhagavata Purana 1.11.11. Seu outro nome é Putkari.

Bhagavata Purana dá a seguinte descrição de Bila-svarga, as regiões subterrâneas comparadas por sua opulência aos céus (5.24.7-15):

“Meu querido Rei,sob esta terra estão sete outros planetas, conhecidos como Atala, Vitala, Sutala, Talatala, Mahatala, Rasatala e Patala. Eu já tenho explicado a situação dos sistemas planetários da Terra. A largura e comprimento dos sete sistemas planetários inferiores são calculadas para serem exatamente as mesmas da Terra.

“Nestes sete sistemas planetários, que também são conhecidos como céus subterrâneos [bila-svarga], há casas muito bonitas, jardins e lugares de prazer dos sentidos, que são até mesmo mais opulentos do que aqueles nos planetas superiores porque os demônios tem um padrão muito alto de prazer sensual, riqueza e influência. A maioria dos residentes nestes planetas, que são conhecidos como Daityas, Danavas e Nagas, vivem como proprietários. Suas esposas, crianças, amigos e sociedade estão todos completamente engajados na felicidade material e ilusória. O prazer dos sentidos dos semi-deuses é alguma vezes pertubado, mas os residentes destes planetas aproveitam a vida sem perturbações. Então eles são sabidos serem muito ligados a felicidade ilusória.

“Meu querido Rei, na imitação dos céus conhecida como bila-svarga há um grande demônio chamado Maya Danava, que é um artista especialista e arquiteto. Ele tem construído muitas cidades brilhantemente decoradas. Há muitas casas maravilhosas, paredes, portões, casas reunidas, templos, pátios e compostos de templo bem como muitos hotéis servindo como sedes residenciais para estrangeiros. As casas para os líderes destes planetas são construídas com as jóias mais valiosas, e elas são sempre povoadas com entidades vivas conhecidas como Nagas e Asuras, bem como muitos pombos, papagaios e pássaros similares. Por tudo, esta imitação das cidades celestiais são as mais belas situadas e atrativamente decoradas.

Os parques e jardins nos céus artificiais superam em beleza aqueles dos planetas superiores celestiais. As árvores nestes jardins, abraçadas por trepadeiras, curvadas com uma pesada carga de ramos com frutos e flores, assim parecendo extraordinariamente belas. Esta beleza pode atrair qualquer um e fazer sua mente florescer completamente no prazer da gratificação dos sentidos. Há muitos lagos e reservatórios com água clara e transparente agitada por peixes que pulam e decorados com muitas flores tais como lírios, kuvalayas, kahlaras e lotus azul e vermelho. Pares de cakravakas e muitos outros pássaros da água fazem ninho nos lagos e sempre desfrutam de um bom humor, fazendo vibrações doces e agradáveis que são muito satisfatórias e condutoras da apreciação dos sentidos.

“Já que não há luz solar nestes planetas subterrâneos, o tempo não é dividido em dia e noite, e consequentemente o medo produzido pelo tempo não existe.

“Muitas grandes serpentes residem lá com pedras preciosas em seus capuzes, e a efulgência destas gemas dissipa a escuridão em todas as direções.

“Já que os residentes destes planetas bebem e se banham em sucos e elixires feitos de ervas maravilhosas, eles estão livres de todas as ansiedades e doenças físicas. Eles não tem experiência de cabelos grisalhos, rugas ou ivalidez, seus brilhos corporais não esmaecem. Sua perspiração não causa mau odor e eles não perturbados pela fadiga, falta de energia ou entusiasmo devido a idade avançada.

“Eles vivem muito auspiciosamente e não temem a morte por nada porque a morte tem seu tempo estabelecido, que é a efulgência do chacra Sudarshana da Suprema Personalidade de divindade.

“Quando o disco Sudarshana entra naquelas províncias, as esposas grávidas dos demônios todas tem abortos devido ao medo de sua efulgência.”

5.24.29-31:

“O sistema planetário abaixo de Talatala é conhecido como Mahatala. É o lar de muitas serpentes encapuzadas, descendentes de Kadru, que sempre estão muito zanzadas. As grandes cobras que são proeminentes são Kuhaka, Taksaka, Kaliya e Susena. As cobras em Mahatala sempre são perturbadas pelo medo de Garuda, o transportador do Senhor Vishnu, mas embora elas sejam cheias de ansiedade, algumas delas não obstante se divertem com suas esposas, filhos, amigos e parentes.

“Sob Mahatala está um sistema planetário conhecido como Rasatala, que é o lar dos filhos demoníacos de Diti e Danu. Eles são chamados Panis, Nivata-kavacas, Kaleyas e Hiranya-puravasis [estes vivendo em Hiranya-pura]. Eles todos são inimigos dos semi-deuses, e residem em buracos como cobras. Desde o nascimento eles são extremamente poderosos e cruéis, e embora eles tenham orgulho de sua força, eles sempre são derrotados pelo chacra Sudarshana da Suprema Personalidade da Divindade, que governa todos os sistemas planetários. Quando um mensageiro femea de Indra chamado Sarama canta uma praga particular, os demônios serpentinos de Mahatala se tornam muito atemorizados de Indra.

“Sob Rasatala está um outro sistema planetário, conhecido como Patala ou Nagaloka, onde há muitas serpentes demoníacas, os mestres de Nagaloka, tais como Shankha, Kulika, Mahashankha, Shveta, Dhananjaya, Dhrtarashtra, Shankhacuda, Kambala, Ashvatara e Devadatta. O chefe entre eles é Vasuki. Eles todos são extremamente zangados e eles tem muitos capuzes – algumas cobras tem cinco capuzes, algumas sete, outras dez, outras uma centena e outras mil. Estes capuzes são cobertos de pedras preciosas valiosas, e luz que se emana das gemas ilumina o inteiro sistema planetário de bila-svarga.”

5. A Conexão Divina

Serpentes tem seu lugar especial nas tradições mais espirituais [como já mostrado acima] onde elas simbolizam o bem ou o mal. Na tradição VÉDICA elas são inerentemente relacionadas a alguns de seus personagens mais importantes.

5.1. Shiva

Shiva (“O Auspicioso”), é um dos membros da trimurti (Brahma, Vishnu e Shiva). Ele está a cargo do modo material da ignorância (tamo-guna) trazendo a destruição do universo:

“Yamaraja disse: Meus queridos servidores, vocês tem me aceitado como Supremo, mas na verdade, não sou. Acima de mim, e acima de todos os outros semi-deuses, incluindo Indra e Candra, está o mestre supremo e controlador. As manifestações parciais da personalidade Dele são Brahma, Visnu e Siva, que estão a cargo da criação, manutenção e aniquilação deste universo. Ele é como os dois fios que formam o comprimento e largura de uma roupa enovelada. O mundo inteiro é controlado por Ele exatamente como um touro é controlado por uma corda em seu nariz.” (Bhagavata Purana 6.3.12)

A posição dele está entre os seres vivos (jiva-tattva) e o Supremo Senhor, Vishnu (vishnu-tattva), em sua própria categoria, shiva-tattva.

Shiva é geralmente apresentado na pintura e escultura como branco ou cor de cinza, com um pescoço azul [de manter em sua garganta o veneno atirado na agitação do oceano cósmico, que ameaçava destruir a humanidade]. seu cabelo é arranjado em um rolo de cachos emaranhados (jatamakuta) e adornado com a lua crescente e o Ganges (ele permitiu que o rio gotejasse em seu cabelo). Ele tem três olhos, o terceiro olho dotando-o de visão interna, mas capaz de destruição queimante quando focalizado no exterior. Ele veste uma guilanda de cranios e uma serpente ao redor de seu pescoço e carrega em suas duas mãos [algumas vezes quatro] uma pele de cervo, um tridente, um pequeno tambor de mão ou uma maça com um cranio na ponta.

Sua parafernália simboliza: lua – a medida do tempo em meses, três olhos – tri-kala-jna (“o conhecedor das três fases do tempo – passado, presente e futuro”), a serpente ao redor do pescoço – a medida do tempo em anos, o cordão de cranios com serpentes – a mudança das eras e procriação e aniquilação da humanidade. Sua associação com serpentes é óbvia de seus epítetos: Nagabhushana, Vyalakalpa (“tendo serpentes como ornamento”), Nagaharadhrik (“vestindo colares de serpentes”), Nagaraja, Nagendra, Nagesha (“rei dos Nagas”), Nakula (“fuinha,” animal que é imune ao veneno das serpentes), Vyalin (“alguém que possui serpentes”), etc. Shiva é o principal objeto de veneração em Benares sob o nome de Vishveshvara (“senhor do universo”).

Uma de suas características é o tempo (Bhagavad-gita 11.32: “Tempo eu sou,” Bhagavata Purana 3.5.26-27, Brahma-samhita 5.10), o fator de separação entre o mundo espiritual e material (Bhagavata Purana 3.10.12) e um meio de perceber a influência do Senhor (Bhagavata Purana 3.26.16).

A consorte feminina de Shiva é conhecida sob vários nomes como Uma, Sati, Parvati, Durga, Kali, e Shakti. O par divino, junto com seus filhos – Skanda de seis cabeças e o cabeça-de-elefante Ganesha – estão habitando o Monte Kailasa nos Himalaias bem como Mahesha-dhama na fronteira do mundo material (Devi-dhama) e o mundo espiritual (Vaikuntha ou Hari-dhama).

No Brahma-samhita ele é dito ser uma outra forma de Maha-Vishnu, e é comparado a um iogurte. O iogurte nada é senão leite, ainda que não seja leite. Como o iogurte é preparado quando o leite é misturado a uma cultura, a forma de Shiva se expande quando a Suprema Personalidade da divindade está em contacto com a natureza material. Ja que Shiva e Vishnu são aspectos de um só Deus, Shiva occorre como um dos nomes de Vishnu listados no Vishnu-sahasranama.

O pai original, Krishna, diz, aham bija-pradah pita: “Sou o pai doador da semente.” Este pita (pai) é o Senhor Shiva, Shambhu, e a natureza material (a deusa Durga) é considerada a mãe. Pela união sexual deles são todas almas condicionadas inseridas na natureza material. A impregnação da natureza material é maravilhosa porque de uma só vez inumeráveis seres vivos são concebidos. Bhago jivah sa vijneyah sa canantyaya kalpate (Shvetashvatara Upanishad 5.9). Desta forma Shiva está ligado com a criação e a destruição. Por causa de sua posição marginal entre o reino espiritual e material ele aparentemente é cheio de contradições, mas elas são reconciliadas a nível transcendental.

5.2. Ananta Shesha

Alguns Nagas tem muitas cabeças. Ananta, também chamado Shesha, o rei dos Nagas, tem ilimitadas cabeças. Segundo o Bhagavata Purana 5.25.3, ele é a fonte de Rudra, uma expansão de Shiva. Quando Krishna lista os representantes mais proeminentes do poder Dele, ele diz, ananta casmi naganam – “entre os Nagas sou Ananta” (Bhagavad-gita 10.29).

“Meu querido Senhor, no fim de cada milênio [aqui é a vida de Brahma] a Suprema Personalidade da Divindade Garbhodakashayi Vishnu dissolve qualquer coisa manifestada no universo dentro de sua barriga. Ele deita-se no colo de Shesha Naga, de seu umbigo brota uma flor de lótus dourada em um caule, e naquele lotus o Senhor Brahma é criado. Posso entender que você é a Suprema Divindade. Portanto ofereço minha respeitosa obediência a você .” (Bhagavata Purana 4.9.14)

Ananta é chamado Shesha já que ele é o resíduo ou remanescente do universo durante as dissoluções cósmicas. Ele é elaboradamente descrito no Bhagavata Purana, 5o. khanda, capítulo 25. Por último Ele destruirá o mundo: “Ao tempo da devastação final do completo universo [o fim da duração da vida de Brahma], uma chama de fogo se emana da boca de Ananta (…). (Bhagavata Purana 2.2.26)

O sábio Patanjali, o autor de Yoga-sutras, é considerdao por alguns ser uma encarnação de Shesha. Ele é o autor do Mahabhashya, o celebrado comentário da Gramática de Panini, e uma defesa do trabalho contra as críticas do filósofo Katyayana. Seu nome alegadamente representa que ele se sente como uma pequena cobra do céu na palma de Panini (pata – caido, anjali – palma).

O filósofo do Sul da Índia Vaishnava e o líder espiritual Ramanuja (11o. século) também é considerado uma encarnação de Shesha.

5.3. Balarama

“A principal manifestação de Krishna é Sankarshana, que é conhecido como Ananta. Ele é a origem de todas as encarnações dentro deste mundo material. Antes do aparecimento do Senhor Krishna, este original Sankarshana aparecerá como Baladeva, apenas para agradar o Supremo Senhor Krishna em Seus tempos passados transcendentais.” (Bhagavata Purana 10.1.24)

“Segundo a opinião do especialista, Balarama, como chefe das originais formas quádruplas, é também o Sankarshana. Balarama, a primeira expansão de Krishna, se expande em cinco formas: (1) Maha-Sankarshana, (2) Karanabdhishayi, (3) Garbhodakashayi, (4) Kshirodakashayi, e (5) Shesha. Estas cinco porções plenárias são responsáveis pelas manifestações espirituais e materiais cósmicas. Nestas cinco formas, o Senhor Balarama auxilia o Senhor Krishna em Suas atividades. As primeiras quatro destas cinco formas são responsáveis pelas manifestações cósmicas, enquanto Shesha é responsável pelo serviço pessoal ao Senhor. Shesha é chamado Ananta, ou ilimitado, porque ele auxilia a Personalidade da Divindade em Suas expansões ilimitadas ao realizar uma variedade ilimitada de serviços. Shri Balarama é o servidor da Divindade que serve o Senhor Krishna em todos os assuntos da existência e do conhecimento. O Senhor. Nityananda Prabhu, que é mesmo servidor da Divindade, Balarama, realiza o mesmo serviço para o Senhor Gauranga por constante associação.” (Chaitanya Charitamrta, Adi-lila 5.10, proposto por A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada)

Balarama aparece como o irmão mais velho de Krishna e toma parte nos tempos passados da infância de Krishna em Vrindavana. Ele é a primeira expansão direta de Krishna. Balarama somente teve uma esposa, Revati, filha do Rei Raivata, e com ela teve dois filhos, Nishatha e Ulmuka. Ele é representado como tendo uma boa compleição, e vestido com uma veste azul escuro (nilavastra). Suas armas especiais são a clava (khetaka ou saunanda), o arado (hala), e o pilão (musala). Então ele é chamado Phala, Hala, Halayudha (“armado do arado”), Halabhrit, Langali (“sustentador do arado”), Sankarshana (“aquele que atrai tudo”), Musali (“o mantenedor do pilão”). Como ele tem uma palma por bandeira, ele é chamado Taladhvaja. Ele representa guru-tattva, o princípio do mestre espiritual.

“Possa a Suprema Personalidade da Divindade em Sua Encarnação como Dhanvantari aliviar-me de alimentos indesejáveis e proteger-me de doenças fisícas. Possa o Senhor Rsabhadeva, que conquistou seus sentidos internos e externos, proteger-me do medo produzido pela dualidade do calor e do frio. Possa Yajna proteger-me da difamação e dano da populaça, e possa o Senhor Balarama como Shesha proteger-me das serpentes envejosas.” (Bhagavata Purana 6.8.18)

“A Suprema Personalidade da Divindade disse: Libertos de todas as reações pecadoras são aqueles que se levantam da cama no fim da noite, cedo de manhã, e concentram completamente suas mentes com grande atenção em minha forma; este lago, esta montanha, as cavernas; os jardins; as plantas de bambu; as plantas de cana; as árvores celestiais; as sedes residenciais minhas, o Senhor Brahma e Senhor Shiva; os três picos da Montanha Trikuta, feitos de ouro, prata e ferro; Minha morada muito agradável [o oceano de leite]; a ilha branca, Shvetadvipa, que é sempre brilhante com raios espirituais; Minha marca de Shrivatsa; a gema de Kaustubha; Minha grinalda Vaijayanti; Minha clava, Kaumodaki; Meu disco Sudarshana e a concha Pancajanya; Meu sustentador, Garuda, o rei dos pássaros; Minha cama, Shesha Naga; Minha expansão de energia, a divindade da fortuna; o Senhor Brahma; Narada Muni; Senhor Shiva; Prahlada; Minhas encarnações como Matsya, Kurma e Varaha; Minhas atividades ilimitadas todas auspiciosas, que mantém a piedade para ele que as ouve; o sol; a lua; o fogo; o mantra omkara; a Verdade Absoluta; a total energia material; as vacas e brahmanas; o serviço devocional; as esposas de Soma e Kashyapa, que todas são filhas do Rei Daksha; os Rios Ganges, Sarasvati, Nanda e Yamuna [Kalindi]; o elefante Airavata; Dhruva Maharaja; os sete rshis; e os pios seres humanos.” (Bhagavata Purana 8.4.17-24)

Embora a inimizade de Garuda para com as serpentes seja conhecida deste verso é claro que ambos, Garuda e Shesha Naga são serventes do Senhor Vishnu, ou Krishna.

6. Conclusão

Embora esta visão geral da posição de uma serpente nas diferentes tradições esteja muito longe de ser exaustiva, a evidente similaridade das narrativas de diferentes textos culturais aponta que a tradição VÉDICA se espalhou no passado distante a grandes partes do mundo. Isto também é apoiado pela própria tradição.

Neste artigo temos rastreado a serpente nas várias tradições, lugares e contextos que por último nos leva ao reino transcendental. A este nível, a dualidade do bem e do mal cessa de existir como tudo de natureza absoluta. Isto coloca um fim na controvérsia da serpente.

Om tat sat

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Published in: on agosto 15, 2008 at 5:50 pm  Comments (1)  
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  1. Thanks for the translation of my article. Hari Hari


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