Pânico Bancário de 2008 e a Morte da OTAN

O Pânico Bancário de 2008 e a Morte da OTAN

Stanislav Mishin

OTAN, uma organização não apenas ultrapassada mas sem um propósito oficial, não somente tem vivido após o seu inimigo, o Pacto de Varsóvia,e não apenas sobreviveu ao seu propósito de defender a Europa Ocidental da União Soviética e do Pacto de Varsóvia. Mas como uma mancha raivosa, tem, ao invés de morrer uma morte digna, continuado para engolir uma nação após outra em seu “pacto de paz e defesa” enquanto lançava três guerras de agressão.

A OTAN foi originalmente destinada a manter a Alemanha controlada, a América na Europa e os Soviéticos fora. O propósito da OTAN, como todas as boas burocracias, tem mudado. Ela tem renegado suas promessas à Rússia de não se expandir na direção leste e tem se expandido nesta direção em alguns regimes mais que questionáveis, particularmente nos Bálticos. Ao mesmo tempo, enquanto declarava a Rússia um parceiro útil, embora um parceiro menor que não vale nem mesmo ser convidado, ela alcançou um novo propósito.

O propósito foi encontrado inicialmente nos campos de batalha da Bósnia e então mais tarde no ar sobre as cidades sérvias, onde civis foram massacrados pelas patas apoiadas pelo ‘trabalho bem feito” da OTAN. De fato, tudo isto foi feito com um braço maior se torcendo pelos americanos de uma relutante OTAN Européia. Pareceria que ao defender e apoiar militarmente os Jihadistas islâmicos tivesse algo a ver que Dhimmi Washington estava muito mais apto do que os europeus. Contudo o USD venceu e a Europa foi ao longo exatamente como continuou no Afeganistão.

O Afeganistão foi o primeiro combate de guerra real da OTAN. Não mais são os primariamente bombardeiros da OTAN que atiram as bombas, frequentemente sobre alvos civis, de 3.500 metros, nem esta é uma guerra de combate com uma forma jihadista de guerrilha, treinada pelos mesmos especialistas da OTAN. O Afeganistão como um todo já tem mostrado que a OTAN é uma bomba vazia. Muitos de seus membros tem optado por contribuir com alguma coisa para o conflito e muito poucos tem enviado soldados e os tem enviado sob regras tão estritas de engajamento (ROE)s que eles nada são além de inúteis.

Para os Neocons anglo-americanos, isto com certeza foi um desastre. Sua garra de poder sobre a Europa e portanto sobre a União Européia em geral, estava rachando. Acrescente a isto os nós econômicos ligados pela Rússia com vários membros chave, usando cordas muito reais de energia e investimentos de negócios, e a OTAN estava optando por ser nada mais do que um círculo de costura. Os Neocons anglo-americanos tinham tomado uma nítida ação, algo que faria com que Estados membros da OTAN recuem de volta sob o abrigo Neocon e se unifique contra o inimigo comum. Mas quem? Os muçulmanos demonstraram pouca habilidade de protegerem o poder militar na Europa, eles fazem muito melhor com os imigrantes. Os chineses estavam fora de questão como uma regra geral de caminho para muito do dinheiro da elite em risco para aquele tipo de falta de lógica. Então havia apenas uma escolha clara: a Rússia. Mas como ressurgir a União Soviética, ou ao menos a sua sombra?

Entra diretamente o estágio, um pequeno tempo e o ditador georgiano e um que não vai brilhar muito egoisticamente. O fantoche perfeito: Saakashvili.

Apaparentemente convencer Saakashvili que o extermínio de uma província autônoma cheia de uma minoria que era não só protegida pelos russos mas que era composta em 90% por cidadãos russos, não era um conceito difícil, até mesmo embora ele devesse ter sabido que havia uma chance muito grande que as coisas se mostrassem como se mostraram. Quanto e que tipo de ajuda foi prometida ao lider georgiano sempre será um mistério. O que é sabido, de conhecimento de primeira mão deste escritor, é que os georgianos estavam esperando que os americanos lutassem uma guerra contra a Rússia para eles, desde 2001, desde os tempos de Shevardnadze.

De fato, os EUA e o Reino Unido não tinham planos para iniciar uma guerra pela Georgia mas a Georgia era central para os planos deles  de começarem uma guerra para eles. Começar uma guerra a Georgia começou, contudo não apenas os russos reagiram mas eles reagiram em uma velocidade de relâmpago, destruindo a máquina de guerra georgiana em dois dias e absolutamente dirigindo as forças georgianas para uma completa retirada. Nas pequenas nações há pouco espaço para se retirar.

Os Neocons anglo-americanos venceram por toda a guerra PR, fazendo seu fantoche sociopata parecer parte da vítima. Contudo, passada a retórica, a reação desejada não aconteceu. A Alemanha, França e Itália não se alinharam com o complexo militar industrial anglo-americano. Ao invés, eles negociaram um acordo, a última coisa que os Neocons haviam planejado ou queriam. Sobretudo, apareceram cisões em vários outros países da OTAN, até mesmo na Estonia, onde grupos de MPs bastante decididos foram o bastante e eles não iriam sofrer pela estupidez georgiana ao perderem negócios com a Rússia. Até mesmo Bruxelas dise Não e todos disseram redondamente não aos Planos de Ação dos Membros para a Ucrania e a Georgia.

Todos estes foram severas explosões para os trotkistas anglo-americanos, não menos severo do que eles próprios não virem em defesa de seu fantoche. Isto igualmente foi uma mensagem poderosa.O fracasso no Afeganistão somente acrescentou insulto à ferida.

Ainda, tudo isto por si só, pode não ser o suficiente para finalmente terminar com a OTAN e o fim de 100 anos de Guerra Ideologica, porque sim, caro leitor, ainda não temos deixado este período. A Rússia não é mais a União Soviética, não mais marxista lenininistas; mas o marxismo trotskista econômico [nazismo]  está vivo e bem, tendo infectado o Ocidente fluindo do corpo apodrecido do marxismo trotkista militar [nazismo]. A OTAN é a guarda final contra a volta do mundo tradicional, onde as nações buscam vantagens econômicas por elas próprias e não em nome de alguma forma mutante de internacionalismo. Esta é a guarda final contra os estados nacionalistas que buscam a melhoria de seu povo em primeiro lugar  e não alguma hipotética vila global da elite internacionalista.

Pânico Bancário de 2008 pode ser, contudo, a pedra final que abate este idoso e ameaçador Golias. Os trotkistas anglo-americanos que criaram esta confusão, estão curtos, em bancarrota. Sua habilidade de projetar o poder enfraquece a cada dia com um novo Dow-Jones baixo. Ao mesmo tempo, nações como a Islândia, uma vez um de seus postos militares chave, está buscando ajuda não de seus aliados mas da própria Rússia. Unidos por laços históricos, religiosos, culturais ou econômicos, ou todos os acima, nacões como a Islândia, Alemanha, Romania, Bulgária, Grécia, Checo, Eslovóquia e outras  naturalmente sairão da aliança da bancarrota. Os laços históricos que eram supostos terem morrido ao longo da história, como proclamado por um dos pais do NEOCONISMO trotskista: Fukuyama, agora voltarão ao globo para um equilíbrio a muito não visto e um que promete mais estabilidade do que os regimes internacionalistas dos últimos cem anos.

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Published in: on outubro 19, 2008 at 4:01 pm  Deixe um comentário  
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