Antártica e o Aquecimento Global

O Exagero da Media sobre o Derretimento da Antártica Ignora o Crescimento Record do Gelo

Marc Morano

27 de março de 2008

A media mais uma vez está estimulando uma alegadamente terrível consequência do aquecimento global causado pelo homem. Desta vez a media está promovendo a perda do gelo de uma pequenina fração do gigantesco continente coberto de gelo na Antártica. Ao contrário do exagero da media, a vasta maioria da Antártica tem esfriado nos últimos cinquenta anos e a cobertura de gelo tem crescido em níveis recordes desde que os satélites de monitoramento começaram em 1979, segundo os estudos revisados por seus pares e cienttistas que estudam a área.

O antigo meteorologista do Canal Atmosférico Joe D’Aleo rejeitou o exagero cercando o recente colapso da plataforma de gelo Wilkins no Oeste da Antártica. “A parte abalada da folha de gelo Wilkins foi de 160 milhas quadradas na área, a qual é apenas 0.01% do total da cobertura de gelo da Antártica, como um pedacinho de gelo caindo de um telhado coberto de gelo e neve”, escreveu D’Aleo em 25 de março. “Estamos muito prováveis de exceder o record do ano passado [para a extensão do gelo do Hemisfério Sul]. Ainda que o mundo seja deixado com a falsa impressão que a camada de gelo da Antártica esteja começando a desaparecer”,  D’Aleo acrescentou.

O cientista climático Dr. Ben Herman, ex diretor do Instituto de Física Atmosférica e ex chefe do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade do Arizona, afirmou, “É interessante notar que todas as histórias sobre o aquecimento global antropogênico relativas a Antártica sejam sempre sobre o que está acontecendo ao redor da península ocidental, que parece ser o único lugar na Antártica que tem mostrado aquecimento. E quanto ao líquido “sem mudança” ou ‘em esfriamento” sobre o resto do continente, que é provavelmente 95% da massa de terra, sem mencionar a cobertura record de gelo no mar recentemente”.

O ex climatologista do Estado do Colorado Dr. Roger Pielke, Sr., presentemente o cientista senior da Universidade do Colorado em Boulder, repreendeu o relato da media sobre a Antártica como “típico da tendência que muitos jornalistas tem”.  Pielke escreveu em 25 de março, “A media tem ignorado relatar o aumento da cobertura de gelo no mar da Antártica nos anos recentes, com, no presente, uma cobertura que é bem de um milhão de quilômetros quadrados acima da média”, acrescentou Pielke, “Infelizmente, parece que a maioria dos jornalistas apenas papagueiem a perspectiva das primeiras notícias divulgadas sobre estes assuntos climáticos, sem fazer nenhuma investigação posterior. Se isto é inadvertidamente, eles precisam ser educados em ciência climática. Se é uma tendência deliberada, eles são claramente advogados e os repórteres devem ser clara e públicamente identificados como tendo tal parcialidade. Em um caso ou outro, o público está sendo desinformado!”

Mas a media de noticiário tristemente elimina a objetividade e o equilíbio quando vem com esta nova história sobre a Antártica. As manchetes da media trombetearam: Adeus,Antártica? (Salon Magazine 26 de março de 2008); Maciça Folha de Gelo desaba na Antártica (C/Net News 26 de março de 2008); Pedaço da plataforma de gelo da Antártica cai por causa do aquecimento  (Reuters 26 de março de 2008); Plataforma de Gelo pendurada por um fio  (Sydney Morning Herald 26 de fevereiro de 2008).

Verdade a se formar, o repórter da Associated Press Seth Borenstein não pode se permitir incluir qualquer cientista ou estudo revisado por seus pares reagindo contra o alarme sobre o alegado derretimento da Antártica. Borenstein ao invés exagerou o alarme ao escrever em 27 de março, ‘os cientistas disseram que eles não estão preocupados sobre o aumento do nível do mar do último evento, mas dizem que este é um sinal da piora do aquecimento global” [Nota: Borenstein tem uma longa história de relatar incompletamente sobre o aquecimento global. Além disso, o ancora do ABC World News Sunday Dan Harris esta semana produziu um segmento simplóprio e calunioso sobre o físico atmosférico Dr. Fred Singer, um proeminente dissidente dos medos do clima causado pelo homem. ABC News violou os padrões jornalísticos básicos ao citar cientistas “anônimos” para atacar o Dr. Singer.]

Ainda que, se apenas a media passasse um momento indo além do exagero e do alarmismo, eles descobririam que os cientistas já estão completamente desmintindo a caracterização da media sobre o “derretimento” da Antártica. [Nota: 2007 e agora 2008 estão completamente mudando os pontos principais para o alarmismo climático na medida em que novos estudos revisados por seus pares continuam a desmentir os medos do aumento do CO2, um relatório da minoria do senado dos EUA revela mais de 400 cientistas dissidentes dos medos do clima feito pelo homem, e mais e mais cientistas continuam em 2008 a se declararem céticos de uma crise climática causada pelo homem”. O fracasso da Terra em continuar a se aquecer tem também confundido os promotores do medo do clima alterado pelo homem. Aqui está uma amostra dos desenvolvimentos inconvenientes apenas para os alarmistas climáticos:

  • 1) Os oceanos esfriam! Os cientistas estão intrigados pelo “mistério da perda de calor do ‘aquecimento global’
  • 2) Novos dados do satélite Aqua da NASA estão mostrando “aquecimento futuro grandemente reduzido como uma consequência do CO2”
  • 3) o ex climatologista da NASA Dr. Roy Spencer descobriu que nenhum trabalho revisado por seus pares tem “descartado uma causa natural para a maioria de nosso aquecimento recente”.
  • 4) UN IPCC em ‘Modo Pânico’ dizem os cientistas, já que a Terra falha em se aquecer
  • 5) O Presidente do UN IPCC Rajendra Pachauri “para olhar dentro do aparente platô de temperatura para este século”
  • 6) Novas análises científicas mostram que o Sol “pode responder por tanto quanto 69% do aumento da temperatura média da Terra”.
  • 7) uma equipe internacional de cientistas divulgou em março de 2008 um relatório que se opõe ao UN IPCC, declarando, “a natureza, não a atividade humana, governa o clima”
  • 8) O cientista climático do MIT Dr. Richard Lindzen em suas novas análises descobriu que a Terra não tem aquecimento estatisticamente significativo desde 1995.”

Abaixo estão umas poucas amostras do que os cientistas tem dito nos últimos poucos dias sobre as histórias sobre o ‘derretimento” da Antártica que tem aparecido na media:

1) o antigo climatologista do Estado da Virginia Dr. Patrick Michaels e Paul C. Knappenberger, um pesquisador senior do Serviço Ambiental New Hope postaram comentários sobre a Antártica em fevereiro em seu website WorldClimateReport.com. Michaels e Knappenberger escreveram em 27 de fevereiro, o artigo intitulado “A Antártica Não Está Cooperando” : “Um outro maior artigo sobre as tendências da temperatura na Antártica tem aparecido em uma publicação recente do Jornal de Pesquisa Geofísica por uma equipe de cientistas da Universidade de Ohio, a Universidade de Illinois, e o Centro de Vôo Espacial Goddard; a pesquisa foi custeada pelo Escritório de Programas Polares e Glaciologia  da Escritório da Fundação Nacional de Ciências. Isto está correto – a despeito de tudo o que você tem ouvido em outros lugares sobre o assunto, o Polo Sul tem estado esfriando já a meio século. A equipe anterior de pesquisa também relatou que qualquer aquecimento na Antártica tem se lentificado e o esfriamento tem se acelerado nas três décadas mais recentes. Segundo Monaghan et al., ainda uma outra equipe de pesquisa examinou anteriormente as temperaturas da Antártica e “notou que antes de 1965 as tendências anuais do continente [até 2002] eram ligeiramente positivas, mas que depois de 1965 elas são principalmente negativas [a despeito do aquecimento sobre a península antártica]. “A verdade sobre a Antártica é difícil de ser aceita pela cruzada greenhouse, e a longo prazo, a verdade sobre a Antártica pode bem derreter as afirmações débeis e bem publicadas sobre alteração climática global, especialmente as preocupações sobre o rápido aumento do nível do mar”

2) Além disso, o relato da media sobre o alegado derretimento da Antártica falha em levar em conta outros fatores. “Vulcão, não os efeitos de aquecimento global, pode estar derretendo um galcial da Antártica” diz uma manchete de 21 de janeiro de 2008 do artigo onde se lê em parte: Os cientistas tem descoberto uma camada de cinza vulcânica e pedaços de vidro na Antártica, evidência de uma velha erupção de um vulcão ainda ativo que os pesquisadores acreditam estar contribuindo para o afinamento do gelo glacial antártico. Hugh F.J. Corr e David G. Vaughan, dois cientistas da Observação Britânica Antártica recentemente publicaram sua descoberta na revista Nature Geoscience. A descoberta é única, segundo o Dr. Vaughan. Ele disse, “Esta é a primeira vez que temos visto um vulcão sob a camada de gelo abrir um buraco pela folha de gelo”. O calor do vulcão pode possivelmente estar derretendo e afinando o gelo e aumentando a velocidade do Glacial da Ilha Pine no oste da Antártica.

3) Um outro fato inconveniente que a media gosta de evitar é que a extensão de gelo antártico cresceu a níveis records em 2007. Um artigo de 11 de setembro de 2007, publicado em IceCap.US explicou: “Conquanto o novo foco tenha sido a extensão inferior do gelo já que o monitoramento por satélite começou em 1979 para o Ártico, o Hemisfério Sul [Antártica] tem quietamente estabelecido um novo record para a maior extensão de gelo desde 1979. Isto pode ser visto neste gráfico do site da Universidade de Illinois, O Cryosphere Today, que atualizou a extensão de gelo e neve de ambos hemisférios diariamente. A área de cobertura do Hemisfério Sul é a mais alta no registro do satélite, superando 1995, 2001, 2005 e 2006. Desde 1979, a tendência tem sido aumentar a extensão do gelo antártico.”

4) Um trabalho revisado por seus pares de 12 de janeiro de 2008 da AGU (American Geophysical Union) descobriu “o dobro de acúmulo de neve na península do este da Antártica desde 1850.” O sumário do trabalho de  Thomas, E. R., G. J. Marshall, e J. R. McConnell, afirma: Apresentamos os resultados de uma nova profundidade média [136 metros] de núcleo de gelo perfurado em um sítio de alta acumulação
(73.59°S, 70.36°W) no sudoeste da península antártica durante 2007. O record Gomez revela o duplo de acúmulo desde 1850, de uma média por década de 0.49 mweq y?1 em 1855-1864 para 1.10 mweq y?1 em
1997-2006, com aceleração nas décadas recentes. A comparação com os registros publicados de acúmulo indicam que este rápido aumento é o maior observado na região.

5) Um estudo de fevereiro de 2007 revela que a Antártica não está seguindo os modelos previstos de aquecimento global. Um trecho: “um novo relato sobre o clima sobre o continente mais ao sul mostra que as temperaturas durante o passado século XX não se inclinam como tem sido previsto por muitos modelos climáticos globais”. A pesquisa foi liderada por David Bromwich, professor de ciências atmosféricas do Departamento de Geografia e pesquisador do centro de Pesquisa Polar Byrd na Universidade Estadual de  Ohio .

6) Dr. Duncan Wingham, Professor de Física Climática da Universidade College de Londres e Diretor do Centro para Observação e Modelagem Polar tem apresentado evidência que o gelo antártico está crescendo.  Segundo um artigo de 15 de dezembro de 2006 no National Post do Canadá, “Cedo no ano passado na Conferência Espacial da União Européia em Bruxelas, o Dr. Wingham revelou que os dados de um satélite da Agência Espacial Européia mostraram que o afinamento da Antártica não era mais comum do que o espessamento, e concluiu que o colapso espetacular de plataformas de gelo na península antártica era mais provável ter seguido naturais flutuações atuais do que devido ao aquecimento global’. “Não se pode ter certeza, porque os pacotes de calor na atmosfera não vem convenientemente rotulados “contribuição do aquecimento global antropogênico”. Wingham disse, notando que a evidência não é ‘favorável a noção que estamos vendo o resultado do aquecimento global”. Wingham e seus colegas descobriram que 72% da cobertura de gelo da inteira massa de terra da Antártica está crescendo em uma taxa de 5 milimitros por ano. “Isto faz da Antártica um afundamento, não uma fonte de água do oceano. Segundo suas melhores estimativas a Antártica abaixará o nível do mar em 0.08 milimetros por ano.

7)  O estatístico Dr. Bjorn Lomborg, autor de “Ambientalista Cético” e professor da Escola de Negócios de Copenhagen, questionou as declarações do ex vice presidente Al Gore sobre a Antártica em uma edição aberta de 21 de janeiro de 2007 do Wall Street Journal. “[Gore] considera a Antárica o canário na mina, mas novamente não conta a história inteira. Ele apresenta imagens de 2% da Antártica que estão se aquecendo dramticamente e ignora os 98% que esfriaram grandemente nos últimos 35 anos. O painel da ONU estima que a Antártica realmente aumentará sua massa de neve neste século. Similarmente, Mr. Gore aponta o encolhimento do gelo do mar no Hemisfério Norte mas não menciona que o gelo do mar no Hemisfério Sul está crescendo. Não devemos ouvir estes fatos” Lomborg acrescentou.

8) O cientista da ONU Dr. Madhav L. Khandekar, um cientista aposentado do Ambiente do Canadá e um especialista revisor do IPCC, notou em 2007 que o Hemisfério Sul está esfriando. Dr. Khandekar escreveu em 6 de agosto de 2007: “No Hemisfério Sul, a temperatura média da área de terra tem vagarosamente mas seguramente declinado nos últimos poucos anos. A cidade de Buenos Aires na Argentina recebeu vários centimetros de queda de neve no início de julho, e a última vez que nevou em Buenos Aires foi em 1918! A maior parte da Austrália vivenciou um de seus meses mais frios em junho deste ano. Vários outros locais no Hemisfério Sul tem vivenciado temperaturas mais baixas nos últimos poucos anos. Posteriormente, as temperaturas da superfície do mar pelos oceanos mundiais estão vagarosamente declinando desde meados de 1998, segundo uma recente análise mundial das temperaturas da superfície dos oceanos.”

9) O geólogo da Ivy League Dr. Robert Giegengack, o presidente do Departamento de Ciência Ambiental e da Terra da Universidade da Pennsylvania, explicou que a Terra tem estado se aquecendo por aproximadamente 20.000 anos. “Pela maior parte da história da Terra, o globo tem sido mais quente do que tem sido nos últimos 200 anos. Raramente ele é mais frio.” Giegengack disse segundo um artigo de fevereiro de 2007. Giegengack posteriormente explicou que escalas de tempo extremamente longas relevam que “apenas 5% do tempo tem sido caracterizado por condições sobre a Terra que foram tão frias que os Polos podiam suportar massas de gelo permanentes”.

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Published in: on setembro 24, 2008 at 12:46 pm  Deixe um comentário  
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