A questão da Ossetia do Sul

A questão da Ossetia do Sul – A Russia se mantém de pé

pravda 22 de agosto de 2008

As consequências a longo prazo dos eventos recentes no Cáucaso ainda não estão claras. Os lados envolvidos no conflito tem dito tudo que eles consideraram necessário a dizer sob a atual situação política. As repúblicas não reconhecidas da Ossetia do Sul e Abkhazia tem sobrevivido a um outro conflito sangrento com a Georgia. O conflito tem provado que é absolutamente impossível que as três nações vivam dentro das fronteiras de um Estado legal. Parece que as duas repúblicas pedirão a Moscou que novamente reconheça a independência delas.

A Georgia tem tido uma impressão objetiva de sua própria administração política e sua aptidão para a solução de metas estratégicas. Os militares georgianos tem provado serem absolutamente incapazes de realizarem ações militares civilizadas enquanto as autoridades da Georgia mostraram que não se importam em pensar sobre seu povo.

A Rússia foi forçada a lançar uma maciça ação militar em resposta à agressão da Georgia. As tropas russas testaram seus talentos sobre o inimigo armados com armas americanas, israelenses e ucranianas.

Os candidatos presidenciais americanos não perderam uma boa oportunidade de exercerem suas opiniões em politica externa. Pela primeira vez em muitos anos, os falcões de Washington e seu secretário de Estado se tornaram honestos em suas declarações sobre a Rússia.

A política é cheia de cinismo. Georgia estava obviamente resolvendo seus próprios problemas enchendo Tskhinvali de bombas e mísseis a noite. Milhares de ossetianos estavam pensando sobre sua futura existência.

Os sentimentos anti-russos foram externados em Washington, Bruxelas, Kiev, Varsóvia, etc. Rússia, Europa e os EUA tinham suas próprias razões para fazerem suas queixas, uns dos outros, com certeza. Contudo, a Georgia e a Ossetia do Sul foram rapidamente movidas para o background contra os assuntos do acordo de mísseis EUA-Polônia e o futuro dos embarques de combustível da Rússia para a Europa. Moscou mantem-se para defender seus interesses geopolíticos, enquanto a OTAN se coloca contra a Rússia, e os EUA demonstraram sua real influência no mundo, que por sua vez mostrou-se indiferente `as opiniões de Washington sobre um pequeno país democrático da Georgia.

O nó caucasiano se torna um exemplo clásico do início de uma crise global. A crise apareceu ao tempo, quando a Rússia decidiu passar das palavras às ações pela primeira vez na recente história. O Ocidente foi obviamente surpreendido e atemorizado.

As instituições,que imitaram a manutenção da paz no globo, pareceram ser organizações inúteis. A OSCE se tornou uma participante do conflito porque a administração georgiana tinha previamente informado a organização do iminente ataque sobre a Ossetia do Sul. A OTAN mostrou que não estava disposta a se encontrar em uma clara oposição contra a Rússia. Quanto a ONU, não há ilusões quanto a eficiência desta organização antes. Sua sede pode somente ser boa para televisionar as discussões internacionais, mas elas não podem ser uma plataforma onde decisões consolidadas e eficientes sejam tomadas.

A crise na Ossetia do Sul tem dividido a sociedade ocidental. Tão grande variedade de opiniões e visões na media européia e americana pode por último ser vista no umbral da incursão dos EUA no Iraque.

É um segredo aberto que o mundo tem muito mais que uma média opinião da Rússia. Contudo, muitos jornalistas ocidentais urgem que seus líderes finalmente parem de aborrecer o Urso Russo, especialmente quando isto vem para a influência da Rússia em suas regiões históricas.

A media ocidental sempre tem sido bem cautelosa em sua atitudde para com a Rússia. A corrente abordagem deles carrega uma simple mensagem. O Ocidente devia ter domado a Rússia uma década atrás, mas agora tem que lidar com isto.

A Rússia tem exercido uma forte determinação para se levantar de seus joelhos, embora isto ainda não tenha sobressaído. Suas ações na Ossetia do Sul e Georgia tem testado as possibilidades militares, diplomáticas e políticas da Rússia. Parece que Moscou tem estado ganhando a luta feroz na política externa, embora não pretenda ganhar a luta a todos os custos. A Rússia depende do Ocidente exatamente como o Ocidente depende da Rússia.

Rússia deve fazer o melhor possível para não dar o passo para a euforia de um super-poder em elevação. Vale notar que até mesmo os céticos reconhecem a nova qualidade das politicas da Rússia como resultado da restrição política de Moscou em tudo a respeito da recente atividade militar no Cáucaso.

Se Moscou mantém o novo status, então o conflito na Ossetia do Sul se tornará um trampolim para sérias mudanças geopolíticas no mundo. Divivindo a OTAN, a oposição da Turquia aos EUA, o problema nucear do Irá – estes são apenas uns poucos assuntos da crise em desenvolvimento.

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Published in: on agosto 22, 2008 at 7:29 pm  Deixe um comentário  
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