Abuções ET e Controle Mental

Os Controladores:
uma nova hipótese para a abdução alienígena

de Martin Cannon

Introdução

Um humorista tem apelidado o problema “A Terra e os Piratas”.

Os piratas, ostensivamente, são saqueadores de um outro sistema solar; suas vítimas incluem um número crescente de seres humanos perturbados que insistem que eles tem sido sequestrados por estes seres de outros mundos. Um cenário estranho – ainda que pelos trabalhos de tais autores como Budd Hopkins e Whitley Strieber, a “sindrome da abdução alienígena” tenha se apoderado da imaginação do público. De fato, histórias de contacto UFO ameaçam cair em moda, como tenho observado em todos os lugares, e elas ainda podem inflingir um formidável preço social sobre o narrador.

Algum tempo atrás, comecei a pesquisar estas queixas, concentrando meus estudos no ambiente político e social que cerca estes eventos. Na medida em que eu estudava, o projeto crescia e seu escopo se ampliava. De fato, comecei a sentir como se eu tivesse indo escavar em terreno familiar para desenterrar Gomorra.

Estas escavações podem ter expelido uma solução.

O PROBLEMA

Entre os ufologistas, o termo “abdução” tem vindo a se referir a uma experiência muito confusa, ou matriz de experiências, partilhadas por um estonteante número de indivíduos, que afirmam que viajantes das estrelas os tem arrancado de suas camas, ou de seus carros, e submetido-os a interrogatórios, exames quase-médicos e períodos de “instrução”. Geralmente é dito que estas sessões ocorram dentro da nave espacial alienígena; frequentemente as histórias incluem detalhes aterrorizantes reminiscentes das torturas infligidas nos campos de concentração da Alemanha. Os abduzidos frequentemente [mas não sempre] perdem toda a memória desses eventos; eles se acham de volta em suas camas ou carros, incapazes de responder pelas horas de “tempo perdido”. A hipnose, ou algum outro gatilho, pode trazer de volta estas horas assombradas em uma explosão de lembranças – e na medida em que a fumaça clarifica, um abduzido frequentemente localizará uma trilha de experiências similares, se estendendo todo caminho de volta à infância.

Talvez o fato mais estranho dessas histórias estranhas: muitos abduzidos, por todas as suas vívidas agonias recordadas, afirmam amar seus atormentadores alienígenas. Esta é a palavra que tenho que repetir: amor.

Dentro da comunidade de “ufologistas científicos” – estes solitários advogados de “tudo, menos ouvir” de um debate razoável e de mente aberta sobre assustos ufológicos – estes afirmam ter produzido um interesse cauteloso e uma respeitável moderação da espera de conclusão. Externo aos mais altos reinos da ufologia científica, a situação é bem diferente. Na imprensa popular, seja ela direta ou a media sensacionalista, dentro do reino jornalístico onde as matérias são definidas e a opinião pública é consolidada [a despeito de uma abordagem frequentemente superficial de assuntos que requerem evidência e investigação] os cenários de abdução tem despertado duas reações básicas: a do Crente e a do Cético.

Os Crentes – e aqui temos que notar que os “Crentes” e os “Abduzidos” são dois grupos cuja afiliação se entrelaça mas não é de forma alguma congruente – aceitam as histórias como face de valor. Eles aceitam, apesar da aparentemente absurdidade desssas histórias, as contradições internas, a obliquidade lógica da construção da narrativa, a severa descontinuidade da resposta emocional às ações descritas. Os Crentes acreditam, a despeito dos relatos que seus amados irmãos espaciais usam tácticas vis e desumanas de exames médicos – procedimentos sem sentido que a maioria de nós [e certamente a vanguarda de uma raça avançada] ficaria envergonhada de inflingir a um animal. Os Crentes acreditam, a despeito da dificuldade de reconciliar estas histórias preocupantes com seus próprios delírios de seres do mundo externo benevolentes.

Ocasionalmente, as notas rudes de uma racionalização são oferecidas; “os aliens não sabem o que estão fazendo”, ouvimos; ou “alguns aliens são maus”. Ainda que os Crentes confundam seu próprio raciocínio quando eles insistem em atribuir a sabedoria das idades e a beneficência dos anjos a seus amados visitantes. Os aliens alegadamente sabem bastante sobre a nossa sociedade para ir com o negócio deles não detectados pelas autoridades locais e o público geral. Eles se comunicam com os abduzidos na língua humana, preocupam-se com detalhes das vidas mais internas dos perceptivos – ainda que permaneçam tão ignorantes de nossa cultura para serem inconscientes dos básicos preceitos morais relativos a dignidade do individuo e seu direito a auto-determinação. Tas dicotomias não preocupam os Crentes: eles são fiéis e a fé é assumida ter seus mistérios.

SANCTA SIMPLICITAS.

Por outro lado, os Céticos descartam estas histórias imediatamente. Eles descartam, a despeito dos intrigantes detalhes confirmatórios: os eventos de múltiplas testemunhas, os traços físicos deixados pelos ufonautas, as cicatrizes e implantes deixados nos abduzidos. Os Céticos zombam, embora os abduzidos contem histórias similares em detalhes – até mesmo certos pequeninos detalhes, não conhecidos pelo público em geral.

Philip Klass é um negador que, embora seus aparecimentos em tais programas de televisão como NOVA e NIGHTLINE, tem estado em uma posição de afetar grande parte do debate público sobre os UFOs. Em seu trabalho interessante, mas pobremente documentado, sobre abduções, Klass afirma que a “abdução” é uma doença psicológica, disseminada por aqueles que escrevem sobre isso. Este argumento se assemelha exatamente a frequente avaliação da media profissional que o terrorismo se metastatiza pela exposição da media. Ainda que para todos os milhões de palavras expectoradas pelo grupo noticiarista sobre o assunto do terrorismo, as ações terroristas permaneçam de certa forma raras, como qualquer estatístico [embora poucos políticos] admitirá e a ligação verificável entre os crimes e sua cobertura permanece a ser encontrada. Por esta questão, tem havido livros – até mesmo bestsellers – sobre unicórnios e gnomos. As pessoas que afirmam verem estas coisas são poucas, mas os abduzidos são muitos.

Na minha opinião, tanto os Crentes quanto os Céticos perdem a história real. Ambos cometem o mesmo engano. Eles ligam o fenômeno da abdução à história de 40 anos de avistamentos UFOs, e eles aplicam seus preconceitos sobre o último para gerar a controvérsia sobre a primeira.

A primeira vista, a ligação parece natural. Não deveriam os nossos pensamentos sobre os UFOs colorirem os nossos pensamentos sobre as abduções alien? Não.

Eles bem podem ser dois assuntos em separado. Ou, muito mais, eles estão ligados apenas nisto: o mito do UFO tem fornecido uma eficaz história cobertura para um tipo de mistério inteiramente diferente. Remova-se da dialética Crente versus Cético e você verá a terceira alternativa.

Na medida em que examinamos esta alternativa, por necessidade nos afastaremos dos discos voadores. Devemos virar nossa face do paranormal e nos concentrarmos no oculto – se por oculto quisermos dizer secreto.

Proponho que os abduzidos de fato tem sido abduzidos. Ainda que eles também disseminem fantasia – ou, mais precisamente, eles tem recebido um conjunto de mentiras para repetir e acreditar. Se a minha hipótese se comprovar verdadeira, então devemos aceitar o seguinte: o rapto é real. A dor é real. A instrução é real. Mas os pequeninos seres gray de Zeti Reticuli não são reais; eles são construções, ‘mascaras de Halloween’, para disfarcar as faces reais dos controladores.  Os abdutores podem não ser visitantes do além; muito mais, eles podem ser um sintoma do carcinoma que enegrece o nosso corpo político.

A falha não está nas estrelas, mas em nós mesmos.

A HIPÓTESE

Existe uma evidência substancial que liga membros da comunidade de inteligência deste país [incluindo da CIA, DARPA e Escritório de Inteligência Naval] com a tecnologia esotérica do controle mental. Por décadas, “espiões psiquiatras” trabalhando por trás das cenas – em campus de universidades, em institutos patrocinados pela CIA e ainda mais sinistramente, em prisões – tem experimentado com o apagamento da memória, resistência hipnótica à tortura, soros da verdade, sugestão pós hipnótica, indução rápida da hipnose, estimulação eletrônica do cérebro, radiação não ionizante, indução intracerebral de vozes por microondas, e uma infinidade de tecnologias até mesmo mais perturbadoras. Alguns destes projetos explorando estas áreas foram ARTICHOKE, BLUEBIRD, PANDORA, MKDELTA, MKSEARCH e o infame MKULTRA.

Tenho lido aproximadamente cada livro disponível sobre estes projetos, bem como relevantes testemunhos congressionais. Também tenho passado muito tempo em bibliotecas de universidades pesquisando artigos relevantes, contactando outros pesquisadores [que graciosamente tem me permitido acesso aos arquivos deles] e realizado entrevistas. Sobretudo, viajei a Washington, DC para rever os arquivos que John Marks compilou quando escreveu “A BUSCA PELO CANDIDATO MANCHURIANO” [futuro documento-livro a ser traduzido e apresentado neste blog] . Estes arquivos incluem mais de 2.000 páginas de documentos, entrevistas, artigos científicos, cartas etc da CIA e do Departamento de Defesa. As opiniões apresentadas aqui são o resultado da pesquisa extensa e em andamento.

Como resultado desta pesquisa, tenho chegado as seguintes conclusões:

1. Embora o testemunho enganoso [e ocasionalmente perjúrio] diante do congresso indicassem que os esforços de lavagem cerebral da CIA encontraram pouco sucesso, inportantes avanços de fato foram feitos neste campo. Como uma vez admitiu o veterano da CIA, Miles Copeland, a um reporter, “o subcomitê congressional que foi a este tipo de coisa apenas obteve a mais rápida visão.”

2. A pesquisa clandestina em manipulação do pensamento não tem parado, a despeito dos protestos da CIA que não mais patrocine estes estudos. Victor Marchetti, um veterano de 14 anos com a CIA e autor da renomada exposição, “THE CIA AND THE CULT OF INTELLIGENCE”, confirmou em uma entrevista de 1977 que a pesquisa de controle mental continua e que as afirmações da CIA ao contrário são uma história de acobertamento.

3. A CIA não foi a única agência do governo envolvida nesta pesquisa. De fato, muitos ramos de nosso governo participaram nestes estudos – incluindo a NASA, a Comissão de Energia Atômica bem como todos os ramos do Departamento de Defesa.

Para estas conclusões anexaria o seguinte – não como um fato histórico firmemente estabelecido, mas como uma hipótese funcional e base para investigação:

4. O fenômeno da “abdução UFO” pode ser uma continuação das operações clandestinas de controle mental.

Reconheço as dificuldades que esta tese possa apresentar aqueles leitores emocionalmente dedicados a hipótese extraterrestre, ou para aqueles cuja Visão de Mundo política desautoriza qualquer de tais suspeitas. Ainda, o estudante de mente aberta das abduções deve considerar as possibilidades. Certamente, não estamos sendo de mente estreita se pedimos aos pesquisadores para exaurirem todas as explicações terrestres antes de olharem em direção dos céus.

Certamente, esta particular explicação pode, inicialmente, parecer tão bizarra quanto o próprio fenômeno. Mas convido o leitor cético a examinar o trabalho de George Estabrooks, um teórico produtivo sobre o uso da hipnose na guerra e um veterano do projeto MKULTRA. Estabrooks uma vez se divertiu durante uma festa ao secretamente hipnotizar dois amigos, que foram levados a acreditar que o Primeiro Ministro da Inglaterra tinha chegado. As vítimas de Estabrooks passaram horas conversando com ele, servindo drinks ao estimado visitante. Para os ufologistas, este incidente levanta uma questão inescapável: se as artes mesméricas podem com sucesso evocar um não existente Primeiro Ministro, porque não pode um representante de Pleiades ser similarmente induzido?

Mas há muito mais na tecnologia dos dias atuais de controle mental do que a mera hipnose – e muitas boas razões para suspeitar que as narrativas de abdução UFO sejam um artefato de continuados experimentos de lavagem cerebral e modificação do comportamento. Sobretudo, pretendo demonstrar que, ao usar a mitologia UFO como história cobertura, os experimentadores tem resolvido o maior problema com o trabalho realizado na década de 1950 – “o problema da disposição”, ou seja “o problema do que fazer com as vítimas”.

Se nestas páginas, pareço me desviar do assunto dos discos, peço paciência. Antes que eu tente ligar as abduções UFO com os experimentos de controle mental, devo primeiramente mostrar que esta tecnologia EXISTE. Grande parte do que vem a seguir é uma introdução ao tópico do controle mental – o que é e como funciona.

Parte II

A Tecnologia – UMA BREVE VISÃO GERAL

Nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, George Estabrooks, da Universidade Colgate, escreveu ao Departamento de Guerra, descrevendo em termos sem pausas os usos possíveis da hipnose na guerra. O Exército ficou intrigado; Estabrooks tinha um trabalho. A verdadeira história da colaboração em tempos de guerra de Estabrooks com o CID, FBI e outras agência pode nunca vir a ser contada. Depois da guerra, ele queimou suas páginas de diário cobrindo os anos de 1940-45, e portanto evitando discutir seu continuado trabalho com o governo com alguém, até membros íntimos da família. Ocasionalmente, ele fortemente intimou que seu trabalho envolveu a criação de correios hipno-programados e partições de personalidade induzidas hipnoticamente, mas se ele teve sucesso nestas áreas permenece um ponto controvertido. Não obstante, o excêntrico e exibicionista Estabrooks permanece uma figura central na história inicial da pesquisa comportamental clandestina.

Mas isso não quer dizer que ele trabalhava sozinho. A Segunda Guerra Mundial foi o primeiro conflito no qual o cérebro humano se tornou um campo de batalha, onde forças invasoras eram lideradas pelos mais notáveis nomes em psicologia e farmacologia. De ambos os lados, a guerra atiçou esforços furiosos para criar ‘um soro da verdade” para uso no interrogatório dos prisioneiros. O General William “Wild Bill” Donovan, diretor do OSS, encarregou sua força tarefa – incluindo o Dr. Winifred Overhulser, Dr. Edward Strecker, Harry J. Anslinger e George White — de modificarem a percepção e o comportamento humano por meios químicos; o “gabinete de remédios” deles incluia escopolamina, peiote, barbituratos, mescalina e   marijuana. (esta pesquisa tinha seu lado divertido: os ‘guerreiros psíquicos” de Donovan realizaram muitos testes caros e extensos antes de decidirem qual era o método melhor de administrar o tetrahidrocanabinol, o ingrediente ativo da marijuana, era via o cigarro. Qualquer músico de jazz podia ter dito a eles bem mais].

Simultaneamente, os notórios médicos nazistas em Dachau experimentavam com a mescalina como meio de eliminar a vontade da vítima de resistir. Judeus, eslavos, ciganos e outros “indesejáveis” no campo, subrepticiamente recebiam a droga; mais tarde, a mescalina foi combinada com a hipnose. Os resultados destes testes ficaram disponíveis para os EUA depois da guerra. [cf. Operação PAPERCLIP, que transferiu milhares de pesquisadores da inteligência nazista e japonesa diretamente para a comunidade de inteligência dos EUA. “Os nossos alemães são melhores que os seus!” – DR. STRANGELOVE]

Em 1947, a Marinha realizou o primeiro programa conhecido pós guerra de controle mental. Este foi o Projeto CHAPTER, que continuou os experimentos de drogas. Décadas mais tarde, jornalistas e investigadores ainda não tem descoberto muita informação sobre este projeto – ou, de fato, sobre qualquer uma das excursões militares ou outras neste campo. Sabemos que o Exército eventualmente custeou as operações THIRD CHANCE e DERBY HAT; outros nomes de projetos permanecem misteriosos, embora a existência destes programas seja inquestionável.

A recém formada CIA mergulhou nesta piscina em 1950, com o Projeto BLUEBIRD, rebatizado ARTICHOKE em 1951. Para estabelecer uma “história cobertura” para esta pesquisa, a CIA custeou um esforço de propaganda destinado a convencer o mundo que o Bloco Comunista tinha divisado novos métodos insidiosos de redesenhar a vontade humana; os próprios esforços da CIA podiam portanto, se expostos, serem explicados como uma tentativa de captar o trabalho dos soviéticos e chineses. O promotor primário desta linha foi Edward Hunter, um empregado contratado da CIA que operava acobertadamente como jornalista, e mais tarde, um membro proeminente da Sociedade John Birch. (Hunter era um veterano do OSS no teatro da China – o mesmo solo de depósito que produziu Richard Helms, Howard Hunt, Mitch WerBell, Fred Chrisman, Paul Helliwell e uma variedade de outros dignos de nota que vieram a dominar esta terra estranha onde se encontram os mundos da inteligência e do extremismo de direita). Hunter ofereceu a “lavagem cerebral” como a explicação para as inúmeras confissões assinadas por prisioneiros de guerra americanos durante a Guerra da Coréia e geralmente a ONU desistiu da repatriação dos prisioneiros. Estas confissões alegavam que os EUA usaram guerra biológica no conflito coreano, uma afirmação que o público americano daquele tempo achou impossível aceitar. Muitos anos mais tarde, contudo, repórteres investigativos descobriram que especialistas japoneses em guerra biológica [que tinham disseminado um terror incalculável sobre a China conquistada durante a Segunda Guerra Mundial] tinham sido unidos ao aparato de segurança nacional americano – e que o conhecimento antevisto dos horripilantes experimentos de guerra biológica dos japoneses provavelmente FOI USADO na Coréia, exatamente como haviam indicado os soldados “da lavagem cerebral“. Então, agora sabemos que todo o pavor da lavagem cerebral de 1950 constituiu uma farsa prepetrada pela CIA sobre o povo americano. O diretor substituto da CIA Richard Helms admitiu em 1963, quando ele falou a Comissão Warren, que a pesquisa soviética de controle mental consistemente estava muitos anos atrás dos esforços americanos.

Quando o programa de controle mental da CIA foi transferido do Escritório de Segurança para a Equipe de Serviços Técnicos (TSS) em 1953, o nome mudou novamente — para MKULTRA. Muitos consideram este projeto polvo de amplo alcance – cujos tentáculos alcançavam os corredores de inúmeras universidades e se enrolavam nos pescoços de um exército de cientistas – foi a mais odiosa operação no catálogo de atrocidades da CIA. Através do MKULTRA, a Agência criou um programa de abrigo de um escopo positivamente joiciano, destinado a explorar todos os meios possíveis de invadir o que George Orwell uma vez chamou de “o espaço entre nossas orelhas” (Até mais tarde, em 1962, a pesquisa de controle mental foi transferida para o Escritório de Pesquisa e Desenvolvimento; os nomes dados ao projeto permanecem não revelados.)

O que foi estudado? Tudo — incluindo hipnose, condicionamento, privação sensorial, drogas, cultos religiosos, microondas, psicocirurgia, implantes cerebrais e até mesmo Percepção Extra Sensorial [ESP]. Quando o MKULTRA “vazou” ao público durante as grandes investigações da CIA da década de 1970, a atenção pública se concentrou mais pesadamente na experimentação com drogas e o trabalho com Percepção Extra Sensorial. O mistério ainda envolve uma outra área de estudo, a área que parece ter mais interessado o Escritório de Pesquisa e Desenvolvimwento [ORD]: psicoeletrônica. Esta pesquisa pode se provar a chave para o nosso entendimento do fenômeno da abdução UFO.

IMPLANTES

Talvez as peças de evidência mais interessantes que cercam o fenômeno da abdução sejam os implantes intracerebrais alegadamente visíveis aos raios X e scans MRI de muitos abduzidos. De fato, os abduzidos frequentemente descrevem operações nas quais agulhas são inseridas no cérebro; ainda mais frequentemente, eles relatam a implantação de objetos estranhos pelas cavidades do sinus [pelo nariz] . Muitos especialistas em abdução assumem que estas incursões intracranianas devam ser o trabalho manual dos cientistas das estrelas. Infelizmente, estes pesquisadores tem falhado em se familiarizarem com certos avanços pouco proclamados da tecnologia terrestre.

Os implantes dos abduzidos sugerem fortemente uma linhagem tecnológica que pode ser rastreada a um aparelho conhecido como um “estimoreceptor”, inventado na década de 1950 e início da de 1960 por um cientista chamado Jose Delgado. O ‘estimoreceptor” é um eletrodo de profundidade em miniatura que pode receber e transmitir sinais eletrônicos pelas ondas FM de radio. Ao estimular um “estimoreceptor” corretamente posicionado, um operador externo pode alcançar um surpreendente grau de controle sobre as respostas do sujeito.

O mais famoso exemplo de um “estimoreceptor” em ação ocorreu em uma arena em Madri. Delgado “colocou o aparelho” no touro antes de entrar na arena, inteiramente desprotegido. Furioso, o touro se lançou contra o doutor e então parou, antes de alcança-lo. O técnico que se tornou toureiro tinha parado o animal ao simplesmente apertar o botão de uma caixa preta que tinha na mão.

O livro de Delgado, “Controle Físico da Mente: Em Direção a uma Sociedade Psicocivilizada” permanece o único livro popularmente escrito sobre implantes intracerebrais e a estimulação elétrica do cérebro (ESB). (o sinistro título do livro e as razões não convincentes para o controle mental em massa desencadearam uma reação desfavorável no público – o que pode ter detido outros pesquisadores de publicarem sobre este tema para uma audiência geral.) Conquanto o trabalho subsequente tenha desde então excedido as técnicas descritas neste livro, as obtenções de Delgado foram produtivas. Seus experimentos animais e humanos mostram claramente que o experimentador pode eletronicamente induzir emoções e comportamento: sob certas condições, os extremos do temperamento – raiva, luxúria, fadiga etc – podem ser desencadeados por um operador externo tão facilmente quanto um pianista toca um acorde C maior.

Delgado escreve: “A estimulação por radio de diferentes pontos na amigdala [cerebral] e no hipocampo em quatro pacientes produziram uma variedade de efeitos, inclusive sensações de prazer, sublimidade, profundidade, concentração pensativa, sentimentos estranhos, super relaxamento, visões coloridas, e outras respostas. A frase evocativa “visões coloridas” claramente indicam uma alucinação remotamente induzida; mais tarde detalharemos como estas alucinações podem ser controladas por um operador externo.

Falando em 1966 — e refletindo a pesquisa realizada nos anos anteriores – Delgado avaliou que seus experimentos ‘sustentam a desagradável conclusão que movimento, emoção e comportamento podem ser dirigidos por forças elétricas e que os humanos podem ser controlados como robôs ao toque de um botão.” Ele até mesmo profetizou o dia quando o controle de cérebro possa ser entregue a operadores não humanos, ao estabelecer a comunicação de radio de duas vias entre o cérebro implantado e um computador.

De um sujeito experimental, Delgado nota que “o paciente expressou sensações sucessivas de desmaio, medo e flutuação. Estes sentimentos de flutuação foram repetidamente evocados nos dias subsequentes pela estimulação do mesmo ponto… Os ufologistas podem reconhcer a similaridade dessa sequência de eventos de relatos de abduzidos dos minutos de abertura de suas experiências. Sob hipnose subsequente, o abduzido pode ser instruido a lembrar erradamente da causa de seu sentimento de flutuação.

Em uma série fascinante de experimentos, Delgado anexou um “estimoreceptor” a membrana timpânica, portanto transformando o ouvido em um tipo de microfone. Um assistente sussurraria “como está você?” no ouvido de um apropriado gato e Delgado poderia ouvir as palavras em um alto falante na sala próxima. A aplicação desta tecnologia ao comércio da espionagem deve ser prontamente aparente. Segundo Victor Marchetti, a Agência uma vez tentou uma extensão altamente sofisticada desta idéia básica, na qual os implantes de radio foram anexados a coclea de um gato para facilitar a captação de conversas específicas, livre de estranhos barulhos circunjacentes. Tais avanços exacerbam o nível já imposto da paranóia do Século XX: não apenas nossos telefones podem ser grampeados e a correspondência examinada, mas até mesmo Gatinho pode estar nos espionando!

Ainda que as ramificações desta tecnologia possam ir até mesmo mais profundo do que indique Marchetti. Presumo que se o ouvido interno de um sujeito desejável para ser grampeado possa se tornar um microfone,  ele também pode se tornar um alto falante – uma explicação possível para as vozes ouvidas pelos abduzidos. De fato, tenho pessoalmente visto um estranho implante opalescente dentro do canal auditivo de um abduzido. Não vejo razão para atribuir este aparelho a uma intrusão alienigena – mais do que provavelmente, os intrusos neste caso eram os herdeiros tecnológicos do legado de Delgado. De fato, não muitos anos depois dos experimentos de Delgado com o gato, Ralph Schwitzgebel divisou um “microfone na orelha’ pelo qual o terapeuta pode se comunicar com seu sujeito.

Outros pesquisadores tem feito notáveis contribuições a este campo.

Robert G. Heath, da Universidade Tulane, que tem implantado tanto quanto 125 eletrodos em seus sujeitos, obteve sua maior notoriedade ao tentar curar a homossexualidade por meio da Estimulação Eletrônica do Cérebro [ESB]. Em seus experimentos, ele descobriu que pode controlar a memória de seus pacientes [um feito o qual, aplicado ao contexto ufológico, pode responder pelo fenômeno do tempo perdido]; ele também pode induzir arrebatamento sexual, medo, prazer e alucinações.

Heath e um outro pesquisador, James Olds, tem independentemente ilustrado que as áreas do cérebro em e perto do hipotálamo tem, quando eletronicamente estimuladas, o que tem sido descrito como efeitos de “recompensa” e “aversão”. Tanto animais quanto homens, quando dado os meios de induzirem sua própria Estimulação Eletrônica do Cérebro dos centros cerebrais de prazer, se estimularão em tremendas taxas, ignorando tais necessidades básicas como sede e fome. [usando eletrodos fixos de sua própria invenção , John C. Lilly tinha conseguido efeitos similares já durante a década de 1950]. Qualquer um que tenha estudado o fenômeno da abdução se encontrará em território familiar aqui, porque as narrativas dos abduzidos são repletas de histórias de respostas sexuais impróprias e confusas em reação a estímulos extremamente dolorosos –  o condicionamento operante, em seu maior extremo, e mais insidioso, por aqui vemos uma forma de condicionamento na qual o manipulador se torna invisível. De fato a terapia aversiva de B.F. Skinner, remotamente aplicada, foi a prescrição de Heath para “curar” a homossexualidade.

Ralph Schwitzgebel e seu irmão Robert tem produzido uma panóplia de aparelhos para rastrear indivíduos por longos alcances; eles podem ser considerados os criadores dos aparelhos de “prisão eletrônica domiciliar” recentemente aprovados pelas côrtes. Os aparelhos de Schwitzgebel podem ser usados para rastrear todos os sinais físicos e neurológicos de um ‘paciente” dentro de um quarto de milha, portanto suspendendo as limitações de distância que restringiram Delgado.

No trabalho inicial de Ralph Schwitzgebel, a aplicação desta tecnologia da Estimulação Eletrônica Cerebral parece ter sido limitada aos incômodos implantes cerebrais com fios protusos. Mas esta tecnologia logo foi miniaturizada e foi proposto um esquema onde os radio receptores seriam montados nos postes de serviços através de uma dada cidade, portanto fornecendo uma capidade de monitoramento de 24 horas por dia. Como Heath, Schwitzgebel estava muito interessado na homossexualidade e no uso de aparelhos intracranianos para combater o desvio sexual. Mas ele também falou sinistramente em aplicar estes aparelhos a “pessoas socialmente problemáticas”… que, com certeza, pode significar qualquer um.

Bryan Robinson, do laboratório de primatas de Yerkes tem realizado uma fascinante pesquisa simiana sobre o uso da Estimulação Eletrônica Cerebral em um contexto social. Ele pode fazer com que as mães ignorem os filhos a despeito dos gritos dos bebês. Ele pode transformar a submissão em dominância e vice-versa.

Talvez o viajante mais perturbador neste campo mental seja Joseph A. Meyer, da NSA, o componente mais formidável e secreto do complexo de segurança nacional da América. Meyer tem proposto implantar a grosso modo metade de todos os americanos presos – não necessariamente condenados – por qualquer crime; os números dos “subscritos” [eufemismo dele] estaria em dezenas de milhões. Estes “subscritos” podem ser monitorados continuamente por computador seja onde for que forem. Meyer, que tem cuidadosamente trabalhado na economia deste sistema de implantação em massa, avalia que a contribuição do contribuinte deva ser reduzida ao forçar os “subscritos” a alugarem os implantes do Estado. Os implantes são mais baratos e mais eficientes do que a polícia, sugere Meyer, já que o chamado ao crime é incansável para os pobres habitantes urbanos – que, este cientista-espião admite de forma surpreendentemente cândida, =são fundamentalmente desnecessários em uma economia pós industrial. “Habitante urbano” pode ser um outro dos eufemismos de Meyer:  ele usa o Harlem de New York como sua comunidade modelo para trabalhar os detalhes deste sistema de gerenciamento mental.

IMPLANTES DOS ABDUZIDOS

Se vamos seriamente levar em conta as narrativas dos abduzidos sobre implantes cerebrais, devemos considerar a possibilidade que os implantadores, apropriadamente percebidos, não se parecem muito com os Grays apresentados nas capas dos livros de Strieber. Ao invés, os visitantes podem se assemelhar ao Dr. Meyer e sua irmandade. Podemos então ter uma explicação  tanto para os implantes cerebrais relatados pelos abduzidos e, como devemos ver, as “marcas de furo” e outras cicatrizes visíveis em outras partes do corpo dos abduzidos. Também teriamos uma explicação para os relatos de indivíduos  sofrendo uma mudança de personalidade depois do contacto com o fenômeno UFO.

Os céticos podem contrapor que o fator tempo das abduções UFO descarte esta possibilidade. Se as estimativas de tempo perdido estão corretas, as abduções raramente duram mais que uma a três horas. Será que um cirurgião cerebral, operando sob condições menos que ideais [talvez em uma unidade móvel] precisaria de mais tempo?

NÃO — não se formos aceitar as afirmações de um médico da Flórida chamado Daniel Man. Ele recentemente propôs uma solução para acabar com o problema das crianças desaparecidas, ao sugerir um programa onde os mais jovens da América seriam implantados com pequeninos transmissores para rastrear as crianças continuamente. Man bravateia que a operação pode ser feita no consultório e não demora mais que vinte minutos.

Concebidamente, isto possa demorar mais um pouco o campo.

UMA QUESTÃO DE CRONOMETRAGEM

A história de implante cerebral, como divisado da literatura aberta, é certamente inquietante. Ainda que esta história quase que certamente tenha sido censurada, e os dados manipulados de um modo de uma noite orweliana. Quando se lida com a pesquisa custeada pelos motores de segurança nacional, nunca se pode saber o verdadeiro dado de origem de qualquer avanço científico. Contudo, se ouvirmos cuidadosamente os cientistas que tem sido pioneiros na pesquisa, podemos ouvir sussurros, pálidos mas inconfundíveis, apontando que esta Estimulação Eletrônica do Cérebro remotamente aplicada se originou muito antes do que os estudos publicados indicam.

Em sua autobiografia “THE SCIENTIST”, John C. Lilly (que mais tarde alcançou um renome cultista por seu trabalho com golfinhos, drogas e privação sensorial) registra uma conversa que ele teve com o Diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental em 1953. O diretor pediu a Lilly para instruir a CIA, FBI, NSA e os vários serviços de inteligência militar sobre seu trabalho com o uso de eletrodos para estimular diretamente os centros de prazer e dor do cérebro. Lilly recusou, notando em sua resposta:

Dr. Antoine Remond, usando nossas técnicas em Paris, tem demonstrado que este método de estimulação do cérebro pode ser aplicado ao humano sem a ajuda de um neurocirurgião; ele está fazendo isto em seu consultório em Paris sem supervisão neurocirúrgica. Isto significa que qualquer um com o aparato apropriado pode realizar isto encobertamente em uma pessoa. Sinto que se esta técnica cair nas mãos das agências secretas eles teriam controle total sobre um ser humano e seriam capazes de mudar suas crenças extremamente rápido, deixando pouca evidência do que eles tinham feito.

A avaliação de Lilly de alta base moral aqui é interessante. A despeito de sua declarada fobia contra o sigilo, uma leitura cuidadosa do “THE SCIENTIST” revela que ele continuou a fazer trabalho útil para este aparato de segurança nacional. Seus experimentos de privação sensorial se expandiram no trabalho de Maitland Baldwin de ARTICHOKE, a até mesmo sua pesquisa com golfinhos tem – talvez inadvertidamente, se provado útil na guerra naval. Deve-se notar que o trabalho de Lilly com macacos recebeu uma classificação “secreta” e que o Instituto Nacional de Saúde Mental era um conduto comum de fundos da CIA.

Mas o aspecto mais importante da declaração de Lilly é sua data. 1953! A quanto tempo remonta a Estimulação Elétrica Cerebral por radio? Ah, ainda não tenho visto o trabalho de Remond — se ele estiver disponível na literatura aberta. Nos documentos tornados disponíveis por Marks, a mais inicial referência a Estimulação Elétrica Cerebral aplicada remotamente é um documento financeiro de 1959 pertencente ao sub-projeto 94 do MKULTRA. As descrições gerais de sub-projetos enviadas ao departamento financeiro da CIA raramente contêm muita informação e raramente mudam de ano a ano, nos deixando pouca idéia de quando este sub-projeto começou.

Infelizmente, até mesmo o Ato de Liberdade de Informação [FOIA] não pode pegar livremente muita informação sobre as técnicas eletrônicas de controle mental, embora saibamos que uma grande quantidade de estudos foi feita nesta área. Temos, por exemplo, apenas quatro páginas sobre o sub-projeto 94 – por comparação, uma verdadeira inundação de documentos foi liberada sobre o uso de drogas no controle mental. [seja onde for que um autor nos diga que o MKULTRA teve pouco sucesso, a referência é a testagem de drogas]. A este ponto, devo criticar John Marks: seu livro nunca menciona que a grosso modo 20 a 25% dos sub-projetos são “negros’ – isto é, pouca ou nenhuma informação foi tornada disponível, a despeito dos advogados e das solicitações sob o FOIA. Marks parece sentir que a única informação digna de se ter é a informação que ele recebeu. Sabemos, contudo, que a pesquisa em psicoeletrônica  foi de fato extensa, declarações das metas do projeto remontando aos dias de ARTICHOKE e BLUEBIRD claramente identificam esta área como uma alta prioridade. O informante anônimo de Marks, jocosamente apelidado “Deep Trance,” até mesmo disse a um entrevistador anterior que, começando em 1963, os esforços em controle mental da CIA e dos militares fortemente enfatizaram a eletrônica. Portanto assumo – não rispidamente espero – que os negros sub-projetos do MKULTRA são relativos a assuntos como implantes cerebrais, microondas, Estimulação Elétrica Cerebral e tecnologias relacionadas.

Faço uma questão de cronometragem e sigilo envolvido nesta pesquisa para enfatizar três pontos:

1. Podemos nunca vir a saber com certeza as verdadeiras datas de origem de vários métodos de lavagem cerebral – frequentemente, descobrimos que técnicas que parecem impossivelmente futurísticas realmente se originaram no século XIX. [a pesquisa pioneira em Estimulação Elétrica Cerebral foi realizada em 1898 por J.R. Ewald, professor de fisiologia em Straussbourg].

2. A literatura aberta certamente dá uma visão censurada da real pesquisa.

3. Pesquisadores clandestinos maravilhosamente custeados – sem as restrições da revisão de seus pares ou a necessidade de controles estritos – podem alcançar um progresso muito mais rápido do que os cientista “de fora”.

Os críticos potenciais devem manter estes pontos em mente se eles devam tentar invalidar a tese do controle mental das abduções UFO ao citar uma narrativa de abdução que é anterior a Delgado.

O DILEMA

Temos amplamente demonstrado, então, que já na década de 1960 – e possivelmente até antes – os cientistas tem tido a capacidade de criar implantes similares aqueles agora propostamente visíveis nos scans MRI dos abduzidos. De fato, não temos noção de exatamente quão avançada esta tecnologia tem se tornado, já que a imprensa popular parou de relatar sobre implantes cerebrais na década de 1970. A pesquisa sem dúvida tem continuado, a despeito de um modo menos público. De fato, cientistas tais como Delgado tem lançado seus olhos muito além dos implantes; os efeitos da Estimulação Elétrica Cerebral podem agora ser desencadeados com microondas e outras formas de radiação eletromagnética, usadas com e sem eletrodos.

Então porque — se tomamos a abdução UFO como face de valor – estão estes aliens avançados usando uma velha tecnologia, uma tecnologia terrena, uma tecnologia que logo pode se tornar obsoleta, se isto já não aconteceu? Sou lembrado dos encantadores anacronismos das velhas séries de Flash Gordon, onde espadas e espaçonaves se encontravam continuamente. Será que eles também assistem televisão em branco e preto em Zeta Reticuli?

HIPNOSE REMOTA

A hipnose fornece a chave [altamente controvertida] que abre a porta a muitas narrativas de abdução. E obviamente, se a minha tese está correta, a hipnose desempenha uma grande parte na própria abdução. Uma coisa sei com certeza: desde os dias mais iniciais do Projeto BLUEBIRD, os espiões-psiquiatras da CIA gastaram enormes somas para adquirir a maestria da arte de Mesmer.

Não posso dar aqui até mesmo um breve sumário da hipnose, nem até mesmo dos estudos da CIA nesta área. [infelizmente, as solicitações sob o FOIA foram muito mais bem sucedidas em abalar a informação solta sobre este tópico do que na área da psicoeletrônica]. Aqui, nos concentraremos em uma alegação particularmente intrigante – uma ouvida pálida mas persistentemente, pelos passados vinte anos por aqueles que investigariam o lado sombrio da política.

Se esta alegação se provar verdadeira, a hipnose não necessariamente é uma caso de pessoa a pessoa.

O abduzido — ou a vítima de controle mental — não necessariamente precisa ter contacto físico com um hipnólogo para que a sugestão hipnótica se efetue; o transe pode ser induzido, e as sugestões feitas, via transmissores intracerebrais descritos acima. O conceito soa como algo similar as mais masoquistas fantasias de Huxley ou Orwell. Ainda que a hipnose remota tenha sido primeiramente relatada – usando meios alegadamente parapsicológicos – já na década de 1930, por L.L. Vasilev, Professor de fisiologia da Universidade de Leningrad. Mais tarde, outros cientistas tentaram alcançar o mesmo objetivo, usando meios menos místicos.

Com o passar dos anos, certos jornalistas tem avaliado que a CIA tem adquirido a maestria de uma tecnologia chamada RHIC-EDOM. RHIC significa “Controle Intracerebral Radio Hipnótico” e EDOM quer dizer “Dissolução Eletrônica da Memória.” Juntas, estas técnicas podem — alegadamente — induzir remotamente o transe hipnótico, enviar sugestões ao sujeito e apagar toda a memória tanto do período de instrução quanto do ato que é solicitado ao sujeito realizar.

RHIC usa estimoreceptor, ou uma descendência miniaturizada daquela tecnologia para induzir um estado hipnótico. Interessantemente, esta técnica é também reputada envolver o uso de implantes intramusculares, um detalhe fortemente reminescente das “cicatrizes” mencionadas no livro de Budd Hopkins “MISSING TIME”. Aparentemente, estes implantes são estimulados para induzir uma sugestão pós hipnótica.

EDOM nada mais é que o próprio tempo perdido – o apagamento da memória da consciência pelo bloqueio da transmissão sináptica em certas áreas do cérebro. Ao danificar as sinapses cerebrais por uma abundância de acetilcolina, a transmissão neurocerebral ao longo selecionou caminhos que podem ser eficazmente parados. Segundo os proponentes do RHIC-EDOM, a produção da acetilcolina pode ser afetada por meios eletromagnéticos. [a pesquisa moderna nos efeitos psico-fisiológicos das microondas confirma esta proposição].

RHIC-EDOM existe? Em nossa discussão do trabalho de Delgado, já tenho citado um estranho pequeno livro publicado em 1969 intitulado “Estamos Controlados?” escrito por um Lincoln Lawrence, um antigo agente do FBI que se tornou jornalista. (O nome é um pseudônimo; conheço sua identidade real]. Este trabalho lida profundamente com RHIC-EDOM; uma comparação cuidadosa do trabalho de Lawrence com os arquivos do MKULTRA desclassificados dez anos depois, indica uma forte possibilidade de que o escritor de fato tem fontes internas.

Aqui está como Lawrence descreve RHIC em ação:

Esta é uma aplicação ultra sofisticada da sugestão pós hipnótica desencadeada a vontade pela transmissão de radio. Este é um estado hipnótico recorrente, reinduzido automaticamente em intervalos pelo mesmo radio controle. Um indivíduo é trazido sob hipnose. Isto pode ser feito ou com o conhecimento dele ou sem, pelo uso da narco-hipnose, que pode entrar em jogo sob muitos disfarces. Ele então é programado para realizar certas ações e manter certas atitudes por meio do sinal de radio.

Outros autores tem mencionado esta técnica – especificamente Walter Bowart (em seu livro OPERATION MIND CONTROL) e o jornalista James Moore, que, em uma publicação de 1975 de um periódico chamado MODERN PEOPLE, afirmou ter um manual de 350 páginas, preparado em 1963, sobre RHIC-EDOM. Ele recebeu o manual de fontes da CIA, embora – interessantemente – a técnica é dita ter se originado dos militares.

A seguinte citação de Moore sobre RHIC deve se comprovar especialmente intrigante para os pesquisadores da abdução que se tem deparado com estranhas mudanças de personalidade nos abduzidos;

Medicamente, estes radio sinais são dirigidos a certas partes do cérebro. Quando uma parte de seu cérebro recebe um pequenino impulso elétrico de fonte externa, tal como uma visão, audição etc uma emoção é produzida – raiva à vista de uma gangue de garotos batendo em uma senhora, por exemplo. A mesma emoção de raiva pode ser criada por artificiais sinais de radio enviados ao seu cérebro por um controlador. Você pode instantaneamente sentir a mesma raiva calorosa-branca sem qualquer razão aparente.

As fontes de Lawrence partilharam até mesmo uma revelação mais tantalizante e assustadora:

…já está em uso um pequeno transmissor-gerador EDOM que pode ser escondido no corpo de uma pessoa. O contacto com  esta pessoa – um aperto de mão casual ou até mesmo um toque – transmite uma pequenina carga eletrônica mais um sinal ultrassônico que por um curto período perturbará a orientação no tempo da pessoa afetada.

Se RHIC-EDOM existe, vai um longo caminho para fornecer um raciocínio terreno para as abduções alienígenas – ou, ao menos, certos aspectos dela. O fenômeno do tempo perdido não é mais misterioso. Implantes dos abduzidos, tanto intracranianos quanto outros, são explicados. E note a referência a “estado hipnótico recorrente, reinduzido automaticamente pelo mesmo radio comando.” Esta situação pode responder pelos repetidos abduzidos que, depois de seu encontro inicial, tem sessões regulares de tempo perdido e abduções – até mesmo quando o companheiro de cama permanece não perturbado.

No presente, não posso afirmar conclusivamente que RHIC-EDOM seja real. Ao meu conhecimento, o único questionamento oficial a um representante da CIA a respeito destas técnicas ocorreu em 1977, durante as audiências do Senado sobre os testes de drogas da CIA. O Senador Richard Schweicker teve o seguine intercâmbio com o Dr. Sidney Gottlieb, um importante administrador do MKULTRA:

SCHWEICKER: Alguns dos projetos sob o MKULTRA envolveram hipnose, está correto?

GOTTLIEB: Sim.

SCHWEICKER: Algum destes projetos envolveu algo chamado Controle Intracerebral Radio Hipnótico, que é uma combinação, como eu entendo, em termos leigos, de radio transmissões e hipnose.

GOTTLIEB: Minha resposta é “Não.”

SCHWEICKER: Nenhum seja qual for?

GOTTLIEB: Bem, estou tentando ser receptivo aos termos que você usou. Como eu me lembro disso, houve um corrente interesse, interesse em andamento, todo tempo no qual os efeitos sobre as pessoas permenecendo no campo da radio energia tem, e isto pode facilmente ter estado em algum lugar de muitos projetos, alguém que estivesse tentando ver se você podia hipnotizar alguém mais facilmente se ele estavesse sob a radiação do radio. Isto seria uma peça razoável de pesquisa a ser feita.

Schweicker continuou para mencionar que ele tinha ouvido testemunho que o radar [isto é, as microondas]  tinham sido usadas para varrer a memória em animais; Gottlieb respondeu, “posso acreditar nisto, Senador.”

A bajulações de Gottlieb não confortam muito. Em uma coisa, o bom doutor nem sempre forneceu um testemunho completamente cândido. [durante a mesma audiência ele declarou que 99% da pesquisa da CIA tinha sido abertamente publicada; se assim foi, porque existem tantos sub-projetos do MKULTRA que ainda estão “no escuro” e porque a Agência vai a extremos para proteger as identidades de seus cientistas? Também devemos reconhecer que as operações da CIA são compartimentalizadas com base na “necessidade de saber”; Gottlieb pode não ter tido acesso a informação requisitada por Schweicker. Note que a rubrica do MKULTRA circunscreveu a declaração de Gottlieb: RHIC-EDOM pode ter sido o foco de um outro programa. [houve vários outros: MKNAOMI, MKACTION, MKSEARCH, etc.] Também tenha em mente a revelação de “Deep Trance” que a CIA se concentrou em psicoeletrônica depois do término do MKULTRA em 1963. Ainda mais significativamente: RHIC-EDOM é descrito por Lawrence e Moore como um produto da pesquisa militar; Gottlieb falou apenas de assuntos pertencentes a CIA. Ele pode portanto ter falado verdadeiramente – ao menos em um extrito sentido técnico – enquanto ainda enganava os interlocutores congressionais.

Pessoalmente, acredito que a história de RHIC-EDOM merece uma grande quantidade de pesquisa posterior. Acho significativo que quando o Dr. Petter Lindstrom examinou os raios X de Robert Naesland, uma vítima sueca de implante cerebral, o médico autoritariamente tenha citado “WERE WE CONTROLLED?” em sua carta de resposta. Este é o mesmo Dr. Lindstrom notado pelo seu uso pioneiro de ultrassom em neurocirurgia. O livro de Lincoln Lawrence de fato tem recebido uma forte aprovação.

“OPERATION MIND CONTROL” de Bowart contém uma entrevista significativa com um agente de inteligência reconhecido nestas áreas. Garantidamente, o leitor tem todo direito de adotar uma atitude cética em relação a informação colhida de fontes anônimas; ainda que se deva notar que esta declaração de um agente operacional confirme, na parte pertinente, a tese de Lawrence.

Mais importantemente, a literatura aberta sobre sincronização da onda cerebral e os efeitos da radiação eletromagnética sobre o comportamento substanciam grande parte da história de RHIC-EDOM — como devemos ver.

ISTO É SINCRONIZAÇÃO

Robert Anton Wilson, um autor com um devotado seguimento cultista, recentemente tem promovido uma nova geração de ‘máquina mental” destinada a promover a criatividade, estimular o aprendizado e alterar a consciência –  isto é, fornecer uma droga – menos alta. Interessantemente, estas máquinas podem também induzir “experiências fora do corpo” na qual o usuário viaja mentalmente a um outro local enquanto seu corpo permanece em repouso. Esta tecnologia em rápido desenvolvimento tem disseminado o equivalente tecnológico da cultura das drogas; de fato os aficcionados do ruido eletrônico até mesmo têm sua própria revista, REALITY HACKERS. [agora acabada]. Fortemente suspeito que ainda ouviremos muito sobre estas máquinas no futuro.

Um de tais aparelhos é chamado “hemi-synch.” Esta invenção similar a um fone de ouvido produz frequências ligeiramente diferentes em cada ouvido; o cérebro calcula a diferença entre estas frequências, resultando em um ritmo conhecido como “batida bineural”. O cérebro se sincroniza com esta batida – isto é, o EEG do sujeito se lentifica ou acelera para acompanhar seu parceiro eletrônico.

O cérebro tem uma batida própria.

Este ritmo foi inicialmente descoberto pelo psiquiatra alemão Hans Berger, que registrou as voltagens cerebrais como parte de um estudo sobre telepatia. Ele notou duas frequências distintas: alpha (8-13 ciclos por segundo), associada a um estado relaxado e alerta e beta (14-30 ciclos por segundo), produzida durante os estados de agitação e intensa concentração mental. Mais tarde, outros ritmos foram notados, que são particularmente importantes para nossos atuais propósitos: theta (4-7 ciclos por segundo), um estado hipnogógico, e delta (.5 to 3.5 ciclos por segundo), geralmente encontrado em sujeitos adormecidos.

O hemi-synch — e as máquinas mentais relacionadas — podem produzir ondas alpha ou theta, a demanda, de acordo com a vontade do operador. Um cérebro apropriadamente sincronizado é muito mais responsivo á sugestão e é até mesmo provável de vivenciar vívidas alucinações.

Tenho falado com vários abduzidos que descrevem um efeito de “som estereofônico” – exatamente similar aquele produzido pelo hemi-synch – que precede muitos “encontros”. De fato, alguém geralmente administra o hemi-synch por meio de fones de ouvido, mas não vejo razão porque o efeito não possa ser transmitido via o acima descrito estimoreceptor. Novamente, lembro ao leitor sobre o abduzido que tinha um implante exatamente dentro do canal auditivo.

Há mais de um meio de sincronizar um cérebro. O excelente livro de Michael Hutchison – MEGA BRAIN – detalha as experiências pessoais do autor com muitos de tais aparelhos – o alpha-stim, TENS, o sincro-energizer, Tranquilite, etc. Ele se recorda de tonteiras, alucinações como as pinturas de Dali, como resultado de usar esta tecnologia de expansão mental; sobretudo, ele oferece um argumento sedutor que estes aparelhos possam representar uma verdadeira inovação no controle da consciência, portanto preenchendo totalmente o sonho alucinógeno da década de 1960.

Desejo evitar uma resposta automática inimiga da tecnologia a estas fascinantes caixas-de-maravilhas. Ao mesmo tempo, reconheço os perigos envolvidos. E quanto a possibilidade de um operador externo literalmente “mudar nossas mentes” ao alterar as nossas ondas cerebrais sem o nosso conhecimento ou permissão? Se estas máquinas podem induzir um estado hipnótico, como impedir que um hipnólogo talentoso faça uso dese estado?

Garantidamente, a maioria destes aparelhos exige alguma interação física com o sujeito. Mas um instrumento chamado Bio-Pacer pode, segundo  seu fabricante, produzir um número de frequências alteradoras do humor SEM estar anexada ao sujeito. De fato, o Bio-Pacer III (uma versão altamente energizada) pode afetar uma sala inteira. Este aparelho custa 275 dólares segundo a folha de preços mais recente disponível. Que tipo de máquina 27.500 dólares podem comprar? Ou 275.000? Que efeitos, que alcances pode uma máquina de um milhão de dólares ser capaz?

Certamente os militares tem este tipo de dinheiro. E eles certamente estão interessados neste tipo de tecnologia, segundo Michael Hutchison. A entrevista dele com um informante chamado Joseph Light despertou algumas revelações particularmente provocantes. Segundo Light:

Há elementos importantes na comunidade científica, pessoas poderosas, que estão muito interessadas nestas áreas… mas eles tem mantido a maior parte de seu trabalho em segredo. Porque tão logo eles comecem a publicar algumas destas coisas sensíveis, eles tem problemas nas vidas deles. Você vê, eles trabalham com custeios científicos, e se você acompanhar a pesquisa sendo realizada, você descobre que tão logo os cientistas publiquem algo, seus fundos são cortados… Há áreas na pesquisa biolétrica onde técnicas muito simples e aparelhos tem efeitos mentais surpreendentes. Concebidamente, se você é um pessoa enlouquecida com um pouco de base técnica, pode causar um monte de dano.

Esta última declaração é particularmente provocante. Em 1984, um violento grupo neo-nazista chamado “The Order” (responsável pelo assassinato do entrevistador Alan Berg) estabeleceu contacto com dois cientistas do governo engajados na pesquisa clandestina de projetar desequilíbrios químicos e tornar o indivíduo-alvo dócil por meio de certas frequências de ondas eletrônicas. Por cem mil dólares os cientistas foram voluntários em entregar esta informação.

Então, ao menos um grupo de indivíduos enlouquecidos quase dominou os bons.

DÊ ADEUS AO SEU CÉREBRO

Cada senador e representante do congresso tem um arquivo “wavie”. Assim também o tem muitos representantes estaduais. Os wavies tem até mesmo apresentado o caso deles a instituições tais como o Instituto Crístico.

E quem são os wavies?

Eles afirmam serem vítimas de bombardeio clandestino de radiação não-ionizante – ou microondas. Eles relatam mudanças súbitas nos estados psicológicos, alterações no padrão do sono, vozes intracerebrais  outros sons e efeitos fisiológicos. A maioria das pessoas nem mesmo entende quantos wavies existem neste país. Eu tenho falado com um número de wavies.

Eles são indivíduos perturbado buscando uma razão externa para seus problemas mentais? Talvez. De fato. Estou certo que este seja o caso em várias vezes. Mas o fato é que a literatura sobre os efeitos comportamentais das microondas, frequências extra baixas (ELF) e ultrassons é tal que não podemos simplesmente descartar todas as queixas.

Por décadas, a ciência e a indústria americanas tentaram convencer a população que as microondas não podem ter efeitos adversos sobre seres humanos a níveis sub termais – em outras palavras, a atitude foi “se isto não pode lhe queimar, não pode lhe danificar”. Esta abordagem se tornou crescentemente difícil de defender na medida em que se acumulavam os relatos de efeitos psicológicos induzidos por microondas. Os técnicos descreveram “ouvir” certas instalações de radar; usuários de telescópios de radar começaram a desenvolver cataratas em uma surpreendente alta taxa. Os soviéticos a muito haviam reconhecido os efeitos estranhos e as vezes sutis destas radio frequências, que é o porque seus padrões de exposição tem sempre sido mais restritos.

O bombardeio soviético de microondas da embaixada americana em Moscou fez com que a DARPA lançasse o Projeto PANDORA (mais tarde renomeado), cuja meta ostensiva era determinar se estas pulsações [reportadamente 10 ciclos por segundo] que os colocava no alcance alpha, podiam ser usadas para propósitos de controle mental. Suspeito que a “guerra da Rua Tchaikovsky,” como chamo isto, foi usada, ao menos em parte, como a história cobertura para a pesquisa de controle mental do DARPA, e que as histórias que flutuavam no noticiário [via, por exemplo, a coluna de Jack Anderson] sobre a lavagem cerebral remota soviética serviu aos mesmos propósitos de propaganda que os de Edward Hunter durante a década de 1950.

O que as microondas de baixo nível podem fazer a mente?

Segundo um relato do DIA liberado sob o FOIA, as microondas podem induzir alterações metabólicas, alterar as funções cerebrais, e interromper padrões de comportamento. PANDORA descobriu que as microondas pulsadas podem criar vazamentos na barreira sangue-cérebro, induzir ataques cardíacos, e criar uma desorganização comportamental. Em 1970, um cientista da Corporação RAND relatou que as microondas podem ser usadas para promover insônia, fadiga, irritabilidade, perda de memória e alucinações.

Talvez o trabalho mais significativo nesta área tenha sido produzido pelo Dr. W. Ross Adey da Universidade da Califórnia do Sul. Ele determinou que os estados comportamentais e emocionais podem ser alterados sem eletrodos  – simplesmente ao colocar o sujeito em um campo eletromágnético. Ao dirigir uma frequência transportadora para estimular o cérebro e usar a modulação da amplitude para “formar” a onda no mimetismo da desejada frequência do EEG, ele foi capaz de impor um ritmo theta de 4.5 ciclos por segundo em seus sujeitos – uma frequência que ele previamente mediu no hipocampo durante uma evitação de aprendizado. Assim, ele pode externamente condicionar a mente na direção de uma reação aversiva. [Adley também fez um extenso trabalho sobre o uso de eletrodos em animais]. Segundo um outro proeminente cientista de microondas,  Allen Frey, outras fequências podem — em estudos animais — induzir a docilidade. [cf USP #3,884,218 de Robert Monroe, METHOD OF INDUCING AND MAINTAINING VARIOUS STAGES OF SLEEP IN THE HUMAN BEING, granted 20 May 1975; resumo: um método de induzir o sono em ser humano onde um audio sinal é gerado compreendendo um som familiar agradavelmente repetitivo modulado por um padrão de sono ao EEG]

O controvertido pesquisador Andrijah Puharich avalia que “uma onda sino magnética fraca de (1 mW) 4 Hz modificará as ondas cerebrais humanas em 6 a 10 segundos. Os efeitos psicológicos de uma onda sino magnética de 4 Hz são negativos — causando tonteiras, náusea, dor de cabeça e podem levar ao vômito”. Ao contrário, uma onda sino magnética de 8Hz tem efeitos benéficos. Embora alguns escritores questionem a integridade de Puharich (talvez corretamente, considerando seu envolvimento com a história confusa de Uri Geller), suas afirmações aqui parecem estar em linha com o achado de outros experimentadores menos excêntricos.

Como escreve a jornalista investigativa Anne Keeler:

Frequências específicas em baixas intensidades podem previsivelmente influenciar os processos sensoriais… agradável-desagradável, contração-relaxamento, e excitação-calma podem ser criados por campos. Sentimentos negativos e evitação são fortes fenômenos biológicos e se relacionam à sobrevivência. Sentimentos são as verdadeiras bases das “tomadas de decisão” e frequentemente ocorrem como impressões abaixo dos patamares [isto é, subliminares]… Idéias, incluindo nomes, podem ser sincronizados com os sentimentos que os campos induzem.

Adey e compatriotas tem compilado uma biblioteca inteira de frequências e taxas de pulsação que podem afetar a mente e o sistema nervoso. Alguns desses efeitos podem ser extremamente bizarros. Por exemplo, o engenheiro Tom Jarski, em uma tentativa de replicar o trabalho produtivo de F. Cazzamali, descobriu que uma frequência particular causava uma sensação particular de toque de telefone nos ouvidos dos sujeitos – que se sentiam estranhamente compelidos a morderem os experimentadores! Por outro lado, o consciente da dieta pode ser intrigado pela descoberta de que os ratos expostos a ondas ELF deixam de ganhar peso normalmente.

Para nossos propósitos presentes, os achados da pesquisa eletromagnetica mais significativos dizem respeito aos sinais de microondas modulados por freqências hipnoidais do EEG. As microondas podem atuar como o aparelho hemi-synch previamente descrito – isto é, elas podem sincronizar o cérebro a certos ritmos theta. Não preciso enfatizar as implicações da sincronização remota do cérebro para ressoar como uma frequência condutora a dormir, ou a hipnose.

O transe pode ser remotamente induzido – mas ele pode ser dirigido? Sim.  Recorde-se das vozes intracerebrais mencionadas anteriormente em nossa discussão sobre Delgado. O mesmo efeito pode ser produzido pela “onda”. Frey demonstrou na década de 1960 que as microondas podem produzir barulhos como booms, assovios, zunidos, cochichos e outras estáticas intra-cerebrais [ este fenômeno é chamado “Efeito Frey”]; em 1973, o Dr. Joseph Sharp, do Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed , expandiu o trabalho de Frey em um experimento onde o sujeito – neste caso, o próprio Sharp — “ouvia” e entendia palavras faladas enviadas via uma microonda pulsada análoga as vibrações de som do orador.

Dr. Robert Becker comenta que “um tal aparelho tem óbvia aplicação em operações encobertas destinadas a enlouquecer um alvo com “vozes” ou enviar instruções indectáveis a um assassino programado”. em outras palavras, agora temos, ao toque de um botão, a tecnologia para inflingir uma Luz de Gás eletrônica ou criar um verdadeiro CANDIDATO MANCHURIANO. De fato, a primeira capacidade pode de falto disfarçar a segunda. Quem ouvirá as vítimas, quando as alucinações induzidas eletrônicamente que ele recontam exatamente paralelas aos sinais clássicos da esquizofrenia paranóide e/ou epilepsia de lobo temporal?

Talvez a mais sinitra revelação, contudo, diga respeito ao misterioso trabalho de J.F. Schapitz, que em 1974 preencheu um plano para explorar a interação das frequências de radio e a hipnose. Ele propôs o seguinte:

Nesta investigação será mostrado que a palavra falada do hipnólogo pode ser transformada pela energia modulada eletro-magnética diretamente dentro das partes subconscientes do cérebro humano – isto é, sem empregar qualquer aparelhos técnicos para receber ou transcodificar as mensagens e sem que a pessoa exposta a uma tal influência tenha uma chance de controlar o input da informação conscientemente.

Ele ressaltou  um experimento, inocente em seus efeitos imediatos, ainda que assustador em suas implicações, onde os sujeitos seriam implantados com a sugestão subconsciente para sairem do laboratório e comprarem um item um particular; esta ação seria desencadeada por uma certa palavra chave ou ação. Schapitz sentiu que certos sujeitos racionalizariam o comportamento – em outras palavras, os sujeitos arrumariam uma desculpa, contudo tênue, para justificar suas ações como trabalho da vontade livre. Seus instintos sobre este último combinam perfeitamente com as descobertas dos hipnólogos profissionais.

O trabalho de Schapitz foi custeado pelo Departamento de Defesa. A despeito das solicitações do FOIA, os resultados nunca tem sido publicamente revelados.

PENSAMENTOS FINAIS SOBRE “A ONDA”

Devo novamente oferecer uma advertência sobre as possíveis disparidades entre o registro “oficial” dos efeitos psicológicos do eletromagnetismo e a história oculta. Mais uma vez, enfrentamos uma questão de cronometragem. A quanto tempo atrás realmente esta pesquisa começou?

Nos anos iniciais deste século, Nikola Tesla parece ter tropeçado em certos efeitos comportamentais da exposição eletromagnética. Cazamalli, mencionado anteriormente, realizou seus estudos na década de 1930. Em 1934, E.L. Chaffe e R.U. Light publicaram um trabalho sobre “Um Método de Controle Remoto da Estimulação Elétrica do Sistema Nervoso”. Desde o verdadeiro início de seu trabalho com microondas, os soviéticos exploraram os efeitos psicológicos mais sutis do eletromagnetismo – e a despeito dos balidos de certos alarmistas de extrema direita que uma ‘falha eletromagnética” nos separa dos avanços soviéticos, a literatura da Leste Europeu nesta área tem sido estreitamente monitorada por décadas pelo Ocidente. Os projetos ARTICHOKE/BLUEBIRD ressaltam, datando da década de 1950, proeminente a menção a necessidade de explorar todos os usos possíveis do espectro eletromagnético.

Um outro ponto digno de menção se refere a combinação de EMR e miniatura de eletrodos cerebrais. O pai do estimoreceptor, Dr. J.M.R. Delgado, tem recentemente realizado experimentos no qual macacos são expostos a campos eletromagnéticos, assim desencadeando uma ampla variedade de efeitos comportamentais – um macaco pode entrar em uma raiva vulcânica enquanto a uns poucos pé de distância, seu parceiro simiano começa a  adormecer. Fascinantemente, quando macacos com implantes cerebrais sentem ‘a onda’, os efeitos são grandemente intensificados. Aparentemente, estes pequeninos eletrodos podem atuar como amplificadores do efeito eletromagnético.

Este último ponto é importante para a nossa tese da “abdução alienígena”. Os críticos podem se opor que qualquer explosão de energia poderosa o suficiente para ter verdadeiramente efeitos remotos provavelmente também criaria uma reação térmica. Isto é, se um operador clandestino propagasse a ‘onda” de fora do quarto de dormir do abduzido. [vamos dizer, de um helicóptero em baixo vôo, ou de um caminhão viajando ao longo do carro do sujeito], a energia necessária para fazer o trabalho podia ser tal que a microonda cozinhasse o alvo antes de ter uma chance de lavar seus pensamentos. Nosso abduzido terminaria como a vítima de um ataque microondas no final da cabine de Jerzy Kozinsky.

Isto é uma crítica justa. Mas o trabalho de Delgado pode nos dar a solução. Uma vez o abduzido tenha sido implantado — e se vamos confiar nas narrativas da regressão hipnótica de todo, a primeira sessão de implantação pode ocorrer na infância – o chip no cérebro atuaria como um intensificador do sinal. Um tal indivíduo pode ter um número de experiências UFO enquanto seu parceiro de cama descansa confortavelmente.

Sobretudo, relatos recentes indican que um “waver” pode alcançar precisa acurácia sem o uso de implantes no estilo de Delgado. Em 1985, voluntários do Instituto de Pesquisa do Meio Oeste em Kansas City, Missouri, foram expostos a radiações microondas como parte de um experimento patrocinado pelo Departamento de Energia e Departamento da Saúde do Estado de New York. Como THE ARIZONA REPUBLIC descreveu o experimento, “um grupo combinado de controle sentou-se na mesma sala sem ser bombardeado pela radiação não ionizante”. Aparentemente, podemos focalizar muito estreitamente a “onda” — um fato que tem amplas implicações para os abduzidos.

Parte III

Aplicações

Então agora temos alguma idéia dos instrumentos disponíveis aos “espiões-psiquiatras”. Como estes instrumentos tem sido usados? Esta questão necessariamente envolve algum trabalho de detetive. A CIA, sob rigidez, forneceu alguma, embora não o suficiente, documentação de seus esforços para comandar “o espaço entre nossas orelhas”. Sabemos que estes esforços foram  extensos, de longo prazo, e ao menos parcialmente bem sucedidos. Sabemos também que estes experimentos envolveram o uso de sujeitos humanos. Mas quem e quando?

Um paradoxo desta linha de interrogatório é que, para muitos leitores, as vítimas despertam simpatia apenas enquanto permanecem anônimas. Intelectualmente, entendemos que o MKULTRA e seus projetos aliados devem ter afetado centenas, provavelmente milhares, de indivíduos. Ainda que reajamos com profunda suspeita seja quando for que um desses indivíduos se apresente e se identifique, ou seja quando for que um investigador independente argumente que o controle mental tem dirigido algumas pessoas dignas de nota a ações de outra forma inexplicáveis. Onde, o cético pode corretamente perguntar, está a documentação que sustenta tais acusações? A maioria da “trilha de papel” do MKULTRA foi (alegadamente) queimada por ordem de Richard Helms; o que sobrou tem sido censurado, deixando manchas de tinta preta seja onde for que os nomes tenham originalmente aparecido. Ao se queixarem de controle mental as vitimas podem, em sua maior parte, apenas nos dar seu testemunho – e quão confiável é este testemunho especialmente a luz do fato de que um dos propósitos do MKULTRA era induzir insanidade? Qualquer um avaliando que ele foi vitimizado pelo programa pode bem estar procurando uma desculpa extrínseca para sua própria psicopatologia. Se você diz que você é um louco fabricado, você estava provavelmente louco a começar com “Ardil 22″[um excelente livro].

Quando John Marks escreveu “THE SEARCH FOR “THE MANCHURIAN CANDIDATE”” ele recebeu inúmeras cartas de pessoas que insistiam que elas tinham sido drogadas, “ondeadas” ou de outra forma abusadas pela CIA ou os militares. A maior parte destas comunicações foi diretamente para o arquivo de lunáticos dele. Talvez muitas merecessem este destino; mas eu conheço ao menos um que não merecia.

Marks contudo, devota muita atenção a Val Orlikov, um entigo ‘paciente’ da mais notória figura dos anais dos crimes médicos americanos: Dr. Ewen Cameron, um cientista custeado pela CIA que chefiava o Instituto Memorial Allan da Universidade McGill, Montreal, Canadá. Cameron, um pesquisador de saúde mental altamente respeitado, experimentou uma técnica que ele chamou de “direção psíquica”, um programa de lavagem cerebral que envolvia inflingir a um sujeito uma repetição incessante de fitas gravadas com mensagens selecionadas, de 16 a 24 horas por dia, combinadas a um maciço tratamento por eletrochoque e LSD. Os cobaias deste projeto eram pacientes que tinham vindo para o Allan Memorial com queixas psicológicas relativamente menores. Os experimentos de Cameron fracassaram e suas teorias foram desacreditadas, o que pode explicar porque a CIA e seus apologistas agora se sintam mais confortáveis discutindo os esforços franquistenianos no  Allan Memorial, em oposição ao trabalho mais bem sucedido em outros lugares.

O testemunho de Orlikov tem recebido muita atenção respeitosa daqueles escritores que tem examinado MKULTRA, e muito corretamente. Quando estudei os arquivos no Arquivo de Securidade Nacional, fiquei particularmente familiarizado para ler as cartas originais dela a John Marks, e estas páginas tem levado a desmascarar um projeto especialmente sinistro da CIA. As cartas, bastante interessantemente, se provaram exatamente tão vagas, desconcatenadas e bizarras quanto a correspondência similar que os pesquisadores rotineiramente descartam. Orlikov não pode ser culpada pela natureza confusa de suas lembranças; uma certa quantidade de fog é para ser esperada. dado a natureza do crime perpetrado contra ela. O ponto importante é que a história dela, foi descoberta ser verdadeira. Porque as queixas dela desencadearam uma investigação enquanto aquelas queixas de outros foram prontamente descartadas? Talvez a resposta resida no fato de que o marido de Orlikov tenha se tornado um membro do parlamento canadense. Qualquer vítima da experimentação da CIA que deseje ser levada seriamente deve, talvez, primeiramente se assegurar de se casar bem.

De fato, podemos facilmente perdoar os prévios escritores e pesquisadores cujas pesquisas sobre o MKULTRA tem sido tendenciadas em favor da complacência. Mas não podemos permitir que este preconceito natural aleje a nossa atual investigação. Vamos examinar, então, umas poucas “histórias de horror” da literatura de controle mental e sublinhar as possíveis correlações com o testemunho do abduzido.

“O ANJO GUARDIÃO” DE PALLE HARDRUP

Como mencionado previamente, não tenho me aprofundado muito no assunto da hipnose neste trabalho – primariamente por causa das limitações de espaço e tempo, mas também por causa das discussões das possibilidades da hipnose per se tendem a nublar a matéria e seu uso em conjunto com as técnicas eletrônicas supramencionadas. Obviamante, contudo, a hipnose é uma arma maior no armamento do controlador mental; em um futuro trabalho em completa extensão, pretendo lidar com este assunto em muito maior profundidade.

É desnecessário dizer, um dos objetivos primários do MKULTRA e dos projetos relacionados era determinar se alguém podia induzir hipnoticamente outra pessoa a cometer um ato anti-social. Esta possibilidade permanece um dos assuntos mais acaloradamente debatidos em hipnose, porque a sabedoria convencional avalia que nenhum indivíduo pode ser hipnotizado para cometer uma ação que viole seu interior código moral. Martin Orne, editor do prestigiado INTERNATIONAL JOURNAL OF CLINICAL AND EXPERIMENTAL HYPNOSIS concorda com este axioma, e ele está em posição de codificar muito da opinião estabelecida sobre este tópico. Orne, contudo, é um veterano do MKULTRA, e sobretudo parece ter mentido – ao menos em suas comunicações originais – ao autor John Marks sobre seu envolvimento intencional no sub-projeto 94. Conquanto eu respeite grande parte do trabalho inovador de Orne, seus pronunciamentos não sustentam, ao menos para este leigo, uma inquestionabilidade olimpiana.

Para estar seguro, muitos outros especialistas em hipnotismo, não comprometidos com ligações a companhias, também descartam a possibilidade que ações anti-sociais possam ser induzidas. Mas um número de profissionais altamente experientes – incluindo Milton Kline, William Kroger, George Estabrooks, John Watkins e Herbert Spiegel — tem argumentado que tais ações, podem, ao menos em algum grau, serem desencadeadas por um manipulador externo.

Ocasionalmente, queixas de comportamento anti-social induzido hipnoticamente encontram seu caminho nas côrtes de justiça; em um tal caso, que levou à prisão do hipnotizador, foi a caso de Palle Hardrup. Este incidente ocorreu na Dinamarca em 1951. Palle Hardrup roubou um banco, matando um guarda no processo, e mais tarde afirmou que tinha sido instruído a fazer assim pelo hipnotizador Bjorn Nielsen. Nielsen eventualmente confessou ter engenheirado o crime como um teste para suas habilidades hipnóticas. O aspecto mais significativo deste incidente diz respeito a pose que Nielsen adoptou para trabalhar seu projeto malicioso. Durante as sessões de hipnose, Nielsen hipnoticamente sugeriu que ele era o “anjo da guarda” de Hardrup, representado pela letra X. Hardrup testemunhou que “há uma outra sala na porta do lado onde Nielsen e eu vamos falar por nós mesmos. É lá que meu espírito guardião geralmente vem e fala comigo. Nielsen diz que X tem uma tarefa para mim.”

Uma das tarefas que foi arranjada foi a da namorada de Hardrup ter sexo com o hipnotizador. As outras tarefas, envolviam assalto e assassinato. Nielsen convenceu sua vítima que X queria os fundos do roubo para serem utilizados em dignos objetivos políticos. No fim foi dito a Hardrup que os fins justificam os meios.

Compare este cenário com o típico caso do contactado, no qual os guardiães alienígenas convencem suas vítimas/sujeitos que o encontro eventualmente servirá a algum propósito não especificado. De fato, em minhas entrevistas com abduzidos que tem estabelecido um relacionamento a longo prazo com seus visitantes, tenho descoberto que alguns deles originalmente acreditavam que estivessem em contacto com guardiães angélicos como o de Hardrup. Somente nos anos recentes esta pose de anjo foi descartada e a verdadeira forma do alien foi revelada.

Assim temos um meio possível de superar a proposição de que a hipnose não possa induzir o comportamento anti-social. Se falta escrúpulos a um hipnotizador, e ele tem acesso a um sujeito particularmente suscetível, ele pode induzir uma realidade mal percebida. As ações que abjuramos no contexto diário se tornam aceitáveis em circunstâncias especiais: um cidadão que nunca poderia cometer um assassinato em rua na noite suburbana, se preparado no exército, mata no campo de batalha. Na hipnose, a mente se torna este campo de batalha. Nas palavras do Dr. John Watkins,

Nos comportamos com base em nossas percepções. Se as nossas percepções de uma situação podem ser alteradas de forma que nos faça mal construi-las, ou desenvolver uma falsa crença, então o nosso comportamento em relação a isto será drasticamente alterado. É precisamente nesta área de mudança das percepções que a modalidade hipnótica demonstrará seus efeitos mais poderososos. As alucinações tanto sob hipnose quanto pós hipnóticas podem facilmente serem induzidas no sujeito sugestionável. Pode ser feito que ele ignore o estímulo doloroso, aparentemente sendo incapaz de ouvir sons altos, e ver indivíduos que não estão presentes. Sobretudo, as atitudes e crenças podem ser iniciadas nele que são bem anormais e frequentemente contrárias aquelas anteriormente mantidas.

Se a hipnose tradicional, não auxiliada, pode alcançar tais mudanças na percepção, podemos facilmente imaginar as possibilidades inerentes a combinação das técnicas hipnóticas com a pesquisa psicoeletrônica previamente descrita.

Cientistas tais como Orne e Milton Erickson tem tomado matéria das avaliações de Watkins. Mas o caso  Hardrup pareceria sustentar Watkins. Se alguém pode ser convencido que ele, como Joana D’Arc, atua sob a influência de um alto poder sobrenatural, então capacidades anteriormente inimagináveis podem ser reveladas e as ações “impossíveis” podem ser desempenhadas. De fato, quando consideramos as extremas mudanças de personalidade – e ocasionalmente, as ações sinistras, desencadeadas por líderes de certos cultos, e grupos ocultos, entendemos a desejabilidade de instalar uma história cobertura hipnótica dentro de uma matriz sobrenatural. As pessoas farão por Deus – ou pelo Diabo, ou pelos Irmãos Espaciais – o que caso contrário não fariam.

A data do caso Hardrup coresponde a instituição de BLUEBIRD/ ARTICHOKE; não se precisa de muita imaginação para ver como este caso pode ter servido como um modelo para os cientistas pesquisando estes e os projetos subsequentes.

MEMÓRIA EM TELA

Segundo os arquivos desclassificados nos arquivos de Marks, uma maior dificuldade enfrentada pelos pesquisadores do MKULTRA diz respeito ao “problema da disposição”. Isto é, o que fazer com as vítimas da experimentação com eletrochoque, drogas e hipnose da CIA. A companhia lançou mão de tácticas caraterísticas mas desagradáveis: eles se desfizeram de seus cobaias humanas encarcerando-as em asilos para insanos, realizando lobotomias e ordenando “ações executivas”.

Uma solução mais sofisticada tinha que ser encontrada. Uma das metas dos esforços de controle mental da CIA era assegurar o apagamento da memória por meio da hipnose [e drogas, eletrônicos, lobotomias etc]. não apenas para ocultar o que aconteceu durante as sessões de programação/doutrinação experimentais que se provariam útil no campo. “A AMNÉSIA ERA UMA GRANDE META” confirma Victor Marchetti, que ressalta a sua utilidade em lidar com agentes contratados: “depois que você tem feito isto, a agência até mesmo não sabe o que ele está fazendo… você o envia dentro e ele faz o trabalho. Quando ele volta, você limpa sua cabeça”.

O grande problema: a despeito da amnésia hipnoticamente induzida, haveria vazamentos da memória – fragmentos de material represado se elevariam espontaneamente, em sonhos, flashbacks etc. Uma solução proposta: dar ao sujeito uma “memória em tela” , uma história falsa, assim, se ele começasse a recordar o material, ele o recordaria incorretamente.

Até mesmo o conservador Dr. Orne nota que:

A S [subjeito] que é capaz de desenvolver uma boa amnésia pós hipnótica também responderá a sugestões para se lembrar de eventos que realmente não aconteceram. Ao despertar, ele deixará de recordar os eventos reais do transe e ao invés se recordará dos eventos sugeridos. Se algum, este fenômeno é mais fácil de ser produzido do que a amnésia total, talvez porque isto elimine a sensação subjetiva de um espaço vazio na memória.

Não apenas as memórias em tela preenchem os desconfortáveiws brancos na lembrança do sujeito, elas protegerão contra qualquer revelação posterior. Um medo dos cientistas do MKULTRA era que o indivíduo hipno-programado usado como, vamos dizer, um correio, possa ser desprogramado por um outro hipnotizador que talvez trabalhe para o inimigo. Assim, os cientistas do MKULTRA decidiram instilar personalidades múltiplas – múltiplas histórias cobertura se você peferir – para confundir os hipnotizadores não autorizados.

Um caso usando esta técnica se centrou em um assassino chamado Luis Castillo, que, depois de sua captura nas Filipinas, foi extensamente entrevistado e estudado por especialistas a serviço do Escritório Nacional de Investigação, o equivalente do país ao nosso FBI. Foi descoberto que Castillo tinha ao menos quatro personalidades distintas, hipnoticamente instiladas; cada personalidade pode ser desencadeada por um pista específica. Em um estado, ele afirmou ser o Sgt. Manuel Angel Ramirez, do Comando Tático Estratégico Aéreo do Vietnã do Sul; supostamente, “Ramirez” era o filho ilegítimo de um certo oficial de alto escalão da CIA, que fumava cachimbo, cujas iniciais eram A.D. Uma outra personalidade afirmava ser um dos assassinos de John F. Kennedy.

O principal hipnólogo envolvido neste caso rotulou estes alter-egos hipnóticos de “estados zumbis”. O relato deste caso declarou que “o fenômeno zumbi referido aqui é um comportamento sonâmbulo apresentado pelo sujeito em uma resposta condicionada a uma série de palavras, frases, declarações, aparentemente desconhecido do sujeito em seu estado normal alerta.”

Depois da repatriação de Castillo para os EUA, o FBI afirmou que ele tinha fabricado a história. Em seu livro “OPERATION MIND CONTROL”, Walter Bowart faz um caso convincente contra as afirmações do FBI. Certamente muitos aspectos do caso de Castillo argumentam pela sua sinceridade – inclusive sua insensibilidade a dor induzida hipnoticamente, sua manutenção da história até mesmo quando severamente embriagado, e suas tentativas de suicídio aparentemente programadas.

Se Castillo contou a verdade, como acredito que ele o fez, então ele manifestou tanto a personalidade múltipla hipnoticamente induzida quanto uma pseudo-memória. A primeira permanece controvertida, mas a segunda tem sido repetidamente replicada em situações experimentais.

Este ponto é vitalmente importante para os estudantes do fenômeno da abdução. Não podemos assumir a acurácia das descrições das abduções dadas durante subsequentes regressões hipnóticas. Sobretudo, não podemos até mesmo assumir a acurácia das lembranças espontaneamente suscitadas [isto é, as memórias de abdução que não são desencadeadas pela regressão hipnótica]. De fato, os céticos responsáveis tem argumentado que a regressão hipnótica pode se provar inadvertidamente nociva, no que ela pode fechar no lugar uma falsa lembrança.  (Note, contudo, que outros profissionais psiquiatras consideram a regressão hipnótica a melhor técnica, contudo falha, em destrancar a amnésia. Da minha parte, mantenho uma atitude cautelosa e ambivalente na direção do uso da hipnose no trabalho do abuzido]

Garantidamente, é muito fácil para os desmentidores gritarem “confabulação” para desmentir o testemunho hipnótico que não se conforma a nossas pré concepções sobre o possível; não pretendo cometer o mesmo erro. Seja onde for que os céticos ofereçam o fenômeno da pseudo-memória para racionalizar as queixas de abdução, eles citam situações experimentais na qual a pseudo-memória foi originalmente criada por um hipnotizador. Estes experimentos não podem ser citados como prova que um indivíduo abduzido espontaneamente conjurou uma fantasia [o que justamente acontece para corresponder aos detalhes de centenas de “fantasias” similares]. Muito mais, os estudos de laboratório da criação da pseudo-memória provam o meu ponto: a pseudo-memória pode ser induzida por uma hipnose anterior.

Em outras palavras, um abduzido pode falar de aliens – quando a realidade foi algo inteiramente diferente.

Em correspondência comigo, um importante pesquisador de abdução escreveu de um caso no qual um abduzido se lembrou de ter visto um helicóptero se transformar em um UFO. Durante uma das poucas sessões de regressão a que compareci, ouvi uma narrativa exatamente similar. Hopkins argumentaria que o helicóptero era a “memória em tela” escondendo a horrorosa realidade do encontro UFO. Mas a navalha de Occam realmente corta deste modo? Não devemos também considerar a possibilidade de que o objeto em questão fosse realmente um helicóptero – que o abduzido foi instruído a se recordar como um UFO?

A SUPER ESPIÃ

Entre os paéis liberados do BLUEBIRD/ARTICHOKE/MKULTRA estava o seguinte memorando escrito a mão, não assinado e não datado:

Tenho desenvolvido uma técnica que é segura [livre de censura internacional]. Isto tem a ver com o condicionamento de nosso próprio povo. Posso realizar isto como o trabalho de um só homem.

O método é a produção de hipnose por meio de simples medicação oral. Então [sem nenhuma medicação posterior] a hipnose é reforçada diariamente durante os seguintes três ou quatro dias.

Cada indivíduo é condicionado contra revelar qualquer informação a um inimigo, até mesmo embora submetido a hipnose e drogas. Se preferível, ele pode ser condicionado a dar falsa informação muito mais que nenhuma informação.

Na margem deste documento, um dos assistentes de Marks escerveu, “Este é Wendt?” A referência aqui é a G. Richard Wendt, um professor empregado do projeto CHATTER que, em 1951, liderou tanto os empregados navais quanto os da CIA em uma caçada de controle mental, quando um experimento similar ao descrito acima falhou em produzir resultados.

Até mesmo se o memorando acima descreve um fracasso operacional [e as táticas descritas neste memo não parecem muito possível para mim], não devemos ficar complacentes. Agora sabemos que, em ao menos um caso, técnicas mais sofisticadas tornaram o cenário acima uma realidade.

Eu me refiro ao caso de Candy Jones.

A história dela deu origem ao menos a um livro e deve, um dia, dar origem a outro. Obviamente, não posso aqui dar todos os detalhes desta narrativa fascinante e assustadora. Mas a precisão é obrigatória. .

Ms. Jones (nascida Jessica Wilcox) obteve um status de estrela como modelo durante a Segunda Guerra Mundial, e mais tarde criou sua própria agência de modelos. Um homem do FBI pediu que ela se colocasse para ser usada como “correio” para o FBI e uma “outra agência do governo” [presumidamente, a CIA]; Candy, profundamente patriota, aceitou contentemente a proposta. Chegando as margens do mundo clandestino, Candy eventualmente entrou em contacto com um “Dr. Gilbert Jensen,” que trabalhava, por sua vez, com um “Dr. Marshall Burger.” (ambos os nomes são pseudônimos.) Desconhecido para ela, estes doutores tinham sido empregados como “espiões-psiquiatras” pela CIA. Usando uma entrevista de emprego como cobertura, Jensen induziu a hipnose, descobrindo que Candy era uma pessoa particularmente responsiva – e continuou a usa-la como outros cientistas usam um maccaco rhesus. Ela se tornou um sujeito teste para o programa de controle mental da CIA.

O trabalho dela — até onde é conhecido — era fornecer o serviço clandestino de correio. Estabrooks tem ressaltado a idéia básica anos antes; induzir a hipnose via uma técnica disfarçada, dar ao  mensageiro a informação a ser memorizada,e hipnoticamente apagar a mensagem da mente consciente e instalar uma sugestão pós hipnótica que a mensagem [agora enterrada dentro do subconsciente] seria trazida apenas por meio de uma pista específica. Se o hipnólogo pode criar um tal correio, a ultra segurança deve ser garantida, até mesmo a tortura não fará com que o mensageiro conte o que ele sabe porque ele não sabe que sabe. Segundo o altamente respeitado Dr. Milton Kline, “Realmente existe evidência que não tem sido publicada” provando que o agente secreto perfeito de Estabrooks pode ser com sucesso evocado.

Candy foi uma de tais histórias de sucesso. Sucesso, neste contexto, significa que ela pode ser – e foi – brutalmente torturada e abusada enquando realizava missões para a CIA. Todos os brinquedos do MKULTRA foram colocados no jogo: hipnose, drogas, condicionamento — e eletrônica. Usando estes aparelhos, Jensen e Burger geranciaram para: — instalar uma ‘personalidade duplicada” – criar a amnésia das sessões de programação e dos trabalhos de campo – tornando Candy em uma fanática cheia de ódio e viciada, o melhor meio de isola-la do resto da humanidade. [anteriormente, seus associados a consideravam uma pessoa profundamente tolerante e sua agência de modelos foi uma das primeiras a quebrar a barreira de cor], e – programa-la para cometer suicídio no fim de sua utilidade para a Agência. As técnicas de programação usadas nela foram falhas. Ele quebrou a segurança quando se casou com uma famosa personalidade do radio em New York, John Nebel, que, usando a regressão hipnótica, conseguiu trazer a verdade a tanto tempo represada. Eventualmente a ‘outra Candy’ disse adeus e a programação foi quebrada.

Os céticos podem achar a história de Candy tão incrível quanto as narrativas de abdução – afinal, um amador a tinha conduzido em uma regressão hipnótica, e a possibilidade de confabulação sempre se apresenta. Não obstante, sinto que a veracidade da narrativa dela tem sido estabelecida acima de qualquer dúvida razoável. Em suas sessões de regressão hipnótica ela se recordou de ser programada em um instituto ligado ao governo no norte da Califórnia – que, como mais tarde provaram as investigações de John Marks, esteve de fato pesadamente envolvido com a pesquisa de lavagem cerebal custeada pelo governo. O próprio Marks acredita na história de Candy — não menos, por causa dos detalhes dos métodos de programação que foram usados nela foram consubstanciados em documentos liberados depois do livro dela ter sido publicado. Entrevistas com Milton Kline, Dr. Frances Jakes, John Watkins e outros forneceram o testemunho que a programação de Candy Jones era provável — e Deep Trance substanciou a história.

Recentemente, o caso tem recebido uma importante confirmação indireta: investigadores interessados no acompanhamento da pesquisa tem preenchido solicitações sob o FOIA com a CIA para todos os papéis relacionados a Candy Jones. A agência admite ter um arquivo substancial sobre ela mas se recusa a liberar qualquer parte dele. Se a história dela fosse falsa, então porque a CIA estaria tão relutante em entregar a informação? De fato, porque, em primeiro lugar, eles teriam um arquivo?

A confirmação final da história de Candy exige uma revelação — uma que faço com alguma trepidação até mesmo embora o indivíduo nomeado esteja morto.

“Marshall Burger” era realmente o Dr. William Kroger.

Kroger, a muito tempo associado a instituição da espionagem, tinha escrito o seguinte em 1963:

…um bom sujeito pode ser hipnotizado para envio de informação secreta. A memória desta mensagem pode ser encoberta por uma amnésia artificialmente induzida. No evento que ele deva ser capturado, ele naturalmente não se lembrará que ele até mesmo recebeu a mensagem… contudo, desde que tenha sido dado a ele uma sugestão pós hipnótica, a mensagem estaria sujeita a ser recordada por meio de uma pista específica.

Se Candy tivesse de fato confabulado a história dela, porque ela nomearia este cientista em particular, que, escrevendo teoricamente em 1963, previu os eventos subsequentes da vida dela?

Depois do Caso Jones, Kroger transferiu sua base de operações para a UCLA — especificamente, para o Instituto Neuropsiquiátrico dirigido pelo Dr. Louis Jolyon West, um veterano do MKULTRA. Lá ele escreveu “Hipnose e Modificação de Comportamento’, com um prefácio de Martin Orne (um outro veterano do MKULTRA) e H.J. Eysenck (ainda um outro veterano do MKULTRA). O final desta obra contém pistas assustadoras das posibilidades inerentes de combinar a hipnose com a Estimulação Eletrônica Cerebral, implantes e condicionamento – embora Kroger seja cuidadoso ao ressaltar que ” não estamos interessados que o homem possa ser condicionado por recompensas e punições pela estimulação eletrônica cerebral para ser controlado como um robô”. Ele pode não estar interessado mas talvez nós devamos estar.

O controle de Candy Jones nos dá muita informação útil para nossa hipótese da abdução alienígena.

1. Suas sessões de tortura – inflingidas durante sua programação pelos seus mestres da CIA, e as missões por pessoas ainda misteriosas – parecem surpreendentemente similares a de outra forma exames ilógicamente dolorosos alegadamente realizados a bordo da espaçonave alienígena.

2. A personalidade dela muda a grosso modo parelelo aquelas experienciadas por certos abduzidos UFO.

3. A despeito de sua brutalização, ela permaneceu leal aos Drs. Jensen e Burger. Este comportamento surpreendente me lembra as primeiras entrevistas com abduzidos, durante as quais ouvi medonhas descrições de sessões de tortura UFO – seguidas de protestos de amor ilimitado pelos inflingidores da dor alienígenas. Como muitos abduzidos, Candy tinha que comparecer a sessões regulares de condicionamento. A repetida exposição à programação é necesária para efetuar o controle contínuo.

5. Para manter seu domínio total sobre a mente dela, os manuseadores de Candy a programaram para permanecer isolada. Especificamente, eles instilaram uma profunda paranóia em relação a outros seres humanos; os “externos” provavelmente eram inimigos para abusar dela. Tenho visto consistentemente este padrão em meu trabalho com abduzidos. Os céticos argumentariam que os medos  não razoáveis do abduzido provavelmente indiquem a esquizofrenia paranóide – um sintoma que pode, de fato, ter experiências alucinatórias. Mas a maioria dos abduzidos são facilmente hipnotizados enquanto os esquizofrênicos paranóides são extemamente difíceis de se submeterem a hipnose, segundo o Dr. Edward Simpson-Kallas, um psiquiatra com ampla experiência na área da hipnose forense. Se, contudo,  estes medos não razoáveis tenham sido hipnoticamente induzidos, a contradição é resolvida.

6. Candy era produto de uma infância infeliz, daí sua propensão para a personalidade múltipla. Muitos dos abduzidos repetidas vezes que tenho entrevistado tem similares histórias familiares deprimentes.

7. A história de Candy Jones também tem o que podemos chamar de uma “relevância negativa” para as narrativas de abdução. Porque os Controladores não estabeleceram uma história cobertura hipnótica, ou pseudo-memoria, os fatos verdadeiros do caso conseguiram se permear para a mente consciente dela. Não importa quão completa a amnésia pós hipnótica, o vazamento ocorrerá – daí a necessidade de uma história cobertura, uma falsa memória, para preencher a falha da lembrança. A CIA aprende com seus erros. A hipno-programação de Candy Jones se quebrou já em 1973 – o ano em que o “disfarce alien’ se tornou [se a minha hipótese está correta] o procedimento padrão de operação. [Milton Kline aceitou a história de Candy Jones, mas considerou o trabalho amadorístico e inconsistente com o melhor trabalho realizado naquele tempo. Talvez a maior falha tenha sido a falta de uma história cobertura como pseudo-memória?]

BASES DE SUSPEITA

Rumores sobre “bases subterrâneas” são tão quentes quanto pimenta no campo UFO exatamente agora, e várias destas histórias envolvem abduções.

Por exemplo, uma pequena apresentação do famoso caso UFO de Bentwaters envolve a abdução de um homem da força área chamado Larry Warren para uma cavidade subterrânea sob a base militar. Lá, conquanto no que ele mais tarde desceveu como “um estado um tanto drogado”, ele viu aliens e seres humanos – figuras militares – trabalhando lado a lado.

Tenho falado com uma outra abduzida, Nancy Wright, que alegadamente foi levada a uma câmara subterrânea dez milhas ao norte da base da força áerea de Edwards, Califórnia. Como este foi um evento de múltiplas testemunhas, e Ms. Wright não tinha tentado capitalizar a história para ganho financeiro, tendi a acreditar na história dela. Segundo a pesquisadora de abdução Miranda Parks, um casal de idade avançada vivendo nas vizinhanças também foi abduzido de modo exatamente similar.

Em 1979, Paul Bennewitz e Leo Sprinkle pesquisaram um caso de abdução particularmente controvertido envolvendo uma jovem mulher [nome não revelado] que aparentemente foi levada a uma instalação onde os alienígenas processam fluidos e partes corporais de uma mutilação de gado. Esta investigação parece ter levado a perseguição governamental de Bennewitz, na qual alguma forma de controle mental [ou, como já tenho anteriormene me referido a isto, “lus de gás eletrônica”] pode ter desempenhado uma parte.

A quem podemos responsabilizar por estas histórias de alegada desonestidade alienígena realizada em conjunto com os militares? Eu, por mim, não posso creditar as histórias geralmente não consubstanciadas de uma “conspiração cósmica” agora promulgada por ex agentes de inteligência tais como John Lear e William Cooper. Conquanto eu não possa avaliar insinceridade da parte destes homens, frequentemente imagino se eles tem sido usados como condutos – voluntários ou não – em um sofisticado esquema de desinformação.

Uma explicação mais simples, embora não menos assustadora, para a ‘base” das abduções pode ser encontrada na história do Dr. Louis Jolyon West, agora notório por sua perticipação nos experimentos com LSD do MKULTRA. Inspirado por “A Violência e o Cérebro” (um livro dos Drs. Frank Ervin e Vernon H. Mark que atribuiu um turbilhão interno em uma cidade a um “defeito genético’ dentro dos negros rebeldes], West propôs, em 1973, um Centro para Estudo e Redução da Violência, onde indivíduos potencialmente violentos podiam ser abordados profilaticamente.

E quem eram estes indivíduos? Segundo a proposta de West, os fatores dignos de nota indicando uma predisposição violenta eram “sexo [masculino], idade [jovem], etnicidade [negro] e urbanicidade.” Como lidar com eles? “… implantando pequeninos eletrodos profundamente no cérebro, a atividade elétrica pode ser acompanhada em áreas que não podem ser medidas pela superfície do escalpo… é até mesmo possível registrar mudanças bioelétricas nos cérebros dos sujeitos em livre movimento, pelo uso de técnicas de controle remoto…’ Ao monitorar remotamente os EEGs dos sujeitos, os episódios potencialmente violentos podem ser identificados.

Para os nossos propósitos, o aspecto mais significativo desta proposta tinha a ver com a locação. Em uma comunicação secreta ao Dr. J.M. Stubblebine, diretor do Departamento de Saúde do Estado da Califórnia (felizmente, esta carta foi ‘vazada” ao público], West revelou que ele pretendia hospedar o centro dele em uma abandonada base de mísseis Nike, cuja localização era acessível ainda que relativamente remota. “Este local é seguramente cercado”, escreveu West. “Estudos comparativos podem ser realizados fora de lá, em uma localização conveniente mas isolada, de programas modelo experimentais, para a alteração do comportamento indesejável.”

A gritaria pública deteve estes planos. Mas este esquema foi verdadeiramente eliminado? Ou ele meramente foi modificado, despido [temporariamente] de seus tons raciais e relocalizado a algum ponto menos acessível?

Uma coisa é certa: um “espião-psiquiatra” da CIA favoreceu a experimentação secreta do controle comportamental em uma remota instalação militar. Talvez alguém dentro das divisões de modificação comportamental da instituição da espionagem ainda pense altamente nesta idéia. Se assim for, o problema da disposição mais uma vez eleva sua horrível cabeça, devem os “visitantes” destas instalações até mesmo reaparecem na sociedade externa. Novamente, uma história coberura hipno-programada se provaria insubstituível.

A CONEXÃO ESCANDINAVA

Muitos livros tem sido escritos sobre os abduzidos, ainda que existam poucos sobre as vítimas de controle mental.Não posso entender esta situação; a realidade dos UFOs ainda é controvertida, ainda que a existência de controle mental tenha sido verificada em duas investigações congressionais [altamente comprometidas] e em milhares de documentos obtidos sob o FOIA. Não obstante, os abduzidos podem encontrar um ouvido simpático, enquanto os poucos que ousam se proclamar vítimas de conhecidos programas do governo raramente encontrem alguém que os ouçam. Nossos preconceitos sobre este assunto são lamentáveis, porque se ouvissemos os “controlados” ouviriamos muitos detalhes surprendentemente similares aqueles mencionados pelos abduzidos UFO.

Dois casos a ressaltar: Martti Koski e Robert Naeslund.

Koski, um cidadão finlandês, afirma ter sido vítima de uma experimentação de controle mental enquanto visitava o Canadá. Logo depois que a experiência dele começou, ele tentou transmitir sua situação ao mundo e chamar atenção para sua queixa. Poucos ouviram. Muitos detalhes dele eram bizarros, e não sendo um nativo de lingua inglesa, ele não podia se expressar convincentemente para aquele dos quais ele abordava por ajuda. Ainda que muitos aspectos de sua história correspondam estreitamente a detalhes conhecidos do MKULTRA e programas relacionados.

Naeslund, um cidadão sueco, conta uma história similar. Sobretudo, suas queixas foram sustentadas por um evidência especial: os raios X revelaram um implante em seu cérebro. Naeslund realmente foi ao extremo de ter seu implante testado por técnicos eletrônicos da Hewlett-Packard. Um cirurgião grego realizou a necessária trepanação para remover o aparelho.

Muitos aspectos das histórias de Koski e Naeslund correspondem a minha hipótese. Koski, por exemplo, a um ponto foi dito que os doutores que o afligiram eram realmente ‘aliens de Sirius”. Em um outro ponto, foi levado a acreditar que estava sob a direção do Senhor [como indiquei anteriormente, a manipulação da imagem religiosa pode ajudar a induzir o comportamento anti-social; o super-ego do sujeito pode ser nulificado se ele acredita que segue os comandos do alto. Tal manipulação pode explicar os aspectos mais bizarros da abdução de Betty Andreasson Luca].

O implante de Naeslund foi originalmente colocado através da cavidade nasal. Ele primeiro entendeu que algo terrível tinha acontecido a ele depois de uma experiência de tempo perdido seguida de um sangramento nasal.

Este detalhe será instantaneamente familiar a qualquer um que tenha estudado as abduções; tenho encontrado isto em minhas próprias conversas com abduzidos. Para um excelente exemplo na literatura UFO rencomendo ao leitor o caso de Susan Ransted, como detalhado por Kevin D. Randle no livro  THE UFO CASEBOOK; o background da alegada contactada Diane Tessman também é digno de nota a este respeito. Intrigantemente, tenho localizado uma referência na literatura aberta ao uso, em estudo animal, de eletrodos implantados nasalmente para a medida de efeitos da radiação eletromagnética.

Há outras declaradas vítimas de controle mental que mantém a evidência de implantes: note, especialmente, o caso fascinante de James Petit, um piloto ligado a CIA e alegado aluno de lavagem cerebral; os raios X de seu crânio tem revelado implantes no estilo daqueles dos abduzidos – apropriados, talvez, já que seu corpo tem cicatrizes do estilo daquelas dos abduzidos; igualmente, certos abduzidos darão, se permitidos por uma audiência completa e simpática, testemunho fortemente concordante com a narrativa de Koski.

HELICOPTEROS E DISCOS

A história bizarra de Rex Niles e sua irmã (cujo nome não aparece nas narrativas das notícias) pode lançar uma luz interessante em uma variedade de casos de abduzidos, particularmente naquele de Betty e Barney Hill. Niles, o proprietário vertiniginoso de uma firma sub-contratada de defesa Woodland Hills  (Rex Rep) foi apontado pelas autoridades investigando os subornos da indústria de defesa. Ele se tornou uma testemunha  extraordinariamente cooperativa na investigação – até que ele foi alvejado por seus inimigos, que alegadamente usaram psicoetrônica como perseguição.

O seguinte trecho do artigo do LOS ANGELES TIMES sobre Niles é particularmente compelente:

Ele [Niles] deu testemunho de sua irmã, uma mulher de Simi Valley que jurou que helicópteros tinham repetidamente circulado a casa dela. Um engenheiro mediu 250 watts de microondas na atmosfera fora da casa de Niles e descobriu um disco radioativo sob o para-lama de seu carro.

Um antigo colega da escola secundária, Lyn Silverman, afirmou que o computador da casa dela ficava desordenado quando Niles ficava de pé perto dele.

Não existem aliens nesta história – ainda que seja tão similar as histórias das abduções aliens! Os helicópteros de baixo vôo, de fato, são frequentemente relatados pelas vítimas de abdução – o caso de Betty Andreasson Luca fornece o exemplo mais bem conhecido. A desordenação de equipamento eletrônico também é frequentemente encontrada nos casos atribuídos a abdução; tenho falado independentemente com três mulheres que afirmam terem sido capazes de perturbar ou desligar televisões e estéreos simplesmente ao passar pelos aparelhos; uma mulher até mesmo afirmou que ela desligou sua televisão apenas ao apontar para ela.

Mas o disco radiativo é especialmente intrigante. Como recentemente explicou o antigo agente do FBI Ted Gunderson ao meu associado Alexander Constantine, discos magnéticos radiativos tem a muito sido usados pelos serviços clandestinos como indutores do cancer [assassinos silenciosos] – isto é, como instrumentos de assassinato. Não apenas isto. O disco lembra a alguém um pequeno detalhe do caso Hill – mais ou menos uma dúzia de pontos brilhantes, cada um do tamanho de um dolar de prata, encontrado na carroceria do carro dela diretamente depois da abdução. Uma agulha de bússola reagiu selvagemente quando colocada perto destes pontos. Eles poderiam ter marcado o local onde um aparelho eletromagnético ou radiativo, similar aquele encontrado por Niles, foi colocado no carro? (um tal aparelho pode ser mantido para localizar magneticamente, as impressões circulares). Se assim for, então a EMR desorientante pode ter ajudado a induzir o avistamento UFO dos Hills.

OS MILITARES E O CONTROLE MENTAL

Algum tempo atrás, frequentei sessões de regressão hipnótica nas quais o sujeito – um declarado abduzido UFO – recordava-se de ter sido submetido a uma misteriosa “operação cerebral” no hospital dos veteranos da Califórnia. A operação foi realizada por seres humanos, não por alienígenas. Interessantemente, este mesmo hospital foi mencionado em dois outros casos que encontrei. Estas outras queixas não foram feitas por abduzidos, mas por pessoas que alegadamente tem sido vítimas de experimentação de controle mental.

Um dos queixosos, um antigo SEAL da Marinha que realizou inúmeras missões perigosas no Vietnã, impressionou-me favoravelmente com a riqueza de detalhes da história dele. Este indivíduo – tenho me referido a ele como “o SEAL treinado” – tinha recebido treinamento militar especializado de combate em uma base militar na Califórnia. Ele afirma que em um ponto durante seu treinamento ele foi drogado, hipnotizado, posivelmente colocado sob alguma forma de controle eletrônico, e submetido a extremos de condicionamento operante de dor/prazer. Um detalhe peculiar da história dele diz respeito ao aspecto da “recompensa” do condicionamento. Quando apropriadamente aquiescente, ele recebia acesso sexual ilimitado a uma mulher, que diz o SEAL, também era vítima de lavagem cerebral.

Tão inacreditável quanto esta última afirmação possa ser, eu a considerei estranhamente ressonante quando mais tarde entrevistei uma proeminente abduzida no sul da Califórnia que bravamente me ofereceu detalhes de um incidente enigmático, embora muito delicado, do passado dela. Ainda uma mulher atraente, ele se recordou para mim – de fato, parecendo extremamente compelida a descrever – um antigo caso de amor com um jovem soldado em treinamento em uma base militar perto da casa dela. Ela não pode se recordar do nome do soldado. Tudo que ela se lembra é que um dia ele começou a morar na casa da família dela. Ela não tem idéia de como este arranjo começou, e seus pais nunca se sentiram confortáveis em discutir o assunto. Embora não atraída por este soldado, ela se sentia compelida a se tornar íntima dele, adotando uma atitude dócil e obediente que era bem fora do caráter dela. Mas tarde, o soldado foi em missões encobertas no Vietnã.

De fato, o desenvolvimento psico-sexual de uma pessoa jovem nunca é suave, e o incidente relatado acima pode meramente ter representado um solavavanco particularmente desapontador em uma estrada notóriamente áspera. Ainda, alguns dos detalhes desta história – particularmente a atitude dos pais, a mudança de personalidade da mulher, e seus subsequentes lapsos de memória — são surpreendentes, e trato com respeito a intuição do abduzido que este enigma menor em sua história pode, se apropriadamente entendido, lançar luz em suas posteriors experiências de tempo perdido.

Pode o “SEAL treinado” estar certo? Foi lá, é lá, um grupo de soldados hipno-programados realizando missões particularmente perigosas? E os programadores tem a sua disposição “uma senhora auxiliar”, por assim dizer, dos seguidores hipnotizados o campo?

Se a história do SEAL estivesse sozinha, os céticos poderiam facilmente descarta-la [já que eles não se sentem, como eu faço, face a face com o contador da história, ouvindo todos os detalhes horrendos e preocupantes]. Mas outros veteranos tem acrescentado as vozes deles a esta história terrível. Daniel Sheehan, do Instituto Crístico, afirma que sua organização tem falado com meia dúzia de indivíduos com narraivas similares as do meu informante SEAL. Todos tinham recebido “processamento”, por assim dizer, dentro do contexto do treinamento militar padrão; depois da programação e instrução especializada de combate por mercenários, os recrutas eram posto a espera para serem utilizados quando a situação pedisse – e algumas dessas situações ocorreram dentro dos EUA.

Walter Bowart começou sua pesquisa sobre controle mental colocando um anúncio em publicações no esilo de SOLDIER-OF-FORTUNE, pedindo correspondência de veteranos que vivenciaram inexplicáveis lapsos de memória ou estranhas técnicas de modificação de comportamento enquanto serviam no Vietnã; ele recebeu mais de cem respostas. Bowart devotou um capítulo inteiro a um desses correspondentes – um veterano da força aérea chamado David, que terminou seu período de quatro anos de serviço recordando-se apenas de ter passado tempo “tendo diversão, fazendo pesca de mergulho, deitando-se em praias, colhendo conchas… isto nunca eu comecei a entender até mais tarde que eu devo ter feito algo enquanto estava a serviço”. [um exemplo óbvio de memória em tela]. Ele também se referiu a uma namorada cujo nome não consegue se recordar a despeito do longo período e da profunda intimidade do caso. Os paralelos com a história do SEAL e as narrativas dos abduzidos devem ser óbvios.

Nós até mesmo temos uma confissão, de tipo, de um cientista que se especializou em um aspecto deste tipo de treinamento. O Ten. Comandante Thomas Narut, do Hospital Naval dos EUA na sede da OTAN em Naples, Flórida, admitiu durante uma palestra em Oslo que os recrutas em Naples eram submetidos a sessões de modificação do comportamento no estilo do filme “Laranja Mecânica”. Os soldados em treinamento eram amarrados nas cadeiras com seus olhos forçadamente abertos enquanto assistiam filmes de acidentes industriais e cerimônias africanas de circuncisão – filmes frequentemente usados por psicólogos como um meio de induzir stress em situações experimentais. Diferente do protagonista de Laranja Mecânica, que aprendeu a aversão ao sinal de violência, os soldados de Narut eram ensinados a aceitarem e apreciarem o banho de sangue, e ver isto com equinamidade. Técnicas similares foram usadas para desumanizar inimigos em potencial. Os graduados deste programa se tornaram, nas próprias palavras de Narut, “atiradores e assassinos”  a serem colocados nas embaixadas americanas pelo mundo.

Quando questionado pelos repórteres sobre estas afirmações, o governo americano negou a história; Narut – depois de um período incomunicável e aparente coação – mais tarde explicou aos jornalistas que ele tinha meramente falado teoricamente. Se assim foi, porque ele originalmente descreveu o procedimento de modificação de comportamento como um programa em andamento?

E conquanto possa parecer frívolo retornar ao assunto das abduções depois de examinar tais dados sinistros, devo lembrar ao leitor das muitas narrativas dos abduzidos nos quais eles relatam serem forçados a certos stress induzidos por filmes em movimentos. Os aliens, nos parece, tomaram algumas lições com o Dr. Narut.

Narut, de fato, se concentrou na programação seletiva de individuais soldados americanos; por outro lado do espectro do controle mental, especialistas do Departamento de Defesa também tem se concentrado em métodos de tornar batalhões inimigos inteiros ‘ineficazes para o combate”. O armamento eletromagnético, que pretende dizimar a agressão do inimigo, é a província do DARPA, sob a direção do Dr. Jack Verona. Estes projetos permanecem completamente misteriosos; sabemos, contudo, que uma operação, SLEEPING BEAUTY, empregou os serviços do Dr. Michael Persinger, um cientista que tem expressado opiniões interessantes sobre UFOs.

Persinger descobriu um método de usar ondas ELF para induzir as células MAST do cérebro a liberarem histamina, deva um comandante de campo de batalha desejar submeter seu inimigo a surtos em massa de vômito. O truque de Persinger pode fazer o trabalho ainda mais rápido do que um filme de Tobe Hooper. “A questão”, escreve o pesquisador de controle mental Larry Collins, “é como sair do ponto A e alcançar o ponto B sem violar um dos mais rigorosos mandamentos da ética do governo – não deve realizar experimentos como este em seres humanos.”

Se Collins tivesse estudado um pouco mais cuidadosamente, ele poderia entender que o governo nem sempre tem visto este mandamento como algo gravado na pedra. Como Milton Kline coloca isto:

Fatores éticos envolvidos na maioria das pesquisas seriam eliminados se tivessem resultados positivos. Estes fatores éticos nem sempre se mantém na pesquisa do governo. A pesquisa que tem dado resultados realmente positivos não tem sido limitada por restrições éticas.”

O MÁXIMO MOTIVO PARA O CONTROLE MENTAL

Os linhas dura da hipnose da escola de Orne quase certamente descartarão as narrativas precedentes dos veteranos do uso de hipnose, drogas e condicionamento comportamental nos combatentes americanos. Porque, os céticos perguntariam, qualquer um tentaria criar um Candidato Manchuriano quando os serviços militares, usando meios inteiramente convencionais, podem criar um Rambo? Sempre tem havido recrutas para as missões mais perigosas e então porque a necessidade da hipnose?

A necessidade, de fato, é absoluta.

O moderno campo de batalha tem pouco lugar para um soldado tradicional. O armamento avançado requer um crescente nível de sofisticação técnica, que por sua vez exige um operador de cabeça fria. Mas o combatente humano demais – embora capaz de atos extraordinários de coragem sob as condições mais estressantes imagináveis – não possui reservas inexauríveis de sangue frio. Eventualmente o colapso ocorre. As baixas psiquiátricas per capita tem aumentado dramaticamente a cada sucessivo conflito americano. Como escreve Richard Gabriel, o excelente historiador do papel da psiquiatria na guerra:

A guerra moderna tem se tornado tão letal e intensa que apenas os já insanos podem suporta-la… a Guerra moderna exigindo contínuo combate aumentará o grau de fadiga sobre o soldado a níveis desconhecidos. A fadiga física – especialmente a falta de sono – aumentará a taxa de baixas psiquiatricas enormemente. Outros fatores – altas taxas de fogo indireto, combate noturno, falta de comida, stress constante, grandes números de baixas – assegurarão que o número e baixas psiquiátricas alcançarão proporções desastrosas. E o número de baixas sobrecarregará a estrutura médica ao ponto do colapso.

A habilidade de tratar as baixas psiquiátricas acabarão por desaparecer. Não haverá áreas seguras nas quais tratar os soldados debilitados pelo colapso mental. A tecnologia da guerra moderna tem tornado tais locais funcionalmente obsoletos…

Segundo Gabriel, os militares prentendem enfrentar esta desafio ao criar “o soldado químico”, um zumbi projetado drogado em uniforme de combate:

Nos campos de batalha do futuro testemunharemos um verdadeiro embate de exércitos ignorantes, exércitos ignorantes de suas próprias emoções e até mesmo das razões pelas quais eles combatem. Os soldados de todos os lados serão reduzidos e autômatos sem medo químicos que lutam simplesmente porque eles não podem fazer nada mais… Uma vez o gênio químico esteja fora da garrafa, o completo alcance das ações físicas e mentais humanas  se tornarão alvos para o controle químico… Hoje já é possível por estimulação química ou elétrica aumentar os níveis de agressão do ser humano por estimular a amgdala, uma seção do cérebro conhecida pelo controle da agressão e da raiva. Tal “potencial engenharia humana” já é parcialmente realidade e o necessário conhecimento técnico aumenta a cada dia.

Conquanto esta passagem fale de drogas e eletrônicos, podemos seguramente assumir que os planejadores da batalha não se refrearão de usar qualquer outra técnica promissora.

Gabriel escreve principalmente sobre cenários de batalha em grande escala, mas baseado na informação dele, podemos com justiça deduzir que o soldado controlado mentalmente também desempenhe um papel no ataque cirurgico, a operação encoberta, a infiltração por trás das linhas inimigas por unidades das Forças Especiais. Em tais missões, o pessoal dos EUA tem crescentemente confiado na tortura como meio de interrogatório e intimidação. E tais barbarismos se tornam o procedimento padrão do combatente americano do futuro que precisará encontrar dentro dele mesmo reservas sem precedentes de brutalidade. Será que o recruta médio, retirado dos subúrbios da nação, e criado nos valores tradicionais possuirá tais reservas?

O Vietnã provou que o soldado, a despeito da barragem de propaganda que pretendia nublar o seu discernimento, sentirá a diferença entre lutar em legítima defesa e combater para proteger a hegemonia política. Para frustrar este entendimento, ou o tornar irrelevante, os planejadores militares devem retirar o combatente humano e substitui-lo por uma nova espécie de guerreiro. O soldado do futuro não terá discernimento, ele meramente fará. Ele não será um açougueiro, ele será a faca do açougueiro – uma ferramenta entre ferramentas, sem pensar e eficaz.

E é minha opinião que para criar este soldado do futuro, os controladores precisarão de um programa continuado, um destinado a testar cada novo método e a combinação de métodos para conquistar a mente humana.

Uma meta primária deste programa deve incluir a expansão da capacidade humana para o stress e a violência. Os sujeitos arrolados em tais procedimentos experimentais vivenciarão dor, e aprenderão a aceitar a dor.     Eventualmente, eles aprenderão a inflingi-la, sem remorso ou até mesmo lembrança. A nação que primeiro criar este novo soldado possuirá uma vantagem decisiva sobre o convencional campo de batalha – como a nação que primeiro desenvolver um meio de usar técnicas de controle mental em massa para inabilitar inteiros pelotões inimigos [e para apaziguar inteiras populações civis, tanto inimigas quanto domésticas]. Esta vital necessidade militar é a razão porque eu nunca acreditarei em qualquer reasseguração não convincente que nossos cientistas clandestinos tem percedido ou precedirão a pesquisa da modificação do comportamento. Esta pesquisa nunca será uma mera história. O que é passado no presente, e hoje é experimentação encoberta amanhã se tornará treinamento básico.

Um protótipo do futuro guerreiro pode já estar conosco. O SEAL da Marinha que eu entrevistei falou em horríveis detalhes de desmembramento sem emoção, de estupro como rotina, de assassinato sem afetar. E então esquecer que ele tinha matado. Até mesmo anos mais tarde, ele não pode ser recordar das histórias por trás das muitas feridas que tem no próprio corpo. Ele afirma que fosse onde fosse que ele necessitasse dos serviços do hospital dos veteranos, os médicos o re-hipnotizariam brevemente depois de sua admissão, enquanto um médico especificamente preparado para este trabalho examinaria seu histórico médico, que era altamente classificado e mantido sob sete chaves.

Segundo o testemunho do SEAL, seu bloqueio de memória quebrou pouco a pouco, como resultado de eventos complexos demais para serem contados aqui. Finalmente, anos depois do Vietnã, ele foi capaz de lembrar o que ele fez. A amnésia tinha sido uma benção.

Parte IV

Abducções

A imprensa e o público agora vêem os abduzidos como curiosidades na moda, ainda que a ciência, em sua maior parte, ainda bane suas histórias ao domínio dos danados, como Charles Fort definiu a danação. Assim também acontece com as queixosas vítimas do controle mental. A Voz da Autoridade nos diz que o MKULTRA pertence a história, como Asdrubal e Hitler, ameaçou uma vez, mas não mais. Qualquer um que insista ao contrário deve ser silenciado pela loquaz racionalização e seletiva desatenção.

Ainda que estes dois tópicos – abduções UFO e controle mental – tenham mais em comum do que seu mútuo ostracismo. Os dados se entrelaçam. Se pudésemos mapear este fenômeno em um diagrama Venn, veriamos uma intersseção surpreendentemente grande entre os dois círculos de informação. É a este entrelaçamento que busco me dirigir.

Note, contudo, que eu não posso de me dirigir a todos os outros assuntos importantes e interessantes levantados pela experiência da abdução UFO. Por exemplo, tenho escrito, admitidamente muito mais que vagamente, sobre os implantes nasais relatados pelos abduzidos – o tipo de detalhe que deve colocar uma narrativa na categoria de ‘alta estranheza”, e de fato, um detalhe central de minha tese. Mas que percentagem de vivenciadores falam de tais implantes? Uma análise verdadeiramente científica forneceria uma imagem. Infelizmente, não tenho recursos para compilar uma amostragem suficientemente grande de abduzidos dos quais retirar as estatísticas. Nem posso fazer uma análise qualitativa super arqueada medindo o valor dos relatos de “alta estranheza” contra outras queixas dos abduzidos. Tudo que posso fazer é notar a literatura disponível, e deixar o leitor imaginar, como eu o faço, se os compiladores da literatura se concentraram em casos excepcionais ou tenderam a favor das narrativas menos fantásticas dos abduzidos. Tenho suplementado as leituras da literatura de abdução com minhas próprias entrevistas dos vivenciadores – o que, já que abduzidos tendem a conhecer outros abduzidos, pode dar uma visao surpreendenetmente ampla do fenômeno. Esta visão tem sido ampliada até posteriormente as minhas conversas com outros membros da comunidade UFO.

De fato, devemos reconhecer a diferença entre testemunho e prova. Ninguém pode afirmar definitivamente que os relatos de abdução tenham uma base na realidade objetiva [contudo mal percebida]. Por fim, tudo o que temos são histórias. Algumas destas histórias podem ser de veracidade questionável; outras podem estar contaminadas pelas tendências do investigador, muitas são insuficientemente detalhadas. Nenhum trabalho de pesquisa pode resolver todas as controvérsias das abduções, e muitas batalhas necessárias devem ser lutadas em outros campos.

Ainda que o testemunho não vá embora – e certamente tenhamos o bastante para comparação. Mantenho que uma visão geral sem preconceito dos relatos de abdução na imprensa popular e no material menos familiar sobre controle mental demonstrará uma surpreendente correlação. Uma vez os pesquisadores da abdução tenha sido educados nos meios do MKULTRA (e este trabalho pretende ser um texto introdutório], eles podem notar um padrão similar. Se assim for, podemos então começar a escrever uma história revisionista do fenômeno.

O enigma da abdução contém dentro dele sub-mistérios que escorregam para dentro do cenário do controle mental com surpreendente facilidade, até mesmo elegância – mistérios que encaixam a hipótese ET tão desconfortavelmente quanto um tamanho de 10 pés se encaixa em um sapato de oito pés. Como temos visto, a tese do MKULTRA explica os relatos de implantes intracerebrais de abduzidos [particularmente relatos envolvendo sangramentos nasais], cicatrizes não usuais, comunicação telepática [isto é, vozes intracerebrais induzidas externamente] concorrentes com ou seguindo o encontro da abdução, alegações dos abduzidos geralmente ouvirem efeitos sonoros não usuais [similares aqueles criados por aparelhos hemi-synch e similares], desordenamento dos aparelhos eletrônicos nas casas dos abduzidos, mudanças de personalidade, “filmes de treinamento”, manipulação da imagem religiosa, e tempo perdido. Desnecessário dizer que a tese da experimentação governamental clandestina realmente responde pelas queixas dos abduzidos quanto a seres humanos “trabalhando” com os aliens, e pela perseguição do governo que desempenha um papel tão proeminente em certas narrativas de abdução.

Vamos olhar algumas correlações mais.

O CASO HILL E OS ALIENS AVANÇADOS

Mais cedo, perguntei, “Os aliens também assistem televisão em preto e branco?” em referência a seu alegado uso de implantes cerebrais ultrapassados no estilo tereno. Narrativas de abduzidos abundam com exemplos outros da “retro tecnologia” dos alienígenas. O exemplo mais surprendente pode ser encontrado no incidente de Betty e Barney Hill, os detalhes do qual são bem conhecidos demais aqui. Tudo o que já temos visto em nossa discussão do caso Rex Niles, a viagem interrompida dos Hills abunda em dados que, se reunidos, permite a construção de uma explicação alternativa.

A um ponto da alegada abdução UFO, os “examinadores” inseriram uma agulha no umbigo de Betty Hill, dizendo a ela que esta prática constituia um teste para gravidez. Alguns ufologistas imprudentemente assumiram que o ‘teste de gravidez” de Betty Hill fosse evidência de avançada tecnologia extraterrestre, já que em 1961 a narrativa dela é antecedente ao anúncio oficial da amniocentese, que de fato faz uso de uma agulha inserida no umbigo. Mas agora temos meios muito menos invasivos de testar a gravidez que a amniocentese. Verdadeiramente, a amniocentese ainda é usada algumas vezes para reunir informações sobre o feto, mas os controladores de uma tecnologia altamente evoluída certamente usariam outros métodos de determinar a existência da gravidez em primeiro lugar.

O testemunho de Betty Hill nos lembra de certas outras narrativas de abdução, que contém descrições de “curas” surpreendentemente similares aos procedimentos associados com as técnicas de terapia eletromagnética ainda experimentais, tais como aquelas descritas por Robert O. Becker em “THE BODY ELECTRIC”. Por exemplo, a abduzida Deanna Dube descreveu para mim uma regeneração de seu coração a muito tempo danificado relacionada a uma abdução; se ela tivesse estado familiarizada com o trabalho de Becker, ele poderia ter sido um pouco menos rápida em atribuir sua cura a influências de outro mundo.

Inovações médicas frequentemente são submetidas a anos de testes antes de sua descoberta “oficial”. Para alguns destes testes, encontrar voluntários apresenta um maior obstáculo. Se aceitarmos a proposição que o incidente Hill se originou em um estímulo externo e objetivo, devemos então nos perguntar que cenário é mais provável: Betty Hill encontrou seres humanos usando uma técnica dez anos a frente de seu tempo? Ou ela encontrou alienígenas [reputadamente a um bilhão de anos na nossa frente] usando uma ciência de eras anteriores do tempo deles?

Alguém também deve perguntar porque os alienígenas de Betty Hill parecessem não ter nenhum entendimento de conceitos humanos básicos [tais como nós medimos o tempo] – ainda que eles soubessem o bastante sobre nós para falarem inglês fluentemente e tenham domínio até de nossas gírias. Estes eram alienígenas reais ou eram humanos se engajando em teatralidades? Para tanto, porque Betty Hill originalmente se recordou de seus abdutores como humanóides e apenas mais tarde os descreveu como alienígenas?

O caso Hill forneceu uma peça de evidência particularmente controversa – o celebrado ‘mapa estelar” recordado por Betty Hill sob hipnose. Anos mais tarde, uma professora de Escola em Ohio chamada Marjorie Fish fez um engenhosa e aplaudível tentativa de descobrir uma combinação para este mapa pela construção de um elaborado modelo tridimensional dos sistemas estelares vizinhos; se ela teve sucesso premanece um assunto para um debate amigavel. Por agora, prefiro evitar tomar partido nesta disputa e me confinarei a insistir para que a resposta dos ufologistas pró ET (sem recorrer a respostas irrefletidas] um ponto levantado pela primeira vez por Jacques Vallee: O MAPA NÃO FAZ SENTIDO COMO AJUDA NAVEGACIONAL. Vallee nota que, até mesmo se nós concordemos com a interpretação de Fish, as estrelas não são desenhadas em escala – e em qualquer taxa, as espaçonaves alienígenas certamente devam ser navegadas do mesmo modo que guiamos nossas próprias espaçonaves: via computadores e telemetria. A validade da interpretação de Fish é irrelevante; o ponto é que qualquer um de tais mapas não teria valor para um viajente interestelar.

O trabalho de Fish levanta outras controvérsias: alegadamente o mapa aponta Zeta Reticuli como o sistema lar e apresenta Zeta Reticuli como uma única estrela, uma opinião consistente com a opinião científica da década de 1960. Ainda que nos últimos anos os cientistas tenham descoberto que Zeta Reticuli é binário. Sobretudo, como a nossa abduzida conseguiu se lembrar tão acuradamente de uma mapa complexo que ela só viu de passagem? Até mesmo permitindo a possibilidade da aumentada acurácia da lembrança sob a regressão hipnótica, o feito da memória aqui parece notável. Considere as circunstâncias da abdução: Kalka sob alucinógenos não podia ter concebido a visão de pesadelo que confrontou Betty Hill naquela noite — ainda que por alguma razão este particular arranjo de estrelas emergisse como sua lembrança mais intensamente detalhada da experiência.

Esta memória [se não confabulada durante a regressão, uma possibilidade que sempre devemos ponderar] somente é compreensível como um exemplo de Hipermnésia Artificialmente Induzida. Em outras palavras, Betty Hill foi dirigida a armazenar o mapa dentro de seu subconsciente. O celebrado mapa estelar pode ser reconhecido pelo que ele é; uma peça, um detalhe circunstancial aparentemente confirmatório para convence-la – ou a nós – da realidade de sua abdução.

Se eleva então a questão do motivo. Porque – se minha tese está correta – estes dois indivíduos reconhecidamente inócuos foram escolhidos para esta nova variedade dos velhos truques do MKULTRA?

A seleção, de fato, pode ter sido arbitrária. Ou talvez as circunstâncias agora irrecuperavelmente perdidas para a história tenham tornado o casal um alvo conveniente. Interessantemente, Barney Hill tinha se tornado amigo [por meio de funções na igreja] do chefe da inteligência da força área na base da força aérea de Pease; talvez este relacionamento levou os Hills a atenção de membros da comunidade de inteligência. Arguidamente, os Hills podem ter sido escolhidos por uma variedade de razões; como uma regra geral, os serviços clandestinos preferem satisfazer um número de coceiras com uma só coçadela.

De fato, a instituição da espionagem tinha uma razão compelente para se concentrar nos Hills. Barney Hill (um homem negro) e sua esposa mentinham posições importantes em várias organizações de direitos civis, inclindo a NAACP. A abdução aconteeu durante a década de 1960, quando a NAACP e grupos aliados caíram vítimas de uma crescente  série paranóide de ataques do FBI e outras agências governamentais [sob as operações COINTELPRO, CHAOS, GARDEN PLOT, etc.]. Naquele tempo, a infiltração nos grupos de direitos civis era uma tarefa extemamente difícil; enquanto os grupos mais esquerdistas forneciam alvos fáceis para as infiltrações do FBI, o agente operacional médio sob cobertura teria tido um tempo excepcionalmente difícil fazendo-se passar por um ativista negro [em 1961, as únicas pessoas negras na folha de pagamento do FBI eram os serventes na casa de J. Edgar Hoover.]

A luz desses fatos, devemos recordar a anedota de Victor Marchetti sobre o gato que a CIA tinha grampeado para som. Talvez um ambicioso cientista encoberto tenha proposto um experimento similar, no qual um ser humano desempenharia o papel que uma vez tinha sido destinado ao desafortunado felino? Como notou Estabrooks, o máximo agente de espionagem seria aquele que não soubesse ser um espião. Barney Hill, uma figura bem vista e com um QI quase a nível de gênio era uma aposta segura para obter um papel de liderança em qualquer grupo a que ele se unisse; ele teria sido notavelmente bem-posicionado, tinha muitos externos que desejavam usar seus ouvidos para ouvir aleatoriamente os proeminentes organizadores negros em suas discussões confidenciais.

De fato, muitos profissionais de inteligência se oporiam a esta sugestão ao nos lembrar que os abelhudos do movimento de direitos civis tinha monets de métodos menos excentricos: esconder microfones, empregos clandestinos, pagar por informação  etc. O ponto é válido. Mas se a tecnologia de criar um “microfone humano” foi desenvolvida por volta de 1961 – e há documentação sugerindo que este de fato é o caso – as agências de inteligência certamente teriam querido testar as possibilidades no campo. E considerando as espesas de tal teste, porque não realizar o experimento de um modo tal para colher o máximo benefício? Porque não escolher um Barney Hill?

ARMAS E OS ABDUZIDOS

Budd Hopkins contou a seguinte história durante sua palestra em Los Angeles na “Whole Life Expo.” Ele considera o caso “muito bom… muitas testemunhas corroborantes para partes disso”. Embora não, presumidamente, para esta parte:

O informante de Hopkins, depois de familiarizado com a abdução alienígena, recebeu uma arma dos alienígenas. Não uma arma de laser no estilo de Buck Rogers — isto era algo que Dirty Harry podia ter empacotado.

Foi dito ao abduzido para atirar em alguém. Não um pequeno gray cinza – um outro ser humano amarrado a uma cadeira. Os “visitantes” disseram ao seu abduzido armado que este cativo tinha feito “mal a Terra, e era uma pessoa má. Você tem que mata-lo”. Se o abduzido não fizesse o que lhe era pedido, ele nunca deixaria a nave.

O cativo proclamava sua inocência e suplicava por sua vida. O abduzido, pego no meio disso tudo, se tornou desapontado. [vale a pena ressaltar: ele parece ter ao menos considerado a solicitação dos aliens para atirar em alguém que ele nunca tinha visto]. Por último, o abduzido apontou a arma para os aliens e dise, “ninguém vai receber um tiro aqui”.

Segundo Hopkins, “Os aliens disseram, “Bom, muito bem”. Eles tomaram a arma dele o homem [presumidamente o cativo] se levantou, andou, desapareceu e eles continuaram para a próxima coisa”. Obviamente este pequeno drama tenha sido estagiado – um teste de algum tipo.

Submeto que este incidente surreal é inconpreensível tanto como um exemplo de uma incursão alien ou da confabulação “clássica”. O cenário descrito aqui exatamente paraleliza inúmeros experimentos na indução hipnótica de ação anti-social como revelado na literatura padrão da hipnose e nos documentos desclassificados do ARTICHOKE/MKULTRA. Por exemplo, compare a narrativa de Hopkins com o seguinte, no qual Ludwig Mayer, um proeminente pesquisador alemão da hipnose, descreve um experimento clássico na indução hipnótica de ação criminosa:

“Dei um révolver a um homem idoso e prontamente sugestionável que eu tinha hipnotizado. O revólver tinha sido apenas carregado por Mr. H. com uma cápsula de percussão. Expliquei ao sujeito, enquanto apontava para Mr. H., que Mr. H. era um homem muito mau que deveria levar umm tiro e morrer. Com grande determinação ele pegou o revólver e atirou diretamente em Mr. H. Mr. H. caiu, fingindo estar ferido. Eu então expliquei ao meu sujeito que o camarada não estava morto ainda e que ele devia dar um outro tiro, o que ele fez sem aviso posterior.”

De fato, se um especialista conservador de hipnose fosse pedido para comentar a narrativa acima, ele rapidamente ressaltaria que as sugestões hipnóticas que funcionam em situações experimentais não teriam facilmente sucesso fora do laboratório; em algum nível, o sujeito provavelmente sentiria se estava ou não desempenhando o jogo ou o real. Similarmente, um pesquisador conservador da abdução enfatizaria, ao revisar o material de Hopkins, os problemas inerentes em usar testemunho derivado durante a regressão, onde se esgueira a ameaça de confabulação. Concederei ambos argumentos – por enquanto – somente para insistir que eles nada tem a ver com assunto. O assunto de importância primária, o ponto surpreendente, que nem Klass nem Hopkins podem confrontar confortavelmente, é a covergência de detalhe entre o experimento de hipnose de Mayer e o evento de teste relacionado ao abduzido de Hopkins. Porque estas duas histórias são tão similares? Será que o bom Dr. Mayer tomou alunos de Sirius?.

Hopkins diz que ele conhece outros casos nos quais os abduzidos se encontraram em similares circunstâncias cruciais. Assim eu também.

Uma pessoa com a qual eu falei pode se lembrar [sem hipnose] de ter recebido uma arma dentro de uma bolsa e receber instruções que ela teria que usar a arma “em um trabalho”. Mais cedo em minhas entrevistas com ela [e sem nenhum estímulo meu] ela recitou uma aparente pista escavada dentro de sua consciência pelas “entidades” [como ela os chama]: “quando você ver a luz, faça isso de noite”, seguido do comando “execute”. [podemos apenas especular quantos comandos seriam usados no campo; discutiremos mais tarde o uso de indução hipnótica fotovoltaica]. Embora seus sentimentos pessoais em relação a armas de fogo fossem pessoalmente negativos, ela vividamente descreve períodos em sua vida diária quando ela sente uma necessidade não característica, ainda que avassaladora, de estar perto de uma arma – um desejo quase sexual de pegar uma e tocar o metal.

Ela não está sozinha. Um outro tornou-se tão afetado pela febre das armas que se tornou um guarda de segurança, apenas para estar perto das coisas. Os abduzidos com quem eu tenho falado ligam este repentino surgimento de ‘Ramboismo” à experiência UFO. Mas eu sugiro que a experiência UFO pode ser meramente uma história cobertura para um outro tipo de treinamento inteiramente diferente.

Uma das metas primárias de BLUEBIRD, ARTICHOKE e MKULTRA era determinar se o controle mental podia ser usado para facilitar a “ação executiva” – isto é, assassinato.

Não é difícil imaginar a reação da media se uma figura pública fosse assassinada por alguém agindo em benefício de “irmãos espaciais”. Quem ousaria falar em conspiração sob esta circunstância? Os controladores ocultos poderiam escolher uma estrutura de mito que se conforme a personalidade do abduzido, então fingir seres superiores, que sussurrariam a violência no ouvido do receptor. Usando este modo, o truque que os cientistas tais como Ludwig Mayer podem realizar no laboratório agora podem ser realizados no campo. Como o associado de Estabrooks, Jack Tracktir (professor de hipnoterapia da Universidade de Baylor) explicou a John Marks, os atos anti-sociais podem ser induzidos sem “consciência envolvida” uma vez o pretexto apropriado tenha sido criado.

“Eles pensarão que são os discos voadores”

Jenny Randles contribui com uma anedota da Grã Bretanha  que  se encaixa perfeitamente com esta hipótese.

Em 1965, “Margary” (um pseudônimo) vivia em Birmingham com seu marido, que uma noite disse a ela para se preparar para um “choque e um teste”. Como Randles descreve o que ela chama de um “caso hostil”:

Eles entraram no carro dele e ele partiu, embora a memória dela da viagem se tornasse brumosa e confusa e ela não saiba onde eles foram. Então ela estava em uma sala que estava mal iluminada e havia pessoas de pé ao longo de uma mesa comprida ou cama chata. Ela estava nisto e parecia “drogada” e incapaz de resistir. O mais memorável dos homens era alto e magro com um longo nariz e uma barba branca. Ele tinha espessas sobrancelhas e supostamente disse a Margary, “lembre-se das sobrancelhas, querida.” Um estranho exame médico, usando um equipamento estranho foi realizado nela.

O marido e os cientistas, usando (aparentemente) técnicas hipnóticas, inundaram a mente dela com imagens que, foi dito a ela, só poderiam ser entendidas no futuro. Segundo Randles, “A um ponto um dos “examinadores” na sala disse a Margary em um tom que fez com que parecesse que ele estivesse divertido, “Eles pensarão que são os discos voadores.” O marido também revelou que ele tinha uma segunda identidade. Depois da abdução, este marido [estou indo tão  longe para presumir que seu emprego era no MI6 ou alguma agência relacionada?) saiu e nunca foi visto novamente. Margary não se recordou da abdução até 1978.

Este caso pode apenas surpreender um pesquisador que insiste em encaixar todos os relatos de abdução na hipótese ET; uma vez nos libertemos deste tipo de presunção, as explicações vem facilmente. Interpreto este incidente como um caso no qual os controladores aplicaram a história cobertura do disco voador de modo negligente, ou a um sujeito insuficientemente receptivo. Se a minha tese está correta, a “farsa hipnótica” do UFO ainda era muito nova em 1965, particularmente fora dos EUA; talvez os manipuladores não tivesem ainda domínio disso. O estranho comentário sobre as sobrancelhas do cientista podem se referir a um item de disfarce doado para a ocasião. O hipnotizador inescrupuloso, inseguro de sua habilidade de induzir uma amnésia impenetrável –  e consciente do preço pago por seus antecessores na criminalidade mesmérica – compreensivelmente queria limitar suas apostas; ao indulgir na proprensão britânica para a teatralidade, ele posteriormente protegeria o anonimato.

Um incidente similar foi trazido a minha atenção pelo pesquisador Robert Durant. O trecho relevante de sua carta se segue:

Agora quero voltar a um caso que tenho estado investigando por vários meses. O sujeito é um abduzido. O cenário padrão da abdução. Duas vezes regredido sob hipnose, a primeira vez por um pesquisador bem conhecido de abdução. A segunda vez, por um psicólogo com ligações com a parapsicologia.

De fato das muitas horas de ouvir o sujeito, descobri que ela tinha um íntimo contacto pessoal durante um longo período de tempo com vários indivíduos que tem ligações com a inteligência federal. Ela foi hipnotizada a muitos anos atrás como parte de um programa de televisão devotado a hipnose. Suas abduções começaram brevemente depois que ela compareceu a várias sessões longas em um laboratório, onde, ostensivamente, ela foi testada para habilidades de Perceção Extrassensorial. Duas outras pessoas que foram testadas neste mesmo laboratório também tiveram abduções. Todos os três ouviram do pessoal do laboratório para se unirem a um grupo UFO local. Durante as abduções dela, o principal alien falava ao sujeito em lingua inglesa e de maneira normal, não por meio de telepatia. Ela reconheceu a voz, que era por uma vez aquela de seu amigo muito íntimo do ano anterior e que então estava empregado na CIA. A outra voz era a de um indivíduo que trabalha em Washington, que tem o que chamo de ligações muito fortes federais bem como um dedo em cada peça ufológica e que apenas acontecia dela dar de cara com ele no laboratório supramencionado. Ele também antecipou, no curso de conversas telefônicas, as abduções dela. Quando a mulher o confrontou sobre isto e a voz, ele afirmou ser psíquico.

A conexão com a Percepção Extrassensorial é sugestiva; os documentos do MKULTRA trazem um impressionante interesse da parte das agências de inteligência em assuntos parapsicológicos.

Alguns pesquisadores objetarão que tais exemplos são muito raros; a maioria das abduções não contêm tais indicações cobertas de envolvimento da inteligência. Mas os pesquisadores tem produrado por elas? Como mencionado na introdução, uma falsa dicotomia limita grande parte do pensamento ufológico; tão longo o argumento de uma abdução oscile entre a hipótese ET e as teorias puramente psicológicas, os pesquisadores não reconhecerão a relevância de certos itens chave dos dados de fundo.

UMA OLHADA NOS CONTROLADORES

Em uma entrevista comigo, um abduzido do norte da Califórnia – o chamarei “Peter” — relatou uma experiência a qual foi realizada não por um pequenino gray cinza, mas por um ser humano. O abduzido chamou a este homem “o doutor”. Ele deu uma descrição deste individuo e até mesmo forneceu um desenho.

Algum tempo depois que reuni esta informação, uma abduzida do sul da Califórnia me contou a história dela – que incluia a descrição do mesmo “doutor”. Os detalhes físicos eram tão desconcertantemente similares que eliminavam a coincidência. Esta mulher é um membro líder de um grupo UFO baseado em Los Angeles; três outras mulheres neste grupo relatam encontros de abdução com este mesmo indivíduo.

Talvez estas três mulheres fossem fantasiosas, se anexando a narrativa da outra. Mas meu informante do norte da Califórnia nunca se encontrou com nenhuma delas. Porque ele descreveria o mesmo “doutor”?

Uma das abduzidas com quem eu lidei insistiu, sob hipnose, que sua experiência de abdução a levou a uma certa casa na área de Los Angeles. Ela foi capaz de fornecer as direções da casa, até mesmo embora ela não tivesse memória consciente de até mesmo ter estado lá. Mais tarde eu soube que esta casa de fato  é ocupada por um cientista [e talvez mesmo atualmente] que realizou pesquisa clandestina sobre a tecnologia de controle mental.

Esta mesma abduzida descreveu uma clandestina operação cerebral de algum tipo a que ela foi submetida na infância. O neurocirurgião era um ser humano, não um alien. Ela até mesmo se recorda do nome dele [nota: não é o mesmo indivíduo a que me referi acima]. Quando eu ouvi o nome, ele nada significou para mim – mas mais tarde eu soube que realmente houve um cientista com este nome que se especializou na pesquisa de implante de eletrodo.

Licia Davidson é uma pessoa abduzida de bom pensamento e bem articulada, cuja história fascinante estreitamente paraleliza muitas encontradas na literatura das abduções – exceto por um detalhe não usual. Em uma entrevista comigo, ele descreveu uma lembrança deslocada de um ser humano, vestido normalmente, tendo na mão uma caixa preta com uma antena. Este estranho fragmento de memória não coincide com o impulso natural da narrativa dela. Pode esta lembrança representar um segmento muito breve da realidade acuradamente percebida interrompendo sua memória em tela hipnoticamente induzida? Peter claramente se recorda de uma caixa similar durante a abdução dele.

Interessantemente, Licia reside no subúrbio de Los Angeles de Tujunga Canyon, um local proeminente no mapa da abdução; muitos dos abduzidos tem falado de primeiramente terem experiência não usuais enquanto viviam naquela área. Perto de Tujunga Canyon, em Mt. Pacifico, está uma oculta antiga base de míssel Nike; mais de um abduzido tem descrito estranha e aparentemente inexplicável atividade militar neste local. O leitor recordar-se-á da ligação desta base de míssel Nike coma perturbadora história do Dr. L. Jolyon West, um veterano do MKULTRA.

CULTOS

Algus abduzidos com quem eu tenho falado tem sido direcionados a se unirem a certas seitas religiosas/filosóficas. Estes cultos frequentemente merecem um exame mais de perto.

Os líderes destes grupos tendem a ser ex agentes operacionais da CIA, ou veteranos das Forças Especiais. Eles frequentemente estão ligados por meio de relações pessoais, até mesmo embora eles esposem tradições amplamentes variadas. Tenho ouvido relatos perturbadores que os líderes de alguns destes grupos tem usado hipnose, drogas, ou “máquinas mentais” em seus cargos. Membros desses cultos tem relatado períodos de tempo perdido durante as cerimônias ou ‘períodos de estudo”.

Fortemente peço que os pesquisadores da abdução examinem estreitamente qualquer pequeno grupo oculto a que um abduzido possa se unir. Por exemplo, um líder familiar da marginalidade UFO – um homem bem conhecido por esposar a doutrina de “amor e luz” – é Virgil Armstrong, um amigo pessoal do General John Singlaub, o notório participante do caso Iran-Contra, que recentemente chefiou a neo-fascita Liga Mundial Anti-Comunista. Armstrong, que também acontece ser um antigo Boina Verde e antigo agente operacional da CIA, figurou em meu inquérito de um modo interessante: um abduzido conhecido meu foi dito – naturalmente, por suas “entidades” – para procurar este prota-voz UFO e se unir a suas atividades “sky-watch”, que, minha fonte alega, incluiu uma sessão de canalização em massa pretendendo enviar vibrações negativas debilitantes a Constantine Chernenko, então o líder da União Soviética. De fato, as vozes intracerebrais podem ter uma origem puramente psicológica, assim Armstrong dificilmente pode ser mantido para a tarefa da diretiva original dos abduzidos. Ainda, suas associações passadas com a inteligência militar inevitavelmente trazem perturbadoras possibilidades à mente.

Até mesmo mais sinistro do que os possíveis laços entre os cultos UFO e a comunidade de inteligência são as ligações do culto com o sombrio grupo “I AM”, fundado por Guy Ballard na década de 1930. Segundo o pesquisador David Stupple, “Se você olha hoje os grupos de contactados, você verá que os maiores e mais estáveis são na realidade novos grupos “I AM”, com algum tipo de ligação com a organização de Ballard.” Este culto, portanto, merece investigação.

“A Atividade Religiosa Possa Eu Ser [I AM] Religioso” de Guy Ballard cresceu, em grande parte fora das Camisas Prateadas [Silver Shirts] de William Dudley Pelly, uma organização americana NAZISTA. Embora o  próprio Ballard nunca tenha declarado abertamente uma afiliação nazista, seu movimento era tingido por uma filosofia política de extrema direita e em encontros secretos ele “decretou” a morte do Presidente Franklin Roosevelt. A filosofia “I AM” derivou da Teosofia e na estimativa deste autor tem mais do que uma semelhança curiosa com os ensinamentos baeados teosoficamente que informaram as lojas ocultas alemães proto nazistas.

Depois da guerra, Pelley (que havia sido aprisionado por sedição durante as hostilidades) chefiou uma organização de orientação oculta chamada “Soulcraft”, baseada em Noblesville, Indiana. Um outro empregado da “Soulcraft|” foi o controvertido contactado George Hunt Williamson (real nome: Michel d’Obrenovic),que foi o co-autor de “UFOs CONFIDENTIAL” com John McCoy, um proponente da teoria que uma conspiração bancária judaica estava evitando a revelação da solução do mistério UFO. Mais tarde, Williamson fundou a irmandade dos Sete Raios [de orientação I AM] no Peru. Um outro contactado famoso, George Van Tassel, estava associado com Pelley e com o notoriamente anti-semita Reverendo Wesley Swift (fundador do grupo que se metaforseou em “Aryan nations”).

A prole mais vísivel do I AM é a “Igreja Universal e Triunfante do Profeta” de Elizabeth Clare, um grupo melhor conhecido por suas maciças ocultações de armas em bunkers subterrâneos. CUT foi recentemente exposta em COVERT ACTION INFORMATION BULLETIN como um conduto para fundos da CIA, e segundo o pesquisador John Judge, tem laços com a organização aliada a Liga Mundial Anti-Comunista. O Profeta está se tornando envolvida na pesquisa da abdução e tem patrocinado as apresentações de Budd Hopkins e outros investigadores proeminentes. Em seu livro “O Relatório Armstrong: ETs e UFOs: Eles Precisam de Nós; Nós não Precisamos Deles”,Virgil Armstrong dirige abduzidos problemáticos para o grupo do Profeta. [talvez não insignificantemente, ele também sugere que abduzidos pragueados por implantes aliviem seus problemas ao se tornar uma força interna do  “I AM”].

Um outro canalizador UFO, Frederick Von Mierers, tem promulgado um culto de forte orientação I AM e um aparente jogo colateral envolvendo pedras preciosas superavaliadas. Mierers é um anti-semita que discute que o Holocausto nunca aconteceu e que os judeus controlam a riqueza do mundo.

UFORUM é uma organização de disco voadores popular entre os abduzidos da área de Los Angeles; sua fundadora é Penny Harper, um membro da radical inovadora Cientologia que liga os ensinamentos de L. Ron Hubbard com os pronunciamentos contra os “The Illuminati” (uma mítica sociedade secreta) e outros BETES NOIR familiares com a literatura da conspiração de direita. Harper dirige os membros do grupo dela  para lerem  “THE SPOTLIGHT”, um tablóide extremista (publicado pelo Lobby Liberty de Willis Carto) que nega a realidade do HOLOCAUSTO e propõe um esquema sionista para controlar o mundo.

Mais de um abduzido incauto tem caído em grupos como os listados acima. Não é difícil imaginar como alguns destes grupos questonáveis possam moldar a lembrança de um abduzido de sua experiência – e talvez ajudar a dirigir suas ações futuras.

Alguns abduzidos modernos, com queixas de outra forma fortes, afirmam encontros com aliens louros e nórdicos reminiscentes da era contactada inicial. Certamente a aparência nórdica destes aliens se deriva da duvidosa tradição espiritual de Van Tassell, Ballard, Pelley, McCoy, etc. Porque então alguns abduzidos modernos estão vendo estes mesmos seres de outro mundo UEBERMENSCHEN?

Um abduzido que conheço afirma ter tido experiências benéficas com estes aliens ‘louros” – que, ele acredita, venham originalmente de Pleiades. Interessanetmente, na década de 1960, o psicopaticamente anti-semita Rev. Wesley Swift previu esrta estranha distorção na história da abdução. Em uma sermão transmitido, ele falou longamente sobre UFOs, afirmando que existem bons e maus aliens. Os bons, ele insistiu, eram altos e louros Arianos – que vinham de PLEIADES. Ele fez seu pronunciamento muito antes das atuais tendências na história da abdução.

Podem algumas abduções serem realizadas por elementos de extrema direita dentro da instituição da segurança nacional? Tão desagradável quanto esta possibilidade possa ser, devemos notar que o “direito lunático” está representado em todos os outros meios de vida; certamente extremistas de direita tem tomado posição dentro do complexo militar e de inteligência também.

BASES PARA FUTURA PESQUISA

O inovador OPERATION TROJAN HORSE de John Keel, escrito em uma era quando os abduzidos ainda estavam sob a categoria dos contactados, inclui os seguintes dados intrigantes, observados pelo extenso trabalho de campo de Keel:

Os contactados frequentemente se encontra subitamente a milhas de casa sem saber como foram parar lá. Eles ou tem uma amnésia induzida, varrendo toda a memória da viagem, ou eles foram levados por algum meio e fizeram a viagem em um estado de blecaute. Se eles devessem encontrar um amigo no caminho, o amigo provavelmente notaria que seus olhos pareciam vitrificados e seu comportamento parecia peculiar. Mas se o amigo falasse com eles, receberia uma resposta curta.

Na linguagem do contactado este processo é chamado de estar sendo usado… tenho conhecido contactados silenciosos que desaparecem de suas casas por longos períodos e quando eles voltam, eles tem pouco ou nenhuma lembrança de onde eles estiveram. Uma moça me enviou um cartão das Ilhas Bahamas que me surpreendeu porque eu sabia que ela era muito pobre. Quando ela voltou, ela me disse que tinha apenas uma memória da viagem. Ela disse que se lembrava de ter tomado um jato no aeroporto mas ela não podia se recordar de entar no jato ou fazer a viagem – e lá os “índios” se encontraram com ela e pegaram sua bagagem… a próxima coisa de que ela sabia era estar novamente em casa.

De fato enigmático – a menos que tenha lido “THE CONTROL OF CANDY JONES”, que fala dos períodos de blecaute de Candy, durante os quais ela viajou a Taiwan como um correio da CIA, adotando sua segunda personalidade. A explicação de controle mental resolve perfeitamente todos os mistérios do trecho acima – exceto, talvez, a estranha lembrança sobre os “índios”.

UFO CONTACT AT PASCAGOULA de Hickson e Mendez contém a informação interessante que Charles Hickson acordou certa noite sentindo que ele estava na margem de recordar de alguma memória terrivelmente importante relativa ao encontro dele – ainda que ostensivamente ele possa recontar cada momento de sua aventura.

Hickson também recebeu  uma carta de um aparente abduzido que afirma que os aliens gray realmente são algum tipo de autômato – talvez um reconhecimento inconsciente da irrealidade da história cobertura induzida hipnoticamente. Sob esta luz, o filme COMMUNION — cujo livro base foi escrito por Whitley Strieber — toma um novo interesse: as sequências de abdução contêm imagens inexplicáveis indicando que os grays são realmente modelos ou “máscaras”.

COMMUNION e TRANSFORMATION contêm passagens detalhando o que parece ser no estilo da aventura de espionagem enevoadamente recordada de Candy-Jones, na qual Strieber era sequestrado por um  “treinador” e uma “enfermeira” (ambos seres humanos) que aparentemente o drogaram. Recorde-se do exemplo dos informantes de Keel. Sobretudo, TRANSFORMATION contém longas descrições de seres aliens trabalhando em aparente conluio com seres humanos.

A abduzida Christa Tilton também se recorda de sers humanos e aliens desempenhando uma parte na experiência dela. Até mesmo desde sua abdução, ela afirma, ela tem sido “sombreada” por um misterioso agente federal que ela chama de John Wallis. O marido de Christa, Tom Adams, tem confirmado a existência de  Wallis.

Em seu “REPORT ON COMMUNION”, Ed Conroy — que parece ter se tornado um participante e não meramente um observador do fenômeno – descreve a perseguição por helicópteros, que como já temos notado, parece ser uma ocorrência bem comum nas situações de abdução. Os pesquisadores despreocupadamente assumem que estes incidentes representem tentativas governamentais de espionar as vítimas UFO. Mas esta avaliação é ridícula. Os helicópteros são extremamente caros de se operar e os aparelhos de espionagem tem aperfeiçoado inúmeros métodos alternativos para reunir informação. Afinal, agora temos ums biblografia bem extensa dos esforços do FBI, CIA e militares em espionar inúmeros movimentos favorecendo uma mudança social doméstica. Porque não tem os veteranos de  CHAOS ou COINTELPRO (vítimas ou vitimizadores] falado de helicópteros? Obviamente os helicópteros servem a algum outro  propósito além da mera vigilância. Uma possibilidade pode ser a propagação de ondas eletromagnéticas que podem afetar as percepções/comportamentos de um indivíduo implantado. [de fato, tenho ouvido rumores de helicópteros sendo usados em operações eletrônicas e controle de multidão no Vietnã e em outros lugares; a informação está longe e ser difícil]

O contactado Eldon Kerfoot tem escrito sobre suas suspeitas que manipuladores humanos, não aliens, podem ser os máximos manipuladores engenheirando as experiências dele. Ele descreve uma estranha compulsão para matar um companhiro veterano do conflito coreano – um homem que Kerfoot não tinha qualquer razão lógica para desconfiar ou desgostar, ainda que ele sentisse que fosse um traidor de seu país. Felizmente, o assassinato nunca se materializou. Mas a situação paraleliza exatamente os incidentes descritos nos documentos liberados de ARTICHOKE sobre indução hipnótica remota do comportamento anti-social.

Uma última observação:

“Intercepte Mas não Atire” de Renato Vesco ressalta um cenário fascinante para a hipótese da arma secreta dos UFOs. Vesco ressalta que se estes aparelhos são um dia para serem usados em um conflito de superpoder, o poder atacante estaria bem servido pelo mito de que o UFO como uma arma extraterrestre, para a nação cercada não saberia a verdadeira natureza de seu oponente. Talvez, então, um propósito das abduções UFO seja engendrar e manter a lenda dos pequeninos grays aliens. Para os manipuladores ocultos, a abdução pode ser, nela e por ela mesma, um golpe de propaganda.

PENSAMENTOS FINAIS

Não insisto dogmaticamente no cenário que tenho ressaltado. Não quero dissuadir os pesquisadores da abdução de explorar outras avenidas – de fato, fortemente encorajo que tal trabalho continue. Nem posso facilmente responder por certos aspectos das narrativas de abdução – por exemplo, qualquer sugestão que eu possa oferecer a respeito dos relatos da experimentação genética seriam extremamente especulativos.

Mas insisto em uma audiência justa desta hipótese. A crítica é encorajada; a crítica que não destrói minha tese e a fará mais forte. Peço apenas que meus críticos se refreiem da preguiça intelectual; meras diferenças na visão mundial não constituem um ataque válido. Deus é encontrado nos detalhes.

Reconheço os perigos inerentes ao tornar pública esta tese. Novas e desagradáveis confabulações dos abduzidos podem resultar. Eu preferiria que a audiência para este trabalho fosse restrita aos pesquisadores da abdução, não as vítimas, que podem ser indevidamente influenciadas. Contudo, em uma sociedade que se orgulha da imprensa ostensivamente livre, tais restrições são impensáveis. Entretanto, apenas peço a qualquer vítima de abdução que possa ler este trabalho que tente uma objetividade sobrehumana. A tese que tenho ressaltado é promissora, e [deva a trepanação até mesmo nos fornecer um exemplo de um real implante de abduzido] suscetível de prova. Mas a minha não é a única hipótese. A tarefa não compensadora do abduzido é a de relatar o que ele ou ela tem vivenciado tão verdadeiramente quanto possível, não contaminado pela especulação externa.

Se uma futura investigação prove ou não que as abduções UFO sejam um produto da experimentação de controle  mental, sinto que este trabalho tenha, ao menos, fornecido evidência de um sério perigo que se apresenta para aqueles que mantém os ideais da liberdade individual. Não podemos mais ignorar esta ameaça.

Um espectro assalta as nações democráticas – o espectro do TECNOFASCISMO. Todos os poderes do império da espionagem e da instituição científica tem entrado nesta ímpia aliança para evocar este espectro; O psiquiatra e espião, Dulles e Delgado, especialistas em microondas e operadores clandestinos.

Uma mente é uma coisa terrível de se disperdiçar – e uma coisa pior de se comandar.