Mistério da Atlântida Revelado

O MISTÉRIO DA ATLÂNTIDA REVELADO

JLTRGEN SPANUTH

Públicado em New York em 1956 – traduzido do original em alemão ‘Das entratselte Atlantis’ .

PREFÁCIO

Em provavelmente em nenhum outro campo da história e geografia antiga a pesquisa é tão árida, mas na realidade tão recompensadora, como aquela que lida com o problema da Atlântida. Os mais de vinte mil volumes, e incontáveis artigos, que já tem sido escritos sobre o assunto parecem te-lo coberto completa e exaustivamente. Eminentes eruditos tem repetidamente afirmado terem encontrado uma resposta conclusiva para o enigma e tem dito que nada mais de útil pode ser acrescentado à vasta literatura sobre o assunto; os contribuidores para isto tem frequentemente sido tratados como excêntricos e seus trabalhos descartados como meramente um outro fato a ser cronificado na história da tolice humana. É com certeza verdade que a Atlântida tem atraído a atenção de escritores de ficção e outros sem qualquer declaração de abordagem científica, e investigadores sérios tem sido expostos ao perigo de serem identificados com eles. Não é surpreendente, portanto, que eruditos idôneos tenham hesitado em abordar o problema e tenham deixado o campo amplamente aberto para os excêntricos e Atlantemaníacos. Isto é portanto mais lamentável já que a Atlântida oferece um dos campos mais frutíferos de estudo da história antiga; ela levanta o véu da obscuridade de uma das épocas mais intriganes e cheias de eventos na história do mundo ocidental. A história da Atlântida pode ser comparada a aquela de uma câmara oculta de tesouro na tumba de Tutancamon no Vale dos Reis. Por centenas de anos antiquários e arqueologistas escavaram e exploraram o vale até que parecia impossível que algo novo ou desconhecido restasse a ser descoberto. Quando o Conde de Carnarvon começou suas escavações os especialistas o ridicularizaram porque a tentativa parecia fútil; nenhum empreendimento pareceu ser mais sem esperança. Ainda que nas ruínas e destroços que tem sido examinados tão frequentemente, Carnarvon encontrou a entrada para a tumba de Tutancamon, descobriu riquezas fantásticas da câmara do tesouro, e tornou possível ganhar um maravilhoso insight sobre os costumes dos governantes do Egito de mais de três mil anos atrás. E assim é com a Atlântida.

O tesouro dentro da história tem estado enterrado sobre os destroços das más concepções, tolices e fantasias, o peso morto do preconceito e do ceticismo, e as ruínas da datação errada e identificações falhas que tem se acumulado ao redor da história em 2500 anos desde que Solon a primeiro ouviu no Egito. O ridículo dos especialistas cai sobre qualquer um que tenta escavar sob os destroços de séculos. Mas quando é encontrado o caminho certo para o entendimento apropriado da história, isto leva a uma casa de tesouro que nos habilita a um amplo conhecimento e a um profundo entendimento da vida, pensamento, lutas e sofrimentos de nossos ancestrais mais de 3000 anos atrás; fica aberto para nós uma das maiores e mais momentosas épocas na história do mundo. A chave para o entendimento apropriado da história da Atlântida reside no arranjo correto dos eventos que são descritos em uma sequência cronólogica e segundo sua autenticidade histórica. Esta abordagem é seguida na Seção Um. Na Seção Dois é feita uma tentativa de revelar o tesouro oculto da história; a posição geográfica das Ilhas Reais, bem como a extensão e a organização do reino Atlante, é estabelecido, e a autenticidade da informação contida na história relativa a vida e aos costumes, cultura e crenças, e riqueza e poder dos Atlantes é testado contra nosso conhecimento atual daquela idade. Na Seção Três será encontrado uma narrativa do que Homero, o maior poeta de todos os tempos, tem escrito sobre os Atlantes e da história deste confiavelmente preservador da história antiga que tem chegado até nós. Finalmente há um relato da redescoberta da Atlântida no verão de 1952 e uma transplantação da narrativa de Platão da Atlântida nos Diálogos de Timreus e de Critias. Por tudo isto nos tornamos relacionados com pessoas que alcançaram grandeza, sofreram desesperadamente, e ainda planejaram até mesmo coisas maiores. É esperado que esta contribuição encoraje os eruditos em seus ramos relevantes de ciências a se devotarem a renovar o estudo tristemente negligenciado da história da Atlântida. A investigação deles traria muitas riquezas e iria tão longe para resolver os problemas ainda não solucionados da história antiga.

SEÇÃO UM

A BASE HISTÓRICA DE LENDA DA ATLÂNTIDA

Platão, o grande filósofo e pensador grego (429-347 AC), tem registrado para nós a história da Atlântida em dois lugares diferentes de seus escritos: nos Diálogos de Timeus e de Crítias. Da origem e substância da história, Platão nos fala deste Solon, legislador e um dos Sete Sábios da Grecia (640-559 AC), que fez uma viagem ao Egito para buscar conhecimento dos tempos antigos. Ele visitou a cidade de Sais, cujos sacerdotes tinham uma reputação inigualável de íntimo conhecimento da história antiga. Lá ele foi recebido com grande gentileza e honras. Os sacerdotes estavam apenas felizes demais em transmitir a ele a informação que eles extrairam de sua vasta coleção de papiros e textos antigos. Solon ficou particularmente impressionado por uma história de coragem épica  que teria se passado em sua própria cidade de Atenas; uma história, disseram a ele, que “embora pouco conhecida não era menos verdadeira” Um velho sacerdote de Sais, baseando sua narrativa em velhos textos egípcios, contou como um grande exército de pessoas da Atlântida desceu sobre a Europa e Ásia Menor e uniu em um vasto poder todos os territórios sob seu domínio. Estes territórios compreendiam “muitas ilhas e parte do continente pelo Grande Oceano ao Norte” e “as terras mediterrâneas da Líbia ao Egito e da Europa a  Tyrrhenia .” Este poder combinado do Rei dos povos Atlantes visava o domínio do todos os territórios gregos e egípcios, e de fato, de todos os países do mediterrâneo. Ao repelir este assalto os cidadãos atenienses provaram sua bravura e coragem. Atenas se colocou a frente dos estados gregos ameaçados e eventualmente, na medida em que um estado após outro caia diante dos invasores, ela continuou a lutar sozinha e preservou sua liberdade. Esta luta heróica também aliviou os egípcios, que tinham sido duramente pressionados pelos exércitos invasores, mas finalmente foram capazes de repelir os ataques do povo Atlante. As desordens e sofrimentos destes tempos eram acreditados terem sido causados por uma gigantesca catástrotofe natural de impacto universal. Os sacerdotes egípcios lembraram a Solon da história grega de Faeton, filho de Helios, deus do Sol, que entrou na carruagem solar de seu pai e incapaz de manter o curso de seu pai ele queimou e torrou muitos países da Terra no terrível calor de sua passagem. Eventualmente Zeus arremessou Faeton do céu com o ataque de um raio e extinguiu os grandes incêndios com inundações e tempestades. O sacerdote egípcio de Sais admitiu que a história soava como uma fábula, mas ela de fato continha o germe da verdade; algo muito similar aconteceu na realidade. Antes desta idade catastrófica o clima da Terra tinha sido quente e fértil. As montanhas da Grécia eram cobertas por uma marga rica e florestas luxuriantes; em todos os lugares os regatos e riachos forneciam água abundante à terra. Depois das catástrofes o solo, que havia se tornado pó devido ao calor intenso, foi varrido pelas subsequentes inundações, deixando apenas o esqueleto de um país, as rochas e as pedras. Ao mesmo tempo gigantescos terremotos e inundações tornaram a terra natal dos Atlantes inabitável. Atlante, a ilha real do reino atlante, é dito ter sido engolida pela inundação e terremoto em um único dia e noite de terror. Somente um mar de lama permaneceu no lugar da ilha real.

Nos capítulos seguintes da história da Atlântida nos são dadas narrativas detalhadas da exata posição da ilha real, a extensão e poder do reino atlante e muitos outros fatos. Nos é falado que sobre a ilha real, ou Basileia, ficava o castelo dos reis Atlantes e um templo dedicado a Poseidon, o principal deus dos atlantes. Aqui os Atlantes são ditos terem encontrado cobre solido e derretido, bem como um estranho produto natural conhecido como orichalc; que o sacerdote não foi capaz de dizer o que era. Para nós é apenas um nome, mas os atlantes o valorizavam como ouro. Fora do cobre os atlantes trabalhavam com estanho em grande extensão. Eles também conheciam o ferro, mas aparentemente ele era não usado durante festividades cerimoniais. Muitos outros detalhes nos são conhecidos sobre a Atlântida e os atlantes. Segundo Platão, o sacerdote egípcio referiu-se continuamente aos antigos papiros e inscrições egípcias; devemos citar e discutir estes detalhes – nos capítulos relevantes. Solon teve esta história, que foi originalmente traduzida da linguagem atlante para o egípcio, e daí traduzida para o grego. Ele pretendeu escrever um poema épico baseado nisto, mas a confusão que ele encontrou em Atenas na sua volta evitou que ele completasse seu plano. O poema inacabado da guerra entre Atenas e os Atlantes, a história da própria Atlântida, foi entregue a Critias o Jovem, que a leu para um círculo de amigos na presença de Sócrates e Platão. Platão então escreveu a história sobre a antiga Atenas e os da Atlântida, assim a preservando para a posteridade. A história da Atlântida é, segundo as repetidas avaliações de Platão, o relato exato e fiel das antigas inscrições egípcias e dos papiros coletados pelos sacerdotes em Sais e estudados e contados novamente por Solon. Como Platão ressaltou:”a história Atlante não é um conto de fadas, mas em cada aspecto é uma história verdadeira”.

2. ATLÂNTIDA – FÁBULA OU FATO?

Desde a idade de Platão, a história da Atlântida tem arrebatado um interesse especial de incontáveis pessoas. “Homens sábios e tolos, excêntricos e poetas, cientistas e filósofos, hereges e sacerdotes” disse o oceanógrafo sueco Petterson, que tem discutido o problema, se a Atlântida realmente existiu ou foi apenas um ornamento da teoria de Platão da organização social e do Estado  – um exemplo-modelo inventado como um ponto de comparação entre a Atenas livremente democrática e o Estado todo poderoso. Esta discussão se a história da Atlântida era apenas um conto de fadas ou um valioso registro histórico já havia começado no tempo de Platão. Ele próprio repetidamente avaliou que a história não era uma fábula, mas completamente verdadeira. Em outros lugares ele diz que a história da Atlântida, embora curiosa, é em todos os aspectos uma certeza histórica. Dos deveres heróicos dos atenienses, que vitoriosamente defenderam-se contra os soldados atlantes atacantes, ele ressaltou: “Este ato bravo, embora pouco conhecido, não obstante aconteceu”. Nos Diálogos de Critias,   Mnemosyne, a deusa da Lembrança, é evocada para assegurar que todos os detalhes sejam relatados de acordo com os acontecimentos reais. Confiante na veracidade das crenças de Platão, inúmeros eruditos tem tentado resolver o enigma da Atlântida. Segurando Ceram aproximadamente vinte mil livros tem sido escritos desde os dias de Platão sobre o assunto. Braghine e Paul Herrman falam em por volta de vinte e cinco mil. Usando todos os meios possíveis à disposição da humanidade, tem sido feitas tentativas para rasgar o véu do segredo. Sociedades foram fundadas, conferências foram realizadas, e expedições de pesquisa foram equipadas em ordem de realizar a tarefa.

Segundo relatos de jornais, apenas em 1950 três grandes expedições estiveram tentando encontrar a Atlântida. Egerton Sykes acreditou que a ilha afundada estaria nas vizinhanças dos Açores, a mais de 10.000 pés de profundidade, e tentou em vão encontrar traços dela, usando equipamento de radar e cargas profundas. É relatado que um descendente de Tolstoi resolveu procurar perto de Bermudas porque um piloto aéreo americano havia dito ter avistados muros e ruínas de templo no Atlântico Sul durante a última guerra. O francês Henri Lhote equipou uma expedição ao Saara, onde, no deserto pedregoso e sem água de Tanzerouft, ele esperava encontrar a ilha afundada da Atlântida. O erudito e político americano Donelly convocou as marinhas do mundo, para “ao invés de fazer guerras, realizar um útil trabalho cultural ao procurar pelas relíquias da Atlântida no leito do oceano.” Quando todas estas pesquisas se provaram infrutíferas, os espiritualistas e teosofistas entraram no campo e ofereceram soluções realmente fantásticas ao problema. Até mesmo bombas foram utilizadas para resolver a questão. Em agosto de 1929, em uma sala da Sorbonne em Paris, duas bombas de gás foram atiradas por um delegado em um congresso da Sociedade para Estudos Atlantes, para refutar rapidamente, efetivamente e sem posterior discussão a opinião de um orador que a Atlântida era para ser identificada na Córsega! Qual tem sido o resultado de tudo isto? Ceram tem escrito que a despeito dos vinte mil volumes que até então tem sido publicados sobre a Atlântida, nenhum tem sido capaz de provar sua existência. É uma pequena maravilha, portanto que tantos eruditos acreditem que a história nada mais seja do que uma ilusão. Até mesmo Aristóteles manteve esta convicção, que tem sido fortemente reforçada em nosso próprio tempo. O sueco Lindskog escreveu que a Atlântida era e é uma ilha lendária, uma criação da imaginação e nada mais. O abade francês Moreux descreve a história atlante como “pura fantasia” enquanto que o austríaco Rudolf Noll a chamou de romance utópico a que falta qualquer base histórica. Estes julgamentos fazem com que pareça inútil continuar a pesquisar a história atlante. O veredito da ciência foi dado. Platão tem sido acusado de engano deliberado e toda a pesquisa relativa a Atlântida condenada como uma ‘contribuição à tolice humana”, e todos estes que tem tratado o assunto tem sido denunciados como ‘tolos’, ‘atlantomaniacos’ e ‘excêntricos’. Mas os eternos céticos que pronunciaram este julgamento severo tem cumprido sua tarefa de um modo fácil demais. Nenhum dos muitos que descartaram a história atlante como pura fantasia tem até mesmo tentado provar sua avaliação. Platão tem sido denunciado como um charlatão antes que suas declarações sejam até mesmo testadas e seus escritos tem sido julgados como “livre poesia”, sem a questão uma vez ter sido proposta se os papiros e inscrições que ele afirmava como a base para seu relato de fato não tenham existido ou possam não existir ainda hoje.

3. SOLON ESTEVE EM SAIS

A declaração de abertura de Platão é a de que Solon esteve em Sais, no Baixo Egito, e ele próprio viu as inscrições e os papiros que continham a história atlante. Os sacerdotes egípcios, que coletaram e estudaram os textos, os traduziram do antigo egípcio e os entregaram a Solon. Esta avaliação é repetida por Platão em muitas formas diferentes.  Brandenstein declara que Platão teve o maior problema para verificar a confiabilidade da história atlante. Para autentica-la, Platão conta como os sacerdotes egípcios adquiriram os papiros, como Solon escreveu a história, pretentendo usa-la como base para um poema, e como o caos que ele encontrou em seu retorno a Atenas evitou que ele completasse o empreendimento. Platão declara, sobretudo: que a história havia sido originalmente traduzida da linguagem atlante para o egípcio e foi somente para Solon novamente traduzida para o grego e ele acrescenta que havia inúmeras provas de sua correição. Ela alcançou Platão por meio de vários intermediários. Não devemos também verificar estas declarações? Não há dúvidas  que de fato Solon foi ao Egito e este fato tem sido confirmado por muitos antigos escritores e cronistas. Ele iniciou sua jornada de dez anos depois que havia dado a Atenas suas leis muito úteis e fez esta viagem com o intuito de coletar informação sobre os tempos pré-históricos. Sua primeira meta era Sais, a residência dos faraós, porque seus sacerdotes haviam reunido e estudado inscrições antigas e textos de seu pais e tinham um profundo conhecimento da história antiga. Não há qualquer dúvida que tudo isto está correto.

Quando Solon viajou ao antigo Egito, Sais, situada na boca do Nilo, logicamente seria a cidade a ser visitada primeiro. Ela também de fato era cidade residência dos farós e Psamtik I (663-609 AC) havia permitido uma colônia de mercadores gregos a quem ele garantiu privilégios especiais para se estabelecrem nas vizinhanças da residência real. No tempo de Solon o faraó Ahmose II (57o-525 AC), mencionado por Platão, reinava em Sais: ele favoreceu os gregos em uma tal extensão que despertou o ciúme dos egípcios. Solon adquiriu de Ahmose várias leis, por exemplo esta: “a cada ano cada habitante tinha que mostrar ao governante por que meios ele ganhava seu sustento”. Temos posteriormente que acreditar em Platão quando ele diz que Solon tinha estado em Sais, que ele foi bem recebido e recebeu honras. Os sacerdotes de Sais realmente coletaram e estudaram em detalhes textos históricos, inscrições e papiros, como Platão nos conta nos Diálogos? Novamente devemos confirmar Platão. O estudo intensivo do passado era de fato a principal ocupação dos sacerdotes em Sais nestes dias. Breasted, a grande autoridade na história egípcia, diz que sobre os sacerdotes em Sais em outra ligação: Os escritos e rolos sagrados dos séculos passados eram procurados com grande zelo, e com a poeira das idades que os cobriam eles eram coletados, separados e arrumados. Uma tal educação clássica levou os sacerdotes de volta a um mundo há muito tempo esquecido, cuja sabedoria herdada, como com os chineses e maometanos, formavam as mais altas leis morais. O mundo havia ficado mais velho e com um prazer todo particular eles se ocuparam com esta juventude há muito passada. A era de Sais, com sua contínua referência às condições passadas, tem com justiça sido chamada de uma idade de restauração. Então a declaração de Platão que os sacerdotes em Sais coletavam e estudavam documentos antigos é confirmada por uma das maiores autoridades na história egípcia. Foi lá em Sais, como manteve Platão, que os textos e as inscrições, ou cópias deles, relatavam a grande guerra do povo atlante, as terríveis catástrofes naturais desta época, e a libertação do Egito da matança dos guerreiros atlantes? Proclus, um comentador de Platão, relata que os sacerdotes de Sais mostraram as mesmas inscrições e papiros a Crantor de Soli (330-270 AC), que escreveu o primeiro comentário sobre Timaeus. Elas de fato existiam, e levanta-se a questão se estas inscrições ou ao menos algumas delas, dos incontáveis textos egípcios antigos que tem sido perdidos no curso dos séculos ainda existam hoje alguns.

4. A DATAÇÃO DOS EVENTOS DESCRITOS NA HISTÓRIA DA ATLÂNTIDA

Antes que comecemos a tentar rastrear os antigos textos que descrevem os eventos relatados por Platão devemos primeiro corrigir a datação dos próprios eventos. De nossa solução deste problema – o mais importante de todos no estudo da Atlântida – depende o nosso veredito sobre a autenticidade da história; a inteira história se mantém ou cai pela nossa resposta. É muito mais do que estranho que dificilmente algum erudito tenha inquirido a questão da datação ou pensado que isto fosse válido para de determinar a ir mais profundamente. O problema de onde a Atlântida estava situada tem tomado precedência sobre a questão de quando ela foi destruída. Uns poucos eruditos que tem lidado com a datação tem, a despeito dos meios a nossa disposição hoje para a solução de tais problemas, dado respostas realmente ridículas: os eventos descritos a Solon teriam sido ocorridos em quase cada 10 mil anos atrás entre cem mil AC e 500 AC. Se estes são os resultados dos eruditos modernos não é surpreendente então encontrar que a própria datação de Platão – 8.000 anos antes de Solon – seja completamente impossível ou, como corretamente diz Knotel, uma completa falta de lógica. Muitas das coisas mencionadas em detalhes na história atlante – entre outras, os Estados gregos, a cidade de Atenas, um império egípcio, o cobre, o estanho, o primeiro ferro, e carrruagens – certamente não existiam a 8.000 anos antes de Solon, iato é, em 8.600 AC. Deve haver um erro aqui, talvez um erro na tradução; não podemos aceitar esta datação. Mas felizmente, acrescentando-se a esta má interpretação, a história contém muitas alusões que nos capacitam a datar corretamente os eventos.  Há, por exemplo, a frequente citação que os atlantes tinham uma grande riqueza de cobre e de estanho e foram até mesmo os mais iniciais usuários do ferro. Uma raça que possuia cobre e estanho de fato viveu na Idade de Bronze, por volta de 2000 a 1000 AC. Se, como tem sido dito, os instrumentos de ferro já eram conhecidos na Atlântida, então a ilha deve ter existido no fim da Idade do Bronze, ao tempo quando o ferro apareceu pela primeira vez. A questão do uso dos primeiros instrumentos ou implementos de ferro tem sido estreitamente investigada pela bem conhecida autoridade em metalurgia pré-histórica, Wilhelm Witter. O exaustivo exame de Witter de achados arqueológicos o levou a conclusão definitiva que os primeiros implementos de ferro feitos por mãos humanas vieram com a invasão dos povos do mar ao Norte, que varreram como um furacão os países mediterrâneos pelo fim do século treza AC. Segundo  Witter, ao menos alguns povos do Norte devem ter dominado as técnicas do ferro antes que eles começassem a grande migração.

Se, como mantém Platão,a história da Atlântida é em cada aspecto historicamente um relato confiável e acurado, então os eventos que ele descreve devem ter ocorrido perto do fim do século treze AC, ao tempo da introdução do ferro, quando o cobre e o estanho ainda eram amplamente utilizados. Talvez Olaf Rudbeck (1630-1703) estivesse certo ao presumir que tenha havido um erro de tradução, que devemos pensar não em 8.000 anos mais em 8.000 meses entre a queda da Atlântida e a ida de Solon ao Egito. Se assim tiver ocorrido, a queda da Atlântida deve ter ocorrido por volta de 1200 AC. Esta presunção do historiador sueco nos leva ao tempo exato em que a Atlântida deve ter perecido. O ano egípcio era de doze meses, e oito mil ‘meses’ são portanto 666 anos. Se subtrairmos estes 666 anos da data da viagem de Solon ao Egito [560 AC] chegaremos ao ano 1226 AC e este ano foi talvez o do início da datástrofe da Atlântida. Este foi o ano em que os líbios, expulsos de seus lares por terríveis desastres naturais, atacaram o faraó Merneptah; em quase exatamente 1200 AC, o povo do Mediterrâneo Norte alcançou a Grécia, chegando à fronteira egípcia em 1195 AC. Podemos facilmente imaginar que o povo do Norte – como os Cimbrianos e os Teutons mil anos depois – esteve em movimento por vinte ou trinta anos, até que foi finalmente detido por Ramses III em 1195 AC. Há, de fato, muito a ser dito sobre a crença de Rudbeck que Solon entendeu mal os sacerdotes egípcios e que o início das catástrofes e guerras descritas na história da Atlântida tinham que ser colocadas em 8.000 meses antes de Solon.  Rudbeck e muitos outros eruditos depois dele tem ressaltado que os longos períodos de vida registrados no Geneses são o resultado da mesma confusão entre o antigo cálculo oriental em meses e os mais modernos cálculos em anos. Todas as idades dadas, portanto, devem ser divididas por doze. Deste modo Adão não teria 930 anos, mas 77. Seth não teria 912 anos, mas 76.  Mahalaleel não teria 895 mas 74 anos, Jared não teria 962 mas 80 anos e Matusalém não teria 969 mas 81 anos e Lamech não teria 777 mas 64 anos .Até mesmo hoje os egípcios calculam o tempo em meses. O Rei Farouk escreve em suas memórias : “Nosso calendário é contado por meses, e não como o calendário Gregoriano na maioria dos países ocidentais por um ano de 365 dias”.

5. TEXTOS E INSCRIÇÕES CONTEMPORANEAS RELACIONADAS À HISTORIA

Anteriormente levantamos a questão se alguns textos aos quais se referiam os sacerdotes de Sais e que foram vistos por Solon e por Crantor, podem não mais existir hoje. Temos estabelecido que todos os eventos descritos na história da Atlântida devem ter ocorrido ao tempo do uso mais inicial do ferro, no fim do século treze AC, e permanece a descobrir se existe qualquer inscrição ou papiro deste tempo que confirme as declarações da história. De fato bem um número de tais textos são conhecidos:
– 1 – Inscrições por volta do tempo do faraó Merneptah (1232-1214 AC), entre elas o Grande Tablete de Karnak e a Estela de Athribis .
– 2 – As incrições e pinturas na parede no templo de Ramses III (1200-1168 AC) em Medinet Habu, onde milhares de jardas quadradas de inscrições históricas e relevos estão gravados nas paredes e colunas.
– 3 – O Papiro Harris, o texto mais compreensivo que nos foi preservado do antigo Oriente.Ele é um rolo de papiro que tem cem pés de comprimento e que foi escrito como um tipo de relatório do governo de Ramses III.
– 4 – O Papiro Ipuwer, no qual uma testemunha ocular das terríveis catástrofes no Egito se queixa veementemente que estes infortúnios foram trazidos pelo faraó. O Papiro Ipuwer tem sido datado por Erman por volta de 2500 AC, mas a data está errada. O papiro menciona o bronze e então só pode ter se originado na Idade do Bronze. Ele também alude a “Terra de Keftyew,” que não aparece até depois da 18a. dinastia, 1580 a 1350 AC. Sobretudo, sua descrição das catástrofes naturais e da invasão de raças estranhas no delta do Nilo concorda em grande extensão com aquelas de Medinet Habu e a do Papiro Harris, o que prova que o Papiro  Ipuwer se originou no mesmo tempo destes textos; isto é, por volta de 1200 AC.
– 5 – As fontes do Velho Testamento, particularmente do Exodus, também terão que ser consultadas. Elas contém o que pode ser mostrado por comparação com os outros textos originais serem as descrições fiéis da época. O Exodus descreve a Migração dos Filhos de Israel do Egito e as terríveis pragas que tornaram esta migração possível. Este evento aconteceu entre 1232 e 1200 AC. Em Exodus I, é relatado que os Filhos de Israel foram forçados durante sua escravidão a construir os centros de Pithom e Ramses como locais de armazenamento. Estas cidades foram construídas por Ramses II (1298-1232 AC). Pithom no Wadi Tumilat, que é o portal natural do Egito para quem vem da Ásia e foi construído como uma cidade fortaleza, enquanto Ramses, ou “a Casa de Ramses,” foi construída no delta do Nilo como uma nova residência para o faraó de quem recebeu o nome. Este mesmo Ramses II, construtor de Pithom e Ramses, era também o hebraico “Faraó da Opressão”. Segundo o Exodus II, 23, este faraó morreu antes da migração dos israelitas e a erupção das grandes aflições conhecidas como ‘as dez pragas do Egito’. O faraó ao tempo do êxodo deve portanto ter sido um sucessor de Ramses II. Mas quando Ramses III ascendeu ao trono no ano de 1200 AC o Egito já era um Estado em completa devastação. As catástrofes naturais descitas no Exodus devem portanto ter ocorrido entre 1232 e 1200 AC; hoje geralmente elas são assumidas terem começado por volta de 1220 AC, o que parece estar correto. O    Exodus, então, registra os mesmos desastres daqueles descritos em outras inscrições e papiros listados acima e na história da Atlântida.
– 6 – Temos a acrescentar a estas fontes contemporaneas muita informação adicional obtida por nós de antigos poetas e escritores de uma idade posterior. Como esta informação não pode ser seguramente datada a devemos citar apenas em casos excepcionais.
– 7 – Além disso há muita evidência arqueológica que, reunida com os inúmeros achados da ciência natural, impressivamente confirma as declarações das inscrições contemporaneas e da história da Atlântida.

6.AS CATÁSTROFES NATURAIS OCORRIDAS POR VOLTA DE  1200 AC

As principais objeções dos críticos à história da Atlântida sempre tem sido destinadas a narrativa de Platão das extensas catástrofes naturais ditas terem afligido o mundo inteiro ao tempo da queda da Atlântida, e terem causado as grandes guerras do povo atlante. Este relato tem sido rotulado como ‘pura invenção’ de Platão em uma tentativa de tornar mais plausível sua “especulação cosmológica”. Uma tal suspeita é completamente compreensível porque Platão fala de catástrofes tão inigualáveis que sua negativa como pura invenção parece apenas justificável demais. Segundo Platão, os sacerdotes de Sais disseram a Solon que naquele tempo a terra foi ressecada e torrada em uma extensão que supera a imaginação; grandes incendios destruiram muitas terras e florestas, os terremotos alabalaram o mundo e causaram uma destruição enorme, muitos rios e regatos secaram e a ilha real da Atlântida foi engolfada pelo mar. Finalmente grandes inundações e tempestades tropicais se acrescentaram ao caos. Assim, em um fantástico rodamoinho de catástrofes terríveis, uma idade não usualmente favorável e frutífera seguiu uma de clima muito mais severo e estéril. Estas declarações correspondem aos fatos? Por volta do século treze AC aconteceu algum desastre universal ou os críticos estão corretos ao acusarem Platão de romantizar?  (a) a dessecação e o grande fogo. Os documentos contemporâneos declaram com certeza que tais catástrofes de fato ocorreram por volta do século treze AC. Uma fonte diz sobre a dessecação e o grande incendio: “Uma terrivel tocha arremessou chamas do céu para procurar as almas dos libios e destruir a tribo deles”. Edgerton explica que um raio do céu tinha afligido os libios e destruido a tribo deles. Detalhes similares podem ser encontrados em outros lugares. “O calor queimou como uma chama sobre a terra deles. Seus ossos queimaram e derreteram em suas pernas”.  “O calor em sua terra queimou como o fogo de um forno”. E a respeito do povo do Norte: “Suas florestas e pessoas foram destruidas pelo fogo”. “Diante deles alastrou-se um mar de chamas”.

Repetidamente encontramos registrado que os inimigos do Egito foram queimados ou afligidos por um grande incendio. Mas o Egito também sofreu. Uma testemunha ocular tem relatado que as paredes, portais e colunas foram destruídas pelas chamas, o céu estava em caos, nem fruto ou alimento podia ser encontrado, em um único dia tudo foi destruído e a terra ficou seca como cera cortada. No Exodus lemos: “O Senhor enviou o trovão e o granizo e o fogo correu sobre o solo, e o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito. Então houve granizo e fogo misturado com o granizo, muito doloroso, tal como nada como isto na terra do Egito desde que ela se tornou uma nação”. Ovidio escreveu em ‘Metamorfoses’, em toda probabilidade baseando sua narrativa em confiáveis fontes antigas: “A terra estava incendiada, as montanhas se elevaram, e grandes brechas apareceram; os rios secaram; grandes cidades desapareceram com todos seus habitantes e enormes erupções de fogos transformaram seres humanos em cinzas”. Cada frase desta descrição pode ser confirmada por fontes contemporaneas ou outras fontes históricas. Certamente é verdadeiro  que nas últimas décadas do século treze AC a Libia tornou-se um deserto. Durante a Idade de Bronze isto era, como grandes áreas do Saara, uma terra fértil e cheia de água. Incontáveis desenhos nas rochas de rebanhos de gado, carros puxados a cavalos, peixes e barcos tem sido encontrados em lugares onde hoje nem até mesmo um camelo pode sobreviver. Numerosos cemitérios datando das eras iniciais de Pedra e de Bronze e outros achados arqueológicos encontram prova que o país uma vez foi populoso e altamente fértil. Mas por volta de 1200 AC a Líbia se tornou torrada, e seu povo buscou refúgio no delta do Nilo. O velho sacerdote de Sais que falou com Solon sobre estas catástrofes estava provavelmente correto ao dizer: “Por aquele tempo os rios e lagos da Líbia, alimentados do Saara Central e Sul, secaram, o Nilo continuou a fluir pelo derretimento dos glaciais a 15.000 pés das montanhas onde ele tinha sua fonte.”

Mas a prova mais impressionante da dessecação catastrófica de por volta de 1200 AC vem dos mal denominados ‘habitantes dos lagos’ da Europa. Restos de assentamentos tem sido encontrados em muitos lagos e rios europeus, embora estejam a uma distância considerável do litoral. Eles datam do período entre 2.000 e 1200 AC. Até recentemente era acreditado que eles fossem restos de residências nos lagos, isto é, casas construídas em palafitas sobre a água. Mas na medida em que o nosso conhecimento dos acampamentos pré históricos foi aumentado pelas escavações arqueológicas,o enigma destas residências no lago tornou-se ainda mais intrigante. Pareceu não haver qualquer propósito em construir um tal tipo extraordinário de acampamento em nosso clima europeu. O erudito alemão 0. Paret atacou este problema sob um novo ângulo e encontrou um número de objeções técnicas às explicações que anteriormente tem sido oferecidas. Ele chegou à conlusão que os ‘habitantes no lago’ cujos postes eram encontrados nos lagos, rios e pântanos da Europa de fato não eram afinal habitações em lagos, mas acampamentos construídos em solo firme. Sendo assim, o fato de que estes restos tenham sido encontrados tão longe nas águas pode apenas significar que ao tempo da ereção o nível da água estava quinze pés mais baixo do que hoje. Todos estes acampamentos tem sido construídos às margens da água durante o tempo da seca e tinham sido inundados e evacuados quando os lagos e rios se elevaram novamente. Desde que isto se aplica a todas as habitações de lago pela Europa Central e do Norte a causa deve ter sido uma catástrofe geral, não uma local, começando com extensa seca e terminando com inundações enormes. O nome ‘habitações do lago’ foi um ero enorme e uma disseminação que os desastres naturais devem ser vistos como fatos históricos provados. Estas ‘habitações do lago’ tem sido encontradas datarem de apenas o tempo das duas grandes idades da seca por volta de 2.000 a 1200 AC. Paret foi capaz de avaliar que a seca de 1200 AC foi muito mais severa e disseminada do que aquela de 2.000 AC. Para ilustrar os eventos daquela era ele nos lembra, como o sacerdote de Sais 2.520 anos antes dele, da maravilhosa história grega de Faeton, que dirigiu a carruagem solar de seu pai ao longo dos caminhos errados e queimou muitos países até que Zeus extinguisse as chamas com grandes tempestades tropicais e inundações. Esta história parece também a Paret uma boa ilustração para as catástrofes naturais que ocorreram por volta de 1.200 AC. Esta inversão climática resultou em uma falta tão grande de alimentos entre as raças do mundo que ela forçou muitas delas a se tornarem canibais. Isto foi instrumental para o movimento das raças na Europa Média e do Sul; isto derrubou as bases de um velho mundo e lançou as bases para um mundo novo. Foi a causa da enchente que determinou o destino do mundo. Todas estas observações e inscrições contemporaneas citadas acima não deixam dúvida que a grande seca relatada pela história da Atlântida e o “grande fogo”  de fato aconteceram no tempo afirmado, isto é, na direção do fim do século treze AC. A este ponto também a história de Platão não é pura invenção mas em todos os aspectos uma história verdadeira.  (b) Terremotos e inundações. O mesmo se aplica aos “gigantescos terremotos e inundações” relatados por Platão, que sempre tem sido descritos como um produto da grande imaginação do Grego. Em apoio a elas também incontáveis relatos contemporaneos e provas científicas podem ser citadas.

As inscrições em Medinet Habu registram que o país das pessoas do Norte foi destruído, e “as almas deles expostas a um perigo mortal”. O Egito fica em completa desolação, suas cidades destruídas, seus habitantes vítimas, da pavorosa catástrofe da natureza. Eusébio, Bispo da Cesareia, relata, com base nos antigos escritos do Exodus, “Houve granizo e terremoto, e aqueles que fugiam do granizo para dentro das casas eram mortos pelo terremoto, que fez com que todas as casas e a maioria dos templos desabasse”. Tácito (Annals, iv, 55) diz : ” O povo de Halikatnass me asegura que não tem havido um terremoto em seu país por 1.200 anos”. Diodoro da Sícilia, que viveu pouco antes de Cristo, escreveu em sua história universal que 1200 anos antes dele o Lago Tritonis na África do Norte desapareceu em um terrível terremoto. Justino o Mártir (165) relata que os fenícios, que avançaram do oriente para a costa do meditrerrâneo no fim do século treze AC, foram expulsos de seu lar original da Assíria. Simultaneamente com os terremotos foram ditos terem havido tempestades tão terríveis que, segundo Ramses III, as ilhas do povo do Norte foram “arrancadas pela raiz pela tempestade e varridas para sempre”. A inscrição hieróglifa de  El Arish, que descreve os mesmos desastres, diz: “O país estava em grande perigo, o infortúnio caiu sobre a terra e houve tumulto na capital. Por nove dias ninguém pôde deixar o palácio. Durante estes nove dias houve uma tempestade tal que nem os homens e nem os deuses [porque aqui provavelmente significasse a família real] puderam ver as faces ao redor deles”. A Tempestade também foi mencionada no Exodus, que relata qe ela se disseminou do oriente e então mudou para o ocidente: “E o Senhor enviou um poderoso vento ocidental”. A ocorrência simultanea de ventos ocidentais poderosos e gigantescos terremotos causou inundações e deslizamentos de terra. Ramses III relatou que o Delta inundou suas costas. Em Exodus é dito sobre isto: “Vós que soprais o vento, o mar os cobriu [os egípcios] eles afundaram como chumbo nas águas poderosas”.

Em muitas partes da Grécia há lembretes da inundação Deucalionica em que os escritores gregos dataram de ao mesmo tempo do incendio de Faeton. Eusebio escreveu que a inundação do Deucalião, o fogo de Faeton e o exodus israelita do Egito todos aconteceram ao mesmo tempo, e Augustinus pensava que a inundação do Deucalião fosse contemporanea do exodus de Moisés do Egito. É também muito provável que os numerosos mitos gregos lidando com a enchente Deucalionica sejam um lembrete das inundações gigantescas e tempestades tropicais por volta de 1200 AC. Em Delfos, na boca do Antesterion, sacrifícios especiais foram oferecidos a Apolo em gratidão por sua entrega segura dos ancestrais das pessoas da enchente deucalionica. Nós já temos visto, da evidência dos chamados ‘habitantes dos lagos’ os efeitos catastróficos da rápida elevação do nível das águas dos lagos e rios que pode facilmente ser provado. “Quando os habitantes do lago repentinamente pararam no Lago Constance e nos lagos suiços a razão deve ser encontrada em uma causa bem mais longe”, diz Paret, Esta “causa bem mais longe”, segundo ele, era a grande mudança climática no início da Idade de Ferro, que levou a um rápido aumento no nível da água dos lagos e rios e a inundação dos “habitantes do lago”. Estes “habitantes dos lagos” do período por volta de 1200 AC são a prova visível que gigantescas tempestades tropicais e inundações descritas na história da Atlântida de fato seguiram a época das secas na metade do século treze AC. Paret nos assegura que as catástrofes climáticas  da idade eram vistas “na perspectiva correta por Platão. Nas charnecas da Alemanha do Norte, Jonas tem encontrado muitos traços de uma “zona de umidade” bem definida que ele data com base nos achados arqueológicos em 1200 AC. Segundo ele a grande maioria das charnecas e crescimento de humus tem crescido no solo seco das idades anteriores depois de uma nova onda de inundações ao tempo por volta de 1100 a 1000 AC. Ao mesmo tempo as grandes mudanças na costa ocidental da península Cimbriana deve ter ocorrido. O Mar do Norte, que até então se estendia tão longe quanto Heligoland, dominou largas estensões de terra e alcançou o que é conhecido como “Middleback .” A terra seca saindo do mar foi retorcida e os penhascos foram formados.

Ao mesmo tempo gigantescas “paredes de praia” eram despedaçadas pelas ondas e desde modo criaram os ” Doons ” no Marne e o ” Lundner Nehrung,” um lingua de terra longa e estreita que tem 12 milhas de comprimento e cinco milhas de largura. Estes penhascos e paredes de praia não podem ter se formado anteriormente. Ernst Beckman, que estudou em detalhe este extensão da costa, colocou a data de sua formação “por volta de virada da Idade de Bronze ou Idade de Ferro”. Devemos ver mais tarde que antes das catástrofes lá existiu uma grande ilha situada a oeste da costa Holstein, nas vizinhanças de Heligoland. Esta ilha agia como um quebramar para a costa ocidental de Holstein e efetivamente a teria protegido das terríveis devastações reveladas pelos penhascos e paredes da praia. Somente depois que a ilha submergiu foi possivel ao mar destruir uma grande parte da costa. Estes penhascos e paredes de praia não existiam no Idade do Bronze e isto é provado pela completa ausência de achados arqueológicos do período nesta área, rembora haja numerosos na vizinhança imediata de ” Middleback .” Os achados datam da Idade de Ferro, por outro lado, mostram que as paredes de praia exitiam nesta época, então elas devem terem sido formadas nas catástrofes de por volta de 1200 AC. O gregos mantiveram viva na memória esta catástrofe. Faeton, quando Zeus o atirou do céu por um raio caiu na boca do Eridanus, onde seu corpo foi encontrado e enterrado por suas irmãs, as Heliades. As irmãs foram transformadas em choupos e, ficaram no litoral de Eridanus chorando o irmão. É dito que as lágrimas delas cairam no rio e se transformaram em âmbar, que era lavado para o litoral na ilha de Basiléia no Mar do Norte. Portanto não é sem importância se seguimos Richard Henning, o autor de muitos trabalhos sobre problemas históricos e geográficos que identifica Eridanus como Elba, ou o erudito e escritor alemão Heinar Schilling e o historiador sueco Sven Nilsson, ao identifica-lo o o Eider, porque a boca de ambos os rios ficava naqueles tempos na vizinhança de Heligoland . Textos egípcios antigos contemporaneos acrescentam a evidência dos penhascos e paredes de praia para mostrar que a terrível catástrofe natural deve ter acontecido por volta de 1200 AC. Em onclusão podemos dizer que toda informação dada na história da Atlântida sobre a catástrofe natural mundial de 1200 AC tem sido confirmada na mais completa extensão por numerosas inscrições contemporaneas, por observações arqueologicas e investigações científicas, e por incontáveis histórias mais recentes, das quais apenas umas poucas nós citamos. Quando comparamos as narrativas das inscrições contemporaneas com as histórias de Platão temos que admitir que Platão tem contado sobre estas catástrofes de modo factual e não reticente. Elas foram de muito maior consequência do que o relato de Platão nos leva a acreditar. Elas marcaram o fim da Idade de Bronze que era climaticamente favorável e nos levaram a uma nova época difícil, a Idade de Ferro, que causou as inundações e o fim do destino favorável com as inundações em uma escala mundial.

7. AS EXPEDIÇÕES MILITARES DO POVO ATLANTE

As expedições militares do povo Atlante contra o Egito e a Grécia, relatadas por Platão, tem sem exceção sido descartadas como lendas, do mesmo modo que as catástrofes naturais. Até mesmo eruditos como Adolf Schulten e Wilhelm Brandenstein, que acreditam na “substância histórica” da história da Atlântida, ou da lenda atlante, tem tentado descartar as expedições do povo Atlante como “fingimentos da imaginação”. Nossas idéias da relação de poder na Idade de Bronze fazem parecer incompreensível que naqueles dias existisse uma tribo que atravessaria a Europa e a Ásia Menor e alcançasse a fronteira Egípcia com a meta de dominar a Grécia, Egito e toda a terra dentro desta faixa. A concepção da unificação da Europa e dos países Mediterrâneos sob um só poder é tão moderna que parece perplexante até mesmo como um vôo de fantasia de Platão, mas que isto deva ter sido concebido a aproximadamente mil anos antes de Platão e quase traduzido em realidade é exatamente impensável para a mente humana. Esta parte da história da Atlântida tem similarmente sido sem qualquer hesitação descartada e até mesmo utilizada como prova da falta de confiabilidade da inteira narrativa de Platão. Mas também aqui as inscrições e os papiros desaprovam os julgamentos apressados dos céticos. Devemos comparar a narrativa de Platão desta campanha militar e do plano “Pan Europeu” dos Atlantes com os documentos contemporaneos e mostrar que aqui também ele nada acrescentou, e manteve-se estritamente de acordo com os antigos textos egípcios trazidos por Solon. Os pontos principais da narrativa de Platão da grande expedição militar são estes:

– 1 – Os povos do reino Atlante se uniram em uma força e resolveram por uma única expedição de guerra para dominar a Grécia e o Egito, bem como toda terra dentro desta extensão.
– 2 – No curso da expedição o povo Atlante vagou pela Europa e submeteu a inteira Grécia com exceção de Atenas. Eles então invadiram a Ásia Menor e penetraram na fronteira do Egito, que eles ameaçaram, mas foram incapazes de conquistar.
– 3 – Dos países Mediterrâeos, Líbia, Grécia e Europa até onde vai o Mar Tirreno vieram sob o governo dos reis Atlantes. Estes países então se uniram a grande expedição.
– 4 – Um grande exército, bem equipado e altamente organizado, forte nas carruagens de guerra e uma frota poderosa estavam a disposição do poder Atlante. Dez reis, conhecidos como “Os Dez” comandavam as forças sob o comando supremo do Rei da Atlântida.
– 5 – A expedição dos Atlantes aconteceu ao tempo das grandes catástrofes naturais. Segundo os resultados obtidos, esta grande expedição deve então ter ocorrido por volta de 1200  AC. É certo que nas décadas por volta de 1200 AC ocorreram eventos que confirmam a história da Atlântida em um grau surpreendente. Estes eventos tem aparecido na história sob o nome de “Grande Migração”, “Migração Doriana”, “Migração do Egeu”, “Migração Iliriana”. Elas também tem sido nomeadas, com o nome das raças que desempenharam um papel decisivo nos estágios iniciais da Grande Migração”, as expedições militares dos povos do mar e do Norte. “Fora as inscrições contemporaneas que já temos discutido – que foram descritas por Bilabel como “documentos do maior valor histórico” – os resultados das inúmeras escavações arqueológicas ajudam a lançar luz nesta época decisiva da história européia, e nos habilita a reconstruir o curso dos eventos.

Durante o reinado do faraó Merneptah os líbios e seus aliados irromperam no Egito pelo oeste compelidos pela aridez de seu país a deixarem sua terra natal para esta expedição contra o Egito em busca de alimentos. Eles foram acompanhados por mulheres e crianças líbias. Sob a liderança do Rei Meryey os libios tiveram sucesso em avançar até Menfis e Heliopolis, onde eles estabeleceram assentamento. No quinto ano de seu reinado, em 1227 AC, Merneptah resolveu expusar os invasores e em 3 de Epithi [Abril] a batalha de Perire aconteceu. Depois de seis horas os libios foram derrotados e tiveram que fugir. Um rico botim caiu nas mãos dos vitoriosos.do Faraó, inclusive 9.111 espadas de bronze, de três ou quatro pés de comprimento. O número de mortos deixados no campo de batalha era de 6.359 libios, 2.370 pessoas do Norte, 222  Shekelesh (Sicilianos) e 74 etruscos. Mas embora os libios e povos do Norte unidos sofressem uma séria derrota, eles se levantaram novamente. A batalha de Perire foi apenas o início de uma série de eventos muito maiores e sangrentos; somente uma abertura para uma revolução mundial de extensão sem paralelo. Agora podemos ver pelas medidas que os países do mediterrâneo oriental tomaram que eles viram uma terrível tempestade se aproximando. Na direção do fim do século treze AC os Atenienses eregiram uma grande fortaleza ciclópica e se armaram para sua defesa. Em Mycenx as fortificações foram fortalecidas e ao mesmo tempo foi tomado o cuidado que o suprimento de água para a fortaleza fosse bem assegurado. A fortaleza de Tiryns foi construída e todas as fortificações foram fortalecidas. Na Ásia Menor os Reis Hititas tentaram fortemente fortificar sua capital Boghazkoi e concluir um pacto militar com o Egito para impedir o dia do julgamento. Os faraós trouxeram o país dele a um alto nível de prontidão por um grande programa de rearmamento, pela reconstrução de cidades destruídas pelas catástrofes e por levantar grandes exércitos de mercenários. Por volta de 1200 AC a tempestade que se ameaçava irrompeu. Do Norte grandes exércitos invadiram e ocuparam a inteira Grécia; apenas Atenas aguentou e superou o ataque. O invasor povo do Norte veio por terra, mas eles devem ter vivenciado construtores de barcos e talentosos marinheiros. Segundo a história eles construíram uma poderosa frota em Naupactos no Golfo de Corinto, atravessaram o Peloponeso e destruiram as poderosas frotas Achaic e de Creta. Eles então ocuparam Creta, as ilhas do Mar Egeu e Chipre. É possível que uma grande força do povo do Norte já tinha se voltado da Grécia, atravessado o Bósforo, e destruído Tróia, a Tróia de Homero, que já havia sido destruída oitenta anos antes pelos gregos de Micenas. Uma longa trilha de destruição marcou o curso destas tribos que já haviam seguido a rota por terra, operando aparentemente lado a lado com aqueles que atravessaram o mar da Grécia e Chipre. A Ásia Menor estava agora ocupada e atravessada, a poderosa terra dos Hititas foi destruída e desapareceu quase da face da terra. As escavações mostram que Boghazkoi, a capital Hitita foi saqueada e destruída a despeito de suas esplêndidas fortificações. As contemporaneas inscrições egípcias confirmam os resultados das escavações e descrevem o curso subsequente destas grandes expedições militares.

Ramses III relata “O povo do Norte tem feito uma conspiração na ilha deles. As ilhas tem sido rasgadas e tem sido levadas pelo vento. As terras dos Hititas, Codos, Carcemistas, Arzawa, Alasia [Chipre] foram destruídas. Eles eregiram o acampamento deles em um lugar em Amor [ao norte da Síria]. Eles destruiram o país e seus habitantes como se eles nunca tivessem existido.” Aparentemente o povo do Norte reuniu-se em Amor em seu acampamento para o ataque decisivo contra o Egito.  Ramses III ordenou uma mobilização geral. Ele fortificou sua fronteira ao norte, assegurou suas baías, e reuniu seus barcos de guerra de todos os tipos, fortemente armados, e tripulados da proa a popa. Ele ordenou exércitos para equiparem tropas auxiliares. O recrutamento e o equipamento foram dirigidos pelo Príncipe da Coroa. Fora as tropas nativas, negros e soldados da Sardinia também foram alistados. É dito deste exército que os soldados eram os melhores do Egito – eles eram como leões rugindo nas montanhas. No quinto ano do reinado de Ramses [1195 AC], depois de alguns ataques aparentemente fracos, um ataque em escala completa foi feito contra o Egito, provavelmente baseado em um plano unificado. Os líbios, mais uma vez unidos aos povos do Norte, tentaram ganhar um pé perto da boca do Nilo, e a força principal do inimigo saiu de Amor na direção do Egito. Ramses III e suas tropas se moveram na direção do inimigo. A batalha estava destinada a ser de importância histórica mundial. Pela boa sorte e pelo talentoso emprego de suas forças Ramses III foi capaz de resistir à matança. Centenas de milhares de pessoas do Norte foram mortas ou capturadas. Seus barcos de guerra, alguns dos quais já haviam alcançado a costa, se encontraram diante de uma parede de metal. Eles foram cercados pelas tropas egípcias armadas com lanças, empurrados para a terra seca e cercados. Houve uma tal matança nos barcos que os cadáveres o cobriam de proa a popa. Muitos dos barcos do Norte emborcaram e sua tripulação afogou-se. O povo do Norte que atacava por terra foi cercado e as mulheres e crianças que eles traziam com eles em seus carros de boi foram mortas ou levadas para a escravidão.

Wrescinski, o bem conhecido egiptologista, acredita que a consequência da guerra foi decidida na batalha do mar, porque foi esta que foi descrita em maior detalhe. As pinturas de parede em Medinet Habu mostram claramente que o povo do Norte foi derrotado a despeito de sua superioridade naval. Os barcos deles não tinham remos e confiavam em velas para sua propulsão, mas neste dia fatídico aparentemente não havia vento, e por esta razão os barcos ficaram parados,os lemes deixados sem pessoal e os barcos foram levados pela corrente para fora da costa. As tripulações dos barcos estavam armadas apenas com lanças e espadas, isto é, apenas para o combate próximo, e não havia arqueiros entre eles. Os egípcios, por outro lado, emergiram da boca do rio em barcos rápidos, impulsionados por muitos remos. Eles levavam arco e flechas e foram capazes de cercar e dispor dos infelizes barcos de uma distância segura. Seus remadores e arqueiros dispararam de trás de paredes protetoras compostas dos corpos dos Nortistas capturados e fustigaram os barcos. Quando as tripulações dos barcos inimigos estavam reduzidas em número pelas flechas dos egípcios, os barcos de guerra egípcios se aproximaram, lançaram o combate, ferros na velas abertas dos barcos do Norte, o que os fez emborcar. Suas tripulações saltaram na água, onde a maioria foi morta, somente uns poucos alcançando a costa. Os relevos em Medinet Habu tem preservado para nós cenas tocantes da heróica luta do povo do Norte.  Em um barco, apinhado de nortistas caídos, uns poucos homens ainda continuam a batalha sem esperança; em um outro um guerreiro nortista sustenta um camarada seriamente ferido com seu braço direito e levanta um escudo protetor com o esquerdo. Em um terceiro barco os Nortistas, eles próprios ameaçados até a morte, estão tentando salvar um ferido que flutua na água. Cenas similares da mais alta camaradagem e coragem que desafia a morte do povo do Norte são mostradas no grande relevo da batalha por terra.

Otto Eisfeld, que tem estreitamente estudado a era dos Filisteus e Fenícios está indubitavelmente certo ao dizer: “As descrições egípcias das batalhas de Ramses III contra os Filisteus mostram um grau notável de coragem desafiadora da morte da parte dos Filisteus.” [Os Filisteus eram o povo principal entre a coalisão dos povos do Norte e do Mar]. As mãos dos Nortistas mortos ou feridos nas batalhas por terra e por mar eram cortadas, atiradas em uma pilha e contadas. Deste modo era determinado o número exato de baixas. Para as batalhas iniciais o número de mãos cortadas do inimigo caído tinha sido precisamente contado. Por exemplo, depois da batalha perto da fronteira libia entre Ramses III e as forças combinadas libias e Nortistas, 25.215 mãos tinham sido contadas. Mas agora nos é dito que o número de mãos resultantes das batalhas decisivas de 1195 AC, somente eram incontáveis em número, e os prisioneiros tomados eram tão numerosos quanto a areia do mar. Podemos assumir que as expressões indefinidas foram escolhidas porque o número dos caídos ou feridos era muito maior do que nas batalhas anteriores.

ATLANTIDA

O Povo do Mar do Norte na batalha por mar. Um soldado ferido está caindo sobre a borda mas é rapidamente sustentado pelo seu camarada.  (Medinet Habu). Um grande relevo particularmente bem preservado mostra o que aconteceu aos prisioneiros tomados em batalha. Eles eram geralmente amarrados em pares e levados ao campo de prisão onde eles eram forçados a sentarem-se no solo, esperando seu interrogatório. Então eles eram levados separadamente diante dos oficiais egípcios, discerníveis por seus longos aventais, e marcados com o nome de Sua Majestade. Depois eles eram levados diante de um oficial de inteligência e questionados cuidadosamente. As declarações deles sob estes interrogatórios nos foram preservadas por muitos escritores. Os reis e príncipes dos povos do Norte e do mar se tornaram prisioneiros pessoais do Faraó.  Ramses III pessoalmente ressaltou que ele tinha feito prisioneiros os “dez príncipes” do povo do Norte e os havia carregado em triunfo.

A vitoria de Ramses III parecia completa, mas era apenas uma vitória de Pirro. Ele tinha dado batalha várias vezes mais, em uma prolongada luta contra o povo do Norte e os Filisteus o que é também mencionado na Bíblia. A luta forçou o Egito a fazer pesados sacrifícios. Ao tempo de Ramses III o Egito ainda estava no auge de seu poder, mas agora ele sofria um período de declínio e sombria estagnação. O povo do Norte assentou-se na antiga provícia egípcia em Amor na Síria, colonizou o país e construiu baías seguras ao longo de sua costa. Por quase duzentos anos eles governaram a Palestina e o Mediterrâneo Oriental, que veio a ser conhecido, como a principal tribo do povo do Norte, como o Mar dos Filisteus. Na aliança com os libios eles finalmente tiveram sucesso em invadir o Egito onde eles estabeleceram um rei de ditadura militar. Em 946 AC um libio, Sheshonk I, usurpou o trono real egípcio. Uma comparação destes eventos, confirmada pelas inscrições contemporaneas e extensa evidência arqueológica, e as declarações da história da Atlântida, mostram que todas as declarações da história concordam com os fatos históricos. Temos mostrado que a história está correta ao registrar que, no início da Idade do Ferro, isto é, na direção do fim do século treze AC, durante um tempo de catástrofes mundiais, um povo poderoso que governava sobre muitas ilhas e países “perto do Grande Oceano no Norte” se uniu em uma única força e estabeleceu uma enorme expedição militar para conquistar a Grécia, o Egito e todos os países do Mediterrâneo. Esta expedição de fato penetrou pela Europa e Ásia Menor até o Egito, que foi seriamente ameaçado; a esta expedição estavam unidos os libios e os Tirrenos, os Skekelesh e os Weshesh. O poderoso exército era de fato comandado pelos “Dez”, sob o comando supremo do Rei dos Filisteus. Fortes unidades de carruagens de guerra e uma poderosa força naval, que fez apenas uma tentativa na história para invadir o Egito pelo mar, reforçada por um exército por terra. Grandes catástrofes ocorreram antes, que se espalharam por um período de muitos anos. O Egito se salvou do extremo perigo que o ameaaçava e preservou sua liberdade, por apenas uns outros cem ou duzentos anos.

Ramses III escreveu que esta grande força planejava conquistar todas as terras da Terra e de fato chegou muito próxima do sucesso; até mesmo os guerreiros Nortistas capturados, depois de sua pesada derrota nas mãos dos guerreiros de Ramses III, ainda pensavam que o plano teria sucesso. Simplesmente não é possivel que Platão, que não poderia se lembrar destes eventos, ou Solon, que admitiu que ele e nem qualquer outro grego tinha idéia dos acontecimentos, possam ter inventado uma descrição tão historicamente exata como esta. A história da Atlântida frequentemente corresponde palavra por palavra aos textos contemporanos originais, o que faz com que seja altamente provável que os sacerdotes em Sais conheciam estas mesmas inscrições e papiros, e os utilizavam como base para a narrativa deles. A história, portanto, deve ser reconhecida como um relato fatual, historicamente valioso, até mesmo embora ela tem sido universalmente considerada “pura invenção”. Platão está correto quando ele afirma que isto de modo algum é um conto de fadas, mas em cada aspecto é uma história verdadeira. Antes que o povo Atlante tivesse atravessado a Ásia Menor e a Síria e alcançado a fronteira do Egito, eles tinham, segundo Platão, tido sucesso em submeter todos os Estados gregos. Apenas Atenas preservou sua independência e liberdade depois de uma luta heróica. As fronteiras do Estado de Atenas são descritas em detalhe, e mostram que a Atica, Oropos e Megara estavam incluidas dentro delas. A repulsa ateniense dos Atlantes tem sido descrita como um exemplo brilhante de grande coragem e defesa talentosa.

Esta parte da história da Atlântida em particular tem sido negado como não histórica pelos eruditos. Schulten, que em geral sustenta a acurácia da substância da história, diz que o episódio revela a verdadeira razão para o ornamento de Platão dos fatos simples da história: ele queria se consolar e aos Atenienses depois dos desastres da guerra do Peloponeso. Outros eruditos tem dito que Platão inventou um conto de fadas para glorificar sua própria cidade Atenas. Mas até mesmo esta parte da história de Platão está completamente de acordo com os fatos históricos e os achados arqueológicos. Antes que os povos do mar e do Norte atravessassem a Ásia Menor, eles invadiram a Grécia, destruiram fortalezas, queimaram cidades, e trouxeram a cultura Micenas a um rápido e violento fim. Há ampla evidência da força esmagadora com a qual o povo do Norte varreu a Grécia. Os historiadores concordam com a grande importância deste evento. Schachermeyer o descreve como uma das mais terríveis catástrofes na história do mundo. Segundo Wiesner, uma tempestade sem paralelo varreu através do Mediterrâneo Oriental. Weber acredita que isto foi nada menos do que uma revolução mundial, sem paralelo na história antiga em sua magnitude e extensão. Paret escreve que isto começou uma grande migração de povos de toda parte Central e Sul da Europa, bem como da Ásia Menor;isto revolucionou o velho mundo e criou a base para um novo. Bachofer tem chamado a isto de uma inundação que determinou o destino do mundo. Não podemos, portanto, simplesmente desmentir estes eventos como mitos inventados ou como contos de fadas históricos para o conforto dos Atenienses. Eles podem ser provados terem acontecido e terem criado a base de uma nova idade para o mundo clássico, ocidental.

Uma coisa surpreendente é que enquanto a Grécia, Creta, Ásia Menor e Síria eram arrasadas até o solo, Atenas e Atica eram deixadas intocadas e não afetadas pelo colapso destes povos. Parece, contudo, que a luta irrompeu entre os Atenienses e o povo do Norte e que os aclives dos fortes da cidade foram evacuados por um tempo pelos habitantes, que buscaram refúgio na Acropolis. Também parece provável que a história do Rei Kodrus, um ancestral de Solon, foi morto na defesa de Atenas, contém um germe de verdade histórica. É certo que os Atenienses emergiram vitoriosos e preservaram sua liberdade do modo que a história descreve. Em uma palestra sobre as escavações em Cerameicos, o grande cemitério antes dos portões de Atenas foi apenas completado no século treze AC. Segundo os achados, linguas e tradições, a Atica não foi imediatamente tocada por isto, mas batalhas de fato aconteceram, e temos que assumir que alguns povos gregos pré Dorianos que foram expulsos do Peloponeso começaram uma migração que continuou pelo fim do século doze AC. Nisto está uma explicação para o fato que em Atenas e em Atica a cerâmica Micenica continuou a ser feita e desenvolvida, muito depois do influxo do povo do Norte ter causado seu desaparecimento no resto da Grécia. Quando consideramos que os povos do mar e do Norte em seu avanço irresistível dominaram o resto da Grécia, Creta e as ilhas do Egeu, é de todo mais surpreendente que neste terrível colapso das terras do sul e do leste Atenas fosse capaz de preservar sua independência. Em conclusão podemos dizer deste episódio da história de Platão que ele corresponde sem dúvida a fatos históricos. É surpreendente, de fato, que Platão não tenha feito mais dos surpreendentes fatos heróicos de sua cidade natal, e que nem Solon e nem Platão reconhecessem que estas eram as batalhas, relatadas na história Ateniense, entre o Rei Kodrus e as hordas que invadiram vindas do Norte. Se Platão estivesse motivado a confortar os Atenienses, ou louvar seus ancestrais, então sem dúvida ele teria criado algo diferente do disponível material histórico. Ele, por exemplo, teria ocultado o fato amargo que um número enorme de guerreiros Atenienses foram engolfados pelos grandes terremotos do período. Quão pouco da narrativa de Platão é parcial é demonstrado pelo fato que sua narrativa, que é suposta glorificar Atenas, lida muito extensamente com a Atlântida. Por esta razão temos chamado a história de “História da Atlântida” e não “História da Antiga Atenas”. O intento de Platão era claramente não contar uma fábula louvando os Atenienses ou glorificando sua terra natal, mas registrar tão fielmente quanto possível o material tradicional.

8. CONCLUSÕES

Nossa pesquisa da parte questionável da história da Atlântida tem nos levado às seguintes conclusões:
– 1 – O relato da Atlântida é em seus aspectos principais uma confiável fonte histórica. Como Platão repetidamente avaliou, ela é de fato uma adaptação grega de antigas inscrições e papiros egípcios. Os eventos que ela registra de fato aconteceram por volta de 1200 AC. Alguns dos antigos papiros e inscrições egípcios sobre os quais a história é baseada ainda existem, então somos capazes de comparar a narrativa deles com aquela da história. A comparação mostra que Platão e outras fontes tradicionais [os sacerdotes de Sais, Solon, Critias o Velho e Critias o Jovem] tem fielmente relatado as narrativas dadas nestes textos, e não podem ser culpados de inventarem fábulas e mitos. Se, a despeito disto, mau entendimentos e erros tem aparecido, a razão não pode residir nos antigos sacerdotes terem deliberadamente falsificado o relato, mas simplesmente na dificuldade de tradução e no fato de que em algum lugar na longa cadeia da tradição os enganos são capazes de ocorrer. Os sacerdotes fizeram uma tentativa honesta de transmitir os registros manuseados por eles com sua melhor habilidade e conhecimento. Isto tem sido confirmado por Platão. Eles não merecem amargas queixas e acusações injustas, mas agradecimento e um ouvido atencioso porque eles nos tem dado as narrativas mais antigas e valiosas existentes da história ocidental; o relato das dores de nascimento e inícios da cultura ocidental. Nossa atitude geral em relação ao relato de Platão deve ser uma de confiante aceitação. Somente onde claras provas e fatos inegáveis falam contra certos detalhes de Platão podemos considerar um erro ou mau entendimento na tradicional fonte. Um julgamente apressado e sem justificativa está aqui, como em outros lugares, muito não justificado.
– 2 – A segunda conclusão que podemos obter com base na nossa pesquisa é que os Atlantes da história são idênticos aos povos do mar e do Norte das inscrições e papiros de Ramses III. O nosso conhecimento destes povos dos textos contemporaneos, sustentados pelas extensas escavações arqueológicas, está completamente de acordo com o relatado sobre os Atlantes. Aprendemos de ambos que o lar deles era nas ilhas e terras do Oceano Mundial ao Norte; que a terra deles foi varrida pela tempestade em uma era de terrível seca e grandes incendios e que sua cidade real e seu país pereceram ao mesmo tempo. Aprendemos que os Atlantes e os povos do Norte combinaram uma grande expedição militar e que os libios e os Tirrenos se uniram sob eles; que eles foram liderados pelos “Dez” que planejaram governar todas as terras, até o fim das terras; que eles conquistaram a Grécia, com exceção de Atenas, bem como a Ásia Menor; que eles atacaram o Egito mas sua séria ameaça foi com sucesso repelida. O relato da Atlântida, como os relevos contemporaneos, mostram que esta grande força incluia poderosos grupos de carruagens e uma poderosa força marítima. Portanto não há dúvida que o termo ‘Povo Atlante” é simplesmente um outro nome, provavelmente um nome local, para os povos do mar e do Norte.
Estas duas conclusões removem os destroços das más concepções e o peso morto do ceticismo não justificado, a datação apressada e as más identificações do valor da história da Atlântida. Eles abrem o caminho para uma câmara de tesouro de rico conhecimento histórico e um perplexante insight da vida e hábitos de um grande povo, vivendo a mais de três mil anos atrás, que foi forçado a deixar seu lar em uma época de terríveis catástrofes.

SEÇÃO DOIS

O LAR DOS ATLANTES [POVOS DO MAR DO NORTE] E A LOCALIZAÇÃO DA ATLÂNTIDA

O eminente filólogo alemão uma vez disse sobre os entusiastas que não cessam sua tentativa de resolver a questão da terra natal dos Atlantes, que somente tolos tentariam uma tal busca. O historia austríaco de arte R. Noll tem descrito esta questão como uma fixação vazia. Mas há outros que não vêem porque seja tolo ou vazio tentar encontrar a terra original de uma raça passada que tem causado tais mudanças revolucionárias na Europa e na Ásia Menor. Afinal, esta raça deve ter tido ser lar em algum lugar antes de serem expulsa na “Grande Migração” pelas grandes catástrofes naturais daquela época. A história da Atlântida diz sobre o lar dos Atlantes:
I . Os Atlantes vieram de muitas ilhas e parte do continente pelo Oceano Mundial.
II . Estas ilhas e faixas costeiras eram situadas ao Norte.

A respeito da primeira declaração, vários relatos confimam que muitas ilhas e partes do continente eram habitadas pelos Atlantes e estavam situadas no Oceano Mundial. Até mesmo a repetida declaração que os Atlantes se situavam fora dos Pilares de Hércules apenas ressalta a posição daquela ilha no Oceano Mundial. Em parte alguma no relato ele diz que a Atlântida estava situada a oeste, na vizinhança de, ou nos Pilares de Hércules, como alguns eruditos da Atlântida tem erroneamente traduzido. A declaração “fora dos Pilares” não dá qualquer direção da localidade da Atlântida. Os egípcios acreditavam que a terra habitada era na forma de um ovo, e estava cercada por oceanos, o Grande Círculo de Água. Ptah, o Criador do Universo, é mostrado em um antigo desenho egípcio modelando uma forma de ovo da Terra. A noção que o Grande Círculo de Água cerca a terra habitada é muito antiga e aparece já na quinta dinastia  (2650 AC), onde é dito em uma inscrição de pirâmide que o “grande mar redondo”, o Grande Círculo de Água, flui ao redor da Terra. Ao Grande Círculo de Água apenas pertencem os Mares Mundiais, não os mares internos no continente, como o Mediterrâneo. O Mediterrâneo era chamado “Mar Interior”. Esta noção também é predominante no relato sobre a Atlântida, onde é dito que a Atlântida é situada além dos Pilares de Hércules. O oceano no qual a Atlântida afundou de fato merece o nome “oceano” porque o mar dentro dos Pilares de Hércules é apenas uma baía com uma boca estreita. É também evidente demais que o Mar Mundial exterior não é o mesmo que “o Mar Interior”, isto é, o Mediterrâneo. As ilhas dos Atlantes portanto devem ser encontradas no Mar Mundial, e não no Mediterrâneo.

A respeito da segunda declaração, os Diálogos de Critias especificam a direção da Atlântida a partir do Egito e da Grécia. É dito que o inteiro território estava situado “cataborros,” na direção do norte. A palavra “cataborros ” tem frequentemente sido traduzida por “protegida contra o vento norte’. Isto está errado: “cats” significa ‘para, na direção de;’ “cata polin” significa “em direção da cidade”; “cat’ouron ” significa “no ar” etc. Mas não significa “protegido contra a cidade” ou “contra o ar”. Cataborros claramente significa “na direção do vento norte’ e não “protegido contra o vento norte”. Devemos portanto colocar a Atlântida ao norte do Egito e da Grécia no Oceano Mundial, como é dito no relato da Atlântida. Os textos contemporaneos completamente concordam com esta localização. Lemos neles sobre o povo do Norte que eles vieram do Grande Círculo de Água do fim da Terra, e que sua ilha natal estava situada no Norte. Estes povos portanto tem sido corretamente chamados de povos do mar, ou “povos das ilhas dos mares”. Outras fontes a respeito do lar destes povos confirmam estas declarações. Nas inscrições em Medinet Habu e no Papiro Harris é dito que o povo do Norte veio do fim da terra, ou “da grande escuridão”. A primeira declaração, que o povo do Norte veio do fim da Terra, é também confirmada no Velho Testamento e nas tradicionais fontes gregas. Os Filisteus, a principal tribo do povo do Norte, são descritos como descendentes de Jafé, que indubitavelmente é idêntico ao Japetos da mitologia grega. Homero tem relato que o lar de Japetos era o mais distante no fim da terra dos Oceanos. E no Velho Testamento, o povo de Israel, que estava invadindo a Palestina, foi ameaçado no caso de desobediência a Deus com o “povo do fim da Terra”, uma clara alusão as vindouras sérias batalhas com os Filisteus. Segundo a tradição grega, Atlas, o primeiro rei dos Atlantes, era o filho mais velho de Japetos.  Atlas também governa “os fins da Terra”. Segundo as inscrições contemporaneas e as fábulas tradicionais o lar dos povos do Norte e do mar é portanto situado “no fim da terra”. Por esta expressão queria significar o mais longinquo Norte, e não o Oeste, como foi acreditado mais tarde. Com os egípcios, a descrição “fins da Terra” era um modo estabelecido de falar das terras bem distantes no Norte. Por trás da descrição do distante Norte reside a antiga noção da Terra global, que a terra era na forma de uma vaca, com seus chifres na direção do Sul e com sua cauda na direção do Norte. Por esta razão os egípcios iniciais descreviam o mais distante sul como “os chifres da Terra” e o mais distante Norte como “a cauda da Terra”. Este noção da vaca-Terra que é fertilizada pelo “touro celestial” tinha em toda probabilidade sido tomada dos povos indo-germanicos. Estranhamente, até mesmo Kepler tem utilizado a imagem da Terra-vaca.

Quando nos antigos escritos a expressão “fim da Terra” é usada temos que pensar primariamente em termos do “mais distante Norte”. Apenas em tempos mais tarde, como talvez o século IV AC, pode outras direções serem expressadas desta forma. Outras expressões para o mais distante Norte incluem: Fronteiras da Escuridão, Escuridão Unida, Lares da Noite, Fontes da Noite, A mais distante ou profunda escuridão. A noção que a terra da escuridão está situada no distante Norte pode ser atribuida ao conhecimento das longas noites do inverno nórdico. Declarações em Amduat, o Livro da Escuridão, mostram muito claramente que os egípcios procuravam a escuridão, “a escuridão unida” apenas no Norte e não em qualquer outra direção. Podemos, portanto, interpretar a declaração que o povo do Norte “veio da escuridão” ou “escapou da escuridão” como significando que sua origem era no distante Norte. A frase “nas colunas do céu” é também descritiva do mais distante Norte. Como a Estrela Polar parece estar apenas em um ponto fixo do céu, a idéia cresceu muito cedo na história do homem que no mais distante Norte erguem-se as colunas sob as quais o céu repousa. Por exemplo, os egípcios acreditavam que os “deuses carregando o céu viviam no mais distante Norte”. Similarmente, os gregos queriam dizer o mais distante Norte quando eles diziam que Atlas, o filho de Japetos, de pé diante das moradas da noite, carregava o céu sobre a cabeça curvada e mãos estendidas nos fins da terra. O relato da Atlântida revela em detalhes que os Atlantes não apenas conheciam esta crença na coluna que sustentava o céu, mas realmente acreditavam que a coluna ficava no centro do templo deles. O Velho Testamento confirma que eles acalentavam esta crença até mesmo depois de sua migração do Norte para as terras Mediterrâneas. O nome dado a eles no Velho Testamento foi “ai Caphtor”  – ilha da coluna. Há desenhos das colunas do céu em cerâmicas, e por razões astronômicas  O. S. Reuter firmemente acreditou que o lar do culto da coluna do céu estava no Norte. Quando portanto o povo de Ramses falou “das fronteiras da escuridão unida, os fins da terra e colunas do céu” ele está indubitavelmente enfatizando que estes povos originalmente vieram do distante Norte.

2. AS TEORIAS LEVADAS ADIANTE ATÉ O PRESENTE SOBRE A TERRA NATAL DOS POVOS DO NORTE E DO MAR

O historiador iugoslavo Milojcic, em seu livro sobre restos arqueológicos do povo do Norte que invadiu a Grécia em 1200 AC, diz que indubitavelmente o problema mais difícil é estabelecer o ponto inicial da grande migração. Eissfeld diz que a questão flamejante sobre a origem dos povos do Norte ainda não está estabelecida hoje bem como não estava a dois mil anos atrás. Outros eruditos tem também chamado a isto um problema intrigante e ainda não resolvido. As seguintes idéias tem sido levadas adiante sobre a terra natal do povo do Norte e do Mar, ou Filisteus, a principal tribo da coalisão dos povos do Mar e do Norte: O egiptologista alemão Bilabel busca a terra natal do povo do Mar do Norte nas vizinhanças do Sinai ou ao Sul da Síria. Schachermeyr pensa que apenas as terras não cultivadas da Europa e secundariamente as partes bárbaras da Ásia Menor podem ser consideradas como terras natais dos povos em migração. Petrie pensa que estas pessoas podem ter se originado de Creta porque um dos povos do Norte é chamado Sakar, ou Zakar, nas inscrições egípcias, e lá há um lugar chamado Zakro, na costa leste de Creta de onde este povo pode ter vindo. O arqueologista Fimmen pensou que todos estes povos devem ter se originado de ilhas e costas do Mar Egeu. Mas estas tentativas de identificação com conhecidas tribos nacionais são tão numerosas quanto são diversas, e não podemos estar certos de qualquer uma delas. O historiador alemão Wiesner acredita que o ponto de partida da migração dos Filisteus estava situado no território do Danúbio e dos Balcãs. Milojcic assume que a terra natal destes povos esteja na parte norte-leste do que atualmente é a Iugoslávia. Friedrich Wirth diz que estas tribos devem ter uma vez vivido ao norte do grande território do Danúbio.

Schuchhardt, o grande erudito pré-histórico, acredita que a terra natal deles esteja no Meio e no Norte da Alemanha. Herbig, na Silésia e na Alemanha Oriental. Kayser, o diretor do Museu Egípcio em Hildesheim, na Itália ou na Espanha. Mas todas estas crenças conflitam com as contemporaneas inscrições egípcias, o extenso material arqueológico e o curso da migração. No principal os seguintes territórios tem que ser excluidos quando procuramos pela terra natal do povo do Norte.
I . Estes territórios destruídos ou conquistados por eles. Nenhum povo destrói sua própria terra natal.
2. Os territórios situados dentro do continente, longe do mar. O “Povo do Mar” ou “povo das ilhas do mar” cujas ilhas tem sido varridas pelas tempestades, não pode vir de terra a dentro.
3 . Territórios situados em qualquer outra direção diferente do Norte. Nas inscrições egípcias a origem dos povos “do Norte” não teria sido ressaltada tão frequentemente se eles tivessem se originado de outra direção.
4. Territórios que não podem ser incluídos por razões arqueológicas. Muitos restos destes povos tem sido encontrados em partes que eles destruiram ou ocuparam, e não podemos procurar por sua terra natal em partes onde seus restos são estranhos ou desconhecidos.
Por estas razões está basicamente errado procurar a terra natal do povo do Mar do Norte ao redor do Sinai, na Palestina, na Ásia Menor, ou nas Ilhas Bean, em Creta, Grécia ou Macedonia. Numerosas escavações nestas partes tem dado ampla prova que eles tinham sido destruidos pelo invasor povo do Norte por volta de 1200 AC. Milojcic tem portanto ressaltado o ponto que o povo conquistador deve ter seu lar ao norte da linha Macedonia-Trácia-Helesponto. Nos países ao norte desta linha, que tem sido sugeridos como a terra natal do povo do Mar do Norte: Nordeste da Iugoslávia, Hungria, Alemanha Central e do Sul, Silésia e Alemanha Oriental não há ilhas ou Oceano Mundial, e é improvável que um povo tão talentoso em navegação marítima, como o povo do Norte, possa ter vindo destas partes.

A Itália e a Espanha não podem também serem consideradas como lar do povo do Norte, porque as tribos migrantes que se destinavam ao Egito não teriam escolhido se mover através da Macedonia, Ásia Menor e Síria, mas teriam atravessado diretamente o Norte da África para se unir lá com os libios para um ataque contra o Egito. É, sobretudo, certo que o material arqueológico deixado para trás pelo povo do Norte em sua migração não se originou da Itália ou da Espanha. Também a Itália não está situada no Oceano Mundial; a Espanha não está ao norte, mas a oeste do Egito. Portanto todas as teorias estabelecidas a respeito das terras natais do povo do Mar e do Norte estão em contradição com os supramencionados princípios metódicos e devem ser rejeitadas. Somente os territórios que na pré-história são chamados “partes nórdicas”, que compreendem o Norte de Hanover, SchleswigHolstein, Dinamatca e Suécia, com Oland e Gotland, podem ser reconhecidos como tendo sido pontos de partida destes povos.

3. EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA PARA A ORIGEM DOS POVOS DO MAR E DO NORTE, NA ÁREA DO MAR DO NORTE.

Quando as contemporaneas inscrições egípcias e o relato da Atlântida concordaram que o povo do Mar e do Norte, ou Atlantes, se originaram nas ilhas e costas do “Oceano Mundial” ao Norte, temos que avaliar se podemos confirmar ou negar estas declarações com base nos restos arqueológicos deste povo. Nas camadas de ruínas no Leste do Mediterrâneo frequentemente encontramos restos que temos atribuido a estes povos. Em algumas regiões dos povos escandinavos foram introduzidas formas e métodos que eram desconhecidos antes de sua chegada. Os relevos egípcios nos dão a informação necessária sobre as caraterísticas do povo do Norte. Este extenso material agora será investigado para determinar se ele se originou da área do presente Mar do Norte. Tão cedo quanto 1870 o arqueologista A. Konze avaliou em um estudo detalhado de cerâmicas que apareceram depois da destruição da cultura Micenica nas partes Sul-Leste que há um inegável relacionamento entre estas cerâmicas e aquelas dos povos europeus do Norte-Leste. Esta opinião tem sido repetida e nunca tem sido negada. Estas cerâmicas, chamadas “sub-micenicas” e “protogeométricas” mostram um certo avanço sobre aquela da área nórdica, e algumas vezes traem uma similaridade à desaparecida arte micenica, porque alguns dos ceramistas achaeicos continuaram a trabalhar para seus novos mestres.  Friedrich Wirth coletou o material arqueológico em 1938 e declarou que a origem nórdica do povo do Norte está portanto firmemente estabelecida. Podemos confirmar a avaliação de Wirth por um curta observação. Nas camadas de ruínas, ou cavernas que eram postas em 1200 AC, repetidamente encontramos travas de espadas, pontas de lança como chamas e saliências arredondadas de escudos; estas armas que também são mostradas nos relevos contemporaneos do povo do Mar e do Norte. Wiesner chama estas armas de caraterísticas novas formas da Grande Migração.

Kossina, o erudito alemão em pré-história, fala destas travas de espadas que elas bem podiam ser encontradas na Pomerânia e Holstein (Norte da Alemanha). Behn é de opinião que as travas das espadas de bronze de uma forma nórdica que eram encontradas no Egito foram levadas por mercenários germânicos nas forças egípcias. Como estas armas foram primeiramente encontradas nas camadas de ruínas datadas de por volta de 1200 AC e naquele tempo os mercenários germânicos combateram ao lado dos egípcios, elas apenas podem terem sido trazidas para a área sudeste pelas hordas de soldados nórdicos e não por mercadores ou mercenários. A espada com trava é encontrada em vastas quantidades nas partes Nórdicas no século treze AC, um fato que tem sido confirmado por Sprockhoff, o maior especialista sobre estas espadas. Segundo ele o uso extensivo das espadas com travo germânicas é uma prova da extensão da área de colonização germânica. As pontas de lança em forma de chama que eram frequentemente encontradas nas camadas de ruínas de por volta de 1200 AC na área sudeste também aparece no quarto período na área Nórdica em grandes quantidades. Entre elas tem sido descoberto especimens que, como as espadas com travo, tem suas contrapartes exatas na área Nórdica e quase parecem se originar do mesmo trabalho de armeiro. Aqui também é importante por razões cronológicas saber que as pontas de lança no formato de chamas eram muito frequentes na área Nórdica nos Períodos I e II, mas estavam ausentes no Período III e reapareceram em suas velhas formas no Período IV. O escudo redondo também, como os levados pelos povos do Norte durante sua invasão da área sudeste, aparece na área Nórdica muito cedo. Sabemos, por exemplo, a apresentação de homens com lanças e escudos redondos no Chifre de Wismar, que Norden, o sueco, especialista em pré-história, atribuiu a base de sua ornamentação na parte posterior do Período II. Numerosos desenhos de guerreiros com escudos redondos são encontrados em relevos de rochas escandinavas, enquanto alguns escudos redondos de bronze da área Nórdica também são conhecidos em seu estado original.

Na Grécia, durante o tempo de Micenas, lá existiu o grande escudo duplo talhado que como a placa da armadura protegia o corpo inteiro, enquanto que os relevos egípcios contemporanos mostram que um longo escudo arqueado era carregado. Fora estas armas, os barcos que eram construídos pelo povo do Norte para seu ataque contra o Egito são uma prova posterior da origem destas pessoas na área do Mar do Norte. Estes barcos, conhecidos por nós nos relevos de Medinet Habu, não tinham sido antes vistos no Mediterrâneo. Eles diferem basicamente de todos os outros tipos de barcos usados até então nesta área. Os barcos do povo do Norte tem em suas popas e proas uma haste de forma inclinada que se eleva decorada por um cisne ou cabeça de dragão. O controle do leme era em direção a popa no convés; as velas, em contraste ao método então usado no Mediterrâneo, eram colocadas sem velas inferiores e poderiam ser seguras sem a ajuda de nós especiais. Era portanto possível levantar rapidamente as velas do deck. A coberta protetora do barco era elevada consideravelmente na proa e na popa, uma borda alta evitava que os mares hostis solapassem o barco e protegiam ao mesmo tempo a tripulação que se sentava atrás. O mastro podia ser colocado e levava no topo uma construção em forma de cesta. Todas estas caraterísticas de construção até então não haviam existido no Mediterrâneo e foram levadas ao Egito pelos povos do Norte. Tipos similares de barcos existem durante a Idade de Bronze apenas nos desenhos Nórdicos nas rochas. O Brandskogenship, por exemplo, é um tipo de barco que é notavelmente como aqueles do povo do Norte, salvo suas velas, que não são mostradas. Herbig diz dos barcos do povo do Mar do Norte nos relevos egípcios que eles primeiramente lembram um dos barcos Nórdicos e os muito posteriores barcos dragão vikings. Ele diz que estes barcos eram estranhos no Mediterrâneo Oriental e tinham sido trazidos de outros lugares. Qualquer um com algum conhecimento de assuntos navegacionais pode ver de uma vez, quando olhando os barcos do povo do Norte, que seus construtores eram experientes em navegação e construção de barcos. Eles tinham construído nestes barcos uma esplêndida arte de alto mar que pode ser considerada como perfeita e ter sido o protótipo dos barcos a vela até o presente dia. Estes barcos e o fato histórico do ataque através do Mediterrâneo são a prova que os povos do Norte eram os mais experientes marinheiros daqueles tempos.

Fora as armas e os barcos, os costumes do povo do Mar do Norte tinham sido desconhecidos no Mediterrâneo. O único paralelo a tais costumes é para ser encontrado na área Nórdica. Nas pinturas de parede de Medinet Habu o povo do Norte veste ou a chamada coroa de lâmina de ataque ou o helmo de chifre. A coroa de lâmina de ataque é sustentada por Herbig ser uma caraterística “Iliriana” enquanto que os Filisteus, o principal povo da coalisão do Norte, eram considerados por ele serem “Ilirianos”. Mas os Filisteus não eram Ilirianos. Deles em particular as inscrições contemporaneas dizem que eles “vieram das ilhas”. Na área Iliriana [Silésia e Alemanha Oriental] não há ilhas. Sobretudo, durante o período em questão o material arqueológico nada revela dos Ilirianos, nem da Grécia ou Ásia Menor. Este tipo de decoração da cabeça não tem sido encontrado na área Iliriana mas nas pinturas Nórdicas das rochas da Idade do Bronze que mostram esta decoração em figuras masculinas. É possível que as chamadas “coroas de raios” usadas por algumas figuras masculinas possam ser descritas como coroas de lâminas de ataque. Os capacetes com chifres usados por algumas pessoas do Norte também eram desconhecidos no Mediterrâneo, mas eles estão repetidamente presentes nas imagens nas rochas nórdicas na Idade do Bronze. As roupas mostradas no povo do Norte nos relevos correspondem às roupas usadas durante a Idade do Bronze na área Nórdica. A prinipal vestimenta dos homens era, segundo os contemporaneos relevos egípcios, um avental na altura dos joelhos, mantido por um cinto decorado por um ramalhete ao redor dos quadris e usados com uma parte no ombro. Os aventais dos homens similares a estes eram frequentemente encontrados nas tumbas nórdicas da Idade do Bronze. Alguma das figuras dos homens nos relevos também usam um casaco feito de uma só peça que alcança até o quadril. Estes casacos são também conhecidos apenas na área nórdica e tem sido preservados em caixões de carvalho na Jutlândia datando dos séculos quatorze e quinze AC. Schwantes chama estes casacos nórdicos de uma criação singularmente bela, um obra prima técnica, obviamente o resultado de uma longa tradição de tecelagem. Segundo Schuchhardt estes casacos chegaram à Grécia através da Grande Migração e foram mais tarde amplamente usados sob o nome de “chlamys”. Além da vestimenta, o estilo do cabelo do povo do Norte é um sinal de sua origem. Nos relevos egípcios alguns dos guerreiros nórdicos capturados usam uma trança lateral no templo. Segundo Alian, os Reis da Atlântida usavam uma trança lateral como sinal de divindade. Embora não conheçamos um cranio da Idade do Bronze com tais tranças laterais, inúmeros pentes de cabelo encontrados nas tumbas nórdicas desta época mostram que os homens usavam seu cabelo longo e possivelmente com uma trança lateral.

Em uma charneca em Schleswig-Holstein um cranio de homem foi encontrado em 1947 com sua origem no terceiro ou quarto século no qual uma tranç lateral pode ser vista. Tácito relata que os Suábios, que viveram naquele tempo na área nórdica, amarravam seu cabelo sobre a orelha com um nó; isto é chamado pelos romanos “nodus suebicus,” ou nó suábio. Muitas imagens germânicas da Idade do Ferro mostram esta trança lateral. Behn pensa que sem dúvida este costuma remonta a idades muito mais antigas. Os membros masculinos da casa real Merovíngia usavam uma trança lateral como sinal de realeza ainda na Idade Média. Todos os guerreiros do povo do Mar do Norte são mostrados nos murais egípcios como de barba feita. As máscaras de ouro micenicas mostram que os homens gregos no período micenico usavam barbas. Na área nórdica tem sido encontradas navalhas nas tumbas tão cedo quanto no Período II. Estes achados são mais frequentes nos Períodos III e IV e confirmam as imagens nos relevos egípcios. Novos costumes de enterro e funeral alcançaram o Mediterrâneo Oriental através da Grande Migração. Na Ásia Menor, nas ilhas do Egeu, especialmente em Creta, e menos frequentemente, no continente grego, o enterro dos cadáveres era prevalente. Este procedimento é mais notável já que ao tempo de 1200 AC na inteira área da Egéia, Síria, Mesopotamia e Ásia Menor apenas os ritos funerários eram costumeiros. O grande monte, que então apareceu no Mediterrâneo Oriental, era desconhecido lá antes de 1200 AC. Na área nórdica, contudo, ele apareceu em períodos muito anteriores. O enterro dos cadáveres era disseminado ao tempo da migração da área nórdica, durante o quarto período. Schuchhardt tem ressaltado que uma construção de uma parede de terra que era completamente desconhecida no sul chegou à Grécia com a Grande Migração. As paredes de terra eram eregidas para a proteção dos campos e cidades, e eram equipadas na frente com estacas. Estas paredes de terra existiam apenas na Alemanha pré-histórica. Devemos ouvir que a cidade real da Atlântida era protegida por esta construção “como um dique nórdico”. O erudito holandês Van Griffen tem sido capaz de mostrar em sua escavação de montes da Idade do Bronze que esta construção  existiu pela existência dos buracos das estacas, ou dos restos das estacas que ainda são visíveis em nossos dias. Também vale a pena mencionar que um tipo pecular de cavalgada apareceu com a Grande Migração. Um soldado levemente armado e um corredor ambos sentavam-se em um cavalo, o soldado saltando no início da batalha. Os gregos chamaram este novo estilo de cavalgada de “amigos”. Segundo o relato da Atlântida, este costume era também prevalente entre os Atlantes e isto foi mais tarde confirmado por Teutons. É certo que o povo do Norte trouxe ferro com eles para o sudeste. Devemos devotar um capítulo para este problema mais tarde, mas devemos ressaltar agora que nem a Grécia, os Balcãs, Hungria, nem a Alemanha Central tinha até então conhecido a técnica da produção do ferro. É impossível para o povo do Norte ter adquirido a metalurgia do ferro ou o talento e experiência necessária para trabalhar o ferro e fazer armas e instrumentos durante a Migração. Ao menos alguns dos povos do Norte devem ter conhecido a técnica do ferro antes de iniciarem a grande jornada. De fato os instrumentos de ferro foram encontrados na área nórdica nos século treze e quatorze AC. O povo do Mar do Norte portanto não adquiriu seu conhecimento do ferro na Ásia Menor, mas o trouxeram com eles de seus lares nórdicos. No relato da Atlântida é afirmado que os Atlantes conheciam o ferro, e isto é confirmado sem dúvida por fatos históricos. O modo pelo qual os povos do Norte são representados nos relevos egípcios ressalta o fato de que eles vieram do Norte. Herbig diz que os artistas egípcios tem desenhado os Filisteus como pessoas de puro tipo nórdico, figuras altas e delgadas, com cranios longos, nariz reto e frontes altas. Schachermeyr diz sobre estes desenhos que eles representavam europeus, até mesmo tipos nórdicos. Tudo portanto, das representações nos relevos egípcios e até os achados arqueológicos deste período, aponta para o fato que estas pessoas de fato se originaram da área do Mar do Norte.

4.A MIGRAÇÃO PODE SER PROVADA?

A questão que agora se eleva é se a migração de consideráveis seções de povos da área nórdica no século doze AC pode ser provada, ou ao menos, feita parecer provável. Antes de levantarmos esta questão devemos ressaltar que o estabelecimento das migrações de argumentos arqueológicos não é de modo algum tão fácil quanto é frequentemente assumido. Wolff confirma isto quando ele diz que é importante que em períodos posteriores, conhecidos por nós através de fontes históricas, tais ocorrências dificilmente possam ser provadas no sentido literal do termo. Apesar de que, portanto, as provas de migrações historicamente conhecidas em períodos posteriores não possam ser sustentadas por meios arqueológicos, podemos ver isto como evidência que esta migração da área Nórdica no fim do século treze AC foi extensa e de grande consequência. Já temos estabelecido nos capítulos anteriores que os povos do Mar do Norte, em seu caminho pela Europa e Ásia Menor até o Egito, deixou para trás armas da Idade do Bronze Nórdica, enquanto que as armas do Período III estavam completamente ausentes. Outros equipamentos do Período III também estavam ausentes, por exemplo, o machado de batalha nórdico, que também desapareceu no norte no Período IV. Segue a isto que a Grande Migração começou no Norte pouco antes de 1200 AC durante o Período IV. Temos portanto que fixar o início do Período IV cinquenta ou cem anos depois. Kossina divide a Idade de Bronze em cinco períodos e datas como se segue:
Período I . .. . . .         2300-1750 AC
Período II, a, b, c . . . . .     1750-1400 AC
Período III, a, b . . . . . .     1400-1150 AC
Período IV . . . … . . .     1150-1000 AC
Período V . . . . .. . .. . . . 1000- 750 AC
Montelius divide a Idade do Bronze em seis períodos com as seguintes datas AC:
Periodo I . . .     1800-1500
Periodo II . . .     1500-1300
Periodo III …     1300-1100
Periodo IV .. .     1100-1000
Periodo V .. .         1000- 750
Period VI . . .     750- 600

A descoberta de uma espada com tacha, sobre a qual foi gravado o nome de Sethos II, foi decisiva para a datação. Esta espada é completamente similar aquelas da área Nórdica. Infelizmente, o punho desta espada foi destruído – a principal característica que capacita uma espada de ser datada em um período particular é encontrada no punho da espada – e não podemos portanto decidir se ela pertence ao Período III ou IV. Temos, contudo, que chegar de algum modo a datação dos períodos germânicos da Idade de Bronze: portanto é assumido que esta espada com tacho pertenceu ao Período III. Ela chegou ao Egito no meio de seu período de estilo e um período de estilo durou aproximadamente duzentos anos. Um número de fatores incertos forma a base para a datação do Período III, o que está entre 1300 e 1150 AC. Possuimos provas muito mais confiáveis para a datação da transição do Período III ao Período IV. Quando, no ciclo da destruição ao redor de 1200 AC, os artigos típicos do Período IV da Idade de Bronze Nórdica aparecem na Grécia e no Egito, mas artigos do Período III estão ausenters, então o Período IV deve ter começado na área Nórdica pouco antes de 1200 AC. Devemos fixar o Período IV como o início nas últimas décadas do século treze AC. Somos apoiados pelas seguintes observações: as contemporaneas inscrições egípcias, o relato da Atlântida e os achados arqueológicos provam que a invasão do povo do Norte à área sudeste deve ter sido um empreendimento unificado por uma organizada máquina de Estado. Esta opinião é apoiada pelas imagens nos murais de Medinet Habu. Todo povo do Norte levava a mesma espada, a maioria deles duas lanças e um escudo redondo, e todos usavam o mesmo tipo de avental e capacete. É óbvio que um exército com vestimenta uniforme e armas para sua expedição marchou contra o Egito. Podemos concluir disto que o povo do Norte já estava uniformente vestido e armado para a expedição dele em sua terra natal. As armas embelezadas e a ostentação do Período III tem desaparecido, e em seu lugar estão as armas, escudos e capacetes que eram menos decorativos mas muito mais eficazes em batalha. Ate mesmo nestes dias os planos de conquista mundial, como mostrado nos contemporaneos relevos egípcios, requeriam um enorme programa de rearmamento e um exército unificado e organizado. Podemos conclir que a mudança das armas do Período III ao Período IV aconteceu na área Nórdica pelo fim do século treze AC. A migração deve portanto ter ocorrido da área Nórdica iniciada no começo do Período IV. O erudito alemão H. Hoffmann tem provado em seu trabalho sobre o final da Idade de Bronze que desde o Período IV uma enorme quantidade de achados de deposito foi descoberto na área Nórdica. Os Depósitos encontrados são, segundo Hoffmann, uma prova importante de movimentos migratórios, uma visão partilhada por muitos outros eruditos. O. Paret também é de opinião que o enorme número de depósitos que tem sido deixados para trás do Mar do Norte ao Mediterrâneo mostram claramente a rota de fuga do povo do Norte. Ele diz que durante as catástrofes climáticas o moto deve ter sido: “Salvem-se a todos os custos!”. Muitos devem ter levados com eles suas posses de metal mas as deixado na rota para tornar sua escapada mais fácil. A extensão dos achados de tesouro pode portanto ser reconhecida como rotas de fuga muito mais do que como rotas de comércio. Segundo Hoffmann podemos tirar as seguintes conclusões dos achados de depósitos na área Nórdica:
1 . A migração, ou fuga, começou de início no Norte.
2.  A inteira área Nórdica foi afetada pelo frande movimento migratório durante o Período IV.
3.  A migração aconteceu do Norte para o Sul. Apesar de que no Norte os achados de tumbas diminuiram fortemente, e os achados de depósitos aumentaram incessantemente ao mesmo tempo.
4.  Na área Nórdica os achados de tumbas [assentamentos] e achados de depósitos [rotas de fuga] não são encontrados juntos. Hoffmann explica este fato com o lembrete de que as rotas de fuga evitavam os assentamentos para evitar conflitos. Como o povo do Norte de forma alguma evitava conflitos durante a migração, mas geralmente atacava com tremenda fúria, e como a evitação cautelosa das partes assentadas somente podem ser encontradas ao norte do Rio Elba, devemos asumir que as tribos do Norte estavam em aliança com estes assentamentos. Este fato é também ressaltado pelas inscrições egípcias contemporaneas e o relato da Atlântida. Em seu caminho para o Sul o povo do Norte foi ao longo dos Rios Elba e Danúbio. Eles compeliram os Ilirianos de seus lares nas margens superiores do Rio Elba. Alguns dos Ilirianos foram provavelmente levados pelos homens do Norte, mas não existe prova arqueológica de que os Iliarianos existiram naquele tempo no Sudeste. A maior parte dos Ilirianos fugiu para os Alpes Orientais e de lá para Apulia e Venetia. Frequentemente tem sido assumido que os Ilirianos foram a causa original da Grande Migração, e tomaram uma parte considerável na ocupação da Grécia e na destruição da cultura Micena. Mas os próprios Ilirianos estavam em desassossego e envolvidos no conflito. Naquele período eles apareceram no Sudeste e entraram na Grécia apenas duzentos ou trezentos anos depois. O povo do Mar do Norte avançou na direção do fim do século treze AC através da Silésia, Boemia e Moravia para a planície Húngara e há a possibilidade de que tenham ficado lá por um tempo, levando atrás grande parte de seu povo. Na área húngara há um grande número de achados de depósitosde armas e artigos similares a aqueles encontrados nos territórios do Norte. Da Hungria ao Mar do Norte as pessoas desceram o Danúbio, alguns foram para a Ásia Menor via o Bósforo, outros pela Grécia e o Peloponeso até Creta. Ao longo de toda rota dos homens do Norte foram encontrados depósitos e instalações funerárias, nas quais as principais armas do quarto período da Idade do Bronze Nórdica eram deixados para trás. Em conclusão podemos estabelecer sem dúvida que uma migração de grandes grupos de pessoas da área Nórdica para o Sul no Período IV pode ser provada pela pesquisa pré-histórica. A enorme quantidade de achados de depósitos e os numerosos achados de origem Nórdica ao longo dos Rios Elba e Danúbio e na Hungria, Grécia, Creta, Ásia Menor, Síria e Egito mostram claramente que a declaração do relato da Atlântida, que os Atlantes ou Povo do Norte cruzou a Europa e a Ásia Menor para o Egito, corresponde ao fato histórico.

5.OS NOMES DAS RAÇAS

O LAR DOS ATLANTES

Nas inscrições egípcias contemporaneas o nome de várias raças da coalizão dos povos do Norte tem sido preservados. Os egípcios distinguiam entre três tribos, ou raças, entre o povo do Mar do Norte: os Phrst, os Sakar e os Denes, nomes que nos ajudam a identificar estar raças mais tarde com as raças habitando o Mediterrâneo Oriental. Em primeiro lugar são nomeados os “Phrst’, pronunciado “Pelest”, “Pulasati” e Filisteus já que a pronúncia das letras egípcias é incerta. Os Filisteus desempenhavam um papel principal durante o ataque ao Egito, e também durante o período subsequente. Todos os eruditos que se ocupam com os acontecimentos desta época estão em completo acordo que os “phrst” das inscrições egípcias são idênticos aos Filisteus do Velho Testamento. Devemos portanto também chamar esta importante raça do povo do Norte de Filisteus, sem decidir se a pronúncia semítica do nome do Norte está correta. Os Filisteus vieram ‘das ilhas”, uma declaração confirmada pelo Velho Testamento onde ele diz: “Os Filisteus que são saídos da ilha de Caphtor” [Jeremias 47:4]. As fontes egípcias também declaram que as ilhas dos Filisteus no Norte foram “rasgadas e varridas pelo vento”. Segundo Schachermeyr os Filisteus eregiram em Creta um grande reino do mar, que incluia seu principal apoio para a costa Palestina. Logo eles governavam o inteiro Mediterrâneo Oriental em uma tal extensão que o Mediterrâneo recebeu o nome de “Mar dos Filisteus”. Ao longo da costa arenosa e plana da Palestina, com poucas baías e traiçoeiras para as embarcações, os Filisteus construíriam esplêndidas baías naturais. As cidades de Gaza, Askalon, Asdod, Jamnia, Dor, Achsip e Biblos floresceram e se uniram para formar uma liga de cidades livres que tem sido comparadas pelo arqueologista americano E. Grant com a liga Hansa das cidades norte germânicas durante a Idade Média. Askalon, a “Noiva da Síria”, logo supervisionava todas as cidades. Um rei dos Filisteus residiu lá e foi chamado “Rei de Askalons”. O nome “Askalon” é desconhecido nas linguagens semíticas e é provavelmente um nome filisteu e nórdico.

Os Filisteus ganharam fama pelo fato de que eles foram os primeiros especialistas em ferro a entrarem na área Sudeste. Os mais velhos implementos de ferro são encontrados em suas tumbas, e as mais velhas fornalhas de ferro eram encontradas na terra dos Filisteus. Sabemos do Velho Testamento que os Filisteus exerciam um tipo de monopólio na produção do ferro, e até mesmo sabiam como fazer aço, o que, todavia, eles mantinham em segredo. Suas batalhas com o povo de Israel tem sido descritas em detalhes nos escritos do Velho Testamento. A contínua ameaça dos Filisteus foi a causa real da criação do reino e Estado de Israel. Estritamente ligados aos Filisteus estão os “Sakar”, um nome escrito pelo egiptologista Grapow como “Zeker”, pelo bem conhecido historiador E. Meier como “Zakari” e por   Schachermeyr ” Takara .”

Os Sakar tomaram parte no ataque contra o Egito com os Filisteus por terra bem como por mar. Como os Filisteus, eles eram talentosos navegadores e em suas vestimentas e armas é difícil distinguir entre eles. Por um golpe de boa fortuna um papiro do tempo por volta de 1095 AC tem sido preservado para nós. Seu título diz: “A respeito da jornada dos oficiais do templo de Amons, Wen-Amun, para procurar madeira para a grande e maravilhosa barca de Amon-Re, Rei dos Deuses”. Lemos deste papiro que os Sakar tinham um rei nestes dias em Dor com o nome de Bender que governava sobre os arredores das partes costeiras. O comportamento do príncipe Sakar em relação ao oficial do templo egípcio, que estava em desassossego porque um de seus marinheiros tinha saido com a bolsa de seu navio, trai a forte consciência legal e uma nobre atitude humana. Também aprendemos deste papiro que os Sakar possuiam uma marinha forte, e é relatado que onze barcos Sakar deixaram a baía de Biblos ao mesmo tempo. Como este papiro tem sido preservado apenas por uma boa sorte devemos assumir que os Sakar tinham outros assentamentos no Mediterrâneo Oriental. Os Sakar não são mencionados nos escritos do Velho Testamento, como evidentemente os Israelitas não podiam distinguir entre os Filisteus e os Sakar, e pensassem que estas raças fossem a mesma. Petrie acredita que, na narrativa da similaridade entre o nome de Sakar e o lugar Zakro, na costa leste de Creta, os Sakro se originaram do Zakro. Mas esta assunção é rejeitada por Schachermeyr, que questiona o método no qual ela é baseada. Pela mesma razão temos que rejeitar que os Sakar sejam os mesmos que Teukrers. Segundo fontes gregas os Teukrers viveram em Troad na Ásia Menor. Seu país tinha sido destruído pelos homens do Norte por volta de 1200 AC. Os Teukrers viviam em Troad antes de 1200 AC, enquanto que os Sakar e outras tribos do Norte não alcançaram aquela parte até sua migração por volta de 1200 AC e não se assentaram lá. As contemporaneas inscrições egípcias provam que os Sakar, como os Filisteus, se originaram de países do Norte perto do Mar Mundial ou Mar do Norte.

As inscrições egípcias mencionam uma terceira tribo, os “Denes” uma palavra pronunciada por E. Meier como “Danuna” e por  Schachermeyr “Denjen.”  Esta tribo também está sempre ligada aos Filisteuse seu povo é particularmente chamado “Denes das ilhas”. Aqui novamente um método falho tem sido empregado para identificar os Denes com Danai. Segundo a tradição grega os Dariai tinham seus lares em Argolis, que foi completamente posta nua pelo povo do Mar do Norte. Schachermeyr reconhece a dificuldade de identificação e propõe como única solução a assunção que os Danai eram provavelmente forçados ao serviço com os bárbaros, que não eram usados para navegação, e que se tornaram inimigos do Egito contra sua vontade. Mas esta assunção é inválida por todo ponto de vista. Os Filisteus e outros povos do Mar do Norte não eram sem talento em assuntos navegacionais; eles eram os marinheiros mais experientes de sua época. Estes povos não eram obrigados a forçar outras tribos para o serviço marítimo, mas sabiam como construir barcos superiores aqueles dos Achxans em todos os modos, e eles próprios pilotavam os barcos dragão através do mar. As pinturas de parede egípcias não revelam qualquer Acheano pressionado nos barcos dos homens do Norte. Todas as tripulações destes barcos carregavam as mesmas armas, vestiam os mesmos uniformes e decorações de cabeça dos homens do Norte das forças de terra. Sobretudo deve ser notado que os Danai já haviam se assentado em  Argolis por 1400 AC, enquanto os Denes, juntamente com outros homens do Norte, não invadiram aquele país até 1200 AC. Não há dúvida que os Denes pertenciam aos Filisteus e aos Sakar e, como eles, se originaram da área do Mar do Norte, o real reino da Atlântida.

Os Sekelese, Sardana e Vasasa que são mencionados pelas inscrições egípcias como aliados dos homens do Norte, desempenham um papel subordinado e não pertencem propriamente ao povo do Norte. Eles aparecem muito antes como mercenários no Egito e lutam em outras batalhas do povo do Mar do Norte ao lado de Ramses III. Com toda probabilidade os Sardana são idênticos aos habitantes da Sardenha, os Sekelese seriam os habitantes da Sicília e os Vasasa seriam os habitantes de outras ilhas do Mediterrâneo, talvez os Balearicos. O fato de que estas tribos parcialmente lutaram do lado dos homens do Norte, e parcialmente do lado dos egípcios, é uma confirmação das declarações no relato da Atlântida que os Atlantes submeteram os territórios do Mar Tirreno e alistaram os Tirrenos em um vasto exército que era para conquistar o Egito. Se lá tivesse havido “soldados forçados” entre os homens do Norte então eles não podiam ter sido os Denes, mas Sardanas e Sekelese.

6.CONCLUSÕES

Os resultados da investigação no último capítulo podem ser resumidos como se segue: as declarações do relato da Atlântida e as inscrições egípcias contemporaneas e papiros, que os Atlantes ou povo do Mar do Norte se originam do Oceano Mundial ao Norte, corresponde sem dúvida aos reais fatos históricos. O  material arqueológico confima a acurácia das declarações egípcias e certifica a origem deste povo da área do Mar do Norte. Uma migração gigantesca destes territórios entre o fim do século treze AC é provada pela pesquisa arqueológica. Portanto somos compelidos a buscar na área do Mar do Norte pela Atlântida, a ilha principal, sobre a qual se erguia a grande fortaleza real do reino Atlante, chamada por esta razão “Basileia” ou “Chefe das Cidades”

O SÍTIO DA REAL ILHA DA BASILEIA

Os seguintes detalhes estão a nossa disposição se quisermos determinar a exata posição da principal ilha da Atlântida, Basileia:
1 – Imediatamente na frente da Basileia está uma faixa de terra, tamém chamada “ilha”, que tem sido descrita como muito alta, e se elevando do mar como se cortada por uma faca. Esta ilha consistia de pedras vermelhas, brancas e pretas que eram usadas pelos Atlantes para construção de muros e casas.
2 – A própria Basileia estava situada imediatamenet por trás da rocha na direção do continente, do qual estava separada apenas por uma estreita faixa de mar. A ilha real tinha um raio de apenas cinquenta estádios – aproximadamente seis milhas – e era uma planície incrivelmente fértil cercada por montanhas baixas ao longo da frente do mar. No centro da ilha real, a seis milhas do mar, estava uma baixa colina sobre a qual foi eregida a fortaleza real e o templo de Poseidon.
3 – Depois da queda da ilha real a área na qual ela estava situada foi transformada em um mar de lama, que, segundo Platão, era tornada impassável e impenetrável pela vasta massa de lama que fica sobre a ilha afundada.
4 – Em muitas partes da ilha o Orichalc era escavado do solo.
5 – O cobre não fundido e em estado puro era encontrado na ilha. Na inteira extensão do Mar do Norte há apenas uma ilha de rocha que se eleva acima do mar, cortado como se o fosse por uma faca, e que consiste em pedras vermelhas, brancas e pretas: a ilha rochosa de Heligoland.

I. A ILHA DE ROCHA ANTES DA BASILEIA

A rocha vermelha desta ilha ainda existe hoje. A rocha branca consiste em gesso, giz e giz de concha e estava situada onde as “Dunas” estão hoje e ainda forma parte de sua base inferior. Em tempos históricos estas rochas eram aproximadamente da mesma altura, como a parte da ilha que permanece hoje. Como mostrado pelo mapa marítimo, ela se estendia em um grande raio ao redor da chamada “Baía Sul” que fica na direção sul, e nos gigantescos corredores do Norte. A rocha negra ainda é encontrada em profundidade rasa na extensão norte das dunas. É realmente arenito, bem impregnado de calcio carbonato de cobre, que produz sua cor que varia do azul-marinho ao negro. Fora do mar, que alcançava Heligoland por volta de 5000 AC, o homem contribuiu para a destruição da rocha branca bem como da rocha negra. Gesso de Paris e giz eram, até 230 anos atrás, materiais de construção muito buscados. Mais de 200 barcos eram ditos terem estado ancorados ao mesmo tempo na Baía Sul para transportar o gesso desta rocha. Mas a 230 anos atrás a parte remanecente do maciço de giz afundou no mar em uma grande tempestade.

2. O MONTE CASTTELO DA BASILEIA

A ilha principal do reino da Atlântida, também chamado Basileia, estava, segundo o relato da Atlântida, situado atrás da ilha de rocha, na direção do continente. É dito da Basileia que perto do centro da ilha estava uma planície que alcançava o mar e que era muito fértil e bela. No centro desta planície, a seis milhas do mar, estava uma colina baixa, sobre a qual ficava o castelo real que deu à ilha seu nome, bem como o templo de Poseidon. Esta construção e o muro da colina real era feito de pedras, vermelhas, brancas e negras que eram quebradas pelos Atlantes na vizinha ilha rochosa. De fato, exatamente a seis milhas distante de Heligoland na direção do continente pode ser encontrada uma colina que se eleva 21 pés acima do nível do mar. Esta colina é ‘polvilhada’ de grandes pedras e portanto é chamada “Stoneground ” (Steingrund). Segundo uma antiga história de Heligoland lá uma vez existiu um templo e um castelo. Segundo o relato da Atlântida este deve ser o ponto onde ficava o castelo real e o templo de Poseidon. Devemos fazer a pergunta se de fato lá existiu um castelo real, ou uma ilha chamada Basileia, e se assim o for, se ela pode ter existido por volta de 1200 AC. Por volta de 350 AC um rico mercador, Piteas de Massilia, realizou uma expedição de pesquisa à area do Mar do Norte. Ele alcançou o Mar de Watten, perto da costa oeste de SchleswigHolstein, que é dito que ele viu com seus próprios olhos. Infelizmente o relato de Piteas tem estado perdido, mas somos capazes de reconstruir algumas de suas narrativas com base em citações de antigos escritores. Diodoro da Sicília relata que a oposta Scythia, seu nome para a Alemanha, fica em uma ilha que era chamada Basileia. Lá as ondas batem contra o âmbar, que não aparece em qualquer outra parte do mundo. Diodoro então relata a fábula de Faeton, que já temos ouvido da boca dos sacerdotes egípcios. Ele relatou como as irmãs de Phxton choraram lágrimas ao lado do Eridano por seu irmão que foi arremessado do céu. Estas lágrimas são ditas terem se transformado em âmbar e então foram levadas pelo Rio Eridano para a ilha da Basileia. Assim a ilha da Basileia deve ter estado situada no distrito do âmbar. Como já temos enfatizado, não é de importância se identificamos Eridano com o Rio Elba ou com o Rio Eider. O distrito em questão fica perto da boca de ambos os rios. Mas como até mesmo hoje o Rio Eider, mas não o Elba, contém âmbar, particularmente perto de sua boca, devemos identificar Eridano com o Eider. Por razões geológicas o âmbar não é para ser encontrado na ilha da boca do Rio Eider, o giz de Helioland e o colorido maciço de arenito. A ilha de âmbar da Basileia deve portanto estar situada entre Heligoland e a ilha na boca do Rio Eider.  Sem dúvida a ilha Basileia do relato da Atlântida é idêntica a ilha mencionada por Piteas, Diodoro e Plínio. Ambas as ilhas tem o mesmo nome e estão localizadas no mesmo ponto, e ambas estão na lama na boca do rio Eider. Nos é dito, contudo, que a Basileia do relato da Atlântida foi destruída por volta de 1200 AC durante um período de gigantescos terremotos e inundações. É possível que uma ilha que pereceu por volta de 1200 AC possa ter se tornado visível novamente por volta de 400 AC e durante os séculos seguintes? As mais recentes investigações tem mostrado que as principais causas para as mudanças nas costas depois do glacial foram encontradas nas variações estáticas do nível de água. A teoria de Estasia diz: A altura do nível do mar é dependente das massas de gelo de todos os territórios de formação glacial da massa de água da Terra. Períodos quentes climáticos fazem com que as massas de gelo da Terra se derretam e portanto causam uma elevação do nível do mar [transgressão], enquanto períodos climáticos frios ligam a massa de água nos territórios de formação glacial, portanto abaixando o nível da água do mar [regressão].

Em nosso contexto isto significa que o mar alcançou seu mais alto nível pelo fim da Idade de Bronze, que terminou em um terrível período de calor que fez com que os glaciais fossem empurrados muito para trás de sua atual posição, enquanto isto alcançou- o mais baixo ponto durante a Idade de Ferro, que foi marcada mundialmente por uma baixa de temperatura. Schutte tem determinado que a transição do mais alto ponto para o mais baixo ocorreu por volta de 1100 AC e tem estimado que a queda do nível do mar durante a Idade de Ferro do mais alto nível foi de 12 pés. Todos os territórios, portanto, que ficam doze pés sob o mar no fim da Idade do Bronze devem ter aparecido novamente acima do nível do mar com a regressão da Idade do Ferro. Circunstâncias peculiares estão ligadas à Basileia: no centro da ilha estava uma colina que se elevava sobre a outra terra. Esta colina não submergiu a normal elevação estática do nível do mar, mas por uma coincidência catástrofica de terremoto, tempestade e inundação. Uma tal coincidência de terremoto, tempestade e inundação também tem sido percebida na costa oeste alemã em 1634 de nossa era, quando os diques ficaram submersos, os assentamentos foram destruídos e grandes faixas de terra se tornaram um mar de lama. Depois que as tempestades cederam estas partes submersas reapareceram mais uma vez e novamente foram habitadas. Condições similares devem ter prevalecido durante o afundamento da Basileia. Embora a parte plana da Basileia foi destruída e inundada por estas catástrofes naqueles dias, a colina real apenas se tornou submersa nas mais severas inundações; depois do que esta colina deve ter reaparecido novamente. Quando durante os séculos seguintes o nível do mar abaixou por mais do que doze pés pela regressão da Idade do Ferro, a colina era sem dúvida habitável novamente e se tornou um centro do comércio da âmbar do Mar do Norte. Não há dúvida, portanto, que esta colina da Basileia, que em 1200 AC ficava a várias jardas acima do nível do mar, pode novamente ter sido percorrida no quarto século AC por Pitias. Este fato, que tem sido provado pela geologia e a oceanografia, é confirmado por uma antiga história grega que diz que onde os Atlantes uma vez afundaram, sete ilhas menores e três maiores apareceram mais tarde. Os habitantes destas ilhas são ditos terem mantido as memórias transmitidas a eles por seus ancestrais que uma grande ilha uma vez ficava na vizinhança e que por muitos séculos governava toda as outras ilhas do mar. O historiador grego Marcellus tem transmitido esta história, se referindo aos mais antigos escritores históricos, e é portanto mais velha do que o relato da Atlântida de Platão e independente dele. Não sabemos do tempo real quando a Basileia tornou-se submersa. Pitias de Massilia estabelece os restos da Basiléia em 350 AC, e isto é mais tarde mencionado por Metrodorus Scepsius (150 AC.), por Xenophon de Lampsacus (100 AC), por Diodorus da Sicília (50 AC.) e Plínio (50 AC). Uma grande parte pode ser dita a favor da teoria que esta parte remanescente da Basiléia é idêntica às Terras Fosites, a ilha sagrada dos Frísios. Sobre a Terra Fosites os evangelistas Wulfram, Willibrod e Ludger proclamaram a mensagem cristã. Nas biografias destes três missionarios aprendemos muitos detalhes sobre a ilha. Os seguintes fatos provam a identidade da Terra Fosites com a Basileia: ambas as ilhas estavam indubitavelmente situadas na frente da costa oeste de Schleswig-Holstein, ambas tinham um castelo real e um templo central. Ambas ilhas também possuiam um riacho sagrado perto do qual os animais sagrados pastavam. Basileia era dedicada a Poseidon e a Terra Fosites a Fosites. Em toda probabilidade Poseidon e Fosites são em sua essência e nomes identicos. No antigo Doriano, Poseidon é também chamado “Posides”, um nome muito similar ao Frigio “Fosites”. Apendemos sobre Poseidon e Fosites que eles viviam em um templo de âmbar e que governavam os mares, faziam as leis e protegiam os corretos.

Adam de Bremen (1075) foi o primeiro a identificar a Terra Fosites com Heligoland. Muitos eruditos desde então tem concordado com ele. Por um número de razões a Terra Fosites não pode ser identificada com a ilha rochosa de Heligoland, mas é possível que seja idêntica à Basileia, a “Ilha Sagrada” que uma vez ficava a leste de Heligoland. Geologistas, contudo, enfatizam – que durante o tempo da conversão cristã –  nos séculos seis e sete nenhuma ilha estava situada a leste de Heligoland. Contra a opinião dos geologistas fala a antiga história Frisia, que mantém que os últimos restos da ‘Terra Sagrada”, como esta ilha era chamada durante a Idade Média, pereceu apenas em 1216. Se os geologistas ou os Frisios do Norte estão corretos apenas pode ser confirmado por um estreito exame do solo de pedra. No mais velho mapa de Heligoland, que data de 1570, o leste de Heligoland é marcado ” Steinwirk”, sobre o qual são ditas terem estado sete igrejas. Em um outro mapa, datado de 1650, lá está marcado na vizinhança de um solo de pedra um templo e um castelo. O cronista Frisio Heimriech menciona florestas, templos e castelos que uma vez ficavam a leste de Heligoland e ele acrescenta que a residência e a côrte dos primeiros reis do país estavam situados lá. Até mesmo hoje a ‘Ilha Sagrada” vive nas histórias dos habitantes de Heligoland, e no nome carregado pela rocha remanescente que tem sobreivido às catástrofes: Terra Sagrada ou Heligoland .

3. O MAR DE LAMA

No relato da Atlântida Platão conta que depois da queda dos Atlantes o lugar que era ocupado pela ilha transformou-se em um mar de lama. É dito nos Diálogos: “Esta ilha tem afundado no mar pelos terremotos, e qualquer um que pretendesse alcançar o mar do outro lado seria impedido pelas atrapalhantes massas de lama”. Como Platão sabia que a faixa de mar ao redor da Basileia estava impenetrável durante este tempo? Pouco antes da morte de Platão e dos escritos dos Diálogos de Critias, Piteas retornou de sua expedição ao território do âmbar. Ele relatou que a área do mar ao redor da Basiléia consistia em uma mistura de água, lama e ar e podia ser comparada com um pulmão do mar. Ele disse que ele próprio viu a área e que ele não era passável ou penetrável. Platão pode ter sabido destes relatos de Piteas, e pode então ter tido todo direito de citar a avaliação de uma testemunha ocular que a área ao redor da Basileia não era passável ou penetravel. Onde uma vez houve férteis planícies, durante a Idade do Ferro, houve uma tremenda faixa rasa de lama. Fora destes mares de lama apenas a colina real aparecia; isto pode ter sido similar ao Mar de Watten hoje, onde na maré baixa traços de culturas, restos de assentamentos e até mesmo tufos de campos são visíveis. Uma prova posterior da identidade da ilha da Basileia do relato da Atlântida com a ilha da Basileia de Piteas é a declaração feita acima  de que pelo afundamento da Basileia o caminho para o mar externo tornou-se bloqueado, de forma que qualquer um que quisesse atravessar o mar era evitado pela massa de lama que o confrrontava. Sem dúvida isto é uma referência ao caminho do Eider, a antiga rota do Norte para o Mar Báltico. Uma ilha, o afundamento da qual bloquearia este canal, pode apenas ter estado situada na boca do Rio Eider. O mesmo é dito por Diodorus no relato de Piteas sobre a posição da ilha Basileia que estava também situada na boca do Rio Eider ou Eridano. De fato este caminho pelo canal do Eider, como mostrado por numerosos achados pré-históricos e solos funerais ao longo de seus bancos, já estava em uso durante o início da Idade de Bronze. Naqueles dias o Rio Eider corria sem impedimento na direção oeste e, formava a fronteira sul da ilha da Basileia no Mar do Norte. O curso do Eider foi bloqueado por catástrofes climáticas. O mar arremessou uma enorme “parede de praia”, a chamada Lundenberger Sand. Esta lingua estreita de terra tinha doze milhas de comprimento e mais de 20 pés de altura correndo de sul a norte através do antigo curso do Rio Eider. Este rio foi desviado na direção norte pela gigantesca parede de praia e a abertura da boca do rio estava entulhada de lama; o caminho da Basileia para o mar externo estava bloqueado.

4. ORICHALC

Uma prova posterior da posição da Basileia-Atlântida e da identificação desta ilha com a Basileia de Piteas é fornecida pelos detalhes do relato da Atlântida a respeito do orichalc. Embora sempre tenha sido difícil avaliar que tipo de material era o orichalc, o problema agora tem sido resolvido. O relato da Atlântida conta o seguinte a respeito do misterioso orichalc. Este material que é conhecido hoje apenas por seu nome, orichalc, era encontrado em muitas partes da ilha e era valorizado pelas pessoas daquele tempo tão altamente quanto o ouro. Eles decoravam o cume dos diques externos com o orichalc cobrido-os com óleo. O cume dos muros internos também era decorado com o orichalc, o que possuia um brilho feroz. No que diz respeito ao interior do templo, o teto era decorado com ouro, ébano, prata e orichalc e as outras paredes, colunas e pisos eram cobertos com o orichalc. Muitos eruditos tem tentado resolver o enigma do orichalc. Alguns deles tem assumido, como Platão menciona o orichalc depois de falar em cobre, que era amplamente usado na Basileia, que o orichalc era um tipo de metal. Estes eruditos acreditaram que a Atlântida era rica em metais. Outros eruditos afirmam ver na história do orichalc um típico elemento de conto de fadas, e portanto tem banido a inteira história da Atlântida como uma terra de fábula. O orichalc tem portanto se tornado um problema básico em qualquer pesquisa sobre a Atlântida. Tem se tornado evidente que o inteiro problema da Atlântida é dependente de sua solução.

As seguintes teorias sobre a existência deste material tem sido levadas adiante. A maioria dos investigadores tem traduzido a palavra “orichalc” como um metal de bronze cobre, porque eles são de opinião que o orichalc era uma liga de ouro e cobre. Esta opinião está em contradição as declarações expressas do relato da Atlântida que o orichalc era escavado em várias partes da ilha. Portanto, ele era um produto natural e não uma liga artificial. Uma liga de ouro e cobre não pode ser aplicada com óleo, ser usada como uma cobertura da pintura de paredes e colunas. O erudito sobre a Atlântida Netolitzky acredita que o orichalc era uma liga de prata e cobre. Por esta razão a Atlântida deve ter sido situada nas vizinhanças de Tartesses, onde ambos metais são encontrados em abundância. Mas a liga de prata e cobre também é um produto artificial e não é natural. Ele não pode ser escavado do solo, nem pode ser fluidificado com óleo para propósitos de pintura. O professor de Munique Borchardt é de opinião que o orichalc era uma liga de cobre e zinco, um tipo de latão, uma teoria também expressada pelo historiador holandês Hermann Wirt. Finalmente devemos mencionar a estranhna sugestão do russo  Mereshkowsky, que acredita que o orichalc era um metal peculiar da Atlântida que mais tarde desapareceu da natureza. Não é surpresa que os eruditos sérios que conhecem estas tentativas de resolver o problema do orichalc rejeitem o inteiro relato da Atlântida. E ainda que, todos estes eruditos possam ter facilmente encontrado a substância do orichalc ao procurar as tumbas da Idade do Bronze para descobrir que peças de decoração entre as que estes povos tinham, próximas do ouro, o maior valor. Eles teriam visto que, fora os ricos achados de ouro, o âmbar era frequentemente a ser encontrado como uma peça de decoração altamente valorizada. Do Egito, Creta, Ásia Menor e Micena, sobre a Espanha, Norte da França, Irlanda, Inglaterra, Norte da Alemanha até a Dinamarca e o Sul da Suécia, as decorações de âmbar e ornamentos eram frequentemente encontrados nas tumbas da Idade do Bronze.

O orichalc do relato da Atlântida pode apenas significar âmbar, e devemos traduzir portanto a palavra orichalc como âmbar. Todas as declarações do relato da Atlântida a respeito do orichalc se aplicam ao âmbar, e apenas ao âmbar. Há de fato tipos de âmbar que mostram um “brilho feroz”. Fora o ouro, o ânbar era altamente valorizado; ele podia ser cozinhado em óleo e ser usado como “verniz de âmbar” para pinturas de parede. Um anel de âmbar do tamanho de uma peça de coroa, que juntamente com artigos de bronze a anéis de ouro, foi enontrado em uma tumba da Idade do Bronze na ilha de Sylt no Norte da Alemanha, o que é prova de que os habitantes das ilhas do Mar do Norte já conheciam esta técnica durante a Idade do Bronze. Tácito menciona a liquefação do âmbar pelo aquecimento, e Plínio relata que o povo do Mar do Norte usava o âmbar para aquecimento ao invés de madeira. Eles evidentemente sabiam como colorir o âmbar ao cozinha-lo no mel e no óleo colorido. Como relatado na história da Atlântida, ele certamente foi usado para decorar os templos. Há diferentes relatos sobre a decoração dos templos egípcios com o âmbar Nórdico. Homero tinha um conhecimento notavelmente exato da Basileia, e ele menciona que o templo do maior deus brilhava com ouro, ébano, âmbar e prata.

Segundo Plínio, os Teutônicos chamavam ao âmbar de “glaseum” e as ilhas de âmbar no Mar do Norte eram chamadas de “glaesariT ” por eles. A plavra “glass” [vidro] é uma antiga palavra Nórdica para âmbar. Nos dias de Piteas a Basileia era a prinipal ilha de âmbar e Diodorus até mesmo relata que o âmbar não era encontrado em qualquer lugar do mundo exceto na Basileia. Depois de sua destruição final, o templo de âmbar da Atlântida passou para as histórias do povo Nórdico como “castelo de vidro”, “torre de vidro” e a ilha afundada de âmbar, a Basileia, tornou-se a Ilha dos Mortos, e foi chamada “Montanha de Vidro”. Devemos ouvir mais sobre estas histórias posteriormente. Por agora o fato importante é que o mais alto templo afundado da área do Norte foi chamado Montanha de Vidro ou Torre de Vidro, o que prova que para todas estas histórias um templo de âmbar era dado como exemplo. Devemos portanto colocar nossa confiança nas declarações do relato da Atlântida, que o principal templo sobre a Atlântida-Basileia era maravilhosamente decorado com âmbar. O orichalc, que até agora foi a mais importante evidência para a “fabulosidade” do relato da Atlântida, é na realidade uma prova importante da confiabilidade histórica do original relato da Atlântida, e ao mesmo tempo uma afirmação convincente para a posição da Atlântida-Basileia perto de Heligoland, e para a identificação da Basileia do relato da Atlântida com a Basileia de Piteas.

5. ÂMBAR

Até hoje apenas dois depósitos de âmbar são conhecidos na Terra; um em Samland e o outro na costa oeste da península Cimbriana. Há depósitos de resina fóssil, que é similar ao âmbar, como, por exemplo, na Espanha, Itália, Sicília e na Transilvania mas estas resinas fósseis são distintas do âmbar por sua falta de ácido âmbar que chega a 3 até 8% no âmbar Nórdico. O âmbar Nórdico pode ser facilmente distinguido da resina fóssil pela análise química. O âmbar Nórdico tem sido encontrado nas tumbas egípcias da sexta dinastia, tão cedo quanto 2500 AC. Ele também tem sido encontrado na Espanha, Norte da França, Irlanda, Inglaterra e em toda a área nórdica nas tumbas megalíticas e nas colinas de tumbas da Idade do Bronze entre 3000 e 2000 AC. Os poços de tumbas de Micena durante o período de 1500 a 1200 AC eram especialmente ricos em âmbar nórdico. Os Egípcios conheciam ao menos desde Tutmés III [1500 AC] que o âmbar vinha do mais distante Norte. Os gregos também sabiam que o âmbar se originava no Mar do Norte. Heródoto escreveu: “Há um rio, chamado Eridano pelos bárbaros, que flui para o Oceano Norte e o âmbar vem de lá”. Nós já temos ouvido dos relatos de Piteas, Diodorus, Timaeus, etc a respeito da ilha no Mar do Norte. Plínio também não deixa dúvida que o “glaesariar ” pode ser encontrado no Oceano do Norte e não no Mar Báltico. Embora estes antigos relatos sobre a origem do âmbar ao tempo antes do nascimento de Cristo sejam completamente claros, foi pensado até sessenta ou setenta anos atrás que a Samland era a terra do âmbar nos tempos antigos. Somente mais tarde e gradualmente foi compreendido que conquanto a Samland era o principal país fornedor do âmbar desde os tempos romanos, nos tempos anteriores, particularmente durante a Idade do Bronze, a costa oeste de Schleswig-Holstein era o único país do âmbar. Por um longo tempo Heligoland foi pensada ter sido a ilha do âmbar dos antigos. Mas as escavações geológicas de E. Wasmunds tem mostrado que pode não ter havido qualquer âmbar em Heligoland, porque as condições geológicas para a sua ocorrência estão ausentes no arenito multi-colorido e no giz. Ele avalia que a Basileia, a própria ilha do âmbar, deve ter afundado no mar, e ele coloca a ilha fora da costa sudoeste de Eiderstedt. Hennig acredita que a ilha tem estado a meio caminho entre Heligoland e Eiderstedt. Estes eruditos estavam procurando pela ilha do âmbar Basileia exatamente onde a ilha do orichalc do relato da Atlântida estava situada. Dificilmente há uma prova melhor para a confiabilidade do relato da Atlântida do que a exata posição da ilha do orichalc-âmbar da Basileia que é dada exatamente onde as investigações geológicas e arqueológicas de nosso tempo tem mostrado que isto estava.

6. O COBRE NA BASILEIA

É de todo notável que o relato da Atlântida fale sobre a grande riqueza em cobre da Basileia. Ele até mesmo sustenta que este metal era produzido lá sob a forma sólida e fundida. Por um longo tempo foi esquecido que havia existido cobre em Heligoland, embora eminentes geologistas tenham repetidamente mencionado este fato. Segundo as investigações do geologista Bolton, o inteiro maciço de pedra da ilha de Heligoland estava impregnado de carbonato de cobre. Até mesmo mais notável do que a presença do cobre nas camadas brancas, verde e vermelhas do arenito multicolorido é aquele encontrado no nordeste da ilha. Lá o arenito pode ser encontrado que é ricamente impregnado de ácido carbonico de cobre. Na superfície da pedra o carbonato de cobre foi mudado em metal de cobre vermelho e multi-colorido que engolfou pequenos pedaços de cobre sólido. Cobre sólido do tamanho de ervilhas tem frequentemente sido encontrado e o químico Hoffman tem até mesmo encontrado duas peças pesando oito e doze onças. As investigações espectro-analíticas das peças de cobre sólido de Heligoland tem mostrado que se trata de um cobre extremamente puro. Segundo o geologista Schreiter a presença deste cobre já era conhecida pelo povo da antiguidade. Na Idade do Bronze os homens do Norte possuiam um considerável talento metalúrgico e uma completa maestria da técnica do metal que era baseada no cobre. A capital deles estava situada na vizinhança imediata destes tesouros de cobre e é improvável que eles não tenham usado este campo de cobre. Quando o relato da Atlântida fala que os habitantes da Basileia encontraram em sua ilha o cobre puro e fundível, então isto significa sem dúvida que o cobre era para ser encontrado em Heligoland durante a Idade de Bronze. Uma estranha sentença no relato da Atlântida pode talvez ser uma indicação de como os habitantes da Basileia, que são os Atlantes, foram minerar os campos de cobre em Heligoland. É dito que eles quebraram a pedra da ilha de rocha ao redor das costas e no centro da ilha, assim criando cavernas e bunkers para barcos que eram cobertos por rocha. É improvável que os homens da Basileia quebravam estas enormes massas de rocha puramente para construir muros e templos. Sobretudo, a difícil estrutura das cavernas para a acomodação de barcos não era de forma alguma necessária. Os Atlantes possuiam um bom número de excelentes baías dentro de anéis de diques, e realmente não precisavam destes bunkers. Mas como o cobre estava depositado em grande extensão nas cavernas e nas costas da ilha, a produção de cobre deve ter sido bem mais sucedida nestes lugares. É mais provável que a pedra foi quebrada para o propósito da extração do cobre. As cavernas naturais foram aumentadas e podiam ser usadas como bunkers para os barcos quando estavam ao nível do mar.

Witter e Otto tem provado sem dúvida que o cobre sólido era usado na metalurgia pré-histórica. De início, foi usado o cobre sólido, ou puro. Somente mais tarde veio o trabalho do metal oxidado por meios de redução, e mais tarde ainda o trabalho de metais sulfito. O cobre puro é difícil de derreter porque seu ponto de fusão é tão alto quanto o do ferro forjado. Por esta razão o cobre puro era primeiramente trabalhado pelo martelo. É possível que só tenha se tornado conhecido no fim da Idade do Bronze que o cobre puro também podia ser derretido. Uma grande quantidade de artigos de bronze daquele tempo consistia em zinco bronze com um conteúdo de 86% de cobre puro, uma prova posterior que esta técnica era conhecida durante a Idade do Bronze. A origem do cobre puro da mais inicial idade do metal e da Idade do Bronze portanto tem sido um enigma. Foi acreditado que os depósitos húngaros de cobre eram as fontes principais. Não é possível que os depósitos de Heligoland, que continham um cobre extremamente puro, também fossem fontes? Os artigos de puro cobre foram encontrados nas grandes tumbas de pedra da área do Mar do Norte, o que é uma indicação que o cobre mais velho se originou nos depósitos Nórdicos bem como nos húngaros. Não podemos acreditar que as grandes massas de cobre puro, que durante a Idade do Bonze eram principalmente utilizadas para fazer zinco cobre, foram todas importadas da Hungria. Se este fosse o caso então grandes quantidades de artigos do comércio Nórdico, por exemplo, o âmbar, devem ter sido encontrados na Hungria, o que não é assim. Para a fabricação de seu zinco cobre os homens do Norte principalmente usavam o cobre puro e os metais oxidados de cobre da Heligoland. Esta é a única explicação para as enormes pedreiras que estavam sendo trabalhadas em Heligoland durante a Idade do Bronze. É provavelmente um exagero quando é dito no relato da Atlântida que os muros da cidade real eram decorados com o cobre. Este exagero pode provavelmente ser atribuído aos próprios homens do Norte, e não a Platão e Solon. Até mesmo hoje a história existe que a cidade fabulosamente rica perto de Heligoland possuia canais feitos de cobre. Em conclusão podemos confirmar que a declaração do relato da Atlântida que os habitantes da Basileia trabalhavam o cobre, que era abundante em sua ilha, em forma pura e fundível era baseado em fatos. Como cobre puro, o metal cobre e o âmbar não apareciam juntos em outros lugares no mundo, a exata localidade da Basileia-Atlântida na vizinhança imediata da Heligoland está indubitavelmente correta. A grande riqueza que, segundo o relato da Atlântida, prevalecia na Basileia, pode ser atribuida grandemente ao comércio a nível mundial da cidade de âmbar e de cobre.

7. O TESOURO DE OURO, COBRE E ZINCO DOS ATLANTES

Segundo o relato da Atlântida, os Atlantes são ditos terem possuido grande quantidade de ouro, prata e zinco. A declaração a respeito da quantidade destes metais é provavelmente um exagero. Paredes douradas no templo e estátuas de ouro dos deuses dificilmente existiam no Norte. Mas temos que investigar posteriormente a questão se os homens do Norte durante a Idade de Bronze realmente dispunham de grande riqueza e, se assim o for, de onde veio esta riqueza? Muito tem sido escrito sobre a surpreendente riqueza em ouro e zinco que era para ser encontrado nas partes Nóricas na mais inicial Idade do Bronze. Schilling fala de massas realmente fantásticas de ouro que, juntamente com o bronze, eram levadas na direção do Norte. Ele diz que durante a inicial Idade da Pedra este metal era um bem não existente. No início do comércio com o âmbar ele se tornou quase comum no Norte. O mais simples anel de dedo em espiral, feito de fio de ouro, foi de início usado como meio de troca no Norte, e era tão frequente que toda moça teutônica deve ter possuído um. Quando consideramos que os achados de ouro sempre tem sido expostos a cobiça dos buscadores e eram raros, se sempre, enviados adiante, então a riqueza de ouro dos homens do Norte deve ter sido imensurável. Estimativas conservadoras, baseadas em peças que agora estão em museus, dizem que estas representam não mais do que meio por cento dos valores originalmente depositados nos ligares funerários e outros lugares. Tem sido calculado que apenas na Dinarmarca o valor do ouro corresponda aquele de 13 milhões de libras. Quão grande riqueza os Teutons devem ter tido quqando estes valores eram presenteados aos mortos e aos deuses apenas! Uma comparação com os achados Nórdicos apenas pode ser encontrada nas antigas tumbas e câmaras de tesouro dos governantes egípcios e mesopotamios, mas tem que ser lembrado que quase todo o metal precioso destes últimos países estava concentrado em um lugar, enquanto que no Norte, em contraste, cada pessoa livre deve ter possuído uma riqueza considerável. Chegamos a resultados similares quando consideramos que os meios das pedreiras, das quais os homens do Norte obtinham ouro e bronze, deve ter sido uma fonte incessante de riqueza. Oa achados do âmbar do Mar do Norte se to5rnaram exauridos no fim da Idade, mas não podemos assumir que durante a Idade do Bronze a prodyução anual total fosse muito menos do que é hoje, com a pesca do âmbar na costa do Mar Báltico alemão que era realizada por métodos antigos e primitivos. L. Meyn tem calculado que na costa oeste da península Cimbriana, durante o tempo dos Romanos, aproximadamente 6 milhões de libras de âmbar foram coletadas. É óbvio que os depósitos de âmbar durante o tempo quando o âmbar podia ser coletado em muitos lugares ao longo daquela costa eles devem ter sido muito maiores. Não há dúvida de que o comércio de âmbar era uma fonte de grande riqueza para o Norte.  Schwantes fala sobre extraordinários tesouros de ouro que eram possuidos pelos camponeses Nórdicos e ressalta que durante a Idade do Bronze os assentamentos costeiros e em ilhas do Mar do Norte floresceram e desfrutaram de grande prosperidade. Tudo aponta para o fato que na principal ilha destes territórios, onde os maiores depósitos de âmbar estavam situados e eram transportados para destinos pelo mundo, a riqueza existia em abundância. A antiga história Frísia fala de uma riqueza inacreditável desta ‘cidade dourada”: os habitantes eram tão ricos que eles ferravam seus cavalos com ferraduras de ouro e cultivavam suas terras com arados de prata. Traços de prata podem ser encontrados principalmente em ligas da Idade do Bronze, tal como prta bronze com um conteudo de 2% de prata. A prata evidentemente não desfruta da mesma  popularidade no Norte que o ouro. É possível que os habitantes da Basileia quando extraiam o cobre encontrassem prata que também estava disponível na ilha. O povo Nórdico também possuia uma grande quantidade de zinco. Ele era acrescentado para derreter o cobre, em uma mistura acima de 14%. Deste modo era produzido o altamente valorizado cobre zinco que era usado quase que exclusivamente no Norte durante a Idade do Bronze. Segundo a crença geral dos eruditos, ouro e zinco eram transportados para o Norte principalmente da Irlanda.

O historiador Stroebel diz que o âmbar da Jutlandia é frequente nos distritos das tumbas em tigelas da Inglaterra e do Norte da Irlanda, onde ele era usado para fazer pérolas e acessórios. Os colares irlandeses de ouro e braceletes tem sido frequentemente encontrados no Norte da Espanha, bem como na Bretanha, Noroeste da Alemanha e Dinamarca. Em alguns casos os braceletes de ouro irlandeses foram introduzidos no Noroeste da Alemanha. Pequenos discos solares de ouro encontraram seu caminho com outros pequenos artigos de ouro no primeiro período da Idade de Bronze da Irlanda para a Bretanha e Alemanha. Durante o segundo período os Teutons fizeram seus próprios maravilhosos discos solares de ouro irlandês. As declarações do relato da Atlântida sobre a grande riqueza de ouro, prata e cobre pode portanto ressistir ao exame crítico. Fora os pequenos exageros que não são culpa de Platão, estas declarações correspondem as reais condições durante a Idade de Bronze nos territórios nórdicos. A menção de marfim, que é dito ter sido usado no templo do mais alto deus, também corresponde a fatos reais. Devemos ver mais tarde sobre esta outra fonte, independente do relato da Atlântida, que menciona o marfim como decoração e ornamentação na Basileia. Dois tipos de marfim podem ser distinguidos: o marfim africano, que vem das presas dos elefantes, e o marfim Nórdico, que vem das presas de morsas, baleias árticas e esqueletos fossilizados de mamutes. Numerosos ossos de mamutes tem sido encontrados na área Nórdica. Mais de dez mil dentes posteriores de mamutes tem sido ‘pescados” dentro de uma dúzia de anos de Dogger Bank. Em uma parte da Alemanha do Norte o esqueleto de um antigo elefante foi recentemente encontrado que ainda tinha uma lança de oito pés de comprimento entre as costelas. O povo Nódico portanto não era dependente da importação de marfim da África, embora também exista marfim africano no Norte. Durante a Idade Média foi relatado pelo norueguês Otter, que viveu no século IX, que presas de morsas eram um artigo muito usado de exportação da área Nórdica. É possível que a falsa declaração dos sacerdotes egípcios, que tinham existido elefantes na Atlântida durante a Idade do Bronze, tenha se originado do conhecimento dos tesouros de marfim que estavam ocultos no templo de Poseidon. Para os egípcios, havia apenas um animal que produzia marfim, o elefante. Este erro também pode ter sido devido ao fato de que os prisioneiros libios e nórdicos eram interrogados juntos, como mostrado no grande relevo de Medinet Habu. Na Libia daqueles dias ainda havia grandes manadas de elefantes, como o revelam muitos desenhos na rocha e numerosos achados. Já que os libios eram pensados serem povos do Norte, esta deve ter sido a causa da erronea crença que existiam elefantes nas áreas Nórdicas.

8. FERRO NA ATLÂNTIDA

É relatado no relato da Atlântida que os Atlantes também conheciam o ferro, mas que os implementos de ferro não eram permitidos serem usados nas lutas cerimoniais de touros. Esta declaração corresponde aos fatos? Segundo as cuidadosas investigações de W. Witters não há dúvida de que o povo do Norte, durante sua invasão dos territórios sudeste, já haviam dominado a técnica da produção de ferramentas de ferro. Nas tumbas de Filisteus daquela época sempre podemos encontrar armas feitas de ferro, além daquelas feitas de bronze. Segundo fontes do Velho Testamento, aprendemos que os Filisteus no século XI AC tinham o monopólio da produção de ferro e até mesmo sabiam como fazer aço. Witter sustenta que ao menos alguns povos do Norte devem ter conhecido a técnica do ferro antes do início da Grande Migração. Durante a própria migração o povo do Norte não teria sido capaz de adquirir o conhecimento da produção do ferro, já que, por um lado, os povos que eles atacaram não conheciam como produzir ferro naquele tempo, e, por outro lado, uma raça em migração, continuamente exposta aos acasos da guerra, não pode ter dominado a maestria da metalurgia do ferro, ou adquirido a necessária experiência na produção do ferro para fazer armas e implementos. Witter está convencido que o povo do Norte tinha uma experiência de séculos no derretimento de metais e na forja do cobre e do bronze, já que a redução do ferro apenas pode ter sido realizada por experientes especialistas em metais. Sabemos agora que estes povos vieram da área do Mar do Norte, e que eles deixaram suas casas na segunda metade do século XIII AC. Há indicações que a manufatura de implementos de ferro já era conhecida naquele tempo na área Nórdica? Segundo Witters, instrumentos de ferro já eram conhecidos na área Nórdica no século XIV AC. Em uma colina de tumba em Zealand, fora as relíquias de vestuário, uma peça de ferro foi encontrada e em uma colina de tumba em Bornholm, além de artigos de bronze, uma lamina de ferro de uma faca foi encontrada. Na segunda parte do século XIII AC, o período coberto pelo relato da Atlântida, a área Nórdica estava sob o IV Período da Idade do Bronze. Deste período vem uma navalha encontrada no Norte da Alemanha, na qual é representado em ouro um barco, enquanto as ondas são representadas em ferro. Este achado prova que na área do Norte o ferro não era apenas conhecido, mas que a técnica difícil de ferro forjado já havia sido dominada. Isto também sugere que o ferro era raramente usado durante aquele período. Durante o Período V o ferro apareceu no Norte muito mais frequentemente. Particularmente notável é uma faca arqueada com o punho de bronze e uma lâmina de ferro parcialmente destruída que foi encontrada com uma faca similar com lâmina de bronze em uma tumba em Holstein, Norte da Alemanha. Os achados de ferro deste Período V mostram que este metal era usado mais amplamente, mas eles também provam que no Norte a arte de fazer instrumentos de ferro tinha sido completamente dominada; uma técnica que, segundo Witter, levou vários séculos para se desenvolver. Como mostra a manufatura do cobre puro em zinco bronze, o povo Nórdico em uma Idade do Bronze mais inicial sabia como produzir temperaturas nas quais o ferro forjado e o cobre puro derreteriam. Como a pedra de Heligoland contém, fora o cobre, um alto grau de ferro, o povo Nórdico deve ter adquirido o conhecimento do ferro quando eles derretiam cobre. A declaração do relato da Atlântida que os Atlantes tinham o conhecimento do ferro corresponde sem dúvida aos fatos. Talvez o dizer de Esquilus, que o país do Norte no fim da Terra é o país mãe do ferro  – como as palavras de Jeremias: “Ferro e metal da Terra da Meia Noite” – seja um lembrete da origem do primeiro ferro e dos primeiros especialistas em ferro das terras do Norte.

O relato da Atlântida fala sobre o tamanho do reino Atlante que se espalhava sobre muitas ilhas e partes do continente. A extensão de um lado cobria aproximadamente quatrocentas milhas. Do mar ao centro a distância era de aproximadamente duzentas milhas e este lado do reino se espalhava de norte a sul. O termo “centro” foi frequentemente usado no relato da Atlântida para descrever a principal ilha da Basileia, porque este era o centro político e religioso do reino Atlante. A declaração acima deve portanto ser lida como se segue: do mar no norte até a capital ao sul a distância era de duzentas milhas, e em outra direção, de oeste a leste, o reino Atlante cobria quatrocentas milhas. Estas declarações são baseadas em fatos históricos ou é tudo fantasia? Se medirmos duzentas milhas ao norte da Basileia, alcançamos quase que exatamente o lado norte do Banco da Jutlandia, o Skagerrak, que é evidentemente o “Mar no Norte”. Como naqueles dias um número de ilhas estavam situadas ao redor de Amrun e dos Bancos da Jutlandia, o relato está correto quando ele diz que apenas era possível alcançar o mar aberto na direção norte da Basileia depois de andar duzentas milhas. Quatrocentas milhas na direção leste da Basileia compreende uma área que inclui as ilhas dinamarquesas, o Sul da Suécia, e a ilha de Oeland. Segundo as declarações do relato da Atlântida, as seguintes áreas devem ter pertencido ao reino Atlante durante a Idade do Bronze: a inteira península Cimbriana e as ilhas a oeste dela, as ilhas dinamarquesas, o Sul da Suécia e a ilha Oeland. Esta declaração é possível? Exatamente nas partes descritas uma cultura floresceu durante a Idade do Bronze que, na pesquisa pré-histórica, é conhecida como “singularmente única”. A área desta cultura é conhecida como “Círculo Nórdico”. Como mostrado por Kersten, três diferentes zonas culturais podem ser indicadas dentro do Círculo Nórdico, mas tomados juntos os achados da área entre as ilhas do Mar do Norte e o Sul da Suécia dão a impressão de uma zona cultural unificada e auto-contida. A unidade cultural desta área tem sido confirmada pela pré-história. Mas o relato da Atlântida também mantém que esta área era uma entidade de um ponto de vista político e religioso. Isto está dentro do reino da possibilidade? Os achados arqueológico certamente não podem nos dar uma resposta, mas talvez o próprio relato fornecerá uma ajuda posterior.

2 . SUA ORGANIZAÇÃO

Nos Diálogos de Critias o seguinte é dito sobre a constituição e a organização do reino Atlante: “A respeito do número de habitantes, existia em cada distrito a lei que ele tinha que fornecer um líder entre a população masculina capaz; o tamanho do distrito chegava a 100 pessoas sem terra ou “hinds”. O número total destas forças chegava a 60.000 homens. Segundo as leis, os líderes tinham que fornecer uma carruagem de guerra para seis homens, assim haviam dez mil carruagens, e além dos cavalos e corredores, uma equipe de dois cavalos sem uma carruagem que era manuseada por um guereiro que levava um pequeno escudo e lutava a pé. Sobretudo, cada líder tinha que fornecer dois guerreiros pesadamente armados, dois arqueiros, um atirador de pedra e um lanceiro sem armadura e finalmente quatro marinheiros para a tripulação dos 1200 barcos.” Esta descrição da organização do reino Atlante  – divisão da área entre pessoas sem terra, a inclusão dos 100 hinds em um distrito sob um líder, uma força de soldados zoo de seis distitos coletivos – corresponde em um grau notável à organização encontrada na área Nórdica das ilhas Frísias até Oeland. Originalmente foi acreditado que a menor unidade departamental era o “hide”, um cento compreendendo uma unidade maior. Foi assumido disto que na área Nórdica cada hide tinha que fornecer um homem no caso de guerra, e que cada unidade maior, chamada “hundari”, tinha que fornecer cem homens. Investigações posteriores, contudo, tem mostrado que este opinião é insustentável. Foi demonstrado que os “hundari” não era unidades militares, mas comerciais. A mesma interpretação é expressada no relato da Atlântida. Segundo ele, a menor unidade do departamento não era uma unidade militar, mas econômica. Cada cem “hides” formavam a próxima unidade mais alta, chamada um “cleros” no relato da Atlântida.

É possível que este sistema de unidade departamental já existisse na área Nordica na Idade de Bronze? O historiador Rietschel tem provado que a divisão em “hundari” nas ilhas Frísias, em Schleswig, Jutland, nas ilhas dinamarquesas e no Sul da Suécia era uma divisão antiga, e remontava ao tempo da colonização. Pela Idade Ion desta divisão Rietschel cita o grande número 01 de nomes “hundari”, cada um do qual é formado por um nome familiar patronímico, terminando com a palavra “kind’ que significa parentesco, relações. Ele corretamente diz que um tal uso de nomes de família para descrever unidades territoriais fechadas somente se originou de um tempo quando o país tornou-se assentado pelas famílias. O fato de que os Dorianos e os relatados Filisteus seguiram os mesmos arranjos é uma prova posterior que o povo Nórdico já conhecia esta divisão durante a Grande Migração. Eles formavam seus exércitos em unidades de cem, que tinham que ser abastecidas por áreas departamentais individuais do país. É bem possível que o relato da Atlântida de fato descreva a organização do Círculo Nórdico durante a Idade do Bronze. Também é impensável que estas declarações, que correspondem tão estreitamente às condições originais das divisões de terra, sejam apenas uma invenção. Todavia fiel às declarações sobre a organização do reino Atlante quanto possa ser, as declarações relativas ao número dos soldados criados neste país parece improvável. Segundo a avaliação de Platão deveria ter existido 60.000 “hundari” o que seria para fornecer um total de 6 milhões de guerreiros para as forças. Estas são estatísticas que de longe ultrapassam tudo o que sabemos sobre a força das forças armadas daquele tempo. Deve haver um erro aqui. A causa deste erro pode ser explicada como se segue: Quando Solon traduziu o original relato egípcio para o grego ele infelizmente escolheu a palavra grega “stadia” para as palavras “hind” e ou “sem terra”. A impressão foi portanto criada que um “sem terra” ou “hind” era do tamanho de apenas um “stadia” quadrado, o que é aproximadamente nove acres. Como corretamente segundo a declaração o reino Atlante era de aproximadamente do tamanho de 3.000 stadia por 2.000, isto são 6.000.000 de stadia quadrados, deve ter existido um número igual de “hinds”. Sem dúvida um “hind sem terra” não era de um, mas de vinte ou trinta stadia quadrado. É possível que a declaração exagerada sobre a força das forças Atlantes possa ser remontada às fontes egípcias do relato da Atlântida. Ramsés III repetidamente avaliou que ele havia visto “cem mil ou até mesmo um milhão do povo do Norte”.

Quando agora voltamos a descrição da ilha da Basileia devemos entender que as condições descritas aqui são muito similares a aquelas ainda a serem encontradas nas ilhas remanescentes das Terras Ocidentais “afundadas” de Sylt, Fohr e Amrun. Segundo o relato da Atlântida as colinas ao longo da costa da Basileia não eram muito altas, e a abertura para o canal por estas colinas era de apenas noventa pés de profundidade.  Por trás destas colinas estava uma planície de insuperável beleza, atravessada por inúmeras artérias de água natural e artificial. A planície não ficava muito acima do nível do mar, porque é dito que durante o verão o país era inundado pelo canal. Por causa do país deles ser tão baixo, os habitantes da Basileia eram forçados a construirem diques. Vemos do relato que que dois diques em anéis concentricamente arranjados foram construídos na Basileia. A declaração de que estes diques foram construidos por Poseidon indica sua extrema idade. Os diques eram construídos acima do solo e, como nos é dito mais tarde, eram fortalecidos por uma parede externa de postes. Estradas estreitas passavam pelos diques e nestas estradas eram eregidas torres e portões, que apenas podem ser descritos como barragens. Soa de certo modo incrível que os diques e barragens já existissem durante a Idade do Bronze. Mas é impossível descartar as declarações de Platão como completa invenção porque estas instalações não existiam nos países Mediterrâneos durante os tempos antigos; especialmente já que Homero, como devemos ver, descreve estas instalações independentemente do relato da Atlântida.

3. A ILHA REAL BASILEIA

Como a terra que era protegida durante a Idade do Bronze pelos diques agora está sob o nível do mar, tendo sido destruída pelo mar, as instalações do diques datando da Idade do Bronze não existem mais. Schuchardt, contudo, tem ressaltado que construções similares existiam no Norte da Alemanha no fim da Idade da Pedra. Os “crannogs ” da Bretanha também são paredes circulares de terra fortalecidas por um barreira de postes e eles certamente originaram-se durante a Idade do Bronze. Na frente e por trás dos diques, assim foi registrado, estava uma baía. Na costa do mar, na boca do canal que corria da capital estava uma grande estação de exportação. Segundo o relato, a estação de exportação e a baía maior eram cheias de barcos de mercadores que se reuniam lá de todo o país e sua atividade fervilhante noite e dia resultava em um tremendo burburinho. Não pode haver dúvida que um movimento veloz de barcos deve ter acontecido lá. A soberba posição da Basileia na boca dos Rios Weser, Elba e Eider a habilitavam a realizar as funções mais tarde assumidas pelas cidades de Bremen, Hamburgo e Lubeck. Aqui o “ouro do Norte”, o âmbar desejável, era escavado do solo em muitos lugares e enviado a terras distantes. Os ricos depósitos de cobre e o muito desejado cobre puro eram para serem encontrados lá. O comércio de lugares distantes, destinado aos assentamentos ao longo dos Rios Weser e Elba e a costa Báltica era descarregado aqui, especialmente o zinco da Irlanda; barcos descarregagavam grandes quantidades de madeira necessária para as instalações públicas [diques e extração do cobre] e para o trabalho particular. Em resumo, uma das mais importante baías da Idade do Bronze deve ter sido situada neste local. No centro da ilha não teria existido apenas riachos frios mas também quentes. Os riachos frios certamente existiam nas Westlands “afundadas” e ainda existem hoje ns remanescentes ilhas da Alemanha Ocidental. Um riacho quente, contudo, parece incrível. Mas a confiabilidade desta antiga declaração é assegurada pelo seguinte fato: os jornais alemães relataram em 1o. de setembro de 1949 que as investigações do geologista alemão Heck na ilha de Sylt provaram que o interior da ilha contia correntes radioativas com uma temperatura de 110 a 130 graus Fahrenheit. Estes riachos, que são de grande importância para propósitos médicos, agora estão a serem explorados. Porque devem os riachos quentes, que tão recentemente foram descobertos em Sylt, terem sido impossíveis na Basileia?

A colina, sobre a qual ficava o castelo real, era dita ter um diâmetro de 3.000 pés. Ao redor da montanha foi construída uma parde protetora, que por sua vez era protegida por uma parede externa de pedra. Dentro desta poderosa circunvalação ficava o castelo e o templo de Poseidon. Em 31 de julho de 1952 esta grande muralha foi descoberta no ponto declarado, a seis milhas de Heligoland na direção do continente. As investigações realizadas por um mergulhador e um ecógrafo tem mostrado um surpreendente acordo entre o relato da Atlântida e as ruínas examinadas. As declarações a respeito da posição da Basileia na área do Mar do Norte também correspondem aos fatos. Como temos visto, a distância na direção norte ao mar aberto, para Skagerrak, chegou a duzentas milhas. No norte posterior ainda estão as montanhas norueguesas, e é dito que o tamanho e a beleza destas montanhnas eram ultrapassadas. Segundo o relato, havia muitos assentamentos, rios distantes, mares e campos neste país montanhoso, e as grandes montanhas eram cobertas com os mais diversos tipos de árvores. O relato afirma que a madeira usada para o trabalho público e particular na Basileia vinha destas montanhas. Estas declarações mostram que o relato original é baseado na narrativa de alguém com íntimo conhecimento destas partes. Suas descrições de fato eram difíceis de serem entendidas  sem mapas e o conhecimento do Norte, e portanto sujeitas a más interpretações e explicações erradas. Sobretudo, como com o nome “Roma” que algumas vezes apenas significa a capital, e em outras ocasiões significa o inteiro império romano, o nome “Atlântida” significa ambos: a ilha real e o inteiro reino atlante. Isto tem levado a várias más concepções. Por exemplo, o relato original afirmou que a Atlântida, a ilha real, era cercada por um canal de água; as fontes tradicionais tem enganosamente concluído que este canal cercava o inteiro reino atlante, e com base neste mal entendimento Platão calculou que o canal de água deve ter tido mil milhas de comprimento. Similarmente o relato original disse que a Atlântida, a ilha real, submergiu sob o mar. As fontes originais concluiram erroneamente que o inteiro reino atlante submergiu no mar. Esta confusão entre a ilha real e o inteiro reino atlante remanescente já é evidente nas inscrições contemporaneas. Algumas delas dizem que apenas “a chefe de suas cidades”, ou ilhas, foi rasgada pelas tempestades, enquanto outras dizem que o inteiro país pereceu. Os escritores egípcios evidentemente não tinham idéia da extensão das inundações catastróficas, na área do mar do Norte. Em outras partes do relato da Atlântida os mal entendimentos aparecem facilmente. Platão avalia que a Atlântida era maior e mais extensa do que a Libia e a Ásia Menor. Como o tamanho da Atlântida é dado entre duzentas e trezentas milhas, enquanto que a Ásia Menor é muito maior, neste contexto a palavra maior não deve ser traduzida senão como mais poderosa, o que corresponde muito melhor aos fatos reais.

A ilha real dos Atlantes, é também chamada “Nesos hiera,” porque isto desempenhava uma parte importante na cultura e nas crenças, bem como em assuntos legais do reino Atlante. Como relatado no relato da Atlântida, nesta ilha uma vez ficava o mais alto santum dos Atlantes; aqui os dez reis do reino inteiro se reuniam para veneração. Os mais importantes festivais religiosos aconteciam lá. A mais alta côrte da terra tinha lá o seu assento para pronunciar os julgamentos do inteiro reino. O nome “Heligoland,” ou Terra Santa (terra sancta), como a ruina da afundada ilha real já era assim chamada antes de seu reassentamento pelos monges cristãos por volta do ano 1000 de nossa era, tendo sido mantida na memória do importante significado religioso da ilha até os nossos dias. Adam de Bremen relatou que este lugar era sagrado para todos homens do mar, particularmente piratas, e que ninguém ficava impune para voltar para casa se tentasse levar consigo algum botim, mesmo pequeno. Que a Basileia era uma ilha “sagrada” é mostrado pelas imensas construções para veneração pública que haviam sido erigidas lá. É relatado que o centro da ilha no sagrado lugar de Poseidon ficava sobre o Pilar de Atlas, e ao redor deste pilar foi desenhado, como se por um compasso, cinco círculos concêntricos, dois de terra e três de água. É dito que o próprio Poseidon eregiu a construção “no início quando não havia barcos”. É dito que originalmente isto não podia ser entrado pelas pessoas.

A SAGRADA ILHA DA BASILEIA

I. UM CASTELO DE TRÓIA NA BASILEIA

Estas declarações tornam provável que o erudito W. Pastor estava correto quando disse que Platão descreveu como o mais alto lugar sagrado dos Atlantes um castelo murado cercado por anéis unidos. Castelos murados, também chamados de Castelo de Tróia, são colinas naturais ou artificiais, cercadas por muros concentricos ou círulos de pedras, que, segundo o erudito alemão E. Krause representam lugares muito antigos de veneração do sol. Um grande número de castelos de Tróia é conhecido em todos os territórios do assentamento Indo-germânico. A história tem frequentemente sobrevivido que nestes castelos uma garota ou mulher era mantida prisioneira. O mesmo é dito no relato da Atlântida de Cleito, que era mantida prisioneira por Poseidon em uma colina no centro de cinco círculos. Estas histórias são baseadas em um antigo mito solar. A donzela ou mulher aprisionada representa o sol. Os círculos concêntricos que em termos posteriores eram de forma em espiral, simbolizam o caminho no qual o sol seguia para escapar de sua prisão. O sol é forçado pelos círculos de espirais a retornar continuamente a seu ponto inicial. É provável que este foi inicialmente um método mágico, primitivo de influenciar o sol a permanecer em seu curso. No campo inteiro das memórias dos castelos de Tróia elas tem sido preservadas por especiais danças místicas, que tinham o propósito da influência mágica, ou ao menos a representação, do curso do sol. A dança do Labirinto de Creta ou de Delos, a dança Troiana dos Romanos, as danças britânicas no castelo Troiano de Wisby e Goathland todas tem sido na forma de círculos e tem chegado até nós pela literatura e os costumes. Devemos ouvir que na Basileia uma dança similar era dançada. A forma concêntrica dos círculos, como descrito no relato da Atlântida, está de acordo com as investigações de Krause e Schwantes na mais velha forma, da qual mais tarde desenvolveram-se as estruturas em forma de espiral. Krause pensa que as estruturas concêntricas são principalmente construções da inicial Idade da Pedra. Schwantes menciona decorações simbólicas em pedras místicas, bronze e ídolos datando da posterior Idade do Bronze ou inicial Idade da Pedra; sua forma concentrica ou em espiral, os símbolos do sol mostram uma desconcertante similaridade com estas estruturas, sendo completamente similares em cada detalhe. Um dos mais famosos destes círculos de pedra ainda existe hoje e é a grande estrutura de pedra de Stonehenge em Wiltshire.

Como Krause e Pastor tem mostrado, a representação do curso do sol por círculos de tamanhos diferentes somente pode ter tido origem no Norte, porque apenas lá o curso do sol aparentemente descreve círculos variando grandemente de tamanho. Pstor percebeu que os círculos artificiais dos Atlantes eram de tamanhos bem diferentes. Como ele acredita que estes anéis artificiais sejam imitações dos cursos de inverno e verão do sol, ele chegou a conclusão que o modelo para o castelo troiano da Atlântida se originou no Norte Europeu. Como muitos de seus contemporaneos, Pastor esperava encontrar a Atlântida nos Açores, e ele avaliou que os círculos eram uma clara prova que o Teutônico Norte da Europa deve ter sido o doador, enquanto a Atlântida foi a recebedora. O norte da Europa não era portanto uma província cultural da Atlântida, mas ao contrario a Atlântida era uma província cultural do Norte da Europa. Se ele tivesse sabido que a Atlântida situava-se no Norte da Europa, e não perto dos Açores, ele teria tido uma prova nova e notável para sua teoria de que os castelos troianos se originaram no Norte da Europa. A surpreeendente similaridade, senão a completa exatidão, de numerosos castelos troianos na inteira área de assentamento Indo-germânico tem frequentemente levado a assunção que estas estruturas podem ultimamente ser remontadas a um padrão original. Onde vamos encontrar este protótipo de todos os castelos troianos? Que ele é para ser encontrado nas áreas Nórdicas tem sido convincentemente mostrado por Krause e Pastor. Esta era talvez a estrutura na Atlântida? Os seguintes fatos confirmam esta opinião. Segundo o relato da Atlântida, esta estrututa foi construída “no início quando o homem primeiro andou sobre esta terra e não havia barcos”. Ela foi construída pelo próprio Poseidon, chamado por Homero o mais velho e mais nobre de todos os deuses. A estrutura da Basileia era, segunda as medidas declaradas, a maior por causa que seu embelezamento com âmbar a tornava a mais surpreendente. Ela ficava sobre a ilha, chamada “ILHA SAGRADA” no relato da Atlântida, o que nos faz avaliar ter sido ela o centro cultural do Norte. Esta estrutura na Basileia estava ligada a um culto de ‘pilar mundial’, o que certamente pode reclamar uma velha idade. Todas estas declarações podem ser remontadas a tudo sobre o protótipo definitivo. Realmente não importa o que pensamos que possa ser a resposta ao problema; o que é certo é que a inteira história sobre o castelo troiano na Basileia não pode ser um conto de fadas inventado por Solon ou Platão.A descrição no relato  deve ser baseada em um castelo troiano que de fato uma vez existiu.

2. O “CULTO MUNDIAL DO PILAR” NA BASILEIA

Com base em sua detalhada investigação dos castelos troianos Krause chegou a conclusão que estas estruturas devem originalmente ter sido ligadas ao culto de um ‘deus eixo do mundo’ como Atlas, porque o centro dos círculos concentricos representando o curso do sol era acreditado ter sido o eixo do mundo, ou pilar mundial que sustentava o céu. Krause foi incapaz de substanciar esta possível assunção por qualquer fato. Contudo, se ele tivesse conhecido o relato da Atlântida, e sabido que ele descreveu costumes muito antigos do Norte, então ele teria encontrado a prova substancial para sua teoria. O relato da Atlântida enfaticamente declara que na Atlântida um pilar sagrado ficava no centro dos círculos concentricos; ordem e unidade entre eles próprios eram sustentadas pelas regras de Poseidon, como transmitidas pelas leis e inscrições gravadas pelos antigos pais sobre um pilar feito de âmbar. Este pilar ficava no centro da ilha no santuário de Poseidon. Lá os reis se reuniam cada cinco ou seis anos, para não favorecer qualquer um deles, e eles consultavam um aos outros sobre os assuntos comuns; eles investigavam se qualquer um deles era culpado de uma transgressão e davam o julgamento de acordo. Mas quando eles resolviam realizar uma côrte de lei eles faziam as seguintes súplicas um aos outros: na área sagrada de Poseidon pastavam alguns touros. Os Dez organizavam uma caçada sem armas, exceto bastões, e oravam ao deus deles que eles pudessem pegar o touro escolhido pelo seu deus. O touro capturado era sacrificado na mesma altura da inscrição. Sobre o pilar estava escrito além das palavras de lei as palavras de um juramento evocando pragas sobre os desobedientes. Depois do sacrifício legal eles ofereciam todas as pernas do touro ao deus; como uma dedicação eles pingavam o sangue em uma bacia que estava pronta para este propósito e o resto eles atiravam no fogo, depois de haver limpo o pilar. Eles bebiam de douradas canecas daquela bacia e juravam que eles governariam segundo as leis do pilar e aplicariam a punição se um deles fosse culpado de ofensa. No que dizia respeito ao futuro, ninguém voluntariamente seria culpado de uma ofensa contra a lei, nem governaria contra a lei, nem obedeceria a um governante que não seguisse as leis de seu próprio pai. O pilar assim descrito, que ficava no centro do santuário e portanto do castelo troiano da Atlântida, era sem dúvida uma ‘coluna mundial’. O relato que o animal sacrificado era morto alto no pilar mostra que o pilar tinha braços estendidos em seu topo, sobre os quais um touro podia ficar. A forma deste pilar é conhecida por nós de uma representação de um “pilar mundial” em uma bacia dos Filisteus datando do tempo por volta de 160 AC.

A área Nórdica do ‘universo, ou pilar do céu” sustentando o céu, era conhecida no Sul bem cedo. Na inscrição de Tutmés III [por volta de 1500 AC] aprendemos dos pilares do céu no Norte. Ramsés II (1292-1232 AC) avaliou que sua fama e poder se estendia das terras negras do sul aos pântanos nas fronteiras da escuridão, onde ficavam os quatro pilares do céu. Em um livro de feitiçaria datando da época de Ramsés III é feito menção aos “deuses que carregam, que vivem na escuridão do distante Norte”. No Livro de Hiob também é feita menção às “colunas do céu” e aos fins dos mares onde a luz e a escuridão se separam. Os gregos chamavam a estes pilares de “Pilares de  Atlas” O mito grego sustenta que este nome foi dado aos ‘pilares do mundo” porque Atlas, o rei que deu à ilha de Atlântida seu nome, foi o primeiro a calcular o movimento das estrelas. Portanto foi criada a história que Atlas estava carregndo as colunas do céu. Homero conhecia Atlas apenas como alguém que sustenta os imensos pilares que sustentam o céu e a terra. Hesiodo tem nos contado onde Atlas carrega os pilares do céu: nos fins da terra, nas moradas da noite, onde o dia e a noite são tão próximos um do outro que convrsam um com o outro. Quando os antigos falavam das “fronteiras da escuridão” ou “habitações da noite’ eles sempre queriam dizer o distante Norte, como mencionado antes. Os pilares do céu são portanto também chamados “stele boreios “-” Pilares do Norte.” A história mais tarde conta que Atlas deu os pilares do céu para Hercules sustentar, e por esta razão estes pilares do Norte, ou Pilares de Atlas, mais tarde foram chamados Pilares de Hercules. Depois do sexto ou quinto século AC, quando o Norte gradualmente desapareceu do horizonte dos povos Mediterrâneos, o Estreito de Gibraltar tornou-se conhecido como os Pilares de Hercules.

Parece haver pouca dúvida que os originais Pilares de Hercules no Norte estavam situados na terra do âmbar, na Basileia. Tacito também menciona estes Pilares de Hercules no Mar do Norte. Ele disse que eles permaneciam “até o presente dia”.  Drusus Germanicus tentou investiga-los, “mas o mar não permitiu isto’. Seneca fala destes pilares em uma descrição de uma viagem ao Mar do Norte. Eles são chamados “pontos de virada das coisas” e eles estão situados “no mar de lama” nas mais distantes fronteiras do mundo, nas águas sagradas perto do assento dos deuses. Sófocles mencionou os pilares do céu nas terras de Hyperboreai, no mais distante canto do mundo, nos riachos da noite, o lugar de repouso do sol, a “mudança das estrelas”. Não há dúvidas de que estes “pilares do céu”, Pilares de Hercules, devem ter descrito o sagrado pilar do universo no centro do santuário do “Norte, no templo da Atlântida-Basileia”. Não é surpresa que Tacito tenha dito deste pilar que ele permanecia existindo até nossos próprios tempos. Nós já temos avaliado que a Basileia deve ter reaparecido novamente depois da regressão do mar na Idade do Ferro e ela também pode ter se assentado novamente entre o quarto e o quinto século AC.

Deste conceito de pilar mundial se desenvolveu mais tarde entre os Teutons os conceitos do centro do mundo e do mundo-árvore e a crença que o mundo colapsaria se estes fossem rasgados. Jung acredita que os pilares de Roland devem ser vistos como restos do culto dos pilares mundiais. Este antigo conceito de pilar mundial na área Nórdica tem permanecido até a era cristã. A única importância do culto do pilar do povo do Norte, ou Filisteus, é chamado “ai Caphtor,” o que significa uma ilha de pilares (Jeremias xlvii . 4), e os próprios Filisteus são chamados “Caphtorites,” significando “povo dos pilares.” É mencionado repetidamente no Velho Testamento que os Filisteus veneravam pilares em seu país. A palavra pilar deve ter sido de enormes dimensões. Rudolf de Fulda [850 de nosa era] relatou que levava três dias para destruir um pilar mundial. Na Crônica do Imperador Alemão é relatado que os Romanos tinham matado Julio Cesar mas que o haviam em um pilar mundial. Em outros lugares na Crônica, Simão o Conjurador ficou sobre um pilar para ser visto por tantas pessoas quanto possível. A declaração do relato da Atlântida a respeito da maravilhosa artísticos e decorações. O costume relatado na história da Atlântida que o sangue sacrificial era pingado sobre o pilar mundial permaneceu em existência até o tempo da conversão cristã. Não é impossível que o pilar mundial na Atlântida fosse o protótipo de todos os outros pilares mundiais. Lembretes quanto a forma e o culto destes pilares tem sido mantidos vivos por milhares de anos.

3. O RITUAL DO SACRIFÍCIO DO TOURO NA BASILEIA

Aprendemos do relato da Atlântida que inseparavelmente ligado ao culto do pilar mundial estava o sacrifício cerimonial do touro. Foi dito que na área do templo sagrado ao redor do pilar mundial eram mantidos touros que pastavam livremente. Como já mencionado, os dez reis tinham que pegar um destes touros para ser sacrificado ao deus deles, “sem ferro e apenas com bastões e uma corda’. O touro a ser sacrificado era levado ao sagrado pilar mundial e morto de forma que o seu sangue pingasse sobre o pilar. O touro então era cortado segundo regras precisas e finalmente enviado ao fogo sagrado, com exceção de dez gotas de sangue que eram pingadas sobre uma bacia sagrada. A descrição do sacrificio do touro mostra que aqui estamos lidando com um culto muito antigo. Isto é provado pelo fato de que quando o touro era pego só eram usadas as armas mais primitivas do homem, tais como bastões e cordas, e não armas contemporaneas. A formalidade de que apenas um rei podia pegar o touro é uma indicação que o culto datava de quando os chefes tribais, que originalmente eram sempre os mais altos sacerdotes de sacrifício, pegavam um touro selvagem com bastão e corda para o sacrifúcio sagrado. Geralmente é presumido que este fosse o propósito original da captura do animal. Os animais eram pegos para sacrifícios cerimoniais muito antes que fossem pegos para propósitos de criação. Esta forma de veneração religiosa data de uma fase cultural muito anterior a aquela mencionada no relato da Atlântida. Este relato descreve o estágio cultural do camponês e criador de gado. Segundo todas as indicações o sacrifício do touro remonta ao estágio da caça. O sacrifício do touro parece ter sido um festival muito raro e exclusivo na era da Atlântida. Ele acontecia a cada cinco ou seis anos e era reservado apenas aos Dez. O lembrete de Hofler sobre a surpreendente tenacidade pelas quais estas formas de civilização duravam milhares de anos pode também ser aplicada a este festival. Datando da civilização do caçador, sobrevivendo milhares de anos na Idade da Pedra, ele chegou a civilização camponesa da Idade do Bronze como uma tumba megalítica chega ao nosso tempo. Hauer foi o primeiro a reconhecer neste sacrifício do touro na Atlântida o antigo culto do touro Indo-germânico. Este culto pertence inseparavelmente ao culto do pilar mundial, porque seja onde for que este último culto tenha sobrevivido em idades posteriores, o pilar mundial era coberto com o sangue sacrificial como na Atlântida. Jung diz que era acreditado que esfregar este pilar mundial contribuia para a manutenção do mundo. Este sacrifício do touro ainda era costumeiro em tempos posteriores nos cultos do povo do Norte, como por exemplo os Cimbrianos e os Teutons.

4. O CULTO DO FOGO

Como o culto mundial do pilar, o culto do fogo também desempenhou uma parte importante no festival sagrado na Basileia. Nos é dito que, tão cedo quando chegou a escuridão e o fogo do sacrifício foi extinto, os “Dez” colocaram vestimentas azuis de grande beleza. Eles se sentaram pelo brilho do fogo do juramento sacrificial e extinguiram todos os outros fogos ao redor do santuário. Foi dito mais cedo que os restos do touro foram lançados no fogo e que seu sangue, que os “Dez” bebiam em taças douradas, foi pingado sobre o fogo do sacrifício. Estas declarações evidentemente descrevem o culto do fogo como ele era costumeiro entre todos os povos indo-germânicos. Através dos grandes sacrifícios que eram lançados no fogo era aparentemente acreditado que, a nova força seria acrescentada ao aquecimento diminuido do sol. A extinção dos velhos fogos, o  acender solene de um novo fogo ou o reacendimento do fogo sagrado com amplas dádivas sacrificiais, eram uma parte importante do antigo culto do fogo indo-germânico. Entre os Teutões, que Caesar menciona o culto do fogo, o fogo sagrado era chamado “knotfiur,” que deriva de “niuwan, hniotan,” que significa “fricção.” Em muitos distritos rurais alemães permaneceu por muito tempo o costume de fazer um novo fogo sagrado pela fricção de pedaços de madeira. Frequentemente apenas gêmeos eram permitidos realizarem este procedimento. No Rig-Veda, um antigo escrito hindu de 1100-1000 AC, é relatado que a função sagrada da fricção do fogo devia ser realizada por gêmeos como divindade Acvins, que eram muito similares aos antigos gemeos teutônicos Alcis. Na imagem de pedra de Kivik, um dos mais velhos documentos da antiga realigião Teutonica, datando de 1500 AC, o sagrado procedimento da fricção do fogo é representdo por dois homens que são possivelmente gêmeos. Na Atlântida também os gêmeos parecem ter desempenhado um papel importante. Posewidon é dito ter gerado cinco pares de gêmeos com Cleito, e ele é dito ter dividido seu reino entre os dez gêmeos. Segundo o relato da Atlântida, os “Dez” são os descendente diretos destes gêmeos. Como eles arranjaram por eles mesmos o pilar mundial, o sacrifício do touro, o festival do novo fogo, podemos assumir que estes reis gêmeos também realizaram a importante fricção do novo fogo. Na pedra de Kivik o ritual sagrado da nova frição é acompanhado pela música de um tipo de instrumento musical de cordas. Este também possivelmente era o caso dos Atlantes, embora isto não tenha sido mencionado no relato. O fato de que todos os outros fogos ao redor do santuário tinham que ser extintos durante este festival e somente o novo fogo podia permanecer aceso é também conhecido de um período posterior na área indo-germânica.

5. O MANTO AZUL DO REI

Na descrição do mais alto festival dos Atlantes o manto azul, ou manto, é mencionado. Ele era usado por cada um dos dez reis durante o grande festival e era dito ser excepcionalmente belo. Estes mantos azuis eram apenas vestidos por um curto tempo no auge do festival, e depois disso estas vestimentas especiais eram mantidas no templo ao lado das douradas tábuas de leis.

É uma estranha coincidência que exatamente um tal manto real azul, pertencendo, contudo, a um tempo muito posterior, ao século terceiro de nossa era, foi encontrado durante as escavações em Thorsberger Moor em Schleswig-Holstein. Schlabow, que o examinou estreitamente, e também o reconstituiu, confirmou que  o “milagre técnico” deste manto não reside apenas em seu comprimento [ao menos sete pés] mas muito mais em sua manufatura; dois tipos diferentes de tecelagem foram usados e somente podem ter sido realizados por um aparato de tecelagem altamente desenvolvido. Schlabow foi capaz de provar que este modo de tecer altamente desenvolvido deve ter sido já usado durante a Idade do Bronze, 3.500 anos antes. A cor do manto não era, como originalmente acreditado, verde, mas de um azul brilhante. Fotografias de infra vermelho tem mostrado que o material do fio para enrolar o redor do corpo não consiste em um único tom de azul mas sombras graduadas de escuro, médio e claro. Como o tecer que foi usado para a manufatura destas vestimentas impressionantes podem ser rastreadas de volta a Idade do Bronze, podemos seguramente assumir que os mantos azuis dos reis da Atlântida eram como este encontrado em Thorsberg, no que diz respeito ao corte e à cor. Nas imagems de pedra de Kivik os homens usam longos mantos, exatamente como aqueles que tem sido relatados para os reis Atlantes durante o grande sacrifício. Um vaso sagrado desempenhava uma parte importante durante o grande festival. Ele ficava no centro dos “Dez” durante as festividades, e o sangue do touro que fluia pilar abaixo era coletado nele. Ele era retirado deste vaso sagrado em taças douradas, o que provavelmente tinha o significado de ligar e conectar os “Dez” com seu deus e uns com os outros. Não há dúvida que uma tal bacia sacrificial desempenhou um papel especial na área Nórdica. Várias delas tem sido encontradas nos territórios teutônicos, e algumas são belamente decoradas e podem ser levadas sobre rodas. É relato que os Cimbrianos ofereceram ao imperador romano Augustus sua sagrada bacia sacrificial quando eles enviaram um representante a Roma.

6. O VASO SAGRADO

Os Filisteus também possuiam tais bacias sagradas ao tempo da destruição da Atlântida. Em Chipre, por exemplo, foi encontrado um vaso nas tumbas filistéias datando de 1200 AC e que é notavelmente similar às bacias Nórdicas da Idade do Bronze. Nas figuras em pedra de Kivik uma grande bacia está no cento dos sacrificadores. Figuras usando longas vestimentas como robes estão se aproximando de ambos os lados para beber dela a sagrada bebida. Taças douradas de sacrifício, como aquelas usadas pelos “Dez” para beber o sangue do touro, tem sido encontradas na área Nórdica em grandes números. Especialmente digno de menção nesta conexão são as duas canecas douradas com cabeças de Touro da ilha de Zealand, que foram encontradas em uma montanha que originalmente tinha sido três terraços e evidentemente era um castelo Troiano. .

7. A ESTÁTUA DE POSEIDON

O relato conta sobre a estátua de Poseidon no santuário na Basileia: Eles eregiram no templo imagens de um deus em ouro, o deus em pé em um carro levado por seis cavalos alados de um tamanho tal que a cabeça do deus tocava o teto do templo. As declarações  a respeito do tamanho, número e feitura das imagens douradas são sem dúvida exageradas. É possível que os sacerdotes egípios tenham decorado as narrativas originais das imagens nos templos Nórdicos com seus próprios símbolos. No Egito havia imagens de deuses que eram enormes, muito maiores do que o tamanho de um ser vivo normal, cobertas com placas de ouro e embelezadas com pedras preciosas. Não podemos, contudo, desmentir a inteira descrição da narrativa por estes exageros, já que temos, nas imagens da tumba Kivik, representações do deus nas imagens. Sobre uma pedra da tumba Kivik um deus é representado de pé em uma carruagem guiada por um grupo de cavalos. A esquerda do grupo está um grando golfinho por trás do qual estão dois cavalos ociosos. Abaixo deles estão oito estátuas vestidas em longas vestimentas. Esta imagem de pedra em Kivik provavelmente apresente de uma forma concisa as imagens nas rochas da Idade da Pedra, o mesmo grupo de estátuas que é descrito no relato da Atlântida. A pedra tumular de Kivik confirma que a imagem do deus mencionada no relato já existia trezentos anos antes do afundamento da Atlântida. Como pode ser explicada esta representação de Poseidon? É geralmente concordado que a divindade representada na pedra de Kivik é uma deidade do sol. Um deus guia a carruagem do sol, a qual estão anexados os cavalos do sol, sobre o céu. Em tempos antigos era acreditado que o sol, que se põe no mar à noite, quando os cavalos do sol ficam livres, é guiada por golfinhos pelo submundo ao seu ponto inicial no Leste. Oa cavalos do sol, portanto, representam o curso do dia e os golfinhos o curso da noite do sol. Esta antiga crença é mostrada na pedra de Kivik com o golfinho ao lado dos cavalos que ficam livres durante a noite. As figuras femininas representadas no grupo inferior da pedra são evidentemente as ninfas que são mencionadas no relato da Atlântida como acompanhantes do deus sol. Muitos deuses Nórdicos tem auxiliares femininas. Atlas, por exemplo, é dito ser acompanhado pelas Hesperides, e Helios é acompanhado pelas Heliades. Em tempos posteriores as Valquirias pertenciam a Wotan, as Idis a Donat e as Ninfas a Balder. As histórias do norte de Friesland falam de mulheres que vem do mar e desaparecem lá, de donzelas do mar que vivem em um palácio de vidro no fundo do mar, que se transformam em cisnes e encantam jovens pescadores, ou cantam músicas de até logo aos afogados. As Nereides, ou ninfas do mar, eram evidententemente tais donzelas do mar, e apareciam portanto como acompanhantes de Poseidon. A tumba de Kivik prova que todas as coisas relatadas no relato da Atlântida realmente existiam na religião do Norte; o acender de um novo fogo, um vaso sagrado, um deus supremo que estava de pé guiando os cavalos do sol em uma carruagem cercada por Ninfas ou Nereides. Nada há que desaprove a crença de que as imagens na tumba de Kivik representem um festival da Atlântida-Basileia. Talvez a grande pessoa enterrada na enorme tumba de Kivik pertencensse a estes reis que se reuniam a cada cinco ou seis anos na grande assembléia que dava as leis na Basileia.

O Velho Testamento também conta sobre as grandes estátuas moldadas do deus dos Filisteus. É relatado lá que em seus templos em Gaza e Asdod havia uma estátua de seu mais alto deus em forma humana. Este deus é descrito pela palavra semítica “Dagon” que significa “deus pescador”. Não deve haver dúvidas que o “deus pescador” dos filisteus era o mesmo deus com o peixe uma vez venerado pelos seus ancestrais na Atlântida-Basileia e que tem sido preservado para nós na tumba de Kivik. A identidade entre Dagon e Poseidon tem sido avaliada por Hitzig, o investigador da história dos Filisteus, depois de detalhada pesquisa.

8. O TEMPLO DE POSEIDON NA BASILEIA

Segundo as declarações do relato da Atlântida, o templo de Poseidon na Basileia tinha uma aparência bárbara. Esta descrição pode ter sido uma indicação que ele era diferente de um templo egípcio ou grego. O templo é dito ter tido quinhentos pés de comprimento e duzentos e cinquenta pés de largura. Ouro, prata, âmbar cobriam em um grau excessivo o exterior e o interior do santuário. Estas declarações soam tão incríveis que somos inclinados a desmenti-las como contos de fadas. Há, contudo, relatos de templos e santuários de antigas fontes teutônicas que não parecem menos fantásticos. É dito, por exemplo, do templo de Fosites que ele era de um soberbo tamanho e simplesmente coberto com ouro e pedras preciosas. Segundo a tradição de Edda, Glitnir, o templo de âmbar dos Fosites, é dito ter tido paredes, postes e pilares feitos de ouro vermelho e um teto de prata. “Gimle”, o precioso hall de pedra, era coberto de ouro, segundo Edda. O famoso templo de Thor em Uppsala é dito ter tido um teto de ouro, paredes cobertas de ouro e pedras preciosas, e uma cortina dourada. A torre de vidro, ou montanha de vidro, da história Teutônica, que data ao menos de 2.000 AC, é dito ter sido tão grande quanto uma montanha e ter tido uma camada de cobre, prata e uma de ouro. Não podemos descartar o relato da Atlântida como uma ilusão ou conto de fadas, porque ao menos isto é baseado em um antigo mito teutônico que é conhecido atualmente. É importante entender que segundo o relato da Atlântida o inteiro templo de Poseidon na Basileia era coberto com orichalc, ou âmbar. Pisos, paredes, pilares e tetos brilhavam com este “ouro Nórdico” que, como sabemos, era encontrado em muitas partes da Basileia. Que esta descrição é muito próxima da verdade podemos ver das seguintes observações; devemos ver que Homero tem descrito em detalhe a ilha real da Atlântida. Ele usou uma fonte independente do relato da Atlântida e ele diz que “como os raios do sol e o brilho de luas fazem a casa de Alkinoos brilhar”. É óbvio que ele está descrevendo uma parede de âmbar. Já temos ouvido que as muitas histórias na área nórdica contam sobre uma “torre de vidro” ou um “castelo de vidro”, são provavelmente lembretes do templo de âmbar da Basileia. Não é surpreendente que as histórias antigas descrevessem este templo como a casa dos mortos ou como “a casa dos mortos que partiram”. Segundo as investigações do Professor Huth, o sol, os cultos da fertilidade e da morte formavam uma entidade na idade megalítica da qual se origina este templo. Ele sempre havia sido um santuário para estes cultos e assim se tornou “a casa dos mortos” na história Nórdica. A antiga história Frísia diz que no fundo do mar perto de Heligoland há uma casa dos mortos com paredes de vidro e um teto de cristal onde as ninfas do mar cantam seus hinos funerários.

A história britânica de Nennius, datando do século nono de nossa era, relata que além do mar há uma ilha sobre a qual fica uma alta torre de vidro e que também é a Ilha do Abençoado. Repedidamente encontramos nas histórias antigas a declaração que a “árvore mundial” está no topo da montanha de vidro. Este parece ter sido o caso da Basileia. Outras histórias estranhamente relatam que a montanha de vidro era cercada por três anéis de água, como era o caso do mais alto santuário na Basileia. Todas estas declarações e as fontes tradicionais fazem possível que o templo de âmbar da Basileia e a montanha de vidro, ou torre de vidro, da história estão interligados. Ou as histórias da torre de vidro contém um lembrete do principal santuário do Norte, ou este último obedecia as antigas concepções míticas que são a base da história da torre de vidro. É irrelevante neste contexto que teoria nós favorecemos, mas podemos seguramente imaginar que o templo da Atlântida parecia-se com uma torre de vidro, ou montanha, da antiga história Teutônica.  Huth tem mostrado que a torre de vidro provavelmente consistia de três andares, no topo da qual podia ser encontrada a árvore mundial. Estas estruturas eram imitações da montanha mundial de três andares, um símbolo que é característico do círculo megalítico da civilização. Parece haver pouca dúvida que as estruturas religiosas na Basileia já estavam eregidas na idade megalítica. A sala na qual Cleito deu à luz aos primeiros dois reis gêmeos era ainda mostrada no santuário ao tempo do afundamento da Atlântida. Então o santuário era visto como uma estrutura muito antiga. É possível que no santuário da Basileia era venerada e mantida uma maçã dourada. Algumas antigas histórias teutônicas contam que no topo da torre de vidro sentava-se uma filha real que levava em sua mão uma maçã dourada. Homero menciona o maravilhoso pomar de maçãs nesta ilha real. No antigo mito grego é relatado que as Hesperides davam maçãs da imortalidade. Uma antiga imagem em um vaso grego mostra Atlas dando a Hercules uma maçã dourada. Segundo antigas fontes teutônicas, as maçãs de Idun eram mantidas em Asgard, em fronte da qual estava situada o Glasir, ou floresta de âmbar. Segundo a história céltica, a ilha de vidro é chamada Avalun, que significa ‘ilha da maçã”. Plínio avalia que Pytheas chamou a ilha da Basileia no Mar do Norte de Abalus, que também significa “ilha da maçã”. O cronista inglês William de Malmesbury chama a ilha de vidro Insula Avallonia, que ele próprio traduziu como “ilha da maçã”. Ele também relata que o primeiro fundador da torre de vidro, Glastening, é dito ter plantado um maravilhoso pomar de maçãs que davam a imortalidade. Segundo as antigas histórias célticas o Rei Arthur foi levado para a ilha de vidro de Avalun para governar sobre estes campos dos abençoados até o seu retorno. Não podemos encontrar, contudo, qualquer menção no relato da Atlântida à maçãs douradas. Aprendemos, embora, de antigas fontes gregas que Atlas mantinha a maçã dourada em uma ilha do Oceano Nórdico, na vizinhança de Hiperborea. Somente Atlântida-Basileia pode ter significado esta ilha de Atlas no Oceano Nórdico. Neste caso uma maçã dourada deve ter desempenhado um papel no culto, que, embora o relato da Atlântida seja silente quanto a isto, é bem documentado pelas supracitadas fontes tradicionais.

9. ESPORTE E JOGOS NA BASILEIA

O relato da Atlântida também menciona lugares de esporte, competições e corridas de carruagens. Aprendemos que piscinas e casas de banho foram construídas por Poseidon perto dos riachos sobre a colina real. Havia também lugares de treinamento para propósitos de ginástica para homens e pistas de corridas de carruagens. Estas declarações soam mais do que fantasiosas, mas lugares imensos de competições tem sido encontrados na área Nórdica remontando à Idade do Bronze. Temos, sobretudo, uma testemunha para estas declarações – Homero, que as confirma em todos os detalhes, e até mesmo nos leva a uma competição atlética em solos de esporte na Basileia. Entre as pistas de corrida da Idade do Bronze que ainda existem hoje, deve ser contado o círculo de pedra de Stonehenge que deve ter sido eregido por homens da cultura Atlante muitos séculos antes que fosse escrito o relato da Atlântida. A pista de corrida de Stonehenge, em suas dimensões originais imensas, não pode ser uma imitação de um estádio grego. Devemos ouvir mais tarde sobre os lugares de competições e disputas na Basileia, como descritos por Homero. Estas corridas de carruagem eram originalmente cerimonias ligadas ao culto dos mortos. O Professor Huth acredita que assim o era na Alemanha e na Irlanda, ao menos, e ambos países devem ter pertencido à esfera de influência Atlante durante a Idade do Bronze. Todas estas declarações sugerem que o povo Nórdico deve ter alcançado um alto estado de atividade física durante a Idade do Bronze. Quando eles foram expulsos de seus lares pelas catástofes do século XIII AC e se assentaram na Grécia, eles encontraram na subsequentemente famosa região de Olimpia [destruída em batalhas por volta de 1200 AC] somente assentamentos seculares. Em seu lugar os novos senhores construiram um grande centro religioso com um templo a Apolo similar aquele de Poseidon na Atlântida, e um templo a Cronos, que, segundo a história, era um irmão de Atlas e um rei de Olimpia que foi construído próximo ao templo. Estas estruturas foram construídas, segundo os mitos gregos, por “homens de uma raça doureada”, o que significa os Atlantes. Foi dito sobre a árvore sagrada em Olimpia, da qual era cortada a guirlanda de glória com um faca dourada para o vitorioso de várias competições, que ela foi trazida por Hercules das terras do Norte para Olimpia. Nos posteriores vasos geométricos feitos pelos descendentes do povo do Norte que invadiu a Grécia por volta de 1200 AC, as corridas de carruagens e competições eram frequentemente pintados, o que claramente mostra o espírito de luta trazido para o Sul pelo povo do Norte de suas arenas atléticas. Há uma forte conexão entre entre os muitos esportes e lugars de competição da Atlântida-Basileia e aqueles de Olimpia. O galante espírito de combate quie foi cultivado nas Olimpíadas e que tem sido preservado até o nosso tempo tem seu lugar de nascimento não em     Olimpia, mas na Basileia, onde ele era estimulado e encorajado muitos séculos antes da construção das pistas Olimpícas. Homero nada sabia de Olimpia e dos jogos olímpícos, mas ele savia sobre a Atlântida-Basileia e suas pistas de corrida, e ele celebrou em seus versos imortais o galante espírito de luta que prevalecia. .

CONCLUSÕES

A história do relato da Atlântida, que ao tempo quando o cobre e o zinco eram usados quase que exclusivamente embora o primeiro ferro fosse  conhecido, isto é, o século XIII AC, uma terrível catástrofe climática afligiu o mundo, e no rodamoinho do grande calor e seca, terremotos e inundações, um período climático muito favorável chegou ao fim, está de acordo com os resultados mais recentes da pesquisa climática. Também correspondendo aos fatos históricos é a declaração que durante este tempo aconteceu uma migração do grandes proporções através da Europa e da Ásia Menor até tão longe quanto o Egito. Isto se impôs a muitos países, destruiu muitos países no Sudeste da Europa e veio a um ponto de impasse somente na fronteira Egípcia. As escavações arqueológicas tem mostrado que a cidade de Atenas, como mantido no relato da Atlântida, se defendeu com sucesso e salvou sua liberdade. As declarações do relato da Atlântida, que a principal força desta onda veio das ilhas e áreas costeiras do Mar do Norte, e que os Tirrenos e Libios estavam aliados com eles, é confirmado por muitas inscrições contemporaneas e documentos. Estes documentos também confirmam que numerosas ilhas, inclusive a ilha com a cidade real, foi dizimada e destruída. As declarações que imediatamente antes a ilha da Basileia era uma ilha de rocha de pedra vermelhas, brancas e pretas; que a montanha sobre a qual ficava o castelo real estava a seis milhas de distância da ilha rochosa; e que o âmbar-orichalc era encontrado em muitos lugares no solo enquanto que o cobre era encontrado em forma pura, também corresponde a fatos conhecidos. Sobretudo, a declaração que esta área da Basileia foi mudada depois da catástrofe em um intransponível mar de lama, assim bloqueando a passagem para o mar externo, também sem a menor dúvida está correta.

As declarações do relato da Atlântida a respeito do tamanho do reino Atlante, sua organização e formação de exército pode muito similarmente ser confirmada pela pesquisa que tão longe tem sido realizada neste campo. Similarmente, as declarações sobre as crenças religiosas na ilha lar dos Atlantes parecem contér uma grande parte de verdade. As imagens nas rochas na tumba de Kivik mostram que durante a Idade do Bronze no Norte um deus de fato era venerado, que era apresentado de pé sobre uma carruagem acompanhado de golfinhos e ninfas do mar exatamente como é dito no relato da Atlântida. A declaração sobre a veneração do pilar mundial, o sacrifício do touro e o embelezamento do templo com âmbar também parecem ser autênticos. Eles são confirmados em tempos posteriores pelas crenças do povo Nórdico, pelas histórias e pela tradição. Entre estas declarações há algumas que apenas podem ser atribuídas a testemunhos oculares. A autoridade que contou sobre sobre as cores vermelha, branca e preta da ilha rochosa, que deu a distância correta da montanha do castelo até o continente, que sabia sobre os depósitos de cobre e do âmbar na Basileia e muitos outros detalhes, deve ter sido um nativo do país. O conhecimento preciso da cerimônia rara e exclusiva do sacrifício do touro dá apoio à presunção que esta autoridade deve ser encontrada entre a ‘reunião dos Dez”. Ramsés III ressalta em suas inscrições que entre os capturados do povo do Norte, de quem Ramsés II disse que eram mais de cem mil, devem ter estado os “Dez” que eram líderes, ou reis, do povo do Norte. O grande relevo que descreve a captura do povo do Norte mostra como o próprio Ramsés III tirou os príncipes de nove povos do Norte das correntes e os interrogou e como as declarações deles foram tomadas por muitos escritores. Evidentemente o conhecimento detalhado sobre a Terra do Norte e seu destino, dado não apenas pelas inscrições contemporaneas do relato da Atlântida, tinham sido obtidas destes guerreiros capturados no Egito.

O relato da Atlântida confirma esta assunção quando ele diz que o relato original, citado pelos sacerdotes de Sais, foi traduzido da linguagem atlante para o egício, e pode ser rastreado às declarações diretas dos Atlantes. Este relato é sustentado pelas inscrições contemporâneas, porque ele contém várias palavras que apenas podem ser explicadas, não de fontes egícias e sim de fontes indo-germânicas. A palavra “nwts” por exemplo, traduzida por  Breasted, o grande egiptologista americano, como “inquieto” e por Grapow como “trêmulo” não pode ser explicada em egípcio e se origina do vocabulário indo-germânico. Vários erros de tradução, tais como orichalc para âmbar, “ano’ no lugar de “mês”, mostram que o relato original não foi escrito em egípcio mas deve ter sido traduzido. Podemos seguramente assumir que o relato original pode ser rastreado às declarações dos capturados guereiros do Norte. Estas declarações foram então mantidas nos arquivos dos reis egípcios, que haviam existido desde Tutmés III [ por volta de 1500 AC] ou foram gravadas nas paredes e pilares do templo em Sais e Medinet Habu que foi erigido por Ramsés III em agradecimento pela vitória sobre o povo do Norte. Quando depois os os sacerdotes em Sais foram encarregados por Psamtik I e seu sucessor com a coleção e arranjos de documentos antigos e inscrições, eles foram tomados novamente e examinados. É possível que as histórias antigas do tempo de Ramsés III já estivessem embelezadas e aumentadas pelas ações egípcias em Sais. Depois Solon ouviu em Sais a velha história da resistência ateniense contra os Atlantes, e teve o relato dos sacerdotes egípcios traduzido para o grego e o mudou em um poema. Os mal entendimentos e traduções erradas, a principal autoridade para o relato original pode ter sido um dos ‘Dez” capturados por Ramsés III. Com base em seu exato conhecimento, especialmente ao redor da Basileia, pode ser assumido que ele era um rei ou príncipe que ele próprio tinha um castelo na Basiléia, e portanto foi capaz de descrever muitos detalhes tão específica e corretamente.

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Published in: on agosto 28, 2009 at 4:17 pm  Comments (10)  
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Novo Post: Jesus Histórico

Hoje postei no site conspire assim um artigo muito polêmico sobre o Jesus Histórico e o Jesus Mítico. Tenho este artigo já a bsatante tempo e não consegi localizar seu site e seu autor é desconhecido. O artigo, embora polêmico, até mesmo chocante sob o ponto de vista cristão, é soberbamente documentado e defendido . Boa leitura!

Published in: on junho 14, 2009 at 1:17 pm  Comments (4)  
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A Descoberta de Gizé

A Descoberta de Gizé

Peter Goodgame

Parte I

A Busca pela Tumba Escondida
de Peter Goodgame

“Pessoalmente acredito que a camara secreta de Khufu está escondida dentro da pirâmide’ –  Zahi Hawass, de uma palestra na Filadélfia no início de julho de 2005

Em outubro de 2005 o mundo testemunhará um outro sério esforço para descobrir alguns dos mistérios que estão enterrados sob a rocha e areia em Gizé. Há uma possibilidade muito boa que este esforço não será em vão, e que resultará na maior descoberta arqueológica até hoje feita na história da humanidade. Esta série de artigos explicará o que possa ser esta descoberta e, mais importantemente, o que a descoberta pode significar para o mundo não apenas arqueológica e historicamente, mas espiritualmente também. Os maiores componentes do complexo de Gizé incluem as três maiores pirâmides e também a enigmática estátua de pedra maciçaconhecida ucomo a Esfinge. A Grande Pirâmide, a maior das três pirâmides principais, foi a primeira construida e também a última remanescente das Seta Maravilhas do Mundo Antigo. É um fato bem estabelecido que a Grande Pirâmide foi construída pelo Rei Khufu, da Quarta Dinastia egípcia, cujo reinado começou por volta de 2500 AC. O que não é um fato estabelecido, embora seja uma explicação comum, é que Khufu construiu a Grande Pirâmide para ser sua própria e pessoal câmara funerária. Este não era o propósito da Grande Pirâmide – a verdade é mais interessante. O próprio  Zahi Hawass explica que o Platô de Gizé era conhecido pelos egípcios como a ‘Casa de Osiris, Senhor dos Túneis Subterrâneos’. Então, se quisermos entender Gizé e a Grande Pirâmide devemos entender o antigo deus egípcio Osiris, muito mais do que focar em Khufu, o rei que meramente teve a tarefa de iniciar a construção deste monumento duradouro. Para começar estar história devemos voltar a 1998, quando o Dr. Hawass tinha acabado de fazer o que ele chamou de sua maior descoberta, uma descoberta que definitivamente diz respeito ao deus egípcio Osiris. Você deve estar perguntando? “Quem é o Dr. Zahi Hawass?’ Bem, seus títulos oficiais são Secretário Geral do Supremo Conselho das Antiguidades do Egito e Diretor da Escavação das Pirâmides de Gizé. E outras palavras, o Dr. Zahi Hawass é o homem principal no comando das antiguidades egípcias. Nada acontece arqueologicamente no Egito sem a aprovação dele e sua assinatura, e nada acontece em Gizé sem geralmente ele estar fisicamente presente, ou pessoalmente dirigindo a pesquisa ou escavação ou observando com um olho amigável e crítico.

O Corredor de Osiris

De volta a novembro de 1998 Hawass fez uma descoberta que ele relata em suas próprias palavras, como tomadas de uma divulgação a imprensa naquele tempo: ‘Tenho encontrado um poço, indo 29 metros verticamente para baixo para o solo, exatamente a meio caminho entre a Pirâmide de Kefren [a pirâmide média] e a Esfinge. No fundo, que estava cheio de água, temos encontrado uma câmara funerária com quatro pilares. No meio está um grande sarcófago de granito que espero ser a tumba de Osiris, o deus… Tenho estado escavando nas areias do Egito por mais de trinta anos e até hoje esta é a descoberta mais excitante que tenho feito… Encontramos o poço em novembro e começamos a bombear a água recentemente. Assim vários anos se passarão antes que tenhamos terminado de investigar a descoberta.’  Zahi Hawass acreditava naquele tempo que ele tinha encontratado o local funerário de Osiris, o deus, e ele se referiu a isto como a maior descoberta de sua inteira carreira. Esta descoberta eventualmente veio a ser conhecida mundialmente e a rede de televisão FOX transmitiu um programa especial em 2 de março de 1999 intitulado ‘A Abertura das Tumbas Perdidas: Ao Vivo do Egito’. O especial foi uma enorme sucesso para a FOX no que diga respeito aos niveis de audiência, mas no que diga respeito ao mundo academico isto foi uma dissimulação e um embaraço para a a arqueologia e a egiptologia, a despeito do que pareciam ser boas intenções de Zahi Hawass. A chamada tumba e o sarcófago de Osiris foi eventualmente explicado por Hawass como sendo ‘simbólicos’, provavelmente tendo sido usados para propósitos iniciáticos e/ou rituais como parte da religião egipcia, e datando de 2.000 anos depois da construção das pirâmides [665-525 AC]. De qualquer modo, o poço no qual ele foi localizado abria para túneis previamente não explorados mas o mundo ainda está esperando que Hawass faça uma apresentação pública documentando de onde vem estes túneis, quão extensos eles são, e para onde eles levam. Esta história não está morta, mas agora tem estado quieta por um tempo. Pra examinar isto posteriormente os leitores podem ler uma excelente série de artigos escritos por Nigel Skinner-Thompson chamada “The Shaft, The Subway & The Causeway,” ou eles podem ler um artigo intitulado “Ananda in the Hallway of Osiris” que contém uma narrativa em primeira pessoa do que contém os túneis e camaras e um número de fotografias coloridas. Desta aventura podemos deduzir que Zahi Hawass mantém uma crença que Osiris foi de fato uma figura histórica e que sua tumba, e possivelmente seu corpo mumificado, devem ainda existir em algum lugar dentro do complexo de Gizé. O que também está claro é que, por alguma razão  desconhecida, Hawass quer ter certeza que quando esta tumba seja encontrada o mundo inteiro seja capaz de observar quando seus conteúdos forem revelados.

A Iniciativa Francesa

Da passada excitação a respeito da possível descoberta da tumba de Osiris agora dirigimos a nossa atenção a atual excitação a respeito da ‘tumba de Khufu’. De 6 a 12 de setembro de 2004 o 9o. Congresso Internacional de Egiptologistas se reuniu em Grenoble, França. Esta conferência incluiu uma apresentação dada por dois pesquisadores franceses que publicaram sua teoria [e livro] que as anomalias estruturais sugeriam a existência de uma câmara oculta dentro da própria Grande Pirâmide. Gilles Dormion e Jean-Yves Verd’hurt admitem serem amadores em áreas tais como história, cultura e religião egípcias, mas a especialidade deles é no campo da arquitetura e o método deles tem alcançado sucesso no passado quando eles foram capazes de localizar duas câmaras então previamente desconhecidas na Pirâmide Meidum ao sul de Gizé. A teoria de Dormion e Verd’hurt é que a câmara escondida existe sob a Camara da Rainha em uma localização simbólica no próprio coração da Grande Pirâmide. Como evidência para isto eles argumentam o buraco no chão do nicho na parede leste da Camara da Rainha que foi usado para passar cordas através e instalar o que são chamados de “portcullis blocks” que são usados primariamente para bloquear as entradas e saídas das câmaras ou passagens. A teoria deles pareceu ter sido confirmada em setembro de 2000 quando o radar de sondagem de solo foi usado no chão da Câmara da Rainha revelando uma passagem ou vazio 3.5 metros abaixo. Dormion e Verd’hurt também forneceram evidência que as pedras de pavimentação da Câmara da Rainha tinham uma vez sido removidas para ganhar acesso a esta alegada passagem, o que é ilustrado em um artigo aqui localizado. Dormion e Verd’hurt parecem ter ganho o apoio de muito do estabelecimento Egiptológico Francês, incluindo Jean-Pierre Corteggiani do Instituto Francês de Arqueologia Oriental no Cairo e Nicolas Grimal o chefe de Egiptologia do Collège de France. Grimal até mesmo escreveu o prefácio do livro deles ‘A Câmara de Queóps’, escrevendo que as idéias deles, ‘podem levar, sem dúvida, a uma das maiores descobertas na Egiptologia’. Conquanto esta iniciativa francesa pareça ter evidência sólida e sustentação de alto nível de seu lado, ela inevitavelmente não irá a qualquer lugar sem o apoio do Dr. Zahi Hawass. Para testar a teoria deles a equipe francesa tem feito lobbby por uma permissão para perfurar o chão da Câmara da Rainha e Zahi Hawass, que esteve presente na conferência de Grenoble e ouviu a apresentação, se recusa a conceder. Há um par de razões pelas quais Hawass se opõe á iniciatica francesa. Em primeiro lugar, a teoria de Dormion é baseada na idéia de que os construtores egípcios da Grande Pirâmide eram incompetentes e que a localização da tumba de Khufu teve que ser mudada de sob a Câmara do Rei para sob a Câmara da Rainha porque a pirâmide exibia sinais de falha estrutural quando estava sendo construída. Esta possibilidade não é atraente para Hawass, ele próprio um egípcio, e nem é atraente a outros indivíduos consultados por Hawass, Mark Lehner dos EUA e Rainer Stadelmann da Alemanha, que Hawass considera os maiores especialistas na Grande Pirâmide. A outra razão porque Hawass se recusa a permitir a iniciativa francesa vai mais adiante, e é porque ele quer se concentrar em sua própria teoria de onde esta tumba escondida de Khufu possa ser encontrada, e buscando dentro da Grande Pirâmide.

A Iniciativa de Hawass

A atual teoria que Hawass mantém a respeito da localização da ‘Câmara Escondida de Khufu’ remonta ao UPUAUT Projeto de 1992-93 liderado por Rudolf Gantenbrink. Este foi o projeto no qual um robô foi enviado acima de dois poços anômalos que se projetam para cima e para fora, ao norte e ao sul, da Câmara da Rainha. Em 22 de março de 1993 este robô fez seu caminho ao fim do poço sul, 210 pés acima e a 54 pés da superfície da pirâmide, onde ele encontrou o que pareceu uma porta de pedra com cabos manuais. A subsequente testagem mostrou que esta ‘porta’ tinha apenas três polegadas de espessura. A descoberta de uma ‘porta’ no fim do ‘poço-estrela’ ao sul criou uma tempestade de atenção e debate na media, mas nada foi feito até 2002. Foi então qunado uma outra equipe especial de TV foi estabelecida, custeada pela  National Geographic Society e transmitida ao vivo, como antes, pela rede de TV FOX, em 16 de setembro de 2002. O mundo observou um robô subir o poço e perfurar um pequenino buraco pela “Porta de Gantenbrink” depois do que foi inserida uma câmera oferecendo imagens do outro lado. O que se mostrou foi simplesmente o fim de um poço na forma de um grosseiro bloco lavrado, desta vez sem cabos de metal. O robô também foi capaz de ascender com sucesso o poço norte e encontrou uma outra ‘porta’ lisa de pedra com cabos de metal. Contudo, neste caso, foi tomada a decisão de não perfurar a porta. Para trazer esta história atualizada devemos ir ao Museus de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia onde Zahi Hawass deu uma palestra em julho de 2005. Segundo um relato apresentado no ‘ The Daily Star’, foi então que Zahi Hawass expressou sua confiança que a ‘a câmara secreta de Khufu está dentro da pirâmide’. Hawass explicou que suas esperanças residem além do ‘fim’ do poço sul da Câmara da Rainha e o que está além da ‘porta’ no poço norte. Segundo Hawass, em outubro de 2005 um robô construido pela Universidade de Cingapura seria enviado pelos poços para escavar ambos os blocos. Desta vez, para evitar qualquer maior desapontamento como antes, Hawass diz que a perfuração não será transmitida ao vivo, mas os resultados serão anunciados em uma divulgação de imprensa. Contudo Hawass explicou que ‘se algo interessante for descoberto, iremos mostra-lo às pessoas de todo mundo’. Ao mesmo tempo que a perfuração estará ocorrendo na Grande Pirâmide haverá também uma equipe de Birmingham, Inglaterra, realizando mapeamento por radar em localizações selecionadas no platô de Gizé. Talvez isto tenha a ver com novos túneis que foram abertos com a descoberta da chamada ‘Tumba de Osiris?’

A Parede de Gizé

Seja o que for que possa estar guardado para Gizé este outubro, parece que Zahi Hawass e as autoridades egípcias tem estado se preparando para algo grande. Em 2002 a construção começou de uma maciça parede de segurança de concreto que cerca o platô de Gizé, que, por razões desconhecidas, também se estende ao deserto vazio para abranger toda a área de aproximadamente oito quilometros quadrados. O egiptologista e místico J.J. Hurtak comenta sobre esta parede dizendo que uma tal muralha nunca teria sido necessária para os turistas, mas somente para a preparação de uma maior descoberta: “A realidade psicológica dos guardas estacionados como sentinelas em intervalos ao longo da inteira muralha leva a intriga de uma maior feição de equipe cinematográfica, destinada a poucos especialistas que estão para encontrar uma esfinge subterrânea ou obelisco, ou uma conexão entre Osiris e a constelação de Orion, muito mais do que uma característica de porta aberta para milhares de estudantes internacionacionais bem comportados de história e de arqueologia que nunca tiveram a necessidade de serem extensamente controlados”. É agora em 2005 e esta parede deve agora estar quase que certamente completa. Que tipo de evento pode possivelmente ser programado para exigir um tal alto nível de segurança? Que tipo de descoberta possivelmente pode ser esperado? É interessante que Hurtak se referiu a possibilidade de encontrar evidência ligando Osiris a Orion. Esta conexão é algo bem conhecido por muitos pesquisadores da religião e da história do Egito antigo, mas ainda não é aceita pela principal comunidade academica de Egiptologia. No artigo seguinte examinaremos porque esta conexão é importante e argumentaremos que a Grande Pirâmide do Egito, se ela de fato foi construida como uma tumba, é mais provável de conter a múmia de Osiris, muito mais do que a de Khufu, o construtor da pirâmide.

Parte II

O Mito e a Religião de Osiris, o Deus

“Glória a ti, Osiris Un-nefer, o grande deus que habita dentro de Abtu (Abydos), tu, o rei da eternidade, tu, o senhor da eternidade, que passou por milhões de anos no curso de sua existência. Tu, o filho mais velho do útero de Nut, e que foi engendrando por Seb, o Ancestral… Deixa teu coração, oh Osiris, que está na Montanha de Amentet, estar contente, porque seu filho Horus está estabelecido no trono… Ele lidera em seu barco o que é e o que ainda não é… ele é excessivamente poderoso e o mais terrível em seu nome Osiris; ele durará para sempre e para sempre seu nome será ‘Un-nefer.’ Homenagem a vós, Oh Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Governante dos Príncipes, que do útero de Nut vieste para governar o Mundo e o Submundo. Louvações devem ser dadas a ti, Osiris, Senhor da Eternidade, Un-nefer-Heru-Khuti, cujas formas são muitas, e cujos atributos são majestosos… tu que guias o Submundo, a quem os deuses glorificam quando tu te pões na noite do céu de Nut… Aqueles que se tem deitado [isto é, os mortos] se levantam para te olhar, eles respiram o ar e olham tua face quando o disco se eleva no horizonte; seus corações estão em paz contanto que eles te observem. Oh tu que é a eternidade e a Eternidade’. – Hino a Osiris  do Livro Egípcio dos Mortos [1400 AC]

Quando as pirâmides de Gizé foram construidas pelos faraós da Quarta Dinastia (circa 2600-2500 AC) o centro da religião egípcia era localizado na cidade egípcia de Anu ou Innu, mais tarde conhecida pelos gregos como Heliópolis, a ‘Cidade do Sol’. Esta capital religiosa era localizada no lado oposto do Nilo do platô de Gizé a aproximadamente doze milhas a nordeste. As pirâmides foram construídas como um monumento religioso e se fomos completamente entende-las, devemos primeiro ter um entendimento básico das crenças religiosas egípcias daquele tempo.

A Religião Egípcia

Segundo o que é chamado Sistema Eneade de criação, que foi desenvolvido e promovido de Heliópolis, havia nove maiores deuses na chefia do panteão egípcio. O deus principal era Atum, também conhecido como Ra ou Re. Foi ele que emergiu sozinho do nada primordial e ele foi representado e venerado como o Sol. O estágio seguinte da criação de Atum foram os elementos ‘ar’ e ‘água’, deificados como o deus Shu e a deusa Tefnut. Desta união veio a geração seguinte das divindades egípcias que eram o deus Geb [também conhecido como Keb ou Seb] que representava a Terra e a deusa Nut ou Nuit, que era uma deificação do céu e paraíso. Este par, o céu e a terra, foram eventualmente separados, com a canópia do céu se arqueando sobre e cobrindo a terra prostrada. Foi da união de Geb e Nut que a história egípcia começou, porque antes de sua separação Nut ficou grávida e deu nascimento a quatro filhos: os irmãos Osiris e Set e as irmãs Isis e Neftis. Segundo antigas narrativas egípcias de cada era Osiris foi o próprio primeiro rei do Egito que governou sabiamente e compassivamente em uma primordial Idade Dourada referida como  Zep Tepi – “A Primeira Vez”

O Mito de Osiris

A história da vida e morte de Osiris é relatada no mito chamado “A História de Osiris e Isis”. Este mito é recontado em partes e pedaços pelo Egito em inscrições hieróglifas, em textos funerários em papiros, e em pinturas e esculturas, mas não é estabelecido em uma completa forma literária até o escritor grego Plutarco o resumir no primeiro século de nossa era. Brevemente, segundo esta versão do mito, quando Osiris apareceu na terra do Egito esta estava em um caos e as pessoas viviam como bárbaros ignorantes. Osiris civilizou os egípcios e trouxe ordem para a terra ao ensina-los a agricultura e a escrita, ao dar a eles um código de leis, e ao instrui-los na veneração apropriada dos deuses. Depois de seu grande sucesso na terra do Egito Osiris foi em uma jornada para civilizar e trazer ordem à inteira terra. Enquanto ele estava fora sua irmã/esposa Isis governou em seu lugar, enquanto seu ciumento irmão Set conspirava para se ver livre dele e tomar seu trono. Durante uma visita de retorno ao Egito Set realizou um banquete em honra de Osiris. Ele tinha secretamente medido o corpo de Osiris e tinha fabricado um maravilhoso baú para as exatas especificações dele. Durante a festa este baú foi trazido e admirado por todos. Como se de brincadeira Set ressaltou que ele daria este maravilhoso objeto seja quem for que coubesse perfeitamente dentro dele. Todo mundo na festa o tentou, mas somente Osiris se encaixou perfeitamente e então quando ele estava lá dentro Set, juntamente com 72 companheiros conspiradores, fechou a porta do bau e cerrou-o com pregos e chumbo derretido. Eles então carregaram o baú e o atiraram o rio, onde Osiris afundou e o baú foi carregado para o mar. Eventualmente este bau foi dar no litoral de Biblos, onde a vegetação litoranea o cercou e encobriu. Esta vegetação cresceu mais espessa até parecer um tronco de uma árvore, depois do que ela foi cortada com o bau escondido dentro, e instalada como um pilar na côrte de um rei local. Depois de uma série de eventos miraculosos eventualmente Isis encontrou o bau, recuperou o corpo de Osiris e o trouxe de volta ao Egito onde ela o escondeu. Infelizmente, enquanto caçava em uma noite o maligno Set encontrou o bau, descobriu o corpo de Osiris, o cortou em quatorze pedaços e os espalhou pela terra. Então Isis foi pela terra para recuperar os pedaços do corpo de seu marido/irmão e ergueu um templo ou tumba para Osiris em cada lugar que encontrou um pedaço. Ela encontrou cada pedaço do corpo de Osiris exceto o falo e magicamente os reuniu novamente. No lugar do falo ela criou um artificial e o consagrou aos deuses, depois do que ela copulou com Osiris e ficou grávida. O corpo de Osiris foi então mumificado e enterrado em um local não revelado, o que é a primeira referência histórica ou mitológica à prática da mumificação. Osiris foi então a primeira múmia do mundo, o que é um fato importante a lembrar. O filho que nasceu de Isis foi chamado Horus e ele foi criado em segredo até a idade adulta. O espírito de Osiris frequentemente visitaria seu filho, o instruindo em assuntos de guerra e no meio apropriado de governar como um rei. Horus gradualmwente tornou-se talentosa e reconhecidamente suficiente para desafiar seu tio Set, e expulsa-lo em um número de batalhas épicas. Horus eventualmente superou Set militarmente e então também legalmente, quando o Conselho dos Deuses deu a Horus a autoridade para governar a inteira terra do Egito. Osiris também foi recompensado pela virtude que ele apresentou em sua vida ao ser transformado em um deus e recebeu a autoridade para julgar os mortos e governar o Submundo. Desde então cada rei do Egito foi conhecido como um descendente de Horus e de Osiris.

Os Símbolos de Osiris

Na arte egípcia Osiris quase sempre é representado como uma figura que está mumificada em linho branco do seu pescoço para baixo, com apenas seus braços ou mãos desatados. Ele geralmente é mostrado usando uma coroa branca, o ‘hedjet’, que é a coroa que sempre se refere ao Egito Superior [sul do Egito]. Há também uma coroa vermelha, a ‘desret’, que é geralmente reservada para o Egito Inferior, e havia também uma coroa dupla, ‘a pschent’, que simbolizava a autoridade de quem a usava sobre ambos, o Egito Superior e o Inferior. Osiris quase sempre usa a coroa branca, e raramente a coroa vermelha, mas Horus é frequentemente apresentado usando a coroa dupla. Osiris também é representado com uma pele verde, que os egiptologistas explicam com o fato dele estar morto, ou uma alusão a seu papel como um deus agrícola. Osiris é frequentemente representado segurando um objeto curvo, ou bastão curvado, e um mangual. O objeto curvo era um instrumento de pastor, enquanto que o mangual era usado como um instrumento de trilhagem na agricultura. Estes se tornaram símbolos da realeza e foram adotados pelos faraós através das idades, inclusive por Tutankamon. As imagens de Osiris são frequentemente acompanhadas pelo símbolo hieroglífico conhecido como ‘ankh’, que parece uma cruz com uma volta no topo. Este símbolo hieroglífico é o antigo símbolo egípcio que significa ‘vida’ e era usado no caso de Osiris, como o é a cruz no cristianismo, para se referir a vida depois da morte e a vida eterna. Um outro símbolo usado em conexão com Osiris que tinha as mesmas conotações era a ave Bennu, ou fênix, o passaro legendário de presa que morre uma morte em chamas e sempre renasce das cinzas. Algumas narrativas afirmam que este pássaro primeiro emergiu do coração de Osiris, enquanto outras igualam o pássaro Bennu a alma de Ra-Atum. Como continuaremos a mostrar, o tema da ‘ressurreição’ é uma companhia constante da figura de Osiris. Um outro importnte símbolo para Osiris é a constelação de Orion. Como explicado na Parte I, esta é uma conexão ainda debatida dentro do campo da Egiptologia, ainda que a evidência pareça ser clara. Abaixo estão várias traduções de várias inscrições que datam aproximadamente de 2175-2350 AC. Eles são as mais iniciais referências a Osiris em existência e elas claramente conectam o deus com a constelação de Orion:  Expressão 219: “Em seu nome de habitante de Orion, com uma estação no céu e uma estação na terra. Oh Osiris, volte sua face e olhe este Rei, porque sua semente que saiu de você é eficaz”. Expressão 442: “Este Grande tem caído sobre seu lado, ele que está em Nedit é caido. Sua mão é tomada por Ra, sua cabeça é levantada por duas Eneades. Observe que ele vem como Orion, observe, Osiris tem vindo como Orion… Oh Rei, o céu lhe concebe com Orion, a luz do amanhecer o sustenta com Orion. Ele que vive, vive pelo comando dos deuses, e você vive. Você regularmente ascenderá com Orion da região leste do céu, você regularmente descenderá com Orion na região oeste do céu…’ Expressão 466: “Oh Rei, você é esta grande estrela, o companheiro de Orion, que atravessa o céu com Orion, que navega o Mundo dos Mortos com Osiris, você ascende a leste do céu, sendo renovado em sua devida estação e rejuvenecido em seu devido tempo. O céu tem lhe nascido com Orion, o ano tem posto um friso em você com Osiris, as mãos tem sido dadas a você, a dança tem ido a você, uma oferenda de comida é dada a você, o Grande Ancoradouro grita para você como Osiris em seu sofrimento’. Estas inscrições são parte de Textos da Pirâmide que são uma chave importante para revelar os mistérios da religião egípcia, a origem do Egito Dinástico, e a identidade histórica de Osiris, o homem que se tornou um deus.

Os Textos da Pirâmide

As três principais pirâmides de Gizé foram construídas durante a Quarta Dinastia do Egito (c.2600-2500 AC) e elas são curiosamente vazias de qualquer tipo de inscrições hieroglíficas ritualísticas. Menos de duzentos anos mais tarde um outro maior complexo de pirâmides começou a ser construido em Saqqara, aproximadamente a dez milhas a sudeste de Gizé. Ao todo cinco reis da Quinta e Sexta Dinastias eregiram cinco pirâmides principais neste novo local de culto. Estas pirâmides eram muito menores do que aquelas de Gizé e elas eram também diferentes pelo fato que as paredes e câmaras dentro destas piramides eram completamente cobertas com as inscrições que hoje cohecemos como textos das pirâmides. Havia mais de setecentos grupos de inscrições, conhecidas como ‘Expressões’, gravadas nestas cinco pirâmides e a maioria delas são encantamentos ou versos ritualísticos cujo propósito é assegurar o bem estar do rei morto no pós vida. Estranhamente, as próprias primeiras destas ‘expressões’ parecem ter muito em comum com as páginas iniciais do Novo Testamento: Expressão 1: ‘o Rei é o meu filho mais velho… ele é o meu amado, com quem eu estou muito agradado’. Expressão 2: “Recitação por Geb: O Rei é meu filho corporeo…’ Expressão 3: “… o Rei é o meu filho amado, meu primogenito sobre o trono de Geb, com quem eu estou agradado e a ele tem sido dada sua herança na presença da Grande Eneade. Todos os deuses estão em alegria e eles dizem: “Quão bom é o Rei! Seu pai Geb está agradado por ele’. Por todo o texto das pirâmides o Rei é o foco e seu relacionamento com os deuses é explicado. Ele é referido frequentemente como Osiris e Horus, e ele é referido repetidamente como o filho de Ra, o deus principal da Eneade, ou como filho de Geb, o deus da Terra da Eneade. Durante sua vida o Rei era visto como um tipo de Osiris/Horus vivo/reencarnado e então em sua morte ele tomava o lugar na Terra dos Mortos entre os deuses e estrelas depois de passar por um julgamento presidido por Osiris. Uma das mais importantes doutrinas da religião egípcia é assim desenvolvida, como explica o egiptologista francês Ledrain, “Osiris era o deus cujos sofrimentos e morte os egípcios esperavam que seu corpo pudesse se levantar novamente em alguma forma glorificada e transformada, e para ele que tinha conquistado a morte e tinha se tornado rei do outro mundo os egípcios apelavam em preces pela vida eterna por meio de sua vitória e poder. Em toda inscrição funerária que conhecemos, dos textos das pirâmides as preces grosseiramente escritas sobre os caixões do período romano, o que é feito para Osiris é também feito para o morto, o estado e condição de Osiris e o estado e condição do morto; em uma palavra o morto é identificado com Osiris. Se Osiris vive para sempre, o morto viverá para sempre; se Osiris morre, então o morto perecerá.

Gizé e o Culto de Osiris

A evidência que Gizé foi construída como um magnífico memorial a Osiris pode ser encontrada pela história egípcia. Em seu livro ‘ Secret Chamber'(1999), o autor e pesquisador Robert Bauval reune muito desta evidência e a organiza em um argumento formidável. Por exemplo, no ‘Livro dos Dois Caminhos’ que data de 2000 AC Bauval cita uma referência a “a Área Montanhosa de Aker, que é o lugar de habitação de Osiris” e um outro afirma ‘Osiris que está na área Montanhosa de Aker”. Bauval então se refere ao egiptologista Selim Hassam cuja pesquisa tem concluido que Aker, uma deidade em figura de leão apresentada frequentemente em conexão com Osiris e o Mundo dos Mortos, é mais provavelmente simbolizada pela Grande Esfinge, e que ‘a Área Montanhosa de Aker’ deve então se referir ao elevado platô de Gizé onde foram construidas a Esfinge e as pirâmides. Em outras palavras, Gizé é o lugar de habitação de Osiris. Uma outra referência vem da inscrição na Pedra Shabaka que data de 700 AC. Contudo, o escriba que gravou om texto afirma que a inscrição é uma cópia de um original anterior, um que os eruditos acreditam datar da idade das pirâmides: Esta é a terra ////// o funeral de Osiris na casa de Sokar. ////// Isis e Neftis sem demora, porque Osiris foi afogado em sua água. Isis e Neftis olham [o observam e o atendem] Horus fala para Isis e Neftis: “Apresse, agarre-o ////” Isis e Neftis falam a Osiris: “Viemos e o tomaremos /////”´ [Elas prestam atenção em tempo] e o trazem para [terra. Ele entrou nos portais ocultos na glória dos senhores da eternidade]. ///// [então Osiris veio a terra na fortaleza real ao norte de [da terra de onde ele veio]. Segundo este texto Osiris foi enterrado na “Casa de Sokar” depois que seu corpo tinha sido tomado por Isis e Neftis  e trazido a terra, onde ele entrou pelos portais ocultos e “veio a terra na fortaleza real”, que está ao norte da terra do Egito.

Os textos da pirâmide explicam que Sokar é meramente um outro nome para Osiris. Alguns pesquisadores atuais acreditam que Sokar era uma deidade antiga mas sua evidência é pequenina e baseada primariamente em conjecturas e suposições. Sokar pode ter sido o nome pelo qual os egipcios originalmente conheciam Osiris, e um de seus muitos aspectos, mas Sokar nunca foi completamente distinto de Osiris. Na Expressão 300 dos Textos da Pirâmide o rei, que é frequentemente identificado como Osiris, afirma: “… Sou Sokar de Rostau, estou ligado ao lugar que habita Sokar.” Na Expressão 532 a conexão é estabelecida ainda mais explícita: “… eles tem encontrado Osiris, seu irmão Seth tendo colocado-o baixo em Nedit; quando Osiris disse: “Afaste-se de mim” quando seu nome se tornou Sokar”. A “Casa de Sokar” portanto é a mesma “Casa de Osiris”. A questão seguinte é, o que é e onde é Rostau? Lembre-se que na Parte I Zahi Hawass foi citado como se referindo a Osiris como “Senhor dos Túneis Subterrâneos”? Bem, a palavra Rostau sinifica túneis subterrâneos, e o “Senhor de Rostau” é um dos muitos títulos mantidos por Osiris. “Rostau” era simplesmente um outro nome para o platô de Gizé e os muitos túneis sob ele. Este entendimento é esclarecido por uma estela que uma vez ficava entre as patas da Esfinge que é atribuiada a Tutmés IV (c.1400 AC). A linha sete desta estela afirma que a Esfinge jaz ‘ao lado da casa de Sokar… em Rostau”. Bauval acha prova posterior que Rostau se refere a Gizé nos chamados Textos do Caixão que foram inscritos nas camaras funerárias perdo do fim do Velho Reino (c.1800-2000 AC): “Eu sou Osiris, venho a Rostau para conhecer o segredo do Duat… Tenho vindo equipado com mágica, tenho saciado minha sede com ela, vivo no carvão branco, enchendo o Caminho de água Espiralado…”. “… no dia da ocultação dos mistérios do profundo lugar em Rostau… Sou ele [Osiris] que vê as coisas secretas em Rostau… E você que abre os caminhos e as trilhas para as almas perfeitas na Casa de Osiris”.  “… Sokar… está feliz e contente quando ele vê que esta mansão minha é fundada entre as águas… enquanto Sokar pertence a Rostau”.  “Tenho viajado pelas estradas de Rostau sobre a água e sobre a terra… estas são as estradas de Osiris e elas estão no céu…” “Tenho passado pelos caminhos de Rostau, seja sobre a água ou sobre a terra, e estes são os caminhos de Osiris, eles estão no limite do céu…” ” Não devo retornar aos portões do Duat. Ascendo aos céus com Orion… Sou um que cometa para si seu efluxo na frente de Rostau…”

Robert Bauval primeiro fez sua marca internacionalmente com o livro ‘O Mistério de Orion’, co-escrito com Adrian Gilbert em 1995. Este volume levou adiante a hipótese, que tem incessantemente conquistado apoio popular, que as três pirâmides de Gizé foram localizadas e construídas como uma representação deliberada dos três cinturões de estrelas de Orion na terra. Rostau, Gizé, a “área Montanhosa de Aker’, ‘A Casa de Sokar’ ou a “Casa de Osiris’, seja pelo nome que for que isso seja conhecido, foi construído para representar o céu sobre a terra. Bauval explica, “Gizé, a Rostau terrena, é localizada na margem leste do Rio Nilo. Então, por transposição, podemos deduzir que a celestial Rostau é uma região do céu estrelado na ‘margem’ oeste da Via Láctea. Sobretudo Gizé… é uma contraparte de uma porção do céu perto da Via Láctea que contém Orion, Sirius e a constelação de Taurus e Leo. Tudo então fortemente aponta para a idéia que somos convidados a considerar  esta região celestial como um tipo de ‘mapa de orientação’, um que talvez, possa nos levar a tumba ou lugar funerário de Osiris.

Muitos pesquisadores acreditam que a Tumba de Osiris, bem como seus restos corporais ou ‘efluxo’ serão encontrados e publicados em um futuro muito próximo. Contudo, há outras referências entre os Textos do Caixão que parecem afirmar que os restos de Osiris podem de fato ser sobrenaturalmente protegidos: “Isto é a coisa lacrada que está na escuridão, com fogo sobre ela, que contém o efluxo de Osiris, e foi colocada em Rostau. Ele tem estado oculta lá desde que caiu dele, e é dele que veio na areia do deserto; isto significa que pertence a ele [seu corpo] e foi colocad em Rostau…” E o Ecanto do Texto do Caixão 1080 “Esta é a palavra que está na escuridão. Já que qualquer espírito que a conheça; ele viverá entre os vivos. O fogo está sobre isso, que contém o efluxo de Osiris. Como para qualquer homem que deva saber disso, ele nunca perecerá lá, já que ele sabe o que deve estar em Rostau. Rostau está oculto desde que ele caiu lá… Ristau é um outro nome para Osiris…” Encanto dos Textos do Caixão 1087: Talvez não caiba a nós encontrar isso, mas a algo ou alguém mais permitir que isso seja encontrado, quando for o tempo certo”.

Os Mistérios de Osiris

Aqui está o que o celebrado Egiptologista E. A. Wallis Budge tinha a dizer sobre Osiris: “A única mais importante deidade do Egito” no ínício de seu livro “Osiris e a Ressurreição Egípcia”, pela primeira vez publicado em 1911 [e dedicado a Lionel Walter Rothschild]: “A literatura religiosa de todos os grandes períodos da história egípcia é cheia de alusões a incidentes ligados com a vida, morte e ressurreição de Osiris, o deus e juiz do morto egípcio; e do primeiro ao último os autores dos textos religiosos tomavam por garantido que seus leitores eram bem familiarizados com tais incidentes em todos os seus detalhes. Em nenhum texto encontramos qualquer história ligada ao deus e em nenhum lugar é afirmado em detalhe as razões porque ele assumiu sua posição exaltada como juiz de almas, ou porque, por quase quatro mil anos, ele permaneceu o grande tipo e símbolo da ressurreição. Não existe qualquer inscrição funerária, contudo anterior, na qual a evidência não possa ser encontrada provando que o falecido tinha colocado sua esperança de imortalidade em Osiris, e em nenhum tempo da longa história do Egito encontramos que a posição de Osiris foi usurpada por qualquer outro deus. Ao contrário, é Osiris que é feito usurpar os atributos e poderes dos outros deuses e ao traçar a sua história… devemos encontrar que a importância do culto deste deus cresceu em proporção ao crescimento do poder e riqueza do Egito, e que finalmente sua influência encheu a vida privada e nacional de seus habitantes, do Mar Mediterrâneo até a Sexta Catarata de Shablûkah. A fama de Osiris se estendeu as nações ao redor, e é nas mãos dos estrangeiros que estamos em débito de conectar, em resumo, narrativas de sua história”. Osiris tornou-se um dos deuses mais reverenciados do Egito e até mesmo pelo mundo civilizado no milênio anterior ao aparecimento do cristianismo, mas suas origens ainda permanecem obscuras. Era ele uma figura histórica, ou era ele um produto da imaginação do homem? Os antigos egípcios enfaticamente argumentariam que uma vez foi um homem de carne e osso e que morreu e tornou-se um deus. Robert Bauval concorda com este entendimento antigo sobre Osiris. Ele acredita que uma vez Osiris andou sobre a terra, mas como Budge ele está mistificado por muitos desconhecidos que cercam esta figura. Bauval escreve, “Há um grande paradoxo na Egiptologia que há muito não tem sido devidamente explicado. Embora a mais inicial referência a Osiris seja encontrada nos Textos da Pirâmide que datam de por volta 2300 AC, um estudo precipitado revela que a mitologia, doutrina, liturgia e rituais que eles contém não podem possivelmente terem se desenvolvido do dia para a noite, mas teriam requerido um longo processo de evolução intelectual e religiosa muita antes desta data. Embora todos Egiptologistas pareçam concordar com isso, nenhum pode concordar, contudo, a quanto tempo antes desta data este processo teria começado. Uma data temporária de por volta de 6.000 AC foi sugerida por Jane B. Sellers com base astronômica, mas uma data até mesmo mais anterior de 10.500 AC também baseada em considerações astronômicas é, na minha opinião, mais provável. Sobretudo, os Egiptologistas também estão faltando explicar porque em grandes quantidades de inscrições que são anteriores aos Textos das Pirâmides, nem uma única menção de Osiris tem sido encontrada. É como se o culto de Osiris, e seus rituais, doutrinas, liturgia e mitologia repentinamente se materializassem de nenhum lugar e, quase do dia para a noite, fossem prontamente adotados como a principal religião do Estado faraônico”. Na citação de Budge acima ele teorizou que as origens do culto de Osiris remontem a por volta de 4.000 AC. A citação de Bauval se refere a Sellers que acredita que o culto remonte de 6.000 AC enquanto que Bauval pessoalmente acredita que o culto de Osiris seja até mesmo tão anterior quanto 10.500 AC. Estas todas são conjecturas interessante, ainda que permaneça o fato como concede Bauval, que antes de 2300 AC entre as grandes quantidades de inscrições que tem sido encontradas, absolutamente nenhuma delas menciona ou se refere a Osiris ou ao seu alter ego Sokar. Com este fato em mente é muito mais provável então que a figura histórica de Osiris seja encontrada a apenas umas poucas centenas de anos, muito mais do que milenios, antes de seu aparecimento, completamente evoluído e completamente funcional, no coração da religião egípcia. A busca pelo Osiris histórico continuará no próximo seguimento.

Parte III

Os Salvadores do Mundo Antigo

“A figura central da antiga religião egípcia era Osiris, e os principais fundamentos de seu culto eram a crença em sua divindade, morte, ressurreição e absoluto controle dos destinos dos corpos e almas dos homens. O ponto central de cada religião Osiriana era sua esperança de ressurreição em um corpo transformado e de imortalidade, que apenas podia ser realizado por ele por meio da morte e ressurreição de Osiris”. – E. A. Wallace Budge, Osiris & the Egyptian Resurrection, 1973 (1911), Prefácio “Os filósofos do mundo antigo eram os mestres espirituais dos mistérios internos… No coração dos mistérios estavam os mitos relativos a um homem-deus que morre e ressuscita que era conhecido por diferentes nomes. No Egito ele era Osiris, na Grécia Dionísio, na Ásia Menor era Attis, na Síria era Adonis, na Itália Baco e na Pérsia Mitras. Fundamentalmente, todos estes homens-deuses são o mesmo ser mítico” – Timothy Freke and Peter Gandy, ‘ Jesus Mysteries – Was the Original Jesus a Pagan God?’, 1999, p.4

Antes do nascimento do cristianismo o mundo antigo estava cheio de mitologia, rituais, cerimônias e crenças religiosas que se conformavam em muitos níveis com o que mais tarde se tornaram as doutrinas fundamentais do cristianismo. Este fato pode ser desconhecido da maioria dos cristãos praticantes de hoje, ou ao menos ignorados, mas este tem sido um entendimento comum no mundo secular intelectual desde ao menos 1890. Este foi o ano em que o livro de Sir James G. Frazer ‘The Golden Bough’ foi pela primeira vez publicado. Neste volume, agora universalmente reconhecido como um clássico, Frazer se torna o primeiro erudito da corrente principal a ressaltar os temas comuns encontrados pelos mitos e histórias de muitas diferentes culturas, temas que antecedem o cristianismo mas que ainda assim são muito similares – o mais importante deles sendo a história de um deus que morre e ressuscita. As implicações da análise de Frazer foram rapidamente agarradas pelos seus contemporâneos que já estavam no processo de desmantelar a visão mundial judaico-cristã, auxiliados e abrigados pelas preconcepções materialistas de Darwin, Freud, Marx e Nietzsche. O papel de Frazer é provavelmente sub-apreciado mas sua influência contribuiu grandemente para a emergência da visão geral moderna secular filosófica de hoje, especialmente como ela existe dentro da academia. Desde a publicação do livro ‘ The Golden Bough’ muitos eruditos tem tomado a tese de Frazer, construido sobre ela, e proclamado muito mais nítidas e mais explícitas conclusões a respeito da ligação que certamente deve existir entre Jesus de Nazaré e o ‘Deus que Morre’ do paganismo. Abaixo está uma amostra de alguns dos livros que tem sido publicados durante anos que tem oferecido respostas a esta curiosa questão:
‘The Historical Jesus and the Mythical Christ’, Gerald Massey, 1900
‘Christianity Before Christ’, John G. Jackson, 1985
‘The Book Your Church Doesn’t Want You To Read’, editado por Tim C. Leedom, 1993
‘The Christ Conspiracy – The Greatest Story Ever Sold’, Acharya S, 1999
‘The Jesus Mysteries’, Timothy Freke and Peter Gandy, 1999
‘The Jesus Puzzle’, Earl Doherty, 1999
‘That Old-Time Religion’, Jordan Maxwell, 2000
‘The Truth Behind the Christ Myth’, Mark Amaru Pinkham, 2002
‘The Pagan Christ – Recovering the Lost Light’, Tom Harpur, 2005
‘The Messiah Myth’, Thomas L. Thompson, 2005
Os livros listados acima representam o trabalho de uma minoria de eruditos que são motivados frequentemente por suas próprias crenças religiosas e com um eixo a girar contra o cristianismo. Seus livros são destinados a uma audiência geral e eles não hesitam em promover teorias sensacionais ou controvertidas que frequentemente não resistem a um rigoroso exame crítico. Contudo, a lista acima representa apenas um lado, o lado radical, do debate academico que eventualmente se disseminou depois da publicação de Frazer de ‘The Golden Bough’.

O Real Debate

A mais recente análise erudita em escala completa do antigo fenômeno mitológico/religioso dos deuses que morrem e ressuscitam é um manuscrito academico de Tryggve N. D. Mettinger, Professor da Bíblia Hebraica da Universidade de Lund, Suécia, intitulado ‘The Riddle of Resurrection’ – “Dying and Rising Gods” in the Ancient Near East, publicado em 2001. Segundo Mettinger, a tese de Frazer, que deuses que morrem e ressuscitam eram uma maior elemento da religião pagã do Oriente Médio, permaneceu relativamente não desafiada por um número de anos até que ela sofreu um ‘severo ataque’ de um erudito francês chamado R. de Vaux em 1933. Então a partir daquele ponto isto levou ‘uma vida de certa modo precária’ até que isso aparentemente ‘morresse uma morte de mil ferimentos’ por meio de uma listagem na Enciclopédia de Religião Eliade (1987). Esta listagem, sob o título de ‘deuses que morrem e ressuscitam’ escrita pelo erudito Jonathan Z. Smith, afirmou resumir o atual consenso academico sobre a matéria, e o que isto tinha a dizer estava longe de ser favorável à tese de Frazer. Segundo J.Z. Smith, a inteira categoria de ‘deuses que morrem e ressuscitam’ era uma fabricação, e todas as deidades colocadas nesta categoria, depois de um exame estreito, provaram ser deuses que desapareceram e depois retornaram, mas não morreram, ou deidades que morreram e nunca ressuscitaram. Para Smith isto era um ou outro, mas nunca ambos, como Frazer havia afirmado, para uma multitude de deidades pagãs e o que aconteceu no caso de Jesus Cristo. Smith até mesmo afirmou que em alguns casos pareceu que Frazer estivesse ‘fortemente influenciado pelo desejo de demonstrar que o cristianismo não era uma inovação, mas que todas suas características essenciais eram para serem encontradas nas religiões anteriores’.  Se o artigo de J. Z. Smith de 1987 fosse a morte da tese de Frazer, então o trabalho subsequente de Mark S. Smith intitulado “The Death of ‘Dying and Rising Gods’ in the Biblical World,” publicado em 1998, era uma tentativa de enterrar isso de uma vez por todas. Neste trabalho M.S. Smith focalizou-se em todos as alegadas deidades que morrem e ressuscitam e foi capaz de alegar que morreram realmente, ou eles não ressuscitaram depois da morte. O século XX terminou com a tese de Frazer em uma condição muito maltratada. Mas que tal se a reação contra Frazer tenha ido longe demais na direção oposta? Isto é o que conclui Tryggve Mettinger no fim de sua análise sobre o atual status da erudição sobre os ‘deuses que morrem e ressuscitam’, que é um estado de coisas que o fez escrever seus livro ‘ The Riddle of Resurrection’ em primeiro lugar. Em seu livro Mettinger faz um exame meticuloso dos deuses do Oriente Médio que tem sido colocados de uma vez ou outra sob o título dos ‘deuses que morrem e ressuscitam’. Estes incluem o Baal Ugaritico,  Melqart-Heracles, Adonis, Eshmun-Asclepius, Dumuzi-Tammuz, e Osiris. Para Mettinger a questão é simples: há qualquer evidência, literaria ou inscricional, ritual ou mitológica que qualquer um destes deuses foi até mesmo entendido pelas pessoas que os veneravam como tendo realmente morrido e então retornado a vida novamente? Esta é uma pergunta simples, mas Mettinger não acredita que os eruditos que se colocaram reagindo contra a tese de Frazer tenham sido completamente honestos. Em seu livro Mettinger estabelece o registro direto e dá sua própria interpretação da evidência. Nós agora iremos adiante e examinaremos cada uma destas deidades e nos dirigiremos a alguns assuntos que influenciam se elas devem ou não serem vistas como ‘deuses que morrem e ressuscitam’. Nós também veremos como elas são estreitamente inter-relacionadas, a despeito de que uma delas seja Canaanita [Baal], três delas sejam fenícias (Melqart, Adonis e Eshmun), uma seja Suméria-Assíria (Dumuzi), e uma seja Egípcia (Osiris). Este é de fato o caso, como alega Tim Freke dentro da citação no título deste estudo que ‘Fundamentalmente todos estes homens-deuses são o mesmo ser mítico”?

Baal Ugaritico

Em aproximadamente 1.200 AC o complexo do Templo de Ras Shamra, no antigo porto sírio norte de Ugarit, foi catastroficamente destruído e enterrado. Quando este sítio foi finalmente escavado pelos arqueologistas em 1929 um tesouro floresceu de textos antigos que foram desenterrados e se tornaram a fonte primária para os historiadores estudarem a religião dos antigos Canaanitas e Fenícios. O que eles tem descoberto é que a cultura canaanita tinha uma visão altamente estruturada do universo, dos deuses, e do relacionamento da humanidade com ambos. O panteão canaanita era uma estrutura hierárquica de quatro níveis. No topo estava o grande antigo deus El, com sua consorte a deusa mãe Asherah. El era descrito como o pai dos deuses, ainda que ele não tivesse um papel muito ativo nos assuntos do mundo e os eruditos o tenham rotulado como uma deidade ‘supérflua’. Ele era uma figura principal apenas e permanecia longe removido e inativo. O segundo nível era composto pelos setenta filhos de El e Asherah. Estes eram os grandes deuses que tinham um papel ativo nos assuntos humanos. Cada um deles tinha alocadas áreas de atividade e eles constantemente lutavam uns com os outros direta bem como indiretamente por meio da manipulação dos seres humanos. O terceiro nível consistia de deidades menores, os anjos, que agiam como serventes, mensageiros e soldados a pé dos deuses, e cada deus tinha um grupo enorme deles. O quarto nível era o nível no qual os seres humanos existiam. Eramos escravos e propriedades dos deuses. A sociedade humana também estava organizada em uma estrutura hierárquica, com um sacerdócio ditando a vontade dos deuses, uma monarquia que assegurava que esta fosse obedecida, e uma complicada rede de serviço civil de oficiais e escribas assegurando a organização, a eficiência e a piedade. Na religião canaanita El era honrado e venerado mas não era reconhecido como a principal figura divina que governava diretamente sobre os deuses e a humanidade. Esta principal figura divina era o deus Baal, e este é o mito conhecido como o Ciclo de Baal que explica como Baal se elevou para se tornar universalmente conhecido “Rei dos Deuses’. É também deste mito que existe a evidência de colocar Baal dentro da categoria dos ‘deuses que morrem e ressuscitam’. O Ciclo de Baal começa com o mundo em um período de transição. El está olhando carinhosamente na direção de uma ‘aposentadoria’ e então ele indica o deus Yam, seu filho, como seu sucessor para agir como Rei dos Deuses. Yam assume a cabeça do panteão mas governa o mundo como um tirano. Asherah, a rainha mãe, tenta apasiguar Yam, seu filho, ao se oferecer como um sacrifício mas ela é evitada por Baal, que então confronta Yam e o derrota em uma batalha depois de uma complicada série de eventos. Baal assume como Rei dos Deuses mas então ele é confrontado pelo novo favorito de El que é Mot, o deus do Submundo. O que acontece a seguir é discutido pelos eruditos. Os textos antigos são claros que Mot é vitorioso e que Baal desaparece por um período de tempo, mas se Baal realmente foi morto e seu período de desaparecimento foi passado no Submundo?  O que acontece a seguir é discutido pelos eruditos. Depois de considerar a evidência de muitas fontes diferentes, Mettinger faz um argumento muito convincente que Baal de fato foi morto e que ele existiu no Submundo antes de ser ressuscitado. Para Mettinger, o Baal Ugaritico é de fato ‘um deus morto e ressurecto’.

Uma outra maior questão que os eruditos discutem é a fonte e evolução do mito de Baal. Como esta veneração de Baal evoluiu e porque os canaanitas criaram uma história de um deus usurpador que se elevou em oposição como Rei dos Deuses? Os eruditos modernos tem concluido que Baal tem muito em comum com o deus babilonio Marduk cuja ascendência a releza divina é relatada no épico da criação babilônica Enuma Elish, que é anterior ao Ciclo de Baal de Ugarit. No Enuma Elish Marduk é o filho de Ea/Enki que é um dos primários deuses sumérios, que examinaremos em um artigo futuro. Historiadores antigos tais como Philo de Biblos, Plutarco de Delfo e Berissus da Babilonia todos concordam que Baal e Marduk eram de fato o mesmo deus.

Melqart de Tiro

Os Canaanitas eram habitantes do Levante ao tempo do êxodus hebreu do Egito e seus assentamentos se estendiam do que agora é o sul de Israel todo caminho até o norte da Síria. Há muitos paralelos entre os fenícios e os canaanitas e frequentemente eles parecem ser da mesma cultura. Contudo a seguinte distinção pode ser feita: os canaanitas eram primariamente habitantes de terra a dentro que eram mais influenciados pelos babilonios e os assírios enquanto que os fenícios eram habitantes costeiros das cidades portuárias de Tiro, Sidon, Biblos e Aradus, conhecidos por seus talentos como navegadores e por suas atividades como colonizadores da inteira bacia mediterrânea. Portanto os fenícios eram mais influenciados pelos egípcios, como opostos a Babilonia e a Assíria, e eles por sua vez tiveram uma grande influência sobre os gregos. Os Fenícios parecem terem reconhecido Baal como a deidade principal de seu panteão, ainda que cada cidade fenícia também venerasse um único deus da cidade que eles reverenciavam especialmente. Em Tiro o nome deste deus era Melqart. Os gregos o conheciam como Heracles [o Hercules romano] e de seus contactos fenícios eles absorveram Heracles em seu próprio panteão cedo e criaram uma identidade separada para ele durante séculos. Os historiadores antigos eram portanto sempre cuidadosos em fazer distinção entre o Grego Heracles e o Melqart de Tiro. A história de Melqart é muito mais misteriosa do que aquela de Baal, Markuk ou Osiris, porque elas não são narrativas mitológicas em completa extensão de sua carreira e tudo o que temos são pedaços e partes. Em sua análise Mettinger se refere a Philo de Biblos que escreveu que, “Demarous tinha um filho Melkarthos, que é também conhecido como Heracles.” No Ugarit Baal é referido como Dmrn, que significa “O Guerreiro” e disto Mettinger conclui que podemos ter uma tradição aqui que Melqart era uma vez conhecido como filho de Baal. O que é importante para este estudo, contudo, é se Melqart era ou não visto como um deus ‘morto e ressuscitado’. Mettinger se refere a duas tradições diferentes que descrevem a ‘morte’ de Melqart. Ele primeiro oferece a seguinte citação de Edoxus de Cnidus de uma inscrição datando de de por volta 200 AC,  “… os Fenícios sacrificam codornas a Heracles, porque Heracles, o filho de Asteria e Zeus, foi a Líbia e foi morto por Typhon, mas Iolaus trouxe uma codorna para ele, e a tendo colocado perto dele, ele sentiu o cheiro dela e voltou novamente a vida”.

A referência é aos fenícios, e isto, mais a evidência de outras fontes antigas, torna claro que esta tradição se refere ao Heracles de Tiro que é Melqart. Sua morte é dada como tendo sido inflingida por Typhon que paraleliza as tradições de Osiris sendo morto por Set e Baal sendo morto por Mot. Typhon era um deus grego que era visto pelos mesmo antigos historiadores como o mesmo deus egípcio Set, enquanto há paralelos entre Typhon e Mot também. A segunda tradição a respeito da morte de Melqart parece ter se desenvolvido da prática fenícia de cremação e Mettinger dá um número de fontes que descrevem a morte pelo fogo como o fim final de Melqart. Em resumo, é muito bem atestado que Melqart era entendido ao menos como um ‘deus que morre’. A evidência que Melqart também era entendido como um ‘deus que ressuscita’ é muito interessante mas de certo modo controvertida, embora não para Mettinger. Isto tem a ver com a tradição ritual conhecida pelos fenícios como ‘O Despertar de Heracles”. Esta tradição é relatada pelo historiador judeu Josephus e é uma das diferentes traduções de uma passagem de seu livro ‘Antiguidades dos Judeus”. Ele se refere ao tempo do Rei Salomão e as atividades do Rei Hiram de Tiro, “Ele [Hiram] construiu o templo de Hercules e aquele de Astarte, e ele foi o primeiro a celebrar o Despertar de Heracles no mês de Peritius”. Em apoio a esta tradução Mettinger também se refere a outras várias inscrições que aludem ao culto de Heracles e mencionam uma pessoa específica conhecida como “Despertador” ou “Ressuscitador” de Heracles. Mettinger resume isto deste modo, “Nossa conlusão é que haja certas razões para acreditar que havia, na principal terra fenícia e na Palestina, nos tempos helenisticos, uma celebração cultica referente ao despertar de um deus, uma celebração na qual algum agente era referido como o ‘despertador’, ‘o ressuscitador’ de Heracles. O Velho Testamento também oferece evidência que os fenícios veneravam um deus que era sabido estar adormecido e precisava ser despertado. Em Reis 18:19-46 o profeta Elias enfrentou o Rei Ahab, que era casado com Jesebel, uma princesa de Tiro. Ahab e Jesebel tinham levado Israel a idolatria pela veneração de Baal e Elias foi chamado para demonstrar que o Senhor Deus de Israel era de fato o verdadeiro deus de Israel. Elias foi capaz de convencer Ahab em concordar com uma divina revelação dos fatos no topo do Monte Carmelo perto do mar ao sul de Tiro. Dois altares foram preparados, um para Baal e o outro para o deus de Israel, e Elias desafiou os 450 profetas de Baal a chamarem o fogo do céu em nome de Baal e queimar seus sacrifícios. Depois que os profetas de Baal tinham rezado e saltado ao redor por toda manhã, sem sucesso apelando a Baal pelo milagre do fogo, Elias começou a zombar deles dizendo: “Chamem com uma voz alta, porque ele é um deus; ou ele está ocupado ou foi a outro lugar, ou ele está em uma viagem ou talvez esteja adormecido e precise ser acordado.”

O lembrete final de Elias foi um insulto dirigido especificamente para a veneração de Tiro de Melqart/Heracles, que era conhecido estar ‘adormecido’ e que era ritualmente ‘despertado’ durante a anual cerimonia cultica da cidade de Tiro.  Neste evento particular no topo do Monte Carmelo nem Melqart e e nem Baal [talvez Melqart fosse o Baal de Tiro] respondeu aos esforços de seus sacerdotes, mas o fogo desceu do céu depois que Elias ofereceu uma rápida palavra de prece, que queimou os sacrifícios, as pedras do altar, e as cercanias da trincheira cheia de água.

Adonis de Biblos

Adonis é o segundo deus fenício de uma cidade que examinaremos. Seu centro original de culto era Biblos, localizado aproximadamente a 20 milhas ao norte da moderna cidade de Beirute, no Líbano. Mettinger explica que há duas versões diferentes do mito de Adonis que explicam sua relação com o Submundo e a categoria dos ‘deuses mortos e resurrectos”. Um versão simplesmente afirma que Adonis era um jovem caçador que foi morto por um porco do mato e esta versão do mito é depois elaborada pelo trabalho do segundo século de Lucian, ‘De Dea Syria’, “Vi… em Biblos um grande santuário… no qual eles realizam os ritos de Adonis… Eles dizem… que o que porco do mato fez a Adonis ocorreu no território deles. Como um memorial de seu sofrimento, a cada ano eles batem em seus peitos, lamentam e celebram os ritos… eles primeiro sacrificam a Adonis como se fosse uma pessoa morta, mas então, no dia seguinte, eles proclamam que ele vive e o enviam ao ar… Há também uma outra maravilha na terra de Biblos. Um rio do Monte Líbano se esvazia no mar. Adonis é o nome dado ao rio. A cada ano o rio se torna vermelho sangue e, tendo mudado sua cor, flui para dentro do mar e avermelha grande parte dele, dando um sinal para as lamentações dos habitantes de Biblos. Eles contam a história que neste dias Adonis está sendo ferido lá no Monte Líbano…”.  A outra versão é muito mais antiga e um sumário dela vem do autor do quinto século AC Panyassis: Algum dia quando Adonis ainda era uma criança Afrodite, pelo amor de sua beleza, o escondeu em um baú desconhecido pelos deuses e o confiou a Perséfone. Mas quando Perséfone o observou, ela não o devolveu. O caso então foi levado diante de Zeus, e o ano foi divido em três partes, de forma que Adonis pudesse estar por ele próprio uma parte do ano, com Perséfone uma outra parte e com Afrodite na parte remanescente. Contudo Adonis deu a sua própria parte em adição a de Afrodite. Por esta razão Adonis pode ser contado entre aqueles que estavam no Submundo e voltam para estar entre os vivos. Perséfone era a esposa de Hades, o deus grego do Submundo, que é o porque é dito que Adonis passa um terço do ano lá. Mettinger cita do escritor cristão Cirilo de Alexandria que se referir a um festival pagão alexandrino que foi baseado neste mito. Ele começava com o choro e o lamento em benefício de Afrodite pela perda de seu filho e então terminava com ela se regozijando depois de ter voltado do Submundo o tendo encontrado. Origenes e Jeronimo são dois outros escritores cristãos iniciais que perceberam o mito de Adonis e o ritual de ambos, em seus comentários sobre Ezequiel 8:14, igualaram Adonis com o deus sumério Tammuz. Eles também claramente identificaram Adonis/Tammuz como uma deidade ‘que morre e ressuscita’ no culto de Adonis. Isto desperta o seguinte comentário: “Devemos entender que os cultos de Adonis foram expostos a forte competição da Igreja Cristã. Poderia a noção da ressurreição de Adonis talvez ser uma caratéristica ‘confiscada’ do cristianismo? Para responder esta pergunta temos que perguntar se temos ou não razão para pensar que Adonis era um deus morto e ressurrecto já em tempos pré-cristãos. Ao fim de sua análise Mettinger conclui que simplesmente não existem dados suficientes sobre o culto inicial de Adonis para dar uma resposta conclusiva a esta última pergunta.

Eshmun de Sidon

Eshmun é o terceiro deus de cidade fenícia que examinaremos que é alegado por muitos eruditos pertencer a categoria dos ‘deuses mortos e ressurrectos’. Sua sede primária de culto é a cidade fenícia de Sidon, mas ele era reverenciado por todo Oriente Medio. Ele era conhecido pelos gregos como o deus Asclepius, um deus notado pelos seus poderes de cura. Uma narrativa curta e útil de sua vida vem de Damascius, um filosofo neo-platônico do quinto século da nossa era, “Asclepius de Berytus, ele diz, nem era grego e nem egípcio, mas um nativo fenício. Porque os filhos de Sadykos eram nascidos, que eram explicados como Dioscouri e Kabeiri. Então como o oitavo filho, Esmounos nasceu [dele]; e Esmounos é interpretado como Asclepius. Ele era de muito boa aparência, um jovem homem de feições admiráveis, e portanto se tornou, segundo o mito, o querido de Astronoe, a deusa fenícia, a mãe dos deuses. Ele costumava ir caçar nestes vales. Então uma vez aconteceu que ele descobriu a deusa o buscando. Ele fugiu, mas quando ele viu que ela continuava a caça-lo e estava a ponto de pega-lo, ele cortou seus próprios genitais com um machado. Grandemente aborrecida pelo que tinha acontecido, ela chamou Paian e recompôs a vida do jovem homem por meio do calor que traz a vida e fez dele um deus. Os fenícios o chamam de Esmounos por causa do calor da vida. Outros, novamente, interpretam Esmounos como ‘o oitavo’ explicando que ele era o oitavo filho de Sadykos.

Mettinger é cauteloso em aceitar demais a narrativa de Damascius como face de valor. Talvez o devolver a vida de Asclepius fosse apenas a cura de seus ferimentos. Outras fontes devem ser apresentadas se vamos concluir que Eshmun é de fato um ‘deus morto e ressurecto’, o que Mettinger imediatamente fornece. A primeira referência é simplesmente aquela de um nome de lugar libanês que deve certamente datar de tempos antigos, conhecido como Qabr Smun, localizado a quinze quilometros a sudeste de Beirute. O nome é traduzido como ‘A Tumba de Esmun”. Se Eshmun uma vez teve uma tumba, então ele uma vez deve ter morrido. Mettinger encontra uma segunda referência nos escritos de um erudito islâmico medieval que cita de um trabalho do segundo século de Galeno. Estas curtas linhas atestam a ressurreição de Eshmun, “É geralmente conhecido que Asclepius foi elevado pelos anjos em uma coluna de fogo, de modo similar ao relatado sobre Dionísio, Heracles e outros…” Metinger concede que a informação sobre Eshmun é muito limitada e que provavelmente não seja suficiente para oferecer firmes conclusões. Contudo, o nosso entendimento de Eshmun pode ser suplementado se aceitamos que Eshmun fosse provavelmente muito estreitamente relacionado a Baal e também a Melqart. Então, em dois tratados entre a Assíria… e cidades a oeste encontramos Meqart e Eshmun juntos. O que é provavelmente uma relação de genes, é encontrada em Cypros [Kition] durante o quarto século AC. Este nome duplo pode ser entendido de modos diferentes. Em qualquer caso, ele parece testificar uma proximidade cultica ou até mesmo uma fusão dos deuses Eshmun e Melqart. Esta proximidade cultica pode indicar que os dois deuses eram amplamente do mesmo tipo. O fato de que ambos tenham Ashtart como esposa apoia esta assunção. O que sabemos de Melqart como um deidade que morre e ressuscita pode então lançar luz sobre Eshmun. Mas admitidamente, esta última possibilidade é altamente hipotética.

Dumuzi da Sumeria

Agora nos voltamos a um dos muito mais antigos deuses ‘que morrem e ressuscitam’ do antigo Oriente Médio – Dumuzi da Suméria. O texto mais inicial que relata a história de Dumuzzi e suas ligações como Submundo vem de um poema sumério chamado a Descida de Inanna [ou a Herança de Inanna] que tem sido datado do século XXI AC. Esta história envolve as figuras sumérias que se tornarão muito mais familiares em artigos futuros, mas por agora aqui está a história básica: Inanna, a deusa e rainha da Suméria um dia determinou se apoderar do Submundo. Ele reuniu tudo que precisava e abandonou suas responsabilidades na terra e no céu e ele passou pelos setes portões. A cada portão era exigido que ela deixasse algo para trás e quando ela finalmente ficou diante de sua irmã gemea Ereshkigal, a Rainha do Submundo, ela estava completamente nua. Inanna forçou sua irmã para fora de seu trono no Submundo e tomou o lugar dela. Então sete juízes Annunakis apareceram e tomaram uma dura decisão contra Inanna, acusando-a de abuso de poder. Eles deram a ela a aparência da morte e penduraram seu cadáver em um gancho, devolvendo o trono a Ereshkigal. Depois de saber que Inanna estava sendo mantida sem vida no Submundo o ministro dela Nincubura se aproximou dos deuses sumérios Enlil e Nana por ajuda, mas eles se recusaram. Somente depois de se aproximar de Enki em sua cidade sagrada de Eridu, Nincubura encontrou esperança. Depois de ouvir Nincubura, Enki criou dois resgatantes da terra sob as pontas de seus dedos, dando a um deles a água da vida e ao outro o alimento da vida. Eles então foram enviados e com sucesso entraram no submundo encontrando Inanna e dando a ela a água e o alimento da vida depois do que ela foi trazida de novo à superfície. Depois de escapar do Submundo Inanna descobriu que ela estava sendo caçada por demonios que exigiam leva-la de novo para o Submundo. Inanna barganhou com eles e descobriu que eles voluntariamente aceitariam um substituto, mas ela hesitou ao pensar que os demonios levassem alguém que ela amava. Contudo, ela finalmente concordou que eles levassem o marido dela, Dumuzzi, o rei humano da Suméria, em seu lugar. Logo depois de ter entregue Dumuzzi, Inanna sentiu-se culpada e lamentou a perda de seu marido; então ela decretou que a irmã de seu marido Geshtinanna devia ser uma segunda substituta e eles deviam cada um servir metade de cada ano no Submundo. Na ‘Descida de Inanna’ Dumuzzi aparece apenas como uma figura secundária, mas a coisa importante é o resultado final e como isto foi refletido na religião suméria e nas religiões assiria e babilonia que a seguiram. Está claro de textos posteriores, bem como do Velho Testamento, que Damuzzi, mais tarde conhecido como Tammuz, era lamentado a cado ano pelo aniversário de sua entrada no Submundo [sua morte] e então celebrado a cada ano no seu reaparecimento do Submundo [sua ressurreição]. Isto é o bastante para muitos eruditos classifica-lo como um ‘deus morto e ressurrecto’.  Mettinger é mais cuidadoso em chegar a uma conclusão e ele primeiro considera a questão se Dumuzzi era ou não um verdadeiro deus. Os textos são claros que Dumuzzi, embora um rei mítico, ainda era um ser humano. Seu nome até mesmo aparece na lista dos Reis Sumérios como o governante inicial depois do Dilúvio que imediatamente precedeu o herói Gilgamesh:  1) Meskiagkasher, filho de Utu, se tornou alto sacerdote e rei e reinou 324 anos … 2) Enmerkar, filho de Meskiagkasher, rei de Uruk, aquele que construiu Uruk – reinou 420 anos 3) Lugalbanda, um pastor – reinou 1200 anos  4) Dumuzzi, o […], sua cidade era Kua[ra] – reinou  100 anos 5) Gilgamesh, seu pai era um ‘lillu-demon’, um alto sacerdote de Kullab – reinou 126 anos

Até mesmo embora Dumuzzi fosse claramente um ser humano Metinger argumenta que ele ainda era reconhecido como um deus pels sumérios e grupos posteriores. A distinção suméria entre humanos e divinos nem sempre era clara, mais ainda temos o caso de Gilgamesh que nasceu parcialmente divino mas ainda era completamente venerado como um deus. Mettinger conclui que o culto de Dumuzzi tinha dado a ele o reconhecimento de um deus. Dumuzzi/Tammuz também possuia um número de caraterísticas que paralelizam com outros ‘deuses mortos e ressurrectos’ que temos analisado. Por exemplo, Dumuzzi e Adonis eram ditos viverem uma parte de suas vidas no Submundo. Com Dumuzzi isto era metade do ano e com Adonis era um terço. Também, o ritual de lamentação de Tammuz era realizado no verão, que era o mesmo tempo em que a celebração anual de lamentação de Adonis acontecia, enquanto que a ressurreição de Tammuz deve ter acontecido no inverno, perto do mês de Peritius [fevereiro-março] quando a celebração do ‘Despertar de Heracles” acontecia, Recorde também que Origines e Jeronimo [veja acima Adonis] claramente acreditavam que Adonis e Tammmuz eram a mesma figura.

Osiris do Egito

Osiris é claramete o mais velho [de antes de 2500 AC] e provavelmente o mais entendido de todos dos alegados ‘deuses mortos e ressurrectos’ do antigo Oriente Médio. Seu mito foi relacionado na Parte II, então não temos necessidade de cobrir isto novamente aqui. Porque Osiris era o mais velho desta classe de deuses então podemos esperar que seu culto fosse também o mais infuente, que é o que encontramos quando comparamos Osiris com membros do resto do grupo. A respeito de Adonis de Biblos descobrimos que há conexões entre Biblos e o Egito que alcançam profundamente de volta a antiguidade. Mettinger escreve que ‘devemos calcular com a possível presença de um culto a Osiris em Biblos da antiga Idade de Bronze em diante, talvez até mesmo mais cedo”. Mettinger também se refere novamente ao trabalho de Damascius, ‘De Dea Syria’, no qual foi escrito que “há alguns habitantes de Biblos que dizem que o Osiris egípcio está enterrado entre eles e que todos os lamentos e ritos eram realizados não para Adonis mas para Osiris”. Damascius também escreve que os veneradores de Adonis raspavam suas próprias cabeças para a cerimonia anual da mesma maneira que eles o faziam no Egito.  Há várias conexões entre os mitos de Osiris e Adonis que existem. Em primeiro lugar, segundo a versão de Plutarco, o caixão fúnebre de Osiris depois de deixar o Egito foi banhado em Biblos, e foi lá que Isis recuperou o corpo de Osiris. Também, o próprio nome Biblos significa papiro em grego, e a cidade provavelmente recebeu este nome por causa que em tempos antigos ela era o principal distribuidor dos papiros egípcios na região. Há também evidência que Biblos foi uma vez talvez uma colônia ou até mesmo uma propriedade do Egito. Mettinger explica que em Biblos ‘o governante local usa a linguagem egípcia e a escrita, reconhece o faraó como seu senhor por direito, e carrega o título de um oficial egípcio… Nas cartas de Amarna, o governante de Biblos diz que Biblos é como Menfis para o rei [faraó]”. Dizer então que Osiris e Adonis são figuras que se desenvolveram separadamente, mas da mesma fonte antiga, é certamente uma conclusão razoável.

A cidade fenícia de Biblos era localizada ao norte de suas cidades irmãs Sidon e Tiro, e todos os três destes deuses primários das cidades: Adonis, Eshmun e Melqart eram estreitamente relacionados, se não originalmente o mesmo. Sobretudo, todos eles parecem estar ligados a Osiris. A conexão entre Osiris e Eshmun existe no nível mítico e é talvez a menos óbvia das três. Depois que o corpo de Osiris foi trazido de volta de Biblos para o Egito, ele foi descoberto por Set que o cortou em quatorze pedaços  que então foram espalhados pela terra. Todos estes pedaços foram então encontrados por Isis exceto o falo. No mito de Eshmun também encontramos uma ênfase no falo, quando Eshmun corta seus próprios genitais após estar prestes a ser capturado por sua perseguidora, a deusa Astrone, que é Asthart, que então se torna esposa de Eshmun, que é simplesmente a versão fenícia de Isis, a esposa de Osiris. No mito grego Eshmun é conhecido como Asclepius e, como exploraremos mais tarde, uma estranha conexão entre Asclepius e Gizé é dada nos escritos herméticos que datam dos séculos segundo e terceiro de nossa era. Quando isto vem a Melqart/Heracles há também uma extensiva evidência que o liga a Osiris. Nós já temos visto que há um alto funcionário do culto em Tiro que era conhecido como ‘O Despertador’ ou ‘Ressuscitador’ de Melqart. Mettinger ressalta que no quarto século AC inscrições de Tiro no qual o líder do culto se refere especificamente ao deus Osiris como ‘meu senhor Osiris’. Mettinger também considera se haveria uma conexão entre os rituais de Tiro do ‘despertar de Melqart/Heracles’  e numerosas litanias de ‘levante-se’ encontradas no culto de Osiris, especialmente dentro dos Textos da Pirâmide. Abaixo estão apenas uns poucos exemplos: Expressão 498: “Desperta Osiris! Desperta oh rei! Fique  de pé e se sente, atire fora da terra o que está com você! Venho e lhe dou [o olho de] Horus… Vá, tome este pão seu de mim”. Expressão 532: “Levante-se, oh Osiris, o filho primogenito de Geb, para quem as Duas Eneades tremem… Seus mão é tomada pelas almas de On, sua mão é agarrada por Ra, sua cabeça é levantada pelas duas eneades e eles tem estabelecido você, Oh Osiris, na cabeça do Conclave das Almas de On. Viva, viva e levante-se!” Expressão 603: “Levante-se, Oh meu pai o Rei, costure sua cabeça, reuna seus membros, eleve-se sobre seus pés, que você pode lhe guiar…” Expressão 628: “Eleve-se Oh Rei! Vire-se Oh Rei! Eu sou Neftis, e tenho vindo que posso sustentar você e lhe dar seu coração e seu corpo”.

Um dos maiores centros do culto de Melqart/Heracles era localizado em Gades na Espanha, perto da antiga localização do monumento dos Pilares de Hercules. O escritor do segundo século de nossa era Filostratus, em sua ‘Vida de Apolonio’ comenta neste lugar e dá apoio para a noção que Melqart era simplesmente a versão de Osiris em Tiro. Mettinger explica, a descrição de Filostratus do culto de Melqart/Heracles em Gades contém uma caraterística que pode talvez ser vista a luz de uma conexão entre Melqart e Osiris. Apolonio fala de um culto dual em Gades de ‘ambos de um e outro Hercules” e continua para distinguir entre o “Hercules egípcio” e o ‘o Tebano”. O último é o Heracles grego. ‘De Dea Syria’ fala do santuário de Heracles em Tiro, que não é “o Heracles que os gregos celebravam”. O Hercules egípcio é então, presumivelmente, o Melqart de Tiro. Se assim, deve haver alguma razão para descrever o Melqart de Tiro como o Hercules egípcio. Se ele tivesse se tornado associado com Osiris, entenderiamos este modo de se referir a ele. A associação se torna até mesmo mais sólida se recordamos novamente que o mito de Melqart/Heracles diz que ele foi morto pelo deus Tyfon, que é o equivalente grego do deus egípcio Set, o assassino de Osiris. Sobretudo, o assassinato de Heracles aconteceu na Líbia, e em um futuro artigo explicaremos como isto possivelmente possa ser uma referência ao antigo Egito e não a Líbia dos dias modernos. A conexão que existe entre Osiris e ou outros deuses antigos ‘que morrem e ressuscitam’ do Oriente Médio parece ser real e parece ser sólida. O caso seria fechado se não fosse por um problema maior. É o fato de que todos estes deuses é Osiris que realmente é o menos adequado a ser um membro desta categoria. Isto tem a ver com o aspecto da ‘resurreição’ de Osiris e é algo que um estudante amador de Egiptologia pode facilmente ressaltar. Mettinger olha o egiptologista Henri Frankfort para trazer isto a nossa atenção: “Osiris, de fato, era pertencente ao mundo dos mortos; era de lá que ele dotava suas bençãos sobre o Egito. Ele nunca retornou entre os vivos; ele não foi libertado do mundo dos mortos… Ao contrário, Osiris pertencia ao mundo dos mortos;  era de lá que ele doava suas bençãos ao Egito. Ele sempre era apresentado como uma múmia, um rei morto…”. Falando claramente, Osiris não era um deus ‘morto e ressurecto’ mas um deus que ‘morreu e se foi’! A chamada ressurreição de Osiris não era deste mundo, mas do seguinte, que é o porque ele era conhecido como Senhor do Submundo, e porque também os gregos o igualavam ao seu deus Hades. Se Osiris foi o criador inicial da categoria dos ‘mortos e renascidos” de quem todos os outros se originaram, então o que pode explicar esta flagrante discrepância?

A Agenda de Osiris

Em meados de outubro de 2005 a mais recente análise erudita de Osiris e de seu culto deve ser divulgada. O livro é escrito pelo altamente credenciado e muito respeitado egiptologista Bojana Mojsov e o título é ‘Osiris: Death and Afterlife of a God’. Pode ser uma coincidência, mas deve ser notado que a divulgação deste volume ocorrerá quase ao mesmo tempo em que novas investigações ocorrerão sob Zahi Hawass, como notado na Parte I. Se uma coisa é encontrada relativa a Osiris então o livro de Mojsov provavelmente receberá atenção internacional e aclamação. Estranhamente, um dos principais impulsos do livro de Mojsov parece não ser cultural ou arqueologico, mas muito mais espiritual. Aqui está a descrição do livro como ela é dada por Amazon.com: “Osiris, governante do Submundo, desempenhou um papel central na vida religiosa dos antigos egípcios, e seu culto cresceu em popularidade através de eras, ressoando em todas as culturas do antigo Mediterraneo. Este é o primeiro livro a contar a história do culto de Osiris do princípio ao fim. Retirando de vários registros sobre Osiris do terceiro milenio AC a conquista romana do Egito, Bojana Mojsov esquematiza o desenvolvimento do culto por 3.000 anos de história egípcia. O autor prova que o culto de Osiris era o mais popular e duradouro na antiga religião. Ela mostra como ele forneceu antecedentes diretos para muitas idéias, traços e costumes no cristianismo, incluindo a ressurreição depois de três dias, o conceito de deus como uma trindade, o batismo em um rio sagrado, e o sacramento da eucaristia. Ela também revela a influência do culto sobre outras tradições e grupos místicos ocidentais, tais como os alquimistas, rosacruzes e maçons livres.” Novamente, temos uma ênfase no relacionamento entre Osiris e seu culto e Jesus e as doutrinas do cristianismo. Temos visto neste artigo, bem como na Parte II, que esta estranha conexão é real e que não é algo artificialmente criado meramente para desacreditar o cristianismo. O fenômeno existe. Devemos lidar com ele. Ignora-lo ou explica-lo afastando-o como tantos cristãos o fazem seria covarde ou desonesto. Perto do fim de seu livro Mettinger concede que uma estranha conexão de fato existe entre o cristianismo e o paganismo dos ‘deuses mortos e ressurrectos’. Contudo, ele não acredita que a existência deste fenômeno pré-cristão deve necessariamente significar a não existência de Jesus Cristo e do Novo Testamento do cristianismo. Aqui está o que ele escreve: “Há, até onde estou ciente, nenhuma evidência prima facie que a morte e a ressurreição de Jesus seja uma construção mitológica, retirada de mitos e ritos dos deuses mortos e ressurrectos do mundo adjacente. Conquanto estudada com lucro contra a base da crença da ressurreição judaica, a fé na morte e ressurreição de Jesus retém seu caráter único na história das religiões. O enigma permanece.”. A Parte IV continuará com uma investigação da origem da civilização egípcia e de Osiris, seu deus mais importante. Uma resposta ao enigma existe, mas estará o mundo voluntário para aceitar isso?

Parte IV

As Origens Esquecidas do Egito

“As origens da civilização faraônica sempre tem sido envolvidas em mistério. O que fez com que a cultura dinástica irrompesse no Vale do Nilo dentro de um período de tempo relativamente curto? … Há pouca evidência da realeza e de seus rituais muito antes do início da Primeira Dinastia; nenhum sinal de desenvolvimento gradual de trabalho em metal, arte, arquitetura monumental e escrita – o critério definidor da civilização inicial. Muito do que sabemos sobre os faraós e sua cultura complexa parece vir a existência em um flash de inspiração.” –  David Rohl, Legend – the Genesis of Civilisation, 1998, p.265

Uma das questões mais controvertidas no inteiro campo da Egiptologia é também a mais básica; De onde veio a avançada civilização faraônica? No próprio início das primeiras dinastias o Estado egípcio parecia estar completamente desenvolvido, intrinsecamente estruturado, tecnologicamente avançado e economicamente vibrante. Como pode algo tão completo aparecer tão repentinamente e aparentemente de nenhum lugar? Hoje a resposta que você mais frequentemente ouve  é ‘que isso apenas aconteceu deste modo’, que o Egito foi construído pelos africanos egípcios, que eles próprios fizeram isto por sua própria conta usando seu próprio conhecimento e recursos, e argumentar uma outra resposta é um insulto aos egípcios e africanos seja onde for! Este tom ‘politicamente correto’ que é tão penetrante dentro da academia principal hoje era, contudo, nem sempre tão influente no passado. Quando o estudo do Egito antigo estava se tornando uma ciência perto do fim do século XIX os eruditos envolvidos no campo tinham muito mais liberdade para advogar suas próprias idéias únicas, não importa quão controversas ou ridículas eles pudessem parecer. Foi neste mercado aberto de idéias que alguns dos fatos mais importantes sobre o Egito antigo foram descobertos e quando alguns dos métodos mais importantes para estudo e escavação do Egito antigo foram desenvolvidos.

Flinders Petrie

Ninguém pode começar a descrever a origem e evolução da ciência da Egiptologia sem se referir a William Matthew Flinders Petrie. Outro que Jean Francois Champollion, que primeiro decifrou a Pedra da Roseta e os hieróglifos egípcios, a influência de Petrie sobre o campo é muito inigualável. Petrie começou suas escavações no Egito em 1884, como um diretor do Fundo de Exploração Britânico baseado no Egito e suas experiências o levaram a ser muito crítico dos métodos destes escavadores que o precederam, que estavam mais preocupados em descobrir e pilhar tesouros sensacionais do que em aprender a história real do Egito. Ele escreveu: ‘Nada parece ser feito com qualquer plano uniforme e regular, o trabalho começou e foi deixado inacabado; nenhum respeito é prestado às futuras exigências de exploração e nenhum aparelho civilizado ou de trabalho poupador são usados. É doentio ver o nível no qual tudo está sendo destruído e o pouco respeito prestado a preservação.” Os métodos de Petrie foram inteiramente contra aqueles de seus contemporâneos. Eles eram completados cientificamente, muito meticulosos, e no fim muito frutíferos, e hoje ele é visto como o Pai da Egiptologia bem como talvez o Pai da Arqueologia. Segundo o autor James Baikie que escreveu ‘A Century of Excavation in the Land of the Pharaohs’, “se o nome de qualquer homem deve ser associado à moderna escavação como o principal doador de seus princípios e métodos, este deve ser o nome do Professor Sir W.M. Flinders Petrie.” Flinders Petrie era um gênio inspirado e suas opiniões sobre a origem do Egito dinástico não devem ser rejeitadas ligeiramente, até mesmo embora, como seus detratores aleguem, elas possam ter sido subconscientemente apoiadas ou desenvolvidas em uma linha de suas próprias tendências.

A Raça Dinástica

Petrie veio a se dirigir ao problema da origem do Egito dinástico como um resultado de sua escavação do maciço sítio antigo funerário perto da vila de Nakada aproximadamente a vinte milhas ao norte de Luxor no Alto Egito. No inverno de 1894-95 a equipe de Petrie metodicamente escavou e registou os conteúdos de mais de 200 tumbas, que mostraram datar de um período na história do Egito exatamente anterior à emergência da Primeira Dinastia. Dos dados reunidos da escavação Petrie entendeu que o sitios das tumbas de Nakada continham os funerais de dois grupos inteiramente diferentes de pessoas. Um grupo era caraterizado pelos corpos colocados em simples buracos, postos em posição fetal e cobertos com folhas de palmeira. Este grupo, designado Nakada I, era enterrado com simples objetos da vida diária incluindo a básica cerâmica egipcia que era encontrada em numerosas outras escavações que datavam deste período de tempo. O outro grupo, Nakada II, era marcantemente diferente.  Os corpos eram enterrados em buracos que era cobertos de tijolos, que então eram cobertos por troncos de palmeira. Este buracos continham objetos valiosos tais como joalheria em lapis lázuli, e também cerâmica de novos tipos e funções. Os corpos não eram enterrados intactos, mas somente depois de serem desmembrados, com o cranio enterrado separado do torso e dos membros. Havia também sinais de canibalismo ritual tendo ocorrido dentro do grupo de Nakada II e que estava completamente ausente em Nakada I.

A escavação de Nakada forneceu muito a evidência que levou Flinders Petrie a levar adiante sua teoria da origem de uma civilização magnificente e muito antiga do Egito. Ela tornou-se conhecida como a “Teoria da Raça Dinástica” e ela alega que na era pré dinastica o Egito foi invadido por um grupo tecnologicamente superior de estrangeiros de elite [Nakada II] que vieram oriinalmente da Mesopotamia. Esta Raça Dinástica invadiu e conquistou o Egito Superior e se estabeleceu na cidade deles de Nekhen, também conhecida coo Hierakonpolis, próximo de onde importantes centros de culto de Abidos, Tebas, Luxor e Edfu mais tarde emergiriam. Petrie se referiu a esta força invasora como ‘A Tribo do Falcão” e o nome de sua cidade capital de Nekhen significa cidade do Falcão. Seus descendentes tornaram os Reis Horus do Egito com a Primeira Dinastia sendo estabelecida sob um Rei chamado Horus-Aha, ou “Horus o Combatente”, depois do que sua tribo finalmente subjugou e unificou a inteira terra do Egito.

A Elevação a Queda e a Ressurreição de uma Teoria

A idéia de que o esplendor do antigo Egito veio de uma cultura que era originalmente estrangeira ao Egito não foi de início apenas impalatável demais para o mundo academico aceitar. De fato, por muitas décadas esta foi vista como a mais provável solução para o problema. Egiptologistas bem respeitados e altamente credenciados adotaram a teoria e continuaram a reunir evidência adicional para sustenta-la. Até aproximadamente a Segunda Guerra Mundial este era o ponto de vista dominante no mundo academico. E então Hitler entrou em cena e depois de seu desastroso legado qualquer conversa sobre uma ‘raça mestre’ começou a ser vista sob uma luz negativa. O fim da Segunda Guerra Mundial também assinalou o fim do colonialismo europeu e com isto veio o nacionalismo do Terceiro Mundo quando os países recentemente independentes começaram a enfatizar e celebrar suas identidades culturais. Repentinamente os campos da arqueologia e da história antiga se tornaram muito influenciados pela política, especialmente no Egito que era liderado por Nasser, que com suceso lutou contra os britânicos e os franceses na Guerra de Suez de 1956. No início dos anos de 1960 um último maior empurrão academico am apoio da “Teoria da Raça Dinástica” foi feito por Bryan Emery o Professor de Egiptologia do University College de Londres. Infelizmente sua escolha de termos foram até mesmo mais politicamente incorretas do que aquelas de Petrie – Emery se referiu aos invasores do Egito como uma ‘super raça’. A reação contra Emery era previsível e devastadora, e eruditos ambiciosos foram espertos o suficiente para entenderem que o estabelecimento academico não mais consideraria seriamente qualquer conversa sobre uma ‘Raça Dinástica” ter construído a civilização egípcia. Esta situação permaneceu a mesma por aproximadamente trinta anos, durante tal tempo muitos eruditos eram muito recompensados por suas tentativas de mostrar como a civilização egípcia se espalhou completamente por si só tão de repente, apenas por meio de renovações internas. A questão da origem dos fundadores dinásticos do Egito teria permanecido ignorada até o século XXI se não fosse pelo trabalho notável de David Rohl. Em 1998 ele publicou seu segundo maior estudo sobre história antiga intitulado ‘ Legend – the Genesis of Civilisation’. Com este volume campeão de vendas a validade da “Teoria da Raça Dinástica” foi extensivamente documentada e apresentada ao público, muito para consternação do mundo academico.

David Rohl é um Egiptologista profissional formado pela University College de Londres (UCF), a mesma universidade afiliada a Flinders Petrie e Bryan Emery. O principal foco da carreira de Rohl tem sido o retrabalho da cronologia geralmente aceita que artificialmente estende os dados da antiga história remontando a uns extra trezentos anos aproximadamente. Por causa desta cronologia falha, a maioria dos academicos se sentem seguros em dizer que a história do Velho Testamento é um mito e que eventos tais como o Exodus, a conquista israelita de Canaã, e as Monarquias Unidas de David e Salomão, nunca aconteceram realmente. Em seu primeiro livro ‘A Test of Time: The Bible – From Myth to History’, publicado em 1995, David Rohl mostrou que os arqueologistas tem estado procurando no lugar certo pela evidência dos eventos bíblicos, mas eles não tem olhado o tempo certo. David Rohl oferece um número de explicações possíveis pelas quais o porque da cronologia geralmente aceita da história antiga é falha, e então ele mostra como a história bíblica vem viva e como todas as peças se encaixam no quebra-cabeças se vistas de uma perspectiva de sua proposta Nova Cronologia (NC). É desnecessário dizer, seu trabalho tem sido grandemente apreciado por grande parte do público geral, mas redondamente criticado pelo mundo academico que não está ávido de aceitar o fato que tudo de seus livros didáticos sobre história antiga precisam ser retomados e reeescritos. Em seu primeiro livro David Rohl se concentrou na história dos israelitas e como os eventos do Velho Testamento se encaixam nos registros da história antiga, enquanto em seu segundo livro, ‘Legend – the Genesis of Civilisation’, ele voltou ao Egito antigo e mostrou como sua história estava intimamente ligada com muitos dos eventos descritos no Livro do Geneses. O que se segue é uma curta lista e explicação de alguns dos dados que apoiam a teoria que invasores da Mesopotamia foram os responsáveis pela criação das glórias do Egito Dinástico.

Dados: Os Artefatos de Nakada

A descoberta do sítio maciço funerário em Nakada por Flinders Petrie foi brevemente mencionado acima, ainda que mais seja necessário ser dito. O que Petrie encontrou foi a evidência conclusiva de um grupo de invasores que eram associados a artefatos cujas origens eram claramente rastreaveis de volta a Mesopotamia. Entre estes artefatos estava a cerâmica feita em estilos similares aquela dos Sumérios. Rohl se refere ao aparecimento de cerâmica exatamente de tipo Mesopotamico entre os funerais de Nakada II e ele cita da respeitada erudita Helene Kantor, “Entre as formas dos potes decorados estão jarros relativamente grandes com três ou quatro ‘alças’ triangulares para os ombros. Estas ‘alças’ são reminiscentes daquelas que já estavam em uso na cerâmica mesopotamia no período Ubaide e que se tornaram particularmente típicas e frequentes da ceramica pré- alfabetização”. “Mais convincente são os vasos de manchas redondas… Embora eles sejam feitos de velha cerâmica indígena vermelha, as bolas são completamente não egípcias; como um todo estes jarros se assemelham a aqueles mesopotamios da parte inicial do périodo pré alfabetização”. Incluidos entre os muitos artefatos unicamente associados com os funerais de Nakada II estão joalheria e ornamentos feitos da preciosa pedra azul lápis lázuli. Rohl explica como os modernos eruditos se dirigem a este fato importante: “Tão surpreendente quanto possa parecer, esta pedra é presumida pelos eruditos ter vindo apenas de uma fonte de localização conhecida na região – as montanhas de Badakshan no Afeganistão, a mais de 3.700 quilometros do Egito… o lápiz lázuli era altamente valorizado pelos sumérios [Mesopotamia] e era importado todo o caminho de Meluhha [no Vale Indus] via Dilmun [Bahrein]… o padrão de distribuição é o mesmo: um produto ou material primeiro aparece na Suméria e Suziana antes que ele chegue ao Egito”. Um outro importante item presente nos funerais de Nakada II era uma maça em forma de pera. Os apoiadores da Teoria da Raça Dinástica argumentam que a introdução desta arma [da Mesopotamia] dava uma margem tecnológica aos invasores de Nakada II, que o utilizavam efetivamente para dominar os egípcios indigenas que estavam armados com armamento mais frágil e menos eficaz. A maça em forma de pera então se torna uma parte importante do legendário simbolismo  e imagens associadas aos invasores. O artefato final único que discutiremos dos sítios funerais de Nakada II é o selo de cilindro. Este instrumento cerimonial foi usado para deixar um padrão quando rolado sobre a argila úmida e sua origem é mais do que certamente Mesopotomia. Rohl fornece a conclusão óbvia: ” Não é coincidência que o selo de cilindro primeiramente apareceu no Egito ao mesmo tempo da maça em forma de pera e o lápiz lázuli. O selo de cilindro não era uma invenção do povo do Vale do Nilo porque, como temos visto, estes notáveis pequenos objetos já estavam sendo usados para o mesmo propósito na cidade de Uruk durante o últmo período Ubaide. O selo de cilindro é portanto uma invenção suméria”. Uma análise dos artefatos associados aos alegados ‘Invasores Dinásticos’ pode parecer ser conclusiva por si só, ainda que a evidência para os sítios funerários de Nakada II vá muito mais profundo do que isto. Como podemos provar conclusivamente que estas eram pessoas que vieram de fora do Egito? Podemos olhar as próprias pessoas. Rohl cita do antropologista Douglas Derry que estudou os restos físicos dos corpos enterrados em Nakada e encontrou diferenças óbvias entre os gupos de Nakada I e Nakada II. ‘As pessoas pre-dinásticas são vistas terem cranios estreitos com uma medida de altura excendendo a de largura, uma condição comum nos negros. O inverso é o caso da Raça Dinástica, que não apenas tinha cranios mais largos mas a altura destes cranios, conquanto excedendo aquela na raça pré-dinástica, era ainda menor que a largura”. ‘Isto também é sugestivo da presença de uma raça dominante, talvez relativamente poucos em números, mas grandemente excedendo os habitantes originais em inteligência; uma raça que trouxe ao Egito o conhecimento da construção em pedra, da escultura, da pintura, relevos, e acima de tudo a escrita; portanto um salto enorme do egípcio primitivo pré-dinástico para a civilização avançada do Velho Império”. Já que no tempo de Derrel a prática de usar mensurações do cranio para determinar o nível de ‘inteligência’ tem sido desmentido, contudo os dados que provam as diferenças físicas entre os dois grupos ainda permanecem. É claro que os invasores do Egito eram de origem Asiática e eles estavam ao menos muito melhor motivados e organizados do que os habitantes indígenas africanos. O resultado final é que este grupo eventualmente conquistou o Egito e emergiu como a classe social dominante que produziu os Reis Horus e a aristocracia Iru-Pat do Velho Reino.

Dados: A Escrita

Uma das mais misteriosas obtenções da civilização egípcia inicial é seu máximo desenvolvimento instantaneo e perfeição em um sistema complexo de escrita. Foi a escrita egípcia desenvolvida completamente independente da influência externa e da ingenuidade dos próprios indigenas egípcios, ou ela veio de uma influência externa que pavimentou o caminho? Rohl cita do Egipologista da UCL Henri Frankfort que deu a seguinte explicação em seu livro ‘The Birth of Civilisation in the Near East’, “Tem sido costumeiro postular os antecedentes pré-históricos para a escrita egípcia, mas esta hipótese nada tem a seu favor… a escrita que primeiro apareceu sem antecedentes no início da Primeira Dinastia não era de forma alguma primitiva. Ela tinha, de fato, uma estrutura complexa.  Ela inclui três diferentes classes de sinais: ideogramas, sinais fonéticos, e determinantes. Este é precisamente o mesmo estado de complexidade que já havia sido alcançado na Mesopotamia em um estágio avançado de período proto-alfabetização. Há, contudo, um estágio mais primitivo que é conhecido nos tabletes iniciais, que usavam apenas ideogramas. Negar, portanto, que os sistemas egípcio e mesopotamio de escrita estão relacionados significa manter que o Egito inventou independentemente um sistema complexo e não muito consistente no mesmo momento de ser influenciado em sua arte e arquitetura pela Mesopotamia onde um sistema precisamente similar tinha exatamente sido desenvolvido de um estágio mais primitivo”. Para Frankfort a resposta era óbvia. Os hieróglifos egípcios apareceram pela primeira vez com o mesmo nível de sofisticação que aquele encontrado na Suméria por causa que a idéia por trás da arte foi trazida ao Egito da Suméria. Contudo, como o ressalta Rohl, depois de seu aparecimento inicial a escrita egípcia tomou um caminho diferente de desenvolvimento por causa dos materias de escrita que eram disponíveis. O Egito possuia o papiro e tinta, enquanto os sumérios apenas tinham argila e junco. O Egito portanto desenvolveu um estilo muito mais impressivo pictoricamente e florescente enquanto a Suméria continuou a desenvolver a escrita conhecida como cuneiforme que usava uma ponta cortada de um junco para gravar impressões na lama úmida, que então era cozida e preservada como tabletes de tijolos e selos de cilindro.

Para muitos egiptologistas, a despeito de como eles interpretam os dados, uma das áreas mais óbvias da influência mesopotomia no antigo Egito veio no campo da arquitetura. Nós já tinhamos visto como os poços funerais de Nakada II eram alinhados com tijolos de lama, e pouco depois do uso inicial da inovação mesopotamia [porque  a Suméria não tinha pedra prontamente disponível], lá apareceu a primeira arquitetura monumental no Egito, também feita no estilo sumério de tijolos de lama. Estas construções iniciais eram tumbas maciças construídas para os mais importantes líderes dos invasores. Elas apareceram perto da cidade de Tjenu (Gr. Thinis) perto do sítio de culto de Abidos, onde originalmente foi pensado estar enterrado o corpo de Osiris. O historiador egípcio Manetho escreve que Tjenu era a capital da Primeira Dinastia começada por Menes – que era provavelmente Horus-Aha. [Pelo tempo da Primeira Dinastia a capital tinha sido movida Nilo abaixo a um numero de milhas da original capital de Nekhen]. Juntamente com estas grandes tumbas construídas para os primeiros líderes da Tribo do Falcão  havia também sítios de tumbas subsidiárias de montes de indivíduos que foram provavelmente ritualmente sacrificados ao mesmo tempo em que o indivíduo primário era enterrado. O sacrifício humano bem como o canibalismo parecem ser aspectos importantes da religião da Tribo do Falcão e do sistema ritual, embora estes elementos sejam decididamente minimalizados por alguns dos eruditos modernos. Uma posterior inovação arquitetural que tem óbvios paralelos com a Mesopotamia veio com a utilização egípcia das ‘fachadas em nicho’ o que simplesmente significa o uso de projeção alternada e paredes recuadas ao redor do perímetro de uma construção. A este ponto Rohl é capaz de citar um número de eruditos que concordam que isto seja uma das coisas mais importantes a fornecer uma ligação entre a Raça Dinástica e sua origem na Suméria. As fachadas em nicho eram usadas pela Mesopotamia e elas eram um metodo arquitetural que antecedeu o aparecimento dos grandes zigurats com degraus que se espalharam pelas cidades Estado na medida em que a cultura Suméria alcançava seu zênite. No Egito, mais uma vez, este parelo mesopotamio aparece repentinamente e completamente desenvolvido. Este método é usado no Egito Superior para as tumbas localizadas em Abidos e em Nakada, e então ele aparece novamente mais tarde para a construção feita em Saqqara no Egito Inferior e nas Primeira e Segunda Dinastias depois que o Egito foi unificado sob os Reis Horus. A influência Mesopotamia é novamente vista na Terceira Dinastia com o criação da grande pirâmide em degrau de Djoser em Saqqara que é reconhecida como a primeira pirâmide egípcia e obvimante modelada segundo o sigurat sumério. Este monumento é também um dos primeiros casos onde os construtores começaram a utilizar a pedra que estava prontamente disponível, muito mais do que usar os tijolos de lama que estavam acostumados a usar. As obtenções e inovações em Saqqara então pavimentaram o caminho para as pirâmides e templos eregidos durante a Quarta Dinastia, tipificados pelo complexo de Gizé.

A Invasão do Barco Quadrado

Se aceitarmos a  premissa que um grupo altamente cheio de recursos e tecnologicamente avançado invadiu e subjugou o Egito antes das primeiras dinastias não temos que procurar muito longe pela evidência de como e onde eles o fizeram. Por muitos anos esta evidência tem existido ainda que não seja muito bem explicada pelos principais eruditos, que negam que uma tal invasão até mesmo tenha acontecido. A invasão veio ao Vale do Nilo do Mar Vermelho através dos vales do deserto oriental. Este vales eram conhecidos como ‘wadis’ e há três wadis (Hammamat, Abad e Barramiya), oposto aos acampamentos de Nakada e Nekhen, onde a evidência desta invasão foi deixada na forma do grafite primitivo. As imagens mais comuns gravadas nas pareces de rocha dos vales são imagens de grandes barcos quadrados no estilo mesopotamio com proas altas e remos que são inclinados para trás, que frequentemente apresentam chifres, antenas ou bandeiras. Estes barcos são frequentemente cheios de pessoas, algumas vezes com uma figura principal carregando uma maça em forma de pera que fica alto no centro. Os wadis correm de leste a oeste e as proas dos barcos fdicam de frente para oeste na direção do Nilo. Muitas das apresentações mostram os barcos sendo puxados por cordas por membros da tripulação. O que aconteceu quando este grupo de invasores finalmente alcançou o próprio Nilo depois de arrastar seus barcos pelo deserto a partir do Mar Vermelho? David Rohl se refere a vários dos mais importantes artefatos antigos egípcios para uma resposta, incuindo os dois seguintes. O primeiro é conhecido como a faca Gebel el-Arak. Este artefato de marfim foi encontrado perto da margem leste do Wadi Hammamat e é importante para as imagens encontradas em seu intricado cabo gravado que os especialistas concluem dar a ele uma firme datação pré-dinástica. Por um lado as imagens gravadas apontam inconfundivelmente para uma fonte suméria, da cena do ‘Mestre dos Animais” usando um estilo de cabelo sumério e um casaco longo não egípcio, os dois cães troncudos, musculosos de focinho curto mesopotamios apresentados embaixo. Por outro lado encontramos o resultado final do aparecimento dos invasores sobre o Nilo. David Rhol chama a isto “A Primeira Batalha da História”. Há duas cenas de batalha, uma batalha por terra no topo e uma batalha naval na parte inferior. Na batalha de terra encontramos um grupo de cabelos curtos carregando maças em forma de pera e porretes que está derrotando um grupo de cabelos longos que combate, mas parece desarmado. Na batalha naval o mesmo tipo de barcos quadrados são apresentados nas paredes das rochas dos wadis orientais e são mostrados derrotando uma fila de barcos em forma de crescente que são típicos do Nilo.

Um outro maior artefato pré-dinástico que explica o resultado da invasão dos barcos quadrados é conhecido como Narmer Palette, encontrado em Nekhen em 1897 e agora guardado no Museu do Cairo. Narmer era um rei do Egito Superior que imediatamente precedeu Horus-Aha, o conquistador do Egito. Um lado desta palheta mostra uma grande imagem de um rei segurando uma maça em forma de pera em uma pose de golpe, enquanto na outra mão tem o cabelo de uma vítima que se contrai. Sob seus pés dois outros inimigos fogem em terror. Do outro lado a maior apresentação é esta de duas bestas como dinossauros com as cabeças interligadas do típico modo sumério, controladas com cordas mantidas por dois homens barbados. Abaixo disto o rei é apresentado como um touro esmagando um inimigo e invadindo uma cidade, enquanto ali encima há o que parece ser uma procissão de vitória. Narmes é a principal figura e ele novamente sustenta sua maça. Ele é auxiliado por um servente, sua rainha, e quatro figuras carregando estandartes. Contra esta procissão há figuras de dez corpos decapitados, sobre o que é retratado o mesmo barco quadrado de proa alta como encontrado no punho da faca de Gebel el-Arak e no grafite do deserto oriental. Desde os mais iniciais começos da cultura egípcia tem sido mantido que o barco seja sagrado, como evidenciado pelos enormes chamados ‘barcos solares’ que foram desenterrados perto da face sul da Grande Pirâmide em 1954. Este barcos foram enterrados quando a pirâmide foi construida e os eruditos acreditam que eles eram apresentações cerimoniais do barco mitológico que transportava Ra através do céu a cada dia. Contudo os barcos não eram reverenciados meramente por sua utilidade no Nilo, ou por suas tradições mitológicas, mas também porque os conquistadores do Egito vieram ao Egito através do mar por barco. De fato, os barcos desenterrados na Grande Pirâmide, com suas altas proas, fundo chato, e cabines centrais pareciam mais como os barcos que foram puxados através do deserto para o Nilo do que com os barcos tradicionalmente usados no Nilo. Talvez os barcos enterrados em Gizé não fossem afinal ‘cerimoniais’.

A Grande Migração

No capítulo 10 do Geneses há uma longa lista de muitas tribos diferentes da terra que existiam depois que a humanidade emergiu do Dilúvio de Noé. Esta passagem é conhecida como a Tabela das Nações e a lista é organizada sob os três filhos de Noé:  Shem, Ham e Japheth. É a esta lista que David Rohl se dirige depois que ele traz seus leitores a aceitarem a inevitavel conclusão que o Egito dinástico foi fundado por invasores vindos da Mesopotamia. Segundo a narrativa da Tabela das Nações havia quatros filhos de Ham, e três deles se estabelecram a África, especificamente Cush, Mizraim e Put. A terra de Cush é conhecida pelo Velho Testamento como a região atual do Sudão/Etiópia ao sul do Egito; a própria terra do Egito é chamada pelo Velho Testamento como Mizraim. Josephus o historiador judeu apoia e elabora sobre a narrativa do Geneses: “… o tempo não tinha de todo ferido e o nome de Cush; para os etíopes sobre os quais ele reinou, eles são até mesmo hoje em dia, por eles próprios e por todos os homens na Ásia, chamados Cushitas. A memória também dos Mesraitas é preservada por seu nome; para todos nós que habitamos este país da Judeía chamamos o Egito Meste e aos egípcios Mestreanos. Put também foi o fundador da Líbia, e chamou os habitantes de Putitas, por causa dele mesmo; há também um rio no país dos Mouros que em este nome… mas o nome agora tem sido trocado por causa dos filhos de Mizraim, que eram chamados de Libios”. David Rohl acredita que Cush, o filho mais velho de Ham, aparece dentro da lista dos Reis Sumérios como o primeiro regente da dinastia de Uruk pós Dilúvio, onde sua partida da Suméria e jornada para a África é notada,  “Meskiagkashar, filho de Utu, se tornou alto sacerdote e rei e reinou 324 anos. Meskiagkashar desceu pelo mar e subiu as montanhas”.(SKL coluna iii, linhas 4-6) Se este rei antigo e seus irmãos viajaram para fora da antiga Suméria por mar, então a rota deles teria que ter sido através do Golfo Pérsico e ao redor da Península Árabe, navegando os barcos quadrados de junco revestidos de betume que eram típicos do Golfo Pérsico nesta antiga data.

Isto nos leva direto ao quarto filho de Ham, que era Canaã. Segundo o Geneses 10:19, os canaanitas se estabeleceram nas terras na margem leste do Mediterrâneo. Eles também eram conhecidos como fenícios. Como eles chegaram lá foi notado pelo historiador grego do século V Heródoto, e também Estrabo, o geógrafo grego do século I, Herodoto: “Os homensa sábios da Pérsia  dizem que os fenícios foram a causa da rixa [entre os gregos e os persas]. Estes [eles dizem] vieram aos nossos mares [isto é, ao Mediterrâneo oriental] do Mar da Eritréia, e tendo se estabelecido no país que ainda ocupam [isto é, Fenica/Líbano] e uma vez começaram a fazer longas viagens”.  Strabo: “Ao navegar mais distante [descendo o Mar da Eritréia] se vem a outras ilhas. Quero dizer Tiro e Aradus, que tem templos como aqueles dos fenícios. É avaliado, ao menos pelos habitantes das outras ilhas, que as ilhas e cidades dos fenícios que tem o mesmo nome sejam colônias deles”.  David Rohl explica onde estava o Mar da Eritréia e também como este entendimento da origem dos antigos fenícios tem sido passado aos dias modernos através dos séculos, “Vá visitar uma escola libanesa e sente-se em uma aula de história. Lá você ouvirá o profesor explicar às crianças que os modernos libaneses são descendentes dos antigos fenícios que, por sua vez, se originaram das ilhas do Golfo Pérsico. As origens legendárias dos fenícios não são uma invenção da comunidade cristã libanesa puramente para fornecer uma separada tradição étnica de seus vizinhos muçulmanos. A idéia de que os ancestrais dos fenicios vieram de muito além de Bahrein para encontrar novas cidades de Canaã na costa leste do Mediterrâneo era bem conhecida pelos escritores clássicos. Justin, Plinio, Ptolomeu e Strabo todos tinham a original terra natal dos fenícios no Golfo como um fato histórico… Os Tirianos [ da cidade de Tiro] proclamavam sua terra natal como a ilha de Tilos no Mar da Eritréia. Agora o Mar da Eritréia ou Vermelho não era nos tempos antigos o que hoje conhecemos como Mar Vermelho… O original Mar Vermelho era o que hoje chamamos de Golfo Pérsico ou árabe e o Oceano Índico além. Ele assim era chamado por causa de Eriteas, que, segundo a lenda, “foi enterrado detro de um grande monte na ilha de Tilos”. Rohl continua para explicar que o nome Tilos é uma forma grega da palavra arcadiana Tilmun, e a legendária ilha paraíso de Dilmun, bem conhecida no mito sumério, é de fato a ilha de Bahrein. Isto foi provado em 1970 pela erudição de Geoffrey Bibby em seu livro clássico, ‘Looking For Dilmun’, uma narrativa de sua escavação de doze anos de Bahrein e sua pesquisa de suas origens. Bahrein foi a verdadeira pedra em degrau para a antiga Mesopotamia quando os filhos de Ham foram dispersados depois do Dilúvio. Um dos mais impressivos símbolos naturais desta região é o falcão, a ave de presa rápida e nobre que hoje é valorizada pelos sheiques do Golfo Árabe. Talvez isto explique o símbolo tribal que foi adotado pelos invasores do Egito. Rohl cita de Flinders Petrie para resumir as explorações deste poderoso grupo guerreiro, ‘Esta Tribo Falcão tinha certamente se originado de Elam [Susiana], como indicado pelo herói e leões no cabo da faca de Ara. Eles desceram o Golfo Pérsico e se estabeleceram no ‘chifre da África’. Lá eles nomearam a Terra de Punt, sagrada para os egípcios posteriores, como fonte da raça. O povo de Pun fundou a fortaleza da ilha de  Ha-fun que comanda a inteira costa, e dai veio o povo púnico ou fenicio da antiguidade clássica…  Aqueles que subiram o Mar Vermelho formaram os invasores dinásticos do Egito entrando pela estrada de Kuseir-Koptos. Outros foram para a Síria e fundaram Tiro, Sidon e Aradus, assim chamadas por sua terra natal as ilhas do Golfo Pérsico’.

Se os egípcios e os fenicios partilharam ancestrais comuns e um comum caminho de migração de origem no mar para fora da Mesopotamia, então estes fatos vão um longo caminho na direção de explicar suas similares crenças religiosas evoluindo ao redor da veneração de um primordial deus morto. Estamos a um passo mais perto de identificar este deus morto como uma figura histórica.

Parte V

O Mundo do Espírito e a Civilização

“Era uma vez um tempo… que não havia medo, nem terror. O homem não tinha qualquer rival… o inteiro universo, as pessoas em uníssono… para Enlil em uma lingua dar louvor” – “Enmerkar e o Senhor de Aratta”, épico sumério, c.2000 AC

Seres humanos são únicos entre todas as criaturas vivas pelo fato que temos uma capacidade e uma necessidade de expressão religiosa. Este elemento da atividade humana tem sido entendido como racional, necessário e básico deste o nosso mais inicial começo até aproximadamente meados do século XIX. Foi a este ponto, guiado por uma filosofia de base materialista, que a religião começou a ser vista como irracional e ‘não científica’. Gradualmente o materialismo secular infiltrou o mundo academico e eventualmente substituiu a ética judaico-cristã como o ponto de vista dominante. Foi desta nova perspectiva que James G. Frazer desenvolveu suas teorias sobre como a religião pode ter evoluido em uma tal parte essencial da vida humana. O que era a religião e de onde ela veio? Como Sigmund Freud, Frazer acreditava que a resposta não poderia ser encontrada no mundo do espírito, mas muito mais no mundo da matéria – em termos que podem ser percebidos pelos cinco sentidos. Desta perspectiva Frazer concluiu que as mais iniciais crenças religiosas da humanidade eram meramente tentativas de entender e trazer ordem ao mundo físico da natureza. Esta nova hipótese se encaixa bem com as atuais tendências filosóficas e rapidamente se tornou o concenso academico aceito. Era a idéia de que a religião, até mesmo embora ela tenha evoluido em diferentes formas complicadas em muitas culturas diferentes, isto era simplesmente a raiz da “Veneração da Natureza”. Na medida em que o século XX progredia esta teoria crescia mais forte e foi adotada e promovida em uma escala em massa por especialistas influentes como Joseph Campbell e Bill Moyers, entre outros. Ao longo do componente da “Veneração da Natureza” da religião inicial isto também era entendido que na medida em que o homem primitivo avançava, uma tendência se elevou para deificar alguns dos mais influentes ancestrais humanos que tinham deixado para trás significantes ou significativos legados. Esta prática de “Veneração da Natureza” era reconhecida pelas próprias culturas antigas e amplamente escritas sobre ela pelos gregos. Por exemplo, no “Euthydemus” de Platão, Socrates se refere aos deuses antigos como seus ‘senhores e ancestrais’, enquanto Euphemerus [300 AC] foi um outro filósofo grego que argumentou que a ‘Veneração Ancestral’ foi a fonte primária da religião. Hoje os eruditos modernos reconhecem este elemento como desempenhando um maior papel na religião pagã e em seu componente primário de abordagem histórica usado por eruditos tais como David Rohl. Além destes maiores componentes havia uma parte das iniciais crenças humanas lá um outro componente. Ele era chamado pelos próprios antigos como a base original de suas crenças, ainda que isto seja geralmente minimalizado ou ignorado dentro da academia principal. Hoje isto é prontamente reconhecido no Oriente, nos círculos alternativos ou New Age. Mas isto também é algo que tem sido compreendido dentro da tradição judaico-cristã desde o início. Este componente mais importante e mais fundacional da religião é a “Veneração do Espírito”. Para entender como a humanidade tem sido influenciada e dirigida desde o início por entidades espirituais de outras dimensões voltaremos no tempo tão longe quanto possamos. Iremos a onde este estudo nos tem levado por todo o tempo – aos registros dos antigos sumérios da Mesopotamia. Esta antiga civilização foi realmente a primeira a inventar a arte da escrita, e o que eles tinham a dizer inicialmente sobre sua própria história e crenças ajudará a fornecer as respostas que buscamos.

A Perspectiva Suméria

Antes que investiguemos o sistema de crença encontrado na religião suméria devemos primeiro dar uma visão geral da história suméria. Os eruditos modernos datam a origem desta civilização por volta de 4500 AC, e seu desaparecimento por volta de 1750 AC, quando ela finalmente foi extinta e absorvida pelas conquistas de Hammurabi. Além de inventarem a escrita os sumérios também são creditados com um número de ‘primeiros’ históricos incluindo a roda, trabalho em metal, cerâmica, e fabricação de cerveja. Esta última invenção talvez tenha permitido que a primeira monarquia mundial tomasse o poder, o que prontamente estabeleceu o primeiro sistema conhecido de impostos. A mais inicial história suméria é relatada na Lista dos Reis Sumérios, cópias da qual tem sido encontradas em vários tabletes cuneiformes ou blocos datando de diferentes períodos. Ela começa como isto: Depois que a realeza desceu do céu, a realeza estava em Eridug. Em Eridug, Alulim tornou-se rei; ele governou por 28.800 anos. Alaljar governou por 36.000 anos. 2 reis. eles governaram por 64.800 anos. Então Eridug caiu e a realeza foi tomada para Bad-tibira. Em Bad-tibira, En-men-lu-ana governou por 43.200 anos. En-men-gal-ana governou por 28.800 anos. Dumuzid, o pastor, governou por 36.000 anos. 3 reis; eles governaram por 108.000 anos. Então Bad-tibira caiu (?) e a realeza foi tomada para Larag.

Em Larag, En-sipad-zid-ana governou por 28.800 anos. 1 rei; ele governou por 28.800 anos. Então Larag caiu (?) e a realeza foi tomada para Zimbir. Em Zimbir, En-men-dur-ana tornou-se rei; ele governou por 21.000 anos. 1 rei; ele governou por 21.000 anos. Então Zimbir caiu (?) e a realeza foi tomada para Curuppag. Em Curuppag, Ubara- Tutu tornou-se rei; ele governou por 18.600 anos. 1 rei; ele governou por 18.600 anos. Nas cinco cidades 8 reis; eles governaram por 241.200 anos. Então veio o Dilúvio. A própria primeira linha da Lista dos Reis da Suméria implica em algo de uma natureza espiritual ou religiosa, o que nos traz de volta ao assunto da religião suméria. Os Sumérios veneravam um enorme panteão de deuses maiores e menores, mas os deuses primários que governavam do topo da hierarquia eram Anu, Enlil e Enki. Deste três foi Enki que era entendido como o fundador da civilização, e era ele que era associado com a cidade de Eridu, onde ‘a realeza desceu do céu”. Aqui estão as descrições destes deuses como dadas no importante obra ‘Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia’, An é a palavra suméria para ‘céu’ e é o nome do deus céu que é também o primeiro movimentador da criação, e o distante supremo líder dos deuses… Ele é o pai de todos os deuses… é An que, na tradição suméria, se apoderou do céu quando ele é separado da terra [ki], criando o universo como o conhecemos… Embora em quase todos os períodos uma das mais importantes deidades da Mesopotamia, a natureza de An foi mal definida e ele é raramente [senão sempre] representado na arte, sua específica iconografia e atributos são obscuros. Enlil é um dos mais importantes deuses no panteão mesopotamio. Segundo um poema sumério, os outros deuses não podem até mesmo olhar para o seu resplendor. Algumas vezes ele é dito ser da prole de An… O grande centro de culto a Enlil era o tenplo de E-kur (a ‘Casa da Montanha’) em Nippur, na margem norte da Suméria, e Enlil é frequenemente chamado ‘A Grande Montanha” e “Rei das Terras Estrangeiras, o que pode sugerir uma conexão com as Montanhas Zagros. Outras imagens usadas para descrever sua personalidade são rei, supremo senhor, pai e criador; ‘tempestade raivosa’ e ‘touro selvagem’. Enki [o Acadiano EA] era o deus da água potável subterrânea do oceano [abzu] e era especificamente associado à sabedoria, mágica e encantamentos, e com as artes e artesanatos da criação… Enki/EA era filho de An/Anu… O mais importante centro de culto de Enki era o E-abzu (‘A Casa de Abzu’) em Eridu. Como o fornecedor da água potável e um deus criador e determinador de destinos, Enki sempre foi visto como favorável a humanidade… No poema sumério ‘Inanna e Enki’ ele controla tudo relativo a cada aspecto da vida humana, e em ‘Enki e a Ordem Mundial’ ele tem o papel de organizar em detalhe cada característica do mundo civilizado.

Na mitologia suméria Anu é retratado [como o deus canaanita El da Parte III] como a principal figura ou deidade ‘supérflua’ que tem pouco interesse nos eventos terrenos e pode melhor ser descrito como ‘aposentado’. A real ação acontece entre Enlil e Enki, os dois filhos primários de Anu, que gerenciam e organizam a civilização humana e são frequentemente retratados como amargos rivais. Na linguagem suméria a palavra ‘en’ significa ‘senhor’ e a palavra ‘lil’ se refer ao céu, vento, ou atmosfera inferior, e a palavra ‘ki’ significa terra. Portanto En-lil, que aparece no mito sumério como o primário tomador de decisões entre os deuses, possui um nome que o torna um ‘deus céu’ similar a Anu e de certo modo similar ao deus grego Zeus. En-ki, por outro lado, até mesmo embora seus desejos sejam frequentemente frustrados por En-lil , é conhecido como ‘senhor da terra’. O relacionamente combativo deles é retratado pelo mito sumério e nos mitos acadianos e babilonio que foram escritos mais tarde.

A Criação do Homem

Nos mitos sumérios da criação Enki permanece a figura central. No mito conhecido como ‘Enki e Ninmah’, Enki é encarregado de aliviar os deuses do trabalho duro que eles faziam por todo dia. Nammum, a deusa mãe que tinha dado nascimento a todos os deuses, tem misericórdia da súplica dos deuses e diz a Enki, “Levante-se, meu filho, de sua cama, pratique seu talento percetivelmente. Crie serventes para os deuses. Deixe que ele atirem longe seus cestos’. Enki faz exatamente isto, depois do que Enki coloca de pé as novas criaturas e olha para elas com atenção. O texto então diz, ‘Depois Enki, o moldador da forma, tinha, por ele próprio, colocado sentido na cabeça deles, ele diz a sua mãe Nammu, ‘Minha mãe, a criatura cujo nome você determinou, existe. O labor/trabalho dos deuses tem sido atribuido a ela” No mito sumério o Gado e o Grão a criação do homem é novamente citada, mas apenas como uma aparente nota lateral, implicando novamente que o homem havia sido criado para servir e agradar aos deuses. Uma narrativa mais detalhada da criação do homem é dada no início do Épico Acadiano Atrahasis, que dada de por volta 1700 AC. Nesta narrativa similar os deuses menores que tinham estado sobrecarregados pelo trabalho se revoltaram contra os deuses superiores e confrontaram o próprio Enlil. Enlil convoca o Conselho dos deuses em uma tentativa de resolver a situação. Enki sugere que um dos deuses menores seja sacrificado para criar uma criatura que ‘sustentará o fardo dos deuses’. A carne e o sangue deste vítima é misturado com argila, que Enki então tece e sobre o qual uma deusa recita encantamentos. Desta massa de argila quatorze pedaços são retirado e eles são inseridos nos úteros das ‘deusas do nascimento’. Dez meses depois nascia a humanidade, com sete machos e sete femeas, que foram então forçados a assumirem o trabalho dos deuses menores, escavando canais, crescendo comida e atendendo às necessidades diárias dos deuses.

O Grande Dilúvio

Atrahasis é o nome acadiano para uma figura similar a Noé que é conhecida nas narrativas sumérias como Ziusudra [ O Eridu Geneses] ou Utnapishtim (O Épico de Gilgamesh). Segundo todas estas narrativas a criação da humanidade eventualmente tornou-se lamentada pelo deus principal Enlil. O Épico Atrahasis diz, ‘E o país estava barulhento como um touro falando alto. O deus cresceu em desassossego em sua algazarra; Enlil tinha que ouvir o barulho deles. Ele se dirigiu aos grandes deuses, ‘O barulho da humanidade tem vindo até mim demais, estou perdendo o sono com a algazarra dela’. Para lidar com o problema da super-população humana Enlil causa primeiro uma praga, e então uma fome, para atacar a terra. Em cada caso Atrahasis chama Enki para ajudar a humanidade e oferecer uma solução para a calamidade. Enki responde dando conselho a Atrahasis mas sua interferência em benefício da humanidade faz com que Enlil se torne muito zangado. A solução final, que é concordada pelos deuses, a despeito do argumento apaixonado de Enki, é que um dilúvio será causado para dizimar completamente a humanidade. Esta decisão é mantida secreta mas Enki é forçado a fazer um juramento que ele não falará sobre isto com qualquer ser humano. A despeito de seu juramento Enki sagazmente concebe um plano para salvar Atrahasis e ainda permanecer sem trair sua palavra. Ele contacta  Atrahasis por trás de uma parede de junco, e então dá instruções como se estivesse falando com a parede de junco. Deste modo Atrahasis é informado do que está vindo e ensinando como ele pode se preparar para a calamidade. É dito a ele para construir um barco tão longo e tão largo e construir um teto sólido no topo. O épico de Gilgamesh inclui as instruções de “Carregar a semente de cada coisa viva no barco’. Depois que o dilúio passa Enlil se torna enraivecido ao descobrir que a humanidade sobreviveu por meio de Atrathasis e sua família. Contudo os outros deuses se regozijam e louvam a sabedoria e compaixão de Enki. A raiva de Enlil eventualmente é passada depois que Atrathasis reverentemente constrói um altar e oferece sacrifícios a ele. No fim Enlil se reconcilia com Enki, abençoa Atrathasis e dá a Atrhatasis o dom da imortalidade.

A Transferência da Autoridade Divina

Um dos mais importantes conceitos sumérios associados aos deuses e a civilização humana, na medida em que eles são relacionados ao mundo tanto antes quanto depois do Dilúvio, era aquele do ‘me’: A definição aqui é de ‘Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia’: me: O termo sumerio ‘me’ [pronunciado mei] é um plural, um nome inanimado, e expressa um conceito muito básico na religião suméria. Então ‘me’ são as propriedades e poderes dos deuses que capacitam um grupo inteiro de atividades centrais à vida humana civilizada, especialmente a religião, para acontecer. Um termo relacionado, gis-hur [o plano, o projeto] denota como estas atividades podem, idealmente, serem; o ‘me’ são os poderes que tornam possíveis a implementação do gis-hur e que asseguram a continuação da vida civilizada. Eles são antigos, duradouros, sagrados, valiosos. A maioria deles é mantida por An ou Enlil, mas eles podem ser destinados ou dados a outros deuses de, por implicação, menor escalão. Como esta definição explica, originalmente o ‘me’ era mantido por An e/ou Enlil. Os sumérios reconhecem Enlil como um deus supremo ativo, mas os mitos deixam claro que o ‘Pai Enki’, o deus que ajudou a criar a humanidade em primeiro lugar, era muito mais amado e reverenciado. Eventualmente o laço estreito de Enki com a humanidade se tornou reconhecido por Enlil, o que trouxe uma mudança importante no modo que a humanidade deveria ser governada. Foi decidido que o ‘me’, previamente mantido por Enlil em seu grande templo em Nippur, seria tranferido ao templo em Eridu e entregue nas mãos de Enki. Este evento momentoso na história e na religião suméria é descrito em um mito bem preservado de 467 linhas chamado ‘Enki e a Ordem do Mundo’. Este mito é relatado no livro de Samuel Noah Kramer, ‘Myths of Enki, the Crafty God’ (1989). Ele começa com as palavras abaixo, com o poeta louvando Enki em termos reverentes, O Senhor que anda nobremente no céu e na terra, auto-confiante, Pai Enki, engendrado por um touro, produzido por um touro selvagem, valorizado por Enlil, o Grande Kur, amado pelo sagrado An, o rei que voltou ao mes-tree em Abzu, elevou isto acima de todas as terras, grande usumgal [dragão] que plantou em Eridu – sua sombra se espalhando sobre o céu e a terra… Enki, senhor da hegal [abundância] que os deuses Anunna possuem, Nudimmud (um outro nome para Enki), o poderoso de Ekur, o forte de An e Uras. Nudimmud, o poderoso de Ekur, o forte de Anunna, cuja casa nobre se estabeleceu em Abzu é a pessoa de plantão no céu e na terra. ‘ Depois de 59 linhas de prece, louvação e exultação similares o poeta então permite a Enki uma chance de se auto louvar. Dentro destas linhas encontramos que Enlil, o irmão de Enki, entregou a Enki o ‘me’ que são tão essenciais para governar sobre os assuntos da humanidade. Enki, rei de Abzu, celebra sua própria magnificência – como está correto: “Meu pai, governante acima e abaixo, faça com que minhas feições ardam acima e abaixo. Meu grande irmão, governante de todas as terras, reuna para todo ‘me’, coloque o ‘me’ em minhas mãos. De Ekur, casa de Enlil, passei minhas artes e artesanato para meu Abzu, Eridu… Sou o primeiro entre os governantes. Sou o pai de todas as terras. Sou o grande irmão dos deuses, o hegal é aperfeiçoado em ‘me’. Sou o guardião do selo acima e abaixo. Sou esperto e sábio nas terras. Sou aquele que dirige a justiça ao lado de An, o rei, sobre o ‘dais’ de An. Sou aquele que tendo vindo kur, decreta os destinos ao lado de Enlil: ele tem colocado em minha mão o decretar dos destinos no lugar onde o sol se eleva…’ Depois de sua primeira fala em auto-louvor Enki para por um momento, permitindo que os deuses reunidos ofereçam sua veneração e louvor, e então Enki continua com mais pronunciamentos auto-laudatórios que tomam aproximadamente outras cinquenta linhas:

Depois que o senhor havia proclamado sua altura, depois que o grande príncipe havia pronunciado seu próprio louvor, os deuses Anunna ficaram em prece e súplica: “Senhor, que observa as artes e artesanatos, especialista em decisões, o adorado – Oh Enki, louve” Uma segunda vez, pelo prazer que isto deu a ele, Enki, rei de Abzu, celebra sua própria magnificência – como está correto: “Sou o senhor. Sou aquele que permanece. Sou eterno…” (etc., etc., etc.). Depois desta fala os deuses respondem, comentando mais uma vez o fato de que Enki é o possuidor ‘do grande nobre e puro me’ – solidificando o lugar de Enki como o mais importante deus da humanidade e confirmando sua dignidade de ser reconhecido como “O Senhor da Terra”: Para o grande príncipe que tinha retirado perto de sua terra, os deuses Anunna falam com afeição: Senhor que corre o grande ‘me’, o puro ‘me’, que fica de pé e observa o grande ‘me’, o miríade ‘me’, que é o mais importante em todos os lugares acima e abaixo, Em Eridu, o lugar puro, o mais precioso lugar, onde o nobre ‘me’ foi colocado. Oh Enki, senhor acima e abaixo, louve!” Embora o próprio nome de En-ki signifique a associação do deus com a terra, realmente não há indicação dentro dos mitos sumérios que a veneração de Enki evoluiu de uma forma primitiva de veneração à terra. Também não há indicação que os mitos, como com muitas outras deidades, que Enki uma vez foi um ser humano. Não, Enki não evoluiu da veneração da natureza, ou da veneração de ancestral. Enki era um espírito e ele era venerado como espírito. Um de seus aspectos mais importantes portanto tinha a ver com seu relacionamento com o mundo espiritual. Kramer explica, ‘O trabalho manual de Enki está em todos os lugares melhor representado do que na mágica. Aquele que conhece os segredos dos deuses e os caminhos do outro mundo é, não surpreendentemente, o deus que conhece as palavras e rituais que contratam os espíritos. Um grande número de textos preservados na ‘corrente da tradição’ são textos de encantamento, e Enki é proeminente na tradição”. “Enki é o senhor da profundeza aquosa, ‘, o ‘senhor do conhecimento oculto e impenetrável’ na profundidade de sua ‘casa de sabedoria’. Ele sempre era o mágico principal dos deuses, o grande exorcista. Sua água purificadora era usada nos encantamentos e ritos mágicos. Governante das águas do Submundo, senhor dos regatos e riachos, das colheitas abundantes, Enki era também o deus associado aos outros bens da terra, metais e pedras preciosas. Ele era o patrono dos trabalhos em metal e dos trabalhos manuais em geral. O patrono das fundações, ele deu as instruções de construir coisas… A bacia da água sagrada, uma imagem de Abzu, era colocada nos templos em honra a Enki. E a árvore sagrada cresceu em sua cidade culto de Eridu”. Talvez o leitor se recordará que há uma outra antiga tradição religiosa que tem suas raizes como elas eram, na memória de uma árvore antiga.

Esta tradição contém muitos temas similares a estes dos sumérios, mas estas similaridades apenas ajudam a ressaltar as muitas diferenças que claramente as separam.

A Perspectiva Hebraica

Segundo a tradição os primeiros cinco livros do Velho Testamento foram escritos por Moisés, que os recebeu diretamente da mente de deus. As primeiras palavras estabelecidas eram radicalmente arrogantes e completamente revolucionárias, se comparadas com as tradições da criação das culturas adjacentes que existiam naquele tempo, ao redor de meado do segundo milênio AC. Naquele tempo na Mesopotamia a cultura suméria a muito tinha acabado e a linguagem suméria não mais era falada ou escrita. A linguagem da terra era Acadiana e a Babilonia era a cidade de poder. A religião era ditada pelo Estado e a narrativa aceita da criação – a própria base da sociedade babilonia – era um texto conhecido como Enuma Elish. Segundo esta narrativa o grande deus Anu não mais era visto como o deus primordial e ancestral de todos os deuses. Ao invés, ele tinha se tornado um ser criado, que havia nascido de uma união entre um deus que era meramente a deificação do céu [Asthar] e uma deusa que era uma deificação da terra [Kishar]. No Egito a tradição Heliopolitana da Grande Eneade tinha sido aceita por centenas de anos. O ‘início’ era concebido como ‘Nun’, que era uma deificação das águas primordiais ou primevas. Nun nem até mesmo era um deus porque ele não tinha culto, templos, poucas representações e não era venerado. De Nun veio Atum , mais tarde conhecido como Ra.  Atum então masturbou-se para criar o par Shu e Tefnut, que então produziu o deus Geb [também conhecido como Seb ou Keb] e sua irmã e deusa Nut. Geb representava a terra e Nut representava o céu. Deste par veio os quatro irmãos, entre os quais o mais importante era Osiris. Não há existentes mitos de criação canaanitas,  mas temos os mitos gregos da criação, que foram desenvolvidos de uma síntese das fontes do Oriente Médio. Com os gregos o padrão é basicamente o mesmo. O ‘começo’ é grandemente não definido [Caos] ainda que fora do Caos a deusa terra Gaia seja capaz de emergir. Ela então dá nascimento a um número de deidades que representam as diferentes facetas da realidade, incluindo o ‘céu’ que é um deus chamado Urano. Finalmente é das relações dela com seu filho Urano que vieram os deuses iniciais, que incluem Cronos, que mais tarde tornou-se Zeus. Com este padrão universalmente aceito em mente, de céu e terra de certo modo dando nascimento aos deuses, o próprio começo do Geneses 1:1 é revelado como uma declaração revolucionária: “No início deus criou o céu e a terra’. Moisés foi levado a acreditar que o deus que ele servia não era um ser criado, meramente um entre iguais, não um deus que poderia morrer um dia, mas que seu deus era de fato o criador do inteiro universo, Aquele que existia antes que o mundo existisse e que existirá quando este mundo acabar.

A Criação do Homem

Moisés aprendeu que seu deus foi o responsável pela criação da humanidade em primeiro lugar. A humanidade foi criada na imagem de Deus e dado uma importante responsabilidade de governar e cuidar da terra. Contudo, devido a decepção vinda de um ser-espírito que trabalhava contra deus, da tentação que veio de uma árvore proibida, e da desobediência voluntária nascida do orgulho egoista, a humanidade caiu de sua posição de autoridade sobre a terra e pureza diante de deus.

O Crime e o Banimento de Caim

Depois da ‘queda’, como foi chamada, Deus continuou a instruir e cuidar da humanidade, ainda que ele esperasse em troca reverência e veneração. O primeiro pecado registrado depois da ‘queda’ foi cometido pelo ciúme e envolvia a exigência de Deus que ele fosse venerado em seus próprios termos, muito mais do que nos termos dos homens. No livro do Geneses esta história é aquela do assassinato de Abel por Caim. A mesma história básica é encontrada, com uma poucas mudanças sutis, na mitologia suméria. No mito de Emesh e Enten – dois deuses menores – um fazendeiro e o outro pastor, entram em uma briga. Eles finalmente apresentam o caso a Nippur para ser julgado por Enlil que, em uma decisão que contradiz aquela dada pelo Deus do Geneses, escolhe o fazendeiro ao invés do pastor. No mito do Gado e do Grão os irmãos Lahar, um deus do gado, e Ashnan, um deus do grão, entram em uma briga sobre quem merece mais reconhecimento, mas infelizmente o fim do mito não tem sobrevivido. O mito de “Inanna Prefere o Fazendeiro” é uma outra variação do tema de Caim e Abel. Nesta história Inanna rejeita os avanços do pastor que então se torna beligerante em relação ao favorito de Inanna, o fazendeiro. Soment depois que o fazendeiro oferece palavras suaves de apaziguamento e um número de presentes como consolação, incluindo aquele da própria Inanna, a raiva do pastor cede. Na narrativa do Geneses é o fazendeiro, Caim, que mata Abel, o pastor, em uma raiva ciumenta. Depois da rejeição do sacrifício de Caim e o assassinato de Abel o livro do Geneses dá uma narrativa detalhada do que aconteceu a Caim e seus descendentes. Esta história ajuda a esclarecer alguns dos mistério que cercam as similaridades e contradições dentro das tradições hebraicas e sumérias. ‘E Caim falou com Abel seu irmão, e isto se passou quando eles estavam no campo, que Caim se elevou contra Abel seu irmão e o matou. E o Senhor disse a Caim, Onde está Abel, seu irmão? E ele disse, não sei. Sou eu o guardião de meu irmão? E ele disse O que você fez? A voz do sangue do seu irmão gritou a mim do solo. E agora você é amaldiçoado sobre a terra, que abriu sua boca e recebeu o sangue de seu irmão de sua mão; Quando você marcou o solo, o sangue do seu irmão em sua mão, e portanto não deve ser mantido a você sua força, um fugitivo e vagabundo deva você ser sobre a terra. Minha punição é maior do que eu posso suportar. Preste atenção, você expulsou-me neste dia da face da terra; e de sua face eu devo estar oculto; E o Senhor disse a ele, seja quem for que mate Caim, a vingança será tomada sete vezes. E o Senhor colocou uma marca em Caim para que quem o encontrase não o matasse. E Caim saiu da presença do Senhor e habitou na terra de Nod, a leste do éden. E Caim conheceu sua esposa e ela concebeu e ele construiu uma cidade, com o nome de seu filho Enoque”.  (Genesis 4:8-17, KJV)

Eridu: o Lugar da Descida

Segundo a Bíblia a primeira cidade foi construída por Caim e chamada como seu filho Enoque. Segundo a história suméria a primeira cidade que foi construida foi estabelecida por seres humanos sob os cuidados do deus Enki; e chamada Eridu. Conquanto a narrativa do Geneses possa de fato estar correta há uma grande dose de evidência que a primeira cidade eventualmente tornou-se conhecida pelo nome do filho de Enoque, que era Irad. Em outras palavras, o nome ‘Eridu’ vem do nome Irad. De fato, baseado nesta análise, David Rohl acredita que o texto do Geneses 4:17 tem sido cuidado. Ele acredita que o sujeito da segunda sentença, segundo as regras usuais de gramática,  deve ser entendido como se referindo a Enoque. Rohl também acredita que a última palavra do Geneses 4:17 aparece fora de ligar e deve certamente ser uma inserção do escriba. Se você ler as referidas correções de Rohl o verso então deverá ser lido: “E Caim conheceu sua esposa, e ela concebeu, e nasceu Enoque; e ele [Enoque] construiu uma cidade e deu a cidade o nome de seu filho Irad. ” Rohl ressalta que o nome Irad mais provavelmente derive da palavra hebraica ‘yarad’, que significa ‘descer’. (Irad em hebraico é soletrado ayin-yod-resh-dalet, e yarad é soletrado yod-resh-dalet). Recorde-se novamente das primeira palavras da Lista dos Reis Sumérios: “Depois que a realeza desceu do céu, a realeza estava em Eridu”. Seja qual for o caso, se há erros dos escribas no texto Masorético do Geneses ou não, há uma clara conexão entre os descendentes de Caim, as primeiras cidades dos Sumérios, e o grande deus sumério Enki. Segundo o livro do Geneses Lamech foi um descendente de Caim através de Irad, e Lamech teve duas esposas. Uma esposa era chamada Zillah e ela deu a luz a Tubal-Caim que se tornou ‘o forjador de todos implementos de bronze e ferro”. Novamente David Rohl liga esta informação do Geneses com as narrativas sumérias, especificamente com a segunda cidade da Lista dos Reis Sumérios,  Bad-tibira: “Badtibira significa ‘Assentamento do Trabalhador em Metal’. Se tomamos as consoantes hebraicas que compõem o nome Tubai obtemos T-B-L. Sabemos que a consoante ‘l’ é frequentemente representativa de ‘r’. Então podemos obter um original T-b-r que pode, por sua vez, responder pela antiga Tibira. Muito interessantemente, o epítiteto semítico ‘Caim’ Em Tubal-Caim também significa ‘forjador de metais’  o que sugere que este epíteto tinha sido acrescentado como um esclarecimento da pouco conhecida palavra suméria pelo autor hebraico do Geneses. Etão estas são pistas que sugerem que Tubal-Caim e Badtibira estão ligados de algum modo”. Segundo a narrativa do Geneses, o meio irmão de Tubal-Caim era Jubal, que era ‘o pai de todos aqueles que tocam a lira e a flauta’. Estas duas artes da civilização, a músia e o trabalho em metais, estão sempre estreitamente associados a Enki, e elas são especificamente mencionadas no mito de Inanna e Enki como uma parte do ‘me’ que se tornou controlado por Enki. No livro apócrifo de Enoque, que contém uma outra antiga narrativa da ‘descida do céu’, a humanidade foi ensinada a arte de fazer armas [bem como feitiçaria, mágica, cosméticos, astronomia, astrologia, adivinhação e outras de tais ‘artes’] pelos anjos caídos que desceram do céu e tomaram as mulheres humanas para esposas, como escrito no Geneses 6. Se esta última possibilidade é considerada então Enki começa a ser visto sob uma luz diferente. No mito sumério Enki constrói o E-Engurra, a história é contada de como Enki construiu seu templo em Eridu e das bençãos e louvores que ele recebeu dos outros deuses depois que ele o havia completado: “Depois que a água da criação tinha sido decretada, Depois que o nome hegal [abundância] nasceu o céu, como plantas e ervas vestiram a terra, o Senhor do Abismo, o Rei Enki, Enki o Senhor que decreta os destinos, Construiu sua casa de prata e lápis-lázuli, como uma luz faiscante. O pai se adaptou adequadamente no abismo. As criaturas de semblantes brilhante e sábias, vieram do abismo, ficaram todas de pé ao redor do Senhor Nudimmud (Enki); A pura casa que ele construiu Ele ornamentou grandemente com ouro, Em Eridu ele construiu a casa do banco de água, Seu trabalho de tijolos, murmurio da palavra, doação de conselhos etc… como um touro rugindo, A Casa de Enki, os oráculos murmurando”

O Grande Dilúvio

No livro do Geneses o Grande Dilúvio é causado por um Deus não porque a humanidade fosse barulhenta demais, como o afirma o épico de Atrahasis; mas porque a humanidade tinha se tornado corrompida por suas interações sexuais, espirituais e tecnológicas – com os anjos caídos: “O Senhor viu quão grande havia se tornado a perversidade do homem sobre a terra, e que cada inclinação dos pensamentos de seu coração era apenas má o tempo todo. O Senhor lamentou ter criado o homem sobre o terra, e seu coração se encheu de dor. Então o Senhor disse: “Dizimarei a humanidade, que criei, da face da terra – homens e animais e as criaturas que se movem ao longo do solo, e os pássaros no ar – poque lamento te-los criado”. Agora a terea está corrupta aos olhos de deus e cheia de violência. Deus viu o quanto corrupta a terra tinha se tornado porque todas as pessoas sobre a terra tinham corrompido seus caminhos. Então deus disse a Noé, “Irei colocar um fim em todas as pessoas, porque a terra está cheia de violência por causa delas. Certamente irei destruir a ambos e a terra” (Genesis 6:5-7, 11-13) Noé foi escolhido para ser poupado porque apenas ele e sua família tinham resistido às influências negativas do mundo do espírito, e permaneceram verdadeiros ao Criador. Noé era ‘um homem justo, sem culpa em seu tempo” e como Enoque ele ‘andava com Deus’. Depois do dilúvio Noé venerou Deus e recebeu uma benção em troca. Contudo não demorou muito para que a humanidade fosse novamente seduzida pelos espíritos.

A Torre de Babel

A genealogia da família humana é dada em uma lista conhecida como Tabela das Nações no Geneses 10. Nesta lista há exatamente setenta nomes dados aos descendentes dos três filhos de Noé, Shem, Ham e Jafé. Foi através destas tribos que a terra foi novamente repovoada e reassentada depois do Grande Dilúvio. Contudo, o livro do Geneses também dá uma estranha narrativa que descreve como a intervenção de Deus era necessária para fazer o processo continuar: “Agora o mundo todo tinha uma linguagem em comum. Na medida em que os homens se moviam para leste, eles encontraram uma planície em Shinar e se assentaram lá. Eles disseram um ao outro, ‘Venha, vamos fazer tijolos e cozinha-los cuidadosamente’. Eles usaram o tijolo ao invés da pedra, e piche como cimento. Então eles disseram, “Vamos nós mesmos construir uma cidade, com uma torre que alcance o céu de forma que façamos um nome para nós próprios e não sejamos espalhados pela terra inteira”. Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. O Senhor disse, “Se eles como pesoas falando a mesma lingua tem começado a fazer isto, então nada que eles planejem fazer será impossível para eles. Vamos, vamos descer e confundir a linguagem deles de forma que não entendam um ao outro”.

Então o senhor os espalhou de lá por toda a terra, e eles pararam de construir a cidade. Isto é porque esta foi chamada de Babel – porque lá o Senhor confundiu a linguagem do mundo inteiro. De lá o Senhor os espalhou sobre a face da inteira terra. (Genesis 11:1-9, NIV) Segundo a narrativa do Geneses Deus sobrenaturalmente “confundiu a linguagem do mundo inteiro”. Isto tornou impossível que a Torre de Babel fosse completada e também tornou necessário que as tribos diferentes, todas falando linguagens diferentes, se ramificassem e declarassem seus próprios territórios para habitação. A narrativa suméria deste evento pode ser escolhida pelas pistas encontradas dentro de uma grande narrativa épica de 636 linhas sobre Nudimmud e nas” linhas 136-155 ela fala sobre uma idade há muito tempo atrás quando as pessoas viviam sem medo, quando a humanidade estava unida em uma veneração monoteista, e quando a fala humana tinha uma linguagem unificada. Este texto é importante porque ele aponta claramete para Enki  (Nudimmud) como a força por trás das cenas que ajudou a trazer a confusão de linhas: “Era uma vez, então, quanto não existia serpente, não havia escorpião, não havia hienas, não havia cães selvagens, nem lobos, nem terror; os humanos não tinham rivais. Uma vez, então, as terras de Shubur-Hamazi, a poliglota Suméria, que a grande terra que tinha o ‘me’ por soberania, Uri, a terra com tudo exatamente assim, a terra Martu, repousando seguramente, o mundo inteiro – as pessoas eram um – para Enlil em uma lingua dava voz. Então o fez o competidor – o en [senhor], o competidor, o mestre, o competidor; o rei, o competidor; o rei Enki, en de hegal, o um com palavras incessantes, en de esperteza, aquele perspicaz da terra, o sábio dos deuses, dotado de pensamento, o en de Eridu, a mudança das falas de suas bocas, ele não tendo criado a rivalidade nisto, na fala humana que havia sido uma só.”

O historiador do século I Josephus em sua obra, Antiguidade dos Judeus, explica que a construção da Torre de Babel foi um ato de desobediência em relação a Deus e aqueles que trabalhavam nisto estavam motivados por seus próprios desejos egoístas e orgulho. Ele também explica que seu principal proponente era um rei chamado Nimrod, o filho de Cush, e neto de Ham. Nimrod aparece dentro da Tabela das Nações como o verdadeiro primeiro potentado bíblico: “Cush era o pai de Nimrod, que cresceu para ser um poderoso guerreiro sobre a terra. Ele era um poderoso caçador diante do Senhor; isto é o porque é dito: “Como Nimrod, um poderoso caçador diante do Senhor’. Os primeiros centros de seu reino eram a Babilonia, Erech, Akkad e Calneh, em Shinar. Desta terra ele foi para a Assíria onde ele construiu Nínive, Rehoboth Ir, Calah e Resen, qie está entre Nínive e Calah; que é a grande cidade.” (Genesis 10:8-12, NIV) A figura conhecida na bília como Nimrod, que se opôs ao deus do Velho Testamento, era conhecida pelos sumérios por Enmerkar. Ele é o herói do épico ‘Enmerkar e o Senhor de Aratta’. Em hebraico as quatro letras que compõem o nome Nimrod grosseiramente se traduzem em n-m-r-d Em sumério o nome Enmer se traduz para n-m-r enquanto o sufixo -kar simplesmente significa ‘caçador’. Na bíblia é Nimrod O Caçador e no mito sumério ele é ‘Enmer o Caçador’. Depois do Grande Dilúvio a Lista dos Reis Sumérios dá os reis que governaram a primeira dinastia de Uruk. O primeiro na lista é o rei Meskiagkasher que, como explicamos na Parte IV, era de fato o Cush bíblico. O segundo nos dado é o de Enmerkar]: “Enmerkar, filho de Meskiagkasher, rei de Uruk, aquele que construiu Uruk – reinou 420 anos…” A Lista dos Reis Sumérios registra que Enmerkar construiu Uruk, e segundo o Geneses o centro do reino de Nimrod era a Babilonia [Babel] e Erech, que é Uruk (nos dias modernos “Iraque”).

Enmerkar e o Templo de Abzu

O pema épico ‘Enmerkar e o Senhor de Aratta’ conta a história do plano de Enmerkar de construir um templo para a deusa Inanna em Uruk, e suas tentativas de forçar seus vizinhos no reino montanhoso de Aratta a fornecer todo o material necessário para a construção. Além deste projeto, Enmerkar estava altamente engajado em renovar e grandemente expandir o templo de Enki que era localizado em Eridu. é este projeto que David Rohl acredita foi registrado no Geneses como uma tentativa de construir a Torre de Babel. Segundo David Rohl, as referências em Geneses 10 e 11 à cidade de Babel [Babilonia] devem ser compreendidas como referências a Eridu. O nome sumério original para a sede de culto a Enki era Nun.ki, que significa ‘lugar poderoso’. Quando o sagrado precinto da Babilonia foi construido para Marduk mil anos mais tarde ele também foi conhecido como Nun.ki mas era conhecido primariamente pelo seu nome acadiano de Bab-ilu. Em outras palavras, Bab-ilu se iguala a Nun.ki e o Nun.ki original estava localizado não na Babilonia, mas em Eridu. Aqui ésta como Rohl explica isto,

“(Nun.ki) é conhecido como Eridu – a primeira capital real na Suméria e a residência do deus do abismo, Enki. De fato, isto parece o precinto sagrado na Babilnia que era chamado como o original Nun.ki, até mesmo indo tão longe para chamar o templo dedicado a Marduk, E-sagila ou a ‘casa elevada’ e também conhecido como o ‘porto ancoradouro do céu e terra’, como o templo da torre original em Eridu. Então a bíblica Torre de Babel/Nun.ki não foi o velho zigurat do segundo milenio do Velho Testamento, mas muito mais o protótipo do terceiro milenio do zigurat construído em Eridu/Nun.ki no final do período Uruk. A história épica suméria, Enmerkar e o Senhor de Aratta, começa com Enmerkar de Uruk chamado a deusa Inanna e pedindo a ajuda dela para que ele criasse um templo para ela que fosse digno de sua grandeza. Até este tempo Inanna era associada ao reino de Aratta das Montanhas Zagros ao norte da Suméria, mas no poema Enmerkar alega que estas pessoas não veneram e a honram como ela merece. Enmerkar se refere a Inanna como ‘minha irmã, deixe que Aratta molde talentosamente o ouro e a prata em meu benefício para Unug [Uruk]. Deixe que eles cortem o frágil lápiz lázuli dos blocos, deixe com eles a translucêencia do lapis lázuli. .. construam uma montanha sagrada em Unug. Deixe que Aratta construa um templo que desça dos céus – seu lugar de adoração, o Templo E-ana; deixe Aratta talentosamente moldar o interior do sagrado gipar, sua morada; e possa eu, a juventude radiante, possa eu ser abraçado lá por você. Deixa que Aratta se submeta sob o domínio de Unug em meu benefício.” Além deste templo para Inanna, o E-ana, a ser construido em Uruk, Enmerkar também pede materiais para um outro projeto, a que ele se refer como o ‘grande templo’, ‘a grande morada dos deuses’, que seria uma renovação de Abzu, o centro de culto a Enki em Eridu: “Deixe que as pessoas de Aratta desçam das montanhas as pedras de sua montanha, contruam o grande templo para o ‘me’, erijam o grande abrigo para o ‘me’, façam a grande morada, a morada dos deuses, famosa para o ‘me’, faça-me próspero  em Kulaba (Uruk), faça abzu crescer para mim como uma montanha sagrada, faça Eridug brilhar para mim como o alcance da montanha, faça o templo de abzu brilhar para mim como a prata no lodo”. Inanna responde a súplica de Enmerkar, e ela dá a ele instruções a respeito de como lidar  com o reino de Aratta. Ele diz a ele paras escolher um mensageiro forte e eloquente e envia-lo as montanhas para falar  com o povo de Aratta e repetir as demandas de Enmerkar. Ela prevê que o povo de Aratta ‘saudará humildemente Inanna como um pequenino camundongo’ e que ‘Aratta deve se submeter sob o domínio de Unug (Uruk)”; eles fornecerão os materiais para os projetos de Enmerkar que permitirá que o abzu de Eridu “cresça para você como uma montanha’. Enmerkar segue o conselho de Inanna e o resto do épico consiste de uma série de trocas diplomáticas entre Enmerkar e o rei de Aratta. Enmerkar se refere a ele próprio como ‘o senhor que Nudimmud tem escolhido em seu sagrado coração’ e ele exige que Aratta se submeta a ele ‘como um assentamento amaldiçoado por Enki e completamente destruido, eu também destruirei completamente Aratta!” Na troca final Enmerkar dá ao seu mensageiro uma longa lista de exigências para fazer de Aratta, terminando coma exigência que Aratta ‘tome as pedras da montanha, e reconstrua para mim o grande templo de Eridu, o abzu, o E-nun; deixe que eles adornem sua arquitrava para mim… deixe que eles façam sua proteção se espalhar sobre a terra para mim.”  No fim, o rei de Aratta se recusa a se submeter a Enmerkar  mas sabemos quwe eventualmente Enmerkar invadiu e subjugou Aratta por outros poemas épicos, tais como Lugulbanda e a Caverna da Montanha. A carreira de Enmerkar é resumida por David Rohl: “A conquista da Aratta rica em recursos foi a culminação da política expansionista de Enmerkar. Pelo fim de seu longo reinado o rei de Uruk controlava grande parte da Mesopotamia e tinha grandemente enriquecido os centros de culto da Suméria. Ele também controlava as rotas de comércio de mulas pelas Montanhas Zabros e o comércio marítimo via Golfo Pérsico. Ao norte, as colônias grandemente fortificadas foram estabelecidas perto dos principais caminhos por água e portanto ligavam o coração do império por meio de barcos de movimentos rápidos. Bens exóticos e metais estavam chegando a cidade capital de Uruk e, com certeza, aos cofres do palácio de Enmerkar. Isto realmente faz dele o primeiro potentado da terra, exatamente como a tradição do Geneses afirma. Em seu disfarce de guerreiro-herói Enmer/Nimrod é lembrado como o fundador das mais poderosas cidades na Assíria e na Babilonia, bem como um grande construtor nos velhos centros religiosos da Suméria”.

A Evidência para a Torre de Eridu

A história da Torre de Babel é descartada pelos historiadorese modernos como ficção porque não há evidência histórica que a Babilomia existisse como uma cidade nesta data inicial, por volta de 2800-3000 AC, e porque não há evidência arqueológica para a própria Torre, que deve ter sido uma das mais importantes maravilhas do mundo, até mesmo se ela nunca fosse absolutamente completada. O fato é que a cidade da Babilonia não se torna importante até antes da elevação e Hammurabi por volta de 1800-2000 AC, e a Babilonia não possuia um maior zigurat até que um fosse construido por Hammurabi em honra do novo deus Marduk. Contudo, este problema desaparece, uma vez se torne claro que a Torre de Babel era realmente a Torre de Eridu. Mais uma vez, David Rohl vem com a evidência que muitos historiadores localizaram mal ou ignoraram. No final dos anos de 1940 o antigo sítio de Eridu – o moderno Tell Abu Shahrain – foi escavado por uma equipe conjunta iraquiana e britânica liderada por Fuad Safar. O que Safar descobriu foi a evidência de um centro de culto continuamente mantido ao deus Enki. O próprio primeiro templo era um simples caso provavelmente feito de juncos, mas uma estrutura quadrada de tijolos foi logo construida e depois disso os habitantes fizeram contínuas renovações e expansões. A escavação revelou dezessete níveis diferentes de construção deste templo, o abzu de Enki, que durante o período Uruk se tornou o lugar mais sagrado em toda a Mesopotamia. A mais impresiva descoberta foi conhecida como Templo I, uma estrutura maciça com um enorme templo construido sobre uma plataforma maciça, com a evidência de uma até mesmo maior fundação por baixo dele que teria sido elevada quase na altura do próprio templo. David Rohl acredita que seja o que for que foi construido no topo desta fundação maciça, era provavelmente a estrutura que é descrita no Geneses como a Torre de Babel. O que é até mesmo mais intrigante para os escavadores foi sua descoberta que precisamente no ponto mais alto desta obtenção arquitetonica, o asentamento de Eridu foi abandonado. Rohl escreve que ‘muito subitamente, a ilha de Eridu sofreu de algum destino cataclismico’ A análise academica de Fuad Safar do sítio afirma, “… o período Uruk… parece ter sido trazido a uma conclusão por não menos um evento do que o total abandono do sítio… Foi o que parece ter sido um tempo incrivelmente curto, retirando a areia que tinha enchido as construções desertas do complexo do templo e obliterou todos os traços de uma pequena comunidade uma vez própspera… A este ponto, há um considerável hiato na história do sitio, como ele é conhecido por nós dos resultados de nossas escavações… a época Jemdet Nasr … não é representada em Eridu. Durante o período Inicial Dinástico também, não há razão para supor que as fortunas do templo de Enki em Eridu tenham alcançado um declínio extremamente baixo. De fato, apenas restos medíocres deste período, foram indicações sobre os aclives do monte que agora representavam as ruinas do templo pré-histórico, que algum tipo de santuário empobrecido ainda sobreviveu em seu pico”. Então o que aconteceu a Eridu? Mais importantemente, o que aconteceu a Enki? O que pode ter causado o abandono e a desolação do primário sítio sagrado do mais influente e reverenciado deus da Mesopotamia? Se a narrativa do Geneses está correta e Nimrod de algum modo esteve envolvido, então o que aconteceu a Enmerkar? Estranhamente, os mitos e histórias sumérias não oferecem respostas diretas ou satisfatórias para qualquer uma destas perguntas. O mito sumerio pode não oferecer boas respostas, mas o livro do Geneses o faz. Eles nos conta uma tentativa de construir a Torre de Babel que fez com que deus intervisse e confundisse a linguagem ds construtores, depois do que as diferentes tribos e grupos saissem da Mesopotamia para reclamar e habitar terras suas próprias. A Parte IV se concentra nos filhos de Ham e explicou como eles viajaram de barco, primeiro para Bahrein e depois para a África, Egito e Mediterrâneo. Há evidência que este grupo – a Tribo Falcão -, mantinha uma lembrança de seu lar original em Eridu e, mais importantemente, de seu líder Enmerkar e de seu deus Enki, depois que eles foram conquistar e habitar novas terras.

A Conexão Egípcia

Os mitos egípcios da criação representam um maior desafio para os eruditos que os tentam interpretar. Na Parte II resumimos brevemente o mito da criação da Eneade de Heliopolis, que promove o deus Atum como o criador do mundo, mas parece que cada maior centro religioso no Egito achou necessário desenvolver sua própria versão da história da criação. Então, por exemplo, em Menfis o criador era Ptah; em Hermopolis a criação veio conjuntamente pelos deuses enigmáticos Ogdoad; e em Sails no Egito Inferior era a deusa Nit, ou Neith, que ‘fez com tudo viesse a ser’. Superando todos estes estava a narrativa dada pelos sacerdotes de Tebas cujo criador era um deus de cabeça de carneiro chamado Amun, que tinha se tornado associado a Zeus pelo tempo em que Alexandre o Grande anexou o Egito. A despeito das diferenças nas narrativas da criação parece que todos eles tem coisas em comum. Em primeiro lugar, todos eles parecem ter ao menos alguns elementos de sua teologia baseados nos iniciais Textos da Pirâmide, e secundariamente eles geralmente descrevem o universo antes da criação como aquoso, um vazio sem forma e caótico, personificado pelo deus Nun. E de Nun que se eleva o monte primevo, da qual vem o criador que traz o resto dos deuses e a humanidade. Em Helioipolis este criador era Atum, cuja associação com a Monte Primevo é representada por Benben, uma pedra de forma piramidal. Atum era personificado como a ave Benu, a auto-criadora fênix que logo era colocada no topo da pedra piramidal e Atum também era associado a Ra e visto como um deus sol. A cidade de Menfis era pensada ter sido fundada por Menes em tempos pré-dinásticos e era um importante centro administrativo durante o Velho Reino. Os sacerdotes desta cidade acreditavam que Ptah fosse realmente o criador de Atum, e eventualmente Ptah foi absorvido na concepção egípcia de Nun. Ao examinar Ptah David Rohl se refere a um texto menfita onde se lê: “Ptah que está sobre o Grande Trono; Ptah-Nun, o pai que gerou Atum; Ptah-Nunet, a mão que deu a luz à Atum; Ptah o Grande que é, o coração e a lingua da Eneade; Ptah que deu nascimento aos deuses…” Em Hermopolis o próprio início era personificado como quatro pares de relacionais casais primordiais. Estes eram Nun e Nunet, que persionificavam as águas primevas; Heh e Haunet que representavam o infinito; Kek e Kauket, que personificavam a escuridão; e Amun e Amaunet, que representavam o ar. Os sacerdotes de Hermopolis desenvolveram a idéia que em algum ponto inicial estes pares interagiam e lançavam uma grande explosão, da qual veio a existencia o Monte Primevo. Este monte era conhecido como ‘Ilha da Chama” porque era onde o deus sol Atum/Ra nasceu e onde ele primeiro irradiou. Em Tebas os sacerdotes escolheram se concentrar no deus Amun. Ele era o ‘deus oculto’ e seus sacerdotes foram a grandes distância para faze-lo parecer  tão misterioso e poderoso quanto eles podiam. O sacerdócio tebano reconheceu Amun como um membro do grupo Ogdoad, ainda que eles acreditassem  que Amun também precedeu isto e fosse de fato seu criador. Ele transcendeu a criação e precedeu as águas primordiais de Nun, criando todos os deuses e a própria matéria. Amun cresceu em poder na Décima Primeira Dinastia quando ele foi unido a Ra o deus sol e se tornou conhecido como Amun-Ra. Fora do estranho culto de vida curta instalado por Aknaton, a veneração de Amun era o mais perto que os egípcios vieram a abraçar algo vagamente similar ao monoteismo.

A ascendência de Amun como um deus primário egípcio pode de algum modo se relacionar ao período do cativeiro israelita no Egito depois da morte de José, quando a monarquia egípcia começou a ver os israelitas como inimigos internos que precisavam ser destruidos e escravizados. Para David Rohl, cuja tarefa em seu livro ‘História’ é mostrar  que os governantes dos Dinastias Egípcias vieram da Mesopotamis, a coisa comum que é importante em todas as narrativas da criação é o Monte Primevo que era o lar original dos deuses. Durante o período do governo Ptolomeico no Egito houve uma maior renovação e expansão do templo de Horus em Edfu. Gravado ns paredes deste templo há importantes referências a este Monte Primordial e a era a muito acabada dos deuses conhecidos como Zep-Tepi, ou ‘A Primeira Vez’. David Rohl se refere a estas gravações e encontra evidência que os egípcios possuiam sólidas memórias de sua jornada, primeiro de Eridu para Bahrein e então de Baherein para o Egito. A fundação do primeiro templo mítico sobre o Monte Primordial é mostrada em uma inscrição na parede em Edfu que é chamada de “Toth e os Sete Sábios”. Este templo primordial é simplesmente chamado de “o Grande Trono” e Toth e os sete sábios são atendidos por dois deuses enigmáticos conhecidos como Wa e Aa. Rohl ressalta que um grupo de ‘sete sábios’ também são personagens  proeminentes  no mito sumério. Eles são honrados como os pais da civilização suméria e no épico de Gilgamesh a cidade de Uruk é referida com as seguintes palavras, ‘Não foram os prórios sete sábios que estabeleceram seus planos?’ Em uma outra cena de Edfu há uma apresentação central de um Falcão sentado sobre um galho cerimonial conhecido como Djeba. Em frente dele está de pé um rei em uma atitude de adoração e por trás dele seis deuses diferentes sentam-se ao longo de Wa e Aa. Estes deuses são referidos como ‘Os Seniores’, ‘A Prole do Criador’, ‘Os Gloriosos Espíritos da Inicial Idade Primeva’, “a Irmandade dos Sábios’, ‘Os Deuses Contrutores’, ‘O Glorioso Shebtiu, e também como “Os Filhos do Elevado’. Nesta cena Wa e Aa são referidos como ‘Os Senhores da Ilha de Agressão’ que ‘fundaram este lugar  e que foram os primeiros a existir na companhia de Re’. Este grupo, o Shebtiu, é interpretado por Rohl serem os descendentes dos originais ‘Ancestrais’ que viveram durante a era Zep-Tepi. Seu lar original era o ‘Ilha da Agressão’ ou ‘Ilha da Chama’ onde Ra foi dito ter primeiro brilhado – o original Monte Primordial. Contudo, por razões não claramente explicadas, o Shebtiu se relocalizou e fundou um novo lugar conhecido como ‘Ilha Abençoada’ que era a localização do Djeba do Falcão. Esta ‘Ilha Abençoada’ era Bahrein e as inscrições de Edfu também se referem a ela como a ‘Ilha de Re’, ‘    O Exaltado Trono de Horus’, ‘O Solo de Fundação do Governante da Asa’ bem como ‘O Lugar de União da Companhia’. Rohl comenta que este último título sugere ‘uma reunião de forças ou aliança de algum tipo. é como se embora a ilha se torne um posto intermediário para algo muito maior. Esta possibilidade é reforçada por alguns dos outros nomes que são dados ao original Shebtiu dentro dos textos de Edfu. Seus nomes são ‘o Distante’, ‘O Grande’, ‘O Marinheiro’ ,  ‘A Cabeça Sagrada’, ‘O Criador-serpente da Terra’, ‘O Senhor dos Corações Gemeos’, ‘O Senhor da Vida e Poder Divino’ e também o feroz ‘O Senhor do Peito Poderoso que fez a matança; o Espírito que vive no sangue’.

A localização do próprio Monte Primordial, que segundo os mitos egípcios da criação se elevou da águas caóticas de Nun, é esclarecido por alguns dos mais comuns mitos de criação babilonios e sumérios, dos quais e segue um exemplo: ‘um junco não tinha brotado, uma árvore não tinha sido criada, uma casa não tinha sido feita, a cidade não tinha sido construida. Todas as terras eram mar. Então Eridu foi feito’. A conexão entre a cidade suméria de Eridu e o Monte Primodial do Egito é tornada clara por alguns nomes que são associados a ambos. Por exemplo, as águas primordiais eram conhecidas como Nun pelos egípcios, enquanto o nome para o templo de Eki em Eridu era, como o leitor pode se recordar, ‘Nun.ki’ e também ‘E-nun’. Uma outra conexão existe com as muitas referências a Eridu como o ‘Abzu’ de Enki. Esta é raiz que conhecemos hoje para a palavra ‘abismo’ e Enki era o Senhor do Abismo. Um dos primeiros importantes centros de culto para os invasores do Egito era um lugar que veio a ser conhecido pelos gregos como Abidos. Contudo, o nome egípcio é melhor representado como ‘Abedjou’. O som ‘dj’ é frequentemente dado como ‘z’ tal como na apresentação comum da Pirâmide em degrau de Djoser ou Zoser. Com isto em mente achamos que Abidos=Abdju=Abzu, que diretamente se iguala ao centro de culto a Enki conhecido como o Abizu em Eridu. O deus da Tribo Falcão, a tribo que invadiu e conquistou o Egito, era claramente Enki. Há uma bem conhecida inscrição pictográfica suméria de Enki que o apresenta sustentando um falcão em uma das mãos, com as águas frescas que ‘dão a vida’ do abismo fluindo de seus ombros.

Enki sempre era associado com as correntes de água doce, que eram consideradas portais para a terra dos mortos subterrânea. Em Eridu seu templo foi construido sobre um riacho, e em Bahrein há numerosas correntes de água doce que borbulham na ilha e para o oceano perto do litoral. As localizações escolhidas para os sítios de culto no Egito na vizinhança de Abidos provavelmente foram escohidas porque lá havia muitas de tais corentes de água. [Em uma nota lateral, esta conexão entre as águas subterrâneas e o mundo dos mortos foi também claramente compreeendida pelos antigos maias e era essencial ao seu elaborado rito de sacrifício humano, como examinado recentemente em investigações do National Geographic.) No mito sumério Enki era conhecido como ‘O Senhor da Terra’ e ele desempenha um papel maior nos mitos que explicam o aparecimento do deus sol Utu e da grande deusa Inanna que foi trazida das montanhas e recebeu um papel central. No caso de Utu descobrimos que Meskiagkasher (Cush) e Enmerkar (Nimrod) são referidos como ‘filhos de Utu’. O que parece ter acontecido é que depois que o centro deculto a Enki em Eridu foi abandonado ele se reinventou dentro da Tribo Falcão. Eles eram seus mais devotos veneradores e através deles ele foi capaz de criar para si próprio um novo sistema religioso bem como uma nova civilização. David Rohl encontra muitas conexões entre o Enki sumério e os deuses egípcios Ra, Atumn e Ptah. Enki foi capaz de se apropriar do papel de criador primário através de Atun, enquanto ao mesmo tenpo utilizando o simbolo do sol, Ra, que tinha sido dado a Utu nos mitos sumérios. Isto explica porque o Monte Primordial era conhecido como a ‘Ilha da Chama’, o lugar de onde primeiro Ra se irradiou e do qual Atum se criou, e também explica porque Bahrein, a Ilha Abençoada, era também conhecida como a Ilha de Ra. Nas escavações feitas em Bahrein a evidência é completa que em seus dias mais iniciais ela era um paraíso do culto para os veneradores de Enki. No épico “Enki e a Ordem Mundial” foi Enki que estabeleceu Bahrein, ou Dilmun, como uma civilização, e é Enki que era conhecido como O Senhor de Dilmun. Na narrativa de sua escavação de Bahrein o arqueólogo Geoffrey Bibby comenta sobre a descoberta de um riacho especial e piscina em um templo antigo dedicado a Enki: ‘Uma tal piscina de ablução era uma caraterística muito não suméria em um templo que de outro modo não era Mesopotamio em carater. E pensamos do Grande Banho na cidadela de Mohenjo-Daro, e os lugares de lavagem que são uma caraterística indispensável de todas as mesquitas hoje. Mas talvez houvesse mais do que isto. Para os sumérios, e provavelmente até mesmo mais para o povo de Dilmun, um tal riacho não era um fenômeno natural. Aqui estavam as águas do Abismo, aqui as águas doces de mar-sob-o-mundo se quebraram através da superfície. Este pode ser o mesmo riacho que Enki, o Senhor do Abismo, fez fluir em Dilmun, em benefício da deusa Ninhursag.”  Enki o Senhor do Abismo era conhecido pelos egipcios como Atun do Monte Primordial bem como Ra da Ilha Abençoada de Bahrein. Como Enki que ajudou a moldar a humanidade da argila, Atun era conhecido pelos egípcios como ‘o Primeiro Primevo’ que ‘moldou a terra de sua roda de cerâmica’, que criou os homens e deu nascimento aos deuses. Através de seu controle sobre a Tribo Falcão a terra do Egito se tornou o feudo pessoal de Enki e Enki se tornou a força primária espiritual que dirigiu seus três mil anos de história.

O Osiris Histórico

A Idade Dourada dos deuses, a era conhecida como Zep-Tepi, foi para os egípcios a era do reino de Osiris. Se o original ‘Monte Primordial’ era localizado em Eridu, e não em uma ilha do Rio Nilo no Egito, então a identidade histórica de Osiris é revelada. Ele não é nenhum outro que Enmerkar, também conhecido como Nimrod no livro do Geneses, que governou sobre o primeiro super reino da história com uma base política em Uruk e uma base espiritual em Eridu. Quando o reinado de Enmer/Osiris chegou ao fim, e quando o grande rei morreu, seu círculo interno foi obrigado inteiramente a fugir da Mesopotamia. Eridu foi abandonada, juntamente com sua Torre inacabada. depois do que deve ter havido um conflito maior porque as inscrições de Edfu se referem a casa original dos deuses como ‘A Ilha da Agressão’ e Ilha do Combate. Depois de reagrupar e cosolidar suas forças na Ilha Abençoada de Bahrein uma facção importante desta Tribo Falcão então invadiu o Alto Egito. Ele levaram com eles o corpo cuidadosamente preservado de seu rei morto e navagaram por volta da Península Arábica, acima do Mar Vermelho, e então reembarcaram no Rio Nilo depois de arrastar seus barcos pelos wadis do deserto oriental do Egito. Um dos primeiros centros de culto deste grupo invasor foi localizado em Abidos, e foi aqui que o corpo de Enmer/Osiris foi temporariamente colocado para repousar: “Abidos, ou Abdju, fica no oitavo ‘distrito’ do Alto Egito, aproximadamente a 300 milhas ao sul do Cairo, na margem oeste do Nilo e a aproximadamente 9.5 milhas do rio. Ela abrange mais de cinco milhas quadradas e contém restos arqueológicos de todos os períodos da história do Egito antigo. Ela foi mais importante nos tempos históricos como o principal centro de culto a Osiris, o Senhor do Submundo. Na boca do canion en Abidos, que os egípcios acreditavam ser a entrada para o submundo, uma das tumbas dos reis da primeira dinastia foi confundida como a tumba de Osiris. Mil anos mais tarde, e romeiros deixariam oferendas ao deus por mais mil anos. A área é então agora conhecida como  Umm el Qa’ab, ‘A Mãe dos Potes.'” Talvez esta tumba fosse de fato a tumba original de Osiris e os antigos egípcios não estivessem enganados. Se ela era ou não, podemos estar certos que o local conhecido como Umm el Ga’ab era um sítio importante para a invasora Tribo Falcão desde o início. Neste local arqueologistas tem determinado um total de dez àreas delimitadas de tumbas reais pré-dinasticas e dinásticas iniciais que lá foram construídas, das quais oito tem sido encontradas e escavadas. Muitas destas áreas delimitadas funerais também incluem sepulturas subsidiárias para os auxiliares que eram oferecidos como sacrifícios humanos ao tempo do funeral real. Os Egiptologistas acreditam que as áreas delimitadas de Umm el Ga’ab estão relacionadas as inscrições iniciais que mencionam a ‘fortaleza dos deuses’, como explica o egiptologista Richard H. Wilkinson, “(As áreas delimitadas) parecem ter sido locais de reunião cerimonial para os deuses conhecidos como shemsu-her, o ‘séquito de Horus,’ que estava associado ao rei como a manifestação do deus falcão Horus – provavelmente visto como a mesma deidade venerada em Hierakonpolis (Nekhen – Cidade do Falcão). … Os pátios abertos destas áreas delimitadas podem ter contido um monte sagrado similar aquele encontrado no templo de Hierakonpolis bem como em outro templos posteriores. O Monte é de particular importância já que ele pode ser visto como símbolo do original monte da criação na mitologia egípcia, da qual o deus falcão primordial foi dito ter observado o mundo de seu galho ou estandarte”. Os ‘montes sagrados’ destes iniciais sítios sagrados se relacionam diretamente  de volta a Eridu na Mesopotomia. A prova posterior da origem da Tribo Falcão vem de outros artefatos enterrados nas vizinhanças que os principais egiptologistas tem um tempo difícil de entender: “Perto do templo de Khentyamentiu, uma milha ao norte do cemitério de Umm el Ga’ab (Qa’ab) e aninhado entre as áreas delimitadas estavam quatorze [encontrado até a data] grandes tumbas de barcos. Os restos dos barcos antigos, datando da primeira dinastia, foram descobertos no deserto. Cada um tem em média 75 pés de comprimento e todos tem sido revestidos em uma estrutura da espessura de dois pés com paredes de tijolos de lama pintados de branco. Se eles eram para representar barcos solares, antecipando o barco construído por Khufu e encontrado dentro da Pirâmide de Gizé, ainda não é conhecido”. Estes barcos eram vistos como sagrados pela Tribo Falcão porque eles eram os meios pelos quais os invasores Shemsu-Hor chegaram ao Egito em primeiro lugar. Seu uso original era funcional e apenas mais tarde eles passaram a ser vistos como culticos ‘barcos solares’ e se tornaram assimilados dentro da religião egípcia. No século XIII AC o rei egício Seti I, o pai do grande Ramsés II, construiu um dos mais impressivos e notáveis templos do Egito. Este templo, o Templo de Seti I em Abidos, tem sete santuários, dedicados a ele próprio, Path, Re-Harakhte, Amun-Re, Osiris, Isis e Horus. Ele é construido em um curioso padrão de L, com a costa final da qual uma outra notável estrutura monolítica é conhecida como Osireion.

O Osireion foi construído como uma outra ‘Tumba de Osiris’ e quando ele foi completado ele apresentava inúmeras pinturas elaboradas e inscrições em suas paredes detalhando muitos aspectos de Osiris e seu papel na religião egípcia. No centro da construção foi levantada uma ilha retangular, com receptáculos cortados no chão para manter um sarcófago e baus canópicos. Cercando a ilha estava um canal de água cortado no chão, nos quais degraus da ilha desciam. Wilkinson explica um fator provável que ditou esta localização do templo, “A localização do Osireion no templo de Sethos I em Abidos… é devido a proximidade de um riacho natural. Isto parece ter sido usado para servir uma piscina de água ao ao redor da ‘tumba’ subterranea para fazer disso um modelo do mítico monte da criação que os egípcios acreditavam se elevar das águas primevas”. Novamente, esta descrição do riacho de água doce integrado dentro do plano de um templo de Osiris em Abdju é muito similar as descrições dadas nos textos sumérios da água doce fluindo do Abzu de Enki na sagrada ilha da cidade de Eridu, a capital-culto governada por Enmer antes de seu abandono. A respeito da datação da construção do Osireion a maioria dos eruditos acredita que ele foi começado por Seti I e completado por seu neto. Contudo, o egiptologista místico John Anthony West discorda. Em sua série de DVD ‘O Egito Mágico’ West oferece vários fatores que apointam para uma data anterior para a construção do Osireion. Primeiro que tudo, há o fato curioso que a elevação do Osireion é quase 50 pés mais baixa do que o templo de Seti I. Segundo, há o estranho padrão em L para o layout do templo de Seti, e terceiro, há o fato estranho que há uma camara dedicada a Osiris dentro do templo de Seti. Porque dedicar uma camara dentro do templo se uma outra construção inteira foi planejada em honra da mesma deidade desde o início? West acredita que o plano original do templo de Seti pedia que ele fosse construido em angulo reto e que isto foi mudado apenas depois que os trabalhadores descobriram o Osireion enquanto escavavam para fazer a fundação do templo de Seti. A descoberta do Osireion forçou os arquitetos a mudarem a ‘ala direita’ para o lado, o que criou o padrão em L. A descoberta do Osireion teria sido tomada como um sinal divino e a antiga construção teria sido remobiliada, renovada e redecorada e incorporada no plano so sítio completo. Com certeza a teoria de West pode estar errada e Osireion pode de fato datar do século XIII AC. Não obstante, existe a intrigante possibilidade que ele pode ter sido realmente servido como um temporário lugar de descanso para o corpo de Osiris mais de 1500 anos antes. Não podemos saber com certeza onde repousou o corpo de Osiris enquanto esteve em Abidos, mas podemos estar razoavelmente certos que ele repousou lá. Contudo, uma vez a maciça necrópole de Gizé foi completada durante a Quarta Dinastia o corpo foi trazido ao norte e colocado em sua atual localização não descoberta, talvez em uma câmara oculta no próprio coração da Grande Pirâmide [Parte II] Gizé se tornou o maior monumento a Osiris que foi construído, mas Abidos ainda continuou como uma localização primária para o culto de Osiris e seus relacionados rituais e festivais. Talvez o mais importante destes festivais fosse o festival de Khoiak, realizado no quarto mês da estação de Akhet (Inundação). O alto ponto do ritual era a encenação de três dias do mito de Isis e Osiris, e a morte de Osiris nas mãos de Set. Isto incluia uma procissão com uma efígie do morto Osiris carregada em uma barca cerimonial de seu templo para o deserto e então para seu local funerário no cemitério de Umm el-Ga’ab ou mais tarde no próprio Osireion.

Muito do que sabemos desta inicial ‘Peça da Paixão’ vem da “Stela de Ikhernofret” que data do Reino Médio, a qual aqui é resumida: “O primeiro dia – a procissão de Wepwawet: Wepwawet abre o caminho da procissão. Os inimigos de  Wesir (Osiris) estão golpeados em uma batalha falsa. Parece um assalto que foi programado pelos ‘seguidores de Set’, este que era para ser golpeado, ou os sacerdotes ou pelos romeiros atuando como ‘os seguidores de  Wesir,’ ou talvez ambos. O deus chacal Wepwawet que está andando principal em todas as procissões reais e conquistas, recebe o nome de ‘Abridor dos Caminhos’ . Neste contexto ele abre o caminho para Wesir ganhar acesso a tumba. O Segundo Dia – A Grande Procissão de Wesir: O falecido Wesir, carregado em uma barca chamada ‘Neshmet’ (a barca da noite na qual Re corre toda a noite) é levada de seu templo a sua tumba. A procissão se move pelo cemitério adjacente nos solos da tumba [parece que eles fazem um tour no deserto antes de terminar no Osireion]. As Lamentações de Aset (Isis) e Nebt-Het são realizadas or mulheres personificando a deusa, por todos estes três dias. A Noite da Vigília: Durante esta encenação noturna, os inimigos de Wesir são mortos nos ‘bancos de Nedyet’ [a tumba] e a noite termina com o julgamento de Set diante do Tribunal Divino. O Terceiro Dia – Wesir é Renascido: O deus foi renascido no amanhecer e coroado com a coroa de Ma’at. A estátua de Wesir sobre a barca Neshmet é trazida de volta em triunfo a seu templo, seguida pelas massas jubilantes. A purificação e a instalação do deus em sua Casa a seguir e antes dos ritos serem concluidos, a ‘elevação do pilar Djed’ acontece. Esta última parte não era aberta ao público. A notável caraterística desta encenação [fora a familiar ressurreição no terceiro dia] é o fato de que Osiris é apresentado como sendo retirado de seu templo depois que ele já está morto, e sendo transportado por barco ao seu lugar funerário. Isto faz sentido se o templo original de Osiris fosse realmente em Eridu, e a jornada de seu barco de morte signifique a remoção e transporte de seu corpo de Eridu ao seu último destino no Egito. Evidência adicional encontrada dentro dos mitos de Osiris também parecem liga-lo a Mesopotamia, ao deus Enki, e com Enmer o grande rei que governou exatamente antes do abandono de Eridu. Segundo as narrativas de Plutarco Osiris foi o grande rei que trouxe a civilização ao Egito e ao mundo, Osiris foi o inventor da agricultura e ele presidiu a invenção da escrita, que é atribuida a seu grande deus Thoth.

Osiris foi também aquele que organizou a sociedade com base em leis uniformes, e também ensinou a humanidade o caminho apropriado de veneração e honra aos deuses. No mito sumério é Enki que recebe o crédito como grande civilizador da humanidade. Foi ele que inventou a agricultura, e ele que deu leis a humanidade bem como estabeleceu a tradição da realeza hereditária, que foi primeiro adotada em Eridu. Segundo o épico “Enmerkar e O Senhor de Aratta” foi Enmer que buscou renovar e expandir o templo em Eridu como ‘a grande morada dos deuses’. Além deste projeto Enmer também introduziu a veneração da deusa na terra, especificamente a veneração de Inanna, que era chamada irmã de Enmer, exatamente como Isis é irmã de Osiris.  David Rohl comenta o fato de que o símbolo de Inanna na Suméria era uma estrela de seis pontas, e este é o mesmo símbolo usado repetidamente nas referências iniciais egípcias a Isis, que era também a esposa e a resgatante do falecido Osiris. Em uma outra provocante similaridade, segundo o épico do Senhor de Aratta (linhas 500-514), foi Enmer que primeiro transformou as palavras faladas em escrita: “Anteriormente, o escrito de mensagens na argila não era estabelecido. Agora, sob o sol e neste dia, isto de fato foi assim”. A evidência ligando Enmer a Osiris é também aparente no próprio nome de Osiris como ele é reproduzido nos mais iniciais hieróglifos. Aqui está ‘O Que os Deuses Antigos Falam –   Um Guia para a Religião Egípcia’ tem a dizer sobre este importante assunto: “O nome do deus Wsir (em copta, Oycipe ou Oycipi) foi escrito de início com o sinal para um trono, seguido pelo sinal de um olho; mais tarde a ordem foi invertida. Entre os muitos significados sugeridos está um cognato com Ashur, implicando uma origem síria: mas também, “ele que toma seu assento ou trono’, ‘ela ou aquela que tem o soberano poder e é criativa’, ‘o lugar da criação’, ‘o assento do olho’, com o olho explicado como o sol; ‘o asento que cria’ e o ‘Poderoso’ que deriva de wsr [poderoso]. Se o significado original do nome de Osiris era ‘O Poderoso’ e se ele de alguma forma está associado ao deus assírio Ashur, então ambos os itens apontam na direção de Nimrod no Livro do Geneses que se tornou ‘o poderoso sobre a terra’ e ‘o poderoso caçador diante do Senhor’ que fundou a cidade de Nínive que se tornou a capital da Assíria. David Rohl explica como tudo isto se liga: “Este Ashur ‘viveu na cidade de Niníve’ e era o epônimo fundador da nação assíria, enquanto Ninus fundou Nínive, como o fez Nimrod. Parece que estamos lidando aqui com um único personagem histórico que estabeleceu o primeiro império sobre a Terra e que foi deificado por muitas nações sobre quatro principais agrupamentos de nome:  (1) O inicial sumério Enmer, mais tarde o mesopotamio  Ninurta (originalmente Nimurda), o bíblico Nimrod, o grego Ninus; (2) O velho babilonio  Marduk, o bíblico Merodach, mais tarde simplesmente conhecido como Bel ou Baal (‘Senhor’); (3) O mais tarde sumério Asar-luhi (um principal epíteto de Marduk), o assírio  Ashur, o egípcio Asar (Osiris); (4) o sumério Dumuzi, o bíblico Tammuz, o fenício Adonis, o grego Dioniso, o romano Baco…

Ambos Marduk e Ashur tiveram sua origem na deidade suméria Asar (ou Asar-luhi) ‘filho de Enki e Damkina’ se originando de Eridu. Damkina (a suméria Damgalnuna) parece ter sido um outro nome para Inanna. Depois que Eya [Enki] tinha derrotado e pisado seus inimigos, tinha assegurado seu triunfo sobre seus inimigos, e tinha descansado em profunda paz dentro de sua câmara sagrada que ele chamou de ‘abzu’ … no mesmo lugar ele fundou seu templo cultico. Eya e Damkina, sua esposa, moraram lá em esplendor. Há uma câmara de destinos, a morada dos destinos, um deus nasceu, o mais capaz e sábio dos deuses. No coração de abzu, Marduk foi criado. Quem o gerou foi Eya, seu pai. Quem deu luz a ele foi sua mãe Damkina. [o épico babilonio da criação] Por seus nomes os deuses tremem e abalam em suas moradas. Asar-luhi é seu nome principal que seu pai Anu deu a ele… Asar, o doador da terra cultivada, que estabelece suas fronteiras, o criador do grão e das ervas que fazem com que a vegetação floresça. [épico babilonio da criação] O novo nome do deus sumério – Asar – era escrito com o sinal para o trono que era também um dos hieróglifos usados para escrever o nome de Osiris. Com certeza, Osiris é a vocalização grega para o egípcio deus do milho dos mortos. As pessoas do vale do Nilo simplesmente o conheciam por Asar. O épico sumério ‘Dummuzi e Inanna’ nos conta que a deusa da fertilidade Inanna ‘se casou’ com o Rei Dumuzzi [Asar] de Uruk exatamente como a egípcia Isis, deusa da fertilidade, era esposa e rainha do Rei Osiris. Com a morte de  Enmer/Osiris, e o desmoronamento do império mesopotamio, uma nova forma de veneração religiosa veio a dominar o mundo. Segundo o mito, antes que Enki se estabelecesse para criar a rivalidade na terra, ‘o povo em uníssono … em uma só lingua dava louvor a Enki’. Depois que a situação era muito diferente e muito caótica, e o monoteismo foi substituido pelo politeismo. Junto com esta nova estrutura politeista pagã o mundo parecia reconhecer a ascendência de um novo deus como chefe do panteão, e este deus tinha um filho que era conhecido por muitos nomes diferentes, que era universalmente entendido ter morrido e renascido novamente, neste mundo ou o próximo.  O próximo capítulo desta série focalizará o lado espiritual oculto do que parece ser um conflito épico entre duas forças opostas. Estas forças utilizam temas espirituais que parcem ter muitos paralelos e similaridades ainda que também hajam importantes distinções que claramente as separam ao longo das velhas linhas do Bem e do Mal. Estas linhas tem sido propositalmente esmaecidas através dos séculos, mas pelo fim destas séries elas serão reunidas em um foco muito mais agudo.

Parte VI

Dominação por Engano

“Os Espíritos narram coisas inteiramente falsas, e mentem. Quando os espíritos começam a falar ao homem, cuidado deve ser tomado para não acreditar neles, porque a maior parte do que eles dizem é composta por eles, e eles mentem; então se é permitido a eles relatar o que é o céu, e como as coisas são no céu, eles diriam tantas falsidades, e com tal forte avaliação que o homem ficaria atonito; por conseguinte não me foi permitido quando os espíritos estavam falando ter qualquer crença no que eles declararam. Eles amam fingir. Seja qual for o tópico que possa ser falado, eles pensam que eles o conhecem e se o homem ouve e acredita, eles insistem, e em vários modos enganam e seduzem”.  – Emanuel Swedenborg (1688-1772), Miscellaneous Works

Em virtualmente todas as mitologias do mundo há o tema de um antigo conflito entre os deuses. No mito egípcio este é o conflito de Osiris e Horus contra Set; no mito babilonio este é a batalha de Marduk contra a deusa primeva Tiamut; nos mitos canaanitas de Ugarit é Baal contra Yam e Mot; e no mito grego é Zeus contra os Titãs. Todos estes conflitos se relacionam de um modo ou outro ao conflito original, ao primeiro conflito divino até mesmo estabelecido na escrita, que era um conflito em andamento entre Enlil e Enki como é contado pelos antigos sumérios. Este conflito nunca envolveu violência física mas não obstante era muito amargo. Os sumerios não registraram sua resolução mas os mitos deles mostram que eles claramente favoreceram Enki e as narrativas posteriores dos babilonios retratam Enki como o eventual vitorioso. Muito da mitologia pagã e da religião, em suas muitas formas diferentes e expressões culturais, podem ser rastreadas de volta a este conflito original, mas é interessante que as narrativas que mostram os mais estreitos paralelos com as narrativas sumérias da criação, dos deuses, e da civilização humana e religião,  não são para serem encontradas nas tradições pagãs posteriores mas ao invés sejam encontradas nas narrativas hebraicas, especificamente no Livro do Geneses. Os sumérios e os hebreus contam uma história da humanidade sendo criada da terra ou da argila pela assistência divina; ambas fontes se referem a uma antiga disputa entre um fazendeiro e um pastor; ambos dão uma narrativa de deuses ou anjos descendo dos céus e influenciando a civilização humana; ambos mencionam a criação da primeira cidade; ambos testificam uma grande inundação que cobriu a terra e que dizimou a civilização e quase toda humanidade; e ambas as fontes falam de conquistas de um grande rei que estava envolvido de algum modo com um grande templo ou torre e com a criação das muitas linguas que dividiram as nações.

Quando os tabletes cuneiformes foram descobertos em meados dos anos de 1800 de escavações arqueológicas em Nínive, Nippur, Babilonia e outros lugares, as descobertas enviaram ondas de choque ao redor do mundo. Muitos eruditos bíblicos foram grandemente encorajados e acreditaram que as narrativas do Geneses finalmente estavam justificadas. Para eles, era óbvio que os sumérios tinham manuseado, com umas poucas distorções, as memórias dos mesmos eventos históricos que Deus tinha inspirado Moisés a registrar no Geneses. Para outros especialistas bíblicos, contudo, os recentemente descobertos textos sumérios foram interpretados de modo diferente. Os críticos céticos bíblicos tomaram a opinião que porque os textos sumérios eram anteriores ao livro do Geneses em 500 a 1000 anos, então era óbvio que os textos sumérios devam ser as narrativas autênticas. Ambas as narrativas foram vistas pelos críticos como meramente mitos, e certamente não baseados em eventos históricos, mas porque os textos sumérios eram muito mais velhos foi assumido que ‘a antiguidade se iguala a autenticidade’ e então eles tinham que ser os verdadeiros mitos. O livro do Geneses foi então visto como meramente uma compilação distorcida ou lembrança dos originais mesopotamios. Esta interpretação do relacionamento entre o ‘mito’ sumério e o livro do Geneses permanece a opinião dominante no mundo academico de hoje. Há muitos paralelos entre o mito sumério e o livro do Geneses, ainda que também hajam importantes distinções que, se examinadas, trazem um número de perguntas importantes. Talvez a mais importante destas perguntas tenha ainda que ser respondida pela comunidade academica, e ele é: Como pode uma forma estrita de monoteismo hebraico ter ‘evoluido’ da religião politeista liberal e diversa dos sumérios? Um outro modo e formular esta pergunta é: Onde está o deus de Israel a ser encontrado dentro do panteão sumério? Este é uma boa pergunta a se fazer porque Abraão, o fundador da nação de Israel, foi supostamente chamado por Deus da cidade de Ur, que era localizada no coração da terra dos sumérios.

O Deus de Israel e os Deuses da Suméria

O Deus de Israel era certamente único quando comparado com os deuses regentes dos panteões venerados pelas nações que cercavam Israel. Para os hebreus a identidade do deus de Israel pode ser entendida em dois níveis relacionados. O primeiro nível era a identidade do deus como ele se relaciona ao próprio Israel, e a segunda era a identidade do deus como ele se relaciona com toda a realidade. Até onde diga respeito o primeiro nível, Deus se revelou a Israel e deu seu nome como YHWH (Yahweh ou Jehovah), que geralmente é traduzido como algo como ‘aquele que é’ ou ‘eu sou quem eu sou’. YHWH  era o deus pessoal de Israel e o relacionamento de Israel com YHWH era baseado em sucessivas alianças ou acordos entre as duas partes. Este tipo de relacionamento raramente era encontrado dentro das nações pagãs. O segundo nível pelo qual os hebreus entendiam a identidade do deus deles era o nível no qual ele se relaciona com toda a realidade. Quando Moisés elaborou sobre a identidade do Deus de Israel como o Criador do inteiro universo e como o máximo governante e poder soberano sobre o universo, estas declarações devem ter sido vistas como completamente ultrajantes e presunçosas pelos contemporaneos pagãos de Moisés. Os pagãos tinham suas tradições sobre a criação [Parte V] e eles tinham suas tradições de como o deus dominante adquiria supremacia sobre a criação, mas eles não uniam o Criador e o Regente em uma só figura e veneravam apenas esta figura com a exclusão de todos os outros deuses. A despeito destas maiores distinções entre o Deus de Israel e os deuses das nações vizinhas, há poucos eruditos que tem tentado identificar o Deus de Israel como uma figura que, é acreditado, tinha que ter ‘evoluido’ de tradição suméria anterior e muito similar. Estas tentativas grealmente se concentram nas similaridades entre YHWH e três maiores deus sumérios: Anu, Enlil e Enki. YHWH é similar ao enigmático deus Anu porque ambos são vistos como deidades ‘pai’. Anu era compreeendido como o pai da primeira geração de deuses incluindo os dois irmãos Enlil e Enki, enquanto  YHWH foi o ‘pai’ da hoste angélica que são referidos no Velho Testamento como B’nai Ha Elohim, ou “Filhos de Deus”. Anun pode também ter sido visto pelos sumérios como o criador original do universo, mas gradualmente se tornou visto como um processo ‘natural’ envolvendo forças primordiais. Para os sumérios Anu realmente não era importante e ele existia como uma deidade “otiose” muito longe no céu, que era também o lugar de onde YHWH governava segundo os hebreus.

O aparente relacionamento entre YHWH e Enlil é muito mais substancial. Enlil não era visto pelos sumérios como o original criador do universo mas ele era visto como o máximo governante dos deuses e da humanidade. Os mitos sumérios também descrevem Enlil como o pai de uma geração de deuses e vários mitos se referem a Enlil [em oposição a Enki] como o criador e pai da humanidade. O centro de culto a Enlil era na cidade sagrada de Nippur, que nunca foi uma capital política e não aparece como cidade capital na lista dos reis sumérios. Nippur era ao invés um tipo de capital religiosa onde os reis da Suméria iam receber a aprovação de Enlil e honrar o mais poderoso e temido dos deuses sumérios. Segundo o épico de “Enmerkar e o Senhor de Aratta”, antes do reinado de Enmerkar os sumérios apenas veneravam a Enlil, o que implica em algo similar a veneração monoteístca hebraica de YHWH. Os sumérios também viam Enlil como o supremo tomador de decisões dentro do conselho dos deuses e, como YHWH no livro do Genesis, era Enlil que decidiu enviar o Grande Dilúvio para dizimar a humanidade. O relacionamento entre YHWH e Enki apresenta muito mais um desafio para os eruditos dos textos antigos e permanece uma questão altamente debatida. Se algum deus pode ser dito ser o deus ‘pessoal’ dos sumérios este teria sido Enki. Como o relacionaento de YHWH com os hebreus, Enki era visto pelos sumérios como poderoso, rei e sábio em seus esquemas para proteger os sumérios da animosidade dos outros deuses [especialmente Enlil] e das tribos vizinhas inimigas. Exatamente como YHWH cuidava de seu povo, os hebreus, assim Enki era retratado como cuidando dos sumérios. Como mencionado na Parte V, o aparente amor de Enki pela humanidade pode ser rastreado de volta a tradições sumérias que Enki, exatamente como YHWH no Geneses, esteve pessoalmente envolvido com a criação da humanidade retirando-a da argila. Enki também desempenhou um papel similar a YHWH quando, através de suas ações, uma família em particular foi escolhida, avisada e poupada do Grande Dilúvio ao receber instruções para construir uma arca. Para David Rohl, YHWH tem mais em comum com Enki do que com Anu ou Enlil, e as similaridades entre YHWH e Enki superam as diferenças. Em seus livros ‘Legend’ e ‘The Lost Testament’, que tem sido citados tão frequentemente por este estudo, Rohl conclui que o deus que foi revelado a Moisés não era outro que Enki, que era conhecido na linguagem acadiana como Ea. YHWH é retratado como um deus positivo e cuidadoso na bíblica hebraica, e Enki/Ea é retratado como igualmente benevolente nos mitos sumérios, então para David Rohl isto é onde existe a conexão entre os sumérios e os hebreus. Rohl até mesmo acredita que YHWH realmente declarou sua identidade como Enki/Ea a Moisés de um modo direto no episódio da sarça ardente: ” Moisés então disse a Deus, ‘Olhe, se eu for aos israelitas e disser a eles, ‘o deus de seus ancestrais tem me enviado a vocês” e eles dizem para mim, “Qual é o meu nome?” o que vou dizer a eles?”. Deus diz a Moisés “Eu sou quem Eu sou” [Exodus 3:13-14]. Aqui está como David Rohl explica este curioso diálogo entre Moisés e a Voz da sarça ardente: “Como temos aprendido, Enki, ‘O Senhor da Terra’ foi chamado de Ea em acadiano [semítico oriental] – que é dizer na tradição babilonica. Os eruditos tem determinado que Ea era vocalizado como Eya. Então, Moisés ficou diante da sarça ardente e perguntou o nome do deus da montanha, a que ele respondeu ‘sou quem eu sou’ [ em hebraico Eyah asher eyah]?. Esta frase intrigante a muito tem deixado perplexos os teólogos mas agora há uma explicação simples. A voz de deus simplesmente respondeu  ‘Eyah asher Eyah’ – ‘Eu sou aquele que é chamado Eyah’ – o nome de Ea em sua forma semítica ocidental [isto é, hebraica]. Os eruditos tem simplesmene falhado em reconhecer que esta é uma outra característico trocadilho que abundam no Velho Testamento. Eu sou (Eyah) aquele que é chamado (asher) Ea (Eyah)’ é um clássico jogo de palavras biblico. Isto também explica a instrução aparentemente se sentido de Deus: “Isto é o que você vai dizer aos israelitas, “Eu sou tem me enviado a vocês”. As palavras de Deus devem realmente ser traduzidas como ‘Eya tem me enviado a vocês”. Eya ou simplesmente Ya é uma forma hipocoristica do nome YAHWEH encontrado como um elemento de tantos nomes do Velho Testamento. Então Enki/Ea o deus que criou o Homem e então mais tarde avisou  Ziusudra/Utnapishtim da iminente destruição da humanidade é um e o mesmo deus de Moisés.

David Rohl stá correto para a vocalização da frase hebraica “EU SOU” que soou muito similar, se não o mesmo que, a vocalização semítica oriental para o nome de Ea, que é de fato o nome acadiaco do deus sumério Enki. Contudo, se YHWH tivesse realmente significado o próprio nome como “EU SOU”, o que tem sido o entendimento ortodoxo no judaismo desde seu início, isto não é inicialmente tão perplexante e intrigante quanto Rohl tenta retratar isto. “EU SOU” é realmente um nome muito apropriado para o Deus que declara ser o único eternamente existente, que se refere a ele próprio em Revelação 1:8 como Aquele “que é e que foi e que está por vir, O Poderoso”. O argumento etmológico de Rohl para igualar YHWH e Enki pode parecer bom, mas está longe de ser conclusivo. Ao igualar YHWH com Enki David Rohl se focaliza quase completamente nas percebidas similaridades e ele minimiza ou ignora as muitas profundas diferenças que existem entre os dois. Estas diferenças, se cuidadosamente examinadas, torna altamente improvável que YHWH e Enki sejam a mesma entidade. Em primeiro lugar, devemos retornar novamente a concepção hebraica única da identidade de YHWH. Esta concepção era baseada no duplo papel de YHWH como criador e regente do universo. Em muitos mitos sumérios que louvam e glorificam Enki não existe qualquer um onde Enki seja dito ser o criador original da realidade material, uma declaração feita por YHWH nopróprio início do Geneses 1:1. A respeito do aspecto de governo de YHWH, dentro do mito sumério este aspecto é melhor representado por Enlil. É verdade que em algum ponto Enki ganha posse do ‘me’ no mito de “Enki e A Ordem Mundial”, como explicado na Parte V, mas esta autoridade é dada a Enki apenas sob permissão de Enlil, que retém o máximo poder como o primário tomador de decisão dentro do conselho dos deuses. A linha inferior é que para os sumérios Enki nem era o criador e nem o supremo governante, enquanto para os hebreus YHWH era ambos. Há muitos mais aspectos de Enki que contradizem diretamente o entendimento hebraico da identidade de YHWH. Segundo os textos sumérios a prática de uma realeza hereditária foi pela primeira vez estabelecida em Eridu, que era o centro de culto a Enki onde os descendentes do bíblico Caim se estabeleceram. Por outro lado, dentro da nação israelita o costume de uma realeza hereditária não existiu de seu início com Abraão, por todo cativeiro egípcio até o Exodus, pelos séculos dos Juízes a todo caminho até o tempo do profeta Samuel. Este foi o ponto no qual os israelitas exigiram que YHWH desse a eles um rei, que primeiro YHWH recusou antes de rancorosamente permitir a instituição da monarquia (Samuel 8:7-22). A este respeito YHWH e Enki são novamente provados diferentes. Para Enki uma monarquia era essencial e necessária para manter seu poder e influência, mas para YHWH uma monarquia era vista como indesejável e desnecessáriamente opressiva para seu povo. Uma outra maior diferença entre YHWH e Enki vem de examinar algumas das práticas religiosas associadas aos dois deuses. Quando examinamos a concepção suméria de Enki encontramos que uma de suas características primárias era sua associação com a mágica e a feitiçaria, com rituais permitindo contacto com o mundo do espírito, e com a advinhação do futuro. Quando examinamos YHWH e seu relacionamento com Israel, e especialmente a Lei da Torah que ele deu a Israel descobrimos que estas práticas ocultas eram completamente proibidas: “Não deve ser encontrado entre vocês alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que use a adivinhação, alguém que pratique a feitiçaria, ou alguém que interprete presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que lance um encanto , ou um médium, ou um espiritista, ou um que chame os mortos. Porque seja quem for que faça estas coisas é detestável ao senhor seu Deus que o retitará de vocês ” (Deuteronomio 18:10-12)

Estas práticas ocultas eram a fundação da religião suméria e elas evoluiram para se tornar a base dos ritos iniciáticos e sacerdócios hierárquicos ao redor do mundo, do Egito a Índia, e dos gregos ao romanos, dos maias aos astecas do Novo Mundo. Estes sistemas religiosos e práticas ocultas eram todas similares, então alguém tem a imaginar porque o deus venerado pelos israelitas exigisse uma tal separação estrita de seu povo do resto do mundo? Estava YHWH os guardando de práticas espirituais que eram necessárias para seu próprio avanço espiritual, ou Ele os estava simplesmente protegendo de um mundo do espírito que enganava todo mundo mais com fugazes experiências metafisicas e falsas promessas e espectativas? Se estamos corretos em concluir que YHWH e Enki são realmente duas entidades separadas, então se torna mais plausível igualar YHWH ao sumério Enlil que por muito tempo tinha sido um adversário de Enki nas narrativas sumérias. Isto nos traz um conjunto de problemas inteiramente novo, contudo, por causa da retratação negativa e depreciativa de Enlil pelo mito sumério. Enlil é retratado como vingativo, zangado, abusivo e cruel, e ele comete crimes incluindo adulterio, estupro e genocídio. YHWH as vezes é retratado como zangado e violento no Velho Testamento hebraico, mas as ações de YHWH para os hebreus sempre são justificadas, não importa quão cruéis elas pareçam ser. Para os sumérios raramente há justificativa para os duros abusos de poder que caracterizam o governo de Enlil. Ao examinar YHWH e Enki e suas respectivas tradições devemos também nos dirigir ao fato que eles fazem declarações conflitantes. No livro do Geneses YHWH é creditado com a criação da humanidade, enquanto na maioria dos textos sumérios Enki é retratado como o criador do homem. Um outro caso é a tradição similar do Grande Dilúvio. O livro do Geneses explica que YHWH trouxe o dilúvio como um julgamento sobre a sociedade humana que tinha se tornado perversa por meio das influências negativas dos ‘anjos caídos’. Nas narrativas sumérias é Enlil que traz a inundação para exterminar a população humana que tinha se tornado ‘barulhenta demais’. Contudo, o livro do Geneses conta que YHWH misericordiosamente salvou Noé e a última família justa da terra da destruição iminente. Contrastando com esta narrativa, no mito sumério é Enki que salva Atrahasis e a família dele da inundação contra a vontade de Enlil. Estes declarações conflitantes e narrativas não podem ambas serem verdadeiras se Enki e YHWH fossem de fato entidades separadas. Se YHWH é a fonte espiritual da tradição hebraica, e se Enki é a fonte espiritual da tradição suméria, então devemos enfrentar a realidade que um deles está mentindo. Se YHWH na tradição suméria é representado como Enlil, o adversário de Enki, então onde podemos esperar encontrar Enki dentro da tradição hebraica? Talvez precisemos examinar o adversário bíblico de YHWH para encontrar a resposta. Enquanto Rohl iguala YHWH a Enki, ele não obstante fornece a seguinte descrição de Enki que se asemelha a este adversário bíblico muito mais estreitamente do que se assemelha ao próprio YHWH: “Está claro pelos numerosos incidentes nos mitos associados a Enki que ele é uma deidade sagaz, até mesmo perspicaz. Ele é travesso e não conformista; em seu aspecto de criador da humanidade ele é um deus da fertilidade. Ele se liga aos humanos ao murmurar pelas paredes de junco de forma a contornar uma proibição, coloca sobre eles pelas deidades colegas, que evita a comunicação direta com os humanos. Pode-se olhar para ele com um pouco de um travesso malicioso. Ele algumas vezes é mostrado com pernas de um bode completo com patas com cascos rachados, enquanto seu corpo superior é vestido de escamas de um peixe. Enki é também, como temos visto, muito mais protetor de sua criação – a humanidade – e o provedor da vida sustentada pela água doce”.

Enki Desmascarado

Por mais de cento e inquenta anos aproximadamente, desde a descoberta e a tradução dos antigos textos sumérios, os eruditos modernos tem sido dirigidos a Enki como o mais interessante e enimgmático de todos os deuses sumérios. Perto do fim de sua carreira, Samuel Noah Kramer, talvez o mais respeitado sumeriologista do século XX, escolheu se concentrar em Enki em um livro que ele publicou em 1989 intitulado ‘Os Mitos de Enki, o Deus dos Trabalhos Manuais”. Com este livro o falecido Dr. Kramer examinou os muitos diferentes mitos e tradições de Enki, em textos sumérios e acadianos e ele fez um número de observações cruciais a respeito do papel de Enki na evolução do paganismo depois da queda da civilização suméria. Kramer é lembrado dentro do mundo academico como um gigante em seu campo, mas dentro do mundo da cultura popular, um mundo influenciado por shows no rádio e o mercado das brochuras em massa, ele permanece relativamente desconhecido. Zecharia Sitchin é um autor/erudito que é exatamente o oposto de Kramer. Sitchen não pode declarar quaisquer obtenções academicas dentro do campo dos estudos sumérios, ainda que ele tenha alcançado uma popularidade internacional e aclamado como um reputado especialista nos textos sumérios desde o aparecimento de seu livro “o 12o Planeta” em 1976. A teoria básica por trás do livro de Sitchin, que desde então tem se expandido em uma serie de seis volumes chamada “Cronicas da Terra” é que os deuses do panteão sumério eram realmente visitantes extraterrestres de um alegado planeta ‘Nibiru”, que chegaram a Terra a 450.000 anos atrás em busca de ouro. As raizes judaicas de Sitchin se tornam aparentes com a publicação de ‘Encontros Divinos’ em 1995, no qual ele argumentou que YHWH da tradição hebraica é o criador do universo que também criou o panteão sumério dos deuses extraterrestres, incluindo Anu, Enlil e Enki. As primárias afeições de Sitchin, contudo, são reservadas para o deus Enki. Exatamente como David Rohl e Samuel Noah Kramer, Sitchin é tomado pelas caracterizações positivas de Enki que são encontradas pelos textos sumérios. O último trabalho de Sitchin – ‘O Livro Perdido de Enki’ – se concentra em Enki e afirma ser ‘as memórias autobiográficas e profecias cheias de insight de um deus extraterrestre’. Conquanto Sitchin argumente em ‘Divinos Encontros’ que YHWH é realmente o criador dos ‘visitantes extraterrestres’ Anu, Enlil e Enki ele concede que há muitas similaridades entre YHWH e Enlil, muito mais do que aquelas existentes entre YHWH e Enki. A respeito do relacionamento YHWH/Enki Sitch apresenta a segunte hipótese temporária no livro ’12o Planeta’ [1976]: “A possibilidade que os antagonistas bíblicos – a deidade e a Serpente – representem Enlil e Enki nos parece inteiramente plausível”. Sitchin elabora esta teoria em seu livro posterior ‘Geneses Revisitada’ [1990]: “Na história bíblica de Adão e Eva no Jardim do Eden, o antagonista do Senhor Deus que fez com que eles adquirissem o ‘conhecimento’ [a habilidade de procriar] era a Serpente, Nahash em hebraico… na original versão suméria a ‘serpente’ era Enki. Seu emblema era duas serpentes enroladas; este era o sínbolo de seu centro de culto Eridu, de seus domínios africanos em geral, e das pirâmides em particular. E isto aparecia nas ilustrações dos selos de cilindro sumérios dos eventos descritos na bíblia”. A idéia da Serpente no Jardim do Eden, identificada como Satã na tradição judaico-cristã, é de fato uma representação do deus sumério Enki, o que parece ser indicado pelo próprio Professor Kramer pelo próprio título de seu livro “Mitos de Enki, o Deus das Artes Manuais” que é uma caraterização encontrada em Genesis 3:1, “Agora a serpente era mais austuta do que qualquer besta no campo que o Senhor Deus havia feito…” Desde os anos iniciais de 1980 as teorias radicais de Sitchin dos deuses extraterrestres [baseados na aceitação como face de valor do mito sumério como história legítima e frequentemente utilizando a erudição conservadora de Kramer], tem aberto um genero inteiramente novo de pesquisa alternativa envolvendo a interferência extraterrestre, a conspiração política e a espiritualidade New Age. Este novo gênero é predominantemente cético de, e antogonista em relação a, tradição judaico-cristã e geralmente promove a ‘sabedoria’ esquecida do paganismo e dos Antigos Misterios como chave para o avanço espiritual da humanidade. Desta perspectiva a Serpente no Jardim do Eden é vista como um Iluminador e Libertador da humanidade e Lucifer/Satã se torna uma figura positiva repetidamente identificada como o deus sumério Enki.

Laurence Gardner é um membro bem conhecido desta escola de pesquisa alternativa, e ele combina muitas das teorias de Sitchin com algumas das idéias conspiratórias anti-cristãs encontradas no livro best seller ‘Holy Blood, Holy Grail’ [veja a tradução completa neste blog  https://conspireassim.wordpress.com/2009/05/21/sangue-sagrado-santo-gral/%5D (1983). Suas credenciais são impressivas: Laurence Gardner é Membro da Sociedade de Antiquários, e um Membro Profissional do Instituto de Nanotecnologia. Distinguido como Cavalheiro de Saint Germain, ele é um historiador constitucional, um Cavaleiro Templário de Santo Antonio, e é o Adido Prsidente do Conselho Europeu de Príncipes. Baseado na Inglaterra, ele é autor do best seller do  The Times e Sunday Times, ‘Bloodline of the Holy Grail’. Isto foi serializado nacionalmente no Daily Mail e deu a Lawrence o premio de Autor do Ano da Inglaterra em 1997. Gardner aborda o assunto de Enlil e Enki em seu livro de seguimento “Genese dos Cavaleiros do Gral’ [1999] e para ele a identidade de  YHWH/Jehovah é muito óbvia: “O Jehovah dos judeus (El Elyon dos canaanitas) foi, portanto, sinônimo com Enlil do Anunaki, filho do grande Anu”. Gardner então continua para identificar Enki: “A serpente que conversou longamente com Eva claramente não era uma criatura burra e inferior, mas um guardião do conhecimento sagrado…” é posteriormente evidente da ilustração mesopotamia da serpente que ela tem uma direta associação com Enki, já que Enki [Ea] era tradicionalmente apresentado como o Senhor Serpente do Eufrates. Exatamente como a serpente é o doador da sabedoria, assim Enki é constantemente referido como Enki o Sábio… Para Gardner os ‘Cavaleiros do Gral’ são os verdadeiros reis que tem o direito divino de governar a humanidade. Ele traça a genealogia desta iluminada elite de volta a Caim, o primogenito de Eva, e Gardner ressuscita a antiga história Talmudica que o verdadeiro pai de Caim era Samael a serpente, identificada por Gardner como Enki. Ele escreve: “em termos de genealogia soberana, a linhagem de Ham e Nimrod [na descendência de Caim, Lamech e Tubal-cain] manteve a verdadeira herança da realeza do Gral, enquanto a linhagem Setiana através de Noé e Shem era de menor importância…” Segundo Gardner, Ham era de fato o primogenito de Tubal-Cain e não o filho de Noé como afirmado no Geneses. Com este passo Gardner é capaz de assegurar uma linhagem de descendência humana diretamente do próprio Enki, até mesmo embora a catástofe do Grande Dilúvio. Ao comentar o conceito judaico-cristão de Satã/ Lúcifer como o Grande Adversário de Deus e do homem, Gardner afirma que isto é uma espíria invenção teológica criada para ajudar a intimidar e subjugar os cristãs iniciais sob o domínio da Igreja Romana.  Para Grdner, o deus-serpente Enki  era o criador original da humanidade , nosso mais importante professor , nosso protetor contra a animosidade de Enlil/YHWH e esencialmente o verdadeiro campeão da humanidade.

Mark Amaru Pinkham é um bem sucedido autor que também alega que o verdadeiro criador da humanidade é Luficer, um nome que ele diz ser sinônimo de Enki dos sumérios. As idéias de Pinkham são explicadas em seu livro ‘O Retorna das Serpentes da Sabedoria’ [1997] enquanto em um outro livro, ‘A Verdade Por Trás do Mito de Cristo’ [2002] ele explica que Jesu Cristo foi simplesmente um de uma série de manifestações desta figura divina. Pinkham também tem escrito sobre a conexão entre o verdadeiro ‘cristo’ e os medievais Cavaleiros Templários, e ele é o fundador de uma organização chamada A Ordem Internacional dos Templários Gnósticos.

William Henry é um outro nome associado a teoria das origens extraterrestres de Sitchin. Henry se refer a si próprio como um ‘mitologista investigativo’ e ele tem publicado aproximadmente doze livros e pode ser ouvido frequentemente nos shows de rádio tarde da noite tal como Coast-to-Coast AM que discutem assuntos alternativos e esotéricos. Em um de seus artigos online Henry explica como o conflito entre Enki/Ea e Enlil continua no presente dia: “Ea e seus sacerdotes, buscam elevar a humanidade ao nível dos deuses pr meio da educação global e revelação de todos os segredos sagrados. Os sacerdotes de Enlil buscam manter a humanidade no nível de escravos e objetos sexuais, a propriedade de um estado de polícia criptocrática”.

Philip Gardiner e Gary Osborn são dois escritores britânicos que, juntos e separadamente, tem escrito um número de livros cobrindo os mesmos temas. O titulo da mais recente colaboração deles é suficiente para explicar a perspectiva deles: “O Gral da Serpente: A Verdade por trás do Santo Gral, a Pedra Filosofal e o Elixir da Vida” [2005].  Alan Alford é um outro escritor britânico que toma os mitos sumérios como face de valor. Ele publicou ‘Deuses do Novo Milênio’ em 1997, e seguiu este livro com vários outros, recentemente passando a focalizar o Egito. Em um artigo que apareceu na revista New Dawn Alford se refere a Enki como ‘o deus Serpente do Jardim do Eden”.  Alford admira grandemente Enki, cujo centro de culto mesopotamico era Eridu, que é refletido no endereço do website de Alford  http://www.eridu.co.uk], e no nome de sua casa publicadora:  Eridu Books. Dagobert’s Revenge é uma revista que foi iniciada em 1996 pelo editor e publicador Tracy Twyman. Originalmente concentrada em temas como o Santo Gral, a Dinastia Merovíngia e os Cavaleiros Templários, mas ela rapidamente se ampliou para incluir muitos mais assuntos alternativos e esotéricos. Em 2004 Twyman publicou o livro dela “Os Mitos Merovíngios e o Mistério de Rennes-le-Chateau’. Twyman se antém com a tendência creditando a Enki ser o criador estraterrestre da humanidade e a escrita dela é mais nítida na medida em que ela sem vergonha se refere a Enki como Satã no livro dela, com Jeovah/YHWH assumindo o papel familar do ‘abominável’ Enlil. Desde 1994 a revista  Atlantis Rising tem sido um outro repositorio para erudição e pesquisa lidando com as origens extraterrrestres da humanidade e outros assuntos relacionados. Na primavera de 2005 o editor J. Douglas Kenyon publicou “A História Proibida: Tecnologias Pré-históricas, Intervenção Exterrestre e as Origens Suprimidas da Civilização”. O livro é uma coleção de 42 artigos que tem aparecido na Atlantis Rising durante anos, escritos por dezessete autores diferentes. Como uma coleção ele representa o consenso New Age que o aparecimento do moderno homo sapiens sapiens é o resultado da intervenção extraterrestre. Este entendimento inclui a noção que os antigos textos sumérios são as narrativas mais literais e mais confiáveis das origens humanas, e que o personagem primário neste episódio foi Enki, conhecido no livro do Geneses como a Serpente do Jardim do Eden, cujo caráter benevolente tem desde então sido caluniado pelo estabelecimento judaico-cristão.

A glorificação de Enki às custas do Criador judaico-cristão também tem sido abraçado por aqueles que se consideram parte do sistema de crença que se chama ‘Satanismo’. O website  http://www.exposingchristianity.com é editado e promovido Satanistas e ele inclui a seguinte citação: “o cristianismo é baseado em material roubado que tem sido distorcido, dobrado, manipulado para confundir e incitar o medo na humanidade. CONTROLE. Isto tem tomado o Deus original e criador da humanidade, EA/Enki em Satã/Lucifer e feito com que ele seja assumido como um inimigo da humanidade. Isto tem sido usado para blasfemar, ridicularizar e malignizar os Velhos Deuses, criar estranheza e inimizade de deuses legítimos os quais são substituidos pelo falso deus “Yaweh/Jehova.” Um website satanista chamado “Joy of Satan” também iguala Enki a Satã o que prece ser uma tendência dentro do satanismo que está incessantemente ganhando terreno: “As Igrejas Cristãs tem ordenado a populaça que se desligue de todo antigo conhecimento e dos deuses originais, indicadamente osso deus criador Ea, também conhecido como Enki, ‘Senhor da Terra’ e Satã, sobre o que supostamente dee se referir o satanismo”. Um dos livros mais interessantes e compelentes escritos sobre o assunto do alegado controle extraterrestre e manipulação da humanidade é ‘Os Deuses do Eden’ (1989) de William Bramley. A maioria dos pesquisadores neste campo iram os deuses antigos como cuidadores beneficentes da humanidade, mas Bramley é um que argumenta contra este consenso. A capa de trás de seu licro explica a perspectiva única de Bramley: “Eles vieram a terra milhões de anos atrás para disseminar o veneno do ódio, guerra e catástrofe… Eles ainda estão conosco… A histíra humana é aparentemente uma sucessão de conflitos sangrentos e turbilhão devastador. Ainda que, inexplicavelmente, a luz do perplexante avanço intelectual e tecnológico, o progresso do Homem tenha sido parado em uma área crucial: ele ainda indulge a besta primitiva interna e faz guerra a seus vizinhos.” Como um resultado de sete anos de intensa pesquisa, William Bramley tem descoberto o sinistro fio que liga os mais negros eventos dad humanidade – das guerras dos antigos faraós ao assassinato do Presidente Kennedy [JFK]. Neste traballho notável, chocante e absolutamente compelente, Bramley apresenta a evidência perturbadora de uma presença alienígena na Terra – visitantes extraterrestres que tem conspirado para dominar a humanidade através da violência e do caos desde o incio dos tempos… uma conspiração que continua até mesmo nos dias presentes. Bramley ressalta os textos sumérios para explicar que os humanos foram criados por estes ‘deuses’ para serem escravos dos ‘deuses’. Aqui está sua tese básica: Os seres humanos parecem ser uma raça escrava enlanguecendoi em um planeta isolado em uma pequena galáxia. Como tal, a raça humana foi uma vez a fonte de trabalho para uma civilização extraterrestre e ainda permanece uma posse hoje. Para manter o controle sobre sua posse e manter a Terra como algo similar a uma prisão, esta outra civilização tem engendrado o conflito sem fim entre os sers humanos, tem promovido a deterioração espiritual e tem regido na Terra condições de permanentes dificuldades físicas. Esta situação tem existido por milhares de anos e continua até hoje. Bramley se refere a estes alegados controladores extraterrestres como os ‘tutores’, e ele os vê como a suprema fonte dos males mais profundamente enraizados e perplexantes que afetam a humanidade. Contudo, como todo o resto, Bramley identifica Enki como a única figura positiva e como um ‘tutor’ renegado que sempre tentou ajudar a humanidade. Isto, a despeito do fato de que os registros sumérios afirmem que Eki é o deus que criou a humanidade para servir como escravos em primeiro lugar. De fato, na linguagem suméria a palavra ‘veneração’ é a mesma palavra usada para ‘trabalho’, avod.Sitchin e seus seguidores imediatos todos vêem os deuses antigos, bem como o fenômeno moderno da visitação UFO, como visitações de entidades físicas cuja origem é de outros planetas ou galáxias. O Dr. Jacques Vallee é um cientista francês que tem estudado os UFOs por toda sua vida e é um dos membros mais altamente respeitados da comunidade ufológica. Valllee entende a premissa extretarrestre que subjaz tanto da pesquisa UFO, mas ele discorda com isto completamente. Para Vallee as entidades que tantos pesquisadores se referem como sendo extraterrestres são mais apropriadamente descritas como ‘extra-dimensionais’. Em outras palavras, elas não são puramente seres físicos, mas são melhor compreendidas como sendo primariamente espirituais. Em seu livro ‘Menasgeiros da Mentira’ [1979] Valee escreveu que ‘o que nós vemos de fato aqui não é uma invasão alienígena. É um sistema de controle que atua sobre humanos e usa humanos.” Em seu livro ‘Dimensões’ [1989] Valee elabora sobre esta hipotese; Proponho que haja um sistema de controle espiritual para a consciência humana e que fenômenos paranormais como os UFOs sejam uma de suas manifestações. Não posso dizer se este controle é natural e espontaneo; se ele é explicável em termos de genética, de psicologia social, ou de fenômenos comuns – ou se isto é de natureza artificial sob o poder de alguma vontade sobre-humana. Osto pode ser inteiramente determinado por leis que nós ainda não descobrimos.” Se, de fato, os ‘deuses’ antigos estão manipulando e controlando a consciência humana de outras dimensões então podemos esperar que Enki esteja desempenhando um maior papel neste programa em andamento. Mas é este papel positivo, como os sumérios e os modernos autores New Age nos asseguram, ou ele é o Grande Enganador e o maior inimigo de ambos – de Deus e do Homem – como as tradições judaico cristãs tem avisado desde o início?

A História é escrita pelo Vitorioso

A batalha entre Enki e Enlil unca é completamente resolvida dentro do próprio mito sumério, mas textos como Enki e a Ordem Mundial e Inanna e Enki dão a impressão que Enki teve a mão superior, ao menos no que diga respeito a autoridade sobre a humanidade. Depois de tudo isto foi em Eridu, a sede de culto a Enki, onde o ofício da realeza hereditária foi estabelecido, e foi Enki que eventualmente ganhou posse do ‘me’ [veja Parte V] que era associado com a organização da sociedade humana. Os pesquisadores modernos que olam nos textos sumérios como narrativas imparciais e autênticas da origem da humanidade precisam reavaliar suas posições e levar em consideração este desenvolvimento. O velho adágio “a história é escrita pelos vitoriosos” tem sodo provada verdadeira no tempo novamente, e se Enki foi de fato o vitorioso em seu embate com Enlil, então talvez isto explique porque ele é retratado emtais termos positivos pelas sociedades que ele verdadeiramente veio a dominar. Pelo mesmo princípio isto também explica porque Enlil é retratado em tais termois negativos. Isto nos traz ao desenvolvimento da própria arte da escrita. Segundo o mito sumério Enmerkar e o Senhor de Aratta a primeira pessoa a originar ‘a escrita de mensagens sobre a argila’ não ourto que o próprio Enmerkar, que temos identificado como Osiris e Nimrod. Enmerkar era um devotado servente de Enki e ele também esteve envolvido na renovação do grande templo de Enki em Eridu. David Rohl coloca o fim do reinado de Enmerkar por volta de 2.850 AC. Os eruditos modernos mascam o Péríodo Proto-alfabetizado, quando a primitiva escrita pivtográfica emergiu e evoluiu, em aproximadamente 3500-2800 AC. Perto do fim dete período o sistema pictográfico foi substituído por um sistema silábico e milhares de sinais no vocabulário sumério foram reduzidos a umas poucas centenas, o que tornou a escrita muito mais práyica e funcional.

Sob o sistema silábico a arte da escrita, que anteriormente tinha sido útil apenas para propósitos financeiros e burocráticos, repentinamente produziu a literatura, e este nova invenção rapidamente se tornou um instrumento importante para propósitos de propaganda.  Samuel Noah Kramer explica como Enki era visto pelos sumérios como o protetor desta importante inovação: “Enki é, em adição a ser o senhor da mágica e o grande resolvedor de problemas dos deuses, o deus das artes manuais, incluindo o que agora podemos chamar de artistas e de escritores… Enki era, talvez do que qualquer outra deidade antiga, essencialmente identificado com a palavra falada e escrita”. O eminente assiriologista Georges Roux também resalta a conexão histórica entre Enki e a arte da escrita: “Enki-Ea, o deus tutelar de Eridu, estava acima de todos os outros deuses da inteligência e da sabedoria, ‘aquele de amplas orelhas que sabe tudo que tem um nome’. Ele permaneceu como o iniciador e protetor das aretes e trabalhos manuais, da ciência e da literatura, o patrono dos mágicos, o Grande Mestre e o Grande Superintendente que, tendo organizado o mundo criado por Enlil, assegurou seu funcionamento apropriado”. O recentemente puyblicado Atlas  Histórico da Antiga Mesopotomia nota as associações de Enki com a escrita também: “Segundo o poema épico sumério de Inanna e Enki, o ‘ umum cento de elementos básicos da civilização’ foram transeferidos de Eridu, a Cidade dos Primeiros Reis, para Uruk. Entre estes elementos básicos estava a escrita, considerada ser divina pelo decreto ds deidades e sob o patrocínio de Enki, o Deus da Sabedoria. Desde seu início, a escrita eras portanto considerada ser uma dádiva dos deuses e carregava com ela tanto poder quanto conhecimento”.  É certamente verdade que o controle sobre a arte da escrita significava poder e conhecimento. Deste o próprio início, quando os reinos individuais pela primeira vez apareceram, a política e a religião eram estreitamente ligadas  e não havia a seperação da Igreja e do Estado. O sacerdócio servia ao Estado, e o Estado era obrigado a seguir os decretos do sacerdócio, que eram entendidos virem diretamente do mundo do espírito dos deuses. Os poucos escolhidos aprendiam os talentos da escrita e da leitura e eram membros privilegiados da clase dos escribas que por si só era parte do sacerdócio oficial. Considere as seguintes poucas breves biografias dos historiadores do mundo antigo, como prova da conexão entre o que vemos como ‘história’  e o sistema pagão de veneração eregido para a humanidade pelos ‘deuses’. Berossus da Babilonia era um homem altamente educado que viveu em aproximadamente 340-260 AC. Ele testemunhou pessoalmente Alexandre O Grande conquistar a Pérsia e grande parte da Ásia, e depois os gregos tomaram a Babilonia. Berossus rapidamente foi assimilado pelo novo regime. Berossus é conhecido por nós por seu ‘Babyloniaca’, ou História da Babilonia, que era um estudo em três volumes escrito em grego que usava os textos antigos tais como o Enuma Elish e Atrahasis para dar a perspectiva babilonica sobre a história do mundo. Segundo os eruditos este trabalho  ou foi comissionado pelo Rei Seleucida Antiochius I, ou pelo alto sacerdote de Marduk pela Babilonia sob os gregos Seleucidas. Segundo Berossus, Marduk era o mesmo deus que o grego Zeus e o egípcio Ammon. Berossus era ele próprio um sacerdote de Marduk e seu ome acadiano mais provavelmente  seria  Bel-re-ushu, que significa “Bel é meu pastor”, com Bel simplesmente sendo um outro nome para Marduk.

Manetho de Heliopolis foi um historiador que viveu aproximadamente em 300-220 AC. Como Berossus, Manetho viveu no périodo a seguir das conquistas de Alexandre. O maior trabalho de Manetho foi seu livro em três volumes Aegyptiaca, ou História do Egito, também escrito em grego. Os eruditos acreditam que o trabalho de Manetho foi inspirado nas Histórias de Heródoto, e era destinado a corrigir muitos erros cometodos por Herodoto e dar uma perspectiva egípcia sobre a história mudial. Durante seus dias, a maior contribuição de Manetho era trazer a unidade aos povos grego e egípcio por meio da criação do novo culto de Serapis. Segundo Plutarco, este projeto foi iniciado por um sonho recebido por Ptolomeu I, depois do que Manetho o Sacerdote Chefe de Ra em Heliopolis foi apresentado a Timóteo o Eumolpide, o Alto Sacerdote grego dos Mistérios Eleusianos, para trabalharem as doutrinas e rituais do novo culto. A maioria dos eruditos vê Serapis como uma combinação do deus grego Zeus e do deus egípcio Osiris, que também era venerado como Apis, o touro do Nilo. Então, Osir-Apis, ou Sarapis. Por outro lado, Samuel Noah Kramer está inclinado a ver o culto de Serapis como um retorno a veneração direta de Enki: “Em sua observação dos eítetos acadianos dos deuses, Knut Tallqvist dá muitas citações para o título de sar apsi, Rei de Abzu [Apsu]. Somente um deus é chamado de sar apsi, Ea.  E. Douglas van Buren estava intrigado pela possibilidade de que o epíteto de Ea desse elevação ao popular deus helenista Sarapis. A história da invenção ou descoberta de Sarapis é razoavelmente bem atestada na antiguidade, mas as origens do deus permanecem obscuras. Foi dito a Tacito pelos sacerdotes egípcios que Ptolomeu I teve um sonho de um ‘jovem homem do céu’ que disse a Ptolomeu para enviar uma estátua para Serapis. Em Sinope a estátua foi encontrada, venerada como Jupiter Dis ao longo com Proserpina. Os sacerdotes de Apolo em Delfi avisaram os egípcios para pegarem a estátua de Serapis e a enviarem para Alexandria, mas para deixar sua consorte para trás. A estátua chegou em Alexandria e um templo fdoi erigido para ela, onde os egípcios assimilares Serapis a Osiris. O deus causou um bom bocado de especulação etmológica e histórica no mundo antigo, mas as explicações de Serapis não são muito convincentes. A sugestão de Van Buren que Serapis é Ea  é baseada no conhecimento que Sinope tinha sido uma colpnia litoranea assíria… Serapis era grandemente popular como um dos deuses salvadores, um fazedor de milagres e curador. Zeus Serapis era um benfeitor da humanidade, especialmente aqueles como os marinheiros que faziam seu caminho pela água.” Se a história do soho e Ptolomeu I é verdadeira, e uma estátua conhecida como representar Serapis foi encontrada em Sinope em Pontus na costa do Mar Negro, uma colonia com conexões acadianas, então isto é virtualmente uma conclusão precedente que a estátua fosse de fato uma estátua de Ea/Enki, o único deus acadiano que foi conhecido como Sar Apsi., o Senhor do Abismo. Sustentando esta conclusão está o fato de que Serapis favoreceu especialmente Alexandre O Grande, de seus diários reais  (Arrian, Anabasis, VII. 26). Aqui Sarapis tem um templo na Babilonia e de tal importância que apenas ele é indicado como sendo consultado em benefício do rei morto”. O Serapis honrado por Alexandre é com certeza o Sar Apsi conhecido como Ea/Enki, um ponto que todos os eruditos concordam. Então deve ser óbvio que o culto de Serapis criado por um dos maiores generais de Alexandre era um culto ao deus do mesmo nome. O que pode ter acontecido  é que depois que Serapis foi instalado na Alexandria talvez a identificação do deus com Osiris/Apis fosse algo que os líderes do culto permitam para assegurar sua popularidade dentro do Egito, enquanto sua verdadeira identidade permanecia conhecida pelo círculo interno dos iniciados. Durante os períodos helenista e romano a Alexandria era entendida ser a capital do mundo. Era a cidade mais populosa do mundo e o centro do ensino e da religião. Muitos deuses eram venerados em Alexandria e Serapis estava acima de todos os demais.

Segundo Franz Cumont, por volta de 30 AC havia 42 Serapeums, ou Templos de Serapis, apenas no Egito. Hvia também uma maior Serapeum na cidade de Pergámo [na antia Turquia, uma cidade também conhecida por seu centro de cura dedicado ao deus Asclépio, e por seu maciço altar a Zeus, que foi levado para Berlim exatamente antes da subida de Hitler. Em Revelação 2:13 Jesus Cristo declara que o ‘Trono de Satã” está localizado em Pérgamo, ‘onde mora Satã’. Plutarco de Delfo foi um outro alto iniciado nos Mistérios pagãos que deixou um legado como historiador. Ele viveu de 46 -127 de nossa era e foi um Alto Sacerdote de Apolo baseado no famoso oráculo de Delfo . O mais famoso trabalho de Plutarco é ‘Vidas Paralelas’, uma série de biografias apresentando pares de famosos gregos e romanos. Durante sua vida Plutarco era um homem muito rico e muito influente e também bem sucedido como político. Seu prestíhgio permitiu que ele viajasse ao Egito onde ele foi iniciado em muitos dos Mistérios Egípcios, depois do que ele escreveu até mesmo a narrativa em prosa do mito de Osisis em ‘Isis e Osiris’. Por seus muitos escritos sobre assuntos espirituais Plutarco frequentemente se refere aos ‘segredos’ que ele não tem permissão para revelar na narrativa de seus votos de iniciação.

Philo de Biblos viveu de 64-141 de nossa era e foi um importante escritor que fez pelos fenícios o que Berossus e Manetho fizeram para os Babilonios e egípcios. Seu trabalho primário é a História Fenícia e o que sabemos deste texto grego vem primariamenet de citações  encontradas nos escritos de Eusebius e Porfirius. Segundo Philo, as  bases da história eram os textos fenícios atribuídos a um sacerdote de Baal chamado Sanchuniathon, que viveu antes ad Guerra de Tróia, provavelmente dentro século XIII AC. Philo escreve que  Sanchuniathon começou sua busca pelo conhecimento por meio de sua devoção ao deus Tauthus, que “era o primeiro a ensinar da invenção das letras, e começou a escrita dos registros” . Philo explica que Tauthos é conhecido como Thoth pelos egípcios e Hermes Trimegistus pelos gregos. Segundo sua História, o universo foi criado por meio de uma sequência de eventos que são notavelmente similares a teoria moderna da evolução. Fora do caos, água, vento e lama eventualmente desenvolveu-se o homem inicial, e depois de várias gerações os mais iniciais deuses nasceram. O primeiro conflito divino foi entre Urano e seu filho Cronos, e depois que Cronos foi vitorioso, com a ajuda crucial de seu secretário Tauthos, ele fundou a primeira cidade que era, como devia ser esperado de um escriba fenício, a cidade fenícia e Biblos. Depois da morte eventual de Urano nas mãos de Cronos [no 32o ano do reinado de Cronos], o texto registra: ‘Esta, então, é a história de Cronos, e tais são as glórias do modo de vida, tão exaltadas entre os gregos, dos homens dos dias de Cronos, que eles também afirmam terem sido a primeira e a raça dourada  de homens que falam articuladamente., que felicidade abençoada do velho tempo!” O costume pagão do sacrifício humano, uma ocorrência comum durane a ‘felicidade abençoada’ da ‘Idade Dourada’ é também reastreado de volta a Cronos: “Era costume dos antigos em grandes crises de perigo para os governantes de uma cidade ou nação, em ordem de evitar a ruína comum, dar as mais amadas de suas crianças para sacrifício como um resgate dos demônios vingadores; e aqueles que ram assim dados eram sacrificados com ritos místicos. Cronos então, que os fenícios chamam de Elus, que era rei do país e subsequentemente, depois de sua morte, foi deificado como a estrela Saturno, teve com uma ninfa do campo chamada Anobret um único filho gerado, que eles em sua narrativa chamam de Lelud, o único gerado sendo ainda assim chamado entre os fenícios; e quando grandes perigos de guerra tinham crcado o país, eles aparelharam seu filho de modo real, prepararam um altar e o sacrificaram”.

A identidade de Cronos é revelada pelo trabalho de Berossus, que estava intimamente familiarizado  com os mitos e histórias sumérias e acadianas. Em sua interpretação grega de várias partes do Enuma Elish, “Enki’ é simplesmente traduzido por Berossus como Cronos, aparentemente sem qualquer necessidade de explicação.  Philo conclui que esta deidade agora está morta, mas infelizmente para nós os fatos mostram que estes rumores são grandemente exagerados. Em tempos antigos a escrita era um talento muito exclusivo, valioso e altamente protegido. Do temo de sua invenção ela existiu por centenas de anos como propriedade do Sacerdócio e do Estado, que eram eles próprios virtualmente inseparáveis. Como temos visto, a religião no mundo antes do aparecimento do cristianismo era similar em virtualmente cada aspecto chave de cultura a cultura. Cada uma era governada por uma monarquia hereditária e liderada por uma hierarquia de sacerdotes iniciados que se comunicavam com os deuses de modos muito similares ao shamanismo praticado dentro das religiões orientais e das culturas indígenas de hoje. Cada uma destas antigas culturas via os deuses em uma estrutura panteística, com o próprio panteão sendo liderado por um alto deus que exercia autoridade sobre o céu e a terra. Na antiguidade inicial este deus era conhecido como Cronos ou Enki, e seu nome era Marduk, Baal, ou Zeus, que eram deuses que todos representavam o planeta Júpiter. Até onde diga respewito ao mundo pagão havia apenas uma história a ser contada, até mesmo embora cada cultura a contasse de um modo único com nomes diferentes com seus próprios detalhes culturalmente relevantes. Na análise final esta história é a história de Enki, e o grande rival de Enki é Enlil, entendido por tantos sendo o deus de Israel YHWH, que teve que esperar 1.500 anos antes de poder contar o seu lado da história. Esta foi a aproximada extensão de tempo da invenção da escrita até o momento quando Moisés se encontrou com Deus no topo do Monte Sinai. Será interessante sabermos o que Ele tem a dizer.

A Resposta Bíblica

Os capítulos iniciais do livro do Geneses são escritos de acordo o seguinte desenho: Genesis 1: Criação do céu e da terra e todas as coisas vivas em seis dias.  Genesis 2: Criação de Adão e Eva. Genesis 3: O Jardim do Eden, a Serpente e a Queda do Homem. Genesis 4: A história de Caim e Abel, e a primeira cidade construída para os descendentes de Caim. Genesis 5: Os descendentes de Adão de Seth a Noé. Genesis 6: “Os Filhos de Deus” descem a terra, produzem os Nefilim por relações com as mulheres humanas. Genesis 7-8: A história do Dilúvio. Genesis 9: A Aliança Noaquita, a indiscrição de Ham e a praga de Canaã.  Genesis 10: Os setenta descendentes dos filhos de Noé e a separação das nações. Genesis 11: A Torre de Babel, a diversidade das línguas, a e dispersão das nações. Genesis 12: A chamada de Abraão para criar a própria nação do Senhor. Os eruditos modernos acham muitas similaridades quando eles comparam o Geneses com as narrativas de criação dos sumérios e dos babilonios. Por exemplo, segundo o Geneses, a criação aconteceu em sete dias, literal ou não, enquanto que a criação no Enuma Elish na narrativa babilonica foi escrita em uma divisão de sete tabletes. Outras similaridades existem que foram cobertas na Parte V, mas estas muitas similaridades apenas servem para ressaltar as poucas diferenças importantes que de fato existem. Estas diferenças são o suficiente para provar que os hebreus tinham um entendimento da criação e das história inicial em comum com as histórias pagãs, mas eles viam estes eventos de uma perspectiva completamente difererente e  em muitos casos oposta. A respeito da Queda do Homem este é um evento no Geneses que estabelece um estágio para todos os futuros relacionamentos humano-divinos, seja ele o relacionamento da humanidade com Deus ou o relacionamento da humanidade com os Filhos de Deus, também conhecidos como anjos caídos, que manipulavam os assuntos humanos  do mundo do espírito. Este evento também apresenta o primário adversário de Deus e do Homem, que é referido em hebreu como  nachash do Jardim do Eden. O erudito em  linguagem semítica Dr. Michael S. Heiser acredita que esta palavra, que gralmente é traduzida como ‘serpente’ pode também ser traduzida como ‘o brilhante’. Isto significa que esta criatura não era uma mera serpente, mas ser um ser divino capaz de usar a fala para bajular e enganar. Heiser associa este nachash com as descrições de Satã  em Isaias 14 e em Ezequiel 28. Em Isaias  seu nome é dado como  Helel ben Shakar, que significa “o brilhante, filho do amanhecer’ traduzido em algumas bíblias como Lúcifer, filho da manhã enquanto que Ezequiel ajuda a explicar as origens de seu orgulho exagerado: “Você tinha o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em beleza. Você estava no Eden, o jardim de Deus…” Conquanto o tentador de Eva pode não ter sido uma real serpente, ele tem sempre sido associado com a serpente de um odo ou outro. O livro da Revelação (12:9) o descreve como um dragão vermelho, e se refere a ele como ‘A serpente da antiguidade que é chamada de diabo ou Satã, que engana o mundo todo”. No livro do Geneses sua punição por enganar Eva também parece estar relacionada ao seu aspecto ‘serpentino’: “Porque você tem feito isto, amaldiçoado será sobre todo reebanho e animais selvagens! Você se arrastará sobre sua barriga e você comerá poeira todos os dias de sua vida. E colcarei a inimizade entre você e a mulher, e entre sua prole e a dela; ele esmaga sua cabeça e você morderá seu calcanhar”. (Genesis 3:14-15) Destro desta maldição a serpente  também está uma previsão da condenação da serpente, que viria de um homem descendente da própria Eva. Os hebreus entendiam esta promessa como o Proto Evangelho, ou a primeira profecia, da vinda do Messias do mundo que forneceria o remédio e reverteria os efeitos da Queda. Para os hebreus “Satã a Serpente” era conhecido desde o início como um perspicaz enganador que foi amaldiçoado por Deus e um dia seria destruído pelo Messias. Compare isto com a visão pagã da ‘serpente brilhante’ como dada por Philo de Biblos, traduzida de até mesmo anteriores textos fenícios: “A natureza então do próprio dragão e das serpentes Tauthos [ o egípcio Thoth, o grego Hermes]  vista como divina, e então novamente depois ele fez os fenícios e egipcios: pporque este animal foi declarado por ele ser de todos os répteis o mais cheio de respiração e feroz. Em consequência do que ele também exerce uma insuperável rapidez por meios de sua respiração, sem pés e sem mãos ou qualquer outro membro externo pelos quais os outros animais fazem seus movimentos. Ele também exibe formas de vários formatos, e em seu progresso faz saltos em espiral tão rápido quanto escolher. Ele também é o de mais longa vida, e sua natureza é se desfazer da velha pele e assim não apenas crescer jovem novamente, mas também assumir um maior crescimento; e depois que isto foi cumprido sua indicada medida de idade, é auto-consumida como do modo que o próprio Tauthos tem estabelecido nos livros sagrados; por esta razão este animal tem sido adotado nos templos e nos ritos místicos… Os fenícios o chamam de “Bom Demônio” da maneira que os egípcios também o nomeiam Cneph; e eles acrescentam a ele a cabeça de um falcão por causa da atividade do falcão. Epeis também [que é chamado entre eles um principal hierofante e escriba sagrado, e cujo trabalho foi traduzido por Areius de Heracleopolis] fala em uma palavra alegórica verbatim como se segue:  ‘O primeiro e mais divino ser é uma serpente com a forma de um falcão, extremamente gracioso, que seja onde for que ele abra os olhos coberto de toda luz de seu lugar natal original, mas se ele fecha os olhosa, vem a escuridão”. Epeis aqui intima que ele é também de um substância fogosa, ao dizer que ‘ele brilhou através’, porque brilhar através é uma característica da luz.”  A pergunta que exige ser feita é esta: “O que pode explicar estas perspectivas radicalmente diferentes sobre a natureza da serpente? Para os hebreus, ela era amaldiçoada por Deus a um nível mais baixo do que o dos animais e forçada a comer poeira, enquanto que para os pagãos ele era o ‘Bom Demonio’ e ‘o primeiro entre os seres divinos’.

Depois da maldição de Deus da serpente, a próxima maldição cai sobre Caim por matar seu irmão Abel. Na Parte V vimos como a disputa entre o pastor e o fazendeiro é resolvida diferentemente nos textos sumérios do livro do Geneses, com o fazendeiro recebendo o favor divino sobre o pastor, e o pastor se tornando beligrante em relação ao fazendeiro. Há também uma ênfase diferente sobre as linhagens da descendência. O Geneses dá os descendentes de Caim e relatada a fundação por eles da primeira cidade , mas a linhagem de Seth é muito mais importante porque leva a Noé. Por ouro lado, os sumérios parecem se concentrar sobre a linhagem de Caim, com a instituição da monarquia hereditária ‘descendo do céu’ para a cidade de Enki, a cidade de Eridu, que recebeu seu nome por causa de Irad, o neto de Caim. Em contraste, tanto quanto diga respeito a YHWH a instituição de uma monarquia era desnecessária e foi vista como inevitavelmente levando a opressão. ( Samuel 8:10-22). A outra narrativa da ‘descida do céu’ é a dos proprios anjos caídos. Isto é retratado no Geneses 6 e envolve relações não sagradas  entre alguns ‘Filhos de Deus’ e as mulheres humanas, um relacionamento que gerou os Nefilim. Desta inteeração humano-angélica o mundo se tornou corrupto as vistas de Deus e cheio de violência, o que se tornou a justificativa para enviar o Grande Dilúvio. Segundo as mitologias pagãs esta foi a Idade Dourada de Cronos quando os deuses viveram com os homens durante a era do reino de Atlantis. Contudo, até mesmo embora esto foi visto como um tempo idealista quando a ‘verdadeira religião’ governou, escritores gregos tais como Platão explicam que a Atlantida se tornou corrupta em seus ensinamentos espirituais  e usou seu grande poder para dominar e abusar do mundo inteiro. O livro não canonico de Enoque explica como os anjos caídos ensinaram a humanidade astrologia e astronomia, encantos e encantamentos, e a propriedade das plantas e das ervas. Um anjo em particular chamado Azazel ‘ensinou os homens a fazerem espadas, e facas, e escudos, e armaduras de peito e ensinou aos homens sobre os metais da terra e a arte de trabalha-los”. [Enoque 8:1]. No Geneses a arte de trabalhar metais  é atribuida a Tubal-cain, um descendente de Caim. David Rohl associa este nome a Bad-tibira, que é a segunda cidade na Lista dos Reis Sumérios, seguindo Eridu onde ‘a realeza desceu do céu’. Segundo sa narrativas sumérias  o grande ‘civilizador’ da humanidade era o grande deus Enki, o Senhor de Abzu em Eridu, que rea retratado como um firme amigo e campeão da humanidade. Por outro lado, o livro de Enoque explica que as inovações dadas a humanidade foram usadas para propósitos perversos. Os Nefilim governaram com uá mão de ferro, ‘e quando os homens não podiam mais sustenta-los, os gigantes se viraram contra eles e devoraram a humanidade [Enoque 7:4]. A respeito do próprio Azazel lemos em Enoque 10:8: “A inteira terra tinha sido corrompida pelos trabalhos que foram ensinados por Azazel e é atribuido a ele todo o pecado”.

Depois do Grande Dilúvio chegamos ao curioso incidente no qual Ham, um dos três filhos de Noé, desonra seu pai. Isto traz uma outra maldição, que é a maldição de Noé, dada por causa da indiscrição de Ham a ser aplicada ao filho de Ham, Canaã. Na lista dos reis sumérios e no mito de Enmerkar e o Senhor de Aratta tanto  Meskiagkasher (Cush) andquanto Enmerkar (Nimrod) são ditos serem descendentes de Utu. Se Utu é para ser encontrado dentro do livro do Geneses então Utu só pode ser Ham, o terceiro filho de Noé que é descrito negativamente no Geneses. Por outro lado, dentro da mitologia suméria, especificamente no mito Enki e a Ordem Mundial descobrimos que Utu/Ham é glorificado:”Enki colocou a cargo do inteiro céu e a terra o herói, o touro que vem da floresta de a-ur falando alto truculentamente, o jovem Utu., o touro que fica de pé triunfantemente, audaciosamente, majestosamente, o pai da grande cidade, o grande arauto  no este da sagrada An, o juiz que busca os verecitos para os deuses, com uma barba de lápis lázuli, se elevando no horizonte para dentro do céu sagrado”. Utu se tornou conhecido como deus sol na mitologia suméria e o deus da Verdade e da Justiça. Na linguagem acadiana Utu era conhecido como Shamash. Foi o neto de Ham, Nimrod, que foi o responsável pela Torre de Babel e já temos mostrado como isto é retratado no mito sumério como a tentativa de Enmerkar de renovar o sagrado abzu de Eridu em honra de Enki. Nas descrições do papel dado a Utu por Enki, podemos talvez ler como o jovem Ham [o jovem Utu] deixou a casa de seu pai Noé [que era a montanhosa terra das florestas], em uma fúria de indignação ´falando alto truculentamente] pelo que ele havia percebido como um veredito injusto contra ele próprio, seu filho. Então Enki aparece, oferecendo palavras lisongeiras e promessas enganosas, depois do que descobrimos que Ham se torna deificado por Enki como o Deus dqa Verdade e da Justiça!

No mito egípcio descobrimos que Ham é mais provavelmente representado como o deus Horus. Esto pode soar confuso superficialmente, porque Horus é geralmente visto como o filho de Osiris, que tem sido mostrado ser Nimrod, o neto de Ham. O problema é resolvido uma vez entendamos que os mais iniciais mitos egípcios descrevem Horus ou como irmão ou tio de Osiris. Evewntualmente apareceram duas identidades separadas de Horus a que Pluytarco se refer como Horus o Velho e Horus o Jovem, este sendo o bem conhecido filho de Osiris e o grande unificador do Egito. Esta imterpretação faz sentido porque os fatos motram que o culto de Horus era bem conhecido algum tempo antes  que o culto a Osiris fose estabelecido. A veneração a Horus remonta aos tempos pré-dinásticos da Cidade do Falcão de Nekhen, enquanto a evidência concreta para a veneração de Osiris aparece pela primeira vez apenas na Quarta Dinastia. Horus era o deus da Tribo Falcão, que eram os invasores dinásticos do Vale do Nilo que vieram da Mesopotamia no seguimento imediato da queda de Eridu. Como veneradores de Enki eles identificaram acima  todos com Ham seu mais importante ancestral pós dilúvio que era, como temos mostrado, honrado por Enki como o deus sol. No Egito também descobrimos que Horis era estreitamente identificado com o sol; Como  Horakhty (Harakhty), ou “Horus dos dois horizontes”, Horus era o deus do nascer e por do sol, mas mais particularmente o deus do oriente e nascer do sol. Nos Textos da Pirâmide, o rei falecido é dito ser renascido no céu oriental como Horakhty. Eventually, Horakhty se tornou uma parte deo culto ao sol de Heliopolis e foi fundido com seu deus solar como Re-Horakhty. Como  Behdety, ou “ele de behdet”, Horus era o sol com asas de falcão que parece incorporar a idéia da passagem do sol pelo céu. Como  Hor-em-akhet (Harmachis) ou “Horus no horizonte”, Horus era visualizado co o um deus sol na forma do falcão ou leonina. Evidência posterior que Horus pode ser identificado como o bíblico Ham vem do fato que pelos textos egípcios há repetidas referências aos deificados Quatro Filhos de Horus, que é documentado no livro ‘The Ancient Gods Speak – A Guide to Egyptian Religion’. Este quatro filhos são mencionados quatorze vezes nos Textos da Pirãmide, por muitos textos de caixão do Reino Médio, pelo Livro dos Mortos e o Livro dos Portões e eles até mesmo aparecem como representações em recipientes canópicos contendo órgãos do falecido em tumbas reais. Se Horus é de fato uma deificação de Ham, então os nomes bíblicos destes quatro filhos seriam Cush, Mizraim, Put e Canaaan. Os descendentes e Ham eram da Tribo Falcão de  Flinders Petrie conhecidos pelos egípcios como Shemsu Hor, ou “Seguidores de Horus”, que migraram da Mesopotamia e se estabeleceram no nordeste da África e ao redor da bacia Mediterrânea. Eles todos veneravam as várias formas do deus Enki como deus primário deles, que podem ser rastreadas de volta a sedução espiritual e Ham por Enki depois do desafortunado episódio na casa de Noé.  Parece que em cada importante estágio do livro do Geneses encontramos uma descrição sw eventos muito similar as narrativas pagãs, mas a interpretação dos eventos  é dada de forma completamente oposta. O que pode responder pelo fato de que os hebreus, uma tribo aparentemente insignificante de refugiados fugindo do Egito, buscariam criar uma história da criação e civilização que repetidamente contradiz o modo pelo qual as nações vizinhas viam a mesma história? A próxima seção ajudará a responder esta pergunta.

Deus Contra os Deuses

Depois da narrativa da indiscrição de Ham o livro do Geneses continua no capítulo 10 com uma listagem de setenta dos descendentes de Shem, Ham e afé, os três filhos de Noé. No fim desta listagem está uma explicação: ‘e destes as nações foram separadas sobre a terra depois do dilúvio”. O capítuo 11 então continua com a história que ajuda a explicarf exatamente como estas nações foram separadas, o que é a história da Torre de Babel. A tradição hebraica, bem como Josephus, mantém que este episódio foi dirigido por Nimrod, cujo império incluia virtualmente o inteiro mundo civilizado.  r   9 d the account of the indiscretion of Ham the book of Genesis continues in chapter ten with a listing of seventy of the descendents of Shem, Ham, and Japheth, the three sons of Noah. At the end of this listing is an explanation: “and out of these the nations were separated on the earth after the flood.” Chapter eleven then continues with the story that helps to explain exactly how these nations were separated, which is the story of the Tower of Babel. Hebrew tradition, as well as Josephus, maintains that this episode was directed by Nimrod, whose empire included virtually the entire civilized world. Ao espetar seu povo da terra disse: “Vamoos, deixe-nos construir para nós mesmos uma cidade, e uma torre cujo topo alcaçará o céu, e vamos fazer para nós mesmos um nome, porque caso contrároi seremos espalhados pela face da terra”. Segundo o Geneses, a construção da cidade e da torre foi começada por duas razões: [1]- para fazer para nós próprios um nome e [2] – para estabelecer uma base da qual resistir ao divino comando dado no Geneses 9 como parte da Aliança Noaquita de ‘multiplicar e encher a terra’. Como resultado desta desobediência Geneses 11:5 explica que o Senhor ‘desceu para ver a cidade e a torre que os filhosdos homens tinham construído”. A resposta de Deus a esta situação é explicada em Geneses 11:6-7, o que incluiu um apelo do Senhor a sua hoste celestial: “O Senhor disse, ‘Preste atenção, eles são um povo e todos eles tem a mesma linguagem. E isto é o que eles começaram a fazer, e agora nada que eles se proponham fazer será impossível para eles. Vamos, vamos descer e lá confundir a linguagem deles de tixepr  b  .crescer eAavomo [o t his prodding the people of the earth said “Come, let us build for ourselves a city, and a tower whose top will reach into heaven, and let us make for ourselves a name, otherwise we will be scattered abroad over the face of the earth.” According to Genesis the buildingforma que eles não entendam a fala um do outro”. O Livro de Jasher é um livro não canonico que é mencionado em Josué 10:3 e em Samuel 1:18 e ele explica a identidade do ‘nós’ a que Deus se refere em Geneses 11, “E eles construiram a torre e a cidade, e eles fizeram esta coisa diariamente até muitos dias e anos se passarem. E deus disse aos setenta anjos que eram mais próximos dele, para aqueles que permaneciam mais próximos dele, dizendo, “Vamos, deixe-nos descer e confundir as linguas deles, que um não possa entender a linguagem do seu vizinho’ e assim eles o fizeram a eles”. (Jasher 9:31)

Este estranho episódio doi concluído depois que estes ‘anjos’ aceitaram o convite de Deus para fazer uma ‘descida’ do céu a terra. O resultado final é dado em Geneses 11:8-9, que explica como as pessoas da terra que resistiram a serem espalhadas foram forçadas a chegarem ao termos da Aliança Noaquita de Geneses 9: “Então o Senhor os espalhou sobre a face da terra; e eles pararam de construir a cidade. Portanto o nome dela é chamado Babel, porque lá o Senor confundiu a linguagem da terra inteira, e de lá o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra”.  Na Parte V foi explicado como o nome desta cidade, dado no Geneses como Babel, era conhecido como “Nun.ki” em acadiano, que era o nome da original cidade de Eridu que foi abandonada no fim da carreira do rei sumério Enmerkar, que foi o bíblico Nimrod. No mito sumério Eridu e Enmerkar ambos estão intimamente associados com o deus sumério Enki. Com o apoio de Enki Enmerkar foi capaz de conquistar o mundo civilizado, rehabitar e reconstruir a capoital Eridu de Enki pré dilúvio, e começar a construir o Grande Templo ou Torre em honra de Enki, enquanto ao mesmo tempo resistindo ao divino comando de se espalhar e povoar a inteira terra. Sob a autoridade de Enmerkar o mndo foi esencialmente revertido de volta a sua condição pré dilúvio. Através de Enmerkar Enki tinha tido sucesso em estabelecer a opressiva ‘realeza’, e por seus projetos de construção a humanidade tinha sido afastada da veneração de Deus  e na direção do não sagrado adversário de Deus. Com o sinal do arco-iris Deus tinha prometido nunca destruir a humanidade novamente, então um outro remédio para a situação tinha que ser encontrado. Este é o contexto doi qual interpretar a resposta de Deus à situação, que incluiu um apelo aos setenta ‘anjos’ que permaneciam diante dele, e em um acordo que permitia a eles ‘descerem’ a terramais uma vez novamente. Foi esta ‘descida dos anjos’ bem como a criação das diversas linguagens que serviram para separar e dividir a humanidade daquele ponto em diante, com a ‘descida’ se provando ser o mais espiritualmente importante. O livro do Geneses não elabora sobre como  estes anjos descidos afetaram a humanidade naquele tempo da divisão das nações. De fato, as explicações deste evento não aparecem até o livro do Deuteronomio onde ela pode ser encontrada dentro da fala final que Moisés dá ao povo de Israel exatamente antes de sua morte: “Quando o Mais Alto deu às nações sua herança, quando Ele separou os Filhos do homem, ele estabeleceu as fronteiras dos povos segundo o número dos Filhos de Deus”  [Deuteronomio 32:8].  Estes “filhos de deus” eram membros da hoste celestial de seres angélicos que Deus originalmente criou para ajudar a gerenciar a terra e toda criação. Este explicação para estes estes ‘filhos de deus’ é esclarecida por um velho Targum judaico sobre este texto encontrado em um manuscrito conhecido como Pseudo-Jonatas. “Quando o Mais Alto fez o loteamento do mundo em nações que procederam dos filhos de Noé, na separação das linguagens e das escritas dos filhos dos homens ao tempo da divisão, Ele lança o lote entre os setenta anjos, os príncipes das nações”. A decisão de dividir as nações do mundo aconteceu em uma reuniãoi do Conselho Divino, com Deus consultando com um conselho de setenta ‘filhos de Deus’ antes de chegar a uma decisão. Os ‘filhos de Deus’ eram seres avançados, tamém conhecidos como ‘anjos’, e porque eles foram criados com o Livre Arbítrio nem todos eles sempre tinham agido em obediência a Deus e ao seu divino plano. Os setenta filhos de Deus que apareceram diante de Deus neste particular Conselho Divino chegaram a um acordo com Deus a respeito do problema da Torre de Babel eram os anjos rebeldes cuja interação com a humanidade antecede em muito o Dilúvio. Em outras palavras, eles eram uma facção dissidente de anjos que pensava que podiam gerenciar a gumanidade muito melhor do que Deus podia.

Para lidar com o poblema da dominação de Enki do mundo por meio de Nimrod e seu império, Deus decidiu permitir a estes anjos uma chance de provar o argumento deles. O resltado final foi queo mundo foi divido segundo o ‘número dos filhos de Deus’. ‘Setenta” era o número completo de membros detro desta particular facção angélica, que é o porque a Tabela das Nações do Geneses 10 lista exatamente setenta descendentes de Shem, Ham e Jafé, que compuseram as nações que ‘foram separadas sobre a terra depois do dilúvio’. Da perspectiva de Deus uma situação na qual a humanidade estava unida contra Deus    sob o controle dos setenta prícipes angélicos. Da perspectiva destes setenta príncipes angélicos caídos eles voluntariamente concordaram em desmembrar o império e Nimrod porque isto permitia a eles tomar o controle de sua própria nação individual e provar seu talento como gerentes humanos. Agora como eles podiam tentar a mão de ‘brincar de deus’ sem a interferêcia de YHWH. Da perspectiva de Satã/Enki, o rompimento do império de Nimrod e a queda e o abandono de Eridu foi certamente um efeito negativo. Contudo, como o mais poderoso membro deste grupo de anjos dissidentes Satã estava confiante que ele rapidamente conquistaria a dominância.  A vida de Nimrod foi um sacrifício que Satã estava voluntário em oferecer porque isto removia Deus da imagem e isto permitiu a Satã e aos anjos caídos a liberdade de governar sobre a humanidade. Nimrod se tornou a base histórica para todos os diferentes deuses ‘que morrem e ressuscitam’ encontrados na antiga mitologia e ele pode sre visto como um sacrifício humano oferecido em ‘benefício’ dos deuses, porque sem a morte de Nimrod eles não teriam a chance de governar como ‘deuses’. A antiga mitologia reflete a transição espiritual  que ocorreu na Torre de Babel. Segundo o mito sumério Enmerkar e o Senhor de Aratta, uma vez “o povo em uníssono… para Enlil em uma lingua dava louvor”. Depois a autoridade de Enlil foi diminuida e foi Enki que cresceu em proeminência , o que é celebrado no mito Enki e a Ordem Mundial, que inclui uma narrativa de Enki ganhando o controle sobre o enigmático ‘me’ , os sagrados e valiosos ‘poderes’ associados a autoridade divina e o gerenciamento da civilização humana. O desparecimento de YHWH dos assuntos humanos pela tranferência da autoridade direta sobre a humanidade aos ‘anjos caídos’ pode ser deduzido pela existência das chamadas deidades ‘otiose’ na cabeça dos panteões do mundo pagão. Por exemplo, a maioria dos eruditos se refere ao deus sumério Anu como uma deidde ‘otiose’. Ele era o cabeça do panteão sumério, mas ele realmente nada fazia, e os sumérios tinham poucas, se alguma, representação dele, a despeito do fato de que os templos eram construidos em sua honra, tal como um escavado por Sir Leonard Wooley em Ur. Na mitologia canaanita, que é conhecida por nós pelos textos Ugariticos de Ras Shamra, a ‘deidade otiose’ é o grande deus El. O primário mito canaanita conhecido como o Ciclo de Baal caracteriza El como uma deidade a muto afastada dos negócios humanos, que entra em uma disputa com sua esposa quando ele é enfrentado pela promoção de um de seus filhos à posição de líder ativo do panteão. Segundo as narrativas Ugariticas e este é um ponto muito importante, o número de filhos de El era exatamente setenta. [ veja Contra os Poders Mundiais IV]. Na mitologia grega o deus céu era conhecido como Urano, e ele era reputado ter como esposa Gaia [a Terra] e ser pai de Cronos. Diferente dos sumérios e dos canaanitas, Uranos não era escrito na história grega como uma deidade ‘otiose’, ao invés, ele simplesmente foi morto por seu filho Cronos, que por sua vez foi morto por seu filho Zeus.

O breve desaparecimento de YHWH de um papel ativo nos assuntos humanos pareceu ao mundopagão como uma evidência da vitória de Enki sobre Enlil. Isto explica como o caráter de YHWH pode ser terrivelmente difamado pelos sacerdotes pagãos e escribas dos quais obtemos a nossa descrição de YHWH em sua várias formas degeneradas. No mito sumério isto parece que a identidade de YHWH foi dividida em dois aspectos. Um aspecto foi chamado Anu, que se tornou completamente inativo e colocado acima nas alturs irreconecíveis e inalcansáveis do céu, enquanto o outro aspecto era retratado como Enlil, que era o ativo oponente de Enki, e o alegado inimigo da humanidade, que jurou exterminar a humanidade porque ela havia se tornado ‘barulhenta’ demais. Na mitologia Ugaritica El é similarmente difamado e maltratado e é caracterizado como covarde, despeitado, e  conivente, a despeito do fato que ele é visto como basicamente sem poder. Não obstante a conexão de El com YHWH/El dos hebreus é muito clara. Lowell K. Handy, em seu livro ‘Among the Host of Heaven’,  mostra que os canaanitas preservavam uma memória da divisão da terra similar ao entendimento hebreu, e esta divisão foi determinada pela autoridade de El Ele escreve, “A divisão do mundo em regiões de autoridade é atribuida a El nas narrativas relatadas por Philo de Biblos. Estas regiões foram distribuidas a várias deidades para governarem sob o cuidado e consentimento de El. Tanto as regiões materiais quanto as imateriais foram alocadas por El. Até mesmo o reino dos mortos foi destinado a Mot por El”. Em conclusão, o evento da Torre de Babel, mais do que simplesmente ser uma história fascinante de como asdiferntes linguagens vieram a existir, é de fato o lugar e tempo onde o paganismo veio a existir como religião e como um sistema de controle espiritual sobre, e a escravização de, das mentes e almas da humanidade. Neste sentido,  William Bramley estava absolutamente correto em sua caraterização da opressão da humanidade nas mãos dos ‘tutores’ quando ele escreveu, ‘para manter o controle sobre sua posse e manter a Terra como algo de uma prisão, que outra civilização [os anjos caídos, os tutores] tinham enbendrado o conflito sem fim entre os seres humanos, tinham promovido a deterioração espiritual dos humanos, e tinam erigido a Terra as condições de incessante dificuldde física. Esta situação tem existido por milhares de anos e continua a existir até hoje”. Deus permitiu que os anjos caidos alcançassem uma posição de autoridade sobre a humanidade que os levou a serem venerados como ‘deuses’. Como o mais forte e inteligente destes deuses era Lucifer que emergiu como o líder do grupo, e dos sumérios ao Novo Testamento encontramos que ele é referido como “Senhor da Terra”. Ainda que Deus tivese um plano para redimir o mundo destes falsos deuses que seria trabalhado por meio de sua própria nação, que começou por escolher Abraão como descrito no Geneses 12.

A Nação de Deus

A divisão das nações do mundo nas mãos dos ‘deuses’ aconteceu por volta de 3.000 AC, dado ou tomado 100-200 anos. Por quase mil anos estes seres avançados usaram seu poder e autoridade para dominar, enganar e maniular a humanidde sem qualquer interferência aberta de YHWH, que permaneceu pela maior parte do tempo como um observador. Finalmente por volta de 2000 AC Deus chegou a uma influente família suméria da cidade de Ur, que era descendente direta de Noé através da linhagem de Shem. Esta familia havia se assentado em Haren no norte da Síria, e foi lá que Deus deu a Abraão, o patriarca da família, instruções para mudar sua família para a terra de Canaã: “Deixe seu campo, seu povo e a cas de seu pai e vá para a terra que el lhe mostrarei. Farei de você uma grande nação e o abençoarei. Farei seu nome grande e você será uma benção.  Abençoarei aqueles que lhe abençoarem e seja quem for que lhe amaldiçoe eu amaldiçoarei; e todas os povos da terra serão abençoados através de você”. (Genesis 12:1-3)  A chamada de Abraão com o proósito de criar uma grande nação para o Senhor precisa ser entendida em reação aos eventos descritos no Geneses 11 quando os ‘filhos de Deus’  dsesceram a terra para tomar posse das nações da terra. De fato, a criação da Nação de Israel foi uma resposta retardada a criação das setenta nações que eram governadas pelos ‘deuses’. Estes ‘deuses’ possuiam setenta nações enquanto o próprio Deus tomou apenas uma, mas era através desta uma que os povos da Terra foram prometidos serem ‘abençoados’. Há muitas referências pelo Velho Testamento  aos ‘deuses’ das nações pagãs, e o fato de que eles existiam nunca foi negado.  Contudo, o Deus de Israel se mostra único ao declarar ser o criador de todos os outros deuses, o criador do céu e da terra, e o verdadeiro e único regente de tudo que ele criou (Nehemiah 9:6, Isaiah 40). O status de Israel como a única possessão de Deus é explicado no Deuteronomio 32:9, “Quando o Mais Alto deu as nações sua herança, quando ele separou os filhos do homem, eleriou as fronteiras de povos segundo o número dos filhos de Deus. Porque a porção do Senhor é seu povo, Jacó é sua herança alocada”. Em Levítico 20:23-26, antes da entrada de Israel na Terra Prometida de Canaã, Deus explicou Sua atitude em relação as nações governadas pelos deuses, bem como o status especial de Israel como a única nação do Senhor. “Você não deve viver segundo os costumes das nações que irei expusar de diante de você. Porque eles fazem todas estas coisas, que me aborrecem deles. Mas eu disse a você, ‘ você possuirá a terra deles, eu as darei a você como herança, uma terra onde flui o leite e o mel”. Eu sou o Senhor seu Deus, que o tem separado das nações… Você será sagrado para mim porque Eu, o Senhor, Eu o sagrado, E eu o tenho separado das outras nações para ser meu próprio”. Comandos e caraterizações similares são dados novamente no Deuteronomio 18:9-14, “Quando você entrar na terra que o Senhor seu Deus está lhe dando, não aprenda a imitar os modos detestáveis das nações lá. Não deixe que seja encontrado entre você alguém que sacrifique seu filho ou filha no fogo, que pratique a adivinhação ou a feitiçaria, interprete presságios, se engage em feitiçaria, ou lance encantamentos, ou que seja um médium ou espiritista ou que consulte os mortos.  Qualquer um que faça estas coisas é detestável ao Senhor e por causa destas praticas detestáveis o Senhor seu Deus expulsará estas nações diante de você. Você deve estar sem culpa diante do Senhor seu Deus. As nações que você despossuirá ouvem aqueles que praticam a feitiçaria ou a adivinhação. Mas quanto a você o Senhor seu Deus não permite que faça assim.” Estas práticas detestáveis eram a própria base do sistema religioso pagão de ritual e veneração e os meios pelos quais os sacerdotes pagãos contactavam o mundo do espírito e recebiam instruções. Hoje estas práticas são conhecidas coletivamente como shamanismo, que é fazer uma ressurgência através do Movimento New Age no mundo hoje. O moderno consenso New Age é que ‘os espíritos são nossos amigos’ mas os hebreus foram avisados bem do oposto. Desde o início, os angélicos ‘filhos de Deus’ , tanto os sagrados quanto os não sagrados, eram semmpre associados com o céu e igualados com as estrelas (Job 38:4).

Dentro do paganismo muitas deidades se tornaram representadas pelo sol, lua e planetas também. Isto explica as muitas passagens do Velho Testamento nas quais os anjos são referidos coletovamente como ‘a hoste do céu’. Eles são frequentemente apresentados como os acompahantes subservientes de Deus no céu (Job 1:6), ficando do lado Dele ( Cronicas 18:18-21), e eles são frequentemente mencionados no contexto de aviso, lembrando a Israel para não venera-los como o fazem os gentios. O texto seguinte dá evidência posterior que certos membros da ‘hoste do céu’ tem sido alocados aos povos da terra: ‘E tenha cuidado de não levantar seus olhos ao céu e ver o sol e a lua e as estrelas, toda a hoste do céu, e ser afastado e venrea-los e servir a eles, aqueles que o Senhor seu Deus tem alocado todos os povos sob o inteiro céu”. (Deuteronomio 4:19) Se ele são referidos como ‘anjos’, ‘deuses’, ‘filhos de deus’, ‘hoste celestial’ ou ‘príncipes’ das várias nações  (Daniel 10:12-21), as instruções de Deus a Israel deixam claro que estes seres , embora em posição de autoridade, tem abusado de seu poder e vontade e um dia serão enfrentados com seu próprio fim. O julgamento destes angélicos poders caidos e a previsão de um fim da autoridade deles sobre as nações é dado em Salmos 82: “Deus tem tomado o seu lugar no divino conselho; no meio dos deuses ele mantém o julgamento: “Por quanto tempo você julgará injustamente e mostrará parcialmente o perverso? Dá justiça ao fraco e ao órfão; mantém o direito do aflito e do destituido. Resgate o fraco e o necessitado; livra-os as mãos do perverso’. Eles nem tem conhecimento ou entendimento, eles andam na escuridão, todas as fundações da terra estão abaladas. Eu digo, ‘vocês são deuses, filhos do Mais Alto, todosw vocês; não obstante, vocês devem morrer como homens e cair como qualquer príncipe”. Levante-se, Oh Deusm, julgue a terra porque a ti pertencem todas as nações!”.

Os Kosmokratores e o Oculto

No Novo Testamento o apóstolo Paulo deixa claro que o mundo é controlado por forçasangélicas caídas sob a autoridade de Satã, a quem ele se refere como ‘o deus deste mundo’ ( Corintios 4:4). Em sua Epístola aos Efesianos Paulo conclui sua mensagem de encorajamento com as seguintes palavras: “Finalmente seja forte no Saenhor e em seu poderoso poder. Colo1que a completa armadura de Deus de forma que você possa tomar sua posição contra os esquemas do diabo. Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os governantes, contra as autoridades, contra os poders deste mundo escuro e contra s forças espirituais do mal nos reinos celestiais”  (Efesos 6:10-12). Porque os cristãos iniciais se baseavam nas tradições e perspectivas dos hebreus, foi entendido desde o início que o mundo era governado por autoridades más, poderes, e forças espirituais que se tinham rebelado contra Deus e serviam a Satã, o diabo. Paulo simplesmente explicou aos Efesianos que o esforço diário para manter e proclamar a fé estes ‘poderes”, ou  Kosmokrators (poderes mundiais) em grego, que governavam sobre a escuridão deste ‘mundo’ [ aion ou Idade] eram seus máximos inimigos. O nascimento do cristianismo trouxe a queda do paganismo como um sistema aberto de controle político e religioso sobre a humanidade. As nações se afastaram de tomar o conselho e o direcionamento dos Altos Sacerdotes  que permaneciam no pináculo das Religiões de Mitério lideradas pelo espírito e ao invés abraçaram  os Bispos e Papas da Igreja como líderes espirituais. Eventualmente as instituições, rituais, práticas e praticantes do paganismo foram forçados a irem entender para sobreviver, e eles tomaram com eles sua veneração dos  Kosmokrators bem como a fé enraizada que um dia os deuses e os espíritos que eles serviam mais uma vez tomariam seu lugar ‘por direito’ como os honrados e aceitos governantes da humanidade. Para os hebreus e para o mundo pagão o número de Kosmokrators no nível mais alto foi originalmente compreendido como setenta. Encontramos isto nas tradições hebraicas das setenta nações e setenta linguagens no mundo, e encontramos isto na tradião pagã através dos textos canaanitas de Ugarit que apresentam a divisão dos diferentes aspectos do grande deus El  do gerenciamento global por seus setenta filhos, antes que seu poder fosse usurpado por Baal. Setenta era o número original dos Kosmokrators mas com a elevação nas ciências tais como a geometria,matemática e astronomia na antiguidade helenista o número preferido dos Kosmokrators veio a ser visto como setenta e dois. Encontramos este fato evidente em dois dos mais importantes movimentos espirituais que emergiram da Alexandria, Egito ao redor do mesmo tempo que o cristianismo estava se tornando popular. Este movimentos eram o Hermeticismo, que era essencialmente uma fusão da espiritualidade pagã, a filosofia grega e a antiga tradição egípcia e o Gnosticismo, que era similar mas acrescentava aspectos distorcidos da tradição hebraica e partes e pedaços do cristianismo.

Hermeticismo

O Hermeticismo recebe seu nome de Hermes Trismegistus, uma figura legendária associada ao deus grego Hermes [simbolizado pelo planeta Mercúrio]; com o canaanita deus Tauthos, o secretário de Cronos [veja acima]; com o deus babilonio Nabu [também identificado com Mercúrio] que era filho e escriba de Marduk [Júpiter] e especialmente com o deus egípcio Thoth, o escriba de Osiris e deus do aprendizado dos egípcios. A fundação textual do Hermeticismo é uma coleção de diálogos envolvendo Hermes e seus discípulos nos quais as maiores questões metafísicas da vida são abordadas. Estes textos datam do segundo e terceiro séculos de nossa era mas ao tempo da Renascença, quando eles se tornaram famosos, eles eram acreditados datarem de muito anteriormente. As coleções modernas do Corpus Hermeticum incluem 18 textos gregos e um texto em latim conhecido como o Asclepius. E é neste Asclepius que o papel do Egito como casa primária dos deuses é ressaltado, e dentro desta descrição também aparece uma profecia do declínio do Egito e o desaparecimento dos deuses, deixando o Egito destituído e abandonado: “Você não sabe, Asclepius, que o Egito é uma imagem do céu, ou, para ser mais preciso, que tudo governado e movido no céu desce ao Egito e foi transferido lá? Se a verdade fosse dita, a nossa terra é o templo da inteira terra. E ainda que, desde que isto beneficie os sabíos de saberem todas as coisas antecipadamente, disto você não deve permanecer ignorante: um tempo virá quando parecerá que os egípcios prestam respeito a divindade com a mente fiel e dolorosa reverência – para nenhum propósito. Toda sua sagrada veneração será desapontada e perecerá sem efeito, porque a divindade retornará da terra para o céu, e o Egito será abandonado. A terra que era o assento de reverência será enviuvada pelos poderes e deixada destituída da presença deles… Então esta mais sagrada terra, assento de templos, será cheia completamente com tumbas e cadáveres. Oh Egito, Egito, de vossos deveres reverentes apenas as histórias sobreviverão, e eles serão incriveis para seus filhos”… Porque a divindade voltará para o céu e todas as pessoas morrerão, desertadas, como o Egito será enviuvado e desertados por deus e humano”.

O panteão hermático é descrito no Asclepius como sendo liderado por um grupo de cinco maiores deuses que são “hiper cósmicos” e “compreensíveis” e cada um governa sobre aspectos divinos do universo que são “cósmicos’ e “sensíveis’. Júpiter é a deidade primária correspondente a Zeus, e ele é descrito como o deus do céu, ´porque Júpiter fornece a vida pelo céu a todas as coisas”. A Luz é o segundo, que governa sobre seu aspecto divino ‘sensível’, o Sol. O terceiro lá é uma deidade chamada Pantomorfos de Omniforma que governa sobre os ‘horóscopos” ou ‘trinta e seis’. Há trinta e seis deuses, também conhecidos como Decanos, assim chamados porque cada um tem autoridade sobre dez graus do círculo zodíaco.  o Quarto é a deidade Heimarmene que governa sobre os sete planetas e o quinto é o aspecto secundário de Júpiter que governa sobre o Ar, algumas vezes conhecido como Zeus Neatos.

Os doze maiores signos do zodíaco cada um inclui três dos trinta e seis Decanos Herméticos, conhecidos como “Horóscopos” e referidos como ‘estrelas’ no texto. Esta divisão do zodíaco em trinta e seis Decanos foi também dobrada para setenta e dois DuoDecanos, uma divisão que deu a cada um dos doze signos do zodíaco seis estrelas, fazendo cada uma destas estrelas Duodecanas, também conhecidas como Quinancias, o governante de cinco graus do círculo zodíacal. Disto vem uma das explicações da importância oculta do pentagrama que é uma estrela de cinco pontas. Cada uma das cinco pontas representa uma das cinco deidades ‘hiper cósmicas’, ou cinco graus do zodíaco, e cada ponta é criada por um ângulo de 72 graus, com o produto dos cinco 72 sendo 360, que completa o círculo do zodíaco.

No Egito antigo os sacrerdotes do ritos sagrados eram conhecidos como horoskopoi, e a ênfase hermética no relacionamento astrológico entre a humanidade e as estrelas que representavam os deuses Kosmocratores é explicada por Frances Yates no livro dela ‘Giordano Bruno and the Hermetic Tradition’: “Este povo estranho, os egípcios, tinham o tempo divinizado, não meramente em um sentido abstrato mas em um sentido concreto que cada momento do dia e da noite tinha seu deus que devia ser apaziguado na medida em que os momentos passavam… Eles tinham definida importância astrológica, com os Horoscopos presidindo sobre as formas de vida nascidas dentro de períodos de tempos sobre os quais eles presidiam,  e eles eram assimilados aos planetas domiciliados em seu domínio… Mas eles também eram deuses, e poderosos deuses egípcios, e este lado deles nunca foi esquecido, dando a eles uma misteriosa importância”.

O retorno destes deuses a uma posição ativa e exterior como governantes da humanidade é previsto no Asclepius, que é previsto vir depois de um longo período de declínio espiritual no Egito: “Estes deuses que governam a terra serão restaurados, e eles serão instalados em uma cidade no limiar mais distante do Egito, que será fundado na direção do sol poente e que toda espécie humana se apressará por terra e por mar”. Este texto e a localização física desta cidade divina é explicado por Garth Fowden em seu livro ‘The Egyptian Hermes’: “…  em resposta à pergunta de Asclepius sobre onde estão estes deuses no momento, Trimegistos responde ‘Em uma grande cidade, na montanhas da Líbia [no monte Libico] pelo que ele queria dizer a margem do platô deserto a oeste do Vale do Nilo. Uma referência subsequente (Ascl. 37) ao templo e a tumba de Asclepius (Imhotep) no monte Libyae estabelece que a alusão em Ascl. 27 é a antiga e sagrada necrópole de Menfis, que fica no monte deserto a oeste da própria Menfis. “As montanhas da Líbia [que também foram o lugar onde Hércules foi morto por Tifon segundo o mito grego – veja parte Tres] é simplesmente uma referência ao platô que se eleva acima do deserto na margem oeste do Nilo, a oeste da antiga cidade de Menfis. Em outras palavras, segunda a previsão hermética, quando os Kosmocratores são ‘restaurados’ eles serão ‘instalados em uma cidade’ em ou perto do platô de Gizé.

Gnosticismo

Isto nos traz agora a esta estranha seita conhecida pelos Gnósticos que, como os Herméticos, teve seu início em Alexandria, Egito. Desde o iníco deve ser declarado que os Gnósticos eram puramente pagãos e eles aceitavam as mais fundamentais doutrinas pagãs, tal como o entendimento da imortalidade adquirida através do conhecimento oculto [gnose], reencarnação, e a crença na divindade do homem. Além destas doutrinas claramente pagãs, os gnósticos tinham um entendimento muito claro das escrituras hebraicas mas a interpretação deles destas escrituras era completamente anti-semita. A base anti-semita do Gnosticismo é bastante para os mais sérios eruditos, exceto talvez para Elaine Pagels, para concluir que o Gnosticismo era ‘cristão’ apenas no nome e possivielmente nãp pode ter algo com os ensinamentos originais de Jesus de Nazaré, que permaneceu um pio observante do Torah, um judeu ortodoxo por toda sua vida. O Gnosticismo é cristão apenas no sentido que tentou utilizar a história de Jesus e a incorporar em um sistama pagão de gnose e iluminação. Em outras palavras, o Gnosticismo foi simplesmente uma tentativa de neutralizar a força completa da mensagem revolucionária de Jesus de forma que o sistema pagão pudesse sobreviver como uma força política no mundo. Esta tentativa falhou em sua maior parte mas os ensinamentos e crenças do Gnosticismo tem sobrevivido e estão fazendo um maior ressurgimento na cultuta popular hoje. O ensinamento básico do Gnosticismo é que toda a matéria é inereantemente má, o que é simbolizado pela ESCURIDÃO. O propósito da vida é portanto transcender esta escuridão ao alcançar a Luz, que pode ser obtida através do conhecimento, ou gnose, da verdadeira situação aflitiva do Homem. Os Gnósticos acreditavam que o verdadeiro e máximo Deus é o Deus da Luz, que é puramente espiritual, e não tem relacionamento com o criador de, ou tenham governado sobre, a realidade material. Para os Gnósticos o Deus da Realidade Material era o Deus de Israel. Ele era aceito como o criador e governante do universo material, mas ele era denegrido como inferior ao Deus da Luz e visto como a suprema personificação do Mal. O grande esquema da cosmologia gnóstica é explicado por  Hans Jonas em seu confiável estudo ‘The Gnostic Religion’: “O universo, o domínio de ARCHONS, é como uma vasta prisão cuja prisão mais secreta é a Terra, a cena da vida humana. Ao redor e acima dela as esferas cósmicas são arranjadas como conchas envolventes concentricas. Mais frequentemente há sete esferas de planetas cercadas por uma oitava, aquela das estrelas fixas. Havia, contudo, uma tendência de multiplicar as estruturas e fazer o esquema mais e mais extenso; Basilides contou não menos do que 365 ‘céus’. A importância religiosa desta arquitetura cósmica reside na idéia que tudo que interfere entre aqui e ali serve para separar o homem de Deus, não meramente em uma distância espacial mas através de uma força demoníaca. Assim a vastidão e a multiplicidade do sistema cósmico expressa o grau no qual o homem está separado de Deus. As esferas são os assentos dos Archons, especialmente dos ‘Sete’, isto é, os deuses planetários tomados emprestados do panteão babilonio. É importante que eles sejam agora chamados pelo nomes do Velho Testamento para Deus (Iao, Sabaoth, Adonai, Elohim, El Shaddai), que sendo sinônimos de um e supremo Deus são por transposição tornados nomes próprios de seres demoníacos inferiores – um exemplo da reavaliação pejorativa a que o Gnosticismo submeteu as antigas tradições em geral e a tradição judaica em particular.

Os Archons coletivamente governam o mundo, e cada um individualmente em sua esfera é um guardião da prisão cósnica. O governo do mundo tiranico deles é chamado HEIMARMENE, o Destino Universal, um conceito tomado da astrologia mas agora tingido com o espírito gnóstico anti-cósmico. Em seu aspecto físico este governo é a lei da natureza; em seu aspecto psíquico, que inclui por exemplo a instutuição e vigoração da Lei Mosaica, ele pretende a escravização do homem. Como guardião de sua esfera, cada Archon barra a passagem das almas que buscam ascender depois da morte, para evitar que elas escapem do mundo e retornem a Deus. Os Archons também são os criadores do mundo, exceto onde este papel é reservado ao líder deles, que então tem o nome de Demiurgo [o artífice do mundo no Timaus de Platão] e é frequentemente pintado com as feições distorcida do Deus do Velho Testamento. Os Gnósticos odiavam o Deus de Israel desde o início do livro do Geneses. Os textos gnósticos explicam que Ialdabaoth e os Archons criaram Adão e o colocaram no Jardim do Eden com o intento de engana-lo. Depois de saber desta situação o aspecto feminino do Deus da Luz, conhecido como Sophia-Prunikos, agiu para interromper os esquemas do Demiurgo ao enviar um emissário de Luz para trazer o conhecimento a Adão, permitindo que ele ficasse livre de suas amarras. Este divino emissário, segundo os Gnósticos, não era outro que a Serpente do Jardim do Eden, e subsequentes seitas gnósticas refletiram esta veneração da serpente ao se referirem a elas próprias como Ofitas [da palavra grega para serpente, Ophis] e como Naassenes (da palavra hebraica para serpente, nachash). Jonas explica que o pecado de Adão e Eva realmente significou para os Gnósticos, “é o primeiro sucesso do princípio transcendente contra o princípio do mundo, que é vitalmente interessado em evitar o conhecimento no homem como o ferém mundial interno da Luz; a ação da serpente marca o início de toda gnose sobre a Terra que assim por sua própria origem é estampada como opsta ao mundo e seu Deus, e de fato uma forma de rebelião”. Os Gnósticos tomaram a idéia de que a serpente era o verdadeiro salvador da humanidade diretamete acima da vida de Jesus de Nazaré, como o mostra o seguinte texto: “Este serpente geral é também o Verbo sábio de Eva. Este é o mistério do Eden: este é o rio que flui fo Eden. É também a marca que foi posta em Caim, cujo sacrifício o deus deste mundo não aceitou apesar de que ele aceitou o sacrifício sangrento de Abel: porque o senhor deste mundo se delicia em sangue. Esta Serpente é ele que apareceu nos ultimos dias em forma humana ao tempo de Herodes…”. Segundo o Novo Testamento, o sacrifífio de Jesus representou o triunfo do reino de Deus sobre o ‘senhor deste mundo’ mas este senhor é claramente identificado como Satã em várias pasagens  (Mateus 4:8-10, Lucas 4:6-13, João 12:31, João 14:30, 2 Corintios 4:4, etc). Os Gnósticos viraram esta crença e argumentarem que “o senhor deste mundo” era realmente o deus-criador de Israel e que a vida e ensinamentos de Jesus representavam uma manifestação da Serpente contra este ‘Deus da Escuridão’. Marcion, um gnóstico altamente influente do século II baseado em Roma, também articulou um forte ódio ao Velho Testamento e aos Judeus. Jonas escreve que Marcion ensinou que por sua morte ‘Cristo desceu ao Inferno apenas para redimir Caim e Korah, Dathan e Abiram, Esau, e todas as nações que não reconhecem o Deus dos Judeus , enquanto Abel, Enoque, Noé, Abaão e asim por diante porque eles serviram ao criador e suas leis e ignoraram o verdadeiro deus, foram deixados lá embaixo”. Este glorifica~çao dos inimigos do Deus do Velho Testamento como heróis do Deus da Luz também incluiu Nimrod e a caracterização positiva de Nimrod se tornou parte da mitologia fundadora dos Maçons Livres, que examinaremos mais tarde.

É dentro do Gnosticismo que encontramos a transição do número de Kosmocratores de 72 ocorrer, trazendo tradições mais antigas em linha com os projetos Pitagoreanos e Herméticos. As seguintes seleções são retiradas dos pergaminhos de Nagg Hammadi, editados por James M. Robinson, 1990: “Então os doze poderes, que temos apenas discutido, consentiram um com o outro. Seis masculinos e seis femininos foram revelados de forma a exitir 72 poderes. Cada um deste 72 revelou cinco poderes espirituais , que juntos são 360 poderes. A união deles todos é a votade… E quando aqueles que tenho discutido apareceram, todos gerados, o pai deles, muito cedo criou 12 Aeons para acompanhantes dos Sete Anjos. E em cada Aeon havia seis céus de forma que são 72 ceus dos 72 poders que aparecem dele. E em cada céu há cinco firmamentos de forma que reunidos há 360 firmamentos dos 360 poderes que aparecem para eles”.  (Do texto Eugnostos o Abençoado) E diante de sua mansão ele criou um trono, que era enorme e estava em cima de uma carruagem de quatro faces chamada Querubim. Agora o Querubim tem oito formas para cada um de seus quatro cantos, formas de leão e formas de bezerro e formas humanas e forma de águia, de modo que todas as formas somem 64 formas – e sete arcanjos que ficam de pé diante dele; ele é o oitavo, a autoridade. Todas as formas somam 72. Sobretudo, deste carruagem 72 deuses tomam forma; eles tomam forma de forma que possam governar sobre as 72 linguagens dos povos”. [ Da Origem do Mundo]. “Tiago disse, Rabbi, há então 12 hebdomades e não sete como há nas escituras?’ E o Senhor disse, ” Tiago, ele que falou a respeito desta escritura tem um entendimento limitado. Eu, contudo, devo revelar, a você que tem vondo a ele que não há um número” Devo dar um sinal a respeito do número deles. Porque o que vem dele não tem medida, devo dar um sinal a respeito da medida deles”. Tiago disse, Rabbi, preste atenção então, tenho recebido o número deles. Há 72 medidas!” O Senhor disse,  “Há 72 ceus, que são subordinados deles. Há poderes de todo poder deles; e eles foram estabelecidos por eles; e estes são os que eles distribuem a todos os lugares, existindo sob a autoridade dos 12 Archeons” (Do  Apocalipse de Tiago)

A Cabala [Kabbalah]

Além do Gnosticismo e do Hermeticismo um outro maior componente do Oculto é a tradição mística judaica conhecida como Cabala. As origens e ensinamentos desta tradição são cobertas em profundidade na obra de Red Moon Rising “The Divine Council and the Kabbalah,” então por agora apenas examinaremos como a Cabala viu os 70 anjos Kosmocratores e como ela seguiu a tendência oculta de também numera-los como 72. Um dos mais iniciais textos cabalisticos é um documento conhecido como Bahir, que significa ‘brilhante’, que se originou no sul da França no século XII. O Bahir popularizou o conceito que o Deus de Israel possuia 72 nomes sagrados, o que é uma idéia baseada em uma passagem bíblica na qual o anjo do Senhor protege Israel em Exodus 14:19-21. Esta passagem contém três versos e cada verso é composto de exatamente 72 letras hebraicas. Os iniciais místicos judeus ficaram encantados com esta anomalia e assim vieram com a idéia que a inteira passagem é composta exatamente pelos 72 nomes de Deus, cada um exatamente com três letras. Este conceito místico tornou-se conhecido pela Idade Média como Shem ha Mephoresh, que significa basicamente “O Nome de Extensão”. O que se tornou um poderoso instrumento para os ocultistas evocarem espíritos-seres que eram assumidos serem Santos Anjos.

O Bahir também elabora sobre o conceito cabalístico do universo como ‘a árvore da vida’, conhecida como Zeir Anpin, que é composta de 10 Sephirot reunidas de um modo geométrico. O Bahir explica que as doze diagonais da árvore significam os 12 ‘Funcionários’ ou ‘Diretores’ que também estão associados com as dozes pedras eregidas por Israel em Josué 4:9. Então, por que o Exodus 28:10 menciona a gravação de seis nomes em uma pedra, os cabalistas assumiram que cada uma das dozes pedras de Josué também tinham seis nomes, daí um total de 72 nomes. O Bahir explica que “Isto nos ensina que Deus tem 12 Diretores. Cada um deles tem seis poderes. O que são eles? Eles são as 72 linguagens”.

Estes poderes são também referidos como Formas Sagradas, e uma outra porção do texto explica que ‘todas as formas supervisionam todas as nações. Mas Israel é santa, tomada da própria árvore, e seu coração. A crença cabalista que os Kosmocratores angélicos caídos eram Sagrados e existiam em harmonia com o Deus de Israel levou a algumas repercussões espirituais sérias que ainda estão sendo sentidas hoje. Alguns anos depois da publicação do Bahir apareceu uma nova e muito mais longa compilação da filosofia cabalista e teologia. Ela foi conhecida como Sefer Ha-Zohar, significando “Livro do Esplendor” e ela primeiro apareceu na Espanha perto do fim do século XIII. O Zohar, como é chamado, também contém frequentes referências aos 70 Kosmocratores ‘poderes mundiais” que são conhecidos governarem sobre as nações do mundo:  Volume 5 Vayishlach, Seção 24, verso 236: “…Venha e preste atenção, quando o Sagrado, abençoado ser Ele, criou o mundo, Ele dividiu a terra em sete regiões que correspondem aos 70 ministros indicados sobre as nações. Há o secreto do exterior – Chesed, Gvurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut – cada um consistindo em de e portanto totalizando setenta. O Sagrado, abençoado seja Ele, indicou os setenta ministros sobre as setenta nações, cada uma segundo seu valor, como é escrito: “Quando o Altíssimo dividiu as nações sua herança, quando ele separou os filhos de Adão, ele estabeleceu os laços das pessoas segundo o número de filhos de Israel” (Devarim 32:8).” Volume 9 Beshalach, Seção 24, verses 315-316: “Rabbi Shimon disse: Há uma árvore grande e forte, alta e eterna, que é Zeir Anpin. Aqueles acima e aqueles abaixo são sustentados através dela… E setenta ramos, que são os setenta príncipes que são indicados sobre as nações do mundo, se elevam nela e são nutridos por ela. Do centro de suas raízes eles nutrem ao redor. E eles são os ramos que são encontrados na árvore. Quando o tempo do domínio chega para cada ramo, eles todos querem completamente destruir o tronco da árvore, que é o principal esteio dos ramos, que governa sobre Israel que são unidos por ele. E quando o domínio do tronco da árvore os alcança, que é a porção de Israel, ele quer guarda-los, e arranjar a paz entre todos eles. Para este propósito, setenta bois são oferecidos durante Sukkot para trazer a paz entre os setenta ramos da árvore, que são os setenta anjos patronos das nações do mundo”.

A importância oculta da Cabala que todos os iniciados eventualmente aprendem é que ela age como uma ponte ligando o iniciado com o mundo dos espíritos, especificamente com os anjos Kosmocratores que os textos cabalísticos blasfemamente conectam com seu duvidoso nome de Deus. Esta conexão é feita pelo Zohar incluindo a seguinte passagem: Volume 3 Vaera, Seção 20, versos 274-279: “Dez nomes são gravados pela autoridade de Deus. Os dez nomes se referem as dez Sefiroth; há dez Sefiroth… não obstante eles também acrescentam um grande número, que é uma referência aos 72 nomes. Isto pode ser explicado depois. Estas setenta cores que brilham em todas as direções derivam destes Nomes, isto ém dos 72 Nomes. E estas setenta cores foram gravadas e formadas no segredo dos 70 nomes dos Anjos, que são o segredo dos céus… Quando eles todos estão reunidos em um, em um segredo, pelo poder do Poderoso, chamado Zeir Anpin, então ele é chamado Vav-Yud-Hei-Vav-Hei, o que signiifica que todos eles estão unidos em um. E isto se refere ao Zeir Anpin e o Nukva juntos como os setenta anjos abaixo dela. A frase “de Hashem fora do céu” se refere ao Santo Nome que está gravado com os outros setenta nomes do segredo dos céus – que alude o Zeir-Anpin, que é o nome dos 72 que estão no  Mochin de Zeir-Anpin, enquanto emessência ele inclui setenta… os mais inferiores, que são os setenta julgamentos, são dependentes dos superiores, que são os setenta nomes do Zeir Anpin. Eles estão todos conectados e todos eles brilham simultaneamente. E então o Sagrado, abençoado seja Ele, aparece em sua glória… os céus tem um valor numérico de 70 e o segredo de Yud-Hei-Vav-Hei… é o segredo dos 72 nomes derivados dos três versos (Exodus 14:19-21).” As práticas da Cabala são expressamente proibidas pela Torah, como representantes do judaismo tradicional tem mantido até mesmo desde que elas vieram a luz da dia. Um dos componentes iniciais da Cabala foi o famoso judeu Hassidico do século XIII chamado Jehudah the Hasid. Em seu Livro do Devoto Jehudah deu o seguinte aviso: “Se você vir alguém fazendo profecias sobre um Messias, você deve saber que ele lida com feitiçaria e tem intercurso com demônios; ou ele é um daqueles que buscam conjurar os nomes de Deus. Agora, desde que eles conjuram os anjos e os espíritos, estes dizem a ele sobre o Messias, para tenta-lo a revelar suas especulações. E no fim ele é envergonhado porque ele evocou anjos e demônios, e ao invés o infortúnio ocorreu. Os demônios vieram e ensinaram a ele os cálculos deles  e os segredos apocalípticos para envergonha-lo e aqueles que acreditavam nele, porque ninguém sabe algo sobre a vinda do Messias. ”

A história da Cabala é essencialmente uma longa cronologia do aparecimento de um falso Messias após outro. Akiba ben Joseph é visto como um dos mais importantes dos cabalistas iniciais, e os anjos que o contactaram disseram a ele o nome de Simeon bar Kochba como o Messias. A revolta de Bar Kochba de 132-135 foi um fracasso desastroso e os judeus sofreram imensamente por causa dela. Séculos mais tarde um cabalista chamado Abraham Abulafia tornou-se convencido que ele era o Messias, e ele apelou ao Papa em 1280 antes de desaparecer sem deixar um traço. Em seus próprios escritos Abulafia explicou que sua busca espiritual foi grandemente impedida por Satã e os demonios, como explica o renomado erudito Gershom Scholem, “Ao se emergir na técnica mística de seu mestre, Abulafia encontrou seu próprio caminho. Foi aos 31 anos, em Barcelona, que ele foi dominado por um espírito profético. Ele obteve o conhecimento do verdadeiro nome de Deus, e tinha visões que ele próprio, contudo, diz, em 1285, que elas eram parcialmente enviadas por demonios para confundi-lo, de forma que ele tateou como um homem cego ao meio dia por quinze anos com Satã a sua direita”. Ainda que por outro lado ele estivesse completamente convencido da verdade de seu conhecimento profético”.

Um outro maior fracasso messiânico foi a carrreira de Sabatai Levi. Exatamente antes do anos de 1666 um jovem místico cabalista beseado na Palestina chamado Nathan de Gaza se tornou convencido que ele esteva em contacto com  os ‘santos’ anjos, e eles lhe disseram o nome de Sabatai Levi como o previsto Messias, o que marcou o início do movimento Sabateano que afetou mundialmente o judaismo. O papel de Nathan era o de simplesmente agir como ‘a voz’ para os anjos que falavam através dele, e Sabatai Levi foi dirigido até mesmo o ponto onde ele abjurou do judaismo como um prisioneiro na Turquia e se converteu ao Islã. A Chave de Salomão (Clavicula Salomonis)  e a Chave Menor de Salomão (Lemegeton Clavicula Salomonis) eram produtos das práticas naturais de evocação dos anjos promovidas pela Cabala. Ambos destes legendários grimórios apareceram como manuscritos completos no século XVII, mas ambos foram compostos pelos escritos anteriores que remontam a Idade Média. Um dos co-fundadores da sociedade oculta conhecida como Amanhecer Dourado [Golden Dawn] era uma Maçom Livre Rosacruciano chamado S. L. MacGregor Mathers, que foi o primeiro a imprimir e a publicar a Chave de Salomão [em 1889] tornando-a prontamente disponível ao público. Mathers a descreve como o primário texto oculto: “A pedra fonte e o armazém da Mágica Cabalista, e a origem de muito da Mágica Cerimonial nos tempos medievais, a ‘Chave” sempre tem sido valorizada pelos escritores ocultos como um trabalho da mais alta autoridade.” Dos 519 títulos esotéricos incluídos no catálogo da biblioteca do Golden Dawn, a Chave era listada comoo o número um. Até onde diga respeito aos conteúdos, a Chave incluia instruções sobre como se preparar para evocar os espíritos, incluindo os seres humanos partidos [necromancia], anjos e até mesmo demônios. O sacrifício animal e a consciência astrológica ambos são descritos como aspectos críticos desta preparação. Um dos mais bem conhecidos membros da Golden Dawn foi o mágico Aleister Crowley. Em 1904 Crowley publicou a primeira parte da obra em cinco partes das Chaves Menores de Salomão intitulada  Ars Goetia, que em latim quer dizer ‘as arte da feitiçaria”. O Goethia é o grimório para evocar setenta e dois diferentes demônios que foram alegadamente evocados, contidos e postos a trabalhar pelo Rei Salomão durante a construção do Templo de YHWH. Os demônios nomeados no texto incluem figuras tais como Baal, Astaroth, Asmodeus e Belial. Os ocultistas sempre tem imaginado o relacionamento entre os setenta e dois demônios Goethicos e os setenta e dois ‘anjos’ do Shem ha Mephoresh, e a explicação usual é que eles são ‘opostos polares’. Contudo, esta explicação apenas se sustenta para aqueles que vêem os anjos Kosmocratores da Cabala como ‘bons’ e “santos’ anjos, o que eles definitivamente não são.

Por toda sua vida Aleister Crowley foi um feiticeiro muito ambicioso e ousado e suas exlorações em lidar com o mundo do espírito tem vindo a ser legendária. Sua mais duradoura contribuição ao ocultismo moderno é conhecido como LIBER AL vel LEGIS, ou Livro da Lei. Ele era uma mensagem canalizada por meio de Crowley por uma entidade-espírito conhecida como Aiwass, um espírito que afirmava ser um memsageiro das forças ‘que governam a terra no presente’, que não são outras que os Kosmocratores anjos caídos que temos estado estudando. A própria mensagem foi verbalizada por Crowley em três dias de abril [8, 9 e 10] no Cairo, Egito, no mesmo ano da publicação de Crowley de Ars Goetia em 1904. A figura demoníaca das “forças que governam esta Terra” se tornam prontamente aparentes dentro do texto do infame livro. Contra a regra de ouro do cristianismo de ‘não faça ao próximo o que não quer que façam a você mesmo” (Lucas 6:31), o espírito egípcio de Aiwass proclamou a mensagem “Faça o que deverá ser a inteira lei”. Para isto foi acrescentado, “amoe é a lei, amor sob a vontade”, que Crowley mais tarde explicaria ao mostrar o valor numérico da palavra grega thelema, que significa ‘vontade’, é o mesmo daquele de agape, uma palavra grega para ‘amor’. Com esta lógica Crowley ensinou que a mais verdadeira expressão do amor era viver puramente segundo a própria vontade de alguém, o que é essencialmente o oposto dos ensinamentos de Jesus. O ódio demoníaco a Jesus é expressado no capítulo final do Livro da Lei no verso onde se lê,  “Com minha cabeça de falcão bico os olhos de Jesus enquanto ele está pendurado na cruz”.

Os anjos Kormocratores também são representados no sistema oculto de adivinhação conhecido como Tarot, que a eudita em Tarot Christine Payne-Towler se refere como as “cartas flash dos Mistérios”. Em um artigo localizado em  http://www.tarot.com ela dá uma breve história da criação do tarot, suas profundas raízes no Hermeticismo e na Cabala, e como ele emergiu durante o auge mágico da Renascença: “Na sequência da Renascença a magica de Ficino a Kircher … vemos a força que dirige o Tarot para expressão. Os antigos mistérios já estão no lugar, embora episodicamente esquecidos e relembrados comos ciclos da história. A redescoberta da estrutura óssea dos Mistérios na cúspide da revolução publicadora fez a criação das Evocações Silenciosas em cartas a forma possível para as massas”. As ‘evocações silenciosas’ do Tarot não são mais do que apelos aos espíritos que alegadamente governam todos os aspectos da vida que, como temos mostrado, estão associados ao Shem ha Mephoresh e o Zodíaco. Os mais modernos baralhos de Tarot são compostos de 78 cartas onde os anjos do Shem ha Mephoresh são ligados 2-1 com os trinta e seis arcanos menores [cartas 2-10 de cada um dos quatro naipes]. Contudo há também baralhos de Tarot de 72 cartas, como aqueles favorecidos por Eliphas Levi e o hermeticista Franz Bardon, onde cada carta é ligada a seu próprio anjo. O Tarot também é intimamente associado a curiosa cultura conhecida como Ciganos que é um nome derivado da crença medieval que os Ciganos fossem os descendentes diretos dos egípcios e herdeiros e protetores da antiga ‘sabedoria’ egípcia. Franz Bardon é visto por muitos como “o maior adepto hermeticista do século XX”. Ele nasceu na Checoslováquia em 1909 e foi alegadamente possuído por um espírito de um ‘alto adepto hermético’ quando estava com 14 anos. Durante sua vida ele foi capturado e torturado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e mais tarde foi preso pelos Soviéticos até sua morte em 1958. Seus ensinamentos ocultos vivem em quatro livros que ele foi capaz de publicar durante seu período de vida. Um é uma novela baseada em suas experiências de vida e os outros três volumes compôem uma trilogia conhecida coletivamente como “Mistérios Sagrados”. O Volume I é intitulado Iniciação aos Herméticos e é basicamente uma introdução ao oculto que inclui explicações do Tarot. O Volume II é A Prática da Evocação Mágica e fornece instruções passo a passo para se comunicar como mundo do espírito. O terceiro volume de Bardon é intitulado “A Chave para a Verdadeira Cabala” e dá uma explicação detalhada do Shem ha Mephoresh, com Bardon se referindo aos seus associados anjos como ‘os setenta e dois genios de Mercúrio’. Uma introdução do Volume II explica o proposto relacionamento entre a humanidade e os anjos; Bardon fornece centenas de selos de seres espirituais positivos, anjos espíritos, inteligências, genios, principais e espíritos seres dos elementos. Estes seres tem sido os professores da humanidade desde tempos imemorais. Eles ensinam aos maduros sujeitos mágicos assuntos de A a Z , isto é,  aritmética, alquimia, astrofísica, astronomia, artes, biologia, zoologia e assim por diante. Em outras palavras, cada assunto das ciências terrenas e da leis universais. Eles também ajudam a todas profissões e todos os comércios, sejam os não eles mágicos. Desde que a Mágica e a Cabala são as mais altas ciências no universo, exigem do leitor a apropriada educação teórica e treinamento prático antes que ele possa contactar estes seres espirituais.

A caraterização dos espíritos como “professores da humanidade” remonta diretamente às crenças sumérias que viam a descida dos ‘deuses’ à Terra e suas dádivas de tecnologia e religião que se tornaram a base da civilização pagã. Os pagãos viam os ‘deuses’ como grandes e benevolentes benfeitores mas, não nos esqueçamos, os hebreus os viam como anjos caídos dos céus, que tinham descido para governar o mundo habitado por uma família humana que estava similarmente caída e necessitada de redenção. Lon Milo Duquette é um dos mais conhecidos e respeitados magos herméticos vivos hoje. Um autor prolífico e professor dos antigos mistérios, DuQuette é apresentado através da série de vídeo ‘O Egito Mágico’ produzida pelo egiptologista e místico John Anthony West. No episódio Seis DuQuette ressalta a influência egípcia sobre a Golden Dawn, o que incluia um ritual que dramatizava a ressurreição de Osiris da tumba. Duquette explica que a influência egípcia foi intensificada até mesmo muito mais através de  Aleister Crowley que “se tornou um Egiptólogo apaixonado!” A respeito do sistema mágico de Crowley, DuQuette o descreve ao dizer “era exatamente tão por atacado como tudo mais. É assustador, mas é por atacado”. DuQuette é o autor de ‘Angels, Demons, and Gods of the New Millenium’, e uma revisão do livro na revista Gnose explica como os ajos Kormocratores do Shem ha Mephoresh são a pedra fundamental do sistema de feitiçaria de Duquette: “Uma excelente apresentação de seu talento é a apresentação dele do Shem ha-Mephorash, o Nome de Deus dividido em 72 do quais uma serie de nomes de espíritos são gerados. DuQuette ferve a abundância da escrita túrgida sobre este assunto em uma poucas páginas acompanhadas por uma mapa…  Isto, combinado com a metodologia apresentada no último capítulo “Demons Are Our Friends,” fornece uma base suficiente, embora esparsa, para a feitiçaria, a prática da conjuração dos espíritos’.

Os Kosmokratores, o Egito e a Livre Maçonaria

O texto hermético conhecido como Asclepius prevê que ‘Estes deuses que governam a Terra serão restaurados e eles serão instalados em uma cidade na ponta mais extrema do Egito”. Este entendimento do papel do Egito como a terra dos deuses e a assento primário dos Antigos Mistérios permeia as sociedades secretas e ocultas tais como a Golden Dawn e a OTO de Crowley, como temos mostrado, e pode ser encontrada bem dentro das mais principais organizações esotéricas tais como os Rosacrucianos e os Maçons Livres. Como uma independente sociedade secreta os rosacrucianos remotam a publicação de três famosos manuscritos do início do século XVII na Alemanha. Desde aquele tempo lá parece ter aparecido um número de grupos que tem se referido a eles próprios como ‘rosacruzes’, todos com alegadas conexões com o grupo original. Nos Estados Unidos a ordem primária rosacruciana é a AMORC  (Ancient and Mystical Order Rosae Crucis), que foi criada em 1915 e é baseada na Califórnia. Uma de suas primárias obtenções foi o estabelecimento do “Mseu Oriental Egípcio Rosacruz” em San José em 1928. Em seu website a pergunta é feita: “O que a Ordem Rosacruz, AMORC, tem a ver com o Egito?” Segue-se a resposta: mE,ud wuwhich was created in 1915 and is based in California. Segue-se a resposta: “A mais velha conexão com o Egito é de uma natureza tradicional. Todos os Rosacrucianos a partir do século XVII entediam que a sabedoria que eles recebiam tinha que ser transmitida através dos muitos caminhos dos tempos mais iniciais da civilização humana e eram consistentes com ows ensinamentos das antogas Escolas de Mistério. A primeira menção de uma organização de tais Escolas é associado por místicos  com o reinado de Tutmosis III durante o século 15 AC. Alem disso, no século 14 AC o rei Aknaton ensinou o ideal que havia uma força divina por trás de todas as coisas, até mesmo os muitos deuses do Egito.” Assim os Rosacrucianos traçam sua tradicional conexão  com o antigo Egito porque a sabedoria e os métodos que que eles seguem são consistentes e contínuos com aqueles das Escolas de Mistério do Egito através dos Manifestos Rosacrucianos do século XVII até a moderna ordem rosacruz AMORC”.

Published in: on maio 22, 2009 at 3:25 pm  Comments (4)  
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Eco Terrorismo

A Terra como Arma nas Guerras do Século XXI

de Rahab S Hawa

Enquanto cientistas, governos e grupos preocupados se perturbam sobre as aumentadas emissões industriais de gases greenhouse e seus efeitos sobre o planeta, o papel dos militares na mudança climática tem sido ignorado.

‘Quando a crise ambiental ocorre, é geralmente apenas a economia civil que é chamada para retificar o equilíbrio, enquanto os programas militares raramente são chamados à tarefa”, diz a Dra. Rosalie Bertell, renomada cientista e ativista nuclear. Segundo ela, os militares tem se afastado da responsabilidade pela poluição do ambiente e pelos desastres ecológicos. Em seu livro intitulado ‘Planet Earth: The Latest Weapon of War’ (2000), ela citou exemplos da Guerra do Vietnã, da Guerra do Golfo e o bombardeio da OTAN em Kosovo. Estas guerras não destruiram apenas vidas e propriedades, elas tem contaminado grandes áreas de terra por muitos anos subsequentes.

Segundo a Dra. Bertell, as centenas de incêndios de petróleo durante a Guerra do Golfo foi “o pior evento de poluição feito pelo homem na história”. Isto levou a desastres ambientais e climáticos mundialmente. Mundialmente os cientistas previram monções mais ferozes devido ao maior aquecimento, chuva ácida, tempestades forçadas e severas inundações por todo o globo.

‘A tempo… um enorme tufão atingiu Bangladesh em 1o. de maio, matando mais de 100.000 pessoas… Os cientistas soviéticos relataram níveis muito altos de chuvas ácidas no Sul da Rússia. Imagens de satélite mostraram fumaça e neve escurecida no Paquistão e no norte da Índia”, ela disse.

‘Astronautas na cápsula espacial Atlantis relataram nevoeiro demais cercando a Terra… Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências afirmaram que densas nuvens da Guerra do Golfo foram também reponsáveis pelas enchentes desastrosas que ocorreram no país deles”, lembra-se em seu livro a Dra. Bertell.

Pesadas tempestades tem sido relatadas sobre a Europa Oriental. “Há várias inundações severas da Bavaria a Checoslováquia com várias mortes, destruição de terras agrícolas e pontes que desapareceram. As ferrovias pela Áustria ficaram submersas e o Rio Danúbio alcançou alturas recordes”, ela acrescentou.

Tanto na Guerra do Golfo quanto no Kosovo, o urânio reduzido foi usado pelos EUA e as forças da OTAN em grande escala. Isto levou a contaminação da terra, ar e água com efeitos a longo prazo sobre a saúde humana: exatamente como no Vietnã, onde os militares americanos delberadamente alvejaram o ambiente e contaminaram milhões de acres de terra com o ‘Agente Laranja’ e outros químicos tóxicos.

Mas esta devastação empalidece em comparação com a destruição que os militares agora são capazes de inflingir ao planeta Terra.

Os vastos experimentos que os militares especialmente os militares dos EUA, tem estado conduzindo durante décadas envolvendo experimentos com a camada de ozonio, a manipulação do clima e o uso da tecnologia de onda para sondar dentro da própria terra, é a preparação para guerras que serão lançadas no século XXI.

Estes experimentos e pesquisa atmosféricas “não são apenas sobre excitantes explorações científicas. O espaço é o próximo campo de batalha, significando que os militares estão levando a guerra para o espaço. “Eles estão indo lutar no espaço”, ela cita.

‘Por causa do sigilo que envolve a pesquisa militar, nem sempre é fácil para o público entender as possíveis consequências”, diz a Dra. Bertell.

Começando em 1946 no Pacífico, a testagem nuclear atmosférica pelos EUA e mais tarde, pela União Soviética e o Reino Unido, tem danificado seriamente o ambiente”. Segundo a Dra. Bertell, “os 300 megatons de explosões nucleares entre 1945 e 1963 tem esvaziado a camada de ozonio em 4%” Embora o primeiro buraco de ozonio tenha começado na década de 1980, em 1986, os cientistas civis estabeleceram a existência de um segundo buraco de ozonio na Antártica. “Os cientistas tem estimado que a perda de 1% de ozonio resultaria em de 1 a 3% mais de radiação ultra-violeta chegando a terra”, ela escreve. ‘Isto aumentaria a taxa de câncer de pele e afetaria todas as formas de vida”, ela acrescentou.

Na década de 1990, os experimentos militares americanos com foguetes movidos a energia nuclear aumentaram e o lançamento de plutônio no espaço se tornou uma atividade de rotina. Estas missões espaciais movidas a energia nuclear eram altamente perigosas já que o plutônio pode ser disperso sobre grandes áreas da Terra em um acidente.

Segundo a Dra. Bertell, o primeiro maior acidente espacial que afetou seriamente a Terra aconteceu em abril de 1964 quando o foguete americano  SNAP-9A foi abortado e 17.000 curies de plutônio que ele estava carregando se espalharam sobre a Terra. O plutônio ainda é detectável no solo e ossos de pessoas e animais.

‘Em 1997, haviam em órbita dois foguetes SNAP-9A, cada um carregando 17.000 curies de plutônio e cada um planejando completar sua missão para dispersar o plutônio como o foguete de 1964 havia feito”, ela adverte. Por causa do sigilo que cerca estes planos espaciais, o público não está ciente dos perigos envolvidos nestes projetos, especialmente quando ‘a história do programa espacial está eivada de desastres’.

As armas de guerra no novo milênio envolveriam o uso do próprio planeta terra como uma arma, usando o poder dos processos naturais para a guerra.

Na Assembléia de Saúde dos Povos em dezembro de 2000 em Dhaka, Bangladesh, a Dra. Bertell revelou a uma audiência chocada e incrédula que “a mais recente arma no arsenal dos militares americanos é o próprio planeta Terra… e o clima será uma das armas mais destrutivas pelo ano de 2025”. A Dra. Bertell estava se referindo a como terremotos e tornados engenheirados podem criar a destruição sobre populações e nações.

Segundo o livro dela, as armas eletromagnéticas “tem a habilidade de transmitir efeitos explosivos e outros tais como indução de terremotos através de distâncias intercontinentais para qualquer alvo selecionado no globo com níveis de força equivalentes às maiores explosões nucleares”.

Pelos últimos 40 anos, os militares americanos tem realizado experimentos na atmosfera da Terra usando ondas e químicos. Tentativas de obter o controle sobre o clima, por meio da engenharia ambiental com experimentos envolvendo laser e químicos para avaliar se eles podiam danificar a camada de ozonio sobre o inimigo; causar danos às plantações e a saúde humana por meio da exposição aos raios ultra-violeta do sol, que tem sido realizadas pelos militares.

Químicos como o bário e o lítio tem sido liberados sobre a camada de ozonio criando espetaculares apresentações de luzes e iluminando nuvens artificiais, que foram vistas na América do Norte durante a a década de 1980 e início da de 1990. Estes compostos são os mais destrutivos da ‘camada de ozonio’ e causam posteriores mudanças químicas na atmosfera da Terra. Segundo a Dra. Bertell, ‘as alterações na atmosfera da Terra trazem mudanças correspondentes na atmosfera e clima da Terra’.

Um outro método é o uso de ondas eletromagnéticas de frequência muito baixa nos experimentos de modificação climática. Estas ondas podem passar pela terra sólida e os oceanos e tem sido usadas pelos militares para sondar a atmosfera superior e a estrutura interna da Terra. Por exemplo, estas ondas de frequência extremamente baixa [ELF], pulsadas, podem ser usadas para obter efeitos mecânicos e vibrações em grandes distâncias pela Terra. Elas podem manipular o clima, criando tempestades e chuvas torrenciais sobre uma determinada área. Estas ondas tem o potencial de gerar movimentos da terra e assim ‘tem a capacidade de causar distúrbios em vulcões e placas tectônicas , que por sua vez, tem um efeito sobre a atmosfera’, ela afirma. Por exemplo, os terremotos são conhecidos por interagirem  com a ionosfera [ atmosfera a 50-373 milhas sobre a superfície da Terra]. De fato, muitos terremotos que ocorreram nos anos recentes foram precedidos por certos fenômenos não explicados, diz a Dra. Bertell.

Alguns dos exemplos no livro dela incluem o terremoto de Tang Shan na China, que ocorreu em 28 de julho de 1976 e deixou 650.000 mortos. O evento catastrófico foi precedido por um brilho aéreo que disse ter sido causado pelos experimentos soviéticos com as ondas ELF para aquecer a ionosfera.

O outro foi o terremoto de San Francisco. Segundo a Dra. Bertell, ondas de frequência ultra baixa  não usuais foram detectadas na Califórnia em 12 de setembro de 1989. Estas ondas cresceram em intensidade e finalmente cederam em 5 de outubro. Em 17 de outubro, elas apareceram novamente com sinais tão fortes que sairam da escala. Três horas depois, ocorreu o terremoto.

De fato, um relato do  Washington Times de março de 1992 disse, satélites e sensores de terra detectaram misteriosas ondas de rádio ou relacionada atividade elétrica e magnética antes dos maiores terremotos no Sul da Califórnia, Armenia, Japão e Norte da Califórnia entre 1986 e 1989. O terremoto que atingiu Los Angeles em 17 de janeiro de 1994 também foi precedido por ondas de rádio não usuais e dois booms sônicos.

‘Estas estranhas coincidências nunca tem sido explicadas… assim parece altamente provável que alguns destes terremotos tenham sido o resultado de atividade humana, não de forças naturais”, disse a Dra. Bertell.

De forma impressionante, o Secretário de Defesa dos EUA, em 1997, comentou sobre novas ameaças oferecidas por organizações terrroristas ‘se engajando em um terrorismo de tipo ecológico através do qual eles possam alterar o clima, criar terremotos e vulcões remotamente pelo uso das ondas eletromagnéticas.”  “Os militares tem o hábito de acusar outros de terem as capacidades que eles já tem’, disse em resposta a Dra. Bertell. Estes experimentos pelos militares sobre a atmosfera da terra tem visto um aumento no clima maluco pelo globo, diz a Dra. Bertell.

‘Entre os anos de 1960 e 1990, os maiores desastres naturais tem tido suas taxas aumentadas por um fator de 10”, ela acrescenta. Segundo ela, o El Nino em 1997-98, que foi acusado pelas anormais condições climáticas mundialmente, foi realmente precedido por violentos rompimentos e desestabilização climática um ano antes.

Em 1996, Dra. Bertell descreveu a inundação severa que ocorreu no subcontinente indiano afetando Nepal, Índia e Bangladesh na qual milhões foram deixados desabrigados. Na China, as inundações mataram centenas enquanto dezenas de milhares tiveram suas casas e propriedades destruídas. Ao mesmo tempo, o Canadá foi atingido por chuvas torrenciais, inundações, tornados, granizo e temporais com trovões – tudo condições climáticas muito anormais destruindo propriedade, rebanhos e vidas.

Uma pesada queda de neve, não vista em décadas, apareceu na África do Sul, cortando os suprimentos de alimentos e levando vidas devido ao frio extremo.

Durante a semana que terminou em 19 de julho, os terremotos atingiram os Alpes Francês, Áustria, Sul da Itália, Nordeste da Índia, Japão, Indonésia, a península de Kamchatka e o Sul do México. Na Nova Zelândia, um vulcão entrou em erupção. Tremores foram relatados no Quênia, Alemanha, ilhas gregas, Turquia, norte da Sumatra, Bali, parte central das Filipinas, o Norte da Nova Zelândia, o leste do Japão, o centro do Chile, El Salvador e as Ilhas Aleutas, tudo isso dentro da semana que terminou em 26 de julho, ela acrescentou.

Segundo ela, “conquanto alguns dos eventos de 1996 possam ter sido ‘atos de Deus’, certamente, o volume completo e a ferocidade foi qualquer coisa, menos normal”. ‘Por causa da íntima conexão entre a atmosfera da Terra e seu clima, não é surpreendente descobrir que as atividades militares tem tido um impacto nos padrões climáticos regionais e locais”, escreve ela.

O fato de que as atividades militares podem causar um clima louco por acidente bem como deliberadamente como parte da guerra geofísica, é de fato uma perspectiva assustadora para o planeta. Mais ainda, quando sabemos tão pouco sobre ‘os ciclos naturais da Terra e o impacto das atividades humanas sobre ele para fazer boas provisões do que acontecerá quando as atividades humanas interferem com eles”, ela diz. Sobretudo, tais previsões são baseadas na história natural de nosso planeta e são sem significado diante da experimentação aleatória sobre os maiores sistemas da Terra na atmosfera superior e nas entranhas do planeta”, ela acrecenta.

Claramente, ‘os militares também estão contribuindo para alguns dos mais intratáveis problemas de sobrevivência no século XXI’, ela nota.

Campo Magnético da Terra

Uma Brecha Gigantesca no Campo Magnético da Terra

Dr. Tony Phillips

16 de dezembro de 2008

Cinco espaçonaves THEMIS da NASA tem descoberto uma brecha no campo magnético da Terra, muito maior do que qualquer coisa previamente pensada existir. O vento solar poder fluir pela abertura para carregar a magnetosfera para gerar poderosas tempestades magnéticas.

Mas a própria brecha não é a maior surpresa. Os pesquisadores estão até mesmo mais surpresos com o modo estranho e inesperado que ela forma, mudando as idéias a muito tempo mantidas sobre a física espacial.

“De início, não acreditei nisso”, disse o cientista do projeto THEMIS David Sibeck, do Centro Espacial Goddard. “Este achado altera fundamentalmente o nosso entendimento da interação vento solar-magnestosfera. ”

A magnetosfera é uma bolha de magnetismo que cerca a Terra e nos protege do vento solar.  Explorar a bolha é a meta chave da missão THEMIS, lançada em fevereiro de 2007.  A grande descoberta veio em 3 de junho de 2007 quando as cinco sondas acidentalmente voaram sobre a brecha exatamente quando ela estava se abrindo. Sensores a bordo registraram uma torrente de partículas de vento solar correndo para dentro da magnetosfera, sinalizando um evento de tamanho e importância inesperados

“A abertura era enorme – quatro vezes mais larga do que a própria Terra”, diz Wenhui Li, um físico espacial da Universidade de New Hampshire que tem estado analisando os dados. O colega de Li, Jimmy Raeder, também de New Hampshire, disse “1027 partículas por segundo estavam fluindo para dentro da magnestofera – isto é 1 seguido de 27 zeros. Este tipo de influxo é de uma ordem de magnitude muito maior do que pensávamos ser possível”.

O evento começou com pouco aviso quando uma golfada suave de vento solar enviou um “pacote’ de campos magnéticos do Sol para a Terra. Como um polvo envolvendo seus tentáculos ao redor de um grande caranguejo, os campos solares magnéticos se dobraram ao redor da magnestofera e a quebraram, abrindo-a. A rachadura foi realizada por meios de um processo chamado “reconectação magnética”. Alto acima dos polos da Terra, os campos magnéticos solares e terrestres se ligaram [reconectaram] para formar condutos para o vento solar. Os condutos sobre o Ártico e a Antártica rapidamenente se expandiram; dentro de minutos eles se entrelaçaram sobre o Equador da Terra para criar a maior brecha magnética até mesmo registrada pela espaçonave que orbita a Terra. O tamanho da brecha pegou de surpresa os pesquisadores.

“Temos visto coisas como esta antes”, disse Raeder, “mas nunca em uma escala tão grande. O inteiro lado do dia da magnestofera estava aberto para o vento solar.” As circunstâncias são até mesmo mais surpreendentes.

Os físicos espaciais a muito tem acreditado que os buracos na magnetosfera da Terra se abrem apenas em resposta aos campos magnéticos solares que apontam para o Sul.

A grande brecha de junho de 2007, contudo, abriu em resposta a um campo magnético solar que apontava para o Norte.

“Para a pessoa leiga, isto pode soar como uma fuga, mas para um físico espacial, isto é quase sísmico”, disse Sibeck.

“Quando falei com meus colegas, a maioria reagiu com criticismo, como se eu estivesse tentando convence-los que o Sol nasce no Oeste”.

Isto é porque eles não podem acreditar em seus ouvidos: O vento solar pressiona contra a magnetosfera da Terra quase que diretamente acima do Equador onde o campo magnético do nossso planeta aponta para o Norte.

Suponha “um pacote” de magnetismo solar que venha ao longo, e ele aponta para o Norte, também. Os dos campos devem reforçar um ao outro, fortalecendo as defesas magnéticas da Terra e batendo fechada a porta ao vento solar. Na linguagem da física espacial, um campo magnético solar apontando para o Norte é chamado “IMF norte” e é sinônimo de escudos ativos

“Então, você pode imaginar a nossa surpresa quando um IMF Norte vem ao longo e os escudos não se fecham”, disse Sibeck. “Isto muda completamente o nosso entendimento das coisas”.

Eventos de IMF Norte realmente não desencadeiam tempestades geomagnéticas, nota Reader, mas eles estabelecem o estágio para as tempestades ao carregar a magnestosfera com plasma. Uma magnetosfera carregada é primada por auroras, emissões de energia, e outros distúrbios que podem resultar, quando, digamos, a ejeção de masa coronal atinge. Os anos adiante podem ser especialmente energéticos.

Reader explica: “Estamos entrando no Ciclo Solar 24. Por razões não plenamente compreendidas, as ejeções de massa coronal em ciclo solares calculados [como o 24] tendem a atingir a Terra com uma borda principal que é magnetizda ao norte. Uma tal ejeção de masa coronal deve abrir uma brecha e carregar a magnetosfera com plasma exatamente antes que a tempestade esteja a caminho. Esta é uma sequência perfeita para um evento realmente grande.”

Sibeck concorda. “Isto pode resultar em tempestades geomagéticas mais fortes do que as que temos visto em muitos anos.”

Published in: on janeiro 23, 2009 at 3:44 pm  Deixe um comentário  
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Manchas solares e Aquecimento Global

Especialista brilha sobre as Manchas Solares no Aquecimento Global

Fran Gillespie

9 de janeiro de 2009

Então você pensa que o Aquecimento Global é o resultado da poluição sendo lançada na atmosfera da Terra? Pense novamente, diz o Dr Mark Rose da Qatar
Petroleum. A poliução nada tem a ver com o aquecimento global;  tudo é por causa das manchas solares.

O Dr. Rose, que tem sido chefe da Qualidade Ambiental na Qatar Petroleum pelos últimos três anos, dirigiu-se a uma grande audiência no encontro de janeiro do Grupo de História Natural de Qatar. Por aproximadamente uma década, ele explicou, tem sido amplamente aceito que o uso de combustíveis fósseis tem aumentado o nível de dióxido de Carbono [CO2] na atmosfera. Esta opinião é promovida pela media como uma verdade incontestável, e quase todos os desastres naturais hoje em dia, sem qualquer hesitação, são atribuidos ao aquecimento global resultante da indiferença do homem quanto ao meio ambbiente. Qualquer um que pense em contrário, diz o Dr. Rose, é intimado a ficar quieto e encontrará uma relutância considerável da parte das revistas científicas idoneas em publicar teorias alternativas.

Vezes seguidas nos tem sido dito que as propriedades dos gases greenhouse do CO2 tem causado um aquecimento da Terra, e que se reduções significativas do CO2 não forem realizadas logo o planeta se aquecerá até o derretimento das capas polares.

Mas tais cenários alarmantes resultam de modelagem realizada pelo Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática da ONU [IPCC], que repedidamente adverte quanto ao grande perigo que se antepõe à raça humana. Estes prognósticos sombrios levaram ao Tratado de Quioto em 1997, onde as nações ocidentais industrializadas concordaram em reduzir as emissões de carbono.

Mas esta visão centrada no homem sobre as mudanças no ambiente da Terra, disse o Dr. Rose, é desafiada por muitos cientistas, que argumentam que o clima é, e sempre será, controlado pelo Sol . Os fracos esforços do Homem em mudar o clima é uma mera atuação secundária comparada às inimagináveis vastas mudanças no output do Sol. O vapor de água, não o CO2, é a maior força diretora na mudança climática.

Dr Rose demonstrou que variações consideráveis no clima europeu tem ocorrido em tempos históricos comparativamente recentes. Em um aquecimento do período medieval os Vikings se aventuravam muito longe e amplamente; estabeleceram uma colonia na Groenlândia e plantaram milho no que hoje é a tundra ártica. Este período coincidiu com uma explosão de atividade na superfície do Sol, conhecida como manchas solares, quando a intensa atividade localizada magnética resulta em enormes chamas solares. Mas quando depois de umas poucas centenas de anos, o clima repentinamente esfriou, os novos habitantes da Groenlândia ficaram inanes de fome, incapazes, como o povo Inuit, de se adaptar ao frio. Este foi o período quando em Londres as feiras de inverno eram realizadas sobre o congelado Rio Tâmisa, e a última aconteceu em 1814.

A atividade das manchas solares passa por ciclos traçáveis e previsíveis, disse o orador, e estes sempre coincidem com as flutuações no clima da Terra. Durante os últimos cinquenta anos as manchas solares tem estado não usualmente ativas e isto tem coincidido com o Aquecimento Global. O Dr. Rose enfrentou muitas perguntas de sua audiência atenta depois desta interessante apresentação de uma teoria alternativa sobre as causas do aquecimento global.

Se isto é verdade, significa que podemos parar de nos preocupar sobre a poluição da atmosfera da Terra? Claro que não, disse o Dr. Rose, a poluição é crescentemente nociva à saúde de todas as criaturas vivas, não apenas dos humanos. Mas culpar a poluição como causa do Aquecimento Global é uma outra coisa.

Published in: on janeiro 20, 2009 at 10:16 am  Comments (1)  
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Saturação de CO2 e Aquecimento Global

A Saturação do CO2 e o Aquecimento Global: De que se trata tudo isso? Explicando-se nos termos da pessoa leiga
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Você pode ter ouvido murmúrios sobre a “saturação do CO2” e como isto pode ser desmentindo. Mas as chances são, se você é uma pessoa leiga interessada no aquecimento global, que você realmente não entenda sobreo que se trata tudo isso, então você tem que aceitar a dos fatos de alguém, em fé cegade boa fé.

Isto é uma tentativa de corrigir esta situação, e explicar a saturação do CO2 nos termos da pessoa leiga.

Imagine uma floresta cheia de ursos pandas. Imagine também um jardim zoológico que está libertando mais ursos pandas no jardim zoológico. Há um lobby que está dizendo que já existem muitos ursos pandas e que a floresta será deflorestada devido a estes ursos pandas extras, causando muitos problemas ruins.

Se você nada sabe algo sobre os hábitos dos ursos pandas, você pode perceber algo errado sobre isto – os ursos panda comem apenas bambu. Então, uma vez que todo bambu tenha acabado, acrescentar mais ursos pandas em nada resultará. Muitos ursos pandas nada terão para comer.  (Imagine, para a nossa situação hipotética, que os ursos pandas possam viver bem sem o bambu, apenas com água.).

Uma vez estando a floresta “saturada” de ursos pandas, acrescentar mais não afeta a floresta. As moléculas de CO2 são como ursos pandas. Elas são vorazes comedoras de radiação.

A “saturação do CO2” foi um ponto de vista aceito na ciência desde o início dos anos de 1900.

A “saturação de CO2” diz que as moléculas de CO2 são como ursos pandas. Você pode ter ouvido que as moléculas de CO2 aprisionam o calor na atmosfera, aquecendo-a. O que você não deve ter ouvido é que as moléculas de CO2 apenas podem aprisionar um subconjunto muito pequeno de calor. Está certo – as moléculas de CO2 só podem aprisionar uma fração muito pequena do que é conhecido como “comprimento de ondas infra-vermelho”. Chamamos esta pequena fração de “bandas CO2”. Como os ursos pandas, as moléculas de CO2 são muito seletivas.

O bambu neste caso – a energia nas bandas CO2 – acabou. Então acrescentar novas moléculas de CO2 nada terão para “comer”. Então elas não podem absorver mais energia nunca mais.

Esta parte não é contestada. Os apoiadores da teoria do Aquecimento Global tem alguns argumentos contudo, que eles afirmam “desmentir” a saturação do CO2. Estes argumentos podem ser vistos AQUI:

1)   O  argumento dos Aquecedores globais é: O equipamento experimental dos  cientistas anteriores era ruim.

Citação:  “Herr Koch tinha relatado a Ångström que a absorção não tinha sido reduzida por mais do que 0.4% qando ele diminiu a pressão, mas um cálculo moderno mostra que a absorção teria diminuído aproximadamente 1%”

Isto certamente soa como um grande erro, de 2.5 vezes! Mas, realmente, a citação acima é um caso cristalino de uma tentativa muito intencional de trapacear. De fato, o.4% significa uma saturação de CO2 de 99.6% , por que 100% – 0.4% é igual a 99.6%.

Até mesmo se estiverem certos os cálculos modernos que dizer que isto é de 1%, isto simplesmente significa que a saturação do CO2 é de 99% , 100% – 1% é igual a 99%.

A  diferença entre 99% e 99.6% realmente não é tão grande;  é realmente insignificante. Os Aquecedores globais sabem muito bem que eles estão tentando trapacear. Citação:”Mas até mesmo se ele houvesse visto uma mudança de 1%, Ångström teria pensado ser esta uma perturbação insignificante. Ele deixou de entender…”

Agora  Ångström era alguém pré Aquecimento Global. Ela nada tinha a fazer com os apoiadores do Aquecimento Global ou com os negadores. Ele era apenas algum cientista de um passado distante. Não há razão para que se assuma que ele era incompetente ou desonesto.

Então porque os Aquecedores Glçobais estão atacando-o? Como eles sabem o que ele deve ter pensado? Simples – qualquer um informado e honesto, quando dada a diferença entre 0.4% e 1% e sabendo que isto significa 99.6% ou 99%, de fato teria pensado que esta era uma “perturbação insignificante”

2)  O outro argumento que desmente o Aquecimento Global é:

ok, a energia fica esvaziada. Mas então ela é reemitida e reabsorvida pelas camadas superiores, e assim ela vai todo o caminho para este alto. Este não é tão ruim quanto o primeiro argumento, onde está claro que eles reconhecidamente estão tentando trapacear. Neste caso, é de fato possível que eles estejam sejam honestos, e apenas aconteça de não serem muito bons com a aritmética. Vamos fazer a aritmética para eles.

Parte do calor será perdido via condução e  conveção [processos normais de perda de calor]. Um alto estimativa  muito justa de re-radiação é 30%.

Também, o calor é absorvido em muito menos que 100 metros de CO2. Então o que acontece ao tempo onde estamos a 1000 metros acima na atmosfera?  Por este tempo, tivemos tido 10 absorções e re-radiações de calor. Cada uma com a eficiência máxima de 30%. 30% é 0.3 em uma calculadora, e multiplicamos isto por 0.3. Multiplique isto por 0.3 mas 8 vezes para obter o total de dez camadas. O que você vê na calculadora? Se você multiplica 0.3 em um total de dez multiplicações, você deve estar vendo um número com cinco zero depois do ponto decimal!

Isto é tão pequeno que é próximo do zero para todos os propósitos práticos.

Ambos argumentos [1] e [2] que supostamente desmentem a “saturação do CO2” são simplesmente falsos. A razão real pela qual a saturação do CO2 é ignorada, é que os cientistas que apresentaram estas matérias foram despedidos e/ou caso contrário perseguidos e intimidados, ou podem ter ouvido rumores de “saturação de CO2” e como isto é desmentido. Mas existem chances, se você é uma pessoa leiga interessada no aquecimento global, que você realmente não entenda sobre o que isto se trata, então tem que aceitar a versão de alguém em boa fé.

Esta é uma tentativa de corrigir a situação, e explicar a saturação de CO2 na linguagem da pessoa leiga.

Published in: on janeiro 20, 2009 at 9:31 am  Deixe um comentário  
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Origens Tóxicas do Autismo

As Origens Tóxicas do Autismo

Comentários do Dr. Mercola:

Quando conclui a escola de medicina a mais de 25 anos atrás, a incidência de autismo era apenas de um caso em 100.000. Agora isto tem conservadoramente subido para um a cada 150 e alguns especialistas acreditam que se você considerar o alcance completo das desordens neurológicas que logicamente podem estar sob o ‘abrigo’ da “Desordem do Espectro do Autismo”, a incidência pode ser tão alta quanto 1 em 10.

Na medida em que os números aumentam, a medicina convencional dissimula sem pistas sobre a causa real.  A mutação genética [a chamada ‘Síndrome do X Fragil’  sendo a mais comum] foi recentemente saudada como ‘a causa’, especialmente na media americana, mas falhou principalmente ao ressaltar o fato que a genética definiu como uma mutação específica que cria o grupo de sintomas rotulados como Autismo, e que responde por não mais de 1% dos casos de Autismo.

Enquanto isso, os outros 99% ainda não são explicados por nada mais que seguir a corrente na direção da percepção geral de combinação causal de genes e ambiente.

Ainda que, como o Dr. Klinghardt, um dos meus mentores primários e um pioneiro na medicina natural, partilhado no vídeo acima [veja website] a imagem esteja se tornando muito mais clara. Uma coisa em comum entre a maioria das pessoas com autismo é que suas séries de reações químicas de desintoxicação tem se tornado sobrecarregadas por toxinas microbianas e feitas pelo homem.

Eu tenho sido inspirado a colaborar com alguns dos principais especialistas em Autismo, incluindo o Dr. Klinghardt, e a participar do grupo formador de pensamento THRIIVE que fornecerá os recursos básicos para aqueles afligidos pelo Autismo.

Um dos desafios ao buscar estratégias alternativas para o autismo, ou qualquer doença, é muito uma parte do material a escolher. Nos meses vindouros estarei lhe trazendo os resultados desta colaboração, mas por agora gostaria de partilhar um pouco do que o  Dr. Klinghardt tem descoberto sobre as causas potenciais do Autismo.

Fator Causal #1: Doença Autoimune

Pais de crianças autistas, particularmente as mães, tendem a ter maior taxa de doenças autoimunes. Coisas como alergias alimentares, síndrome da fadiga crônica, fibromialgia e outros sintomas mais sutis. Segundo o Dr. Klinghardt, esta deve ser uma pré-condição que deve ser procurada.

Fator Causal #2: Mutações Genéticas

As crianças com autismo tendem a ter mais expressões de genes que são ineficientes para desintoxicação. Estas chamadas ‘mutações’ tendem a ser imprevisíveis e cada conjunto autistico da criança é ligeiramente diferente ao longo de sua única expressão do Autismo.

Fator Causal #3: Infecções Crônicas ( & Doença de Lyme)

As infecções crônicas como a Doença de Lyme são extremamente comuns na criança autista, e podem até mesmo estar causando as mutações genéticas. O Dr. Klinghardt tem descoberto que quatro em cada cinco crianças autistas que vão ao seu consultório testam positivo para Doença de Lyme. Tipicamente, a criança contrai a doença não de uma espessa mordida [picada], mas de sua mãe, que pode ser uma portadora silenciosa da doença.

Ironicamente, o maior sintoma da Doença de Lyme em uma criança não é o autismo, mas muito mais a hiperatividade, desordens do aprendizado, depressão, puberdade precoce, e ligeiras demoras no desenvolvimento motor, segundo o Dr. Klinghardt. E os sintomas podem realmente ficar silenciosos ou quase silenciosos por mais de 20 anos!

Olhando deste modo, é fácil ver porque o entendimento das origens do autismo são tão importantes para ajudar a nossa sociedade como um todo.

Como as Infecções Crônicas Causam Autismo

Qualquer tipo de infecção crônica, seja causada pela Doença de Lyme ou por outros micróbios, tais como mofo, pode se disseminar por seus sistemas e lhe tornar cronicamente doente. Um dos maiores problemas é que as biotoxinas produzidas pela infecção competem pelas mesmas séries de reações químicas de desintoxicação com as outras toxinas, como o mercúrio, pesticidas, vacinas e assim por diante.

As crianças com Autismo não apenas tem sobrecarregados as séries de reações químicas de desintoxicação e frequentemente a toxidade por metal pesado, mas, segundo o Dr. Kllinghardt, elas também tem uma produção de toxina diária e silenciosa em seu corpo causada pelos micróbios tóxicos.

A exposição eletromagnética é o elo perdido?

Dr. Klinghardt acredita que a exposição a campos eletromagnéticas de telefones celulares está importantemente acrescentando-se ao problema.

Como?

Bem, quando os micróbios tóxicos em seu corpo são expostos a campos eletromagnéticos, eles ‘pensam’ que estão sendo atacados. Eles respondem ao produzir até mesmo mais biotoxinas em uma tentativa de prolongar a sobrevivência deles. O Dr. Klinghardt diz:

” O aumento da exposição a campos eletromagnéticos [EMF], em combinação com o efeito de propagação que ele tem sobre o fardo microbiano em nossos corpos, ajuda a explicar a incrível avalanche de crianças com desordens neuroambientais, não apenas autismo, que estamos vendo exatamente agora”

Então Como o Autismo Pode Ser Tratado?

O Autismo é uma condição complexa com muitos fatores contribuintes, que é o porque ele toma uma abordagem multifacetada de tratamento. O Dr. Klinghardt recomenda os seguintes três passos para tratar a criança autista:

1. Diminuir a carga microbiana: Tornar o corpo de sua criança menos do que um habitat ótimo para o crescimento de micróbios por alterações dietéticas [menos amido e açúcar em um mínimo] e diminuir o stress completo. Também, considerar testar para mofo [na casa] e Doença de Lyme [no corpo] mas somente depois de um ‘tratamento de provocação’.

2. Diminiur a carga tóxica que chega: Fazer tudo que puder para criar um ambiente livre de mofo, poeira, toxinas e cheiros para sua inteira família e então estabelecer um programa de desintoxicação.

3. Diminuir a carga de campos eletromagnéticos na casa e quarto da criança. A saúde de sua criança será optimizada por exposição solar diária [campo eletromagnético sadio] e evitação a noite dos nocivos campos eletromagnéticos artificiais.

Juntamente com os acima, eu também altamente recomendo:

1. Cuidadosamente revisar a matéria da vacinação, incluindo a programação da vacinação convencional. Saiba que na maioria dos Estados dos EUA você tem o direito de optar para ficar fora das vacinas. Você também pode querer revisar algumas recomendações para uma programação de vacinação mais sensível.

2. Fazer com que sua criança se alimente por uma dieta desenhada para seu tipo nutricional de saúde ótima. Na minha experiência, quase todas as crianças parecem responder favoravelmente a mudanças dietéticas quando apropriadamente implementadas.

3. Evitar o leite pasteurizado, que é um imperativo absoluto no tratamento do Autismo. Qualquer um que gerencie esta doença sem restringir o leite está se enganando. Isto inclui todos os produtos derivados do leite, tais como sorvetes, iogurtes e soro do leite ou do queijo. Até mesmo os condimentos naturais nos alimentos devem ser evitados a menos que o processador possa garantir, além de qualquer sombra de dúvida, que o caseinato não está incluido. Oh, e não vamos nos esquecer dos piores ofensores: MSG e Xarope de Milho de Alta Frutose… basicamente toda a comida processada que você não tem lido o rótulo nela!

4. Como o Dr Klinghardt mencionou mas é minha própria caixa de sabão e absolutamente válido de se repetir, a completa eliminação do açúcar, suco, soda, batatas fritas e trigo  (massas, bisnagas, cereais e pretzels, etc) também é altamente recomendado.

5. Obtenha uma apropriada exposição ao sol. Esta é uma teoria adicional que faz muito um inteiro sentido na medida em que existe uma ligação entre a desenfreada deficiência de vitamina D e o salto proporcional no autismo que recentemente tem sido ressaltado pelo Dr John Cannell. O receptor da vitamina D aparece em uma ampla variedade de tecido cerebral cedo no desenvolvimento fetal, e ativar os receptores da vitamina D aumentam o crescimento nervoso em seu cérebro.

6. Usar uma intervenção eficaz para abordar qualquer stress emocional tão logo possível – evitar ter pensamentos destrutivos e deixar as emoções se exasperarem. Os potentes instrumentos da energia da psicologia tal como a Técnica da Liberdade Emocional são excelentes para este propósito.

E por último, mas certamente não menos importante… se você é pai de uma criança com Autismo, lhe enviaremos o link para este artigo quando você assinar para nosso e letter e alerta gratuito sobre os tópicos relacionados ao Autismo. Estamos comprometidos em ser seu máximo recurso para artigos e dicas qaue possam lhe auxiliar em sua jornada para a boa saúde junto com seu filho! Gostaria de lhe dizer… o pai de uma criança com Autismo… há uma verdadeira esperança e estamos trabalhando diligentemente para trazer isto a você em uma base regular! Também gostaria de expressar um grande agradecimento ao formador de pensamento  THRiiiVE.com  por facilitar o máximo de meus artigos relacionados ao Autismo! Estamos colaborando em muitos fronts e estamos ávidos em partilhar bem como criar respostas para os pais!

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Dietrich Klinghardt, MD, PhD, é conhecido por seu tratamento bem sucedido de doenças neurológicas e dor crônica com Medicina Auternativa. Aqui ele fala sobre algumas das causas tóxicas que podem levar ao Autismo. Além disso, manter limpa uma criança com Autismo pode ser um importante fator na prevenção de constantes substâncias tóxicas dentro de seus próprios corpos.

Sintetizando a medicina tradicional e alternativa por mais de 32 anos, o Dr. Klinghardt tem fundido estas duas abordagens em um sistema de cinco níveis de Medicina Integral. Ele também desenvolveu a Testagem da Resposta Autonomica (ART), um inovador sistema de diagnóstico que tem ajudo a transformar muitos praticantes em curadores realizados.

Dr. Klinghardt é líder mundial em áreas de psiconeurobiologia, toxidade ambiental, infecção crônica e influências de sistemas familiares e como estes levam às doenças crônicas. Ele atualmente mora em Bellevue, WA onde ele trata pacientes e ensina em workshops sobre seus métodos de cura.

Tenho certeza que você receberá muitas informações valiosas para a saúde destes pequeno segmento da entrevista com o especialista . Para ouvir a versão completa desta e de outras entrevistas que faço com especilistas em saúde de renome internacional, é fácil… Simplesmente asine o disponível Mercola Inner Circle e o receba mensalmente. Dê este pequeno passo – e tome o controle sobre sua saúde – 2.457 outros membros do Mercola Inner Circle não podem estar errados!

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Disfunção Mitocondrial, Vacinas e Autismo: Uma em cada 50 crianças está em risco?

Vacina, vacinação, mitocondrias, as casas de força que alimentam as células de seu corpo, tem estado implicadas em ao menos um caso de autismo regressivo. Alguns pesquisadores estimam que o número de pessoas sofrendo de disfunção mitocrondrial, que pode levar ao autismo, é muito mais comum do que a atual estimativativa de 1 em cada 4.000 pessoas. De fato, isto pode ser tão baixo quanto 1 em cada 50.

Se assim for, as implicações potenciais para o autismo são impressionantes.

No recente “caso ponto de referência” de Hannah Poling, oficiais federais concederam que o autismo de Hannah foi causado pela subjacente disfunção mitocondrial que foi agravada por injeções de vacinas. A este tempo, o diretor do CDC, o Dr. Julie Gerberding, afirmou que o caso de Hannah era um raro incidente com pouca relevância para outros casos de Autismo pendentes nas “côrtes federais de vacinas”.

Desde então, contudo, o Dr. Gerberding e outros funcionários do CDC têm se tornado cientes de um estudo português relatando que 7.2% das crianças com autismo tinham desordens mitocondriais confirmadas. Alguns agora estimam que a taxa de disfunção mitocondrial no autismo seja de 20% ou mais, e a taxa entre as crianças com o sub-tipo regressivo de autismo é provavelmente até mesmo mais alta.

Se a disfunção mitocondrial pode se converter em autismo em grandes números, então uma ligação entre as vacinas e o autismo pode ser bem forte. Alguns especialistas acreditam que um gatilho, tal como as vacinas, uma doença viral ou até mesmo o óleo de milho inflamatório e o xarope de milho na dieta americana, esteja desencadeando as subjacentes disfunções mitocondriais no Autismo.

O CDC está relatadamente olhando para fazer mudanças na programação das vacinas para abordar esta conexão recentemente encontrada. A decisão mais difícil é quando e como vacinar uma criança com comprovada disfunção mitocondrial.

Fontes:

* Huffington Post – 26 de março de 2008

* National Autism Association – 28 de março de 2008

Comentários do Dr. Mercola:

A chamada de conferência referida a este artigo em resposta a recente concessão do governo que as vacinas na infância contribuiram para os sintomas de autismo na menina de nove anos, Hannah Poling.

Foi descoberto que “as vacinas significativamente agravaram uma subjacente desordem mitocondrial” e resultou em uma desordem cerebral “com características da Desordem do Espectro do Autismo”.

Agora, funcionários do governo não tem escolha senão abordar esta ligação potencial entre a disfunção mitocondrial e o autismo.

A Disfunção Mitocondrial Está Desencadeando o Autismo?

Você deve se lembrar das aulas de ciências que as mitocondrias são casas de força nas células de nosso corpo para a produção de energia. O governo tem parado de admitir uma ligação direta entre o autismo e as vacinas, e ao invés ele tem dito que as vacinas podem apenas ser um perigo para as crianças que tenham uma ‘rara’ disfunção em suas mitocondrias.

Bem, parece que a ‘disfunção’ mitocondrial não é afinal tão rara. Mais de 1 em cada 50 crianças [ou 2%  de todas as crianças] podem estar em risco de disfunção mitocondrial, segundo os ‘especialistas’ na chamada da conferência. Mas é possível que o que o governo está chamando de ‘disfunção’ seja realmente uma resposta a inúmeros assaltos ambientais? Pode apostar.

Byron Richards, CCN, explica bem isto:

“O que o governo não está dizendo é que, independente do verdadeiro tecido genético, as mitocondrias podem ser colocadas em um nível de stress que predispõe qualquer criança ao risco do autismo. Você não precisa ter uma mutação de gene. Isto é simplesmente uma desviação e uma tentativa de acobertamento”.

Então, talvez a pequena Hannah Poling, por exemplo, não tivesse uma ‘desordem’ subjacente até ser exposta a um ‘ataque’ de vacinações, algumas das quais contém o preservativo de mercúrio timerosal.

O que mais é conhecido danificar as mitocondrias?

  • * Timerosal
  • * Mercúrio
  • * Aluminio (que é acrescentado a muitas vacinas)
  • * Poluição
  • * Pesticidas
  • * Remédios
  • * Exposição Pré-natal ao alcool

Até mesmo a dieta padrão americana, tão cheia de alimentos inflamatórios como xarope de milho de alta frutose e grãos refinados, tem sido culpada por fazer “este gene mutante se tornar mais patogênico”.

Bem, a vasta maioria dos infantes é exposta não apenas à poluição, xarope de milho e pesticidas, mas também a medicamentos [frequentemente antes de ter um ano de idade]. Então parece prudente experar que quase todo mundo possa ter mitocondrias stressadas que, depois de até mesmo mais assaltos das vacinas e de outros gatilhos ambientais, pode teoricamente aumentar seu risco para Autismo.

É válido mencionar que, se a disfunção mitocondrial é tão rara, então porque ela é reconhecida como sendo ao menos parcialmente culpada destas doenças tão comuns?

* Diabetes
* Câncer
* Obesidade
* Doença de Parkinson
* Doença de Alzheimer

O Que Mais pode Desencadear o Autismo?

Talvez 1% dos casos de Autismo possam ser devidos a reais defeitos genéticos, tais como a verdadeira disfunção mitocondrial, e o resto provavelmente é causado pela exposição a químicos tóxicos, vírus ou outras influências ambientais.

Uma influência ambiental da qual você pode não ter ouvido falar foi sugerida por um estudo de novembro de 2007 no “Journal of the Australasian College of Nutritional & Environmental Medicine’. Foi descoberto que a radição eletromagnética (EMR) de telefones celulares, torres celulares, aparelhos Wi-Fi e similares tecnologias sem fio podem ser um fator acelerante no Autismo.

Depois de cinco anos de pesquisa em crianças com Autismo e outras desordens de sensibilidade da membrana, os pesquisadores descobriram que a radiação eletromagnética afeta negativamente as membranas celulares e permite que as toxinas dos metais pesados, que estão associadas ao Autismo, se construam no corpo.

Enquanto isto, as taxas de Autismo tem aumentado comcorrentemente juntamente com a proliferação dos telefones celulares e uso de aparelhos sem fio.

A radiação eletromagnética, dizem os pesquisadores, podem impactar o Autismo ao facilitar o aparecimento inicial dos sintomas ou aprisionar os metais pesados dentro das células nervosas, o que pode acelerar o aparecimento de sintomas da toxidade de metais pesados e impedir a limpeza terapeutica das toxinas.

Leptin Desempenha um Papel?

Recentemente tenho estado falando com muitas pessoas sobre a leptina, um hormônio que regula o apetite, queima a gordura e muitas outras funções no corpo. Contudo, se você come demais açúcar e grãos, isto pode levar a níveis elevados de leptina em seu sangue. Isto, por sua vez, leva a resistência a leptina, o que interfere com as mensagens que este hormônio está tentando transmitir ao seu cérebro.

Segundo Richards,  a leptina está elevada no sangue das crianças autistas.

“Este é um fator de risco ligado a obesidade na mãe com consequente programação fetal anormal do desenvolvimento cerebral, que é então deficiente para aliviar a inflamação da exposição tóxica como as vacinas”, ele diz. “Um alto nível de leptina no sangue significa que a leptina não está chegando ao cérebro. A leptina é o aliviador primário no cérebro contra o dano inflamatório excitotóxico”.

Emoções e Autismo

O Stress durante a gravidez e também durante a infância inicial podem também desempenhar um papel no Autismo.

“Os conflitos entre marido e mulher, na frente da criança [inclusive ainda durante a gravidez], faz com que os nervos sejam inflamados”, dis Richards, o que então aumentaria o risco de dano das vacinas.

Dr. Geerd Hamer, conhecido por sua nova medicina alemã, também tem uma explicação para como a sua psique pode estar envolvida no caso de Autismo.

Segundo o Dr. Hamer, seu filho é a criação de uma mulher e seu marido, e seja o que for que aconteça na psique deles portanto é ‘impresso’ na criança. Se a criança é ‘iniciada’ de um modo negativo, ele diz que ela está mais em risco dos gatilhos ambientais que podem levar ao Autismo.

O Senso Comum dos Orientações para as Vacinas

A luz das novas descobertas, o CDC está reportadamente ‘imediatamente tomando medidas para abordar a atual programação nacional de vacinas”. Mas duvido que suas mudanças abordem adequadamente os muitos problemas com isso.

Então, eu lhe suplico fazer alguma pesquisa sua própria antes de decidir se vai ou não vacinar seus filhos. Você também precisa aprender seus direitos sobre como recusa-las legalmente. Mas se você decidir fazer isso, os passos seguintes podem ajudar a redudiz alguns efeitos colaterais:

  • * Vacinações disseminadas estão fora; somente aplique uma de cada vez. Não é incomum as crianças receberem de uma só vez cinco vacinas e isto simplesmente é demais para algumas crianças lidarem.
  • * Assegure-se qaue a vacina não contenha timerosal.
  • * Assegure-se que seu filho esteja sadio antes da vacinação. A fraqueza do sistema imunológico [alergias, asma, problemas digestivos e infecções] particularmente devem ser resolvidos antes que a criança receba as vacinas.
  • * Não permita que qualquer vacina seja dada ao nascimento, principalmente a vacina contra a Hepatite B. O sistema nervoso central de um recém nascido é extremamente suscetível às influências tóxicas e não há razão para dar esta vacina a um recém nascido.
  • * Pense duas vezes em dar estas vacinas altamente questionáveis: anti-gripe, vacina HPV, vacina anti-variólica e vacina contra Hepatite B.

Há pouca dúvida de que o timerosal, um preservativo que é 49.6% etil-mercúrio é um fator contribuinte em muitos casos de autismo. É um fato muito bem estabelecido que a exposição ao mercúrio podem causar disfunções imunológicas, sensoriais, neurológicas, motoras e comportamentais – todas similares aos traços definidores ou associados ao autismo.

Também pode haver um outro componente nas vacinas que esteja causando dano. Por exemplo, segundo Donald W. Miller, Jr., MD:

” Um outro fator importante a respeito do mercúrio a se ter em mente é a toxidade sinérgica – o afeito aumentado do mercúrio quando outros venenos estão presentes. Uma pequena dose de mercúrio que mata e a cada 100 ratos e uma dose de alumínio que mata 1 em cada 100 ratos, quando combinadas tem um efeito surpreendente: todos os ratos morrem”.

“As doses de mercúrio que tem 1% de mortalidade terão 100% de mortalidade se algum alumínio estiver lá. As vacinas contém aluminío”.

As taxas de Autismo tem declinado desde que o timerosal foi removido das vacinas?

O timerosal foi retirado da maioria das vacinas infantis no início da década. Em 2006, estudos de duas bases de dados do governo indicaram que as taxas de autismo subiram na medidea em que as dosagens de timerosal aumentaram e então começaram a declinar quando o timerosal foi removido.

Ainda que, se você olhar o artigo da revista Time, ele diz que as taxas de Autismo tem continuado a subir desde que o timerosal foi removido das vacinas em 2001. Porque a discrepância?

Isto pode ser devido ao fato de que em 2002 o governo dos EUA começou a recomendar vacinações contra gripe para crianças com menos de dois anos [e agora as recomenda para crianças até elas terem 18 anos]. Bem, a maioria das vacinas contra a gripe ainda contém timerosal e assim tantos infantes ainda estão sendo expostos ao mercúrio.

Há também a questão do tempo das vacinas.

“Dar tantas vacinas em tão curto período de tempo a infantes cujo sistema nervoso ainda não está completamente desenvolvido pode desencadear o autismo e seu espectro de desordens”, diz o Dr. Miller.

E, segundo o Dr. Russell Blaylock, vacinas múltiplas dadas perto umas das outras super estimulam o sistema imunológico do cérebro e, via o mecanismo de “dano assistente” destrói as células cerebrais.

Published in: on dezembro 11, 2008 at 12:46 pm  Comments (6)  
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Ciclo Solar e Chuvas Tropicais

Pesquisadores usam Ciclo Solar para Prever Flutuações nas Chuvas Tropicais

NewswireToday – /newswire/ – Melbourne, Australia, 12/02/2008 –

O campo magnético do Sol pode ter um impacto importante sobre a atmosfera e os parâmetros climáticos na Austrália e outros países nos hemisférios norte e sul.

Segundo um estudo no Geographical Research publicado por Wiley-Blackwell, as secas na Austrália oriental estão relacionadas às fases magnéticas solares e não ao efeito greenhouse.

O estudo intitulado “Análise Exploratória das Similaridades nas Fases Magnéticas do Ciclo Solar com o Índice Sul de Flutuação na Austrália Oriental” usa dados de 1876 até o presente  para examinar a correlação entre os ciclos solares e a chuva tropical extrema na Austrália.

Ele descobre que o Índice de Oscilação Sul (SOI) – o instrumento básico para prever variações nos padroes globais e oceanicos – e as flutuações de chuva tropical registradas pela última década são similares aquelas em 1914-1924.

O Autor Professor Robert G. V. Baker da Escola de Estudos Ambientais, Universidade da Nova Inglaterra, Austrália, diz: “As interações entre a direcionalidade dos campos magnéticos do Sol e da Terra, a incidência de radiação ultravioleta sobre o Pacífico Tropical, e as mudanças nas temperaturas da Superfície do mar com cobertura de nuvens, podem contribuir para a explicação das mudanças substanciais no SOI das flutuações do ciclo solar. Se os ciclos solares continuam a mostrar valores relativos aos padrões climáticos, há o potencial para uma previsão mais acurada para 2010 e possivelmente além. ”

A associação SOI-solar tem sido investigada recentemente devido ao aumentado interesse no relacionamento entre os ciclos solares e o clima. A aplicação solar oferece o potencial para a previsão a loingo prazo do comportamento SOI e associadas variações nas chuvas tropicais já que a quase periodicidade na atividade solar resulta em um um esperado ciclo de situações e fases que não são eventos aleatórios.

O Professor Baker acrescenta: “Esta descoberta pode substancialmente avançar a previsão por meses a décadas. Ela deve resultar em um gerenciamento a longo prazo muito melhor da produção agrícola e recursos de água, nas áreas onde as chuvas tropicais estão correlacionadas aos eventos do  SOI e El Niño (ENSO).”

Este trabalho foi publicado na publicação de dezembro de Geographical Research Vol. 46 Issue 4.

Published in: on dezembro 10, 2008 at 9:27 am  Comments (2)  
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Alimentos Geneticamente Modificados

Estudo do Governo Austríaco Confirma que Plantações Geneticamente Modificadas (GM)  Ameaçam a Fertilidade Humana e a Segurança da Saúde

Advogados Pedem o Imediato Banimento de todos os alimentos e plantações GM

Para liberação imediata [13 de novembro de 2008]

(Los Angeles, CA.) – Um estudo alimentar de longo prazo comissionado pela Agência Austríaca para Segurança da Saúde e dos Alimentos, gerenciado pelo Ministério Federal da Saúde, Família e Juventude austríaco, e realizado pela Universidade de Medicina Veterinária de Viena, confirma que o milho geneticamente modificado [GM] afeta seriamente a saúde reprodutora nos camundongos. Os advogados não GM tem avisado sobre esta ligação com a infertilidade juntamente com outros riscos à saúde e agora buscam o banimento imediato de todos os alimentos e plantações GM para proteger a saúde da humanidade e a fertilidade das mulheres pelo mundo.

Alimentar camundongos com milho geneticamente modificado desenvolvido pela Corporação Monsanto dos EUA levou a uma fertilidade e peso corporal inferiores, segundo o estudo realizado pela Universidade de Medicina Veterinária de Viena. O principal autor do estudo, o Professor Zentek disse: “há uma ligação direta entre a diminuição da fertilidade e a dieta GM  e que o camundongo alimentado com o milho não GE se reproduzia mais eficientemente.”

No estudo, os cientistas austríacos realizaram testes de alimentação a longo prazo durante 20 semanas com comundongos de laboratório alimentados com uma dieta contendo 33% de uma variedade GM  (NK 603 x MON 810), ou uma variedade não GE estritamente relacionada usada em muitos países. Estatiscamente importante, o tamanho dos resíduos e diminuição de peso dos filhotes foram encontrados nos terceiro e quarto resíduos nos camundongos alimentados com GM, comparados ao grupo de controle.

O milho é geneticamente modificado com genes que produzem uma toxina pesticida que permite que ele sobreviva à aplicações do herbicida Roundup da Monsanto.

Um livro do autor Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”, distribuido para os membros do Congresso no ano passado, documenta 65 riscos sérios à saúde com produtos GM, incluindo a soja GM e o milho GM: A prole de ratos alimentados com soja GM mostrou um aumento de cinco vezes na mortalidade, menores pesos ao nascimento, e a incapacidade de se reproduzir. Os camundongos machos alimentados com soja GM tinham células de esperma jovem danificadas. A prole embrionária dos camundongos alimentados com soja GM tinha o funcionamento do DNA alterado.

Vários fazendeiros americanos relataram esterilidade ou problemas de fertilidade entre porcos e vacas alimentadas com a variedade GM do milho.

Adicionalmente, durante os últimos dois meses, investigadores na Índia tem documentado problemas de fertilidade, abortos, nascimentos prematuros e outros sérios asuntos de saúde, incluindo mortes, entre búfalos alimentados com produtos da semente de algodão de variedade GM.

As principais plantações GM são soja, milho, semente de algodão e canola. O açúcar GM de beterraba também será introduzido antes do fim do ano. Mr. Smith, que é também Diretor Executivo do Instituto de Teconologia Responsável, diz: “os alimentos GM são provavelmente responsáveis pelas tendências negativas na saúde nos EUA. O governo imediatamente deve impor um banimento imediato destas plantações.” Ele acrescenta: “os consumidores não precisam esperar pela ação governamental. Eles podem baixar um guia gratuito de compras não GM em  http://www.HealthierEating.org.

Representantes de imprensa da Monsanto no Reino Unido e nos EUA foram incapazes de fornecer um comentário sobre os achados dos jornalistas ontem. A campanha do Instituto de Teconologia Responsável por uma Alimentação mais Saúdavel na América mobiliza cidadãos, organizações, negócios e media para obter o máximo de rejeição dos consumidores de alimentos geneticamente modificados.

O Instituto educa as pessoas sobre os riscos documentados à saúde das GM e fornece escolhas de produtos não GM mais saúdaveis.

O Instituto também informa os fazedores da política e ao público pelo mundo sobre os impactos das plantações GM sobre a saúde, ambiente, economia, agricultura e os problemas associados com a pesquisa atual, regulamentos, práticas corporativas e relatórios.

Links
Austrian Study
Institute for Responsible Technology
Non-GMO Shopping Guide
Genetic Roulette

Published in: on dezembro 9, 2008 at 12:56 pm  Comments (4)  
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