Eco Terrorismo

A Terra como Arma nas Guerras do Século XXI

de Rahab S Hawa

Enquanto cientistas, governos e grupos preocupados se perturbam sobre as aumentadas emissões industriais de gases greenhouse e seus efeitos sobre o planeta, o papel dos militares na mudança climática tem sido ignorado.

‘Quando a crise ambiental ocorre, é geralmente apenas a economia civil que é chamada para retificar o equilíbrio, enquanto os programas militares raramente são chamados à tarefa”, diz a Dra. Rosalie Bertell, renomada cientista e ativista nuclear. Segundo ela, os militares tem se afastado da responsabilidade pela poluição do ambiente e pelos desastres ecológicos. Em seu livro intitulado ‘Planet Earth: The Latest Weapon of War’ (2000), ela citou exemplos da Guerra do Vietnã, da Guerra do Golfo e o bombardeio da OTAN em Kosovo. Estas guerras não destruiram apenas vidas e propriedades, elas tem contaminado grandes áreas de terra por muitos anos subsequentes.

Segundo a Dra. Bertell, as centenas de incêndios de petróleo durante a Guerra do Golfo foi “o pior evento de poluição feito pelo homem na história”. Isto levou a desastres ambientais e climáticos mundialmente. Mundialmente os cientistas previram monções mais ferozes devido ao maior aquecimento, chuva ácida, tempestades forçadas e severas inundações por todo o globo.

‘A tempo… um enorme tufão atingiu Bangladesh em 1o. de maio, matando mais de 100.000 pessoas… Os cientistas soviéticos relataram níveis muito altos de chuvas ácidas no Sul da Rússia. Imagens de satélite mostraram fumaça e neve escurecida no Paquistão e no norte da Índia”, ela disse.

‘Astronautas na cápsula espacial Atlantis relataram nevoeiro demais cercando a Terra… Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências afirmaram que densas nuvens da Guerra do Golfo foram também reponsáveis pelas enchentes desastrosas que ocorreram no país deles”, lembra-se em seu livro a Dra. Bertell.

Pesadas tempestades tem sido relatadas sobre a Europa Oriental. “Há várias inundações severas da Bavaria a Checoslováquia com várias mortes, destruição de terras agrícolas e pontes que desapareceram. As ferrovias pela Áustria ficaram submersas e o Rio Danúbio alcançou alturas recordes”, ela acrescentou.

Tanto na Guerra do Golfo quanto no Kosovo, o urânio reduzido foi usado pelos EUA e as forças da OTAN em grande escala. Isto levou a contaminação da terra, ar e água com efeitos a longo prazo sobre a saúde humana: exatamente como no Vietnã, onde os militares americanos delberadamente alvejaram o ambiente e contaminaram milhões de acres de terra com o ‘Agente Laranja’ e outros químicos tóxicos.

Mas esta devastação empalidece em comparação com a destruição que os militares agora são capazes de inflingir ao planeta Terra.

Os vastos experimentos que os militares especialmente os militares dos EUA, tem estado conduzindo durante décadas envolvendo experimentos com a camada de ozonio, a manipulação do clima e o uso da tecnologia de onda para sondar dentro da própria terra, é a preparação para guerras que serão lançadas no século XXI.

Estes experimentos e pesquisa atmosféricas “não são apenas sobre excitantes explorações científicas. O espaço é o próximo campo de batalha, significando que os militares estão levando a guerra para o espaço. “Eles estão indo lutar no espaço”, ela cita.

‘Por causa do sigilo que envolve a pesquisa militar, nem sempre é fácil para o público entender as possíveis consequências”, diz a Dra. Bertell.

Começando em 1946 no Pacífico, a testagem nuclear atmosférica pelos EUA e mais tarde, pela União Soviética e o Reino Unido, tem danificado seriamente o ambiente”. Segundo a Dra. Bertell, “os 300 megatons de explosões nucleares entre 1945 e 1963 tem esvaziado a camada de ozonio em 4%” Embora o primeiro buraco de ozonio tenha começado na década de 1980, em 1986, os cientistas civis estabeleceram a existência de um segundo buraco de ozonio na Antártica. “Os cientistas tem estimado que a perda de 1% de ozonio resultaria em de 1 a 3% mais de radiação ultra-violeta chegando a terra”, ela escreve. ‘Isto aumentaria a taxa de câncer de pele e afetaria todas as formas de vida”, ela acrescentou.

Na década de 1990, os experimentos militares americanos com foguetes movidos a energia nuclear aumentaram e o lançamento de plutônio no espaço se tornou uma atividade de rotina. Estas missões espaciais movidas a energia nuclear eram altamente perigosas já que o plutônio pode ser disperso sobre grandes áreas da Terra em um acidente.

Segundo a Dra. Bertell, o primeiro maior acidente espacial que afetou seriamente a Terra aconteceu em abril de 1964 quando o foguete americano  SNAP-9A foi abortado e 17.000 curies de plutônio que ele estava carregando se espalharam sobre a Terra. O plutônio ainda é detectável no solo e ossos de pessoas e animais.

‘Em 1997, haviam em órbita dois foguetes SNAP-9A, cada um carregando 17.000 curies de plutônio e cada um planejando completar sua missão para dispersar o plutônio como o foguete de 1964 havia feito”, ela adverte. Por causa do sigilo que cerca estes planos espaciais, o público não está ciente dos perigos envolvidos nestes projetos, especialmente quando ‘a história do programa espacial está eivada de desastres’.

As armas de guerra no novo milênio envolveriam o uso do próprio planeta terra como uma arma, usando o poder dos processos naturais para a guerra.

Na Assembléia de Saúde dos Povos em dezembro de 2000 em Dhaka, Bangladesh, a Dra. Bertell revelou a uma audiência chocada e incrédula que “a mais recente arma no arsenal dos militares americanos é o próprio planeta Terra… e o clima será uma das armas mais destrutivas pelo ano de 2025”. A Dra. Bertell estava se referindo a como terremotos e tornados engenheirados podem criar a destruição sobre populações e nações.

Segundo o livro dela, as armas eletromagnéticas “tem a habilidade de transmitir efeitos explosivos e outros tais como indução de terremotos através de distâncias intercontinentais para qualquer alvo selecionado no globo com níveis de força equivalentes às maiores explosões nucleares”.

Pelos últimos 40 anos, os militares americanos tem realizado experimentos na atmosfera da Terra usando ondas e químicos. Tentativas de obter o controle sobre o clima, por meio da engenharia ambiental com experimentos envolvendo laser e químicos para avaliar se eles podiam danificar a camada de ozonio sobre o inimigo; causar danos às plantações e a saúde humana por meio da exposição aos raios ultra-violeta do sol, que tem sido realizadas pelos militares.

Químicos como o bário e o lítio tem sido liberados sobre a camada de ozonio criando espetaculares apresentações de luzes e iluminando nuvens artificiais, que foram vistas na América do Norte durante a a década de 1980 e início da de 1990. Estes compostos são os mais destrutivos da ‘camada de ozonio’ e causam posteriores mudanças químicas na atmosfera da Terra. Segundo a Dra. Bertell, ‘as alterações na atmosfera da Terra trazem mudanças correspondentes na atmosfera e clima da Terra’.

Um outro método é o uso de ondas eletromagnéticas de frequência muito baixa nos experimentos de modificação climática. Estas ondas podem passar pela terra sólida e os oceanos e tem sido usadas pelos militares para sondar a atmosfera superior e a estrutura interna da Terra. Por exemplo, estas ondas de frequência extremamente baixa [ELF], pulsadas, podem ser usadas para obter efeitos mecânicos e vibrações em grandes distâncias pela Terra. Elas podem manipular o clima, criando tempestades e chuvas torrenciais sobre uma determinada área. Estas ondas tem o potencial de gerar movimentos da terra e assim ‘tem a capacidade de causar distúrbios em vulcões e placas tectônicas , que por sua vez, tem um efeito sobre a atmosfera’, ela afirma. Por exemplo, os terremotos são conhecidos por interagirem  com a ionosfera [ atmosfera a 50-373 milhas sobre a superfície da Terra]. De fato, muitos terremotos que ocorreram nos anos recentes foram precedidos por certos fenômenos não explicados, diz a Dra. Bertell.

Alguns dos exemplos no livro dela incluem o terremoto de Tang Shan na China, que ocorreu em 28 de julho de 1976 e deixou 650.000 mortos. O evento catastrófico foi precedido por um brilho aéreo que disse ter sido causado pelos experimentos soviéticos com as ondas ELF para aquecer a ionosfera.

O outro foi o terremoto de San Francisco. Segundo a Dra. Bertell, ondas de frequência ultra baixa  não usuais foram detectadas na Califórnia em 12 de setembro de 1989. Estas ondas cresceram em intensidade e finalmente cederam em 5 de outubro. Em 17 de outubro, elas apareceram novamente com sinais tão fortes que sairam da escala. Três horas depois, ocorreu o terremoto.

De fato, um relato do  Washington Times de março de 1992 disse, satélites e sensores de terra detectaram misteriosas ondas de rádio ou relacionada atividade elétrica e magnética antes dos maiores terremotos no Sul da Califórnia, Armenia, Japão e Norte da Califórnia entre 1986 e 1989. O terremoto que atingiu Los Angeles em 17 de janeiro de 1994 também foi precedido por ondas de rádio não usuais e dois booms sônicos.

‘Estas estranhas coincidências nunca tem sido explicadas… assim parece altamente provável que alguns destes terremotos tenham sido o resultado de atividade humana, não de forças naturais”, disse a Dra. Bertell.

De forma impressionante, o Secretário de Defesa dos EUA, em 1997, comentou sobre novas ameaças oferecidas por organizações terrroristas ‘se engajando em um terrorismo de tipo ecológico através do qual eles possam alterar o clima, criar terremotos e vulcões remotamente pelo uso das ondas eletromagnéticas.”  “Os militares tem o hábito de acusar outros de terem as capacidades que eles já tem’, disse em resposta a Dra. Bertell. Estes experimentos pelos militares sobre a atmosfera da terra tem visto um aumento no clima maluco pelo globo, diz a Dra. Bertell.

‘Entre os anos de 1960 e 1990, os maiores desastres naturais tem tido suas taxas aumentadas por um fator de 10”, ela acrescenta. Segundo ela, o El Nino em 1997-98, que foi acusado pelas anormais condições climáticas mundialmente, foi realmente precedido por violentos rompimentos e desestabilização climática um ano antes.

Em 1996, Dra. Bertell descreveu a inundação severa que ocorreu no subcontinente indiano afetando Nepal, Índia e Bangladesh na qual milhões foram deixados desabrigados. Na China, as inundações mataram centenas enquanto dezenas de milhares tiveram suas casas e propriedades destruídas. Ao mesmo tempo, o Canadá foi atingido por chuvas torrenciais, inundações, tornados, granizo e temporais com trovões – tudo condições climáticas muito anormais destruindo propriedade, rebanhos e vidas.

Uma pesada queda de neve, não vista em décadas, apareceu na África do Sul, cortando os suprimentos de alimentos e levando vidas devido ao frio extremo.

Durante a semana que terminou em 19 de julho, os terremotos atingiram os Alpes Francês, Áustria, Sul da Itália, Nordeste da Índia, Japão, Indonésia, a península de Kamchatka e o Sul do México. Na Nova Zelândia, um vulcão entrou em erupção. Tremores foram relatados no Quênia, Alemanha, ilhas gregas, Turquia, norte da Sumatra, Bali, parte central das Filipinas, o Norte da Nova Zelândia, o leste do Japão, o centro do Chile, El Salvador e as Ilhas Aleutas, tudo isso dentro da semana que terminou em 26 de julho, ela acrescentou.

Segundo ela, “conquanto alguns dos eventos de 1996 possam ter sido ‘atos de Deus’, certamente, o volume completo e a ferocidade foi qualquer coisa, menos normal”. ‘Por causa da íntima conexão entre a atmosfera da Terra e seu clima, não é surpreendente descobrir que as atividades militares tem tido um impacto nos padrões climáticos regionais e locais”, escreve ela.

O fato de que as atividades militares podem causar um clima louco por acidente bem como deliberadamente como parte da guerra geofísica, é de fato uma perspectiva assustadora para o planeta. Mais ainda, quando sabemos tão pouco sobre ‘os ciclos naturais da Terra e o impacto das atividades humanas sobre ele para fazer boas provisões do que acontecerá quando as atividades humanas interferem com eles”, ela diz. Sobretudo, tais previsões são baseadas na história natural de nosso planeta e são sem significado diante da experimentação aleatória sobre os maiores sistemas da Terra na atmosfera superior e nas entranhas do planeta”, ela acrecenta.

Claramente, ‘os militares também estão contribuindo para alguns dos mais intratáveis problemas de sobrevivência no século XXI’, ela nota.

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