Rennes-le-Chateaux

Rennes le Chateaux – A Vila Misteriosa.

Rennes le Chateaux é uma vila adormecida no topo de uma montanha no sudoeste da França, que tem um passado de certa forma misterioso. A área que cerca a vila é impregnada de história e as ruínas Visigodas e Templárias abundam. Este também é o coração do país Cátaro, cujos crentes foram massacrados pela Inquisição em uma das mais longas guerras da história. A vila uma vez abrigou uma população de 30.000 habitantes, mas hoje permanecem aproximadamente uns cem. Os franceses dizem que Rennes le Chateaux é para eles o que Glastonbury é para a Inglaterra.

Em 1o. de junho de 1885 a vila recebeu um novo sacerdote paroquial, chamado Francois Beringer Sauniere. Até 1891, Sauniere sub-existiu com uma modesta renda de 6 libras por ano. Ela parece ter vivido uma vida de certa forma idílica. Ele empregou uma jovem camponesa,  Marie Denarnaud como sua governante, que veio a ser sua companheira por uma longa vida e confidente.

Dentro de poucos meses de sua chegada, Sauniere esteve em problemas por pregar um sermão anti-republicano. Ele foi suspenso, mas reinstalado no verão seguinte. Quando ele primeiramente chegou em Rennes, a Igreja, construída em 1059 e dedicada a Santa Maria Madalena, estava em um estado de desespero. O teto vazava tanto que os paroquianos tinham que usar guarda-chuvas durante os cultos. Sauniere portanto embarcou em um programa de restauração.

As fontes variam sobre de onde vieram os fundos iniciais. Alguns dizem que eles vieram como resultado de tomar emprestado dinheiro dos fundos da vila. Segundo outros, ele recebeu uma doação de 300 francos da Condesa de Chambord, viúva de Henrique V, que ouviu a posição anti-republicana de Sauniere e decidiu pagar a ele uma visita.

Durante as restaurações da Igreja, o sineiro Antoine Captier, supostamente descobriu quatro pergaminhos ocultos dentro de um pilar do altar. Dois deles foram ditos conterem detalhes da linhagem sanguínea das famílias locais, remontando a 1644 e 1244 respectivamente [a data da queda de Montsegur, a última fortaleza Cátara]. Ambos também eram ditos conterem um código secreto. Os outros dois pergaminhos remanescentes foram ditos terem sido escritos e colocados lá pelo Abade Antoine Bigou, em algum tempo durante os anos de 1780. Algumas fontes sugerem que estes pergaminhos também continham detalhes de uma cripta oculta por baixo do altar, com uma lista de seus conteúdos.

Na medida em que a restauração continuava, um azulejo em frente do altar foi levantado. Por baixo dele foi encontrado um entalhe de um caveleiro montado em um cavalo e carregando uma criança, enquanto perto dele um sacerdote celebrava a missa. Isto tem se tornado conhecido como a Pedra do Cavaleiro. Quando a Pedra do Cavaleiro foi removida, algo de grande importância parece ter sido encontrado. Seja o que for que isso fosse, Sauniere despediu os trabalhadores da restauração. Então ele passou dez dias fazendo escavações ele mesmo.

Sauniere falou ao Bispo de Carcassone, Felix-Arsene Billard sobre os pergaminhos e foi chamado a Paris para se encontrar com representantes da Igreja. Eles o aconselharam a levar os pergaminhos para serem decodificados por um jovem homem chamado Emile Hoffet, que naquele tempo, estava em treinamento para o sacerdócio. Hoffet é sabido ter ligações com várias sociedades secretas com as quais entrou em contacto, entre outros,  Claude Debussy, que é murmurado ter sido Grão Mestre do misterioso Priorado de Sião, como mencionado no livro Holy Blood and Holy Grail, e mais tarde, no Código Da Vinci.

Durante seu tempo em Paris, Sauneire comprou cópias de três pinturas, uma das quais era “Os Pastores da Arcadia” de Nicholas Poussin. Esta pintura retrata uma cena de três pastores e uma pastora reunidos ao redor de uma tumba, que tem inscrita as palavras  ‘Et in Arcadia Ego’. Isso tem sido traduzido como ‘Na Arcadia Eu”. No fundo está uma série de picos que tem sido identificados como estando nas vizinhanças de Rennes le Chateaux. Durante os anos de 1970, a tumba na pintura foi localizada perto da vila de Arques, a seis milhas de Rennes le Chateaux. Infelizmente, ela não existe mais, já que o proprietário das terras se alimentou tanto com os caçadores de tesouro que ele a destruiu.

Notando que parecia estar faltando um verbo na tumba, os autores de “Holy Blood and the Holy Grail” imaginaram se isto pudesse ser um anagrama. Seguindo a mostra de um documentário baseado no trabalho deles, eles foram contactados por um espectador que já tinha arranjado as letras para formar  ‘I Tego Arcana Dei’. Em inglês isto significa : ‘Afaste-se! Eu escondo os Segredos de Deus”, criando a especulação que a tumba em algum tempo possa ter hospedado os restos de Jesus, ou de um de seus descendentes, assumindo que ele tivesse algum.

Em seu retorno a Rennes, Sauniere reassumiu suas restaurações. Ele também começou a gastar em uma escala sem precedentes. Ele construiu uma torre, a Tour Magdala [a Torre de Madalena] que se equilibra precariamente no lado de uma montanha, uma mansão conhecida como Vila Betania na qual ele viveu, jardins zoológicos  e uma biblioteca, bem como uma coleção de trabalhos de artes e antiguidades. Em tudo isso é dito que ele tenha gasto um excesso de 250.000 francos acima de sua renda declarada, uma soma extraordinária de dinheiro para um sacerdote paroquial comum. De onde veio isso é um completo mistério.

Ele também entreteve os vilarinhos e a nobreza igualmente. É dito que ele abriu várias contas bancárias, bem como investiu em ações e cotas de comércio. Seus visitantes incluiram o Secretário de Estado para Cultura Francês e o Arquiduque Johann von Hapsburg, um sobrinho do Imperador da Áustria. É murmurado que Sauniere e o Arquiduque abriram contas bancárias no mesmo dia, e que o Duque depositou uma quantia substancial na conta de Sauniere. Os pagamentos continuaram por vários anos, até mesmo depois que o arquiduque desapareceu.

Sauniere e Marie também escavaram no pátio da igreja a noite. A inscrição foi apagada na pedra da tumba de Marie, Marquesa de Blanchefort, e as pedras removidas. Marie havia se casado com o último Marquês de Blachefort em 1752. A família dele era descendente do Rei Visigodo Atulph, em cuja família o monarca Merovíngio Dagoberto II também havia se casado.  A pedra capital e a placa horizontal também havia sido colocada lá pelo Abade Antoine Bigou em 1791, dez anos depois que Marie havia morrido, pouco antes que Bigou fugisse para a Espanha, na véspera da Revolução Francesa.

Desconhecido por Sauniere embora, a inscrição na pedra na tumba já havia sido copiada. As pedras parecem conter um número de erros, com as palavras deliberadamente mal soletradas e as letras faltando. As últimas poucas palavras devem ler  ‘Requiescat in Pace’ ou ‘Decanse em Paz”, mas ao invés elas aparecem como ‘Requies Catin Pace’. Catin é a gíria francesa para meretriz.

O nome da família do marido de Marie é  D’Hautpaul  e também é mal soletrado como Dhaupoul. Poule também é uma gíria para prostituta, assim isso pode ser traduzido como “alta prostituta” . Talvez então isto tivese algo a ver com Maria Madalena, que é tradicionalmente vista como uma prostituta caída. Talvez isso tivesse a ver com a afirmação do Priorado que os Merovíngios são os descendentes dela.

Segundo os registros da Igreja, havia uma cripta sob a igreja onde membros da família D’Hautpaul, inclusive Marie, foram enterrados. Isto então significaria quje Marie teve duas tumbas. Quando Sauniere descobriu a Pedra do Cavaleiro, ele pode ter descoberto esta cripta e seus conteúdos. Se Marie foi enterrada na Igreja, então o que ou quem estava enterrado no pátio da igreja?

As autoridades da Igreja fizeram um olho cego às travessuras de Sauniere, mas quando o Bispo de Carcassone morreu, seu substituo pediu a Sauniere que explicasse sua riqueza. Ele declarou que ela tinha vindo sob a forma de doações, e se recusou a revelar seus benfeitores, afirmando que o dinheiro tinha sido doado sem o conhecimento das famílias deles. Se verdade, então eles eram indivíduos excepcionalmente ricos para que tais somas passassem desapercebidas do resto de suas famílias. O novo bispo então transferiu Sauniere para uma nova paróquia, mas ele se recusou a mudar. O Bispo então o acusou de simonia [vender missas] e Sauniere foi subsequentemente suspenso. Ele apelou ao Vaticano e foi reinstalado, sugerindo que eles sabiam o segredo de sua riqueza e de onde ela tinha vindo.

Em 17 de janeiro de 1917, com 65 anos, Sauniere sofreu um ataque cardíaco. Um sacerdote foi chamado para administrar os últimos sacramentos e ouvir sua confissão final. É dito que ele saiu pouco depois, visivelmente abalado, tendo se recusado a dar a absolvição. Sauniere viveu apenas mais cinco dias e morreu em 22 de janeiro.

A leitura de seu testamento foi avidamente antecipada, mas para surpresa de todo mundo ele foi declarado completamente sem dinheiro, já que antes de sua morte  toda sua riqueza havia sido transferida para sua governanta,  Marie Denarnaud.

Depois da Segunda Guerra Mundial, como meio de pegar os evasores de impostos e colaboradores do tempo de guerra, o governo francês emitiu uma nova moeda. Os cidadãos eram obrigados a contabilizarem todos os seus fundos quando trocavam a velha moeda pela nova. Marie foi dita ter sido vista no jardim da Vila Betania enterrando grandes quantidades do velho dinheiro.

Depois de sua morte, o corpo de Sauniere foi sentado ereto, a ar aberto, enquanto os vilarinhos passavam, cada um pegando as franjas de sua batina. Isto traz a mente a crença que os poderes sobrenaturais dos Merovíngios se estendiam até mesmo as franjas de suas vestes. Talvez então o próprio Sauniere fosse um descendente Merovingio? Talvez ele tivesse chantageado outros de descendência Merovíngia, extorquindo dinheiro para que ele não revelasse o paradeiro deles. Talvez a Igreja o estivese pagando para manter segredo a respeito da continuação desta linhagem.

Em 1946, a Villa foi vendida a Noel Corbu, um homem de negócios, com o entendimento que Marie podia continuar a viver lá pelo resto da vida dela. Segundo o escritor francês  Gerard de Sede, Corbu pode ter estado atuando em conluio com o Vaticano, que estava desesperado para por as mãos na propriedade. Corbu sugere que a Igreja havia feito várias tentativas de persudir Marie a vender, mas ela recusou.

Seja qual for a verdade, Corbu pediu ao Vaticano uma garantia e eles deram o passo não usual de enviar um embaixador papal diretamente a Carcassone para lidar com a matéria. Este não foi nenhum outro que o Cardeal Roncalli, que mais tarde se tornou o Papa João XXIII. A garantia foi inicialmente recusada mas o Vaticano mais tarde mudou de idéia, o que aumenta a especulação.

É dito que Marie prometeu a Corbu que antes que ela morresse ela contaria a ele um segredo que o tornaria um homem rico e poderoso. Contudo, em 29 de janeiro de 1953, aos 85 anos, ela sofreu um derrame que a deixou incapaz de falar. Para frustração de todo mundo, ela morreu pouco depois, levando o segredo com ela.

Quanto a Corbu, ele vendeu a Villa em 1962, e comprou um castelo que formalmente havia pertencido aos Cátaros. Em 28 de maio de 1968, um caminhão esmagou o carro dele. Segundo as testemunhas, o caminhão tinha estacionado ao longo da estrada. Quando o carro de Corbu passava, ele foi esmagado com ele ainda dentro.

Henry Lincoln, co-autor de “”Holy Blood and the Holy Grail”, primeiramente se tornou interessado nesta história em 1969. Em fevereiro de 1972, o primeiro dos três documentários foi mostrado, intitulado “O Tesouro Perdido de Jerusalém?”. Lincoln subsequentemente recebeu uma carta de um sacerdote anglicano aposentado que afirmou que o que Sauniere havia desenterrado era a prova de que Jesus não morreu na cruz. O sacerdote afirmou haver recebido esta informação de um colega clérigo anglicano,  Canon Alfred Leslie Lilley, que durante sua juventude havia trabalhado em Paris com  Emile Hoffet.

Os autores de “Holy Blood and the Holy Grail” tem por duas vezes tido os relevantes arquivos no Vaticano examinados para informação sobre Sauniere. Em ambas ocasiões, seus pesquisadores relataram que nada podia sr encontrado. Não havia registros nem mesmo que ele tivesse existido. Isto parece de certa forma estranho, e sugere que toda informação a respeito de Sauniere tinha sido por alguma razão deliberadamente removida.

Então permanecem duas perguntas: O que Sauniere descobriu? E de onde veio a riqueza dele?

******

de Rennes-le-Château e o Priorado de Sião

de Steve Mizrach; editado por Morgana

http://www.dreamscape.com/morgana/metis.htmhttp://www.dreamscape.com/morgana/metis.htm

Aqui estão as linhas básicas do mistério de Rennes-le-Château. Foi claro que o Abade Berenger Sauniere, o sacerdote paroquial de uma pequena vila durante o final do século XIX e início do século XX, tinha recebido vastas somas de dinheiro para reconstruir a igreja local e também construir muitas estruturas na área, tais como sua Torre de Madalena (Tour Magdala). Sauniere morreu em 1917, deixando o segredo de onde ele obteve sua riqueza fabulosa com a sua governanta, Marie Denarnaud, que prometeu revelar isto em seu leito de morte – mas tristemente ela teve um derrame que a deixou paralisada e incapaz de falar antes de sua morte em 1953. A especulação foi abundante sobre a fonte de dinheiro da paróquia. Era ela o tesouro perdido dos Templários ou dos Cátaros naquela área? Pode ter sido o enterrado ouro visigodo? Ou ele estava chantageando a Igreja com algum segredo terrível?  A evidência que aponta para esta última possibilidade é que a confissão de Sauniere antes de sua morte foi tão chocante que o sacerdote que a ouviu negou a ele a absolvição e os últimos sacramentos.

O mistério de torna maior por uma série de pergaminhos descobertos pelo clérigo em 1891, que continham uma cifra facilmente descoberta. Eles aparentemente foram escritos por seu predecessor, o Abade Antoine Bigou, confessor de Marie d’Hautpoul, em 1781. (A mesma cifra aparece na pedra da tumba dela]. Os pergaminhos eram, diante disso, transcrições latinas de passagens dos Evangelhos, mas eles continham mistérios mais profundos. Sauniere também parece ter deixado outras ‘pistas’ no redesenho altamente não usual de sua igreja e de outras estruturas na área. Ocultos dentro destes pergaminhos em latim estava uma mensagem em francês:

“Este tesouro pertence a Dagoberto II Rei e ao Sião onde ele está morto.”

Dentro do segundo pergaminho está uma mensagem até mesmo mais estranha:

“Pastores sem tentação que ‘POUSSIN TENIERS’ mantém a chave da paz 681 pela cruz e este cavalo de Deus eu completo este demônio guardião nas maçãs azuis do meio dia”

Uma terceira cifra que aparece, não nos documentos, mas no Monumentos dos Pastores em Shugborough Hall, é o curioso “D.O.U.O.S.V.A.V.V.M” que nunca tem sido traduzido.

Há uma famosa pintura de Poussin intitulada “Les Bergers D’Arcadie” (os pastores da Arcadia) que os mostra ao redor de uma tumba contendo a misteriosa inscrição  “Et in Arcadia Ego…” Esta tumba parece ser uma réplica virtual de uma não diferente demais do lado direito fora de Rennes-le-Château. Três historiadores intrépidos buscaram muito longe e distante por outros para ajudarem a decifrar o enigma. É suficiente dizer que Lincoln, Baigent e Leigh fizeram um trabalho magistral em ‘desenterrar’ o Rei Merovíngio Dagoberto e ligar muitos mistérios da história com uma tese fantástica que assim pode ser afirmada: “Jesus e Maria Madalena, a legítima nobreza das Casas Judaicas de Benjamim e David, se casaram e deixaram herdeiros. Jesus não morreu na cruz mas foi para a Inglaterra ou Índia [veja Holy Blood, Holy Grail].

Os herdeiros de Madalena se casaram nas famílias visigodas daquele tempo e deram nascimento a sagrada família regente Merovíngia. Os Visigodos da área podem eles próprios terem descendido da Casa de Benjamim, que haviam fugido da região da Arcadia na Grécia e ido para o norte para dentro da França, mil anos antes. Os Merovíngios não foram dizimados pelos usurpadores Carolíngios e sua linhagem sobrevive em algumas outras famílias reais da Europa; aparentemente a meta da sociedade secreta intitulada Priorado de Sião é uma restauração Merovíngia na França. Nada como isso se parece com o mistério de Rennes. Mas nas mãos de Leigh, Lincoln e Baigent, parece envolver miríades de outros – a dissolução dos Templários, a queda dos Cátaros, o bizarro Manifesto Rosacruciano, e outras intrigas políticas da história francesa. Por isso parece que Sião tem um agravo contra a Igreja, que traiu a dinastia Merovíngia e coroou seus destruidores. Se Sauniere era um agente de Sião, isto pode explicar porque foi negada a ele a absolvição.

A Vila de Mistério

Henri Boudet, o Abade de Rennes-les-Bains (que é vizinho de Rennes-le-Château) que escreveu “A Verdadeira Linguagem Céltica e os Cromlech em Rennes-les-Bains” pode ter sido o cérebro por trás de Sauniere. Lincoln pensa que o livro dele possa oferecer a chave para o mistério. Boudet parece argumentar no livro a tese tola que os Celtas falavam Anglo-saxão – isto de fato é inglês – e que esta era a linguagem falada pelos filhos de Noé antes da Torre de Babel. Mas David Wood e Henry Lincoln concluem que o livro pode estar afirmando algo mais – que talvez haja uma linguagem universal antes do Dilúvio: Número [ou Medida]. E que a ‘chave’ para o “Cromlech” de Rennes-les-Bains pode ser a velha milha inglesa. Lincoln acredita que a metodologia pode desempenhar uma parte importante no mistério de Rennes-le-Château. De qualquer modo, outros autores tem notado que Boudet morreu sob circunstâncias estranhas, e que o seu livro pode ter sido pego e destruído pelo Bispo de Beausejour. Boudet, um erudito linguista, teria sido uma escolha lógica para Sauniere se aproximar com seus curiosos pergaminhos em latim.

Há uns poucos assassinatos terríveis que tem ocorrido na área para aumentar o ar de mistério. Um deles foi o do velho sacerdote Jean-Antoine-Maurice Gelis. Pelo fim de sua vida ele tornou-se um eremita paranóide e recluso; a única pessoa que ele admitia em seu prebistério era sua sobrinha, que lhe levava a comida. A despeito de suas absurdas precauções, alguém o surpreendeu na véspera de Todos Os Santos em 1897, o banhou com algumas linguas de fogo e lhe deu quatro golpes de machado; então, reverentemente, colocou o cadáver no solo com as mãos cruzadas sobre o peito. Seja quem for, saqueou o ambiente mas não levou qualquer dinheiro. Uma equipe de pesquisadores encontrou três cadáveres no jardim de Sauniere em 1956, todos eles mortos a tiros. Eram eles vítimas da Segunda Guerra Mundial? Ou algo mais? Noel Corbu, que cuidou de Marie Denarnaud depois de seu derrame paralisante, e que pode ter sabido de algo de seus incoerentes murmúrios agonizantes, foi morto em um horrendo acidente de automóvel em 1953 que alguns suspeitam não ter sido um acidente. O ‘ataque cardíaco’ de Sauniere em 1917 veio na data suspeita de 17 de janeiro [dia de Santo Antonio] e há pistas que o caixão foi encomendado antecipadamente. Um mensageiro que transportava dossiês secretos encontrados por Sauniere,  Fakhur el Islam, foi encontrado morto nos trilhos do trem fora de Melun, Alemanha Oriental em 1967.

Há muito mais coisas tantalizantes a respeito de Rennes-le-Château. Segundo um pesquisasdor, ela pode ser posta na forma de um ‘Navio do Morto” com um guerreiro com capacete nascido do mar. Ainda que outro pense que o Meridiano de Paris possa ter sido deliberadamente desenhado de forma que passe deliberadamente, a moda leiga, diretamente através de Rennes-le-Château, Arques e Conques. Ainda que outros vejam ligações entre o lugar e a Capela Rosslyn na Escócia ou Shugborough Hall em Staffordshire, Inglaterra. É sabido que Sauniere levou seus pergaminhos ao Abade Bieil, do seminário de São Suspílcio, que foi onde o sobrinho do Abade, Emile Hoffet lançou a rebelião modernista católica que eventualmente estabeleceria os trabalhos modernistas na lista dos banidos pelo Vaticano. O dia da Festa de São Suspílcio é 17 de janeiro, e esta é a data do súbito ataque de Sauniere. Hoffet foi o bispo de Bouges, sobre o meridiano de Paris, e em seu seminário  está um obelisco com uma linha de cobre marcando o ponto exato do alinhamento.

Códigos, Cifras e Escritos

Talvez os elementos mais enigmáticos mencionados no texto, como decodificados por Lionel Fanthorpe, seja a frase “Maçãs Azuis ao Meio Dia”. O código nos pergaminhos é apenas decifrado pelo uso do ‘tour do cavaleiro” – um enigma lógico onde se ‘pula’ um cavaleiro a cada quadrado em um tabuleiro de xadrez, uma vez e apenas uma vez. É um enigma que tem apenas uma solução – como o faz claramente o código. Mas a imagem do tabuleiro de xadrez em Rennes-le-Château é surpreendente…

Claramente, em algum grau, o enigma jaz no layout do redesenho da Igreja de Sauniere e seus outros projetos de construção. A igreja paroquial da vila tinha sido dedicada a Madalena em 1059; durante sua restauração, ele encontrou o misterioso pergaminho [supostamente] em um pilar oco visigodo debaixo da pedra do altar. Uma estátua do demônio Asmodeus guarda perto da porta. As placas apresentando as Estações da Cruz contêm inconsistências bizarras. Uma mostra uma criança envolvida em xadrez escocês. Uma outra tem Poncio Pilatos usando um véu. São José e Maria cada um é apresentado mantendo um Cristo criança, como se para aludir a velha lenda que Cristo tivesse um gêmeo. Outras estátuas são muito mais do que Santos esotéricos em posturas não usuais; São Roque apresenta sua coxa ferida [como o Rei do Gral Anfortas], Santo Antonio o Eremita tem um livro fechado, Santa Germaine solta um monte de rosas de seu avental, e Madalena é apresentada sustentando um vaso. A biblioteca e o lugar de estudo de Sauniere, a Torre Madalena, é colocada precariamente sobre um abismo precipício onde alguém seria tolo de construir tal estrutura, a menos…

O Uma Vez e Futuro Rei

Até recentemente, pouco era sabido sobre os reis Merovíngios, já que eles habitavam aquela época conhecida como Idade das Trevas. O fundador da linhagem real, Merovech, foi dito ser de dois pais – sua mãe, já grávida do Rei Chlodio, foi seduzida enquanto nadava no oceano por um Quinotauro, seja o que for que seja isso, e Merovech foi formado de algum modo pela união do sangue do Rei franco e aquele daquela misteriosa figura aquática. Como os Nazarenos da antiguidade, os monarcas Merovíngios nunca cortavam seu cabelo e tinham uma distinta marca de nascimento – dita ser uma cruz vermelha sobre as omoplatas. Seus robes eram franjados com franjas ditas terem mágicos podres curativos. Eles eram conhecidos como adeptos ocultos, e em uma tumba Merovíngia foi encontrado itens tais como uma cabeça de touro de ouro, uma bola de cristal e várias miniaturas de abelhas. Estranhamente, muitos cranios destes monarcas parecem ter sido ritualmente trepanados.

Os Sicambrianos, ancestrais dos Francos, eram conhecidos como o ‘Povo do Urso” por sua veneração a deusa ursa Arduina. A palavra Arcadia vem de Arkas, o deus patrono da área da Grécia, o filho da ninfa Calixto, irmã da caçadora Artemis. A constelação de Calixto também é conhecida por muitos como Ursa Maior, a Grande Ursa. O nome Artur vem do célta “arth”, relacionado a “Ursus”. Na lenda, os Merovíngios eram ditos descenderem dos Troianos e Homero relata que Tróia foi uma colônia fundada pelos Arcadianos. Os documentos ‘do priorado’ afirmam que os Arcadianos eram descendentes dos Benjamitas expulsos da Palestina por seus companheiros israelitas por idolatria. Arcadia também é conhecida como a fonte do Rio Alfaeus, ‘a corrente subterrânea” que figura tão proeminentemente na poesia de Coleridge e na literatura esotérica. Os Merovíngios eram ‘reis sagrados’ que reinavam mas não governavam, deixando a função secular de governar para chanceleres conhecidos como Prefeitos do Palácio. Foi um destes prefeitos, Pepino O Gordo, que fundou a dinastia que veio a suplanta-los – os Carolíngios.

Um dos grandes reis Merovíngios, Clovis, fechou um acordo com a nascente Igreja Romana. Ele devia subjugar os inimigos dela, os visigodos arianos e os pagãos lombardos e em troca do batismo na fé e do reconhecimento de seu direito de governar um novo império romano como “Novus Constantinus.”  Ainda que um de seus descendentes, Dagoberto II, foi assassinado por uma lança que atingiu seu olho [ou veneno pingado em seu ouvido – as narrativas variam] por ordens de Pepino. A Igreja endossou o assassinato, claramente traindo seu pacto com Clovis, e em troca reconheceu a família de usurpadores como legítima, culminando com a coração de Carlos Magno como Sagrado Imperador Romano. Foi buscado que a linhagem Merovíngia fosse extinta; em qualquer caso, ela foi retirada dos livros de história. Mas há alguma evidência que o filho de Dagoberto II, Siegebert IV, sobreviveu e que uma principalidade Merovíngia continuou a ser governada ma Setimania por Guillem de Gellone, um descendente — e ancestral — de Godfroi de Bouillon. Se são para serem acreditados os documentos do Priorado, a linhagem Merovíngia persiste até este dia, grandemente devido aos esforços de preserva-la por meio do intercasamento. A importância de tais alianças é a chave. Dagoberto se casou com a filha do Conde Visigodo de Razes, dando aos seus descendentes o título hereditário das terras que cercam  Rennes-le-Château.

A Arqui Conspiração

O Priorado de Notre Dame du Sion, ou Priorado de Sião, é dito ser uma conspiração por trás de muitos eventos que ocorreram em Rennes-le-Château. Segundo os próprios documentos do Priorado, sua história é longa e enrolada. Suas primeiras raízes estão em algum tipo de sociedade Hermética ou Gnóstica liderada por um homem chamado Ormus. Este indivíduo é dito ter reconciliado o paganismo e a cristandade. A história de Sião somente vem a foco na Idade Média. Em 1070, um grupo de monges da Calábria, Itália, liderados por um Príncipe Ursus, fundou a Abadia de Orval na França perto de Stenay, nas Ardenas. Estes monges são ditos terem formado a base para a Ordem de Sião, na qual eles foram “revestidos” em 1099 por Godfroi de Bouillion. Por quase cem anos, a Ordem do Templo [os Cavaleiros Templários] e o Sião aparentemente se unificaram sob uma liderança, embora seja dito que eles tenham se separado ‘ao cortar o elmo” em Gosors em 1188. [A Ordem Templária foi então destruída pelo Rei Felipe O Belo da França, em 1307]. O Sião parece ter estado no nexo de dois movimentos franceses anti-monárquicos, a Companhia do Santo Sacramento do século XVII [ agindo em benefício das famílias Guise-Lorraine] e o Fronde do século XVIII, bem como por trás de uma tentativa de fazer dos Hapsburgs imperadores de toda Europas no século XIX – o  Hieron du Val d’Or. Parece que há vastas conexões entre o Sião e numerosos estratos socio-culturais no pensamento europeu – o rosacrucianismo, a Livre Maçonaria, as lendas Arturianas e do Santo Gral, o Arcadianismo, o Catarismo, a Cavalaria etc.

Ainda que esta misteriosa sociedade secreta se trouxe a luz em 1956 e é listada no diretório francês das organizações sob o subtítulo de “Cavalaria das Regras Católicas e Instituições da União Independente e Tradicionalista”, que os franceses abreviam na sigla CIRCUIT – o nome da revista distribuída internamente entre os membros. Dependendo de que estatutos se considere, o Sião tem 9.481 membros em nove graus ou 1.093 em sete, com o membro supremo, o    “Nautonnier” ou Grão Mestre da Ordem sendo, até 1963, Jean Cocteau. Conquanto seja acreditado que o chefe tenha sido Pierre Plantard de St.-Clair até os tempos recentes, ele afirma ter deixado este posto em 1984, então não está claro quem dirige a organização agora. Mas seja quem for, ele tem tido ilustres predecessores: Jacques DeMolay, Leonardo de Vinci, Isaac Newton e Claude Debussy, entre outros! Plantard, em qualquer caso, parece ter desfrutado do ouvido de muitas pessoas influentes na política francesa contemporanea – deGaulle, Marcel Lefebvre, Francois Ducaud-Bourget, Andre Malraux e Alain Poher, e outros, muitos dos quais parecem te-lo conhecido por seus esforços com a Resistência durante a ocupação de Vichy. A despeito de seu registro, contudo, a organização permanece não rastreável, seu endereço dado e número levando a becos sem saída – o que pode levar alguém a supor porque o governo nunca se preocupou em verificar a informação.

Recentemente, algumas coisas interessantes tem vindo a luz sobre o Priorado de Sião. Uma é que a Grande Loja Suíça Alpina (GLA), o mais alto corpo da Livre Maçonaria suiça, [parente da Grande Loja da Inglaterra] pode ter sido o corpo recrutador para o Priorado. Ms é também dito que a OGLA seja o lugar de encontro dos “Gnomos de Zurique” que são ditos serem a Elite de Poder dos Banqueiros Suíços e dos financiadores internacionais. É dito por David Gallop que  a OGLA seja o corpo que controlava a Loja Maçonica P2 na Itália [o P2 controlava a polícia secreta italiana na década de 1970, recebia dinheiro da CIA e do KGB e pode ter tido ua mão no rapto de Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, tinha 900 agentes em outros ramos do governo italiano e as mais altas posições no Vaticano, bombardeou uma estação de trem e tentou culpar os comunistas, usou o Banco do Vaticano para lavar o dinheiro do tráfico de drogas da Máfia, fomentou golpes fascistas na América do Sul, e é mais provavelmente ligada aos arqui-conservadores Cavaleiros de Malta e ao Opus Dei do Vaticano]. Lucio Gelli do P2 pode ter tido um papel na morte do Papa João Paulo I, e talvez até mesmo na tentativa de assassinato do Papa João Paulo II.

Uma as pessoas mais interessantes a escrever sobre o Priorado pode ser Michael Lamy. Ele afirma que Julio Verne foi membro tanto do Priorado quanto do Illuminati. Posteriormente, ele mantém que a política do Priorado deve ser entendida como “Orleanista’ que ele descreve como ‘anarquista, aristocrática e Nietzcheana’.     Talvez tudo isso se torne mais claro quando Lamy revela ao leitor que o verdadeiro segredo da vila de Rennes-le-Château é que o extinto Vulcão Monte Bugarach leva terra abaixo a um reino de superhomens.  Ean Begg sente que isso esteja relacionado com muitos dos sítios da Virgem Negra por toda Europa. Certamente, se o nome completo da organização é Priorado de Notre Dame du Sion, e se este é o sítio de Orval que está ligado a veneração da deusa ursa Arduina, venerada pelos francos sicambrianos da área e seus reis Merovíngios, então este pode ser o caso. Com certeza há pistas que “Notre Dame” não é a mãe de Jesus, mas Maria Betania ou Madalena, uma princesa da tribo de Benjamim, que é por si só notório para o surgimento da idolatria da deusa no período dos Juízes. Que Maria pode também ser conhecida pelos ciganos do Sul da França como uma das três “Maries-de-la-Mer,” que elas chamam de ‘Sara, a Egípcia”, aquela que o sol queimou.

Navegando e Pescando Através do Atlântico

O capítulo mais bizarro na história de Rennes-le-Château pode ter a ver com o mistério do Poço de Dinheiro em Oak Island exatamente fora da Nova Escócia. Segundo Michael Bradley, alguns dos mantenedores do Gral podem ter vindo ao Novo Mundo muito antes de Colombo [prova chave: espiga não flutua, ele nota]. Ele acredita que alguns Templários podem ter fugido para o Canadá depois da dissolução da Ordem deles, carregando o Gral. [O Poço de Dinheiro tem sido mais frequentemente associado com tesouros enterrados por piratas, mas como muitos sabem, o ícone do cranio e ossos cruzados da bandeira pirata de “Jolly Roger” há muito tem sido associado com a lenda Maçonica e Templária. O chamado Mapa Zeno do século XV mostra um cavaleiro com uma espada de pé onde está a Nova Escócia. [Os Sinclairs da Escócia são os senhores hereditários da Capela Rosslyn e são ditos serem descendentes dos Guardas Escoceses, um grupo leal a dinastia Stuart, que por sua vez é pensada ter contido membros convertidos da Ordem Templária que combateram com Robert o Bruce em Bannockburn, e que tem fornecido as bases da Livre Maçonaria]. No Poço de Dinheiro em Oak Island, uma misteriosa inscrição em pedra foi encontrada: ‘quarenta pés abaixo dois milhões de libras estão enterradas’. Cada companhia que tem tentado localizar este tesouro tem fracassado.

Juntamente com as supostas visitas do Príncipe Madoc de Gales e São Brendan da Irlanda, a viagem do  Principe Henrique O Navegador ao Novo Mundo com os irmãos Zeno fez esta uma das iúmeras viagens européias pré-colombianas. O mapa de Zeno, juntamente com aqueles traçados por navegadores viking, podem até mesmo ter ajudado Colombo a fazer seu caminho através do Atlântico. Recentemente, um “contactado UFO” no Canadá que se denomina apenas ‘Guardião” especulou selvagemente sobre alguma “Fraternidade do Gral” que tem estado operacional lá por séculos. Falando geograficamente, há de fato duas Oak Islands, cercando um rio central, na confluência do qual está uma misteriosa ruína, que parece ser um velho forte ou castelo. Parece que lá pode estar as margens ligando Rennes-le-Château e o Novo Mundo. Ultimamente, as idéias rosacrucianas por trás do experimento americano [como documentado por  Manly Palmer Hall)] podem ter raízes mais profundas arcadianas. Bradley aponta, mas ele não vem e diz, que o que está sob o Poço do Dinheiro pode ser o Gral.

Esta não a única trilha estranha no mistério de Rennes. Um pesquisador insiste que o inventor Barnes Wallis foi um dos mais recentes Grão Mestres do Sião. Ainda que um outro pense que valha a pena buscar as origens do povo Cajun da Louisiana. Outros tem até mesmo encontrado ligações com a chamada teoria Baconiana, que sugere que Sir Francis Bacon foi o autor das peças de Shakespeare. Os trabalhos de Bacon sugerem um experimento rosacruciano acontecendo no Novo Mundo. Fanthorpe parece acreditar que no máximo Rennes-Le-Chateaux possa ser uma “porta para o invisível” – um portal para outras dimensões, pela Tábua de Esmeralda, que ele especula pode ter sido um “tesseract” (uma representação tridimensional de uma figura da quarta dimensão].

O Reino Visigodo de Rhedae foi na área, e os Visigodos são conhecidos por terem se apoderado de alguma porção do tesouro do Templo [tomado pélos romanos durante a revolta judaica de 70] quando eles saquearam Roma no século V. Pode o tesouro ter sido a Arca da Aliança, escondida em Rennes? Alternativamente, o Pergaminho de Cobre da seita do Mar Morto [os essênios de Qumran] sugerem que algum do tesouro do Templo foi escondido antes da invasão romana. Podem os cristãos Nestorianos da área terem escondido a Arca e dado isso aos Templários para salvaguarda? Ou pode isso ter sido escondido sob os estábulos de Salomão sob a Mesquita de Omar, onde os Templários são sabidos terem escavado? Pode a Arca ser o item contrabandeado por dois Cátaros sob circunstâncias altamente perigosas pouco antes de sua irmandade cair em  Montsegur? A Arca pode não ter sido uma fonte de poder “extraterrestre”, como alguns autores tem afirmado, mas se está sob a posse do Sião, este é um segredo explosivo, para dizer o mínimo. De fato o Gral é a Arca sob um novo disfarce? Sião tem afirmado que eles tem itens “que serão devolvidos ao governo de Israel quando for o tempo certo’.

Published in: on março 6, 2009 at 4:29 pm  Comments (10)  
Tags: , , ,

O Legado de Madalena

O Legado de Madalena: Revelações

de Laurence Gardner

Dez anos atrás, em Linhagem Sanguínea do Santo Gral, primeiramente discuti os suprimidos arquivos de Jesus, Maria Madalena e o significado da linhagem oculta de seus descendentes. Estes temas tem agora alcançado uma nova proeminência no mundo da ficção com o livro “Código Da Vinci” de Dan Brown – uma novela controvertida e explosiva que tem trazido a vida de Maria Madalena sob um novo foco de luz.

Durante os passados dez anos, contudo, uma riqueza de informação adicional tem sido extraída de arquivos templários e monásticos, expandindo as revelações previmente publicadas a novos níveis extraordinários.

Maria Madalena é uma das mais pintadas e esculpidas de todas as figuras clássicas. Artistas e românticos a tem adorado, mas ela tem sido constantemente vilificada pela instituição religiosa. No Novo Testamento ela é dada como esposa de Jesus, uma mulher que ele amou, uma companheira íntima da mãe dele, e a primeira pessoa a falar com Jesus depois de Sua Resurreição. Contudo, a doutrina da Igreja afirma ter ela sido uma meretriz pecadora, embora uma pecadora arrependida que foi finalmente admitida na santidade tão tarde quanto 1969.

A posição de Maria na história cristã é única. A despeito de seu aparente papel de apoio nos Evangelhos, ela aparece em outros textos como uma de suas figuras primárias. De fato, ela é aparentemente a mais importante figura da cristandade, superando em muito o presumido status de Pedro e de Paulo. O drama que emerge dos registros do Vaticano e monásticos é o relacionamento marital de Maria Madalena com Jesus, seu exílio da Judéia em 44 sob a ameaça de acusação de sedição, e a perseguição documentada de seus herdeiros por uma sucessão de imperadores romanos. Porque estas coisas não estão escritas na Bíblia? Elas são em parte, mas elas simplesmente não são ensinadas ou geralmente discutidas.

É pertinente notar que embora haja muitas pinturas iniciais nas paredes das catacumbas sob as ruas de Roma, a mais velha pintura cristã até hoje descoberta em um ambiente acima do solo não é de Jesus ou de sua mãe, mas de Maria Madalena. Intitulada Mirroforo [o sustentador da mirra] ela apresenta Maria na tumba de Jesus com um alabastro de óleo de unção. Se emanando dos anos iniciais de 200 [muito antes que a Igreja fosse estabelecida] ela foi encontrada em uma capela no Rio Eufrates na Síria e foi levada para a Universidade de Yale, para sua Galeria de Arte na década de 1930.

Os evangelhos canônicos não discutem os pais de Maria Madalena, mas outros textos históricos o fazem, e a importância da herança deles é primária para o status marital de Maria. Nos Evangelhos que foram estrategicamente excluídos do Novo Testamento quando a seleção foi feita em 397 no Concílio de Cartago, Maria é clasificada como esposa e consorte do Messias. Até mesmo os documentos cátaros da Provencia, tão tarde quanto no século XIII, deixam isto claro nos círculos gnósticos, onde ela sempre foi entendida sendo a esposa de Jesus.

Certa informação narrativa que deixa isso claro foi editada do Novo Testamento antes de sua publicação, mas uma grande parte mais foi deixada intacta nos Evangelhos e outros livros do canone. Não menos a este respeito são as narrativas detalhadas da cerimônia de casamento deles. Este não é o casamento em Canaã, como alguns teólogos tem suposto, mas um ritual de unção muito mais explícito baseado na real tradição síria da família de Maria Madalena, como corroborado no Velho Testamento Hebraico.

A novela de Dan Brown, o “Código Da Vinci”, sugere que Maria era da linhagem familiar de Benjamim, mas este não era o caso. Sua herança é muito mais substancial, remontando a mesma linhagem davídica de Jesus, com uma linhagem soberana pelos reis sacerdotes Hasmoneanos de Jerusalém no segundo século antes de Cristo. Registros domenicanos e beneditinos também estão de acordo que, enquanto a linhagem maternal de Maria Madalena era da realeza da Judéia, sua herança paterna era da nobreza real da Síria.

Posteriormente é citado no “Código Da Vinci” que Jesus e Maria Madalena tiveram uma filha chamada Sara. Mas Sara não era um nome nestes tempos do primeiro século; era um título israelita que significava princesa. O nome da filha deles era Tamar [nascida no ano 33]. Ela era Tamar, a Sara. O nome significa palmeira e era o mesmo como no progenitor matriarcal do Velho Testamento da Casa Real de Judá; este mesmo nome foi dado a irmã do Rei David. Adicionalmente, contudo, Jesus e Maria Madalena tiveram dois filhos, como confirmado 15 anos atrás pela investigação da Dra. Barbara Thiering da Mesa de Estudos em Divindade da Universidde de Sidney.

De onde se emana esta informação? Surpreendentemente, muito dela é encontrada em seções do Novo Testamento que são comumente ignoradas pela instituição de ensino. E hás algumas referência notáveis remontando ao século primeiro [esclarecidas pelos padres iniciais do movimento cristão], que contam a perseguição brutal que atingiu a linhagem familiar.

Após a crucificação, ressurreição e ascensão de Jesus, e começando com o Imperador Vespasiano [69 a 79], uma sucessão de imperadores romanos, incluindo Tito e Domiciano, emitiram publicações a seus generais de campo que os herdeiros descendentes de Jesus e sua família deviam ser caçados e mortos pela espada. Isto foi relatado em crônicas por eminentes historiadores tais como Hegesippus, Africanus e Eusebius que a continuação da casa real messiânica devia ser terminda.

O édito imperial do ano 70 [alguns 40 anos depois da crucificação] ordenou que a família de David fosse perseguida, que nem um só membro podia ser deixado entre os judeus que tivesse linhagem real. Subsequentemente foi relatado, contudo, que embora muitos tivessem sido pegos, alguns foram soltos e em sua soltura se tornaram líderes das igrejas em uma estrita progressão dinástica, porque eles tinham dado o testemunho e porque eram da família do Senhor. Estes descendentes perseguidos eram chamados de Desposyni [ Herdeiros do Senhor].

O Arquivo do Vaticano revela que em 318 uma delegação de descendentes messiânicos confrontou Silvestre, o Bispo de Roma. Eles insistiam que a Igreja Nazarena de Jesus estava sendo corrompida, e que ela devia certamente ser liderada pelos herdeiros da família, não por um despótico regime imperial. Eles foram avisados, contudo, que o poder da salvação não repousava em Jesus, mas com o Imperador Constantino, a quem o direito da herança messiânica tinha sido ‘pessoalmente reservado desde o início do tempo’!

Esta foi a súplica e o último infortúnio dos herdeiros de Jesus e Maria Madalena. A despeito dos registros históricos, isto levou a eles serem marginalizados pelo ‘igrejismo’ ortodoxo de Roma na medida em que este evoluia no 4o. século. Quando João Cassiano de Belém  fundou no 4o. século sua Ordem Cassianita, Maria Madalena era suprema em termo de veneração santa, e seus monges se tornaram os guardiães oficiais de sua tumba. Em tempos poteriores, Maria Madalena foi proclamada a Mãe Protetora da Ordem Dominicana, e um trabalho de arte a respeito dela dos Dominicanos, Franciscanos e outros grupos monásticos diferiu consideravelmente daquele da Igreja de Roma.

A este rspeito, é interessante notar que, conquanto a Igreja fosse a longas extensões para denunciar o status de Maria Madalena, os cardeais e bispos comissionaram um número extraordinário de retratos de Madalena para as Igrejas da Europa. A razão para isso tem sido difícil de entender mas, felizmente, os registros de como e porque este foi o caso existem e não ao menos do estúdio do artista da Renascença Rafael. Um estudante de Miguelangelo e Leonardo da Vinci, Rafael foi chamado a Roma pelo Papa Julio II em 1508.

Uma comissão foi recebida pelo estúdio para decorar uma capela dedicada a Maria Madalena na Igreja de Trinita dei Monti em Roma. A instrução era pintar uma peça de altar da cena da Ressureição e quatro afrescos de parede relacionados a Madalena. O modelo fornecido para estes retratos foi Lucrezia Scanatoria – descrita como uma cortesã famosíssima em Roma. Ela era, de fato, a amante favorita do próprio papa Julio. Outras importantes cortesãs da Côrte Papal da Renascença incluiam  Masina, Vannozza dei Cattanei, Giulia Farnese, Gaspara Stampa, Veronica Franco e Tullia d’Aragona. Estas mulheres viviam na maior luxúria papal, com casas, vinhedos e todos os modos de riqueza as embelezando.

Não obstante a regra do celibato que era aplicada dentro da Igreja, um estilo de vida sexualmente estravagante prevalecia entre a hierarquia do Vaticano, mas isso não era uma novidade da Renascença. Isso era um legado da cultura papal, originado das leis civis romanas do Imperador Teodósio no século V e Jaustiniano no século VI, como codificado no Corpus Juris Civilis. Foi durante esta era que Maria Madalena foi pela primeira vez definida em seu papel não bílico de prostituta – uma proclamação do Papa Gregório em 591.

Isso agora está claro dos anais que a denúncia de 591 foi uma manobra estratégica pela instituição romana. Maria foi um bode espiatório. Ela foi subsequentemente vilificada pela Igreja mas, por inventar o conceito do seu arrependimento dos pecados que ela não cometeu, os bispos planejaram sua própria fonte perpétua de justificativa. Eles foram completamente absolvidos de quebrarem a regra do celibato já que eles estavam se mantendo comissionando pinturas da penitente Maria Madalena.

Pelos séculos iniciais da Igreja de Roma, Jesus foi marginalizado como uma figura de muita importância. Da era de Constantino o Grande no século IV, os imperadores eram as máximas naturezas divinas do movimento – um papel eventualmente tomado pelos Papas depois que o Império Ocidental desmoronou. Seguiu-se  que, contudo, a autoridade papal declinou e a Igreja estava também perto do colapso pelo século VIII.

As monarquias chave da Europa eram de descendência davídica, com alguns em linhagem direta dos herdeiros Desposyni de Jesus. Todos os esforços para demolir estas sucessões [como descrito por Eusebius, Hegesippus e outros] tinham falhado. O único meio da Côrte Papal poder estabelecer sua posição suprema era tomar o controle da estrutura monárquica, e em 751 o Papa Zacarias descbriu um meio de fazer isso.

Sem revelar sua fonte, Zacarias produziu um documento anteriormente desconhecido que aparentemente tinha uns 400 anos e levava a assinatura do Imperador Constantino. Esse documento proclamava que o Papa era o representante pessoalmente eleito por Cristo na Terra, com um palácio que superava todos os palácios no mundo. Sua dignidade divinamente garantida era dita estar acima de qualquer governante terreno e somente ele, o Papa, tinha o poder e a autoridde de ‘criar’ reis e rainhas como seus subordinados.

O documento tornou-se conhecido como “Doação de Constantino”, e sus determinações foram imediatamente postas em vigor. Em virtude disso, a inteira natureza e estrutura da monarquia mudou de seu ofício de guardar a comunidade para um de governo absoluto. A partir de então, os monarcas eram coroados pelo Papa, se tornando servidores da Igreja ao invés de servidores de seu povo. O defunto império romano era uma relíquia da história, mas Zacarias tinha um novo conceito – um Sagrado Império Romano controlado pelo Vaticano.

A primeira iniciativa do Papa Zacarias era depor a mais influente de todas as casas reais – os Reis Merovíngios do Gaul [França]. Proclamando uma descendência genealógica do Rei David de Israel, esta dinastia enigmática tinha sido Senhores dos Francos por 300 anos. Em linha com o édito do século I do Imperador Vespasiano, que tinha ordenado “que a família de David fosse perseguida e que nem um só fosse deixado entre os judeus que tivesse sangue real, os Merovíngios nunca teriam existido no que diz respeito a Zacarias, e ele teve seu Rei Childeric III preso e encarcerado. Em seu lugar, Zacarias instalou uma família de prefeitos regionais, subsequentemente chamada de Carolíngios. [se quiser mais detalhes leia “A História Secreta dos Jesuítas”].

Em todos os 236 anos da monarquia Carolíngia, seu único rei de qualquer importância foi o legendário Carlos Magno. Não obstante, uma nova tradição havia nascido e o Sagrado Império Romano havia começado. A partir de então, os reis europeus eram coroados pelo Papa e na Inglaterra pelo seu indicado Arcebispo de Canterbury. A Escócia permaneceu sózinha na resistência a esta desviada invasão catóilca, e seus monarcas foram subsequentemente excomungados.

A “Doação de Constantino” agora é listada nas enciclopédia como “a mais famosa falsificação do mundo”. A prova disso emergiu a uns 500 anos atrás. Suas referências ao Novo Testamento se relacionam a Bíblia em Latin Vulgate – uma edição traduzida e compilada por São Jeronimo, que não era nascido até 340, alguns 26 anos depois que Constantino supostamente assinou e datou o documento. Fora isso, a linguagem da “Doação” é aquela do século VIII e não mantém qualquer semelhança com o estilo de escrita dos dias de Constantino.

A “Doação” foi pela primeira vez declarada fraudulenta pelo Imperador Saxonico Oto III em 1001, mas o assunto foi ignorado até que sua autenticidade foi ferozmente atacada pelo linguista italiano Lorenzo Valla no século XV. Ele foi empregado pelo Papa Nicolau para trabalhar na biblioteca do Vaticano onde ele descobriu a “Doação” e a denunciou como uma fraude do século VIII.

Ainda que tenha sido este mesmo documento que facilitou um estilo inteiramente novo pelo qual a Igreja Romana reverteu o poder político para ela própria e eclipsou os herdeiros Desposyni de Jesus e Maria Madalena depois do colapso do Império Ocidental. Este se tornou o documento  primário da soberania papal sobre a inteira cristandade e seus monarcas.

Muito é feito no “Código Da Vinci” de como Leonardo da Vinci subrepticiamente introduziu Maria Madalena em seu mural da Última Ceia no monastério de Santa Maria delle Grazie em Milão, mas na verdade ele não o fez. Esta concepção vem de um conceito ultrapassado de 1994, que foi baseado no mural como ele existiu depois de uma limpeza superficial por Mauro Pelliccioli em 1954.

É afirmado no “Código Da Vinci” que, nesta restauração de 1954, A Última Ceia foi ‘limpa até a camada original de pintura de Da Vinci’, mas isto é completamente não verdadeiro. Naquele tempo foi reconhecido que apenas um quinto do original de Da Vinci foi deixado intacto, mas que isto estava completamente obliterado sob a sobrepintura de inúmeras tentativas de restauração. Tudo que Pelliccoli fez foi limpar a superfície e tratar o trabalho contra o mofo.

Não até 1970 foi uma restauração apropriada comissionada a ser realizada pelo renomado conservador de peçs de arte, o Dr. Pinin Brambilla Barcilon. Esta renovação levou vinte anos completos, durante os quais o mural não foi visto pelo público. Ele foi finalmente revelado em 1999, mas a fonte de referência de novela de Dan Brown a este respeito foi escrita cinco anos antes e não era baseada na pintura da Última Ceia como ela existe hoje.

De 1999 o mural de fato tem sido despido da pintura original de Da Vinci, e os itens citados no “Código Da Vinci” para denotar uma mulher no lugar do apóstolo João não existem. A cadeia no pescoço, por exemplo, mostrou ser uma rachadura na parede. A suposta formação de seios na figura foi causada por marcas de estuque negro de uma tentativqa inicial de aderir o gesso. Em adição a isso, o desenho preparatório de Leonardo para a figura em questão está na Biblioteca Ambrosiana em Milão, e ela positivamente capturou “João’ enquanto dois retratos conhecidos de Maria Madalena feitos por Leonardo nada tem em comum com a figura apostólica na Última Ceia.

Se Leonardo tivesse querido incluir Maria Madalena em sua apresentação da Última Ceia ele poderia ter feito isso com impunidade. Outros artistas, tais como Fra Angelico, certamente fizeram isso ao introduzir Maria Madalena como 13a. apóstola. Não havia necessidade para qualquer artista comissionado por uma instituição dominicana de ser de qualquer modo subreptícia na inclusão de Maria Madalena. Como Mãe Protetora da Ordem, ela era a figura suprema nos trabalhos de arte dominicanos a partir do século XIII.

Um outro aspecto no “Código da Vinci” sugere que o Priorado de Sião era uma secreta ordem subterrânea de adeptos de Madalena com uma história de muito tempo que remonta as Cruzadas. Isso é grandemente incorreto porque não tem havia uma organização contínua com esse nome. Tem havido quatro sociedades não relacionadas com nomes similares em tempos diferentes da história, e somente uma delas teve qualquer associação direta com Madalena.

De fato, a narrativa desta associação dos registros da Renascença do Prieuré Notre Dame de Sion é muito reveladora. Liderada por René d’Anjou, Rei de Nápoles, ela detalha vários reis e rainhas européias, e os círculos de arte de Giotto di Bondone, Jan Van Eyck, Leonardo da Vinci e outros, como sendo ávidos proponentes do legado de Madalena. Foi das atividades relacionadas deles que o convento escola de La Madeleine de St Baumette foi fundado em Provença, junto com os festivais de Bethany em Marselha, Tarascon e Aix.

Sem estar relacionado a qualquer coisa dita por Dan Brown, Maria Madalena tem sido uma favorita dos artistas através dos séculos, de Giotto di Bondone a Salvador Dali. Apresentações de Maria frequentemente estão longe de serem bíblicas em sua representação, mas elas nunca são desviadamente retratadas.

Se na Última Ceia, Casamento em Canaã, ou de qualquer outra forma contudo incluída, os aparecimentos de Maria nos trabalhos de arte sempre são clamente afirmados, e sua importância histórica é muito mais explosiva do que o cenário apresentado no “Código Da Vinci”.

Published in: on março 2, 2009 at 12:45 pm  Comments (7)  
Tags: , ,

Novo Domínio próprio

Alô amigos,

Temos agora também um novo domínio próprio: o  http://conspireassim.com

Escolhemos colocar neste novo domínio as matérias mais extensas, inclusive traduções de livros relacionados ao perfil deste site e que não são disponíveis em português. Cada post tem o link para o site original onde o livro foi postado.

Iniciamos com a postagem de “A História Secreta dos Jesuítas”, que trata da influência desta Ordem não só nas questões do Vaticano como na política e assuntos internacionais.  É um livro muito forte e muito polêmico, recomendado apenas aqueles que tem interesse no estudo de tais temas.  Ele aborda a participação desta Ordem nos grandes conflitos europeus e mundiais, sua influência sobre a política papal, a infalibilidade papal e seus reais objetivos e metas. Ele se estende sobre a participação dos Jesuítas nos asuntos internacionais através da história mundial e principalmente européia desde o início da criação deste Ordem até os eventos tão recentes quanto as guerras mundiais.  É  um  livro de alto conteúdo histórico e como tal deve ser lido e merecer reflexão.

Published in: on março 1, 2009 at 3:57 pm  Comments (1)  
Tags: , , ,