O Código Da Vinci

Em Defesa do Código Da Vinci

de Dirk Vander Ploeg

17 de fevereiro de 2009

Muitos desmentidores tem pulado no vagão para criticar a novela ficcional de Dan Brown, O Código Da Vinci. O mais recente crítico é Philip Gardiner, autor de “The Shining Ones”, “The Serpent Grail”, e “Gnosis: The Secret of Solomon’s Temple Revealed”. Gardiner afirma que a novela de Brown sugere que o Santo Gral não é um cálice usado por Cristo na última Ceia, mas realmente a linhagem sanguínea de Jesus.

Brown afirma que isto está errado e que os autores de “Holy Blood, Holy Grail” (sobre o qual O Codigo Da Vinci é modelado mas segundo uma recente decisão da côrte não é plagiarizado] basearam a história dele em reentrepretar a frase Sang Real. Os autores de “Holy Blood, Holy Grail” sugerem que o termo possa significar sangue real ou sagrado. Brown insiste que o correto significado do termo era e ainda é o Santo Gral e que isto é provado pelo etmologista Sir Walter Skeat, a mais de cem anos atrás.

É esta afirmação que forma o núcleo da história, isto é, que a linhagem sanguínea real de Jesus realmente sobreviveu a crucificação que levou a assassinato, acobertamento e conspirações nos mais altos níveis da Igreja Romana. Brown dá pistas que Jesus e Maria Madalena eram realmente casados e que ela estava grávida e levou a semente real para a França.

Gardiner continua para criticar o Priorado de Sião e desmente as pistas sobre a feminilidade e os Cavaleiros Templários ocultas nas pinturas de Leonardo da Vinci.

Sang Real: Sangue Real ou Santo Gral

Mas estas são as verdadeiras mensagens interligads nas páginas do Códido Da Vinci e no “Holy Blood, Holy Grail”? Sugiro que elas não são. Não importa se o Priorado de Sião é autêntico ou não. Alguns grupos de indivíduos por meio de afiliações ou fraternidades tem mantido em segredo que o sangue real de Jesus, David e Abraão tem continuado pela história e até o dia presente. O que é de importância é que esta linhagem sanguínea é um mapa de estrada de volta no tempo que pode nos ensinar sobre nossa história, sistemas de crença e origens. Isto é o porque a Igreja Romana está com tanto medo desta novela e filme. Até mesmo uma pessoa com conhecimento rudimentar do Velho Testamento entende que o Geneses ressalta a genealogia de Adão, seus filhos e continuando pelos séculos até ao Rei David. Jesus, sabemos no Novo Testamento, era da linhagem sanguinea de David. O que não nos é dito é que esta lihagem sanguínea  foi passada de geração em geração por meio da linhagem materlinear [o sangue da mulher] da família. No caso de Jesus, sua mãe carregava o sangue matrilinear e assim o fez Maria Madalena. O sobrenome dela de Magdala se refere a um castelo, e ela nasceu de linhagem nobre e seus pais, que eram descendentes da linhagem de reis. Seu pai era chamado Ciro, e sua mãe Eucaris. Ela com seu irmão Lázaro e sua irmã Marta, possuiam o castelo de Magdala, que fica a duas milhas de Nazaré e Betania. Todos eles eram descendentes do Rei David e da linhagem sanguínea davídica. Não importa se Jesus e Maria Madalena eram ou não casados, a linhagem sanguínea teria continuado porque a Mãe de Jesus teve outros filhos, meninos e meninas.

A importância desta linhagem sanguínea é claramente ressaltada no Novo Testamento porque ele afirma que Jesus foi ungido por Maria Madalena que usou um óleo muito caro conhecido como ‘nardo genuino”. Portanto Maria estava anunciando que Jesus era um Rei, um rei ungido! É também de interesse notar que na tradição messiânica um rei não pode ser rei sem ser ungido por sua noiva. Agora, se Jesus era um rei hereditário dos judeus, um descendente direto do Rei David, os romanos definitivamente tinham uma ameaça genuína em suas mãos. A Igreja Romana tem ensinado e apenas disseminado uma doutrina afirmando que Jesus não era um rei real e não queria estabelecer uma terra natal judia, mas muito mais estava primariamente preocupado em estabelecer um reino nos Céus. Poncio Pilatos não estava preocupado com qualquer reino celestial; sua única preocupação era manter os judeus sob controle na Judéia. Quando a placa foi pregada na cruz, foi inscrita as palavras ‘rei dos judeus” e isto não pode ter sido um gesto de troça, mas uma declaração de fato. Também deve ser notado que a crucificação não era usada pelos romanos como punição capital para escravos e os piores criminosos. E a tortura [ser golpeado com um chicote anexado a implementos de ferro] não era tradicionalmente usado pelos soldados romanos antes da crucificação , o que significou um ódio genuíno pelo condenado.

Porque seria o conhecimento da continuação da linhagem sanguínea davídica tão ameaçador para a Igreja Romana?

A resposta é simples e é tão velha quanto a própria humanidade – poder.

Antes da formação da Igreja Romana os herdeiros da linhagem sanguínea real eram unanimemente aceitos pelo povo, seja comum ou gentio. Até mesmo a Igreja reconheceu a importância da herança da linhagem sanguínea real, ao estabelecer e manter a fundação da civilização, mas somente como se determinado ao reinado e rótulo hereditário à terra e propriedade.

Considere que se o reinado e o sacerdóciofossem passado através das idades da mãe para a filha, e se este herdeiro fosse reconhecido e aceito por todos, porque o mundo precisaria da Igreja Romana?  O público receberia sua orientação espiritual e liderança terrena do descendente direto de Deus na Terra. Este problema foi primeiramente abordado pela Igreja Romana quando um documento obscuro, alegadamente tendo sido escrito por Constantino, foi desenterrado por volta de 750-800 de nossa era, conhecido como Doação de Constantino, que garantia ao Papa a única soberania sobre a Europa Ocidetal, tornando todos os reis nada mais do que arrendatários das terras do papa.

A Doação de Constantino

A Doação de Constantino somente veio a proeminência quando Charles Martel morreu em 741. Charles Martel era uma das mais heróicas figuras na história francesa. Ele liderou o exército francês contra a invasão moura da França na Batalha de Tours-Poitiers em 732. Esta batalha se esgueira grande em nossa história ocidental. O filho de Charles Martel, Pepino III, que era o prefeito no palácio do Rei Childeric III, que era o último Rei Merovíngio, peticionou a Igreja que apoiasse seu pedido pela coroa. Segundo a “Doação de Constantino” o bispo de Roma agora tinha a autoridade, através de Constantino, não apenas de ser a suprema autoridade espiritual sobre a cristandade, mas também de se tornar o supremo poder secular para escolher e ungir reis! Ungir um rei tornou-se um pouco mais do que um gesto simbólico de conferir a graça divina a um governante. De fato, agora o santo óleo substituiu o sangue real.

Interessantemente, a coroação de Pepino III foi o início de uma das mais poderosas famílias na Europa e levou diretamente a dinastia Carolíngia. A maioria do povo acreditava que Carlos o Grande – Carlos Magno – foi a geneses dos Carolíngios, mas o real fundador foi Charles Martel.

A Igreja ela própria pleiteou a linhagem sanguínea Merovíngia em 496.  A linhagem sanguinea Merovingea pode ser rastreada à família de Jesus. Os reis Merovingios, pelo seu direito como transportadores da linhagem sanguinea real, passavam a realeza de geração a geração, e eram verdadeiramente servidores de seu povo. Pelos direitos de sua linhagem sanguínea, os Merovíngios se tornaram a maior ameaça à Igreja. Foi apenas a Doação de Constantino que permitiu que a Igreja traisse seu reconhecimento do verdadeiro sangue real. No comércio por lealdade e reconhecimento da Igreja, foi prometido aos Merovíngios a perpétua aliança e esta foi a aliança que eles quebraram quando eles permitiram que Pepino III fosse coroado rei.

Esta coroação [mais apropriadamente, uma usurpação] veio como resultado do assassinato do Rei-deus Merovíngio Dagoberto II (Le Deuxieme) que tinha se rebelado contra os ditados de Roma e reclamou o poder temporal e autoridade espiritual por meio da linhagem sanguínea real que corria em suas veias, se recusando a reconhecer Roma e o Papa como auto indicados “fazedores de reis’. A história completa do assassinato de Dagoberto II é contada em “Holy Blood, Holy Grail” e é parte integral da história do Santo Gral. Mais tarde, para assegurar a linhagem sanguínea real, Carlos Magno se casou com uma princesa merovíngia para assegurar a transmissão do sangue real através dele e, portanto, pelo intercasamento de todas as linhagens sanguíneas reais da Europa. Este detalhe significativo pode ser o que deu elevação [e alguma validade] ao conceito “dos direitos divinos dos Reis” pelos quais as linhagens sanguineas reais governaram a Europa sem interrupção até que a destruição e devastação do sistema de governo europeu pelas monarquias foi trazido pelos eventos da primeira guerra mundial. A Revolução bolchevista russa, durante a primeira guerra mundial marcou o fim do “divino direito dos reis” na Rússia pelo quase extermínio da linhagem sanguínea real dos Romanov com o assassinato do Tzar e de sua família pelos bolchevistas.

Todos estes novos poderes encontrados que a Igreja agora proclamou eram o resultado da destruição da linhagem sanguínea real. Igualmente importante para a continuação e gerenciamento da Igreja Romana era ameaçar as mulheres como cidadãs de segunda classe. As mulheres nas Igrejas cristãs iniciais davam sermões e testemunhos de Jesus e de seus ensinamentos. Ao eliminar o papel da linhagem sanguínea a Igreja diminuiu a importância da mulher e da feminilidade e pode então promover sua agenda completamente masculina.

Leonardo Da Vinci e o Priorado de Sião

Pode ser apenas coincidência, mas há inúmeros exemplos do feminino nas pinturas de Leonardo Da Vinci. Assim realmente não importa se Da Vinci realmente foi um grão mestre do Priorado de Sião, porque parece que ele deliberadamente deixou pistas apontando para o feminino. Outros especialistas encontram evidência de gravidez, o útero e a representação geométrica da fertilidade em seus trabalhos: A Última Ceia, a Adoração dos Magos e outros. Também, muito interessante, se não conclusivo, é o fato de que Da Vinci pintou os Cavaleiros Templários em algumas de suas pinturas. Que relevância isto tem para a história é desconhecido.

O Primeiro Homem e o Rei Sacerdote

O primeiro rei sacerdote foi Adão. Seu nome é derivado e Adama que significa Terra. Isto é a genese do sangue real ou sangue sagrado. Adão foi o primeiro homem moderno. Esta é uma verdade universalmente aceita por todas as fés religiosas. ‘A energia criativa estava destinada a ser profundamente envolvida e imersa em sangue”, afirma Carlos Suares em “The Cipher of Genesis”.

A Cabala insiste no significado do nome Adão: “dam” em hebreu significa sangue. Dentro dele está oculto o Aleph. Tudo isso é fácil de entender quando se sabe que toda vida é duas vidas e Adão é Aleph dentro do sangue”

A unica questão agora é como Adão se tornou o primeiro ser humano na Terra. Os paleontologistas e arqueologistas tem descoberto a evidência do Homem de Neanderthal e ele não é nada como nós. Nós somos diretamente relacionados ao Homos Erectus, mas de onde ele veio?

A história bíblica do Jardim do Éden sugere que Deus fez o homem de argila da Terra, os cabalistas interpretaram, pela associação de “dam” com “sangue” que Adão pode também ser considerado significar “Homem da Argila Vermelha” ou “terra vermelha”. Outros acreditam que os Nefilim na Bíblia depois de se cruzarem com as mulheres humanas criaram uma espécie inteiramente nova frequentemente referida na história e na mitologia como semideuses. Ainda outros acreditam que uma outra raça chamada Anunnaki alterou o DNA original do Homo Erectus e criou o homem moderno. Os Anunnaki acreditavam que ao indicar os governantes humanos eles podiam assegurar o serviço da humanidade a eles como deuses e comunicar seus ensinamentos e leis. Estes reis usariam uma tiara ou coroa, teriam um cetro e um bastão de pastor. O bastão simbolizaria que o Rei seria um pastor, cuidaria de seus súditos.

Os Editores da Bíblia da Igreja  Romana

Durante as últimas centenas de anos muitos textos bíblicos, incluindo os pergaminhos do Mar Morto, tem sido descobertos. Muitos destes livros não estão incluídos nos Novo e Velho Testamentos da Bíblia. Estes livros eram bem conhecidos e lidos por séculos depois da morte de Jesus, incluindo o Evangelho de Maria Madalena, o Evangelho de Tomás, o Evangelho da Verdade, o Evangelho de Felipe, o Evangelho de Pedro, o Evagelho dos Egípcios, o Evangelho dos Judeus, O Evagelho de Tiago, O Evangelho de Judas e o Evangelho de Hermes.

Muitos desses livros contam ou uma nova história, ou uma história diferente ou oferecem uma opinião diferente de uma história da Bíblia. Lembre que quando o Primeiro Concilio de Nicéia foi realizado em 325 os clérigos da Igreja Romana estavam compilando um livro de escrituras qaue reforçava seu ponto de vista singularmente estreito da cristandade. Esta opinião tinha que ser fácil de compreender e de ensinar. Igualmente, ele pode ser ambígua e deixada para interpretação. Seria o papel da Igreja estabelecer a doutrina, incluindo as personalidades e ensinamentos de Jesus e seus discípulos.

Os Cavaleiros Templários

Muitos acreditam que a Ordem dos Cavaleiros Templários foi criada apenas para o propósito de saquear o templo de Salomão. Esta teoria é controvertida e não aceita por Philip Gardiner. Mas recentemente assisti um programa que afirmou que os Cavaleiros Templários eram realmente os descendentes dos judeus massacrados pelos romanos na segunda rebelião de 132-135. Isto levou a destruição do segundo templo de Salomão e a negativa de entrada de judeus em Jerusalém.

Estes cavaleiros aparentemente tinham o conhecimento passado por milhares de anos de onde o tesouro de Salomão foi enterrado. Não sei se eles encontraram o conhecimento, o Santo Gral ou um grande tesouro, mas certamente isto valia o risco porque em apenas umas poucas gerações eles se tornaram a ordem mais rica na Igreja Romana.

No início do artigo de Gardiner ele faz uma pergunta: “A quem serve este Gral?” Em conclusão a este artigo darei a ele e a você a resposta; o gral serve ao rei, porque o rei e a terra são um! É irônico que a despeito de que lado do argumento você esteja sobre o Santo Gral ou o Sangue Real, ambos apoiem o rei e a linhagem sanguínea. E isto é o porque o Codigo Da Vinci é importante – ele causa o debate.

Com agradecimentos especiais a Robert Morningstar por suas contribuições a este artigo.

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Published in: on fevereiro 19, 2009 at 1:27 pm  Comments (2)  
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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Não tenho um comentário sôbre o assunto.
    Estou fazendo uma pesquisa com certa profundidade.
    Quero alcançar comhecimento sôbre o assunto

  2. pesquisa por enquanto,mas de meu interesse seria outras revelações
    feitas por algum novo descubrimento,o que arqueologia e outras
    ramas dos especialistas contribuiran,sou Rosacruz e esas historiasdos
    templarios deija muito a desejar,faltan coisas que foran escondidas
    seja por vergonhia o evidencias das tropelias executadas pela inquisição e seus satelites credulos ou autoritaritarios….. tambemtemerosos da verdade…


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