Bush e a Tortura

Na medida em que Bush se prepara para deixar a Casa Branca, a questão da tortura o assombra
The Canadian Press
Dezembro de 2008

WASHINGTON — Nos dias finais da Presidência irrefreavelmente impopular de George W. Bush, parece quase apropriado que o assunto mórbido da tortura – e seu apoio de prática na Guerra contra o terror – tenha se tornado um assunto predominante.

As sempre crescentes conversas a respeito do que Bush costumava chamar o ‘programa’, um processo super secreto de técnicas de interrogatório que incluiam afogamento simulado, ficar de pé por longos períodos de tempo, hipotermia, privação prolongada de sono e o uso de drogas psicotrópicas.

Bush e  sua equipe de política externa e oficiais legais, enfrentando a pressão dos Democratas congressistas e das organizações de direitos humanos, estão em conflito com os chamados de processar  funcionários da CIA e do Departamento de Justiça que autorizaram a tortura.

“O único meio de evitar que isto aconteça é se assegurar que aqueles que foram responsáveis pelo programa de tortura  paguem o preço por isso”.   Michael Ratner,  um professor da Escola de Direito de Columbia e presidente do Centro de Direitos Coinstitucionais, disse recentemente.

Não vejo como reconquistar nossa estatura moral ao permitir que aqueles que estiveram intimamente envolvidos nos programas de tortura simplesmente saiam de cena e levem vidas onde eles não são mantidos responsáveis”.
Bush, enquanto isso, está sendo pressionado por estes pelo direito de terem garantidos seus perdões desde já para qualquer funcionário da equipe envolvida na formação e implementação do ‘programa’ .

Bush deve considerar perdoar – e deve ao menos estar altamente elogiando – todos os que serviram de boa fé na Guerra contra o terror, mas cujos deveres podem agora serem suscetíveis de uma perseguição demagógica ou de inspiração política por alguns que desejam marcar pontos políticos” escreveu recentemente no New York Times o estudado direitista Bill Kristol.

Os agentes da CIA  que realizaram o afogamento simulado da mente mestra do 11 de setembro Khalid Sheikh Mohammed, e os funcionários do NSA (Agência de Segurança Nacional) que ouviram os telefonemas do Paquistão, não devem se preocupar sobre as leis ou a difamação pública. De fato, Bush deve querer dar a algum destes servidores públicos a Medalha da Liberdade … eles merecem isto.”

Eric Holder, a escolha de Obama para advogado geral, tem denunciado a tortura.

Em uma fala à Sociedade da Constituição Americana em junho, Holder exigiu o fim da prática de enviarem os suspeitos de terrorismo para países que praticam a tortura. Ele disse que os EUA devem declarar que não sujeitarão os prisioneiros a interrogatórios forçados ou tratamento degradante.
Ele também pediu um fim para os grampos ilegais, uma outra marca registrada das políticas de Bush depois de 11 de setembro.

Bush, disse estar consumido que seu legado, pode prejudica-lo até mesmo posterior ao perdão de alguns membros de sua equipe. Tais perdões profiláticos também implicariam que as  de seu governo depois de 11 de setembro eram ilegais, quando ele muito havia insistido que elas eram legais.

Ao invés, o presidente parece estar apostando que Obama dará a sua equipe um passe. Os oficiais da Casa Branca tem dito que tais perdões são desnecessários, indicando as opiniões legais do Departamento de Justiça que apoiaram os métodos da administração de deter e interrogar suspeitos de terrorismo.

“Antes de realizar os interrogatórios, os funcionários da CIA buscaram aconselhamento do Departamento de Justiça e estou ciente que não há evidência que estes advogados do Departamento de Justiça forneceram algo diferente de seu próprio julgamento do que a lei exigia”, o advogado geral de Bush, Michael Mukasey, disse em uma fala em 20 de novembro em New York.

Ele prontamente desmaiou um momento depois em uma fala esmaecida que se tornou uma sensação no YouTube, não muito depois que um membro da audiência gritou: “Tirano!  Você é um tirano!”

Não obstante a bola agora está firmemente na côrte de Obama com a insistência da  Casa Branca que a administração de Bush recebeu a garantia de funcionários do Departamento de Justiça que nada havia de ilegal quanto ao ‘programa’.

O presidente eleito aparentemente está ávido, contudo, em evitar a aparência de buscar punir Bush e os partisans da Guerra que pode irromper como uma consequência. Aqueles íntimos de Obama dizem que é improvável que ele lançará provas criminais sobre as práticas de Bush pós 11 de setembro .

Ao invés, ele está relatadamente considerando uma comissão para investigar as póliticas contra terrorismo e tornar públicos o máximo de detalhes possíveis sobre as políticas de tortura do governo Bush.

idéia pareceu ganhar algum apoio esta semana de Patrick Leahy, o líder democrata do comitê do Senado.

“Pessoalmente, gostaria de saber exatamente o que aconteceu… mais como  um tipo de coisa  ‘o passado é um prólogo’ ele disse.

Quero ter certeza que isto não acontecerá novamente. A tortura é um assunto maior”.

A comissão teria o poder de ordenar que as agências americanas de inteligência abram seus arquivos para revisão, e questionar os oficiais seniores que aprovaram a simulação de afogamento e outras táticas de tortura.

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Published in: on dezembro 5, 2008 at 3:44 pm  Deixe um comentário  
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