Os Maias e a Profecias de 2012

Os Maias e a Profecia para 2012

adishaki. org

1293 dias, 15 horas, 12 minutos e 52 segundos faltam para começar a Idade da Transição!

“Os velhos Hopi e Maias não profetizam que tudo chegará a um fim. Muito mais, que este é um tempo de transição de uma Era Mundial para Outra. A mensagem que eles dão diz respeito a fazermos uma escolha de como entrarmos no futuro a nossa frente. O nosso movimento é através da aceitação ou resistência e isto determinará se a transição ocorrerá com mudanças cataclísmicas ou gradual paz e tranquilidade. O mesmo tema pode ser encontrado refletido nas profecias de muitos outros visionários nativo-americanos do Gamo Negro ao Urso Sol” – Joseph Robert Jochmans

Hoje estamos vivendo na cúspide do fim dos tempos maia, o final do dia galático ou período de tempo que abrange milhares de anos. Um dia galático de 25.625 anos é dividido em cinco ciclos de 5.125 anos.

O Calendário do Grande Ciclo da Longa Contagem Maia termina no solstício de inverno de 2012 [dia 21 de dezembro]. Seguindo os conceitos maias do tempo cíclico e outras transições de Eras Mundiais, isto é tanto um início quanto um fim. De fato, ele foi considerado pelos antigos maias como significando a criação de uma nova Idade Mundial. Estamos quase no final do quinto e final ciclo de 5.125 anos!

A Profecia Maia de 2012: Entrando em Nosso Dia Galático

Muitos de nós estão cientes do calendário maia mas nem muitas pessoas entendem verdadeiramente o que isto significa e como isto funciona. Sim, o calendário termina em 21 de dezembro de 2012, mas o que isto significa? Em que o calendário é baseado?

Os maias tinham um conhecimento muito preciso dos ciclos de nosso sistema solar e acreditavam que estes ciclos coincidiam com a nossa consciência espiritual e coletiva. O mais importante deste conhecimento tem muito a ver com as profecias de 2012. No seguinte escrito, andaremos pelos principais detalhes das profecias deles envolvendo 2012 e a respectiva transição. Como esta transição ocorre [de uma perspectiva astronômica], o que ela significa para nós, e quando os ciclos ocorrem. Começaremos com as profecias básicas e mais tarde caminharemos para as mais profundas para a explicação dos ciclos.

Os Maias profetizaram que a partir de 1999 temos treze anos para entender as mudanças em nossa atitude consciente para afastarmo-nos do caminho da auto-destruição e nos movermos para um caminho que abre a nossa consciência para nos integrar com tudo que existe.

Os maias sabiam que o nosso Sol, ou Kinich-Ahau, é sempre tão frequentemente sincronizado com a enorme galáxia central. E desta galáxia central recebeu ‘uma centelha de luz’ que faz com que o Sol brilhe mais intensamente produzindo o que os nossos cientistas chamam de “chamas solares’, bem como as mudanças no campo magnético do Sol. Os Maias dizem que isto acontece a cada 5.125 anos. Mas que isto também causa um deslocamento na rotação da Terra e por causa deste movimento grandes catástofes seriam produzidas.

Os Maias acreditavam nos processos universais, como a ‘respiração’ da galáxia, que são ciclos que nunca mudam. Que mudanças a conciência humana passa! Sempre no processo na direção de mais perfeição. Baseado nas observações deles, os maias previram desde a data inicial de início de nossa civilização,  4 Ahau, 8 Cumku que é 3.113 AC, depois de um ciclo sendo completado 5.125 anos no futuro deles, 21 de dezembro de 2012. O Sol, tendo recebido um poderoso raio de sincronização do centro da galáxia, mudaria sua polaridade, o que produziria um grande evento cósmico que propeliria a espécie humana a estar pronta para atravessar para uma nova era, a Idade Dourada. É depois disso que os Maias vêem que estaremos prontos para ir através da porta que foi deixada por eles, transformando a nossa civilização baseada no medo em uma vibração muito superior em harmonia.

Apenas de nossos esforços individuais podemos evitar o caminho que leva a um grande cataclisma que o nosso planeta sofrerá para iniciar a nova era, o sexto ciclo do Sol. A civilização Maia estava no quinto ciclo do Sol, e houve quatro outras grandes civilizações antes deles que foram destruídas por desastres naturais. Eles acreditavam que cada ciclo era apenas um estágio na consciência coletiva da humanidade.

No último cataclisma dos Maias, a civilização foi destruida por uma grande inundação que deixou poucos sobreviventes dos quais eles eram seus descendentes. Ele acreditavam que tendo conhecido o fim do ciclo deles, a humanidade poderia se preparar para o que virá no futuro e isto é o porque eles teriam preservado as espécies dominantes; a raça humana. Eles dizem que as futuras mudanças nos permitirão fazer um salto quantum na direção da evolução de nossa consciência para criar uma nova civilização que manifestaria uma grande harmonia e compaixão por toda a humanidade.

A primeira profecia deles fala do “Tempo Sem Tempo”. Um período de vinte anos, que eles chamam um Katún. Os últimos vinte anos do ciclo solar de 5.125 anos. Este ciclo é de 1992 a 2012. Explicarei tudo isto em maiores detalhes mais tarde. Eles previram que durante estes tempos, os ventos solares se tornarão mais intensos e podem ser vistos sobre o Sol. Este seria um tempo de grande realização e grande mudança para a humanidade. E seria a nossa própria falta de preservação e contaminação do planeta que contribuiria para estas mudanças. Segundo os Maias, estas mudanças aconteceriam de forma que a humanidade compreenda como funciona o universo, de forma que ela possa avançar para níveis superiores, deixando para trás o materialismo e se libertando do sofrimento.

Os Maias dizem, que sete anos depois do iníco de um Katún, que para nós é 1999, entraremos em um tempo de escuridão que nos forçará a nos confrontarmos com nossa própria conduta. Eles dizem que este é o tempo em que a humanidade entrará “na Sagrada Sala dos Espelhos”. Onde olharemos para nós mesmos e analisaremos o nosso comportamento conosco, com os outros, com a natureza e com o planeta no qual vivemos. Um tempo no qual toda humanidade, por decisões individuais concientes, decide mudar e eliminar do mundo a falta de respeito de todos os nossos relacionamentos. Os Maias profetizaram que o início deste período seria marcado por um eclipse solar em 11 de agosto de 1999, conhecido por eles como 13 Ahau, 8 Cauac. E coincidiria com um alinhamento planetário sem precedentes, o alinhamento da Grande Cruz. Este seriam os últimos 13 anos do período Katún. A última oportunidade para a nossa civilização entender que está chegando o momento de nossa regeneração espiritual.

Para os maias, tudo é números e o tempo de 13 números sagrados começou em agosto de 1999. Eles previram que juntamente com o eclipse, as forças da natureza agiriam como um catalizador de mudanças tão aceleradas e de tal magnitude que a humanidade seria impotente contra elas. Também, que nossas tecnologias, nas quais confiamos tanto, começariam a nos falhar. Não mais seriamos capazes de aprender de nossa civilização do modo que estamos organizados como sociedade. Eles disseram que o nosso desenvolvimento interno, espiritual, precisaria de uma melhor meio para interagir com mais respeito e compaixão.

As primeiras profecias estavam ligadas ao estudo de nosso Sol. Os Maias descobriram que todo o sistema solar se movia. Que até mesmo o nosso universo tem seus próprios ciclos. Períodos repetitivos que começam e terminam como o nosso dia e noite. Estas descobertas levaram ao entendimento que o nosso sistema solar gira em uma elipse que traz o nosso sistema solar mais perto e mais distante do centro da galáxia. Em outras palvras, segundo os Maias, o nosso Sol e todos os seus planetas giram em ciclos em relação ao centro da galáxia ou Hunab-Kú, a luz central da galáxia. Leva 25.625 anos para que o nosso sistema solar faça um ciclo sobre esta elipse. Um ciclo completo é chamado um dia galático. O ciclo é dividido em duas metades similares ao nosso dia e noite. Cada dia e cada noite dura 12.800 anos. Isto é dizer, a galáxia central é o Sol de nosso inteiro sistema solar.

Os maias descobriram que todo grande ciclo tem seus ciclos menores, que tem as mesmas características. Um dia galático de 26.625 anos é dividido em cinco ciclos de 5.125 anos. O primeiro ciclo é o amanhecer galático. Quando o nosso sistema solar está apenas começando a sair da escuridão para entrar na luz. O segundo ciclo é o meio dia. Quando o nosso sistema solar esta mais próximo da luz central. O terceiro ciclo é a tarde, quando o nosso sistema solar começa a sair da luz. O quarto ciclo é a noite, quando o nosso sistema solar tem entrado na parte mais distante do sol central. E o quinto e último ciclo é o da noite antes do amanhecer, quando o nosso sistema solar está em seu último ciclo de escuridão antes de começar novamente. Este ciclo é exatamente o que estamos saindo.

A profecia Maia fala-nos que em 1999, o nosso sistema solar começa a deixar o fim do quinto ciclo que se iniciou em 3.113 AC e que nos encontraremos na manhã de nosso dia galático em 2012. Eles dizem que no início e no fim destes ciclos, isto é, a cada 5.125 anos, o sol central ou luz da galáxia emite um raio de luz tão intenso e tão brilhante que ilumina o inteiro universo. É desta ‘explosão’ de luz que todos os Sol e planetas sincronizam. Os Maias comparam  esta ‘explosão’ ao pulso do universo, batendo uma vez a cada 5.125 anos. É este pulso que marca o fim de um ciclo e o início do próximo. Cada pulso dura vinte anos, um Katún.

Então voltamos ao que eles chamam de “Tempo Sem Tempo”. É um período evolutivo, curto mas intenso, dentro dos grandes ciclos onde grandes mudanças ocorrem para nos impulsionar a uma nova era de evolução como indivíduos e como humanidade.

Como indivíduos teremos que tomar decisões que nos afetarão a todos. Se continuarmos no caminho negativo do ódio, do olho por olho, da destruição da natureza, de medo e de egoísmo, entraremos direto no tempo da destruição e do caos, e desapareceremos como raça dominante deste planeta. Se nos tornarmos concientes e entendemos que todos somos parte de um grande organismo, e que devemos respeitar um ao outro e sermos gratos ao nosso nosso planeta, então nos moveremos diretamente no crescimento positivo, nossa Idade Dourada. O nosso planeta, o Sol e a galáxia estão esperando a nossa decisão. É nossa decisão o que acontecerá neste tempo de mudança. Se vamos para um tempo de sofrimento e destruição ou se nos encontramos unidos em uma conciência positiva movendo-nos mais perto ao nosso próximo estágio.

Por favor repare nos eventos de nosso planeta como evidência que as profecias Maias são dignas de serem ouvidas e aprendidas. Partilhe esta informação e nos ajude a nos mover para um futuro melhor, onde possamos florescer em uma nova era de positividade. Isto nunca tem sido tão importante.

O que há de tão especial sobre o Calendário Maia?

“A pessoa sem qualquer exposição prévia ao Calendário Maia geralmente de início ficará surpresa pelo fato de que algumas pessoas hoje tenham um tal interesse neste antigo calendário. Afinal, a história humana tem visto um alto número de diferentes calendários. Então não é o calendário Maia apenas um outro assunto especializado de interesse apenas para especialistas em história? Porque o mundo hoje precisaria de um outro calendário além do Gregoriano ou muçulmano que estão atualmente em uso, e porque deva este ser o calendário Maia?”, alguns podem perguntar.

de Carl Johan Calleman

Bem, para começar com a maioria das pessoas que provavelmente tem uma visão limitada demais da importância da civilização Maia e geralmente das tradições nativo-americanas. De fato, em seu maior auge nos séculos V e IX, as cidades Maias estariam entre as maiores do mundo e desenvolveram a mais avançada matemática e astronomia de seu tempo. E assim, até mesmo se as civilizações nativo-americanas dificilmente sobreviveram ao contacto com os europeus elas foram e são os transportadores de uma parte importante e insubstituível da global consciência humana.

Quando falamos sobre o Calendário Maia algo profundamente diferente é também significativo do que apenas um sistema para marcar a passagem do tempo. O Calendário Maia é acima de tudo um calendário profético que pode nos ajudar a entender o passado e prever o futuro. É um calendário de Idades que descreve como a progressão dos Céus e a condição dos Submundos a consciência humana e então as estruturas para os nossos pensamentos e ações dentro de uma dada Idade. O Calendário Maia fornece uma exata programação para o Plano Cósmico e desdobra todas as coisas que vem à existência. Há agora uma ampla evidência empírica para isto, algo que lança uma nova luz sobre as velhas questões da humanidade. As coisas existem por uma razão. A razão é que elas se enquadram no divino plano cósmico. Para aqueles que seriamente se engajam no estudo do Calendário Maia isto logo se torna se evidente e a anterior visão materialista do mundo perde toda relevância. O Calendário Maia é o portal para mundos da consciência que a maioria da humanidade tem estado cega pelo uso de falsos ou ilusórios caendários.

Já que tudo que existe é um aspecto da consciência, e o Calendário Maia descreve a evolução da consciência em todos os seus aspectos, nenhuma pedra é deixada sem ser virada pelo estudante sério deste calendário. Toda a ciência é afetada, toda religião é afetada, toda vida é afetada. Estamos aqui por uma razão. O tempo não mais é igualado ao dinheiro, mas ao espírito. O Tempo é inspiração!

2012 em resumo

A civilização Maia da América Central era e é a mais avançada em relação ao conhecimento de tempo-ciência. O principal calendário deles é o mais acurado do planeta. Ele nunca tem errado. O quinto mundo Maia terminou em 1987. O sexto mundo inicia em 2012. Estamos atualmente “entre mundos”.

1. A Humanidade e o Planeta Terra estão atualmente indo através de uma enorme mudança na consciência e percepção da realidade.

2. A civilização Maia da América Central era e é a mais avançada em relação ao conhecimento tempo-ciência. O principal calendário deles é o mais acurado do planeta. Ele nunca tem errado. Eles atualmente tem 22 calendários no total, cobrindo muitos ciclos de tempo no Universo e no Sistema Solar. Alguns destes calendários ainda estão para serem relevados.

3. O quinto mundo Maia terminou em 1987. O sexto mundo começa em 2012. Então atualmente estamos “entre dois mundos”. Este tempo é chamado “Apocalipse” ou Revelação. Isto significa que a verdade real será revelada. É também o tempo para nós trabalharmos pela “nossa matéría” individual e coletivamente.

4. O sexto mundo Maia atualmente está em branco. Isto significa que compete a nós, como co-criadores, começarmos a criar o novo mundo e a civilização que queremos agora.

5. Os Maias também dizem que por 2012

teremos indo além da tecnologia como a conhecemos.
teremos ido além do tempo e dinheiro.
teremos entrado na quinta dimensão depois de passar pela quarta dimensão.
O Planeta Terra e o Sistema Solar chegarão a uma sincronização galática com o resto do universo.
O nosso DNA será ‘atualizado’ [ou reprogramado] do centro da galáxia. (Hunab Ku)
Todo mundo neste planeta está mudando. Alguns são mais conscientes do que outros. Mas todo mundo está fazendo isto.

6. Em 2012 o plano de nosso Sistema Solar se alinhará exatamente com o plano de nossa Galáxia, a Via Láctea. Este ciclo tem levado 26.000 anos para se completar. Virgil Armstrong também diz que duas outras galáxias se alinharão com a nossa ao mesmo tempo. Um evento cósmico!

7. O Tempo está se acelerando [ou colapsando]. Por milhares de anos a Ressonância de Schumann ou pulso [batida do coração] da Terra tem sido 7.83 ciclos por segundo. Agora está acima de 12 ciclos dos segundo! Os militares tem usado isto como uma referência confiável. Contudo, desde 1980 esta ressonância tem estado vagarosamente se elevando. Ela agora está a mais de 12 ciclos por segundo! Isto significa que é o equivalente de menos de 16 horas por dia ao invés das velhas 24 horas.

8. Durante o Apocalipse ou “tempo entre mundos” muitas pessoas estarão indo por muitas mudanças pessoais. As mudanças serão muitas e variadas. Tudo isto é parte do que estamos aqui para aprender ou vivenciar. Exemplos de mudança podem ser – relacionamentos chegando a um fim, mudança de residência ou localização, mudança de emprego ou trabalho, mudança de atitude ou de pensamento etc.

O que há de tão especial sobre o Calendário Maia?

O chamado profético de Pacal Votan está alertando a humanidade atual que nosso processo biológico está se transformando, se aproximando da culminação do programa evolutivo de 26.000 anos. Trazendo o retorno da telepatia universal, aumentada capacidade sensorial, e consciência auto-reflexiva, isto é um retorno ao sagrado domínio de nossa tecnologia interna.

Este grande ciclo de evolução culminará no solstício de inverno, em 21 de dezembro de 2012.

Este tempo em que estamos agora tem sido chamado “O Tempo de Julgamento da Terra”, “Dia do Julgamento”, “O Tempo da Grande Purificação”, “O Fim desta Criação”, “A Aceleração”, “O Fim do Tempo como o Conhecemos”, “A Mudança de Idades”. É previsto que a completação desta Precessão traga a regeneração da Terra, oferecendo o despertar a todos corações voluntários e abertos. Muitas pessoas falaram destes últimos dias do Grande Ciclo, incluindo: os Maias, Hopis, Egípcios, Cabalistas, Essênios, os velhos Qero do Peru,  Navajo, Cherokee, Apache, confederação Iroquois, tribo Dogon e os Aborigines.

Profecias Maia e o Calendário

“O calendário  Gregoriano não está em harmonia com as forças da natureza. O original calendário egípcio estava. Mas o calendário egípcio foi mais tarde modificado pelos gregos/espartanos e então pelos romanos etc. 30 anos depois do nascimento de Cristo, o calendário perdeu 12 dias. Eles tiveram um concílio para traze-los de volta [calendário Juliano]. Em 1582 ele novamente estava fora de linha e o Papa Gregório trouxe os melhores astrônomos para alinha-lo mais uma vez. Ele ainda sofre mudanças. Os russos ortodoxos não aceitaram este calendario até muito mais tarde.

O calendário Maia precisará ser ajustado em um dia a cada 380.000 anos.

Os Aztecas usavam diferentes glifos e é basicamente o mesmo que o Maia, apenas ligeiramente menos evoluido. Seus glifos são melhores em suas representações de energias.

As mudanças na Terra continuarão até 2012. Os mais velhos dizem que o processo pode ser fácil e alinhado ou pode ser catastrófico. A energia humana decidirá isto.

O Tempo e o calendário começam no equinócio de 21 de março.

Tem sido um ciclo de escuridão que durou 468 anos (9 X 52) e terminou em 30 de março de 1993.

Estamos agora em um período de transição chamado “Ciclo que une a escuridão e a luz”. Durante este tempo a humanidade está passando por uma grande transição.

O ciclo de luz virá em plena força em 21 de dezembro de 2012.

Este é considerado o ciclo das 13 luzes e 13 céus.

Muitos ciclos começam nesta mesma data.

A Mãe Terra como uma entidade viva transcenderá a um outro nível ou frequência ou consciência e uma nova era especial começará.

A preparação para isto está agora no útero da Terra e o processo de mudança está trazendo manifestações transcendentais.

Esta nova era será muito positiva. “Vamos todos seres se elevarem. Não vamos deixar ninguém ficar para trás”.

Os tempos estão aqui para uma fraternidade total.

Os seres espíritos, as diferentes filosofias, as diferentes raças devem começar a acenar juntas todo conhecimento para criar a tapeçaria da harmonia e equilíbrio. Estamos todos vendo a evidência desta mudança na consciência humana agora.

Quetzalcoatl, a serpente emplumada

Quetzalcoatl, a serpente emplumada, representa o kundalini que é o movimento da energia da Terra para a base da espinha dorsal e então espinha acima em direção ao cranio. Esta serpente/fogo representa a transcendência.

Quetzalcoatl, “O inteiro continente americano é representado por uma águia ou condor. A América é chamada para assumir a tocha para estes tempos. Uma asa representa o físico e o material. A asa espiritual deve continuar a se elevar. Quando o equilíbrio for alcançado para ambas as asas, então a América virá para trazer seus próprios recursos espirituais e materiais juntos”.

O QUE TEM OS HOPIS, MAIAS E OUTROS POVOS NATIVO-AMERICANOS PREVISTO SOBRE A DESTRUIÇÃO DO MUNDO NO ANO 2000?

Os Hopis e os Maias reconhecem que estamos nos aproximando do fim de uma Idade do Mundo. Mas os Hopis, contudo, não oferecem limites de tempo,enquanto os Maias tem um sistema de calendário cujo 13o. Grande Ciclo Naktun terminará em 24 de dezembro de 2011 ou 6 de junho de 2012 [dependendo de nossi método de cálculo]. Em ambos os casos, contudo, os anciãos Hopi e Maias não profetizam que tudo chegará ao fim. Muito mais, este é um tempo de transição de uma Idade do Mundo para outra. A mensagem que eles dão diz respeito a nós fazermos uma escolha de como entraremos no futuro à frente. Nosso movimento pela aceitação ou resistência determinará se a transição acontecerá com mudanças cataclísmicas ou gradual paz e tranquilidade. O mesmo tema pode ser encontrado refletido nas profecias de muitos outros visionários nativo-americanos de Black Elk a Sun Bear.

Este conceito que podemos fazer escolhas a respeito de nossos futuros destinos é encontrado não apenas nas profecias nativo-americanas mas realmente é um ingrediente esencial em todos os pronunciamentos verdadeiramente proféticos. A verdadeira profecia é para significar um reflexo das naturezas e motivações ocultas do comportamento humano, tanto individualmente quanto coletivamente, bem como as opções futuras baseadas na habilidade humana de fazer uma escolha. A verdadeira profecia é então mais do que meramente uma previsão. Seu propósito é fornecer a lição que é para ser aprendida de um potencial prognóstico futuro de forma que, se possível, a lição seja aceita e processada de antemão. Assim o curso do futuro realmente pode ser mudado, e um diferente caminho de eventos profetizados pode ser manifestado na realidade.

Neste contexto, o período de tempo entre agora e o ano 2012, com o ano de 2000 como sinal de medida, parece estar se formando em um decisivo período de tempo quando escolhas importantes serão feitas e quando qualquer número de linhas do tempo para o nosso futuro são possíveis. A verdadeira profecia é nosso guia para determinar quais são estas diferentes linhas de tempo e como podemos fazer as escolhas certas.

AS 10 PRINCIPAIS PROFECIAS PARA O ANO 2000
de Joseph Robert Jochmans

Alinhamento com o Espírito da data final de 2012 do Calendário Maia
de Dwayne Edward Rourke
1o. de janeiro de 2000

Uma grande virada da roda do calendário Gregoriano tem nos trazido ao limiar de um novo milênio. Pelo planeta, as pessoas estão cheias de todos os tipos de expectativas, excitação e ansiedade que um limiar evoca. Contudo, se qualquer um de nós estiver olhando o próprio calendário buscando orientação sobre como se alinhar com o espírito deste novo tempo, provavelmente ficaremos desapontados. Muito pouco é fornecido aqui, mais do uma segmentação utilitária do tempo em anos, meses e dias. Em contraste, os trabalhos de um calendário sagrado tais como aqueles encontrados na Mesoamerica e especialmente nestas áreas habitadas pelo tradicional povo Maia, fornecem uma riqueza de simbolismo capaz de dar poder a seus aderentes de insight e energia.

Claramente, todos os calendários pelo mundo são construções arbitrárias do homem. Geralmente, eles são baseados no alinhamento com um particular fenômeno celestial tal como o ano solar ou lunar. Os calendários Maias não são exceção e atualmente a tradição do calendário Maia chama atenção para o dia 21 de dezembro de 2012. Os Maias tem estado cientes por centenas de anos que naquele solstício de inverno, um evento astronômico único ocorrerá: uma conjunção muita rara do Sol com a elíptica da galáxia da Via Láctea…

Na direção ESTE [Oriente], universalmente conhecida como o lugar dos novos inícios, Os Maias colocam o hieróglifo CHICCHAN. CHICCHAN é a mente serpente, a mente que é constantemente renovada e regenerada, por um processo de ‘descamar’ que há muito tempo não nos serve mais. O próprio corpo físico pode ser visto como uma pele evolutiva periodicamente solta, quando uma vida termina e outra começa. É um corpo energizado ultimamente por uma forma de energia solar que os Maias chamam kultunlilni. Kultunlilni é a vital força de vida que energiza todo crescimento e desenvolvimento humano. Esta crucial força de vida é a mesma que é conhecida na cosmologia Hindu como o poder da serpente: kundalini. Kundalini é a grande força evolutiva fazendo de cada corpo e seu ocupante, uma fonte especialmente poderosa de sabedoria solar. Importante para nós é lembrar, contudo, que esta é uma fonte primária, muito íntima e poderosa de sabedoria que é apenas acessível na extensão em que somos capazes de ouvir o que os nossos corpos, como transportadores da sagrada dádiva, estão realmente nos dizendo. Inevitavelmente neste processo, nos voltamos para escolher aqueles com os quais sentimos uma forte atração ou afinidade.

Sobre o Que é este Milênio?

O consenso indica que estamos saindo do que a tradição Hindu chama de Kali Yuga (esta é uma idade da escuridão/ da ignorância) e estamos na margem de entrar na Satya Yuga (a idade da verdade) quando toda falsidade expor-se-á e cairá. A Yuga que liga estes dois Yugas é chamada Krita Yuga (Idade da Transição)

Da perspectiva astrológica ocidental isto parece corresponder ao entendimento que estamos transitando da Idade de Peixes para a Idade de Aquarius. O aparecimento da Idade de Aquarius nos fala de despertares espirituais, da perfeição de cada ser humano, por uma consciência de nosso próprio ego espiritual. O tempo do renascimento e grande desenvolvimento espiritual na Terra. Tudo isto anunciando um tempo de muito mais alegria e positividade.

Ainda que na tradição cristã a idéia geralmente aceita é a de que o Milênio comece por volta do ano 2000. O Dicionário Websters americano de 1983 dá a definição que se segue: “Os mil anos mencionados no Livro da Revelação, no capítulo 20 durante o qual a Santidade é para prevalecer. Um período de grande felicidade ou perfeição humana”.

Na tradição islâmica há muitos casos onde o Sagrado Alcorão e o Hadith mencionam um futuro tempo de julgamento e ressurreição, conhecido como o tempo Qiyamah. Nas tradições do Profeta este tempo é indicado como vindo em algum tempo depois de 1.400 anos [do calendário Hijri], o que novamente parece coincidir com a vinda do Milênio e do século XXI.

Para os Budistas há alguma expectativa que a Roda do Dharma, a metafórica roda do tempo, é feita voltar pela primeira vez em 2500 anos desde o advento do Senhor Buda. que aparentemente ensinou que cada revolução da roda sinalizava um novo início ou renascimento para a humanidade.

Do Livro das Profecias do Cavaleiro João de Jerusalém [século XI] vem o seguinte: “O milênio que vem depois deste milênio mudará em um tempo de luz. As pessoas amarão e partilharão e sonharão,e os sonhos se tornarão verdade”. Depois ele acrescenta: “As pessoas serão um grande corpo do qual cada pessoa é uma pequenina parte. Juntas elas serão o coração e falarão uma lingua” “Os homens terão alcançado o céu” “Os homens conhecerão o Espírito de todas as coisas” “As pessoas receberão um segundo nascimento e o Espírito virá a elas”.

Os antigos Oráculos Sibilinos da era romana talvez também acrescentem a visão coletiva do que o futuro pode manter… por exemplo “O Vício deve deixar a Terra e ser afundado no oceano divino’.

William Blake (1757-1827) fala da tradição Judaica em seu trabalho: ‘O Casamento do Céu e o Inferno’, como se segue: “A antiga tradição que o mundo será consumido [destruído] em fogo no fim de seis mil anos é verdadeira… Porque o querubim com sua espada flamejante é comandado para deixar a guarda da Árvore da Vida e quando ele o faz, a inteira criação é consumida e aparece infinita e sagrada, onde ela parece finita e corrupta. Se as portas da percepção forem limpas todas as coisas aparecerão ao homem como elas são, finitas. Porque o homem ele próprio tem se fechado elevado e ainda vê todas as coisas pelas estreitas fendas de sua caverna. ”

Então o que passado diz do presente? Bem em resumo muitas coisas. O que é intrigante é o fraco eco do passado que nos informa de um fenômeno até aqui insuspeito, isto é a vinda de uma personalidade espiritual feminina, a Mãe, que facilitará o renascimento coletivo. Aqui estão algumas referências que aludem a este acontecimento!

Previsões sobre a Mãe Espiritual

Em um livro publicado em 1887 intitulado “O Mistério das Idades’ de Marie, Condesa Caithness (Páginas 316-317) a seguinte previsão aparece: “- É geralmente considerado, na virada do próximo século, que a próxima encarnação Divina que virá a Terra seria feminina, o advento da Divina Sabedoria, ou Theo-Sophia, e que a presente idade seria a idade de fazer conhecido tudo que tem sido mantido secreto desde o início’.

Este é um extrato do Nadigranth compilado por Shantaram Athvale. O Nadigranth foi originalmente escrito em sânscrito há 2000 anos pelo antigo astrólogo Bhrigumuni e mais tarde atualizado e traduzido para o Marathi e intitulado Kak Nadi por Kakayyar Bhujander que era um grande astrólogo e buscador que viveu a aproximadamente 300 anos atrás na India. Neste extrato em particular Shantaram Athvale se refere aos escritos de Kak Nadi escritos por Kakayyar Bhujander:

“Quando Júpiter estiver em Peixes um grande Yogi encarnará na Terra. Por 1970 terá se tornado bem evidente para muitas pessoas que uma nova era terá começado. A vida humana passará por uma revolução completa. Este Yogi será a reencarnação de Parabrahma e terá todos os poderes divinos. Pelos novos métodos de yoga divisados pelo grande Yogi, os seres humanos serão capazes de alcançar a alegria  do Moksha dentro do período de uma vida. Enquanto as pessoas de vida comum alcançarão o Yoga”. A União com Deus. No fim todas as nações do mundo reunir-se-ão em um sentimento de unidade. Haverá uma grande conferência internacional em uma grande cidade do mundo. A inteira humanidade entenderá a importância do orador e todas as nações se unirão.

Devido a novas descobertas científicas a ciência e as religiões se tornarão um. Com a ajuda da ciência, a existência de Deus e da Alma serão provadas. O véu da ignorância e o Maya [ilusão] serão retirados e Brahmananda, Moksha que previamente apenas pode ser alcançado pelos yogis como um resultado de um trabalho muito árduo e severa penitência, tornar-se-á facilmente disponível aos seres humanos.

William Blake (28 de novembro de 1757 – 12 de agosto de 1827) nos dá este poema profético intitulado “Para a Manhã’ Aparentemente isto é uma evocação ao que ele percebia como o aspecto feminino do Divino, que facilitaria o amanhecr de uma nova idade e abriria o Céu sobre a Terra.

“Oh Sagrada Virgem, Vestida em puro branco, abra os portões dourados do Céu e desperte o Amanhecer que os adormecidos no céu levantem-se das câmaras no Oriente”.

C.S Lewis (1898-1963) em seu livro “O Grande Divórcio” descreve algum tipo de procissão se aproximando da grande alegria. “Se posso lembrar o canto deles e escrever as notas, nenhum homem que ler esta notação ficará doente ou velho. Entre eles iam os músicos: e depois deles uma dama em cuja honra isto estava sendo feito e cada homem jovem ou menino que a encontrava tornava-se filho dela e depois cada menina que a encontrava tornava-se filha dela e há aqueles que roubam os filhos de outras pessoas. Mas a maternidade dela era de um tipo diferente. Aqueles que caiam voltavam para seus pais naturais amando-os ainda mais. Nela eles se tornavam deles próprios. E agora a Abundância de vida que ela tem em Cristo do Pai fluir para todos eles e também a humanidade redimida é ainda jovem, tem dificilmente vindo a sua plena força. Mas já há alegria suficiente no pequeno dedo de uma grande santo tal como aquela dama que ali se encontra para despertar todas as coisas mortas no universo de volta à vida”.

A Bíblia Cristã, Revelação, capítulo 12, verso 1, nos conta profeticamente de um maravilhoso evento a vir, de um sinal, de uma mulher. “E um grande portento apareceu no céu; uma mulher vestida de Sol com a lua sob seus pés e em sua cabeça uma coroa de doze estrelas”.

Nas profecias de João de Jerusalém do século XI o cavaleiro que lemos a seguir a respeito da “Mãe” e a vinda do tempo do Milênio. “Ela será um Grande Mestre dos tempos futuros…” “Ela será a Mãe do Milênio que vem depois do Milênio”. “Depois de dias de mal Ela fará a suavidade de uma Mãe fluir.” No Evangelho Gnóstico de Tomás este misterioso poder feminino divino é aludido no verso 101 como “- Minha mãe me deu nascimento. A verdadeira mãe deu-me a Vida’

O Evangelho Essênio da Paz, Livro 1 [página 7] fala deste aspecto feminino do divino como sendo uma força interna de vida, como algo a ser entendido. “Sua mãe está em você e você está nela. Ela lhe deu a vida”.

Nos antigos escritos da Bíblia e também nos registros Gnósticos… a energia hoje conhecida por muitos como a energia Kundalini é chamada por nomes tais como : Sophia, Vida, Mãe dos viventes ou Sabedoria. Esta força chamada Sabedoria é igualada a uma energia feminina, e até mesmo uma personalidade feminina…. chamada de Ela e Dela. Nestes escritos as palavras, Ela, Dela, Sabedoria e Espírito Santo são usadas intercambiavelmente para se referir a este aspecto feminino do Divino. Também conhecido mais tarde nos textos cristãos como Espírito Santo, Consolador, Conselheiro e Redentor.

Da antiga sabedoria de Salomão escrita há uns 2500 anos atrás, lemos: capítulo 6, verso 12-17:6-12 “A Sabedoria é radiante e inefável e ela pode ser facilmente reconhecida por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a buscam.”

6-13 “Ela se apressa a se fazer conhecida por aqueles que a desejam…

6-16 – Ela vai buscar aqueles dignos dela e ela graciosamente aparece a eles em seus caminhos, e se encontra com eles em cada pensamento. .

7. 22-24 – Porque nela há um espírito que é inteligente, sagrado, único, impoluto, distinto, invulnerável, amante do bem, dinâmico, irresistível, beneficente, humano, leal, seguro, livre de ansiedade, todo poderoso, onisciente, e penetrante em todos os espíritos… que são inteligentes e puros e mais sutis.

7.24 – Porque a sabedoria é mais móvel do que qualquer movimento; por causa da pureza dela… ela invade e penetra todas as coisas.

7.25 – Porque ela é a respiração [vento] do poder de Deus, e uma pura emanação da glória do poderoso; portanto nada poluído ganha entrada nela.

7.26 – Porque ela é um reflexo da luz eterna, e um espelho sem mancha do trabalho de Deus, e uma imagem de sua bondade.

7.27 – Embora ela seja uma, ela pode fazer todas as coisas, e enquanto permanece nela mesma, ela renova todas as coisas; em cada geração ela passa nas almas sagradas e as faz amigas de Deus e o profetas.

7.28 – Porque Deus nada ama tanto quanto ao homem que vive com sabedoria

7.29 – Porque ela é mais bela do que sol, e excede todas as constelações de estrelas. Comparada com a luz que ela é encontrada ser superior…

8.1 – Ela alcança poderosamente de uma extremidade da Terra a outra, e ela ordena todas as coisas bem.

8. 4 – Porque é ela uma iniciada no conhecimento de Deus.

8.5 – Se as riquezas são uma posse desejável na vida, o que é mais rico do que a sabedoria, que afeta todas as coisas?

8.6 – E se o entendimento é efetivo, quem mais do que ela é a fabricante do que existe?

8.8 – E se qualquer um anseia por ampla experiência, ela conhece as coisas da antiguidade e infere as coisas que virão; ela entende as voltas de fala e soluções para os enigmas da vida que ela tenha o conhecimento anterior dos sinais e maravilhas e dos porvires das estações e tempos.

8.16 – Quando entrar em minha casa [corpo/templo] devo encontrar repouso com ela, porque a companhia dela não tem amargura, e a vida com ela não tem dor, apenas alegria e felicidade.

8. 17-18 – Porque na realeza com sabedoria há a imortalidade e na amizade com ela… pura delícia e no trabalho das mãos dela, uma riqueza incessante, e na experiência da companhia dela, entendimento e renome em partilhar suas palavras.

9.11 – Porque ela conhece e entende todas as coisas. ….

E quanto a Sophia, Sabedoria, Espírito Santo, Confortador, Conselheiro, Redentor? Bem, as pessoas dizem que ela está aqui, residindo dentro de cad um e de todos nós como um potencial adormecido, uma força interna de vida, conhecida amplamente como energia Kundalini. Esta única energia reside no osso sacro [sagrado]. É dito que Ela pode ser despertada se alguém verdadeiramente assim o deseje fazer. Isto soa como um sonho mas isto é o que esta música busca celebrar e proclamar. Posteriormente é dito que aquele que ressuscita esta Divina Força de Vida interna, em massa, é a Divina Mãe, a Deusa, o Espírito Santo, que é verdadeiramente um Confortador, Conselheiro, Redentor.

Esta ressurreição viva interna pode ser desfrutada a cada dia e a cada segundo por aqueles que a vivenciam. O que é mais, é celebrada globalmente no aniversário da abertura do Sahasrara. O Sahasrara é o centro de energia universal localizado na coroa da cabeça, na fontanela, o sétimo chacra ou mais alto centro da consciência, conhecido também como o lótus das mil pétalas. É através deste último centro que alguém é capaz de se conectar com todo o universal divino penetrante que é. Um dia ele foi aberto a um nível cósmico e é dito que a inteira atmosfera foi cheia com a tremenda chaitanya (energia força de vida/ vibrações) e que houve uma luz tremenda no céu, e que a coisa inteira veio à Terra. Desde aquele dia, milhares de milhares de buscadores de cada nação tem atravessado caminhos com aquele que entrega os bens. Porque como promete a Antiga Sabedoria de Salomão: verso 6-12 “A Sabedoria é radiante e inefável e ela é facilmente distinguida  por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a buscam”. e ‘… ela vai buscar aqueles que são dignos dela, e ela graciosamente aparece a eles em seus caminhos, e encontra-se com eles a cada pensamento”. Dai também a letra da canção “Ela estava também em nossa cidade. Você não ouviu?”

A cada ano desde 1970, o momento quando o último centro em nosso assento evolutivo foi aberto, grandes celebrações tem ocorrido com pessoas reunidas de todas as nações e tradições religiosas em algum lugar do mundo no estágio mundial. E o dia da comemoração, 5 de maio. Daí, foi uma grande surpresa encontrar algumas previsões a respeito deste dia em particular, 5 de maio, para o ano 2000, o chamado ano do milênio.

O Centro de Ciências Planetárias Fernbank da Universidade Emory em Atlanta, Georgia, EUA tem realizado várias avaliações e concluiu que haverá um alinhamento de planetas [corpos celestiais] no próximo Milênio. Tais alinhamentos tem apenas os mais sutis efeitos sobre nossas vidas, então nenhum cenário do tipo do Armagedon, por favor. Em resumo vários planetas, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno e o Sol e a Lua Nova chegarão a um alinhameto com a Terra, na mais única conjunção de união. Momentaneamente estando conectados ao longo de invisíveis linhas gravitacionais de energia. Como uma corrente cósmica de pérolas. Talvez este será um dia particularmente auspicioso. E quando? Na precisa data de 5 de maio de 2000. Isto é mencionado apenas para despertar a curiosidade e chamar a atenção para ativar a faculdade de buscar e questionar. Todo mundo pode fazer isso… se quiser!

Toda a excitação sobre o chamado Milênio pode nos levar nas direções erradas. O Milênio não é um evento de um momento, se algo mais,  claramente ele representa um amanhecer. Como uma semente brota e promete um novo crescimento assim podemos olhar a idéia do Milênio. Afinal este tempo de negócios é em essência apenas um conceito feito pelo homem, e talvez não demais deva ser feito disso. Em qualquer evento é geralmente debatido que o calendário Juliano [cristão] é apenas acurado para mais ou menos sete anos. [assim o milênio realmente pode estar em qualquer lugar entre 1993 e 2007].

Daí, alguns dizem, é melhor estar no presente e sintonizar com o estado interno além do tempo, a quinta dimensão, acessível por alcançar um estado de “consciência instintiva” no chacra Sahasrara…..também conhecido como Estado Turiya ou Eternidade.

Rabindranath Tagore (1861-1941), que recebeu o Premio Nobel de literatura em 1913 fez a seguinte súplica:- “Oh! Mãe, deixe que minha mente desperte vagarosamente no Sagrado Litoral do mar, onde as grandes almas do mundo tem se reunido para oferecer seus pranams. Aqui com as mãos esticadas nos curvamos ao Divino em forma humana. Em generosa poesia e grande alegria vos adoramos. Atenção aqui oh buscador! A montanha da meditação com os rios ressoando e dançando a solene música do céu. Adore aqui sua Sagrada Mãe Terra onde as grandes almas tem vindo se reunir nas margens do mar para oferecer suas pranams. Venham oh! Arianos, venham não arianos, venham hindus e muçulmanos. Venham os ingleses, os cristãos, venham oh Brahmins purificar seus corações.,.  segurar  as mãos dos pisoteados e dos sem casta. Remova todos os males e desrespeito. Venham rapidamente para a coroação [unção] da Mãe”  O Tempo de Florescer está de fato aqui! Esta é a estação!

Geoffrey Godfrey

Revista ‘Knowledge of Reality’ 1996-2006
Citações de SHRI MATAJI
O Grande Adi Shakti Shri Mataji Nirmala Devi
Shri Mataji Nirmala Devi

“Mas hoje é o dia em que declaro que Sou o Um que tem que salvar a humanidade. Declaro que Sou o Um que é Adi Shakti, que é a Mãe de Todas as Mães, que é a Mãe Primordial, Shakti [Divino Poder Primordial] do Desejo de Deus, que tem encarnado nesta Terra para dar um significado a ela, a esta Criação,aos seres humanos, que estou certo que pelo Meu Amor e Paciência e Meus Poderes Eu estou indo alcançar isto. Eu era o Um que vezes e vezes. Mas agora tenho vindo a Minha Forma Completa e com completos Poderes. Tenho vindo a este Terra não apenas como salvação de seres humanos. Não somente para a emancipação deles, mas para garantir a eles o Reino dos Céus, a Alegria, a Benção que seu Pai quer dar a vocês”.

Shri Puratana Devi
(Purantana: Primordial ou Antigo)

Em 26 de julho de 1995, a Grande Deusa Primordial revelou que a Foto Milagre era genuína. Implicando que na duração de 21 luas cheias todos os Mensageiros de Deus Poderoso tinham dado bastante evidência necessária para os Crentes da Terra renderem-se à Divina Mensagem para a humanidade; a Grande Mãe Primordial terminou Suas revelações com estas palavras de despedida: “Temos feito nosso trabalho aqui”. Assim 1995 se encaixa perfeitamente com a antiga profecia Maia que “um calendário ciclo de duas vezes Kal-tun de 260 anos tinha que ir para que a cultura Solar floresça novamente para benefício de toda humanidade”. Lê-se na real profecia,

“No Ano 1475, antes da chegada dos espanhóis, o Supremo Conselho Maia revelou uma visão a muito tempo mantida de uma antiga Avó Solar chamada X’Nuuk’K’in, que um calendário ciclo de duas vezes Kal-tun de 260 anos tinha que ir para que a cultura Solar florescesse novamente em benefício de toda humanidade. Na primavera de 1995, este período de 520 anos será completado. Assim, 1995 é um ano decisivo e a raça humana terá que entrar no caminho da luz cósmica se é para permanecer uma espécie pensante. Os humanos buscarão o caminho da iniciação na Terra e no Céu. Pela Iniciação Solar eles serão capazes de verem a lumiosidade do Grande Espírito… pela pela Iniciação Solar, o corpo adormecido da humanidade pode ser despertado”. Hunab K’u (Criador) brilhará como o relâmpago que penetrará pelas sombras que envolvem a raça humana. Vamos nos preparar para receber a luz do conhecimento” [profecia Maia parafraseada].

“Quetzalcoatl ensinou os antigos todos os talentos necessários para avançar a civilização deles, da matemática e ciência à agricultura e astronomia, em como a famosa fórmula do calendário Maia que prevê que o fim do mundo será e 21 de dezembro de 2012. Ele ensinou as pessoas a viverem em paz e então se moveu desaparecendo no mar, mas ele prometeu que algum dia voltaria. Infelizmente para os habitantes antigos do México, eles tomaram mal a chegada dos conquistadores espanhóis e Cortez em 1519 como o retorno de Quetzalcaotl, o que os levou a uma trágica condenação. Recebendo-os com os braços abertos e tratando-os com a máxima reverência o povo antigo esperava que seu recém chegado deus doasse grande benevolência a ele. Ao invés, os invasores espanhóis nada mais trouxeram do que cobiça e brutalidade para seus anfitriões confiantes.

O nome Quetzalcoatl (ket-tsul’kwot-ul) significa “serpente emplumada”. Devemos certamente então mencionar a grande cidade antiga de  Chichen Itza na peninsula Yucatan no México. Lá, duas vezes por ano, um espetáculo surpreendente relacionado ao deus acontece:

“O Templo de Kukulkan (o deus serpente emplumada, também conhecido como Quetzalcoatl) é a maior e a mais importante estrutura cerimonial em Chichen Itza. Esta pirâmide de noventa pés de altura foi construída durante os séculos de XI a XIII diretamente sobre múltiplas fundações de templos anteriores. A pirâmide é uma casa-armazém de informação sobre o calendário maia… A escada norte era o principal caminho sagrado que leva ao pico. No pôr do sol dos equinócios vernal e outonal uma interrelação entre a luz do sol, e as margens dos terraços em degraus da pirâmide cria uma fascinante – e muito breve – sombra sobre os lados da escada norte. Uma linha serrilhada de sete triângulos interligados [chacras] dá a impressão de uma longa cauda se dirigindo para baixo para a cabeça de pedra da serpente Kukulkan (Kundalini), na base da escada.” (Linda Casselman)

Assim então, nestas duas datas mito importantes, os equinócios vernal e outonal, parece que Quetzalcoatl de fato está presente entre seu povo na medida em que a sombra da serpente se move ao longo dos degraus da Pirâmide de Kulkulkan.

“Este Poder é colocado no osso triangular que é chamado de sacro, o que significa que os gregos sabiam sobre este centro. Eles sabiam muito bem sobre isto e este é o motivo porque deram a este osso o nome de sacro, sagrado. Em muitos países tem havido uma manifestação que eles sabiam sobre este particular Poder.

Aconteceu de eu ir a Colômbia onde coletei uma autêntica cópia antiga de um antigo cordão. O cordão tem um sua parte inferior um Kundalini e até mesmo os brincos tem o Kundalini, mas surpreendentemente, ele era de índios da América, embora seu original agora esteja guardado no Museu da Colômbia. Foi na América que as pessoas sabiam sobre o Kundalini, definitivamente em uma espiral de três e meia que eles tem feito este padrão muito bem. É muito surpreendente que ele tenha sido feito antes que Colombo chegasse aqui”.

Um sítio arqueológico mais fascinante dos antigos nativo-americanos encontrado em Ohio, EUA, chamado ‘Monte da Grande Serpente” apresenta um corpo ondulante de serpente, sua cauda espiralada remanescente do Kundalini que jaz adormecido no sacro. Em sua boca aparece um ovo, símbolo da potencial atualização do segundo nascimento.

É possível, então, que os antigos povos nativo-americanos estivessem venerando o Divino Feminino e estivessem profundamente conscientes do significado simbólico, espiritual do Poder da Serpente e do Ovo Primordial?

Embora os eruditos não estejam certos do significado preciso deste Grande Monte da Serpente, é, contudo, altamente provável que este sítio fosse reverenciado pelos índios americanos como a sagrada representação do despertar do Kundalini [segundo nascimento].

Outras fontes oferecem informação adicional sobre o Grande Monte da Serpente.

“O Grande Monte da Serpente, no condado de Adams, Ohio, EUA, é considerado ser a maior efígie de serpente no mundo. O monte é um quarto de milha de comprimento e tem cinco pés de altura, e originalmente foi muito mais alto”

“O Grande Monte da Serpente continua a enroscar-se em seu quarto de milha ao longo de um topo de colina em Ohio. Pelo fim do século XIX arqueologistas  foram capazes de mostrar que os montes tinham de fato sido construídos por civilizações nativo-americanas muitos séculos antes de uma civilização a muito tempo perdida como a Grécia, Pérsia, Terra Santa ou a mítica ilha da Atlântida”.

“…as duas estruturas [Stonehenge e o Grande Monte da Serpente nos EUA] partilham da mesma linha de tempo. Da  datação de carbono em e ao redor de Stonehenge, o Conselho para Arqueologia Britânica (CBA) dá uma data inicial para o núcleo de Stonehenge em 3.000 AC ou 5.000 anos atrás. O projeto do Monte da Serpente foi concebido aproximadamente a 5.000 anos atrás também – e está portanto entre os mais antigos dos trabalhos de pedra e terra na América do Norte – ou de fato no mundo. Nisto, o Monte da Serpente e Stonehenge são da mesma geração. Este período de tempo é referido para a arqueologia norte-americana como sendo o “Periodo Arcaico” [aproximadamente 6000 AC a 1000 AC].

Energia Kundalini

“É importante entender sobre o nosso próprio Kundalini, como auto-realização e auto-conhecimento e aquele que dá o auto-conhecimento. É o nosso próprio Kundalini porque quando ela se eleva ela aponta quais são os problemas de nossos chacras. Agora dizemos que isto é puro desejo. É o nosso desejo casto. Não há luxúria ou cobiça nela. Este poder é a sua Mãe e Ela está sentada no osso triangular. Ela sabe tudo sobre você exatamente como um gravador. Ela é o conhecimento absoluto. Porque Ela é tão pura seja qual for o chacra que ela toque, Ela sabe o que está errado com este chacra de antemão; então Ela está bem preparada e Ela se ajusta completamente para que você não tenha um problema ao despertar. Se qualquer chacra estiver contraído, Ela espera e vai vagarosamente abrindo este chacra.

O Kundalini é o poder primordial e está refletido em você. No ser humano é como muitas cordas de energia, enoveladas em uma corda. Esta energia é toda torcida junta para formar este Kundalini. No ser humano as cordas são 3 x 7 = 21 Nadis elevados ao poder de 108. Quando o seu Kundalini se eleva, uma ou duas cordas fora disto vem e penetram o osso da fontanela. Ela tem que passar pelo mais interno nadi conhecido como Brahma Nadi. É um completo movimento em espiral. O Kundalini é uma espiral e os nadis são como uma espiral. O mais externo nadi está no nadi do lado direito, o ‘Pingala Nadi’. O segundo mais interno é o Ida Nadi. Ela começa enviando estes fios pelo Brahma Nadi, porque eles relaxam o centro. Ao relaxar o Centro, o sistema nervoso simpático também inicia a relaxar, suas pupilas começam a se dilatar e quando ela penetra o Anya, então os olhos estarão completamente dilatados e brilhantes. Então ela entra no  Sahasrara.

Isto é absolutamente a pura luz do conhecimento do amor, compaixão e atenção. Todas estas coisas estão nesta energia. Conhecemos muitas energias como a elétrica, a energia da luz etc. Estas energias não podem pensar. Elas não podem se ajustar e trabalhar por conta própria. Elas tem que ser manipuladas por nós. Mas esta energia, ela própria, é uma energia viva e conhece como se conduzir. Ela pensa. Se você vê uma semente brotando, você encontrará na ponta da semente, há uma pequenina célula que sabe como ir ao redor dos lugares macios, como envolver as pedras e como achar seu caminho na direção da fonte. Esta célula tem recebido um pequenino Kundalini nela. Mas dentro de nós uma tremenda força de Kundalini existe. Quando entendemos o que a alma diz que ela deve ter mais compaixão, como a minha compaixão, não está tudo bem; minha preocupação com os outros, minha generosidade não está tudo bem, tenho explorado o amor de outros. Então esta energia começa a se mover, dando a você esta maior dimensão de amor e compaixão. Se você não quiser crescer em sua consciência então ela não fornece a energia que está armazenada em você.

O Kundalini está lá para lhe nutrir, olhe para você e faça-se crescer mais alto, mais amplo e mais profundo em personalidade. Todo o poder dela nada mais é do que amor. Ela dá o poder de perdoar. Até mesmo quando você pensa, a energia para pensar vem do Kundalini porque você está pedindo a ajuda dela.

O poder do Kundalini é absoluta pureza, auspiciosidade, santidade, castidade, auto-respeito, amor puro, desapego, interesse, atenção iluminada para lhe dar alegria. Como a mãe que tenta seja o que for possível para dar a Alegria ao seu filho, do mesmo modo, este Kundalini tem apenas um poder e este é o dar Alegria a seus filhos. Quando falamos na luz do Kundalini, temos que entender que esta luz se espalha em sua vida, fora de sua vida e se expressa de uma maneira muito bela.

Quando você venera Adi Kundalini, o reflexo em você, que é o seu Kundalini, é muito feliz. Todas as deidades sentem-se felizes.

O poder do Kundalini que é a sua própria Mãe tem que se elevar e se manifestar, por causa de seu puro desejo. Em sua introspecção, puras e em sua Meditação, você deve ver por você mesmo, porque é você na Meditação. É para o Puro Desejo de compaixão e amor ser despertado dentro de nós. O crescimento tem começado e você descobrirá que esta concha que é o condicionamento humano e ego quebrar-se-á aberta. Isto está no osso triangular, que sobe, manifesta e pode salvar o mundo inteiro. Apenas veja a magnificência, a expansão, a grandeza deste Kundalini que está dentro de você e que sobe em sua força completa e tem mostrado coisas tremendas.

A alegria que sentimos durante recitais de música é porque Kundalini está dançando. Ela fica feliz porque você nada pede além da alegria da coletividade.

Você está plenamente conectado quando está absolutamente  desapegado e seu Kundalini está dançando. Você está só e nunca está só. Esta unidade com o todo lhe dá toda a segurança e alegria que você quer. Isto é o que o despertar do Kundalini significa coletivamente. A menos e até que você queira a pura coletividade em seu ser o Kundalini não se eleva.

Quando você venera Adi Kundalini, você está tentando limpar o seu Kundalini. bem como agradar as deidades. Isto é um objeto. Isto não pode ser mudado. Mas o refletor pode ser mudado. O movimento do Kundalini depende do temperamento da pessoa. Kundalini lhe dá honestidade, e fé na honestidade por atualizar a experiência. Suponha que você queira ir a um jardim e subitamente esteja lá. Então você saberá que seu desejo é puro e tem trabalhado. Todos tais milagres acontecem. O puro desejo funciona porque ele é poderoso.

Quando ele trabalha, a coisa toda funciona e você desenvolve a fé. Esta fé está dentro de você. Ninguém pode lhe desafiar; se você tem fé, isto será feito. Seu Puro Desejo está agora sendo cumprido, você está agora conectado e você agora é divino. Você é uma alma realizada. Você é diferente dos outros. Para você, todo este conhecimento sutil está sendo absorvido porque o seu Kundalini o está absorvendo. Seja o que for que seja absorvido é absorvido de volta por mim. Mas isto se torna como um barômetro. Você imediatamente sabe sem pensar, perguntar, você sabe sobre qualquer um porque o Kundalini é o refletor. Quanto melhor refletor você se torna, mas o Kundalini mostra. Embora o Kundalini seja a Mãe Individual, em suas funções e métodos. Ela é exatamente a mesma. Você não pode trapacear com o Kundalini. Ele o conhece completamente. Devemos meditar para obter a consciência completa pela qual permitiremos que o Kundalini cresça.”

Shri Mataji Nirmala Devi

“Estou aqui para falar da última novidade de nossa evolução. Esta novidade de nossa evolução em nossa consciência tem que acontecer nestes tempo modernos e tem sido, sobretudo, registrada nos escritos de muitos videntes. Há tempos que são chamados de “Tempos Decadentes” como o foi chamado pelo grande santo Cyasa que tem escrito o Gita e isto é a decadênia da humanidade que vemos ao redor em cada modo possível.

Agora gostaria de dizer que o conhecimento secreto de nosso ser interno que foi conhecido na índia a milhares de anos atrás. Porque a nossa evolução e ascensão espiritual há um poder residual dentro de nós que está localizado no osso triangular na base de nossa espinha. Este poder residual estava disponível a milhares de anos atrás na Índia, o despertar do Kundalini foi feito, tradicionalmente, apenas em base individual. Um guru daria o despertar ao discipulo. Como resultado deste despertar, o que acontece é que você alcança a auto-realização, sua individualidade. Secundariamente, quando este poder é despertado, ele se eleva e passa por seus sutis centros de energia em seu corpo, nutrindo-os e integrando-os. Ultimamente este poder irrompe pela área do osso da fontanela chamada Talu ou Divino Amor, que é descrita na Bíblia também como “a brisa fria do Espírito Santo”, também no Alcorão como “Ruh”  e também nas escrituras da Índia como  “Paramchaitanya”. Patanjali a tem chamado “Ritambhara Pragya”. Seja qual for o seu nome, este é um poder que é todo penetrante, que faz todos os trabalhos sutis do processo vivo. A existência desta energia toda penetrante não é sentida antes da realização mas depois da auto-realização que você pode sentir em suas pontas dos dedos ou no centro de sua palma ou acima da área do osso da fontanela.

Realmente, este conhecimento existiu um longo tempo atrás e a minha contribuição, se há alguma, é que agora podemos alcançar a mesma realização. Milhares podem alcançar em massa esta realização. É uma dádiva deste tempo onde foi previsto que uma tal transformação global ocorrerá. Tanto quanto em 65 países, milhares de pessoas tem alcançado sua auto-realização por meio da  Sahaja Yoga….

Possa o Divino abençoar a todos

Shri Mataji Nirmala Devi

NOTAS ADICIONAIS

Em 1475, dezessete anos antes de Cristóvão Colombo fazer sua primeira viagem ao “Novo Mundo” o Supremo Conselho Sacerdotal Maia se reuniu para revelar que a escuridão logo estaria caindo sobre o povo Maia e que dois ciclos calendários teriam que passar antes que o povo maia mais uma vez pudesse emergir à luz. Considerando a devastação sofrida pelos Maias nas mãos dos conquistadores espanhóis, a previsão da escuridão foi surpreendente acurada.

“Segundo o guardião do calendário Maia, Hunbatz Men, o equinócio da primavera, 21 de março de 1995 marcou o fim deste período de escuridão já que 520 anos agora tem se passado [cada ciclo do calendário com 260 anos]. Para marcar o evento, Hunbatz Men liderou uma iniciação solar nesta data em Chichen ltza, uma das maiores e mais frequentemente visitadas ruínas na Pensínula do Yucatan.

Esta iniciação ofereceu uma genuína experiência espiritual para dezenas de milhares que compareceram, a maioria dos quais era Maia. O dia foi cheio com a maravilha: Lamas do Tibet e líderes do Supremo Conselho Maia deram bençãos aos presentes; a música maia e a dança foi realizada em uma plataforma e a incrível arquitetura de Chichen Itza estava disponível para todos verem.

A cerimônia veio ao clímax mais tarde no cair da noite quando uma imagem sombra da serpente apareceu na Pirâmide de Kukulcan. Esta imagem aparece duas vezes por anos em Chichen Itza e é um testamento dos talentos astronômicos e arquitetônicos da civilização Maia. No Equinócio o sol atinge de um tal modo que uma sombra se forma em uma das bordas da pirâmide na forma do corpo da serpente. Esta sombra cobra conecta-se com uma estátua da cabeça da serpente na base da pirâmide para completar a imagem de um sagrado símbolo Maia, representando a fertilidade e o renascimento. As pessoas presentes responderam com meditação, cantos, orações e apresentaram reverência ao ‘milagre’.

Quando refletimos sobre o evento, é difícil não pensar sobre o recente nascimento de uma pequena búfala branca em Janesville, Wisconsin. Esta aparência branca cumpre uma antiga profecia indígena e significa um novo período de esperança e renovação para a cultura nativo-americana. Segundo os Lakota Sioux, o nascimento de uma búfala fêmea branca promete a unidade entre o povo e um novo respeito pela Terra. Vamos esperar que ambas as profecias sejam cumpridas.

Aluna Joy Yaxk’in

PROFECIAS MAIAS PARA O NOVO MILÊNIO
do ancião Hunbatz Men

“As profecias Maias estão sendo cumpridas. Algumas estão sendo cumpridas até mesmo agora. Algumas serão cumpridas amanhã. As profecias Maias existem porque os Maias conheciam o tempo cósmico. Eles sabiam que em certos tempos  seria necessário manter secreta esta sabedoria cósmica. Este era o propósito da profecia de forma que ela fosse capaz de comunicar seus segredos aos iniciados do futuro.

É profetizado que os iniciados devem retornar à terra sagrada dos Maias para continuar o trabalho do Grande Espírito. Aqui nas terras de Mayab, nos ciclos de luz, surge uma grande sabedoria, que iluminará a humanidade por muitos milênios. Esta sabedoria foi dada aos  Mayan-Itzaes.

Agora os mestres reencarnados voltam às terras dos Maias para se comunicarem com os grandes espíritos dos Itzaes de forma que juntos eles possam entender o que deve ser a nova iniciação que será posta em prática; assim a humanidade, os mestres reencarnados e os grandes espíritos dos Itzaes podem se fundir em um. Então eles serão capazes de viajar como o vento, descer como a chuva, dar calor como o fogo e ensinar como a Mãe Terra.

Estes mestres virão de muitos lugares. Eles serão de muitas cores. Alguns falarão de coisas difíceis de entender. Outros serão idosos. Alguns menos. Alguns dançarão enquanto outros permanecerão silenciosos como rochas. Os olhos deles comunicarão a mensagem iniciática, que é para continuar pelos ciclos do próximo milênio.

É também profetizado que esta iniciação da sabedoria cósmica é para os futuros iniciados. Eles serão jovens e velhos, homens e mulheres que terão o entendimento que esta moderna civilização não está encontrando suas responsabilidades educacionais. É bem sabido que esta chamada civilização moderna tem causado um efeito regressivo no desenvolvimento espiritual.

Os centros Maias de cerimonial começam a emanar a luz do novo Milênio, o que é muito necessário hoje. Muitos centros cósmicos de cerimonial Maia começam a chamar, com seu reflexo solar, os muitos iniciados que virão para continuar o trabalho do Grande Espírito. Em muitos centros Maias de cerimonial os Sacerdotes Solares começarão a andar entre uma multidão de turistas. Eles serão tocados pelos Sacerdotres Solares para a iniciação na sabedoria cósmica. Será então que os iniciados de segundo nível devem começar a trabalhar entre os novos iniciados.”

“Ah!… os calendários Maias terminam em 2012 o que significa o fim do tempo. Esto certo que você tem ouvido que a iluminação significa realização da alma [além do espaço e tempo] em correlação com o espirito [Deus ou a Criação].

Então não tema. 2012 não significa cataclisma, de fato, é o oposto, a vinda de uma nova Idade Dourada, na qual possuiremos os poderes dos antigos. Seremos capazes de levitar, manifestar, curar e evocar o mágico. Você perceberá mais e mais pessoas que estão se tornando interessadas em cristais, iluminação, e planos etérico e astral. Ao mesmo tempo, muito caos está acontecendo agora para equilibrar os mundos carma para que todos possamos ascender juntos. Esta é a lei, e ao segui-la, ascenderemos e seremos livres do carma. Isto é o porque muitos de vocês estão experimentando tempos de turbilhão. Está aqui por uma razão e nunca acontecerá novamente.

Há uma real evidência científica que o nosso DNA está evoluindo, e o completo proceso evolutivo de nosso DNA estará completo em 2012. Com isto seremos capazes de obter a sabedoria mística que é desconhecida pelos filhos do homem, ainda que conhecida pelos filhos da luz.

Para você ver, de muitas fontes antigas, elas descrevem o tempo como circular. A sabedoria e os poderes da criação possuídos nos tempos antigos, voltarão para nós novamente. O antigo descendente de Deus, uma terra natal, Mu, Atlântida, então se espalhando e migrando no povo da Índia, Egito, Grécia, Pérsia… Todos estes antigos mensageiros carregam o segredo dos antigos, e todos se relacionarão com a mesma coisa [ainda que eles estejam todos em diferentes partes do mundo] significando que eles descendem do UM. Estamos voltando a este UM, e mais descobertas da Atlântida e nosso antigo passado estão emergindo. Especialmente aquelas dos cristais, que os Atlantes usavam como um instrumento mágico dos Deuses.

Olhe muitas fontes, não apenas a minha. Tenha a mente aberta. Não me siga, muito mais tome a sabedoria que vos falo e a utilize em seu próprio caminho.”

“Um incenssante fluxo rápido de mudanças na Terra tem se tornado tão aparente em 1995 que até mesmo a media tradicional está prestando atenção. A transformação da Terra foi a causa da celebração da Convergência Harmônica iniciada por José e Lloydine Arguelles em agosto de 1987, e a Mudança do Tempo em 26 de julho de 1992. A Mudança do Tempo marcou o tempo na história quando o planeta entrou em uma nova sequência de energia que depois da mudança do polo magnético em 2000 estará completa em dezembro de 2012. A Nave Tempo Terra lançará a viagem dela para o quarto tempo dimensional em 2013.

O mapa da transformação planetária em uma nova corrente de tempo planetário foi marcado no calendário Maia e interpretado por José e Lloydine em ‘Dreamspell’. Na década de 1950, os astrônomos euro-americanos correram ao longo para perplexante realidade que os nativo-americanos eram mestres de uma sofisticada astronomia anteriormente não reconhecida. Desde que o Novo Mundo foi conquistado, os europeus tinham acreditado que os nativo-americanos eram ignorantes em astronomia. De fato, o conceito nativo-americano era completamente diferente do europeu e portanto não foi reconhecido. Quando os astrônomos europeus rastrearam grandes objetos, tais como o Sol a Lua, em cursos diferentes, os nativo-americanos rastrearam pequenos objetos relativos a grande objetos, muito mais complexos e um sistema muito mais acurado. Os dois sistemas perceberam os céus de pontos de vista radicalmente diferentes, que os europeus não reconheceram o sistema nativo-americano como astronomia.”

“Quando os espanhóis conquistaram os Incas 500 anos atrás, o último pachacuti, ou grande mudança, ocorreu. Os Q’ero tem estado esperando desde então pelo próximo pachacuti, quando a ordem emergirá do caos. Pelos últimos cinco séculos eles preservaram seu conhecimento sagrado, e finalmente, nos anos recentes, os sinais foram cumpridos que o grande tempo da mudança estava chegando.

– os lagos das altas montanhas tem secado.
– o condor está quase extinto
– e a descoberta do Templo Dourado tem ocorrido, seguindo o terremoto de 1949 que representou a ira do Sol.

As profecias são otimistas. Elas se referem ao fim do tempo como o conhecemos – a morte de um modo de pensar e o fim de um modo de ser, o fim de um modo de se relacionar com a natureza e com a terra.

Nos andos vindouros, os Incas esperam que nós emerjamos em uma idade dourada, um milênio dourado de paz. As profecias também falam de mudanças tumultuosas acontecendo na terra, e em nossa psique, redefinindo nosso relacionamento e espiritualidade. O próximo pachacuti, ou grande mudança, já tem começado, e promete a emergência de um novo humano depois deste período de turbilhão. O caos e revolta caraterísticos deste período durarão outros quatro anos, segundo  os Q’ero.

O paradigma da civilização européia continuará a colapsar, e o modo do povo da Terra retornará. Até mesmo mais importantemente, os anciãos shamânicos falam sobre um rasgar do tecido do próprio tempo. Isto apresenta uma oportunidade para nós para nos descrevermos não como temos sido em nosso passado mas como estamos nos tornando.

Pachacuti também se refere ao grande líder Inca que viveu durante os anos de 1300. Ele é dito ter construído Machu Picchu e foi o arquiteto de um império do tamanho dos EUA. Para os Incas, Pachacuti é um protótipo espiritual – um Mestre, um luminoso que subiu fora do tempo. Ele foi um messias, mas não no sentido cristão de único filho de Deus, além do alcance da humanidade. Muito mais ele é visto como um símbolo e promessa de quem todos devemos nos tornar. Ele incoprpora a essência das profecias de pachacuti, como Pacha significa ‘terra’ e ‘tempo’ e cuti significa ‘colocar as coisas certas’. Seu nome também significa o ‘transformador da terra’.

As profecias de pachacuti são conhecidas pelos Andes. Há aqueles que acreditam nas profecias que se referem ao retorno do líder Pachacuti para derrotar aqueles que tomaram a terra dos Incas. Mas segundo o Dr. Villoldo, o retorno de Pachacuti está acontecendo a nível coletivo. “Não é o retorno de um único indivíduo que incorpora o que estamos nos tornando, mas um proceso de emergência disponível a todas as pessoas”.

Os Q’ero tem servido como os guardiões dos ritos e profecias de seus ancestrais Incas. As profecias não tem utilidade a menos que alguém tenha as chaves, os ritos de passagem. Os Ritos Estelares, ou “Mosoq Karpay” (O Rito do Tempo a Vir) são cruciais no desenvolvimento prático descrito nas profecias. Seguindo os “despachos” (oferendas ritualísticas de mesa, ou pacotes de remédios] na cerimônia na cidade de New York os shamãs administraram o Mosoq Karpay aos indivíduos presentes, transmitindo as energias originadas com os ancestrais da linhagem deles. A transmissão do Mosoq Karpay é uma cerimônia representando o fim do relacionamento de alguém com o tempo; é um processo de coração.

Este processo de Se Tornar é considerado mais importante do que as próprias profecias. Os Karpay [ritos] plantam a semente do cohecimento, a semente de Pachacuti, no corpo luminoso daquele que recebe. Ele também é para cada pessoa “aguar’ e cuidar da semente para que ela possa crescer e e florescer. Os ritos são uma transmissão do potencial; deve-se então se tornar disponível ao destino. Ele apenas pode ser chamado por uma tribo.

Ultimamente, este pode pode fornecer o ímpeto para alguém saltar no corpo de um Inca, um Luminoso. Esta pesoa está ligada diretamente às estrelas, O Sol Inca da cosmologia. Os Q’ero acreditam que os portais entre os mundos estão se abrindo novamente. Buracos no tempo que possamos pisar por eles e além, onde podemos explorar nossas capacidades humanas. Reganhar a nossa natureza luminosa é uma possibilidade hoje para todos que ousem saltar.

Os shamãs andinos dizem,

“Siga suas próprias pegadas, aprenda dos rios, árvores e rochas. Honre a Cristo, Buda, seus irmãos e irmãs. Honre a Mãe Terra e o Grande Espírito. Honre-se e a toda criação”.

“Os Maias desenvolveram seu calendário muito antes dos calendários Juliano e Gregoriano viram a existir. O calendário Maia é baseado nos ciclos de energia que ocorrem naturalmente e em uma estreita conexão a Mãe Terra, o Sol, e as Pleiades. Porque os Maias honravam a Mãe Terra e os ciclos de energia estão presentes aqui, eles estavam em sintonia com os ciclos. Eles tornam  o acesso à informação que não está disponível ao ‘povo moderno’ porque o ‘povo moderno’ é extremamente limitado por seu sistema de crenças.

Os Maias ganharam conhecimento sobre muitos ciclos que ocorrem na Terra. Eles reconheceram um ciclo de energia de 13 dias que vem de fontes galáticas. Eles também vieram a conhcer um ciclo de energia de 20 dias vindo do Sol. Ao estudar os ciclos e suas interações um com o outro, os Maias ganharam o conhecimento da vida na Terra que excede em muito nossas crenças ‘modernas’. Felizmente, este conhecimento está se tornando disponível para nós a este tempo para o assistirmos em nosso ‘retorno à harmonia natural”…

Quando o Grande Ciclo chega a completação, algo muito interessante está também acontecendo na constelação de Pleiades. A estrela Maya é a terceira estrela da constelação de Pleiades. A estrela Maia passa pela Banda de Fóton por quase 2000 anos entrando e saindo da banda por quase 1200 anos. Seu caminho orbital ao redor de Alcione é mais curto já que ela está mais perto de Alcione. O nosso Sol entrará na Banda de Fóton em 1998 e estará completamente dentro da Banda por 2002. Na medida em que o nosso Sol deixa a Noite Galática e entra na Banda, a estrela Maya também entra na Banda de Fóton. Estas duas estrelas estão sincronizadas neste tempo. Quando a estrela Maya retorna à Banda de Foton, os Seres de Luz Maias estão voltando a Terra para nos auxilar no Grande Ciclo que está vindo à completação. Os Grandes Eventos estão para ocorrer e a Antiga Sabedoria está retornando à Terra. Saiba que você tem toda escolha de estar aqui na Terra a este tempo para vivenciar o que será esta experiência…

O tempo não é linear. Temos sido ensinados a pensar no tempo como somente indo em frente, de um ponto a outro. Penso que seja mais acurado pensar no tempo como uma espiral, como ciclos. No tempo antigo, a nossa Mãe Terra era pristina e todas suas formas de vida viviam em harmonia e honra. É possível curar a Terra e restaura-la ao seu estado pristino ao unir os tempos antigos com o presente. Para realizar isto, devemos primeiro nos livrar da limitação de acreditar que o tempo seja linear. Os Calendários Maias e Dreamspell podem nos ajudar grandemente em vir a um entendimento muito maior do tempo. É algo que deve ser vivenciado. É dificil expressar em palavras porque faltam termos à nossa linguagem para expressar a natureza do Tempo.

Criamos a nossa Realidade. Por qualquer razão ou propósito, a consciência de massa da humanidade esta abraçando o tempo linear e criando uma realidade muito limitada. Cada um de nós muda da consciência de massa, ajudando a mudar o todo. Ame e Honre sua Mãe Terra. Receba o Raio da Sincronização Galáctica do Sol. Cante a canção de sua Alma. Ouça seu coração.

Estamos vivendo os tempos das profecias e agora em outro calendário de Ox Lahu Baktun. Ele também fala sobre o cíclo das grandes mudanças. Neste ciclo de 5.085 anos no calendário Maia ainda há mais 15 anos para que este calendário esteja completo. Quando este ciclo estiver completo  uma outra restauração do planeta começará.

O mundo mais uma vez novamente tem caido em uma natureza negligente. O mundo tem sido levado pelos caminhos materialistas, e a humanidade precisa transcender este ciclo e viver em uma dimensão mais sutil. Exatamente agora apenas as pessoas espirituais neste planeta estão vivendo este processo. Os grupos indígenas do planeta também estão vivendo este processo. Mas a grande maioria das pessoas no planeta não tem idéia destas mudanças. Estas mudanças podem ser muito catastróficas. É meu objetivo que os diferentes grupos indígenas e espirituais possam se reunir como os novos guerreiros da luz. Com seus instrumentos de amor eles trazem a mensagem para a humanidade que a atitude dela precisa mudar. Precisamos de atitudes positivas como os diferentes grupos indígenas e espirituais e o relacionamento deles com a natureza, com nossos irmãos e irmãs as árvores, com nossos irmãos e irmãs os animais e com a nossa Mãe Terra.

Até mesmo embora tenhamos negligeciado e abusado da Mãe Terra, tenhamos retirado sua pele, contaminado suas águas, contaminado seu vento, ela ainda está nos servindo em grande estilo. Os filhos desobedientes que temos sido, ainda que ela nos ame e nos nutra. Devemos entender que o Avô Sol brilha sua luz sobre nós, não importa de que cor, forma ou tamanho sejamos. Devemos ver um ao outro com esta atitude em mente. Se uma grande parte da humanidade começar a entender este processo, não apenas a um nível intelectual, mas também em um nível vive-lo, estas mudanças drásticas a que estas profecias se referem não serão tão drásticas.

Os antigos observadores do céu e os guardiãos da sabedoria das tradições originais da Mãe Terra nos lembram de nossas origens cósmicas e como o realinhamento com o cosmos pode nos dar toda energia esssencial necessária para vivermos juntos harmoniosamente e com honra para nossa Mãe Terra. Eles ensinam que tudo que acontece no céu afeta as nossas percepções e a nossa evolução. Não estamos separados de nada ou de ninguém. Está claro que estes tempos atuais sobre a Mãe Terra são como nenhum outro. Estes são tempos em que todas as raças, de todas as direções, devem vir juntas em harmonia e unidade.

“A Terra não será destruída em 21 de dezembro de 2012. Os Maias viram esta data como um renascimento – o início do mundo do quinto Sol.

Ir para a quinta dimensão, será o início de uma nova era. No levantar do Sol de 21 de dezembro de 2012 a Terra estará cruzando o equador galático, se alinhando com o centro da galáxia pela primeira vez em 26.000 anos. Isto fará uma cruz cósmica. Esta cruz cósmica é considerada a Árvore da Vida. Isto abrirá um canal para a energia universal fluir pela Terra, limpando-a e a aqueles que a habitam. Elevando todos a um nível mais alto de vibração. Este processo já tem começado.

Profecias Maias por ThunderBeat

Hunbatz Men fala de uma antiga confederação de anciãos nativo-americanos composta de representantes da Nicarágua e do Círculo Ártico. Eles tem se reunido por milhares de anos e continuam hoje a assim o fazer. Antes dos espanhóis virem à confederação, eles decidiram esconder os ensinamentos Maias, confiando o seu cuidado a certas famílias. Hunbatz Men é um herdeiro desta linhagem. Em seu livro ‘Secrets of Mayan Science/ Religion’, ele revela ensinamentos que espelham aqueles hindus e budistas de astrologia, meditação, e a raíz septenária da criação.

Ele fala de Kukulcan e Quetzalcoatl, não tanto à luz do esperado retorno, mas muito mais em termos da possibilidade de cada um de nós poder alcançar o mesmo estágio exaltado ao trilhar o caminho do conhecimento atingido.”Ser Quetzalcoatl ou Kukulcan é conhecer as sete forças que governam nosso corpo – não apenas conhece-las e entender seu íntimo relacionamento com as leis naturais e cósmicas. Devemos compreender os ciclos curtos e longos e as leis solares que mantém nossas vidas. Devemos saber como morrer e como nascer”.

Don Alejandro Oxlaj é um sacerdote de sétima geração da Guatemala e chefe do Conselho dos Anciãos Maias Quichua. Ele tem viajado pela América do Norte comparando as profecias nativas de diferentes tribos. Nos anos futuros ele espera registrar e publicar, pela primeira vez em 550 anos, as profecias Maias de seu povo.

O que é iluminador em todas estas declarações é o seu tom de consistência de reconciliação. Os grupos nativos estão abrindo as portas às pessoas de todas as cores, falando deles mesmos como Guerreiros do Arco-Iris. Seus anciãos os tem lembrado ‘a lembrar das instruções originais” quando cada tribo recebeu do Criador um mandato a seguir. Este mandato tem dito a eles que agora é o tempo de curar o passado, a despeito de séculos de dor e perseguição. Agora é tempo de se reunir e trabalhar em harmonia para reabilitar o planeta e estabelecer uma era de alinhamento e paz.

Profecias Antigas para Tempos Modernos
Bette Stockbauer

“A despeito de tudo que os cientistas tem aprendido sobre os Maias até então, constantemente encontramos questões não respondidas. Ninguém tem explicado satisfatoriamente onde e quando a civilização Maia se originou, ou como ela evoluiu em um ambiente tão hostil para a habitação humana. Quase que não temos informação confiável sobre a origem do calendario deles, a escrita hieroglífica, e o sistema matemático; nem entendemos detalhes incontáveis relativos a organização socio-política, religião, estrutura econômica e vida diária. Até mesmo a catástrofe abaladora que levou ao abandono súbito de suas maiores cidades durante o século IX – um dos mais perplexantes mistérios arqueologicos até hoje descobertos – está ainda profundamente envolvido em conjecturas.”  –  Charles Gallenkamp

“No mito Maia, o sol do solstício de inverno corresponde à deidade One Hunahpu, também conhecida como Primeiro Pai. O Livro Sagrado Maia, o Popol Vuh, estabelece o estágio em que o pai dos dois Heróis Gemeos (One Hunahpu) pode ser renascido, assim começando uma nova Idade Mundial. A brecha escura tem muitas identidades míticas; é a Estrada Negra; é o xibalba be (a Estrada para o Submundo] é uma fenda nos ramos da árvore cósmica [a Via Láctea], é a boca do Monstro Cosmico [frequentemente retratado como um sapo, jaguar ou cobra com caraterísticas como árvore]; é o canal de nascimento da Mãe Cósmica. Sobretudo, a brecha escura é melhor entendida como o canal de nascimento da Mãe Cósmica, que chamamos Primeira Mãe para complementar o Primeiro Pai. Deste modo podemos traçar como estas várias metáforas são encontradas na Mitologia Maia da Criação. A data deste alinhamento é, novamente, a data final do Grande Ciclo 13 baktun – um ciclo de aproximadamente 5.125 anos. Isto sugere que os antigos Maias estavam cientes do iminente alinhamento e o consideravam ser de tal importância para ser um maior ponto de transição, a Criação de uma Nova Idade Mundial. Em termos mitológicos, este evento é sobre a união do Primeiro Pai com a Primeira Mãe ou, mais acuradamente, o nascimento do Primeiro Pai [o sol do solstício de inverno – o governante da Nova Idade Mundial] da Primeira Mãe [a brecha escura da Via Láctea]. A manchete apropriada para este evento vindouro é: “Mãe Cósmica Dá a Luz o Primeiro Deus”  (citação de John Major Jenkins – 1994)”

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Published in: on junho 17, 2009 at 1:10 pm  Comments (8)  

Rennes-le-Chateaux

Rennes le Chateaux – A Vila Misteriosa.

Rennes le Chateaux é uma vila adormecida no topo de uma montanha no sudoeste da França, que tem um passado de certa forma misterioso. A área que cerca a vila é impregnada de história e as ruínas Visigodas e Templárias abundam. Este também é o coração do país Cátaro, cujos crentes foram massacrados pela Inquisição em uma das mais longas guerras da história. A vila uma vez abrigou uma população de 30.000 habitantes, mas hoje permanecem aproximadamente uns cem. Os franceses dizem que Rennes le Chateaux é para eles o que Glastonbury é para a Inglaterra.

Em 1o. de junho de 1885 a vila recebeu um novo sacerdote paroquial, chamado Francois Beringer Sauniere. Até 1891, Sauniere sub-existiu com uma modesta renda de 6 libras por ano. Ela parece ter vivido uma vida de certa forma idílica. Ele empregou uma jovem camponesa,  Marie Denarnaud como sua governante, que veio a ser sua companheira por uma longa vida e confidente.

Dentro de poucos meses de sua chegada, Sauniere esteve em problemas por pregar um sermão anti-republicano. Ele foi suspenso, mas reinstalado no verão seguinte. Quando ele primeiramente chegou em Rennes, a Igreja, construída em 1059 e dedicada a Santa Maria Madalena, estava em um estado de desespero. O teto vazava tanto que os paroquianos tinham que usar guarda-chuvas durante os cultos. Sauniere portanto embarcou em um programa de restauração.

As fontes variam sobre de onde vieram os fundos iniciais. Alguns dizem que eles vieram como resultado de tomar emprestado dinheiro dos fundos da vila. Segundo outros, ele recebeu uma doação de 300 francos da Condesa de Chambord, viúva de Henrique V, que ouviu a posição anti-republicana de Sauniere e decidiu pagar a ele uma visita.

Durante as restaurações da Igreja, o sineiro Antoine Captier, supostamente descobriu quatro pergaminhos ocultos dentro de um pilar do altar. Dois deles foram ditos conterem detalhes da linhagem sanguínea das famílias locais, remontando a 1644 e 1244 respectivamente [a data da queda de Montsegur, a última fortaleza Cátara]. Ambos também eram ditos conterem um código secreto. Os outros dois pergaminhos remanescentes foram ditos terem sido escritos e colocados lá pelo Abade Antoine Bigou, em algum tempo durante os anos de 1780. Algumas fontes sugerem que estes pergaminhos também continham detalhes de uma cripta oculta por baixo do altar, com uma lista de seus conteúdos.

Na medida em que a restauração continuava, um azulejo em frente do altar foi levantado. Por baixo dele foi encontrado um entalhe de um caveleiro montado em um cavalo e carregando uma criança, enquanto perto dele um sacerdote celebrava a missa. Isto tem se tornado conhecido como a Pedra do Cavaleiro. Quando a Pedra do Cavaleiro foi removida, algo de grande importância parece ter sido encontrado. Seja o que for que isso fosse, Sauniere despediu os trabalhadores da restauração. Então ele passou dez dias fazendo escavações ele mesmo.

Sauniere falou ao Bispo de Carcassone, Felix-Arsene Billard sobre os pergaminhos e foi chamado a Paris para se encontrar com representantes da Igreja. Eles o aconselharam a levar os pergaminhos para serem decodificados por um jovem homem chamado Emile Hoffet, que naquele tempo, estava em treinamento para o sacerdócio. Hoffet é sabido ter ligações com várias sociedades secretas com as quais entrou em contacto, entre outros,  Claude Debussy, que é murmurado ter sido Grão Mestre do misterioso Priorado de Sião, como mencionado no livro Holy Blood and Holy Grail, e mais tarde, no Código Da Vinci.

Durante seu tempo em Paris, Sauneire comprou cópias de três pinturas, uma das quais era “Os Pastores da Arcadia” de Nicholas Poussin. Esta pintura retrata uma cena de três pastores e uma pastora reunidos ao redor de uma tumba, que tem inscrita as palavras  ‘Et in Arcadia Ego’. Isso tem sido traduzido como ‘Na Arcadia Eu”. No fundo está uma série de picos que tem sido identificados como estando nas vizinhanças de Rennes le Chateaux. Durante os anos de 1970, a tumba na pintura foi localizada perto da vila de Arques, a seis milhas de Rennes le Chateaux. Infelizmente, ela não existe mais, já que o proprietário das terras se alimentou tanto com os caçadores de tesouro que ele a destruiu.

Notando que parecia estar faltando um verbo na tumba, os autores de “Holy Blood and the Holy Grail” imaginaram se isto pudesse ser um anagrama. Seguindo a mostra de um documentário baseado no trabalho deles, eles foram contactados por um espectador que já tinha arranjado as letras para formar  ‘I Tego Arcana Dei’. Em inglês isto significa : ‘Afaste-se! Eu escondo os Segredos de Deus”, criando a especulação que a tumba em algum tempo possa ter hospedado os restos de Jesus, ou de um de seus descendentes, assumindo que ele tivesse algum.

Em seu retorno a Rennes, Sauniere reassumiu suas restaurações. Ele também começou a gastar em uma escala sem precedentes. Ele construiu uma torre, a Tour Magdala [a Torre de Madalena] que se equilibra precariamente no lado de uma montanha, uma mansão conhecida como Vila Betania na qual ele viveu, jardins zoológicos  e uma biblioteca, bem como uma coleção de trabalhos de artes e antiguidades. Em tudo isso é dito que ele tenha gasto um excesso de 250.000 francos acima de sua renda declarada, uma soma extraordinária de dinheiro para um sacerdote paroquial comum. De onde veio isso é um completo mistério.

Ele também entreteve os vilarinhos e a nobreza igualmente. É dito que ele abriu várias contas bancárias, bem como investiu em ações e cotas de comércio. Seus visitantes incluiram o Secretário de Estado para Cultura Francês e o Arquiduque Johann von Hapsburg, um sobrinho do Imperador da Áustria. É murmurado que Sauniere e o Arquiduque abriram contas bancárias no mesmo dia, e que o Duque depositou uma quantia substancial na conta de Sauniere. Os pagamentos continuaram por vários anos, até mesmo depois que o arquiduque desapareceu.

Sauniere e Marie também escavaram no pátio da igreja a noite. A inscrição foi apagada na pedra da tumba de Marie, Marquesa de Blanchefort, e as pedras removidas. Marie havia se casado com o último Marquês de Blachefort em 1752. A família dele era descendente do Rei Visigodo Atulph, em cuja família o monarca Merovíngio Dagoberto II também havia se casado.  A pedra capital e a placa horizontal também havia sido colocada lá pelo Abade Antoine Bigou em 1791, dez anos depois que Marie havia morrido, pouco antes que Bigou fugisse para a Espanha, na véspera da Revolução Francesa.

Desconhecido por Sauniere embora, a inscrição na pedra na tumba já havia sido copiada. As pedras parecem conter um número de erros, com as palavras deliberadamente mal soletradas e as letras faltando. As últimas poucas palavras devem ler  ‘Requiescat in Pace’ ou ‘Decanse em Paz”, mas ao invés elas aparecem como ‘Requies Catin Pace’. Catin é a gíria francesa para meretriz.

O nome da família do marido de Marie é  D’Hautpaul  e também é mal soletrado como Dhaupoul. Poule também é uma gíria para prostituta, assim isso pode ser traduzido como “alta prostituta” . Talvez então isto tivese algo a ver com Maria Madalena, que é tradicionalmente vista como uma prostituta caída. Talvez isso tivesse a ver com a afirmação do Priorado que os Merovíngios são os descendentes dela.

Segundo os registros da Igreja, havia uma cripta sob a igreja onde membros da família D’Hautpaul, inclusive Marie, foram enterrados. Isto então significaria quje Marie teve duas tumbas. Quando Sauniere descobriu a Pedra do Cavaleiro, ele pode ter descoberto esta cripta e seus conteúdos. Se Marie foi enterrada na Igreja, então o que ou quem estava enterrado no pátio da igreja?

As autoridades da Igreja fizeram um olho cego às travessuras de Sauniere, mas quando o Bispo de Carcassone morreu, seu substituo pediu a Sauniere que explicasse sua riqueza. Ele declarou que ela tinha vindo sob a forma de doações, e se recusou a revelar seus benfeitores, afirmando que o dinheiro tinha sido doado sem o conhecimento das famílias deles. Se verdade, então eles eram indivíduos excepcionalmente ricos para que tais somas passassem desapercebidas do resto de suas famílias. O novo bispo então transferiu Sauniere para uma nova paróquia, mas ele se recusou a mudar. O Bispo então o acusou de simonia [vender missas] e Sauniere foi subsequentemente suspenso. Ele apelou ao Vaticano e foi reinstalado, sugerindo que eles sabiam o segredo de sua riqueza e de onde ela tinha vindo.

Em 17 de janeiro de 1917, com 65 anos, Sauniere sofreu um ataque cardíaco. Um sacerdote foi chamado para administrar os últimos sacramentos e ouvir sua confissão final. É dito que ele saiu pouco depois, visivelmente abalado, tendo se recusado a dar a absolvição. Sauniere viveu apenas mais cinco dias e morreu em 22 de janeiro.

A leitura de seu testamento foi avidamente antecipada, mas para surpresa de todo mundo ele foi declarado completamente sem dinheiro, já que antes de sua morte  toda sua riqueza havia sido transferida para sua governanta,  Marie Denarnaud.

Depois da Segunda Guerra Mundial, como meio de pegar os evasores de impostos e colaboradores do tempo de guerra, o governo francês emitiu uma nova moeda. Os cidadãos eram obrigados a contabilizarem todos os seus fundos quando trocavam a velha moeda pela nova. Marie foi dita ter sido vista no jardim da Vila Betania enterrando grandes quantidades do velho dinheiro.

Depois de sua morte, o corpo de Sauniere foi sentado ereto, a ar aberto, enquanto os vilarinhos passavam, cada um pegando as franjas de sua batina. Isto traz a mente a crença que os poderes sobrenaturais dos Merovíngios se estendiam até mesmo as franjas de suas vestes. Talvez então o próprio Sauniere fosse um descendente Merovingio? Talvez ele tivesse chantageado outros de descendência Merovíngia, extorquindo dinheiro para que ele não revelasse o paradeiro deles. Talvez a Igreja o estivese pagando para manter segredo a respeito da continuação desta linhagem.

Em 1946, a Villa foi vendida a Noel Corbu, um homem de negócios, com o entendimento que Marie podia continuar a viver lá pelo resto da vida dela. Segundo o escritor francês  Gerard de Sede, Corbu pode ter estado atuando em conluio com o Vaticano, que estava desesperado para por as mãos na propriedade. Corbu sugere que a Igreja havia feito várias tentativas de persudir Marie a vender, mas ela recusou.

Seja qual for a verdade, Corbu pediu ao Vaticano uma garantia e eles deram o passo não usual de enviar um embaixador papal diretamente a Carcassone para lidar com a matéria. Este não foi nenhum outro que o Cardeal Roncalli, que mais tarde se tornou o Papa João XXIII. A garantia foi inicialmente recusada mas o Vaticano mais tarde mudou de idéia, o que aumenta a especulação.

É dito que Marie prometeu a Corbu que antes que ela morresse ela contaria a ele um segredo que o tornaria um homem rico e poderoso. Contudo, em 29 de janeiro de 1953, aos 85 anos, ela sofreu um derrame que a deixou incapaz de falar. Para frustração de todo mundo, ela morreu pouco depois, levando o segredo com ela.

Quanto a Corbu, ele vendeu a Villa em 1962, e comprou um castelo que formalmente havia pertencido aos Cátaros. Em 28 de maio de 1968, um caminhão esmagou o carro dele. Segundo as testemunhas, o caminhão tinha estacionado ao longo da estrada. Quando o carro de Corbu passava, ele foi esmagado com ele ainda dentro.

Henry Lincoln, co-autor de “”Holy Blood and the Holy Grail”, primeiramente se tornou interessado nesta história em 1969. Em fevereiro de 1972, o primeiro dos três documentários foi mostrado, intitulado “O Tesouro Perdido de Jerusalém?”. Lincoln subsequentemente recebeu uma carta de um sacerdote anglicano aposentado que afirmou que o que Sauniere havia desenterrado era a prova de que Jesus não morreu na cruz. O sacerdote afirmou haver recebido esta informação de um colega clérigo anglicano,  Canon Alfred Leslie Lilley, que durante sua juventude havia trabalhado em Paris com  Emile Hoffet.

Os autores de “Holy Blood and the Holy Grail” tem por duas vezes tido os relevantes arquivos no Vaticano examinados para informação sobre Sauniere. Em ambas ocasiões, seus pesquisadores relataram que nada podia sr encontrado. Não havia registros nem mesmo que ele tivesse existido. Isto parece de certa forma estranho, e sugere que toda informação a respeito de Sauniere tinha sido por alguma razão deliberadamente removida.

Então permanecem duas perguntas: O que Sauniere descobriu? E de onde veio a riqueza dele?

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de Rennes-le-Château e o Priorado de Sião

de Steve Mizrach; editado por Morgana

http://www.dreamscape.com/morgana/metis.htmhttp://www.dreamscape.com/morgana/metis.htm

Aqui estão as linhas básicas do mistério de Rennes-le-Château. Foi claro que o Abade Berenger Sauniere, o sacerdote paroquial de uma pequena vila durante o final do século XIX e início do século XX, tinha recebido vastas somas de dinheiro para reconstruir a igreja local e também construir muitas estruturas na área, tais como sua Torre de Madalena (Tour Magdala). Sauniere morreu em 1917, deixando o segredo de onde ele obteve sua riqueza fabulosa com a sua governanta, Marie Denarnaud, que prometeu revelar isto em seu leito de morte – mas tristemente ela teve um derrame que a deixou paralisada e incapaz de falar antes de sua morte em 1953. A especulação foi abundante sobre a fonte de dinheiro da paróquia. Era ela o tesouro perdido dos Templários ou dos Cátaros naquela área? Pode ter sido o enterrado ouro visigodo? Ou ele estava chantageando a Igreja com algum segredo terrível?  A evidência que aponta para esta última possibilidade é que a confissão de Sauniere antes de sua morte foi tão chocante que o sacerdote que a ouviu negou a ele a absolvição e os últimos sacramentos.

O mistério de torna maior por uma série de pergaminhos descobertos pelo clérigo em 1891, que continham uma cifra facilmente descoberta. Eles aparentemente foram escritos por seu predecessor, o Abade Antoine Bigou, confessor de Marie d’Hautpoul, em 1781. (A mesma cifra aparece na pedra da tumba dela]. Os pergaminhos eram, diante disso, transcrições latinas de passagens dos Evangelhos, mas eles continham mistérios mais profundos. Sauniere também parece ter deixado outras ‘pistas’ no redesenho altamente não usual de sua igreja e de outras estruturas na área. Ocultos dentro destes pergaminhos em latim estava uma mensagem em francês:

“Este tesouro pertence a Dagoberto II Rei e ao Sião onde ele está morto.”

Dentro do segundo pergaminho está uma mensagem até mesmo mais estranha:

“Pastores sem tentação que ‘POUSSIN TENIERS’ mantém a chave da paz 681 pela cruz e este cavalo de Deus eu completo este demônio guardião nas maçãs azuis do meio dia”

Uma terceira cifra que aparece, não nos documentos, mas no Monumentos dos Pastores em Shugborough Hall, é o curioso “D.O.U.O.S.V.A.V.V.M” que nunca tem sido traduzido.

Há uma famosa pintura de Poussin intitulada “Les Bergers D’Arcadie” (os pastores da Arcadia) que os mostra ao redor de uma tumba contendo a misteriosa inscrição  “Et in Arcadia Ego…” Esta tumba parece ser uma réplica virtual de uma não diferente demais do lado direito fora de Rennes-le-Château. Três historiadores intrépidos buscaram muito longe e distante por outros para ajudarem a decifrar o enigma. É suficiente dizer que Lincoln, Baigent e Leigh fizeram um trabalho magistral em ‘desenterrar’ o Rei Merovíngio Dagoberto e ligar muitos mistérios da história com uma tese fantástica que assim pode ser afirmada: “Jesus e Maria Madalena, a legítima nobreza das Casas Judaicas de Benjamim e David, se casaram e deixaram herdeiros. Jesus não morreu na cruz mas foi para a Inglaterra ou Índia [veja Holy Blood, Holy Grail].

Os herdeiros de Madalena se casaram nas famílias visigodas daquele tempo e deram nascimento a sagrada família regente Merovíngia. Os Visigodos da área podem eles próprios terem descendido da Casa de Benjamim, que haviam fugido da região da Arcadia na Grécia e ido para o norte para dentro da França, mil anos antes. Os Merovíngios não foram dizimados pelos usurpadores Carolíngios e sua linhagem sobrevive em algumas outras famílias reais da Europa; aparentemente a meta da sociedade secreta intitulada Priorado de Sião é uma restauração Merovíngia na França. Nada como isso se parece com o mistério de Rennes. Mas nas mãos de Leigh, Lincoln e Baigent, parece envolver miríades de outros – a dissolução dos Templários, a queda dos Cátaros, o bizarro Manifesto Rosacruciano, e outras intrigas políticas da história francesa. Por isso parece que Sião tem um agravo contra a Igreja, que traiu a dinastia Merovíngia e coroou seus destruidores. Se Sauniere era um agente de Sião, isto pode explicar porque foi negada a ele a absolvição.

A Vila de Mistério

Henri Boudet, o Abade de Rennes-les-Bains (que é vizinho de Rennes-le-Château) que escreveu “A Verdadeira Linguagem Céltica e os Cromlech em Rennes-les-Bains” pode ter sido o cérebro por trás de Sauniere. Lincoln pensa que o livro dele possa oferecer a chave para o mistério. Boudet parece argumentar no livro a tese tola que os Celtas falavam Anglo-saxão – isto de fato é inglês – e que esta era a linguagem falada pelos filhos de Noé antes da Torre de Babel. Mas David Wood e Henry Lincoln concluem que o livro pode estar afirmando algo mais – que talvez haja uma linguagem universal antes do Dilúvio: Número [ou Medida]. E que a ‘chave’ para o “Cromlech” de Rennes-les-Bains pode ser a velha milha inglesa. Lincoln acredita que a metodologia pode desempenhar uma parte importante no mistério de Rennes-le-Château. De qualquer modo, outros autores tem notado que Boudet morreu sob circunstâncias estranhas, e que o seu livro pode ter sido pego e destruído pelo Bispo de Beausejour. Boudet, um erudito linguista, teria sido uma escolha lógica para Sauniere se aproximar com seus curiosos pergaminhos em latim.

Há uns poucos assassinatos terríveis que tem ocorrido na área para aumentar o ar de mistério. Um deles foi o do velho sacerdote Jean-Antoine-Maurice Gelis. Pelo fim de sua vida ele tornou-se um eremita paranóide e recluso; a única pessoa que ele admitia em seu prebistério era sua sobrinha, que lhe levava a comida. A despeito de suas absurdas precauções, alguém o surpreendeu na véspera de Todos Os Santos em 1897, o banhou com algumas linguas de fogo e lhe deu quatro golpes de machado; então, reverentemente, colocou o cadáver no solo com as mãos cruzadas sobre o peito. Seja quem for, saqueou o ambiente mas não levou qualquer dinheiro. Uma equipe de pesquisadores encontrou três cadáveres no jardim de Sauniere em 1956, todos eles mortos a tiros. Eram eles vítimas da Segunda Guerra Mundial? Ou algo mais? Noel Corbu, que cuidou de Marie Denarnaud depois de seu derrame paralisante, e que pode ter sabido de algo de seus incoerentes murmúrios agonizantes, foi morto em um horrendo acidente de automóvel em 1953 que alguns suspeitam não ter sido um acidente. O ‘ataque cardíaco’ de Sauniere em 1917 veio na data suspeita de 17 de janeiro [dia de Santo Antonio] e há pistas que o caixão foi encomendado antecipadamente. Um mensageiro que transportava dossiês secretos encontrados por Sauniere,  Fakhur el Islam, foi encontrado morto nos trilhos do trem fora de Melun, Alemanha Oriental em 1967.

Há muito mais coisas tantalizantes a respeito de Rennes-le-Château. Segundo um pesquisasdor, ela pode ser posta na forma de um ‘Navio do Morto” com um guerreiro com capacete nascido do mar. Ainda que outro pense que o Meridiano de Paris possa ter sido deliberadamente desenhado de forma que passe deliberadamente, a moda leiga, diretamente através de Rennes-le-Château, Arques e Conques. Ainda que outros vejam ligações entre o lugar e a Capela Rosslyn na Escócia ou Shugborough Hall em Staffordshire, Inglaterra. É sabido que Sauniere levou seus pergaminhos ao Abade Bieil, do seminário de São Suspílcio, que foi onde o sobrinho do Abade, Emile Hoffet lançou a rebelião modernista católica que eventualmente estabeleceria os trabalhos modernistas na lista dos banidos pelo Vaticano. O dia da Festa de São Suspílcio é 17 de janeiro, e esta é a data do súbito ataque de Sauniere. Hoffet foi o bispo de Bouges, sobre o meridiano de Paris, e em seu seminário  está um obelisco com uma linha de cobre marcando o ponto exato do alinhamento.

Códigos, Cifras e Escritos

Talvez os elementos mais enigmáticos mencionados no texto, como decodificados por Lionel Fanthorpe, seja a frase “Maçãs Azuis ao Meio Dia”. O código nos pergaminhos é apenas decifrado pelo uso do ‘tour do cavaleiro” – um enigma lógico onde se ‘pula’ um cavaleiro a cada quadrado em um tabuleiro de xadrez, uma vez e apenas uma vez. É um enigma que tem apenas uma solução – como o faz claramente o código. Mas a imagem do tabuleiro de xadrez em Rennes-le-Château é surpreendente…

Claramente, em algum grau, o enigma jaz no layout do redesenho da Igreja de Sauniere e seus outros projetos de construção. A igreja paroquial da vila tinha sido dedicada a Madalena em 1059; durante sua restauração, ele encontrou o misterioso pergaminho [supostamente] em um pilar oco visigodo debaixo da pedra do altar. Uma estátua do demônio Asmodeus guarda perto da porta. As placas apresentando as Estações da Cruz contêm inconsistências bizarras. Uma mostra uma criança envolvida em xadrez escocês. Uma outra tem Poncio Pilatos usando um véu. São José e Maria cada um é apresentado mantendo um Cristo criança, como se para aludir a velha lenda que Cristo tivesse um gêmeo. Outras estátuas são muito mais do que Santos esotéricos em posturas não usuais; São Roque apresenta sua coxa ferida [como o Rei do Gral Anfortas], Santo Antonio o Eremita tem um livro fechado, Santa Germaine solta um monte de rosas de seu avental, e Madalena é apresentada sustentando um vaso. A biblioteca e o lugar de estudo de Sauniere, a Torre Madalena, é colocada precariamente sobre um abismo precipício onde alguém seria tolo de construir tal estrutura, a menos…

O Uma Vez e Futuro Rei

Até recentemente, pouco era sabido sobre os reis Merovíngios, já que eles habitavam aquela época conhecida como Idade das Trevas. O fundador da linhagem real, Merovech, foi dito ser de dois pais – sua mãe, já grávida do Rei Chlodio, foi seduzida enquanto nadava no oceano por um Quinotauro, seja o que for que seja isso, e Merovech foi formado de algum modo pela união do sangue do Rei franco e aquele daquela misteriosa figura aquática. Como os Nazarenos da antiguidade, os monarcas Merovíngios nunca cortavam seu cabelo e tinham uma distinta marca de nascimento – dita ser uma cruz vermelha sobre as omoplatas. Seus robes eram franjados com franjas ditas terem mágicos podres curativos. Eles eram conhecidos como adeptos ocultos, e em uma tumba Merovíngia foi encontrado itens tais como uma cabeça de touro de ouro, uma bola de cristal e várias miniaturas de abelhas. Estranhamente, muitos cranios destes monarcas parecem ter sido ritualmente trepanados.

Os Sicambrianos, ancestrais dos Francos, eram conhecidos como o ‘Povo do Urso” por sua veneração a deusa ursa Arduina. A palavra Arcadia vem de Arkas, o deus patrono da área da Grécia, o filho da ninfa Calixto, irmã da caçadora Artemis. A constelação de Calixto também é conhecida por muitos como Ursa Maior, a Grande Ursa. O nome Artur vem do célta “arth”, relacionado a “Ursus”. Na lenda, os Merovíngios eram ditos descenderem dos Troianos e Homero relata que Tróia foi uma colônia fundada pelos Arcadianos. Os documentos ‘do priorado’ afirmam que os Arcadianos eram descendentes dos Benjamitas expulsos da Palestina por seus companheiros israelitas por idolatria. Arcadia também é conhecida como a fonte do Rio Alfaeus, ‘a corrente subterrânea” que figura tão proeminentemente na poesia de Coleridge e na literatura esotérica. Os Merovíngios eram ‘reis sagrados’ que reinavam mas não governavam, deixando a função secular de governar para chanceleres conhecidos como Prefeitos do Palácio. Foi um destes prefeitos, Pepino O Gordo, que fundou a dinastia que veio a suplanta-los – os Carolíngios.

Um dos grandes reis Merovíngios, Clovis, fechou um acordo com a nascente Igreja Romana. Ele devia subjugar os inimigos dela, os visigodos arianos e os pagãos lombardos e em troca do batismo na fé e do reconhecimento de seu direito de governar um novo império romano como “Novus Constantinus.”  Ainda que um de seus descendentes, Dagoberto II, foi assassinado por uma lança que atingiu seu olho [ou veneno pingado em seu ouvido – as narrativas variam] por ordens de Pepino. A Igreja endossou o assassinato, claramente traindo seu pacto com Clovis, e em troca reconheceu a família de usurpadores como legítima, culminando com a coração de Carlos Magno como Sagrado Imperador Romano. Foi buscado que a linhagem Merovíngia fosse extinta; em qualquer caso, ela foi retirada dos livros de história. Mas há alguma evidência que o filho de Dagoberto II, Siegebert IV, sobreviveu e que uma principalidade Merovíngia continuou a ser governada ma Setimania por Guillem de Gellone, um descendente — e ancestral — de Godfroi de Bouillon. Se são para serem acreditados os documentos do Priorado, a linhagem Merovíngia persiste até este dia, grandemente devido aos esforços de preserva-la por meio do intercasamento. A importância de tais alianças é a chave. Dagoberto se casou com a filha do Conde Visigodo de Razes, dando aos seus descendentes o título hereditário das terras que cercam  Rennes-le-Château.

A Arqui Conspiração

O Priorado de Notre Dame du Sion, ou Priorado de Sião, é dito ser uma conspiração por trás de muitos eventos que ocorreram em Rennes-le-Château. Segundo os próprios documentos do Priorado, sua história é longa e enrolada. Suas primeiras raízes estão em algum tipo de sociedade Hermética ou Gnóstica liderada por um homem chamado Ormus. Este indivíduo é dito ter reconciliado o paganismo e a cristandade. A história de Sião somente vem a foco na Idade Média. Em 1070, um grupo de monges da Calábria, Itália, liderados por um Príncipe Ursus, fundou a Abadia de Orval na França perto de Stenay, nas Ardenas. Estes monges são ditos terem formado a base para a Ordem de Sião, na qual eles foram “revestidos” em 1099 por Godfroi de Bouillion. Por quase cem anos, a Ordem do Templo [os Cavaleiros Templários] e o Sião aparentemente se unificaram sob uma liderança, embora seja dito que eles tenham se separado ‘ao cortar o elmo” em Gosors em 1188. [A Ordem Templária foi então destruída pelo Rei Felipe O Belo da França, em 1307]. O Sião parece ter estado no nexo de dois movimentos franceses anti-monárquicos, a Companhia do Santo Sacramento do século XVII [ agindo em benefício das famílias Guise-Lorraine] e o Fronde do século XVIII, bem como por trás de uma tentativa de fazer dos Hapsburgs imperadores de toda Europas no século XIX – o  Hieron du Val d’Or. Parece que há vastas conexões entre o Sião e numerosos estratos socio-culturais no pensamento europeu – o rosacrucianismo, a Livre Maçonaria, as lendas Arturianas e do Santo Gral, o Arcadianismo, o Catarismo, a Cavalaria etc.

Ainda que esta misteriosa sociedade secreta se trouxe a luz em 1956 e é listada no diretório francês das organizações sob o subtítulo de “Cavalaria das Regras Católicas e Instituições da União Independente e Tradicionalista”, que os franceses abreviam na sigla CIRCUIT – o nome da revista distribuída internamente entre os membros. Dependendo de que estatutos se considere, o Sião tem 9.481 membros em nove graus ou 1.093 em sete, com o membro supremo, o    “Nautonnier” ou Grão Mestre da Ordem sendo, até 1963, Jean Cocteau. Conquanto seja acreditado que o chefe tenha sido Pierre Plantard de St.-Clair até os tempos recentes, ele afirma ter deixado este posto em 1984, então não está claro quem dirige a organização agora. Mas seja quem for, ele tem tido ilustres predecessores: Jacques DeMolay, Leonardo de Vinci, Isaac Newton e Claude Debussy, entre outros! Plantard, em qualquer caso, parece ter desfrutado do ouvido de muitas pessoas influentes na política francesa contemporanea – deGaulle, Marcel Lefebvre, Francois Ducaud-Bourget, Andre Malraux e Alain Poher, e outros, muitos dos quais parecem te-lo conhecido por seus esforços com a Resistência durante a ocupação de Vichy. A despeito de seu registro, contudo, a organização permanece não rastreável, seu endereço dado e número levando a becos sem saída – o que pode levar alguém a supor porque o governo nunca se preocupou em verificar a informação.

Recentemente, algumas coisas interessantes tem vindo a luz sobre o Priorado de Sião. Uma é que a Grande Loja Suíça Alpina (GLA), o mais alto corpo da Livre Maçonaria suiça, [parente da Grande Loja da Inglaterra] pode ter sido o corpo recrutador para o Priorado. Ms é também dito que a OGLA seja o lugar de encontro dos “Gnomos de Zurique” que são ditos serem a Elite de Poder dos Banqueiros Suíços e dos financiadores internacionais. É dito por David Gallop que  a OGLA seja o corpo que controlava a Loja Maçonica P2 na Itália [o P2 controlava a polícia secreta italiana na década de 1970, recebia dinheiro da CIA e do KGB e pode ter tido ua mão no rapto de Aldo Moro pelas Brigadas Vermelhas, tinha 900 agentes em outros ramos do governo italiano e as mais altas posições no Vaticano, bombardeou uma estação de trem e tentou culpar os comunistas, usou o Banco do Vaticano para lavar o dinheiro do tráfico de drogas da Máfia, fomentou golpes fascistas na América do Sul, e é mais provavelmente ligada aos arqui-conservadores Cavaleiros de Malta e ao Opus Dei do Vaticano]. Lucio Gelli do P2 pode ter tido um papel na morte do Papa João Paulo I, e talvez até mesmo na tentativa de assassinato do Papa João Paulo II.

Uma as pessoas mais interessantes a escrever sobre o Priorado pode ser Michael Lamy. Ele afirma que Julio Verne foi membro tanto do Priorado quanto do Illuminati. Posteriormente, ele mantém que a política do Priorado deve ser entendida como “Orleanista’ que ele descreve como ‘anarquista, aristocrática e Nietzcheana’.     Talvez tudo isso se torne mais claro quando Lamy revela ao leitor que o verdadeiro segredo da vila de Rennes-le-Château é que o extinto Vulcão Monte Bugarach leva terra abaixo a um reino de superhomens.  Ean Begg sente que isso esteja relacionado com muitos dos sítios da Virgem Negra por toda Europa. Certamente, se o nome completo da organização é Priorado de Notre Dame du Sion, e se este é o sítio de Orval que está ligado a veneração da deusa ursa Arduina, venerada pelos francos sicambrianos da área e seus reis Merovíngios, então este pode ser o caso. Com certeza há pistas que “Notre Dame” não é a mãe de Jesus, mas Maria Betania ou Madalena, uma princesa da tribo de Benjamim, que é por si só notório para o surgimento da idolatria da deusa no período dos Juízes. Que Maria pode também ser conhecida pelos ciganos do Sul da França como uma das três “Maries-de-la-Mer,” que elas chamam de ‘Sara, a Egípcia”, aquela que o sol queimou.

Navegando e Pescando Através do Atlântico

O capítulo mais bizarro na história de Rennes-le-Château pode ter a ver com o mistério do Poço de Dinheiro em Oak Island exatamente fora da Nova Escócia. Segundo Michael Bradley, alguns dos mantenedores do Gral podem ter vindo ao Novo Mundo muito antes de Colombo [prova chave: espiga não flutua, ele nota]. Ele acredita que alguns Templários podem ter fugido para o Canadá depois da dissolução da Ordem deles, carregando o Gral. [O Poço de Dinheiro tem sido mais frequentemente associado com tesouros enterrados por piratas, mas como muitos sabem, o ícone do cranio e ossos cruzados da bandeira pirata de “Jolly Roger” há muito tem sido associado com a lenda Maçonica e Templária. O chamado Mapa Zeno do século XV mostra um cavaleiro com uma espada de pé onde está a Nova Escócia. [Os Sinclairs da Escócia são os senhores hereditários da Capela Rosslyn e são ditos serem descendentes dos Guardas Escoceses, um grupo leal a dinastia Stuart, que por sua vez é pensada ter contido membros convertidos da Ordem Templária que combateram com Robert o Bruce em Bannockburn, e que tem fornecido as bases da Livre Maçonaria]. No Poço de Dinheiro em Oak Island, uma misteriosa inscrição em pedra foi encontrada: ‘quarenta pés abaixo dois milhões de libras estão enterradas’. Cada companhia que tem tentado localizar este tesouro tem fracassado.

Juntamente com as supostas visitas do Príncipe Madoc de Gales e São Brendan da Irlanda, a viagem do  Principe Henrique O Navegador ao Novo Mundo com os irmãos Zeno fez esta uma das iúmeras viagens européias pré-colombianas. O mapa de Zeno, juntamente com aqueles traçados por navegadores viking, podem até mesmo ter ajudado Colombo a fazer seu caminho através do Atlântico. Recentemente, um “contactado UFO” no Canadá que se denomina apenas ‘Guardião” especulou selvagemente sobre alguma “Fraternidade do Gral” que tem estado operacional lá por séculos. Falando geograficamente, há de fato duas Oak Islands, cercando um rio central, na confluência do qual está uma misteriosa ruína, que parece ser um velho forte ou castelo. Parece que lá pode estar as margens ligando Rennes-le-Château e o Novo Mundo. Ultimamente, as idéias rosacrucianas por trás do experimento americano [como documentado por  Manly Palmer Hall)] podem ter raízes mais profundas arcadianas. Bradley aponta, mas ele não vem e diz, que o que está sob o Poço do Dinheiro pode ser o Gral.

Esta não a única trilha estranha no mistério de Rennes. Um pesquisador insiste que o inventor Barnes Wallis foi um dos mais recentes Grão Mestres do Sião. Ainda que um outro pense que valha a pena buscar as origens do povo Cajun da Louisiana. Outros tem até mesmo encontrado ligações com a chamada teoria Baconiana, que sugere que Sir Francis Bacon foi o autor das peças de Shakespeare. Os trabalhos de Bacon sugerem um experimento rosacruciano acontecendo no Novo Mundo. Fanthorpe parece acreditar que no máximo Rennes-Le-Chateaux possa ser uma “porta para o invisível” – um portal para outras dimensões, pela Tábua de Esmeralda, que ele especula pode ter sido um “tesseract” (uma representação tridimensional de uma figura da quarta dimensão].

O Reino Visigodo de Rhedae foi na área, e os Visigodos são conhecidos por terem se apoderado de alguma porção do tesouro do Templo [tomado pélos romanos durante a revolta judaica de 70] quando eles saquearam Roma no século V. Pode o tesouro ter sido a Arca da Aliança, escondida em Rennes? Alternativamente, o Pergaminho de Cobre da seita do Mar Morto [os essênios de Qumran] sugerem que algum do tesouro do Templo foi escondido antes da invasão romana. Podem os cristãos Nestorianos da área terem escondido a Arca e dado isso aos Templários para salvaguarda? Ou pode isso ter sido escondido sob os estábulos de Salomão sob a Mesquita de Omar, onde os Templários são sabidos terem escavado? Pode a Arca ser o item contrabandeado por dois Cátaros sob circunstâncias altamente perigosas pouco antes de sua irmandade cair em  Montsegur? A Arca pode não ter sido uma fonte de poder “extraterrestre”, como alguns autores tem afirmado, mas se está sob a posse do Sião, este é um segredo explosivo, para dizer o mínimo. De fato o Gral é a Arca sob um novo disfarce? Sião tem afirmado que eles tem itens “que serão devolvidos ao governo de Israel quando for o tempo certo’.

Published in: on março 6, 2009 at 4:29 pm  Comments (10)  
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O Legado de Madalena

O Legado de Madalena: Revelações

de Laurence Gardner

Dez anos atrás, em Linhagem Sanguínea do Santo Gral, primeiramente discuti os suprimidos arquivos de Jesus, Maria Madalena e o significado da linhagem oculta de seus descendentes. Estes temas tem agora alcançado uma nova proeminência no mundo da ficção com o livro “Código Da Vinci” de Dan Brown – uma novela controvertida e explosiva que tem trazido a vida de Maria Madalena sob um novo foco de luz.

Durante os passados dez anos, contudo, uma riqueza de informação adicional tem sido extraída de arquivos templários e monásticos, expandindo as revelações previmente publicadas a novos níveis extraordinários.

Maria Madalena é uma das mais pintadas e esculpidas de todas as figuras clássicas. Artistas e românticos a tem adorado, mas ela tem sido constantemente vilificada pela instituição religiosa. No Novo Testamento ela é dada como esposa de Jesus, uma mulher que ele amou, uma companheira íntima da mãe dele, e a primeira pessoa a falar com Jesus depois de Sua Resurreição. Contudo, a doutrina da Igreja afirma ter ela sido uma meretriz pecadora, embora uma pecadora arrependida que foi finalmente admitida na santidade tão tarde quanto 1969.

A posição de Maria na história cristã é única. A despeito de seu aparente papel de apoio nos Evangelhos, ela aparece em outros textos como uma de suas figuras primárias. De fato, ela é aparentemente a mais importante figura da cristandade, superando em muito o presumido status de Pedro e de Paulo. O drama que emerge dos registros do Vaticano e monásticos é o relacionamento marital de Maria Madalena com Jesus, seu exílio da Judéia em 44 sob a ameaça de acusação de sedição, e a perseguição documentada de seus herdeiros por uma sucessão de imperadores romanos. Porque estas coisas não estão escritas na Bíblia? Elas são em parte, mas elas simplesmente não são ensinadas ou geralmente discutidas.

É pertinente notar que embora haja muitas pinturas iniciais nas paredes das catacumbas sob as ruas de Roma, a mais velha pintura cristã até hoje descoberta em um ambiente acima do solo não é de Jesus ou de sua mãe, mas de Maria Madalena. Intitulada Mirroforo [o sustentador da mirra] ela apresenta Maria na tumba de Jesus com um alabastro de óleo de unção. Se emanando dos anos iniciais de 200 [muito antes que a Igreja fosse estabelecida] ela foi encontrada em uma capela no Rio Eufrates na Síria e foi levada para a Universidade de Yale, para sua Galeria de Arte na década de 1930.

Os evangelhos canônicos não discutem os pais de Maria Madalena, mas outros textos históricos o fazem, e a importância da herança deles é primária para o status marital de Maria. Nos Evangelhos que foram estrategicamente excluídos do Novo Testamento quando a seleção foi feita em 397 no Concílio de Cartago, Maria é clasificada como esposa e consorte do Messias. Até mesmo os documentos cátaros da Provencia, tão tarde quanto no século XIII, deixam isto claro nos círculos gnósticos, onde ela sempre foi entendida sendo a esposa de Jesus.

Certa informação narrativa que deixa isso claro foi editada do Novo Testamento antes de sua publicação, mas uma grande parte mais foi deixada intacta nos Evangelhos e outros livros do canone. Não menos a este respeito são as narrativas detalhadas da cerimônia de casamento deles. Este não é o casamento em Canaã, como alguns teólogos tem suposto, mas um ritual de unção muito mais explícito baseado na real tradição síria da família de Maria Madalena, como corroborado no Velho Testamento Hebraico.

A novela de Dan Brown, o “Código Da Vinci”, sugere que Maria era da linhagem familiar de Benjamim, mas este não era o caso. Sua herança é muito mais substancial, remontando a mesma linhagem davídica de Jesus, com uma linhagem soberana pelos reis sacerdotes Hasmoneanos de Jerusalém no segundo século antes de Cristo. Registros domenicanos e beneditinos também estão de acordo que, enquanto a linhagem maternal de Maria Madalena era da realeza da Judéia, sua herança paterna era da nobreza real da Síria.

Posteriormente é citado no “Código Da Vinci” que Jesus e Maria Madalena tiveram uma filha chamada Sara. Mas Sara não era um nome nestes tempos do primeiro século; era um título israelita que significava princesa. O nome da filha deles era Tamar [nascida no ano 33]. Ela era Tamar, a Sara. O nome significa palmeira e era o mesmo como no progenitor matriarcal do Velho Testamento da Casa Real de Judá; este mesmo nome foi dado a irmã do Rei David. Adicionalmente, contudo, Jesus e Maria Madalena tiveram dois filhos, como confirmado 15 anos atrás pela investigação da Dra. Barbara Thiering da Mesa de Estudos em Divindade da Universidde de Sidney.

De onde se emana esta informação? Surpreendentemente, muito dela é encontrada em seções do Novo Testamento que são comumente ignoradas pela instituição de ensino. E hás algumas referência notáveis remontando ao século primeiro [esclarecidas pelos padres iniciais do movimento cristão], que contam a perseguição brutal que atingiu a linhagem familiar.

Após a crucificação, ressurreição e ascensão de Jesus, e começando com o Imperador Vespasiano [69 a 79], uma sucessão de imperadores romanos, incluindo Tito e Domiciano, emitiram publicações a seus generais de campo que os herdeiros descendentes de Jesus e sua família deviam ser caçados e mortos pela espada. Isto foi relatado em crônicas por eminentes historiadores tais como Hegesippus, Africanus e Eusebius que a continuação da casa real messiânica devia ser terminda.

O édito imperial do ano 70 [alguns 40 anos depois da crucificação] ordenou que a família de David fosse perseguida, que nem um só membro podia ser deixado entre os judeus que tivesse linhagem real. Subsequentemente foi relatado, contudo, que embora muitos tivessem sido pegos, alguns foram soltos e em sua soltura se tornaram líderes das igrejas em uma estrita progressão dinástica, porque eles tinham dado o testemunho e porque eram da família do Senhor. Estes descendentes perseguidos eram chamados de Desposyni [ Herdeiros do Senhor].

O Arquivo do Vaticano revela que em 318 uma delegação de descendentes messiânicos confrontou Silvestre, o Bispo de Roma. Eles insistiam que a Igreja Nazarena de Jesus estava sendo corrompida, e que ela devia certamente ser liderada pelos herdeiros da família, não por um despótico regime imperial. Eles foram avisados, contudo, que o poder da salvação não repousava em Jesus, mas com o Imperador Constantino, a quem o direito da herança messiânica tinha sido ‘pessoalmente reservado desde o início do tempo’!

Esta foi a súplica e o último infortúnio dos herdeiros de Jesus e Maria Madalena. A despeito dos registros históricos, isto levou a eles serem marginalizados pelo ‘igrejismo’ ortodoxo de Roma na medida em que este evoluia no 4o. século. Quando João Cassiano de Belém  fundou no 4o. século sua Ordem Cassianita, Maria Madalena era suprema em termo de veneração santa, e seus monges se tornaram os guardiães oficiais de sua tumba. Em tempos poteriores, Maria Madalena foi proclamada a Mãe Protetora da Ordem Dominicana, e um trabalho de arte a respeito dela dos Dominicanos, Franciscanos e outros grupos monásticos diferiu consideravelmente daquele da Igreja de Roma.

A este rspeito, é interessante notar que, conquanto a Igreja fosse a longas extensões para denunciar o status de Maria Madalena, os cardeais e bispos comissionaram um número extraordinário de retratos de Madalena para as Igrejas da Europa. A razão para isso tem sido difícil de entender mas, felizmente, os registros de como e porque este foi o caso existem e não ao menos do estúdio do artista da Renascença Rafael. Um estudante de Miguelangelo e Leonardo da Vinci, Rafael foi chamado a Roma pelo Papa Julio II em 1508.

Uma comissão foi recebida pelo estúdio para decorar uma capela dedicada a Maria Madalena na Igreja de Trinita dei Monti em Roma. A instrução era pintar uma peça de altar da cena da Ressureição e quatro afrescos de parede relacionados a Madalena. O modelo fornecido para estes retratos foi Lucrezia Scanatoria – descrita como uma cortesã famosíssima em Roma. Ela era, de fato, a amante favorita do próprio papa Julio. Outras importantes cortesãs da Côrte Papal da Renascença incluiam  Masina, Vannozza dei Cattanei, Giulia Farnese, Gaspara Stampa, Veronica Franco e Tullia d’Aragona. Estas mulheres viviam na maior luxúria papal, com casas, vinhedos e todos os modos de riqueza as embelezando.

Não obstante a regra do celibato que era aplicada dentro da Igreja, um estilo de vida sexualmente estravagante prevalecia entre a hierarquia do Vaticano, mas isso não era uma novidade da Renascença. Isso era um legado da cultura papal, originado das leis civis romanas do Imperador Teodósio no século V e Jaustiniano no século VI, como codificado no Corpus Juris Civilis. Foi durante esta era que Maria Madalena foi pela primeira vez definida em seu papel não bílico de prostituta – uma proclamação do Papa Gregório em 591.

Isso agora está claro dos anais que a denúncia de 591 foi uma manobra estratégica pela instituição romana. Maria foi um bode espiatório. Ela foi subsequentemente vilificada pela Igreja mas, por inventar o conceito do seu arrependimento dos pecados que ela não cometeu, os bispos planejaram sua própria fonte perpétua de justificativa. Eles foram completamente absolvidos de quebrarem a regra do celibato já que eles estavam se mantendo comissionando pinturas da penitente Maria Madalena.

Pelos séculos iniciais da Igreja de Roma, Jesus foi marginalizado como uma figura de muita importância. Da era de Constantino o Grande no século IV, os imperadores eram as máximas naturezas divinas do movimento – um papel eventualmente tomado pelos Papas depois que o Império Ocidental desmoronou. Seguiu-se  que, contudo, a autoridade papal declinou e a Igreja estava também perto do colapso pelo século VIII.

As monarquias chave da Europa eram de descendência davídica, com alguns em linhagem direta dos herdeiros Desposyni de Jesus. Todos os esforços para demolir estas sucessões [como descrito por Eusebius, Hegesippus e outros] tinham falhado. O único meio da Côrte Papal poder estabelecer sua posição suprema era tomar o controle da estrutura monárquica, e em 751 o Papa Zacarias descbriu um meio de fazer isso.

Sem revelar sua fonte, Zacarias produziu um documento anteriormente desconhecido que aparentemente tinha uns 400 anos e levava a assinatura do Imperador Constantino. Esse documento proclamava que o Papa era o representante pessoalmente eleito por Cristo na Terra, com um palácio que superava todos os palácios no mundo. Sua dignidade divinamente garantida era dita estar acima de qualquer governante terreno e somente ele, o Papa, tinha o poder e a autoridde de ‘criar’ reis e rainhas como seus subordinados.

O documento tornou-se conhecido como “Doação de Constantino”, e sus determinações foram imediatamente postas em vigor. Em virtude disso, a inteira natureza e estrutura da monarquia mudou de seu ofício de guardar a comunidade para um de governo absoluto. A partir de então, os monarcas eram coroados pelo Papa, se tornando servidores da Igreja ao invés de servidores de seu povo. O defunto império romano era uma relíquia da história, mas Zacarias tinha um novo conceito – um Sagrado Império Romano controlado pelo Vaticano.

A primeira iniciativa do Papa Zacarias era depor a mais influente de todas as casas reais – os Reis Merovíngios do Gaul [França]. Proclamando uma descendência genealógica do Rei David de Israel, esta dinastia enigmática tinha sido Senhores dos Francos por 300 anos. Em linha com o édito do século I do Imperador Vespasiano, que tinha ordenado “que a família de David fosse perseguida e que nem um só fosse deixado entre os judeus que tivesse sangue real, os Merovíngios nunca teriam existido no que diz respeito a Zacarias, e ele teve seu Rei Childeric III preso e encarcerado. Em seu lugar, Zacarias instalou uma família de prefeitos regionais, subsequentemente chamada de Carolíngios. [se quiser mais detalhes leia “A História Secreta dos Jesuítas”].

Em todos os 236 anos da monarquia Carolíngia, seu único rei de qualquer importância foi o legendário Carlos Magno. Não obstante, uma nova tradição havia nascido e o Sagrado Império Romano havia começado. A partir de então, os reis europeus eram coroados pelo Papa e na Inglaterra pelo seu indicado Arcebispo de Canterbury. A Escócia permaneceu sózinha na resistência a esta desviada invasão catóilca, e seus monarcas foram subsequentemente excomungados.

A “Doação de Constantino” agora é listada nas enciclopédia como “a mais famosa falsificação do mundo”. A prova disso emergiu a uns 500 anos atrás. Suas referências ao Novo Testamento se relacionam a Bíblia em Latin Vulgate – uma edição traduzida e compilada por São Jeronimo, que não era nascido até 340, alguns 26 anos depois que Constantino supostamente assinou e datou o documento. Fora isso, a linguagem da “Doação” é aquela do século VIII e não mantém qualquer semelhança com o estilo de escrita dos dias de Constantino.

A “Doação” foi pela primeira vez declarada fraudulenta pelo Imperador Saxonico Oto III em 1001, mas o assunto foi ignorado até que sua autenticidade foi ferozmente atacada pelo linguista italiano Lorenzo Valla no século XV. Ele foi empregado pelo Papa Nicolau para trabalhar na biblioteca do Vaticano onde ele descobriu a “Doação” e a denunciou como uma fraude do século VIII.

Ainda que tenha sido este mesmo documento que facilitou um estilo inteiramente novo pelo qual a Igreja Romana reverteu o poder político para ela própria e eclipsou os herdeiros Desposyni de Jesus e Maria Madalena depois do colapso do Império Ocidental. Este se tornou o documento  primário da soberania papal sobre a inteira cristandade e seus monarcas.

Muito é feito no “Código Da Vinci” de como Leonardo da Vinci subrepticiamente introduziu Maria Madalena em seu mural da Última Ceia no monastério de Santa Maria delle Grazie em Milão, mas na verdade ele não o fez. Esta concepção vem de um conceito ultrapassado de 1994, que foi baseado no mural como ele existiu depois de uma limpeza superficial por Mauro Pelliccioli em 1954.

É afirmado no “Código Da Vinci” que, nesta restauração de 1954, A Última Ceia foi ‘limpa até a camada original de pintura de Da Vinci’, mas isto é completamente não verdadeiro. Naquele tempo foi reconhecido que apenas um quinto do original de Da Vinci foi deixado intacto, mas que isto estava completamente obliterado sob a sobrepintura de inúmeras tentativas de restauração. Tudo que Pelliccoli fez foi limpar a superfície e tratar o trabalho contra o mofo.

Não até 1970 foi uma restauração apropriada comissionada a ser realizada pelo renomado conservador de peçs de arte, o Dr. Pinin Brambilla Barcilon. Esta renovação levou vinte anos completos, durante os quais o mural não foi visto pelo público. Ele foi finalmente revelado em 1999, mas a fonte de referência de novela de Dan Brown a este respeito foi escrita cinco anos antes e não era baseada na pintura da Última Ceia como ela existe hoje.

De 1999 o mural de fato tem sido despido da pintura original de Da Vinci, e os itens citados no “Código Da Vinci” para denotar uma mulher no lugar do apóstolo João não existem. A cadeia no pescoço, por exemplo, mostrou ser uma rachadura na parede. A suposta formação de seios na figura foi causada por marcas de estuque negro de uma tentativqa inicial de aderir o gesso. Em adição a isso, o desenho preparatório de Leonardo para a figura em questão está na Biblioteca Ambrosiana em Milão, e ela positivamente capturou “João’ enquanto dois retratos conhecidos de Maria Madalena feitos por Leonardo nada tem em comum com a figura apostólica na Última Ceia.

Se Leonardo tivesse querido incluir Maria Madalena em sua apresentação da Última Ceia ele poderia ter feito isso com impunidade. Outros artistas, tais como Fra Angelico, certamente fizeram isso ao introduzir Maria Madalena como 13a. apóstola. Não havia necessidade para qualquer artista comissionado por uma instituição dominicana de ser de qualquer modo subreptícia na inclusão de Maria Madalena. Como Mãe Protetora da Ordem, ela era a figura suprema nos trabalhos de arte dominicanos a partir do século XIII.

Um outro aspecto no “Código da Vinci” sugere que o Priorado de Sião era uma secreta ordem subterrânea de adeptos de Madalena com uma história de muito tempo que remonta as Cruzadas. Isso é grandemente incorreto porque não tem havia uma organização contínua com esse nome. Tem havido quatro sociedades não relacionadas com nomes similares em tempos diferentes da história, e somente uma delas teve qualquer associação direta com Madalena.

De fato, a narrativa desta associação dos registros da Renascença do Prieuré Notre Dame de Sion é muito reveladora. Liderada por René d’Anjou, Rei de Nápoles, ela detalha vários reis e rainhas européias, e os círculos de arte de Giotto di Bondone, Jan Van Eyck, Leonardo da Vinci e outros, como sendo ávidos proponentes do legado de Madalena. Foi das atividades relacionadas deles que o convento escola de La Madeleine de St Baumette foi fundado em Provença, junto com os festivais de Bethany em Marselha, Tarascon e Aix.

Sem estar relacionado a qualquer coisa dita por Dan Brown, Maria Madalena tem sido uma favorita dos artistas através dos séculos, de Giotto di Bondone a Salvador Dali. Apresentações de Maria frequentemente estão longe de serem bíblicas em sua representação, mas elas nunca são desviadamente retratadas.

Se na Última Ceia, Casamento em Canaã, ou de qualquer outra forma contudo incluída, os aparecimentos de Maria nos trabalhos de arte sempre são clamente afirmados, e sua importância histórica é muito mais explosiva do que o cenário apresentado no “Código Da Vinci”.

Published in: on março 2, 2009 at 12:45 pm  Comments (7)  
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O Código Da Vinci

Em Defesa do Código Da Vinci

de Dirk Vander Ploeg

17 de fevereiro de 2009

Muitos desmentidores tem pulado no vagão para criticar a novela ficcional de Dan Brown, O Código Da Vinci. O mais recente crítico é Philip Gardiner, autor de “The Shining Ones”, “The Serpent Grail”, e “Gnosis: The Secret of Solomon’s Temple Revealed”. Gardiner afirma que a novela de Brown sugere que o Santo Gral não é um cálice usado por Cristo na última Ceia, mas realmente a linhagem sanguínea de Jesus.

Brown afirma que isto está errado e que os autores de “Holy Blood, Holy Grail” (sobre o qual O Codigo Da Vinci é modelado mas segundo uma recente decisão da côrte não é plagiarizado] basearam a história dele em reentrepretar a frase Sang Real. Os autores de “Holy Blood, Holy Grail” sugerem que o termo possa significar sangue real ou sagrado. Brown insiste que o correto significado do termo era e ainda é o Santo Gral e que isto é provado pelo etmologista Sir Walter Skeat, a mais de cem anos atrás.

É esta afirmação que forma o núcleo da história, isto é, que a linhagem sanguínea real de Jesus realmente sobreviveu a crucificação que levou a assassinato, acobertamento e conspirações nos mais altos níveis da Igreja Romana. Brown dá pistas que Jesus e Maria Madalena eram realmente casados e que ela estava grávida e levou a semente real para a França.

Gardiner continua para criticar o Priorado de Sião e desmente as pistas sobre a feminilidade e os Cavaleiros Templários ocultas nas pinturas de Leonardo da Vinci.

Sang Real: Sangue Real ou Santo Gral

Mas estas são as verdadeiras mensagens interligads nas páginas do Códido Da Vinci e no “Holy Blood, Holy Grail”? Sugiro que elas não são. Não importa se o Priorado de Sião é autêntico ou não. Alguns grupos de indivíduos por meio de afiliações ou fraternidades tem mantido em segredo que o sangue real de Jesus, David e Abraão tem continuado pela história e até o dia presente. O que é de importância é que esta linhagem sanguínea é um mapa de estrada de volta no tempo que pode nos ensinar sobre nossa história, sistemas de crença e origens. Isto é o porque a Igreja Romana está com tanto medo desta novela e filme. Até mesmo uma pessoa com conhecimento rudimentar do Velho Testamento entende que o Geneses ressalta a genealogia de Adão, seus filhos e continuando pelos séculos até ao Rei David. Jesus, sabemos no Novo Testamento, era da linhagem sanguinea de David. O que não nos é dito é que esta lihagem sanguínea  foi passada de geração em geração por meio da linhagem materlinear [o sangue da mulher] da família. No caso de Jesus, sua mãe carregava o sangue matrilinear e assim o fez Maria Madalena. O sobrenome dela de Magdala se refere a um castelo, e ela nasceu de linhagem nobre e seus pais, que eram descendentes da linhagem de reis. Seu pai era chamado Ciro, e sua mãe Eucaris. Ela com seu irmão Lázaro e sua irmã Marta, possuiam o castelo de Magdala, que fica a duas milhas de Nazaré e Betania. Todos eles eram descendentes do Rei David e da linhagem sanguínea davídica. Não importa se Jesus e Maria Madalena eram ou não casados, a linhagem sanguínea teria continuado porque a Mãe de Jesus teve outros filhos, meninos e meninas.

A importância desta linhagem sanguínea é claramente ressaltada no Novo Testamento porque ele afirma que Jesus foi ungido por Maria Madalena que usou um óleo muito caro conhecido como ‘nardo genuino”. Portanto Maria estava anunciando que Jesus era um Rei, um rei ungido! É também de interesse notar que na tradição messiânica um rei não pode ser rei sem ser ungido por sua noiva. Agora, se Jesus era um rei hereditário dos judeus, um descendente direto do Rei David, os romanos definitivamente tinham uma ameaça genuína em suas mãos. A Igreja Romana tem ensinado e apenas disseminado uma doutrina afirmando que Jesus não era um rei real e não queria estabelecer uma terra natal judia, mas muito mais estava primariamente preocupado em estabelecer um reino nos Céus. Poncio Pilatos não estava preocupado com qualquer reino celestial; sua única preocupação era manter os judeus sob controle na Judéia. Quando a placa foi pregada na cruz, foi inscrita as palavras ‘rei dos judeus” e isto não pode ter sido um gesto de troça, mas uma declaração de fato. Também deve ser notado que a crucificação não era usada pelos romanos como punição capital para escravos e os piores criminosos. E a tortura [ser golpeado com um chicote anexado a implementos de ferro] não era tradicionalmente usado pelos soldados romanos antes da crucificação , o que significou um ódio genuíno pelo condenado.

Porque seria o conhecimento da continuação da linhagem sanguínea davídica tão ameaçador para a Igreja Romana?

A resposta é simples e é tão velha quanto a própria humanidade – poder.

Antes da formação da Igreja Romana os herdeiros da linhagem sanguínea real eram unanimemente aceitos pelo povo, seja comum ou gentio. Até mesmo a Igreja reconheceu a importância da herança da linhagem sanguínea real, ao estabelecer e manter a fundação da civilização, mas somente como se determinado ao reinado e rótulo hereditário à terra e propriedade.

Considere que se o reinado e o sacerdóciofossem passado através das idades da mãe para a filha, e se este herdeiro fosse reconhecido e aceito por todos, porque o mundo precisaria da Igreja Romana?  O público receberia sua orientação espiritual e liderança terrena do descendente direto de Deus na Terra. Este problema foi primeiramente abordado pela Igreja Romana quando um documento obscuro, alegadamente tendo sido escrito por Constantino, foi desenterrado por volta de 750-800 de nossa era, conhecido como Doação de Constantino, que garantia ao Papa a única soberania sobre a Europa Ocidetal, tornando todos os reis nada mais do que arrendatários das terras do papa.

A Doação de Constantino

A Doação de Constantino somente veio a proeminência quando Charles Martel morreu em 741. Charles Martel era uma das mais heróicas figuras na história francesa. Ele liderou o exército francês contra a invasão moura da França na Batalha de Tours-Poitiers em 732. Esta batalha se esgueira grande em nossa história ocidental. O filho de Charles Martel, Pepino III, que era o prefeito no palácio do Rei Childeric III, que era o último Rei Merovíngio, peticionou a Igreja que apoiasse seu pedido pela coroa. Segundo a “Doação de Constantino” o bispo de Roma agora tinha a autoridade, através de Constantino, não apenas de ser a suprema autoridade espiritual sobre a cristandade, mas também de se tornar o supremo poder secular para escolher e ungir reis! Ungir um rei tornou-se um pouco mais do que um gesto simbólico de conferir a graça divina a um governante. De fato, agora o santo óleo substituiu o sangue real.

Interessantemente, a coroação de Pepino III foi o início de uma das mais poderosas famílias na Europa e levou diretamente a dinastia Carolíngia. A maioria do povo acreditava que Carlos o Grande – Carlos Magno – foi a geneses dos Carolíngios, mas o real fundador foi Charles Martel.

A Igreja ela própria pleiteou a linhagem sanguínea Merovíngia em 496.  A linhagem sanguinea Merovingea pode ser rastreada à família de Jesus. Os reis Merovingios, pelo seu direito como transportadores da linhagem sanguinea real, passavam a realeza de geração a geração, e eram verdadeiramente servidores de seu povo. Pelos direitos de sua linhagem sanguínea, os Merovíngios se tornaram a maior ameaça à Igreja. Foi apenas a Doação de Constantino que permitiu que a Igreja traisse seu reconhecimento do verdadeiro sangue real. No comércio por lealdade e reconhecimento da Igreja, foi prometido aos Merovíngios a perpétua aliança e esta foi a aliança que eles quebraram quando eles permitiram que Pepino III fosse coroado rei.

Esta coroação [mais apropriadamente, uma usurpação] veio como resultado do assassinato do Rei-deus Merovíngio Dagoberto II (Le Deuxieme) que tinha se rebelado contra os ditados de Roma e reclamou o poder temporal e autoridade espiritual por meio da linhagem sanguínea real que corria em suas veias, se recusando a reconhecer Roma e o Papa como auto indicados “fazedores de reis’. A história completa do assassinato de Dagoberto II é contada em “Holy Blood, Holy Grail” e é parte integral da história do Santo Gral. Mais tarde, para assegurar a linhagem sanguínea real, Carlos Magno se casou com uma princesa merovíngia para assegurar a transmissão do sangue real através dele e, portanto, pelo intercasamento de todas as linhagens sanguíneas reais da Europa. Este detalhe significativo pode ser o que deu elevação [e alguma validade] ao conceito “dos direitos divinos dos Reis” pelos quais as linhagens sanguineas reais governaram a Europa sem interrupção até que a destruição e devastação do sistema de governo europeu pelas monarquias foi trazido pelos eventos da primeira guerra mundial. A Revolução bolchevista russa, durante a primeira guerra mundial marcou o fim do “divino direito dos reis” na Rússia pelo quase extermínio da linhagem sanguínea real dos Romanov com o assassinato do Tzar e de sua família pelos bolchevistas.

Todos estes novos poderes encontrados que a Igreja agora proclamou eram o resultado da destruição da linhagem sanguínea real. Igualmente importante para a continuação e gerenciamento da Igreja Romana era ameaçar as mulheres como cidadãs de segunda classe. As mulheres nas Igrejas cristãs iniciais davam sermões e testemunhos de Jesus e de seus ensinamentos. Ao eliminar o papel da linhagem sanguínea a Igreja diminuiu a importância da mulher e da feminilidade e pode então promover sua agenda completamente masculina.

Leonardo Da Vinci e o Priorado de Sião

Pode ser apenas coincidência, mas há inúmeros exemplos do feminino nas pinturas de Leonardo Da Vinci. Assim realmente não importa se Da Vinci realmente foi um grão mestre do Priorado de Sião, porque parece que ele deliberadamente deixou pistas apontando para o feminino. Outros especialistas encontram evidência de gravidez, o útero e a representação geométrica da fertilidade em seus trabalhos: A Última Ceia, a Adoração dos Magos e outros. Também, muito interessante, se não conclusivo, é o fato de que Da Vinci pintou os Cavaleiros Templários em algumas de suas pinturas. Que relevância isto tem para a história é desconhecido.

O Primeiro Homem e o Rei Sacerdote

O primeiro rei sacerdote foi Adão. Seu nome é derivado e Adama que significa Terra. Isto é a genese do sangue real ou sangue sagrado. Adão foi o primeiro homem moderno. Esta é uma verdade universalmente aceita por todas as fés religiosas. ‘A energia criativa estava destinada a ser profundamente envolvida e imersa em sangue”, afirma Carlos Suares em “The Cipher of Genesis”.

A Cabala insiste no significado do nome Adão: “dam” em hebreu significa sangue. Dentro dele está oculto o Aleph. Tudo isso é fácil de entender quando se sabe que toda vida é duas vidas e Adão é Aleph dentro do sangue”

A unica questão agora é como Adão se tornou o primeiro ser humano na Terra. Os paleontologistas e arqueologistas tem descoberto a evidência do Homem de Neanderthal e ele não é nada como nós. Nós somos diretamente relacionados ao Homos Erectus, mas de onde ele veio?

A história bíblica do Jardim do Éden sugere que Deus fez o homem de argila da Terra, os cabalistas interpretaram, pela associação de “dam” com “sangue” que Adão pode também ser considerado significar “Homem da Argila Vermelha” ou “terra vermelha”. Outros acreditam que os Nefilim na Bíblia depois de se cruzarem com as mulheres humanas criaram uma espécie inteiramente nova frequentemente referida na história e na mitologia como semideuses. Ainda outros acreditam que uma outra raça chamada Anunnaki alterou o DNA original do Homo Erectus e criou o homem moderno. Os Anunnaki acreditavam que ao indicar os governantes humanos eles podiam assegurar o serviço da humanidade a eles como deuses e comunicar seus ensinamentos e leis. Estes reis usariam uma tiara ou coroa, teriam um cetro e um bastão de pastor. O bastão simbolizaria que o Rei seria um pastor, cuidaria de seus súditos.

Os Editores da Bíblia da Igreja  Romana

Durante as últimas centenas de anos muitos textos bíblicos, incluindo os pergaminhos do Mar Morto, tem sido descobertos. Muitos destes livros não estão incluídos nos Novo e Velho Testamentos da Bíblia. Estes livros eram bem conhecidos e lidos por séculos depois da morte de Jesus, incluindo o Evangelho de Maria Madalena, o Evangelho de Tomás, o Evangelho da Verdade, o Evangelho de Felipe, o Evangelho de Pedro, o Evagelho dos Egípcios, o Evangelho dos Judeus, O Evagelho de Tiago, O Evangelho de Judas e o Evangelho de Hermes.

Muitos desses livros contam ou uma nova história, ou uma história diferente ou oferecem uma opinião diferente de uma história da Bíblia. Lembre que quando o Primeiro Concilio de Nicéia foi realizado em 325 os clérigos da Igreja Romana estavam compilando um livro de escrituras qaue reforçava seu ponto de vista singularmente estreito da cristandade. Esta opinião tinha que ser fácil de compreender e de ensinar. Igualmente, ele pode ser ambígua e deixada para interpretação. Seria o papel da Igreja estabelecer a doutrina, incluindo as personalidades e ensinamentos de Jesus e seus discípulos.

Os Cavaleiros Templários

Muitos acreditam que a Ordem dos Cavaleiros Templários foi criada apenas para o propósito de saquear o templo de Salomão. Esta teoria é controvertida e não aceita por Philip Gardiner. Mas recentemente assisti um programa que afirmou que os Cavaleiros Templários eram realmente os descendentes dos judeus massacrados pelos romanos na segunda rebelião de 132-135. Isto levou a destruição do segundo templo de Salomão e a negativa de entrada de judeus em Jerusalém.

Estes cavaleiros aparentemente tinham o conhecimento passado por milhares de anos de onde o tesouro de Salomão foi enterrado. Não sei se eles encontraram o conhecimento, o Santo Gral ou um grande tesouro, mas certamente isto valia o risco porque em apenas umas poucas gerações eles se tornaram a ordem mais rica na Igreja Romana.

No início do artigo de Gardiner ele faz uma pergunta: “A quem serve este Gral?” Em conclusão a este artigo darei a ele e a você a resposta; o gral serve ao rei, porque o rei e a terra são um! É irônico que a despeito de que lado do argumento você esteja sobre o Santo Gral ou o Sangue Real, ambos apoiem o rei e a linhagem sanguínea. E isto é o porque o Codigo Da Vinci é importante – ele causa o debate.

Com agradecimentos especiais a Robert Morningstar por suas contribuições a este artigo.

Published in: on fevereiro 19, 2009 at 1:27 pm  Comments (2)  
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Illuminati

A História do Illuminati
grandconspiracy.com

As origens históricas do Illuminati

As origins do Illuminati podem  ser rastreadas a várias centenas de anos atrás.  É afirmado que a Ordem do Illuminati foi iniciada em 1776 por um professor bavaro chamado Dr. Adam Weishaupt.  A Organização secreta foi inicialmente chamada de “Ordem dos Perfeccionistas” e mais tarde mudou para “Ordem do Illuminati.”  O grupo existia dentro de uma loja maçonica na Alemanha.

É amplamente acreditado que perto de uma década depois, o governo bavaro se moveu para banir o grupo porque ele estava planejando derrubar o Papa e uma cadeia de reis europeus.

Mas porque o grupo foi formado?

Dr. Weishaupt, foi educado pelos Jesuítas, e se tornou um professor de Lei Canônica da Universidade de Ingolstadt.  Ele mais tarde avançou para se tornar um professor de Lei Canônica e Natural e sua filosofia em relação à religião e sociedade começou a mudar. De fato, naquele tempo os cristãos desejavam monopolizar o mundo com a aderência estrita à crença deles.  Consequentemente, a associação do professor com os Jesuítas [A Sociedade de Jesus] era  tensa e ele quebrou as fileiras deles, eventualmente. Suas opiniões políticas e religiosas se tornaram mais naturalistas e ele começou a aderir ao deismo.

Ele estabeleceu uma busca pela verdade e começou a estudar a história e antigos manuscritos por uma verdade secreta. Seus estudos o levaram a se focar intensamente no Egito e mais especificamnente, na Pirâmide de Gizé.  É dito que ele se tornou fixado por esta pirâmide, e ele acreditava que ela fosse um lugar para iniciações

Logo depois, Dr. Weishaupt se tornou convencido que ele deveria formar uma sociedade secreta.  Ele estava pesadamente influenciado pelos ocultos antigos. Com a ajuda de um associado, Adolph von Knigge – que era um barão alemão, escritor e Maçom Livre -,  ele formou a ordem secreta que veio a ser a Ordem do Illuminati.  Dr. Weishaupt então deu-se o apelido de “Irmão Spartacus.”

Qual era a missão do Illuminati?

A missão do Illuminati parece ter sido de uma natureza ampla. Era  para disseminar a boa vontade por meio da perpertuação das boas morais e virtudes. O grupo secreto propôs fazer isso por uma aliança de bons homens que juraram combater contra o mal a gualquer custo.

A Ordem acreditava que  “O pecado é o único que é nocivo, e se o lucro é maior do que o dano, ele se torna uma virtude”. Em outras palavras, o grupo realizaria suas metas por quaisquer meios necessaries e os fins sempre justificariam os meios.

A Teoria Alternativa

A informação acima cobre as origens ‘históricas’ aceitas do Illuminati, mas alguns acadêmicos e seguidores tem uma teoria alternativa a respeito do início do Illuminati.

O Illuminati histórico, cujo nome real era ‘Ordem dos Perfeccionistas’ , era uma sociedade secreta de radicais humanistas seculares formada na Bavaria, Alemanha para o “ propósito de desenraizar todas as instituições religiosas e derrubar todos os governos existentes da Europa”. É teorizado que o real Illuminati, contudo, foi fundado depois do Conselho de Nicéa em 325 de nossa era, depois que o Imperador Constantino declarou o Cristianismo como a religião oficial do Estado e que os hereges foram perseguidos. Com suas raízes nas secretas religiões de mistério, o Illuminati, ou Gnósticos, acharam fácil ir para o subterrâneo. Nutrindo um ódio profundo pela Igreja Católica, eles juraram destrui-la e disseminar suas próprias crenças.
O  Illuminati, por meio de ardis, dinheiro e discreta violência reuniu uma imensa fortuna e poder, apresentando publicamente sua cabeça como Cavaleiros Templários, uma ordem religiosa que foi destruida pelo Papa  e o Rei da França na Idade Média;  as revoluções Francesa e Americana, agindo por meio dos Maçons Livres, que eles haviam infiltrado; a derrubada nazista da República de Weimar,  que saiu dos trilhos quando Hitler se tornou insano pela paranóia; e a Revolução Bolchevista que produziu o Comunismo, foram outros experimentos que falharam.
É teorizado que Illuminati, reunindo poder e fortuna através dos séculos, somente se tornou mais ambicioso a cada derrota, formando o plano que os habilitou a virtualmente arruinar o mundo por trás das cenas até que o mundo esteja maduro para que eles então venham e abertamente governem.
A este tempo, a religião, a propriedade privada e o governo  serão abolidos em uma Nova Ordem Mundial, substituida por uma ditadura de ‘iluminados’ que definhará na medida em que todas as pessoas se tornem iluminadas – ou assim eles o dizem.
O Vaticano e o Illuminati

A Igreja Católica é a maior organização de cristãos no mundo com mais de um bilhão de membros mundiais  que acreditam que o bispo de Roma, o Papa, tem a mais alta autoridade em assuntos de fé cristã. Os católicos acreditam  que o Papa seja o herdeiro dos poderes e deveres que Jesus Cristo deu aos doze apóstolos.  A palavra ‘católico’ vem de uma palavra grega que significa “universal.”

No século III depois de Cristo, o Imperador Romano Constantino declarou o cristianismo sendo a religião oficial do Império Romano. Ele exigiu que todas as igrejas jurassem obediência ao Bispo de Roma e reuniu o Conselho de Nicéa, onde a oficial doutrina da igreja foi estabelecida e exigida.

Descendentes das igrejas estabelecidas pelo império por São Paulo, os cristãos afirmaram o reconhecimento de Deus. Depois do Conselho de Nicéa, os cristãos, que eram perseguidos pelos pagãos, começaram a suprimir as outras crenças e perseguirem pessoas que eram ligadas ao paganismo

Isto foi o início de uma antiga Guerra entre o Gnosticismo e o Cristianismo, uma Guerra combatida por seus respectivos campeões, o Illuminati e a Igreja Católica. Por séculos, a Igreja teve a mão superior, com uma grande quantidade de influência no mundo cristão e possuindo um sólido relacionamento entre a Igreja e o Estado. Na medida em que os Illuminati emergiram e desafiaram o Vaticano durante estes séculos, a Igreja se moveu – vagarosa mas decisivamente -, para esmagar a serpente, resultando na destruição dos Cavaleiros Templários, na Inquisição, na Cruzada ao sul da França para destruir os Cataros [a heresia catara] e a elevação dos Papas Negros da Idade da Reforma.

Com sua influência sobre os governos do mundo que sofreu um forte declínio depois da Idade Média, a Igreja começou a combater o Illuminati com uma secreta jesuíta chamada Soldados Cristãos

Os Soldados Cristãos
Durante a Inquisição da Idade Média, a Igreja e o Estado cooperaram avidamente para desenraizar os hereges e os indesejáveis políticos. Durante a Reforma Protestante, contudo, esta cooperação começou a se erodir pela Europa.
Em paranoia, criou-se um bando de membros fanáticos da Sociedade de Jesus, os Jesuitas, formados para combater o protestantismo e o Illuminati, cujos membros incluiam alquimistas, mágicos e intelectuais. Este grupo, chamado de Soldados Cristãos sob a direção dos Papas Negros, regularmente despachou agentes pela Europa para assassinar a realeza protestante, assassinar os Gnósticos e disseminar o Catolicismo.  É acreditado que os Soldados  Cristãos  tentaram assassinar Henrique III, Henrique IV e Elizabeth I.

Os Soldados Cristãos, ou tropas de elite do Vaticano, nunca pararam suas atividades, e as mantêm tão secretas hoje que nem mesmo o  Papa sabe da existência deles, recrutando Jesuítas fanáticos e membros da Guarda Suíça do Papa para suas fileiras para combater o Illuminati pelo mundo. Ao tempo da paranoia, eles estão cientes que algo está acontecendo – uma rachadura na liderança do Illuminati, e uma aposta desesperada para terminar o jogo.

Published in: on dezembro 5, 2008 at 2:02 pm  Comments (2)  
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Assassinato de Yitzhak Rabin

A Conspiração para Assassinar Yitzhak Rabin

de Barry Chamish
Especial para ParaScope

Um líder nacional é abatido a tiros. Um bode expiatório manipulado no local no momento crucial. Uma conspiração pela polícia secreta. Uma comissão do governo que divulgou a teoria do atirador solitário para explicar o assassinato. E um “fotógrafo amador” é pego com a coisa toda filmada. Não, não estamos falando sobre o assassinato de Kennedy. Estamos falando sobre o assassinato de Yitzhak Rabin, e seus assassinos ainda estão soltos. Barry Chamish, editor do jornal de inteligência politica “Inside Israel”, prova a perturbadora evidência que indica uma conspiração para assassinar Rabin.

A medíocre conspiração Shabak (Serviços de Segurança Geral) para assassinar Yitzhak Rabin está vagarosamente sendo exposta. Os mais improváveis israelenses estão se tornando convencidos que Yigal Amir não matou Rabin, mas que ele realmente foi morto em seu carro depois de Amir disparou duas balas brancas. Tal é o peso da evidência que Amir está esperando um milhão de dólares de adiantamento por um livro que contará seu lado da história. O agente literário de Amir, Avi Feinstein diz, “Amir foi um agente do governo e ele exporá a inteira conspiração em seu livro. ”

Isto é, se ele puder recordar disto depois de sua extensa experiência com um sofisticado controle mental.

A evidência mais convincente que Amir não matou Rabin veio do especialista forense da polícia Baruch Glatstein, que testemunhou no julgamento de Amir. Depois de examinar o terno e camisa de Rabin, ele concluiu que os dois tiros de alcance a queima roupa mataram o primeiro ministro. Amir foi filmado atirando ao menos cinco vezes. Segundo o testemunho de Glatstein, um tiro veio da distância de 25 centímetros, enquanto o segundo foi um tiro de contacto. Glatstein racionalmente explicou que a camisa de Rabin estava feitas em tiras de um modo que não podia ocorrer sem que os gases do cartucho explodissem em sua pele.

Posteriormente, Glatstein testemunhou que na camisa de Yoram Rubin, o segurança de Rabin que recebeu um tiro no antebraço, ele encontrou traços de cobre e chumbo no buraco da bala enquanto as balas de Amir eram compostas inteiramente de cobre. Em resumo, Amir também não atirou em Rubin.

O testemunho de Glatstein concorda com o do Dr. Skolnick, um cirurgião que operou Rabin. Dr. Skolnick concluiu que os ferimentos dele foram causados por tiros de contacto.

Em julho, a Suprema Côrte ouviu o testemunho de um taxista de Tel Aviv que levou um passageiro no dia em que Amir foi condenado. Depois de ouvir uma notícia no rádio sobre a condenação dele, o passageiro disse que ele foi o patologista no Hospital Ichilov que examinou Rabin. Ele insistiu que Amir não podia ter atingido Rabin porque as feridas deste eram de um alcance de queima roupa. Ele então mostrou seu cartão de identidade do Hospital Ichilov, provando que ele era de fato um patologista que trabalhava no hospital.

Dúzias de testemunhas ouviram cinco tiros disparados, e em julho, um oficial de polícia designado para a reunião fatídica onde Rabin foi morto, Yossi Smadja, disse a imprensa que ele também ouviu cinco tiros. Mas o testemunho deles não foi bem recebido pele acobertamento do evento da Comissão Shamgar.

O “filme amador” do assassinato de Rabin tem desde então sido examinado por inúmeros analistas na sequência de tomada em tomada e descoberto que tem sido negligentemente cortado e editado. Ainda mais sinistra foi a reação de Rabin ao ser atingido.Ao invés de recuar para o lado da direção da bala, Rabin alertamente se virou para trás, parecendo ciente dos eventos que aconteciam. Ainda mais sinistro, durante os segundos finais do filme enquanto supostamente Rabin estava sendo deitado no banco traseiro do carro, seguido pelo guarda ferido, alguém fecha a oposta porta de trás do passageiro do carro por dentro. Claramente, havia alguém esperando Rabin dentro do carro.

Então há o testemunho de Shimon Peres que viu o corpo de Rabin no hospital. Ele afirmou no Yediot Ahronot que a testa de Rabin estava inchada e contundida, que ele pensou de ser puxado pelo pavimento depois do tiro que recebeu. Isto está em contradição direta com o relato da testemunha ocular Miriam Oren que estava ao lado de Rabin depois que Amir apertou o gatilho. Ela disse ao noticiário da Televisão de Israel momentos depois do incidente que Rabin andou até o carro por ele próprio. Onde e como estas contusões que Peres afirma ter visto ocorreram?

Finalmente, existe a prova indiscutível oferecida não intencionalmente pelo auxiliar de Rabin, Eitan Haber. Enquanto os cirurgiões estavam operando Rabin no Hospital Ichilov, por razões não explicadas a este dia, Haber saqueou seu terno e bolsos de camisa procurando por algo e puxou a folha de música [songsheet] que Rabin tinha mantido na reunião. Haber produziu isto para as câmeras enquanto ele anunciava a morte de Rabin e isto estava profundamente ensanguentado. A menos que Rabin tenha posto isto em um não existente bolso de trás de seu terno, ele foi atirado de frente.

Apoio para este posicionamento veio de uma fonte muito improvável. Na noite do assassinato, um compatriota íntimo de Rabin, membro do Knesset Ephraim Gur, deixou o Hospital Ichilov e disse a um repórter da Reuters que ele tinha visto Rabin, e que ele recebeu tiros no peito e no abdomen.

Em 20 de setembro, dois jornais israelenses inesperadamene imprimiram entrevistas com os sutis advogados da tese da conspiração. Depois de nove meses de silêncio, Shlomo Levy deu uma entrevista a Yerushalayim. Levy, um associado de Amir na Universidade Bar Ilan, foi um soldado na Brigada de Inteligência do IDF. Depois de ouvir as ameaças de Amir de matar Rabin, ele as relatou ao seu comandante que disse a ele para ir a polícia. A polícia considerou muio seriamente o testeunho dele em 6 de julho de 1995 e transferiu isto para o Shabak onde isto foi ignorado até três dias depois do assassinato.

O relato conclui, ” O relato de Levy foi apenas um de um número de relatos que a  Shabak ignorou sobre  Amir… O fato de que a Shabak permitiu que juntasse poeira nos relatos até que Rabin já estivesse morto empresta crença a inúmeras teorias da conspiração.”

Levy foi perguntado, “Se você tinha a resposta certa, porque você se escondeu em sua casa com medo? “. Ele respondeu, “A Shabak é grande e poderosa e sou um pequeno camarada. O assassinato é uma ferida aberta para eles e quem sabe como eles reagiriam se eu me permitisse ser entrevistado.”

No mesmo dia, o filho de Rabin, Yuval foi entrevistado em Yediot Ahronot. Perguntado se ele acreditava que seu pai foi morto em uma conspiração, uma questão que recebeu muito interesse público, ele respondeu, “Não sei dizer que sim ou que não. Não é difícil aceitar isto… Uma coisa é certa, ninguém foi punido. A pior coisa que aconteceu a qualquer agente do Shabak foi perder seu emprego.”

Outubro viu claras inconsistências entre a versão oficial dos eventos que cercam o assassinato de Rabin e a verdade. No início do mês a revista semanal Maariv publicou uma importante coleção de testemunho de sete policiais e agentes de segurança a serviço na cena do assssinato que alimentou as suspeitas de uma conspiração de leitores anteriormente céticos. Em 18 de outubro, o autor desta peça foi vítima de um ataque malicioso durante oito minutos no Canal Dois da Televisão de Israel no show semanal da revista que foi mostrado novamente nesta noite. A despeito da clara tentativa de caracterizar o assassinato, como o Yediot Ahronot relatou no domingo seguinte, tive sucesso em incendiar um interesse nacional renovado na possibilidade de que o assassinato de Rabin não aconteceu como foi oficialmente relatado.

Primeiramente, vamos olhar o relato do Maariv. Começamos com a questão se as balas usadas pelo alegado assassino Yigal Amir eram reais ou não. Não foi negado pela Comissão Shamgar que “Brancos, brancos,” eram gritados por alguém enquanto Amir disparava sua arma. A conclusão é que Amir gritou isto para confundir os seguranças de Rabin, uma coisa que ele nega. Acontece que muito mais que “brancos, brancos” foi gritado.

S.G., O Agente de Segurança do Shabak Sub-comando da segurança de Rabin, Yoram Rubin: “Ouvi muito claramente, “Elas não são reais, não são reais”, durante o tiroteio.

A.A., Chefe de Segurança Pessoal do Shabak: “Ouvi um tiro e alguém gritando, “Não é real, não é real” Não posso dizer com certeza se isto veio do atirador.”

Avi Yahav, policial de Tel Aviv : “O tirador gritou, ‘Elas são cápsulas, nada, cápsulas.”

Nenhum dos policiais ou segurança ouviu o famoso grito ‘Srak, srak,’ (brancos, brancos). A cena que eles descrevem é a de um número de pessoas gritando frases diferentes. O que uniam os “gritadores” era a crença que balas brancas estavam sendo disparadas.

Quantas balas foram disparadas?

A.H., O agente designado para a equipe de Yoram Rubin: “Ouvi um tiro, seguido de um outro.”

Maariv para A.A.: “Você está certo que só ouviu um tiro?

A.A.: “Absolutamente certo.”

Avi Yahav: “Ouvi um número de tiros. Não estou certo de quantos”

S.G.: “Quando eu me aproximei do carro, ouvi três tiros”.

A inabilidade de pesoal treinado de segurança e da polícia em concordar quanto ao número de tiros é intrigante, mas em uma coisa todos corcordam: ninguém pensou que Rabin estivesse ferido.

Y.S., O Chefe de Segurança do Shabak para a reunião de Tel Aviv: “Ouvi que Rabin foi ferido somente quando cheguei ao Hospital Ichilov alguns minutos mais tarde.”

S.G.: Não ouvi qualquer grito de dor do Primeiro Ministro e não vi qualquer sinal de sangue… Não foi senão algum tempo depois que ouvi que Yoram Rubin estava ferido.”

A.A.: “Somente depois de um número de perguntas se Rabin estava ferido, dirigi em choque para Ichilov.”

Nenhum pessoal e segurança ou da polícia detectou qualquer sinal de que Rabin estivesse ferido, um fato muito inexplicável quando se considera que ele não foi meramente ferido mas supostamente atirado no pulmão e no baço por duas balas de 9 milímetros. Contudo, o “filme amador” do assassinato exonera as testemunhas. Depois que o filme mostra a explosão da arma de Amir, Rabin não é empurrado para frente pela pressão da bala, nem demonstra dor. Muito mais, ele continua andando e volta repetidamente a cabeça para sua esquerda.

Antes de examinar a próxima questão do artigo da Maariv, vamos pular para o relato do Canal Dois sobre a minha pesquisa. A despeito do embuste, um dos meus pontos veio alto e claro e foi um longo caminho na direção de impedir que meu nome fosse completamente manchado. Eu mostrei o filme do assassinato e ressaltei que quando Rabin entrou no carro, a porta do lado oposto do passageiro é fechada batida. Eu disse, o único modo da porta ter sido batida era se alguém dentro do carro a fechasse. Isto estaria em contradição com o relatório de Shamgar, que tem Rabin e Rubin entrando em um carro vazio. O Canal Dois salvou a minha dignidade ao dizer que a porta foi fechada pelas vibrações causadas pela entrada de Rabin. Por todo país, as pessoas abriram as portas de trás de seus carros e começaram a balançar os veículos. Nada pode fazer a porta fechar. Além disso, a porta de Rabin era blindada e pesava várias centenas mais de libras do que a porta média de um carro. Sobretudo, a porta da frente aberta do carro de Rabin não fechou com a de trás, e o filme não mostra qualquer abalo do carro. Portanto alguém – talvez o assassino – estivesse esperando por Rabin dentro do carro

Agora vamos considerar o testemunho de Yoram Rubin, o chefe da segurança pessoal de Rabin. Em 8 de novembro de 1995 ele foi citado como tendo dito ao New York Times que as últimas palavras de Rabin a ele no carro foram que ele estava ferido mas não seriamente. Vamos olhar o que ele disse a polícia na noite do assassinato e que mais tarde testemunhou perante a Comissão Shamgar no julgamento de Yigal Amir.

Rubin para a polícia às 1:07 a.m. em 05 de novembro de 1995: “Levantei o primeiro ministro e o empurrei para o carro.”

Para a Comissão Shamgar, ele disse: “Ele (Rabin) me ajudou a levantar. Isto é dizer, trabalhamos juntos… Pulamos, realmente pulamos. Estou surpreso, em retrospecto, que um homem da idade dele pudesse pular assim.”

No julgamento de Amir, Rubin declarou: “Eu o agarrei pelos ombros e perguntei a ele, ‘Yitzhak, você me ouve, somente a mim?”. Nas versões anteriores ele disse que ele não estava seriamente ferido ou que realmente ajudou Rubin a ficar de pé.

Talvez a peça mais confusa de testemunho diga respeito aos momentos críticos quando Rubin entra no carro com Rabin. O filme do assassinato mostra a porta de trás oposta a do passageiro sendo fechada por dentro. Ainda que Rubin testemunhe, “Sentamo-nos juntos e escorreguei entre o assento da frente e o de trás. Suas pernas e as minhas estavam suspensas lá fora e eu gritei ao motorista “Saia daqui”. Ele começou a dirigir e eu levantei as pernas de Rabin e as minhas para dentro e fechei a porta. Isto tudo demorou 2 a 3 segundos”.

Um incidente mais curioso ocorre a caminho do Hospital Ichilov, que normalmente leva-se menos de um minuto de direção a partir do suposto local do assassinato. A viagem demorou de 9:45 a 9:53. Com um minuto e meio de tempo de direção, o motorista de Rabin, Menachem Damti pegou um policial, Pinchas Terem, para ajudar a leva-lo ao hospital. Damti, um motorista experiente, não precisava de ajuda para encontrar o Hospital Ichilov, mas até mesmo isto não é o ponto principal. Com o primeiro ministro morrendo atrás dele, o altruista Yoram Rubin diz ao novo passageiro, “Estou ferido. Me enfaixe.” Quanto a Rabin, somente podemos supor que ele não se preocupou que suas feridas precisassem de uma atenção mais urgente.  Terem completou seu bizarro testemunho ao notar que Damti não notificou o hospital Ichilov por rádio que ele estava vindo e assim a equipe do hospital estava totalmente despreparada para a chegada de Rabin.

Uma conclusão a que muitos podem ser alcançados pelos testemunhos de todas estas testemunhas é que Rabin não foi ferido pelas balas brancas de Amir e que foi morto a tiros dentro do carro. Rubin levou uma inócua ferida no braço para encobrir seu papel neste evento e Damti pegou um policial como testemunha no caso de uma futura descrença.

Se este cenário ou algo mais insidioso não está recebendo confiança, todo testemunho contraditário será apropriadamente apurado por uma honesta comissão de inquérito. E esta hipotética comissão terá a resposta de como a porta de trás do passageiro do carro de Rabin realmente fechou quando ele entrou no veículo. Até que isto seja feito, dúvidas compelentes sobre a versão oficial do assassinato de Rabin permanecerão.

Exatamente antes do anoitecer de 4 de novembro de 1995, o Primeiro Ministro Yitzhak Rabin era um homem muito preocupado. Seu proceso de paz com a OLP não estava indo bem com o público israelense. A mais recente pesquisa no jornal diário Maariv mostrou que 78% do público queria que o processo parasse até que um referendo nacional fosse realizado para decidir se este processo continuasse ou não. Somente 18% dos israelenses confiavam em Rabin o suficiente para te-lo realizando a diplomacia sem um referendo público. Rabin não podia sair em público sem ser importunado. Seu momento mais humilhante veio em agosto quando ele foi a um jogo de futebol e 40.000 fãs o vaiaram em uníssono.

Mas naquele entardecer seria diferente. Uma coalisão de partidos políticos de esquerda e movimentos da juventude tinham organizado uma reunião em apoio a ele e Rabin sabia que, por uma troca, ele estaria cercado de milhares de apoiadores.

O que torna este assassinato naquele entardecer duplamente inesperado. Isto tudo parece fácil demais. As 9:15, Rabin deu uma fala diante de 100.000 apoiadores em uma praça fora de prefeitura de Tel-Aviv. Meia hora depois, ele desceu os degraus para uma área “estéril” abaixo onde seu carro o esparava. Aqui ele estaria seguro de ameaça porque ninguém além do aprovado pessoal de segurança era suposto estar lá.

Mas algo estava muito errado no estacionamento abaixo. A área, longe de estar estéril, estava cheia de pessoal não autorizado. Se Rabin estivesse alerta ele teria percebido que as coisas não estavam certas.

Inicialmente, ele deveria ter pensado, onde está a ambulância? Havia sempre uma ambulância estacionada perto do carro dele quando ele fazia aparecimentos públicos, ainda que neste entardecer nenhuma fosse vista. Então ele teria perguntado, onde estão os policiais? Dúzias de policiais deveriam ter fornecido segurança, mas somente uns poucos estavam a vista. A área de estacionamento estava quase que totalmente escura, onde é procedimento padrão de segurança iluminar seu caminho de passagem.

Mas Rabin parecia encantado pelo sucesso de sua fala e não caracteristicamente andou sozinho na direção de seu carro, não acompanhado por sua esposa, Leah. Uns poucos segundos antes que ele alcançasse seu veículo, um agente de segurança dos Serviços Gerais de Segurança (Shabak) que supostamente estava para cobri-lo por trás recuou e permitiu que um assassino, Yigal Amir, desse três tiros claros nos costas de Rabin.

Tão logo as balas foram disparadas, um agente do Shabak gritou, “Srak, Srak,” ou “elas são brancas, elas são brancas,” enquanto um outro agente disse a esposa de Rabin, Leah, uns poucos momentos depois para não se preocupar porque ‘os tiros eram brancos”. O agente  perto de Rabin agrediu o assassino e o algemou. Suas primeiras palavras depois de ter sido apreendido foram, “porque você me algemou? Fiz meu trabalho. Agora é tempo de fazer o de vocês’. A primeira questão que os agentes do Shabak perguntaram ao assassino foi, “Você não disparou brancas?”

Já que não havia ambulância, Rabin foi levado pelo carro ao hospital vizinho. O carro não estava equipado com rádio e assim os bloqueios de policiais não fizeram o caminho antes e a equipe do hospital não estava esperando a vítima até sua chegada. Us poucos minutos mais tarde, dúzias de repórteres receberam mensagens de um grupo desconhecido chamado Vingança Judia prometendo pegar Rabin da próxima vez. Depois do anúncio de sua morte, o porta-voz chamou de novo os repórteres se retratando do anúncio anterior e assumindo a responsabilidade pelo assassinato.

As 11:15 p.m., o asistente de Rabin Eitan Haber, segurando o que ele afirmou ser uma folha de música ensanguentada que Rabin tinha cantado na reunião, anunciou a morte do Primeiro Ministro. A tarefa cumprida, Haber correu para Jerusalém e limpou os arquivos do escritório do ministro Rabin. Ele aparentemente não queria esperar até a manhã seguinte e mais tarde disse ao repórter da revista semanal Kol Ha’ir que “Eu queria ter certeza que os arquivos fossem doados aos arquivos das Forças de Defesa de Israel (IDF).”

O que aconteceu a Yigal Amir em Riga?

O assassino acusado Yigal Amir tinha servido honrosamente na elite da Brigada Golani das Forças de Defesa de Israel. Imediatamente depois de sua liberação do serviço, ele foi enviado a Riga, Letônia na primavera de 1993 em algum tipo de missão em benefício do Departamento de Ligação, um ramo encoberto do escritório do Primeiro Miistro.

Fundado em 1953 para educar e resgatar judeus de trás da Cortina de Ferro o Departamento de Ligação havia se tornado um ninho de espiões com o passar dos anos. Como relatou o jornal diário Haaretz umas poucas semanas depois do assassinato de Rabin: “O Departamento de Ligação Realiza sua Própria Diplomacia e tem sua própria agenda particular.”

Amir era um ativista da reputadamente mais radical organização anti-governo de todas, Eyal. O chefe do Eyal, Avishai Raviv, foi filmado pela televisão israelense um mês e meio antes ao liderar uma cerimônia de indução na qual os novos membros juraram matar qualquer um “que venda a Terra de Israel.” Eyal é supostamente uma organização secreta; se assim é, pode-se supor porque os membros permitiriam serem filmados pela Televisão Israel, expondo-se ao público…

Em 12 de novembro, uma semana depois que Rabin foi assassinado, o jornalista Amnon Abramovich revelou na TV Israel que Eyal foi criada pelo Shabak para provocar e emboscar radicais de ala direita e que seu líder, Avishai Raviv, era um agente cujo nome código era “Champagne,” se referindo as bolhas de excitação que ele levantava.

Raviv era um agitador no campus da Universidade Bar Ilan, onde Amir estudou. Ele se tornou amigo de Amir e o encorajou a realizar fins de semana de estudos em Hebron. Como tem sido demonstrado, Raviv não era algum recém-chegado ao Shabak. Em 1987 ele estava supostamente a ser expulso da Universidade Tel Aviv por suas atividades radicais pelo deão, Itamar Rabinovitch, que até recentemente foi o negociador chefe de Rabin com os sírios. O então Primeiro Ministro Yitzhak Shamir ordenou que seu auxiliar Yossi Achimeir interviesse pessoalmente em benefício de Raviv. Então Raviv não foi recrutado depois que Rabin subiu ao poder.

Eyal tinha apenas dois membros, Raviv e Erin Agelbo. Eles partilhavam um apartamento alugado no subúrbio de Hebron – Kiryat Arba – no mesmo edifício onde uma vez morou Baruch Goldstein. Mas Agelbo, foi demonstrado, não era apenas um extremista comum e diário. Depois que a revista semanal Yerushalyim imprimiu a foto dele, uma leitora o reconheceu como um policial de Jerusalém que a treinou no uso de armas durante um cargo na guarda civil. Pasmem! Um link entre o assassinato e a polícia apareceu. O Departamento de Polícia de Jerusalém admitiu que Agelbo era um “antigo policial que fora despedido por suas atividades radicais em 1994.”

Logo depois do assassinato, a media israelense começou a expor alguma evidência muito incriminadora. A mais séria de todas era que Yigal Amir era um agente do Shabak. O primeiro a fazer publicamente esta acusação foi o Professor Michael Hersigor, um professor de ciência política de ala esquerda da Universidade de Tel Aviv. Em 11 de novembro, uma semana depois do assassinato, ele disse a um repórter do Yediot Achronot, “O assassinato do primeiro ministro não tem uma explicação racional. Não há explicação para o transtorno e nem conta o que aconteceu. Mas na minha opinião seria aconselhável buscar uma ligação entre Amir e o Shabak. É possível que haja uma conspiração. Acontece que o assassino estava no Shabak quando ele viajou para Riga. Ele recebeu documentos falsos com o qual recebesse uma licença de arma. Isto me soa como se ele tivesse ligações com o Shabak ao tempo do assassinato.”

O calor aumentou quando Alex Fishman do Yediot Achronot relatou que Amir foi treinado pelo Shabak em Riga. Logo depois, a Rádio do Exército transmitiu uma entrevista com Rabbi Benny Elon, um líder do movimento de asssentamentos judeus, que disse, ‘O Shabak foi responsável pela fundação e custeio do Eyal e de seu líder Avishai Raviv. Afirmo que o Shabak conhecia todos do Eyal antes do assassinato e que o Shabak custeava suas atividades.”

Com os fatos se fechando, o governo embarcou em um acobertamento medíocre dos dias em Riga de Amir. Para isto o escritório de imprensa do governo anunciou que Amir, que não falava letão e não tinha credenciais de professor, era um professor hebreu em Riga por cinco meses. O chefe do Departamento de Ligação, cujo nome foi deletado no artigo do Maariv, então mudou a história para que ele é que era um professor por dois ou três meses. Depois disso, o Ministro de Segurança Interna, Moshe Shahal, disse a TV Israel que Amir foi um guarda de segurança em Riga por dois meses, que provavelmente tenha sido a versão mais próxima da verdade. Finalmente, esgotando as idéias, o porta-voz do Primeiro Ministro, Aliza Goren, anunciou em dezembro que o Escritório do Primeiro Ministro agora está certo que Amir nunca esteve em Riga e que qualquer jornalista que estivesse escrevendo isso “estava agindo irresponsavelmente”. Esta complô desmoronou quando a BBC filmou uma cópia do passaporte de Amir com as letras CCCP claramente estampadas nele.

Mas este não foi o fim da história do estranho Escritório de Ligação do Primeiro Ministro. Nos meses anteriores ao assassinato, o Escritório de Fiscalização do Estado iniciou uma investigação da profunda corrupção no Escritório de Ligação e o desaparecimento inexplicável de uma grande quantidade de dinheiro no C.I.S. Em 1992, Rabin anunciou que ele estava considerando fechar o Escritório de Ligação por bem.

O Filme de Kempler

Um chamado fotógrafo amador, Ronnie Kempler, filmou o assassinato de Rabin. Ele não tinha uma câmera de sua propriedade, então tomou emprestado a da irmã dele e a pendurou ao redor de uma varanda que tinha uma vista panorâmica do estacionamento, onde ele permaneceu por mais de uma hora, sem ser interrogado. Ele contou que teve um “sentimento estranho” sobre Amir e focalizou nele por longos períodos de tempo.

O filme dele mostra claramente Amir sinalizando para alguém a distância uns poucos minutos antes de atirar e ele captura o movimento de um agente que cercava Rabin, tomando uma posição posterior e permitindo que Amir desse seus tiros. O filme também mostra que Yigal Amir apontou uma arma para Yitzhak Rabin e atirou nele. Mas e se as balas não fossem reais?

O filme amador do assassinato de Rabin tem desde então sido examinado por inúmeros analistas na sequência de tomada por tomada e tem sido demonstrado que ele foi cortado e editado. A parte mais estranha dele é a reação de Rabin ao seu atirado. Ao invés de recuar para o lado desviando-se das balas, ele alertamente se virou para trás, aparentemente ciente dos eventos ocorrendo.

Kempler trabalha para o Escritório de Fiscalização do Estado. Até mesmo o israelense mais cético tem que se perguntar porque o momento fatídico não foi capturado por um vendedor de carros, um carteiro ou um programador de computador. Porque ele era empregado do mesmo escritório que estava investigando o antigo empregador do assassino?

No mesmo momento em que Rabin foi baleado, Kempler parou de filmar. Ele disse ao entrevistador Rafi Reshef do canal Dois da TV Israel que foi porque “ele tinha visto o bastante’. Ainda que ele tenha dito a um outro jornalista que ele tinha deixado cair a câmera, e a um outro, que um policial disse a ele para parar de filmar. Quando o filme beta foi convertido para ser assistido na televisão nacional, o técnico que fez a transcrição afirmou que o som do agente gritando “brancos, brancos” foi removido.

Além de uma curto aparecimento no Canal Dois depois que o filme foi transmitido, Ronnie Kempler nunca tem sido citado publicamente em qualquer jornal – ou em qualquer lugar.

A Comissão Shamgar

O testemunho dos policiais na Comissão Shamgar embaraçaram um acobertamento limpo. Conquanto o Shabak tenha escolhido exonerar o policial de toda responsabilidade pelo assassinato, o chefe do Departamento de Polícia de Tel Aviv, Gabi Lest, testemunhou que seus homens era supostos assegurarem a área estéril mas não estavam destacados para o detalhe da segurança de Rabin. Estes policiais ficaram muito chocados ao verem que os oficiais do Shabak não estavam no lugar.

O que estes poucos policiais no lugar testemunharam para a Comissão Shamgar compromete a teoria do atirador solitário, que a Comissão, pessoalmente indicada pelo Primeiro Ministro Shimon Peres, eventualmente determinou que este era o caso.

Os oficiais Sergei e Boaz testemunharam que aproximadamente meia hora antes dos tiros, eles viram Amir falando com um homem escuro e alto em uma camisa de mangas curtas sem botões que ele parecia conhecer. O Sargento Saar testemunhou que viu o irmão de Amir, Hagai, que mais tarde foi acusado de fornecer as balas para o assassinato, perto da cena do crime pouco antes do assassinato. O Oficial Sharabi testemunhou que “um homem que ele conhecia de vista como um manifestante anti-Rabin correu até Rabin, apertou a mão dele e saiu”.

Sergei se tornou desconfiado da atmosfera toda e especificamente de Amir. Ele perguntou a um outro oficial quem era Amir e foi-lhe dito que ele estava trabalhando sob cobertura. O policial afirmou que Amir foi para a área estéril quando ele apresentou as credenciais do governo dadas a ele pelo Escritório de Ligação.

Então o Shabak permitiu Amir, que tinha sido filmado sendo retirado de uma demonstração em Efrat pelo Shabak duas semanas antes, um outro manifestante conhecido, o irmão de Amir que supostamente estava carregando as balas, um cineasta amador desconhecido e um homem misterioso usando uma camisa de mangas curtas de andarem a vontade em uma área que deveria estar cercada e fora de limites para pessoal não autorizado.

Reconstruindo o Assassinato

Há basicamente apenas duas explicações para o assassinato de Rabin. Uma é a de que o Shabak, uma das organizações de segurança mais respeitadas mundialmente, é totalmente incompetente. A outra é que os agentes na cena permitiram que o assassinato ocorresse. Provavelmente com o conhecimento de Rabin, o Shabak colocou Amir.

O tema da reunião da noite fatídica era, “Não à Violência.” Amir era para ter atirado em Rabin com balas brancas; Rabin era para ter escapado miraculosamente de uma tentativa de assassinato e então subido de volta ao estágio com uma fala emocionante, escrita pelo seu estreito auxiliar Eitan Haber. O público reagiria com revolta contra a tentativa de assassinato por um extremista de direita e o governo poderia justificar uma medida enérgica contra os oponentes ao processo de paz.

O que Amir Sabe?

Considere a história do agente do Shabak Yoav Kuriel que é amplamente acreditado ter sido o agente que gritou “elas são brancas, elas são brancas”. Na noite do assassinato de Rabin, seu corpo foi levado ao Hospital Ichilov e seus orgãos foram removidos. O governo declarou que ele cometeu suicídio e o enterrou em um funeral fechado no Cemitério Hayarkon fora de Tel Aviv. O tráfego foi desviado por 90 minutos enquanto acontecia o funeral. O jornalista investigativo do Maariv, David Ronen, teve sucesso em rastrear o certificado de óbito de Kuriel. O hospital, em um claro desrespeito ao procedimento, deixou em branco a causa da morte.

Um dia depois de seu julgamento, Amir gritou aos repórteres, “Porque vocês não imprimem a história sobre o segurança assassinado?” Ele foi perguntado que história era esta. “É a daquele que gritou que as balas são brancas.” Na teoria, Amir estava sendo mantido em um confinamento solitário sem acesso a notícias. Como ele sabia da história? Mas Amir não tinha terminado. Ele acrescentou, “Sei o bastante para por abaixo o inteiro regime. A coisa inteira tem sido uma charada. O inteiro sistema está podre. Eu serei perdoado quando as pessoas souberem da história inteira.”

Se esta explosão foi para consumo público, certamente era consistente com o que ele está dizendo particularmente. Em 29 de novembro de 1995, segundo um relato publicado pelo  Maariv em janeiro de 1996, ele se queixou a um oficial de polícia tomando o testemunho, ‘eles irão me matar aqui.”

“Não tem sentido,” respondeu o oficial.

“Você não acredita em mim, mas estou lhe dizendo que isto era uma conspiração. Eu não sabia que iria matar Rabin.”

“O que você quer dizer? Você apertou o gatilho, é simples.”

“Então porque Raviv não me relatou? Ele sabia o que eu ia fazer e não me impediu? E porque eu não fui atirado para salvar Rabin?”

Quam Matou Yitzhak Rabin?

Na primavera de 1996 a nova evidência levou a proposição que Yigal Amir atirou balas brancas enquanto que Rabin foi assassinado com balas reais dentro de seu carro, não pelas balas brancas que Amir disparou.

Em 3 de maio de 1996, os advogados de Yigal Amir apelaram de sua condenação à Suprema Corte, argumentando que não havia sido provado que foram os tiros dele que realmente mataram Rabin. Isto incluiu o testemunho do Dr. Skolnick do Hospital Ichilov, que operou Rabin e afirma que seus ferimentos não eram consistentes com a história oficial que Rabin recebeu os tiros a um metro de distância de Amir. Skolnick explicou que o tamanho e o padrão do ferimento e da queimadura e as marcas de pólvora eram aquelas de alguém atirando de perto, direto.

Em meados de maio, 12 médicos e a equipe que estava aserviço quando Rabin foi levado estavam recebendo amaças anônimas de morte. Em junho, uma sessão a portas fechadas da Suprema Corte ouviu o testemunho de um taxista. No dia em que Amir foi condenado, seu passageiro mostrou a ele um cartão de identidade do Hospital Ichilov que o identificava como patologista. Ele disse ao taxista que a condenação de Amir era uma fraude e que os ferimentos de Rabin eram de tiros diretos, de perto.

Os advogados de Amir ressaltaram que as balas podem ter sido manuseadas já que não há registros do que aconteceu a elas entre o tempo quando elas foram removidas do corpo de Rabin na noite de 4 de novembro e o tempo em que elas foram enviadas ao Instituto Forense Abu Kabir ao meio dia de 5 de novembro.

Os registros médicos indicaram que Rabin foi morto por uma bala disparada contra sua carne – não a uma distância de 1,5 metro.

Os advogados de Amir citaram a evidência do especialista em balística da polícia, Baruch Glatstein, que disse que seus testes de laboratório das roupas de Rabin mostraram que a prim eira bala que o atingiu foi disparada de uma distância inferior a 25 centímetros, enquanto que a segunda foi disparada com a arma realmente encostada na roupa dele. Glatstein ressaltou que as marcas feitas pela segunda bala somente podem ser feitas por uma arma disparada encontada na roupa. Glatstein também examinou a camisa do segurança de Rabin, Yoram Rubin, e encontrou traços de chumbo e cobre na ferida da bala. Segundo a evidência forense reunida por Glatstein, as balas que feriram Rubin não podem ter sido disparadas da arma de Yigal Amir. As balas de Amir eram feitas de puro cobre enquanto que Glatstein encontrou traços de chumbo misturado no buraco da bala na camisa de Rubin.

Um dos verdadeiros relatos iniciais da media sobre o assassinato foi a narrativa de uma testemunha ocular dada a Israel TV por Miriam Oren. Ela disse que quando viu Rabin entrar no carro “ele não parecia ter recebido um tiro. Ele entrou no carro por sua própria conta.” Quando o filme de Kempler começa novamente depois do tiro ele mostra o carro de Rabin se afastando. Exatamente antes do carro ir embora a porta de trás do passageiro [Rabin entrou no carro pelo lado de trás do motorista seguido por Rubin] fecha. Alguém já estava no carro esperando por Rabin e quando o Primeiro Ministro entrou, agarrou a porta de trás e a bateu de dentro.

O apelo de Amir também é baseado no testemunho de dúzias de testemunhas oculares que testemunharam que Amir não estava perto o suficiente de Rabin para ter disparado aqueles tiros. As testemunhas oculares dizem que os disparos tinham um som estranho e distinto, enquanto os testes da arma de Amir mostravam que os sons eram perfeitamente normais. Em julho, o policial Yossi Smadja foi citado no Maariv como dizendo que ele estava quase perto ao local do assassinato e ouviu cinco tiros, três claros e dois abafados.

O que estas pessoas ouviram foram tiros abafados das balas que mataram Rabin vindo de dentro do carro. Amir disse a polícia imediatamente depois do evento que ele tinha posto nove balas em sua arma. Já que quatro balas foram disparadas em Rabin, duas das quais o atingiram, uma que atingiu Yoram Rubin, e uma que não atingiu ambos homens mas mais tarde foi encontrada no local, teriam que ainda restar cinco balas na arma de Amir. Contudo, havia oito.

Então há o testemunho de Shimon Peres, que viu o corpo de Rabin no hospital. Ele afirmou ao Yediot Ahronot em setembro que a testa de Rabin estava inchada e arranhada, ele pensou de ser empurrado no chão depois que recebeu o tiro. Isto está em contradição direta com o testemunho de Miriam Oren que estava ao lado de Rabin depois que Amir puxou o gatilho. Ela disse ao noticiário da Televisão Israel que momentos depois do incidente Rabin andou até o carro por ele próprio. Quando, e como então, ele fez os arranhões que Peres afirma ter visto ocorrer?

Finalmente, há uma prova incontestável oferecida não intencionalmente pelo auxiliar de Rabin, Eitan Haber. Enquanto Rabin estava sendo operado no Hospital Ichilov, por razões não explicadas até este dia, Haber examinou seu terno e bolsos de camisa procurando por algo e retirou a folha de música que Rabin tinha mantido na reunião. Haber a apresentou para as câmeras quando ele anunciou a morte de Rabin  e ela claramente mostrava um buraco de bala na mancha de sangue. A menos que Rabin a tenha colocado em um inexiste bolso de trás de seu terno, ele foi atirado de frente.

Em 20 de setembro, dois jornais israelemses imprimiram entrevistas com os mais inesperados advogados sutis da tese da conspiração. Depois de nove meses de silêncio Shlomo Levy deu uma entrevista ao Yerushalayim. Levy era um associado de Amir que foi um soldado no Brigada de Inteligência do IDF. Depois de ouvir as ameaças de Amir de matar Rabin, ele relatou-as ao seu comandante que disse a ele para ir a polícia. A polícia considerou muito seriamente o testemunho dele em 6 de julho de 1995 e a transferiu ao Shabak onde ela foi ignorada até três dias depois do assassinato.

O relato conclui, ” O relato de Levy era apenas um de um número de relatos que o Shabak ignorou sobre  Amir… O fato de que o Shabak permitiu que os relatos se empoeirassem até que Rabin fosse assassinado dá credencial a inúmeras teorias da conspiração.”

Levy foi perguntado, “Se você fez a coisa certa, porque você está se escondendo em sua casa com medo?”. Ele respondeu, “O Shabak é grande e poderoso e sou um homem pequeno. O assassinato é uma ferida aberta para eles e quem sabe como eles reagiriam se eu me permitisse ser entrevistado”. No mesmo dia, o filho de Rabin Yuval foi entrevistado no Yediot Ahronot. Perguntado se ele acreditava que seu pai foi morto em uma conspiração, uma questão que é muito do interesse público, ele respondeu: “Não posso dizer nem que sim e nem que não. O pior que aconteceu a qualquer agente do Shabak foi ele perder seu emprego”.

Considerando a evidência, Yitzhak Rabin não foi morto por Yigal Amir. É possível que a maioria dos guardas de segurança de Rabin e muito provavelmente o próprio Rabin, pensou que isto seria um plano elaborado para pegar o radical de direita  Yigal Amir, em flagrante. O próprio Amir pode ter sido drogado ou levado a acreditar que suas balas eram reais e que ele realmente matou Rabin. Ele pode ter sido programado para assumir a culpa.

Seja quem for que estivesse por trás do golpe de estado também teve a ajuda da Comissão Shamgar, cujas conclusões meramente reforçaram a imagem fabricada pela media na mente do público israelense que o extremismo radical judaico era o responsável pelo assassinato. O acobertamento foi tão insidioso quanto o crime. O assassinato de Yitzhak Rabin é um crime resolvível. Ele não começa em Tel Aviv, mas em Hebron. Lá, em março de 1994, um crime horroroso foi perpetrado. 29 árabes foram massacrados na Caverna dos Patriarcas e uma comissão foi estabelecida para obter a verdade. Ela foi liderada pelo ex chefe de justiça da Suprema Corte israelense, Meir Shamgar, que mais tarde seria a comissão de inquérito da morte de Rabin. E como o último caso, a comissão Hebron era um claro ocultamento de faltas.

No mesmo dia do massacre, um repórter árabe para a revista semanal de notícias Yerushalaim visitou 25 sobreviventes em seis hospitais separados. Não havia tempo para estas vítimas, algumas delas meras crianças, organizarem uma conspiração ou coordenarem seu testemunho. Um após outro eles relataram que o homem acusado do crime — Baruch Goldstein — tinha ao menos um, talvez dois, cúmplices.

Uma dúzia destes sobreviventes testemunharam para a Comissão Shamgar que eles viram um cúmplice pegando as balas do atirador enquanto corria. E como o assasinato de Rabin, estranhamente, nove dos soldados que supostamente deveriam guardar o tempo não estavam em seu cumptimento do dever naquela manhã. Os três testemunharam que eles viram Goldstein entrar seguido uns poucos minutos mais tarde por um civil carregando uma arma de assalto Galil.

Shamgar declarou que Goldstein agiu sozinho, que os soldados que viram alguém mais o seguindo estavam enganados e que todas as testemunhas árabes cometeram perjúrio. A implicação de seu veredito era que os árebes mentem e seu testemunho é inútil. Nenhuma corte honesta no mundo teria chegado a conclusão de Shamgar.

E como sua comissão posterior no assassinato de Rabin, uma grande dose de significância está no que as testemunhas não testemunharam e no que a evidência não foi admitida. Primeiramente, até hoje, ninguém sabe como  Goldstein morreu. Nenhuma autópsia foi ordenada e as circunstâncias de sua morte permanecem desconhecidas.

Segundo, e mais importante, foi que ele não evitou o massacre. Goldstein sabia que o massacre estava vindo e disse a amigos, incluindo Shmuel Cytryn, mais tarde preso sem acusação e aprisionado por meses, que dois dias antes do evento ele recebeu notícia do exército “para se preparar para um massacre.”

Isto deve ter sido aviso suficiente para uma divisão dos Serviços Gerais de Segurança (Shabak) chamada Unidade Anti-subserviva Não-árabe para entrar em ação preventiva. Esta unidade mais secreta plantou agentes pelos territórios, supostamente para observar os judeus radicais e restringir a atividade deles. O masacre foi um fracasso notável, ainda que o chefe da unidade, Carmi Gillon, não tenha sido chamado para testemunhar na Comissão Shamgar. Talvez isto tenha acontecido porque o irmão dele, Ilan Gillon, foi o registrador da comissão responsável por organizar o testemunho.

Depois do ocultamento de faltas da Shangar, Gillon foi indicado chefe do Shabak, uma estranha recompensa na sequência do fiasco de Hebron. Ou realmente o massacre não foi um fiasco e sim um evento planejado? O que é sabido com certeza é que a unidade continuou a incitar e capturar aqueles judeus residentes territoriais que se opunham ao processo de paz de Rabin. O caso mais publicado foi o dos irmãos Kahalani, que estavam cumprindo uma prisão de muitas décadas pelo tentado assassinato de árabes. Segundo o Shabak eles foram pegos em uma operação de aferroar na qual o pino disparador da arma deles foi removido. Eles afirmam que a arma foi plantada no veículo deles. De uma forma ou outra, eles foram capturados de um modo ilegal nas sociedades mais democráticas.

De fato, o agente mais famoso da unidade era Avishai Raviv, cujo dever foi provocar o assassinato de Yitzhak Rabin. Ele formou uma organização chamada Eyal, que não tinha membros além dele. Ele convenceu Yigal Amir, um estudante da Universidade Bar Ilan, a ajuda-lo a organizar grupos de estudo em ou perto de Hebron. Quatro garotas adolescentes, estudantes de Sarah Eliash, testemunharam  Raviv agulhando Amir para matar Rabin na frente delas, chamando-o de covarde e falso herói. Este testemunho foi ouvido pela Comissão Shamgar e não foi incluído nas conclusões liberadas ao público. [notavelmente, grande parte do relato da comissão foi subtraído do público].

Raviv não era um provocador menor. Foi ele que teve posters de Rabin vestido em um uniforme da Gestapo impressos e distribuidos em uma grande reunião e foi ele que realizou uma cerimônia de posse transmitida no Canal Um da Televisão Israel um mês e meio antes do assassinato de Rabin. Os chamados membros do Eyal juraram matar qualquer um que traísse a terra de Israel. Mais tarde, participantes da performance testemunharam que Raviv disse a eles o que dizer, onde ficar e toda a produção foi vista como determinada. Eles não entenderam que estavam estabelecendo Amir como um bode expiatório ao criarem um grupo radical para o público poder identificar com ele.

Substituindo Gillon como chefe da unidade anti-subversiva estava o agente Kheshin, que indicou o agente Eli Barak como seu substituto. Até hoje muito pouco é conhecido publicamente sobre Kheshin, até mesmo o primeiro nome dele. Mas Barak é um assunto diferente. Na semana anterior ao assassinato de Rabin, o jornal de ampla circulação Kol Ha’ir, sem nomea-lo, acusou-o de ser responsável pelo assassinato.

Muito é conhecido sobre Barak. Ele é um motorista bêbado condenado, cambista e caçador. Depois de um acidente quase fatal causado por sua intoxicação, ele mentiu à polícia sobre quem estava dirigindo o carro. Seu amigo e a esposa do cambista morreram sob circunstâncias misteriosas. E no incidente mais público de todos, ele aterrorizou e  caçou espreitano um radio repórter, Carmela Menashe. Ao invés de despedir seu risco de segurança, Rabin o enviou em uma missão misteriosa e mais tarde aprovou sua indicação para Hebron.

Na mais óbvia cobertura da Comissão Shamgar, sete agentes do Shabak e funcionários envolvidos na situação do mais completo caos que levou a morte de Rabin, incluindo, Kheshin, receberam notícias que eles eram responsáveis pela acusação criminal. Kheshin foi mais tarde exonerado pela comissão, a despeito de estar a cargo da operação de Raviv. Mas Barak, que era aparentemente o superior imediato de Raviv, nem mesmo foi chamado para testemunhar.

Uns poucos repórteres persistentes tentaram localizar Barak em casa em Kochav Yair mas foram rudemente afastados por funcionários do Shabak que cercavam o quarteirão dele. A chave para descobrir a verdade claramente está com Eli Barak, mas ele tem sido protegido pelo governo. E por causa desta ofoscanet cobertura de suas atividades, muitas pessoas tem especulado que ele foi o homem misterioso que fechou a porta de trás do carro de Rabin por dentro antes que o Rabin “ferido” entrasse no assento traseiro.

Em fevereiro de 1996, o correspondente de Jerusalém para o London Observor, Shay Batya, relatou que ele falou com dois agentes do Shabak que foram despedidos depois do assassinato. Eles o informaram que  Amir era suposto disparar balas brancas e que Danny Yatom, ajudante chefe de segurança de Rabin, estava envolvido nas preparações para a fraude. Seu silêncio foi comprado ao ser indicado chefe do Mossad, um incidente estranhamente reminicente da elevação de Carmi Gillon como chefe do Shabak depois do massacre de Hebron.

De Gillon, é bem conhecido que ele foi um extremista de esquerda que desprezava os assentados e foi ouvido se referindo a eles como “neo-nazistas”. Sua atitude foi revelada em sua tese de mestrado em 1991, completada na Universidade de Haifa, que analisou o movimento de asentamentos de uma perspectiva de ódio.

Dois dias antes do assasinato, a despeito dos pedidos de subordinados de não deixar o país antes da reunião devido ao humor nacional, Gillon voou para Paris. Uma piada circulou depois do assassinato que  Gillon telefonou para Leah Rabin na noite do assassinato e apresentou seus pêsames. Ela perguntou a ele porque e ele disse: ” Oh, desculpe-me. Eu me esqueci da diferença de horário”.

Todo mundo que viu o filme “amador” do assassinato de Yitzhak Rabin testemunhou o alegado assassino Yigal Amir atirar no primeiro ministro a uns bons 120 centímetros atrás dele. A conclusão da Comissão  Shamgar, que investigou o crim e para o governo, concluiu que Amir atirou em Rabin uma vez enquanto estava a uma distância de 1.50 metro e novamente quando estava a um metro acima dele.

Mas como pode ser isso se foi determinado que os tiros que mataram Rabin vieram de uma distânia de apenas 25 centimetros? Obviamente, se assim o foi, não pode ser Amir queb os disparou.

Agora considere o testemunho do Chefe Tenente Baruch Glatstein do Laboratório Forense da Polícia de Israel, dado no julgamento de Yigal Amir em 28 de janeiro de 1996.

Glatstein: “Sirvo no Laboratório Forense e de Materiais da Polícia de Israel. Apresentei meus achados profissionais em um resumo registrado como Relatório 39/T depois de ter sido solicitado que testasse as roupas de Yitzhak Rabin e de seu segurança Yoram Rubin com o objetivo de determinar o alcance dos tiros.

“Gostaria de dizer umas poucas palavras de explicação antes de apresentar meus achados. Chegamos a nossas conclusões depois de testar os materiais microscopicamente, fotograficamente e por procedimentos técnicos e sensíveis químicos. Depois de ser atirado, as particulas do cartucho são expelidas pelo cano. elas contém restos do carbono queimado, chumbo, cobre e outros metais… Quanto maior a distância do tiro, menor a concentração de partículas e mais elas se espalham. A queima roupa, há um outro fenômeno, um caraterístico rasgar da roupa e abundância de pólvora da arma causada pelos gases do cartucho não terem lugar para escapar. Até mesmo se o tiro é de um centímetro, dois ou três você não verá o rasgo e abundância de pólvora da arma. Elas só são evidentes em tiros a queima roupa. Para posterior estimativa da distância, disparamos as mesmas balas, da arma suspeita sob as mesmas circunstâncias. Em 5 de novembro de 1996, recebi o paletó, camisa e camiseta do primeiro ministro bem como as roupas do segurança Yoram Rubin incluindo seu paletó, camisa e camiseta. Na seção superior do paletó do primeiro ministro descobri um buraco de bala a direita do primeira da costura, que segundo a m inha testagem da disseminação da pólvora da arma foi causado por um tiro a menos de 25 centímetros de distância. A mesma conclusão foi alcançada depois de testar a camisa e camiseta.

“O segundo buraco de bala foi encontrado na parte inferior da mão esquerda do paletó. Ele era caracterizado por uma abunância em massa de pólvora de arma, uma grande quantidade de chumbo e um rasgo de 6 centimetros; todos característicos de um tiro a queima roupa.”

[O autor interrompe rudemente para que ninguém perca a importância do tesetmunho. O Tenente Chefe Glatstein testemunhou que a arma que matou Rabinfoi disparada a primeira vez a uma distância inferior a 25 centímetros e o segundo tiro foi dado com o cano encostado na pele. Amir nunca deu um tiro a queima roupa em Rabin e nem a tão curta distância. Tão dramática quanto possa ser esta conclusão, Glatstein não é direto. Longe disto.]

“Como o buraco da bala inferior, ssegundo a pólvora e as formações de chumbo e o fato que um buraco secundário foi encontrado acima do principal buraco de entrada, é altamente provável que o primeiro ministro foi baleado enquanto se debruçava. O ângulo estava de cima para baixo. Tenho fotografias para ilustrar as minhas conclusões.”

[Foi mostrado a Côrte fotografias das roupas de Rabin. Segundo os achados da Comissão Shamgar, Rabin recebeu o primeiro tiro em posição ereta e então enquanto estava de barriga para baixo no chão, coberto pelo corpo de Yoram Rubin. Em nenhum outro lugar além do testmunho do especialista Glatstein  há tanta pista que ele recebeu o tiro enquanto estava em uma posição curvada.]

“Depois de examinar o buraco de bala na manga de Yoram Rubin, determinei a presença de chumbo e de cobre, mas a coleção de pólvora que leva a semelhança que ele, também, recebeu o tiro quase a queima roupa. A presença do cobre significa que a bala usada para atirar em Rubin foi diferente da en contrada nas roupas do primeiro ministro, porque eram compostas exclusivamente de chumbo. A bala que atingiu Rubin nunca foi encontrada.”

[Agora entramos nos reinos do bizarro, que foi exatamente o caso quando Yigal Amir escolheu um exame cruzado de uma testemunha. O Chefe Tenente Glatstein forneceu a prova que Amir não disparou as balas que mataram Rabin, ainda que Amir esteja determinado a desacreditar o testemunho.]

Amir: “Segundo seu testemunho, coloquei a arma diretamente nas costas dele.”

Glatstein: “Você colocou a arma nas costas dele no segundo tiro e diparou.”

Amir: “E o primeiro tiro foi a 50 centimetros?”

Glatstein: “Menos de 20 centimetros.”

Amir: “Se alguém considera que há mais pólvora do cano, então a alta pressão dos gases também deve aumentar .”

Glatstein: “Para resolver este problema, disparei a mesma munição, e no seu caso, da mesma arma, disparei uma Baretta 9 mm weapon com balas que se expandem depois de entrarem no alvo para diminuirem a penetração e romper mais tecido enquanto viaja pelo alvo, no paletó do primeiro ministro.”

Amir: “Quando dei o primeiro tiro, vi uma explosão muito não usual.”

[A este ponto, Amir estava perto de entender, finalmente, que ele disparou uma bala branca – mas ele explodiu seu caso quando concluiu, “precisamos de um novo especialista porque não atirei a queima roupa.”]

Fora toda conversa sobre teorias lunáticas de conspiração de direita. O Laboratório Forense da Polícia Israelense concluiu que Rabin foi baleado a menos de 20 centimetros e a queima-roupa, não importa o que diga Amir. Sobretudo, o segurança  Yoram Rubin foi baleado por um tipo diferente de bala do que aquelas derrubaram Rabin ou foram encontradas no clip de Amir. A menos que o especialista forense da Polícia de Israel esteja deliberadamente promovendo “uma teoria lunática de conspiração de direita”, Yigal Amir não matou Yitzhak Rabin com a sua própria arma.

Barry Chamish é o editor de Inside Israel, um relatório de inteligência política sobre assuntos israelenses.

Published in: on outubro 10, 2008 at 9:47 pm  Comments (1)  
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MOTHMAN – O Homem Mariposa

MOTHMAN – O Homem Mariposa

Será que uma criatura alienígena apareceu na Virginia Ocidental? Este nome foi dado a uma criatura que alegadamente apareceu em Point Pleasant, área da Virginia Ocidental. Os avistamentos ocorreram em meados de novembro de 1966 a meados de dezembro de 1967, o que faz de 1996 o trigésimo aniversário do aparecimento da criatura. Poderia ela ser um alienígena deixado por um UFO? Uma estranheza da natureza? Algum tipo de ave mal identificada? Ou foi simplesmente uma farsa bem preparada?

Infelizmente não existem fotografias da criatura – exatamente como um filme de monstro mal estraga a câmera ou o filme não é exposto apropriadamente. Segundo as narrativas das testemunhas oculares,  Mothman fica de pé [bípede] mais alto do que um homem, de altura entre 1.82 metros e 2.13 metros, talvez mais alto. Suas características mais proeminentes são as enormes asas sem penas cuja envergadura é de aproximadamente três metros; até mesmo mais não usual são os enormes olhos vermelhos brilhantes em uma face geralmente sem feições. Algumas testemunhas oculares foram incapazes de se recordar de terem visto uma cabeça; estes relatos afirmam que os olhos estavam realmente na área dos ombros, onde um pescoço e a cabeça deviam estar. Poucos, se algum, podem se lembrar de detalhes sobre a presença ou tipo de pés que a criatura possuia. As testemunhas oculares alegaram que o Mothman podia voar sem bater as asas e podia alcançar a velocidade de um autmóvel que tentava fugir a 100 milhas por hora. A criatura nunca foi vista bater as asas quando se elevava do solo – ela evidentemente era capaz de se elevar e flutuar acima da superfície da terra com pouco ou nenhum esforço, não fazendo qualquer som ou barulho.

Um mapa e uma descrição da área onde foi pela primeira avistada a criatura foi na Usina de Energia Elétrica de Ordnance Works North da Virginia Ocidental por dois casais que passeavam em meados de novembro de 1966. Este usina foi criada durante a segunda guerra mundial para fornecer TNT para o esforço de guerra dos EUA. Localizada a aproximadamente seis milhas ao norte de Point Pleasant, na Virginia Ocidental, a área agora serve como uma área pública para caça e pesca e é conhecieda localmente como “a área TNT” ou apenas “TNT.” Construida durante a guerra, a usina era ostensivamente preparada para evitar um possível ataque japonês ou alemão. O armazenamento de explosivos perigosos foi realizado por uma série de bunkers de concreto construidos sobre o solo. Estes bunkers, ou “iglus,” eram enormes estruturas de concreto em forma de domos, cobertas com um pé ou mais de terra e espaçados em um padrão de grade para reduzir as chances de todos os iglus serem destruídos em uma reação em cadeia de uma bomba inimiga. A porta em cada iglu é sólida e de um pé de espessura. A cobertura de terra também servia como camuflagem já que a grama pôde crescer sobre o inteiro complexo embora do ar a instalação deve ter parecido estranha. Foram construídas usinas elétricas gêmeas para fornecer energia para a istalação manufatureira. Uma série de bunkers subterrâneos, túneis e esgotos tambem ligavam o inteiro complexo. Algum tempo depois da guerra, as plantas do layout da fábrica foram destruídas em um ato de típica eficiência de Washington, DC. A fábrica deixou de operar em 1945. Os iglus mais tarde foram usados para armazenamento de explosivos comerciais [talvez ainda sejam] e há rumores que isto tenha nos níveis inferiores resíduos nucleares. Virtualmente todos os iglus são fechados e inacessíveis, a menos que alguém que tenha transpassado e tente abrir; e isto não é aconselhável e potencialmente muito perigoso, até mesmo um risco de vida, por causa das cobras, ratos, gambás, possivel resíduo nuclear, explosivos [e mais tarde resíduo de explosivos mais perigosos do que o TNT] mais os resíduos industriais das usinas até hoje. Na década de 1980 algumas camaradas estavam pescando em um dos designados lagos de pesca quando perceberam um líquido vermelho borbulhando para a superfície. Isto mostrou ser um composto de tolueno. Testes subsequentes determinaram que a área é dos lugares mais poluídos nos EUA. Ele tem seu lugar garantido no “Top 10 Superfundo para Limpeza”. Durante a operação da fábrica os produtos residuais eram permitidos serem depositados em reservatórios para “evaporação”; estes poços eram cavados sob a vegetação que eventualmente cresciam novamente. Esta ação, acoplado com os possíveis esgotos, levaram a um envenenamento da área. Os Corpos do Exército estão ocupados remediando o local; o monitoramento perpétuo e permanente da água do solo será necesário agora e até para sempre! Os lagos afetados tem sido drenados, encapados com uma cobertura de revestimento interno e poços de monitoramentos tem sido instalados. Por causa da destruição das plantas da fábrica, os Corpos do Exército tem tido que anunciar publicamente por informação de qualquer um com experiência de trabalho na fábrica. Isto foi feito para tentar e recuperar alguma informação sobre os locais dos esgotos e dos túneis. É desconhecido se todas as instalações remanescentes serão encontradas.

Mais ocorrências não usuais ao redor de Point Pleasant, Virginia Ocidental. Point Pleasant tem visto sua parte de enchentes e incêndios devastadores; alguns atribuem isto a uma praga durante a agonia do antigo chefe Shawnee, Cornstalk. Em 10 de outubro de 1774 uma grande batalha aconteceu entre os homens da milícia da Virginia liderados por Andrew Lewis, e uma confederação multi-tribal liderada pelo guerreiro Shawnee, Cornstalk; esta batalha aconteceu na confluência dos rios Kanawha e Ohio, mais tarde incorporados em 1794 como a cidade de Point Pleasant. Os homens tribais nativo-americanos foram enganados pelo governador da Virginia [leal aos britânicos], Lord Dunmore, para acreditarem que os homens da milícia estavam vindo para assinar um tratado de paz. A confederação sofreu uma maciça derrota e nunca voltou a área para lutar novamente; os homens da milícia também sofreram pesadas baixas. O intento de Dunmore era desviar a atenção dos colonialistas para longe da independência da Bretanha ao estimular o ódio entre os colonos e os nativo-americanos. Por causa dos interesses britânicos na batalha, alguns tem declarado que esta batalha foi a primeira da revolução americana; os detratores rotulam esta batalha como a última das guerras de fronteira com os índios. Depois da derrota de  Cornstalk como resultado de uma emboscada, ele relatadamente com sua respiração agonizante amaldiçoou a área por 200 anos. Suas palavras despertam muita discussão depois de cada ocorrência desafortunada na cidade durante este período, incluindo enchentes e incêndios severos que pareceram praguear o centro da cidade durante anos, além da situação de refém covarde e assassina da Côrte do Condado de Mason em 1976. O desastre do desabamento da Ponte Silver em 15 de dezembro de 1967 que atingiu o Rio Ohio entre Point Pleasant e Kanauga, Ohio; 46 pessoas morreram na tragédia. Os viajantes da hora do rush estavam indo em suas vidas diárias, se preparando para os feriados do Natal quando a estrutura desabou sobre eles. A ponte foi construída em 1928 como uma ponte suspensa significando que tinha cabos como aqueles encontrados na ponte Golden Gate. Nos meses depois do desabamento, as peças da ponte foram recuperadas e postas como um grande quebra-cabeças em um campo exatamente ao sul de Point Pleasant; tudo, menos o leito da estrada foi recuperado. A análise final realizada pelo Departamento de Transportes dos EUA disse que a falha foi no pino 13 da barra reta sobre o lado norte da ponte e a oeste da torre de Ohio, tinha falhado e feito a cadeia de barra reta cair sob a rodovia. A cadeia de barra reta rio abaixo ao sul foi incapaz de suportar o peso da inteira estrutura o que resultou na falha completa e imediata. Levando a rota 35 dos EUA naquele tempo, a ponte tinha duas estruturas gêmeas: uma exatamente no rio acima em St. Marys, Virginia Ocidental e uma no Brasil. A de St. Mary foi imeditamente fechada, destruída e substituida. Em 1969, uma nova ponte foi completada exatamente ao sul de Point Pleasant e a Rota 35 foi relocada para o lado sul do Rio Kanawha, seguindo o caminho da antiga Rota Estadual 17. A antiga Rota 35 foi renomeada Rota Estadual 62.

MOTHMAN e o Fator C.U.T.E.

de Robert A. Goerman

Relatos de testemunhas oculares, realmente de mais de cem pessoas, de novembro de 1966 a dezembro de 1967, descreveram uma criatura alada que permanecia em pé, mais alta e mais larga que um homem, andando com pernas de aparência humana, decolando reto como um helicóptero, caçando carros, e emitindo sons de zumbido e guinchos. Os olhos vermelhos brilhantes, colocados nos ombros, pareciam ainda mais aterrorizantes do que o tamanho da criatura ou a envergadura de três metros de suas asas.

Os incidentes começaram em 15 de novembro de 1966. As 11:30 p.m., um clássico chevrolet 1957 dirigia vagarosamente ao redor de uma área abandonada da segunda guerra mundial, conhecida localmente como área TNT, a seis milhas ao norte de Point Pleasant, Virginia Ocidental.

O fácil acesso e o isolamento desta área de TNT a tornaram um lugar popular para a juventude local. Dentro do chevrolet 1957 estavam dois jovens casais casados, Roger, 18, e Linda Scarberry e Steve, 20, e Mary Mallette. Eles estavam procurando amigos que também podiam estar fora naquela noite. A busca deles fez uma pausa na Usina de Energia Norte.

“Era a forma de um homem, mas muito maior. Talvez de 1.90 a 2.13 metros de altura. E ele tinha  grandes asas dobradas em suas costas”, disse Roger Scarberry.

“Mas foram os olhos que nos atrairam. Isto tinha dois olhos como faróis de um carro”, acrescentou Linda Scarberry. “Eles eram hipnóticos. Por um minuto, apenas podiamos encara-los. Não podia tirar meus olhos disso.”

Roger Scarberry, que estava dirigindo, pisou no acelerador e fugiu, dizendo que a um ponto o chevrolet tenha alcançado cem milhas por hora. Para horror de todo mundo, a criatura abriu as asas e voou atrás do carro. Ela não parecia bater as asas e a envergadura era de uns três metros.

A criatura seguiu o carro deles até os limites da cidade de Point Pleasant antes de parar a perseguição.

Os casais aterrorizados relataram a experiência deles ao Xerife substituto Millard Halstead.

Linda estava em um tal estado que foi levada a um hospital.

O Xerife do condado de Mason George Johnson chamou uma conferência de imprensa no dia seguinte. Os repórteres entrevistaram todas as testemunhas. A história foi captada pelos serviços de cabo. Um homem do notíciário apelidou a criatura de “Mothman.”

Os céus ajudem os inocentes que se deparam com monstros. Muitos cultos homens de ciência apenas sabem que estes fenômenos estão relacionados a delírios ou uso de álcool. O autor rotula esta reação perpétua de Fator da Necessidade Compulsiva de Explicar (C.U.T.E.). A despeito do acrônimo, isto não é bonito.

Embora o Xerife do condado de Mason George Johnson admitisse que as testemunhas tinham “visto algo” incomum o suficiente para aterroriza-las, ele rapidamente teorizou [sem o menor traço de evidência] que isto possa ter sido um “Shitepoke” exagerado, possivelmente uma estranheza da natureza.”

Segundo a história do “Point Pleasant Register” da quinta-feira, 17 de novembro de 1966: “Este pássaro é também conhecido como um Shagpoke’ e realmente é uma grande ave com pernas finas e estreitas, asas longas e amplas, pés membranosos e vive perto da água e faz um barulho rouquenho,’ eles dizem. A ave… é algumas vezes referida como uma garça verde que descansa de dia e se alimenta de noite.”

Uma outra divulgação da United Press International, com data e local de Point Pleasant, esclareceu as coisas: “Johnson disse que ele sente que seja o que for que alguém viu nada mais é que um ’estranho shitepoke,’ um grande pássaro da família das garças. O  shitepoke, ou corvo marinho como ele algumas vezes é conhecido, é a menor garça do hemisfério ocidental”.

Vamos estabelecer o registro direto. Estes “especialistas” estão confundindo duas aves inteiramente diferentes. A Graça Verde é o anão da família das garças geralmente diurnas, medindo terríveis até meio metro de comprimento. A Graça noturna Negra Coroada é o suspeito noturno a que estão se referindo estes “especialistas”. Ela é descrito como tendo uma constituição pesada, com um capacete preto e as costas e a barriga branca, asas de um cinza pálido, e olhos vermelhos que não piscam e que brilham como brasas esmaecidas. Seu nome científico, Nycticorax, significa “corvo da noite.” e em muitos lugares, esta garça noturna é conhecida como ” squawk” por causa de seu grito curto e rouquenho. Aborde esta ave tímida e ela escapole com um frenético bater de asas e seus gritos rouquenhos. A garça noturna negra coroada mede no máximo setenta centimetros de comprimento. Uma coisa muito distante de algo tão “maior do que um homem” no livro de qualquer um.

Ralph Turner, um professor de jornalismo e comunicações de massa da Universidade Marshall, era um repórter do The Herald-Dispatch (Huntingdon, Virginia Ocidental) quando apareceu a história do Mothman. Ele veio com a brilhante idéia que um repórter deve passar a noite na área TNT onde pela primeira vez foi relatado o Mothman. o editor da cidade Bill Wild concordou com o plano e entregou a história para Turner e o repórter/fotógrafo Mike Hoback.

“Lembro-me de falar com as pessoas nas primeiras horas da manhã”, disse Turner. “Também me lembro de me sentir frio e úmido e ligeiramente tolo. Isto não era uma “coisa quente” naquele tempo,  Turner explicou. “Não sei se muitas pessoas pensavam nisso seriamente, mas era uma boa peça de conversa. Queríamos levar isto a alguma conclusão. Realmente nunca acreditei que houvese algo como o Mothman.” Turner confessou.

Quatro dias depois do avistamento inicial do Mothman em 15 de novembro de 1966, seu artigo de notícias começou: “o caso do monstro do condado de Mason pode ter sido resolvido sexta-feira por um professor da Universidade da Virginia Ocidental. O Dr. Robert L. Smith, professor associado de biologia da vida selvagem na divisão da universidade de florestas, disse ao Xerife de Mason George Johnson em Point Pleasant que ele acredita que a “coisa” que tem estado assustando pessoas na área de Point Pleasant desde terça-feira é uma grande ave que fez uma parada enquanto migra para o sul. ‘De todas as descrições que tenho lido sobre esta “COISA’ isto combina perfeitamente com o grou-canadense”, disse o professor Smith. “Acredito definitivamente que isto é o que estas pessoas estão vendo”.

Duane Pursley, biólogo de vida selvagem e gerente da Estação de Vida Selvagem McClintic disse que ele não acredita que uma ave grande, se ela existiu, estivesse na área com toda a comoção de centenas de pessoas procurando por ela. Ele sugeriu que talvez a ‘coisa”, grou, ou seja o que for que as pessoas relataram terem visto, não era tão grande como elas pensaram em sua excitação. ‘Temos montes de gansos canadenses por aqui durante os períodos de migração”.

Um recorte do “The Athens (Ohio) Messenger” terminou um relato de má vontade sobre o Mothman com “um número de caçadores tem relatado ter visto corujas, maiores que do tamanho normal, na área do condado de Mason.”

“Coruja? Ganso? Brincadeira: Ou Faça Sua Escolha” diz uma outra manchete do The Herald-Dispatch. Ele elaborou, “A despeito da confusão, os relatos são divertidos, disse hoje um assistente do xerife. Ele disse que quase todo mundo tinha expressado sua opinião sobre o que eles acreditavam que as pessoas realmente viram. Elas incluiam: uma grande coruja, um ganso migrante e garotos pregando peças com algum tipo de aparelho falsificado.”

Edward Pritchard, conselheiro do Clube de Interesse em Ciências na Escola Secundária de Proctorville , disse aos repórteres dos jornais que o Mothman podia apenas ser um dos balões atmosféricos liberados pelos estudantes dele. “Os ventos prevalecentes os levariam sobre o condado de Mason”, riu Pritchard . “A luz pega estas coisas em ângulos estranhos e a imaginação faz o resto.”

“Autoridades aqui tem concluido que o chamado monstro do condado de Mason era uma grande ave de algum tipo…” relatou o “The Herald-Dispatch”, esperando colocar um fim nisto.

Certamente é tempo de colocar um fim nesta falta de lógica.

Nunca este autor até mesmo momentaneamente confundiria uma marmota ereta com um Sasquatch ou uma Grande Garça Azul com algum ameaçador pterodactito ou com o pássaro do trovão.

Muitos anos de experiência pessoal ditam o reconhecimento de pequenas e fugidias criaturas [raposas, coelhos, gambás, racuns] brevemente entrando nos raios do farol do carro e isso nem toma mais que um esforço muito pequeno. Até mesmo dirigindo ao longo de mais de cinquenta milhas por hora, a identificação animal é mais fácil ainda com espécies maiores, como cervos e ursos.

Algumas dessas testemunhas oculares deram uma boa olhada no Mothman.

Uma das famílias vivendo na desolada área TNT era a Ralph Thomas. Por volta das 9:00 p.m., 16 de novembro de 1966, Mr. Raymond Wamsley, 19, e Mrs. Cathy Wamsley, 18, com Mrs. Marcella Bennett, 21, levando sua jovem filha estavam terminando uma visita social e andavam de volta para seu carro quando foram perturbadas por algo muito perto delas na propriedade de Thomas ao longo da Estrada White Church

“Isto se levantou vagarosamente do solo. Uma coisa grande e cinza. Maior que um homem, com terríveis olhos vermelhos brilhantes”, relatou Marcella Bennett, que gritou e tomada pelo pânico deixou cair seu bebê e caiu no chão em choque. Na medida em que a criatura desdobrava suas asas, Raymond Wamsley agarrou a criança e orientou as testemunhas a correrem de volta para a segurança da casa, onde elas foram deixadas entrar por Ricky Thomas, 15, e as irmãs Connie e Vickie. A figura  arrastou-se atrás deles, chegando a entrada e espiando pela janela. Eles chamaram a polícia, mas a criatura tinha desaparecido quando a polícia chegou.  Marcella Bennett estava tão traumatizada que precisou de atenção médica. Convidando a ridicularização e a zombaria, estas testemunhas oculares contaram a todo mundo o que viram.

O que elas encontraram não era algum grou canadense de pernas finas, visto como um dos mais cautelosos pássaros da vida selvagem americana.

“Maior que um homem… olhos vermelhos que brilhavam como fogo quando as luzes os atingiam… asas enormes.”

Que gansos canadenses!

Até mesmo décadas mais tarde, pessoas supostamente inteligentes e educadas ainda sugerem explicações completamente ridículas para o inexplicável. Uma tal “explicação lógica” foi recentemente oferecida: ´

Os clássicos avistamentos do Mothman foram inspirados por uma comum coruja de celeiro.

A Coruja de Celeiro  (também conhecida variadamente como “Coruja Branca,” “Coruja Fantasma,” “Coruja Espírito,” “Coruja Dourada,” e “Cujua Cara de Macaco”) é facilmente reconhecida. Estas espécies distintas de corujas chegam ao comprimento de meio metro com uma envergadura de 1,10 metro. Pesa por volta de uma libra. As fêmeas são maiores  do que os machos. Ela tem longas pernas emplumadas e fazem um assovio irritante e alto, muito mais que uma buzina. Ele chega a ter 40 centimetros de altura.

40 centímetros altura mal alcança os joelhos da maioria das pessoas.

O Encontro com o Homem-Mariposa [Mothman]
uma criatura desconhecida que aterroriza dois jovens em um campo de milho da Virginia

de Stephen Wagner

Em meados da década de 1960, uma criatura misteriosa que se tornou conhecida como Mothman assustou os residentes ao redor da cidade de Point Pleasant, Virginia Ocidental. Descrita como tendo grandes olhos vermelhos e asas enormes e silenciosas, a criatura tem se tornado uma lenda na área, e os avistamentos são declarados até hoje. No verão de 2005, Matt e sua meio-irmã encontraram algo desconhecido e eles supuseram que fosse o monstro Mothman. Esta é a história de Matt:

Minha meia-irmã Lynn e eu estávamos visitando os avós dela na Virginia. A casa dos avós dela é no interior com um campo de milho de 20 acres próximo a ela. Aproximadamente a 50 jardas por trás da casa ficam milhas de floresta.

Na primeira noite que estávamos lá,  desfaziamos as malas e ficavamos prontos para dormir. Havia uma cama beliche no quarto de hóspedes que nossos irmãos mais novos iriam dormir. Havia um sofá e uma cama de puxar na sala de estar, que eu e Lynn decidimos dormir lá. Ficamos trocando os canais da televisão e chegamos a um show de lendas urbanas nos EUA. Já que minha meia irmã e eu sempre estivemos interessados em acontecimentos paranormais, decidimos assistir por alguns minutos. Era algo sobre uma criatura chamada “Mothman.” Segundo o show, os avistamentos do Mothman eram ditos ocorrerem principalmente na  Virginia (onde nós estávamos) e no Kentucky. Assim minha meia irmã e eu nos olhamos de queixo caido porque sempre pareciamos acreditar neste tipo de coisas.

Na manhã seguinte, estavamos brincando por lá com uma bola de futebol. Minha irmã é de um time de futebol e ele leva sua bola onde quer que vá. Ela apontou a bola para o campo de milho.

“Oops,” ela sorriu.

Procuramos por horas e horas mas não pudemos encontrar a bola, não importa o quanto procuramos. Minha irmã estava muito desapontada porque era sua bola favorita.

Algo devolve a bola

Na noite seguinte, Lynn, nossos irmãos e eu estávamos asistindo televisão na sala de estar. Repentinamente, ouvimos uma tremenda queda no teto da casa. Nós todos gritamos de medo e nos lançamos sob o esconderijo das cobertas da cama. Então ouvimos passos; passos altos, como se algo anormalmente grande estivesse andando sobre nosso teto.  Nossos pais vieram com olhos assustados e perguntaram se nós tinhamos deixado cair alguma coisa, mas gelaram quando eles também ouviram os passos no telhado. .

Meu padrasto foi até a janela e olhou para o campo de milho que por alguma razão parecia particularmente sinistro naquela noite. Enquanto ele olhava, ele viu a bola de minha irmã cair do telhado!

Ele olhou para baixo, agora sabendo bem porque ela tinha caido tão rapidamente. Ele correu lá para fora e trouxe a bola para dentro. Minha irmã agarrou a bola, rindo feliz por te-la de volta. Meu padrasto e minha mãe voltaram para o outro quarto depois de nos darem boa noite.

Repetinamente, minha irmã olhou a bola e ficou zangada. Furiosa, ela gritou, “olhe!”. Todos olhamos e vimos quatro furos perfeitamente redondos nela. Dois muitos grandes aproximadamente do tamanho de um quarto e meio de uma polegada e os dois menores do tamanho da moeda de dez centavos de dólar. Isto me deu arrepios. E subitamente tive uma lembrança do show que haviamos assistido na noite passada.

Olhei para Josh e Ashley (nossos irmãos mais novos) e disse a eles para sairem da sala. Eles sairam reclamando. Olhei para Lynn e disse: “não pode ter sido o Mothman?”

Ela fez um muchocho e disse, “não seja tolo”

Nada mais de peculiar aconteceu naquela noite. Mas coisas mais estranhas ainda viriam. Por uma semana, as coisas foram pacíficas. Pela próxima quinta e sexta-feiras todos já tinhamos esquecido o inteiro incidente com a bola de futebol. De manhã, acordamos, tomamos café, lavamos os pratos e fomos passear no campo de milho.

Depois de andar por uns quinze minutos, começamos a ouvir barulhos farfalhantes nas plantações de milho vizinhas. Olhamos um para o outro, intrigados. Dentro de mais uns poucos segundos, ouvimos um som guinchante e de raspagem, de alguma forma similar a unhas em um quadro negro. Ficamos de joelhos, cobrindo os ouvidos. Depois que isto parou, Lynn estava tão assustada que as lágrimas corriam pelo rosto dela. Ele dizia em pãnico, “temos que voltar”.

Ouvimos o barulho começar novamente e ela gritou e caimos novamente de joelhos. O barulho parecia vir de cima de nós, e antes que qualquer um de nós tivesse tempo para pensar duas vezes sobre isso, olhamos para cima e vimos algo se lançar nos ultrapassando, rápido como um flash. Estado de joelhos em um campo de milho, não demos uma boa olhada nisso. Isto tinha que ter tido um comprimento de asas de ao menos dez pés [três metros]! Mais tarde ambos concordamos que isto tinha uma figura de tipo humano e asas enormes.

Enquanto corriamos de volta para casa, encontramos um bebê cervo, mal vivo. Nos inclinamos mais perto do cervo e repentinamente Lynn gritou “oh, meus Deus!” e ficou pálida. Eu perguntei o que era e olhei para onde ela estava apontando e vi quatro buracos perfeitamente redondos na barriga do cervo, exatamente iguais aos buracos na bola de Lynn.

Corremos de volta para casa e contamos a história para nossa família. Eles não acreditaram em nós. E provavelmente nunca acreditarão. Mas penso que tudo isso foi real demais para que não acreditemos e isto ainda assombra a mim e a Lynn desde aquele dia.

Published in: on setembro 13, 2008 at 4:45 pm  Comments (29)  
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Ninguém Ouse Chamar a Isto Conspiração

Ninguém Ouse Chamar a Isto Conspiração [NDCC]

Copyright © 1971 de  Gary Allen e Larry Abraham
ISBN: 0899666612

O QUE DIZEM AQUELES QUE SABEM

“Desejo que cada cidadão de cada país no mundo livre e cada escravo atrás da Cortina de Ferro possam ler este livro.” –  Ezra Taft Benson – ex Secretário de Agricultura

“O NDCC é um trabalho admirável de reunir informação para provar que comunismo é socialismo e o socialismo [um complô para escravizar o mundo ] não é um movimento de oprimidos, mas um esquema apoiado pelos mais ricos entre as pessoas”. Se bastante americanos lerem e agirem de acordo com o NDCC, eles realmente podem salvar a república de seus conspiradores, cujos planos de destruição para o nosso país estão galopando rapidamente para a plenitude”. – Dan Smoot  – ex assistente de   J. Edgar Hoover

“Agora que o NDCC está disponível, não preciso mais responder não a pergunta que sempre me é feita, “Mr. Dodd, há um livro que eu possa ler que eu possa saber o que o senhor sabe?” –  Norman Dodd , investigador chefe do Comitê de Reagan para Investigar as Fundações

“Este livro diz respeito ao modo pelo qual nossa nação e outras nações realmente são governadas. Quando  Benjamin Disaeli disse, este não é o modo pelo qual as pessoas pensam que nações são governadas. O assunto inteiro dos Internos que tão grandemente controlam nossas vidas políticas e econômicas é um mistério fascinante. Para o leitor que é inteligente mas não é iniciado na literatura da super política, penso não existir melhor introdução no campo do que NDCC.” –  Dr. Medford Evans – ex chefe de segurança do antigo projeto da bomba atômica.

“Já que pessoas de fé judaica tem sido as vítimas históricas número um da Conspiração Comunista, desejamos que cada membro de nossa fé leia cuidadosamente este livro e assim eles se tornarão cientes das forças que frequentemente tentam manipula-los”. –  Dr. Barney Finkel – Presidente dos Direitos Judaicos

“Seja quem for que ouse chamar o aparato descrito e documentado neste livro, ele ignorará isto a seu perigo. 1972 pode muito bem ser nossa última chance de neutralizar este aparelho destrutivo. Este livro lhe diz como você pode expôr e destruir isto.” – Dean Clarence E. Manion – antigo deão da escola de Direito Notre Dame

Gary Allen é um jornalista free lance da Califórnia. Depois de se formar em História na Universidade  Stanford e fazer trabalho graduado na Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach, ele se tornou consciente por meio da pesquisa independente que seus cursos universitários tinham altamente avaliado. Muitos dos fatos mais importantes tem sido deixados de fora. Este livro é o resultado de seus estudos pessoais pós graduação em descobrir quem é quem na política americana.

primeira impressão, Fevereiro de 1972 – 350.000
segunda impressão. Março de 1972 – 1.250.000
terceira impressão, Abril de 1972 – 4.000.000

Publicado por  CONCORD PRESS P.O. BOX 2686
SEAL BEACH, CALIF. 90740

INTRODUÇÃO

A história que você está para ler é verdadeira. Os nomes não foram mudados para proteger os culpados. Este livro poder ter o efeito de mudar sua vida. Depois de ler este livro, você nunca mais olhará os eventos nacionais e mundiais do mesmo modo novamente.

“Não Ouse Chamar a Isto Conspiração” será um livro muito controvertido. De início, ele receberá pouca publicidade e aqueles cujos planos são expostos nele tentarão mata-lo pelo tratamento do silêncio. Por razões que se mostram óbvias na medida em que você lê este livro, ele não será revisto em todos os lugares apropriados ou estará disponível nas prateleiras de sua livraria. Contudo, nada existe que estas pessoas possam fazer para paralisar o sistema de distribuição de um livro nacionalista. Eventualmente, será necessário para as pessoas e organizações nomearem este livro para tentar desafiar seu efeito ou atacar seu autor. Eles tem um tremendo interesse vestido em impedir que você descubra o que eles estão fazendo. E eles tem as grandes armas da media de massa à disposição deles para destruir as barreiras para “Não Ouse Chamar a Isto Conspiração”.

Pelo mero volume, os “especialistas” tentarão ridicularizar você de investigar por conta própria na medida em que a informação deste livro seja ou não verdadeira. Eles ignorarão o fato do autor sobre a conjuntura. Eles encontrarão um erro tipográfico ou argumentarão algum ponto que está aberto ao debate. Se necessário, eles mentirão para se proteger de serem “caluniados” por este livro. Acredito que aqueles que escondem a informação talvez o façam porque muitas pessoas psicologicamante prefeririam ignorar as más notícias. Ao fazer isto, é o nosso próprio perigo.

Ter sido um instrutor de universidade, um senador de Estado, e agora um congressista tenho tido a experiência com reais profissionais de colocar telas de fumaças para encobrir suas próprias ações ao tentar destruir o acusador. Espero que você leia cuidadosamente o livro, tire suas próprias conclusões e não aceite as opiniões daqueles que por necessidade devem tentar desacreditar o livro. Seu futuro pode depender dele.

25 de outubro de 1971 JOHN G. SCMITZ congressista dos EUA

1. NÃO ME CONFUNDA COM FATOS

A maioria de nós tem tido a experiência, seja como pais ou mais jovens, de tentar descobrir a ‘imagem oculta” dentro de uma outra imagem em uma revista infantil. Geralmente nos é mostrado um  panorama com árvores, arbustos, flores e outras partes da natureza. A captação lê algo assim: “em algum lugar está escondido um burro com uma carta que tem um menino nela. Você pode encontra-lo?”. Tente quanto puder, geralmente você não pode encontrar a imagem oculta, até que vire para uma página mais afastada na revista que revelaria como sagazmente o artista tinha escondido isto de nós. Se estudamos o panorama entendemos que a imagem completa foi pintada de um modo tal que é destinada a ocultar a imagem real dentro dela, e uma vez consigamos ver a imagem real, ela permanece como o proverbial dígito doloroso.

Acreditamos que os pintadores de imagens da media de massa estão artisticamente criando os panoramas para nós, os quais ocultam delberadamente a imagem real. Neste livro, mostraremos a você como encontrar a imagem real oculta nos panoramas que nos são apresentados diariamente pelos jornais, rádio e televisão. Uma vez você veja através da camuflagem, você verá o burro, a carta e o garoto que tem estado todo tempo lá.

Milhões de americanos estão preocupados e frustrados com as desventuras de nossa nação. Eles sentem que algo está errado, drasticamente errado, mas por causa dos pintadores de imagens, eles não podem colocar seus dedos nisto.

Talvez você seja uma dessas pessoas. Algo está lhe perturbando, mas você não está certo do que seja. Continuamos a eleger novos presidentes que parecem prometer fielmente parar o avanço do comunismo pelo mundo, colocar bloqueios nos extravagantes gastos do governo, domar a inflação, colocar a economia em um bom nível, reverter a têndencia que está tornando o nosso país em um esgoto moral e colocar os criminosos nos lugares a que eles pertencem. Ainda que a despeito das altas esperanças e brilhantes promessas de campanha estes problemas continuem a piorar, não importa quem esteja no Mandato. A cada nova administração, seja ela republicana ou democrata, continuam as mesmas políticas básicas das administrações anteriores que tinham sido tão completamente denunciadas durante a campanha eleitoral. Eu considero uma forma pobre mencionar isto, mas não obstante seja verdadeiro. Há uma razão plausível que explique porque isto acontece? Não somos supostos pensar assim. Somos supostos pensarmos que tudo isto seja acidental e sejam coincidências e que portanto nada existe que possamos fazer a respeito.

Roosevelt disse uma vez: “Na política nada acontece por acidente. Se acontece, pode apostar que foi planejado para ser desse modo”. Ele estava em uma boa posição de saber. Acreditamos que muitos dos maiores eventos mundiais que estão formando os nossos destinos ocorram porque alguém os tem planejado desse modo. Se estivéssemos lidando com as meras leis de vingança, metade dos eventos que afetam o bem-estar do nosso país seriam para o bem da América. Se estivéssemos lidando com a mera incompetência, os nossos líderes ocasionalmente cometeriam um engano a nosso favor. Devemos tentar provar que realmente não estamos lidando com coincidência ou estupidez, mas com planejamento e brilho. Este pequeno livro livro lida com este planejamento e brilho e como isto tem formado as nossas políticas doméstica e externa das últimas seis administrações. Esperamos que isto explique os assuntos que agora tem se elevado e que parecem inexplicáveis; que isto trará para um foco agudo nas imagens que tem sido obscurecidas pelos pintores do panorama da media de massa.

Aqueles que acreditam que os maiores eventos eventos mundiais são resultantes de planejamento são ridicularizados por crerem na “teoria de conspiração da história”. De fato, ninguém nesta era da idade moderna prontamente acredita na teoria da conspiração da história, exceto aquele que tem tomado tempo para estudar o assunto. Quando você pensa sobre isso, há realmente apenas duas teorias de conspiração da história. Em uma, as coisas acontecem por acidente e assim não são causadas ou planejadas por alguém, ou elas acontecem porque elas são planejadas e alguém faz com que elas aconteçam. Na realidade, é esta teoria acidental da história pregada nos não consagrados Vestíbulos de Hera que deve ser ridicularizada. Caso contrário, porque cada nova administração comete os mesmos erros da anterior? Porque eles repetem os erros do passado que produzem a inflação, as depressões e as guerras? Porque o nosso Departamento de Estado tropeça de um erro crasso de ajuda comunista a outro? Se você acredita que tudo isto seja um acidente ou o resultado de marés misteriosas e inexplicáveis da história, você será visto como um intelectual que entende que vive em um mundo complexo. Se você acredita que algo como 32.496 coincidências consecutivas durante os quarenta anos passados estica a lei das médias um pouco, você é um lunático!

Porque virtualmente todos os eruditos considerados e colunistas e comentadores da media de massa rejeitam a lei de causa e efeito ou a teoria conspiracional da história?  Primariamente, a maioria dos eruditos segue a multidão do mundo acadêmico exatamente como a maioria das mulheres segue a moda. Contrariar a maré significa o ostracismo profissional e social. O mesmo é verdadeiro para a media de massa. Conquanto professores e pontificadores professem serem tolerantes e de mente aberta, na prática é estritamente uma via de mão única com tudo o tráfego fluindo em uma única direção. Um maoista pode ser tolerado pelos liberais da Torre de Mármore ou pelos senhores da instituição da media, mas ser um conservador que propõem uma opinião conspiratória, é absolutamente proibido. Melhor você ser um bêbado na convenção nacional da WCTU!

Secundariamente, estas pessoas com o passar dos anos tem adquirido um forte interesse emocional vestido em seus próprios erros. Seus intelectos e egos estão completamente comprometidos com a teoria do acidente. A maioria das pessoas é altamente relutante em admitir que elas tenham sido enganadas ou tenham demonstrado um pobre julgamento. Para inspecionar a evidência da existência de uma conspiração guiando o nosso destino político por trás das cenas, forçaria muitas destas pessoas a repudiarem as opiniões acumuladas por toda a vida. Isto de fato leva uma pessoa de caráter forte a encarar os fatos e admitir que tem estado errada, até mesmo se isso foi porque ela estava desinformada. Tal é o caso do autor desse livro. Sua reação inicial ao ponto de vista conservador era uma de suspeita e hostilidade; e foi somente depois de muitos meses de intensa pesquisa que ele teve que admitir que tinha sido enganado.

Os políticos e intelectuais são atraídos para o conceito que os eventos são impulsionados por alguma maré misteriosa da história ou acontecem por acidente. Por este raciocínio, eles esperam escapar da acusação quando as coisas vão errado.

A maioria dos intelectuais, pseudos ou não, lida com a teoria conspiratória da história simplesmente ignorando-a. Eles nunca tentam refutar a evidência. Ela não pode ser refutada. Se e quando o tratamento silencioso não funciona, estes eruditos objetivos e a media de massa que formam a opinião, recorrem a ataques pessoais, ridículo e sátira. Os ataques pessoais tendem a desviar a atenção dos fatos os quais um autor ou orador está tentando expor. A idéia é forçar a pessoa que está expondo a conspiração a parar a exposição e gastar seu tempo e esforço em se defender.

Contudo, as armas mais eficazes usadas contra a teoria conspiratória da história são o ridículo e a sátira. Estas armas extremamente potentes podem ser sagazmente usadas para evitar qualquer tentativa honesta de refutar os fatos. Afinal, ninguém gosta de ser motivo de piada. Muito mais do que serem ridicularizadas, as pessoas preferirão ficarem quietas. E este assunto certamente leva ao ridículo e à sátira. Uma técnica é a de expandir a conspiração em uma extensão que ela se torne absurda. Por exemplo, o nosso homem da Sala da Hera Venenosa pode dizer de uma forma debochadamente arrogante: “suponho que você acredite que cada professor liberal receba um telegrama a cada manhã das sedes das conspirações contendo suas ordens para a lavagem cerebral do dia de seus estudantes…”. Alguns conspiracionistas  de fato redesenham a imagem para expandir a conspiração [de um pequeno teor que ela tem] para incluir cada ativista liberal local e burocrata do governo. Ou, por causa de uma intolerância racial ou religiosa eles pegarão pequenos fragmentos de evidência legítima e as expandirão em uma conclusão que sustente seu preconceito particular, isto é, a conspiração é totalmente judaica, católica ou maçonica. Estas pessoas não ajudam a expor a conspiração, mas tristemente, desempenham um papel nas mãos daqueles que querem que o público acredite que todos os conspiracionistas são malucos.

“Intelectuais” são adeptos de clichês como “A teoria da conspiração é frequentemente tentadora. Contudo, é abertamente simplista.” Atribuir absolutamente tudo o que acontece a maquinações de um pequeno grupo de conspiradores famintos pelo poder é abertamente simplista. Mas, em nossa opinião nada é mais simplista do que teimosamente sustentar a visão acidental dos maiores eventos mundiais.

Na maioria dos casos os liberais simplesmente acusam todos aqueles que discutem a conspiração de serem paranóides. “Ah, vocês de ala direita”, eles dizem, “correndo atrás de cada arbusto, chutando cada rocha, procurando por imaginários bichos-papões.” Então vem o golpe de graça rotulando a teoria conspiratoria como “a teoria maligna da história”. Os liberais amam isso. Embora isso seja uma frase vazia, soa tão sofisticada!

Com os líderes do mundo acadêmico e das comunicações assumindo esta atitude escarnecedora na direção da teoria conspiratória da história [ou teoria da causa e efeito], não é surpreendente que milhões de pessoas inocentes e bem intencionadas, em um desejo natural de não parecerem ingênuas, assumam estas atitudes e repitam os clichês dos formadores de opinião. Estas pessoas, em sua tentativa de parecerem sofisticadas, assumem o ar de superioridade de seus mentores até mesmo embora elas próprias não gastem cinco minutos em estudar o assunto de uma conspiração internacional.

Os “acidentalistas” nos teriam feito acreditar que qualquer de nossos problemas de planejamento é simplista e todos os nossos problemas são causados pela Pobreza, Ignorância e Doença [abreviados como PID]. Eles ignoram o fato que os conspiradores organizados usam o PID, real e imaginado, como uma desculpa para construir uma prisão para nós todos. A maior parte do mundo tem estado em PID desde o tempo imemorial e é extremamente superficial pensar em atribuir o ziguezague do governo dos EUA de um desastre a outro durante os últimos trinta anos ao PID. Os “Acidentalistas” ignoram o fato que algumas das nações mais avançadas no mundo tem sido capturadas pelos comunistas. A Checoslováquia foi uma das mais modernas nações industriais do mundo e Cuba tem a segunda maior renda per capita de qualquer nação na América do Sul ou Central.

Não é verdadeiro, contudo, afirmar que não existem membros da elite intelectual que subscrevem a teoria conspiratória da história. Por exemplo, há o Professor Carroll Quigley da Escola de Serviço Exterior da Universidade de Georgetown. O Professor Quigley pode dificilmente ser acusado de ser um ‘extremista de ala direita’. (estas três palavras tem se tornado inseparáveis pela media de massa.) Dr. Quigley tem todas as credenciais liberais, tendo ensinado no estabelecimento acadêmico liberal Meccas de Princeton e Harvard. Em seu tomo de 1.300 páginas, ‘Tragedy and Hope’, Dr. Quigley revela a existência de uma rede conspiradora que será discutida nesse livro. O Professor não está meramente fomulando uma teoria, mas revelando a existência desta rede em uma experiência de primeira mão. Ele também deixa claro que é apenas ao segredo da rede e não a suas metas que ele faz objeção. O Professor Quigley revela:

“Conheci as operações desta rede porque eu tenho a estudado por vinte anos e fui permitido durante dois anos, na década de 1960, a examinar os papéis dela e os registros secretos. Não tenho aversão a ela ou a maioria de suas metas e tenho, por grande parte da minha vida, sido próximo a ela e a muitos de seus instrumentos. Tenho feito objeção, tanto no passado quanto no presente, a umas poucas de suas políticas, mas em minha opinião geral é que ela deseja permanecer desconhecida e acredito que seu papel na história seja significativo o suficiente para ser conhecido.”

Concordamos, seu papel na história merece ser conhecido. Isto é o porque tenho escrito este livro. Contudo, discordamos mais enfaticamente com este objetivo desta rede que o Professor descreve como “nada menos que criar um sistema mundial de controle financeiro em mãos particulares capazes de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo.” Em outras palavras, esta louca claque de poder quer controlar e governar o mundo. Até mesmo mais assustador, eles querem o controle total sobre todas as ações individuais. Como observa o Professor Quigley: “sua escolha e liberdade individual será controlada dentro de alternativas muito estreitas pelo fato que ele será numerado desde o nascimento e seguido, como um número, pelo seu treinamento educacional, seu exigido serviço militar ou outro serviço público, suas contribuições de impostos, sua saúde e necessidades médicas, e sua aposentadoria final e benefícios de morte”. Ela quer controlar todos os recursos naturais, negócios, bancos e transportes ao controlar os governos do mundo. Para realizar estas metas os conspiradores não tem tido pruridos em fomentar guerras, depressões e ódios. Eles querem um monopólio que eliminaria todos os competidores e destruiria o sistema de livre emprendimento. E o Professor Quigley, de Harvard, Princeton e Georgetown aprova!

Professor Quigley não é o único acadêmico que está ciente de uma claque de conspiradores auto-perpetuantes que chamaremos de Internos. Outros eruditos honestos descobrindo os mesmos indivíduos na cena dos desastrosos fogos políticos vezes e vezes seguidas tem concluido que ‘obviamente há uma organização de piromaníacos a serviço no mundo”. Mas estes eruditos intelectualmente honestos entendem que se desafiarem os Internos, suas carreiras seriam destruídas. O autor sabe que estes homens existem, porque tem estado em contacto com alguns deles.

Há também líderes religiosos que estão cientes da existência desta conspiração. Em uma história da UPI datada de 27 de dezembro de 1965, Padre Pedro Arrupe, chefe da Ordem Jesuíta da Igreja Católico Romana, fez as seguintes acusações durante suas observações ao Conselho Ecumênico:

“Esta sociedade sem Deus opera de uma maneira extremamente eficiente ao menos nos níveis mais altos de liderança. Ela faz uso de cada meio possível a sua disposição, seja ele científico, técnico, social ou econômico. Isto segue uma estratégia perfeitamente mapeada. Isto mantém quase que completa influência nas organizações internacionais, nos círculos financeiros, no campo das comunicações de massa; imprensa, cinema, rádio e televisão.”

Há um número de problemas a serem superados para convencer uma pessoa da possível existência de uma claque de conspiradores dos Internos que dos mais altos níveis manipulam a política do governo. Neste caso a realidade é mais estranha do que a ficção. Estamos lidando com a maior “novela policial” da história, um filme de mistério que envergonha Erle Stanley Gardner. Se você ama um mistério, você ficará fascinado com o estudo das operações dos Internos. Se você estudar esta rede da qual fala o Professor Quigley, você descobrirá que o que de início tinha parecido incrível não apenas existe, mas influencia pesadamente nossas vidas.

Deve ser lembrado que o primeiro trabalho de qualquer conspiração, seja ela politica, criminosa ou dentro de um escritório de negócios, é convencer todo mundo mais que não existe uma conspiração. O sucesso dos conspiradores será grandemente determinado por sua habilidade em fazer isso. Que a elite do mundo acadêmico e da média de comunicação de massa sempre fazem pouco da existência dos Internos meramente serve para camuflar as operações deles. Estes artistas escondem o menino, a carta e o burro.

Provavelmente alguma vez você tem estado envolvido com ou teve o conhecimento pessoal de algum evento que foi relatado nos noticiários. Talvez isto se relacionasse a um evento atlético, uma eleição, um comitê ou o seu próprio negócio. O relato continha a história real, a história por trás da história? Provavelmente não. E por uma variedade de razões. O repórter teve problemas de espaço e tempo e há uma boa chance que as pessoas envolvidas deliberadamente não revelaram todos os fatos. Possivelmente os próprios preconceitos do repórter governaram que os fatos que entravam na história fossem deletados. O nosso ponto é que a maioria das pessoas sabe pela experiência pessoal que as histórias dos noticiários frequentemente não são a história inteira. Mas muitos de nós assumimos que o nosso próprio caso é único, quando na realidade ele é típico. O que é verdade sobre o relato de eventos locais é igualmente verdadeiro para eventos nacionais e internacionais.

Problemas psicológicos também estão envolvidos em induzir as pessoas a olharem a evidência relativa dos Internos. As pessoas geralmente estão confortáveis com suas próprias velhas crenças e conceitos. Quando Colombo disse ao mundo que o mundo era uma bola e não uma panqueca, as pessoas ficaram altamente desapontadas. Estava sendo pedido a elas para rejeitarem seu modo de pensar por toda uma vida e adotarem uma perspectiva inteiramente nova. Os intelectuais da época debocharam de Colombo e as pessoas ficaram com medo que pudessem perder prestígio social se o ouvissem. Muitos outros apenas não queriam acreditar que o mundo era redondo. Isto complicava demais as coisas.  E os típicos defensores da terra chata tinham tais vestidos interesses envolvendo seus próprios egos que eles se amontoaram sobre o abuso de Colombo por desafiar a visão deles do universo. Não nos confunda com fatos; as nossas mentes já estão posicionadas, eles disseram.

Estes mesmos fatores se aplicam hoje. Porque a Instituição controla a media, qualquer um que exponha os Internos será o receptor de uma contínua fusilaria de insultos dos jornais, revistas, TV e rádio. Desta maneira a pessoa é ameaçada com a perda da respeitabilidade social, se ela ousar divulgar a idéia de que há uma organização por trás de qualquer problema atualmente acidentando a América. Infelizmente, para muitas pessoas o status social vem antes da honestidade intelectual. Embora eles nunca admitiriam que sua posição social seja mais importante do que a sobrevivência da liberdade na América.

Se você perguntar a estas pessoas o que é mais importante – a respeitabilidade social ou salvar seus filhos da escravidão – com certeza eles dirão que seja a salvação de seus filhos. Mas as ações deles [ou a falta das mesmas] falam muito mais alto que suas palavras. As pessoas tem uma capacidade infinita de racionalização quando se trata de recusar encarar a ameaça da sobrevivência da América. Muito profundamente estas pessoas tem medo que possam ser ridicularizadas se elas tomarem uma posição, ou pode ser negado um convite para alguma festa de coquetel de ascensão social. Ao invés de ficarem enlouquecidas com os Internos, estas pessoas realmente ficam zangadas com aqueles que estão tentando salvar o país ao expor os conspiradores.

Uma coisa que torna tão difícil para algumas pessoas socialmente pensadoras avaliarem a evidência da conspiração objetivamente é que os conspiradores vem dos mais altos extratos sociais. Eles são imensamente ricos, altamente educados e extremamente cultos. Muitos deles tem uma reputação de uma vida inteira de filantropia. Ninguém gosta se ser colocado na posição de acusar pessoas proeminentes de conspirarem para escravizar seus próprios companheiros americanos, mas os fatos são inescapáveis. Muitas pessoas dos negócios e profissionais são particularmente vulneráveis a não “colocar em risco a sua respeitabilidade social” que é uma nódoa dada por aqueles que não querem que a conspiração seja exposta. Os Internos sabem que se a comunidade de negócios e profissional não toma uma posição para salvar o sistema de empreendimento privado, o socialsmo pelo qual eles pretendem escravizar o mundo será inevitável. Eles acreditam que a maioria dos homens de negócios e profissionais estão rasos e decadentes demais, muito conscientes do status, ligados demais aos problemas de seus negócios e profissiões para se preocuparem sobre o que está acontecendo na política. É dito a estes homens que pode ser mau para os negócios ou ameaçar seus contratos com o governo se eles tomarem uma posição. Eles tem sido subornados para se calarem com seu próprio dinheiro de impostos!

Esperamos que os conspiradores tenham subestimado a coragem e o patriotismo remanescente no povo americano. Sentimos que há um número suficiente de pessoas que não estão mesmerizadas pelo aparelho de televisão, que colocam Deus, família e país acima do status social, que se reunirão para expor e destruir a conspiração dos Internos. O filósofo Diogenes percorreu toda a Grécia em busca de um homem honesto. Estamos buscando por toda a América as centenas de milhares de homens e mulheres  intelectualmente honestos que sejam voluntários para investigar os fatos e chegar a conclusões lógicas – não importa quão desagradáveis estas conclusões possam ser.

2. SOCIALISMO: – A ESTRADA REAL PARA O PODER PARA OS SUPER RICOS

Todo mundo sabe que Adolph Hitler existiu. Ninguém contesta isso. O terror e a destruição que este homem enlouquecido inflingiu ao mundo são universalmente reconhecidos. Hitler veio de uma família pobre que absolutamente não tinha uma posição social. Ele deixou a escola secundária e ninguém até mesmo o acusou de ser culto. Durante sua carreira inicial ele sentava-se em um sótão frio e escrevia no papel sua ambição de governar o mundo. Sabemos disso.

Similarmente, sabemos que um homem chamado Vladimir Ilich Lenin também existiu. Como Hitler, Lenin não veio de uma família de leões sociais. O filho de um pobre burocrata, Lenin, que passou a maior parte de sua vida adulta na pobreza, tem sido responsável pela morte de dezenas de milhões de seres humanos e da escravização de aproximadamente um bilhão mais. Como Hitler, Lenin sentava-se de noite em um sótão escuro esquematizando como ele conquistaria o mundo. Também sabemos disso.

Não é teoricamente possível que um bilionário pudesse se sentar, não em um sótão, mas em uma cobertura, em Manhattan, Londres ou Paris e sonhar o mesmo sonho de Lenin e Hitler? Você tem que admitir que isso seja teoricamente possível. Julius Caesar, um rico aristocrata, o fez. E um tal homem pode formar uma aliança ou uma associação com outros homens de mente igual, não pode? Caesar o fez. Estes homens seriam soberbamente educados, comandariam um imenso prestígio social e seriam capazes de reunir quantidades surpreendentes de dinheiro para realizarem o propósito deles. Estas são vantagens que Hitler e Lenin não tiveram.

É difícil para o indivíduo médio conceber tal luxúria pervertida pelo poder. A pessoa típica, de qualquer nacionalidade, quer apenas ter sucesso em seu trabalho, ser capaz de manter um padrão razoavelmente alto de vida completo, com diversão e viagem. Ele quer prover a sua família na saúde e na doença e dar a a seus filhos uma boa educação . Sua ambição para aqui. Ele não tem o desejo de exercer o poder sobre outros, conquistar outras terras ou pessoas, ser um rei. Ele quer gerir seu próprio negócio e aproveitar a vida. Já que ele não tem uma tal luxúria pelo poder, é difícil para ele imaginar que existam outros que a tenham, outros que marcham por um tambor muito diferente. Mas temos que entender que tem existido Hitlers, Lenins e Stalins e Césars e Alexandres o Grande por toda a história. Porque então não podemos admitir que hoje existam tais homens com igual luxúria pelo poder? E se acontece desses homens serem bilionários, não é possível que eles usem homens como Hitler e Lenin como peões para tomar o poder para eles próprios?

De fato, tão difícil quanto possa ser acreditar, este é o caso. Como Colombo, estamos enfrentando a tarefa de convencer você que o mundo não é chato, como por toda a vida você tem sido levado a acreditar, mas de fato é redondo. Estamos indo apresentar evidência que o que você chama de “comunismo” não é dirigido de Pequim ou Moscou, mas é um braço de uma conspiração muito maior dirigida de New York, Londres e Paris. Os homens no ápice desse movimento não são comunistas no sentido tradicional desse termo. Eles não tem qualquer lealdade a Pequim ou a Moscou. Eles são leais apenas a eles próprios e a tarefa deles. E estes homens certamente não acreditam na pseudo filosofia do comunismo. Eles não tem qualquer intenção de dividir a riqueza deles. O socialismo é uma filosofia que os conspiradores exploram, mas na qual só os ingênuos acreditam. Exatamente como o capitalismo financeiro, isto é usado como uma bigorna e um martelo para conquistar o mundo, e será explicado nesse livro.

O conceito de que o Comunismo nada mais é que um braço de uma conspiração maior tem se tornado crescentemente aparente pelas investigações jornalísticas do autor. Ele tem tido a oportunidade de entrevistar particularmente quatro oficiais aposentados que passaram suas carreiras no alto escalão da inteligência militar. Muito do que o autor sabe, aprendeu com eles. E a história é conhecida por vários milhares de outros. Os altos círculos da inteligência militar estão bem cientes dessa rede. Além  disso, o autor tem entrevistado seis homens que tem passado um tempo considerável como investigadores para comitês congresssionais. Em 1953, um desses homens, Norman Dodd, chefiou a investigação das fundações isentas de impostos do Comitê Reece. Quando Mr. Dodd começou a se aprofundar no papel da alta finança internacional no movimento revolucionário do mundo, a investigação foi encerrada por ordens da Casa Branca ocupada por Eisenhower. Segundo Mr. Dodd, é permitido investigar os atiradores radicais de bombas nas ruas, mas quando você começa a rastrear as atividades deles de volta a suas origens no “mundo legítimo”, a cortina de ferro política desce.

Você pode acreditar em qualquer coisa que quiser sobre o Comunismo, exceto que isto seja uma conspiração governada pelos homens do mundo respeitável. As pessoas dizem frequentemente serem ativas anti-comunistas: “posso entender sua preocupação com o Comunismo, mas a idéia de que uma conspiração comunista está em movimento nos EUA é absurda. O povo americano é anti-comunista. Eles não estão por comprar o Comunismo´. É compreensível estar preocupado com o Comunismo na África, ou Ásia ou América do Sul com sua tremenda pobreza, ignorância e doença. Mas estar preocupado com o Comunismo nos EUA onde a maioria das pessoas não tem seja qual for a simpatia, é um conceito desperdiçado.”

Diante disso, este é um argumento muito lógico e plausível. O povo americano de fato é anti-comunista. Suponha que você largue este livro exatamente agora, pegue uma prancheta e se dirija ao shopping center mais próximo para realizar uma pesquisa sobre as atitudes dos americanos sobre o Comunismo. “Sir,” você diria ao primeiro que encontrasse, “gostaríamos de saber se você é a favor ou contra o comunismo?”

A maioria das pessoas provavelmente pensaria que você estivesse os colocando em cheque. Se insistissemos em nossa pesquisa, descobriríamos que 95% das pessoas são anti-comunistas. Provavelmente seria difícil encontrar alguém que tomasse uma posição afirmativa sobre o comunismo.

Então, na superfície parece que as acusações feitas contra os anti-comunistas preocupados com a ameaça interna do comunismo são válidas. O povo americano não é pró-comunismo. Mas antes que o nosso entrevistado imaginário se afaste em desgosto com o que acredita ser uma pesquisa falsa, você acrescenta: “Sir, antes que vá embora há um par de outras questões que gostaria de propor. Você não as achará tão insultantes ou ridículas.” Sua próxima questão é: “O que é comunismo? Você por favor pode definir isso?”

Imediatamente uma situação inteiramente nova tem se desenvolvido. Muito mais do que a quase unanimidade anteriormente encontrada, agora temos uma incrível diversidade de idéias. Há uma multitude de opinões sobre o que seja o comunismo. Alguns diriam: “Oh, sim, o comunismo. Bem é uma forma tirânica de socialismo”. Outros manteriam que “o Comunismo como foi originalmente pretendido por Karl Marx era uma boa idéia. Mas ela nunca foi praticada e os Russos tem arruinado isso.” Um tipo mais erudito pode proclamar: “O Comunismo é simplesmente o renascimento do imperialismo russo.”

Se por acaso um dos homens a quem você pede para definir o comunismo é um professor de ciência politica da universidade local, ele bem pode replicar: “Você não pode perguntar o que seja o comunismo. Esta é uma pergunta completamente simplista sobre uma situação extremamente complexa. O comunismo hoje, muito diferente da visão mantida pela visão dos extremistas de ala direita da América, não é um movimento internacional monolítico. Muito mais, é um movimento nacionalista policentrico e fragmentado derivando seu caráter por meio do carisma de vários líderes nacionais. Conquanto, de fato, haja uma fusão da dialética Hegeliana com o materialismo Feuerbachiano, mantido em comum geralmente pelos partidos comunistas, é uma super simplificação monumental perguntar “o que seja o comunismo”. Ao invés, você deve perguntar: O que é o comunismo de Mao Tse-tung? O que é o comunismo de Ho Chi Minh, ou Fidel Castro ou Marechal Tito?”

Se você pensa que aqui estamos sendo brincalhões, você não tem falado com um professor de ciência política ultimamente. Do acima é a visão prevalescente de nossos campus, sem mencionar o nosso Departamento de Estado.

Se você concorda ou discorda com qualquer uma dessas definições, ou, como bem pode ser o caso, você tem a sua própria, uma coisa é inegável. Nenhum segmento apreciável do público americano anti-comunista pode concordar sobre exatamente o que seja isto e a que eles são contra. Isto não é assustador? Aqui temos algo que quase todo mundo concorda que é mau, mas não podemos concordar sobre exatamente o que seja isso que estamos contra.

Como isto funcionaria em, por exemplo, um jogo de futebol? Você pode imaginar como seria eficaz a defesa de uma equipe de futebol se os quatro da frente não pudessem concordar com os da defesa seguinte, que não concordassem  com os de posição de canto, que não concordassem com os homens de segurança, que não concordassem com os treinadores sobre que tipo de defesa eles deveriam colocar contra a ofensiva sendo apresentada? O resultado óbvio seria o caos. Você pegaria um time de lote de areia e com sucesso os colocaria contra os Green Bay Packers se os Packers não pudessem concordar sobre a que eles estavam se opondo. Isto é acadêmico. O primeiro princípio em qualquer encontro, seja ele no futebol ou na guerra [quente ou fria], é “conheça o seu inimigo”. Consequentemente, não é de todo estranho que por três décadas temos estado observando um país do mundo depois de uma outra queda por trás da cortina comunista.

Ao manter o fato que quase todo mundo parece ter sua própria definição de Comunismo, iremos lhe dar a nossa, e então tentaremos provar que é a única válida. “Comunismo: Uma direção internacional conspiratória para o poder da parte de homens em altos lugares, voluntários em usar qualquer meio para realizar sua meta desejada – a conquista global.”

Você perceberá que não mencionamos Marx, Engels, Lenin, Trotsky, burguesia, proletariado ou o materialismo dialético. Nada dissemos sobre pseudo-política ou a filosofia política dos comunistas, Estas são técnicas de Comunismo e não devem ser confundidas com a própria conspiração comunista. Devemos chamar a isso uma direção internacional conspiratória para o poder. A menos que entendamos a natureza conspiratória do comunismo, não entenderemos isto afinal. Estaremos eternamente fixados no nível do Gus Hall do Comunismo. E isto não é onde ele está, baby!

O meio de trazer a ira da Instituição liberal de imprensa ou dos profissionais liberais é simplesmente usar a palavra conspiração em relação ao comunismo. Não somos supostos a acreditar que o comunismo seja uma conspiração política. Devemos acreditar em qualquer coisa mais que quisermos sobre isso. Podemos acreditar que ele seja brutal, tirânico, mal ou até mesmo que ele pretenda nos enterrar, e receberemos os aplausos da vasta maioria do povo americano. Mas nunca, nunca mesmo, use a palavra conspiração se você espera ser aplaudido, porque a ira do “reino’ liberal se desencadeará sobre você. Não somos vetados de acreditarmos em qualquer conspiração, contanto que ela não seja uma conspiração da política moderna.

Sabemos por todos os anais da história que pequenos grupos de homens tem existido que tem conspirado para trazer as rédeas do poder em suas mãos. Os livros de história estão cheios dos esquemas deles. Até mesmo a revista LIFE acredita em conspirações como a da Cosa Nostra onde homens conspiram fazer dinheiro por meio do crime. Você pode se recordar que a LIFE fez uma série de artigos sobre o testemunho de Joseph Valachi diante do Comitê McClellan vários anos atrás. Há alguns aspectos dessas revelações que valem a pena ressaltar.

A maioria de nós não sabia que esta organização era chamada de Cosa Nostra. Até Valachi “cantar”, todos nós pensávamos que o nome dela fosse Máfia. Isto é quão pouco sabemos sobre este grupo, a despeito do fato dele já existir por um século e ter estado operando em muitos países com um grupo auto-perpetuante de líderes. Nem mesmo sabíamos seu nome próprio. Não é possível que possa existir uma conspiração política, esperando um Joseph Valachi para testemunhar? O Dr. Carroll Quigley é o Joseph Valachi das conspirações políticas?

Vemos que todo mundo, até mesmo a revista LIFE, acredita em algum tipo de conspiração. A questão é: qual é a forma mais letal de conspiração, a criminosa ou a política? E qual é a diferença entre um membro da Cosa Nostra e um Comunista, ou mais apropriadamente, um conspirador interno? Homens como  Lucky Luciano que tem arranhado e rasgado o topo da pilha no crime organizado, devem, por necessidade, ser diabolicamente brilhantes, sagazes e absolutamente cruéis. Mas, quase sem exceção, os homens na hierarquia do crime organizado não tem tido educação formal. Eles nasceram na pobreza e aprenderam seu comércio nas ruas de Nápoles, New York ou Chicago.

Agora suponha que alguém com esta mesma personalidade amoral tenha nascido em uma família patrícia de grande riqueza e foi educada nas melhores escolas preparatórias, então Harvard, Yale ou Princeton, seguindo o trabalho graduado possivelmente em Oxford. Nestas instituições ele se tornaria totalmente familiarizado com a história, economia, psicologia, sociologia e ciência política. Depois de ter sido graduado em tais instituições ilustres de alto ensino, somos prováveis de encontra-lo nas ruas comerciando entradas por cinquenta cents para alguns jogos? Os encontraremos empurrando marijuana para alunos do ensino secundário ou dirigindo uma cadeia de casas de prostituição? Ele estaria envolvido em assassinatos de gangues de rua? Não. Pelo tipo de educação recebida, esta pessoa entenderia que se alguém quer ter um poder real as lições da história ensinam: “entre nos negócios do governo’. Se torne um político e trabalhe para o poder político ou, ainda melhor, obtenha alguns politicos como uma frente para você. Isto é onde estão o real poder e o real dinheiro.

A conspiração para tomar o governo é tão velha quanto o próprio governo. Podemos estudar as conspirações que cercaram Alcibiades na Grécia ou Julius Caesar na antiga Roma, mas não somos supostos pensarmos que homens de hoje esquematizem para alcançar o poder político.

Cada conspirador tem duas coisas em comum com cada outro conspirador. Ele deve ser um completo mentiroso e um planejador de longa visão. Se você estiver estudando Hitler, Alcibiades, Julius Caesar ou algum de nossos conspiradores contemporâneos, você descobrirá que o paciente planejamento deles está quase completo. Repetimos a declaração de Roosevelt: “na política, nada acontece por acidente. Se acontece, você pode apostar que foi planejado para ser desse modo.”

Na realidade, o Comunismo é uma tirania planejada pelos buscadores do poder cuja arma mais eficaz é a grande mentira. E se alguém pega todas as mentiras do comunismo e as ferve juntas, e então as destila, você descobrirá que elas se destilam em duas maiores mentiras das quais todas as outras derivam. Elas são: (1) O Comunismo é inevitável, e (2) O Comunismo é um movimento das massas oprimidas que se elevam contra seus patrões exploradores.

Vamos voltar a nossa pesquisa imaginária e analisar a nossa primeira grande mentira do comunismo: que ele seja inevitável. Você se recordará que perguntamos ao nosso entrevistado se ele era a favor ou contra o comunismo e então pedimos que ele o definisse. Agora vamos perguntar a ele: “Sir, você pensa que o comunismo seja inevitável na América?” E em quase cada caso a resposta será algo como isso: “Oh, bem, não. Não penso assim. Você sabe como são os americanos. Algumas vezes somos um pouco lentos em reagir ao perigo. Você se lembra de Pearl Harbor. Mas o povo americano nunca aceitaria o comunismo.”

A seguir perguntamos: “Bem então, você pensa que o socialismo seja inevitável na América?” A resposta, em quase todo caso será similar a esta: “Não sou socialista, você compreende, mas vejo o que está acontecendo neste país. Sim, tenho que dizer que o socialismo é inevitável.”

Então perguntamos ao nosso entrevistado: “Já que você não é socialista mas sente que o país está sendo socializado, porque não faz algo quanto a isso?”. Sua resposta será similar a: “Sou apenas uma pessoa. Além disso, é inevitável. Você não pode lutar na prefeitura, heh, heh, heh.”

Você não sabe que os camaradas lá da prefeitura estão fazendo tudo o que podem para convencer você disso? Quão eficazmente você se opõem a algo se você sente que sua oposição é fútil? Dar a seu oponente a idéia que se defender é fútil é uma técnica tão velha quanto a guerra. Em aproximadamente 500 AC o senhor da guerra e filósofo chinês Sun Tsu declarou, “A suprema excelência na guerra reside na destruição da vontade de seu inimigo de resistir antecipadamente às hostilidades percebidas”. Chamamos hoje a isso de “guerra psicológica”. No jogo de pôquer, isto é chamado “usar um bom blefe”. O princípio é o mesmo.

Assim temos o povo americano: anti-comunista, mas incapaz de definir isso e anti-socialista, mas pensando que isso seja inevitável. Como Marx viu o comunismo? Como é importante a “inevitabilidade do comunismo” para os comunistas? No que os comunistas querem que você acredite ser inevitável: o comunismo ou o socialismo? Se você estudar o Manifesto Comunista de Marx você descobrirá que em essência Marx disse que a revolução do proletariado estabeleceria a ditadura socialista do proletariado. Para alcançar a ditadura socialista do proletariado três coisas teriam que ser realizadas: (I) a eliminação de todo direito à propriedade privada; (2) a dissolução da unidade da família; e (3) a destruição do que Marx se referia como o “ópio do povo”, ou a religião.

Marx continuou para afirmar que quando a ditadura do proletariado tivesse realizado estas três coisas pelo mundo, e depois de alguma extensão indeterminada de tempo [como você pode imaginar, ele era muito vago sobre este ponto], o Estado todo poderoso definharia miraculosamente e o socialismo de Estado abriria caminho para o comunismo. Você não precisaria de qualquer governo de todo. Tudo seria paz, doçura e luz e todo mundo viveria feliz para sempre. De início, todos os comunistas devem trabalhar para estabelecer o socialismo.

Você não pode apenas ver Karl Marx realmente acreditando que um estado onipotente desapareceria. Ou você pode imaginar que um Joseph Stalin (ou qualquer outro homem com a cobiça e a brutalidade necessária para subir ao topo de uma ditadura todo poderosa) voluntariamente desmantelaria o poder que ele tinha construído pelo medo e pelo terror? *

(*Karl Marx foi contratado por um grupo misterioso que se auto chamava a Liga dos Homens Justos para escrever o Manifesto Comunista como uma isca demagógica de apelo à multidão. No fato real, o Manifesto Comunista esteve em circulação por muitos anos antes que o nome de Marx fosse amplamente reconhecido para estabelecer sua autoria para este livro de mão revolucionário. Tudo o que Karl Marx realmente fez foi atualizar e codificar os mesmos planos e princípios revolucionários estabelecidos setenta anos antes por Adam Weishaupt, o fundador da Ordem do Illuminati na Bavaria. E, é amplamente reconhecido pelos eruditos sérios deste assunto que a Liga dos Homens Justos era simplesmente uma extensão do Illuminati que foi forçado a ir profundamente para o subterrâneo depois que foi exposto por um assalto em 1786 realizado pelas autoridades bavaras .)

O socialismo seria uma isca, uma desculpa para estabelecer a ditadura. Já que uma ditadura é difícil de ser vendida em termos idealistas, a idéia tinha que ser acrescentada que a ditadura era apenas uma necessidade temporária e logo se dissolveria por seu próprio acordo. Você realmente tem que ser ingênuo para engolir isso, mas milhões o fazem.

A direção de estabelecer o socialismo, não o comunismo, é o núcleo de tudo que os comunistas e os Internos fazem. Marx e todos os seus sucessores no movimento comunista tem ordenado a seus seguidores para trabalharem na construção do socialismo. Se você for ouvir um orador oficial comunista, ele nunca menciona o comunismo. Ele apenas falará da luta para a completa socialização da América. Se você for a uma livraria comunista você descobrirá que toda literatura contém esse tema. Ela não pede o estabelecimento do comunismo, mas sim do socialismo.

E muitos membros da Instituição promovem este tema. A publicação de setembro de 1970 da revista New York contém um artigo do Professor de Harvard John Kenneth Gaibraith, ele próprio um professo socialista. O artigo é intitulado “Richard Nixon e o Grande Renascimento Socialista.” Ao descrever o que ele chama de “Plano de Jogo de Nixon”, Gaibraith declara:

“Mr. Nixon provavelmente não é um grande leitor de Marx, mas [seus conselheiros] Drs. Burns, Shultz e McCracken são excelentes eruditos que o conhecem bem e podem ter mantido o Presidente atualizado e está além da negação que a crise que ajudou a apressar o socialismo foi engenheirada pela administração.”

Dr. Gaibraith começou seu artigo declarando:

“Certamente o desenvolvimento menos previsto sob a administração Nixon foi este novo impulso ao socialismo. Encontramos pessoas que ainda não estão cientes disso. Outros devem estar esfregando os olhos, por certamente os presságios parecerem todos ao contrário. Como um oponente do socialismo, Mr. Nixon pareceu constante”.

Gaibraith então continua para listar os passos gigantes na direção do socialismo tomados pela administração Nixon. A conclusão que se tira do artigo é que o socialismo, seja ele dos partidos democrata ou republicano, é inevitável. O companheiro socialista de Harvard Dr. Arthur Schlesinger tem dito muito a mesma coisa:

“Os principais ganhos liberais no passado geralmente permanecem nos livros do estatuto quando os conservadores recuperam o poder e o liberalismo cresce constantemente mais liberal, e pelo mesmo princípio, o conservadorismo se torna constantemente menos conservador”.

Muitos indivíduos extremamente patriotas tem inocentemente caído pela linha da conspiração. Walter Trohan, colunista emérito do Chicago Tribune e um dos mais expressivos comentadores políticos da América, tem acuradamente notado:

“É um fato conhecido que hoje as políticas de governo, sejam elas republicanas ou democratas, estão mais perto da plataforma de 1932 do Partido Comunista do que estão de suas próprias plataformas naquele ano crítico. Mais de cem anos atrás, em 1848 para ser exato, Karl Marx promulgou o programa dele para o Estado socializado no Manifesto Comunista”.

E Mr. Trohan também tem sido levado a acreditar que a tendência é inevitável:

“Os conservadores devem ser realistas o suficiente para reconhecerem que este país está indo mais profundo no socialismo e verá a expansão do poder federal, estejam no poder os republicanos ou os democratas. O único conforto que eles podem ter é que o passo será mais vagaroso sob Richard M. Nixon do que poderia ter sido sob Hubert H. Humphrey. Os conservadores terão que reconhecer que a administração Nixon abraçará a maioria do socialismo das administrações democráticas anteriores, conquanto professe melhorar isso”.

A Instituição promove a idéia da inevitabilidade do comunismo por sua perversão de termos usados na descrição do espectro político. [veja mapa 1]. Nos é dito que no extremo da esquerda política encontramos o comunismo, que é admitidamente ditatorial. Mas também nos é dito que igualmente a ser temido é o oposto da extrema esquerda, isto é, a extrema direita, que é rotulada de Fascismo. Constantemente nos é dito que devemos todos tentar ficar no meio da estrada, o que é chamado de democracia, mas que para a Instituição significa o Socialismo Fabiano. [o fato que o meio da estrada tem estado se movendo inexoravelmente na direção da esquerda por 40 anos é ignorado]. Aqui está um excelente exemplo do uso de falsas alternativas. Nos é dada a escolha entre o comunismo [socialismo internacional] por um lado do espectro e o Nazismo [nacional socialismo] por outro lado, ou o Socialismo Fabiano no meio. O espectro inteiro é socialista!

Isto é absurdo. Onde você coloca um anarquista neste espectro? Onde você coloca uma pessoa que acredita em uma República Constitucional e no sistema do livre empreendimento? Ela não é representada aqui, ainda que este espectro seja usado para definições políticas por provavelmente 90% das pessoas do país.

Mapa I e 2

#1

A Ditadura da Democracia – Ditadura

O Comunismo – o Socialismo Fabiano – Fascismo

#2

Governo Total  – Anarquia

Comunismo Constitucional

República Fascista

Governo Limitado  – Socialismo

Faraóismo

Cesarismo

O Mapa 1 apresenta um falso espectro político de esquerda e direita usado pelos liberais os quais tem o comunismo [socialismo internacional] na extrema esquerda e seu gêmeo, o Fascismo [o socialismo nacional] na extrema direita. No meio da estrada estando o Socialismo Fabiano. O inteiro espectro é socialista.

O Mapa 2 é um espectro político mais racional com o governo total em qualquer forma na extrema esquerda e nenhum governo ou anarquia na extrema direita. Os EUA eram uma república com um governo limitado, mas nos últimos 60 anos temos estado nos movendo na direção da esquerda pelo espectro para um governo total com cada nova peça de legislação socialista.

Há um espectro político acurado. (veja o mapa 2.) O Comunismo é, por definição, governo total. Se você tem um governo total, faz pouca diferença se você o chama de comunismo, fascismo, socialismo, cesarismo ou faraoísmo. Tudo é bem a mesma coisa do ponto de vista da pessoa que deve viver e sofrer sob isso. Se o governo total [por qualquer um de seus pseudônimos] permanece na extema esquerda então por lógica a extrema direita deva representar a anarquia, ou nenhum governo.

Nossos Pais Fundadores se revoltaram contra o governo quase total da monarquia inglesa. Mas eles sabiam que não ter qualquer governo significaria o caos. Assim eles criaram uma República Constitucional com um governo muito limitado. Eles sabiam que os homens prosperam em liberdade. Embora o sistema do livre empreendimento não seja especificamente mencionado na Constituição, ele é o único que pode existir em uma República Constitucional. Todos os sistemas coletivistas exigem o poder no governo que a Constituição não garantiu. Os nossos Pais Fundadores não tinham qualquer intenção em permitir que o governo se tornasse um instrumento de roubar o fruto do trabalho de um homem e dá-lo a outro que não o havia ganho. O nosso governo era para ser um de poderes severamente limitados. Thomas Jefferson disse: “Em questões de poder então não vamos mais ser ouvidos sobre a confiança no homem, mas livra-lo dos enganos pelas cadeia da Constituição.” Jefferson sabia que se o governo não fosse escravo, logo as pessoas o seriam.

Era opinião de Jefferson que o governo que governa melhor é o que governa menos. Nossos antepassados estabeleceram este país com a menor quantidade possível de governo. Embora eles tenham vivido em uma idade anterior aos automóveis, luzes elétricas e televisão, eles entendiam a natureza humana e sua relação com os sistemas políticos muito melhor do que o fazem a maioria dos americanos de hoje. O tempo muda, a tecnologia muda, mas os princípios são eternos. Primariamente, o governo tinha que fornecer a defesa nacional e criar um sistema de justiça. Mas temos queimado as cadeias das quais falou Jefferson  agora e por muitos anos temos no movido na direção da esquerda pelo espectro político na direção do governo total coletivista. Cada proposta de nossos líderes políticos [incluindo alguns que são supostos de ter o próprio efeito oposto, tal como a proposta de partilha de redimentos de Nixon] nos leva mais para a esquerda para um governo centralizado. Isto não é porque o socialismo seja inevitável. Ele não é mais inevitável que o Faraóismo. Ele é grandemente o resultado do planejamento sagaz e do gradualismo paciente.

Já que todos os comunistas e seus patrões Internos estão movendo uma luta constante pelo socialismo, vamos definir o termo.  O socialismo geralmente é definido como a propriedade e/ou controle do governo sobre os meios básicos de produção e distribuição de bens e serviços. Quando analisado, isto significa que o governo controla tudo, inclusive você. Todos os controles são controles de pessoas. Se o governo controla estas áreas, ele pode eventualmente fazer exatamente como Marx estabeleceu fazer – destruir o direito da propriedade privada, eliminar a família e dizimar a religião.

Estamos sendo socializados na América e todo mundo sabe disso. Se nós tivéssemos a possibilidade de sentarmo-nos e tomarmos uma xícara de café com o homem na rua que tem sido entrevistado, ele poderia dizer: “Você sabe, a única coisa que nunca entendi é porque todas essas pessoas muito, muito ricas como os Kennedys, os Fords, os Rockefellers e outros são a favor do socialismo. Porque os super ricos são a favor do socialismo? Eles não são aqueles que tem mais a perder? Dou uma olhada em minha conta bancária e a comparo com a de Nelson Rockefeller e me parece engraçado eu ser contra o socialismo e ele estar o promovendo”. Isto é engraçado? Na realidade, há uma vasta diferença entre o que os promotores definem como socialismo e o que na verdade eles praticam. A idéia de que o socialismo seja um programa de divisão de riqueza é estritamente um jogo de confiança para fazer o  povo render a sua liberdade ao todo poderoso governo coletivista. Enquanto os Internos nos dizem que estamos construindo um paraíso na Terra, quando na realidade costruimos uma prisão para nós mesmos.

Não lhe parece estranho que alguns dos indivíduos que empurram fortemente o socialismo tenham sua própria riqueza pessoal protegida em trust de família e fundações isentas de impostos? Homens como Rockefeller, Ford e Kennedy estão em cada programa socialista conhecido pelo homem que aumentará seus impostos. Ainda que eles paguem pouco, se é que pagam alguma coisa, dos impostos.  Um artigo publicado pela “North American Newspaper Alliance” em agosto de 1967 conta como os Rockefellers pagam praticamente nenhum imposto sobre a renda, a despeito de sua vasta riqueza. O artigo revela que um dos Rockefellers pagou o grande total de 685 dólares de imposto de renda durante um ano recente. Os  Kennedys tem seu Chicago Merchandise Mart, suas mansões, iates, aviões, etc., todos de propriedade de sua miríade de fundações e trusts de família. Os impostos são para os peões! Ainda que hipócritas como  Rockefeller, Ford e Kennedy se apresentem como grandes campeões dos oprimidos. Se eles realmente estivessem preocupados com o pobre, muito mais que usar o socialismo como meio de obter poder político pessoal, eles se desvestiriam de suas próprias fortunas. Não há lei que evite que eles abram mão de suas próprias fortunas para eliminação da pobreza. Estes homens não deveriam dar o exemplo? E praticar o que eles pregam? Se eles advogam a partilha das riquezas, eles não devem começar com a deles próprios  ao invés do que com os bens da classe média que paga quase todos os impostos? Porque Nelson Rockefeller e Henry Ford II não abrem mão de sua riqueza, retendo apenas o suficiente para se colocarem na média nacional? Você pode imaginar Teddy Kennedy abrindo mão de sua mansão, avião e iate e se mudando para uma casa de 25.000 dólares com uma hipoteca de 20.000 dólares como o resto de nós?

Geralmente nos é dito que esta claque dos super ricos é socialista porque eles tem um complexo de culpa com a riqueza que ganharam e não conquistaram. Novamente, eles podem aliviar estes supostos complexos de culpa simplesmente ao se desvestirem de sua riqueza não conquistada. Há sem dúvida muitos bons fazedores de fortuna que tem recebido um complexo de culpa pelos seus professores da universidade, mas isto não explica as ações de Internos como os Rockefellers, Fords ou Kennedys. Todas as ações deles os traem como buscadores do poder.

Mas os Kennedys, Rockefellers e seus confederados super-ricos não estão sendo hipócritas ao advogarem o socialismo. Pode parecer ser uma contradição para os super ricos trabalharem para o socialismo e a destruição do livre empreendimento, mas na realidade não é.

O nosso problema é que a maioria de nós acredita que o socialismo seja o que os socialistas querem que nós acreditemos – um programa de partilha da riqueza. Esta é a teoria. Mas como isso funciona? Vamos examinar os únicos países socialistas segundo a definição socialista da palavra no mundo hoje. Estes são países comunistas. Os próprios comunistas se referem a estes países socialistas como União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Aqui na realidade do socialismo, você tem uma pequenina claque oligárquica no topo, geralmente somando não mais de 3% da população total, controlando a riqueza total, a produção total e as próprias vidas dos restantes 97%. Certamente até mesmo o mais ingênuo percebe que Mr. Brezhnev não vive como um dos pobres camponeses das grandes estepes russas. Mas, segundo a teoria socialista, ele supostamente faz exatamente isso!

Se alguém entende que o socialismo não é um programa de partilha de riquezas, mas na realidade um método para consolidar e controlar a riqueza, então o aparente paradoxo dos homens super ricos promoverem o socialismo deixa de ser um paradoxo. De fato, tudo se torna lógico, até mesmo o instrumento perfeito dos megalomaníacos buscadores do poder. O comunismo, ou mais acuradamente, o socialismo, não é um movimento das massas oprimidas, mas da elite econômica. O plano dos Internos conspiradores então é socializar os EUA e não comuniza-lo.

Como isto é para ser realizado? O Mapa 3 mostra a estrutura do nosso governo como estabelecido pelos nossos Pais Fundadores. A Constituição do poder governamental fracionado e subdividido em todo meio possível. Os Pais Fundadores acreditavam que cada ramo do governo, seja ele federal, estadual ou municipal seria ciumento de seus próprios poderes e nunca os cederiam a um governo centralizado. Também, muitas fases de nossas vidas (tais como a caridade e a educação) seriam colocadas totalmente, ou quase totalmente, fora das garras dos políticos. Sob um tal sistema você não teria uma ditadura. Para ter uma ditadura devemos ter um único ramo mantendo a maioria das rédeas do poder. Uma vez você tenha isso, a ditadura é inevitável.

Mapas

República Constitucional
Governo Federal
Governos Estaduais
trabalho Finanças Negócios Executivo Legislativo Judiciário Cidade Condado Caridade Polícia Educação

Socialismo Democrático
EXECUTIVO
trabalho Finanças Negócios Legislativo Judiciário Estados Condados Cidades  Caridade Polícia Educação

Uma ditadura era impossível em nossa República porque o poder era amplamente difuso. Hoje, na medida em que nos aproximamos do Socialismo Democrático, todo poder está sendo centralizado no ápice do ramo Executivo do governo federal. Esta concentração de poder torna inevitável uma ditadura. Aqueles que indiretamente controlam o Presidente ganham o controle virtual do país inteiro.

O filósofo inglês Thomas Hobbes notou: “A liberdade é o governo dividido em pequenos fragmentos”  Woodrow Wilson, antes de se tornar um instrumento dos Internos, observou: “Esta história da liberdade é uma história de limitações do poder governamental, não do aumento dele.” E o historiador inglês Lord Acton comentou: “O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente.” Até mesmo embora estes homens viveram depois que a nossa Constituição foi escrita, nossos antepassados entendiam estes princípios completamente.

Mas o que está acontecendo hoje? Na medida em que nos movemos para a esquerda ao longo do espectro político na direção do socialismo, todas as rédeas do poder estão sendo centralizadas no ramo executivo do governo federal. Muito disso está sendo feito ao comprar com a legislação ou com “livres” garantias federais todas as outras entidades. O dinheiro é usado como isca e o anzol é o controle federal. A Suprema Côrte tem determinado, e neste caso muito logicamente, que isto dificilmente é falta do devido processo do governo de regular o que ele subsidia.”

Se você e sua claque quisessem o controle sobre os EUA, seria impossível tomar cada prefeitura, assento de condado e câmara estadual. Você deve querer todo o poder vestido no ápice do ramo executivo do governo federal. Então você tem apenas um homem para controlar o inteiro negócio. Se você quisesse controlar a manufatura nacional, o comércio, as finanças, os transportes e os recursos naturais, você precisaria apenas controlar o ápice, o pináculo do poder, de um governo socialista todo poderoso. Então você teria um monopólio e poderia expulsar todos os seus competidores. Se você quisesse um monopólio nacional você teria que controlar o governo nacional socialista. Se você quisese um monopólio mundial, você deve controlar o governo mundial socialista. Isto é do que se trata todo esse jogo, comunismo, que não é um movimento das massas oprimidas mas um movimento criado, manipulado e usado pelos bilionários que buscam o poder para ganhar o controle sobre o mundo inteiro primeiro estabelecendo governos socialistas em várias nações e então consolidando-os todos por uma “Grande União” em um super Estado mundial todo poderoso de tipo socialista, possivelmente sob os auspícios da ONU. O equilíbrio deste livro sublinhará exatamente como eles tem usado o comunismo para se aproximar de sua meta.

3. OS MANIPULADORES DO DINHEIRO

Muitos professores de história das universidades fazem suas acusações que os livros que estarão usando nas classes de aula são ‘objetivos”. Mas pare e se pegunte: É possível escrever um livro de história sem um particular ponto de vista? Há bilhões de eventos, que ocorrem no mundo a cada dia. Pensar em escrever uma história completa de uma nação cobrindo cada ano é absolutamente impossível.

Não apenas a habilidade do historiador em escrever uma história objetiva está limitada pelo amplo volume de acontecimentos, mas pelo fato que muitos dos acontecimentos mais importantes nunca aparecem nos papéis ou até mesmo nas memórias de alguém. As decisões alcançadas pelos “Grandes Garotos” em salas cheias de fumaça não são relatadas nem mesmo no New York Times, que ostensivamente relata todas as notícias que se adequam a serem impressas.

Para construir seu caso, um historiador deve selecionar um número minúsculo de fatos de um número limitado do que é conhecido se ele não quer ter uma teoria; como ele separa os fatos importantes dos restantes? Como tem ressaltado o Professor Stuart Crane, isto é o motivo pelo qual cada livro prova a teoria do autor. Mas nenhum livro é objetivo. E este livro não é objetivo [os revisores liberais devem ter uma caneta citando o que está fora de contexto]. A informação nese livro é verdadeira, mas o livro não é objetivo. Temos selecionado cuidadosamente os fatos para provar o nosso caso. Acreditamos que a maioria dos outros historiadores tem se focalizado no panorama, e ignorado o que é mais importante: a carta, o menino e o burro.

A maioria dos fatos que estamos apresentando são prontamente verificáveis em qualquer grande biblioteca. Mas nós é que temos arranjado esses fatos na ordem em que eles mais acuradamente revelem seus verdadeiro significado na história. Estes são fatos que a Instituição não quer que você saiba.

Você já teve a experiência de andar por dois terços de um filme de mistério?  É confuso não é? Toda a evidência faz parecer que o mordomo seja o assassino, mas nas cenas finais, você descobre, surpreendentemente, que foi a esposa do homem o tempo todo. Você tem que ficar e ver o início do filme. Então todas as peças ficam no lugar certo e tudo faz sentido.

Esta situação é muito similar aquela em que milhões de americanos se encontram hoje. Eles estão confusos pelos acontecimentos atuais no país. Eles estão como no filme, por assim dizer, indo para sua conclusão. A porção anterior do mistério é necessária para fazer a coisa inteira compreensível. [realmente, não estamos na verdade começando do início, mas estamos indo longe o bastante para dar significado aos acontecimentos de hoje.)

Para entender a conspiração é necessário ter algum conhecimento rudimentar do sistema bancário e, em particular, dos banqueiros internacionais. Conquanto seria uma super simplificação atribuir a inteira conspiração aos banqueiros internacionais, não obstante eles desempenhem um papel chave. Pensar da conspiração como uma mão na qual em um dedo estão os banqueiros internacionais, em outros as fundações, o movimento anti-religioso, o socialismo fabiano e o comunismo. Mas era sobre os banqueiros internacionais que o Professor Quigley estava falando quando ele foi citado anteriormente ao afirmar que a meta deles era nada menos que o controle do mundo por meio das finanças.

Onde os governos obtêm as enormes somas de dinheiro que eles precisam? A maioria, com certeza, vem dos impostos, mas os governos frequentemente gastam mais do que eles voluntáriamente impõem como impostos e desta forma são forçados a tomarem empréstimos. O nosso débito nacional agora é de 445 bilhões de dólares e cada centavo disso foi tomado emprestado com juros de alguém.

O público é levado a acreditar que o nosso governo toma emprestado de pessoas por meio de laços de poupança. Realmente, somente a menor percentagem do débito nacional é mantido por indivíduos dessa forma. A maioria dos laços do governo, exceto aqueles de propriedade do próprio governo por meio e seus fundos de trust, são mantidos por vastas firmas bancárias conhecidas como bancos internacionais.

Por séculos tem havido o grande dinheiro a ser feito pelos banqueiros internacionais ao financiar os governos e os reis. Tais operadores são enfrentados, todavia, com certos problemas espinhosos. Sabemos que as menores operações bancárias se protegem ao tomar um colateral, mas que tipo de colateral você pode obter de um governo ou rei? Que tal se o banqueiro viesse receber e o rei dissesse “corto sua cabeça”? O processo pelo qual alguém coleta uma dívida de um governo ou monarca não é um assunto ensinado nas escolas de negócios de nossas universidades, e a maioria de nós nunca tem estado no negócio de financiar reis – e então assim não tem dado ao problema muito pensamento. Mas há um negócio de financiar reis e aqueles que podem assegurar que a coleta seja de fato lucrativa.

O Professor de Economia Stuart Crane nota que há dois meios usados para coletarizar empréstimos aos governos e reis. Seja qual for a firma de negócios que empreste o grande dinheiro seu credor obtém uma voz no gerenciamento para proteger seu investimento. Como um negócio, nenhum governo pode tomar emprestado o grande dinheiro a menos que seja voluntário a entregar ao credor alguma medida de soberania como um colateral. Certamente os banqueiros internacionais que tem emprestado centenas de bilhões de dólares para os governos trabalham ao redor de um comando considerável de influência nas políticas de tais governos.

Mas a vantagem máxima que o credor tem sobre um rei ou presidente é que se o governante sair da linha o banqueiro pode financiar seu inimigo ou rival. Portanto, se você quer ficar no lucrativo negócio de financiar reis, é sábio ter um inimigo ou rival esperando nas asas para destronar cada rei ou presidente para quem você emprestou. Se o  rei não tem um inimigo, você deve criar-lhe um.

Proeminente no desempenho dese jogo foi a Casa de Rothschild. Seu fundador, Meyer Amschel Rothschild (1743-1812) de Frankfurt, Alemanha, manteve um de seus cinco filhos em casa para dirigir o banco de Frankfurt e enviou os outros para Londres, Paris, Viena e Nápoles. Os Rothschilds se tornaram incrivelmente ricos durante o século XIX ao financiar governos que lutavam uns contra outros. Segundo o Professor Stuart Crane:

“Se você procurar de volta em cada guerra na Europa durante o século XIX, você verá que elas sempre terminaram com o estabelecimento de um “equilíbrio de poder”. Com cada reembaralhamento havido no equilíbrio do poder em um novo agrupamento ao redor da Casa de Rothschild na Inglaterra, França ou  Áustria. Eles agrupavam nações de forma que quando qualquer rei saisse da linha, uma guerra se iniciaria e a guerra seria decidida pelo meio como foi o fianciamento. A pesquisa das posições de débitos das nações guerreiras geralmente indicariam quem era para ser punido. ”

Ao descrever as características dos Rothschilds e as de outros maiores banqueiros internacionais, o  Dr. Quigley nos conta que eles permaneceram diferentes dos banqueiros comuns de vários modos; eles eram cosmopolitanos e internacionais. Eles eram próximos de governos e estavam particularmente interessados nos débitos do governo, incluindo os débitos externos do governo; estes banqueiros vieram a ser chamados banqueiros internacionais. (Quigley, Tragedy and Hope, p.52)

Uma maior razão para o blecaute histórico sobre o papel dos banqueiros internacionais na história política é que os Rothschilds são judeus. E os anti-semitas tem atado as mãos da conspiração para retratar a inteira conspiração como sendo judia. Nada pode estar mais longe da verdade. As tradicionais instituições bancárias anglo-saxônicas J. P. Morgan e Rockefeller tem desempenhado um papel chave na conspiração. Mas não há como negar a importância dos Rothschilds e seus satélites. Contudo, tanto é não razoável como imoral culpar todos os judeus dos crimes dos Rothschilds como igualmente o é atribuir aos batistas todos os crimes dos Rockefellers.

Os membros judaicos da conspiração tem usado uma organização chamada Liga Anti-Difamação como um instrumento para tentar convencer todo mundo que qualquer menção aos Rothschilds ou seus aliados seja um ataque a todos os judeus. Deste modo eles tem impedido quase toda erudição honesta sobre os banqueiros internacionais e tornado o assunto tabu dentro das universidades.

Qualquer indivíduo ou livro explorando esse assunto é imediatamente atacado por centenas de comitês da Liga Anti-Difamação por todo o país. A Liga Anti-Difamação nunca permitiu que a verdade ou lógica interferisse com seus negócios altamente profissionais. Quando nenhuma evidência é aparente, a Liga Anti-Difamação que claramente se opôs ao chamado “McCarthyismo,” acusa as pessoas de serem latentes anti-semitas. Você pode imaginar como eles gritariam se alguém os acusasse de serem latentes comunistas?

Realmente, ninguém tem o direito de ficar mais zangado com a claque dos Rothschild do que o povo judeu. Os Warburgs, parte do império Rothschild, ajudaram a financiar Adolph Hitler. Havia poucos, se algum, dos Rothschilds ou dos Warburgs nos campos de prisioneiros nazistas! Eles durante a guerra ficaram em luxuosos hotéis em Paris ou emigram para os EUA ou Inglaterra. Como um grupo, os judeus tem sofrido principalmente nas mãos destes buscadores de poder. Um Rothschild tem muito mais em comum com um Rockefeller do que ele tem com um alfaiate de Budapest ou do Bronx.

Já que a mera chave dos impérios dos banqueiros internacionais tem sido os laços de governo, tem sido do interesse desses banqueiros encorajar a dívida do governo. Quanto mais alta a dívida, maior o juro. Nada dirige um governo tão profundamente para a dívida que uma guerra. E não tem sido uma prática não usual entre os banqueiros internacionais financiarem ambos os lados dos mais sangrentos conflitos militares. Por exemplo, durante a nossa Guerra Civil o Norte foi financiado pelos Rothschilds através do agente americano deles, August Belmont, e um Sul por meio dos Erlangers, parentes dos Rothschild .

Mas conquanto guerras e revoluções tem sido úteis para os banqueiros internacionais para ganhar ou aumentar o controle sobre os governos, a chave de tal controle tem sempre sido o controle do dinheiro. Você pode controlar um governo  se você o tem em dívida; um credor está em posição de exigir privilégios de monopólio da soberania. Os governos que buscam o dinheiro tem garantido monopólios no banco estatal, recursos naturais, concessões de petróleo e transporte. Contudo, o monopólio que os banqueiros internacionais mais ambicionam é o de controlar o dinheiro do país.

Eventualmente estes banqueiros internacionais realmente possuem como corporações particulares os bancos centrais de várias nações européias. O Banco da Inglaterra, o Banco da França e o Banco da Alemanha não são de propriedade de seus próprios governos, como quase todo mundo imagina, mas são monopólios de propriedade privada garantidos por chefes de Estado, geralmente em troca de empréstimos. Sob este sistema, observou Reginald McKenna, Presidente do Midlands Bank da Inglaterra: “Aqueles que criam e publicam o dinheiro e a publicação do dinheiro e do crédito dirigem as políticas do governo e mantém em suas mãos o destino das pessoas”. Uma vez um governo esteja em débito com os banqueiros ele está a mercê deles. Um exemplo assustador foi citado pelo London Financial Times de 26 de setembro de 1921, que revelou até mesmo naquele tempo:

“Meia dúzia de homens no topo de Cinco Grandes Bancos podem desapontar o inteiro tecido das finanças do governo ao refrea-lo de renovar os Bonus do Tesouro.”

Todos aqueles que tem desejado o controle ditatorial sobre as nações modernas tem entendido a necessidade de um banco central. Quando a Liga dos Homens Justos contratou um golpista revolucionário chamado Karl Marx para escrever um anteprojeto para a conquista chamado Manifesto Comunista, a quinta plataforma lê: “A centralização do crédito nas mãos do Estado, por meios de um banco Estatal com um capital Estatal e um monopólio exclusivo”. Lenin mais tarde disse que a Instituição de um Banco Central era 90% da comunização de um país. Tais conspiradores sabiam que você não podem tomar o controle de uma nação sem a força militar a menos que a nação tenha um Banco Central pelo qual você possa controlar sua economia. O anarquista Bakunin sarcasticamente ressaltou sobre os seguidores de Karl Marx: “Eles tem um pé no banco e um pé no movimento socialista”.

Os financiadores internacionais criaram seu próprio homem de frente a cargo de cada Banco Central da Europa. O Professor Quigley relata:

“Não deve ser sentido que estas cabeças de chefes de Bancos Centrais mundiais sejam elas próprias poderes substantivos nas finanças mundiais. Eles não eram. Muitos mais, eles eram os técnicos e agentes dos dominantes banqueiros de investimento de seus próprios países, que os tem elevado e eram prontamente capazes de os destronarem. Os substantivos poderes financeiros do mundo estavam nas mãos destes banqueiros de investimentos [também chamado de internacionais ou banqueiros mercantis] que permaneceram grandemente por trás das cenas em seus próprios bancos particulares e não incorporados. Estes formaram um sistema de cooperação internacional e dominância nacional que foi mais particular, mais poderosa e mas secreta do que aquela de seus agentes nos bancos centrais.”  (Quigley, op. cit., pp.326-7.)

Dr. Quigley também revela que os banqueiros internacionais que possuiam e controlavam os Bancos da Inglaterra e da França mantiveram seu poder até mesmo depois que estes bancos foram teoricamente socializados.

Naturalmente aqueles que controlavam os bancos centrais na Europa estavam ávidos para começarem a apressar uma instituição similar nos EUA. Desde os dias mais iniciais, os Pais Fundadores tinham estado cientes das tentativas de controlar a América por meio da manipulação do dinheiro e eles realizaram uma batalha com os banqueiros internacionais. Thomas Jefferson escreveu a John Adams: “Sinceramente acredito, com você, que as instituições bancárias são mais perigosas do que os exércitos em posição.”

Mas até mesmo embora a América não tivesse tido um banco central depois que o Presidente Jackson o aboliu em 1836, os financiadores europeus e seus agentes americanos manipularam para obter uma grande quantidade de controle sobre o nosso sistema monetário. Gustavus Myers, em seu livro “History of The Great American Fortunes”, revela:

“Sob a superfície, os Rothschilds por muito tempo tiveram uma poderosa influência em ditar as leis financeiras americanas. Os registros de leis mostram que eles eram poderes no velho Banco dos EUA [abolido por Andrew Jackson].”

Durante o século XIX, os principais financiadores do Leste metropolitano frequentemente cortaram as gargantas uns dos outros, mas na medida em que suas vítimas ocidentais e rurais começaram a se organizar politicamente, os “barões do roubo” viram que eles tinham uma “comunidade de interesse” na direção da qual eles deviam trabalhar juntos para se protegerem de milhares de fazendeiros irados e competidores que subiam e apareciam. Esta difusão do poder econômico foi um dos principais fatores no estímulo das demandas por um Banco Central pelos futuros monopolistas financeiros e de negócios.

Nos anos de “Plunder Proctor” Hansl escreve sobre esta era:

“Entre os Morgans, Kuhn-Loebs e outros pilares similares da ordem industrial havia menos disposição em se tornar envolvidos em desacordos que levassem ao deslocamento financeiro. Uma comunidade de interesse veio a existência, com resultados que foram altamente benéficos.”

Mas exceto dos maiores centros do Leste, a maioria dos banqueiros americanos e seus clientes ainda não confiavam no conceito inteiro.

Em ordem de mostrar as terras remotas que eles iriam necesitar de um sistema de banco central, os banqueiros internacionais criaram uma série de pânicos como uma demonstração de seu poder e um aviso do que poderia acontecer a menos que o resto dos banqueiros entrassem na linha. O homem a cargo de conduzir estas lições era J. Pierpont-Morgan, nascido americano e educado na Inglaterra e na Alemanha. Morgan é referido por muitos, incluindo pelo congressista Louis McFadden, (um banqueiro que por dez anos chefiou o Comitê de Bancos e Moeda da Câmara], como o principal agente americano dos ingleses Rothschilds.

Pela virada do século J. P. Morgan já tinha uma velha mão em criar pânicos artificiais. Tais casos eram bem coordenados. O Senador Robert Owen, um co-autor do Ato do Federal Reserve, (que mais tarde lamentou profundamente seu papel), testemunhou diante de um Comitê do Congresso que o banco que ele possuia recebeu da Associação dos Banqueiros Nacionais o que veio a ser conhecido como “A Circular do Pânico de 1893.” Ele declarou: “Você deverá retirar um terço de sua circulação e pedir metade de seus empréstimos”

O historiador Frederick Lewis Allen conta na revista Life de 25 de abril de 1949, do papel de Morgan na disseminação de rumores do “Knickerbocker Bank and The Trust Company of America”, cujos rumores desencadearam o pânico de 1907. Em resposta a pergunta: “O Morgan precipitou o pânico?”  Allen relata:

“Oakleigh Thorne, o presidente de uma companhia particular trust, testemunhou mais tarde diante de um comitê do congresso que o banco dele tinha sido submetido a apenas retiradas moderadas, que ele não havia se candidatado a ajuda, e que foi apenas o “ponto dolorido” da declaração de Morgan  que tinha causado a corrida ao banco dele. Por estes testemunho, mais as medidas disciplinares tomadas pela Clearing House contra os bancos de Heinze, Morse e Thomas, mais outros fragmentos de evidência supostamente pertinentes, certos cronistas tem chegado a engenhosa conclusão que os interesses de Morgan tiraram vantagem das condições incertas durante o outono de 1907 para precipitar o pânico, o guiando astuciosamente na medida em que ele progredia de forma a matar os bancos rivais e consolidar a proeminência dos bancos dentro da órbita de Morgan”.

O “pânico” que Morgan tinha criado, ele continuou a terminar praticamente sozinho. Ele tinha estabelecido o ponto dele. Frederick Allen explica:

“A lição do pânico de 1907 foi clara, embora não por alguns seis anos ele foi destinado a ser expressado na legislação; Os EUA gravemente precisavam de um sistema central bancário.”

O homem que era para desempenhar a parte mais significativa em fornecer a América o Banco Central foi  Paul Warburg, que junto com seu irmão Felix tinha imigrado para os EUA da Alemanha em 1902. (veja mapa 4.) Eles deixaram o irmão Max (mais tarde o maior financiador da Revolução russa) em casa em Frankfurt para dirigir o banco da família (M. N. Warburg & Company).

Paul Warburg se casou com Nina Loeb, filha de Solomon Loeb de “Kuhn, Loeb and Company”, a mais poderosa firma bancária internacional da América. O irmão  Felix se casou com Frieda Schiff, filha de Jacob Schiff, o poder governante por trás de “Kuhn, Loeb”. Stephen Birmingham escreve em seu livro de autoridade “Our Crowd”: “No século XVIII os  Schiffs e os Rothschilds partilhavam uma casa dupla” em Frankfurt. Schiff relatadamente comprou sua parceiria em Kuhn, Loeb com o dinheiro de Rothschild.

Paul e Felix Warburg se tornaram sócios na “Kuhn, Loeb and Company”.

Em 1907, o ano do pânico precipitado por Morgan, Paul Warburg começou a passar quase todo o seu tempo escrevendo e palestrando sobre a necessidade de uma “reforma bancária”. ” Kuhn, Loeb and Company” estava superficialmente estimulada pelo público sobre o assunto para mante-lo com um salário de 500.000 dólares por ano enquanto nos seguintes seis anos ele doava seu tempo para o ‘bem público”.

Trabalhando com Warburg na promoção dessa “reforma bancária” estava Nelson Aldrich, conhecido como “o corretor da bolsa de Morgan no Senado.” A irmã de Aldrich, Abby, se casou com John D. Rockefeller Jr. [o atual governador de New York recebeu o nome de seu avô materno]

Mapa 4

FEDERAL RESERVE

Nina Loeb  PauI Warburg  Max Warburg

Kuhn, Loeb & Co.     Ilha Jekyl

Felix Warburg  Nelson Aldrich

Freida Schiff  Frank Vanderlip

Henry Davison

Jacob Schiff  “Colonial” House  Piatt Andrew

Benjamin Strong

Woodrow Wilson

Depois do pânico de 1907, Aldrich foi indicado pelo Senado como chefe da Comissão Monetária Nacional. Embora ele não tivese qualquer conhecimento técnico de banco, Aldrich e seu séquito passaram quase dois anos e 300.000 dólares do dinheiro dos contribuintes bebendo vinho e jantando com os proprietários dos bancos centrais da Europa na medida em que viajavam pelo continente “estudando’ os bancos centrais. Quando a comissão voltou de seu luxuoso festejo ela não realizou encontros e nem fez relatórios por quase dois anos. Mas o Senador Aldrich estava ocupado arranjando as coisas. Junto com Paul Warburg e outros banqueiros internacionais, ele programou um dos encontros mais secretos na história dos EUA. O Rockefeller e o agente Frank Vanderlip admitiram muitos anos mais tarde nas memórias deles:

“A despeito de minhas opiniões sobre o valor para a sociedade de maior publicidade dos negócios das corporações, houve uma ocasião, perto de 1910, quando fui sigiloso, de fato furtivo, como qualquer conspirador. Não sinto isto seja qualquer exagero ao falar de nossa expedição secreta às Ilhas Jekyl na ocasião da atual concepção do que eventualmente veio a ser o Sistema Federal Reserve.”

Este sigilo foi bem garantido. Em jogo estava o controle da economia inteira. O Senador Aldrich tinha publicado convites confidenciais para Henry P. Davison da J. P. Morgan & Company; Frank A. Vanderlip, Presidente do National City Bank de propriedade de Rockefeller; A. Piatt Andrew, Secretário Assistente do Tesouro; Benjamin Strong da Bankers Trust Company de Morgan; e Paul Warburg. Todos eles o acompanharam as Ilhas Jekyl, Georgia, para escreverem as recomendações finais do relatório da Comissão Monetária Nacional.

Na Ilha Jekyl, escreve B. C. Forbes em seu livro “Men Who Are Making America”:

“Depois de uma discussão geral foi decidido rascunhar certos amplos princípios com os quais todos concordavam. Cada membro do grupo votou por um banco central como sendo a ideal pedra fundamental para qualquer sistema bancário” (Page 399)

Warburg ressaltou que o nome “banco central” deveria ser evitado a todos os custos. Foi decidido promover o esquema como um sistema de “reserva regional” com quatro [mais tarde doze] ramos em diferentes seções do país. Os conspiradores sabiam que o Banco de New York dominaria o resto, que seriam “elefantes brancos” para enganar o público.

Fora do encontro da Ilha Jekyl ficou completo o relatório da Comissão Monetária e a Lei Aldrich. Warburg tinha proposto que a lei fosse chamada “Sistema Federal Reserve”, mas Aldrich insistiu que seu próprio nome já estava associado na mente do público com a reforma bancária e que levantaria suspeita se uma lei fosse introduzida e não levasse seu nome. Contudo, o nome de Aldrich anexo a esta lei provou ser o beijo da morte, já que qualquer lei levando seu nome obviamente era um projeto dos banqueiros internacionais.

Quando a Lei Aldrich não pôde ser aprovada pelo congresso, uma nova estratégia tinha que ser divisada. O Partido Republicano estava tão estreitamente ligado a Wall Street. A única esperança para um banco central era disfarça-lo e te-lo apresentado pelos democratas como uma medida de despir Wall Street de seu poder. A oportunidade de fazer isso veio com a aproximação da eleição presidencial de 1912. O presidente republicano William Howard Taft, que tinha sido contrário a Lei Aldrich, parecia uma aposta segura para reeleição até que o predecessor de Taft, o republicano Teddy Roosevelt, concordou em concorrer pelo Partido Progressivo. Em ” America’s 60 Families”, Ferdinand Lundberg reconhece:

“Tão logo Roosevelt significou que novamente desafiaria Taft, a derrota do presidente era inevitável. Embora houvesse uma luta de três cantos [Taft-Roosevelt-Wilson] Roosevelt tinha [os agentes de Morgan Frank] Munsey e [George] Perkins constantemente em seus calcanhares, fornecendo dinheiro, indo a suas palestras [falas], trazendo as pessoas de Wall Street para ajudar, e, em geral, levando o inteiro fardo da campanha contra. Perkins e J. P. Morgan and Company eram em substância o Partido Progressivo; tudo o mais era enfeite. Em resumo, a maior parte dos fundos de campanha de Roosevelt foi fornecido pelos dois homens de Morgan que estavam querendo o escalpo de  Taft.” (Pp.110-112)

O candidato democrata, Woodrow Wilson, era igualmente propriedade de Morgan. Dr. Gabriel Kolko em seu “The Triumph of Conservatism”, relata: “Em 1907 ele [Wilson] apoiou a Lei Aldrich sobre os bancos, e estava cheio de orgulho do papel de Morgan na sociedade americana.” (Pagina 205) Segundo Lundberg: “Por quase 20 anos antes de sua nomeação Woodrow Wilson tinha se movido na sombra de Wall Street.” (Página 112)

Woodrow Wilson e Teddy Roosevelt realizaram a parada do apito pelo país tentando afastar o outro em floridas e hipócratas denúncias do “trust do dinheiro” de Wall Street – o mesmo grupo de Internos que estava financiando a campanha de ambos.

Dr. Kolko continua para nos dizer que, no início de 1912, a reforma bancária parecia um “assunto morto”. O movimento da reforma bancária tinha se isolado. Wilson ressucitou a matéria e prometeu ao país um sistema de dinheiro livre do domínio dos banqueiros internacionais de Wall Street. Sobretudo, a pataforma democrata expressamente afirmou: “Somos opostos ao plano Aldrich para um banco central.” Mas os ‘Grandes Garotos” sabiam o que eles haviam comprado. Entre os financiadores internacionais que contribuiram pesadamente para a campanha de Wilson, além daqueles já nomeados, estavam Jacob Schiff, Bernard Baruch, Henry Morgenthau, Thomas Fortune Ryan, e o publicante do New York Times, Adolph Ochs

Os cães de guarda dos Internos que controlavam Wilson e guiavam o programa pelo Congresso era o misterioso Coronel Edward Mandel House, o educado filho britânico de um representante dos interesses financeiros ingleses na América do Sul. O título era honorário; House nunca serviu como militar. Ele era estritamente o puxador dos fios por trás das cenas e é visto por muitos historiadores como o real presidente dos EUA durante os anos de Wilson. House autorou um livro, “Philip Dru: Administrator”, no que ele escreveu sobre estabelecer o “socialismo como sonhado por Karl Marx” Como passos na direção de sua meta, House, tanto em seu livro quanto na vida real, pedia pela passagem de uma graduada taxa sobre a renda e um banco central fornecendo “uma moeda flexível” [ínflável]. O graduado imposto sobre a renda e um banco central eram duas das dez plataformas do Manifesto Comunista.

Em seus ‘The intimate Papers do Coronel House1, o Professor Charles Seymour se refere ao “Coronel” como ‘o invisível anjo guardião” do Ato do Federal Reserve. O trabalho de Seymour contém numerosos documentos e registros mostrando o contacto constante entre House e Paul Warburg enquanto o Ato do Federal Reserve estava sendo preparado e pilotado através do congresso. O biógrafo George Viereck nos asegura que  “os Schiffs, os Warburgs, os Kahns, os Rockefellers, e os Morgans colocaram sua fé em House”. A fé deles foi amplamente recompensada.

Para apoiar a ficção e que o Ato do Federal Resere era uma “lei do povo”, os financiadores internos colocaram uma tela de fumaça de oposição a isso. Este foi exatamene o caso de Br’er Rabbit suplicando não ser derrubado no caminho de Briar. Aldrich e Vanderlip denunciaram que na realidade era sua própria lei. Quase 25 anos depois Frank Vanderlip admitiu: “Agora embora o Plano do Federal Reserve de Aldrich tenha sido derrotado quando levou o nome de Aldrich, não obstante é essencial ressaltar que tudo no plano foi finalmente adotado.”

Tirando vantagem do desenho do Congresso se suspender para o Natal, o Ato do Federal Reserve foi aprovado em 22 de dezembro de 1913 pela votação de 298 contra 60 na Câmara, e no Senado por uma maioria de 43 contra 25. Wilson tinha cumprido a vontade dos Internos em retribuição a te-lo feito presidente.  Warburg disse a House, “Bem, ele não tem bem tudo que queremos, mas a falta pode ser ajustada mais tarde pelo processo administrativo.”

Houve uma oposição genuina ao Ato mas ela não pôde se equiparar com o poder dos advogados da lei. O conservador Henry Cabot Lodge Sr. proclamou com grande previsão: “A lei como ele está me parece abrir caminhos a uma vasta inflação da moeda. Não gosto de pensar que qualquer lei possa ser aprovada que tornará possível submergir do padrão ouro em uma enchente de irremediável papel moeda” (Congressional Record, 10 de junho de 1932.) Depois do voto, o congressista Charles A. Lindbergh Sr., pai do famoso aviador, disse ao Congresso:

“Este ato estabelece o mais gigantesco trust na Terra. Quando o presidente assina este ato o governo invisível pelo poder do dinheiro, provado existir pela investigação do Trust do Dinheiro, será legalizado. Esta é a Lei Aldrich disfraçada. A nova lei criará a inflação seja quando for que os trusts queiram a inflação.”

O Ato do Federal Reserve era, e ainda é, visto como uma vitória da “democracia” sobre o “trust do dinheiro”. Nada pode estar mais longe da verdade.

O inteiro conceito de um banco central foi engenheirado pelo mesmo grupo que era suposto ser despido do poder. O mito de que o ‘trust do dinheiro” tinha sido desvestido devia ter sido explodido quando Paul Warburg foi indicado para a primeira diretoria do Federal Reserve – uma diretoria escolhida a dedo pelo Coronel House. Paul Warburg abriu mão de seu emprego de 500.000 dólares por ano com Kuhn, e o parceiro de Loeb pegou o emprego de 12.000 dólares por ano do Federal Reserve. Os acidentalistas que ensinam em nossas universidades querem nos fazer acreditar que ele fez isso porque era um cidadão “cheio de espírito púbico”. E o homem que serviu como presidente do Banco Feceral Reserve de New York durante seus anos críticos iniciais era o mesmo Benjamin Strong dos interesses de Morgan, que acompanhou Warburg, Davison, Vanderlip et al. a Ilha Jekyl, Georgia, para rascunhar a Lei Aldrich.

Quão poderoso é o nosso banco central? O Federal Reserve controla nosso suprimento de dinheiro e taxas de juros, e portanto manipula a inteira economia criando inflação ou deflação, recessão ou explosão, e enviando o mercado de ações para cima e para baixo a vontade dele. O Federal Reserve é tão poderoso que o congressista Wright Patman, presidente do Comitê de Bancos da Câmara, sustenta:

“Hoje nos EUA de fato temos dois governos: temos o governo legalmente constituído e temos um governo independente, não controlado e não coordenado no Sistema do Federal Reserve, operando os poderes do dinheiro que são reservados ao Congresso pela Constituição”.

Nem Presidentes, Congressistas ou Secretários de Tesouro dirigem o Federal Reserve! Em assuntos de dinheiro, o Federal Reserve os dirige! O poder não controlado do Federal Reserve foi admitido pelo Secretário do Tesouro David M. Kennedy em uma entrevista de 5 de maio de 1969, da publicação do U.S. News & World Report:

“P. Você aprova os mais recentes movimentos estreitadores do crédito?

R. Não é meu trabalho aprovar ou desaprovar. Esta é uma ação do Federal Reserve.”

O Prof. Carroll Quigley das Universidades de Harvard, Princeton e Georgetown escreveu um livro revelando o plano dos banqueiros internacionais de controlar o mundo por trás das cenas políticas e financeiras.  Quigley revelou os planos dos bilionários de estabelecerem uma ditadura dos super ricos disfarçada em democracias de trabalhadores.

J. P. Morgan criou o pânico artificial usado como uma desculpa para aprovar o Ato do Federal Reserve. Morgan foi instrumental em empurrar os EUA na primeira guerra mundial para proteger seus empréstimos ao governo britânico. Ele financiou grupos socialistas para criar um governo centralizado todo poderoso o qual os banqueiros internacionais controlariam no ápice por trás das cenas. Depois de sua morte, seus parceiros ajudaram a financiar a Revolução Bolchevista na Rússia.

E, bastante curiosamente, o Sistema do Federal Reserve nunca tem sido auditado e tem firmemente resistido a todas as tentativas do presidente do Comitê de Bancos da Câmara, Wright Patman, de audita-lo . (N. Y. Times, 14 de setembro de 1967.)

Quão bem sucedido tem sido o Sistema do Federal Reserve? Depende de seu ponto de vista. Desde que  Woodrow Wilson fez seu juramento presidencial, o débito nacional tem aumentado de 1 bilhão de dólares para 445 bilhões. A quantidade total de juros pagos desde então aos banqueiros internacionais que mantém o débito é surpreendente, com os juros tendo se tornado o terceiro maior item do orçamento federal. Os juros da dívida nacional são agora de 22 bilhões por ano, e sobem incessantemente na medida em que a inflação empurra para cima as taxas de juros das Obrigações do Tesouro. Enquanto isso, o nosso ouro é hipotecado aos bancos centrais europeus, e toda a nossa prata já foi vendida. Com a catástrofe econômica iminente, somente um discípulo cego da “teoria acidental da história’ pode acreditar que tudo isso tenha ocorrido por coincidência.

Quando o Sistema do Federal Reserve foi apressado sobre o incauto público americano, houve garantias absolutas que não haveriam mais ciclos econômicos de explosão e queima. Os homens que, por trás das cenas, estavam empurrando o conceito do banco central para os banqueiros internacionais fielmente prometeram que a partir de então só haveria um incessante crescimento e prosperidade perpétua. Contudo, o congressista Charies A. Lindberg Sr. acuradamente proclamou:

“A partir de agora as depressões serão cientificamente criadas.”

Usar um banco central para criar períodos alternados de inflação e deflação, e assim tomar a poupança do público para vastos lucros, tem sido trabalhado pelos banqueiros internacionais como ciência exata.

Tendo construido o Federal Reserve como uma ferramenta para consolidar e controlar a riqueza, os banqueiros intenacionais agora estavam prontos para fazerem sua maior matança. Entre 1923 e 1929, o Federal Reserve expandiu (inflou) o suprimento de dinheiro em 62%. Grande parte desse novo dinheiro foi usado em lance no mercado de ações a alturas estonteantes.

Ao mesmo tempo estas quantidades enormes de dinheiro de crédito estavam sendo feitas disponíveis, a media de massa começou as lendas sensacionalistas de instantâneas riquezas sendo feitas no mercado de ações.  Segundo Ferdinand Lundberg:

“Para que os lucros fossem feitos sobre estes fundos o  público tinha que ser induzido a especular, e assim era induzido pelas enganosas narrativas dos jornais, muitos deles comprados e pagos pelos corretores que operavam as bolsas”

As audiências sobre Estabilização do Poder de Compra do Dólar da Câmara revelaram a evidência em 1928 que a Diretoria do Federal Reserve estava trabalhando estreitamente com os chefes dos bancos centrais europeus. O Comitê advertiu que uma maior quebra tinha sido planejada em 1927. Em um almoço secreto da Diretoria do Federal Reserve e os chefes dos bancos centrais europeus, o comitê avisou, os banqueiros internacionais estavam estreitando as mangueiras.

Montagu Norman, Governador do Banco da Inglaterra, veio a Washington em 6 de feveireiro de 1929, para uma conferência com Andrew Mellon, Secretário do Tesouro. Em 11 de novembro de 1927, o Wall Street Journal descreveu Mr. Norman como “o ditador da moeda da Europa.” O Professor Carroll Quigley nota que Norman, um íntimo confidente de J. P. Morgan, admitiu: “Mantenho a hegemonia do mundo .” Imediatamente depois desta misteriosa visita, a diretoria do Federal Reserve reverteu sua política de dinheiro fácil e começou a elevar a taxa de desconto. O balão que havia sido inflado constantemente por quase sete anos estava prestes a explodir.

Em 24 de outubro, as penas atingiram o ventilador. Escrevendo nos Problemas Políticos e Monetários não Resolvidos dos EUA, William Bryan descreve o que aconteceu:

“Quando tudo estava pronto, os financiadores de New York começaram a chamar o corretor por 24 horas de chamar os empréstimos. Isto significava que os coretores de ações e seus clientes tinham que esvaziar suas ações no mercado para poderem pagar os empréstimos. Isto naturalmente desmoronou o mercado de ações e trouxe o colapso bancário por todo o país porque os bancos que não eram de propriedade da oligarquia estavam pesadamente envolvidos nas queixas de chamada dos corretores naquele tempo, e os bancos logo exauriram sua moeda e tiveram que fechar. O Sistema do Federal Reserve não veio na ajuda deles, embora eles fossem instruidos sob a lei a manter uma moeda elástica.’

O investimento público, incluindo a maioria dos corretores de ações e banqueiros, tiveram uma tremenda explosão com a quebra, mas não os Internos. Eles ou estavam fora do mercado ou tinha vendido “curto” de forma que eles tinham feito  lucros enormes na medida em que o Dow Jones desabava. Para aqueles que conheciam a contagem, um comentário de Paul Warburg tinha fornecido o aviso para vender. Este sinal veio em 9 de março de 1929, quando o Financial Chronical citou Warburg como dando seu claro aviso:

“Se as orgias da especulação irrestrita são permitidas se espalharem longe demais, o máximo colapso é certo, para trazer uma depressão geral envolvendo o país inteiro.”

Os argutos foram mais tarde capazes de recomprar estas ações com um desconto de 90% de suas alturas anteriores.

Pensar que a Quebra de 1929 cientificamente engenheirada foi um acidente ou o resultado da estupidez, desafia toda lógica. Os banqueiros internacionais que promoveram as políticas inflacionárias e empurraram a propaganda que bombeou o mercado de ações representaram gerações demais de especialização acumulada para ter cometido o erro estúpido da “Grande Depressão”.

O Congressista Louis McFadden, Presidente do Comitê de Bancos e Moeda da Câmara, comentou:

“Esta depressão não foi acidental. Isto foi uma ocorrência cuidadosamente preparada. Os banqueiros internacionais souberam trazer uma condição de desespero aqui de forma que eles pudessem emergir como governadores de todos nós”.

Embora não tenhamos tido uma outra depressão de tal magnitude como a de 1929, temos desde então sofrido recessões regulares. A cada uma delas tem se seguido um período no qual o Federal Reserve acelerou duramente o acelerador do dinheiro e então bateu nos freios. Desde 1929 as seguintes recessões tem sido criadas por tal manipulação:

1936-1937 – o preço das ações caiu 50%;

1948 – o preço das ações caiu 16%;

1953 – as ações declinaram 30%;

1956 – 1957 o mercado afundou 13%;

1957 – no final do ano o mercado afundou 19%;

1960 – o mercado esteve fora 17%;

1966 – o preço das ações despencou 25%;

1970 – o mercado caiu mais de 25%.

O mapa 5, baseado em um que apareceu em uma publicação financeira altamente respeitada, o indicador  Digest de 24 de junho de 1969, mostra os efeitos sobre a Média Industrial Dow-Jones das políticas do Federal Reserve de expandir ou restringir o suprimento monetário. Isto é como o mercado de ações é manipulado e como as depressões são cientificamente criadas. Se você tem conhecimento interno como de que meio a política do Federal Reserve está prestes a ir, você pode fazer uma tonelada de dinheiro.

Os membros da diretoria do Federal Reserve são indicados pelo presidente por termos de 14 anos. Já que estas posições controlem a inteira economia do país elas são muito mais importantes do que as posições no gabinete, mas quem tem ouvido de algum deles exceto possivelmente o presidente Arthur Burns? Estas indicações que devem ser extensamente debatidas pelo Senado são rotineiramente aprovados. Mas, aqui, como na Europa, estes homens são meros figurantes, colocados na posição deles em beneficío dos banqueiros internacionais que financiam a campanha presidencial de ambos partidos.

E, o Professor Quigley revela que estes banqueiros internacionais que possuiam e controlavam os Bancos da Inglaterra e da França mantiveram seu poder até mesmo depois que eses bancos foram teoricamente socializados. O sistema americano é ligeiramente diferente, mas o efeito líquido é o mesmo até mesmo no débito sempre crescente que exigem pagamentos de juros sempre crescentes também, a inflação e as depressões e recessões periódicas criadas cientificamente.

O resultado final, se os Internos tem o meio deles, será o sonho de Montagu Norman do Banco da Inglaterra ‘que a Hegemonia da Finança Internacional deve reinar suprema sobre todo mundo, em todos os lugares, como um mecanismo total de controle supra nacional.” (Montagu Norman por John Hargrave, Greystone Press, N.Y., 1942.)

4. FINANCIANDO A REVOLUÇÃO BOLCHEVISTA

A criação do sistema do Federal Reserve forneceu a ‘conspiração” um instrumento onde os banqueiros internacionais podem governar o débito nacional até o céu, portanto coletando enormes quantidades de juros e também ganhando controle sobre quem tomou o empréstimo. Apenas durante o governo de Wilson, o débito nacional se expandiu 800%.

Dois meses antes da aprovação do Ato do Federal Reserve, os conspiradores tinham criado o mecanismo de coletar os fundos para pagar os juros sobre a dívida nacional. Este mecanismo foi o imposto progressivo de renda, a segunda plataforma do Manifesto Comunista de Karl Marx que forneceu dez plataformas para a socialização de um país.

Muito naturalmente assumimos que o imposto de renda gradativo seria oposto a riqueza. O fato é que muitos dos americanos mais ricos apoiaram isso. Alguns, sem dúvida, fora de altruísmo e porque, inicialmente, as taxas eram muito pequenas. Mas outros apoiaram o esquema porque eles já tinham um plano para permanentemente evitarem tanto o imposto de renda quanto o imposto sobre herança.

O que aconteceu foi isso: Na virada do século os Populistas, um grupo de socialistas rurais, estavam ganhando força e desafiando o poder dos banqueiros de New York e dos industriais de monopólio. Conquanto os Populistas tivessem as respostas erradas, eles propuseram muitas perguntas corretas. Infelizmente, eles foram levados a acreditar que o controle dos banqueiros-monopolistas sobre o governo, ao qual eles se opunham, era produto do livre empreendimento.

Já que a ameaça populista aos cartelistas era de esquerda (não havia movimento político organizado para o laissez-faire), os Internos se moveram para capturar a esquerda. O Professor Quigley revela que a mais de 50 anos atrás a firma Morgan decidiu infiltrar o movimento político de ala esquerda nos EUA.  Isto não foi difícil de fazer já que os grupos de esquerda precisavam de fundos e estavam ávidos para levar sua mensagem ao público. Wall Street forneceu ambos. Nada havia de novo nesta decisão, diz Quigley, já que outros financiadores tinham falado a respeito disso e até mesmo tentado a mesma coisa anteriormente. Ele continua:

“O que dessa vez tornou isso decisivamente importante foi a combinação de sua adoção pelos dominantes financiadores de Wall Street, a um tempo quando a política dos impostos estava dirigindo todos os financiadores a buscar um refugio de isenção de impostos para as fortunas deles”. (Página 938)

Os movimentos radicais nunca são bem sucedidos a menos que eles atraiam o grande dinheiro e/ou apoio externo. O grande historiador do século XX, Oswald Spengler, era um desses que viu que os liberais americanos se recusam a ver: que a esquerda é controlada por seu alegado inimigo, os malfeitores da grande riqueza. Ele escreveu em seu monumental “Decline of the West” (Modern Library, New York, 1945):

“Não há proletariado, nem até mesmo um movimento comunista que não tenha operado no interesse do dinheiro, na direção indicada pelo dinheiro e pelo tempo permitido pelo dinheiro e que sem os idealistas entre seus líderes tendo a menor suspeita do fato.”

Conquanto o movimento populista fosse basiacamente não conspiratório, sua ideologia e plataforma esquerdista eram feitas por ordem dos elitistas Internos porque isto destinava a concentrar poder no governo. Os Internos sabiam que eles podiam controlar este poder e usa-lo para seus próprios propósitos. Eles não estavam, de fato, interessados em promover a competição mas em restringi-la. O Professor Gabriel Kolko tinha preparado um longo volume apresentando a prova inegável que os gigantes manipuladores corporativos promoveram muito da chamada “legislação progressiva” das eras de Roosevelt e Wilson – legislação que ostensivamente era destinada a controlar seus abusos, mas que foi assim escrita para se adequar aos interesses deles. Em ” The Triumph of Conservatism” (por which Kolko enganosamente significa grande negócio), ele nota:

“a razão significativa para muitos homens de negócios darem boas vindas ao aumento da intervenção federal em seus negócios tem sido virtualmente ignorada pelos historiadores e economistas. O equívoco foi devido a ilusão que a indústria americana era centralizada e monopolizada em uma tal extensão que isto podia racionalizar a atividade [regular a produção e os preços] em seus vários ramos voluntariamente. Bem o oposto era verdade. A despeito dos grandes números de uniões, a tendência dominante na economia americana no início deste século era na direção da crescente competição. A competição era inaceitável para muitos negócios chave e seus interesses financeiros”

O melhor meio dos Internos eliminarem esta crescente competição era o de impor um imposto progressivo de renda sobre os competidores deles enquanto escreviam as leis de forma a incluir brechas de escape para eles próprios. Realmente, muito poucos dos proponentes do imposto de renda progressivo entenderam o que eles estavam jogando nas mãos daqueles que eles buscavam controlar. Como escreve Ferdinand Lundberg nota em “The Rich And The Super-Rich”:

“O que o imposto de renda se tornou, finalmente, foi um sifão gradualmente inserido nos bolsos do público geral. Imposto por hurras populares como um imposto de classe, o imposto de renda gradualmente se tornou um imposto de massa em uma luta de jiujitsu”

A principal voz dos Internos no Senado a este tempo era Nelson Aldrich, um dos conspiradores envolvidos na engenharia da criação do Federal Reserve e o avô materno de Nelson Aldrich Rockefeller. Lundberg diz que “Quando Aldrich falou, os homens de noticias entenderam que embora as palavras fossem dele, a linha dramática foi certamente aprovada pelo ‘Big John [D. Rockefeller]'” Nos anos anteriores Aldrich tinha denunciado o imposto de renda como “comunista e socialista”, mas em 1909 ele empurrou uma reversão dramática e surprendente. O “American Biographical Dictionary” comenta:

“Exatamente quando a oposição tinha se tornado formidável ele [Aldrich] pegou o vento fora de suas velas ao trazer adiante, com o apoio do presidente [Taft], uma proposta emenda da Constituição dando poder ao Congresso para estabelecer impostos sobre a renda:

Howard Hinton registra em sua biografia de Cordell Hull que o congressista Hull, que tinha estado trabalhando no congresso [câmara] pelo imposto de renda, escreveu esta surpreendente observação:

“Durante as poucas semanas passadas o espetáculo inesperado de certos líderes republicanos da chamada velha linha conservadora no Congresso subitamente mudaram a atitude deles de toda uma vida e aparentemente desposaram, por uma relutância mal escondida, a proposta emenda do imposto de renda para a Constituição tem sido a ocasião da surpresa e espanto universal.”

A brecha de escape para os Internos para evitar pagar impostos estava pronta. Ao tempo que a emenda tinha sido aprovada pelos Estados áté mesmo antes que o imposto de renda fosse aprovado], as fundações Rockefellers e Carnegie estavam em plena operação.

Devemos nos lembrar que isso foi para quebrar o monopólio da Standard Oil (Rockefeller) e da U. S. Steel (Carnegie) que os vários atos anti-trusts eram aprovados. Estes monopolistas podem agora compor a riqueza deles isenta de impostos enquanto seus competidores tinham que enfrentar o gradativo imposto de renda que tornava difícil reunir capital. Como temos dito, o socialismo não é um programa de divisão de riquezas, mas um programa para consolidar e controlar a riqueza dos Internos. O Comitê Reece que investigou as fundações para o Congresso em 1953 provou com uma quantidade completa de evidência que várias fundações dos Rockefeller e dos Carnegie tem estado promovendo o socialismo desde sua criação . (veja o livro de Rene Wormser: Foundations: Their Power and Influence, Devin Adair, New York, 1958.)

Os conspiradores agora tem criado mecanismos para dirigir a dívida, coletar a dívida, e [para eles mesmos] evitarem os impostos necessários para pagar os juros anuais sobre o débito. Então tudo que foi necessário era uma razão para escalar a dívida. Nada aumenta a divida nacional tanto quanto uma guerra. E a primeira guerra mundial estava sendo tramada na Europa.

Em 1916, Woodrow Wilson foi reeleito por um fio. Ele tinha baseado sua campanha no slogan: “Ele nos manterá fora da guerra!” O público americano era extremamente oposto a América ser envolvida em uma guerra européia. Ficar fora das perenes disputas estrangeiras tinha sido uma tradição americana desde George Washington. Mas enquanto Wilson estava percorrendo o país dando a palavra solene que os soldados americanos não seriam enviados a uma guerra estrangeira, ele estava se preparando para fazer exatamente o oposto. O alter ego dele, chamado Coronel House, por trás das cenas estava fazendo acordos com a Inglaterra que comprometiam a América em entrar na guerra. Apenas cinco meses mais tarde já estávamos lá. A mesma multidão que manipulou a aprovação do imposto de renda e do Sistema do Federal Reserve queria a América na guerra. J. P. Morgan, John D. Rockefeller, “Coronel” House, Jacob Schiff, Paul Warburg e o resto dos conspiradores da Ilha Jekyl estavam todos profundaente envolvidos em nos envolver. Muitos desses financiadores haviam emprestado grandes somas de dinheiro a Inglaterra. De fato,  J. P. Morgan & Co. serviram como agentes financeiros britânicos neste país durante a primeira guerra mundial.

Conquanto todas as razões padrões dadas para que se irrompesse a guerra na Europa sem dúvida fossem fatores, há também outras causas mais importantes. A conspiração tinha estado planejando a guerra por mais de duas décadas.

O assassinato do Arquiduque austríaco foi meramente um incidente fornecendo uma desculpa para o início da reação em cadeia.

Depois de anos de combate, a guerra estava em um completo ponto de empate e teríamos terminado quase que imediatamente em um acordo negociado [como tinham a maioria dos outros conflitos europeus] se os EUA não tivessem declarado guerra a Alemanha.

Tão logo como tinha sido engenheirada a reeleição de Wilson por meio do slogan “ele nos manterá fora da guerra!”, uma completa propaganda de reversão foi instituida. Nestes dias antes do rádio e da televisão, a opinião pública era controlada quase que exclusivamente pelos jornais. Muitos de nossos maiores jornais eram controlados pela turma do Federal Reserve. Agora eles começaram a bater os tambores sobre a “inevitabiliade da guerra”. Arthur Ponsonby, um membro do parlamento britânico, admitiu em seu livro “Falsehood in War Time” (E. P. Dutton & Co., Inc., New York, 1928): “Deve ter sido a mais deliberada mentira do mundo de 1914 a 1918 do que em qualquer outro período da história mundial”. A propaganda a respeito da guerra era tremendamente tendenciosa. Embora depois da guerra muitos historiadores tenham admitido que um lado foi tão culpado quanto o outro ao começar a guerra, a Alemanha foi apresentada como um monstro militarizado que queria governar o mundo. Lembre-se, esta imagem foi pintada pela Bretanha que tinha seus soldados em mais países ao redor do mundo do que qualquer outra nação, se todas reunidas. O chamado “militarismo prussiano” existiu, mas não era uma ameaça para conquistar o mundo. Enquanto isto, o sol nunca se punha no império britânico! Realmente, os alemães estavam se provando serem inteligentes competidores nos negócios nos mercados mundiais e os britânicos não aprovavam isso.

Para gerar a febre da guerra, o afundamento do Lusitania, um navio britânico torpedeado dois anos antes, foi revivido e ganhou renovadas manchetes. A guerra dos submarinos alemães estava se tornando um maior assunto nos jornais.

A guerra dos submarinos era um assunto falso. A Alemanha e a Inglaterra estavam em guerra. Cada uma estava bloqueando a outra. J. P. Morgan e outros financiadores estavam vendendo munição para a Bretanha. Os alemães não podiam permitir que estes suprimentos fossem entregues muito mais que a Bretanha permitia que eles fossem entregues a Alemanha. Se Morgan queria assumir os riscos e colher as recompensas [ou sofrer as consequências] de vender munições para a Inglaterra, este era negócio dele. Certamente não era o caso de uma nação inteira ser arrastada para a guerra.

O Lusitania, ao tempo em que foi afundado, estava transportando seis milhões de libras de munição. Realmente era ilegal que passageiros americanos estivesem a bordo de um navio que transportava munições para beligerantes. Quase dois anos antes que o navio de linha foi afundado, o New York Tribune (19 de junho de 1913) trouxe uma sátira que afirmava: “Funcionários de Cunard reconheceram ao correspondente do Tribune hoje que o grey-hound [Lusitania] está sendo equipado com rifles de alto poder naval.” De fato, o Lusitania estava registrado na marinha britânica como um cruiser auxiliar  (Barnes, Harry E., The Genesis of the War, Alfred Knopf, New York, 1926, p.611.) Além disso, o governo alemão tomou grandes anúncios em todos os jornais de New York avisando os passageiros potenciais que o navio estava transportando munição e dizendo a eles para não atravessarem o Atlântico nele. Aqueles que escolheram fazer a viagem conheciam os riscos a que estavam se expondo. Ainda que o afundamento do Lusitania fosse usado por espertos propagandistas para retratarem os alemães como desumanos assassinos de inocentes. Em 6 de abril de 1917, o Congresso declarou guerra. O povo americano concordou com base que esta seria “a guerra para acabar com todas as guerras”

Durante “a guerra para acabar com todas as guerras”, o banqueiro interno Bernard Baruch foi feito o ditador absoluto sobre os negócios americanos quando o Presidente Wilson o indicou como presidente da diretoria das indústrias de guerra, onde ele tinha controle de todos os contratos domésticos para materiais aliados de guerra. Baruch fez montes de amigos enquanto colocava dezenas de bilhões em contratos do governo, e foi um alto rumor em Wall Street que fora da guerra para fazer o mundo seguro para os banqueiros internacionais, ele arrecadou 200 milhões para ele mesmo.

“Coronel” House era o homem de frente da fraternidade internacional bancária. Ele manipulou o Presidente Woodrow Wilson como uma marionete e  Wilson o chamava de “meu alter ego.” House desempenhou um papel maior na criação dos Sistema do Federal Reserve, na aprovação do imposto progressivo de renda e em levar a América para a primeira guerra mundial. A influência de House sobre Wilson é um exemplo que no mundo da super política os governantes reais nem sempre são aqueles que o público vê.

O financiador internacional nascido alemão Paul Warburg arquitetou a Instituição do Federal Reserve para colocar o controle da economia nacional nas mãos dos banqueiros internacionais. O Federal Reserve controla o suprimento de dinheiro que permite aos manipuladores criarem ciclos alternados de explosão e queima, isto é, uma economia de montanha russa. Isto permite aqueles que sabem, fazerem quantidades fabulosas de dinheiro, mas até mesmo mais importante, permite que os Internos controlem a economia e posteriormente consolidem o poder no governo federal.

Enquanto o banqueiro interno Paul Warburg controlava o Federal Reserve, e o banqueiro internacional Bernard Baruch colocava os contratos do governo, o banqueiro internacional Eugene Meyer, um antigo sócio de Baruch e filho de um sócio na casa bancária internacional dos Rothschilds de Lazard Freres, era escolha de Wilson escolher o chefe da Corporação de Financiamento da Guerra, onde ele também fez um pouco de dinheiro.*

(*Meyer mais tarde ganhou o controle de altamente influente Washington Post que se tornou conhecido como “Washington Daily Worker.”)

Deve ser notado que Sir William Wiseman, o homem enviado pela inteligência britânica para ajudar a levar os EUA a guerra, foi amplamente recompensado pelos seus serviços. Ele ficou neste país depois da primeira guerra mundial como um novo sócio na Jacob Schiff-Paul Warburg, controlado pelo banco Kuhn, Loeb.

A primeira guerra mundial foi uma bonança financeira para os banqueiros internacionais. Mas foi uma catástrofe de tal magnitude para os EUA que poucos até mesmo hoje entendem toda sua importância. A guerra reverteu nossa tradicional política externa de não envolvimento e temos estado emaranhados quase constantemente desde então em guerras perpétuas para a paz perpétua. Winston Churchill uma vez observou que para todas as nações teria sido melhor ter os EUA fora e dedicado a seus próprios negócios. Se os EUA tivessem feito isso, ele disse: “A paz teria sido feita com a Alemanha; e não haveria um colapso na Rússia levando ao comunismo; nenhuma quebra no governo na Itália seria seguida pelo FASCISMO e o NAZISMO nunca teria ganho ascendênca a Alemanha”  (Social Justice Magazine, July 3, 1939, p.4.)

A Revolução Bolchevista na Rússia era obviamente um dos grandes pontos de volta na história mundial. Este é um evento sobre o qual a má informação abunda. Os construtores de mitos e reescritores da história tem feito seu trabalho de pintar o panorama bem. A instituição do comunismo na Rússia é um exemplo clássico da segunda “grande mentira’ do comunismo, isto é, que este seja um movimento das massas oprimidas se levantando contra seus patrões exploradores. Esta mentira sagaz tem sido propalada desde antes da primeira Revolução Francesa em 1789.

Hoje a maioria das pessoas acredita que os comunistas foram bem sucedidos na Rússia porque eles foram capazes de reunir por trás deles a simpatia e a frustração do povo russo que estava doente com a tirania dos Tzares. Isto é ignorar a história do que realmente aconteceu. Conquanto quase todo mundo seja lembrado que a Revolução Bolchevista aconteceu em novembro de 1917, poucos sabem que o TZAR tinha abdicado sete meses antes, em março. Quando o Tzar Nicholas II abdicou, um governo provisório foi estabelecido pelo Príncipe Lvov que queria padronizar o novo governo da Rússia como seu próprio. Mas, infelizmente, o governo de Lvov abriu caminho ao regime de Kerensky. Kerensky, um chamado socialista democrata, pode ter estado dirigindo um governo zelador para os comunistas. Ele manteve a guerra em andamento contra a Alemanha e outros poderes centrais mas ele publicou uma anistia geral para os comunistas e outros revolucionários, muitos dos quais tinham sido exilados depois da abortada Revolução Vermelha de 1905. De volta a mãe Rússia vieram 250.000 dedicados exilados revolucionários e o próprio governo de Kerensky teve selada a sua condenação.

Na União Soviética, como em cada país comunista [ou como eles se chamavam – os países socialistas], o poder não tinha vindo para as mãos dos comunistas porque as massas oprimidas o quiseram assim. O poder tinha vindo de cima para baixo em todos os casos. Vamos brevemente reconstruir as sequências da tomada comunista.

O ano é 1917. Os aliados estão combatendo os Poderes Centrais. Os Aliados incluem a Rússia, o Commonwealth britânico, a França e por abril de 1917, os EUA. Em março de 1917, os propostos planejadores colocaram em movimento as forças para compelirem o Tzar Nicholas II a abdicar. Ele o fez sob pressão dos aliados depois de severos motins na capital czarista de Petrograd, motins que foram causados pelas quebras no sistema de transporte que separavam a cidade dos suprimentos de comida e levaram ao fechamento das fábricas.

Mas onde estavam Lenin e Trotsky quando tudo isso estava ocorrendo? Lenin estava na Suíça e tinha estado na Europa Ocidental desde 1905, quando foi exilado por tentar derrubar o Tzar na abortada revolução comunista daquele ano. Trotsky também estava no exílio, um repórter para um jornal comunista na margem leste inferior da cidade de New York. Os bolchevistas não eram uma força política visível ao tempo que o Tzar abdicou. E eles chegaram ao poder não por causa das massas oprimidas que os tenham chamado de volta, mas porque os mesmos homens muito poderosos na Europa e nos EUA os colocaram lá.

Lenin foi enviado através da Europa em guerra no famoso trem selado. Com ele, Lenin levou 5 a 6 milhões em ouro. A coisa inteira foi arranjada pelo alto comando alemão e Max Warburg, através de um outro socialista de muito tempo e muito rico chamado Alexander Helphand alias “Parvus.” Quando Trotsky deixou New York a bordo do S.S. Christiania, em 27 de março de 1917, com seu séquito de 275 revolucionários, o primeiro porto de chamada foi Halifax, Nova Scotia. Lá os canadenses pegaram Trotsky e seu dinheiro e confinaram ambos. Esta era uma coisa muito lógica para que o governo canadense o fizesse com Trotsky, porque ele muitas vezes tinha dito que se fosse bem sucedido em chegar ao poder na Rússia ele pararia imediatamente o que ele chamava de “guerra imperialista” e assinaria em separado a paz com a Alemanha. Isto libertaria milhões de tropas alemãs para se transferirem do front Leste para o front ocidental, onde eles poderiam matar canadenes. Assim Trotsky esfriou seus calcanhares nas prisões canadenses por cinco dias. Então repentinamente os britânicos (através do futuro sócio de Kuhn, Loeb  Sir William Wiseman) e os EUA (por ninguém menos que o onipresente “Coronel” House) pressionaram o governo canadense. E a despeito do fato que agora estivéssemos em guerra, disseram, “Deixem Trotsky ir.” Assim, com pasaporte americano Trotsky voltou para se encontrar com Lenin. Eles se uniram, e, por novembro, através de suborno, sagacidade, brutalidade e mentira eles foram capazes [não de fazerem com que as massas defendessem a causa deles, mas] contratar brutamontes suficientes e fazer acordos o bastante para impor o barril de pólvora que Lenin chamou  “todo poder aos Soviets.” Os comunistas chegaram ao poder ao tomarem um punhado de cidades chave. De fato, praticamente toda a Revolução Bolchevista aconteceu em uma cidade – Petrograd. Foi como se os EUA inteiros se tornassem comunistas porque uma rebelião comunista se apoderasse de Washington, D. C. Isto foi anos antes que os soviéticos solidificassem o poder pela Rússia.

Os alemães, diante disso, tiham uma desculpa plausível para financiarem Lenin e Trotsky. Os dois alemães mais responsáveis por financiarem Lenin eram Max Warburg e um russo deslocado chamado Alexander Helphand. Eles podiam afirmar que estavam servindo a causa do país ao ajudar e financiar Lenin. Contudo, estes dois alemães ‘patriotas’ negligenciaram em informar ao Kaiser o plano deles de fomentar uma revolução comunista na Rússia. A imagem toma uma outra dimensão quando você considera que o irmão de Max Warburg era Paul Warburg, o primeiro movimentador na criação do Sistema Federal Reserve e que fazia parte de sua diretoria, desempenhou um papel chave no financiamento do esforço de guerra americano. (quando as notícias vazaram nos jornais americanos sobre o irmão Max dirigindo as finanças alemãs, Paul exonerou-se de seu posto no Federal Reserve sem nem se lastimar.) A partir daqui o complô adoece.

O sogro do irmão de Max Warburg, Felix, era Jacob Schiff, sócio da Kuhn, Loeb & Co. (Paul e Felix Warburg, você deve se recordar, também eram sócios na Kuhn, Loeb & Co. enquanto Max dirigia o banco da família aliada a Rothschild em Frankfurt.) Jacob Schiff também ajudou a financiar Leon Trotsky. Segundo o New York Journal-American de 3 de fevereiro de 1949: “Hoje é estimado pelo avô de Jacob, John Schiff, que o velhou homem afundou aproximadamente 20 milhões de dólares para o triunfo final do bolchevismo na Rússia”. (veja mapa  6.)

Uma das melhores fontes de informação sobre o financiamento da revolução bolchevista é “Czarism and the Revolution” de autoria de um importante general russo branco chamado Arsene de Goulevitch que foi o fundador na França da União dos Povos Oprimidos. Neste volume, escrito em francês e subsequentemente traduzido em inglês, de Goulevitch nota:

“Os principais provedores de fundos para a revolução, contudo, não eram os loucos milionários russos nem os bandidos armados de Lenin. O dinheiro real primariamente veio de certos círculos britânicos e americanos que por um longo tempo no passado tinham emprestado seu apoio a causa revolucionária russa”.

De Goulevitch continua:

“A parte importante desempenhada pelo rico banqueiro americano, Jacob Schiff, nos eventos na Rússia, embora seja apenas parcialmente revelada, não é mais um segredo.”

General Alexander Nechvolodov é citado por de Goulevitch como  declarando em seu livro sobre a Revolução Bolchevista:

“Em abril de 1917, Jacob Schiff publicamente declarou que foi graças ao seu apoio financeiro que a revolução na Rússia tinha tido sucesso. Na primavera do mesmo ano, Schiff começou a subsidiar Trotsky. Simultaneamente, Trotsky e Co. também estavam sendo subsidiados por Max Warburg e Olaf Aschberg do Nye Banken of Stockholm . O Rhine Westphalian Syndicate E Jivotovsky, cuja filha mais tarde casou-se com Trotsky.”

Mapa 6

Financiar a Revolução Bolchevista

Paul Warburg Max Warburg

$6.000.000

Jacob Schiff  e Cel. House

$20.000.000

N.E.P. TROTSKY Hitler

LENIN

$5.000.000

Harriman Alfred Milner

RockefeIler Rothschild

Vanderlip J. P. MORGAN & CO

ROCKEFELLERS

Schiff gastou milhões para derrubar o Tzar e mais milhões para derrubar Kerensky. Ele estava enviando dinheiro para a Rússia muito tempo depois que o verdadeiro caráter dos bolchevistas era conhecido pelo mundo.  Schiff levantou $10 milhões, supostamente para alívio dos judeus na guerra na Rússia, mas mais tarde os eventos revelaram que este foi um bom investimento de negócios. (Forbes, B. C., Men Who Are Making America, pp.334-5.)

Segundo de Goulevitch:

“Mr. Bakhmetiev, o  último embaixador imperial russo para os EUA, nos conta que os bolchevistas, depois da vitória, transferiram 600 milhões de rublos em ouro entre os anos de 1918 e 1922 para Kuhn, Loeb & Company [a firma de Schiff].”

A participação de Schiff na Revolução Bolchevista, embora muito naturalente agora seja negada, era bem conhecida entre os serviços aliados de inteligência naquele tempo. Isto levou a muita conversa sobre o bolchevismo ser um complô judeu. O resultado foi que o assunto de financiar a tomada comunista da Rússia se tornou um tabu. Mais tarde a evidência indica que o patrocínio dos bolchevistas foi gerenciado por um sindicato de banqueiros internacionais, que além da claque de Schiff-Warburg, incluia os interesses de Morgan e Rockefeller. Os documentos mostram que a organização Morgan colocou ao menos um milhão de dólares no caixa revolucionário vermelho .*

Ainda um outro importante financiador da revolução bolchevista era um inglês extremamente rico chamado Lord Alfred Milner, o orgqanizador e chefe de uma organização secreta chamada o Grupo da Mesa Redonda que era apoiada pelo Lord Rothschild (discutido no próximo capítulo).

De Goulevitch nota posteriormente:

“Em 7 de abril de 1917, General Janin fez a seguinte entrada em seu diário (‘Au G.C.C. Russe”-At Russian G.H.Q.-Le Monde Slave, Vol. 2, 1927, pp.296-297): Longa entrevista com R., que confirmou o que previamente me havia sido dito por M. depois de se referir ao ódio alemão dele próprio e de sua família, ele voltou ao assunto da revolução que, ele afirmou, foi engenheirada pelos ingleses e, mais precisamente, por Sir George Buchanan e Lord (Alfred] Milner. Petrograd naquele tempo estava repleta de ingleses. Ele podia, ele avaliou, nomear as ruas e números das casas nas quais os agentes britânicos estavam aquartelados. Eles foram relatados, durante a elevação, terem distribuido dinheiro aos soldados e os incitado ao motim.”

De Goulevitch vai adiante para revelar: “Em entrevistas particulares me tem sido dito que mais de 21 milhões de rublos foram gastos por Lord Milner para financiar a revolução russa.”

Deve ser notado paralelamente que Lord Milner, Paul, Felix e Max Warburg representaram “seus respectivos países” na Conferência de Paz na conclusão da primeira guerra mundial.

Se de alguma forma atribuimos ao patriotismo alemão de Max Warburg o financiamento de Lenin, certamente não foi “patriotismo” o que inspirou Schiff, Morgan, Rockefeller e Milner a bancarem os bolchevistas. Tanto a Bretanha quanto a América estavam em guerra com a Alemanha e eram aliados da Rússia Tzarista. Liberar dúzias de divisões alemãs para deixarem o fronte oriental e matarem centenas de milhares de soldados americanos e britânicos nada mais era que traição.

Na revolução bolchevista vemos muito das mesmas velhas faces que foram responsáveis pela criação do Sistema do Federal Reserve, iniciando o imposto de renda gradativo, criando as fundações isentas de impostos e nos empurrando para a primeira guerra mundial. Contudo, se você conclui que tudo isso foi apenas uma coincidência, seu nome será imediatamente expurgado do registro social.

Nenhuma revolução pode ser bem sucedida sem organização e dinheiro. As massas oprimidas geralmente fornecem pouco de organização e nada de dinheiro. Mas os Internos no topo podem arranjar ambos.

O que estas pessoas possivelmente tinham a ganhar ao financiarem a revolução russa? O que elas tinham a ganhar em manter isto vivo ou, durante a década de 1920, despejarem milhões de dólares no que Lenin chamou de Novo Programa Econômico, assim poupando os soviéticos do colapso?

Porque estes capitalistas fariam tudo isto? Se a sua meta é a conquista global, você deve começar em algum lugar. Pode ou não ter sido coincidência, mas a Rússia era um maior país europeu a não ter um banco central. Na Rússia, pela primeira vez, a conspiração comunista ganhou um lar geográfico do qual lançar assaltos contra as outras nações do mundo. O Ocidente agora tinha um inimigo.

Na revolução bolchevista tivemos alguns dos homens mais ricos e mais poderosos financiando um movimento que afirma que a sua própria existência é baseada no conceito de despir de sua riqueza homens como os Rothschilds, Rockefellers, Schiffs, Warburgs, Morgans, Harrimans, e Milners. Mas obviamente estes homens não tem medo do comunismo internacional. É apenas lógico assumir que se eles o financiaram e não o temem, deve ser porque o controlem. Pode haver qualquer outra explicação que faça sentido? Lembre-se que por mais de 150 anos tem sido o procedimento padrão de operação dos Rothschilds e de seus aliados controlarem ambos os lados de qualquer conflito. Você deve ter um inimigo se vai cobrar o rei. A política de equilíbrio de poder Leste-Oeste é usada como uma das principais desculpas para a socialização da América. Embora este não seja o principal propósito deles, pela nacionalização da Rússia os INTERNOS se deram uma peça real de propriedade imobiliária, completa com direitos minerais, por algo entre 30 e 40 milhões de dólares.

Lord Alfred Milner, o rico homem inglês e homem de fachada dos Rothschilds, serviu como principal pagador para os banqueiros internacionais em Petrograd durante a revolução bolchevista. Milner mais tarde chefiou uma sociedade secreta conhecida como A Mesa Redonda que era dedicada a estabelecer um governo mundial onde uma claque de super ricos financiadores controlariam o mundo sob o disfarce do socialismo. A subsidiária desta conspiração é chamada de Conselho das Relações Exteriores [CFR] e foi iniciada por, e ainda é controlada, pelos banqueiros internacionais esquerdistas.

Segundo seu neto John, Jacob Schiff a muito tempo um associado dos Rothschilds, financiou a revolução comunista na Rússia por volta de 20 milhões. Segundo um relatório de um arquivo do Departamento de Estado, a firma dele, Kuhn Loeb and Co. bancou o plano dos primeiros cinco anos de Stalin, o parceiro e parente de Schiff, Paul Warburg, engenheirou a criação do Sistema do Federal Reserve enquanto na folha de pagamento da Kuhn Loeb, os descendentes de Schiff são ativos no CFR hoje.

A casa do CFR é em 68th St. em New York. A meta admitida do CFR é abolir a Constituição e substituir nossa república independente por um Governo Mundial. Os membros do CFR tem controlado os últimos seis governos federais. Richard Nixon tem sido um membro e tem indicado ao menos 100 membros do CFR para altas posições em seu governo.

Podemos apenas teorizar sobre a maneira pela qual MOSCOU é controlada de New York, Londres e Paris. Indubitavelmente, muito de seu controle é econômico, mas certamente os banqueiros internacionais tem um braço submetidor dentro da Rússia para manter na linha os líderes soviéticos. A organização pode ser SMERSH, a organização comunista internacional assassina descrita no testemunho diante de comitês do congresso e nos livros de Ian Fleming sobre James Bond. Embora as novelas de Bond sejam altamente imaginativas, Fleming tem estado na inteligência naval britânica, mantendo excelentes contactos de inteligência ao redor do mundo e foi reputadamente um excelente estudante da conspiração internacional.

Nós sabemos disso, contudo. Uma claque de financiadores americanos não apenas auxiliou a estabelecer o comunismo na Rússia, mas tem lutado poderosamente até mesmo desde então para mante-lo vivo. Até mesmo desde 1918 esta claque tem estado engajada em transferir dinheiro e, provavelmene mais importante, informação técnica, para a União Soviética. Isto é tornado abundantemente claro na história em três volumes da “Tecnologia Ocidental e o Desenvolvimento Econômico Soviético” pelo erudito Antony Sutton da Universidade de Stanford, Instituição de Guerra, Revolução e Paz de Hoover. Usando, em sua maior parte, documentos oficiais do Departamento de Estado, Sutton mostra conclusivamente que virtualmente tudo que os soviéticos possuem tem sido adquirido do ocidente. Não é muito um exagero dizer que a URSS foi feita nos EUA. Os pintores do panorama, incapazes de refutarem a monumental erudição de Sutton, simplesmente o pintam fora da imagem.

Em Versailles, esta mesma claque escavou a Europa e criou o estágio para a segunda guerra mundial. Como comentou Lord Curzon: “Este não é um tratado de paz, é simplesmente uma quebra das hostilidades.” Em 1993, os mesmos Internos que fizeram com que Roosevelt reconhecesse a União Soviética, assim a salvando do colapso financeiro, enquanto ao mesmo tempo eles estavam subscrevendo enormes empréstimos para ambos os lados do Atlântico, para o novo regime de Adolph Hitler. Ao fazer assim, ele auxiliaram grandemente na preparação para a segunda guerra mundial e os eventos que se seguiram. Em 1941, os mesmos Internos correram em ajuda de nosso nobre aliado, Stalin, depois do rompimento dele com Hitler. Em 1943, estes mesmos Internos marcharam para a Conferência de Teerã e continuaram para escavar a Europa depois da segunda guerra para “terminar todas as guerras”. Novamente em Yalta e Potsdam em 1945, eles estabeleceram a política da China, mais tarde resumida por Owen Lattimore: “O problema agora era como permitir que eles [China] caissem sem fazer como se parecesse que os EUA os tivessem empurrado.” Os fatos são inescapáveis. Em um país após outro o comunismo tem sido imposto sobre a população de cima para baixo. As forças mais proeminentes para a imposição da tirania vem dos EUA e da Grã Bretanha. Aqui está uma acusação que nenhum americano gosta de fazer, mas os fatos não levam a uma outra conclusão possível. A idéia de que o comunismo seja um movimento das massas oprimidas é uma fraude.

Nenhum dos acontecimentos posteriores faria sentido se o comunismo realmente fosse o que os comunistas e a Instituição nos dizem que seja. Mas se o comunismo é um braço de uma maior conspiração para controlar o mundo de criação de loucos bilionários [ e brilhantes mas desregrados acadêmicos que tem mostrado a eles como usar seu poder] tudo se torna perfeitamente lógico.

É a este ponto que devemos novamente deixar claro que esta conspiração não é feita apenas pelos banqueiros e cartelistas internacionais, mas inclui cada campo da atividade humana. Começando com Voltaire e Adam Weishaupt e passando por John Ruskin, Sidney Webb, Nicholas Murray Butler, e no presente com Henry Kissinger e John Kenneth Galbraith, isto sempre tem sido de aparência erudita pelas avenidas do poder que tem mostrado aos “os filhos dos muito poderosos” como a riqueza deles podem ser usada para governar o mundo.

Não podemos ressaltar muito grandemente a importância do leitor ter em mente que este livro está discutindo apenas um segmento da conspiração, certos banqueiros internacionais. Outros segmentos igualmente importantes que trabalham para fomentar rachaduras de trabalho, religiosas e raciais para promover o socialismo tem sido descritos em inúmeros outros livros. Estas outras divisões da conspiração operam independentemente dos banqueiros internacionais na maioria dos casos e certamente seria desastroso ignorar o perigo a nossa liberdade que eles representam.

Seria igualmente desastroso envolver todos os homens de negócios e banqueiros na conspiração. Devemos fazer a distinção entre o livre empreendimento competitivo, o sistema mais moral e produtivo que já foi concebido, e o capitalismo de cartel dominado pelos monopolistas industriais e banqueiros internacionais. A diferença é que o empreendedor privado opera ao oferecer produtos e serviços em um mercado livre competitivo enquanto o capitalismo de cartel usa o governo para forçar o público a fazer negócios com ele. Estes socialistas corporativos são inimigos mortais do empreendimento livre privado e competitivo.

Os liberais são voluntários em acreditar que estes “barões do roubo” fixarão preços, equiparão mercados, estabelecerão monopólios, comprarão políticos, explorarão empregados e os despedirão um dia antes que eles sejam candidatos a uma pensão, mas eles absolutamente não acreditarão que estes homens possam querer governar o mundo ou usar o comunismo como a margem surprpreendente para a conspiração deles. Quando se discute as maquinações desses homens, os liberais usualmente respondem dizendo: “mas você não pensa que eles pensem bem?”

Contudo, se você pensar com lógica, razão e precisão neste campo e tentar expor estes buscadores do poder, a media de massa da Instituição lhe acusará de ser um paranóide perigoso que está dividindo o nosso povo. Em cada uma das outras áreas, de fato, eles encorajam a dissensão como sendo saudável em uma “democracia”.

5. ESTABELECENDO A INSTITUIÇÃO

Uma das razões primárias pelas quais os Internos trabalharam por trás das cenas para fomentar a primeira guerra mundial era criar em sua conclusão um governo mundial. Se você quer estabelecer monopólios nacionais, você deve controlar os governos nacionais. Se você quer estabelecer monopólios ou cartéis internacionais, você deve controlar um governo mundial.

Depois do Armistício em 11 de novembro de 1918, Woodrow Wilson e seu alter ego, “Coronel” House (a fachada sempre presente dos internos), foram a Europa nas esperanças de estabelecerem um governo mundial na forma de uma Liga das Nações. Quando as negociações revelaram que um lado havia sido considerado tão culpado quanto o outro, e o brilho da “cruzada moral” se evaporou ao longo dos “14 Pontos de Wilson,” os “broncos de volta a Main Street” começaram a acordar. A reação e a desilusão se estabeleceram.

Os americanos certamente não queriam entrar em um Governo Mundial com a fraude dos europeus cuja especialidade era um tratado secreto oculto por trás de outro tratado secreto. A busca da honra, por assim dizer, apareceu no banquete antes que a comida envenenada pudesse ser servida. E sem a inclusão americana, não poderia haver um Governo Mundial significativo.

A arrebatada opinião pública tornou óbvio que o Senado americano não ousaria ratificar um tratado ancorando o país com um tal comprometimento internacionalista. De alguma maneira, tinha que ser vendida ao público americano a idéia do internacionalismo e do Governo Mundial. Novamente, a chave era o “Coronel” House.

House tinha estabelecido suas idéias políticas em seu livro chamado “Philip Dru: Administrator in 1912”. Neste livro House coloca um plano pequeninamente fracionalizado para a conquista da América ao estabelecer o “socialismo como sonhado por Karl Marx.” Ele descreveu uma “conspiração” – a palavra é o que acontece na eleição de um presidente dos EUA por meio de [“enganos a respeito de suas reais opiniões e intenções”]. Entre outras coisas, House escreveu que a conspiração era para se insinuar nas primárias, para que nenhum candidato pudesse se indicado cujas opiniões não estavam de acordo com as deles”. As eleições eram para se tornarem meras charadas realizadas para a surpresa da populaça. A idéia era usar ambos os partidos, tanto o Democrata quanto o Republicano, como instrumentos para a promoção do Governo Mundial.

Em 1919 House se encontrou em Paris com membros da sociedade secreta britânica chamada A Mesa Redonda para formar uma organização cujo trabalho seria propagandizar aos cidadãos na América, Inglaterra e Europa Ocidental as glórias de um Governo Mundial. O grande ponto a ser vendido, de fato, era a paz. A parte sobre os Internos estabelecerem uma ditadura mundial muito naturalmente foi deixada de fora.

A organização da Mesa Redonda na Inglaterra cresceu de um sonho de uma longa vida do magnata do ouro e dos diamantes Cecil Rhodes por uma “nova ordem mundial.”

A biógrafa de Rhodes, Sara Millin foi um pouco mais direta. Como ela coloca isto: “O governo mundial era o simples desejo de Rhodes.” Quigley nota:

“Em meados dos anos de 1890 Rhodes tinha um rendimento pessoal de ao menos um milhão de libras esterlinas por ano [então, por volta de cinco milhões de dólares] que ele gastava tão livremente para seus misteriosos propósitos que ele estava geralmente sacando a descoberto em sua conta”.

O comprometimento de Cecil Rhodes com uma conspiração para estabelecer um Governo Mundial foi estabelecido em uma série de vontades descritas por Frank Aydelotte em seu livro “American Rhodes Scholarships”. Aydelotte escreve:

“As sete vontades que Cecil Rhodes estabeleceu entre as idades de 24 e 46 anos [Rhodes morreu aos 48 anos] constituem um tipo de autobiografia espiritual. As mais conhecidas são a primeira [a sociedade secreta] e a última, que criou as Bolsas de Estudo Rhodes”

Em sua primeira vontade Rhodes afirma sua meta ainda mais especificamente: “a extensão do governo britânico pelo mundo, a fundação de um poder tão grande que torne as guerras impossíveis e promovam os interesses da humanidade.”

A ‘Confissão de Fé’ se alarga sobre estas idéias. O modelo para esta proposta sociedade secreta era a Sociedade de Jesus, embora ele também mencione os Maçons.”

Deve ser notado que o originador deste tipo de sociedade secreta foi Adam Weishaupt, o monstro que fundou a Ordem do Illuminati em 1o. de maio de 1776, para o propósito da conspiração para controlar o mundo. O papel dos Iluministas de Weishaupt em tais horrores como o Reino do Terror é inquestionável, e as técnicas dos Illuminati a muito tem sido reconhecidas como modelos para a metodologia comunista. Weishaupt também usou a estrutura da Sociedade de Jesus (os Jesuítas) como seu modelo, e reescreveu seu Código em termos maçonicos. Aydelotte continua:

“Em 1888 Rhodes fez uma terceira vontade – deixando tudo para Lord Rothschild [seu financiador nos empreendimentos de mineração], com uma carta acompanhante incluida “a matéria escrita discutida entre nós”. Isto, supõe-se fosse a primeira vontade e a “Confissão de Fé” já que no pós escrito Rhodes diz ‘ao considerar as questões sugeridas de tomar a Constituição dos Jesuítas se puder ser obtida'”

Aparentemente por razões estratégicas Lord Rothschild foi subsequentemente removido da linha de frente do esquema. O Professor Quigley revela que Lord Rosebury “substituiu seu sogro, Lord Rothschild, no grupo secreto de Rhodes e foi feito o Trustee da próxima [e última] vontade de Rhodes.”

A “sociedade secreta” foi organizada no padrão conspiratório de círculos dentro de círculos. O Professor Quigley nos informa que a parte central da “sociedade secreta” foi estabelecida em março de 1891, usando o dinheiro de Rhodes. A organização foi dirigida para Rothschild por Lord Alfred Milner, discutido no capítulo passado como um financiador chave da revolução bolchevista. A Mesa Redonda trabalhava por trás das cenas nos mais altos níveis do governo britânico, influenciando a política externa e o envolvimento da Inglaterra e condução da primeira guerra mundial. Segundo o Professor Quigley:

“No fim da guerra de 1914, tornou-se claro que a organização deste sistema [o grupo da Mesa Redonda] tinha que ser grandemente estendida. Mais uma vez a tarefa foi confiada a Lionel Curtis que estabeleceu, na Inglaterra e em cada domínio, uma organização de frente para o existente Grupo da Mesa Redonda. Esta organização de fachada, chamada Instituto Real de Assuntos Internacionais tinha como seu núcleo em cada área o existente submerso Grupo da Mesa Redonda. Em New York isto foi conhecido como Conselho das Relações Exteriores [CFR] e era uma fachada para J. P. Morgan e Companhia em associação com o grupo muito pequeno americano da Mesa Redonda. Os organizadores americanos foram dominados pelos grandes números de especialistas de Morgan,’que tinham ido a Conferência de Paz de Paris e lá se tornaram amigos íntimos do grupo similar de especialistas britânicos que tinham sido recrutados pelo grupo de Milner’. De fato, os planos originais do Instituto Real de Assuntos Internacionais e do Conselho das Relações Exteriores [C.F.R.] foram estabelecidos em Paris”

Joseph Kraft (C.F.R.), contudo, nos conta na Harper de julho de 1958, que o agente chefe na fundação formal do CFR foi o Coronel House, apoiado por protegidos tais como Walter Lippmann, John Foster Dulles, Allen Dulles e Christian Herter. Foi House que agiu como anfitrião para o Grupo da Mesa Redonda, inglês e americano, em um encontro chave de 19 de maio de 1919, no Majestic Hotel, Paris, que cometeu a conspiração para a criação do C.F.R.

Embora Quigley ressalte a importância dos homens de Morgan na criação da organização conhecida como CFR, os próprios materiais desta organização e as próprias memórias do Coronel House revelam sua função como parteiro no nascimento do  C.F.R.

O 25o. Relatório Anual do C.F.R. nos fala da fundação do CFR em Paris:

O Instituto de Assuntos Internacionais criado em Paris em 1919 desde o início abrangia dois ramos, um no Reino Unido e outro nos EUA.

Mais tarde o plano foi mudado para criar uma autonomia ostensiva porque “não parecia sábio criar um único instituto com ramos”. Tinha que ser feito como se parecesse que o CFR na América e o R.I.I.A. na Bretanha, realmente fossem corpos independentes, a menos que o público americano se tornasse ciente de que o CFR era de fato uma subsidiária do Grupo da Mesa Redonda e reajissem em uma fúria patriótica.

Segundo Quigley, muitas das mais importantes dinastias de financiadores na América depois da primeira guerra mundial [além de Morgan] eram a família Rockefeller; Kuhn, Loeb & Company; Dillon Read e Company e Brown Bros. Harriman. Todos estavam representados no C.F.R. e Paul Warburg foi um dos incorporadores. O grupo Interno que criou o sistema do Federal Reserve, muitos dos quais bancaram a revolução bolchevista, estavam todos na afiliação original. Além de  Paul Warburg, os fundadores do C.F.R. incluiam os internos financiadores internacionais Jacob Schiff, Averell Harriman, Frank Vanderlip, Nelson Aldrich, Bernard Baruch, J. P. Morgan e John D. Rockefeller. Estes homens não criaram o CFR porque eles nada tinham melhor a fazer com seu tempo e dinheiro. Eles o criaram como um instrumento para levar adiante as ambições deles.

O C.F.R. veio a ser conhecido como “A Instituição,” “o governo invisível” e “o escritório do exterior de Rockefeller.” Esta organização semi-secreta inquestionavelmente tem se tornado o grupo mais influente na América.

Um dos artigos que é extremamente infrequente de aparecer na imprensa nacional a respeito do Conselho foi publicado no Christian Science Monitor de 1o. de setembro de 1961. Começou deste modo:

“No lado oeste da moderna Park Avenue em 68th Street [na cidade de New York] ficam duas belas construções, uma de frente para a outra. Uma é a Embaixada Soviética para a ONU. Diretamente oposto no canto sudoeste está o CFR – provavelmente uma das organizações semi-públicas mais influentes no campo da política externa”.

Embora a afiliação formal ao C.F.R. seja composto por perto de 1.500 nomes de elite nos mundos de governo, trabalho, negócios, finanças, comunicações, as fundações e a academia – e a despeito do fato que ele tem fornecido a equipe de quase toda posição chave de cada governo desde Roosevelt – é duvidoso que um americano em mil reconheça o nome do Conselho, ou que um em 10.000 possa relacionar alguma coisa sobre sua estrutura e propósito. Indicativo do poder do CFR em manter seu anonimato é o fato que, a despeito de ter estado operante nos mais altos níveis por aproximadamente 50 anos e ter deste o início contado entre seus membros os principais leões da Instituição da media de comunicação, descobrimos depois de examinar volumes do “Readers’ Guide To Periodical Literature” cobrindo várias décadas que somente um artigo de revista sobre o CFR tem até mesmo aparecido em um maior jornal nacional e foi no   Harper’s, dificilmente um periódico de circulação em massa. Similarmente, somente um punhado de artigos sobre o Conselho tem aparecido nos grandes jornais da nação. Tal anonimato, em tal nivel, pode dificilmente ser atribuído a um mero acaso.

O que faz esta organização secreta tão influente? Ninguém que saiba com certeza dirá. O Christian Science Monitor, que é editado por um membro da Mesa Redonda Americana [um ramo da sociedade secreta de Milner] no artigo de 1o de setembro de 1961, que ‘seu rol executivo contém nomes importantes no campo da diplomacia, governo, negócios, finanças, ciências, trabalho, jornalismo, lei e educação. O que uniu uma afiliação tão ampla e variada é uma preocupaçao apaixonada pela direção da política externa americana”.

O Christian Science Monitor indica o poder fantástico que o C.F.R. tem tido durante os seis ultimos governos:

“Por causa da dedicação do Conselho em estudar e deliberar a política externa americana, há um fluxo constante de seus membros do serviço particular para o público. Quase metade dos membros do Conselho tem sido convidados a assumirem posições oficiais no governo ou agirem como consultores por uma vez ou outra.”

As políticas promovidas pelo CFR nos campos de defesa e de relações internacionais o tornam, com uma regularidade que desafia a lei do acaso, as políticas oficiais dos EUA. Como um colunista liberal, Joseph Kraft, ele próprio um membro do C.F.R., notou do Conselho no artigo de Harper: “Ele tem sido o assento de algumas decisões básicas do governo, tem estabelecido o contexto de muitas mais, e tem repetidamente servido como uma base de recrutamento para os oficiais do escalão”. Kraft, incidentalmente, apropriadamente intitulou o artigo dele sobre o CFR como “Escola para Estadistas” – uma admissão que os membros do Conselho estão práticos com uma “linha” de estratégia a ser realizada em  Washington.

Na medida em que se aproximava a Segunda Guerra Mundial, o Grupo da Mesa Redonda foi influente em ver que Hitler não era detido na Áustria, na Rhineland, ou Sudetenland – e portanto era grandemente responsável por precipitar o Holocausto. Uma segunda guerra mundial grandemente aperfeiçoaria a oportunidade para o estabelecimento de um Governo Mundial. O financiamento para a subida ao poder de Adolph Hitler foi manipulado por meio do Banco Mendelson de Amsterdam controlado pelos Warburg e mais tarde pelo Banco J. Henry Schroeder com ramos em Frankfurt, Londres e New York. O conselheiro chefe legal para o Banco J. Henry Schroeder era a firma de Sullivan e Cromwell cujos sócios seniores incluiam  John Foster e Allen Dulles, (veja James Martin’s All Honorable Men, Little Brown Co., New York, 1950, p. 51. See also Quigley, p.433.)

Com a Mesa Redonda fazendo seu trabalho na Europa, o CFR tocava a bola nos EUA. A primeira tarefa do Conselho foi infiltrar e desenvolver um controle eficaz do Departamento de Estado dos EUA – para se assegurar que depois da segunda guerra mundial não haveria escorregadelas como aquelas que se seguiram à primeira guerra mundial. A história da tomada do CFR do Departamento de Estado está contida na Publicação 2349 do Departamento de Estado, Relato ao Presidente sobre os Resultados da Conferência de San Francisco. Este é um relato do Secretário de Estado Edward R. Stettinius (C.F.R.) ao Presidente Truman. Na página vinte encontramos:

“Com o irromper da guerra na Europa, estava claro que os EUA seriam confrontados, depois da guerra, com problemas novos e excepcionais. De acordo, foi criado um Comitê sobre Problemas Pós Guerra antes do fim de 1939 [dois anos antes que os EUA entrassem na guerra] por sugestão do CFR. O Comitê consistiu de altos oficiais do Departamento de Estado [mas todos, menos um, eram membros do CFR]. Ele foi auxiliado por uma equipe de pesquisa [fornecida, financiada e dirigida pelo CFR] que em fevereiro de 1941, foi organizada em uma Divisão Especial de Pesquisa [e, saiu da folha de pagamento do CFR e passou para a folha de pagamento do Departamento de Estado].”

[Depois de Pearl Harbor] as instalações de pesquisa foram rapidamente expandidas e o Comitê Departamental sobre Problemas Pós Guerra foi reorganizado em um Comitê de Aconselhamento sobre Políticas Externas do Pós Guerra [completamente ocupado por membros do  C.F.R.].” (veja também, C.F.R.’s booklet, A Record of Twenty Years, 1921-1947.)

Este é o grupo que projetou a ONU – o primeiro maior passo bem sucedido na estrada de um Super Estado Mundial. Ao menos 47 membros do CFR estavam entre os delegados americanos na fundação da ONU em San Francisco em 1945. Membros do grupo de C.F.R. incluiam Harold Stassen, John J. Mc Cloy, Owen Lattimore (chamado pelo Sub-comitê de Segurança Interna do Senado “um instrumento consciente e articulado da conspiração soviética”], Alger Hiss (espião comunista), Philip Jessup, Harry Dexter White (agente comunista), Nelson Rockefeller, John Foster Dulles, John Carter Vincent (risco de segurança), e Dean Acheson. Apenas para ter certeza que membros do partido comunista entendiam a importância da criação da ONU, “Political Affairs”, o jornal teórico oficial do partido, na publicação de abril de 1945, deu a ordem:

“Grande apoio popular e entusiasmo para as políticas da ONU que devem ser construidas, bem organizadas e completamente articuladas. Mas também é necessário fazer mais do que isso. A oposição deve se tornar tão impotente que seja incapaz de reunir qualquer apoio significativo no Senado contra a Carta da ONU e os tratados que se seguirão”.

Podemos imaginar se os tolos a nível do partido até mesmo questionaram porque eles deviam apoiar uma organização dominada pelas odiadas personalidades de “Wall Street”. Os pintores do panorama da media de massa tem se superado pintando a ONU como uma organização de paz ao invés de como uma fachada para os banqueiros internacionais.

Não apenas os membros do CFR dominaram a instituição da ONU, mas os membros do CFR estavam nos cotovelos do Presidente americano em Teerã, Podstam e Yalta – onde centenas de milhões de seres humanos eram entregues nas mãos de Joseph Stalin, grandemente estendendo o poder da Conspiração Comunista Internacional. O assistente adminiistrativo de Roosevelt durante este tempo era um membro chave do CFR chamado Lauchlin Currie – subsequentemente identificado por J. Edgar Hoover como um agente soviético.

O CFR tem dominado tão completamente o Departamento de Estado durante os últimos 38 anos que todos os Secretários de Estado com exceção de Cordell Hull, James Byrnes, e William Rogers tem sido membros do CFR. Conquanto Rogers não seja um membro, o Professor Henry Kissinger, o conselheiro chefe de política externa de Mr. Nixon, veio ao trabalho saído do C.F.R., e os sub-secretários de estado, são membros do CFR.

Hoje o CFR permanece ativo em trabalhar na direção de sua meta final de um governo mundial – um governo que os Internos e Aliados controlarão. A meta do CFR é simplesmente abolir as garantias constitucionais de liberdade dos EUA. E eles nem mesmo tentam esconder isso. O Estúdo no. 7 publicado em 25 de novembro de 1959 advoga abertamente ” a construção de uma nova ordem social que deve ser receptiva as aspirações mundiais de paz e de mudança econômica e social [ nome código para governo mundial] incluindo os Estados que se dizem ‘socialistas’ [comunistas]”

razão é evidente para aqueles que tem estudado sua afiliação para esta organização semi-secreta pouco conhecida a ser chamada “A Instituição” (veja mapa 7). As organizações bancárias internacionais que atualmente tem homens no CFR incluem  Kuhn, Loeb & Company; Lazard Freres (diretamente afiliada do Rothschild); Dillon Read; Lehman Bros.; Goldman, Sachs; Chase Manhattan Bank; Morgan Guaranty Bank; Brown Bros. Harriman; First National City Bank; Chemical Bank & Trust, e Manufacturers Hanover Trust Bank.

Entre as maiores corporações que tem homens na

Mapa I

Supra Governo Mundial

RothschiId

Fundações Schiff Milnar

Warburg

Vanderlip Mesa Redonda Rockefeller

Rockefeller Ford

Baruch Carnegie

Morgan R.I.I.A

Departamento Executivo

C.F.R.

Kuhn Loeb

Lazard Freres

Dillon, Rand Standard Oil NBC, CBS, Rand

Lehman Bros. IBM Time, Life Hudson Institute

Goldman, Sachs Xerox Fortune, Look Fund for Republic

Chase Manhattan Eastman Kodak Newsweek Brookings Institute

New York Times

Morgan Guaranty Pan American Washington Post

Firestone LA Times Lovestone

U.S. Steel New York Post Dubinsky

McGraw-Hill Reuther

Simon & Shuster

ADA Harper Bros

L.I.D. Book of the Month

U.W.F. Saturday Review

Business Week

C.F.R. são Standard Oil, IBM, Xerox, Eastman Kodak, Pan American, Firestone, U. S. Steel, General Electric e American Telephone e Telegraph Company.

Também no C.F.R. estão homens de tais organizações abertamente esquerdistas como os Americanos Fabianos Socialistas para Ação Democrática, a Liga Socialista para a Democracia Industrial  [anteriormente a Sociedade Intercolegiada Socialista] e os Federalistas Mundiais Unidos que advogam abertamente o governo mundial com os comunistas. Tais líderes trabalhistas devotados como o falecido Walter Reuther, David Dubinsky e Jay Lovestone também tem sido membros do C.F.R. Na teoria, estes homens e organizações são supostamente inimigos figadais dos bancos e negócios listados acima. Ainda que todos eles pertençam a mesma loja. Você pode ver porque este fato não é anunciado.

O C.F.R. é totalmente interligado com as maiores fundações  os chamados “Think Tanks.” [ grupos formadores de opinião]. Incluidos nesta interligação estão as Fundações Rockefeller, Ford e Carnegie e a Corporação Rand, o Instituto Hudson, o Fundo para a República e o Instituto Brookings  “Think Tanks.”

O fato de que o CFR opere em quase anonimato dificilmente pode ser acidental. Entre as corporações de comunicações representadas no CFR estão National Broadcasting Corporation [NBC], Columbia Broadcasting System [CBS], Time, Life, Fortune, Look, Newsweek, New York Times, Washington Post, Los Angeles Times, New York Post, Denver Post, Louisville Courier Journal, Minneapolis Tribune, the Knight papers, McGraw-Hill, Simon & Schuster, Harper Bros., Random House, Little Brown & Co., Macmillan Co., Viking Press, Saturday Review, Business Week e Book of the Month Club. Certamente o C.F.R. pode obter alguns poucos anúncios de publicidade se a publicidade for desejada. Se parece impossível que uma entidade possa controlar um tal vasto conjunto de firmas, é porque a maioria das pessoas não sabe que os chamados fundadores de tais gigantes como o New York Times e NBC foram escolhidos, financiados e dirigidos por Morgan, Schiff e os aliados deles. O caso de Adolph Ochs do Times e David Sarnoff da RCA são exemplos deste controle. Ambos receberam ajuda financeira inicial de Kuhn, Loeb & Company e Morgan Guaranty.

Estes são os pintores oficiais do panorama da Instituição cujos empregos são o de assegurar que o público não descubra o CFR e seu papel em criar uma ditadura socialista mundial.

Você se recordará que o Coronel House acreditava que devemos ter dois partidos políticos mas uma só ideologia. O Socialismo de um só Mundo. Isto é exatamente o que temos neste país hoje [veja mapa 8]. Embora haja diferenças filosóficas entre os patriotas democratas e os patriotas republicanos, ainda que você se mova nas escadas do partido estas diferenças se tornam menos e menos distinguíveis, até finalmente as escadas desaparecerem por trás da cortina de notícias gerenciada pela Instituição e se unam no ápice sob o controle do CFR. Em 1968, quando George Wallace manteve que não havia um centavo de diferença válida entre os dois partidos, ele pode não ter sabido o quanto ele estava certo e o porque.

Mapa 8

Controle dos Partidos Políticos

Democratas Republicanos

Dean Acheson CFR Dwight Eisenhower

Alger Hiss John Foster Dulles

Adlai Stevenson Managed News Curtain Thomas E. Dewey

John Kennedy Jacob Javits

Edward Kennedy Paul Hoffman

Robert Kennedy Robert McNamara

Averell Harriman John Gardner

George Ball Henry Cabot Lodge

Henry Fowler Rockefellers

Dean Rusk Elliot Richardson

Adam Yarmolinsky Arthur Burns

John K. Galbraith Henry Kissinger

Arthur Schlesinger, Jr. Richard Nixon

Hubert Humphrey

John Lindsay

Democrata Republicano

A seguir estão os chamados democratas que tem sido ou agora estão como agentes do CFR: Dean Acheson, Alger Hiss, Adlai Stevenson, John Kennedy, Robert Kennedy, Edward Kennedy,* Averell Harriman, George Ball, Henry Fowler, Dean Rusk, Adam Yarmolinsky, Huber Humphrey e John Lindsay.

(*Comitê Boston)

É interessante notar estas recompensas dos empregos confortáveis eram dadas pelos banqueiros internacionais a muitos homens altos no governo de Lyndon Johnson pelos serviços deles. O sub-secretário de Estado George Ball foi para  Lehman Brothers; o Secretário do Tesouro Henry Fowler foi levado para Goldman, Sachs & Co.; o Diretor do Orçamento Peter Lewis, o sub-secretário do Tesouro Frederick Deming e o antigo Secretário de Comércio C. R. Smith todos evitaram as linhas de dinheiro para serem escolhidos por Lazard Freres (Rothschilds). Fowler e Deming foram grandemente responsáveis pelas políticas que levaram as nações européias a exigirem metade de nosso ouro [ e tendo afirmações potenciais para exigirem o resto] bem como por desudar o Tesouro dos EUA de todas as reservas de prata que tinham sido construídas durante um século Os banqueiros internacionais tiveram piedade desses homens pela incompetência deles ou eles foram recompensados por um trabalho bem feito?

No controle do partido republicano para o C.F.R. tem estado Dwight D. Eisenhower, John Foster Dulles, Thomas E. Dewey, Jacob Javits, Robert McNamara, Henry Cabot Lodge, Paul Hoffman, John Gardner, o clã Rockefeller, Elliott Richardson, Arthur Burns, Henry Kissinger e Richard Nixon.* Conquanto seja verdade que cada governo americano desde Roosevelt tenha sido dominado pelo CFR, o governo de Nixon tem batido todos os recordes ao indicar mais de 110 membros do CFR para posições chave. Henry Kissinger, o “Coronel” House do governo Nixon, veio ao seu emprego diretamente da equipe do CFR. Kissinger representa o verdadeiro oposto de tudo que Nixon disse em sua campanha. Tanto os Liberais quanto os  Conservadores admitem que Kissinger é o homem mais importante do governo Nixon.

(*Richard Nixon agora afirma que ele não mais pertence ao CFR, tendo saído quando a organização tornou-se um assunto em sua campanha primária para o governo da Califórnia em 1962. Nixon nunca tem dito porque ele saiu, mas o fato de que ele tenha indicado mais de 110 membros do CFR para posições importantes em seu governo fala por si próprio. Não deve ser surpresa que o mesmo Nixon que fez campanha em 1968 como um conservador já tinha tornado sua posição real muito clara para os INTERNOS e o CFR ao autorar um artigo na revista do CFR, Assuntos Externos, em outubro de 1967. O titulo de Os membros do Conselho [Sobre Relações Exteriores este artigo “A Ásia depois do Vietnã” revelou como o aspirante a presidência Nixon abriria uma nova política em direção da China Vermelha e traria “realismo” a nossa política externa asiática. O Relatório Anual do CFR de 1952, admitiu que algumas vezes membros em posições sensíveis eram forçados a irem para o subterrâneo e manter secreta sua afiliação.)

Administrações, Democratas e Republicanas, vão e vem mas o CFR se imiscui em todas elas. Isto é o porque quanto mais as coisas parecem mudar, elas permanecem as mesmas. A correção está no topo, onde o mesmo grupo de Internos, desejosos do controle do mundo, dirigem o show. Como admite o Professor Quigley:

“Eles existem, e tem existido por uma geração uma rede internacional que opera, em alguma extensão, do modo que os radicais de direita acreditam que os comunistas operem. De fato, esta rede, que podemos identificar como Grupos da Mesa Redonda, não tem aversão em cooperar com os comunistas ou com qualquer outro grupo, e frequentemente faz assim”

Sim, os Internos não tem aversão a trabalhar com os comunistas cuja meta ostensiva é a de destrui-los. Enquanto os Internos estão servindo champanhe e caviar a seus convidados em mansões de veraneio em Newport. ou entretendo outros membros da elite social a bordo de seus iates, seus agentes estão lá fora escravizando e assassinando pessoas, E vocês são os próximos na lista deles.

Claramente, o editorial do Chicago Tribune de 9 de dezembro de 1950, sobre o C.F.R. ainda se aplica:

“Os membros do Conselho das Relações Exteriores são pessoas de muito mais que uma influência média na comunidade deles. Eles tem usado o prestígio que a riqueza deles, a posição social deles, e a educação deles tem dado a eles para liderarem o país por meio da bancarrota e debacle militar. Eles devem olhar para as mãos deles. Há sangue nelas – o sangue seco da última guerra e o sangue fresco da atual [a guerra da Coréia] (sacrifício humano)

Isto continua sem izer que nas mãos do CFR estão agora ainda mais o sangue de 50.000 americanos no Vietnã. Vergonhosamente,  o Conselho tem continuado a promover, como política externa americana, o embarque de ajuda americana e comércio para o arsenal do Leste europeu do Viet Cong para matar nossos filhos no campo.

Não deve ser surpreendente saber que há um nível internacional, um equivalente organizacional do CFR. Este grupo se auto-denomina Bilderbergers. Se dificilmente um americano em mil está familiarizado com o CFR, é duvidoso que um em 5.000 tenha qualquer conhecimento dos Bilderbergers. Novamente, isso não é acidental.

O nome estranho desse grupo é tomado do local do primeiro encontro em maio de 1954 –   Hotel de Bilderberg – em Oostebeek, Holanda. O homem que criou os Bilderbergers é sua Magestade Real o Príncipe Bernhard da Holanda. O Príncipe é uma figura importante no Royal Dutch Petroleum (Shell Oil) e na Societe General de Belgique, um enorme conglomerado cartel com holdings mundiais. Os Bilderbergers se encontram uma ou duas vezes por ano. Aqueles que comparecem incluem principais figuras politicas e financeiras dos EUA e Europa Ocidental. O Príncipe Bernhard não faz nenhum esforço para ocultar o fato que o máximo objetivo dos Bilderbergers seja o governo mundial. Enquanto isso, enquanto a nova ordem mundial está sendo construída, os Bilderbergers coordenam os esforços das elites de poder americanas e européias.

A contraparte do Príncipe Bernhard entre os Bilderbergers americanos é David Rockefeller, presidente da diretoria do CFR, cuja base econômica é o gigante Banco Chase Manhattan e a Standard Oil. Entre outros Bilderbergers do mundo das finanças ultra altas estão o Barão Edmund de Rothschild da Casa de Rothschild, C. Douglas Dillon (CFR.) do Dillon Read & Co., Robert McNamara do Banco Mundial, Sir Eric Roll de S.G. Warburg & Co., Ltd., Pierce Paul Schweitzer do FMI, e George Ball (CFR) do Lehman Brothers.

Nem todo mundo que comparece a um dos encontros secretos dos Bilderbergers é um INTERNO, mas somente homens da esquerda tem permissão para assistirem aos encontros privados que seguem as sessões gerais. Os abertamente Partidos Socialistas da Europa estão bem representados – um outro exemplo da ligação entre os Internos das altas finanças e os ostensivos líderes do proletariado. A política dos Bilderberg não é planejada por estes que comparecem as conferências, mas pela elite do comitê de direção de Internos composto por 24 europeus e 15 americanos. Membros americanos  passados e presentes deste comitê de direção dos Bilderberger incluem George W. Ball, Gardner Cowles, John H. Ferguson, Henry J. Heinz 11, Robert D. Murphy, David Rockefeller, Shepard Stone, James D. Zellerbach, Emelo G. Collado, Arthur H. Dean, Gabriel Hauge, C. D. Jackson, George Nebolsine, Dean Rusk e General Walter Bedell Smith. Aqueles que aderem a teoria acidental da história afirmarão ser uma forte coincidência que cada um destes membros passados ou presentes do Comitê de Direção dos Bilderberger é ou foi membro do CFR.

O Comitê de Aconselhamento dos Bilderberger forma até mesmo um círculo mais interno do que o Comitê de Direção. Os americanos no Comitê de aconselhamento incluem Joseph E. Johnson, Dean Rusk, Arthur H. Dean, George Nebolsine, John S. Coleman, General Walter Bedell Smith e Henry J. Heinz II. Novamente, todos membros do CFR.

Alguém presumiria [isto é, se não tivesse lido este livro] que quando os principais parlamentares do mundo e magnatas internacionais se encontram para discutir o planejamento das várias políticas externas de seus países, que os falcões dos noticiários [jornais e televisões] estariam bradando aos céus que um tal evento realizado em sigilo ridiculariza o processo democrático. Poderiamos esperar que Walter Cronkite estivesse trovejando em ira sobre uma claque de elite se encontrando para planejar nossas vidas; ou que os editorialistas do New York Times estivessem tirando fumaça de suas máquinas de escrever denunciando “o direito público de saber”. Mas, de fato, os pintores do panorama meramente afastam da existência os Bilderbergers e focalizam a atenção pública em algo como as condições nas prisões ou as garrafas de coca-cola sujando as rodovias. Já que os Bilderbergers são um grupo de esquerda [ou, como os liberais na media podem dizer, mas não o fazem, “um grupo de progressistas”] eles tem permissão para continuar em paz e planejar quietamente para 1984. O fato que haja a pesada influência de Rockefeller (Banco Chase Manhattan e CFR) na media pode também ter algo a ver com o fato que conquanto todo mundo tenha ouvido sobre, vamos dizer a Sociedade John Birch (e quase sempre de uma maneira menosprezante da Instituição Oriental da Media], praticamente ninguém tem ouvido sobre os Bilderbergers.

O Príncipe Bernhard da Holanda, o chefe do secreto movimento para um só governo mundial, conferencia com o Presidente Nixon. Um antigo nazista SS stormtrooper (“tivemos muita diversão”), Bernhard agora trabalha com os Rothschilds e os comunistas para promover um Super Estado Mundial da elite. Bernhard mantém encontros anuais secretos com altos oficiais dos EUA, banqueiros e industriais para mapear planos para unir os EUA e a União Soviética em um governo mundial. Depois do último encontro, Nixon desvalorizou o dólar e abriu o comércio com a China Vermelha.

Edmond e Guy de Rothschild, líderes do clã francês dos Rothschild. Os Rothschilds são intimamente ligados ao Príncipe Bernhard em negócios (Royal Dutch Shell) e na construção de um super governo mundial com os soviéticos. O Time de 20 de dezembro de 1963 diz sobre Guy: “Guy é totalmente um Rothschild. Ele personifica muito do que o nome de sua família representa. Ele é amigo e confidente e alguns politicos franceses. Sobretudo, ele está dedicado a aumentar a fortuna do banco dele. Guy lidera um clã versátil dos Rothschilds dos dias modernos.” Edmond, reputadamente o mais rico dos Rothschilds franceses, tem pessoalmente 500 milhões de dólares, segundo sua própria estimativa.

Enquanto este livro é escrito, tem havido 29 encontros dos Bilderberger até hoje. Eles geralmente duram três dias e são realizados em lugares afastados. Os participantes são hospedados em um local e são protegidos por uma rede de segurança. As decisões são alcançadas, as resoluções adotadas, os planos de ação iniciados, mas somente os  Bilderbergers sabem com certeza o que aconteceu. Devemos assumir que estas pessoas não se reunem meramente para discutir seus exercícios de golfe. A imprensa, naturalmente, não tem permissão de estar presente, embora ocasionalmente uma breve conferência de imprensa é realizada no fim do encontro ao tempo em que as notícias são dadas em termos muitos gerais da versão dos Bilderberger do que foi discutido. Porque todo este segredo se nada há que esconder? Porque as fundações Ford, Rockefeller e Carnegie financiam os encontros se eles não são importantes? Sim, porque?

O encontro mais recente aconteceu no Woodstock Inn em Woodstock, Vermont, de Laurance Rockefeller, no período de 23 a 25 de abril de 1971. Aparentemente apenas um jornal trouxe uma história substancial sobre o encontro, foi o Rutland, Vermont, Herald, cujo repórter pode adquirir apenas pequena informação sobre o que se tratava o encontro. A matéria de 20 de abril de 1971 do Herald relatou:

“Uma tampa mais que apertada de sigilo estava sendo mantida sobre a conferência. Um encontro a portas fechadas foi realizado em Woodstock na semana passada para instruir umm punhado de oficiais locais sobre algumas fases da conferência. Um dos participantes do encontro insistiu na segunda-feira que foi dito aos oficiais que o encontro seria “uma conferência de paz internacional”. Contudo, outras fontes confiáveis disseram que a conferência lidará com as finanças internacionais”.

O Woodstock Inn será aparenemente lacrado como Fort Knox. Nenhuma cobertura de imprensa será permitida, com a exceção da divulgação de uma declaração no final do encontro no domingo.”

Quando o Príncipe Bernhard chegou ao Aeroporto Logan de Boston, ele admitiu aos repórteres que o assunto da conferência seria “uma mudança no papel mundial dos EUA” Não é bom ter mudanças no papel da América no mundo decidido pelos Bernhard, Rothschild e Rockefeller? Há uma real democracia em ação, como eles dizem. Presente no cenário para levar de volta as ordens para Mr. Nixon estava o garoto de recados do C.F.R.- Rockefeller , o conselheiro número um do presidente para assuntos externos, Henry Kissinger. Logo depois do encontro em Woodstock, dois hominosos eventos de mudança de papel ocorreram: Henry Kissinger foi a Pequim e arranjou a aceitação da China Vermelha como membro da família das nações comerciantes;  e uma crise monetária internacional se desenvolveu depois que o dólar foi desvalorizado. Como escreveu o homem de Estado britânico e confidente de Rothschild Benjamin Disraeli em Coningsby: “Como você vê,meu caro Coningsby, o mundo é governado por personagens muito diferentes do que é imaginado por aqueles que não estão por trás das cenas.”

6. OS ROCKEFELLERS  OS VERMELHOS

O mais importante americano destes “personagens diferentes” que governam o mundo por trás das cenas são os Rockefellers. O clã Rockefeller relatadamente tem trabalhado com os Rothschilds e seus agentes desde os anos de 1880, quando o original John D. arranjou para obter um desconto em cada barril de petróleo que ele e seus competidores embarcavam pelas estradas da Pennsylvania e Baltimore & Ohio controladas por Kuhn, Loeb & Co.. Esta tem sido uma parceria lucrativa desde então, embora pareça ter havido áreas nas quais as duas dinastias financeiras competem.

O envolvimento dos Rockefellers com seus supostos inimigos mortais, os comunistas, remonta a revolução bolchevista. Durante a década de 1920 Lenin estabeleceu sua Nova Política Econômica [a mesma que Mr. Nixon aplicou ao seu pacote de controle de políticas de redimentos] quando os supostamente odiados capitalistas foram convidados de volta para a RÚSSIA.

Os Internos do Federal Reserve-CFR começaram a empurrar para abrir a Rússia Comunista aos comerciantes americanos logo depois da revolução. Contudo, naquele tempo, a opinião pública era tão altamente contrária aos bolchevistas por causa de seu barbarismo que foi a política oficial do governo dos EUA não lidar com o governo fora da lei. Os EUA não reconheceram oficialmente os bolchevistas até 1933. Enquanto isso, a economia soviética estava em ruínas e o povo morria de fome. Os comunistas teriam desmoronado se não fossem ajudados pelos Internos. Os bolchevistas foram originalmente salvos do colapso por Herbert Hoover (CFR) que levantou dinheiro para comprar comida que foi apropriada por Lenin e seus gangsters. Eles usavam isto como um instrumento para subjugar os camponeses famintos que tinham estado resistindo a seus recentemente impostos mestres escravizadores. Conquanto o gesto humanitário de Hoover tenha salvo o regime comunista, a economia russa ainda estava em um caos total. Então vieram os Vanderlips, Harrimans e Rockefellers. um dos primeiros a ajudar foi Frank Vanderlip, um agente dos Rockefellers e um dos conspiradores da Ilha Jekyl, presidente do Primeiro National City Bank de  Rockefeller, que comparou Lenin a George Washington. (Louis Budenz, The Bolshevik Invasion of The West, Bookmailer, p.115)

Os Rockefellers designaram seu agente de relações públicas, Ivy Lee, para vender ao público americano a idéia que os bolchevistas eram meramente idealistas mal comprendidos que realmente eram um tipo de benfeitores da humanidade.

Professor Antony Sutton da Instituição Hoover da Universidade de Stanford, nota em seu livro de alta autoridade  “Western Technology and Soviet Economic Development”:

“Muito previsivelmente, 180 páginas depois, Lee conclui que o problema comunista é meramente psicológico. Por este tempo ele estava falando sobre os russos [não comunistas] e conclui que “eles todos estão certos”. Ele sugere que os EUA não devem se engajar na propaganda; faz uma súplica para uma coexistência pacífica; e sugere que os EUA descobriria ser uma boa política reconhecer a USSR e adiantar créditos.” (Antony Sutton, Western Technology and Soviet Economic Development, 1917-1930, Hoover Institution on War, Revolution and Peace, Stanford University, Calif., 1968, p.292)

Depois da revolução bolchevista, Standard de New Jersey comprou 50% dos enormes campos de petróleo  Nobel do  Cáucaso, até mesmo embora a propriedade tenha teoricamente sido nacionalizada. (O’Connor, Harvey, The Empire Of Oil, Monthly Review Press, New York, 1955, p.270.)

Em 1927, Standard Oil de New York construiu uma refinaria na Rússia, portanto ajudando os bolchevistas a colocarem de pé sua economia. O Professor Sutton afirma: “Este foi o primeiro investimento americano na Rússia desde a revolução .” (Ibid, Vol.1, p.38)

Logo depois a Standard Oil de New York e sua subsidiária, Vacuum Oil Company, concluiram um acordo para comercializar o petróleo soviético nos países europeus e foi relatado um empréstimo de 75 milhões de dólares aos bolchevistas. (National Republic, Sept.1927.)

Temos sido incapazes de descobrir se a Standard Oil foi até mesmo teoricamente expropriada pelos comunistas. Sutton escreve:

“Apenas concessões ao telégrafo dinamarquês, a pesca japonesa, concessões de carvão e petróleo e o arrendamento da Standard Oil permaneceram depois de 1935.” (Ibid, Vol.11, p.17.)

Onde quer que seja que vá a Standard Oil, o Banco Chase National certamente segue. (O Banco Chase dos Rockefeller mais tarde se uniu ao Banco Manhattan de Warburg para formar o atual Banco Chase Manhattan.) Em ordem de resgatar os bolchevistas, que supostamente eram um arqui-inimigo, o Banco Chase National foi instrumental em estabelecer a Câmara de Comércio russo-americana em 1922. O presidente da câmara foi Reeve Schley, um vice-presidente do Banco Chase National. (Ibid, Vol.11, p.288) Segundo o Professor Sutton: “Em 1925, negociações entre o Chase e o Prombank se estenderam além do financiamento de matérias primas e mapearam um programa completo para financiar as exportações das matérias primas soviéticas para os EUA e as importações de algodão e maquinário dos EUA. (Ibid, Vol.11, p.226) Sutton também relata que “O Banco Chase National e o Equitable Trust Company foram líderes nos negócios de crédito soviético.” (Ibid, p.277)

O Banco  Chase National de Rockefeller esteve envolvido em vender obrigações bolchevistas nos EUA em 1928. As organizações patrióticas denunciaram o Chase como uma “cerca internacional”. O Chase foi chamado uma “desgraça para a América”. Eles irão a qualquer altura para ganhos de poucos dólares.” (Ibid, Vol.11, p.291) O congressista Louis McFadden, presidente do Comitê de Bancos da Câmara manteve em uma fala ao seus companheiros congressistas:

“O governo soviético tem recebido fundos do Tesouro dos EUA pela diretoria do Federal Reserve e bancos do Federal Reserve agindo por meio do Banco Chase e Guaranty Trust Company e outros bancos na cidade de New York.

Abertos os livros de Amtorg, a organização de comércio do governo soviético em New York, e de Gostorg, o escritório geral da Organição de Comércio Soviética, e do Banco Estatal da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas você ficará surpreso ao ver quanto do dinheiro americano tem sido retirado do Tesouro dos EUA em benefício da Rússia. Descubra que negócios tem sido transacionados para o Banco Estatal da Rússia Soviética por seu correspondente, o Banco Chase de New York.
(Congressional Record, June 15, 1933.)

Mas aparentemente os Rockefellers não estavam sozinhos em financiar o braço comunista da conspiração dos Internos. Segundo o Professor Sutton “há um relato nos arquivos do Departamento de Estado que indicam Kuhn, Loeb & Co. (a casa financeira mais antiga e importante em New York) como os financiadores do primeiro Plano de Cinco Anos . (Veja U. S. State Dept. Decimal File, 811.51/3711 and 861.50 FIVE YEAR PLAN/236.” (Sutton, op. cit., Vol. II, p. 340n.)

O Professor Sutton prova conclusivamente em sua obra de três volumes sobre a União Soviética que ele foi quase que literalmente fabricada pelos EUA. Sutton cita um relato de Averell Harriman para o Departamento de Estado de junho de 1944 como declarando:

“Stalin pagou tributo a assistência prestada pelos EUA a indústria soviética antes e durante a guerra. Ele disse que dois terços de todos os grandes emprendimentos industriais na União Soviética tinham sido construídos com a ajuda ou assistência técnica dos EUA. .” (Sutton, op. cit., Vol.11, p.3.)

Lembre-se que este foi o tempo quando os soviéticos já tinham estabelecido uma extensa rede de espionagem nos EUA e o jornal comunista Daily Worker regularmente pedia a destruição de nossa liberdade e a sovietização da América.

Sutton mostra que dificilmente haja um segmento da economa soviética que não seja resultado da transferência do Ocidente, particularmente da tecnologia americana.

Isto não pode ser inteiramente o resultado de um acidente. Por 50 anos a turma de Internos-Federal Reserve-CFR-Rockefeller tem advogado e realizado políticas destinadas a aumentar o poder de seu satélite, a União Soviética. Enquanto isso, a América gasta 75 bilhões de dólares por ano em defesa para se proteger de um inimigo que os Internos estão construindo.

O que tem sido verdadeiro no passado é ainda mais válido hoje. O líder em promover a transferência da tecnologia e crescente ajuda e comércio com os comunistas é o CFR.

Em 7 e outubro de 1966, o Presidente Lyndon Johnson, um homem que tinha indicado um membro do C.F.R. para virualmente cada uma das posições estratégicas de seu governo, afirmou:

“Pretendemos pressionar as autoridades legislativas para negociarem acordos de comércio que podem estender um tratatamento tarifário mais favorecido aos estados comunistas europeus. Reduziremos os controles de exportação no comércio Leste-Oeste a respeito de centenas de itens não estratégicos.”

O New York Times relatou uma semana depois em 13 de outubro de 1966:

“Os EUA colocaram em vigor hoje uma das propostas do Presidente Johnson para estimular o comércio Leste-Oeste ao remover restrições sobre a exportação de mais de 400 comodidades para a União Soviética e o Leste Europeu.”

Entre as categorias dos itens que foram selecionados estão vegetais, cereais, forragem, couros, borracha crua e manufaturada, polpa e restos de papel, texteis e fibras texteis, fertilizantes crus, metais e sucata, petróleo, gás e derivados, compostos e produtos quimícos, corantes, remédios, fogos, detergentes, materiais plásticos, produtos de metal e maquinário, e instrumentos científicos e profissionais.”

Virtualmente cada um desses itens “não estratégicos” tinha um uso direto ou indireto na guerra. Mais tarde, itens tais como compostos para limpeza de rifles, equipamento eletrônico e de radar foram declarados não estratégicos. Uma metralhadora ainda é considerada estratégica e portanto não pode er embarcada para os comunistas, mas as ferramentas para fazer a metralhadora e os químicos para propulsão das balas tem sido declarados não estratégicos. Enquanto isso, aproximadamente 50.000 americanos tem morrido no Vietnã. Os vietcongs e os norte-vietnamitas recebem 85% de seus materiais de guerra da Rússia e de nações do bloco soviético. Já que suas economias são incapazes de sustentar uma guerra, o braço comunista da conspiração precisou de ajuda do braço capitalista financeiro. Os EUA tem estado financiando e equipando ambos os lados da terrível guerra vietnamita, matando nossos próprios soldados por um intermediário. Novamente, os pintores do  panorama na media de massa tem ocultado do público americano o conhecimento desses fatos.

Não surpreendentemente, os Rockefellers tem sido os líderes no patrocínio dese comércio de sangue. Em 16 de janeiro de 1967, um dos artigos mais incríveis apareceu em um jornal no jornal diário da Instituição, o New York Times. Sob a manchete “Eaton se Une aos Rockefellers para Incentivar o Comércio com os Vermelhos” o artigo afirmou:

“Uma aliança de fortunas familiares ligando Wall Street e o Meio Oeste está indo tentar construir pontes econômicas entre o mundo livre e a Europa comunista. A Corporação Internacional de Economia Básica [IBEC], controlada pelos irmãos Rockefeller e a Tower International, Inc., chefiada por Cyrus S. Eaton Jr., financiador em Cleveland, planejam cooperar em promover o comércio entre os países da Cortina de Ferro, incluindo a União Soviética.”

IBEC é dirigida por Richard Aldrich, neto do golpista do Federal Reserve Nelson Aldrich, e Rodman Rockefeller (CFR), filho de Rocky 5. Em 20 de outubro de 1969, IBEC anunciou que N M Rothschild & Sons de  Londres tinham entrado em uma parceria  com a firma.

Cyrus Eaton Jr. é o filho do notório pró soviético Cyrus Eaton, que começou sua carreira como secretário de John D. Rockefeller. É acreditado que a subida ao poder de Eaton no mundo das finanças seja o resultado do apoio de seu mentor. O acordo entre a Tower International e o IBEC continua uma velha aliança. Embora o nome de Eaton não apareça nas listas de afiliação ao CFR, o Comitê Reece que investigou as fundações para o congresso em 1953, descobriu que Eaton era um membro secreto.

Entre os itens “não-estratégicos” que o eixo Rockefeller Eaton está indo construir com os comunistas estão dez fábricas de bens de borracha, incluindo duas fábricas de borracha sintética que valem 200 milhões de dólares. Mr. Eaton explica em um artigo do Times: “Estas pessoas estão criando novas fábricas de automóveis e sabem que vão precisar de fábricas de pneus”. Sob o governo Nixon que, ao contrário das promessas de campanha, tinha multiplicado o comércio com os Vermelhos dez vezes, as preocupações americanas estão construindo a maior fábrica de caminhões para os comunistas. Os caminhões são necessários para a máquina de guerra de uma nação e as fábricas de caminhões podem ser convertidas em fábricas de tanques como foi feito durante a segunda guerra mundial.

Além disso, os Rockefellers e os Eatons estão contruindo uma fábrica produtora de alumínio de 50 milhões de dólares para os Vermelhos. Alumínio para aviões a jato é considerado “não estratégico” sob a doutrina Johnson-Nixon. Até mesmo mais incrivelmente, o Times revela:

Nelson Rockefeller sauda Khrushchev, o infame “carniceiro de Budapest.” As famílias Rockefeller e Eaton agora tem unido forças para construirem fábricas de produção de guerra por trás da Cortina de Ferro de forma que os comunistas possam se tornar uma ameaça maior a sobrevivência dos EUA. A América gasta 70 bilhões de dólares anualmente ostensivamente em defesa e então os Rockefellers constróem fábricas de alumínio para os comunistas. Somente a ausência de uma declaração formal de guerra no Vietnã evita que os Eatons e os Rockefellers sejam processados por traição. Eles tem o sangue de aproximadamente 50.000 homens a serviço dos EUA em suas mãos.

Quando os ditadores comunistas visitam os EUA eles não visitam os trabalhadores ou os líderes das uniões trabalhistas, mas se encontram com os líderes industriais. Há pouca, se alguma, tentativa dos ditadores vermelhos em se identificarem com a classe trabalhadora. Aqui Nikita Khrushchev sauda o industrial pró comunista Cyrus Eaton. Eaton começou sua carreira nos negócios como secretário de John O. Rockefeller e a família Rockefeller é acreditada ser grandemente responsável por sua fortuna.

“No mês passado, Tower International alcançou um tentador acordo com a patente soviética e a organização de licenciamento, Licensintorg, cobrindo futuros licenciamentos e transações de patentes. Até agora, disse Mr. Eaton, os russos tem deixado de comprar e vender licenças e patentes para a Amtorg Trading Corporation, a agência oficial soviética neste país para promover o comércio soviético-americano.”

Isto significa que os Rockefellers e os Eatons tem um monopólio de transferência de capacidade tecnológica para os supostos inimigos dos super ricos, a União Soviética. Segundo o Times:

“Mr. Eaton reconheceu as dificuldades que os representantes da Amtorg tinham encontrado aqui ao tentar arranjar acordos de licenciamento com companhias americanas. “Como você pode imaginar, é quase impossível para um russo andar até o departamento de pesquisa de uma companhia americana aeroespacial e tentar arranjar para comprar uma patente”, ele disse.

Certamente cada americano leal dirá a si mesmo, “Bem, espero em Deus que os soviéticos não possam mesmo ir a nossas fábricas de defesa e comprarem uma patente.” Os Rockefellers e os Eatons tem resolvido este problema para os comunistas. Agora, ao invés de lidar com uma agência oficial do governo soviético, os americanos devem se preocupar de estar lidando com os Rockefellers. Enquanto isso, aproximadamente 50.000 americanos tem morrido no Vietnã, muitos deles mortos por armas que os Rockefellers direta ou indiretamente forneceram aos nossos declarados inimigos. Somente o tecnicalismo da falta de uma declaração formal de guerra evita que o comércio de sangue americano dos Rockefellers seja processado por traição.

Então pela compra das patentes para os comunistas os Rockefellers estão virtualmente a cargo da pesquisa e desenvoolvimento da máquina militar soviética, permitindo que os soviéticos produzam em massa desenvolvimentos americanos. A transferência de tal conhecimento é até mesmo mais importante do que a venda de armas. Um processo que pode ter custado uma década para ser desenvolvido por uma corporação americana é transferido in toto para os comunistas. Faz sentido gastar 75 bilhões de dólares anual em defesa e então deliberadamente aumentar o potencial fazedor de guerra de um jurado inimigo? Isto é o que fazem  Mr. Rockefeller e os Internos.

Já que os Rockefellers tem contratado para arranjar patentes para os soviéticos eles são, por definição do dicionário, agentes comunistas. Não seria mais acurado definir os comunistas como agentes de Rockefeller?

Indicativo disso foi um estranho evento que ocorreu em outubro de 1964.  David Rockefeller, presidente do Banco Chase Manhattan e presidente da diretoria do CFR, tirou umas férias na União Soviética. Este é um lugar peculiar para o maior imperialista mundial tirar férias já que muito da propaganda comunista lida com tirar toda a riqueza de David dele e distribui-la para ‘o povo”. Uns poucos dias depois que Rockefeller terminou suas férias no Kremlin, Nikita Khrushchev foi convocado para umas férias em um resort no Mar Negro para saber que havia sido despedido. Que estranho! Até onde o mundo sabia,  Khrushchev era o ditador absoluto do governo soviético e, mais importante, chefe do Partido Comunista que dirige a União Soviética. Quem tem o poder de despedir um homem que supostamente é o ditador absoluto? Será que David Rockefeller viajou a União Soviética para despedir um empregado?  Obviamente, a posição de premier na União Soviética é uma figura que representa o verdadeiro poder que reside em outro lugar. Talvez em New York.

Por cinco décadas os comunistas tem baseado a propaganda deles no tema que eles irão destruir os Rockefellers e outros super-ricos. Ainda que descubramos que por cinco décadas os Rockefellers tem estado envolvidos na construção da força dos soviéticos. Somos supostos acreditarmos que estes cartelistas internacionais fazem isso porque eles são tolos ou cheios de cobiça. Isto faz sentido? Se um criminoso sobe e desce as ruas gritando a seus pulmões que tão logo ele obtenha uma arma ele vai matar Joe Doaks, e você sabe que Doaks está secretamente dando armas ao criminoso, uma das duas coisas deve ser verdade. Ou Doaks é um tolo ou tudo isto é uma mera representação e o criminoso secretaente trabalha para Doaks. Os Rockefellers não são tolos.

Enquanto David dirige a extremidade financeira da dinastia Rockefeller, Nelson dirige a política. Nelson gostaria de ser Presidente dos EUA. Mas, infelizmente para ele, ele é inaceitavel pela vasta maioria dos patriotas de seu próprio partido. Mas a próxima coisa melhor a ser presidente é controlar o presidente. Nelson Rockefeller e Richard Nixon supostamente são amargos competidores políticos. Em um sentido eles são, mas isto não evita que Rockefeller exerça domínio sobre Mr. Nixon. Quando Mr. Nixon e Mr. Rockefeller competiam pela indicação republicana em 1968,  Rockefeller naturalmente preferia ter ganho o premio, mas a despeito de quem vencesse, ele controlaria o mais alto oficial na terra.

Você se recordará que exatamente no meio de desenhar a plataforma republicana em 1960, Mr. Nixon repentinamente deixou Chicago e voou a New York para se encontrar com Nelson Rockefeller no que Barry Goldwater descreveu com “A Munique do Partido Republicano”. Não havia razão política pela qual Mr. Nixon precisasse engatinhar até Mr. Rockefeller. Ele tinha a convenção toda costurada. O Chicago Tribune comparou isto com Grant rendendo-se a Lee.

Em “The Making of the President”, 1960, Theodore White notou que Nixon aceitou todos os termos de Rockefeller para este encontro, inclusive as determinações que “Nixon telefone pessoalmente para Rockefeller e solicite um encontro; que eles se encontrassem no apartamento de Rockefeller; que o encontro deles fosse secreto e mais tarde fosse anunciado em uma divulgação a imprensa pelo governador, não por Nixon; que o encontro fosse claramente anunciado como tendo ocorrido por solicitação do vice-presidente; que a declaração da política deste encontro seria longa, detalhada, inclusiva e não um comunicado sumário.”

O encontro produziu o infame “Compacto da Quinta Avenida” no qual a plaforma do Partido Republicano foi rasgada e substituida pelos planos socialistas de Rockefeller. O Wall Street Journal de 25 de julho de 1960, comentou: “um pequeno grupo de conservadores dentro do partido – está enfiado nas linhas secundárias – os quatorze pontos de fato são muito liberais; eles compreendem uma plataforma aparentada de muitas maneiras [a plataforma dos Democratas e eles são um grito muito mais longo de coisas que os homens conservadores pensar que o Partido Republicano defenderia]”, como Theodore White coloca:

“Nunca tinha o assalto quadrienal liberal dos regulares sido mais nuamente dramatizado do que o compacto aberto da Quinta Avenida. Seja qual for a honra que eles possam ter sido capazes de realizar por seus serviços no comitê da plataforma tinha sido dizimado. O encontro de uma única noite dos dois homens no milionário apartamento triplex na Bailonia-sobre o-Hudson, a 830 milhas de distância, foi sobre supera-los; eles foram expostos como palhaços para todo mundo ver.”

A história inteira por trás do que aconteceu no apartamento de  Rockefeller sem dúvida nunca será conhecida. Podmos apenas fazer educadas suposições a luz dos eventos subsequentes. Mas é óbvio que desde aquele tempo Mr. Nixon tem estado na órbita de Rockefeller.

Depois de perder para Kennedy por um mínimo, Mr. Nixon, contra seus desejos, e a pedido (ou ordem) de Rockefeller, concorreu a governador da Califórnia e perdeu. [para mais detalhes, veja o livro do autor “Richard Nixon: The Man Behind The Mask”.) Depois de perder para Pat Brown na eleição governamental da Califórnia em 1962, Nixon tinha universalmente sido consignado ao monturo político. Ele deixou sua prática como advogado na Califórnia e foi para New York, onde se mudou como um vizinho de Nelson Rockefeller, o homem que suposta era seu arqui-inimigo, para um apartamento de cem mil dólares por ano de propriedade de Rockefeller. Então Mr. Nixon foi trabalhar na firma de advocacia do advogado pessoal de Mr. Rockefeller, John Mitchell, e nos seguintes seis anos passou a maior parte de seu tempo viajando pelo país e pelo mundo, inicialmente reconstruindo sua reputação política e então em 1968 fazendo campanha para sua indicação republicana. Ao mesmo tempo, segundo sua própria declaração financeira, sua renda líquida multiplicou-se muitas vezes e ele se tornou bem rico. Nelson Rockefeller, (e seus cologas da Instituição Liberal Oriental], que ajudaram a tornar Nixon aceitável para os conservadores ao parecer se opor a ele, resgataram Nixon do esquecimento político e o tornaram Presidente dos EUA. Não faz sentido que Mr. Nixon, o homem de ambição apaixonada cuja carreira tinha afundado até o poço, tivesse feito alguns acordos para alcançar sua meta? E ele não adquiriu maciças dívidas políticas em troca de ser sido feito presidente pela Instituição Liberal Oriental?

Quando Nixon deixou Washington, ele, por sua própria declaração, tinha pouco mais que um velho automóvel Oldsmobile, o respeitavel casaco republicano de Pat, e uma pensão do governo. Enquanto na prática da advocacia Nixon tinha um rendimento de $200.000 dólares por ano, do qual mais da metade era para pagar o apartamento no edifício de Rocky. Por 1968, ele relatou seu patrimônio líquido como 515.830 dólares enquanto atribuia um valor de apenas 45 mil dólares a sua sociedade na crescentemente florescente firma de advocacia. Pode ser que o frugal Mr. Nixon adquiriu um capital de investimento depois dos impostos que decolou para 858.190 em bens ao fielmente colocar seus trocos em um cofrinho. Então novamente, pode ter sido parte do acordo de Nixon com Rockefeller e os Internos que os problemas pessoais de pobreza de Mr. Nixon deviam ser resolvidos. O Presidente é obviamente um agente não livre.

O homem que a maioria concorda seja o mais poderoso na administração sobre assuntos de política doméstica é o Advogado Geral John Mitchell. Mitchell, que tem sido um sócio legal de Nixon, serviu como gerente de campanha em 1968 e relatadamente servirá nesta capacidade em 1972. O Wall Street Journal de 17 de janeiro de 1969 revelou que Mitchell foi o advogado pessoal de Rocky. Os pintores do panaroma da Instituição tem entalhado uma imagem de Mitchell como um tipo policial rígido de inclinação conservadora. Paece que na realidade Mitchell nada mais é que um outro agente de Rockefeller.

Richard Nixon foi eleito Presidente com uma plataforma que prometeu parar o recuo da América diante de um mundo comunista. Ainda que ele tenha indicado Henry Kissinger, um homem que representava o oposto das posições assumidas por Nixon durante a campanha,  para uma posição que é virtualmente  presidente assistente. Então é surpreendente que Mr. Nixon tenha feito exatamente o oposto do que prometeu durante sua campanha de 1968?

Como Mr. Nixon veio a escolher um ultra-liberal para ser o seu conselheiro número um em política externa? Nos é dito pela revista Time que Mr. Nixon encontrou Kissinger em um coquetel dado por Clare Boothe Luce durante os feriados de natal de 1967. Mr. Nixon supostamente ficou tão impressionado pela participação de Kissinger naquele coquetel que o indicou para a posição mais poderosa em sua administração. Mr. Nixon teria que ser estúpido para ter feito isso; e Mr. Nixon não é estúpido. A indicação de Kissinger foi arranjada por Nelson Rockefeller. (Salt Lake City Desert News, March 27, 1970.) Kissinger tinha servido por cinco anos como conselheiro pessoal sobre asuntos externos para Rockefeller e ao tempo de sua indicação ele estava servindo como um membro pago do CFR.

A fantástica demonstração de Mr. Nixon foi aplaudida por Lyndon Johnson no  Washington Star de 1o. de dezembro de 1971. O jornal afirma:

“O ex Presidente Lyndon B. Johnson reconhece que Richard Nixon, como um presidente Republicano, tem sido capaz de realizar algumas coisas que os presidentes democratas não podem ter”.

“‘Você apenas não pode ver o tumulto,’ a ser perguntado durante uma recente entrevista , ‘se eu tinha sido responsável por Taiwan ter sido expulsa da ONU? Ou se eu tinha imposto a erosão dos controles nacionais sobre preços e salários? ‘

“‘Nixon tem obtido isso,’ele observou, com um tom avaliador em sua voz.  ‘Se eu tivesse tentado fazer isso, ou Truman, ou Humphrey, ou qualquer democrata, teriamos sido esmagados.'”

Nelson Rockefeller e Richard Nixon teoricamente são inimigos políticos, mas Rocky arranjou a eleição de 1968 de forma que se ele não pudesse ser o presidente, alguém que ele controlasse o seria. A família Rockefeller por meio de seu Banco Chase Manhattan e outras entidades tem sido grandes benfeitores da União Soviética até mesmo desde a revolução comunista na Rússia. Durante a campanha, Nixon prometeu parar os embarques de materiais de guerra da América para o Vietnã do Norte via o bloco comunista europeu porque estes suprimentos estavam sendo usados para matar soldados americanos. Mas grande parte deste comércio é controlada pelos Rockefellers e Nixon tem se contradito e multiplicado tal comércio. A imprensa, muito naturalmente, permanece silenciosa sobre a morte dos soldados americanos por um intermediário.

O patrão e seus dois empregados – os três mosqueteiros do CFR – Rocky, Presidente Nixon e Henry Kissinger. Kissinger de Harvard foi feito o virtual presidente assistente por Rockefeller em cuja equipe ele serviu por doze anos. Kissinger também tinha sido da equipe do CFR exatamente antes de se unir ao governo Nixon. Kissinger era a própria personificação de tudo que Nixon denunciou em sua campanha de 1968. Isto explica porque Nixon tem se contradito em tantas posições. Entre aqueles a aplaudir o movimento para a esquerda de Mr. Nixon está Alger Hiss, o espião comunista que Richard Nixon ajudou a condenar (Chicago Tribune, 25 de outubro de 1971.  Foi o Caso Hiss que tirou Nixon da obscuridade para o Senado, a vice presidência e eventalmente, a Casa Branca).

Published in: on setembro 9, 2008 at 8:14 pm  Deixe um comentário  
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A História do Ouro Nazista

A História do Ouro Nazista

Parte 1: O Tesouro Merkers

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O ouro nazista – as palavras crepitam com um terror eletrizante como o raio de um relâmpago fatiando pelo céu. Não existem outras duas palavras que ligadas desencadeiem mais imagens da intriga e da brutalidade nazista. Infelizmente, há muitas lendas sobre o saque nazista, bem com existem muitas histórias verdadeiras. Nenhum outro aspecto da Segunda Guerra Mundial tem causado mais controvérsia, mais mitos e mais atordoamento. Até mesmo depois de mais de cinquenta anos, desde o fim da guerra, um mar de controvérsia ainda permanece. Igualmente importante, mas raramente mencionado, é o tesouro do saque coletado pelo Imperador do Japão. Ambos tesouros contêm enormes quantidades de ouro, prata, platina, jóias, arte e outros valores saqueados de um terço do mundo.

A outra razão que se acrescenta à controvérsia é a extrema complexidade do assunto. Uma visão toda abrangente do ouro nazista é quase impossível, na medida em que isto envolve o Vaticano, bancos suíços, bancos sul americanos, o Banco da Inglaterra, o Federal Reserve e os planos nazista para um renascimento. Adicionalmente, alguns principais oficiais nazistas se apoderaram de algum ouro e valores em tesouros pessoais. Sobretudo, os Aliados nunca relataram todo o ouro que eles recuperaram e o que a União Soviética recuperou permaneceu oculto por trás da Cortina de Ferro e só agora está se tornando conhecido. Quanto do tesouro tem sido recuperado é grandemente um jogo de suposições, na medida em que as estimativas disputadas variam selvagemente. A única certeza que cerca o tesouro é que grande parte dele permanece não contabilizado. Sobretudo, grande parte da riqueza foi muito provavelmente gasta reconstruindo a Alemanha depois da guerra. A riqueza tomada das vítimas dos nazistas custearam ao menos em parte o chamado milagre europeu na reconstrução da Europa depois da guerra.

Os nazistas tinham planos precisos para uma volta, como já detalhado em revisões históricas anteriores. Estes planos repousavam em sua habilidade de esconder seu saque fatídico dos Aliados. Parte do tesouro tem sido recolhido seguramente em secretas contas bancárias suíças. Outras porções foram embarcadas para a América do Sul [primariamente para a Argentina] para salvaguarda. Um dos condutos para a Argentina estava sob o controle e direção de Martin Bormann.

Provavelmente nenhum outro nazista tinha mais palavras escritas do que Martin Bormann. Seu destino apenas recentemente tem sido determinado. Contudo, os valores que ele embarcou para a Argentina em seu projeto Ação Terra do Fogo [Action Feuerland] ainda estão nublados por um fog de mistério e intriga.

Há várias narrativas sobre o destino de Bormann; algumas plausíveis e outras absurdas. A narrativa mais comum e crível é a de que Bormann alcançou a América do Sul e viveu sua vida lá. Uma narrativa igualmente provável é a de que Bormann morreu durante os últimos dias do Terceiro Reich enquanto tentava escapar de Berlim. Em uma terceira narrativa, Bormann escapou para a União Soviética e viveu sua vida lá. O General Gehlen começou esta narrativa. Ele afirmou ter reconhecido Bormann entre a multidão de um jogo de futebol quando a câmera da televisão passava pelos espectadores. Por último, duas narrativas ridículas tem emergido. Uma indica que Bormann era uma mancha soviética dentro do círculo interno de Hitler. A outra afirmou que uma unidade de comando britânica resgatou Bormann de Berlim para recuperar o tesouro nazista. Ele então viveu sua vida no interior da Inglaterra.

Obviamente, teria sido vantajoso para Bormann ser declarado morto em Berlim se ele tivesse sobrevivido. Não obstante, recente DNA retirado de um dos crânios encontrados em Berlim combinou estreitamente com o de um tio de Bormann. O crânio ainda tinha estilhaços de vidro entre os dentes. Se esta evidência for de fato correta, sugeriria que Bormann, sendo incapaz de escapar de Berlim, cometeu suicídio.

Antes que os testes de DNA estivessem disponíveis, existia uma controvérsia considerável sobre a identidade do crânio. De fato, o crânio estava encrostado de argila vulcânica vermelha não encontrada no solo ao redor de Berlim, mas que combina estreitamente com o solo do Paraguai. Não obstante, o governo entregou os restos à família que os cremaram e espalharam as cinzas no mar, na esperança de manter a controvérsia por todo o tempo.

Sobretudo, houve idôneos avistamentos de Bormann na América do Sul até a década de 1960. Considerando que o crânio estava encrostado de argila vermelha, parece que Bormann morreu na América do Sul e mais tarde seu corpo foi movido para Berlim. Esta opinião seria muito mais provável do que acreditar que ele morreu em Berlim. Há centenas de relatos críveis desde o fim da guerra até a decada de 1960 de avistamentos de Bormann em vários locais da Europa e mais tarde na América do Sul. Acreditar que Bormann morreu em Berlim exige desacreditar em todos estes relatos. Então, seu último destino é ainda desconhecido e nebuloso em um mar de controvérsia.

Contudo, o destino final de Bormann é somente de importância secundária neste capítulo. O que é de maior preocupação é o destino dos bens que ele enviou da Alemanha para a Argentina. Dois dos melhores livros cobrindo Bormann e a América do Sul são “Aftermath” de Ladislas Farago e “Martin Bormann: Nazi In Exile” de Paul Manning. Ambos tem sido desacreditados em algum grau. Manning foi um repórter durante a Segunda Guerra Mundial e escreveu os dois livros sobre a Segunda Guerra Mundial que são vistos como clássicos. Manning admite que Allen Dulles o enganou a respeito da América do Sul. A questão então permanece porque Dulles deliberadamente enganaria o autor. Como devemos ver mais tarde nos seguintes capítulos, Allen Dulles tinha muito que esconder.

Conquanto os nazistas tivessem planos concretos para embarcar o máximo de seu ouro e valores para outros países, os EUA tinham planos de recuperar estes valores. Uma boa quantidade do esforço americano em recuperar o ouro nazista caiu sob a Operação Safehaven. Contudo, ninguém entendeu o tamanho enorme e a complexidade da tarefa até o início de abril de 1945. Tarde no anoitecer de 22 de março de 1945, elementos do Terceiro Exército do General George Patton atravesaram o Reno. O que primeiro foi uma corrente se soldados atravessando o Reno, logo se tornou em uma furiosa inundação de tropas.

Pelo meio dia de 4 de abril, o Terceiro Exército tinha capturado a vila de Merkers. Durante os dias 4 e 5 de abril um destacamento de CIC (unidade de countra-inteligência) questionou pessoas deslocadas na vizinhança. Muitas destas pessoas deslocadas disseram ao CIC que uma atividade não usual havia sido observada ao redor da mina de potássio de Wintershal AG em Merkers. Posteriormente, estes rumores sugeriram que o Reichsbank tinha escondido suas reservas de ouro lá. A informação foi passada aos G2 e eles imediatamente emitiram uma ordem para excluir os civis da área.

Em uma barreira de estrada na manhã seguinte, duas mulheres das pessoas deslocadas se aproximaram da barreira e foram questionadas pelos guardas. Uma estava grávida e a caminho de Keiselbach para ver uma parteira. Os guardas no bloqueio então levaram as mulheres de volta para Merkers. Ao entrarem em Merkers, o motorista do jipe perguntou às mulheres que tipo de mina era Kaiseroda. Elas disseram a ele que era onde os nazistas tinham ocultado seu ouro e outros valores.

Pelo meio dia de 6 de abril, esta informação tinha alcançado o Ten. Cel. William A. Russell. Ele se dirigiu a Merkers e questionou vários civis deslocados que confirmaram a história. Adicionalmente, Russell aprendeu que o Dr. Paul Ortwin Rave, curador do Museu do Estado Alemão em Berlim bem como diretor assistente das National Galleries em Berlim, estava presente para cuidar das pinturas. Russell então confrontou os oficiais da mina com a informação. Ele também questionou Werner Veick, o tesoureiro chefe do Departamento de Notas Estrangeiras do Reichsbank que também estava na mina. Rave admitiu seu papel em cuidar das pinturas. Veick disse a Russell que a inteira reserva de ouro do Reichsbank estava oculta na mina.

Os telégrafos militares estavam agora explodindo com solicitações de reforços para guardar a mina. De início, Russell requisitou que o 712o. Batalhão de Tanques recebesse ordens para se dirigir a Merkers para guardar as entradas da mina. A 19a. Divisão da Polícia Militar forneceu forças adicionais para guardar as entradas da mina. Pelo anoitecer, cinco mais possíveis entradas foram descobertas e um batalhão de tanques não era suficiente para guardar todas as entradas. O Maj. Gen. Herbert L. Earnest então ordenou que o Primeiro Batalhão do 357o. Regimento de Infantaria continuasse para Merkers e reforçasse o 712o. Russell também informou a um oficial GR do XII corps o que estava acontecendo na mina.

Na manhã de 7 de abril entradas adicionais da mina foram localizadas. Os guardas foram colocados em cada uma das entradas adicionais. As 10 AM, Russell e dois outros oficiais juntamente com Rave e oficiais da mina entraram pela entrada principal. O principal veio os levou a 2.200 metros abaixo da superfície. No túnel principal eles encontraram 550 sacos de Reichsmarks. Descendo mais o túnel, eles encontraram a caverna principal. A caverna estava por trás de uma parede de tijolos de três pés de espessura e abarcava uma área de ao menos 100 pés de largura. No centro estava uma pesada porta de banco.

Patton foi informado que tinham entrado na mina e uma grande quantidade de Reichsmarks fora encontrada, mas nenhum ouro. Na medida em que as forças de Patton continuavam seu avanço relâmpago dentro da Alemanha, Patton ordenou que o 357o. Regimento de Infantaria exceto o Primeiro Batalhão, se movesse e unisse a 19a. Divisão de Infantaria. Patton também ordenou que a porta da caverna fosse aberta por explosivo.

Cedo em 8 de abril, Russell, acompanhado de um oficial de assuntos públicos, fotógrafos, repórteres e elementos do 282o. Batalhão de Engenharia de Combate reeentraram na mina. A porta foi facilmente explodida. Eles entraram no que foi chamado de SALA 8. O tamanho do tesouro era simplesmente surpreendente. Espalhado diante deles estava uma sala de aproximadamente 75 pés de largura por 150 pés de comprimento. A sala estava iluminada mas não ventilada.

Jazendo diantes deles estavam mais de 7.000 sacos, se esticando todo o caminho para o fundo da sala. Os sacos eram colocados em 20 filas limpas ao redor da altura dos joelhos e separadas por aproximadamente 2.5 pés. Todos os sacos estavam marcados. Ao longo de um lado da sala eles encontraram moeda afiançada empilhada. No fundo da sala estavam 18 sacos e 189 maletas, baús e caixas; cada um cuidadosamente marcado. Cada rótulo foi marcado com o nome Melmer. Era óbvio que estes containers pertenciam a SS. Também foi a primeira pista da complexidade e escopo do saque nazista da Europa.

Alguns dos selos nos sacos foram quebrados e assim o estoque pode ser inventariado. O inventário revelou que havia 8.198 barras de lingotes de ouro; 55 caixas de lingotes de ouro encrustados; centenas de sacos com itens de ouro; mais de 1.300 sacos de Reichsmarks de ouro, libras esterlinas britânicas, e francos franceses de ouro; 711 sacos de peças de ouro de 20 dólares americanos; centenas de sacos de moedas de ouro e de prata; centenas de sacos de moeda estrangeira; 9 sacos de moedas valiosas; 2.380 sacos e 1.300 caixas de Reichsmarks (2.76 bilhões de Reichsmarks); 20 barras de prata; 40 sacos contendo barras de prata; 63 caixas e 55 sacos de placas de prata; 1 saco contendo seis barras de platina; e 110 sacos de moedas de vários países. Em um outro túnel uma grande quantidade de trabalhos de arte foi encontrado. O tesouro também revelou a brutalidade do regime nazista. Incluido no inventário estavam sacos de preenchimentos de ouro de dentes extraidos das vítimas dos campos de concentração.

Uma vez ciente do enorme tamanho do tesouro, Patton considerou que o assunto era político e imediatamente solicitou que fosse entregue ao SHAEF. Eisenhower indicou o Coronel Bernard D. Bernstein, vice chefe, ramo financeiro, G-5 Divisão do SHAEF. Em 15 de abril, um comboio com constante proteção de caças acima moveram o tesouro para o Reichsbank em Frankfurt.

Por meados de agosto, o ouro tinha sido pesado e avaliado. O ouro foi avaliado em 262.213.000 dólares. A prata foi avaliada em 270.469 dólares. Adicionalente, uma tonelada da platina e oito sacos de raras moedas não tinham sido avaliados. No início de 1946, o ouro foi entregue a Agência de Reparação Inter-Aliada e entualmente foi entregue a Comissão Tripartite para a Restituição do Ouro Monetário. A Comissão Tripartite devolveu o ouro aos bancos centrais dos países de onde ele foi saqueado tão logo possível. Contudo, devido a Guerra Fria, algum ouro não foi distribuído até 1996.

A distribuição do ouro de Merkers, contudo, não é sem controvérsia.

Nenhuma contabilade foi realizada de quanto do ouro recuperado foi oriundo de derretimento do ouro dentário. Muito interessantemente, o exército microfilmou os registros do Departamento de Metais Preciosos do Reichsbank em 1948. Estes registros foram entregues a Albert Thoms, que estava trabalhando para o banco sucessor do Reichsbank. Estes registros desde então desapareceram na Alemanha e não foram relocalizados até a década de 1990.

Nenhum outro grupo de ouro e valores foi encontrado na Europa que se rivalize ao tamanho do achado em Merkers. Embora um dos grupos do Golden Lily, o tesouro saqueado do imperador japonês, relatadamente desenterrado por Marcos nas Filipinas fosse maior. O único grupo possível da Europa que pode rivalizar com o achado de Mercers seria o de Ustashis. Contudo, o ouro e valores saqueados pelos Ustashis nunca tem sido localizado e a melhor evidência sugere que foi contrabandeando para fora da Europa pelo caminho do Vaticano-CIA. Quanto do grupo Ustashi foi para dentro das cavernas do Vaticano ainda é envolto em segredo e mistério. Vários outros grupos menores foram localizados, a maioria na região alpína da Áustria, onde os nazistas tentaram estagiar um final resistência.

Não há controvérsia sobre o que consistia o tesouro de Merkers. Isto é sabido com certeza. A controvérsia está de onde veio o ouro e como ele foi distribuído. Sobretudo, uma outra controvérsia abunda sobre em que extensão o tesouro de Merkers era o total do tesouro nazista.

Para alcançar uma estimativa sobre a extensão do saque nazista, as reservas de ouro dos parceiros comerciais dos nazistas podem ser usadas para criar uma estimativa superior. Somente um punhado da Alemanha nazista. As estatísticas abaixo estão em milhões de dólares.

País         1939 reservas     1943 Reservas     Aumento
Espanha     42         104         62
Suecia         160         456         294
Turquia     88         221         234
Portugal     79.5         447.1 (1945)     367.6
Suíça         503         1.040         537

Obviamente, nem todo aumento pode ser atribuído aos nazistas. Contudo, as estatísticas foram colocadas no  limite superior. Posteriormente, desde que as únicas moedas não aceitas mundialmente eram o marco alemão, a lira italiana e o yen japonês, os países neutros continuaram a aceitar o dólar americano e a libra britânica. Adicional evidência veio dos declarados depósitos nos bancos suíços que tinham ascendido de 332 milhões de francos suíços em 1941 para 846 milhões em 1945. Novamente, nem todo o aumento nos depósitos pode ser atribuído aos nazistas, mas isto estabelece um limite superior de meio bilhão de dólares.

As estatísticas acima comparam favoravelmente com as mais recentes estimativas disponíveis. A mais recente evidência resultante dos relatos da iniciativa do Presidente Clinton, a Suiça recebeu 440 milhões de dólares dos nazistas, dos quais 316 milhões de dólares foram saqueados. Adicionalmente o relatório da inciativa de Clinton mostra que um milhão de dólares do ouro foi transferida para o Dresdner Bank e o Deutsch Bank; ambos os bancos eram bancos comerciais particulares. Estes bancos então venderam o ouro na Turquia por moeda estrangeira. O relatório continua que mais de 300 milhões de dólares do ouro nazista alcançaram Portugal, Suécia, Espanha e Turquia.

O Escritório do Exterior realizou uma vigorosa campanha avisando os países neutros sobre aceitar ouro dos nazistas. O Departamento de Estado dos Estados Unidos se recusou a apoiar a medida até julho de 1943, quando o aumento alarmante de reservas de ouro dos países neutros se tornou aparente. Até mesmo então, o apoio do Departamento de Estado foi no melhor caso, frio.

Os países listados acima não eram meros acidentes. Sem as matérias primas fornecidas pela Suécia, Espanha, Portugal e Turquia os nazistas não teriam sido capazes de realizarem a guerra. A Suécia forneceu o vitalmente necessário ferro de alto grau. A Turquia forneceu a Hitler o cromato. Portugal e Espanha forneceram tungstênio. Todos os três metais eram necessários para produção das munições de guerra e blindagem pesada. Os cromatos eram usados para endurecer o aço para a blindagem enquanto o tungstênio era de uso primário em ferramentas de máquina. As fontes nazistas para ambos os metais eram extremamente limitadas e eles eram forçados a confiar quase que 100% nestes países.

Considerando que a América do Sul foi o primeiro refúgio para os nazistas depois da guerra, é instrutivo olhar as mudanças das reservas de ouro dos países da América do Sul, particularmente a Argentina. As reservas de ouro da Argentina cresceram de 313.83 toneladas métricas em 1940 para 1.064 tonelas métricas em 1945. O aumento nas reservas de ouro da Argentina, em termos de dólares, foi um salto de 635 milhões de dólares. Para colocar a estatística em perspectiva, o orçamento dos EUA para 1940 foi de aproximadamente 9.4 bilhões de dólares. O Brasil também viu um aumento nas reservas de ouro de 45 toneladas métricas em 1940 para 314 toneladas métricas em 1945, ou um aumento de aproximadamente 228 milhões de dólares.

As estatísticas acima das reservas lançam alguma luz sobre o destino de algum saque nazista. Quanto dos aumentos nas reservas de ouro da América do Sul veio da Alemanha pelo fim da guerra para financiar a planejada volta nazista ainda é desconhecido. Contudo, o ouro é apenas uma pequena parte do plano e volta dos nazistas. Até mesmo mais valiosos para os planos nazistas eram as quantidades de ações ao portador,  obrigações e um número de corporações nazistas de fachada estabelecidas mundialmente por Bormann. Estas corporações mantinham valiosas patentes e produziriam uma corrente incansável de rendimento para financiar o subterrâneo nazista.

Parte 2: Operações Safehaven

Antes de olhar a recuperação de outros tesouros e os nazistas que o fizeram para a América do Sul, devemos olhar os vários métodos e programas que os Aliados tomaram para recuperar o ouro nazista. A Polônia tomou a primeira ação para evitar que os nazistas saqueassem. As autoridades polonesas tinham movido suas reservas de ouro para a Romania antes da invasão nazista da Polônia. Infelizmente para o governo polonês, os nazistas logo dominaram a Romania e se apoderaram das reservas polonesas de ouro.

Vários outros países europeus seguiram um caminho similar. Oficiais franceses do Banco Nacional embarcaram seu tesouro para os EUA. No fim de 1939, as autoridades belgas confiaram aos franceses 223 milhões para salvaguarda. Logo depois da invasão alemã dos Países Baixos, a Bélgica suplicou à França que embarcasse o ouro dela para Londres a bordo de cruisers militares. Contudo, os franceses transferiram o ouro para Dakar, sua colonia do Oeste da África do Senegal. Depois da queda da França e das negociações com a França de Vicky, os nazistas receberam o ouro belga.

Dentro da primeira hora da invasão nazista da Holanda, as autoridades holandesas tinham embarcados suas reservas de ouro de Amsterdam para a Inglaterra. O segundo barco contendo as reservas holandesas de ouro estocadas em Rotterdam, carregando 11.012 quilogramas de ouro, bateu em uma mina perto do litoral e foi abandonado. Por 1942, os nazistas haviam recuperado a maior parte do ouro a bordo. Outros países europeus falharam em tomar qualquer precaução e os nazistas se apoderaram da reserva de ouro deles tão logo dominaram o país. Então a maioria das reservas de ouro nos bancos centrais da Europa caíram nas mãos dos nazistas, exceto as da França e um parte das da Holanda.

A pimeira ação tomda pelos EUA foi a Ordem Executiva 8389 assinada por Roosevelt em 10 de abril de 1940, congelando os bens noruegueses e dinamarqueses nos EUA. Eventualmente, cada país europeu foi incluido, exceto a Inglaterra. Também incluídos no congelamento de bens foram o Japão e a China. Ao congelar os bens de um país uma vez os nazistas o dominassem, evitava-se que os nazistas usassem os bens dentro dos EUA para ganho posterior.

Em julho de 1942, os EUA publicaram uma lista negra de indivíduos e companhias. Esta Lista Proclamada de Nacionais Bloqueados proibia o comércio nas Américas com qualquer nome que aparecesse na lista. Os nomes que apareciam na lista eram considerados hostis para a defesa das Américas. Por toda a guerra, nomes eram continuamente acrescentados à lista, que alcançou vários milhares de nomes pelo fim da guerra.

Em 5 de janeiro de 1943, a Declaração Inter-aliada Contra Atos de Despossessão Cometidos em Territórios sob Ocupação Inimiga ou Controle, melhor conhecido como a Declaração de Londres, foi anunciado. A medida declarou que os Aliados não mais reconheceriam a transferência de propriedade nos países ocupados até mesmo se isso parecesse legal. Os Aliados estavam cientes que os nazistas nos países ocupados estavam forçando as pessoas a venderem ou transferirem propriedade para eles. Até esta data, os nazistas tinham dolorosamente criado a ilusão que tais transferências eram legais.

Em 22 de fevereiro de 1944, os EUA anunciaram a Declaração de Compra de Ouro. Os EUA declararam que não mais reconheceriam a transferência do ouro saqueado do Eixo. Os EUA posteriormente declararam que não compariam ouro de qualquer nação que não tivesse cortado relações com o Eixo. A Inglaterra e a União Soviética fizeram declarações similares.

Em julho e agosto de 1944, o Acordo de Bretton Woods foi alcançado. O Acordo pediu que os países neutros evitassem a disposição ou transferência de bens nos países ocupados. Em 14 de agosto de 1944, os EUA, Reino Unido, Suíça, o Acordo de Comércio de Guerra exigiu que a Suiça reduzisse o comércio com os nazistas.

Em 6 de dezembro de 1944, a Operação Safehaven foi organizada.

Em 10 de dezembro de 1944, o Departamento de Estado divulgou o papel exigindo uma linha suave em relação a Suíça. Esta data marca o primeiro passo na sabotagem do esforço de devolver os bens às vítimas do Holocausto. Em essência, é a continuidade da rixa entre o Departamento do Tesouro e o Departamento do Estado em termos de paz e os programas 4Ds de artigos anteriores.

Em fevereiro de 1945, a Conferência de Yalta concordou que as reparações seriam exigidas da Alemanha. A Conferência também estabeleceu o trabalho de base para a Comissão Aliada de Reparações.

A Operação Safehaven é de longe a maior e mais conhecida operação que os Aliados lançaram para recuperar os bens saqueados pelos nazistas. Leo T. Crowley, Diretor de Administração Econômica Estrangeira (FEA) primeiro propôs a necessidade de uma organização para a Safehaven em uma carta, ao Secretário do Tesouro em 5 de maio de 1944. Sobretudo, William T. Stone, Diretor do Ramo de Áreas Especiais do FEA, pediu para incluir os britânicos bem como as várias outras agências dos EUA em uma carta para Livingston T. Merchant no Departamento de Estado, em 15 de maio de 1944. Desde então, Safehaven envolveu elementos dos Departamentos de Estado e do Tesouro; isto foi pragueado desde o início por uma intensa rivalidade entre os dois departamentos. Safehaven sofreria o mesmo destino do programa 4D que levou ao atraso no indiciamento de criminosos de guerra e na desnazificação da Alemanha.

Em maio de 1944, Samuel Klaus, Assistente Especial do Conselho Geral do Departamento do Tesouro, propôs um plano para uma missão de achado de fatos para os países neutros lidando com o problema dos bens nazistas ocultos. O planejamento inicial para a viagem incluia apenas Klaus e Herbert J. Cummings, um funcionário do Departamento de Estado. Quando o Departamento do Tesouro soube da viagem, o Departamento do Tesouro enviou vários funcionários para compor uma delegação com Klaus. De agosto a outubro, Klaus visitou Londres, Estocolmo, Lisboa, Madri, Barcelona e Bilbao para encorajar a implementação do programa Safehaven. A missão cancelou os planos de visitar a Suiça e Portugal. A missão foi apenas marginalmente bem sucedida. Em seu relatório final, Klaus ressaltou seu corrente pensamento em amplas áreas de preocupação, como o trecho abaixo mostra:

“Ela [Safehaven] é apenas em seus aspectos mais estreitos e relativamente menos importantes de combater o capital inimigo. Em seus aspectos mais importantes está o uso dos países neutros como bases para manutenção de bens, talentos e pesquisa necessários para a conversão da Alemanha para uma base de guerra em uma data futura. A ocultação de jóias roubadas ou imagens, até mesmo se isto existe, é verdadeiramente importante do ponto de vista da retribuição dos crimes de guerra. Mas a presença de pessoal da I.G. Farben na Espanha, a expansão da produção da Siemens na Suécia, ou a presença de técnicos militares alemães na Argentina são de importância de muito mais longo alcance e constituem as mais difíceis atividades de Safehaven.”

Klaus tinha encontrado ser a situação na Espanha a mais problemática. Lá, o embaixador americano, Carlton Hayes, era completamente antipático às investigações da Operação Safehaven, embora a Espanha fosse o país mais prejudicial aos objetivos de Safehaven. De fato, o OSS tinha que operar na Espanha por Portugal devido ao embaixador, que identificaria para a polícia espanhola os agentes encobertos como agentes da inteligência. Hayes insistiu em censurar todas as mensagens que chegavam e saiam do OSS. Hayes até mesmo impediu que a Operação Safehaven transmitisse material durante um tempo. Hayes era definitivamente amigável para uma falha com o regime de Franco; contudo, é creditado a ele impedir que a Espanha se unisse ao Eixo. Uma tal aliança provavelmente nunca fez parte dos planos nazistas. Exatamente como Hitler reconheceu a necessidade de uma Suíça neutra para obter moeda estrangeira e lavar o ouro, os nazistas mais provavelmente reconheceram a necessidade de um porto neutro no Atlântico para receber os suprimentos. Um bom exemplo da dependência dos nazistas de um porto Atlântico neutro foi a importação de gasolina pela Espanha depois que Hitler invadiu a União Soviética.

Hayes estava ciente da importação de petróleo pela Espanha. Em 26 de fevereiro de 1943, ele comentou que os produtos de petróleo disponíveis na Espanha eram consideravelmente mais fáceis de se obter do que da Costa Leste dos EUA. Hayes revelou que a gasolina e produtos do petróleo disponíveis se igualavam a plena capacidade da frota de petroleiros da Espanha. Esta gasolina era fornecida por ninguém mais que a Standard Oil, de seus campos de petróleo na América do Sul. Isto também apresentou à administração Roosevelt uma caixa de Pandora de dilemas. Forçar a Standard a parar os embarques mais provavelmente teria resultado em que a Standard interrompesse o fornecimento de petróleo para os EUA. A um ponto da guerra, a Standard tinha ameaçado interromper o suprimento. Secundariamente, a resposta mais provável dos cidadãos americanos sofrendo pelo suprimento limitado da gasoina disponível por cartões de racionamento teria sido a rebelião contra o sistema de racionamento, ao saber que uma companhia americana estava suprindo os nazistas com o petróleo. Uma comoção similar seria esperada das tropas, muitas das quais eram convocadas para o serviço. Com as mãos do presidente eficazmente atadas, os embarques de petróleo para a Espanha continuaram. Se você é rico o suficiente, até mesmo a traição não é considerada um crime.

Como originalmente proposto, Safehaven era para ser inteiramente operada pela FEA, com a orientação do Departamento do Tesouro do lado financeiro e informativo e orientação do Departamento de Estado sobre o estbelecimento da política por outro lado. Contudo, a intensa rivalidade ente os Departamentos de Estado e do Tesouro e as diferenças com os britânicos enfraqueceram o papel da FEA. A Resolução VI da Conferência de Breton Woods deu a Safehaven a firme base lagal. A resolução se baseava nas propostas francesas e polonesas sobre bloquear os fundos nos países neutros para evitar que os nazistas usassem os bens saqueados. Em 2 de dezembro, os Deparatemento do Tesouro e do Estado com a FEA concordaram com os papéis das agências participantes. Cada agência recebeu alguma medida de liberdade operacional individual. Todos os dados e inteligência eram para serem centralizados em Londres.

No outono de 1944, o debate de longa duração sobre o tratamento dos neutros se elevou entre a FEA e o Departamento de Estado. A FEA queria manter os controles no lugar enquanto o Departamento de Estado queria levantar o bloqueio econômico depois do fim das hostilidades. Por esta vez, o Departamento de Estado tinha a voz mais forte na operação de Safehaven. Em outubro de 1944, Morgenthau, o Secretário do Tesouro, Joseph O’Connell, o Conselheiro Geral para o Tesouro e Harry Dexter White, Diretor de Pesquisa Montária para o Departamento do Tesouro, concordaram que agentes treinados do Tesouro deviam ser despachados para suplementar a equipe das embaixadas nos países neutros.

Em 6 de dezembro de 1944, o Departamento de Estado divulgou sua há muito esperada Instrução Circular para as Missões dos EUA sobre assuntos da Safehaven. A divulgação da Circular marcou o início das fases politica e diplomática da Operação Safehaven sob o Departamento de Estado.

Coletar dados e avaliar os dados estavam grandemente confinados ao OSS. Dentro do OSS, Safehaven foi confinada às divisões SI (Inteligência Secreta) e X2 (contra-inteligência). X2 frequentemente desempenhou um papel dominante dentro do OSS, especialmente com os mais importantes neutros da Suíça, Portugal e Espanha. X2 estava particularmente envolvida no esforço de transferir os bens saqueados para países estrangeiros. Para o OSS, isto significava pouco mais que um redirecionamento de suas operações de inteligência para obter dados econômicos. A cooperação entre o OSS e Safehaven foi uma de base informal até 30 de novembro de 1944. No fim de novembro, instruções enviadas a todas as estações do OSS detalhavam a exigência de inteligência a ser gerada para o programa Safehaven. Em substância, Safehaven estava indo nas costas das já ativas operações do OSS.

Sob certas condições, é dificilmente surpreendente que Safehaven fosse dependente das personalidades dos vários chefes das estações do OSS. Como já foi mencionado, a operação do OSS na Espanha estava comprometida por causa do embaixador. Na Suíça, Allen Dulles era o chefe da estação. Dulles já tinha sido esposto por um operação anterior em um programa conjunto com os britânicos de espionar americanos e era suspeito de sersimpático à causa nazista. Dulles tinha sido enviado deliberadamente à Suíça onde ele teria a maior tentação de ajudar seus clientes. Pelo tempo em que Dulles tinha alcançado Berna, ele estava ciente que estava sendo observado. Dulles sabia que estava incapaz de usar os canais oficiais para ajudar seus clientes nos EUA. Assim,Dulles usou suas ligações com o Vaticano para ajudar os nazistas e os correios do Vaticano a ajudarem seus cientes na América, já que os correios do Vaticano tinham imunidade diplomática. O Vaticano prontamente concordou em ajudar Dulles no zelo deles de reconquistar seus próprios bens na Alemanha e adiantar sua fanática filosofia anti-comunista.

Arquivos desclassificados mostram que o bispo esloveno, Gregory Rozman, estava tentando arranjar a transferência de enormes quantidades de ouro controlado pelos nazistas e moeda ocidental que tinha sido discretamente colocada nos bancos suíços durante a guerra. O bispo tinha sido enviado a Berna com a ajuda de amigos de Dulles dentro do serviço de inteligência. Por uns poucos meses, os Aliados tiveram sucesso em evitar que Rozman recebesse os fundos. Então repentinamente, Rozman tinha os fundos de seus amigos nazistas residindo na Argentina. Dulles tinha reparado isto. Esta ação pode ser apenas a ponta do iceberg. Em 1945, o Departamento do Tesouro dos EUA acusou Dulles de lavagem de fundos para o Banco Nazista da Hungria para a Suíça. Acusações similares foram feitas contra o agente de Dulles, Hans Bernd Gisevius, que tinha trabalhado como um agente do OSS enquanto servia ao Reichsbank. O Departamento de Estado rapidamente tomou o caso do Tesouro, depois do que a investigação foi silenciada e caiu rapidamente. Gisevius pode também ter estado envolvido nas rotas de escape para os criminosos nazistas de guerra.

De fato, a carreira de Dulles em Berna durante a Segunda Guerra Mundial é marcada por vários casos de lavagem de dinheiro. Depois que os nazistas avisaram Dulles que os códigos suíços haviam sido quebrados, Dulles mudou sua operação para Bancos da Bélgica, Luxemburgo e Liechtenstein, usando uma rota indireta pelo Japão auxiliado pelos correios do Vaticano. Depois do fim da guerra todos os bancos nestes países se recusaram a permitir que investigadores aliados olhassem os livros deles. Um dos truques mais sujos de Dulles pode ter sido um esforço para ganhar mais tempo para mover o ouro nazista pela Suíça. Um ex oficial de inteligência do Bloco Oriental tem confirmado que Dulles avisou os nazistas que o código japonês havia sido quebrado em um tempo crucial. Logo depois do aviso aos nazistas, as SS subitamente disseram ao Alto Comando para usar um código de segurança mais apertado e parar de usar o rádio. Eles subitamente pararam de usar o  Ultra e mudaram para os correios. Por uma vez, os Aliados não tinham informação do plano alemão de batalha. Isto mais provavelmente explica como os alemães foram capazes de lançar a Batalha do Bulge como uma completa surpresa.

Dulles e seus camaradas certamente exerciam uma grande quantidade de influência para assegurar que investimentos americanos na Alemanha nazista não fossem tomados pelas repartições. Na Suíça, as SS tinham comprado uma grande quantidade de ações em corporações americanas e lavado o dinheiro delas pelos bancos Chase e Corn Exchange. Até mesmo mais abrasado foi o caso dos clippers da Pan Am contratados pela W.R. Grace Corporation para transportar pedras preciosas nazistas, moeda, ações e garantias para a América do Sul. As operações eram produtos da lavagem de dinheiro de Dulles. Vários oficiais americanos prontamente admitem que grande parte do ouro nazista nunca foi entregue a eles. Um oficial admite ter estado em uma enorme caverna cheia de ouro, pedras preciosas e moeda que nunca apareceram nos arquivos americanos.

Dulles tinha sido um apoiador da Alemanha por um longo tempo e ele via a Alemanha como uma antepara contra os Soviéticos. O jovem Ten. William Casey foi um outro agente do OSS que partilhava da opinião de Dulles de uma antepara alemã. Casey serviu na divisão SI na França e Países Baixos depois que eles foram recapturados. Em um relatório de Paris, Casey escreveu que Safehaven era um campo valioso de disciplina, especialmente por causa da potencial alavancagem com os círculos financeiros alemães etc, no futuro. Depois da guerra, Casey entrou em uma carreira em Wall Street antes de se tornar diretor da CIA sob Reagan.

Em 1946, os homens de Dulles simplesmente trocaram seus uniformes do OSS e se tornaram a Unidade de Serviços Estratégicos do Departamento de Guerra dos EUA. Algumas vezes eles eram o Destacamento do Departamento da Guerra e outras a Unidade de Disposição de Documentos. De fato, havia duas facções deixadas pelo OSS. Uma, a facção liberal recebia ordens do Presidente e a outra estava sob o controle de Dulles. Esta última facção estava esperando uma vitória conservadora por Dewey para que eles pudessem desencadear seu exército emigrado contra os soviéticos. Dulles tinham um aliado secreto na IV Região ao redor de Munique, onde o Corpo de Contra-Inteligência (CIC) estava ajudando a recrutar ex nazistas.

Dado a estreita associação de Dulles com os industrialistas alemães, ele não estava disposto a dar atenção a Safehaven como Washington esperava. Em novembro de 1944, com os Aliados agora no controle da França, uma rota por terra para a Suiça tinha sido restabelecida, o que tornou possível enviar um agente X2 para ajudar a dirigir o programa Safehaven lá. Por abril de 1945, X2 em Berna tinha desenterrado uma grande quantidade de informação sobre os negócios nazistas. Incluídos nestes negócios:

Ouro e garantias saqueados da Europa e recebidos por certos bancos suíços.

Fundos adicionais do Deutsche Verkehrs-Kreditbank de Karlsruhe para Basel.

Ações e garantias mantidas em Zurique por firmas particulares pelo partido nazista.

Tesouros de francos suíços creditados a contas particulares em vários bancos suíços.

Dinheiro e propriedade mantida em Liechtenstein.

Mais de dois milhões de francos mantidos pelo Reichsbank na Suíça.

45 milhões de Reichsmarks mantidos em contas encobertas em banco suíço.

Uma tal informação reunida em menos de quatro meses pelo agente do X2 somente confirma a informação que ter submergido sobre os anos que Dulles estava trabalhando bastante para os nazistas esconderem seu saque, especialmente considerando que Dulles era amigo do Diretor Americano do Banco para Assentamentos Internacionacionais e principais oficiais de bancos nazistas.

Depois da investigação sobre sua lavagem de dinheiro, Dulles pediu demissão do OSS e voltou a New York. Ele então procurou Thomas McKittrick, o ex chefe do Banco Internacional de Assentamentos. Os nazistas tinham movido uma grande quantidade de seus bens da Suíça para a Argentina. Dulles logo foi trabalhar para um surpreendente número de clientes argentinos. Dulles e Donovan concordaram que cada esforço deveria ser feito para sabotar Truman e os liberais. Para este fim, Dulles enganou Donovan para servir na diretoria da Corporação de Comércio Mundial da qual Dulles era o advogado. O dinheiro nazista fluiu em um círculo da Alemanha para o Vaticano e então para a Argentina e de volta para a Alemanha. A economia da Argentina floresceu pelo influxo do dinheiro nazista. O chamado milagre econômico da década de 1950 veio do mesmo dinheiro que os nazistas saquearam da Europa na década de 1940.

Desde o início, Safehaven era um projeto ambicioso com várias metas além de seu objetivo imediato de forçar os países neutros a pararem de comerciar com os nazistas. As metas secundárias de Safehaven estão listadas abaixo: .

Restrigir a penetração econômica alemã fora das fronteiras do Reich.

Evitar que a Alemanha sequestrasse bens em países neutros.

Assegurar que os bens alemães estariam disponíveis para reparações pós-guerra e para reconstruir a Europa.

Evitar a escapada daqueles membros da elite regente nazista que já tinha sido marcada para os julgamentos dos crimes de guerra.

Embora Safehaven fosse um programa grande e ambicioso, ele foi terrivelmente falto de pessoal. Até a rendição dos nazistas em maio de 1944, os agentes do SI designados para Safehaven tinham que se concentrar em informação estratégica antes de devotarem qualquer tempo a Safehaven. Agentes bem treinados adicionais simplesmente não estavam disponíveis. Secundariamente, Safehaven foi pragueada desde o início com a longa rivalidade entre os Departamentos do Tesouro e do Estado e em menor extensão pela hesitação britânica em empregar medidas rígidas. Finalmente, o sucesso da Operação Safehaven foi proporcional à voluntariedade dos países neutros em cumprirem as demandas dos aliados de pararem de comerciar com os nazistas. Finalmente,as operações de Safehaven foram frequentemente [durante a guerra e especialmente pelo fim do guerra] deixadas nas mãos do CIC, o Corpo de Contra-Inteligência, ou do CID, a Divisão de Investigação Criminal dos militares. Quando as tropas de Patton se levantaram em Dachua, não havia oficiais disponíveis para prenderem os remanescentes guardas SS e eles simplesmente foram embora sem serem molestados.

Parte 3: A Ação TERRA DO FOGO [Aktion Feuerland] de Bormann

O Ministério de Guerra Econômica (MEW) britânico estimou que o tesouro de Merkers era apenas 20% de todo o ouro mantido pela Alemanha. Em agosto de 1945, o Banco da Inglaterra estimou que lá haveria somente o suficiente em ouro disponível para 50% das queixas de restituição. Isto somente concluiu as queixas dos bancos centrais e não as queixas particulares. Para onde foi o resto de ouro? Até este dia, a CIA nega que os nazistas tivessem um plano de retorno a despeito dos capturados documentos nazistas mostrarem o contrário. Até mesmo membros do Congresso e em particular membros do Comitê Kilgore  estavam cientes dos planos nazistas para uma volta. Eles vieram de documentos capturados perto do fim da guerra. Para entender para onde foi o ouro desaparecido, precisamos olhar os planos de retorno dos nazistas.

Definitivamente os nazistas tinham planos organizados para um retorno. No centro do plano estava Martin Bormann, o Reichsleiter. Bormann tinha subido nos escalões para Secretário do Partido, o  posto número dois na hierarquia nazista. Hitler tinha confiado a Bormann assegurar que o Reich seria capaz de programar um retorno, uma vez as hostilidades cessassem. O encontro na Casa Vermelha foi o início do esforço de Bormann de expandir seu plano para incluir industriais e oficiais de alto escalão. O encontro tinha sido resultado de uma ordem de Bormann. Contudo, Bormann não compareceu ao encontro. O Departamento do Tesuro tinha uma transcrição do encontro de um documento capturado. O agente SS que conduziu o encontro disse ao grupo que todo material industrial era para ser imediatamente evacuado para Alemanha imediatamente; admitindo que a batalha pela França estava perdida. Ele também assegurou que a ‘Lei da Traição Contra a Nação’ sobre troca estrangeira foi repelida. Em uma conferência menor naquele anoitecer, o Dr. Bosse do Ministerio Alemão de Armamentos indicou que o governo nazista tornaria enormes somas disponíveis para os industriais para ajudar a assegurar bases em países estrangeiros. O Dr. Bosse aconselhou os industriais que dois bancos principais podia ser usados para a exportação do capital: Schweizerische Kreditanstalt de Zurique e o Basler Handelsbank. Ele também aconselhou os industriais de ocultações suíças que comprariam propriedade suíça por uma comissão de 5%. Um mês mais tarde, Bormann supendeu a politica da terra queimada de Hitler para preservar a base industrial da Alemanha.

Bormann sabia que os nazistas haviam perdido a guerra desde que os Aliados desembarcaram na Normandia no Dia D. Ele se concedeu nove meses para colocar em operação seu programa de fuga de capitais e encontrar um paraíso seguro para os bens líquidos dos nazistas. Essencialmente, a área da Alsácia e Lorena serviria como um microcosmos para seus planos. Os alemães possuiam o interesse controlador em muitos bancos franceses na área. Uma propriedde majoritária alemã também controlava muitas das fábricas. Em essência, Bormann confiaria na camuflagem para ocultar as corporações alemãs. Bormann era amigo íntimo de Schmitz, um diretor da I.G Farben e estudou o método da I.G.de camuflagem extensamente. Bormann classificou seus registros e então os embarcou para a Argentina via Espanha. Bormann começou sua fuga de capital, já tendo controle da Auslands-Organisation e da I.G. Verbindungsmanner. Ambas as organizações colocaram espiões em países estrangeiros disfarçados como técnicos e diretores de corporações alemãs.

Por este tempo, estava acontecendo a Batalha do Bulge; Bormann já tinha sido muito bem sucedido em mover bens para fora da Alemanha. Em 1938, o número de registro de patentes para companhias alemãs era 1.618, mas depois do encontro da Casa Vermelha ele subiu para 3.377. Bormann tinha também criado um sistema de dois preços com os parceiros de comércio da Alemanha. Nele, o preço era clareado ou estabelecido no fim do dia bancário, o preço superior era retido nos livros do importador neutro. A diferença era acumulada em uma conta alemã, e se tornava a fuga do capital no depósito. Sob este sistema, Bomann reuniu por volta de 18 milhões de coroas e 12 milhões de liras turcas. As folhas de balanço na Suécia mostravam que Bormann adquiriu sete minas na Suécia central. Bormann criou 750 novas corporações. As corporações eram espalhadas através do globo e representavam uma ampla distribuição de atividade econômica de companhias de aço, químicos e elétricas. As firmas foram localizadas como se segue: 58 em Portugal, 112 na Espanha, 233 na Suécia, 234 na Suiça, 35 na Turquia e 98 na Argentina. Todas as companhias criadas por Bormann publicaram garantias ao portador, assim a propriedade real era impossível de ser estabelecida.

Bormann tinha vários meios de dispersar os bens nazistas. Ele usou as malas diplomáticas do ministro do exterior alemão, von Ribbentrop, para enviar ouro, diamantes, ações e garantias para a Suécia duas vezes por mês. Um padrão similar foi utilizado para embarcar mais valores para a América do Sul. Além do projeto “Aktion Feuerland” de Bormann, Bormann permitiu que outros nazistas transferissem seus próprios valores pelos mesmos canais.

Na Turquia, os bancos Deutsche Istanbul e Deusche Orient tiveram permissão para reterem todos os seus ganhos ao invés de envia-los de volta para Berlim. Os ganhos eram meros itens de escrita que estavam prontos para serem transferidos para qualquer lugar no mundo.

Em 1941, os investimentos alemães nas corporações dos EUA mantinham uma maioria de votos em 170 corporações e uma propriedade minoritária em outras 108 corporações americanas. Muitas destas corporações eram parte do cartel da I.G. Farben. Adicionalmente, as corporações americanas tinham investimentos na Alemanha totalizando 420 milhões de dólares. Com seu programa para a fuga de capital bem em seu caminho, Bormann deu permissão aos nazistas para mais uma vez comprarem ações americanas.

A compra das ações americanas era geralmente feita por meio de um país neutro, tipicamente a Suíça ou a Argentina. Dos fundos de troca estrangeira dos depósitos na Suíça e na Argentina, grandes depósitos de demanda foram colocados em bancos tais de New York National City, Chase, Manufacturers Hanover, Morgan Guaranty e Irving Trust. Os relatórios de Manning dizem que mais de 5 bilhões de dólares de ações americanas foram compradas de tal maneira. Estes mesmos bancos eram ativos em apoiar a Alemanha. Além disso, cada maior corporação nazista transferiu bens e pessoal para as subsidiárias estrangeiras.

Os EUA e a Bretanha nunca puderam completamente captar a extensão da fuga de capital nazista. John Pehle fornece um interessante insight do porque os EUA foram incapazes de parar Bormann e seu movimento dos bens nazistas para os países neutros. Pehle foi o diretor original do Controle de Fundos Estrangeiros. O raciocínio de Pehle é dado abaixo:

“Em 1944, a ênfase em Washington mudou dos controles fiscais no exterior para a assistência aos judeus refugiados de guerra. Sob ordem presidencial, tornei-me o diretor executivo da Diretoria de Refugiados de Guerra em janeiro de 1944. Orvis Schmidt tornou-se o diretor do Controle de Fundos Estrangeiros. Algum poder pessoal que ele tinha foi transferido, e enquanto os alemães evidentemente estavam fazendo o melhor possível para evitar a tomada Aliada dos bens, nós estávamos fazendo o melhor possível para retirar o máximo de judeus da Europa”.

A explicação de Pehle parece abertamente simples. Pessoal adicional teria sido útil e mais poderia ter sido realizado. Contudo, o problema real era o apodrecimento e a corrupção dentro dos EUA. Os líderes das maiores corporações da América eram todos simpáticos aos nazistas e quase todos eles tinham investido pesadamente na Alemanha nazista. Além disso, havia muitos no Congresso que simpatizavam com a causa nazista. O humor no Congresso era um de ‘traga os garotos para casa e vamos aos negócios”. Quando Orvis Schmidt testemunhou diante do congresso a extensão da infiltração nazista nos países neutros antes do fim do guerra, isto caiu em ouvidos surdos. Um trecho de seu testemunho é dado abaixo:

“O perigo não reside tanto no fato de que os gigantes industriais alemães tenham perfurado como uma colméia os neutros, Turquia e Argentina, com ramos e afiliados que sabem como subverter seu interesse comercial em espionagem e demandas de sabotagem do governo deles. Contudo é importante e perigoso que muitos destes ramos, subsidiárias e afiliados nos neutros e grande parte do dinheiro, seguridades, patentes, contratos, trusts, empréstimos, companhias holding, ações ao portador e similares por pessoas  e companhias de fachada declarando nacionalidade neutra e toda a alegada proteção e privilégios que se elevam de tais identidades. O problema real é quebrar o véu de segredo e alcançar e eliminar a habilidade alemã de financiar uma outra guerra mundial. Devemos tornar inútil os aparelhos e ocultações que tem sido empregados para ocultar os bens alemães.”

Temos descoberto uma lista da I.G. Farben de suas próprias companhias domésticas e no exterior – uma lista secreta e de fato desconhecida – que nomeia mais de 700 companhias nas quais a I.G. Farben tem um interesse.”

A lista referida na citação não inclui as 750 companhias que Bormann criou. Depois da guerra Schmidt testemunhou novamente para o congresso:

“Eles estavam inclinados a estarem muito indignados. Sua atitude geral e expectativas eram a de que a guerra havia acabado e nós novamente deviamos auxilia-los para recuperar a I.G. Farben e a indústria alemã. Alguns deles tem abertamente dito que este questionamento e investigação era, na avaliação deles, um fenômeno de curta duração, porque tão logo as coisas ficassem um pouco assentadas, eles esperavam que os amigos deles nos EUA e na Inglaterra viessem. Os amigos deles, assim eles disseram, poriam uma parada em atividades tais como estas investigações e providenciariam que eles recebessem o tratamento que eles viam como apropriado e a ajuda seria dada a eles para ajudar a restabelecer a indústria deles.”

Aqui novamente vemos como o programa 4D foi sabotado. De fato, em cada país liberado houve uma grande relutância em perturbar a máquina do dinheiro e a indústria ligada a Alemanha por acordos de cartel. A presença alemã foi reduzida mas não eliminada. A propriedade oculta assegurou a continuidade para os nazistas. Até mesmo a Grande Duquesa, Charlotte de Luxemburgo, tinha suas próprias idéias. Ao voltar para casa do exílio, a Duquesa dispensou a equipe investigativa americana e ordenou que eles saissem do país. Em 26 de julho de 1945, o presidente do sub-comitê para assuntos militares do Senado dos EUA, Elbert D. Thomas, comentou sobre Luxemburgo. Um trecho dos comentários dele:

” Tínhamos uma missão em Luxemburgo que estava obtendo um pouco de informação sobre o cartel do aço até que a Grande Duquesa voltou. A informação foi então bloqueada de nós e a missão teve que se retirar com a informação que já tinha coletada. Havia muito que aprender sobre o modo pelo qual os pequenos Estados como Luxemburgo tinham sido usados pelos cartéis. O episódio sugere que alguns governantes, de quem temos sido amigos, podem ser esperados auxiliarem os cartelistas em seus esforços pós-guerra para recuperar a dominância.”

O que a Grande Duquesa tinha aprendido de seu ministro das finanças era simples. Não mexa com o cartel. Luxemburgo havia feito uma vasta soma de dinheiro e havia cada indicação que eles podiam fazer muito mais. Tudo que Luxemburgo precisava fazer era reajustar a propriedade das ações para agradar os Aliados. Amigos poderosos da organização Bormann tinham entendido o que estava em jogo e planejaram de acordo. Espalhado pelo globo em vários pontos de controle tais como Wall Street, Washington, Londres e Paris estava um grupo de banqueiros que estava bem ciente dos benefícios financeiros de cooperarem com o subterrâneo nazista.

Os planos nazistas repousavam no medo americano do comunismo. O livre empreendimento e os direitos de propriedade estavam para tomar o centro enquanto que a moralidade era convenientemente descartada como supérflua. Tal foi o caso nos votos de quatro para um da mesa de apelos para libertar Richard Freudenberg, o maior fabricante de sapatos da Alemanha. Freudenberg era um conselheiro econômico regional de Bormann e um fervoroso nazista. Ele estava na categoria de prisão automática. O embaixador Murphy expressou o argumento do livre empreendimento em seus comentários da defesa de Freudenberg. Este é o mesmo Murphy que fez parte do conselho de controle. Seus comentários:

“O que estamos fazendo aqui pela desnazificação não é uma simples revolução social. Se os russos querem bolchevizar seu lado do Elba, este é o negócio deles, mas não está em conformidade com os padrões americanos estar contra as bases da propriedade privada. Este homem é um industrial extremamente capaz, um tipo de Henry Ford.”

Em testemunho dado em Nuremberg, Herman Schmitz elogiou Bormann pela maneira pela qual ele espalhou os bens alemães ao redor do globo. De particular interese foi a opinião de Schmitz de que estava no estoque para os diretores da I.G Farben já que a guerra tinha acabado. A passagem segue abaixo.

“Podemos continuar. Temos um plano operacional. Contudo, não acredito que nossos membros na mesa serão detidos por muito tempo. Nem eu. Mas devemos ir por um procedimento de investigação antes de libertar e assim tenho sido dito por nosso pessoal N.W. que tem excelentes contactos em Washington.”

Esta última frase na citação acima, “que tem excelentes contactos em Washington,” deve ter estabelecido os sinos de alarme da equipe de acusação em Nuremberg. Aqui está a prova direta das pessoas no poder em Washington colaborando com uma parte integral da máquina de guerra nazista. Onde houve uma investigação de acompanhamento determinando quem eram estes contactos? Há razões pelas quais muitos arquivos da Segunda Guerra Mundial não tenham sido liberados. Além de revelar que os industriais e membros do Congresso mencionados nos artigos anteriores como traidores, tais arquivos revelariam muitos empregados de carreira do Departamento de Estado e da comunidade militar-inteligência como traidores.

Ao invés de ser investigado, como tanto outros líderes produtivos, isto foi derrubado. Esta atitude dos principais diretores da I.G. Farben foi típica. Eles sabiam antecipadamente que eles sofreriam apenas menores penalidades. Como nos lembrou George Seldes, há pessoas poderosas demais ou ricas demais para serem submetidas as nossas leis, até mesmo quando isto envolve traição. A informação de Schmitz estava ligeiramente errada no que 12 executivos da I.G. Farben foram julgados em Nuremberg. Schmitz recebeu uma sentença de quatro anos. Contudo, todas as sentenças foram mais tarde reduzidas para o tempo já cumprido e todos retornaram as suas posições anteriores.

A este ponto, precisamos voltar ao tesouro de  Merkers. Relatórios da inteligência desde 1940 indicam que os nazistas estavam acumulando uma fortuna de aproximadamente um bilhão de dólares em 1940 ou 10 bilhões de dólares nos dias de hoje. A descoberta do tesouro de Merkers criou um conjunto complexo de problemas. Primeiro, o achado era somente a metade do estimado tesouro nazista. Conquanto o tesouro de Merker fose o monte das propriedades do Reichsbank, havia adicional ouro e moeda deixada em Berlim. Segundo, dividir o tesouro apresentava uma miríade de problemas, que ainda permanece uma controvérsia  hoje.

Toda a problemática estava nas contas de Melmer e Max Heiliger. O interrogatório dos oficiais nazistas de banco logo revelou a natureza destas contas. Albert Thoms explicou que o botim tomado pela Wehrmacht foi diretamente para o Reichshauptkasse, ou Tesouro. Contudo, o Reichsbank manuseava exclusivamente o saque tomado pela Schutzstaffeln (SS). O banco primeiro creditava o saque a conta de Melmer. Depois que o banco tinha avaliado o valor, o Reichsbank creditava a quantia a conta de Heiliger. Somente cinco pessoas tinham acesso a conta de Heiliger: o presidente do Reichsbank Walter Funk, o vice-presidente do Reichsbank Emil Puhl, o tesoureiro chefe Kropf, o diretor Fronknecht, e Albert Thoms, Chefe do Departamento de Metais Preciosos. A conta das SS mantinha os ganhos advindos da operação Action Reinhardt que começou em 1943 para despir os prisioneiros dos campos de concentração sistematicamente de todas as moedas de ouro, jóias e roupas. Puhl ajudava nesta operação porque além de sua posição no Reichsbank ele também era o diretor do Banco Internacional de Assentamentos. Então ele estava em perfeita posição de agir como uma proteção internacional depois que a concentração do ouro era derretida em barras de ouro.

A conta de Melmer era indicativa que outras contas particulares podem existir. De fato muitos nazistas de alto escalão, de coronel para cima, tinham reunido seus próprios tesouros. Alguns destes tesouros particulares tais como aquele de Goering, eram tesouros substanciais por seu próprio direito, enquanto outros eram modestos. O valor total destes tesouros particulares é desconhecido, como o destino de muitos deles.

Houve achados adicionais na área de Merkers. Em uma outra mina, os aliados encontraram 400 toneladas de registros do Escritório Alemão de Patentes, registros suficientes para encherem 30 vagões ferroviários. Outros achados incluiram mais de dois milhões de livros, os registros do Alto Comando Alemão, e muito mais material.

Parta 4: A Corrupção se Apodera de Safehaven

Com a captura de Merkers, os Aliados estavam se aproximando rapidamente de Berlim. Na medida em que os aliados continuavam a avançar, os nazistas fizeram uma tentativa desesperada para salvar os remanecentes bens do Reichsbank ao move-los para o sul da Alemanha na área alpina. Muitos principais oficiais nazistas que estavam desesperados para se salvarem e também fugiram para esta região com suas próprias fortunas saqueadas.

Ernst Kaltenbrunner, Chefe do Escritorio Principal de Segurança do Reich, reuniu uma tal fortuna particular e a transportou para os Alpes Bavaros para se salvar e a sua fatídica fortuna. Somente um documento sobrevive sobre o conteúdo dos bens que Kaltenbrunner moveu para o sul. O conteúdo deste pequeno tesouro é listado abaixo:

50 caixotes de moedas de ouro e artigos de ouro [cada um pesando 100 libras]
2 milhões de dólares americanos
2 milhões de francos suiços
5 caixotes de diamantes e pedras preciosas
uma coleção de selos cujo valor era de 5 milhões de marcos de ouro
110 libras de barras de ouro

Goering também transportou seu tesouro particular para a região, incluindo uma grande coleção de vinhos vintage.

Os nazistas não embarcaram todo ouro e moeda de Berlim para Merkers; eles retiveram alguns fundos em Berlim para pagar as tropas e outras despesas. O embarque dos bens remanecentes do Reichsbank incluiu 730 barras de ouro e milhões em moedas de ouro. O valor do ouro era aproximadamente de 10 milhões. Adicionalmente, o embarque incluiu uma prodigiosa quantidade de papel moeda. Isto deixou remanenescentes 3.434.625 dólares em ouro em Berlim.

O tesouro era para ser embarcado para o sul em dois trens especiais, apelido Adler (que significa Águia) e Dohle (que significa Gralha). Devido ao rápido avanço aliado e cobertura aérea, os dois trens foram incapazes de irem diretamente para Munique. Em 16 de abril, depois de três dias, os trens estavam encalhados a aproximadamente dez milhas de  Pilsen, Checoslováquia. Lá, alguns tesouros foram carregados em caminhões para a jornada restante a Munique. Em 19 de abril, os trens estavam exatamente dentro da fronteira bavara e uma outra porção do tesouro foi novamente carregada em caminhões.

Em 19 de abril, o trem alcançou Peissenberg, aproximadamente a 50 milhas ao sul de Munique. Os planos eram esconder o ouro em uma mina de chumbo. Contudo a energia elétrica faltou e a mina estava se enchendo de água. A este ponto, é acreditado que a fortuna consistia no seguinte:

365 sacos contendo duas barras de ouro cada um
9 envelopes de registros
4 caixas de barras de ouro
2 sacos de moedas de ouro
6 caixotes de moedas dinamarquesas
94 sacos de dinheiro estrangeiro
34 placas de impressão e u suprimento de papel moeda

Funk foi chamado e ele decidiu que o tesouro deia se mover por caminhão para uma pequena cidade chamada Mittenwald.

Até mesmo depois que o embarque deixou Berlim, uma pequena quantidade do tesouro permaneceu no banco de Berlim. Ernst Kaltenbrunner tomou pela força das armas os bens renacescentes do  Reichsbank em Berlim e transportou para o sul. O SS General Josef Spacil, chefe do Office II realizou o roubo. As melhores estimativas de ouro e pedras preciosas são de um pouco mais de 9 milhões. Mais uma vez, o saque foi levado para o sul na mesma região geral do embarque prévio.

Spacil tinha reunido um enorme tesouro particular para ele mesmo. Nos dias finais, Spacil parcialmente o dividiu entre oficiais da Gestapo. Spacil deu a Otto Skorzeny: 50.000 francos de ouro, 10.000 coroas espanholas, 5.000 dólares, 5.000 francos suiços e 5 milhões de marcos do Reich. Skorzeny estava se escondendo no Tirol austríaco. Vale a pena dizer que o dinheiro dado a Skorzeny nunca foi recuperado. Depois que Skorzeny apareceu na Espanha, ele viveu magnificentemente e correu parte de sua rota de fuga de lá. Adicionalmente, ele se tornou um comerciante de armas. Durante a década de 1950, estava claro para a inteligência americana que Skorzeny tinha amplos fundos a sua disposição.

As autoridades americanas mais tarde fraudaram Spacil a entregar a elas um pequeno conteúdo de 19 sacos de moedas de ouro e barras de ouro de valor de 11.722 dolares e dinheiro moeda no valor de 160.179 dólares e 96.614 libras inglesas. Houve muitos outros tesouros particulares que terminaram na mesma área geral do sul da Alemanha.

Começando em 19 de abril de 1945, as equipes de Gold Rush estavam em plena operação. Coronel Berstein, Comandante Joel Fisher e o Ten. Herbert DuBois chefiavam as equipes. Albert Thoms, o chefe do Departamento de Metais Preciosos do Reichsbank e Emil Puhl, o vice presidente do Reichsbank, os auxiliaram. As equipes do Gold Rush encontraram vários tesouros. Em 26 de abril, o ramo do Reichsbank em Halle, eles encontraram 65 sacos de dinheiro estrangeiro, que incluia um milhão de dólares. Em Plauen eles encontraram 35 sacos de moedas de ouro, incluindo um milhão de francos suíços e um quarto de milhão de dólares de ouro. Em 27 de abril, eles descobriram a localização de 82 barras de ouro em Aue, que ainda estava pesadamente defendida. Em 28 de abril, eles localizaram mais 600 barras de prata e 500 caixotes de barras de prata. Esta prata era a inteira reserva de prata da Hungria. Em 29 de abril eles encontraram 82 barras de ouro em Eschwege. No dia seguinte eles encontraram 82 barras de ouro escondidas sob uma pilha de estrume em Coburg. Em 1o. de maio, eles encontraram 34 caixotes e dois sacos de ouro que não era do Reich em Nuremberg. Todos estes tesouros foram embarcados de volta para Frankfurt.

As tropas de combate e as equipes de ouro encontram esconderijos do tesouro saqueado, incluindo o famoso trem de ouro contendo os tesouros saqueados da Hungria. O valor total de todos os tesouros recuperados foi estimado em 500 milhões e incluia 350 milhões em ouro.

O ouro recuperado dos vários ramos do Reichsbank totalizou três milhões. Contudo, de interrogatórios e documentos capturados, as equipes do Gold Rush sabiam que os ramos do Reichsbank tinham contido mais de 17 milhões de dólares de ouro. Aproximadamente três milhões tinham sido capturados pelos russos em Berlim. O remanescente tinha sido embarcado para o sul da Alemanha. No início de maio, Bernstein tinha que voltar para Washington para discussões com o Presidente Truman sobre o programa de descartelização, pelo qual ele também era responsável. O Ten. DuBois então ficou a cargo dos esforços de recuperação no sul da Alemanha.

Os Aliados não recuperariam qualquer ouro no sul da Alemanha até 7 de junho. Um destacamento chefiado pelo Major William Geiler (mais tarde na justica da Suprema Corte de New York) recuperou 728 barras de ouro. Diferente do mito que rodeia esta descoberta, estas barras foram embarcadas para Frankfurt e apropriadamente inventariadas. É geralmente confundido com a recuperação do ouro pelo Sargento Singleton. Singleton tinha recuperado um acúmulo de ouro descrito como sendo de três pés de altura e aproximadamente três pés de largura. Este ouro foi apropriadamente enviado para Munique mas nunca alcançou Frankfurt.

Robert Kempner, o promotor chefe para o julgamento dos diplomatas nazistas expressou em uma carta a Perry Lankhuff da divisão política do governo militar muitos dos problemas que praguearam a completa recuperação do ouro nazista. A carta aparece abaixo:

“No curso de nosso julgamento contra os diplomatas nazistas que apenas tinha acabado de ser concluido, foi trazido a luz que o Escritório do Exterior Alemão tinha – além de outros fundos em ouro – um especial fundo de ouro Ribbentrop, em barras de ouro, pesando aproximadamente 15 toneladas. Narrativas de líderes e de jornais de vários países no Hemisfério Ocidental indicam que o ouro não recuperado do Escritório do Exterior, ainda está a trabalho para propósitos anti-americanos. Grandes números de antigos diplomatas alemães que estavam relacionados ao Escritório do Exterior ainda estão em países esrtangeiros, isto é, Espanha, Itália, Irlanda, Argentina, Suécia e Suíça, vivendo de recursos desconhecidos.

Deve ser notado que além de outros antigos diplomatas alemães, um cunhado de Ribbentrop está vivendo na Suíça e ao menos outros dois funcionários de Escritório do Exterior Alemão que lidavam com os assuntos do ouro alemão.

Além das 15 toneladas, aproximadamente 11 toneladas do ouro do Escritório do Exterior de   Ribbentrop foi apressadamente removido de Berlim em 1945:

1. 6.5 toneladas do Casde Fuschl de Ribbentrop na Áustria (agora zona americana da Áustria). A maior parte desta consignação alegadamente foi entregue a tropas americanas nas vizinhanças de  Fuschl. Contudo funcionários do Escritório do Exterior Alemão afirmaram aqui em Nurenberg que a quantidade alegadamente devolvida era menor que a quantidade que foi embarcada para Fuschl.

2. 2 toneladas para Schleswig-Holstein na zona britânica alegadamente foram entregues aos britânicos.

3. 3 toneladas para o sul da Alemanha nas costas do Lago Konstanze, uma área que naquele tempo estava em mãos americanas. Fora da última quantidade, 2/3 de uma tonelada foram trazidos para Berna, Suíça, nos dias finais da guerra. Isto foi feito na presença do filho do antigo Ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha, von Neurath, que segundo notícias de jornais, chegou um pouco tempo depois na Argentina.

Aproximadamente quatro toneladas foram enviadas entre 1943 e 1945 para embaixadas alemãs, notavelmente para Madri, Espanha (uma tonelada), para Estocolmo, Suécia (meia tonelada), para Berna, Suíça (3/4 de tonelada), para Ancara, Turquia (aproximadamente uma tonelada), para Lisboa, Portugal (uma quantidade desconhecida).

Já que entrevistei várias centenas de diplomatas alemães, incluindo embaixadores, ministros, e pessoal fiscal e administrador, sei que a soma que fiz acima é altamente confiável.

Mas até onde sei, nunca qualquer exame foi feito se o ouro desta quantidade foi recuperado ou se a quantidade de ouro do Escritório do Exterior foi devolvida pelo pessoal alemão do serviço no exterior para as autoridades Aliadas no fim da guerra, com as somas indicadas pela minha investigação.

Durante o julgamento, tenho de tempos em tempos ressaltado o perigo e o problema deste ouro desaparecido, mas ninguém ainda abordou o problema, e com minha pesada carga de trabalho nos julgamentos em Nuremberg, não pude devotar muito tempo a isto, já que não há crime de guerra envolvido. Sinto muito fortemente que este projeto do ouro não deve ser negligenciado para depois nestes tempos críticos, no qual uma grande quantidade de ouro não controlado constitui uma força para o mal e má conduta nas mãos de oportunistas inescrupulosos trabalhando estreitamente juntos e localizados em muitos países pelo mundo. ”

A única certeza sobre o ouro de Ribbentrop é que um pouco mais de quatro toneladas foram recuperados. As 6.5 tonelaadas alegadamente recuperadas do castelo de Ribbentrop parecem ter desaparecido, já que não há registros no Depositório das Trocas Federais. Segundo os registros de julgamento de Wilhelmstrasse, uma grande parte deste ouro foi entregue ao Terceiro ou Sétimo Exército em 15 de junho de 1945. Contudo, os livros da ocupação aliada não mostram traços deste ouro, que valeria 108 milhões hoje. Kempner continuou a procurar o ouro desaparecido. Em 1950 ele fez lobby no Congresso para olhar a matéria. O Congresso foi incapaz de encontrar nova informação.

O desaparecimento de vários tesouros recuperados no Sul da Alemanha foram todos consequências comuns demais. Uma pilha de papel moeda foi recupreada dos jardins de von Bluechers. O único documento desta recuperação é um recibo mau datilografado que Luder e Hubert von Bluecher exigiram antes de entregar o dinheiro ao Capitão Fred Neumann. O recibo reconhece que os von Bluechers entregaram ao exército americano $404.840 dólares e 405 libras inglesas. O Capitão Neumann e os von Bluechers foram suspeitos de envolvimento no dinheiro desaparecido. Contudo, com documentos recentemente liberados dos arquivos do governo, agora é óbvio que este desaparecimento do dinheiro recuperado foi parte de um problema muito maior e limpou Neumann e os von Bluechers.

Parte do problema residiu na rivalidade entre o Exército e as agência militares do governo e a falta de coordenação entre elas. A CID [Divisão de Investigação Criminal] era principalmente responsável pelo Exército. Contudo, o  CIC (Corpo de Contra Inteligência) era principalmente responsável pelo governo militar. A recuperação do ouro nazista envolveu ambos os grupos. Sobretudo, a estrututura de ambos, do governo militar e do Exército, era vertical e a comunicação do alto para os níveis inferiores era na melhor das hipóteses vacilante. Muitos comandantes do governo militar se consideravam  serem agentes livres e ignoravam as diretivas de cima. Complicando o problema estava a alta rotação do pessoal e os contratos limitados que o governo militar podia oferecer. O governo militar estava limitado a publicar contratos somente por um ano e restrito ao pagamento máximo de 10 mil dólares por ano.

Inicialmente, o CID teve a responsabilidade de investigar o tesouro do Reichsbank. No fim da guerra o CID estava cheio de homens contando os dias antes de voltarem para casa. A maioria tinha sido recrutado de unidades policiais militares. Os exames do background dos novos recrutas frequentemente faltavam. Vários foram encontrados terem registros criminais enquanto outros foram descobertos serem desacreditados oficiais de polícia. O CID dispensava estes recrutas logo que eles eram descobertos.

Ultimamente, todas as unidades do CID estiveram sob o Command Provost Marshal, Brigadeiro General George H. (pappy) Weems. Weems era um oficial de West Point e seu ramo básico de serviço era a cavalaria. Aparentemente, Weems não era capaz de manter e fazer uma mudança da cavalaria para as divisões blindadas. Antes de sua transferência para a Alemanha, Weems tinha sido o chefe da missão militar na Hungria. Completamente ausente em seu background estava qualquer passado em trabalho policial ou investigativo. Também aparente foi que Weems parecia ter sofrido de algum derrame médio. Ele andava com uma bengala e tinha falhas de memória, perdia a capacidade de entender qualquer coisa de natureza complexa. O general também sofria de um déficit na audição e era conhecido por publicar ordens ultrajantes e ter ataques de choro. Weems tinha uma estranha obsessão por máquinas de escrever. Qualquer caso envolvendo uma máquina de escrever relatada roubada ou perdida tinha que ser levado a sua atenção pessoal. Em resumo, Weems estava senil, mais provavelmente como resultado de um derrame médio.

Não foi senão em setembro de 1947 que o Tenente Coronel William Karp substituiu Weems. Obviamente a CID estava deficiente do topo para baixo devido a designação inapropriada de Weems. Exatamente como no programa 4Ds estava tamponado por uma falta de poder humano e treinamento, o CID estava tamponado com os mesmos problemas. Isto não se aplica as equipes iniciais de busca do ouro de Bernstein que fizeram um trabalho admirável. Contudo, estas equipes foram desmanteladas logo depois que a guerra terminou [a maioria das equipes iniciais foi desmantelada em junho]. Como Weems veio a ser designado para este posto e aqueles responsáveis, deve fazer uma interessante leitura e é deixado para futuros pesquisadores.

Os problemas também praguearam o CIC. O CIC foi enredado em uma luta interna entre agentes. Muitos dos agentes eram judeus nascidos na Alemanha. Estes agentes se dividiram em dois grupos. Um grupo considerava a Alemanha como sua casa e trabalhava duro para desenraizar o nazismo e voltar a Alemanha para um Estado democrático. O outro grupo, principalmente da Europa Oriental, somente considerava a Alemanha como um passo em seu caminho para o Estado de Israel. Outros agentes do CIC eram a primeira geração de poloneses, checos e outros de origem no leste europeu. Tais agentes levavam a lealdades divididas, stress internos e até mesmo alianças ilegais alcançando fora do CIC. Até longe, a unidade CID era muito mais profissional com o CIC frequentemente descrito pelos agentes do CIC como um grupo de brutamontes.

Começando em junho de 1945, e até 1947, isto foi um triste estado de coisas atrasando o caso Garmisch , no qual o ouro foi recuperado e então perdido. O CID era abertamente compartimentalizado sem objetivos claros, sem direção, sem coordenação e mais importantemente, sem base de dados centralizada. Em resumo, o CID permitiu que várias unidades errassem gravemente no escuro para seguir suas próprias metas individuais. O caso foi complicado pelo fato que ninguém sabia exatamente quanto ouro e moeda tinha desaparecido. Levaria um outro ano antes que o Depositório de Troca Federal descobrisse que sua conta no Reichsbank estava menor em dois milhões de dólares. Somente recentemente, com a divulgação de documentos anteriormente classificados, alguém pode começar a entender o desaparecimento do ouro e moeda recuperados. Os registros mostram que os fundos recuperados foram depositados no Banco Central da Terra em Munique. Lá o ouro e o dinheiro parecem ter desaparecido.

O que os registros agora mostram é que nenhuma das recuperações na área ao redor de Garmisch até mesmo alcançou o Depositório de Troca Federal. As várias autoridades americanas na cadeia de Garmisch a Frankfurt estavam todas familiarizadas com os procedimentos de transferência de fundos. Os fundos alcançariam Munique e de lá desapareceram. Depois de uma busca exaustiva, os autores Ian Sayer e Douglas Botting concluiram que 432.985.013 dólares do Reichsbank nunca foram contabilizados. Notavelmente,  incluídos estavam diamantes, seguridades e moedas dadas a Otto Skorzeny pelo SS General Spacil totalizando $9.131.000 dólares dos quais apenas 492.401 dólares foram recuperados.  Em um caso, o Major Roger Rawley recuperou oito milhões de dólares em papel moeda e o entregou ao Major Kenneth McIntyre. De lá, os fundos desapareceram

A seguir o colapso da Alemanha para os Aliados, a economia caiu no mercado negro com cigarros como o meio preferido de troca. Um cigarro Camel valia mais que o dobro de um dia de pagamento para um alemão contratado para limpar destroços. De início, o General Clay, parecia inconsciente do mercado negro, mas quando o CID relatou a ele que o mercado negro era uma ameaça à segurança, Clay tomou todas as medidas para encobrir isto. Os americanos voluntariamente se engajaram no mercado negro todo o caminho até o topo e incluiu a esposa de Clay, que relatadamente era muito ativa no mercado negro. A Aduana dos EUA, o Distrito da Flórida tornou mais difícil para o General Clay encobrir o mercado negro depois que eles enviaram uma queixa, listando os pousos do avião pessoal de Clay na área de Miami. Em cada caso, o piloto relatou o pouso como uma missão classificada, assim contornando a Aduana. Contudo, estava claro que ele estava apenas tomando a queda para alguém mais.

Muitos americanos tentaram atingir a rica economia do mercado negro, mas falharam. Contudo, o número daqueles que tiveram sucesso vieram predominantemente do Escritório do Governo Militar na Bavaria. O chefe da Divisão Financeira em Munique era o Coronel Lord e seu ajudante o Major McCarthy para controle da proriedade. Ambos indivíduos figuram proeminentemente no desaparecimento do ouro e da moeda uma vez que eles chegavam a Munique. Uma vez o ouro de Garmisch foi entregue as autoridades apropriadas em Munique, somente McCarthy e Lord teriam acesso a isto. Um investigador americano tabém acusou McCarthy de ter uma mão no comércio de drogas em e ao redor de Garmisch e Munique.

A extensão da corrupção do governo militar é melhor revelada na seuinte passagem do Ten. Kulka. Kulka era um ajudante do Coronel Smith e eles foram designados para investigar a corrupção na área de Garmisch e Munique. Kulka tinha sido enviado a uma casa civil convertida em Escritórios dos Solteiros Americanos em um relato de que um jovem oficial estava partilhando seu quarto com sua namorada, uma baronesa, o que era extritamente proibido.  A governanta confundiu Kulka como um mensageiro e deu a ele uma maleta.

” Ela me olhou e disse, “Oh, você deve ser o jovem que veio buscar a maleta com os papéis para a Suíça”. Eu disse, “suponho que sim”. Ela disse, “oh, sim, o tenente me disse que você estava vindo para pegar isto e que você é um jovem piloto” Então eu disse, “sim.” A dama voltou e me entregou a maleta e uma grande caixa anexada, que tinha sido lacrada com o selo diplomático. Então, eu os peguei e sai apressadamente. Levei-os para meu quarto e para minha surpresa encontrei a caixa cheia de libras britânicas e também jóias. Descobri que a maleta estava cheia com aproximadmente dez pastas que continham colunas muito bem escritas de nomes de pessoas com data e seu escalão, a localização delas e as somas de dinheiro – todas as instruções e registros de como o dinheiro tinha sido transportado através da fronteira. Imediatamente fui ao Coronel Smith e ele ficou extremamente interessado. Fomos pela papelada e descobrimos um número de nomes importantes, inclusive um número de coronéis dos quartéis generais. A única coisa que eles tinham em comum é que todos eles pertenciam a unidades que tinham por uma vez ou outra controlado a travessia da fronteira para a Suíça – polícia militar, agências militares do governo e o CIC.”

Em meados de julho de 1947, Coronel Smith tinha completado sua investigação preliminar e prencheu seu relato para o General Clay. O relatório ressaltou que havia evidência suficiente para garantir uma investigação em escala completa. O General Clay divulgou uma ordem para aquele efeito. Smith, temendo por sua vida, imediatamente pediu transferência. Imediatamente depois, o governador militar e o comandante do posto de Garmisch foram reembarcados para os EUA e vários outros oficiais transferidos para fora da área. O Escritório do Inspetor Geral repentinamente encerrou a investigação. Kulka alega que a ordem para parar a investigação veio do escritório de Clay. Adicionalmente, ele afirma que metade do comando dos EUA estaria em problemas se a investigação continuasse.Os arquivos reunidos por Smith e Kulka foram destruidos. Kulka recebeu ordens de ficar calado e então foi acusado de contrabando de armas e de esconder um estrangeiro em sua dependência, que acontecia de ser sua avó de 87 anos. Adicionalmente, sua noiva que estava prestes a ser sua esposa, foi listada como um alemã do Sudeto e expulsa para a Checoslováquia e não como uma DP judia. Quando Kulka contou ao seu senador o problema, foi feita tanta pressão sobre sua avó e sua noiva que ele teve que manter a boca fechada. Somente por um acidente foi que sua futura esposa conseguiu sua permissão de saída. O Coronel Smite foi transferido de Berlim para o Equador. Em 1978, Kulka relatou que seus amigos ainda sofrem de mortes e suicídios misteriosos que ele acredita serem avisos do caso de Garmisch para que ele mantenha a boca calada.

O caso de Garmisch não terminou com a investigação de Smith e Kulka. Em setembro em Bad Tohr, Frank Gammache foi acusado de apropriação indébita de propriedade militar e condura de desordem e inidoneidade. As acusações eram tão triviais comparadas à atividade criminosa na área que eram ridículas. Gammache iria ser um pequeno camarada em queda, A Operação Garpeck abriu uma investtigação posterior. Chefiando a operação estavam Victor Peccarelli e Philip von Pfluge Benzell. O caso logo alcançou lugar tão longe quanto San Francisco, onde agora vivia civilmente o Capitão Neumann. O caso também reabriu a investigação sobre o Major McCarthy. A influência de McCarthy ainda se prolongava em Munique e assim os arquivos sobre ele desapareceram antes que os investigadores chegassem até eles. Logo depois, os investigadores começaram a grampear o telefone dele, mas McCarthy soube do grampo e se mudou.

A investigação logo atravessou o caminho do jornalista Guenter Reinhardt. Reinhardt era oriundo de uma família judia alemã. Com 21 anos ele tinha emigrado para os EUA. Seu primero emprego em New York tinha sido em um banco, mas por 1933 ele tinha se tornado um jornalista freelance. Ele escrevia uma coluna sindicada sobre assuntos externos para os jornais McClure. Suas ligações com vários grupos bancários e cívicos o comissionaram a realizar uma investigação sobre as prováveis futuras relações internacionais da Alemanha. Reinhardt entregou ao Comitê da Câmara sobre Imigração e Naturalização a informação que ele descobriu sobre as atividades nazistas nos EUA. Isto levou Reinhardt ao seu envolvimento com a inteligência americana. Em 1934, ele agiu como uma ligação entre o Comitê McCormick e o FBI. Durante 1942 e 1943, Reinhardt infiltrou organizações comunistas para o FBI. Em 1946, ele se uniu ao CIC na Alemanha.

Por todos os relatos, Reinhardt era um agente entusiasmado e dedicado na Europa. Contudo, ele logo começou a mostrar sinais de fadiga na medida em que ele entendia que o sistema inteiro estava corrupto. Pelo verão de 1947, ele entendeu que sua carreira com o CIC estava em perigo. Seus superiores tinham arranjado secretamente enviar Reinhardt para casa. Ele se queixou sobre a transferência. Não houve apelo para ele e ele foi proibido de ir ao Inspetor Geral sob a ameaça de prisão imediata. Ele posteriormente foi advertido que se falasse à imprensa ou tentasse obter um outro emprego na Alemanha ele seria preso por violações dos regulamentos de segurança. Adicionalmente, eles ameaçaram de arrastar sua namorada na lama.

Ultrajado pelas ações e ameaças, Reinhardt divulgou o primeiro de dois memorandos, conhecidos como os Memorandos Reinhardt. O primeiro era um relatório formal de 48 páginas revelando as irregularidades e falsos relatos de inteligência na região de Munique. O relatório acusava o CIC de corrupção e incompetência disseminadas. O relatório escrito em novembro causou um abalo imediato. O chefe de operações para a Bavaria foi dispensado imediatamente e o oficial executivo foi transferido. Contudo, houve também o acobertamento de duas cadeias, uma de Garmisch para Augsburg, e a outra de Munique a Nuremberg. Depois que ele cheou a New York em dezembro, Reinhardt escreveu seu segundo memorando, um documento de 55 páginas. Este documento estava dividido em nove seções. A seção de abertura tinha o título de “Situações de Saque e Contrabando” descrevendo como o pessoal americano estava continuando a contrabandear valores para Estados. Quanto maior o escalão, maior o problema. No caso de um general, e outros valores saqueados de castelos ao redor de Hesse. Reinhardt ditou seu memorando ao Secretário Assistente do Exército, Gordon Gray, depois da indicação de Reinhardt como consultor especial. Gray mais tarde se elevaria para se tornar o Diretor da CIA.

O coração do memorando residia na acusação que um gupo de alemães e americanos envolvidos na corrupção disseminada na área de Garmisch detinha poder suciente para sabotar qualquer investigação. O chefe do grupo era John McCarthy. O memorando foi enviado ao General Clay na Alemanha e causou uma imediata revolução. Clay odiava qualquer escândalo dentro de seu comando, e muito mais que limpar a confusão, ele lançou um vasto acobertamento. O General Weems cancelou a Operação Garpeck em andamento logo depois que o memorando de Reinhardt chegou na Alemanha. O exército decidiu que as acusações eram exageradas.

McCarthy e seu superior, Coronel Lord não escaparam ilesos. Conquanto eles sobrevivessem às acusações do memorando de Reinhardt, sua cobiça irrefreável eventualmente os pegou. A dupla concebeu um esquema para comprar as várias fábricas I.G. Fraben por meio de uma fachada que eles criaram em Liechtenstein. Uma investigação ordenou que o General Clay desmascarasse o esquema deles e o exército dispensou ambos idivíduos. Contudo, o General Clay não fez o anúncio público da ilegalidade do esquema ou sua consequência.

Parte 5: Operação Andrew & e a Neutralidade da Suécia

Conquanto o governo militar na área de Munique estivesse cercado pela corrupção, o saque do tesouro nazista empalidece em comparação com a lavagem de dinheiro pelos países neutros para os nazistas. Contudo, antes de olhar os países neutros, um outro aspecto dos nazistas deve ser examinado. Embora isto não consista em fundos saqueados, isto figura proeminentemente nos planos financeiros nazistas. Este talvez seja um dos aspectos mais compreendidos da guerra que frequentemente é chamado erroneaneamente de Operação Bernhard. O nome verdadeiro para este complô nazista para falsificar libras britânicas era Operação Andrew ou Andreas. Como um coringa em um baralho de cartas, ninguém sabe com certeza a extensão da operação ou até mesmo quantas notas falsificadas os nazistas colocaram em circulação.

O Banco de Londres tem suas próprias razões para se manter mudo sobre as notas falsificadas encontradas em circulação, já que a operação era destinada a causar a queda da libra britânica. A Operação Andrew era o produto intelectual de Alfred Nanjocks, um nazista fanático. Nanjocks era o oficial que simulou o ataque polonês em uma estação de rádio alemã, o que iniciou a guerra. Depois de ocupar os Países Baixos, Heydrich transferiu Nanjocks para a divisão de documentos do SD porque Nanjocks tinha adquirido uma reputação de ser impulsivo e violento demais para seu próprio bem. Falsificar passaportes não era o gosto do fanático. Contudo, inundar o mundo com moeda falsificada [libras britânicas] o agradou. Nanjocks estava divisando exatamente isto, inundar o mundo com moeda falsificada [libras britânicas], para desestabilizar a economia da Inglaterra.

Imediatamente depois que os britânicos tinham deixado cair certificados auxiliares de pagamento alemão falsificado para 50 Reichsfenning, Nanjocks, levou a idéia a Heydrich. O intento britânico em cair certificados forjados era o mesmo de Nanjock, apenas que eles se destinavam a enfraquecer a Alemanha.  Heydrich gostou da idéia e acrescentou a ela a falsificação de dólares americanos e conseguiu a aprovação de Hitler. Hitler se recusou a aprovar a idéia de falsificar dólares, porque naquele tempo a Alemanha não estava em Guerra com os EUA. Funk e outros burocratas não gostaram muito da idéia. Funk se preocupava que ao desestabilizar a libra isto podia criar um retrocesso de crédito de desestabilizar o Reichsmark. As preocupações de Funk eram surpreendentes. Uma tal preocupação apenas pode testemunhar  um grande grau de colaboração entre o Banco da Inglaterra e os nazistas, e o mesmo se aplica aos amigos nazistas de Wall Street e dos bancos centralizados em New York do grande dinheiro. Antes da guerra, o Banco da Inglaterra investiu e emprestou somas substanciais à Alemanha nazista.

Heydrich entegou o assunto ao RSHA Bureau IV, que criou uma nova divisão chamada SHARP 4 para supervisionar isto. No verão de 1942, o anel de falsificação estava criado dentro do campo de concentração Sachsenhausen.  O SS major Fredrich Kruger foi selecionado para chefiar a operação. Em Berlim a operação era conhecida formalmente como Aktion 1. Usando trabalho prisioneiro, a falsificação não apresentava problema. Contudo, o grupo tinha muita dificuldade em desenvolver o papel apropriado. O trabalho em Sachenhausen era isolado do resto do campo. Max Bober, um impressor por profissão, chefiava a equipe de sessenta prisioneiros. Os nazistas forneciam aos presos tudo o que eles precisavam. A sabotagem teria resultado em morte imediata. Não foi senão em 1943 que o papel apropriado foi produzido pela fábrica de papel Hahnemuhl. A fábrica enviava 120 folhas por mês para o operação. Cada folha produzia oito notas. Até mesmo então as notas falsificadas era na melhor das hipóteses, medíocres. Não foi senão quando os nazistas localizaram Salomon Smolianoff, um excelente falsificador, que notas apropriadas puderam ser produzidas.

Uma vez Smolianoff tinha corrigido os enganos anteriores, a imprenssão trabalhava de 15 a 20 horas. Os prisioneiros examinavam cada nota individualmente e selecionavam apenas as melhores. Estas notas então passavam por um procedimento de envelhecimento para fazer com que parecessem usadas. A operação produziu todas as denominações, inclusive a nota de cem libras. Contudo, a nota de cinco libras fazia 40% das impressoras correrem. A equipe de Kruger, em meados de 1943, tinha crescido para 140 prisioneiros e estava fazendo por volta de 40.000 notas por mês. Diferente do resto do campo, os prisioneiros de Kruger recebiam alimentação adequada e ração de cigarros.

As notas produzidas eram divididas em quatro categorias: perfeitas, quase perfeitas, defeituosas e rejeitadas. As rejeitadas eram distruídas embora inicialmente tenha sido planejado lança-las por via aérea sobre a Inglaterra. As notas perfeitas eram reservadas para os espiões alemães usarem nos países neutros. As notas quase perfeitas eram arrumadas em maços e eram para serem usadas pela SS nos países ocupados. As notas defeituosas também eram usadas desta maneira. Na medida em que a operação continuava, a qualidade das notas melhorava a um tal estado que os bancos pelo mundo as aceitavam. O Banco da Inglaterra somente tropeçava nas notas fasificadas. Uma tesoureira de um banco notou que duas notas que ela tinha em suas mãos tinham o mesmo número de série. As notas eram tão boas que o único meio de detecção era ao compara-la com uma nota genuina de mesmo número serial da nota falsificada. .

O equivalente a 4.5 bilhões de libras britânicas foi eventualmente embarcado para Berlim e então para o mundo todo. Os agentes operacionais usavam as notas falsificadas para comprarem objetos legítimos, que então eram revendidos por estáveis moedas mundiais. Algumas notas eram distribuidas para as embaixadas alemãs nos países neutros e trocadas pela moeda local. As tentativas iniciais de distribuir as notas de modo maciço foram desastrosas. Os militares alemães prenderam seus próprios agentes quando eles tentavam passar as notas falsificadas, já que Action 1 era super secreta.

Em algum ponto, a missão subjacente de Action 1 mudou. Himmler e o Ten. Grobel, chefe do Bureau VI, se tornaram cheios de cobiça. Eles divisaram lavar as notas em uma grande distribuição e se apoderar os lucros em seu benefício pessoal. Para realizar a distribuição disseminada, Friedrich Schwend foi trazido para a operação. Na década de 1920, Schwend era um comerciante de armas. Ele se casou com a sobrinha do Ministro do Exterior, Barão von Neurath. Por meio das ligações da família da esposa, ele conseguiu ser indicado como administrador pessoal da família Bunge, extremamente rica. Esta é a mesma família Bunge ligada ao assassinato de John F Kennedy que fez uma pequena fortuna ao causar um curto-circuito no mercado no dia em que Kennedy foi assassinado. Na década de 1930, Schwend estava trabalhando em New York gerenciando os investimentos de Bunge & Born.

Schwend foi trazido ao Bureau IV como tesoureiro mestre do fim do esquema de lavagem de dinheiro. A este ponto ele recebeu uma falsa identificação como Major Wendig, um oficial legal da Gestapo e um membro do corpo de tanques. Em setembro de 1943, Schwend começou a estabelecer sua rede e solicitou o  Coronel Josef Spacil para manter os aspectos da contabilidade da operação. O mesmo Coronel Spacil que esteve envolvido em custear Skorzeny como relatado anteriormente neste capítulo. Operação Bernhard é limitada a este esquema de enriquecimento particular. Schwend estava desviando um terço das notas falsificadas para este grupo.

Esta operação continuou até o fim da guerra com muito sucesso. O Banco da Inglaterra sofreu perdas enormes. Até mesmo com os russos se aproximando de Sachenhausen, a operação não encerrou. Ela apenas se mudou para o sul da Alemanha, perto da fronteira austríaca. Lá ela continuou até aproximadamente 3 de maio. Algumas das últimas cargas de notas falsificadas terminaram no fundo do Lago Topltz. As caixas eram escondidas lá em uma operação de bote a remo a meia noite. As caixas foram localizadas em 2000. O destino do inventário das notas é desconhecido.

Tanto quanto metade do ouro do Reichsbank permanece não contabilizado. Bormann indubitavelmente transferiu parte disso para fora da Alemanha. Outras partes foram saqueadas por principais oficiais nazistas e pessoal americano. Os nazistas usaram grande parte do ouro saqueado para comprar munições e matérias primas dos países neutros. Então, uma breve revisão dos problemas que os Aliados enfrentaram em tentar interceder entre a Alemanha nazista e os países neutros é necesária.

Ciente que a Alemanha nazista estava dispondo da propriedade saqueada em países neutros, os britânicos instigaram as conversas com os outros Aliados. Em 5 de janeiro de 1945 a Declaração Inter-aliada Contra Atos de Despossessão Cometidos em Territórios sob Ocupação ou Controle do Inimigo foi publicada. A declaração era o resultado das conversas e assinada por 16 nações e a Inglaterra. A declaração simplesmente afirmava que as nações que assinavam se reservavam o direito de declarar inválida qualquer transação concernente a propriedade de qualquer dos territórios ocupados.  A Declaração era grandemente uma declaração política. Tanto o Banco da Inglaterra quanto o Departamento do Tesouro tinham dúvidas que a declaração pudesse alcançar os resultados desejados. Havia pouco que os Aliados pudessem fazer para fazer cumprir a declaração sem danificar sua própria situação econômica ou prejudicar futuras relações com os neutros. Tecnicamente, o ato estava restrito apenas aos negócios com ouro. Outros queriam ampliar o escopo do ato para incluir outros valores. Não foi senão até a Declaração do Ouro de 5 de janeiro de 1943 que os EUA começaram uma campanha agressiva em relação aos neutros e seus acordos de ouro.

De preocupação particular para os EUA era a Suíça. Contudo, a Suíça era vagarosa em responder. Não foi senão quando a maré da guerra estava claramente a favor dos Aliados que a Suíça respondeu. Em 28 de dezembro de 1944, a Suíça anunciou que tinha bloqueado todas as contas da Hungria, Eslováquia e Croácia. Em 7 de fevereiro de 1945 os delegados britânicos e americanos se encontraram com representantes suíços em Berna para negociarem um acordo sobre os objetivos imediatos da guerra econômica e as exportações suíças para a a Alemanha. Por sua vez os suíços queriam ajudar em obter matérias primas e comida, na forma de cotas importantes dos Aliados e assistência com as facilidades de trânsito através da França. Em 16 de fevereiro, a Suiça anunciou um bloqueio de todos os bens alemães. Em 8 de março, a Suíça assinou um acordo sob o qual o governo suíço tomou três medidas: assegurar que o território da Confederação Suíça não devia ser usado como um agrupamento de bens saqueados, realizar um censo de bens alemães na Suíça e não mais comprar ouro da Alemanha, exceto na quantidade necessária às despesas diplomáticas. Não foi senão três meses antes da derrota da Alemanha nazista que a Suíça tomou qualquer ação contra os nazistas e foi somente um mês antes da derrota dos nazistas que a Suiça baniu o comércio de ouro com os nazistas. A voluntariedade de outros países neutros seguiu um cronologia similar; não foi senão quando estava claro que os nazistas foram derrotados que eles tomariam qualquer ação.

As bases para a recuperaçãode ouro e bens nazistas fora da Alemanha foi governada por declarações publicadas em 5 de junho de 1945 pelos Quatro Poderes e o Relatório da Conferência de Potsdam de 2 de agosto de 1945, a qual afirmou que o Conselho de Controle Aliado tomaria as medidas que fossem apropriadas para exercer o controle sobre os bens alemãos no exterior, e exercer o direito de dispor destes bens. Ambos os atos conferiam poderes aos Aliados que não eram fáceis de serem exercidos e não eram bem recebidos por muitos dos países neutros. Legalmente, a posição aliada era fraca. Tanto a Suécia quanto a Suíça foram rápidas em responderem que uma tal exigência conflitava com suas próprias legislações e e com seus status como neutros. Nenhum acordo sobre como lidar com os neutros foi alcançado até dezembro de 1945. Até mesmo então o acordo era visto fracamente prevalecer nos países neutros para a devolução dos bens nazistas. Contudo, o acordo não oferecia orientação de como prevalecer sobre os neutros. Os EUA queriam empregar sanções enquanto os britânicos rejeitaram as sanções como não cumpríveis durante o tempo de paz. Eventualmente, foi concordado que os EUA deveriam abrir negociações com a Suíça em Washington. Como uma alavancagem contra a Suíça, os EUA não desbloqueariam as contas suíças nos EUA e nem removeriam as companhias suíças da lista negra aliada a menos que um acordo pudese ser alcançado. Uma breve pesquisa das nações neutras e os problemas encontrados e cada uma delas segue-se:

Durante a guerra, a Suécia era abertamente pró fascista. Contudo, a Suécia era um dos países mais cooperativos dos neutros. O ferro de alto grau sueco formava a base de uma forte conexão lucrativa entre a Suécia e os nazistas. Os nazistas viam este suprimento de ferro como vital. Tão vital de fato que os nazistas atrasaram a invasão dos Países Baixos para invadir primeiro a Dinamarca e a Noruega para proteger a rota de embarque do ferro sueco.

A produção S & K era uma outra companhia sueca que desfrutava de um relacionamento lucrativo com os nazistas. S & K também apresentava um problema especial para os EUA, já que os EUA eram igualmente dependentes da S & K para produção. S & K fez o melhor possível para retardar a produção de munição de guerra em suas fábricas americanas. Uma tal situação apresentou um dilema para Roosevelt. Os EUA podiam impor sanções sobre a S & K, a Suécia, ou ambas. As sanções provavelmente resultariam em uma represália da  S & K e posteriormente limitariam a produção de mancais e interromperiam a produção de munições de guerra. A segunda opção para a administração seria se apoderar das fábricas durante a duração da gerra. Um tal movimento somente desencadearia acusações de rampante comunismo e socialismo presentes na administração pelos críticos de Roosevelt. A única outra opção era permitir que a S & K continuasse com o negócio como o usual, que foi como o curso seguiu. A despeito de quem vencesse a guerra, a S & K estava certa de ganhar muito ao suprir ambos os lados.

Havia muitas outras corporações suecas que desfrutavam de um relacionamento lucrativo com os nazistas. Contudo, uma das mais queridas dos nazistas era o Banco Enskilda, de propriedade dos Wallenbergs. Com um bom relacionamento com um banco, os nazistas podiam tomar emprestados fundos e lavar seu ouro roubado. Os documentos de Safehaven revelaram que os EUA tinham estado rastreando as atividades pró nazistas dos Wallenbergs por vários anos. Em fevereiro de 1945, Morgenthau, em uma carta ao Secretário de Estado, Edward Stettinius, acusou que o Enskilda estava fazendo empréstimos substanciais aos nazistas sem colateral e fazendo investimentos encobertos para capitalistas alemães nas indústrias americanas. Note que a carta de Morgenthau confirma o plano de Bormann de permitir que os nazistas investissem nos EUA como meio de preservarem seus bens. Ele posteriormente acusou que o banco estava repetidamente ligado a grandes operações do mercado negro. Na carta, Morgenthau identificou Jacob Wallenberg como fortemente pró-nazista e refuta a afimação que Marcus era pró-aliado. Os Wallenbergs estavam jogando de ambos os lados, exatamente como o estava fazendo a  S & K. Raul Wallenberg, um primo, ajudou a salvar 20 mil judeus em Budapest. Quando o exército soviético recapturou Budapest, eles prenderam Raul como um espião americano. Em junho de 1996, o ‘US News and Reports’ relatou em uma revisão de documentos desclassificados que Raul Wallenberg era um espião para o OSS.

Em um memorando do tesouro datado de 7 de fevereiro de 1945 Morgenthau detalha sua preocupação sobre os irmãos Wallenberg. Eis o texto do memorando:

“Jacob Wallenberg recentemente indicou que ele estava voluntário em vender aos alemães uma fábrica sueca em Hamburg e o preço fornecido em ouro era alto o suficiente para evitar possíveis complicações.

Os fatos seguintes devem ser considerados para que se avalie a impressão mantida em alguns círculos que Marcus Wallenberg é fortemente pró-aliado.

A. Conquanto Marcus Wallenberg fosse aparentemente simpático à causa aliada, Jacob Wallenberg, seu irmão e sócio no Banco Enskilda é sabidamente simpático e trabalha para os alemães .

B. Jacob Wallenberg foi o autor do acordo alemão-sueco.

C. Jacob Wallenberg é um membro da Comissão Permanente Conjunta de Comércio sueca-alemã e Marcus Wallenberg é um membro do Comitê Permanente Conjunto criado pelo Acordo de Comércio Anglo-sueco.

D. Marcus Wallenberg veio para os EUA em 1940 e tentou comprar em benefício dos interesses alemães um bloco de securidades alemães mantidas por americanos.

E. O Banco Enskilda tem estado repetidamente ligado com grandes blocos de operações de mercado de moedas estrangeiras, incluindo dólares relatados terem sido esvaziados pelos alemães.

A Bretanha e os EUA inicialmente começaram a lista da Suécia no programa Safehaven em 1944. A Bretanha era a favor de restringir o programa na Suécia apenas ao ouro, enquanto os EUA queriam incluir outros bens também. Os EUA usaram acordos de comércio como um incentivo para a cooperação. O Riksdag, o Parlamento Sueco, externou sua aprovação de Safehaven e em fevereiro de 1945, a Suécia começou um inventário de seu ouro e moeda estrangeira para ver quanto estava ligado aos nazistas. Pela primavera, os britânicos concorreram com os americanos e uma proposta foi rascunhada para a Suécia. A proposta foi então usada como base para conversas em Lisboa e Madri. Pelo verão de 1945, a Suécia tinha aprovado várias medidas para controlar a propriedade alemã or restringir sua venda ou dispersão, e expandiu o alcance e seu censo para incluir todos os tipos de propriedade alemã. Em janeiro de 1946, pela demanda dos Aliados, a Suécia expandiu as leis para incluir as subsidiárias alemãs. Em novembro de 1945, a Suécia deu ao Departamento do Tesouro um relatório das transações de ouro suecas. Do relatório,o Tesouro concluiu que a Suécia tinha recebido 22.7 milhões em ouro saqueado de origem belga. A quantidade foi reduzida para 17 milhões.

Em 11 de fevereiro de 1946, a embaixada dos EUA informou a Suécia os detalhes da Lei ACC 5 referente aos titulos dos bens alemães em outros países com as autoridade de ocupação e convidou uma delegação sueca a Washington. A Suécia expressou graves preocupações, mas concordou com a conversa. Em 5 de abril, a Suécia informou à embaixada americana que o assunto teria que ser submetido ao Riksdag, onde provavelmente ele enfrentaria a derrota baseado na crença que a queixa Aliada não era válida na lei internacional e portanto uma violação aos direitos da propriedade privada. Além disso, a Suécia requisitou que seus bens nos EUA, congelados depois da guerra, fossem liberados antes da negociação e que eles obtivessem permissão para inspecionar as propriedades suecas na Alemanha. A solicitação foi negada.

Pelo fim de março, depois de discussões com a Bretanha e a França sobre os bens alemães dentro da Suécia, os EUA acreditaram que eles tivessem a imagem quase completa dos bens alemães dentro da Suécia e começaram a empurrar as negociações. As negociações formais começaram em 29 de maio em Washington. A delegação americana era chefiada por Seymour Rubin, vice-diretor do Escritório de Política de Segurança Econômica do Departamento de Estado. A delegação britânica foi liderada por Francis W. McCombe do Escritório do Exterior. Quem chefiou a delegação francesa foi Christian Valensi, Conselheiro Financeiro da Embaixada francesa em Washington. O Juiz Emil Sandstrom chefiou a delegação da Suécia. De início, a Suécia concordou com o perigo dos bens nazistas serem utilizados para fornecer um rival do nazismo, mas contestou a validade das queixas dos aliados sobre os bens.

As negociações continuaram de modo amigável e em 18 de julho ambos os lados chegaram a um acordo. Dos estimados 378 milhões de coroas  (aproximadamente 90.7 milhões de dólares) em bens alemães na Suécia, a Suécia concordou em dividir os bens como se segue: 50 milhões de coroas [12.5 milhões e dólares] iriam para a Comitê Intergovernamental de Refugiados [mais tarde a Organização Internacional de Refugiados]; 75 milhões do coroas [aproximadamente 18 milhões de dólares] iriam para a Agência Inter-aliada de Reparações (IARA), excluindo as quantidades que receberiam os EUA, Bretanha e França; 150 milhões de coroas [aproximadamente 36 milhões de dólares] iria para a assistência para evitar a doença e a revolta na Alemanha. A última soma seria usada para comprar na Suécia ou outros paises, comodidades esenciais para a economia alemã. Sobretudo, o acordo permitiu que os proprietários suecos e alemães da propriedade liquidada fossem compensados em moeda alemã; permitiu que um missão sueca viajasse para as zonas americanas, britânicas e francesas da Alemanha ocupada para inspecionar as propriedades suecas; pedia a liberação dos bens suecos congelados nos EUA [estimados naquele tempo em 200 milhões de dólares]; a remoção de qualquer lista negra e permitiu que os aliados mantivessem na reserva suas queixas para propriedades alemãs na Suécia.

No acordo, a Suécia restituiria a quantidade de 7.555.326,64 quilogramas de fino ouro [aproximdamente 8.1 milhões de dólares] correspondentes a quantidade de ouro derivado do Banco da Bélgica. A Suécia seria mantida sem prejuízo de qualquer queixa derivada de transferências do Riksbank sueco a terceiros países de ouro a ser restituído. Finalmente, o acordo proibia que os Aliados fizessem queixas  a respeito de qualquer ouro adquirido pela Suécia da Alemanha e transferido a terceiros países antes de 1o. de junho de 1945 ou qualquer queixa adicional depois de 1o. de julho de 1945. Neste relatório, Rubin notou que as conversas procederam suavemente e na ausência de amargura.

A Suécia formalmente ratificou o acordo em novembro de 1946. Logo antes da expiração de 1o. de julho de 1947, o ponto final para as queixas de ouro, os Aliados preecheram uma requisição para a restituição de 638 barras de ouro saqueadas da Holanda [10 milhões de dolares]. O desafio sueco repousou na queixa que parte deste ouro foi adquirido antes da Declaração de Londres. Os aliados se queixaram que o acordo incluia todo o ouro adquirido. O debate sobre o ouro holandês continuou pela década de 1950. Negociações posteriores do ouro holandês foram infrutíferas. Finalmente, a Suécia restituiu 6 toneladas de ouro [aproximadamente 6.8 milhões] para a Holanda em 1955.

Outros problemas também se levantaram para a implementação do acordo. A Suécia não devolveu o ouro especificado no acordo de julho de 1946 por março e no tempo final de 1948. Adicionalmente, a Suécia agilmente cumpriu sua obrigação com o IRO em julho de  1947. Contudo, não foi assim com os fundo do IARA. Por todo o período a Suécia manteve que a lei 5 era inválida.

A mais recente investigação realizada por uma comissão indicada por um banco revelou que a Suécia aceitou 59.7 toneladas métricas de ouro dos nazistas. O ouro recentemente descoberto tem a mesma marca do ouro roubado da Holanda. A investigação também encontrou 6 toneladas de ouro de origem não determinada que possivelmente veio das vítimas dos campos de concentração. Este achado adicional do ouro foi perdido inteiramente pela operação Safehaven. Até então, a Súecia tem apenas devolvido  um total de 13.2 tonelas a Bélgica e a Holanda. A comissão devolveu seus achados ao governo sueco. Não está claro se esta comissão teria o poder de recomendar a restitução do ouro. Um dos investigadores diz que a Suécia tem a obrigação moral de devolver o ouro, mas não tem uma obrigação legal. O relatório foi divulgado em 1997.

Parte 6: Portugal, Espanha e Ouro Nazista

Anes de entrar na questão do ouro com Portugal, um pouco de background histórico é necessário para entender completamente o problema. Antes do início da segunda guerra mundial, Portugal tinha mantido fortes laços emocionais e políticos de longo prazo com a Bretanha remontando a Aliança anglo-portuguesa do século XIV. A Inglaterra era o maior parceiro comercial de Portugal em 1938. Portugal tinha se unido aos britânicos na primeira guerra mundial e enviado 50.000 tropas para a linha de frente.

A associação de Portugal coma Alemanha nazista emergiu durante a Guerra Civil Espanhola. Durante o conflito, o ditador e homem forte Dr. Antonio de Oliveira Salazar ficou do lado de Franco e Hitler. Salazar ajudou a Alemanha a contrabandear armas para as forças de Franco e despachou voluntários portugueses para lutar com Franco. Ao fazer isso, Salazar esperava alcançar seu objetivo de longo prazo de estabilização e desenvovimento da economia do país. Pelo fim de 1938, a Alemanha era o segundo maior parceiro comercial de Portugal. Salazar contudo, protestou quando da invasão da católoca Polônia por  Hitler.

A escolha de Salazar de permanecer neutro durante a segunda guerra mundial tinha muita base na geografia bem como na ideologia.  Portugal ocupava uma posição estratégica no mapa da Europa no qual ela tinha muitos portos ao longo de sua costa atlântica que seria dificil para a Inglaterra bloquear. Contudo, o maior medo de Salazar era uma invasão de Portugal pela máquina de guerra nazista. Depois da ocupação da França, a Wehrmacht estava a menos de 260 milhas da fronteira de Portugal. Seu outro medo era que se Hitler e Franco formasem uma aliança, eles colocassem as tropas nazistas na fronteira de Portugal. Dean Acheson, então Secretário Assistente de Estado, expressou a opinião que Salazar garantiu favores a Alemanha no comércio de guerra após avaliar “o relativo perigo da pressão alemã e aliada sobre ele.”

Salazar prometeu a Alemanha e a Betranha comércio aberto aos valiosos recursos domésticos e coloniais de Portugal. Ao permanecer neutro, a economia de Portugal se beneficou tremendamente. O equilíbrio de comércio de Portugal subiu de um déficit de 90 milhões em 1939 para um superávit de 68 milhões em 1942. Os bens em bancos particulares praticamente dobraram durante os primeiros quatro anos da guerra, enquanto os bens do Banco de Portugal quase que triplicaram. Tanto os nazistas quanto os aliados moviam uma guerra econômica por meio de ameaças e lucrativos acordos de comércio. Contudo, Portugal não podia cortar seus laços com os Aliados, já que era dependente dos EUA para as importações de petróleo, carvão, sulfato de amônia e trigo. Em outubro, a Bretanha capitalizou seu relacionamento de longa data com Portugal ao induzir Portugal a aceitar a libra esterlina em pagamento por mercadorias. Naquele tempo, as reservas de ouro da Bretanha eram baixas, e a Suécia e a Suíça estavam exigindo ouro como pagamento.

O sucesso econômico de Portugal residia em seus ricos depósitos de tungstênio. Os nazistas eram totalmente dependentes de Portugal e da Espanha para seu fornecimento de tungstênio. O tungstênio tinha uma variedade de usos, incluindo os filamentos das lâmpadas elétricas. Contudo, seu valor particular estava na produção de munições de guerra. A indústria mecanizada alemã usava carbureto de tungstênio quase que exclusivamente, enquanto os EUA ainda estavam usando grandemente as inferiores ferramentas de molibdênio, primariamente por causa do acordo do cartel GE mantido com Krupp a respeito do carboloi ou carbureto de tungstênio cimentado. Adicionalmente, o tungstênio era útil em munições perfurantes de blindados. A Bretanha e os EUA concordaram que as exigências mínimas da Alemanha pelo tungstênio eram de 3.500 tonelas por ano.

Considerando a quantidade que os nazistas necessitavam e os meios extraordinários a que eles foram para assegurar os suprimentos das minas de tungstênio, os Aliados corretamente avaliaram que para os nazistas o tugstênio era um recurso vital. Era igualmente importante para os aliados, mas os aliados não eram unicamente dependentes de Portugal e Espanha e podiam obter tungstênio de outras fontes. Assim, uma das metas dos Aliados era privar a Alemanha nazista de tanto tugstênio quanto possível. A competição pelo tungstênio era grande em 1943, em benefício de Portugal, e o preço aumentou 775% acima das taxas anteriores a guerra. A produção também disparou de 2.419 toneladas métricas em 1938  para 6.500 tonelaas métricas em 1942.

Para manter sua neutralidade, Portugal criou um sistema estrito de cotas em 1942. O sistema permitia que cada lado recebesse a exportação de suas minas e uma percentagem fixa da produção das minas independentes. A Inglaterra possuia a mina maior, enquanto que a Alemanha possuia duas minas de tamanho médio e várias minas menores. A produção da segunda maior mina de Portugal era de propriedade da França e a produção estava ligada em legação por 1941. Em janeiro de 1942, Portugal concluiu um secreto pacto comercial com a Alemanha. O pacto permitia que os nazistas exportassem mais de 2.800 toneladas de tungstênio. Em troca, a Alemanha forneceria a Portugal carvão, aço  e fertilizantes, que Portugal necessitava e que os aliados não podiam fornecer. Em 1943 os Aliados tentaram negociar um novo acordo de tungstênio. Portugal pediu reduções nos preços no sulfato de amônio, produtos do petróleo e outros materiais dos Aliados. Os Aliados recusaram qualquer redução no preço e Portugal se recusou a aumentar as licenças de exportação dos Aliados. Ao mesmo tempo, Portugal completou um novo acordo com a Alemanha nazista.

Paralelas às negociações do tungstênio estavam as negociações para adquirir bases aereas nas ilhas dos Açores. As ilhas seriam capazes de fornecer uma base crítica para a guerra anti-submarino, na medida em que a batalha no Atlântico atingia o auge. Os aliados tinham falhado em tomar os Açores pela força, temendo que a a Alemanha invadisse Portugal em represália. Em 17 de agosto de 1943, a Bretanha concluiu um acordo com Portugal para o uso das ilhas começando em outubro depois de evocar a Aliança Anglo-Portuguesa. No final de 1943, Portugal interrompeu o acordo para incluir a força aérea dos EUA também.

Em abril de 1944, os EUA decidiram usar sanções econômicas para induzirem Portugal a cortar o fornecimento de tungstênio aos nazistas. Portugal era dependente dos EUA pelo petróleo e outros produtos. Em 05 de junho de 944, os Aliados pressionaram Portugal para cessar os embarques de tungstênio para a Alemanha. Os alemães imediatamente começaram a ocultar seus interesses de mineração em Portugal ao vende-los e comprar outros negócios. Por junho de 1946, os Aliados estimaram que os nazistas tinham ocultado aproximadamente 2 milhões de dólares em hotéis, cinemas etc. Ao mesmo tempo um U-boat alemão se apoderou de um vaso português, aumentando o sentimento anti-alemanha dentro de Portugal. Os EUA começaram negociações para construir uma base aérea nos Açores. A construção foi retardada até que um acordo fosse alcançado sobre uma ampla variedade de suprimentos e serviços. Em 28 de novembro de 1944 o acordo foi assinado. Adicionalmente, os EUA concordaram com a participação portuguesa na campanha para liberar Timor dos japoneses.

Em 14 maio de 1945, Portugal aprovou a lei 34.600, congelando todos os bens alemães em Portugal, criando um sistema de licenciamento para desbloqueio dos bens, providenciando um censo para estes bens, proibindo o comércio de moeda estrangeira e estabelecendo um regime de penalidade para fazer cumprir estas determinações. Em 23 de maio, Portugal estendeu a lei para incluir todas as colônias portuguesas. Incluidos nestes bens estavam as construões do governo alemão. Em 6 de maio, a pedido dos Aliados, Portugal tomou todos as construções do governo  alemão. Isto incluiu a tomada de 5.000 soberanos de ouro, o fundo da Legação Alemã em Lisboa.

Conquanto a lei portuguesa desse a aparência de cooperação, o Departamento de Estado temia que ela contivesse muitas escapatórias. O censo excluiu os Aliados da participação. A lei também permitia a transferência dos bens bloqueados para indivíduos para sua subsistência e o exercício normal de atividade comercial ou industrial. Em uma relatório publicado em 19 de junho de 1946, a Divisão de Controles de Securidade Econômica concluiu que as firmas alemãs continuavam a operar sem qualquer deficiência séria e muitos dos bens da Alemanha já tinham sido dissipados. Adicionalmente, o censo português tinha falhado em recuperar qualquer propriedade que os Aliados ainda não tivessem identificado.

Em 3 de setembro de 1946, negociações entre Portugal e os Aliados começaram sobre como avaliar, liquidar e distribuir os bens alemães. Seymour Rubin relatou ao embaixador americano para Portugal, John C. Wiley. Conquanto as conversas fossem cordiais, sérios desacordos separavam os lados. As negociações estavam paradas em quatro pontos:

1. Definir que bens alemães se qualificariam para liquidação

2.  Determinar quanto os portugueses podiam declarar pelas perdas de tempo de guerra contra a Alemanha.

3. Decidir o papel que cada lado teria na supervisão da liquidação.

4. Decidir quanto ouro, se algum, Portugal teria  a entregar aos Aliados.

Nenhum destes assuntos foi resolvido nas conversas de Lisboa de 1946-1947. Portugal tomou uma posição firme em 1945 que não era responsabilidade deles devolver o ouro que eles tinham trocado com a Alemanha por bens tangíveis. Portugal manteve esta posição indo tão longe até declarar que nenhum ouro foi embarcado da Alemanha para Portugal entre os anos de 1938 e 1945.

A inteligência aliada concluiu que Portugal tinha recebido 143.8 milhões do ouro do Banco Nacional Suíço, aproximadamene metade do aumento das reservas de ouro de Portugal relatadas anteriormente neste capítulo. Desta quantidade, os Aliados estavam certos que 22.6 milhões era ouro saqueado da Bélgica e da porção remanescente 72% foi saqueada pelos nazistas. Durante as negociações, os Aliados propuseram que Portugal devolvesse 50.5 milhões. Os Aliados contestavam que esta quantidade de ouro foi obtida depois de 1942, quando estava claro para todo mundo que as reservas alemãs de ouro foram expandidas pelo saque da Europa. Portugal declarou não estar ciente de tal saque. Mais tarde nas negociações, Portugal declarou que todo ouro que eles obtiveram foi de boa fé e não saqueado. Pelo longo período das negociações com Portugal se arrastando para os anos de 1950, Portugal só concordaria em devolver 4.4 milhões.

Recentemente tem aparecido evidência que mostra que as afirmações de Portugal eram na melhor das hipóteses insinceras. Em um relatório confidencial descoberto recentemente, Victor Gautier, um oficial de alto escalão do Banco Nacional Suíço relata seu encontro com Albino Garble Peso, secretário-geral do Banco de Portugal, que Portugal não aceitaria ouro dos nazistas. Ele notou que a razão provavelmente  se estende de motivações políticas à necessidade de cautela legal. Ele posteriormente notou que as objeções dos portugueses se evaporariam se o dinheiro fosse para passar por nossas mãos e a necessidade de explorar aquela opção. Estas declarações e outras dentro do relatório de Gautier deixam claro que os portugueses queriam o ouro nazista e um passado limpo dos lavadores de dinheiro suíços. Inicialmente, Portugal usou o Banco Internacional de Assentamentos e o Banco Nacional Iugoslavo em Basel para lavar o ouro nazista.

Contudo, começando em 1941 com a invasão nazista da Iugoslávia, Portugal foi forçada a procurar por outros meios para lavar o ouro. Também em 8 de janeiro de 1942, Montagu C. Norman, diretor do Banco da Inglaterra, notificou Thomas McKittrick, o diretor americano do Banco de Assentamentos Internacionais que ele não mais reorganizaria embarques de ouro do Banco Internacional para Portugal como válidos. Portugal então insistiu que o Reichsbank vendesse seu ouro em uma taxa diária ao Banco Nacional Suíço por francos. Os francos então seriam depositados pelo Reichsbank na conta do Banco de Portugal com o banco suiço. O Banco de Portugal então usaria estes francos para comprar ouro do Banco Nacional Suíço. Uma conta foi usada para depósito de ouro transferido no pagamento para a compra de escudos pelo SNB do Banco de Portugal. A segunda conta foi usada para o ouro que o Banco de Portugal financiou com francos suiços. Esta última conta fechava o círculo para a transferência do ouro das ordens de Berlim para a conta do Banco de Portugal em Zurique.

O Banco Espirito Santo também desempenhou um papel importante na obtenção do tungstênio pelos nazistas. Um relatório da FEA datado de outubro de 1945 acusou o banco de ser o principal agente financeiro para as operações nazistas de tungstênio. Depois que os Aliados tinham compelido o banco a esquecer seus laços nazistas, os nazistas transferiram suas contas para o Banco Lisboa e Acores.

Adicionalmente, houve uma quantidade significativa de ouro contrabandeado para dentro de Portugal. O adido comercial alemão em Madri admitiu ter contrabandeado quase que 1 milhão de soberanos ingleses de ouro de Berlim para a embaixada alemã em Lisboa. As moedas tinham sido enviadas em malas diplomáticas durante 1943 e 1944. Um outro relatório indicou que 360.000 dólares em ouro tinham voado para Portugal em junho e julho de 1944 e depositado no Banco de Portugal sob o nome do embaixador. O diretor do banco admitiu que vários outros dignatários tinham contas especiais, inclusive o irmão de Franco.

Conquanto os portugueses alcançassem um acordo anterior com os aliados sobre a propriedade alemã, a questão do ouro parou nas conversações. Sobretudo, Portugal ligou o acordo da propriedade à questão do ouro e se recusou a liquidar a propriedade até que a questão do ouro fosse resolvida. Esta ação retardada somente serviu para erodir o valor da propriedade nazista tomada. As conversas continuavam  em bases formais ou não. Documentos recentemente desclassificados mostram que os negociadores americanos estavam cientes de um memorando do OSS datado de 7 de fevereiro de 1946 declarando que Portugal tinha recebido 124 toneladas de ouro nazista. Não obstante, os negociadores americanos estavam apenas buscando o retorno de 44 toneladas de ouro. Os Açores complicaram a inteira negociação do fim da guerra até 1953. Durante a guerra, Portugal tinha garantido a permissão aos EUA para construir uma base aérea nos Açores para uso durante a guerra e por cinco anos depois da guerra. Por julho de 1947, o Departamento de Estado estava urgindo que os negociadores facilitassem a linha dura de abordagem e buscassem um compromisso com Portugal sobre a questão do ouro. O mais importante para o Departamento de Estado era a negociação da base aérea nos Açores. Em 1945, a Junta de Chefes tinha considerado a base dos açores uma das nove bases estratégicas essenciais necessárias para manter a segurança dos EUA. As negociações sobre o ouro foram suspensas em 1947 até que as negociações sobre os Açores estivessem completas.

Em 1948, Robert Lovett escreveu ao Secretário do Tesouro que ” superando as considerações políticas e estratégicas de nossa política externa, torna essencial que os bens de Portugal nos EUA sejam desbloqueados”. Uma semana depois o Departamento do Tesouro enfraqueceu os procedimentos de licenciamento, efetivamente desbloqueando os bens. Com esta ação, os EUA perderam toda a alavancagem sobre Portugal. Em 17 de julho de 1951, o Departamento de Estado se comunicou com Lisboa para assentar nos termos portugueses. A decisão era baseada em superar a importância dos objetivos políticos e militares. Portugal tinha se tornado um membro pleno da OTAN. Também em jogo estava o arrendamento a longo prazo de uma base aérea nos Açores, o último acordo tinham somente estendido o arrendamento para cinco anos. Baseado nas prioridades dos objetivos da Guerra Fria e consultando as autoridades britânicas, o Departamento de Estado recomendou estabelecer a questão do ouro com Portugal em meros 4.4 milhões de dólares.

O Departamento do Tesouro concordaria com os termos se o Tesouro recebesse uma carta assinada a nível de secretário assistente, indicando que houve considerações políticas que garantiram um asentamento e que qualquer acordo não resultaria em queixas contra os EUA. Agindo como Secretário Assistente para os Assuntos Europeus James Bonbright assinou a carta para o Tesouro. O acordo com Portugal foi finalmente alcançado em 24 de junho de 1953. Contudo, Portugal condicionou o acordo à condição que isto alcançasse a concordância da Alemanha Ocidental. Demoraria até junho de 1958 antes que Portugal alcançasse o acordo com a Alemanha. Não foi senão em 1959 que Portugal restituiu os $4.4 milhões em ouro.

Conquanto muitos dos neutros se inclinassem na direção do fascismo, ninguém era tão completamente fascista quanto a Espanha de Franco. Tanto a Alemanha quanto a Itália haviam fornecido apoio a Franco durante a Guerra Civil Espanhola. De fato, Franco despachou 40.000 voluntários para a Alemanha em 1941. Eles serviram no front russo conhecido como Divisão Azul até 1943. Embora Franco declarasse neutralidade tão logo a guerra irrompeu na Europa, a Espanha balançava na inclinação de se unir aos poderes do Eixo por 1940 e 1941. A beligerância espanhola era baseada em uma prematura vitória alemã sobre a Bretanha e o acordo alemão que permitiria a Franco se expandir territorialmente no Marrocos francês, África e talvez até mesmo Europa.

Os nazistas já reconheciam a localização estratégica da Espanha. Tão cedo quanto em meados de 1940, os nazistas tinham planos compreensivos de invadirem Gibraltar. O nome código do plano, Operação Felix, originalmente pedia por uma operação em meados de 1941. O plano pedia que dois corpos se movessem através da Espanha, com a permissão de Franco, pelas estradas. O sistema feroviário espanhol era de um calibre diferente do resto da Europa, forçando os nazistas a confiarem no sistema rodoviário. Uma vez em posição, Gibraltar seria atacada por terra e por ar com a mortal eficiência nazista. Os planos também incluiam que duas divisões adicionais atacassem o Marrocos uma vez a Operação Felix fosse bem sucedida.

Certamente, o General Franco, como os nazistas, reconhecia a importância estratégica de Gibraltar. Com os Pilares de Hercules guardando a entrada do Mar Mediterrâneo, uma tomada nazista de Gibraltar acrescentaria semanas para que os petroleiros alcançassem a Bretanha vindos do Oriente Médio e daria aos nazistas o controle estratégico do Mediterrâneo. Igualmente, Franco certamente deve ter estado ciente da situação precária da Bretanha em 1940. A Inglaterra mal era capaz de se defender. Na medida em que o império estivesse mundialmente sob ataque, estaria dificilmente em posição de defender uma outra parte do império. O ataque até mesmo incluia uma ataque de acompanhamento a Marrocos, o país que Franco ambicionava. Não obstante, os nazistas falharam em obter a aprovação de Franco. Se a falha foi devida a interferência do embaixador americano ou a pobre diplomacia da parte dos nazistas, isto tem sido um dos maiores erros crassos diplomáticos e estratégicos que os nazistas cometeram.

Depois que passou 1941 houve planos similares de atacar Gibraltar. Contudo, depois que os alemães invadiram a Rússia, tais planos eram impraticáveis porque os nazistas não tinham equipamento ou poder humano para gastar abrindo uma nova frente de batalha.

Um dos maiores laços entre a Espanha e a Alemanha nazista era o débito incorrido pela Espanha durante a Guerra Civil. A Espanha devia a Alemanha mais de 212 milhões em suprimentos de material de guerra e outros itens para as forças do General Franco.

A Bretanha e os EUA se engajaram em um esforo em manter a Espanha neutra durante o início dos anos de 1940. A Espanha era fornecida com grãos e gasolina. Grande parte, se não a maioria dos produtos de petróleo que os EUA forneciam a Espanha, eram enviados aos nazistas. Franco fazia os EUA de tolos. Ele alegremente aceitava a gasolina, separava uma pequena parte para suas necessidades e despachava o resto para os nazistas. A neutralidade da Espanha dependia de uma ameaça de invasão. Depois de 1941, a Espanha foi levada pela corrente para mais perto dos Aliados. Franco forneceu um abrigo para os judeus que puderam escapar pelos Pirineus. Por 1943, a precupação americana e espanhola com uma invasão desapareceram. Acompanhado da reduzida ameaça dos nazistas em 1943, a Espanha mudou para uma neutralidade mais clara.

Em julho de 1943, o embaixador americano se encontrou com Franco e explicou que havia três maiores aspectos da política espanhola que precisavam ser revisados se a Espanha fosse demonstrar real neutralidade. Um, a Espanha teria que anunciar inequivocamente sua neutralidade. Dois, os órgãos do governo controlados pela Falange teriam que adotar a politica da imparcialidade já seguida pelo Ministério do Exterior. Finalmente, a Divisão Azul teria que ser chamada para casa. Franco respondeu que ele ainda não podia renunciar completamente da não beligerância mas podia começar a mudar na direção da neutralidade. Em 1947, um memorando do Departamento de Estado concluiu que Franco tinha agido de um modo mais que de neutralidade para os primeiros quatro anos de guerra fornecendo aos nazistas significativas quantidades de bens estratégicos, bem como apoio militar e de inteligência. Segundo mensagens interceptadas, um aspecto chave deste apoio de inteligência era as redes de espionagem criadas nos EUA e na Bretanha e operadas pelas embaixadas espanholas em Washington e Londres. A operação destas redes de espionagem parece ter começado em 1942; as mensagens desencriptadas estavam disponíveis para os líderes americanos.

Além do débito que os ligava aos nazistas, a Espanha como Portugal, tinha consideráveis minerais vitais necessários aos nazistas. A Sociedad Financiera Industrial (SOFINDUS) foi formada em 1936 sob o nome de Rowak. Era um grande conglomerado comercial que agiria como peça central no comércio espanhol-alemão. Por especiais acordos bilaterais em 1937 e 1939 garantindo tratamento econômico favorecido a empreendimentos alemães, o SOFINDUS adquiriu um império comercial ao tempo em que a guerra irrompeu. Em um  protocolo secreto para um acordo espanhol-alemão em 1939, a Espanha prometeu servir como conduto de suprimentos da América do Sul. Em maio de 1940, a Espanha assinou um acordo de três anos com a Itália prometendo suprimentos vitais. Por 1942, o comércio entre a Espanha e a Alemanha tinha mudado para a maioria dos alimentos e minerais essenciais à guerra. A Espanha tinha ricos depósitos de pirita, um ferro de alto grau.  70% do comércio mineral ente os dois países era devido a pirita. Os nazistas também compravam zinco, chumbo, mercúrio, fluorita, celestita, mica e  amligonita da Espanha. Contudo, o tungstênio era o mais vital, já que a Espanha era um dos dois fornecedores deste mineral para a Alemanha. Navios de bandeira espanhola eram usados para contrabandear bens da América do Sul para os nazistas. O bloqueio dos aliados era eficaz em eliminar grandes itens mas os itens pequenos, como os diamantes industriais ou platina, que serve com o catalizador na produção e nitratos e ácido sufúrico, compunham o grosso do comércio de contrabando.

O comércio aliado com a Espanha tinha três objetivos. O primeiro objetivo era obter os bens necessários que não estavam disponíveis em outros lugares. Secundariamente, ao comprarem materiais vitais da Espanha os Aliados podiam negar aos nazistas uma fonte para estes materiais. Finalmente, ao realizarem o comércio dos materiais necessários à economia da Espanha, os Aliados podiam diminuir a influência da Alemanha sobre a Espanha. Os esforços para alcançar esta política começaram em março de 1940, pela Bretanha, quando ela assinou um acordo de seis meses de fornecer a Espanha certos materiais que esta necessitava, tais como produtos de petróleo e fertilizantes, em troca de minério de ferro, outros minerais e frutas cítricas. O acordo foi renovado a cada seis meses durante a guerra. Em maio de 1943, devido ao contrabando de materiais dentro da Espanha para os nazistas, os EUA iniciaram um programa para comprar as fontes destes materiais na América do Sul.

Contudo, a real competição no comércio com a Espanha era pelo minério do tungstênio. Diferentemente de Portugal, que tinha um sistema de cota, a Espanha confiava no mercado aberto para o tungstênio.  O mercado aberto fornecia uma margem aos Aliados com seu melhor acesso a boa moeda. Por 1941, a Alemanha tinha desenvolvido a maioria das minas de tungstênio da Espanha e controlado os maiores produtores através do SOFINDUS. Em 1941, os nazistas adquiriram quase todo minério de tungstênio produzido. A Inglaterra só havia conseguido comprar 32 tonelas. Começando em 1942. a Inglaterra e os EUA começaram um programa unificado para comprar o máximo possível do minério. O programa causou o output das minas a quase dobrar a produção do ano anterior. A produção havia aumentado para aproximadamente 2.000 toneladas e o preço havia subido de $75 uma tonelada para $16.800. Em junho, a Espanha estabeleceu um  preço mínimo de $16.380 por tonelada, o que incluia uma taxa de importação de $4.546. Em um esforço para melhor competir com os nazistas, os Aliados criaram sua própria frente de fachada corporativa para comprar o minério e em 1942 compraram aproximadamente metade do minério.

Em dezembro de 1942, sob pressão dos nazistas, A Espanha assinou um novo acordo de comércio com a Alemanha com cotas mais explícitas. O acordo logo caiu com ambos os lados culpando o outro pela falha. Em fevereiro de 1943, a Espanha assinou um acordo secreto com a Alemanha para substituir o acordo fracassado. A Alemanha concordou de fornecer a Espanha armamentos ao custo. Contudo, durante as negociações os nazistas tiveram uma primeira demanda de 400% no encarecimento das armas. Os nazistas, desesperados pelo tungstênio e pesetas espanholas, tinham que ceder a demanda de armas pelo custo da Espanha. Depois da guerra, o negociador nazista notou que as conversas foram tensas e difíceis. Em agosto de 1942, a Espanha tinha alcançado o acordo com os nazista para repagar seu débito da Guerra Civil em quatro prestações, nas quais os nazistas usariam o dinheiro para comprar tungstênio. Durante 1943, a Alemanha comprou a grosso modo 35% da produção total de tungstênio. A produção total das minas na Espanha era a grosso modo 4 a 5 vezes a produção de 1940.

Em janeiro de 1944, depois que o embaixador britânico, Sir Samuel Hoare, se encontrou com Franco em uma tentativa infrutífera de persudir a Espanha a suspender a venda de tungstênio aos nazistas, os Aliados impuseram um embargo de petróleo à Espanha. Em 2 de maio a Espanha concordou a limitar a exportação de tungstênio para a Alemanha a 580 toneladas e 300 toneladas já haviam sido enviadas. O acordo cortou pela metade as exportações alemãs. Contudo, devido ao contrabando, documentos capturados mostram que a Alemanha conseguiu comprar um total de 865.5 toneladas. As exportações de tungstênio da Espanha para a Alemanha terminaram em agosto de 1944, quando a fronteira foi fechada.

A Operação Safehaven na Espanha começou na primavera de 1944. Samuel Klaus do FEA liderou a equipe. Klaus relatou que a Espanha era o mais desencorajador bem como o mais difícil de todos os neutros. Ele indicou que o embaixador americano, Carlton Hayes, não era voluntário para cooperar. Klaus notou que os nazistas podiam facilmente ocultar seus negócios na Espanha devido a corrupção dos oficiais. Ele também indicou que Tangiers estava sendo usada como um conduto para mover os bens deles da Espanha e Portugal para a Argentina. Este conduto confirma o programa de Bormann da fuga de capital.

No outono de 1944, os Aliados fizeram sua primeira solicitação para que a Espanha cessasse todas as transações de ouro envolvendo interesses inimigos. A Espanha deixou de responder. Em janeiro de 1945, o Tesouro e o FEA queriam ligar Safehaven com as futuras conversas com a Espanha sobre o expirado acordo de comércio, notando que os Aliados tinam cortado todas as rotas por terra ente a Espanha e a Alemanha. A Bretanha se opôs obstinadamente a uma tal ligação, sendo mais dependente do comércio espanhol. Não foi senão em 5 de maio de 1945 que a Espanha divulgou um decreto para congelar e imobilizar todos os bens com uma Curadoria anglo-americana para tomar controle do Estado alemão e das propriedades quase oficiais. Os problemas com o acordo da curatela se levantaram imediatamente. Por julho de 1947, a curadoria tinha tomado o controle de apenas 25.3 milhões dos estimados 95 milhões de bens alemães na Espanha.

A informação sobre as transações de ouro da Espanha vieram da inteligência Aliada, registros capturados do Reichsbank alemão, declarações de funcionários de bancos suíços, e registros tomados de escritórios das corporações quse oficiais SOFINDUS e Transportes Marion. A melhor estimativa foi que a Espanha tinha recebido 138.2 milhões de ouro diretamente da Alemanha ou indiretamente via Suíça. Adicionalmente, estatísticas publicadas mostravam que as holdings de ouro da Espanha aumentaram de 42 milhões em 1941 para 110 milhões em 1945.

As negociações começaram com a Espanha em novembro de 1946 em Madri. Mais uma vez Seymour Rubin liderava os negociadores. As negociações se arrastaram através de 1947 para dentro de 1948. O acordo final foi alcançado para os bens nazistas e a questão do ouro em 3 de maio de 1948. A Espanha concordou em expatriar 114.329 dólares em ouro que se acreditava ter vindo da Holanda. Contudo, os Aliados tinham que publicar uma declaração que a Espanha não estava ciente que o ouro tinha sido saqueado pelos nazistas, como especificado no acordo.

Aqui existiam dois fatores adicionais que aceleraram as negociações para um acordo mais cedo do que aquele com Portugal. O Departamento de Estado tinha sua usual solicitação para um fácil assentamento para facilitar o caminho para adquirir bases militares dentro da Espanha.  Contudo, o fator mais crítico era a Espanha ser vista como um pária depois da guerra. Os aliados tinham concordado em Potsdam de excluir a Espanha da afiliação a ONU devido ao seu background fascista. Em dezembro de 1945, o embaixador americano, Norman Armour, deixou Madri. Nenhum embaixador foi indicado até 1951 para ocupar a posição vazia. Outras nações também retiraram seus embaixadores. Em um relatório durante maio de 1946, um sub-comitê da ONU apresentou evidência da natureza fascista da Espanha, suas atividades pró-nazistas e o apoio pós guerra e santuário a criminosos de guerra nazista e repressão política dos oponentes. De fato, a Espanha foi isolada como uma nação não amigável. Apenas em 1955 a Espanha foi admitida na ONU.

Parte 7:Turquia, Argentina e o Ouro Nazista

Como outros países neutros, a Turquia estava ligada aos nazistas pelo comércio, mas aqui era onde as similaridades paravam. A Turquia descendia do Império Otomano e era primariamente uma nação muçulmana. Durante a primeira guerra mundial, a Turquia tinha se alinhado com a Alemanha. Imediatamente depois da primeira guerra mundial, a Turquia ralizou um programa para extermínio dos Armenios, uma acusação que a Turquia ainda nega vigorosamente. Sobretudo, a Turquia começou a Segunda Guerra Mundial ligada a Bretanha e a França pela aliança militar de outubro de 1939; ela declarou neutralidade em junho de 1940, depois da queda da França e terminou como aliada de guerra dos Aliados. Grande parte da razão da Turquia declarar neutralidade foi resultado do medo turco de uma invasão nazista. Depois da Queda dos Balcãs pelos nazistas, a Turquia assinou um Tratado de Amizade com a Alemanha em junho de 1941.

Por toda a guerra, a Turquia andou em uma corda estreita, equilibrando as necessidades e expectativas dos nazistas contra aquelas dos Aliados. No entanto Istambul era um centro de espionagem e de intriga durante a guerra. A Turquia não tomou ação aberta contra os nazistas e por sua vez os nazistas nunca violaram as fronteiras da Turquia. Em outubro de 1941, a Turquia asinou um importante acordo de comércio com a Alemanha.  Em  troca de matéria prima, especialmente o minério cromita, a Alemanha supriria a Turquia com materiais de guerra e outros bens acabados. Ao mesmo tempo, a Turquia mantinha relações amigáveis com os EUA e a Bretanha, que forneciam a Turquia moderno equipamento de guerra em troca do minério cromita. O minério cromita da Turquia era crítico para os nazistas. A Turquia era a única fonte de cromo, um elemento vital na indústria do aço. Albert Speer afirmou que o minério cromita da Turquia era tão vital para os nazistas que a produção de guerra chegaria a uma parada completa dez meses depois que o suprimento foi cortado. O minério era embarcado da Turquia por trem através da parte mais escarpada de um país no mundo. Para o fim da guerra, os aliados alvejaram pontes ao longo das principais linhas ferroviárias para parar os embarques de cromita.

Em 1941, a Turquia foi acrescentada as nações de transferência de bens e serviços disponíveis para receberem equipamento. Em janeiro de 1943, durante a Conferência de Casablanca, Roosevelt considerou pedir a Turquia para entrar na guerra. Em novembro de 1943, todos os três grandes líderes Churchill, Roosevelt e Stalin, pediram para a Turquia entrar na guerra. Em fevereiro de 1944, depois que a Turquia fez sua entrada na guerra contingente a maciça assistência militar e uma significativa presença militar aliada, a Bretanha e os EUA pararam o programa de ajuda. Por 1943, os Aliados previram que não existia ameaça de uma invasão nazista. Não foi senão em abril de 1944 que a Turquia parou as exportações de cromita para a Alemanha e então apenas depois de ser ameaçada com as mesmas sanções econômicas que estavam colocadas sobre outros países neutros. Mais tarde em agosto, a Turquia suspendeu todas as relações diplomáticas com a Alemanha. Mais tarde em fevereiro de 1945, na véspera das criação da ONU, a Turqia declarou guerra a Alemanha.

A Turquia não foi um grande recebedor do ouro dos nazistas. De fato, as melhores estimativas dos especialistas americanos estavam na faixa de 15 milhões de dólares. A maioria do ouro era acreditada ter sido saqueada da Bélgica. Além disso, dois bancos particulares alemãos, o Deutsche Bank e o Dresdner Bank, venderam ouro da conta de Melmer em troca de moeda estrangeira.

Os esforços aliados de recuperar ouro da Turquia nunca foram perseguidos com qualquer vigor. A localização geográfica da Turquia, controlando o acesso ao Mar Negro, e sua fronteira com a União Soviética a tornou a pedra fundamental para os interesses estratégicos dos EUA na Guerra Fria vindoura. Em 1946, conversas formais foram realizadas considerando o ouro recebido dos nazistas bem como os bens alemães na Turquia. Os Aliados estimaram que os bens alemães na Turquia totalizavam 51 milhões. Em março de 1947, a Doutrina Truman incluiu a Turquia junto com a Grécia. Em julho, os EUA assinaram um acordo de comércio de 150 milhões com a Turquia. O acordo lidava com um choque fatal para qualquer negociação posterior sobre restituição. A Turquia nunca devolveu qualquer ouro.

Pela década de 1930, a Argentina era governada por uma sucessão de ditadores militares e presidentes fraudulentamente eleitos. Estes regimes eram enfraquecidos pela corrupção interna e deviam se legitimar ao reviver uma antiga aliança hispânica de Cruz e Espada. Os laços com Franco de raça, religião e linguagem eram enfatizados. Alguns até mesmo pediam para desfazer a guerra de independência da Argentina da Espanha e pediam um governo por um Vice-Rei. Os líderes militares e a Igreja Católica, como solicitado pelo Vaticano, sonhavam em criar uma nação católica hispânica que equilibraria os EUA no Hemisfério Ocidental. Ao tempo em que a guerra irrompeu, a politica externa da Argentina estava dividida em dois campos, um pró-nazista e outro pró-aliados. Contudo, a politica externa da Argentina era controlada por agentes operacionais ligados ao Vaticano que pediam um triângulo de paz entre a Argentina, a Espanha e o Vaticano.

No início da guerra na Europa, o fraco presidente da Argentina Ramon Castillo anunciou uma política de prudente neutralidade. A despeito de ter concordado com a Conferência de Havana de 1940, na qual o ataque a qualquer país do Hemisfério Ocidental seria considerado um ato de agressão a todos os Estados americanos, a Argentina aderiu a esta política de neutralidade. A Argentina fracamente defendeu sua neutralidade política ao afirmar que qualquer ação tomada em resposta a um ataque era uma questão da interpretação individual de cada Estado. A Argentina tinha permanecido neutra durante a primeira guerra mundial e sua economia se beneficou muito bem como uma consequência. Novamente havia a esperança que uma política de neutralidade reviveria a economia da devastadora depressão da década de 1930.

Em janeiro de 1942, a Argentina concordou com os termos da Conferência do Rio para cortar todas as relações comerciais e financeiras com os poderes do Eixo. Em junho de 1942, a Argentina concordou com o Ato Final da Conferência Inter-americana sobre Controles Econômicos e Financeiros, obrigando todos os Estados a finalizar todo intercurso comercial, direto ou indireto, com o Eixo. A Argentina ignorou os termos e continuou com os negócios como usual com os nazistas. Sobretudo, durante 1942 Juan Goyeneche, um agente confidencial de Peron e Adrian Escobar, o embaixador argentino para a Espanha, viajaram pela Europa devastada pela guerra, encontrando-se com oficiais nazistas e do Vaticano. Goyeeneche colaborou extensamente com o Rao de Inteligência Estrangeira das SS. Escobar e seu consul Aquilino Lopez estavam coloaborando com o serviço secreto de Himmler ao atravessar a França de Vichy e relatar detalhes dos diplomatas espanhóis e aliados.

Depois de extensos encontros com o secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Luigi Magione, um acordo foi alcançado no qual uma vez a paz fosse estabelecida, a Argentina aplicaria generosamente suas leis de imigração. Estes encontros aparentemente inocentes tomam uma importância crítica no fim da guerra. Isto prova que o Vaticano estava planejando ajudar os nazistas criminosos de guerra a escaparem da Europa já em 1942. Este encontro estabeleceu as linhas de fuga do Vaticano.

Em 10 de outubro, o Papa recebeu Escobar e recebeu bem a opinião da Argentina que era apropriado para o Vaticano participar nas conversas de paz. Depois deste encontro com o Vaticano em outubro, Goyeneche viajou para a Alemanha e se encontrou com Ribbentrop, buscando o apoio nazista para o candidato nacionalista nas eleições de 1943. Esta fachada de neutralidade seria mantida até 1943 a a revolução dos coronéis que eventualmente trouxe Peron ao poder.

Uma vez os coronéis estavam no poder, eles primeiro buscaram armas da Alemanha para o caso de irromper uma guerra entre a Argentina e o Brasil. Por setembro de 1943, os coronéis desistiram da idéia de contrabandear armas para a Argentina vindas da Alemanha e ao invés buscaram uma aliança com os nazistas. O grupo de coronéis despachou Osmar Hellmuth e Carlos Velez para a Espanha para negociar com os nazistas. Infelizmente para os coronéis, o  interceptador US Magic tinha detectado a missão em andamento de transmissões entre o agente das SS na Argentina, um Capitão Backer e Schellenberg na Alemanha e os britânicos prenderam Hellmuth quando o navio aportou em Trinidad.

A prisão de Hellmuth falhou em deter complôs posteriores. Peron e Becker continuaram a tramar derrubar os governos vizinhos para criar um bloco pró-nazista na América do Sul. Peron escreveu em um secreto manifesto dos coronéis como se segue.

“Formar alianças será o primeiro passo. Temos o Paraguai, a Bolívia e o Chile. Com a Argentina, Paraguai, Bolivia e Chile, será fácil pressionar o Uruguai. Então as cinco nações unidas será fácil envolver o Brasil por causa de seu tipo de governo e seu grande núcleo de alemães. Com a queda do Brasil, o continente americano será nosso.”

Em 20 de dezembro de 1943, um golpe militar no Uruguai instalou o General Gualberto Villarrod como presidente. Peron e Becker tinham planejado o golpe. A contra-inteligência americana estava ciente do golpe pelas desencriptações do Magic das transmissões de Becker da Argentina. O golpe todavia, foi um fracasso para os nazistas. Usando o material das decriptações Magic, os EUA torceram o braço da Argentina. Enfrentando a ameaça dos EUA de divulgarem as decriptações das admissões de Hellmuth e de interrogatórios implicando o papel da Argentina no golpe, a Argentina foi forçada a romper diplomaticamente comos nazistas em janeiro de 1944. Contudo, a Argentina manteve a sua neutralidade e não declarou guerra contra a Alemanha até um mês antes do suicídio de Hitler.

Durante o ano final da guerra, a Argentina era a primeira destinação de muitos bens que Bormann estava retirando da Alemanha para o renascimento do Terceiro Reich. Depois da guerra, a Argentina também foi o principal destino dos criminosos nazistas de guerra. Até mesmo os criminosos nazistas de guerra que escaparam para outros países sul-americanos geralmente primeiro entraram no continente pela Argentina. Enquanto outros países sul-americanos geralmente apoiaram as políticas americanas durante a guerra, não houve cooperação da Argentina. Outras países aderiram a Lista Proclamada e tomaram medidas para eliminarem qualquer esforço de contrabando. O Departamento do Tesouro urgiu ações mais rígidas em relação a Argentina do que aquelas que o Departamento do Estado era voluntário em implementar. O Departamento de Estado estava tomado pelo medo que uma política mais rígida alienasse outros países sul-americanos e por uma diferença de opinião com os britânicos. Durante ambas as guerras mundiais a Inglaterra dependeu da Argentina por carne. Contudo, já em 1942, a neutralidade política da Argentina tornou isto o foco principal do Departamento do Tesouro e da Diretoria de Guerra Econômica.

O grande número de companhias alemãs na Argentina permitia que os lucros voltassem para as organizações nazistas de espionagem em troca de créditos em Reichsmark na Alemanha. O Departamento do Tesouro também suspeitava que a Argentina fez quantidades substanciais de moeda estrangeira disponível aos países do Eixo, aceitou a entrada de grandes quantidades de moeda saqueada e securidades em seus mercados, e permitiu que firmas alemãs escondessem seus bens. Um relatório do FBI divulgado em junho de 1943 descreveu como Buenos Aires serviu como uma fachada do Hemisfério Ocidental para as notas bancárias dos EUA que tinham sido saqueadas na Europa ocupada e entraram no tráfico comercial na Suíça.

Por toda a guerra a Argentina serviu como um centro de atividade para as operações nazistas de contrabando. Grandes itens de comércio eram facilmente parados pelo bloqueio. Contudo, itens críticos de pequeno tamanho, tais como diamantes industriais e platina eram especialmente necessários na Alemanha e podiam ser contrabandeados pelo bloqueio em bases regulares. Imediatamente depois de Pearl Harbor, Morgenthau queria congelar os bens da Argentina. Em maio de 1942, Morgenthau apresentou evidência ao Presidente Roosevelt que numerosas companhias argentinas estavam ocultando fundos alemães nos EUA e que a Argentina tinha recentemente enviado mais de um milhão de dólares para os EUA em moeda saqueada. Contudo, Roosevelt continuou com a politica estabelecida pelo Departamento de Estado. Depois de repetidas solicitações do Departamento do Tesouro, o Departamento de Estado concordou com o bloqueio ad hoc de contas argentinas selecionadas em outubro. Mais de 150 indivíduos e firmas na Argentina foram acrescentados a Lista Negra.

As negociações de Safehaven com a Argentina começaram em 1944 e foram restringidas por relações ansiosas. Em fevereiro de 1944, o presidente argentino Ramirez delegou seus poderes ao General Edelmiro Farrell. Os EUA falharam em reconhecer o governo de Farrell e retiraram seu embaixador. Em agosto e setembro o Departamento de Estado anunciou sanções adicionais contra a Argentina devido a sua falha em cumprir com a desnazificação da Argentina. Em resposta, a Argentina se retirou do Comitê de Montividéu para defesa política do continente. O Banco Central da Argentina no entanto forneceu uma pequena ajuda aos investigadores americanos na localização de bens alemães. Depois que Cordell Hull pediu exoneração como Secretário de Estado em novembro de 1944, o secretário seguinte, Edward Stettinius, formulou uma política mais fácil em relação a Argentina. Nelson Rockefeller, o indicado chefe da inteligência sul-americana em tempos de guerra, também favorecia termos mais fáceis para a Argentina. Rockefeller controlava bancos que haviam ilegamente transferido fundos entre os EUA e a Argentina de contas congeladas.

Em 7 e fevereiro de 1945, o Secretário do Tesouro Morgenthau sugeriu ao atuante Secretário de Estado Joseph C. Grew que um especial representante do Tesouro fosse enviado a Argentina para descobrir e controlar os bens externos nazistas na Argentina. Grew rejeitou a solicitação, citando considerações políticas. Em 1945, quando foi aprovada uma resolução em apoio da Resolução VI Bretton Woods pela Conferência Inter-Americana sobre Guerra e Paz realizada na cidade do México. A resolução, conhecida como o Ato de Chapultepec, contudo, não garantiu o controle dos bens nazistas nos países da América Latina para corpos multinacionais de governo, mas reconheceu o direito de cada uma das repúblicas americanas, incluindo os EUA, para a propriedade alemã dentro de sua própria jurisdição. Devido a sua continua política pró-nazista, a Argentina foi excluida do encontro. Reconhecendo seus crescente isolamento das outras nações do Hemisfério Ocidental, a Argentina foi forçada a declarar guerra contra a Alemanha no último mês das hostilidades.

Em 11 de fevereiro de 1946, o Departamento de Estado pubicou o famoso Livro Azul sobre a Argentina. O livro confirmou que o governo argentino não exerceu nenhum controle sobre as firmas alemãs e os esforços para tomar os bens delas foram retardados até que estes bens pudessem ser dispostos em outros lugares. O livro também confirmou que a Alemanha nazista transferiu grandes somas de dinheiro a sua embaixada na Argentina sem qualquer obstáculo sério. Alguns historiadores creditam a divulgação do Livro Azul para a eleição de Peron devido ao seu retrocesso anti-americano. Em 22 de maio de 1946, a equipe de Safehaven relatou que o valor total dos bens alemães era aproximadamente de 200 milhões. Os bens incluiam balanços de banco, propriedades imobiliárias, mercadorias e similares. Nenhum grupo de pedras preciosas ou tesouros de arte foi encontrado e a equipe concluiu que a Argentina não era a maior destinação do tesouro saqueado. Sobretudo, a equipe relatou que nenhum registro revelava que a Argentina tenha sido receptora do ouro nazista.

Já em 1942, os EUA tinham conhecimento dos acordos ilegais de moeda da Argentina. Em abril de 1942, o consulado dos EUA na Suiça relatou que um diplomata argentino estava contrabandeando dólares roubados pelos nazistas para venda em sua terra natal; os procedimentos eram então transferidos para a Suiça. Cabogramas britânicos de 1944 mostram que a Argentina realizou um vigoroso comércio com a Suiça e que frequentemente o pagamento era em ouro. Por 1945, os Departamentos de Estado e do Tesouro tinham encontrado evidência conclusiva de extensas transações envolvendo a transferência de pesos argentinos,   Reichsmarks, e francos suiços da Argentina para a Suiça. Em maio de 1947, a Argentina propôs uma transferência de 170 milhões de sua conta no Federal Reserve. A preocupação sobre a fonte do ouro retardou apenas temporariamente a transferência. Guyatt, relata que em 1973, quando Peron voltou ao poder, 400 toneladas de ouro pertencentes a Peron foram colocadas a venda no mercado negro.  Peron apelidou a venda de Bormann 1345. Conquanto o governo espanhol tenha tutoriado a venda, o agente da transferência rotulou a venda como de natureza política. A despeito do maciço aumento das reservas de ouro da Argentina e o número de criminosos nazistas que encontraram um santuário na Argentina, até mesmo cinquenta anos depois, há pouca prova da Argentina ter aceitado ouro dos nazistas.

A Guerra Fria comprometeu muitissimo a operação Safehaven na Argentina. Em 3 de junho de 1947,  o Presidente Truman e o embaixador argentino Ivanissevich divulgaram um anúncio conjunto que os dois países renovariam consultas com outros países latino americanos sobre a criação de um tratado de assistência mútua. Em setembro, a Argentina se uniu aos EUA e outras Repúblicas americanas na concordância do Tratado Inter-americano de Assistência Recíproca, o Pacto do Rio, para defesa mútua contra agressão. As companhias escondidas por Bormann na Argentina, bem como qualquer tesouro estava garantido e seguro. O hemisfério tinha que se proteger do comunismo.

Em 10 de abril de 1941, depois da invasão nazista da Iugoslávia o chamado Estado independente da Croácia foi criado; chefiado por Ante Pavelic, um membro do movimento político fascista croata Ustasha. A Croacia foi declarada um protetorado da Itália e era apoiado pelos nazistas e a Itália. Os Usrashi eram também intimamente alinhados com o Vaticano. Em 18 de maio de 1941, O Secretário atuante de Estado Sumner Welles reafirmou que o governo no exílio da Iugoslávia não reconhecia o Estado independente da Croácia. Logo depois, a Croácia fechou a embaixada americana em Zagreb. Já que a Croácia apenas existia como um Estado durante a guerra, e os EUA nunca reconheceram o Estado, as estatísticas apresentadas nesta seção são muito mais prováveis de serem submetidas a revisão no futuro.

Relatos pós guerra indicam que o tesouro Ustasha tinha a sua disposição mais de 80 milhões [principalmente em moedas de ouro], algumas das quais os Ustashi roubaram das vítimas. Em 31 de maio de 1944, a Croacia depositou $403.000 no Banco Nacional Suíço. Em 4 de agosto de 1944, a Croácia depositou outros 1.1 milhão em ouro. Um relatório do OSS de julho de 1945 concluiu que as contas comerciais de propriedade da Croácia em Berna totalizavam mais de 93 mil dólares. A Seção Histórica da Força Tarefa do Departamento Federal Suíço de Assuntos Externos indica que o Banco Nacional Suíço devolveu todos os 1.338 quilogramas de ouro em 121 lingotes na conta de tempo de guerra do regime croata ao Banco Nacional da Iugoslávia em 24 de julho de 1945.

Conquanto os registros bancários de depósitos não sejam muito prováveis de serem alterados, a quantidade de ouro dos Ustashi que eles levaram com eles quando fugiram para a Áustria quando a guerra estava terminando, ainda está muito na dúvida. As estimativas colocaram o valor do ouro que Ante Pavelic tinha quando entrou na Áustria como 5 a 6 milhões. Seja qual for o valor do saque com o qual os Ustashi escaparam, é certamente que grande parte dele tenha sido usado para criar e manter as rotas de fuga conjuntamente com o Vaticano. Em outubro de 1946 a inteligência dos EUA (SSU) relatou para o Departamento do Tesouro que eles acreditavam que os Ustashi tinham 47 milhões depositados no Vaticano antes que os Ustashi os tranferissem para a Espanha e então para a Argentina. Devido a Guerra Fria, os Aliados despenderam pouco esforço em devolver milhares de criminosos de guerra da Itália para a Iugoslávia. A questão do ouro dos Ustashi recebeu até menos atenção com o fim da guerra.

Parte 8: A Suíça e o Ouro Nazista

De todos os países neutros nenhum estava mais no centro de fazer negócios com os nazistas que a Suíça. Geograficamente, a Suíça estava cercada pelo Terceiro Reich depois da queda da França. Posteriormente, uma olhada precendente dos outros países já tinham implicado a Suiça em um papel central no comércio com os nazistas por meio dos bancos suiços. Quando se referem a Suíça, a maioria dos americanos pensa em exóticos chocolates, excelentes relógios e visões de Heidi caçado cabras nos campos alpinos. Não obstante, a Suiça é uma nação muito diferente durante a década de 1940, a despeito desta visão idílica.

A constituição de 1848 estabeleceu a forma atual do governo suíço ao aprovar três cantões, liberdades civis e a forma parlamentar da democracia. A cidadania não se estendia as mulheres até 1971. A Suíça tinha sido governada pr décadas por uma coalisão de partidos de centro direita. Durante a Segunda Guerra Mundial estes partidos eram conservadores cristãos, sociais democratas, liberais e o partido dos fazendeiros e artesãos. A mesma colisão governa hoje, embora alguns nomes de partidos tenham mudado. Um Conselho Federal de sete membros, os membros dos quais o parlamento seleciona por termos de um ano, governa a Suíça.

A maioria da cumplicidade da Suiça com os nazistas tem apenas recentemente vindo a vanguarda dos esforços de ação do presidente Clinton em indicar Eizenstat para liderar uma comissão na busca de um assentamento justo para as vítimas do Holocausto. Conquanto viva a lenda da feroz neutralidade suíça, isto é mais um mito, considerando a política suíça durante a segunda guerra mundial que era pesadamente equilibrada a favor dos nazistas. Similarmente, a ameaça de uma invasão nazista da Suiça não tem base em fatos. Já na década de 1930, os nazistas estavam ocupados em esconder suas corporações e acordos de cartéis com frentes suíças. Uma invasão teria comprometido todo o trabalho difícil que eles tinham dispendido para ocultarem as corporações deles. Como temos visto no caso de outros países neutros, quando os nazistas invadiram a Rússia, eles simplesmente perderam poder humano e equipamento para abrirem um outro front. Finalmente, a Suíça não tinha uma localização estratégica, diferentemente da Espanha e da Turquia. Seu único valor estratégico para os nazistas eram seus bancos internacionais. Os nazistas podiam usar os bancos internacionais para obterem moeda difícil e lavar o ouro saqueado deles.

Contudo, a Suíça era única em comparação a outros países neutros, já que a Suíça era igualmente dependente da Alemanha para carvão. Depois que a França caiu, a única fonte para a Suíça de carvão para o aquecimento no inverno era a Alemanha. Contudo, os nazistas usavam as compras suíças de carvão para outro propósito. As mercadorias que eram embarcadas para a Suíça da Alemanha seriam sub-faturadas. Isto  deixava uma quantidade de francos suíços em depósito nos bancos suíços que os nazistas usavam para comprar moeda estrangeira. Nao obstante, o comércio suíço com os nazistas se estendia além de banco e carvão. Fabricantes suíços forneciam aos nazistas produções, cronômetros e outros bens manufaturados usados na produção de equipamento de guerra.

O Conselho Federal governante com poderes ditatoriais devido aos tempos de guerra era responsável por criar a colaboração econômica com os nazistas. A despeitos das sempre presentes negativas suíças, o Conselho Federal era responsável pelo ato mais vergonhoso da neutralidade suíça. Em agosto de 1938, depois do Anschluss, o Conselho Federal declarou as fronteiras fechadas. Temendo uma mistura de refugiados, inclusive judeus, o Conselho Federal peticionou ao governos nazista em Berlim para afixar um selo “J” em todos os passaportes de judeus. Os nazistas inicialmente não estavam entusiasmados com a idéia, já que eles pensavam em usar a imigração como meio de livrar a Alemanha dos judeus. As negociações continuaram pelo verão e outono. Eventualmente a Suíça ameaçou exigir vistos para todos os alemães que entrassem na Suíça. Os nazistas então propuseram a stampa “J” nos passaportes como uma solução. Agora esta foi uma ideia nazista aos olhos do Conselho Federal.

A única razão para que os suíços quisessem tanto estas marcas nos pasaportes era para que os guardas de fronteira pudessem devolver os judeus. A despeito do mito de que a Suíça foi um refúgio para os judeus durante a guerra, os guardas da fronteira devolveram 30.000 refugiados judeus. Em agosto de 1942, o Conselho Federal aprovou uma outra lei para fechar a fronteira para os refugiados judeus, a despeito das vigorosas súplicas de alguns membros da igreja e da imprensa. A despeito da posição anti-semita do governo suíço adotada durante a guerra, o povo suíço não era anti-semita e geralmente se opôs a política do governo. Além de fechar a fronteira para os refugiados judeus, nenhuma outra lei anti-semita foi aprovada. A comunidade judaica dentro da Suiça estava dividida em dois campos e uma minoria era favorável a demonstrações que permitissem mais imigração de judeus. Contudo, a maioria favorecia a política de não criar problemas.

Até mesmo se os refugiados judeus eram capazes de passar pelos guardas da fronteira, os oficiais suíços exigiam ver os passaportes deles. Se o passaporte tivesse o selo “J” os oficiais forçavam os indefesos judeus de volta pela fronteira para as mãos dos nazistas. O guarda de fronteira,  Grueninger tinha recebido sua ordem em 1938 de não permitir que os judeus entrassem. Contudo, Grueninger permitiu a entrada de 3.600 judeus e os ajudou a alterar os passaportes deles para que pudesem permanecer na Suiça. Alertados pelos nazistas dos atos de humanidade de Grueninger, os suíços suspenderam Grueninger em dezembro de 1938. Em novembro de 1939, o governo entrou com acusações contra ele por falsificar documentos. Em 1941, uma côrte o julgou culpado da acusação de insubordinação e o condenou a perder seu emprego, seu afastamento e sem pagamento e ainda aplicou uma multa. Ele nunca foi capaz de encontrar um emprego apropriado depois e saltava de um emprego para outro. Sobretudo, ele foi acusado por rumores de ter exigido dinheiro e favores sexuais daqueles que ele ajudou. Estes rumores eram infundados e foram vigorosamente negados pelo antigo guarda de fronteira.

Grande parte da parcialidade pró-nazista da Suíça pode ser atribuida a Pilet Golaz, que depis da invasão da França urgiu que a nação se adaptasse as novas realidades políticas da Europa. Em outras palavras, havia muito dinheiro a ser ganho no negócio com os nazistas. A política Suíça como aquela de todo os outros neutros, dependia das fortunas de guerra e na medida em que os Aliados começaram a marcha deles através da Europa das praias da Normandia, a política suíça mudou a favor dos aliados. Até mesmo as fortunas políticas de Golaz sofreram o mesmo destino, já que ele foi expulso do ofício em 1944, quando a maré claramente tinha virado a favor dos Aliados.

Os oficiais do governo suíço sabiam dos efeitos e metodologia inicial do genocídio nazista desde o início. Os nazistas haviam convidado médicos do exército suíço para servirem no front oriental para tratarem de soldados nazistas feridos na Operação Barbarossa. Ao mesmo tempo, bandos excursionistas de Einsatzgruppen realizavam as matanças a tiros em massa de judeus que eles tinham cercado. Conquanto os médicos suíços não pudesem ver os esquadrões da morte diretamente, eles certamente viram os efeitos e os relataram para a Cruz Vermelha e oficiais do governo. Um relatório legal do Banco Nacional de 1943 menciona as deportações e perseguições dos judeus.

A única área na qual a Suiça apresentou algo próximo a uma verdadeira neutralidade foi na área da espionagem. A polícia suíça deixou os agentes nazistas e aliados sem molesta-los e livres para irem e virem da Suíça. Contudo, depois que a França caiu não havia uma rota por terra para os aliados viajarem para e de a Suiça.

As primeiras notícias sobre o Holocausto alcançaram o ocidente em um telegrama de 8 de agosto de 1942 de Gerhart Riegner. O informante havia fornecido a informação a um homem de negócios de Leipzig,  Eduard Scholte. Eis o texto do telegrama:

“Recebi relato alarmante que nos quartéis generais do Furhrer está um plano sendo discutido e sob consideração segundo o qual todos os judeus nos países ocupados ou controlados pela Alemanha, somando 3.5 milhões ou 4 milhões devem depois da deportação e concentração no leste serem exterminados de uma vez para resolver de uma vez por todas a questão judaica na Europa. A ação relatada foi planejada para o outono; os métodos sob discussão incluem o ácido prússico. Transmitimos a informação com toda a reserva necessária já que a exatidão não pode ser confirmada. O informante declarou ter ligações íntimas com as mais altas autoridades alemãs e seus relatos são geralmente confiáveis.”

Infelizmente, este relato foi altamente desacreditado no ocidente, até mesmo pelos judeus. Allen Dulles o rotulou como histérica propaganda judia. O Rabino Stephen Wise, um dos receptores do telegrama  o divulgou para a imprensa em 24 de novembro de 1942. Depois disso, todo mundo estava ciente da selvageria e horror que ocorriam dentro do Terceiro Reich.

Similarmente, um artigo de junho de 1943 do Financial Times, escrito por Paul Einzig relativo a declaração dos Aliados de janeiro de 1943, enviou tremores entre a comunidade banqueira suíça. O artigo detalhou como todas as transferências de propriedade compradas por um neutro dos nazistas seria declarada inválida e a restauração seria devida. A preocupação dos banqueiros era sobre as transferências de ouro. Em julho de 1943, o Comitê do Banco Nacional Suíço se reuniu para decidir se eles deviam continuar a aceitar o ouro nazista. O comitê adotou a opinião que a Suiça, tendo um padrão ouro, era compelida a aceitar todo o ouro. O comitê concordou em pedir ao Conselho Federal um regulamento. O comitê foi instruído em outubro sobre o assunto, incluindo o fato de que os Aliados tinham aconselhado o Banco Nacional que algum do ouro podia ter sido saqueado. Em novembro, o Conselho determinou que isto estava de acordo com os oficiais do banco, portanto dando luz verde aos bancos suiços para aceitação posterior do ouro nazista.

O relatório no. 26904, escrito em 30 de janeiro de 1945 pela Adminitração Econômica Externa, implicou o Credit Suisse e o Union Bank em fornecer aos nazistas moeda estrangeira. Anexo ao memorando estavam 28 interceptações de comunicações do Credit Suisse e do Union Bank. Nove das interceptações diziam respeito ao triângulo financeiro da Alemanha, Suíça e Pirtugal sobre transferência de ouro como detalhado anteriormente neste capítulo. Os memorandos anexados mostravam que o Credit Suisse sozinho tinha tornado disponível aos nazistas 500.000 escudos e 200.000 coroas.

Um relatório do grupo de inteligência econômica dos Aliados intitulado Queixas Aliadas Contra a Suíça para o Retorno do Ouro Saqueado, datado de 5 de fevereiro de 1946, fornece a melhor estimativa do ouro saqueado dos bancos centrais da Europa. O relatório mostra um total de 648 milhões em ouro nazista. No irromper da guerra, a melhor estimativa das reservas de ouro nazistas era de 100 milhões. A diferença de 548 milhões foi saqueada dos países da Europa. O relatório estima dos registros de bancos que entre 275 milhões e 282 milhões foram vendidos ao Banco Nacional Suiço. Além disso, outros 20 milhões foram vendidos a bancos comerciais suiços. O relatório conclui que grande parte do ouro, depois de ser lavado pelos suiços, terminou em Portugal e Espanha.

Em um outro relatório, Safehaven No. 2969, enviado pelos americanos em Berna ao Secretário de Estado, o documento de seis páginas detalha a extensão dos bens nazistas na Suiça. O relatório afirma que os nazistas possuiam ou controlavam um total de 358 empreeendimentos econômicos suiços. Em 263 deles, o capital nazista investido totalizava aproximadamente 114 milhões. Os empreendimentos se espalhavam por todas as áreas de atividade econômica. O relatório listou 6 em manufatura textil, 6 em manufatura de transporte, 15 em empreendimentos de seguros, 67 em varejo e atacado, 9 bancos, 15 atividades químicas e 330 holdings e companhias financeiras, 11 em outras manufaturas de maquinário e 7 outros tipos com menos de três de cada. No relatório, um banqueiro suíço estima que os bancos mantinham 100 milhões de dólares em bens nazistas. A quantidade dos bens alemães na Suíça variaram amplamente, como o demonstra a tabela abaixo.

fonte da estimativa             quantidade
Departamento do Tesouro         $500 milhões
Departamento de Estado             $250-$500 milhões
Delegação Suiça             $250 milhões
Relatos de Imprensa             $750 milhões

Além disso, os nazistas tinham grandes quantidades de ouro, moeda, pedras preciosas e arte armazenadas em caixas de segurança de depósitos. Os britânicos estimaram o valor total de todas as pinturas saqueadas de 390 a 545 milhões.

A cooperação da Suiça com os esforços aliados na recuperação do ouro e término do comércio com os nazistas era aproximadamente não existente. Em resposta ao pedido dos EUA para congelar os bens suiços visando evitar o uso deles pelos alemães, a Suiça cortou o fornecimento de carvão para a embaixada dos EUA no inverno de 1941. A embaixada da Alemanha ainda recebia sua cota de carvão. As negociações com os suiços sempre foram difíceis. Na medida em que a guerra progredia, tornou-se claro para todos que os nazistas foram derrotados. Conquanto a Suiça suprisse os nazistas com muitos bens manufaturados que exigiam muito talento para serem fabricados, tais como ferramentas de máquinas, ela fornecia outros itens incluindo locomotivas e até mesmo armas e munição. Duas exportações chave suiças eram energia elétrica e alumínio.

Análises pós guerra do bloqueio pelos britânicos mostram que nos anos iniciais da guerra o bloqueio foi ineficaz. E em nenhum tempo durante este período os nazistas vivenciaram a falta de matérias primas. Foi somente a maciça campanha de bombardeio e as grandes perdas de batalha em 1944 que finalmente enfraqueceram o Terceiro Reich. Em 22 de junho de 1944, o Secretário de Guerra Stimson notou que o período de calma gentil dos neutros tinha acabado. Depois da invasão da Normandia no Dia D, as baixas aliadas cresceram dramaticamente. Acompanhando o aumento das baixas estava o aumento da pressão exercida pelos Aliados sobre todos os países neutros.

Em 10 de julho de 1944, Bill Donovan, chefe do OSS, informou Roosevelt que a Suíça tinha concordado em comprar mensalmente 7 a 10 milhões em ouro dos nazistas. Roosevelt disse a Donovan que levasse adiante o assunto com o Secretário de Estado Cordell Hull, e a pressão fosse colocada sobre os suíços. No dia 14, Hull chamou o Ministro Suiço Charles Bruggmann e revisou as baixas crescentes e o custo e deu uma pista gentil do que os EUA veriam do comércio continuado com os nazistas duramente. Com o sucesso da invasão da Normandia em agosto de 1944, o Departamento de Estado comandou sua legação em Berna para começar as conversas informais para limitar o comércio suiço-nazista. A resposta da Suiça veio no final de agosto e revela a duplicidade dos suiços. Eis a resposta:

“Isto vai sem dizer que a guerra já está perto dos Alpes e muda os aspectos do problema do trânsito e tem uma influência em sua solução. Por esta razão as autoridades Federais mantém este problema sob constante e cuidadosa observação. Elas tem então sido capazes de observar que o tráfego em ambas as direções tem em geral diminuido e não aumentado desde a primavera. No espírito da verdadeira neutralidade que as guia verão como isto segue a tendência que as circunstâncias demandam.”

Por causa da pressão vinda dos EUA e da Inglaterra, a Suiça reduziu suas exportações de materiais estratégicos tais como munição, locomotivas, ferramentas de máquina etc. A Administração Econômica Federal apoiou as rígidas medidas contra os suiços, inclusive retirando alimentos e alimentos para animais domésticos previamente prometidos a Suiça pelos aliados. A Junta de Chefes de Estado também favoreceu retirar suprimentos para a Suiça. Contudo, a Bretanha se opôs a tais medidas rígidas. Em outubro de 1944, o Sub Secretário de Guerra Patterson notou em um memorando que os comboios suiços carregando embarques eda Espanha através da França para a Suiça tinha recomeçado no final de setembro de 1944. Paterson argumentou que tais embarques deveriam ser parados até que a Suiça concordasse  em terminar todo comércio com os nazistas.

Em 8 de dezembro de 1944, o comitê executivo de Política Econômica Externa aprovou uma política econômica dos Aliados em relação aos países neutros. A política aprovada refletiu o pensamento da FEA, que exigia a continuidade dos controles de comércio, controles de câmbio e regulamentos de congelamento no período pós guerra, como alavancagem para ganhar o apoio dos neutros para alcançar os objetivos da Operação Safehaven. A despeito da aprovação do Presidente Roosevelt, várias agências do governo e departamentos contunaram a discutir a política.

Em fevereiro de 1945, depois de muita discordância sobre impor políticas mais rígidas contra a Suíça,  Lauchlin Currie, Assistente do Presidente Roosevelt, chefiou a delegação americana para a Suiça para conversas sobre parar o comércio dos tempos de guerra e começar negociações sobre as questões do ouro. O Dr. William Rappard chefiou a delegação suiça, embora o homem que puxasse as cordas fosse Walter Stucki. Em março, Currie relatou algum sucesso. A Suíça tinha concordado em congelar todos os bens alemães na Suiça, proibir a importação, exportação e negócios com toda a moeda estrangeira e restringir as compras suíças de ouro da Alemanha. Enquanto a missão de Currie era saudada pelo sucesso, contudo, a controvérsia logo se seguiria. Em maio de 1945, a legação americana em Berna relatou que os suíços compraram 3.000 quilos de ouro da Alemanha. O acordo Currie claramente excluia a compra. Contudo, a Suíça argumentou que o ouro não era saqueado.

Em junho de 1945, Harley Kilgore presidiu o Sub-comitê de Mobilização de Guerra do Senado. Nas audiências, ele apresentou documentos descobertos por investigadores aliados de correspondência entre o Vice-Presidente do Reichsbank, Emil Puhl e o Ministro alemão de Assuntos Econômicos Walter Funk, sobre discussões comerciais alemães-suiças realizadas durante a missão Currie. A traição dos suiços recebeu ampla publicidade. Orvis A. Schmidt, Diretor do Controle de Fundos Estrangeiros para o Departamento do Tesouro e um membro da missão Currie em Berna, testemunhou diante do sub-comitê:

“Até mesmo a esta data, o Governo Suíço é adverso a dar os passos necessários para forçar os bancos e outras instituições escondidas a revelar os proprietários de bens mantidos em ou pela Suiça. Isto significa que os bens alemães mantidos em ou pela Suiça não serão identificados. Assim, a verdadeira imagem da penetração financeira e industrial alemã pelo mundo será mantida secreta. Pelo mesmo sinal, os bancos suíços continuarão a lucrar ao proteger, por suas leis de sigilo, o potencial alemão de guerra e os bens ocultos de seus financiadores e industriais”.

Em setembro, Leland Harrison, ministro dos EUA na Suíça, expressou a Max Petitpierre, o Ministro Suíço para Asuntos Externos, a insatisfação americana com os esforços da Suíça de completar um censo dos bens alemães e a geral não cooperação da Suíça. As revelações do comitê Kilgore levantaram alarmes na Suíça. Alguns papéis de ala direita na Suíça foram tão longe para afirmar que a Suíça não podia suportar uma outra crise como a do comitê Kilgore.

Em março de 1946, conversas formais com a Suíça, EUA, Bretanha e França começaram em Washington. Quando as conversas formais com a Suíça começaram, os negociadores americanos mantinham uma visão otimista que a Suíça estivesse comprometida com o Acordo da Missão Currie e que a Suíça não se tornaria um paraíso para os bens nazistas. Por ouro lado, a Suíça via suas ações durante a guerra como consistentes com suas obrigações internacionalmente reconhecidas e direitos como um poder neutro. Os suíços avaliaram a lei internacional de acordo com a tomada nazista do ouro monetário dos países ocupados [o direito dos poderes de ocupação ao botim de guerra]. E dai, a recepção do ouro pela Suíça era legal. A Suíça argumentou que as queixas aliados pelos bens alemães além da fronteira da Alemanha era ilegal e uma violação da soberania suíça. Adicionalmente, a Suíça queria a remoção de todas as companhias suíças e indivíduos da lista negra aliada.

Com tais pontos de ista diametralmente opostos, as conversas foram estabelecidas em negociações longas e acaloradamente contestadas. A disputa entre os EUA e os britânicos como o uso de sanções para induzir o cumprimento posteriormente complicaram o lado aliado das conversas. O material de instrução do Tesouro para os negociadores americanos urgia uma abordagem global da questão do ouro, muito mais que a quantidade de ouro saqueado em cada transação. Adicionalmente, o Tesouro queria um cláusula aberta em qualquer acordo onde a Suíça seria obrigada a devolver qualquer ouro saqueado posterior que pudesse ser encontrado uma vez o acordo fosse alcançado. O Secretário Assistente do Tesouro Harry Dexter White insistiu que os fundos suíços permanecesem bloqueados nos EUA até que os suíços fornecessem garantias férreas que eles identificariam e tomariam todas as contas sob controle alemão. White estimou que o total de bens alemães na Suíça, excluindo as contas numeradas e os bens ocultados somassem 500 milhões.

Os negociadores americanos tinham o benefício de duas compreensivas avaliações dos movimentos alemães de ouro durante a Segunda Guerra Mundial. Ambos relatórios foram preparados dos registros do Reichsbank. Otto Fletcher, Assistente Especial para a Divisão de Controles de Segurança Econômica do Departamento de Estado, estimou que no início da guerra, as reservas nazistas de ouro totalizavam 120 milhões e que os nazistas adquiriram outros 661 milhões em ouro monetário durante a guerra, a maioria do qual foi saqueado. Fletcher também relatou que todo ouro vendido pelos nazistas depois do início de 1943 era saqueado. Seu relatório mostrou que os nazistas venderam ou transferiram 414 milhões do ouro saqueado para o Banco Nacional Suíço. O segundo relatório, preparado por James Mann do Departamento do Tesouro, estimou o total do ouro monetário saqueado pela Alemanha em um total de 579 milhões, fora os 785 milhões disponíveis para a Alemanha depois de 30 de junho de 1940. O relatório de Mann concluiu que os suíços receberm um total de 289 milhões.

A estratégia do Tesouro para as negociações giravam ao redor de que os países neutros reconhecessem a autoridade do direito legal do Conselho de Controle Aliado (ACC) a todos os bens externos alemães sob o Decreto Vesting. Até mesmo antes que as conversas começassem, o Tesouro insistiu que a Suíça reconhecesse o Decreto Vesting do ACC e concordasse em restituir aos Aliados para as reparações 378 milhões de ouro monetário saqueado estimados.

Randolph Paul foi designado Assistente Especial do Presidente Truman a cargo do contingente americano para as negociações entre os aliados e os suiços. Paul teve um importante papel em urgir o  resgate dos judeus na Europa na extensão em que o Holocausto se tornou conhecido. Seymour Rubin e Walter Surrey, e oficiais seniores do Departamento de Estado responsáveis pelos programas de segurança econômica auxiliaram Paul. Walter Stucki chefiou a delegação suiça.

As declarações de abertura de todos os países revelaram um cisma separando os dois lados. Em um esforço para remover o entrave, os aliados abriram mão de sua queixa por todos os bens alemães e ofereceram aos suíços uma parte de 20%. Depois de voltar para Berna, Stucki escreveu para Paul, reservando a posição legal suiça mas incluindo um rascunho de um acordo que aceitava o papel dos aliados na liquidação dos bens alemães na Suiça pelo estabelecimento de uma comissão conjunta e um plano para partilhar os rendimentos em alguma proporção não revelada. Dois dias mais tarde, os suiços divulgaram um relatório intitulado “Observações Suíças a Respeito do Problema do Ouro” que diferia marcantemente dos cálculos aliados a respeito dos holdings alemães de ouro no início da guerra, e questionava a credibilidade da informação fornecida pelo antigo vice presidente do Reichsbank Emil Puhl. Puhl tinha informado as investigadores aliados que o Banco Nacional Suíço sabia que eles estavam obtendo ouro saqueado porque ele tinha dito isso a eles.

A reação aliada a resposta suíça foi extremamente negativa. Por então as conversas nada mais eram que uma troca de notas e memorandos. Esforços posteriores continuaram e outras propostas se elevaram, mas nenhuma foi satisfatória para os dois lados. Finalmente, em 24 de abril, Seymour Rubin informou ao Sub Secretário Acheson e ao Secretário Assistente Clayton que os suíços haviam suspenso as negociações. Os Aliados tinham tentado o retorno de 130 milhões em ouro saqueado da Bélgica e rastreado até a Suiça,

Em dois de maio, os suiços retomaram as negociações em um encontro arranjado pelo embaixador suiço em   Washington, Ministro Bruggmann. Stucki deu sua ordem final sobre sua palavra de honra. O acordo propsto forneceu uma divisão de 50% nos procedimentos dos bens alemães na Suíça e um pagamento de 58.1 milhões no assentamento da questão do ouro. Paul sentiu que os suiços ofereciam o lance final. Paul tinha o benefício dos relatórios da inteligência dos EUA sobre a flexibilidade, que o governo suiço tinha dado a Stucki para basear a opinião dele. Em resumo, Paul já sabia quanta latitude o governo suiço tinha dado a Stucki para alcançar um acordo. Paul lembrou aos britânicos e franceses que a proposta original deles de 88 milhões em ouro tinha sido um bom caso, mas eles tinham que concordar com um assentamento de 75 milhões. Paul sentia que um melhor acordo podia ser alcançado apenas se os controles econômicos contra os suiços permanecessem no lugar. Paul se encontrou com Stucki antes que ele voltasse a Berna e concordou com a oferta se o pagamento fosse elevado para 70 milhões. Stucki não apenas recusou, mas também sugeriu que a Suíça poderia subtrair 2% de comissão como uma taxa de coleta dos bens alemães. Paul conduziu seus pensamentos em uma carta ao Secretário Assistente de Estado Clayton e Secretário do Tesouro Vinson que a oferta final suiça tinha sido feita. Ele observou que havia um sentimento significativo na França, Bretanha e nos EUA para a eliminação dos controles sobre as atividades comerciais e financeiras.

Depois de três semanas de encontros entre os Aliados, o acordo suiço foi finalmente aceito.

O acordo final com os suiços foi asinado em 26 de maio. Ele consistia em um Acordo, um Anexo , um acordo de cavalheiros e uma troca de cartas entre as delegações suiça e aliada. Em 3 de junho, Paul submeteu um resumo ao Presidente Truman. São pontos maiores do acordo:.

1. O Escritório de Compensação Suiça liquidaria as propriedades alemãs na Suiça

2. Os alemães cuja propriedade fosse liquidada teriam direito a compensação em dinheiro alemão.

3. O Escritório de Compensação Suiça liquidaria os bens alemães em cooperação com uma Comissão conjunta composta de representantes aliados.

4. Os bens liquidados seriam divididos em uma base de 50% entre a Suiça e os Aliados.

5. O governo suiço tornaria disponível aos Aliados a quantidade em ouro equivalente a 250 milhões de francos suiços [58.1 milhões] sobre a demanda do ouro em New York.

6. Os EUA desbloqueariam os bens suiços e os Aliados descontinuariam as listas negras de comércio como elas eram aplicadas à Suiça.

7. A interpretação do acordo podia ser estabelecida por arbitragem

8. A data efetiva do acordo seria a data de ratificação pelo parlamento suiço.

Em 24 de maio de 1946, o Senador Harley Kilgore escreveu uma carta ao Presidente Truman, urgindo a rejeição do acordo e revertendo ao seu acordo anterior. O representante Joseph Clark Baldwin também urgiu que Truman rejeitasse o acordo. Truman aceitou o acordo. Em outubro de 1946, os EUA desbloquearam os bens privados suiços nos EUA. Pelo fim de 1948, os EUA tinham desbloqueado aproximadamente 1.1 bilhão em bens suiços nos EUA. Contudo, a Suiça cotinuava a arrastar os pés em realizar o acordo. No período de julho a setembro de 1946, os suiços argumentaram que eles não podiam começar a liquidar os bens alemães até que os Aliados fixassem uma taxa justa de câmbio ente os Reichsmark e os francos suiços. Em 22 de julho de 1947, os aliados enviaram sua proposta de taxa de câmbio para os suiços. A Suiça rapidamente rejeitou a proposta, argumentando que a taxa não podia ser fixada unilateralmente pela França, EUA e Reino Unido.

Este não foi o único caso da duplicidade suiça. Durante o verão de 1946, os suiços questionaram a quantidade de ouro a ser devolvida. Em 2 de agosto de 1946, em uma nota ao Departamento de Estado da legação suiça, os suiços declararam que estavam preparados para devolver aos Aliados 50.807 quilogramas de ouro em pagamento por sua obrigação de 250 milhões de francos suiços. Esta quantidade equivalia a 800 quilogramas e perto de um milhão a menos dos 58 milhões antecipados pelos Aliados. Os suiços tinham chegado a uma  nova estatística ao desvalorizar o franco. Os suiços insistiram na arbitragem em 1947, somente para finalmente recuarem em maio de 1947.

As negociações com a Suíça continuaram até 1952 antes que um acordo final fosse alcançado. Por todos estes anos, a Suiça exibiu um desrespeito e desprezo da autoridade dos Aliados. Todas as negociações foram marcadas pela duplicidade da Suiça, especialmente quanto aos bens sem herdeiros. No caso dos bens sem herdeiros, os bancos suiços não tinham problemas em liquidar estas contas em benefício do banco mas para os judeus que buscavam as contas de seus seres amados perdidos no Holocausto, os bancos se recusaram a ajudar. Frequentes vezes os bancos exigiriam um certificado de óbito, sabendo que certificados de óbito não eram divulgados para as vítimas dos campos de concentração. Esta questão final não foi assentada até a iniciativa da década de 1990 do presidente Clinton e chefiada por Eizenstat.

Contudo houveram conversas renovadas na década de 1990 , onde abunda a duplicidade suiça. Um novo escândalo emergiu em 1997 quando o antigo guarda de banco Christoph Meili se apresentou com a evidência que o Union Bank da Suiça estava destruindo documentos a respeito das atividades do banco com os nazistas. Meili, um guarda noturno do Union Bank descobriu uma grande quantidade de documentos esperando serem destruídos. Entre os documentos estavam registros dos tempos de guerra. O jovem guarda pegou dois livros e páginas rasgadas de um outro para seu armário naquela noite, e então os levou para casa. Meili então entregou os livros para uma organização judaica na Suiça. As leis suiças proibem a destruição de documentos que podem se relacionar às investigações da segunda guerra mundial. Por uma recompensa em seus esforços para descobrir a verdade, o Union Bank despediu Mr. Meili. O governo também está investigando se Meili violou alguma lei suiça de sigilo. O jovem homem foi submetido a ameaças de sequestro de suas filhas e então se mudou para os EUA. Meili ainda recebe ameças de morte. O Presidente Clinton assinou uma lei que garantiu a família de Meili statutus de residente permanente.  Christoph Meili tem a distinção de ser o único cidadão suiço que teve garantido ailo político nos EUA.

O ouro recuperado na Alemanha, e o  que foi devolvido pelos países neutros, foi usado para estabelecer um fundo de ouro sob o controle da Comissão Tripartite de Ouro (TGC), que foi criada em 27 de setembro de 1946. O Acodo de Paris especificou a restituição do ouro onetário a cada país participante na proporção das perdas sofridas em ouro. Os problemas  resultantes da recuperação econômica pós guerra de várias nações fizeram com que o TGC fizesse uma disstribuição inicial do ouro monetário até mesmo antes de reunir o fundo de ouro completamente. Dez nações preencheram queixas coma TGC: (Albania, Áustria, Bélgica, Chechoslovaquia, Grécia, Itália, Luxemburgo e Holanda, Polônia e Iugoslávia. Em 17 de outubro de 1947 o  TGC anunciou em Bruxelas a distribuição preliminar para a Bélgica, Luxemburgo e Holanda. Em
novembro e dezembro foram feitas distribuições para a Itália, Áustria. A Checoslováquia e a Iugoslávia  receberam alcações parciais em 1948. A distribuição da Albania foi retardada até outubro de 1996. Sobretudo, um total de $379.161.426 foi distribuida para as nações queixosas. Já que as queixas excederam muito a quantidade do ouro recuperado e os reclamante receberam apenas 65% de suas queixas reconhecidas. O TGC presentemenet retém controle  de aproximadamente to milhões em ouro. Deste 70 milhões,aproximadamente 47 milhões estão armaenados no Banco da Inglaterra e o remanscente no Banco Federal Reserve de New York. A tabela abaixo lista a fonte do ouro no fundo do ouro.

fonte                        quantidade         ano de contribuição
Depositório de Câmbio Externo             $263.680,452.*         1947
Suiça                         $58 milhões         1947
Banco para Assentamentos Internacionais       $4.2 milhões         1948
Espanha                     $114.329         1948
Suécia                         $8 milhões         1949
Suécia                         $7 milhões         1955
Portugal                     $4 milhões         1959
Portugal                     $360.000         1959

* ouro recuperado na Alemanha

Conquanto  os países neutros devam para sempre carregar a vergonha de ajudar a Alemanha nazista ao aceitar o ouro saqueado, os Aliados, e em particular os EUA, tamém devem carregar alguma vergonha na recuperação dos bens roubados. Com a exceção da Argentina, todos os neutros afirmaram a ameaça de uma possível invasão nazista. Em muitos casos, a ameaça foi real até 1941, antes que os nazistas invadissem a Rússia.  Contudo, a ameaça não existiu depois disso. De fato, pode ser argumentado inequivocamente que os nazistas eram incapazes de abrir um outro front depois da invasão russa pelo fato que eles tiveram que retardar a Operação Barbarossa até depois que a campanha dos Balcãs estivesse completa para liberar as tropas necessárias para a campanha russa. Adicionalmente, a quantidade do comércio e o grau de neutralidade exibida por cada uma das nações neutras era dependente das fortunas da guerra. Isto foi particularmente verdadeiro para a Suiça, que continuou comerciando com os nazistas até que os Aliados estivessem em sua fronteira ocidental. O resultado final foi que os países neutros eram voluntários em aceitar o dinheiro sangrento por vantagens econômicas.

Contudo, nas negociações sobre a questão do ouro, os Aliados e os EUA em particular foram igualmente voluntários em sacrificar sua moralidade por ganhos estratégicos na Guerra Fria. Adicionalmente, é prontamente aparente a falta de consideração dos Aliados e que os EUA exibiram no manuseio do ouro não monetário e das vítimas do Holocausto. As autoridades americanas estavam cientes do problema desde o início com a descoberta da conta Melmer em Merkers consistindo em ouro dentário, relógios de ouro, alianças de casamento etc. Albert Thoms, chefe do Departamento de Metais Preciosos do Reichsbank identificou 207 sacos em Merkers como pertencentes a conta Melmer. O General Frank McSherry reconheceu a importância da conta Melmer quase que imediatamente. McSherry sugeriu que “esta propriedade das SS contém evidência que pode ser útil na acusação dos criminosos de guerra das SS”.

Os detalhes da conta de Melmer foram reunidos pelos exames dos registros do Reichsbank e pelos interrogatórios de Thoms, do vice-presidente do Reichsbank, Emil Puhl, e do SS-Hauptsturmführer (Capitão) Bruno Melmer. Como chefe do departamento de metais preciosos do Reichsbank, Thoms foi capaz de fornecer aos aliados muitos detalhes concernentes a conta das SS.  Thoms disse aos seus interrogadores que  Frommknecht o enviou a Puhl no verão de 1942. Puhl o informou que as SS estavam para começar os embarques para o Reichsbank, e que os embarques conteriam jóias e outros itens de ouro e prata não monetário. Contudo, por causa do sigilo necessário, o Reichsbank seria responsável pela sua disposição. Logo depois deste encontro, o SS-Brigadeführer (brigadeiro general) informou a Thoms que um oficial das SS de nome Melmer enviaria o primeiro embarque em um caminhão. O embarque chegou em 26 de agosto de 1942, e foi o primeiro a incluir ouro dentário.

Os materiais eram primeiro depositados na conta Melmer. Os itens eram então separados. Barras de ouro e de prata, bem como moeda, eram comprados pelo banco pelo valor real. Os itens menores como as alianças eram enviados para a Prussian Mint para serem derretidos. Os itens maiores de jóias eram enviados ao Municipal Pawnshop, que vendia os itens mais valiosos. O resto do material era enviado ao (Deutsche Gold-und Silber-Scheideanstalt) Degussa para derretimento. Degussa era permitido manter uma pequena parte para propósitos industriais. Mas qualquer ouro em excesso era vendido ao Reichsbank e a quantidade creditada a conta Melmer.

Degussa era uma grande firma alemã engajada no refino de metais e na produção de químicos, incluindo os tabletes de cianeto Zyklon-B usados nas câmaras de gás. Os tabletes de Zyklon-B eram produzidos por  Degesch, que era de propriedade da Degussa e da IG Farben, um composto químico que foi dissolvido depois da guerra. Degussa também era a firma que fornecia urânio para o projeto da bomba atômica dos nazistas. Recentemente, Degussa falou que as pessoas tinham laços reconhecidos entre a Degussa e a I.G. Farben durante a guerra. Grande parte da informação que tem surgido recentemente sobre a Degussa vem de um processo legal em andamento em New Jersey. Degussa mantinha um contrato exclusivo com os nazistas para derreter itens retirados dos judeus nos campos de concentração, inclusive o ouro dentário. Havia ouro demais sendo retirado das vítimas de Auschwitz que a Degussa construiu um derretimento lá. Segundo o  Oberstrumbannfuhrer Rudoff Hoss, o comandante de Auschwitz, a quantidade diária de ouro no campo era de 24 libras.

Mais recentemente, o papel da Degussa na proliferação nuclear tem sido trazido a luz no filme documentário “Stealing the Fire’. Os cineastas documentam o julgamento de Karl-Heinz Schaab, que foi julgado por traição em Munique.  Schaab é a primeira pessoa no mundo condenada de espionagem atômica em um julgamento aberto nos últimos cinquenta anos. Ele vendeu documentos top secretos roubados da Alemanha para Saddam Hussein, e viajou para Bagdá inúmeras vezes para ajudar o Iraque a construir a bomba atômica. Schaab estava ligado a Degussa e a Leybold, uma subsidiária da Degussa. Ele recebeu uma sentença extremamente leve depois da condenação. Ele foi multado em apenas 100.000 marcos alemães e condenado a cinco anos de prisão.

Contudo, há mais do que o olho vê na sentena de Schaab. Depois da guerra, Gernot Zippe, conhecido como o “pai da centrífuga” e um empregado da Degussa foi de grande interesse para os militares de várias nações industrializadas.  Zippe foi capturado pelos russos e os ajudou a construir a bomba atômica deles. Ele foi devolvido ao Ocidente em 1956. Em seu retorno, a CIA imediatamente o agarrou para trabalhar na tecnologia da centrífuga americana, que é crítica na separação dos isótopos de urânio. Por um caminho tortuoso, uma variante da tecnologia da centrífuga de Zippe foi descoberrta no Iraque em 1996. Devido ao lamacento sub-mundo do comércio de armas, a Degussa foi poupada de acusações de traição, grandemente devido a suas ligações com os contratados americanos de defesa, tais como a Du Pont. Shaab foi um conveniente camarada em queda. A tecnologia do Míssel Sucud-b iraquiana pode ser descrita como 90% alemã e sua tecnologia atômica como 60% alemã.

Adicionalmente, em 1990 a Degussa foi multada em 800.000 por ilegalmente reexportar armas nucleares e material relacionado para a Coréia do Norte. A firma também foi implicada em exportar gás veenoso para a Líbia. A Degussa também foi um grande contribuinte para a campanha de eleição de George W. Bush. Já em junho de 1999, a Degussa havia contribuido com 1.950,67 dólares. Deve ser notado que a Degussa é uma companhia alemã contribuindo para uma campanha eleitoral americana. Hoje a Degussa é um conglomerado mundial que relata vendas de 11.8 trilhões de euros. Mais uma vez, uma corporação associada aos nazistas tem avançado sem impedimentos, desde o fim da guerra. A Degussa também representa uma corporação que tem sido tão completamente corrompida com seus negócios passados com os nazistas que está além de uma reforma. Ela deve ser quebrada antes que seus negócios possam provocar uma outra guerra. Com a elevação do fascismo globalmente, a melhor chance do fascista, de recuperar o controle ainda reside em provocar uma outra guerra.

O Depositório de Câmbio Estrangeiro concluiu que houve 78 envios para a conta Melmer, dos quais aproximadamente 43 foram completamente inventariados pelo Reichsbank. Bernstein estimou o valor total de todas as entregas Melmer por volta de 36.17 milhões de Reichsmarks, como moedas de ouro e prata e lingotes respondendo por 10.67 milhões. A controvérsia da distribuição do ouro monetário repousa na inclusão do ouro tomado das vítimas dos campos de concentração. Todas as moedas de ouro e barras foram consideradas serem ouro monetário. As quantidades adicionais do ouro das vítimas clasificadas como ouro monetário vieram do derretimento de itens de ouro pela Degussa e do Reichsbank depois que os judeus receberam ordens de entregar todo ouro e prata em 1939. Este ouro das vítimas se tornou misturado com o ouro monetário e parte dele foi vendido aos países neutros. A controversia se renovou na decáda de 1990 e tem mostrado além de qualquer dúvida que a inclusão do ouro das vítimas no ouro monetário foi feita sob o conhecimento dos Aliados, inclusive os EUA. Conquanto os Aliados tenham estimado que a quantidade de ouro retirada das vítimas dos nazistas tenha sido de 14.5 milhões, apenas aproximadamente 3 milhões foi usado para auxiliar as vítimas.

Parte 9: Histórias do Ouro Nazista da Argentina

Antes de continuar com os problemas dos bens sem herdeiros, uma breve olhada no que pode ser chamado de histórias do ouro, lendas, ou mitos, para trazer uma luz adicional aos tesouros nazistas desaparecidos. O maior tesouro ainda é aquele do projeto Aktion Feuerland [ação terra do fogo] de Bormann. Indubitavelmente, há muitos mitos bem com o fatos que cercam o tesouro de Bormann. Alguns tem tomado o aspecto de lendas. Portanto o leitor é de antemão avisado que o que se segue referente a este tesouro pode ser parcialmente falso. O que é sabido com certeza é que até junho de 1944, Bormann transferiu seu saque através da França em caminhões para a Espanha. Na Espanha, o tesouro foi transferido para U-boats,que então viajaram para a Argentina. Depois do Dia D, a rota por terra fechou para a Espanha. Bormann continuou sua transferência por ar. O autor,  Ladislas Farago afirma que virtualmente o registro completo desta operação está preservado nos arquivos da Coordenação Federal em Buenos Aires, nos arquivos do FBI e nos arquivos do Almirantado britânico. O último assumiu que os U-boats estavam em patrulha regular.  Farago afirma que os embarques começaram em 1943 e chegaram em bases regulares com espaço de seis a oito semanas. Ele afirma que o dinheiro e o ouro foram depositados no nome de Eva Peron.

Segundo Farago, os Perons conseguiram ganhar o controle de grande parte do tesouro de Bormann e no Tour de Arco Iris da Europa de Eva ela depositou mais de 800 milhões em contas numeradas em vários bancos suiços. Farago lista o tesouro como:

187.692.400 marcos de ouro
17.576.386 dólares americanos
4.632.500 libras esterlinas
24.976.442 francos suiços
8.370.000 florins holandeses
17.280.009 francos belgas
54.968.000 francos franceses
87 quilogramas de platina
2.511 quilogramas de ouro
4.638 quilates de diamantes e outras pedras preciosas.

A lista de Farago do tesouro de Bormann tem sido parcialmente verificada por Adam Lebor, na medida em que ele especificamente lista as mesmas quantidades de ouro e diamantes. Embora Farago inicie os envios de ouro antes do encontro da Casa Vermelha, os Aliados primeiro se tornaram alarmados com as transferências de ouro nazista em 1943. A inteligência aliada acreditava que grande parte do primeiro ouro a chegar na Argentina foi usada para financiar a rede de espionagem nazista na América do Sul.

Uma história relativa a Argentina e as queixas do ouro nazista conta que nos dias próximos do fim da guerra uma frota de U-boats nazistas contendo o tesouro nazista e os principais oficiais nazistas, inclusive Hitler, deixou a Alemanha para a Argentina. Na rota para a Argentina eles encontraram uma força tarefa naval aliada e uma batalha resultou na perda de vários navios aliados, o que os EUA continuam a negar. Recentemente, evidência adicional aparareceu no Pravda lançando uma nova luz na história. É sabido que 10 U-boats foram despachados para a Argentina nos últimos dias da guerra. O Pravda afirma que ao menos cinco deles alcançaram a Argentina com não menos que 50 principais oficiais nazistas. Durante a viagem os U-boats afundaram um navio americano de batalha e o cruizer brasileiro Bahia com uma taxa de 400 mortes, inclusive cidadãos americanos.

O Pravda afirma que o navio americano era o USS Eagle 56. Contudo, o US Eagle 56 foi afundado em 23 de abril de 1945, fora da costa do Maine rebocando alvos para prática de mergulho de bombardeio. Somente 13 dos 67 membros da tripulação sobreviveram. A marinha manteve que o navio foi afundado por uma explosão na sala de caldeiras até recentemente, finalmente reconhecendo que o USS Eagle 56 tinha sido de fato afundado por um U-boat U-853. O U-853 foi afundado em 6 de maio de 1945, no Mar do Norte a sudeste de New London.

O  Bahia foi afundado pelo U977, que circundava no Mar del Plata, Argentina em 17 de agosto de 1945, e foi entregue para os EUA para testes. Quatro homens de radio americanos: William Joseph Eustace, Andrew Jackson Pendleton, Emmet Peper Salles e Frank Benjamin Sparksere estavam a bordo do Bahia e foram mortos.A marinha americana ainda lista os homens como perdidos em ação. O Brasil atribui o afundamento do Bahia a uma explosão a bordo

O artigo no Pravda foi baseado na informação dos pesquisadores da Argentina  Carlos De Napoli e Juan Salinas. Eles afirmam que uma frota de quase 20 U-boats navegou do porto norueguês de Bergen, entre 1o. de maio e 6 de maio. Eles se juntaram a um outro grupo de U-boats vindo das costas dos EUA ao redor de   Cape Verde. Lá eles souberam da rendição.  Alguns afundaram seus botes, outros se renderam e ainda outros estabeleceram o curso para a Alemanha. Contudo, ao menos seis dos U-boats continuaram para a Argentina. A seguir, o artigo afirmou que a Marinha Argentina recebeu ordens de parar de atacar os U-boats alemães operando perto das praias da argentina, por ordens de Churchill. Farago para alguém disse que as ordens para a Marinha da Argentina vieram de Peron. Ele contudo não menciona que a ordem veio da Bretanha.

O artigo do Pravda contém um sério erro no nome do navio americano afundado. Devido a controvérsia do afundado ser listado como uma explosão de caldeira quando os sobreviventes relataram ver um cavalo trotando em um escudo vermeho na torre de comando de submarino, o afundamento do USS Eagle 56 tem sido cuidadosamente investigado. Contudo, o artigo contém muita informação sabida ser verdadeira, incluindo a listagem de dois dos U-boats: U-530 e U-977. U-530 se rendeu no Mar del Plata, Argentina em 10 de julho de 1945. Isto foi entregue aos EUA para testes. Outra informação que tem sido parcialmente confirmada por outros investigadores. é também sabido inicialmente que os EUA não acreditaram no relato do suicídio de Hitler e lançaram uma busca na América do Sul por ele e outros principais nazistas desaparecidos. Depois da rendição, o comandante do U-977 Heinz Schaeffer foi preso e acusado de contrabandear criminosos de guerra para a América do Sul.

Interesssantemente, o U-530 pareceu ter estado estacionado ao redor de Cape Verde em 1944. Em 23 de junho de 1944, U530 se encontrou com o submarino japonês I-52 para transferir um detector de radar a aproximadamente 850 milhas a oeste das ilhas. Os Aliados estavam cientes da transferência e os aviões aliados pretenderam afundar o submarino japonês. O  I-52 foi localizado em 1955 e ainda continha 2 toneladas de ouro.

Informação adicional apareceu em 1997 na Argentina. O jornal nacional, Ambito Financiero, foi contactado por um homem dando seu nome completo alemão e sua identidade de comandante número 75. Ele afirmou ter chegado a Argentina depois de afundar seu U-boat. Na década de 1970, uma pessoa diferente fazendo a mesma declaração contactou o mesmo jornal. Este comandante de U-boat escreveu que, sob ordens específicas de Hitler, dez submarinos, cada um com 50 oficiais e tripulação, viajaram para a Argentina para ajudarem a fundar o Quarto Reich. Recentemente, mais informação sobre esta frota de U-boats veio da Noruega. Lá, uma pessoa afirmando ter alegadamente trabalhado em um departamento de arquivo da Marinha nazista, uma grande parte do qual estava estacionada no sul da Noruega durante a guerra, descobriu documentos adicionais que corroboram a informação Argentina. Outros pesquisadores a muito tem afirmado que dois U-boats foram afundados depois de descarregarem sua carga de documentos e ouro em águas rasas, o que confirmaria os dois contactos com o jornal.

Informação posterior dos planos nazistas vem da rendição do  U-234 em Portsmouth, New Hampshire em 16 de maio de 1945. U-234 partiu da Noruega em 16 de abril de 1945. Enquanto no mar no Atlântico Norte, o U-234 soube da rendição e a ordem de Doenitz de abandonar as operações e se render. A lista da carga do U234 segue:

oma toneada de correio pessoal e diplomático
desenhos técnicos e plantas de armamento avançado de combate
armas anti-tanques
miras avançadas e sistemas de controle de incêndio
radar aéreo
um caça a jato Me 262
adicionais motores a jato
560 quilogramas de óxido de urânio

Adicionalmente o U-234 carregava os seguintes principais especialistas nazistas:
O General DA Luftwaffe Ulrich Kessler, em seu caminho para se tornar adido aéreo alemão em Tóquio
O Ten. Cel. da Luftwaffe  Fritz von Sandrart e o Ten. Erich Menzel, especialistas em comunicações aéreas, radadr aéreo e defesas AA
quatro oficiais Kriegsmarine, incluindo um especialista em aviação naval, um especialista AA, um engenheiro costrutor naval, e um juiz naval [cujo trabalho seria finalmente eiminar os últimos vestígios do anel de espionagem Sorge]
August Brinewald e Franz Ruf, especialistas em tecnologia e construção de aeronave a jato cuja missão era começar a produção sos caças a jato Me 262 no Japão
Dr. Heinz Schlike, um especialista em tecnologias de radar e de infra-vermelho

O U-234 contudo, se destinava ao Japão. A carga de óxido de urânio era destinada ao projeto japonês de enriquecimento de urânio em Hungnam no norte da Coréia sob o direção do Dr. Nishina. Os documentos técnicos ajudaram imensamente no entendimento das defesas japonesas. As plantas também apressavam o desenvolvimento do armamento avançado dos EUA. Conquanto o U-234 não fosse parte da fuga para a Argentina, ele confere confiança a habilidade dos nazistas em transferirem a tecnologia deles para o exterior e dá a idéia do escopo dessa transferência. De fato, houve uma grande quantidade de cooperação entre o Japão e a Alemanha perto do fim da guerra; muito mais do que anteriormente acreditado.

Em ‘Gold Warriors’ os Seagraves confirmam este comércio de urânio entre a Alemanha Nazista e o Japão. Eles relatam que os submarinos de carga japoneses eram usados para transportar o ouro para a base subterrânea nazista em Lorient, França para pagar as compras de urânio. Os U-boats alemães e rápidos raiders de superfície transportavam o urânio para pontos de encontro na Indonésia e nas Filipinas. Destes pontos de encontro, os submarinos japoneses transportavam o urânio para seus destinos finais no Japão e na Coréia.

Adicionalmente a Argentina estava ligada aos nazistas pela companhia austríaca de munições Hirtenburg. Hirtenburg estava ligada estreitamente com o Banco J. Henry Schroeder de New York por meio de uma companhia holding suiça, a Herbertus AG e a argentina SA de Finanzas. O Banco J. Henry Schroeder de New York era um ramo da Schroeder Rockerfeller Co Investment Bankers cujos três proprietários durante a guerra eram Avery Rockefeller, Bruno von Schroeder em Londres e Kurt von Schroeder de Colonia na Alemanha Nazista.  Nelson Rockefeller estava a cargo da segurança da América do Sul durante a Segunda Guerra Mundial; contudo, Tesden ligada a Goering servia como uma ligação financeira entre as Bahamas e Cuba com a Alemanha nazista. O Banco das Bahamas estava ligado ao Banco mexicano Continenta e o Banco Stein de Colonia e era usado para criar contas no exterior para os agentes da Gestapo nos EUA.

Esta breve olhada no tesouro de Bormann transferido para a Argentina prontamente ilustra a dificuldade de separar os fatos de ficção sobre o saque nazista. O autor, Uki Goni tem também apresentado prova das dificuldades encontradas em confiar nos registros argentinos. Ele descobriu que estes registros tem sido expurgados dos arquivos incriminadores em ao menos duas ocasiões diferentes. A verdade completa sobre o tesouro de Bormann pode nunca vir a ser revelada a menos que os EUA e a Inglaterra desclassifiquem todos os documentos da Segunda Guerra Mundial. O artigo do Pravda obviamente foi grandemente inflado ao longo das linhas das suspeitas soviéticas do tempo. Contudo, colocando à parte estas faltas, ele lança luz adicional sobre as operações de Bormann que os EUA e a Inglaterra gostariam de ver enterradas. Buscas adicionais pelos U-boats alemães ao longo da costa argentina já estão sendo planejadas. Qualquer descoberta somente serviria para confirmar mais do artigo do Pravda bem como dos contactos do jornal argentino.

Published in: on agosto 28, 2008 at 4:36 pm  Comments (12)  
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O caso do antrax e os cientistas

Aumentada a Preocupação sobre as Mortes Suspeitas de 24 bio-cientistas

O ‘Suicídio’ de Bruce Ivins faz dele o 24o. especialista em bio-terrorismo que tem morrido nos últimos sete anos.

de Victor Thorn

Durante os últimos sete anos, mais de duas dúzias dos melhores microbiologistas mundiais – todos os quais estavam concentrados no combate ao bio-terrorismo – tem morrido sob condições questionáveis.

Um foi esfaqueado com uma espada, um outro atirado sob um carro, enquanto um terceiro foi atacado na cabeça até a morte. Um cientista foi encontrado com repetidas feridas por espada no peito; um outro empurrado para debaixo de uma cadeira, nu da cintura para baixo; um outro pereceu em uma cabine pressurisada cheia de nitrogênio; um outro foi assaltado no carro com as chaves ainda na ignição e um tanque cheio de gasolina. Nenhum destes homens morreu de causas naturais. Suas mortes foram deliberadas e estão enviando uma mensagem clara aos especialistas em vírus, imunologistas, entomologistas e aqueles que pesquisam armamento biológico; suas vidas estão em grave perigo.

A casualidade mais recente foi o pioneiro da bio-defesa Bruce Ivins, que foi relatado ter cometido suicídio em 29 de julho no Hospital Memorial Frederick por uma overdose de Tylenol. (Como ele obteve pílulas suficientes para se matar, ainda é uma questão em aberto). Ivins tinha ligações diretas com o caso do  antrax de 2001; primeiro via seu potencial desenvolvimento de uma vacina para combater a toxina, e secundariamente como um receptor em 2003 da Decoração de Serviço Excepcional, a mais prestigiada recompensa que um cientista civil pode receber. Ivins tamém auxiliou o governo em sua investigação do pânico do antrax.

Aqueles mais próximos a Ivins estão publicamente céticos com a história do suicídio, ressaltando que ele era um voluntário da Cruz Vermelha, tocava teclado em sua igreja local, apreciava jardinagem e era casado  tendo dois filhos. Por outro lado, para pintar a imagem mais horrível possível, um trabalhador social afiliado ao FBI chamado Jean Duley afirmou que Ivins era, na realidade, um sociopata, um assassino vingativo e homicida que queria matar seus colegas em uma explosão de glória depois de descobrir que ele era o alvo de uma investigação do Departamento de Justiça sobre o caso do antrax.

Este testemunho é questionável em um número de níveis diferentes. As amostras de cabelo humano de uma caixa de correio em Princeton, N.J.  onde o antrax foi enviado não combinam com Ivins, disseram as fontes envolvidas. Por 18 anos, Ivins manteve uma das mais altas credenciais de segurança possíveis no Departamento de Defesa. Como perguntou o jornalista Scott Creighton, “Como todos estes psicólogos e psiquiatras graduados e educados perderam este intento criminoso que um trabalhador social (Jean Duley) captou em uma única sessão de grupo?”

Se Ivins exibisse tais tendências homicidas, isto não teria sido identificado ao menos uma vez em quase duas décadas, especialmente já que ele trabalhava em Fort Detrick, lar do Instituto de Pesquisa Médica para Doenças Infecciosas do Exército dos EUA, em uma das instalações mais guardadas no país?

Ivins é a segunda vítima de uma caça às bruxas do governo que começou com a perseguição combinada do Dr. Steven Hatfill,  cuja carreira e reputação foram irreparavelmente destruídas antes de receber um acordo de 5.8 milhões dos federais. Muito convenientemente, menos de um mês depois que o governo recompensou Hatfill em seu julgamento – com o caso do antrax aparentemente parado e não indo a lugar algum  porque eles buscaram  o homem errado por anos -, de repente a overdose de Bruce Ivins e todo o assunto é subitamente resolvido.

Ninguém mais tem que se preocupar com as cartas contendo antrax como aquelas recebidas por Tom Brokaw e o antigo Sen. Tom Daschle. Mas será que o real culpado tem sido identificado ou existe alguém mais sendo protegido de um processo?

A resposta pode estar com o Dr. Philip M. Zack, um microbiologista que tem alegadamente tentado enquadrar um colega árabe, o Dr. Ayaad Asaad, pelo pânico do antrax.

Zack, por sua vez, é judeu, e foi despedido de seu posto em Fort Detrick por perseguir continuamente o Dr. Asaad de modo extremamente discriminatório, por ele ser árabe.

Visitas continuadas ao laboratório top secreto depois de sua demissão foram registradas por câmeras de segurança. Ele foi filmado entrando em Fort Detrick em numerosas ocasiões. O indivíduo que ilegalmente o deixou entrar foi a Dra. Marian K. Rippy, também judia. Além disso, Zack era bem relacionado com o antrax de grau militar, o mesmo tipo que foi usado nos pacotes postais de 2001.

Evidência posterior implicando o governo foram os testes de DNA ligando as fontes dos esporos originais [que sao muito raros] a Fort Detrick. Zack novamente se torna o primeiro suspeito porque o pânico do antrax ocorreu pouco depois de 11 de setembro, um tempo quando os neo-conservadores e Israel estavam para começar sua “guerra ao terror”.  Zack era conhecido como um raivoso odiador de árabes e as cartas anexas a cada amostra de antrax tinam uma retórica anti-semita que pretendia implicar os árabes. (“Morte a Israel, Alá é Grande”).

Foi a inteira histeria do antrax motivada para lançar suspeita sobre os muçulmanos para justificar o desejo dos neo-conservadores de uma guerra no Oriente Médio? Será que o pânico do antrax foi um parente das armas de destruição em massa de Saddam Hussein, uma outa tática para empurrar o povo americano para a invasão do Iraque? Steven Hatfill e Bruce Ivins foram bodes expiatórios usados pelo governo para desviar a atenção do envolvimento do Dr. Zack?

Finalmente, muitos dos principais microbiologistas mundiais estão sendo assassinados para minimizar os esforços para conter os efeitos de um futuro ataque bio-terrorista? Quem pensaria que trabalhadores de laboratório inteligentes e isolados estivessem na mais mortal profissão mundial de colarinho branco?

Dr. Bruce Ivins era um cientista tímido e dedicado. Depois de sua morte, ele tem sido caracterizado como um louco usando uma roupa a prova de balas que envenou suas vítimas via o meio mais mortal de terrorismo biológico do país.

Mas se o pânico do antrax foi simplesmente uma ourta operação psiquica dos neo-conservadores/MOSSAD, as implicações para um acobertamento são enormes. Muitos dos colegas e amigos do Dr. Ivins não acreditam nas afirmações que ele era um assassino e sentem que o “suicídio” dele foi o resultado de uma perseguiçao incansável e pesada por oficiais do governo. O especialista em doenças W. Russell Byrne  o caracterizou como “olhar para um camarada que estava sendo levado para sua execução”.

Tem um outro número apenas sido acrescentado à misteriosa contagem dos cadáveres de microbiologistas?

Published in: on agosto 26, 2008 at 3:48 pm  Deixe um comentário  
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