Mistério da Atlântida Revelado

O MISTÉRIO DA ATLÂNTIDA REVELADO

JLTRGEN SPANUTH

Públicado em New York em 1956 – traduzido do original em alemão ‘Das entratselte Atlantis’ .

PREFÁCIO

Em provavelmente em nenhum outro campo da história e geografia antiga a pesquisa é tão árida, mas na realidade tão recompensadora, como aquela que lida com o problema da Atlântida. Os mais de vinte mil volumes, e incontáveis artigos, que já tem sido escritos sobre o assunto parecem te-lo coberto completa e exaustivamente. Eminentes eruditos tem repetidamente afirmado terem encontrado uma resposta conclusiva para o enigma e tem dito que nada mais de útil pode ser acrescentado à vasta literatura sobre o assunto; os contribuidores para isto tem frequentemente sido tratados como excêntricos e seus trabalhos descartados como meramente um outro fato a ser cronificado na história da tolice humana. É com certeza verdade que a Atlântida tem atraído a atenção de escritores de ficção e outros sem qualquer declaração de abordagem científica, e investigadores sérios tem sido expostos ao perigo de serem identificados com eles. Não é surpreendente, portanto, que eruditos idôneos tenham hesitado em abordar o problema e tenham deixado o campo amplamente aberto para os excêntricos e Atlantemaníacos. Isto é portanto mais lamentável já que a Atlântida oferece um dos campos mais frutíferos de estudo da história antiga; ela levanta o véu da obscuridade de uma das épocas mais intriganes e cheias de eventos na história do mundo ocidental. A história da Atlântida pode ser comparada a aquela de uma câmara oculta de tesouro na tumba de Tutancamon no Vale dos Reis. Por centenas de anos antiquários e arqueologistas escavaram e exploraram o vale até que parecia impossível que algo novo ou desconhecido restasse a ser descoberto. Quando o Conde de Carnarvon começou suas escavações os especialistas o ridicularizaram porque a tentativa parecia fútil; nenhum empreendimento pareceu ser mais sem esperança. Ainda que nas ruínas e destroços que tem sido examinados tão frequentemente, Carnarvon encontrou a entrada para a tumba de Tutancamon, descobriu riquezas fantásticas da câmara do tesouro, e tornou possível ganhar um maravilhoso insight sobre os costumes dos governantes do Egito de mais de três mil anos atrás. E assim é com a Atlântida.

O tesouro dentro da história tem estado enterrado sobre os destroços das más concepções, tolices e fantasias, o peso morto do preconceito e do ceticismo, e as ruínas da datação errada e identificações falhas que tem se acumulado ao redor da história em 2500 anos desde que Solon a primeiro ouviu no Egito. O ridículo dos especialistas cai sobre qualquer um que tenta escavar sob os destroços de séculos. Mas quando é encontrado o caminho certo para o entendimento apropriado da história, isto leva a uma casa de tesouro que nos habilita a um amplo conhecimento e a um profundo entendimento da vida, pensamento, lutas e sofrimentos de nossos ancestrais mais de 3000 anos atrás; fica aberto para nós uma das maiores e mais momentosas épocas na história do mundo. A chave para o entendimento apropriado da história da Atlântida reside no arranjo correto dos eventos que são descritos em uma sequência cronólogica e segundo sua autenticidade histórica. Esta abordagem é seguida na Seção Um. Na Seção Dois é feita uma tentativa de revelar o tesouro oculto da história; a posição geográfica das Ilhas Reais, bem como a extensão e a organização do reino Atlante, é estabelecido, e a autenticidade da informação contida na história relativa a vida e aos costumes, cultura e crenças, e riqueza e poder dos Atlantes é testado contra nosso conhecimento atual daquela idade. Na Seção Três será encontrado uma narrativa do que Homero, o maior poeta de todos os tempos, tem escrito sobre os Atlantes e da história deste confiavelmente preservador da história antiga que tem chegado até nós. Finalmente há um relato da redescoberta da Atlântida no verão de 1952 e uma transplantação da narrativa de Platão da Atlântida nos Diálogos de Timreus e de Critias. Por tudo isto nos tornamos relacionados com pessoas que alcançaram grandeza, sofreram desesperadamente, e ainda planejaram até mesmo coisas maiores. É esperado que esta contribuição encoraje os eruditos em seus ramos relevantes de ciências a se devotarem a renovar o estudo tristemente negligenciado da história da Atlântida. A investigação deles traria muitas riquezas e iria tão longe para resolver os problemas ainda não solucionados da história antiga.

SEÇÃO UM

A BASE HISTÓRICA DE LENDA DA ATLÂNTIDA

Platão, o grande filósofo e pensador grego (429-347 AC), tem registrado para nós a história da Atlântida em dois lugares diferentes de seus escritos: nos Diálogos de Timeus e de Crítias. Da origem e substância da história, Platão nos fala deste Solon, legislador e um dos Sete Sábios da Grecia (640-559 AC), que fez uma viagem ao Egito para buscar conhecimento dos tempos antigos. Ele visitou a cidade de Sais, cujos sacerdotes tinham uma reputação inigualável de íntimo conhecimento da história antiga. Lá ele foi recebido com grande gentileza e honras. Os sacerdotes estavam apenas felizes demais em transmitir a ele a informação que eles extrairam de sua vasta coleção de papiros e textos antigos. Solon ficou particularmente impressionado por uma história de coragem épica  que teria se passado em sua própria cidade de Atenas; uma história, disseram a ele, que “embora pouco conhecida não era menos verdadeira” Um velho sacerdote de Sais, baseando sua narrativa em velhos textos egípcios, contou como um grande exército de pessoas da Atlântida desceu sobre a Europa e Ásia Menor e uniu em um vasto poder todos os territórios sob seu domínio. Estes territórios compreendiam “muitas ilhas e parte do continente pelo Grande Oceano ao Norte” e “as terras mediterrâneas da Líbia ao Egito e da Europa a  Tyrrhenia .” Este poder combinado do Rei dos povos Atlantes visava o domínio do todos os territórios gregos e egípcios, e de fato, de todos os países do mediterrâneo. Ao repelir este assalto os cidadãos atenienses provaram sua bravura e coragem. Atenas se colocou a frente dos estados gregos ameaçados e eventualmente, na medida em que um estado após outro caia diante dos invasores, ela continuou a lutar sozinha e preservou sua liberdade. Esta luta heróica também aliviou os egípcios, que tinham sido duramente pressionados pelos exércitos invasores, mas finalmente foram capazes de repelir os ataques do povo Atlante. As desordens e sofrimentos destes tempos eram acreditados terem sido causados por uma gigantesca catástrotofe natural de impacto universal. Os sacerdotes egípcios lembraram a Solon da história grega de Faeton, filho de Helios, deus do Sol, que entrou na carruagem solar de seu pai e incapaz de manter o curso de seu pai ele queimou e torrou muitos países da Terra no terrível calor de sua passagem. Eventualmente Zeus arremessou Faeton do céu com o ataque de um raio e extinguiu os grandes incêndios com inundações e tempestades. O sacerdote egípcio de Sais admitiu que a história soava como uma fábula, mas ela de fato continha o germe da verdade; algo muito similar aconteceu na realidade. Antes desta idade catastrófica o clima da Terra tinha sido quente e fértil. As montanhas da Grécia eram cobertas por uma marga rica e florestas luxuriantes; em todos os lugares os regatos e riachos forneciam água abundante à terra. Depois das catástrofes o solo, que havia se tornado pó devido ao calor intenso, foi varrido pelas subsequentes inundações, deixando apenas o esqueleto de um país, as rochas e as pedras. Ao mesmo tempo gigantescos terremotos e inundações tornaram a terra natal dos Atlantes inabitável. Atlante, a ilha real do reino atlante, é dito ter sido engolida pela inundação e terremoto em um único dia e noite de terror. Somente um mar de lama permaneceu no lugar da ilha real.

Nos capítulos seguintes da história da Atlântida nos são dadas narrativas detalhadas da exata posição da ilha real, a extensão e poder do reino atlante e muitos outros fatos. Nos é falado que sobre a ilha real, ou Basileia, ficava o castelo dos reis Atlantes e um templo dedicado a Poseidon, o principal deus dos atlantes. Aqui os Atlantes são ditos terem encontrado cobre solido e derretido, bem como um estranho produto natural conhecido como orichalc; que o sacerdote não foi capaz de dizer o que era. Para nós é apenas um nome, mas os atlantes o valorizavam como ouro. Fora do cobre os atlantes trabalhavam com estanho em grande extensão. Eles também conheciam o ferro, mas aparentemente ele era não usado durante festividades cerimoniais. Muitos outros detalhes nos são conhecidos sobre a Atlântida e os atlantes. Segundo Platão, o sacerdote egípcio referiu-se continuamente aos antigos papiros e inscrições egípcias; devemos citar e discutir estes detalhes – nos capítulos relevantes. Solon teve esta história, que foi originalmente traduzida da linguagem atlante para o egípcio, e daí traduzida para o grego. Ele pretendeu escrever um poema épico baseado nisto, mas a confusão que ele encontrou em Atenas na sua volta evitou que ele completasse seu plano. O poema inacabado da guerra entre Atenas e os Atlantes, a história da própria Atlântida, foi entregue a Critias o Jovem, que a leu para um círculo de amigos na presença de Sócrates e Platão. Platão então escreveu a história sobre a antiga Atenas e os da Atlântida, assim a preservando para a posteridade. A história da Atlântida é, segundo as repetidas avaliações de Platão, o relato exato e fiel das antigas inscrições egípcias e dos papiros coletados pelos sacerdotes em Sais e estudados e contados novamente por Solon. Como Platão ressaltou:”a história Atlante não é um conto de fadas, mas em cada aspecto é uma história verdadeira”.

2. ATLÂNTIDA – FÁBULA OU FATO?

Desde a idade de Platão, a história da Atlântida tem arrebatado um interesse especial de incontáveis pessoas. “Homens sábios e tolos, excêntricos e poetas, cientistas e filósofos, hereges e sacerdotes” disse o oceanógrafo sueco Petterson, que tem discutido o problema, se a Atlântida realmente existiu ou foi apenas um ornamento da teoria de Platão da organização social e do Estado  – um exemplo-modelo inventado como um ponto de comparação entre a Atenas livremente democrática e o Estado todo poderoso. Esta discussão se a história da Atlântida era apenas um conto de fadas ou um valioso registro histórico já havia começado no tempo de Platão. Ele próprio repetidamente avaliou que a história não era uma fábula, mas completamente verdadeira. Em outros lugares ele diz que a história da Atlântida, embora curiosa, é em todos os aspectos uma certeza histórica. Dos deveres heróicos dos atenienses, que vitoriosamente defenderam-se contra os soldados atlantes atacantes, ele ressaltou: “Este ato bravo, embora pouco conhecido, não obstante aconteceu”. Nos Diálogos de Critias,   Mnemosyne, a deusa da Lembrança, é evocada para assegurar que todos os detalhes sejam relatados de acordo com os acontecimentos reais. Confiante na veracidade das crenças de Platão, inúmeros eruditos tem tentado resolver o enigma da Atlântida. Segurando Ceram aproximadamente vinte mil livros tem sido escritos desde os dias de Platão sobre o assunto. Braghine e Paul Herrman falam em por volta de vinte e cinco mil. Usando todos os meios possíveis à disposição da humanidade, tem sido feitas tentativas para rasgar o véu do segredo. Sociedades foram fundadas, conferências foram realizadas, e expedições de pesquisa foram equipadas em ordem de realizar a tarefa.

Segundo relatos de jornais, apenas em 1950 três grandes expedições estiveram tentando encontrar a Atlântida. Egerton Sykes acreditou que a ilha afundada estaria nas vizinhanças dos Açores, a mais de 10.000 pés de profundidade, e tentou em vão encontrar traços dela, usando equipamento de radar e cargas profundas. É relatado que um descendente de Tolstoi resolveu procurar perto de Bermudas porque um piloto aéreo americano havia dito ter avistados muros e ruínas de templo no Atlântico Sul durante a última guerra. O francês Henri Lhote equipou uma expedição ao Saara, onde, no deserto pedregoso e sem água de Tanzerouft, ele esperava encontrar a ilha afundada da Atlântida. O erudito e político americano Donelly convocou as marinhas do mundo, para “ao invés de fazer guerras, realizar um útil trabalho cultural ao procurar pelas relíquias da Atlântida no leito do oceano.” Quando todas estas pesquisas se provaram infrutíferas, os espiritualistas e teosofistas entraram no campo e ofereceram soluções realmente fantásticas ao problema. Até mesmo bombas foram utilizadas para resolver a questão. Em agosto de 1929, em uma sala da Sorbonne em Paris, duas bombas de gás foram atiradas por um delegado em um congresso da Sociedade para Estudos Atlantes, para refutar rapidamente, efetivamente e sem posterior discussão a opinião de um orador que a Atlântida era para ser identificada na Córsega! Qual tem sido o resultado de tudo isto? Ceram tem escrito que a despeito dos vinte mil volumes que até então tem sido publicados sobre a Atlântida, nenhum tem sido capaz de provar sua existência. É uma pequena maravilha, portanto que tantos eruditos acreditem que a história nada mais seja do que uma ilusão. Até mesmo Aristóteles manteve esta convicção, que tem sido fortemente reforçada em nosso próprio tempo. O sueco Lindskog escreveu que a Atlântida era e é uma ilha lendária, uma criação da imaginação e nada mais. O abade francês Moreux descreve a história atlante como “pura fantasia” enquanto que o austríaco Rudolf Noll a chamou de romance utópico a que falta qualquer base histórica. Estes julgamentos fazem com que pareça inútil continuar a pesquisar a história atlante. O veredito da ciência foi dado. Platão tem sido acusado de engano deliberado e toda a pesquisa relativa a Atlântida condenada como uma ‘contribuição à tolice humana”, e todos estes que tem tratado o assunto tem sido denunciados como ‘tolos’, ‘atlantomaniacos’ e ‘excêntricos’. Mas os eternos céticos que pronunciaram este julgamento severo tem cumprido sua tarefa de um modo fácil demais. Nenhum dos muitos que descartaram a história atlante como pura fantasia tem até mesmo tentado provar sua avaliação. Platão tem sido denunciado como um charlatão antes que suas declarações sejam até mesmo testadas e seus escritos tem sido julgados como “livre poesia”, sem a questão uma vez ter sido proposta se os papiros e inscrições que ele afirmava como a base para seu relato de fato não tenham existido ou possam não existir ainda hoje.

3. SOLON ESTEVE EM SAIS

A declaração de abertura de Platão é a de que Solon esteve em Sais, no Baixo Egito, e ele próprio viu as inscrições e os papiros que continham a história atlante. Os sacerdotes egípcios, que coletaram e estudaram os textos, os traduziram do antigo egípcio e os entregaram a Solon. Esta avaliação é repetida por Platão em muitas formas diferentes.  Brandenstein declara que Platão teve o maior problema para verificar a confiabilidade da história atlante. Para autentica-la, Platão conta como os sacerdotes egípcios adquiriram os papiros, como Solon escreveu a história, pretentendo usa-la como base para um poema, e como o caos que ele encontrou em seu retorno a Atenas evitou que ele completasse o empreendimento. Platão declara, sobretudo: que a história havia sido originalmente traduzida da linguagem atlante para o egípcio e foi somente para Solon novamente traduzida para o grego e ele acrescenta que havia inúmeras provas de sua correição. Ela alcançou Platão por meio de vários intermediários. Não devemos também verificar estas declarações? Não há dúvidas  que de fato Solon foi ao Egito e este fato tem sido confirmado por muitos antigos escritores e cronistas. Ele iniciou sua jornada de dez anos depois que havia dado a Atenas suas leis muito úteis e fez esta viagem com o intuito de coletar informação sobre os tempos pré-históricos. Sua primeira meta era Sais, a residência dos faraós, porque seus sacerdotes haviam reunido e estudado inscrições antigas e textos de seu pais e tinham um profundo conhecimento da história antiga. Não há qualquer dúvida que tudo isto está correto.

Quando Solon viajou ao antigo Egito, Sais, situada na boca do Nilo, logicamente seria a cidade a ser visitada primeiro. Ela também de fato era cidade residência dos farós e Psamtik I (663-609 AC) havia permitido uma colônia de mercadores gregos a quem ele garantiu privilégios especiais para se estabelecrem nas vizinhanças da residência real. No tempo de Solon o faraó Ahmose II (57o-525 AC), mencionado por Platão, reinava em Sais: ele favoreceu os gregos em uma tal extensão que despertou o ciúme dos egípcios. Solon adquiriu de Ahmose várias leis, por exemplo esta: “a cada ano cada habitante tinha que mostrar ao governante por que meios ele ganhava seu sustento”. Temos posteriormente que acreditar em Platão quando ele diz que Solon tinha estado em Sais, que ele foi bem recebido e recebeu honras. Os sacerdotes de Sais realmente coletaram e estudaram em detalhes textos históricos, inscrições e papiros, como Platão nos conta nos Diálogos? Novamente devemos confirmar Platão. O estudo intensivo do passado era de fato a principal ocupação dos sacerdotes em Sais nestes dias. Breasted, a grande autoridade na história egípcia, diz que sobre os sacerdotes em Sais em outra ligação: Os escritos e rolos sagrados dos séculos passados eram procurados com grande zelo, e com a poeira das idades que os cobriam eles eram coletados, separados e arrumados. Uma tal educação clássica levou os sacerdotes de volta a um mundo há muito tempo esquecido, cuja sabedoria herdada, como com os chineses e maometanos, formavam as mais altas leis morais. O mundo havia ficado mais velho e com um prazer todo particular eles se ocuparam com esta juventude há muito passada. A era de Sais, com sua contínua referência às condições passadas, tem com justiça sido chamada de uma idade de restauração. Então a declaração de Platão que os sacerdotes em Sais coletavam e estudavam documentos antigos é confirmada por uma das maiores autoridades na história egípcia. Foi lá em Sais, como manteve Platão, que os textos e as inscrições, ou cópias deles, relatavam a grande guerra do povo atlante, as terríveis catástrofes naturais desta época, e a libertação do Egito da matança dos guerreiros atlantes? Proclus, um comentador de Platão, relata que os sacerdotes de Sais mostraram as mesmas inscrições e papiros a Crantor de Soli (330-270 AC), que escreveu o primeiro comentário sobre Timaeus. Elas de fato existiam, e levanta-se a questão se estas inscrições ou ao menos algumas delas, dos incontáveis textos egípcios antigos que tem sido perdidos no curso dos séculos ainda existam hoje alguns.

4. A DATAÇÃO DOS EVENTOS DESCRITOS NA HISTÓRIA DA ATLÂNTIDA

Antes que comecemos a tentar rastrear os antigos textos que descrevem os eventos relatados por Platão devemos primeiro corrigir a datação dos próprios eventos. De nossa solução deste problema – o mais importante de todos no estudo da Atlântida – depende o nosso veredito sobre a autenticidade da história; a inteira história se mantém ou cai pela nossa resposta. É muito mais do que estranho que dificilmente algum erudito tenha inquirido a questão da datação ou pensado que isto fosse válido para de determinar a ir mais profundamente. O problema de onde a Atlântida estava situada tem tomado precedência sobre a questão de quando ela foi destruída. Uns poucos eruditos que tem lidado com a datação tem, a despeito dos meios a nossa disposição hoje para a solução de tais problemas, dado respostas realmente ridículas: os eventos descritos a Solon teriam sido ocorridos em quase cada 10 mil anos atrás entre cem mil AC e 500 AC. Se estes são os resultados dos eruditos modernos não é surpreendente então encontrar que a própria datação de Platão – 8.000 anos antes de Solon – seja completamente impossível ou, como corretamente diz Knotel, uma completa falta de lógica. Muitas das coisas mencionadas em detalhes na história atlante – entre outras, os Estados gregos, a cidade de Atenas, um império egípcio, o cobre, o estanho, o primeiro ferro, e carrruagens – certamente não existiam a 8.000 anos antes de Solon, iato é, em 8.600 AC. Deve haver um erro aqui, talvez um erro na tradução; não podemos aceitar esta datação. Mas felizmente, acrescentando-se a esta má interpretação, a história contém muitas alusões que nos capacitam a datar corretamente os eventos.  Há, por exemplo, a frequente citação que os atlantes tinham uma grande riqueza de cobre e de estanho e foram até mesmo os mais iniciais usuários do ferro. Uma raça que possuia cobre e estanho de fato viveu na Idade de Bronze, por volta de 2000 a 1000 AC. Se, como tem sido dito, os instrumentos de ferro já eram conhecidos na Atlântida, então a ilha deve ter existido no fim da Idade do Bronze, ao tempo quando o ferro apareceu pela primeira vez. A questão do uso dos primeiros instrumentos ou implementos de ferro tem sido estreitamente investigada pela bem conhecida autoridade em metalurgia pré-histórica, Wilhelm Witter. O exaustivo exame de Witter de achados arqueológicos o levou a conclusão definitiva que os primeiros implementos de ferro feitos por mãos humanas vieram com a invasão dos povos do mar ao Norte, que varreram como um furacão os países mediterrâneos pelo fim do século treza AC. Segundo  Witter, ao menos alguns povos do Norte devem ter dominado as técnicas do ferro antes que eles começassem a grande migração.

Se, como mantém Platão,a história da Atlântida é em cada aspecto historicamente um relato confiável e acurado, então os eventos que ele descreve devem ter ocorrido perto do fim do século treze AC, ao tempo da introdução do ferro, quando o cobre e o estanho ainda eram amplamente utilizados. Talvez Olaf Rudbeck (1630-1703) estivesse certo ao presumir que tenha havido um erro de tradução, que devemos pensar não em 8.000 anos mais em 8.000 meses entre a queda da Atlântida e a ida de Solon ao Egito. Se assim tiver ocorrido, a queda da Atlântida deve ter ocorrido por volta de 1200 AC. Esta presunção do historiador sueco nos leva ao tempo exato em que a Atlântida deve ter perecido. O ano egípcio era de doze meses, e oito mil ‘meses’ são portanto 666 anos. Se subtrairmos estes 666 anos da data da viagem de Solon ao Egito [560 AC] chegaremos ao ano 1226 AC e este ano foi talvez o do início da datástrofe da Atlântida. Este foi o ano em que os líbios, expulsos de seus lares por terríveis desastres naturais, atacaram o faraó Merneptah; em quase exatamente 1200 AC, o povo do Mediterrâneo Norte alcançou a Grécia, chegando à fronteira egípcia em 1195 AC. Podemos facilmente imaginar que o povo do Norte – como os Cimbrianos e os Teutons mil anos depois – esteve em movimento por vinte ou trinta anos, até que foi finalmente detido por Ramses III em 1195 AC. Há, de fato, muito a ser dito sobre a crença de Rudbeck que Solon entendeu mal os sacerdotes egípcios e que o início das catástrofes e guerras descritas na história da Atlântida tinham que ser colocadas em 8.000 meses antes de Solon.  Rudbeck e muitos outros eruditos depois dele tem ressaltado que os longos períodos de vida registrados no Geneses são o resultado da mesma confusão entre o antigo cálculo oriental em meses e os mais modernos cálculos em anos. Todas as idades dadas, portanto, devem ser divididas por doze. Deste modo Adão não teria 930 anos, mas 77. Seth não teria 912 anos, mas 76.  Mahalaleel não teria 895 mas 74 anos, Jared não teria 962 mas 80 anos e Matusalém não teria 969 mas 81 anos e Lamech não teria 777 mas 64 anos .Até mesmo hoje os egípcios calculam o tempo em meses. O Rei Farouk escreve em suas memórias : “Nosso calendário é contado por meses, e não como o calendário Gregoriano na maioria dos países ocidentais por um ano de 365 dias”.

5. TEXTOS E INSCRIÇÕES CONTEMPORANEAS RELACIONADAS À HISTORIA

Anteriormente levantamos a questão se alguns textos aos quais se referiam os sacerdotes de Sais e que foram vistos por Solon e por Crantor, podem não mais existir hoje. Temos estabelecido que todos os eventos descritos na história da Atlântida devem ter ocorrido ao tempo do uso mais inicial do ferro, no fim do século treze AC, e permanece a descobrir se existe qualquer inscrição ou papiro deste tempo que confirme as declarações da história. De fato bem um número de tais textos são conhecidos:
– 1 – Inscrições por volta do tempo do faraó Merneptah (1232-1214 AC), entre elas o Grande Tablete de Karnak e a Estela de Athribis .
– 2 – As incrições e pinturas na parede no templo de Ramses III (1200-1168 AC) em Medinet Habu, onde milhares de jardas quadradas de inscrições históricas e relevos estão gravados nas paredes e colunas.
– 3 – O Papiro Harris, o texto mais compreensivo que nos foi preservado do antigo Oriente.Ele é um rolo de papiro que tem cem pés de comprimento e que foi escrito como um tipo de relatório do governo de Ramses III.
– 4 – O Papiro Ipuwer, no qual uma testemunha ocular das terríveis catástrofes no Egito se queixa veementemente que estes infortúnios foram trazidos pelo faraó. O Papiro Ipuwer tem sido datado por Erman por volta de 2500 AC, mas a data está errada. O papiro menciona o bronze e então só pode ter se originado na Idade do Bronze. Ele também alude a “Terra de Keftyew,” que não aparece até depois da 18a. dinastia, 1580 a 1350 AC. Sobretudo, sua descrição das catástrofes naturais e da invasão de raças estranhas no delta do Nilo concorda em grande extensão com aquelas de Medinet Habu e a do Papiro Harris, o que prova que o Papiro  Ipuwer se originou no mesmo tempo destes textos; isto é, por volta de 1200 AC.
– 5 – As fontes do Velho Testamento, particularmente do Exodus, também terão que ser consultadas. Elas contém o que pode ser mostrado por comparação com os outros textos originais serem as descrições fiéis da época. O Exodus descreve a Migração dos Filhos de Israel do Egito e as terríveis pragas que tornaram esta migração possível. Este evento aconteceu entre 1232 e 1200 AC. Em Exodus I, é relatado que os Filhos de Israel foram forçados durante sua escravidão a construir os centros de Pithom e Ramses como locais de armazenamento. Estas cidades foram construídas por Ramses II (1298-1232 AC). Pithom no Wadi Tumilat, que é o portal natural do Egito para quem vem da Ásia e foi construído como uma cidade fortaleza, enquanto Ramses, ou “a Casa de Ramses,” foi construída no delta do Nilo como uma nova residência para o faraó de quem recebeu o nome. Este mesmo Ramses II, construtor de Pithom e Ramses, era também o hebraico “Faraó da Opressão”. Segundo o Exodus II, 23, este faraó morreu antes da migração dos israelitas e a erupção das grandes aflições conhecidas como ‘as dez pragas do Egito’. O faraó ao tempo do êxodo deve portanto ter sido um sucessor de Ramses II. Mas quando Ramses III ascendeu ao trono no ano de 1200 AC o Egito já era um Estado em completa devastação. As catástrofes naturais descitas no Exodus devem portanto ter ocorrido entre 1232 e 1200 AC; hoje geralmente elas são assumidas terem começado por volta de 1220 AC, o que parece estar correto. O    Exodus, então, registra os mesmos desastres daqueles descritos em outras inscrições e papiros listados acima e na história da Atlântida.
– 6 – Temos a acrescentar a estas fontes contemporaneas muita informação adicional obtida por nós de antigos poetas e escritores de uma idade posterior. Como esta informação não pode ser seguramente datada a devemos citar apenas em casos excepcionais.
– 7 – Além disso há muita evidência arqueológica que, reunida com os inúmeros achados da ciência natural, impressivamente confirma as declarações das inscrições contemporaneas e da história da Atlântida.

6.AS CATÁSTROFES NATURAIS OCORRIDAS POR VOLTA DE  1200 AC

As principais objeções dos críticos à história da Atlântida sempre tem sido destinadas a narrativa de Platão das extensas catástrofes naturais ditas terem afligido o mundo inteiro ao tempo da queda da Atlântida, e terem causado as grandes guerras do povo atlante. Este relato tem sido rotulado como ‘pura invenção’ de Platão em uma tentativa de tornar mais plausível sua “especulação cosmológica”. Uma tal suspeita é completamente compreensível porque Platão fala de catástrofes tão inigualáveis que sua negativa como pura invenção parece apenas justificável demais. Segundo Platão, os sacerdotes de Sais disseram a Solon que naquele tempo a terra foi ressecada e torrada em uma extensão que supera a imaginação; grandes incendios destruiram muitas terras e florestas, os terremotos alabalaram o mundo e causaram uma destruição enorme, muitos rios e regatos secaram e a ilha real da Atlântida foi engolfada pelo mar. Finalmente grandes inundações e tempestades tropicais se acrescentaram ao caos. Assim, em um fantástico rodamoinho de catástrofes terríveis, uma idade não usualmente favorável e frutífera seguiu uma de clima muito mais severo e estéril. Estas declarações correspondem aos fatos? Por volta do século treze AC aconteceu algum desastre universal ou os críticos estão corretos ao acusarem Platão de romantizar?  (a) a dessecação e o grande fogo. Os documentos contemporâneos declaram com certeza que tais catástrofes de fato ocorreram por volta do século treze AC. Uma fonte diz sobre a dessecação e o grande incendio: “Uma terrivel tocha arremessou chamas do céu para procurar as almas dos libios e destruir a tribo deles”. Edgerton explica que um raio do céu tinha afligido os libios e destruido a tribo deles. Detalhes similares podem ser encontrados em outros lugares. “O calor queimou como uma chama sobre a terra deles. Seus ossos queimaram e derreteram em suas pernas”.  “O calor em sua terra queimou como o fogo de um forno”. E a respeito do povo do Norte: “Suas florestas e pessoas foram destruidas pelo fogo”. “Diante deles alastrou-se um mar de chamas”.

Repetidamente encontramos registrado que os inimigos do Egito foram queimados ou afligidos por um grande incendio. Mas o Egito também sofreu. Uma testemunha ocular tem relatado que as paredes, portais e colunas foram destruídas pelas chamas, o céu estava em caos, nem fruto ou alimento podia ser encontrado, em um único dia tudo foi destruído e a terra ficou seca como cera cortada. No Exodus lemos: “O Senhor enviou o trovão e o granizo e o fogo correu sobre o solo, e o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito. Então houve granizo e fogo misturado com o granizo, muito doloroso, tal como nada como isto na terra do Egito desde que ela se tornou uma nação”. Ovidio escreveu em ‘Metamorfoses’, em toda probabilidade baseando sua narrativa em confiáveis fontes antigas: “A terra estava incendiada, as montanhas se elevaram, e grandes brechas apareceram; os rios secaram; grandes cidades desapareceram com todos seus habitantes e enormes erupções de fogos transformaram seres humanos em cinzas”. Cada frase desta descrição pode ser confirmada por fontes contemporaneas ou outras fontes históricas. Certamente é verdadeiro  que nas últimas décadas do século treze AC a Libia tornou-se um deserto. Durante a Idade de Bronze isto era, como grandes áreas do Saara, uma terra fértil e cheia de água. Incontáveis desenhos nas rochas de rebanhos de gado, carros puxados a cavalos, peixes e barcos tem sido encontrados em lugares onde hoje nem até mesmo um camelo pode sobreviver. Numerosos cemitérios datando das eras iniciais de Pedra e de Bronze e outros achados arqueológicos encontram prova que o país uma vez foi populoso e altamente fértil. Mas por volta de 1200 AC a Líbia se tornou torrada, e seu povo buscou refúgio no delta do Nilo. O velho sacerdote de Sais que falou com Solon sobre estas catástrofes estava provavelmente correto ao dizer: “Por aquele tempo os rios e lagos da Líbia, alimentados do Saara Central e Sul, secaram, o Nilo continuou a fluir pelo derretimento dos glaciais a 15.000 pés das montanhas onde ele tinha sua fonte.”

Mas a prova mais impressionante da dessecação catastrófica de por volta de 1200 AC vem dos mal denominados ‘habitantes dos lagos’ da Europa. Restos de assentamentos tem sido encontrados em muitos lagos e rios europeus, embora estejam a uma distância considerável do litoral. Eles datam do período entre 2.000 e 1200 AC. Até recentemente era acreditado que eles fossem restos de residências nos lagos, isto é, casas construídas em palafitas sobre a água. Mas na medida em que o nosso conhecimento dos acampamentos pré históricos foi aumentado pelas escavações arqueológicas,o enigma destas residências no lago tornou-se ainda mais intrigante. Pareceu não haver qualquer propósito em construir um tal tipo extraordinário de acampamento em nosso clima europeu. O erudito alemão 0. Paret atacou este problema sob um novo ângulo e encontrou um número de objeções técnicas às explicações que anteriormente tem sido oferecidas. Ele chegou à conlusão que os ‘habitantes no lago’ cujos postes eram encontrados nos lagos, rios e pântanos da Europa de fato não eram afinal habitações em lagos, mas acampamentos construídos em solo firme. Sendo assim, o fato de que estes restos tenham sido encontrados tão longe nas águas pode apenas significar que ao tempo da ereção o nível da água estava quinze pés mais baixo do que hoje. Todos estes acampamentos tem sido construídos às margens da água durante o tempo da seca e tinham sido inundados e evacuados quando os lagos e rios se elevaram novamente. Desde que isto se aplica a todas as habitações de lago pela Europa Central e do Norte a causa deve ter sido uma catástrofe geral, não uma local, começando com extensa seca e terminando com inundações enormes. O nome ‘habitações do lago’ foi um ero enorme e uma disseminação que os desastres naturais devem ser vistos como fatos históricos provados. Estas ‘habitações do lago’ tem sido encontradas datarem de apenas o tempo das duas grandes idades da seca por volta de 2.000 a 1200 AC. Paret foi capaz de avaliar que a seca de 1200 AC foi muito mais severa e disseminada do que aquela de 2.000 AC. Para ilustrar os eventos daquela era ele nos lembra, como o sacerdote de Sais 2.520 anos antes dele, da maravilhosa história grega de Faeton, que dirigiu a carruagem solar de seu pai ao longo dos caminhos errados e queimou muitos países até que Zeus extinguisse as chamas com grandes tempestades tropicais e inundações. Esta história parece também a Paret uma boa ilustração para as catástrofes naturais que ocorreram por volta de 1.200 AC. Esta inversão climática resultou em uma falta tão grande de alimentos entre as raças do mundo que ela forçou muitas delas a se tornarem canibais. Isto foi instrumental para o movimento das raças na Europa Média e do Sul; isto derrubou as bases de um velho mundo e lançou as bases para um mundo novo. Foi a causa da enchente que determinou o destino do mundo. Todas estas observações e inscrições contemporaneas citadas acima não deixam dúvida que a grande seca relatada pela história da Atlântida e o “grande fogo”  de fato aconteceram no tempo afirmado, isto é, na direção do fim do século treze AC. A este ponto também a história de Platão não é pura invenção mas em todos os aspectos uma história verdadeira.  (b) Terremotos e inundações. O mesmo se aplica aos “gigantescos terremotos e inundações” relatados por Platão, que sempre tem sido descritos como um produto da grande imaginação do Grego. Em apoio a elas também incontáveis relatos contemporaneos e provas científicas podem ser citadas.

As inscrições em Medinet Habu registram que o país das pessoas do Norte foi destruído, e “as almas deles expostas a um perigo mortal”. O Egito fica em completa desolação, suas cidades destruídas, seus habitantes vítimas, da pavorosa catástrofe da natureza. Eusébio, Bispo da Cesareia, relata, com base nos antigos escritos do Exodus, “Houve granizo e terremoto, e aqueles que fugiam do granizo para dentro das casas eram mortos pelo terremoto, que fez com que todas as casas e a maioria dos templos desabasse”. Tácito (Annals, iv, 55) diz : ” O povo de Halikatnass me asegura que não tem havido um terremoto em seu país por 1.200 anos”. Diodoro da Sícilia, que viveu pouco antes de Cristo, escreveu em sua história universal que 1200 anos antes dele o Lago Tritonis na África do Norte desapareceu em um terrível terremoto. Justino o Mártir (165) relata que os fenícios, que avançaram do oriente para a costa do meditrerrâneo no fim do século treze AC, foram expulsos de seu lar original da Assíria. Simultaneamente com os terremotos foram ditos terem havido tempestades tão terríveis que, segundo Ramses III, as ilhas do povo do Norte foram “arrancadas pela raiz pela tempestade e varridas para sempre”. A inscrição hieróglifa de  El Arish, que descreve os mesmos desastres, diz: “O país estava em grande perigo, o infortúnio caiu sobre a terra e houve tumulto na capital. Por nove dias ninguém pôde deixar o palácio. Durante estes nove dias houve uma tempestade tal que nem os homens e nem os deuses [porque aqui provavelmente significasse a família real] puderam ver as faces ao redor deles”. A Tempestade também foi mencionada no Exodus, que relata qe ela se disseminou do oriente e então mudou para o ocidente: “E o Senhor enviou um poderoso vento ocidental”. A ocorrência simultanea de ventos ocidentais poderosos e gigantescos terremotos causou inundações e deslizamentos de terra. Ramses III relatou que o Delta inundou suas costas. Em Exodus é dito sobre isto: “Vós que soprais o vento, o mar os cobriu [os egípcios] eles afundaram como chumbo nas águas poderosas”.

Em muitas partes da Grécia há lembretes da inundação Deucalionica em que os escritores gregos dataram de ao mesmo tempo do incendio de Faeton. Eusebio escreveu que a inundação do Deucalião, o fogo de Faeton e o exodus israelita do Egito todos aconteceram ao mesmo tempo, e Augustinus pensava que a inundação do Deucalião fosse contemporanea do exodus de Moisés do Egito. É também muito provável que os numerosos mitos gregos lidando com a enchente Deucalionica sejam um lembrete das inundações gigantescas e tempestades tropicais por volta de 1200 AC. Em Delfos, na boca do Antesterion, sacrifícios especiais foram oferecidos a Apolo em gratidão por sua entrega segura dos ancestrais das pessoas da enchente deucalionica. Nós já temos visto, da evidência dos chamados ‘habitantes dos lagos’ os efeitos catastróficos da rápida elevação do nível das águas dos lagos e rios que pode facilmente ser provado. “Quando os habitantes do lago repentinamente pararam no Lago Constance e nos lagos suiços a razão deve ser encontrada em uma causa bem mais longe”, diz Paret, Esta “causa bem mais longe”, segundo ele, era a grande mudança climática no início da Idade de Ferro, que levou a um rápido aumento no nível da água dos lagos e rios e a inundação dos “habitantes do lago”. Estes “habitantes dos lagos” do período por volta de 1200 AC são a prova visível que gigantescas tempestades tropicais e inundações descritas na história da Atlântida de fato seguiram a época das secas na metade do século treze AC. Paret nos assegura que as catástrofes climáticas  da idade eram vistas “na perspectiva correta por Platão. Nas charnecas da Alemanha do Norte, Jonas tem encontrado muitos traços de uma “zona de umidade” bem definida que ele data com base nos achados arqueológicos em 1200 AC. Segundo ele a grande maioria das charnecas e crescimento de humus tem crescido no solo seco das idades anteriores depois de uma nova onda de inundações ao tempo por volta de 1100 a 1000 AC. Ao mesmo tempo as grandes mudanças na costa ocidental da península Cimbriana deve ter ocorrido. O Mar do Norte, que até então se estendia tão longe quanto Heligoland, dominou largas estensões de terra e alcançou o que é conhecido como “Middleback .” A terra seca saindo do mar foi retorcida e os penhascos foram formados.

Ao mesmo tempo gigantescas “paredes de praia” eram despedaçadas pelas ondas e desde modo criaram os ” Doons ” no Marne e o ” Lundner Nehrung,” um lingua de terra longa e estreita que tem 12 milhas de comprimento e cinco milhas de largura. Estes penhascos e paredes de praia não podem ter se formado anteriormente. Ernst Beckman, que estudou em detalhe este extensão da costa, colocou a data de sua formação “por volta de virada da Idade de Bronze ou Idade de Ferro”. Devemos ver mais tarde que antes das catástrofes lá existiu uma grande ilha situada a oeste da costa Holstein, nas vizinhanças de Heligoland. Esta ilha agia como um quebramar para a costa ocidental de Holstein e efetivamente a teria protegido das terríveis devastações reveladas pelos penhascos e paredes da praia. Somente depois que a ilha submergiu foi possivel ao mar destruir uma grande parte da costa. Estes penhascos e paredes de praia não existiam no Idade do Bronze e isto é provado pela completa ausência de achados arqueológicos do período nesta área, rembora haja numerosos na vizinhança imediata de ” Middleback .” Os achados datam da Idade de Ferro, por outro lado, mostram que as paredes de praia exitiam nesta época, então elas devem terem sido formadas nas catástrofes de por volta de 1200 AC. O gregos mantiveram viva na memória esta catástrofe. Faeton, quando Zeus o atirou do céu por um raio caiu na boca do Eridanus, onde seu corpo foi encontrado e enterrado por suas irmãs, as Heliades. As irmãs foram transformadas em choupos e, ficaram no litoral de Eridanus chorando o irmão. É dito que as lágrimas delas cairam no rio e se transformaram em âmbar, que era lavado para o litoral na ilha de Basiléia no Mar do Norte. Portanto não é sem importância se seguimos Richard Henning, o autor de muitos trabalhos sobre problemas históricos e geográficos que identifica Eridanus como Elba, ou o erudito e escritor alemão Heinar Schilling e o historiador sueco Sven Nilsson, ao identifica-lo o o Eider, porque a boca de ambos os rios ficava naqueles tempos na vizinhança de Heligoland . Textos egípcios antigos contemporaneos acrescentam a evidência dos penhascos e paredes de praia para mostrar que a terrível catástrofe natural deve ter acontecido por volta de 1200 AC. Em onclusão podemos dizer que toda informação dada na história da Atlântida sobre a catástrofe natural mundial de 1200 AC tem sido confirmada na mais completa extensão por numerosas inscrições contemporaneas, por observações arqueologicas e investigações científicas, e por incontáveis histórias mais recentes, das quais apenas umas poucas nós citamos. Quando comparamos as narrativas das inscrições contemporaneas com as histórias de Platão temos que admitir que Platão tem contado sobre estas catástrofes de modo factual e não reticente. Elas foram de muito maior consequência do que o relato de Platão nos leva a acreditar. Elas marcaram o fim da Idade de Bronze que era climaticamente favorável e nos levaram a uma nova época difícil, a Idade de Ferro, que causou as inundações e o fim do destino favorável com as inundações em uma escala mundial.

7. AS EXPEDIÇÕES MILITARES DO POVO ATLANTE

As expedições militares do povo Atlante contra o Egito e a Grécia, relatadas por Platão, tem sem exceção sido descartadas como lendas, do mesmo modo que as catástrofes naturais. Até mesmo eruditos como Adolf Schulten e Wilhelm Brandenstein, que acreditam na “substância histórica” da história da Atlântida, ou da lenda atlante, tem tentado descartar as expedições do povo Atlante como “fingimentos da imaginação”. Nossas idéias da relação de poder na Idade de Bronze fazem parecer incompreensível que naqueles dias existisse uma tribo que atravessaria a Europa e a Ásia Menor e alcançasse a fronteira Egípcia com a meta de dominar a Grécia, Egito e toda a terra dentro desta faixa. A concepção da unificação da Europa e dos países Mediterrâneos sob um só poder é tão moderna que parece perplexante até mesmo como um vôo de fantasia de Platão, mas que isto deva ter sido concebido a aproximadamente mil anos antes de Platão e quase traduzido em realidade é exatamente impensável para a mente humana. Esta parte da história da Atlântida tem similarmente sido sem qualquer hesitação descartada e até mesmo utilizada como prova da falta de confiabilidade da inteira narrativa de Platão. Mas também aqui as inscrições e os papiros desaprovam os julgamentos apressados dos céticos. Devemos comparar a narrativa de Platão desta campanha militar e do plano “Pan Europeu” dos Atlantes com os documentos contemporaneos e mostrar que aqui também ele nada acrescentou, e manteve-se estritamente de acordo com os antigos textos egípcios trazidos por Solon. Os pontos principais da narrativa de Platão da grande expedição militar são estes:

– 1 – Os povos do reino Atlante se uniram em uma força e resolveram por uma única expedição de guerra para dominar a Grécia e o Egito, bem como toda terra dentro desta extensão.
– 2 – No curso da expedição o povo Atlante vagou pela Europa e submeteu a inteira Grécia com exceção de Atenas. Eles então invadiram a Ásia Menor e penetraram na fronteira do Egito, que eles ameaçaram, mas foram incapazes de conquistar.
– 3 – Dos países Mediterrâeos, Líbia, Grécia e Europa até onde vai o Mar Tirreno vieram sob o governo dos reis Atlantes. Estes países então se uniram a grande expedição.
– 4 – Um grande exército, bem equipado e altamente organizado, forte nas carruagens de guerra e uma frota poderosa estavam a disposição do poder Atlante. Dez reis, conhecidos como “Os Dez” comandavam as forças sob o comando supremo do Rei da Atlântida.
– 5 – A expedição dos Atlantes aconteceu ao tempo das grandes catástrofes naturais. Segundo os resultados obtidos, esta grande expedição deve então ter ocorrido por volta de 1200  AC. É certo que nas décadas por volta de 1200 AC ocorreram eventos que confirmam a história da Atlântida em um grau surpreendente. Estes eventos tem aparecido na história sob o nome de “Grande Migração”, “Migração Doriana”, “Migração do Egeu”, “Migração Iliriana”. Elas também tem sido nomeadas, com o nome das raças que desempenharam um papel decisivo nos estágios iniciais da Grande Migração”, as expedições militares dos povos do mar e do Norte. “Fora as inscrições contemporaneas que já temos discutido – que foram descritas por Bilabel como “documentos do maior valor histórico” – os resultados das inúmeras escavações arqueológicas ajudam a lançar luz nesta época decisiva da história européia, e nos habilita a reconstruir o curso dos eventos.

Durante o reinado do faraó Merneptah os líbios e seus aliados irromperam no Egito pelo oeste compelidos pela aridez de seu país a deixarem sua terra natal para esta expedição contra o Egito em busca de alimentos. Eles foram acompanhados por mulheres e crianças líbias. Sob a liderança do Rei Meryey os libios tiveram sucesso em avançar até Menfis e Heliopolis, onde eles estabeleceram assentamento. No quinto ano de seu reinado, em 1227 AC, Merneptah resolveu expusar os invasores e em 3 de Epithi [Abril] a batalha de Perire aconteceu. Depois de seis horas os libios foram derrotados e tiveram que fugir. Um rico botim caiu nas mãos dos vitoriosos.do Faraó, inclusive 9.111 espadas de bronze, de três ou quatro pés de comprimento. O número de mortos deixados no campo de batalha era de 6.359 libios, 2.370 pessoas do Norte, 222  Shekelesh (Sicilianos) e 74 etruscos. Mas embora os libios e povos do Norte unidos sofressem uma séria derrota, eles se levantaram novamente. A batalha de Perire foi apenas o início de uma série de eventos muito maiores e sangrentos; somente uma abertura para uma revolução mundial de extensão sem paralelo. Agora podemos ver pelas medidas que os países do mediterrâneo oriental tomaram que eles viram uma terrível tempestade se aproximando. Na direção do fim do século treze AC os Atenienses eregiram uma grande fortaleza ciclópica e se armaram para sua defesa. Em Mycenx as fortificações foram fortalecidas e ao mesmo tempo foi tomado o cuidado que o suprimento de água para a fortaleza fosse bem assegurado. A fortaleza de Tiryns foi construída e todas as fortificações foram fortalecidas. Na Ásia Menor os Reis Hititas tentaram fortemente fortificar sua capital Boghazkoi e concluir um pacto militar com o Egito para impedir o dia do julgamento. Os faraós trouxeram o país dele a um alto nível de prontidão por um grande programa de rearmamento, pela reconstrução de cidades destruídas pelas catástrofes e por levantar grandes exércitos de mercenários. Por volta de 1200 AC a tempestade que se ameaçava irrompeu. Do Norte grandes exércitos invadiram e ocuparam a inteira Grécia; apenas Atenas aguentou e superou o ataque. O invasor povo do Norte veio por terra, mas eles devem ter vivenciado construtores de barcos e talentosos marinheiros. Segundo a história eles construíram uma poderosa frota em Naupactos no Golfo de Corinto, atravessaram o Peloponeso e destruiram as poderosas frotas Achaic e de Creta. Eles então ocuparam Creta, as ilhas do Mar Egeu e Chipre. É possível que uma grande força do povo do Norte já tinha se voltado da Grécia, atravessado o Bósforo, e destruído Tróia, a Tróia de Homero, que já havia sido destruída oitenta anos antes pelos gregos de Micenas. Uma longa trilha de destruição marcou o curso destas tribos que já haviam seguido a rota por terra, operando aparentemente lado a lado com aqueles que atravessaram o mar da Grécia e Chipre. A Ásia Menor estava agora ocupada e atravessada, a poderosa terra dos Hititas foi destruída e desapareceu quase da face da terra. As escavações mostram que Boghazkoi, a capital Hitita foi saqueada e destruída a despeito de suas esplêndidas fortificações. As contemporaneas inscrições egípcias confirmam os resultados das escavações e descrevem o curso subsequente destas grandes expedições militares.

Ramses III relata “O povo do Norte tem feito uma conspiração na ilha deles. As ilhas tem sido rasgadas e tem sido levadas pelo vento. As terras dos Hititas, Codos, Carcemistas, Arzawa, Alasia [Chipre] foram destruídas. Eles eregiram o acampamento deles em um lugar em Amor [ao norte da Síria]. Eles destruiram o país e seus habitantes como se eles nunca tivessem existido.” Aparentemente o povo do Norte reuniu-se em Amor em seu acampamento para o ataque decisivo contra o Egito.  Ramses III ordenou uma mobilização geral. Ele fortificou sua fronteira ao norte, assegurou suas baías, e reuniu seus barcos de guerra de todos os tipos, fortemente armados, e tripulados da proa a popa. Ele ordenou exércitos para equiparem tropas auxiliares. O recrutamento e o equipamento foram dirigidos pelo Príncipe da Coroa. Fora as tropas nativas, negros e soldados da Sardinia também foram alistados. É dito deste exército que os soldados eram os melhores do Egito – eles eram como leões rugindo nas montanhas. No quinto ano do reinado de Ramses [1195 AC], depois de alguns ataques aparentemente fracos, um ataque em escala completa foi feito contra o Egito, provavelmente baseado em um plano unificado. Os líbios, mais uma vez unidos aos povos do Norte, tentaram ganhar um pé perto da boca do Nilo, e a força principal do inimigo saiu de Amor na direção do Egito. Ramses III e suas tropas se moveram na direção do inimigo. A batalha estava destinada a ser de importância histórica mundial. Pela boa sorte e pelo talentoso emprego de suas forças Ramses III foi capaz de resistir à matança. Centenas de milhares de pessoas do Norte foram mortas ou capturadas. Seus barcos de guerra, alguns dos quais já haviam alcançado a costa, se encontraram diante de uma parede de metal. Eles foram cercados pelas tropas egípcias armadas com lanças, empurrados para a terra seca e cercados. Houve uma tal matança nos barcos que os cadáveres o cobriam de proa a popa. Muitos dos barcos do Norte emborcaram e sua tripulação afogou-se. O povo do Norte que atacava por terra foi cercado e as mulheres e crianças que eles traziam com eles em seus carros de boi foram mortas ou levadas para a escravidão.

Wrescinski, o bem conhecido egiptologista, acredita que a consequência da guerra foi decidida na batalha do mar, porque foi esta que foi descrita em maior detalhe. As pinturas de parede em Medinet Habu mostram claramente que o povo do Norte foi derrotado a despeito de sua superioridade naval. Os barcos deles não tinham remos e confiavam em velas para sua propulsão, mas neste dia fatídico aparentemente não havia vento, e por esta razão os barcos ficaram parados,os lemes deixados sem pessoal e os barcos foram levados pela corrente para fora da costa. As tripulações dos barcos estavam armadas apenas com lanças e espadas, isto é, apenas para o combate próximo, e não havia arqueiros entre eles. Os egípcios, por outro lado, emergiram da boca do rio em barcos rápidos, impulsionados por muitos remos. Eles levavam arco e flechas e foram capazes de cercar e dispor dos infelizes barcos de uma distância segura. Seus remadores e arqueiros dispararam de trás de paredes protetoras compostas dos corpos dos Nortistas capturados e fustigaram os barcos. Quando as tripulações dos barcos inimigos estavam reduzidas em número pelas flechas dos egípcios, os barcos de guerra egípcios se aproximaram, lançaram o combate, ferros na velas abertas dos barcos do Norte, o que os fez emborcar. Suas tripulações saltaram na água, onde a maioria foi morta, somente uns poucos alcançando a costa. Os relevos em Medinet Habu tem preservado para nós cenas tocantes da heróica luta do povo do Norte.  Em um barco, apinhado de nortistas caídos, uns poucos homens ainda continuam a batalha sem esperança; em um outro um guerreiro nortista sustenta um camarada seriamente ferido com seu braço direito e levanta um escudo protetor com o esquerdo. Em um terceiro barco os Nortistas, eles próprios ameaçados até a morte, estão tentando salvar um ferido que flutua na água. Cenas similares da mais alta camaradagem e coragem que desafia a morte do povo do Norte são mostradas no grande relevo da batalha por terra.

Otto Eisfeld, que tem estreitamente estudado a era dos Filisteus e Fenícios está indubitavelmente certo ao dizer: “As descrições egípcias das batalhas de Ramses III contra os Filisteus mostram um grau notável de coragem desafiadora da morte da parte dos Filisteus.” [Os Filisteus eram o povo principal entre a coalisão dos povos do Norte e do Mar]. As mãos dos Nortistas mortos ou feridos nas batalhas por terra e por mar eram cortadas, atiradas em uma pilha e contadas. Deste modo era determinado o número exato de baixas. Para as batalhas iniciais o número de mãos cortadas do inimigo caído tinha sido precisamente contado. Por exemplo, depois da batalha perto da fronteira libia entre Ramses III e as forças combinadas libias e Nortistas, 25.215 mãos tinham sido contadas. Mas agora nos é dito que o número de mãos resultantes das batalhas decisivas de 1195 AC, somente eram incontáveis em número, e os prisioneiros tomados eram tão numerosos quanto a areia do mar. Podemos assumir que as expressões indefinidas foram escolhidas porque o número dos caídos ou feridos era muito maior do que nas batalhas anteriores.

ATLANTIDA

O Povo do Mar do Norte na batalha por mar. Um soldado ferido está caindo sobre a borda mas é rapidamente sustentado pelo seu camarada.  (Medinet Habu). Um grande relevo particularmente bem preservado mostra o que aconteceu aos prisioneiros tomados em batalha. Eles eram geralmente amarrados em pares e levados ao campo de prisão onde eles eram forçados a sentarem-se no solo, esperando seu interrogatório. Então eles eram levados separadamente diante dos oficiais egípcios, discerníveis por seus longos aventais, e marcados com o nome de Sua Majestade. Depois eles eram levados diante de um oficial de inteligência e questionados cuidadosamente. As declarações deles sob estes interrogatórios nos foram preservadas por muitos escritores. Os reis e príncipes dos povos do Norte e do mar se tornaram prisioneiros pessoais do Faraó.  Ramses III pessoalmente ressaltou que ele tinha feito prisioneiros os “dez príncipes” do povo do Norte e os havia carregado em triunfo.

A vitoria de Ramses III parecia completa, mas era apenas uma vitória de Pirro. Ele tinha dado batalha várias vezes mais, em uma prolongada luta contra o povo do Norte e os Filisteus o que é também mencionado na Bíblia. A luta forçou o Egito a fazer pesados sacrifícios. Ao tempo de Ramses III o Egito ainda estava no auge de seu poder, mas agora ele sofria um período de declínio e sombria estagnação. O povo do Norte assentou-se na antiga provícia egípcia em Amor na Síria, colonizou o país e construiu baías seguras ao longo de sua costa. Por quase duzentos anos eles governaram a Palestina e o Mediterrâneo Oriental, que veio a ser conhecido, como a principal tribo do povo do Norte, como o Mar dos Filisteus. Na aliança com os libios eles finalmente tiveram sucesso em invadir o Egito onde eles estabeleceram um rei de ditadura militar. Em 946 AC um libio, Sheshonk I, usurpou o trono real egípcio. Uma comparação destes eventos, confirmada pelas inscrições contemporaneas e extensa evidência arqueológica, e as declarações da história da Atlântida, mostram que todas as declarações da história concordam com os fatos históricos. Temos mostrado que a história está correta ao registrar que, no início da Idade do Ferro, isto é, na direção do fim do século treze AC, durante um tempo de catástrofes mundiais, um povo poderoso que governava sobre muitas ilhas e países “perto do Grande Oceano no Norte” se uniu em uma única força e estabeleceu uma enorme expedição militar para conquistar a Grécia, o Egito e todos os países do Mediterrâneo. Esta expedição de fato penetrou pela Europa e Ásia Menor até o Egito, que foi seriamente ameaçado; a esta expedição estavam unidos os libios e os Tirrenos, os Skekelesh e os Weshesh. O poderoso exército era de fato comandado pelos “Dez”, sob o comando supremo do Rei dos Filisteus. Fortes unidades de carruagens de guerra e uma poderosa força naval, que fez apenas uma tentativa na história para invadir o Egito pelo mar, reforçada por um exército por terra. Grandes catástrofes ocorreram antes, que se espalharam por um período de muitos anos. O Egito se salvou do extremo perigo que o ameaaçava e preservou sua liberdade, por apenas uns outros cem ou duzentos anos.

Ramses III escreveu que esta grande força planejava conquistar todas as terras da Terra e de fato chegou muito próxima do sucesso; até mesmo os guerreiros Nortistas capturados, depois de sua pesada derrota nas mãos dos guerreiros de Ramses III, ainda pensavam que o plano teria sucesso. Simplesmente não é possivel que Platão, que não poderia se lembrar destes eventos, ou Solon, que admitiu que ele e nem qualquer outro grego tinha idéia dos acontecimentos, possam ter inventado uma descrição tão historicamente exata como esta. A história da Atlântida frequentemente corresponde palavra por palavra aos textos contemporanos originais, o que faz com que seja altamente provável que os sacerdotes em Sais conheciam estas mesmas inscrições e papiros, e os utilizavam como base para a narrativa deles. A história, portanto, deve ser reconhecida como um relato fatual, historicamente valioso, até mesmo embora ela tem sido universalmente considerada “pura invenção”. Platão está correto quando ele afirma que isto de modo algum é um conto de fadas, mas em cada aspecto é uma história verdadeira. Antes que o povo Atlante tivesse atravessado a Ásia Menor e a Síria e alcançado a fronteira do Egito, eles tinham, segundo Platão, tido sucesso em submeter todos os Estados gregos. Apenas Atenas preservou sua independência e liberdade depois de uma luta heróica. As fronteiras do Estado de Atenas são descritas em detalhe, e mostram que a Atica, Oropos e Megara estavam incluidas dentro delas. A repulsa ateniense dos Atlantes tem sido descrita como um exemplo brilhante de grande coragem e defesa talentosa.

Esta parte da história da Atlântida em particular tem sido negado como não histórica pelos eruditos. Schulten, que em geral sustenta a acurácia da substância da história, diz que o episódio revela a verdadeira razão para o ornamento de Platão dos fatos simples da história: ele queria se consolar e aos Atenienses depois dos desastres da guerra do Peloponeso. Outros eruditos tem dito que Platão inventou um conto de fadas para glorificar sua própria cidade Atenas. Mas até mesmo esta parte da história de Platão está completamente de acordo com os fatos históricos e os achados arqueológicos. Antes que os povos do mar e do Norte atravessassem a Ásia Menor, eles invadiram a Grécia, destruiram fortalezas, queimaram cidades, e trouxeram a cultura Micenas a um rápido e violento fim. Há ampla evidência da força esmagadora com a qual o povo do Norte varreu a Grécia. Os historiadores concordam com a grande importância deste evento. Schachermeyer o descreve como uma das mais terríveis catástrofes na história do mundo. Segundo Wiesner, uma tempestade sem paralelo varreu através do Mediterrâneo Oriental. Weber acredita que isto foi nada menos do que uma revolução mundial, sem paralelo na história antiga em sua magnitude e extensão. Paret escreve que isto começou uma grande migração de povos de toda parte Central e Sul da Europa, bem como da Ásia Menor;isto revolucionou o velho mundo e criou a base para um novo. Bachofer tem chamado a isto de uma inundação que determinou o destino do mundo. Não podemos, portanto, simplesmente desmentir estes eventos como mitos inventados ou como contos de fadas históricos para o conforto dos Atenienses. Eles podem ser provados terem acontecido e terem criado a base de uma nova idade para o mundo clássico, ocidental.

Uma coisa surpreendente é que enquanto a Grécia, Creta, Ásia Menor e Síria eram arrasadas até o solo, Atenas e Atica eram deixadas intocadas e não afetadas pelo colapso destes povos. Parece, contudo, que a luta irrompeu entre os Atenienses e o povo do Norte e que os aclives dos fortes da cidade foram evacuados por um tempo pelos habitantes, que buscaram refúgio na Acropolis. Também parece provável que a história do Rei Kodrus, um ancestral de Solon, foi morto na defesa de Atenas, contém um germe de verdade histórica. É certo que os Atenienses emergiram vitoriosos e preservaram sua liberdade do modo que a história descreve. Em uma palestra sobre as escavações em Cerameicos, o grande cemitério antes dos portões de Atenas foi apenas completado no século treze AC. Segundo os achados, linguas e tradições, a Atica não foi imediatamente tocada por isto, mas batalhas de fato aconteceram, e temos que assumir que alguns povos gregos pré Dorianos que foram expulsos do Peloponeso começaram uma migração que continuou pelo fim do século doze AC. Nisto está uma explicação para o fato que em Atenas e em Atica a cerâmica Micenica continuou a ser feita e desenvolvida, muito depois do influxo do povo do Norte ter causado seu desaparecimento no resto da Grécia. Quando consideramos que os povos do mar e do Norte em seu avanço irresistível dominaram o resto da Grécia, Creta e as ilhas do Egeu, é de todo mais surpreendente que neste terrível colapso das terras do sul e do leste Atenas fosse capaz de preservar sua independência. Em conclusão podemos dizer deste episódio da história de Platão que ele corresponde sem dúvida a fatos históricos. É surpreendente, de fato, que Platão não tenha feito mais dos surpreendentes fatos heróicos de sua cidade natal, e que nem Solon e nem Platão reconhecessem que estas eram as batalhas, relatadas na história Ateniense, entre o Rei Kodrus e as hordas que invadiram vindas do Norte. Se Platão estivesse motivado a confortar os Atenienses, ou louvar seus ancestrais, então sem dúvida ele teria criado algo diferente do disponível material histórico. Ele, por exemplo, teria ocultado o fato amargo que um número enorme de guerreiros Atenienses foram engolfados pelos grandes terremotos do período. Quão pouco da narrativa de Platão é parcial é demonstrado pelo fato que sua narrativa, que é suposta glorificar Atenas, lida muito extensamente com a Atlântida. Por esta razão temos chamado a história de “História da Atlântida” e não “História da Antiga Atenas”. O intento de Platão era claramente não contar uma fábula louvando os Atenienses ou glorificando sua terra natal, mas registrar tão fielmente quanto possível o material tradicional.

8. CONCLUSÕES

Nossa pesquisa da parte questionável da história da Atlântida tem nos levado às seguintes conclusões:
– 1 – O relato da Atlântida é em seus aspectos principais uma confiável fonte histórica. Como Platão repetidamente avaliou, ela é de fato uma adaptação grega de antigas inscrições e papiros egípcios. Os eventos que ela registra de fato aconteceram por volta de 1200 AC. Alguns dos antigos papiros e inscrições egípcios sobre os quais a história é baseada ainda existem, então somos capazes de comparar a narrativa deles com aquela da história. A comparação mostra que Platão e outras fontes tradicionais [os sacerdotes de Sais, Solon, Critias o Velho e Critias o Jovem] tem fielmente relatado as narrativas dadas nestes textos, e não podem ser culpados de inventarem fábulas e mitos. Se, a despeito disto, mau entendimentos e erros tem aparecido, a razão não pode residir nos antigos sacerdotes terem deliberadamente falsificado o relato, mas simplesmente na dificuldade de tradução e no fato de que em algum lugar na longa cadeia da tradição os enganos são capazes de ocorrer. Os sacerdotes fizeram uma tentativa honesta de transmitir os registros manuseados por eles com sua melhor habilidade e conhecimento. Isto tem sido confirmado por Platão. Eles não merecem amargas queixas e acusações injustas, mas agradecimento e um ouvido atencioso porque eles nos tem dado as narrativas mais antigas e valiosas existentes da história ocidental; o relato das dores de nascimento e inícios da cultura ocidental. Nossa atitude geral em relação ao relato de Platão deve ser uma de confiante aceitação. Somente onde claras provas e fatos inegáveis falam contra certos detalhes de Platão podemos considerar um erro ou mau entendimento na tradicional fonte. Um julgamente apressado e sem justificativa está aqui, como em outros lugares, muito não justificado.
– 2 – A segunda conclusão que podemos obter com base na nossa pesquisa é que os Atlantes da história são idênticos aos povos do mar e do Norte das inscrições e papiros de Ramses III. O nosso conhecimento destes povos dos textos contemporaneos, sustentados pelas extensas escavações arqueológicas, está completamente de acordo com o relatado sobre os Atlantes. Aprendemos de ambos que o lar deles era nas ilhas e terras do Oceano Mundial ao Norte; que a terra deles foi varrida pela tempestade em uma era de terrível seca e grandes incendios e que sua cidade real e seu país pereceram ao mesmo tempo. Aprendemos que os Atlantes e os povos do Norte combinaram uma grande expedição militar e que os libios e os Tirrenos se uniram sob eles; que eles foram liderados pelos “Dez” que planejaram governar todas as terras, até o fim das terras; que eles conquistaram a Grécia, com exceção de Atenas, bem como a Ásia Menor; que eles atacaram o Egito mas sua séria ameaça foi com sucesso repelida. O relato da Atlântida, como os relevos contemporaneos, mostram que esta grande força incluia poderosos grupos de carruagens e uma poderosa força marítima. Portanto não há dúvida que o termo ‘Povo Atlante” é simplesmente um outro nome, provavelmente um nome local, para os povos do mar e do Norte.
Estas duas conclusões removem os destroços das más concepções e o peso morto do ceticismo não justificado, a datação apressada e as más identificações do valor da história da Atlântida. Eles abrem o caminho para uma câmara de tesouro de rico conhecimento histórico e um perplexante insight da vida e hábitos de um grande povo, vivendo a mais de três mil anos atrás, que foi forçado a deixar seu lar em uma época de terríveis catástrofes.

SEÇÃO DOIS

O LAR DOS ATLANTES [POVOS DO MAR DO NORTE] E A LOCALIZAÇÃO DA ATLÂNTIDA

O eminente filólogo alemão uma vez disse sobre os entusiastas que não cessam sua tentativa de resolver a questão da terra natal dos Atlantes, que somente tolos tentariam uma tal busca. O historia austríaco de arte R. Noll tem descrito esta questão como uma fixação vazia. Mas há outros que não vêem porque seja tolo ou vazio tentar encontrar a terra original de uma raça passada que tem causado tais mudanças revolucionárias na Europa e na Ásia Menor. Afinal, esta raça deve ter tido ser lar em algum lugar antes de serem expulsa na “Grande Migração” pelas grandes catástrofes naturais daquela época. A história da Atlântida diz sobre o lar dos Atlantes:
I . Os Atlantes vieram de muitas ilhas e parte do continente pelo Oceano Mundial.
II . Estas ilhas e faixas costeiras eram situadas ao Norte.

A respeito da primeira declaração, vários relatos confimam que muitas ilhas e partes do continente eram habitadas pelos Atlantes e estavam situadas no Oceano Mundial. Até mesmo a repetida declaração que os Atlantes se situavam fora dos Pilares de Hércules apenas ressalta a posição daquela ilha no Oceano Mundial. Em parte alguma no relato ele diz que a Atlântida estava situada a oeste, na vizinhança de, ou nos Pilares de Hércules, como alguns eruditos da Atlântida tem erroneamente traduzido. A declaração “fora dos Pilares” não dá qualquer direção da localidade da Atlântida. Os egípcios acreditavam que a terra habitada era na forma de um ovo, e estava cercada por oceanos, o Grande Círculo de Água. Ptah, o Criador do Universo, é mostrado em um antigo desenho egípcio modelando uma forma de ovo da Terra. A noção que o Grande Círculo de Água cerca a terra habitada é muito antiga e aparece já na quinta dinastia  (2650 AC), onde é dito em uma inscrição de pirâmide que o “grande mar redondo”, o Grande Círculo de Água, flui ao redor da Terra. Ao Grande Círculo de Água apenas pertencem os Mares Mundiais, não os mares internos no continente, como o Mediterrâneo. O Mediterrâneo era chamado “Mar Interior”. Esta noção também é predominante no relato sobre a Atlântida, onde é dito que a Atlântida é situada além dos Pilares de Hércules. O oceano no qual a Atlântida afundou de fato merece o nome “oceano” porque o mar dentro dos Pilares de Hércules é apenas uma baía com uma boca estreita. É também evidente demais que o Mar Mundial exterior não é o mesmo que “o Mar Interior”, isto é, o Mediterrâneo. As ilhas dos Atlantes portanto devem ser encontradas no Mar Mundial, e não no Mediterrâneo.

A respeito da segunda declaração, os Diálogos de Critias especificam a direção da Atlântida a partir do Egito e da Grécia. É dito que o inteiro território estava situado “cataborros,” na direção do norte. A palavra “cataborros ” tem frequentemente sido traduzida por “protegida contra o vento norte’. Isto está errado: “cats” significa ‘para, na direção de;’ “cata polin” significa “em direção da cidade”; “cat’ouron ” significa “no ar” etc. Mas não significa “protegido contra a cidade” ou “contra o ar”. Cataborros claramente significa “na direção do vento norte’ e não “protegido contra o vento norte”. Devemos portanto colocar a Atlântida ao norte do Egito e da Grécia no Oceano Mundial, como é dito no relato da Atlântida. Os textos contemporaneos completamente concordam com esta localização. Lemos neles sobre o povo do Norte que eles vieram do Grande Círculo de Água do fim da Terra, e que sua ilha natal estava situada no Norte. Estes povos portanto tem sido corretamente chamados de povos do mar, ou “povos das ilhas dos mares”. Outras fontes a respeito do lar destes povos confirmam estas declarações. Nas inscrições em Medinet Habu e no Papiro Harris é dito que o povo do Norte veio do fim da terra, ou “da grande escuridão”. A primeira declaração, que o povo do Norte veio do fim da Terra, é também confirmada no Velho Testamento e nas tradicionais fontes gregas. Os Filisteus, a principal tribo do povo do Norte, são descritos como descendentes de Jafé, que indubitavelmente é idêntico ao Japetos da mitologia grega. Homero tem relato que o lar de Japetos era o mais distante no fim da terra dos Oceanos. E no Velho Testamento, o povo de Israel, que estava invadindo a Palestina, foi ameaçado no caso de desobediência a Deus com o “povo do fim da Terra”, uma clara alusão as vindouras sérias batalhas com os Filisteus. Segundo a tradição grega, Atlas, o primeiro rei dos Atlantes, era o filho mais velho de Japetos.  Atlas também governa “os fins da Terra”. Segundo as inscrições contemporaneas e as fábulas tradicionais o lar dos povos do Norte e do mar é portanto situado “no fim da terra”. Por esta expressão queria significar o mais longinquo Norte, e não o Oeste, como foi acreditado mais tarde. Com os egípcios, a descrição “fins da Terra” era um modo estabelecido de falar das terras bem distantes no Norte. Por trás da descrição do distante Norte reside a antiga noção da Terra global, que a terra era na forma de uma vaca, com seus chifres na direção do Sul e com sua cauda na direção do Norte. Por esta razão os egípcios iniciais descreviam o mais distante sul como “os chifres da Terra” e o mais distante Norte como “a cauda da Terra”. Este noção da vaca-Terra que é fertilizada pelo “touro celestial” tinha em toda probabilidade sido tomada dos povos indo-germanicos. Estranhamente, até mesmo Kepler tem utilizado a imagem da Terra-vaca.

Quando nos antigos escritos a expressão “fim da Terra” é usada temos que pensar primariamente em termos do “mais distante Norte”. Apenas em tempos mais tarde, como talvez o século IV AC, pode outras direções serem expressadas desta forma. Outras expressões para o mais distante Norte incluem: Fronteiras da Escuridão, Escuridão Unida, Lares da Noite, Fontes da Noite, A mais distante ou profunda escuridão. A noção que a terra da escuridão está situada no distante Norte pode ser atribuida ao conhecimento das longas noites do inverno nórdico. Declarações em Amduat, o Livro da Escuridão, mostram muito claramente que os egípcios procuravam a escuridão, “a escuridão unida” apenas no Norte e não em qualquer outra direção. Podemos, portanto, interpretar a declaração que o povo do Norte “veio da escuridão” ou “escapou da escuridão” como significando que sua origem era no distante Norte. A frase “nas colunas do céu” é também descritiva do mais distante Norte. Como a Estrela Polar parece estar apenas em um ponto fixo do céu, a idéia cresceu muito cedo na história do homem que no mais distante Norte erguem-se as colunas sob as quais o céu repousa. Por exemplo, os egípcios acreditavam que os “deuses carregando o céu viviam no mais distante Norte”. Similarmente, os gregos queriam dizer o mais distante Norte quando eles diziam que Atlas, o filho de Japetos, de pé diante das moradas da noite, carregava o céu sobre a cabeça curvada e mãos estendidas nos fins da terra. O relato da Atlântida revela em detalhes que os Atlantes não apenas conheciam esta crença na coluna que sustentava o céu, mas realmente acreditavam que a coluna ficava no centro do templo deles. O Velho Testamento confirma que eles acalentavam esta crença até mesmo depois de sua migração do Norte para as terras Mediterrâneas. O nome dado a eles no Velho Testamento foi “ai Caphtor”  – ilha da coluna. Há desenhos das colunas do céu em cerâmicas, e por razões astronômicas  O. S. Reuter firmemente acreditou que o lar do culto da coluna do céu estava no Norte. Quando portanto o povo de Ramses falou “das fronteiras da escuridão unida, os fins da terra e colunas do céu” ele está indubitavelmente enfatizando que estes povos originalmente vieram do distante Norte.

2. AS TEORIAS LEVADAS ADIANTE ATÉ O PRESENTE SOBRE A TERRA NATAL DOS POVOS DO NORTE E DO MAR

O historiador iugoslavo Milojcic, em seu livro sobre restos arqueológicos do povo do Norte que invadiu a Grécia em 1200 AC, diz que indubitavelmente o problema mais difícil é estabelecer o ponto inicial da grande migração. Eissfeld diz que a questão flamejante sobre a origem dos povos do Norte ainda não está estabelecida hoje bem como não estava a dois mil anos atrás. Outros eruditos tem também chamado a isto um problema intrigante e ainda não resolvido. As seguintes idéias tem sido levadas adiante sobre a terra natal do povo do Norte e do Mar, ou Filisteus, a principal tribo da coalisão dos povos do Mar e do Norte: O egiptologista alemão Bilabel busca a terra natal do povo do Mar do Norte nas vizinhanças do Sinai ou ao Sul da Síria. Schachermeyr pensa que apenas as terras não cultivadas da Europa e secundariamente as partes bárbaras da Ásia Menor podem ser consideradas como terras natais dos povos em migração. Petrie pensa que estas pessoas podem ter se originado de Creta porque um dos povos do Norte é chamado Sakar, ou Zakar, nas inscrições egípcias, e lá há um lugar chamado Zakro, na costa leste de Creta de onde este povo pode ter vindo. O arqueologista Fimmen pensou que todos estes povos devem ter se originado de ilhas e costas do Mar Egeu. Mas estas tentativas de identificação com conhecidas tribos nacionais são tão numerosas quanto são diversas, e não podemos estar certos de qualquer uma delas. O historiador alemão Wiesner acredita que o ponto de partida da migração dos Filisteus estava situado no território do Danúbio e dos Balcãs. Milojcic assume que a terra natal destes povos esteja na parte norte-leste do que atualmente é a Iugoslávia. Friedrich Wirth diz que estas tribos devem ter uma vez vivido ao norte do grande território do Danúbio.

Schuchhardt, o grande erudito pré-histórico, acredita que a terra natal deles esteja no Meio e no Norte da Alemanha. Herbig, na Silésia e na Alemanha Oriental. Kayser, o diretor do Museu Egípcio em Hildesheim, na Itália ou na Espanha. Mas todas estas crenças conflitam com as contemporaneas inscrições egípcias, o extenso material arqueológico e o curso da migração. No principal os seguintes territórios tem que ser excluidos quando procuramos pela terra natal do povo do Norte.
I . Estes territórios destruídos ou conquistados por eles. Nenhum povo destrói sua própria terra natal.
2. Os territórios situados dentro do continente, longe do mar. O “Povo do Mar” ou “povo das ilhas do mar” cujas ilhas tem sido varridas pelas tempestades, não pode vir de terra a dentro.
3 . Territórios situados em qualquer outra direção diferente do Norte. Nas inscrições egípcias a origem dos povos “do Norte” não teria sido ressaltada tão frequentemente se eles tivessem se originado de outra direção.
4. Territórios que não podem ser incluídos por razões arqueológicas. Muitos restos destes povos tem sido encontrados em partes que eles destruiram ou ocuparam, e não podemos procurar por sua terra natal em partes onde seus restos são estranhos ou desconhecidos.
Por estas razões está basicamente errado procurar a terra natal do povo do Mar do Norte ao redor do Sinai, na Palestina, na Ásia Menor, ou nas Ilhas Bean, em Creta, Grécia ou Macedonia. Numerosas escavações nestas partes tem dado ampla prova que eles tinham sido destruidos pelo invasor povo do Norte por volta de 1200 AC. Milojcic tem portanto ressaltado o ponto que o povo conquistador deve ter seu lar ao norte da linha Macedonia-Trácia-Helesponto. Nos países ao norte desta linha, que tem sido sugeridos como a terra natal do povo do Mar do Norte: Nordeste da Iugoslávia, Hungria, Alemanha Central e do Sul, Silésia e Alemanha Oriental não há ilhas ou Oceano Mundial, e é improvável que um povo tão talentoso em navegação marítima, como o povo do Norte, possa ter vindo destas partes.

A Itália e a Espanha não podem também serem consideradas como lar do povo do Norte, porque as tribos migrantes que se destinavam ao Egito não teriam escolhido se mover através da Macedonia, Ásia Menor e Síria, mas teriam atravessado diretamente o Norte da África para se unir lá com os libios para um ataque contra o Egito. É, sobretudo, certo que o material arqueológico deixado para trás pelo povo do Norte em sua migração não se originou da Itália ou da Espanha. Também a Itália não está situada no Oceano Mundial; a Espanha não está ao norte, mas a oeste do Egito. Portanto todas as teorias estabelecidas a respeito das terras natais do povo do Mar e do Norte estão em contradição com os supramencionados princípios metódicos e devem ser rejeitadas. Somente os territórios que na pré-história são chamados “partes nórdicas”, que compreendem o Norte de Hanover, SchleswigHolstein, Dinamatca e Suécia, com Oland e Gotland, podem ser reconhecidos como tendo sido pontos de partida destes povos.

3. EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA PARA A ORIGEM DOS POVOS DO MAR E DO NORTE, NA ÁREA DO MAR DO NORTE.

Quando as contemporaneas inscrições egípcias e o relato da Atlântida concordaram que o povo do Mar e do Norte, ou Atlantes, se originaram nas ilhas e costas do “Oceano Mundial” ao Norte, temos que avaliar se podemos confirmar ou negar estas declarações com base nos restos arqueológicos deste povo. Nas camadas de ruínas no Leste do Mediterrâneo frequentemente encontramos restos que temos atribuido a estes povos. Em algumas regiões dos povos escandinavos foram introduzidas formas e métodos que eram desconhecidos antes de sua chegada. Os relevos egípcios nos dão a informação necessária sobre as caraterísticas do povo do Norte. Este extenso material agora será investigado para determinar se ele se originou da área do presente Mar do Norte. Tão cedo quanto 1870 o arqueologista A. Konze avaliou em um estudo detalhado de cerâmicas que apareceram depois da destruição da cultura Micenica nas partes Sul-Leste que há um inegável relacionamento entre estas cerâmicas e aquelas dos povos europeus do Norte-Leste. Esta opinião tem sido repetida e nunca tem sido negada. Estas cerâmicas, chamadas “sub-micenicas” e “protogeométricas” mostram um certo avanço sobre aquela da área nórdica, e algumas vezes traem uma similaridade à desaparecida arte micenica, porque alguns dos ceramistas achaeicos continuaram a trabalhar para seus novos mestres.  Friedrich Wirth coletou o material arqueológico em 1938 e declarou que a origem nórdica do povo do Norte está portanto firmemente estabelecida. Podemos confirmar a avaliação de Wirth por um curta observação. Nas camadas de ruínas, ou cavernas que eram postas em 1200 AC, repetidamente encontramos travas de espadas, pontas de lança como chamas e saliências arredondadas de escudos; estas armas que também são mostradas nos relevos contemporaneos do povo do Mar e do Norte. Wiesner chama estas armas de caraterísticas novas formas da Grande Migração.

Kossina, o erudito alemão em pré-história, fala destas travas de espadas que elas bem podiam ser encontradas na Pomerânia e Holstein (Norte da Alemanha). Behn é de opinião que as travas das espadas de bronze de uma forma nórdica que eram encontradas no Egito foram levadas por mercenários germânicos nas forças egípcias. Como estas armas foram primeiramente encontradas nas camadas de ruínas datadas de por volta de 1200 AC e naquele tempo os mercenários germânicos combateram ao lado dos egípcios, elas apenas podem terem sido trazidas para a área sudeste pelas hordas de soldados nórdicos e não por mercadores ou mercenários. A espada com trava é encontrada em vastas quantidades nas partes Nórdicas no século treze AC, um fato que tem sido confirmado por Sprockhoff, o maior especialista sobre estas espadas. Segundo ele o uso extensivo das espadas com travo germânicas é uma prova da extensão da área de colonização germânica. As pontas de lança em forma de chama que eram frequentemente encontradas nas camadas de ruínas de por volta de 1200 AC na área sudeste também aparece no quarto período na área Nórdica em grandes quantidades. Entre elas tem sido descoberto especimens que, como as espadas com travo, tem suas contrapartes exatas na área Nórdica e quase parecem se originar do mesmo trabalho de armeiro. Aqui também é importante por razões cronológicas saber que as pontas de lança no formato de chamas eram muito frequentes na área Nórdica nos Períodos I e II, mas estavam ausentes no Período III e reapareceram em suas velhas formas no Período IV. O escudo redondo também, como os levados pelos povos do Norte durante sua invasão da área sudeste, aparece na área Nórdica muito cedo. Sabemos, por exemplo, a apresentação de homens com lanças e escudos redondos no Chifre de Wismar, que Norden, o sueco, especialista em pré-história, atribuiu a base de sua ornamentação na parte posterior do Período II. Numerosos desenhos de guerreiros com escudos redondos são encontrados em relevos de rochas escandinavas, enquanto alguns escudos redondos de bronze da área Nórdica também são conhecidos em seu estado original.

Na Grécia, durante o tempo de Micenas, lá existiu o grande escudo duplo talhado que como a placa da armadura protegia o corpo inteiro, enquanto que os relevos egípcios contemporanos mostram que um longo escudo arqueado era carregado. Fora estas armas, os barcos que eram construídos pelo povo do Norte para seu ataque contra o Egito são uma prova posterior da origem destas pessoas na área do Mar do Norte. Estes barcos, conhecidos por nós nos relevos de Medinet Habu, não tinham sido antes vistos no Mediterrâneo. Eles diferem basicamente de todos os outros tipos de barcos usados até então nesta área. Os barcos do povo do Norte tem em suas popas e proas uma haste de forma inclinada que se eleva decorada por um cisne ou cabeça de dragão. O controle do leme era em direção a popa no convés; as velas, em contraste ao método então usado no Mediterrâneo, eram colocadas sem velas inferiores e poderiam ser seguras sem a ajuda de nós especiais. Era portanto possível levantar rapidamente as velas do deck. A coberta protetora do barco era elevada consideravelmente na proa e na popa, uma borda alta evitava que os mares hostis solapassem o barco e protegiam ao mesmo tempo a tripulação que se sentava atrás. O mastro podia ser colocado e levava no topo uma construção em forma de cesta. Todas estas caraterísticas de construção até então não haviam existido no Mediterrâneo e foram levadas ao Egito pelos povos do Norte. Tipos similares de barcos existem durante a Idade de Bronze apenas nos desenhos Nórdicos nas rochas. O Brandskogenship, por exemplo, é um tipo de barco que é notavelmente como aqueles do povo do Norte, salvo suas velas, que não são mostradas. Herbig diz dos barcos do povo do Mar do Norte nos relevos egípcios que eles primeiramente lembram um dos barcos Nórdicos e os muito posteriores barcos dragão vikings. Ele diz que estes barcos eram estranhos no Mediterrâneo Oriental e tinham sido trazidos de outros lugares. Qualquer um com algum conhecimento de assuntos navegacionais pode ver de uma vez, quando olhando os barcos do povo do Norte, que seus construtores eram experientes em navegação e construção de barcos. Eles tinham construído nestes barcos uma esplêndida arte de alto mar que pode ser considerada como perfeita e ter sido o protótipo dos barcos a vela até o presente dia. Estes barcos e o fato histórico do ataque através do Mediterrâneo são a prova que os povos do Norte eram os mais experientes marinheiros daqueles tempos.

Fora as armas e os barcos, os costumes do povo do Mar do Norte tinham sido desconhecidos no Mediterrâneo. O único paralelo a tais costumes é para ser encontrado na área Nórdica. Nas pinturas de parede de Medinet Habu o povo do Norte veste ou a chamada coroa de lâmina de ataque ou o helmo de chifre. A coroa de lâmina de ataque é sustentada por Herbig ser uma caraterística “Iliriana” enquanto que os Filisteus, o principal povo da coalisão do Norte, eram considerados por ele serem “Ilirianos”. Mas os Filisteus não eram Ilirianos. Deles em particular as inscrições contemporaneas dizem que eles “vieram das ilhas”. Na área Iliriana [Silésia e Alemanha Oriental] não há ilhas. Sobretudo, durante o período em questão o material arqueológico nada revela dos Ilirianos, nem da Grécia ou Ásia Menor. Este tipo de decoração da cabeça não tem sido encontrado na área Iliriana mas nas pinturas Nórdicas das rochas da Idade do Bronze que mostram esta decoração em figuras masculinas. É possível que as chamadas “coroas de raios” usadas por algumas figuras masculinas possam ser descritas como coroas de lâminas de ataque. Os capacetes com chifres usados por algumas pessoas do Norte também eram desconhecidos no Mediterrâneo, mas eles estão repetidamente presentes nas imagens nas rochas nórdicas na Idade do Bronze. As roupas mostradas no povo do Norte nos relevos correspondem às roupas usadas durante a Idade do Bronze na área Nórdica. A prinipal vestimenta dos homens era, segundo os contemporaneos relevos egípcios, um avental na altura dos joelhos, mantido por um cinto decorado por um ramalhete ao redor dos quadris e usados com uma parte no ombro. Os aventais dos homens similares a estes eram frequentemente encontrados nas tumbas nórdicas da Idade do Bronze. Alguma das figuras dos homens nos relevos também usam um casaco feito de uma só peça que alcança até o quadril. Estes casacos são também conhecidos apenas na área nórdica e tem sido preservados em caixões de carvalho na Jutlândia datando dos séculos quatorze e quinze AC. Schwantes chama estes casacos nórdicos de uma criação singularmente bela, um obra prima técnica, obviamente o resultado de uma longa tradição de tecelagem. Segundo Schuchhardt estes casacos chegaram à Grécia através da Grande Migração e foram mais tarde amplamente usados sob o nome de “chlamys”. Além da vestimenta, o estilo do cabelo do povo do Norte é um sinal de sua origem. Nos relevos egípcios alguns dos guerreiros nórdicos capturados usam uma trança lateral no templo. Segundo Alian, os Reis da Atlântida usavam uma trança lateral como sinal de divindade. Embora não conheçamos um cranio da Idade do Bronze com tais tranças laterais, inúmeros pentes de cabelo encontrados nas tumbas nórdicas desta época mostram que os homens usavam seu cabelo longo e possivelmente com uma trança lateral.

Em uma charneca em Schleswig-Holstein um cranio de homem foi encontrado em 1947 com sua origem no terceiro ou quarto século no qual uma tranç lateral pode ser vista. Tácito relata que os Suábios, que viveram naquele tempo na área nórdica, amarravam seu cabelo sobre a orelha com um nó; isto é chamado pelos romanos “nodus suebicus,” ou nó suábio. Muitas imagens germânicas da Idade do Ferro mostram esta trança lateral. Behn pensa que sem dúvida este costuma remonta a idades muito mais antigas. Os membros masculinos da casa real Merovíngia usavam uma trança lateral como sinal de realeza ainda na Idade Média. Todos os guerreiros do povo do Mar do Norte são mostrados nos murais egípcios como de barba feita. As máscaras de ouro micenicas mostram que os homens gregos no período micenico usavam barbas. Na área nórdica tem sido encontradas navalhas nas tumbas tão cedo quanto no Período II. Estes achados são mais frequentes nos Períodos III e IV e confirmam as imagens nos relevos egípcios. Novos costumes de enterro e funeral alcançaram o Mediterrâneo Oriental através da Grande Migração. Na Ásia Menor, nas ilhas do Egeu, especialmente em Creta, e menos frequentemente, no continente grego, o enterro dos cadáveres era prevalente. Este procedimento é mais notável já que ao tempo de 1200 AC na inteira área da Egéia, Síria, Mesopotamia e Ásia Menor apenas os ritos funerários eram costumeiros. O grande monte, que então apareceu no Mediterrâneo Oriental, era desconhecido lá antes de 1200 AC. Na área nórdica, contudo, ele apareceu em períodos muito anteriores. O enterro dos cadáveres era disseminado ao tempo da migração da área nórdica, durante o quarto período. Schuchhardt tem ressaltado que uma construção de uma parede de terra que era completamente desconhecida no sul chegou à Grécia com a Grande Migração. As paredes de terra eram eregidas para a proteção dos campos e cidades, e eram equipadas na frente com estacas. Estas paredes de terra existiam apenas na Alemanha pré-histórica. Devemos ouvir que a cidade real da Atlântida era protegida por esta construção “como um dique nórdico”. O erudito holandês Van Griffen tem sido capaz de mostrar em sua escavação de montes da Idade do Bronze que esta construção  existiu pela existência dos buracos das estacas, ou dos restos das estacas que ainda são visíveis em nossos dias. Também vale a pena mencionar que um tipo pecular de cavalgada apareceu com a Grande Migração. Um soldado levemente armado e um corredor ambos sentavam-se em um cavalo, o soldado saltando no início da batalha. Os gregos chamaram este novo estilo de cavalgada de “amigos”. Segundo o relato da Atlântida, este costume era também prevalente entre os Atlantes e isto foi mais tarde confirmado por Teutons. É certo que o povo do Norte trouxe ferro com eles para o sudeste. Devemos devotar um capítulo para este problema mais tarde, mas devemos ressaltar agora que nem a Grécia, os Balcãs, Hungria, nem a Alemanha Central tinha até então conhecido a técnica da produção do ferro. É impossível para o povo do Norte ter adquirido a metalurgia do ferro ou o talento e experiência necessária para trabalhar o ferro e fazer armas e instrumentos durante a Migração. Ao menos alguns dos povos do Norte devem ter conhecido a técnica do ferro antes de iniciarem a grande jornada. De fato os instrumentos de ferro foram encontrados na área nórdica nos século treze e quatorze AC. O povo do Mar do Norte portanto não adquiriu seu conhecimento do ferro na Ásia Menor, mas o trouxeram com eles de seus lares nórdicos. No relato da Atlântida é afirmado que os Atlantes conheciam o ferro, e isto é confirmado sem dúvida por fatos históricos. O modo pelo qual os povos do Norte são representados nos relevos egípcios ressalta o fato de que eles vieram do Norte. Herbig diz que os artistas egípcios tem desenhado os Filisteus como pessoas de puro tipo nórdico, figuras altas e delgadas, com cranios longos, nariz reto e frontes altas. Schachermeyr diz sobre estes desenhos que eles representavam europeus, até mesmo tipos nórdicos. Tudo portanto, das representações nos relevos egípcios e até os achados arqueológicos deste período, aponta para o fato que estas pessoas de fato se originaram da área do Mar do Norte.

4.A MIGRAÇÃO PODE SER PROVADA?

A questão que agora se eleva é se a migração de consideráveis seções de povos da área nórdica no século doze AC pode ser provada, ou ao menos, feita parecer provável. Antes de levantarmos esta questão devemos ressaltar que o estabelecimento das migrações de argumentos arqueológicos não é de modo algum tão fácil quanto é frequentemente assumido. Wolff confirma isto quando ele diz que é importante que em períodos posteriores, conhecidos por nós através de fontes históricas, tais ocorrências dificilmente possam ser provadas no sentido literal do termo. Apesar de que, portanto, as provas de migrações historicamente conhecidas em períodos posteriores não possam ser sustentadas por meios arqueológicos, podemos ver isto como evidência que esta migração da área Nórdica no fim do século treze AC foi extensa e de grande consequência. Já temos estabelecido nos capítulos anteriores que os povos do Mar do Norte, em seu caminho pela Europa e Ásia Menor até o Egito, deixou para trás armas da Idade do Bronze Nórdica, enquanto que as armas do Período III estavam completamente ausentes. Outros equipamentos do Período III também estavam ausentes, por exemplo, o machado de batalha nórdico, que também desapareceu no norte no Período IV. Segue a isto que a Grande Migração começou no Norte pouco antes de 1200 AC durante o Período IV. Temos portanto que fixar o início do Período IV cinquenta ou cem anos depois. Kossina divide a Idade de Bronze em cinco períodos e datas como se segue:
Período I . .. . . .         2300-1750 AC
Período II, a, b, c . . . . .     1750-1400 AC
Período III, a, b . . . . . .     1400-1150 AC
Período IV . . . … . . .     1150-1000 AC
Período V . . . . .. . .. . . . 1000- 750 AC
Montelius divide a Idade do Bronze em seis períodos com as seguintes datas AC:
Periodo I . . .     1800-1500
Periodo II . . .     1500-1300
Periodo III …     1300-1100
Periodo IV .. .     1100-1000
Periodo V .. .         1000- 750
Period VI . . .     750- 600

A descoberta de uma espada com tacha, sobre a qual foi gravado o nome de Sethos II, foi decisiva para a datação. Esta espada é completamente similar aquelas da área Nórdica. Infelizmente, o punho desta espada foi destruído – a principal característica que capacita uma espada de ser datada em um período particular é encontrada no punho da espada – e não podemos portanto decidir se ela pertence ao Período III ou IV. Temos, contudo, que chegar de algum modo a datação dos períodos germânicos da Idade de Bronze: portanto é assumido que esta espada com tacho pertenceu ao Período III. Ela chegou ao Egito no meio de seu período de estilo e um período de estilo durou aproximadamente duzentos anos. Um número de fatores incertos forma a base para a datação do Período III, o que está entre 1300 e 1150 AC. Possuimos provas muito mais confiáveis para a datação da transição do Período III ao Período IV. Quando, no ciclo da destruição ao redor de 1200 AC, os artigos típicos do Período IV da Idade de Bronze Nórdica aparecem na Grécia e no Egito, mas artigos do Período III estão ausenters, então o Período IV deve ter começado na área Nórdica pouco antes de 1200 AC. Devemos fixar o Período IV como o início nas últimas décadas do século treze AC. Somos apoiados pelas seguintes observações: as contemporaneas inscrições egípcias, o relato da Atlântida e os achados arqueológicos provam que a invasão do povo do Norte à área sudeste deve ter sido um empreendimento unificado por uma organizada máquina de Estado. Esta opinião é apoiada pelas imagens nos murais de Medinet Habu. Todo povo do Norte levava a mesma espada, a maioria deles duas lanças e um escudo redondo, e todos usavam o mesmo tipo de avental e capacete. É óbvio que um exército com vestimenta uniforme e armas para sua expedição marchou contra o Egito. Podemos concluir disto que o povo do Norte já estava uniformente vestido e armado para a expedição dele em sua terra natal. As armas embelezadas e a ostentação do Período III tem desaparecido, e em seu lugar estão as armas, escudos e capacetes que eram menos decorativos mas muito mais eficazes em batalha. Ate mesmo nestes dias os planos de conquista mundial, como mostrado nos contemporaneos relevos egípcios, requeriam um enorme programa de rearmamento e um exército unificado e organizado. Podemos conclir que a mudança das armas do Período III ao Período IV aconteceu na área Nórdica pelo fim do século treze AC. A migração deve portanto ter ocorrido da área Nórdica iniciada no começo do Período IV. O erudito alemão H. Hoffmann tem provado em seu trabalho sobre o final da Idade de Bronze que desde o Período IV uma enorme quantidade de achados de deposito foi descoberto na área Nórdica. Os Depósitos encontrados são, segundo Hoffmann, uma prova importante de movimentos migratórios, uma visão partilhada por muitos outros eruditos. O. Paret também é de opinião que o enorme número de depósitos que tem sido deixados para trás do Mar do Norte ao Mediterrâneo mostram claramente a rota de fuga do povo do Norte. Ele diz que durante as catástrofes climáticas o moto deve ter sido: “Salvem-se a todos os custos!”. Muitos devem ter levados com eles suas posses de metal mas as deixado na rota para tornar sua escapada mais fácil. A extensão dos achados de tesouro pode portanto ser reconhecida como rotas de fuga muito mais do que como rotas de comércio. Segundo Hoffmann podemos tirar as seguintes conclusões dos achados de depósitos na área Nórdica:
1 . A migração, ou fuga, começou de início no Norte.
2.  A inteira área Nórdica foi afetada pelo frande movimento migratório durante o Período IV.
3.  A migração aconteceu do Norte para o Sul. Apesar de que no Norte os achados de tumbas diminuiram fortemente, e os achados de depósitos aumentaram incessantemente ao mesmo tempo.
4.  Na área Nórdica os achados de tumbas [assentamentos] e achados de depósitos [rotas de fuga] não são encontrados juntos. Hoffmann explica este fato com o lembrete de que as rotas de fuga evitavam os assentamentos para evitar conflitos. Como o povo do Norte de forma alguma evitava conflitos durante a migração, mas geralmente atacava com tremenda fúria, e como a evitação cautelosa das partes assentadas somente podem ser encontradas ao norte do Rio Elba, devemos asumir que as tribos do Norte estavam em aliança com estes assentamentos. Este fato é também ressaltado pelas inscrições egípcias contemporaneas e o relato da Atlântida. Em seu caminho para o Sul o povo do Norte foi ao longo dos Rios Elba e Danúbio. Eles compeliram os Ilirianos de seus lares nas margens superiores do Rio Elba. Alguns dos Ilirianos foram provavelmente levados pelos homens do Norte, mas não existe prova arqueológica de que os Iliarianos existiram naquele tempo no Sudeste. A maior parte dos Ilirianos fugiu para os Alpes Orientais e de lá para Apulia e Venetia. Frequentemente tem sido assumido que os Ilirianos foram a causa original da Grande Migração, e tomaram uma parte considerável na ocupação da Grécia e na destruição da cultura Micena. Mas os próprios Ilirianos estavam em desassossego e envolvidos no conflito. Naquele período eles apareceram no Sudeste e entraram na Grécia apenas duzentos ou trezentos anos depois. O povo do Mar do Norte avançou na direção do fim do século treze AC através da Silésia, Boemia e Moravia para a planície Húngara e há a possibilidade de que tenham ficado lá por um tempo, levando atrás grande parte de seu povo. Na área húngara há um grande número de achados de depósitosde armas e artigos similares a aqueles encontrados nos territórios do Norte. Da Hungria ao Mar do Norte as pessoas desceram o Danúbio, alguns foram para a Ásia Menor via o Bósforo, outros pela Grécia e o Peloponeso até Creta. Ao longo de toda rota dos homens do Norte foram encontrados depósitos e instalações funerárias, nas quais as principais armas do quarto período da Idade do Bronze Nórdica eram deixados para trás. Em conclusão podemos estabelecer sem dúvida que uma migração de grandes grupos de pessoas da área Nórdica para o Sul no Período IV pode ser provada pela pesquisa pré-histórica. A enorme quantidade de achados de depósitos e os numerosos achados de origem Nórdica ao longo dos Rios Elba e Danúbio e na Hungria, Grécia, Creta, Ásia Menor, Síria e Egito mostram claramente que a declaração do relato da Atlântida, que os Atlantes ou Povo do Norte cruzou a Europa e a Ásia Menor para o Egito, corresponde ao fato histórico.

5.OS NOMES DAS RAÇAS

O LAR DOS ATLANTES

Nas inscrições egípcias contemporaneas o nome de várias raças da coalizão dos povos do Norte tem sido preservados. Os egípcios distinguiam entre três tribos, ou raças, entre o povo do Mar do Norte: os Phrst, os Sakar e os Denes, nomes que nos ajudam a identificar estar raças mais tarde com as raças habitando o Mediterrâneo Oriental. Em primeiro lugar são nomeados os “Phrst’, pronunciado “Pelest”, “Pulasati” e Filisteus já que a pronúncia das letras egípcias é incerta. Os Filisteus desempenhavam um papel principal durante o ataque ao Egito, e também durante o período subsequente. Todos os eruditos que se ocupam com os acontecimentos desta época estão em completo acordo que os “phrst” das inscrições egípcias são idênticos aos Filisteus do Velho Testamento. Devemos portanto também chamar esta importante raça do povo do Norte de Filisteus, sem decidir se a pronúncia semítica do nome do Norte está correta. Os Filisteus vieram ‘das ilhas”, uma declaração confirmada pelo Velho Testamento onde ele diz: “Os Filisteus que são saídos da ilha de Caphtor” [Jeremias 47:4]. As fontes egípcias também declaram que as ilhas dos Filisteus no Norte foram “rasgadas e varridas pelo vento”. Segundo Schachermeyr os Filisteus eregiram em Creta um grande reino do mar, que incluia seu principal apoio para a costa Palestina. Logo eles governavam o inteiro Mediterrâneo Oriental em uma tal extensão que o Mediterrâneo recebeu o nome de “Mar dos Filisteus”. Ao longo da costa arenosa e plana da Palestina, com poucas baías e traiçoeiras para as embarcações, os Filisteus construíriam esplêndidas baías naturais. As cidades de Gaza, Askalon, Asdod, Jamnia, Dor, Achsip e Biblos floresceram e se uniram para formar uma liga de cidades livres que tem sido comparadas pelo arqueologista americano E. Grant com a liga Hansa das cidades norte germânicas durante a Idade Média. Askalon, a “Noiva da Síria”, logo supervisionava todas as cidades. Um rei dos Filisteus residiu lá e foi chamado “Rei de Askalons”. O nome “Askalon” é desconhecido nas linguagens semíticas e é provavelmente um nome filisteu e nórdico.

Os Filisteus ganharam fama pelo fato de que eles foram os primeiros especialistas em ferro a entrarem na área Sudeste. Os mais velhos implementos de ferro são encontrados em suas tumbas, e as mais velhas fornalhas de ferro eram encontradas na terra dos Filisteus. Sabemos do Velho Testamento que os Filisteus exerciam um tipo de monopólio na produção do ferro, e até mesmo sabiam como fazer aço, o que, todavia, eles mantinham em segredo. Suas batalhas com o povo de Israel tem sido descritas em detalhes nos escritos do Velho Testamento. A contínua ameaça dos Filisteus foi a causa real da criação do reino e Estado de Israel. Estritamente ligados aos Filisteus estão os “Sakar”, um nome escrito pelo egiptologista Grapow como “Zeker”, pelo bem conhecido historiador E. Meier como “Zakari” e por   Schachermeyr ” Takara .”

Os Sakar tomaram parte no ataque contra o Egito com os Filisteus por terra bem como por mar. Como os Filisteus, eles eram talentosos navegadores e em suas vestimentas e armas é difícil distinguir entre eles. Por um golpe de boa fortuna um papiro do tempo por volta de 1095 AC tem sido preservado para nós. Seu título diz: “A respeito da jornada dos oficiais do templo de Amons, Wen-Amun, para procurar madeira para a grande e maravilhosa barca de Amon-Re, Rei dos Deuses”. Lemos deste papiro que os Sakar tinham um rei nestes dias em Dor com o nome de Bender que governava sobre os arredores das partes costeiras. O comportamento do príncipe Sakar em relação ao oficial do templo egípcio, que estava em desassossego porque um de seus marinheiros tinha saido com a bolsa de seu navio, trai a forte consciência legal e uma nobre atitude humana. Também aprendemos deste papiro que os Sakar possuiam uma marinha forte, e é relatado que onze barcos Sakar deixaram a baía de Biblos ao mesmo tempo. Como este papiro tem sido preservado apenas por uma boa sorte devemos assumir que os Sakar tinham outros assentamentos no Mediterrâneo Oriental. Os Sakar não são mencionados nos escritos do Velho Testamento, como evidentemente os Israelitas não podiam distinguir entre os Filisteus e os Sakar, e pensassem que estas raças fossem a mesma. Petrie acredita que, na narrativa da similaridade entre o nome de Sakar e o lugar Zakro, na costa leste de Creta, os Sakro se originaram do Zakro. Mas esta assunção é rejeitada por Schachermeyr, que questiona o método no qual ela é baseada. Pela mesma razão temos que rejeitar que os Sakar sejam os mesmos que Teukrers. Segundo fontes gregas os Teukrers viveram em Troad na Ásia Menor. Seu país tinha sido destruído pelos homens do Norte por volta de 1200 AC. Os Teukrers viviam em Troad antes de 1200 AC, enquanto que os Sakar e outras tribos do Norte não alcançaram aquela parte até sua migração por volta de 1200 AC e não se assentaram lá. As contemporaneas inscrições egípcias provam que os Sakar, como os Filisteus, se originaram de países do Norte perto do Mar Mundial ou Mar do Norte.

As inscrições egípcias mencionam uma terceira tribo, os “Denes” uma palavra pronunciada por E. Meier como “Danuna” e por  Schachermeyr “Denjen.”  Esta tribo também está sempre ligada aos Filisteuse seu povo é particularmente chamado “Denes das ilhas”. Aqui novamente um método falho tem sido empregado para identificar os Denes com Danai. Segundo a tradição grega os Dariai tinham seus lares em Argolis, que foi completamente posta nua pelo povo do Mar do Norte. Schachermeyr reconhece a dificuldade de identificação e propõe como única solução a assunção que os Danai eram provavelmente forçados ao serviço com os bárbaros, que não eram usados para navegação, e que se tornaram inimigos do Egito contra sua vontade. Mas esta assunção é inválida por todo ponto de vista. Os Filisteus e outros povos do Mar do Norte não eram sem talento em assuntos navegacionais; eles eram os marinheiros mais experientes de sua época. Estes povos não eram obrigados a forçar outras tribos para o serviço marítimo, mas sabiam como construir barcos superiores aqueles dos Achxans em todos os modos, e eles próprios pilotavam os barcos dragão através do mar. As pinturas de parede egípcias não revelam qualquer Acheano pressionado nos barcos dos homens do Norte. Todas as tripulações destes barcos carregavam as mesmas armas, vestiam os mesmos uniformes e decorações de cabeça dos homens do Norte das forças de terra. Sobretudo deve ser notado que os Danai já haviam se assentado em  Argolis por 1400 AC, enquanto os Denes, juntamente com outros homens do Norte, não invadiram aquele país até 1200 AC. Não há dúvida que os Denes pertenciam aos Filisteus e aos Sakar e, como eles, se originaram da área do Mar do Norte, o real reino da Atlântida.

Os Sekelese, Sardana e Vasasa que são mencionados pelas inscrições egípcias como aliados dos homens do Norte, desempenham um papel subordinado e não pertencem propriamente ao povo do Norte. Eles aparecem muito antes como mercenários no Egito e lutam em outras batalhas do povo do Mar do Norte ao lado de Ramses III. Com toda probabilidade os Sardana são idênticos aos habitantes da Sardenha, os Sekelese seriam os habitantes da Sicília e os Vasasa seriam os habitantes de outras ilhas do Mediterrâneo, talvez os Balearicos. O fato de que estas tribos parcialmente lutaram do lado dos homens do Norte, e parcialmente do lado dos egípcios, é uma confirmação das declarações no relato da Atlântida que os Atlantes submeteram os territórios do Mar Tirreno e alistaram os Tirrenos em um vasto exército que era para conquistar o Egito. Se lá tivesse havido “soldados forçados” entre os homens do Norte então eles não podiam ter sido os Denes, mas Sardanas e Sekelese.

6.CONCLUSÕES

Os resultados da investigação no último capítulo podem ser resumidos como se segue: as declarações do relato da Atlântida e as inscrições egípcias contemporaneas e papiros, que os Atlantes ou povo do Mar do Norte se originam do Oceano Mundial ao Norte, corresponde sem dúvida aos reais fatos históricos. O  material arqueológico confima a acurácia das declarações egípcias e certifica a origem deste povo da área do Mar do Norte. Uma migração gigantesca destes territórios entre o fim do século treze AC é provada pela pesquisa arqueológica. Portanto somos compelidos a buscar na área do Mar do Norte pela Atlântida, a ilha principal, sobre a qual se erguia a grande fortaleza real do reino Atlante, chamada por esta razão “Basileia” ou “Chefe das Cidades”

O SÍTIO DA REAL ILHA DA BASILEIA

Os seguintes detalhes estão a nossa disposição se quisermos determinar a exata posição da principal ilha da Atlântida, Basileia:
1 – Imediatamente na frente da Basileia está uma faixa de terra, tamém chamada “ilha”, que tem sido descrita como muito alta, e se elevando do mar como se cortada por uma faca. Esta ilha consistia de pedras vermelhas, brancas e pretas que eram usadas pelos Atlantes para construção de muros e casas.
2 – A própria Basileia estava situada imediatamenet por trás da rocha na direção do continente, do qual estava separada apenas por uma estreita faixa de mar. A ilha real tinha um raio de apenas cinquenta estádios – aproximadamente seis milhas – e era uma planície incrivelmente fértil cercada por montanhas baixas ao longo da frente do mar. No centro da ilha real, a seis milhas do mar, estava uma baixa colina sobre a qual foi eregida a fortaleza real e o templo de Poseidon.
3 – Depois da queda da ilha real a área na qual ela estava situada foi transformada em um mar de lama, que, segundo Platão, era tornada impassável e impenetrável pela vasta massa de lama que fica sobre a ilha afundada.
4 – Em muitas partes da ilha o Orichalc era escavado do solo.
5 – O cobre não fundido e em estado puro era encontrado na ilha. Na inteira extensão do Mar do Norte há apenas uma ilha de rocha que se eleva acima do mar, cortado como se o fosse por uma faca, e que consiste em pedras vermelhas, brancas e pretas: a ilha rochosa de Heligoland.

I. A ILHA DE ROCHA ANTES DA BASILEIA

A rocha vermelha desta ilha ainda existe hoje. A rocha branca consiste em gesso, giz e giz de concha e estava situada onde as “Dunas” estão hoje e ainda forma parte de sua base inferior. Em tempos históricos estas rochas eram aproximadamente da mesma altura, como a parte da ilha que permanece hoje. Como mostrado pelo mapa marítimo, ela se estendia em um grande raio ao redor da chamada “Baía Sul” que fica na direção sul, e nos gigantescos corredores do Norte. A rocha negra ainda é encontrada em profundidade rasa na extensão norte das dunas. É realmente arenito, bem impregnado de calcio carbonato de cobre, que produz sua cor que varia do azul-marinho ao negro. Fora do mar, que alcançava Heligoland por volta de 5000 AC, o homem contribuiu para a destruição da rocha branca bem como da rocha negra. Gesso de Paris e giz eram, até 230 anos atrás, materiais de construção muito buscados. Mais de 200 barcos eram ditos terem estado ancorados ao mesmo tempo na Baía Sul para transportar o gesso desta rocha. Mas a 230 anos atrás a parte remanecente do maciço de giz afundou no mar em uma grande tempestade.

2. O MONTE CASTTELO DA BASILEIA

A ilha principal do reino da Atlântida, também chamado Basileia, estava, segundo o relato da Atlântida, situado atrás da ilha de rocha, na direção do continente. É dito da Basileia que perto do centro da ilha estava uma planície que alcançava o mar e que era muito fértil e bela. No centro desta planície, a seis milhas do mar, estava uma colina baixa, sobre a qual ficava o castelo real que deu à ilha seu nome, bem como o templo de Poseidon. Esta construção e o muro da colina real era feito de pedras, vermelhas, brancas e negras que eram quebradas pelos Atlantes na vizinha ilha rochosa. De fato, exatamente a seis milhas distante de Heligoland na direção do continente pode ser encontrada uma colina que se eleva 21 pés acima do nível do mar. Esta colina é ‘polvilhada’ de grandes pedras e portanto é chamada “Stoneground ” (Steingrund). Segundo uma antiga história de Heligoland lá uma vez existiu um templo e um castelo. Segundo o relato da Atlântida este deve ser o ponto onde ficava o castelo real e o templo de Poseidon. Devemos fazer a pergunta se de fato lá existiu um castelo real, ou uma ilha chamada Basileia, e se assim o for, se ela pode ter existido por volta de 1200 AC. Por volta de 350 AC um rico mercador, Piteas de Massilia, realizou uma expedição de pesquisa à area do Mar do Norte. Ele alcançou o Mar de Watten, perto da costa oeste de SchleswigHolstein, que é dito que ele viu com seus próprios olhos. Infelizmente o relato de Piteas tem estado perdido, mas somos capazes de reconstruir algumas de suas narrativas com base em citações de antigos escritores. Diodoro da Sicília relata que a oposta Scythia, seu nome para a Alemanha, fica em uma ilha que era chamada Basileia. Lá as ondas batem contra o âmbar, que não aparece em qualquer outra parte do mundo. Diodoro então relata a fábula de Faeton, que já temos ouvido da boca dos sacerdotes egípcios. Ele relatou como as irmãs de Phxton choraram lágrimas ao lado do Eridano por seu irmão que foi arremessado do céu. Estas lágrimas são ditas terem se transformado em âmbar e então foram levadas pelo Rio Eridano para a ilha da Basileia. Assim a ilha da Basileia deve ter estado situada no distrito do âmbar. Como já temos enfatizado, não é de importância se identificamos Eridano com o Rio Elba ou com o Rio Eider. O distrito em questão fica perto da boca de ambos os rios. Mas como até mesmo hoje o Rio Eider, mas não o Elba, contém âmbar, particularmente perto de sua boca, devemos identificar Eridano com o Eider. Por razões geológicas o âmbar não é para ser encontrado na ilha da boca do Rio Eider, o giz de Helioland e o colorido maciço de arenito. A ilha de âmbar da Basileia deve portanto estar situada entre Heligoland e a ilha na boca do Rio Eider.  Sem dúvida a ilha Basileia do relato da Atlântida é idêntica a ilha mencionada por Piteas, Diodoro e Plínio. Ambas as ilhas tem o mesmo nome e estão localizadas no mesmo ponto, e ambas estão na lama na boca do rio Eider. Nos é dito, contudo, que a Basileia do relato da Atlântida foi destruída por volta de 1200 AC durante um período de gigantescos terremotos e inundações. É possível que uma ilha que pereceu por volta de 1200 AC possa ter se tornado visível novamente por volta de 400 AC e durante os séculos seguintes? As mais recentes investigações tem mostrado que as principais causas para as mudanças nas costas depois do glacial foram encontradas nas variações estáticas do nível de água. A teoria de Estasia diz: A altura do nível do mar é dependente das massas de gelo de todos os territórios de formação glacial da massa de água da Terra. Períodos quentes climáticos fazem com que as massas de gelo da Terra se derretam e portanto causam uma elevação do nível do mar [transgressão], enquanto períodos climáticos frios ligam a massa de água nos territórios de formação glacial, portanto abaixando o nível da água do mar [regressão].

Em nosso contexto isto significa que o mar alcançou seu mais alto nível pelo fim da Idade de Bronze, que terminou em um terrível período de calor que fez com que os glaciais fossem empurrados muito para trás de sua atual posição, enquanto isto alcançou- o mais baixo ponto durante a Idade de Ferro, que foi marcada mundialmente por uma baixa de temperatura. Schutte tem determinado que a transição do mais alto ponto para o mais baixo ocorreu por volta de 1100 AC e tem estimado que a queda do nível do mar durante a Idade de Ferro do mais alto nível foi de 12 pés. Todos os territórios, portanto, que ficam doze pés sob o mar no fim da Idade do Bronze devem ter aparecido novamente acima do nível do mar com a regressão da Idade do Ferro. Circunstâncias peculiares estão ligadas à Basileia: no centro da ilha estava uma colina que se elevava sobre a outra terra. Esta colina não submergiu a normal elevação estática do nível do mar, mas por uma coincidência catástrofica de terremoto, tempestade e inundação. Uma tal coincidência de terremoto, tempestade e inundação também tem sido percebida na costa oeste alemã em 1634 de nossa era, quando os diques ficaram submersos, os assentamentos foram destruídos e grandes faixas de terra se tornaram um mar de lama. Depois que as tempestades cederam estas partes submersas reapareceram mais uma vez e novamente foram habitadas. Condições similares devem ter prevalecido durante o afundamento da Basileia. Embora a parte plana da Basileia foi destruída e inundada por estas catástrofes naqueles dias, a colina real apenas se tornou submersa nas mais severas inundações; depois do que esta colina deve ter reaparecido novamente. Quando durante os séculos seguintes o nível do mar abaixou por mais do que doze pés pela regressão da Idade do Ferro, a colina era sem dúvida habitável novamente e se tornou um centro do comércio da âmbar do Mar do Norte. Não há dúvida, portanto, que esta colina da Basileia, que em 1200 AC ficava a várias jardas acima do nível do mar, pode novamente ter sido percorrida no quarto século AC por Pitias. Este fato, que tem sido provado pela geologia e a oceanografia, é confirmado por uma antiga história grega que diz que onde os Atlantes uma vez afundaram, sete ilhas menores e três maiores apareceram mais tarde. Os habitantes destas ilhas são ditos terem mantido as memórias transmitidas a eles por seus ancestrais que uma grande ilha uma vez ficava na vizinhança e que por muitos séculos governava toda as outras ilhas do mar. O historiador grego Marcellus tem transmitido esta história, se referindo aos mais antigos escritores históricos, e é portanto mais velha do que o relato da Atlântida de Platão e independente dele. Não sabemos do tempo real quando a Basileia tornou-se submersa. Pitias de Massilia estabelece os restos da Basiléia em 350 AC, e isto é mais tarde mencionado por Metrodorus Scepsius (150 AC.), por Xenophon de Lampsacus (100 AC), por Diodorus da Sicília (50 AC.) e Plínio (50 AC). Uma grande parte pode ser dita a favor da teoria que esta parte remanescente da Basiléia é idêntica às Terras Fosites, a ilha sagrada dos Frísios. Sobre a Terra Fosites os evangelistas Wulfram, Willibrod e Ludger proclamaram a mensagem cristã. Nas biografias destes três missionarios aprendemos muitos detalhes sobre a ilha. Os seguintes fatos provam a identidade da Terra Fosites com a Basileia: ambas as ilhas estavam indubitavelmente situadas na frente da costa oeste de Schleswig-Holstein, ambas tinham um castelo real e um templo central. Ambas ilhas também possuiam um riacho sagrado perto do qual os animais sagrados pastavam. Basileia era dedicada a Poseidon e a Terra Fosites a Fosites. Em toda probabilidade Poseidon e Fosites são em sua essência e nomes identicos. No antigo Doriano, Poseidon é também chamado “Posides”, um nome muito similar ao Frigio “Fosites”. Apendemos sobre Poseidon e Fosites que eles viviam em um templo de âmbar e que governavam os mares, faziam as leis e protegiam os corretos.

Adam de Bremen (1075) foi o primeiro a identificar a Terra Fosites com Heligoland. Muitos eruditos desde então tem concordado com ele. Por um número de razões a Terra Fosites não pode ser identificada com a ilha rochosa de Heligoland, mas é possível que seja idêntica à Basileia, a “Ilha Sagrada” que uma vez ficava a leste de Heligoland. Geologistas, contudo, enfatizam – que durante o tempo da conversão cristã –  nos séculos seis e sete nenhuma ilha estava situada a leste de Heligoland. Contra a opinião dos geologistas fala a antiga história Frisia, que mantém que os últimos restos da ‘Terra Sagrada”, como esta ilha era chamada durante a Idade Média, pereceu apenas em 1216. Se os geologistas ou os Frisios do Norte estão corretos apenas pode ser confirmado por um estreito exame do solo de pedra. No mais velho mapa de Heligoland, que data de 1570, o leste de Heligoland é marcado ” Steinwirk”, sobre o qual são ditas terem estado sete igrejas. Em um outro mapa, datado de 1650, lá está marcado na vizinhança de um solo de pedra um templo e um castelo. O cronista Frisio Heimriech menciona florestas, templos e castelos que uma vez ficavam a leste de Heligoland e ele acrescenta que a residência e a côrte dos primeiros reis do país estavam situados lá. Até mesmo hoje a ‘Ilha Sagrada” vive nas histórias dos habitantes de Heligoland, e no nome carregado pela rocha remanescente que tem sobreivido às catástrofes: Terra Sagrada ou Heligoland .

3. O MAR DE LAMA

No relato da Atlântida Platão conta que depois da queda dos Atlantes o lugar que era ocupado pela ilha transformou-se em um mar de lama. É dito nos Diálogos: “Esta ilha tem afundado no mar pelos terremotos, e qualquer um que pretendesse alcançar o mar do outro lado seria impedido pelas atrapalhantes massas de lama”. Como Platão sabia que a faixa de mar ao redor da Basileia estava impenetrável durante este tempo? Pouco antes da morte de Platão e dos escritos dos Diálogos de Critias, Piteas retornou de sua expedição ao território do âmbar. Ele relatou que a área do mar ao redor da Basiléia consistia em uma mistura de água, lama e ar e podia ser comparada com um pulmão do mar. Ele disse que ele próprio viu a área e que ele não era passável ou penetrável. Platão pode ter sabido destes relatos de Piteas, e pode então ter tido todo direito de citar a avaliação de uma testemunha ocular que a área ao redor da Basileia não era passável ou penetravel. Onde uma vez houve férteis planícies, durante a Idade do Ferro, houve uma tremenda faixa rasa de lama. Fora destes mares de lama apenas a colina real aparecia; isto pode ter sido similar ao Mar de Watten hoje, onde na maré baixa traços de culturas, restos de assentamentos e até mesmo tufos de campos são visíveis. Uma prova posterior da identidade da ilha da Basileia do relato da Atlântida com a ilha da Basileia de Piteas é a declaração feita acima  de que pelo afundamento da Basileia o caminho para o mar externo tornou-se bloqueado, de forma que qualquer um que quisesse atravessar o mar era evitado pela massa de lama que o confrrontava. Sem dúvida isto é uma referência ao caminho do Eider, a antiga rota do Norte para o Mar Báltico. Uma ilha, o afundamento da qual bloquearia este canal, pode apenas ter estado situada na boca do Rio Eider. O mesmo é dito por Diodorus no relato de Piteas sobre a posição da ilha Basileia que estava também situada na boca do Rio Eider ou Eridano. De fato este caminho pelo canal do Eider, como mostrado por numerosos achados pré-históricos e solos funerais ao longo de seus bancos, já estava em uso durante o início da Idade de Bronze. Naqueles dias o Rio Eider corria sem impedimento na direção oeste e, formava a fronteira sul da ilha da Basileia no Mar do Norte. O curso do Eider foi bloqueado por catástrofes climáticas. O mar arremessou uma enorme “parede de praia”, a chamada Lundenberger Sand. Esta lingua estreita de terra tinha doze milhas de comprimento e mais de 20 pés de altura correndo de sul a norte através do antigo curso do Rio Eider. Este rio foi desviado na direção norte pela gigantesca parede de praia e a abertura da boca do rio estava entulhada de lama; o caminho da Basileia para o mar externo estava bloqueado.

4. ORICHALC

Uma prova posterior da posição da Basileia-Atlântida e da identificação desta ilha com a Basileia de Piteas é fornecida pelos detalhes do relato da Atlântida a respeito do orichalc. Embora sempre tenha sido difícil avaliar que tipo de material era o orichalc, o problema agora tem sido resolvido. O relato da Atlântida conta o seguinte a respeito do misterioso orichalc. Este material que é conhecido hoje apenas por seu nome, orichalc, era encontrado em muitas partes da ilha e era valorizado pelas pessoas daquele tempo tão altamente quanto o ouro. Eles decoravam o cume dos diques externos com o orichalc cobrido-os com óleo. O cume dos muros internos também era decorado com o orichalc, o que possuia um brilho feroz. No que diz respeito ao interior do templo, o teto era decorado com ouro, ébano, prata e orichalc e as outras paredes, colunas e pisos eram cobertos com o orichalc. Muitos eruditos tem tentado resolver o enigma do orichalc. Alguns deles tem assumido, como Platão menciona o orichalc depois de falar em cobre, que era amplamente usado na Basileia, que o orichalc era um tipo de metal. Estes eruditos acreditaram que a Atlântida era rica em metais. Outros eruditos afirmam ver na história do orichalc um típico elemento de conto de fadas, e portanto tem banido a inteira história da Atlântida como uma terra de fábula. O orichalc tem portanto se tornado um problema básico em qualquer pesquisa sobre a Atlântida. Tem se tornado evidente que o inteiro problema da Atlântida é dependente de sua solução.

As seguintes teorias sobre a existência deste material tem sido levadas adiante. A maioria dos investigadores tem traduzido a palavra “orichalc” como um metal de bronze cobre, porque eles são de opinião que o orichalc era uma liga de ouro e cobre. Esta opinião está em contradição as declarações expressas do relato da Atlântida que o orichalc era escavado em várias partes da ilha. Portanto, ele era um produto natural e não uma liga artificial. Uma liga de ouro e cobre não pode ser aplicada com óleo, ser usada como uma cobertura da pintura de paredes e colunas. O erudito sobre a Atlântida Netolitzky acredita que o orichalc era uma liga de prata e cobre. Por esta razão a Atlântida deve ter sido situada nas vizinhanças de Tartesses, onde ambos metais são encontrados em abundância. Mas a liga de prata e cobre também é um produto artificial e não é natural. Ele não pode ser escavado do solo, nem pode ser fluidificado com óleo para propósitos de pintura. O professor de Munique Borchardt é de opinião que o orichalc era uma liga de cobre e zinco, um tipo de latão, uma teoria também expressada pelo historiador holandês Hermann Wirt. Finalmente devemos mencionar a estranhna sugestão do russo  Mereshkowsky, que acredita que o orichalc era um metal peculiar da Atlântida que mais tarde desapareceu da natureza. Não é surpresa que os eruditos sérios que conhecem estas tentativas de resolver o problema do orichalc rejeitem o inteiro relato da Atlântida. E ainda que, todos estes eruditos possam ter facilmente encontrado a substância do orichalc ao procurar as tumbas da Idade do Bronze para descobrir que peças de decoração entre as que estes povos tinham, próximas do ouro, o maior valor. Eles teriam visto que, fora os ricos achados de ouro, o âmbar era frequentemente a ser encontrado como uma peça de decoração altamente valorizada. Do Egito, Creta, Ásia Menor e Micena, sobre a Espanha, Norte da França, Irlanda, Inglaterra, Norte da Alemanha até a Dinamarca e o Sul da Suécia, as decorações de âmbar e ornamentos eram frequentemente encontrados nas tumbas da Idade do Bronze.

O orichalc do relato da Atlântida pode apenas significar âmbar, e devemos traduzir portanto a palavra orichalc como âmbar. Todas as declarações do relato da Atlântida a respeito do orichalc se aplicam ao âmbar, e apenas ao âmbar. Há de fato tipos de âmbar que mostram um “brilho feroz”. Fora o ouro, o ânbar era altamente valorizado; ele podia ser cozinhado em óleo e ser usado como “verniz de âmbar” para pinturas de parede. Um anel de âmbar do tamanho de uma peça de coroa, que juntamente com artigos de bronze a anéis de ouro, foi enontrado em uma tumba da Idade do Bronze na ilha de Sylt no Norte da Alemanha, o que é prova de que os habitantes das ilhas do Mar do Norte já conheciam esta técnica durante a Idade do Bronze. Tácito menciona a liquefação do âmbar pelo aquecimento, e Plínio relata que o povo do Mar do Norte usava o âmbar para aquecimento ao invés de madeira. Eles evidentemente sabiam como colorir o âmbar ao cozinha-lo no mel e no óleo colorido. Como relatado na história da Atlântida, ele certamente foi usado para decorar os templos. Há diferentes relatos sobre a decoração dos templos egípcios com o âmbar Nórdico. Homero tinha um conhecimento notavelmente exato da Basileia, e ele menciona que o templo do maior deus brilhava com ouro, ébano, âmbar e prata.

Segundo Plínio, os Teutônicos chamavam ao âmbar de “glaseum” e as ilhas de âmbar no Mar do Norte eram chamadas de “glaesariT ” por eles. A plavra “glass” [vidro] é uma antiga palavra Nórdica para âmbar. Nos dias de Piteas a Basileia era a prinipal ilha de âmbar e Diodorus até mesmo relata que o âmbar não era encontrado em qualquer lugar do mundo exceto na Basileia. Depois de sua destruição final, o templo de âmbar da Atlântida passou para as histórias do povo Nórdico como “castelo de vidro”, “torre de vidro” e a ilha afundada de âmbar, a Basileia, tornou-se a Ilha dos Mortos, e foi chamada “Montanha de Vidro”. Devemos ouvir mais sobre estas histórias posteriormente. Por agora o fato importante é que o mais alto templo afundado da área do Norte foi chamado Montanha de Vidro ou Torre de Vidro, o que prova que para todas estas histórias um templo de âmbar era dado como exemplo. Devemos portanto colocar nossa confiança nas declarações do relato da Atlântida, que o principal templo sobre a Atlântida-Basileia era maravilhosamente decorado com âmbar. O orichalc, que até agora foi a mais importante evidência para a “fabulosidade” do relato da Atlântida, é na realidade uma prova importante da confiabilidade histórica do original relato da Atlântida, e ao mesmo tempo uma afirmação convincente para a posição da Atlântida-Basileia perto de Heligoland, e para a identificação da Basileia do relato da Atlântida com a Basileia de Piteas.

5. ÂMBAR

Até hoje apenas dois depósitos de âmbar são conhecidos na Terra; um em Samland e o outro na costa oeste da península Cimbriana. Há depósitos de resina fóssil, que é similar ao âmbar, como, por exemplo, na Espanha, Itália, Sicília e na Transilvania mas estas resinas fósseis são distintas do âmbar por sua falta de ácido âmbar que chega a 3 até 8% no âmbar Nórdico. O âmbar Nórdico pode ser facilmente distinguido da resina fóssil pela análise química. O âmbar Nórdico tem sido encontrado nas tumbas egípcias da sexta dinastia, tão cedo quanto 2500 AC. Ele também tem sido encontrado na Espanha, Norte da França, Irlanda, Inglaterra e em toda a área nórdica nas tumbas megalíticas e nas colinas de tumbas da Idade do Bronze entre 3000 e 2000 AC. Os poços de tumbas de Micena durante o período de 1500 a 1200 AC eram especialmente ricos em âmbar nórdico. Os Egípcios conheciam ao menos desde Tutmés III [1500 AC] que o âmbar vinha do mais distante Norte. Os gregos também sabiam que o âmbar se originava no Mar do Norte. Heródoto escreveu: “Há um rio, chamado Eridano pelos bárbaros, que flui para o Oceano Norte e o âmbar vem de lá”. Nós já temos ouvido dos relatos de Piteas, Diodorus, Timaeus, etc a respeito da ilha no Mar do Norte. Plínio também não deixa dúvida que o “glaesariar ” pode ser encontrado no Oceano do Norte e não no Mar Báltico. Embora estes antigos relatos sobre a origem do âmbar ao tempo antes do nascimento de Cristo sejam completamente claros, foi pensado até sessenta ou setenta anos atrás que a Samland era a terra do âmbar nos tempos antigos. Somente mais tarde e gradualmente foi compreendido que conquanto a Samland era o principal país fornedor do âmbar desde os tempos romanos, nos tempos anteriores, particularmente durante a Idade do Bronze, a costa oeste de Schleswig-Holstein era o único país do âmbar. Por um longo tempo Heligoland foi pensada ter sido a ilha do âmbar dos antigos. Mas as escavações geológicas de E. Wasmunds tem mostrado que pode não ter havido qualquer âmbar em Heligoland, porque as condições geológicas para a sua ocorrência estão ausentes no arenito multi-colorido e no giz. Ele avalia que a Basileia, a própria ilha do âmbar, deve ter afundado no mar, e ele coloca a ilha fora da costa sudoeste de Eiderstedt. Hennig acredita que a ilha tem estado a meio caminho entre Heligoland e Eiderstedt. Estes eruditos estavam procurando pela ilha do âmbar Basileia exatamente onde a ilha do orichalc do relato da Atlântida estava situada. Dificilmente há uma prova melhor para a confiabilidade do relato da Atlântida do que a exata posição da ilha do orichalc-âmbar da Basileia que é dada exatamente onde as investigações geológicas e arqueológicas de nosso tempo tem mostrado que isto estava.

6. O COBRE NA BASILEIA

É de todo notável que o relato da Atlântida fale sobre a grande riqueza em cobre da Basileia. Ele até mesmo sustenta que este metal era produzido lá sob a forma sólida e fundida. Por um longo tempo foi esquecido que havia existido cobre em Heligoland, embora eminentes geologistas tenham repetidamente mencionado este fato. Segundo as investigações do geologista Bolton, o inteiro maciço de pedra da ilha de Heligoland estava impregnado de carbonato de cobre. Até mesmo mais notável do que a presença do cobre nas camadas brancas, verde e vermelhas do arenito multicolorido é aquele encontrado no nordeste da ilha. Lá o arenito pode ser encontrado que é ricamente impregnado de ácido carbonico de cobre. Na superfície da pedra o carbonato de cobre foi mudado em metal de cobre vermelho e multi-colorido que engolfou pequenos pedaços de cobre sólido. Cobre sólido do tamanho de ervilhas tem frequentemente sido encontrado e o químico Hoffman tem até mesmo encontrado duas peças pesando oito e doze onças. As investigações espectro-analíticas das peças de cobre sólido de Heligoland tem mostrado que se trata de um cobre extremamente puro. Segundo o geologista Schreiter a presença deste cobre já era conhecida pelo povo da antiguidade. Na Idade do Bronze os homens do Norte possuiam um considerável talento metalúrgico e uma completa maestria da técnica do metal que era baseada no cobre. A capital deles estava situada na vizinhança imediata destes tesouros de cobre e é improvável que eles não tenham usado este campo de cobre. Quando o relato da Atlântida fala que os habitantes da Basileia encontraram em sua ilha o cobre puro e fundível, então isto significa sem dúvida que o cobre era para ser encontrado em Heligoland durante a Idade de Bronze. Uma estranha sentença no relato da Atlântida pode talvez ser uma indicação de como os habitantes da Basileia, que são os Atlantes, foram minerar os campos de cobre em Heligoland. É dito que eles quebraram a pedra da ilha de rocha ao redor das costas e no centro da ilha, assim criando cavernas e bunkers para barcos que eram cobertos por rocha. É improvável que os homens da Basileia quebravam estas enormes massas de rocha puramente para construir muros e templos. Sobretudo, a difícil estrutura das cavernas para a acomodação de barcos não era de forma alguma necessária. Os Atlantes possuiam um bom número de excelentes baías dentro de anéis de diques, e realmente não precisavam destes bunkers. Mas como o cobre estava depositado em grande extensão nas cavernas e nas costas da ilha, a produção de cobre deve ter sido bem mais sucedida nestes lugares. É mais provável que a pedra foi quebrada para o propósito da extração do cobre. As cavernas naturais foram aumentadas e podiam ser usadas como bunkers para os barcos quando estavam ao nível do mar.

Witter e Otto tem provado sem dúvida que o cobre sólido era usado na metalurgia pré-histórica. De início, foi usado o cobre sólido, ou puro. Somente mais tarde veio o trabalho do metal oxidado por meios de redução, e mais tarde ainda o trabalho de metais sulfito. O cobre puro é difícil de derreter porque seu ponto de fusão é tão alto quanto o do ferro forjado. Por esta razão o cobre puro era primeiramente trabalhado pelo martelo. É possível que só tenha se tornado conhecido no fim da Idade do Bronze que o cobre puro também podia ser derretido. Uma grande quantidade de artigos de bronze daquele tempo consistia em zinco bronze com um conteúdo de 86% de cobre puro, uma prova posterior que esta técnica era conhecida durante a Idade do Bronze. A origem do cobre puro da mais inicial idade do metal e da Idade do Bronze portanto tem sido um enigma. Foi acreditado que os depósitos húngaros de cobre eram as fontes principais. Não é possível que os depósitos de Heligoland, que continham um cobre extremamente puro, também fossem fontes? Os artigos de puro cobre foram encontrados nas grandes tumbas de pedra da área do Mar do Norte, o que é uma indicação que o cobre mais velho se originou nos depósitos Nórdicos bem como nos húngaros. Não podemos acreditar que as grandes massas de cobre puro, que durante a Idade do Bonze eram principalmente utilizadas para fazer zinco cobre, foram todas importadas da Hungria. Se este fosse o caso então grandes quantidades de artigos do comércio Nórdico, por exemplo, o âmbar, devem ter sido encontrados na Hungria, o que não é assim. Para a fabricação de seu zinco cobre os homens do Norte principalmente usavam o cobre puro e os metais oxidados de cobre da Heligoland. Esta é a única explicação para as enormes pedreiras que estavam sendo trabalhadas em Heligoland durante a Idade do Bronze. É provavelmente um exagero quando é dito no relato da Atlântida que os muros da cidade real eram decorados com o cobre. Este exagero pode provavelmente ser atribuído aos próprios homens do Norte, e não a Platão e Solon. Até mesmo hoje a história existe que a cidade fabulosamente rica perto de Heligoland possuia canais feitos de cobre. Em conclusão podemos confirmar que a declaração do relato da Atlântida que os habitantes da Basileia trabalhavam o cobre, que era abundante em sua ilha, em forma pura e fundível era baseado em fatos. Como cobre puro, o metal cobre e o âmbar não apareciam juntos em outros lugares no mundo, a exata localidade da Basileia-Atlântida na vizinhança imediata da Heligoland está indubitavelmente correta. A grande riqueza que, segundo o relato da Atlântida, prevalecia na Basileia, pode ser atribuida grandemente ao comércio a nível mundial da cidade de âmbar e de cobre.

7. O TESOURO DE OURO, COBRE E ZINCO DOS ATLANTES

Segundo o relato da Atlântida, os Atlantes são ditos terem possuido grande quantidade de ouro, prata e zinco. A declaração a respeito da quantidade destes metais é provavelmente um exagero. Paredes douradas no templo e estátuas de ouro dos deuses dificilmente existiam no Norte. Mas temos que investigar posteriormente a questão se os homens do Norte durante a Idade de Bronze realmente dispunham de grande riqueza e, se assim o for, de onde veio esta riqueza? Muito tem sido escrito sobre a surpreendente riqueza em ouro e zinco que era para ser encontrado nas partes Nóricas na mais inicial Idade do Bronze. Schilling fala de massas realmente fantásticas de ouro que, juntamente com o bronze, eram levadas na direção do Norte. Ele diz que durante a inicial Idade da Pedra este metal era um bem não existente. No início do comércio com o âmbar ele se tornou quase comum no Norte. O mais simples anel de dedo em espiral, feito de fio de ouro, foi de início usado como meio de troca no Norte, e era tão frequente que toda moça teutônica deve ter possuído um. Quando consideramos que os achados de ouro sempre tem sido expostos a cobiça dos buscadores e eram raros, se sempre, enviados adiante, então a riqueza de ouro dos homens do Norte deve ter sido imensurável. Estimativas conservadoras, baseadas em peças que agora estão em museus, dizem que estas representam não mais do que meio por cento dos valores originalmente depositados nos ligares funerários e outros lugares. Tem sido calculado que apenas na Dinarmarca o valor do ouro corresponda aquele de 13 milhões de libras. Quão grande riqueza os Teutons devem ter tido quqando estes valores eram presenteados aos mortos e aos deuses apenas! Uma comparação com os achados Nórdicos apenas pode ser encontrada nas antigas tumbas e câmaras de tesouro dos governantes egípcios e mesopotamios, mas tem que ser lembrado que quase todo o metal precioso destes últimos países estava concentrado em um lugar, enquanto que no Norte, em contraste, cada pessoa livre deve ter possuído uma riqueza considerável. Chegamos a resultados similares quando consideramos que os meios das pedreiras, das quais os homens do Norte obtinham ouro e bronze, deve ter sido uma fonte incessante de riqueza. Oa achados do âmbar do Mar do Norte se to5rnaram exauridos no fim da Idade, mas não podemos assumir que durante a Idade do Bronze a prodyução anual total fosse muito menos do que é hoje, com a pesca do âmbar na costa do Mar Báltico alemão que era realizada por métodos antigos e primitivos. L. Meyn tem calculado que na costa oeste da península Cimbriana, durante o tempo dos Romanos, aproximadamente 6 milhões de libras de âmbar foram coletadas. É óbvio que os depósitos de âmbar durante o tempo quando o âmbar podia ser coletado em muitos lugares ao longo daquela costa eles devem ter sido muito maiores. Não há dúvida de que o comércio de âmbar era uma fonte de grande riqueza para o Norte.  Schwantes fala sobre extraordinários tesouros de ouro que eram possuidos pelos camponeses Nórdicos e ressalta que durante a Idade do Bronze os assentamentos costeiros e em ilhas do Mar do Norte floresceram e desfrutaram de grande prosperidade. Tudo aponta para o fato que na principal ilha destes territórios, onde os maiores depósitos de âmbar estavam situados e eram transportados para destinos pelo mundo, a riqueza existia em abundância. A antiga história Frísia fala de uma riqueza inacreditável desta ‘cidade dourada”: os habitantes eram tão ricos que eles ferravam seus cavalos com ferraduras de ouro e cultivavam suas terras com arados de prata. Traços de prata podem ser encontrados principalmente em ligas da Idade do Bronze, tal como prta bronze com um conteudo de 2% de prata. A prata evidentemente não desfruta da mesma  popularidade no Norte que o ouro. É possível que os habitantes da Basileia quando extraiam o cobre encontrassem prata que também estava disponível na ilha. O povo Nórdico também possuia uma grande quantidade de zinco. Ele era acrescentado para derreter o cobre, em uma mistura acima de 14%. Deste modo era produzido o altamente valorizado cobre zinco que era usado quase que exclusivamente no Norte durante a Idade do Bronze. Segundo a crença geral dos eruditos, ouro e zinco eram transportados para o Norte principalmente da Irlanda.

O historiador Stroebel diz que o âmbar da Jutlandia é frequente nos distritos das tumbas em tigelas da Inglaterra e do Norte da Irlanda, onde ele era usado para fazer pérolas e acessórios. Os colares irlandeses de ouro e braceletes tem sido frequentemente encontrados no Norte da Espanha, bem como na Bretanha, Noroeste da Alemanha e Dinamarca. Em alguns casos os braceletes de ouro irlandeses foram introduzidos no Noroeste da Alemanha. Pequenos discos solares de ouro encontraram seu caminho com outros pequenos artigos de ouro no primeiro período da Idade de Bronze da Irlanda para a Bretanha e Alemanha. Durante o segundo período os Teutons fizeram seus próprios maravilhosos discos solares de ouro irlandês. As declarações do relato da Atlântida sobre a grande riqueza de ouro, prata e cobre pode portanto ressistir ao exame crítico. Fora os pequenos exageros que não são culpa de Platão, estas declarações correspondem as reais condições durante a Idade de Bronze nos territórios nórdicos. A menção de marfim, que é dito ter sido usado no templo do mais alto deus, também corresponde a fatos reais. Devemos ver mais tarde sobre esta outra fonte, independente do relato da Atlântida, que menciona o marfim como decoração e ornamentação na Basileia. Dois tipos de marfim podem ser distinguidos: o marfim africano, que vem das presas dos elefantes, e o marfim Nórdico, que vem das presas de morsas, baleias árticas e esqueletos fossilizados de mamutes. Numerosos ossos de mamutes tem sido encontrados na área Nórdica. Mais de dez mil dentes posteriores de mamutes tem sido ‘pescados” dentro de uma dúzia de anos de Dogger Bank. Em uma parte da Alemanha do Norte o esqueleto de um antigo elefante foi recentemente encontrado que ainda tinha uma lança de oito pés de comprimento entre as costelas. O povo Nódico portanto não era dependente da importação de marfim da África, embora também exista marfim africano no Norte. Durante a Idade Média foi relatado pelo norueguês Otter, que viveu no século IX, que presas de morsas eram um artigo muito usado de exportação da área Nórdica. É possível que a falsa declaração dos sacerdotes egípcios, que tinham existido elefantes na Atlântida durante a Idade do Bronze, tenha se originado do conhecimento dos tesouros de marfim que estavam ocultos no templo de Poseidon. Para os egípcios, havia apenas um animal que produzia marfim, o elefante. Este erro também pode ter sido devido ao fato de que os prisioneiros libios e nórdicos eram interrogados juntos, como mostrado no grande relevo de Medinet Habu. Na Libia daqueles dias ainda havia grandes manadas de elefantes, como o revelam muitos desenhos na rocha e numerosos achados. Já que os libios eram pensados serem povos do Norte, esta deve ter sido a causa da erronea crença que existiam elefantes nas áreas Nórdicas.

8. FERRO NA ATLÂNTIDA

É relatado no relato da Atlântida que os Atlantes também conheciam o ferro, mas que os implementos de ferro não eram permitidos serem usados nas lutas cerimoniais de touros. Esta declaração corresponde aos fatos? Segundo as cuidadosas investigações de W. Witters não há dúvida de que o povo do Norte, durante sua invasão dos territórios sudeste, já haviam dominado a técnica da produção de ferramentas de ferro. Nas tumbas de Filisteus daquela época sempre podemos encontrar armas feitas de ferro, além daquelas feitas de bronze. Segundo fontes do Velho Testamento, aprendemos que os Filisteus no século XI AC tinham o monopólio da produção de ferro e até mesmo sabiam como fazer aço. Witter sustenta que ao menos alguns povos do Norte devem ter conhecido a técnica do ferro antes do início da Grande Migração. Durante a própria migração o povo do Norte não teria sido capaz de adquirir o conhecimento da produção do ferro, já que, por um lado, os povos que eles atacaram não conheciam como produzir ferro naquele tempo, e, por outro lado, uma raça em migração, continuamente exposta aos acasos da guerra, não pode ter dominado a maestria da metalurgia do ferro, ou adquirido a necessária experiência na produção do ferro para fazer armas e implementos. Witter está convencido que o povo do Norte tinha uma experiência de séculos no derretimento de metais e na forja do cobre e do bronze, já que a redução do ferro apenas pode ter sido realizada por experientes especialistas em metais. Sabemos agora que estes povos vieram da área do Mar do Norte, e que eles deixaram suas casas na segunda metade do século XIII AC. Há indicações que a manufatura de implementos de ferro já era conhecida naquele tempo na área Nórdica? Segundo Witters, instrumentos de ferro já eram conhecidos na área Nórdica no século XIV AC. Em uma colina de tumba em Zealand, fora as relíquias de vestuário, uma peça de ferro foi encontrada e em uma colina de tumba em Bornholm, além de artigos de bronze, uma lamina de ferro de uma faca foi encontrada. Na segunda parte do século XIII AC, o período coberto pelo relato da Atlântida, a área Nórdica estava sob o IV Período da Idade do Bronze. Deste período vem uma navalha encontrada no Norte da Alemanha, na qual é representado em ouro um barco, enquanto as ondas são representadas em ferro. Este achado prova que na área do Norte o ferro não era apenas conhecido, mas que a técnica difícil de ferro forjado já havia sido dominada. Isto também sugere que o ferro era raramente usado durante aquele período. Durante o Período V o ferro apareceu no Norte muito mais frequentemente. Particularmente notável é uma faca arqueada com o punho de bronze e uma lâmina de ferro parcialmente destruída que foi encontrada com uma faca similar com lâmina de bronze em uma tumba em Holstein, Norte da Alemanha. Os achados de ferro deste Período V mostram que este metal era usado mais amplamente, mas eles também provam que no Norte a arte de fazer instrumentos de ferro tinha sido completamente dominada; uma técnica que, segundo Witter, levou vários séculos para se desenvolver. Como mostra a manufatura do cobre puro em zinco bronze, o povo Nórdico em uma Idade do Bronze mais inicial sabia como produzir temperaturas nas quais o ferro forjado e o cobre puro derreteriam. Como a pedra de Heligoland contém, fora o cobre, um alto grau de ferro, o povo Nórdico deve ter adquirido o conhecimento do ferro quando eles derretiam cobre. A declaração do relato da Atlântida que os Atlantes tinham o conhecimento do ferro corresponde sem dúvida aos fatos. Talvez o dizer de Esquilus, que o país do Norte no fim da Terra é o país mãe do ferro  – como as palavras de Jeremias: “Ferro e metal da Terra da Meia Noite” – seja um lembrete da origem do primeiro ferro e dos primeiros especialistas em ferro das terras do Norte.

O relato da Atlântida fala sobre o tamanho do reino Atlante que se espalhava sobre muitas ilhas e partes do continente. A extensão de um lado cobria aproximadamente quatrocentas milhas. Do mar ao centro a distância era de aproximadamente duzentas milhas e este lado do reino se espalhava de norte a sul. O termo “centro” foi frequentemente usado no relato da Atlântida para descrever a principal ilha da Basileia, porque este era o centro político e religioso do reino Atlante. A declaração acima deve portanto ser lida como se segue: do mar no norte até a capital ao sul a distância era de duzentas milhas, e em outra direção, de oeste a leste, o reino Atlante cobria quatrocentas milhas. Estas declarações são baseadas em fatos históricos ou é tudo fantasia? Se medirmos duzentas milhas ao norte da Basileia, alcançamos quase que exatamente o lado norte do Banco da Jutlandia, o Skagerrak, que é evidentemente o “Mar no Norte”. Como naqueles dias um número de ilhas estavam situadas ao redor de Amrun e dos Bancos da Jutlandia, o relato está correto quando ele diz que apenas era possível alcançar o mar aberto na direção norte da Basileia depois de andar duzentas milhas. Quatrocentas milhas na direção leste da Basileia compreende uma área que inclui as ilhas dinamarquesas, o Sul da Suécia, e a ilha de Oeland. Segundo as declarações do relato da Atlântida, as seguintes áreas devem ter pertencido ao reino Atlante durante a Idade do Bronze: a inteira península Cimbriana e as ilhas a oeste dela, as ilhas dinamarquesas, o Sul da Suécia e a ilha Oeland. Esta declaração é possível? Exatamente nas partes descritas uma cultura floresceu durante a Idade do Bronze que, na pesquisa pré-histórica, é conhecida como “singularmente única”. A área desta cultura é conhecida como “Círculo Nórdico”. Como mostrado por Kersten, três diferentes zonas culturais podem ser indicadas dentro do Círculo Nórdico, mas tomados juntos os achados da área entre as ilhas do Mar do Norte e o Sul da Suécia dão a impressão de uma zona cultural unificada e auto-contida. A unidade cultural desta área tem sido confirmada pela pré-história. Mas o relato da Atlântida também mantém que esta área era uma entidade de um ponto de vista político e religioso. Isto está dentro do reino da possibilidade? Os achados arqueológico certamente não podem nos dar uma resposta, mas talvez o próprio relato fornecerá uma ajuda posterior.

2 . SUA ORGANIZAÇÃO

Nos Diálogos de Critias o seguinte é dito sobre a constituição e a organização do reino Atlante: “A respeito do número de habitantes, existia em cada distrito a lei que ele tinha que fornecer um líder entre a população masculina capaz; o tamanho do distrito chegava a 100 pessoas sem terra ou “hinds”. O número total destas forças chegava a 60.000 homens. Segundo as leis, os líderes tinham que fornecer uma carruagem de guerra para seis homens, assim haviam dez mil carruagens, e além dos cavalos e corredores, uma equipe de dois cavalos sem uma carruagem que era manuseada por um guereiro que levava um pequeno escudo e lutava a pé. Sobretudo, cada líder tinha que fornecer dois guerreiros pesadamente armados, dois arqueiros, um atirador de pedra e um lanceiro sem armadura e finalmente quatro marinheiros para a tripulação dos 1200 barcos.” Esta descrição da organização do reino Atlante  – divisão da área entre pessoas sem terra, a inclusão dos 100 hinds em um distrito sob um líder, uma força de soldados zoo de seis distitos coletivos – corresponde em um grau notável à organização encontrada na área Nórdica das ilhas Frísias até Oeland. Originalmente foi acreditado que a menor unidade departamental era o “hide”, um cento compreendendo uma unidade maior. Foi assumido disto que na área Nórdica cada hide tinha que fornecer um homem no caso de guerra, e que cada unidade maior, chamada “hundari”, tinha que fornecer cem homens. Investigações posteriores, contudo, tem mostrado que este opinião é insustentável. Foi demonstrado que os “hundari” não era unidades militares, mas comerciais. A mesma interpretação é expressada no relato da Atlântida. Segundo ele, a menor unidade do departamento não era uma unidade militar, mas econômica. Cada cem “hides” formavam a próxima unidade mais alta, chamada um “cleros” no relato da Atlântida.

É possível que este sistema de unidade departamental já existisse na área Nordica na Idade de Bronze? O historiador Rietschel tem provado que a divisão em “hundari” nas ilhas Frísias, em Schleswig, Jutland, nas ilhas dinamarquesas e no Sul da Suécia era uma divisão antiga, e remontava ao tempo da colonização. Pela Idade Ion desta divisão Rietschel cita o grande número 01 de nomes “hundari”, cada um do qual é formado por um nome familiar patronímico, terminando com a palavra “kind’ que significa parentesco, relações. Ele corretamente diz que um tal uso de nomes de família para descrever unidades territoriais fechadas somente se originou de um tempo quando o país tornou-se assentado pelas famílias. O fato de que os Dorianos e os relatados Filisteus seguiram os mesmos arranjos é uma prova posterior que o povo Nórdico já conhecia esta divisão durante a Grande Migração. Eles formavam seus exércitos em unidades de cem, que tinham que ser abastecidas por áreas departamentais individuais do país. É bem possível que o relato da Atlântida de fato descreva a organização do Círculo Nórdico durante a Idade do Bronze. Também é impensável que estas declarações, que correspondem tão estreitamente às condições originais das divisões de terra, sejam apenas uma invenção. Todavia fiel às declarações sobre a organização do reino Atlante quanto possa ser, as declarações relativas ao número dos soldados criados neste país parece improvável. Segundo a avaliação de Platão deveria ter existido 60.000 “hundari” o que seria para fornecer um total de 6 milhões de guerreiros para as forças. Estas são estatísticas que de longe ultrapassam tudo o que sabemos sobre a força das forças armadas daquele tempo. Deve haver um erro aqui. A causa deste erro pode ser explicada como se segue: Quando Solon traduziu o original relato egípcio para o grego ele infelizmente escolheu a palavra grega “stadia” para as palavras “hind” e ou “sem terra”. A impressão foi portanto criada que um “sem terra” ou “hind” era do tamanho de apenas um “stadia” quadrado, o que é aproximadamente nove acres. Como corretamente segundo a declaração o reino Atlante era de aproximadamente do tamanho de 3.000 stadia por 2.000, isto são 6.000.000 de stadia quadrados, deve ter existido um número igual de “hinds”. Sem dúvida um “hind sem terra” não era de um, mas de vinte ou trinta stadia quadrado. É possível que a declaração exagerada sobre a força das forças Atlantes possa ser remontada às fontes egípcias do relato da Atlântida. Ramsés III repetidamente avaliou que ele havia visto “cem mil ou até mesmo um milhão do povo do Norte”.

Quando agora voltamos a descrição da ilha da Basileia devemos entender que as condições descritas aqui são muito similares a aquelas ainda a serem encontradas nas ilhas remanescentes das Terras Ocidentais “afundadas” de Sylt, Fohr e Amrun. Segundo o relato da Atlântida as colinas ao longo da costa da Basileia não eram muito altas, e a abertura para o canal por estas colinas era de apenas noventa pés de profundidade.  Por trás destas colinas estava uma planície de insuperável beleza, atravessada por inúmeras artérias de água natural e artificial. A planície não ficava muito acima do nível do mar, porque é dito que durante o verão o país era inundado pelo canal. Por causa do país deles ser tão baixo, os habitantes da Basileia eram forçados a construirem diques. Vemos do relato que que dois diques em anéis concentricamente arranjados foram construídos na Basileia. A declaração de que estes diques foram construidos por Poseidon indica sua extrema idade. Os diques eram construídos acima do solo e, como nos é dito mais tarde, eram fortalecidos por uma parede externa de postes. Estradas estreitas passavam pelos diques e nestas estradas eram eregidas torres e portões, que apenas podem ser descritos como barragens. Soa de certo modo incrível que os diques e barragens já existissem durante a Idade do Bronze. Mas é impossível descartar as declarações de Platão como completa invenção porque estas instalações não existiam nos países Mediterrâneos durante os tempos antigos; especialmente já que Homero, como devemos ver, descreve estas instalações independentemente do relato da Atlântida.

3. A ILHA REAL BASILEIA

Como a terra que era protegida durante a Idade do Bronze pelos diques agora está sob o nível do mar, tendo sido destruída pelo mar, as instalações do diques datando da Idade do Bronze não existem mais. Schuchardt, contudo, tem ressaltado que construções similares existiam no Norte da Alemanha no fim da Idade da Pedra. Os “crannogs ” da Bretanha também são paredes circulares de terra fortalecidas por um barreira de postes e eles certamente originaram-se durante a Idade do Bronze. Na frente e por trás dos diques, assim foi registrado, estava uma baía. Na costa do mar, na boca do canal que corria da capital estava uma grande estação de exportação. Segundo o relato, a estação de exportação e a baía maior eram cheias de barcos de mercadores que se reuniam lá de todo o país e sua atividade fervilhante noite e dia resultava em um tremendo burburinho. Não pode haver dúvida que um movimento veloz de barcos deve ter acontecido lá. A soberba posição da Basileia na boca dos Rios Weser, Elba e Eider a habilitavam a realizar as funções mais tarde assumidas pelas cidades de Bremen, Hamburgo e Lubeck. Aqui o “ouro do Norte”, o âmbar desejável, era escavado do solo em muitos lugares e enviado a terras distantes. Os ricos depósitos de cobre e o muito desejado cobre puro eram para serem encontrados lá. O comércio de lugares distantes, destinado aos assentamentos ao longo dos Rios Weser e Elba e a costa Báltica era descarregado aqui, especialmente o zinco da Irlanda; barcos descarregagavam grandes quantidades de madeira necessária para as instalações públicas [diques e extração do cobre] e para o trabalho particular. Em resumo, uma das mais importante baías da Idade do Bronze deve ter sido situada neste local. No centro da ilha não teria existido apenas riachos frios mas também quentes. Os riachos frios certamente existiam nas Westlands “afundadas” e ainda existem hoje ns remanescentes ilhas da Alemanha Ocidental. Um riacho quente, contudo, parece incrível. Mas a confiabilidade desta antiga declaração é assegurada pelo seguinte fato: os jornais alemães relataram em 1o. de setembro de 1949 que as investigações do geologista alemão Heck na ilha de Sylt provaram que o interior da ilha contia correntes radioativas com uma temperatura de 110 a 130 graus Fahrenheit. Estes riachos, que são de grande importância para propósitos médicos, agora estão a serem explorados. Porque devem os riachos quentes, que tão recentemente foram descobertos em Sylt, terem sido impossíveis na Basileia?

A colina, sobre a qual ficava o castelo real, era dita ter um diâmetro de 3.000 pés. Ao redor da montanha foi construída uma parde protetora, que por sua vez era protegida por uma parede externa de pedra. Dentro desta poderosa circunvalação ficava o castelo e o templo de Poseidon. Em 31 de julho de 1952 esta grande muralha foi descoberta no ponto declarado, a seis milhas de Heligoland na direção do continente. As investigações realizadas por um mergulhador e um ecógrafo tem mostrado um surpreendente acordo entre o relato da Atlântida e as ruínas examinadas. As declarações a respeito da posição da Basileia na área do Mar do Norte também correspondem aos fatos. Como temos visto, a distância na direção norte ao mar aberto, para Skagerrak, chegou a duzentas milhas. No norte posterior ainda estão as montanhas norueguesas, e é dito que o tamanho e a beleza destas montanhnas eram ultrapassadas. Segundo o relato, havia muitos assentamentos, rios distantes, mares e campos neste país montanhoso, e as grandes montanhas eram cobertas com os mais diversos tipos de árvores. O relato afirma que a madeira usada para o trabalho público e particular na Basileia vinha destas montanhas. Estas declarações mostram que o relato original é baseado na narrativa de alguém com íntimo conhecimento destas partes. Suas descrições de fato eram difíceis de serem entendidas  sem mapas e o conhecimento do Norte, e portanto sujeitas a más interpretações e explicações erradas. Sobretudo, como com o nome “Roma” que algumas vezes apenas significa a capital, e em outras ocasiões significa o inteiro império romano, o nome “Atlântida” significa ambos: a ilha real e o inteiro reino atlante. Isto tem levado a várias más concepções. Por exemplo, o relato original afirmou que a Atlântida, a ilha real, era cercada por um canal de água; as fontes tradicionais tem enganosamente concluído que este canal cercava o inteiro reino atlante, e com base neste mal entendimento Platão calculou que o canal de água deve ter tido mil milhas de comprimento. Similarmente o relato original disse que a Atlântida, a ilha real, submergiu sob o mar. As fontes originais concluiram erroneamente que o inteiro reino atlante submergiu no mar. Esta confusão entre a ilha real e o inteiro reino atlante remanescente já é evidente nas inscrições contemporaneas. Algumas delas dizem que apenas “a chefe de suas cidades”, ou ilhas, foi rasgada pelas tempestades, enquanto outras dizem que o inteiro país pereceu. Os escritores egípcios evidentemente não tinham idéia da extensão das inundações catastróficas, na área do mar do Norte. Em outras partes do relato da Atlântida os mal entendimentos aparecem facilmente. Platão avalia que a Atlântida era maior e mais extensa do que a Libia e a Ásia Menor. Como o tamanho da Atlântida é dado entre duzentas e trezentas milhas, enquanto que a Ásia Menor é muito maior, neste contexto a palavra maior não deve ser traduzida senão como mais poderosa, o que corresponde muito melhor aos fatos reais.

A ilha real dos Atlantes, é também chamada “Nesos hiera,” porque isto desempenhava uma parte importante na cultura e nas crenças, bem como em assuntos legais do reino Atlante. Como relatado no relato da Atlântida, nesta ilha uma vez ficava o mais alto santum dos Atlantes; aqui os dez reis do reino inteiro se reuniam para veneração. Os mais importantes festivais religiosos aconteciam lá. A mais alta côrte da terra tinha lá o seu assento para pronunciar os julgamentos do inteiro reino. O nome “Heligoland,” ou Terra Santa (terra sancta), como a ruina da afundada ilha real já era assim chamada antes de seu reassentamento pelos monges cristãos por volta do ano 1000 de nossa era, tendo sido mantida na memória do importante significado religioso da ilha até os nossos dias. Adam de Bremen relatou que este lugar era sagrado para todos homens do mar, particularmente piratas, e que ninguém ficava impune para voltar para casa se tentasse levar consigo algum botim, mesmo pequeno. Que a Basileia era uma ilha “sagrada” é mostrado pelas imensas construções para veneração pública que haviam sido erigidas lá. É relatado que o centro da ilha no sagrado lugar de Poseidon ficava sobre o Pilar de Atlas, e ao redor deste pilar foi desenhado, como se por um compasso, cinco círculos concêntricos, dois de terra e três de água. É dito que o próprio Poseidon eregiu a construção “no início quando não havia barcos”. É dito que originalmente isto não podia ser entrado pelas pessoas.

A SAGRADA ILHA DA BASILEIA

I. UM CASTELO DE TRÓIA NA BASILEIA

Estas declarações tornam provável que o erudito W. Pastor estava correto quando disse que Platão descreveu como o mais alto lugar sagrado dos Atlantes um castelo murado cercado por anéis unidos. Castelos murados, também chamados de Castelo de Tróia, são colinas naturais ou artificiais, cercadas por muros concentricos ou círulos de pedras, que, segundo o erudito alemão E. Krause representam lugares muito antigos de veneração do sol. Um grande número de castelos de Tróia é conhecido em todos os territórios do assentamento Indo-germânico. A história tem frequentemente sobrevivido que nestes castelos uma garota ou mulher era mantida prisioneira. O mesmo é dito no relato da Atlântida de Cleito, que era mantida prisioneira por Poseidon em uma colina no centro de cinco círculos. Estas histórias são baseadas em um antigo mito solar. A donzela ou mulher aprisionada representa o sol. Os círculos concêntricos que em termos posteriores eram de forma em espiral, simbolizam o caminho no qual o sol seguia para escapar de sua prisão. O sol é forçado pelos círculos de espirais a retornar continuamente a seu ponto inicial. É provável que este foi inicialmente um método mágico, primitivo de influenciar o sol a permanecer em seu curso. No campo inteiro das memórias dos castelos de Tróia elas tem sido preservadas por especiais danças místicas, que tinham o propósito da influência mágica, ou ao menos a representação, do curso do sol. A dança do Labirinto de Creta ou de Delos, a dança Troiana dos Romanos, as danças britânicas no castelo Troiano de Wisby e Goathland todas tem sido na forma de círculos e tem chegado até nós pela literatura e os costumes. Devemos ouvir que na Basileia uma dança similar era dançada. A forma concêntrica dos círculos, como descrito no relato da Atlântida, está de acordo com as investigações de Krause e Schwantes na mais velha forma, da qual mais tarde desenvolveram-se as estruturas em forma de espiral. Krause pensa que as estruturas concêntricas são principalmente construções da inicial Idade da Pedra. Schwantes menciona decorações simbólicas em pedras místicas, bronze e ídolos datando da posterior Idade do Bronze ou inicial Idade da Pedra; sua forma concentrica ou em espiral, os símbolos do sol mostram uma desconcertante similaridade com estas estruturas, sendo completamente similares em cada detalhe. Um dos mais famosos destes círculos de pedra ainda existe hoje e é a grande estrutura de pedra de Stonehenge em Wiltshire.

Como Krause e Pastor tem mostrado, a representação do curso do sol por círculos de tamanhos diferentes somente pode ter tido origem no Norte, porque apenas lá o curso do sol aparentemente descreve círculos variando grandemente de tamanho. Pstor percebeu que os círculos artificiais dos Atlantes eram de tamanhos bem diferentes. Como ele acredita que estes anéis artificiais sejam imitações dos cursos de inverno e verão do sol, ele chegou a conclusão que o modelo para o castelo troiano da Atlântida se originou no Norte Europeu. Como muitos de seus contemporaneos, Pastor esperava encontrar a Atlântida nos Açores, e ele avaliou que os círculos eram uma clara prova que o Teutônico Norte da Europa deve ter sido o doador, enquanto a Atlântida foi a recebedora. O norte da Europa não era portanto uma província cultural da Atlântida, mas ao contrario a Atlântida era uma província cultural do Norte da Europa. Se ele tivesse sabido que a Atlântida situava-se no Norte da Europa, e não perto dos Açores, ele teria tido uma prova nova e notável para sua teoria de que os castelos troianos se originaram no Norte da Europa. A surpreeendente similaridade, senão a completa exatidão, de numerosos castelos troianos na inteira área de assentamento Indo-germânico tem frequentemente levado a assunção que estas estruturas podem ultimamente ser remontadas a um padrão original. Onde vamos encontrar este protótipo de todos os castelos troianos? Que ele é para ser encontrado nas áreas Nórdicas tem sido convincentemente mostrado por Krause e Pastor. Esta era talvez a estrutura na Atlântida? Os seguintes fatos confirmam esta opinião. Segundo o relato da Atlântida, esta estrututa foi construída “no início quando o homem primeiro andou sobre esta terra e não havia barcos”. Ela foi construída pelo próprio Poseidon, chamado por Homero o mais velho e mais nobre de todos os deuses. A estrutura da Basileia era, segunda as medidas declaradas, a maior por causa que seu embelezamento com âmbar a tornava a mais surpreendente. Ela ficava sobre a ilha, chamada “ILHA SAGRADA” no relato da Atlântida, o que nos faz avaliar ter sido ela o centro cultural do Norte. Esta estrutura na Basileia estava ligada a um culto de ‘pilar mundial’, o que certamente pode reclamar uma velha idade. Todas estas declarações podem ser remontadas a tudo sobre o protótipo definitivo. Realmente não importa o que pensamos que possa ser a resposta ao problema; o que é certo é que a inteira história sobre o castelo troiano na Basileia não pode ser um conto de fadas inventado por Solon ou Platão.A descrição no relato  deve ser baseada em um castelo troiano que de fato uma vez existiu.

2. O “CULTO MUNDIAL DO PILAR” NA BASILEIA

Com base em sua detalhada investigação dos castelos troianos Krause chegou a conclusão que estas estruturas devem originalmente ter sido ligadas ao culto de um ‘deus eixo do mundo’ como Atlas, porque o centro dos círculos concentricos representando o curso do sol era acreditado ter sido o eixo do mundo, ou pilar mundial que sustentava o céu. Krause foi incapaz de substanciar esta possível assunção por qualquer fato. Contudo, se ele tivesse conhecido o relato da Atlântida, e sabido que ele descreveu costumes muito antigos do Norte, então ele teria encontrado a prova substancial para sua teoria. O relato da Atlântida enfaticamente declara que na Atlântida um pilar sagrado ficava no centro dos círculos concentricos; ordem e unidade entre eles próprios eram sustentadas pelas regras de Poseidon, como transmitidas pelas leis e inscrições gravadas pelos antigos pais sobre um pilar feito de âmbar. Este pilar ficava no centro da ilha no santuário de Poseidon. Lá os reis se reuniam cada cinco ou seis anos, para não favorecer qualquer um deles, e eles consultavam um aos outros sobre os assuntos comuns; eles investigavam se qualquer um deles era culpado de uma transgressão e davam o julgamento de acordo. Mas quando eles resolviam realizar uma côrte de lei eles faziam as seguintes súplicas um aos outros: na área sagrada de Poseidon pastavam alguns touros. Os Dez organizavam uma caçada sem armas, exceto bastões, e oravam ao deus deles que eles pudessem pegar o touro escolhido pelo seu deus. O touro capturado era sacrificado na mesma altura da inscrição. Sobre o pilar estava escrito além das palavras de lei as palavras de um juramento evocando pragas sobre os desobedientes. Depois do sacrifício legal eles ofereciam todas as pernas do touro ao deus; como uma dedicação eles pingavam o sangue em uma bacia que estava pronta para este propósito e o resto eles atiravam no fogo, depois de haver limpo o pilar. Eles bebiam de douradas canecas daquela bacia e juravam que eles governariam segundo as leis do pilar e aplicariam a punição se um deles fosse culpado de ofensa. No que dizia respeito ao futuro, ninguém voluntariamente seria culpado de uma ofensa contra a lei, nem governaria contra a lei, nem obedeceria a um governante que não seguisse as leis de seu próprio pai. O pilar assim descrito, que ficava no centro do santuário e portanto do castelo troiano da Atlântida, era sem dúvida uma ‘coluna mundial’. O relato que o animal sacrificado era morto alto no pilar mostra que o pilar tinha braços estendidos em seu topo, sobre os quais um touro podia ficar. A forma deste pilar é conhecida por nós de uma representação de um “pilar mundial” em uma bacia dos Filisteus datando do tempo por volta de 160 AC.

A área Nórdica do ‘universo, ou pilar do céu” sustentando o céu, era conhecida no Sul bem cedo. Na inscrição de Tutmés III [por volta de 1500 AC] aprendemos dos pilares do céu no Norte. Ramsés II (1292-1232 AC) avaliou que sua fama e poder se estendia das terras negras do sul aos pântanos nas fronteiras da escuridão, onde ficavam os quatro pilares do céu. Em um livro de feitiçaria datando da época de Ramsés III é feito menção aos “deuses que carregam, que vivem na escuridão do distante Norte”. No Livro de Hiob também é feita menção às “colunas do céu” e aos fins dos mares onde a luz e a escuridão se separam. Os gregos chamavam a estes pilares de “Pilares de  Atlas” O mito grego sustenta que este nome foi dado aos ‘pilares do mundo” porque Atlas, o rei que deu à ilha de Atlântida seu nome, foi o primeiro a calcular o movimento das estrelas. Portanto foi criada a história que Atlas estava carregndo as colunas do céu. Homero conhecia Atlas apenas como alguém que sustenta os imensos pilares que sustentam o céu e a terra. Hesiodo tem nos contado onde Atlas carrega os pilares do céu: nos fins da terra, nas moradas da noite, onde o dia e a noite são tão próximos um do outro que convrsam um com o outro. Quando os antigos falavam das “fronteiras da escuridão” ou “habitações da noite’ eles sempre queriam dizer o distante Norte, como mencionado antes. Os pilares do céu são portanto também chamados “stele boreios “-” Pilares do Norte.” A história mais tarde conta que Atlas deu os pilares do céu para Hercules sustentar, e por esta razão estes pilares do Norte, ou Pilares de Atlas, mais tarde foram chamados Pilares de Hercules. Depois do sexto ou quinto século AC, quando o Norte gradualmente desapareceu do horizonte dos povos Mediterrâneos, o Estreito de Gibraltar tornou-se conhecido como os Pilares de Hercules.

Parece haver pouca dúvida que os originais Pilares de Hercules no Norte estavam situados na terra do âmbar, na Basileia. Tacito também menciona estes Pilares de Hercules no Mar do Norte. Ele disse que eles permaneciam “até o presente dia”.  Drusus Germanicus tentou investiga-los, “mas o mar não permitiu isto’. Seneca fala destes pilares em uma descrição de uma viagem ao Mar do Norte. Eles são chamados “pontos de virada das coisas” e eles estão situados “no mar de lama” nas mais distantes fronteiras do mundo, nas águas sagradas perto do assento dos deuses. Sófocles mencionou os pilares do céu nas terras de Hyperboreai, no mais distante canto do mundo, nos riachos da noite, o lugar de repouso do sol, a “mudança das estrelas”. Não há dúvidas de que estes “pilares do céu”, Pilares de Hercules, devem ter descrito o sagrado pilar do universo no centro do santuário do “Norte, no templo da Atlântida-Basileia”. Não é surpresa que Tacito tenha dito deste pilar que ele permanecia existindo até nossos próprios tempos. Nós já temos avaliado que a Basileia deve ter reaparecido novamente depois da regressão do mar na Idade do Ferro e ela também pode ter se assentado novamente entre o quarto e o quinto século AC.

Deste conceito de pilar mundial se desenvolveu mais tarde entre os Teutons os conceitos do centro do mundo e do mundo-árvore e a crença que o mundo colapsaria se estes fossem rasgados. Jung acredita que os pilares de Roland devem ser vistos como restos do culto dos pilares mundiais. Este antigo conceito de pilar mundial na área Nórdica tem permanecido até a era cristã. A única importância do culto do pilar do povo do Norte, ou Filisteus, é chamado “ai Caphtor,” o que significa uma ilha de pilares (Jeremias xlvii . 4), e os próprios Filisteus são chamados “Caphtorites,” significando “povo dos pilares.” É mencionado repetidamente no Velho Testamento que os Filisteus veneravam pilares em seu país. A palavra pilar deve ter sido de enormes dimensões. Rudolf de Fulda [850 de nosa era] relatou que levava três dias para destruir um pilar mundial. Na Crônica do Imperador Alemão é relatado que os Romanos tinham matado Julio Cesar mas que o haviam em um pilar mundial. Em outros lugares na Crônica, Simão o Conjurador ficou sobre um pilar para ser visto por tantas pessoas quanto possível. A declaração do relato da Atlântida a respeito da maravilhosa artísticos e decorações. O costume relatado na história da Atlântida que o sangue sacrificial era pingado sobre o pilar mundial permaneceu em existência até o tempo da conversão cristã. Não é impossível que o pilar mundial na Atlântida fosse o protótipo de todos os outros pilares mundiais. Lembretes quanto a forma e o culto destes pilares tem sido mantidos vivos por milhares de anos.

3. O RITUAL DO SACRIFÍCIO DO TOURO NA BASILEIA

Aprendemos do relato da Atlântida que inseparavelmente ligado ao culto do pilar mundial estava o sacrifício cerimonial do touro. Foi dito que na área do templo sagrado ao redor do pilar mundial eram mantidos touros que pastavam livremente. Como já mencionado, os dez reis tinham que pegar um destes touros para ser sacrificado ao deus deles, “sem ferro e apenas com bastões e uma corda’. O touro a ser sacrificado era levado ao sagrado pilar mundial e morto de forma que o seu sangue pingasse sobre o pilar. O touro então era cortado segundo regras precisas e finalmente enviado ao fogo sagrado, com exceção de dez gotas de sangue que eram pingadas sobre uma bacia sagrada. A descrição do sacrificio do touro mostra que aqui estamos lidando com um culto muito antigo. Isto é provado pelo fato de que quando o touro era pego só eram usadas as armas mais primitivas do homem, tais como bastões e cordas, e não armas contemporaneas. A formalidade de que apenas um rei podia pegar o touro é uma indicação que o culto datava de quando os chefes tribais, que originalmente eram sempre os mais altos sacerdotes de sacrifício, pegavam um touro selvagem com bastão e corda para o sacrifúcio sagrado. Geralmente é presumido que este fosse o propósito original da captura do animal. Os animais eram pegos para sacrifícios cerimoniais muito antes que fossem pegos para propósitos de criação. Esta forma de veneração religiosa data de uma fase cultural muito anterior a aquela mencionada no relato da Atlântida. Este relato descreve o estágio cultural do camponês e criador de gado. Segundo todas as indicações o sacrifício do touro remonta ao estágio da caça. O sacrifício do touro parece ter sido um festival muito raro e exclusivo na era da Atlântida. Ele acontecia a cada cinco ou seis anos e era reservado apenas aos Dez. O lembrete de Hofler sobre a surpreendente tenacidade pelas quais estas formas de civilização duravam milhares de anos pode também ser aplicada a este festival. Datando da civilização do caçador, sobrevivendo milhares de anos na Idade da Pedra, ele chegou a civilização camponesa da Idade do Bronze como uma tumba megalítica chega ao nosso tempo. Hauer foi o primeiro a reconhecer neste sacrifício do touro na Atlântida o antigo culto do touro Indo-germânico. Este culto pertence inseparavelmente ao culto do pilar mundial, porque seja onde for que este último culto tenha sobrevivido em idades posteriores, o pilar mundial era coberto com o sangue sacrificial como na Atlântida. Jung diz que era acreditado que esfregar este pilar mundial contribuia para a manutenção do mundo. Este sacrifício do touro ainda era costumeiro em tempos posteriores nos cultos do povo do Norte, como por exemplo os Cimbrianos e os Teutons.

4. O CULTO DO FOGO

Como o culto mundial do pilar, o culto do fogo também desempenhou uma parte importante no festival sagrado na Basileia. Nos é dito que, tão cedo quando chegou a escuridão e o fogo do sacrifício foi extinto, os “Dez” colocaram vestimentas azuis de grande beleza. Eles se sentaram pelo brilho do fogo do juramento sacrificial e extinguiram todos os outros fogos ao redor do santuário. Foi dito mais cedo que os restos do touro foram lançados no fogo e que seu sangue, que os “Dez” bebiam em taças douradas, foi pingado sobre o fogo do sacrifício. Estas declarações evidentemente descrevem o culto do fogo como ele era costumeiro entre todos os povos indo-germânicos. Através dos grandes sacrifícios que eram lançados no fogo era aparentemente acreditado que, a nova força seria acrescentada ao aquecimento diminuido do sol. A extinção dos velhos fogos, o  acender solene de um novo fogo ou o reacendimento do fogo sagrado com amplas dádivas sacrificiais, eram uma parte importante do antigo culto do fogo indo-germânico. Entre os Teutões, que Caesar menciona o culto do fogo, o fogo sagrado era chamado “knotfiur,” que deriva de “niuwan, hniotan,” que significa “fricção.” Em muitos distritos rurais alemães permaneceu por muito tempo o costume de fazer um novo fogo sagrado pela fricção de pedaços de madeira. Frequentemente apenas gêmeos eram permitidos realizarem este procedimento. No Rig-Veda, um antigo escrito hindu de 1100-1000 AC, é relatado que a função sagrada da fricção do fogo devia ser realizada por gêmeos como divindade Acvins, que eram muito similares aos antigos gemeos teutônicos Alcis. Na imagem de pedra de Kivik, um dos mais velhos documentos da antiga realigião Teutonica, datando de 1500 AC, o sagrado procedimento da fricção do fogo é representdo por dois homens que são possivelmente gêmeos. Na Atlântida também os gêmeos parecem ter desempenhado um papel importante. Posewidon é dito ter gerado cinco pares de gêmeos com Cleito, e ele é dito ter dividido seu reino entre os dez gêmeos. Segundo o relato da Atlântida, os “Dez” são os descendente diretos destes gêmeos. Como eles arranjaram por eles mesmos o pilar mundial, o sacrifício do touro, o festival do novo fogo, podemos assumir que estes reis gêmeos também realizaram a importante fricção do novo fogo. Na pedra de Kivik o ritual sagrado da nova frição é acompanhado pela música de um tipo de instrumento musical de cordas. Este também possivelmente era o caso dos Atlantes, embora isto não tenha sido mencionado no relato. O fato de que todos os outros fogos ao redor do santuário tinham que ser extintos durante este festival e somente o novo fogo podia permanecer aceso é também conhecido de um período posterior na área indo-germânica.

5. O MANTO AZUL DO REI

Na descrição do mais alto festival dos Atlantes o manto azul, ou manto, é mencionado. Ele era usado por cada um dos dez reis durante o grande festival e era dito ser excepcionalmente belo. Estes mantos azuis eram apenas vestidos por um curto tempo no auge do festival, e depois disso estas vestimentas especiais eram mantidas no templo ao lado das douradas tábuas de leis.

É uma estranha coincidência que exatamente um tal manto real azul, pertencendo, contudo, a um tempo muito posterior, ao século terceiro de nossa era, foi encontrado durante as escavações em Thorsberger Moor em Schleswig-Holstein. Schlabow, que o examinou estreitamente, e também o reconstituiu, confirmou que  o “milagre técnico” deste manto não reside apenas em seu comprimento [ao menos sete pés] mas muito mais em sua manufatura; dois tipos diferentes de tecelagem foram usados e somente podem ter sido realizados por um aparato de tecelagem altamente desenvolvido. Schlabow foi capaz de provar que este modo de tecer altamente desenvolvido deve ter sido já usado durante a Idade do Bronze, 3.500 anos antes. A cor do manto não era, como originalmente acreditado, verde, mas de um azul brilhante. Fotografias de infra vermelho tem mostrado que o material do fio para enrolar o redor do corpo não consiste em um único tom de azul mas sombras graduadas de escuro, médio e claro. Como o tecer que foi usado para a manufatura destas vestimentas impressionantes podem ser rastreadas de volta a Idade do Bronze, podemos seguramente assumir que os mantos azuis dos reis da Atlântida eram como este encontrado em Thorsberg, no que diz respeito ao corte e à cor. Nas imagems de pedra de Kivik os homens usam longos mantos, exatamente como aqueles que tem sido relatados para os reis Atlantes durante o grande sacrifício. Um vaso sagrado desempenhava uma parte importante durante o grande festival. Ele ficava no centro dos “Dez” durante as festividades, e o sangue do touro que fluia pilar abaixo era coletado nele. Ele era retirado deste vaso sagrado em taças douradas, o que provavelmente tinha o significado de ligar e conectar os “Dez” com seu deus e uns com os outros. Não há dúvida que uma tal bacia sacrificial desempenhou um papel especial na área Nórdica. Várias delas tem sido encontradas nos territórios teutônicos, e algumas são belamente decoradas e podem ser levadas sobre rodas. É relato que os Cimbrianos ofereceram ao imperador romano Augustus sua sagrada bacia sacrificial quando eles enviaram um representante a Roma.

6. O VASO SAGRADO

Os Filisteus também possuiam tais bacias sagradas ao tempo da destruição da Atlântida. Em Chipre, por exemplo, foi encontrado um vaso nas tumbas filistéias datando de 1200 AC e que é notavelmente similar às bacias Nórdicas da Idade do Bronze. Nas figuras em pedra de Kivik uma grande bacia está no cento dos sacrificadores. Figuras usando longas vestimentas como robes estão se aproximando de ambos os lados para beber dela a sagrada bebida. Taças douradas de sacrifício, como aquelas usadas pelos “Dez” para beber o sangue do touro, tem sido encontradas na área Nórdica em grandes números. Especialmente digno de menção nesta conexão são as duas canecas douradas com cabeças de Touro da ilha de Zealand, que foram encontradas em uma montanha que originalmente tinha sido três terraços e evidentemente era um castelo Troiano. .

7. A ESTÁTUA DE POSEIDON

O relato conta sobre a estátua de Poseidon no santuário na Basileia: Eles eregiram no templo imagens de um deus em ouro, o deus em pé em um carro levado por seis cavalos alados de um tamanho tal que a cabeça do deus tocava o teto do templo. As declarações  a respeito do tamanho, número e feitura das imagens douradas são sem dúvida exageradas. É possível que os sacerdotes egípios tenham decorado as narrativas originais das imagens nos templos Nórdicos com seus próprios símbolos. No Egito havia imagens de deuses que eram enormes, muito maiores do que o tamanho de um ser vivo normal, cobertas com placas de ouro e embelezadas com pedras preciosas. Não podemos, contudo, desmentir a inteira descrição da narrativa por estes exageros, já que temos, nas imagens da tumba Kivik, representações do deus nas imagens. Sobre uma pedra da tumba Kivik um deus é representado de pé em uma carruagem guiada por um grupo de cavalos. A esquerda do grupo está um grando golfinho por trás do qual estão dois cavalos ociosos. Abaixo deles estão oito estátuas vestidas em longas vestimentas. Esta imagem de pedra em Kivik provavelmente apresente de uma forma concisa as imagens nas rochas da Idade da Pedra, o mesmo grupo de estátuas que é descrito no relato da Atlântida. A pedra tumular de Kivik confirma que a imagem do deus mencionada no relato já existia trezentos anos antes do afundamento da Atlântida. Como pode ser explicada esta representação de Poseidon? É geralmente concordado que a divindade representada na pedra de Kivik é uma deidade do sol. Um deus guia a carruagem do sol, a qual estão anexados os cavalos do sol, sobre o céu. Em tempos antigos era acreditado que o sol, que se põe no mar à noite, quando os cavalos do sol ficam livres, é guiada por golfinhos pelo submundo ao seu ponto inicial no Leste. Oa cavalos do sol, portanto, representam o curso do dia e os golfinhos o curso da noite do sol. Esta antiga crença é mostrada na pedra de Kivik com o golfinho ao lado dos cavalos que ficam livres durante a noite. As figuras femininas representadas no grupo inferior da pedra são evidentemente as ninfas que são mencionadas no relato da Atlântida como acompanhantes do deus sol. Muitos deuses Nórdicos tem auxiliares femininas. Atlas, por exemplo, é dito ser acompanhado pelas Hesperides, e Helios é acompanhado pelas Heliades. Em tempos posteriores as Valquirias pertenciam a Wotan, as Idis a Donat e as Ninfas a Balder. As histórias do norte de Friesland falam de mulheres que vem do mar e desaparecem lá, de donzelas do mar que vivem em um palácio de vidro no fundo do mar, que se transformam em cisnes e encantam jovens pescadores, ou cantam músicas de até logo aos afogados. As Nereides, ou ninfas do mar, eram evidententemente tais donzelas do mar, e apareciam portanto como acompanhantes de Poseidon. A tumba de Kivik prova que todas as coisas relatadas no relato da Atlântida realmente existiam na religião do Norte; o acender de um novo fogo, um vaso sagrado, um deus supremo que estava de pé guiando os cavalos do sol em uma carruagem cercada por Ninfas ou Nereides. Nada há que desaprove a crença de que as imagens na tumba de Kivik representem um festival da Atlântida-Basileia. Talvez a grande pessoa enterrada na enorme tumba de Kivik pertencensse a estes reis que se reuniam a cada cinco ou seis anos na grande assembléia que dava as leis na Basileia.

O Velho Testamento também conta sobre as grandes estátuas moldadas do deus dos Filisteus. É relatado lá que em seus templos em Gaza e Asdod havia uma estátua de seu mais alto deus em forma humana. Este deus é descrito pela palavra semítica “Dagon” que significa “deus pescador”. Não deve haver dúvidas que o “deus pescador” dos filisteus era o mesmo deus com o peixe uma vez venerado pelos seus ancestrais na Atlântida-Basileia e que tem sido preservado para nós na tumba de Kivik. A identidade entre Dagon e Poseidon tem sido avaliada por Hitzig, o investigador da história dos Filisteus, depois de detalhada pesquisa.

8. O TEMPLO DE POSEIDON NA BASILEIA

Segundo as declarações do relato da Atlântida, o templo de Poseidon na Basileia tinha uma aparência bárbara. Esta descrição pode ter sido uma indicação que ele era diferente de um templo egípcio ou grego. O templo é dito ter tido quinhentos pés de comprimento e duzentos e cinquenta pés de largura. Ouro, prata, âmbar cobriam em um grau excessivo o exterior e o interior do santuário. Estas declarações soam tão incríveis que somos inclinados a desmenti-las como contos de fadas. Há, contudo, relatos de templos e santuários de antigas fontes teutônicas que não parecem menos fantásticos. É dito, por exemplo, do templo de Fosites que ele era de um soberbo tamanho e simplesmente coberto com ouro e pedras preciosas. Segundo a tradição de Edda, Glitnir, o templo de âmbar dos Fosites, é dito ter tido paredes, postes e pilares feitos de ouro vermelho e um teto de prata. “Gimle”, o precioso hall de pedra, era coberto de ouro, segundo Edda. O famoso templo de Thor em Uppsala é dito ter tido um teto de ouro, paredes cobertas de ouro e pedras preciosas, e uma cortina dourada. A torre de vidro, ou montanha de vidro, da história Teutônica, que data ao menos de 2.000 AC, é dito ter sido tão grande quanto uma montanha e ter tido uma camada de cobre, prata e uma de ouro. Não podemos descartar o relato da Atlântida como uma ilusão ou conto de fadas, porque ao menos isto é baseado em um antigo mito teutônico que é conhecido atualmente. É importante entender que segundo o relato da Atlântida o inteiro templo de Poseidon na Basileia era coberto com orichalc, ou âmbar. Pisos, paredes, pilares e tetos brilhavam com este “ouro Nórdico” que, como sabemos, era encontrado em muitas partes da Basileia. Que esta descrição é muito próxima da verdade podemos ver das seguintes observações; devemos ver que Homero tem descrito em detalhe a ilha real da Atlântida. Ele usou uma fonte independente do relato da Atlântida e ele diz que “como os raios do sol e o brilho de luas fazem a casa de Alkinoos brilhar”. É óbvio que ele está descrevendo uma parede de âmbar. Já temos ouvido que as muitas histórias na área nórdica contam sobre uma “torre de vidro” ou um “castelo de vidro”, são provavelmente lembretes do templo de âmbar da Basileia. Não é surpreendente que as histórias antigas descrevessem este templo como a casa dos mortos ou como “a casa dos mortos que partiram”. Segundo as investigações do Professor Huth, o sol, os cultos da fertilidade e da morte formavam uma entidade na idade megalítica da qual se origina este templo. Ele sempre havia sido um santuário para estes cultos e assim se tornou “a casa dos mortos” na história Nórdica. A antiga história Frísia diz que no fundo do mar perto de Heligoland há uma casa dos mortos com paredes de vidro e um teto de cristal onde as ninfas do mar cantam seus hinos funerários.

A história britânica de Nennius, datando do século nono de nossa era, relata que além do mar há uma ilha sobre a qual fica uma alta torre de vidro e que também é a Ilha do Abençoado. Repedidamente encontramos nas histórias antigas a declaração que a “árvore mundial” está no topo da montanha de vidro. Este parece ter sido o caso da Basileia. Outras histórias estranhamente relatam que a montanha de vidro era cercada por três anéis de água, como era o caso do mais alto santuário na Basileia. Todas estas declarações e as fontes tradicionais fazem possível que o templo de âmbar da Basileia e a montanha de vidro, ou torre de vidro, da história estão interligados. Ou as histórias da torre de vidro contém um lembrete do principal santuário do Norte, ou este último obedecia as antigas concepções míticas que são a base da história da torre de vidro. É irrelevante neste contexto que teoria nós favorecemos, mas podemos seguramente imaginar que o templo da Atlântida parecia-se com uma torre de vidro, ou montanha, da antiga história Teutônica.  Huth tem mostrado que a torre de vidro provavelmente consistia de três andares, no topo da qual podia ser encontrada a árvore mundial. Estas estruturas eram imitações da montanha mundial de três andares, um símbolo que é característico do círculo megalítico da civilização. Parece haver pouca dúvida que as estruturas religiosas na Basileia já estavam eregidas na idade megalítica. A sala na qual Cleito deu à luz aos primeiros dois reis gêmeos era ainda mostrada no santuário ao tempo do afundamento da Atlântida. Então o santuário era visto como uma estrutura muito antiga. É possível que no santuário da Basileia era venerada e mantida uma maçã dourada. Algumas antigas histórias teutônicas contam que no topo da torre de vidro sentava-se uma filha real que levava em sua mão uma maçã dourada. Homero menciona o maravilhoso pomar de maçãs nesta ilha real. No antigo mito grego é relatado que as Hesperides davam maçãs da imortalidade. Uma antiga imagem em um vaso grego mostra Atlas dando a Hercules uma maçã dourada. Segundo antigas fontes teutônicas, as maçãs de Idun eram mantidas em Asgard, em fronte da qual estava situada o Glasir, ou floresta de âmbar. Segundo a história céltica, a ilha de vidro é chamada Avalun, que significa ‘ilha da maçã”. Plínio avalia que Pytheas chamou a ilha da Basileia no Mar do Norte de Abalus, que também significa “ilha da maçã”. O cronista inglês William de Malmesbury chama a ilha de vidro Insula Avallonia, que ele próprio traduziu como “ilha da maçã”. Ele também relata que o primeiro fundador da torre de vidro, Glastening, é dito ter plantado um maravilhoso pomar de maçãs que davam a imortalidade. Segundo as antigas histórias célticas o Rei Arthur foi levado para a ilha de vidro de Avalun para governar sobre estes campos dos abençoados até o seu retorno. Não podemos encontrar, contudo, qualquer menção no relato da Atlântida à maçãs douradas. Aprendemos, embora, de antigas fontes gregas que Atlas mantinha a maçã dourada em uma ilha do Oceano Nórdico, na vizinhança de Hiperborea. Somente Atlântida-Basileia pode ter significado esta ilha de Atlas no Oceano Nórdico. Neste caso uma maçã dourada deve ter desempenhado um papel no culto, que, embora o relato da Atlântida seja silente quanto a isto, é bem documentado pelas supracitadas fontes tradicionais.

9. ESPORTE E JOGOS NA BASILEIA

O relato da Atlântida também menciona lugares de esporte, competições e corridas de carruagens. Aprendemos que piscinas e casas de banho foram construídas por Poseidon perto dos riachos sobre a colina real. Havia também lugares de treinamento para propósitos de ginástica para homens e pistas de corridas de carruagens. Estas declarações soam mais do que fantasiosas, mas lugares imensos de competições tem sido encontrados na área Nórdica remontando à Idade do Bronze. Temos, sobretudo, uma testemunha para estas declarações – Homero, que as confirma em todos os detalhes, e até mesmo nos leva a uma competição atlética em solos de esporte na Basileia. Entre as pistas de corrida da Idade do Bronze que ainda existem hoje, deve ser contado o círculo de pedra de Stonehenge que deve ter sido eregido por homens da cultura Atlante muitos séculos antes que fosse escrito o relato da Atlântida. A pista de corrida de Stonehenge, em suas dimensões originais imensas, não pode ser uma imitação de um estádio grego. Devemos ouvir mais tarde sobre os lugares de competições e disputas na Basileia, como descritos por Homero. Estas corridas de carruagem eram originalmente cerimonias ligadas ao culto dos mortos. O Professor Huth acredita que assim o era na Alemanha e na Irlanda, ao menos, e ambos países devem ter pertencido à esfera de influência Atlante durante a Idade do Bronze. Todas estas declarações sugerem que o povo Nórdico deve ter alcançado um alto estado de atividade física durante a Idade do Bronze. Quando eles foram expulsos de seus lares pelas catástofes do século XIII AC e se assentaram na Grécia, eles encontraram na subsequentemente famosa região de Olimpia [destruída em batalhas por volta de 1200 AC] somente assentamentos seculares. Em seu lugar os novos senhores construiram um grande centro religioso com um templo a Apolo similar aquele de Poseidon na Atlântida, e um templo a Cronos, que, segundo a história, era um irmão de Atlas e um rei de Olimpia que foi construído próximo ao templo. Estas estruturas foram construídas, segundo os mitos gregos, por “homens de uma raça doureada”, o que significa os Atlantes. Foi dito sobre a árvore sagrada em Olimpia, da qual era cortada a guirlanda de glória com um faca dourada para o vitorioso de várias competições, que ela foi trazida por Hercules das terras do Norte para Olimpia. Nos posteriores vasos geométricos feitos pelos descendentes do povo do Norte que invadiu a Grécia por volta de 1200 AC, as corridas de carruagens e competições eram frequentemente pintados, o que claramente mostra o espírito de luta trazido para o Sul pelo povo do Norte de suas arenas atléticas. Há uma forte conexão entre entre os muitos esportes e lugars de competição da Atlântida-Basileia e aqueles de Olimpia. O galante espírito de combate quie foi cultivado nas Olimpíadas e que tem sido preservado até o nosso tempo tem seu lugar de nascimento não em     Olimpia, mas na Basileia, onde ele era estimulado e encorajado muitos séculos antes da construção das pistas Olimpícas. Homero nada sabia de Olimpia e dos jogos olímpícos, mas ele savia sobre a Atlântida-Basileia e suas pistas de corrida, e ele celebrou em seus versos imortais o galante espírito de luta que prevalecia. .

CONCLUSÕES

A história do relato da Atlântida, que ao tempo quando o cobre e o zinco eram usados quase que exclusivamente embora o primeiro ferro fosse  conhecido, isto é, o século XIII AC, uma terrível catástrofe climática afligiu o mundo, e no rodamoinho do grande calor e seca, terremotos e inundações, um período climático muito favorável chegou ao fim, está de acordo com os resultados mais recentes da pesquisa climática. Também correspondendo aos fatos históricos é a declaração que durante este tempo aconteceu uma migração do grandes proporções através da Europa e da Ásia Menor até tão longe quanto o Egito. Isto se impôs a muitos países, destruiu muitos países no Sudeste da Europa e veio a um ponto de impasse somente na fronteira Egípcia. As escavações arqueológicas tem mostrado que a cidade de Atenas, como mantido no relato da Atlântida, se defendeu com sucesso e salvou sua liberdade. As declarações do relato da Atlântida, que a principal força desta onda veio das ilhas e áreas costeiras do Mar do Norte, e que os Tirrenos e Libios estavam aliados com eles, é confirmado por muitas inscrições contemporaneas e documentos. Estes documentos também confirmam que numerosas ilhas, inclusive a ilha com a cidade real, foi dizimada e destruída. As declarações que imediatamente antes a ilha da Basileia era uma ilha de rocha de pedra vermelhas, brancas e pretas; que a montanha sobre a qual ficava o castelo real estava a seis milhas de distância da ilha rochosa; e que o âmbar-orichalc era encontrado em muitos lugares no solo enquanto que o cobre era encontrado em forma pura, também corresponde a fatos conhecidos. Sobretudo, a declaração que esta área da Basileia foi mudada depois da catástrofe em um intransponível mar de lama, assim bloqueando a passagem para o mar externo, também sem a menor dúvida está correta.

As declarações do relato da Atlântida a respeito do tamanho do reino Atlante, sua organização e formação de exército pode muito similarmente ser confirmada pela pesquisa que tão longe tem sido realizada neste campo. Similarmente, as declarações sobre as crenças religiosas na ilha lar dos Atlantes parecem contér uma grande parte de verdade. As imagens nas rochas na tumba de Kivik mostram que durante a Idade do Bronze no Norte um deus de fato era venerado, que era apresentado de pé sobre uma carruagem acompanhado de golfinhos e ninfas do mar exatamente como é dito no relato da Atlântida. A declaração sobre a veneração do pilar mundial, o sacrifício do touro e o embelezamento do templo com âmbar também parecem ser autênticos. Eles são confirmados em tempos posteriores pelas crenças do povo Nórdico, pelas histórias e pela tradição. Entre estas declarações há algumas que apenas podem ser atribuídas a testemunhos oculares. A autoridade que contou sobre sobre as cores vermelha, branca e preta da ilha rochosa, que deu a distância correta da montanha do castelo até o continente, que sabia sobre os depósitos de cobre e do âmbar na Basileia e muitos outros detalhes, deve ter sido um nativo do país. O conhecimento preciso da cerimônia rara e exclusiva do sacrifício do touro dá apoio à presunção que esta autoridade deve ser encontrada entre a ‘reunião dos Dez”. Ramsés III ressalta em suas inscrições que entre os capturados do povo do Norte, de quem Ramsés II disse que eram mais de cem mil, devem ter estado os “Dez” que eram líderes, ou reis, do povo do Norte. O grande relevo que descreve a captura do povo do Norte mostra como o próprio Ramsés III tirou os príncipes de nove povos do Norte das correntes e os interrogou e como as declarações deles foram tomadas por muitos escritores. Evidentemente o conhecimento detalhado sobre a Terra do Norte e seu destino, dado não apenas pelas inscrições contemporaneas do relato da Atlântida, tinham sido obtidas destes guerreiros capturados no Egito.

O relato da Atlântida confirma esta assunção quando ele diz que o relato original, citado pelos sacerdotes de Sais, foi traduzido da linguagem atlante para o egício, e pode ser rastreado às declarações diretas dos Atlantes. Este relato é sustentado pelas inscrições contemporâneas, porque ele contém várias palavras que apenas podem ser explicadas, não de fontes egícias e sim de fontes indo-germânicas. A palavra “nwts” por exemplo, traduzida por  Breasted, o grande egiptologista americano, como “inquieto” e por Grapow como “trêmulo” não pode ser explicada em egípcio e se origina do vocabulário indo-germânico. Vários erros de tradução, tais como orichalc para âmbar, “ano’ no lugar de “mês”, mostram que o relato original não foi escrito em egípcio mas deve ter sido traduzido. Podemos seguramente assumir que o relato original pode ser rastreado às declarações dos capturados guereiros do Norte. Estas declarações foram então mantidas nos arquivos dos reis egípcios, que haviam existido desde Tutmés III [ por volta de 1500 AC] ou foram gravadas nas paredes e pilares do templo em Sais e Medinet Habu que foi erigido por Ramsés III em agradecimento pela vitória sobre o povo do Norte. Quando depois os os sacerdotes em Sais foram encarregados por Psamtik I e seu sucessor com a coleção e arranjos de documentos antigos e inscrições, eles foram tomados novamente e examinados. É possível que as histórias antigas do tempo de Ramsés III já estivessem embelezadas e aumentadas pelas ações egípcias em Sais. Depois Solon ouviu em Sais a velha história da resistência ateniense contra os Atlantes, e teve o relato dos sacerdotes egípcios traduzido para o grego e o mudou em um poema. Os mal entendimentos e traduções erradas, a principal autoridade para o relato original pode ter sido um dos ‘Dez” capturados por Ramsés III. Com base em seu exato conhecimento, especialmente ao redor da Basileia, pode ser assumido que ele era um rei ou príncipe que ele próprio tinha um castelo na Basiléia, e portanto foi capaz de descrever muitos detalhes tão específica e corretamente.

.

Anúncios
Published in: on agosto 28, 2009 at 4:17 pm  Comments (10)  
Tags: