A Arca de Cristo

A ARCA DE CRISTO

A MITOLOGIA, SIMBOLISMO E PROFECIA DO PLANETA X E A IDADE DO TERROR

WILLIAM HENRY

Dedicado a
Sarabeth.

2002

“Com Este Sinal Crie a Paz”

SCALA DEI
Nashville

1. DO FIM DO CÈU

Segundo o mito Sumério e Babilonio, nossa realidade se eleva do porvir de um incrível pesadelo cósmico. A detalhada narrativa deles fala da conquista e da matança da Grande Deusa Mãe [planeta] pelo Planeta X, um misterioso planeta esbravejante que balança longe, ao lado de nosso sistema solar e que é esperado logo retornar ao nosso sistema solar. Uma enorme incerteza acompanha este evento. Os Sumérios são um povo principalmente desconhecido pela maioria. Suas origens são incertas até mesmo para os eruditos. Se o planeta X está mesmo em seu caminho, contudo, as histórias sobre os deuses deles e as lembranças do começo da humanidade contêm uma orientação essencial para nossos tempos. Hà cinco mil anos atrás os astrônomos sumérios fizeram tabletes de argila cozida e que os pesquisadores dos selos de cilindro de cristal dizem representar o nosso sistema solar. Eles mostram onze globos circulando uma grande estrela raiada, presumidamente representando o Sol. A moderna astronomia apenas reconhece nove planetas no sistema solar – Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão este último, recentemente, desconsidrado como planeta, o que gerou uma polêmica ainda em aberto nos círculos academicos].  Não foi senão em 1781 que a astronomia moderna descobriu Urano, em 1846 descobriu Netuno e apenas em 1930 aconteceu a descoberta de Plutão. Se fomos incluir a Lua como um planeta, o que parece que os sumérios tenham feito, então temos um total de dez planetas orbitando atualmente o Sol. Isto nos deixa com um planeta; um planeta muito maior do que a Terra mas menor do que Júpiter e Saturno que os sumérios representavam entre Marte e Júpiter.

Seja quem for que inspirou os sumérios a fazerem estes selos parece também ter inspirado os poetas sacerdotais, que o erudito sumério Zecharia Sitchin mantém, numerou os planetas de nosso sistema solar de fora para dentro, na medida em que eles se aproximavam da Terra vindos de fora de nosso sistema solar. Nenhum nome é dado nos selos de cilindro para os corpos representados neles. Deixou esta tarefa para os poetas, ou as musas deles, preencherem os vazios. Sitchin, que começou publicando suas interpretações poéticas destas histórias em 1976 em sua série ‘Cronicas da Terra’ composta de cinco livros, revolucionou o estudo do Enuma Elisha, o ‘Geneses Babilonio’, e do Geneses Hebreu ao apresentar a história da Criação cujas implicações literalmente podem transformar a raça humana. Seu trabalho controvertido constitui uma potencial maior inovação em nosso entendimento de questões fundamentais que sempre tem perplexado a humanidade: Quem somos nós? Como chegamos aqui? Como voltamos para casa? Nestes velhos textos aprendemos que o planetas extra localizado entre Marte e Júpiter é chamado TIAMAT, uma deusa que tem duas faces. Na tradição patriarcal ela é chamada ‘o monstro’, e ‘a serpente dragão do caos’, enquanto na tradição matriarcal ela é chamada a ‘donzela da vida’ e é descrita em termos brilhantes  como um cintilante prêmio a prestar atenção: a primordial deusa do mar que enfrentaria um destino similar ao da Atlântida. O Enuma Elisha fala como o Armagedon atingiu a deusa. Ela foi violentamente partida em pedaços. Uma metade de TIAMAT foi demolida e se tornou o cinturão de asteróides, “o bracelete martelado’ ou o campo de restos planetários que circula entre Marte e Júpiter. A outra metade tornou-se a Terra. Em outras palavras, Sitchin diz que a Terra é TIAMAT reencarnada. O Torah também se refere a esta destruição aludindo ao Planeta X como os sumérios o fazem, como ‘O Senhor’:

‘Os Céus evidenciam a glória do Senhor, o Bracelete Martelado proclama seu trabalho manual’. Muito atraentemente o Torah acrescenta: ‘Do fim dos céus Ele se emana. O martelamento desta deusa é atribuido ao primeiro ferreiro ou alquimista que ‘martelou’ ou muito mais ‘lançou’ o mundo. Seu nome é EA, o senhor da sabedoria e da mineração e metalurgia. Na recontagem babilonica desta história o filho de EA, Marduk, um outro nome para o Planeta X, usurpou a autoridade de seu pai e levou o crédito pela matança deste dragão; a original guerra no céu é mais tarde descrita no Livro da Revelação. Depois do confronto, diz Sitchin, o Planeta X permaneceu em nosso sistema solar em uma vasta órbita elíptica de 3.600 anos – o que o torna muito obscuro para ser visto. Ele é um décimo segundo planeta em nosso sistema solar, o décimo a partir do Sol. Dai ele ser chamado de Planeta X, o numeral romano para dez. EA é a figura central em nossa investigação. Interessantementemente, EA era realmente o nome da deusa antes que fosse usado para um deus masculino. A associação original de EA com a deusa é refletida em sua presença no Oriente, Pascoa, Terra [east, easter, earth] e todas estas palavras sendo associadas ao Divino Feminino. Os tabletes de argila cozida deixados pelos sumérios, e interpretados por Sitchin, nos contam que depois do cataclisma que formou a Terra, EA liderou um grupo de seres interplanetários do Planeta X que desceram no dragão ferido para semear uma nova civilização. Sitchin estima que isto ocorreu a alguns 450.000 anos atrás. Os sumérios chamavam EA e os primeiros representantes do Planeta X que desceram à Terra de An-nun-aki, ou os Filhos de Anu ou Ana, significando “O Povo do Deus da Luz’. A raça Ana foi conhecida por vários nomes. Na Grécia, os Annodoti. Na história céltica, os Tuatha de Danaan. Nas escrituras semíticas (Torah, Talmud, Velho Testamento e os textos apócrifos como o Livro de Enoque), eles eram chamados Nephilim, Gigantes, os Filhos de Deus, Os Observadores. Eles são descritos como vindo e indo das estrelas em ferozes veículos voadores. Eles tem armas de destruição em massa, que eles usam um contra o outro. Eles usam roupas de alta tecnologia com anexos simbolizando asas, chifres, e até mesmo escamas de peixe. Cada um destes símbolos indica o poder divino e o sangue real. A Bíblia também os chama de Els, uma antiga palavra que é encontrada em muitas outras linguas incluindo o sumério EL, ‘luminosidade’ ‘brilho’; o babilonio ELLU, ‘o brilhante’, ‘ um ser brilhante’; o velho gaulês ELLU, ‘um ser brilhante ‘ e o inglês ELF, ‘ser brilhante’. Eu me referirei a eles como Os Brilhantes. Sitchin mantém que os Brilhantes vieram à Terra para procurar ouro para consertar uma crise atmosférica no Planeta X. De início ele diz: “EA tentou minerar o ouro das águas da Terra. Quando o resultado não foi satisfatório, seu meio-irmão ENLIL veio à Terra, para assumir o comando, e mudou as operações para a África, onde o ouro era abundante [e ainda é]. Quando o trabalho tornou-se intenso demais para os antigos astronautas, EA geneticamente alterou os proto-humanos que então habitavam o planeta, criando a humanidade como uma raça escrava.

O intercâmbio do termo bíblico El e o sumério Os Brilhantes ilumina muito do mito previamente enodoado e a escritura, particularmente as quatro citações quintessenciais do livro do Geneses 1:1 ‘ No início os Brilhantes criaram o céu e a Terra’. 1:26 ‘Os Brilhants disseram: Vamos faze-los a nossa imagem, na semelhança de nós’. 2:8 ‘YAHWEH (o líder dos Brilhantes] plantou um Jardim no Oriente’. 5:24 ‘Enoque andou com Os Brilhantes. Então ele desapareceu porque Os Brilhantes o levaram embora’. Dos registros sumérios Sitchin conjectura que algum tempo depois da chegada deles, EA e sua parceira, a deusa Ninharsag, começaram a experimentar com o selvagem Homo eretus que eles encontraram habitando as regiões do Delta da África. Estes experimentos levaram a criação de um ‘lulu’ ou ‘um misto’, um híbrido que se tornou um trabalhador primitivo e culminou em algum tempo por volta de 300.000 AC com o protótipo que os sumérios chamam de Adapa, o ‘homem modelo’, e que os hebreus chamam de Adão. Há pouca dúvida de que EA e Ninharsag pretendiam que sua criação inicial, chamada ‘lulu’ realizasse o trabalho duro em benefício do planeta lar deles. Contudo, em algum ponto eles parecem ter mudado de idéia sobre usar a escravidão espiritual como meio de resolver o problema atmosférico do planeta X. Em uma drástica mudança de coração, eles abruptamente foram a um outro extremo. Sitchin reconta que EA e Ninharsag não estavam contentes em permitir que a criação deles continuasse escrava. Eles estabeleceram um curso para retirar sua criação do laço espiritual ao criar um ser avançado por meio da pesquisa genética, formando com eles uma ligação mais estreita e uma maior semelhança com os Brilhantes. Usando seu próprio material genético, EA e  Ninharsag chegaram a um novo ‘modelo perfeito’ de terrenos chamados Adapa. A este tempo, Adapa foi ordenado como alto sacerdote em Eridu. Ele era conhecido ter adquirido uma sabedoria igual a de seu pai, porque EA o tinha ‘aperfeiçado com um amplo entendimento, revelando todos os projetos da Terra; a Sabedoria foi dada a ele’. Nos é dito que Adapa diariamente frequentava o santuário em Eridu. Ele posteriormente recebeu a missão de espalhar seu conhecimento para a humanidade. Segundo a história suméria, foi neste templo em Eridu que EA, o mestre dos segredos de todo conhecimento cientifico, guardava o ‘me’  – o cristal – como objetos, algumas vezes usados como ornamentos ao corpo dos deuses, no qual o conhecimento como a medicina, astronomia, astrologia, e construção do templo estavam contidos. Adapa foi apelidado NUN.ME ou ‘Aquele que decifrou o Me’. ENLIL chamado ‘príncipe da Terra’ cujo comando faz o céu tremer, é militarista, gerencial, e totalmente oposto a EA, o sonhador. Ele estava furioso com EA por criar esta raça escrava [que ele transformou em objeto sexual]. Ele foi ameaçado pelo aparecimento de Adapa.

Há uma declaração interessante no Popol Vuh maia que reflete os pensamentos de ENLIL sobre o assunto de seus ‘escravos’ que se tornaram perfeitos: ‘Não é bom que as nossas criaturas devam saber disso. Devam eles por acaso serem iguais a nós, seus criadores, que podemos ver distante, que conhecemos tudo e tudo vemos?’ ‘Devem eles serem deuses?” Um antigo nome para este seres é o povo irlandês ‘sidhe’. Eles são considerados serem descendentes diretos ou reencarnações dos Brilhantes. Evans-Wentz nota que este povo sidhe é descrito como uma raça de aparência majestosa e maravilhosa beleza, em forma humana, ainda que de natureza divina. Eles são divididos em duas classes: aqueles que são brilhantes, e aqueles que são opalescentes e parecem acesos por uma luz dentro deles próprios. A palavra sidh nos informa da natureza dos ensinamentos proibidos que EA desejou ensinar. Sidh parece estar relacionado ao latim sedes e ao sânscrito siddha, ambas as palavras significando poder. O termo sânscrito siddhi carrega o sigignificado de “realização’ ou ‘perfeição’. Na literatura hindu este termo é usado para denotar as habilidades que os indivíduos auto-realizados ou espiritualmente perfeitos possuem e usam sem egoismo. Os eruditos que tem acompanhado os ‘anos perdidos’ de Jesus tem mostrado que ele recebeu treinamento na Índia de mestres hindus e budistas. Eles ensinaram a ele as habilidades yogi chamadas ashta-siddhi. Estes oitos poderes eram: Animan, a habilidade de fazer alguém infinitamente pequeno em um instante; Mahiman, o poder de crescer infinitamente grande a sua vontade; Laghiman, desafiar a lei da gravidade, a levitação; Prapti, o poder de tocar qualquer objeto a qualquer distância, tal como cavar um punhado da poeira de Marte; Prakamya, a habilidade de mergulhar no solo sólido e se mover nele como se fosse no ar ou na água; Vashitva, o controle total sobre os elementos; Ishitritva, a habilidade para criar ou destruir a matéria; Kamavasayitva, a materialiação instantanea dos desejos.

EA flutua por um pilar. Por causa do envolvimento genético de EA e sua doação dos segredos das estrelas, a humanidade da Terra pode ser elevada ao nível do desenvolvimento intelectual dos deuses. A possibilidade de sua criação poder até mesmo excedido seus supervisores extraterrestres é evidenciada pela declaração de Jesus, ‘aquele que acredita em mim também fará os trabalhos que faço; e os maiores trabalhos do que estes ele fará, porque eu vou ao Pai”.

Por causa de seu desejo de ensinar estas poderosas habilidades à humanidade EA foi rotulado como ‘A Serpente’. Este conhecimento e as habilidades que ele representa, é a verdadeira razão porque ENLIL, que se tornou YAHWEH na tradição hebraica, estava tão enraivecido e ameaçado. Por esta interpretação, EA estava criando ou ativando uma super raça, lembrada pelos Essênios como ‘Os Filhos da Luz’ e por outras tradições em termos similares. O bastão mágico como a elegância desta hipótese tem sido usado para explicar a falta de evidência esquelética entre o Homo eretus e o Homo sapiens, uma criatura que no piscar dos olhos, ou ao acenar um bastão, desenvolveu um cérebro enorme e verdadeiramente aperfeiçou suas faculdades. Não existe um elo perdido. A evolução foi acelerada por nossos amigáveis bioengenheiros vizinhos. Houve um salto quantum orquestrado pelos colonizadores do Planeta X que se tornaram os deuses e deusas do antigo mito e da escritura. [É desconhecido se eles realizaram esta alteração com as bençãos do Grande Criador]. Pelos meus mais de dez anos de estudos do que pode ser visto como a Hipótese de Sitchin tenho ponderado várias questões a respeito da busca por ouro dos Brilhantes e a criação deles da humanidade como uma raça escrava para obter este elemento. Primeiro, porque viajar até a Terra por um elemento que é reputado ser de grande quantidade nos asteróides do Espaço?  Segundo, porque viajar tudo isto pelo ouro?  Porque não por muitos outros recursos abundantes na Terra? Água por exemplo. Terceiro, ao invés de fazer alguma arriscada bioengenharia e combinar o próprio DNA deles com aquele dos proto-humanos que já habitavam a Terra, porque os Brilhantes simplesmente não construiram máquinas ou robôs para fazerem o trabalho? Se eles eram capazes de construir espaçonaves, porque não construiriam robôs também?

Falando economicamente um clone que se auto-gerava, tal como os primeiros humanos, era uma solução mais barata e eficiente do que robôs mecânicos. Contudo, o custo é superado pelo risco envolvido em criar uma criatura com poderes iguais ou até mesmo ultrapassando os seus próprios; o que Sitchin avalia, foi uma das objeções de ENLIL ao processo genético de seu meio-irmão EA. A chave para esta história, no que diga respeito a esta investigação, é a habilidade de EA como um alquimista. Aceitando a teoria de que EA e outros Brilhantes do Planeta X eram reais inteligências ou seres de uma civilização tecnologicamente, embora não moralmente, avançada, tenho questionado porque um metalúrgico ou artesão de genes da reputada maestria de EA precisaria afinal minerar ouro. Como o pai da alquimia ele certamente tinha a habilidade de fabricar ouro dos metais base. De fato, tão ligado à arte da alquimia ele era, que esta arte pode ser pensada de uma religião de Mistério de EA. Minha abordagem desta história  reside no entendimento que, como os egípcios, os sumérios eram completos expoentes do ‘trocadilho’ [jogo de palavras], uma técnica literária que dá vários significados ao uso de uma frase economica ou simbolo. Eles provavelmente aprenderam isto de EA; o Ouro, por exemplo, simbolizado por este símbolo, é um ‘trocadilho’ alquímico ou símbolo para alma, e para Sol. Sol é um termo alquimico para a essência da vida escondida no ouro. Esta essência é chamada  tinc-tura rubea (a tintura vermelha), vermelho para o sol alquímico [e o Planeta X]. Esta substância sol pinga do Sol e produz limões, laranjas, vinho, e, no reino mineral, ouro. Nos humanos é o ‘brilho’ ou o ‘corpo lucente’ e é similar ao Espírito Santo. Similarmente, é a matéria prima, o ouro, do qual somos feitos, e o ouro que EA estava buscando.

Isto pode explicar porque algumas pessoas acreditaram que a carne dos deuses era feita de ouro, como o fizeram os antigos egípcios que acreditavam que os corpos de seus faraós eram feitos de ouro. Uma outra chave para decifrar o significado alquímico da atividade mineradora de EA é fornecida quando lembramos que a água, o elemento em que EA primeiro tentou minerar o ouro, é frequentemente usada como uma metáfora para ‘mãe’ e para ‘almas’. Os antigos, particularmente os magos herméticos, afirmavam que as águas maternas em combinação com a Terra maternal criava as almas. Os oceanos de TIAMAT foram descritos como um útero cheio do fluido da criação. Se, simbolicamente, a água representa as almas como é o Sol, a essência da vida. Sob esta luz, quando o Planeta X dividiu a pedra de TIAMAT em dois ela liberou um oceano de almas, sangue ou essência cósmica no cosmos. Isto é verificado na versão grega do nome de TIAMAT – Demeter – o cortar ou dividir um círculo em dois, ou Dia [partir] mater [mãe, matéria]. Além de An, os sumérios chamavam o Planeta X de Nibiru [O Planeta que Atravessa]. O nome moderno para este planeta, X, é portanto bem sincronico. A cruz diagonal com braços de igual comprimento é um símbolo muito antigo. Compare sua associação com a divisão, com seu uso como um sinal de multiplicação desde o início do século XVII [A Iluminação] e a lei da polaridade dos significados dos glifos elementares se torna evidente. Como um hieróglifo egípcio ele significa dividir e quebrar em partes, e foi visto no baú de Osiris, o deus salvador que foi cortado em quatorze pedaços. Este sinal tem um amplo espectro de significados de confrontação, anulação e poderes opostos para os desconhecedores e não familiarizados.

Aqui tem um número de meios pelos quais o X é usado: um cruzamento entre espécies diferentes ou raças [em botânica e biologia], jogadas [no xadrez], não pode continuar [sinal para o código de emergência aérea], desconhecido [matemática], e pessoa desconhecida [Mr ou Mrs X]. Como veremos a cruz diagonal é também usada como um símbolo para Cristo, cujo corpo é simbolizado pelo pão na cerimônia da Eucaristia e é partido ao meio. Cada um destes significados, particularmente o último, é relevante para a história do Planeta X e TIAMAT, que é associada com a vinda ou advento do ‘Senhor’. Minha premissa é que os seres do Planeta X estavam interessados em salvarem almas. Um dos títulos originais de EA era ‘Casa das águas’. Permitindo o intercâmbio  de águas e almas se torna que EA era o Senhor das Almas. Substituindo alma por ouro, como o fazem os alquimistas, é concebível que a alegada crise planetária que o Planeta X estava enfrentado fosse espiritual e não material. Fazer ouro ou a aquisição ao lado, a busca do alquimista é a busca para transmutar a alma dele em uma forma mais alta, uma apoteose, ou se fazer de Deus. Simplesmente, pergunto, que tal se a atmosfera decadente do Planeta X que EA estava tentando reparar com ouro fosse realmente uma atmosfera de alma em deterioração? Suponha que o Planeta X estava vivenciado uma crise de alma e que EA veio à Terra em busca de almas para tornar a encher seu planeta natal. O propósito posterior que as almas que ele pretendia recuperar foram uma vez residentes em TIAMAT e agora estavam embebidas na Terra. A parceira de EA, Ninharsag que tem o título de Nin-ti-nugga, ‘a senhora da vida’ ou “Ela que Dá Vida aos Mortos’ pode fazer um estranho sentido, simultaneamente reforça minha tese e aponta para o papel especial dela como representante do Planeta X. A mitologia de TIAMAT leva a conclusão que este era um planeta que uma vez foi uma das Pleiades, um grupamento de estrelas que também eram chamado de Filhas de Atlas, Atlantis ou Atlantida.

Na história de TIAMAT aprendemos de um planeta e um grupo de almas que afundam na noite, das quais houve sobreviventes, que se engajaram em uma longa marcha para se reagruparem, e reclamar uma coleção de instrumentos de poder para ajudar a reconstruir a civilização deles de forma que as almas pudessem voltar para casa. A história de TIAMAT, o antigo mundo lar Pleiadiano, é a história da Atlandida nas estrelas. As Pleiades estão localizadas na constelação de Touro. Elas eram acreditadas serem os povos mais iniciais a serem compostos em seis estrelas visíveis, mais uma sétima, invisível. Agora sabemos que havia realmente centenas de estrelas neste belo agrupamento, o que pode explicar porque os antigos também a chamavam de Colméia de Abelhas. O ocultista do século XIII, Michael Scot, uma vez proclamou que o mel cai do ar para as flores, e então é coletado pelas abelhas. Para nós, isto soa poético. Contudo, Scot estava escrevendo na linguagem dos Pássaros ou Bardos [a linguagem dos poetas]. Esta é a linguagem dos alquimistas, segundo Fulcanelli. Nesta linguagem a abelha é um símbolo antigo para a alma humana, as flores são o corpo humano e o mel é o alimento que alimenta as almas. Muitos grupos ocultos, inclusive os Merovíngios e os Rosacrucianos, incorporaram o símbolo da abelha, especialmente a abelha planando sobre uma rosa, como símbolo da alma humana. Ela é um emblema de Demeter ou TIAMAT. A colméia de abelhas é um símbolo relacionado. A colméia representa não apenas a natureza industriosa da abelha, mas também a ‘alma coletiva’. A maioria das palavras antigas para alma são femininas: psique, pneuma, anima, alma. Isto é porque os antigos acreditavam que cada homem tinha uma alma feminina derivada da Deusa Mãe [TIAMAT] para a Mãe Terra. Isto faz um sentido perfeito se a Terra é TIAMAT reencarnada. [Isto também dá substância posterior às religiões iniciais veneradoras da deusa]. Mais tarde, as religiões patriarcais [Enlilitas] entraram em cena para escrever a versão deles de Deus como um homem idoso de barbas brancas controlador e julgador sentado em um trono, eles imaginaram a alma como a ‘respiração’, ´o alento’, o pneuma que é um deus masculino  que pode dar nascimento, por assim dizer. Os sumérios entendiam a alma como sendo a verdadeira fonte da consciência, personalidade e inteligência. Os tabletes sumérios de fato mencionam uma alma em conexão com a criação do Homo sapiens: ‘você tem assassinado um deus juntamente com sua personalidade [ser espiritual] que eu tenho removido seu trabalho pesado, tenho imposto seu sofrimento ao homem’. Uma perplexante faceta moral deste problema , argumenta o advogado William Bramley em seu livro “Os Deuses do Eden ‘ [veja o livro completo traduzido aqui neste blog]   ‘era como garantir a estes escravos bastante inteligência para permitir que eles funcionassem sem dar a eles a consciência de seu verdadeiro potencial espiritual. Afinal, Bramley pergunta, que entidade espiritual auto consciente concordaria com uma vida de escravidão? Baseado em como as coisas eram feitas na sociedade humana, Bramley propôs que as almas usadas para dar vida a estes escravos eram criminosas, desviadas, prisioneiros de guerra, grupos raciais e sociais detestados, não conformistas, ou outros indesejáveis. A proposição de Bramley, conquanto inteiramente concebível, simplesmente não desperta muita verdade em mim; particularmente quando o mito de TIAMAT é criado. Intuitivamente, ele também não cai como algo que EA ou Ninharsag fariam. Ao invés de desviados, sugiro que as almas que EA e Ninharsag cuidaram e implantaram nos primeiros corpos humanos estavam ligadas à Terra pela destruição de TIAMAT.

A acompanhante ilustração suméria mostra EA e  Ninharsag de pé juntos na frente de um pilar. Pendurado do pulso de Ninharsag está o símbolo omega dela, o ‘cortador’, um instrumento usado pelas parteiras na antiguidade para cortar o cordão umbilical. Como Sitchin ressalta no seu livro ‘O Décimo Segundo Planeta’ ela aparece de pé na frente de algums tubos de laboratório ou jarros. È útil saber o que representa a idéia do ‘amor’ para os sumérios que desenhavam um simples jarro ou container com uma tocha acesa dentro para indicar o calor fermentante da gestação no útero.

E.A. e Ninharsag no laboratório genético deles? Nesta cena estamos vendo o processo de gestação de um ovo fértil ocorrendo neste jarro? Ou, isto possivelmente seja algum tipo de avançado equipamento médico? Isto de fato é um jarro? Isto talvez seja um Santo Gral, ou vaso da Vida, alguma forma de armazenamento de almas? Isto possivelmente nos permite entreter a idéia que o bastão que EA está acenando também seja alguma forma de tecnologia avançada. De fato, nesta cena nos é dito pelos sumérios, EA está acenando seu cetro exaltado, o bastão com Grupo de Trabalho. Este é o caduceu alquimico com as serpentes enroladas. Entre outras coisas, esta lenda nos conta que os caduceus podem ser usados para infundir a força da vida à matéria inerte e conduzir as almas entre dimensões!

Deus [EA?], com a Taça da Vida na mão, tosta o nascimento de um homem com os braços esticados de um pilar. Isto é alguma forma de tecnologia? Isto está no selo de por volta de 2334-2154 AC. na Biblioteca Pierpont Morgan, New York.

Como suas contrapartes egípcias Hathor e Isis, Ninharsag foi retratada como a Grande Vaca, o símbolo para a deusa criadora Pleiadiana. Ela tem sido reverenciada como criadora. As ações e os títulos dela sugerem que ela é o verdadeiro poder por trás de EA. Ela é chamada: a construtora daquilo que tem Respiração [uma palavra código para alma], a Carpinteira da Humanidade, a Carpinteira do Coração, A Trabalhadora do Cobre dos Deuses, a Trabalhadora do Cobre da Terra, e a Senhora da Cerâmica. Ninharsag foi mais tarde renomeada o arcanjo Gabri-EL [o Herói de Deus] na tradição judaico-cristã. Agora, isto é fascinante. Gabri-El apareceu à Virgem Maria alertando-a que ela logo conceberia o Cristo criança, Jesus. No ano 600 de nossa era ela visitou o profeta Maomé e ditou o Alcorão para ele. Quando Gabri-El escoltou Maomé até o céu do topo do Monte Moriah [Meru] em Jerusalém, uma magnífica escada/pilar apareceu. Ele então voou ao céu em um Pégaso de face feminina. O resumo cósmico de Gabri-El afirma que ela é um dos quatro anjos especiais chamados Serafim [porque ‘ser’ significa ‘serpente’ ou ‘alto ser’ e ‘rafa’ significa ‘curador’], popularmente conhecido como ‘as divinas ferozes serpentes da iluminação’. Esta deusa sábia foi identificada com a própria serpente. Originalmente, diz Barbara Walker em sua Enciclopédia de Mitos e Segredos das Mulheres, a palavra ‘seraph’ era acreditada significar a serpente relampago fertilizando o ovo Terra, e mais tarde foi interpretada como anjo. Na Anunciação por Bartel Bruyn, Gabri-El acena o bastão caduceu do Serafim e transporta a alma de Cristo ao longo do Espírito Santo, simbolizado por uma pomba, para dentro do corpo de Maria. Este episódio pode ser interpretado como um exemplo da antiga inseminação artificial ou manipulação genética.

Neste cenário, EA e Ninharsag não projetam o corpo humano meramente como um instrumento para minerar ouro. Ao invés, ele modificou o corpo humano como uma arca ou vaso para a alma. Alquimicamente, isto é uma máquina de ressurreição ou “fluidor de almas” destinado a elevar as almas de TIAMAT da Terra e leva-las de volta para casa. Esta é uma idéia mitológica muito antiga, nota o famoso psiquiatra suiço Dr. Carl Jung, que o herói, quando a luz da vida é extinta, vai viver como uma serpente ou é venerado como uma serpente. Uma outra idéia primitiva disseminada é a forma de serpente dos espíritos dos mortos. Esta idéia deu elevação ao trocadilho nas palavras heraicas nahash (serpente) e nashamah (alma). Isto também ilumina a ‘elevação da serpente’ encontrada em tantos contextos. Os ensinamentos antigos revelam que uma serpente [ou alma] não pode ficar ereta por sua própria conta. Por analogia, uma serpente precisa de uma árvore para levantar seu caminho na direção do mundo do espírito, acima. Então, a coluna dorsal humana representa uma árvore ou fluidor no qual a força espiritual da vida ou alma pode ascender. E então vem a associação com a serpente e a Árvore da Vida e a alma e a rosa. A menos que ela tenha um veículo no qual ela possa ascender, uma serpente [ou alma] é condenada ao isolamento nos mundos inferiores. Igualmente, um corpo sem uma animação espiritual é um salto sem sigificado de compostos químicos. Deste modo, o corpo humano, como o conteiner da força da vida prolongada pelo DNA, é um receptáculo e um fluidor do amor. O florescimento da flor humana representa a manifestação e disseminação do amor no universo. Isto possivelmente explique porque EA e Ninharsag foram descritos como ‘jardineiros’. Neste cenário quando nos é dito que EA veio à Terra para minerar ouro isto aponta para seu verdadeiro propósito: para minerar ou salvar almas. Estou propondo que EA e os Brilhantes do Planeta X que o acompanharam vieram à Terra para resgatarem as almas de TIAMAT.

A serpente [ou alma] da Terra torna-se celestial; com asas ela pode voar, e permite que as múmias retornem às estrelas. Repare no símbolo do ouro em sua cabeça. Isto cria uma clara imagem de EA como criador de uma raça de seres no verdadeiro início da história humana cujo propósito é avançar a raça humana. Ele foi o primeiro Salvador da Terra, ou Cristo em grego. O propósito dele era geneticamente ‘fabricar’ o corpo humano em sua forma presente e não criar uma raça escrava; era para criar um veículo de resgate ou arca para a alma voltar para casa. Durante suas periódicas visitas de retorno a esta parte do sistema solar o Planeta X se encontra com almas adicionais. É o corpo humano a Arca de Cristo? Ou esta arca é algo mais que o corpo humano foi projetado para interagir? Sitchin discute que o Planeta X era o lar de uma civilização enormemente avançada; iremos adiante para postular que TIAMAT também o era. Para chegar ao núcleo desta investigação devemos considerar a calamidade de TIAMAT como sendo muito mais do que um cataclisma físico planetário. Devemos considerar que havia almas que pertenciam ou eram residentes em TIAMAT. Michael Cremo e Richard Thompson, autores de ‘Forbidden Archaeology: The Hidden History of the Human Race’ apresentam a evidência para uma presença humana na Terra remontando a 600 milhões de anos atrás. É possível que esta evidência, tais como a impressão de sapatos e vasos metálicos embebidos em minas de carvão ou de ouro milhas profundas na Terra, representem restos do cataclisma de TIAMAT? Somente sob esta perspectiva há um significado interno e inter-relações entre a história de TIAMAT/Terra e o Planeta X e isto ganhe relevância em nosso mundo. Somos os sobreviventes do cataclisma de TIAMAT. Somos as almas que o Planeta X está preparando para encontrar. Como estamos nos preparando para este encontro? Interessantemente, os mesmos elementos raiz para ‘serpente’ e ‘alma’ aparecem na palavra árabe ‘nashr’, que se refere á tradição Sufi de depositar bolsos de conhecimento em uma técnica espalhada [nashr]. A raiz árabe NASHR, da qual a palavra deriva, também significa ‘expandir, disseminar, apresentar, propagar, revivicar, dispersar, e tornar-se verde depois da chuva [ou iniciação]. Verde é a cor do cobre. Na escritura hebraica a serpente que é elevada pode ser uma referência ao DNA. Isto sugere que verde era a cor da serpente abrasada da cura elevada por Moisés. Esta conexão terá uma importância enorme momentaneamente. Além de projetar o corpo humano como um fluidor de alma, ou uma Arca de Cristo, proponho que EA e Ninharsag implantaram o conhecimento científico dentro de nosso DNA para ativar esta flor ou arca, e transformar o homem médio em um Brilhante. O significado de preparar o ego de alguém para o encontro com os Brilhantes também está aqui contido. Ele é ativado nos sonhos. Minha base para esta proposta tem a ver com o repetido aparecimento nas história alquimicas de um livro de cobre.

Um dos dos mais impressivos exemplos de uma transmutação aparentemente genuina de metais base em ouro está entre as mais completamente documentadas – aquela de Nicholas Flamel de Paris. Flamel nasceu por volta de 1330. Em suas próprias palavras, ele descreve muito candidamente como não apenas ele desenhou a alquimia, mas como, depois de ‘apenas’ vinte e quatro anos de pesquisa, encorajado por sua esposa, Perronelle, ele finalmente descobriu o segredo de fazer ouro. Flamel era um copiador de manuscritos e um comerciante de livros. Uma noite, ele teve um sonho no qual um anjo apareceu a ele e lhe mostrou um grande livro de capa de cobre com páginas de pequenas cascas de árvore, e gravado com estranhos caracteres hieróglificos. O anjo disse a ele que um dia ele entenderia as páginas do livro. Quando ele foi foi para tocar o livro, este desapareceu em uma aura de luz juntamente com a figura angélica. Por anos Flamel foi assombrado pelo sonho até que um dia o livro apareceu na livraria dele. Isto foi o começo do trabalho da vida de Flamel e o início de sua obtenção da Pedra Filosofal. Uma outra figura chave na história alquímica que encontrou o ‘livro de cobre’ é o Dr. Carl G. Jung, que propôs a idéia do ‘inconsciente coletivo’, o cérebro global, ou o que eu me refiro como Esfera do Pensamento. Em meu livro ‘The Atomic Christ: F.D.R.’s Search for the Secret Temple of the Christ Light’, explorei o interesse de Jung nos sonhos alquímicos de Wolfgang Pauli, um paciente de Jung, e um físico que estabeleceu um considerável trabalho de base na teoria atômica. Neste livro notei que muitas das chaves símbolos do Projeto Manhattan são idênticas ao simbolismo que é encontrado nas antigas religiões de mistério, mitologia, folclore, contos de fadas e especialmente o simbolismo do Santo Gral e a alquimia. O Dr. Jung pessoalmente vivenciou este simbolismo e o ‘livro de cobre’ em seus sonhos. Em seu livro autobiográfico “Memórias, Sonhos, Reflexões’, ele escreveu: “Antes que eu descobrisse a alquimia, tive uma série de sonhos que repetidamente lidavam com o mesmo tema. Ao lado da minha casa existia outra, o que é dizer, uma outra ala ou anexo que era estranho para mim. A cada vez eu imaginaria porque eu não conhecia esta casa, embora aparentemente ela sempre houvesse estado lá. Finalmente veio um sonho no qual eu alcancei a outra ala. Lá eu descobri uma maravilhosa biblioteca, datando principalmente dos séculos XVI e XVII. Volumes grandes e gordos, em pele de porco, ficavam nas paredes. Entre eles estava um número de livros embelezados com gravuras de cobre de um caráter estranho, e ilustrações contendo curiosos símbolos que eu nunca antes havia visto. Naquele tempo eu não sabia a que eles se referiam. Somente muito mais tarde eu os reconheci como símbolos alquimicos. No sonho eu estava consciente apenas da fascinação exercida por eles e por toda a biblioteca’.

As experiências de Flamel e Jung são virtualmente idênticas – o livro, as gravuras de cobre, os símbolos estranhos, as ilustrações e as letras. Em ambos os casos os homens foram motivados a começar um intenso estudo da alquimia. Jung realmente recriou a bibliotca que ele viu em seu sonho. Seus trabalhos sobre alquimia são considerados serem clássicos no campo. Uma importante chave mitológica para as histórias de Jung e Flamel gira ao redor de Ninharsag. Na tradição hindu, esta Deusa Serpente era conhecida ter tido ajudantes chamados Nagas que eram representados como sereias. Estes Nagas [o inverso de ‘sagan’ ou pessoa sábia] preservavam coleções de pedras preciosas e livros sagrados em palácios sob a água que continham os meios para retornar ao útero dela. Uma destas serpentes guardava o Livro de Thoth, o deus egipcio da alquimia, consistindo nas chaves para o céu escritas nas figuras hieróglifas e símbolos que davam ao iniciado o controle sobre o destino deles ao expandir a consciência deles. Na tradição grega Thoth torna-se Hermes, o guardião das Encruzilhadas, simbolizado por um X. Os sumérios o chamavam  Ningishzidda, “O Senhor da Chave ou Arfetato da Vida’. Ele era o filho de EA. Os Maçons Livres dizem que Thoth/Hermes possuia todo o conhecimento secreto sob a abóbada celestial [o céu]. Ele projetava o seu conhecimento no que eu chamo de Esfera do Pensamento e no Jung chamava de ‘inconsciente coletivo’. Esta é uma forma de Internet cósmica. Interessantemente, os egípcios chamam Thoth ‘O Senhor da Rede” [Net]. O livro dele é atribuído a Ninharsag, a Trabalhadora do Cobre dos Deuses. A reunião destas pistas me sugere que Ninhursag implantou o Livro de Cobre dentro de nosso DNA, ou que o nosso DNA seja um sintonizador do conhecimento contido na Esfera de Pensamento. Depois da iniciação nós nos tornamos ‘verdes’. Seguramente este livro contém a informação sobre o Planeta X e TIAMAT. A concorrente abertura da Esfera de Pensamento por meio da Internet e a decifração do Livro da Vida DNA, viu o Projeto Genoma Humano, corresponde a esta profecia dada pelo profeta Daniel do Velho Testamento que teve numerosas visões para ‘os tempos do fim’. Daniel foi instruido a calar as palavras, e selar o livro, até o tempo do fim… e o conhecimento deva aumentar. Esta é uma das linhas mais importantes e populares de toda profecia. Presumidamente, este conhecimento diz respeito a uma forma de avançada ciência sagrada da alma. Hoje, o nosso conhecimento está aumentando. Ele está se duplicando mais rápido do que podemos imaginar. A maioria dos historiadores concorda que o total do conhecimento humano dobrou uma vez entre 4.000 AC e o tempo de Jesus. Então, a partir do nascimento de Jesus até 1750 ele dobrou novamente. De 1750 a 1900 ele novamente dobrou. De 1900 a 1950 ele dobrou novamente. Podemos ver o período de tempo que ele leva para o conhecimento humano dobrar a seguir . Agora, de fato é um fato aceito que o conhecimento dobre a aproximadmente cada dois anos.

Jesus parece se referir muito frequentemente a Daniel. Um assunto favorito de ambos é o julgamento. “Agora é o julgamento deste mundo; agora o governante deste mundo será expulso. E eu, quando sou elevado da Terra, dirigirei todas as pessoas para mim.” No livro de Daniel lemos: “A côrte sentou-se no julgamento, e os livros foram abertos”. Jesus ecoa isto ao dizer que quando os livros são abertos, ‘Agora é o julgamento deste mundo’. O julgamento claramente se refere a elevação [ou entendimento] da serpente [DNA? Nossa alma?] e possivelmente a elevação ou abertura dos livros da Esfera do Pensamento. A abertura do Livro da Vida verde ou cobre, nosso DNA, tem mudado o nosso relacionamento com o universo. Temos os códigos da criação nas palmas de nossas mãos. Isto é o que quer dizer Dia do Julgamento? Além disso, um outro efeito mais notável de iluminação da Esfera de Pensamento torna-se possível. Jesus declara: “Estou na porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta eu virei até ele e ele estará comigo’. Em Revelação 4:1 le-se “depois disso eu olhei, e prestei atenção, uma porta foi aberta no céu’. E Jesus estava lá esperando. Há uma relação entre aquele que se levantou e aquele que está na porta? Mais fantasticamente, os dois são a mesma coisa? Ele é EA? Está o conhecimento de como abrir a porta do céu implantado dentro do nosso DNA? Isto é que o João queria dizer quando disse: “Ninguém tem subido ao céu exceto aquele que desceu do céu, o Filho do Homem”. Imediatamente depois disto lemos: “E exatamente como Moisés elevou a serpente [a alma?] no deserto assim deve o Filho do Homem ser elevado que quem quer que seja que acredite nele tenha a vida eterna”. “Quando você eleva o Filho do Homem [o Cristo] então você entenderá que Eu sou ele”. “E quando Eu sou elevado sobre a Terra, levarei todas as pessoas para mim’.

Na medida em que abordamos os mistério da Arca de Cristo devemos descobrir que o Planeta X é o assunto similar desta e de outras profecias, embora muitos que subscrevem estes profecias provavelmente não estejam cientes que o Planeta X e os Brilhantes, particularmente EA, são os verdadeiros sujeitos. Um exemplo de como a mitologia do Planeta X é escondida dos cristãos Gnósticos, incluindo os seguidores de João Batista, os Mandeanos que chamavam EA de ‘Olho da Luz ‘ ou ‘Rei da Luz’ e realizavam ritos religiosos dedicados a ele. A trilha das origens dos Mandeanos nos leva a Suméria, nos dias presente é o Iraque. A truilha do destino deles nos leva à América. Eles são índios de pele branca, olhos azuis conhecidos como Mandeanos que trouxeram os antigos segredos com eles para a nova Terra Prometida ou Nova Atlantida O nome deles é em aramaico e significa ‘conhecimento’ , isto é, uma tradução do grego ‘gnose’. É altamente importante reconhecer que um nome alternativo para os Mandeanos era Saba. “Sabian’ é uma palavra derivada do verbo aramaico-mandeu ‘saba’ que significa ‘batizado’ ou ‘tingido’ ou ‘imerso na água’. Então, os Sabianos Mandeanos significam aqueles que eram batizados no conhecimento de Deus e que conheciam a religião de Deus. João Batista, com certeza, foi o precursor e quem batizou Jesus. Logicamente, isto nos leva a uma pergunta altamente importante: Quando João batizou Jesus ele também o iniciou na religião de EA? Se assim o foi, quais são os fundamentos desta religião extraterrestre  e que veio a ser este ensinamento de misterio quando o ‘cristianismo’ foi organizado e seus princípios foram formulados?

O Olho da Luz Gnóstico, EA, é o mesmo olho de luz que aparece no logo do emprendimento americano nas costas da nota de um dólar. Devemos responder esta pergunta na medida em que continuemos. Como uma matéria de fato, descobriremos que a mitologia, o simbolismo e a profecia de todas as três religiões patriarcais [judaismo, cristianismo e o islã] podem ser rastreadas ao Enuma Elisha, que reduziu o épico cósmico de TIAMAT e do Planeta X a uma história terrena de política sacerdotal. Embora sua popularidade não fosse tão grande quanto outros épicos como Gilgamesh, a história do deus-rei que busca os segredos da imortalidade, que foi levado a distantes partes do mundo, os observadores notam que seu aparecimento estabeleceu o tom para a Idade do Ferro como uma de conflito entre a mitologia mais antiga da Mãe Deusa e a nova idade dos deuses pais semitas e arianos. A grandiosidade dos deuses pai e de seu sacerdócio, batalharam pela supremacia na Suméria, Irã, Índia, Anatolia, Canaã e Grécia. O épico ofereceu a primeira evidência completa da mudança de deuses. Isto representa o fim de uma longa fase cultural na qual a Deusa Mãe, cuja imagem era a do mar e a do dragão-serpente, foi transformada através de muitos séculos na Mãe Demônio a ser evitada a todos os custos. O primeiro assalto foi o do Planeta X. Os útimos assaltos foram o dos hebreus e dos cristãos Paulinos dos séculos IV e V que a história de TIAMAT [ juntamente com a religião de mistério de EA] foi finalmente suprimida e quase que esquecida. Infelizmente, ao longo desta supressão veio a detenção  do tremendo conhecimento esotérico da pré história humana e do potencial humano. Matar o grande dragão vermelho como TIAMAT é descrito no Livro da Revelação, entretanto, também representa o conflito entre a luz e a escuridão dentro do DNA de cada um de nós. Somos desafiados a superar a natureza escura e atingir a auto-maestria por meio da libertação do conhecimento interno ou esotérico dentro de nossos individuais  ‘livros de cobre’.  Na mitologia um objeto [geralmente uma pedra ou grupamento de uvas, simbolizava o sinal da Palavra] representada pela serpente ou dragão dos segredos de TIAMAT, algumas vezes perto de uma árvore. Este objeto e árvore frequentemente simbolizam o portal para o céu, o ponto onde a conexão [um arca ou arco] é estabelido entre o Céu e a arca da Terra e a imortalidade é alcançada. [para fazer a conexão com o arco, pense em Buda que foi iluminado aob a árvore bo, a árvore da iluminação. A busca por este arco o arco [arca] de nossas buscas primárias nas páginas que se seguem, que começa com o conhecimento de nós mesmos com TIAMAT.

2. O PESADELO DE TIAMAT

Muitos estão provavelmente familiarizados com TIAMAT sob o disfarce de vários nomes, incluindo MAMA, ‘A Senhora dos Deuses’ [caldeu ] e MAYA, a ‘Mãe das águas’ [maia]. Na tradição hebraica TIAMAT é chamada MARAH [o mar, a mãe, a matéria] que é a raiz de Miriam ou Maria. O significado da palavra acadiana TIAMAT e da palavra hebraica ‘tahom’ é o mesmo: ‘a profundidade’. No Geneses, é sobre as águas da profundidade que, no início, se move a alma de Deus, aparentemente feminina. Um outro título hebraico desta Grande Sepente é Leviatã, cuja regeneração foi estabelecida por Moisés e desmantelada por Hezekiah. A despeito de séculos de desmantelamento e ofuscação do mito e história pelas autoridades políticas e religiosas a lembrança do pesadelo de Marah ou Tiamat permanece profunda dentro da psique humana. O alquimista Paracelso afirma que rodas das constelações do céu estão dentro de cada um de nós. “O Sol é o coração’, ele escreve, e os outros planetas do sistema solar estão dentro do cérebro. Tiamat e o Planeta X igualmente estão dentro de nós também. A história permanece embebida na linguagem. Exceto fora de lugar os artefatos, registrados da ‘maligna’ destruição de Tiamat podem ser descobertos nos chips e fosséis de palavras usadas na linguagem moderna. Considere por exemplo o francês ‘cauchemar’ ou o inglês pesadelo [nightmare]. O alemão mahrt (‘mare’) é um espírito mau do Submundo. Então há o velho eslavonico mora, ‘feiticeira’; o russo mora ‘fantasma’; o polonês mora, o checo mura, ‘pesadelo’; o latim mors, mortis, morte; o velho irlandes maran, morte, praga; o lituano matas, morte, pestilência; e o sinistro Mo[r]igain. Cada uma destas palavras codifica o ‘pesadelo do Marah ou Tiamat”, e a visão patriarcal da deusa do caos. O significado destes nomes soam como lembranças de um mau casamento ou avisos de condenação. Em contraste, quando a palavra mare é interpretada do ponto de vista matriarcal isto toma um tom inteiramente diferente. Marte é uma palavra egípcia tanto para “águas” e ‘amor mãe’. Um dos mais velho nomes do Egito era Ta-mera, Terra das águas, que pode ser interpretada como Terra do Amor ou Grandes Mães. Maria era o Grande Peixe e dava ao nascimento aos deuses, mais tarde sereias, que eram representados como meio-humanos e meio-peixes, inclusive EA, chamado Oannes [pomba] pelos babilonios, mostram o oposto como um deus macho na roupa de peixe, e Jesus. Um homem sereia nadador. Um detalhe de um relevo de pedra do palácio do rei Assírio Sargão II, por volta de 700 AC.

E.A. (o babilonio Oannes) foi retratado como um homem sereia, meio humano, meio peixe. Desenhado pelo arqueologista Sir Austen Henry Layard de um monumental relevo de pedra, um de um par flanqueando uma porta do templo do deus Ninurta na cidade assíria de Kalhu [o moderno Nimrud], aonde eles tinham sido eregidos durante o reinado de Rei Assurbanipal II [reinou 883-859 AC].

Os sacerdotes de EA vestidos em roupas de peixe administram um pilar, o Eixo da Vida, enquanto uma nave voadora plana acima. Selo de por volta de 2000 AC. Está na biblioteca Pierpont Morgan, New York.

Jesus, que é simbolizado pelo peixe da bexiga, emerge ou o símbolo do peixe na Catedral de Chartres.

Mil histórias avisam que aqueles que possuem as sereias, e o conhecimento delas, são atraidos para sua condenação. Mari era o nome básico da deusa para os caldeus. Nos tempos saxônicos mare era escrito mere, que significa puro, verdadeiro e também lago. Na tradição do Santo Gral a Dama do Lago doou Excalibur, a sagrada espada do Rei Arthur, sobre ele [que ele arrancou de uma pedra]. Camelot, a cidade maravilhosa do Rei Arthur, era uma cidade de amor [mer]. Havia, diz Tennyson, nenhum portão como este sob o céu. Toda a Àsia chamava a água [mer] um elemento feminino, a original matéria primordial, que os gregos chamavam arche. Tales de Mileto, considerado um dos sete homens sábios do mundo antigo, disse que a água era a primeira causa ou arche. Ele desenvolveu uma forma inicial de teoria atômica baseada nesta idéia. A mãe de Jesus, Maria, também recebeu o título de “ARCA OU ARCO” ou ‘Portão do Céu’ em [arche, arca], Revelação 11:19 – “E o templo de Deus foi aberto no céu, e havia visto no templo a Arca de seu Testamento.” Quando os trocadilhos e significados alternados da Arca são esclarecidos, isto traz até mesmo mais excitação à profecia: “E o Templo de Deus foi aberto do céu, e ou o Portão de lá foi visto no templo da Arca do Céu”. Os Cátaros [Os Puros] do sul da França que disseram que Jesus veio da pura terra do AMOR, veneravam a deusa e afirmavam possuir os segredos de Jesus que ele entregou e que eles interpretavam em sua linguagem especial. As forças opostas de ROMA, a Igreja, os exterminaram e tentaram destruir estes ensinamentos. Em “As Paredes de Cristal da Côrte de Cristo” eu apresentei a evidência que os Cátaros eram os descendentes espirituais de EA.

Os misteriosos Cavaleiros Templários protegeram os Cátaros e partilhavam de muitos dos ensinamentos Cátaros. Estes Cavaleiros de Cristo recuperaram e preservaram os segredos uma vez abrigados sob o Templo de Salomão no alto do Monte Moriah [Marah] em Jerusalém. O símbolo deles, dois cavaleiros em um único cavalo, é amplamente pensado ser um símbolo de seu estado empobrecido ou pobre. Isto é contradito pela riqueza enorme de ambos os fundadores da Ordem e da própria Ordem. Os Templários eram cavaleiros ´puros’ que guardavam os segredos da arca ou portão de Deus, a Arca Cristo.

O Selo dos Cavaleiros Templários: dois cavaleiros em um cavalo. A mitologia de Tiamat pode revelar uma outra camada de significado por trás do logo templário. A palavra mare também significa cavalo. Em sânscrito a palavra harit significa a luz da manhã, o brilho, o resplendor e também significa cavalo. Cavalo por ser resolvido em Horus [Horse], o egípcio deus da luz, e filho de Isis/Stella Mari que era uma de um grupo de deusas egípcias chamadas Ha-Hor e Eros, o deus do Amor. Em islandês cavalo é hrosss, em holandês ros e em alemão ross e ros significa sabedoria. Quando ele tinha 40 anos o profeta Maomé recebeu suas primeiras revelações divinas em uma caverna no monte Hira. As sacerdotisas de Mare, inclusive a principal apóstola de Jesus, Maria Madalena, eram chamadas Horae [as sacerdotisas prostitutas], as guardiãs do Axis Mundi, o Pilar da Escada para o Céu, pelos gregos, em babilonio harines; entre os semitas elas eram as ‘prostitutas’ chamadas hor, que, muito maravilhosamente, significa buraco. A lebre [hare em inglês] é um símbolo de guia das almas que abre buracos no espaço como acontece em Alice no País das Maravilhas. Mergulhar no sagrado buraco da deusa, cheio de água, era mergulhar no mistério do máximo segredo da vida. Isto pode explicar a palavra hebraica para cavalo também signifique ‘explicar’. Ao comungar com a Deusa em seu buraco sagrado um humano pode alcançar a iluminação espiritual chamada horasis. Esta última definição é especialmente provocante já que, como veremos, a inteira mitologia e simbolismo dos Brilhantes gira ao redor de portões ou ‘buracos’ no tecido do tempo-espaço – a própria Deusa. Este Brilhantes eram possuidores de extraordinário conhecimento científico e alquimico, ensinamentos de iluminação. Mostrarei que os Templários recuperaram este conhecimento. Das descrições deles das ‘águas sagradas’ são surpreendentemente familiares aos portões estelares e buracos de minhoca, a celebrada Ponte Einstein-Rosen apresentada em tais filmes favoritos como Stargate e Contact. Estes “buracos no espaço’ ou buracos no corpo da deusa – são sistemas de túneis que ligam duas regiões de espaço-tempo e ligam universos. O cavalo, particularmente o cavalo branco no qual Cristo monta em seu retorno em Revelação 19:11 simboliza os segredos da completa revelação ou revolução da morte ao renascimento e ascensão. Carregando homens e mulheres em suas costas, o cavalo branco se torna a ressurreição, o vaso, veículo, arca, arche ou Arca de Cristo que o corpo humano é projetado para escalar. Isto pode explicar porque o cavalo branco é visto na tradição shamânica como um condutor de almas e apoteose, Fazedor de Deus, o ritual de elevar o salvador morto sacrificial ao céu. Todas as grandes figuras messiânicas montam um cavalo branco. O hindu Kalki, o futuro avatar de Vishnu, será um cavalo branco; enquanto é esperado em sua segunda vinda, o Profeta Maomé, que foi elevado aos céus nas costas da égua branca voadora Al Borak do Monte Mariah em Jerusalém, também estará cavalgando um cavalo branco. Por último, o cavalo branco que Buda montou na Grande Partida, sem cavaleiro, corresponde ao próprio Buda. Todos eles, obviamente, cavalgam o mesmo cavalo branco. Interessantemente, em hebreu Jesus é chamado de naggar, um termo interpretado como carpinteiro, mas que também significa ‘criador’ . Este termo atraiu minha atenção pela razão de que um cavalo é chamado ‘nag’. O sufixo ‘ar’, é o mesmo significando ‘luz’, Reunidos em naggar, é o ‘criador da luz’ ou ‘cavalo da luz’. Desta Luz Jesus emerge como um criador da Arca de Cristo. Como um ‘segundo Adão’ ou ‘segundo Adapa’ esta era uma antiga arte alquimica que ele aprendeu dos Brilhantes. Dado a conexão de Maria com Mare ou Tiamat, este simbolismo provavelmente não foi escolhido por acaso. Particularmente quando o cavalo branco é intercambiado com o buraco branco.

Um buraco branco é um poço abundante de energia cósmica. É um buraco negro correndo para trás no tempo [um buraco negro negativo]. Exatamente como os buracos negros engolem todas as coisas inexoravelmente, assim também os buracos brancos as cospem para fora. Matematicamente foi pensado que teoricamente se poderia viajar através de um buraco negro, passar através de um túnel de conexão, e emergir de um buraco branco em uma outra parte do universo. A idéia da viagem pelo buraco negro foi substituída nos anos de 1980 pelo buraco de minhoca. Misticamente, o acesso a tal portal estelar nos empurraria acima da escada evolucionária, habilitando-nos a nos unir aos imortais e viajar por bilhões e bilhões de galáxias, as células que compõem o corpo da deusa. Uma matéria importante aos físicos envolvidos nos projetos dos buracos de minhoca envolve a escudagem dos passageiros das interações dos materiais exóticos que compõem a garganta destes túneis. Esta substância pode ter um efeito nocivo sobre os seres humanos. Os cientistas propõem três modos possíveis de lidar com este problema. Um seria escudar os passageiros através de um túnel protetor, por exemplo. O segundo modo seria concentrar a matéria exótica em uma área ou usar tipos especiais de matéria exótica que fossem menos nocivos. A terceira solução é lidar com esta matéria que seria mantida  o mais distante possível e evitar o contacto humano com ela. Como tenho investigado em outros lugares, e explorarei em mais detalhes nas páginas a seguir, os mitos e a escritura que se referem aos Brilhantes aludem a construção deles e o uso de buracos de minhoca. A solução deles para proteger os passageiros da matéria exótica não tem sido pensada pelos modernos projetistas. Eles transformavam o passageiro, o ser humano, em um Brilhante. Os mitos dos Brilhantes sugerem alguma forma de engenharia genética que desencadeava uma mudança do humano ao Homo Cristos que protegia o cavalgante da matéria exótica e os capacitava a escalar a antiga escada, ou correr o cavalo branco, até o céu. Simplesmente, não podemos andar casualmente por uma destas portas de água, portais estelares, buracos brancos ou portas espaciais de luz ou sabedoria como geralmente retratado nos cinemas. Ao invés, um extraordinário treinamento mental, físico e emocional foi realizado como preparatório para esta excursão. O resultado foi a transformação de um humano em um ser puro. EA e Ninharsag eram ‘artesãos dos genes’ que projetaram esta transformação. Os mitos e a escritura indicam que esta transformação pode acontecer em um instante elevando o humano ao nível dos deuses. Como notado, EA grandemente se opunha ao seu meio-irmão ENLIL que desejava manter a humanidade em um nível de escravos e objetos sexuais. Uma história bíblica que ilustra este conflito é a história de Sodoma e Gomorra. A Bíblia passa por grandes dores para tornar explícito o ponto que o Senhor MELQUISEDEK, o Rei de Salém, que pode ser igualado a EA, iniciou Abraão e sua esposa Sara nos mistérios do Santo Gral. Depois disto Abraão se tornou o novo e melhorado Abra-H-am. Sara se tornou SaraH. O “H” simboliza a escada do céu. Ao mesmo tempo, em que EA está criando este milagre para Abraão e Sarah, o Senhor [ENLIL?] repentinamente assume uma personalidade sinistra. Ele despacha dois anjos que o acompanhavam para visitar o sobrinho de Abraão, Lot, na vizinha Sodoma e Gomorra. Dentro de dias, os cidadãos destas cidades gemeas sofreriam um holocausto, a existência deles seria apagada da memória humana por um premeditado e evitável desastre do céu em proporções atomicas. Em uma cena reminescente da obliteração de Hiroshima e Nagazaki, no amanhecer de uma manhã, na medida em que Abraão olhava para o vale abaixo, o fogo desceu do Senhor lá do céu. A fumaça da terra subiu como a fumaça de uma fornalha. Sodoma e Gomorra não existiam mais.

Como um resultado da explosão de luz do Senhor que causou a destruição de Sodoma e Gomorra, a esposa de Lot transformou-se em um pilar de sal. Gerações após gerações tem ouvido que os cidadãos de Sodoma e Gomorra eram perversos fornicadores que desobedeceram ao Senhor [ENLIL ?] e receberam o aviso do que aconteceria se eles desobedecessem Deus. Será que aqui ouvimos a história inteira? Quando procuramos no dicionário pela palavra ‘saltation’ [movimento súbito] isto significa uma súbita modificação genética. A mutação descrita na história da esposa de Lot pode ser algo da ordem da transformação da crisálida em borboleta ou Homo sapiens em Homo Cristo. Desta perspectiva esta história reflete um outro episódio nos antagonismos continuados entre ENLIL e EA. Se EA estava ensinando os principios de Fazer Deus em Sodoma e Gomorra, ENLIL muito certamente teria estado fazendo algo para impedi-lo. O nome de Lot significa ‘oculto’. Frequentemente, as sociedades secretas tinham uma boa razão para ocultar o conhecimento desta mutação em um labirinto de simbolismo esotérico. Isto faz de alguém um deus, e um oponente formidável à existente ordem mundial. O mau uso deste conhecimento pode facilmente transformar a existência de alguém em uma câmara de tortura. A iluminação repentina pode atingir como uma raio sem aviso prévio destruindo toda limitação.  Nos tempos antigos a energia que produziu esta transformação, simbolizada pelo ‘H’, era bem conhecida e era ligada a Tiamat. Coo uma evidência deste ‘conjunto de instrumentos’ de ‘pão e vinho’ Melquisedek, como Jesus, pode ter sido um sacerdote de Mari ou Maria, que originalmente possuia estes instrumentos e foi o dispenasdor da caridade ou compaixão, uma pura e branca energia que podia transformar o ser humano em um ‘cavalo branco’. Interessantemente, sem o ‘c’ de charis [caridade] temos haris, compaixão, e pode ser reduzida a HRS, ou cavalo. Charis é encontrada no título de Jesus, Cristo, Crhisto ou Charist. Esta era a raiz de eu-charis-t [eucaristia], a cermônia realizada por Melquisedek e por Jesus na última Ceia quando ele pingou o vinho para os discípulos beberem, dizendo, “este é o meu sangue [DNA] E Jesus disse, ‘aquele que comer minha carne e beber o meu sangue eu o levantarei no ultimo dia”. Esta foi a cerimionia que representou o Santo Gral, o vaso ou arca da imortalidade. Esta cerimonia pode ser rastreada ao Egito e a tradição da deusa Maat, a personificação da Verdade ou Justiça no antigo Egito. Como doadora da lei, Maat era comparável a Tiamat que deu os sagrados tablets [ME] para o primeiro Rei dos deuses. Aqueles que viviam por Maat tomavam uma bebida sacramental que conferia a pureza ritual exatamente como beber o vinho na celebração cristã da eucaristia traz a renovação. A poção de Maat trouxe a vida depois da morte às pessoas pacíficas, mas trazia a morte às pessoas violentas. Retrabalhando ou repalavreando a profecia de Revelação 19:11 revela que o Cristo que cavalga o cavalo branco, a redentora compaixão e sabedoria, emerge de um buraco branco montado em pura onda de luz que nos ilumina ao desencadear o conhecimento armazenado em nosso DNA, o ‘livro de cobre’. Esta onda ou cavalo brancos proclama a chegada do Planeta X, ou como o Senhor da Arca das Águas ou Portal do Céu. Mostrarei que EA é o técnico que guia este buraco, cabo ou conduto de luz. Como a história das sereias avisa, a condenação segue aqueles que estão despreparados para estas energias. Um crença firmemente estabelecida na memória popular pelo mundo associa o cavalo branco com o início do tempo, e daí a criação da humanidade. As histórias falam sobre isto se elevando das entranhas da Terra [os restos do corpo da deusa Tiamat que formaram a Terra, segundo os sumérios] ou das profundezas do mar.

Na nova placa neo-babilonica mostrada aqui vemos os emblemas dos deuses no mais superior registro. Na parte inferior vemos um cavalo montando um dragão na medida enm que ele corre no rio do Submundo. Uma figura com serpentes em cada mão monta o cavalo. Os sacerdotes em roupas de peixe cuidam de um corpo no próximo registro. Vale notar que na China há uma longa tradição de intercambiar o dragão e o cavalo. Há o Longo Ma, o chinês cavalo-dragão que trouxe o Ho- t’u – um plano do rio, também chamado Ma- t’u ou plano de um cavalo para Yu o Grande. A palavra Matu tem uma clara conexão com Tiamat. Em muitas outras histórias chinesas de Li-sao de Chu-yuan a Si-yu Chi, os cavalos tomam o lugar dos dragões. Em ambos os casos eles tomam parte na busca pelo conhecimento da imortalidade. Não é coincidência que os precursores das sociedades secretas, os buscadores iniciais da alquimia Taoista, [Tao signifa ‘o caminho’] usavam o disfarce de ‘comerciantes de cavalos’, não aquele de Mat-so, que apresentaram o ensinamento Zen à China, foi chamado no trocadilho sobre seu nome ‘ o jovem potro’. Os sumérios tinham bem um número de nomes diferentes para este outro mundo que é acessado por meio do cavalo-dragão: arali, irkalla, kukku, ekur e ganzir. Caso contrário isto era simplesmente conhecido como a Terra ou ‘terra sem retorno’ ou ‘mundo inferior’. De várias fontes aprendemos que havia uma escada que descia do portão do e-kur [do qual a palavra ganzir é usada]. Segundo os sumérios, era possível abrir um buraco no solo que daria a alguém o acesso ao Submundo, também conhecido como APSU, que como veremos, é um outro nome para o centro galático, dando elevação a noção que estes buracos ligavam a Terra ao Céu. O poema sumério “A Descida de Inanna ao Submundo’ [também preservado na versão acadiana “A Descida de Ishtar”] descreveu em detalhes as espetaculares circunstâncias dos deuses que superavam as leis da natureza ao descerem ao Submundo e retornarem. No Egito, o ka era considerado o gemeo da alma. Cada ser humano tem um ‘ego inferior’ [o ba] e um imortal Ego Superior. O ego inferior reside no corpo físico. O Ego Superior reside no céu. Ele está mais perto de Deus. Platão ensinou que este gemeo era o nosso Espírito Guardião. O mais surpreendente, e menos conhecido dos exemplos de cavalo-homem vem da tribo Dogon da África que veneravam EA como Oannes. Uma gravação Dogon retrata Orosongo [literalmente canção da luz], o cavaleiro dos céus, caindo dos céus com a arca, que desce do céu com todos os originais das coisas vivas [talvez a origem da palavra arquétipo]. O iniciado percebe que ele contém um grupo de sinais, uma linha denteada com a superfície significando a vibração da matéria, luz e água. A vibração representa a espiral descendente do ‘ferreiro’ que trouxe a Arca. Este é EA. O cavalo branco com asas da história grega, Pégaso, é um outro exemplo familiar desta tradição. Pégaso nasceu do ‘sábio sangue’ da Deusa Lua da cabeça da Medusa quando Poseidon, o fundador da Atlantida e um outro nome para EA, misturou seu sangue com a areia do mar. A Medusa era a deusa serpente representando a ‘sabedoria feminina’ [em sâncrito medha, em grego meyis, em egípcio met ou Maat] Tiamat inscrita nos todos poderosos tabletes ou Pedras do Destino. Daí, Pégaso, nasceu de Tiamat. Pégaso foi chamado Pegae, a sacerdotisa e a água que cuidou do riacho sagrado chamado Pega no templo de Osiris em Abidos, Egito. Osiris era o deus egípcio cujo corpo foi cortado em pedaços, como Tiamat e ressuscitou ou foi reunido por Isis. A tradição associa a ferradura do cavalo em forma de um crescente lunar com a boa sorte e isto tem sua origem na história de Tiamat.

Hindus, árabes e celtas viam a forma ionica da ferradura como um símbolo do Grante Portal da Deusa. Os gregos adotaram este símbolo como a última letra de seu alfabeto, o Omega, que literalmente é o Grande OM, a palavra da criação começando o ciclo seguinte da vida. O significado do símbolo da ferradura foi que, tendo entrado na Porta no fim da vida [o Omega] a alma renasceria como uma nova criança [Alfa] através da mesma porta. Quando Jesus é identificado como o Alfa e o Omega isto representa um ‘cortar e colar’ da tradição anterior do planeta explodido. O duplo significado das palavras Mare revela as duas versões da destruição de Tiamat. Uma da perspectiva do vitorioso que a teme como a besta a ser conquistada e subjugada como um selvagem buraco negro; a outra da vítima, ou talvez do sobrevivente, o ponto de vista dela como a Mãe perdida, o cavalo branco ou o buraco branco da luz curadora, a ser redescoberta e nutrida. O conflito entre estes dois pontos de vida continua na psique humana até hoje com a Terra no equilíbrio. No último capítulo investigaremos várias profecias, inclusive aquelas dos maias, que indicam que um buraco de minhoca se abrirá novamente em 2012. Os Brilhantes do Planeta X, tenho proposto, são os técnicos a cargo deste sistema de transporte. A primária questão de nossa era, na medida em que o tempo passa, será quem estará a cargo deste portal? Estarão os descendentes de EA que buscaram elevar e educar a humanidade, até mesmo ao nível de deuses, no comando? Ou serão as legiões de ENLIL, o comandante militarista que busca sexualmente subjugar e fisica e espiritualmente escravizar a humanidade cuidando dos assuntos da Terra? O mito e a história, exemplos do quais explorarei, estão cheios de pistas e histórias de seres humanos que tem encontrado os Brilhantes ou o ensinamento deles e se transformado em preparação a experiência do buraco de minhoca.

Que tal se esta súbita mutação genética se tornou disponível em nosso mundo? Que tal se um chip de computador, pílula ou poção fosse oferecido no mercado que pudesse desencadear tal mutação? Imagine o que aconteceria se o campo de energia da Terra repentinhamente fosse banhado por uma intensa energia nova que desencadeasse uma mudança dramática na consciência humana. Em ‘The Healing Sun Code’ discuti os profetas Hopi que disseram que estávamos entrando em um tempo quando a dualidade terrena de amor e medo dá caminho a uma nova realidade; a que me referi como uma nova dualidade de amor e amor além do amor, o super amor ou hiper amor. Esta transformação é desencadeada pelo nosso alinhamento com o centro da galáxia da Via Láctea, que exploraremos momentaneamente. O centro galático é a fonte das vibrações que estou descrevendo. Um símbolo e sistema de conhecimento está codificado dentro destes raios cósmicos que estimulam os centros receptores na retina de nossos olhos e no nosso DNA. Na medida em que estes raios cósmicos entram em linha, o amor, a mais alta vibração no velho mundo, se tornará a vibração inferior no próximo mundo superior, exatamente como o medo é atualmente a mais baixa vibração de nosso mundo. A força exótica do hiper amor existe dentro do coração de cada um de nós. Quando escolhemos o amor sobre o medo convidamos o hiper amor a entrar em nossas vidas. Durante este tempo os nossos poderes de manifestação aumentarão porque os nossos corações e mentes, nossos pensamentos e ações, serão mais e mais os mesmos [eles estarão em sincronicidade]. Isto significa que pensar o pensamento e a ação se tornarão um. A rede de segurança do tempo preso entre o pensamento e a ação será eliminada. Para sobreviver a estes tempos e criar esta nova realidade cada um de nós terá acesso ao cavalo branco ou Arca de Cristo dentro e interna da onda branca do Amor Força do universo. Sermos solicitados a adquirirmos o nosso ‘H’.

3. O LUGAR DO TERROR

Quando os humanos modernos pela primeira vez colocaram os pés em uma orbe alienígena, a Lua, plantamos uma bandeira dos EUA em sua superfície. Quando os Brilhantes chegaram à Terra eles plantaram o que pode ser a bandeira ou logo da civilização deles, uma sepente ao redor de um bastão, o simbolo de Asclepius, o curador da mitologia grega. Asclepius foi um estudante de Quiron o Centauro, o homem sábio e profeta que era meio-homem e meio-cavalo e que ganhou a sua sabedoria da deusa Atena. Os gregos diziam que Atena nasceu da cabeça do deus Zeus depois que ele engoliu a mãe dela Metis, isto é, Medusa, Maat ou Tiamat. Os mitos sempre são explicatórios da realidade. Eles são a base do entendimento do relacionamento entre os povos e o universo. O mito de Asclepius é altamente explicativo dos Brilhantes. Astronomicamente, Asclepius é a constelação mais próxima do centro de nossa Via Láctea localizada a apenas uns poucos graus do centro matematicamente determinado de nossa galáxia. Ele é chamado o Mantenedor da Serpente. A estrela que representa os pés de Asclepius [ chamado Ofiocus pelos romanos] é a próxima estrela mais perto do centro galático.

O logo dos Brilhantes, a serpente Asclepius. O símbolo a esquerda do poste é o símbolo para o Planeta X. Emobra invisível ao olho nu os desenhistas do zodíaco aparentemente conheciam a localização do Núcleo Galático. Dos glifos dos doze signos astrológicos [treze incluindo Asclepius] os signos de Sagitário e Escorpião são os dois únicos que apresentam flechas, e ambos estão um ao lado do outro. A ponta de Sagitário, a flecha do Arqueiro é a estrela alaranjada Gamma Sagitarii. Quando arranjados como elas aparecem no céu, os dois ponteiros ficam diante um do outro. Entre Sagitário e Escorpião está uma constelação perdida – a décima terceira: Asclepius. Em plena apreciação dete pedaço do código, o  Dr. Paul LaViolette, seu descobridor, conclui que as flechas de Sagitário e Escorpião parecem pretender apontar para Asclepius como a constelação mais próxima do centro galático. O centro galático é um caldeirão crepitante de fenômenos ocultos. Aneis de gases giratórios podem ser vistos lá bem como milhões de estrelas viajando em tremendas velocidades ao redor de um maciço buraco negro. Que outros fenomenos aguardam é desconhecido, mas é certo ser a resposta para os ensinamentos secretos de todas as eras. Na década de 1980 os astrônomos da Universidade do Arizona, usando um novo telescópio de alta velocidade e uma camera infra-vermelha montada em Kitt Peak, olharam esta área. Entre os objetos não usuais acreditados estarem no centro exato de nossa galáxia está uma fonte extremamente brilhante como um ponto e compacta conhecida como Sagitrarius A [frequentemente abreviada para Sgr A]. Alguns astrônomos argumentam que Sgr A revela um buraco negro quase do tamanho de uma grande estrela, mas contém a massa de um milhão de sóis. A quantidade surpreendente de material sendo dirigida ao buraco negro irradia uma quantidade enorme de energia em muitas frequências. Nos livros de LaViolette ele não deixa dúvidas que os antigos conheciam o centro galático como um lugar de enorme terror, capaz de emitir ferozmente alguns ventos galáticos contendo partículas cósmicas nocivas que eram responsáveis por passados cataclismas sobre a Terra. Ele avisa que a Terra ainda virá sob o fogo novamente por uma outra super tempestade galática. A previsão do clima cósmico não é boa. Espere uma viagem difícil a frente. Além de meteoritos, cometas, e outros visitantes potencialmente ameaçadores da vida se dirigirem em nosso caminho, uma luz tão brilhante até mesmo os deuses serão eles proprios sombrados e o medo é esperado.  LaViolette afirma que isto resultará de uma explosão maciça do centro de nossa galáxia. Seu aparecimento desencadeará o terror.

A margem a vista da galáxia da Via Láctea. Estamos aqui na margem. Os hindus chamavam este sol central Sun Tula, uma palavra sânscrita para “equilíbrio’ [representando julgamento ou justiça]. O signo zodiacal de Libra, as balanças, representa o equlíbrio. Para mim, o glifo de Libra parece com a concentração da massa de milhões de estrelas que formam o Monte Nuclear Central da Via Láctea. Ele representa o Espírito Santo. Os alquimistas alternavam entre e quando significar a essência de uma substância, ou ou espírito. Como explorei em ‘The Healing Sun Code’, o modo com que este glifo combina com a forma da galáxia ou é uma enorme coincidência ou sugere um símbolo e palavra código centrada no conhecimento do nucleo galático. Os Brilhantes são os instrutores deste sistema de símbolos. Embora este seja o centro e a fonte de todas as grandes religiões, muitos mitos enfatizam que, como sua luz, os segredos de Tula [equilibrio, paz, ‘salem’] tem permanecido ocultos das massas da humanidade por milênios. O oculto Sol Curador tem sido velado ao mesmo tempo em que a Deusa é vilipendiada. Isto também é uma coincidência? Exatamente como a poeira e o gás do espaço tem bloqueado a visão física do núcleo, um véu de segredo tem sido colocado sobre sua sabedoria. Isto tem sido ‘ocultado’, mantido oculto da plena vista de todos menos dos iniciados, que secretamente veneram o Sol Negro ou Sol Oculto. As antigas tradições da sabedoria mantém que os humanos, e todas as outras almas em nossa galáxia, se emanam e partilham de Tula como nosso comum lar oculto. Este é o Eden galático. Este Sol Central está localizado a 23.000 anos luz da Terra no núcleo de nossa galáxia Via Láctea. Ela tem estado esscondida de nós por causa de seu tremendo poder de conhecimento associado a ela. Este trono espiralante foi também chamado de portão do ‘batimento’, um Castelo em Espiral e o Moinho dos Deuses. Estes são os termos descritivos para os buracos de minhoca. O conhecimento de um buraco de minhoca navegável e de matéria exótica da qual ele é compreendido é o conhecimeto que faz de alguém um mestre das leis conhecidas do espaço-tempo. Atingir este conhecimento é o supremo batismo como ele dá a luz verde para atualizar uma civilização a seu próximo nível de evolução. Entre os seguidores Mandeanos de João Batista, a palavra para a sagrada montanhna branca [ou ilha] da origem de João era Tura Madai, que é similar ao conceito zoroastriano da sagrada montanha conhecida como Taera. Tura Madai significa a montanha brilhante. Taera toma seu nome de um lugar celestial. Isto é a altura Haraiti (do sânscrito hari, significando ouro amarelo), ao redor das estrelas, a Lua e o Sol giram. Aqui, notamos o reaparecimento da palavra haris [cavalo] , anteriormente encontrada  em charis ou compaixão. Esta descrição se refere ao núcleo galático, Tula, ao redor do que gira nosso sistema solar.

Este poço que jorra abundantemente de energia cósmica é a provável fonte verdadeira de doação de vida – as Águas Vivas – pelas quais João batizou Jesus. Depois do batismo dele neste conhecimento Jesus montou seu cavalo branco e foi em seu caminho de homem médio a Cristo. Estabelecido libertar os segredos das eras, e possivelmente criar um planeta cheio de seres realmente cheios da espirualidade como a cristã, Jesus foi executado como um revolucionário pela ordem mundial romana. O crime de Jesus estava explicitamente declarado em uma placa acima de sua cabeça na cruz mandada colocar por Poncio Pilatos. Escrita em grego, latim e hebraico a placa dizia : INRI. Exotericamente, isto é traduzido como Jesus o Nazareno, Rei dos Judeus. Esta é declarada a acusação capital contra Jesus – ele próprio se declarou o um e único salvador e desafiou a autoridade soberana de Tiberius Caesar – e ao mesmo tempo zombava dele. ‘Este é o Rei dos Judeus?’ Na tradição da sabedoria INRI significa ‘pela natureza do fogo o todo é renovado’, apontando para o papel de Jesus como o portador do conhecimento de alta frequência ou fogo. Os rosacrucianos alteraram o significado de INRI para IGNE NITRUM RORIS INVENITUR ou ‘ o batismo ou poder de limpeza do orvalho apenas é descoberto pelo fogo’. Jesus foi considerado um portador do orvalho. Em minha opinião, esta inscrição é uma profecia. Isto é dizer, quando Cristo, INRI, retorna cavalgando o cavalo branco ele estará criando na forma de uma energia vibratória mais alta. A fonte deste fogo, as águas batismas vivas, é Tula. Na tradição de EA, Jesus era um técnico ou ‘naggar’ criando um conduto pelo qual estas águas vivas – chaves, frequências e vibrações – de compaixão podem fluir. Um outro termo grego aplicado a ele, tekton, literalmente significa a ‘técnica do tom’ ou ‘técnico do tom’. Este termo é notavelmente similar ao Toltec, significando artesão, As palavras Tura e Taera rimam com terror e Torre, como a Casa de Deus no Tarot, as cartas do destino.

Tyr é a terceira ordem de brilhantes. A forma primitiva deste nome era Tiwaz, que era o cognato do sânscrito devas; o latim Devus [divino]e o norueguês tivar. Cada um destes termos tem o significado de ‘deus’ e conotações de ‘luminosidade’ e ‘brilho’. Os hebreus chamavam os Brilhantes de Os Terrores Brilhantes. Na Índia Tara, um dos aspectos de Maya a Mãe de Buda, é o nome do Embrião Dourado do qual é dito que o mundo tenha evoluído, e é frequentemente chamado de estrela. Ela é a deusa nua da compaixão que pinga a Água Viva de uma jarra. Ela é dita levar os devotos a um outro litoral. Este nome foi herdado da Suméria e da Babilonia onde esta deusa é conhecida como Ishtar ou Is-tARA, isto é, Is-Terror. Os textos herméticos evocavam, a Rainhna das Estrelas ou a Estrela dela como Astro-Arche Arche. Em outras palavras, a Rainha do Terror é um portal estelar, a suprema cavalgada excitante. Ishtar era a patrona das prostitutas do templo ou harines e era conhecida como a Grande Deusa Har. Da raiz ‘har’ veio Hara, em hebraico tanto para uma montanha sagrada [Hira] e uma barriga grávida, ambos descrições apropiadas de Tula. [Na Índia, o centro de Tula é chamado Meru ou Sumeru]. Um outro dos nomes dela é Isis, que é simbolizado por um olho e o trono. O marido dela, Osiris, era chamado a Grande Lebre [Hare]. Os sons das letras “l’ e ‘r’ são considerados intercambiáveis. Por exemplo, a pronúncia japonesa da palavra reiki, que significa a energia força da vida, leiki. Ao se trocar o ‘l’ pelo ‘r’ Tula torna-se Tura. A raiz maia ‘tul’ significa ‘ o que cega’. Periodicamente, dizem os maias, o ‘Senhor dos Tempos’ emerge da celestial Tula. Os budistas o chamam de tulkus [literalmente ‘os Brilhantes de Tula’]. Tulkus são vistos como seres super compassivos que tem escapado do ciclo da encarnação terrena e tem retornado à Terra para liderar outros ao Paraíso. Os escritores e pesquisadores alemães Holger Kersten e Elmar Gruber traçaram a jornada de Jesus pela Ásia para Taxila (obviamente uma palavra Tula), um centro uiversitário do norte da Índia onde os budistas afirmam que Jesus foi reconhecido como um tulku. Estes navegadores, ou fazedores de mapas, vem à Terra para construirem Tulas terrenas, templos que são centros espirituais, harines, para as novsa civilizações que ‘se curvam’ à celestial Tula e à terrena Tula. Estas Tulas terrenas são ‘casas dos Messias’ e centros de aprendizado onde civilizações inteiras tornam-se iluminadas e então literalmente desaparecem para os reinos superiores de existência. O Astroarche ou portal estelar fornece a saída. Analizando os nomes de Tula e Tura sustenta-se esta descrição. Tu significa ‘curvar’, e ‘sustentar’ ou ‘entrar’. La é a raiz para Luz. Ala significa ‘caminho’. O cavalo branco de Maomé, Al Borak, é literalmente traduzido como ‘a luz que sustenta ou curva’. Ra significa ‘ luz’ ou ‘sol’ e originalmente se referia a uma deusa feminina , como RHEA [ Raya], o nome creta da Grande Deusa cujos olhos lançam raios verdes e Rhiannon [ Ray Annon]. Significativamente, An e On são os nomes adicionais do Planeta X. As  palavras derivadas incluem radiante, irradiado, governo, governante, real e regalia. Ra tornou-se o nome do deus masculino do Egito. [Estranhamente, os elementos do masculino significam ‘mãe’, ma, O Brilhante, le. Feminino significa o apoiador do masculino, a Mãe Brilhante]. O prefixo Ra  é encontrado na palavra sânscrita para rei, rajá, e para rainha, rani. Ele sobrevive na palavra alemã ragen, alcançar acima, e em francês como roi, significando rei. A transposição de Ra, ar, é a raiz para arco e arca. O barco de Ra foi dito emergir diariamente das águas primevas, muito como EA, cujo hobby favorito era ‘navegar’, que era dito correr sua arca nas profundas águas do Absu terreno em Eridu. Como o deus sol, Ra foi conhecido como ‘O Brilhante’, o Ancestral da Luz, o Senhor da Luz. Foneticamente ar se torna ir, a raiz para Iris, o olho, e ou, luz.  No Egito, o olho significa ‘fazer’ ou ‘criar’ e tem o mesmo significado da nossa palavra ‘fabricar’. O olho. Baseado nestas definições, Tula pode ser representada como ‘o rei ou rainha do terror [ou tara], o portal estelar que irradia luz; o fabricante ou fazedor”. Portanto não é qualquer surpresa que encontremos o símbolo de Tula presente na cerimônia de fazer reis. Na cena da próxima página Istar, com as estrelas e planetas ao redor dela, recebe a realeza em seu templo. Perceba o símbolo entre os dois postes. Uma cena similar é encontrada na unção do Rei David por Samuel, que é considerado uma forma recontada de EA na página seguinte à segunda representação de Istar. Is-tar está de pé sob o sinal flutuante. Is-tar ou Is-Terror com o sinal em u’a mãe e o bastão e o anel do divino poder em outra.
Esta placa de prata de Bizancio mostra o Rei David sendo ungido rei pelo profeta Samuel [EA], um dos treze juízes cuja história é contada no Livro dos Juízes. Frequentemente estes juízes estão ligados ao conceito de determinar o certo e o errado. Eu prefiro a interpretação mística que alinha ‘o julgar’ com ‘equilíbrio ou reconciliar o Céu e a Terra’. Em apoio a esta interpretação percebemos o equilíbrio do símbolo de Tula acima de sua cabeça e o pilar de fogo o seu pé. O nome Samuel deriva de Sama-El, por causa do reino de Sama na Suméria.

Segundo as regras fonéticas os sinais de ‘t’ e de ‘k’ são intercambiáveis. Então Tula ou Tua também podem ser lidos Kua. Isto faz sentido. Pense na palavra a-kua ou água. Rula, sabemos, é a fonte das Águas Vivas da compaixão. Kuan Yin, a deusa budista da compaixão, corresponde a esta palavra. Tua e Kua também podem ser tur e kur [que significa pedra]. Foneticamente, kur é cura ou núcleo [core em ingles]. Já temos encontrado este termo em e-kur, o nome sumério para “a terra sem retorno’. Uma vez ela seja alcançada a alma aparentemente não precisa retornar à Terra. O sânscrito kr, ou núcleo [core] tem o significado de ‘fazer’ e é provavelmente a raiz de Criador. Este explica posteriormente porque os sumérios chamavam o lar da alma acessado pelo buraco [de minhoca] no solo de e-kur. Este é o centro galático. Palavras adicionais kr ou cr de interesse são car, significando coração, e crib [berço], sinônimo de mangedoura. A associação do núcleo [core] com uma mangedoura lança uma nova luz no mito do nascimento de Jesus em uma mangedoura. Ao invés de um nascimento em um celeiro esta localização pode bem apontar para um lugar cósmico de nascimento. Ao invés, o núcleo [core] é considerado um berçário ou mangedoura cósmica, e as águas do Sol Central, o Coração da Galáxia, são acreditadas terem qualidades de cura ou curativas; daí a minha referência ao núcleo como o Sol Curador ou Filho Curador. Um outro exemplo fascinante da intercambialidade do ‘t’ e o ‘k’ vem da tradição rúnica. A runa Donar ou Rhor simbolizou o Ana, ou ‘enviado do céu’. Ana [Luz, O Senhor] é um outro nome para o Planeta X. A palavra Thor é, com certeza, tur ou tor, [significando porta em alemão] e é compreendida dos elementos T [tau que signica o caminho] e hor ou cavalo [em inglês, horse]. Jesus ele próprio chamou-se a porta. Thor, o ‘Renascido’ que supera o poder invernal da Terra e da escuridão, é representado como uma figura com os braços abertos, exatamente como o homem que emerge do pilar apresentado na página 15. Sua runa é o sinal dos braços elevados ou um Y, a runa k, que se tora cen ou ‘Luz’ em anglo-saxão. Na medida em que eu investigava no livro ‘The Healing Sun Code’, Moisés estava entre os inúmeros profetas que utilizava a postura em Y para canalizar a Luz.

O PLANETA DOS DEUSES

Sempre que os arqueologistas descobriram restos das iniciais civilizações sumérias o símbolo do maciço Planeta X, o Planeta dos Deuses, estava proeminentemente representado. Embora os cientistas afirmem que os planetas externos não tem água líquida, oxigênio, carbono ou nitrogênio e a enorme distância do Sol torne isto impossível de sustentar vida, os sumérios, diz Sitchin, descreveram este planeta oculto na margem externa de nosso sistema solar em termos de jardinagem. O Planeta X era um planeta verdejante de vida que eles chamavam NAM.TIL.LA.KU, ‘o deus que mantém a vida’.  Nam.Tilla.Ku literalmente signica ‘Nome ou Destino [Nam] de Deus ou do Brilhante [Ku] é Tula’ [TILLA]. Ele foi o criador dos grãos e ervas que fazem com que a vegetação floresça, que abriu os poços, proporcionando água em abundância – o irrigador do céu e da Terra. Nomes adicionais para este mundo celestial eram A.SAR.U.LU.DU que significa, o mais alto, ‘o rei da água brilhante cuja profundidade é cheia’. Ele sempre foi referido como um planeta radiante, e as representações dele o mostram como um corpo emitindo raios, diz Sitchin do Espírito Santo, Tula. Esta história será explorada posteriormente.

Esta última descrição pode explicar porque os sumérios representavam este planeta como um estrela de oito pontas. Este sinal estelar denota tais termos como an, o Senhor Anu, dingir, O Brilhante, an, o Alto e ana ou an O Céu. Ele é frequentemente encontrado como um determinante na frente de nomes dos Brilhantes. Então o ‘dinger’ E.A. indica O Brilhante Senhor das Águas. Sitchin atribui a versão babilonia do simbolo da Cruz de Luz ao Planeta X. Este símbolo, essencialmente a cruz solar envolta, foi adotado como símbolo da Terra. Mais tarde, ele tornou-se o símbolo das sociedades secretas tais como os rosacrucianos, a Irmandade da Rosa Cruz. A Fraternidade de Filósofos e curadores afirmada ser uma ligação na Acadia contínua de seres imortais de uma raça superior que possui os segredos da alquimia e da Pedra ou Ovo Filosofal [ou Kur], o Santo Gral, que pode conversar com os anjos e tornarem-se invisíveis [fantasmas ou seres de luz]. A estrela de oito pontas do Planeta X é o protótipo da rosa-cruz de oito lados ou octagonal com a flor significando o sangue de Cristo no centro-coração. Este é o símbolo para o Santo Gral encontrado na pedra tumular de Sir William Sinclair na Capela Rosslyn, em Edinburgo, Escócia. Este coração é considerado ser o templo onde a vida do mundo habita, como uma rosa em uma taça. O símbolo da rosa-cruz é pensado ser de origem gnóstica, e uma parte da geometria sagrada e os Evangelhos recuperados pelos Templários no sítio do templo de Salomão no topo do Monte Moriah em Jerusalém. A Capela Rosslyn é considerada ser uma reconstrução do Templo de Salomão, e um repositório para os segredos dos Templários.

Reconstruído, o símbolo para o Planeta X é um com as linhas da água irradiante, um disco, formando um X, e o símbolo para o átomo e a energia nuclear, que também forma um X e o símbolo para ouro. O X é composto de duas formas alongadas de olho conhecidas como vesica piscis, a bexiga do peixe. A bexiga do peixe é o mesmo que a forma de boca do hieróglifo egípcio de Atum-Re, o Deus Sol e Senhor do Terror que vem do Abismo. é também o mesmo símbolo de peixe para Jesus. Em seu livro ‘Sacred Geometry’, Robert Lawlor nota o relacionamento do símbolo da boca e o caminho de uma corda vibrante. Ambos tem uma forma achatada e vesicular. O símbolo egípcio para Atum-Re. Uma corda vibrante. A forma de ovo nos dirige a Maya que é dito esta forma gráfica da galáxia da Via Láctea. O hieróglifo egípcio Ru, significando ‘passagem de nascimento’, portal e ‘vagina’. Elas também o relacionam ao ovo cósmico ou semente cósmica da qual se derivou toda vida humana. Voltando a figura de Jesus na página 33 o encontramos emergindo por este portal desta forma. Esta simbologia nos leva ao coração do antigo mito sumério da criação, que começa antes da Terra ser criada, bem como ao coração de todos os eventos atuais. Segindo o calendário maia de Longa Contagem, em  13.0.0.0.0. — que nós chamamos de 21 de dezembro de 2012 — o Sol estará em alinhamento direto com Tula. Este alinhamento será mais completamente explorado no capítulo seguinte.

4. A GUERRA AO TERROR

O período de 13 anos entre 1999 e 2012 é considerado uma estação de profecia no qual os profetas maias levam a um momento de uma nova criação resultando na transformação de nosso mundo. Quando o intercâmbio Tula-Tura-Terror é aplicado, encontramos um outro modo de dizer que o nosso Sol estará em alinhamento direto com Tara, Tura ou Terror. Portanto é muito intrigante, para dizer o mínimo, que a consciência global da humanidade iniciou esta súbita ‘Guerra ao Terror’ ao mesmo tempo que, falando-se mitologicamente, temos entrado na Era do Terror. Aquele que parece ter se sincronizado com a mente global, e estar mais estreitamente associado à Guerra ao Terror, é o presidente George W. Bush. O alinhamento da consciência dele com o terror pode ser rastreado ao início de seu mandato em 20 de janeiro de 2001. Quando Bush ficou de pé diante do Monumento de Washington, ou diante do obelisco, como dizem os maçons, naquele dia escuro e tempestuoso, sua fala foi curta e direta. Faltava à fala de posse do 43o. presidente a poeira mágica de um poeta como Robert Frost ou Maya Angelou que tem emprestado aos predecessores de Bush as bençãos da musa. Nada havia aqui da altivez de JFK [‘não pergunte o que o seu país pode fazer por você’] ou até mesmo o alto tom de seu pai ‘mil pontos de luz’. Ao invés, no fim de sua fala inaugural Bush tomou emprestado uma imagem surpreendente do passado: “Depois que a Declaração da Independência foi assinada, o estadista da Virgínia John Page escreveu a Thomas Jefferson: “Sabemos que a corrida não é para o rápido e nem a batalha é para o forte. Não pensa que um anjo cavalgue no rodamoinho e dirija esta tempestade?  Muito tempo tem se passado desde que Jefferson chegou para o início de seu mandato. Os anos e mudanças se acumularam. Mas os temas deste dia ele conheceria: a grande história da coragem de nossa nação, e seu sonho simples de dignidade.  Não somos o autor desta história, que enche o tempo e a eternidade com o seu propósito. Ainda que este propósito é obtido em nosso dever e o nosso dever seja cheio do serviço prestado ao outro… E um anjo ainda cavalga no rodamoinho e dirige esta tempestade’.

‘E um anjo ainda cavalga este rodamoinha o dirige esta teMpestade?’ Ouvi bem? Como alguém que tem investigado a mitologia antiga, o ‘rodamoinho’ é um termo clássico para o que hoje é descrito como um UFO. Estas palavras fazem a interpretação de Sitchin das atividades terrenas dos Brilhantes algo obrigatório para se ler. Como ele documenta, os Brilhantes são os protótipos dos anjos do Velho Testamento que voam ao redor de rodamoinhos. O hebreus os chamavam Terrores. Certamente, Bush não podia estar se referindo a alienígenas espaciais ou falando em código para os iluminados. Ou poderia? Como se mostrou, esta declaração provocou alguma discussão. O antigo escritor de discursos presidencial Peggy Noonan, em uma coluna do jornal Wall Street Journal, escreveu que a frase era ‘opaca’. Ela tinha que ler ‘O Anjo no Rodamoinho’ duas vezes antes que ela tomasse seu significado obscuro, mas a maioria daqueles que ouviam em casa e no Capitólio não tinham um texto. Presumidamente, isto navegou diretamente para eles, deixando a nação com um sentimento coletivo de ‘O Que?”

Mas que opacidade do presidente foi referida? A questão do rodamoinho nunca foi proposta a Bush pela media nacional. Isto ficou em aberto para interpretação. Alguns cristãos em grupos de discussão da Internet estavam nervosos com esta declaração. Isto soava bíblico, eles opinaram. A ‘corrida do rápido’ é citado do Livro do Eclesiastes do Velho Testamento. E a origem e significado do ‘anjo no rodamoinho’, contudo, é menos claro. Enquanto há muitas referências a anjos e rodamoinhos na Bíblia, nenhuma tem a frase exata. Em quase todas as citações bíblicas de ‘Rodamoinho’ a imagem é usada para descrever ação, geralmente julgamento, direto de Deus. Naum 1:4 claramente declara isto: “O Senhor é um Deus ciumento e vingador; o Senhor toma vingança e está cheio de ira. O Senhor toma vingança sobre seus inimigos e mantém sua ira contra seus inimigos. O Senhor é lento na ira e grande em poder; o Senhor não deixará o culpado sem punição. Seu caminho é o rodamoinhno e a tempestade, e as nuvens são poeira em seus pés.” Isaías 40:23-25 afirma esta perspectiva. Ele tranisforma os príncipes em nada; Ele torna os juizes da Terra inúteis. Escassamente devam eles ser plantados, escassamente devam eles ser colhidos, escassamente sua raça deva tomar raiz na Terra. Quando Ele também os explodirá, e eles secarão, e o rodamoinho os levará como restolho. De quem então você gostará como a Mim? Ou de quem Eu devo ser igual?’ disse o Sagrado.

O uso de Bush desta referência soou presunçoso aos ouvidos de alguns crentes. Como pode um político comparar suas decisões com aquelas de Deus? Claramente Deus está no controle. E o Velho Testamento é cheio de ira. Olhando mais profundamente este termo, encontramos que os autores do Velho Testamento frequemtemente empregavam o termo ‘opaco’ do ‘rodamoinho’ e o aplicavam com o significado de veículo voador. Isaias 66:14-16 diz, ‘Veja, o Senhor está vindo com fogo, e suas carruagens são como um rodamoinho, ele trará sua raiva e fúria e sua repreensão com chamas de fogo’. Em Jo 38:1-2 o Senhor respondeu a Jó do rodamoinho. Em Reis 2:1-2 nota-se que quando o Senhor tomou Elias para o Céu ele o fez em um rodamoinho. Elias é uma figura central no mundo da profecia milenar. Elias não morreu, mas foi transportado para o Céu em um rodamoinho do alto do Monte Moriah em 800 AC depois que uma carruagem de fogo veio do céu. De fato, ele foi um dos três mortais do Velho Testamento a cavalgar o rodamoinho para o céu. O primeiro foi Enoque. O segundo foi Elias. O terceiro foi o Rei de Tiro que construiu o Templo de Salomão. O capítulo 28 do Lvro de Ezequiel nos conta que este rei foi moldado [geneticamente engenheirado?] para ser perfeito e sábio [como Adapa] e portanto foi permitido cavalgar para o céu.

Depois de obter o Gral, o coração do Rei de Tiro ‘cresceu arrogante’ um termo que significa ‘poluir o templo’. Encontramos este rei momentaneamente novamente.     Os judeus acreditavam que Jesus fosse Elias. Jesus declarou que João Batista veio em espírito e poder de Elias. Este homem de Tura Maddai ou Tula com a Sagrada Sabedoria encarnada nele voltará, dizem os profetas, juntamente com Moisés, como uma das duas testemunhas de Cristo no fim dos tempos. Este tempo é profetizado ser um de horríveis e cataclísmicas mudanças na Terra. Em resumo, as testemunhas retornarão durante uma era de terror, que incidentalmente Nostradamus disse veria o retorno do Rei do Terror [ou Tiro]. Ao invés dos profetas do Velho Testamento, a media voltou-se para um livro intilutado ‘Angel in the Whirlwind: The Triumph of the American Revolution’ escrito por  Benson Bobrick para o insight sobre a enigmática frase de Bush. Bobrick, entrevistado pelo telefone de sua casa em Vermont, disse que ele não entendia a conexão entre o ‘anjo no rodamoinho’ e a fala inaugural de Bush, já que não havia uma crise nacional acontecendo para comparar com a criação de uma nova nação em 1776. De fato, era janeiro de 2001. No dia da Revelação 11 de setembro uma rede de terror seria atirada sobre a terra, e a grande deusa América seria lançada em sua mais grave crise nacional desde Pearl Harbour. A Esfera de Pensamento estava próxima. Durante os vários dias seguintes, enquanto os céus estavam silenciosos, a consciência do planeta mudou para um canal de terror completo. Todos os olhos se concentraram na América. Os dias de terror tornaram-se semanas. Em 7 de outubro a Guerra ao Terror oficialmente começou. Antes de 11 de setembro havia algo diretamente profético e potencialmente perturbador na escolha de Bush do preço poético. Depois de 11 de setembro podemos ler e examinar as linhas acompanhantes do poema de quem deriva a frase quando se faz uma pausa na surpresa poética em seu conteúdo. A frase ‘o anjo no rodamoinho’ é rastreada a “Campanha” do poeta inglês Joseph Addison. Em 1704 Addison escreveu: “Assim quando um anjo, pelo comando divino, arremessa morte e terror sobre uma terra culpada; Ele, agradado pela Ordem do Todo Poderoso a realizar, cavalga o rodamoinho e dirige a tempestade’. Em cada posse, as palavras do presidente são pesadamente verificadas. As falas presidenciais são completa e cuidadosamente editadas e reescritas inúmeras vezes. Mais de trinta departamentos governamentais dissecam e entrecruzam as falas presidenciais para o impacto e a política. Para mim está além da crença que um presidente, os ecritores das falas presidenciais ou os conselheiros presidenciais incluiriam uma declação com uma nota chave sobre ‘um anjo no rodamoinho’ sem primeiro examinar seu contexto completo e sua referência ao ‘anjo arremesar o terror sobre o culpado sob comando divino’. Foi examinada a fonte desta frase? Se o foi, como pôde esta imagem do anjo terrorista que dirige a América de um rodamoinho ter conseguido fugir à detecção? Esta declaração foi uma gafe? Se foi, foi uma bem grande. Nos círculos de Washington uma gafe é quando a verdade incidentalmente escorrega. Esta não é uma plataforma de Bush. Nem é uma sugestão que Bush conscientemente sabia que este terror estava para engolfar a consciência humana. Minha investigação do anjo no rodamoinho pretende ser uma ilustração da mente global toda conhecedora, pré-ciente e sincronica em funcionamento. É uma busca pelo entendimento do simbolismo e palavras de nossos tempos, particularmente as palavras de nosso presidente que, de tempos em tempos, soam mais como profetas que sabem muito mais do que eles deixam perceber.

Por exemplo, em retaliação aos ataques de 11 de setembro George W. Bush jurou atacar a sombria rede de terroristas internacionais chamada Al-Qaida. Este nome é perigosamente próximo de Al Qidr ou A Khidr, o nome islâmico para João Batista. Maktab Al-Khidamar (MAK), a coberta operação da CIA que forneceu armas aos terroristas acusados cuja mente mestra é Osama bin Laden está até mesmo mais perto de se combinar com Al Khidr. Bush chamou a Guerra ao Terror de ‘Cruzada’ e levou seus amigos a acreditarem que ele via seu novo dever como uma missão de Deus. Penso, na estrutura de Bush, isto é o que Deus tinha pedido que ele fizesse, um estreito reconhecimento dito ao New York Times. ‘Isto oferce a ele uma enorme clareza’. Segundo este conhecimento, Bush em sua posse dedicou sua administração a Jesus Cristo [para surpresa de milhões de muçulmanos, judeus, shiitas, budistas, hindus, e outras religiões excluídas], acredita “ele tem encontrado sua razão de ser, uma convicção informada e formada pela propria cadeia de cristianismo do presidente’, relatou o The Times. O uso de Bush da palavra ‘cruzada’ que tem uma conotação européia de cavaleiros em brilhantes armaduras expulsando os infiéis da Terra Santa, conjurou muitas memórias muito diferentes no mundo islâmico, onde uma ‘cruzada’ se refere a uma sangrenta guerra santa cristã contra os árabes. Em 1099 os cruzados cristãos massacraram dezenas de milhares de muçulmanos abrigados na mesquita de Al Aqsa em Jerusalém. Osama bin Laden tomou a proclamação do tipo de cristianismo de Bush para reunir os fundamentalistas islâmicos. Uma declaração datilografada atribuida a bin Laden chamou à nova guerra ‘a nova cruzada judaico-cristã liderada pelo grande cruzado Bush sob a bandeira da cruz’. Bush posteriormente irritou as velhas feridas do Oriente Médio ao prometer a retaliação através da “Justiça Infinita’, um ato sagrado reservado apenas para Alá.

A referência dele ao Irã, Iraque e Coreía do Norte como um “Eixo do Mal” em sua fala de Estado dirigida a União em janeiro de 2002 foi tão mal recebida que causou um maciço exodus mundial de apoio à Guerra ao Terror. Ele fez com que os europeus sentissem que a América era o agressor a ser temido. O anúncio de Bush do “Governo Sombrio” em fevereiro de 2002 fez com que tocassem os sinos de alarme para muitos. Isto relembrou a visão de Bush durante a campanha presidencial de 2002. Ele foi repetidamente mostrado falando diante de uma bandeira estilizada com apenas um punhado de estrelas e faixas ao invés da oficial bandeira de cinquenta estrelas e treze faixas. Esta claramente não era a bandeira dos EUA. Isto me intrigou que a campanha de Bush não usasse a bandeira americana. Tive a oportunidade de perguntar a funcionários da campanha de Al Gore sobre esta estranha bandeira. Sua resposta variava etre ‘que bandeira?” a ‘Oh, esta é simplesmente uma bandeira estilizada  ou um retrato da bandeira tremulando ao vento”. Em retrospecto era esta a bandeira do “Governo Sombrio?” Os símbolos e as palavras, especialmente as palavras que falamos para dizer Hopi, contam escepcionalmente pesadas durante esta era da história. A palavra mais poderosa de todas é terror. É indiscutível que 11 de setembro marca um ponto chave de virada na história. Depois deste dia de revelação a palavra ‘terror’ foi indelevelmente gravada na mente global. A maciça impresão desta palavra na media, sem precedentes, que se seguiu a 11 de setembro, ativou uma linha em nossa consciência. O Terror se tornou o motivador grito de batalha de nosso governo exatamente como a “Guerra ao Pecado” que uma vez foi motivada pela Igreja inicial. Antes de 11 de setembro estávamos na busca do Gral, e depois nos encontramos pegos na armadilha e na escuridão da terra de ninguém. Repentinamente, vivendos em um mundo de terror. O Secretário de Defesa Donald Rumsfeld foi repetidamente citado como tendo dito que a Guerra ao Terror pode durar gerações.

A inferência aqui não era apenas que a Guerra ao Terror havia começado, mas que uma Era de Terror havia começado. Se esta Era será curta ou extremamente longa permanece a ser visto. Em sua fase inicial esta é caramente uma guerra de consciência muito mais do que uma marcial. A arma primária desta guerra é a propaganda. Em buscar uma compreensão mais profunda, permanece a ser entendida e quanto a percepção da Era do Terror e da propaganda da Guerra ao Terror os leitores serão melhores servidos para fazer mais do que um conhecimento passivo com o significado da palavra Terror na mente coletiva e, juntamente com isto, as palavras ‘anjo’ e ‘rodamoiho’. Por trás destas palavras está a asociação delas com os Terrores ou os Brilhantes do Planeta X. A apreciação deste fato levanta a aposta na declaração da posse de Bush. Alguns declaram que o Planeta X está a caminho para uma recombinação com TIAMAT/Terra e isto acontecerá logo. A despeito se isto é um evento real ou um evento de conciência estamos na rede neutra disso. Como a luz vermelha da prostituta, o aviso da chegada do Planeta X aparecerá sob a forma de uma cruz vermelha ou luz vermelha no céu ou na consciência humana. Há muitas evidências objetivas científicas que apontam na direção do retorno do Planeta X, embora ‘oficialmente’ ele esteja não detectado. Como foi amplamente relatado, em outubro de 2001 duas equipes de cientistas – uma da Inglaterra e uma da Universidade da Louisiana em  Lafayette – independentemente relataram pistas de um objeto ainda invisível, maciço, distante na margem do sistema solar. Esta conclusão é baseada nas órbitas altamente elípticas dos chamados cometas ‘de longo período’ que se originam de uma nuvem gelada de destroços muito além de Plutão. O modo como o Planeta X perturba estas órbitas é reminiscente do modo que as pegadas de aproximação do Tiranosaurus Rex fizeram ondear a água em um vidro do Parque Jurássico. Os físicos colocam o planeta em um órbita de aproximadamente 3 milhões de milhas ou meio ano luz do Sol. A estrela mais próxima é encontrada a quatro anos luz de distância. Este é apenas o mais recente ‘boato’ da busca ‘oficial’ do Planeta X.  As ondas começaram em 1982 quando a própria NASA reconheceu oficialmente a possibilidade do Planeta X, com um anúncio que ‘algum tipo de objeto misterioso realmente está lá’ – muito além dos planetas mais externos. Um ano mais tarde, o recentemente lançado IRAS [satélite astronômico infra-vermelho] marcou um objeto misterioso nas profundezas do espaço. O  Washington Post resumiu uma entrevista com o cientista chefe do IRAS do JPL, Califórnia, como segue: ‘Um corpo celestial possivelmente tão grande quanto o gigante planeta Júpiter e possivelmente tão perto da Terra que seria parte deste sistema solar tem sido encontrado na direção da constelação de Orion por um telescópio orbital…’ Tudo que posso dizer a você é que não sabemos o que isso é, disse Gerry Neugebauer, cientista chefe do IRAS. Esta descoberta é citada como uma motivação por trás da inexplicável declaração do Presidente Reagan aos repórteres depois das conversas da Reunião com Gorbachev em 1985. Ele disse que lembrou ao Secretário Geral que ‘todos somos filhos de Deus’. Reagan disse: Não podia mais do que dizer a ele: pense apenas como a sua e a minha tarefa seriam fáceis nestes encontros que realizamos se subitamente houvesse uma ameaça de alguma outra espécie de um outro planeta fora no Universo. Nos esqueceriamos de todas as pequenas diferenças locais que temos entre os nossos países e encontrariamos de uma vez por todas que realmente aqui somos seres humanos nesta Terra juntos’. Ele ressaltou a Gorbachev como o comprometimento da América na Iniciativa de Defesa Estratégica [SDI], a nossa pesquisa e desenvolvimento de um escudo não nuclear de alta tecnologia, nos protegeria contra mísseis balisticos’. Reagan repetiria esta mensagem New Age:

Em sua fala a ONU em 1987, em um encontro em Washington DC em 1987, no Fórum Estratégico Nacional de 1988, e novamente na Reunião de Moscou de 1988. Os historiadores de Reagan admitem esta declaração, citando-a como um grande exemplo do senso de humor do ‘Grande Comunicador’. Isto supostamennte deixou Gorbachev surpreso e divertido. Esta explicação, proferida por um biógrafo de Reagan no show de rádio de G. Gordon Liddy, nem é academica nem é científica. De fato ela é ridícula, já que não explica porque Reagan bateria no mesmo cavalo morto em tanto encontros tão importantes. Nem explica porque Gorbachev repetiu a ‘piada’ de Reagan em sua maior fala no Grande Palácio do Kremlin em Moscou em fevereiro de 1987. Depois de ruminar sobre o destino do mundo e o futuro da humanidade ele recordou-se de seu encontro com Reagan em Genebra. “Em nosso encontro em Genebra, o Presidente dos EUA disse que se a Terra enfrentasse uma invasão por extraterrestres os EUA e a URSS uniriam forças para repelir uma tal invasão. Não devo contestar esta hipótese, embora eu pense que ainda seja cedo para nos preocuparmos com uma tal intrusão.’ A combinação de Reagan e de Gorbachev – ‘vamos cooperar no espaço’ – é assustadoramente similar ao visão do fim abrupto da Guerra Fria proposto pelo Presidente John F. Kennedy. Falando antes do começo dos exercícios na Universidade Americana em junho de 1963, Kennedy disse: “Em resumo, os EUA e seus aliados, e a União Sovietica e seus aliados, tem mutuamente um profundo interesse em uma paz justa e genuína e em parar a corrida às armas. Acordos para este fim são do intersse da União Soviética bem como do nosso interesse – e até mesmo as nações mais hostis podem ser reunidas para aceitarem e manterem obrigações destes tratados, e apenas estas obrigações de tratados, que são de nosso interesse. Então, vamos não ser cegos quanto as nossas diferenças – mas vamos também dirigir a atenção aos nossos interesses comuns e aos meios pelos quais estas diferenças podem ser resolvidas. E se não pudermos acabar com as nossas diferenças, ao menos podemos tornar o mundo mais seguro pela diversidade. Porque, na análise final, nosso elo mais básico comum é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos desejavamos o futuro de nossos filhos. E todos somos mortais”.

Foi Kennedy (irlandês para ‘horrível cabeça’], o chamado Rei de Camelot, que nos enviou à Lua como um símbolo de nossa salvação. Como ressalta o pequisador do assassinato de Kennedy, Jim Marrs, exatamente dez dia antes de seu assasinato no estilo de uma execução militar em Dellas, Texas em 22 de novembro de 1963, Kennedy emitiu o Memorando número 271 de Ação de Segurança Nacional, intitulado “Cooperação com a URSS em Assuntos do Espaço Externo”, dirigido ao administrador da NASA, naquele tempo James Webb. Em este momorando notável Kennedy instrui Webb a ‘assumir pessoalmente a iniciativa e a responsabilidade central dentro do Governo pelo desenvolvimento de um programa de substancial cooperação com a União Soviética no campo do espaço externo, incluindo o desenvolvimento de específicas propostas técnicas.’ Kennedy acrescentou que este plano era um resultado direto de ‘minha proposta de 20 de setembro para uma cooperação mais ampla entre os EUA e a URSS em operações espaciais conjuntas e a Guerra Fria deve terminar imediatamente’. A Corrida á Lua teria se tornado uma Dança Lunar. Vinte e cinco anos frios de construção de armas e desconfiança entre as duas nações mais poderosas da Terra teriam sido evitados. Milhares de bilhões de dólares poderiam ter sido desviados do desenvolvimento de armas de destruição em massa para o desenvolvimento da civilização. Este cenário de esperança foi afastado pelas balas do assassino. Ainda na administração de Reagan somos avisados contra o ‘Império do Mal’ e a custosa Guerra Fria continuou. Porque Reagan subitamente buscou um fim desta guerra? Porque não a continuou, e permitiu o complexo da propaganda militar-industrial desfrutar de seu lucro obceno? Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo. A guerra foi o grande negócio do século XX. O século XXI está começando de modo não diferente. Os previsores dizem que o orçamento de Defesa dos EUA ultrapassará um trilhão de dólares entre 2002 e 2012. Para aqueles do campo UFO a ‘mensagem extraterrestre’ de Reagan responde a pergunta sobre o fim da Guerra Fria. Esta declaração não foi uma piada. Ao invés, ela pode ser a mais importante mensagem que já foi divulgada. Ela aponta para o espaço externo como o próximo grande campo de batalha. A oferta de Reagan de partilhar a secreta tecnologia de Star Wars e cooperar com os soviéticos no espaço foi uma medida defensiva. A guerra depois da Guerra ao Terror, parece, será lutada no espaço contra um inimigo extraterrestre. Na minha opinião, uma mensagem comparável em importância à mensagem extraterestre de Reagan foi divulgada por George W. Bush em Washington DC em 20 de janeiro de 2001. Foi a declaração de George [‘ o matador do dragão’] W [‘a serpente’] Bush motivada pelo conhecimento do Planeta X e os Brilhantes, o anjo no rodamoinho que dirige esta tempestade? É a Guerra ao Terror um preâmbulo para uma iminente confrontação no espaço? Ou, foi a escolha dele desta frase simplesmente uma surprendente sincronicidade e uma escolha de palavra mal apropriadas para o tempo?

5. A GRANDE LUZ

Na medida em que o sistema solar se alinha com Tula, é fascinante ter em mente que Isaias 30:26 se refere a uma luz exótica sete vezes mais brilhante do que a luz do Sol que iluminará o mundo quando Cristo retornar. Esta pode ser a verdadeira luz [vibração] que, vinda ao mundo, ilumina a cada homem. Para retirar o véu de Tula, na medida em que a mente coletiva começa a fazer na década de 1930 com a invenção da primeira antena de rádio e a divisão do átomo, é revelar os segredos da criação. Estes segredos são a espada de dois gumes de Cristo, simultaneamente representando as forças do poder do amor [Tara] e o amor do poder [Terror]. Em 2002, cientistas do Observatório de Raios-X Chandra da NASA, que monitoram o espaço por meio de Raio-X que filtra a poeira cósmica que pode obscurecer as imagens feitas com os aparelhos óticos, apresentaram a mais recente lista de descobertas do Núcleo. Uma nova imagem panoramica em raio-X da galáxia da Via Láctea revela um centro turbulento, um caldeirão ou Gral de caos, equiparado a mil fontes da alta energia que pode ser de estrelas morrendo, buracos brancos ou buracos negros. Ela mostra explosões de pequenos pontos brilhantes verdes e vermelhos do azul no centro galático, que um pesquisador comparaou às luzes das grandes cidades na Terra.

Na medida em que nos aproximamos dos mistérios internos da Arca de Cristo e dos Brilhantes do Planeta X, encontramos uma grande assistência em saber que os alquimistas e os cristãos iniciais estavam cientes do Sol Negro e destas luzes azuis, e as chamavam de ‘maçãs azuis’ e as simbolizavam por um cacho de uvas. Segundo o Livro de Enoque, este era o fruto que crescia na Árvore da Vida no Jardim do Eden. Esta é a Árvore do Conhecimento, da qual os antigos pais de Enoque comeram antes dele, e que, obtendo o conhecimento, tiveram seus olhos abertos, e souberam que estavam nus, sendo expulsos do Jardim [por ENLIL]. Enoque viu estas uvas que lhes foram mostradas pelos Brilhantes no núcleo galático.

Sitchin mantém que os Brilhantes vieram à Terra em busca de ouro para corrigir a crise atmosférica do Planeta X. Uma outra possibilidade, ele diz, é “as pedras azuis que causam doença’ mencionadas nos textos antigos. Estas serão investigadas primeiro, o ouro no capítulo depois. As pedras azuis parecem ser orbes enormemente poderosas. A palavara ‘ill’ [ doente] é o  mesmo  que ‘el’ ou Brilhantes. Daí, as pedras azuis são capazes de transformar alguém em El ou Brilhante. Esta dedução se baseia no aprecimento deste grupamento de uvas na Bíblia em conexão aos Brilhantes no que considero uma das históris mais estranhas e mais iluminantes até mesmo contadas. Tenho discutido este episódio em detalhe em “Blue Apples’. Contudo, os insights são apropriados para explorar neste contexto na medida em que eles fornecem uma excelente introdução ao simbolismo do buraco de minhoca dos Brilhantes. No episódio em questão, Moisés e os israelitas estavam a beira da Terra Prometida quando YAHWEH os parou, ordenando a Moisés que examinasse a terra adjacente. Moisés despachou Josué, filho de Nun, e um companheiro, Caleb, para o vale de Eschol [‘vale do grupamento’ como nas uvas] para espionar os filhos de Anak, os Brilhantes, que estavam vivendo lá. Em uma história reminescente de João e o Pé de Feijão aprendemos que quando os dois espiões chegaram na terra dos gigantes eles roubaram um ramo pesado de uvas dos Brilhantes. Eles voltaram com as grandes uvas a Moisés. Esta maçãs azuis [ou pedras azuis] são tão grandes que precisam de dois homens para carrega-las. O grupamento de uvas mais tarde se tornou criptogramas que eram extremamente importantes para os Essênios, o sacerdócio de quem Jesus era um membro, os alquimistas, e os hereges gnósticos do Gral, incluindo os Cátaros, que eles mantinham sagrado e secreto. Dois fatos fazem este episódio tão surpreendentes para mim. Primeiro, os dois ladrões que mais tarde se ligaram aos dois ladrões crucificados com Jesus. Para apreciar esta conexão, o segundo fato, um pouco abertura mental de inteligência a respeito das vinhas dos Brilhantes descobertas pelos espiões de Moisés, deve ser explorado. Depois de seu retorno os espiões relataram a Moisés, e provavelmente aos Levitas, a familia elite espiritual ou força tarefa de gurus que tinham autoridade sobre os outros povos hebreus. Primeiro, os Brilhantes eram fortes em estatura. Parece ser uma narrativa factual que os Brilhantes não foram descritos apenas como altos [sete pés de altura] mas também bem armados. Isto por si só pode ter sido uma boa razão para seguir o conselho de Deus e não vagar pelo território deles. Mas os espiões israelitas relataram uma outra razão até mesmo mais aterrorizante [ e, portanto para nós, uma mais notável] para ficarem fora das vinhas dos Brilhantes. Esta é: ‘a terra come o povo’. Que observação estranha e estimulante. Alguns pensam que esta declaração se referia a uma grande praga no país naquele tempo em que Josué a observou. Se assim, porque deveria este simples fato ser envolto em uma linguagem obscura? As pessoas nos tempos antigos certamente conheciam o significado da palavra praga. No Livro do Exodus, que reconta o duelo de Moisés com os mágicos do faraó imediamente antes de seu encontro em Eschol. Deus desencadeou pragas e elas certamente foram relatadas. Uma outra interpretação é que a terra não forneça comida suficiente para seu povo, uma interpretação que contradiz a crença que esta era uma terra de leite e mel. A frase críptica, ‘a terra come as pessoas’ deve portanto ter uma explicação mais fantástica. De fato, por causa da linguagem imprecisa, deve se referir a algo que os espiões não entendiam bem. Isto tinha que ser algo extraordinário. Josué foi considerado um guerreiro bravo e poderoso, que também estava no caminho da iniciação. O Deuteronômio diz que Josué era ‘cheio do espírito da sabedoria porque Moisés pôs sua mão sobre ele’. Então, quando ele disse ‘a terra come as pessoas’, ele viu um indivíduo ou um grupo de pessoas desaparecendo no ar o que levou a acreditar que a terra as consumia. Josué  deve ter visto algo que somente os iniciados por Moisés podiam entender e identificar. O que come as pessoas e as faz desaparecerem da face da terra? Deveria ser fácil dizer que os espiões ou viram uma espaçonave [que neste caso eles não podiam imaginar, portanto não podiam ver]. Se assim o foi, eles podem ter dito que viram um ‘rodamoinho’ ou uma ‘ nuvem’, termos usados dúzias de vezes na Bíblia durante os episódios que são surpreendentemente similares aos modernos avistamentos UFO. Se eles viram uma abertura interna da terra consumindo as pessoas, eles podiam facilmente ter dito que viram uma caverna. O que possivelmente  poderia ter aterorizado o poderoso e iluminado guerreiro Josué? Agora temos uma palavra para o que Josué viu: portal estelar ou buraco de minhoca. Ele viu a Rainha da Arca do Rio. Minha interpretação do mistério das Maças Azuis dos Brilhantes pede que imaginemos a abertura de um tal portal estelar não ser alguma fantasia. É um evento real que aconteceu nas vinhas de Eschol. Seja quem for o artista esotérico que foi representado na apresentação dos dois ladrões na Cricificação da página seguinte, o acordo dele com a minha hipótese é claro como cristal. As Maçãs Azuis são a Crucificação.

A cruz tendo uvas é também apresentada em uma gravação datada de 1512. Presente nesta gravação está o veado, que desempenhava a parte do condutor de almas em algumas tradições européias. Na Escritura Sagrada, o veado é frequentemente associado com a gazela. Isto pode mudar de lugar, simbolicamente, com o antílope, gamo ou bode. Origenes compara Cristo à gazela. Na apresentação do primeiro sermão de Buda, a iconografia budista frequentemente mostra gazelas ajoelhadas ao lado do trono dele, ou do outro lado da Roda da Lei [o símbolo para o Planeta X] no Parque do Gamo, em Sarnath. Porque o veado ou a gazela? Na Suméria a gazela era o símbolo de EA ou Aya. Isto é fascinante já que a antiga palavra hebraica para veado era ayyal, derivada de ayil, ‘o cordeiro’. Como temos visto, o ancestral de Jesus, Abraão [aquele que possui o ram, o cordeiro] ‘ o filho de Terah’, pode ter sido um iniciado de EA [sob o disfarce de Melquisedec]. No Tibet o nome ram expressa a essência universal. Isto explica porque o veado é apresentado ao longo do grupamento de uvas. Pegando este veado pelos chifres encontramos que esta palavra é composta de dos elementos ra e m [ ram é cordeiro em inglês] e significa ‘a luz de m’. A letra M simboliza o portal de Deus ou portal de MA, que nos é dito, intercedeu em beneficio da humanidade depois do cataclisma de Tiamat. Ele apareceu na Terra emergindo por um portal similar ao deus do sol Osamas ou Shamash mostrado em oposto. Este portal provavelmente é o protótipo do portal do Eden. Sua forma, a letra M composta de dois picos ou, é um sinal alquimico para fogo forte ou calor intenso. Os nórdicos, que chamavam ao Eden de Tula ou Thule, usavam em seu alfabeto rúnico como o nome (bj)ark-an (vidoeiro ou cortiça). Ele é associado a uma nova vida e ao crescimento. O deus Sol Osamas ou Shamash entra na Terra através de um portal em forma de M com um ramo ou bastão em sua mão.

Uma das mais notáveis histórias bíblicas que ilustram a conexão entre o portal de Deus e o fogo é a história de Nabucodonosor, o Rei da Babilonia, que teve um surpreendente encontro com o portal estelar. Esta história é de longe da maior importância na Idade do Terror do que a maioria possa entender. É bem sabido que o presidente do Iraque Saddam Hussein tem se correlacionado a Nabuodonosor, gastando mais de quinhentos milhões de dólares durante a década de 1980 com a reconstrução e reestabelecimento da antiga Babilonia. Mais de sessenta milhões de tijolos tem sido feitos para colocar muros na Babilonia, cada um gravado com a inscrição “Para o rei Nabucodonosor no reinado de Saddam Hussein’. Em essência, Saddam está dizendo que ele é Nabucodonosor reencarnado. Enterrado profundamente nas areias do Iraque estão os segredos dos Brilhantes. Saddam controla um bem muito mais importante e poderoso do que o petróleo. O encontro do portal estelar de Nabucodonosor começou em 576 AC quando ele conquistou Jerusalém, achatou suas paredes, despiu o templo de Salomão de todos os seus tesouros, deixou a cidade em chamas e voltou para casa com o tesouro do templo e um grupo de prisioneiros reais de guerra. Os sacerdotes do templo supostamente foram avisados antes do ataque. Para salvar a Arca da Aliança os sacerdotes recorreram a caverna  sob o templo de Salomão, e se lacraram dentro, cometendo um suicidio ritual para que ninguém pudesse saber onde eles esconderam a Arca. Nabucodonosor tomou cativos milhares de milhares de cidadãos de Jerusalém, incluindo homens santos do Templo, e pela força os levou para a Babilonia, as ruínas dos quais foram enterradas pelas areias iraquianas aproximadmente a vinte milhas da moderna Bagdá. Durante este Cativeiro na Babilonia muitas coisas estranhas aconteceram. Incluidos entre os cativos estava três homens sabios do Templo, um jovem homem e mestre mágico chamado Daniel, e um outro proeminente profeta, Ezequiel, [que tinha visões do ‘reino do céu na Terra’´enquanto aprisionado na Babilonia e mais tarde deixou o planeta no que muitos consideram ser uma nave estelar]. Surprendentemente, os judeus descobriram que os babilonios possuiam respostas a muito tempo buscadas a respeito do passado deles. Este é o motivo pelo qual as histórias judaica e babilonia emergiram da mesma fonte original na Suméria. Das historias sumérias os hebreus encontraram partes perdidas de sua própria história do Dilúvio e da história da Criação. Com umas poucas mudanças de nome aqui e ali ambas as tradições combinam. A maioria dos eruditos agora acredita que foi aqui na Babilonia durante o cativeiro de Nabucodonosor que os primeiros cinco livros do Velho Testamento, incluindo Daniel e Esequiel, foram construidos [muito com a ajuda das histórias sumérias originais]. A maioria dos cristãos estão chocados ao aprenderem que as histórias da fundação da religião deles são cópias da história original que pertence a um outro tempo, povo e lugar.  Somente os nomes foram trocados.

É importante entender o contexto no qual estes livros foram reunidos – o cativeiro de seus autores – e ainda é mais importante entender que eles são uma compilação da história real, mitologia, aparelhos literaríos e caras memórias de um passado que nunca foi hebreu, mas sumério. Separar o hebreu do sumério é crucial. As histórias originais fornecem um conhecimento valioso e acurado. O casamento entre as mitologias suméria e hebraica foi uma combinação feita no céu. Era como se cada uma tivesse a metade perdida da mensagem da outra. O que ambos os lados aparentemente queriam era o acesso ao portal estelar dos Brilhantes. Esta foi a dádiva dos deuses do Planeta X. A história de Nbucodonosor revela isto. A o entrar na Babilonia o visitante passava pelo E-mah, o templo da deusa mãe Ninmah ou Ninharsag, que recentemente tem sido restaurado. E-mah é uma palavra altamente significativa. É a palavra hebraica para ‘terror’. Além de E-mah estava o templo mais importante da Babilonia, o Esagila, o lugar de habitação do deus sol Marduk, o nome babilonio para o Planeta X. Nabucodonosor diz que ele cobriu sua parede com ouro cintilante para brilhar como o sol. Neste templo foi encontrada uma capela ou santuário para o pai de Marduk, EA.

Sendo secundário apenas ao famoso Jardim Supenso da Babilonia, o mais famoso monumento foi a torre em degraus ou zigurat, Etemenaki, ‘a causa que é a fundação do céu e da Terra’, situada ao norte do templo de Marduk. No templo de Marduk estava a imagem de Bel [o Senhor] e uma estranha mesa dourada, que combinava quase que 50 mil libras de ouro puro! Os Jardins Supensos da Babilonia de Nabucodonosor eram uma das sete maravilhas do mundo antigo. Crescendo em uma motanha artificial de 75 pés com sete andares de jardins artificiais conhecido como o fantástico zigurat de Marduk, a bem conhecida Torre de Babel, que Nabucodonosor restaurou, os Jardins Suspensos podiam ser vistos por cinquenta milhas através do deserto plano. Os sete terraços continham árvores, vinhas e flores e eram aguados por um sistema de poços e fontes. O Rei Nabucodonosor teve esta maravilha construida para sua rainha que tinha saudades de voltar a sua terra natal. A Babilonia deve ter sido uma visão espetacular e até mesmo inacreditável para Daniel e o restante dos cativos judeus, um tipo de lugar como o é a Dineilândia para as crianças de hoje. Em sua glória a cidade da Babilonia era a maior cidade na Mesopotamia – o centro da nova ordem mundial. Era um verdadeiro parque de diversões para os deuses. Babel se origina da palavra Bab-li, que na linguagem babilonia significa portal de Deus. Esta é a nossa primeira pista que Nabucodonosor tentou construir um meio – tavez até mesmo um portal estelar –  para transcender a vida na Terra e viajar para o cosmos.

Nosso interesse primário está na imagem de ouro que Nabucodonosor construiu na Babilonia. Isto não é algum tipo de símbolo de status que o rei mantivesse em sua escrivaninha.  A imagem tinha maciços 60 cubitos de altura e 6 cubitos de largura, Um cubito tem 18 polegadas o que faz da imagem 540 polegadas de altura [ trinta vezes 18 polegadas de altura] 540 polegadas são 45 pés de altura, aproximadmente o tamanho de um prédio de quatro andares e meio! Indubitavelmente, esta estrutura maciça podia ser vista de milhas ao redor. Nabucodonosor não pode fazer esta imagem funcionar. Este foi um maior fracasso. Como o líder tribal David, que governou Jerusalém quinhentos anos antes dele, o rei havia planejado unificar seu reino, e a imagem dourada era a força unificadora. Ele tentou usar a música para faze-la funcionar. Ele exigiu que as pessoas quando ouvissem a musica ser tocada deveriam se jogar ao chão e venerar a imagem dourada [como se este ato pudesse impressionar um salto de vida]. Se eles não assim o fizessem, seriam atirados a uma fornalha em brasas. Nabucodonosor reconhecia que Daniel tinha imensos dons proféticos, incusive a habilidade de interpretar sonhos. No capítulo quatro de Daniel, ele é pedido para interpretar um sonho no qual Nabucodonosor viu: “uma árvore no meio da Terra e sua altura era grande. A árvore cresceu, e era forte, e altura alcançou o céu, e era vista até o fim da Terra’. Havia um grande fruto nesta árvore e as aves do céu viviam em seus ramos. Desta árvore o rei viu um ‘observador’ e um ‘santo’ do Ceú emergir. Eles diseram a ele para destruir a árvore e deixar seu pedaço de tronco na Terra. Este foi um sonho confuso para o rei, mas não para nós.  ‘Os Observadores’ é um outro nome para os Brilhantes. E também o nome egípcio para ser divino ou deus, NTR, neter, ‘aquele que observa’. A terra Neterneter é o nome do lugar nas estrelas onde estes seres habitam.

Sumeria, uma outra terra terrena dos Brilhantes, foi conhecida como ‘a terra daquele que observa’. Porque os Observadores não queriam que Nabucodoosor se unissse a eles na terra Neter-neter ´a Terra do Nunca de Peter Pan]? Pode ser porque Nabucodonosor não era um deles [ que Daniel era, o que explica porque ele podia interpretar os símbolos deles]? O que eles queriam dizer com deixar o peraço do tronco da árvore no solo? Nabucodonosor queria saber. Este sohou previu um desastre de um projeto representado pela árvore? Se assim o era, qual projeto específico estava em perigo? A resosta a este pergunta é encontrada no fato de que os eruditos do Velho Testamento concordam universalmente que Daniel foi compilado opr um longo período de tempo  e não representa as visões de uma pessoa em particular. Daniel [‘Deus é o meu juiz’] não era um nome pessoal.  A questão de quem o que então é Daniel assume uma suprema importância. Em sua ‘Enciclopédia Feminina de Mitos e Segredos’ Barbara Walker responde a esta pergunta ao dizer que Daniel era um título usado para distingur um grupo de pessoas, ‘uma pessoa da Deusa Dana ou Diana’. Dana era a filha de Jacó, sua décima terceira filha. O nome dela era ‘luz de An’. Aqui está o seu problema. Este é exatamente o mesmo significado do céltico  Tuatha De’ Danann (‘Os Filhos da Deusa Diana’). Na história irlandesa, os místicos  Tuatha De’ Danann, são descritos como ‘os deuses e não deuses’ enviados do céu. Eles são comparados com o sânscrito deva [ o brilhante, deus] e adeva [ o diabo] que se torna daeva em persa.  A velha palavra inglesa DIVELL [ diabo] pode ser rastreada ao derivado romano divus, divi: deuses. Como temos visto, divas também se ligam ao Terror. Estas conexões são importantes não apenas pelo seu valor em descodificar a história de Daniel, mas também por uma outra razão importante. Segundo Sir Laurence Gardner, Maria Madalena, como Miriam, era a Irmã Chefe da Ordem de Dan; A ordem dela parece ser uma continuação do misterioso  Tuatha De’ Danann. O título de Maria, Madalena, significa “ela da torre do templo”, uma referência ao templo de Jerusalém e suas três torres. As letras ‘d’ e ‘t’ são intercambiáveis. Portanto Mag dala, significando alto palácio, ou templo, se torna Mad Tala ou Tula. Ultimamente, na medida em que continua a história de Nabucodonosor, vêem juntos os três homens sábios de Jerusalém. Infelimente para Nabucodonosor, eles se recusam a venerar a enorme imagem do deus do reo babilonio. E ainda mais, os três insultam Nabucodonosor por apostar que seus deus os salvaria da feroz fornalha. Claramente os três homens sábios do Templo de Jerusalém possuem um conhecimento crucial do qual Nabucodonosor precisa para fazer funcionar sua imagem. Ele teve sucesso em acender o feroz componente da máquina fornalha da imagem. Mas além disso ele não conseguiu continuar. Ele precisava do ‘abre-te sézamo. O que é esta máquina, esta imagem dourada da qual falamos? Este objeto sagrado é provavelmente o Axis Mundi, o Pilar de Deus. Se está correto associar este pilar com a árvore dos quarenta e cinco pés que sustenta o grande fruto do sonho de Nabucodonosor, agora faz um sentido perfeito poque Nabucodonosor desejaria envolver Daniel nesye projeto. Era os filhos dos Brilhantes de D’Anu, o povo de Daniel, que haviam originalmente trazido o objeto à Terra. O anjo que apareceu ao rei estava relacionado a Daniel. Lá não havia meio no infern que eles quisessem que Nabucodonosor entrasse em seu reino sem ser convidado. Na história de Daniel os três homens sábios se recusam a revelar as coisas a Nobucodonosor que é indubitavelmente o ‘abre-te sézamo’ para o portal estelar aberto. Furioso, o rei ordena que os três fossem lançados na feroz fornalha.

O JULGAMENTO DOS TRÊS HOMENS SÁBIOS DO TEMPLO DE SALOMÃO

Os três homens sábios são representados rejeitando a imagem de Baal – uma cabeça  no alto de um pilar. Esta é a representação encontrada nas catacumbas de São Marcos e Santa Marcelina em Roma, no IV século. ‘Os três homens puseram seus mantos, seus chapéus, e seus outros ornamento e foram lançados no meio da feroz fornalha queimando, diz Daniel 3:21. Seus mantos, seus chapéus e seus outros ornamentos, você diz? Esta é uma declaração altamente importante. Porque colocar qualquer roupa em todo seu corpo se você está para ser transformado em um corpo carbonizado pela fornalha feroz? Este ornamentos viriam a ser mais do que apenas as túnicas longas do Templo de Salomão ou as vestes dos referén da Babilonia.  Isto é, se elas eram algo mais que um manto, o chapéu e os outros ornamentos que a deusa Mari está usando na Deusa Com o Vaso descoberta no templo de Mari em 1934. Mari é mostrada vestindo seu ‘capacete’ Shugurra [ um chapéu]. Literalmente traduzido Shugurra sigifica ‘aquele que vai longe no universo’. Isto pode ser mais do que uma coincidência ou suprema poesia, que o Shu-gurr-a se resolva em Sgr A, o nome da fonte de rádio acreditada ficar no exato núcleo de nossa galáxia. é possível que este também seja o ‘capacete da salvação’ descrito em Efesios 6:17. Mari também usa um pesado manto de altura completa e outros ornamentos. Este manto é chamado ornamento PALA. Toda esta vestimenta é fantasticamente similar aquela descrita no capítulo 6 de Efesius. Lá, além do ‘capacete da salvação’, os buscadores espirituais são encorajados a colocarem a inteira armadura de Deus, que pode ser capaz de conter os ataques do Diabo. Porque nós não lutamos apenas contra a carne e o sangue, mas contra principalidades, contra poderes, contra os governants da escuridão deste mundo, contra a pervisidão espiritual em altos lugares.

As principalidades e poderes são as forças angélicas espirituaisque funcionam como governantes e mensageiros celestiais nos reinos celestiais [isto é, sers galáticos]. Este é exatamente o nível angélico dos Brilhantes. Aparentemente, alguns deles são criaturas nocivas que buscam se anexar às almas humanas. No Armagedon Jesus promete enviar seus anjos para eliminar os perversos do meio dos justos. E então deve lança-los [ambos?] no fogo. O uniforme da ‘armadura de Deus’ aqui descrito – incluindo o capacete Shugurra da Salvação e o manto PALA – simultaneamente ajudarem a nos proteger dos esiritos nocivos, e fazer uma conexão cósmica com um portal estelar? Assim parece, porque a seguir Efesius descreve uma pessoa de pé diante da Arca da Aliança , o aparelho que trasnsporta as almas, que abre sua feroz fornalha! Sabemos disto porque a pessoa está usando a placa peitoral da Justiça. Seus pés estão calçados com a preparação do Evangelho para a Paz. Acima todos eles tomam o escudo da fé, o Capacete da Salvação e a Espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

DENTRO DA FORNALHA FEROZ

O que acontece a aqueles que usam a ‘armadura de Deus’ e se levantam e andam pela feroz fornalha? Para onde eles vão? Este detalhe é omitido. Contudo, depois que os três homens sábios do Templo de Salomão entraram na feroz fornalha Nabucodonosor e todos os homens do rei cautelosamente se aproximaram da fornalha letal. Ele pediu que os três homens aparecerem para ele. Quando eles o fizeram, o rei [ e estou certo que todos os ali reunidos] ficaram supremamente perplexos. Eles estavam esperando coprpos terrivelmente carbonizados. Ao invés, ele vê os três homens sábios emperfeitas condições! Ele não haiam lançado estes homens no meio do fogo?, perguntou o rei surpreso. Ele certamente fez isto. Par acrescentar a alta estranheza deste evento, uma quarta pessoa agora os acompanhava! Contudo, este não era um homem qualquer. Nabucodonosor acreditava que este quarto homem fosse um anjo. Mas também não era um anjo. O quarto homem é como o Filho de Deus! Este é Jesus, o Filho de Deus? Nabucodonosor está nos dizendo que os três homens sábios retornaram de suas viajam pelo portal estelar com Jesus a reboque? Ou eles voltaram com Cristo, as Maçãs Azuis? Isto é bem concebível porque, compreensivelmente, a este ponto Nabucodonosor estava convencido: o deus dos três homens sábios judeus era Deus. Ele proclama que todo mundo que falar contra este Deus, ele os cortará em pedaços, e suas casas serão feitas um monte de estrume. A seguir, ele promoveu os três homens sábios. Se a associação entre o grupamento [cacho] de uvas ou Maçãs Azuis roubadas por Josué dos Brilhantes e o ‘grande fruto’ da ‘árvore’ do sonho de Nabucodonosor é válida, e eu acredito que seja, um tremendo conhecimeto deve ter sido conquistado com o aparecimento do Filho de Deus. Este conhecimento é capaz de alterar o equilíbrio de poder no mundo. Se Saddam Hussein realmente se conecta com Nabucodonosor, ele mais do que certamente estaria interessado em adquirir esta substância, que está entre os mais altos segredos dos Brilhantes. No próximo capítulo olharemos mais de perto esta exótica substância, que, com um pouco deconhecimento de como pode ser transformada em uma arma de destruição em massa.

6. AS ÁGUAS VIVAS

Em 1987 uma super gigante azul quente supernova irrompeu fazendo história e manchetes mundiais. Isto é importante porque esta supernova apareceu na constelação Asclepius. Uma intensa explosão de neutrinos ocorreu a frente de uma onda de choque. Estas partículas sub-atômicas, sem massa, sem peso e sem carga correram para a Terra, de sul a norte, ao longo das linhas magnéticas da Terra. “Longe de ser um evento isolado, muito distante da Terra e incapaz de ter um efeito sobre nós’, escreve o escritor de ciência Donald Goldsmith, ‘a SN1987A (a supernova de 1987) pode ser vista como a mais recente na cadeia de eventos que formaram o nosso sistema solar, a nossa Terra e nós’. “Em um sentido muito real’, diz o astrofísico da Universidade de Harward, Larry Smarr, ‘somos os netos das supernovas’. O intenso calor delas traz a nova vida, o crescimento. Como diz o professor de astronomia de Harvard, Robert Kirshner, ‘gerações de supernovas criaram os elementos que tomamos por garantido – o oxigênio que respiramos, o cálcio em nossos ossos e o ferro em nosso sangue são produtos das estrelas’. Somos compostos da mesma matéria estelar, as mesmas energias força de vida, como o resto do universo. Todos somos parte da mesma música. Apenas somos arranjados diferentemente. “Supernovas são mais do que espetáculos distantes, elas podem expelir as sementes da vida.’ Esta declaração prefaciou a cobertura do Scientif American de 1987 da supernova. Os antigos alquimistas não poderiam expressar melhor. Eles descreveram estas sementes de luz quando eles escreveram sobre as “cintilas’, as faíscas infinitesimais de luz contidas na ‘substância arcana’, a matéria primordial. Os períodos durante as ‘faíscas de luz’ estão disponíveis e são ressaltados pelas supernovas. Por exemplo, o previo Batkun maia [o período calendário de 144.000 anos de 394 dias] que se estende de 1224 a 1618 de nossa era, tem sido chamado “O Batkun da Semente Oculta’, ‘a semente oculta’ sendo interpretada como um expansivo ciclo de civilização. No simbolismo da Cabala judaica, quando o ponto oculto aparece ele se torna a letra iod, e representa uma semente. Literalmewnete traduzido, ‘cintilas’ são as sementes de Tula. O começo e o fim do Batkun são literalmente ressaltados por supernovas; uma em 1230 e a supernova de Kepler em 1604 – a última visível ao olho nu. Ambas as supernovas apareceram na constelação Asclépius [o mantenedor da serpente] que significa que as energias delas vem através de ‘lentes’ de Asclepius. O Colegio da Fraternidade Rosacruciana reconheceu o aparecimento da supernova de 1604 em uma ilustração de 1618 [oposto]. No lado esquerdo vemos um homem sustentando uma serpente representando Asclepius correndo em uma raio de energia estelar. A data da supernova de 1604 está atrás dele. Obviamente, os alquimistas e os rosacrucianos sabiam da importância das energias invisíveis, as Maçãs Azuis, das supernovas e as associavam a esta região especial do espaço, o aparente domínio do Planeta X. Como notado anteriormente, no início do século XVII o X se tornou um sinal de multiplicação. A chegada destas novas energias explica porque o X dividir se torna o X multiplicar? E porque os rosacrucianos adotaram a rosacruz e o X vermelho como símbolo deles? A alquimia é a ciência da transmutação e a da Pedra Filosofal. Literalmente, ela envolve a transformação de metais base em ouro, enquanto que espiritualmente ela envolve a transformação do lixo da Alma não refinada no ‘Lapsit Exillis’ — a Pedra dos Céus.

Como mencionado, fazer ouro ou aquisição  dele, a busca dos alquimistas é a busca para transmutar a alma em sua mais alta forma. Ao invés de fazer ouro o alquimista praticava fazer Deus. Em 1818 o artista Matthieu Merian criou sua pintura chamada Tabula Smaragdina (Latim para Tábua de Emeralda] que era a página título para o livro de Daniel Millius ‘The Medical-Chemical Work’. Este trabalho era um favorito dos alquimistas que afirmavam que ele apresentava a Pedra de Deus deixando o Céu [Tula] e entrando na Terra. Os alquimistas usavam esta imagem para meditação olhando-a durante horas, tentando absorver seu poder. O ponto focal era o homem-mulher que mantinha a matéria prima, simbolizada pelo cacho de uvas.

Além disso, os alquimistas escreveram sobre um corpo estelar andarilho que era chamado An, O Senhor, pelos sumérios. Ele veio de Asclepius, a constelação mais próxima ao núcleo galático, fazendo dele um mensageiro ou emissário de sua energia.  Seu símbolo era a cruz vermelha ou rosa. Na tradição alquímica ele é chamado Pavão com uma cauda de muitas cores diferentes. Um outro de seus nomes é O-SAMON, o Esbravejante. Hoje; este corpo andarilho é chamado Planeta X. Isto é uma maravilhosa sincronicidade já que os símbolos dos rosacruzes são rastreados a Hermes, o guardião de, ou a encruzilhada. O nome OSAMON, com certeza, lembra o de Osama, o alegado senhor do anel terrorista. Coicidentemente, George W. Bush constantemente se refere a bin Laden como ‘em retirada’. Em outras palavras, ele é um esbravejante senhor do anel. Como  A.E. Waited tem ressaltado, os alquimistas do século XVII olhavam para frente em grande antecipação da vinda de um Mestre que eles chamavam ‘Elias Artista’(E.A.?) “ou Elias [que apareceu a João Batista}. Alguns acreditam que foi o alquimista rosacruciano Paracelsus, quem, no início dos anos de 1500 foi ‘iniciado nos supremos segredos da alquimia por um colégio de sábios islâmicos, que doaram a ele o Mistério Universal sob o simbolismo da pedra Azoth, o ‘fogo filosófico’ dos adeptos ocidentais”. Paracelsus era conhecido como um grande curador que curava uma variedade de doenças pela Pedra Filosofal. Sua fabricação de ouro era um negócio paralelo ao seu ministério de cura do mesmo modo que os milagres de Jesus eram paralelos a sua verdadeira missão. De muitos modos Paracelsus tinha revelado os segredos do Santo Gral, a transmutação dos elementos, simbolizado pelo pão e vinho da eucaristia. Como nota Idries Shah: ‘Possuindo a Reforma, Paracelsus tinha que ser cuidadoso em como se expressar, já que ele estava projetando um sistema psicológico diferente dos modos católico e protestantes.’ Fascinantemente, Paracelsus era conhecido como um amante do vinho, um traço de personalidade que os biógrafos tiveram um difícil trabalho para reconcilar com sua competência como médico e erudito. Este é um exemplo de mente exóterica [lógica, masculina] tentando compreender o conhecimento esotérico [intuitivo, feminino]. A referência de Paracelsus ao vinho provavelmente se origina da analogia Sufi do ‘vinho’ como um sinônimo para a sabedoria interna. Os biógrafos não iniciados provavelmente pensaram que ele estivesse falando literalmente de vinho. Na realidade ele estava usando a interpretação esotérica do vinho como ela é usada no aforisma Sufi; “antes do jardim, a vinha ou uva estava no mundo, a nossa alma estava bêbada com o vinho imortal”. O vinho a que se refere Paracelsus de fato significava ‘a essência’ ou ‘realidade interna’ – um outro nome para ‘azoth’ – que é o estado natural da alma. Esta essência, que é tão poderosa que pode transformar seja o for quando entra em contacto é simbolizada por um cacho de uvas. Esta é a matéria exótica ou Águas Vivas de que os portais estelares são feitos. Isto se emana do centro da galáxia. O alquimista, contudo, era um que podia fabricar a Pedra Filosofal. A mesma essência pode transformar e também pode destruir aqueles que não são preparados ou iniciados; daí a associação com o terror. Esta essência espiritual concentrada está no centro do conceito Essênio do Messias, um termo que significa o ‘ungido’ [ cristo]. A substância que era esfregada ou ‘ungida’ era tão iluminadora e benéfica, diz o erudito nos Pergaminhos do Mar Morto, John Allegro, que os Essênios a chamavam Cristo, bom honesto, doador de saúde.

O monograma Chi-Ro ou Cruz Cósmica de Cristo, uma abreviação de Chreston ou CHRESTOS, é um X com uma bandeira ou vela anexada. Um exame da palavra chresto, da qual é derivado Cristo, revela a natureza potencial desta substância. Chres significa Senhor, então Chrestos é derivado das letras X  e P [Ch -R]. O monograma Chi ro é composto do nome de Cristo, X e a letra grega P [tro, em inglês R] ou, como no caso mais inicial, das letras iniciais de Jesus Cristo [J e X]. Duas serpentes entrecruzadas formam um X, a letra grega chi. Na tradição védica,  chitta é o nome dado às particulas da matéria sutil que saem de Tula. Estas partículas são extraídas do campo não manifesto da matéria-energia primordial (Prakriti) que subjaz em toda criação. Quando Constantino colocou o sinal em seu lábaro em 312, ele incluiu as palavras ‘in this sign, conquer.’ Em ‘The Crystal Halls of Christ’s Court’, examinei esta declaração como uma afirmação de sua apreciação do poder militar da ciência sagrada representada por este símbolo.  A mesma ciência pode ser usada para criar a paz. Nas Homilias Clementinas Simão Pedro, o principal discípulo de João Batista, ensina a doutrina da Cruz Cósmica:

“Lá procede de Deus, o coração do mundo, a extensão indefinida, de cima para baixo, da direita para a esquerda, de trás para frente. Olhando nestas seis direções, como em um número constante, ele completa a criação do mundo, do qual ele é o início e o fim. Para ele as seis fases do tempo tem seu fim, e é dele que elas recebem sua extensão indefinida. E este é o segredo no número sete”

Pedro também ensina que: “Deus posssui uma forma que pode ser apenas pelo puro de coração. “Deus subjaz a estrutura do espaço tridimensional.’ Deus existe no centro e coração de universo e sua forma é esta do cubo ou sistema coordenado tridimensional. De deus se irradia as seis direções do espaço enquanto ele reside dentro do sétimo ponto do resto. Este ponto central é chamado de Rocha das Águas Vivas, a Pedra Filosofal, a Pedra da Fundação Segura, e a Pérola de Grande Preço ou jóia. É o cristal da Côrte de Cristo localizado no núcleo da galáxia. A ciência está dirigindo um olho perspicaz em direção à luz ou vibração que se emana deste núcleo. Isto me leva a concluir que é esta a luz vista pelo mundo todo que tem o poder de instantaneamente mudar tudo. Como notado, a palavra hebraica OR é geralmente traduzida como “luz”. O significado literal desta palavra é ‘iluminação’ou ‘luminária’. Sua raiz significa ‘tornar luminoso’ e ‘iluminar’. Para os judeus a ‘luz do mundo’ está relacionada com a luz da Torah [uma outra  palavra para terror], o primeiro dos cinco livros da Bíblia. Em João 1:1 Jesus é referido como a Palavra, o significado da qual é idêntica ao da Torah [bem como Tula ou Tura]. Apropriadamente a palavra ‘palavra’ contém os elementos W, serpente [ o símbolo destas ondas de luz] ou a luz, d, a porta. Torah é o mesmo que Tarot, significando ‘roda’ [ou dar giros], reflexivo da roda da vida girando ou dando voltas, a Via Láctea. Torah é traduzida como ‘a lei’ no Novo Testamento. A Lei era sagrada para o sacerdócio Essênio, residente na Judéia e no Egito durante o tempo de Jesus. Um dos nomes alternativos dos Essênios, Naz-ori, significa ‘manter, proteger’. Eles se viam como os preservadores da ‘luz da Verdade’ [Maat em egípcio]. Este também é o papel dos Brilhantes. Na Torah os peixes representam a fidelidade de Israel em seu verdadeiro elemento, as Águas Vivas da Torah, isto é, as Águas de Tara, Terror ou Tula. Estamos presentemente nos banhando nestas mesmas águas. A humanidade parece ter alcançado o ponto de virada em algum ponto ao redor de 1600 [novamente o início da Iluminação quanddo o X divisor se torna o X multiplicar]. E como se quando a supernova de 1604 apareceu o Inconsciênte Coletivo enviasse uma chama que assinalou, de fato: “Acorde! É tempo dos mistérios serem revelados!”

Os alquimistas e os rasacrucianos do inicial século XVII acreditavam que Elijah Artista (E.A.) tinha voltado para inaugurar esta nova idade. Ele restauraria a medicina perdida da antiga Suméria e Egito e a mostraria ao mundo. De fato viajando os alquimistas colocam em demonstração pública a fabricação do ouro na Europa. Estas apresentações públicas chamaram a atenção de uma das maiores mentes científicas de todas as eras, Sir Isaac Newton, ‘o último sumério’, que se tornou um alquimista praticante. Em 1618, enquanto os alquimistas estavam absorvidos no poder das Tábuas de Esmeralda, e se ligando com a energia do centro da galáxia, o embaixador espanhnol para a Pérsia, Garcia Silva Figueroa, fez uma descoberta fabulosa em Persepolis, a capital de Dario e dos Reis persas que se chamavam  Achaemenid [as mentes sábias]. Figueiroa identificou as ruínas espetaculares perto de Shiraz como a antiga Persepolis das descrições do sítio dadas pelos antigos escritores gregos e romanos. Das misteriosas inscrições nas ruínas, ele concluiu que elas pertenciam ao povo alien ‘que pode ser descoberto agora ou que sempre tenha existido’. As letras estranhas não eram aramaico, hebreu, grego ou árabe mas ‘triangulares em forma de uma pirâmide ou de um obelisco em miniatura”. Os primeiros fragmentos da história do Planeta X – fora do mundo alquimico – começaram a vir a luz com a descoberta do espanhol. A primeira inscrição cuneiforme foi publicada em 1657. Diferente dos hieroglifos egípcios, isto despertou pouco interesse. “Como os traços de aves na areia úmida’. Isto é como a escrita cuneiforme atingiu os primeiros europeus que a viram. Em 1686 o pioneiro cuneiforme E. Kampfer viu as inscrições descobertas em Persepolis e descreveu os sinais como ‘cuneiformes’ ou impressões em forma de cunha. A escrita desde então tem sido chamada cuneiforme.

A pedra da fronteira com inscrições cuneiformes.  Persepolis era a capital de uma dinastia de reis que se chamavam Achaemenidas [ach significa luz]. A julgar pelo nome deles, Ciro, Dario, Xerxes, e o nome das deidades deles – os eruditos assumem que estes seres iluminados eram arianos [nobres] que apareceram na Suméria perto do início do terceiro miilênio AC.

Hoje a separação entre os deuses dos arianos e os povos semiticos é distinta. No mundo antigo, contudo, este não era o caso. Ciro, por exemplo, era considerado ser um ‘Ungigo de YAHWEH’, o deus hebreu: muito uma honra para uma pessoa de descendência ariana muito mais do que hebraica. O bíblico Livro de Ezra dis que foi o próprio YAHWEH que dotou Ciro com a extraordinária alta honra de uma pessoa de descendência ariana, muito mais do que semita. O Livro bíblico de Ezra diz que foi o próprio YAHWEH que dotou Ciro da extraórdinária alta honra de reconstruir o Templo de Salomão em Jerusalém, a casa de Deus, depois que Nabucodonosor o havia demolido. Em troca, Ciro chamou YAHWEH de Deus do Céu. As apresentações iniciais de YAHWEH em seu veículo voador – ou ‘rodamoinho’ – são virtualmente idênticas àquelas de Ahura Mazda, o ariano Senhor Sabio, da religião zoroastriana, como mostrado no selo real de Dario. Zaratustra ou Zoroastro [‘estrela de ouro’ ou ‘esplendor do sol’] é o salvador dos arianos na Ásia Central. Ele é igualado ao sumério EA. YAHWEH em sua roda voadora ou rodamoinho. Ele é o anjo no rodamoinho a que se referiu  George W. Bush?

Ahura Mazda, representado por um disco alado, a suprema deidade do zoroastrismo. O baixo relevo de Zaratustra [EA]. Os arianos do antigo Irã eram seguidores dos ensinamentos de Zoroastro ou Zaratustra. Eles veneravam as mais velhas deidades arianas, os ahuras [ou um cavalo], os deuses brilhantes que habitavam nos reinos celestiais e os devas, os terrores, os deuses brilhantes que cairam e foram transformados em diabos ligados à Terra, ou Anjos Caídos. Os três homens sábios que vieram a Jerusalém para honrar o cumprimento da profecia da chegada de Cristo eram discípulos de Zoroastro, e daí, arianos.

O selo de Dario com o deus Ashur [onisciente] representado por um disco voador, Em 1700 Thomas Hyde, um professor de árabe da Universidade de Oxford, entendeu que muito mais do que inscrições ornamentais estes sinais cuneiformes eram uma antiga escrita. Hyde voltou aos ecscritos de Zoroastro buscando insight. Avesta, a linguagem dos livros sagrados de Zoroastro, escritas por volta do século IV de nossa era, forneceria pistas para a decifração da escrita cuneiforme.

Um desenho do caderno de notas de Hyde apresentando uma cena de Ahua Mazda flutuando em uma nuvem em Persepolis. Em 1772 um viajante holandês, Carsten Niebuhr fez um estudo cuidadoso das inscrições cuneiformes em Persepolis. Ao comparar os sinais em diferentes inscrições, ele distinguiu três escritas distintas. Ele também começou o processo de isolar as escritas mais simples. Com sua contribuição a excitação verdadeiramente começou a ser construída. O estágio foi estabelecido para a decifração da escrita cuneiforme começando em 1800, e com isto foi-se revelando um vasto panorama da história humana. Contudo, o destino ainda tinha uma outra carta para ser jogada. Em meados de julho de 1799 o mundo foi atingido por um espetáculo fenomenal quando um esquadrão de demolição de soldados do exército de Napoleão descobriu a Pedra de Roseta no Egito. Um grupo de artistas e sábios franceses, incluindo Domenique Vivant Denon, acompanhou Napoleão, considerado ser o segundo dos três anti-cristos por Nostradamus, ao Egito. Reconhecendo a importância da Pedra o oficial no comando imediatamente levou a pedra para o Cairo. Cópias foram feitas e distribuídas aos eruditos por toda Europa. Depois de uma breve viagem a Alexandria para evitar a captura pelos britânicos, a Pedra foi eventualmente capturada e levada para a Bretanha, onde permanece em exibição no Museu Britânico. A decifração da Pedra de Roseta por Jean Francois Champollion em 1823 permanece uma das realizações intelectuais chave do último milênio. A inovação de Champollion veio em setembro de 1822 quando ele recebeu cópias de vários relevos e inscrições de antigos templos egípcios. Uma delas, do templo de Abu Simbel na Nubia, era uma intrigante moldura decorativa arredondada com o nome de um deus ou rei. Esta era a moldura de Ramsés. Usando seu conhecimento de egípcio copta, Champollion especulou que o primeiro sinal tinha o valor de re [raio] que era a palavra copta para Sol, o objeto simbolizado pelo sinal. Os últimos dois sinais, ele sabia, tinham o valor de ‘s’. Ele imaginou se um antigo faraó egípcio tinha um nome que se assemelhava a Re ss. O primeiro faraó chamado assim que veio a mente dele foi Ramsés, um rei da 19a. dinastia e bem conhecido pelos historiadores gregos. Se esta era a moldura arredondada de Ramsés, então o sinal pode ter o valor sonoro de ‘m’. De fato, quando olhamos o sinal estreitamente ele se assemelha a um ‘m’ [o símbolo do portal estelar]. A confirmação veio através da moldura arredondada a direita. Dois destes sinais foram compreendidos; o primeiro, um ibis, era um símbolo do deus Thoth, o inventor da alquimia. O nome nesta moldura tinha que ser Tutmés. Na mente de Champollion, a Pedra de Roseta havia confirmado o valor disto. Realmente, ele estava apenas parcialmente correto. Ele tinha o significado de ms ou névoa. O hireglifo egípcio mst [névoa] parece com uma queda de água de très lances irradiando água. Isto é as águas Vivas de Tula ou Terror. Isto significa ‘lágrimas celestiais’ ou ‘ orvalho’ e representa as gotas de água caindo ou se irradiando do céu. O mesmo hieroglifo também significa ‘instrução’ ou ‘ensinamento’. Estruturalmente, ele combina o símbolo do Espírito Santo que João Batista conferiu a Jesus, ‘o portador do orvalho’. Muito antes que o Batista este hieroglifo estava ligado a EA e ao conceito egípcio do batismo; quando a sabedoria celestial [raios, tons] é canalizada pela Chave da Vida ela é pingada sobre o peregrino. Para os alquimistas, a fonte desta névoa era Tula, o centro da galáxia da Via Láctea. Depois da iniciação ou batismo nestas Águas Vivas alguém era adepto nos Mistérios. Comungando com a deusa em seu buraco sagrado, ou portal estelar, um humano poderia alcançar a iluminação espiritual chamada horasis ´[ahuras ou cavalo]. Assim iluminado, alguém podia cavalgar o Rio Rainha, a Via Láctea para os céus. A palavra Jordão, o nome do rio no qual João Batista batizou Jesus, provavelmente seja derivada de Eridanus, um nome antigo para a Via Láctea. Eridanus era a Corrente do Oceano, o Rio do Céu, que se move como uma hélice, ou como um 8 [exatamente como o nosso DNA]. A palavra Eridanus tem sido rastreada a Eridu, o lugar cuja ‘pura luz alcança o céu’. Esta era a sede de EA.  Eridu foi a primeira cidade suméria [por volta de 3800 AC]; ela foi construída por EA sobre o solo virgem ao lado do Golfo Pérsico. Não existia qualquer construção antes que seus templos fossem construidos. Sua chegada súbita, sua extensão, e seu estado avançado de civilização perplexam os eruditos. A base maciça de operação me lembra da sede da GM construida em Detroit, em Michigan. Como o Eden original, Eridu marcou, a ‘confluência dos rios’. Era um lugar terreno ligado a um lugar celestial onde a pura luz do céu, o rio da Via Láctea, tocava a Terra. Interessantemente, o hebraico ire, um anagrama para eri, significa ‘lançar gotas de água, espirrar, e ensinar ou instruir’.

Segundo a história suméria, isto era na instalação de templo/médico em Eridu [atualmente o Kuwait, Iraque] que EA abrigou os segredos de todo conhecimento científico, guardou os Tabletes ME do Destino. Aqui, ele instruiu Adapa na sabedoria dos Brilhantes. A posse destes instrumentos de armazenamento de informação conferiu um tremendo poder. Na bíblia há um número de objetos mágicos que combinam com os MEs, inclusive a placa peitoral de Aarão, um objeto compreendido de doze pedras usadas em conjunção com a Arca da Aliança, um instrumento que ligava o homem ao Deus. Estas pedras canalizavam a palavra e a vontade de Deus. Hoje ME é a raiz para medicina, meditação e meme, as unidades básicas da transmissão cultural rotulada por Richard Dawkins. Examplos de memes são músicas, histórias, idéias e crenças religiosas. Meme é um termo apropriado cosiderando que, em função, eles são identicas ao ME. É também a raiz de mitologia, o ramo da ciência que lida com a comunicação dos segredos do amor, a Palavra de Deus. O ME sumério contém os mesmos segredos de Deus como o egípcio Me-ist ou mist [névoa]. Para mim, este é um dos exemplos mais fenomenais da Mente Divina funcionando. A decodificação de Champollion do sinal de mistério banhado ou batizado na moderna consciência nos mistérios de Egito. Uma cascata de iluminação a respeito do mundo do antigo Egito veio pingando das névoas do tempo por esta descoberta. Foi como se a mente coletiva da humanidade repentinamente teve sua luz interna ligada. Isto foi apenas o início da recuperação do antigo conhecimento. Nos anos de 1840, a atenção mundial focalizada na Assíria quando os arqueologistas franceses e ingleses descobriram as ruínas de um antigo palácio do rei assírio Sargão II [governou de 721 a 705 AC] em Khorsabad no norte da Mesopotamia (Iraque). Comandando este precinto estava uma pirâmide em degrau chamada zigurat que servia como ‘escada para o céu’ para os deuses. Lá eles encontraram pedaços de pedra inscritos e um colossal touro alado com cabela humana, como uma esfinge, e estátuas de leão guardando as portas.

Como resultado dos inesperados achados no Iraque, os nomes bíblicos e lugares começaram a vir à luz. Em 1842-43 a Sociedade Oriental americana foi fundada. A Sociedade Oriental Alemã foi fundada em 1844. Estas sociedades geraram uma nova geração de eruditos que empurraram os campos da história especulativa, mitologia, estudos e observação pessoal do Velho Testamento, para criar dramáticas novas histórias do passado da humanidade. Arqueologistas alemães, obcecados com o achado das origens de seus ancestrais, e alimentados por uma crença na volta do Cristo ariano que levaria os alemães aos deuses da antiguidade, começaram a rasgar as terras da Babilonia [hoje o Iraque] e da Assíria na buca de seus ancestrais. O trabalho de espátula destes eruditos revelou dezenas de milhares de tabletes cuneiformes, parte das bibliotecas de antigos palácios. Estes documentos forneceram informação vital sobre a história assíria, religião e sociedade, inclusive muitos com mitos e hinos sobre os deuses e deusas venerados lá. A decifração da escrita cuneiforme foi tornada possível pela descoberta de sua própria Pedra de Roseta que se mostrou ser a inscrição cuneiforme cortada na Rocha de Behistun no oeste do Irã, uma escultura gigantesca escavada de forma que ela projetasse uma imagem quase em três dimensões de uma face da montanha a 300 pés acima do solo. Uma figura alta, Dario, levanta sua mão na direção de nove homens de pé, e dois outros atrás dele. Acima deles flutua Ahura Mazda em um disco voador. Ninguém tem identificado quem são estes nove homens [alguns dizem que Jesus e seus apóstolos]. Depois de dez anos de perigoso trabalho o inglês Henry Rawlinson terminou copiando esta inscrição em 1847 e mais tarde resolveu o texto completo desta inscrição. As incrições cuneiformes em três linguas cercam Dario, o homem alto à esquerda.

Ao mesmo tempo o sânscrito, a antiga linguagem da Índia [lar dos arianos], estava também se tornando popular entre os academicos. Isto levou a um entusiasmo pela antiga Índia e os Vedas, os livros sagrados do conhecimento do Hinduismo. Muitos eruditos estavam interessados na filologia comparativa ou linguística, que essencialmente tenta ligar as linguas a muito extintas. Quais são as relações das mais velhas linguagens do mundo? Como elas tinham evoluído? Foi amplamente concluído que textos desconhecidos ou não descobertos, culturas, espécies e linguagens existiram antes da presente civilização da humanidade. Em 1851 o arqueologista inglês Sir Austen Henry Layard descobriu um grande composto de um palácio do último rei Assirio Assurbanipal [governou de 668 a 630 AC] na vila de Nimrud no que agora é o norte do Iraque. Layard e seus colegas desenterreram mais de 25.000 tabletes, uma biblioteca coletada em Nínive sob a direção pessoal de Assurbanipal. Os escribas rotularam muitos destes textos como cópias de ‘textos antigos’. Cópias de um número de obras primas literárias, incluindo o Épico de Gilgamesh estavam entre estes trabalhos. Um outro destes poemas, a dramática saga babilonia do Enuma Elisha, a  nascente de todas as três religiões patriarcais, o judaismo, o cristianismo e o islã, também foram descobertos. Todos estes tesouros foram embarcados para a Inglaterra, o Museu Britânico. Layard terminou sua escavação em 1851, tornou-se um político, diplomata e colecionador de arte.

Assurbanipal II foi um ‘rei erudito’. Incluida em sua biblioteca estava um texto que continha uma declaração feita por Assubanipal que disse: “Posso ler os intrincados tabletes dos sumérios. Entendo as palavras enigmáticas nas gravações em pedra de dias antes do Dilúvio’. Em detalhe na página seguinte Assurbanipal usava uma roupa mais tarde vestida pelos Templários. O rei, aponta a cruz como símbolo de seus deuses, inclusive o símbolo do Planeta. Ele usa um cordão com um pendente similar ao símbolo X como amuleto. Há também a representação de Asurbanipal pingando uma libação como um caduceu sobre os leões mortos diante de uma mesa de oferenda e um estande de incenso. Assurbanipal e sua rainha estão no altar sob uma árvore de uvas; este é um relevo do palácio em Nínive [668 – 626 AC]. Eles sustentam na mão a planta da vida. Está no Museu Britânico.

Layard tinha sabido que antigos registros gregos falam que um oficial do exército de Alexandre viu “um lugar de pirâmides e restos de uma grande cidade’, uma cidade que já era antiga nos tempos de Alexandre. Layard localizou os restos dela e a cidade de Nimrud reapareceu. Foi lá que Layard desenterrou o obelisco que Shalamaneser II criado para registrar suas expedições e conquistas militares. Este obelisco agora está no Museu Britânico e o obelisco lista, entre ou outros reis que eram forçados a pagar tributo, “Jehu, fiho de Omri, rei de Israel’. Este obelisco data do reinado de Shalimaneser III (858-824 AC).

O trovão ataca os eruditos do Velho Testamento. Mais uma vez, as inscrições sobre os antigos artefatos mesopotamios combinam com a história bíblica. Inspirado pela mais recente descoberta os eruditos/arqueologistas estabeleceram os sítios deles em outros locais do Velho Testamento. Os eruditos ficaram surpresos pelas similaridades das maciças estátuas dos homens leão-touro. Estes trabalhos de arte combinam referências em Ezequiel 1:10 que descreve figuras extraterrestres aladas com as características de um homem, um leão, um touro e uma águia. Em Ezequiel 32:14-15 que detalha as imagens na parece de um palácio assírio. Muitas gerações de teólogos tem considerado as visões de Ezequiel puramente como uma fantasia simbólica mas agora existe a prova que elas eram reais. A bíblia descreve a visão de Ezequiel como uma grande nuvem, com o fogo faiscando por ela, e um brilho radiante ao redor dela. Algo brilhava como metal no meio disto. Ezequiel ouviu ‘o barulho das grandes águas’. Da nuvem desceram o que pareceram ser quatro homens extraterrestres e cada um tinha quatro faces; um leão, um touro, um homem e uma águia [as mesmas quatro bestas que comprendem a Esfinge, chamada o Pai do Terror pelos árabes]. Quando estas esculturas e gravações apresentando a visão de Ezequiel foram levadas de Londres a Paris, elas causaram uma sensação mundial. Estas esculturas exóticas forneceram a prova para alguns eventos bíblicos. John D. Rockefeller, Jr. comprou muitas destas esculturas e mais tarde as doou ao Museu Metropolitano de Arte na cidade de New York [onde hoje elas são encontradas]. As únicas outras coleções para comparação são encontradas no Museu Britânico e no Louvre. A universidade da Pensilvania na Filadélfia, o lugar de nascimento da América, foi um outro importante repositório desta poderosas antiguidades de pedra.

Anjos Assírios

Na decada de 1870 os eruditos notaram que os assirios e os babilonios tinham tomado emprestadas as historias deles, sua linguagem e escritos de uma fonte mais antiga. Por 1880, esta fonte mais antiga foi descoberta: os sumérios, que viveram na terra bíblica de Shinar, que os eruditos geralmente [embora não unanimente] associam com a Suméria, também localizada sob o que hoje é o Iraque. O entendimento que os sumérios eram a origem das antigas linguas e mitologias abriram os portais da inundação ao antigo. O primeiro a publicar uma narrativa do Enuma Elish foi George Smith, um assistente no Museu Britânico que estava estudando os tabletes, que apresentou a história nestes tabletes em 1875 em uma carta ao Daily Telegraph. Ele seguiu isto com a publicação de seu livro ‘A Narrativa Caldéia do Geneses’ em 1876, que continha uma tradução e comentário sobre todos os fragmentos que tinham sido identificados. Embora fragmentario estava claro que a história que estes tabletes contavam mantinham uma semelhança inconfundível com os capítulos inciais do Velho Testamento, embora eles antecedam Moisés por milênios. Inspirado pela descoberta de estatuária possibilidade que prove que as visões de Ezequiel eram verdadeiras, e a decifração do Geneses babilonio, dos anos de 1880 aos de 1920, a maior coleção de eruditos americanos, soldados da fortuna, burocratas institucionai e financiadores invadiram a Babilonia. Estas forças não eram combinadas até a coalisão da Guerra do Golfo atingir esta área em 1991. Em contraste com os alemães, os americanos da virada do século XX estavam mais interessedos em provar que a Bíblia era verdadeira e levar para casa os troféus de esperança que encontravam ensinamentos secretos. Nos anos iniciais de 1900 o centro da inteligência americana estava na Nova Inglaterra: as Universidades de Yale. John Hopkins, Princeton, Colombia e Harward. A Universidade de Chicago [um colégio batista recenentemente fundado por John D. Rockefeller] e a Universidade da Pensilvania eram também centros proeminentes de arqueologia bíblica e sua erudição. Os eruditos americanos recentemente tem rompido seus laços com a eudição européia, especialmente a alemã, e a erudição agora estava em competição com os alemães pela predominância no campo do Oriente Médio ou estudos Orientais. Os europeus, especialmente os doutores alemães que sentiam que o ensino nos EUA estivesse atrás deles, consideravam as universidades americanas e seus eruditos, de segundo nível. Na América, as histórias biblicas eram a raiz da mente popular e academica. Se um americano pudesse ler como eles lêem a biblia. Em uma grande extensão, estas histórias definiam os limites do possível pelo qual o povo na virada do século XX vivia. As universidades americanas mostravam uma inclinação na direção de apoiar os pesquisadores que sustentavam a teologia judaico-cristã e a idéia da criação da Nova Jerusalém e de que o retorno de Cristo era iminente.

O Iraque logo se tornou um campo de batalha para os eruditos alemães e americanos. Muitos eruditos americanos que foram ao Iraque nos anos de 1900 o fizeram com uma atitude de imperialismo. Eles acreditavam que a tocha da civilização tinha sido passada do Egíto à Grecia, a Roma, a Bretanha e agora à America. Posteriormente, eles acreditavam  que eles estavam ligados às culturas antigas. Esta progressão ou evolução permanece em contraste aquela ds alemães, que traçavam sua linhagem da Alemanha, para a Índia e para a Suméria, para Thule ou Atlantida. Em 1870 Sir Edgar Bulwer-Lytton publicou a Raça Vindoura. Esta novela de inspiração rosacruciana descreve a existência de uma sociedade utópica de seres avançados que vivem em túneis sob a superfície da Terra em uma terra chamada Vril-ya. Estes seres, conhecidos como Ana, foram forçados para a Terra interna por causa de mudanças na terra, especificamente um dilúvio que destruiu a civilização deles milhares de anos antes do cataclisma bíblico. Os Ana tinham a habilidade de voar com asas anexadas aos seus corpos. De até mesmo muito maior interesse para muitos leitores vitorianos era a maestria dos Ana do vril ilimitado ou Força de Vida, uma energia que os cientistas Ana aprenderam retirar da atmosfera e que eles bombeavam na raça Ana para que esta subisse uns poucos degraus na escada evolutiva. Esta misteriosa energia cósmica dramaticamente aperfeiçoou poderes psíquicos e foi usada com eficácia pelos habitantes da terra interna. Ela também podia produzir um raio laser mortal. Seu uso se tornou tão penetrante que os Ana mudaram seu nome para Vril-ya. Bulwer-Lytton pretendia que a Raça Vindoura fosse matriarcal, uma utopia democrática a ser satirizada destinada às feministas, democratas, socialistas e todos os outros que estavam iludidos em pensar que uma utopia pudesse ser alcançada. Com o poder vril, todos os desejos eram instantaneamente materializados, todas as feridas curadas, o paraíso encontrado. Que desafios poderiam permanecer para manter a vida interessante? Sátira ou não, como a virada do século Luke Skywalker, Helena P. Blavatsky não tinham dívidas de que o vril era real. ‘O nome vril pode ser uma ficção’, ela mais tarde escreveu em ‘A Doutrina Secreta’,  mas ‘a própria força é pouco duvidada na Índia como a própria existência de seus Rishis, desde que isto é mencionado em todos os trabalhos secretos’. ‘A Raça Vindoura’ influenciou não apenas Helena Blavatsky mas também encontrou ampla aceitação nos que logo viriam a ser os nacionalistas alemães, inclusive Adolf Hitler, que, uma vez no poder, enviou expedições à Índia e outros lugares em busca da terra de Vrila.

Um dos mais perigosos dos grupos políticos alemães chamou-se Sociedade Vril. Ele combinava a ficção de Bulwer-Lytton com as idéias ocultas da Ordem dos Illuminati, misticismo hindu, cristianismo, teosofia e a cabala hebraica. A Sociedade Vril foi formada no início de 1900 e foi uma incubadora do Nazismo, sedo o primeiro grupo a usar a suástica como emblema político ligando o misticismo oriental e ocidental. Como tenho investigado em outros lugares, a Segunda Guerra Mundial foi uma guerra santa entre duas religiões rivais. Suas origens são rastreadas à guerra academica no Iraque entre os alemães e os americanos. Ambos os lados buscavam troféus para mostrar sua dominância e suas tendências religiosas. Altas apostas estavam envolvidas.  Os filologistas [ aqueles que estudam linguas mortas] que desenterram a linguagem morta do sânscrito não estavam apenas procurando pela linguagem de Ur [Ur significa luz] – a linguagem original que os seres humanos falavam no Jardin do Eden – eles também estavam procurando o primeiro grupo de pessoas que falava esta lingua: os Brilhantes. Por alguns anos os mais importantes destes tabletes ficaram em um porão do Museu da Universidade da Filadélfia. Ultimamente, um professor inquisitivo chamado professor Barton apresentou seu trabalho com um cuidadoso aviso: Dificilmente precisa ser acrescentado que a primeira interpretação unilingue de um texto sumério é, necessariamente, no presente estado de nosso conhecimento, grandemente temporário. E, mais de quarenta anos depois, o Professor Samuel Noah Kramer estava para escrever sobre as mais velhas peças literárias de Barton: Embora traduzidas e copiadas pelo falecido George Barton tão cedo quanto 1918, seus conteúdos, que centram sobre o deus ar ENLIL e a deusa Ninhursag, ainda são grandemente ilegíveis. A magnitude da descoberta de decifrar a escrita cuneiforme e as descobertas arqueológicas no Irã e o Iraque é aumentada a cada década. A completa interpretação das histórias sumérias teria que esperar até 1976 com a publicação de ’12o. Planeta’ de Zecharia Sitchin. Quinze anos mais tarde, em 1991, a atenção do mundo voltou-se para os solos originais de andanças dos Brilhantes quando uma coalisão de forças se moveu para a Babilonia. A motivação era a detenção de Saddam Husssein/Nabucodonosor e suas potenciais armas de destruição em massa. Nada se pode fazer além de supor se há algo mais enterrado nas areias do Iraque que levantem o interesse dos poderes que são. Estarão lá os segredos dos Brilhantes? Recentemente arqueologistas iraquianos descobriram duas estátuas colossais de touros alados no sítio da antiga Nimrud. A última vez que Ninrud fez manchetes foi em 1988 quando uma equipe de renovadores iraquianos trabalhando para preparar a cidade para o que o Iraque esperava ser uma inundação de turistas no fim da guerra como Irã econtrou um tesouro de ouro que incluiu parte da joalheria da rainha assiria. Os trinta quilos de ouro foram considerados entre os mais importantes tesouros e foi comparado aquele do Rei Tutankamon do Egito. A Guerra do Golfo retardou esta divulgação. Que tesouros aguardam a descoberta nas areias do Iraque? Saddam realmente desenterrou os segredos de EA e ENLIL? Estas e outras perguntas logo serão respondidas.

7. NO INÍCIO

Os mitos e a escritura de muitos povos iniciais dizem que não apenas a essência cósmica, sabedoria curadora, raios os ‘águas’ mas também as nossas almas se originaram de um puro lugar de convergência no Centro Galático, o lugar negro ou oculto do terror no centro do Ovo Cósmico. O Ovo Cósmico é um símbolo feminino para o útero universal ou matriz no tempo-espaço. É provável que seja o Grande Ovo do qual os babilonios disseram que EA/Oannes nasceu. Um outro símbolo para o Ovo Cósmico é o ponto ou o zero, nenhuma quantidade. Nun é o nome dado a figuras tais como Josué, filho de Nun, que roubou as Maçãs Azuis dos Brilhantes. Também é 360 graus. Um outro meio de olhar para 360 na numeralogia esotérica onde T=300, L=50, and I=10. TLI, portanto é 360, um círculo completo. Significativamente TLI também é Teli, de talah ou Tula [ou TLA]. Teli é o nome do elo de conexão, arca ou arco, entre a Terra e o Céu no texto alquimico judaico, o Bahir. Foneticamente BAHIR  é ‘sustentar’, que é adequado já que seu ensinamento carrega ou ‘sustenta’ a nós através das águas da vida. Como registram os mitos iniciais da deusa da criação, este Ovo Cósmico se divide aberto quando duas serpentes em opsição cooperativa uma com a outra formaram um X e partiram o ovo.

O vaso em forma de ave do velho palácio em Phaistos, Creta, do 18o. século AC. Perceba que as serpentes partem o ovo. Quatro rios [se irradiando da água viva?] da essência cósmica ou linhas esmaecidas nas ondas no Oceano Cósmico. A energia Cósmica ou essência era a semente de toda vida, inclusive a vida da existência humana. Amor é um outro nome para esta energia. Em seu livro ‘The Secret of Light’, Walter Russell mostra que o símbolo do amor que se estende do resto do movimento é uma onda. Este é o símbolo de Asclepius, que tenho identificado como o logo para os Brilhantes. É também uma moderno ideograma para frequência. É uma combinação do sinal para uma onda completa ou oscilação e uma linha reta. Um ensinamento chave dos Brilhantes foi como levantar estas bobinas serpentinas ou frequências de amor dentro, renovar o nosso mundo e sair de nossas conchas humanas. Como os budistas, os gnósticos acreditavam que todo mundo pode se libertar dos laços internos do medo e alcançar a iluminação em um período de vida. A chave para isto é elevar o tom de amor de nosso DNA. Esta é precisamente a mensagem apresentada na moeda gnóstica de século XVI onde Cristo é apresentado como uma serpente ou onda de amor enrolada ao redor da cruz.

Esta descrição da galáxia como um ovo, an ou um, chama a nossa atenção para Mãe Eva ou Ova, que significa ‘ovo’. Eva, diz a Biblia, era a mãe de todos os viventes, como a deusa indo-européia IsTara, Estara ou E.a.ster. O ovo colorido, o símbolo da Páscoa, perfeitamente codifica este conceito nuclear mais profundo. Os egípcios recordam-se desta ‘Ilha do Ovo’ como uma feroz área delimitada do mar primordial – um círculo com um ponto sol ou gema no centro. Os místicos dizem que isto é habitado por milhões de seres de luz, incluindo raças altamente evoluídas de humanóides que são considerados nossos ancestrais espirituais. O círculo com o sinal do ponto é muito antigo e é encontrado em praticamente todas as culturas antigas. Ele é simbolicamente equivalente ao ovo com a gema. Ele representa o Sol e também o Sol Central, o centro ‘negro’ ou oculto da nossa galáxia Via Láctea, a girante roda da vida. Seu eixo, também chamado de Ponto Zero, é um centro imóvel. A história das almas, águas ou essência cósmica que se originou ou espalhou deste centro Edenico estão no centro da história de Tiamat. Segundo o Enuma Elisha, esta história começa no próprio início do tempo, quando as alturas do céu ainda não eram nomeadas nem a terra abaixo era pronunciada pelo nome. E havia apenas dois deuses: APSU [‘aquele que existe desde o início’] e Tiamat. Sitchin interpreta APSU como o Sol. Eu o tenho interpretado como o Sol Central. Eles geram quatro gerações de deuses que se tornam extremamente brigões a ponto de seu barulho se tornar insuportável.

Apsu confronta Tiamat, que fica do lado de seus filhos barulhentos. Apsu fica irritado, declarando que ele deve obter algum sono! ‘Devo abolir os meios deles e dispersa-los! A paz deve prevalecer, para que possamos dormir!” Tiamat estava furiosa mas Apsu conspira com o vizir dele, Mummu, para por um fim nos meios brigões. Antes que eles possam colocar em ação o plano deles, contudo, isto é descoberto por EA [aquele que sabe tudo] e EA intercede e põe Apsu e Mummu para dormir e então os mata. EA assume o cinturão, a coroa e o manto de radiância e, sentindo sua missão como cumprida, se retira para seus aposentos privados. EA se apodera de Apsu como sua própria habitação. O cronista babilonio Berossus diz que a casa Apsu de EA eram as águas celestiais de ‘fogo, raiva, esplendor e terror’. Esta é uma descrição acurada do centro galático, ‘o lugar do terror’. A mansidão de Mummu por EA parece significar sua domesticação das forças do núcleo galático. Deste ponto os sacerdotes de EA o consideram Mummu, a ‘Palavra’ criadora. A Palavra, temos determinado, são as ondas da energia força-vida que se emanam do centro galático. Esta descrição de EA como ‘onda de luz’ perfeitamente combina com a descrição de Jesus como o portador do Cristo ou INRI, os fogos ou luz da iluminação. EA foi apresentado com as duas serpentes enroladas ao redor de seu corpo e a chave da Vida ao lado dele.  Como Sitchin ressalta, estas serpentes se assemelham ao enrolar das hélices duplas do DNA. Além de EA a deusa Ishtara ou Is-Terror foi apresentada usando estas ondas. Ishtar com serpentes nas duas mãos.

Como Christopher McIntosh observa em seu livro, ‘Os Rosacrucianos”, muitos elementos da história são muito familiares. A idéia de um monarca ou líder que não está morto, mas adormecido, e um dia acordará é uma idéia familiar. Ele foi aplicada não apenas ao Rei Arthur, mas também a tais figuras históricas como Carlos Magno e Frederico Barbarossa [os papéis modelos de Adolf Hitler]. Na história rosacruciana, é a Fraternidade que desperta, enquanto seu fundador, embora ostensivamente morto, permanece não deteriorado como um símbolo de sua permanente influência sobre seus seguidores. Estes deuses são ‘deuses ferreiros’, ou deuses da alquimia, que voltarão para libertar a perfeição oculta da natureza, o puro que espera ser libertado do impuro. O arquétipo do Grande Retorno, nota o erudito arturiano Geoffrey Ashe, foi até mesmo aplicado a John F. Kennedy. O Presidente Kennedy foi murmurado durante a década de 1970 ainda estar vivo, embora em estado comatoso devido ao dano cerebral. Ele estava em uma máquina de sustentação da vida em um hospital de Dallas, uma moderna caverna de Arthur, ou em uma ilha grega, como o Avalon do mito arthuriano. Interessantemente, o aspecto feminino deste arquétipo é encontrado na história da donzela Cinderela, a ‘doadora de Ella’, que significa luz. Muito frequentemente Cinderela recebe o nome de Maria ou Mara. O conto de fadas da Branca de Neve, a princesa que beija o príncipe adormecido, é uma outra história de poder da secreta deusa de restaurar o monarca adormecido [ou Moon arch, isto é, o arco da Lua]. De fato este Grande Retorno de um ‘deus adormecido’, o Sol Negro ou oculto, ou Rei Perdido, que um dia despertará e retornará é um arquétipo amplamente difundido. Ele tem sido aplicado ao grego Cronos/Saturno, Satã/Lúcifer das histórias bíblicas, bem como a montaria do cavalo branco, aos Reis Pescadores, Jesus, Buda, Vishnu, Orfeu, e o Rei Pescador da história do Gral, para nomear apenas uns poucos. Não surpreendentemente, encontramos que muitas figuras dos antigos salvadores, incluindo Thoth, Osiris, Buda e Jesus eram chamados de Senhor ou Rei do Terror e que a mitologia deles pode ser rastreada a Tiamat, Tula e o Planeta X. Em suas quartilhas da centúria X:72 Nostradamus previu o retorno do Rei do Terror que ressuscitaria o Rei de Angolmois no sétimo mês, julho ou setembro de 1999. E este rei [e sua rainha?] o núcleo adormecido? Ele acordará e nós ainda não o sabemos? A profecia do Rei do Terror foi cumprida em setembro de 2001? Ou, esta é uma quartilha falha que necessita ser posta na cama de uma vez por todas? Incidentalmente Nostradamus chamou Rei de Terror a Chiren, um nome que foneticamente é igual a Quiron, o nome do meio-homem meio-cavalo e curador da mitologia grega. Como um antigo iniciado alquímico e filho do sul da França, Nostradamus seguramente conhecia a história do Santo Gral. No livro dela ‘O Santo Gral’ Norma Lorre Goodrich fala de um autor francês que reconta sua primeira visão dramática do Gral em seu trabalho ‘Grand-Saint Graal’.

Em 717 de nossa era, um belo e jovem homem fez uma visita a este francês em uma manhã. Depois de uma breve entrevista o jovem e belo homem se curvou e soprou na face do francês fazendo com que a visão deste fosse cem vezes mais forte. Sua visão foi aperfeiçoada por esta harmonia, e o francês foi capaz de reconhecer o jovem homem como nenhum outro que Jesus. Jesus então continuou para dar ao francês um pequenino livro, não maior do que a palma de sua mão [o tarot?] Quando o autor olhou o livro ele viu que estava escrito: “Aqui começa a leitura a respeito do Santo Gral’. Então ele leu: “Aqui começa o Terror. Aqui começam os milagres’. Quando o francês ponderou estes títulos, ele viu um flash de luz. Ele foi instantaneamente iluminado. Deste ponto em diante, ao menos no sul da França, terror, iluminação, Jesus e Santo Gral estão ligados. Este encontro é surpreendentemente a visitação angélica relatada por Nicholas Flamel, que recebeu um livro contendo o segredo da alquimia que transformou em luz. O francês fechou o livro em seu altar. No dia seguinte quando ele foi recuperar o livro ele descobriu para sua surpresa que ele havia desaparecido. Uma voz apareceu e disse a ele para não ficar desapontado. Esta voz ordenou a ele que andasse ao longo de um caminho até que chegasse a Junção das Sete Estradas [as Pleiades?]. Logo portanto, ele chegaria a Grande Cuz que se eleva da Fonte [o centro Galático?]. Em um altar perto da Grande Cruz o francês encontrou o livro desaparecido e de valor incalculável. Foi o próprio Cristo que ordenou que o francês fizesse uma cópia. O livro tornou-se conhecido como ‘Grand-Saint-Graal’. Seu autor nunca foi conhecido. Ele é, contudo, surpreendente como Sir Galahad. Como um sacerdote sagrado, Sir Galahad era o puro cavaleiro que foi o último a observar o Santo Gral. Sir Thomas Mallory, um dos mais celebrados de todos os autores do Gral, pensou que Galahad fosse um descendente direto [através de Guinevere] do próprio Jesus. Daí, Galahad também era um descendente de Salomão, David e Abraão cujo nome do pai era Terah [ ou terror]. No tempo de Abraão terah era entendido como significando ‘Terra’. Porque ela temporariamente roubou a alma de sua liberdade cosmica, a Terra foi chamada Kali-Tali ou Kalitara, a Mãe Terrivel, ou Mãe do Terror. Kali-Tara se tornou o latim Terra, ‘Mãe Terra’. Quando Cristo desperta ou retorna ele sentará no trono do Templo de Salomão reconstruído, originalmente construído pelo Rei de Tiro, que é o Rei do Terror e que foi desmantelado pelo rei Nabucodonosor. Saddam Husseis está competindo por esta posição? Ou alguém mais está? A velocidade perplexante com a qual o nosso mundo tem sido transformado em um lugar de terror e os símbolos do nosso mundo tão importantes. Para usar um termo com o qual muitos estão familiarizados, o nosso mundo nascerá novamente depois deste período, mas primeiramente o terror deve ser transcendido. Este predicamento é o que faz o entendimento das histórias sumérias da criação tão importantes.

O CATACLISMA DE TIAMAT

Enquanto vivia em Apsu EA e sua esposa Damkina criaram Marduk [ o Planeta X ] que mais tarde destruiu Tiamat. Segundo o Enuma Elisha, Tiamat foi grandemente perturbada pela criação de Marduk/Planeta X. Os deuses presuadiram Tiamat que ela deveria vingar a morte de Apsu. Ela criou one satélites, e assumiu a posição de batalha. O Tablete II, dos sete tabletes do Enuma Elisha omeça com as novidades de Tiamat reunindo suas forças de batalha para alcançar EA, que ‘estava espantado e sentado em silêncio’. Para seu pai Anu ou Anshar EA descreve os gigantes cobras de Tiamat, que são: “agudas de dentes e fartas de garras. Ela encheu o corpo delascom veneno em lugar de sangue. Ela ocultou dragões ferozes com raios temíveis e fez com que eles usassem mantos de radiância”. Em resposta Anu exige que EA declare guerra! Embora haja uma lacuna na história que se segue, é presumido que EA atacou TIAMAT e falhou. O pai de EA o seguiu e também falhou. Finalmente, com todos sobre o linha emerge um novo herói: Marduk. é tempo de Marduk salvar o dia.  Londe de altruisticamente concordar em salvar sua terra natal, Marduk estabelece uma única condição: se ele tivesse sucesso em derotar Tiamat e salvar a vida deles ele exigia ser elevado a deus supremo. Os deuses concordam. Afinal, quas eram as probabilidades do sucesso dele? Em seu livro ‘O 12i. Planeta” Sitchin interpretea a bataha entre Tiamat e o Planeta X  como um confronto gravitacional entre dois planetas. As enormes forças gravitacionais  da aordagem de X profundamente afetaram Tiamat. Sob estas forças Tiamat começou a arregalar-se e ter convulsões. X produziu correntes que perturbaram Tiamat. Estas ‘correntes’ parecem ser uma arma espiritual na medida em que elas tem como resultado afastar os deuses, nulificando a proteção deles. A seguir, aprendemos que X ‘ diluiu os vitais de Tiamat’ e ‘bico seus olhos’. Estes ‘vitais’ nota Sitchin podem se referir a atmosfera e sistema de sustentação de vida dela. Seus olhos podem descrever a destruição de seus satélites orbitais, telescóplios ouu ‘olhos’. Cega, Tiamat ‘ seguia em desgosto’. O evento seguinte é arrancar o estômago. Na medida em que X se aproximava de Tiamat pedaços da carne dela estavam sendo arrancados, ou pelas forças gravitacionais ou por algum poderoso armamento. Neste conflito fantástico o armamento primário de X contra Tiamat era uma rede de quatro cantos: os quatro ventos [X] estacionados que de forma alguma ela podia escapar; O Vento Sul, o Vento Norte, o Vento Leste e o Vento Oeste. Perto de seu lado ele mantinha a rede, que foi present4e de seu avô Anu que trouxe o Vento Mau, o Rodamoino e o Furacão.

A descrição de X capturando Tiamat em uma ‘rede’ é muito sedutora. Se lermos esta narrativa na medida em que pensamos que fosse uma antiga história do New York Times, oidemos ter a visão do Planeta X, como um planeta de civilização, habitando no espaço. Os quatro ventos soam notavelmente como uma tecnologia avançada capaz de criar um permanente campo de força no espaço do qual ‘nada pode escapar’. Podemos imaginar o Planeta X, que também foi chamado de ‘Senhor’ e simbolizado como uma cruz de três pregos, fazendo um ‘jardim’ ao colocar o aparelho protetor tridimensional sobre um setor do espaço.

X, o ‘Senhor’, caça Tiamat. Perceba a rede em forma de diamante. Estes quatro vventos [bobinas? riachos?] aparecem na mitologia pelo mundo.No Egito são os ‘Quatro Filhos de Horus”, os ‘quatro cavalos’ que mantém o céu com seus braços levantados. Estes quatro cavalos aparecem como os quatro ‘bacabs’ maias, que são os mesmos que os quatro  Marajás ou grandes reis conhecidos pelos ocultistas hindus. Eles aparecem na tradição chinesa, bem como entre os índios norte-americanos. Correspondentemente, na cena egípcia mostrada dos quatro pilares opostoa sw Nu que sustenta o barco ou arca de Osiris quando isto navega através dos céus. Esta barco foi chamado Omphalos, Umbilicus ou o Barco Argo ou Arko, sobre o qual tenho mais a dizer depois. A barca de Osiris corresponde a Arca de Noé. Fascinantemente, no mito chinês encontramos a história de Peiru-un, um Noé chinêa que viveu em uma iha que, devido a iniquidade dos gigantes, afundou no fundo do oceano. Periu-un escapou com sua família depois de receber um aviso dos deuses por meio de dois ídolos.

O barco [arca] de Osiris navegando pelo céu, que é sustentado por quatro pilares na forma de deusas na posição Y. Minha razão para associar os quatro ventos com bobinas não são simplesmente porque as bobinas são enroladas, daí o intercâmbio da geometria, uma corda é uma linha direta unindo qualquer dois pontos em um arco, curva ou circunferência [a linha que creca o círculo]. Um acorde é um acordo, ou paz. A Paz é a unidade do Céu e a Terra. Se o leitor posteriomente questionar a intervambialidade da bobina, riacho, cord ou cavalo eu me refiro ao trabalho de guitarra de Eddie Van Halen na versão viva da canção de Van Halen ‘Dreams’. O virtuoso guitarrista fas as cordas enroladas de sua guitarra elétrica soarem como um cavalo relinchando. Como investiguei em ‘The Crystal Halls of Christ’s Court’, a grade ou matriz no espaço da rede de quatro ventos é um ‘conteiner da criação’, um vaso ou arca de Amor. Ela é marcada pelos quatro símbolos do Leão, Touro, Homem e Águia. Daniel registra que viu os ‘quatro ventos do céu se esforçarem sobre o grande mar. E as quatro grandes bestas vieram do mar’. Os árabes chamam a Esfinge de Gizé de “Pai do Terror’ e ela foi originalmente uma besta composta de leão, toro, homem e águia. Estas quatro bestas também simbolizam o Tetragrammaton, a Palavra de Deus. Estes quatro s´mbolos representam as quatro constlações cardeais do zodíaco – Leão, Touro, Aquaário [ o homem] e Aquila [ a águia]. Quando os ‘quarto ventos’ são vistos como constelações, isto revela que a rede é um setor do espaço. Estou profundamente interessado na conexão entre a narrativa de Enoque de ser levado aos céus pelos dois Brilhantes e que João o Revelador, que também aparece como testemunha destes ‘ventos’ no espaço. Segundo João, que, como Enoque, Elias e o Rei de Tiro, visitou as salas de cristal da côrte de Cristo, havia quatro anjos serafins cercando o trono de esmeralda de Cristo e o Mar de Vidro. Estes quatro anjos representam os quatro ventos ou quatro bobinas. João nota que o Serafim ou mais provavelmente o Mar de Vidro, ou setor de espaço, que os quatro anjos guardam, está ‘cheio de olhos na frente e atrás’. O Mar de Vidro está cheio de olhos. Esta é uma das mais surpreendentes observações em todo mito e escritura pelo fato de que ‘olhos’ eram algumas vezes usados pelos antigos egípcios para representar não apenas os deuses Neter [ observadores] mas também planetas. O símbolo lemra a Via Láctea. Curiosamente, ele é duplicado no símbolo hinês para visita e olho. Se ests ‘olhos’ são planetas, esta revelação  empresta até mesmo mais credibilidade à minha teoria que o rótulo de ‘quatro cantos do mundo’ ae refere a um setor ou Cubo do Espaço. Os Brilhantes parecem estar no comando deste Cubo do Espaço.

Neste contexto o significado da palavra hebraica traduzida como ‘jardim’ é iluminador. A palavra hebraica ‘gan’ [ou G’an] não se refre a um pedaço de terra cultivado com frutos, flores e vegetais. Ao invés, ela se refere a uma área delimitada guardada. A palavra raiz, ganan, significa ‘defender’, ‘por um escudo ao redor’, ou ‘proteger’. Ganan é usada em uma pasagem notável de Isaias em referência a guarda protetora de Deus. Isaias assegurou ao rei que Deus cuidaria de Jerusalém como uma ave mãe [ uma galinha] abrindo suas asas protge seus filhos no ninho. Incrivelmente,  a palavra chinesa para jardim é Shen, a palavra egípia para ‘enrolar’. É suposto que os chineses migraram originalmente de um lugar na Suméria porque eles mostram evidências de similaridade as cultras posteriores assirias e bailonicas em artes, ciências e governo. A data aproximada da origem deles, 2500 AC, corresponde a extrita datação cronológica do episódio da Torre de Babel que resultou na divisão de toda humanidade em novos grupos linguísticos e a dispersão de todas as raças pela face da Terra. Este cubo é o celestial khar ou ghar dos deuses. O pictograma sumério para khar significava ‘um anrl’ ou ‘uma área delimitada’. Disto derivei a noção que a rede é um campo de força, um tom ou uma vibração, isto é, um anel. Um outro meio de se pensar este cubo lacrado ou Mar de Vidro seria imaginar tomar um aquário com peixe dentro e coloca-lo no oceano. As paredes de vidro tornar-se-iam inisiveis na água do oceano mas protegeriam o peixe de intrusos. Este seria um Mar de Vidro ‘oculto’ ou ‘ negro’, e uma Casa da Vida, um refúgio secreto. O supremo conhecimento dos Brilhantes, no que diga respeito a esta investigação, diz respeito a este ganan. Isto partilha a mesma taiz de gnose ou gananose, ‘ o conhecimento do jardim de Shen’. Isto é iluminação.

A idéia do Cubo do Espaço tem ido um longo caminho para explicar porque este cubo negro é a especial forma geométrica escolhida para os asgrados templos terrestres de muitas religiões. Os templos em forma de cubo unem o hinduismo, judaismo, cristianismo e o islamismo. No hinduismo Cristo é Krisna, é a encarnação de Vishnu. Em sanscrito cris significa ‘negro’. No Islã o mais sagrado templo é um templo em forma decubo chamado Kaaba (derivado do  árabe kaab, que significa cubo). Embebida no canto leste está a pedra sagrada acreditada ser feita de substância meteórica, conhecida como ‘a pedra negra’. É Criis ou a Pedra Cristo. Significativamente, ela ewstá abrigada em uma estrutura  chamada Baitallah ou Pedra de Tula.

Maomé com a pedra negra sustentada por quatro homens. No mmito, Abraão construiu a Kaaba, que originalmente abrigada ídolos pagãos e tótens tribais, incluindo algns do Iraque. Depiis de seu retorno do exílio em Medina em 630 Maomé limpou a Kaaba de seus ídolos. Dai em diante as pesoas das Ilhas dos Árabes rezariam para um único deus, Alá, a quem Maomé rededicou a Kaaba e sua Pedra Negra. Este tem sido o principal objeto da veneração muçulmana por mais de 1500 anos. Cinco vezes por dia os muezzins chamam, e a cada vez aproximadamente um quarto da poplação da Terra se prota na direção de Meca.

Dag Hammarskjold, Secretário Geral da ONU, colocou uma espetaular representação moderna da Pedra Negra e so Cubo do Espaço na Sala de Meditação da ONU em 1953. Como discuti em ‘ The Crystal Halls of Christ’s Court’, Hammarskjold tinha tendências messiânicas, escrevendo em seu diário, ‘Markings’, que ele acreditava ser uma figura de Cristo. Esta ‘pedra negra de luz’ que ele ordenou e instalou, foi selecionada de mais de sessenta de tais blocos e é de um bloco de seis e meia toneladas e minério de ferro. Ele é polida no topo de uma forma tal que emite uma folha de luzes diminutas que brilham como bilhões de pequeninas estrelas. Ela é um imã natural emitindo ondas magnéticas. Sua colocação no próprio centro da ONU propõem-se a enfatizar seu papel de ‘pedra cúbica’ ou ‘pedra da fundação’ de um Novo Mundo. Como no mundo antigo, um ho,em que se imaginou como um Cristo fundou uma igreja sobre a Pedra Negra. Uma outra magnífica expressão moderna da Pedra de Cristo ou Pedra de Luz é apresentada no filme de 1968 de    Stanley Kubrickar [ a pedra da luz] que vem a Terra das estrelas e traz uma iluminação tecnologica para a tribo pouco inteligente de homens macaco que vivem ‘ no amanhecer da humanidade’. O principal personagem da história, Dave Bowman, descobre que o monolito serve como um portal espacial que leva a uma parte distante do universo. Bowman viaja pelo portal  em uma viagem espacial e descobre para sua surpresa que ele é oco e cheio de estrelas. No fim desta bizarra jornada ele se encontra em outra galáxia. O monolito tem atuado como ums ‘porta giratória cósmica’ o levando a um distante lugar.

O CUBO DO ESPAÇO É UM BURACO DE MINHOCA

já escrevi sobre a Pedra Negra como um conteiner ou arca da criação em ‘The Crystal Halls of Christ’s Court’, e tenho aprendido para minha grande surpresa que a imagem de uma caixa negra, retangular ou prisma negro flutuando no cosmos paraleliza a apresentação teórica de um buraco de minhoca retangular proposto pelo físico Matt Visser, da Universidade Washington, St. Louis. (Trabalho adicional também tem sido feito em Los Alamos.)  Visser é um físico que se especializa em astrofísica e cosmologia, e esta na margem extrema da mecânica da construção do buraco de minhoca. Como pode uma civilização avançada embarcar em criar um buraco de minhoca navegável? Esta é uma questão que ocupa o imenso talento de homens tais como Visser e Kip Thorne, um teórico renomado e professor da Caltech. Carl Sagan atraiu Thorne nesta busca pelo buraco de minhoca cósmico muito inesperadamente. Durante a escrita de sua novela ‘Contact’, que explora o primeiro contacto com uma civilização extraterrestre, Sagan escreveu a Thorne pedindo ajuda. Em ‘Contact’ a heroína, representada por Jodie Foster no filme, era uma radio astrônoma engajada na busca por radio sinais de uma inteligência extraterrestre. Ela recebe umsinal e o sinal depois de muita decodificação vem a ser uma máquina com algo que se parece com uma cadeira e a máquina é um meio de viajar grandes distâncias. Originalmente, Sagan tinha a heroína mergulhando através de um buraco negro. Mas havia algo que o deixava nervoso quanto a isto. Foi quando ele escreveu a Kip Thorne. Thorne sabia que isto era impossível [ ir através de um buraco negro e chegar a algum outro lugar]. As leis fundamentais da física o proibem. Ele foi desafiado a divisar algum meio cientificamente aceitável para que estes seres pudesem quebrar a proibitiva barreira da luz de Einstein. A teoria especial da relatividade de Einstein proibe uma viagem mais rápida do que a velocidade da luz e desta forma torna impraticável a viagem interestelar.  Thorne rapidamenet reconheceu que o que Sagan deveria fazer era substituir o buraco negro como ummeio de rápida viagem inter estelar por um buraco de minhoca. Neste tempo os buracos de minhoca não eram algo que fosse parte da ficção científica. Eles se tornram parte da ficção científica como resultado desta interação entre Sagan e Thorne. Um principal físico e professor de Princeton, I John Wheeler, que tinha sido profesor de Thorne, veio com a idéia de que os buracos de minhoca extraídos da mente coletiva nos anos de 1950. Ele também foi parte da primeira onda de pesquisa da natureza do espaço e tempo. Na visão de Wheeler o espaço e o tempo são análogos ao oceano, mas estas ondas, com certeza, não se mostram a milhas acima do oceano. Ele parece plano. Então quanto alguém chega mais perto da superfície vê as ondas quebrando na espuma. Wheeler vê um meio de escapar  da conclusão que em algum lugar a estrutura como espuma está se desenolvendo no espaço e tempo. Minha suposição é que seja nas águas de Nun. Wheeler pensa que o espaço entre os átomos podem estar cheios de bolhas e que uma vez enquanto duas bolhas possam se reunir els possam fazer um túnel. Trabalhando com dos de seus estudantes graduados, Michael Morris e Ulvi Yurtsever, Thorne tinha vários parâmetros em mente para a construção do buraco de minhoca. Eles queriam um meio pelo qual uma pessoa estivesse protegida dos efeitos de maré dos intensos campos gravitacionais previstos pelas equações de Einstein. O buraco de minhoca deveria ser estável e não inclinado a se fechar no fim da jornada. A viagem no tempo etre dois pontos A e B deve ser meida em dias, não em milhares de milhões de anos. A viagam deve ser confortável. Nenhuma parada ou início súbitos seria tolarada. A próxima exigência  era que a matéria e a energia necesária a ser criada pelo buraco de minhoca deveria ser fisicamente razoável. Deveria ser economicamente possível construir o buraco de minhoca. Thorne e Morris não se limitaram as capacidades economica e energia da ciência do século XX. Em sua carta aos edtores da prestigiada revista científica ‘Physical Review Letters’, eles estipularam que a proposta deles era um problema de engenharia para alguma futura civilização avançada. A meta deles era provar que a construção de um buraco de minhoca era cientificamente possível. Eles começaram a perguntar se as leis de física permitem o qe eles chamaram de uma civilização arbitrariamente avançada  construir e manter buracos de minhoca para viagens inter estelares. As nove condições de Thorne e Morris para buracos de minhoca atravessáveis, consideradas as exigências mínimas para asegurar uma pasagem segura dos participantes, ditam uma planta [ projeto] fundamental para o projeto de umsistema de transporte cósmico. Essencialmente o que eles projetaram foi um ‘anel não ultrapasse’ para os projetistas do buraco de minhoca. Se um projetista falhasse em atender qualquer um dos nove requerimentos, est projeto seria inválido. Eles batizaram seus sistema de transporte inter estelar de ‘buraco de minhoca atravessável’. Sagan incorporou algumas das idéias deste modelo em ‘Contact’. O resultado foi espetacularmente apresentado na versão de cinema do livro. Os buracos de minhoca são milhares de vezes menores que os átomos, pequenos demais para serem úteis. Se um humano até mesmo quisesse viajar por um buraco de minhoca ele precisaria ser esticado e mantido aberto. O que é necessário é algo muito exótico. algum material que tenha energia negativa. Matt Visser diz que as más noticias são que se você quiser um buraco de minhoca de um metro de diametro, o que realmente é uma exigência mínima para algo passar um humano, você precisa de aproximadament 1 de matéria exótica como Júpiter. A matéria ordinária, como este livro, tem energia positiva. Nada pesa menos do que nada. Certo? De fato, este pode não ser o caso. Em um laboratório em Seattle, Steve Lamoreaux, professor da Universidade de  Washington, temmstrado que a energia negativa pode ser feita. Em um documentário da BBC, Horizon, ele fez isso apenas utilizando materiais de seu laboratório. Segundo Visser, que é um especialista teórico em energia negativa, os experimentos são uma prova a príncípio que ao menos pequenas quantidades de matéria exótica, efetivamente energia negativa, existe no mundo real. No futuro um técnico suficientemente avançado em buraco de minhoca pode ser capaz de fazer bastante disso para esticar o buraco de minhoca o suficiente e mante-lo aberto por tempo suficiente para fazer uma viagem segura através da galáxia. Quando Visser olhou a lista de essenciais de Thorne e Morris para a construção do buraco de minhoca ele encontrou apenas um que pareceu debatível; a exigencia de simetria esférica. No modelo de Thorne e Morris o buraco de minhoca seria construído como algo semelhenta a um vidro de regógio achatado. O modelo de bburaco de minhoca de Visser  parece-se mais com a versão retangular de um cilidro para enrolar fios. Para visualizar o modelo de Visser, imagine um comum cilindro de fios com um buraco circular no meio. Substitua isto por um cilindro retangular, e o buraco retangular no meio. De fato, pareceria uma negra caixa retangular flutuando no espaço. Um cubo ou prisma negro. Este cilindro retangular se aproxima nas três dimensões do buraco de minhoca que Visser imagina existir em quatro dimensões. Neste modelo o alto do cilindro é uma parte do espaço e o fundo é outra. As superfícies do cubo são chatas [ de acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein]. A única parte curva do cilindro é o centro retangular, que corresponde no modelo de Visser a gaerganta do buraco de minhoca. A borda deste buraco retangular é forrada de matéria exótica, a substância necessária para a construção deste buraco de minhoca. Nas prática objetos [espaçonaves ou veículos Merkaba]entrariam em uma extemidade do buraco de minhoca em uma parte do universo. Depois de viajar pela garganta do buraco de minhoca para o centro do cubo ela emergeria na outra parte do universo. Se pensarmos em nosso mundo como um jardim de quatro cantos, um terrário ou um áquário, uma Casa da Vida ou um Mar de Vidro, flutuando no oceano cósmico da escuridão, os quatro cantos marcam um escudo protetor no espaço. Disto podemos especular que este Mar de Vidro serve como mais do que um mecanismo protetor. Ele é um buraco de minhoca. Esta idéia é perfeitamente expressada na apresentação beduína da página seguinte. Ela mostra uma escada emergindo da Pedra Negra alcançando os céus. A escada leva a um jardim populado por houris, os iluminados. Os houris são obviamente o mesmo que hore, prostitutas, horus ou cavalos discutidos anteriormente.

Neste artigo, Visser ressalta uma caraterística partilhada por seu buraco de minhoca retangular e a minha interpretação do Mar de Vidro. Ambos atuam como um espelho gigante. Os paralelos entre o modelo de Visser de um buraco negro e os antigos mitos e escrituras são verdadeiramente maravilhosos. Ele chama à mente a epifânia do astronauta David Bowman em 2001 Uma Odisséia no Espaço. Quando Bowman o lha o monolito negro ele ressalta em um tom extasiado: “Meu deus, ele écheio de estrelas”. Embora o significado desta famosa declaração do filme não seja revelado[ ela perpletuamente deixa perplexa a platéia] Bowman parece estar no centro da galáxia partilhando da vista do Mar de Vidro proporcionado pelo trono de Cristo. Ele olha o buraco de minhoca e alcança a gnose ou iluminação. Esta é uma informaçao altamente importante no que diz respeito a nossa pesquisa, particularmente quando vista sob a luz da declaração do Livro da Revelação que o Mar de Vidro é negro, de forma retangular e cheio de olhos. Além dos planetas, os olhos são tipicamente um simbolo de Deus e de consciência. Olhos múltiplos nos serafins e dentro do Mar de Vidro indicariam uma multiplicidade de mundos ou múltiplos centros de consciência, isto é, planetas habitados por vida inteligente. Este mundos podem ser coordenados em uma unidade, ou confederação, pelos seres, os anjos serafins que supervisionam o Mar de Vidro. Posteriormente, a multiplicidade de olhos sugeriria que o buraco de minhoca é de fato alguma forma de  porta giratória cósmica com civilizações indo e vindo.  Como a Rede de Marduk foi um presente de Anu, podemos concluir que o governante do Planeta X está no controle do buraco de minhoca. EA, Jesus e outros deuses seguiram suas pegadas. Anu é apresentado na página oposta. Ele tem olhos enormes. Como podemos ver na página que se segue, Jesus é retratado de modo similar.

A quatro criaturas vivas que guardam o Mar de Vidro são idênticas aos serafins  e Deus Querubim posicionados no portão do Eden para guardar o caminho à Árvore da Vida e sobre a cobertura da Arca da Aliança. Simbolicamente, a Arca da Aliança é uma minuatura do Mar de Vidro. A Esfinge, a guardião do complexo da Grande Pirâmide no Egito, foi originalmente uma besta composta destas mesmas quatro criaturas.

Osiris, retratado como ‘muitos olhos’, fica em uma caixa negra retangular diante dos quatro ventos de Horus. Destes textos hieroglifos aprendemos que a forma mais antiga do nome Osiris era escrito por meios de dois hieroglifos, um trono e um olho. Seu nome Os-iris o liga a um olho. Além disso, o hieróglifo do olho também se refere ao grande olho do Ceu.

São Francisco recebeu a ‘stigmata’ de um serafim que cavalga um rodamoinho. De uma manuscrito da História Dourada, compilado em 1300 por Jacobus de Voragine. Para mim é importante que as asas do serafim se pareçam com as do pavão. Como mostrado, São Francisco foi iniciado por um serafim, que também o protegia. Francisco falava com os pássaros. Os pavões são símbolo da imortalidade. Por extensão, o serafim, os anjos pavão, ensinou o segredo da imortalidade através da linguagem dos deuses. As asas do pavão são associadas ao Arcanjo Miguel, que é dito ter asas de pavão. Miguel frequentemente é intercambbiado com Mercúrio, o mensageiro dos deuses, que levava o caduceu. Este bastão de milagres é composto de serpentes interligadas que grandemente se asemelham com as asas inyerligadas dos serafins.

Nas representações dos serafim percebemos o modo de suas asas que são interligadas ou enroladas. Isto os leva a um simbolismo mais profundo do buraco de minhoca dos Brilhantes. Como nota David Talbott em ‘The Saturn Myth’, residir dentro da luz de Aton é residir no enrolado ou na corda. Os hieróglifos egípcios apresentam Aton como um nó ou laço cósmico, representado por uma área delimitada de corda que termina amarrada junta chamada enrolado shen ou laço. No Egito, o Monarca Universal, que era o representante de Tula, toma a forma de uma garça, o pássro de luz que emerge do Sol Central, no início de cada Nova Era. Interessantemente, os maias chama Tula de ‘o lugar das garças’. O hiéróglfo para a garça é o nó ou laço cósmico, de outro modo conhecido como shen  enrolado. De grande interesse para mim é o mode que o hieróglifo da garça, a ave de akh [luz] e asim, estreitamente combina com o glifo estilizado de Jesus de um peixe, que o antece em um milênio. Nun enm árabe significa peixe acrescentando a posterior sontinuidade ao sistema deste símbolo.Além disso estes símbolos são estruturalmente idênticos ao sinal matemático algumas vezes usado para infinito, que se pronuncia Oc, a raiz de octo ou oito, o símboo do amor. Este laço de amor, nota Talbott, significa uma fronteira distinguindo o domínio unificado do Monarca Universal do resto do espaço e a odem, marcada pela revolução estável e duradoura ao redor do Sol Central ou Ovo Cósmico. É o laço da regularidade [maat em egípcio] protegendo o Deus Sol das  águas quee o cercam do Oceano Cósmico. Marcando um shen ou fronteira cósmica, um jardim formado por um anel – parece ser o propósito dos quatro ventos Planeta X ou da Rede enrolada. Esta é a fronteira na qual estamos residindo ‘na corda’. Um outro meio de dizer isto é residir ‘no tom’. Do que os alquimistas atraem o conhecimento desta corda ou acorde de um sistema coletivo de símbolos é indicado pelo termo mais ‘tun’ [tom], que era simbolizado por um ‘cacho de uvas’. Por milhares de anos as ondas encurvadas das cordas ou bobinas que emergem do núcleo galático tem sido espiral ou enrolada e apresentadas no sentido contrário do ponteiro do relogio do ideograma em espiral. Este último tem sido fortemente associado com a água, poder e energia de saída. Começando do meio da forma de um ‘G’ o símbolo maia para o núcleo galático e para amor é zero. Sua imagem em espelho [gemea] ou inversão, a espiral em sua rotação no sentido contrário do relógio apareceu aproximadamente ao mesmo tempo. é um hieroglifo egípcio para fio. A forma enrlada se asemelha a um feto. Um ideograma chines similar significa retorno ou volta para casa. Os tibetanos pintavam o fio nas paredes de suas casas e davam a ele o significado de lar, o lugar para onde se retorna. A casa é o zero ou o centro oculto. Todos os tipos de jogos de palavra e trocadilho, uma técnica favorita dos antigos mitógrafos e alquimistas, emergem das palavras e símbolos que temos explorado. Por exemplo, em mei escritório tenho uma pintura da Catedral de Chartres apresentando Jesus e João, ambos sendo apresentandos sustentando livros e com o mesmo cabelo enrolado altamente similar. Eu tenho esta pintura pendurada em uma parede diretamente na frente do hall de um busto de Buda, que tem o mesmo cabelo estreitamente enrolado. Depois de por anos ponderar porque estas representações são tão estranhamente similares, o símbolo do enrolar me capacita a raciocinar a razão que eles não são crespos, mas enrolados. A cabeça encaracolada me parece ser um símbolo para estar ‘no enrolamento’ ou ter uma consciencia em ‘sintonis1 [ tom] com o centro da galáxaia, a bobina. Também,a cabeça encaracolada sinaliza a consciência e preparo de alguém para entrar no buraco de minhoca. Alcançar a cabeça encaracolada ou o Cranio de Cristal grandemente ajudará os buscadores espirituais durante a Idade do Terror; Os maias dizem que em 2012 uma corda serpente, ou bobina, virá do céu e dela emergirá um deus chamado  Quetzalacoatl, o Rei de Tula. Em tempos passados quando a Terra amarrada como um animal a Tula e um ds portais se abriram os deuses desceriam a Terra no que os Maias chamavam ‘cordas de seepentes’, trazendo com eles o conhecimento do alto. Esta ‘corda de serpente’ é descrita como um cordão umbilical, uma linha da vida, que é o mesmo que a volta do simbolo do peixe de Jesus.

O bastão pastoral levado pelos bispos e também pelos faraós egípcios é um símbolo de poder divino. É o bastão do Mago do Tarot que conduz a alma em sua viagem espiritual, o Caminho Real do Tarot,, da regeneração. O cordeiro de deus emergindo das mandíbulas de uma sepente enrolada simoliza esta jornada aqui  (Crozier, Italiano, século XII.). Na superficie da última ilustração claramente aimboliza o cordeir, o Cristo, também descrito pelo monograma Xa, vem de Serpente. Pode até mesmo ser declarado que seja  a serpente [EA] tranformada em cordeiro. Se a serpente no bastão pasatoral é o símbolo do buraco de minhoca ela está cuspindo da essencia do buraco de minhoca. Isto é muito instrutivo. A palavra egípcia para espirito, ruach, é muito similar a palavra rehk, que significa cuspir. Jesus é dito ter curado o cego ao rocar seua olhos com o cuspe. Isto nos leva a ponderar se Jesus estava trabalhando a Energia Força de Vida cuspida do núcleo de nossa galáxia. Ao ‘levantar’ ou examinar esta serpente precebe-se que o bastão pastoural tem a forma de um ‘G, o símbolo maia para galáxia e amor. Esta é uma pista para interpretar este símbolo de uma perspectiva de Tula. O cordeiro é o símbolo da sabeodora como no Velo de Ouro. O Cordeiro de Deus emergindo da bobina deve ser a sabedoria ou néoa emergindo de Tula. Em outras palavras o cordeiro é o símbolo para a ciência secreta do buraco de minhoca. Ele é Intercambiável com o cacho de uvas. Gosto de ver o bastão pastoral como um massagista de chuveiro. Quando levantamos esta serpente ou elevamos sua vibração acima de osso atual pensamento e nos banhamos no cuspe de sabedoria deste instrumento estamos nos batizando na sabedoria mística de Cristo. O conhecimento desta ciência os leva ao conheimento do buraco de minhoca retangular, o local de guarda das ovelhas ou barco que dobra o espaço dos Brilhantes e tem o significado de nos salvar.

8. RETALIAÇÃO

Tiamat respondeu a Rede de X ou buraco de minhoca com uma retaliação surpreendente. De detro de Tiamat emergiram onze monstros ‘enomes e rosnando’ que se marcharam ao lado de Tiamat. Estes objetos animados tinham nomes como Víbora, Dragão, Monsdro Femea, Grande Leão, Cachorro Louco, Homem Escorpião, Tempestade Rosnante, Dragão Voador, Bisão e outros. Estes monstros eram enormes, sendo descritos como do tamanho de planetas.  Eles se colocaram em formação de batalha. Tiamat assumiu a forma de um dragão monstruoso e coroou os monstros com halos. Com este ato Tiamat declarou guerra. Ou Tiamat se rendeu? Na versão grega desta história a batalha foi perdida e Tiamat explodiu. Pode ter sido evidente para os habitantes de Tiamat que a destruição total do ´planeta era inevitável. Se assim aconteceu, é possível que os onze monstros libertados por Tiamat fossem, de fato, vasos de guerras, mas também podem ter sido enormes veículos de evacuação? As histórias sumérias deixam pouco espaço para dúvida que a intenção de X em relação a Tiamat era hostil. Cotudo, uma consideração cuidadosa deve ser dada ao fato que muito frequentemente o conflito é injetado nos antigos mitos onde realmente nenhum existiu. Isto torna a história entretenedora, e portanto, memorável e digna de ser recontada. Sob esta luz, ao invés de um sistema de armas, os quatro ventos que compunham o jardim lacrado ou buraco de minhoca retangular, feito pelo Senhor, pode realmente ter sido uma força benevolente que criou um habitat estável ou biosistema para as almas. Ele pode ser também um sistema de rtansportes para almas. A históris suméria de veículos maciços também dá pistas que houve sobreviventes deste encontro. O entendimento que a destruição total de Timat era iminente pode ter provocado não apenas uma evacuação em massa, mas isto explica possivelmente também porque Tiamat fez seu satélite, Kongu, o capitão nesta batalha. Talvez em uma tentativa de salvar o conhecimento e ensinamento iluminado de sua civilização os governantes de Tiamat mudaram os Rabletes ou Pedras do Destino para Kingu, dando poder a ele. Kingu é retratado como uma Arca ou Gral, um conteiner da criação. Significativamente, Kingu é identificado om a nossa próppria desolada Lua e o Deus Lua. Na história suméria, quando EA veio para limpar a confusão que o Planeta X tinha criado ele fez o primeiro humano da Terrado sangue de Kingu ou ‘Águas Vivas’. Kingu foi identificado com a nossa Lua. Os caldeus o chamavam de Sin. O intercambio entre Lua E Sin lança uma nova luz na crença que somos feitos de pecado [sin]. Um termo surpreendente apicado a Jesus é ‘homem curador da lua’. O poeta e mitologista Robert Graves diz que este era o signoficado do nome Cristo, apropriadamente aplicado a Jesus, o filho de Maria, a ‘almah’ ou ‘donzela da lua’ que era conhecida como Arca. O Alto Egito foi originalmente chamado  Khemennu, ‘terra da Lua’. Khemennu é a raiz para alquimia. Nenhuma explicação aberta é dada para a origem deste nome. Ainda que neste termo resida a chave para o mistério da Arca de Cristo. No Templo de Horus em Edfu no Egito, um templo dedicado os portadr deus sol Horius a Terra, encontramos representações de uma escada que se estende de um pilar que transporta o rei para um barco em forma de crescente.

Uma escada alcança um barco ou arca em forma de crescente. Neste representação retirada de um sabio no exército de Napoleão, quatorze degraus em uma escada ascendente levam a um pilar de lotus perto de um crescente que aninha o olho de A-tum. Esta cerimonia é supervisionada ou conduzida pelo deus Lua Thoth que está de pé em uma linha invisível que leva a seu barco ou arca no cèu atrás dele. No Egito Thoth era o mago com cabeça de ibis do Tarot, e condutor do caminho ou guia de almas que era simbolizado pelo babuíno sentado no the, o disco símbolo de Tula. (Thoth, por sua vez, foi identificado com o sumério ‘Senhor da Chave da Vida,  Ningishzidda, filho de EA) Thoth era conhecido como “Senhor do Terror’. Pode ser queos egípciosusassem ‘terror’ para descrever este homem curador da lua como exatamente esta natureza dual é contida nas palavras semíticas ‘ima’ [mãe , lua] e e-mah [terror]. A conexão entre estas palavras é perfeitamente explicada pelo possível cataclisma da mãe., Tiamat, e seu filho Kingu, a Lua. Uma palavra relacionada eme-an é ‘a linguagem de Anu ou Céu’, falada pelos Brilhantes. Por esta definição, a original Arca de Noé, e a Arca de Cristo, se assemelham a um dos veículos de evacuação ejetados de Tiamat antes que ela explodisse – lembrando-nos a enorme “Estrela Morta’ de Star Wars. Se a nossa Lua é esta Arca, e a arca e o Grande Yoni ou ‘ sustentador das sementes da vida’, isto sugere que a Lua seja uma espaçonave como aparentemente retratada na apresentação egípcia. A origem e natureza da Lua é um dos problemas mais complicados da cosmogonia. Tanto quanto sabemos, existem três teorias para explicar como a Lua veio a ser parceira de nosso planeta. A rimeira declara que a Lua uma vez fez parte da Terra e que se partiu dela. Esta teoria é usada para explicar a eorme fossa no Oceano Pacífico. A evidência tem agora refutado isto. A segunda é que a Lua foi formada independentemente da mesma nuvem de poeira e gás que formou a Terra, e imediatamente tornou-se um satélite natural da Terra. Esta teoria era a favorita dos cientistas até a análise de amostras trazidas pelos astronautas da Apolo que mostraram que a rocha lunar não é da mesma composição das rochas da Terra. Isto nos deixa com a terceira teoria. A Lua veio separadamente, e, sobretudo, de muito longe da Terra [ talvez até mesmo de fora de nosso sistema solar]. Isto significaria que a Lua não foi fabricada da mesma ‘argila’ de nosso planeta. Viajando pelo universo, a Lua chegou na proximidade da Terra e por uma complexa inter relação de forças de gravidade foi trazida dentro de uma órbita concentrica, muito perto de circular. Mas uma ‘pegada’ deste tipo é virtualmente impossível. Esta teoria está de acordo com a cosmologia suméria que afirma que o Planeta X fez com que o sistema solar fosse rearranjado, por meio do esmagamento de Tiamat, colocando a Lua em seu relacionamento com a Terra. Parece que os alquimistas e os poetas do Gral possuiam a chave para esta história. Tem sido sugerido que a Pedro do Destino de Tiamat que foi transferida para a Lua é a mesma pedra em que Jacó pôs sua cabeça quando sonhou com a escada ou portal para o céu. Esta era a Pedra da qual a Fênix ou garça se eleva periodicamente.

No mito egípcio a garça pousou em  Heliopolis ou no topo do pilar ou pedra ben ben e enviou um ovo, bola ou maçã contendo a sabedoria erlativa ao Sangue Sagrado. Wolfram em seu Parzival expressamente declara que o Gral é uma pedra da qual se eleva a fênix. Também chamada Olho de Deus, ela é o símbolo de Osiris [EA] e a pedra fundamental perdida repreentada no verso da nota de um dolar. Em 1935, uma ano depos que Franklin Delano Roosevelt buscou Cristo e Gral na Mongólia ele ordenou o Grande Selo dos EUA estampado nas costas [verso] da nota de um dolar. Ele fez isto a pedido de Henry Wallace e Nicholas Roerich, os outros dois homens que formavam este surpreendente trio de homens sábios. O Grande Selo representa a Pedra perdida ou Olho de Deus flutuando no topo de uma pirâmide inacabada. Um escritor maçonico ressaltou que este olhoé o olho do Sol ou Som Espiritual que está oculto atrás da palavra fancesa para sol, soleil. O Sol Espiritual com certeza é o Sol Curador. Em ‘God Making’ tracei a escada de Jacó a retina do olho. Há dez camadas até a retina que funciona como uma ‘rede de luz’. Nove camadas  são rotulada em termos médicos em latim.A décima é chamada camada de Jacó. Na arte e nos hieróglifos egípcios o pilar de lotus representava o cetro ou bastão dos deuses.  Junto com os cones os bastões formam a retina. Algumas vezes o lotus foi mostrado se mantndo flutuando acima do sinal para céu. Ele é encontrado no amuleto do século terceiro na página seginte. Conquanto isto se pareça com a crucificação de Jesus, ele é realmente Osiris-Dionisio. Ele é um pilar que tem no alto um crescente.

O pilar de lotus é a maior flor. fora do que a rosa do sol vem pela primeira vez à criação. Os faraós estavam unidos com o lotus para obter o renascimento depois da morte. Este é um símbolo quase universal da deusa. No Oriente Médio ele é chamado lilu, ou lírio. Era a flor de Lilith, a primeira mulher de Adão. Fascinantemente, o lotus é igualado à Árvore da Vida que cresceu no Jardim do Eden. Isto é importante porque ele alinha as histórias iniciais hebraicas com o Egito, particularmente com Osiris e Isis., o deus e a deusa da árvore da Vida. Segundo a história cristã, a Cruz de Cristo foi feita da madeira que crescia na Árvore da Vida. O cetro ou bastão e o lugar de repouso do bastão se referem ao lugar onde o pilar, o ele de ligação ou arco, estão localizados. Um encantamento do céu, a Arca, a arca dos Texto do Caixão onde se lê: ‘sou o guardião de todo este grande sustentáculo que separa a Terra do céu’. Mais precisamente, um outro encantamento anuncia: “este bsatão que separa o céu e a Terra está na minha mão.”

Em essência, esta mitologia lunar nos informa que quando nossa visão espiritual é melhorada pela Pedra do Destino vemos que a Lua é a Arca ou nave cósmica do homem curador da lua, Thoth ou Jesus. Os hindus, que nos contam que o navio cósmico Argha era o lotus  sobre o qual o grande deus navegava no início, feito esta mesma equação da nave dos deuses com o pilar de lotus. Os sumérios chamavam a isto de Barca de Anu. É a barca dos Brilhantes.

Thoth, o deus de cabeça de ibis da mágica senta-se nesta arca com uma lua crescente e disco em sua cabeça. A arca erpousa no sinal egípcio para céu. As escadas que levam a nave apresentadas na representação de Dendera representam o Monte Primevo, a Montanha de Luz ou o Puro Monte de Deus, Tura Madai. É digno de nota que a palavra egípcia para ‘degraus’, khet também signifique mastro de navio. A palavra navio [ship] soa como carneiro [sheep], a fonte do Velo de Ouro da sabedoria e cheop, o construtor oficial da Grande Pirâmide, a maior escada para o céu de todas. Os egípcios frequentemente representavam o voo das escadas levando ao centro ou encontro com o Céu. Subir ao Monte da Criação é alcançar a salvação e a imortalidade. Ele foi construído pelos deuses da cidade de An, mais tarde conecida como Heliopolis, a ‘cidade do Sol’. Os sacerdotes do deus lua Thoth tinham sua própria linguagem poética, a linuagem das Aves ou Bardos [poetas] ou ‘Cabala Fonética’ que deriva seu nome da palavra laina caballus, que é, cavalo. Isto é pensado ser a linguagem pré dilíuviana falada por Adão e Eva no Jardim do Eden. Em meu livro ‘Language of the Birds’ apresentei evidência ligando Jesus a esta linguagem. Esta linguagem que anteriormente identificamos como a linguagem da alquimia é alegoricamente conectada com Pegaso, o cavalo alado. Isto em francês é ‘Argot’, e seus iniciados são chamados ‘Argotiers’. Eles pilotam a Nave Branca, o ‘filho’ do dragão Tiamat. A palavra hebraica foneticamente similar kabbalah significa ‘tradição’. Kabbalah, por sua vez soa como cabo, um fio [arame] enrolado. A forma mais inicial de literatura cabalistica é para ser encontrada na tradição dos místicos Mer-ka-ba. Estes místicos se preocupavam com a Mer-ka-ba ou Trono Carruagem de Deus, que eles acreditavam podia alcançar em uma ascensão shamanistica através de uma série de salas celestiais. Enquanto a idéia da Rede do Planeta X [ O Mar de Vidro de Jesus] como um Conteiner da Criação e a Lua como uma Arca preservando as sementes da civilização possam parecer estranhas, isto é praticamente universal. Uma breve olhada nas ligações associadas com a palavra Kingu reforça este ponto. Para começar, o C, o símbolo crescente de Isis, simbolizou Kingu, a Lua. Isto explica porque algumas palavras em inglês começam com o símbolo crescente [isto é, criação e cuneiforme]. O C é um símbolo de relacionamento. Considere as palavras clan [clã] child [criança, filho],  cousin [primo], e country [país, campo, interior]. Kin significa família. Derivados de kin são  kin, kindred, kindergarten. Os chineses empregam o mesmo ideograma, kin para metal e ouro. Kan tzuk, Kan Xuk é maia para os quatro lados , ligando isto ao espaço. Kan também significa serpente. Qen biu é o egípcio para os cantos da Terra. Ken-tauroi [centauros] são meio-homens e meio-cavalos na mitologia grega.

Kernos, significando ‘coração’ respondendo ao núcleo era o pote sagrado dos mistérios Eleusianos. As sementes da nova vida brotavam desta área delimitada [jardim ou shen]. O kernos evoluiiu no Jardim de Adonis [Amor], um pote com sementes brotando de trigo e cevada. Can é a palavra cigana para Sol. Em sânscrito, khan significa sol. A palavra assíria qanna, alternativamente kanna, é a imagem em espelho da hebraica annak, que é Rei. Os bíblicos filhos de Annak são os filhos do Planeta X. O Anak primeiro desceu a realeza dos céus. Todos os mitos e simbolismos que são associados com esta dinastia podem, de fato, serem rastreados ao núcleo galático, Tula, e a EA. Tula é conhecida, em algumas culturas, como a Atlântida, embora este possa ser um de seus muitos nomes.; a ilha branca, a ilha perdida, a Ilha de Fogo. Este é lugar de nascimento da humanidade. É também a fonte do primeiro governo na Terra – a monarquia. E os primeiros reis da Terra eram os Brilhantes. Quando a realeza desceu do céu a agricultura, a metalurgia, a navegação, a arquitetura, a linguagem, a escrita, e a religião veio com ela. Os Brilhantes, liderados por EA eram grandes profesores. Os Sábios ou Talentosos destas artes. O maior de todos os talentos era o meio de elevar a alma para fora da vida na Terra. Através do Oceano da América do Sul, a palavra quichua ‘hanak’ se relaciona ao ‘alto crescimento’ e na liguagem dos Aimarás do Peru é kenako ou ‘tesouro’. O nome bíblico, Enoque, é derivado do egípcio pa-henoch, que significa pirâmide e é a raiz para fênix. Ken ou kon se estende a koan, as declarações ilógicas do Zen Budismo e milho [corn] que vem de sementes. Ken também se estende a Ch-en, com um ch duro, como em Cristo. Chenn con um ch suave [ como em shen] envolve os chineses. A soma destes jogos de palavras sugere que o Planeta X foi bem sucedido em aprisionar a Lua e Tiamat/Terra em sua rede de quatro cantos, o Mar de Vidro ou buraco de mihoca que está cheio de olhos ou planetas com consciência. Profetas, tais como Enoque e João o Revelador tem ascendido ao trono de cristal do Senhor e visto este enorme jardim em sua inteireza.

9. A BUSCA PELO OURO

Sitchin mantém que depois de aprisionar a Terra em sua rede, os Brilhantes vieram à Terra em busca de ouro para corrigir uma crise atmosférica no Planeta X. Antes de ir adiante para investigar a interpretação radical de Sitchin destas histórias da criação é importante notar que o leitor moderno pode interpretar os mitos e a arte antiga de vários modos. A ciência mantém que é um engano pensar qe eles retratem uma tecnologa avançada, quando na realidade tudo o que eles refletem são objetos de culto ou ritualisticos ídolos pagãos. Um exemplo clássico é o Shem apresentado oposto. Sitchin interpreta esta ilustração como um foguete, como aquele usado pelo heroi Gilgamesh para alcançar a Morada dos Deuses. Este desenho veio da tumba de um governador egípcio ao tempo do Rei Tutankamon. Sitchen vê a vabeça do foguete acima do solo onde crescem tamaras ou árvores de palmeeira. As aberturas do foguete estão claramente localizadas subterraneamente, em um silo feito pelo homem assistido por o que devem ser cientistas do foguete que estão vestindo peles de leopardo. Uma vez apresentei esta ilustração juntamente com a interpretação de Sitvhin a um grupo MENSA. Um dos gênios na audiênca, que momentos antes argumentou todos os fatos a respeito da construção da Grande Pirâmide, incluindo o método e o propósito da construção, eram conclusivamente conhecidos, insistiu que esta não era uma ilustraão de uma nave foguete; era um cone de neve. A pessoa então rapidamente cruou os braços contra o peito e desafiantente lançou a frente seu queixo no ar. Este comentário e comportamento ilustra a dificuldade que as vezes encontramos quando apresentamos idéias antigas a mentes modernas bem dotadas. Se isto está fora a caixa da academia é comum muito ridícularizar a idéia sem oferecer nada de construtivo em troca, ou eles se calam completamente. Isto é compreensível já que a maioria tem em jogo suas identidades e reputações quanto a atual teoria científica e portanto tem dificuldade re reconhecer a evidência ao contrário. Contudo, o fato de que o conhecimento dobra tão rapidamente aponta para a futilidade de rígidos sistemas de crença.  Vivemos em um mundo onde absolutamente tudo é possível. Grande parte da tese de Sitchin gira ao redor de sua interpretação única da palavra hebraica shem. Tradiconalmente, as autoridades bíblicas geralmente traduzem shem como ‘nome’. Shem também pode significar ‘monumento’, um artefato físico que tem o nome de ago a ser lembrado. Segundo Sitchin, shem originalmente não significava nome ou renome, mas ‘aquele que vai para cima’ como em uma espaçonave ou foguete. Ele argumenta que shem significa monumento mas que os monumentos eram cópias dos foguetes usados pelos deuses antigos [ os Brilhantes].

ceus ou deusa no comando de um módulo? O shem estava em uma cápsula de comando em forma de cone chamada beth-el (casa de deus) pelos hebreus, bethyl pelos canaanitas, ben nen ou Ovo Cósmico pelos egípcios. Esta é a raiz de baitallah, o conteiner da Pedra Negra de Meca. Significativamente, é a fênix ou garça, a ave de Tula e o símbolo da ressurreição mais tarde aplicado a Jesus. Shem também é a raiz para shemen ou shamã, um intermediádio divino. A palavra cé é uma má tradução de sham-aim. Sitchin mantém que shamain é o ‘Bracelete martelado’, o cinturão de asteróides. Na bíblia, o povo semita é dito ser descentente do filho de Noé, Sem ou Shem. Contudo, como nota Barbara Walker, Shem era realmente o título dos sacerdotes egípcios de Ra [ ou la, luz] que tinham permissão para vestirem pele de pantera ou leopardo e se chamarem povo Shem [ ou shamanico?]. Estes sacerdotes eram pensados ter evoluído de uma classe de sacerdotisas egípcias chamado shemat, ou mães cantoras, que conheciam os hinos e as palavras de poder. Outro veiculo que partilha muito   da intrigante mitologia do shem é Mer-ka-ba, a mística ‘Carruagem do Espírito’ hebraica que levou Ezequiel para os céus. Isto também pode ser o mesmo veículo da ressurreição e ascensão de Jesus ao céu. Na minha opinião, este é um veículo protetor – o cavalo branco –  no qual Cristo cavalga o buraco de minhoca. O ensinamento mais antigo da cabala era a meditação Merkaba. O Talmud menciona a meditação Merkaba quando diz que Judá o Príncipe priobiu qualquer menção a isto no Mishnah, presumidamente porque este era um ensinamento místico. Contudo, referências a isto no Tosefta, que é um tipo de apêndice ao Mishnah, bem como alguns manuscritos sobreviventes, apontam para que a meditação Merekaba estava sendo praticada ao menosaté o segundo século AC. Parece que os praticantes da Merkaba combinavam mditação, prece e posturas de yoga de um modo tal que eles ascendiam ou desciam, em seus Merkabas, em seus ‘veículos’, aos reinos onde eles literalmente viam serafins, as salas de cristal da côrte de Cristo, e o trono de cristal da glória [ o Apsu?] ou a própria Tula. .

Um dos deuses mais proeminentes que senta-se sobre o rodamoinho, girando trono Merkaba é o hebraico YAHWEH. Os místicos hebreus descreviam esta Merkaba como ‘a roda do trono de sua glória’. Conquanto mais tarde os artistas tendem a mostrado em seu trono giratório, os artistas originais o retratavam sobre ele, porque a Merkaba, o trono de luz, gira ao redor dele. A Merkaba hebraica pode ter sido copiada dos originais sumério e zoroastriano  também mostrados anteriormente. Como claramente podemos ver nos trabalhos de arte que se seguem os aristas cristãos muitos séculos depois tinham o hábito de incluir veículos voadores., Shem ou Merkabas, também conhecidos como cavalos brancos voadores chamado Pegaso, em suas representações da Crucificação. Estes artistas seguiam uma longa tradição, a tradição de Tiamat.

A CASA DO DESTINO

O nome da câmara de criação onde o projeto de hibridização ocorreu, o Bit Shimti, nos leva mais profundamente dentro dos misterios da palavra shem, bem como a ligação de EA com a alquimia. Bite era a palavra acadiana para ‘casa’ [ que mais tarde transformou-se no hebraico ‘beth’]. Shimti está aberto a interpretação em vários níveis diferentes. Lamber e Millard, dois eruditos de Oxford, readuzem shimti como ‘destino’ o que torna Bit Shimti ‘a casa do destino’. Christian O’Brien, por outro lado, vê uma ‘semente de surpresa’ nestas palavras. A análise dele da sílaba siim-ti produziu o seguinte: si = ver, olhar ou brilhante IMI = argila [ cultura da vida]. A argila arqui referida é o DNA. Uma terceira interpretação do sumério SH-IM-TI vem de Zecharia Sitchin. Ele interpreta isto para significar ‘ respirar-vento-vida’ [ o vento referido aqui, na nossa opinião é um espiral]. O segundo capítulo do Geneses oferece uma tantalizante pista que YAHWEH, Elohim [o Brilhante] que fabricou Adão da argila do solo também era um forjador de metais. ‘Ele soprou em sua narina a respiração da vida, e Adão tornou-se uma Alma viva’. De fato, Sitchin argumenta, YAHWEH é um composto de EA e ENLIL. Vale um desvio momentaneo para explorar este conceito. Pela Bíblia, o comportamento impulsivo, psicótico e até mesmo bizarro da deidade pode ser explicado como o comportamento de mais de um deus. As vezes, a deidade é o benevolente EA, o gentil e amoroso deus da compaixão. Em outros casos é ENLIL, o mestre escravizador impulsivo, calculista e diligente. Estas contradições tornam fácil istinguir as duas entidades. Elas são diametralmente opostas uma a outra. Esta diotomia é refletida no Levítico quando a deidade, agora chamada YAHWEH mas ainda em aspectos diferentes de EA e de ENLIL, diz ua fala ao israelitas: “porque é de mimque os israelitas são escravos, meus escravos que trouxe do Egito. Sou o Senhor Seu Deus’. Um poco tempo depois este senhor de escravos dá aos seus sujeitos os Dez Mandamentos, as regras para viverem no territorio dele. O homem humildememte reverencia estes mandamentos como mais sagrados do que vossas proclamações. Agora que estamos cientes das tensões políticas entre EA e ENLIL, podemos ver que os Dez Mandamentos nad mais eram do que ENLIL, o senhor de escravos, declarando que comportamento ele toleraria ou não das criaturas que passavam pelo território dele. Podemos dizer isto porque os Dez Mandamentos não são princípios espirituais, eles são um código penal aprovado pelos babilonios [ que os conheciam originalmente como Código de Hammurabi] e que o herdaram dos egípcios que listavam proclamações idênticas em uma Confissão Negativa perceptivelmente mais benevolente encontrada no Livro dos Mortos. Era esperado que um egípcio recitasse a Confissão Negativa na presença e Maat ou Thoth para mostrar que eles tinham seguido as regras de comportamento de Maat.”Não tenho sido um homem de raiva, Não tenho feito mal à humanidade. Não teno inflingido dor. Não tenho feito alguém chorar. Não tenho agido com violência contra homem algum. Não tenho causado dano aos animais, Não tenho roubado os pobres. Não tenho sujado ou obstruído a água. Não tenho pisado campos. Não tenho me comportado com insolência. Não teno julgado apressadamente. Não tenho criado brigas. ão tenho feito qualquer homem cometer assassinato para mim. Não tenho insistido que trabalho excesivo diariamente seja feito para mim. Não tenho dado falsos testemunhos. Não tenho roubado a terra. Não tenho trapaceao quando meço uma unidade de grãos ou frutras. Não teho permitido que um homem passe fome. Não tenho aumentado a minha riqueza exceto com coisas que são de fato minhas. Não tenho me apoderado eradamente da propriedade de outros. Não tenho tirado o leite da boca dos bebês.” Aqueles que viveram pelas leis de Maat eram recompensados com a bebida sacramental, comparável ao sangue do Santo Gral oferecido por Jesus na última Ceia. Pode-se supor se depois de beber esta poção eles se tornam Shemats.

É importante notar que o nome alemão  Schmidt (Smith) uma vez se referiu a uma casta sacerdotal de shamãs trabalhadores de metal, que tamém eram bardos ou poetas. A similaridade de SCHMIDT (foneticamente SH MIT) e SHIMTI nos leva a concluir que eles sejam a mesma palavra.  SCHMIDT e SHIMTI são também comparáveis aos egípcio SHEMAT, a sacerdotisa de Ra (ou La, luz). Uma palavra relacionada SHES MAAT é o laço de regularidade protegendo o Deus Sol das águas adjacentes do Oceano Cósmico. Em 1951, Mircea Eliade, uma das principais autoridades em shamanismo, publicou seu agora clássico ‘Shamanism: Archaic Techniques of Ecstacy’. Nesta grande síntese de shamanismo, ou arte de forjar metais, Eliade documentou que seja onde for que estes técnicos do êxtase operem eles usam um ritual de transe durante o qual ‘sua alma é acreditada sair do corpo  e ascender ao céu ou descer ao Submundo’. Isto é obviamente similar as meditações Merkaba dos hebreus. Estes técnicos todos falam uma ‘ linguagem secreta’, a Linguagem dos Bardos ou das Aves, que eles aprenderam diretamente dos deuses ou espirítos. Eles falam de uma escada ou uma vinha, ou uma corda ou uma escada em espiral, uma escada decordas retorcidas que liga o Céu e a Terra pela qual eles viajam às estrelas, o reino dos espíritos que criaram a vida na Terra. EA foi o primeiro shamã da Terra. Seu sacerdócio o sucedeu. É iluminador notar que EA evoluiu em Hephaistos da história grega e egípcia, o rei aleijado ou manco frequentemente associado a arte da forja de metais. Hephaistos [Vulcano para os Romanos] se tornou manco  causa de uma briga com Zeus, que Sitchin iguala ao meio-irmão de EA, ENLIL. Hephaistos é considerado ser a mesma figura védica do deus fogo Agni, a ‘ centelha vital’ de vida. Isto é uma conexão vital.

Nascido do lótus, como muitos deuses egípcios, Agni é o divino sacerdote que limpa o pecado [ que é a ignorância da Arca de Cristo]. Deste modo ele se corresponde a Jesus que era chamado Agnus Dei ou Cordeiro de Deus. Começando na Idade Média, a teologia ortodoxa insistiu que Adão foi enterrado no Gólgota [ o lugar do cranio] no ponto preciso onde ficou a cruz de Cristo, de forma que o sangue do Cordeiro-Salvador, o Agnus Dei, ou Agni, a centelha de vida, penetrou na terra e trouxe salvação aos restos de Adão. A Cruz de Cristo se elevou do Gólgota aos Céus. Olhando para baixo esta reunião o pilar ou eixo da crucificação é um ponto central. Quando visto de lado este é um eixo com o homem alcançando Deus e Deus descendo ao homem, com a Terra é um símbolo do meio. Por esta tazão, a Cruz é o casamento de opostos. Nas histórias orientais, a cruz, que tamém pode ser simbolizada pelo caduceu, é a ponte ou escada pela qual as almas humanas sobem até Deus. No simbolismo chinês a cruz é o cordão umbilical não partido do universo, ligando-o ao centro do qual ele se espalha. Deste modo a cruz se torna um pilar qeue mantem úm conduto pelo qual corre a centelha de vida.  Harold Bayley nota que a palavra cruz em suas várias formas, core-ross, crux, krois, etc., gira ao redor do conceito de um centro de luz. Ela se resolve em   ak ur os. Ak: grande, poderoso (annak significa rei em hebraico) Ur: fogo ou luz. Os: muitos. A ak ur os ou Cruz é a luz central do Grande Fogo de Muitos porque isto canaliza a centelha de luz do Sol Curador. A mesma raiz é a base para Cristo, Krisna, cristal etc. Como vimos anteriormente ‘o cordeiro’ era o símbolo para a substância canalizada atravéz da corda espiralada serpente, que tenho interpretado como buraco de minhoca. Interessantemente, o nome de Agnus Dei foi aplicado a todas de cera estampadas com a figura de um cordeiro e vendidas pelo papado. Este ‘encantamento’ intensamente popular foi altamente lucrativo para a Igreja, que mantém o monopólio sobre este produto. Ele prometia proteção dos ‘atos de Deus’. De fato, como nota Barbara Walker, o poder do Filho era evocado para proteger a humanidade contra a ira de seu Pai. A Igreja parece ter tomado emprestado esta idéia dos Arianos. Os videntes védicos realizavam uma cerimônia sagrada chamada Agni Chayana para caalizar a centelha divina. Eles construiam enormes altares de fogo, os Agnis, feitos especialmente de tijolos de argila. Estes tijolos eram colocados em camadas para formar uma imagem de um falcão divino chamado Shyena, que é o egípcio Shen, a espiral da vida. Este falcão divino é intercambiável coma fênix ou garça. Como nota Robert Cox em seu ‘Pillar of Celestial Fire’, este era o trabalho do falcão divino ou fênix ou garça [ um papel desempenhado por Jesus] para ascender ao Céu e adquirir Soma, ou Néctar da Imortalidade. Tendo adquirido a bebida sagrada dos deuses [ em Tula] sua tarefa seguinte era trazer esta bebida de volta para a Terra para o rejuvenescimento e revitalização de todas as coisas.

Repetindo, o hieróglifo primário para a garça é o nó cósmico ou laço, de outro modo conhecido como a espiral shen ou anel. Isto é a inspiração para minha suposição que o primeiro homem peixe EA, que foi o primeiro shamã ou garça, era um técnico que ajusta o conduto ou cabo [caballah] da luz divina pelo qual flui a sabedoria [simbolizad pelo cordeiro]. Quando alguém está nesta espiral eles são os banhados [bahirs] que são batizados na sabedoria de Tula e na sabedoria do buraco de minhoca. Cristo, devemos nos lembrar, não é um nome próprio. é um título. Signifoca ‘O Ungido’. Ungir é bahir, banhar ou batizar alguém no Espírito Santo. No Egito esta unção era apresentada como um batismo nas águas ou chaves [ tons] da vida. Em termos esotéricos, Cristo, o Espírito Santo, INRI é um tom, frequência, vibração ou raio que emana do Sol Curado que limpa e purifica. Isto explica porque Aton, o nome egípcio para os raios curadores do Sol Central, também é a raiz para Adon ou Senhor, um título mais tarde dado a Jesus. Estas associações iluminam os numerosos retratos de Cristo como um jovem pastor com um cordeiro, o símbolo da sabedoria, em seu ombros. O Cristo, o tom, a frequência e a vibração de Tula é literalmente a onda transportadora branca ou pura desta abedoria, o Agnus Dei ou Agni. Nos trabalhos anteriores tenho interpretado a crucificação como um evento de portal estelar ou buraco de minhoca para Tula e vretornou com as Maçãs Azuis, o símbolo da matéria exótica, a reboque. A mitologia do Agnus Dei sugere que depois do seu retorno, o solo do Gólgota [ o cranio] estava saturado por esta energia divina. Esta energia é INRI, o fogo, frequência, vibração, tons ou raios cósmicos que fazem inteira a natureza humana.

Cristo com um X em seu peito, o tom transportador para o cordeiro ou sabedoria de Deus. As uvas crescidas neste ponto onde estes raios cósmicos encontraram a Terra [ e foram crucificados] presumidamente absorveriam esta substância, transformando-os em uma alimento substacia extremamenet poderoso. O pão feito desta substância, diz Laurence Gardner, foi chamado shemanna, abreviado para manna, e foi formado conicamente como um shem. Ele foi feito de mana branco ou ouro alquimicamente preparado. A fabricação pela Igreja dasplacas de Agnus Dei parecem ser um derivado comemorativo deste procedimento alquímico. No mito egípcio da garça ela atravessa as águas da vida na Barca ou Arca de Milhões de Anos. Na representação aqui mostrada a garça observa sobre esta Arca de Cristo com sua Escada para o Céu enquanto ela está no sagrado pilar. Acredito que este seja o pilar que é a casa da serpente ou cabo que canaliza Agni ou a Centelha Divina para a Terra.

Duas garças vigiam acima da Arca em um pilar. Os quatro ventos de Horus sentam-se abaixo delas. Pelo mundo este pilar foi simbolizado pelo the, o símbolo de Thoth e de Mercúrio. No tradução védica do cadudeu, Mercúrio [ o Espírito Santo] era considerado a chave [tom] suprema para todos os processos alquímicos. Ele rea considerado a substância mais poderosa. Para simbolizar sua potência criadora, ele foi identificado com Shiva, o capo ou matriz da pura consciência que subjaz no inteiro campo da Natureza. Esta é a Rede [ o bburaco de minhoca]. Um texto iguala todos os nomes de Shiva aos nomes de Mercúrio e daí, Thoth [ o pensamento], Elias, João [ sabedoria] e Cristo. Segundo a tradição védica, o Mercúrio ou Espírito Santo que os alquimistas desnatam da matriz da vida – a matéria negativa exótica que compõem o buraco de minhoca retangular – é capaz de trazer a perfeição dos metais e a perfeição dos corpos humanos. Um processo de destilação conhecido pelos alquimistas produziu esta substância. Vários tipos de destilados foram desenvolvidos. Na ilustração mostrada oposta, a fornalha alquímica é feita de tijolos nos quais os vasos contendo os líquidos para destilação são colocados. Os vapores de metal então se elevam pelos tubos visados e eventualmenet condensam em outros vasos colocados ao lado. As espirais de condensação deste instrumento , observa  Robert Cox, estavam claramente projetadas com a forma do bastão do caduceu de Mercúrio em mente. Estes dois ‘pilares de fogo’ criam a matéria exótica? A energia negativa necesária para a construção do buraco de minhoca é feita pela energia espremida do vácuo que eles criam em uma pequena brecha entre duas placas. Como observa Steve Lamoreaux, ‘quando você coloca juntas duas placas os fótons ao longo das ondas de luz não podem existir entre as placas que é inferior a energia fora e então há uma força entre as duas placas.

Na história de Jacó, que compreende seis capítulos do livro do Geneses, ele repousa sua cabeça em uma Pedra Z em um lugar chamado Luz na Bíblia [ Tula e Salem para os místicos] e vê uma imagem em fogo no topo da Escada de Deus.  A direita e a esquerda de cada um dos doze degraus da escada ele vê uma estátua ou busto de um homem. Os anjos descem e sobem a escada. Do topo da escada Deus chama Jacó. Ele promete que a terra onde Jacó está dormindo será dele e que seus descendentes serão abençoados. Quando ele cruzou a escada Jací parece ter se colocado em equilíbrio ou sintonia com Deus. Esrevendo de trás para frente a palavra scalit (scale it), como o fez no século XIX o erudito druida Godfrey Higgins, aprendemos que a raiz sclt vem de saca, que é o mesmo que a palavra hebraica ske, imaginário e scio, contemplar. A raiz sk, se torna skl, sabedoria e o nosso talento ou conhecimento ou ciência [sabedoria]. Sacer, a raiz de sacrifício, o ato altruista realizado por Jesus, é essencialmente o mesmo que saca, bem como saci, ‘o Poder Divino’, o título da deusa hindu que tornou seu marido Indra divino pela essência dela. Saci ou Saki [ski] era o espírito árabe do Mantenedor da Taça que dava aos deuses e homens o vinho divino da vida. A etimologia desta palavra sugere que quando Jacó voltou de sua jornada pela escada [ ou Scala Dei] ele emergiu como uma pessoa ressoando talento e sabedoria, daí o nome Skill [ talento], Skilly [talentoso] ou abençoado. Esta palavra fóssil, Skilly, ressurgiu na Bretanha comoo um nome para as Ilhas Abençoadas, as ilhas sobreviventes da Atlântida na história britânica. A Atlântida era tamém conhecida como Ultima Thule ou Tula. Este é o mesmo nome do centro da Hiperborea, a tera natal druida ‘além do vento norte’ sugerindo que os druidas podem ter levado a semente do nome Skilly para a Inglaterra e o plantado no solo lá.

Isto também sugere que Jacó possuia um Talento Secreto [Cranio] de Atlantida ou Tula. Estes podem ser os talentos shamanicos de EA. A palavra ‘talento [skill] aparece proeminentemente na história do Santo Gral, que está entre os textos mais iniciais do Gral, a taça, disco ou prato usado para coletar o sangue sacrificado de Cristo durante a crucificação que era chamado de ‘escuele’. Nesta dimensão cristã a escuele é o Santo Gral – o recetáculo mistico usado por Cristo para realizar a Eucaristia na Última Ceia quando ele pingou vinho para os discípulos beberem, dizendo, ‘este é o meu sangue’. No dia seguinte a escuele apareceu na crucificação com José de Arimatéia ou Maria Madalena sendo os portadores do Gral. Sinclair afirma que a história foi a primeira representação do Gral como a Palavra literal ou Nome de Deus. A História deixa claro que este nome ou título não era Jesus Cristo. Era Escuele, ‘skill’ ou ‘Skill(y)’. Vale a pena notar aqui a observação que as palavras Escuele, Scale e Eschol ou E-skool são virtualmente a mesma palavra. Foi em Eschol, lembramos, que os Brilhantes operavam o que tenho interpretado como um portal estelar ou buraco de minhoca. O cacho de uvas ou Maçãs Azuis roubado por Josué sombolizava os segredos deste portal. A heresia do Gral posteriormente declara que, depois da crucificação, umas poucas gotas de sangue pingaram do corpo de Jesus enquato Jóse cuidava de seus ferimentos. José coletou estas gotas na escuele e a levou para Glastonbury na Inglaterra. Se Skill(y) é o real nome  (Druid) ou t´tulo de Cristo, isto faz um sentido perfeito do porque o receptáculo escuele [skill] no qual José coletou o sangue de Jesus foi assim chamado. Ela se referia demais ao seu dono. Isto é similar a um médico rotular uma ampola contendo uma amostra de sangue com o nome do paciente. A ampola contendo o nome do paciente partilha do nome do paciente porque eles são a mesma coisa. Neste caso, o bastão florescente de José é o sangue de Cristo. Isto faz um sentido perfeito porque esta essência foi fabricada em Eschol.

10. FAZER DEUS

A fabricação de ouro ou aquisição a parte, a busca do alquimista é a busca para transmutar a alma deles em uma forma superior, uma apoteose, ou fazer Deus. A verdadeira alquimia é a descoberta dos segredos ocultos ou talento de EA. Agora isto é melhor expressado do que na tradução de Walter Scott de Corpus Hermeticum, o trabalho de Hermes, em uma passagem onde se lê: “Se então você se torna igual a Deus, você não pode apreender Deus; porque igual é conhecido por igual” A inteira teoria subjacente da alquimia é que algo deve ser desenvolvido dentro e secretado do corpo humano, que habilitará o buscador a se fazer uno com Deus. É um dom de Deus. Como disse Fulcanelli : “O segredo da alquimia é que existe um meio de manipular a matéria e a energia para criar o que a ciência moderna chama de um campo de força. Este campo de força age sobre o observador e o coloca em uma posição privilegiada em relação ao universo. Desta posição privilegiada ele tem acesso a realidades de espaço e tempo, matéria e energia, normalmente ocultas de nós. Isto é o que chamamos de O Grande Trabalho”

Fulcanelli, o pseudônimo do misterioso alquimista francês do início do século XX, é considerado a última pessoa viva a realizar o trabalho alquímico. Fulcan, a raiz de Fulcan-elli é uma aproximação fonética dos nomes de Vulcano e Helios, o deus sol. EA/Haiphastos é idêntico a Vulcano, o deus trabalhador de metal que trabalha com o fogo. Para obter o campo de força de Fulcanelli devemos nos tornar uma antena ou sintonizador capaz de canalizar esta energia. Os detalhes relativos a esta antena, bem como uma outra chave para a mineração de almas de EA e Ninharsag a a atividade de Fazer Deus é encontrada na história do Templo de Salomão. Inúmeros eruditos tem observado que o Santo dos Santos dos templos antigos, inclusive o de Salomão, eram memoriais vivos a Grande Mãe, a Deusa Tiamat, e que estes templos eram projetados e construidos como modelos de seu corpo feminino e processos fisiológicos. Estes lugares sagrados de mistério eram simbolicamente  o corpo da deusa. As entradas para estes templos e o santo dos santos eram réplicas do canal de nascimento e do útero. Em Nippur, como observou Gertrude Rachel Levy : o templo era chamado a Casa da Montanha, mas também o Laço do Ceu e Terra (Dur-an-ki). Este laço, como os três pilares, ligavam o céu e a Terra e o zigurat era então concebido como um tipo de Escada de Jacó cujos caminhos eram externos, uma escada mmais tarde subindo em uma mina espiral de andar a andar. O mundo, monte, montanha era simbólico da deusa. O corpo humano é a árvore ou laço entre Céu e Terra que brota do útero ou monte da deusa Terra. Simbolicamente, o Templo de Salomão e sua plataforma no topo do Monte Moriah são ambos um útero e uma tumba. Os túneis ocos sob este sítio representam o útero da deusa, onde o processo de regeneração [depois do cataclisma de Tiamat] aconteceu.

Em outras palavras, como um sítio Meru este era o lugar onde se aprendia a cavalgar o cavalo branco ou buraco de minhoca para Tula. Isto sugere que o cavalo branco veio para um repouso no Templo de Salomão. Fascinantemente, em Reis 7:23 é dito que fora do Santo dos Santos do templo do rei hebreu está o Mar de Latão. O que significa esta estranha descrição? Em hebraico latão é nekhashat. Em aramaico é nehash. Provocantemente, o termo hebraico para serpente, nahash, está relacionado com a alma e a eletricidade. Por causa de sua similaridade fonética, eles são intercambiáveis. Somos encorajados a tomar o jogo de palavras e interpretar o Templo de Salomão como o útero da deusa Terra, a reencarnada Tiamat/Me e suas flores, o corpo humano. O que parece que os iniciados hebreus estão nos dizendo pelo seu jogo de palavras é que fora do útero da Terra e do corpo humano há um mar de serpentes, almas e eletricidade. Conquanto de início isto possa nos parecer bizaro, a um segundo pensamento uma grande quantidade de conhecimento está codificada dentro das espirais deste jogo de palavras. É bem conhecido que o corpo humano tem um campo de energia, que é chamado de aura, e que um mar de eletricidade cerca o planeta. Os raios atingem a Terra milhares de vezes por minuto. Mas e quanto a idéia de serpentes? Isto não faz sentido. O mar de almas é até mesmo mais misterioso. Contudo isto sugere que uma alma coletiva  encapsula o planeta. Uma porção desta alma  se semeia no biosistema do campo de energia humana. Estas almas, proponho, uma vez cercaram Tiamat e foram embebidas na Terra depois do cataclisma. Estas almas são o verdadeiro ‘ouro’ que EA estava mineirando para consertar a atmosfera deteriorada de almas de seu planeta natal.

OS FILHOS DA LUZ

Se EA, ou o Planeta X, está em busca de almas certas outras coisas devem se seguir. É necessário demonstrar a habilidade de capturar e transportar almas. Isto, como veremos, é um assunto complexo. Contudo, não é mais complexo que os buracos de minhoca. Segundo Sitchin, EA possuia uma tecnologia médica altamente avançada. A mitologia de EA não deixa dúvida que ele era capaz de transportar almas de um  planeta ou dimensão para outra. A Árvore da Vida e o ramo dela, a Chave da Vida, são duas tecnologias que são descritas pelos antigos como aparelhos ou tecnologias espirituais capazes de transportar almas de uma dimensão ou até meso planeta para outra. Ambas as tecnologias foram trazida à Terra por EA. Na mitologia cristã ela se torna a cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado, o pilar feito da madeira da Árvore da Vida. Segundo Sitchin, a plataforma artificialmente elevada no topo do Monte Moriah em Jerusalém [Mari Ra] sobre a qual se localizou o Templo de Salomão uma vez tinha sido a localização de ums instalação construída  pelos Brilhantes chamada DUR.AN.KI – O Pilar do Ceu e Terra. Ele posteriormente declara que os sumérios descreviam isto como um alto pilar que alcançava os céus. Este pilar foi fortalecido para a plataforma e foi usado pelos Brilhantes para ‘pronunciar a palavra’ na direção dos céus. Este é o mesmo instrumento que Levy disse que foi concebido como um tipo de Escada de Jacó. Sitchin interpreta isto como uma antena sofisticada. Mostrarei que este também é o modelo do corpo humano. Podemos chegar a um entendimento mais profundo desta ‘antena’ [ o corpo humano] quando é entendido que os sacerdotes egípcios em Abidos, Egito, construiram uma enorme representação de um instrumento chamado Ta-Wer que literalmente traduzido também significa ‘o Laço entre o Céu e a Terra’ e é representado nas cenas que aludem ao conceito de renascimento. Isto se assemelha na forma, e talvez na função, a uma antena. Este instrumento também foi chamado de Pilar ou Caixão de Osiris e foi construído em um lugar chamado Meroe. Cópias deste pilar também foram construídas em dois outros lugares: Meru na Mongólia e em Nashville, Tennessee em 1997. Nashville foi origimalmente chamada Distrito Mero.

Quando comparamos os dois templos Meru ou Mero percebemos que ambos se assemelham a antenas ou bastões. Esta é uma observação crítica. Os estudantes da profecia judaico-cristã afimam que o Fim dos Tempos [ a Idade do Terror?] verão o retorno do profeta Elias [ talvez em um rodamoinho] e a reconstrução do Templo de Salomão,um ato que é fundamental para a criação dos Novos Mil Anos de Paz. Quando Cristo retornar, ele estabelecerá seu trono em Jerusalém [ou Tula] no alto do Monte Moriah [ ou Meru, o mesmo lugar onde Elias foi elevado aos céus em um rodamoinho e Maomé foi elevado aos céus nas costas de um Pégaso. Ao mesmo tempo, é pensado que Elias devolverá o Bastão de Deus – um ramo da Árvore da Vida e o bastão de ferro da Revelação – à Cristo. O Cristo sentar-se-á no Trono da Misericórdia [o pedestal] no Santo dos Santos no Monte Moriah. Ele substituirá a Arca da Aliança que o havia simbolizado, no lugar onde Deus é acreditado ter primeiro andado com Adão e Eva. Exatamente como um ramo da Árvore da Vida foi mantido antes da Arca, ele estabelecrá o Bastão de Deus diante dele próprio no Trono de Deus, onde a Árvore da Vida havia crescido no Jardim do Éden. A Arca de Cristo terá retornado. Minha especulação é que isto ocorrerá em Nashville, onde uma cópia do Bastão de Deus está construída como um chip vivo de computador de 2.200 pés de comprimento plantado em 19 acres de solo do Tennessee ao lado de um monte sobre o que o capitólio estadual se localiza. No Mito mongol os imortais habitavam em Meru por causa da energia curativa presente lá. O Templo Meru em Nashville parece ser capaz de receber esta mesma energia e criar o campo de força da transmutação. Como tenho discutido em outros lugares, os três bastões Meru ou Mero mostrados anteriormente são os projetos arquetípicos sobre o qual o corpo humano ou bodhi, a árvore iluminada, é baseado.

Os sumérios registraram que ele foi construído no próprio início do mundo, ‘ no centro dos quatro cantos do universo’. A plataforma ou pedestal sobre o qual o pilar repousa se assemelha em forma, e provavelmente em função, a bíblica Arca da Aliança, o instrumento de comunicações usado pelos hebreus para contactar YAHWEH. Faltando na iconografia hebraica está o pilar que acompanha esta Arca na tradição egípcia. Contudo, no capítulo seguinte, devemos encontrar que o conhecimento deste pilar como a Verdadeira Cruz de Cristo foi codificado na arte e na iconografia cristã. O aparecimento  deste pilar sugere que uma facção da Igreja tinha acesso a seus segredos ocultos. Isto foi encoberto porque era propriedade das deusas. Uma poderosa correspondência entre a Crucificação de Jesus e o Pilar de Osiris é encontrada na definição da palavra grega stau-ros. Conquanto não familiarpara a maioria dos cristãos modernos, esta foi a original palavra grega usada para descrever a Cruz na qual Cristo foi crucificado. Ela realmente significa pilar. A imagem espelho de stau-ros é Ros-tau. Esta é uma outra palavra para o Complexo de Gizé, que foi localizado no fim da ‘sagrada estrada de neters’. No Egito, Osiris era o Senhor de Rostau [veja matéria no blog ‘A Descoberta de Gizé’] https://conspireassim.wordpress.com/2009/05/22/a-descoberta-de-gize/   Ele era o deus da jardinagem que foi decapitado pelo seu meio-irmão, Set. Sua cabeça estava alojada no pilar, a escad para o céu. Esta ‘escada’ é um símbolo daquele que deve ser ascendido para alcançar o ‘junco’ Campo da Paz. Como ese pilar foi passado ao redor do mundo antigo, suspeito que ele era a imagem dourada de 45 pés de altura da Besta Nabucodonosor construida na Babilonia. A evidência linguística implica que este pilar estava também em Jerusalém no tempo de Salomão onde ele desempenhava um papel oculto nos assuntos do rei.

Reis 11:5 diz que Salomão afastou seu coração de YAHWEH e escolheu Astarte ou As-Terror, que também é conhecida como An-At ou Isis. Segundo Harold Bayley, o Ashera (traduzido ‘alameda, bosque’] era um objeto fálico usado em ligação com a veneração da deusa Astarte no Templo de Salomão. O Ashera oU Ashtoreth era um caule, tronco ou antena que correspondia simbolicamente ao Mastro de Festas druida e ao Pilar de Osiris. Ashera também era o nome semítico da Grande Deusa. Barbara Walker rastreia a palavra ao velho iraniano asha, ‘ a Lei Universal’, uma lei da matriarca, como a egípcia Maat. Os Talentosos druidas obtiveram seu conhecimento dos poços místicos da Índia e antigo Egito. O Mastro deles [ ME ou Maat] é provavelmente o mesmo do Pilar egípcio de Min. Min significa ‘amor’, ‘mero’ em egipcio, e é o nome dado a Afrodite, a Deusa do Amor. Quando Min é convertido em Amor, o Pilar de Min se torna o Pilar do Amor. Este é um outro nome para Asherah e o Pilar de Osiris. O fio fornecido pela palavra francesa para machado, ache, ajuda a explicar porque Ashera é igualada à Árvore da Vida e a Poderosa Ash. Simultaneamente, isto lança uma nova luz sobre a história de Jesus cavalgando um asno para enrar em Jerusalém, e explica as iniciais cenas gnósticas da crucificação que representavam Cristo com a cabeça de um asno ou burro. A velha palavra norueguesa Ass significa tanto asiatico quanto deidade. Ambos os símbolos se referm ao Pilar de Amor. Seguindo este fio descobrimos que o povo que habitava a Cornuália [ na Inglaterra] tinha a palavra para machado que era ‘bul’ [touro]. Em islandês machado é ‘ox’ [ simbolicamente intercambiável com o touro] e em anglo-saxão a palavra era pronunciada acus, isto é, A Grande Luz. Ay-cus é, com certeza, o mesmo que EA-sus, que era chamado de Grande Luz bem como Ay-sus, Hesus ou Jesus.

Resumindo, o Pilar de Osiris e Asherah do Templo de Salomão, que é simbolizado pelo Ass, Machado ou Touro, parece ser o mesmo instrumento. Eles canalizam a luz de Deus. No simbolismo cristão o boi ou touro simboliza o evangelista Lucas [ de luz] e representa a ligação de Cristo. A palavra ‘ligação'[ou gema] é uma outra palavra para Tula [a gema no centro do ovo cósmico].O Pilar do Amor é a ligação ou Dur-An-Ki que liga as Tulas celetial e terrena. Este é um jogo de palavras altamente informativo já que traz um novo signifivado à história do Min-o-taur ou  Homem- Touro-Lua morto por Teseu no labirinto no palácio do rei Minos, o Rei Lua ou Rei do Amor, que é o mesmo que o ariano  Arianrhod, cuja roda era a Roda de Luz ou Via Láctea, que auxiliou Teseu ao dar a ele um novelo de fio, uma espiral ou buraco de minhoca em nossos termos. Interessantemente, os Minoanos fizeram vasos sacrificiais com o formato da cabeça do touro. Estes vasos eram chamados rhytons ou tons do raio, indicando seu uso como um vaso contendo uma poção de transformação. A este luz o Minotauro ão é de todo um touro. Era o Pilar de Min ou Amor dentro de Teseu. Matar o Pilar se referia a sua habilidade em compreender esta tecnologia de portal estelar e se transformar em um deus pelo poder do amor. Isto é afirmado na tradição Taoísta onde o boi representa a natureza animal indomável da humanidade. Isto é perigoso quando selvagem mas é incrivelmente poderoso quando disciplinado. Como nota  J.C. Cooper, ‘este simbolismo é usado nas imagens Taoístas e Budistas dos 10 bois’ nas quais o boim, inicialmente, é apresentado como inteiramente negro, então na medida em que continua o processo de domesticação, o boi gradualmente se torna branco e finalmente desaparece completamente na medida em que as condições naturais são transcendidas. Depois de conquistar o Minotauro, Teseu mudou as velas de seu barco de negras para brancas. Este simbolismo branco e preto funciona igualmente bem como uma metáfora para a transformação do ser humano em um ser mais puro ou melhor até alcançar o estado final, um fantasma ou ser de luz. Os egípcios que chamavam a Ursa Maior de ‘Anca do Touro’ ou alternativamente ‘coxa’, fornecem a conexão estelar do touro com o Pilar. Coxa é mero em grego. Mero é mare ou cavalo. Deste modo o touro, a coxa e o cavalo são intercambiáveis. Falando a favor deste intercâmbio, o touro negro taoísta é um cavalo negro [ ou buraco] que se torna um cavalo branco. O Livro da Revelação nos fala que em seu retorno em onda de lu ou cavalo branco, o nome de Jesus é chamado Palavra de Deus. ‘Ele tem em sua coxa [mero, mare, cavalo] um nome escrito ‘Rei dos Reis e Senhor dos Senhores’

A Palavra é a energia Força da Vida [ a ‘madeira’ ou quintessência, o quinto elemento depois da terra, ar, fogo e água] sobre o qual o mundo é construído. Em outras palavras, é Amor, mer em egípcio. Mas este jogo de palavras em Pilar de Meroe [amor] é o mesmo da Égua Branca ou Cavalo de Deus sobre o qual cavalga Cristo, a onda branca. O que estou propondo é que o Pilar é uma antena que recebe o tom ou frequência de amor, o cavalo branco que abre o buraco de minhoca. Passar por este buraco de minhoca assegura a vida depois da morte. O intercâmbio deste simbolismo é encontrado na moeda cartigenesa do século V AC e na antiga pedra tumular cristã apresentada na página seguinte. A moeda mostra um cavalo sendo coroado por uma ‘vitória’ alada. A pedra tumular mostra uma palma, o símbolo da vitória sobre a morte. A palavra ‘vitória’ está sob a palma escrita em letras gregas. A conexão simbólica que é feita entre estas duas apresentações é que a deusa Vitória traz a vida através do poder da árvore da Vida dela, a palmeira. Como anunciam os Textos do Caixão ‘este bastão [Arvore da Vida] que separou o céu e a Terra está na [palma da] minha mão’. Ativar este pilar interno nos habilita a visitar Deus ou ver.

Sombolicamente as duas representações acimam apresentam a Árvore da Vitória montada no cavalo branco. A runa para vitória é tyr. Tyr não era apenas o Deus da Lei e da Ordem, mas também o deus da Vitória na inicial mitologia germanica. No esoterismo alemão, Tyr é a vitória da Luz sobre a Matéria em ação da Luz. Neste candelabro do primeiro milenio AC o cavalo e a roda, simbolos aqui da Terra e do Céu, são unidos por um pilar, o Dur.An.Ki. Quando decompomos os fatores para Tyr podemos ver o intercâmbio do pilar de Tyr e o cavalo. Como temos vistos, os iniciais cristãos gnósticos acreditavam que Jesus era o Rei do Terror ou Tyr. Isto torna obrigatório a exploração posterior do simbolismo do machado. João Batista diz que a Palavra de Deus é como um machado. Um machado corta a madeira. Se fizermos um pequeno ajuste de Jesus como um ‘móvel’ faz do capinteiro Jesus um trabalhador da Palavra ou trabalhador da quinta essência [médico]. Que difrença isto pode fazer? Proponho que comecemos a nos alinhar com o talentoso trabalhador da Palavra, Jesus, o que combina com o que o erudito nos Pergaminhos do Mar Morto, Geza Verme diz que o ‘carpinteiro’ – naggar em hebraico – que, para ele, quer dizer erudito. Na minha opnião, isto tem estado severamente sub interpretado. Como um carpinteiro manuseador do machado ou cortador de madeira ele realmente é a luz ou trabalhador Cristo. Como discuti em ‘The Atomic Christ’, os instrumentos que de forma estranha se assemelham aos pilares TET usados em conjunto com o Pilar de Osiris foram usados nos iniciais experimentos de partição do átomo que levaram ao desenvolvimento da bomba A e da Idade Nuclear. A partição do átomo, ou ‘cortar a madeira da Palavra’ em nossa terminologia criaram esta bomba de fissão. Interessantemente, os maias e os indios norte-americanos, os celtas e os chineses da dinastia T’ang todos chamavam machados de pedra de ‘pedra do trovão’ e todos disseram que elas caíram do céu. Uma importante palavra grega para ‘pedra do trovão’ é baitylos. Em latim é bae-tulus. Uma palavra relacionada , Bethula, ‘O Vaso de Tula’,” era o termo do Velho Testamento para virgem. Robert Temple traça a origem do prefixo ‘be’ ao egípcio baa, ‘substância metálica’.

Um ourto significado provocante para baa, que se encaixa perfeitamente em nossa pesquisa, é ‘ o material do qual é suposto que o céu seja feito’. Estas pedras sagradas, tons ou machados eram imbuídas de poderes extraordinários. Elas eram dotadas do poder do auto-movimento, elas podiam se mover no ar, e eram usadas como sistemas de armas. Cidades e frotas podiam ser capturadas pelos meios delas. Revisitando o aparecimento de Jesus em Jerusalém montado no asno modesto, isto soa como cavalgar um raio de luz [uma onda pura] projetada do Pilar do Amor. Imagine-o flutuando no meio do ar, o que para os romanos seria uma ofensa executável! Contudo, isto provavelmente não aconteceu. Como tenho concluído, foi provavelmente Cristo, a frequência, vibração ou tom que estava cavalgando o asno. Como diz Jesus no Evangelho de Thomás. ele elevou esta pedra a partiu esta Palavra ou madeira [ com seu machado]. O machado é um símbolo do poder da Luz porque a palavra ac ou OC significa luz. Posteriormente, diz Bayley, ele pode ter se originado nas experiências de homens e mulhers primitivos que viram com seus olhos árvores gigantes serem partidas do alto até em baixo pelo machado celetial do raio. Em todos os lugares do mundo antigo, e particularmente nos países mediterrâneos da África e de Creta, o X era uma símbolo de iluminação celestial que era intercambiável com o machado de duas pontas, o símbolo do poder da luz, que é akh em egípcio. No Egito um significado di machado duplo Neteru, é deuses. Isto é exemplificado pelo nome Akh- naton ou X-hen-aton, o rei herege que canalizou as vibrações do Sol Central. Aton,com sua Chave da Vida.

É importante notar que o prefixo ‘Ek’ [foneticamente axe ou X] é encontrado em um número de importantes títulos de deidades hindus na Índia Oriental e na Mesoamérica. Este simbolismo é rastreado a EA, que era simbolizado por uma vela [ de navio], que também é um machado. Acredito que isto se refira ao Pilar de Amor, o machado [axe], boir ou touro que parte a madeira, que é o instruento de opder dos deuses. É a imagem dourada de Bel ou Touro que Nabucodonosor construiu na Babilonia. “Velejar’ com EA significa abrir um buraco de minhoca e velejar as águas da Via Láctea. Quando alguém pode ajaezar o poder deste machado está pronto para saltar o touro para outras dimensões.

Como o acrobatas realizavam a festa. Os acrobatas minionos tem sido apresentados no ideograma em espiral no sentido horário associado com a água, poder e energia de saída. Isto ao longo da palavra ‘ mataodor’ ou Porta de Maat, sugere a porta de água da deusa. f tal ,h the acrobats performed the feat . The Minoan acrobats have been depicted as the clockwise spiral ideogram associated with water, power and outgoing energy. This, along with the word ‘mataodor’, or Door of Maat, suggests the water door of the Goddess

O CHOCALHO

Percebemos no hieroglifo de Osiris que seu pilar foi demonstrado ter uma serpente ou alma flutuando dentro dele. Isto é porque em termos Orfícos o touro é o pai da serpente, o buraco de minhoca. No Livro de Enoque, o Messias é representado como um touro branco. Segundo Fulcanelli, todas as serpentes são hieróglifos de mercúrio [o Espírito Santo] dos sábios. O caduceu de Hermes/Mercurio e o chocalho, ele diz são a mesma coisa. Em grego chocalho é cohecido como kro-talon. Ele é identificado com o caduceu. Krotalon a serpete do chocalho [ cascavel], corresponde a crotale, ou Hermesm guardian do X, com chocalho. .

O símbolo para Astarte. Desenhe um círculo na extremidade superior de uma linha vertical, instrui Fulcanelli, e dois chifres no círculo e você terá o gráfico secreto usado pelos alquimistas medievais para designar a matéria mercurial deles.

Este diagrama reproduz um chocalho, um caduceue o símbolo para Astarte. Ele também reproduz elementos essenciais do Templo Meru na Capital Mall [mall significa ‘bastão’ em maia] em Nashville. Este não é um shopping center. É um parque. Como notado, Nashville foi originalmente chamada distroto Mero. Em francês o chocalho é maro-tte ou mero-tte. Intercambiando estas definições revela o Distrito Mero como o ‘distrito chocalho’, A conexão entre o Pilar de Amor e o chocalho vale buscar porteriormente. Como o arauto de Jesus, João Batista desempenhou o papel detolo para Cristo. O tolo é o papel desempenhado por Hermes que era o guardião de X, o Lucas [touro] ou luz ou a luz da verdadeira iluminação. Esta luz atinge inesperadamente, sincronicamente, trazendo a iluminação instantanea. O tolo ou Bobo da Côrte é algumas vezes mostrado com um chocalho em sua mão. Algumas vezes esta figura do Bobo da Côrte é mostrad como a última das vinte e uma figuras no baralho do Tarot [Is-Tara ou Is -Terror]. O número 21 é um importante mostério, ou chocalho, como se diz no espesso sotaque do Tennessee. Qual é o propósito desta chocalho? Minha musa sugeriu que eu considre literalmente o número 21 e referir ao Livro dos Números do Velho Testamento, capítulo 21. Depois de oltar lá lemos: “E o Senhor disse a Moisés, faza uma serpente de fogo e a coloque em um poste e isto deve vir a passar que todo mundo seja que é mordido quando olha ele olha para ela deva diver. E Moisés fez uma sepente de latão e a colocou em um poste [ashera] e veio a passar que a serpente tivesse mordido qualquer homem quando ele sustentava a serpente de latão, ele viveu”; Como é sincronico! Moisés estabeleceu uma serpente pilar, o ‘chocalho de Deus’, em Números 21. E isto garantiu a vida eterna. Isto é o Poder Divino. Esta é a Vitória! Os modernos mauseadores da serpente, que manipulam cascaveis, frequentemente apontam para Lucas  10:19 como evidência da recomendação de Jesus de aprender a munusear sepentes.”Preste atenção, eu lhe dou o poder de trilhar em serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo; e nada deve por qualquer meio lhe ferir”. Os buscadores dos buracos de minhoca, com certeza, recomendariam que estes manuseadores de serpentes olhassem esta declaração de uma perpspectiva mais alta onde as serpentes são as espirais do shen ou ventos do céu. “Atenção, eu lhes dou o poder de trilhar os portais estelares e buracos de minhoca, todo o poder sobre o inimigo; e nada dee pr qualquer meio lhe ferir”. Você será um mestre do poder da luz, um Brilhante. As sincronicidades do número 21 continuam. 21 realmente pode ser três vezes sete, ou, 777, já que 21 é a soma de 3 vezes sete. 777 é pensado representar as sete estrelas de Pleiades, o grupamente de sete estrelas na constelação de Touro, de onde Tiamat é dita ter se originado. Astarte é frequentemente asssociada com a deusa canaanita Qetesh. Como Astarte, ela veste seu cabelo no estilo da deusa egípcia Isis/Hathor, a Rainha do Céu. Hathor foi uma das sete estrelas de Pleiades. Ela se transformaria na esfinge alada de cabeça de leão para confundir os humanos co seu famoso enigma. Ela matava aqueles que não respondiam. A palavra maia para Pleiades é tzab, que também significa ‘chocalho’.No Iucatã os Toltecas veneravam um deus solar serpente conhecido como Quetzalcoatl, a Serpente Eplumadda, isto é, um Serafim, que era o rei de Tula. Ele era rotineiramente mostrado no alto de uma pirâmide em degraus sustentado o que pode ser um chocalho.

Quetzalcoatl, o Rei Sacerdote de Tula, com seu chocalho e cocar emplumado. Pintado no relevo de estuque de Knossos, Creta: Príncipe [algumas vezes chamado Rei Sacerdote] com o cocar emplumado, datando de 1600 AC. Segundo o pesquisador mexicano Jose Diza-Bolio, a cascavel iucateca era o foco de antigas cerimonias maias e simbolizava o Sol. Enquanto pesquisava a simbologia destas cerimonias, Diza-Bolio descobriu que estas serpentes frequentemente tinham um pequeno desenho redondo se assemelhando a uma face solar perto do chocalho. Diaz-Bolio concluiu que o chocalho representava a coroa do deus sol. Esta ‘face solar’ é idêntica a face de Masssau, o Messias Hopi, e ao alquímico símbolo da ‘cabeça morta’.

O símbolo Hopi para Massau, o símbolo da ‘cabela morta’ para os alquimistas. Em 13 de agosto de 1308, uma sexta-feira, a Igreja Católica cercou os Templários. Na lista de acusações retiradas da Inquisição contra os Templários em 12 de agosto uma se destaca, a acusação de cerimonias secretas envolvendo uma cabeça de lgum tipo. A referência a uma cabeça barbada dos templários chamada ‘Baphomet’ aparece repetidamente nos registros dos interrogatórios dos Templários. Por algumas narrativas, contudo, a cabeça era aquela de  Hugues de Payen, o fundador da ordem e primeiro grão mestre. Segundo outros é a cabeça de Jesus, e está ligada ao Sudário de Turim. Especulações adicionais a ligam à cabela decapitada de João Batista. Seja o que for que esteja por trás do simbolismo da cabeça, a Inquisição desejava que isto fosse erradicado. Os Templários eram considerados hereges por causa de suas crenças nesta cabeça.

No próximo capítulo mostrarei que a ‘cabeça’ ou cranio dos Templários é o cranio ou ‘talento’ de Osiris, que estava alojado em seu pilar. Este talento, com certeza, é o conhecimento do portal estelar dos Brilhantes. O suporte para esta conclusão é a história do “Mar Derretido” no pátio do Templo de Salomão, a fonte do conhecimento Templário.

11. O MAR DERETIDO

Diante da entrada do Templo de Salomão ’12 touros de bronze’ sustentavam o mar derretido, uma enorme bacia ritual de puro bronze que ficava no pátio do templo. Salomão era o mestre dos enigmas [ chocalhos]. Os eruditos estão incertos sobreo projeto do ‘mar derretido’. Como Hiram, o divino cordeiro e Rei de Tiro, que construiu o Templo de Salomão era um fenício, eles especulam que isto pode ter se assemelhado a uma bacia no estilo fenício. Esta bacia em particular é uma ‘arca’, correndo em quatro rodas. Este retrato do ‘mar derrretido’ é nad menos do que um modelo do Mar de Vidro ou buraco de minhoca, a Arca da Vida levantada pelasquatro rodas ou anjos serafins. Recode-se, o leão, o touro, o homem e a águia simbolizavam estes quatro anjos. Estas eram s mesmas quatro bestas da Merkaba. Este é portanto o veículo de Deus, o Shem ou Merkaba? É esta a carruagem de fogo de Elias?  Se por fogo entendemos Espírito Santo esta é a carruagem de INRI ou Cristo? Em outras palavras, este é o buraco de minhoca retangular? Se o Merkaba estava ‘parado’ no pátio do Templo de Salomão isto nos dá razãopara pensar que este ‘mar derrretido’ tinha uma relação com o batismo e que este batismo era uma iniciação no Mistério do Cavalo Branco oi Portal do Ceu. Isto tornaria o ‘mar derretido’ um veículopara a ascensão espiritual. Isto representa a Arca da Vida, ou o buraco de minhoca, que desce à Terra e depois sobe novamente, carregando almas aos Céus.

Um modelo do ‘mar derretido’ ou Cubo do Espaço? Minha especulação é que este buraco de minhoca voltou a Terra durante o tempo de Jesus. Não menos do que uma autoridade do que Cirilo de Jerusalém fala de Cristo andando sobre a água como ‘o charreteiro do mar’ e como ‘charreiteiro e criador das águas’. Ao fazer assim ele une Cristo a EA, ‘ o senhor das águas’. Cirilo de Jerusalém também associa a carruagem de Elias com a ascensão de Cristo. Quando Elias é levado ele primeio atravessa a água, o rio Jordão, então cavalos [raios de luz] o carregam para o Céu. Reeescrito a luz da nossa atual revelação, a descrição do ‘mar derretido’ pode ser lida: ‘Antes da entrada do Templo de Salomão – a Terra – dize touros de bronze – doze Asherahs ou Pilares de Osiris suportavam a Arca da Vida e seu Mar de Almas.

Em vários trabalhos que tenho explorado que ondivam que a serpente que morava no Pilar de Osiris era capaz de perfurar buracos no espaço vriando salas ou portais logando regiões longinquas do espaço à poços na Terra! Estes poços eram as águas sagradas da deusa Tiamat. Se os ‘Touros’ fora do Templo de Salomão vinham  ser estes pilares isto seria incrível. Esta interpretação é tornada mais perplexante quando um dos fatores na revelação de Sócrates nos últimos momentos antes da execução: “a própria verdadeira Terra vista de acima, se você puder ver isto, como aquelas bolas de couro de doze costuras”. Ua bola de couro de doze costuras descreve um dodecaedro. O dodecaedro com doze faces de cinco lados era usado como um instrumento de ensino para instruir os iniciados a conhece-lo como um sistema de energia como a Terra.

Além disso, no segundo século de nossa era um grupo de cristãos Gnósticos descreveu a esfera da Terra sendo cercada por uma pirâmide de 12  ângulos. Estes doze ângulos são descritos como olhos, canos, e até mesmo mais fascinante em nossa investigação, como buracos ou salas, na Terra! Os doze touros fora do Templo de Salomão por esta interpretação são doze salas que levam a Corte de Cristo. Notavelmente, Platão está descrevendo a Terra como um rede pentágonal tridimensional na qual as almas encarnam. Os antigos gregos igualmente aprenderam dos egípcios que o corpo humano é idealmente estruturado geometricamente para interface omo dodecaedro e sua grade pentagonal. Aqui, perguntamos, porque Aarão escolheu ter os ourives israelitas fazendo um bezerro de ouro, ou jovem touro, como um ídoo para o povo? Eles estavam manufaturando ou fazendo [identificando] o Pilar de Osiris? Se assim o foi, o que eles estavam planejando fazer com isto? Abrir um buraco no céu? Os eruditos modernos tem sugerido que os povos antigos frequentemente usavam ‘ídolos’ não como deuses, mas como pedestaisnos quais eles imaginavam um  deus invisível estar de pé ou cavalgando. Quando Moisés desceu das Montanhas segurando as tábuas gravadas como ensinamento de Deus, cuja imagem, ou cuja cabeça, ele viu o topo do pedestal?  Isis? Maat? Osiris? EA? Quando ele escolheu este pilar isto não representou escolher a Deusa [EA] sobre YAHWEH [ Enlil]? Esta é a razão pela qual ele tinha que ser destruído? Uma resposta para identificar o Deus em questão vem de explorar uma questão relacionada: exatamente em que montannha tinha Moisés subido ou descido para ter este encontro face a face com YAHWEH? Nos textos hebraicos a montanha de Moisés é frequentemente associada ao Monte Sinai [a ontanha de Sin ou da Lua], localizada no sul da Peníncula do Sinai. Mas em muitas referências bíblicas a esta montanha ela é referida como Monte Horeb.

Na tradição alquímica, Thoth e Moisés são considerados figuras intercambiáveis. Como um sacerdote educado em An [ On ou Heliopolis], Moisés foi iniciado nos Mistérios egípcios e proto-egípcios, provavelmente incluindo os mistérios de Shemsu-Hor, as ‘sacerdotisas de Shem’ que posteriormenteinvestigaremos momentaneamente. Ao tempo do Exodus a inteira Península do Sinai era a ‘Terra de Sinim’, isto é, a Terra da Lua. Depois de um encontro com YAHWEH Moisés voltou com uma planta para a construção da Arca da Aliança. A Arca tornou-se um substituto portátil do Monte Sinai – capacitando os israelitas a continuarem s comunicações com Deus até mesmo muito afastados de sua sagrada montanha. A este respeito deve ser notado que Deus apareceu acima da Arca exatamente do mesmo modo que ele apareceu sobre o Monte Sinai, isto é,, em fogo e uma nuvem de vapor e, sobretudo, na forma de sua ‘Glória’. Em outras palavras, ele apareceu exatamente como o deus ariano Ahura tinha aparecido quando visto em seu brilhante arco no topo do Monte Hara, como um ser de luz. É o hebraico YAHWEH que fala a Moisés fora do fogo no Monte Horeb ser considerado uma cópia de Ahura que fala do Monte Hata? Ou eles são o mesmo ser? Este era ENLIL?  Ou era EA? A imagem do deus de luz na montanha brilhante talves aponte a resposta  a esta questão. Na narrativa do Exodusda ‘ montanha de Deus’ temos encontrado pistas adicionais: “No terceiro dia quando veio a manhã houve estrondos de trovão e flashes de relâmpagos, uma densa nuvem sobre a montanha e um alto toque de trombeta; o povo no acampamento estava todo aterrorizado.”(Exodus 19:16). E em Exodus 20:18-21: “Quando todas as pessoas viram como isto trovejava e o relâmpago piscava, quando eles ouviram o som de trombetas e viram a montanha esfumaçar”.

Uma montanha esfumaçante ou é uma montanha em fogo ou um vulcão. O deus mais estreitamente associado ao vulcão é Vulcano ou Haiphastos, a quem os sumérios chamavam EA. Em seu livro ‘When God Was A Woman’, Merlin Stone liga a tribo de Levi – os gurus hebraicos separados das outras tribos que cuidavam da Arca – om a lava do deus Vulcano. Isto significa que eles foram criados desta essência espelida desta montanha, amor ou lava. Isto significaria que EA , a Grande Luz, era a deidade em questão. Esta dedução traz uma outra. Há dois ensinamentos de Moisés. O primeiro é aquele de EA . Este estava centrado na Arca da liança e seu Pilar anexo. Na tradição alquímica o primeiro conjunto de Tábuas da Lei dado a Noisés [ por EA] são chamados Tábuas de Esmeralda de Thoth, Tabula Smaragdina. Estas Tábuas da Lei são frequentemente apresentadas na arte exatamente da mesma maneira que as duas tábuas de Shu [ ‘consciência, iluminação’] que chegaram ao topo do Pilar de Osiris [ o egípcio deus lua]. O ferreiro medianita que fabricou a Arca fez a conexão de EA com a Arca de Noisés. Seu nome, Bezaleel ben Uri,apropriadamente significa,’Na Sombra de El (    Deus), o Filho da Minha Luz”. Ele estava cheio com o espírito de Deus, em sabedoria, em entendimento, no conhecimento e de todos os modos de trabalho humano. Bezaleel era um prpeminente ferreiro [artesão de metais] no gentil clã dos Midianitas que adotou Moisés. Moisés casou-se com uma das princesas deles. Os Midianitas eram os descendentes dos trabalhadores de metal cainitas que veneravam a Deusa nas minas de ferro do Sinai, e que tinham o fabuloso Tubal-cain como ‘instrutor de cada atífice no latão e ferro’ deles. Como nos conta Samuel Samuel 13:19, os Smiths ou Schmidts foram expulsos de Israel. “Agora que não há trabalhador de metal em toda terra de Israel, porque os filisteus disseram, pRA que os hebreus não façam espadas e lanças”. Estou fascinado por este envolvimento dos trabalhadores de metal pelo fayo de que EA é considerado o fundador da alquimia e da arte da forja de metais na Terra.

Segundo as Tábuas do Sinai, os trabalhadores em metal Cainitas-Midianitas habitavam uma comunidade mineradora no Sinai. Eles chamavam o deus deles Elath-Yahu, que a mitologista Barbara Walker diz que é uma combinação de YAHWEH com El-Lat ou Alla-Tu (Alá ou Tula), a Senhora do Submundo que também era conhecida como Hathor e Astarte. O deus dele era representado por um Pilar de nuvem de dia e um Pilar de fogo de noite, para dar luz a eles. Os trabalhadores de metal Cainitas dedicavam sacrifícios do Bom Pastor a deusa como a Terra, que abria sua boca para o sangue de Abel. O Livro do Exodus nos conta que tão cedo ele viu os israelitas venerando a imagem dourada [ ou Pilar da Deusa] a raiva dele ferveu, e ele atirou as tábuas e as quebrou aos pés da montanha. As pessoas haviam violado sua aliança com YAHWEH, que agora toma a personalidade de ENLIL. Moisés tomou o bezerro que eles haviam feito e o queimou no fogo, reduzindo-o a pó, que espalhou sobre a água., que fez o povo beber. Pelas ordens de Moisés, os membros da tribo de Levi  sacrificaram 3.000 israelitas que haviam venerado o bezerro. Como na história de Sodoma e Gomorra, esta história por ser uma de competição entre EA e Enlil. Minha razão para pensar assim é que a palavra ‘sacrifício’ vem de sacer, que significa ‘intocável’, no sontido de ão sagrado e impuro. Uma pessoa ‘intocável’, uma a ser sacrificada, era colocada de lado para umpropósito divino, ela era apedrejada por causa do poder de sua mudança espiritual ou mana. Uma perfeita ilustração disto éo exemplo de Uzzah, que valorosamente tentou manter a Arca da Aliança ao tentar impedi-la de cair do carro de boi Embora esta intenção fosse nobre, Deus [ENLIL?] atingiu-o como um raio e o matou por ter ousado tocar no objeto intocável. Ao manter miha inclinação de interpretar as histórias bíblicas e escriturais sob uma perspectiva alquímica, podemos apenas imaginar se as vítimas sacrificiais, especialmente os Levitas, eram shamãs altamente treinados.    Os Levitas, de fato, tinham atribuido a eles os únicos direitos de comer as oferendas de comida sagrada (shemmanna) que eram trazidas  a Tenda da Presença para o Sabbath.

O Livro dos Números lista outros privilégios especiais, de fato extraordinários, dados aos Levitas. Uma outra razão porque estou intrigado com esta história é que o nome sacerdotal Levi significa um filho de Leviatã, que era um outro nome para Tiamat. Moisés, cujo nome é derivado da mesma raiz de “messias’, é descrito como filho de uma mãe e pai Levitas,como seu irmão Aarão. Leviatã era também o título hebreu da Grande Serpente Nehushtan, cuja veneração foi estabelecida por Moisés. Isto, tenho concluído, não era uma serpente comum. Era um buraco de minhoca. A mãe de Moisés foi forçada a abadona-lo em um cesto entre os juncos [ Tula é o lugar dos juncos] ao lado dos bancos do Nilo  [ A Via Láctea]. Estes ensinamentos foram ‘sub rosa’ [ sob o sinal da rosa]. O segundo conjunto de tábuas continham os ensinamentos de ENLIL, o código penal chamado Dez Mandamentos que ainda estão em vigor hoje. Então, se a Arca é um substituto portátil do Monte Sinai, qual era a importância do próprio Monte Sinai? Como comenta Alan Alford em seu livro ‘When The Gods Came Down’, o Monte Sinai era a arquetípica ‘montanha cósmica’ Meru which conneque ligava o Céu e a Terra. A ‘montanha cósmica’ é um arquétipo religioso que tem sido bem documentado por Mircea Eliade, que explicou como isto simbolozou o ‘Elo ou Laço entre o Céu e a Terra’. São apenas os shamãs, dis Eliade, que realmente escalam a montanha cósmica. Nós, com certeza, estamos bem familiarizados que  este ‘Ele ou Laço entre o Céu e a Terra’ é de fato cósmico. Temos uma lista de shamãs que de fato o operavam: EA, Jacó, Moisés para nomerar uns poucos. Completamente revelado, esta montanha cósmica é de fato cósmica. Os antigos, nota Alford, viam o céu e a Terra como montanhas, falando-se metaforicamente. Significativamente, os antigos viam o Céu e a Terra como ‘montanhas gemeas’, isto é, planetas gemeos, concebidos um a imagem do outro. O Monte Sinai, então, era uma ‘ montanha cósmica’ no sentido que ele simbolizava o planeta do Ceus, Mer[u] ou Tiamat, e sua prole, Kingu, a Lua. Meru é também o nome do mundo montanha ou eixo do mundo que deve ser ascendido por espirais até alcançar o centro oculto. Esta montanha tem quatro enormes suportes. Esta descrição sugere que Meru é uma cópia do Mar do Vidro. Assim o é a Arca da Aliança.

As histórias deste pilar e sua conexão com buracos no espaço e almas pode ser rastreada aos Textos egípcios do Caixão que contam que depois do Dilúvio o Shemsu-Hor eregiu os pilares  djed, que eram instrumentos de poder para equilíbrio das forças naturais na Terra e na atmosfera. Em seu excelentemente pesquisado ‘Giza One’, Joseph Jochmans explica como plantar estes objetos sagrados de poder  levantaram o Ovo ou Ilha a Criação. Um era chamado ‘Membro do Progenitor’  e o outro ‘Imagem do Braço’ aparentemente em relação a habilidade deste instrumento de levantar e separar a Terra das águas do Nilo. Uma vez o Ovo da Criação era habitável, dizem os textos de Edfu, os pilares djed, usados para canalizar e equibrar a esfera da alma foram criados no Ovo. Estes pilares djed eram Pilares do Amor. Baseado nos ‘doze touros’ na frente do Templo de Salomão, que é a Terra, podemos especular que houve provavelmente doze destes objetos de poder. Depois do Dilúvio, o Ovo da Criação reaparece nos inscrições de Edfu. Desta vez o Ovo está na escuridão. As águas [alms?] que o cercam não estão mais longe das águas da ciação primeva, mas das águas dos espíritos mortos! O Ovo da Criação é descrito como estando submerso, partido, como se por um cataclisma! Aqui, provavelmente estamos falando da periódica super tempestade galática que afunda o núcleo galático. Os textos de Edfu fazem uma declaração absilutamente extraordinária. Eregir os pilares djed, ou Pilares de Amor, os pilares dourados, revivem o Ovo da Criação. Na misteriosa linguagem dos egípcios aqui está sendo nos dito que a esfera da alma estava fora de equilíbro.

Durante a Inundação, que é uma palavra fraca demais para o cataclisma, o planeta havia saido de sua órbita, lançando sua atmosfera e sua superimposta esfera de alma no caos, e assim destruindo uma grande maioria de formas de vida da Terra. As almas, cujos veículos pereceram no Dilúvio, obviamente não tinham para onde ir. Elas estavam no caos na esfera da almas da Terra. Estes seres surpreendentes, os Shemsu-Hor valem um olhar momentaneo. O Real Papiro de Turim [escrito durante o tempo de Ramses II] registra que o reinado de  Shemsu-hor se estende da antiguidade remota [ mais do que fantásticos 40.000 anos]. A lista destes reis chama os Shemsu-Hor Akhu, significando ‘Espíritos Transfigurados’. Akhu ou Ax-hu é o plural de akh ou ‘luz’, inferindo que os Shemsu-Hor eram seres de luz.   Robert Bauval especula que os Shemsu-Hor eram ‘uma linhagem de indivíduos reais e extremamente poderosos e iluminados’, mestre na ciência da astronomia, cujo propósito era ‘trazer a fruição o grande projeto cósmico’. Na literatura religiosa do antigo Egito, escreve  Andrew Collins, ‘eles são ditos terem se tornado o mesniu de deus, ‘trabalhadores de metal, ou ferreiros’ ‘. Os mesniu eram trabalhadores de metal ou alquimistas e sacerdotes de Isis. Entre outras coisas, estes trabalhadores de metal angélicos faziam armas para Horus para manter a supremacia dele. Em ‘Gods of Eden’ Collins conta das surpreendentes explorações destes deuses iniciais do Egito que viveram durante o seo tepi ou Primeiro Tempo. Os eventos que cercam a “Ilha do Ovo’. Esta Ilha era referida como terra natal. É aqui que o primeiro deus governante chamado Pn, ou ‘Este Um’, identificado pelos sacerdotes de Heliopolis como Atum, o ‘Senhor do Terror’, se estabeleceu. Ele fundou seu trono no sagrado “Campo de Juncos”  sob um radiante lotus. Ele também estabeleceu os Pilares Djed ou Tet na Ilha. Um terrível cataclisma ocorreu no fim do Primeiro Tempo. Uma serpente chamada a Grande Saltadora aparece. Os habitantes divinos da Ilha do Ovo, que eram associadoscom o deus ‘Divino Coração’ ou Thoth, luta com o invasor com uma arma chamada “Olho Som, que emerge de dentro da Ilha. A arma falha e a Ilha é destruida, seus habitantes morrem, e a escuridão cobre o mundo. A Ilha desaparece. Esta ilha afundada, o santum dos deuses criadores, é falado em varias formas por muitas culturas. É como a força do capítulo terreno da história da Atlântida. Atl também é o anagrama para Tla ou Tula, a terra sagrada de Pan ou Phanes, o Revelador, cujo nome obviamente sia de Pn o governante da Ilha do Ovo.  Pan é pensado ter sido o rei sacerdote de Atlântida [que os maiaschamavam Tula]. O Pilar de Osiris chamado Palladium na tradição da deusa, originalmente pertencia a Pan. Significava AMOR, o que o torna o mesmo que Pilar de Meru, Min, Ashera, Ax, Ass ou Touro. As história dizem que não apenas Phanes ou seu Pilar, tem a fenomenal habilidade de trnsportar almas de uma dimensão para outra, ele também pode perfurar buracos no espaço. Agora isto é muito fascinante. Phanes ou Pahanes é o mesmo nome de Pahana, o ‘ verdadeiro irmão branco’ dos índios Hopi. Ele uma vez apareceu aos Hopi depois de um cataclisma e os levou por um ‘buraco’ para o Quarto Mundo. Ele era chamado Massau, uma palavra indígena Hopi que é surpreendentemente similar a Moisés bem como o aramaico meshiha, o hebraico mashiha, e o grego messias. Para os cristãos, o Messias é Jesus, o Cristo.

A história Hopi do Quarto Mundo centra-se no Povo Formiga. Depois que o mundo deles tinha ficado desequilibrado [ novamente em sânscrito Tula é a palavra para equilíbrio] e antes de sua destruição, o povo Hopi foi dito que a visão interna deles lhes daria a habilidade de ver uma nuvem que os guiaria de dia, uma estrela de noite, até que eles chegassem a um certo lugar seguro. Guiados pela visão de uma porta aberta no topo de suas cabeças eles foram levados a uma abertura no topo de um grande monte onde o Povo Formiga vivia  [ Monte Meru]. No mito Hopi Massaw foi designado aos Hopi para ajuda-los a encontrarem seu camiho para a Terra Prometida. Mssaw, dizem os Hopi, levvou aqueles de bom coração ou pacíficos entre eles para um ‘junco’ [ Tula é o lugar dos juncos para os maias]. Deixando para trás os maus da civilização deles, eles começaram a subir [ou perfurar] seu caminho dentro deste junco para o Novo Mundo. Descansando entre os juncos na medida em que eles faziam seu caminho, eles finalmente entraram no Quarto Mundo, em Sipapuni,’ o Lugar da Emergência’.

Os petroglifos mostram as quatro Rotas de migração do Clã da Água dos Hopi. A similaridade mais surpreendente deste vaso meandro neolítico levanta uma questão: Isto sugere que os Hopi se separaram em quatro galáxias separadas ou civilizações terrenas? O Egito era uma destas civilizações?

Compare as rotas de migração Hopi (Gs) com os Gs dos túneis meandros neolíticos. Isto representa um buraco de minhoca? O Povo Formiga Hopi suscitou minha curiosidade. Eles são An? Isto explica porque sua história soa tão incrivelmente similar a raça Ana da obra prima rosacruciana de Bulwer-Lytton ‘The Coming Race’? Interessantemente, o anti-inomianismo era o termo geral para seitas cristãs que seguiram a doutrina da Apoteose ou Fazer Deus, acreditando que eles podem se tornar ‘um com Cristo’. Muitos cristãos iniciais acreditavam que a única rota para a imortalidade era a da deificação. O objeto dos mistérios deles, como os rosacrucianos, era aprender a como se tornar deificado. Um procedimento para alcançar a deificação era comer a carne e o sangue de um deus. [ O sacramento cristão de comer um pequeno fragmento do corpo de Cristo como um pão ou agnu dei tem sido notado]. A meta do antinomianismo, segundo Pitágoras, era alcançar o Ant-Ichthon, um planeta misterioso que nunca era visível. Pitágoras, que tinha uma coxa dourada, dividiu o universo em dez esferas [X], simbolizadas por dez centros concêntricos.  Antichthon provavelmente é o mesmo que An, o misterioso Planeta X.

12. A SINAGOGA DE SATÃ

Minha premissa básica de pesquisa é que o Pilar de Osiris e a Arca ou Cruz de Cristo são o mesmo instrumento, e que esta tecnologia é modelada em nossa anatomia mística projetada por EA e Ninharsag. Posteriormente, este instrumento é o centro da profecia bíblica, e consequentemente, o centro da profecia de retorno do Planeta X. Em apoio a esta premissa tenho dos exemplos da arte judaico-cristã que mostra a Arca da Aliança com seu Pilar anexo, e o combinado Pilar como a Verdadeira Cruz de Cristo. Apresentado na próxima página está uma iluminação da afamada Bíblia do século onze de Winchester agora na biblioteca de Oxford. Isto mostra David triunfantemente dançando diante da Arca da Aliança quando ela está sendo levada para dentro de Jerusalém em grande pompa e cerimônia. Do lado direito da iluminação está um estilizado Pilar de Osiris. A esquerda está um ‘verme’ ou ‘ alma serpente’ que vive na Arca. O verme e o pilar são uma combinação perfeita para o hieróglifo que está no topo por um Caixão ou Pilar de Osiris – o símbolo do tablete Shuti ou iluminação.  Ambos simbolizam i naggar ou ‘serpente alma da sabedoria’. Como podemos ver, alguém no conhecimento dentro da Igreja Católoca no século onze deve ter secretamente conhecido a existência deste aparelho e da alma serpente que vive dentro dele. Eles tem sabido preservar o conhecimento de sua existência.

O medalhão de uma janela na catedral de St. Denis, Paris representa a Arca da Aliança sustentada por quatro rodas e assemelhando-se a uma carruagem triunfal [ e o mar derritido]. Dentro da arca são vistos o bastão de Aarão e as Tábuas da Lei ou Torah. Dominando ambos eleva-se magestosamente das profundezas aquosas da Arca um grande pilar sustentado pelo Deus Pai [EA?]. Perto das rodas estão quatro emblemas dos evangelistas, o leão, o touro, o homem e a águia, que são por assim dizer as bordas do carro simbólico ou Cubo do Espaço. A Arca é claramente vista ser o pedestal ou plataforma da Cruz. A Arca com a Cruz acima é chamada  Quadriga de Aminadab, a carruagem triunfal do Cântico dos Cânticos que os quatro evangelistas devem atrair do fim da Terra. Um comentador francês do século XIII dos Cânticos, Honório de Autun, explica que Aminadab em pé no carro representa a Crucificação. Em minha opinião, este carro simbólico ou Arca é o mesmo que o Pilar de Osiris. É a Arca de Cristo. Segundo a história e a lenda, os Cavaleiros Templários buscaram, e possivelmente recuperaram, a Arca da Aliança do sítio do Templo de Salomão e a levaram para a França. O possível lugar de repouso dos segredos deles é St. Denis em Paris. Localizado a umas poucas milhas ao norte da Ilha da Cidade [Ile de Citie], a Abadia de St. Denis, o santo patrono de Paris, representa o esforço do Abade Suger, que divisou a igerja como centro de um novo iluminado cristianismo. Em seus três livros sobre a construção e consagração da igreja, o brilhante abade escreveu treze inscrições separadas celebrando a Luz Sagrada [X]. Em uma desta ilustres inscrições um verso inscrito nas portas douradas da fachada oeste Duger nos diz: “Brilhante é o nobre trabalho este trabalho brilhando nobremente/ ilumina a mente de forma que isto possa viajar pelas verdadeiras Luzes/ A Verdadeira Luz onde Cristo é a verdadeira porta.”

De tais palavras Suger desenvolveu sua teoria de lux continua, ou luz contínua. Sua meta era trazer a Verdadeira Luz de Deus ao mundo. Nomeado como Denis a velha igreja da abadia  de  St. Denis tinha sido completada em 775. A Abadia foi fundada no século VII pelo rei franco Dagoberto II e a dinastia Merovíngia da qual ele veio, tem sido romanticamente mitologizada nos anais da história local e na moderna psedo-história mística que sustenta que eles supostamente sejam da linhagem sanguínea de Cristo. Os Templários são frequentemente ligados aos Merovíngios. A linhagem sanguínea deles é chamada “Serpente Vermelha’. A escultura Merovíngia mostrada aqui demonstra a cresnça deles em Cristo como a Serpente, e os liga aos Brilhantes.

As duas cruzes flanqueiam a serpente ao redor da Árvore da Vida; o símbolo dos Brilhantes. A escultura Merovíngia na igreja em Pouille em Vendee. A mística que os cerca inclui atribuições de santidade, poderes mágicos [ derivados de seu longo cabelo vermelho] e até mesmo divina origem, derivada de sua suposta descendência da linhagem sanguínea de Jesus. Segundo a história, a linhagem sanguínea Merovíngia foi fundada pelo Rei Merovee, que é dito yer sido gerado por um ‘Quinotauro’, um peixe gigante ou monstro do mar, que violou sua mãe quando ela foi nadar no mar.Ele foi chamado Merovee porque em francês mar é ‘mer’. Como temos visto, é também uma referência em Tiamat. Este meio- humano e meio- peixe é EA ou um de seus sucessores. O nome de Dagoberto revela as origens divinas de sua linhagem sanguínea. Dagoberto vem, com certeza, de Dagon. Dag significa peixe e a palavra Bert tem suas raízes na palavra Bahir. Então o nome de Dogoberto significa literalmente “Rei Sacerdote da Casa do Peixe’ . Depois de um golpe palaciano o jovem Dagoberto foi exilado para a Irlanda. Em algum ponto durante sua idade adulta inicial ele é suposto ter frequentado a côrte do alto rei de Tara. Isto, muito incrivelmente,parece ser Jesus, o Quinotauro ou Rei do Terror. Corroborando a identificação com Jesus com o Rei de Tara ou Terror é o famoso objeto rpunico inglês conhecido com caixão do franco, datando de por volta de 700, o tempo de  St. Denis, e chamado asim em homenagem ao homem que doou a maior parte disto ao Museu Britânico. A frente da caixa tem uma cena de Adoração de Cristo. A principal pode ser lida no sentido dos ponteiros do relógio ao redor da caixa. O texto nos propõe um enigma sobre as origens do material [osso de baleia]: ” O peixe bate os mares nas montanhas em penhasco; o Rei do Terror [Jesus] se torna triste quando ele nada nas lascas de pedra”.

O Caixão dos Francos. Pelo tempo de Suger, 1137, que a muito tem sido o abade real da França. o lugar onde os reis franceses eram educados e enterrados foi dilapidado. São Bermardo condenava isto como uma ‘Veneração a Vulcano” e uma ‘sinagoga de Satã’. Suger decidiu melhorar o que era para naquele ano ele começou a trabalhar na extremidade oeste da igreja, construindo uma nova fachada com duas torres e três portas. Em 1140 ele mudou da extremidade oeste para para a outra extremidade da igreja e começou a construir um novo coro. Isto foi completado em 1144. O resultado foi um maior evento ma história da arquitetura; a arquitetura espiritual que veio a ser chamada gótica. Para Fulcanelli, a arte gótica é uma corrupção da palavra argotique. A catedral é um trabalho de arte gótica, isto é, o barco Argo. Os Argonautas que navegavam este barco. Eles falavam uma linguagem especial, argot, a linguágem poética das Ces ou Linguagem da luz, a arte gótica, diz Fulcanelli, é de fato a arte da luz.

Na história teutônica, o deus Teut (Tehuti ou Thoth) gravou as runas para explicar os segredos de Got ou Deus e o Mundo Ash ou Árvore da Vida. Sobre a primeira runa, asa, um pilar ereto, que siginifica “Is” [ser, estar], ele construiu uma linguagem chamada gótica. Isto é o mesmo que lotus. O espírito Is é a matéria primordial. Para interpretar  seu significado Teut criou a runa e a chamou Aether ou éter [ a quintessência, a Palavra, madeira]. Ela é frequentemente chamada tel pelos poetas [Skopes e Skalds] e é simbolizada pela cruz fechada dentro do círculo. Suger queria criar uma igreja que fosse até mesmo maior do que a famosa Igreja  Hagia Sophia em Constantinopla. A Igerja de St. Denis se tornou um modelo para a maioria das catedrais francesas do final do século XII, inclusive . Notre Dame, Chartres e Senlis. Suger mantece uma detalhada narativa da reconstrução de sua igreja embora ele não mencione artistas ou arquitetos que trabalharam nos projetos.  Ao invés, ele se credita, com a inspiração do céu, por criar o estilo gotico e as janelas em vitrais. A verdade deste assunto é que ele estava implementando o conhecimento ganho pelos Templários na Terra Santa. Os eruditos especulam que seja o que for que os Templários descobriram no Templo de Salomão, seja por acidente ou projeto, direta ou indiretamente envolveu uma grande quantidade de riqueza potencial. Bem como algo mais, algum segredo explosivo que somente os oficiais de alto eslão ficaram sabendo. Seja o que for que os Templários descobriram, todos os registros, todos os arquivos e toda evidência de sua existência foi destruída. A implicação sendo que era algo mais do que um tesouro de ouro, algo tão fantástico que nem mesmo a tortura podia descerrrar os lábios dos Templários. A especulação corre do segredo da alquimia aos iniciais manuscritos cristãos. O Cristianismo, a respeito das origens eu acredito que os Templários recuperaram os segredos do Scala Dei, o Pilar de E.A. Junto com isto eles descobriram a ciência secreta de EA, a ciência de Deus e o Selo do Mundo dos Templários. Investigaremos a serpente ou alma flutuando dentro dele mais deste objeto flutuante no próximo capítulo.

13. ATLÂNTIDA

A criação de EA de uma super raça teria representado uma enorme ameaça para ENLIL [ e toddas as futuras ordens mundiais destinadas a escravizar a humanidade], que como um gerente dos assuntos da Terra, buscva manter a humanidade firmemente sob seu controle. Esta ameaça seria parente do moderno cientista genético ou político hitlerista criando uma super raça de humanos que percebe a raça atual como inferior e portanto busca controlar ou até mesmo destrui-la. Toda agência de segurança nacional no planeta seria para eliminar tal cientista renegado. Para proteger sua nova Criação de ENLIL, EA e Ninharsag criaram um lugar seguro. Aqui, dizem os maias, chegamos no verdadeiro Jardim do Eden da raça humana. Os maias, somos lembrados, chamavam Aztlan/Atlântida por seu nome mais sagrado, Tula, e recordavam-se disso como um ovo ou ilha da criação. Nos monumentos mexicanos os ideogramas para Tula são a garça, a ave de luz que se torna a fênix, o símbolo da alma. Não apenas os maias, mas também os chineses, japoneses, egípcios, hindus, habitantes de Fidji e outros acreditaram na existência de uma ilha original, particularmente uma associada ao deus serpente e deusa ou deus dragão e deusa do oceano. Isto, com certeza, nos lembra EA e Ninharsag. Na Atlântida EA era conhecido como Poseidon, o Netuno romano, o “criador cheio de arte’ que carregaca o ridene de três pontas. Poseidon ou Poseidonis, o Príncipe do Mar, era um outro nome para Atlântida. O rei deus da Atlântida partilhava este nome. Na narrativa da Atlantida registrada por Platão, é dito que Poseidon deita-se com Cleito e gera dez gemeos reais de Atlantes. Os nobres reis da Atlântica veneravam Poseidon como seu sncestral tribal. Os atlantes eram descendentes dele. Posei, ou originalmente Potei, é um título que significa ‘Senhor’, Don ou D’An  significa sabedoria e ‘ luz de An’ [um outro nome para o Planeta X]. Daí Poseidon é o Senhor da Sabedoria, uma outra ligação coom EA, a serpente da sabedoria da história do Eden, que rea chamada ‘Grande Luz’ pelos seguidores de João Batista. O cavalo branco e um tridente simbolizavam Poseidon. Como temos visto, o cavalo ou égua branca é também um símbolo para Tiamat, que uma vez foi uma das Pleiades ou Atlantides. O tridente representa o triplo falo, a Tripla Chave, um símolo que era intercambiável com o trevo celta, ou florete terror. Um dos mais velhos emblemas da divindade trinitaria, o trevo, era conhecido já pela civilização do vale Indo (c. 2500-1700 BC). Os árabes pré islâmicos chamavam o trevo de  shamrakh, o lirio de três lobos ou flor de lotus. É o trevo que, como a ferradura, é considerado um amuleto de boa sorte. O simbolista  Harold Bayley resolve o trevo em ‘ luz do sol, o Grande Fogo’. Isto é a Cruz. Nos contextos cristãos é usado como um símbolo para a Sagrada Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. O trevo é a mais familiar plante de três lobos e é reclamado pelos irlandeses como símbolo de seus santo patrono, Patrick. O que a maioria não entende é que Patrick, cujo nome é abreviado para Pattty, é Pati, Potei, ou Poseidon.

O símbolo do trevo de Poseidon aparece sobre um fantástico monstro que é rastreado a EA e chamado Makara na Índia. O Makara, cujo nome significa monstro do mar, é apresentado de diferentes maneiras. Suas caraterísticas geralmente incluem aquelas de um crocodilo, um elefante, um pássaro, uma cobra ou um peixe. Esta criatura parece derivar do mítico grande criador similar ao dragão conhecido como ‘UR’ pelas cosmologia Mandeana. Ur, significa ‘luz’, o que combina com EA , construiu a Sagrada Casa que se tornou Ur Salam, que é Jerusalém. O nome Makara é um jogo de palavras para Fazer. O ‘Fazedor’, temos visto, é um modo de definir Tula. Deus, o ‘Fazedor’ é chamado a Palavra. Como notado anteriormente, a palavra ‘Palavra’ contém os elementos de W, serpente, or, a luz; d, a porta. “Serpente, porta da luz de Tula” é uma excelente definição de Makara, e a serpente flutuando no pilar  no hieróglifo de Osiris.

O Templo de Salomão, a Casa Sagrada de Deus, construida no topo do Monte Moriah [Meru] em Jerusálem sob a dieção do rei fenício de Tiro [ Terror] foi construído sem o uso de instrumentos de ferro. Ao invés, um verme verde chamado Shamir foi usado para cortar as pedras. Estou cativado pelo modo como shamrakh e shamir ou shamir-ok de assemelham tam estreitamente. Salomão dispendeu um grande esforço para obter o shamir, até mesmo contactando demônios. Também criou no crepúsculo da vespéra de Sabbath dos Seis dias e Criação, estes seres tinham algum relacionamento com o shamir (brilho ou shem-mer) e outros fenômenos sobrenaturais criados neste crepúsculo excepcional. O Midrash relata que Salomão consultou o  maligno rei caído dos demonios, Asmodeus, que não tinha o shamir mas sabia muito de interesse sobre ele. Isto não deve ser surpresa. Um outro de seus nomes é Phanes. Os conselheiros disseram a Salomão sobre uma montanha onde morava Asmodeus. Neste montanha havia um poço do qual Asmodeus diariamente retirava sua água de beber. Ele o fechava depois de cada uso com uma grande pedra e o lacrava antes de viajar para o céu para onde ele ia a cada dia para participar ns discusssões da academia celestial.  A cada dia ele voltava a Terra para participar, invisivelmente, no discurso das casas terrenas de aprendizado. Salomão enviou seu melhor auxiliar para capturar e levar Asmodeus a Jerusalém. Depois de vários dias de espera, Asmodeus foi levado diante do rei sábio. Ele disse a Salomão que desde os dias de Moisés [ que havia empregado o shamir enquanto escrevia as tábuas na pedra], o verme tinha sido confiado ao cuidado de um anjo [ ou Príncipe] do Mar [Atlântida, Posseidon ou EA] que o tem deixado a cargo da ave poupa [ ou esécie de galinhola]. A espécie de galinhola que prometeu guarda-lo com a própria vida; or eons e ela o tem com ela por todos os tempos, segura na Jardim do Eden.

Algumas vezes quando a poupa voou pela Terra, ela manteve o poderoso verme agarrado em seu bico, partindo com ele somente para abrir rochas nas montanhas desoladas, que ela pode semea-las e fazer com que a vegetação  floresça e forneça alimento a ela. O ajudante de Salomão estabeleceu o encontrar e teve suvcesso em entrega-lo seguramente ao Rei Salomão. Com a ajuda do miraculoso verme verde, o sábio rei construiu o Templo; entretanto nesme mesmo dia o shamir desapareceu e ninguém sabe onde o encontrar. [ Contudo uma criatura combinada a esta descrião foi vista no Tennessee em 1996. para mais veja o meu artigo ‘Christ’s Cosmic Wormhole.’] O nome Asmodeus é  sh-m-d, destruir. As letras ‘d’ e ‘t’ são intercambiáveis. Isto significa que o nome Asmodeus, soletrado sh-m-t pode tervindo da mesma raiz de SHMT, o nome do laboratório genético de EA, o BIT.SHMTI, ‘a casa onde o vento ou espiral [serpente ou alma] da vida foi inalado’. Fazendo a combinação mitológica onde Asmodeus é igual a Phanes, que é igual a EA, somos forçados a concluir que Asmodeus e EA são o mesmo. Este ‘verme’ ou alma estava no comando do Rei de Tiro, que construiu o Templo de Salomão. Aqui, os alinhamos com a tradição suméria e Mandeana que diz que UR, a Grande Serpente de Luz EA, juntamente com os Brilhantes, construíram a Casa Sagrada em Jerusalém. Esta sepente soa como o shamir e o Makara. Este alinhamento identifica EA como o Rei de Tiro ou Terror. A montanha que Asmodeus amava parece ser a Montanha Serpente no centro de Tula. Como nota Sitchin, a plataforma sobre a qual foi construído o Templo de Salomão era de pedras maciças. Estas pedras foram descobertas em 1996, quando a limpeza de séculos de entulho revelou a surpreendente descoberta no Monte do Templo. Alguém por meio desconhecido tiha colocado neste ponto três gigantescos blocos de pedra. Um tem 42 pés de comprimento, outro 40 pés e o terceiro 25 pés. O maior dos três pesa incríveis 1.200.000 libras, ou aprximadamente 600 toneladas! As duas pedras menores pesam 570 e 355 toneladas cada. Até mesmo hoje não temos gindastes capazes de mover tais blocos maciços. Ainda que em tempos antigos alguém cortou estes blocos em uma pedreira que os arqueologistas dizem ficar a três milhas de distância. Entãos eles cortaram, levaram e colocaram estas pedras no lugar. Estas pedras foram cortadas pelo shamir? Somente outros dois de tais blocos no mundo combinam com este tipo. Um é a  plataforma megalítica de 12,5 acres sobre a qual fica o complexo da Grande Pirâmide [ Complexo de Rostau] no Egito. A outra é o bloco maciço do Templo de Baal em Baalbek, no Líbano que apresenta blocos de 1.000 toneladas! Uma das pedras de Baalbek tem 60 pés de comprimento e 12 pés de espessura e está colocada em uma parede ao menos a 20 pés do solo. Interessanetmenet, o Salmo 29 lista o Líbano [ Baalbek?] como um dos quatro lugares onde ‘a voz de Deus’ foi ouvida. Já que esta ‘voz’ é ouvida através da Arca da Aliança, para mim isto infere que havia mais de uma cópia da Arca da Aliança, ou que ela ‘flutua’ de lugar em lugar. Baalbek foi originalmente chamada Heliopolis, a Cidade do Sol e rea a cidade irmã de Heliopolis no Egito. Heliopolis era o lar de shem. Aeu simbolo era o the, que é o mesmo símboo para Tiro. As histórias locais contam que Adão e seu filho Caim [ cujo nome significa ‘trabalhador de metal’] construiram este templo em cooperação com os Gigantes [ os Brilhantes ou Terrores]. O trabalhador de metal cchamado Caim [ um o ken] era o primogenito de Eva, gerado pela serpente e não por Adão, segundo a tradição rabínica.

Sitchin afirma que foram os Brilhantes que construiram os blocos originais do complexo de Balbek, Heliopolis, da Grande Pirâmide e o bloco original do Templo de Salomão. Em seus trabalhos ele deixa pouco espaço para dúvidas que isto que eles construiram também eram plataformas. Por agora, é esperado que o leitor tenha apreciado a interligação das religiões iniciais. Além de EA, o elo de ligação é a palavra shem que aparece como a palavra suméria para torre ou uma nave foguete, shamir ou shem-mer. o nome do verme verde.  Asmodeus ou Ashem-odeus, o nome do demonio que tiha este verme, e sham-rock, shamir-ock ou shem-rock, o símbolo de Poseideon/Atlântida. Um ourto grupo que manteve o trevo [shamrock] foi o dos Cátaros. Em suas secretas marcas d’água um touro é visto com a serpente de Asclepius ao redor de uma cruz ou Árvore da Vida. Da boca da serpenet emerge três círculos reunidos, o trevo.

No Egito o touro sagrado (Ax, ‘luz’) era conhecido como APIS, i.e. OPIS, o Olho de Luz. Opis significa ‘serpente’. Skope, a palavra alemã para poeta, significa “talentosa serpente de luz’. O latim para carneiro é ovis, e para navio, navis, avis ou ofis, ou serpente. Todas estas conexões nos levam de volta a Arca de Cristo como  o Pilar que contém a serpente que abre o buraco de minhoca.

APIS era o touro sagrado [ revelando o intercâmbio entre “serpente, opis, e touro), e o touro era o símbolo primário de Poseidon. Notavelmente o trevo é encontrado no símbolo do quinto elemento, Madeira [a Palavra], também conhecido como quinta essência. Esta definição da Palavra ilumina dois elemetos chaves da mitologia de Jesus: Jesus o carpinteiro ou trabalhador da madeira, e Jesus o sábio ou talentosa serpente, o on dos gnósticos alemães apresentado flutuando emum pilar thaler. Ele é o marinheiro ou thaler na ‘linguagem gay’, a linguagem associada aos homossexuais ou gays. Fulcanelli chama a Linguagem das Aves de linguagem gay. ‘Foi o conhecimento desta linguagem que Jesus revelou aos apóstolos, ao enviar a eles seu espírito, o Espírito Santo’, escreve Fulcanelli. É a linguagem que revela os mistérios. Os antigos incas a chamavam de linguagem da côrte, porque ela era usada por diplomatas [ e presidentes?] “Para eles ela era a chave da dupla ciência”. Na Idade Média ela era chamada Ciência Gay. O uso do Presidente George W. Bush do termo ‘anjo no rodamoinho’ é um exemplo clássico do duplo significado que carateriza esta linguagem. A Mitologia registra que Tire-sias conhecia a Linguagem das Aves, que Minerva, a deusa da sabedoria,revelou a ele. Ele a partilhou, nota Fulcanelli, com Tales de Mileto, o desenvolvedor da teoria da água como primeiro   arche e Appolonius de Tyana, que é poderosamente ligado a Cristo. Esta é uma  conexão crucial. Makara é a proa, o veículo do crocodilo, o vaso [ arche, arca Portal do Ceu] de  Varuna e Kamadeva, o deus hindu do amor. A iconografia indu o mostra como um homem branco, vestido em uma armadura de ouro, montado em um monstro do mar, o Makara. Em outras palavras, ele é a serpente flutuante. Mais cedo eu notei que a mitologia de Maria, a mãe de Jesus a aliha com as sacerdotisas de Mer ou Tiamat, que deram nascimento à Terra. Para os aztecas o crocodilo deu nascimeto à Terra. Em um dos manuscritos de Chilam Balam, ‘o Crocodilo da Casa das Águas que Correm’ é um dos nomes dados ao dragão celestial. Na Linguagem das Aves Maria ou Mare [ Tiamat] e o dragão crocodilo são intercambiáveis. A palavra crocodilo se resolve em cr ou kr, o Criador do Grande Fogo, oc de luz, di, luz, el ou le dedeuses; isto é, A Grande Luz dos Deuses. Este é EA.

Deste modo o crocodilo toma o papel de intermediário entre a Terra e o Céu. Por esta razão ele é a ponte ou é associado ao arco-iris, o arco de luz ou ‘ponte das almas’ usada pelos deuses e heróis quando eles viajam entre a Terra e o Outro Mundo. Como o arco-iris tem sete cores, assim Makara tem cino ministros, com o quinto tendo dois nomes sagrados, para um total de sete. Poeticamente falando, Makara é a ‘Mãe Arca” que deixa pouca a supor porque, no Velho Testamento Makara o crocodilo aparece sob o disfarce do Leviatã, e é como a Serpente Cósmica, Tiamat. Associado com Makara e o trevo desde o início está o símbolo de um ‘cacho de uvas’, que foi encontrado nos Makaras. Estas uvas são as mesmas que Josué roubou dos Brilhantes. Uma forma relacionada é o triângulo de três pontas, o trevo e o símbolo para o quinto elemento., a Madeira [ a Palavra], também conhecida como quinta essência. Eles são as Três Jóias do Budismo, e podem ser os três sábios judeus do Templo de Salomão  que arrancaram a imagem de Ouro de Nabudoconosor. Também, elas são o  caput mortum, o cranio, a cabeça do morto, o ponto inicial do trabalho alquímico da cabeça tranasformando um humano [ o impuro metal base´ ]no puro ouro ou Fazer Ouro. É também conhecido como Pacto de Paz Roerich assinado segundo o nome de seu criador, Nicholas Roerich, que buscava os segredos de Cristo em beneficio de Franklin Delano Roosevelt. Roerich tinha originalmente visto o sinal gravado nas rochas na Mongólia. Ese verme verde shamir é o mesmo da serpente verde de cura levantada por Moisés? Quando Moisés levantou esta serpente ele estava levantando o Makara, o ‘Fazedor’? A essência cósmica se emanou? Ele se banhou ou bahir em seu conhecimento enevoado? Se a minha interpretação deste simbolismo está acurada, isto explica porque os faraós eram ungidos com a gordura do crocodilo sagrado, que era chamada Messeh. Os egípcios adotaram esta tradição dos sumérios que ungiam seus reis com a gordura do Mus-hus, um  gigantesco quadrúpede  serpentino. É das palavras Messeh e Mus-hus que os hebreus derivaram MSSH – a derivação que, com as vogais acrescentadas, formaram o verbo mashiach (ungir)e o nome Messias (Meschiach), que significa “o Ungido”, isto é Cristo [ do grego Kristos]. Este Cristo é o segredo buscado por Franklin Delano Roosevelt. É o segredo dos buracos de minhocas; o segredo da vida eterna.

A jornada azteca do pós vida, através do buraco de minhoca para as estrelas. É o túnel brilhante da Experiência de Quase Morte? Como tenhno concluído, podemos casualmente entrar em uma destas portas de água ou ‘portas de luz de sabedoria’. Um imenso treinamento mental, físico, emoional e psiquico foi realizado em preparação para este excursão. O resultado foi a tranformação do humano em um ‘sacer’ ou Talentoso [ um pensamento perturbador para ENLIL], ou um Brilhante. Um grupo de sacerdotes que sabia muito sobre esta transformação era o dos Jainistas. O termo Makara aparece na religião hindu do Jainismo. Os Jainistas sao os preservadores da primordial tradição oral. O conteúdo destes textos grandemente tem sido perdido, contudo os fragmentos que sobrevivem lidam com idéias fenomenais incluindo: como se pode viajar para terras distantes usando meios mágicos, como se pode realizar milagres, como se pode transformar plantas e animais [genética?] e como alguém pode voar no ar. Segundo o eninamento do  Jainismo, a era na qual vivemos representa o início de uma nova idade. Os profetas, os tirthamkaras, a apresentarão. Aqui está a nossa conexão com Makara. Tirtha significa ‘lugares secretos’. Mkares é obviamente Makara. A palavra tirthamkara é também tir, terror, tha, makara. Tirthas pode portanto ser os lugares secretos do terror ou, talvez, o terrível lugar de Makara. Esta especulação vem do livro do Geneses. Depois de sua jornada na escada para o Céu, Jacó exclamou: “Terrível é este lugar. Este não é nenhum outro do que o Portal para Deus e este é a Arca ou Portal do Ceu’. O fundador do Jainismo [ VI século AC] foi Jina, também chamado Mahavira (Grande Herói), que era visto por seus seguidores como o último dos muitos tirthamkaras (‘fazedores do vau’ ou ‘encontradores de pontes’) cujo exemplo, se seguido,  podia levar a libertação da roda do renascimento em uma só vida. Na Índia Bir [ o Bahir judeu] significa “Vir’ e ‘vira’, significando vento. Este prefixo aparece em nomes tais como Virachoca, o Deus Branco. Vira também aparece no nome de Varuna ou Viruna, o deus retratado no disco voador. Esta Ponte de Almas como o Makara é conhecido é a Arca de Cristo. Afirmando ao mundo ser em forma de disco e eterno, o sagrado Monte Meru em seu centro; Jina realizou os milagres usuais. Ele andou sobre a água, curou os doentes, transformou a água erm vinho, exorcisou demonios, fez o cego ver etc. Neste gravação Jainista o 24o. tirthamkara é venerado em uma procissão. Acima flutuam naves aéreas. Em frente est´um pilar em uma carruagem.

Do tempo de Alexandre o Grande, os monges jainistas viajavam para o ocidente para impressionar e influenciar os persas, os essênios judeus, e mais tarde os cristãos iniciais. Esta influência é revelada no nome Jain ou Jen. A palavra sânscrita para Gnose ou sabedoria é Jnana, que com a adição de um ‘ai’ se torna Jain, e com um ‘o’ se torna Jon-ana. Isto dá uma poderosa pista para todos os misteriosos ‘Joões’, incluindo os seguidores de João Batista, entre cujas fileiras Jesus recrutou seus primeiros discípulos, incluindo o ‘discípulo amado’ João, o discípulo que era mais próximo ao coração de Cristo, sobre o qual inclinou-se Jesus na última Ceia, e que nunca conheceu a morte. Cristo foi dito ter dado uma iniciação secreta a este João, cujo nome iniciático era Lázaro. Ele trouxe o Santo Gral a sala superior da última ceia. Mais tarde um outro João, chamado Divino, andou nas salas de cristal da côrte de Cristo e se tornou conhecido como João o Revelador.

Para o maia Gen ou G, significa galáxia. Gen significa amor na China. A definição de Gen para Webster é ‘nascer, tornar-se’. Virgem, , Vira-gen ou Vira-Jain tudo significa fogo ou luz do amor. Jen, etmologicamente, é uma combinação para ‘ser humano’ e para ‘dois’. É variadamente traduzido como bondade, benevolência e amor. [ Gen significa amor em maia]. Jen, nota Huston Smith, era a virtude das virtudes no camiho de vida de Confucius. Era sublime, até mesmo transcendental, a perfeição que ele confessou que nunca havia plenamente encarnado.     Jen envolve uma apresentação das capacidades humanas em  seu máximo. Estas capacidades, temos visto, eram chamadas  siddhes. ‘é  uma virtude tão exaltada, escreve Smith, que alguém não pode senão sr cuidadoso ao falar dela. Para o nobre é mais preciosa do que a própria vida. A pessoa de Jen é o caráter máximo: magnanima, altruista, empática, grande de coração.

CONCLUSÃO

Poseidon (o Netuno romano) é o hindu Ida-spati, que significa ‘mestre das águas’ e é idêntico a Narayana e Vishnu, que, como Poseidon morava acima e não sob as águas, e encontrou sua morada na Montanha Sagrada, Meru. Este era o nome para a montanha central da Atlântida. EA é também considerado a personificação do espírito e raça dos Atlantes, bem como da raça de gigantes, a prole dos Filhos de Deus que tomou por esposas as filhas dos homens que eram belas, e cujo equívoco da humanidade foi a causa do Dilúvio. Algumas detas proles – como os Ofitas – são descritos como tomando a forma de gigantes, dragões, e monstros do mar [ makaras], enquanto que outros são ditos terem nascido de aparência normal humana, com a exceção de sua brilhante pele branca e seus períodos de vida extremamente longos. Esta é a linhagem que nos trouxe Noé, Abraão, Isaac, Jacó, Josué, Rei David, Salomão, Jesus e muitos outros, em outras palavras, a linhagem sanguínea do Gral. Ahistória conta que estes seres ensinaram a humanidade os segredos deles, inclusive os supramencionados siddhes, bm como uma doutrina espiritual secreta que apenas certos humanos eleitos [aqueles que ibtiveram o Sangue de Cristo] seria permitido posssuir. Eles criaram escolas e sociedades secretas, identificadas pela cruz do Planeta X, para transmitir sua doutrina através das idades.

Rão bizarra quanto parecem, um surpreendente número de antigas representações apreentam o Deus-criador omo uma serpente/dragão ereto com um pilar como um tronco. Estas representações são vívidas e cativantes, mas vazias de significado para a maioria dos academicos. a minha opinião elas estão representando estes salvadores como buracos de minhoca. Os Titãs, os governantes da Atlântida, eram representados como meio-humanos, meio-serpente.

Chnoubis de Amanhecer’ (i.e. a Estrela da Manhã), que era ‘O Espírito de Todo Conhecimento’. O nome dele é Nous ou Chnoubis. A ‘serpente’ Chnoubis, como a serpente abrasadora levantada por Moisés, era vista como um deus de cura, e renovador da vida. Esta imagem provavelmente foi tomada emprestada dos sumérios, que ligavam esta figura com EA e Asclepius. Em sua obra, ‘ Secret Teachings of All the Ages’, Manly P. Hall nota que: ‘Para os Gnósticoa, o Cristo era a personificação de Nous, a Mente Divina’. Posteriormente, segundo os Gnósticos, Cristo emanou-se de um reino superior ou hiper espiritual. Ele desceu para o corpo de Jesus no batismo e o deixou novamente durante ou antes da Crucificação. No início da era cristã, os seguidores gnósticos de Cristo representavam o Salvador como  Peratae, ou Peraticos, chamavam Chnoubis pelo nome Chorzar. Eles afirmavam que era uma forma de Kore, que estava entre os nomes mais iniciais do espírito feminino no universo. A palavra ‘kore’ é o mesmo que núcleo, como no núcleo de nossa galáxia. Os Peretae [ pere é o velho alemão para urso] funcionavam como uma sociedade secreta em colaboração com um grupo chamado os Carpocratianos, que fizeram uso de muitas práticas herdadas do culto de Isis, que era chamada  Stella Peratis. Juntos, eles preservavam e praticavam os mistérios míticos do mundo antigo. Os Peraticoa acreditavam que a salvação era apenas possível para aqueles que fossem capazes de atravessar da esfera a criação, que chamo de Esfera da Alma e fatalidade e alcançar o ‘outro lado’ [Peratos], daí o nome  Peratae, então transcender a própria morte. Um nome persa para os espóritos radiantes e alados é peri ou pari. A casa dospari rao Paraíso, a Brilhante Luz de Per. Para ‘chegrar ao outro lado os Peraticos e Carpocratianos tiravam inspiração de duas fontes primárias. Primeiro, os Peratae estudavam nossa anatomia mística. Eles recuperavam s antigos ensinamentos orientais e egipcios a respeito do interrelacionamento místico entre as diferentes partes do corpo humano e os corpos celestiais [ osto é, estrelas e planetas]. Eles especulavam sobre a natureza do cérebro humano bem como os centros de energia dentro do corpo. Como explorei em meu livro ‘God Making’, a região do plexus solar do corpo corresponde a Arca da Aliança. O processo de transformação alquimica ocorre no andomen inferior. Em grego, o Vaso Filosófico é chamado ‘krater’. Krater ou taça contem a palavra arca. Para elevar a vibração do corpo ou Chave da Vida dentro eles divisaram métodos especiais tais como o controle do ritmo da respiração [ uma concordâncias com aspráticas Tantricas do Yoga], o canto de sílabas místicas, e por último, e mais importante, a retirada e redirecionamento da energia sexual. A segunda fonte de inspiração era  Carpocrates, um alexandrino do segundo século, que afirmava a posse de um ensinamento secreto de Jesus encontrado intacto em um documento chamado o Evangelho Secreto Segundo Marcos, ou M-Arca em nossos termos. Este evangelho aecreto incluia uma alusão a ressurreição de Lázaro como sendo uma iniciação do apóstolo João pelo próprio Jesus. Uma cópia parcial deste documento notável apareceu na primavera de 1958 quando  Morton Smith, então um estudante graduado de teologia da Universidade de Columbia, estava catalogando manuscritos mantifos na biblioteca do monastério  Mar Saba, localizado a doze milhas ao sul de Jerusalém.

Entre os manuscritos Smith encontrou uma carta de Clemente de Alexandria, um Pai da Igreja do segundo século, pra Teodoro, congratulando-o pelo sucesso em suas disputas com os Carpocratianos. Estes hereges gnósticos aparentemente estavam em conflito com Teodoro. A carta se referia ao Evangelho de Marcos. Clemente responde a Teodoro recontando uma história sobreo livro de Marcos. Depois da morte de Pedro, Marcos trouxe seu evangelho original à Alexandria, Egito e escreveu ‘um evangelho mais espiritual para o uso daqueles que estavam sendo aperfeiçoados’ . Clemente diz que este texto é mantido pela igreja alexandrina para uso apenasna iniciação nos ‘grandes mistérios’. Contudo, Carpocrates, pr algum meio mágico não identificado, obteve uma cópia e a adaptou para seus próprios fins. Clemente exige quew Teodoro não dê atenção a esta versão herética do Evangelho de Marcos. Na opinião de Smith o Jesus histórico era um mágico, ele apresenta evidência suprimida que sustenta esta opinião. Em seu útimo livro, ‘Jesus the Magician’, ele apresenta a evidência suprimida que sustenta esta opinião. Na minha opinião não há evidência mais clara do que a arte inicial cristã retratando Jesus da exata maneira de Thoth, o mágico egício e fundador da alquimia.

Os gnósticos eram amanets dos jogos de palavras. Tome Nazareno, um título aplicado a Jesus, por exemplo. Tem sido pensao referir-se a Nazaré, a cidade onde Jesus é alegado ter vivido. Belém, Nazaré e Galiléia todos afirmam ser o lar de Jesus. Os eruditos agora declaram, contudo, que a cidade de Nazaré não existiu ao tempo de Jesus. Portanto, Nazareno deve se referir a algo mais. As palavras Naaseni e Nazareno são acreditadas por alguns terem se originado de nazar, que significa ‘guardar’, ‘manter’, ‘proteger’ e de naasou nahash, o hebraio para serpente.O historiador Michael Grant interpreta Nazoraios como ‘guardião’ e diz que isto vem da raiz ‘netser’ que significa ramo. Jesus era conhecido como do ramo de David, o Messias tão esperado. Grant identifica Jesus como um membro de uma exclusiva seita religfiosa de reis-sacerdotes que guardavam ou ‘vigiavam’ os segredos da antiga ciência da salvação e iluminação. Este grupo herdou este papel do Egito e do antigo Neter [também querendo dizer nuter ou Nu], significando ‘aquele que observa’. Isto também se refere aquele que navega com EA, o povo. Neter eram os seres-deuses msculinos do Egito. Nu-trit, ‘a que nutre’ era o feminino de Neter. Budge nota que Neter foi um termo usado para denotar uma qualidade de alma. Como ele é mencionado em oposição ao morto, ele diz, parece se referir a uma alma viva e forte. No ‘Livro dos Mortos’ neter é mencionado em conexão com a existência eterna e a auto-produção, que Budge liga ao poder de ‘renovar a vida indefinidamente’. Em outras palavras, ele diz, neter parece se referir a um ser que tem o oder de gerar vida. A palavra neter passou diretamente à linguagem copta como nouti e noute, ambos os termos significando Deus e Senhor. Ambos os termos eram aplicados a Jesus. O conhecimento secreto, proponho que Jesus possuia e protegia eram os segredos nucleares da transformação do DNA humano- o fluidor das almas ou – em um neter [Brilhante] preparatório para navegar a terra do Neter-Neter, o lar dos deuses via a Arca de Cristo. Este conecimento veio de EA. Estes termos se alinham com a tese que o Senhor Melquisedeque [EA] iniciou uma linhagem sanguínea do Gral para preservar os segredos da iluminação. Para acessar estes segredos, que são simbolizados pelo H, tem que nascer na linhagem sanguínea ou transformar o ritmo ou vibraçao do sangue para que este se combine com aquele de Neter. Em outras palavras eles tinham que adquirir seu H. Este era o símbolo para a escada  que leva à Arca de Cristo. Além de EA e Jesus, vários outros deuses salvadores foram apresentados como meio-humaos e meio-serpentes, incluindo o romano Júpiter, o egípcio Amon, Buda e Quetzalcoatl. A razão para estes salvadores serem apresentados como serpentinos parece ser porcausa que eles realmente sejam buracos de minhoca. Estes deuses são passagens interestelares criadas pelos Brilhantes e usadas para a alma voltar para ‘casa’. Esta passagem não é feita na forma humana. Ela é feita no véuculo Merkaba, a Arca de Cristo, o veiculo no qual a alma viaja o arco para a terra do Amor, que Jesus chamava AMOR, lar para Tula. Isto pode ser o porque muitos deuses em rodas voadoras eram apresentados com arcos em suas mãos. Este deus pode ser um arqueiro. OU, ele pode ser uma arca ou construtor de ponte, um bio engenheiro.

Embora esta conclusão seja puramente especulativa, acrdito, ela fornece uma explicação razoável para a representação destes salvadores.

Um ‘ladrilho’ ou Pedra de Luz chamada keramion foi reputadamente descoberta ao longo do Sudário de Edessa tendo a mesma face como na roupa. Durante a mesma expedição que encontrou a Pedra de Roseta, um membro do exército de Napoleão encontrou a pedra mostrada aqui em 1798 no Egito cem anos antes da primeira fotografia do Sudário em 1898. Esta face tem ums desconcertante semelhança com a face do Sudário de Turim. É Jesus? Se é,  o Sudário de Turim não é a única representação dele.

Claramente, a idéia de EA, Cristo ou Buda ou Krisna como um buraco de minhoca cósmico é uma idéia revolucionária. Como o cristão típico reagiria se um buraco de minhoca abrissse com a face de Cristo dentro dele? Eles toamriam uma carona em seu cavalo branco? Se um tal buraco de minhoca se abrisse levaria a uma ridícula transformação de nossa sociedade? Nosso mundo, como dizem os maias, renasceria. Realmenet, ele seria irreconhecível. A primeira Renascença ocorreu em parte por causa da redescoberta dos trabalhos de Hermes, o guardião dos segredos de X. Parece razoável concluir que o cumprimento da profecia mais da abertura de um buraco de minhoca levaria a uma nova Renascença. Neste último livro, Apocalipse,  D.H. Lawrence ressalta uma peça muito antiga de sabedoria que sempre será verdade. O que era bom no início de uma era se torna uma potência do mal no fim. O buraco de minhoca, a boa serpente no início da história humana, se torna má serpente da era cristã. Durate esta mudança de era, diz a profecia cristã, a serpente mais uma vez deve ser levantada. Como observa Lawrence, o dragão vermelho da Revelação é o dragão que deve ser morto. O novo dragão é verde ou dourado, verde como aquela luz do amanhecer esverdeada que é a quintessência de tudo novo e a luz que dá vida. João o Revelador relembra sobre isto quando ele faz a face de Cristo verde como esmeralda. “Este brilho verde’, diz Lawrence, é o próprio dragão, na medida em que ele se move envolvendo e se retorcendo no cosmos. É o poder do burco de minhoca espiralando pelo espaço e espiralando ao longo da espinha de cada umano na Terra. Se vamos permitir, isto nos levará ao reino dos Brilhantes.

Anúncios
Published in: on junho 12, 2009 at 12:31 pm  Comments (3)  
Tags: , ,

Sangue Sagrado, Santo Gral

Sangue Sagrado, Santo Gral

de Michael Baigent, Richard Leigh and Henry Lincoln

– Introdução

Em 1969, em rota para um feriado de verão em Cevenes, fiz a compra casual de uma brochura. “O Tesouro Maldito” de Gerard de Sede era uma história de mistério leve, uma mistura entretetenedora de um fato histórico, mistério genuíno e conjecturas. Ele poderia ter permanecido consignado ao esquecimento pós feriado de tudo de tal leitura se eu não tivesse tropeçado em uma curiosa e evidente omissão em suas páginas. O “tesouro maldito’ do título tinha aparentemente sido encontrado na década de 1890 por um sacerdote de vila pela decifração de certos documentos crípticos desenterrados em sua igreja. Embora os propostos textos de dois desses documentos fossem reproduzidos, as “mensagens secretas’ ditas estarem codificadas dentro dele não estavam lá. A implicação era que as mensagens decifradas novamente haviam sido perdidas. E ainda que, como descobri, uma história cursória dos documentos reproduzidos no livro revele ao menos uma mensagem escondida. Certamente o autor a havia encontrado. Ao trabalhar em seu livro ele deve ter dado aos documentos muito mais que uma atenção superficial. Ele estava ligado portanto a ter encontrado o que eu havia encontrado. Sobretudo, a mensagem era exatamente o tipo de fragmento titilante de prova que ajuda a vender uma brochura popular. Porque Sede não havia publicado isso? Durante os meses seguintes a estranheza da história e a possibilidade de descobertas posteriores me dirigiu de volta a isso de tempos em tempos. O apelo era aquele de muito mais do que um enigma de palavras cruzadas geralmente intrigante que acrescentou curiosidade ao silêncio de Sede. Como eu me peguei tantalizando novas olhadas das camadas de significado enterrado dentro do texto dos documentos, comecei a desejar que eu pudesse devotar mais ao mistério de Rennes-Le-Chateaux do que meros momentos roubados de minha vida de trabalho como escritor para televisão. E então, no outono de 1970, eu apresentei a história como um possível assunto para documentário ao falecido Paul Johnstone, produtor executivo da série arqueológica e histórica da BBC chamada ‘Chronicle’.

Paul viu as possiblidade e eu fui despachado para França para falar com Sede e explorar as perspectivas de um filme curto. Durante a semana de natal de 1970 encontrei-me com Sede em Paris. Naquele primeiro encontro, fiz a pergunta que havia me intrigado por mais de um ano: “Porque você não publicou a mensagem oculta nos pergaminhos?’ Sua resposta me deixou perplexo: “Que Mensagem?”

Me pareceu inconcebível que ele estivesse inconsciente desta mensagem elementar. Porque ele estava se evadindo de mim? Repentinamente me descobri relutante em revelar exatamente o que eu havia encontrado. Continuamos em um elíptico esgrima verbal por uns poucos minutos. Então tornou-se aparente que ambos estávamos cientes da mensagem. Repeti minha pergunta: “Porque você não publicou isso?” Desta vez a resposta de Sede foi calculada. ‘Porque pensamos ser de interesse que alguém como você o descobrisse por si só”. Esta resposta, tão críptica quanto os misteriosos documentos do sacerdote, foi a primeira pista clara que o mistério de Rennes-Le-Chateaux viria a se provar muito mais do que uma simples história de um tesouro perdido. Com meu diretor, Andrew Maxwell-Hyslop, comecei a preparar o filme de Chronicle na primavera de 1971. Ele foi planejado como um simples item de vinte minutos para um programa de revista. Mas na medida em que trabalhávamos, de Sede começou a nos alimentar com posteriores fragmentos de informação. Primeiro veio o texto completo de uma maior mensagem codificada, que falava dos Pintores Poussin e Teniers. Isto era fascinante. A cifra era inacreditavelmente complexa. Nos foi dito que ela havia sido quebrada por especialistas do Departamento de Códigos do Exército Francês, usando computadores. Como eu estudei as convoluções do código, eu me tornei convencido que esta explicação era, para dizer o mínimo, suspeita. Conferi com especialistas em códigos da Inteligência Britânica. Eles concordaram comigo. A cifra não apresenta um problema válido para o computador. O código era inquebrável. Alguém, em algum lugar, deve ter a chave. E então de Sede deixou cair sua segunda bomba. Uma tumba se assemelhando aquela da famosa pintura de Poussin, ‘Os Pastores da Arcadia”,  tinha sido encontrada. Ele enviaria detalhes tão logo ele os tivesse. Alguns dias depois as fotografias chegaram, e estava claro que o nosso filme curto sobre um pequeno mistério local tinha começado a assumir inesperadas dimensões. Paul decidiu abandonar isso e nos envolveu em um filme completo e longo para Chronicle.

Agora haveria mais tempo para explorar a história. E a transmissão foi adiada para a primavera do ano seguinte. “o Tesouro Perdido de Jerusalém?” foi ao ar em fevereiro de 1972 e provocou uma reação muito forte. Eu sabia que havia encontrado um assunto de grande interesse não meramente para mim, mas para um grande público espectador. A pesquisa posterior não seria para auto-indulgência. Por abril de 1974 eu tinha uma massa de novo material e Paul designou Roy Davies para produzir meu segundo filme para Chronicle, ‘O Sacerdote, o Pintor e o Diabo”.  Novamente a reação do público provou o quanto a história tinha tomado a imaginação pública. Mas por agora ela havia crescido tão complexa, tão longe alcançando suas ramificações, havia caminhos demais diferentes a seguir em suas ramificações, que eu sabia que a pesquisa detalhada estava rapidamente excedendo as capacidadades de uma só pessoa. Quanto mais eu seguia uma linha de investigação, mas eu me tornava consciente da massa de material que estava sendo negligenciada. Esta era uma conjuntura amedrontadora que o acaso, que primeiramente havia lançado a história tão casualmente em meu colo, agora fazia certo que o trabalho não se tornaria atrasado.

Em 1975, em uma escola de verão onde ambos palestrávamos sobre aspectos da literatura, eu tive a boa sorte de me encontrar com Richard Leigh. Richard é um novelista e escritor de histórias curtas graduado e com pós graduação em Literatura Comparativa e um profundo conhecimento de história, filosofia, psicologia e esotérico. Ele tinha estado trabalhando por alguns anos como palestrante na universidade nos Estados Unidos, Canadá e Bretanha.  Entre nossas conversas na escola de verão passamos muitas horas discutindo assuntos de interesse mútuo. Mencionei os Cavaleiros Templários, que assumiram um importante papel no fundo do mistério de Rennes-Le-Chateau. Para minha delícia, descobri que esta Ordem sombria de monges medievais guerreiros já havia despertado o profundo interesse de Richard e ele havia feito uma pesquisa considerável da história deles. Em uma tacada, meses de trabalho que eu tinha visto estendendo-se adiante de mim se tornaram desnecessários. Richard podia responder a maioria das minhas questões, e estava tão intrigado quanto eu por algumas anomalias aparentes que eu havia desenterrado. Mais importantemente, ele também sentiu a importância do inteiro projeto de pesquisa no qual eu havia embarcado. Ele se ofereceu para me ajudar com o aspecto envolvendo os Templários. E ele trouxe Michael Baigent, um graduado em psicologia que recentemente havia abandonado uma carreira bem sucedida em foto-jornalismo para devotar seu tempo a pesquisar os Templários para um projeto de filme que ele tinha em mente. Tivesse eu buscado por eles, não poderia ter encontrado dois parceiros mais qualificados e mais análogos com os quais formar uma equipe. Depois de anos de trabalho solitário, o impeto trazido ao projeto por dois cérebros frescos era revigorante. O primeiro resultado tangível de nossa colaboração foi o terceiro filme de Chronicle sobre Rennes-Le-Chateau, ‘A Sombra dos Templários” que foi produzido por Roy Davies em 1979. O trabalho que fizemos sobre aquele filme por último nos deixou face a face  com as fundações subjacentes sob as quais o inteiro mistério de Rennes-Le-Chateau tinha sido construido. Mas o filme podia apenas dar pistas para o que estávamos começando a discernir. Sob a superfície estava algo mais surpreendente, mais importante e mais imediatamente relevante do que nós podiamos acreditar possível quando começamos nosso trabalho sobre o ‘intrigante pequeno mistério” de o que um sacerdote francês pode ter encontrado em uma vila da montanha. Em 1972 eu encerrei meu primeiro filme com as palavras “Algo extraordinário está esperando para ser encontrado… e em um futuro não distante demais, ele será”. Este livro explica o que este algo é e o quão extraordinária a descoberta tem sido.

Um o Mistério – A Vila de Mistério

No início de nossa pesquisa não sabiamos precisamente o que estávamos procurando ou, por esta matéria, para o que estávamos olhando. Não tinhamos teorias e nem hipóteses e não haviamos estabelecido provar nada. Ao contrário, estavamos simplesmente tentando encontrar uma explicação para um curioso enigma do século XIX. As conclusões a que eventualmente chegamos não foram postuladas previamente. Fomos levados a elas, passo a passo, como se a evidência que nós acumulávamos tivesse uma mente própria, e estivesse nos dirigindo por seu próprio acordo. Acreditávamos no início de nossa pesquisa que estávamos lidando com um mistério estritamente local, um intrigante mistério certamente, mas um mistério essencialmente de menor importância, confinado a uma vila no sul da França. Acreditávamos de início que o mistério, embora ele envolvesse muitas trilhas históricas fascinantes, era primariamente de interesse academico. Acreditávamos que a nossa investigação pudesse ajudar a iluminar certos aspectos da história ocidental, mas nunca sonhamos que isso pudesse deixar como herança reescreve-la. Ainda menos sonhamos que seja o que for que descobríssemos pudesse ser de real importância contemporânea em si. Nossa busca começou  – porque ela foi de fato uma busca, com uma história mais ou menos direta. Ao primeiro olhar esta história não era marcantemente diferente de inúmeras outras “histórias de tesouro” ou “mistérios não resolvidos” que abundam na história e no folclore de quase toda região rural. Uma versão disso havia sido publicada na França, onde ela atraiu considerável interesse mas não foi ao nosso conhecimento naquele tempo concordado qualquer consequência exagerada. Como aprendemos subsequentemente, havia um número de erros nesta versão. Pelo momento, contudo, devemos recontar a história como ela foi publicada durante a década de 1960, e como primeiramente viemos a conhece-la.

Rennes-le-Chateau e Berenger Sauniere

Em 1o. de julho de 1885 a pequenina vila francesa de Rennes-le-Chateau recebeu um novo sacerdote paroquial. O nome do cura era Berenger Sauniere. Ele era um homem robusto, de feições agradáveis, enérgico e, como pareceria, altamente inteligente de 33 anos. Em uma escola de seminário não muito antes ele parecia destinado a uma promissora carreira clerical. Certamente ele parecia destinado a algo mais importante do que uma vila remota na região montanhosa oriental dos Pirineus. Ainda que em algum ponto ele pareça haver incorrido no desprazer de seus superiores. O que precisamente ele fez, se algo, permanece não esclarecido, mas logo isto reduziu todas as perspectivas de avanço. E era talvez para se livrarem dele que os seus superiores o enviaram a paróquia de Rennes-le-Chateau. Naquele tempo Rennes-le-Chateau abrigava apenas duzentas pessoas. Era um pequenino vilarejo encrustado em um escarpado topo de montanha, aproximadamente a 25 milhas de Carcassonne. Para um outro homem, o lugar poderia ter constituido um exílio e uma sentença perpétua em um remoto local atrasado provinciano, muito longe das amenidades civilizadas da idade, longe de qualquer estímulo para uma mente ávida e inquisitiva. Sem dúvida esta foi a explosão da ambição de Sauniere. Não obstante, havia certas compensações. Sauniere era um nativo da região, tendo nascido e crescido a apenas umas poucas milhas de distância, na vila de  Montazels. Fossem quais fossem suas deficiências, portanto, Rennes-le-Chateau pode ter sido muito como um lar, com todos os confortos da familiriadade da infância. Entre 1885 e 1891 a renda média de Saunier, em francos, era o equivalente a seis libras esterlinas por ano – dificilmente seria a opulência, mas muito mais do que seria de se esperar de um cura rural na França do século XIX. Junto com as gratuidades fornecidas pelos seus paroquianos, isto parece ter sido suficiente para sobrevivência, se não para qualquer extravagância. Durante estes seis anos Sauniere parecia ter levado uma vida bastante agradável e plácida. Ele caçava e pescava nas montanhas e riachos de sua infância. Ele lia vorazmente, aperfeiçoou seu latim, aprendeu grego, embarcou no estudo do hebraico. Ele empregou uma governanta e servente, uma camponesa de 18 anos chamada Marie Denarnaud, que foi sua companheira e confidente por toda vida.

Ele fazia visitas frequentes a seu amigo, o Abade Henri Boudet, o cura da vila vizinha de Rennes-le-Bains. E sob a tutela de Boudet ele imergiu na turbulenta história da região, uma história cujos residuos estavam constantemente ao redor dele. A umas poucas milhas a sudeste de Rennes-le-Chateau, por exemplo, corre um outro pico, chamado Bezu, coberto pelas ruínas de um forte medieval, que uma vez foi o preceptório dos Cavaleiros Templários. Em um terceiro pico, a aproximadamente uma milha a leste de Rennes-le-Chateau, ficam as ruínas do castelo de Blanchefort, casa ancestral de Bertrand de  Blanchefort, quarto grão mestre dos Cavaleiros Templários, que presidiu sobre a famosa ordem em meados do século XII. Rennes-le-Chateau e seus ambientes tem estado na antiga rota de romaria, que corria do Norte da Europa para Santiago de Compostela na Espanha. E a inteira região era impregnada de histórias evocativas, em eco de um passado rico, dramático e banhado em sangue. Por algum tempo Sauniere havia querido restaurar a igreja da vila de Rennes-le-Chateau. Consagrada a Madalena em 1059, este edifício dilapidado permanecia em pé sobre as fundações de uma imóvel estrutura visigoda mais antiga datando do século VI. Mas pelo final do século XIX, ela estava, não surpreendentemente, em um estado quase que de desespero absoluto. Em 1891, encorajado por seu amigo Boudet, Sauniere embarcou em uma modesta restauração, tomando emprestado uma pequena soma dos fundos da vila. No curso de suas atitudes ele removeu a pedra do altar, que repousava sobre duas arcaicas colunas visigodas. Uma destas colunas provou-se ser oca. Dentro dela, o cura encontrou quatro pergaminhos preservados em lacrados tubos de madeira. Dois destes pergaminhos são ditos terem compreendido genealogias, um datando de 1244 e o outro de 1644. Os dois documentos remasnescentes tinham aparentemente sido compostos nos anos de 1780 por um dos predecessores de Sauniere como cura de Rennes-le-Chateau, o Abade Antoine Bigou. Bigou tabém havia sido o capelão da nobre família Blanchefort que, na véspera da Revolução Francesa, ainda estava entre os proeminentes proprietários locais de terra. Os dois pergaminhos do tempo de Bigou pareceriam ser pios textos em latim, trechos do Novo Testamento. Ao menos ostensivamente. Mas em um dos pergaminhos as palavras correm incorretamente juntas, sem espaço entre elas, e um numero de letras completamente supérfluas tem sido inseridas. E no segundo pergaminho as linhas são indiscriminadamente truncadas de forma irregular, algumas vezes no meio de uma palavra enquanto certas letras estão conspicuamente elevadas acima de outras. Na realidade estes pergaminhos compreendem uma sequencia engenhosa de cifras ou códigos. Algumas delas são fantasticamente complexas e imprevisiveis, desafiando até mesmo o computador, e insolúveis sem a chave necessária.

A seguinte decifração tem aparecido nos trabalhos franceses devotados a Rennes-le-Chateau e em dois de nossos filmes sobre o assunto feitos pela BBC.

BERG ERE PAS DE TENTATION QUE POUSSIN TENIERS GAR DENT LA CLEF PAX DCLXXXI PAR LA CROIX ET CE CHEVAL DE DIEU J’ACHEVE CE DAEMON DE GARDIEN A MIDI POM MES BLEUES

(Pastores, sem tentação, que Poussin e Teniers tem a chave; paz 681. Pela cruz e este cavalo de Deus, completo ou destruo este demônio do guardião ao meio dia. Maçãs azuis)

Mas se algumas das cifras são amedrontadoras em sua complexidade, outras são patentemente, até mesmo flagrantemente, óbvias. No segundo pergaminho, por exemplo, as letras elevadas, tomadas em sequência, soletram uma mensagem coerente.

A DAGO BERT II ROI ET A SION EST CE TRES OR ET IL EST LA MORT.

(A Dagoberto II rei e ao Sião pertencem este tesouro e ele está lá morto)

Embora esta mensagem em particular deva ter sido discernível a Sauniere, é duvidoso que ele possa ter decifrado os códigos mais intrincados. Não obstante, ele entendeu que ele tinha tropeçado em algo de consequência e, com o consentimento do prefeito da vila, levou sua descoberta ao seu superior, o Bispo de Carcassone. Quanto o Bispo entendeu não está claro, mas Sauniere foi imediatamente despachado para Paris às expensas do bispo com instruções para se apresentar e aos pergaminhos a certas autoridades eclesiásticas importantes. Principal entre elas estava o Abade Biel, Diretor Geral do Seminário de São Suspílcio, e ao sobrinho de Biel, Emile Hoffet. Naquele tempo Hoffet estava em treinamento para o sacerdócio. Embora ainda no início dos vinte e poucos anos ela já havia estabelecido uma importante reputação pela erudição, especialmente em linguística, criptografia e paleografia. A despeito de sua vocação pastoral, ele era conhecido por estar imerso no pensamento esotérico, e mantinha relações cordiais com vários grupos de orientação oculta, seitas e sociedades secretas que abundavam na capital francesa. Isto o havia posto em contacto com um ilustre círculo cultural, que incluia tais figuras literárias como Stephane Mallarme e Maurice Maeterlinck, bem como o compositor Claude Debussy. Ele também conhecia Emma Calve, que, ao tempo do aparecimento de Sauniere, tinha acabado de voltar de suas performances triunfais em Londres e Windsor. Como uma diva, Emma Calve era a Maria Callas do tempo dela. Ao mesmo tempo, ela era uma alta sacerdotisa da sub-cultura esotérica parisiense e mantinha inúmeras relações amorosas com um número de ocultistas influentes.

Tendo se apresentado a Biel e Hoffet, Sauniere passou três semanas em Paris. O que transpirou durante seus encontros com os eclesiásticos é desconhecido. O que é sabido é que o sacerdote provinciano do interior foi prontamente e calorosamente benvindo no círculo distinto de Hoffet. Tem sido até mesmo avaliado que ele tenha se tornado amante de Emma Calve. Fofocas contemporaneas falam de um caso entre eles, e um conhecido da cantora a descreveu como estando obsecada pelo cura. Em qualquer caso não há dúvida de que eles desfrutaram de uma íntima amizade duradoura. Nos anos que se seguiram ela o visitou frequentemente nas vizinhanças de Rennes-le-Chateau, onde, até recentemente, pode-se ainda encontrar corações românticos gravados nas rochas de dentro da montanha, tendo as iniciais deles. Durante sua estada em Paris, Sauniere também passou algum tempo no Louvre. Isto bem pode estar ligado ao fato de que, antes de sua partida, ele comprou reproduções de três pinturas. Uma parece ter sido um retrato, de um artista não identificado, do Papa Celestino V, que reinou brevemente no fim do século XIII. Uma era um trabalho de David Teniers, embora não esteja claro se do pai ou do filho. O terceiro foi talvez a mais famosa pintura de Nicolas Poussin, “Les Bergers d’Arcadie’ – “Os Pastores da Arcadia”. Em sua volta a Rennes-le-Chateuax, Sauniere reassumiu a restauração da igreja da vila. No processo ele exumou um curioso ladrilho encravado, datando do século VII ou VIII, que pode ter tido uma cripta sob ele, uma câmara funerária na qual esqueletos são ditos terem sido encontrados. Sauniere também embarcou em projetos de uma natureza muito mais singular. No pátio da igreja, por exemplo, ficava a sepultura de Marie, Marquesa de d’Hautpoul de Blanchefort. A pedra capital e a placa marcando a tumba dela havia sido desenhada e instalada pelo Abade Antoine Bigou – o predecessor de Sauniere cem anos antes, que aparentemente compôs os dois pergamihos misteriosos. E a inscrição da pedra capital que incluiu um número deliberado de erros no espaçamento e na soletração era um anagrama perfeito para a mensagem oculta nos pergaminhos que se referiam a Poussin e Teniers.

Se alguém rearranja as letras, elas formarão a declaração críptica citada acima aludindo a Poussin e a Sião e os erros parecem ter sido destinados precisamente a fazer isso. Sem saber que as inscrições da tumba da marquesa já haviam sido copiadas, Sauniere as obliterou. Nem foi esta profanação o único comportamento curioso que ele exibiu. Acompanhado por sua fiel governanta, ele começou a fazer longas jornadas a pé no interior, coletando rochas de nenhum valor ou interesse aparente. Ele também embarcou em uma volumosa troca de cartas com correspondentes desconhecidos pela França, bem como na Alemanha, Suíça, Itália, Áustria e Espanha. Ele passou a colecionar montes de selos postais absolutamente inúteis. E ele abriu certas transações sombrias com vários bancos. Um deles até mesmo dispachou um representante de Paris, que viajou todo caminho até Rennes-Le-Chateau com um único propósito de administrar o negócio de Sauniere. Apenas em postagem Sauniere já estava gastando uma soma substancial; mais do que sua renda anual anterior poderia manter. Então, em 1896 ele passou a gastar a vontade, em uma escala surpreendente e sem precedentes. Pelo fim de sua vida em 1917 seu gasto somaria o equivalente a vários milhões de libras ao menos. Alguma desta riqueza inexplicável era devotada a louváveis trabalhos públicos e uma estrada moderna foi construida levando a vila, por exemplo, e instalações para água corrente foram fornecidas. Outros gastos foram mais quixotescos. Uma torre foi construida, a Tour Magdala, tendo a vista panorâmica da chamada Villa Bethania, que o próprio Sauniere nunca ocupou.

E a Igreja não foi apenas redecorada, mas redecorada de um modo mais bizarro. Uma inscrição em latim foi gravada no portal acima da entrada: TERRIBILIS EST LOCUS ISTE (Este lugar é terrível). Imediatamente dentro da entrada uma abominável estátua foi erigida, uma representação inquietante do demônio Asmodeus –  guarda de segredos, guardião dos tesouros ocultos e, segundo a antiga história judaica, construtor do Templo de Salomão. Nas paredes da igreja, placas pintadas lúridas e gritantes foram instaladas apresentando as Estações da Cruz e cada uma foi caracterizada por alguma estranha inconsistência, algum detalhe acrescentado inexplicável, algum desvio flagrante e sutil da aceita narrativa escritural. Na Estação VIII, por exemplo, há uma criança envolvida em xadrez escocês. Na Estação XIV, que apresenta o corpo de Jesus sendo carregado para dentro da tumba, há um fundo de um escuro céu noturno dominado por uma lua cheia. É quase como se Sauniere estivesse tentando revelar algo.  Mas o que? O enterro de Jesus ocorreu depois do cair da noite, várias horas mais tarde do que a Bíblia nos conta? Ou que o corpo estava sendo carregado para fora da tumba, não para dentro dela? Enquanto engajado neste curioso adorno, Sauniere continuou a gastar extravagantemente. Ele colecionou porcelana rara, tecidos preciosos, mármores antigos. Ele criou um laranjal e um jardim zoológico. Ele reuniu uma magnífica biblioteca. Pouco antes de sua morte, ele estava planejando construir uma estrutura maciça como Torre de Babel alinhada com livros, da qual ele pretendia pregar. Nem foram seus paroquianos negligenciados. Sauniere os regalou com suntuosos banquetes e outras formas de fartura, mantendo um estilo de vida de um potentado medieval presidindo sobre um inexpugnável domínio na montanha. Neste retiro remoto e bem inacessível ele recebeu um número de hóspedes notáveis. Um, com certeza, foi Emma Calve. Outro foi o Secretário de Estado francês para a Cultura. Mas talvez o mais augusto e importante visitante deste sacerdote paroquial desconhecido tenha sido o Arquiduque Johann von Habsburg, um primo de Franz-Josef, Imperador da Áustria. Declarações bancárias subsequentemente revelaram que Sauniere e o arquiduque tinham aberto contas consecutivas no mesmo dia e mais tarde o arquiduque fez um depósito substancial para o primeiro.

As autoridades eclesiásticas de inicio fizeram vista grossa. Quanto o antigo superior de Sauniere em Carcassone morreu, contudo, o novo bispo tentou chamar o sacerdote a prestar contas. Sauniere respondeu com um desafio surpreendente e acalorado. Ele se recusou a explicar sua riqueza. Ele se recusou a aceitar a transferência que o bispo ordenou. Faltando uma acusação mais substancial, o bispo o acusou de simonia [venda ilegal de missas] e um tribunal local o suspendeu. Sauniere apelou ao Vaticano que o reinstalou. Em 17 de janeiro de 1917, Sauniere, então com 65 anos, sofreu um súbito ataque cardíaco. A data de 17 de janeiro talvez seja suspeita. A mesma data aparece na tumba da Marquesa de d’Hautpoul de Blanchefort – a pedra tumular que Sauniere havia erradicado. E 17 de janeiro também é a festa de São Suspilcio, quem, como fomos descobrir, figurou em nossa história. Foi no Seminário de São Suspílcio que ele confiou seus pergaminhos ao Abade Biel e a Emile Hoffet. Mas o que torna o ataque cardíaco de Sauniere mais suspeito em 17 de janeiro é o fato de que cinco dias antes, em 12 de janeiro, seus paroquianos declararam que ele parecia estar em um saúde invejável para um homem de sua idade. Ainda que em 12 de janeiro, segundo um recibo em nossa posse, Marie Denarnaud tivesse encomendado um caixão para seu senhor. Com Sauniere deitado em seu leito de morte, um sacerdote foi chamado da paróquia vizinha para ouvir sua confissão final e administrar os últimos sacramentos. O sacerdote devidadmente chegou e se retirou para o quarto do doente. Segundo o testemunho de testemunha ocular, ele saiu logo depois visivelmente abalado. Nas palavras da narrativa de uma pessoa, ‘ele nunca sorriu novamente”. Nas palavras de outra pessoa, ele entrou em uma profunda depressão aguda que durou por vários meses. Se estas narrativs são ou não exageradas, o sacerdote, presumidamente com base na confissão de Sauniere, se recusou a dar a extrema unção. Em 22 de janeiro Sauniere morreu. Na manhã seguinte seu corpo foi sentado ereto em uma poltrona no terraço da Tour Magdala vestido um robe ornado adornado com franjas escarlate. Um a um, certos lamentadores não identificados passaram, muitos deles tocando as franjas da vestimenta do homem morto. Nunca houve uma explicação para esta cerimonia. Os residentes atuais de Rennes-le-Chateaux estão surpresos como todo mundo mais.

A leitura do testamento de Sauniere foi aguardada com grande expectativa. Para surpresa e desgosto de todo mundo, contudo, ele foi declarado sem um só tostão. Em algum ponto antes de sua morte ele tinha aparentemente transferido toda sua riqueza a Marie Denarnaud, que partilhou de sua vida e segredos por 32 anos. Depois da morte dele, Marie continuou a viver uma vida confortável em Villa Bethania até 1946. Depois da segunda guerra mundial, contudo, o novo governo francês instalado emitiu uma nova moeda. Como meio de apreender os evasores de impostos e os lucradores colaboradores do tempo de guerra, os cidadãos franceses quando trocavam os velhos francos por novos, eram obrigados a responder por seus rendimentos.

Confrontada pela perspectiva de uma explicação, Marie escolheu a pobreza. Ela foi vista no jardim da Villa, enterrando grandes maços  de velhas notas de francos. Por sete anos Marie viveu austeramente, se sustentando do dinheiro obtido da venda de Villa Bethania. Ela prometeu ao comprador, Monsieur Noel Corbu, que ela confiaria a ele, antes da morte dela, um segredo que o faria não apenas rico mas também poderoso. Em 29 de janeiro de 1953, contudo, Marie, como seu senhor antes dela, sofreu um súbito e inesperado derrame que a deixou prostrada em seu leito de morte, incapaz de falar. Para intensa frustração de Corbu, ela morreu pouco depois, levando com ela o segredo. ‘Os possíveis Segredos disso” , em suas linhas gerais, foi a história publicada na França nos anos de 1960. Esta foi a forma na qual nós a primeiro a conhecemos. E foram as perguntas levantadas pela história nesta forma que nós, como outros pesquisadores do assunto, nos dirigimos.

A primeira pergunta é muito óbvia. Qual foi a fonte do dinheiro de Sauniere? De onde veio sua fabulosa riqueza? A explicação podia ser banal? Ou havia algo muito mais excitante envolvido? A última possibilidade partilhou de uma quantidade tantalizante de mistério, e não pudemos resistir ao impulso de participarmos como detetives. Começamos a considerar as explicações fornecidas por outros pesquisadores. Segundo muitos deles, Sauniere de fato havia encontrado um tesouro de algum tipo. Esta era uma assunção bastante plausível, porque a história da vila e de suas cercanias inclue muitas possíveis fontes de ouro ou jóias ocultas. Em tempos pré-históricos, por exemplo, a área ao redor de Rennes-le-Chateau foi vista como um sitio sagrado para as tribos celtas que viveram lá; e a própria vila, uma vez chamada Rhedae, derivou seu nome de uma dessas tribos. Em tempos romanos, a área foi uma grande e florescente comunidade, importante por suas minas e águas quentes terapêuticas. E também para os romanos o sítio era visto como sagrado. Mais tarde pesquisadores tem encontrado traços de vários templos pagãos. Durante o século VI, a pequena vila no topo da montanha era supostamente um centro com 30.000 habitantes. A um ponto, parece ter sido a capital do norte do império governado pelos Visigodos, o povo teutônico que varreu a oeste da Europa Central, saqueou Roma, derrubou o Império Romano e estabeleceu seu próprio domínio espalhando-se nos Pirineus. Por outros quinhentos anos a cidade permaneceu o assento de um importante condado, para o Conde de Razes. Então, no início do século XIII, um exército de cavaleiros nortistas desceu sobre Languedoc para expulsar a heresia Cátara ou Albigense e reclamar os ricos espólios da região para eles próprios. Durante as atrocidades da chamada Cruzada Albigense, Rennes-le-Chateau foi capturada e transferida de mão em mão como um feudo. 125 anos depois, nos anos de 1360, a população local foi dizimada pela praga, e pouco depois Rennes-le-Chateau foi destruída por bandidos catalãos. Histórias de um tesouro fantástico estão interligadas com muitas destas vicissitudes históricas.

Os hereges Cátaros, por exemplo, eram reputados possuirem algo de valor fabuloso e até mesmo sagrado que, segundo um número de histórias, era o Santo Gral. Estas histórias relatadamente impulsionaram Richard Wagner a fazer uma romaria a Rennes-le-Chateau antes de compor sua última ópera, Parsifal; e durante a ocupação de 1940-45 pelas tropas alemãs, a seguir o despertar de Wagner, elas são ditas terem realizado um número de escavações infrutiferas nas vizinhanças. Havia também o tesouro desaparecido dos Cavaleiros Templários, cujo Grão Mestre, Bertrand de Blanchefort, comissionou certas escavações misteriosas nas vizinhanças. Segundo todas estas narrativas, estas escavações eram marcantemente de natureza clandestina, realizadas principalmente por um contingente especialmente importado de mineiros. Se algum tesouro dos Cavaleiros Templários esteve de fato oculto ao redor de Rennes-le-Chateau, isto pode explicar a referência a Sião nos pergaminhos descobertos por Sauniere. Havia também outros possíveis tesouros. Entre a quinta e sexta dinastia, que incluiu o Rei Dagoberto II, Rennes-le-Chateau, nos tempos de Dagoberto, era um bastião Visigodo e o próprio Dagoberto era casado com uma princesa Visigoda. O centro pode ter constituído um tipo de tesouro real; e há documentos que falam da grande riqueza reunida por Dagoberto por conquistas militares e escondida nas vizinhanças de Rennes-le-Chateau. Se Sauniere descobriu algum destes depósitos, isto explicaria a referência nos códigos a Dagoberto. Os Cátaros. Os Templários. Dagoberto II. E ainda que haja um outro possível tesouro do vasto botim acumulado pelos Visigodos durante seu avanço tempestuoso pela Europa. Isto pode ter incluido mais do que um botim tradicional, possivelmente itens de imensa relevancia tanto simbólica quanto literal para a tradição religiosa ocidental. Ele pode, em resumo, ter incluido o legendário tesouro do Templo de Jerusalém, que, até mesmo mais do que os Cavaleiros Templários, garantiria a referência ao Sião.

Em 66 a Palestina elevou-se em revolta contra o domínio romano. Quatro anos depois, em 70, Jerusalém foi arrasada por legiões do imperador, sob o comando se seu filho, Tito. O próprio templo foi saqueado e seus conteúdos do Santo dos Santos levados para Roma. Como eles são apresentados no arco triunfal de Tito, eles incluem o imenso candelabro de ouro de sete braços tão sagrado para o Judaismo, e possivelmente até mesmo a Arca da Aliança. 350 anos depois, em 410, Roma por sua vez foi saqueada pelos Visigodos invasores, sob Alarico o Grande, que pilhou virtualmente a inteira riqueza da Cidade Eterna. Como nos conta o historiador Procópio, Alarico tomou os tesouros de Salomão, o Rei dos Judeus, uma coisa digna de ser vista, a qual eles adornaram em sua maior parte com esmeraldas e que nos velhos tempos haviam sido tomados de Jerusalém pelos Romanos.

O tesouro, então, bem pode ter sido a fonte da riqueza não explicada de Sauniere. O sacerdote pode ter descoberto vários tesouros, ou ele pode haver decoberto um único tesouro que repetidamente mudou de mãos através dos séculos e que talvez tenha passado do Templo de Jerusalém aos Romanos, aos Visigodos, eventualmente aos Cátaros e/ou Cavaleiros Templários. Se assim o foi, isto explicaria a questão do tesouro, pertencendo tanto a Dagoberto II quanto ao Sião. Então muito longe nossa história de assemelha a uma história de tesouro. E a história do tesouro até mesmo envolvendo o tesouro do Templo de Jerusalém é totalmente de relevância e importância limitada. As pessoas estão constantemente descobrindo tesouros de um tipo ou outro. Tais descobertas são frequentemente excitantes, dramáticas e misteriosas, e muitas delas lançam uma importante iluminação sobre o passado. Poucas delas, contudo, exercem qualquer influência direta, política ou outra, ou apresentam a menos, de fato, o tesouro em questão incluir um segredo de algum tipo, e possivelmente se trate de um segredo explosivo.  Não descartamos o argumento que Sauniere descobriu um tesouro. Ao mesmo tempo nos parece claro que, seja o que for que ele tenha descoberto, ele também descobriu um segredo secreto e histórico de enorme importância para seu próprio tempo e talvez de nosso próprio também. Mero dinheiro, ouro ou jóias não explicariam, eles mesmos, um número de facetas na história dele. Eles não responderiam por sua apresentação no círculo de Hoffet, por exemplo, ou sua associação com Debussy e sua ligação com Emma Calve. Eles não explicariam o intenso interesse da Igreja no assunto, a impunidade com a qual Sauniere desafiou seu bispo ou sua subsequente recuperação pelo Vaticano, que pareceu ter apresentado uma urgente preocupação toda sua. Eles não explicariam a recusa do sacerdote em administrar os últimos sacramentos ao homem moribundo, ou a visita do arquiduque de Hapsburg a uma vila remota nos Pirineus.

O arquiduque Habsburg em questão tem desde então sido revelado como Johann Salvator von Habsburg, conhecido pelo pseudônimo de Jean Orth. Ele renunciou a todos os seus direitos e títulos em 1889 e dentro de dois meses havia sido banido de todos os territórios do Império. Foi pouco depois que ele primeiramente apareceu em  Rennes le Chateau. Dito oficialmente ter morrido em 1890, mas de fato morreu na Argentina em 1910 ou 1911. Veja Les Maisons Souveraines de L’Autriche do Dr. Dugast ROulIIe, Paris, 1967, pagina 191. Nem dinheiro, ouro, jóias explicariam a poderosa aura de mistificação que cerca o caso inteiro, desde as elaboradas cifras até Marie Denarnaud enterrando sua herança em notas de dinheiro. E a própria Marie havia prometido divulgar o segredo que conferia não meramente a riqueza, mas o poder também. Nestas bases, ficamos crescentemente convencidos que a história de Sauniere envolvia mais do riquezas, e que ela envolvia um segredo de algum tipo, um que quase certamente era controvertido. Em outras palavras, nos pareceu que o mistério não estava confinado a remota vila de interior e ao sacerdote do século XIX. Seja o que for que isso fosse, parecia se irradiar de Rennes-le-Chateau e produzir ondas talvez até mesmo uma potencial onda de maré no mundo além. Poderia a riqueza de Sauniere ter vindo não de algo de valor financeiro intrínseco, mas do conhecimento de algum tipo? Se assim foi, poderia este conhecimento ter se transformado em uma conta fiscal? Poderia, por exemplo, ter sido usado para chantagear alguém? Seria a riqueza de Sauniere seu pagamento pelo silêncio? Sabemos que ele recebeu dinheiro de Johann von Habsburg. E ao mesmo tempo, contudo, seja qual for o segredo do sacerdote, parecia ser de natureza mais religiosa do que política. Sobretudo, suas relações com o arquiduque austríaco, segundo todas as narrativas, eram notavelmente cordiais. Mais tarde em sua carreira, parece ter estado distintamente com medo dele, e o ter tratado com as luvas de seda do Vaticano. Poderia Sauniere ter chantageado o Vaticano? Garantidamente uma tal chantagem seria uma tarefa presunçosa e perigosa para um homem, contudo exaustivo em suas precauções. Mas que tal se ele fosse ajudado e apoiado em seu empreendimento por outros, cuja eminência garantia que eles fossem invioláveis para a Igreja, como o Secretário de Estado para a Cultura francês, ou os Hapsburgs? Que tal se o arquiduque Johan fosse apenas o intermediário, e o dinheiro que ele doou a Sauniere realmente tivesse saído dos cofres de Roma?

A Intriga em fevereiro de 1972, “O Tesouro Perdido de Jerusalém?”, o primeiro de nossos três filmes sobre Sauniere e o mistério de Rennes-le-Chateau, foi mostrado. O filme não fez avaliações controvertidas, ele simplesmente contou a história básica como ela tem sido recontada nas páginas precendentes, nem houve qualquer especulação sobre um ‘segredo explosivo’ ou uma chantagem de alto nível. Também não é digno de mencionar que o filme não cita Emile Hoffet , o jovem clérigo erudito em Paris, a quem Sauniere confiou seus pergaminhos por seu nome. Talvez não surprendente, recebemos um verdadeiro dilúvio de correspondência. Alguma delas ofereciam intrigantes especulações sugestivas. Algumas eram complementares. Algumas eram fracas. De todas estas cartas, uma, que o escritor não quis que publicássemos, parecia merecer uma atenção especial. Ela veio de um sacerdote anglicano aposentado e parecia um non sequitur curioso e provocante. Nosso correspondente escreveu com certeza categória e autoridade. Ele fez suas avaliações clara e definitivamente, sem elaboração, e com aparente indiferença a se acreditavamos nele ou não. O “tesouro”, ele declarou claramente, não envolve ouro ou pedras preciosas. Ao contrário, ele consistia em uma ‘prova incontroversa” de que a Crucificação foi uma fraude e que Jesus estava vivo até 45. Esta afirmação soou flagrantemente absurda. O que, até mesmo para um ateu, pode possivelmente compreender uma “prova incontroversa” que Jesus sobreviveu a Crucificação? Eramos incapazes de imaginar algo que não pudesse ser desacreditado ou repudiado como prova, mas a prova que era verdadeiramente não controvertida. Ao mesmo tempo, a clara extravagância da avaliação exigia esclarecimento e elaboração. O escritor da carta havia fornecido um endereço de remetente. Na primeira oportunidade dirigimos para ve-lo e tentar entrevista-lo. Em pessoa ele era muito mais reticente do que tinha sido na carta, e parecia lamentar ter escrito para nós. Ele se recusou a expandir sobre a ‘prova incontroversa” e voluntariou apenas um fragmento adicional de informação. Esta “prova’, ele disse, ou sua existência a qualquer nível, tem sido divulgada a ele por um outro clérigo anglicano, Canon Alfred Leslie Liney.

Liney, que morreu em 1940, tinha publicado amplamente e não era desconhecido. Durante grande parte de sua vida ele tinha mantido contacto com o Movimento Católico Modernista, baseado principalmente em São Suspílcio em Paris. Em sua juventude Liney tinha trabalhado em Paris, e tinha sido conhecido de Emile Hoffet. A trilha havia percorrido um círculo completo. Dada uma ligação entre Liney e Hoffet, e as afirmações do sacerdote, contudo absurdas, não podem ser sumariamente descartada.

Uma evidência similar de um segredo monumental estava se apresentando quando começamos a pesquisar a vida de Nicolas Poussin, o grande pintor do século XVII cujo nome correu pela história de Sauniere. Em 1656, Poussin, que estava vivendo em Roma naquele tempo, tinha recebido uma visita do Abade Louis Fouquet, irmão de Nicolas Fouquet, Superintendente de Finanças de Luis XIV da França. De Roma, o Abade enviou uma carta ao seu irmão, descrevendo este encontro com Poussin. Parte desta carta é digna de ser citada. “Ele e eu discutimos certas coisas, que devo dizer com facilidade serem capazes de explicar a você em detalhe o que ninguém mais descobrirá nos séculos a seguir. E o que é mais, há coisas tão difíceis de descobrir que nada agora na Terra pode provar uma melhor fortuna nem ser seu igual?”  Nem historiadores e nem biógrafos de Poussin ou Fouquet tem sido capazes de satisfatoriamente explicar esta carta, que alude claramente a ‘alguma matéria misteriosa de imensa importância”. Não muito depois de receber a carta, Nicolas Fouquet foi preso e aprisionado por toda sua vida. Segundo certas narrativas, ele foi mantido estritamente incomunicável e alguns historiadores o vêem como um provável candidato para o Homem Na Máscara de Ferro. Enquanto isso, toda a sua correspondência foi confiscada por Luis XIV, que a inspecionou pessoalmente. Nos anos segintes, o rei foi determinadamente em seu caminho para obter a pintura original de Poussin, “Os Pastores da Arcadia”. Quando finalmente ele teve sucesso, a pintura foi sequestrada em seus apartamentos particulares em Versalhes. Seja qual for sua grandeza artística, a pintura pareceria ser suficientemente inocente. No fundo três pastores e uma pastora estão reunidos perto de uma grande e antiga tumba, contemplando a inscrição na pedra: “ET IN ARCADIA EGO’.

No fundo aparece um panorama rugoso e montanhoso do tipo geralmente associado a Poussin. Segundo Anthony Blunt, bem como outros especialistas em Poussin, este panorama era completamente mítico, um produto da imaginação do pintor. Na década de 1970, contudo, uma tumba real foi localizada, idêntica aquela na pintura em localização, dimensões, proporções, forma, vegetação adjacente e até mesmo o afloramento circular de rocha na qual um dos pastores de Poussin repousa seu pé. Esta tumba real permanece nos arredores de uma vila chamada Arques – aproximadamente a seis milhas de Rennes-le-Chateau, e a três milhas do castelo de Blanchefort. Se alguém fica de pé diante do sepulcro a vista é virtualmente indistinguivel daquela da pintura. E então se torna aparente que um dos picos no fundo da pintura é Rennes-le-Chateau. Não há indicação da idade da tumba. Pode, de fato, ter sido eregida muito recentemente, mas como fizeram seus construtores até mesmo para localizar um lugar que combine tão precisamente com aquele da pintura? De fato ela parece ter sido erigida nos tempos de Poussin, e “Os Pastores da Arcadia” pareceria ser uma fiel reprodução do sítio atual. Segundo os camponeses na vizinhança, a tumba tem estado lá por tanto tempo quanto eles, seus pais e seus avós podem lembrar. E lá  é dito haver uma menção específica disto em uma memória datando de 1709.

Segundo os registros na vila de Arques, a terra onde a tumba está começa a pertencer, até sua morte em 1950, a um americano, um Louis Lawrence de Boston, Massachusetts. Em 1920 Lawrence abriu o sepulcro e o encontrou vazio. Sua esposa e sogra foram mais tarde enterradas lá. Quando preparávamos o nosso primeiro filme para a BBC sobre Rennes-le-Chateau, passamos uma manhã fazendo uma filmagem da tumba. Paramos para o almoço e voltamos três horas depois. Durante a nossa ausência, uma tentativa violenta e crua foi feita para esmagar o sepulcro. Se houvesse uma inscrição na tumba atual, ela a muito tempo foi apagada. Quanto a inscrição na pintura de Poussin, pareceria ser convencionalmente triste com a Morte anunciando sua sombria presença até mesmo na Arcadia, o idílico paraiso pastoral do mito clássico. Ainda que a inscrição seja curiosa porque falta nela um verbo. Traduzida literalmente: “Na Arcadia Eu…” Porque estaria faltando o verbo? Talvez por uma razão filosófica para evitar toda tensão, toda indicação do passado, presente ou futuro e portanto implicar em algo eterno? Ou talvez por uma razão de natureza mais prática. Os códigos nos pergaminhos  encontrados por Sauniere tem repousado pesadamente em anagramas, sobre a transposição e o rearranjo das letras. Pode ser talvez “ET IN ARCADIA EGO’ um anagrama?  Pode o verbo ter sido omitido de forma que a inscrição consista apenas em certas letras precisas? Um de nossos espectadores da televisão, ao escrever para nós, sugere que isto pode ser de fato  assim e então rearranjou as letras em uma coerente declaração em latim. O resultado foi : I FEGO ARCANA DEI (Afaste-se! Eu oculto os segredos de deus!). Ficamos agradecidos e intrigados por este engenhoso exercício. Não entendemos naquele tempo como era extraordinariamente apropriado o resultante aviso.

Os Cátaros e a Grande Heresia

Começamos a nossa investigação em um ponto com o qual nós já tinhamos uma certa familiaridade: a heresia Catára ou Albigense e a Cruzada que ela provocou no século XIII. Nós já estávamos cientes que os Cátaros entenderam de alguma forma o mistério que cercou Sauniere e Rennes-le-Chateau. Em primeiro lugar os hereges medievais tinham sido numerosos na vila e suas cercanias, que sofreram brutalmente durante o curso da Cruzada Albigense. De fato, a inteira região está empapada no sangue Cátaro, e os residuos deste sangue, juntamente com sua amargura, persistem até hoje. Muitos camponeses na área agora, sem nenhum inquisidor para cair sobre eles, abertamente proclamam simpatias cátaras. Lá há até mesmo uma Igreja Cátara e um chamado Papa Cátaro que, até sua morte em 1978, viveu na vila de Arques. Sabemos que Sauniere tinha mergulhado na história e no folclore de seu solo natal, assim ele possivelmente não tenha evitado o contacto com o pensamento e tradições Cátaras. Ele pode não ter estado inconsciente que Rennes-le-Chateau foi um centro importante nos séculos XII e XIII, e algo de um bastião cátaro. Sauniere pode ter estado familiarizado com as numerosas histórias relacionadas aos cátaros. Ele deve ter sabido dos rumores que os ligam com aquele fabuloso objeto, o Santo Gral. E se Richard Wagner, na busca de algo pertinente ao Santo Gral, de fato visitou  Rennes-le-Chateau, Sauniere tabém não pode ter sido ignorante desse fato. Em 1890, sobretudo, um homem chamado Jules Doinel se tornou o bibliotecário em Carcassone e estabeleceu uma igreja neo-cátara. O própio Doinel escreveu prolificamente sobre o pensamento cátaro, e por 1896 tinha se tornado um membro proeminente de uma organização cultural local, a Sociedade de Arte e Ciências de Carcassonne.

Em 1898 ele foi eleito seu secretário. Esta sociedade incluia um número de associados de Sauniere, entre eles seu melhor amigo, o Abade Henri Boudet. E     o próprio círculo pessoal de Doinel incluia Emma Calve. É portanto provável que Doinel e Sauniere fossem conhecidos. Há uma razão posterior e mais provocante para ligar os cátaros com o mistério de  Rennes-le-Chateau. Em um dos pergaminhos encontrados por Sauniere, o texto é espalhado com um punhado de letras menores; oito, para ser preciso, que são deliberadamente muito diferentes de todas as outras. Três das letras estão na direção do topo da página, cinco em direção na parte inferior. Estas oito letras tem apenas que serem lidas em sequência para soletrar duas palavras ‘REX MUNDI’. Este é inconfundivelmente um termo cátaro, que é imediatamente reconhecível para alguém familiarizado com o pensamento cátaro. Dado estes fatores, parece bastante razoável começar nossa investigação com os cátaros. Portanto começamos a pesquisar sobre eles, suas crenças e tradições, sua história e redondezas em detalhe. Nosso inquérito abriu novas dimensões do mistério, e portanto começamos a pesquisar sobre eles, e isso gerou um número de perguntas tantalizantes.

A Cruzada Albigense

Em 1209 um exército de aproximadamente 30.000 cavaleiros e soldados a pé da Europa da Norte desceu como um rodamoinho sobre Languedoc, a escarpada montanha no nordeste dos Pirineus no que é agora o sul da França. Desde o início da guerra o inteiro território foi devastado, as plantações foram destruídas, cidades e centros foram arrasados, uma população inteira foi passada pela espada. Este extermínio ocorreu em uma escala tão vasta e terrível que bem pode constituir o primeiro caso de genocídio na moderna história européia. Apenas no centro de Beziers, por exemplo, ao menos 15.000 homens, mulheres e crianças foram massacrados por atacado, muitos deles no santuário da própria igreja. Quando um oficial inquiriu do representante do Papa como ele podia distingur os hereges dos verdadeiros crentes, ele respondeu: “Mate todo estes. Deus reconhecerá os seus”. Esta citação, embora amplamente citada, pode ser apócrifa. Não obstante, isto tipifica o zelo fanático e a sede de sangue com os quais estas atrocidades foram perpetradas.

O mesmo representante papal, escrevendo a Inocente III em Roma, anunciou orgulhosamente que “nem idade, nem sexo e nem status foram poupados”. Depois de Beziers, o exército invasor varreu todo Languedoc. Perpignan caiu, Narbonne caiu, Carcassone caiu, Toulouse caiu. E, seja por onde for que os vitoriosos passavam, eles deixavam uma trilha de sangue, morte e carnificina em seu rastro; a guerra, que durou quase quarenta anos, é agora conhecida como Cruzada Albigense. Foi uma cruzada no verdadeiro sentido da palavra. Ela tinha sido convocada pelo próprio Papa. Seus participantes usavam uma cruz em suas túnicas, como os cruzados na Palestina. E as recompensas eram as mesmas que eram as dos cruzados da Terra Santa: a remissão de todos os pecados, uma expiação de penitências, um lugar assegurado no Céu e todo o botim que pudessem pilhar. Nesta cruzada, sobretudo, ninguém teve que atravessar o mar. E de acordo com a lei feudal, ninguém estava obrigado a combater por mais de quarenta dias assumindo, com certeza, que ninguém tivesse interesse em saquear.

Ao tempo em que a Cruzada acabou, o Languedoc tinha sido completamente transformado, retornado a barbárie que caracterizava o resto da Europa. Porque? Porque toda aquela destruição, brutalidade e desvastação ocorreu? No início do século XIII a área agora conhecida como Languedoc não era oficialmente uma parte da França. Era uma principalidade independente, cuja linguagem, cultura e instituições políticas tinham menos em comum com o norte do que tinham com a Espanha com os reinos de Leão, Aragão e Castela. A principalidade era governada por um punhado de famílias nobres, cujos chefes eram os Condes de Toulouse e a poderosa casa de Trencavel. E dentro dos confins desta principalidade floresceu uma cultura que, naquele tempo, era a mais avançada e sofisticada na cristandade, com a possível exceção de Bizancio. O Languedoc tinha muito em comum com Bizancio. O aprendizado, por exemplo, era altamente estimado, como ele não o era no Norte da Europa. A filosofia e outras atividades intelectuais floresceram; a poesia e o amor enobreceram exaltados; Grego, Árabe e Hebraico eram entusiásticamente estudados; e em Lunel e Narbonne, escolas devotadas a Cabala, a antiga tradição do Judaísmo, estavam florescendo. Até mesmo a nobreza era letrada e literária, em um tempo quando a maioria dos nobres do Norte não podia nem mesmo assinar seus nomes. Como Bizancio, também, o Languedoc praticava uma tolerância religiosa civilizada em contraste com o zelo fanático que caracterizava outras partes da Europa. Meadas de pensamento islâmico ou judaico, por exemplo, eram importados pelos centros marítimos comerciais como Marselha, ou feito seu caminho através dos Pirineus vindo da Espanha. Ao mesmo tempo, a Igreja Romana não desfrutava de uma estima muito alta; os clérigos romanos em Languedoc, em virtude de sua notória corrupção, tinham sucesso primariamente em alienar a populaça. Havia igrejas, por exemplo, em que nenhuma missa tinha sido realizada por mais de trinta anos. Muitos sacerdotes ignoravam seus paroquianos e dirigiam negócios ou grandes propriedades. Um arcebispo em Narbonne nem até mesmo visitou sua diocese. Seja qual for a corrupção da igreja, o Languedoc tinha alcançado um ápice de cultura que não seria visto novamente na Europa até a Renascença.

Mas, como em Bizancio, havia elementos de complacência, decadência e trágica fraqueza que tornaram a região despreparada para a matança que subsequentemente se desencadeou sobre ela. Pelo mesmo tempo a nobreza do norte europeu e a Igreja Romana tinham estado cientes de sua vulnerabilidade e estavam ávidos em explora-la. A nobreza do norte por muitos anos tinha ambicionado a riqueza e o luxo de Languedoc. E a Igreja estava interessada em suas próprias razões. Em primeiro lugar, sua autoridade sobre a região estava faltando. E enquanto a cultura florescia em Languedoc, algo mais florescia também como a maior heresia da cristandade medieval. Nas palavras das autoridades da Igreja, o Languedoc estava ‘infectado’ pela heresia Albigense, a ‘nojenta lepra do Sul’. E embora os aderentes desta heresia fossem essencialmente não violentos, eles constituiam uma severa ameaça à autoridade Romana, de fato, a mais severa ameaça que Roma vivenciaria até três séculos mais tarde quando os ensinamentos de Martinho Lutero começaram a Reforma. Por 1200 havia uma real prespectiva dessa heresia deslocar o catolicismo romano como a forma dominante da cristandade em Languedoc. E o que era mais ominoso até os olhos da Igreja, ele já estava se irradiando a outras partes da Europa, especialmente a centros urbanos na Alemanha, Flandres e Champagne. Os hereges eram conhecidos por uma variedade de nomes. Em 1165 eles tinham sido condenados por um concílio eclesiástico na cidade em Languedoc de Albi. Por esta razão, ou talvez porque Albi continuasse a ser um dos centros deles, eles eram frequentemente chamados Albigenses. Em outras ocasiões eles foram chamados Cátaros. Na Itália eles eram chamados Patarinos. Não infrequentemente eles também eram apelidados ou estigmatizados com nomes de heresias muito anteriores – Ariano, Marcionita e Maniqueano. “Albigense e Cátaro eram essencialmente nomes genéricos. Em outras palavras, eles não se referiam a uma única igreja coerente, como aquela de Roma, com um corpo de doutrina e teologia fixo, codificado e definitivo. Os hereges em questão compreendiam uma multitude de seitas diversas, muitas sob a direção de um líder independente, cujos seguidores assumiriam seu nome. E conquanto estas seitas possam ter mantido certos princípios em comum, elas divergiam radicalmente uma da outra em detalhe. Sobretudo, a maior parte da informação sobre os hereges deriva de fontes eclesiásticas como a Inquisição.

Formar uma imagem deles de tais fontes é com tentar formar uma imagem, vamos dizer, da Resistência Francesa, dos relatos das SS e Gestapo. Portanto é virtualmente impossível apresentar um sumário coerente e definivo do que realmente constituia o ‘pensamento cátaro’. Em geral os cátaros aceitavam a doutrina da reencarnação e um reconhecimento de um princípio feminino na religião. De fato, os pregadores e professores das congregações cátaras, conhecidos como “Os Perfeitos” eram de ambos os sexos. Ao mesmo tempo, os cátaros rejeitavam a igreja católica ortodoxa e negavam a validade do todas as hierearquias clericais, ou intercessores oficiais e ordenados entre o homem e Deus. No núcleo desta posição jaz um importante mandamento cátaro que é o repudio da fé, ao menos como a Igreja insiste sobre isso. Em lugar da fé aceita em segunda mão, os cátaros insistiam no conhecimento direto e pessoal, uma experiência religiosa ou mística aprendida em primeira mão. Esta experiência havia sido chamada ‘gnose’, da palavra grega para ‘conhecimento’, e para os cátaros isto tomava precedência sobre todos os credos e dogma. Dando uma tal ênfase ao contacto pessoal direto com Deus, sacerdotes, bispos, e outras autoridades clericais se tornavam supérfluas. Os cátaros também eram dualistas. Todo pensamento cristão, de fato, pode completamente ser visto como dualista, insistindo em um conflito entre dois princípios opostos  – o bem e o mal -, – o espírito e a carne -, o alto e o baixo. Mas os cátaros levavam esta dicotomia até mesmo mais longe do que o catolicismo ortodoxo estava preparado para fazer. Para os cátaros, os homens eram as espadas com as quais os espíritos combatiam, e ninguém via as mãos. Para eles, uma guerra perpétua estava sendo movida por toda a criação entre dois princípios irreconciliáveis – a luz e as trevas, o espírito e a matéria, o bem e o mal. O catolicismo propõem um Deus Supremo, cujo adversário, o Diabo, é totalmente inferior a ele. Os cátaros, contudo, proclamavam a existência não de um deus, mas de dois, com um status mais ou menos comparável. Um desses deuses, o Bem era inteiramente desencarnado, um ser ou princípio de puro espírito, completamente livre da mancha da matéria. Ele era um deus de amor. Mas o amor era considerado completamente incompatível com o poder e a manifestação material era uma manifestação de poder. Portanto , para os cátaros, a criação material do próprio mundo é intrinsecamente má. O universo, em resumo, era o trabalho manual de um ‘deus usurpador’, o deus do mal, ou, como os cátaros o chamavam, “Rex Mundi”, o rei do mundo.

O catolicismo repousa no que pode ser chamado dualismo ético. O Mal, embora emitindo-se totalmente talvez do Diabo, se manifesta primariamente através do homem e suas ações. Em contraste, os cátaros mantiveram uma forma de ‘dualismo cosmológico’, um dualismo que invadiu o todo da realidade. Para os cátaros, esta era uma premissa básica, mas a resposta deles a isso variava de seita a seita. Segundo alguns cátaros, o propósito da vida humana na Terra era transcender a matéria, renunciar perpétuamente a qualquer coisa ligada a este princípio de poder e portanto alcançar a união com o princípio de amor. Segundo outros cátaros, o propósito da vida do homem era reclamar e redimir a matéria, espiritualiza-la e transforma-la. É importante notar a ausência de qualquer dogma fixado, doutrina ou teologia. Como na maioria dos desvios da ortodoxia estabelecida há apenas certas atitudes frouxamente definidas e as obrigações morais referentes a estas atitudes que eram objeto de interpretação individual. Aos olhos da Igreja Romana os Cátaros estavam cometendo sérias heresias a respeito da criação material, em benefício das quais supostamente Jesus morreu, como intrinsicamente más e implicando que Deus, cuja ‘palavra’ havia criado o mundo, no início, era um usurpador. A heresia mais séria deles, contudo, era a atitude deles em relação ao próprio Jesus. Já que a matéria era intrinsecamente má, os cátaros negavam que Jesus partilhasse da matéria, tenha encarnado na carne e até fosse o Filho de Deus. Para alguns cátaros ele era completamente incorpóreo, um ‘fantasma’, uma entidade de puro espírito, que, com certeza, não podia ser crucificado. A maioria dos cátaros parece te-lo visto como um profeta não diferente de qualquer outro ser mortal que, em benefício do princípio do amor, morreu na cruz. Havia, em resumo, nada místico, nada sobrenatural, nada divino sobre a crucificação se, de fato, ela fosse afinal relevante, o que muitos cátaros parecem ter duvidado.

Em qualquer caso, todos os cátaros veementemente repudiavam a importância da crucificação e da cruz – talvez porque eles sentissem que estas doutrinas fossem irrelevantes, ou talvez porque Roma as repetisse tão ferventemente, ou por causa das circunstâcias brutais da morte de um profeta que não parecem dignas de veneração. E a cruz ao menos em associação ao Calvário e a Crucificação foi vista como um emblema do ‘Rex Mundi”, senhor do mundo material, a própria antítese do verdadeiro princípio redentor. Jesus, se de todo mortal, tinha sido um profeta do princípio do amor. E AMOR, quando invertido ou pervertido ou destorcido em poder, se torna ROMA, cuja Igreja opulenta e luxuosa parecia aos cátaros uma incorporação palpável e a manifestação na terra da soberania do Rex Mundi.

Em consequência os cátaros não apenas se recusavam a venerar a cruz, eles também negavam tais sacramentos como batismo e comunhão. A despeito deste pensamento sutil, complexo, abstrato e talvez irrelevantes posições teólogicas, a maioria dos cátaros não era indevidamente fanática sobre o credo deles. Isto está intelectualmente em moda hoje em dia a respeito dos Cátaros como uma congregação de sábios, místicos iluminados ou iniciados na sabedoria arcana, todos os quais partilhavam do grande segredo cósmico. Em fato real, contudo, a maioria dos Cátaros eram mais ou menos homens e mulheres comuns, que encontraram em seu credo um refúgio da restrição do catolicismo ortodoxo a despeito dos infindáveis dízimos, penitências, obséquios, restrições e outras imposições da Igreja Romana. Conquanto a teologia deles fosse de difícil compreensão, os cátaros eram pessoas eminentemente realistas na prática. Eles condenavam a procriação, por exemplo, já que a propagação da carne estava a serviço não do princípio do amor, mas do Rex Mundi; mas eles não eram tão ingênuos para advogar a abolição da sexualidade. Verdadeiro, havia um específico sacramento cátaro, ou equivalente, chamado Consolamentum, que compelia alguém a castidade. Exceto para os Perfeitos, contudo, que eram ex homens e mulheres de família, o Consolamentum não era administrado até que alguém estivesse em seu leito de morte; não é extraordinariamente difícil ser casto para alguém que está morrendo. Tanto quanto diga respeito a congregação como um todo, a sexualidade era tolerada, se não explicitamente sancionada. Como alguém condena a procriação enquanto admite a sexualidade? Há evidência que sugere que os cátaros praticavam controle da natalidade e aborto. Quando Roma subssequentemente acusou os hereges de ‘práticas sexuais não naturais’ isso foi levado como se referindo a sodomia. Contudo, os cátaros, até onde sobrevivem registros, eram extremamente estritos em sua proibição de homossexualidade. Estas “práticas não naturais sexuais” podem bem ter se referido aos vários métodos de controle de nascimento e aborto. Conhecemos a posição de Roma hoje sobre estes assuntos. Não é difícil imaginar a energia e zelo vingativo com o qual esta posição teria sido posta em vigor na Idade Média.

Geralmente os cátaros parecem ter aderido a uma vida de extrema devoção e simplicidade. Deplorando as igrejas, eles geralmente realizavam os rituais deles e serviços ao ar livre ou em um edifício prontamente disponível como um celeiro, uma casa, uma prefeitura. Eles também praticavam o que hoje chamamos de meditação. Eles eram estritamente vegetarianos, embora comer peixe fosse permitido. E quando viajavam pelo interior, os Perfeitos sempre o faziam em pares, assim dando credencial aos rumores de sodomia patrocinados por seus inimigos. O Cerco de Montsegur, então foi o credo que varreu o Languedoc e províncias adjacentes em uma escala que ameaçou o próprio catoliscismo. Por um número de razões compreensíveis, muitos nobres achavam o credo atraente. Alguns aquiesceram sua tolerância geral. Alguns eram de qualquer modo anti-clericais. Alguns estavam desiludidos com a corrupção da Igreja. Alguns tinham perdido a paciência com o sistema de dizimos, pelo qual a renda de suas propriedades desaparecia para os cofres distantes de Roma. Então muitos nobres, em sua velhice, se tornaram Perfeitos. De fato, é estimado de 30% de todos os Perfeitos foram saidos da nobreza de Languedoc.

Em 1145, meio século antes da cruzada Albigense, o próprio São Bernardo tinha viajado a Laguedoc, pretendendo pregar para os hereges. Quando ele chegou, eles ficou menos surpreso com os hereges do que com a corrupção de sua própria Igreja. No que diz respeito aos hereges, São Bernardo foi claramente impressionado por eles. “Nenhum sermão é mais cristão do que o deles”, ele declarou, ‘e sua moral é pura”. Por 1200, é desnecesário dizer, Roma tinha ficado crescentemente alarmada com a situação, Nem ela estava inconsciente da inveja com a qual os barões do norte da Europa viam as ricas terras e as cidades do Sul. Esta inveja podia ser prontamente explorada e os senhores nortistas constituiriam as tropas invasoras da Igreja. Tudo que era necessário era alguma provocação, alguma desculpa para acender a opinião popular. Uma tal desculpa logo viria.

Em 14 de janeiro de 1208, um dos Legados Papais para Languedoc, Pierre de Castelnau, foi morto. O crime parece ter sido cometido por rebeldes anti-clericais sem qualquer afiliação cátara. Possuindo a desculpa que ela precisava, contudo, Roma não hesitou em culpar os cátaros. E de uma vez o Papa Inocente III ordenou uma Cruzada. Embora tivesse havido uma perseguição intermitente dos hereges por todo século anterior, a Igreja agora mobilizava forças a vontade. A heresia era para ser extirpada de uma vez por todas. Um exército maciço foi colocado sob o comando do Abade de Citeaux. As operações militares foram confiadas grandemente a Simon de Montfort, pai do homem que subsequentemente era para desempenhar um papel crucial na história inglesa. E sob a liderança de Simon os cruzados do Papa estabeleceram reduzir a mais alta cultura européia da Idade Média pela destruição e ruína. Neste sagrado empreendimento eles foram ajudados por um novo e útil aliado: um fanático espanhol chamado Dominic Guzman. Motivado por um ódio raivoso pela heresia, Guzman, em 1216, criou a ordem monástica subsequentemente chamada como ele, os Dominicanos. E em 1233 os Dominicanos lançaram a mais infame instituição da Santa Inquisição. Os cátaros não eram as únicas vítimas. Antes da Cruzada Albigense, muitos nobres de Languedoc especialmente das casas influentes de Trencavel e Toulouse tinham sido extremamente amigáveis com a grande população judia da região. Nem toda esta proteção e apoio foi retirado pela ordem. Em 1218  Simon de Montfort foi morto cercando Toulouse. Não obstante, a depredação do Languedoc continuou, com apenas breves pausas, por outros 25 anos. Por 1243, contudo, toda resistência organizada lá nunca tinha efetivamente cessado.

Por 1243 todos os maiores centros e bastiões cátaros tinham caído diante dos invasores do norte, exceto por um punhado de pontos fortes remotos e isolados. Principal entre eles estava a majestosa montanha cidadela de Montsegur, colocada como uma arca celestial acima dos vales subjacentes. Por dez meses Montsegur foi cercada pelos invasores, suportando assaltos repetidos e mantendo uma resistência tenaz. Ao longo, em março de 1244, o forte capitulou, e o Catarismo, ao menos ostensivamente, cessou de existir no sul da França. Em seu livro best-seller, Montaillou, por exemplo, Emmanuel Le Roy Ladurie, escrevendo extensamente sobre documentos do período, faz a crônica das atividades dos cátaros sobreviventes quase que meio século depois da queda de Montsegur. Pequenos enclaves de hereges continuaram a sobreviver nas montanhas, vivendo em cavernas, aderindo ao credo deles e movendo uma amarga guerrilha contra seus perseguidores. Em muitas áreas do Languedoc incluindo as cercanias de Rennes-le-Chateau a fé cátara é geralmente reconhecida ter persistido. E muitos escritores tem traçado subsequentes heresias européias a ramos do pensamento cátaro; os Waldesianos, por exemplo; os Hussitas, os Adamitas ou a Irmandade do Espírito Livre. Os Anabatistas e os estranhos Camisardos, números dos quais encontraram refúgio em Londres durante o início do século XVIII.

O Tesouro Cátaro

Durante a Cruzada Albigense e depois, uma mística que cresceu dos cátaros que ainda persiste hoje. Em parte isto pode ser derrubado pelo elemento do romance que rodeia qualquer causa trágica e perdida que de Bonnie Príncipe Charlie, por exemplo com um ilustre mágico, com uma amedrontadora nostalgia, com a “matéria da história’. Mas ao mesmo tempo, descobrimos, houve alguns mistérios reais associados aos cátaros. Conquanto as histórias possam ser exaltadas e romantizadas, um número de enigmas permaneceu. Um deles diz respeito a origem dos cátaros; e embora isto pareça ser um ponto acadêmico para nós, ele subsequentemente se provou de considerável importância.

Alguns historiadores recentes tem argumentado que os cátaros derivaram de Bogomils, uma seita ativa na Bulgária durante os séculos X e XI, cujos missionários migraram para o ocidente. Não há questão que os hereges de Languedoc incluiam um número de Bogomils. De fato um conhecido pregador Bogomil foi proeminente nos assuntos religiosos e políticos daquele tempo. E ainda que nossa pesquisa revelasse substancial evidência de que os cátaros não derivam dos Bogomils. Ao contrário, eles parecem representar o florescimento de algo já enraizado na França por séculos. Eles parecem ter se derivado, quase diretamente, de heresias estabelecidas e enraizadas na França desde o próprio advento da era cristã. Há outros mistérios, consideravelmente mais intrigantes, associados aos Cátaros.

Jean de Joinville, por exemplo, um velho homem escrevendo sobre seu conhecimento com Luis IX durante o século XIII escreve: “o Rei Luis IX uma vez me disse como vários homens dos Albigenses tinham ido ao Conde de Montfort… e pediram a ele para vir e olhar o corpo de Nosso Senhor, que tinha se tornado carne e sangue nas mãos de seu sacerdote”. Montfort, segundo a história, declarou que seu séquito podia ir se desejasse, mas ele continuaria a acreditar de acordo com os mandamentos da Santa Igreja. Não há elaboração ou explicação posterior deste incidente. O próprio Joinville meramente reconta a passagem. Mas o que vamos fazer deste enigmático convite? O que os Cátaros estavam fazendo? Que tipo de ritual estava envolvido? Deixando de lado a missa, que de qualquer modo os cátaros repudiavam, o que podia possivelmente fazer ‘o corpo de Nosso Senhor tornar-se carne e sangue…?’ Seja o que for que possa ter sido isso, há certamente algo perturbadoramente literal nesta declaração. Um outro mistério cerca o lendário ‘tesouro’ cátaro. É sabido que os Cátaros eram extremamente ricos. Tecnicamente, o credo deles os proibia de portar armas e embora muitos ignorassem esta proibição, permanece o fato de que grandes números de mercenários eram empregados com uma despesa considerável. Ao mesmo tempo, as fontes da riqueza Cátara, a aliança que eles tinham de poderosos proprietários de terras, por exemplo, eram óbvias e inexplicáveis.

Ainda que os rumores se elevassem, até mesmo durante o curso da Cruzada Albigense, de um fantástico tesouro místico cátaro, muito além da riqueza material. Seja o que for que fosse isso, este tesouro reputadamente foi mantido em Montsegur. Quando Montsegur caiu, contudo, nada de importância foi encontrado. Ainda que haja certos incidentes singulares ligados ao cerco e a capitulação da fortaleza. Durante o cerco, os atacantes superavam em número 10.000. Com esta vasta força de cercantes tentando rodear a inteira montanha, fechando todas as entradas e saídas e esperando matar de fome os defensores. A despeito de sua força numérica, contudo, eles não tinham suficiente poder humano para tornar seu cerco completamente seguro. Muitas tropas eram locais, sobretudo, e simpáticas aos cátaros. E muitas tropas simplesmente não eram confiáveis. Em consequência não era difícil passar indetectável pelas linhas dos atacantes. Havia muitas brechas entre os homens que entravam e saiam, e suprimentos encontravam seu caminho para a fortaleza. Os cátaros tomaram vantagem destas brechas. Em janeiro, quase três meses antes da queda da fortaleza, dois Perfeitos escaparam. Segundo narrativas confiáveis, eles levaram com eles o grosso da riqueza material dos Cátaros, uma carga de ouro, prata e moedas que eles levaram primeiro a uma caverna fortificada nas montanhas e de lá para um fortaleza em um castelo. Depois o tesouro desapareceu e nunca foi ouvido falar nele novamente. Em 1o. de março Montsegur finalmente capitulou. Mas então seus defensores eram menos de 400 entre os quais uns 150 ou 180 eram Perfeitos, o resto sendo cavaleiros, escudeiros, armadores e suas famílias. Foi garantido a eles termos surpreendentemente lenientes. Os homens combatentes eram para receber pleno perdão pelos seus crimes anteriores. Eles teriam permissão para partir com suas armas, bagagem e qualquer bem, inclusive dinheiro, que eles pudessem receber de seus empregadores. Os Perfeitos também receberam uma inesperada generosidade. Garantindo que eles abjurassem suas crenças heréticas e confessassem seus ‘pecados’ à Inquisição, eles seriam libertados e submetidos apenas a penitências leves.

Os defensores solicitaram uma trégua de duas semanas, com uma completa suspensão das hostilidades, para considerar os termos. Em uma apresentação posterior de generosidade não característica, os atacantes concordaram. Em troca os defensores voluntariamente ofereceram reféns. Foi combinado que se alguém tentasse escapar da fortaleza os reféns seriam executados. Estavam os Perfeitos tão comprometidos com sua crença que eles voluntariamente escolheram o martírio ao invés da conversão? Ou havia algo que eles não podiam ou ousavam – confessar a Inquisição? Seja qual for a resposta, nenhum dos Perfeitos, até onde é conhecido, aceitou os termos dos cercadores. Ao contrário, todos eles escolheram o martírio. Sobretudo, ao menos 20 dos outros ocupantes da fortaleza, seis mulheres e 15 homens combatentes, voluntariamente receberam o Consolamentum e se tornaram Perfeitos também, assim se condenando a morte certa. Em 15 de maio a trégua expirou. No amanhecer do dia seguinte, mais de 200 Perfeitos foram arrastados rispidamente montanha abaixo. Nenhum deles reconsiderou. Não havia tempo para levantar fogueiras individuais e assim eles foram trancados em uma grande pilha de madeiras no pé da montanha e queimados em massa. Confinada ao castelo, o restante da guarnição foi compelida a assistir. Eles foram avisados que se alguém tentasse escapar isso significaria a morte para todos eles, bem como para os reféns. A despeito dos riscos, contudo, a guarnição tinha combinado esconder os Perfeitos entre eles. E na noite de 16 de março estes quatro homens, acompanhados por um guia, fizeram uma escapada ousada novamente com o conhecimento e conluio da guarnição. Eles desceram a face ocidental da montanha, suspensos por cordas e deixando eles próprios cairem de mais de cem metros de uma vez. O que estavam estes homens fazendo? Qual era o propósito de sua escapada arriscada que afigurava tal risco para a guarnição e os reféns? No dia seguinte eles poderiam andar livremente fora da fortaleza, em liberdade para reassumir a vida deles. Ainda que por alguma razão desconhecida, eles embarcassem em uma perigosa escapada noturna que podia facilmente ter resultado na morte para eles próprios e seus colegas. Segundo a tradição, estes quatro homens levaram o legendário tesouro Cátaro.

Mas o tesouro cátaro havia sido retirado de Montsegur três meses antes. E quanto ‘tesouro’, em qualquer caso, quanto ouro, prata e moedas poderiam três ou quatro homens carregarem em suas costas, pendurados em cordas em um agudo lado montanhoso? Se os quatro fugitivos estavam de fato levando algo, pareceria claro que eles estavam levando algo mais do que riqueza material. O que poderia eles estarem carregando? Acessórios da fé cátara, talvez livros, manuscritos, ensinamentos secretos, relíquias, objetos religiosos de algum tipo; talvez algo que, por uma razão ou outra, não poderia cair em mãos hostis. Isto pode explicar porque a fuga foi realizada; uma fuga que envolvia tantos riscos para todos os envolvidos. Ms se algo de natureza tão preciosa tinha, a todos os custos, que ser preservado das mãos hostis, porque não foi retirado antes? Porque foi mantido na fortaleza até o último e perigoso momento? A data precisa da trégua nos permite deduzir uma possível resposta a estas perguntas. Tinha sido solicitado pelos defensores, que voluntariamente oferecerem reféns para obter isso. Por alguma razão os defensores consideraram isso necessário até mesmo embora tudo isso apenas retardasse o inevitável por meras duas semanas. Talvez, concluimos, tal demora fosse necessária para ganhar tempo. Nenhum tempo em geral, mas um tempo específico. Isto coincidiu com o equinócio da primavera – e o equinócio pode bem ter desfrutado de algum status ritual para os cátaros. Isso também coincidiu com a Páscoa. E ainda que isso seja conhecido como um festival de algum tipo foi realizado em 14 de março, o dia anterior a tregua expirar. Parece haver pouca dúvida que a trégua foi requisitada para que o festival pudesse ser realizado. E há pouca dúvida que o festival pudesse ser realizado em uma data aleatória. Aparentemente, tinha que ser em 14 de março. Seja o que fosse o festival, ele claramente causou alguma impressão em alguns mercenários, alguns dos quais, desafiando a morte inevitável, se converteram ao credo cátaro.

Este fato pode manter ao menos a chave parcial para o que foi levado de Montsegur duas noites mais tarde? Pode, seja o que for que tenha sido levado, então necessário, de algum modo, para o festival do dia 14 de março? Isso poderia de alguma forma ser instrumental em persuadir ao menos 20 dos defensores a se tornarem Perfeitos no último momento? E isso pode de algum modo ter assegurado o conluio da guarnição, até mesmo sob o risco das próprias vidas? Se a resposta é sim a todas estas perguntas, isso explicaria porque seja o que for que foi removido mais cedo em janeiro, por exemplo, quando o tesouro monetário foi levado para segurança. Isso teria sido necessário ao festival. E isso então teria que ser preservado de mãos hostis.  Na medida em que ponderamos estas conclusões, somos constantemente lembrados das histórias que ligam os cátaros e o Santo Gral. Não estamos preparados para ver o Gral como algo mais que um mito. Certamente não estamos preparados para avaliar se isto realmente existiu, nem podemos imaginar um cálice ou uma taça, que tenha ou não recebido o sangue de Jesus, que fosse tão precioso para os Cátaros para quem Jesus, em um importante grau, era incidental. Não obstante, as histórias continuaram a nos assaltar e nos deixar perplexos.

O pensamento elusivo, que parece haver alguma ligação entre os Cátaros e o inteiro culto do Gral como ele evoluiu durante os séculos XII e XIII. Um número de escritores tem argumentado que os romances do Gral – aqueles de Chretien de Troyes e Wolfram von Eschenbach, por exemplo, são uma interpolação do pensamento cátaro, oculto em um elaborado simbolismo, no coração da cristandade ortodoxa. Pode haver algum exagero nesta avaliação, mas há também alguma verdade. Durante a Cruzada Albigense os eclesiásticos fulminaram contra os romances do Gral, declarando-os perniciosos, se não hereges. E em alguns desses romances há passagens isoladas que não são apenas altamente não ortodoxas, mas muito inconfundivelmente dualistas, ou em outras palavras, cátara. O que é mais, Wolfram von Eschenbach, em um dos seus romances do Gral, declara que o castelo do Gral era situado nos Pirineus; uma avaliação que Richard Wagner, em qualquer nível, tomaria literalmente. Segundo Wolfram, o nome do castelo do Gral era Munsalvaesche, uma versão germanizada aparentemente de Montsalvat, um termo cátaro. E em um dos poemas de Wolfram o senhor do castelo do Gral era Perilla. Muito interessantemente, o senhor de Montsegur era Raimon de Pereille cujo nome, em sua forma latina, aparece nos documentos do período como Perilla.

Se tais surpreendentes coincídências persistiram nos assombrando, eles podem ter também, concluimos, ter assombrado Sauniere que era, afinal, conhecedor das histórias e folclore da região. E como qualquer outro nativo da região, Sauniere pode ter estado constantemente ciente da proximidade de Montsegur, cujo destino trágico ainda domina a consciência local. Mas para Sauniere a própria proximidade do forte pode bem ter compreendido certas implicações práticas. Algo havia sido retirado de Montsegur exatamente depois que a trégua expirou. Segundo a tradição, os quatro homens que escaparam da cidadela condenada levaram com eles o tesouro cátaro, como o ‘tesouro’ que Sauniere descobriu, tem consistido primariamente em um segredo? Pode este segredo estar relacionado, de algum modo inimaginável, a algo que se tornou conhecido como o Santo Gral? Parece inconcebível para nós que os romances do Gral possam ser considerados literalmente. Em qualquer caso, seja o que for que foi retirado de Montsegur tinha que ser levado para algum lugar. Segundo a tradição, ele foi levado para as cavernas fortificadas de Orlonac em Ariege, onde um bando de cátaros foi exterminado pouco depois. Mas nada além de esqueletos tem sido encontrado em Orlonac. Por outro lado, Rennes-le-Chateau está apenas a meio dia a cavalo de Montsegur. Seja o que for que foi retirado de Montsegur bem pode ter sido levado a Rennes-le-Chateau, ou, mais provavelmente, para uma das cavernas que abundam nas montanhas adjacentes. E se o ‘segredo’ de Montsegur foi o que subsequentemente Sauniere descobriu, isto obviamante explicaria uma grande parte. No caso dos cátaros, como com Sauniere, a palavra ‘tesouro’ parece ocultar algo mais de conhecimento ou informação de algum tipo. Dada a tenaz aderência dos cátaros ao seu credo e sua antipatia militante por Roma, imaginamos se tal conhecimento ou informação [assumindo que ela existiu] se relacionava de algum modo a cristandade – as doutrinas e teologia da cristandade, talvez sua história e origens. Se isso era possível, em resumo, o que os cátaros [ou ao menos certos cátaros] sabiam algo – algo que contribuiu para o fervor frenético com que Roma buscou o exterminio deles? O sacerdote que havia nos escrito tinha se referido a uma ‘prova incontroversa’. Poderia tal ‘prova’ ter sido conhecida pelos cátaros? A este tempo, não podemos apenas especular preguiçosamente. E a informação sobre os cátaros em geral é pouca e isso evita até mesmo uma hipótese funcional. Por outro lado nossa pesquisa sobre os cátaros tinha repetidamente impingido um outro assunto, até mesmo mais enigmático e misterioso e cercado de histórias evocativas. Este assunto era o dos Cavaleiros Templários. Portanto foram os Templários para onde a seguir dirigimos nossa investigação. E foi com os Templários que nossas buscas começaram a oferecer documentação concreta e o mistério começou a assumir proporções muito maiores do que nós podiamos ter imaginado.

Os Monges Guerreiros

Pesquisar os Cavaleiros Templários provou-se uma tarefa assustadora. A volumosa quantidade de material escrito devotada ao assunto era intimidante; e de início não podiamos estar certos de quanto desse material era confiável. Se os Cátaros tinham engendrado um reboliço de história mística e romantica, a mistificação cercando os Templários era até mesmo maior. Em um nível, eles estavam bastante familiriarizados para nós, os fanaticamente ferozes monges-guerreiros, cavaleiros místicos vestidos em um manto branco com uma cruz vermelha, que desempenharam um papel tão crucial nas Cruzadas. Aqui, em algum sentido, eram os cruzados arquetípicos as tropas de choque da Terra Santa, que combateram e morreram heroicamente por Cristo, aos milhares. Ainda que muitos escritores, até mesmo hoje, os vissem como uma instituição muito mais misteriosa, uma ordem essencialmente secreta, com intento em intrigas obscuras, maquinações clandestinas, sombrias conspirações e projetos. E lá permaneceu um fato preplexante e inexplicável. No fim da carreira deles de dois séculos, estes campeões vestidos de branco de Cristo foram acusados de negar e repudiar Cristo, de pisar e cuspir na cruz. No Ivanhoé de Scott, os Templários são apresentados como tiranos arrogantes e presunçosos, déspotas cobiçosos e hipócritas sem vergonha abusando de seu poder, manipuladores cobiçosos orquestrando os assuntos de homens e reinos. Em outros escritores do século XIX eles são apresentados como vis satanistas, adoradores do diabo, praticantes de todos os modos de obscenos, abomináveis e/ou heréticos ritos. Historiadores mais recentes tem estado inclinados a os verem como vítimas infelizes, peões sacrificiais nas manobras políticas de alto nível da Igreja e do Estado. E ainda havia outros escritores, especialmente na tradição da Livre Maçonaria, que viam os Templários como adeptos místicos e iniciados, guardiães de uma sabedoria arcana que transcende a própria cristandade. Seja qual for a tendência ou orientação particular de tais escritores, ninguém discute o zelo heróico dos templários ou a contribuição deles para a história. Nem há qualquer questão que a ordem deles é uma das mais glamurosas e enigmáticas instituições nos anais da cultura ocidental.

Nenhuma narrativa das Cruzadas ou, por este assunto, da Europa durante os séculos XII e XIII negligenciará em mencionar os Templários. Em seu zênite, eles eram a mais poderosa e influente organização da inteira cristandade, com a única possível exceção do Papado. E ainda que certas perguntas assustadoras permaneçam. Quem e o que eram os Cavaleiros Templários? Eles eram meramente o que pareciam ser, ou eram algo mais? Eles eram simples soldados sobre os quais uma aura de lenda e mistificação foi subsequentemente desenhada? Se assim o era, porque? Alternativamente havia um genuíno mistério ligado a eles? Pode haver algum fundamento para os posteriores embelezamentos do mito? Primeiro consideramos as narrativas aceitas dos Templários as narrativas oferecidas por historiadores respeitados e responsáveis. Em virtualmente cada ponto estas narrativas levantaram mais perguntas do que responderam. Elas não apenas desabavam sob exame, mas sugeriam algum tipo de ‘acobertamento’. Não podemos escapar da suspeita que algo havia sido deliberadamente ocultado e uma ‘história cobertura’ fabricada, que mais tarde os historiadores meramente repetiram.

Até onde geralmente é sabido, a primeira informação histórica sobre os Templários é fornecida por um historiador franco, Guillaume de Tyre, que escreveu entre 1175 e 1185. Este foi o pico das Cruzadas, quando os exércitos ocidentais já haviam conquistado a Terra Santa e estabelecido o Reino de Jerusalém ou, como isso foi chamado pelos próprios Templários, “Outremer”, ‘A Terra Alem do Mar’. Mas ao tempo que Guillaume de Tyre começou a escrever, a Palestina tinha estado em mãos ocidentais por 70 anos, e os Templários já estavam em existência por mais de 50 anos.  Guillaume estava portanto escrevendo sobre eventos que antederam seu próprio período de vida, eventos que ele não tinha testemunhado ou vivenciado ou vivenciado pessoalmente, mas que havia aprendido de uma segunda ou mesma terceira mão. Em segunda ou terceira mão e, sobretudo, com base em uma autoridade incerta. Não houve cronistas ocidentais entre 1127 e 1144. Então não há registros escritos sobre estes anos cruciais. Não sabemos, em resumo, quanto das fontes de Guilhaume, isso pode muito bem chamar algumas de suas declaraões em questão. Ele pode ter se guiado pela palavra popular, em nenhuma tradição oral confiável. Alternativamente, ele pode ter consultado os próprios Templários e recontado o que eles disseram a ele. Se isso assim o é, isso significa que ele estava relatando apenas  o que os Templários queriam que ele relatasse. Garantidamente, Guilhaume nos fornece certa informação básica;  e esta é a informação sobre a qual todas as narrativs subsequentes dos Templários, todas as explicações sobre sua fundação, todas as narrativas sobre suas atividdes, tem sido baseadas. Mas por causa da imprecisão e superficialidade de Guilhaume, por causa do tempo quando ele escreveu, por causa da morte das fontes documentadas, ele constitui uma base precária sobre a qual construir uma figura definitiva. As cronicas de Guilhaume são certamente úteis. Mas é um erro e um que muitos historiadores tem sucumbido em ve-las como impugnável e completamente acuradas. Até mesmo as datas de Guilhaume, como ressalta Sir Steven Runciman, ‘são confusas e as vezes demonstravelmente erradas’.

Segundo Guillaume de Tyre, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão foi fundada em 1118. Seu fundador é dito ser Hugues de Payen, um nobre de Champagne e vassalo do Conde de Champagne. Um dia Hugues, sem solicitação, apresentou-se com oito camaradas no palácio do Rei Bauduino, Rei de Jerusalém, cujo irmão mais velho, Godfroi de Bouillon, tinha capturado a Cidade Santa dezenove anos antes. Bauduino parece te-los recebido muito cordialmente, como o fez o Patriarca de Jerusalém, o líder religioso do novo reino e emissário especial do Papa. O objetivo declarado dos Templários, continua Guillaume de Tyre, era, “até onde sua força permitisse, eles deviam manter as estradas e caminhos seguros… com especial consideração pela proteção dos romeiros”. Tão digno era este objetivo aparentemente que o Rei colocou uma ala inteira do palácio real a disposição dos Cavaleiros. E, a despeito de seu declarado voto de pobreza, os cavaleiros se moveram para as belas acomodações. Segundo a tradição, seus aposentos eram construídos sobre as fundações do antigo Templo de Salomão, e disto a Ordem principiante derivou seu nome. Por nove anos, nos conta Guillaume de Tyre, os novos Cavaleiros não admitiram novos candidatos em sua Ordem. Eles ainda supostamente estavam vivendo em pobreza, a tal pobreza que o selo oficial mostra dois cavaleiros montados em um único cavalo, implicando não apenas a fraternidade deles, mas também a penúria que impossibilitou montarias separadas. Este estilo de selo é frequentemente visto como o mais distintivo e famoso emblema dos Templários, descendendo dos primeiros dias da Ordem. Contudo, ele realmente data de um século completo depois, quando os Templários dificilmente eram pobres se, de fato, eles até mesmo o foram.

Segundo Guillaume de Tyre, escrevendo meio século depois, os Templários foram criados em 1118 e se mudaram para dentro do palácio do rei presumivelmente navegando daqui ´para proteger romeiros nas estradas e caminhos da Terra Santa’. E ainda que houvesse, a este tempo, um historiador real oficial, empregado pelo rei. Seu nome era Fulk de Chartres, e ele estava escrevendo não apenas 50 anos depois da suposta fundação da Ordem, mas durante os mesmos anos em questão. Muito curiosamente, Fulk de Chartres não faz qualquer menção a Hugues de Payen, aos companheiros de Hugues ou qualquer coisa até mesmo remotamente ligada aos Cavaleiros Templários. De fato há um estrondoso silêncio sobre as atividades dos Templários durante os dias iniciais de sua existência. Certamente não há registro em qualquer lugar nem até mesmo mais tarde sobre eles fazerem algo para proteger os romeiros. E não se pode senão imaginar como tão poucos homens poderiam esperar cumprir tal tarefa gigantesca auto-imposta. Nove homens para proteger os romeiros em todas as  passagens da Terra Santa? Apenas nove? E todos os romeiros? Se este fosse o objetivo deles, poder-se-ia certamente esperar que eles dessem boas vindas a novos recrutas. Ainda que, segundo Guillaume de Tyre, eles não admitissem novos candidatos na Ordem por nove anos. Nem ao menos, dentro de uma década a fama dos Templários parece ter se espalhado de volta a Europa. As autoridades eclesiásticas falavam altamente sobre eles e exaltavam sua tarefa cristã. Por 1128, ou pouco depois, um trato louvando suas virtudes e qualidades foi emitido por não menos uma pessoa que São Bernardo, o Abade de Clairvaux e o portavoz principal para a cristandade.

O trato de Bernardo ‘Em Louvor da Nova Cavalaria” declara os Templários serem o epítomo e a apoteose dos valores cristãos. Depois de nove anos, em 1127, a maioria dos nove Cavaleiros retornou a Europa em uma boa vinda triunfal, orquestrada em grande parte por São Bernardo. Em janeiro de 1128 um Concílio da Igreja se reuniu na côrte de Troyes do Conde de Champagne, o senhor de ligação de Hugues de Payen ao qual Bernardo era novamente o espírito guia. Neste Concílio os Templários foram oficialmente reconhecidos e incorporados como um Ordem religiosa militar. Hugues de Payen recebeu o título de Grão Mestre. Ele e seus subordinados eram para ser monges guerreiros, soldados místicos, combinando a disciplina austera do claustro com um zelo marcial supremo ao fanatismo; uma milícia de Cristo, como eles eram chamados naquele tempo. E foi novamente São Bernardo que ajudou a desenhar, com um prefácio entusiástico, a regra de conduta pela qual os cavaleiros adeririam a uma regra baseada naquela da ordem monástica cisterciana, na qual o próprio Bernardo era de influência dominante. Os Templários juravam pobreza, castidade e obediência. Eles eram obrigados a cortar o cabelo mas proibidos de cortar suas barbas, assim se distinguindo em uma era onde a maioria dos homens tinha a barba feita. Dieta, roupas e outros aspectos da vida diária eram estritamente regulados de acordo com as rotinas monástica e militar. Todos os membros da Ordem eram obrigados a vestir hábitos brancos, ou sobrecasacas e batinas, e estas logo evoluiram em um distintivo manto branco pelo qual os Templários se tornaram famosos. É garantido que ninguém vista hábitos brancos, ou tenham mantos brancos, exceto… os Cavaleiros de Cristo. Assim declarada a regra da Ordem, que elaborou o significado simbólico desta veste. Para todos os cavaleiros professos, tanto no inverno quanto no verão, damos, se eles podem ser procurados, vestimentas brancas, que aqueles que tem lançado atrás deles uma vida escura possam saber que eles eram dedicados ao seu Criador para uma vida pura e branca.

Além destes detalhes, a regra estabeleceu uma frouxa hierarquia e aparato administrativo, E o comportamento no campo de batalha era estritamente controlado. Se capturados, por exemplo, os Templários não tinham permissão para pedir misericórdia ou resgatar eles próprios. Eles eram compelidos a lutar até a morte. Eles não tinham permissão para recuar, a menos que as hordas contra eles excedessem três por um. Em 1139 uma Bula Papal foi emitida pelo Papa Inocente II, um antigo monge cisterciano em Clairvaux e protegido de São Bernardo. Segundo esta Bula, os Templários não deviam obediência a nenhum poder eclesiástico ou secular outro do que aquele do próprio Papa. Em outras palavras, eles foram deixados completamente independentes de todos os reis, príncipes e prelados, e toda interferência de ambas autoridades políticas e religiosas. Eles tinham se tornado, de fato, uma lei para eles mesmos, um império internacional autonomo. Durante as duas décadas que se seguiram ao Concílio de Troyes, a Ordem se expandiu com extraordinária rapidez e em uma escala extraordinária. Quando Hugues de Payen visitou a Inglaterra em 1128, ele foi recebido com “grande veneração’ pelo Rei Henrique I. Por toda Europa, os filhos mais novos das famílias nobres se alistaram nas fileiras da Ordem, e vastas doações em dinheiro, bens, e terra foram feitas para cada parte da cristandade. Hugues de Payen doou suas propriedades e todos os novos recrutas foram obrigados a fazerem o mesmo. Na admissão na Ordem, um homem era compelido a assinar doando todas as suas posses. Dado tais políticas, não é surpreendente que os bens dos Templários proliferassem.

Dentro de uns meros doze meses do Concílio de Troyes, a Ordem tinha propriedades substanciais na França, Inglaterra, Escócia, Flandres, Espanha e Portugal. Dentro de uma outra década, ela também tinha território na Itália, Áustria, Alemanha, Hungria a Terra Santa e pontos do oriente. Embora os cavaleiros individuais fossem ligados ao seu voto de pobreza, isto não evitou que a Ordem reunisse riqueza, e em uma escala sem precedentes. Todas as doações eram benvindas. Ao mesmo tempo, a Ordem era proibida de dispor de qualquer coisa até mesmo para resgatar seus líderes. O Templo recebia em abundância mas, como uma matéria de política estrita, ele nunca dava.

Quando Hugues de Payen voltou a Palestina em 1130, entretanto, com uma entourage bem considerável para aquele tempo de uns 300 cavaleiros, ele deixou para trás, sob a custódia de outros recrutas, vastas áreas de território europeu. Em 1146 os Templários adotaram a famosa cruz vermelha. Com este símbolo gravado em seus mantos, os Cavaleiros acompanharam o Rei Luis VII da França na Segunda Cruzada. Aqui eles estabeleceram sua reputação de zelo marcial acoplado a uma quase insana ousadia, e uma feroz arrogância também. Como um todo, contudo, eles eram magnificamente disciplinados – a mais disciplinada força combatente no mundo naquele tempo. O próprio Rei francês escreveu que foram apenas os Templários que evitaram que a Segunda Cruzada – mal concebida e mal gerenciada -, se degenerasse em um debacle total. Durante os próximos cem anos os Templários se tornaram um poder com influência internacional. Eles estavam constantemente engajados em uma diplomacia de alto nível entre nobres e monarcas pelo mundo ocidental e a Terra Santa. Na Inglaterra, por exemplo, o Mestre do Templo era regularmente chamado ao Parlamento do rei, e era visto como chefe de todas as ordens religiosas, tedo precedência sobre todos priores e abades na terra. Mantendo ligações estreitas com Henrique II e Thomas a Becket, os Templários foram instrumentais em tentar reconciliar o soberano e seu estranho arcebispo. Sucessivos reis ingleses, incluindo o Rei João, frequentemente residiram no preceptório do Templo em Londres, e o Mestre da Ordem permaneceu do lado do monarca ao assinar a Carta Magna.

Nem era o envolvimento político da Ordem confinado apenas a cristandade. Ligações estreitas foram construídas com o mundo muçulmano bem como o mundo tão frequentemente oposto ao campo de batalha e os Templários comandavam um respeito pelos líderes sarracenos que excedia o que era aceito por qualquer europeu. Ligações secretas também eram mantidas com os Hashishim ou Assassinos, a famosa seita de adeptos militantes e frequentemente fanáticos que eram o equivalente islâmico dos Templários. Os Hashishim pagavam tributo aos Templários e eram murmurados estarem a serviço deles. Em quase toda a política a Inglaterra ousou desafia-los, ameaçando confiscar os domínios deles. “Vocês Templários… tem tantas liberdades e cartas que suas possessões enormes os tornam cheios de orgulho e arrogância. O que foi imprudentemente dado deve entretanto ser prudentemente revogado; e o que foi inconsideradamente doado deve ser consideradamente tomado. ” O Mestre da Ordem respondeu, “O que dizes, Oh Rei? Longe esteja que vossa boca deva expressar uma palavra tão tola e desagradável. Tanto quanto vós deves exercer a justiça, vós reinareis. Ms se vós infrigis isso, cessará de ser Rei”. É difícil aceitar para a mente moderna a enormidade e a audácia desta declaração. Implicitamente o Mestre está tomando para sua Ordem e ele próprio o poder que nem até mesmo o Papado ousou explicitamente afirmar de fazer ou depor monarcas. Ao mesmo tempo, os interesses dos Templários se estendem além da guerra, diplomacia e intriga política. De fato eles criaram e estabeleceram a instituição dos bancos modernos. Ao emprestar vastas somas aos monarcas destituídos eles se tornaram os banqueiros para cada trono na Europa e para certos potentados muçulmanos também. Com sua rede de preceptórios por toda Europa e Oriente Médio, eles também organizaram, em modestas taxas de juros, a tranferência segura e eficiente de dinheiros para os mercadores do comércio, uma classe que se tornou crescentemente dependente deles.

O dinheiro depositado em uma cidade, por exemplo, podia ser pedido e retirado em outra, por meio de notas promissórias inscritas em intrincados códigos. Os Templários assim se tornaram os primários trocadores de dinheiro da era, e o preceptório de Paris se tornou o centro das finanças européias. É até mesmo provável que o cheque, como o conhecemos e usamos hoje, tenha sido inventado pela Ordem. E os Templários não comerciavam apenas em dinheiro, mas em pensamento também. Por meio de seu mantido e simpático contacto com as culturas islâmica e judaica, eles vieram a atuar como uma câmara de compensação para novas idéias, novas dimensões de conhecimento, novas ciências. Eles desfrutavam de um real monopólio sobre a melhor e mais avançada tecnologia de sua era, a melhor que podiam produzir os armeiros, trabalhadores em couro, pedreiros, arquitetos militares e engenheiros. Eles contribuiram para o desenvolvimento da vigilância, feitura de mapas, construção de estradas e navegação. Eles possuiam seus próprios portos marítimos, estaleiros e frotas comercial e militar, que estavam entre as primeiras a usar a bússola magnética. E como soldados, a necessidade de tratar de ferimentos e doenças os tornou adeptos do uso de drogas. A Ordem mantinha seus próprios hospitais com seus próprios médicos e cirurgiões cujo uso do extrato do mofo sugere um entendimento das propriedades dos antibióticos. Princípios modernos de higiene e limpeza eram compreendidos. E com uma compreensão também antecipada de seu tempo, eles viam a epilepsia não como uma possessão demoníaca mas como uma doença controlável. Inspirados por suas próprias realizações, o Templo na Europa se desenvolveu crescentemente rico, poderoso e complacente. Talvez não surpreendentemente, ele também ficou cada vez arrogante, brutal e corrupto. Beber como um Templário se tornou um clichê naquele tempo. E certas fontes avaliam que a Ordem estabeleceu um ponto ao recrutar cavaleiros excomungados. Mas enquanto os Templários atingiam prosperidade e notoriedade na Europa, a situação na Terra Santa tinha se deteriorado seriamente.

Em 1185 o Rei Bauduino IV de Jerusalém morreu. Na disputa dinástica que se seguiu, Gerard de Ridefort, o Grão Mestre do Templo, traiu um juramento feito ao monarca morto, e portanto colocou a comunidade européia na Palestina para trazer uma guerra civil. Nem foi esta a unica ação questionável de Ridefort. Sua atitude de cavaleiro em relação aos Sarracenos precipitou a ruptura de uma trégua de longo tempo, e provocou um novo ciclo de hostilidades. Então, em julho de 1187, Ridefort liderou seus cavaleiros, juntamente com o resto do exército cristão, em uma batalha áspera, mal concebida e, como transpirou, desastrosa em Hattin. As forças cristãs foram virtualmente aniquiladas; e dois meses depois Jerusalém foi capturada por mãos sarracenas. Durante o século seguinte a situação se tornou crescentemente sem esperança. Por 1291 quase todo Outremer havia caído, e a Terra Santa estava quase que completamente sob controle muçulmano. Somente Acre permanecia, e em maio de 1291 esta última fortaleza foi perdida também. Ao defenderem a cidade condenada, os Templários se mostraram mais heróicos. O próprio Grão Mestre, embora severamente ferido, continuou a lutar até sua morte. Como havia apenas espaço limitado nas galés da Ordem, apenas mulheres e crianças foram evacuadas, enquanto todos os cavaleiros, até mesmo os feridos, escolheram permanecer para trás. Quando o último bastião em Arce caiu, ele o fez com intensidade apocalíptica, as paredes desabando e enterrando atacantes e defensores igualmente.

Os Templários estabeleceram sua nova sede em Chipre; mas com a perda da Terra Santa, eles efetivamente haviam sido privados de sua razão de ser. Como não mais havia terras de infiéis a conquistar, a Ordem começou a voltar sua atenção para a Europa, esperando encontrar lá uma justificativa para sua continuada existência. Um século antes, os Templários haviam presidido a fundação de uma outra ordem cavaleiresca, religiosa-militar, os Cavaleiros Teutônicos. Os últimos eram ativos em pequenos números no Oriente Médio, mas por meados do século XIII tinham voltado sua atenção para as fronteiras a nordeste da cristandade. Aqui eles tinham escavado uma principalidade independente para eles próprios, a Ordenstoat ou Ordensland, que abrangia quase todo o Báltico oriental. Nesta principalidade que se estendia da Prússia ao Golfo da Finlândia e o que é agora solo russo os Cavaleiros Teutônicos desfrutavam de uma soberania não desafiada, muito longe do controle secular e eclesiástico. Para a própria inserção do Ordenstaat, os Templários tinham invejado a independência e a imunidade desta ordem similar. Depois da queda da Terra Santa, eles pensavam crescentemente em um Estado seu próprio no que eles exercessem a mesma autoridade irrestrita e autonomia dos Cavaleiros Teutônicos. Diferente dos Cavaleiros Teutônicos, contudo, os Templários não estavam interressados na selvageria ríspida da Europa Oriental. Por agora eles estavam acostumados demais com o luxo e a opulência. Consequentemente, eles sonhavam em fundar seu Estado em um solo mais acessível e congenial como o de Languedoc. De seus anos mais iniciais, O Templo havia mantido um certo entendimento caloroso com os Cátaros, especialmente no Languedoc. Muitos ricos proprietários de terras, eles próprios cátaros ou simpáticos aos cátaros, tinham doado grandes áreas de terra à Ordem. Segundo um escritor recente, ao menos um dos co-fundadores do Templo era um cátaro. Isto parece de certa forma improvável, mas está além de qualquer discussão que Bertrand de Blachefort, o quarto Grão Mestre da Ordem, veio de uma família cátara. Quarenta anos depois da morte de Bertrand, seus descendentes estavam lutando lado a lado com outros senhores cátaros contra os invasores nortistas de Simon de Montfort.

Durante a Cruzada Albigense, os Templários ostensivamente permaneceram neutros, se confinando no papel de testemunhas. Ao mesmo tempo, todavia, o Grão Mestre daquele tempo parece ter deixado clara a posição da Ordem quando declarou que havia apenas uma Cruzada, a cruzada contra os sarracenos. Sobretudo, um exame cuidadoso das narrativas contemporaneas revela que os Templários forneceram abrigo a muitos refugiados cátaros. Na ocasião, eles parecem ter tomado armas em benefício dos refugiados cátaros. E uma inspeção dos pergaminhos da Ordem na direção do início da Cruzada Albigense revela um maior influxo de cátaros nas fileiras do Templo onde nem mesmo os cruzados de Simon Montfort ousariam desafia-los. De fato, os pergaminhos dos Templários do período mostram que uma proporção significante dos dignatários de alto escalão da Ordem eram de familias cátaras. No Templo de Languedoc os oficiais eram mais frequentemente cátaros do que catolicos. E o que é mais, os nobres cátaros que se alistaram no Templo não pareciam ter se movido sobre o mundo como muitos de sua irmandade católica. Ao contrário, eles pareciam ter permanecido pela maior parte no Languedoc, assim criando para o Ordem uma base duradoura e estável na região. Em virtude de seu contacto com as culturas islâmica e judaica, os Templários já haviam absorvido muitas grandes idéias diferentes da cristandade romana ortodoxa. Os Mestres Templários, por exemplo, frequentemente empregavam secretários árabes, e muitos Templários, tendo aprendido o árabe no cativeiro, eram fluentes na lingua. Uma estreita compreensão foi também mantida com as comunidades judaicas, interesses financeiros e erudição. Pelo influxo de recrutas cátaros, eles agora também estavam expostos ao dualismo gnóstico se, de fato, eles realmente tivessem sido estranhos a isso.

Por 1306 Felipe, o Belo da França estava agudamente ansioso de livrar seu território dos Templários. Eles eram arrogantes e ingovernáveis. Eles eram eficientes e altamente treinados, uma força militar profissional muito mais forte e melhor organizada do que qualquer uma que ele próprio pudesse reunir. Eles estavam firmemente estabelecidos pela França, e por este tempo até mesmo a obediência ao Papa era apenas nominal. Felipe não tinha controle sobre a Ordem. Ela possuia o dinheiro dele. Ele havia sido humilhado quando, fugindo de uma multidão rebelada em Paris, ele foi obrigado a buscar o abjeto refúgio no preceptório do Templo. Ele invejava a imensa riqueza dos Templários, que sua residência em seus territórios tornou mais flagrantemente aparente para ele. E, tendo se aplicado para se unir a Ordem como postulante, ele sofreu a indignidade de ser claramente rejeitado. Estes fatos juntos, com certeza, com a alarmente perspectiva de um Estado Templário independente em sua porta de trás foi suficiente para estimular o rei à ação. E heresia era uma desculpa conveniente. Felipe primeiro tinha que aliciar a cooperação do Papa, ao qual, na teoria a qualquer nível, os Templários deviam fidelidade e obediência, Entre 1303 e 1305, o rei francês e seus ministros engendraram o rapto e morte de um Papa [Bonifácio VIII] e bem possivelmente o assassinato por veneno de um outro [Benedito XI]. Então, em 1305, Felipe gerenciou para assegurar a eleição de seu próprio candidato, o arcebispo de Bordeaux, para o trono papal vago. O novo pontífice tomou o nome de Clemente V. Em débito como ele estava com a influência de Felipe, ele dificilmente poderia recusar as exigências do rei. Felipe planejou cuidadosamente seus movimentos. Uma lista de acusações foi compilada, parcialmente dos espiões do rei que haviam infiltrado a Ordem, parcialmente de confissões voluntárias de um alegado Templário renegado. Armado com estas acusações, Felipe fez o último movimento; e quando ele enviou sua explosão, ela foi súbita, eficiente e letal. Em uma operação de segurança digna da SS e da Gestapo, o rei emitiu ordens secretas e lacradas aos seus senescais pelo interior. Estas ordens eram para ser abertas em todos os lugares simultaneamente e implementadas de uma vez. No amanhecer da sexta feira, 13 de outubro de 1307, todos os Templários na França eram para serem aprisionados e colocados sob prisão pelos homens do rei, seus preceptórios colocados sob sequestro real, seus bens confiscados.

Mas embora o objetivo de surpresa de Felipe possa ter sido alcançado, seu interesse primário na fortuna imensa da Ordem o enganou. Ela nunca foi encontrada, e o que se tornou o fabuloso tesouro dos templários tem permanecido um mistério. De fato é duvidoso se o ataque de surpresa à Ordem foi tão inesperado como ele, ou os historiadores subsequentes, acreditaram. Há considerável evidência a sugerir que os Templários foram avisados antecipadamente. Logo antes das prisões, por exemplo, o Grão Mestre, Jacques de Molay, pediu que muitos dos livros e regras fossem então queimados. Um cavaleiro que se retirou da Ordem naquele tempo foi dito pelo tesoureiro que ele estava sendo extremamente sábio e que a catástrofe era iminente. Uma nota oficial foi circulada em todos os preceptórios franceses, ressaltando que nenhuma informação a respeito dos costumes e rituais da Ordem tinha sido divulgada. De qualquer modo, se os templários foram avisados antecipadamente ou se eles deduziram o que estava no vento, certas precauções foram tomadas definitivamente. Em qualquer caso, os cavaleiros que foram capturados parecem terem se submetido passivamente, como se houvessem recebido instruções para assim o fazer. Em nenhum ponto há qualquer registro da Ordem na França resistindo ativamente aos senescais do rei. Em segundo lugar, há evidência persuasiva de algum tipo de fuga organizada por um grupo particular de cavaleiros virtualmente todos os quais de algum modo estavam ligados ao Tesoureiro da Ordem. Portanto, talvez não seja surpreendente, que o tesouro do Templo, juntamente com quase todos seus documentos e registros, deva ter desaparecido. Rumores persistentes mas não substanciados falam do tesouro sendo contrabandeado de noite do preceptório de Paris, pouco antes das prisões. Segundo estes rumores, ele foi transportado por vagões para a costa presumidamente para a base naval da Ordem em La Rochelle e carregado em 18 galés, e nunca foi ouvido falar dele novamente. Se isso é verdade ou não, pareceria que a frota dos Templários escapou dos guardas do rei porque não há relatos de qualquer navio da Ordem ter sido tomado. Ao contrário, estes navios parecem ter desaparecido totalmente, junto com seja o que for que eles estivessem transportando. Na França os Templários presos foram julgados e alguns submetidos a tortura. Estranhas confissões foram extraídas e até mesmo acusações mais estranhas feitas.

Rumores amargos começaram a circular pelo país. Os Templários supostamente veneravam um diabo chamado Baphomet. Em suas cerimônias secretas eles supostamente se prostravam diante de uma cabeça barbada masculina, que falava com eles e os investia de poderes ocultos. Testemunhas não autorizadas destas cerimônias nunca foram vistas novamente. E havia outras acusações também, que eram até mesmo mais vagas; de infanticídio, de ensinar as mulheres como abortar, de beijos obscenos na iniciação de postulantes; de homossexualidade. Mas de todas as acusações levantadas contra estes soldados de Cristo, que haviam lutado e dedicado suas vidas a Cristo, uma parece a mais bizarra e aparentemente improvável. Eles foram acusados de ritualmente negarem Cristo, de repudiarem, pisarem e cuspirem na cruz. Na França, ao menos, o destino dos Templários foi efetivamente selado. Felipe atormentou-os selvagemente e sem misericórdia.  Muitos foram queimados, muitos mais aprisionados e torturados. Ao mesmo tempo o rei continuou a intimidar o Papa, exigindo até mesmo medidas mais restritivas contra a Ordem. Depois de resistir por um tempo, o papa abriu mão em 1312, e os Cavaleiros Templários foram oficialmente dissolvidos sem um veredito conclusivo de culpa ou inocência ter sido até mesmo produzido.

Mas nos domínios de Felipe, os julgamentos, inquéritos e investigações continuaram por outros dois anos. No final, em março de 1314, Jacques de Molay, o Grão Mestre e Geoffroi de Charnay, Preceptor da Normandia, foram queimados até a morte um fogo brando. Com a execução deles, a Ordem ostensivamente desapareceu desta parte da história. Dado ao número de cavaleiros que escaparam, que permaneceram de fora ou que eram conhecidos, seria surpreendente se tivesse. Não obstante, a Ordem não deixou de existir.  Felipe havia tentado influenciar seus companheiros monarcas, esperando portanto assegurar que nenhum Templário na cristandade fosse poupado. De fato, o zelo do rei a este respeito é quase suspeito. Pode-se talvez compreende-lo querer se livrar em seus próprios domínios da presença da Ordem, mas é muito menos claro porque ele deve ter tido tal intento de exterminar os Templários em outros lugares. Certamente ele próprio não era um modelo de virtudes; e é difícil imaginar um monarca que providenciasse a morte de dois Papas sendo genuinamente preocupado pelas infrações à fé. Felipe simplesmente temia a vingança se a Ordem permanecesse intacta fora da França? Em qualquer caso, sua tentativa de eliminar os Templários fora da França não foi bem sucedida. O proprio enteado de Felipe, por exemplo, Eduardo II da Inglaterra, de início correu em defesa da Ordem. Eventualmente, pressionado pelo Papa e o rei francês, ele cumpriu as exigências deles, mas apenas parcial e tepidamente. Embora a maioria dos Templários pareça ter escapado completamente, um número foi preso. Destes contudo, a maioria recebeu sentenças leves algums vezes de não mais que poucos anos de penitência em abadias e monastérios, onde eles viviam em condições geralmente confortáveis. Suas terras foram consignadas aos Cavaleiros Hospitalários de São João, mas eles próprios foram poupados da perseguição viciosa que atingiu sua irmandade na França.

Em todos os lugares a eliminação dos Templários encontrou maior dificuldade, Na Escócia, por exemplo, havia uma guerra com a Inglaterra naquele tempo, e o consenquente caos deixou pouca oportunidade para implementar exatidões legais. Então as Bulas Papais dissolvendo a Ordem nunca foram proclamadas na Escócia e na Escócia, portanto, a Ordem nunca foi tecnicamente dissolvida. Muitos ingleses e, pareceria, Templários franceses fundaram um refúgio escocês, e um contingente considerável é dito ter lutado do lado de Robert Bruce na Batalha de Bannockburn em 1314. Segundo a história o corpo coerente na Escócia existiu por outros quatro séculos. Na luta de 1688-91, James II da Inglaterra foi deposto por William de Orange. Na Escócia os apoiadores do sitiado monarca Stuart se levantaram em revolta e, na Batalha de Killiecrankie em 1689, João  Claverhouse, Visconde de Dundee, foi morto no campo. Quando seu corpo foi recuperado, ele foi reportadamente encontrado usando a Grande Cruz da Ordem dos Templários – não um recente aparelho supostamente, mas um datando de antes de 1307. Em Lorraine, que era parte da Alemanha naquele tempo, não parte da França, os Templários foram apoiados pelo duque da principalidade. Um poucos foram julgados e exonerados. A maioria, parece, obedeceu ao seu Preceptor, que reputadamente os aconselhou a raspar suas barbas, abandonar a veste secular e se assimilarem na populaça local.

Na própria Alemanha os Templários abertamente desafiaram seus juízes, ameaçando tomar armas. Intimidados, seus juízes os pronunciaram inocentes; e quando a Ordem foi oficialmente dissolvida, muitos Templários alemães acharam um paraíso nos Hospitalários de São João e na Ordem Teutônica. Na Espanha, também,  os Templários resistiram aos seus perseguidores e encontraram refúgio em outras ordens. Em Portugal a Ordem foi clarificada por um inquérito e simplesmente mudou seu nome, se tornando, Cavaleiros de Cristo. Sob este título eles funcionavam bem dentro do século XVI se devotando a atividade marítima. Vasco da Gama era um Cavaleiro de Cristo, e o Príncipe Henrique o Navegador era um Grão Mestre da Ordem. Navios dos Cavaleiros de Cristo viajavam sob a familiar cruz vermelha. E foi sob a mesma cruz que Cristóvão Colombo atravessou o Atlântico para o Novo Mundo. O próprio Colombo era casado com a filha de um antigo Cavaleiro de Cristo, e tinha acesso aos mapas e diários de seu sogro. Então, em um número de modos diversos, os Templários sobreviveram ao ataque de 13 de outubro de 1307. E em 1522 a progenie prussiana dos Templários, os Cavaleiros Teutônicos, sulariri sed eles próprios, repudiaram sua aliança com Roma e deram seu apoio por trás de um rebelde e herege chamado Martinho Lutero. Dois século depois de sua dissolução, os Templários, contudo indiretamente, estavam exercendo a vingança contra a Igreja que os traiu.

Os Cavaleiros Templários e Os Mistérios

Em uma forma grandemente resumida, esta é a história dos Cavaleiros Templários como os escritores a tem aceito e apresentado, e como nós a encontramos em nossa pesquisa. Mas rapidamente descobrimos que há uma outra dimensão para a história da Ordem, consideravelmente mais evasiva, mais provocante e mais especulativa.  Até mesmo durante a existência deles, uma mística tem vindo a cercar os cavaleiros. Alguns disseram que eles eram feiticeiros e mágicos, adeptos secretos e alquimistas. Muitos de seus contemporaneos os evitavam, acreditando que eles estavam em contacto com poderes não limpos.  Tão cedo quanto 1208, no início da Cruzada Albigense, o Papa Inocente III tinha advertido os Templários por um comportamento não cristão, e se referiu explicitamente a necromancia. Por outro lado, havia indivíduos que os louvavam com entusiasmo estravagante. No século XII Wolfram von Eschenbach, o maior dos romancistas medievais, fez uma visita especial ao Outremer para testemunhar a Ordem em ação. E quando, entre 1195 e 1220, Wolfram compôs seu romance épico Parcival, ele conferiu aos Templários o mais exaltado status. No poema de Wolfram os cavaleiros que guardam o Santo Gral, o castelo do Gral e a família do Gral, são Templários. Depois da derrocada dos Templários, a mística que cerca isso persistiu. O ato final registrado na história da Ordem tem sido a queima do último Grão Mestre, Jacques de Molay, em março de 1314.  Quando a fumaça do fogo brando chocou a vida de seu corpo, é dito que Jacques de Molay  disse uma imprecação das chamas. Segundo a tradição, ele chamou seus perseguidores, o Papa Clemente e O Rei Felipe para se unirem a ele e responderem por eles próprios diante da Côrte de Deus dentro de um ano. Dentro de um mês, o Papa Clemente  estava morto, supostamente de um súbito ataque de desinteria. Pelo fim do ano Felipe estava morto também, por causas que permanecem obscuras até este dia. Há, de fato, nenhuma necessidade de procurar explicações sobrenaturais, Os Templários possuiam grande talento no uso de venenos. E havia certamente bastante pessoas entre os cavaleiros refugiados viajando incógnitas, simpatizantes da Ordem e parentes da irmandade perseguida para executar a vingança apropriada.

Não obstante, o aparente cumprimento da maldição do Grão Mestre emprestou crendencial a crença nos poderes ocultos da Ordem. Nem a maldição terminou lá. Segundo a história, foi para lançar um pálio sobre a linhagem real francesa dentro do futuro. E então os ecos dos supostos poderes místicos dos Templários reverberaram pelos séculos. Pelo século XVIII várias confraternidades secretas e semi-secretas estavam louvando os Templários como os precursores e iniciados místicos. Muitos Maçons Livres do periodo se apropriaram dos Templários como seus antecedentes. Certos ritos e observâncias maçonicas afirmaram a descendência linear direta da Ordem, bem como a custódia autorizada de seus segredos arcanos. Algumas destas afirmações eram claramente ridículas. Outras repousavam, por exemplo, na possível sobrevivência da Ordem na Escócia – podem bem ter tido um núcleo de validade, até mesmo se os enfeites aplicados são espúrios.

Por 1789 as histórias que cercavam os Templários tinham atingido proporções positivamente míticas, e a realidade histórica deles foi obscurecida por uma aura de ofuscação e romance. Eles eram vistos como adeptos ocultos, alquimistas iluminados, magos e sábios, mestres maçons e altos iniciados; reais superhomens dotados de um surpreendente arsenal de poder e conhecimento arcano. Eles também eram vistos como heróis e mártires,  arautos do espírito anti-clerical daquela era; e muitos Maçons Livres, ao conspirar contra Luis XVI, sentiram estarem ajudando a implementar a maldição agonizante de Jacques de Molay  sobre a linhagem francesa.  Quando a cabeça do rei caiu sob a guilhotina, um homem desconhecido é relatado ter saltado para o andaime. Ele molhou sua mão no sangue do manarca, sacudiu-a sobre a multidão adjacente e gritou: “Jacques de Molay, você está vingado!”

Desde a Revolução Francesa a aura que cerca os Templários não tem diminuído. Ao menos três organizações contemporâneas hoje se denominam Templários, afirmando possuir um pedigree de 1314 e cartas cuja autenticidade nunca tem sido estabelecida. Certas lojas maçonicas tem adotado o grau de Templário, bem como rituais e apelações supostamente descendendo da ordem original. Até o fim do século XIX, uma sinistra Ordem dos Novos Templários foi estabelecida na Alemanha e na Áustria, empregando a suástica como um de seus emblemas. Figuras como  H. P. Blavatsky, fundadora da Teosofia, e Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia, falaram de ums esotérica tradição de sabedoria remontando aos Rosacrucianos e aos cátaros e Templários que eram supostamente o repositório de segredos ainda mais antigos. Nos Estados Unidos, adolescentes são admitidos na Sociedade De Molay, sem que até mesmo seus mentores tenham muita noção de onde deriva este nome. Na Bretanha, bem como em outras partes do ocidente, secretos ‘rotary clubs’ se dignificam com o nome Templário e incluem eminentes figuras públicas. Do reino celestial que ele devia conquistar com sua espada, Hugues de Payen deve agora olhar para baixo com uma certa perplexidade  irônica sobre os cavaleiros dos últimos dias, carecas, barrigudos e de óculos, que ele criou. E ainda que ele também esteja impressionado pela durabilidade e vitalidade de seu legado. Na França este legado é especialmente poderoso. De fato, os Templários são uma real indústria na França, tanto quanto Glastonbury, as linhas de comunicação ou o Monstro de Loch Ness são na Bretanha.

Em Paris livrarias estão cheias de histórias e narrativas da Ordem, algumas válidas, algumas beirando entusiasticamente ao lunático. Durante aproximadamente o último quarto de século, um número de afirmações extravagantes tem sido avançado em benefíco dos Templários, algumas das quais podem não ser inteiramente sem fundamento. Certo escritores tem creditado a eles, ao menos em grande parte, a construção das catedrais góticas ou ao menos eles terem fornecido um ímpeto de algum tipo para a explosão da energia arquitetonica e o gênio. Outros escritores tem argumentado que a Ordem estabeleceu contacto comercial com as Américas já em 1269, e derivou grande parte de sua riqueza da importada prata mexicana. Tem sido frequentemente avaliado que os Templários possuiam algum tipo de segredo escondendo as origens da cristandade. Tem sido dito que eles eram Gnósticos, que eles eram hereges, que eles eram desertores do Islã. Tem sido declarado que eles obtiveram uma unidade criativa entre sangues, raças e religiões, uma politíca sistemática de fusão entre o pensamento islâmico, cristão e judaico. E seguidamente isto é mantido, como  Wolfram von Eschenbach manteve quase oito séculos atrás, que os Templários eram os Guardiões do Santo Gral, seja o que possa ser o Santo Gral. As afirmações frequentemente são ridículas. Ao mesmo tempo, alguns dos segredos se relacionam ao que agora chamamos de esotérico. Gravações simbólicas nos preceptórios Templários, por exemplo, sugerem que alguns oficiais na hierarquia da Ordem eram familiarizados com tais disciplinas como astrologia, alquimia, geometria sagrada e numerologia, bem como, com certeza, astronomia que, nos séculos XII e XIII era inseparável da astrologia e cada porção como esotérica. Mas nem as afirmações extravagantes e nem os resíduos esoterícos foram o que nos intrigou. Ao contrário, nos encontramos fascinados por algo muito mais mundano, muito mais prosaico, a riqueza de contradições, improbabilidades, inconsistências, e aparentes ‘telas de fumaça’ na história aceita. Os segredos esotéricos dos Templários podem bem ter existido. Mas algo mais sobre eles estava sendo escondido tão bem enraizado nas correntes políticas e religiosas da época deles.

Foi a este nível que assumimos a maior parte de nossa investigação. Começamos pelo fim da história, a queda da Ordem e as acusações levantadas contra ela. Muitos livros tem sido escritos explorando e avaliando a possível verdade dessas acusações; e da evidência que nós, como a maioria dos pesquisadores, concluimos ter havido alguma base para elas. Submetidos a interrogatório pela Inquisição, um número de cavaleiros se referiu a algo chamado “Baphomet”; tantos, e em tantos lugares diferentes, para que Baphomet seja a invenção de um único indivíduo ou até mesmo um único preceptório. Ao mesmo tempo, não há indicação de quem ou o que possa ser Baphomet, o que ele ou isso representava, porque ele ou isso devesse ter um significado especial. Pareceria que Baphomet era visto com reverência, uma reverência talvez suprema até a idolatria. Em alguns casos o nome é associado com esculturas demoníacas como gárgulas encontradas em vários preceptórios. Em outras ocasiões Baphomet parece estar associado com uma aparição de uma cabeça barbada. A despeito das afirmações de alguns historiadores, parece claro que Baphomet não era uma corrupção do nome Maomé. Por outro lado, pode ter sido uma corrupção do árabe “abufihamet”, pronunciado entre os mouros espanhóis como “bufihimat”. Isto significa “Pai do Entendimento”, ou “Pai da Sabedoria” e ‘pai’ em árabe também é usado para implicar força. Se esta é de fato a origem de Baphomet, portanto ele se referiria presumidamente a algum princípio sobrenatural ou divino. Mas o que pode ter diferenciado Baphomet de qualquer outro princípio divino ou sobrenatural permanece não esclarecido. Se Baphomet era simplesmente Deus ou Alá, porque os cristãos se preocupariam em recristianiza-lo? E se Baphomet não era Deus ou Alá, quem ou o que era ele? Em qualquer caso, encontramos evidência incontestável da acusação de cerimonias secretas envolvendo uma cabeça de algum tipo.

De fato a existência de uma tal cabeça provou ser um dos temas dominantes correndo pelos registros da Inquisição. Como com Baphomet, contudo, o significado da cabeça permanece obscuro. Possa talvez pertencer a alquimia. No processo alquímico há uma fase chamada ‘Caput Mortuum’ ou ‘Cabeça Morta’, o ‘Nigredo’, ou “Enegrecido” que era dito ocorrer antes da precipitação da Pedra Filosofal. Segundo outras narrativas, contudo, a cabeça era aquela de Hugues de Payen, o fundador da Ordem e primeiro Grão Mestre; e é sugestivo que o escudo de Hugues consistisse em três cabeças negras em um campo de ouro. A  cabeça pode também estar ligada ao famoso Sudário de Turim, que parece ter estado sob a possessão dos Templários entre 1204 e 1307, e o qual, se dobrado, teria parecido como nada mais que uma cabeça. De fato, em um preceptório Templário de Templecombe em Somerset foi encontrada uma reprodução de uma cabeça com barbas com surpreendente semelhança ao Sudário de Turim. Ao mesmo tempo, uma especulação recente tem ligado a cabeça, ao menos por tentativa, com a cabeça cortada de João Batista; e certos escritores tem sugerido que os Templários foram ‘infectados’ pela heresia Joanita ou Mandeana que denunciou Jesus como ‘um falso profeta’ e reconheceu João como o verdadeiro Messias. De fato no curso de suas atividades no Oriente Médio os Templários indubitavelmente estabeleceram contacto com as seitas Joanitas, e a possibilidade de tendências Joanitas na Ordem não é improvável. Mas não se pode dizer que tais tendências foram obtidas pela Ordem como um todo, nem que elas eram questão de política oficial. Durante os interrogatórios que seguiram as prisões em 1307, uma cabeça também figurou em outras duas conexões. Segundo os registros da Inquisição, entre os bens confiscados do preceptório de Paris uma relíquia sob a forma de uma cabeça de mulher foi encontrada. Ela era alada no topo e continha o que pareciam terem sido relíquias de um tipo peculiar. Ela é descrita como se segue: uma grande cabeça de prata dourada, a mais bela, e constituindo uma imagem de uma mulher. Dentro havia dois ossos da cabeça envolvidos em um pano de linho branco, com outro pano vermelho ao seu redor. Um rótulo foi anexado, no qual foi escrito a legenda  CAPUT LVIIIm.

Os ossos dentro eram de uma mulher pequena. Uma relíquia curiosa, especialmente para uma rigida e monástica instituição militar como os Templários. Ainda que um cavaleiro sob interogatório, quando confrontado com esta cabeça feminina,  declarou que ela não tinha qualquer relação com a cabeça do homem barbado usada nos rituais da Ordem. Caput LVIII – cabeça 58m permanece um enigma surprendente. Mas vale a pela notar que ‘m’ pode afinal não ter sido um ‘m’, mas U, o símbolo astrológico para Virgem.

As figuras das cabeças aparecem novamente em uma outra história misteriosa tradicionalmente ligada aos Templários. Vale citar uma de suas várias variantes: uma grande senhora de Maraclea foi amada por um Templário, um Senhor de Sidon; mas ela morreu em sua juventude, e na noite de seu enterro, este amante perverso invadiu sua tumba, escavou seu corpo e o violou. Então uma voz do vazio ordenou que ele voltasse no tempo de nove meses para encontrar um filho. Ele obedeceu ao comando e no tempo indicado ele abriu a tumba novamente e encontrou uma cabeça sobre os ossos da pernas do esqueleto [cranio e ossos cruzados]. A mesma voz ordenou que ele guardasse isso bem, porque isso lhe daria todas as boas coisas, e então ele levou tudo isso embora com ele. Isso se tornou seu gênio protetor, e ele foi capaz de derrotar seus inimigos ao meramente mostrar a eles a cabeça mágica. No curso devido, isso passou para a posse da Ordem. Esta narrativa horrenda pode ser traçada ao menos até aquela do Mapa Walter, escrito no final do século XII. Mas nem ele ou outro escritor,  que reconta a mesma história quase um século mais tarde, especifica que este estrupador necrófilo era um Templário. Não obstante, por 1307 a história tinha se tornado estreitamente associada com a Ordem. Ela é mencionada repetidamente nos registros da Inquisição, e ao menos dois cavaleiros sob interrogatório confessaram sua familiaridade com ela. Nas narrativas subsequentes, como uma citada acima, o próprio estuprador é identificado como um Templário, e ele permanece assim ns versões preservadas pela Livre Maçonaria que adotou o cranio e os ossos cruzados, e frequentemente os empregou como um aparelho nas pedras de tumbas. Em parte a lenda pode ser vista quase como um grotesco disfarce da Imaculada Conceição. Em parte pareceria ser uma narrativa simbólica destorcida de algum rito iniciático, algum ritual envolvendo uma morte figurativa e ressureição. Um cronista cita o nome da mulher na história como Yse, que muito claramente derivaria de Isis. E certamente a lenda evoca e ecoa dos mistérios associados a Isis, bem como de aqueles associados a Tamuz ou Adonis, cuja cabeça foi atirada no mar, e de Orfeu, cuja cabeça foi atirada no rio da Via Láctea. As propriedades mágicas da cabeça também evocam a cabeça de Bran O Abençoado na mitologia celta e no Mabinogion. E este é o caldeirão místico de Bran que numerosos escritores tem tentado identificar como o precursor pagão do Santo Gral. Seja qual for a importância atribuida ao ‘culto da cabeça’, a Inquisição claramente acreditou que ele fosse importante. Em uma lista de acusações retiradas de 12 de agosto de 1308, há o seguinte: Item, que em cada província eles tinham ídolos, nomeadamante cabeças… Item, que eles adoravam estes ídolos… Item, que eles disseram que a cabeça podia salva-los. Item, que ela podia faze-los ricos… Item, que ela fez as três flores. Item, que ela fez a terrra germinar. Item, que eles cercavam ou tocavam cada cabeça dos ídolos supramencionados com pequenas cordas, que eles vestiam ao redor deles próprios perto da camisa ou da carne. A corda mencionada no último item é reminiscente dos Cátaros, que também eram alegados terem usado uma corda sagrada de algum tipo. Mas o mais surpreendente na lista é a proposta capacidade da cabeça de fazer riquezas, fazer árvores floridas e trazer fertilidade à terra. Estas propriedades coincidem notavelmente com aquelas atribuidas nos romances ao Santo Gral. De todas as acusações levantadas contra os Templários, as mais sérias eram de blasfemia e heresia de pisar, negar e cuspir na cruz. Não está precisamente claro o que ritual alegado pretendia significar – o que, em outras palavras, os Templários estavam realmente repudiando. Eles estavam repudiando Cristo? Ou eles estavam simplesmente repudiando a Crucificação? E seja o que for que eles repudiavam, o que exatamente eles enalteciam com esta posição?

Ninguém tem respondido satisfatoriamente a estas perguntas, mas parece claro que o repúdio de algum tipo ocorreu, e era um princípio integral da Ordem. Um cavaleiro, por exemplo, testemunhou que em sua iniciação na Ordem, foi dito a ele “Você crê erradamente, porque ele [o Cristo] é de fato um falso profeta. Acredite apenas em Deus no Céu e não nele.’ Um outro Templário declarou que foi dito a ele, ‘Não acredite que o homem chamado Jesus que os judeus crucificaram no Outremer é Deus e que ele pode salva-lo”. Um terceiro cavaleiro similarmente afirmou que ele foi instruido a não acreditar em Cristo, um falso profeta, mas apenas no Deus Superior. Então foi mostrado a ele um crucifixo e dito : “Não coloque muita fé nisso, porque isso é jovem demais”. Tais narrativas são frequentes e bastante consistentes para dar credencial a acusação. Eles eram também relativamente brandas; e se a Inquisição desejasse juntar evidência, ele poderia ter devisado algo muito mais dramático, mais incriminador, mais prejudicial. Então parece haver pouca dúvida que a atitude dos Templários em relação a Jesus não seguia a ortodoxia católica, mas é incerto precisamente qual era a atitude da Ordem. Em qualquer caso, há evidência que o ritual atribuido aos Templários de pisar e cuspir na cruz estava em vigor um século antes de 1307. Seu contexto é confuso, mas ele é mencionado em ligação com a Sexta Cruzada, que ocorreu em 1249.

O lado Oculto dos Cavaleiros Templários

Se o fim dos Cavaleiros Templários foi repleto de embaraçosos enigmas, a fundação e história inicial da Ordem nos pareceu ser até mesmo mais assim. Estávamos já pragueados por um número de inconsistências e improbabilidades. Nove cavaleiros, nove pobre cavaleiros  apareceram como se de nenhum lugar  e entre todos os outros Cruzados enxameando a Terra Santa prontamente tiveram os aposentos do rei entregues a eles! Nove pobre cavaleiros sem admitirem qualquer novo recruta em suas fileiras presumidamente, tudo por eles mesmos, defederam os caminhos da Palestina. E não há registro deles realente fazendo alguma coisa, nem mesmo de Fulk de Chartres, o cronista oficial do rei, que certamente deve ter sabido sobre o mapa. Como, imaginamos, podem as atividades deles, seus movimentos nas terras reais, ter escapado a percepção de Fulk? Parece incrível, ainda que o cronista nada diga. Ninguém diz qualquer coisa. De fato, até  Guillaume de Tyre, bons cinquenta anos depois. O que podemos concluir disso? Que os Cavaleiros não estavam engajados no louvável serviço público atribuído a eles? Que ao invés, talvez, eles estivessem envolvidos em uma atividade clandestina, da qual nem mesmo o cronista oficial estava ciente? Ou que o próprio cronista foi amordaçado? Esta última parece ser a explicação mais provável. Aos cavaleiros logo se uniram dois homens nobres mais ilustres, nobres cuja presença não poderia ter sido desapercebida.

Segundo  Guillaume de Tyre, a Ordem do Templo foi criada em 1118, originalmente composta por nove cavaleiros e não admitiu novos recrutas por nove anos. Contudo, está claramente em registro, que o Conde de Anjou – pai de Geoffrey Plantagenet, se uniu a Ordem em 1120, apenas dois anos depois de sua fundação. E em 1124 o Conde de Champagne, um dos senhores mais ricos da Europa, o fez igualmente. Se Guillaume de Tyre está correto, não deveria ter havido novos membros até 1127; mas por 1126 os Templários de fato haviam admitido  quatro novos membros em suas fileiras. Se Guilhaume está errado, então, em dizer que nenhum membro foi admitido por nove anos depois de sua fundação, sua fundação dataria de 1118, mas no máximo, de 1111 ou 1112. De fato há uma evidência muito persuasiva desta conclusão. Em 1114 o Conde de Champagne estava se preparando para a viagem a Terra Santa. Logo antes de sua partida, ele recebeu uma carta do Bispo de Chartres. Em um ponto, o Bispo escreveu, “Temos ouvido que… antes de partir para Jerusalém você fez um voto de se unir ‘a milícia de Cristo’, que voce deseja se alistar nesta ordem militar evangélica.’ A mílícia de Cristo foi o nome pelo qual os Templários foram originalmente conhecidos, e o nome pelo qual São Bernardo alude a eles. No contexto da carta do Bispo a apelação não pode possivelmente se referir a uma outra instituição. Isto não pode significar, por exemplo, que o Conde de Champagne simplesmente decidiu se tornar um Cruzado, porque o Bispo continua a falar no voto de castidade que sua decisão envolvia. Um  tal voto dificilmente teria sido requerido de um Cruzado comum. Da carta do Bispo de Chartres, então, está claro que os Templários já existiam, ou ao menos haviam sido planejados, já em 1114, quantro anos antes da data geralmente aceita; e que tão cedo quanto em 1114 o Conde de Champagne já pretendia se unir as fileiras deles – o que ele eventualmente o fez uma década depois. Um historiador que notou esta carta retirou uma curiosa conclusão que o bispo pode não ter significado o que ele disse. Ele pode não ter se referido aos Templários, argumenta o historiador em questão, porque os Templários não foram criados até quatro anos depois em 1118. Ou talvez o bispo não soubesse o ano de Nosso Senhor no qual ele estava escrevendo? Mas o bispo morreu em 1115,. Como, em 1114 ele podia enganadamente se referir a algo que ainda não existia? Há somente uma resposta possível e muito óbvia a esta pergunta que é que o bispo não estava errado, mas  Guillaume de Tyre, bem como todos os historiadores subsequentes que insistem em ver Guilhaume como uma voz impecável de autoridade. Por si só uma data anterior para a fundação da Ordem do Templo, não precisa necessariamente ser suspeito. Mas há outras circunstâncias e coincidências singulares que decididamente são. Ao menos três dos noves cavaleiros fundadores, inclusive  Hugues de Payen, parecem ter vindo de regiões adjacentes, terem tido laços familiares, terem conhecido uns aos outros previamente e terem sido vassalos do mesmo senhor. Este senhor era o Conde de Champagne, a quem o Bispo de Chartres doou a terra na qual São Bernardo, patrono dos Templários, construiu a famosa Abadia de Clairvaux; e um dos nove cavaleiros fundadores,  Andre de Montbard, era tio de São Bernardo. Em Tryes, sobretudo, a côrte do Conde de Champagne, uma escola influente de estudos cabalísticos e esotéricos tinha florescido desde 1070. No Concílio de Troyes em 1128 os Templários foram oficialmente incorporados. Nos próximos dois anos, Troyes permaneceu um centro estratégico para a Ordem; e até mesmo hoje há uma área amadeirada adjacente chamada de Forte do Templo.  E foi de Troyes, côrte do Conde de Champagne, que um dos primeiros romances do Gral foi emitido, muito possivelmente o primeiro, composto por Chretien de Troyes.

Entre esta riqueza de dados, podemos começar a ver uma rede tenue de ligações em um padrão que parece mais do que a mera coincidência. Se um tal padrão existe, certamente apoia a nossa suspeita que os Templários estavam envolvidos em alguma atividade clandestina. Não obstante, podemos apenas especular  qual pode ter sido tal atividade. Com base em nossas especulações específicas estava o local específico do domicilio dos cavaleiros na ala do palácio real, o Monte do Templo, tão inexplicavelmente conferida a eles. No ano de 70 o Templo que então estava de pé foi saqueado por legiões romanas sob Tito. Seu tesouro foi saqueado e levado a Roma, então novamente saqueado e levado talvez aos Pirineus. Mas que tal se houvesse algo mais no Templo bem como algo até mesmo mais importante do que o tesouro pilhado pelos Romanos? É certamente possível que os sacerdotes do Templo, confrontados pelo avanço da falange de centuriões, teriamdeixado aos saqueadores o botim que eles esperavam encontrar. E se houvesse algo mais, pode bem estar escondido em algum lugar nas proximidades. Sob o Templo, por exemplo. Entre os Manuscritos do Mar Morto encontrados em QumrAam, há um agora conhecido como como Pergaminho de Cobre. Este pergaminho, decifrado na Universidade de Manchester em 1955-6 faz referências explícitas as grandes quantidades de barras de ouro e prata, vasos sagrados, adicional material não especificado, e um ‘tesouro’ de natureza não determinada. Ele cita vinte e quatro tesouros enterrados sob o próprio Templo. Em meados do século XII uma romaria a Terra Santa, um  Johann von Wurzburg, escreveu sobre uma visita aos Estábulos de Salomão. Estes estábulos, situados diretamente sob o próprio Templo, ainda estão visíveis. Eles são suficientemente grandes, relatou Johann, para sustentar dois mil cavalos; e foi nestes estábulos que os Templários estabelecerem suas montarias. Segundo ao menos um historiador, os Templários estavam usando estes estábulos para seus cavalos já em 1124, quando eles ainda eram supostamente apenas nove em número. Parece então que a Ordem principiante, imediatamente depois de sua criação, realizou escavações sob o Templo. Tais escavações podem bem implicar que os cavaleiros estavam ativamente procurando por algo. Se esta suposição é válida, explicaria um número de anomalias – sua instalação no palácio real, por exemplo, e o silêncio do cronista. Msa se eles foram enviados a Palestina, quem os enviou? Em 1104 o Conde de Champagne tinha se encontrado em um conclave com certos nobres de alto escalão, ao menos um dos quais tinha acabado de voltar de Jerusalém. Entre estes presentes ao conclave estavam representantes de certas famílias como Brienne, Joinville e Chaumont que, como descobrimos mais tarde, figuraram importantemente em nossa história. Também presente estava o senhor de ligação de Andre de Montbard, Andre sendo um dos co-fundadores do Templo e tio de São Bernardo. Pouco depois do conclave, o Conde de Champagne partiu para a Terra Santa e permaneceu lá por quatro anos, voltando em 1108. Em 1114 ele fez uma segunda viagem a Palestina, tendando se unir a ‘milícia de Cristo’, então mudou de idéia e voltou a Europa um ano depois. Em sua volta, ele imediatamente doou um pedaço de terra a Ordem Cisterciana, cujo proeminente portavoz era São Bernardo. Neste pedaço de terra São Bernardo construiu sua própria residência e então consolidou a Ordem Cisterciana.  Antes de 1112 os Cistericianos estavam perigosamente perto da falência. Então, sob a orientação de São Bernardo, eles passaram por uma surpreendente mudança de fortuna. Dentro dos próximos poucos anos meia duzia de abadias foram criadas. Por 1153 havia mais de trezentas, das quais o próprio São Bernardo fundou sessenta e nove. Este crescimento extraordinário paraleliza diretamente aquele da Ordem do Templo, que estava se expandindo  do mesmo modo durante os mesmos anos.  E, como temos dito, um dos co-fundadores da Ordem do Templo foi o tio de São Bernardo,  Andre de Montbard.

Vale rever esta complicada sequência de eventos. Em 1104 o Conde de Champagne partiu para a Terra Santa depois de se encontrar com certos nobres, um dos quais era ligado a Andre Montbard. Em 1112 o sobrinho de Andre Montbard, São Bernardo, se uniu a Ordem Cisterciana. Em 1114 o Conde de Champagne partiu em uma segunda viagem para a Terra Santa, pretendendo se unir a Ordem do Templo que foi co-fundada pelo seu próprio vassalo com Andre Montbard, e o qual, como atesta a carta do Bispo de Chartres, já existia ou estava em processo de ser criada. Em 1115 o Conde de Champagne voltou a Europa, tendo estado lá por menos de um ano, e doou terra a Abadia de Clairvaux cujo abade era sobrinho de Andre Montbard. Nos anos que se seguiram tanto os Cistercianos quanto os Templários da Ordem de São Bernardo e de Andre Montbard se tornaram imensamente ricos e desfrutavam fases de um crescimento fenomenal. Como ponderamos esta sequência de eventos, nos tornamos crescentemente convencidos que havia algum padrão subjacente e governando tal rede intrincada. Certamente isso não nos parece ser aleatório, nem completamente coincidentes. Ao contrário, nos parece que estamos lidando com os vestígios de algum projeto completo complexo e ambicioso, os detalhes completos do qual tinham sido perdidos na história. Para reconstruir estes detalhes, desenvolvemos uma hipótese tentativa, um cenário, por assim dizer, que possa acomodar os fatos conhecidos. Supomos que algo foi descoberto na Terra Santa, por acidente ou projeto; algo de extrema importância, que levantou o interesse de alguns dos nobres europeus mais influentes. Posteriormente supomos que esta descoberta envolveu, direta ou indiretamente, uma grande parte de potencial riqueza também, talvez, como algo mais, algo que tinha que ser mantido secreto, algo que só poderia ser divulgado a um pequeno número de senhores de alto escalão. Finalmente, supomos que esta descoberta foi relatada e discutida no conclave de 1104. Imediatamente depois o Conde de Champagne partiu para a Terra Santa, talvez para verificar pessoalmente o que ele tinha ouvido, talvez para implementar algum curso de ação para a fundação, por exemplo, do que subsequentemente se tornou a Ordem do Templo. Em 1114, se não antes, os Templários foram estabelecidos com o Conde de Champagne desempenhando algum papel crucial, talvez agindo como espírito guia e patrocinador. Por 1115 o dinheiro já estava fluindo de volta a Europa e para dentro dos cofres dos Cistercianos, que, sob São Bernardo e de sua nova posição de força, endossou e conferiu credibilidade a iniciante Ordem do Templo. Sob Bernardo os Cistercianos atingiram uma ascendência espiritual na Europa. Sob Hugues de Paiens e Andre de Montbard, os Templários atingiram uma ascendência administrativa e militar na Terra Santa que rapidamente se espalhou para a Europa. Por trás do crescimento de ambas as Ordens se esgueirava a presença sombria de tio e sobrinho, bem como a riqueza, influência e patrocínio do Conde de Champagne. Estes três indivíduos constituem um link vital. Eles são como marcadores quebrando a superfície da história, indicando as sombrias configurações de algum projeto elaborado e oculto. Se um tal projeto realmente existiu, ele não pode, com certeza, ser restrito a apenas três homens. Ao contrário, ele deve ter compreendido uma grande dose de cooperação de certas outras pessoas e uma grande parte de meticulosa organização. A organização talvez seja a palavra chave; porque se nossa hipótese está correta, seria pressuposto um grau de organização somando a uma ordem nela própria uma terceira e secreta ordem por trás das Ordens conhecidas e documentadas dos Cistercianos e do Templo. A evidência para a existência uma tal terceira ordem não demorou a chegar. Enquanto isso, nesse meio tempo, devotamos nossa atenção a hipotética ‘descoberta’ na Terra Santa da base especulativa sobre a qual se estabeleceu o nosso cenário. O que pode ter sido encontrado lá? O que podem os Templários, juntamente com São Bernardo e o Conde de Champagne terem sido particularmente conhecedores? No fim da história deles, os Templários mantiveram inviolável o segredo sobre o paradeiro de seu tesouro e a natureza dele. Nem mesmo documentos sobreviveram. Se o tesouro fosse simplesmente barras de ouro e prata e financeira, por exemplo, não teria sido necessário destruir ou esconder todos os registros, todas as regras e todos os arquivos. A implicação é que os Templários tinham algo mais sob sua custódia, algo tão precioso  que nem mesmo a tortura arrancaria uma intimação dos lábios deles. A riqueza sozinha não teria causado um segredo tão unanimemente absoluto. Seja o que for que isso tenha a ver com outros assuntos, como a atitude da Ordem em relação a Jesus.

Em 13 de outubro de 1307, todos os Templários pela França foram presos pelos senescais de Felipe O Belo. Mas esta declaração não é bem verdadeira. Os Templários de ao menos um preceptório escorregaram pela lei do Rei, o preceptório de Bezu, adjacente a Rennes-le-Chateau. Como e porque eles escaparam? Para responder esta pergunta, fomos compelidos a investigarmos as atividades da Ordem na vizinhança de Bezu. Estas atividades se provaram serem muitos extensas. De fato, havia uma meia dúzia de preceptórios e outras propriedades na área, o que cobria algumas vinte milhas quadradas. Em 1153 um nobre da região, um nobre com simpatias cátaras se tornou o Quarto Grão Mestre da Ordem do Templo. Seu nome era Bertrand de Blanchefort, e seu lar ancestral estava situado em um pico de montanha a umas poucas milhas de Bezu e de Rennes-le-Chateau. Bertrand de Blanchefort, que presidiu a Ordem de 1153 a 1170 foi provavelmente o mais importante de todos os Grãos Mestres Templários. Antes de seu regime, a hierarquia e a estrutura administrativa da Ordem eram, na melhor das hipóteses, nebulosas. Foi Bertrand que transformou os Cavaleiros Templários, em uma instituição soberbamente eficiente, bem organizada e magnicificamente disciplinada hierárquica que eles então se tornaram. Foi Bertrand que lançou o envolvimento deles na diplomacia de alto nível e na política internacional. Foi Bertrand que criou para eles uma maior esfera de interesse na Europa e particularmente na França. E segundo a evidência que sobrevive, alguns historiadores de Bertrand até mesmo listam o conselheiro dele precedendo como Grão Mestre, que foi Andre Montbard. Dentro de poucos anos da incorporação dos Templários, Bertrand não apenas havia se unido as suas fileiras, mas também conferiu a elas terras nas cercanias de Rennes-le-Chataux e Bezu. E em 1156, sob o regime de Bertrand como Grão Mestre, é dito que a Ordem importou para a área um contingente de mineiros de lingua alemã. Estes trabalhadores eram supostos se submeterem a uma rígida disciplina, virtualmente militar. Eles eram proibidos de confraternizar de qualquer modo com a população local e eram mantidos estritamente segregados da comunidade adjacente.

Um corpo judicial especial, ‘la Judicature des Allemands’, foi até mesmo criado para lidar com as tecnicalidades legais relativas a eles. E a alegada tarefa deles era trabalhar nas minas de ouro dos aclives da montanha em Blanchefort; minas de ouro que tinham sido completamente exauridas pelos romanos quase mil anos antes. Durante o século XVII  engenheiros foram comissionados para investigar as perspectivas mineralógicas da área e escreverem relatos detalhados. No curso do relato de um deles, Cesar d’Arcons, discutiu as ruínas que ele havia encontrado, restos da atividade dos trabalhadores alemães. Com base na pesquisa dele, ele declarou que os trabalhadores alemães não parecem terem se engajado em mineração. Então, no que eles estavam engajados? Cesar d’Arcons estava incerto, fundição talvez, derreter algo lá embaixo, construir algo de metal, talvez até mesmo escavar uma cripta subterrânea de algum tipo e criar uma espécie de depositório. Seja qual for a resposta a este enigma, lá tinha havido a presença dos Templários nas vizinhanças de Rennes-le-Chateau desde ao menos meados do século XII. Por 1285 havia um maior preceptório a umas poucas milhas de Bezu, em  Campagnesur-Aude. Ainda que perto do fim do século XIII, Pierre de Voisins, senhor de Bezu e Rennes-le-Chateau, tenha convidado um destacamento separado de Templários para a área, um destacamento especial da província Aragonesa de Roussillon. Este novo destacamento se estabeleceu no pico da montanha de Bezu, eregindo um posto de observação e uma capela. Ostensivamente, os Templários de Roussillon tinham sido convidados a Bezu para manterem a segurança da região e proteger a rota de romaria que passa pelo vale para Santiago de Compostela na Espanha. Mas não está claro porque estes cavaleiros extras deveriam ter sido solicitados. Em primeiro lugar eles não podem ter sido muito numerosos e nem suficientes para fazer uma diferença significativa. Em segundo lugar, já havia Templários nas vizinhanças. Finalmente,  Pierre de Voisins tinha tropas suas próprias, juntamente com os Templários que já estavam lá, que podiam garantir a segurança das cercanias. Porque, então, os Templários de Roussillon vieram a Bezu? Segundo a tradição local, eles vieram para espionar. E para explorar ou enterrar ou guardar um tesouro de algum tipo. Seja qual for a misteriosa missão deles, eles obviamente desfrutaram de algum tipo de imunidade especial. De todos os Templários da França,  eles foram deixados não molestados pelos senescais do Rei Felipe O Belo em 13 de outubro de 1307. Naquele dia fatídico, o comandante do contingente Tempário em Bezu era um Senhor de Goth. E antes de tomar o nome de Clemente V, o arcebispo de Bordeaux, o peão vacilante do Rei Felipe era Bertrand de Goth. Sobretudo, a mãe do novo pontífice era Ida de Blanchefort, da mesma família de Bertrand de Blanchefort. O papa então conhecia algum segredo confiado a custódia de sua família, um segredo que permaneceu na família até o século XVIII, quando o Abade Antoine Bigou, o cura de Rennes-le-Chateau e confessor de Marie de Blanchefort, compôs os pergaminhos encontrados por Sauiere? Se este foi o caso, o papa podia bem ter estendido algum tipo de imunidade ao seu comando parental dos Templários em Bezu. A história dos Templários perto de Rennes-le-Chateau foi claramente tão repleta de enigmas perplexantes quanto a história da Ordem em geral. De fato, há um número de fatores do papel de Bertrand de Blanchefort, por exemplo, que parecerem constituir uma ligação discernível entre os enigmas mais gerais e os localizados. Nesse meio tempo, contudo, fomos confrontados com um conjunto assustador de coincidências numerosas demais para serem mesmo coincidências. Estávamos de fato lidando com um padrão calculado? Se assim o for, a questão óbvia era quem divisou isso, porque padrões tão intrincados não se criam sozinhos. Toda a evidência a nós disponível aponta para o planejamento meticuloso e organização cuidadosa tão crescentemente que suspeitamos deva haver um grupo específico de indivíduos, talvez comprendendo uma ordem de algum tipo, trabalhando assiduamente por trás das cenas. Não temos buscado a confirmação para a existência de tal Ordem. A própria confirmação se empurrou sobre nós. A confirmação de documentos secretos de uma terceira ordem por trás dos Templários e dos Cistercianos pulou ela própria sobre nós. De início, todavia, não pudemos considerar isso seriamente.

Os Enigmas que Compõem a História

A materia parecia tão não confiável, tão vaga e nebulosa como fonte. Até que pudessemos autenticar a veracidade desta fonte, não podiamos acreditar nas afirmações dela. Em 1956 uma série de livros, artigos, panfletos e outros documentos relacionados a Berenger Sauniere e ao enigma de Renes-le-Chateau começou a aparecer na França. Este material tinha constantemente proliferado e agora é volumoso. De fato, ele vem a constituir a base para uma verdadeira ‘indústria’. E sua grande quantidade, bem como o esforço e os recursos envolvidos em produzir e disseminar isso, implicitamente atestam algo de imensa importância, ainda que não explicada. Não surpreendentemente, o caso tem servido para excitar o apetite de inúmeros pesquisadores independentes  como nós mesmos, cujos trabalhos tem se acrescentado ao corpo do material disponível. O material original, contudo, parece ter saído de uma única fonte específica. Alguns claramente tem um vestido interesse em ‘promover’ Rennes-le-Chateau, em chamar a atenção pública para a história, em gerar publicidade e investigação posterior. Seja o que mais que isso possa ser, este vestido interesse não parece ser financeiro. Ao contrário, parece ser mais da ordem de propaganda; uma propaganda que estabelece a credibilidade para algo. E seja quem possam ser os indivíduos responsáveis por esta propaganda, eles tem buscado focar os holofotes em certas matérias enquanto mantém-se escrupulosamente nas sombras. Desde 1956 a quantidade de material relevante que tem sido deliberadamente e sistematicamente ‘vazada’, do modo pouco a pouco, fragmento por fragmento. A maioria desses fragmentos propõem uma matéria, implicita ou explicitamente, de alguma fonte ‘privilegiada’ ou ‘interna’. A maioria contém informação adicional, que suplementa o que era conhecido antes e assim contribui para o enigma completo. Nem a importação nem o significado do enigma completo ainda tem sido tornado claro, contudo. Ao invés, cada novo bocado de informação tem feito mais para intensificar do que para resolver o mistério. O resultado tem sido uma rede sempre proliferante de alusões sedutoras, pistas provocativas, referências cruzadas sugestivas e ligações. Ao confrontar a riqueza de dados agora disponível, o leitor bem pode sentir que ele está sendo brincado com, ou sendo engenhosamente e talentosamente levado de conclusão a conclusão por sucessivas cenouras penduradas diante de seu nariz. E sob tudo isso tudo está a constante e pervasiva intimação de um segredo; um segredo monumental de proporções explosivas. O material disseminado desde 1956 tem tomado um número de formas. Parte dele tem aparecido em livros populares, até mesmo best-sellers, mais ou menos sensacionais, mais ou menos cripticamente instigantes. Assim, por exemplo, Gerard de Sede tem produzido uma sequência trabalhos sobre tais aparente tópicos divergentes como os Cátaros, os Templários, a dinastia Merovíngia, a Rosa Cruz, Sauniere e Rennes-le-Chateau. Nestes trabalhos de Sede está frequentemente arqueando, modesto, deliberadamente mistificando e coquetemente evasivo. Seu tom implica constantemente que ele sabe mais do que está dizendo, talvez um instrumento para ocultar que ele não sabe tanto quanto finge saber. Mas seus livros contém bastante detalhes verificáveis para construir uma ligação entre seus temas respectivos. Seja mais o que for que possa se pensar, de Sede efetivamente estabelece que os assuntos diversos a que se dirige se entrelaçam e de alguma forma forma estão interconectados. Por outro lado, não podemos senão suspeitar que o trabalho de de Sede baseia-se pesadamente na informação fornecida por um informante  e de fato, de Sede mais ou menos reconhece isso ele próprio. Muito por acidente, sabemos quem era o informante. Em 1971, quando embarcamos em nosso primeiro filme para BBC sobre Rennes-le-Chateau, escrevemos ao publicante de de Sede em Paris para certo material visual. As fotografias que solicitamos foram de acordo postadas para nós. Em cada uma delas, na parte de trás, estava impresso Plantard. Naquele tempo o nome significava pouco para nós. Mas o apêndice de um dos livros de de Sede consistia em uma entrevista com um Pierre Plantard. E subsequentemente obtivemos evidência que Pierre Plantard tinha estado envolvido com certos trabalhos de de Sede. Eventualmente Pierre Plantard começou a emergir como uma das figuras dominantes em nossa investigação.

A informação disseminada desde 1956 não tem sido sempre contida na forma popular e acessível de de Sede. Parte dela tem aparecido em tomos pesados, assustadores e até mesmo pedantes, diametralmente opostos a abordagem jornalística de de Sede. Um de tais trabalhos foi produzido por Rene Descadeillas, antigo Diretor da Biblioteca Municipal de Carcassone. O livro de Descadeillas é estenuosamente anti-sensacional. Devotado a história de Rennes-le-Chateau e suas cercanias, ele contém uma plétora de minúncias sociais e economicas por exemplo, de nascimentos, mortes, casamentos, finanças, impostos e trabalhos públicos entre os anos de 1730 e 1820. No todo, ele não pode possivelmente diferir mais dos livros para o mercado de massa de de Sede que Descadeillas em algum lugar se submete ao fatal criticismo. Além dos livros publicados, incluindo alguns que tem sido publicados particularmente, tem havido um número de artigos em jornais e revistas. Tem havido entrevistas com vários indivíduos que afirmam serem versados em uma ou outra faceta do mistério. Mas a mais importante parte da informação não tem, em sua maior parte, aparecido sob a forma de um livro. A maior parte dela tem emergido em algum lugar em documentos e planfletos não destinados a circulação geral. Muitos destes documentos e planfletos tem sido depositados, em edições impressas limitadas e particulares, na Biblioteca Nacional de Paris. Eles parecem tem sido produzidos muito baratamente. Alguns, de fato, são meras páginas datilografadas, fotolitografia, e reproduzidos em um duplicador de escritório. Até mesmo mais do que marcados trabalhos, este corpo de efemera parece ter sido emitido da mesma fonte. Por meio de anotações cripticas paralelas e notas de rodapé pertencentes a Sauniere, Rennes-le-Chateau, Poussin, a dinastia Merovíngia e outros temas, cada pedaço disso complementa, aumenta e confirma as outras. Na maioria dos casos o efemera é de autoria incerta, aparecendo sob uma variedade de pesudônimos transparentes e até mesmo ‘adoráveis” como  Madeleine Blancassal, por exemplo, Nicolas Beaucean, Jean Delaude e Antoine Ermite.

”Madeleine’, com certeza, se refere a Maria Madalena, a Madalena, a quem a Igreja de Rennes-le-Chateau é dedicada e a quem Sauniere consagrou sua Torre, a Tour Magdala. ‘Blancassal’ é formado pelo nome de dois pequenos rios que convergem perto da vila de Rennes-le-Bains, o Blanque e o Sals.  Beaucean é uma variação de Beauseante, o oficial grito de batalha e estandarte de batalha dos Cavaleiros Templários. Jean Delaude é Jean de Aude, ou João do Aude, o departamento no qual é situado Rennes-le-Chateau. E Antoine Ermite é Santo Antonio o Eremita cuja estátua adorna a igreja de Rennes-le-Chateau e cujo dia de festa é 17 de janeiro – a data na tumba de Marie de Blanchefort e a data na qual Sauniere sofreu seu ataque cardíaco fatal. A palavra atribuida a Madeleine Blancassal é intitulada “Os Descendentes Merovingios e o Enigma dos Razes Visigodos”. Razes sendo o velho nome para a região de Sauniere. Segundo sua página titulo, este trabalho foi originalmente publicado em alemão e traduzido para o francês por  Walter Celse-Nazaire, um outro pseudônimo composto dos Santos Celso e Nazaire, a quem a igreja de Rennes-le-Bains é dedicada. E segundo a página título, o publicante do trabalho foi a Grande Loja Alpina, a suprema loja maçonica da Suiça – o equivalente suiço da Grande Loja da Bretanha ou Grande Oriente na França. Não há indicação como e porque uma moderna loja maçonica deva apresentar tal interesse no mistério que cerca um obscuro cura paroquial francês do século XIX e a história de sua paróquia um milenio e meio atrás. Um de nossos colegas e pesquisador independente afirma pessoalmente ter visto o trabalho nas prateleiras da biblioteca Alpina. E subsequentemente descobrimos que a impressão Alpina apareceu em dois outros planfletos também.

De todos os documentos particularmente publicados depositados na Biblioteca Ncional, o mais importante é uma compilação de papéis intitulados coletivamente “Dossiês Secretos’. Catalogo número 249, esta compilação agora está em microfilme. Até recentemente, contudo, ela compreendiam um pequeno volume não descrito, uma espécie de pasta com capas rígidas que contém uma frouxa semelhança dos itens ostensivamente não relacionados  de novos recortes, cartas coladas em folhas, panfletos, inúmeras árvores genealógicas, e estranhas páginas impressas aparentemente extraídas de algum outro trabalho. Periodicamente algumas das páginas individuais seriam removidas. Em tempos diferentes outras páginas seriam recentemente inseridas. Em certas páginas adições e correções algumas vezes seriam feitas em uma minúscula escrita completa. Em uma data posterior, estas páginas seriam substituídas por novas, impressas e incorporando todas as emendas prévias. O groso dos Dossiês, que consiste em árvores genealógicas, é atribuido a um Henri Lobineau, cujo nome aparece na página título. Dois itens adicionais na pasta declaram que Henri Lobineau é ainda um outro pseudônimo derivado talvez de uma rua, a Rue Lobineau, que corre fora de São Suspílcio em Paris e que as genealogias são realmente o trabalho de um homem chamado Leo Schidlof, um historiador austríaco e antiquário que supostamente viveu na Suiça e morreu em 1966. Com base nesta informação, quisemos saber o que pudéssemos sobre Leo Schidlof. Em 1978 conseguimos localizar a filha de Leo Schidlof, que estava vivendo na Inglaterra. Seu pai, ela disse, era de fato austríaco. Ele não era um genealogista, historiador ou antiquário, contudo era um especialista e comerciante de miniaturas, que tinha escrito dois trabalhos sobre o assunto. Em 1948 ele havia se estabelecido em Londres, onde viveu até sua morte em Viena em 1966, o ano e lugar especificado nos Dossiês Secretos. Miss Schidlof veementemente manteve que seu pai nunca tinha tido interesse em genalogias, na dinastia Merovíngia, ou nos misteriosos acontecimentos no sul da França. Ainda que, ela continuou, certas pessoas obviamente acreditassem que ele tivesse. Durante a década de 1960, por exemplo, ele tinha recebido inúmeras cartas e telefonemas de individuos não identificados tanto da Europa quanto dos Estados Unidos, que desejavam se encontrar com ele para discutir assuntos dos quais ele não tinha qualquer conhecimento. Em sua morte em 1966, houve outra barreira de mensagens, a maioria perguntando sobre os papéis dele. Seja qual for o caso no qual o pai de Miss Schifold foi envolvido, parece ter tocado uma corda sensível do governo americano. Ele havia pedido visto de entrada nos Estados Unidos. A aplicação foi recusada com base em uma suspeita espionagem ou alguma outra forma de atividade clandestina. Eventualmente o assunto foi revisto e o visto emitido e Leo Schidlof foi admitido nos Estados Unidos. Isto bem pode ter sido uma típica confusão burocratica. Mas Miss Schidlof parecia suspeitar que ela de alguma forma estava ligada com preocupações arcanas tão perplexantes atribuidas ao seu pai. A historia de Miss Schidlof nos deu uma pausa.  A recusa do visto americano pode bem ter sido uma coincidência, porque havia, entre os papéis nos Dossiês secretos, referências que ligavam o nome de Leo Schidlof com algum tipo de espionagem internacional. Neste meio tempo, todavia, um novo panfleto havia aparecido em Paris que, durante os meses que se seguiram, foi confirmado por outras fontes. Segundo este panfleto, o escorregdio Henri Lobineau não era afinal Leo Schidlof, mas um aristocrata francês de linhagem distinta, o Conde Henri de Lenoncourt. A questão da real identidde de Lobineau nÃo era o único enigma associado aos Dossiês Secretos.

Havia também um item que se referia a Maleta de Couro de Leo Schidlof. Esta maleta supostamente continha um número de papéis secretos relacionados a Rennes-le-Chateau entre 1600 e 1800. Pouco depois da morte de Schidlof, a maleta foi dita ter passado para as mãos de um mensageiro, um certo Fakhar ul Islam que, em fevereiro de 1967, estava para se encontrar na Alemanha Oriental com um ‘agente delegado de Genebra’ e confiar a maleta a ele. Antes que a transação pudesse ser efetuada, contudo, Fakhar ul Islam foi relatadamente expulso da Alemanha Oriental e voltou a Paris para aguardar ordens posteriores. Em 20 de fevereiro de 1967 seu corpo foi encontrado nos trilhos da ferrovia em Melun, tendo sido atirado do expresso Paris-Genebra. A maleta supostamente desapareceu. Iremos examinar esta lúrida história tão longe quanto pudermos. Uma serie de artigos nos jornais franceses de 21 de fevereiro confirmam isso. Um corpo decapitado tinha sido de fato encontrado nos trilhos em Melun. Ele foi identificado como um jovem paquistanês chamado Fakhar ul Islam. Por razões que permanecem oscuras, o homem morto foi expulso da Alemanha Oriental e estava viajando de Paris para Genebra engajado, assim parecia, em algum tipo de espionagem.  Segundo os relatos dos jornais, as autoridades suspeitavam de um delito, e o caso estava sendo investigado pelo DST [Diretorio de Vigilância Territorial, ou Contra-espionagem]. Por outro lado, os jornais não fizeram menção a Leo Schidlof, uma maleta de couro ou qualquer coisa mais que ligasse a ocorrência com o mistério de Rennes-le-Chateau. Como resultado, nos deparamos com um número de perguntas. Por um lado, era possível que a morte de Fakhar ul Islam estivesse ligada a Rennes-le-Chateau que, o item nos Dossiês Secretos de fato dirigiam para uma ‘informação interna’ inacessível aos jornais. Por outro lado, o item nos Dossiês Secretos pode ter sido uma mistificação deliberada e espúria. Precisava-se apenas encontrar qualquer morte suspeita ou inexplicável e atribuir isto, depois do fato, a um de seus próprios cavalos. Mas se este de fato fosse o caso, qual era o propósito do exercício? Porque alguém deliberadamente tentaria criar uma atmosfera de intriga sinistra ao redor de Rennes-le-Chateau? O que poderia ser ganho pela criação de uma tal atmosfera? E quem poderia lucrar com isso? Estas questões nos deixaram a todos perplexos, mas porque a morte de Fakhar ul Islam não foi, aparentemente, uma ocorrência isolada.

Menos de um mês depois um outro trabalho particularmente impresso foi depositado na Biblioteca Nacional. Era era chamdo A Serpente Vermelha, e datado simbolícamente, e muito sigificativamente, de 17 de janeiro. Sua página título o atribuia a três autores: Pierre Feugere, Louis Saint-Maxent e Gaston de Koker. A Serpente Vermelha é um trabalho singular. Ele contém uma genealogia Merovíngia e dois mapas da França nos tempos Merovíngios, junto com um comentário apressado. Ele também contém uma planta de solo de São Suspílcio em Paris, que delineia as capelas dos vários santos da igreja. Mas o grosso do texto consistem em 13 tipos de poemas em prosa de impressiva qualidade literária, muitos deles reminescentes dos trabalhos de e cada um corresponde a  um signo do Zodíaco; um zodíaco de 13 signos, com o 13o., Ophiuchus ou Mantenedor da Serpente, inserido entre Escorpião e Sagitário. Narrado na primeira pessoa, os 13 poemas em prosa são um tipo de simbólico: ou romaria alegórica, começando com Aquário e terminando com Capricórnio que, como afirma o texto explicitamente, preside sobre 17 de janeiro. Em um outro texto críptico, há referências familiares – a família Blanchefort, as decorações da igreja em Rennes-le-Chateau, a algumas das inscrições de Sauniere lá, a Poussin e a pintura dos “Pastores da Arcadia” , ao moto na tumba [Et Arcadia Ego]. Em um ponto, há menção a uma ‘serpente vermelha’, citada nos pergaminhos, enrolada através dos séculos em uma explícita alusão, assim  parece, a uma linhagem sanguínea ou linhagem. E do signo astrológico de Leão, há um parágrafo enigmático digno de ser citado em sua inteireza: “Dela que eu desejo libertar, lá flutua em minha direção, a fragrância do perfume que impregna o Sepulcro. Antigamente, alguns a chamavam: Isis, rainha de todas as fontes benevolentes. Venham a mim todos que sofrem e estão aflitos e eu lhe darei o repouso. Para outros, ela é Madalena, do celebrado vaso cheio de bálsamo curador. O iniciado sabe o verdadeiro nome dela: NOTRE DAME DES CROSS.” As implicações deste parágrafo são extremamente interessantes. Isis, de fato, é a Deusa Mãe Egípcia, a patrona dos mistérios da ‘Rainha Branca’ em seus aspectos benevolentes, a ‘Rainha Negra’, nos aspectos malévolos. Inúmeros escritores, sobre mitologia, antropologia, psicologia, teologia tem traçado o culto da Mãe Deusa dos tempos pagãos à época cristã. E segundo estes escritores, ela é dita ter sobrevivido sob a Cristandade sob o disfarce da Virgem Maria, a ‘Rainha do Céu’, como a chamava São Bernardo, uma designação aplicada no Velho Testamento a Deusa Mãe Astarte, o equivalente fenício de Isis. Mas segundo o texto da Serpente Vermelha, a Deusa Mãe da Cristandade não parece ser virgem.  Ao contrário, ela pareceria ser Madalena a quem a igreja de Rennes-le-Chateau é dedicada e a quem Sauniere consagrou sua torre. Sobretudo, o texto pareceria implicar que Notre Dame não se aplica a Virgem também. Este título ressonante conferido em todas as grandes catedrais da França também pareceriam se referir a Madalena. Mas porque Madalena deve ser reverenciada como ‘Nossa Senhora’ e, ainda mais, como a Deusa Mãe? A maternidade é a última coisa geralmente associada a Madalena. Na popular tradição cristã ela é uma prostituta que acha a redenção ao aprender com Jesus. E ela figura mais importantemente no Quarto Evangelho, onde ela é a primeira pessoa a ver Jesus depois da Ressureição. Em consequência, ela é exaltada como Santa, especialmente na França, onde é dito ela ter trazido o Santo Gral.

Mas entronizar Madalena no lugar gerealmente reservado a Virgem pareceria, no mínimo, ser heretíco. Seja qual for o ponto, os autores da Serpente Vermelha – ou, muito mais,  os alegados autores, encontraram um destino tão pavoroso quanto aquele de Fakhar ul Islam. Em 6 de março de 1967, Louis Saint-Maxent e Gaston de Koker foram encontrados enforcados. E no dia seguinte, 7 de março, Pierre Feugere foi encontrado enforcado também. Pode-se imediatamente assumir, com certeza, que estas mortes estão de algum modo  ligadas com a composição e divulgação pública da Serpente Vermelha. Como no caso de Fakhar ul Islam, contudo, não se pode descartar uma explicação alternativa. Se alguém quisesse criar uma aura de mistério sinistro, seria muito fácil o fazer. Precisaria apenas folhear os jornais até encontrar uma morte suspeita ou, neste caso, três mortes suspeitas. Depois do fato, pode-se então apensar os nomes dos mortos a um panfleto de própria criação de alguém e depositar este panfleto na Biblioteca Nacional com uma data anterior [17 de janeiro] na página título. Seria virtualmente impossível expor uma tal fraude, que certamente produziria a desejada intimação do delito. Mas porque perpetrar uma tal fraude afinal? Porque alguém desejaria evocar uma aura de violência, assassinato e intriga? Um tal golpe dificilmente deteria os investigadores. Ao contrário, ele posteriormente os atrairia. Se, por outro lado, não estamos lidando com uma fraude, havia ainda um número de pergunts perplexantes. Acreditaríamos, por exemplo, que estes três homens foram vítimas de suicídio ou de assassinato? Suicídio, nas circunstâncias, parece fazer pouco sentido e assasinato não parece fazer muito sentido mais. Pode-se entender três pessoas sendo despachadas para que elas não divulguem certa informação.  Mas neste caso a informação já havia sido divulgada, já havia sido depositada na Biblioteca Nacional. Podem os assassinatos se é que eles tenham sido uma forma de punição, ou retribuição? Ou talvez um meio de evitar qulquer indiscrição subsequente? Nenhuma destas explicações é satisfatória. Se alguém está zangado pela revelação de uma certa informação, ou se alguém deseja evitar adicionais revelações, não atrai atenção sobre o assunto ao cometer um trio de lúridos e sensacionais assassinatos a menos que esteja razoavelmente confiante que não haverá um inquérito muito assíduo. Nossas próprias aventuras no curso de nossa investigação foram misericordiosamente menos dramáticas mas igualmente mistificantes. Em nossa pesquisa, por exemplo, temos encontrado repetidas referências ao trabalho de um Antoine Ermite intitulado ‘Um Tesouro Merovíngo em Rennes-le-Chateau’. Tentamos localizar este trabalho e rapidamente o encontramos listado no catálogo da Biblioteca Nacional; mas ele se provou incomumente difícil de se obter. Todo dia, durante uma semana, fomos a biblioteca e preenchemos a ficha de requisição do trabalho. Em cada ocasião a ficha retornou marcada ‘comunique’, indicando que o trabalho estava sendo usado por alguém mais. Isto por sí só não é não usual. Depois de um período de duas semanas, contudo, isso começou a se tornar assim e tão exasperante também, porque não podíamos permanecer em Paris por muito tempo mais. Pedimos a ajuda de um bibliotecário. Ele nos disse que o livro estaria indisponível por três meses – uma situação extremamente não usual e que não podiámos encomendar isto antecipadamente ao seu retorno. Na Inglaterra não muito depois uma amiga nossa anunciou que ela estava indo a Paris para umas férias. Pedimos a ela para tentar obter este trabalho fugidio de Antoine Ermite e ao menos fazer uma anotação do que ele continha.

Na Biblioteca Nacional, ela requisitou o livro. A ficha dela nem ao menos voltou. No dia seguinte, ela tentou novamente e com o mesmo resultado. Quando nós fomos a seguir a Paris, alguns quatro meses depois, fizemos uma outra tentativa. Nossa ficha novamente voltou marcada como ‘comuique’. A este ponto, começamos a sentir que o jogo de certa forma tinha sido exagerado e começamos a jogar o nosso próprio. Fizemos o nosso caminho de volta ao catálogo, adjacente as ‘áreas’ que são, com certeza, inacessíveis ao público. Encontramos um assistente de biblioteca de aparencência gentil e idosa, com o qual assumimos o papel de gaguejantes turistas ingleses com um domínio neandertalense do francês. Pedindo a ajuda dele, explicamos que estavamos procurando um trabalho em particular mas estávamos incapazes de obte-lo, sem dúvida por causa de nosso entendimento imperfeito dos procedimentos da biblioteca. O genial velho cavalheiro concordou em nos ajudar. Nós demos a ele o número de catálogo do trabalho e ele desapareceu na área reservada. Quando ele emergiu, ele se desculpou, dizendo que nada havia que ele pudesse fazer já que o livro havia sido roubado. E o que havia mais, ele acrescentou, um nosso compatriota foi aparentemente o responsável pelo roubo, um homem inglês. Depois de algum cansaço, ele consentiu em nos dar o nome dela. Era aquela nossa amiga! Quando retornarmos a Inglaterra, buscamos a assistência de um serviço de biblioteca em Londres, e eles concordaram em olhar aquele assunto bizarro. Em nosso benefício, a Biblioteca Central Nacional escreveu a Bibliteca Nacional solicitando uma explicação para o que parecia ser uma obstrução deliberada de pesquisa legitima. Nenhuma explicação foi dada posteriormente. Pouco depois, contudo, uma cópia xerox do trabalho de Antoine Ermite foi ao menos despachada para nós –  junto com enfáticas instruções que ela devia ser devolvida imediatamente.  Isto por si só era extremamente singular, porque as bibliotecas gralmente não solicitam a devolução de cópias xerox. Tais cópias geralmente são vistas como mero desperdício de papel e dispostas de acordo. O trabalho, que finalmente estava em nossas mãos, provou-se ser distintamente desapontador e dificilmente digno do negócio complicado de obte-lo; Como trabalho de Madeleine Blancassal, ele tinha a impressão da Grande Loja Suiça Alpina. Mas não dizia nada de novo. Muito brevemente, ele recapitulava a história do Conde de Razes, de Rennes-le-Chateau e de Sauniere.

Em resumo, ele reafirmava todos os detalhes com os quais a muito tempo estávamos familiarizados. Parece não haver qualquer razão imaginável para alguém te-lo estado usando e mantendo-o incomunicável por uma semana inteira. Nem havia qualquer razão imaginável para te-lo subtraido de nós. Mas o mais enigmático de tudo, o próprio trabalho não era original. Com a exceção de umas poucas palavras alteradas aqui e ali, ele era o texto verbatim [palavra por palavra] recopiado e reimpresso, de um capítulo de uma brochura popular, um beste seller fácil, disponível nas prateleiras por uns poucos francos, sobre tesouros perdidos pelo mundo. Ou Antoine Ermite tinha desavergonhadamente plagiarizado o livro publicado, ou o livro publicado tinha plagiarizado Antoine Ermite. Tais ocorrências são típicas da mistificação que tem atendido o material que, desde 1956, tem estado aparecendo fragmento por fragmento na França. Outros pesquisadores tem encontrado enigmas similares. Nomes ostensivamente plausíveis tem provado serem pseudônimos. Endereços, incluindo endereços de casas publicadoras  e organizações, tem provado não existirem. Documentos tem desaparecido, sido alterados, ou inexplicavelmente mal catalogados na Biblioteca Nacional. As vezes alguém é tentado a suspeitar de uma piada prática. Se assim o é, contudo, é uma piada prática em uma escala enorme, envolvendo um conjunto impressionante de recursos financeiros e outros. E seja quem for que possa estar perpetrando uma tal piada pareceria estar levando isso muito seriamente. Neste meio tempo, novo material continua a aparecer, com os temas familiares recorrendo como motivos condutores: Sauniere, Rennes-le-Chateau, Poussin, ‘Os Pastores da Arcadia”, os Cavaleiros Templários, Dagoberto II e a dinastia Merovíngia. Alusões a vinocultura, o desenho de vinhas figura proeminentemente, presumidamente em algum sentido alegórico. A identificação de Henri Lobineau como o Conde de Lenoucourt é um exemplo. Um outro é uma insistência crescente embora inexplicável sobre a importância de Madalena. E duas outras locações tem sido ressaltadas repetidamente, assumindo um status agora aparentemente comensurado com Rennes-le-Chateau. Uma delas é Gisors, uma fortaleza na Normandia que era de importãncia vital e política no auge das Cruzadas. A outra é Stenay, uma vez chamada Satanicum, na borda das Ardenas, a velha capital da dinastia Merovíngia, perto da qual Dagoberto II foi assassinado em 679.

O corpo do material agora disponível não pode ser adequadamente revisto ou discutido nestas páginas. Ele é denso demais, confuso demais, desconectado demais, a sobretudo copioso demais. Mas desta sempre proliferante riqueza de informação, certos pontos chave emergem que constituem a fundação para pesquisa posterior. Eles são apresentados como incontestáveis fatos históricos e podem ser resumidos como se segue:
-1- Há uma ordem secreta por trás dos Cavaleiros Templários que criou os Templários como seu braço administrativo e militar. Esta Ordem, que tem funcionado sob uma variedade de nomes, é mais frequentemente conhecida como Priorado de Sião.
-2- O Priorado de Sião tem sido dirigido por uma sequência de Grão Mestres cujos nomes  estão entre os mais ilustres na história e cultura ocidental.
-3- Embora os Cavaleiros Templários tenham sido destruídos e dissolvidos entre 1307 e 1314, o Priorado de Sião permaneceu intocável. Embora ele próprio periodicamente se despedace por luta interna e faccional, ele tem continuado a funcionar  por séculos. Agindo nas sombras, por trás das cenas, ele tem orquestrado certos eventos críticos na história ocidental.
-4- O Priorado de Sião existe hoje, e ainda está operacional. Ele é influente e desempenha um papel de alto nível nos assuntos internacionais bem como nos assuntos domésticos de certos países europeus.  Em alguma importante extensão ele é responsável pelo corpo de informação diseminada desde 1956.
-5- a meta jurada e o objetivo declarado do Priorado de Sião é a restauração da dinastia Merovingia e da linhagem  sanguínea no trono não apenas da França, mas no trono de outras nações européias também.
-6- A restauração da dinastia Merovíngia é sancionada e justificável, tanto legal quanto moralmente. Embora deposta no século VIII, a linhagem sanguinea Merovíngea não se tornou extinta. Ao contrário, ela se perpetuou em uma linhagem direta de Dagoberto II e seu filho, Sigisberto IV. Por meio  de alianças dinásticas e intercasamentos, esta linhagem veio a incluir Godfroi de Bouillon, que capturou Jerusalém em 1099, e várias outras famílias nobres e reais, passadas e presentes,  Blanchefort, Gisors, Saint Clair (Sinclair na Inglaterra), Montesquieu, Montpezat, Poher, Luisignan, Plantard e Habsburg-Lorraine.

No presente, a linhagem sanguínea Merovíngia desfruta de uma reclamação legítima de seu direito de herança. Aqui, no chamado Priorado de Sião, estava a possível explicação para a referência ao Sião nos pergaminhos encontrados por Berenger Sauniere. Aqui, também, estava uma explicação para a curiosa assinatura ‘PS’ que apareceu em um dos pergaminhos, e na pedra da tumba de Marie de Blanchefort. Não obstante, éramos extremamente céticos, como a maioria das pessoas, sobre “as teorias de conspiração da história”; a a maioria das avaliações acima nos atingiu como irrelevantes, improváveis e/ou absurdas. Mas permaneceu o fato de que certas pessoas as estavam promulgando, e o fazendo muito seriamente; tão seriamente e, há razões para acreditar, de posições de considerável poder. E seja qual for a verdade de tais avaliações, eles estavam claramente ligadas de algum modo com o mistério que cerca Sauniere e Renes-le-Chateau. Nós, portanto, embarcamos em um exame sistemático do que tinhamos começado a chamar, ironicamente, os ‘Documentos do Priorado’ e das avaliações do que eles continham. Nos comportamos submetendo estas avaliações ao cuidadoso exame crítico para determinar se eles podiam ser de qualquer modo substanciados. Fizemos isso com um ceticismo  cínico, quase ridículo, completamente convencidos que as afirmações estranhas desapareceriam sob até mesmo uma investigação superficial. Embora nós não pudessemos o saber naquele tempo, estávamos para ficar grandemente surpresos.

As Duas Sociedades Secretas
A Ordem por trás das Cenas

Nós já tinhamos suspeitado da existência de um grupo de indivíduos, senão uma Ordem ‘coerente’, por trás dos Cavaleiros Templários. A afirmação de que o Templo foi criado pelo Priorado de Sião então parecia ligeiramente mais plausível do que as outras avaliações nos ‘Documentos do Priorado’. Foi com esta afirmação, portanto, que começamos o nosso exame. Tão cedo quanto 1962 o Priorado de Sião tinha sido mencionado, brevemente, cripticamente e de passagem  em um trabalho de Gerard de Sede. A primeira referência detalhada a isso que encontramos, contudo, foi uma única página nos Dossiês Secretos. No topo desta página há uma citação de Rene Grousset, uma das maiores autoridades sobre as Cruzadas, cuja obra monumental sobre o assunto, publicada na década de 1930, é vista como um trabalho que tem influência sobre o futuro por tais historiadores modernos como Sir Steven Runciman. A citação se refere a Bauduino I, o irmão mais novo de Godfroi de Bouillon, Duque de Lorraine e conquistador da Terra Santa. Com a morte de Godfroi, Bauduino aceitou a coroa oferecida a ele e portanto se tornou o primeiro rei oficial de Jerusalém. Segundo  Rene Grousset, lá existiu, por Bauduino I, uma ‘tradição real’. E porque isso foi fundado ‘sobre a rocha de Sião’, esta tradição era igual as dinastias reinantes na Europa, a dinastia Capetiana na França, a dinastia Plantageneta [anglo-normanda] da Inglaterra, as dinastias de Hohenstauffen e Hapsburg que governavam sobre a Alemanha e a velho Sagrado Império Romano. Mas Bauduino e seus descendentes foram eleitos reis, não eram reis pelo sangue. Porque, então, devia Grousset falar de uma ‘tradição real’  que existia através dele? O próprio Grousset não explica. Nem ele explica porque esta tradição, porque ela foi fundada “sobre a rocha de Sião’, devia ser igual as principais dinastias da Europa. Na página nos Dossiês Secretos a citação de Grousset é seguida de uma alusão ao misterioso Priorado de Sião ou Ordem de Sião, como aparentemente isso era chamado naquele tempo. Segundo o texto, a Ordem de Sião foi fundada por Godfroi de Bouillon em 1090, nove anos antes da conquista de Jerusalém embora haja outros “Documentos do Priorado’  que dão a data de fundação em 1099. Segundo o texto, Bauduino, o irmão mais novo de Godfroi, ‘recebeu seu trono’ da Ordem. E segundo o texto, o assento oficial da Ordem, ou sua sede, era uma específica abadia, a Abadia de Notre Dame du Mont de Sion em Jerusalém. Ou talvez exatamente fora de Jerusalém, no Monte Sião, a famosa ‘alta montanha’ exatamente ao sul da cidade. Em consultar todos os trabalhos padrão do século XIX sobre as Cruzadas, não encontramos qualquer menção seja a qual for Ordem de Sião. Portanto tentamos estabelecer se uma tal Ordem existiu realmente e se ela poderia ter tido o poder de conferir tronos. Para fazer isso, fomos obrigados a procurar com afinco entre feixes de antiquados documentos e cartas de direitos. Não buscavamos apenas referências explícitas a Ordem. Tmbém buscávamos algum traço de sua possível influência e atividades. E buscávamos confirmar se ou não existia uma abadia chamada Notre Dame du Mont de Sion. Ao sul de Jerusalém se esgueira a ‘alta montanha’ do Monte Sião. Em 1099, quando Jerusalém caiu sob os Cruzados de Godfroi de Bouillon, lá existia nesta montanha as ruinas de uma velha basílica bizantina, datando supostamente do século IV e chamada ‘A Mãe de todas as Igrejas’ – um titulo mais que sugestivo. Segundo as numerosas cartas de direitos existentes, crônicas e narrativas contemporâneas, uma abadia foi construida no sítio destas ruínas. Ela foi construida sob o expresso comando de Godfroi de Bouillon. Ela deve ter sido um edifício imponente, uma comunidade auto-contida. Segundo um cronista, escrevendo em 1172, ela era extremamente bem fortificada, com seus próprios muros, torres e  ameias. E esta estrutura foi chamada Abadia de Notre Dame du Mont de Sion. Alguém, obviamente tinha que ocupar este território. Pode eles terem sido uma ‘Ordem’ autônoma, tomando seu nome do próprio sítio? Podem os ocupantes da Abadia de fato terem sido a Ordem de Sião? Não era irrazoável assim o assumir. Os cavaleiros e monges que ocuparam a Igreja do Santo Sepulcro, também instalada por Godfroi, foram formados  em uma ordem oficial e devidamente constituida, a Ordem do Santo Sepulcro. O mesmo princípio pode muito bem ter sido seguido pelos ocupantes da Abadia de Monte Sião, e isso pareceria ter sido assim. Sendo o principal especialista do século XIX sobre o assunto, a abadia era habitada por um capítulo de canons agostinianos, encarregados de servirem os santuários sob a direção de um Abade. A comunidade assumiu o duplo nome de ‘Sainte-Marie du Mont Syon et du Saint-Esprit’

Um outro historiador, ecrevendo em 1698, é ainda mais explícito: “Havia em Jerusalém durante as Cruzadas… cavaleiros anexados a Abadia de  Notre Dame de Sion que receberam o nome de “Cavaleiros da Ordem de Notre Dame de Sião”. Se isto não for confirmação suficiente, também descobrimos documentos do período original – apresentando o selo e a assinatura de um ou outro prior de Notre Dame de Sião. Há por exemplo uma carta de direitos, assinada por um Prior Arnaldus e datada de 19 de julho de 1116. Em uma outra carta de direitos, datada de 2 de maio de 1125, o nome de  Arnaldus aparece em conjunção com aquele de Hugues de Paiens, o primeiro Grão Mestre do Templo. Até onde se tem provado válidos os ‘Documentos do Priorado’ podemos avaliar que uma Ordem de Sião existiu pela virada do século XII. Se a Ordem foi ou não formada anteriormente, contudo, premaneceu uma questão em aberto. Não há consistência sobre o que vem primeiro, uma ordem ou as terras na qual ele é hospedada. Os Cistercianos, por exemplo, tomaram seu nome de um lugar específico, Citeaux. Por outro lado, os Franciscanos e Beneditinos, para citar apenas dois exemplos, tomaram seus nomes de indivíduos que são anteriores a qualquer abrigo específico. O máximo que podemos dizer, portanto, é que uma abadia existia por 1100 e abrigava uma ordem do mesmo nome, que pode ter sido formada anteriormente. Os ‘Documentos do Priorado’ implicam que isso era, e há alguma evidência a sugerir, embora vaga e obliquamente, este de fato pode ter sido o caso. É sabido que em 1070, 29 anos antes da Primeira Cruzada, um bando específico de monges, da Calabria ao Sul da Itália, chegou nas vizinhanças da Floresta de Ardenas, parte dos domínios de  Godfroi de Bouillon.

Segundo Gerard de Sede, este bando de monges era liderado por um indivíduo chamado ‘Ursus’ – um nome que nos ‘Documentos do Priorado’ consistetemente se associa a linhagem sanguínea Merovíngia. Em sua chegada nas Ardenas, os monges calabreses obtiveram o patrocínio  de Mathilde de Toscane, Duquesa de Lorreine que era tia de Godfroi de Boillon e, de fato, mãe adotiva. De Mathilde os monges receberam um pedaço de terra em Orval, não longe de Stenay, onde Dagoberto II tinha sido assassinado alguns 500 anos antes. Aqui foi estabelecida uma abadia para abriga-los. Não obstante, eles não permaneceram em Orval por muito tempo. Por 1108 ele haviam desaparecido misteriosamente e nenhum registro sobre o paradeiro deles sobrevive. A tradição diz que eles voltaram a Calabria. Orval, por 1131, tinha se tornado um feudo possuido por São Bernardo. Antes da partida deles de Orval, contudo, os monges calabreses podem ter deixado uma marca crucial na história ocidental. Segundo Gerard de Sede, ao menos, eles incluiam o homem subsequentemente conhecido como Pedro O Eremita. Se isto assim o for, seria extreamente significativo, porque Pedro O Eremita é frequentemente acreditado ser o tutor pessoal de Godfroi de Bouillon. Nem esta é a única afirmação para a fama. Em 1095, junto com o Papa Urbano II, Pedro se tornou conhecido pela cristandade pelo carismático aliado pregando a necessidade de uma guerra santa que reclamaria o Sepulcro de Cristo e a Terra Santa das mãos dos muçulmanos infiéis. Hoje Pedro O Eremita é visto como um dos principais instigadores das Cruzadas. Com base nas pistas divisadas pelos ‘Documentos do Priorado’, começamos a imaginar se podia haver algum tipo de sombria continuidade entre os monges de Orval, Pedro O Eremita e a Ordem de Sião. Certamente pareceria que os monges de Orval não eram apenas uma bando aleatório de devotos religiosos itinerantes. Ao contrário os movimentos deles de chegada coletiva nas Ardenas vindos da Calábria e o seu misterioso desaparecimento em massa atestam algum tipo de coesão, algum tipo de organização e talvez uma base permanente em algum lugar. E se Pedro fosse membro deste bando de monges, seus pregação de uma Cruzada pode ter sido uma manifestação não de claro fanatismo, mas de política calculada. Se ele era o tutor pessoal de Godfroi de Bouillon, sobretudo, pode muito bem ter desempenhado o mesmo papel em convencer seu pupilo em embarcar para a Terra Santa. E quando os monges desapareceram de Orval, eles podem não ter afinal voltado a Calabria. Eles podem ter se estabelecido em Jerusalém, talvez na Abadia de Notre Dame de Sião.

Isto, de fato, é uma hipótese especulativa, sem qualquer confirmação documental. Novamente, contudo, encontramos fragmentos de evidência circunstancial que apoie isso. Quando Godfroi de Bouillon embarcou para a Terra Santa, ele é sabido ter sido acompanhado por uma entourage de figuras anônimas que agiam como conselheiros e administradores o equivalente, de fato, de uma equipe geral moderna. Mas o de Godfroi não foi o único exército cristão a embarcar para a Palestina. Havia ao menos três outros, cada um comandado por um ilustre e influente potentado ocidental. Se a cruzada se provasse bem sucedida, se Jerusalém caísse e um reino franco fosse estabelecido, qualquer um desses quatro potentados teria sido elegível para ocupar seu trono. E ainda que Godfroi pareça ter sabido de antemão que ele seria selecionado. Só entre os comandantes europeus, ele renunciou aos seus feudos, vendeu todos os seus bens e tornou aparente que a Terra Santa, pela duração de sua vida, seria seu domínio. Em 1099, imediatamente depois da captura de Jerusalém, um grupo de figuras anônimas se reuniu em um conclave secreto. A identidade dessse grupo tem fugido a todo inquérito histórico embora Guillaume de Tyre, escrevendo uns 75 anos depois, relata que o mais importante deles era um certo Bispo da Calabria. Em qualquer caso, o propósito do encontro era claro: eleger um rei de Jerusalém. E a despeito de uma afirmação persuasiva de Raymond, Conde de Toulouse, os eleitores obviamente misteriosos e influentes prontamente ofereceram o trono a Godfroi de Bouillon. Com modéstia não característica, Godfroi declinou o título, aceitando ao invés o de ‘Defensor do Santo Sepulcro’. Em outras palavras, ele era um rei em tudo, menos no nome. E quando ele morreu, em 1100, seu irmão, Bauduino, não hesitou em aceitar o nome também. Pode este misterioso conclave que elegeu o governante Godfroi ter sido os monges fugidios de Orval, incluindo, talvez Pedro O Eremita, que estava na Terra Santa nesse tempo e desfrutava de considerável autoridade? E pode este mesmo conclave ter ocupado a Abadia de Sião? Em resumo, podem estes três grupos ostensivamente distintos de indivídos [os monges de Orval, o conclave que elegeu Godfroi e os ocupantes de Notre Dame de Sião] terem sido um só e mesmo grupo? A possibilidade não pode ser provada, mas também não pode ser descartada. E se isso é verdade, certamente atestaria o poder da Ordem de Sião, um poder que incluia o direito de conferir tronos.

O Mistério que Cerca a Fundação dos Templários

O texto nos Dossiês Secretos continuam para se referir a Ordem do Templo. Os fundadores do Templo são especificamente listados como Hugues de Payen, Bisol de St. Omer e Hugues, o Conde de Champagne, juntos com certos outros membros da Ordem de Sião, Andre de Montbard, Archambaud de Saint-Aignan, Nivard de Montdidier, Gondemar e Rossal’. Já estávamos familiarizados com Hugues de Payens e Andre de Montbard, o tio de São Bernardo. Também estávamos familiarizados com Hugues, o Conde de Champagne que doou a terra da abadia de São Bernardo em Clairvaux, ele próprio se tornando um Templário em 1124 [jurando fidelidade ao seu próprio vassalo] e recebeu do Bispo de Chartres a carta citada acima. Mas embora a ligação do Conde de Champagne com os  Templários seja bem conhecida, nós nunca o tinhamos visto anteriormente citado como um de seus fundadores. Nos Dossiês Secretos ele é. E Andre de Montbard, o sombrio tio de São Bernardo, é listado como pertencendo a Ordem de Sião, em outras palavras, a uma outra ordem, que é anterior a Ordem do Templo e desempenha um papel fundamental na criação do Templo. Nem isso é tudo. O texto nos Dossiês Secretos afirma que em março de 1117, Bauduino I, ‘que possuia o trono de Sião’, foi obrigado a negociar a constituição da Ordem do Templo no sítio de Saint Leonard de Acre. Nossa própria pesquisa revelou que Saint Leonard de Acre era de fato um dos feudos da Ordem de Sião. Mas estamos incertos porque Bauduino tenha sido ‘obrigado’ a negociar a constituição do Templo. Em francês, o verbo certamente denota um grau de coação ou pressão. E a implicação nos Dossiês Secretos foi que esta pressão foi exercida para manter a Ordem de Sião de quem Bauduino recebeu seu trono. Se foi esse o caso, a Ordem de Sião teria sido a mais influente e poderosa organização; uma organização que não apenas podia conferir tronos, mas também, aparentemente, compelir um rei a cumprir sua ordem.. Se a Ordem de Sião foi de fato a responsável pela eleição de Godfroi de Bouillon, então Bauduino, o irmão mais novo de Godfroi, teria recebido seu trono por influência dela. Como já haviamos descoberto, sobretudo, há evidência incontestável que a Ordem do Templo existiu, ao menos em uma forma embrionária, por uns bons quatro anos antes da sua data de fundação geralmente aceita de 1118.

Em 1117 Bauduino era um homem doente, cuja morte estava patentemente iminente. É  portanto possível que os Cavaleiros Templários fossem ativos, embora em uma capacidade ex ofício, muito antes de 1118 como, digamos, o braço militar ou administrativo da Ordem de Sião, hospedada em sua abadia fortificada. E é possível que o rei Bauduino, em seu leito de morte, foi compelido pela doença, pela Ordem de Sião ou por ambas a garantir aos Templários algum status oficial, ao dar a eles uma constituição e torna-la pública. Ao pesquisar os Templários já tínhamos começado a discernir uma rede de conexões complicadas, provocantes e elusivas, os vestígios sombrios talvez de algum projeto ambicioso. Com base nestas conexões, tinhamos formulado uma hipótese temporária. Se nossa hipótese era acurada ou não, não podiamos saber; mas os vestígios de um projeto tinham agora e tornado até mesmo mais aparentes. Reunimos os fragmentos do padrão que se segue:
[ 1 ] – No fim do século XI um misterioso grupo de monges da Calabria aparece nas Ardenas, onde eles são bem recebidos, patrocinados e recebem terra em Orval da tia e mãe adotiva de Godfroi de Bouillon.
[ 2 ] – Um membro desse grupo pode ter sido o tutor pessoal de Godfroi de Bouillon e pode ter co-instigado a Primeira Cruzada
[ 3 ] – Algum tempo antes de 1108 os monges de Orval desacamparam e desapareceram. Embora não haja registro do destino deles, este pode muito bem ter sido Jerusalém. Certo Pedro O Eremita embarcou para Jerusalém; e se ele foi um dos monges de Orval, é provavel que sua irmandade tenha se juntado a ele.
[ 4 ] – Em 1099 Jerusalém cai e é oferecido a Godfroi o trono por um conclave anônimo cujo líder, como os monges de Orval, é de origem calabresa.
[ 5 ] – Uma abadia é criada sob o comando de Godfroi em Monte Sião, que abriga uma Ordem de mesmo nome; uma ordem que compreende indivíduos que ofereceram a ele o trono.
[ 6 ] – Por 1114 os Cavaleiros Templários já estão ativos, talvez como a entourage armada da Ordem de Sião; mas sua constituição não é negociada até 1117, e eles próprios não se tornam públicos até o ano seguinte.
[ 7 ] – Em 1115, São Bernardo, membro da Ordem Cisterciana, então as margens do colapso econômico, emerge como um proeminente portavoz da Cristandade. E os anteriormente destituidos cistercianos rapidamente se tornam uma das instituições mais proeminentes, influentes e ricas na Europa.
[ 8 ] – Em 1131 São Bernardo recebe a Abadia de Orval, vaga alguns anos antes pelos monges da Calabria. Orval então se torna uma casa Cisterciana.
[ 9 ] –  Ao mesmo tempo certas figuras obscuras parecem se mover constantemente para dentro e para fora desses eventos, alivanhando uma tapeçaria unida de uma maneira que não está de todo clara. O Conde de Champagne, por exemplo, doa a terra para a Abadia de São Bernardo em Clairvaux, estabelece uma côrte em Troyes, onde subsequentemente são divulgados os romances do Gral e, em 1114, pensa em se unir aos Cavaleiros Templários cujo primeiro Grão Mestre registrado, Hugues de Payens, já era seu vassalo.
[ 10 ] –  Andre de Montbard, o tio de São Bernardo, e alegado membro da Ordem de Sião, se une a Hugues de Payens para fundar os Cavaleiros Templários. Logo depois, os dois irmãos de Andre se unem a São Bernardo em Clairvaux.
[ 11 ] – São Bernardo se torna um entusiástico relações públicas exponente para os Templários, contribui para a incorporação oficial deles e para escrita de suas regras – que é essencialmente aquela dos Cistercianos, a própria ordem de Bernardo.
[ 12 ] – Entre aproximadamente 1115 e 1140, tantos Cistercianos quanto Templários começam a prosperar, adquirindo vastas somas de dinheiro e pedaços de terra.

Novamente não podemos senão imaginar se esta multitude de conecções intrincadas foi de fato inteiramente coincidental. Estamos olhando para um número de pessoas essencialmente não conectadas, eventos e fenômenos que apenas ‘aconteceram’, em intervalos, para se entrelaçar e cruzar com outros caminhos? Ou estamos lidando com algo que não foi aleatório ou coincidental afinal? Estavamos lidando com um plano de algum tipo, concebido e engendrado por alguma agência humana? E pode esta agência ter sido a Ordem de Sião? Pode a Ordem de Sião ter realmente ficado por trás de São Bernardo e dos Cavaleiros Templários? E ambos podem ter agido de acordo com alguma política cuidadosamente evoluida?

Luis VII  e o Priorado de Sião

Os ‘Documentos do Priorado’ não dão indicações das atividades da Ordem de Sião entre 1118 [a fundação pública dos Templários] e 1152. Por todo esse tempo, pareceria, a Ordem de Sião permaneceu baseada na Terra Santa, na abadia fora de Jerusalém. Então, na volta dele depois da Segunda Cruzada, Luis VII da França é dito ter trazido com ele 95 membros da Ordem. Não há indicação da capacidade na qual eles atendiam ao rei, nem porque ele deva ter estendido sua generosidade a eles. Mas se a Ordem de Sião fosse de fato o poder por trás do Templo, isto constituiria uma explicação já que Luis VII estava pesadamente em dívida com o Templo, tanto em dinheiro quanto em apoio militar. Em qualquer caso, a Ordem de Sião, criada meio século antes por Godfroi de Bouillon, em 1152 estabeleceu ou restabeleceu um pé na França. Segundo o texto, 62 membros da Ordem foram instalados no grande ‘priorado’ de Saint-Samson em Orleans, que o Rei Luis doou a eles. Sete deles foram relatadamente incorporados as fileiras combatentes dos Cavaleiros Templários.  E 26 grupos de 13 cada um são ditos terem entrado para o ‘pequeno priorado de Sião’, situado em Saint jean le Blanc nos arredores de Orleans. Ao tentar autenticar estas declarações, subitamente nos encontramos em solo prontamente provável. As cartas de direitos pelas quais Luis VII instalou a Ordem de Sião em Orleans ainda são existentes. Cópias tem sido reproduzidas por um número de fontes, e os originais podem ser vistos nos arquivos municipais de Orleans. Em alguns arquivos há também uma Bula datada de 1178, do Papa Alexandre III, que confirma oficialmente as posses da Ordem de Sião. Estas posses atestam a riqueza da Ordem, seu poder e influência. Elas incluem casas e grandes pedaços de terra na Picardia, na França [inclindo Saint-Samson em Orleans], a Lombardia, na Calábria , Sicília e Espanha, bem como, com certeza, um número de sítios na Terra Santa, incluindo Saint Leonard de Acre. Até a Segunda Guerra Mundial, de fato, havia nos arquivos de Orleans não menos que vinte cartas de direitos especificamente citando a Ordem de Sião. Durante o bombardeio da cidade em 1940 todas, menos três, desapareceram.

O Corte do Elmo em Gizors

Se são para serem acreditados os ‘Documentos do Priorado’, 1188 foi um ano de importância crucial para o Sião e os Cavaleiros Templários. Um ano antes, em 1187, Jerusalém havia sido perdida para os Sarracenos principalmente devido a impetuosidade e inépcia de Gerard de Ridefort, Grão Mestre do Templo. O texto nos ‘Dossiês Secretos’ é cosideravelmente mais severo. Ele explica não apenas a impetuosidade de Gerard ou sua inépcia, mas sua ‘traição’ – uma palavra de fato muito dura. O que constituiu esta traição não é explicado. Mas como resultado dela os ‘iniciados’ de Sião são ditos terem voltado em massa para a França, presumidamente para Orleans. Logicamente esta avaliação é bastante plausível. Quando Jerusalém caiu diante dos Sarracenos, a Abadia de Monte Sião obviamente caiu também. Sem a base deles na Terra Santa, não seria surpreendente se os ocupantes da abadia buscassem refúgio na França, onde uma nova base já existia. Os eventos de 1187, a ‘traição’ de Gerard de Ridefort e a perda de Jerusalém parecem ter precipitado uma ruptura desastrosa entre a Ordem de Sião e a Ordem do Templo. Não está claro precisamente porque isso deva ter ocorrido, mas segundo os ‘Dossiês Secretos’ o ano seguinte testemunhou um decisivo ponto de virada nos assuntos de ambas Ordens. Em 1188 uma separação formal supostamente ocorreu entre as duas instituições. A Ordem de Sião, que tinha criado os Cavaleiros Templários, agora lavava suas mãos de seus celebrados protegidos. O ‘pai’, em outras palavras, ‘oficialmente desconheceu o filho’. Esta ruptura é dito ter sido comemorada por um ritual ou cerimonia de algum tipo. Nos Dossiês Secretos e em outros Documentos do Priorado isso é referido como ‘cortar o elmo’ e alegadamente ocorreu em Gizors em 1188.  As narrativas são enfeitadas e obscuras, mas a história e a tradição confirmam que algo extremamente estranho aconteceu em Gizors em 1188 e que envolveu o corte de um elmo. Na terra adjacente a fortaleza havia um campo chamado Campo Sagrado. Segundo cronistas medievais, o sítio havia sido considerado sagrado deste os tempos pré cristãos, e durante o século XII tinha fornecido o assentamento para inúmeros encontros entre os Reis da Inglaterra e da França. No meio do Campo Sagrado ficava um elmo antigo. E em 1188, durante um encontro entre Henrique II da Inglaterra e Felipe II da França, por alguma razão desconhecida, este elmo se tornou objeto de disputa séria e até mesmo sangrenta. Segundo uma narrativa, o elmo fornecia a unica sombra do Campo Sagrado. É  dito que ele tinha mais de 800 anos e tão grande quanto nove homens, unindo as mãos podiam mão abraçar seu diâmetro.  Sob a sombra desta árvore Henrique II e sua entourage supostamente tomou abrigo, deixando o monarca francês, que chegou mais tarde, sem misericórdia sob a luz do sol. Pelo terceira dia das negociações a tempera francesa tinha se tornado fragilizada pelo calor, insultos foram trocados pelos homens em armas e uma flecha voou das fileiras dos mercenários de Henrique. Isto provocou uma matança em escala completa pelos franceses, que grandemente superavam em número os ingleses. Os últimos buscaram refúgio dentro dos próprios muros de Gizors, enquanto foi dito que os franceses cortaram a árvore em frustração. Felipe II então disparou para Paris declarando que não faria o papel de um lenhador. A história tem a característica simplicidade e encanto medieval , contentando-se com a narrativa superficial que aponta entra as linhas para algo de maior importância  e motivações que foram deixadas inexploradas. Por si só, ela quase parece absurda – tão absurda e possivelmente apócrifa como, digamos, as histórias associadas coma fundação da Ordem de Garter. Ainda que haja confirmação da história, se não em seus detalhes específicos, em outras narrativas. Segundo um outro cronista, Felipe parece ter dado a perceber a Henrique que ele pretendia cortar a árvore. Henrique supostamente respondeu ao reforçar o tronco do elmo com bandas de ferro. No dia seguinte os franceses se armaram e formaram uma falange de cinco esquadrões, cada um comandado por um senhor distinto do reino, que avançou sobre o elmo, acompanhado por arqueiros bem como carpinteiros equipados de machados e martelos. é dito ter começado uma luta, na qual Ricardo Coração de Leão, o filho mais velho e herdeiro de Henrique, participou, tentando proteger a árvore perdendo muito sangue no processo. Não obstante, os franceses mantinham o campo no dia seguinte e no fim do dia, a árvore foi cortada. Esta segunda narrativa implica em algo mais do que uma diputa medíocre ou escaramuça menor. Ela implica em um engajamento em escala completa, envolvendo números substanciais e possivelmente baixas substanciais. Ainda que nenhuma biografia de Ricardo faça muito de tal caso, ainda menos que o explore. Novamente, contudo, nos Documentos do Priorado foram confirmados a história registrada e a tradição  na extensão, ao menos, de uma curiosa disputa que ocorreu em Gizors em 1188, que envolveu o corte de um elmo. Não há confirmação externa que esse evento foi relacionado de qualquer modo aos Cavaleiros Templários ou a Ordem de Sião. Por outro lado, as narrativas existentes do caso são tão vagas , tão reduzidas, tão incompreensíveis, tão contraditórias para serem aceitas como definitivas. É extremamente provável que os Templários estivesem presentes no incidente já que Ricardo I era frequentemente acompanhado pelos cavaleiros da Ordem, e sobretudo, Gizors, trinta anos antes, tinha sido confiada ao Templo. Dado a evidência existente, é certamente possível, se não provável, que o corte do elmo envolveu algo mais ou alguém mais do que as narrativas que tem sido preservadas para a posteridade implicam. De fato, dado a absoluta estranheza das narrativas sobreviventes, não seria surpreendente se algo mais ou alguma outra coisa estivesse envolvida – algo desprezado, ou talvez nunca tornado público, pela história, algo, em resumo, das narrativas sobreviventes como uma espécie de alegoria, simultaneamente intimando e ocultando um caso de muito maior importância.

Ormus de 1188 em diante

Os documentos do priorado mantém, os Cavaleiros Templários eram autônomos e não mais estavam sob a autoridde da Ordem de Sião, ou agindo como seu braço administrativo e militar. A partir de 1188 os Templários estavam oficialmente livres para buscarem seus próprios objetivos e fins, seguirem seu próprio curso pelo resto do século aproximadamente e até sua amarga destruição em 1307.

E nesse meio tempo, a Ordem de Sião é dita ter passado por uma maior reestruturação administrativa sua própria. Até 1188 a Ordem de Sião e a Ordem do Templo eram ditas terem partilhado do mesmo Grão Mestre.  Hugues de Payen e Bertrand de Blanchefort, por exemlo, teriam presidido as duas instituições simultaneamente. Começando em 1188, todavia, depois de ‘ter cortado o elmo’, a Ordem de Sião reportadamente selecionou seu próprio Grão Mestre, que não tinha qualquer ligação com o Templo. O primeiro de tais Grão Mestres, segundo os Documentos do Priorado, foi Jean de Gizors, Em 1188 é dito que a Ordem de Sião alterou seu nome, adotando um  que tem sido alegadamente obtido até o presente de Priorado de Sião. E, como um tipo de sub-título, é dito ter adotado o curioso nome de Ormus. Este sub-título foi supostamente usado até 1306 – um ano antes da prisão dos Templários franceses. O símbolo para Ormus era um ‘U’ e envolve um tipo de acróstico ou anagrama que combina um número de palavras chave e símbolos. Ours significa urso em latim, um eco, como subsequentemente se tornou aparente, de Dagoberto II e da dinastia Merovíngia. Ome é o francês para elmo. Or de fato é ouro. e o ‘m’ que forma a estrutura envolvendo as outras letras não é a letra ‘m’, mas o símbolo astrológico de Virgem, significando, na iconografia medieval, Notre Dame. As nossas pesquisas não revelaram qualquer referência em qualquer lugar a uma ordem medieval ou instituição que tivesse o nome Ormus. Neste caso não encontramos substanciação externa para o texto nos Dossiês Secretos, nem até mesmo qualquer  evidência circunstancial para argumentar sua veracidade. Por outro lado ‘Ormus’ ocorre em dois outros contextos radicalmente diferentes. Ele figura no pensamento zoroastriano e nos textos gnósticos onde é sinônimo do princípio de luz. E ele aparece novamente entre os pedigrees afirmados pelo final do século XVII da Livre Maçonaria. Segundo os ensinamentos maçonicos, Ormus era o nome de um sábio e místico egípcio, um adepto gnóstico da Alexandria. Ele viveu, supostamente, durante os anos inciais da época cristã. Em 46 ele e seis de seus seguidores foram supostamente convertidos a uma forma de cristianismo por um dos discípulos de Jesus, São Marcos, na maioria das narrativas. Desta conversão é dito ter nascido uma nova seita ou ordem que fundiu os dogmas da cristandade inicial com os ensinamentos de outra escola de mistério até mesmo mais antiga. A nosso conhecimento esta história não pode ser autenticada. Ao mesmo tempo, contudo, é certamente plausível. Durante o século I de nossa era Alexandria era um real leito quente de atividade mística, uma encruzilha na qual as doutrinas judaicas, mitraicas, zoroastrianas, pitagoreanas, herméticas, e neo-platonicas expandiam-se no ar e se combinavam com inumeráveis outras. Professores de todos os tipos concebíveis abundavam. E dificilmente seria surpreendente se um deles adotasse um nome implicando no princípio  da luz. Segundo a tradição maçonica, em 46 Ormus é dito ter conferido a sua recentemente constituida ordem de ‘iniciados’ um específico símbolo identificador – uma cruz vermelha ou rosa. Garantidamente, a cruz vermelha foi subsequentemente para encontrar um eco no brazão dos Cavaleiros Templários, mas a importancia dos textos nos Dossiês Secretos, e em outros Documentos do Priorado é inequivocamente clara. Alguém pretendia ver em Ormus as origens da chamada Rosacruz, ou Rosacrucianos. E em 1188 é dito que o Priorado de Sião tem adotado um segundo sub-título, em adição a Ormus.  É  dito ter sido Ordem da Verdade Rosacruz [Ordre de la RoseCroix Veritas]. A este ponto nos pareceu ser um território muito questionável, e o texto dos Documentos do Priorado começaram a parecer altamente suspeitos.  Estavamos familiarizados com as declarações dos modernos Rosacrucianos na Califórnia e outras organizações contemporaneas, que afirmam elas próprias, depois de um fato, um pedigree remotando as névoas da antiguidade que inclue a maioria dos grandes homens do mundo.

Uma Ordem Rosacruz datando de 1188 pareceu igualmente espúria. Como tem demonstrado convincentemente Frances Yates, não há qualquer evidência connhecida de Rosacrucianos [ao menos no nome] antes do início do século XVII ou talvez os últimos anos do século XVI. O mito que cerca a legendária Ordem data de aproximadamente 1605, 1615 e 1616 respectivamente, proclamada a existência de uma fraternidade secreta ou confraternidade iniciados místicos, alegadamente fundada por um Cristão Rosacruz que, foi mantido, nasceu em 1378 e morreu, aos 106 anos, em 1484. Cristão Rosacruz e sua fraternidade secreta são agora geralmente reconhecidos terem sido ficticiamente uma fraude de tipos, divisada para algum propósito que ainda não foi satisfatoriamente explicado, embora não sem repercussões políticas naquele tempo. Sobretudo, o autor de um dos três tratados, o famoso Casamento Alquímico do Cristão Rosacruz, que apareceu em 1616, é agora conhecido. Ele foi Johann Valentin Andrea, um escritor e teólogo alemão vivendo em Wurttemberg, que os neo-platonicos confessaram que ele compôs o Casamento Alquímico como uma ‘troça’, uma ‘piada’ ou talvez uma comédia no sentido da palavra de Dante e Balzac. Há razão para acreditar que Andrea, ou um de seus associados, compôs os outros tratados rosacrucianos também. E esta é a fonte do Roascrucianismo, como ela evoluiu e como alguém pensa nela hoje, pode ser traçada. Se os Documentos do Priorado eram acurados, contudo, teriamos que reconsiderar, e pensar em algo difernte de uma farsa do século XVII. Teriamos que pensar em termos de uma ordem ou sociedade secreta que realmente existiu, uma genuina fraternidade clandestina. Ela não precisava ser inteiramente ou até mesmo primariamente mística. Ela podia ser grandemente política. Mas ela teria existido 425 anos completos antes que seu nome se tornasse público, e uns bons dois séculos antes que seu legendario fundador é ajegadamente ter vivido. Novamente não encontramos evidência substanciante. Certamente a rosa tem sido um símbolo místico desde tempo imemoriais e desfrutou de uma cultura particular durante a Idade Média no romance popular da Rosa de Jean de Meung, por exemplo, e no paraíso de Dante. Ela subsequentemente tornou-se a cruz de São Jorge e, como tal, foi adotada pela Ordem de Garter criada alguns trinta anos depois da queda do Templo. Mas embora rosas e cruzes vermelhas abundem como motivos simbólicos, não há evidencias de uma instituição ou uma ordem, ainda menos de uma sociedade secreta. Por outro lado,  Frances Yates mantém que havia sociedades secretas funcionando muito antes do século XVII, ‘rosacrucianas’, e que estas sociedades iniciais eram, de fato, ‘rosacrucianas’ na orientação política e filosófica, se não necessariamente no nome. Assim, em conversa com uma de nossas pesquisadoras, ela descreveu Leonardo da Vinci como um ‘rosacruciano’ usando o termo como uma metáfora para definir seus valores e atitudes. Não apenas isso. Em 1629, quando o interesse ‘rosacruciano’ na Europa estava em seu zênite, um homem chamado Robert Denyau, cura de Gisors, compôs uma história exaustiva de Gizors e da família Gizors. Em seu manuscrito, Denyau afirma explicitamente que a Rosacruz foi fundada por Jean de Gizors em 1188. Em outras palavras, há uma confirmação verbatim do século XVII das afirmações feitas nos Documentos do Priorado. Garantidamente, o manuscrito de Denyau foi composto alguns quatro séculos e meio depois do fato alegado.  Mas ele constitui um fragmento extremamente importante de evidência. E o fato de que ele tenha sido emitido de Gizors o torna ainda mais importante. Somos deixados, todavia, sem confirmação, somente com uma possiblidade. Mas em cada aspecto até onde diga respeito aos Documentos do Priorado, eles tem se mostrado atonitamente acurados. Então teria sido muito difícil descarta-los de antemão. Não estamos preparados para aceita-los com uma fé cega e inquestionável. Mas nos sentimos obrigados a reservar o julgamento.

O Priorado de Orleans

Além de suas afirmações mais grandiosas, os Documentos do Priorado ofereceram informação de um tipo muito diferente, minunciosamente assim aparentemente trivial e inconsequente que sua importância nos fugiu. Ao mesmo tempo a imensa importância desta informação argumentou a favor de sua veracidde. Muito simplesmente lá não parecia haver um ponto para inventar ou criar tais detalhes menores. E ainda mais, a autenticidade de alguns desses detalhes pode ser confirmada. Então, por exemplo, Girard, abade do pequeno priorado em Orleans entre 1239 e 1244, é dito ter cedido um pedaço de terra em Acre para os Cavaleiros Teutônicos. Porque isso devesse ser mencionado não está claro, mas isso pode ser definitivamente estabelecido. A real carta de direitos existe, datando de 1239 e tendo a assinatura de Girard. Informação de um tipo similar, embora mais sugestivo, é oferecida sobre um abade chamado Adam, que presidiu sobre o pequeno priorado em Orleans em 1281. Neste ano, segundo os Documentos do Priorado, Adam cedeu um pedaço de terra perto de Orval aos monges que então ocupavam a abadia lá – cistercianos, que tinham se mudado sob a égide de São Bernardo um século e meio antes. Não pudemos encontrar evidência escrita desta particular transação, mas ela nos parece bastante plausível já que há cartas de direitos atestando inumeras outras transações da mesma natureza. O que torna esta interessante, com certeza, é a recorrência de Orval, que tem figurdo anteriormente em nosso inquérito. Sobretudo, o pedaço de terra em questão parece ter sido de especial importância, porque os Documentos do Priorado nos dizem que Adam incorreu na ira da irmandade de Sião por esta doação; tanto que aparentemente ele foi compelido a renunciar a sua posição. O ato de abdicação, segundo os Dossiês Secretos, foi formalmente testemunhado por Thomas de Sainville, o Grão Mestre da Ordem de São Lázaro em 1281 e a sede de São Lázaro era próxima a Orleans onde a abdicação de Adam teria acontecido. Duas proclamações e duas cartas foram de fato assinadas por ele lá, a primeira datada de agosto de 1281 e a segunda de março de 1289.

O Chefe dos Templários,

Segundo os documentos do Priorado, o Priorado de Sião não era, estritamente falando, uma perpetuação ou continuação da Ordem do Templo: ao contrário, o texto ressalta enfaticamente que a separação entre as duas ordens data de ‘cortar o elmo’ em 1188. Aparentemente, contudo, algum tipo de entendimento continuou a existir, e em 1307,  Guillaume de Gisors recebeu a cabeça dourada, Caput LVIII Fa da Ordem do Templo. Nossa investigação sobre os Templários já nos havia famiiarizado com esta misteriosa cabeça. Liga-la ao Sião, contudo, e com a aparentemente importante família de Gizors, novamente nos atingiu como duvidosa como se os Documentos do Priorado estivessem se esticando para fazer ligações poderosas e evocativas. E ainda que fosse precisamente a este ponto que encontramos algumas de nossas mais sólidas e intrigantes confirmações. Segundo os registros oficiais da Inquisição: O guardião e administrador dos bens do Templo de Paris, depois das prisões, foi um homem do rei chamado Guillaume Pidoye. Diante dos inquisidores em 11 de maio de 1308, ele declarou que ao tempo da prisão dos Cavaleiros Templários, ele, juntamente com seu colega Guillaume de Gisors e um  Raynier Bourdon, tinham sido ordenados a apresentarem a Inquisição todas as figuras de metal ou madeira que encontrassem. Entre os bens do templo eles encontraram uma grande cabeça de prata… a imagem de uma mulher, que Gulhaume, em 11 de maio, apresentou diante da Inquisição. A cabeça carregava um rótulo: CAPUT LVIIIm.  Se a cabeça continuava a nos surpreender, o contexto no qual Gulhaume de Gizors apareceu foi igualmente perpexante. Ele é especificamente citado como sendo colega de Guillaume Pidoye, um dos homens do Rei Felipe. Em outras palavras, ele, como Felipe, pareceriam terem sido hostis aos Templários e participado do ataque a eles. Segundo os Documentos do Priorado, contudo, Guilhaume era Grão Mestre do Priorado de Sião naquele tempo. Isto significou que o Priorado endossou a ação de Felipe contra os Templários, talvez até mesmo colaborando nisso? Há certos documentos do Priorado que apontam para que este pode ter sido o caso, que Sião, de algum modo não especificado, autorizou e presidiu a dissolução de seus desgovernados protegidos. Por outro lado, os Documentos do Priorado também implicam queo Sião exercia um tipo de proteção paternal em relação ao menos a certos Templários durante os últimos dias da Ordem. Se isso é verdade, Guilhaume de Gizors pode ter sido um ‘agente duplo’. Ele bem pode ter sido o responsável pelo vazamento dos planos de Felipe, o meio portanto pelo qual os Templários receberam o aviso antecipado ds maquinações do Rei contra eles. Se depois da separação formal em 1188, o Sião de fato continuou a exercer algum controle clandestino sobre os assuntos do Templo, Guillaume de Gisors pode ter sido parcialmente responsável pela cuidadosa destruição dos documentos da Ordem e pelo desaparecimento inexplicável de seu tesouro.

Os Grão Mestres dos Templários

Além da informação fragmentada discutida acima, o texto nos Dossiês Secretos incluem três listas de nomes. A primeira desta é direta o suficiente – ao menos interessante, e ao menos aberta a controvérsia ou dúvida, sendo meramente uma lista de abades que presidiram as terras de Sião na Palestina entre 1152 e 1281. Nossa pesquisa confirmou sua veracidade: ela aparece em outros lugares, independentes dos Dossiês Secretos, e em fontes acessíveis e não impugáveis. As listas nestas fontes concordam com a história verificável, mas muito compreensivo no que elas preenchem certas lacunas. A segunda lista nos Dossiês secretos é uma lista dos Grão Mestres dos Cavaleiros Templários de 1118 até 1190, em outra palavras, da fundação pública do Templo até sua separação de Sião e do ‘cortar o elmo’ em Gizors . De início parecia não haver algo não usual ou extraordinário sobre esta lista. Quando a comparamos com outras listas, contudo aquelas citadas por historiadores reconhecidos escrevendo sobre os Templários, por exemplo certas discrepâncias óbvias rapidamente emergiram.

Segundo virtualmente todas as outras listas conhecidas, houve dez Grão Mestres entre 1118 e 1190. Segundo os Dossiês Secretos, houve apenas oito. Segundo a maioria das outras listas o tio de São Bernardo, Andre de Montbard não era apenas co-fundador da Ordem, mas também seu Grão Mestre entre 1153 e 1156. Segundo os Dossiês Secretos, contudo, Andre de Montbard, o tio de São Bernardo, nunca foi Grão Mestre da Ordem, mas parecia ter continuado funcionando como ele o fez por toda a sua carreira, por trás das cenas. Segundo a maioria das outras listas, Bertrand de Blanchefort aparece como o sexto Grão Mestre da Ordem do Templo, assumindo esta função depois de Andre Montbard, em 1156. Segundo os Dossiês Secretos, Bertrand não é o sexto, mas o quarto na sucessão, se tornando Grão Mestre em 1153. Há outras tais discrepâncias e contradições, e estamos incertos sobre o que fazer com ela ou quão seriamente considera-las. Porque ele discorda daqueles compiladas por historiadores estabelecidos, não iriamos ver a lista nos Dossiês Secretos como errada? Deve ser enfatizado que nenhuma lista oficial ou definitiva dos Grão Mestres do Templo existe. Nada de tal tipo foi preservado para a posteridade. Os próprios registros do Templo foram destruídos ou desapareceram, e a mais antiga compilação conhecida dos Grão Mestres da Ordem data de 1342, trinta anos depois que a própria Ordem foi suprimida e 225 anos depois de sua fundação. Como resultado, os historiadores compilando as listas dos Grão Mestres tem baseado seus achados nos cronistas contemporaneos sobre um homem escrevendo em 1170, por exemplo, que faz uma ligeira alusão a um ou outro indivíduo como Mestre ou Grão Mestre do Templo. Uma evidência adicional pode ser obtida ao examinar os documentos e as cartas de direitos do período, na qual um ou outro oficial Templário anexaria um título ou outro a sua assinatura. Portanto dificilmente é surpreendente que a sequência e a datação deva variar, algumas vezes dramaticamente, de escritor para escritor, narrativa a narrativa. Não obstante, há certos detalhes cruciais como aqueles resumidos acima nos quais os Documentos do Priorado se desviam sigificativamente de todas as outras fontes. Não podemos, entretanto, ignorar tais desvios. Tivemos que determinar, até onde pudemos, se a lista nos Dossiês Secretos era baseada em negligência, ignorância ou ambas; ou, alternativamente, se esta lista era de fato a definitiva, baseada em uma informação ‘interna’, inacessível aos historiadores.

Se Sião criou os Cavaleiros Templários, e se Sião [ou ao menos seus registros] sobrevivem até o presente dia, podemos razoavelmente esperar que ele esteja familiriazado com os detalhes não obteníveis em outros lugares. A maioria das discrepâncias entre a lista nos Dossiês Secretos e aquelas de outras fontes pode ser explicada muito facilmente. A este ponto, não vale a pena explorar cada uma de tais discrepâncias e responsabilizar-se por isso. Mas um único exemplo deve servir para ilustrar como e porque tais discrepâncias possam ocorrer. Além do Grão Mestre, o Templo tinha uma multitude de mestres locais e um Mestre para a Inglaterra, para a Normandia, para a Aquitania, para todos os territórios que compreendiam seus domínios. Haviam também um predominante Mestre Europeu, e, assim pareceria, um mestre marítimo também. Nos documentos e cartas de direitos estes mestres locais ou regionais invariavelmente assinariam “Magister Templi’ – Mestre do Templo. E em muitas ocasiões, o Grão Mestre – por modéstia, descuido, indiferença ou despreocupação descuidada também ele próprio assinaria como nada mais do que ‘Magister Templi’. Em outras palavras, Andre Montbard, Mestre regional de Jerusalém, em uma carta de direitos, teria a mesma designação depois de seu nome de seu Grão Mestre, Bertrand de Blancheford. Portanto não é difícil ver como um historiador, trabalhando com uma ou duas cartas de direitos e não entrecruzando as referências, pode prontalmente interpretar mal o verdadeiro status de Andre na Ordem. Em virtude precisamente deste tipo de erro, muitas listas dos Grão Mestres Templários incluem um homem chamado Everard des Barres. Mas o Grão Mestre, pelas próprias constituições do Templo, tinha que ser eleito por um capítulo geral em Jerusalém e tinham que residir lá. Nossa pesquisa revelou que Everard des Barres foi um mestre regional, eleito e residente na França, que nunca pôs o pé na Terra Santa senão muito mais tarde. Nesta base ele pode ser retirado da lista dos Grão Mestres como de fato ele foi nos Dossiês Secretos. Foi especificamente em tais bons pontos acadêmicos que os ‘Documentos do Priorado’ apresentavam uma acurácia e precisão meticulosa que nós não podiamos imaginar não sendo alcançada depois do fato. Passamos mais de um ano considerando e comparando as várias listas dos Grão Mestres Templários. Consultamos todos os escritores sobre a Ordem, em inglês, francês e alemão, e então examinamos as fontes deles também. Examinamos as cronicas do tempo como estes de Guilhaume de Tyre – e outras narrativas contemporaneas. Consultamos todas as cartas de direitos que pudemos encontrar e obtivemos informação compreensiva sobre todos estas conhecidas serem ainda existentes. Comparamos assinaturas e títulos em numerosas proclamações, éditos, deveres e outros documentos Templários. Como resultado desse inquérito exaustivo, tornou-se aparente que a lista nos Dossiês Secretos era mais acurada do que qualquer outra não apenas sobre a identidade dos Grão Mestres mas sobre as datas de seus respectivos regimes também. As implicações disso eram muito mais amplas. Garantidamente, uma tal lista pode talvez ter sido compilada por um pesquisador extremamente  cuidadoso, mas a tarefa teria sido monumental. Nos parece muito mais provável que uma lista de tal acurácia atestasse algum repositório de informação interna ou privilegiada; informação portanto inacessível aos historiadores. Se a nossa conclusão é ou não garantida, fomos confrontados por um fato incontestável de que alguém havia obtido acesso, de algum modo, a uma lista que era muito mais acurada que as outras. E desde que a lista, a despeito de sua divergência das outras mais aceitas, provou-se tão frequentemente estar correta, ela conferiu uma considerável credibilidade aos Documentos do Priorado como um todo. Se os Dossiês Secretos eram demonstravelmente confiáveis neste aspecto crítico, então de certa forma havia menos razão para duvidar deles em outros. Tal reasseguração foi oportuna e necessária. Sem ela, poderiamos muito bem ter descartado a terceira lista nos Dossiês Secretos dos Grão Mestres do Priorado de Sião imediatamente. Desta terceira lista, até mesmo uma olhada superficial, parece absurda.

Os Grão Mestres e A Corrente Subterrânea nos Dossiês Secretos

Os seguintes indivíduos são listados como Grão Mestres sucessivos do Priorado de Sião ou, para usar o termo oficial, ‘Nautonnier’, uma velha palavra francesa que significa ‘navegador’ ou ‘homem do elmo’:

Jean de Gisors 1188-1220
Marie de Saint-Clair 1220-66
Guillaume de Gisors 1266-1307
Edouard de Bar 1307-36
Jeanne de Bar 1336-51
Jean de Saint-Clair 1351-66
Blanche d’Evreux 1366-98
Nicolas Flamel 1398-1418
Rene d’Anjou 1418-80
Iolande de Bar 1480-83
Sandro Filipepi 1483-1510
Leonard de Vinci 1510-19
Connetable de Bourbon 1519-27
Ferdinand de Gonzague 1527-75
Louis de Nevers 1575-95
Robert Fludd 1595-1637
J. Valentin Andrea 1637-54
Robert Boyle 1654-91
Isaac Newton 1691-1727
Charles Radclyffe 1727-46
Charles de Lorraine 1746-80
Maximilian de Lorraine 1780-1801
Charles Nodier 1801-44
Victor Hugo 1844-85
Claude Debussy 1885-1918
Jean Cocteau 1918

Quando primeiramente vimos esta lista, ela imediatamente provocou o nosso ceticismo. Por um lado ela inclui um número de nomes que automaticamene se esperaria encontrar em uma tal lista de nomes de indivíduos famosos associados ao oculto e ao esotérico. Por outro lado, ela inclui um número de indivíduos ilustres e improváveis que, em certos casos, não podemos imaginar presidindo uma sociedade secreta. Ao mesmo tempo, muitos desses nomes são precisamente o tipo que as organizações do século XX teriam frequentemente tentado se apropriar elas próprias, assim estabelecendo uma espécie de pedigree espúrio. Há, por exemplo, listas publicadas pela AMORC, a Rosacruz moderna baseada na Califórnia, que incluem virtualmente cada figura importante na história e cultura ocidental, cujos valores, até mesmo se apenas tangencialmente, aconteceram coincidir com os da própria Ordem. Um entrelaçamento frequentemente casual ou convergência de atitudes é deliberadmente mal interpretada como algo supremo para a ‘afiliação iniciada’. E assim é dito a alguém que Dante, Shakespeare, Goethe e inumeráveis outros eram Rosacrucianos, implicando que eles eram membros que carregavam as cartas que pagavam seus deveres com regulariddae. Nossa atitude inicial em relação a lista acima foi igualmente cínica. Novamente, havia nomes previsíveis – nomes associados ao oculto e ao esotérico. Nicholas Flamel, por exemplo, é talvez o mais famoso e bem documentado dos alquimistas medievais. Robert Fludd, filósofo do século XVII, foi um expoente do pensamento hermético e outros assuntos arcanos. Johann Valentim Andre, contemporâneo alemão de Fludd, compôs, entre outras coisas, alguns dos trabalhos que divulgaram o mito do fabuloso Cristão Rosacruz. E há também nomes como o de Leonardo da Vinci e Sandro Filipepi, que é melhor conhecido como Boticelli. Há nomes de importantes cientistas, como Robert Boyle e Sir Issac Newton. Durante os últimos dois séculos os Grão Mestres do Priorado de Sião são alegados terem incluido tais importantes figuras literárias e culturais como Vitor Hugo, Claude Debussy e Jean Cocteau. Ao incluir tais nomes, a lista nos Dossiês Secretos não podia parecer senão suspeita. Foi quase inconcebível que alguns dos indivíduos citados tivessem presidido uma sociedade secreta e ainda mais, uma sociedade secreta devota ao oculto e a interesses esotéricos. Boyle e Newton, por exemplo, dificilmente são nomes que as pessoas no século XX associem ao oculto e ao esotérico. E embora Hugo, Debussy e Cocteau estivessem imersos em tais assuntos, eles pareceriam ser bem conhecidos demais, pesquisados e documentados demais, para terem exercido o papel de Grão Mestre em uma sociedade secreta. Não, a qualquer nível, sem que alguma palavra sobre isso de certa forma pudesse ter vazado.

Por outro lado os nomes distintos não são os únicos nomes na lista. A maioria dos outros nomes pertencem a nobres europeus de alto escalão, muitos dos quais eram obscuramente não familiarres não apenas ao leitores em geral, mas até mesmo ao historiador profisional. Há Guilhaume de Gizors, por exemplo, que em 1306 é dito ter organizado o Priorado de Sião  em uma ‘maçonaria livre hermética’. E há o avô de Guilhaume, Jean de Gizors, que é dito ter sido o primeiro Grão Mestre independente do Priorado de Sião, assumindo sua posição depois de ‘cortar o elmo’ e da separação do Templo em 1188. Não há dúvida de que Jean de Gozors existiu historicamente. Ele nasceu em 1133 e morreu em 1220. Ele é mencionado nas cartas de direitos e foi ao menos o senhor nominal da famosa fortaleza na Normandia onde os encontros tradicionalmente se realizavam entre os reis inglês e francês, como o foi o ‘corte do elmo’. Jean parece ter sido um proprietário de terras extremamente poderoso e rico e até 1193, um vassalo do Rei da Iglaterra. Ele também é conhecido por possuir uma propriedade na Inglaterra em Sussex, e a mansão de Titchfield em Hampshire. Segundo os Dossiês Secretos, ele se encontrou com  Thomas a Becket em Gisors em 1169 embora não haja indicação do propósito deste encontro. Fomos capazes de confirmar que Becket esteve de fato em Gizors em 1169 e portanto é provável que ele tivesse algum contrato com o senhor da fortaleza. Mas não pudemos encontrar registro de qualquer encontro real entre os dois homens. Em resumo, Jean de Gizors, fora uns poucos detalhes leves, se provou virtualmente não rastreável. Ele parece não ter deixado qualquer marca, seja o que for, na história, salvo sua existência e seu título. Não pudemos encontrar qualquer indicação de que ele fez que possa ter constituido sua afirmação para a fama, ou teremos garantido sua assunção de Grão Mestre de Sião.

Se a lista dos propostos Grão Mestres de Sião era autêntica, o que, imaginamos, fez Jean para merecer seu lugar nela? E se a lista era uma fabricação de última hora, porque alguém tão obscuro seria incluído afinal? Nos pareceu uma única explicação possível, que realmente não explica muito de fato. Como outros nomes aristocráticos da lista dos Grão Mestres de Sião, Jean de Gizors aparece em complicadas genealogias que figuram em outros lugares dos Documentos do Priorado. Juntamente com outros nobres esquivos, ele aparentemente pertencia a mesma densa floresta de árvores de famílias que ultimamente descendiam, supostamente, da dinastia Merovíngia. Assim parecia evidente para nós que o Priorado de Sião em uma extensão significativa, ao menos, era um assunto doméstico. De algum modo a Ordem pareceu estar intimamente ligada com uma linhagem sanguinea. E foi a sua ligação com esta linhagem sanguinea que talvez fosse a responsável pelos vários nomes intitulados na lista dos Grão Mestres. Da lista citada acima, o Grão Mestrado de Sião tinham recorrentemente mudado entre dois grupos essencialmente distintos de indivíduos. Por um lado havia figuras de estura monumental que pelo esoterismo, as artes ou ciências tem produzido algum impacto na tradição ocidental, história e cultura. Por outro lado, há membros de uma rede de famílias nobres específica e interligada, algumas vezes real. Em algum grau esta curiosa justaposição conferiu plausibilidade a lista. Se alguém meramente quisesse ‘fabricar’ um pedigree, não seria o ponto incluir tantos aristocratas desconhecidos e a muito tempo esquecidos. Não seria o ponto, por exemplo, incluir Charles de Lorreine, o austríaco marechal de campo do século XVIII, cunhado da Imperatriz Maria Tereza que se provou claramente inepto no campo de batalha e foi golpeado em um engajamento após outro por Frederico o Grande, da Prússia. A este respeito, ao menos, o Priorado de Sião pareceria ser modesto e realista. Ele não afirma haver funcionado sob os auspícios de genios qualificados, mestres sobre-humanos, iniciados iluminados, santos, sábios ou imortais. Ao contrário, ele reconhece que seus Grão Mestres são seres humanos falíveis, uma representativa seção cruzada da humanidade – uns poucos genios, uns poucos notáveis e uns poucos espécimens médios, um poucos sem importância e até mesmo uns poucos tolos. Porque, não podemos senão imaginar, deveria uma lista forjada ou fabricada incluir  um tal espectro? Se se deseja conceber uma lista de Grão Mestres, porque não tornar todos os nomes nela ilustres? Se alguém deseja ‘fabricar’ um pedrigree que inclua Leonardo, Newton e Vitor Hugo, porque não também incluir Dante, Miguelangelo, Goethe e Tolstoi ao invés de pessoas obscuras como Edouard de Bar e Maximilian de Lorreine? Porque, sobretudo, havia tantas ‘luzes menores’ na lista? Porque um escritor relativamente menor como Charles Nodier, muito mais do que os contemporaneos como Byron ou Pushkin? Porque um aparente ‘excêntrico’ como Cocteau muito mais que homens de tal prestígio internacional como Andre Gide ou Albert Camus? E porque a omissão de indivíduos como Poussin, cuja ligação com o mistério já havia sido estabelecida? Tais questões nos intrigaram, e argumentaram que a lista merecia consideração antes que nós a descartássemos como fraude. Portanto embarcamos em um estudo longo e detalhado dos alegados Grão Mestres e suas biografias, atividades e realizações. Ao realizar este estudo tentávamos, até onde podíamos,submeter cada nome na lista a certas perguntas críticas:

[1] – Houve qualquer contacto pessoal, direto ou indireto, entre cada alegado Grão Mestre, seu predecessor imediato e sucessor imediato?
[2] – Houve qualqer afiliação, por sangue ou outra, entre cada alegado Grão Mestre e as famílias que figuravam nas genealogias dos Documentos do Priorado com qualquer das famílias de suposta descendência Merovíngia, e especialmente com a casa ducal de Lorreine?
[3] – Estava cada um dos alegados Grão Mestres de algum modo ligado a Rennes-le-Chateau, Gozors, Stenay, São Suspílcio ou qualquer outro sítio que tem recorrido no curso de nossa investigação anterior?
[4] – Se Sião se definia como uma Livre Maçonaria Hermética, cada alegado Grão Mestre apresenta uma predisposição em relação ao pensamento hermético ou a um envolvimento com sociedades secetas?

Embora a alegada informação sobre os Grão Mestres antes de 1400 fosse difícil, algumas vezes impossível de se obter, nossas investigações sobre as figuras posteriores mantém  alguns resultados e consistência perplexantes. Muitos deles eram associados, de um modo ou outro, com um ou mais sítios que pareciam ser relevantes: Reenes-le-Chateau, Gizors, Stenay ou São Suspílcio. A maioria dos nomes da lista era aliada por sangue a casa de Lorreine ou asssocida a ela de algum modo, Até mesmo Robert Fludd, por exemplo, serviu como tutor para os filhos do Duque de Lorraine. De Nicholas Flamel em diante, cada nome na lista, sem exceção, era impregnado no pensamento hermético, e frequentemente associado com sociedades secretas até mesmo homens que não associariamos prontamente a estas coisas, como Boyle e Newton. E com apenas uma única exceção, cada alegado Grão Mestre teve algum contacto algums vezes por meio de amigos íntimos mútuos, com aqueles que o sucederam. Até onde pudemos determinar, havia apenas uma queda aparente na cadeia. E até mesmo esta parece ter ocorrido ao redor da Revolução Francesa, entre Maximilian de Lorreine e Charles Nodier que não é por qualquer meio conclusiva. No contexto deste capítulo, não é possível discutir cada alegado Grão Mestre em detalhes. Algumas das figuras mais obscuras assumem importância somente contra o fundo de uma dada época, e para explicar esta importância completamente compreenderia longas digressões nos caminhos esquecidos da história. No caso dos nomes mais famosos, seria impossível fazer a eles justiça em umas poucas páginas. O presente capítulo abrigará os desenvolvimentos mais amplos sociais e culturais, nos quais a sucessão dos alegados Grão Mestres desempenhou uma parte coletiva. Foi em tais desenvolvimentos culturais e sociais que nossa pesquisa pareceu manter um traço discernível da mão do Priorado de Sião.

Rene d’Anjou

Embora hoje seja pouco conhecido,  Rene d’Anjou – ‘O Bom Rei do Reno’ como ele era conhecido nos anos imediatamente precedentes a Renascença. Nascido em 1408, durante sua vida ele veio a manter um surpreendente conjunto de titulos. Entre os mais importantes estavam o Conde de Bar, o Conde de Provença, o Conde de Piemonte, o Conde de Guise, o Duque de Calábria, o Duque de Anjou, o Duque de Lorreine, Rei da Hungria, Rei de Nápoles e Sicília, Rei de Aragão, Valença, Maiorca e Sardenha – e, talvez, o mais ressonante de todos, Rei de Jerusalém. Este último era, com certeza, puramente titular. Não obstante ele evocava uma continuidade remontando a Godfroi de Bouillon, e foi reconhecido por outros potentados europeus. Uma das filhas de Rene, Marguerite d’Anjou, em 1445 se casou com Henrique VI da Inglaterra e desempenhou um papel importante na Guerra das Rosas. Em suas fases iniciais a carreira de Rene d’Anjou parece ter sido de algum modo obscuro associada aquela de Joana D’Arc. Até onde é conhecido, Joana nasceu na cidade de Domremy, no ducado de Bar, o que a tornava sudida de Rene. Ela primeiramente  impressionou a história em 1429, quando ela apareceu na fortaleza de Vaucoleurs, a umas poucas milhas acima de Meuse de Domremy. Se apresentando ao comandante da fortaleza, ela anunciou sua ‘divina missão’ de salvar a França dos invasores ingleses e assegurar que o dolfim, subsequentemente Carlos VII, fosse o rei coroado. Para realizar a missão dela, ele teria que se unir a côrte dele em Chinon, no Loire, longe a sudoeste. Mas ela não solicitou uma passagem para Chonou ao comandante em Vaucoleurs; ela solicitou uma audiência especial com o sogro do duque de Lorreine Rene e tio-avô. Em deferência a solicitação dela, foi garantida a Joana uma audiência com o duque em sua capital em Nancy. Quando ela chegou lá, é sabido que Rene D’Anjou estava presente. E quando o duque de Lorreine perguntou a ela o que ela desejava, ele respondeu explicitamente, nas palavras quem tem constantemente perplexado os historiadores. “Seu filho por lei, um cavalo e alguns bons homens para me levarem por dentro da França”. Naquele tempo e mais tarde, a especulação era prevalescente sobre a natureza da ligação de Rene com Joana. Segundo algumas fontes, provavelmente inacuradas, os dois eram amantes. Mas permanece o fato que eles conheciam um ao outro, e que Rene estava presente quando Joana pela primeira vez embarcou em sua missão. Sobretudo, os cronistas contemporaneos sustentam que quando Joana partiu para a côrte do Dolfim em Chinou, Rene a acompanhou. E não apenas isso. Os mesmos cronistas avaliam que Rene realmente estava presente ao lado dela durante o cerco de Orleans. Nos séculos que se seguiram uma tentativa sistemática parece ter sido feita para expurgar todo traço do possível papel de Rene na vida de Joana. Ainda que os biógrafos posteriores de Rene não possam responder sobre o paradeiro dele ou atividades entre 1429 e 1431, o ápice da carreira de Joana. É geral e tacitamente assumido que ele estava vegetando na corte ducal em Nancy, mas não há evidência que sustente esta avaliação. As circunstâcias argumentam que Rene acompanhou Joana a Chinon. Porque se havia qualquer uma personalidade dominante em Chinon naquele tempo, esta personalidade era Iolanda D’Anjou. Era Iolanda que fornecia ao dolfim febril, de fraca vontade incessantes tranfusões de moral. Foi Iolanda que inexpicavelmente se auto-indicou patrona oficial de Joana. E foi Iolanda que superou a resistência da côrte à garota visionária e obteve a autorização para que ela acompanhasse o exército a Orleans. Foi Iolanda que convenceu o dolfim que Joana de fato podia ser a salvadora que ela afirmava ser. Foi Iolanda que concebeu o casamento do dolfim com a sua própria filha. E Iolanda era a mãe de Rene D’Anjou. Na medida em que estudamos estes detalhes, nos tornamos crescentemente convencidos, como muitos historiadores modernos, que algo está sendo encenado por trás das cenas; algo intrincado, uma intriga de alto nivel, ou projeto audacioso. Quanto mais examinamos isso, mas a carreira metórica de Joana D’Arc começou a sugerir um negócio programado como se alguém, explorando as lendas populares da ‘Virgem de Lorreine’ e jogado engenhosamente com a psicologia de massa, tivesse engendrando e orquestrado a missão da chamada Donzela de Orleans. Isto não pressupôs, com certeza, a existência de uma sociedade secreta. Mas isto mostrou que a existência de uma tal sociedade decididamente fosse mais plausível. E se uma tal sociedade existiu, o homem que a presidia bem pode ter sido Rene D’Anjou.

Rene e o Tema da Arcadia

Se Rene estava associado a Joana D’Arc, sua carreira posterior, em sua maior parte, foi distintamente menos belicosa. Diferente de muitos de seus contemporaneos, Rene era menos um guerreiro que um cortesão. A este respeito ele foi mal colocado em sua própria era; ele era, em resumo, um homem a frente de seu tempo, antecipando os príncipes cultos da Renascença. Uma pessoa extremamente letrada, ele escreveu prolificamente e iluminou seu próprios livros. Ele compôs poesia e alegorias místicas, bem como compêndios de regras de torneio. Ele buscou promover o avanço do conhecimento e a um tempo empregou Cristóvão Colombo. Ele estava familiarizado com a tradição esotérica e sua côrte incluia um astrólogo judeu, cabalista e físico conhecido como Jeam de Saint Remy. Segundo um número de narrativas, Jean Saint-Remy era o avô de Nostradamus, o famoso profeta do século XVI que também figurou em nossa história. Os interesses de Rene incluiam a cavalaria, e os romances arturianos e do Gral. De fato ele parece ter tido uma preocupação particular como Ele a havia obtido, ele afirmou, em Marselha onde Madalena, segundo a tradição, chegou com o Gral. Outros cronistas falam de uma taça na posse de Rene – talvez a mesma que tinha uma inscrição misteriosa gravada na borda: ‘Qui bien beurra Dieu voira. Qui beurra tout dune baleine Voita Dieu et la Madeleine. [ Ele que bebe bem verá Deus. Ele que “saboreia um único gole verá Deus e Madalena] Não seria inacurado ver Rene D’Anjou como um maior ímpeto por trás do fenômeno agora chamado Renascença. Em virtude de suas inúmeras possessões italianas ele passou alguns anos na Itália; e por sua amizade íntima com a regente família Sforza de Milão ele estabeleceu contacto com os Medicis de Florença. Há boas razões para acreditar que foi grandemente a influência de Rene que fez com que Cisimo de Medici embarcasse em uma série de ambiciosos projetos. Projetos destinados a transformar a civilização ocidental. Em 1439, quando Rene estava residindo na Itália, Cosimo de Medici começou a enviar seus agentes por todo o mundo em busca de manuscritos antigos. Então, em 1444, Cosimo fundou a primeira biblioteca pública, a Bibliteca de São Marcos, e assim começou a desafiar o longo monopólio da Igreja sobre o ensino. Por expressa comissão de Cosimo, o corpo de pensamento platonico, neo-platonico, pitagoreano, gnóstico e hermético encontrou seu caminho para a tradução pela primeira vez e se tornou imediatamente acessível. Cosimo também instruiu a Universidade de Florença a começar a ensinar grego, pela primeira vez na Europa por alguns 700 anos. E ele assumiu criar uma academia de estudos pitagoreanos e platonicos. A academia de Cosimo rapidamente gerou uma multitude de instituições similares pela península italiana, que se tornaram bastiões da tradição esotérica ocidental. E delas a alta cultura da Renascença começou a florescer. Rene D’Anjou não apenas contribuiu em alguma medida para a formação destas academias, mas também parece ter conferido sobre elas um de seus favoritos temas simbólicos, aquele da Arcadia. Certamente é na própria carreira de Rene que o motivo da Arcadia parece ter feito sua estréia na cultura ocidental pós cristã. Em 1449, por exemplo, em sua côrte em Tarrascon, Rene preparou uma série de “pas dames’ curiosas amálgamas híbridas de torneio e máscara, que foi chamada de ‘The Pas dAmes of the Shepherdess’. Representada por sua amante naquele tempo, A Pastora era explicitamente uma figura arcadiana, incorporando os atributos românticos e filosóficos. Ela presidiu um torneio no qual os cavaleiros assumiram identidades alegóricas representando valores e idéias conflitantes. O evento foi uma fusão singular do pastoral romance arcadiano com a ostentação da Távola Redonda e os mistérios do Santo Gral. A Arcadia figura em outros lugares nos trabalhos de Rene também. É frequentemente denotada como uma fonte ou pedra de túmulo, ambas sendo associadas com uma corrente subterrânea. Esta corrente é igualmente equiparada ao Rio Alfeu, o rio central na geral geográfica Arcadia na Grécia, que flui subterraneamente e é dito emergir novamente na Fonte de Aretusa na Sicília. Desde a mais remota antiguidade até o Kubla Kan de Coleridge o rio Alfeu tem sido considerado sagrado. Seu próprio nome deriva da mesma raiz grega da palavra ‘alfa’ que significa ‘primeiro’ ou ‘fonte’. Para Rene, o motivo de uma corrente subterrânea parece ter sido extremamente rico nas ressonâncias simbólicas e alegóricas. Entre outras coisas, ele pareceria ligar a tradição esotérica subterrânea do pensamento pitagoriano, gnóstico, cabalístitico e hermético.

Mas ele também pode indicar algo mais do que um corpo geral de ensinamentos, talvez alguma informação factual muito específica de um ‘segredo’ de algum tipo, transmitido de maneira clandestina de geração a geração. E ele pode ligar uma não reconhecida e assim subterrânea linhagem sanguinea.  Nas academias italianas a imagem da corrente subterrânea parece ter sido investida com todos os níveis de significado. E ela recorre consistentemente tanto assim, de fato, que as próprias academias tem sido frequentemente rotuladas como Arcadianas.  Assim, em 1502, um maior trabalho foi publicado, um longo poema intitulado Arcadia, por Jacopo Sannazaro e a entourage italiana de Rene d’Anjou de alguns anos antes incluia um Jacques Sannazar, provavelmente o pai do poeta. Em 1553 o poema de Sannazaro foi traduzido para o francês. Ele foi dedicado, muito interessantemente, ao Cardeal de Unocourt, que compilou as genealogias nos Documentos do Priorado. Durante o século XVI a Arcadia e a corrente subterrânea se tornaram uma moda proeminentemente cultural. Na Inglaterra eles inspiraram o mais importante trabalho de Sir Philip Sidney, Arcadia, Na Itália eles inspiraram tais figuras ilustres como Torquato lasso cuja peça magistral, Jerusalém Libertada, lida com a captura da Cidade Santa por Godfroi de Bouillon. Pelo século XVII o motivo da Arcadia havia culminado na pintura ‘Os Pastores da Arcadia” de Nicholas Poussin. Quanto mais exploramos o assunto, mais aparente se torna que algo – uma tradição de algum tipo, uma hierarquia de valores ou atitudes, talvez um corpo específico de informação estava constantemente sendo intimado pela corrente subterranea. Esta imagem parece ter assumido proporções obsessivas nas mentes de certas eminentes famílias políticas do período todo do qual, direta ou indiretamente, figuram nas genealogias dos Documentos do Priorado. E as famílias em questão tem transmitido a imagem aos seus protegidos nas artes. De Rene D’Anjou, algo parece ter sido passado aos Medicis, aos Sforzas, aos Estes e aos Gonzagas, os últimos dos quais, segundo os Documentos do Priorado, forneceram ao Sião dois Grão Mestres,  Ferrante de Gonzaga e Louis de Gonzaga, Duque de Nevers. Dele isso parece ter encontrado seu caminho nos trabalhos dos mais ilustres pintores e poetas da época, inclindo Boticelli e Leonardo da Vinci.

O Manifesto Rosacruz

Uma disseminação de idéias de certa forma similar ocorreu no século XVII, primeiro na Alemanha e então se espalhando para a Inglaterra. Em 1614 o primeiro dos chamados Manifestos Rosacrucianos apareceu, seguido de um segundo tratado um ano mais tarde. Estes manifestos criaram um furor naquele tempo, provocando fulminações da Igreja e dos Jesuítas, e despertando um apoio freventemente entusiástico das facções liberais na Europa Protestante. Entre os mais eloquentes e influentes expoentes do pensamento rosacruciano estava Robert Fludd, que é listado como o sexto Grão Mestre do Priorado de Sião, presidindo entre 1595 e 1637. Entre outras coisas, os Manisfestos Rosacrucianos promulgavam a história do lendário Cristão Rosacruz. Eles apoiavam a matéria de uma confraternidade secreta, invisível de iniciados na Alemanha e na França. Eles prometiam uma transformação do mundo e do conhecimento humano de acordo com os príncipios esotéricos e herméticos, a corrente subterrânea que tinha fluido de Rene D’Anjou para a Renascença. Uma nova época de liberdade espiritual foi anunciada, uma época na qual o homem podia se libertar de suas antigas algemas, destrancar os domentes ‘segredos da natureza’ e governar o seu próprio destino de acordo com leis harmoniosas, universais e cósmicas. Ao mesmo tempo, os manisfestos eram altamente inflamatoriamente políticos, ferozmente atacando a Igreja Católica e o velho Santo Império Romano. Estes manisfestos agora são acreditados terem sido escritos por um teólogo e sotetérico alemão, Johann Valentin Andrea, listado como Grão Mestre do Priorado de Sião depois de Robert Fludd. Se eles não foram escritos por Andrea, eles certamente foram escritos por um ou mais de seus associados. Em 1616, um terceiro tratado apareceu,  O Casamento Alquímico do Cristão Rosacruz. Como os dois trabalhos anteriores, O Casamento Alquimico foi originalmente de autoria anônima; mas o próprio Andrea mais tarde confessou ter composto isso como uma ‘piada’ ou comédia. O Casamento Alquimico é uma alegoria complexa, que subsequentemente influenciou trabalhos tais como Fausto de Goethe. Como tem demonstrado Frances Yates, ele contém inumeráveis ecos do esotérico inglês, John Dee, que também influenciou Robert Fludd. O trabalho de Andrea também evoca ressonâncias dos romances do Gral e dos Cavaleiros Templários. Cristão Rosacruz, por exemplo, é dito usar uma tunica branca com uma cruz vermelha no ombro. No curso da narrativa, uma peça realizou uma alegoria dentro de uma alegoria. Esta peça envolve uma princesa, de linhagem real não específica, cujos domínios por direito tinham sido usurpados pelos mouros e que foi lançada para fora do litoral em um bau de madeira. O resto da peça lida com as vicissitudes dela e seu casamento com um príncipe que a ajudaria a reconquistar sua herança. Nossa pesquisa revelou variados links de segunda e terceira mão entre Andrea e as famílias cujas genealogias figuravam nos Documentos do Priorado. Não descobrimos links diretos ou em primeira mão, contudo, exceto talvez para Frederico, o Eleitor Palatino do Reno. Frederico era sobrinho de um importante líder protestante francês, Henri de la Tour dAuvergne, Visconde de Turenne e Duque de Bouillon, o velho título de Godfroi. Henrique era também associado a família Longueville, que figurou proeminentemente tanto nos Documentos do Priorado quanto em nossa própria pesquisa. E em 1591 ele tinha entrado em grandes problemas ao adquirir o centro de Stenay. Em 1613, Frederico do Palatinado havia se casado com Elizabeth Stuart, filha de James I da Inglaterra, neta da Rainha Mary da Escócia e bisneta de Marie de Guise e Guise era o ramo cadete da casa de Lorreine. Marie de Guise, um século antes, havia se casado com o duque de Longueville  e então, com a morte dele, com James V da Escócia. Isto criou uma aliança dinástica entre as casas de Stuart e Lorreine.  Em consequência, os Stuarts começaram a figurar nas genealogias dos Documentos do Priorado. E Andrea, bem como outros três alegados Grão Mestres que o seguiram, apresentarm vários graus de interesse na casa real escocesa. Durante este periodo a casa de Lorreine estava, em um grau significativo, em eclipse.

Se Sião fosse uma ordem coerente e ativa naquele tempo, ele pode portanto ter transferido sua fidelidade – ao menos parcial e temporariamente aos decididamente mais influentes Stuarts. Em qualquer caso, Frederico do Palatinado, depois de seu casamento com Elizabeth Stuart, estabeleceu uma côrte aliada de orientação esotérica em sua capital de Heidelberg. Como escreve Frances Yates, umaa cultura estava se formando no Palatinado que veio diretamente da Renascença mas com mais tendências recentes acrescentadas, uma cultura que pode ser definida pelo adjetivo de rosacruciana. O príncipe ao redor do qual estas profundas correntes estavam fazendo rodamoinho era Frederico, o Eleitor Palatino, e seus exponentes estavam esperando por uma expressão politico-religiosa de suas metas… O movimento de Frederico… foi uma tentativa de dar a estas correntes político-religiosas uma expressão, para realizar o ideal da reforma hermética centrada em um príncipe real… Isto… criou uma cultura… um estado ‘rosacruciano’ que a côrte dele centrou em Heidelberg. Em resumo os anônimos rosacrucianos e seus simpatizantes parecem ter investido em Frederico com um sentido de missão, tanto espiritual quando política. E Frederico parece ter aceitado prontamente o papel imposto a ele, juntamente com as esperanças e expectativas que isso compreendia. Então, em 1618, ele aceitou a coroa da Boemia, oferecida a ele pelos nobres rebeldes daquele país. Ao fazer isso, ele incorreu na ira do Papado e do Santo Império Romano e precipitou o caos da Guerra dos Trinta Anos. Dentro de dois anos ele e Elizabeth tinham sido levados ao exílio na Holanda, e Heidelberg foi dominada por tropas católicas. E pelo seguinte quarto de século, a Alemanha se tornou o maior campo de batalha para o conflito mais amargo e mais sangrento e custoso na historia européia antes do conflito do século XX no qual a Igreja quase gerenciou para reimpor a hegemonia que ela havia desfrutado durante a Idade Média. Entre o turbilhão que corria solto ao redor dele, Andrea criou uma rede de sociedades mais ou menos secretas conhecidas como Uniões Cristãs. Segundo o projeto de Andrea, cada sociedade era chefiada por um príncipe anônimo, assistido por doze outros divididos em grupos de três cada um dos quais era para ser um especialista em uma dada esfera de estudo.  O propósito original das Uniões Cristãs era preservar o conhecido ameaçado especialmente os mais recentes avanços científicos, muitos dos quais eram considerados pela Igreja como heréticos. Ao mesmo tempo, contudo, as Uniões Cristãs também funcionavam como um refugio para pessoas que fugiam da Inquisição que acompanhava os invasores exércitos católicos, e pretendia desenraizar todos os vestígios do pensamento rosacruciano. Assim inúmeros eruditos, cientistas, filósofos e esotéricos encontraram um paraíso nas instituições de Andrea. Por elas muitos deles eram contrabandeados para a segurança na Inglaterra onde a Maçonaria Livre estava apenas começando a coalescer. Em algum significado importante as Uniões Cristãs de Andrea podem ter contribuido para o organização do sistema maçonico de lojas. Entre os europeus deslocados encontrando seu caminho para a Inglaterra estava um número de associados pessoais de Andrea:  Samuel Hartlib, por exemplo; Adam Komensky, mais conhecido como Comenius, com quem Andrea manteve uma corespondência contínua;  Theodore Haak, que também era uma amigo pessoal de Elizabeth Stuart e mantinha correspondência com ela; e o Doutor John Wilkins, ex capelão pessoal de Frederico do Palatinado e subsequentemente bispo de Chester. Uma vez na Inglaterra, estes homens se tornaram intimamente associados aos círculos maçonicos. Eles eram íntimos de Robert Morau, por exemplo, cuja iniciação na loja maçonica em 1641 é um dos primeiros registros; com Elias Ashmole, antiquário  e especialista em ordens caveleirescas, que foi iniciado em 1646, com o jovem e precoce Robert Boyle que embora ele próprio não fosse um maçom livre, foi um membro de uma outra mais fugidia sociedade secreta.

Não há evidência concreta que esta sociedade secreta fosse o Priorado de Sião, mas Boyle, segundo os documentos do Priorado, sucedeu Andrea como Grão Mestre de Sião. Durante o Protetorado de Cromwell, estas mentes dinâmicas, tanto inglesas quanto européias, formaram o que Boyle em um eco deliberado dos manifestos rosacrucianos chamou de ‘colégo invisível’ que se tornou a Real Sociedade com o governante Stuart, Carlos II como seu patrono e patrocinador. Virtualmente todos os membros fundadores da Sociedade Real eram Maçons Livres. Pode-se razoavelmente argumentar que a própria Sociedade Real, ao menos em sua iniciação, era uma instituição maçonica derivada, das Uniões Cristãs de Andrea, da ‘invisível fraternidade rosacruciana’. Mas esta não era para ser a culminação da corrente subterrânea. Ao contrário, ela iria fluir de Boyle para Sir Isaac Newton, listado como o Grão Mestre seguinte de Sião, e dai para complexos tributários da Maçonaria Livre do século XVIII.

A Dinastia Stuart

Segundo os Documentos do Priorado, Newton foi sucedido como Grão Mestre do Sião por Charles Radclyffe. O nome era dificilmente tão ressonante para nós quanto os de Newton, Boyle ou até mesmo Andrea. De fato, incialmente não estávamos certos sobre quem era Charles Raddcliffe. Então começamos a pesquisar sobre ele, e contudo, ele emergiu como uma figura de considerável, se subterrânea, consequência na história cultural do século XVIII. Desde o século XVI os Raddcliffes tinham sido uma influente família Nortumbriana. Em 1688, pouco antes dele ser deposto, James II os havia tornado Condes de Derwentwater. Chales Raddcliffe nasceu em 1693. Sua mãe era filha ilegítima de Carlos II com sua amante, Moll Davies. Radcliffe era então, pelo lado de sua mãe, de sangue real, um neto do quase último monarca Stuart. Ele era primo de Bonnie Príncipe Charlie e de George Lee, Conde de Lichfield, um outro neto ilegítimo de Carlos II. Não surpreendentemente, portanto, Raddcliffe devotou a maior parte de sua vida, a causa Stuart.

Em 1715 esta causa repousava com o Velho Pretendente, James III, então no exílio e residindo em Bar-le-Duc, sob a proteção especial do Duque de Lorreine. Radcliffe e seu irmão mais velho participaram da rebelião escocesa daquele ano. Ambos foram capturados e aprisionados e James foi executado. Charles, neste meio tempo, aparentemente ajudado pelo Conde de Lichfield, fez uma fuga ousada e sem precendentes da prisão de Newgate, e encontrou refúgio nas fileiras Jacobitas na França. Nos anos que se seguiram ele se tornou secretário pessoal do Jovem Pretendente,  Bonnie Prince Charlie. Em 1745 o último chegou a Escócia e embarcou em sua tentativa quixotesca de reinstalar os Stuarts no trono britânico. No mesmo ano, Raddcliffe, em rota para se unir a ele, foi capturado em um navio francês fora de Dogger Bank. Um ano mais tarde, O Jovem Pretendente foi desastrosamente derrotado na Batalha de Culloden Moor. Uns poucos meses depois, Charles Raddcliffe morreu sob o machado do carrasco na Torre de Londres. Durante sua estada na França os Stuarts tinham estado profundamente envolvidos na disseminação da Maçonaria Livre. De fato, eles geralmente são vistos como a fonte de uma forma particular de Maçonaria conhecida como Rito Escocês. A Livre Maçonaria introduziu graus superiores aqueles oferecidos por outros sistemas maçonicos naquele tempo. Ela prometia iniciação em mistérios maiores e mais profundos – mistérios supostamente preservados e manipulados na Escócia. Ela estabelecia ligações mais diretas entre a Maçonaria Livre e várias atividades: alquimia, cabalismo e pensamento hermético, por exemplo, eram vistos como rosacrucianos. E ela elaborava não apenas sobre a antiguidade mas também sobre o pedigree ilustre da ‘arte’. É provável que o Rito Escocês da Maçonaria Livre fosse originalmente promulgado, se não de fato divisado, por Charles Raddcliffe. Em qualquer caso, Charles Raddcliffe, em 1725, é dito ter fundado a primeira loja maçonica no continente, em Paris. Durante o mesmo ano, ou talvez no ano seguinte, ele parece ter sido reconhecido como Grão Mestre de todas as lojas francesas, e ainda é citado uma década depois, em 1736. A disseminação da Livre Maçonaria do século XVIII deve mais, ultimamente, a Charles Raddcliffe que a qualquer outro homem.

Isto nem sempre tem sido prontamente aparente porque Raddcliffe, especialmente depois de de 1738, manteve um perfil relativamente baixo. Em um grau muito significativo, ele parece ter trabalhado através de intermediários e portavozes. O mais importante deles, e o mais famoso, foi o enigmático indivíduo conhecido como Cavaleiro Andrew Ramsay. Ramsay nasceu na Escócia em algum tempo nos anos de 1680. Como um jovem homem ele foi membro de uma sociedade rosacruciana quase maçonica chamado Os Filadelfianos. Entre os outros membros desta sociedade estavam ao menos dois amigos íntimos de Sir Issac Newton. O próprio Ramsay via Newton com imitigada reverência, considerando-o um tipo de alto iniciado místico – um homem que havia descoberto e reconstruido as verdades eternas ocultas nos antigos mistérios. Ramsay tinha outras ligações com Newton. Ele era  associado a Jean Desaguliers, um dos amigos mais próximos de Newton. Em 1708 ele estudou matemática sob um  Nicolas Fatio de Duillier, o mais íntimo companheiro de Newton. Como Newton, ele apresentava um interesse simpático nos Camisardos – uma seita de Cátaros de tipo herege então sofrendo perseguição no sul da França, e um tipo de  causa célebre  para Fatio de Duillier. Por 1710 Ramsay estava em Cambrai e em termos íntimos com o filósofo místico Fenelon, anteriormente cura de São Suspílcio que, até mesmo naquele tempo, era um bastião de ortodoxia mais que questionável. Não é sabido precisamente quando Ramsay travou conhecimento com Charles Raddcliffe, mas pelos anos de 1720 ele estava intimamente afiliado a causa Jacobita. Por um tempo ele até mesmo serviu como tutor de Bonnie Prince Charlie. A despeito de suas ligações Jacobitas, Ramsay voltou a Inglaterra em 1729 onde não obstante, uma aparente falta de qualificações apropriadas, ele foi admitido prontamewnte na Sociedade Real. Ele também tornou-se um membro de uma instituição ainda mais obscura chamada Clube de Spalding de Cavalheiros. Este ‘clube’ incluia homens como Desaguliers, Alexander Pope e, até sua morte em 1727, Isaaac Newton. Por 1730 Ramsay estava de volta a França e incrivelmente ativo em benefício da Livre Maçonaria. Ele está a registro como tendo comparecido a encontros da loja com um número de figuras notáveis, incluindo Desaguliers. E ele recebeu o patrocínio especial da família Tour dAuvergne, os viscondes de Turenne e o duque de Bouillon que, três quartos de século antes, tinha sido relacionado a Frederico do Palatinado. Ao tempo de Ramsay o Duque de Bouillon era um primo de Bonnie Prince Charlie e estava entre as mais proeminentes figuras da Livre Maçonaria. Ele conferiu uma propriedade imobiliária e uma casa na cidade a Ramsay, que ele também indicou tutor de seu filho. Em 1737 Ramsay enviou sua famosa ‘Oração’ – uma longa dissertação sobre a história da Livre Maçonaria que subsequentemente se tornou um documento embrionário para a ‘arte’. Com base nesta ‘Oração’ Ramsay se tornou o portavoz proeminente maçonico de sua era. Nossa pesquisa nos convenceu, contudo, que a voz real por trás de Ramsay era aquela de Charles Radclyffe que presidia a loja na qual Ramsay tinha feito seu discurso e que apareceu novamente, em 1743, como signatário principal no funeral de Ramsay. Mas se Radcliffe era o poder por trás de Ramsay, poderia ter sido Ramsay que constituiu a ligação entre Radcliffe e Newton. A despeito da morte prematura de Ramsay em 1746, as sementes que ele havia plantado na Europa continuaram a dar frutos. Cedo nos anos de 1750 um novo embaixador da Livre Maçonaria apareceu; um alemão chamado  Karl Gottlieb von Hund. Hund afirmou ter sido iniciado em 1742, um ano antes da morte de Ramsay, quatro anos antes da de Radcliffe. Em sua iniciação, ele afirmou, ele tinha sido introduzido em um novo sistema de Maçonaria Livre, confiado a ele por ‘superiores desconhecidos’. Estes ‘superiores desconhecidos’, mantinha Hund, eram estreitamente associados a causa Jacobita. De fato, ele até mesmo acreditou de início que o homem que presidiu sua iniciação fosse Bonnie Prince Charlie. E embora isso tenha se provado não ser o caso, Hund permaneceu convencido que o personagem não identificado em questão estava estreitamente ligado ao Jovem Pretendente. Parece razoável supor que o homem que realmente presidiu foi Charles Radcliffe. O sistema da Maçonaria Livre em que Hund foi introduzido era uma extensão posterior do Rito Escocês e que foi subsequentemente chamado Estrita Observância. Seu nome derivou do voto que ele exigiu, de obediência inquestionável aos misteriosos ‘superiores desconhecidos’.

E a doutrina básica da Estrita Observância era que ela tinha descendido diretamente dos Cavaleiros Templários, alguns dos quais propostamente sobreviveram a purga de 1307-14 e perpetuaram sua Ordem na Escócia. Nós já estávamos familiarizados com esta afirmação. Com base em nossa pesquisa podemos admitir nisso alguma verdade. Um contingente de Templários tinha alegadamente combatido do lado de Robert Bruce na Batalha de Bannockburn. Por causa da Bula Papal dissolvendo os Templários nunca ter sido promulgada na Escócia, a Ordem nunca foi oficialmente suprimida lá. E nós mesmos temos localizado o que parece ser um cemitério templário em Argyllshire. As mais iniciais sepulturas neste cemitério datavam do século XIII, e as últimas, do século XVIII. As pedras mais antigas mantém certas gravações únicas e símbolos gravados idênticos aqueles encontrados nos conhecidos preceptórios Templários na Inglaterra e na França. As pedras mais recentes combinaram estes símbolos com motivos especificamente maçonicos, atestando desta forma algum tipo de fusão. Portanto não é impossível, concluimos, que a Ordem de fato tenha se perpetuado nas selvagerias sem trilhas da medieval Argyll – mantendo uma existência clandestina, gradualmente se secularizando e se tornando associada as guildas maçonicas e aos prevalecentes sistemas de clãs. O pedigree que Hund afirmou para a Estrita Observância não nos parecia, portanto, improvável. Para seu próprio embaraço e subsequente desgraça, contudo, ele foi incapaz de eleborar posteriormente sobre este novo sistema de Livre Maçonaria. Como resultado seus contemporaneos o descartaram como charlatão, e o acusaram de ter fabricado a história de sua iniciação, seu encontro com os ‘superiores desconhecidos’, sua ordem para disseminar a Estrita Observância. A estas acusações Hund apenas podia responder que seus ‘superiores desconhecidos’ o tinham inexplicavelmente abandonado. Eles haviam prometido contacta-lo novamente e dar a ele instruções posteriores, ele protestou, mas eles nunca o fizeram. Pelo fim de sua vida ele afirmou sua integridade, mantendo que ele havia sido desertado de seus patronos originais que, ele insistiu, realmente haviam existido. Quanto mais consideramos as avaliações de Hund, mais plausíveis elas soam e ele parece ter sido uma vítima infeliz não tanto de traição deliberada como de circunstâncias além do controle de todos. Segundo sua própria narrativa, Hund havia sido iniciado em 1742, quando os Jacobitas ainda eram uma poderosa força política nos assuntos do continente. Por 1746, contudo, Radcliffe estava morto. E assim o estavam tantos de seus colegas, enquanto outros estavam na prisão ou no exilio muito distante, em alguns casos, na América do Norte.

Se os ‘superiores desconhecidos’ de Hund falharam em reestabelecer contacto com seu protegido, a omissão não parece ter sido voluntária. O fato de que Hund foi abandonado imediatamente depois do colapso da causa Jacobita pareceria, se algo, confirmar sua história. Há um outro fragmento de evidência que confere credencial não apenas as afirmações de Hund mas aos Documentos do Priorado também. Esta evidência é uma lista dos Grão Mestres dos Cavaleiros Templários, que Hund insistiu ter obtido de seus ‘superiores desconhecidos’ e que pareceu se derivar de ‘informação interna’. Salvo pela soletração de um único sobrenome, a lista que Hund apresentou concorda com aquela nos Dossiês Secretos. Em resumo, de algum modo Hund havia obtido a lista dos Grão Mestres Templários mais acurada do que qualquer outra de seu tempo. Sobretudo, ele a obteve quando muito muitos documentos nos quais confiamos as cartas de direitos, deveres, proclamações ainda estavam sequestradas no Vaticano e não obtíveis. Isto pareceria confirmar que a história de Hund sobre ‘superiores desconhecidos’ não era uma fabricação. Isto também pareceria indicar que estes ‘superiores desconhecidos’ eram extraordinariamente conhecedores da Ordem do Templo e mais conhecedores do que eles possivelmente tivessem sido sem o acesso a ‘fontes privilegiadas’. Em qualquer caso, a despeito das acusações levantadas contra ele, Hund não estava completamente sem amigos. Depois do colapso da causa Jacobita ele encontrou um patrono simpático e um estreito companheiro, não menos na pessoa do Santo Imperador Romano. O Santo Imperador Romano naquele tempo era François, o Duque de Lorreine que, pelo seu casamento com Maria Teresa da Áustria em 1735, tinha ligado as casas dos Hapsburgs e Lorreine e inaugurado a dinastia Hapsburg-Lorreine.

E segundo os Documentos do Priorado, o irmão de François, Charles de Lorreine, que sucedeu Radcliffe como Grão Mestre de Sião. François foi o primeiro príncipe europeu a se tornar maçom e tornar pública sua afiliação a Maçonaria. Ele foi iniciado em Haia, um bastião de atividade esotérica desde que os círculos rosacrucianos haviam se instalado lá durante a Guerra dos Trinta Anos. E o homem que presidiu a iniciação de François foi Jean Desaguliers, íntimo associado de Newton, Ramsay e Radcliffe. Pouco depois de sua iniciação sobretudo, François embarcou para uma longa estada na Inglaterra. Aqui ele se tornou um membro daquela instituição de aparência inócua, O Clube de Spalding de Cavalheiros. Nos anos que se seguiram François de Lorreine foi provavelmente mais responsável do que qualquer outro potentado europeu na disseminação da Livre Maçonaria. Sua côrte em Viena se tornou, em um sentido, a capital Maçonica da Europa, e um centro para um amplo espectro de outros interesses esotéricos também. O próprio François era um alquimista praticante, com um laboratório alquimico no palácio imperial, o  Hofburg. Na morte do último Medici ele se tornou Grão Duque da Toscana, e com habilidade frustrou a perseguição dos Maçons Livres em Florença. Por meio de François, Charles Radcliffe que fundou a primeira loja maçonica no continente, deixou um legado duravel.

Charles Nodier e Seu Círculo

Comparado aas importantes figuras politicas e culturais que o precederam, comparado ate mesmo a um homem como Charles Radcliffe, Charles Nodier parecia uma escolha das mais improváveis para Grão Mestre. O conhecemos primariamente como um tipo de curiosidade literária de uma bela arte relativamente menor, um ensaista de certo modo tagarela, um novelista de segundo nível e um escritor de histórias curtas na tradição bizarra de  E. T. A. Hoffmann e, mais tarde, de Edgar Allan Poe. Em seu próprio tempo, todavia, Nodier era visto como uma maior figura cultural, e sua influência era enorme. Sobretudo, ele se provou estar ligado a nossa pesquisa em um número de modos surpreendentes. Por 1824 Nodier já era uma celebridade literária. Neste ano ele foi indicado bibliotecário chefe da Arsenal Library, o maior depositório francês para manuscritos medievais e especificamente ocultos. Entre os vários tesouros do Arsenal foi dito que teria contido os trabalhos alquímicos de Nicholas Flamel, o alquimista medieval listado como um dos iniciais Grão Mestres de Sião. O Arsenal também continha a biblioteca do Cardeal Richelieu; uma coleção exaustiva de trabalhos sobre pensamento mágico, cabalístico e hermético. E havia outros tesouros também. Ao romper a Revolução Francesa os monastérios pelo país foram saqueados e todos os livros e manuscritos enviados a Paris para armazenamento. Então em 1810 Napoleão, como parte de sua ambição de criar uma definitiva biblioteca mundial, confiscou e trouxe a Paris quase que o arquivo inteiro do Vaticano. Havia mais de três mil caixas de material, algumas das quais todas de documentos pertencentes aos Templários, por exemplo – que tinham sido especificamente solicitados. Embora alguns desses papéis fossem subsequentemente devolvidos a Roma, uma grande quantidade permaneceu na França. E era material deste tipo – livros ocultos e manuscritos, trabalhos pilhados de monastérios e do arquivo do Vaticano que passaram às mãos de Nodier e seus associados. Metodicamente eles filtraram isso, catalogaram, exploraram. Entre os colegas de Nodier nesta tarefa estavam Eliphas Levi e Jean Baptiste Pitois, que adotou o nome de pena de Paul Christian. Os trabalhos desses dois homens, e de Charles Nodier, o mentor deles, é aquele ‘renascimento’ francês do século XIX, como tem sido chamado, e que pode ultimamente ser traçado. De fato, a “História e Prática da Magica’ de Pitois se tornou uma bíblia para os estudantes do arcano do século XIX. Recentemente republicada na tradução completa inglesa com sua dedicatória original a Nodier este agora é um trabalho cobiçado pelos estudantes do oculto. Durante seu tempo no Arsenal, Nodier continuou a escrever e publicar prolificamente. Entre os mais importantes de seus últimos trabalhos está um multi volume maciço, belamente ilustrado, obra de interese de antiquário, devotado aos sítios de particular consequência na antiga França. Neste compêndio monumental Nodier devotou um espaço considerável a época Merovíngia, um fato o mais surpreendente já que ele em que em nenhum tempo apresentou o menor interesse nos Merovíngios. Há também longas seções sobre os Templários, e há um artigo especial sobre Gizors incluindo uma narrativa detalhada do ‘corte do elmo’ em 1188, que, segundo os Documentos do Priorado, marcou a separação dos Cavaleiros Templários e o Priorado de Sião. Ao mesmo tempo Nodier era mais do que um bibliotecário e um escritor. Ele era também um indivíduo gregário, egocêntrico e excentrico que constantemente buscava ser o centro da atenção e não hesitava em exagerar sua própria importância. Em suas salas em Arsenal Library ele inaugurou um salão que o estabelecia como um dos mais influentes e prestigiados ‘potentados estéticos’ da época. Ao tempo de sua morte em 1845, ele havia servido como mentor de uma inteira geração  muitos dos quais bem o eclipsaram em suas obtenções subsequentes. Por exemplo, o principal discípulo de Nodier e seu mais estreito amigo era o jovem Vitor Hugo, o próximo Grão Mestre segundo os Documentos do Priorado. HAvia François-Rene de Chateaubriand que fez uma romaria especial a tumba de Poussin em Roma e tinha uma pedra ereta lá sustentando a reprodução dos “Pastores da Arcadia”. Havia Balzac, Delacroix, Dumas pai, Lamartine, Musset, Theophile Gautier, Gerard de Nerval e Alfred de Vigny. Como os poetas e pintores da Renascença, estes homens frequentemente desenharam pesamente sobre o esotérico, e especialmente sobre a tradição hermética. Eles também incorporaram em seus trabalhos um número de motivos, temas, referências e alusões ao mistério que, para nós, começou com Sauniere e Rennes-le Chateau. Em 1832, por exemplo, um livro foi publicado intitulado  ‘Uma Jornada a Rennes-le-Bains”, que fala longamente de um legendário tesouro associado com Blanchefort e  Rennes-le-Chateau. O autor deste livro obscuro,  Auguste de Laboulsse-Rochefort, também produziu um outro trabalho, ‘Os Amantes Para Eleonore’. Na página título lá aparece, sem qualquer explicação, o moto ‘ET ARCADIA EGO’. As atividades literárias e esotéricas de Nodier eram muito claramente pertinentes a nossa investigação. Mas havia um outro aspecto da carreira dele que era, se algo, ainda mais pertinente. Porque Nodier, desde sua infância, esteve profundamente envolvido em sociedades secretas. Já em 1790, por exemplo, aos dez anos, ele é sabido ter se envolvido com um grupo conhecido como Os Filadelfos. Por volta de 1793 ele criou um outro grupo ou talvez um círculo interno do primeiro – que incluia um dos subsequentes conspiradores contra Napoleão. Uma carta de direitos datada de 1797 atesta a fundação de ainda um outro grupo também chamado Os Filadelfos naquele ano. Na biblioteca de Besanion há um ensaio criptico composto e recitado por este grupo escrito por um dos mais íntimos amigos de Nodier. Ele é intitulado “Os Pastores da Arcadia Soam os Primeiros Acentos de uma flauta Rústica”.

Em Paris em 1802 Nodier escreveu sobre sua afiliação a uma sociedade secreta que ele descreveu como ‘Bíblica e Pitagoriana”. Então, em 1816, ele publicou anonimamente um de seus mais curiosos e influentes trabalhos: “a História das Sociedades Secretas em um Exército sob Napoleão”. Neste livro Nodier é deliberadamente ambíguo. Ele não esclarece se estava escrevendo pura ficção ou puro fato. Se algo, ele implica, o livro é uma espécie de alegoria pequeninamente disfarçada de reais ocorrências históricas. Em qualquer caso o livro desenvolve uma filosofia compreensiva ds sociedades secretas. E ele credita a tais sociedades um número de realizações históricas, inclusive a queda de Napoleão. Há muitas grandes sociedades secretas em operação, declara Nodiers. Mas há uma, ele acrescenta, que tem precedência sobre todas as outras, que de fato preside todas as outras. Segundo Nodier, esta ‘suprema’ sociedade secreta é chamada Os Filadelfos. Ao mesmo tempo, todavia, ele fala do juramento que me curva aos Filadelfos e me proibe de torna-los conhecidos sob seu nome social. Não obstante há uma pista de Sião em uma fala que Nodier cita. Ela supostamente foi dada em uma assembléia dos Filadelfos por um dos conspiradores contra Napoleão. O homem em questão está falando de seu filho recém nascido: “Ele é tão jovem para se engajar com vocês pelo voto a Anibal; mas lembrem que o tenho chamado Eliacin, e que delego a ele a guarda do templo e do altar, se eu deva morrer e tenho visto cair de seu trono os últimos opressores de Jerusalém.” O livro de Nodier entra em cena quando o medo das sociedades secretas tinha assumido virtualmente proporções patologicas. Tais sociedades eram frequentemente acusadas de instigarem a Revolução Francesa; e a atmosfera da Europa pós Napoleonica era similar, em muitos aspectos, aquela da “Era McCarthy” nos Estados Unidos durante a década de 1950. As pesoas viam, ou pareciam ver, conspirações em todos os lugares. Cada perturbação pública, cada rompimento menor, cada ocorrência desconfortável era atribuida a ‘atividade subversiva’ do trabalho de organizações clandestinas altamente organizadas por trás das cenas, erodindo o tecido das instituições estabelecidas, perpetrando de todas as maneiras malignas sabotagens. Esta mentalidade engendrou medidas de extrema repressão. E a repressão, dirigida frequentemente contra uma ameaça fictícia, em troca gerou reais oponentes, grupos reais de conspiradores subversivos que se formariam de acordo com os projetos ficticios. Até mesmo como invenções da imaginação, as sociedades secretas estimularam uma paranóia contagiosa nos escalões superiores do governo; e esta paranóia frequentemente realizou mais do que qualquer própia sociedade secreta poderia possivelmente ter feito. Não há dúvida de que o mito da sociedade secreta, se não a própria sociedade secreta, desempenhou um papel maior na história européia do século XIX. E um dos principais arquitetos deste mito, e possivelmente da realidade por trás dele, foi Charles Nodier.

Debussy e a Rosa Cruz

As tendências as quais Nodier deu uma expressão de fascinação com as sociedades secretas e um interesse renovado no esotérico continuaram a ganhar influência e aderentes pelo século XIX. Ambas as tendências alcançaram o auge em Paris no fim do século e os arredores de Claude Debussy, o alegado Grão Mestre de Sião quando Berenger Sauniere, em 1891, descobriu os misteriosos pergaminhos em Rennes-le-Chateau. Debussy parece ter feito conhecimento com Vitor Hugo por meio do poeta simbolista Paul Verlaine. Subsequentemente ele estabeleceu um número de trabalhos de Hugo para a música. Ele também se tornou um  membro integral dos círculos simbolistas que, pela última década do século, tinham vindo a dominar a vida cultural parisiense.

Estes círculos algumas vezes eram ilustres, algumas vezes estranhos e algumas vezes ambos. Eles incluiam o jovem clérigo Emile Hoffet e Emma Calve pelos quais Debussy veio a conhecer Sauniere. Havia também o mago enigmático da poesia simbolista francesa, Stephane Mallarme, que uma das peças principais, ‘L’Apres-Midi dun Faune’, Debussy criou em música. Havia o teatrólogo simbolista Maurice Maeterlinck, cujo drama Merovígio, ‘Pelleas et Me1isande’, Debussy transformou em ópera de fama mundial. Havia o excêntrico Conde Philippe Auguste Villiers de Isle-Adam, cuja peça rosacruciana, ‘Axel’, se tornou uma biblia para o inteiro Movimento Simbolista. Embora sua morte em 1918 evitasse a sua conclusão, Debussy começou a compor um libreto para o drama oculto de Viliers, pretendendo transforma-lo, também, em uma ópera. Entre seus outros associados, estavam os luminares que frequentavam as famosas soarées das noites de sexta feira de Mallarme:  Oscar Wilde, W. B. Yeats, Stefan George, Paul Valery, o jovem Andre Gide e neles próprios os círculos de Debussy e Mallarme eram baseados no esotérico.  Ao mesmo tempo, eles entrelaçavam círculos ainda mais esotéricos. Então Debussy conviveu e se associou com virtualmente todos os nomes proeminentes no chamado revivalismo oculto francês. Nestes estavam o Marquês Stanislas de Guaita, um íntimo de Emma Calve e fundador da chamada Ordem Cabalística da Rosa Cruz. Um segundo era Jules Bois, um notório satanista, um outro íntimo de Emma Calve e um amigo de MacGregor Mathers. Estimulado por Jules Bois, Mathers estabeleceu a mais famosa sociedade oculta britânica, A Ordem do Amanhecer Dourado [Order of the Golden Dawn]. Um outro ocultista de conhecimento de Debussy era o Doutor Gerard Encausse mais conhecido como Papus, sob cujo nome ele publicou e que ainda é considerado um dos trabalhos definitivos sobre o Tarot. Papus não era apenas um membro de numerosas ordens esotéricas e sociedades, mas também era um confidente do Tzar e da Tzarina, Nicholas e Alexandra da Rússia. E entre os mais íntimos associados de Papus estava um nome que já figurava em nossa pesquisa que era Jules Doinel.

Em 1890 Doinel se tronou bibliotecário em Carcassone e estabeleceu uma igreja neo-cátara em Languedoc na qual ele e Papus funcionavam como bispos. Doinel de fato se proclamou o Bispo Gnóstico de Mirepoix, que incluia a paróquia de Montsegur e de Alet, que incluia a paróquia de Reenes-le-Chateau. A igreja de Doinel foi supostamente consagrada por um bispo oriental em Paris em casa, e muito interessantemente, de Lady Caithness, esposa do Conde de Caithness, Lord James Sinclair. Em retrospecto esta igreja parece ter sido meramente um outra seita ou culto inócuo, como tantos do fim do século. Naquele tempo, contudo, ela causou uma alarme considerável nas sedes oficiais. Um relato especial foi preparado para a Santa Sé do Vaticano sobre a ‘ressurgência das tendências cátaras’. E o Papa divulgou uma explícita condenação da instituição de Doinel, por meados dos anos de 1890, foi ativo no território lar de Sauniere e precisamente ao tempo em que o cura de Rennes-le-Chateau começou a ostentar sua riqueza. Os dois homens podem bem terem sido apresentados por Debussy. Ou por Emma Calve. Ou pelo Abade Henri Budet, cura de Rennes-le-Bains, o melhor amigo de Sauniere e colega de Doinel na Sociedade das Artes e Ciências de Carcassone. Um dos mais íntimos contactos ocultos de Debussy era Josephin Peladan, um outro amigo de Papus  e, muito previsivelmente, um outro íntimo de Emma Calve. Em 1889 Peladan embarcou em uma visita a Terra Santa. Quando ele voltou, ele afirmou ter descoberto a tumba de Jesus não o sítio tradicional do Santo Sepulcro mas sob a Mesquita de Omar, antigamente parte do enclave dos Templários. Nas palavras de um admirador entusiástico, a alegada descoberta de Peladan era ‘tão perplexante que em qualquer outra era teria abalado o mundo católico em suas fundações”. Nem Peladan e nem seus associados, contudo, voluntariaram qualquer indicação de como a tumba de Jesus poderia ter sido tão definitivamente identificada  e verificada como tal, nem porque esta descoberta devesse necessariamente abalar o mundo católico a menos, com certeza, que ela contivesse algo importante, controverso e talvez até mesmo explosivo. De qualquer modo, Peladan não elaborou sobre sua proposta descoberta. Mas embora um católico auto-professo, ele não obstante insistiu na mortalidade de Jesus. Em 1890 Peladan fundou uma nova ordem de Rosa Cruz Católica, O Templo e o Gral.

E esta Ordem, diferente das outras instituições rosacruzes do período, de algum modo escapou da condenação papal. Neste meio tempo, Peladan voltou crescentemente sua atenção para as artes. O artista, ele declarou, deve ser ‘um cavaleiro em uma armadura, avidamente engajado na busca simbólica do Santo Gral”. E em aderencia e este princípio, Peladan embarcou em uma cruzada estética completamente madura. Ela tomou a forma de uma série altamente publicada de exibições anuais, conhecida como Salão da Rosa Cruz cujo propósito declarado era “arruinar o realismo, reformar o gosto latino e criar uma escola de arte idealista”. Para este fim certos temas e assuntos eram sumária e autocraticamente rejeitados como indignos “não importa quão bem executados , até mesmo se perfeitamente’. A lista de temas e assuntos rejeitados incluia  a pintura da história prosaica, a pintura patriótica e militar, reprsentações da vida contemporanea, retratos, cenas rústicas e todos os panoramas exceto aqueles compostos da maneira de Poussin’. Nem Paladan se confinou a pintura. Ao contrário, ele tentou promulgar sua estética para o teatro e a música também. Ele formou sua própria companhia de teatro, que representava especialmente os trabalhos compostos sobre tais assuntos como Orfeu, os Argonautas, e a Busca pela Flecha Dourada, o Mistério da Rosacruz, e o Mistério do Gral. Um dos regulares promotores e patronos dessas produções era Claude Debussy.  Entre outros associados de Debussy e de Paladan estava Maurice Barres que, como um homem jovem, que tinha estado envolvido no círculo da Rosacruz com Vitor Hugo.

Em 1912  Barres publicou sua mais famosa novela, A Colina Inspirada. Certos comentaristas modernos tem sugerido que seu trabalho é de fato uma alegoria pequeninamente disfarçada  de Berenger Sauniere e Rennes-le-Chateau. Certamente há paralelos que seriam tão surpreendentes para serem completamente coincidentais. Mas Barres não situa sua narrativa em Rennes-le-Chateau ou qualquer outro lugar no Languedoc. Ao contrário, o monte inspirado do titulo é uma montanha acima de uma vila em Lorreine, e a vila é um velho centro de romaria de Sião.

Jean Cocteau

Mais do que  Charles Radclyffe, mais do que Charles Nodier, Jean Cocteau nos pareceu um candidato mais improvável para o Grão Mestrado de uma influente sociedade secreta. Nos casos de Radcliffe e Nodier, contudo, nossa investigação tinha sustentado certas ligações de considerável interesse. Na investigação de Cocteau descobrimos muito poucas. Certamente ele foi criado em um ambiente próximo aos ‘corredores de poder’; sua  famíla era politicamente proeminente e seu tio era um importante diplomata. Mas Cocteau, ao menos ostensivamente, abandonou este mundo, deixando o lar com a idade de 15 anos e se atirando dentro da miserável sub-cultura de Marselha. Por 1908 ele se estabeleceu nos círculos artísticos boemios. No início de seus vinte anos ele se tornou associado a Proust, Gide e Maurice Barres. Ele também era um grande amigo do bisneto de Vito Hugo, Jean, com quem ele embarcou em excursões variadas no espiritualismo e no oculto. Ele rapidamente tornou-se versado no esotérico; e o pensamento hermético não formou somente muito de seu trabalho, mas também sua inteira estética. Por 1912, se não antes, ele tinha começado a se consorciar com Debussy, a quem ele alude frequentemente, senão não comitantemente em seus jornais. Em 1926 ele projetou o set para uma produção da ópera ‘Pelleas et Me1isande’ porque, segundo um comentador, ele era incapaz de resistir de ligar seu nome durante todo tempo ao de Claude Debussy. A vida privada de Cocteau que incluia surtos de vícios de drogas e uma sequência de casos homossexuais era notoriamente errática. Isto tem estimulado uma imagem dele como um indivíduo volátil e imprudentemente irresponsável. De fato, contudo, ele sempre foi agudamente consciente de sua persona pública; e fossem quais fossem suas escapadas pessoais, ele não as deixou impedirem seu acesso a pessoas de influência e poder. Como ele próprio admitiu, ele sempre havia ansiado pelo reconhecimento público, honra, estima, até mesmo a Admissão na Academia Francesa. E ele estabeleceu o ponto de se conformar suficientemente para se assegurar do status que buscava. Assim ele nunca esteve afastado das figuras proeminentes como Jacques Maritain e Andre Malraux. Embora nunca ostensivamente interessado em política, ele denunciou o Governo de Vichy durante a guerra e parece ter estado discretamente em liga com a Resistência. Em 1949 ele foi feito Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1958 ele foi convidado pelo irmão de deGaulle a fazer uma fala pública sobre o assunto geral da França. Este não era o tipo de papel geralmente atribuido a Cocteau, mas ele parece o ter desempenhado suficientemente frequentemente e ter  saboreado assim o fazer. Por uma boa parte de sua vida, Cocteau esteve associado, algumas vezes intimamente, algumas vezes perifericamente aos círculos roialistas católicos. Aqui ele frequentemente tinha relações amigáveis com membros da velha aristocracia, incluindo alguns dos amigos e patronos de Proust. Ao mesmo tempo, contudo, o catolicismo de Cocteau era altamente suspeito, altamente não ortodoxo, e parece ter sido mais um comprometimento estético do que religioso. Na última parte de sua vida, ele devotou grande parte de sua energia redecorando igrejas – um eco curioso, talvez, de Berenger Sauniere. Ainda que até mesmo sua piedade seja questionável: “Eles me tomam por um pintor religioso porque tenho decorado uma capela. Sempre a mesma mania de rotular as pessoas.’ Como Sauniere, Cocteau em suas redecorações, incorporou certos dados curiosos e sugestivos. Alguns estão visíveis na Igreja de Notre Dame de France, ao redor do esquina de Leicester Square em Londres. A própria igreja data de 1865 e pode, em sua consagração, ter tido  certas conexões maçonicas. Em 1940, no auge da blitz, ela estava seriamente danificada. Não obstante, ela permaneceu o centro favorito de veneração para muitos membros das Forças Livres Francesas e depois da guerra foi restaurada e redecorada por artistas de toda França. Entre eles estava Cocteau, que, em 1960, três anos antes de sua morte, executou um mural apresentando a Cricificação. Há um sol negro, e uma figura sinistra não identificada pintada de verde no canto inferior direito. Há um soldado romano sustentando um escudo com um  pássaro emblazonado nele sobre isso, um pássaro em alto estilo sugerindo uma restituição egípcia de Horus. Entre as mulheres que lamentam e os centuriões que jogam dados há duas figuras incongruentemente modernas – uma das quais é o próprio Cocteau, apresentado em um auto-retrato com suas costas significativamente viradas para a cruz. A mais desconcertante de todas é o fato de que o mural apresenta somente a parte inferior da cruz. Seja o que for que esteja pendurado nela é visível apenas até os joelhos e assim não se pode ver a face ou determinar a identidade de quem está sendo crucificado. E fixado na cruz, imediatamente abaixo do pé da vítima anônima, está uma rosa gigantesca. O projeto, em resumo, é um flagrante aparelho rosacruz. E se nada mais, é um motivo muito singular para uma igreja católica.

Os Dois Joões e a Igreja Católica

Os Dossiês Secretos, nos quais apareceu a lista dos alegados Grão Mestres de Sião, foram datados de 1956. Cocteau não morreu senão em 1963. Assim não há indicação sobre quem pode te-lo sucedido, ou quem pode presidir o Priorado de Sião no presente. Mas o próprio Cocteau apresentou um ponto adicional de imenso interesse. Até o ‘corte do elmo’ em 1188, avaliaram os documentos do Priorado, Sião e a Ordem do Templo partilhavam do mesmo Grão Mestre. Depois de 1188 é dito que Sião escolheu um Grão Mestre próprio, o primeiro deles sendo Jean de Gizors. Segundo os Documentos do Priorado, cada Grão Mestre, ao assumir a sua posição, tem adotado o nome de Jean [João] ou, como houve quatro mulheres, Joana. Portanto os Grão Mestres de Sião tem alegadamente compreendido uma sucessão de Joões e Joanas, de 1188 até o presente. Esta sucessão era claramente pretendida para implicar um papado hermético e esotérico baseado em João, em contraste [e talvez oposição] aquele exotérico baseado em Pedro. Uma questão maior, com certeza, era que João. João Batista? João Evangelista, o Discípulo Amado no Quarto Evangelho? O ou João o Divino, autor do Livro da Revelação?  Parecia muito bem ser um desses três porque Jean de Gizors em 1188 tinha supostamente tomado o título de João II. Quem era então João I? Seja qual for a resposta a esta questão, Jean Cocteau aparece na lista dos alegados Grão Mestres como João XXIII. Em 1959, enquanto Cocteau ainda presumidamente mantinha o Grão Mestrado, morreu o Papa Pio XII e os cardeais reunidos elegeram, como seu novo pontífice, o Cardeal Angelo Roncalli de Veneza. Qualquer Papa reecém eleito escolhe seu próprio nome e o Cardeal Roncalli causou uma consternação considerável quando ele escolheu o nome de João XXIII. Tal consternação não era injustificada. Em primeiro lugar o nome João tem sido anatematizado implicitamente desde que ele foi por último usado no século V por um anti-papa. Sobretudo, já havia existido um João XXIII. O papa que abdicou em 1415 e que, muito interessantemente, tinha anteriormente sido bispo de Alet era de fato João XXIII. Isto era então não usual, para dizer o mínimo, para o Cardeal Roncalli assumir o mesmo nome. Em 1976 um pequeno livro enigmático foi publicado na Itália e logo depois traduzido para o francês. Ele era chamado ‘As Profecias do Papa João XXIII’ e continha uma compilação de obscuros poemas em prosa compostos pelo pontífice que morreu 13 anos antes em 1963, no mesmo ano de Cocteau. Em sua maior parte estas profecias são extremamente ‘opacas’ e desafiam qualquer interpretração coerente.  Se este é de fato um trabalho de João XXIII é também uma questão em aberto. Mas a introdução ao trabalho mantém que elas sejam de fato trabalho do Papa João. E ela mantém algo posterior bem como João XXIII era um membro secreto da Rosacruz, a qual ele se afiliou enquanto atuava como núncio papal na Turquia em 1935. É desnecessário dizer que esta avaliação soa incrível. Certamente isso não pode ser provado e não encontramos evidência externa que sustente isso. Mas porque, imaginamos, deve uma tal avaliação até mesmo ter sido feita em primeiro lugar? Pode ela ser verdadeira afinal? Pode haver ao menos um grão de verdade nisto? Em 1188 o Priorado de Sião é dito ter adotado o sub-título de ‘Rose-Croix Veritas’. Se o Papa João fosse afiliado a uma organização Rosacruz, e se esta Rosacruz fosse o Priorado de Sião, as implicações seriam extremamente intrigantes. Entre outras coisas elas sugeririam que o Cardeal Roncalli, ao se tornar Papa, escolheu o nome de seu próprio Grão Mestre, de forma que, por alguma razão simbólica, haveria um João XXIII presidindo simultaneamente sobre o Papado e Sião. Em qualquer caso o governo simultaneo de um João XXIII sobre Sião e Roma teria sido uma extraordinária coincidência. Nem podia os Documentos do Priorado divisarem uma tal lista para criar uma tal coincidêcia; uma lista que culminava com João XXIII ao mesmo tempo em que um homem com este título ocupava o trono de São Pedro. Porque a lista dos Grão Mestres tinha sido composta e depositada na Biblioteca Nacional não mais tarde do que 1956, três anos antes de João XXIII se tornar Papa.

Havia uma outra coincidência desconcertante: no século XII um monge irlandês chamado Malaquias compilou uma série de profecias do tipo das de Nostradamos. Nestas profecias, que, incidentalmente, são ditas serem altamente estimadas por muitos católicos romanos importantes, incluindo o papa atual, João Paulo II, Malaquias enumera os pontífices que ocuparação o trono de São Pedro nos séculos a virem. Para cada pontífice ele oferece uma espécie de moto descritivo. E para João XXIII, o moto, traduzido para o francês, é ‘Pasteur et Nautonnier’ – [Pastor e Navegador]. O título oficial do alegado Grão Mestre de Sião é também “Nautonnier”. Seja qual for a verdade subjacente a estas estranhas coincidências, não há dúvida de que mais do que qualquer outro homem o Papa João XXIII foi responsável pela reorientação da Igreja Católica Romana e por traze-la, como tem frequentemente dito seus comentaristas, para o século XX. Muito disso foi realizado por reformas do Segundo Concílio do Vaticano, que João inaugurou. Ao mesmo tempo, contudo, João foi responsável por outras mudanças também. Ele revisou a posição católica sobre a Livre Maçonaria, por exemplo rompendo com ao menos dois séculos de tradição enraizada e pronunciando que um católico pode ser um Maçom Livre. E em junho de 1960 ele emitiu uma carta apostólica extremamente importante. Esta missiva se dirigia especificamente ao assunto do ‘Precioso Sangue de Jesus’. E ela atribuiu um até aqui sem precendentes significado a este sangue. Ela enfatizava o sofrimento de Jesus como um ser humano, e mantinha que a redenção da humanidade tinha sido afetada pelo derramamento do sangue Dele. No contexto da carta do Papa, a paixão humana de Jesus, e o derramamento de seu sangue, assumem uma maior consequência do que a Ressureição ou até mesmo do que a mecânica da Crucificação. As implicações desta carta são ultimamente enormes. Como tem observado um comentador, eles alteram a inteira base da crença cristã. Se a redenção da humanidade foi alcançada pelo derramamento do sangue de Jesus, sua morte e ressureição se tornam incidentais, se não de fato superfluos. Jesus não precisava ter morrido na cruz para que a fé mantivesse sua validade.

A Conspiração Através dos Séculos

Como iriamos sintetizar a evidência que tinhamos acumulado? Muito dela era impressiva e parecia manter o testemunho de algo de algum padrão, algum projeto coerente. A lista dos alegados Grão Mestres do Sião, contudo improvável como originalmente tinha se parecido, agora apresentava algumas consistências interessantes. A maioria das figuras na lista estavam ligadas, por exemplo, ou por sangue ou associação pessoal, com as famílias cujas genealogias figuravam nos Documentos do Priorado e particularmente com a casa de Lorreine. A maioria das figuras na lista estavam envolvidas com ordens de um tipo ou outro, ou com sociedades secretas. Virtualmente todas as figuras na lista, até mesmo quando nominalmente católicas, mantinham crenças religiosas não ortodoxas. Virtualmente todas elas estavam imersas no pensamento e tradição esotéricos. E em quase todos os casos tem havido alguma espécie de contacto íntimo entre um alegado Grão Mestre, seu predecessor e seu sucessor. Não obstante, estas consistências, tão impressivas quanto possam ser, necessariamente não provam algo. Elas não provam, por exemplo, que o Priorado de Sião, cuja existência durante a Idade Média tinha sido confirmada, tivesse realmente continuado a sobreviver pelos séculos subsequentes. Ainda menos elas provam, por exemplo, que indivíduos citados como Grão Mestres realmente mantiveram esta posição. Ainda que nos pareça incrível que alguns deles realmente o tenham feito. Tanto quanto diga respeito a certos indivíduos, a idade na qual eles alegadamente se tornaram Grão Mestres argumenta contra eles. Garantidamente, era possível que Edouard de Bar possa ter sido eleito Grão Mestre aos cinco anos de idade ou que Rene D’Anjou o fosse aos oito anos com base em princípio hereditário. Mas nenhum de tal princípio parece ser obtido para Robert Fludd ou Charles Nodier, que supostamente se tornaram Grão Mestres aos 21 anos, ou para Debussy, que supostamente o fez aos 23.

Tais indivíduos não tiveram tempo para percorrer seu caminho pelos escalões, como alguém pode, por exemplo, na Livre Maçonaria.  Nem eles haviam se tornado solidamente estabelecidos em suas próprias esferas. Esta anomalia não faz qualquer sentido aparente. A menos que se assuma que o Grão Mestrado de Sião fosse frequentemente puramente simbolico, uma posição ritual ocupada por uma figura cabeça que, talvez, não estivesse ciente do status atribuido a ela. Contudo tem se provado fútil especular  ao menos com base na informação que possuimos. Portanto voltamos novamente a história, buscando a evidência do Priorado de Sião em outros lugares, diferentes da lista citada dos alegados Grão Mestres. Lançamos particularmente nossa sorte na casa de Lorreine, e algumas outras famílias citadas nos Documentos. E buscamos evidência adicional para o trabalho de uma sociedade secreta, agindo mais ou menos encobertamente por trás das cenas. Se ela fosse de fato genuinamente secreta, não podiamos, com certeza, esperar encontrar o Priorado de Sião explicitamente mencionado por este nome. Se ela tivesse continuado a funcionar através dos séculos, ela o teria feito sob uma variedade de máscaras e disfarces, frentes e fachadas exatamente como ela supostamente funcionou por um tempo sob o nome de Ormus, o que é descartado. Nem ela teria apresentado uma única e óbvia política específica, posição política ou atitude prevalente. De fato qualquer tal caso coesivo e unificado, até mesmo se visto de relance, teria sido altamente suspeito. Se estamos lidando com uma organização que tem sobrevivido por nove séculos, temos que creditar a ela uma considerável flexibilidade e adaptabilidade. Sua própria sobrevivência deve ter dependido destas qualidades. E sem elas, ela teria degenerado em uma forma vazia, tão vazia de poder real, como, vamos dizer, o  Oficial da Casa Real da Guarda. Em resumo, o Priorado de Sião não pode ter permanecido rígido e imutável por toda sua história. Ao contrário, ele deve ter sido compelido a mudar periodicamente, se modificar e suas atividades, se ajustar e aos seus objetivos, a um mutante caleidoscópio dos assuntos mundiais exatamente como as unidades de cavalaria durante o século passado tem sido compelidas a trocarem seus cavalos por tanques e carros blindados. Nesta capacidade de se corformar a uma dada idade e explorar e dominar sua tecnologia e seus recursos, o Sião teria constituido um paralelo ao que pareceria seu rival exotérico, a Igreja Catolico Romana; ou talvez para citar um exemplo enganosamente sinistro, a organização conhecida como Máfia. Não vemos, com certeza, o Priorado de Sião como vilões não adulterados. Mas a Máfia ao menos forneceu o testemunho de como, ao se adaptar de idade a idade, uma sociedade secreta pode existir, e um tipo de poder que ela pode exercer.

O Priorado de Sião na França

Segundo os Documentos do Priorado, o Sião entre 1306 e 1480 possuia nove membros de comando. Em 1481, quando Rene D’Anjou morreu, este número foi supostamente expandido para 27. Os mais importantes são listados como tendo sido situados em Bouges, Gizors, Jarnac, Mont Saint-Michel, Montreval, Paris, Le Puy, Solesmes e Stenay. E os Dossiês Secretos acrescentam cripticamente, havia ‘um arco chamado Bethanis cas de Anne situada em Rennes-le-Chateau”. Não está precisamente claro o que significa esta passagem, exceto que Rennes-le-Chateau pareceria desfrutar de algum tipo de significado altamente especial. E certamente não pode ser coincidental que Sauniere, ao construir sua vila, então a batizou de Vila Bethania. Segundo os Dossiês Secretos, a jurisdição do comandante em Gizors datou de 1306 e estava situada na Rue de Vienne. De lá isso supostamente se comunicava, por meio de uma passagem subterrânea, com o cemiterio local e com a capela subterrânea de Santa Catarina localizada sob a fortaleza. No século XVI esta capela, ou talvez uma cripta adjacente a ela, é dito ter se tornado um depositório dos arquivos do Priorado de Sião, guardados em trinta cofres. Já em 1944, quando Gizors foi ocupada pelo pessoal alemão, uma missão especial foi enviada de Berlim, com instruções para planejar uma série de excavações sob a fortaleza. A invasão aliada da Normandia impediu tal realização; mas não muito depois, um trabalhador francês chamado Roger Lhomoy embarcou em suas próprias escavações. Em 1946 ele anunciou ao Prefeito de Gizors que ele tinha encontrado uma capela subterrânea contendo nove sarcófagos de pedra e trinta cofres de metal. Sua petição para escavar poteriormente, e tornar pública sua descoberta, foi retardada quase deliberadamente e pode ver por uma oficial fita vermelha. Ao menos, em 1962, Lhomoy começou suas solicitadas escavações em Gizors. Elas foram realizadas sob os auspícios de Andre Malraux, o Ministro francês da Cultura naquele tempo, e não foram oficialmente abertas ao público. Certamente nenhum cofre ou sarcófago foi encontrado. Se a capela subterrânea foi encontrada tem sido debatido na imprensa, bem como em vários livros e artigos. Lhomoy insistiu que ele encontrou novamente seu caminho para a capela, mas seus conteúdos haviam sido removidos. Seja qual for a verdade sobre este assunto, há menção da capela subterrânea de Santa Catarina em dois velhos manuscritos, um datado de 1696 e o outro de 1375. Sobre esta base, a história de Lhomoy se torna ao menos plausível. Assim o faz a avaliação de que a capela subterrânea era um depositório dos arquivos de Sião. Para nós, em nossa própria pesquisa, encontramos prova conclusiva que o Priorado de Sião continuou a existir por ao menos três séculos depois das Cruzadas e da dissolução dos Cavaleiros Templários. Entre o início do século XIV e até o século XVII, por exemplo, os documentos pertinentes a Orleans, e a base em Sião lá em Saint Samson, faz referências esporádicas a Ordem. Então está no registro que no início do século XVI membros do Priorado de Sião em Orleans ao desconsiderar suas ‘regras’ e se recusar ‘a viver em comum’ sendo licensiosos, residindo fora dos muros de Saint-Samson, boicotando os serviços divinos e negligenciando em reconstruir as paredes da casa, que haviam sido seriamente danificadas em 1562. Por 1619 as autoridades pareciam  ter perdido a paciencia. Naquele ano, segundo os registros, o Priorado de Sião foi expluso de Saint- Samson e a casa foi entregue aos Jesuítas. A partir de 1619 não pudemos encontrar referências ao Priorado de Sião, a qualqur nível sob seu nome. Mas se nada mais, podemos ao menos provar sua existência até o século XVII. E ainda que a própria prova, tal como ela era, levantasse um número de questões cruciais.

Em primeiro lugar as referências encontradas não lançam luz sobre quais foram as reais atividades do Sião, seus objetivos e interesses ou possivelmente sua influência. Em segundo lugar, estas referências, parecia, tinham o testemunho somente de algo de consequência insignificante, uma fraternidade curiosamente fugidia de monges ou devotos religiosos cujo comportamento, embora não ortodoxo e talvez clandestino, era relativamente de menor importância. Não pudemos reconciliar os ocupantes aparentemente negligentes de Saint-Samson com os celebrados e legendários Rosacruzes, ou um bando de monges voluntariosos com uma instituição cujos Grão Mestres supostamente compreendiam alguns dos nomes mais ilustres no história e cultura ocidentais. Segundo os Documentos do Priorado, Sião era uma organização de considerável poder e influência, responsável pela criação dos Templários e por manipular o curso dos assuntos internacionais. As referências que encontramos nada sugeriram de uma tal magnitude. Uma explicação possível, com certeza, foi que Saint-Samson em Orleans era apenas um assento isolado, e provavelmente um menor, das atividades de Sião. E de fato a lista das importantes jurisdições de comando nos Dossiês Secretos nem mesmo incluem Orleans. Se Sião era de fato uma força a ser reconhecida, Orleans pode ter sido apenas um pequeno fragmento de um padrão muito mais amplo. E se este foi o caso, teriamos que procurar por traços da Ordem em outros lugares.

Os Duques de Guise e Lorreine

Durante o século XVI a casa de Lorreine e seu ramo cadete, a casa de Guise, fex uma tentativa combinada e determinada de derrubar a dinastia Valois da França e exterminar a linhagem de Valois e reclamar o trono francês. Esta tentativa, em várias ocasiões veio com um alento fino de suprendente sucesso. No curso de alguns trinta anos todos os governantes Valois, herdeiros e príncipes foram dizimados, e a linhagem levada a extinção. A tentativa de se apoderar do trono francês se estendeu através de três gerações de familia dos Guises e Lorraine. Ela chegou mais perto do sucesso nos anos de 1550 e 1560 sob os auspícios de Charles, Cardeal de Lorraine e de seu irmão, François, Duque de Guise. Charles e François eram relacionados a família Gonzaga de Mantua e a Charles de Montpensier, Policial de Bourbon listado nos Dossiês Secretos como Grão Mestre de Sião até 1527. Sobretudo, François, Duque de Lorrraine, tem sido estigmatizado pelos últimos historiadores tão raivosamente e fanáticos católicos, intolerante, brutal e sedento de sangue. Mas há evidência substancial a sugerir que a reputação dele é em alguma extensão não justificada, ao menos quanto diga respeito a aderência ao catolismo. François e seu irmão aparecem, muito patentemente, terem sido acalorados, se não ambiciosos, oportunistas, cortejando tanto católicos quanto protestantes em nome de seu projeto ulterior. Em 1562, por exemplo, no Concílio de Trento, o Cardeal de Lorraine lançou uma tentativa para descentralizar o Papado e conferir autonomia aos bispos locais e restaurar a hierarquia eclesiástica ao que havia sido nos tempos Merovíngios.

Por 1563 François de Guise já era virtualmente o rei quando caiu sob uma bala de um assassino. Seu irmão, o Cardeal de Lorraine, morreu doze anos depois, em 1575. Mas a vingança contra a linhagem real francesa não cessou. Em 1584 o novo Duque de Guise e o novo cardeal de Lorraine embarcaram em um novo assalto contra o trono. Seu principal aliado neste emprendimento era Luis Gonzaga, Duque de Nevers, que, segundo os Documentos do Priorado, tinha se tornado Grão Mestre de Sião nove anos antes. A bandeira dos conspiradores era a cruz de Lorraine, o antigo emblema de Rene D’Anjou. A luta continuou. Pelo fim do século os Valois estavam extintos. Mas a casa de Guise tinha ela própria sangrado até a morte no processo, e não podia apresentar nenhum candidato elegível para um trono que finalmente tinha caído sob suas garras. Simplesmente não é sabido se havia uma sociedade secreta, ou ordem secreta, apoiando as casas de Guise e Lorraine. Certamente eles foram auxiliados por uma rede internacional de emissários, embaixadores, assasinos, agentes provocadores, espiões e agentes que podem muito bem ter compreendido uma tal instituição clandestina. Segundo Gerard de We, um desses agentes era Nostradamus que de fato era um agente secreto trabalhando para François de Guise e Charles, Cardeal de Lorraine.  Se Nostradamus era um agente para as casas de Guise e Lorraine, ele pode ter sido responsável por fornecer a elas importante informação concernente as atividades e planos de seus adversários, mas ele também, em sua capacidade de astrólogo da côrte francesa, teria sido familiarizado de todas as maneira com os segredos íntimos, bem como costumes diferentes e fraquezas de personalidade. Ao jogar com as vulnerabilidades com as quais ele se tornou familiriarizado, ele pode ter manipulado psicologicamente os Valois nas mãos de seus inimigos. E em virtude de sua familiaridade com os horóscopos deles, ele pode muito bem ter avisado aos inimigos deles sobre, vamos dizer, um momento aparentemente propício para assassinato. Muitas das profecias de Nostradamus, em resumo, podem não terem afinal profecias. Elas podem ter sido mensagens crípticas, cifras, programações, tabelas de tempo, instruções, projetos para ação. Se este realmente foi ou não o caso, não há dúvida de que algumas profecias de Nostradamus não eram profecias, mas se referiam, muito explicitamente, ao passado dos Cavaleiros Templários, a dinastia Merovíngia, a história da casa de Lorraine. Um número desconcertante delas se refere aos Razes, o velho Conde de Rennes-le-Chateau. E númerosas quartilhas se referem ao advento de um ‘Grande Monarca’. O Grande Monarca indica que este soberano derivará ultimamente de Languedoc. Nossa pesquisa revelou um fragmento adicional que ligava Nostradamus ainda mais diretamente a nossa investigação. Segundo Gerard de Sede, bem como a história popular, Nostradamus, antes de embarcar em sua carreira como profeta, passou um tempo considerável em Lorraine. Isto pareceria ser algum tipo de noviciado, ou período de provação, depois do qual ele teria sido supostamente iniciado em algum segredo portentoso. Mais especificamente ele é dito ter sido apresentado a um livro antigo e arcano, sobre o qual ele baseou todo seu trabalho subsequente. E este livro foi reportadamente divulgado a ele em um lugar muito importante na misteriosa Abadia de Orval, doado pela mãe adotiva de Godfroi de Bouillon, onde nossa pesquisa sugeriu que o Priorado de Sião pode ter tido o seu início. Em qualquer caso, Orval continuou, por outros dois séculos, a ser associado ao nome de Nostradamus. Tão tarde quanto durante a Revolução Francesa e a era Napoleônica os livros de profecias, supostamente de autoria de Nostradamus, eram emitidos de Orval.

O Lance pelo Trono da França

Por meados dos anos de 1620 o trono da França foi ocupado por Luis XIII. Mas o poder por trás do trono, e o real arquiteto da política francesa, era o primeiro ministro do rei, o Cardeal Richelieu. Richelieu é geralmente reconhecido por ter sido super maquiavélico, o supremo maquinador de sua era. Ele pode também ter sido algo mais. Conquanto Richelieu estabelecesse uma estabilidade sem precedentes na França, o resto da Europa e especialmente a Alemanha se inflamavam nos sofrimentos da Guerra dos Trinta Anos. Em suas origens, a Guerra dos Trinta Anos não era essencialmente religiosa. Não obstante, ela rapidamente se tornou polarizada em termos religiosos. Por um lado estavam as forças resolutamente católicas da Espanha e da Áustria.  Por outro lado estavam os exércitos protestantes da Suécia e de pequenas principalidades alemãs – incluindo o Palatinado do Reno, cujos regentes, o Eleitor Frederico e sua esposa Elizabeth Stuart estavam no exílio em Haia. Frederico e seus aliados de campo eram endossados e apoiados pelos pensadores e escritores rosacrucianos do continente e da Inglaterra. Em 163 o Cardeal Richelieu embarcou em uma política audaciosa e aparentemente incrível. Ele levou a França para a Guerra dos Trinta Anos mas não do lado que se poderia esperar. Para Richelieu, um número de considerações tomaram precedência sobre suas obrigações religiosas como Cardeal. Ele buscava estabelecer a supremacia da França na Europa. Ele buscava neutralizar a perpétua e tradicional ameaça oferida à segurança francesa pela Áustria e a Espanha. Ele buscava abalar a hegemonia espanhola que havia sido obtida por mais de um século especialmente no velho coração da terra Merovíngia dos Países Baixos e partes da moderna Lorraine. Como resultado destes fatores, a Europa foi tomada de surpresa pela ação sem precedentes de um Cardeal católico, presidindo um país católico, despachando tropas católicas para combater com os protestantes contra outros católicos. Nenhum historiador tem até mesmo sugerido que Richelieu fosse um rosacruciano. Mas ele não podia possivelmente ter feito algo mais do que manter atitudes rosacrucianas, ou mais provavelmente ganhar o favor rosacruciano. Neste meio tempo a casa de Lorraine tinha novamente começado a aspirar, embora obliquamente, o trono francês. Desta vez o reclamante era Gaston D’Orleans, o irmão mais jovem de Luis XIII. Gaston não era ele próprio da casa de Lorraine. Em 1632, contudo, ele havia se casado com a irmã do Duque de Lorraine. Seu herdeiro portanto teria o sangue de Lorraine pelo lado materno; e se Gaston subisse ao trono Lorraine presidiria a França na próxima geração. Esta perspectiva era suficiente para mobilizar apoio. Entre estes avaliados apoiadores dos direitos de sucessão de Gaston encontramos um individuo que já haviamos encontrado antes de Charles, o Duque de Guise. Charles tinha sido tutelado pelo jovem Robert Fludd. E ele havia se casado com Henriette Catarine de Joueeuse, proprietária de Couiza e Arques – onde a tumba identica aquela da pintura de Poussin foi encontrada.

Tentativas para depor Luis em favor de Gaston fracassaram, mas o tempo parecia estar do lado de Gaston; ou ao menos do lado dos herdeiros de Gaston, porque Luis XIII e sua esposa Anne da Áustria permaneciam sem herdeiros. Já existiam rumores em circulação que o rei era homossexual ou sexualmente incapacitado; e de fato, segundo certos relatos a seguir sua subsequente autópsia, ele foi pronunciado incapaz de gerar filhos. Mas então, em 1638, depois de 23 anos de casamento consideradamente estéril, Anne da Áustria subitamente teve um filho. Poucas pessoas naquele tempo acreditaram na legitimidade do  menino, e ainda há considerável dúvida quanto a isso. Segundo autores contemporaneos e posteriores, o pai do menino era o Cardeal Richelieu, ou talvez alguém empregado por Richelieu, muito possivelmente seu protegido e sucessor Cardeal Mazarin. Foi até mesmo afirmado que depois da morte de Luis XIII Mazarin a Anne se casaram secretamente. Em qualquer caso, o nascimento do herdeiro de Luis XIII foi uma séria explosão nas esperanças de Gaston d’Orleans e da casa de Lorraine. E quando Luis e Richelieu morreram em 1642, a primeira de uma série de tentativas concertadas foi lançada para expulsar Mazarin e tirar o jovem Luis XIV do trono. Estas tentativas, que começaram como levantes populares, culminaram em uma guerra civil que irrompeu intermitentemente por dez anos. Para os historiadores, a guerra é conhecida como Fronde. Além de Gaston D’Orleans, seus instigadores principais incluem um número de nomes, famílias e títulos que já nos são familiares. Houve Frederic-Maurice de la Tour dAuvergne, Duque de Bouillon. Houve o Visconde de Turenne. Houve o Duque de Longueville – neto de Luis Gonzaga, Duque de Nevers, e alegado Grão Mestre de Sião meio século antes.  A sede e capital dos ‘frondeurs’ era, muito significativamente, a antiga cidade das Ardenas de Stenay.

A Companhia do Santo Sacramento

Segundo os Documentos do Priorado, o Priorado de Sião, durante meados do século XVII, se dedicou a depor Mazarin. Muito claramente isso pareceria não ter sido bem sucedido. A Fronde fracassou, Luis XIV ascendeu ao trono da França e Mazarin, emboras brevemente removido, foi rapidamente reinstalado, presidindo como primeiro ministro até sua morte em 1660. Mas se Sião de fato se devotou a depor Mazarin, ao menos temos algum vetor para isso, alguns meios de localizar e verificar isso. Dado as famílias envolvidas no Fronde, famílias cujas genealogias figuram nos Documentos do Priorado, pareceu razoável associar Sião aos instigadores do tumulto. Os Documentos do Priorado tem avaliado que Sião se opunha ativamente a Mazarin. Eles também avaliaram que certas famílias e títulos – Lorraine, por exemplo, Gonzaga, Nevers, Guise, Longueville e Bouillon não tinham sido apenas abertamente ligadas a Ordem, mas também forneceram a ela alguns de seus Grão Mestres. E a história confirmou que foram estes nomes e títulos que tinham se esgueirado na linha de frente da resistência ao Cardeal. Assim parece que haviamos localizado o Priorado de Sião, e que tinhamos identificado ao menos alguns de seus membros. Se estivesssemos certos, Sião durante o período em questão, ao mesmo a qualquer nível, foi um outro nome para um movimento e uma conspiração que a muito os historiadores tem reconhecido e identificado. Mas se os ‘freudeurs’ constituem um enclave de oposição a Mazarin, eles não eram os únicos de tais enclaves. Havia outros também, enclaves entrelaçados que funcionavam não apenas durante o Fronde mas muito depois. Os Documentos do Priorado, eles próprios, se referem repetida e insistentemente a Companhia do Santo Sacramento. Eles implicam, muito claramente, que a Companhia era de fato Sião, ou uma fachada para Sião, operando sob um outro nome. E certamente a Companhia em suas estruturas, organização, atividade e modos de operação se conformavam a imagem que haviamos começado a formar de Sião. A Companhia do Santo Sacramento era uma sociedade secreta altamente organizada e eficiente. Não há questionamento disso ser fictício. Ao contrário, sua existência tem sido reconhecida por seus contemporaneos, bem como pelos historiadores subsequentes. Ela tem sido exaustivamente documentada, e numerosos livros e artigos tem sido devotados a ela. Seu nome é bastante familiar na França, e continua a desfrutar de uma certa mística atual.

Alguns de seus papéis tem até mesmo vindo a luz. A Companhia é dito ter sido fundada, entre 1627 e 1629, por um nobre associado a Gaston d’Orleans. Os indivíduos que guiaram e formaram sua política permaneceram escrupulosamente anônimos, contudo, e ainda hoje o são. Os únicos nomes definitivamente asociados a ela são aqueles de membros de baixo escalão ou intermediários de sua hierarquia de ‘homens de frente’, por assim dizer, que agiam sob instruções dos acima. Um desses era o irmão da Duquesa de Longueville. Um  outro era Charles Fouquet, irmão do Superintendente de Finanças de Luis XIV. E havia um tio do filósofo Fenelon que, meio século mais tarde, exerceu uma profunda influência na Livre Maçonaria como Cavaleiro Ramsay. Entre estes mais proeminentemente associados a Companhia estava a figura misteriosa agora conhecida como São Vicente de Paulo, e Nicolas Pavillon, bispo de Alet, o centro a poucas milhas de Rennes-le-Chateau, e Jean Jacques Olier, fundador do Seminário de São Suspílcio. De fato São Suspílcio é reconhecido agora geralmente ter sido o centro de operações da Companhia. Em suas organizações e atividades, a Companhia ecoava a Ordem do Templo e prefigurava a posterior Maçonaria Livre. Trabalhando de São Suspílcio, ela estabeleceu uma rede intrincada de ramos e capítulos provinciais. Os membros provinciais permaneceram ignorantes da identidade de seus diretores. Eles eram frequentemente manipulados em benefício de objetivos que eles próprios não partilhavam. Eles eram até mesmo proibidos de contactar uns aos outros exceto via Paris, assim assegurando um controle altamente centralizado. E até mesmo em Paris os arquitetos da sociedade permaneciam desconhecidos daqueles que obedientemente os serviam.  Em resumo, a Companhia compreendia uma organização em cabeça de hidra com um coração invisível. Até hoje não é sabido o que constituia o coração. Nem quem o constituia. Mas é sabido que o coração bate de acordo com algum segredo velado e poderoso. Narrativas contemporaneas referem-se expecificamente ao ‘segredo que está no núcleo da companhia’. Segundo um dos estatutos da sociedade, descoberto não muito depois, ‘o canal primário que forma o espírito da Companhia, e que é essencial a ela, é o segredo’. Até onde diga respeito aos membros noviços não iniciados, a Companhia era ostensivamente devotada ao trabalho caritativo, especialmente em regiões devastadas pelas Guerras de Religião e subsequentemente o Fronde na Picardia, por exemplo, Champagne e Lorraine.

Agora é geralmente aceito, contudo, que este ‘trabalho caritativo’ era meramente uma fachada conveniente e engenhosa, que tinha pouco a ver com a razão de ser da Companhia. A real razão de ser era duplamente se engajar no que era chamado de ‘pia espionagem’, reunir ‘informação de inteligência’, e infiltrar os ofícios mais importantes na terra, incluindo os círculos em proximidade direta ao trono. Nestes objetivos a Companhia parece ter desfrutado um notável sucesso. Como membro do real ‘Conselho de Consciência’, por exemplo, Vicente de Paulo se tornou confessor de Luis XIII. Ele também foi um íntimo conselheiro de Luis XIV até que sua oposição a Mazarin o forçou a abdicar de sua posição. E a Rainha Mãe, Anne da Áustria, foi, em muitos aspectos, um peão infeliz da Companhia, que por um tempo gerenciou a qualquer nível volta-la contra Mazarin. Mas a Companhia não se confinou exclusivamente ao trono. Em meados do século XVII ela podia manter o poder sobre a aristocracia, o parlamento, o judiciário e a polícia – tanto assim, que em várias ocasiões estes corpos abertamente ousaram desafiar o rei. Em nossas pesquisas não encontramos historiadores, escrevendo seja na época ou mais recentemente, que explicassem adequadamente a Companhia do Santo Sacramento. A maioria das autoridades a apresentam como uma organização militante arqui católica, um bastião rigidamente entrincheirado e ortodoxamente fanático. As mesmas autoridades afirmam que ela se devotava a remover os heréticos. Mas porque, em um país devotamente católico, deve uma tal organização ter vindo a funcionar com tal estrito segredo? E quem constituia um herético naquele tempo? Os Protestantes? os Jansenistas? De fato havia inúmeros protestantes e jansenistas dentro das fileiras da Companhia. Se a Companhia era piamente católica, ela devia, na teoria, ter endossado o Cardeal Mazarin, que, afinal, incorporava os interesses católicos naquele tempo. Ainda que a Companhia militantemente se opusesse ao Cardeal e tanto que Mazarin, perdendo toda sua tempera, jurou empregar todos os seus recursos para destrui-la. E o que é mais, a Companhia provocou a vigorosa hostilidade em outras partes convencionais também.

Os Jesuítas, por exemplo, assiduamente faziam campanha contra ela. Outras autoridades católicas acusavam a Companhia de ‘heresia’, a própria coisa que a Companhia  propôs se opor. Em 1651 o bispo de Toulouse acusou a Companhia de ‘práticas ímpias’ e apontou algo altamente irregular em suas cerimônias – um eco curioso das acusações levantadas contra os Templários. Ele até mesmo ameaçou os membros da sociedade com a excomunhão. A maioria deles acaloradamente desafiava esta ameaça com uma resposta extremamente singular aos supostamente pios católicos. A Companhia havia sido sido formada quando o furor rosacruciano ainda estava em seu zênite. A ‘fraternidade invisível’ era acreditada estar em todos os lugares, omnipresente e isto gerou não apenas pânico e paranóia mas também a inevitável ‘caça às bruxas’. E ainda que nem mesmo um traço tenha sido encontrado de um rosacruciano carregando os cartões em qualquer lugar, ao menos em toda França católica. Até onde diga respeito a França, os rosacrucianos permaneceram invenções de uma imaginação popular alarmista. Ou eles existiram? Se houve de fato interesses ‘rosacrucianos’ determinados a estabelecer um apoio para os pés na França, que melhor fachada poderia ser que uma organização dedicada a caçar rosacrucianos? Em resumo, os rosacrucianos podem ter levado adiante seus objetivos, e ganhado um acompanhamento na França, ao se passar por seu próprio arqui inimigo. A Companhia bem sucedidamente desafiou Mazarin e Luis XIV. Em 1660, menos de um ano antes da morte de Mazarin, o rei pronunciou-se oficialmente contra a Companhia e ordenou sua dissolução. Pelos próximos cinco anos a Companhia desdenhosamente ignorou o édito real. Ao menos, em 1665, ela concluiu que não podia continuar a operar em sua ‘presente forma’. Concomitantemente todos os documentos pertinentes a sociedade foram reconvocados e escondidos em algum depositório secreto em Paris. Este depositório nunca foi localizado embora geralmente seja acreditado ter sido em São Suspílcio. Se assim o foi, os arquivos da Companhia teriam sido disponíveis, mais do que dois séculos mais tarde, para homens como o Abade Emile Hoffet. Mas embora a Companhia deixasse de existir no que era então sua ‘presente forma’, não menos ela continuou a operar ao menos até o início do século seguinte, ainda constituindo um espinho no quadril de Luis XIV.

Segundo tradições não confirmadas ela sobreviveu bem para dentro do século XX. Se esta última avaliação é verdadeira ou não, não há dúvida de que a Companhia sobreviveu a sua suposta dissolução em 1665. Em 1667 Moliere, um leal aderente de Luis XIV, atacou a Companhia por certas veladas mas agudas alusões em ‘Le Tartuffe’. A despeito de sua aparente extinção, a Companhia retaliou ao ter a peça suprimida e a guardando por dois anos, a despeito do patrocínio real de Moliere. E a Companhia parece ter empregado seu próprio portavoz literário também. É murmurado, por exemplo, ter incluido La Rochefoucauld que certamente foi ativo no Fronde. Segundo Gerard de Sede, La Fontaine também era um membro da Companhia, e suas fábulas encantadoras e ostensivamente inócuas eram de fato ataques alegoricos ao trono. Isto não é inconcebível. Luis XIV  desgostava intensamente de La Fontaine, e ativamente se opôs a sua admissão na Academia Francesa. E os patronos e patrocinadores de La Fointaine incluiam o Duque de Guise, o Duque de Bouillon e o Visconde de Turenne e a viúva de  Gaston d’Orleans. Na Companhia do Santo Sacramento assim encontramos uma real sociedade secreta, muitas das quais a história estava a registro. Ela era ostensivamente católica, mas não obstante ligada a atividades distintamente não católicas. Ela era intimamente associada com certas famílias aristocráticas que tinham sido ativas no Fronde e cujas genealogias figuravam nos Documentos do Priorado. Ela estava estreitamente ligada a São Suspílcio. Ela trabalhava primariamente pela infiltração e veio a exercer enorme influência. E ela era ativamente oposta ao Cardeal Mazarin. Em todos estes aspectos, ela se conformava quase que perfeitamente a imagem do Priorado de Sião como apresentada nos Documentos do Priorado. Se Sião de fato estava ativo durante o século XVII, podemos assumir razoavelmente que ele tenha sido sinônimo da Companhia. Ou talvez com o poder por trás da Companhia.

Castelo Barberie

Segundo os Documentos do Priorado, a oposição de Sião a Mazarin provocou a amarga retribuição do Cardeal. Entre as principais vítimas desta retribuição é dito ter estado a família Plantard, descendentes lineares de Dagoberto II e da dinastia Merovíngia. Em 1548, afirmam os documentos do Priorado, Jean des Plantard tinha se casado com Marie de Saint-Clair assim fabricando um outro link entre a sua famíla e aquela de Saint-Clair/Gizors. Por aquele tempo também, a família Plantard estava supostamente estabelecida em um certo  Chateau Barberie perto de Nevers, na região Nivernais da França. Este castelo supostamente constituia a residência oficial da família Plantard pelo século seguinte. Então, em 11 de julho de 1659, segundo os Documentos do Priorado, Mazarin ordenou o arrasamento e a destruição total do castelo. Na conflagração que se seguiu, é dito que a família Plantard perdeu todas as suas posses. Nenhum livro convencional ou estabelecido de história, nem a biografia de Mazarin, confirmaram estas avaliações. Nossas pesquisas não encontraram menção seja ela qual fosse a uma família Plantard em Nivernais, ou, de início, a qualquer Castelo Barberie. E ainda que Mazarin, por alguma razão não especificada, cobiçasse Nivernais e invejassse o Duque de Nevers. Eventualmente ele conseguiu comprar deles e o contrato é assinado em 11 de julho de 1659, o mesmo dia no qual é dito que o Castelo Barberie foi destruido. Isto nos provocou investigar o assunto posteriormente. Eventualmente exumamos uns poucos fragmentos esparsos de evidência. Eles não eram suficientes para explicar as coisas, mas eles atestaram a veracidade dos Documentos do Priorado. Em uma compilação, datada de 1506, de propriedades e bens em Nivernais é mencionado um Barberie. Uma carta de direitos de 1575 mencionou um  pequeno vilarejo em Nivernais chamado Les Plantards. Mais convincente de todos, ele transpirava a existência de um Castelo Barberie que de fato tinha sido estabelecido. Durante 1874-5 membros da Sociedade de Letras, Ciências e Artes de Nevers realizaram uma escavação exploratória no sítio de certas ruínas. Foi um empreendimento difícil, porque as ruínas estavam quase irreconhecíveis como tais, as pedras haviam sido vitrificadas pelo fogo e o próprio sítio foi espessamente encoberto por árvores. Eventualmente, contudo, remanescentes de uma parde de torre e de um castelo foram descobertos. Este sítio agora é reconhecido ter sido Barberie.

Antes de sua destruição ele aparentemente consistia de um pequeno centro fortificado e um castelo. E está dentro de uma pequena distância do pequeno vilarejo de Les Plantards, e não há razão para não ter sido possuído por um família deste nome. O fato curioso é que não há registro de quando o castelo foi desrtuído, nem por quem. Se Mazarin foi o responsável, ele parece ter tido extraordinárias dores para erradicar todos os traços de sua ação. De fato pareceu ter sido uma tentativa metódica e sistemática de dizimar o Castelo Barberie do mapa e da história. Porque embarcar em um tal processo de obliteração, a menos que haja algo a esconder?

Nicolas Fouquet

Mazarin tinha outros inimigos além dos ‘frondeurs’ e da Companhia do Santo Sacramento. Entre os mais poderosos deles estava  Nicolas Fouquet, que em 1653, tinha se tornado Superintendente das Finanças de Luis XIV. Um homem dotado, ambicioso e precoce, Fouquet, dentro dos próximos poucos anos, tiha se tornado o mais rico e mais poderoso indivíduo no reino. Ele as vezes era chamado de ‘o verdadeiro rei da França’. E ele não era sem aspirações políticas. Era murmurado que ele pretendia fazer da Britania um ducado independente e ele próprio seu duque presidente. A mãe de Fouquet era um membro proeminente da Companhia do Santo Sacramento. E assim o era seu irmão Charles, Arcebispo de Narbonne no Languedoc. Seu irmão mais novo, Luis, também era um eclesiástico. Em 1656 Nicolas Fouquet despachou Luis para Roma, por razões – não necessariamente misteriosas – nunca explicadas.  De Roma, Luis escreveu uma carta enigmática citada anteriormente que fala de um encontro com Poussin e um segredo ‘que até mesmo os reis teriam grandes dores para tirar dele”. E de fato, se Luis foi indiscreto na correspondência, Poussin nada deu seja o que fosse. Seu selo pessoal tinha o moto ‘Tenet Confidentiam’.

Em 1661 Luis XIV ordenou a prisão de Nicolas Fouquet. As acusações eram estremamente gerais e nebulosas. Havia acusações vagas de mal versação de fundos e outras, até mesmo mais vagas, de sedição. Com base nestas acusações todas as propriedades de Fouquet foram colocadas sob sequestro real. Mas o rei proibiu seus oficiais de tocar nos papéis de correspondência do Superintendente. Ele insistiu em mergulhar e esmiuçar estes documentos pessoalmente e em particular. O seguinte julgamento se arrastou por quatro anos e se tornou uma sensação na França daquele tempo, violentamente partindo e polarizando a opinião pública. Luis Fouquet que havia se encontrado com Poussin e escrito a carta de Roma estava morto então. Mas a mãe do Superintendente e o irmão sobrevivente mobilizaram a Companhia do Santo Sacramento, cuja afiliação também incluia um dos juízes presidentes. A Companhia lançou todo seu apoio por trás do Superintendente, trabalhando ativamente pelas cortes e na mente popular. Luis XIV que não era sedento de sangue exigia nada menos do que uma sentença de morte. Recusando-se a ser intimidada por ele, a corte aprovou uma sentença de banimento perpétuo. Ainda exigindo a morte, o rei enraivecido removeu os juízes recalcitrantes e os substituiu por outros mais obedientes, mas a Companhia ainda parecia te-lo desafiado. Eventualmente, em 1665, Fouquet foi sentenciado a prisão perpétua. Por ordens do rei ele era mantido em um rigoroso isolamento. Ele foi proibido de escrever e de todos os meios pelos quais ele podia se comunicar com alguém. E qualquer soldado que alegadamente conversasse com ele era destinado as navios de prisão ou, em alguns casos, enforcado. Em 1665, o ano da prisão de Fouquet, Poussin morreu em Roma. Durante os anos que se seguiram Lus XIV persistentemente se comportou por meio de seus agentes para obter a pintura única dos “Pastores da Arcadia”. Em 1685 ele finalmente o conseguiu. Mas a pintura não foi mostrada ou exibida nem mesmo na residência real. Ao contrário, ela foi sequestrada nos apartamentos particulares do rei, onde ninguém podia ve-la sem a autoridade pessoal do monarca. Há uma nota de rodapé na história de Fouquet, para sua própria desgraça, seja qual for suas causas e magnitude, ele nunca foi visitado por seus filhos.

Em meados do século seguinte o neto de Fouquet, o Marquês de Belle-Isle, tinha se tornado, de fato, o único homem mais importante na França. Em 1718 o Marquês de Belle-Isle cedeu a própria Belle-Isle, uma ilha fortificda fora da costa de Breton para a coroa. Em troca ele recebeu certos territórios interessantes. Um deles foi Longueville, cujos antigos duques e duquesas tinham figurado recorrentemente em nossa investigação. E um outro foi Gizors. Em 1718 o Marquês de Belle-Isle tornou-se Conde de Gizors. Em 1742 ele se tornou Duque de Gizors. E em 1748 Gizors foi elevada ao status de primeiro ducado.

Nicolas Poussin

O próprio Poussin nasceu em 1594 em um pequeno centro chamado Les Andelys – a umas poucas milhas, descobrimos, de Gizors. Como um jovem homem ele deixou a França e estabeleceu residência em Roma, onde passou a duração de sua vida, voltando apenas uma vez ao seu país natal. Ele voltou a França na década de 1640 a pedido do Cardeal Richelieu, que o havia convidado a realizar uma específica comissão. Embora ele não fosse ativamente envolvido em política, e poucos historiadores tem tocado em seus interesses politicos, Poussin era de fato estreitamente associado ao Fronde. Ele não deixou seu refúgio em Roma. Mas sua correspondência do período o revela tendo estado profundamente envolvido no movimento anti-Mazarin, e em termos surpreendentemente familiares com um número de ‘frondeours’ influentes tanto que, de fato, ao falar deles, ele repetidamente usou o pronome nós. E assim claramente se implicando. Nós já tinhamos traçado os motivos da corrente subterrânea de Alfeu, da Arcadia e dos Pastores da Arcadia, até Rene D’Anjou.  Agora buscamos encontrar um antecedente para a frase específica na pintura de Poussin: “ET ARCADIA EGO’. Ela apareceu em uma pintura anterior de Poussin, na qual a tumba é sobreposta por um cranio e não constitui um edifício ela mesma, mas está embebida do lado de um penhasco. No fundo desta pintura repousa uma deidade aquária barbada em uma atitude de melancolia pensativa  o rio deus Alfeu, senhor da corrente subterrânea. O trabalho data de 1630 ou 1635, cinco ou dez anos antes da versão mais familiar dos ‘Pastores da Arcadia’. A frase ‘ET ARCADIA EGO’ fez seu aparecimento público entre 1618 e 1623 em uma pintura de Giovanni Francesco Guercino – uma pintura que constitui a base real para o trabalho de Poussin. Na pintura de Guercino, dois pastores, entrando em clareira na floresta, tem apenas dado com sepulcro de pedra. Ele tem a inscrição agora famosa, e há um grande cranio repousando no topo dele. Seja qual for o significado simbólico deste trabalho, o próprio Guercino levantou um número de questões. Não apenas ele era bem versado na tradição esotérica. Ele também parece ter sido um conhecedor da história das sociedades secretas, e algumas outras de suas pinturas lidam com temas de um caráter especificamente maçonico, uns bons vinte anos antes que as lojas começassem a proliferar na Inglaterra e na Escócia. Uma pintura, ‘O Elevar-se do Mestre’ pertence expicitamente a história maçonica de Hiram Abiff, arquiteto e construtor do Templo de Salomão. Ela foi executada quase um século antes que a história de Hiram seja geralmente acreditada e encontre seu caminho na maçonaria. Nos Documentos do Priorado, ‘ET ARCADIA EGO’ é dito ter sido o instrumento oficial da família Plantard desde ao menos o século XII, quando Jean des Plantard se casou com Idoine de Gizors. Segundo uma fonte citada nos Documentos do Priorado, é citado como tal já em 1210 por um Robert, Abade de Mont Saint Michel. Não fomos capazes de obter acesso aos arquivos de Mont Saint Michel e assim não pudemos verificar esta afirmação. Contudo, nossa pesquisa nos convenceu, que a data de 1210 era demostravelmente errada. Como questão de fato, não havia um abade em Mont Saint Michel chamado Robert em 1210. Por outro lado, um Robert de Torigny foi de fato abade de Mont Saint Michel entre 1154 e 1186. E Robert de Tourigny é conhecido ter sido um historiador prolífico e assíduo cujos hobies incluiam colecionar motos, instrumentos, brasões e cotas de armas das famílias nobres pela cristandade. Seja qual for a origem da frase, ‘ET ARCADIA EGO’ parece, para Guercino e Poussin, ter mais do que uma linha de poesia elegíaca. Muito claramente isto parece ter desfrutado de algum significado de importancia secreta, que era reconhecível ou identificável para certas outras pessoas; o equivalente, em resumo, de um sinal ou senha maçonica.

É precisamente em tais termos que uma declaração nos Documentos do Priorado define o caráter da arte simbólica ou alegórica; os trabalhos alegóricos tem esta vantagem, que uma única palavra seja suficiente para iluminar ligações que a multidão não pode alcançar. Tais trabalhos estão disponíveis a todos,  mas seu significado se dirige a uma elite. Acima e além das massas, o remetente e o destinatário entendem um ao outro. O sucesso inexplicável de certos trabalhos deriva de sua qualidade de alegoria, que constitui não uma mera moda, mas uma forma de comunicação esotérica. Neste contexto, esta declaração foi dada em relação a Poussin. Como tem demonstrado Frances Yates, contudo, ela pode igualmente ser bem aplicada aos trabalhos de Leonardo, Botticelli e outros artistas da Renascença. Ela também pode ser aplicada a figuras posteriores para Nodier, Hugo, Debussy, Cocteau e seus círculos respectivos.

A Capela Rosslynn e  Shugborough Hall

Em nossa pesquisa prévia temos encontrado um número de importantes ligações entre os alegados Grão Mestres de Sião dos séculos XVII e XVIII e a Livre Maçonaria européia. No curso do nosso estudo da Livre Maçonaria descobrimos certas outras ligações também. Estas ligações adicionais não se relacionam aos alegados Grão Mestres como tais, mas elas se relacionam a outros aspectos de nossa investigação, Então, por exemplo, encontramos repetidas referências a família Sinclair, o ramo escocês da família normanda de Saint-Clair/Gizors. O domínio deles em Rosslynn ficava a apenas umas poucas milhas da antiga sede escocesa dos Cavaleiros Templários, e a capela de Rosslynn construída entre 1446 e 1486 a muito tem sido associada a Livre Maçonaria e a Rosacruz. Em uma carta de direitos acreditada datar de 1601, sobretudo, os Sinclairs são reconhecidos como Grão Mestres hereditários da Maçonaria Escocesa. Este é o mais inicial documento específicamente maçonico a registro.

Segundo fontes maçonicas, contudo, o Grão Mestrado hereditário foi conferido aos Sinclairs por James II, que governou entre 1437 e 1469 na era de Rene D’Anjou. Uma peça ainda mais misteriosa de nosso quebra-cabeças também apareceu na Bretanha desta vez em Staffordshire, que tinha sido um leito quente para a atividade maçonica em meados do século XVII. Quando Charles Radcliffe, alegado Grão Mestre de Sião, escapou da Prisão Newgate em 1714, ele foi ajudado por seu primo, o Conde de Lichfield. Mais tarde no  século a linhagem do Conde de Lichfield tornou-se extinta e seu título se interrompeu. Ele foi comprado no início do século XIX pelos descendentes da família Anson, que são os atuais Condes de Lichfield. O assento dos atuais Condes de Lichfield é Shugborough Hall em Staffordshire. Antigamente uma residência de um bispo, Shugborough foi comprado pela família Anson em 1697. Durante o século seguinte ele foi a residência do irmão de George Anson, o famoso almirante que circumnavegou o globo. Quando George Anson morreu em 1762, um poema elegíaco foi lido alto no Parlamento. Em uma estancia deste poema se lê: “Sobre este mármore celebre lance seu olho. A cena exige uma visão moralisante. E em Arcadia plana o abençoado Elísio, entre ninfas sorridentes e cisnes esportivos, Veja alegria festiva se acalmar, com graça enternecida, E a piedosa visita de uma face meio sorrindo; Onde agora a dança, o luto, a festa nupcial, A paixão palpitando no peito do amante, o emblema da vida aqui, na juventude e florescer vernal, Mas o dedo da razão aponta para a tumba.’  Esta seria uma alusão explícita a pintura de Poussin e a inscrição ‘et arcadia ego’ exatamente no ‘dedo apontando para a tumba’. E nos solos de Shugborough há um mármore imponente que tem um relevo executado a mando da família Anson entre 1761 e 1767. Este relevo compreende uma versão invertida, a modo de espelho, da pintura “Os Pastores da Arcadia” de Poussin e imediatamente abaixo dele está uma inscrição enigmática, uma que nunca tem sido decifrada satisfatoriamente:  O.U.O3N.ANN. DM

A Carta Secreta do Papa

Em 1738 o Papa Clemente XII emitiu uma Bula Papal condenando e excomungando todos os Maçons Livres, que ele pronunciou ‘inimigos da Igreja Romana’. Nunca tem sido claro porque eles devessem ter sido vistos como tais especialmente já que muitos deles, como os Jacobitas eram católicos. Talvez o Papa estivesse ciente da ligação que tinhamos descoberto entre os maçons iniciais e os ‘rosacrucianos’ anti-romanos do século XVII. Em qualquer caso, alguma luz pode ser lançada sobre o assunto pr uma carta liberada e publicada pela primeira vez em 1962. Esta carta tinha sido escrita pelo Papa Clemente XII e dirigida a um correspondente desconhecido. Em seu texto o papa declara que o pensamento maçonico repousa em uma heresia que temos encontrado repetidamente antes da negativa da divindade de Jesus. E ele posteriormente avalia que os espíritos guias, as ‘mentes mestras’ por trás da Livre Maçonaria são os mesmas que provocaram a Reforma Luterana. O papa pode muito bem ter sido paranóide; mas é importante notar que ele não está falando de nebulosas correntes de pensamento ou vagas tradições. Ao contrário,ele está falando de um grupo altamente organizado de indivíduos, uma seita, uma ordem, uma sociedade secreta que, através das idades, tem se dedicado a subverter o edifício da cristandade católica.

A Rocha de Sião

No século XVIII, quando diferentes sistemas maçonicos estavam proliferando selvagemente, o chamado Rito Oriental de Mênfis fez seu aparecimento. Neste rito o nome Ormus ocorreu, para nosso conhecimento, pela primeira vez, o nome alegadamente adotado pelo Priorado de Sião entre 1188 e 1307. Segundo o Rito Oriental de Mênfis, Ormus era um sábio egípcio que, por volta de 46, amalgamou os mistérios cristãos e pagãos e, ao fazer isso, fundou a Rosacruz. Em outros ritos maçonicos do século XVIII aparecem repetidas referências a ‘Rocha de Sião’. A mesma ‘Rocha de Sião’ que, nos Documentos do Priorado, tornou  a ‘tradição real’ estabelecida por Godfroi de Bouillon e Bauduino de Bouillon ‘igual’ a qualquer outra dinastia governante na Europa. Tinhamos previamente asumido que a Rocha de Sião fosse simplesmente o Monte Sião, a alta colina ao sul de Jerusalém na qual Godfroi construiu uma abadia para abrigar a ordem que se tornou o Priorado de Sião. Mas fontes maçonicas atribuem uma importância adicional a Rocha de Sião. Dado a preocupação deles com o Templo de Jerusalém, não é surpreendente que eles se refiram a passagens específicas da Bíblia. E nestas passagens a Rocha de Sião é algo mais que uma alta colina; é uma pedra em particular desprezada ou injustificavelmente negligenciada durante a construção do Templo, que deve subsequentemente ser recuperada e reincorporada como a pedra chave da estrutura. Segundo o Salmo 118, por exemplo: ‘A pedra que os construtores recusaram é para vir a ser a pedra fundamental no canto’. Em Mateus 21:42 Jesus alude especificamente a este salmo: ‘Você nunca leu as escrituras, a pedra que os construtores rejeitaram, a mesma é para se tornar a principal do canto’. Em Romanos 9:33 há uma outra referência , muito mais ambígua: ‘Preste atenção, Eu coloco em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha de ofensa; e seja quem for que acredite nele não deve ser envergonhado’. Em Atos 4:11 ‘a Rocha de Sião pode bem ser interpetrada como uma metáfora para o próprio Jesus; pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré… este homem permanece aqui antes de você inteiro. Esta é a pedra que foi colocada desprezada de vocês construtores, que é para se tornar a principal do canto. Em Efésios 2:20 a equação de Jesus e a Rocha de Sião se torna mais aparente : ‘construa sob a fundação dos apóstolos e profetas, o próprio Jesus Cristo sendo a pedra principal do canto’. E em Pedro 2:3-8 esta equação é tornada ainda mais explícita : ‘O Senhor é gracioso, Para quem vem, como sob uma pedra viva, desautorizado de fato dos homens, mas escolhido de Deus, e precioso. Nós também, como pedras vivas, estamos construidos acima de uma casa espiritual, um sacerdócio sagrado, para oferecer sacrifícios espirituais, aceitaveis a Deus por Jesus Cristo.  Por consequinte issso também está contido na escritura, Acautele-se, estou em Sião uma pedra principal de canto, eleito, precioso; e aquele que acreditou Nele não deve ser confundido. Até você portanto que acredita que ele é precioso, mas até eles que são desobedientes, a pedra que os construtores não autorizaram, a mesa é feita a principal do canto. E uma pedra de tropeço, e uma rocha de ofensa, até mesmo para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para a qual eles eram apontados.’  No próprio próximo verso, o texto contuna para ressaltar temas cuja importância não se torna aparente a nós senão mais tarde. Ele fala de uma linhagem eleita de reis que são líderes seculares e espirituais, uma linhagem de reis-sacerdotes: Mas vocês são uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação sagrada, um povo peculiar… ‘ O que iriamos fazer destas passagens surpreendentes? O que iríamos fazer da Rocha de Sião, a pedra chave do Templo, que parecia figurar tão salientemente entre os ‘segredos internos’ da Livre Maçonaria? O que iriamos fazer da identificação explícita desta pedra chave com o próprio Jesus? E o que iriamos fazer com a ‘tradição real’
que se tornou fundada na Rocha de Sião ou o próprio Jesus que era ‘igual’ as dinastias governantes da Europa durante s Cruzadas?

O Movimento Modernista Católico

Em 1833 Jean Baptiste Pitois, antigo discípulo de Charles Nodier em  Arsenal Library, era um funcionário no Ministério da Educação Pública. E neste ano o Ministério assumiu o projeto ambicioso de publicar todos os documentos suprimidos  pertinentes à história da França. Dois comitês foram formados para presidirem o empreendimento. Estes comitês incluiam, entre outros, Victor Hugo, Jules Michelet e uma autoridade sobre as Cruzadas, o Barão Emmanuel Rey. Entre os trabalhos subsequentemente publicados sob os auspícios do Ministério da Educação Pública estava o monumental de Michelet ‘Le Proces des Templiers’, uma compilação exaustiva dos registros da Inquisição lidando com os julgamentos de Cavaleiros Templários. Sob os mesmos auspícios o Barão Rey publicou um número de trabalhos lidando com as Cruzadas e o reino franco de Jerusalém. Nestes trabalhos apareceram em impressão pela primeira vez as cartas de direitos originais relativas ao Priorado de Sião. Em certos pontos do texto que Rey cita são quase verbatim as passagens dos Documentos do Priorado. Em 1875 o Barão Rey co-fundou a Sociedade do Latim ou Franco Oriente Médio. Baseada em Genebra, esta sociedade se devotou a ambiciosos projetos arqueológicos. Ela também publicava sua própria revista, ‘ Revue de Orient Latin’, que agora é uma das fontes primárias para historiadores modernos como  Sir Steven Runciman, A Revue de Orient Latin reproduziu um número de cartas de direitos adicionais do Priorado de Sião. A pesquisa de Rey era típica de uma nova forma de erudição histórica aparecendo na Europa naquele tempo, mais proeminentemente na Alemanha, que constituia uma ameaça extremamente séria à Igreja. A disseminação do pensamento darwiniano e do agnosticismo já haviam produzido uma ‘crise de fé’ no século XIX, e a nova erudição magnificou a crise. No passado, a pesquisa histórica tinha sido, em sua maior parte, um caso não confiável, repousando em fundações altamente tenues – em lendas e tradição, em memórias pessoais, em exageros promulgados para o bem de uma ou outra causa. Somente no século XIX os eruditos alemães começaram a introduzir técnicas rigorosas, meticulosas que agora são aceitas como lugar comum, a reserva de base de qualquer historiador responsável. Tal preocupação com o exame crítico, com a investigação de fontes em primeira mão, com referências cruzadas e cronologia exata, estabeleceram o esteriótipo convencional do pedante teutônico. Mas se os escritores alemães do período tendiam a se perderem em minuncias, eles também forneceram uma base sólida para a pesquisa. E para um número de maiores descobertas arqueológicas também. O exemplo mais famoso, com certeza, é a escavação de Heinrich Schliemann do sítio de Tróia. Foi apenas uma questão de tempo antes que as técnicas da erudição alemã fossem aplicadas, com diligência similar, à Bíblia. E a Igreja, que repousava na aceitação inquestionável do dogma, estava também ciente que a própria Bíblia não poderia resistir a um tal exame crítico. Em seu livro best seller e altamente controvertido ‘A Vida de Jesus’, Ernest Renan já havia aplicado a metodologia alemã ao Novo Testamento e os resultados, para Roma, eram altamente embaraçantes.

O Movimento Católico Modernista elevou-se inicialmente como uma resposta a este novo desafio. Seu objetivo original era produzir uma geração de especialistas eclesiásticos treinados na tradição alemã, que pudessem defender a verdade literal das Escrituras com toda sua pesada munição de erudição crítica. Na medida em que isto transpirava, o plano explodia antes do tempo. Quanto mais a Igreja buscava equipar seus clérigos mais jovens com os instrumentos para o combate no polêmico mundo moderno, mais estes mesmos clérigos começaram a desertar da causa para qual eles foram recrutados. O exame crítico da Bíblia revelou uma multitude de inconsistências, discrepâncias e implicações que eram positivitamente inimigas do dogma católico. E pelo fim do século os Modernistas não eram mais as tropas de choque de elite da Igreja que ela esperava que eles fossem, mas os desertores e hereges incipientes. De fato, eles constituiam a mais séria ameaça que a Igreja havia vivenciado desde Martinho Lutero, e trouxeram o inteiro edifício do catolicismo a beira de um cisma sem precedentes por séculos. O leito quente da atividade Modernista, como ela havia sido para a Companhia do Santo Sacramento, era São Suspílcio em Paris. De fato, uma das vozes mais ressonantes no Movimento Modernista era o homem que era diretor do Seminário de São Suspílcio de 1852 a 1884. As atitudes modernistas de São Suspílcio espalharam-se rapidammente para o resto da França, Itália e Espanha. Segundo estas atitudes, os textos Bíblicos não eram unicamente autoritários, mas tinham de ser entendidos no contexto específico de seu tempo. E os modernistas também se rebelaram contra a crescente centralização do poder eclesiástico especialmente na doutrina recentemente instituida da infalibilidade papal, que ia flagrantemente contra a nova tendência.

Muito antes que as atitudes modernistas estivessem sendo disseminadas não somente pelos clérigos intelectuais, mas por distinguidos e influentes escritores também. Figuras como  Roger Martin du Gard na França, e Miguel de Unamuno na Espanha estavam entre os portavozes primários do Modernismo. A Igreja respondeu com o previsível vigor e ira. Os Modernistas foram acusados de serem Maçons Livres. Muitos deles foram suspensos e até mesmo excomungados, e seus livros foram colocados no Index. Em 1903, o Papa Leão XII estabeleceu a Pontifícia Comissão Bíblica para monitorar o trabalho dos eruditos escriturais. Em 1907 o Papa Pio X emitiu uma condenação formal do Modernismo. E em 1o. de setembro de 1910 a Igreja exigiu que seus clérigos fizessem um voto contra as tendências modernistas. Não obstante, o Modernismo continuou a florescer até a Primeira Guerra Mundial desviar a atenção pública para outras preocupações. Até 1914 ele permaneceu uma causa célebre.

Um autor Modernista, o Abade Turmel, provou-se um indivíduo particularmente prejudicial. Conquanto ostensivamente se comportava impecavelmente em seu posto de ensino na Britania, ele publicou uma série de trabalhos modernistas sob não menos que quatorze pseudonimos diferentes. Cad um deles foi colocado no Index ms não foi até 1929 que Turmel se identificou como autor deles. É desnecessário dizer, ele foi então sumariamente excomungado. Enquanto isso o Modernismo espalhava-se na Britania, onde ele foi calorosamente benvindo e endossado pela Igreja Anglicana. Entre seus aderentes anglicanos estava William Temple, mais tarde arcebispo de Canterbury, que declarou que o Modernismo era o que as pessoas mais educadas já acreditavam. Um dos associados de Temple era Canon A. L. Liney. E Liney conhecia o sacerdote do qual ele havia recebido aquela carta portentosa que fala da ‘prova incontroversa’ que Jesus não morreu na cruz. Liney, como sabemos, tinha trabalhado por algum tempo em Paris, onde ele fez conhecimento com o Abade Emile Hoffet, o homem a que Sauniere levou os pergaminhos encontrados em Rennes-le-Chateau. Com seu talento em história, linguagem e linguística, Hoffet era um típico jovem erudito Modernista de sua era. Contudo, ele não tinha sido treinado em São Suspílcio. Ao contrário, ele tinha sido treinado em Lorraine. Na Escola Seminário de Sião: A Colina Ispirada.

Os Protocolos de Sião

Um dos testemunhos mais persuasivos que encontramos da existência e atividade do Priorado de Sião datou do final do século XIX. O testemunho em questão é suficientemente bem conhecido ms não é reconhecido como testemunho. Ao contrário, ele sempre tem sido associado a coisas mais sinistras. Ele tem desempenhao um papel notório na história recente e ainda tende a levantar tais violentas emoções, amargos antagonismos e pavorosas memórias que a maioria dos escritores ficam felizes em antecipadamente o descartar. Na extensão em que este testemunho tem contribuido significativamente para o preconceito e sofrimento humanos, uma tal reação é perfeitamente compreensível. Mas se o testemunho tem sido criminosamente mal usado, nossas pesquisas nos convenceram  que ele também tem sido seriamente mal entendido. O papel de Rasputin na côrte de Nicholas e Alexandra da Rússia é mais ou menos geralmente conhecido, contudo, havia influentes e até mesmo poderosos enclaves esotéricos na corte russa muito antes de Rasputin. Durante os anos de 1890 e 1900 um de tais enclaves se formou ao redor de um indivíduo conhecido como Monsieur Philippe, e ao redor de seu mentor, que fez visitas periódicas a côrte imperial em Petersburg. E o mentor de Monsieur Philippe não era outro que o homem chamado Papus, o esoterista francês associado a Jules Doinel (o fundador da igreja neo-cátara em  Languedoc), Peladan (que afirmou haver descoberto a tumba de Jesus), Emma Calve e Claude Debussy. Em uma palavra, o ‘reavivamento oculto francês’ do final do século XIX não tinha apenas se espalhado a Petersburg. Seus representantes também desfrutavam de um status privilegiado de confidentes pessoais do Tzar e da Tzarina. Contudo, o enclave esotérico de Papus e de  Monsieur Philippe era ativamente oposto a certos outros interesses poderosos da Grande Duquesa Elizabeth, por exemplo, que tinha a intenção de instalar seus próprios favoritos na proximidade do trono imperial. Um dos favoritos da Grande Duquesa era um homem mais que desprezível conhecido pela posteridade como Sergei Nilus.

Em algum tempo por volta de 1903 Nilus apresentou um documento altamente controvertido ao Tzar; um documento que supostamente continha o testemunho de uma grande conspiração. Mas se Nilus esperava a gratidão do Tzar por esta revelação, ele deve ter ficado profundamente desapontado. O Tzar declarou o documento uma ultrajante fabricação e ordenou que todas as cópias fossem destruídas. E Nilus foi banido da corte em desgraça. De fato o documento, ou, a qualquer nível, uma cópia dele, sobreviveu. Em 1903 ele foi serializado em um jornal mas fracassou em atrair interesse. Em 1905 ele foi novamente publicado desta vez na forma de um apendice de um livro por um distinto filósofo místico, Vladimir Soloviov. A este ponto o documento começou a atrair atenção. Nos anos que se seguiram ele se tornou um dos mais infames documentos do século XX.

O documento em questão era um tratado, ou falando mais estritamente, um proposto programa social e político. Ele tem aparecido sob uma variedade de títulos ligeiramente diferentes, o mais comum dos quais é ‘Os Protocolos dos Sábios de Sião’. Os Protocolos alegadamente sairam de fontes especialmente judias. E para uma grande quantidade de anti-semitas daquele tempo eles eram a prova convincente de uma ‘conspiração internacional judaica’. Em 1919, por exemplo, eles foram distribuídos às tropas do Exército Russo Branco e estas tropas, durante os seguintes dois anos, massacraram uns 60.000 judeus que eram considerados responsáveis pela revolução de 1917. Por 1919 os Protocolos estavam também sendo circulados por Alfred Rosenberg, mais tarde o chefe racial teórico e propagandista do Partido Nacional Socialista na Alemanha. Em Mein Kampft Hitler usou os Protocolos para alimentar seus próprios preconceitos fanáticos, e é dito ter acreditado inquestionavelmente em sua autenticidade. Na Inglaterra aos Protocolos foram imediatamente concedidas credenciais no Morning Post. Até mesmo o The Times, em 1921, os considerou seriamente e somente mais tarde admitiu seu erro.  Hoje os especialistas concluem muito certamente, como nós concluimos, que os Protocolos, ao menos em sua forma presente, são uma fraude viciosa e insidiosa. Não obstante, eles ainda circulam na América Latina, Espanha e até mesmo na Bretanha na propaganda anti-semita.

Os Protocolos propõem um projeto para nada menos do que o total domínio mundial. À primeira leitura eles nos parecem um programa maquiavélico, um tipo de memorando inter-ofício, por assim dizer de um grupo de indivíduos determinados a imporem uma nova ordem mundial, com eles próprios como déspotas supremos. O texto advoga uma conspiração de uma cabeça de hidra com muitos tentáculos dedicada a desordem e anarquia, e a derubar certos regimes existentes, infiltrando a Livre Maçonaria e outras tais organizações e eventualmente tomando o controle absoluto das instituições políticas, economicas e sociais do mundo ocidental. E os autores anônimos dos Protocolos declaram que eles explicitamente gerenciam por estágio povos inteiros ‘de acordo com um plano político, que ninguém tem suposto imaginar mas que está em curso por séculos’. Para um leitor moderno os Protocolos podem parecer terem sido divisados de alguma organização fictícia como SPECTRE –  o adversário de James Bond ns novelas de Ian Fleming. Quando eles foram primeiramente publicados, contudo, os Protocolos foram alegados terem sido compostos em um Congresso Internacional Judaico que se reuniu em Basle em 1897. Esta alegação a muito tempo tem sido desaprovada. As mais iniciais cópias dos Protocolos, são conhecidas terem sido escritas em francês e o Congresso de 1897 em Basle não incluiu um único delegado francês. Sobretudo, uma cópia dos Protocolos é sabida ter estado em circulação em 1884 – 13 anos antes do encontro do Congresso em Basle. A cópia de 1884 aparece nas mãos de um membro de uma loja maçonica; a mesma loja maçonica da qual Papus era um membro e consequentemente um Grão Mestre. Sobretudo esta foi a mesma loja na qual a tradição de Ormus tinha primeiro aparecido; o legendário sábio egípcio que amalgamou os mistérios cristão e pagãos e fundou a Rosacruz. Os eruditos modernos tem estabelecido no fato que os Protocolos, em sua forma publicada, são baseados ao menos em parte em um trabalho satírico escrito e impresso em Genebra em 1864. O trabalho foi composto como um ataque a Napoleão III por um homem chamado Maurice Joly, que foi subsequentemente preso. Joly é dito ter sido um membro de uma Ordem Rosacruz. Se isto é ou não verdade, ele era amigo de Victor Hugo; e Hugo, que partilhava da antipatia de Joly por Napoleão III, era membro de uma Ordem Rosacruz.

Portanto pode ser provado conclusivamente que os Protocolos não sairam do Congresso Judaico em Basle em 1897. Sendo assim, a pergunta óbvia é de onde eles sairam. Os eruditos modernos o tem descartado como uma fraude total, um documento completamente espúrio criado por interesses anti-semitas que pretendiam desacreditar o Judaismo.  Ainda que os Protocolos argumentem fortemente contra esta conclusão. Eles contém, por exemplo, um número de referências enigmáticas – que são claramente não judaicas. Mas estas referências são tão claramente não judaicas que elas podem plausivelmente terem sido fabricadas por um fraudador também. Nenhum fraudador anti-semita com até mesmo uma inteligência média possivelmente teria criado tais referências para desacreditar o Judaísmo. Porque ninguém teria acreditado que estas referências fossem de origem judaica. Então, por exemplo, o texto nos Protocolos termina com uma única declaração, ‘Assinado pelos Representantes de Sião do 33o Grau’. Porque um fraudador anti-semita teria feito uma tal afirmação? Porque ele não teria tentado incriminar todos os judeus, muito mais que uns poucos que constituem ‘os representantes de Sião do 33o grau’? Porque ele não declararia por exemplo que este documento era assinado  pelos representantes do Congresso Internacional Judaico? De fato, pareceria se referir a algo especificamente maçonico. E o 33o grau na Livre Maçonaria é o chamado ‘Estrita Observância’, o sistema da Livre Maçonaria introduzido por Hund em benefício de seus ‘superiores desconhecidos’, um dos quais parece ter sido Charles Radcliffe. Os Protocolos contém outras anomalias até mesmo mais flagrantes. O texto fala repetidamente, por exemplo, do advento de um ‘Reino Maçonico’ e de ‘Um Rei do Sangue de Sião’, que presidirá o Reino Maçonico. Ele avalia que o futuro Rei dos Judeus será o real Papa e ‘patriarca da igreja internacional’. E ele conclui de uma maneira mais críptica, ‘certos membros da semente de David prepararão o Rei e seus herdeiros… Somente o Rei e a árvore que permanece patrocinando-o saberão o que está vindo”.

Como uma expresssão do pensamento judaico, real ou fabricado, tais afirmações são claramente absurdas. Desde os templos bíblicos, rei algum tem figurado na tradição judaica, e o próprio princípio de reinado tem sido completammente irrelevante. O conceito de um rei teria sido tão sem sentido para os judeus de 1897 quanto ele o seria para os judeus hoje; e ninguém pode ser ignorante desse fato. De fato, as referencias citadas pareceriam mais cristãs do que judaicas. Pelos últimos dois milênios o único ‘Rei dos Judeus’ tem sido o próprio Jesus e Jesus, segundo os Evangelhos, era ‘das raízes dinásticas de David’. Se alguém está fabricando um documento e o atribuindo a uma conspiração judaica, porque este documento inclue tais ecos patentemente cristãos? Porque fala de um conceito táo especifico e unicamente cristão quanto o de Papa? Porque falar de uma ‘igreja internacional’ muito mais que de uma sinagoga internacional ou um templo internacional? E porque incluir a alusão enigmática ao ‘Rei e a árvore que permanece o patrocinador’ que é menos sugestiva do judaismo e da cristandade do que o é das sociedades secretas de Johann Valentin Andrea e Charles Nodier? Se os Protocolos sairam inteiramente de uma imaginação propagandista anti-semita, é difícil imaginar um propagandista tão inepto, ou tão ignorante e desinformado. Com base na pesquisa prolongada e sistemática, chegamos a certas conclusões sobre os Protocolos dos Sábios de Sião. Elas são as seguintes:
[1] – Houve um texto original no qual a versão publicada dos Protocolos foi baseada. Este texto original não era uma fraude. Ao contrário, ele era autêntico. Mas ele nada tinha a ver com o judaismo ou com uma ‘conspiração intrenacional judaica’. Ele foi emitido muito mais de alguma organização maçonica ou sociedade secreta maçonicamente orientada  que incorporou a palavra ‘Sião’.
[2] – O texto original sobre o qual a versão publicada dos Protocolos foi baseado necesariamente não precisava ser provocativo ou inflamatório em sua linguagem. Mas pode muito bem ter incluindo um programa de ganhar poder, por infiltrar a Maçonaria Livre, por controlar as instituições sociais, políticas e economicas.  Um tal programa teria sido perfeitamente de acordo com as sociedades secretas da Renascença, bem como com a companhia do Santo Sacramento e as instituições de Andrea e Nodier.
[3] – O texto original sobre a qual foi baseada a versão publicada dos Protocolos caiu nas mãos de Sergei Nilus; Nilus de início não pretendia desacreditar o judaismo. Ao contrário, ele o levou ao Tzar com a intenção de desacreditar o enclave esotérico na corte imperial – o enclave de Papus, Mosieur Philippe e outros que eram membros da sociedade secreta em questão. Mais antes de fazer isso, ele quase certamente doutorou a linguagem, tornando-a mais venenosa e inflamatória do que o era inicialmente. Quando o Tzar o menosprezou, Nilus então liberou os Protocolos em sua forma doutorada para publicação. Eles tinham falhado em seu objetivo primário de comprometer Papus e Monsieur Philippe. Mas eles ainda podiam muito bem servir ao propósito secundário de estimular o anti-semitismo. Embora os alvos principais de Nilus tivessem sido Papus e Monsieur Philippe, ele era hostil ao judaismo também.
[4 – – A versão publicada dos Protocolos não é, portanto, um texto totalmente fabricado. Ele é muito mais um texto radicalmente alterado. Mas a despeito de tais alterações, certos vestígios da versão original podem ser discernidos como em um manuscrito em pergaminho ou como nas passagens da Bíblia. Estes vestígios que se referem a um Rei, um Papa, uma igreja internacional, e ao Sião provavelmente significavam pouco ou nada para Nilus. Ele certamente não teria ele próprio os inventado. Mas se eles já estavam lá, ele não teria tido qualquer razão, dado sua ignorância, para exclui-los. E conquanto tais vestígios possam ter sido irrelevantes para o judaismo, eles podem ter sido extremamente relevantes para uma sociedade secreta. Como aprendemos subsequentemente, eles eram e ainda são de suprema importância para o Priorado de Sião.

Hieron du Val d’Or

Enquanto buscávamos a nossa pesquisa independente, novos ‘Documentos do Priorado’ tinham continuado a aparecer. Alguns deles trabalhos particularmente impressos, como os Dossiês Secretos, e que se destinavam a uma circulação limitada, tornaram-se disponível para nós por meio de ações de amigos na França ou por meio da Biblioteca Nacional. Outros apareceram sob a forma de livro, recentemente publicados e liberados no mercado pela primeira vez.

Em alguns destes trabalhos havia informação adicional sobre o século XIX e especificamente sobre Berenger Sauniere. Segundo uma de tais narrativas atualizadas Sauniere não descobriu os fatídicos pergaminhos em sua igreja por acidente. Ao contrário, é dito que ele tenha sido dirigido a eles por emissários do Priorado de Sião que o visitaram em Renes-le-Chateau e o alistaram como seu faz-tudo. Em 1916 Sauniere é relatado ter desafiado os emissários de Sião e brigado com eles. Se isto é verdade, a morte do cura em 17 de janeiro adquire uma qualidade mais sinistra do que geralmente é atribuída a ela. Dez dias antes de sua morte ele tinha estado em saúde satisfatória. Não obstante, dez dias antes de sua morte um caixão foi encomendado para ele. O recibo do caixão, datado de 12 de janeiro de 1917, é entregue a governante e amiga de Sauniere,  Marie Denarnaud. Uma publicação mais recente e aparentemente de mais autoridade do Priorado elabora a posterior história de Sauniere e parece confimar, ao menos em parte, a narrativa resumida acima. Segundo esta publicação, o próprio Sauniere era pouco mais do que um peão e seu papel no mistério de Rennes-le-Chateau tem sido exagerado. A força real por trás dos eventos na vila da montanha é dita ter sido o amigo de Sauniere, o Abade Henri Boudet, cura da vila adjacente de Rennes-le-Bains. Boudet é dito ter fornecido a Sauniere todo seu dinheiro, um total de 13 milhões de francos, entre 1887 e 1915. E Boudet é dito ter guiado Sauniere em seus vários projetos e trabalhos públicos, a construção da Vila Bethania e da Tour Magdala. Ele também é dito ter supervisionadoo a restauração da igreja de Renes-le-Chateau, e ter projetado as perplexantes Estações da Cruz de Sauniere como um tipo de versão ilustrada, ou equivalente visual, de um livro críptico de sua propriedade. Segundo esta recente publicação do Priorado, Sauniere permaneceu essencialmente ignorante do real segredo para o qual ele agia como tutor até que Boudet, ao se aproximar da morte, o confidenciou a ele em março de 1915. Segundo a mesma publicação, Marie Denarnaud, a governanta de Sauniere, era de fato agente de Boudet. Era por meio dela que Boudet supostamente transmitia instruções a Sauniere. E foi para ela que todo dinheiro era pagável. Ou ao menos, a maior parte do dinheiro.

Boudet, entre 1885 e 1901, é dito ter pago 7.655.250 francos ao bispo de Carcassone; o homem que, por sua própria conta, despachou Sauniere para Paris com os pergaminhos. O bispo, também, pareceria então ser essencialmente empregado de Boudet. É certamente uma situação incongruente um importante bispo regional sendo pago por um servidor ou um humilde sacerdote pároco do interior. E o próprio sacerdote da paróquia? Para quem estava Boudet trabalhando? Que interesses ele representava? O que pode ter dado a ele o poder de alistar os serviços e o silêncio de seu superior eclesiástico? E quem pode ter fornecido a ele os vastos recursos financeiros a serem dispensados prodigamente? Estas perguntas não são respondidas explicitamente. Mas a resposta está constantemente implícita no Priorado de Sião. Uma luz posterior sobre a matéria foi lançada por um outro trabalho recente que, como seus predecessores, parece vir de ‘fontes privilegiadas de informação’. O trabalo em questão é “O Tesouro do Triângulo de Ouro’ de Jean-Luc Chaumiel , publicado em 1979. Segundo Chaumiel, um número de clérigos envolvidos no enigma de Rennes-le-Chateau – Sauniere, Boudet, muito provavelmente outros como Hoffet, o tio de Hoffet em São Suspílcio e o bispo de Carcassone eram afiliados a uma forma de Rito Escocês da Livre Maçonaria. Esta maçonaria, declara Chaumiel, difere das muitas outras formas no que ele era ‘cristã, hermética e aristocrática’. Em resumo, ele não consistia, como muitos ritos da Livre Maçonaria, primariamente em livres pensadores e ateus. Ao contrário, ele parece ter sido profundamente religiosa e magicamente orientada, enfatisando uma sagrada hierarquia social e política, uma ordem divina, um subjacente plano cósmico. E os graus superiores desta Livre Maçonaria, segundo Chaumiel, eram os graus inferiores do Priorado de Sião. Em nossas próprias pesquisas nós já tinhamos encontrado uma Livre Maçonaria do tipo que Chaumiel descreve. De fato, a descrição de Chaumiel pode prontamente ser aplicada ao original Rito Escocês introduzido por Charles Radcliffe e seus associados. Tanto a maçonaria de Radcliffe quanto a maçonaria de Chaumiel descrevem o que teria sido aceitável, a despeito da condenação papal, a católicos devotos sejam eles Jacobitas do século XVIII ou sacerdotes franceses do século XIX. Em ambos os casos Roma desaprovou muito veementemente.

Não obstante, os indivíduos envolvidos não parecem apenas terem persistido em se verem como cristãos e católicos. Eles também parecem, com base na evidência disponível, terem recebido uma maior e estimulante transfusão de fé, uma transfusão que os habilitou a se verem como, se algo, mais verdadeiramente cristãos do que o Papado. Embora Chaumiel seja vago e evasivo, ele implica fortemente que nos anos anteriores a 1914 a Maçonaria Livre da qual Boudet e Sauniere eram membros se tornou amalgamada a uma outra instituição esotérica – uma instituição que pode bem explicar algumas referências curiosas a um monarca nos Protocolos dos Sábios de Sião, especialmente se, como indica Chaumiel posteriormente, o real poder por trás desta outra instituição fosse também o Priorado de Sião. A instituição em questão foi chamada Hieron du Val d’Or o que pareceria uma transposição verbal de um sítio recorrente, Orval. A Hieron du Val d’Or era uma espécie de sociedade secreta política fundada, pareceria, por volta de 1873. Ela parece ter partilhado muito de outras organizações esotéricas do período. Havia, por exemplo, uma ênfase característica na geometria sagrada e vários sítios sagrados. Havia uma insistência na verdade mística ou gnóstica que subjazem aos motivos mitológicos. Havia uma preocupação com as origens dos homens, raças, linguagens e símbolos tais como ocorre na Teosofia. E como muitas outras seitas e sociedades daquele tempo, a  Hieron du Val d’Or era simultaneamente cristã e trans-cristã. Ela soube reconciliar como é dito que o legendário Ormus reconciliou os mistérios cristãos e pagãos. Ela atribuiu uma importãncia especial ao pensamento druidico que, como muitos especialistas modernos, é visto como parcialmente pitagoriano. Todos estes temas estão descritos no trabalho publicado do amigo de Sauniere, o Abade Henri Boudet. Para os propósitos de nossa pesquisa, o Hieron du Val d’Or se provou relevante em virtude de sua formulação do que Chaumiel chama de ‘geopolítica esotérica’ e ‘ordem mundial entárquica’. Traduzido em termos mais mundanos, isto compreende, de fato, o estabelecimento de um novo Sagrado Império Romano na Europa do século XIX – um Sagrado Império Romano revitalizado e reconstituido, um Estado secular que unificasse todos os povos e repousasse em fundações espirituais muito mais que sociais, políticas ou economicas. Diferente de seu predecessor, este novo Sagrado Império Romano teria sido genuinamente ‘sagrado’, genuinamente ‘romano’ e genuinamente ‘imperial’ embora o significado específico destes termos tivessem diferido crucialmente do significado aceito pela tradição e convenção. Um tal Estado teria realizado o velho sonho de séculos de um ‘reino celestial’ na terra, uma réplica terrena ou uma imagem em espelho da ordem, harmonia, hierarquia do cosmos.

Isto teria atualizado a antiga premissa hermética “Como  é encima, é embaixo”. E não era utópica ou ingenua. Ao contrário, ela era ao menos remotamente possivel no contexto da Europa do século XIX. Segundo Chaumiel, os objetivos do Hieron du Val d’Or eram: uma teocracia onde as nações não seriam mais do que províncias, seus líderes apenas pró-consuls a serviço de um governo mundial oculto consistente de uma elite. Para a Europa, este regime do Grande Rei implicava em uma dupla hegemonia do Papado e do Império, do Vaticano e dos Hapsburgs, que teriam sido o braço direito do Vaticano. Pelo século XIX, com certeza, os Hapsburgs eram sinônimo da casa de Lorraine.  O conceito de um Grande Rei assim teria constituido um cumprimento das profecias de Nostradamus. E isso também teria atualizado, ao menos em algum sentido, o projeto monarquista ressaltado nos Protocolos dos Sabios de Sião. Ao mesmo tempo, a realização de um projeto tão grandioso, claramente teria compreendido um número de mudanças nas instituições existentes. O Vaticano, por exemplo, presumidamente teria sido um Vaticano muito diferente daquele situado em Roma. E os Hapsburgs teriam sido mais do que imperiais cabeças do Estado. Eles teriam se tornado, de fato, uma dinastia de reis-sacerdotes como os faraós do antigo Egito. Ou como o Messias antecipado pelos judeus no amanhecer da era cristã. Chaumiel não esclarece a extensão, se alguma, que os próprios Hapsburgs estivessem ativamente envolvidos nestes ambiciosos projetos clandestinos.

Há contudo uma quantidade de evidência, incluindo a visita de um arquiduque Hapsburg a Rennes-le-Chateau que aparentemente atesta ao menos alguma implicação. Mais sejam quais forem os planos que estavam em ação, eles foram impedidos pela Primeira Guerra Mundial, que, entre outras coisas, derrubou os Hapsburgs do poder. Como Chaumiel os explicou, os objetivos do Hieron du Val d’Or ou do Priorado de Sião fazem um certo sentido de lógica no contexto do que temos descoberto. Eles lançam uma nova luz sobre os Protocolos dos Sábios de Sião. Eles concorreram com os objetivos afirmados de várias sociedades secretas, inclusive daquelas de Charles Radcliffe e Charles Nodier. E o mais importante de tudo, eles conformaram as aspirações politicas que, pelos séculos, temos traçado na casa de Lorraine.  Mas se os objetivos do Hieron du Val d’Or fazem um sentido lógico, eles não fazem um sentido politico prático. Em que bases, imaginamos, os Hapsburgs teriam avaliado seu direito a funcionar como um dinastia de reis-sacerdotes? A menos que eles conquistassem o completo apoio popular, um tal direito possivelmente não teria sido avaliado contra o governo republicano da França, sem mencionar as dinastias imperiais então presidindo sobre a Rússia, Alemanha e Bretanha. E como poderia o necessário apoio popular ter sido obtido? No contexto das realidades políticas do século XIX um tal esquema, conquanto logicamente consistente, nos pareceu efetivamente absurdo. Talvez, concluimos, tivessemos interpretado mal o Hieron du Val d’Or. Ou talvez os membros do Hieron du Val d’Or fossem muito simplesmente sem importância. Até que obtivéssemos informação posterior, mão tinhamos outra escolha senão colocar o assunto na prateleira. Neste meio tempo, voltamos nossa atenção ao presente para determinar se o Priorado de Sião existia hoje. Como rapidamente descobrimos, ele existia. Seus membros não eram todos insignificantes, e eles estavam buscando, no século XX pós guerra, um programa essencialmewnte similar aquele buscado no século XIX pelo Hieron du Val d’Or.

A Sociedade Secreta Hoje

O jornal Francês Offciel é uma publicação semanal do governo na qual todos os grupos, sociedades e organizações no país devem se declarar. No Jounal Officiel para a semana de 20 de julho de 1956 [publicação número 167], há a seguinte entrada: 25 de junho de 1956. Declaração a sub-prefeitura de Saint-Julien-en-Genevois. Priorado de Sião. Objetivos: estudos e ajuda mútua a membros. Chefe oficial: SousCassan, Annemasse, Haute Savoie. O Priorado de Sião foi oficialmente registrado com a polícia. Aqui, a qualquer nível, pareceu ser a prova definitiva de sua existência em nossa própria idade até mesmo embora achemos de certa forma estranho que uma sociedade supostamente secreta deva então se revelar. Mas talvez isso não fosse assim tão estranho. Não havia listagem para o Priorado de Sião em qualquer diretório telefônico francês. O endereço se provou vago demais para identificar um escritório específico, casa, construção ou até mesmo rua. E a sub-prefeitura, quando telefonamos para ela, foi de pouca ajuda. Tem havido inúmeras pesquisas, ele disseram, com uma resignação de longo sofrimento e  cansaço. Mas ele não puderam nos oferecer uma informação posterior. Até onde sabemos, o endereço era não rastreável. Se nada mais, isto nos deu uma pausa. Entre outras coisas, isto nos fez imaginar como certos indivíduos tinham conseguido registrar um endereço fictício ou não rastreável com a polícia e então, aparentemente escapar de todas as consequências subsequentes e processo da matéria. Estava a polícia realmente tão  despreocupada e indiferente como parecia? Ou Sião de algum modo tinha alistado sua cooperação e discrição?

A sub-prefeitura, a nosso pedido, nos forneceu uma cópia do que é proposto ser os estatutos do Priorado de Sião. Este documento, que consistia em 21 artigos, não era controvertido nem aparentemente esclarecedor. Ele não dava qualquer indicação da possível influência de Sião, seus membros ou recursos. No todo, ele era mais que brando enquanto ao mesmo tempo compunha a nossa perplexidade. A um ponto, por exemplo, o documento declarava que a admissão a ordem não estava restrita em base de linguagem, origem social, classe ou ideologia política. Em outro ponto, eles estipulavam que todos os católicos acima da idade de 21 anos eram elegíveis para candidatura. De fato os estatutos em geral pareciam ter derivado de uma pia instituição até mesmo ferventemente católica. E ainda que o alegado Grão Mestre de Sião e a história passada, até onde tinhamos sido capazes de rastrea-la, dificilmente atestasse qualquer ortodoxia católica. Para este assunto, até mesmo os modernos Documentos do Priorado, muito deles publicados ao mesmo tempo que os estatutos, eram menos catolicos em orientação do que herméticos, até mesmo hereticamente gnósticos. A contradição não parecia fazer sentido – a menos que Sião, como os Cavaleiros Templários, e a Companhia do Santo Sacramento exigiam o catolicismo como um pré requesito exotérico , que pode então ser transcedido dentro da Ordem. Em qualquer nível Sião, como o Templo e a Companhia do Santo Sacramento, aparentemente exigiam uma obediência que, em sua natureza absoluta, resumia todos os outros compromissos, seculares ou espirituais. Segundo o Artigo VII dos estatutos, ‘O candidato deve renunciar a sua personalidade para se devotar ao serviço de um apostolado alto moral’. Os estatutos posteriormente declaram que Sião funciona sob o sub-título de Cavalaria de Instituições e Regras Católicas da União Independente e Tradicionalista. Isto é abreviado para CIRCUIT, o nome de uma revista que, segundo os estatutos, é publicada internamente pela Ordem e que circulava dentro de suas fileiras. Talvez a informação mais interessante nos estatutos é que desde 1956 o Priorado de Sião pareceria ter expandido sua afiliação quase cinco vezes. Segundo uma página reproduzida nos Dossiês Secretos, impressa em algum tempo antes de 1956, Sião tinha um total de 1.093 enfileirados em sete graus. A estrutura era tradicionalmente piramidal. No topo estava um Grão Mestre, ou ‘Nautonnier’. Havia três no grau abaixo dele [Príncipe Noaquita de Notre Dame], nove no grau abaixo desse [Cruz de São João]. Cada um dos graus abaixo era tão grande tres vezes quando o grau adiante dele 27, 81, 243, 729. Os três graus mais altos do Grão Mestre e seus doze subordinados imediatos eram ditos constituirem os 13 Rosacruz. O número também corresponderia, com certeza, a algo de uma cobertura satânica a Jesus e seus doze discípulos. Segundo os estatutos pós 1956, Sião tinha uma afiliação total de 9.841 enfileirados não em sete graus, mas em nove. A estrutura parece ter permanecido essencialmente a mesma, embora fosse esclarecido, e dois nove graus tivessem sido introduzidos na parte inferior da hierarquia assim posteriormente insulando a liderança por trás de uma grande rede de noviços. O Grão Mestre ainda retinha o título de Nautonnier. Os Três Príncipes Noaquitas de Notre Dame eram simplesmente chamados de Senescais. Os nove Cruzes de São João eram chamados de ‘Constables’. A organização da Ordem, em seu jargão portentosamente enigmático dos estatutos, era como se segue: A assembléia geral é composta de todos os membros da associação. Ela consiste em 729 províncias, 27 comamdanterias e um Arco chamado de Kyria. Cada uma das comandanterias bem como o Arco deve consistir em quarenta membros e cada província tinha treze membros. Os membros são divididos em dois grupos efetivos:
[a] – A Legião, encarregada do apostolado
[b] – A falange, guardiã da tradição.
Os membros compõe uma hierarquia de nove graus . A herarquia de nove graus consiste em:
a) nas 729 províncias [1 – noviços: 6.561 membros; [2] – Cruzados: 2187 membros
[b] – nas 27 comandanterias [3] – preux: 729 membros [4] – Ecuyers: 243 membros [5] – cavaleiros: 81 membros [6] Comandantes: 27 mebros
c) no Arco ‘Kyria’: 7) Connetables: 9 membros 8) Senechaux: 3 membros 9) Nautonnier: 1 membro

Aparentemente por propósitos legais e oficiais burocráticos, quatro indivíduos estavam listados como comprendendo “O Conselho’. Três dos nomes não nos eram familiares e muito possivelmente, pseudônimos – Pierre Bonhomme, nascido em 7 de dezembro de 1934, presidente; Jean Delaval, nascido em 7 de março de 1931, vice-presidente; Pierre Defagot, nascido em 11 de dezembro de 1928, tesoureiro. Um nome, contudo, nós já tinhamos encontrado antes: Pierre Plantard, nascido em 18 de março de 1920, secretário geral. Segundo a pesquisa de um outro escritor, o título oficial de Plantard era Secretário Geral do Departamento de Documentação o que implica, com certeza, que há outros departamentos também.

Alain Poher

Pelo início dos anos de 1970 o Priorado de Sião tinha se tornado uma modesta causa célebre entre certas pessoas na França. Havia um número de artigos de revista e alguma cobertura nos jornais. Em 13 de fevereiro de 1973, o  Midi Libre publicou uma longa apresentação sobre Sião, Sauniere e o mistério de Rennes-le-Chateau. Esta apresetação especificamente ligava Sião com a possível sobrevivência da linhagem sanguínea Merovíngia no século XX. Isso também sugeriu que os descendentes merovíngios incluiam um verdadeiro pretendente ao trono da França que eles identificaram como M. Alain Poher. Conquanto não especialmente bem conhecido na Bretanha ou nos Estados Unidos, Alain Poeher era [e ainda é] um nome familiar na França.

Durante a Segunda Guerra Mundial ele ganhou a Medalha da Resistência e a Cruz de Guerra. Depois da resignação de deGaulle ele foi o Presidente Provisório da França de 28 de abril a 19 de junho de 1969. Ele ocupou a mesma posição na morte de Georges Pompidou, de 2 de abril a 27 de maio de 1974. Em 1973, quando apareceu a apresentação de Midi Libre, Poher era Presidente do Senado Francês. Até onde sabemos, Poher nunca comentou, de um modo ou outro, sobre suas alegadas ligações com o Priorado de Sião e/ou linhagem sanguinea Merovíngia. Nas genealogias dos Documentos do Priorado, contudo, há menção de Arnaud, Conde de Poher, que, em algum tempo entre 894 e 896, se entrecasou com a família Plantard, os descendentes supostamente diretos de Dagoberto II. O neto de Arnaud Poher, Alain, se tornou duque da Bretanha em 937. Se ou não Poher reconhece Sião, então parece claro que Sião o reconhece como sendo, ao menos, de descendência Merovíngia.

O Rei Perdido.

Neste meio tempo, enquanto buscavamos a nossa pesquisa e a media francesa despertava períodicas exaltações de atenção do caso inteiro, novos Documentos do Priorado continuaram a aparecer. Como  antes, alguns apareceram sob a forma de livro, outros como panfletos particularmente impressos, ou artigos depositados na Biblioteca Nacional. Se algo, eles somente compunham a mistificação. Alguém obviamente estava produzindo este material, mas seu real objetivo permanecia não esclarecido. As vezes quase descartamos o caso inteiro como uma piada elaborada, uma farsa de extravagantes proporções. Se isto fosse verdade contudo, era uma farsa que certas pessoas pareciam ter estado sustentando por séculos e se alguém investe tanto tempo, energia e recursos em uma fraude, ela pode realmente ser uma fraude afinal? De fato as meadas entrelaçadas e todo o tecido completo dos Documentos do Priorado eram menos uma piada do que um trabalho de arte uma apresentação de ingenuidade, suspense, brilho, intrincado, conhecimento histórico e complexidade arquitetônica digna de, digamos, James Joyce. E conquanto ‘ Finnegans Wake’ pode ser visto como uma piada de tipos, não há dúvida que seu criador levou isso de fato muito seriamente. É importante notar que os Documentos do Priorado não constituem um convencional movimento que atrai pessoas porque parece estar vencendo, um modo lucrativo que se transformou em uma indústria lucrativa, disseminando sequelas, ‘prequelas’ outros derivados variados. Eles não podem ser comparados, por exemplo, a ‘Carruagem dos Deuses’ de von Dennikenn, as diferentes narrativas do Triangulo das Bermudas ou aos trabalhos de Carlos Castaneda. Seja qual for a motivação por trás dos Documentos do Priorado, certamente não eram as de ganho financeiro. De fato, o dinheiro pareceu ser apenas uma fator incidental, se um fator afinal. Embora eles tenham se mostrado extremamente lucrativos sob a forma de livro, os mais importantes dos Documentos do Priorado não foram publicados como tal. A despeito de seu potencial comercial, eles estavam confinados a impressões particulares, edições limitadas e deposição discreta na Biblioteca Nacional aonde, para este assunto, eles nem sempre estavam disponíveis. E a informação que aparecia sob a forma de um livro convencional não era casual ou arbitrária e em sua maior parte não era o trabalho de pesquisadores independentes. A maior parte dela parece se emanar de uma única fonte. A maior parte dela foi baseada no testemuho de informantes muito específicos, que mediam precisas quantidades de informação acrescentada ao menos uma modificação, uma peça posterior do quebra-cabeças completo. Muitos desses fragmentos foram divulgados sob nomes diferentes. Uma impressão superficial foi assim obtida de um conjunto de escritores separados, cada um dos quais confirmou a atribuiu credibilidade a outros.

Nos parece haver apenas uma motivação plausível para um tal procedimento para atrair a atenção pública para certos assuntos, estabelecer a credibilidade, engendrar o interesse, criar um clima psicológico ou atmosfera que mantém o povo aguardando ansiosamente novas revelações. Em resumo, os Documentos do Priorado parecem especificamente calculados para pavimentar o caminho para alguma revelação perplexante. Seja qual for esta revelação que eventualmente ela se prove ser, ela de certa forma envolveu a Dinastia Merovíngia, a perpetuação da linhagem sanguínea da dinastia até os dias presente e uma realeza clandestina. Então, em uma artigo de revista supostamente escrito por um membro do Priorado de Sião, encontramos a seguinte afirmação: “Sem os Merovíngios, o Priorado de Sião não existiria, e sem o Priorado de Sião, a dinastia Merovíngia estaria extinta.’

O relacionamente entre a Ordem e a linhagem sanguínea é parcialmente esclarecida, parcialmente posteriormente confundida, pela seguinte elaboração: “O Rei é Pastor e pastor ao mesmo tempo. Algumas vezes ele despacha algum brilhante embaixador para seu vassalo no poder, seus factotum, um que tem a felicidade de ser sujeito a morte. Então Rene d’Anjou, Connetable de Bourbon, Nicolas Fouquet … e numerosos outros para os quais o atonito sucesso é seguido pela inexpilcável desgraça para estes emissários são ambos terríveis e vulneráveis. Gardiões de um segredo, alguém pode apenas exalta-los ou destrui-los. Então pessoas como Gilles de Rais, Leonardo da Vinci, Joseph Balsamo, os duques de Nevers e Gonzaga, cujo despertar é frequentado pelo perfume da mágica na qual o enxofre é misturado ao incenso, o perfume de Madalena. Se o Rei Carlos VII, na entrada de Joana D’Arc no grande hall de seu castelo em Chinon, se escondesse entre a multidão de seus cortesãos, não era pelo amor de uma piada frívola onde estava o humor nisso? O segredo que ela entregou a ele em particular continha estas palavras: ‘Gentil Senhor, Venho em benefício do Rei’. As implicações desta passagem são provocantes e intrigantes. Uma é a de que o Rei, ‘O Rei Perdido’, presumidamente da linhagem sanguínea Merovingia continua de fato a reinar, simplesmente em virtude de quem ele é. Uma outra, talvez até mesmo mais surpreendente, implicação é que os soberanos temporais estão cientes de sua existência, o reconhecem , o respeitam e o temem. Uma terceira implicação é que o Grão Mestre do Priorado de Sião, ou algum outro membro da Ordem, atua como embaixador entre o ‘Rei Perdido’ e seus substitutos temporais ou sub-rogados. E tais embaixadores, pareceria, são considerados descartáveis.

Curiosos planfletos na Biblioteca nacional em Paris

Em 1966 uma curiosa troca de cartas ocorreu relativa à morte de Leo Schidlof, o homem que, sob o pseudonimo de Henri Lobineau, era naquele tempo alegado ter composto as geneaologias em alguns documentos do Priorado. A primeira carta, que apareceu em Catholic Weekly de Genebra, é datada de 22 de outubro de 1966. Ela é assinada por um Lionel Burrus, que afirma falar em benefício de uma organização chamada Juventude Suiça Cristã. Burrus anuncia que Leo Schidlof, ou seja Henri Lobineau, morreu em Viena uma semana antes , em 17 de outubro. Ele então defende o defunto contra um ataque difamador, que, ele declara, apareceu em um recente boletim Católico Romano. Burrus registra sua indignação a este ataque. Eu seu elogio a Schidlof ele declara a carta, sob o nome de Lobineau, compilada em 1956, ‘um estudo notável… sobre a genealogia dos Reis Merovíngios e o caso de Rennes-le-Chateau’. Roma, avalia Burrus, não ousou caluniar Schidlof enquanto ele estava vivo, até mesmo embora tivesse um dossiê compreensivo sobre o homem e suas atividades. Mas até mesmo agora, a despeito de sua morte, os intereses merovíngios continuam a serem levados adiante. Para suportar esta avaliação, Burrus parece iluminar mais do que um pouco absurdo. Ele cita que, em 1966, era o emblema de Antar, uma das principais companhia de petróleo da França. Este emblema é dito incorporar um instrumento Merovíngio e apresenta, embora em um modo de cartoon, um rei Merovíngio. E este emblema, segundo Burrus, prova que a informação e propaganda em benefício dos Merovíngios está sendo efetivamente disseminada; e até mesmo o clérigo francês, ele acrescenta com imperfeita relevância, nem sempre pula em benefício do Vaticano. Quanto a Leo Schidlof, Burrus conclui [com ecos da Livre Maçonaria e do pensamento cátaro] ‘Para todos aqueles que conheciam Henri Lobineau, que foi um grande viajante e buscador, um homem leal e bom, ele permanece em nossos corações como um símbolo do ‘mestre perfeito que se respeita e venera.’

Esta carta de  Lionel Burrus pareceria ser distintamente estranha. Certamente ela é extremamente curiosa. Mais curioso ainda, contudo, é o alegado ataque a Schidlof em um boletim Católico Romano, do qual Burrus cita liberalmente. O boletim, segundo Burrus, acusou Schidlof de ser ‘pró-soviético, um notório Maçom Livre ativamente preparando o caminho para uma monarquia popular na França’. Esta é uma acusação singlar e aparentemente contraditória para alguém que geralmente não combina as simpatias soviéticas com uma tentativa de estabelecer uma monarquia. E ainda que o boletim, como Burrus afirma ao cita-lo, faça acusações até mesmo mais extravagantes: os descendentes Merovíngios tem sempre estado por trás de todas as heresias, do Arianismo, pelos cátaros e templários, a Livre Maçonaria. No início da Reforma Protestante, o Cardeal Mazarin, em julho de 1659, teve o castelo deles em Barberie, datando do século XII, destruído. Para a casa e família em questão, por todos os séculos, tem se semeado nada mais do que agitadores secretos contra a Igreja. Burrus não identifica especificamente o boletim Católico Romano no qual esta citação supostamente apareceu, então não pudemos verificar sua autenticidade. Se ele é autêntico, contudo, seria de importância considerável. Constituiria um testemunho independente, de fontes católico romanas, da destruição do Castelo Barberie em Nevers. Também pareceria sugerir, ao menos uma razão parcial de ser para o Priorado de Sião. Nos já tinhamos vindo a ver Sião, e as famílias citadas nele, como manobrando pelo poder em seu próprio benefício e no proceso repetidamente batendo de frente com a Igreja. Segundo a citação acima, contudo, a oposição a Igreja não pareceria ter sido uma questão de acaso, circunstâncias ou até mesmo política. Ao contrário, pareceria ter sido uma questão de política em andamento. Isto nos confrontou com uma outra contradição. Pelos estatutos do Priorado de Sião que tinham sido divulgados, ao menos ostensivamente, de uma instituição dedicadamente católica. Não muito depois da publicação desta carta, Lionel Burrus foi morto em um acidente de carro que matou outras seis vítimas também. Pouco antes de sua morte, contudo, sua carta provocou uma resposta até mesmo mais curiosa e provocante de que aquele que ele próprio havia escrito. Esta resposta foi publicada em um panfleto impresso particularmente sob o nome de S. Roux.

Em certos aspectos o texto de S. Roux pareceria ecoar o ataque original a Schidlof que causou a carta de Schidlof. Ele também acusa Burrus de ser jovem, super-zeloso, irresponsável e inclinado a falar demais. Mas enquanto parece condenar a posição de Burrus, o panfleto de Roux não apenas confirma os fatos, mas realmente elabora sobre eles. Leo Schidlof, S. Roux afirma, era um dignatário da Grande Loja Suiça Alpina, a grande loja maçonica que imprimiu certos Documentos do Priorado. Segundo S. Roux, Schidlof ‘não escondia seus sentimentos de amizade pelo Bloco Oriental’. E quanto as afirmações de Burrus sobre a Igreja, S. Roux continua: não se pode dizer que a Igreja seja ignorante da linhagem de Razes, mas deve ser lembrado que todos os seus descendentes, desde Dagoberto, tem sido agitadores secretos contra a linhagem real da França e contra a Igreja e que eles tem sido a fonte de todas as heresias. O retorno de um descendente Merovíngio ao poder compreenderia para a França a proclamação de uma monarquia popular aliada a URSS, e o triunfo da Livre Maçonaria; em resumo, o desaparecimento da liberdade religiosa. Se tudo isso soa muito mais do que extraodinário, as declarações conclusivas do panfleto de S. Roux são até mesmo ainda mais: Quanto a questão da propaganda Merovíngia na França, todo mundo sabe que a publicidade da Antar Petrol, com um rei Merovíngio sustentando um Lírio e um Círculo, é um apelo popular a favor do retorno dos Merovíngios ao poder. E não se pode mais que imaginar o que Lobineau estava preparando ao tempo de sua morte em Viena, ns vésperas das profundas mudanças na Alemanha. Não é também verdade que Lobineau preparou na Áustria um futuro acordo recíproco com a França? Não foi este a base do acordo franco-russo? Não surpreendetemente estavamos profundamente estupefatos, imaginando sobre o que, diabos, S. Roux estaria falando. Se algo, ele pareceu ter ultrapassado Burrus em falta de lógica. Como o boletim que Burrus havia atacado, S. Roux liga os objetivos políticos tão aparentemente diversos e discordantes quanto a hegemonia soviética e a monarquia popular. Ele vai mais adiante do que Burrus ao dizer que ‘todo mundo sabe que o emblema de uma companhia de petróleo seja uma forma sutil de propaganda para uma causa aparentemente desconhecida e absurda. Ele aponta para as abrangentes mudanças na França, Alemanha e Áustria como se estas mudanças já estivessem ‘nas cartas’, se não fatos consumados. E ele fala de um misterioso acordo franco-russo como se este acordo fosse um assunto de conhecimento público. A primeira leitura, o panfleto de S. Roux não parece fazer qualquer sentido. Um exame mais próximo nos convenceu que ele era, de fato, um outro engenhoso Documento do Priorado deliberadamente calculado para mistificar, confundir, atiçar e dar pistas de algo portentoso e monumental. Em qualquer caso isso ofereceu, de seu modo selvagemente excêntrico, uma intimação da magnitude dos assuntos envolvidos. Se S.Roux estava correto, o assunto da nossa pesquisa não estava confinado as atividades de alguma ordem cavaleiresca elusiva mas inócua dos dias recentes. Se S. Roux estivesse correto o assunto de nossa pesquisa pertencia de algum modo  aos escalões superiores da política internacional de alto nível.

Os Tradicionalistas Católicos

Em 1977 um novo e particularmente significante Documento do Priorado apareceu em um panfleto de seis páginas intitulado “O Cerco de Ulisses” escrito por um Jean Delaude. No curso de seu texto o escritor se dirige explicitamente ao Priorado de Sião. E embora ele reprocesse um material muito mais velho, ele também fornece certos detalhes novos sobre a Ordem: Em março de 1177 Bauduino foi compelido, em Saint Leonard de Acre, a negociar e preparar a constituição da Ordem do Templo, sob as diretivas do Priorado de Sião. Em 1118 a Ordem do Templo foi então estabelecida por Hugues de Payen. De 1118 a 1188 o Priorado de Sião e a Ordem do Templo partilhavam os mesmos Grão Mestres. Desde a separação das duas instituições em 1188, o Priorado de Sião tinha tido 27 Grão Mestres até os dias atuais. Os mais recentes eram: Charles Nodiers de 1801 a 1844; Vitor Hugo, de 1844 a 1885; Claude Debussy, de 1885 a 1918; Jean Cocteau de 1918 a 1963 e de 1963 até o advento da nova Ordem, o Abade Ducaud-Bourget. O que estava o Priorado de Sião preparando? Não sei, mas isso representa um poder capaz de confrontar o Vaticano nos dias a seguir. O Monsenhor Lefebvre é o mais ativo e terrrível membro, capaz de dizer: “Vocês me fazem Papa e eu lheis farei Rei”. HÁ dois novos fragmentos importantes de informação neste extrato. Um é a alegada afiliação ao Priorado de Sião do Arcebispo Marcel Lefebvre. Monsenhor Lefebvre com certeza, representa a ala extremamente conservadora da Igreja Católico Romana. Ele foi vociferantemente expressivo contra o Papa Paulo VI, a quem ele flagrante e excentricamente desafiou. Em 1976 e 1977, de fato, ele foi explicitamente ameaçado de excomunhão; e sua fervorosa indiferença a esta ameaça quae precipitou um cisma eclesiástico em escala completa. Mas como reconciliamos um  militante católico linha dura como Monsenhor Lefebvre com um movimento e uma Ordem que era hermética, se não claramente herética, em orientação? Parecia não haver explicação para esta contradição: a menos que Monsenhor Lefebvre fosse um representante dos dias modernos da Livre Maçonaria do século XIX associada com o Hieron du Val d’Or , a ‘Livre Maçonaria cristã, aristocrática e hermética’ que presumidamente se via como mais catolica que o Papa.

O segundo maior ponto no extrato citado acima é, com certeza, a identificação do Grão Mestre atual do Priorado do Sião como o Abade Ducaud-Bourget. François Ducaud-Bourget nasceu em 1897 e se treinou para o sacerdócio muito previsivelmente no Seminário de São Suspílcio. Ele portanto é provável de ter conhecido muitos dos Modernistas daquele tempo e, muito possivelmente, Emile Hoffet. Subsequentemente ele foi o Capelão do Convento da Soberana Ordem de Malta. Por suas atividades durante a Segunda Grande Guerra ele recebeu a Medalha da Resitência e a Cruz de Guerra. Hoje ele é reconhecido como um distinto homem de Letras e membro da Academia Francesa, um biógrafo de importantes escritores católicos franceses como Paul Claudel e Francois Mauriac, e altamente estimado por seu próprio direito. Como Monsenhor Lefebvre, o Abade Ducaud-Bourget assumiu uma posição de oposição militante ao Papa Paulo VI. Como o Monsenhor Lefebvre, ele é um aderente da Missa Tridentina. Como Monsenhor Lefebvre, ele tem se proclamado um ‘tradicionalista’, adamantemente se opondo a reforma eclesiástica ou qualquer tentativa de ‘modernizar’ o catolicismo romano. Em 22 de maio de 1976 ele foi proibido de administrar a confissão e a absolvição e, como Monsehor Lefebvre, ele claramente desafiou a interdição imposta a ele por seus superiores. Em 27 de fevereiro de 1977 ele liderou mil tradicionalistas católicos em sua ocupação da Igreja de Saint-Nicolas-du-Chardonnet em Paris. Se Marcel Lefebvre e François Ducaud-Bourget parecem ser de ‘ala direita’ teologicamente, eles assim o seriam igualmente politicamente. Antes da Segunda Grande Guerra, Monsenhor Lefebvre estava associado com a Ação Francesa, a extrema direita da política francesa naquele tempo, que partilhava de certas atitudes em comum com o Nacional Socialismo na Alemanha. Mais recentemente o ‘arcebispo rebelde’ atrai considerável notoriedade por calorosamente endossar o regime militar na Argentina. Quando questionado sobre sua posição, ele respondeu que tinha cometido um engano. Ele não queria dizer Argentina, mas Chile! François Ducaud-Bourget não parece ser tão extremo; e suas medalhas, a qualquer nível, atestam a atividade patriótica anti-germanica durante a guerra. Não obstante, ele tem expressado uma alta consideração por Mussolini, e a esperança que a França “recupere seu senso de valores sob a orientação de um novo Napoleão’. Nossa primeira suspeita era que  Marcel Lefebvre e François Ducaud-Bourget não eram, de fato, afiliados ao Priorado de Sião, mas que alguém tenha tentado embaraça-los ao alinha-los as mesmos forças que eles, na teoria, mais vigorosamente se opõem. Ainda que segundo os estatutos que temos obtido da polícia francesa, o sub-título do Priorado de Sião fosse Cavalaria das Instituições das Regras Católicas da União Independente e Tradicionalista.

Uma instituição com um tal nome pode muito bem acomodar indivíduos como Marcel Lefebvre e François Ducaud Bourget. Pareceu-nos uma segunda explicação possível, uma explicação muito distanciada admitidamente, mas uma que ao menos responderia pela contradição com a qual os confrontávamos. Talvez Marcel Lefebvre e François Ducaud Bourget não fossem o que pareciam ser. Talvez eles fossem algo mais. Talvez, na realidade, eles fossem agentes provocadores cujo objetivo era sistematicamente criar o turbilhão, a dissenção, fomentar um cisma incipiente que ameaçasse o pontificado do Papa Paulo VI. Tais táticas estariam de acordo com as sociedades secretas descritas por Charles Nodier, bem como nos Protocolos dos Sábios de Sião. E um número de comentadores recentes – jornalistas, bem como autoridades eclesiásticas – tem declarado que o Arcebispo Lefebvre estaria trabalhando para, ou sendo manipulado, por alguém mais. Tão adiantada quanto possa ser a nossa hipótese, há uma lógica coerente subjacente a ela. Se o Papa Paulo VI fosse visto como um inimigo, e alguém quisesse força-lo a uma posição mais liberal, como conseguir isso? Não pela agitação de um ponto de vista liberal. Isto somente teria afirmado o papa mais firmemente em seu conservadorismo. Mas que tal se alguém adotasse uma posição até mesmo mais raivosamente conservadora que a do Papa Paulo VI? Isto não o forçaria, a despeito de seus desejos ao contrário, a uma posição crescentemente liberal? E o que, certamente é o que o Arcebispo Lefebvre e seus colegas realizaram o feito sem precedentes de lançar o Papa como um liberal. Se as nossas conclusões são ou não válidas, pareceu claro que o Arcebispo Lefebvre, como tantos outros indivíduos em nossa investigação, era conhecedor de algum segredo momentoso e explosivo. Em 1976, por exemplo, sua excomunhão parecia eminente. A imprensa, de fato, a estava esperando para qualquer dia, pelo Papa Paulo VI, confrontado pelo desafio abrasado e repetido, que parecia não ter alternativa. Ainda que, no último minuto, o Papa recuasse. Ainda não está claro porque ele precisamente assim o fez, mas o seguinte trecho do ‘Guardian’, datado de 30 de agosto de 1976 sugere uma pista: ‘A equipe de sacerdotes do Arcebispo na Inglaterra… acredita que seu líder ainda tenha uma poderosa arma eclesiástica a usar em sua disputa com o Vaticano. Ninguém dá uma pista de sua natureza, mas o Padre Peter Morgan, o líder do grupo… a descreve como sendo algo ‘abalador da Terra’. Que tipo de assunto ‘abalador da Terra’ ou ‘arma secreta’ pode então intimidar o Vaticano? Que tipo de espada de Damocles, incisível ao mundo ao largo, podia estar sendo mantida sobre a cabeça do pontifice?  Seja o qe fosse, certamente parece ter se mostrado eficaz. Parece, de fato, ter deixado o arcebispo inteiramente imune da ação punitiva de Roma. Como escreveu Jean Delaud, Marcel Lefebvre de fato pareceu “representar um poder capaz de confrontar o Vaticano diretamente, se necessário. Mas para quem ele alegadamente disse ou dirá: ‘Faça-me Papa e eu o farei Rei’?

O Convento de 1981 e os Estatutos de Cocteau

Mais recentemente, algumas das matéria que cercam François Ducaud-Bourget parecem ter sido esclarecidas. Este esclarecimento tem resultado de um súbito da publicidade que o Priorado de Sião, durante 1980 e 1981, tem recebido na França. Esta publicidade tem feito disso algo de um nome familiar. Em agosto de 1980 a revista popular Bonne Soiree, um tipo de amálgama entre o suplemento British Sunday e o Guia Americano de TV,publicou uma apresentação em duas partes sobre o mistério de Renes-le-Chateau e o Priorado de Sião. Nesta apresentação Marcel Lefebvre e François Ducaud-Bourget são explicitamente ligados ao Sião. Ambos são ditos terem feito uma visita recente a um dos sítios sagrados de Sião, a vila de Sainte-Colombe em Nevers, onde o domínio Plantard do Castelo de Barberie estava situado antes de sua destruição pelo Cardeal Mazarin em 1659. Por este tempo nós mesmos tinhamos estabelecido por telefone e contacto postal com o Abade Ducaud-Bourget. Ele se provou bastante cortês. Mas suas respostas a maioria de nossas perguntas eram vagas, senão evasivas; e, não surprendentemente, ele desaprovou toda afiliação ao Priorado de Sião. Esta desaprovação foi reiterada em uma carta que, pouco depois, ele dirigiu a Bonne Soiree.

Em 22 de janeiro de 1981 um curto artigo apareceu na imprensa francesa, do qual vale a pena citar a maior parte: “uma real sociedade secreta de 121 dignatários, o Priorado de Sião, fundada por Godfroi de Bouillon em Jerusalém em 1099, tem numerado entre seus Grão Mestres Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Jean Cocteau. Esta Ordem reuniu-se em sua convenção em Blois em 17 de janeiro de 1981 [a prévia convenção datando de 5 de junho de 1956, em Paris]. Como resultado desta recente convenção em Blois, Pierre Plantard de Saint-Clair foi eleito Grão Mestre da Ordem por 83 dos 93 votos na terceira votação. Esta escolha do Grão Mestre marca um passo decisivo na evolução da concepção da Ordem e o espírito em relação ao mundo; porque todos os 121 dignatários do Priorado de Sião são todos eminências pardas das altas finanças e da política internacional ou sociedades filosóficas; e Pierre Plantard é um descendente direto, por Dagoberto II, dos reis Merovíngios. Sua descendência tem sido provada legalmente pelos pergaminhos da Rainha Blanche de Castilha, descobertos pelo Abade Sauniere em sua Igreja em Rennes-le-Chateau [rude] em 1891. Estes documentos foram vendidos pela sobrinha do sacerdote em 1965 ao Capitão Roland Stanmore e Sir Thomas Frazer, e foram depositados em um cofre de segurança do ‘Lloyds Bank Europe Limited of London’.”‘

Pouco antes desse item aparecer na imprensa , tinhamos escrito a Philippe de Cherisey, com o qual já haviamos estabelecido contacto e cujo nome figurava tão frequentemente quanto o de Pierre Plantard como um portavoz para o Priorado de Sião. Em resposta a uma das perguntas que fizemos a ele, M. de Cherisey declarou que François Ducaud-Bourget não tinha sido eleito Grão Mestre por um córum apropriado. Sobretudo, ele declarou, o Abade Ducaud-Bourget tinha publicamente repudiado sua afiliação a Ordem. Esta última avaliação pareceu não clara. Fez mais sentido, contudo, no contexto de algo que M. de Cherisey incluiu em sua carta. Algum tempo antes, tinhamos obtido da sub-prefeitura de Saint-Julien, os estatutos do Priorado do Sião. Uma cópia destes mesmos estatutos tem sido publicada em 1973 por uma revista francesa. Contudo, nos tem sido dito em Paris por Jean Luc Chaumiel que estes estatutos eram fraudulentos. Nesta carta M. de Cherisey incluiu uma cópia do que ele disse serem os verdadeiros estatutos do Priorado do Sião traduzidos do latim. Estes estatutos tem a assinatura de Jean Cocteau; e a menos que eles tenham sido executados por um falsificador muito talentoso, a assinatura era autêntica. Certamente não podemos distingui-la de outros espécimens da assinatura de Cocteau. Sob esta base, estamos inclinados a aceitar os estatutos nos quais a asssinatura está apensada como genuínos. Eles são estabelecidos como se segue:

Artigo Um – é formada entre os que assumam esta presente constituição e aqueles que devem subsequentemente se unir e cumprir as seguintes condições, uma ordem iniciática de cavalaria, cujos usos e costumes repousam sobre a fundação feita por Godfroi VI, chamado Pioi, Duque de Bouillon, em Jerusalém em 1099 e reconhecido em 1100.
Artigo Dois – A ordem é chamada ‘Sionis Prioratus’ ou “Priorado de Sião’.
Artigo Três – O Priorado de Sião tem como seu objetivo a perpetuação da ordem tradicionalista de cavalaria, seu ensino iniciático e a criação entre os membros de assistência mútua, tanto moral quanto material, em todas as circunstâncias.
Artigo Quatro – A duração do Priorado de Sião é ilimitada.
Artigo Cinco – O Priorado de Sião adota, como seu ofício representativo, o domicílio do Secretário Geral nomeado pela Convenção. O Priorado de Sião não é uma sociedade secreta. Todos os seus decretos, bem como seus registros e compromissos, estão disponíveis ao público no texto em latim.
Artigo Seis – O Priorado de Sião compreende 121 membros. Dentro destes limites, é aberto a todas as pessoas adultas que reconhecem suas metas e aceitam as obrigações especificadas na presente constituição. Os membros são admitidos sem consideração a sexo, raça ou idéias filosóficas, políticas e religiosas.
Artigo Sete – Não obstante, no caso que um membro deva designar na escrita um de seus descendentes para sucede-lo, a convenção deve aceder a esta solicitação e pode, se necessário, no caso de menor idade, assumir a educação do acima designado.
Artigo Oito – Um futuro membro deve fornecer, para sua iniciação no primeiro grau, um robe branco com uma corda, a sua própria custa. Pelo tempo de sua admissão no primeiro grau, o membro mantém o direito de voto. Na admissão o novo membro deve jurar servir a Ordem em todas as circunstâncias, bem como trabalhar pela Paz e o respeito pela vida humana.
Artigo Nove – Em sua admissão o membro deve pagar uma taxa simbólica. a quantidade sendo discricionária. A cada ano ele deve enviar ao Secretário Geral uma contribuição vountária para a Ordem, a quantida sendo decidida por ele mesmo.
Artigo Dez – Na admissão o membro deve fornecer um certificado de nascimento e um espécimen de sua assinatura.
Artigo Onze – Um membro do Priorado do Sião contra o qual uma sentença tenha sido pronunciada em um tribunal por uma ofensa a lei comum pode ser suspenso de seus deveres e títulos bem como de sua afiliaçao.
Artigo Doze – A assembléia geral de membros é quem designa a convenção. Nenhuma deliberação na convenção deve ser considerada válida se o número de membros presentes é menos de 81. O voto é secreto e é dado por meio de bolas brancas e pretas. A ser adotado, todas as moções devem receber 81 bolas brancas. Todas as moções que não receberem 81 bolas brancas em um voto não podem ser re-submetidas.
Artigo Treze – A Convenção do Priorado de Sião sozinha decide, com uma maioria de 81 votos dos 121 membros, todas as mudanças na constituição e o regulamento interno do cerimonial.
Artigo Quatorze – Todas as admissões devem ser decididas pelo Conselho dos 13 Rosacruz. Títulos e deveres devem ser conferidos pelo Grão Mestre do Priorado de Sião. Os membros são admitidos por seu ofício para a vida. Seus títulos revertem por direito a um de seus filhos escolhido por eles sem consideração de sexo. O filho assim designado pode fazer um ato de renúncia de seus direitos, mas não pode transferir este ato a favor de um irmão, irmã, parente ou outra pessoa. Ele não pode ser readmitido pelo Priorado de Sião.
Artigo     Quinze – Dentro de 27 dias completos, dois membros serão solicitados para contactarem um futuro membro para obter seu consentimento ou sua renúncia. No caso de um dever de aceitação depois de um período de reflexão de 81 dias completos, a renúncia deve ser legalmente formalizada
Artigo Dezesseis – Em virtude do direito hereditário confirmado pelos artigos precedentes, os deveres e títulos de Grão Mestre do Priorado de Sião devem ser transmitidos ao seu sucessor segundo as mesmas prerrogativas. Em caso de vacância do ofício de Grão Mestre, e na ausência de um sucessor direto, a convenção deve realizar uma eleição por três anos, renováveis por consentimento tácito.
Artigo Dezessete – Todos os decretos devem ser votados pela Convenção e receberem validação pelo selo do Grão Mestre. O Secretário Geral é nomeado pela Convenção por três anos, renováveis por consentimento tácito. O Secretário Geral deve ter o Grau de Comandante para realizar seus deveres. As funções e deveres não são pagas.
Artigo Dezoito – A hierarquia do Priorado de Sião é composta de cinco graus:
primeiro Nautonnier número :1
Arche de segundo Cruzado número:313
RosaCruz terceiro coamandante número:9
quarto cavaleiro número:27
o nono quinto escudeiro número: 81 comandos
número total:121 do Templo

Artigo Dezenove – Há 243 Irmãos Livres, chamados Preux, ou, desde o ano de 1681, Filhos de São Vicente que não participam  dos votos e nem das Convenções mas aos quais o Priorado de Sião concede certos direitos e privilégios de conformidade com o decreto de 17 de janeiro de 1681.
Artigo Vinte – Os fundos do Priorado do Sião são compostos de doações e taxas de seus membros. Uma reserva, chamada ‘patrimonio da Ordem’ é estabelecida pelo Conselho dos 13 Rosacruz. Este tesouro só pode ser usado no caso de absoluta necessidade e grave perigo ao Priorado de Sião e seus membros.
Artigo Vinte e Um – A Convenção é convocada pelo Secretário Geral quando o Conselho dos Rosacruz julgue isso útil.
Artigo Vinte e Dois –  A desaprovação da afiliação no Priorado de Sião, manifestada publicamente e por escrito, sem causa ou perigo pessoal, deve incorrer na exclusão do membro, que deve ser pronunciada pela Convenção.

O texto da constituição em vinte e dois artigos segundo o texto original e as modificações de 5 de junho de 1956. A assinatura do Grão Mestre Jean Cocteau. Em certos detalhes, estes estatutos são diferentes dos estatutos que recebemos da policia francesa e da informação relacionada ao Sião nos Documentos do Priorado. O último mostra um total de afiliação de 1.093, o anterior de 9.841. Segundo os artigos citados acima, a afiliação total de Sião, incluindo os 243 Filhos de São Vicente, é de apenas 364. Os Documentos do Priorado, sobretudo, estabelecem uma hierarquia de sete graus. Nos estatutos que recebemos da policia francesa esta hierarquia se expande para nove. Segundo os artigos citados acima há apenas cinco graus na hierarquia. E as apelações específicas destes graus diferem também das fontes anteriores.

Estas contradições bem podem ser a evidência de algum tipo de cisma, ou cisma incipiente, dentro do Priorado de Sião, datando por volta de 1956 quando os Documentos do Priorado pela primeira vez começaram a aparecer na Biblioteca Nacional. E de fato,  Philippe de Cherisey alude justamente a um tal cisma em um artigo recente. Ele ocorreu entre 1956 e 1958, ele diz, e ameaçou assumir as proporções de rachadura entre Sião e a Ordem do Templo em 1188, marcada pelo ‘corte do elmo’. Segundo Cherisey, o cisma foi evitado pelo talento diplomático de M. Plantard, que trouxe os potenciais desertores de volta ao grupo. Em qualquer caso, e seja qual for a política interna do Priorado de Sião, a Ordem, como da Convenção de janeiro de 1981, pareceria constituir um todo unificado e coerente.

Se François Ducaud-Bourget foi Grão Mestre do Priorado de Sião, pareceria claro que ele não o era no presente. Cherisey declarou que ele não tinha sido eleito pelo córum necessário. Isto pode significar que ele foi eleito pelos incipientes cismáticos. É incerto se ele está sujeito a [ou em violação do] artigo vinte e dois dos estatutos. Podemos assumir que sua afilação ao Sião, seja qual for que possa ter sido no passado, não mais existe. Os estatutos citados podem parecer esclarecer o status de François Ducaud-Bourget. Eles deixam claro, de qualquer modo, o princípio de seleção que governa os Grão Mestres do Priorado de Sião. Agora é compreensível porque o Grão Mestrado deva passar, como o faz, para dentro e para fora de uma particular linhagem sanguínea e rede interligada de genealogias. A princípio, deveria ser hereditário, transmitido através dos séculos por um agrupamento interligado de famílias afirmando descendência Merovíngia. Onde não há um reclamante elegível, contudo, ou quando o designado declina o status oferecido a ele, o Grão Mestrado, presumivelmente de acordo com os procedimentos ressaltados no estatutos, era conferido a um externo escolhido. Seria nestas bases que indíviduos como Leonardo, Newton, Nodier and Cocteau encontraram seu caminho na lista.

M. Plantard de Saint-Clair

Entre os nomes que figuravam mais proeminente e recorrentemente nos vários Documentos do Priorado estava aquele da família Plantard. E entre os numreosos indivíduos associados ao mistério de Sauniere e de Rennes-le-Chateau o mais autoritativo pareceu ser o de Pierre Plantard de Saint-Clair. Segundo as genealogias nos Documentos do Priorado, M. Plantard é um descendente linear do Rei Dagoberto II e da dinastia Merovíngia. Segundo as mesmas genealogias, ele é também um descendente linear dos proprietários do Castelo Barberie, a propriedade destruída pelo Cardeal Mazarin em 1659. Por todo o curso da pesquisa temos repetidamente encontrado o nome de M. Plantard. De fato, até onde diga respeito a liberação de informação durante dos últimos vinte e cinco anos, todas as trilhas parecem levar ultimamente a ele. Em 1960, por exemplo, ele foi entrevistado por Gerard de Sede e falou de ‘um segredo internacional’ escondido em Gizors. Durante a subsequente década ele parece ter sido uma maior fonte de informação para os livros de de Sede sobre Gizors e Rennes-le-Chateau. Segundo revelações recentes, o avô de M. Plantard era um conecido pessoal de Berenger Sauniere. E o próprio M. Plantard provou possuir um número de tratos de terra nas vizihanças de Rennes-le-Chateau e Rennes-le-Bains, incluindo a montanha de Blanchefort. Quando nós entrevistamos o antiquário do centro em Stenay, em Arennes, nos foi dito que o sítio da Velha Igreja de São Dagoberto também era de propriedade de M. Plantard. E segundo os estatutos que obtivemos da polícia francesa, M.  Plantard estava listado como Secretário Geral do Priorado de Sião. Em 1973 uma revista francesa publicou o que parece ser uma transcrição de uma entreista telefonica com M. Plantard. Não surpreendentemente ele não disse muita coisa. Como pode ser esperado, suas declarações foram alusivas, crípticas e de elevação provocante, de fato, mais perguntando do que respondendo. Assim, por exemplo, quando falava da linhagem sanguinea Merovíngia e duas afirmações reais, ele declarou, ‘você deve explorar as origens de certas grandes famílias francesas e você então compreenderá como um personagem chamado Henri de Montpezat pode um dia se tornar rei’. E quando perguntado sobre os objetivos do Priorado de Sião, M. Plantard respondeu de uma maneira cuja evasividade era previsível. ‘Não posso dizer a você isso. A sociedade a que estou ligado é extremamente antiga. Meramente sucedi outros, um ponto em uma sequência. Somos os guardiães de certas coisas. E sem publicidade.’

A mesma revista francesa também publicou um esquete de M.Plantard, escrito por sua primeira esposa, Anne Lea Hisler, que morreu em 1971. Se a revista é para ser acreditada, este esquete apareceu pela primeira vez na revista CIRCUIT, a própria publicação interna do Priorado de Sião para a qual é dito que M. Plantard tenha escrito regularmente sob o pseudônimo de Chyren: ‘Não vamos nos esquecer que este psicólogo foi amigo de personagens tão diversas quanto o Conde Israel Monti, um dos irmãos de Holy Vehm, Gabriel Trarieux d’Egmont, um dos treze membros da Rosacruz, Paul Lecour, o filósofo sobre a Atlântida, o Abade Hoffet do Serviço de Documentação do Vaticano,  Th. Moreaux, o diretor do Conservatório em  Bourges, etc. Vamos lembrar que durante a Ocupação, ele foi preso, sofreu tortura pela Gestapo e foi internado como um prisioneiro político por longos meses. Em sua capacidade de doutor nas ciências arcanas, ele aprendeu a apreciar o valor da informação secreta, que sem dúvida o levou a receber o título de membro honorário de várias sociedades herméticas. Tudo isso foi a formar uma personagem singular, um místico da paz, um apóstolo da liberdade, um asceta cujo ideal é servir ao bem estar da humanidade. Portanto é perplexante que ele deva se tornar uma das eminências pardas das quais este mundo busca o conselho? Convidado em 1947 pelo Governo Federal da Suiça, ele residiu por vários anos lá, perto do Lago Uman, onde númerosas cargas de missões e delegados do mundo inteiro são reunidos.’ Madame Hisler indubitavelmente pretendia que este fosse um brilhante retrato. Os torna vaga e parabólica. Sobretudo, as diversas pessoas listadas como distinguidos conhecidos de M. Plantard são, para dizer o mínimo, um grupo muito estranho.

Por outro lado, os contratempos de Plantard com a Gestapo pareceriam apontar para alguma ação louvável durante a Ocupação. E nossas próprias pesquisas eventualmente tiveram a evidência documental. Já em 1941 Pierre Plantard tiha começado a editar o jornal de Resistência Vaincre, publicado em um subúrbio de Paris. Ele foi aprisionado pela Gestapo por mais de um ano, de outubro de 1943 até o fim de 1944. Os amigos e associados de Plantard provaram incluir indivíduos muito mais conhecidos do que aqueles listados por Madame Hisler. Eles incluiam Andre Malraux e Charles de Gaulle. De fato as ligações de Plantard aparentemente se estendiam bem nos corredores do poder. Em 1958, por exemplo, a Algeria se levantou em revolta e o General de Gaulle  conseguiu retornar a presidência da França. Ele parece ter se voltado especificamente a M. Plantard por ajuda. M. Plantard, junto com Andre Malraux e outros, parecem ter respondido ao mobilizar os chamados ‘Comitês de Segurança Pública’ que desempenharam um papel crítico para o retorno de de Gaulle ao Palácio Elysee. Em uma carta datada de 29 de julho de 1958, de Gaulle pessoalmente agradeceu a Plantard os seus serviços. Em uma segunda carta, datada de cinco dias mais tarde, o General requisitou a Plantard que os Comitês, tendo atingido seu objetivo, fossem debandados. Por um comunicado oficial na imprensa e no rádio Plantard dissolveu os comitês. É desnecessario dizer, nos tornamos crescentemente ansiosos, na medida em que progredia a nossa pesquisa, em fazer conhecimento com Plantard. A primeira vista não havia muita possibilidade de se o fazer, contudo, Plantard pareceu ser não rastreável e parecia não haver meio pelo qual nós, como indivíduos particulares, pudessemos possivelmente localiza-lo. Então, durante o ínício da primavera de 1979, embarcamos em outro filme sobre Rennes-le-Chateau para a BBC, que colocou os recursos dela a nossa disposição. Foi sob os auspícios da BBC que afinal conseguimos estabelecer contacto com Plantard e o Priorado de Sião.

As pesquisas iniciais foram realizadas por uma inglesa, uma jornalista vivendo em Paris, que trabalhava em vários projetos para a BBC e havia adquirido uma imponente rede de ligações pela França, através da qual ela tentou localizar o Priorado de Sião. De início, seguindo sua busca pelas lojas maçonicas e a sub-cultura esotérica parisiense, ele encontrou a previsível tela de fumaça de mistificação e contradição. Um jornalista a avisou, por exemplo, que qualquer um sondando Sião tão estreitamente mais cedo ou mais tarde seria morto. Um outro jornalista disse a ela que Sião de fato existiu durante a Idade Média, mas não existia mais hoje em dia. Um oficial da Grande Loja Alpina, por outro lado, relatou que Sião existia hoje, mas era uma organização moderna que nunca tinha existido no passado, ele disse. Tecendo seu caminho por este tumulto de confusão, nossa pesquisadora afinal estabeleceu contacto com Jean Luc Chaumiel que havia entrevistado Plantard para uma revista e escrito extensamente sobre Sauniere, Rennes-le-Chateau e o Priorado de Sião. Ele próprio não era um membro do Sião , disse Chaumiel, mas podia contactar Plantard e possivelmente arranjar um encontro para nós. Neste meio tempo, ele forneceu a nossa pesquisadora fragmentos adicionais de informação. Segundo Chaumiel, o Priorado de Sião não era, falando estritamente, uma sociedade secreta. Ela meramente deseja ser discreta sobre sua existência, suas atividades e sua afiliação. A entrada no Journal Officiel, M. Chaumeil declarou, era espúria, colocada lá por certos ‘membros desertores’. Chaumiel confirmou nossa suspeita que Sião entretivesse ambiciosos planos políticos para um futuro próximo. Dentro de poucos anos, ele avaliou, haverá uma mudança dramática no governo francês, uma mudança que pavimentará o caminho para uma monarquia popular com um governante Merovíngio no trono. E Sião, ele avaliou posteriormente, estaria por trás desta mudança como tem estado por trás de numerosas outras mudanças importantes por séculos. Segundo Chaumiel, Sião era anti-materialista e pretende presidir a restauração dos ‘verdadeiros valores’; estes valores pareceriam serem espirituais, talvez de caráter esotérico. Estes valores, explicou Chaumiel, eram ultimamente pré cristãos a despeito da ostensiva orientação cristã de Sião, a despeito da ênfase católica em seus estatutos.

M. Chaumeil também reiterou que o Grão Mestre de Sião naquele tempo era François Ducaud-Bourget. Quando perguntado como o mais recente tradicionalismo católico podia ser reconciliado com os valores pré cristãos, Chaumiel respondeu cripticamente que teriamos que perguntar ao próprio Abade Ducaud-Bourget. Chaumiel enfatizou a antiguidade do Priorado de Sião bem como o a largura de sua afiliação. Ele incluia, ele disse, membros de todas as esferas da vida. Seus objetivos, ele acrescentou, não estavam exclusivamente confinados a restaurar a linhagem sanguinea Merovíngia. E a este ponto, Chaumiel fez uma curiosa declaração a nossa pesquisadora. Nem todos os membros do Priorado eram judeus. A implicação deste aparente non sequitur é óbvia que membros da Ordem, se não de fato muitos, são judeus. E novamente fomos confrontados com uma surpreendente contradição. Até mesmo se os estatutos fossem espúrios, como podemos reconciliar uma Ordem com afiliação judaica e um Grão Mestre que abraçou o extremo tradicionalismo católico e cujos amigos incluem Marcel Lefebvre, um homem conhecido por declarações que beiram o anti-semitismo? Chaumiel fez outras declarações perplexantes também. Ele falou, quanto a linhagem sanguinea Merovíngia e cuja ‘missão sagrada era portanto óbvia’. Esta avaliação é ainda mais perplexante porque não há um Príncipe de Lorraine conhecido hoje, nem mesmo um titular. Estava Chaumiel implicando que de fato exista um tal príncipe, vivendo talvez incógnito? Ou ele queria dizer um ‘príncipe’ em um sentido mais amplo de ação? Neste caso, o presente príncipe [como oposto ao príncipe] de Lorraine é o Dr. Otto von Habsburg, que é o titular duque de Lorraine. No todo, as respostas de Chaumiel eram menos respostas do que bases para futuras perguntas e a nossa pesquisadora, no curto tempo de preparação permitido a ela, não sabia precisamente que perguntas fazer. Ele fez um considerável progresso, contudo, ao ressaltar o interesse da BBC no assunto; porque a BBC, no continente, desfruta de consideravelmente mais prestígio do que ela o tem na Bretanha e ainda é um nome a ser conjurado. Em consequência a perspectiva do envolvimento da BBC não foi tomado superficialmente. Propaganda é uma palavra forte demais, mas um filme da BBC que anfatisasse e autenticasse certos fatos certamente teria sido um meio atraente de ganhar credencial e criar um clima psicologico ou atmosfera, especialmente no mundo de lingua inglesa. Se os Merovíngios e o Priorado de Sião se tornassem aceitos como ‘dados históricos’ ou geralmente reconhecidos fatos como, digamos, a Batalha de  Hastings ou o assassinato de Thomas a Becket isto patentemente teria sido para a vantagem de Sião. Foi indubitavelmente tais considerações que levaram Chaumiel a telefonar para Plantard.

Eventualmente em março de 1979, o nosso produtor, Roy Davies e seu pesquisador funcionando como ligação, um encontro foi arrranjado entre Plantard e nós. Quando isso ocorreu, tinha algo de um encontro entre os padrinhos da Máfia. Ele foi realizado em ‘solo neutro’ em um cinema de Paris alugado pela BBC para a ocasião, e todas as partes foram acompanhdas por uma entourage. Plantard provou ser um digno e cortês homem de discreta origem aristocrática, sem ser ostentoso na aparência, com uma maneira de falar graciosa, volátil e suave. Ele apresentou enorme erudição e uma imprenssionante agilidade mental, um dom para o seco, inteligente, travesso mas não de qualquer modo barbado repratriado. Havia frequentemente um piscar indulgente, gentilmente divertido, em seus olhos, uma qualidade quase avuncular. Por todo seu modo modesto, não assertivo, ele exercia uma autoridade imposta sobre seus companheiros. E havia uma marcada qualidade de ascetismo e austeridade sobre ele. Ele não ostentava qualquer riqueza. Sua aparência era conservadora, saborosa, despreocupadamente informal mas nem ostensivamente elegante nem manifestamente cara. Até onde pudemos reunir, ele nem mesmo dirigia um carro. Em nosso primeiro encontro, e nos dois subsequentes com ele, Plantard deixou claro para nós que ele nada diria seja o que fosse sobre as atividades de Sião ou seus objetivos no presente tempo. Por outro lado, ele se ofereceu para responder qualquer pergunta sobre  a história passada da Ordem. E embora ele se rcusasse a discutir o futuro em qualquer declaração pública ou filme, por exemplo – ele nos concedeu algumas pistas durante a conversa. Ele declarou, por exemplo, que o Priorado de Sião  de fato mantém o tesouro perdido do Templo de Jerusalém; o botim saqueado pelas legiões romanas de Tito em 70 de nossa era. Ests itens, ele afirmou, deveriam retornar a Israel ‘quando for o tempo certo’.

Mas seja qual for a importância histórica, arqueológica ou até mesmo política deste tesouro, Plantard a descartou como incidental. O verdadeiro tesouro, ele insistiu, era ‘espiritual’. E ele implicou que este ‘tesouro espiritual’ consistia, ao menos em parte, em um segredo. De algum modo não especificado o segredo em questão facilitaria uma maior mudança social. Plantard ecoou Chaumiel ao declarar que, em um futuro próximo, haveria um dramático levante na França, se não uma revolução, mas uma mudança radical nas instituições francesas que pavimentariam o caminho para a reinstalação de uma monarquia. Esta avaliação não foi feita em tom profético. Ao contrário, Plantard simplesmente nos assegurou isso, muito discretamente, muito como matéria de fato e muito definitivamente.  No discurso de Plantard há certas curiosas inconsistências. As vezes, por exemplo, quando ele pareceu estar falando em benefício do Priorado de Sião, dizia ‘nós’ e portanto indicava a Ordem. Em outras vezes, ele pareceria se distanciar da Ordem e falaria dele próprio, sozinho, como um afirmante Merovíngio, um rei por direito, e Sião como seus aliados e apoiadores. Parecia que estávamos ouvindo duas vozes distintas que nem sempre eram compatíveis. Uma das vozes era a do Secretário Geral do Sião. A outra era a do rei incógnito que ‘reina mas não governa’ e que via Sião como um tipo de conselho particular. Esta dicotmomia entre as duas vozes nunca foi satisfatoriamente resolvida e Plantard não pode ser prevalecido para explicar isso. Depois de três encontros com Plantard e seus associados, não estávamos significativamente mais sábios do que tinhamos estado antes. Fora os Comitês de Segurança Pública e s cartas de Charles de Gaulle, não recebemos indicação da influência política ou poder de Sião, ou que os homens que tinhamos encontrado estivessem em qualquer posição de transformar o governo e as instituições da França. E não recebemos qualquer indicação de porque a linhagem sanguínea Merovíngia devia ser tomada muito mais seriamente do que as várias outras tentativas de restaurar qualquer outra dinastia real.  Há vários reclamantes Stuart ao trono britânico, or exemplo, e suas declarações, ao menos no que diz respeito aos modernos historiadores, repousam em uma base mais sólida do que aquela dos Merovíngios. Para este assunto, há numerosos outros reclamantes às coroas vacantes e tronos pela Europa; e há membros sobreviventes das dinastias dos Bourbon, Habsburg, Hohenzollern e Romanov.

Porque eles devem receber menos credibilidade do que os Merovíngios? Em termos de ‘legitimidade absoluta’ e de um ponto de vista puramente técnico, a afirmação Merovíngia deve de fato tomar precedência. Mas o assunto pareceria ser academico no mundo moderno; tão academico quanto, digamos, os contemporaneos irlandeses se provarem descendentes dos Altos Reis de Tara. Novamente consideramos descartar o Priorado de Sião como uma seita menor ‘marginal lunática’ se não como uma completa farsa. E ainda que toda nossa pesquisa tenha indicado que a Ordem, no passado, tinha um poder real e estado envolvida nos assuntos de importancia internacional de alto nível. Até mesmo hoje há mais sobre isto do que encontra o olho. Nada há de mercenário sobre isso, por exemplo, ou explorador de qualquer modo. Assim o tivesse desejado Plantard, ele podia ter virado o Priorado de Sião em um caso altamente lucrativo como muitos outros cultos ‘new age’ em moda, seitas e instituições. Ainda que os mais primários Documentos do Priorado permanecessem confinados a impressões particulares. E o próprio Sião não solicitou recrutas nem mesmo do modo que uma loja maçonica o faz. Sua afiliação, até onde pudemos determinar, permanece rigorosamente fixada em um número preciso, e novos membros foram admitidos apenas quando ocorreram vagas. Tal exclusividade atestou, entre outras coisas, que ele já tinha uma auto-confiança, uma certeza que ele simplesmente não precisava arrolar enxames de noviços para ganho financeiro ou qualquer outra razão. Em outras palavras, já havia algo acontecendo para isso, algo que parece ter alistado a lealdade de homens como Malraux e de Gaulle. Mas podemos seriamente acreditar que homens como Malraux e de Gaulle pretendessem restaurar a linhagem sanguinea Merovíngia?

A Política do Priorado de Sião

Em 1973 foi publicado um livro intiulado ‘As Sub-correntes de uma Ambição Política”. Este livro, escrito por um jornalista suíço chamado Mathieu Paoli, reconta as exaustivas tentativas do autor de investigar o Priorado de Sião. Como nós, Paoli eventualmente estabeleceu contacto com um representante da Ordem que ele não identifica pelo nome. Mas Paoli não tinha o prestígio da BBC por trás dele, e o representante com o qual ele se encontrou, se podemos nos basear em sua narrativa, pareceria ter um status menor que o de Plantard. Nem era um representante tão comunicativo quanto Plantard foi conosco. Ao mesmo tempo, Paoli, estando baseado no continente e desfrutando de uma maior mobilidade do que nós, foi capaz de buscar certos caminhos e tarefas da pesquisa ‘no ponto’ de um modo que não pudemos. Como resultado seu livro é extremamente valioso e contém tanta informação, de fato, que parece ser uma garantia de uma continuação, e imaginamos porque Paoli não tivese escrito uma. Quando perguntamos sobre ele, nos foi dito que em 1977 ou 1978 ele tinha recebido um tiro como um espião pelo governo israelense por uma tentativa de vender certos segredos aos árabes. A abordagem de Paoli, como ele a descreve em seu livro, foi em muitos aspectos similar a nossa. Ele também contactou a filha de Leo Schidlof em Londres; ele também ouviu de Miss Schidlof que seu pai, a seu conhecimento, não tinha qualquer ligação com sociedades secretas, livre maçonaria, ou genealogias Merovíngias. Como a nossa pesquisadora da BBC, Paoli também contactou a Grande Loja Alpina e se encontrou com o Chanceler da Loja, e de cada um recebeu uma resposta ambígua. Segundo Paoli, o Chanceler negou todo conhecimento de alguém chamado ‘Lobineau’ ou ‘Schidlof’. E quanto aos vários trabalhos de impressão Alpina, o Chanceler avaliou muito categoricamente que eles não existiam. E ainda que um amigo pessoal de Paoli que também era membro da Loja Alpina, afirmasse ter visto os trabalhos na biblioteca da Loja. A conclusão de Paoli é a seguinte: “Há uma de duas possibilidades. Dado o caráter específico dos trabalhos de Henri Lobineau, a Grande Loja Alpina que proibe toda a atividade política dentro da Suiça e portanto não quer ter envolvimento neste caso. Um outro movimento tem se apropriado do nome da Grande Loja para camuflar suas próprias atividades.

Em Versalhes, no Anexo da Biblioteca Nacional Paoli descobriu  quatro divulgações de CIRCUIT, mencionados nos estatutos do Priorado de Sião. O primeiro estava datado de 1o. de julho de 1959 e seu diretor era listado como Pierre Plantard. Mas a própria revista não suportou ser ligada ao Priorado de Sião. Ao contrario, ela se declarou o órgão oficial de algo chamado Federação das Forças Francesas. Tem até mesmo um selo, que Paoli reproduz em seu livro, e os seguintes dados:  Publication periodique culturelle de la Federation des Forces Françaises 116 Rue Pierre Jouhet, 116 Aulnay-sous-Bois (Seine-et-Oise) Te1: 929-72-49 M. Paoli examinou o endereço acima. Nenhuma revista foi algum dia publicada lá. O número telefonico também se mostrou falso. E todas as tentativas de Paoli de rastrear a Federation of French Forces se provaram fúteis. Até este dia nenhuma informação de qualquer organização como tal tem sido localizado. Mas dificilmente pareceria ser concidental que a sede francesa dos Comitês de Segurança Pública fosse também em Aulnay-sous-Bois. A Federação das Forças Francesas assim pareceria ter sido de alguma forma ligada aos comitês. Haveria uma base considerável para esta avaliação. Paoli relata que o Volume 2 do CIRCUIT alude a uma carta de de Gaulle a Pierre Plantard, agradecendo ao último por seus serviços. O serviço em questão pareceria ter sido o trabalho dos Comitês de Segurança Pública. Eles foram assinados por Pierre Plantard em seu próprio nome e sob o pseudônimo de Chyren. Anne Lea Hisler e outros com os quais estamos familiriarizados. Ao mesmo tempo, contudo, houve outros artigos de um tipo muito diferente. Alguns deles, por exemplo, falavam de uma secreta ciência de vinhas e vinicultura, o enxerto de vinhas que, aparentemente, tem alguma crucial influència em política. Isto não parece fazer sentido a menos que assumamos que as vinhas e a vinicultura eram para serem compreendidas alegoricamente; uma metáfora talvez para genealogias, para árvores de famílias e alianças dinásticas. Quando os artigos no CIRCUIT não eram arcanos ou obscuros, eles eram, segundo Paoli, ferventemente nacionalistas. Em um deles, por exemplo, assinado por Adrian Sevrette, o autor avalia não haver solução para os problemas que virão exceto por meio de novos métodos e novos homens, para a política estão mortos. O fato curioso permanece que homens não querem reconhecer isso. Existe apenas uma questão: a organização economica. Mas ainda existem homens capazes de pensar na França, como durante a Ocupação, quando os patriotas e os combatentes da Resistência não se preocupavam com as tendências politicas de seus companheiros de luta.

E do Volume 4 de CIRCUIT Paoli cita a seguinte passagem: desejamos que as 1500 cópias de CIRCUIT seja um contacto que acenda uma luz, desejamos que a voz dos patriotas seja capaz de transcender os obstáculos como em 1940, quando eles deixaram a França invadida para virem e baterem na porta de trás do líder da França Livre. Hoje, é o mesmo, antes de mais nada somos franceses, somos aquela força que combate de um modo ou outro para construir uma França limpa e nova. Isto deve ser feito com o mesmo espírito patriótico, com a mesma vontade e solidariedade de ação. Então citamos aqui o que declaramos ser uma velha filosofia. Há então a seguir um detalhado plano de governo para restaurar a França no lustre perdido. Ele insiste, por exemplo, no desmantelamento dos departamentos e na restauração das províncias; o departamento é um sistema arbitrário, criado ao tempo da Revolução, ditado e determinado por uma era de acordo com as demandas da locomoção a cavalo; hoje, ele não mais representa algo. Em contraste, a província é uma porção viva da França; é o vestígio completo de nosso passado, as mesmas bases sobre as quais formou-se a existencia de nossa nação; ela tem seu próprio folclore, seus costumes, seus monumentos, frequentemente seu dialeto local, que desejamos reclamar e promulgar. A província deve ter seu próprio aparato específico de defesa e administração, adaptada a suas necessidades específicas, com a unidade nacional.

Paoli então cita oito páginas seguintes. O material que elas contém é organizado sob os seguintes sub-títulos:
Conselho das Províncias
Conselho de Estado
Conselho Parlamentar
Trabalho de Taxas e Produção Médica Nacional
Idade da Maioria
Casa e Escolas

O plano de governo proposto sob estes sub-títulos não é desordenamente controverso e pode provalmente ser instituído com um mínimo de revolta. Nem pode o plano ser rotulado politicamente. Ele não pode ser chamado de ala direita ou de ala esquerda, liberal ou conservador, radical ou reacionário. No todo, ele parece ser bem inócuo; e alguém estaria perdido para ver em como ele necessariamente traria qualquer particular lustre perdido a França. Como diz Paoli, ‘As propostas… não são revolucionárias. Contudo, elas repousam em uma analise realista das reais estruturas do Estado francês, e estão impregnadas de um sólido bom  senso’.  Mas então o plano de governo ressaltado no CIRCUIT não faz menção explícita da base real sobre a qual, se implementado, ele presumidamente repousaria na restauração de uma monarquia popular governada por uma linhagem sanguinea merovingia. No CIRCUIT não haveria necessidade de afirmar isso, porque isso constituiria uma dádiva subjacente, uma premissa sobre a qual gira tudo o que é publicado na revista. Para os pretendidos leitores da revista a restauração da linhagem sanguínea merovíngia era claramente óbvia demais e aceita como um objetivo necessário a ser trabalhado. A este ponto, o livro de Paoli faz uma pergunta crucial. Uma pergunta que também nos tem assombrado: ‘Temos, por um lado, uma descendência escondida dos Merovíngios, e, de outro, um movimento secreto, o Priorado de Sião, cuja meta é facilitar a restauração de uma monarquia popular de linhagem Merovíngia. Mas é necessário saber se este movimento se contenta com as especulações esotérico-politicas cujo fim não juramentado é fazer muito dinheiro ao explorar a cobiça e ingenuidade do mundo] ou se este movimento é genuinamente ativo’. Paoli então considera esta questão, revendo a evidência a sua disposição. Sua conclusão é a que se segue:

‘Inquestionavelmente, o Priorado de Sião parece possuir poderosas ligações. Na realidade, qualquer criação de uma associação é submetida a um inquérito preliminar pelo Ministro do Interior. Isto obtém tão bem para uma revista, uma casa publicadora. E ainda que estas pessoas sejam capazes de publicar, sob pseudônimos, em falsos endereços, por meio de casas publicadoras não existentes, os trabalhos que não podem ser encontrados em circulação na Suiça ou na França. Há duas possibilidades. Os as autoridades do governo não estão fazendo o trabalho delas. Ou alguém mais.. . e Paoli não conclui a alternativa. Ao mesmo tempo é aparente que ele pessoalmente vê a alternativa não declarada como a mais provável das duas. A conclusão de Paoli, em resumo, é que funcionários do governo, e muitas outras pessoas poderosas  ou são membros de Sião ou obedientes a ele. Se assim o é, Sião de fato deve ser uma organização muito influente. Tendo conduzido uma extensa pesquisa por conta própria, Paoli está satisfeito com a afirmação merovíngia de legitimidade. Nesta extensão, ele admite, ele pode fazer sentido dos objetivos de Sião. Além desse ponto, contudo, ele se confessa profundamente intrigado. Qual é o ponto, ele imagina, de restaurar a linhagem merovíngia hoje, 1300 anos depois que ela foi deposta? Nos dias modernos seria um regime Merovíngio diferente de qualquer outro regime dos dias modernos? Se assim o for, como e porque? O que há de tão especial sobre os Merovíngios? Até mesmo se a afirmação deles é legítima, pareceria ser irrelevante. Porque devem tais pessoas tão poderosas e inteligentes, tanto hoje quanto no passado, dedicar não apenas sua atenção a isso mas sua lealdade também? Nos, com certeza, estamos fazendo as mesmas perguntas. Como Paoli, estavamos preparados para reconhecer a afimação Merovíngia de legitimidade. Mas qual a possível importância que uma tal declaração desfruta hoje? Pode a legitimidade técnica da monarquia realmente ser tão persuasiva e convincente como argumento? Porque, no final do século XX, deve qualquer monarquia, legítima ou não, comandar o tipo de lealdade que os Merovíngios parecem comandar?  Se estivessemos apenas lidando com um tipo de lunáticos idiossincrasicos, poderiamos descartar a matéria de antemão. Mas não estavamos. Ao contrário, nos pareceu estarmos lidando com uma organização extremamente influente que incluiu em suas fileiras alguns dos homens mais importantes, mais distinguidos, mais aclamados e mais responsáveis de nossa era. E esses homens, em muitos casos, pareciam ver a restauração da dinastia Merovíngia como uma meta suficientemente válida para transcender suas próprias diferenças pessoais políticas, sociais e religiosas. Não parece fazer sentido que a restauração de uma linhagem sanguínea de 1300 anos deva constituir uma tão vital causa célebre para tantas pessoas públicas altamente estimadas. A menos que a legitimidade não fosse a única declaração Merovíngia. A menos que eles estivessem supervisionando algo. A menos que a legitimidade fosse algo de imensa importância que diferenciasse os Merovíngios de outras dinastias. A menos, em resumo, que houvesse algo muito especial de fato sobre o sangue real Merovíngio.

Os Monarcas de Longos Cabelos

Por este tempo, com certeza, já haviamos pesquisado a dinastia Merovíngia. Até onde pudemos levar nosso caminho por uma névoa de fantasia e obscuridade cada vez mais opaca do que aquela que rodeia os cátaros e os Cavaleiros Templários. Tivemos passado alguns meses nos empenhando em desemaranhar complexas meadas de história e fábula interligadas. A despeito de nossos esforços, contudo, os Merovíngios permaneciam em sua maior parte envoltos em mistério. A dinastia Merovíngia saiu dos Sicambrianos, uma tribo de povo germânico coletivamente conhecidos como Francos. Ente os séculos V e VII os Merovíngios governaram grande parte do que agora é a Alemanha e a França. O período de sua ascendência coincide com o período do Rei Arthur, um período que constitui o estabelecimento dos romances do Santo Gral. É provavelmente o período mais impenetrável do que agora é chamado de Idade das Trevas. Mas a Idade das Trevas, descobrimos, não foram verdadeiramente escuras. Ao contrário rapidamente tornou-se aparente para nós que alguém tinha deliberadamente a obscurecido. Em que extensão a Igreja Católica exerceu um real monopólio sobre o aprendizado, e especialmente sobre a escrita, os registros que sobreviveram representam certos vestidos interesses. Quase tudo mais foi perdido ou censurado. Mas aqui e ali algo de tempo em tempo escorregou pela cortina através do passado, gotejando até nós a despeito do silêncio oficial. Destes vestígios sombrios, uma realidade pode ser reconstituida; uma realidade de um tipo mais interessante, e uma muito discordante dos dogmas da ortodoxia.

A História dos Merovíngios

Encontramos um número de enigmas que cercam as origens da dinastia Merovíngia. Geralmente se pensa em uma dinastia, por exemplo, como uma família ou casa governante que não meramente sucede uma outra família ou casa governante, mas assim o faz, em virtude de ter deslocado, deposto ou suplantado seus predecessores. Em outras palavras, pensa-se em dinastias como começando por um golpe de Estado de um tipo ou de outro, frequentemente compreendendo a extinção da previa linhagem governante. A Guerra das Rosas na Inglaterra, por exemplo, marcou uma mudança de uma dinastia. Aproximadamente um século mais tarde os Stuarts subiram ao trono inglês apenas quando os Tudors estavam extintos. E os próprios Stuarts foram depostos à força pelas casas de Orange e Hannover. No caso dos Merovíngios, contudo, não houve uma transição tão abrupta e violenta, nem usurpação, nem deslocamento, nem extinção de um regime anterior. Ao contrário, a casa que veio a ser chamada Merovíngia parece já haver governado sobre os Francos. Os Merovíngios já eram reconhecidos reis por direito e apropriadamente. Mas parece ter havido algo especial sobre um deles de forma que conferiu seu nome a uma inteira dinastia. O governante do qual os Merovíngios derivaram seu nome é a mais elusiva da realidade histórica eclipsada pela lenda. Merovee (Merovech ou Meroveus) era uma semi figura sobrenatural digna de um mito clássico. Até mesmo seu nome testemuha esta origem e caráter miraculoso. Ele ecoa a palavra ‘mãe’ bem como as palavras francesa e latina para ‘mar’. Segundo os principais cronistas francos e a tradição subsequente, Merovee nasceu de dois pais. Quando já grávida de seu marido, o Rei Clodio, a mãe de Merovee supostamente estava nadando no oceano. Na água é dito que ela foi seduzida e/ou violentada por uma obscura criatura marinha não identificada de além do mar, uma besta similar ao Quinotauro de Netuno, seja o que for que possa ter sido um Quinotauro. Esta criatura aparentemente engravidou a senhora pela segunda vez. E quando Merovee nasceu, alegadamente fluia em suas veias uma reunião dos dois sangues diferentes; o sangue do governante franco e da misteriosa figura aquática. Tais histórias fantásticas são muito comuns, com certeza, não apenas no mundo antigo, mas na tradição posterior européia também. Geralmente elas não são inteiramente imaginárias, mas simbólicas ou alegóricas, mascarando algum fato concreto histórico por trás de sua fabulosa fachada.

No caso de Merovee a fabulosa fachada bem pode indicar um intercasamento de algum tipo, um pedigree transmitido através da mãe, como por exemplo no Judaismo, ou uma mistura de linhagens dinásticas onde os francos se tornaram aliados pelo sangue a alguém mais; muito possivelmente uma fonte de além mar – uma fonte que, por uma razão ou outra, foi transformada pela fábula subsequente em uma criatura do mar. Em qualquer caso, em virtude deste duplo sangue é dito que Merovee foi dotado com um conjunto impressivo de poderes sobrehumanos. E seja qual for a realidade histórica por trás da lenda, a dinastia Merovíngia continuou a ser mantida em uma aura de magia, feitiçaria e sobrenatural. Segundo a tradição, os monarcas merovíngios eram adeptos ocultos, iniciados nas ciências arcanas, praticantes das artes esotéricas, dignos rivais de Merlin, seu fabuloso quase contemporaneo. Eles frequentemente são chamados ‘os reis feiticeiros’ ou ‘reis taumaturgos’. Em virtude de alguma propriedade miraculosa do sangue deles eles podiam alegadamente curar ao colocar suas mãos; e segundo uma narrativa as franjas de seus robes eram consideradas possuirem miraculosos poderes curativos. Eles são ditos serem capazes de clarividência ou comunicação telepática com bestas e com o mundo natural ao redor deles, e usar um poderoso colar mágico. Eles são ditos possuirem um encantamento arcano que os protegia e garantia a eles uma fenomenal longevidade que a história, incidentalmente, não parece confirmar. E eles são suspeito de terem uma suposta marca de nascimento, que os distinguia de outros homens, que os tornava imediatamente identificáveis e que atestava seu sangue semi-divino ou sagrado. Esta marca de nascimento reputadamente tomava a forma de uma cruz vermelha, ou sobre o coração [uma curiosa antecipação do brasão Templário] ou entre as omoplatas. Os Merovíngios são também frequentemente chamados ‘os reis de cabelos longos’. Como Sansão no Velho Testamento, eles não podiam cortar seu cabelo. Como Sansão, o cabelo deles supostamente continha a virtude, a essencia e o segredo de seu poder. Seja qual for a base para a crença no poder dos cabelos dos Merovíngios, ela parece ter sido considerada muito seriamente e até tão tarde quanto 754.

Quando Childeric III foi deposto em 764 e aprisionado, seu cabelo foi ritualmente tosado por ordem expressa do Papa. Conquanto sejam extravagantes as histórias que cercam os Merovíngios, elas parecem repousar em bases concretas, algum status desfrutado pelos monarcas Merovíngios durante seu próprio tempo de vida. De fato os Merovíngios não eram vistos como reis no sentido moderno da palavra. Eles eram vistos como encarnações reis sacerdotes do divino, em outras palavras, não diferente, digamos, dos antigos faraós egípcios. E não governavam simplesmente pela graça de Deus. Ao contrário, eles eram aparentemente considerados a coroação viva e encarnação da graça de Deus; um status geralmente reservado a Jesus. E eles parecem terem se engajado em práticas rituais que pertenciam, se algo, mais ao sacerdócio que a um reinado. Cranios encontrados de monarcas Merovíngios, por exemplo, mantém o que parece ser uma incisão ritual ou buraco na coroa. Incisões similares podem ser encontradas nos cranios de altos sacerdotes do inicial budismo tibetano para permitir que a alma escape da morte e para abrir contacto direto com o divino. Há razão para supor que a tonsura clerical é um resíduo da pratica Merovíngia. Em 1653 uma importante tumba merovíngia foi encontrada em Ardennes; a tumba do Rei Childeric I, filho de Merovee e pai de Clovis, o mais famoso e imfluentes de todos os governantes merovíngios. A tumba continha armas, tesouro e regalias, tais como se esperaria encontrar em uma tumba real. Ela tamém continha itens menos característicos de reinado do que de mágica, feitiçaria e adivinhação: uma cabeça cortada de cavalo, por exemplo, uma cabeça de touro feita de ouro e uma bola de cristal. Um dos símbolos mais sagrados merovíngios eram as abelhas; e a tumba de Childeric continha não menos que 300 miniaturas de abelhas feitas de sólido ouro. Juntamente com outros conteúdos da tumba,  estas abelhas foram confiadas a Leopold Wilhelm von Habsburg, governador militar das Holandas austríacas naquele tempo e irmão do Imperador Ferdinand III. Eventualmente, a maior parte do tesouro de Childeric voltou a França. E quaando foi coroado imperador em 1804, Napoleão fez uma coisa especial ter as abelhas de ouro afixadas aos seus robes de coroação,

Este incidente não foi a unica manifestação de interesse de Napoleão nos Merovíngios. Ele comissionou uma compilação de genealogias de um Abade Pichon, para determinar se ou não a linhagem sanguínea Merovíngia tinha sobrevivido a queda da dinastia. Foi sobre estas genealogias, comisssionadas por Napoleão, que as genealogias dos Documentos do Priorado eram em grande parte baseadas.

O Urso da Arcadia

As histórias que cercam os Merovíngios se provaram merecedoras da era de Arthur e dos romances do Gral. Ao mesmo tempo elas constituiam uma barreira assombrosa entre nós e a realidade histórica que queremos explorar. Quando afinal ganhamos aceso a isso ou do pouco que sobreviveu, esta realidade histórica era de algum modo diferente das lendas. Mas ela não era de modo algum menos misteriosa, extraordinária ou evocativa. Pudemos encontrar pouca informação verificável sobre as verdadeiras origens dos Mrovíngios. Eles próprios afirmavam desdenderem de Noé, que eles viam, até mesmo mais do que Moisés, como a fonte de toda sabedoria bíblica; uma posição interessante que emergiu novamente mil anos mais tarde na Livre Maçonaria européia. Os Merovíngios também afirmaam serem descendentes diretos da antiga Tróia que, se verdade ou não, serviria para explicar a ocorrência de nomes troianos na França, como Trojan e Paris. Mais escritores contemporâneos incluindo os autores dos Documentos do Priorado tem pretendido rastrear os Merovíngios até a Grécia antiga, e especificamente a região conhecida como Arcadia. Segundo estes documentos, os ancestrais dos Merovíngios eram ligados a casa real da Arcadia. Em alguma data não especificada na direção do advento da era cristã eles supostamente emigraram Danúbio acima, então Reno acima, e se estabeleceram onde é hoje a Alemanha Ocidental. Se os Merovíngios derivaram de Tróia ou da Arcadia pareceria ser academico, e não há necessariamewnte um conflito entre as duas afirmações. Segundo Homero um contingente substancial de Arcadianos estava presente no cerco de Tróia. Segundo as iniciais histórias gregas, Tróia de fato foi fundada por colonos da Arcadia. Também vale citar de passagem que o urso, na antiga Arcadia, era o animal sagrado ou totem sobre o qual cultos de mistério eram baseados e a quem eram feitos sacrifícios rituais. De fato, o próprio nome ‘Arcadia’ deriva de ‘Arkades’, que significa ‘povo do urso’. Os antigos arcadianos declaravam descenderem de Arkas, a deidade patrona da terra, cujo nome também significa ‘urso’. Segundo o mito grego, Arkas era o filho de Kallisto, a ninfa ligada a Artemis, a Caçadora. Para a mente moderna Kallisto é mais familiar como a constelação da Ursa Maior, a Grande Ursa.

Para os Francos Sicambrianos, de quem sairam os Merovíngios, o urso desfrutava de um similar status exaltado. Como os antigos Arcadianos eles veneravam o urso na forma de Artemis, ou, mais especificamente, a forma de seu equivalente gálico, Arduina, a deusa patrona de Ardennes. O culto de mistério de Arduina persistiu bem até a Idade Média, um centro dele sendo a cidade de Luneville, não longe dos outros dois sítios que recorrentemente aparecem em nossa investigação: Stenay e Orval. Tão tarde quanto 1304 estatutos estavam sendo promulgados pela Igreja proibindo a veneração da deusa bárbara. ‘Dado o status mágico, mítico e totemico do urso no coração da terra Merovíngia de Ardennes, não é surpreendente que o nome Ursus [o latim para urso] deva estar associado nos Documentos do Priorado a linhagem sanguínea real merovíngia. Muito mais surpreendente é o fato que a palavra galesa para urso seja ‘arth’ de onde deriva o nome Arthur. Embora não buscassemos o assunto a este ponto, a coincidência nos intrigou que Arthur não deva ser apenas contemporaneo dos Merovíngios mas, também como eles, associado ao urso.

Os Sicambrianos entram no Gaul

No início do século V a invasão dos Hunos provocou migrações em grande escala em quase todas as grandes tribos européias. Foi a esse tempo que os Merovíngios, ou, mais acuradamente, os ancestrais Sicambrianos dos Merovíngios atravessaram o Reno e se moveram em massa para dentro de Gaul, se estabelecendo no que agora é a Bélgica e o norte da França, mas vizinhanças da Ardennes. Um século depois esta região veio a ser chamada o Reino de Austrasie. E o núcleo do Reino de Austrasie era o que agora é conhecido como Lorraine. O influxo sicambriano para dentro do Gaul não consistiu em uma horda de selvagens bárbaros descontrolados tumultuadamente tomando a terra. Ao contrário, este foi um caso plácido e civilizado. Por séculos os sicambrianos tinham mantido um estreito contacto com os romanos; e embora eles fossem pagãos, eles não eram selvagens amotinados. De fato eles eram bem versados nos costumes romanos e na administração, e seguiam as modas de Roma. Alguns sicambrianos haviam se tornado oficiais de alto escalão no exército imperial. Alguns até mesmo haviam se tornado consuls romanos. Então o influxo sicambriano era menos de uma matança ou invasão do que um tipo de absorção pacífica. E quando, na direção do fim do século V, o império romano desabou, os sicambrianos preencheram o vácuo. Eles não o fizeram violentamente ou pela força. Eles mantiveram os velhos costumes e mudaram muito pouco. Sem qualquer tipo de revolta, eles assumiram o controle do aparato administrativo já existente, mas vago. O regime dos Merovíngios iniciais assim se conformou muito bem estreitamente ao modelo do velho império romano.

Merovee e Seus Descendentes

Nossa pesquisa encontrou menção ao menos a duas figuras históricas chamadas Merovee e não está claro a quais delas a lenda credita descender de uma criatura do mar. Um Merovee foi um chefe sicambriano, vivo em 417, que combateu sob os romanos e morreu em 438. Tem sido sugerido por ao menos um especialista moderno do período que este Merovee realmente visitou Roma e causou algo de uma sensação. Há certamente um registro de uma visita de um imponente líder Franco, evidente por seu repleto cabelo amarelo. Em 417, o filho deste primeiro Merovee, usando o mesmo nome de seu pai, foi proclamado rei dos Francos em Tournai e reinou até sua morte dez anos depois. Ele pode ter sido o primeiro rei oficial dos Francos como povo unido. Em virtude disso, talvez, ou do que era simbolizado por seu fabuloso nascimento dual, a dinastia que sucedeu a ele foi chamada Merovíngia. Sob os sucessores de Merovee o reino dos Francos floresceu. Ela não era a crua cultura bárbara frequentemente imaginada. Ao contrário, ele garante comparações em muitos aspectos com a ‘alta civilização’ de Bizancio. Até mesmo a alfabetização secular foi encorajada. Sob os Merovíngios a alfabetização secular era mais disseminada do que o seria em duas dinastias e quinhentos anos depois. Esta alfabetização se extendia aos próprios governantes e um fato surpreendente, dado o caráter rude, não cultivado e iletrado dos monarcas medievais mais posteriores. O Rei Chilperic, por exemplo, que reinou durante o século VI, não apenas construiu belos anfitreatros no estilo romano em Paris e Soissons, mas foi também um dedicado e completo poeta, que tinha um orgulho considerável de sua arte. E há narrativas verbatim de suas discussões com autoridades eclesiásticas que refletem uma sutileza extaordinária, sofisticação e aprendizado; dificilmente qualidades que se possa associar a um rei daquele tempo. Em muitas destas discussões Chiperic se provou mais do que igual ao seus interlocutores clericais. Sob o governo Merovíngio os Francos eram frequentemente brutais, mas eles realmente não eram um povo de tipo guerreiro por natureza ou disposição. Eles não eram como os Vikings, por exemplo, ou os Vândalos, Visigodos e Hunos. Suas principais atividades eram a agricultura e o comércio. Muita atenção era devotada ao comércio marítimo, especialmente no Mediterrâneo. E os artefatos da época Merovíngia refletem a qualidade do artezanato que é verdadeiramente surpreendente como o atesta o tesouro do navio Sutton Hoo, que pode ser visto no Museu Britânico. Muitas das moedas tem uma igualmente distintiva cruz em braços, identica aquela subsequentemente adotada durante as Cruzadas pelo reino Franco de Jerusalém.

O Sangue Real

Embora a cultura Merovíngia fosse temperada e surpreendentemente moderna, os monarcas que a presidiam eram um outro assunto. Eles não eram típicos monarcas nem mesmo de seu tempo, porque uma atmosfera de mistério, lenda, mágica e sobrenatural os cercava até mesmo durante seus períodos de vida. Se os costumes e economia do mundo Merovíngio  não diferem marcantemente de outros do período, a auro sobre ‘os filhos do sangue Merovíngio’ não era a de reis criados. Ao contrário, eles eram meramente vistos como tal no advento de seu 12o aniversário. Não havia cerimonia pública ou unção, nem coroação de qualquer tipo. O poder era simplesmente assumido pelo direito sagrado. Mas conquanto o rei fosse a autoridade suprema no reino, ele nunca era obrigado ou até mesmo esperado envolver suas mãos nos negócios mundanos de governar – Ele era essencialmente uma figura ritualizada, um rei-sacerdote, e seu papel era de certa forma similar aquela da presente família real britânica. O governo e a adminstração eram deixados para um oficial não real, o equivalente a um chanceler, que tinha o título de Prefeito do Palácio. No todo, a estrutura do regime Merovíngio tinha muitas coisas em comum com as modernas monarquias constitucionais. Até mesmo depois de sua conversão a cristandade, os regentes Merovíngios, como os Patriarcas do Velho Testamento, eram polígamos. Na ocasião eles desfrutavam de haréns em proporções orientais. Até mesmo quando a aristocracia, sob pressão da Igreja, se tornou rigorosamente monógama, a monarquia permaneceu isenta. E a Igreja, muito curiosamente, parece ter aceitado esta prerrogativa sem qualquer protesto exagerado. Segundo um comentador moderno, Porque era a poligamia aprovada tacitamente pelos próprios Francos? Devemos aqui estar na presença de um antigo uso da poligamia na família real de um tal escalão que seu sangue não pode ser enobrecido por qualquer combinação, embora vantajosa, nem degradado pelo sangue de escravos… Era um assunto e indiferença se a rainha era tomada de uma dinastia real ou do meio das cortesãs… A fortuna da dinastia repousava em seu sangue e era partilhada por todos que eram daquele sangue. E novamente, ‘seria possivel que, nos Merovíngios, possamos ter uma dinastia de herança germânica derivada de uma antiga família real do período da migração. Mas quantas famílias possam possivelmente ter estado no todo da história mundial que desfrutaram de tal status extraordinário e exaltado? Porque devem os Merovíngios serem assim? Porque deve ser o sangue dele investido de tal imenso poder? Estas perguntas continuavam a nos deixar perplexos.

Clovis e Seu Pacto com a Igreja

O mais famoso de todos os regentes Merovíngios foi o neto de Merovee, Clovis I, que reinou entre 481 e 511. O nome de Clovis é familiar a qualquer aluno francês porque foi sob Clovis que os Francos foram convertidos ao cristianismo romano. E foi através de Clovis que Roma começou a estabelecer sua supremacia indiscutivel na Europa Ocidental; uma supremacia que permaneceria não desafiada por mil anos. Por 496 a Igreja Romana estava em uma situação precária. Durante o curso do século V, sua própria existência tinha sido severamente ameaçada. Entre 384 e 399 o Bispo de Roma já havia começado a se chamar Papa, mas seu status oficial não era maior do que aquele de qualquer outro bispo e muito diferente do status atual do papa. Ele não era, em qualquer sentido, o líder espiritual ou chefe supremo da cristandade. Ele meramente representava um único corpo de vestidos interesses, uma das muitas formas divergentes da cristandade, e uma que desesperadamente estava lutando para sobreviver contra uma multitude de cismas conflitantes e pontos de vista teológicos. Oficialmente a Igreja Romana não tinha maior autoridade do que, digamos, a Igreja Céltica – com a qual ela constantemente estava em conflito. Ele não tinha maior autoridade do que heresias tais como o Arianismo, que negava a divindade de Jesus e insistia em sua humanidade. De fato durante grande parte do século V cada bispado na Europa Ocidental ou era ariano ou estava vago. Se a Igreja Romana era para sobreviver, ainda mais avaliar sua autoridade, ela precisava do apoio de um campeão, uma poderosa figura secular que pudesse representa-la. Se a cristandade era para evoluir segundo a doutrina romana, esta doutrina teria que ser disseminada, implementada e imposta pela força secular; uma força suficientemente poderosa para resistir e até mesmo extirpar o desafio dos credos cristão rivais. Não surpreendentemente, a Igreja Romana, em seu mais agudo momento de necessidade, se voltou para Clovis. Por 486 Clovis havia significativamente aumentado a extensão dos domínios Merovíngios, atacando das Ardennes para anexar um número de reinos e principalidades adjacentes, derrotando um número de tribos rivais. Como resultado, muitas cidades importantes – Troyes, por exemplo, Rheims e Amiens foram incorporadas ao reino dele. Dentro de uma década estava aparente que Clovis estava bem em seu caminho de se tornar o mais poderoso potentado da Europa Ocidental. A conversão e o batismo de Clovis provaram ser de crucial importância em nossa investigação. Uma narrativa disso foi compilada, em todos seus particulares e detalhes, ao redor do tempo em que aconteceu. Dois e meio séculos depois esta narrativa, chamada de A Vida de Saint Rhemy, foi destruida, exceto por umas poucas páginas manuscritas espalhadas. E a evidência sugere que ela foi destruida deliberadamente. Não obstante os fragmentos que testemunham a importância do que estava envolvido.

Segundo a tradição, a conversão de Clovis foi um assunto súbito e inesperado, efetuada pela esposa do rei, Clotilde, uma fervente devota de Roma, que parece ter cansado seu marido até que ele aceitase a fé dela e que foi subsequentemente canonizada pelos seus esforços. Nestes esforços é dito que ele foi guiada e auxiliada por seu confessor,  Saint Remy. Mas por trás dessas tradições reside uma realidade histórica muito prática e mundana. Quando Clovis foi convertido ao cristianismo  e se tornou o primeiro rei católico dos Francos, ele tinha mais a ganhar do que a aprovação de sua esposa, e um reinado mais tangivelmente substancial do que o Reino dos Céus. É sabido que em 496 um número de encontros secretos ocorreu entre Clovis e Saint Rémy. Immediatamente a seguir um acordo foi ratificado entre Clovis e a Igreja Romana. Para Roma este acordo era um maior triunfo político. Ele asseguraria a sobrevivência da Igreja como suprema autoridade espiritual no Ocidente. Isso consolidaria o status de Roma como uma igual a fé Grega Ortodoxa baseada em Constantinopla. Isto ofereceria uma perspectiva de hegemonia romana e um meio eficaz de herradicar as cabeças de hidra da heresia. E Clovis seria o meio de implentar estas coisas, a espada de Roma, o instrumento pelo qual Roma imporia seu domínio espiritual, o braço secular e a manisfestação palpável do poder Romano. Em troca era garantido a Clovis o título de ‘Novus Constantinus’. Em outras palavras, ele iria presidir um império unificado, um Sagrado Império Romano, que pretendia suceder aquele supostamente criado sob Constantino e destruído pelos Visigodos e Vãndalos não muito antes.

Segundo um especialista moderno sobre o período, Clovis, antes de seu batismo, era ‘fortalecido’… com visões de um império em sucessão aquele de Roma, que devia ser herança da raça Merovíngia’. Segundo outro escritor moderno, ‘Clovis deve agora se tornar um tipo de imperador ocidental, um patriarca para os alemães ocidentais, reinando sobre, embora não governando, todos os povos e reis’. O pacto entre Clovis e a Igreja Romana, em resumo, era um de momentosa consequência para a cristandade; não apenas para a cristandade daquele tempo, mas também para a cristandade do milênio seguinte. O batismo de Clovis era para marcar o nascimento de um novo Império Romano, um império cristão, baseado na Igreja Romana e administrado, a nível secular, pela linhagem sanguinea Merovíngea. Em outras palavras, um laço indissolúvel foi estabelecido entre a Igreja e o Estado, cada um jurando lealdade ao outro, cada um se curvando ao outro, em perpetuidade. Na ratificação deste laço. em 496, Clovis se permitiu ser formalmente batizado por Saint Remy em Rheims. No clímax da cerimônia, Saint Remy pronunciou suas famosas palavras: ‘Mitis depone colla, Sicamber, adora quod incendisti, incendi quod adorasti’. (Curve sua cabeça humildemente, Sicambriano, reverencie o que tem queimado e que tem sido reverenciado]. É importante notar que o batismo de Clovis não foi uma coroação como alguns históriadores algumas vezes sugerem. A Igreja não fez de Clovis rei. Ele já o era, e tudo o que a Igreja podia fazer era reconhece-lo como tal. Em virtude de assim o fazer, a Igreja se ligou não apenas a Clovis, mas também aos sucessores dele; não a um único individuo, mas a uma linhagem sanguinea. A este respeito o pacto se asemelhou a uma aliança que Deus, no Velho Testamento, fez com o Rei David; um pacto que não pode ser modificado, como no caso de Salomão, nem revogado, quebrado ou traido. E os Merovíngios não perderiam de vista o paralelo. Durante os dias restantes de sua vida Clovis completamente realizou as expectativas ambiciosas de Roma quanto a ele. Com irresistível eficiência, a fé foi imposta pela espada; e com a sanção e mandato espiritual da Igreja, o Reino Franco se expandiu a leste e sul, abrangendo a maior parte da França moderna e grande parte da moderna Alemanha. Entre os numerosos adversários de Clovis os mais importantes eram os Visigodos que tomaram os Pirineus e se estenderam muito ao norte como Toulouse que Clovis dirigiu suas mais assidúas e concentradas campanhas.

Em 507 ele decisivamente derrotou os Visigodos na Batalha de Vouille. Pouco depois Aquitaine e Toulouse cairam em mãos francas. O império visigodo ao norte dos Pirineus efetivamente desabou diante da matança franca. De Toulouse, os Visigodos cairam de volta a Carcassone. Expulsos de Carcassone, eles estabeleceram a capital deles, e último bastião remanescente em Razes, em Rhedae agora a vila de Rennes-le-Chateau.

Dagoberto II

Em 511 Clovis morreu e o império que ele havia criado foi dividido, segundo os costumes Merovíngios, entre seus quatro filhos. Por mais de um século a seguir a dinastia Merovíngia presidiu um número de separados e frequentemente guerreiros reinos, enquanto as linhas de sucessão se tornavam crescentemente interligadas  e as solicitações de tronos crescentemente confusas. A autoridade uma vez concentrada em Clovis se tornou progressivamente mais difusa, mais inchada e a ordem secular se deteriorou. Intrigas, maquinações, raptos e assassinato político se tornaram até mesmo lugar comum. E os chanceleres da Côrte, os Prefeitos do Palácio, acumulavam mais e mais poder; um fator que eventualmente contribuiria para a queda da dinastia. Privados crescentemente de autoridade, os últimos regentes Merovíngios tem sido frequentemente chamados ‘les rois faineant’ – ‘os reis enfraquecidos’. A posteridade tem desdenhosamente os estigmatizado como fracos, monarcas ineficazes, efeminados e flexivelmente indefesos nas mãos de conselheiros cobiçososos e astutos. Nossa pesquisa revelou que este estereótipo não era estritamente acurado. É verdade que as guerras constantes, as vinganças e a luta interna colocou um número de príncipes merovíngios no trono em uma idade extremamente jovem e assim eles eram facilmente manipuláveis por seus conselheiros. Mas aqueles que atingiram a idade adulta se provaram tão fortes e decisivos como qualquer de seus predecessores. Isto certamente parece ter sido o caso de Dagoberto II.

Dagoberto II nasceu em 653, herdeiro do trono da Austrasie. Com a morte de seu pai em 653 foram feitas tentativas extravagantes de evitar sua herança do trono. De fato a vida inicial de Dagoberto parece uma história medieval, ou um conto de fadas. Mas é história bem documentada. Com a morte de seu pai, Dagoberto foi raptado pelo Prefeito do Palácio, um indivíduo chamado Grimoald. Tentativas de encontrar a criança de cinco anos se provaram infrutíferas, e não foi difícil convencer a côrte que ele estava morto. Sobre esta base Grimoald engendrou a ascensão de seu próprio filho ao trono, afirmando que estes teria sido o desejo do monarca anterior, o falecido pai de Dagoberto. O truque funcionou eficazmente. Até mesmo a mãe de Dagoberto, acreditando que seu filho estava morto, deferiu a ambição do Prefeito do Palácio. Contudo, Grimoald tinha aparentemente hesitado em realmente matar o jovem príncipe. Em segredo Dagoberto havia sido confiado aos cuidados do bispo de Poitiers. O bispo, assim parece, estava igualmente relutante de matar a criança. Dagoberto portanto foi destinado ao exílio permanente na Irlanda. Ele cresceu até a idade adulta em um monastério irlandês em Slane, não longe de Dublin; e lá, na escola anexa ao monastério, ele recebeu uma educação não obtível na França daquele tempo. Em algum ponto durante este período é suposto ele ter frequentado a côrte do Alto Rei de Tara. E é dito que ele fez conhecimento com três príncipes nortumbrianos, que também estavam sendo educados em Slane. Em 666, provavelmente ainda na Irlanda, Dagoberto se casou com uma princesa Celta, Matilde. Não muito depois ele se mudou da Irlanda para a Inglaterra, estabelecendo residência em York, no reino da Nortumbria. Aqui ele fez uma sólida amizade com São Wilfrido, bispo de York, que se tornou seu mentor. Durante o período em questão já existia um cisma entre as Igrejas Romana e Celta, com a última se recusando a reconhecer a autoridade da anterior. No interesse da unidade, Wilfrido tinha a inteção de trazer a Igreja Celta ao rebanho romano. Isto ele já tinha realizado no famoso Concílio de Whitby em 664. Mas sua subsequente amizade e patrocínio de Dagoberto II pode não ter sido vazia de um motivo ulterior. Pelo tempo de Dagoberto a lealdade a Roma como ditado pelo pacto da Igreja com Clovis um século e meio antes – era de certa forma menos fervente do que devia ser. Como um leal aderente a Roma, Wilfrido estava ávido de consolidar a supremacia Romana não apenas na Bretanha, mas também no continente. Fosse Dagoberto voltar a França e reclamar o reino de Austrasie, este teria sido o expediente para assegurar sua lealdade. Wilfrido pode bem ter visto o rei exilado como um possivel braço-espada da Igreja. Em 670, Matilde, a esposa celta de Dagoberto, morreu dando a luz sua terceira filha. Wilfrido se apressou em arranjar uma nova união para o monarca recentemente viúvo. A nova esposa de Dagoberto foi Giselle de Razes, filha do Conde de Razes e sobrinha do rei dos Visigodos. Em outras palavras, a linhagem Merovíngia agora estava aliada a linhagem real dos Visigodos. Aqui estão as sementes de um império embrionário que teria unido grande parte da França moderna,se estendendo dos Pirineus  até as Ardennes. Um tal império, sobretudo, teria trazido os Visigodos ainda com fortes tendências arianas firmemente sob controle romano.

Quando Dagoberto se casou com Giselle, ele já tinha voltado ao continente. Segundo documentação oficial, o casamento foi celebrado na residência oficial de Giselle em Rhedae, ou Rennes-le-Chateau. De fato, o casamento foi reputadamente celebrado na Igreja de Santa Madalena, a estrutura no local no qual a igreja de Sauniere foi subsequentemente eregida. O primeiro casamento de Dagoberto havia produzido três filhas mas nenhum herdeiro homem. De Giselle Dagoberto teve mais duas meninas e ao menos, em 676, o filho Sigisberto IV. E pelo tempo em que Sigisberto nasceu Dagoberto era uma vez mais um rei. Por alguns três anos parece que Dagoberto passou seu tempo em Rennes-le-Chateau, observando as vicissitudes de seus domínios ao norte. Finalmente, em 674, a oportunidade havia se apresentado. Com o apoio de sua mãe e dos conselheiros dela, o monarca a tanto tempo exilado se anunciou, reclamando seu reino e foi oficialmente proclamado rei da Austrasie. Wilfredo de York foi instrumental em sua instalação como rei.

Segundo Gerard de Sede havia também uma figura mais elusiva, muito mais misteriosa, sobre a qual há pouca informação histórica: Saint Amatus, bispo de Sião na Suíça. ‘Uma vez restaurado no trono, Dagoberto não foi um rei frágil. Ao contrário, ele se provou um digno sucessor de Clovis. De uma vez ele buscou avaliar e consolidar sua autoridade, domando a anarquia que prevalecia na Austrasie e restaurando a ordem. Ele governou firmemente, quebrando o controle de vários nobres rebeldes que tinham mobilizado suficiente poder militar e economico para desafiar o trono. E em Rennes-le-Chateu é dito que ele reuniu um tesouro substancial. Estes recursos eram para serem usados em sua reconquista da Aquitaine, que tinha se separado das mãos Merovíngias alguns quarenta anos antes e se declarado uma principalidade independente. Ao mesmo tempo Dagoberto deve ter sido um severo desapontamento para Wilfrido de York. Se Wilfrido tinha esperado que ele fosse o braço-espada da Igreja, Dagoberto provou ser nada desse tipo. Ao contrário, ele parece ter contido a tentada expansão da parte da Igreja dentro de seu reino, e portanto incorreu no desprazer eclesiástico.

Uma carta de um irado prelado franco para Wilfrido existe, condenando Dagoberto por aumentar os impostos, desdenhando as Igrejas de Deus e seus bispos’. Nem foi apenas a este respeito que Dagoberto parece ter sido desfavorável para Roma. Em virtude de seu casamento com um princesa Visigoda ele havia adquirido um território considerável no que hoje é o Languedoc. Ele pode também ter adquirido algo mais. Os Visigodos eram apenas nominalmente leais a Igreja Romana. De fato sua lealdade a Roma era extremamente tenue e uma tendência ao Arianismo ainda existia na família real. Há evidência que sugere que Dagoberto absorveu algo desta tendência. Por 679, depois de três anos no trono, Dagoberto tinha feito um número de inimigos poderosos, tanto seculares quanto eclesiásticos. Ao conter a autonomia rebelde deles, ele havia incorrido na hostilidade de certos nobres vingativos. Ao impedir sua tentada expansão, ele tinha levantado a antipatia da Igreja. Ao estabelecer um regime eficaz e centralizado ele havia provocado a inveja e o alarme de outros potentados francos governantes dos reinos adjacentes. Alguns destes governantes tinham aliados e agentes dentro do reino de Dagoberto. Um deles era o próprio Prefeito do Palácio do rei, Pepino o Gordo. E Pepino clandestinamente se alinhou com os inimigos políticos de Dagoberto, não recuando de traição ou assassinato. Como a maioria dos regentes Merovíngios, Dagoberto tinha ao menos duas cidades capitais. A mais importante delas era Stenay, na beira de Ardennes. Perto do palacácio real em Stenay estendia-se uma pesada área de arborização, a muito tempo considerada sagrada, chamada Floresta de Woevres. Foi nesta floresta, em 23 de dezembro de 679 que é dito que Dagoberto tenha ido caçar. Dado a data, a caçada pode bem ter sido uma ocasião ritual de algum tipo. Em qualquer caso, o que aconteceu evoca uma multitude de ecos arquetípicos, incluindo o assassinato de Siegfried em Nibelungenlied. Em direção ao meio dia, sucumbindo a fadiga, o rei deitou-se para descansar ao lado de um riacho, aos pés de uma árvore. Enquanto ele dormia, um de seus serventes, supostamente seu afilhado, chegou furtivamente acima dele e, agindo sob as ordens de Pepino, cravou uma lança no olho de Dagoberto. Os assassinos então retornaram a Stenay, pretendendo exterminar o resto da família na residência lá. Quão bem sucedidos eles foram nesta tarefa não está claro. Mas não há dúvida de que o reino de Dagoberto e de sua família veio a um fim abrupto e violento. Nem a Igreja perdeu muito tempo lamentando. Ao contrário, ela prontamente endossou as ações dos assassinos do rei.

Há até mesmo uma carta de um prelado franco a Wilfrido de York, que tenta racionalizar e justificar o regicídio. O corpo de Dagoberto e seu status póstumo passaram por um curioso número de vicissitudes. Imediatamente depois de sua morte, ele foi enterrado em Stenay, na Capela Real de Saint Remy. Em 872 quase dois séculos mais tarde ele foi exumado e mudado para uma outra igreja. Esta nova igreja se tornou a Igreja de São Dagoberto, e no mesmo ano o rei morto foi canonizado não pelo Papa [que não afirmava este direito até 1159], mas por um Conclave Metropolitano. A razão para a canonização de Dagoberto permanece não esclarecida. Segundo uma fonte, foi por causa que suas relíquias eram acreditadas terem sido preservadas nas vizinhanças de Stenay contray os ataques Vikings, embora esta explicação exija uma pergunta, porque não está claro porque as relíquias devessem possuir tais poderes em primeiro lugar. As autoridades eclesiásticas parecem embaraçosamente ignorantes a respeito do assunto. Elas admitem que Dagoberto, por alguma razão, se tornou o objeto de um culto completamente maduro e tinha sua própria festa em 23 de dezembro, o aniversário de sua morte. Mas eles parecem absolutamente perdidos em saber o porque ele deve ter sido tão exaltado. É possível, com certeza, que a Igreja se sentisse culpada sobre seu papel na morte do rei. A canonização de Dagoberto pode portanto ter sido uma tentativa de fazer emendas. Se assim o foi, contudo, não há indicações de porque um tal gesto tivesse sido considerado necessário, nem porque ele teria tido que esperar por dois séculos. Stenay, a Igreja de São Dagoberto e talvez as relíquias que ela continha eram todas consideradas de grande importância por um número de ilustres figuras nos séculos que se seguiram. Em 1069, por exemplo, o duque de Lorraine, o avô de Godfroi de Bouillon concedeu especial proteção a igreja e a colocou sob os auspícios do vizinho Abade de Gorze. Alguns anos mais tarde a igreja foi apropriada por um nobre local. Em 1093 Godfroi de Bouillon mobilizou um exército e submeteu Stenay a um cerco em escala completa com o único propósito, pareceria, de reconquistar a igreja e devolve-la a Abadia de Gorze. Durante a Revolução Francesa, a igreja foi destruída e as relíquias de São Dagoberto, como tantas outras pela França, foram dispersadas. Hoje um crânio ritualmente trepanado é dito ser o de Dagoberto e está sob custódia de um convento em Mons. Todas as outras relíquias do rei tem desaparecido.

Mas em meados do século XIX um documento mais curioso veio a luz. Era um poema, uma litania de 21 versos, intitulado ‘De sancta Dagoberto mar tyre prose’ implicando que Dagoberto foi martirizado por, ou para, algo. Este poema é acreditado datar de ao menos da Idade Média, possivelmente mais cedo. Muito significativamente, ele foi eencontrado na Abadia de Orval.

A Usurpação pelos Carolíngios

Estritamente falando Dagoberto não foi o último governante da dinastia Merovíngia. De fato os monarcas Merovíngios retiveram ao menos o status nominal por outros três quartos de séculos. Mas estes últimos Merovíngios mereciam o título de reis frageis. Muitos deles eram extremamente jovens. Em consequencia eles eram frequentemente fracos, peões indefesos nas mãos dos Prefeitos do Palácio, incapazes de avaliar a autoridade deles e impor decisões suas próprias. Eles realmente eram pouco mais do que vítimas; e mais do que uns poucos se tornaram sacrifícios. Sobretudo, os últimos Merovíngios eram ramos aprendizes, não descendentes da linhagem principal de Clovis e Merovee. A principal linhagem de ascendencia merovíngia havia sido deposta com Dagoberto II. Para todos os intentos e propósitos, portanto, o assassinato de Dagoberto pode ser visto como sinalizando o fim da dinastia Merovíngia. Quando Childeric III morreu em 754, era uma mera formalidade no que dizia respeito ao poder dinástico. Como regentes dos Francos a linhagem sanguínea Merovíngia tinha sido ativamente extinta muito tempo antes. Com o poder pingando das mãos dos Merovíngios, ele passou aos Prefeitos do Palácio; um processo que já havia começado antes do reinado de Dagoberto. Foi um Prefeito do Palácio, Pepino o Gordo, que arquitetou a morte de Dagoberto. E Pepino o Gordo foi seguido pelo seu filho, o famoso Charles Martel. Aos olhos da posteridade Charles Martel é uma das mais heróicas figuras da história francesa. Certamente existe alguma base para a aclamação dada a ele. Sob Charles, a invasão moura da França foi detida na Batalha de Pointiers em 732; e Charles, em virtude desta vitória, foi, em algum sentido, ‘defensor da fé’ e ‘salvador da cristandade’. O que é curioso é que Charles Martel, o homem forte que se pensa que ele era, nunca tomou o trono – que certamente estava dentro de sua garra. De fato ele parece ter visto o trono com um certo espanto supersticioso e, com toda probabilidade, como especificamente uma prerrogativa merovíngia. Certamente os sucessores de Charles, que tomaram o trono, buscaram seu caminho de estabelecer legitimidade ao se casarem com princesas merovíngias. Charles Martel morreu em 741. Dez anos mais tarde seu filho, Pepino III, Prefeito do Palácio do rei Chideric III, conseguiu o apoio da Igreja para reclamar legalmente o trono. ‘Quem devia ser o rei?’, perguntaram os embaixadores de Pepino ao Papa. ‘O homem que atualmente mantém o poder ou ele, favoreceria Pepino’. Pela autoridade apostólica ele ordenou que Pepino fosse criado rei dos Francos, uma calorosa traição do pacto ratificado com Clovis dois séculos e meio antes. Assim endossado por Roma, Pepino depôs Childerichic III, confinou o rei em um monastério, e o humilhou, privando-o de seus ‘poderes mágicos’ ou ambos porque ele tinha tosado seu cabelo sagrado. Quatro anos depois Childeric morreu, e a afirmação de Pepino sobre o trono não era contestada. Um ano antes, um documento crucial tinha convenientemente feito seu aparecimento, que subsequenemente alterou o curso da história ocidental. Este documento foi chamado ‘Doação de Constantino’. Hoje não há dúvidas que ele era uma fraude, criada não muito talentosamente dentro da chancelaria papal. A este tempo, contudo, ele era considerado genuíno, e sua influência foi enorme. A ‘Doação de Constantino’ tinha a data da alegada conversão de Constantino ao cristianismo em 312. Segundo a ‘Doação’, Constantino tinha oficialmente doado ao bispo de Roma seus símbolos e regalia imperiais, que assim se tornou propriedade da Igreja.

A ‘Doação’ porteriormente alegava que Constantino, pela primeira vez, tinha declarado o Bispo de Roma ser o ‘Vigário de Cristo’ e oferecido a ele o status de imperador. Em sua capacidade como ‘Vigário de Cristo’ o bispo tinha supostamente devolvido a regalia imperial a Constantino, que as usou subsequentemente com a sanção e permissão eclasiástica mais ao menos da maneira de um empréstimo. As implicações deste documento são suficientemente claras. Segundo a ‘Doação de Constantino’ o Bispo de Roma exercia a autoridade secular suprema bem como a suprema autoridade espiritual sobre a Cristandade. Ele era, de fato, um imperador papal, que podia dispor como desejasse da coroa imperial, que podia delegar seu poder ou qualquer aspecto que ele visse se enquadrar. Em outras palavras, ele possuia, através de Cristo, o direito indesafiável de criar ou depor reis. È da ‘Doação de Constantino’ que o subsequente poder do Vaticano nos assuntos seculares se deriva. Afirmando a autoridade através da ‘Doação de Constantino’, a Igreja empregou sua influência em benefício de Pepino III. Isto criou uma cerimônia onde o sangue dos usurpadores, ou de qualquer outro mais para este assunto, podia se tornar sagrado. Esta cerimônia veio a ser conhecida como coroação e unção no que estes termos eram comprendidos durante a Idade Média e na Renascença. Na coroação de Pepino, os bispos pela primeira vez eram autorizados a comparecerem, com escalão igual aos dos nobres seculares. E a própria coroação não mais compreendia o reconhecimento de um rei, ou um pacto com um rei. O ritual de unção era similarmente transformado. No passado, quando praticado, era um encontro cerimonial, um ato de reconhecimento ou de ratificação. Agora, contudo, ele assumia uma nova importância. Agora ele tomava precedência sobre o sangue, e podia ‘magicamente’como era, santificar o sangue. A unção se tornou algo mais do que um gesto simbólico. Ela se tornou o ato literal onde a graça divina era conferida a um regente. E o Papa, ao realizar estes atos, se tornava o supremo mediador entre Deus e os reis. Pelo ritual de unção, a Igreja arrogou-se o direito de fazer reis. O sangue agora estava subordinado ao óleo. E todos os monarcas eram tornados mramente subordinados e subservientes ao Papa.

Em 754 Pepino III foi oficialmente ungido em Ponthion, assim inaugurando a dinastia Carolíngia. O nome deriva de Charles Martel, embora seja geralmente associado ao mais famoso dos governantes Carolíngios, Carlos O Grande, Carlos Magno ou, como ele é melhor conhecido, Charlemagne. E em 800 Carlos Magno foi proclamado Sagrado Imperador Romano; um título que, em virtude do pacto com Clovis três séculos antes, devia ter sido reservado apenas a linhagem sanguínea Merovíngia. Roma agora se tornava o assento de um império que abarcava toda a Europa Ocidental, cujos regentes apens governavam com a sanção do Papa. Em 496 a Igreja havia se comprometido com a perpetuidade da linhagem sanguinea Merovíngia. Ao sancionar o assassinato de Dagoberto, ao divisar as cerimonias de coroação e unção, ao endossar o pedido de Pepino ao trono, ela tinha clandestinamente traído este pacto. Ao coroar Carlos Magno ele tinha tornado sua traição não apenas um ato público, quanto um fato realizado. Nas palavras de uma autoridade moderna: “Não podemos portanto estar seguros que a unção com a crisma dos Carolíngios não pretendesse compensar a perda das propriedades mágicas do sangue simbolizado pelos cabelos longos. Se isso fosse a compensação de algo, fosse provavelmente a perda da fé incorrida na quebra de um juramento de fidelidade de um modo particularmente chocante. E novamente Roma mostrou o caminho ao fornecer na unção um rito de fazer reis que de algum modo limpou as consciências de todos os Francos’. Nem todas as conciencias, contudo. Os próprios usurpadores parecem ter sentido, se não um sentimento de culpa, ao menos uma aguda necessidade de estabelecer a legitimidade deles. Para este fim Pepino III, imediatamente antes de sua unção, tinha ostentosamente se casado com uma princesa Merovíngia. E Carlos Magno fez igual. Carlos Magno, contudo, parece ter sido dolorosamente ciente da traição envolvida em sua coroação. Segundo narrativas contemporaneas, a coroação foi um assunto duidadosamente programado, arquitetado pelo Papa por trás das costas do monarca; e Carlos Magno parece ter sido surpreso e profundamente embaraçado. Uma coroa de algum tipo já havia sido clandestinamente preparada. Carlos Magno tinha sido atraido a Roma e lá persuadido a comparecer a uma missa especial. Quando ele tomou seu lugar na Igreja, o Papa, sem aviso, colocou a coroa sobre sua cabeça, enquanto a populaça o aclamava “Carlos, Augusto, coroado por Deus, o grande e amante da paz imperador dos Romanos’. Nas palavras de um cronista escrevendo naquele tempo, ‘Carlos Magno deixou claro que ele não teria entrado na catedral naquele dia, embora fosse um dos maiores festivais da Igreja, se tivesse sabido antecipadamente o que o Papa estava planejando fazer’. Mas seja qual for a responsabilidade de Carlos Magno neste caso, o pacto com Clovis e a linhagem sanguínea Merovíngia tinha sido vergonhosamente traído. E todas as nossass pesquisas indicaram esta traição, até mesmo embora ela tenha ocorrido a mais de 1.100 anos atrás, continuaram a irritar para o Priorado de Sião.

Mathieu Paoli, o pesquisador independente citado no capítulo anterior, chegou a uma conclusão similar: Para eles [o Priorado de Sião] a única nobreza autêntica é a nobreza de origem Visigoda/Merovíngia. Os Carolíngios, e então todos os outros, são apenas usurpadores. De fato, eles eram apenas funcionários do rei, encarregados de administrarem as terras que, depois de transmitidas pelo direito hereditário de governar estar terras, então pura e simplesmente tomaram o poder para eles próprios. Ao consagrar Carlos Magno em 800, a Igreja perjurou-se, porque ela tinha concluído, pelo batismo de Clóvis uma aliança com os Merovíngios que tinha feito da França a filha mais velha da Igreja.

A Exclusão de Dagoberto II da História

Com o assassinato de Dgoberto II em 679 a dinastia Merovíngia efetivamente terminou. Com a morte de Childeric III em 755 os Merovíngios pareceram desaparecer da história mundial completamente. Segundo os Documentos do Priorado, contudo, a linhagem sanguinea Merovíngia de fato sobreviveu. Segundo os Documentos do Priorado ela se perpetou até os dias atuais, do infante Sigisbert IV, filho de Dagoberto II com sua segunda esposa, Giselle de Razes. Não há dúvida de que Sigisbert existiu e era herdeiro de Dagoberto. Segundo todas as fontes outras que os Documentos do Priorado, contudo, não está claro o que aconteceu a ele. Certos cronistas tem tacitamente assumido que ele foi assassinado juntamente com seu pai e outros membros da família real. Uma narrativa altamente duvidosa avalia que ele morreu em um acidente de caça um ano ou dois antes da morte de seu pai. Se isto é verdade, Sigisbert teria sido um caçador precoce porque possivelmente ele não tivesse mais que três anos naquele tempo. Não há qualquer registro sobre a morte de Sigisbert. Nem há qualquer registro fora a evidência nos Documentos do Priorado de sua sobrevivência. A matéria toda parece ter sido perdida ‘nas névoas do tempo’, e ninguém parece ter sido muito preocupado sobre isso, exceto, com certeza, o Priorado de Sião. Em qualquer caso Sião pareceu estar conhecedor de certa informação que não estava disponível em lugar algum. Ou que era considerada de tão pequena consequência para garantir muita investigação. Ou foi deliberamente suprimida. Dificilmente seja surpreendente que nenhuma narrativa sobre o destino de Sigisbert tenha sido filtrada até nós. Não há narrativa publicamente acessível até mesmo de Dagoberto até o século XVII. Em algum ponto durante a Idade Média foi feita aparentemente uma tentativa sistemática de apagar Dagoberto da história, de negar até mesmo que ele tenha existido. Hoje Dagoberto II pode ser encontrado em qualquer enciclopédia. Ate 1646, contudo, não havia reconhecimento até mesmo de que ele tenha vivido. Qualquer lista ou genealogia de regentes franceses compilada antes de 1646 simplesmente o omite, pulando [a despeito da flagrante inconsistência] de Dagoberto I para Dagoberto III, um dos últimos monarcas Merovíngios, que morreu em 715. E não foi senão em 1655 que Dagoberto II foi reinstalado nas listas aceitas dos reis franceses. Dado este processo de erradicação, não estamos indevidamente perplexos pela falta de informação relacionada a Sigisbert. E não podemos senão suspeitar que seja qual for a informação que existiu ele tenha sido deliberadmente suprimida. Mas porque, imaginamos, deve Dagoberto II ter sido retirado da história? O que estava sendo escondido em tal exclusão? Porque alguém deveria querer negar a própria existência de um homem? Uma possibilidade, com certeza, é negar portanto a existência de seus herdeiros. Se Dagoberto nunca viveu, Sigisbert também não pode ter vivido.

Mas porque deveria ter sido importante, até o século XVII, negar que Sigisbert tenha vivido? A menos que de fato ele tenha sobrevivido, e seus descendentes ainda fossem vistos como uma ameaça. Nos parece que claramente estamos lidando com algum tipo de ‘acobertamento’. Muito patentemente existiam interesses vestidos que tinham algo de importância a perder se o conhecimento da sobrevivência de Sigisbert fosse tornado público. No século IX e talvez tão tarde quanto as Cruzadas estes interesses pareciam ter sido da Igreja Romana e da linhagem real francesa. Mas porque um tal assunto deva ter continuado a importar tão tarde quando na época de Luis XIV? Certamente isso teria sido um ponto academico então, porque três dinastias francesas tinham vindo e ido, enquanto o Protestantismo tinha quebrado a hegemonia Romana. A menos que houvesse de fato algo muito especial sobre o sangue Merovíngio. Não ‘propriedades mágicas’ mas algo mais – algo que havia retido a sua potência explosiva até mesmo depois que as superstições sobre o sangue mágico tinham sido postas de lado.

O Príncipe  Guillem de Gellone, Conde de Razes

Segundo os Documentos do Priorado, Sigisbert IV, com a morte de seu pai, foi resgatado pela sua irmã e levado para o sul para os domínios de sua mãe, a princesa visigoda Giselle de Razes. Ele é dito ter chegado ao Languedoc em 681 e, um pouco tempo depois, ter adotado e herdado o título de seu tio, o Duque de Razes e Conde de Rhedae. Também é dito que ele adotou o sobrenome ou apelido de ‘Plant-Ard’ (subsequentemente Plantard) da apelação  ‘rejeton ardent’ ‘tiro ardentemente florescente’ da vinha Merovíngia. Sob este nome, e sob os títulos adquiridos de seu tio, é dito que ele tenha perpetuado sua linhagem. E por 886 uma ramo desta linhagem é dito ter culminado em um certo Bernard Plantavelu aparentemente derivado de Plant-and ou Plantard cujo filho se tornou o primeiro Duque de Aquitaine, Até onde pudemos avaliar, nenhum historiador independente confirmou ou descartou estas avaliações. O assunto inteiro foi simplesmente ignorado. Mas a evidência circunstancial argumentou persuasivamente que Sigisbert de fato sobreviveu e perpetuou sua linhagem. A assídua erradicação de Dagoberto da história dá credencial a esta conclusão. Ao negar sua existência, qualquer linhagem descendente dele teria sido invalidada. Isto constitui um motivo para uma ação que outro modo seria inexplicável. Entre os outros fragmentos de evidência está uma carta de direitos datada de 718 que pertence a fundação de um monastério a umas poucas milhas de Rennes-le-Chateau por Sigisbert, Conde de Rhedae e sua esposa, Magdala. Fora esta carta de direitos nada é ouvido dos títulos de Rhedae e Razes por um outro século. Quando um deles reaparece, contudo, ele o faz em um contexto extremamente interessante. Por 742 há um Estado independente e completamente autônomo no sul da França; um principado segundo algumas narrativas, um reino completamente maduro, segundo outras. A documentação é não elaborada e a história é vaga sobre isso e a maioria dos historiadores, de fato, não é ciente de sua existência mas não há dúvida de sua realidade. Ele foi oficialmente reconhecido por Carlos Magno e seus sucessores, e pelo califa de Bagdá e o mundo islâmico. Ele foi rancorosamente reconhecido pela Igreja, de quem confiscou algumas terras. E ele sobreviveu até o final do século IX. Em algum tempo entre 759 e 768 o governante deste Estado – que incluia Razes e Rennes-le-Chateau foi oficialmente pronunciado rei. A despeito da desaprovação de Roma, ele foi recohecido como tal pelos Carolíngios, dos quais ele se considerava vassalo. Nas existentes narrativas ele figura mais proeminente sob o nome de Teodorico, ou Thierry. E a maioria dos eruditos modernos o vêem como sendo de descendência Merovíngia. Não há evidência definitiva de onde tal descendência se derivou. Pode muito bem ter derivado de Sigisbert. Em qualquer caso, não há dúvida que o filho de Teodorico, Guillem de Gellone, manteve o título de Conde de Razes. O título que é dito ter sido possuido por Sigisbert e passado aos seus descendentes. Guillem de Gellone era um dos mais famosos homens de seu tempo, tanto que, sua realidade histórica – como a de Carlos Magno e Godfroi de Boiullon tem sido obscurecidas pela lenda.

Antes da época das Cruzadas, houve ao menos seis poemas épicos compostos sobre ele, canções similares a famosa Chanson de Roland. Na Divina Comédia Dante se refere a ele unicamente em um status exaltado. Mas até mesmo antes de Dante, Guillem tinha se tornado objeto de atenção literária. No século XIII ele figurou como protagonista de  Willehalm, um romance épico inacabado composto por Wolfram von Eschenbach cujo trabalho mais famoso, Parzival, é provavelmente o mais importante dos romances que lidam com os mistérios do Santo Gral. Nos pareceu de certa forma curioso, inicialmente, que Wolfram – todos os outros trabalhos lidam com o Gral, a ‘família do Gral’ e a ‘linhagem da família do Gral’ deva subitamente se devotar a um tema tão radicalmente diferente como Guillem de Gellone. Por outro lado, Wolfram declarou em um outro poema que o ‘Castelo do Gral’, lar da ‘família do Gral’ estava situado nos Pirineus, no que, no início do século IX, era o domínio de Guillem de Gellone. Guillem manteve um relacionamente estreito com Carlos Magno. Sua irmã, de fato, casou-se com um dos filhos de Carlos Magno assim estabelecendo uma ligação dinástica com o sangue imperial. E o próprio Guillem era um dos mais importantes comandantes de Carlos Magno na incessante guerra contra os mouros. Em 803, pouco depois da coroação de Carlos Magno como Sagrado Impreador Romano, Guillem capturou Barcelona dobrando seu próprio território e estendendo sua influência aos Pirineus. Carlos Magno ficou tão grato por seus serviços que seu principado foi confirmado pelo imperador como uma instituição permanente. A carta de direitos ratificando isto foi perdida ou destruída, mas há abundante testemunho de sua existência. Autoridades independentes e inimpugnáveis tem fornecido genealogias detalhadas da linhagem de Guillem de Gelone e sua família e descendentes.  Estas fontes, contudo, não fornecem indicação dos ascendentes de Guillem exceto por seu pai, Teodorico. Em resumo, as origens reais da família foram envoltas em mistério. E eruditos e historiadores contemporaneos estão geralmente de certa forma intrigados sobre o aparecimento enigmático, como se em combustão espontanea, de uma casa nobre tão influente. Mas uma coisa, a qualquer nível, é certa. Por 886 a linhagem de Guillem de Gelone culminou em um certo Bernard Plantavelu, que estabeleceu o ducado de Aquitaine.

Em outras palavras, a linhagem de Guillem culminou precisamente no mesmo indivíduo da linhagem descrita nos Documentos do Priorado para Sigisbert IV e seus descendentes. Estávamos tentados, com certeza, de pular para as conclusões, e usar as genealogias nos Documentos do Priorado para atravessar a brecha deixada pela história aceita. Estávamos tentados a assumir que os elusivos progenitores de Guillem de Gelone eram Dagoberto II, e Sigisbert IV e a linhagem principal da deposta dinastia Merovíngia, a linhagem citada nos Documentos do Priorado sob o nome de Plant-ard ou Plantard. Infelizmente não pudemos assim o fazer. Dado o estado confuso dos registros existentes, não pudemos definitivamente estabelecer a precisa conexão entre a linhagem Plantard e a linhagem de Guillem de Gelone. Eles podem de fato ter culminado no mesmo. Por outro lado, eles podem ter intercasado em algum ponto. O que permaneceu certo, contudo, foi que ambas linhagens, por 886, tinham culminado em Bernard Plantavelu e nos duques da Aquitaine. Embora eles nem sempre combinem precisamente na datação e tradução de nomes, podemos então tentativamente aceitar, na ausência de qualquer contradição histórica, que a linhagem sanguinea Merovingia de fato continuou, mais ou menos como é mantido nos Documentos do Priorado. Podemos tentativamente aceitar que Sigisbert IV sobreviveu ao assassinato de seu pai, adotou o nome de família Plantard e, como Conde de Razes, perpetuou a linhagem de seu pai.

O Príncipe Ursus

Por 886, de fato, o ‘tiro florescente da vinha Merovingia’ tinha florescido em uma grande e complicda árvore familiar. Bernard Plantavelu e os Duques de Aquitaine constituem um ramo. Há outros ramos também. Então os Documentos do Priorado declaram que o neto de Sigisbert IV, Sigisbert VI, era conhecido pelo nome de Príncipe Ursus. Entre 877 e 879 o Príncipe Ursus é dito ter sido oficialmente proclamado Rei Ursus. Ajudado por dois nobres Bernard dAuvergne e o Marquês de Gothic ele é dito ter realizado uma inssureição contra Luis II da França em uma tentativa de reconquistar sua herança por direito. Historiadores independentes confirmam que uma tal inssureição de fato ocorreu entre 877 e 879. Estes mesmos historiadores se referem a Bernard dAuvergne e ao Marquês de Gothic. O líder, ou instigador, da insurreição não é especificamente chamado como Sigisbert VI. Mas há referências a um indivíduo conhecido como Prícipe Ursus. Sobretudo, o Príncipe Ursus é conhecido por ter estado envolvido em uma cerimonia curiosa e elaborada em Nimes, na qual quinhentos eclesiásticos reunidos cantaram o Te Deum. De todas as narrativas sobre isso, este cerimonia pareceria ter sido uma coroação. Bem pode ter sido a coroação a qual aludiu os Documentos do Priorado quando se referem a proclamação do Príncipe Ursus como rei. Mais uma vez, os Documentos do Priorado receberam apoio independente. Mais uma vez, eles parecem se basear na informação não obtível em outros lugares que suplementou e algumas vezes até mesmo ajudou a explicar censuras na história aceita.  Neste caso, eles aparentemente nos tinham dito que o elusivo Príncipe Ursus realmente era – o descendente linear, por Sigisbert IV, do assassinado Dagoberto II. E a insurreição para a qual os historiadores parecem não fazer sentido, podia ter sido uma tentativa completamente compreensiva da deposta dinastia Merovíngia de reconquistar a herança conferida por Roma através do pacto com Clovis, e então subsequentemente traído. Segundo os Documentos do Priorado e fontes independentes, a insurreição fracassou. O Príncipe Ursus e seus apoiadores foram derrotados em uma batalha perto de Poitiers em 881. Com este retrocesso, é dito que a família Plantard perdeu suas possessões no sul da França embora ainda mantivesse o agora puramente titular status de Duque de Rhedae e Conde de Razes. O Príncipe Ursus é dito ter morrido na Bretanha onde sua linhagem se tornou aliada pelo casamento com a casa ducal de Breton. Pelo século IX, então, o sangue Merovíngio havia fluido nos ducados de Brittany e Aquitaine. Nos anos que se seguiram, a família incluindo Alain, mais tarde Duque da Brittany é dito ter buscado refúgio na Inglaterra, estabelecendo um ramo inglês chamado ‘Planta’.

Novamente autoridades independentes confirmam que Alain, sua família e entourage fugiram dos Vikings para a Inglaterra. Segundo os Documentos do Priorado, um dos ramos ingleses da família, listado como Bera VI, era apelidado ‘O Arquiteto’. Ele e seus descendentes, tendo encontrado um paraíso na Inglaterra sob o Rei Athelstan, são ditos terem praticado a arte da construção – uma referência aparentemente enigmática. Muito interessantemente, as fontes maçonicas datam a origem da Livre Maçonaria na Inglaterra no reino do Rei Athelstan. Pode a linhagem sanguínea Merovíngia, imaginamos, além de suas declarações pelo trono francês, estar de algum modo ligada com algo no núcleo da Livre Maçonaria?

A Família do Gral

A Idade Média abunda com uma mitologia tão rica e ressonante quanto aquelas das antigas Grécia e Roma. Algumas destas mitologias pertencem, embora de forma selvagemente exagerada, a reais personagens históricos para Arthur, Roland e Carlos Magno, para Rodrigo Diaz de Vivar, popularmente conhecido como El Cid. Outros mitos como aqueles relativos ao Gral, por exemplo, parecem de início repousar em uma fundação mais fabulosa. Entre os mitos medievais mais populares e evocativos está aquele de Lohengrin, o Cavaleiro Cisne’. Por uma lado ele é estreitamente ligado aos fabulosos romances do Gral; por outro, ele cita personagens históricas específicas. Esta mistura de fato e fantasia pode bem ser única. E por tais trabalhos como a ópera de Wagner ele continua a exercer seu apelo arquetípico até mesmo hoje. Segundo as narrativas medievais, Lohengrin algumas vezes chamou Halias, implicando associações solares foram um descendente da elusiva e misteriosa família do Gral. No poema de Wolfram von Eschenbach, ele é de fato o filho de Parzival, o supremo Cavaleiro do Gral. Um dia, no sagrado templo do castelo do Gral em Munsalvaesche, Lohengrin é dito ter ouvido o sino da capela tocando sem a intervenção de mãos humanas; um sinal que sua ajuda era urgentemente solicitada em algum lugar no mundo. Foi requerido, muito previsivelmente, por uma donzela em apuros, a Duquesa de Brabant, segundo algumas fontes, a Duquesa de Bouillon segundo outras. A dama precisava desesperadamente de um campeão, e Lohemgrin se apressou em seu resgate em um bote levado por cisnes heráldicos. Em um único combate ele derrotou o perseguidor da Duquesa e então se casou com a dama. Em suas núpcias, contudo, ele deu um aviso restringente. Nunca sua noiva era para interroga-lo sobre suas origens ou ancestralidade, seu fundo ou lugar de onde veio. E por alguns anos a dama obedeceu a ordem de seu marido. Afinal, contudo, estimulada pela curiosidade fatal e pelas grosseiras insinuações de rivais, ele presumiu fazer a pergunta proibida. Portanto, Lohengrin foi compelido a partir, desaparecendo em seu bote levado por cisnes ao por do sol. E para trás dele, com sua esposa, ele deixou uma criança de linhagem incerta. Segundo as várias narrativas, este criança foi o pai ou avô de Godfroi de Bouillon.

É difícil para a mente moderna apreciar a magnitude do status de Godfroi na consciência popular – não somente de seu próprio tempo mas até mesmo tão tarde quanto no século XVII. Hoje, quando se pensa nas Cruzadas, pensa-se em Ricardo Coração de Leão, Rei João, talvez Luis IX [São Luis] ou Frederico Barbarossa. Mas até relativamente recentemente, nenhum destes indivíduos desfrutava do prestígio e da aclamação de Godfroi. Godfroi, líder da Primeira Cruzada, foi o supremo herói popular, o herói por excelência. Foi Godfroi que inaugurou as Cruzadas.  Foi Godfroi que capturou Jerusalém dos Sarracenos. E foi Godfroi que resgatou o Sepulcro de Cristo das mãos infiéis. Foi Godfroi, acima de todos os outros, que, na imaginação das pessoas, reconciliou os ideais do empreendimento da alta cavalaria com a fervente piedade cristã. Não surpreendentemente, portanto, Godfroi se tornou objeto de um culto que persistiu muito depois de sua morte. Dado seu status exaltado, é compreensível que Godfroi deva ser creditado de todas as maneiras de ilustres pedigrees místicos. É até mesmo compreensível que Wolfram von Eschenbach, e outros romancistas medievais, devam liga-lo diretamente ao Gral e devam apresenta-lo como descendente linear da misteriosa família do Gral. E tais pedigreees fabulosos tem se tornado até mesmo mais compreensíveis pelo fato de que a verdadeira linhagem de Godfroi é obscura. A história permanece desconfortavelmente incerta de sua ancestralidade.

Os Documentos do Priorado nos forneceram a genealogia mais plausível, talvez de fato, a primeira plausível, de Godfroi de Bouillon que tenha vindo a luz. Até onde esta genealogia pode ser examinada e muito dela pode ser provado acurado. Não encontramos evidência que a contradiga,  grande parte a sustenta, e está convincentemente preenchida por um número de perplexantes falhas históricas. Segundo a genealogia nos Documentos do Priorado, Godfroi de Bouillon em virtude de sua avó, que se casou com Hugues de Plantard em 1009 era um descendente linear da família Plantard. Em outras palavras, Godfroi era de sangue Merovíngio, diretamente descendendo de Dagoberto II, Sigesbert IV e a linhagem dos ‘reis perdidos’ merovíngios. Por quatro séculos o sangue real merovíngio parece ter fluido por retorcidas e numerosas árvores familiares. Afinal, por um processo análogo ao de enxertar as vinhas em vinicultura pareceria ter dado fruto em Godfroi de Bouillon, Duque de Lorraine. Podemos agora perceber as Cruzadas sob uma nova perspectiva, e discernir nelas algo mais do que o gesto simbólico de reclamar o Sepulcro de Cristo dos Sarracenos. Esta revelação lança uma importante luz nova sobre as Cruzadas. A seus próprios olhos, bem como aos olhos de seus apoiadores, Godfroi teria sido mais do que Duque de Lorraine. E aqui, na casa de Lorraine, é estabelecido um novo patrimônio. Ele seria de fato, um rei por direito, um legítimo reclamante da dinastia deposta com Dagoberto II em 679. Mas se Godfroi era um rei por direito, ele era também um rei sem reino, e a dinastia Capetiana na França, apoiada pela Igreja Romana, estava por então entrincheirada demais para ser destronada. O que alguém pode fazer se é um rei sem reino? Talvez encontrar um reino. Ou criar um reino. O mais precioso reino no mundo inteiro, a Palestina, a Terra Sagrada, o solo caminhado pelo próprio Jesus. Não deveria o regente de um tal reino ser comparável a qualquer um na Europa? E ele não estaria, ao presidir sobre o mais sagrado dos sítios terrenos, obtendo uma doce vingança sobre a Igreja que traiu seus ancestrais quatro século antes?

O Mistério Elusivo

Gradualmente certas peças do quebra-cabeças estão começando a entrar em seu lugar. Se Godfroi era de sangue Merovíngio, um número de fragmentos aparentemente desconectados param de serem desconexos e assumem uma continuidade coerente. Podemos então explicar a ênfase aceita em tais elementos aparentemente disparatados como a dinastia Merovíngia e as Cruzadas, Dagoberto II e Godfroi, Rennes-le-Chateau, os Cavaleiros Templários, a casa de Lorraine, o Priorado de Sião. Podemos até mesmo traçar as linhagens sanguineas merovíngias até o dia presente a Alain Poher, a Henri de Montpezat [consorte da Rainha da Dinamarca], a Pierre Plantard de Saint-Clair, a Otto von Habsburg, duque titular de Lorraine e Rei de Jerusalém. Ainda que uma questão realmente crucial continue a se evadir de nós. Ainda não podemos ver porque a linhagem sanguínea Merovíngia deva ser tão inexplicavelmente importante hoje. Não podemos ver porque sua declaração deve ser de qualquer modo relevante aos assuntos contemporaneos, ou porque ela deva comandar a fidelidade de tantos homens importantes através dos séculos. Ainda não podemos ver porque uma moderna monarquia Merovíngia, contudo tão tecnicamente legítima quanto ela possa ser, garantiria um tal endosso urgente. Muito claramente estamos negligenciando algo.

A Tribo Exilada

Pode haver algo especial sobre a linhagem sanguínea Merovíngia, algo mais do que a legitimidade academica e técnica? Pode realmente haver algo, de algum modo, que genuinamente possa dizer respeito aos povos de hoje? Pode haver algo que possa afetar, talvez até mesmo alterar, as existentes instituições sociais, políticas e religiosas? Estas perguntas continuam a nos intrigar. Como ainda que, contudo, não pareça haver respostas para elas. Mais uma vez mergulhamos pela compilação dos Documentos do Priorado, e especialmente os todo importantes Dossiês Secretos. Relemos passagens que antes nada haviam significado para nós. Agora elas faziam sentido, mas não serviam para explicar o mistério, nem para responder o que havia se tornado perguntas críticas. Por outro lado, havia outras passagens cuja relevância ainda não estava clara para nós. Estas passagens por nenhum modo resolviam o enigma; mas, se nada mais, eles estabeleceram o nosso pensamento ao longo de certas linhas que eventualmente se provaram ser de suprema importância. Como já haviamos descoberto, os próprios Merovíngios, segundo seus próprios cronistas, afirmavam descenderem da antiga Tróia. Mas segundo certos Documentos do Priorado o pedigree Merovíngio era mais velho do que o cerco de Tróia. Segundo certos Documentos do Priorado, o pedigree Merovíngio podia de fato ser traçado de volta ao Velho Testamento. Entre as genealogias nos Dossiês Secretos, por exemplo, há numerosas notas de rodapé e anotações. Muitas delas se referem especificamente a uma das doze tribos do antio Israel, a Tribo de Benjamim. Uma de tais referências cita, e enfatisa, três passagens bíblicas – Deuteronomio 33, Josué 18 e Juízes 20 e 21. Deuteronomio 33 contém a benção pronunciada por Moisés sobre os patriarca de cada uma as doze tribos. De Benjamim, Moisés diz: ‘O amado do Senhor deve habitar em segurança por Ele; e o Senhor deve cobri-lo por todo dia, e Ele habitará entre seus ombros’ (33:12) Em outras palavras Benjamim e seus descendentes eram selecionados por uma benção muito especial e exaltada. Isto, de fato, era claro. Estavamos, com certeza, intrigados pela promessa do Senhor habitar entre os ombros de Benjamim. Isso deve ser associado com a legendária marca de nascimento Merovíngia, a cruz vermelha entre as omoplatas? A ligação nos parece de certa forma levada longe demais. Por outro lado, havia outras similaridades mais claras entre Benjamim no Velho Testamento e o assunto de nossa investigação. Segundo Robert Graves, por exemplo, o dia sagrado de Benjamim era 23 de dezembro – o dia da festa de Dagoberto. Entre os três clãs que compreendiam a Tribo de Benjamim, havia o clã de Ahiram que pode de algum modo obscuro pertencer a Hiram, construtor do Templo de Salomão e figura central na tradição maçonica. O mais devotado discípulo de Hiram, sobretudo, era chamado Benoni; e Benoni, muito interessantemente, era o nome originalmente conferido ao infante Benjamim por sua mãe, Raquel, antes que ela morresse. A segunda referência bíblica nos Dossiês Secretos, em Josué 18, é ainda mais clara. Ela lida com a chegada do povo de Moisés a Terra Prometida e a indicação de cada uma das doze tribos para partes particulares do território. Segundo esta indicação, o território da Tribo de Benjamim incluia o que subsequentemente veio a ser a sagrada cidade de Jerusalém. Jerusalém, em outras palavras, até mesmo antes de se tornar a capital de David e de Salomão, foi atribuida por direito de nascimento à Tribo de Benjamim. Segundo Josué 18:28 o direito de nascimento dos Benjamitas abarcava Zelah, Eleph e Jebusi, que é Jerusalém, Gibeath e Kirjath; quatorze cidades com suas vilas. Esta é a herança dos filhos de Benjamim segundo suas famílias. A terceira referência bíblica citada nos Dossiês Secretos envolve uma sequência muito complexa de eventos. Um Levita, viajando pelo território Benjamita, é assaltado, e sua concubina violentada, por adoradores de Belial, uma variante da Mãe Deusa Suméria, conhecida como Ishtar pelos babilonios e Astarte pelos Fenícios.

Chamando representantes das doze tribos para testemunhar, o Levita exige vingança pela atrocidade; e em um conselho, os Benjamitas são aconselhados a entregarem os malfeitores a justiça. Pode-se esperar que os Benjamitas cumprissem isso prontamente. Por alguma razão, contudo, eles não o fazem, e resolvem, pela força das armas, proteger os ‘filhos de Belial’. O resultado é uma guerra sangrenta e amarga entre os Benjamitas e as outras onze tribos remanescentes. No curso das hostilidades uma praga é pronunciada pelos últimos sobre qualquer homem que der sua filha a um Benjamita. Quando a guerra acabou, contudo, os Benjamitas estão virtualmente exterminados e os israelitas vitoriosos se arrependem de sua maldição que, contudo, não pode ser retirada; Agora os homens de Israel tinham jurado em Mizpeh, dizendo, Nenhum de nós dará sua filha por esposa a um Benjamita. E o povo veio a casa de Deus, e morou lá até mesmo diante de Deus, e elevou sua voz, e lamentou tristemente; e disse, Oh Senhor Deus de Israel, porque tem vido a acontecer a Israel que hoje deva haver uma tribo faltando em Israel: [Juízes 21:1-3]. Uns poucos versos depois, o lamento é repetido: e os filhos de Israel se arrependem por Benjamim seu irmão, e dizem, há uma tribo cortada de Israel neste dia. O que devemos fazer com as esposas deles que permanecem, vendo que temos jurado ao Senhor que não daremos a eles nossas filhas por esposas? [Juizes 21:6-7] . E ainda novamente: E o povo se arrependeu por Benjamim, porque o Senhor tinha feito uma brecha nas tribos de Israel. Então os anciãos da congregação disseram, Como devemos fazer para as esposas deles que restaram, vendo que as mulheres são destruídas fora de Benjamim? E eles disseram, deve haver uma herança para elas que escapem de Benjamim, que a tribo não seja destruida de Israel. Porque não podemos dar a eles nosas filhas por esposas porque os filhos de Israel tem jurado, dizendo, Amaldiçoado seja aquele que der uma esposa a Benjamim [Juízes 21:15-18]. Confrontados pela extinção da tribo inteira os anciãos rapidamente divisaram uma solução. Em Shiloh, em Bethel, brevemente há um festival; e as mulheres de Shiloh, cujos homens tem permanecido neutros na guerra estão para serem considerados um jogo justo. Os Benjamitas sobreviventes são instruídos a irem para Shiloh e esperar em emboscada nos vinhedos. Quando as mulheres da cidade se congregaram para dançar no festival, os Benjamitas as tomaram e levaram como esposas.

Não está claro porque os Dossiês Secretos insistem em chamar atenção para esta passagem. Mas seja qual for a razão, os Benjamitas, até onde diga respeito a história bíblica, são claramente importantes. A despeito da devastação da guerra,  rapidamente se recuperaram em prestígio, se não em números.  De fato eles se recuperaram tão bem que em Samuel eles fornecem a Israel seu primeiro Rei, Saul. Seja qual a recuperação que os Benjamitas possam ter feito, contudo, os Dossiês secretos implicam que a guerra sobre os seguidores de Belial era um ponto de virada crucial. Pareceria que no despertar deste conflito muitos, se não a maioria, dos Benjamitas foram para o exílio. Então há uma nota portentosa nos Dossiês Secretos, em letras capitais: UM DIA OS DESCENDENTES DE BENJAMIM DEIXARAM SEU PAíS; ALGUNS PERMANECERAM; 2.000 ANOS DEPOIS GODFROI VI [DE BOUILLON] SE TORNOU REI DE JERUSALÉM E FUNDOU A ORDEM DE SIÃO. De início, pareceu não haver relação entre estes aparentes non sequiturs. Quando reunimos as diversas e fragmentárias referências nos Dossiês Secretos, contudo, uma história coerente começou a emergir. Segundo esta narrativa a maioria dos Benjamitas não foram para o exílio. Seu exílio supostamente os levou a Grécia, para o Peloponeso Central e para a Arcadia, em resumo, onde supostamente eles se tornaram alinhados com a linhagem real arcadiana. Na direção do advento da era cristã, é dito então que eles tenham migrado Danúbio e Reno acima, se entrecasando com certas tribos teutônicas e eventualmente engendrando os Francos Sicambrianos, os antecessores imediatos dos Merovíngios. Segundo os documentos do Priorado, então, os Merovíngios eram descendentes, por meio da Arcadia, da Tribo de Benjamim. Em outras palavras, os Merovíngios, bem como seus subsequentes descendentes das linhagens sanguineas de Plantard e Lorraine, por exemlo, eram ultimamente de origem semítica ou israelita.

E se Jerusalém era de fato o direito hereditário por nascimento dos Benjamitas, Godfroi de Bouillon, ao marchar sobre a cidade Santa, teria de fato estado reclamando sua herança por direito e antiga. Novamente é significativo que Godfroi, sozinho entre os augusto príncipes ocidentais que embarcaram na Primeira Cruzada, dispusesse toda sua propriedade antes de sua partida – implicando portanto que ele não pretendia voltar a Europa. É desnecessário dizer, não tivemos meios de avaliar se os Merovíngios eram ou não de origem Benjamita. A informação nos Documentos do Priorado, tal como isso era, relatado era remota demais; obscura demais de um passado para o qual não há confirmação, nenhum registro de qualquer tipo que possa ser obtido. Mas as avaliações não são nem particularmente únicas e nem novas. Ao contrário, eles tem estado por aí, na forma de vagos rumores e nebulosas tradições, por um longo tempo. Para citar apenas uma vez, Proust retira delas em seu opus; e mais recentemente, o novelista Jean  d’Ormesson sugere a origem judaica de certas famílias nobres francesas. E em 1965 Roger Peyrefitte, que vê como escandalizar seus compatriotas, o fez assim com ressonante elã em uma novela afirmando que todos os franceses e a maioria da nobreza européia é ultimamente judaica. De fato o argumento, embora improvável, não é de todo implausível, nem são os exílios e migrações restritas a Tribo de Benjamim nos Documentos do Priorado. A Tribo de Benjamim tomou armas em benefício dos seguidores de Belial, uma forma de Deusa Mãe frequentemente associada a imagens de um touro ou bezerro. Há razões para acreditar que os próprios Benjamitas reverenciavam esta deidade. De fato, é possível que a veneração do Bezerro de Ouro no Exodus o assunto, bastante significativo, de uma das mais famosas pinturas de Poussin pode ter sido especificamenet um ritual Benjamita. Seguindo sua guerra contra as outras onze tribos de Israel, os Benjamitas fugindo para o exílio, por necessidade, teriam tido que fugir na direção oeste, em direção da costa fenícia. Os fenícios possuiam barcos capazes de transportar grandes números de refugiados. E eles teriam sido aliados óbvios para os Benjamitas fugitivos porque, eles também, veneravam a Deusa Mãe na forma de Astarte, a Rainha do Céu.

Se realmente houve um exodus dos Benjamitas da Palestina pode-se esperar encontrar algum resistro vestigial disso. No mito grego se encontra. Há a história do filho do Rei Belus, Danaus, que chega na Grécia com suas filhas, por barco. Suas filhas são ditas terem introduzido o culto da Deusa Mãe que se tornou o culto estabelecido dos Arcadianos. Segundo Robert Graves, o mito de Danaus registra a chegada no Peloponeso de colonos da Palestina. Graves afirma que de fato o Rei Belus é Baal, ou Bel, ou talvez Belial do Velho Testamento. Também é válido notar que um dos clãs da Tribo de Benjamim era o clã de Bela. Na Arcadia o culto da Deusa Mãe não apenas prosperou mas sobreviveu muito mais que em outras partes da Grécia. Ele se tornou associado com a deusa Demeter, então Diana ou Artemis. Conhecida regionalmente como Arduina, Artemis se tornou a deidade tutelar das Ardenas; e foi das Ardenas que os francos sicambrianos primeiro sairam para o que agora é a França. O totem de Artemis era a ursa Kallisto, cujo filho era Arkas, o urso infante e patrono da Arcadia. E Kallisto, transportada aos céus por Artemis, se tornou a constelação da Ursa Maior, a Grande Ursa. Pode ser então ser algo mais do que coincidência no apelo ‘Ursus’ aplicado repetidamente a linhagem sanguinea Merovíngia. Em qualquer caso há outra evidência, fora da mitologia, sugerindo uma migração judaica para a Arcadia. Nos tempos clássicos a região conhecida como Arcadia era governada pelo poderoso estado militarista de Esparta. Os espartanos absorveram muito da mais velha cultura acadiana, e de fato, o legendário arcadiano Lycaeus pode ser identificado com Lycurgus, que codificou a lei espartana. Ao alcançar a idade adulta, os espartanos, como os Merovingios, atribuiam um especial significado mágico ao seu cabelo que, como os Merovíngios, eram usados longos. Segundo uma autoridade ‘o cumprimento do cabelo denotava o vigor físico deles e se tornou um símbolo sagrado’. O que há mais, ambos os livros dos Macabeus nos Apócrifos ressaltam a ligação entre os espartanos e os judeus. Macebeus fala de certos judeus terem embarcado para ir aos Lacedonianos, na esperança de encontrar proteção lá por causa de sua realeza. E Macabeus afirma explicitamente: ‘tem sido encontrado na escrita concernente aos espartanos e aos judeus que eles eram irmãos e são da família de Abraão’. Podemos então reconhecer ao menos a possibilidade de uma migração judaica para a Arcadia assim como os Documentos do Priorado, se eles não podem ser provados corretos, também não podem ser descartados. Quanto a influência semítica na cultura franca, há sólida evidência arqueológica. As rotas de comércio semíticas e fenícias atravessavam todo o sul da França, de Bordeaux a Marselha e Narbonne. Eles também se estendiam Reno acima. Já em 700-600 BC havia assentamentos fenícios não apenas ao longo da costa francesa mas terra a dentro também, em tais sítios como Carcassone e Toulouse. Entre os artefatos encontrados nestes sítios estão muitos de origem semíta. Isto dificilmente seja surpreendente. No século IX BC os reis fenícios de Tiro tinham se entrecasado com os reis de Israel e Judá assim estabelecendo uma aliança dinástica  que teria engendrado um contacto íntimo entre seus povos respectivos.

O saque de Jerusalém no ano 70 de nossa era e a destruição do Templo, desencadearam um exodus maciço dos judeus da Terra Santa. Então a cidade de Pompéia, enterrada pela erupção do Vesúvio em 79, incluia uma comunidade judaica. Certas cidades no sul da França – Arles, por exemplo – Lunel e Narbonne forneceram um paraíso para os refugiados judeus ao redor do mesmo tempo. E ainda que o influxo de povos judaicos na Europa e especialmente na França, fossem anteriores a queda de Jerusalém no primeiro século. De fato isso tinha estado em progresso de antes da era cristã. Entre 106 e 48 BC uma colonia judaica foi estabelecida em Roma. Não muito depois uma outra de tais colonias foi estabelecida no Reno, em Colonia. Certas legiões romanas incluiam contingentes de escravos judeus, que acompanhvam seus senhores por toda Europa. Muitos destes escravos eventualmente venceram, comprando ou de outro modo obtendo sua liberdade e formaram comunidades. Em consequência há muitos nomes de lugares especificamente semíticos espalhados pela França. Alguns deles estão situados quadradamente na velha terra natal merovíngia. A uns poucos quilometros de Stenay, por exemplo, nas bordas da Floresta de Woevres onde Dagoberto foi assassinado, há uma vila chamada Baalon. Entre Stenay e Orval  há uma cidade chamada Avioth. E a Montanha de Sião em Lorraine – ‘a colina inspirada’ era originalmente ‘Monte Semita’. Novamente então, não podemos provar as afirmações do Priorado de Sião mas também não podemos descarta-las. Certamente há evidência suficiente que as torna ao menos plausíveis. Fomos compelidos a reconhecer que os Documentos do Priorado podem estar corretos que os Merovíngios, e várias famílias nobres que são descendentes deles, podem ter derivado de fontes semíticas. Mas isto pode, imaginamos, ser tudo o que havia da história? Pode este ser o portentoso segredo que tem engendrado tanta confusão e intriga, tanta maquinação e mistério, tanta controvérsia e conflito por séculos? Meramente uma outra história de uma tribo perdida? E até mesmo se não fosse lenda mas verdade, isso realmente poderia explicar a motivação do Priorado de Sião e a afirmação da dinastia Merovíngia? Isto poderia explicar a adesão de homens como Leonardo da Vinci e Issac Newton ou as atividades das casas de Guise e Lorraine, os comportamento encobertos da Companhia do Santo Sacramento, os segredos fugidios da Maçonaria Livre de Rito Escocês? Obviamente não. Porque deveria a descendência da Tribo de Benjamim constituir um segredo tão explosivo? E, talvez mais crucialmente, porque a descendência da Tribo de Benjamim teria importância hoje? Como isso pode possivelmente esclarecer as atividades e objetivos do Priorado de Sião nos presentes dias? Se nossa pesquisa envolveu vestidos interesses que eram especificamente semíticos ou judaicos, sobretudo, porque isto envolveu tantos componentes de um caráter especifica e fervorosamente cristão? O pacto entre Clovis e a Igreja Romana, por exemplo: a manifesta cristandade de Godfroi de Bouillon e a conquista de Jerusalém; o pensamento herético, talvez, mas não menos cristão dos cátaros e dos Cavaleiros Templários; as pias instituições como a Companhia do Santo Sacramento; a Livre Maçonaria que era hermética, aristocrática e cristã e a implicação de tantos eclesiásticos cristãos dos príncipes do alto escalão da Igreja até os curas das vilas locais como Boudet e Sauneire? Pode ser que os Merovíngios realmente fossem de origem judaica, mas se assim o era nos pareceu essencialmente incidental. Seja qual for o segredo real que subjaz na nossa investigação ele parecer estar inextrincavelmente associado não ao judaismo do Velho Testamento, mas com o cristianismo. Em resumo, a Tribo de Benjamim por um momento, ao menos – parece ser uma isca falsa. Contudo tão importante quanto possa ser, havia algo até mesmo maior em importância envolvido. Ainda estamos negligenciando algo.

Três – A Linhagem Sanguínea

O Santo Gral

O que poderiamos estar negligenciando? Ou, alternativamente, o que nós tinhamos buscado no lugar errado? Talvez houvesse algum fragmento que tinha estado bem diante de nossos olhos por todo tempo que, por uma razão ou outra, deixamos de perceber? Até onde pudemos determinar, não haviamos negligenciado um só item, nenhum dado da aceita erudição. Mas pode haver algo mais – algo que já – ‘além do pálido’ – da história documentada, os fatos concretos a que temos nos determinado a nos confinar? Certamente havia um motivo, admitidamente fabuloso, que havia se tecido por nossa investigação, recorrendo repetidamente, com uma consistência insistente e intrigante. Este era o misterioso objeto conhecido como o Santo Gral. Para seus contemporaneos, por exemplo, os cátaros eram acreditados terem a posse do Gral. Os Templários, também, eram frequentemente vistos como os guardiões do Gral e os romances do Gral tinham originalmente saído da corte do Conde de Champagne, que estava intimamente associado com a fundação dos Cavaleiros Templários. Quando os Templários foram suprimidos, sobretudo, as bizarras cabeças que eles supostamente veneravam desfrutaram, segundo os relatos oficiais da Inquisição, muitos dos atributos tradicionalmente atribuidos ao Gral – fornecendo sustento, por exemplo, e imbuindo a terra de fertilidade. No curso de nossa investigação tinhamos atravessado pelo Gral em inúmeros outros contextos também. Alguns tem sido relativamente recentes, tais como os círculos ocultos de Josephin Peladan e Claude Debussy no fim do século XIX. Outros eram consideravelmente mais velhos. Godfroi de Bouillon, por exemplo, era descendente segundo a história medieval e o folclore de Lohengrin, o Cavaleiro do Cisne; e Lohengrin, nos romances, era o filho de Perceval ou Parzival, protagonista de todas as histórias do Gral. Guillem de Gellone, sobretudo, governante da principalidade medieval no sul da França durante o reinado de Carlos Magno, era o herói de um poema de Wolfram von Eschenbach, o mais importante dos cronistas do Gral. De fato, o poema de Guillem in Wolfram foi dito ter sido associado de algum modo com a misteriosa família do Gral. Eram estas intrusões do Gral em nossa investigação, e outras como elas, meramente aleatórias e coincidentais? Ou havia uma continuidade subjacente e conectando com, de algum modo inimaginável, a seja o que for que possa ser o Gral? A este ponto, estavamos confrontados por uma pergunta incrível. O Gral poderia ser algo mais do que pura fantasia? De algum modo ele poderia ter existido? Poderia de fato haver uma coisa tal como o Santo Gral? Ou algo concreto, a qualquer nível, para o qual o Gral tenha sido empregado como um símbolo? A questão certamente era excitante e provocante – para dizer o mínimo. Ao mesmo tempo isto ameaçava nos tomar para muito longe demais, para esferas de espúrias especulações.  Isto de fato serviu para dirigir nossa atenção aos próprios romances do Gral. E neles os romances do Gral ofereceram um número de enigmas perplexantes e distintamente relevantes. É geralmente asumido que o Gral se relaciona de algum modo a Jesus. Segundo algumas tradições, era a taça na qual Jesus e seus discípulos beberam na Última Ceia. Segundo outras tradições, era a taça onde José de Arimatéia pegou o sangue de Jesus enquanto ele estava na cruz. Mas se o Gral é tão intimamente associado a Jesus ou se ele de fato existiu, porque não havia referência a ele seja onde for por mais de mil anos? Onde ele esteve durante todo este tempo? Porque ele não figurou na literatura anterior, no folclore ou na tradição? Porque deveria algo de tão imensa relevância e urgência para a cristandade permanecer enterrado por tanto tempo quanto ele aparentemente o fez? Ainda mais provocadoramente, porque deveria o Gral finalmente emergir precisamente quando ele estava no próprio auge das Cruzadas? Foi coincidência que este objeto enigmático, ostensivamente não existente por séculos, devesse assumir o status que ele assumiu quando o reino franco de Jerusalém estava em toda sua glória, quando os Templários estavam no auge de seu poder, quando a heresia cátara estava ganhando momentum que ameaçava deslocar o credo de Roma? Esta convergência de circunstâncias foi verdadeiramente coincidental? Ou havia alguma ligação entre elas? Inundados e de certo modo assaltados por perguntas deste tipo, voltamos nossa atenção aos romances do Gral. Somente ao examinar estreitamente estas ‘fantasias’ poderiamos esperar determinar se a sua recorrência em nossa pesquisa era de fato coincidental, ou a manifestação de um padrão que pode, de algum modo, se provar importante.

A História do Santo Gral

A maioria da erudição do século XX concorre na crença que os romances do Gral repousam maximamente em uma fundação pagã de um ritual ligado ao ciclo das estações, a morte e renascimento do ano. Em suas origens mais primordiais ela pareceria envolver um culto a vegetação, estreitamente relacionado na forma a, se não diretamente derivado daqueles de Tammuz, Attis, Adonis e Osiris no Oriente Médio. Assim, em ambas mitologias irlandesa e gaulesa, há repetidas referências a morte, renascimento e renovação bem como a um similar processo regenerativo na terra de esterilidade e fertilidade. O tema é central ao anônimo poema inglês do século XIV, Sir Gawain e o Cavaleiro Verde. E em  Mabinogion, uma compilação das histórias gaulesas grosseiramente contemporaneas aos romances do Gral embora obviamente derivadas de material anterior, há um misterioso ‘caldeirão de renascimento’ no qual os guerreiros mortos, atirados ao cair da noite, são ressuscitados na manhã seguinte. Este caldeirão é frequentemente associado a um herói gigante chamado Bran. Bran também possuia um prato e ‘seja qual for a comida que se desejasse, ela era instantaneamenet obtida’ – uma propriedade também algumas vezes atribuida ao Gral. No fim de sua vida, sobretudo, Bran foi supostamente decapitado e sua cabeça colocada, como um tipo de talismã, em Londres.

Aqui é dito realizar um número de funções mágicas não apenas assegurando a fertilidade  da terra mas também, por algum poder oculto, repelindo os invasores. Muitos destes motivos foram subsequentemente incorporados nos romances do Gral. Não há dúvida que Bran, com seu caldeirão e prato, contribuiu com algo para as concepções posteriores do Gral. E a cabeça de Bran partilha os atributos não apenas com o Gral, mas também com as cabeças alegadamente veneradas pelos Cavaleiros Templários. A fundação pagã dos romances do Gral tem sido exaustivamente exploradas pelos eruditos, de Sir James Frazer em The Golden Bough até o presente. Mas durante meados do século XII a fundação originalmente pagã dos romances do Gral passou por uma transformação curiosa e extremamente importante. De algum modo obscuro que tem fugido à investigação dos pesquisadores, o Gral tornou-se muito unicamente e especificamente associado ao cristianismo e com uma forma mais do que não ortodoxa de cristianismo. Com base em alguma fugidia amalgamação, o Gral se tornou inseparavelmente ligado a Jesus. E parece haver algo mais envolvido do que uma fácil associação de tradições pagãs e cristãs. Como um relíquia misticamente ligada a Jesus, o Gral engendrou uma volumosa quantidade de romances, ou poemas longos de narrativas, que, até mesmo hoje, aguçam a imaginação. A despeito da desaprovação clerical, estes romances floresceram por quase um século, se tornando um culto completamete maduro seu próprio em seu período de vida, muito interessantemente, estreitamente paralelizado com a Ordem do Templo depois de sua separação do Priorado de Sião em 1188. Com a queda da Terra Santa em 1291, e a dissolução dos Templários entre 1307 e 1314, os romances do Gral também desapareceram do estágio da história, por aproximadamente uns outros dois séculos, a qualquer nível. Então, em 1470, o tema novamente foi tomado por Sir Thomas Malory em seu famoso Le Morte d’Arthur; e tem permanecido mais ou menos proeminente na cultura ocidental desde então. Nem o seu contexto tem sido sempre inteiramente literário. Parece haver abundante evidência documental que certos membros da hierarquia Nacional Socialista na Alemanha realmente acreditavam na existência física do Gral e foram realmente realizadas escavações com este objetivo durante a guerra no Sul da França.

Ao tepo de Malory o misterioso objeto conhecido como Gral tem assumido mais ou menos a identidade distinta atribuida a ele hoje. Foi alegado ser a taça da última Ceia, na qual José de Arimatéia mais tarde colheu o sangue de Jesus na cruz. Segundo certas narrativas, o Gral foi levado por José de Arimatéia a Inglaterra e, mais especificamente, a Glastonbury. Segundo outras narrativas ele foi levado por Maria Madalena pars o sul da França. Já no século IV as histórias atribuem a Maria Madalena fugir da Terra Santa e chegando ao litoral de Marselha onde, por algum motivo, suas supostas reliquias ainda são veneradas. Segundo as histórias medievais, ele levou com ela para Marselha o Santo Gral. Pelo século XV esta tradição asume uma imensa importância para tais indivíduos como o Rei Rene d’Anjou, que colecionou ‘taças do Gral’. Mas as história iniciais contam que Madalena trouxe o Gral para a França, não uma taça. Em outras palavras, a associação do Gral com a taça são desenvolvimentos posteriores. Malory perpetuou esta fácil associação e isso tem sido um truismo desde então. Mas Malory, de fato, tomou consideráveis liberdades com suas fontes originais. Nestas fontes orginais, o Gral é algo mais do que uma taça. E os aspectos místicos do Gral são muito mais importantes do que a cavalaria que Malory exalta. Na opinião da maioria dos eruditos o primeiro romance genuino do Gral data do final do século XII, por volta de 1188, que é o ano crucial que testemunhou a queda de Jerusalém e a alegada rutura entre a Ordem do Templo e o Priorado de Sião. O romance em questão é intitulado O Romance de Percival ou O Conde do Gral. Foi composto por um tal de Chretien de Troyes, que parece ter sido ligado, em alguma capacidade não determinada, a corte do Conde de Champagne. Pouco é conhecido da biografia de Chretien. Sua associação ao Conde de Champagne é aparente de inúmeros trabalhos compostos antes de seus romances do Gral dedicados a Marie, a Condesa de Champagne. Embora este corpo de romances cortesãos incluisse um que lidava com Lancelot, que não faz menção a nada que se asemelhe ao Gral. Chretien pelos anos de 1180 tinha estabelido uma imponente reputação para ele próprio. E dado seu trabalho anterior, pode-se ter esperado que ele continuasse em um veio similar.

No fim de sua vida, contudo, Chretien voltou sua atenção para um novo tema até aqui não articulado; e o Santo Gral, como ele tem chegado a nós hoje, fez sua entrada oficial na cultura ocidental e consciência. O romance do Gral de Chretien não foi dedicado a Marie de Champagne, mas a Felipe da Alsácia, o Conde de Flandres. No início de seu poema Chretien declara que seu trabalho foi composto especificamente por solicitação de Felipe, que tinha em primeiro lugar ouvido a história. O próprio trabalho fornece um padrão geral, e constitui um protótipo, para as subsequentes narrativas do Gral. Seu protagonista é chamado Percival que é descrito como o Filho da Dama Viúva. Esta apelação é, ela própria, importante e intrigante. Isto a muito tem sido empregado por certas heresias dualistas e gnósticas – algumas vezes por seus próprios profetas, algumas vezes pelo próprio Jesus. Subsequentemente isto se tornou uma querida designação na Livre Maçonaria. Deixando sua mãe viúva, Percival navega para ganhar seu cavalheirismo [nobreza]. Durante suas viagens, ele encontra um enigmático pescador, o famoso Rei Pescador, em cujo castelo ele recebe refúgio para a noite. No entardecer o Gral aparece. Nem neste ponto do poema e nem em qualquer outro ponto ele é ligado a Jesus. De fato, o leitor sabe muito pouco sobre ele. Nem mesmo é dito o que seja ele. Mas seja o que for, ele é carregado por uma donzela, e de ouro e cravado de pedras preciosas. Percival não sabe que ele é esperado fazer uma pergunta deste maravilhoso objeto- isto é, – ‘para que serve isto?’ A questão é obviamente ambígua. Se o Gral é um vaso ou prato de algum tipo, a questão poderia significar ‘quem é pretendido comer dele’. Alternativamente a pergunta pode ser refraseada: ‘A quem se serve [no sentido cavalheiresco] pela virtude de servir o Gral?’ Seja qual for o significado da pergunta, Percival deixa de a fazer; e na manhã seguinte quando ele acorda o castelo está vazio. Sua omissão, ele aprende subsequentemente, causa uma desastrosa deterioração sobre a terra. Mais tarde ele ainda aprende que ele próprio é da ‘família do Gral’ e que o misterioso Rei Pescador que era sustentado pelo Gral, era de fato seu próprio tio. A este ponto Percival faz uma curiosa confissão. Desde sua infeliz experiência com o Gral, ele declara, ele tem deixado de amar ou acreditar em Deus.

O poema de Chretien ainda se torna mais perplexante pelo fato de que ele é inacabado. O prório Chretien morreu por volta de 1188, muito possivelmente antes que pudesse completar o trabalho; e até mesmo se ele o fez, nenhuma cópia sobreviveu. Se uma tal cópia existisse, ele bem pode ter sido destruida pelo fogo em Troyes em 1188. O ponto não precisa ser trabalhado, mas certos eruditos tem descoberto que este fogo, coicidindo com a morte do poeta, é vagamente suspeito. Em qualquer caso a versão de Chretien é menos importante por si só do que o papel de seu precursor. Durante a seguinte metade do século o motivo que ele tinha introduzido na corte de Troyes foi disseminado pela Europa ocidental como um incêndio em uma floresta. Ao mesmo tempo, contudo, os especialistas modernos sobre o assunto concordam que as histórias posteriores do Gral não parecem ter derivado inteiramente de Chretien, mas parecem terem sido retiradas de ao menos uma outra fonte – bem como de uma fonte, que, com toda probabilidade, antecedeu Chretien. E esta também tornou-se ligada a Jesus. Dos numerosos romances do Gral que seguiram a versão de Chretien, há três que se provaram de especial interesse e relevância para nós. Uma destas, a ‘Roman de I’Estoire dou Saint Graal’, foi composta por Robert de Boron, em algum tempo entre 1190 e 1199. Justificavelmente ou não, Robert é frequentemente creditado em tornar o Gral um símbolo especificamente cristão. O próprio Robert afirma que ele está retirando de uma fonte anterior e uma bem diferente de Chretien. Ao falar do poema dele, e particularmente do caráter cristão do Gral, ele alude a um ‘grande livro’, os segredos do qual tem sido revelados a ele. È portanto incerto se o próprio Robert cristianizou o Gral, ou se alguém mais o fez antes dele. A maioria das autoridades hoje se inclinam na direção da segunda destas possibilidades. Contudo, não há dúvida que a narrativa de Robert de Boron é a primeira a fornecer a história do Gral. O Gral, ele explica foi a taça da última Ceia. Ele então passou para as mãos de José de Arimatéia que, quando Jesus foi removido da cruz, a encheu com o sangue do Salvador e é o seu sangue sagrado que confere a qualidade mágica do Gral. Depois da Ceucificação, Robert continua, a família de José tornou-se a guardiã do Gral. E para Robert os romances do Gral envolvem as aventuras e vicissitudes desta específica família. Então é dito que Galahad é o filho de Arimatéia. E o próprio Gral passa para o cunhado de José, Brons, que o leva para a Inglaterra e se torna o Rei Pescador. Como no poema de Chretien, Percival é o Filho da Dama Viúva, mas ele também é o neto do Rei Pescador. A versão de Robert da história do Gral então desvia um número de importantes aspectos daquela de Chretien. Em ambas as versões Percival é o Filho da Dama Viúva mas na versão de Robert ele é neto, não sobrinho, do Rei Pescador e então assim até mesmo mais diretamente relacionado a família do Gral. E conquanto a narrativa de Chretien seja vaga em sua cronologia, estabelecida em algum tempo da idade arturiana, a de Robert é bem precisa. Para Robert, a história do Gral é passada na Inglaterra, e não é contemporanea de Arthur, mas sim de José de Arimatéia. Há um outro romance do Gral que tem muito em comum com o de Robert. De fato, ele pareceria ter sido retirado das mesmas fontes, mas sua utilização desta fonte é muito diferente e decididamente mais interessante. O romance em questão é conhecido como Perlesvaus. foi composto ao redor do mesmo tempo do poema de Robert, entre 1190 e 1212 por um autor que, ao contrário das convenções daquele tempo, preferiu permanecer anônimo. É estranho que ele o tenha feito assim, dado ao status exaltado conferido aos poetas, a menos que ele estivesse envolvido em algo chamado de ordem monástica ou militar, por exemplo o que teria tornado a composição de tais romances improvável ou inapropriada. E, de fato, o peso da evidência textual a respeito de Perlesvaus sugere ser este o caso. Segundo ao menos um especialista moderno, o Perlesvaus pode realmente ter sido escrito por um Templário. E há certa evidência a apoiar tal conjectura. É sabido, por exemplo, que os Cavaleiros Teutônicos encorajaram e patrocinaram poetas anônimos em suas fileiras, e um tal precedente pode bem ter sido estabelecido pelos Templários. É o que é mais, o autor de Perlesvaus revela, no curso do poema, um conhecimento detalhado quase que extraordinário das realidades de combate de armadura e equipamento, estratégia e táticas, e armamento e seus efeitos na carne humana.

A descrição gráfica dos ferimentos, por exemplo, pareceriam atestar uma experiência em primeira mão de um um campo de batalha; uma experiência realista e não romantizada não carateristica de qualquer outro romance do Gral. Se Perlesvaus não foi realmente composto por um Templário, ele não obstante fornece uma base sólida para a ligação dos Templários com o Gral. Embora a Ordem não seja mencionada por seu nome, seu aparecimento no poema pareceria inconfundível. Então Percival, em suas andanças, acontece em um castelo. Este castelo não abriga o Gral mas abriga um conclave de ‘iniciados’ que obviamante estão familiarizzados com o Gral. Percival é recebido aqui por dois ‘mestres’ que apertam suas mãos e se unem a mais trinta e três outros homens. Eles estão vestidos em roupas brancas e nenhum deles tem nada além de uma cruz vermelha em seu peito e todos parecem ter uma idade. Um destes mestres misteriosos afirma que ele pessoalmente vê no Gral uma experiência concedida apenas a uns poucos. E ele também afirma  que ele está familiarizado com a linhagem de Percival. Como os poemas de Chretien e Robert, o Perlesvaus dá uma grande relevância a linhagem. Em inúmeros pontos Percival é descrito como principalmente sagrado. Em ouro lugar é declarado explicitamente que Percival era da linhagem de José de Arimatéia e que este José era tio da mãe de Percival, que tinha sido por sete anos um soldado de Pilatos. Não obstante, o Perlesvaus não se passa no período de vida de José. Ao contrário, ele acontece, como a versão de Chretien, durante a era de Arthur.  A cronologia é posteriortmente misturada pelo fato de que a Terra Santa já está nas mãos dos ‘infiéis’, o que não aconteceu senão dois séculos depois de Arthur. E pelo fato de que a Terra Santa seja aparentemente identificada com Camelot. Em um grau maior que os poemas de Chretien e Robert o Perlesvaus é mágico em sua natureza. Além do seu conhecimento do campo de batalha, o autor revela um conhecimento, muito surpreendente naquele tempo, de conjuração e evocação. Há também inúmeras referências alquímicas aos dois homens, por exemplo, ‘feito de cobre pela arte da necromancia’. E algumas das referências mágicas e alquímicas ressoam comos ecos do mistério que cerca os Templários.

Então um dos mestres da companhia que veste branco como os Templários diz a Percival: ‘Há as cabeças lacradas em prata, e as cabeças lacradas em chumbo, e os corpos aos quais estas cabeças pertenceram, digo que você deve vir a fazer vir para ali a cabeça do Rei e da Rainha’. E se em Perlesvaus abundam as alusões mágicas, elas também abundam em outras alusões que são ambos heréticas e/ou pagãs. Novamente Percival é designado pela apelação dualista, ‘O Filho da Dama Viúva’. Há referências a um ritual sancionado do sacrifício do Rei, que é o mais incongruente em um poema supostamente cristão. Há referências a assar e devorar crianças, um crime do qual os Templários foram popularmente acusados. E a um ponto há um rito singular, que novamente evoca as memórias dos julgamentos dos Templários. Em um cruz vermelha erigida em uma floresta, uma bela besta branca de natureza indeterminada é despedaçada pelos cães de caça. Enquando Percival assiste, um cavaleiro e uma donzela aparecem com vasos dourados, coletam os fragmentos da carne mutilada e, tendo beijado a cruz, desaparecem nas árvores. O próprio Percival então se ajoelha e beija a cruz; e então chega até ele um odor tão doce da cruz e do lugar, a que nenhuma doçura possa ser comparada anteriormente. Ele olha e vê vindo da floresta dois sacerdotes a pé; e o primeiro gritou para ele: “Senhor Cavaleiro, retire-se para longe da cruz porque você não tem o direito de estar perto dela’. Percival recua e a sacerdote se ajoelha diante da cruz e a adora e se curva e a beija várias vezes e manifesta a maior alegria do mundo. E o outro sacerdote vem depois, e traz um grande bastão e se senta ao lado do primeiro sacerdote a força e bate na cruz com um bastão em todas as partes, e gritou direto se sentindo ferido. Percival o observou exatamente com o maior espanto e disse a ele: ‘Senhor, parece não ser um sacerdote! Como você faz tal grande vergonha? Senhor, com o sacerdote, ‘isto não lhe diz respeito seja o que for que façamos, nem deve você saber isso de nós!’ Não tivesse ele sido um sacerdote, Percival teria ficado muito irado com ele, mas ele não teve vontade de lhe causar qualquer dano.

Um tal abuso da cruz evoca ecos distintos das acusações levantadas contra os Templários. Mas não apenas contra os Templários. Isto também pode refletir uma meada de pensamentos dualistas ou gnósticos; o pensamento dos cátaros, por exemplo, que também repudiavam a cruz. No Perlesvaus esta meada de pensamento dualista ou gnostico se estende, em algum sentido, ao próprio Gral. Para Chretien o Gral era algo não especificado, feito de ouro e incrustado de pedras preciosas. Para Robert du Baron ele foi identificado com a taça usada na última ceia e onde subsequentemente foi coletado o sangue de Jesus. Em Perlesvaus, contudo, o Gral assume uma dimensão mais curiosa e importante. Em um ponto, Sir Gawain é advertido pelo sacerdote, ‘porque não é conveniente descobrir os segredos do Salvador e deles também a quem eles são comprometidos é conveniente mante-los cobertamente’. O Gral, então, envolve um segredo de algum modo relacionado a Jesus; e a natureza deste segredo é confiada a uma companhia seleta. Quando Gawain eventualmente vê o Gral, isto ‘parece a ele que no meio do Gral ele vê a figura de uma criança… e ele olha para cima e o Gral lhe parece ser todo carne, e ele olha acima, na medida em que ele pensa, um Rei coroado, pregado em um bastão’ E algum tempo depois o Gral aparece na missa sagrada de cinco modos diferentes que ninguém pode dizer, porque as coisas secretas do sacramento ninguém pode dizer abertamente, mas ele estava entre aqueles a quem Deus tinha dado isso. O Rei Arthur observa todas as mudanças, a última sendo a mudança em um cálice. Em resumo o Gral, no Perlesvaus, consiste em uma sequência mutante de imagens ou visões. A primeira delas é um rei coroado, crucificado. A segunda é uma criança. A terceira é a de um homem usando uma coroa de espinhos, sangrando de sua testa, seus pés, suas palmas e de seu quadril. A quarta manifestação não é especificada. A quinta é um cálice. Em cada ocasião a manifestação é acompanhada por uma fragrância e uma grande luz. Desta narrativa o Gral, em Perlesvaus, pareceria ser várias coisas simultaneamente ou algo que pode ser interpretrado a níveis diferentes. A nível mundano, ele seria algum tipo de objeto – como uma taça, tijela ou cálice. Ele também seria, em algum sentido metafórico, parecer ser uma linhagem ou certos indivíduos que compreendem esta linhagem. E muito obviamente o Gral também pareceria ser uma experiência de algum tipo bem similar a uma iluminação gnóstica tal como era exaltada pelos cátaros e outras seitas dualistas do período.

A história de Wolfram von Eschenbach

De todos os romances do Gral o mais famoso, e o mais importate artisticamente, é Parzival, composto em algum tempo entre 1195 e 1216. Seu autor Wolfram von Eschenbach, um  cavaleiro do origem bavara. De início pensamos que isto pudesse distancia-lo de seu assunto, tornando sua narrativa menos confiável do que a de vários outros. Antes de muito tempo, contudo, concluimos que se alguém poderia falar com autoridade sobre o Gral este era Wolfram. No inicio de Parzival, Wolfram nitidamente avalia que a versão de Chretien da história do Gral está errada, enquanto a sua própria é acuradamente baseada em sua informação privilegiada. Este informação, ele explica mais tarde, ele obteve de um  Kyot de Provença que por sua vez a recebeu supostamente de um Flegetanis. Vale citar por completo as palavras de Wolfram: ‘Alguém que antes me perguntasse pelo Gral e me levasse a tarefa de não dizer a ele que ele estava muito em erro. Kyot me pediu para não revelar isso, porque a Aventura exigiu dele a não dar a isso um pensamento até que ela própria, a Aventura, deve convidar ao dizer, e então podemos falar sobre isso, com certeza. Kyot, o mestre bem conhecido, encontrado em Toledo, dispensado, estabeleceu em um escrito gentio, a primeira fonte desta aventura. Ele primeiro tinha que aprender o ‘abc’, mas sem a arte da magia negra…. um bárbaro, Flegetanis, tinha alcançado alto renome pelo seu ensinamento. Este erudito da natureza era descendente de Salomão e nasceu de uma família que a muito tinha sido israelita até que o batismo se tornou o nosso escudo contra o fogo do inferno. Ele escreveu a aventura do Gral. Pelo lado de seu pai, Flegetanis era um gentio que adorava um bezerro… O bárbaro Flegetanis pode nos contar como todas as estrelas nascem e se põem novamente. O curso circular da estrelas dos assuntos humanos e o destino estão ligados. Flegetanis o gentio viu isto com seus próprios olhos nas constelações; coisas que ele era tímido de falar sobre elas, mistérios ocultos. Ele disse que havia uma coisa chamada Gral, cujo nome ele já tinha lido claramente nas constelações. Uma hoste de anjos deixou isso na Terra. Desde então, homens batizados tem tido a tarefa de guardar isso, e com tal casta disciplina que aqueles que são chamados ao serviço do Gral são sempre homens nobres. Assim escreveu Flegetanis sobre estas coisas. Kyot, o sábio mestre, resolveu traçar esta história nos livros latinos, para ver onde sempre tinham estado estas pessoas, dedicadas a pureza e dignas de cuidarem do Gral. Ele leu as cronicas da terra,  na Bretanha e outros lugares, na França e na Irlanda, e em Anjou encontrou a história. Lá ele leu a verdadeira história de Mazadan, e o registro exato de toda sua família estava escrito lá’.

Dos numerosos itens que exigem que se comente esta passagem, é importante notar ao menos quatro. Um é que a história do Gral parece envolver a família de um chamado Mazadan. Um segundo item é que a casa de Anjou de algum modo é uma capital consequência. Um terceiro item é que a versão original da história parece ter sido filtrada na Europa ocidental pelos Pirineus, da Espanha muçulmana uma avaliação perfeitamente plausível, dado o  status que Toledo desfrutava como um centro de estudos esotéricos, tanto judaicos quanto muçulmanos. Mas o elemento mais surpreendente na pasagem citada é que a história do Gral, como explica Wolfram em sua derivação, seria maximamente de origem judaica. Se o Gral é tão espantoso cono um mistério cristão, porque deveria este segredo ser transmitido por iniciados judaicos? Quanto a isso, porque deveriam escritores judaicos terem tido acesso a material especificamente cristão do qual a própria cristandade não tinha ciência?

Eruditos tem gasto um tempo e energia consideráveis debatendo se Kyot e Flagetanis são reais ou fictícios. De fato a identidade de Kyot, como aprendemos de nosso estudo dos Templários, pode ser muito solidamente estabelecida. Kyot de Provença pareceria, quese que certamente, ter sido Guiot de Provins – um trovador, monge e portavoz para os Templários que viveu na Provença escreveu canções de amor, ataques a Igreja, cantos de glória em louvor do Templo e versos satíricos. Guiot é sabido ter visitado Mayence, na Alemanha, em 1184. A ocasião foi um festival cavaleiresco de Pentecostes, no qual o Sagrado Imperador Romano, Frederico Barbarossa, conferiu o título de cavaleiro a seus filhos. Como assunto do curso a cerimonia teve a frequencia de poetas e trovadores de toda a cristandade. Como um cavaleiro do Sagrado Império Romano, Wolfram quase certamente estaria presente; e certamente é razoável supor que ele tenha se encontrado com Guiot. Homens cultos não eram tão comuns naquele tempo. Inevitavelmente eles teriam se agrupado para fazer conhecimento um com o outro. E Guiot pode muito bem ter encontrado em Wolfram um espírito similar a quem talvez ele tenha confiado certa informação, até mesmo se apenas de forma simbólica. E se Guiot permite que Kyot seja aceito como genuíno, é ao menos plausível assumir que Flagetanis era genuino também. Se ele não fosse, Wolfram e/ou Guiot devem ter tido algum propósito especial em cria-lo. E dar ele a base distinta e o pedigree que é dito que ele teve. Além  da história do Gral, Wolfram deve ter obtido de Guiot um importante interesse nos Templários. Em qualquer caso é sabido que Wolfram possuia um tal interesse. Como Giot ele até mesmo fez uma peregrinação à Terra Santa onde ele pôde observar os Templários em ação, em primeira mão. E em Parzival ele enfatiza que os guardiões do Gral e da família do Gral são os Templários. Isto pode, com certeza, ser a cronologia medíocre e o anacronismo cavaleiresco da licença poética tal como discernida em alguns outros romances do Gral. Mas Wolfram é muito mais cuidadoso sobre estas coisas do que outros escritores de seu tempo. Sobretudo há patentes alusões ao Templo em Perlesvaus. Wolfram e o autor de Perlesvaus seriam culpados do mesmo claro anacronismo?  Possivelmente. Mas também é possível que algo estava sendo implicado por estas ostentosas conexões dos Templários com o Gral. Porque se de fato os Templários são os guardiões do Gral há uma flagrante implicação que o Gral existisse não apenas nos tempos arthurianos mas também durante as Cruzadas, quando os romances sobre ele foram compostos. Ao introduzir os Templários, Wolfram e o autor de Perlesvaus podem estar sugerindo que o Gral não era apenas algo do passado, mas algo que, para eles, possuia relevância contemporanea. A base do poema de Wolfram é então tão importante, de algum modo obscuro, quanto o próprio texto do poema. De fato o papel dos Templários, como a identidade de Kyot e Flagetanis, pareceriam ser cruciais; e estes fatores bem pode possuir a chave para o inteiro mistério que cerca a história do Gral.

Infelizmente, o texto de Parzival faz muito pouco para resolver este mistério, enquanto oferece bem muitos outros. Em primeiro lugar Wolfram não apenas sustenta  que sua versão da história do Gral, em contraste com a da Chretien, é a correta. Ele também sustenta que a narrativa de Chretien é meramente uma fábula fantástica, onde ele é de fato um tipo de documento iniciático. Em outras palavras, como afirma muito inequivocamente Wolfram, há muito mais no mistério da história do Gral do que o olho encontra.  E ele deixa isso claro, com inúmeras referências pelo seu poema, que ‘o Gral não é meramente um objeto de gratuita mistificação e fantasia, mas um meio de ocultar algo de imensa consequência’. Novamente, ele dá pistas a sua audiência para que leia entre as linhas, deixando cair aqui e ali pistas sugestivas. Ao mesmo tempo ele constantemente reitera a urgência do segredo, ‘porque nenhum homem pode até mesmo vencer o Gral a menos que ele seja conhecido no céu e ele seja chamado pelo nome para o Gral’. E ‘o Gral é desconhecido poupar aqueles que tem chamado pelo nome… a companhia do Gral’. Wolfram é ao mesmo tempo preciso e fugidio em identificar o Gral. Quando ele primeiro aparece, na estada temporária de Parzival no castelo do Rei Pescador, não há real indicação do que ele seja. Pareceria, contudo, ter algo em comum com a vaga descrição de Chretien dele: Ela [a rainha da família do Gral] estava vestida em uma roupa de seda árabe. Sobre um ‘achmardi’ profundamente verde ela sustenta a Perfeição do Paraíso, tanto raíz quanto ramo. Esta era uma coisa chamada Gral, que ultrapassa toda a perfeição terrena. Repanse de Schoye era o nome dela a quem o Gral permitiu ser sua sustentadora. Tal era a natureza do Gral que ela que cuidava dele para preservar a pureza dela e renunciar a toda fantasia. Entre outras coisas, o Gral, a este ponto, pareceria ser um tipo de cornucópia mágica ou chifre em plenitude; uma centena de escudeiros, assim ordenados, reverentemente tomaram o pão em guardanapos brancos de diante do Gral, recuando em grupo e, se separando, passando o pão a todas as mesas. Foi-me dito, e também lhes digo, mas sobre o seu juramento, não o meu se eu enganasse vocês, somos todos mentirosos que seja o que for alcançasse sua mão para, ele a encontrava pronta, em frente do Gral, comida quente e comida fria, pratos novos ou velhos, carne de animais domésticos ou caça. Nunca houve nada como isso, muitos dirão. Mas eles estarão errados em seu protesto zangado, porque o Gral era o fruto da bem-aventurança, tal abundância de doçura do mundo que suas delícias eram muito mais a serem ditas do reino do céu. Tudo isso é mais do que mundano em seu modo, até mesmo pedestre, e o Gral pareceria ser um caso bastante inócuo. Mas mais tarde, quando o tio eremita de Parzival expõe sobre o Gral, ele se torna decididamente mais poderoso. Depois de uma longa  dissertação que inclui correntes de pensamentos claramente gnósticos, o eremita descreve o Gral assim: Bem sei que muitos bravos cavaleiros habitam com o Gral em Munsalvaesche. Sempre quando eles correm a cavalo, como frequentemente o fazem, é para buscar aventura. Eles fazem isto por seus pecados, estes templários, seja a recompensa deles a derota ou a vitória. Uma valorosa hoste vive lá, e eu lhes direi como eles são mantidos. Eles vivem de uma pedra do tipo mais puro. Se você não sabe isso, devo aqui nomear isso para vocês. Ela é chamada Lapsit exillis. Pelo poder desta pedra a fênix queima até as cinzas, mas as cinzas dão vida novamente a ele. Então a fênix perde as penas e muda sua plumagem que depois disso é mais brilhante e luminosa e mais amorável do que antes. Nunca um humano esteve tão doente que, se um dia visse esta pedra, ele não pudesse morrer dentro da semana seguinte. E parece que ele não desaparecerá. Sua aparência ficará a mesma, seja ele uma donzela ou um homem, como no dia em que viu a pedra, o mesmo que quando começaram os melhores anos de sua vida, e embora ele deva ver a pedra por duzentos anos, isso nunca mudará, salvo seu cabelo que talvez se torne grisalho. Um tal poder a pedra dá a um homem que carne e ossos ficam novamente jovens. A pedra também é chamada de Gral.

Segundo Wolfram, então, o Gral é uma pedra de algum tipo. Mas tal definição do Gral é muito mais provocante do que satisfatória. Os eruditos tem um número de interpretações da frase ‘lap sit exillis’, todas as quais são mais ou menos plausíveis. ‘Lapsit exillis’ pode ser uma corrupção de ‘lapis ex caelis’ – ‘pedra do céu’. Também pode ser uma corrupção de ‘lap sit ex caelis’ – ‘isto que caiu dos céus’ ou de ‘lapis lapsus ex caelus’ – ‘uma pedra que caiu do céu’ ou finalmente, ‘lapis elixir’ a fabulosa Pedra FIlosofal da alquimia. Certamente a passagem citada, como o inteiro poema de Wolfram sobre este assunto, é cheio de simbolismo alquimico. A fênix, por exemplo, é estabelecida de antemão alquimicamente para ressurreição ou renascimento e também, na iconografia medieval, é um emblema de Jesus morto e ressurrecto. Se a fênix de algum  modo é representante de Jesus, Wolfram implicitamente o está associando a uma pedra. Uma tal asociação é, com certeza, dificilmente única. Há Pedro [pedra] ou rocha na qual Jesus estabeleceu sua Igreja. E, como temos descoberto, Jesus, no Novo Testamento , explicitamente se iguala com a ‘pedra fudamental’ negligenciada pelos construtores, a pedra fundamental do Templo, a Rocha de Sião. Borque isto foi ‘fundado’ sobre esta rocha, houve supostamente uma tradição real que descendeu de Godfroi de Bouillon que era igual as dinastias reinantes na Europa.  Wolfram liga isto imediatamente seguindo a um citado, embora simbolicamente com a Crucificação – Este mesmo dia lá vem com Madalena; onde reside seu maior poder o Gral, a mensagem e eles esperam uma pomba, é a sexta-feira santa, Céu. Ela traz um pequeno branco a pedra. Então, branco brilhante, vai novamente para o céu. Sempre em uma sexta-feira santa isto se levanta da pedra que lhes falei, e desta pedra deriva seja o que for das boas fragrâncias das bebidas e comidas que existem na terra, como a perfeição do paraíso. Quero dizer todas as coisas que a terra possa sustentar. E posteriormente a pedra fornece seja qual for a caça viva sob os céus, quer seja que ela voe, corra ou nade. Então, a fraternidade cavaleiresca tem sua sustança do poder conferido pelo Gral. Além disso os outros atributos extraordinários do Gral, no poema de Wolfram, quase parecem possuir um certo silêncio apropriado. Ela tem a capacidade de chamar os indivíduos para o seu serviço e chama-los, isto é, em um sentido ativo: Ouça agora como estes chamados ao Gral se tornam conhecidos. Sobre a pedra, ao redor da borda, aparecem letras inscritas, dando o nome a linhagem de cada um, donzela ou jovem, que é tomado para esta jornada abençoada. Ninguém precisa esfregar a inscrição, porque uma vez ele tenha lido seu nome, ela desaparece diante de seus olhos. Todos aqueles que agora crescem na maturidade lá vieram como crianças. Abençoada a mãe que tem um filho destinado a servir lá. Pobres e ricos igualmente se alegram se seus filhos são chamados para se reunirem a companhia. Eles são trazidos até lá de muitas terras. Da vergonha pecaminosa eles são mais protegidos do que os outros e recebem boas recompensas nos céus. Quando a vida aqui morre para eles, eles recebem a perfeição eterna lá. Se os guardiões do Gral são os Templários, seus atuais guardiões pareceriam ser membros de uma família específica. Esta família parece possuir numerosos ramos colaterais, alguns dos quais sua identidade frequentemente é desconhecida até mesmo para eles e estão espalhados pelo mundo. Mas outros membros da família habitam o Gral de Munsalvaesche muito obviamente ligado ao legendário castelo cátaro que o escritor tem identificado como Montsegur.

Como no romance do Gral de Chretien, Anfortas, para Wilfram, é tio de Parzival. E quando, no fim do poema, a maldição é levantada e Anfortas pode afinal morrer, Parzival se torna o herdeiro do castelo do Gral. O Gral, os da família do Gral, chama certos indivíduos para seu serviço do mundo externo; indivíduos que devem ser iniciados em algum tipo de mistério. Ao mesmo tempo ele envia seus servidores treinados para fora no mundo para realizarem ações em seu benefício e algumas vezes ocupar um trono. Porque aparentemente o Gral possui o poder de fazer reis: donzelas são indicadas para cuidar do Gral… O que foi um decreto de Deus, e estas donzelas realizaram seu serviço diante disso. O Gral seleciona apenas companhia nobre. Cavaleiros, devotos e bons, são escolhidos para guardar o Gral. A vinda das altas estrelas traz a este povo grande pesar, para jovens e velhos igualmente. A raiva de Deus para com eles tem durado um longo tempo. Quando eles devem sempre dizer sim a alegria? … direi a vocês algo mais, cuja verdade vocês bem podem acreditar. Uma chance dupla é frequentemente deles; eles dão e recebem lucro. Eles recebem jovens crianças lá, de nobre linhagem e belas. E se algum lugar a terra perde seu senhor, se as pessoas lá reconhecem a Mão de Deus, a elas é garantida um da companhia do Gral. Eles devem trata-lo com cortesia, porque a benção de Deus o protege. Da passagem acima, pareceria que em algum ponto do passado a família do Gral de algum modo incorreu na ira de Deus. A alusão a ‘raiva de Deus em relação a eles’ ecoa númerosas afirmações medievais sobre os judeus. Ela também ecoa o título do livro misterioso associado a Nicholas Flamel – O Sagrado Livro de Abraão o o Judeu, Príncipe, Sacerdote, Levita, Astrólogo e Filósofo daquele tribo de judeus que pela ira de Deus foi dispersada entre os Gauls. E Flegetanis, que Wolfram diz escreveu a narrativa original do Gral, é dito ser descendente de Salomão. Pode a família do Gral possivelmente ser de origem judaica? Seja qual for a maldição anteriormente levantada sobre a familia do Gral, ela inquestionavelmente veio, pelo tempo de Parzival, desfrutar do favor divino e uma grande quantidade de poder também.

E ainda que isto seja rigorosamente desfrutado, ao menos em certos aspectos para manter em sigilo sua identidade. Deus enviou os homens da família do Gral secretamente; as donzelas saem abertamente… Assim as donzelas são enviadas abertamente do Gral, e os homens em segredo, para que eles possam ter filhos que algum dia voltarão a entrar no serviço do Gral, e servindo, aperfeiçoar sua companhia. Deus pode ensinar a eles como fazer isso. As mulheres da famíla do Gral então, quanto elas se entrecasam com o mundo externo, podem revelar seu pedigree e identidade. Os homens, contudo, devem manter esta informação escupulosamente escondida tanto que, de fato, que eles não possam nem mesmo permitir perguntas sobre sua origem. Este ponto, aparentemente, é crucial, porque Wolfram volta a ele mais enfaticamente no próprio fim do poema. Sobre o Gral foi agora encontrado escrito que qualquer templário a quem a mão de Deus indicou mestre sobre um povo estrangeiro deve ser proibido de perguntar seu nome ou raça, e ele deve ajuda-los em seus direitos. Se a pergunta é feita sobre ele, eles não devem nunca mais esperar a ajuda dele. Disto isto, com certeza, deriva o dilema de Lohengrin, o filho de Parzival, que então perguntou sobre a origem dele, deve abandonar sua esposa e seus filhos e se retirar em reclusão de onde ele veio. Mas porque seria necessário um segredo tão restritivo? Que ‘esqueleto no  ármario’, por assim dizer, pode concebivelmente ter ditado isso? Se a família do Gral, fosse, de fato, de origem judaica, para a era na qual Wofram escreveu esta possívelmente fosse a explicação possível. E uma tal explicação ganha ao menos alguma credencial da história de Lohengrin. Porque há muitas variantes da história de Lohengrin, e ele nem sempre é identificado pelo mesmo nome.  Em algumas versões ele é chamado Helios, implicando o sol. Em outras versões ele é chamado Elie ou Eli, um nome inconfundívelmente judaico. No romance de Robert de Boron e no Perlesvaus, Perceval é da linhagem judaica, a linhagem sagrada de José de Arimatéia. No poema de Wolfram, este status, no que diga respeito a Parzival, pareceria ser incidental. Na verdade, Parzival é o sobrinho do ferido Rei Pescador e assim relacionado pelo sangue à família do Gral.

E embora ele não se case na família do Gral,- de fato, ele já é casado – e ainda assim herda o castelo do Gral e se torna seu novo senhor. Mas para Wolfram o pedigree do protagonista pareceria menos importante do que os meios pelos quais ele se prova digno dele. Ele deve, em resumo, preencher certos critérios ditados pelo sangue que ele carrega em suas veias. E esta ênfase claramente pareceria indicar a importância que Wolfram atribui aquele sangue. Não há dúvida que Wolfram atribui imensa importância a esta particular linhagem sanguínea. Se há um único tema dominante invadindo não apenas Parzival, mas seus outros trabalhos também, não é tanto o Gral quanto a família do Gral. De fato a família do Gral parece dominar a mente de Wolfram em um grau quase obsessivo, e ele devota muito mais atenção a eles e sua genealogia do que ao misterioso objeto do qual eles são os guardiões. A genealogia da família do Gral pode ser reconstituida de uma estreita leitura de Parzival. O próprio Parzival é sobrinho de Anfortas, o aleijado Rei Pescador e senhor do castelo do Gral. Anfortas, por sua vez, é o filho de Frimutel, e Frimutel é o filho de Titurel. A este ponto a linhagem se torna enovelada. Eventualmente, contudo, ela leva de volta a um certo Laziliez que pode ser uma derivação de Lázaro, o irmão, no Novo Testamento, de Maria e Marta. E os pais de  Laziliez, os originais progenitores da família do Gral, são chamados Mazadan e Terdelaschoye. Esta última, obviamente é a versão germanica da frase ‘Terra da Cruz’ – Terra Escolhida. Mazadan é muito mais obscuro. Pode concebivelmente derivar do zoroastriano Ahura Mazda, o princípio dualista da Luz. Ao mesmo tempo, também, senão apenas foneticamente sugere Masada – um maior bastião da revolta judaica contra a ocupação romana em 68. Os nomes que Wolfram atribui aos membros da família do Gral são então frequentemente provocantes e sugestivos. Ao mesmo tempo, contudo, eles nada nos diz que fosse históricamente útil. Se esperamos encontrar um real protótipo histórico para a família do Gral, temos que procurar em outros lugares. As apostas contudo são bastante medíocres. Soubemos, por exemplo, que a família do Gral supostamente culminou em      Godfroi de Bouillon; mas isto não lança muita luz sobre os místicos antecedentes de Godfroi exceto, com certeza, que [como os reais antecendentes] eles mantiveram sua identidade escrupulosamente secreta. Mas segundo Wolfram, Kyot encontrou uma narrativa da história do Gral nos anais da casa de Anjou, e o próprio Parzival  é dito ser de sangue Angevin. Ao menos isto era extremamente interessante porque a casa de Anjou estava estreitamente associada ao Templários e a Terra Santa.

De fato Fulques, Conde de Anjou, ele próprio se tornou, por assim dizer, um honorário ou Templário em tempo parcial. Em 1131, sobretudo, ele se casou com a sobrinha de Godfroi de Bouillon, a legendária Melusine, e se tornou Rei de Jerusalém.  Segundo os Documentos do Priorado, os senhores de Anjou, a família Plantageneta era então aliada a linhagem sanguínea Merovíngia. E o nome de Plantageneta pode até mesmo ter sido intencionado ecoar ‘Plant-Ard’ ou Plantard. Tais conexões eram incompletas e tenues. Mas apostas adicionais nos foram fornecidas pela localização geográfica do poema de Wolfram. Para a maior parte sua localização é na França. Em contraste as posteriores nararrativas dos cronistas Wolfram até mesmo manteve a corte de Arthur, Camelot, como situada na França e muito especificamente em Nantes. Nantes agora é na Bretanha, que era a fronteira mais a o oeste  do velho reino Merovíngio no auge de seu poder. Em uma manuscrito da versão de Chretien da história do Gral, Percival declara que ele nasceu em Saudone, ou Sinadon, ou algum lugar tal que aparece em um número de variantes ortográficas e a região é descrita como montanhosa. Segundo Wolfram, Perzival veio de Waleies. A maioria dos eruditos tem tomado que Waleies seja Wales e Sinadon, em suas várias soletrações como Snowdon ou Sowndonia. Se assim o é, contudo, certos problemas insuperáveis se levantam e, como ressalta outro comentador moderno, o ‘mapa nos falha’. Porque os personagens se movem constantemente entre Waleieis e a corte de Arthur em Nantes, bem como em outras localizações francesas, sem atravessar qualquer água! Eles se movem sobre a terra, em resumo, e pelas regiões cujos habitantes falam francês. Wolfram estava simplesmente medíocre em geografia? Pode possivelmente isto ter sido um descuido? Ou Waleis nao era de todo Waleieis afinal? Dois eruditos tem sugerido que isto fosse Valois, a região da França a nordeste de Paris mas como não há montanhas em Valois, nem o resto do panorama se conforma de qualquer modo a descrição de Wolfram.  Ao mesmo tempo, contudo, há uma outra localização possível para Waleis, uma localização que é montanhosa, que se conforma precisamente a de Wolfram e a outras descições topográficas e cujos habitantes falam francês. Esta localização é Valais na Suiça, nas margens do Lago Leman a leste de Genebra. Pareceria, em resumo, que a terra natal de Parzival nem é Waleis nem Valiois, mas Valais. E seu real lugar natal de Sinadon ou Snowdonia, mas  Sidonensis, a capital de Valais, E o nome moderno de Sidonensis, capital é Sião. Wolfram fornece uma resposta em seu mais ambicioso trabalho, deixada inacabado por sua morte e intulado  Der Junge Titurel. Neste fragmento evocativo Wolfram se dirige a vida de Titurel, pai de Anfortas, e o construtor original do castelo do Gral. Der ]unge Titurel é muito específico não apenas sobre os detalhes geológicos mas também sobre as dimensões, os componentes, os materiais. A configuração do castelo do Gral é o de capela circular, por exemplo, como aquelas dos Templários. E o próprio castelo está situado nos Pirineus. Além de Der Junge Titurel, Wolfram deixou um outro trabalho não terminado por sua morte; o poema conhecido como Willehalm, cujo protagonista é Guillem de Gellone, o regente Merovíngio da principalidade do século IX situada nos Pirineus. É dito que Guilhem é associado a família do Gral. Ele então pareceria a única figura nos trabalhos de Wolfram cuja identidade histórica pode realmente ser determinada. Ainda que até mesmo em seu tratamento das figuras não identificáveis a meticulosa precisão de Wolfram seja surpreendente. Quando mais nós o estudamos, nais provável parece que ele estava se referindo a um grupo de pessoas reais e não a uma família mítica ou ficcionalizada, mas uma que existiu historicamente, e bem pode ter incluido Guillem de Gellone. Esta conclusão vem toda mais plausível quando Wolfram admite que ele está escondendo algo que Parzival e seus outros trabalhos não são meramente romances, mas também documentos de iniciação, depositórios de segredos.

O Gral e o cabalismo como sugere Perlesvaus, o Gral, ao menos em parte, pareceria ser uma experiência de algum tipo. Em suas exposições sobre as propriedades curativas do Gral e o pode de assegurar a longevidade, Wolfram também pareceria estar implicando algo experimental bem como simbólico , um estado de mente e um estado de ser. Parece haver pouca dúvida de que a um nível o Gral seja uma experiência iniciática na qual a terminologia moderna seria descrita como uma ‘transformação’ ou ‘estado alterado de consciência’. Alternativamente, ele pode ser descrito omo uma ‘experiência gnóstica’, ‘iluminação’ ou ‘união com Deus’. É possível ser até mesmo mais preciso e colocar o aspecto experiencial do Gral em um contexto muito preciso. Este contexto é a Cabala ou o pensamento cabalístico. Certamente tal pensamento estava muito ‘no ar’ nos tempos em que foram compostos os romances do Gral. Havia uma famosa escola cabalística em Toledo, por exemplo, onde Kyot é dito ter aprendido sobre o Gral. Haviam outras escolas em Gerina, Montpellier e outros lugares no sul da França. E dificilmente seria coincidental que houvesse uma tal escola em Troyes. Ela datava de 1070 – o tempo de  Godfroi de Bouillon e era dirigida por um tal de Kashi, talvez o mais famoso dos cabalistas medievais. Aqui é impossível, com certeza, fazer justiça a cabala ou ao pensamento cabalistico.  Não obstante certos pontos devem ser feitos para estabelecer uma conexão ente o cabalismo e os romances do Gral. Muito brevemente então, o cabalismo pode ser descrito como ‘judaismo esotérico’ – uma prática metodologia psicológica de origem unicamente judaica destinada a induzir a uma transformação dramática da consciência. A este respeito pode ser visto como um equivalennte judaico de metodologias similares ou disciplinas na tradição hindu, budista e taoista e certas formas de yoga por exemplo, ou Zen. Como seus equivalentes orientais, o treinamento cabalista compreende uma série de rituais, uma sequência estruturada de experiências iniciáticas que levam o preaticante a cada vez maiores e mais radicais transformações da consciência e da cognição. E embora o significado e a importância de tais modificações seja assunto para a interpretação, sua realidade, como fenômeno psicológico, está além da discussão. Dos estágios das sucessivas experiências iniciáticas um dos mais importantes é o estágio conhecido como Tiferet. Em Tiferet a experiência do indivíduo é dito ir além do mundo da forma para o sem forma ou, em termos contemporaneos, ‘transcender seu ego’. Simbolicamente falando, isto consiste de um tipo de morte sacrificial – a morte do ego – o sentimento de individualidade e o isolamento de tal individualidade compreende, e, com certeza, um renascimento, ou ressurreição em uma outra dimensão de uma toda abrangente unidade e harmonia. Nas adaptações cristãs do cabalismo Tiferet foi portanto associada a Jesus. Para os cabalistas medievais a iniciação em Tiferet era portanto associada com certos símbolos específicos. Estes incluiam um eremita ou guia ou velho jomem sábio, um rei majestoso, uma criança, um rei sacrificado. Em tempo outros símbolos foram acrescentados bem como uma pirâmide truncada, por exemplo, um cubo, e uma rosacruz. A relação destes símbolos nos romances do Gral é suficientemente aparente. Em todas as narrativas do Gral há um velho e sábio eremita tio de Percival ou Parzival que frequentemente age como guia espiritual. No poema de Wolfram o Gral é uma pedra que possivelmente possa ser um cubo. E em Perlesvaus as várias manifestações do Gral correspondem quase precisamente aos símbolos de Tiferet. De fato, o próprio Perlesvaus estabelece um link crucial entre a experiência de Tiferet e o Gral.

O Jogo de Palavras

Então podemos identificar o aspecto experiencial do Gral e o ligar precisamente com as adaptações cristãs da cabala e do cabalismo de Tiferet que portanto foi associado a Jesus. Para os cabalistas medievais a iniciação em Tiferet estava associada a um certo especifismo. Isto partilhava um outro elemento judaico aparentemente incongruente ao caráter supostamente cristão do Gral. Mas seja o que for os aspectos experienciais do Gral, havia outros aspectos bem como aspectos que não podemos ignorar e que eram de superma importância em nossa história. Estes aspectos eram históricos e genealógicos. Novamente mais uma vez, os romances do Gral nos tinham confrontado com um padrão de uma natureza distintamente mundana e mística. Mais uma vez havia um imaturo cavaleiro que, por meio de certos testes que o provavam ‘digno’, era iniciado em algum monumental segredo. Novamente, este segredo era estreitamente guardado por uma ordem de algum tipo, aparentemente cavaleiresca em sua composição. E novamente, o segredo era associado a uma família específica. E novamente, o protagonista pelo intercasamento com esta família, por sua própria linhagem e ambos se torna o senhor do Gral e de tudo ligado a ele. A este nível, ao menos, parecemos estar lidando com algo de um concreto personagem histórico. Um que pode se tornar senhor de um castelo ou um grupo de pessoas. Um que pode se tornar herdeiro de certas terras e até mesmo de certa herança. Mas alguém que não pode se tornar senhor ou herdeiro de uma experiência. Era isso relevante, imaginamos, que os romances do Gral, quando submetidos a um exame estreito, repousassem crucialmente sobre assuntos de linhagem e de genealogia, pedigree, herança e herdeiros? Era relevante que a linhagem em questão devesse se entrelaçar em certos pontos chave com aquelas que figuravam tão salientemente em nossa pesquisa sobre a casa de Anjou, por exemplo, Guillem de Gellone e Godfroi de Bouillon? Pode o mistério ligado a Rennes-le-Chateau e ao Priorado se relacionar, de algum modo ainda que obscuro, a este objeto misterioso chamado Santo Gral? Temos, de fato, estando a seguir as pegadas de Parzival e realizando nossa própria busca moderna do Gral? A evidência sugere que esta seja uma possibilidade muito real. E de fato havia uma mais crucial peça de evidência que inclinou o equlíbrio decisavamente a favor de uma tal conclusão. Em muitos dos mais iniciais manuscritos, o Gral é chamado ‘Sangraal’; e até mesmo na versão mais posterior de Malory, ele é chamado Sagraal. É provável que uma tal forma de Sangraal ou Sagreal fosse de fato a original. É também provável que esta uma só palavra fosse subsequentemente quebrada no lugar errado. Em outras palavras, Sangraal ou Sangreal pode não ter sido pretendido ser divido em Santo Gral mas em Sangue Real ou Sang Real. Ou, para empregar a soletração moderna, Sangue Real. Sangue Real. Por sí só, tal jogo de palavras pode ser provocante mas dificilmente seja conclusivo. Tomado em conjunto com a ênfase em genealogia e linhagem, contudo, não há espaço para dúvida. E para este assunto, as associações tradicionais com uma taça que contém  o sangue de Jesus, por exemplo, pareceriam reforçar esta suposição . Muito claramente, o Gral pareceria pertencer de algum modo a um sanngue ou linhagem sanguínea. Isto levanta, com certeza, certas questões óbvias. Que sangue e que linhagem sanguínea?

Os Reis Perdidos e o Gral

Os romnces do Gral não são apenas poemas de seu tipo para encontrar uma audiência receptiva no fim do século XII e início do século XIII. Há muitos outros. Tristão e Isolda, por exemplo, e Eric e Enide compostos em alguns casos pelo próprio Chretien, em alguns casos por contemporaneos e compatriotas de Wolfram, tais como  Hartmann von Au e Gottfried von Strassburg. Este romances não fazem qualquer menção ao Gral. Mas eles claramente são estabelecidos no mesmo período mítico-histórico dos romances do Gral, porque eles dependem mais ou menos pesadamente de Arthur. Até onde ele possa ser datado, Arthur parece ter vivido no V ou VI século. Em outras palavras, Arthur viveu no auge da ascendência Merovíngia no Gaul, e era, de fato, contemporaneo de Clovis. Se o termo ‘Ursus’ era aplicado a linhagem real merovíngia, o nome Arthur que também significa urso pode ter sido uma tentativa de conferir  uma dignidade comparável a um chefe britânico. Para os escritores dos tempos das Cruzadas, a era Merovíngia parece ter tido uma crucial importância tanto que, de fato, foi fornecido o pano de fundo para os romances que nada tinham a ver com Arthur ou o Gral. Um deles é o épico nacional da Alemanha, a Canção dos Nibelungos, da qual, no século XIX, Wagner retirou tão pesadamente para sua monumental sequência de ópera, O Anel. Este opus musical, e o poema do qual ele deriva, são geralmente descartados como pura fantasia. Ainda que os Nibelungos fssem um povo real, uma tribo germânica que viveu no final dos tempos Merovíngios. Sobretudo, muitos dos nomes no Nibelungenlied Siegmund, por exemplo, Siegfried, Sieglinde, Brunhilde e Kriemhild são patentemente nomes Merovíngios. Muitos episódios no poema estreitamente paralelizam  e podem até mesmo se referir a eventos específicos nos tempos Merovíngios. Embora nada tenha a ver com Arthur e o Gral, o  Nibelungenlied é a evidência posterior que a época Merovingia exerceu um poderoso apelo sobre as imaginações dos poetas dos séculos XII e XIII que os escritores e poetas posteriores não tiveram. Em qualquer caso, eruditos modernos concorrem que os romances do Gral, como o Nibelungenlied, se referm a era Merovíngia. Em parte, com certeza, esta conclusão pareceria auto-evidente, dado a proeminencia de Arthur. Mas ela também repousa nas indicações específicas fornecidas pelos próprios romances do Gral. O  Zueste del Saint Graal, por exemplo, composto entre 1215 e 1230, declara explicitamente que as histórias do Gral ocorreram precisamente 454 anos depois da ressurreição de Jesus. Assumindo que Jesus morreu em 33, a saga do Gral então teria se encenado em 487 durante o primeiro fluxo do poder Merovíngio e meros nove anos antes do batismo de Clovis. Nada houve de revolucionário ou de controvertido, portanto, em ligar os romances do Gral com a era Merovíngia. Nem é menos questão de ênfase, que, por causa de Arthur, tenha sido localizado primariamente na Bretanha. Como resultado desta ênfase distintamente britânica, não temos associado automaticamente o Gral à Dinastia Merovíngia. E ainda que Wofram insista que a Côrte de Arthur seja em Nantes e que este poema se passe na França. A mesma avaliação é feita para outros romances do Gral; a Queste del Saint Graal, por exemplo. E há tradições medievais que mantém que o Gral não foi levado para a Inglaterra por José de Arimatéia, mas para a França por Madalena. Agora começamos a imaginar se a proeminência atribuída a Bretanha pelos comentadores sobre os romances do Gral não tenha sido mal localizada e se os romances de fato se referiam primariamente a eventos no continente, e mais particularmente, a eventos na França. E começamos a suspeitar que o próprio Gral, a linhagem real, realmente se referiu ao sangue real da dinastia merovíngia; um sangue a ser considerado sagrado e investido de tais propriedades mágicas e miraculosas. Talvez os romances do Gral constituissem , ao menos em parte, uma narrativa simbólica ou alegórica de certos eventos da época merovíngia. E talvez já tivéssemos encontrado alguns destes eventos no curso de nossa investigação.

Um casamento com alguma família especial, por exemplo, a qual, envolta pelo tempo, engendrou as lendas relativas a paternidade dual de Merovee. Ou talvez, na família do Gral, uma representação da perpetuação clandestina da linhagem sanguínea merovíngia – os reis perdidos – nas montanhas e cavernas de Razes. Ou talvez o exílio desta linhagem sanguinea na Inglaterra durante o final do século IX e início do século X. E a secreta mas augusta aliança onde a vinha Merovíngia, como aquela da família do Gral, eventualmente dá frutos em Godfroi de Bouillon e na casa de Lorraine. Talvez o próprio Arthur – o urso – fosse apenas incidentalmente relacionado ao chefe celtico ou galo-romano. Talvez o Arthur nos romances do Gral fosse realmente Ursus. Talvez o Arthur legendário nas crônicas de Geoffrey of Monmouth tenha sido apropriado pelos escritores sobre o Gral e deliberadamente transformado em um veículo para uma tradição secreta bem diferente. Se assim o foi, isto explicaria porque os Templários, – estabelecidos pelo Priorado de Sião como os guardiões da linhagem Merovíngia fossem declarados serem os guardiões do Gral e da família do Gral. Se a família do Gral e a linhagem Merovíngia eram uma só coisa e a mesma, os Templários de fato teriam sido os guardiões naquele tempo, mais ou menos, que os romances do Gral eram compostos. Seus romances do Gral, não seriam, portanto, anacrônicos. A hipótese era intrigante mas ela levantava uma questão crucial. Os romances podem ter sido estabelecidos nos tempos Merovíngios, mas eles ligam o Gral muito explicitamente aos origens do cristianismo e a Jesus, a Jose de Arimatéia ou Madalena. Alguns deles, de fato, vão até mermo adiante.  No poema de Robert de Boron, Galahad é dito ser filho de José de Arimatéia embora a identidade da mãe do cavaleiro não seja esclarecida. E o Zueste del Saint Graal chama Galahad, como Jesus, um descendente da Casa de David, e identifica Galahad com o próprio Jesus. De fato, o próprio nome Galahad, segundo eruditos modernos, deriva do nome Gilead, que era considerado uma designação mística para Jesus.

Se o Gral pode ser identificado com a linhagem sanguínea Merovíngia, esta estava em conexão com Jesus? Porque deveria algo tão intimamente associado a Jesus ser também associado à época Merovíngia? Como podemos reconciliar a discrepância cronológica da relação de algo tão pertinente a Jesus e os eventos que ocorreram ao menos quatro séculos depois? Como por um lado o Gral pode ser referir a época Mrovíngia e por outro, a algo trazido por José de Arimatéia para a Inglaterra ou por Madalena para a França?. Até mesmo em um nível simbólico tais questões se avaliam. O Gral, por exemplo, se realaciona de algum modo ao sangue, Até mesmo sem a quebra de ‘Sangraal’ em ‘Sang raal’, o Gral é dito ter sido um receptáculo para o sangue de Jesus. Como isto pode estar relacionado aos Merovíngios? E porque isso deve precisamente estar relacionado ao tempo que foi durante as Cruzadas, quando as cabeças merovíngias usaram a coroa do reino de Jerusalém, protegidas pela Ordem do Templo e o Priorado de Sião? Os romances do Gral ressaltam a importância do sangue do Jesus. Eles também ressaltam uma linhagem de algum tipo. E dado tais fatores como a culminação da família do Gral em Godfroi de Bouillon, eles pareceriam pertencer a linhagem Merovíngia. Pode aparentemente haver alguma ligação entre estes dois elementos discordantes?  Pode o sangue de Jesus de algum modo estar relacionado ao sangue da linhagem real dos Merovíngios? Pode a linhagem ligada ao Gral, ter sido trazida à Europa Ocidental pouco depois da Crucificação , e ser interligada com a linhagem dos Merovíngios?

A Necessidade de Síntese

A este ponto, fizemos uma pausa para rever a evidência a nossa disposição. Isto estava nos levando a uma direção surpreendente e inconfundível. Mas porque, imaginamos, esta evidência nunca tinha sido intimada pelos eruditos antes? Ela certamente esteve prontamente disponível por séculos. Porque ninguém, a nosso conhecimento, até mesmo sintetizou isso e concluiu o que tem sido conclusões bem óbvias, ainda que especulativas. Garantidamente, tais conclusões a uns poucos séculos atrás teriam sido rigorosamente tabu e, se publicadas, severamente punidas. Mas não tem havido um tal perigo nos últimos duzentos anos. Porque, então, tinham os fragmentos do quebra-cabeças não sido reunidos em um todo coerente? As respostas a estas questões, entendemos, residem em nossa era e nos modos ou hábitos de pensamento que a caraterizam. Desde a chamada Iluminação do século XVIII a orientação da cutura e da consciência ocidental tem sido na direção da análise, muito mais do que na síntese. Como resultado, nossa idade é uma da mais crescente especialização. De acordo com esta tendência, a erudição moderna coloca uma ênfase não ordenada na especialização, a qual, como o atesta a universidade moderna, implica e compreende a segregação do conhecimento em disciplinas distintas. Em consequência, nas diversas esferas cobertas por nossa pesquisa tem tradicionalmente sido segmentado em compartimentos muito diferentes. Em cada compartimento o material relevante tem sido obedientemente explorado e avaliado por especialistas, no campo. Mas poucos, se alguns, destes especialistas tem se comportamentado em estabelecer uma conexão entre seus campos em particular e outros que se entrelaçam a ele. De fato tais especialistas tendem geralmente a verem os campos outros do que os seus com consideravel suspeita na melhor das hipótese como espúrio, e na melhor, como irrelevante. Uma pesquisa eclética ou interdisciplinar é frequentemente ativamente desencorajada como sendo, entre outras coisas, especulativa demais. Tem havido numerosos tratados sobre os romances do Gral, seus origens e desenvolvimento, seu impacto cultural, sua qualidade literária. E tem havido numerosos estudos, válidos ou não, dos Templários e das Cruzadas. Mas poucos especialistas sobre os romances do Gral tem sido historiadores, conquanto ainda menos tem apresentado muito interesse na história complexa, fequentemente sórdida e não muito romantica por trás dos Templários e das Cruzadas. Similarmente os historiadores dos Templários e das Cruzadas tem, como todos os historiadores, aderido estreitamente aos registros factuais e documentos. Os romances do Gral tem sido descartados como meras ficções, nada mais do que um fenômeno cultural, uma especie de sub-produto gerado pela imaginação de uma idade. Sugerir a tais historiadores que os romances do Gral podem conter um canal de verdade histórica seria supremo para a heresia até mesmo embora Schliemann, mais do que Verdade, vários escritores ocultos, procedendo primariamente em base de pensamento desejoso, tem dado literal credencial as histórias, afirmando que, de algum modo místico, os Templários eram os guardiões do Gral, seja o que que o Gral possa ser.

Mas não há qualquer estudo histórico sério que se comporte para estabelecer qualquer real conexão. Os Templários são vistos como fato e o Gral como ficção e nenhuma associação entre os dois é reconhecidamente possível. E se os romances do Gral tem assim sido negligenciados pelos eruditos e historiadores do período em que eles foram escritos, dificilmente seja surpreendente que eles sejam negligenciados por especialistas em épocas anteriores. Muito simplesmente, não ocorreria a um especialista na idade Merovíngia suspeitar que os romances do Gral, possam de algum modo, lançar luz sobre o assunto do estudo deles, se, de fato, ele tenha qualquer conhecimento sobre os romances do Gral. Mas não é uma séria omissão que nenhum erudito merovíngio tenha até mesmo encontrado menção as histórias arthurianas que, falando cronologicamente, se referem a mesma época na qual ele afirma a sua especialização? Se os historiadores estão despreparados para fazer tais conexões, os eruditos biblicos estão menos preparados para assim o fazer. Durante as últimas poucas décadas uma riqueza de livros tem aparecido segundo os quais Jesus era um pacifista, um Essênio, um místico, um Budista, um feiticeiro, um revolucionário, um homossexual e até mesmo um cogumelo. Mas a despeito desta plétora de material sobre Jesus e o contexto histórico do Novo Testamento, nenhum autor, a nosso conhecimento, tem tocado a questão do Gral. Porque deveria ele? Porque deveria um especialista na história bíblica ter qualquer interesse em, ou conhecimento de, um conjunto de poemas fatásticos compostos na Europa ocidental mais do que mil anos depois? Seria inconcebível que os romances do Gral pudessem de algum modo elucidar os mistérios que cercam o Novo Testamento. Mas a realidade, história e conhecimento não podem ser segmentadas e compartimentalizadas segundo um arbitrário sistema de preenchimento do intelecto humano. E conquanto a evidência documental seja difícil de se chegar a ela, é auto-evidente que as tradições podem sobreviver por mil anos, então emergir em uma forma escrita que ilumina os eventos anteriores.

Certas sagas irlandesas, por exemplo, pode revelar uma grande parte da mudança da sociedade matriarcal em umas sociedade patriarcal na antiga Irlanda. Sem o trabalho de Homero, composto muito depois do fato, ninguém nunca até mesmo teria ouvido falar sobre o cerco de Tróia. E Guerra e Paz embora escrita mais de meio século depois pode nos dizer mais do que os livros de história, mais até mesmo do que os documentos oficiais, sobre a Rússia durante a era Napoleonica. Qualquer pesquisador responsável deve, como um detetive, buscar seja qual for a pista que tiver a mão, mesmo que aparentemente seja improvável. Não se deve descartar material a priori, de antemão, porque isso ameaça levar a um território não familiar ou improvável. Os eventos do escândalo de Watergate, por exemplo, foram reconstituídos inicialmente de uma multitude de fragmentos ostensivamente desparatados, cada um por si só sem sentido, e sem nenhuma ligação aparente entre eles. De fato, alguns dos truques infantis e sujos devem ter parecido, ao investigadores de seu tempo, tão divorciados dos assuntos mais amplos como os romances do Gral podem parecer ao Novo Testamento. E o escândalo de Watergate estava confinado a um único país e a um período de tempo de uns poucos anos. O assunto da nossa investigação abrange a inteira cultura ocidental, e o período de tempo de dois milenios. O que é necessário é uma abordagem interdisciplinar de um material escolhido – uma aborgagem móvel e flexível que nos permita mover livremente entre disciplinas separadas, através do espaço e tempo. Devemos ser capazes de ligar dados e fazer conexões entre pessoas, eventos e fenômenos amplamente divorciados um do outro. Devemos ser capazes de nos mover, quando a necessidade o ditar, do século III para o VII e o VIII, retirando de uma variedade de fontes inciais de textos eclesiásticos, dos romances do Gral, os registros Merovíngios e as crônicas, os escritos da Livre Maçonaria. Em resumo, deve-se sintetizar não apenas porque tal síntese possa discernir a subjacente continuidade, o tecido coerente e unificado, que reside no núcleo de qualquer problema histórico. Uma tal abordagem não é nem particularmente revolucionária, a princípio, nem particularmente controversa. È muito mais como tomar um princípio do contemporanio dogma da Igreja da Imaculada Conceição, por exemplo, ou do celibato obrigatório dos sacerdotes e usar isso para iluminar o cristianismo inicial. Muito do mesmo modo os romances do Gral podem ser usados  para lançar uma importante luz sobre o Novo Testamento sobre a carreira e identidade de Jesus. Finalmente não é suficiente se confinar exclusivamente aos fatos. Devemos também discirnir as repercussões e ramificações que se irradiam pelos séculos frequentemente na forma do mito e da lenda. Na verdade, os próprios fatos podem ser distorcidows no processo, como um eco reverberando nos penhascos. Mas se a própria voz não pode ser localizada, o eco, contudo distorcido, pode ainda apontar de um modo para ela. Os fatos, em resumo, são como pedras caindo na piscina da história. Elas desaparecem rapidamente, frequentemente sem deixar um traço. Mas elas geram ondas que, se a perspectiva de alguém for suficientemente ampla, a habilita a localizar onde a pedra caiu originalmente. Guiado pelas ondas, podemos então mergulhar ou escavar ou aditar seja qual for a abordagem que desejarmos . O ponto é que as ondas permitem que se localize o que de outra forma seria irreconhecível. Logo estava sendo aparente para nós que tudo que temos estudado durante a nossa investigação era apenas uma onda – que, monitorada corretamente, pode nos digir a única pedra atirada na pi
scina da história milhares de anos atrás.

A Nossa Hipótese.

A Madalena tem figurado proeminentemente por toda nossa pesquisa. Segundo certas histórias medievais, a Madalena trouce o Santo Gral ou Sangue Real para a França. O Gral é estreitamente associado a Jesus. E o Gral, ao menos em um nível, se relaciona de algum modo ao sangue – ou, mais especificamente, a uma linhagem sanguínea. Os romances do Gral eram em sua maior parte, contudo, passados em tempos Merovíngios. Mas eles não foram compostos até depois de Godfroi de Buillon o descendente ficticional da família do Gral e real descendente da família Merovíngia fosse instalado, em tudo apenas no nome, como Rei de Jerusalém. Se tivessemos estado lidando com qualquer outro se não Jesus, se estivessemos lidando com um personagem como Alexandre, por exemplo, ou Julius Caesar, estres fragmentos de evidência sozinhos teriam levado, quase inevitavelmente, a uma conclusão auto-evidente. Retiramos esta concusão, contudo quanto controversa e explosiva quanto possa ser. Começamos a testar ao menos como uma hipótese tentativa. Talvez Madalena esta mulher fugidia nos Evangelhos, fosse de fato a esposa de Jesus. Talvez a união deles tivesse produzido uma prole. Depois da Crucificação, talvez Madalena, com apenas um filho, fosse levada ao Gaul onde ainda já existiam comunidades judaicas estabelecidas e onde, em consequência, ela pode ter encontrado um refúgio. Talvez esta fosse, em resumo, uma linhagem sanguínea hereditária descendente diretamente de Jesus. Talvez esta linhagem sanguinea, este supremo sangue real, então se perpetuasse; intacto e incógnito, por alguns quatrocentos anos o que afinal não é um tempo muito longo para uma linhagem muito importante. Talvez tenha havido casamentos inter-dinásticos não apenas com famílias judias mas também com romanos e visigodos. E talvez no século V a linhagem de Jesus tornou-se aliada a linhagem real dos francos, assim engendrando a dinastia Merovíngia. Se esta hipótese não elaborada foi em algum sentido verdadeira, ela serviria para explicar muitos grandes elementos em nossa investigação. Ela explicaria o status extraordinário atribuido a Madalena, e a importância do culto que ela alcançou durante as Cruzadas. Explicaria também  o status sagrado atribuido aos Merovíngios. Explicaria o legandário nascimento de Merovee, filho de dois pais, um deles simbolicamente uma figura marinha de além do mar, que, como Jesus, pode ser igualado a um peixe místico. Isto explicaria o pacto entre a Igrea Romana e a linhagem sanguínea de Clovis porque um pacto com a descendência linear de Jesus seria uma pacto óbvio para uma igreja fundada em seu nome? Isto explicaria o ressalte incomensurado posto no assassinato de Dagoberto II pela Igreja, por ser parte daquele assassinato, teria sido culpada não apenas de regicídio mas, segundo seus princípios, de uma forma de deicídio também. Isto explicaria a tentativa de erradicar Dagoberto II da história. Isto explicaria a obsessão dos Carolíngios em se legitimarem, como Sagrados Imperadores Romanos, ao declararem um pedigree Merovíngio.  Uma linhagem sanguínea descendente de Jesus através de Dagoberto II também explicaria a família do Gral nos romances sobre os segredos que a cercam, seu status exaltado, o impotente Rei Pescador incapaz de reinar, o processo pelo qual Parzival ou Percival se torna o herdeiro do Castelo do Gral. Finalmente, isto explicaria o pedigree místico de Godfroi de Bouillon, filho ou neto de Lohengrin, neto ou bisneto de Parzival, descendente da família do Gral. E se Godfroi fosse descendente de Jesus, sua captura triunfante de Jerusalém em 1099 teria comprendido muito mais do que simplesmente resgatar o Santo Sepulcro dos infiéis. Godfroi estaria reclamando sua herança por direito. Já temos suposto que as referências a vinicultura por nossa investigação simbolizasse alianças dinásticas. Com base em nossa hipótese, a vinicultura agora pareceu simbolizar o proceso pelo qual o próprio Jesus se identifica repetidamente com a vinha perpetuada em sua linhagem. Como se em confirmação, descobrimos uma porta gravada apresentando Jesus como um cacho de uvas. Esta porta estava em Sião, Suíça. Nosso cenário hipotético era tanto logicamente consistente quanto intrigante. Ainda que, contudo, fosse também absurdo. Tão atraente quanto possa ser, isto era, ainda que, geral demais e repousado muito longe como uma frágil fundação. Embora isso explicasse muitas coisas, ele por si só ainda não podia ser sustentado. Havvia ainda muito buracos nisto, inconsistências demais e anomalias, muitas pontas soltas. Antes que pudéssemos seriamente considerar ou entreter isso, teriamos que determinar se havia qualquer evidência real que o sustentasse.  Em uma tentativa de encontrar tal evidência começamos a explorar os Evangelhos, o contexto hisórico do Novo testamento, e os escritos dos Pais iniciais da Igreja.

O Rei Sacerdote que Nunca Reinou

A maioria das pessoas hoja fala do cristianismo como se ele fosse uma única coias específica, uma entidade coerente, homogenea e unificada. É desnecessário dizer, o cristianismo não é algo deste tipo. Como todo mundo sabe, há inúmeras formas de cristianismo: o Catolicismo Romano, por exemplo, ou a Igreja da Inglaterra iniciada por Henrique VIII. Há várias outras denominações de protestantismo do original Luteranismo a Calvismo do século XVI a tais desenvolvimentos recentes como o Unitaritanismo. Há multitudes de congregações marginais ou ‘evangélicas’ tais como os Adventistas do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová. E há uma variedade de seitas contempoeraneas e cultos, como os Filhos de Deus e a Igreja da Unificação do Reverendo Moon. Se alguém observa este surpreendente espectro de crenças desde a rigidamente dogmática e conservadora até a radical e extásica é difícil determinar o que exatamente constitui o ‘cristianismo’. Se há um único fator que permite que se fale de ‘cristianismo’, um único fator que de algum modo ligue os credos que de ourta forma são tão contrários e divergentes, este é o Novo Testamento, e mais particularmente o status único atribuido pelo Novo Testamento a Jesus, sua crucificação e ressurreição. Até mesmo se não se subscreve a verdade literal ou histórica destes eventos, a aceitação de sua importância simbólica geralmente é suficiente para que alguém seja considerado cristão. Se há qualquer unidade, então, o fenômeno difuso chamado cristandade, reside no Novo Testamento e mais especificamente, nas narrativas de Jesus conhecidas como os Quatro Evangelhos. Estas narrativas são popularmente consideradas como as mais autoritárias registradas: e para muitos cristãos elas são assumidas como sendo coerentes e inexplugnáveis.

Desde a infância somos levados a acreditar que a história de Jesus, como preservada nos Quatro Evangelhos, é, senão inspirad por Deus, ao menos definitiva. Os quatro evangelistas, os supostos autores dos Evangelhos, são considerados serem testemunhas impecáveis que reforçam e confirmam o testemunho um dos outros. Mas as vezes, eles discordam violentamente. Tanto quanto diga respeito a tradição popular, a origem e nascimento de Jesus são bem conhecidos. Mas na realidade os Evangelhos, no que é baseado a tradição, são coinsideravelmente mais vagos sobre este assunto.  Somente dos Evangelhos – Mateus e Lucas – afinal dizem algo sobre as origens e nascimento de Jesus; e eles flagrantemente estão em discordancia um com o outro. Segundo Mateus, por exemplo, Jesus era um aristocrata, se não um rei por direito e legítimo descedente de David via Salomão. Segundo Luycas, por outro lado, a família de Jesus, embora descendente da casa de David, era de algum modo de origemmenos exaltada; e é com base em Marcos que a história do pobre carpinteiro veio a existir. As duas genealogias, em resumo, são tão surpreendentemente discordantes  que elas bem podem estar se referindo a dois indivíduos diferentes.  As discrepâncias entre os Evangelhos não estão confinadas a questão da ancestralidade e genealogia de Jesus. Segundo Lucas, Jesus, em seu nascimento, foi visitado por pastores. Segundo Meteus, ele foi visitado por reis. Segundo Lucas, a família de Jesus vivia em Nazaré. Daqui é dito que eles viajaram para um censo que a história sugere nunca ter de fato ocorrido, em Belém, onde Jesus nasceu na pobreza de uma manjedoura. Mas segundo Mateus, a família de Jesus tinha sido bem sucedidos residentes de Belém por todo tempo, e o próprio Jesus nasceu em uma casa. Na versãoi de Mateus a perseguição dos inocentes movida por Herodes fez a família fugir para o Egito, e somente em seu retorno eles estaelecem residência em Nazaré. A informação em cada uma destas narrativas é muito específica a ssumir que o censo ocorreu é perfeitamente plausível. Ainda que a informação por si só não concorde. Esta contradição não pode ser racionalizada. Não há meios possiveis das duas narrativas conflitantes estarem ambas corretas, e não há meios de como elas possam ser reconciliadas.

Se alguém se importa em admitir ou não, o fato deve ser reconhecido que um ou ambos Evangelhos está errado. Diante de uma conclusão tão clara e inevitável, os Evangelhos não podem ser vistos como inexpugnáveis. Como eles podem ser inexpugnáveis se eles próprios impugnam uns aos outros? Quanto mais se estuda os evangelhos, mais contradições entre eles se tornam aparentes. De fato, eles nem mesmo concordam quanto ao dia da Crucificação. Segundo o Evangelho de João, a Crucificação ocorreu um dia antes da Páscoa judaica. Segundo os evangelhos de Marcos, Lucas e Mateus ela ocorreu um dia depois. Nem os evangelhos estão de acordo sobre o caráter e a personalidade de Jesus. Cada um aspresenta uma figura que está patentemente em estranheza com a figura apresentada pelos outros, um salvador manso como um cordeiro em Lucas, por exemplo, um soberano majestoso e poderoso em Mateus que ‘não vem trazer a paz, mas a espada’. E há um desacordo posterior sobre as últimas palavras de Jesus na cruz. Em Mateus e Marcos  estas palavras são: ‘Pai, em suas mãos entrego meu espírito’ e em João elas são simplesmente ‘Está acabado’. Dado estas discrepâncias os Evangelhos apenas podem ser aceitos como um autoridade altamente questionável, e certamente não uma autoridade definitiva. Eles não representam a palavra perfeita de qualquer Deus; ou, se eles o fazem, as palavras de Deus tem sido liberalmente censuradas, editadas, revisadas, glosadas e reescritas por mãos humanas. A Bíblia, deve ser lembrado, e isso se aplica tanto ao Velho quanto ao Novo Testamento, é apenas uma seleção de trabalhos, e, muitos aspectos, um trabalho de certa forma arbitrário. De fato, ela bem podia incluir muito mais outros livros  e scritos de que realmente o faz. Nem há qualquer dúvida de que os livros que faltam tenham sido ‘perdidos’. Ao contrário, eles foram deliberadamente excluídos. Em 367 o Bispo Atanasio de Alexandria compilou uma lista de trabalhos a serem incluidos no Novo Testamento. Esta lista foi retificada pelo Concílio da Igreja em Nippo em 393 e novamente no Concílio de Cartago quatro anos depois. Nestes concílios foi concordada uma seleção. Certos trabalhos foram reunidos para formar o Novo Testamento como o conhecemos hoje, e outros foram cavalheirescamente ignorados. Como pode um tal processo de seleção ser visto como definitivo? Como pode um conclave de clérigos decidir infalivelmente que certos livros pertenciam a Bíblia enquanto outros não? Especialmente quando alguns dos livros excluídos tem uma declaração perfeitamente válida de veracidade histórica?

Como ela existe hoje, contudo, a Bíblia não é apenas o produto de um processo seletivo mais ou menos arbitrário. Ela também tem sido submetida a algumas bem drásticas edições, censura e revisão. Em 1958, por exemplo, o Professor Morton Smith da Universidade de Columbia descobriu, em um monastério perto de Jerusalém, uma carta a qual continha um fragmento perdido do Evangelho de Marcos. O fragmento de Marcos não tinha sido perdido. Ao contrário, ele tiha sido aparentemente deliberadamente suprimido por instigação, se não por ordem expressa, do Bispo Clemente de Alexandria, um dos mais venerados Pais iniciais da Igreja. Clemente parece ter recebido uma carta de um tal Teodoro, que se queixava de uma seita gnóstica, os Carpocratianos. Os Carpocratianos parecem terem estado interpretando certas passagens do Evangeho de Marcos segundo seus prórios princípios que não concorriam com a posição de Clemente e de Teodoro. Em consequencia, aparentemente Teodoro os atacou, e relatou sua ação a Clemente. Na carta encontrada pelo Profesor Smith, Clemente responde a este discípulo como se segue: “Você fez bem em silenciar os ensinamentos impronunciáveis dos Carpocratianos. Porque eles são ‘estrelas andarilhas’ referidas na profecia, que vagam pela estrada estreita dos mandamentos em um abismo sem margens de pecados carnais e corporais. Porque, para se orgulharem de seu conhecimentto, como eles dizem ‘das coisas profundas de Satã’ eles não sabem que estão se atirando ‘no mundo da escuridão’ da falsidade, e bravateando que são livres, eles tem se tornado escravos dos desejos servis. Taia homens são para serem opostos por todos os meios e todos juntos. Porque, até mesmo se eles devam dizer algo verdadeiro, aquele que ama a verdade não deve, até mesmo assim, concordar com eles. Porque nem todas as coisas são a verdade, nem devem estas verdade que [meramente] parecem verdade segundo as opiniões humanas serem preferidas à verdade verdadeira, que segundo a fé é a verdade.” Esta é uma declaração extraordinária para um Pai da Igreja. De fato Clemente estava dizendo nada menos que ‘se acontece de seu oponente dizer a verdade, você deve nega-la e mentir para refuta-lo’. Mas isto não é tudo. Na passagem seguinte, a carta de Clemente continua para discutir o Evangelho de Marcos e o seu ‘mal uso’, aos olhos dele, pelos Carpocratianos: Quanto a Marcos, então, durante a estada de Pedro em Roma, ele escreveu uma narrativa dos afazeres do Senhor; não, contudo, declarando todos eles nem ainda que apontando os sevretos, mas selecionando aqueles que ele pensou serem mais úteis para o aumento da fé daqueles que estavam sendo instruídos. Mas quando Pedro morreu como um mártir, Marcos veio a Alexandria, trazendo com ele suas próprias anotações e as de Pedro, as quais ele transferiu de seu livro anterior as coi