o sistema financeiro e as repetidas crises mundiais de endividamento

Olá amigos,

Hoje recebi um link do youtube http://www.youtube.com/watch?v=XFbvTl20Cxg . Trata-se de um documentário fantástico e super atual sobre o sistema financeiro e as repetidas crises mundiais de endividamento .  É um vídeo muito bem feito, bem documentado e muito esclarecedor sobre o assunto. O grande problema é que ele é muito longo, com mais de duas horas de duração e este fato colabora para que não seja fácil  ou até mesmo atrativo assisti-lo integralmente via youtube.  Consegui o vídeo na íntegra para que possa ser assistido em tela cheia no computador mas não estou conseguindo fazer o upload dele.  Portanto, só me resta indicar como pode ser conseguida esta obtenção na íntegra.

Passo 1 – baixe o programa gratuito DVDVídeoSoft Studio em  http://www.dvdvideosoft.com/

Passo 2 –  abra o programa e selecione  o quadrado youtube.

Passo 3 – selecione “free you tube download’

Vai abrir uma tela onde está escrito “colar link”.

Passo 4 – cole o link da página do youtube do  wake up call legendado.

Passo 5 – aguarde o programa se “preparar” e então clique baixar.

Aguarde o programa baixar e ai você tem o vídeo inteiro para ser assistido em tela cheia no seu computador.

Ah! Ainda acha cansativo? Preferia assistir em formato DVD ? Mas também pode. Vamos aprender como:

Passo 1 – baixe o programa gratuito DVDFlick em  http://www.dvdflick.net/

Passo 2 – abra o programa DVDFlick e selecione “add files” . O seu video wake up call baixado antes no processo acima descrito deverá estar em meus documentos/meus vídeos. Selecione-o

Passo 3 – selecione ” project settings” . Em “general” só escreva o nome do vídeo [wake up call] não mexa em mais nada. Em “vídeo” – “target format” é NTSC.  ”ENCODING PROFILE” é normal.  ”target bitrate” é auto-fit. Vá então  para “burn” e selecione a caixa ” burn project to disc”.

Agora é só clicar no “accept”.

Passo 4 –  Agora é só clicar no icon de “create DVD”. Coloque antes um DVD virgem na unidade de DVD.

O programa faz tudo sozinho e todo o processo leva em torno de uma hora.

O Programa DVDFlick é excelente para que se transforme em DVD qualquer filme em AVI. Se o filme já estiver legendado ou dublado é só seguir os mesmos passos acima descritos.  Se precisar colocar a legenda eu prefiro coloca-la anteriormente com outro programa também gratuito , o AVIRecomp encontrado em http://avi-recomp.softonic.com.br/

O tutorial do AVIRecomp pode ser encontrado em http://biboporto6009.comli.com/tutoriais/tutorial-avi-recomp/tutorial.avi.recomp.html

Pronto! Comecei falando de algo muito importante e uma coisa foi puxando a outra… É o que chamo de um post de muitas utilidades…

Publicado em: às janeiro 9, 2012 em 5:56 pm  Comentários (2)  

como usar imacro

Bom, gente, descobrimos que a torcida do Dourado não é grande, não, eles estavam é usando uma ajudinha básica. Vamos igualar? Ok…
1 – Vá em https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/addon/3863 e baixe o IMACROS, é leve e não demora nem dois minutos.
2 – Após baixar e instalar e reiniciar o firefox, vai aparecer uma aba do imacros do lado esquerdo, se não aparecer, apertem F8
3 – No dia da votação, vão no site do BBB (bbb.globo.com) e abra a página de votação. Depois, vá no Imacros (na abinha que estará aberta) e cliquem em GRAVAR. Aparecerá um menuzinho com as opções GRAVAR, SALVAR, CARREGAR E PARAR. Abaixo aparecem outras, mas as ignore. (sempre use selecionando current.iim)
4 – ANTES de votar em um dos DOIS(os que tiverem no paredão), cliquem em gravar, novamente, daí mudaráa janelinha do imacros para uma outra, dizendo que está gravando. Vote, normalmente, digitem o código e dêem enter.
5 – Voltem no Imacros e cliquem em parar. Depois, nos três botões, cliquem em USAR. Vai abrir um outro menuzinho com USAR, PAUSAR, PARAR. Um pouco abaixo, tem REPETIR MACRO daí mostra o número atual e o máximo que você quer. No máximo, coloquem, para fazer um teste, 500, e cliquem em USAR (LOOP), daí, ele começa a votar sozinho. Muito fácil e prático. Vamos detonar! Se der erro, repitam a operação. Sempre vai aparecer uma janelinha dizendo para você escolher seu voto. È só ir dando enter. Quando chega em 500, tem que clicar em USAR LOOP novamente.

Publicado em: às fevereiro 19, 2011 em 12:53 pm  Comentários (19)  

Crise de Alimentos e América Latina

A CRISE DE ALIMENTOS E A AMÉRICA LATINA
Uma crise real ou uma conspiração?

de Eduardo Dimas

15 de maio de 2008

“Controle o petróleo e você controlará as nações; controle a comida e você controlará as pessoas” — Henry Kissinger (1970)

Tenho conhecido esta frase de Kissinger por muitos bons anos. Confesso que até agora não tinha dado a ela muita importância. Mas ela é uma verdade absoluta, quase que um axioma, que pode se tornar uma terrível realidade.

A crise alimentar é real. O preço dos alientos sobre cada vez mais. As reservas caem. O mesmo acontece com o petróleo, o que coloca muitas nações e povos que não produzem comida ou petróleo em uma situação desesperadora. Este é o resutado de um conjunto de eventos aleatórios que coincidem em tempo, ou isto é o efeito de uma plano para o domínio mundial?

Se nos guiarmos pelas palavras de Kissinger, nos parece muito mais ser este último. E isto nos leva a nos perguntar outras coisas. Foi a idéia de aumentar a produção de etanol [lançada por George W. Bush em março de 2007] pela utilização de grãos básicos para a alimentação de humanos e de animais também uma coincidência?

É bem conhecido que para se produzir um litro de álcool para os motores ds carros, 1.2 litros de óleo combustível devem ser sacrificados. Em outras palavras, mais combustível do que o combustível produzido. Além do fato de que o etanol tem se tornado um bom negócio para a família Bush e os acólitos de Bush, e as oligarquias de vários países, este não é um meio de provocar uma maior falta de alimentos?

Será por acaso que as grandes corporações que comerciam alimentos e muitos investidores estejam especulando com o preço dos grãos, sabendo que esta especulação pode levar a morte de milhões de seres humanos? Segundo a ONU, a cada cinco segundos uma criança morre de fome ou de doenças relacionadas à fome.

Foi uma pura coincidência que o FMI, o Banco Mundial e a Organização Mundial de Comércio promoveram no chamado Terceiro Mundo a produção de comida para exportação, ao invés de garantir a produção de plantações que possam garantir comida às pessoas que as desenvolvem? De qualquer modo, eles deixam as nações mais pobres à mercê dos preços do mercado mundial.

No presente, 78 nações na Ásia, África, América Latina e Caribe tem um déficit em suas cestas básicas de alimentos, como resultado do alto preço dos alimentos e do abandono das plantações tradicionais. Em 37 destas nações a situação é particularmente difícil. Já tem havido manifestações e saques em lojas de alimentos e supermercados. Também repressão e morte. Você não pode nunca esquecer que a fome é o pior conselheiro.

Alguns países tem racionado o arroz, outros o milho e o trigo. Os grandes produtores asiáticos de arroz, tais como a Tailândia e o Vietnã, tem reduzido suas exportações para garantir o consumo doméstico. Aproximadamente 43% da produção de milho é usada para a alimentação de animais. Os especialistas dizem que aproximadamente 20% da colheita mundial de milho será usada para a produção de etanol. O que irá sobrar para os seres humanos?

Isto tudo é apenas um caso fortuito ou faz parte de um plano para o domínio mundial por meio da fome? O arroz é o alimento básico de três bilhões de pessoas. O trigo o é para centenas de milhões. No Peru, o Exército está fazendo pão de batata para tentar reduzir a demanda pelo trigo entre a população. No Haiti, uma mistura de lodo, sal e óleo vegetal é o alimento básico de centenas de milhares de pessoas. O lodo não é grátis. Ela custa 5 centavos um biscoito e causa dor abdominal e contém parasitas e outras doenças. O Haiti, um dos países mais pobres do mundo, produzia quase todo arroz que ele precisa antes das regras neoliberais do FMI e do Banco Mundial que lhe foram impostas. A cada ano, ele precisa de 400 mil toneladas e produz por volta de apenas 40 mil; o resto tem que ser importado. Aos preços atuais, não é surpresa que as pessoas tenham que comer biscoitos de lodo.

Os grandes produtores de alimentos, tais como os Estados Unidos e a União Européia, juntamente com o Brasil de Lula, dizem que a falta de grãos é causada por um aumento no consumo na China, Índia e outros países asiáticos. Sem dúvida, isto causa um ligeiro aumento dos preços. Se então assim o é, porque utilizar grãos para produzir etanol? Eles são alimentos que estão sendo negados a milhões de pessoas.

É verdade que os preços do petróleo cru também afetam o custo da produção e do transportte dos alimentos. Mas a quem culpar pelo fato que a instabilidade dos mercados – derivada da situação no Iraque, as ameaças a Venezuela e um possível ataque ao Irã – levam a especulação? Que país com menos de 5% da população mundial consume diariamente 25% do petróleo cru produzido no mundo?

Se o Irã for atacado o preço do petróleo cru poderia subir a 200 dólares o barril, um preço insustentável até mesmo para as economias mais desenvolvidas; uma verdadeira tragédia para as economias mais pobres. Alguns países, tal como a República Dominicana, Nicarágua, Honruras e El Salvador já estão vivenciando sérias dificuldades com combustível e alimentos, a despeito da ajuda altruísta fornecida pelo governo da Venezuela.

O recente “Encontro Alimentar” realizado em Manágua, reuniu governos da “Alternativa Bolivariana para as Américas ” [ALBA] e teve a presença de representantes de doze países, incluindo alguns presidentes, e foi destinada a unir os esforços para enfrentar a crise alimentar que cerca a humanidade.

Para a maioria dos participantes, a essência da crise alimentar reside na distribuição desigual da riqueza mundial e, acima de tudo, no modelo econômico neoliberal imposto por alguns países desenvolvidos ao resto do mundo nos últimos vinte anos. Com certeza, nem todo mundo concordou. O Presidente Oscar Arias da Costa Rica se distanciou do documento porque ele é um devoto do “livre comércio”. México e El Salvador também se distanciaram de um conjunto de propostas feitas pela delegação venezuelana que terminou em um adendo à Declaração Final.

Entre as propostas venezuelanas estava a a idéia de criar um banco de produtos agrícolas o que reduziria os custos dos pequenos e médios produtores e destinar 100 milhões de dólares através do Banco de ALBA para financiar projetos agricolas. Também, criar um plano dentro da PetroCaribe para financiar a produção de alimentos.

Até agora, a consciência tem sido despertada sobre a gravidade da situação alimentar e as medidas urgentes que precisam serem tomadas para impedir que os alimentos se tornem uma arma de guerra, ao menos na América Latina. De fato, a comida já é uma arma em muitas partes do mundo.

Em qualquer caso, preste atenção nas grandes corporações que produzem e comerciam alimentos. Preste atenção nas corporações que produzem sementes transgênicas, que estão impondo seus produtos pelo mundo, em detrimento das variedades naturais. Eles já estão presentes em muitos países na América Latina e no Caribe.

As sementes transgênicas fazem o fazendeiro totalmente dependente da corporação transnacional que as produzem, ele deve comprar as sementes, os fertilizantes e os inseticidas. Na Índia, 150.000 fazendeiros de algodão tem cometido suicído porque não puderam pagar suas dívidas com estas transnacionais.

As transnacionais estão no comando da dominar o suprimento de alimentos e, por extensão,como propôs Henry Kissinger, o domínio das pessoas. Em um documento secreto chamado Estudo de Segurança Nacional Memorando 200 (NSSM 200), Kissinger criou um plano de ação para a população mundial, destinado a controla-la e a reduzi-la em centenas de milhões de pessoas usando uma política de alimentos.

Kissinger queria reorganizar o mercado mundial de alimentos, destruir a agricultura familiar e substitui-la por grandes fazendas e fábricas dirigidas por transnacionais do agronegócio. Algo assim vem acontecendo desde o início da década de 1990 no México e outros países da América Latina. Você não pensa que é tempo de parar com isso? Deixo a resposta para você.

Publicado em: às setembro 8, 2009 em 4:21 pm  Comentários (4)  
Tags: , ,

Mistério da Atlântida Revelado

O MISTÉRIO DA ATLÂNTIDA REVELADO

JLTRGEN SPANUTH

Públicado em New York em 1956 – traduzido do original em alemão ‘Das entratselte Atlantis’ .

PREFÁCIO

Em provavelmente em nenhum outro campo da história e geografia antiga a pesquisa é tão árida, mas na realidade tão recompensadora, como aquela que lida com o problema da Atlântida. Os mais de vinte mil volumes, e incontáveis artigos, que já tem sido escritos sobre o assunto parecem te-lo coberto completa e exaustivamente. Eminentes eruditos tem repetidamente afirmado terem encontrado uma resposta conclusiva para o enigma e tem dito que nada mais de útil pode ser acrescentado à vasta literatura sobre o assunto; os contribuidores para isto tem frequentemente sido tratados como excêntricos e seus trabalhos descartados como meramente um outro fato a ser cronificado na história da tolice humana. É com certeza verdade que a Atlântida tem atraído a atenção de escritores de ficção e outros sem qualquer declaração de abordagem científica, e investigadores sérios tem sido expostos ao perigo de serem identificados com eles. Não é surpreendente, portanto, que eruditos idôneos tenham hesitado em abordar o problema e tenham deixado o campo amplamente aberto para os excêntricos e Atlantemaníacos. Isto é portanto mais lamentável já que a Atlântida oferece um dos campos mais frutíferos de estudo da história antiga; ela levanta o véu da obscuridade de uma das épocas mais intriganes e cheias de eventos na história do mundo ocidental. A história da Atlântida pode ser comparada a aquela de uma câmara oculta de tesouro na tumba de Tutancamon no Vale dos Reis. Por centenas de anos antiquários e arqueologistas escavaram e exploraram o vale até que parecia impossível que algo novo ou desconhecido restasse a ser descoberto. Quando o Conde de Carnarvon começou suas escavações os especialistas o ridicularizaram porque a tentativa parecia fútil; nenhum empreendimento pareceu ser mais sem esperança. Ainda que nas ruínas e destroços que tem sido examinados tão frequentemente, Carnarvon encontrou a entrada para a tumba de Tutancamon, descobriu riquezas fantásticas da câmara do tesouro, e tornou possível ganhar um maravilhoso insight sobre os costumes dos governantes do Egito de mais de três mil anos atrás. E assim é com a Atlântida.

O tesouro dentro da história tem estado enterrado sobre os destroços das más concepções, tolices e fantasias, o peso morto do preconceito e do ceticismo, e as ruínas da datação errada e identificações falhas que tem se acumulado ao redor da história em 2500 anos desde que Solon a primeiro ouviu no Egito. O ridículo dos especialistas cai sobre qualquer um que tenta escavar sob os destroços de séculos. Mas quando é encontrado o caminho certo para o entendimento apropriado da história, isto leva a uma casa de tesouro que nos habilita a um amplo conhecimento e a um profundo entendimento da vida, pensamento, lutas e sofrimentos de nossos ancestrais mais de 3000 anos atrás; fica aberto para nós uma das maiores e mais momentosas épocas na história do mundo. A chave para o entendimento apropriado da história da Atlântida reside no arranjo correto dos eventos que são descritos em uma sequência cronólogica e segundo sua autenticidade histórica. Esta abordagem é seguida na Seção Um. Na Seção Dois é feita uma tentativa de revelar o tesouro oculto da história; a posição geográfica das Ilhas Reais, bem como a extensão e a organização do reino Atlante, é estabelecido, e a autenticidade da informação contida na história relativa a vida e aos costumes, cultura e crenças, e riqueza e poder dos Atlantes é testado contra nosso conhecimento atual daquela idade. Na Seção Três será encontrado uma narrativa do que Homero, o maior poeta de todos os tempos, tem escrito sobre os Atlantes e da história deste confiavelmente preservador da história antiga que tem chegado até nós. Finalmente há um relato da redescoberta da Atlântida no verão de 1952 e uma transplantação da narrativa de Platão da Atlântida nos Diálogos de Timreus e de Critias. Por tudo isto nos tornamos relacionados com pessoas que alcançaram grandeza, sofreram desesperadamente, e ainda planejaram até mesmo coisas maiores. É esperado que esta contribuição encoraje os eruditos em seus ramos relevantes de ciências a se devotarem a renovar o estudo tristemente negligenciado da história da Atlântida. A investigação deles traria muitas riquezas e iria tão longe para resolver os problemas ainda não solucionados da história antiga.

SEÇÃO UM

A BASE HISTÓRICA DE LENDA DA ATLÂNTIDA

Platão, o grande filósofo e pensador grego (429-347 AC), tem registrado para nós a história da Atlântida em dois lugares diferentes de seus escritos: nos Diálogos de Timeus e de Crítias. Da origem e substância da história, Platão nos fala deste Solon, legislador e um dos Sete Sábios da Grecia (640-559 AC), que fez uma viagem ao Egito para buscar conhecimento dos tempos antigos. Ele visitou a cidade de Sais, cujos sacerdotes tinham uma reputação inigualável de íntimo conhecimento da história antiga. Lá ele foi recebido com grande gentileza e honras. Os sacerdotes estavam apenas felizes demais em transmitir a ele a informação que eles extrairam de sua vasta coleção de papiros e textos antigos. Solon ficou particularmente impressionado por uma história de coragem épica  que teria se passado em sua própria cidade de Atenas; uma história, disseram a ele, que “embora pouco conhecida não era menos verdadeira” Um velho sacerdote de Sais, baseando sua narrativa em velhos textos egípcios, contou como um grande exército de pessoas da Atlântida desceu sobre a Europa e Ásia Menor e uniu em um vasto poder todos os territórios sob seu domínio. Estes territórios compreendiam “muitas ilhas e parte do continente pelo Grande Oceano ao Norte” e “as terras mediterrâneas da Líbia ao Egito e da Europa a  Tyrrhenia .” Este poder combinado do Rei dos povos Atlantes visava o domínio do todos os territórios gregos e egípcios, e de fato, de todos os países do mediterrâneo. Ao repelir este assalto os cidadãos atenienses provaram sua bravura e coragem. Atenas se colocou a frente dos estados gregos ameaçados e eventualmente, na medida em que um estado após outro caia diante dos invasores, ela continuou a lutar sozinha e preservou sua liberdade. Esta luta heróica também aliviou os egípcios, que tinham sido duramente pressionados pelos exércitos invasores, mas finalmente foram capazes de repelir os ataques do povo Atlante. As desordens e sofrimentos destes tempos eram acreditados terem sido causados por uma gigantesca catástrotofe natural de impacto universal. Os sacerdotes egípcios lembraram a Solon da história grega de Faeton, filho de Helios, deus do Sol, que entrou na carruagem solar de seu pai e incapaz de manter o curso de seu pai ele queimou e torrou muitos países da Terra no terrível calor de sua passagem. Eventualmente Zeus arremessou Faeton do céu com o ataque de um raio e extinguiu os grandes incêndios com inundações e tempestades. O sacerdote egípcio de Sais admitiu que a história soava como uma fábula, mas ela de fato continha o germe da verdade; algo muito similar aconteceu na realidade. Antes desta idade catastrófica o clima da Terra tinha sido quente e fértil. As montanhas da Grécia eram cobertas por uma marga rica e florestas luxuriantes; em todos os lugares os regatos e riachos forneciam água abundante à terra. Depois das catástrofes o solo, que havia se tornado pó devido ao calor intenso, foi varrido pelas subsequentes inundações, deixando apenas o esqueleto de um país, as rochas e as pedras. Ao mesmo tempo gigantescos terremotos e inundações tornaram a terra natal dos Atlantes inabitável. Atlante, a ilha real do reino atlante, é dito ter sido engolida pela inundação e terremoto em um único dia e noite de terror. Somente um mar de lama permaneceu no lugar da ilha real.

Nos capítulos seguintes da história da Atlântida nos são dadas narrativas detalhadas da exata posição da ilha real, a extensão e poder do reino atlante e muitos outros fatos. Nos é falado que sobre a ilha real, ou Basileia, ficava o castelo dos reis Atlantes e um templo dedicado a Poseidon, o principal deus dos atlantes. Aqui os Atlantes são ditos terem encontrado cobre solido e derretido, bem como um estranho produto natural conhecido como orichalc; que o sacerdote não foi capaz de dizer o que era. Para nós é apenas um nome, mas os atlantes o valorizavam como ouro. Fora do cobre os atlantes trabalhavam com estanho em grande extensão. Eles também conheciam o ferro, mas aparentemente ele era não usado durante festividades cerimoniais. Muitos outros detalhes nos são conhecidos sobre a Atlântida e os atlantes. Segundo Platão, o sacerdote egípcio referiu-se continuamente aos antigos papiros e inscrições egípcias; devemos citar e discutir estes detalhes – nos capítulos relevantes. Solon teve esta história, que foi originalmente traduzida da linguagem atlante para o egípcio, e daí traduzida para o grego. Ele pretendeu escrever um poema épico baseado nisto, mas a confusão que ele encontrou em Atenas na sua volta evitou que ele completasse seu plano. O poema inacabado da guerra entre Atenas e os Atlantes, a história da própria Atlântida, foi entregue a Critias o Jovem, que a leu para um círculo de amigos na presença de Sócrates e Platão. Platão então escreveu a história sobre a antiga Atenas e os da Atlântida, assim a preservando para a posteridade. A história da Atlântida é, segundo as repetidas avaliações de Platão, o relato exato e fiel das antigas inscrições egípcias e dos papiros coletados pelos sacerdotes em Sais e estudados e contados novamente por Solon. Como Platão ressaltou:”a história Atlante não é um conto de fadas, mas em cada aspecto é uma história verdadeira”.

2. ATLÂNTIDA – FÁBULA OU FATO?

Desde a idade de Platão, a história da Atlântida tem arrebatado um interesse especial de incontáveis pessoas. “Homens sábios e tolos, excêntricos e poetas, cientistas e filósofos, hereges e sacerdotes” disse o oceanógrafo sueco Petterson, que tem discutido o problema, se a Atlântida realmente existiu ou foi apenas um ornamento da teoria de Platão da organização social e do Estado  – um exemplo-modelo inventado como um ponto de comparação entre a Atenas livremente democrática e o Estado todo poderoso. Esta discussão se a história da Atlântida era apenas um conto de fadas ou um valioso registro histórico já havia começado no tempo de Platão. Ele próprio repetidamente avaliou que a história não era uma fábula, mas completamente verdadeira. Em outros lugares ele diz que a história da Atlântida, embora curiosa, é em todos os aspectos uma certeza histórica. Dos deveres heróicos dos atenienses, que vitoriosamente defenderam-se contra os soldados atlantes atacantes, ele ressaltou: “Este ato bravo, embora pouco conhecido, não obstante aconteceu”. Nos Diálogos de Critias,   Mnemosyne, a deusa da Lembrança, é evocada para assegurar que todos os detalhes sejam relatados de acordo com os acontecimentos reais. Confiante na veracidade das crenças de Platão, inúmeros eruditos tem tentado resolver o enigma da Atlântida. Segurando Ceram aproximadamente vinte mil livros tem sido escritos desde os dias de Platão sobre o assunto. Braghine e Paul Herrman falam em por volta de vinte e cinco mil. Usando todos os meios possíveis à disposição da humanidade, tem sido feitas tentativas para rasgar o véu do segredo. Sociedades foram fundadas, conferências foram realizadas, e expedições de pesquisa foram equipadas em ordem de realizar a tarefa.

Segundo relatos de jornais, apenas em 1950 três grandes expedições estiveram tentando encontrar a Atlântida. Egerton Sykes acreditou que a ilha afundada estaria nas vizinhanças dos Açores, a mais de 10.000 pés de profundidade, e tentou em vão encontrar traços dela, usando equipamento de radar e cargas profundas. É relatado que um descendente de Tolstoi resolveu procurar perto de Bermudas porque um piloto aéreo americano havia dito ter avistados muros e ruínas de templo no Atlântico Sul durante a última guerra. O francês Henri Lhote equipou uma expedição ao Saara, onde, no deserto pedregoso e sem água de Tanzerouft, ele esperava encontrar a ilha afundada da Atlântida. O erudito e político americano Donelly convocou as marinhas do mundo, para “ao invés de fazer guerras, realizar um útil trabalho cultural ao procurar pelas relíquias da Atlântida no leito do oceano.” Quando todas estas pesquisas se provaram infrutíferas, os espiritualistas e teosofistas entraram no campo e ofereceram soluções realmente fantásticas ao problema. Até mesmo bombas foram utilizadas para resolver a questão. Em agosto de 1929, em uma sala da Sorbonne em Paris, duas bombas de gás foram atiradas por um delegado em um congresso da Sociedade para Estudos Atlantes, para refutar rapidamente, efetivamente e sem posterior discussão a opinião de um orador que a Atlântida era para ser identificada na Córsega! Qual tem sido o resultado de tudo isto? Ceram tem escrito que a despeito dos vinte mil volumes que até então tem sido publicados sobre a Atlântida, nenhum tem sido capaz de provar sua existência. É uma pequena maravilha, portanto que tantos eruditos acreditem que a história nada mais seja do que uma ilusão. Até mesmo Aristóteles manteve esta convicção, que tem sido fortemente reforçada em nosso próprio tempo. O sueco Lindskog escreveu que a Atlântida era e é uma ilha lendária, uma criação da imaginação e nada mais. O abade francês Moreux descreve a história atlante como “pura fantasia” enquanto que o austríaco Rudolf Noll a chamou de romance utópico a que falta qualquer base histórica. Estes julgamentos fazem com que pareça inútil continuar a pesquisar a história atlante. O veredito da ciência foi dado. Platão tem sido acusado de engano deliberado e toda a pesquisa relativa a Atlântida condenada como uma ‘contribuição à tolice humana”, e todos estes que tem tratado o assunto tem sido denunciados como ‘tolos’, ‘atlantomaniacos’ e ‘excêntricos’. Mas os eternos céticos que pronunciaram este julgamento severo tem cumprido sua tarefa de um modo fácil demais. Nenhum dos muitos que descartaram a história atlante como pura fantasia tem até mesmo tentado provar sua avaliação. Platão tem sido denunciado como um charlatão antes que suas declarações sejam até mesmo testadas e seus escritos tem sido julgados como “livre poesia”, sem a questão uma vez ter sido proposta se os papiros e inscrições que ele afirmava como a base para seu relato de fato não tenham existido ou possam não existir ainda hoje.

3. SOLON ESTEVE EM SAIS

A declaração de abertura de Platão é a de que Solon esteve em Sais, no Baixo Egito, e ele próprio viu as inscrições e os papiros que continham a história atlante. Os sacerdotes egípcios, que coletaram e estudaram os textos, os traduziram do antigo egípcio e os entregaram a Solon. Esta avaliação é repetida por Platão em muitas formas diferentes.  Brandenstein declara que Platão teve o maior problema para verificar a confiabilidade da história atlante. Para autentica-la, Platão conta como os sacerdotes egípcios adquiriram os papiros, como Solon escreveu a história, pretentendo usa-la como base para um poema, e como o caos que ele encontrou em seu retorno a Atenas evitou que ele completasse o empreendimento. Platão declara, sobretudo: que a história havia sido originalmente traduzida da linguagem atlante para o egípcio e foi somente para Solon novamente traduzida para o grego e ele acrescenta que havia inúmeras provas de sua correição. Ela alcançou Platão por meio de vários intermediários. Não devemos também verificar estas declarações? Não há dúvidas  que de fato Solon foi ao Egito e este fato tem sido confirmado por muitos antigos escritores e cronistas. Ele iniciou sua jornada de dez anos depois que havia dado a Atenas suas leis muito úteis e fez esta viagem com o intuito de coletar informação sobre os tempos pré-históricos. Sua primeira meta era Sais, a residência dos faraós, porque seus sacerdotes haviam reunido e estudado inscrições antigas e textos de seu pais e tinham um profundo conhecimento da história antiga. Não há qualquer dúvida que tudo isto está correto.

Quando Solon viajou ao antigo Egito, Sais, situada na boca do Nilo, logicamente seria a cidade a ser visitada primeiro. Ela também de fato era cidade residência dos farós e Psamtik I (663-609 AC) havia permitido uma colônia de mercadores gregos a quem ele garantiu privilégios especiais para se estabelecrem nas vizinhanças da residência real. No tempo de Solon o faraó Ahmose II (57o-525 AC), mencionado por Platão, reinava em Sais: ele favoreceu os gregos em uma tal extensão que despertou o ciúme dos egípcios. Solon adquiriu de Ahmose várias leis, por exemplo esta: “a cada ano cada habitante tinha que mostrar ao governante por que meios ele ganhava seu sustento”. Temos posteriormente que acreditar em Platão quando ele diz que Solon tinha estado em Sais, que ele foi bem recebido e recebeu honras. Os sacerdotes de Sais realmente coletaram e estudaram em detalhes textos históricos, inscrições e papiros, como Platão nos conta nos Diálogos? Novamente devemos confirmar Platão. O estudo intensivo do passado era de fato a principal ocupação dos sacerdotes em Sais nestes dias. Breasted, a grande autoridade na história egípcia, diz que sobre os sacerdotes em Sais em outra ligação: Os escritos e rolos sagrados dos séculos passados eram procurados com grande zelo, e com a poeira das idades que os cobriam eles eram coletados, separados e arrumados. Uma tal educação clássica levou os sacerdotes de volta a um mundo há muito tempo esquecido, cuja sabedoria herdada, como com os chineses e maometanos, formavam as mais altas leis morais. O mundo havia ficado mais velho e com um prazer todo particular eles se ocuparam com esta juventude há muito passada. A era de Sais, com sua contínua referência às condições passadas, tem com justiça sido chamada de uma idade de restauração. Então a declaração de Platão que os sacerdotes em Sais coletavam e estudavam documentos antigos é confirmada por uma das maiores autoridades na história egípcia. Foi lá em Sais, como manteve Platão, que os textos e as inscrições, ou cópias deles, relatavam a grande guerra do povo atlante, as terríveis catástrofes naturais desta época, e a libertação do Egito da matança dos guerreiros atlantes? Proclus, um comentador de Platão, relata que os sacerdotes de Sais mostraram as mesmas inscrições e papiros a Crantor de Soli (330-270 AC), que escreveu o primeiro comentário sobre Timaeus. Elas de fato existiam, e levanta-se a questão se estas inscrições ou ao menos algumas delas, dos incontáveis textos egípcios antigos que tem sido perdidos no curso dos séculos ainda existam hoje alguns.

4. A DATAÇÃO DOS EVENTOS DESCRITOS NA HISTÓRIA DA ATLÂNTIDA

Antes que comecemos a tentar rastrear os antigos textos que descrevem os eventos relatados por Platão devemos primeiro corrigir a datação dos próprios eventos. De nossa solução deste problema – o mais importante de todos no estudo da Atlântida – depende o nosso veredito sobre a autenticidade da história; a inteira história se mantém ou cai pela nossa resposta. É muito mais do que estranho que dificilmente algum erudito tenha inquirido a questão da datação ou pensado que isto fosse válido para de determinar a ir mais profundamente. O problema de onde a Atlântida estava situada tem tomado precedência sobre a questão de quando ela foi destruída. Uns poucos eruditos que tem lidado com a datação tem, a despeito dos meios a nossa disposição hoje para a solução de tais problemas, dado respostas realmente ridículas: os eventos descritos a Solon teriam sido ocorridos em quase cada 10 mil anos atrás entre cem mil AC e 500 AC. Se estes são os resultados dos eruditos modernos não é surpreendente então encontrar que a própria datação de Platão – 8.000 anos antes de Solon – seja completamente impossível ou, como corretamente diz Knotel, uma completa falta de lógica. Muitas das coisas mencionadas em detalhes na história atlante – entre outras, os Estados gregos, a cidade de Atenas, um império egípcio, o cobre, o estanho, o primeiro ferro, e carrruagens – certamente não existiam a 8.000 anos antes de Solon, iato é, em 8.600 AC. Deve haver um erro aqui, talvez um erro na tradução; não podemos aceitar esta datação. Mas felizmente, acrescentando-se a esta má interpretação, a história contém muitas alusões que nos capacitam a datar corretamente os eventos.  Há, por exemplo, a frequente citação que os atlantes tinham uma grande riqueza de cobre e de estanho e foram até mesmo os mais iniciais usuários do ferro. Uma raça que possuia cobre e estanho de fato viveu na Idade de Bronze, por volta de 2000 a 1000 AC. Se, como tem sido dito, os instrumentos de ferro já eram conhecidos na Atlântida, então a ilha deve ter existido no fim da Idade do Bronze, ao tempo quando o ferro apareceu pela primeira vez. A questão do uso dos primeiros instrumentos ou implementos de ferro tem sido estreitamente investigada pela bem conhecida autoridade em metalurgia pré-histórica, Wilhelm Witter. O exaustivo exame de Witter de achados arqueológicos o levou a conclusão definitiva que os primeiros implementos de ferro feitos por mãos humanas vieram com a invasão dos povos do mar ao Norte, que varreram como um furacão os países mediterrâneos pelo fim do século treza AC. Segundo  Witter, ao menos alguns povos do Norte devem ter dominado as técnicas do ferro antes que eles começassem a grande migração.

Se, como mantém Platão,a história da Atlântida é em cada aspecto historicamente um relato confiável e acurado, então os eventos que ele descreve devem ter ocorrido perto do fim do século treze AC, ao tempo da introdução do ferro, quando o cobre e o estanho ainda eram amplamente utilizados. Talvez Olaf Rudbeck (1630-1703) estivesse certo ao presumir que tenha havido um erro de tradução, que devemos pensar não em 8.000 anos mais em 8.000 meses entre a queda da Atlântida e a ida de Solon ao Egito. Se assim tiver ocorrido, a queda da Atlântida deve ter ocorrido por volta de 1200 AC. Esta presunção do historiador sueco nos leva ao tempo exato em que a Atlântida deve ter perecido. O ano egípcio era de doze meses, e oito mil ‘meses’ são portanto 666 anos. Se subtrairmos estes 666 anos da data da viagem de Solon ao Egito [560 AC] chegaremos ao ano 1226 AC e este ano foi talvez o do início da datástrofe da Atlântida. Este foi o ano em que os líbios, expulsos de seus lares por terríveis desastres naturais, atacaram o faraó Merneptah; em quase exatamente 1200 AC, o povo do Mediterrâneo Norte alcançou a Grécia, chegando à fronteira egípcia em 1195 AC. Podemos facilmente imaginar que o povo do Norte – como os Cimbrianos e os Teutons mil anos depois – esteve em movimento por vinte ou trinta anos, até que foi finalmente detido por Ramses III em 1195 AC. Há, de fato, muito a ser dito sobre a crença de Rudbeck que Solon entendeu mal os sacerdotes egípcios e que o início das catástrofes e guerras descritas na história da Atlântida tinham que ser colocadas em 8.000 meses antes de Solon.  Rudbeck e muitos outros eruditos depois dele tem ressaltado que os longos períodos de vida registrados no Geneses são o resultado da mesma confusão entre o antigo cálculo oriental em meses e os mais modernos cálculos em anos. Todas as idades dadas, portanto, devem ser divididas por doze. Deste modo Adão não teria 930 anos, mas 77. Seth não teria 912 anos, mas 76.  Mahalaleel não teria 895 mas 74 anos, Jared não teria 962 mas 80 anos e Matusalém não teria 969 mas 81 anos e Lamech não teria 777 mas 64 anos .Até mesmo hoje os egípcios calculam o tempo em meses. O Rei Farouk escreve em suas memórias : “Nosso calendário é contado por meses, e não como o calendário Gregoriano na maioria dos países ocidentais por um ano de 365 dias”.

5. TEXTOS E INSCRIÇÕES CONTEMPORANEAS RELACIONADAS À HISTORIA

Anteriormente levantamos a questão se alguns textos aos quais se referiam os sacerdotes de Sais e que foram vistos por Solon e por Crantor, podem não mais existir hoje. Temos estabelecido que todos os eventos descritos na história da Atlântida devem ter ocorrido ao tempo do uso mais inicial do ferro, no fim do século treze AC, e permanece a descobrir se existe qualquer inscrição ou papiro deste tempo que confirme as declarações da história. De fato bem um número de tais textos são conhecidos:
- 1 – Inscrições por volta do tempo do faraó Merneptah (1232-1214 AC), entre elas o Grande Tablete de Karnak e a Estela de Athribis .
- 2 – As incrições e pinturas na parede no templo de Ramses III (1200-1168 AC) em Medinet Habu, onde milhares de jardas quadradas de inscrições históricas e relevos estão gravados nas paredes e colunas.
- 3 – O Papiro Harris, o texto mais compreensivo que nos foi preservado do antigo Oriente.Ele é um rolo de papiro que tem cem pés de comprimento e que foi escrito como um tipo de relatório do governo de Ramses III.
- 4 – O Papiro Ipuwer, no qual uma testemunha ocular das terríveis catástrofes no Egito se queixa veementemente que estes infortúnios foram trazidos pelo faraó. O Papiro Ipuwer tem sido datado por Erman por volta de 2500 AC, mas a data está errada. O papiro menciona o bronze e então só pode ter se originado na Idade do Bronze. Ele também alude a “Terra de Keftyew,” que não aparece até depois da 18a. dinastia, 1580 a 1350 AC. Sobretudo, sua descrição das catástrofes naturais e da invasão de raças estranhas no delta do Nilo concorda em grande extensão com aquelas de Medinet Habu e a do Papiro Harris, o que prova que o Papiro  Ipuwer se originou no mesmo tempo destes textos; isto é, por volta de 1200 AC.
- 5 – As fontes do Velho Testamento, particularmente do Exodus, também terão que ser consultadas. Elas contém o que pode ser mostrado por comparação com os outros textos originais serem as descrições fiéis da época. O Exodus descreve a Migração dos Filhos de Israel do Egito e as terríveis pragas que tornaram esta migração possível. Este evento aconteceu entre 1232 e 1200 AC. Em Exodus I, é relatado que os Filhos de Israel foram forçados durante sua escravidão a construir os centros de Pithom e Ramses como locais de armazenamento. Estas cidades foram construídas por Ramses II (1298-1232 AC). Pithom no Wadi Tumilat, que é o portal natural do Egito para quem vem da Ásia e foi construído como uma cidade fortaleza, enquanto Ramses, ou “a Casa de Ramses,” foi construída no delta do Nilo como uma nova residência para o faraó de quem recebeu o nome. Este mesmo Ramses II, construtor de Pithom e Ramses, era também o hebraico “Faraó da Opressão”. Segundo o Exodus II, 23, este faraó morreu antes da migração dos israelitas e a erupção das grandes aflições conhecidas como ‘as dez pragas do Egito’. O faraó ao tempo do êxodo deve portanto ter sido um sucessor de Ramses II. Mas quando Ramses III ascendeu ao trono no ano de 1200 AC o Egito já era um Estado em completa devastação. As catástrofes naturais descitas no Exodus devem portanto ter ocorrido entre 1232 e 1200 AC; hoje geralmente elas são assumidas terem começado por volta de 1220 AC, o que parece estar correto. O    Exodus, então, registra os mesmos desastres daqueles descritos em outras inscrições e papiros listados acima e na história da Atlântida.
- 6 – Temos a acrescentar a estas fontes contemporaneas muita informação adicional obtida por nós de antigos poetas e escritores de uma idade posterior. Como esta informação não pode ser seguramente datada a devemos citar apenas em casos excepcionais.
- 7 – Além disso há muita evidência arqueológica que, reunida com os inúmeros achados da ciência natural, impressivamente confirma as declarações das inscrições contemporaneas e da história da Atlântida.

6.AS CATÁSTROFES NATURAIS OCORRIDAS POR VOLTA DE  1200 AC

As principais objeções dos críticos à história da Atlântida sempre tem sido destinadas a narrativa de Platão das extensas catástrofes naturais ditas terem afligido o mundo inteiro ao tempo da queda da Atlântida, e terem causado as grandes guerras do povo atlante. Este relato tem sido rotulado como ‘pura invenção’ de Platão em uma tentativa de tornar mais plausível sua “especulação cosmológica”. Uma tal suspeita é completamente compreensível porque Platão fala de catástrofes tão inigualáveis que sua negativa como pura invenção parece apenas justificável demais. Segundo Platão, os sacerdotes de Sais disseram a Solon que naquele tempo a terra foi ressecada e torrada em uma extensão que supera a imaginação; grandes incendios destruiram muitas terras e florestas, os terremotos alabalaram o mundo e causaram uma destruição enorme, muitos rios e regatos secaram e a ilha real da Atlântida foi engolfada pelo mar. Finalmente grandes inundações e tempestades tropicais se acrescentaram ao caos. Assim, em um fantástico rodamoinho de catástrofes terríveis, uma idade não usualmente favorável e frutífera seguiu uma de clima muito mais severo e estéril. Estas declarações correspondem aos fatos? Por volta do século treze AC aconteceu algum desastre universal ou os críticos estão corretos ao acusarem Platão de romantizar?  (a) a dessecação e o grande fogo. Os documentos contemporâneos declaram com certeza que tais catástrofes de fato ocorreram por volta do século treze AC. Uma fonte diz sobre a dessecação e o grande incendio: “Uma terrivel tocha arremessou chamas do céu para procurar as almas dos libios e destruir a tribo deles”. Edgerton explica que um raio do céu tinha afligido os libios e destruido a tribo deles. Detalhes similares podem ser encontrados em outros lugares. “O calor queimou como uma chama sobre a terra deles. Seus ossos queimaram e derreteram em suas pernas”.  “O calor em sua terra queimou como o fogo de um forno”. E a respeito do povo do Norte: “Suas florestas e pessoas foram destruidas pelo fogo”. “Diante deles alastrou-se um mar de chamas”.

Repetidamente encontramos registrado que os inimigos do Egito foram queimados ou afligidos por um grande incendio. Mas o Egito também sofreu. Uma testemunha ocular tem relatado que as paredes, portais e colunas foram destruídas pelas chamas, o céu estava em caos, nem fruto ou alimento podia ser encontrado, em um único dia tudo foi destruído e a terra ficou seca como cera cortada. No Exodus lemos: “O Senhor enviou o trovão e o granizo e o fogo correu sobre o solo, e o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito. Então houve granizo e fogo misturado com o granizo, muito doloroso, tal como nada como isto na terra do Egito desde que ela se tornou uma nação”. Ovidio escreveu em ‘Metamorfoses’, em toda probabilidade baseando sua narrativa em confiáveis fontes antigas: “A terra estava incendiada, as montanhas se elevaram, e grandes brechas apareceram; os rios secaram; grandes cidades desapareceram com todos seus habitantes e enormes erupções de fogos transformaram seres humanos em cinzas”. Cada frase desta descrição pode ser confirmada por fontes contemporaneas ou outras fontes históricas. Certamente é verdadeiro  que nas últimas décadas do século treze AC a Libia tornou-se um deserto. Durante a Idade de Bronze isto era, como grandes áreas do Saara, uma terra fértil e cheia de água. Incontáveis desenhos nas rochas de rebanhos de gado, carros puxados a cavalos, peixes e barcos tem sido encontrados em lugares onde hoje nem até mesmo um camelo pode sobreviver. Numerosos cemitérios datando das eras iniciais de Pedra e de Bronze e outros achados arqueológicos encontram prova que o país uma vez foi populoso e altamente fértil. Mas por volta de 1200 AC a Líbia se tornou torrada, e seu povo buscou refúgio no delta do Nilo. O velho sacerdote de Sais que falou com Solon sobre estas catástrofes estava provavelmente correto ao dizer: “Por aquele tempo os rios e lagos da Líbia, alimentados do Saara Central e Sul, secaram, o Nilo continuou a fluir pelo derretimento dos glaciais a 15.000 pés das montanhas onde ele tinha sua fonte.”

Mas a prova mais impressionante da dessecação catastrófica de por volta de 1200 AC vem dos mal denominados ‘habitantes dos lagos’ da Europa. Restos de assentamentos tem sido encontrados em muitos lagos e rios europeus, embora estejam a uma distância considerável do litoral. Eles datam do período entre 2.000 e 1200 AC. Até recentemente era acreditado que eles fossem restos de residências nos lagos, isto é, casas construídas em palafitas sobre a água. Mas na medida em que o nosso conhecimento dos acampamentos pré históricos foi aumentado pelas escavações arqueológicas,o enigma destas residências no lago tornou-se ainda mais intrigante. Pareceu não haver qualquer propósito em construir um tal tipo extraordinário de acampamento em nosso clima europeu. O erudito alemão 0. Paret atacou este problema sob um novo ângulo e encontrou um número de objeções técnicas às explicações que anteriormente tem sido oferecidas. Ele chegou à conlusão que os ‘habitantes no lago’ cujos postes eram encontrados nos lagos, rios e pântanos da Europa de fato não eram afinal habitações em lagos, mas acampamentos construídos em solo firme. Sendo assim, o fato de que estes restos tenham sido encontrados tão longe nas águas pode apenas significar que ao tempo da ereção o nível da água estava quinze pés mais baixo do que hoje. Todos estes acampamentos tem sido construídos às margens da água durante o tempo da seca e tinham sido inundados e evacuados quando os lagos e rios se elevaram novamente. Desde que isto se aplica a todas as habitações de lago pela Europa Central e do Norte a causa deve ter sido uma catástrofe geral, não uma local, começando com extensa seca e terminando com inundações enormes. O nome ‘habitações do lago’ foi um ero enorme e uma disseminação que os desastres naturais devem ser vistos como fatos históricos provados. Estas ‘habitações do lago’ tem sido encontradas datarem de apenas o tempo das duas grandes idades da seca por volta de 2.000 a 1200 AC. Paret foi capaz de avaliar que a seca de 1200 AC foi muito mais severa e disseminada do que aquela de 2.000 AC. Para ilustrar os eventos daquela era ele nos lembra, como o sacerdote de Sais 2.520 anos antes dele, da maravilhosa história grega de Faeton, que dirigiu a carruagem solar de seu pai ao longo dos caminhos errados e queimou muitos países até que Zeus extinguisse as chamas com grandes tempestades tropicais e inundações. Esta história parece também a Paret uma boa ilustração para as catástrofes naturais que ocorreram por volta de 1.200 AC. Esta inversão climática resultou em uma falta tão grande de alimentos entre as raças do mundo que ela forçou muitas delas a se tornarem canibais. Isto foi instrumental para o movimento das raças na Europa Média e do Sul; isto derrubou as bases de um velho mundo e lançou as bases para um mundo novo. Foi a causa da enchente que determinou o destino do mundo. Todas estas observações e inscrições contemporaneas citadas acima não deixam dúvida que a grande seca relatada pela história da Atlântida e o “grande fogo”  de fato aconteceram no tempo afirmado, isto é, na direção do fim do século treze AC. A este ponto também a história de Platão não é pura invenção mas em todos os aspectos uma história verdadeira.  (b) Terremotos e inundações. O mesmo se aplica aos “gigantescos terremotos e inundações” relatados por Platão, que sempre tem sido descritos como um produto da grande imaginação do Grego. Em apoio a elas também incontáveis relatos contemporaneos e provas científicas podem ser citadas.

As inscrições em Medinet Habu registram que o país das pessoas do Norte foi destruído, e “as almas deles expostas a um perigo mortal”. O Egito fica em completa desolação, suas cidades destruídas, seus habitantes vítimas, da pavorosa catástrofe da natureza. Eusébio, Bispo da Cesareia, relata, com base nos antigos escritos do Exodus, “Houve granizo e terremoto, e aqueles que fugiam do granizo para dentro das casas eram mortos pelo terremoto, que fez com que todas as casas e a maioria dos templos desabasse”. Tácito (Annals, iv, 55) diz : ” O povo de Halikatnass me asegura que não tem havido um terremoto em seu país por 1.200 anos”. Diodoro da Sícilia, que viveu pouco antes de Cristo, escreveu em sua história universal que 1200 anos antes dele o Lago Tritonis na África do Norte desapareceu em um terrível terremoto. Justino o Mártir (165) relata que os fenícios, que avançaram do oriente para a costa do meditrerrâneo no fim do século treze AC, foram expulsos de seu lar original da Assíria. Simultaneamente com os terremotos foram ditos terem havido tempestades tão terríveis que, segundo Ramses III, as ilhas do povo do Norte foram “arrancadas pela raiz pela tempestade e varridas para sempre”. A inscrição hieróglifa de  El Arish, que descreve os mesmos desastres, diz: “O país estava em grande perigo, o infortúnio caiu sobre a terra e houve tumulto na capital. Por nove dias ninguém pôde deixar o palácio. Durante estes nove dias houve uma tempestade tal que nem os homens e nem os deuses [porque aqui provavelmente significasse a família real] puderam ver as faces ao redor deles”. A Tempestade também foi mencionada no Exodus, que relata qe ela se disseminou do oriente e então mudou para o ocidente: “E o Senhor enviou um poderoso vento ocidental”. A ocorrência simultanea de ventos ocidentais poderosos e gigantescos terremotos causou inundações e deslizamentos de terra. Ramses III relatou que o Delta inundou suas costas. Em Exodus é dito sobre isto: “Vós que soprais o vento, o mar os cobriu [os egípcios] eles afundaram como chumbo nas águas poderosas”.

Em muitas partes da Grécia há lembretes da inundação Deucalionica em que os escritores gregos dataram de ao mesmo tempo do incendio de Faeton. Eusebio escreveu que a inundação do Deucalião, o fogo de Faeton e o exodus israelita do Egito todos aconteceram ao mesmo tempo, e Augustinus pensava que a inundação do Deucalião fosse contemporanea do exodus de Moisés do Egito. É também muito provável que os numerosos mitos gregos lidando com a enchente Deucalionica sejam um lembrete das inundações gigantescas e tempestades tropicais por volta de 1200 AC. Em Delfos, na boca do Antesterion, sacrifícios especiais foram oferecidos a Apolo em gratidão por sua entrega segura dos ancestrais das pessoas da enchente deucalionica. Nós já temos visto, da evidência dos chamados ‘habitantes dos lagos’ os efeitos catastróficos da rápida elevação do nível das águas dos lagos e rios que pode facilmente ser provado. “Quando os habitantes do lago repentinamente pararam no Lago Constance e nos lagos suiços a razão deve ser encontrada em uma causa bem mais longe”, diz Paret, Esta “causa bem mais longe”, segundo ele, era a grande mudança climática no início da Idade de Ferro, que levou a um rápido aumento no nível da água dos lagos e rios e a inundação dos “habitantes do lago”. Estes “habitantes dos lagos” do período por volta de 1200 AC são a prova visível que gigantescas tempestades tropicais e inundações descritas na história da Atlântida de fato seguiram a época das secas na metade do século treze AC. Paret nos assegura que as catástrofes climáticas  da idade eram vistas “na perspectiva correta por Platão. Nas charnecas da Alemanha do Norte, Jonas tem encontrado muitos traços de uma “zona de umidade” bem definida que ele data com base nos achados arqueológicos em 1200 AC. Segundo ele a grande maioria das charnecas e crescimento de humus tem crescido no solo seco das idades anteriores depois de uma nova onda de inundações ao tempo por volta de 1100 a 1000 AC. Ao mesmo tempo as grandes mudanças na costa ocidental da península Cimbriana deve ter ocorrido. O Mar do Norte, que até então se estendia tão longe quanto Heligoland, dominou largas estensões de terra e alcançou o que é conhecido como “Middleback .” A terra seca saindo do mar foi retorcida e os penhascos foram formados.

Ao mesmo tempo gigantescas “paredes de praia” eram despedaçadas pelas ondas e desde modo criaram os ” Doons ” no Marne e o ” Lundner Nehrung,” um lingua de terra longa e estreita que tem 12 milhas de comprimento e cinco milhas de largura. Estes penhascos e paredes de praia não podem ter se formado anteriormente. Ernst Beckman, que estudou em detalhe este extensão da costa, colocou a data de sua formação “por volta de virada da Idade de Bronze ou Idade de Ferro”. Devemos ver mais tarde que antes das catástrofes lá existiu uma grande ilha situada a oeste da costa Holstein, nas vizinhanças de Heligoland. Esta ilha agia como um quebramar para a costa ocidental de Holstein e efetivamente a teria protegido das terríveis devastações reveladas pelos penhascos e paredes da praia. Somente depois que a ilha submergiu foi possivel ao mar destruir uma grande parte da costa. Estes penhascos e paredes de praia não existiam no Idade do Bronze e isto é provado pela completa ausência de achados arqueológicos do período nesta área, rembora haja numerosos na vizinhança imediata de ” Middleback .” Os achados datam da Idade de Ferro, por outro lado, mostram que as paredes de praia exitiam nesta época, então elas devem terem sido formadas nas catástrofes de por volta de 1200 AC. O gregos mantiveram viva na memória esta catástrofe. Faeton, quando Zeus o atirou do céu por um raio caiu na boca do Eridanus, onde seu corpo foi encontrado e enterrado por suas irmãs, as Heliades. As irmãs foram transformadas em choupos e, ficaram no litoral de Eridanus chorando o irmão. É dito que as lágrimas delas cairam no rio e se transformaram em âmbar, que era lavado para o litoral na ilha de Basiléia no Mar do Norte. Portanto não é sem importância se seguimos Richard Henning, o autor de muitos trabalhos sobre problemas históricos e geográficos que identifica Eridanus como Elba, ou o erudito e escritor alemão Heinar Schilling e o historiador sueco Sven Nilsson, ao identifica-lo o o Eider, porque a boca de ambos os rios ficava naqueles tempos na vizinhança de Heligoland . Textos egípcios antigos contemporaneos acrescentam a evidência dos penhascos e paredes de praia para mostrar que a terrível catástrofe natural deve ter acontecido por volta de 1200 AC. Em onclusão podemos dizer que toda informação dada na história da Atlântida sobre a catástrofe natural mundial de 1200 AC tem sido confirmada na mais completa extensão por numerosas inscrições contemporaneas, por observações arqueologicas e investigações científicas, e por incontáveis histórias mais recentes, das quais apenas umas poucas nós citamos. Quando comparamos as narrativas das inscrições contemporaneas com as histórias de Platão temos que admitir que Platão tem contado sobre estas catástrofes de modo factual e não reticente. Elas foram de muito maior consequência do que o relato de Platão nos leva a acreditar. Elas marcaram o fim da Idade de Bronze que era climaticamente favorável e nos levaram a uma nova época difícil, a Idade de Ferro, que causou as inundações e o fim do destino favorável com as inundações em uma escala mundial.

7. AS EXPEDIÇÕES MILITARES DO POVO ATLANTE

As expedições militares do povo Atlante contra o Egito e a Grécia, relatadas por Platão, tem sem exceção sido descartadas como lendas, do mesmo modo que as catástrofes naturais. Até mesmo eruditos como Adolf Schulten e Wilhelm Brandenstein, que acreditam na “substância histórica” da história da Atlântida, ou da lenda atlante, tem tentado descartar as expedições do povo Atlante como “fingimentos da imaginação”. Nossas idéias da relação de poder na Idade de Bronze fazem parecer incompreensível que naqueles dias existisse uma tribo que atravessaria a Europa e a Ásia Menor e alcançasse a fronteira Egípcia com a meta de dominar a Grécia, Egito e toda a terra dentro desta faixa. A concepção da unificação da Europa e dos países Mediterrâneos sob um só poder é tão moderna que parece perplexante até mesmo como um vôo de fantasia de Platão, mas que isto deva ter sido concebido a aproximadamente mil anos antes de Platão e quase traduzido em realidade é exatamente impensável para a mente humana. Esta parte da história da Atlântida tem similarmente sido sem qualquer hesitação descartada e até mesmo utilizada como prova da falta de confiabilidade da inteira narrativa de Platão. Mas também aqui as inscrições e os papiros desaprovam os julgamentos apressados dos céticos. Devemos comparar a narrativa de Platão desta campanha militar e do plano “Pan Europeu” dos Atlantes com os documentos contemporaneos e mostrar que aqui também ele nada acrescentou, e manteve-se estritamente de acordo com os antigos textos egípcios trazidos por Solon. Os pontos principais da narrativa de Platão da grande expedição militar são estes:

- 1 – Os povos do reino Atlante se uniram em uma força e resolveram por uma única expedição de guerra para dominar a Grécia e o Egito, bem como toda terra dentro desta extensão.
- 2 – No curso da expedição o povo Atlante vagou pela Europa e submeteu a inteira Grécia com exceção de Atenas. Eles então invadiram a Ásia Menor e penetraram na fronteira do Egito, que eles ameaçaram, mas foram incapazes de conquistar.
- 3 – Dos países Mediterrâeos, Líbia, Grécia e Europa até onde vai o Mar Tirreno vieram sob o governo dos reis Atlantes. Estes países então se uniram a grande expedição.
- 4 – Um grande exército, bem equipado e altamente organizado, forte nas carruagens de guerra e uma frota poderosa estavam a disposição do poder Atlante. Dez reis, conhecidos como “Os Dez” comandavam as forças sob o comando supremo do Rei da Atlântida.
- 5 – A expedição dos Atlantes aconteceu ao tempo das grandes catástrofes naturais. Segundo os resultados obtidos, esta grande expedição deve então ter ocorrido por volta de 1200  AC. É certo que nas décadas por volta de 1200 AC ocorreram eventos que confirmam a história da Atlântida em um grau surpreendente. Estes eventos tem aparecido na história sob o nome de “Grande Migração”, “Migração Doriana”, “Migração do Egeu”, “Migração Iliriana”. Elas também tem sido nomeadas, com o nome das raças que desempenharam um papel decisivo nos estágios iniciais da Grande Migração”, as expedições militares dos povos do mar e do Norte. “Fora as inscrições contemporaneas que já temos discutido – que foram descritas por Bilabel como “documentos do maior valor histórico” – os resultados das inúmeras escavações arqueológicas ajudam a lançar luz nesta época decisiva da história européia, e nos habilita a reconstruir o curso dos eventos.

Durante o reinado do faraó Merneptah os líbios e seus aliados irromperam no Egito pelo oeste compelidos pela aridez de seu país a deixarem sua terra natal para esta expedição contra o Egito em busca de alimentos. Eles foram acompanhados por mulheres e crianças líbias. Sob a liderança do Rei Meryey os libios tiveram sucesso em avançar até Menfis e Heliopolis, onde eles estabeleceram assentamento. No quinto ano de seu reinado, em 1227 AC, Merneptah resolveu expusar os invasores e em 3 de Epithi [Abril] a batalha de Perire aconteceu. Depois de seis horas os libios foram derrotados e tiveram que fugir. Um rico botim caiu nas mãos dos vitoriosos.do Faraó, inclusive 9.111 espadas de bronze, de três ou quatro pés de comprimento. O número de mortos deixados no campo de batalha era de 6.359 libios, 2.370 pessoas do Norte, 222  Shekelesh (Sicilianos) e 74 etruscos. Mas embora os libios e povos do Norte unidos sofressem uma séria derrota, eles se levantaram novamente. A batalha de Perire foi apenas o início de uma série de eventos muito maiores e sangrentos; somente uma abertura para uma revolução mundial de extensão sem paralelo. Agora podemos ver pelas medidas que os países do mediterrâneo oriental tomaram que eles viram uma terrível tempestade se aproximando. Na direção do fim do século treze AC os Atenienses eregiram uma grande fortaleza ciclópica e se armaram para sua defesa. Em Mycenx as fortificações foram fortalecidas e ao mesmo tempo foi tomado o cuidado que o suprimento de água para a fortaleza fosse bem assegurado. A fortaleza de Tiryns foi construída e todas as fortificações foram fortalecidas. Na Ásia Menor os Reis Hititas tentaram fortemente fortificar sua capital Boghazkoi e concluir um pacto militar com o Egito para impedir o dia do julgamento. Os faraós trouxeram o país dele a um alto nível de prontidão por um grande programa de rearmamento, pela reconstrução de cidades destruídas pelas catástrofes e por levantar grandes exércitos de mercenários. Por volta de 1200 AC a tempestade que se ameaçava irrompeu. Do Norte grandes exércitos invadiram e ocuparam a inteira Grécia; apenas Atenas aguentou e superou o ataque. O invasor povo do Norte veio por terra, mas eles devem ter vivenciado construtores de barcos e talentosos marinheiros. Segundo a história eles construíram uma poderosa frota em Naupactos no Golfo de Corinto, atravessaram o Peloponeso e destruiram as poderosas frotas Achaic e de Creta. Eles então ocuparam Creta, as ilhas do Mar Egeu e Chipre. É possível que uma grande força do povo do Norte já tinha se voltado da Grécia, atravessado o Bósforo, e destruído Tróia, a Tróia de Homero, que já havia sido destruída oitenta anos antes pelos gregos de Micenas. Uma longa trilha de destruição marcou o curso destas tribos que já haviam seguido a rota por terra, operando aparentemente lado a lado com aqueles que atravessaram o mar da Grécia e Chipre. A Ásia Menor estava agora ocupada e atravessada, a poderosa terra dos Hititas foi destruída e desapareceu quase da face da terra. As escavações mostram que Boghazkoi, a capital Hitita foi saqueada e destruída a despeito de suas esplêndidas fortificações. As contemporaneas inscrições egípcias confirmam os resultados das escavações e descrevem o curso subsequente destas grandes expedições militares.

Ramses III relata “O povo do Norte tem feito uma conspiração na ilha deles. As ilhas tem sido rasgadas e tem sido levadas pelo vento. As terras dos Hititas, Codos, Carcemistas, Arzawa, Alasia [Chipre] foram destruídas. Eles eregiram o acampamento deles em um lugar em Amor [ao norte da Síria]. Eles destruiram o país e seus habitantes como se eles nunca tivessem existido.” Aparentemente o povo do Norte reuniu-se em Amor em seu acampamento para o ataque decisivo contra o Egito.  Ramses III ordenou uma mobilização geral. Ele fortificou sua fronteira ao norte, assegurou suas baías, e reuniu seus barcos de guerra de todos os tipos, fortemente armados, e tripulados da proa a popa. Ele ordenou exércitos para equiparem tropas auxiliares. O recrutamento e o equipamento foram dirigidos pelo Príncipe da Coroa. Fora as tropas nativas, negros e soldados da Sardinia também foram alistados. É dito deste exército que os soldados eram os melhores do Egito – eles eram como leões rugindo nas montanhas. No quinto ano do reinado de Ramses [1195 AC], depois de alguns ataques aparentemente fracos, um ataque em escala completa foi feito contra o Egito, provavelmente baseado em um plano unificado. Os líbios, mais uma vez unidos aos povos do Norte, tentaram ganhar um pé perto da boca do Nilo, e a força principal do inimigo saiu de Amor na direção do Egito. Ramses III e suas tropas se moveram na direção do inimigo. A batalha estava destinada a ser de importância histórica mundial. Pela boa sorte e pelo talentoso emprego de suas forças Ramses III foi capaz de resistir à matança. Centenas de milhares de pessoas do Norte foram mortas ou capturadas. Seus barcos de guerra, alguns dos quais já haviam alcançado a costa, se encontraram diante de uma parede de metal. Eles foram cercados pelas tropas egípcias armadas com lanças, empurrados para a terra seca e cercados. Houve uma tal matança nos barcos que os cadáveres o cobriam de proa a popa. Muitos dos barcos do Norte emborcaram e sua tripulação afogou-se. O povo do Norte que atacava por terra foi cercado e as mulheres e crianças que eles traziam com eles em seus carros de boi foram mortas ou levadas para a escravidão.

Wrescinski, o bem conhecido egiptologista, acredita que a consequência da guerra foi decidida na batalha do mar, porque foi esta que foi descrita em maior detalhe. As pinturas de parede em Medinet Habu mostram claramente que o povo do Norte foi derrotado a despeito de sua superioridade naval. Os barcos deles não tinham remos e confiavam em velas para sua propulsão, mas neste dia fatídico aparentemente não havia vento, e por esta razão os barcos ficaram parados,os lemes deixados sem pessoal e os barcos foram levados pela corrente para fora da costa. As tripulações dos barcos estavam armadas apenas com lanças e espadas, isto é, apenas para o combate próximo, e não havia arqueiros entre eles. Os egípcios, por outro lado, emergiram da boca do rio em barcos rápidos, impulsionados por muitos remos. Eles levavam arco e flechas e foram capazes de cercar e dispor dos infelizes barcos de uma distância segura. Seus remadores e arqueiros dispararam de trás de paredes protetoras compostas dos corpos dos Nortistas capturados e fustigaram os barcos. Quando as tripulações dos barcos inimigos estavam reduzidas em número pelas flechas dos egípcios, os barcos de guerra egípcios se aproximaram, lançaram o combate, ferros na velas abertas dos barcos do Norte, o que os fez emborcar. Suas tripulações saltaram na água, onde a maioria foi morta, somente uns poucos alcançando a costa. Os relevos em Medinet Habu tem preservado para nós cenas tocantes da heróica luta do povo do Norte.  Em um barco, apinhado de nortistas caídos, uns poucos homens ainda continuam a batalha sem esperança; em um outro um guerreiro nortista sustenta um camarada seriamente ferido com seu braço direito e levanta um escudo protetor com o esquerdo. Em um terceiro barco os Nortistas, eles próprios ameaçados até a morte, estão tentando salvar um ferido que flutua na água. Cenas similares da mais alta camaradagem e coragem que desafia a morte do povo do Norte são mostradas no grande relevo da batalha por terra.

Otto Eisfeld, que tem estreitamente estudado a era dos Filisteus e Fenícios está indubitavelmente certo ao dizer: “As descrições egípcias das batalhas de Ramses III contra os Filisteus mostram um grau notável de coragem desafiadora da morte da parte dos Filisteus.” [Os Filisteus eram o povo principal entre a coalisão dos povos do Norte e do Mar]. As mãos dos Nortistas mortos ou feridos nas batalhas por terra e por mar eram cortadas, atiradas em uma pilha e contadas. Deste modo era determinado o número exato de baixas. Para as batalhas iniciais o número de mãos cortadas do inimigo caído tinha sido precisamente contado. Por exemplo, depois da batalha perto da fronteira libia entre Ramses III e as forças combinadas libias e Nortistas, 25.215 mãos tinham sido contadas. Mas agora nos é dito que o número de mãos resultantes das batalhas decisivas de 1195 AC, somente eram incontáveis em número, e os prisioneiros tomados eram tão numerosos quanto a areia do mar. Podemos assumir que as expressões indefinidas foram escolhidas porque o número dos caídos ou feridos era muito maior do que nas batalhas anteriores.

ATLANTIDA

O Povo do Mar do Norte na batalha por mar. Um soldado ferido está caindo sobre a borda mas é rapidamente sustentado pelo seu camarada.  (Medinet Habu). Um grande relevo particularmente bem preservado mostra o que aconteceu aos prisioneiros tomados em batalha. Eles eram geralmente amarrados em pares e levados ao campo de prisão onde eles eram forçados a sentarem-se no solo, esperando seu interrogatório. Então eles eram levados separadamente diante dos oficiais egípcios, discerníveis por seus longos aventais, e marcados com o nome de Sua Majestade. Depois eles eram levados diante de um oficial de inteligência e questionados cuidadosamente. As declarações deles sob estes interrogatórios nos foram preservadas por muitos escritores. Os reis e príncipes dos povos do Norte e do mar se tornaram prisioneiros pessoais do Faraó.  Ramses III pessoalmente ressaltou que ele tinha feito prisioneiros os “dez príncipes” do povo do Norte e os havia carregado em triunfo.

A vitoria de Ramses III parecia completa, mas era apenas uma vitória de Pirro. Ele tinha dado batalha várias vezes mais, em uma prolongada luta contra o povo do Norte e os Filisteus o que é também mencionado na Bíblia. A luta forçou o Egito a fazer pesados sacrifícios. Ao tempo de Ramses III o Egito ainda estava no auge de seu poder, mas agora ele sofria um período de declínio e sombria estagnação. O povo do Norte assentou-se na antiga provícia egípcia em Amor na Síria, colonizou o país e construiu baías seguras ao longo de sua costa. Por quase duzentos anos eles governaram a Palestina e o Mediterrâneo Oriental, que veio a ser conhecido, como a principal tribo do povo do Norte, como o Mar dos Filisteus. Na aliança com os libios eles finalmente tiveram sucesso em invadir o Egito onde eles estabeleceram um rei de ditadura militar. Em 946 AC um libio, Sheshonk I, usurpou o trono real egípcio. Uma comparação destes eventos, confirmada pelas inscrições contemporaneas e extensa evidência arqueológica, e as declarações da história da Atlântida, mostram que todas as declarações da história concordam com os fatos históricos. Temos mostrado que a história está correta ao registrar que, no início da Idade do Ferro, isto é, na direção do fim do século treze AC, durante um tempo de catástrofes mundiais, um povo poderoso que governava sobre muitas ilhas e países “perto do Grande Oceano no Norte” se uniu em uma única força e estabeleceu uma enorme expedição militar para conquistar a Grécia, o Egito e todos os países do Mediterrâneo. Esta expedição de fato penetrou pela Europa e Ásia Menor até o Egito, que foi seriamente ameaçado; a esta expedição estavam unidos os libios e os Tirrenos, os Skekelesh e os Weshesh. O poderoso exército era de fato comandado pelos “Dez”, sob o comando supremo do Rei dos Filisteus. Fortes unidades de carruagens de guerra e uma poderosa força naval, que fez apenas uma tentativa na história para invadir o Egito pelo mar, reforçada por um exército por terra. Grandes catástrofes ocorreram antes, que se espalharam por um período de muitos anos. O Egito se salvou do extremo perigo que o ameaaçava e preservou sua liberdade, por apenas uns outros cem ou duzentos anos.

Ramses III escreveu que esta grande força planejava conquistar todas as terras da Terra e de fato chegou muito próxima do sucesso; até mesmo os guerreiros Nortistas capturados, depois de sua pesada derrota nas mãos dos guerreiros de Ramses III, ainda pensavam que o plano teria sucesso. Simplesmente não é possivel que Platão, que não poderia se lembrar destes eventos, ou Solon, que admitiu que ele e nem qualquer outro grego tinha idéia dos acontecimentos, possam ter inventado uma descrição tão historicamente exata como esta. A história da Atlântida frequentemente corresponde palavra por palavra aos textos contemporanos originais, o que faz com que seja altamente provável que os sacerdotes em Sais conheciam estas mesmas inscrições e papiros, e os utilizavam como base para a narrativa deles. A história, portanto, deve ser reconhecida como um relato fatual, historicamente valioso, até mesmo embora ela tem sido universalmente considerada “pura invenção”. Platão está correto quando ele afirma que isto de modo algum é um conto de fadas, mas em cada aspecto é uma história verdadeira. Antes que o povo Atlante tivesse atravessado a Ásia Menor e a Síria e alcançado a fronteira do Egito, eles tinham, segundo Platão, tido sucesso em submeter todos os Estados gregos. Apenas Atenas preservou sua independência e liberdade depois de uma luta heróica. As fronteiras do Estado de Atenas são descritas em detalhe, e mostram que a Atica, Oropos e Megara estavam incluidas dentro delas. A repulsa ateniense dos Atlantes tem sido descrita como um exemplo brilhante de grande coragem e defesa talentosa.

Esta parte da história da Atlântida em particular tem sido negado como não histórica pelos eruditos. Schulten, que em geral sustenta a acurácia da substância da história, diz que o episódio revela a verdadeira razão para o ornamento de Platão dos fatos simples da história: ele queria se consolar e aos Atenienses depois dos desastres da guerra do Peloponeso. Outros eruditos tem dito que Platão inventou um conto de fadas para glorificar sua própria cidade Atenas. Mas até mesmo esta parte da história de Platão está completamente de acordo com os fatos históricos e os achados arqueológicos. Antes que os povos do mar e do Norte atravessassem a Ásia Menor, eles invadiram a Grécia, destruiram fortalezas, queimaram cidades, e trouxeram a cultura Micenas a um rápido e violento fim. Há ampla evidência da força esmagadora com a qual o povo do Norte varreu a Grécia. Os historiadores concordam com a grande importância deste evento. Schachermeyer o descreve como uma das mais terríveis catástrofes na história do mundo. Segundo Wiesner, uma tempestade sem paralelo varreu através do Mediterrâneo Oriental. Weber acredita que isto foi nada menos do que uma revolução mundial, sem paralelo na história antiga em sua magnitude e extensão. Paret escreve que isto começou uma grande migração de povos de toda parte Central e Sul da Europa, bem como da Ásia Menor;isto revolucionou o velho mundo e criou a base para um novo. Bachofer tem chamado a isto de uma inundação que determinou o destino do mundo. Não podemos, portanto, simplesmente desmentir estes eventos como mitos inventados ou como contos de fadas históricos para o conforto dos Atenienses. Eles podem ser provados terem acontecido e terem criado a base de uma nova idade para o mundo clássico, ocidental.

Uma coisa surpreendente é que enquanto a Grécia, Creta, Ásia Menor e Síria eram arrasadas até o solo, Atenas e Atica eram deixadas intocadas e não afetadas pelo colapso destes povos. Parece, contudo, que a luta irrompeu entre os Atenienses e o povo do Norte e que os aclives dos fortes da cidade foram evacuados por um tempo pelos habitantes, que buscaram refúgio na Acropolis. Também parece provável que a história do Rei Kodrus, um ancestral de Solon, foi morto na defesa de Atenas, contém um germe de verdade histórica. É certo que os Atenienses emergiram vitoriosos e preservaram sua liberdade do modo que a história descreve. Em uma palestra sobre as escavações em Cerameicos, o grande cemitério antes dos portões de Atenas foi apenas completado no século treze AC. Segundo os achados, linguas e tradições, a Atica não foi imediatamente tocada por isto, mas batalhas de fato aconteceram, e temos que assumir que alguns povos gregos pré Dorianos que foram expulsos do Peloponeso começaram uma migração que continuou pelo fim do século doze AC. Nisto está uma explicação para o fato que em Atenas e em Atica a cerâmica Micenica continuou a ser feita e desenvolvida, muito depois do influxo do povo do Norte ter causado seu desaparecimento no resto da Grécia. Quando consideramos que os povos do mar e do Norte em seu avanço irresistível dominaram o resto da Grécia, Creta e as ilhas do Egeu, é de todo mais surpreendente que neste terrível colapso das terras do sul e do leste Atenas fosse capaz de preservar sua independência. Em conclusão podemos dizer deste episódio da história de Platão que ele corresponde sem dúvida a fatos históricos. É surpreendente, de fato, que Platão não tenha feito mais dos surpreendentes fatos heróicos de sua cidade natal, e que nem Solon e nem Platão reconhecessem que estas eram as batalhas, relatadas na história Ateniense, entre o Rei Kodrus e as hordas que invadiram vindas do Norte. Se Platão estivesse motivado a confortar os Atenienses, ou louvar seus ancestrais, então sem dúvida ele teria criado algo diferente do disponível material histórico. Ele, por exemplo, teria ocultado o fato amargo que um número enorme de guerreiros Atenienses foram engolfados pelos grandes terremotos do período. Quão pouco da narrativa de Platão é parcial é demonstrado pelo fato que sua narrativa, que é suposta glorificar Atenas, lida muito extensamente com a Atlântida. Por esta razão temos chamado a história de “História da Atlântida” e não “História da Antiga Atenas”. O intento de Platão era claramente não contar uma fábula louvando os Atenienses ou glorificando sua terra natal, mas registrar tão fielmente quanto possível o material tradicional.

8. CONCLUSÕES

Nossa pesquisa da parte questionável da história da Atlântida tem nos levado às seguintes conclusões:
- 1 – O relato da Atlântida é em seus aspectos principais uma confiável fonte histórica. Como Platão repetidamente avaliou, ela é de fato uma adaptação grega de antigas inscrições e papiros egípcios. Os eventos que ela registra de fato aconteceram por volta de 1200 AC. Alguns dos antigos papiros e inscrições egípcios sobre os quais a história é baseada ainda existem, então somos capazes de comparar a narrativa deles com aquela da história. A comparação mostra que Platão e outras fontes tradicionais [os sacerdotes de Sais, Solon, Critias o Velho e Critias o Jovem] tem fielmente relatado as narrativas dadas nestes textos, e não podem ser culpados de inventarem fábulas e mitos. Se, a despeito disto, mau entendimentos e erros tem aparecido, a razão não pode residir nos antigos sacerdotes terem deliberadamente falsificado o relato, mas simplesmente na dificuldade de tradução e no fato de que em algum lugar na longa cadeia da tradição os enganos são capazes de ocorrer. Os sacerdotes fizeram uma tentativa honesta de transmitir os registros manuseados por eles com sua melhor habilidade e conhecimento. Isto tem sido confirmado por Platão. Eles não merecem amargas queixas e acusações injustas, mas agradecimento e um ouvido atencioso porque eles nos tem dado as narrativas mais antigas e valiosas existentes da história ocidental; o relato das dores de nascimento e inícios da cultura ocidental. Nossa atitude geral em relação ao relato de Platão deve ser uma de confiante aceitação. Somente onde claras provas e fatos inegáveis falam contra certos detalhes de Platão podemos considerar um erro ou mau entendimento na tradicional fonte. Um julgamente apressado e sem justificativa está aqui, como em outros lugares, muito não justificado.
- 2 – A segunda conclusão que podemos obter com base na nossa pesquisa é que os Atlantes da história são idênticos aos povos do mar e do Norte das inscrições e papiros de Ramses III. O nosso conhecimento destes povos dos textos contemporaneos, sustentados pelas extensas escavações arqueológicas, está completamente de acordo com o relatado sobre os Atlantes. Aprendemos de ambos que o lar deles era nas ilhas e terras do Oceano Mundial ao Norte; que a terra deles foi varrida pela tempestade em uma era de terrível seca e grandes incendios e que sua cidade real e seu país pereceram ao mesmo tempo. Aprendemos que os Atlantes e os povos do Norte combinaram uma grande expedição militar e que os libios e os Tirrenos se uniram sob eles; que eles foram liderados pelos “Dez” que planejaram governar todas as terras, até o fim das terras; que eles conquistaram a Grécia, com exceção de Atenas, bem como a Ásia Menor; que eles atacaram o Egito mas sua séria ameaça foi com sucesso repelida. O relato da Atlântida, como os relevos contemporaneos, mostram que esta grande força incluia poderosos grupos de carruagens e uma poderosa força marítima. Portanto não há dúvida que o termo ‘Povo Atlante” é simplesmente um outro nome, provavelmente um nome local, para os povos do mar e do Norte.
Estas duas conclusões removem os destroços das más concepções e o peso morto do ceticismo não justificado, a datação apressada e as más identificações do valor da história da Atlântida. Eles abrem o caminho para uma câmara de tesouro de rico conhecimento histórico e um perplexante insight da vida e hábitos de um grande povo, vivendo a mais de três mil anos atrás, que foi forçado a deixar seu lar em uma época de terríveis catástrofes.

SEÇÃO DOIS

O LAR DOS ATLANTES [POVOS DO MAR DO NORTE] E A LOCALIZAÇÃO DA ATLÂNTIDA

O eminente filólogo alemão uma vez disse sobre os entusiastas que não cessam sua tentativa de resolver a questão da terra natal dos Atlantes, que somente tolos tentariam uma tal busca. O historia austríaco de arte R. Noll tem descrito esta questão como uma fixação vazia. Mas há outros que não vêem porque seja tolo ou vazio tentar encontrar a terra original de uma raça passada que tem causado tais mudanças revolucionárias na Europa e na Ásia Menor. Afinal, esta raça deve ter tido ser lar em algum lugar antes de serem expulsa na “Grande Migração” pelas grandes catástrofes naturais daquela época. A história da Atlântida diz sobre o lar dos Atlantes:
I . Os Atlantes vieram de muitas ilhas e parte do continente pelo Oceano Mundial.
II . Estas ilhas e faixas costeiras eram situadas ao Norte.

A respeito da primeira declaração, vários relatos confimam que muitas ilhas e partes do continente eram habitadas pelos Atlantes e estavam situadas no Oceano Mundial. Até mesmo a repetida declaração que os Atlantes se situavam fora dos Pilares de Hércules apenas ressalta a posição daquela ilha no Oceano Mundial. Em parte alguma no relato ele diz que a Atlântida estava situada a oeste, na vizinhança de, ou nos Pilares de Hércules, como alguns eruditos da Atlântida tem erroneamente traduzido. A declaração “fora dos Pilares” não dá qualquer direção da localidade da Atlântida. Os egípcios acreditavam que a terra habitada era na forma de um ovo, e estava cercada por oceanos, o Grande Círculo de Água. Ptah, o Criador do Universo, é mostrado em um antigo desenho egípcio modelando uma forma de ovo da Terra. A noção que o Grande Círculo de Água cerca a terra habitada é muito antiga e aparece já na quinta dinastia  (2650 AC), onde é dito em uma inscrição de pirâmide que o “grande mar redondo”, o Grande Círculo de Água, flui ao redor da Terra. Ao Grande Círculo de Água apenas pertencem os Mares Mundiais, não os mares internos no continente, como o Mediterrâneo. O Mediterrâneo era chamado “Mar Interior”. Esta noção também é predominante no relato sobre a Atlântida, onde é dito que a Atlântida é situada além dos Pilares de Hércules. O oceano no qual a Atlântida afundou de fato merece o nome “oceano” porque o mar dentro dos Pilares de Hércules é apenas uma baía com uma boca estreita. É também evidente demais que o Mar Mundial exterior não é o mesmo que “o Mar Interior”, isto é, o Mediterrâneo. As ilhas dos Atlantes portanto devem ser encontradas no Mar Mundial, e não no Mediterrâneo.

A respeito da segunda declaração, os Diálogos de Critias especificam a direção da Atlântida a partir do Egito e da Grécia. É dito que o inteiro território estava situado “cataborros,” na direção do norte. A palavra “cataborros ” tem frequentemente sido traduzida por “protegida contra o vento norte’. Isto está errado: “cats” significa ‘para, na direção de;’ “cata polin” significa “em direção da cidade”; “cat’ouron ” significa “no ar” etc. Mas não significa “protegido contra a cidade” ou “contra o ar”. Cataborros claramente significa “na direção do vento norte’ e não “protegido contra o vento norte”. Devemos portanto colocar a Atlântida ao norte do Egito e da Grécia no Oceano Mundial, como é dito no relato da Atlântida. Os textos contemporaneos completamente concordam com esta localização. Lemos neles sobre o povo do Norte que eles vieram do Grande Círculo de Água do fim da Terra, e que sua ilha natal estava situada no Norte. Estes povos portanto tem sido corretamente chamados de povos do mar, ou “povos das ilhas dos mares”. Outras fontes a respeito do lar destes povos confirmam estas declarações. Nas inscrições em Medinet Habu e no Papiro Harris é dito que o povo do Norte veio do fim da terra, ou “da grande escuridão”. A primeira declaração, que o povo do Norte veio do fim da Terra, é também confirmada no Velho Testamento e nas tradicionais fontes gregas. Os Filisteus, a principal tribo do povo do Norte, são descritos como descendentes de Jafé, que indubitavelmente é idêntico ao Japetos da mitologia grega. Homero tem relato que o lar de Japetos era o mais distante no fim da terra dos Oceanos. E no Velho Testamento, o povo de Israel, que estava invadindo a Palestina, foi ameaçado no caso de desobediência a Deus com o “povo do fim da Terra”, uma clara alusão as vindouras sérias batalhas com os Filisteus. Segundo a tradição grega, Atlas, o primeiro rei dos Atlantes, era o filho mais velho de Japetos.  Atlas também governa “os fins da Terra”. Segundo as inscrições contemporaneas e as fábulas tradicionais o lar dos povos do Norte e do mar é portanto situado “no fim da terra”. Por esta expressão queria significar o mais longinquo Norte, e não o Oeste, como foi acreditado mais tarde. Com os egípcios, a descrição “fins da Terra” era um modo estabelecido de falar das terras bem distantes no Norte. Por trás da descrição do distante Norte reside a antiga noção da Terra global, que a terra era na forma de uma vaca, com seus chifres na direção do Sul e com sua cauda na direção do Norte. Por esta razão os egípcios iniciais descreviam o mais distante sul como “os chifres da Terra” e o mais distante Norte como “a cauda da Terra”. Este noção da vaca-Terra que é fertilizada pelo “touro celestial” tinha em toda probabilidade sido tomada dos povos indo-germanicos. Estranhamente, até mesmo Kepler tem utilizado a imagem da Terra-vaca.

Quando nos antigos escritos a expressão “fim da Terra” é usada temos que pensar primariamente em termos do “mais distante Norte”. Apenas em tempos mais tarde, como talvez o século IV AC, pode outras direções serem expressadas desta forma. Outras expressões para o mais distante Norte incluem: Fronteiras da Escuridão, Escuridão Unida, Lares da Noite, Fontes da Noite, A mais distante ou profunda escuridão. A noção que a terra da escuridão está situada no distante Norte pode ser atribuida ao conhecimento das longas noites do inverno nórdico. Declarações em Amduat, o Livro da Escuridão, mostram muito claramente que os egípcios procuravam a escuridão, “a escuridão unida” apenas no Norte e não em qualquer outra direção. Podemos, portanto, interpretar a declaração que o povo do Norte “veio da escuridão” ou “escapou da escuridão” como significando que sua origem era no distante Norte. A frase “nas colunas do céu” é também descritiva do mais distante Norte. Como a Estrela Polar parece estar apenas em um ponto fixo do céu, a idéia cresceu muito cedo na história do homem que no mais distante Norte erguem-se as colunas sob as quais o céu repousa. Por exemplo, os egípcios acreditavam que os “deuses carregando o céu viviam no mais distante Norte”. Similarmente, os gregos queriam dizer o mais distante Norte quando eles diziam que Atlas, o filho de Japetos, de pé diante das moradas da noite, carregava o céu sobre a cabeça curvada e mãos estendidas nos fins da terra. O relato da Atlântida revela em detalhes que os Atlantes não apenas conheciam esta crença na coluna que sustentava o céu, mas realmente acreditavam que a coluna ficava no centro do templo deles. O Velho Testamento confirma que eles acalentavam esta crença até mesmo depois de sua migração do Norte para as terras Mediterrâneas. O nome dado a eles no Velho Testamento foi “ai Caphtor”  – ilha da coluna. Há desenhos das colunas do céu em cerâmicas, e por razões astronômicas  O. S. Reuter firmemente acreditou que o lar do culto da coluna do céu estava no Norte. Quando portanto o povo de Ramses falou “das fronteiras da escuridão unida, os fins da terra e colunas do céu” ele está indubitavelmente enfatizando que estes povos originalmente vieram do distante Norte.

2. AS TEORIAS LEVADAS ADIANTE ATÉ O PRESENTE SOBRE A TERRA NATAL DOS POVOS DO NORTE E DO MAR

O historiador iugoslavo Milojcic, em seu livro sobre restos arqueológicos do povo do Norte que invadiu a Grécia em 1200 AC, diz que indubitavelmente o problema mais difícil é estabelecer o ponto inicial da grande migração. Eissfeld diz que a questão flamejante sobre a origem dos povos do Norte ainda não está estabelecida hoje bem como não estava a dois mil anos atrás. Outros eruditos tem também chamado a isto um problema intrigante e ainda não resolvido. As seguintes idéias tem sido levadas adiante sobre a terra natal do povo do Norte e do Mar, ou Filisteus, a principal tribo da coalisão dos povos do Mar e do Norte: O egiptologista alemão Bilabel busca a terra natal do povo do Mar do Norte nas vizinhanças do Sinai ou ao Sul da Síria. Schachermeyr pensa que apenas as terras não cultivadas da Europa e secundariamente as partes bárbaras da Ásia Menor podem ser consideradas como terras natais dos povos em migração. Petrie pensa que estas pessoas podem ter se originado de Creta porque um dos povos do Norte é chamado Sakar, ou Zakar, nas inscrições egípcias, e lá há um lugar chamado Zakro, na costa leste de Creta de onde este povo pode ter vindo. O arqueologista Fimmen pensou que todos estes povos devem ter se originado de ilhas e costas do Mar Egeu. Mas estas tentativas de identificação com conhecidas tribos nacionais são tão numerosas quanto são diversas, e não podemos estar certos de qualquer uma delas. O historiador alemão Wiesner acredita que o ponto de partida da migração dos Filisteus estava situado no território do Danúbio e dos Balcãs. Milojcic assume que a terra natal destes povos esteja na parte norte-leste do que atualmente é a Iugoslávia. Friedrich Wirth diz que estas tribos devem ter uma vez vivido ao norte do grande território do Danúbio.

Schuchhardt, o grande erudito pré-histórico, acredita que a terra natal deles esteja no Meio e no Norte da Alemanha. Herbig, na Silésia e na Alemanha Oriental. Kayser, o diretor do Museu Egípcio em Hildesheim, na Itália ou na Espanha. Mas todas estas crenças conflitam com as contemporaneas inscrições egípcias, o extenso material arqueológico e o curso da migração. No principal os seguintes territórios tem que ser excluidos quando procuramos pela terra natal do povo do Norte.
I . Estes territórios destruídos ou conquistados por eles. Nenhum povo destrói sua própria terra natal.
2. Os territórios situados dentro do continente, longe do mar. O “Povo do Mar” ou “povo das ilhas do mar” cujas ilhas tem sido varridas pelas tempestades, não pode vir de terra a dentro.
3 . Territórios situados em qualquer outra direção diferente do Norte. Nas inscrições egípcias a origem dos povos “do Norte” não teria sido ressaltada tão frequentemente se eles tivessem se originado de outra direção.
4. Territórios que não podem ser incluídos por razões arqueológicas. Muitos restos destes povos tem sido encontrados em partes que eles destruiram ou ocuparam, e não podemos procurar por sua terra natal em partes onde seus restos são estranhos ou desconhecidos.
Por estas razões está basicamente errado procurar a terra natal do povo do Mar do Norte ao redor do Sinai, na Palestina, na Ásia Menor, ou nas Ilhas Bean, em Creta, Grécia ou Macedonia. Numerosas escavações nestas partes tem dado ampla prova que eles tinham sido destruidos pelo invasor povo do Norte por volta de 1200 AC. Milojcic tem portanto ressaltado o ponto que o povo conquistador deve ter seu lar ao norte da linha Macedonia-Trácia-Helesponto. Nos países ao norte desta linha, que tem sido sugeridos como a terra natal do povo do Mar do Norte: Nordeste da Iugoslávia, Hungria, Alemanha Central e do Sul, Silésia e Alemanha Oriental não há ilhas ou Oceano Mundial, e é improvável que um povo tão talentoso em navegação marítima, como o povo do Norte, possa ter vindo destas partes.

A Itália e a Espanha não podem também serem consideradas como lar do povo do Norte, porque as tribos migrantes que se destinavam ao Egito não teriam escolhido se mover através da Macedonia, Ásia Menor e Síria, mas teriam atravessado diretamente o Norte da África para se unir lá com os libios para um ataque contra o Egito. É, sobretudo, certo que o material arqueológico deixado para trás pelo povo do Norte em sua migração não se originou da Itália ou da Espanha. Também a Itália não está situada no Oceano Mundial; a Espanha não está ao norte, mas a oeste do Egito. Portanto todas as teorias estabelecidas a respeito das terras natais do povo do Mar e do Norte estão em contradição com os supramencionados princípios metódicos e devem ser rejeitadas. Somente os territórios que na pré-história são chamados “partes nórdicas”, que compreendem o Norte de Hanover, SchleswigHolstein, Dinamatca e Suécia, com Oland e Gotland, podem ser reconhecidos como tendo sido pontos de partida destes povos.

3. EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA PARA A ORIGEM DOS POVOS DO MAR E DO NORTE, NA ÁREA DO MAR DO NORTE.

Quando as contemporaneas inscrições egípcias e o relato da Atlântida concordaram que o povo do Mar e do Norte, ou Atlantes, se originaram nas ilhas e costas do “Oceano Mundial” ao Norte, temos que avaliar se podemos confirmar ou negar estas declarações com base nos restos arqueológicos deste povo. Nas camadas de ruínas no Leste do Mediterrâneo frequentemente encontramos restos que temos atribuido a estes povos. Em algumas regiões dos povos escandinavos foram introduzidas formas e métodos que eram desconhecidos antes de sua chegada. Os relevos egípcios nos dão a informação necessária sobre as caraterísticas do povo do Norte. Este extenso material agora será investigado para determinar se ele se originou da área do presente Mar do Norte. Tão cedo quanto 1870 o arqueologista A. Konze avaliou em um estudo detalhado de cerâmicas que apareceram depois da destruição da cultura Micenica nas partes Sul-Leste que há um inegável relacionamento entre estas cerâmicas e aquelas dos povos europeus do Norte-Leste. Esta opinião tem sido repetida e nunca tem sido negada. Estas cerâmicas, chamadas “sub-micenicas” e “protogeométricas” mostram um certo avanço sobre aquela da área nórdica, e algumas vezes traem uma similaridade à desaparecida arte micenica, porque alguns dos ceramistas achaeicos continuaram a trabalhar para seus novos mestres.  Friedrich Wirth coletou o material arqueológico em 1938 e declarou que a origem nórdica do povo do Norte está portanto firmemente estabelecida. Podemos confirmar a avaliação de Wirth por um curta observação. Nas camadas de ruínas, ou cavernas que eram postas em 1200 AC, repetidamente encontramos travas de espadas, pontas de lança como chamas e saliências arredondadas de escudos; estas armas que também são mostradas nos relevos contemporaneos do povo do Mar e do Norte. Wiesner chama estas armas de caraterísticas novas formas da Grande Migração.

Kossina, o erudito alemão em pré-história, fala destas travas de espadas que elas bem podiam ser encontradas na Pomerânia e Holstein (Norte da Alemanha). Behn é de opinião que as travas das espadas de bronze de uma forma nórdica que eram encontradas no Egito foram levadas por mercenários germânicos nas forças egípcias. Como estas armas foram primeiramente encontradas nas camadas de ruínas datadas de por volta de 1200 AC e naquele tempo os mercenários germânicos combateram ao lado dos egípcios, elas apenas podem terem sido trazidas para a área sudeste pelas hordas de soldados nórdicos e não por mercadores ou mercenários. A espada com trava é encontrada em vastas quantidades nas partes Nórdicas no século treze AC, um fato que tem sido confirmado por Sprockhoff, o maior especialista sobre estas espadas. Segundo ele o uso extensivo das espadas com travo germânicas é uma prova da extensão da área de colonização germânica. As pontas de lança em forma de chama que eram frequentemente encontradas nas camadas de ruínas de por volta de 1200 AC na área sudeste também aparece no quarto período na área Nórdica em grandes quantidades. Entre elas tem sido descoberto especimens que, como as espadas com travo, tem suas contrapartes exatas na área Nórdica e quase parecem se originar do mesmo trabalho de armeiro. Aqui também é importante por razões cronológicas saber que as pontas de lança no formato de chamas eram muito frequentes na área Nórdica nos Períodos I e II, mas estavam ausentes no Período III e reapareceram em suas velhas formas no Período IV. O escudo redondo também, como os levados pelos povos do Norte durante sua invasão da área sudeste, aparece na área Nórdica muito cedo. Sabemos, por exemplo, a apresentação de homens com lanças e escudos redondos no Chifre de Wismar, que Norden, o sueco, especialista em pré-história, atribuiu a base de sua ornamentação na parte posterior do Período II. Numerosos desenhos de guerreiros com escudos redondos são encontrados em relevos de rochas escandinavas, enquanto alguns escudos redondos de bronze da área Nórdica também são conhecidos em seu estado original.

Na Grécia, durante o tempo de Micenas, lá existiu o grande escudo duplo talhado que como a placa da armadura protegia o corpo inteiro, enquanto que os relevos egípcios contemporanos mostram que um longo escudo arqueado era carregado. Fora estas armas, os barcos que eram construídos pelo povo do Norte para seu ataque contra o Egito são uma prova posterior da origem destas pessoas na área do Mar do Norte. Estes barcos, conhecidos por nós nos relevos de Medinet Habu, não tinham sido antes vistos no Mediterrâneo. Eles diferem basicamente de todos os outros tipos de barcos usados até então nesta área. Os barcos do povo do Norte tem em suas popas e proas uma haste de forma inclinada que se eleva decorada por um cisne ou cabeça de dragão. O controle do leme era em direção a popa no convés; as velas, em contraste ao método então usado no Mediterrâneo, eram colocadas sem velas inferiores e poderiam ser seguras sem a ajuda de nós especiais. Era portanto possível levantar rapidamente as velas do deck. A coberta protetora do barco era elevada consideravelmente na proa e na popa, uma borda alta evitava que os mares hostis solapassem o barco e protegiam ao mesmo tempo a tripulação que se sentava atrás. O mastro podia ser colocado e levava no topo uma construção em forma de cesta. Todas estas caraterísticas de construção até então não haviam existido no Mediterrâneo e foram levadas ao Egito pelos povos do Norte. Tipos similares de barcos existem durante a Idade de Bronze apenas nos desenhos Nórdicos nas rochas. O Brandskogenship, por exemplo, é um tipo de barco que é notavelmente como aqueles do povo do Norte, salvo suas velas, que não são mostradas. Herbig diz dos barcos do povo do Mar do Norte nos relevos egípcios que eles primeiramente lembram um dos barcos Nórdicos e os muito posteriores barcos dragão vikings. Ele diz que estes barcos eram estranhos no Mediterrâneo Oriental e tinham sido trazidos de outros lugares. Qualquer um com algum conhecimento de assuntos navegacionais pode ver de uma vez, quando olhando os barcos do povo do Norte, que seus construtores eram experientes em navegação e construção de barcos. Eles tinham construído nestes barcos uma esplêndida arte de alto mar que pode ser considerada como perfeita e ter sido o protótipo dos barcos a vela até o presente dia. Estes barcos e o fato histórico do ataque através do Mediterrâneo são a prova que os povos do Norte eram os mais experientes marinheiros daqueles tempos.

Fora as armas e os barcos, os costumes do povo do Mar do Norte tinham sido desconhecidos no Mediterrâneo. O único paralelo a tais costumes é para ser encontrado na área Nórdica. Nas pinturas de parede de Medinet Habu o povo do Norte veste ou a chamada coroa de lâmina de ataque ou o helmo de chifre. A coroa de lâmina de ataque é sustentada por Herbig ser uma caraterística “Iliriana” enquanto que os Filisteus, o principal povo da coalisão do Norte, eram considerados por ele serem “Ilirianos”. Mas os Filisteus não eram Ilirianos. Deles em particular as inscrições contemporaneas dizem que eles “vieram das ilhas”. Na área Iliriana [Silésia e Alemanha Oriental] não há ilhas. Sobretudo, durante o período em questão o material arqueológico nada revela dos Ilirianos, nem da Grécia ou Ásia Menor. Este tipo de decoração da cabeça não tem sido encontrado na área Iliriana mas nas pinturas Nórdicas das rochas da Idade do Bronze que mostram esta decoração em figuras masculinas. É possível que as chamadas “coroas de raios” usadas por algumas figuras masculinas possam ser descritas como coroas de lâminas de ataque. Os capacetes com chifres usados por algumas pessoas do Norte também eram desconhecidos no Mediterrâneo, mas eles estão repetidamente presentes nas imagens nas rochas nórdicas na Idade do Bronze. As roupas mostradas no povo do Norte nos relevos correspondem às roupas usadas durante a Idade do Bronze na área Nórdica. A prinipal vestimenta dos homens era, segundo os contemporaneos relevos egípcios, um avental na altura dos joelhos, mantido por um cinto decorado por um ramalhete ao redor dos quadris e usados com uma parte no ombro. Os aventais dos homens similares a estes eram frequentemente encontrados nas tumbas nórdicas da Idade do Bronze. Alguma das figuras dos homens nos relevos também usam um casaco feito de uma só peça que alcança até o quadril. Estes casacos são também conhecidos apenas na área nórdica e tem sido preservados em caixões de carvalho na Jutlândia datando dos séculos quatorze e quinze AC. Schwantes chama estes casacos nórdicos de uma criação singularmente bela, um obra prima técnica, obviamente o resultado de uma longa tradição de tecelagem. Segundo Schuchhardt estes casacos chegaram à Grécia através da Grande Migração e foram mais tarde amplamente usados sob o nome de “chlamys”. Além da vestimenta, o estilo do cabelo do povo do Norte é um sinal de sua origem. Nos relevos egípcios alguns dos guerreiros nórdicos capturados usam uma trança lateral no templo. Segundo Alian, os Reis da Atlântida usavam uma trança lateral como sinal de divindade. Embora não conheçamos um cranio da Idade do Bronze com tais tranças laterais, inúmeros pentes de cabelo encontrados nas tumbas nórdicas desta época mostram que os homens usavam seu cabelo longo e possivelmente com uma trança lateral.

Em uma charneca em Schleswig-Holstein um cranio de homem foi encontrado em 1947 com sua origem no terceiro ou quarto século no qual uma tranç lateral pode ser vista. Tácito relata que os Suábios, que viveram naquele tempo na área nórdica, amarravam seu cabelo sobre a orelha com um nó; isto é chamado pelos romanos “nodus suebicus,” ou nó suábio. Muitas imagens germânicas da Idade do Ferro mostram esta trança lateral. Behn pensa que sem dúvida este costuma remonta a idades muito mais antigas. Os membros masculinos da casa real Merovíngia usavam uma trança lateral como sinal de realeza ainda na Idade Média. Todos os guerreiros do povo do Mar do Norte são mostrados nos murais egípcios como de barba feita. As máscaras de ouro micenicas mostram que os homens gregos no período micenico usavam barbas. Na área nórdica tem sido encontradas navalhas nas tumbas tão cedo quanto no Período II. Estes achados são mais frequentes nos Períodos III e IV e confirmam as imagens nos relevos egípcios. Novos costumes de enterro e funeral alcançaram o Mediterrâneo Oriental através da Grande Migração. Na Ásia Menor, nas ilhas do Egeu, especialmente em Creta, e menos frequentemente, no continente grego, o enterro dos cadáveres era prevalente. Este procedimento é mais notável já que ao tempo de 1200 AC na inteira área da Egéia, Síria, Mesopotamia e Ásia Menor apenas os ritos funerários eram costumeiros. O grande monte, que então apareceu no Mediterrâneo Oriental, era desconhecido lá antes de 1200 AC. Na área nórdica, contudo, ele apareceu em períodos muito anteriores. O enterro dos cadáveres era disseminado ao tempo da migração da área nórdica, durante o quarto período. Schuchhardt tem ressaltado que uma construção de uma parede de terra que era completamente desconhecida no sul chegou à Grécia com a Grande Migração. As paredes de terra eram eregidas para a proteção dos campos e cidades, e eram equipadas na frente com estacas. Estas paredes de terra existiam apenas na Alemanha pré-histórica. Devemos ouvir que a cidade real da Atlântida era protegida por esta construção “como um dique nórdico”. O erudito holandês Van Griffen tem sido capaz de mostrar em sua escavação de montes da Idade do Bronze que esta construção  existiu pela existência dos buracos das estacas, ou dos restos das estacas que ainda são visíveis em nossos dias. Também vale a pena mencionar que um tipo pecular de cavalgada apareceu com a Grande Migração. Um soldado levemente armado e um corredor ambos sentavam-se em um cavalo, o soldado saltando no início da batalha. Os gregos chamaram este novo estilo de cavalgada de “amigos”. Segundo o relato da Atlântida, este costume era também prevalente entre os Atlantes e isto foi mais tarde confirmado por Teutons. É certo que o povo do Norte trouxe ferro com eles para o sudeste. Devemos devotar um capítulo para este problema mais tarde, mas devemos ressaltar agora que nem a Grécia, os Balcãs, Hungria, nem a Alemanha Central tinha até então conhecido a técnica da produção do ferro. É impossível para o povo do Norte ter adquirido a metalurgia do ferro ou o talento e experiência necessária para trabalhar o ferro e fazer armas e instrumentos durante a Migração. Ao menos alguns dos povos do Norte devem ter conhecido a técnica do ferro antes de iniciarem a grande jornada. De fato os instrumentos de ferro foram encontrados na área nórdica nos século treze e quatorze AC. O povo do Mar do Norte portanto não adquiriu seu conhecimento do ferro na Ásia Menor, mas o trouxeram com eles de seus lares nórdicos. No relato da Atlântida é afirmado que os Atlantes conheciam o ferro, e isto é confirmado sem dúvida por fatos históricos. O modo pelo qual os povos do Norte são representados nos relevos egípcios ressalta o fato de que eles vieram do Norte. Herbig diz que os artistas egípcios tem desenhado os Filisteus como pessoas de puro tipo nórdico, figuras altas e delgadas, com cranios longos, nariz reto e frontes altas. Schachermeyr diz sobre estes desenhos que eles representavam europeus, até mesmo tipos nórdicos. Tudo portanto, das representações nos relevos egípcios e até os achados arqueológicos deste período, aponta para o fato que estas pessoas de fato se originaram da área do Mar do Norte.

4.A MIGRAÇÃO PODE SER PROVADA?

A questão que agora se eleva é se a migração de consideráveis seções de povos da área nórdica no século doze AC pode ser provada, ou ao menos, feita parecer provável. Antes de levantarmos esta questão devemos ressaltar que o estabelecimento das migrações de argumentos arqueológicos não é de modo algum tão fácil quanto é frequentemente assumido. Wolff confirma isto quando ele diz que é importante que em períodos posteriores, conhecidos por nós através de fontes históricas, tais ocorrências dificilmente possam ser provadas no sentido literal do termo. Apesar de que, portanto, as provas de migrações historicamente conhecidas em períodos posteriores não possam ser sustentadas por meios arqueológicos, podemos ver isto como evidência que esta migração da área Nórdica no fim do século treze AC foi extensa e de grande consequência. Já temos estabelecido nos capítulos anteriores que os povos do Mar do Norte, em seu caminho pela Europa e Ásia Menor até o Egito, deixou para trás armas da Idade do Bronze Nórdica, enquanto que as armas do Período III estavam completamente ausentes. Outros equipamentos do Período III também estavam ausentes, por exemplo, o machado de batalha nórdico, que também desapareceu no norte no Período IV. Segue a isto que a Grande Migração começou no Norte pouco antes de 1200 AC durante o Período IV. Temos portanto que fixar o início do Período IV cinquenta ou cem anos depois. Kossina divide a Idade de Bronze em cinco períodos e datas como se segue:
Período I . .. . . .         2300-1750 AC
Período II, a, b, c . . . . .     1750-1400 AC
Período III, a, b . . . . . .     1400-1150 AC
Período IV . . . … . . .     1150-1000 AC
Período V . . . . .. . .. . . . 1000- 750 AC
Montelius divide a Idade do Bronze em seis períodos com as seguintes datas AC:
Periodo I . . .     1800-1500
Periodo II . . .     1500-1300
Periodo III …     1300-1100
Periodo IV .. .     1100-1000
Periodo V .. .         1000- 750
Period VI . . .     750- 600

A descoberta de uma espada com tacha, sobre a qual foi gravado o nome de Sethos II, foi decisiva para a datação. Esta espada é completamente similar aquelas da área Nórdica. Infelizmente, o punho desta espada foi destruído – a principal característica que capacita uma espada de ser datada em um período particular é encontrada no punho da espada – e não podemos portanto decidir se ela pertence ao Período III ou IV. Temos, contudo, que chegar de algum modo a datação dos períodos germânicos da Idade de Bronze: portanto é assumido que esta espada com tacho pertenceu ao Período III. Ela chegou ao Egito no meio de seu período de estilo e um período de estilo durou aproximadamente duzentos anos. Um número de fatores incertos forma a base para a datação do Período III, o que está entre 1300 e 1150 AC. Possuimos provas muito mais confiáveis para a datação da transição do Período III ao Período IV. Quando, no ciclo da destruição ao redor de 1200 AC, os artigos típicos do Período IV da Idade de Bronze Nórdica aparecem na Grécia e no Egito, mas artigos do Período III estão ausenters, então o Período IV deve ter começado na área Nórdica pouco antes de 1200 AC. Devemos fixar o Período IV como o início nas últimas décadas do século treze AC. Somos apoiados pelas seguintes observações: as contemporaneas inscrições egípcias, o relato da Atlântida e os achados arqueológicos provam que a invasão do povo do Norte à área sudeste deve ter sido um empreendimento unificado por uma organizada máquina de Estado. Esta opinião é apoiada pelas imagens nos murais de Medinet Habu. Todo povo do Norte levava a mesma espada, a maioria deles duas lanças e um escudo redondo, e todos usavam o mesmo tipo de avental e capacete. É óbvio que um exército com vestimenta uniforme e armas para sua expedição marchou contra o Egito. Podemos concluir disto que o povo do Norte já estava uniformente vestido e armado para a expedição dele em sua terra natal. As armas embelezadas e a ostentação do Período III tem desaparecido, e em seu lugar estão as armas, escudos e capacetes que eram menos decorativos mas muito mais eficazes em batalha. Ate mesmo nestes dias os planos de conquista mundial, como mostrado nos contemporaneos relevos egípcios, requeriam um enorme programa de rearmamento e um exército unificado e organizado. Podemos conclir que a mudança das armas do Período III ao Período IV aconteceu na área Nórdica pelo fim do século treze AC. A migração deve portanto ter ocorrido da área Nórdica iniciada no começo do Período IV. O erudito alemão H. Hoffmann tem provado em seu trabalho sobre o final da Idade de Bronze que desde o Período IV uma enorme quantidade de achados de deposito foi descoberto na área Nórdica. Os Depósitos encontrados são, segundo Hoffmann, uma prova importante de movimentos migratórios, uma visão partilhada por muitos outros eruditos. O. Paret também é de opinião que o enorme número de depósitos que tem sido deixados para trás do Mar do Norte ao Mediterrâneo mostram claramente a rota de fuga do povo do Norte. Ele diz que durante as catástrofes climáticas o moto deve ter sido: “Salvem-se a todos os custos!”. Muitos devem ter levados com eles suas posses de metal mas as deixado na rota para tornar sua escapada mais fácil. A extensão dos achados de tesouro pode portanto ser reconhecida como rotas de fuga muito mais do que como rotas de comércio. Segundo Hoffmann podemos tirar as seguintes conclusões dos achados de depósitos na área Nórdica:
1 . A migração, ou fuga, começou de início no Norte.
2.  A inteira área Nórdica foi afetada pelo frande movimento migratório durante o Período IV.
3.  A migração aconteceu do Norte para o Sul. Apesar de que no Norte os achados de tumbas diminuiram fortemente, e os achados de depósitos aumentaram incessantemente ao mesmo tempo.
4.  Na área Nórdica os achados de tumbas [assentamentos] e achados de depósitos [rotas de fuga] não são encontrados juntos. Hoffmann explica este fato com o lembrete de que as rotas de fuga evitavam os assentamentos para evitar conflitos. Como o povo do Norte de forma alguma evitava conflitos durante a migração, mas geralmente atacava com tremenda fúria, e como a evitação cautelosa das partes assentadas somente podem ser encontradas ao norte do Rio Elba, devemos asumir que as tribos do Norte estavam em aliança com estes assentamentos. Este fato é também ressaltado pelas inscrições egípcias contemporaneas e o relato da Atlântida. Em seu caminho para o Sul o povo do Norte foi ao longo dos Rios Elba e Danúbio. Eles compeliram os Ilirianos de seus lares nas margens superiores do Rio Elba. Alguns dos Ilirianos foram provavelmente levados pelos homens do Norte, mas não existe prova arqueológica de que os Iliarianos existiram naquele tempo no Sudeste. A maior parte dos Ilirianos fugiu para os Alpes Orientais e de lá para Apulia e Venetia. Frequentemente tem sido assumido que os Ilirianos foram a causa original da Grande Migração, e tomaram uma parte considerável na ocupação da Grécia e na destruição da cultura Micena. Mas os próprios Ilirianos estavam em desassossego e envolvidos no conflito. Naquele período eles apareceram no Sudeste e entraram na Grécia apenas duzentos ou trezentos anos depois. O povo do Mar do Norte avançou na direção do fim do século treze AC através da Silésia, Boemia e Moravia para a planície Húngara e há a possibilidade de que tenham ficado lá por um tempo, levando atrás grande parte de seu povo. Na área húngara há um grande número de achados de depósitosde armas e artigos similares a aqueles encontrados nos territórios do Norte. Da Hungria ao Mar do Norte as pessoas desceram o Danúbio, alguns foram para a Ásia Menor via o Bósforo, outros pela Grécia e o Peloponeso até Creta. Ao longo de toda rota dos homens do Norte foram encontrados depósitos e instalações funerárias, nas quais as principais armas do quarto período da Idade do Bronze Nórdica eram deixados para trás. Em conclusão podemos estabelecer sem dúvida que uma migração de grandes grupos de pessoas da área Nórdica para o Sul no Período IV pode ser provada pela pesquisa pré-histórica. A enorme quantidade de achados de depósitos e os numerosos achados de origem Nórdica ao longo dos Rios Elba e Danúbio e na Hungria, Grécia, Creta, Ásia Menor, Síria e Egito mostram claramente que a declaração do relato da Atlântida, que os Atlantes ou Povo do Norte cruzou a Europa e a Ásia Menor para o Egito, corresponde ao fato histórico.

5.OS NOMES DAS RAÇAS

O LAR DOS ATLANTES

Nas inscrições egípcias contemporaneas o nome de várias raças da coalizão dos povos do Norte tem sido preservados. Os egípcios distinguiam entre três tribos, ou raças, entre o povo do Mar do Norte: os Phrst, os Sakar e os Denes, nomes que nos ajudam a identificar estar raças mais tarde com as raças habitando o Mediterrâneo Oriental. Em primeiro lugar são nomeados os “Phrst’, pronunciado “Pelest”, “Pulasati” e Filisteus já que a pronúncia das letras egípcias é incerta. Os Filisteus desempenhavam um papel principal durante o ataque ao Egito, e também durante o período subsequente. Todos os eruditos que se ocupam com os acontecimentos desta época estão em completo acordo que os “phrst” das inscrições egípcias são idênticos aos Filisteus do Velho Testamento. Devemos portanto também chamar esta importante raça do povo do Norte de Filisteus, sem decidir se a pronúncia semítica do nome do Norte está correta. Os Filisteus vieram ‘das ilhas”, uma declaração confirmada pelo Velho Testamento onde ele diz: “Os Filisteus que são saídos da ilha de Caphtor” [Jeremias 47:4]. As fontes egípcias também declaram que as ilhas dos Filisteus no Norte foram “rasgadas e varridas pelo vento”. Segundo Schachermeyr os Filisteus eregiram em Creta um grande reino do mar, que incluia seu principal apoio para a costa Palestina. Logo eles governavam o inteiro Mediterrâneo Oriental em uma tal extensão que o Mediterrâneo recebeu o nome de “Mar dos Filisteus”. Ao longo da costa arenosa e plana da Palestina, com poucas baías e traiçoeiras para as embarcações, os Filisteus construíriam esplêndidas baías naturais. As cidades de Gaza, Askalon, Asdod, Jamnia, Dor, Achsip e Biblos floresceram e se uniram para formar uma liga de cidades livres que tem sido comparadas pelo arqueologista americano E. Grant com a liga Hansa das cidades norte germânicas durante a Idade Média. Askalon, a “Noiva da Síria”, logo supervisionava todas as cidades. Um rei dos Filisteus residiu lá e foi chamado “Rei de Askalons”. O nome “Askalon” é desconhecido nas linguagens semíticas e é provavelmente um nome filisteu e nórdico.

Os Filisteus ganharam fama pelo fato de que eles foram os primeiros especialistas em ferro a entrarem na área Sudeste. Os mais velhos implementos de ferro são encontrados em suas tumbas, e as mais velhas fornalhas de ferro eram encontradas na terra dos Filisteus. Sabemos do Velho Testamento que os Filisteus exerciam um tipo de monopólio na produção do ferro, e até mesmo sabiam como fazer aço, o que, todavia, eles mantinham em segredo. Suas batalhas com o povo de Israel tem sido descritas em detalhes nos escritos do Velho Testamento. A contínua ameaça dos Filisteus foi a causa real da criação do reino e Estado de Israel. Estritamente ligados aos Filisteus estão os “Sakar”, um nome escrito pelo egiptologista Grapow como “Zeker”, pelo bem conhecido historiador E. Meier como “Zakari” e por   Schachermeyr ” Takara .”

Os Sakar tomaram parte no ataque contra o Egito com os Filisteus por terra bem como por mar. Como os Filisteus, eles eram talentosos navegadores e em suas vestimentas e armas é difícil distinguir entre eles. Por um golpe de boa fortuna um papiro do tempo por volta de 1095 AC tem sido preservado para nós. Seu título diz: “A respeito da jornada dos oficiais do templo de Amons, Wen-Amun, para procurar madeira para a grande e maravilhosa barca de Amon-Re, Rei dos Deuses”. Lemos deste papiro que os Sakar tinham um rei nestes dias em Dor com o nome de Bender que governava sobre os arredores das partes costeiras. O comportamento do príncipe Sakar em relação ao oficial do templo egípcio, que estava em desassossego porque um de seus marinheiros tinha saido com a bolsa de seu navio, trai a forte consciência legal e uma nobre atitude humana. Também aprendemos deste papiro que os Sakar possuiam uma marinha forte, e é relatado que onze barcos Sakar deixaram a baía de Biblos ao mesmo tempo. Como este papiro tem sido preservado apenas por uma boa sorte devemos assumir que os Sakar tinham outros assentamentos no Mediterrâneo Oriental. Os Sakar não são mencionados nos escritos do Velho Testamento, como evidentemente os Israelitas não podiam distinguir entre os Filisteus e os Sakar, e pensassem que estas raças fossem a mesma. Petrie acredita que, na narrativa da similaridade entre o nome de Sakar e o lugar Zakro, na costa leste de Creta, os Sakro se originaram do Zakro. Mas esta assunção é rejeitada por Schachermeyr, que questiona o método no qual ela é baseada. Pela mesma razão temos que rejeitar que os Sakar sejam os mesmos que Teukrers. Segundo fontes gregas os Teukrers viveram em Troad na Ásia Menor. Seu país tinha sido destruído pelos homens do Norte por volta de 1200 AC. Os Teukrers viviam em Troad antes de 1200 AC, enquanto que os Sakar e outras tribos do Norte não alcançaram aquela parte até sua migração por volta de 1200 AC e não se assentaram lá. As contemporaneas inscrições egípcias provam que os Sakar, como os Filisteus, se originaram de países do Norte perto do Mar Mundial ou Mar do Norte.

As inscrições egípcias mencionam uma terceira tribo, os “Denes” uma palavra pronunciada por E. Meier como “Danuna” e por  Schachermeyr “Denjen.”  Esta tribo também está sempre ligada aos Filisteuse seu povo é particularmente chamado “Denes das ilhas”. Aqui novamente um método falho tem sido empregado para identificar os Denes com Danai. Segundo a tradição grega os Dariai tinham seus lares em Argolis, que foi completamente posta nua pelo povo do Mar do Norte. Schachermeyr reconhece a dificuldade de identificação e propõe como única solução a assunção que os Danai eram provavelmente forçados ao serviço com os bárbaros, que não eram usados para navegação, e que se tornaram inimigos do Egito contra sua vontade. Mas esta assunção é inválida por todo ponto de vista. Os Filisteus e outros povos do Mar do Norte não eram sem talento em assuntos navegacionais; eles eram os marinheiros mais experientes de sua época. Estes povos não eram obrigados a forçar outras tribos para o serviço marítimo, mas sabiam como construir barcos superiores aqueles dos Achxans em todos os modos, e eles próprios pilotavam os barcos dragão através do mar. As pinturas de parede egípcias não revelam qualquer Acheano pressionado nos barcos dos homens do Norte. Todas as tripulações destes barcos carregavam as mesmas armas, vestiam os mesmos uniformes e decorações de cabeça dos homens do Norte das forças de terra. Sobretudo deve ser notado que os Danai já haviam se assentado em  Argolis por 1400 AC, enquanto os Denes, juntamente com outros homens do Norte, não invadiram aquele país até 1200 AC. Não há dúvida que os Denes pertenciam aos Filisteus e aos Sakar e, como eles, se originaram da área do Mar do Norte, o real reino da Atlântida.

Os Sekelese, Sardana e Vasasa que são mencionados pelas inscrições egípcias como aliados dos homens do Norte, desempenham um papel subordinado e não pertencem propriamente ao povo do Norte. Eles aparecem muito antes como mercenários no Egito e lutam em outras batalhas do povo do Mar do Norte ao lado de Ramses III. Com toda probabilidade os Sardana são idênticos aos habitantes da Sardenha, os Sekelese seriam os habitantes da Sicília e os Vasasa seriam os habitantes de outras ilhas do Mediterrâneo, talvez os Balearicos. O fato de que estas tribos parcialmente lutaram do lado dos homens do Norte, e parcialmente do lado dos egípcios, é uma confirmação das declarações no relato da Atlântida que os Atlantes submeteram os territórios do Mar Tirreno e alistaram os Tirrenos em um vasto exército que era para conquistar o Egito. Se lá tivesse havido “soldados forçados” entre os homens do Norte então eles não podiam ter sido os Denes, mas Sardanas e Sekelese.

6.CONCLUSÕES

Os resultados da investigação no último capítulo podem ser resumidos como se segue: as declarações do relato da Atlântida e as inscrições egípcias contemporaneas e papiros, que os Atlantes ou povo do Mar do Norte se originam do Oceano Mundial ao Norte, corresponde sem dúvida aos reais fatos históricos. O  material arqueológico confima a acurácia das declarações egípcias e certifica a origem deste povo da área do Mar do Norte. Uma migração gigantesca destes territórios entre o fim do século treze AC é provada pela pesquisa arqueológica. Portanto somos compelidos a buscar na área do Mar do Norte pela Atlântida, a ilha principal, sobre a qual se erguia a grande fortaleza real do reino Atlante, chamada por esta razão “Basileia” ou “Chefe das Cidades”

O SÍTIO DA REAL ILHA DA BASILEIA

Os seguintes detalhes estão a nossa disposição se quisermos determinar a exata posição da principal ilha da Atlântida, Basileia:
1 – Imediatamente na frente da Basileia está uma faixa de terra, tamém chamada “ilha”, que tem sido descrita como muito alta, e se elevando do mar como se cortada por uma faca. Esta ilha consistia de pedras vermelhas, brancas e pretas que eram usadas pelos Atlantes para construção de muros e casas.
2 – A própria Basileia estava situada imediatamenet por trás da rocha na direção do continente, do qual estava separada apenas por uma estreita faixa de mar. A ilha real tinha um raio de apenas cinquenta estádios – aproximadamente seis milhas – e era uma planície incrivelmente fértil cercada por montanhas baixas ao longo da frente do mar. No centro da ilha real, a seis milhas do mar, estava uma baixa colina sobre a qual foi eregida a fortaleza real e o templo de Poseidon.
3 – Depois da queda da ilha real a área na qual ela estava situada foi transformada em um mar de lama, que, segundo Platão, era tornada impassável e impenetrável pela vasta massa de lama que fica sobre a ilha afundada.
4 – Em muitas partes da ilha o Orichalc era escavado do solo.
5 – O cobre não fundido e em estado puro era encontrado na ilha. Na inteira extensão do Mar do Norte há apenas uma ilha de rocha que se eleva acima do mar, cortado como se o fosse por uma faca, e que consiste em pedras vermelhas, brancas e pretas: a ilha rochosa de Heligoland.

I. A ILHA DE ROCHA ANTES DA BASILEIA

A rocha vermelha desta ilha ainda existe hoje. A rocha branca consiste em gesso, giz e giz de concha e estava situada onde as “Dunas” estão hoje e ainda forma parte de sua base inferior. Em tempos históricos estas rochas eram aproximadamente da mesma altura, como a parte da ilha que permanece hoje. Como mostrado pelo mapa marítimo, ela se estendia em um grande raio ao redor da chamada “Baía Sul” que fica na direção sul, e nos gigantescos corredores do Norte. A rocha negra ainda é encontrada em profundidade rasa na extensão norte das dunas. É realmente arenito, bem impregnado de calcio carbonato de cobre, que produz sua cor que varia do azul-marinho ao negro. Fora do mar, que alcançava Heligoland por volta de 5000 AC, o homem contribuiu para a destruição da rocha branca bem como da rocha negra. Gesso de Paris e giz eram, até 230 anos atrás, materiais de construção muito buscados. Mais de 200 barcos eram ditos terem estado ancorados ao mesmo tempo na Baía Sul para transportar o gesso desta rocha. Mas a 230 anos atrás a parte remanecente do maciço de giz afundou no mar em uma grande tempestade.

2. O MONTE CASTTELO DA BASILEIA

A ilha principal do reino da Atlântida, também chamado Basileia, estava, segundo o relato da Atlântida, situado atrás da ilha de rocha, na direção do continente. É dito da Basileia que perto do centro da ilha estava uma planície que alcançava o mar e que era muito fértil e bela. No centro desta planície, a seis milhas do mar, estava uma colina baixa, sobre a qual ficava o castelo real que deu à ilha seu nome, bem como o templo de Poseidon. Esta construção e o muro da colina real era feito de pedras, vermelhas, brancas e negras que eram quebradas pelos Atlantes na vizinha ilha rochosa. De fato, exatamente a seis milhas distante de Heligoland na direção do continente pode ser encontrada uma colina que se eleva 21 pés acima do nível do mar. Esta colina é ‘polvilhada’ de grandes pedras e portanto é chamada “Stoneground ” (Steingrund). Segundo uma antiga história de Heligoland lá uma vez existiu um templo e um castelo. Segundo o relato da Atlântida este deve ser o ponto onde ficava o castelo real e o templo de Poseidon. Devemos fazer a pergunta se de fato lá existiu um castelo real, ou uma ilha chamada Basileia, e se assim o for, se ela pode ter existido por volta de 1200 AC. Por volta de 350 AC um rico mercador, Piteas de Massilia, realizou uma expedição de pesquisa à area do Mar do Norte. Ele alcançou o Mar de Watten, perto da costa oeste de SchleswigHolstein, que é dito que ele viu com seus próprios olhos. Infelizmente o relato de Piteas tem estado perdido, mas somos capazes de reconstruir algumas de suas narrativas com base em citações de antigos escritores. Diodoro da Sicília relata que a oposta Scythia, seu nome para a Alemanha, fica em uma ilha que era chamada Basileia. Lá as ondas batem contra o âmbar, que não aparece em qualquer outra parte do mundo. Diodoro então relata a fábula de Faeton, que já temos ouvido da boca dos sacerdotes egípcios. Ele relatou como as irmãs de Phxton choraram lágrimas ao lado do Eridano por seu irmão que foi arremessado do céu. Estas lágrimas são ditas terem se transformado em âmbar e então foram levadas pelo Rio Eridano para a ilha da Basileia. Assim a ilha da Basileia deve ter estado situada no distrito do âmbar. Como já temos enfatizado, não é de importância se identificamos Eridano com o Rio Elba ou com o Rio Eider. O distrito em questão fica perto da boca de ambos os rios. Mas como até mesmo hoje o Rio Eider, mas não o Elba, contém âmbar, particularmente perto de sua boca, devemos identificar Eridano com o Eider. Por razões geológicas o âmbar não é para ser encontrado na ilha da boca do Rio Eider, o giz de Helioland e o colorido maciço de arenito. A ilha de âmbar da Basileia deve portanto estar situada entre Heligoland e a ilha na boca do Rio Eider.  Sem dúvida a ilha Basileia do relato da Atlântida é idêntica a ilha mencionada por Piteas, Diodoro e Plínio. Ambas as ilhas tem o mesmo nome e estão localizadas no mesmo ponto, e ambas estão na lama na boca do rio Eider. Nos é dito, contudo, que a Basileia do relato da Atlântida foi destruída por volta de 1200 AC durante um período de gigantescos terremotos e inundações. É possível que uma ilha que pereceu por volta de 1200 AC possa ter se tornado visível novamente por volta de 400 AC e durante os séculos seguintes? As mais recentes investigações tem mostrado que as principais causas para as mudanças nas costas depois do glacial foram encontradas nas variações estáticas do nível de água. A teoria de Estasia diz: A altura do nível do mar é dependente das massas de gelo de todos os territórios de formação glacial da massa de água da Terra. Períodos quentes climáticos fazem com que as massas de gelo da Terra se derretam e portanto causam uma elevação do nível do mar [transgressão], enquanto períodos climáticos frios ligam a massa de água nos territórios de formação glacial, portanto abaixando o nível da água do mar [regressão].

Em nosso contexto isto significa que o mar alcançou seu mais alto nível pelo fim da Idade de Bronze, que terminou em um terrível período de calor que fez com que os glaciais fossem empurrados muito para trás de sua atual posição, enquanto isto alcançou- o mais baixo ponto durante a Idade de Ferro, que foi marcada mundialmente por uma baixa de temperatura. Schutte tem determinado que a transição do mais alto ponto para o mais baixo ocorreu por volta de 1100 AC e tem estimado que a queda do nível do mar durante a Idade de Ferro do mais alto nível foi de 12 pés. Todos os territórios, portanto, que ficam doze pés sob o mar no fim da Idade do Bronze devem ter aparecido novamente acima do nível do mar com a regressão da Idade do Ferro. Circunstâncias peculiares estão ligadas à Basileia: no centro da ilha estava uma colina que se elevava sobre a outra terra. Esta colina não submergiu a normal elevação estática do nível do mar, mas por uma coincidência catástrofica de terremoto, tempestade e inundação. Uma tal coincidência de terremoto, tempestade e inundação também tem sido percebida na costa oeste alemã em 1634 de nossa era, quando os diques ficaram submersos, os assentamentos foram destruídos e grandes faixas de terra se tornaram um mar de lama. Depois que as tempestades cederam estas partes submersas reapareceram mais uma vez e novamente foram habitadas. Condições similares devem ter prevalecido durante o afundamento da Basileia. Embora a parte plana da Basileia foi destruída e inundada por estas catástrofes naqueles dias, a colina real apenas se tornou submersa nas mais severas inundações; depois do que esta colina deve ter reaparecido novamente. Quando durante os séculos seguintes o nível do mar abaixou por mais do que doze pés pela regressão da Idade do Ferro, a colina era sem dúvida habitável novamente e se tornou um centro do comércio da âmbar do Mar do Norte. Não há dúvida, portanto, que esta colina da Basileia, que em 1200 AC ficava a várias jardas acima do nível do mar, pode novamente ter sido percorrida no quarto século AC por Pitias. Este fato, que tem sido provado pela geologia e a oceanografia, é confirmado por uma antiga história grega que diz que onde os Atlantes uma vez afundaram, sete ilhas menores e três maiores apareceram mais tarde. Os habitantes destas ilhas são ditos terem mantido as memórias transmitidas a eles por seus ancestrais que uma grande ilha uma vez ficava na vizinhança e que por muitos séculos governava toda as outras ilhas do mar. O historiador grego Marcellus tem transmitido esta história, se referindo aos mais antigos escritores históricos, e é portanto mais velha do que o relato da Atlântida de Platão e independente dele. Não sabemos do tempo real quando a Basileia tornou-se submersa. Pitias de Massilia estabelece os restos da Basiléia em 350 AC, e isto é mais tarde mencionado por Metrodorus Scepsius (150 AC.), por Xenophon de Lampsacus (100 AC), por Diodorus da Sicília (50 AC.) e Plínio (50 AC). Uma grande parte pode ser dita a favor da teoria que esta parte remanescente da Basiléia é idêntica às Terras Fosites, a ilha sagrada dos Frísios. Sobre a Terra Fosites os evangelistas Wulfram, Willibrod e Ludger proclamaram a mensagem cristã. Nas biografias destes três missionarios aprendemos muitos detalhes sobre a ilha. Os seguintes fatos provam a identidade da Terra Fosites com a Basileia: ambas as ilhas estavam indubitavelmente situadas na frente da costa oeste de Schleswig-Holstein, ambas tinham um castelo real e um templo central. Ambas ilhas também possuiam um riacho sagrado perto do qual os animais sagrados pastavam. Basileia era dedicada a Poseidon e a Terra Fosites a Fosites. Em toda probabilidade Poseidon e Fosites são em sua essência e nomes identicos. No antigo Doriano, Poseidon é também chamado “Posides”, um nome muito similar ao Frigio “Fosites”. Apendemos sobre Poseidon e Fosites que eles viviam em um templo de âmbar e que governavam os mares, faziam as leis e protegiam os corretos.

Adam de Bremen (1075) foi o primeiro a identificar a Terra Fosites com Heligoland. Muitos eruditos desde então tem concordado com ele. Por um número de razões a Terra Fosites não pode ser identificada com a ilha rochosa de Heligoland, mas é possível que seja idêntica à Basileia, a “Ilha Sagrada” que uma vez ficava a leste de Heligoland. Geologistas, contudo, enfatizam – que durante o tempo da conversão cristã -  nos séculos seis e sete nenhuma ilha estava situada a leste de Heligoland. Contra a opinião dos geologistas fala a antiga história Frisia, que mantém que os últimos restos da ‘Terra Sagrada”, como esta ilha era chamada durante a Idade Média, pereceu apenas em 1216. Se os geologistas ou os Frisios do Norte estão corretos apenas pode ser confirmado por um estreito exame do solo de pedra. No mais velho mapa de Heligoland, que data de 1570, o leste de Heligoland é marcado ” Steinwirk”, sobre o qual são ditas terem estado sete igrejas. Em um outro mapa, datado de 1650, lá está marcado na vizinhança de um solo de pedra um templo e um castelo. O cronista Frisio Heimriech menciona florestas, templos e castelos que uma vez ficavam a leste de Heligoland e ele acrescenta que a residência e a côrte dos primeiros reis do país estavam situados lá. Até mesmo hoje a ‘Ilha Sagrada” vive nas histórias dos habitantes de Heligoland, e no nome carregado pela rocha remanescente que tem sobreivido às catástrofes: Terra Sagrada ou Heligoland .

3. O MAR DE LAMA

No relato da Atlântida Platão conta que depois da queda dos Atlantes o lugar que era ocupado pela ilha transformou-se em um mar de lama. É dito nos Diálogos: “Esta ilha tem afundado no mar pelos terremotos, e qualquer um que pretendesse alcançar o mar do outro lado seria impedido pelas atrapalhantes massas de lama”. Como Platão sabia que a faixa de mar ao redor da Basileia estava impenetrável durante este tempo? Pouco antes da morte de Platão e dos escritos dos Diálogos de Critias, Piteas retornou de sua expedição ao território do âmbar. Ele relatou que a área do mar ao redor da Basiléia consistia em uma mistura de água, lama e ar e podia ser comparada com um pulmão do mar. Ele disse que ele próprio viu a área e que ele não era passável ou penetrável. Platão pode ter sabido destes relatos de Piteas, e pode então ter tido todo direito de citar a avaliação de uma testemunha ocular que a área ao redor da Basileia não era passável ou penetravel. Onde uma vez houve férteis planícies, durante a Idade do Ferro, houve uma tremenda faixa rasa de lama. Fora destes mares de lama apenas a colina real aparecia; isto pode ter sido similar ao Mar de Watten hoje, onde na maré baixa traços de culturas, restos de assentamentos e até mesmo tufos de campos são visíveis. Uma prova posterior da identidade da ilha da Basileia do relato da Atlântida com a ilha da Basileia de Piteas é a declaração feita acima  de que pelo afundamento da Basileia o caminho para o mar externo tornou-se bloqueado, de forma que qualquer um que quisesse atravessar o mar era evitado pela massa de lama que o confrrontava. Sem dúvida isto é uma referência ao caminho do Eider, a antiga rota do Norte para o Mar Báltico. Uma ilha, o afundamento da qual bloquearia este canal, pode apenas ter estado situada na boca do Rio Eider. O mesmo é dito por Diodorus no relato de Piteas sobre a posição da ilha Basileia que estava também situada na boca do Rio Eider ou Eridano. De fato este caminho pelo canal do Eider, como mostrado por numerosos achados pré-históricos e solos funerais ao longo de seus bancos, já estava em uso durante o início da Idade de Bronze. Naqueles dias o Rio Eider corria sem impedimento na direção oeste e, formava a fronteira sul da ilha da Basileia no Mar do Norte. O curso do Eider foi bloqueado por catástrofes climáticas. O mar arremessou uma enorme “parede de praia”, a chamada Lundenberger Sand. Esta lingua estreita de terra tinha doze milhas de comprimento e mais de 20 pés de altura correndo de sul a norte através do antigo curso do Rio Eider. Este rio foi desviado na direção norte pela gigantesca parede de praia e a abertura da boca do rio estava entulhada de lama; o caminho da Basileia para o mar externo estava bloqueado.

4. ORICHALC

Uma prova posterior da posição da Basileia-Atlântida e da identificação desta ilha com a Basileia de Piteas é fornecida pelos detalhes do relato da Atlântida a respeito do orichalc. Embora sempre tenha sido difícil avaliar que tipo de material era o orichalc, o problema agora tem sido resolvido. O relato da Atlântida conta o seguinte a respeito do misterioso orichalc. Este material que é conhecido hoje apenas por seu nome, orichalc, era encontrado em muitas partes da ilha e era valorizado pelas pessoas daquele tempo tão altamente quanto o ouro. Eles decoravam o cume dos diques externos com o orichalc cobrido-os com óleo. O cume dos muros internos também era decorado com o orichalc, o que possuia um brilho feroz. No que diz respeito ao interior do templo, o teto era decorado com ouro, ébano, prata e orichalc e as outras paredes, colunas e pisos eram cobertos com o orichalc. Muitos eruditos tem tentado resolver o enigma do orichalc. Alguns deles tem assumido, como Platão menciona o orichalc depois de falar em cobre, que era amplamente usado na Basileia, que o orichalc era um tipo de metal. Estes eruditos acreditaram que a Atlântida era rica em metais. Outros eruditos afirmam ver na história do orichalc um típico elemento de conto de fadas, e portanto tem banido a inteira história da Atlântida como uma terra de fábula. O orichalc tem portanto se tornado um problema básico em qualquer pesquisa sobre a Atlântida. Tem se tornado evidente que o inteiro problema da Atlântida é dependente de sua solução.

As seguintes teorias sobre a existência deste material tem sido levadas adiante. A maioria dos investigadores tem traduzido a palavra “orichalc” como um metal de bronze cobre, porque eles são de opinião que o orichalc era uma liga de ouro e cobre. Esta opinião está em contradição as declarações expressas do relato da Atlântida que o orichalc era escavado em várias partes da ilha. Portanto, ele era um produto natural e não uma liga artificial. Uma liga de ouro e cobre não pode ser aplicada com óleo, ser usada como uma cobertura da pintura de paredes e colunas. O erudito sobre a Atlântida Netolitzky acredita que o orichalc era uma liga de prata e cobre. Por esta razão a Atlântida deve ter sido situada nas vizinhanças de Tartesses, onde ambos metais são encontrados em abundância. Mas a liga de prata e cobre também é um produto artificial e não é natural. Ele não pode ser escavado do solo, nem pode ser fluidificado com óleo para propósitos de pintura. O professor de Munique Borchardt é de opinião que o orichalc era uma liga de cobre e zinco, um tipo de latão, uma teoria também expressada pelo historiador holandês Hermann Wirt. Finalmente devemos mencionar a estranhna sugestão do russo  Mereshkowsky, que acredita que o orichalc era um metal peculiar da Atlântida que mais tarde desapareceu da natureza. Não é surpresa que os eruditos sérios que conhecem estas tentativas de resolver o problema do orichalc rejeitem o inteiro relato da Atlântida. E ainda que, todos estes eruditos possam ter facilmente encontrado a substância do orichalc ao procurar as tumbas da Idade do Bronze para descobrir que peças de decoração entre as que estes povos tinham, próximas do ouro, o maior valor. Eles teriam visto que, fora os ricos achados de ouro, o âmbar era frequentemente a ser encontrado como uma peça de decoração altamente valorizada. Do Egito, Creta, Ásia Menor e Micena, sobre a Espanha, Norte da França, Irlanda, Inglaterra, Norte da Alemanha até a Dinamarca e o Sul da Suécia, as decorações de âmbar e ornamentos eram frequentemente encontrados nas tumbas da Idade do Bronze.

O orichalc do relato da Atlântida pode apenas significar âmbar, e devemos traduzir portanto a palavra orichalc como âmbar. Todas as declarações do relato da Atlântida a respeito do orichalc se aplicam ao âmbar, e apenas ao âmbar. Há de fato tipos de âmbar que mostram um “brilho feroz”. Fora o ouro, o ânbar era altamente valorizado; ele podia ser cozinhado em óleo e ser usado como “verniz de âmbar” para pinturas de parede. Um anel de âmbar do tamanho de uma peça de coroa, que juntamente com artigos de bronze a anéis de ouro, foi enontrado em uma tumba da Idade do Bronze na ilha de Sylt no Norte da Alemanha, o que é prova de que os habitantes das ilhas do Mar do Norte já conheciam esta técnica durante a Idade do Bronze. Tácito menciona a liquefação do âmbar pelo aquecimento, e Plínio relata que o povo do Mar do Norte usava o âmbar para aquecimento ao invés de madeira. Eles evidentemente sabiam como colorir o âmbar ao cozinha-lo no mel e no óleo colorido. Como relatado na história da Atlântida, ele certamente foi usado para decorar os templos. Há diferentes relatos sobre a decoração dos templos egípcios com o âmbar Nórdico. Homero tinha um conhecimento notavelmente exato da Basileia, e ele menciona que o templo do maior deus brilhava com ouro, ébano, âmbar e prata.

Segundo Plínio, os Teutônicos chamavam ao âmbar de “glaseum” e as ilhas de âmbar no Mar do Norte eram chamadas de “glaesariT ” por eles. A plavra “glass” [vidro] é uma antiga palavra Nórdica para âmbar. Nos dias de Piteas a Basileia era a prinipal ilha de âmbar e Diodorus até mesmo relata que o âmbar não era encontrado em qualquer lugar do mundo exceto na Basileia. Depois de sua destruição final, o templo de âmbar da Atlântida passou para as histórias do povo Nórdico como “castelo de vidro”, “torre de vidro” e a ilha afundada de âmbar, a Basileia, tornou-se a Ilha dos Mortos, e foi chamada “Montanha de Vidro”. Devemos ouvir mais sobre estas histórias posteriormente. Por agora o fato importante é que o mais alto templo afundado da área do Norte foi chamado Montanha de Vidro ou Torre de Vidro, o que prova que para todas estas histórias um templo de âmbar era dado como exemplo. Devemos portanto colocar nossa confiança nas declarações do relato da Atlântida, que o principal templo sobre a Atlântida-Basileia era maravilhosamente decorado com âmbar. O orichalc, que até agora foi a mais importante evidência para a “fabulosidade” do relato da Atlântida, é na realidade uma prova importante da confiabilidade histórica do original relato da Atlântida, e ao mesmo tempo uma afirmação convincente para a posição da Atlântida-Basileia perto de Heligoland, e para a identificação da Basileia do relato da Atlântida com a Basileia de Piteas.

5. ÂMBAR

Até hoje apenas dois depósitos de âmbar são conhecidos na Terra; um em Samland e o outro na costa oeste da península Cimbriana. Há depósitos de resina fóssil, que é similar ao âmbar, como, por exemplo, na Espanha, Itália, Sicília e na Transilvania mas estas resinas fósseis são distintas do âmbar por sua falta de ácido âmbar que chega a 3 até 8% no âmbar Nórdico. O âmbar Nórdico pode ser facilmente distinguido da resina fóssil pela análise química. O âmbar Nórdico tem sido encontrado nas tumbas egípcias da sexta dinastia, tão cedo quanto 2500 AC. Ele também tem sido encontrado na Espanha, Norte da França, Irlanda, Inglaterra e em toda a área nórdica nas tumbas megalíticas e nas colinas de tumbas da Idade do Bronze entre 3000 e 2000 AC. Os poços de tumbas de Micena durante o período de 1500 a 1200 AC eram especialmente ricos em âmbar nórdico. Os Egípcios conheciam ao menos desde Tutmés III [1500 AC] que o âmbar vinha do mais distante Norte. Os gregos também sabiam que o âmbar se originava no Mar do Norte. Heródoto escreveu: “Há um rio, chamado Eridano pelos bárbaros, que flui para o Oceano Norte e o âmbar vem de lá”. Nós já temos ouvido dos relatos de Piteas, Diodorus, Timaeus, etc a respeito da ilha no Mar do Norte. Plínio também não deixa dúvida que o “glaesariar ” pode ser encontrado no Oceano do Norte e não no Mar Báltico. Embora estes antigos relatos sobre a origem do âmbar ao tempo antes do nascimento de Cristo sejam completamente claros, foi pensado até sessenta ou setenta anos atrás que a Samland era a terra do âmbar nos tempos antigos. Somente mais tarde e gradualmente foi compreendido que conquanto a Samland era o principal país fornedor do âmbar desde os tempos romanos, nos tempos anteriores, particularmente durante a Idade do Bronze, a costa oeste de Schleswig-Holstein era o único país do âmbar. Por um longo tempo Heligoland foi pensada ter sido a ilha do âmbar dos antigos. Mas as escavações geológicas de E. Wasmunds tem mostrado que pode não ter havido qualquer âmbar em Heligoland, porque as condições geológicas para a sua ocorrência estão ausentes no arenito multi-colorido e no giz. Ele avalia que a Basileia, a própria ilha do âmbar, deve ter afundado no mar, e ele coloca a ilha fora da costa sudoeste de Eiderstedt. Hennig acredita que a ilha tem estado a meio caminho entre Heligoland e Eiderstedt. Estes eruditos estavam procurando pela ilha do âmbar Basileia exatamente onde a ilha do orichalc do relato da Atlântida estava situada. Dificilmente há uma prova melhor para a confiabilidade do relato da Atlântida do que a exata posição da ilha do orichalc-âmbar da Basileia que é dada exatamente onde as investigações geológicas e arqueológicas de nosso tempo tem mostrado que isto estava.

6. O COBRE NA BASILEIA

É de todo notável que o relato da Atlântida fale sobre a grande riqueza em cobre da Basileia. Ele até mesmo sustenta que este metal era produzido lá sob a forma sólida e fundida. Por um longo tempo foi esquecido que havia existido cobre em Heligoland, embora eminentes geologistas tenham repetidamente mencionado este fato. Segundo as investigações do geologista Bolton, o inteiro maciço de pedra da ilha de Heligoland estava impregnado de carbonato de cobre. Até mesmo mais notável do que a presença do cobre nas camadas brancas, verde e vermelhas do arenito multicolorido é aquele encontrado no nordeste da ilha. Lá o arenito pode ser encontrado que é ricamente impregnado de ácido carbonico de cobre. Na superfície da pedra o carbonato de cobre foi mudado em metal de cobre vermelho e multi-colorido que engolfou pequenos pedaços de cobre sólido. Cobre sólido do tamanho de ervilhas tem frequentemente sido encontrado e o químico Hoffman tem até mesmo encontrado duas peças pesando oito e doze onças. As investigações espectro-analíticas das peças de cobre sólido de Heligoland tem mostrado que se trata de um cobre extremamente puro. Segundo o geologista Schreiter a presença deste cobre já era conhecida pelo povo da antiguidade. Na Idade do Bronze os homens do Norte possuiam um considerável talento metalúrgico e uma completa maestria da técnica do metal que era baseada no cobre. A capital deles estava situada na vizinhança imediata destes tesouros de cobre e é improvável que eles não tenham usado este campo de cobre. Quando o relato da Atlântida fala que os habitantes da Basileia encontraram em sua ilha o cobre puro e fundível, então isto significa sem dúvida que o cobre era para ser encontrado em Heligoland durante a Idade de Bronze. Uma estranha sentença no relato da Atlântida pode talvez ser uma indicação de como os habitantes da Basileia, que são os Atlantes, foram minerar os campos de cobre em Heligoland. É dito que eles quebraram a pedra da ilha de rocha ao redor das costas e no centro da ilha, assim criando cavernas e bunkers para barcos que eram cobertos por rocha. É improvável que os homens da Basileia quebravam estas enormes massas de rocha puramente para construir muros e templos. Sobretudo, a difícil estrutura das cavernas para a acomodação de barcos não era de forma alguma necessária. Os Atlantes possuiam um bom número de excelentes baías dentro de anéis de diques, e realmente não precisavam destes bunkers. Mas como o cobre estava depositado em grande extensão nas cavernas e nas costas da ilha, a produção de cobre deve ter sido bem mais sucedida nestes lugares. É mais provável que a pedra foi quebrada para o propósito da extração do cobre. As cavernas naturais foram aumentadas e podiam ser usadas como bunkers para os barcos quando estavam ao nível do mar.

Witter e Otto tem provado sem dúvida que o cobre sólido era usado na metalurgia pré-histórica. De início, foi usado o cobre sólido, ou puro. Somente mais tarde veio o trabalho do metal oxidado por meios de redução, e mais tarde ainda o trabalho de metais sulfito. O cobre puro é difícil de derreter porque seu ponto de fusão é tão alto quanto o do ferro forjado. Por esta razão o cobre puro era primeiramente trabalhado pelo martelo. É possível que só tenha se tornado conhecido no fim da Idade do Bronze que o cobre puro também podia ser derretido. Uma grande quantidade de artigos de bronze daquele tempo consistia em zinco bronze com um conteúdo de 86% de cobre puro, uma prova posterior que esta técnica era conhecida durante a Idade do Bronze. A origem do cobre puro da mais inicial idade do metal e da Idade do Bronze portanto tem sido um enigma. Foi acreditado que os depósitos húngaros de cobre eram as fontes principais. Não é possível que os depósitos de Heligoland, que continham um cobre extremamente puro, também fossem fontes? Os artigos de puro cobre foram encontrados nas grandes tumbas de pedra da área do Mar do Norte, o que é uma indicação que o cobre mais velho se originou nos depósitos Nórdicos bem como nos húngaros. Não podemos acreditar que as grandes massas de cobre puro, que durante a Idade do Bonze eram principalmente utilizadas para fazer zinco cobre, foram todas importadas da Hungria. Se este fosse o caso então grandes quantidades de artigos do comércio Nórdico, por exemplo, o âmbar, devem ter sido encontrados na Hungria, o que não é assim. Para a fabricação de seu zinco cobre os homens do Norte principalmente usavam o cobre puro e os metais oxidados de cobre da Heligoland. Esta é a única explicação para as enormes pedreiras que estavam sendo trabalhadas em Heligoland durante a Idade do Bronze. É provavelmente um exagero quando é dito no relato da Atlântida que os muros da cidade real eram decorados com o cobre. Este exagero pode provavelmente ser atribuído aos próprios homens do Norte, e não a Platão e Solon. Até mesmo hoje a história existe que a cidade fabulosamente rica perto de Heligoland possuia canais feitos de cobre. Em conclusão podemos confirmar que a declaração do relato da Atlântida que os habitantes da Basileia trabalhavam o cobre, que era abundante em sua ilha, em forma pura e fundível era baseado em fatos. Como cobre puro, o metal cobre e o âmbar não apareciam juntos em outros lugares no mundo, a exata localidade da Basileia-Atlântida na vizinhança imediata da Heligoland está indubitavelmente correta. A grande riqueza que, segundo o relato da Atlântida, prevalecia na Basileia, pode ser atribuida grandemente ao comércio a nível mundial da cidade de âmbar e de cobre.

7. O TESOURO DE OURO, COBRE E ZINCO DOS ATLANTES

Segundo o relato da Atlântida, os Atlantes são ditos terem possuido grande quantidade de ouro, prata e zinco. A declaração a respeito da quantidade destes metais é provavelmente um exagero. Paredes douradas no templo e estátuas de ouro dos deuses dificilmente existiam no Norte. Mas temos que investigar posteriormente a questão se os homens do Norte durante a Idade de Bronze realmente dispunham de grande riqueza e, se assim o for, de onde veio esta riqueza? Muito tem sido escrito sobre a surpreendente riqueza em ouro e zinco que era para ser encontrado nas partes Nóricas na mais inicial Idade do Bronze. Schilling fala de massas realmente fantásticas de ouro que, juntamente com o bronze, eram levadas na direção do Norte. Ele diz que durante a inicial Idade da Pedra este metal era um bem não existente. No início do comércio com o âmbar ele se tornou quase comum no Norte. O mais simples anel de dedo em espiral, feito de fio de ouro, foi de início usado como meio de troca no Norte, e era tão frequente que toda moça teutônica deve ter possuído um. Quando consideramos que os achados de ouro sempre tem sido expostos a cobiça dos buscadores e eram raros, se sempre, enviados adiante, então a riqueza de ouro dos homens do Norte deve ter sido imensurável. Estimativas conservadoras, baseadas em peças que agora estão em museus, dizem que estas representam não mais do que meio por cento dos valores originalmente depositados nos ligares funerários e outros lugares. Tem sido calculado que apenas na Dinarmarca o valor do ouro corresponda aquele de 13 milhões de libras. Quão grande riqueza os Teutons devem ter tido quqando estes valores eram presenteados aos mortos e aos deuses apenas! Uma comparação com os achados Nórdicos apenas pode ser encontrada nas antigas tumbas e câmaras de tesouro dos governantes egípcios e mesopotamios, mas tem que ser lembrado que quase todo o metal precioso destes últimos países estava concentrado em um lugar, enquanto que no Norte, em contraste, cada pessoa livre deve ter possuído uma riqueza considerável. Chegamos a resultados similares quando consideramos que os meios das pedreiras, das quais os homens do Norte obtinham ouro e bronze, deve ter sido uma fonte incessante de riqueza. Oa achados do âmbar do Mar do Norte se to5rnaram exauridos no fim da Idade, mas não podemos assumir que durante a Idade do Bronze a prodyução anual total fosse muito menos do que é hoje, com a pesca do âmbar na costa do Mar Báltico alemão que era realizada por métodos antigos e primitivos. L. Meyn tem calculado que na costa oeste da península Cimbriana, durante o tempo dos Romanos, aproximadamente 6 milhões de libras de âmbar foram coletadas. É óbvio que os depósitos de âmbar durante o tempo quando o âmbar podia ser coletado em muitos lugares ao longo daquela costa eles devem ter sido muito maiores. Não há dúvida de que o comércio de âmbar era uma fonte de grande riqueza para o Norte.  Schwantes fala sobre extraordinários tesouros de ouro que eram possuidos pelos camponeses Nórdicos e ressalta que durante a Idade do Bronze os assentamentos costeiros e em ilhas do Mar do Norte floresceram e desfrutaram de grande prosperidade. Tudo aponta para o fato que na principal ilha destes territórios, onde os maiores depósitos de âmbar estavam situados e eram transportados para destinos pelo mundo, a riqueza existia em abundância. A antiga história Frísia fala de uma riqueza inacreditável desta ‘cidade dourada”: os habitantes eram tão ricos que eles ferravam seus cavalos com ferraduras de ouro e cultivavam suas terras com arados de prata. Traços de prata podem ser encontrados principalmente em ligas da Idade do Bronze, tal como prta bronze com um conteudo de 2% de prata. A prata evidentemente não desfruta da mesma  popularidade no Norte que o ouro. É possível que os habitantes da Basileia quando extraiam o cobre encontrassem prata que também estava disponível na ilha. O povo Nórdico também possuia uma grande quantidade de zinco. Ele era acrescentado para derreter o cobre, em uma mistura acima de 14%. Deste modo era produzido o altamente valorizado cobre zinco que era usado quase que exclusivamente no Norte durante a Idade do Bronze. Segundo a crença geral dos eruditos, ouro e zinco eram transportados para o Norte principalmente da Irlanda.

O historiador Stroebel diz que o âmbar da Jutlandia é frequente nos distritos das tumbas em tigelas da Inglaterra e do Norte da Irlanda, onde ele era usado para fazer pérolas e acessórios. Os colares irlandeses de ouro e braceletes tem sido frequentemente encontrados no Norte da Espanha, bem como na Bretanha, Noroeste da Alemanha e Dinamarca. Em alguns casos os braceletes de ouro irlandeses foram introduzidos no Noroeste da Alemanha. Pequenos discos solares de ouro encontraram seu caminho com outros pequenos artigos de ouro no primeiro período da Idade de Bronze da Irlanda para a Bretanha e Alemanha. Durante o segundo período os Teutons fizeram seus próprios maravilhosos discos solares de ouro irlandês. As declarações do relato da Atlântida sobre a grande riqueza de ouro, prata e cobre pode portanto ressistir ao exame crítico. Fora os pequenos exageros que não são culpa de Platão, estas declarações correspondem as reais condições durante a Idade de Bronze nos territórios nórdicos. A menção de marfim, que é dito ter sido usado no templo do mais alto deus, também corresponde a fatos reais. Devemos ver mais tarde sobre esta outra fonte, independente do relato da Atlântida, que menciona o marfim como decoração e ornamentação na Basileia. Dois tipos de marfim podem ser distinguidos: o marfim africano, que vem das presas dos elefantes, e o marfim Nórdico, que vem das presas de morsas, baleias árticas e esqueletos fossilizados de mamutes. Numerosos ossos de mamutes tem sido encontrados na área Nórdica. Mais de dez mil dentes posteriores de mamutes tem sido ‘pescados” dentro de uma dúzia de anos de Dogger Bank. Em uma parte da Alemanha do Norte o esqueleto de um antigo elefante foi recentemente encontrado que ainda tinha uma lança de oito pés de comprimento entre as costelas. O povo Nódico portanto não era dependente da importação de marfim da África, embora também exista marfim africano no Norte. Durante a Idade Média foi relatado pelo norueguês Otter, que viveu no século IX, que presas de morsas eram um artigo muito usado de exportação da área Nórdica. É possível que a falsa declaração dos sacerdotes egípcios, que tinham existido elefantes na Atlântida durante a Idade do Bronze, tenha se originado do conhecimento dos tesouros de marfim que estavam ocultos no templo de Poseidon. Para os egípcios, havia apenas um animal que produzia marfim, o elefante. Este erro também pode ter sido devido ao fato de que os prisioneiros libios e nórdicos eram interrogados juntos, como mostrado no grande relevo de Medinet Habu. Na Libia daqueles dias ainda havia grandes manadas de elefantes, como o revelam muitos desenhos na rocha e numerosos achados. Já que os libios eram pensados serem povos do Norte, esta deve ter sido a causa da erronea crença que existiam elefantes nas áreas Nórdicas.

8. FERRO NA ATLÂNTIDA

É relatado no relato da Atlântida que os Atlantes também conheciam o ferro, mas que os implementos de ferro não eram permitidos serem usados nas lutas cerimoniais de touros. Esta declaração corresponde aos fatos? Segundo as cuidadosas investigações de W. Witters não há dúvida de que o povo do Norte, durante sua invasão dos territórios sudeste, já haviam dominado a técnica da produção de ferramentas de ferro. Nas tumbas de Filisteus daquela época sempre podemos encontrar armas feitas de ferro, além daquelas feitas de bronze. Segundo fontes do Velho Testamento, aprendemos que os Filisteus no século XI AC tinham o monopólio da produção de ferro e até mesmo sabiam como fazer aço. Witter sustenta que ao menos alguns povos do Norte devem ter conhecido a técnica do ferro antes do início da Grande Migração. Durante a própria migração o povo do Norte não teria sido capaz de adquirir o conhecimento da produção do ferro, já que, por um lado, os povos que eles atacaram não conheciam como produzir ferro naquele tempo, e, por outro lado, uma raça em migração, continuamente exposta aos acasos da guerra, não pode ter dominado a maestria da metalurgia do ferro, ou adquirido a necessária experiência na produção do ferro para fazer armas e implementos. Witter está convencido que o povo do Norte tinha uma experiência de séculos no derretimento de metais e na forja do cobre e do bronze, já que a redução do ferro apenas pode ter sido realizada por experientes especialistas em metais. Sabemos agora que estes povos vieram da área do Mar do Norte, e que eles deixaram suas casas na segunda metade do século XIII AC. Há indicações que a manufatura de implementos de ferro já era conhecida naquele tempo na área Nórdica? Segundo Witters, instrumentos de ferro já eram conhecidos na área Nórdica no século XIV AC. Em uma colina de tumba em Zealand, fora as relíquias de vestuário, uma peça de ferro foi encontrada e em uma colina de tumba em Bornholm, além de artigos de bronze, uma lamina de ferro de uma faca foi encontrada. Na segunda parte do século XIII AC, o período coberto pelo relato da Atlântida, a área Nórdica estava sob o IV Período da Idade do Bronze. Deste período vem uma navalha encontrada no Norte da Alemanha, na qual é representado em ouro um barco, enquanto as ondas são representadas em ferro. Este achado prova que na área do Norte o ferro não era apenas conhecido, mas que a técnica difícil de ferro forjado já havia sido dominada. Isto também sugere que o ferro era raramente usado durante aquele período. Durante o Período V o ferro apareceu no Norte muito mais frequentemente. Particularmente notável é uma faca arqueada com o punho de bronze e uma lâmina de ferro parcialmente destruída que foi encontrada com uma faca similar com lâmina de bronze em uma tumba em Holstein, Norte da Alemanha. Os achados de ferro deste Período V mostram que este metal era usado mais amplamente, mas eles também provam que no Norte a arte de fazer instrumentos de ferro tinha sido completamente dominada; uma técnica que, segundo Witter, levou vários séculos para se desenvolver. Como mostra a manufatura do cobre puro em zinco bronze, o povo Nórdico em uma Idade do Bronze mais inicial sabia como produzir temperaturas nas quais o ferro forjado e o cobre puro derreteriam. Como a pedra de Heligoland contém, fora o cobre, um alto grau de ferro, o povo Nórdico deve ter adquirido o conhecimento do ferro quando eles derretiam cobre. A declaração do relato da Atlântida que os Atlantes tinham o conhecimento do ferro corresponde sem dúvida aos fatos. Talvez o dizer de Esquilus, que o país do Norte no fim da Terra é o país mãe do ferro  – como as palavras de Jeremias: “Ferro e metal da Terra da Meia Noite” – seja um lembrete da origem do primeiro ferro e dos primeiros especialistas em ferro das terras do Norte.

O relato da Atlântida fala sobre o tamanho do reino Atlante que se espalhava sobre muitas ilhas e partes do continente. A extensão de um lado cobria aproximadamente quatrocentas milhas. Do mar ao centro a distância era de aproximadamente duzentas milhas e este lado do reino se espalhava de norte a sul. O termo “centro” foi frequentemente usado no relato da Atlântida para descrever a principal ilha da Basileia, porque este era o centro político e religioso do reino Atlante. A declaração acima deve portanto ser lida como se segue: do mar no norte até a capital ao sul a distância era de duzentas milhas, e em outra direção, de oeste a leste, o reino Atlante cobria quatrocentas milhas. Estas declarações são baseadas em fatos históricos ou é tudo fantasia? Se medirmos duzentas milhas ao norte da Basileia, alcançamos quase que exatamente o lado norte do Banco da Jutlandia, o Skagerrak, que é evidentemente o “Mar no Norte”. Como naqueles dias um número de ilhas estavam situadas ao redor de Amrun e dos Bancos da Jutlandia, o relato está correto quando ele diz que apenas era possível alcançar o mar aberto na direção norte da Basileia depois de andar duzentas milhas. Quatrocentas milhas na direção leste da Basileia compreende uma área que inclui as ilhas dinamarquesas, o Sul da Suécia, e a ilha de Oeland. Segundo as declarações do relato da Atlântida, as seguintes áreas devem ter pertencido ao reino Atlante durante a Idade do Bronze: a inteira península Cimbriana e as ilhas a oeste dela, as ilhas dinamarquesas, o Sul da Suécia e a ilha Oeland. Esta declaração é possível? Exatamente nas partes descritas uma cultura floresceu durante a Idade do Bronze que, na pesquisa pré-histórica, é conhecida como “singularmente única”. A área desta cultura é conhecida como “Círculo Nórdico”. Como mostrado por Kersten, três diferentes zonas culturais podem ser indicadas dentro do Círculo Nórdico, mas tomados juntos os achados da área entre as ilhas do Mar do Norte e o Sul da Suécia dão a impressão de uma zona cultural unificada e auto-contida. A unidade cultural desta área tem sido confirmada pela pré-história. Mas o relato da Atlântida também mantém que esta área era uma entidade de um ponto de vista político e religioso. Isto está dentro do reino da possibilidade? Os achados arqueológico certamente não podem nos dar uma resposta, mas talvez o próprio relato fornecerá uma ajuda posterior.

2 . SUA ORGANIZAÇÃO

Nos Diálogos de Critias o seguinte é dito sobre a constituição e a organização do reino Atlante: “A respeito do número de habitantes, existia em cada distrito a lei que ele tinha que fornecer um líder entre a população masculina capaz; o tamanho do distrito chegava a 100 pessoas sem terra ou “hinds”. O número total destas forças chegava a 60.000 homens. Segundo as leis, os líderes tinham que fornecer uma carruagem de guerra para seis homens, assim haviam dez mil carruagens, e além dos cavalos e corredores, uma equipe de dois cavalos sem uma carruagem que era manuseada por um guereiro que levava um pequeno escudo e lutava a pé. Sobretudo, cada líder tinha que fornecer dois guerreiros pesadamente armados, dois arqueiros, um atirador de pedra e um lanceiro sem armadura e finalmente quatro marinheiros para a tripulação dos 1200 barcos.” Esta descrição da organização do reino Atlante  – divisão da área entre pessoas sem terra, a inclusão dos 100 hinds em um distrito sob um líder, uma força de soldados zoo de seis distitos coletivos – corresponde em um grau notável à organização encontrada na área Nórdica das ilhas Frísias até Oeland. Originalmente foi acreditado que a menor unidade departamental era o “hide”, um cento compreendendo uma unidade maior. Foi assumido disto que na área Nórdica cada hide tinha que fornecer um homem no caso de guerra, e que cada unidade maior, chamada “hundari”, tinha que fornecer cem homens. Investigações posteriores, contudo, tem mostrado que este opinião é insustentável. Foi demonstrado que os “hundari” não era unidades militares, mas comerciais. A mesma interpretação é expressada no relato da Atlântida. Segundo ele, a menor unidade do departamento não era uma unidade militar, mas econômica. Cada cem “hides” formavam a próxima unidade mais alta, chamada um “cleros” no relato da Atlântida.

É possível que este sistema de unidade departamental já existisse na área Nordica na Idade de Bronze? O historiador Rietschel tem provado que a divisão em “hundari” nas ilhas Frísias, em Schleswig, Jutland, nas ilhas dinamarquesas e no Sul da Suécia era uma divisão antiga, e remontava ao tempo da colonização. Pela Idade Ion desta divisão Rietschel cita o grande número 01 de nomes “hundari”, cada um do qual é formado por um nome familiar patronímico, terminando com a palavra “kind’ que significa parentesco, relações. Ele corretamente diz que um tal uso de nomes de família para descrever unidades territoriais fechadas somente se originou de um tempo quando o país tornou-se assentado pelas famílias. O fato de que os Dorianos e os relatados Filisteus seguiram os mesmos arranjos é uma prova posterior que o povo Nórdico já conhecia esta divisão durante a Grande Migração. Eles formavam seus exércitos em unidades de cem, que tinham que ser abastecidas por áreas departamentais individuais do país. É bem possível que o relato da Atlântida de fato descreva a organização do Círculo Nórdico durante a Idade do Bronze. Também é impensável que estas declarações, que correspondem tão estreitamente às condições originais das divisões de terra, sejam apenas uma invenção. Todavia fiel às declarações sobre a organização do reino Atlante quanto possa ser, as declarações relativas ao número dos soldados criados neste país parece improvável. Segundo a avaliação de Platão deveria ter existido 60.000 “hundari” o que seria para fornecer um total de 6 milhões de guerreiros para as forças. Estas são estatísticas que de longe ultrapassam tudo o que sabemos sobre a força das forças armadas daquele tempo. Deve haver um erro aqui. A causa deste erro pode ser explicada como se segue: Quando Solon traduziu o original relato egípcio para o grego ele infelizmente escolheu a palavra grega “stadia” para as palavras “hind” e ou “sem terra”. A impressão foi portanto criada que um “sem terra” ou “hind” era do tamanho de apenas um “stadia” quadrado, o que é aproximadamente nove acres. Como corretamente segundo a declaração o reino Atlante era de aproximadamente do tamanho de 3.000 stadia por 2.000, isto são 6.000.000 de stadia quadrados, deve ter existido um número igual de “hinds”. Sem dúvida um “hind sem terra” não era de um, mas de vinte ou trinta stadia quadrado. É possível que a declaração exagerada sobre a força das forças Atlantes possa ser remontada às fontes egípcias do relato da Atlântida. Ramsés III repetidamente avaliou que ele havia visto “cem mil ou até mesmo um milhão do povo do Norte”.

Quando agora voltamos a descrição da ilha da Basileia devemos entender que as condições descritas aqui são muito similares a aquelas ainda a serem encontradas nas ilhas remanescentes das Terras Ocidentais “afundadas” de Sylt, Fohr e Amrun. Segundo o relato da Atlântida as colinas ao longo da costa da Basileia não eram muito altas, e a abertura para o canal por estas colinas era de apenas noventa pés de profundidade.  Por trás destas colinas estava uma planície de insuperável beleza, atravessada por inúmeras artérias de água natural e artificial. A planície não ficava muito acima do nível do mar, porque é dito que durante o verão o país era inundado pelo canal. Por causa do país deles ser tão baixo, os habitantes da Basileia eram forçados a construirem diques. Vemos do relato que que dois diques em anéis concentricamente arranjados foram construídos na Basileia. A declaração de que estes diques foram construidos por Poseidon indica sua extrema idade. Os diques eram construídos acima do solo e, como nos é dito mais tarde, eram fortalecidos por uma parede externa de postes. Estradas estreitas passavam pelos diques e nestas estradas eram eregidas torres e portões, que apenas podem ser descritos como barragens. Soa de certo modo incrível que os diques e barragens já existissem durante a Idade do Bronze. Mas é impossível descartar as declarações de Platão como completa invenção porque estas instalações não existiam nos países Mediterrâneos durante os tempos antigos; especialmente já que Homero, como devemos ver, descreve estas instalações independentemente do relato da Atlântida.

3. A ILHA REAL BASILEIA

Como a terra que era protegida durante a Idade do Bronze pelos diques agora está sob o nível do mar, tendo sido destruída pelo mar, as instalações do diques datando da Idade do Bronze não existem mais. Schuchardt, contudo, tem ressaltado que construções similares existiam no Norte da Alemanha no fim da Idade da Pedra. Os “crannogs ” da Bretanha também são paredes circulares de terra fortalecidas por um barreira de postes e eles certamente originaram-se durante a Idade do Bronze. Na frente e por trás dos diques, assim foi registrado, estava uma baía. Na costa do mar, na boca do canal que corria da capital estava uma grande estação de exportação. Segundo o relato, a estação de exportação e a baía maior eram cheias de barcos de mercadores que se reuniam lá de todo o país e sua atividade fervilhante noite e dia resultava em um tremendo burburinho. Não pode haver dúvida que um movimento veloz de barcos deve ter acontecido lá. A soberba posição da Basileia na boca dos Rios Weser, Elba e Eider a habilitavam a realizar as funções mais tarde assumidas pelas cidades de Bremen, Hamburgo e Lubeck. Aqui o “ouro do Norte”, o âmbar desejável, era escavado do solo em muitos lugares e enviado a terras distantes. Os ricos depósitos de cobre e o muito desejado cobre puro eram para serem encontrados lá. O comércio de lugares distantes, destinado aos assentamentos ao longo dos Rios Weser e Elba e a costa Báltica era descarregado aqui, especialmente o zinco da Irlanda; barcos descarregagavam grandes quantidades de madeira necessária para as instalações públicas [diques e extração do cobre] e para o trabalho particular. Em resumo, uma das mais importante baías da Idade do Bronze deve ter sido situada neste local. No centro da ilha não teria existido apenas riachos frios mas também quentes. Os riachos frios certamente existiam nas Westlands “afundadas” e ainda existem hoje ns remanescentes ilhas da Alemanha Ocidental. Um riacho quente, contudo, parece incrível. Mas a confiabilidade desta antiga declaração é assegurada pelo seguinte fato: os jornais alemães relataram em 1o. de setembro de 1949 que as investigações do geologista alemão Heck na ilha de Sylt provaram que o interior da ilha contia correntes radioativas com uma temperatura de 110 a 130 graus Fahrenheit. Estes riachos, que são de grande importância para propósitos médicos, agora estão a serem explorados. Porque devem os riachos quentes, que tão recentemente foram descobertos em Sylt, terem sido impossíveis na Basileia?

A colina, sobre a qual ficava o castelo real, era dita ter um diâmetro de 3.000 pés. Ao redor da montanha foi construída uma parde protetora, que por sua vez era protegida por uma parede externa de pedra. Dentro desta poderosa circunvalação ficava o castelo e o templo de Poseidon. Em 31 de julho de 1952 esta grande muralha foi descoberta no ponto declarado, a seis milhas de Heligoland na direção do continente. As investigações realizadas por um mergulhador e um ecógrafo tem mostrado um surpreendente acordo entre o relato da Atlântida e as ruínas examinadas. As declarações a respeito da posição da Basileia na área do Mar do Norte também correspondem aos fatos. Como temos visto, a distância na direção norte ao mar aberto, para Skagerrak, chegou a duzentas milhas. No norte posterior ainda estão as montanhas norueguesas, e é dito que o tamanho e a beleza destas montanhnas eram ultrapassadas. Segundo o relato, havia muitos assentamentos, rios distantes, mares e campos neste país montanhoso, e as grandes montanhas eram cobertas com os mais diversos tipos de árvores. O relato afirma que a madeira usada para o trabalho público e particular na Basileia vinha destas montanhas. Estas declarações mostram que o relato original é baseado na narrativa de alguém com íntimo conhecimento destas partes. Suas descrições de fato eram difíceis de serem entendidas  sem mapas e o conhecimento do Norte, e portanto sujeitas a más interpretações e explicações erradas. Sobretudo, como com o nome “Roma” que algumas vezes apenas significa a capital, e em outras ocasiões significa o inteiro império romano, o nome “Atlântida” significa ambos: a ilha real e o inteiro reino atlante. Isto tem levado a várias más concepções. Por exemplo, o relato original afirmou que a Atlântida, a ilha real, era cercada por um canal de água; as fontes tradicionais tem enganosamente concluído que este canal cercava o inteiro reino atlante, e com base neste mal entendimento Platão calculou que o canal de água deve ter tido mil milhas de comprimento. Similarmente o relato original disse que a Atlântida, a ilha real, submergiu sob o mar. As fontes originais concluiram erroneamente que o inteiro reino atlante submergiu no mar. Esta confusão entre a ilha real e o inteiro reino atlante remanescente já é evidente nas inscrições contemporaneas. Algumas delas dizem que apenas “a chefe de suas cidades”, ou ilhas, foi rasgada pelas tempestades, enquanto outras dizem que o inteiro país pereceu. Os escritores egípcios evidentemente não tinham idéia da extensão das inundações catastróficas, na área do mar do Norte. Em outras partes do relato da Atlântida os mal entendimentos aparecem facilmente. Platão avalia que a Atlântida era maior e mais extensa do que a Libia e a Ásia Menor. Como o tamanho da Atlântida é dado entre duzentas e trezentas milhas, enquanto que a Ásia Menor é muito maior, neste contexto a palavra maior não deve ser traduzida senão como mais poderosa, o que corresponde muito melhor aos fatos reais.

A ilha real dos Atlantes, é também chamada “Nesos hiera,” porque isto desempenhava uma parte importante na cultura e nas crenças, bem como em assuntos legais do reino Atlante. Como relatado no relato da Atlântida, nesta ilha uma vez ficava o mais alto santum dos Atlantes; aqui os dez reis do reino inteiro se reuniam para veneração. Os mais importantes festivais religiosos aconteciam lá. A mais alta côrte da terra tinha lá o seu assento para pronunciar os julgamentos do inteiro reino. O nome “Heligoland,” ou Terra Santa (terra sancta), como a ruina da afundada ilha real já era assim chamada antes de seu reassentamento pelos monges cristãos por volta do ano 1000 de nossa era, tendo sido mantida na memória do importante significado religioso da ilha até os nossos dias. Adam de Bremen relatou que este lugar era sagrado para todos homens do mar, particularmente piratas, e que ninguém ficava impune para voltar para casa se tentasse levar consigo algum botim, mesmo pequeno. Que a Basileia era uma ilha “sagrada” é mostrado pelas imensas construções para veneração pública que haviam sido erigidas lá. É relatado que o centro da ilha no sagrado lugar de Poseidon ficava sobre o Pilar de Atlas, e ao redor deste pilar foi desenhado, como se por um compasso, cinco círculos concêntricos, dois de terra e três de água. É dito que o próprio Poseidon eregiu a construção “no início quando não havia barcos”. É dito que originalmente isto não podia ser entrado pelas pessoas.

A SAGRADA ILHA DA BASILEIA

I. UM CASTELO DE TRÓIA NA BASILEIA

Estas declarações tornam provável que o erudito W. Pastor estava correto quando disse que Platão descreveu como o mais alto lugar sagrado dos Atlantes um castelo murado cercado por anéis unidos. Castelos murados, também chamados de Castelo de Tróia, são colinas naturais ou artificiais, cercadas por muros concentricos ou círulos de pedras, que, segundo o erudito alemão E. Krause representam lugares muito antigos de veneração do sol. Um grande número de castelos de Tróia é conhecido em todos os territórios do assentamento Indo-germânico. A história tem frequentemente sobrevivido que nestes castelos uma garota ou mulher era mantida prisioneira. O mesmo é dito no relato da Atlântida de Cleito, que era mantida prisioneira por Poseidon em uma colina no centro de cinco círculos. Estas histórias são baseadas em um antigo mito solar. A donzela ou mulher aprisionada representa o sol. Os círculos concêntricos que em termos posteriores eram de forma em espiral, simbolizam o caminho no qual o sol seguia para escapar de sua prisão. O sol é forçado pelos círculos de espirais a retornar continuamente a seu ponto inicial. É provável que este foi inicialmente um método mágico, primitivo de influenciar o sol a permanecer em seu curso. No campo inteiro das memórias dos castelos de Tróia elas tem sido preservadas por especiais danças místicas, que tinham o propósito da influência mágica, ou ao menos a representação, do curso do sol. A dança do Labirinto de Creta ou de Delos, a dança Troiana dos Romanos, as danças britânicas no castelo Troiano de Wisby e Goathland todas tem sido na forma de círculos e tem chegado até nós pela literatura e os costumes. Devemos ouvir que na Basileia uma dança similar era dançada. A forma concêntrica dos círculos, como descrito no relato da Atlântida, está de acordo com as investigações de Krause e Schwantes na mais velha forma, da qual mais tarde desenvolveram-se as estruturas em forma de espiral. Krause pensa que as estruturas concêntricas são principalmente construções da inicial Idade da Pedra. Schwantes menciona decorações simbólicas em pedras místicas, bronze e ídolos datando da posterior Idade do Bronze ou inicial Idade da Pedra; sua forma concentrica ou em espiral, os símbolos do sol mostram uma desconcertante similaridade com estas estruturas, sendo completamente similares em cada detalhe. Um dos mais famosos destes círculos de pedra ainda existe hoje e é a grande estrutura de pedra de Stonehenge em Wiltshire.

Como Krause e Pastor tem mostrado, a representação do curso do sol por círculos de tamanhos diferentes somente pode ter tido origem no Norte, porque apenas lá o curso do sol aparentemente descreve círculos variando grandemente de tamanho. Pstor percebeu que os círculos artificiais dos Atlantes eram de tamanhos bem diferentes. Como ele acredita que estes anéis artificiais sejam imitações dos cursos de inverno e verão do sol, ele chegou a conclusão que o modelo para o castelo troiano da Atlântida se originou no Norte Europeu. Como muitos de seus contemporaneos, Pastor esperava encontrar a Atlântida nos Açores, e ele avaliou que os círculos eram uma clara prova que o Teutônico Norte da Europa deve ter sido o doador, enquanto a Atlântida foi a recebedora. O norte da Europa não era portanto uma província cultural da Atlântida, mas ao contrario a Atlântida era uma província cultural do Norte da Europa. Se ele tivesse sabido que a Atlântida situava-se no Norte da Europa, e não perto dos Açores, ele teria tido uma prova nova e notável para sua teoria de que os castelos troianos se originaram no Norte da Europa. A surpreeendente similaridade, senão a completa exatidão, de numerosos castelos troianos na inteira área de assentamento Indo-germânico tem frequentemente levado a assunção que estas estruturas podem ultimamente ser remontadas a um padrão original. Onde vamos encontrar este protótipo de todos os castelos troianos? Que ele é para ser encontrado nas áreas Nórdicas tem sido convincentemente mostrado por Krause e Pastor. Esta era talvez a estrutura na Atlântida? Os seguintes fatos confirmam esta opinião. Segundo o relato da Atlântida, esta estrututa foi construída “no início quando o homem primeiro andou sobre esta terra e não havia barcos”. Ela foi construída pelo próprio Poseidon, chamado por Homero o mais velho e mais nobre de todos os deuses. A estrutura da Basileia era, segunda as medidas declaradas, a maior por causa que seu embelezamento com âmbar a tornava a mais surpreendente. Ela ficava sobre a ilha, chamada “ILHA SAGRADA” no relato da Atlântida, o que nos faz avaliar ter sido ela o centro cultural do Norte. Esta estrutura na Basileia estava ligada a um culto de ‘pilar mundial’, o que certamente pode reclamar uma velha idade. Todas estas declarações podem ser remontadas a tudo sobre o protótipo definitivo. Realmente não importa o que pensamos que possa ser a resposta ao problema; o que é certo é que a inteira história sobre o castelo troiano na Basileia não pode ser um conto de fadas inventado por Solon ou Platão.A descrição no relato  deve ser baseada em um castelo troiano que de fato uma vez existiu.

2. O “CULTO MUNDIAL DO PILAR” NA BASILEIA

Com base em sua detalhada investigação dos castelos troianos Krause chegou a conclusão que estas estruturas devem originalmente ter sido ligadas ao culto de um ‘deus eixo do mundo’ como Atlas, porque o centro dos círculos concentricos representando o curso do sol era acreditado ter sido o eixo do mundo, ou pilar mundial que sustentava o céu. Krause foi incapaz de substanciar esta possível assunção por qualquer fato. Contudo, se ele tivesse conhecido o relato da Atlântida, e sabido que ele descreveu costumes muito antigos do Norte, então ele teria encontrado a prova substancial para sua teoria. O relato da Atlântida enfaticamente declara que na Atlântida um pilar sagrado ficava no centro dos círculos concentricos; ordem e unidade entre eles próprios eram sustentadas pelas regras de Poseidon, como transmitidas pelas leis e inscrições gravadas pelos antigos pais sobre um pilar feito de âmbar. Este pilar ficava no centro da ilha no santuário de Poseidon. Lá os reis se reuniam cada cinco ou seis anos, para não favorecer qualquer um deles, e eles consultavam um aos outros sobre os assuntos comuns; eles investigavam se qualquer um deles era culpado de uma transgressão e davam o julgamento de acordo. Mas quando eles resolviam realizar uma côrte de lei eles faziam as seguintes súplicas um aos outros: na área sagrada de Poseidon pastavam alguns touros. Os Dez organizavam uma caçada sem armas, exceto bastões, e oravam ao deus deles que eles pudessem pegar o touro escolhido pelo seu deus. O touro capturado era sacrificado na mesma altura da inscrição. Sobre o pilar estava escrito além das palavras de lei as palavras de um juramento evocando pragas sobre os desobedientes. Depois do sacrifício legal eles ofereciam todas as pernas do touro ao deus; como uma dedicação eles pingavam o sangue em uma bacia que estava pronta para este propósito e o resto eles atiravam no fogo, depois de haver limpo o pilar. Eles bebiam de douradas canecas daquela bacia e juravam que eles governariam segundo as leis do pilar e aplicariam a punição se um deles fosse culpado de ofensa. No que dizia respeito ao futuro, ninguém voluntariamente seria culpado de uma ofensa contra a lei, nem governaria contra a lei, nem obedeceria a um governante que não seguisse as leis de seu próprio pai. O pilar assim descrito, que ficava no centro do santuário e portanto do castelo troiano da Atlântida, era sem dúvida uma ‘coluna mundial’. O relato que o animal sacrificado era morto alto no pilar mostra que o pilar tinha braços estendidos em seu topo, sobre os quais um touro podia ficar. A forma deste pilar é conhecida por nós de uma representação de um “pilar mundial” em uma bacia dos Filisteus datando do tempo por volta de 160 AC.

A área Nórdica do ‘universo, ou pilar do céu” sustentando o céu, era conhecida no Sul bem cedo. Na inscrição de Tutmés III [por volta de 1500 AC] aprendemos dos pilares do céu no Norte. Ramsés II (1292-1232 AC) avaliou que sua fama e poder se estendia das terras negras do sul aos pântanos nas fronteiras da escuridão, onde ficavam os quatro pilares do céu. Em um livro de feitiçaria datando da época de Ramsés III é feito menção aos “deuses que carregam, que vivem na escuridão do distante Norte”. No Livro de Hiob também é feita menção às “colunas do céu” e aos fins dos mares onde a luz e a escuridão se separam. Os gregos chamavam a estes pilares de “Pilares de  Atlas” O mito grego sustenta que este nome foi dado aos ‘pilares do mundo” porque Atlas, o rei que deu à ilha de Atlântida seu nome, foi o primeiro a calcular o movimento das estrelas. Portanto foi criada a história que Atlas estava carregndo as colunas do céu. Homero conhecia Atlas apenas como alguém que sustenta os imensos pilares que sustentam o céu e a terra. Hesiodo tem nos contado onde Atlas carrega os pilares do céu: nos fins da terra, nas moradas da noite, onde o dia e a noite são tão próximos um do outro que convrsam um com o outro. Quando os antigos falavam das “fronteiras da escuridão” ou “habitações da noite’ eles sempre queriam dizer o distante Norte, como mencionado antes. Os pilares do céu são portanto também chamados “stele boreios “-” Pilares do Norte.” A história mais tarde conta que Atlas deu os pilares do céu para Hercules sustentar, e por esta razão estes pilares do Norte, ou Pilares de Atlas, mais tarde foram chamados Pilares de Hercules. Depois do sexto ou quinto século AC, quando o Norte gradualmente desapareceu do horizonte dos povos Mediterrâneos, o Estreito de Gibraltar tornou-se conhecido como os Pilares de Hercules.

Parece haver pouca dúvida que os originais Pilares de Hercules no Norte estavam situados na terra do âmbar, na Basileia. Tacito também menciona estes Pilares de Hercules no Mar do Norte. Ele disse que eles permaneciam “até o presente dia”.  Drusus Germanicus tentou investiga-los, “mas o mar não permitiu isto’. Seneca fala destes pilares em uma descrição de uma viagem ao Mar do Norte. Eles são chamados “pontos de virada das coisas” e eles estão situados “no mar de lama” nas mais distantes fronteiras do mundo, nas águas sagradas perto do assento dos deuses. Sófocles mencionou os pilares do céu nas terras de Hyperboreai, no mais distante canto do mundo, nos riachos da noite, o lugar de repouso do sol, a “mudança das estrelas”. Não há dúvidas de que estes “pilares do céu”, Pilares de Hercules, devem ter descrito o sagrado pilar do universo no centro do santuário do “Norte, no templo da Atlântida-Basileia”. Não é surpresa que Tacito tenha dito deste pilar que ele permanecia existindo até nossos próprios tempos. Nós já temos avaliado que a Basileia deve ter reaparecido novamente depois da regressão do mar na Idade do Ferro e ela também pode ter se assentado novamente entre o quarto e o quinto século AC.

Deste conceito de pilar mundial se desenvolveu mais tarde entre os Teutons os conceitos do centro do mundo e do mundo-árvore e a crença que o mundo colapsaria se estes fossem rasgados. Jung acredita que os pilares de Roland devem ser vistos como restos do culto dos pilares mundiais. Este antigo conceito de pilar mundial na área Nórdica tem permanecido até a era cristã. A única importância do culto do pilar do povo do Norte, ou Filisteus, é chamado “ai Caphtor,” o que significa uma ilha de pilares (Jeremias xlvii . 4), e os próprios Filisteus são chamados “Caphtorites,” significando “povo dos pilares.” É mencionado repetidamente no Velho Testamento que os Filisteus veneravam pilares em seu país. A palavra pilar deve ter sido de enormes dimensões. Rudolf de Fulda [850 de nosa era] relatou que levava três dias para destruir um pilar mundial. Na Crônica do Imperador Alemão é relatado que os Romanos tinham matado Julio Cesar mas que o haviam em um pilar mundial. Em outros lugares na Crônica, Simão o Conjurador ficou sobre um pilar para ser visto por tantas pessoas quanto possível. A declaração do relato da Atlântida a respeito da maravilhosa artísticos e decorações. O costume relatado na história da Atlântida que o sangue sacrificial era pingado sobre o pilar mundial permaneceu em existência até o tempo da conversão cristã. Não é impossível que o pilar mundial na Atlântida fosse o protótipo de todos os outros pilares mundiais. Lembretes quanto a forma e o culto destes pilares tem sido mantidos vivos por milhares de anos.

3. O RITUAL DO SACRIFÍCIO DO TOURO NA BASILEIA

Aprendemos do relato da Atlântida que inseparavelmente ligado ao culto do pilar mundial estava o sacrifício cerimonial do touro. Foi dito que na área do templo sagrado ao redor do pilar mundial eram mantidos touros que pastavam livremente. Como já mencionado, os dez reis tinham que pegar um destes touros para ser sacrificado ao deus deles, “sem ferro e apenas com bastões e uma corda’. O touro a ser sacrificado era levado ao sagrado pilar mundial e morto de forma que o seu sangue pingasse sobre o pilar. O touro então era cortado segundo regras precisas e finalmente enviado ao fogo sagrado, com exceção de dez gotas de sangue que eram pingadas sobre uma bacia sagrada. A descrição do sacrificio do touro mostra que aqui estamos lidando com um culto muito antigo. Isto é provado pelo fato de que quando o touro era pego só eram usadas as armas mais primitivas do homem, tais como bastões e cordas, e não armas contemporaneas. A formalidade de que apenas um rei podia pegar o touro é uma indicação que o culto datava de quando os chefes tribais, que originalmente eram sempre os mais altos sacerdotes de sacrifício, pegavam um touro selvagem com bastão e corda para o sacrifúcio sagrado. Geralmente é presumido que este fosse o propósito original da captura do animal. Os animais eram pegos para sacrifícios cerimoniais muito antes que fossem pegos para propósitos de criação. Esta forma de veneração religiosa data de uma fase cultural muito anterior a aquela mencionada no relato da Atlântida. Este relato descreve o estágio cultural do camponês e criador de gado. Segundo todas as indicações o sacrifício do touro remonta ao estágio da caça. O sacrifício do touro parece ter sido um festival muito raro e exclusivo na era da Atlântida. Ele acontecia a cada cinco ou seis anos e era reservado apenas aos Dez. O lembrete de Hofler sobre a surpreendente tenacidade pelas quais estas formas de civilização duravam milhares de anos pode também ser aplicada a este festival. Datando da civilização do caçador, sobrevivendo milhares de anos na Idade da Pedra, ele chegou a civilização camponesa da Idade do Bronze como uma tumba megalítica chega ao nosso tempo. Hauer foi o primeiro a reconhecer neste sacrifício do touro na Atlântida o antigo culto do touro Indo-germânico. Este culto pertence inseparavelmente ao culto do pilar mundial, porque seja onde for que este último culto tenha sobrevivido em idades posteriores, o pilar mundial era coberto com o sangue sacrificial como na Atlântida. Jung diz que era acreditado que esfregar este pilar mundial contribuia para a manutenção do mundo. Este sacrifício do touro ainda era costumeiro em tempos posteriores nos cultos do povo do Norte, como por exemplo os Cimbrianos e os Teutons.

4. O CULTO DO FOGO

Como o culto mundial do pilar, o culto do fogo também desempenhou uma parte importante no festival sagrado na Basileia. Nos é dito que, tão cedo quando chegou a escuridão e o fogo do sacrifício foi extinto, os “Dez” colocaram vestimentas azuis de grande beleza. Eles se sentaram pelo brilho do fogo do juramento sacrificial e extinguiram todos os outros fogos ao redor do santuário. Foi dito mais cedo que os restos do touro foram lançados no fogo e que seu sangue, que os “Dez” bebiam em taças douradas, foi pingado sobre o fogo do sacrifício. Estas declarações evidentemente descrevem o culto do fogo como ele era costumeiro entre todos os povos indo-germânicos. Através dos grandes sacrifícios que eram lançados no fogo era aparentemente acreditado que, a nova força seria acrescentada ao aquecimento diminuido do sol. A extinção dos velhos fogos, o  acender solene de um novo fogo ou o reacendimento do fogo sagrado com amplas dádivas sacrificiais, eram uma parte importante do antigo culto do fogo indo-germânico. Entre os Teutões, que Caesar menciona o culto do fogo, o fogo sagrado era chamado “knotfiur,” que deriva de “niuwan, hniotan,” que significa “fricção.” Em muitos distritos rurais alemães permaneceu por muito tempo o costume de fazer um novo fogo sagrado pela fricção de pedaços de madeira. Frequentemente apenas gêmeos eram permitidos realizarem este procedimento. No Rig-Veda, um antigo escrito hindu de 1100-1000 AC, é relatado que a função sagrada da fricção do fogo devia ser realizada por gêmeos como divindade Acvins, que eram muito similares aos antigos gemeos teutônicos Alcis. Na imagem de pedra de Kivik, um dos mais velhos documentos da antiga realigião Teutonica, datando de 1500 AC, o sagrado procedimento da fricção do fogo é representdo por dois homens que são possivelmente gêmeos. Na Atlântida também os gêmeos parecem ter desempenhado um papel importante. Posewidon é dito ter gerado cinco pares de gêmeos com Cleito, e ele é dito ter dividido seu reino entre os dez gêmeos. Segundo o relato da Atlântida, os “Dez” são os descendente diretos destes gêmeos. Como eles arranjaram por eles mesmos o pilar mundial, o sacrifício do touro, o festival do novo fogo, podemos assumir que estes reis gêmeos também realizaram a importante fricção do novo fogo. Na pedra de Kivik o ritual sagrado da nova frição é acompanhado pela música de um tipo de instrumento musical de cordas. Este também possivelmente era o caso dos Atlantes, embora isto não tenha sido mencionado no relato. O fato de que todos os outros fogos ao redor do santuário tinham que ser extintos durante este festival e somente o novo fogo podia permanecer aceso é também conhecido de um período posterior na área indo-germânica.

5. O MANTO AZUL DO REI

Na descrição do mais alto festival dos Atlantes o manto azul, ou manto, é mencionado. Ele era usado por cada um dos dez reis durante o grande festival e era dito ser excepcionalmente belo. Estes mantos azuis eram apenas vestidos por um curto tempo no auge do festival, e depois disso estas vestimentas especiais eram mantidas no templo ao lado das douradas tábuas de leis.

É uma estranha coincidência que exatamente um tal manto real azul, pertencendo, contudo, a um tempo muito posterior, ao século terceiro de nossa era, foi encontrado durante as escavações em Thorsberger Moor em Schleswig-Holstein. Schlabow, que o examinou estreitamente, e também o reconstituiu, confirmou que  o “milagre técnico” deste manto não reside apenas em seu comprimento [ao menos sete pés] mas muito mais em sua manufatura; dois tipos diferentes de tecelagem foram usados e somente podem ter sido realizados por um aparato de tecelagem altamente desenvolvido. Schlabow foi capaz de provar que este modo de tecer altamente desenvolvido deve ter sido já usado durante a Idade do Bronze, 3.500 anos antes. A cor do manto não era, como originalmente acreditado, verde, mas de um azul brilhante. Fotografias de infra vermelho tem mostrado que o material do fio para enrolar o redor do corpo não consiste em um único tom de azul mas sombras graduadas de escuro, médio e claro. Como o tecer que foi usado para a manufatura destas vestimentas impressionantes podem ser rastreadas de volta a Idade do Bronze, podemos seguramente assumir que os mantos azuis dos reis da Atlântida eram como este encontrado em Thorsberg, no que diz respeito ao corte e à cor. Nas imagems de pedra de Kivik os homens usam longos mantos, exatamente como aqueles que tem sido relatados para os reis Atlantes durante o grande sacrifício. Um vaso sagrado desempenhava uma parte importante durante o grande festival. Ele ficava no centro dos “Dez” durante as festividades, e o sangue do touro que fluia pilar abaixo era coletado nele. Ele era retirado deste vaso sagrado em taças douradas, o que provavelmente tinha o significado de ligar e conectar os “Dez” com seu deus e uns com os outros. Não há dúvida que uma tal bacia sacrificial desempenhou um papel especial na área Nórdica. Várias delas tem sido encontradas nos territórios teutônicos, e algumas são belamente decoradas e podem ser levadas sobre rodas. É relato que os Cimbrianos ofereceram ao imperador romano Augustus sua sagrada bacia sacrificial quando eles enviaram um representante a Roma.

6. O VASO SAGRADO

Os Filisteus também possuiam tais bacias sagradas ao tempo da destruição da Atlântida. Em Chipre, por exemplo, foi encontrado um vaso nas tumbas filistéias datando de 1200 AC e que é notavelmente similar às bacias Nórdicas da Idade do Bronze. Nas figuras em pedra de Kivik uma grande bacia está no cento dos sacrificadores. Figuras usando longas vestimentas como robes estão se aproximando de ambos os lados para beber dela a sagrada bebida. Taças douradas de sacrifício, como aquelas usadas pelos “Dez” para beber o sangue do touro, tem sido encontradas na área Nórdica em grandes números. Especialmente digno de menção nesta conexão são as duas canecas douradas com cabeças de Touro da ilha de Zealand, que foram encontradas em uma montanha que originalmente tinha sido três terraços e evidentemente era um castelo Troiano. .

7. A ESTÁTUA DE POSEIDON

O relato conta sobre a estátua de Poseidon no santuário na Basileia: Eles eregiram no templo imagens de um deus em ouro, o deus em pé em um carro levado por seis cavalos alados de um tamanho tal que a cabeça do deus tocava o teto do templo. As declarações  a respeito do tamanho, número e feitura das imagens douradas são sem dúvida exageradas. É possível que os sacerdotes egípios tenham decorado as narrativas originais das imagens nos templos Nórdicos com seus próprios símbolos. No Egito havia imagens de deuses que eram enormes, muito maiores do que o tamanho de um ser vivo normal, cobertas com placas de ouro e embelezadas com pedras preciosas. Não podemos, contudo, desmentir a inteira descrição da narrativa por estes exageros, já que temos, nas imagens da tumba Kivik, representações do deus nas imagens. Sobre uma pedra da tumba Kivik um deus é representado de pé em uma carruagem guiada por um grupo de cavalos. A esquerda do grupo está um grando golfinho por trás do qual estão dois cavalos ociosos. Abaixo deles estão oito estátuas vestidas em longas vestimentas. Esta imagem de pedra em Kivik provavelmente apresente de uma forma concisa as imagens nas rochas da Idade da Pedra, o mesmo grupo de estátuas que é descrito no relato da Atlântida. A pedra tumular de Kivik confirma que a imagem do deus mencionada no relato já existia trezentos anos antes do afundamento da Atlântida. Como pode ser explicada esta representação de Poseidon? É geralmente concordado que a divindade representada na pedra de Kivik é uma deidade do sol. Um deus guia a carruagem do sol, a qual estão anexados os cavalos do sol, sobre o céu. Em tempos antigos era acreditado que o sol, que se põe no mar à noite, quando os cavalos do sol ficam livres, é guiada por golfinhos pelo submundo ao seu ponto inicial no Leste. Oa cavalos do sol, portanto, representam o curso do dia e os golfinhos o curso da noite do sol. Esta antiga crença é mostrada na pedra de Kivik com o golfinho ao lado dos cavalos que ficam livres durante a noite. As figuras femininas representadas no grupo inferior da pedra são evidentemente as ninfas que são mencionadas no relato da Atlântida como acompanhantes do deus sol. Muitos deuses Nórdicos tem auxiliares femininas. Atlas, por exemplo, é dito ser acompanhado pelas Hesperides, e Helios é acompanhado pelas Heliades. Em tempos posteriores as Valquirias pertenciam a Wotan, as Idis a Donat e as Ninfas a Balder. As histórias do norte de Friesland falam de mulheres que vem do mar e desaparecem lá, de donzelas do mar que vivem em um palácio de vidro no fundo do mar, que se transformam em cisnes e encantam jovens pescadores, ou cantam músicas de até logo aos afogados. As Nereides, ou ninfas do mar, eram evidententemente tais donzelas do mar, e apareciam portanto como acompanhantes de Poseidon. A tumba de Kivik prova que todas as coisas relatadas no relato da Atlântida realmente existiam na religião do Norte; o acender de um novo fogo, um vaso sagrado, um deus supremo que estava de pé guiando os cavalos do sol em uma carruagem cercada por Ninfas ou Nereides. Nada há que desaprove a crença de que as imagens na tumba de Kivik representem um festival da Atlântida-Basileia. Talvez a grande pessoa enterrada na enorme tumba de Kivik pertencensse a estes reis que se reuniam a cada cinco ou seis anos na grande assembléia que dava as leis na Basileia.

O Velho Testamento também conta sobre as grandes estátuas moldadas do deus dos Filisteus. É relatado lá que em seus templos em Gaza e Asdod havia uma estátua de seu mais alto deus em forma humana. Este deus é descrito pela palavra semítica “Dagon” que significa “deus pescador”. Não deve haver dúvidas que o “deus pescador” dos filisteus era o mesmo deus com o peixe uma vez venerado pelos seus ancestrais na Atlântida-Basileia e que tem sido preservado para nós na tumba de Kivik. A identidade entre Dagon e Poseidon tem sido avaliada por Hitzig, o investigador da história dos Filisteus, depois de detalhada pesquisa.

8. O TEMPLO DE POSEIDON NA BASILEIA

Segundo as declarações do relato da Atlântida, o templo de Poseidon na Basileia tinha uma aparência bárbara. Esta descrição pode ter sido uma indicação que ele era diferente de um templo egípcio ou grego. O templo é dito ter tido quinhentos pés de comprimento e duzentos e cinquenta pés de largura. Ouro, prata, âmbar cobriam em um grau excessivo o exterior e o interior do santuário. Estas declarações soam tão incríveis que somos inclinados a desmenti-las como contos de fadas. Há, contudo, relatos de templos e santuários de antigas fontes teutônicas que não parecem menos fantásticos. É dito, por exemplo, do templo de Fosites que ele era de um soberbo tamanho e simplesmente coberto com ouro e pedras preciosas. Segundo a tradição de Edda, Glitnir, o templo de âmbar dos Fosites, é dito ter tido paredes, postes e pilares feitos de ouro vermelho e um teto de prata. “Gimle”, o precioso hall de pedra, era coberto de ouro, segundo Edda. O famoso templo de Thor em Uppsala é dito ter tido um teto de ouro, paredes cobertas de ouro e pedras preciosas, e uma cortina dourada. A torre de vidro, ou montanha de vidro, da história Teutônica, que data ao menos de 2.000 AC, é dito ter sido tão grande quanto uma montanha e ter tido uma camada de cobre, prata e uma de ouro. Não podemos descartar o relato da Atlântida como uma ilusão ou conto de fadas, porque ao menos isto é baseado em um antigo mito teutônico que é conhecido atualmente. É importante entender que segundo o relato da Atlântida o inteiro templo de Poseidon na Basileia era coberto com orichalc, ou âmbar. Pisos, paredes, pilares e tetos brilhavam com este “ouro Nórdico” que, como sabemos, era encontrado em muitas partes da Basileia. Que esta descrição é muito próxima da verdade podemos ver das seguintes observações; devemos ver que Homero tem descrito em detalhe a ilha real da Atlântida. Ele usou uma fonte independente do relato da Atlântida e ele diz que “como os raios do sol e o brilho de luas fazem a casa de Alkinoos brilhar”. É óbvio que ele está descrevendo uma parede de âmbar. Já temos ouvido que as muitas histórias na área nórdica contam sobre uma “torre de vidro” ou um “castelo de vidro”, são provavelmente lembretes do templo de âmbar da Basileia. Não é surpreendente que as histórias antigas descrevessem este templo como a casa dos mortos ou como “a casa dos mortos que partiram”. Segundo as investigações do Professor Huth, o sol, os cultos da fertilidade e da morte formavam uma entidade na idade megalítica da qual se origina este templo. Ele sempre havia sido um santuário para estes cultos e assim se tornou “a casa dos mortos” na história Nórdica. A antiga história Frísia diz que no fundo do mar perto de Heligoland há uma casa dos mortos com paredes de vidro e um teto de cristal onde as ninfas do mar cantam seus hinos funerários.

A história britânica de Nennius, datando do século nono de nossa era, relata que além do mar há uma ilha sobre a qual fica uma alta torre de vidro e que também é a Ilha do Abençoado. Repedidamente encontramos nas histórias antigas a declaração que a “árvore mundial” está no topo da montanha de vidro. Este parece ter sido o caso da Basileia. Outras histórias estranhamente relatam que a montanha de vidro era cercada por três anéis de água, como era o caso do mais alto santuário na Basileia. Todas estas declarações e as fontes tradicionais fazem possível que o templo de âmbar da Basileia e a montanha de vidro, ou torre de vidro, da história estão interligados. Ou as histórias da torre de vidro contém um lembrete do principal santuário do Norte, ou este último obedecia as antigas concepções míticas que são a base da história da torre de vidro. É irrelevante neste contexto que teoria nós favorecemos, mas podemos seguramente imaginar que o templo da Atlântida parecia-se com uma torre de vidro, ou montanha, da antiga história Teutônica.  Huth tem mostrado que a torre de vidro provavelmente consistia de três andares, no topo da qual podia ser encontrada a árvore mundial. Estas estruturas eram imitações da montanha mundial de três andares, um símbolo que é característico do círculo megalítico da civilização. Parece haver pouca dúvida que as estruturas religiosas na Basileia já estavam eregidas na idade megalítica. A sala na qual Cleito deu à luz aos primeiros dois reis gêmeos era ainda mostrada no santuário ao tempo do afundamento da Atlântida. Então o santuário era visto como uma estrutura muito antiga. É possível que no santuário da Basileia era venerada e mantida uma maçã dourada. Algumas antigas histórias teutônicas contam que no topo da torre de vidro sentava-se uma filha real que levava em sua mão uma maçã dourada. Homero menciona o maravilhoso pomar de maçãs nesta ilha real. No antigo mito grego é relatado que as Hesperides davam maçãs da imortalidade. Uma antiga imagem em um vaso grego mostra Atlas dando a Hercules uma maçã dourada. Segundo antigas fontes teutônicas, as maçãs de Idun eram mantidas em Asgard, em fronte da qual estava situada o Glasir, ou floresta de âmbar. Segundo a história céltica, a ilha de vidro é chamada Avalun, que significa ‘ilha da maçã”. Plínio avalia que Pytheas chamou a ilha da Basileia no Mar do Norte de Abalus, que também significa “ilha da maçã”. O cronista inglês William de Malmesbury chama a ilha de vidro Insula Avallonia, que ele próprio traduziu como “ilha da maçã”. Ele também relata que o primeiro fundador da torre de vidro, Glastening, é dito ter plantado um maravilhoso pomar de maçãs que davam a imortalidade. Segundo as antigas histórias célticas o Rei Arthur foi levado para a ilha de vidro de Avalun para governar sobre estes campos dos abençoados até o seu retorno. Não podemos encontrar, contudo, qualquer menção no relato da Atlântida à maçãs douradas. Aprendemos, embora, de antigas fontes gregas que Atlas mantinha a maçã dourada em uma ilha do Oceano Nórdico, na vizinhança de Hiperborea. Somente Atlântida-Basileia pode ter significado esta ilha de Atlas no Oceano Nórdico. Neste caso uma maçã dourada deve ter desempenhado um papel no culto, que, embora o relato da Atlântida seja silente quanto a isto, é bem documentado pelas supracitadas fontes tradicionais.

9. ESPORTE E JOGOS NA BASILEIA

O relato da Atlântida também menciona lugares de esporte, competições e corridas de carruagens. Aprendemos que piscinas e casas de banho foram construídas por Poseidon perto dos riachos sobre a colina real. Havia também lugares de treinamento para propósitos de ginástica para homens e pistas de corridas de carruagens. Estas declarações soam mais do que fantasiosas, mas lugares imensos de competições tem sido encontrados na área Nórdica remontando à Idade do Bronze. Temos, sobretudo, uma testemunha para estas declarações – Homero, que as confirma em todos os detalhes, e até mesmo nos leva a uma competição atlética em solos de esporte na Basileia. Entre as pistas de corrida da Idade do Bronze que ainda existem hoje, deve ser contado o círculo de pedra de Stonehenge que deve ter sido eregido por homens da cultura Atlante muitos séculos antes que fosse escrito o relato da Atlântida. A pista de corrida de Stonehenge, em suas dimensões originais imensas, não pode ser uma imitação de um estádio grego. Devemos ouvir mais tarde sobre os lugares de competições e disputas na Basileia, como descritos por Homero. Estas corridas de carruagem eram originalmente cerimonias ligadas ao culto dos mortos. O Professor Huth acredita que assim o era na Alemanha e na Irlanda, ao menos, e ambos países devem ter pertencido à esfera de influência Atlante durante a Idade do Bronze. Todas estas declarações sugerem que o povo Nórdico deve ter alcançado um alto estado de atividade física durante a Idade do Bronze. Quando eles foram expulsos de seus lares pelas catástofes do século XIII AC e se assentaram na Grécia, eles encontraram na subsequentemente famosa região de Olimpia [destruída em batalhas por volta de 1200 AC] somente assentamentos seculares. Em seu lugar os novos senhores construiram um grande centro religioso com um templo a Apolo similar aquele de Poseidon na Atlântida, e um templo a Cronos, que, segundo a história, era um irmão de Atlas e um rei de Olimpia que foi construído próximo ao templo. Estas estruturas foram construídas, segundo os mitos gregos, por “homens de uma raça doureada”, o que significa os Atlantes. Foi dito sobre a árvore sagrada em Olimpia, da qual era cortada a guirlanda de glória com um faca dourada para o vitorioso de várias competições, que ela foi trazida por Hercules das terras do Norte para Olimpia. Nos posteriores vasos geométricos feitos pelos descendentes do povo do Norte que invadiu a Grécia por volta de 1200 AC, as corridas de carruagens e competições eram frequentemente pintados, o que claramente mostra o espírito de luta trazido para o Sul pelo povo do Norte de suas arenas atléticas. Há uma forte conexão entre entre os muitos esportes e lugars de competição da Atlântida-Basileia e aqueles de Olimpia. O galante espírito de combate quie foi cultivado nas Olimpíadas e que tem sido preservado até o nosso tempo tem seu lugar de nascimento não em     Olimpia, mas na Basileia, onde ele era estimulado e encorajado muitos séculos antes da construção das pistas Olimpícas. Homero nada sabia de Olimpia e dos jogos olímpícos, mas ele savia sobre a Atlântida-Basileia e suas pistas de corrida, e ele celebrou em seus versos imortais o galante espírito de luta que prevalecia. .

CONCLUSÕES

A história do relato da Atlântida, que ao tempo quando o cobre e o zinco eram usados quase que exclusivamente embora o primeiro ferro fosse  conhecido, isto é, o século XIII AC, uma terrível catástrofe climática afligiu o mundo, e no rodamoinho do grande calor e seca, terremotos e inundações, um período climático muito favorável chegou ao fim, está de acordo com os resultados mais recentes da pesquisa climática. Também correspondendo aos fatos históricos é a declaração que durante este tempo aconteceu uma migração do grandes proporções através da Europa e da Ásia Menor até tão longe quanto o Egito. Isto se impôs a muitos países, destruiu muitos países no Sudeste da Europa e veio a um ponto de impasse somente na fronteira Egípcia. As escavações arqueológicas tem mostrado que a cidade de Atenas, como mantido no relato da Atlântida, se defendeu com sucesso e salvou sua liberdade. As declarações do relato da Atlântida, que a principal força desta onda veio das ilhas e áreas costeiras do Mar do Norte, e que os Tirrenos e Libios estavam aliados com eles, é confirmado por muitas inscrições contemporaneas e documentos. Estes documentos também confirmam que numerosas ilhas, inclusive a ilha com a cidade real, foi dizimada e destruída. As declarações que imediatamente antes a ilha da Basileia era uma ilha de rocha de pedra vermelhas, brancas e pretas; que a montanha sobre a qual ficava o castelo real estava a seis milhas de distância da ilha rochosa; e que o âmbar-orichalc era encontrado em muitos lugares no solo enquanto que o cobre era encontrado em forma pura, também corresponde a fatos conhecidos. Sobretudo, a declaração que esta área da Basileia foi mudada depois da catástrofe em um intransponível mar de lama, assim bloqueando a passagem para o mar externo, também sem a menor dúvida está correta.

As declarações do relato da Atlântida a respeito do tamanho do reino Atlante, sua organização e formação de exército pode muito similarmente ser confirmada pela pesquisa que tão longe tem sido realizada neste campo. Similarmente, as declarações sobre as crenças religiosas na ilha lar dos Atlantes parecem contér uma grande parte de verdade. As imagens nas rochas na tumba de Kivik mostram que durante a Idade do Bronze no Norte um deus de fato era venerado, que era apresentado de pé sobre uma carruagem acompanhado de golfinhos e ninfas do mar exatamente como é dito no relato da Atlântida. A declaração sobre a veneração do pilar mundial, o sacrifício do touro e o embelezamento do templo com âmbar também parecem ser autênticos. Eles são confirmados em tempos posteriores pelas crenças do povo Nórdico, pelas histórias e pela tradição. Entre estas declarações há algumas que apenas podem ser atribuídas a testemunhos oculares. A autoridade que contou sobre sobre as cores vermelha, branca e preta da ilha rochosa, que deu a distância correta da montanha do castelo até o continente, que sabia sobre os depósitos de cobre e do âmbar na Basileia e muitos outros detalhes, deve ter sido um nativo do país. O conhecimento preciso da cerimônia rara e exclusiva do sacrifício do touro dá apoio à presunção que esta autoridade deve ser encontrada entre a ‘reunião dos Dez”. Ramsés III ressalta em suas inscrições que entre os capturados do povo do Norte, de quem Ramsés II disse que eram mais de cem mil, devem ter estado os “Dez” que eram líderes, ou reis, do povo do Norte. O grande relevo que descreve a captura do povo do Norte mostra como o próprio Ramsés III tirou os príncipes de nove povos do Norte das correntes e os interrogou e como as declarações deles foram tomadas por muitos escritores. Evidentemente o conhecimento detalhado sobre a Terra do Norte e seu destino, dado não apenas pelas inscrições contemporaneas do relato da Atlântida, tinham sido obtidas destes guerreiros capturados no Egito.

O relato da Atlântida confirma esta assunção quando ele diz que o relato original, citado pelos sacerdotes de Sais, foi traduzido da linguagem atlante para o egício, e pode ser rastreado às declarações diretas dos Atlantes. Este relato é sustentado pelas inscrições contemporâneas, porque ele contém várias palavras que apenas podem ser explicadas, não de fontes egícias e sim de fontes indo-germânicas. A palavra “nwts” por exemplo, traduzida por  Breasted, o grande egiptologista americano, como “inquieto” e por Grapow como “trêmulo” não pode ser explicada em egípcio e se origina do vocabulário indo-germânico. Vários erros de tradução, tais como orichalc para âmbar, “ano’ no lugar de “mês”, mostram que o relato original não foi escrito em egípcio mas deve ter sido traduzido. Podemos seguramente assumir que o relato original pode ser rastreado às declarações dos capturados guereiros do Norte. Estas declarações foram então mantidas nos arquivos dos reis egípcios, que haviam existido desde Tutmés III [ por volta de 1500 AC] ou foram gravadas nas paredes e pilares do templo em Sais e Medinet Habu que foi erigido por Ramsés III em agradecimento pela vitória sobre o povo do Norte. Quando depois os os sacerdotes em Sais foram encarregados por Psamtik I e seu sucessor com a coleção e arranjos de documentos antigos e inscrições, eles foram tomados novamente e examinados. É possível que as histórias antigas do tempo de Ramsés III já estivessem embelezadas e aumentadas pelas ações egípcias em Sais. Depois Solon ouviu em Sais a velha história da resistência ateniense contra os Atlantes, e teve o relato dos sacerdotes egípcios traduzido para o grego e o mudou em um poema. Os mal entendimentos e traduções erradas, a principal autoridade para o relato original pode ter sido um dos ‘Dez” capturados por Ramsés III. Com base em seu exato conhecimento, especialmente ao redor da Basileia, pode ser assumido que ele era um rei ou príncipe que ele próprio tinha um castelo na Basiléia, e portanto foi capaz de descrever muitos detalhes tão específica e corretamente.

.

Publicado em: às agosto 28, 2009 em 4:17 pm  Comentários (9)  
Tags:

Os Maias e a Profecias de 2012

Os Maias e a Profecia para 2012

adishaki. org

1293 dias, 15 horas, 12 minutos e 52 segundos faltam para começar a Idade da Transição!

“Os velhos Hopi e Maias não profetizam que tudo chegará a um fim. Muito mais, que este é um tempo de transição de uma Era Mundial para Outra. A mensagem que eles dão diz respeito a fazermos uma escolha de como entrarmos no futuro a nossa frente. O nosso movimento é através da aceitação ou resistência e isto determinará se a transição ocorrerá com mudanças cataclísmicas ou gradual paz e tranquilidade. O mesmo tema pode ser encontrado refletido nas profecias de muitos outros visionários nativo-americanos do Gamo Negro ao Urso Sol” – Joseph Robert Jochmans

Hoje estamos vivendo na cúspide do fim dos tempos maia, o final do dia galático ou período de tempo que abrange milhares de anos. Um dia galático de 25.625 anos é dividido em cinco ciclos de 5.125 anos.

O Calendário do Grande Ciclo da Longa Contagem Maia termina no solstício de inverno de 2012 [dia 21 de dezembro]. Seguindo os conceitos maias do tempo cíclico e outras transições de Eras Mundiais, isto é tanto um início quanto um fim. De fato, ele foi considerado pelos antigos maias como significando a criação de uma nova Idade Mundial. Estamos quase no final do quinto e final ciclo de 5.125 anos!

A Profecia Maia de 2012: Entrando em Nosso Dia Galático

Muitos de nós estão cientes do calendário maia mas nem muitas pessoas entendem verdadeiramente o que isto significa e como isto funciona. Sim, o calendário termina em 21 de dezembro de 2012, mas o que isto significa? Em que o calendário é baseado?

Os maias tinham um conhecimento muito preciso dos ciclos de nosso sistema solar e acreditavam que estes ciclos coincidiam com a nossa consciência espiritual e coletiva. O mais importante deste conhecimento tem muito a ver com as profecias de 2012. No seguinte escrito, andaremos pelos principais detalhes das profecias deles envolvendo 2012 e a respectiva transição. Como esta transição ocorre [de uma perspectiva astronômica], o que ela significa para nós, e quando os ciclos ocorrem. Começaremos com as profecias básicas e mais tarde caminharemos para as mais profundas para a explicação dos ciclos.

Os Maias profetizaram que a partir de 1999 temos treze anos para entender as mudanças em nossa atitude consciente para afastarmo-nos do caminho da auto-destruição e nos movermos para um caminho que abre a nossa consciência para nos integrar com tudo que existe.

Os maias sabiam que o nosso Sol, ou Kinich-Ahau, é sempre tão frequentemente sincronizado com a enorme galáxia central. E desta galáxia central recebeu ‘uma centelha de luz’ que faz com que o Sol brilhe mais intensamente produzindo o que os nossos cientistas chamam de “chamas solares’, bem como as mudanças no campo magnético do Sol. Os Maias dizem que isto acontece a cada 5.125 anos. Mas que isto também causa um deslocamento na rotação da Terra e por causa deste movimento grandes catástofes seriam produzidas.

Os Maias acreditavam nos processos universais, como a ‘respiração’ da galáxia, que são ciclos que nunca mudam. Que mudanças a conciência humana passa! Sempre no processo na direção de mais perfeição. Baseado nas observações deles, os maias previram desde a data inicial de início de nossa civilização,  4 Ahau, 8 Cumku que é 3.113 AC, depois de um ciclo sendo completado 5.125 anos no futuro deles, 21 de dezembro de 2012. O Sol, tendo recebido um poderoso raio de sincronização do centro da galáxia, mudaria sua polaridade, o que produziria um grande evento cósmico que propeliria a espécie humana a estar pronta para atravessar para uma nova era, a Idade Dourada. É depois disso que os Maias vêem que estaremos prontos para ir através da porta que foi deixada por eles, transformando a nossa civilização baseada no medo em uma vibração muito superior em harmonia.

Apenas de nossos esforços individuais podemos evitar o caminho que leva a um grande cataclisma que o nosso planeta sofrerá para iniciar a nova era, o sexto ciclo do Sol. A civilização Maia estava no quinto ciclo do Sol, e houve quatro outras grandes civilizações antes deles que foram destruídas por desastres naturais. Eles acreditavam que cada ciclo era apenas um estágio na consciência coletiva da humanidade.

No último cataclisma dos Maias, a civilização foi destruida por uma grande inundação que deixou poucos sobreviventes dos quais eles eram seus descendentes. Ele acreditavam que tendo conhecido o fim do ciclo deles, a humanidade poderia se preparar para o que virá no futuro e isto é o porque eles teriam preservado as espécies dominantes; a raça humana. Eles dizem que as futuras mudanças nos permitirão fazer um salto quantum na direção da evolução de nossa consciência para criar uma nova civilização que manifestaria uma grande harmonia e compaixão por toda a humanidade.

A primeira profecia deles fala do “Tempo Sem Tempo”. Um período de vinte anos, que eles chamam um Katún. Os últimos vinte anos do ciclo solar de 5.125 anos. Este ciclo é de 1992 a 2012. Explicarei tudo isto em maiores detalhes mais tarde. Eles previram que durante estes tempos, os ventos solares se tornarão mais intensos e podem ser vistos sobre o Sol. Este seria um tempo de grande realização e grande mudança para a humanidade. E seria a nossa própria falta de preservação e contaminação do planeta que contribuiria para estas mudanças. Segundo os Maias, estas mudanças aconteceriam de forma que a humanidade compreenda como funciona o universo, de forma que ela possa avançar para níveis superiores, deixando para trás o materialismo e se libertando do sofrimento.

Os Maias dizem, que sete anos depois do iníco de um Katún, que para nós é 1999, entraremos em um tempo de escuridão que nos forçará a nos confrontarmos com nossa própria conduta. Eles dizem que este é o tempo em que a humanidade entrará “na Sagrada Sala dos Espelhos”. Onde olharemos para nós mesmos e analisaremos o nosso comportamento conosco, com os outros, com a natureza e com o planeta no qual vivemos. Um tempo no qual toda humanidade, por decisões individuais concientes, decide mudar e eliminar do mundo a falta de respeito de todos os nossos relacionamentos. Os Maias profetizaram que o início deste período seria marcado por um eclipse solar em 11 de agosto de 1999, conhecido por eles como 13 Ahau, 8 Cauac. E coincidiria com um alinhamento planetário sem precedentes, o alinhamento da Grande Cruz. Este seriam os últimos 13 anos do período Katún. A última oportunidade para a nossa civilização entender que está chegando o momento de nossa regeneração espiritual.

Para os maias, tudo é números e o tempo de 13 números sagrados começou em agosto de 1999. Eles previram que juntamente com o eclipse, as forças da natureza agiriam como um catalizador de mudanças tão aceleradas e de tal magnitude que a humanidade seria impotente contra elas. Também, que nossas tecnologias, nas quais confiamos tanto, começariam a nos falhar. Não mais seriamos capazes de aprender de nossa civilização do modo que estamos organizados como sociedade. Eles disseram que o nosso desenvolvimento interno, espiritual, precisaria de uma melhor meio para interagir com mais respeito e compaixão.

As primeiras profecias estavam ligadas ao estudo de nosso Sol. Os Maias descobriram que todo o sistema solar se movia. Que até mesmo o nosso universo tem seus próprios ciclos. Períodos repetitivos que começam e terminam como o nosso dia e noite. Estas descobertas levaram ao entendimento que o nosso sistema solar gira em uma elipse que traz o nosso sistema solar mais perto e mais distante do centro da galáxia. Em outras palvras, segundo os Maias, o nosso Sol e todos os seus planetas giram em ciclos em relação ao centro da galáxia ou Hunab-Kú, a luz central da galáxia. Leva 25.625 anos para que o nosso sistema solar faça um ciclo sobre esta elipse. Um ciclo completo é chamado um dia galático. O ciclo é dividido em duas metades similares ao nosso dia e noite. Cada dia e cada noite dura 12.800 anos. Isto é dizer, a galáxia central é o Sol de nosso inteiro sistema solar.

Os maias descobriram que todo grande ciclo tem seus ciclos menores, que tem as mesmas características. Um dia galático de 26.625 anos é dividido em cinco ciclos de 5.125 anos. O primeiro ciclo é o amanhecer galático. Quando o nosso sistema solar está apenas começando a sair da escuridão para entrar na luz. O segundo ciclo é o meio dia. Quando o nosso sistema solar esta mais próximo da luz central. O terceiro ciclo é a tarde, quando o nosso sistema solar começa a sair da luz. O quarto ciclo é a noite, quando o nosso sistema solar tem entrado na parte mais distante do sol central. E o quinto e último ciclo é o da noite antes do amanhecer, quando o nosso sistema solar está em seu último ciclo de escuridão antes de começar novamente. Este ciclo é exatamente o que estamos saindo.

A profecia Maia fala-nos que em 1999, o nosso sistema solar começa a deixar o fim do quinto ciclo que se iniciou em 3.113 AC e que nos encontraremos na manhã de nosso dia galático em 2012. Eles dizem que no início e no fim destes ciclos, isto é, a cada 5.125 anos, o sol central ou luz da galáxia emite um raio de luz tão intenso e tão brilhante que ilumina o inteiro universo. É desta ‘explosão’ de luz que todos os Sol e planetas sincronizam. Os Maias comparam  esta ‘explosão’ ao pulso do universo, batendo uma vez a cada 5.125 anos. É este pulso que marca o fim de um ciclo e o início do próximo. Cada pulso dura vinte anos, um Katún.

Então voltamos ao que eles chamam de “Tempo Sem Tempo”. É um período evolutivo, curto mas intenso, dentro dos grandes ciclos onde grandes mudanças ocorrem para nos impulsionar a uma nova era de evolução como indivíduos e como humanidade.

Como indivíduos teremos que tomar decisões que nos afetarão a todos. Se continuarmos no caminho negativo do ódio, do olho por olho, da destruição da natureza, de medo e de egoísmo, entraremos direto no tempo da destruição e do caos, e desapareceremos como raça dominante deste planeta. Se nos tornarmos concientes e entendemos que todos somos parte de um grande organismo, e que devemos respeitar um ao outro e sermos gratos ao nosso nosso planeta, então nos moveremos diretamente no crescimento positivo, nossa Idade Dourada. O nosso planeta, o Sol e a galáxia estão esperando a nossa decisão. É nossa decisão o que acontecerá neste tempo de mudança. Se vamos para um tempo de sofrimento e destruição ou se nos encontramos unidos em uma conciência positiva movendo-nos mais perto ao nosso próximo estágio.

Por favor repare nos eventos de nosso planeta como evidência que as profecias Maias são dignas de serem ouvidas e aprendidas. Partilhe esta informação e nos ajude a nos mover para um futuro melhor, onde possamos florescer em uma nova era de positividade. Isto nunca tem sido tão importante.

O que há de tão especial sobre o Calendário Maia?

“A pessoa sem qualquer exposição prévia ao Calendário Maia geralmente de início ficará surpresa pelo fato de que algumas pessoas hoje tenham um tal interesse neste antigo calendário. Afinal, a história humana tem visto um alto número de diferentes calendários. Então não é o calendário Maia apenas um outro assunto especializado de interesse apenas para especialistas em história? Porque o mundo hoje precisaria de um outro calendário além do Gregoriano ou muçulmano que estão atualmente em uso, e porque deva este ser o calendário Maia?”, alguns podem perguntar.

de Carl Johan Calleman

Bem, para começar com a maioria das pessoas que provavelmente tem uma visão limitada demais da importância da civilização Maia e geralmente das tradições nativo-americanas. De fato, em seu maior auge nos séculos V e IX, as cidades Maias estariam entre as maiores do mundo e desenvolveram a mais avançada matemática e astronomia de seu tempo. E assim, até mesmo se as civilizações nativo-americanas dificilmente sobreviveram ao contacto com os europeus elas foram e são os transportadores de uma parte importante e insubstituível da global consciência humana.

Quando falamos sobre o Calendário Maia algo profundamente diferente é também significativo do que apenas um sistema para marcar a passagem do tempo. O Calendário Maia é acima de tudo um calendário profético que pode nos ajudar a entender o passado e prever o futuro. É um calendário de Idades que descreve como a progressão dos Céus e a condição dos Submundos a consciência humana e então as estruturas para os nossos pensamentos e ações dentro de uma dada Idade. O Calendário Maia fornece uma exata programação para o Plano Cósmico e desdobra todas as coisas que vem à existência. Há agora uma ampla evidência empírica para isto, algo que lança uma nova luz sobre as velhas questões da humanidade. As coisas existem por uma razão. A razão é que elas se enquadram no divino plano cósmico. Para aqueles que seriamente se engajam no estudo do Calendário Maia isto logo se torna se evidente e a anterior visão materialista do mundo perde toda relevância. O Calendário Maia é o portal para mundos da consciência que a maioria da humanidade tem estado cega pelo uso de falsos ou ilusórios caendários.

Já que tudo que existe é um aspecto da consciência, e o Calendário Maia descreve a evolução da consciência em todos os seus aspectos, nenhuma pedra é deixada sem ser virada pelo estudante sério deste calendário. Toda a ciência é afetada, toda religião é afetada, toda vida é afetada. Estamos aqui por uma razão. O tempo não mais é igualado ao dinheiro, mas ao espírito. O Tempo é inspiração!

2012 em resumo

A civilização Maia da América Central era e é a mais avançada em relação ao conhecimento de tempo-ciência. O principal calendário deles é o mais acurado do planeta. Ele nunca tem errado. O quinto mundo Maia terminou em 1987. O sexto mundo inicia em 2012. Estamos atualmente “entre mundos”.

1. A Humanidade e o Planeta Terra estão atualmente indo através de uma enorme mudança na consciência e percepção da realidade.

2. A civilização Maia da América Central era e é a mais avançada em relação ao conhecimento tempo-ciência. O principal calendário deles é o mais acurado do planeta. Ele nunca tem errado. Eles atualmente tem 22 calendários no total, cobrindo muitos ciclos de tempo no Universo e no Sistema Solar. Alguns destes calendários ainda estão para serem relevados.

3. O quinto mundo Maia terminou em 1987. O sexto mundo começa em 2012. Então atualmente estamos “entre dois mundos”. Este tempo é chamado “Apocalipse” ou Revelação. Isto significa que a verdade real será revelada. É também o tempo para nós trabalharmos pela “nossa matéría” individual e coletivamente.

4. O sexto mundo Maia atualmente está em branco. Isto significa que compete a nós, como co-criadores, começarmos a criar o novo mundo e a civilização que queremos agora.

5. Os Maias também dizem que por 2012

teremos indo além da tecnologia como a conhecemos.
teremos ido além do tempo e dinheiro.
teremos entrado na quinta dimensão depois de passar pela quarta dimensão.
O Planeta Terra e o Sistema Solar chegarão a uma sincronização galática com o resto do universo.
O nosso DNA será ‘atualizado’ [ou reprogramado] do centro da galáxia. (Hunab Ku)
Todo mundo neste planeta está mudando. Alguns são mais conscientes do que outros. Mas todo mundo está fazendo isto.

6. Em 2012 o plano de nosso Sistema Solar se alinhará exatamente com o plano de nossa Galáxia, a Via Láctea. Este ciclo tem levado 26.000 anos para se completar. Virgil Armstrong também diz que duas outras galáxias se alinharão com a nossa ao mesmo tempo. Um evento cósmico!

7. O Tempo está se acelerando [ou colapsando]. Por milhares de anos a Ressonância de Schumann ou pulso [batida do coração] da Terra tem sido 7.83 ciclos por segundo. Agora está acima de 12 ciclos dos segundo! Os militares tem usado isto como uma referência confiável. Contudo, desde 1980 esta ressonância tem estado vagarosamente se elevando. Ela agora está a mais de 12 ciclos por segundo! Isto significa que é o equivalente de menos de 16 horas por dia ao invés das velhas 24 horas.

8. Durante o Apocalipse ou “tempo entre mundos” muitas pessoas estarão indo por muitas mudanças pessoais. As mudanças serão muitas e variadas. Tudo isto é parte do que estamos aqui para aprender ou vivenciar. Exemplos de mudança podem ser – relacionamentos chegando a um fim, mudança de residência ou localização, mudança de emprego ou trabalho, mudança de atitude ou de pensamento etc.

O que há de tão especial sobre o Calendário Maia?

O chamado profético de Pacal Votan está alertando a humanidade atual que nosso processo biológico está se transformando, se aproximando da culminação do programa evolutivo de 26.000 anos. Trazendo o retorno da telepatia universal, aumentada capacidade sensorial, e consciência auto-reflexiva, isto é um retorno ao sagrado domínio de nossa tecnologia interna.

Este grande ciclo de evolução culminará no solstício de inverno, em 21 de dezembro de 2012.

Este tempo em que estamos agora tem sido chamado “O Tempo de Julgamento da Terra”, “Dia do Julgamento”, “O Tempo da Grande Purificação”, “O Fim desta Criação”, “A Aceleração”, “O Fim do Tempo como o Conhecemos”, “A Mudança de Idades”. É previsto que a completação desta Precessão traga a regeneração da Terra, oferecendo o despertar a todos corações voluntários e abertos. Muitas pessoas falaram destes últimos dias do Grande Ciclo, incluindo: os Maias, Hopis, Egípcios, Cabalistas, Essênios, os velhos Qero do Peru,  Navajo, Cherokee, Apache, confederação Iroquois, tribo Dogon e os Aborigines.

Profecias Maia e o Calendário

“O calendário  Gregoriano não está em harmonia com as forças da natureza. O original calendário egípcio estava. Mas o calendário egípcio foi mais tarde modificado pelos gregos/espartanos e então pelos romanos etc. 30 anos depois do nascimento de Cristo, o calendário perdeu 12 dias. Eles tiveram um concílio para traze-los de volta [calendário Juliano]. Em 1582 ele novamente estava fora de linha e o Papa Gregório trouxe os melhores astrônomos para alinha-lo mais uma vez. Ele ainda sofre mudanças. Os russos ortodoxos não aceitaram este calendario até muito mais tarde.

O calendário Maia precisará ser ajustado em um dia a cada 380.000 anos.

Os Aztecas usavam diferentes glifos e é basicamente o mesmo que o Maia, apenas ligeiramente menos evoluido. Seus glifos são melhores em suas representações de energias.

As mudanças na Terra continuarão até 2012. Os mais velhos dizem que o processo pode ser fácil e alinhado ou pode ser catastrófico. A energia humana decidirá isto.

O Tempo e o calendário começam no equinócio de 21 de março.

Tem sido um ciclo de escuridão que durou 468 anos (9 X 52) e terminou em 30 de março de 1993.

Estamos agora em um período de transição chamado “Ciclo que une a escuridão e a luz”. Durante este tempo a humanidade está passando por uma grande transição.

O ciclo de luz virá em plena força em 21 de dezembro de 2012.

Este é considerado o ciclo das 13 luzes e 13 céus.

Muitos ciclos começam nesta mesma data.

A Mãe Terra como uma entidade viva transcenderá a um outro nível ou frequência ou consciência e uma nova era especial começará.

A preparação para isto está agora no útero da Terra e o processo de mudança está trazendo manifestações transcendentais.

Esta nova era será muito positiva. “Vamos todos seres se elevarem. Não vamos deixar ninguém ficar para trás”.

Os tempos estão aqui para uma fraternidade total.

Os seres espíritos, as diferentes filosofias, as diferentes raças devem começar a acenar juntas todo conhecimento para criar a tapeçaria da harmonia e equilíbrio. Estamos todos vendo a evidência desta mudança na consciência humana agora.

Quetzalcoatl, a serpente emplumada

Quetzalcoatl, a serpente emplumada, representa o kundalini que é o movimento da energia da Terra para a base da espinha dorsal e então espinha acima em direção ao cranio. Esta serpente/fogo representa a transcendência.

Quetzalcoatl, “O inteiro continente americano é representado por uma águia ou condor. A América é chamada para assumir a tocha para estes tempos. Uma asa representa o físico e o material. A asa espiritual deve continuar a se elevar. Quando o equilíbrio for alcançado para ambas as asas, então a América virá para trazer seus próprios recursos espirituais e materiais juntos”.

O QUE TEM OS HOPIS, MAIAS E OUTROS POVOS NATIVO-AMERICANOS PREVISTO SOBRE A DESTRUIÇÃO DO MUNDO NO ANO 2000?

Os Hopis e os Maias reconhecem que estamos nos aproximando do fim de uma Idade do Mundo. Mas os Hopis, contudo, não oferecem limites de tempo,enquanto os Maias tem um sistema de calendário cujo 13o. Grande Ciclo Naktun terminará em 24 de dezembro de 2011 ou 6 de junho de 2012 [dependendo de nossi método de cálculo]. Em ambos os casos, contudo, os anciãos Hopi e Maias não profetizam que tudo chegará ao fim. Muito mais, este é um tempo de transição de uma Idade do Mundo para outra. A mensagem que eles dão diz respeito a nós fazermos uma escolha de como entraremos no futuro à frente. Nosso movimento pela aceitação ou resistência determinará se a transição acontecerá com mudanças cataclísmicas ou gradual paz e tranquilidade. O mesmo tema pode ser encontrado refletido nas profecias de muitos outros visionários nativo-americanos de Black Elk a Sun Bear.

Este conceito que podemos fazer escolhas a respeito de nossos futuros destinos é encontrado não apenas nas profecias nativo-americanas mas realmente é um ingrediente esencial em todos os pronunciamentos verdadeiramente proféticos. A verdadeira profecia é para significar um reflexo das naturezas e motivações ocultas do comportamento humano, tanto individualmente quanto coletivamente, bem como as opções futuras baseadas na habilidade humana de fazer uma escolha. A verdadeira profecia é então mais do que meramente uma previsão. Seu propósito é fornecer a lição que é para ser aprendida de um potencial prognóstico futuro de forma que, se possível, a lição seja aceita e processada de antemão. Assim o curso do futuro realmente pode ser mudado, e um diferente caminho de eventos profetizados pode ser manifestado na realidade.

Neste contexto, o período de tempo entre agora e o ano 2012, com o ano de 2000 como sinal de medida, parece estar se formando em um decisivo período de tempo quando escolhas importantes serão feitas e quando qualquer número de linhas do tempo para o nosso futuro são possíveis. A verdadeira profecia é nosso guia para determinar quais são estas diferentes linhas de tempo e como podemos fazer as escolhas certas.

AS 10 PRINCIPAIS PROFECIAS PARA O ANO 2000
de Joseph Robert Jochmans

Alinhamento com o Espírito da data final de 2012 do Calendário Maia
de Dwayne Edward Rourke
1o. de janeiro de 2000

Uma grande virada da roda do calendário Gregoriano tem nos trazido ao limiar de um novo milênio. Pelo planeta, as pessoas estão cheias de todos os tipos de expectativas, excitação e ansiedade que um limiar evoca. Contudo, se qualquer um de nós estiver olhando o próprio calendário buscando orientação sobre como se alinhar com o espírito deste novo tempo, provavelmente ficaremos desapontados. Muito pouco é fornecido aqui, mais do uma segmentação utilitária do tempo em anos, meses e dias. Em contraste, os trabalhos de um calendário sagrado tais como aqueles encontrados na Mesoamerica e especialmente nestas áreas habitadas pelo tradicional povo Maia, fornecem uma riqueza de simbolismo capaz de dar poder a seus aderentes de insight e energia.

Claramente, todos os calendários pelo mundo são construções arbitrárias do homem. Geralmente, eles são baseados no alinhamento com um particular fenômeno celestial tal como o ano solar ou lunar. Os calendários Maias não são exceção e atualmente a tradição do calendário Maia chama atenção para o dia 21 de dezembro de 2012. Os Maias tem estado cientes por centenas de anos que naquele solstício de inverno, um evento astronômico único ocorrerá: uma conjunção muita rara do Sol com a elíptica da galáxia da Via Láctea…

Na direção ESTE [Oriente], universalmente conhecida como o lugar dos novos inícios, Os Maias colocam o hieróglifo CHICCHAN. CHICCHAN é a mente serpente, a mente que é constantemente renovada e regenerada, por um processo de ‘descamar’ que há muito tempo não nos serve mais. O próprio corpo físico pode ser visto como uma pele evolutiva periodicamente solta, quando uma vida termina e outra começa. É um corpo energizado ultimamente por uma forma de energia solar que os Maias chamam kultunlilni. Kultunlilni é a vital força de vida que energiza todo crescimento e desenvolvimento humano. Esta crucial força de vida é a mesma que é conhecida na cosmologia Hindu como o poder da serpente: kundalini. Kundalini é a grande força evolutiva fazendo de cada corpo e seu ocupante, uma fonte especialmente poderosa de sabedoria solar. Importante para nós é lembrar, contudo, que esta é uma fonte primária, muito íntima e poderosa de sabedoria que é apenas acessível na extensão em que somos capazes de ouvir o que os nossos corpos, como transportadores da sagrada dádiva, estão realmente nos dizendo. Inevitavelmente neste processo, nos voltamos para escolher aqueles com os quais sentimos uma forte atração ou afinidade.

Sobre o Que é este Milênio?

O consenso indica que estamos saindo do que a tradição Hindu chama de Kali Yuga (esta é uma idade da escuridão/ da ignorância) e estamos na margem de entrar na Satya Yuga (a idade da verdade) quando toda falsidade expor-se-á e cairá. A Yuga que liga estes dois Yugas é chamada Krita Yuga (Idade da Transição)

Da perspectiva astrológica ocidental isto parece corresponder ao entendimento que estamos transitando da Idade de Peixes para a Idade de Aquarius. O aparecimento da Idade de Aquarius nos fala de despertares espirituais, da perfeição de cada ser humano, por uma consciência de nosso próprio ego espiritual. O tempo do renascimento e grande desenvolvimento espiritual na Terra. Tudo isto anunciando um tempo de muito mais alegria e positividade.

Ainda que na tradição cristã a idéia geralmente aceita é a de que o Milênio comece por volta do ano 2000. O Dicionário Websters americano de 1983 dá a definição que se segue: “Os mil anos mencionados no Livro da Revelação, no capítulo 20 durante o qual a Santidade é para prevalecer. Um período de grande felicidade ou perfeição humana”.

Na tradição islâmica há muitos casos onde o Sagrado Alcorão e o Hadith mencionam um futuro tempo de julgamento e ressurreição, conhecido como o tempo Qiyamah. Nas tradições do Profeta este tempo é indicado como vindo em algum tempo depois de 1.400 anos [do calendário Hijri], o que novamente parece coincidir com a vinda do Milênio e do século XXI.

Para os Budistas há alguma expectativa que a Roda do Dharma, a metafórica roda do tempo, é feita voltar pela primeira vez em 2500 anos desde o advento do Senhor Buda. que aparentemente ensinou que cada revolução da roda sinalizava um novo início ou renascimento para a humanidade.

Do Livro das Profecias do Cavaleiro João de Jerusalém [século XI] vem o seguinte: “O milênio que vem depois deste milênio mudará em um tempo de luz. As pessoas amarão e partilharão e sonharão,e os sonhos se tornarão verdade”. Depois ele acrescenta: “As pessoas serão um grande corpo do qual cada pessoa é uma pequenina parte. Juntas elas serão o coração e falarão uma lingua” “Os homens terão alcançado o céu” “Os homens conhecerão o Espírito de todas as coisas” “As pessoas receberão um segundo nascimento e o Espírito virá a elas”.

Os antigos Oráculos Sibilinos da era romana talvez também acrescentem a visão coletiva do que o futuro pode manter… por exemplo “O Vício deve deixar a Terra e ser afundado no oceano divino’.

William Blake (1757-1827) fala da tradição Judaica em seu trabalho: ‘O Casamento do Céu e o Inferno’, como se segue: “A antiga tradição que o mundo será consumido [destruído] em fogo no fim de seis mil anos é verdadeira… Porque o querubim com sua espada flamejante é comandado para deixar a guarda da Árvore da Vida e quando ele o faz, a inteira criação é consumida e aparece infinita e sagrada, onde ela parece finita e corrupta. Se as portas da percepção forem limpas todas as coisas aparecerão ao homem como elas são, finitas. Porque o homem ele próprio tem se fechado elevado e ainda vê todas as coisas pelas estreitas fendas de sua caverna. “

Então o que passado diz do presente? Bem em resumo muitas coisas. O que é intrigante é o fraco eco do passado que nos informa de um fenômeno até aqui insuspeito, isto é a vinda de uma personalidade espiritual feminina, a Mãe, que facilitará o renascimento coletivo. Aqui estão algumas referências que aludem a este acontecimento!

Previsões sobre a Mãe Espiritual

Em um livro publicado em 1887 intitulado “O Mistério das Idades’ de Marie, Condesa Caithness (Páginas 316-317) a seguinte previsão aparece: “- É geralmente considerado, na virada do próximo século, que a próxima encarnação Divina que virá a Terra seria feminina, o advento da Divina Sabedoria, ou Theo-Sophia, e que a presente idade seria a idade de fazer conhecido tudo que tem sido mantido secreto desde o início’.

Este é um extrato do Nadigranth compilado por Shantaram Athvale. O Nadigranth foi originalmente escrito em sânscrito há 2000 anos pelo antigo astrólogo Bhrigumuni e mais tarde atualizado e traduzido para o Marathi e intitulado Kak Nadi por Kakayyar Bhujander que era um grande astrólogo e buscador que viveu a aproximadamente 300 anos atrás na India. Neste extrato em particular Shantaram Athvale se refere aos escritos de Kak Nadi escritos por Kakayyar Bhujander:

“Quando Júpiter estiver em Peixes um grande Yogi encarnará na Terra. Por 1970 terá se tornado bem evidente para muitas pessoas que uma nova era terá começado. A vida humana passará por uma revolução completa. Este Yogi será a reencarnação de Parabrahma e terá todos os poderes divinos. Pelos novos métodos de yoga divisados pelo grande Yogi, os seres humanos serão capazes de alcançar a alegria  do Moksha dentro do período de uma vida. Enquanto as pessoas de vida comum alcançarão o Yoga”. A União com Deus. No fim todas as nações do mundo reunir-se-ão em um sentimento de unidade. Haverá uma grande conferência internacional em uma grande cidade do mundo. A inteira humanidade entenderá a importância do orador e todas as nações se unirão.

Devido a novas descobertas científicas a ciência e as religiões se tornarão um. Com a ajuda da ciência, a existência de Deus e da Alma serão provadas. O véu da ignorância e o Maya [ilusão] serão retirados e Brahmananda, Moksha que previamente apenas pode ser alcançado pelos yogis como um resultado de um trabalho muito árduo e severa penitência, tornar-se-á facilmente disponível aos seres humanos.

William Blake (28 de novembro de 1757 – 12 de agosto de 1827) nos dá este poema profético intitulado “Para a Manhã’ Aparentemente isto é uma evocação ao que ele percebia como o aspecto feminino do Divino, que facilitaria o amanhecr de uma nova idade e abriria o Céu sobre a Terra.

“Oh Sagrada Virgem, Vestida em puro branco, abra os portões dourados do Céu e desperte o Amanhecer que os adormecidos no céu levantem-se das câmaras no Oriente”.

C.S Lewis (1898-1963) em seu livro “O Grande Divórcio” descreve algum tipo de procissão se aproximando da grande alegria. “Se posso lembrar o canto deles e escrever as notas, nenhum homem que ler esta notação ficará doente ou velho. Entre eles iam os músicos: e depois deles uma dama em cuja honra isto estava sendo feito e cada homem jovem ou menino que a encontrava tornava-se filho dela e depois cada menina que a encontrava tornava-se filha dela e há aqueles que roubam os filhos de outras pessoas. Mas a maternidade dela era de um tipo diferente. Aqueles que caiam voltavam para seus pais naturais amando-os ainda mais. Nela eles se tornavam deles próprios. E agora a Abundância de vida que ela tem em Cristo do Pai fluir para todos eles e também a humanidade redimida é ainda jovem, tem dificilmente vindo a sua plena força. Mas já há alegria suficiente no pequeno dedo de uma grande santo tal como aquela dama que ali se encontra para despertar todas as coisas mortas no universo de volta à vida”.

A Bíblia Cristã, Revelação, capítulo 12, verso 1, nos conta profeticamente de um maravilhoso evento a vir, de um sinal, de uma mulher. “E um grande portento apareceu no céu; uma mulher vestida de Sol com a lua sob seus pés e em sua cabeça uma coroa de doze estrelas”.

Nas profecias de João de Jerusalém do século XI o cavaleiro que lemos a seguir a respeito da “Mãe” e a vinda do tempo do Milênio. “Ela será um Grande Mestre dos tempos futuros…” “Ela será a Mãe do Milênio que vem depois do Milênio”. “Depois de dias de mal Ela fará a suavidade de uma Mãe fluir.” No Evangelho Gnóstico de Tomás este misterioso poder feminino divino é aludido no verso 101 como “- Minha mãe me deu nascimento. A verdadeira mãe deu-me a Vida’

O Evangelho Essênio da Paz, Livro 1 [página 7] fala deste aspecto feminino do divino como sendo uma força interna de vida, como algo a ser entendido. “Sua mãe está em você e você está nela. Ela lhe deu a vida”.

Nos antigos escritos da Bíblia e também nos registros Gnósticos… a energia hoje conhecida por muitos como a energia Kundalini é chamada por nomes tais como : Sophia, Vida, Mãe dos viventes ou Sabedoria. Esta força chamada Sabedoria é igualada a uma energia feminina, e até mesmo uma personalidade feminina…. chamada de Ela e Dela. Nestes escritos as palavras, Ela, Dela, Sabedoria e Espírito Santo são usadas intercambiavelmente para se referir a este aspecto feminino do Divino. Também conhecido mais tarde nos textos cristãos como Espírito Santo, Consolador, Conselheiro e Redentor.

Da antiga sabedoria de Salomão escrita há uns 2500 anos atrás, lemos: capítulo 6, verso 12-17:6-12 “A Sabedoria é radiante e inefável e ela pode ser facilmente reconhecida por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a buscam.”

6-13 “Ela se apressa a se fazer conhecida por aqueles que a desejam…

6-16 – Ela vai buscar aqueles dignos dela e ela graciosamente aparece a eles em seus caminhos, e se encontra com eles em cada pensamento. .

7. 22-24 – Porque nela há um espírito que é inteligente, sagrado, único, impoluto, distinto, invulnerável, amante do bem, dinâmico, irresistível, beneficente, humano, leal, seguro, livre de ansiedade, todo poderoso, onisciente, e penetrante em todos os espíritos… que são inteligentes e puros e mais sutis.

7.24 – Porque a sabedoria é mais móvel do que qualquer movimento; por causa da pureza dela… ela invade e penetra todas as coisas.

7.25 – Porque ela é a respiração [vento] do poder de Deus, e uma pura emanação da glória do poderoso; portanto nada poluído ganha entrada nela.

7.26 – Porque ela é um reflexo da luz eterna, e um espelho sem mancha do trabalho de Deus, e uma imagem de sua bondade.

7.27 – Embora ela seja uma, ela pode fazer todas as coisas, e enquanto permanece nela mesma, ela renova todas as coisas; em cada geração ela passa nas almas sagradas e as faz amigas de Deus e o profetas.

7.28 – Porque Deus nada ama tanto quanto ao homem que vive com sabedoria

7.29 – Porque ela é mais bela do que sol, e excede todas as constelações de estrelas. Comparada com a luz que ela é encontrada ser superior…

8.1 – Ela alcança poderosamente de uma extremidade da Terra a outra, e ela ordena todas as coisas bem.

8. 4 – Porque é ela uma iniciada no conhecimento de Deus.

8.5 – Se as riquezas são uma posse desejável na vida, o que é mais rico do que a sabedoria, que afeta todas as coisas?

8.6 – E se o entendimento é efetivo, quem mais do que ela é a fabricante do que existe?

8.8 – E se qualquer um anseia por ampla experiência, ela conhece as coisas da antiguidade e infere as coisas que virão; ela entende as voltas de fala e soluções para os enigmas da vida que ela tenha o conhecimento anterior dos sinais e maravilhas e dos porvires das estações e tempos.

8.16 – Quando entrar em minha casa [corpo/templo] devo encontrar repouso com ela, porque a companhia dela não tem amargura, e a vida com ela não tem dor, apenas alegria e felicidade.

8. 17-18 – Porque na realeza com sabedoria há a imortalidade e na amizade com ela… pura delícia e no trabalho das mãos dela, uma riqueza incessante, e na experiência da companhia dela, entendimento e renome em partilhar suas palavras.

9.11 – Porque ela conhece e entende todas as coisas. ….

E quanto a Sophia, Sabedoria, Espírito Santo, Confortador, Conselheiro, Redentor? Bem, as pessoas dizem que ela está aqui, residindo dentro de cad um e de todos nós como um potencial adormecido, uma força interna de vida, conhecida amplamente como energia Kundalini. Esta única energia reside no osso sacro [sagrado]. É dito que Ela pode ser despertada se alguém verdadeiramente assim o deseje fazer. Isto soa como um sonho mas isto é o que esta música busca celebrar e proclamar. Posteriormente é dito que aquele que ressuscita esta Divina Força de Vida interna, em massa, é a Divina Mãe, a Deusa, o Espírito Santo, que é verdadeiramente um Confortador, Conselheiro, Redentor.

Esta ressurreição viva interna pode ser desfrutada a cada dia e a cada segundo por aqueles que a vivenciam. O que é mais, é celebrada globalmente no aniversário da abertura do Sahasrara. O Sahasrara é o centro de energia universal localizado na coroa da cabeça, na fontanela, o sétimo chacra ou mais alto centro da consciência, conhecido também como o lótus das mil pétalas. É através deste último centro que alguém é capaz de se conectar com todo o universal divino penetrante que é. Um dia ele foi aberto a um nível cósmico e é dito que a inteira atmosfera foi cheia com a tremenda chaitanya (energia força de vida/ vibrações) e que houve uma luz tremenda no céu, e que a coisa inteira veio à Terra. Desde aquele dia, milhares de milhares de buscadores de cada nação tem atravessado caminhos com aquele que entrega os bens. Porque como promete a Antiga Sabedoria de Salomão: verso 6-12 “A Sabedoria é radiante e inefável e ela é facilmente distinguida  por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a buscam”. e ‘… ela vai buscar aqueles que são dignos dela, e ela graciosamente aparece a eles em seus caminhos, e encontra-se com eles a cada pensamento”. Dai também a letra da canção “Ela estava também em nossa cidade. Você não ouviu?”

A cada ano desde 1970, o momento quando o último centro em nosso assento evolutivo foi aberto, grandes celebrações tem ocorrido com pessoas reunidas de todas as nações e tradições religiosas em algum lugar do mundo no estágio mundial. E o dia da comemoração, 5 de maio. Daí, foi uma grande surpresa encontrar algumas previsões a respeito deste dia em particular, 5 de maio, para o ano 2000, o chamado ano do milênio.

O Centro de Ciências Planetárias Fernbank da Universidade Emory em Atlanta, Georgia, EUA tem realizado várias avaliações e concluiu que haverá um alinhamento de planetas [corpos celestiais] no próximo Milênio. Tais alinhamentos tem apenas os mais sutis efeitos sobre nossas vidas, então nenhum cenário do tipo do Armagedon, por favor. Em resumo vários planetas, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno e o Sol e a Lua Nova chegarão a um alinhameto com a Terra, na mais única conjunção de união. Momentaneamente estando conectados ao longo de invisíveis linhas gravitacionais de energia. Como uma corrente cósmica de pérolas. Talvez este será um dia particularmente auspicioso. E quando? Na precisa data de 5 de maio de 2000. Isto é mencionado apenas para despertar a curiosidade e chamar a atenção para ativar a faculdade de buscar e questionar. Todo mundo pode fazer isso… se quiser!

Toda a excitação sobre o chamado Milênio pode nos levar nas direções erradas. O Milênio não é um evento de um momento, se algo mais,  claramente ele representa um amanhecer. Como uma semente brota e promete um novo crescimento assim podemos olhar a idéia do Milênio. Afinal este tempo de negócios é em essência apenas um conceito feito pelo homem, e talvez não demais deva ser feito disso. Em qualquer evento é geralmente debatido que o calendário Juliano [cristão] é apenas acurado para mais ou menos sete anos. [assim o milênio realmente pode estar em qualquer lugar entre 1993 e 2007].

Daí, alguns dizem, é melhor estar no presente e sintonizar com o estado interno além do tempo, a quinta dimensão, acessível por alcançar um estado de “consciência instintiva” no chacra Sahasrara…..também conhecido como Estado Turiya ou Eternidade.

Rabindranath Tagore (1861-1941), que recebeu o Premio Nobel de literatura em 1913 fez a seguinte súplica:- “Oh! Mãe, deixe que minha mente desperte vagarosamente no Sagrado Litoral do mar, onde as grandes almas do mundo tem se reunido para oferecer seus pranams. Aqui com as mãos esticadas nos curvamos ao Divino em forma humana. Em generosa poesia e grande alegria vos adoramos. Atenção aqui oh buscador! A montanha da meditação com os rios ressoando e dançando a solene música do céu. Adore aqui sua Sagrada Mãe Terra onde as grandes almas tem vindo se reunir nas margens do mar para oferecer suas pranams. Venham oh! Arianos, venham não arianos, venham hindus e muçulmanos. Venham os ingleses, os cristãos, venham oh Brahmins purificar seus corações.,.  segurar  as mãos dos pisoteados e dos sem casta. Remova todos os males e desrespeito. Venham rapidamente para a coroação [unção] da Mãe”  O Tempo de Florescer está de fato aqui! Esta é a estação!

Geoffrey Godfrey

Revista ‘Knowledge of Reality’ 1996-2006
Citações de SHRI MATAJI
O Grande Adi Shakti Shri Mataji Nirmala Devi
Shri Mataji Nirmala Devi

“Mas hoje é o dia em que declaro que Sou o Um que tem que salvar a humanidade. Declaro que Sou o Um que é Adi Shakti, que é a Mãe de Todas as Mães, que é a Mãe Primordial, Shakti [Divino Poder Primordial] do Desejo de Deus, que tem encarnado nesta Terra para dar um significado a ela, a esta Criação,aos seres humanos, que estou certo que pelo Meu Amor e Paciência e Meus Poderes Eu estou indo alcançar isto. Eu era o Um que vezes e vezes. Mas agora tenho vindo a Minha Forma Completa e com completos Poderes. Tenho vindo a este Terra não apenas como salvação de seres humanos. Não somente para a emancipação deles, mas para garantir a eles o Reino dos Céus, a Alegria, a Benção que seu Pai quer dar a vocês”.

Shri Puratana Devi
(Purantana: Primordial ou Antigo)

Em 26 de julho de 1995, a Grande Deusa Primordial revelou que a Foto Milagre era genuína. Implicando que na duração de 21 luas cheias todos os Mensageiros de Deus Poderoso tinham dado bastante evidência necessária para os Crentes da Terra renderem-se à Divina Mensagem para a humanidade; a Grande Mãe Primordial terminou Suas revelações com estas palavras de despedida: “Temos feito nosso trabalho aqui”. Assim 1995 se encaixa perfeitamente com a antiga profecia Maia que “um calendário ciclo de duas vezes Kal-tun de 260 anos tinha que ir para que a cultura Solar floresça novamente para benefício de toda humanidade”. Lê-se na real profecia,

“No Ano 1475, antes da chegada dos espanhóis, o Supremo Conselho Maia revelou uma visão a muito tempo mantida de uma antiga Avó Solar chamada X’Nuuk’K'in, que um calendário ciclo de duas vezes Kal-tun de 260 anos tinha que ir para que a cultura Solar florescesse novamente em benefício de toda humanidade. Na primavera de 1995, este período de 520 anos será completado. Assim, 1995 é um ano decisivo e a raça humana terá que entrar no caminho da luz cósmica se é para permanecer uma espécie pensante. Os humanos buscarão o caminho da iniciação na Terra e no Céu. Pela Iniciação Solar eles serão capazes de verem a lumiosidade do Grande Espírito… pela pela Iniciação Solar, o corpo adormecido da humanidade pode ser despertado”. Hunab K’u (Criador) brilhará como o relâmpago que penetrará pelas sombras que envolvem a raça humana. Vamos nos preparar para receber a luz do conhecimento” [profecia Maia parafraseada].

“Quetzalcoatl ensinou os antigos todos os talentos necessários para avançar a civilização deles, da matemática e ciência à agricultura e astronomia, em como a famosa fórmula do calendário Maia que prevê que o fim do mundo será e 21 de dezembro de 2012. Ele ensinou as pessoas a viverem em paz e então se moveu desaparecendo no mar, mas ele prometeu que algum dia voltaria. Infelizmente para os habitantes antigos do México, eles tomaram mal a chegada dos conquistadores espanhóis e Cortez em 1519 como o retorno de Quetzalcaotl, o que os levou a uma trágica condenação. Recebendo-os com os braços abertos e tratando-os com a máxima reverência o povo antigo esperava que seu recém chegado deus doasse grande benevolência a ele. Ao invés, os invasores espanhóis nada mais trouxeram do que cobiça e brutalidade para seus anfitriões confiantes.

O nome Quetzalcoatl (ket-tsul’kwot-ul) significa “serpente emplumada”. Devemos certamente então mencionar a grande cidade antiga de  Chichen Itza na peninsula Yucatan no México. Lá, duas vezes por ano, um espetáculo surpreendente relacionado ao deus acontece:

“O Templo de Kukulkan (o deus serpente emplumada, também conhecido como Quetzalcoatl) é a maior e a mais importante estrutura cerimonial em Chichen Itza. Esta pirâmide de noventa pés de altura foi construída durante os séculos de XI a XIII diretamente sobre múltiplas fundações de templos anteriores. A pirâmide é uma casa-armazém de informação sobre o calendário maia… A escada norte era o principal caminho sagrado que leva ao pico. No pôr do sol dos equinócios vernal e outonal uma interrelação entre a luz do sol, e as margens dos terraços em degraus da pirâmide cria uma fascinante – e muito breve – sombra sobre os lados da escada norte. Uma linha serrilhada de sete triângulos interligados [chacras] dá a impressão de uma longa cauda se dirigindo para baixo para a cabeça de pedra da serpente Kukulkan (Kundalini), na base da escada.” (Linda Casselman)

Assim então, nestas duas datas mito importantes, os equinócios vernal e outonal, parece que Quetzalcoatl de fato está presente entre seu povo na medida em que a sombra da serpente se move ao longo dos degraus da Pirâmide de Kulkulkan.

“Este Poder é colocado no osso triangular que é chamado de sacro, o que significa que os gregos sabiam sobre este centro. Eles sabiam muito bem sobre isto e este é o motivo porque deram a este osso o nome de sacro, sagrado. Em muitos países tem havido uma manifestação que eles sabiam sobre este particular Poder.

Aconteceu de eu ir a Colômbia onde coletei uma autêntica cópia antiga de um antigo cordão. O cordão tem um sua parte inferior um Kundalini e até mesmo os brincos tem o Kundalini, mas surpreendentemente, ele era de índios da América, embora seu original agora esteja guardado no Museu da Colômbia. Foi na América que as pessoas sabiam sobre o Kundalini, definitivamente em uma espiral de três e meia que eles tem feito este padrão muito bem. É muito surpreendente que ele tenha sido feito antes que Colombo chegasse aqui”.

Um sítio arqueológico mais fascinante dos antigos nativo-americanos encontrado em Ohio, EUA, chamado ‘Monte da Grande Serpente” apresenta um corpo ondulante de serpente, sua cauda espiralada remanescente do Kundalini que jaz adormecido no sacro. Em sua boca aparece um ovo, símbolo da potencial atualização do segundo nascimento.

É possível, então, que os antigos povos nativo-americanos estivessem venerando o Divino Feminino e estivessem profundamente conscientes do significado simbólico, espiritual do Poder da Serpente e do Ovo Primordial?

Embora os eruditos não estejam certos do significado preciso deste Grande Monte da Serpente, é, contudo, altamente provável que este sítio fosse reverenciado pelos índios americanos como a sagrada representação do despertar do Kundalini [segundo nascimento].

Outras fontes oferecem informação adicional sobre o Grande Monte da Serpente.

“O Grande Monte da Serpente, no condado de Adams, Ohio, EUA, é considerado ser a maior efígie de serpente no mundo. O monte é um quarto de milha de comprimento e tem cinco pés de altura, e originalmente foi muito mais alto”

“O Grande Monte da Serpente continua a enroscar-se em seu quarto de milha ao longo de um topo de colina em Ohio. Pelo fim do século XIX arqueologistas  foram capazes de mostrar que os montes tinham de fato sido construídos por civilizações nativo-americanas muitos séculos antes de uma civilização a muito tempo perdida como a Grécia, Pérsia, Terra Santa ou a mítica ilha da Atlântida”.

“…as duas estruturas [Stonehenge e o Grande Monte da Serpente nos EUA] partilham da mesma linha de tempo. Da  datação de carbono em e ao redor de Stonehenge, o Conselho para Arqueologia Britânica (CBA) dá uma data inicial para o núcleo de Stonehenge em 3.000 AC ou 5.000 anos atrás. O projeto do Monte da Serpente foi concebido aproximadamente a 5.000 anos atrás também – e está portanto entre os mais antigos dos trabalhos de pedra e terra na América do Norte – ou de fato no mundo. Nisto, o Monte da Serpente e Stonehenge são da mesma geração. Este período de tempo é referido para a arqueologia norte-americana como sendo o “Periodo Arcaico” [aproximadamente 6000 AC a 1000 AC].

Energia Kundalini

“É importante entender sobre o nosso próprio Kundalini, como auto-realização e auto-conhecimento e aquele que dá o auto-conhecimento. É o nosso próprio Kundalini porque quando ela se eleva ela aponta quais são os problemas de nossos chacras. Agora dizemos que isto é puro desejo. É o nosso desejo casto. Não há luxúria ou cobiça nela. Este poder é a sua Mãe e Ela está sentada no osso triangular. Ela sabe tudo sobre você exatamente como um gravador. Ela é o conhecimento absoluto. Porque Ela é tão pura seja qual for o chacra que ela toque, Ela sabe o que está errado com este chacra de antemão; então Ela está bem preparada e Ela se ajusta completamente para que você não tenha um problema ao despertar. Se qualquer chacra estiver contraído, Ela espera e vai vagarosamente abrindo este chacra.

O Kundalini é o poder primordial e está refletido em você. No ser humano é como muitas cordas de energia, enoveladas em uma corda. Esta energia é toda torcida junta para formar este Kundalini. No ser humano as cordas são 3 x 7 = 21 Nadis elevados ao poder de 108. Quando o seu Kundalini se eleva, uma ou duas cordas fora disto vem e penetram o osso da fontanela. Ela tem que passar pelo mais interno nadi conhecido como Brahma Nadi. É um completo movimento em espiral. O Kundalini é uma espiral e os nadis são como uma espiral. O mais externo nadi está no nadi do lado direito, o ‘Pingala Nadi’. O segundo mais interno é o Ida Nadi. Ela começa enviando estes fios pelo Brahma Nadi, porque eles relaxam o centro. Ao relaxar o Centro, o sistema nervoso simpático também inicia a relaxar, suas pupilas começam a se dilatar e quando ela penetra o Anya, então os olhos estarão completamente dilatados e brilhantes. Então ela entra no  Sahasrara.

Isto é absolutamente a pura luz do conhecimento do amor, compaixão e atenção. Todas estas coisas estão nesta energia. Conhecemos muitas energias como a elétrica, a energia da luz etc. Estas energias não podem pensar. Elas não podem se ajustar e trabalhar por conta própria. Elas tem que ser manipuladas por nós. Mas esta energia, ela própria, é uma energia viva e conhece como se conduzir. Ela pensa. Se você vê uma semente brotando, você encontrará na ponta da semente, há uma pequenina célula que sabe como ir ao redor dos lugares macios, como envolver as pedras e como achar seu caminho na direção da fonte. Esta célula tem recebido um pequenino Kundalini nela. Mas dentro de nós uma tremenda força de Kundalini existe. Quando entendemos o que a alma diz que ela deve ter mais compaixão, como a minha compaixão, não está tudo bem; minha preocupação com os outros, minha generosidade não está tudo bem, tenho explorado o amor de outros. Então esta energia começa a se mover, dando a você esta maior dimensão de amor e compaixão. Se você não quiser crescer em sua consciência então ela não fornece a energia que está armazenada em você.

O Kundalini está lá para lhe nutrir, olhe para você e faça-se crescer mais alto, mais amplo e mais profundo em personalidade. Todo o poder dela nada mais é do que amor. Ela dá o poder de perdoar. Até mesmo quando você pensa, a energia para pensar vem do Kundalini porque você está pedindo a ajuda dela.

O poder do Kundalini é absoluta pureza, auspiciosidade, santidade, castidade, auto-respeito, amor puro, desapego, interesse, atenção iluminada para lhe dar alegria. Como a mãe que tenta seja o que for possível para dar a Alegria ao seu filho, do mesmo modo, este Kundalini tem apenas um poder e este é o dar Alegria a seus filhos. Quando falamos na luz do Kundalini, temos que entender que esta luz se espalha em sua vida, fora de sua vida e se expressa de uma maneira muito bela.

Quando você venera Adi Kundalini, o reflexo em você, que é o seu Kundalini, é muito feliz. Todas as deidades sentem-se felizes.

O poder do Kundalini que é a sua própria Mãe tem que se elevar e se manifestar, por causa de seu puro desejo. Em sua introspecção, puras e em sua Meditação, você deve ver por você mesmo, porque é você na Meditação. É para o Puro Desejo de compaixão e amor ser despertado dentro de nós. O crescimento tem começado e você descobrirá que esta concha que é o condicionamento humano e ego quebrar-se-á aberta. Isto está no osso triangular, que sobe, manifesta e pode salvar o mundo inteiro. Apenas veja a magnificência, a expansão, a grandeza deste Kundalini que está dentro de você e que sobe em sua força completa e tem mostrado coisas tremendas.

A alegria que sentimos durante recitais de música é porque Kundalini está dançando. Ela fica feliz porque você nada pede além da alegria da coletividade.

Você está plenamente conectado quando está absolutamente  desapegado e seu Kundalini está dançando. Você está só e nunca está só. Esta unidade com o todo lhe dá toda a segurança e alegria que você quer. Isto é o que o despertar do Kundalini significa coletivamente. A menos e até que você queira a pura coletividade em seu ser o Kundalini não se eleva.

Quando você venera Adi Kundalini, você está tentando limpar o seu Kundalini. bem como agradar as deidades. Isto é um objeto. Isto não pode ser mudado. Mas o refletor pode ser mudado. O movimento do Kundalini depende do temperamento da pessoa. Kundalini lhe dá honestidade, e fé na honestidade por atualizar a experiência. Suponha que você queira ir a um jardim e subitamente esteja lá. Então você saberá que seu desejo é puro e tem trabalhado. Todos tais milagres acontecem. O puro desejo funciona porque ele é poderoso.

Quando ele trabalha, a coisa toda funciona e você desenvolve a fé. Esta fé está dentro de você. Ninguém pode lhe desafiar; se você tem fé, isto será feito. Seu Puro Desejo está agora sendo cumprido, você está agora conectado e você agora é divino. Você é uma alma realizada. Você é diferente dos outros. Para você, todo este conhecimento sutil está sendo absorvido porque o seu Kundalini o está absorvendo. Seja o que for que seja absorvido é absorvido de volta por mim. Mas isto se torna como um barômetro. Você imediatamente sabe sem pensar, perguntar, você sabe sobre qualquer um porque o Kundalini é o refletor. Quanto melhor refletor você se torna, mas o Kundalini mostra. Embora o Kundalini seja a Mãe Individual, em suas funções e métodos. Ela é exatamente a mesma. Você não pode trapacear com o Kundalini. Ele o conhece completamente. Devemos meditar para obter a consciência completa pela qual permitiremos que o Kundalini cresça.”

Shri Mataji Nirmala Devi

“Estou aqui para falar da última novidade de nossa evolução. Esta novidade de nossa evolução em nossa consciência tem que acontecer nestes tempo modernos e tem sido, sobretudo, registrada nos escritos de muitos videntes. Há tempos que são chamados de “Tempos Decadentes” como o foi chamado pelo grande santo Cyasa que tem escrito o Gita e isto é a decadênia da humanidade que vemos ao redor em cada modo possível.

Agora gostaria de dizer que o conhecimento secreto de nosso ser interno que foi conhecido na índia a milhares de anos atrás. Porque a nossa evolução e ascensão espiritual há um poder residual dentro de nós que está localizado no osso triangular na base de nossa espinha. Este poder residual estava disponível a milhares de anos atrás na Índia, o despertar do Kundalini foi feito, tradicionalmente, apenas em base individual. Um guru daria o despertar ao discipulo. Como resultado deste despertar, o que acontece é que você alcança a auto-realização, sua individualidade. Secundariamente, quando este poder é despertado, ele se eleva e passa por seus sutis centros de energia em seu corpo, nutrindo-os e integrando-os. Ultimamente este poder irrompe pela área do osso da fontanela chamada Talu ou Divino Amor, que é descrita na Bíblia também como “a brisa fria do Espírito Santo”, também no Alcorão como “Ruh”  e também nas escrituras da Índia como  “Paramchaitanya”. Patanjali a tem chamado “Ritambhara Pragya”. Seja qual for o seu nome, este é um poder que é todo penetrante, que faz todos os trabalhos sutis do processo vivo. A existência desta energia toda penetrante não é sentida antes da realização mas depois da auto-realização que você pode sentir em suas pontas dos dedos ou no centro de sua palma ou acima da área do osso da fontanela.

Realmente, este conhecimento existiu um longo tempo atrás e a minha contribuição, se há alguma, é que agora podemos alcançar a mesma realização. Milhares podem alcançar em massa esta realização. É uma dádiva deste tempo onde foi previsto que uma tal transformação global ocorrerá. Tanto quanto em 65 países, milhares de pessoas tem alcançado sua auto-realização por meio da  Sahaja Yoga….

Possa o Divino abençoar a todos

Shri Mataji Nirmala Devi

NOTAS ADICIONAIS

Em 1475, dezessete anos antes de Cristóvão Colombo fazer sua primeira viagem ao “Novo Mundo” o Supremo Conselho Sacerdotal Maia se reuniu para revelar que a escuridão logo estaria caindo sobre o povo Maia e que dois ciclos calendários teriam que passar antes que o povo maia mais uma vez pudesse emergir à luz. Considerando a devastação sofrida pelos Maias nas mãos dos conquistadores espanhóis, a previsão da escuridão foi surpreendente acurada.

“Segundo o guardião do calendário Maia, Hunbatz Men, o equinócio da primavera, 21 de março de 1995 marcou o fim deste período de escuridão já que 520 anos agora tem se passado [cada ciclo do calendário com 260 anos]. Para marcar o evento, Hunbatz Men liderou uma iniciação solar nesta data em Chichen ltza, uma das maiores e mais frequentemente visitadas ruínas na Pensínula do Yucatan.

Esta iniciação ofereceu uma genuína experiência espiritual para dezenas de milhares que compareceram, a maioria dos quais era Maia. O dia foi cheio com a maravilha: Lamas do Tibet e líderes do Supremo Conselho Maia deram bençãos aos presentes; a música maia e a dança foi realizada em uma plataforma e a incrível arquitetura de Chichen Itza estava disponível para todos verem.

A cerimônia veio ao clímax mais tarde no cair da noite quando uma imagem sombra da serpente apareceu na Pirâmide de Kukulcan. Esta imagem aparece duas vezes por anos em Chichen Itza e é um testamento dos talentos astronômicos e arquitetônicos da civilização Maia. No Equinócio o sol atinge de um tal modo que uma sombra se forma em uma das bordas da pirâmide na forma do corpo da serpente. Esta sombra cobra conecta-se com uma estátua da cabeça da serpente na base da pirâmide para completar a imagem de um sagrado símbolo Maia, representando a fertilidade e o renascimento. As pessoas presentes responderam com meditação, cantos, orações e apresentaram reverência ao ‘milagre’.

Quando refletimos sobre o evento, é difícil não pensar sobre o recente nascimento de uma pequena búfala branca em Janesville, Wisconsin. Esta aparência branca cumpre uma antiga profecia indígena e significa um novo período de esperança e renovação para a cultura nativo-americana. Segundo os Lakota Sioux, o nascimento de uma búfala fêmea branca promete a unidade entre o povo e um novo respeito pela Terra. Vamos esperar que ambas as profecias sejam cumpridas.

Aluna Joy Yaxk’in

PROFECIAS MAIAS PARA O NOVO MILÊNIO
do ancião Hunbatz Men

“As profecias Maias estão sendo cumpridas. Algumas estão sendo cumpridas até mesmo agora. Algumas serão cumpridas amanhã. As profecias Maias existem porque os Maias conheciam o tempo cósmico. Eles sabiam que em certos tempos  seria necessário manter secreta esta sabedoria cósmica. Este era o propósito da profecia de forma que ela fosse capaz de comunicar seus segredos aos iniciados do futuro.

É profetizado que os iniciados devem retornar à terra sagrada dos Maias para continuar o trabalho do Grande Espírito. Aqui nas terras de Mayab, nos ciclos de luz, surge uma grande sabedoria, que iluminará a humanidade por muitos milênios. Esta sabedoria foi dada aos  Mayan-Itzaes.

Agora os mestres reencarnados voltam às terras dos Maias para se comunicarem com os grandes espíritos dos Itzaes de forma que juntos eles possam entender o que deve ser a nova iniciação que será posta em prática; assim a humanidade, os mestres reencarnados e os grandes espíritos dos Itzaes podem se fundir em um. Então eles serão capazes de viajar como o vento, descer como a chuva, dar calor como o fogo e ensinar como a Mãe Terra.

Estes mestres virão de muitos lugares. Eles serão de muitas cores. Alguns falarão de coisas difíceis de entender. Outros serão idosos. Alguns menos. Alguns dançarão enquanto outros permanecerão silenciosos como rochas. Os olhos deles comunicarão a mensagem iniciática, que é para continuar pelos ciclos do próximo milênio.

É também profetizado que esta iniciação da sabedoria cósmica é para os futuros iniciados. Eles serão jovens e velhos, homens e mulheres que terão o entendimento que esta moderna civilização não está encontrando suas responsabilidades educacionais. É bem sabido que esta chamada civilização moderna tem causado um efeito regressivo no desenvolvimento espiritual.

Os centros Maias de cerimonial começam a emanar a luz do novo Milênio, o que é muito necessário hoje. Muitos centros cósmicos de cerimonial Maia começam a chamar, com seu reflexo solar, os muitos iniciados que virão para continuar o trabalho do Grande Espírito. Em muitos centros Maias de cerimonial os Sacerdotes Solares começarão a andar entre uma multidão de turistas. Eles serão tocados pelos Sacerdotres Solares para a iniciação na sabedoria cósmica. Será então que os iniciados de segundo nível devem começar a trabalhar entre os novos iniciados.”

“Ah!… os calendários Maias terminam em 2012 o que significa o fim do tempo. Esto certo que você tem ouvido que a iluminação significa realização da alma [além do espaço e tempo] em correlação com o espirito [Deus ou a Criação].

Então não tema. 2012 não significa cataclisma, de fato, é o oposto, a vinda de uma nova Idade Dourada, na qual possuiremos os poderes dos antigos. Seremos capazes de levitar, manifestar, curar e evocar o mágico. Você perceberá mais e mais pessoas que estão se tornando interessadas em cristais, iluminação, e planos etérico e astral. Ao mesmo tempo, muito caos está acontecendo agora para equilibrar os mundos carma para que todos possamos ascender juntos. Esta é a lei, e ao segui-la, ascenderemos e seremos livres do carma. Isto é o porque muitos de vocês estão experimentando tempos de turbilhão. Está aqui por uma razão e nunca acontecerá novamente.

Há uma real evidência científica que o nosso DNA está evoluindo, e o completo proceso evolutivo de nosso DNA estará completo em 2012. Com isto seremos capazes de obter a sabedoria mística que é desconhecida pelos filhos do homem, ainda que conhecida pelos filhos da luz.

Para você ver, de muitas fontes antigas, elas descrevem o tempo como circular. A sabedoria e os poderes da criação possuídos nos tempos antigos, voltarão para nós novamente. O antigo descendente de Deus, uma terra natal, Mu, Atlântida, então se espalhando e migrando no povo da Índia, Egito, Grécia, Pérsia… Todos estes antigos mensageiros carregam o segredo dos antigos, e todos se relacionarão com a mesma coisa [ainda que eles estejam todos em diferentes partes do mundo] significando que eles descendem do UM. Estamos voltando a este UM, e mais descobertas da Atlântida e nosso antigo passado estão emergindo. Especialmente aquelas dos cristais, que os Atlantes usavam como um instrumento mágico dos Deuses.

Olhe muitas fontes, não apenas a minha. Tenha a mente aberta. Não me siga, muito mais tome a sabedoria que vos falo e a utilize em seu próprio caminho.”

“Um incenssante fluxo rápido de mudanças na Terra tem se tornado tão aparente em 1995 que até mesmo a media tradicional está prestando atenção. A transformação da Terra foi a causa da celebração da Convergência Harmônica iniciada por José e Lloydine Arguelles em agosto de 1987, e a Mudança do Tempo em 26 de julho de 1992. A Mudança do Tempo marcou o tempo na história quando o planeta entrou em uma nova sequência de energia que depois da mudança do polo magnético em 2000 estará completa em dezembro de 2012. A Nave Tempo Terra lançará a viagem dela para o quarto tempo dimensional em 2013.

O mapa da transformação planetária em uma nova corrente de tempo planetário foi marcado no calendário Maia e interpretado por José e Lloydine em ‘Dreamspell’. Na década de 1950, os astrônomos euro-americanos correram ao longo para perplexante realidade que os nativo-americanos eram mestres de uma sofisticada astronomia anteriormente não reconhecida. Desde que o Novo Mundo foi conquistado, os europeus tinham acreditado que os nativo-americanos eram ignorantes em astronomia. De fato, o conceito nativo-americano era completamente diferente do europeu e portanto não foi reconhecido. Quando os astrônomos europeus rastrearam grandes objetos, tais como o Sol a Lua, em cursos diferentes, os nativo-americanos rastrearam pequenos objetos relativos a grande objetos, muito mais complexos e um sistema muito mais acurado. Os dois sistemas perceberam os céus de pontos de vista radicalmente diferentes, que os europeus não reconheceram o sistema nativo-americano como astronomia.”

“Quando os espanhóis conquistaram os Incas 500 anos atrás, o último pachacuti, ou grande mudança, ocorreu. Os Q’ero tem estado esperando desde então pelo próximo pachacuti, quando a ordem emergirá do caos. Pelos últimos cinco séculos eles preservaram seu conhecimento sagrado, e finalmente, nos anos recentes, os sinais foram cumpridos que o grande tempo da mudança estava chegando.

- os lagos das altas montanhas tem secado.
- o condor está quase extinto
- e a descoberta do Templo Dourado tem ocorrido, seguindo o terremoto de 1949 que representou a ira do Sol.

As profecias são otimistas. Elas se referem ao fim do tempo como o conhecemos – a morte de um modo de pensar e o fim de um modo de ser, o fim de um modo de se relacionar com a natureza e com a terra.

Nos andos vindouros, os Incas esperam que nós emerjamos em uma idade dourada, um milênio dourado de paz. As profecias também falam de mudanças tumultuosas acontecendo na terra, e em nossa psique, redefinindo nosso relacionamento e espiritualidade. O próximo pachacuti, ou grande mudança, já tem começado, e promete a emergência de um novo humano depois deste período de turbilhão. O caos e revolta caraterísticos deste período durarão outros quatro anos, segundo  os Q’ero.

O paradigma da civilização européia continuará a colapsar, e o modo do povo da Terra retornará. Até mesmo mais importantemente, os anciãos shamânicos falam sobre um rasgar do tecido do próprio tempo. Isto apresenta uma oportunidade para nós para nos descrevermos não como temos sido em nosso passado mas como estamos nos tornando.

Pachacuti também se refere ao grande líder Inca que viveu durante os anos de 1300. Ele é dito ter construído Machu Picchu e foi o arquiteto de um império do tamanho dos EUA. Para os Incas, Pachacuti é um protótipo espiritual – um Mestre, um luminoso que subiu fora do tempo. Ele foi um messias, mas não no sentido cristão de único filho de Deus, além do alcance da humanidade. Muito mais ele é visto como um símbolo e promessa de quem todos devemos nos tornar. Ele incoprpora a essência das profecias de pachacuti, como Pacha significa ‘terra’ e ‘tempo’ e cuti significa ‘colocar as coisas certas’. Seu nome também significa o ‘transformador da terra’.

As profecias de pachacuti são conhecidas pelos Andes. Há aqueles que acreditam nas profecias que se referem ao retorno do líder Pachacuti para derrotar aqueles que tomaram a terra dos Incas. Mas segundo o Dr. Villoldo, o retorno de Pachacuti está acontecendo a nível coletivo. “Não é o retorno de um único indivíduo que incorpora o que estamos nos tornando, mas um proceso de emergência disponível a todas as pessoas”.

Os Q’ero tem servido como os guardiões dos ritos e profecias de seus ancestrais Incas. As profecias não tem utilidade a menos que alguém tenha as chaves, os ritos de passagem. Os Ritos Estelares, ou “Mosoq Karpay” (O Rito do Tempo a Vir) são cruciais no desenvolvimento prático descrito nas profecias. Seguindo os “despachos” (oferendas ritualísticas de mesa, ou pacotes de remédios] na cerimônia na cidade de New York os shamãs administraram o Mosoq Karpay aos indivíduos presentes, transmitindo as energias originadas com os ancestrais da linhagem deles. A transmissão do Mosoq Karpay é uma cerimônia representando o fim do relacionamento de alguém com o tempo; é um processo de coração.

Este processo de Se Tornar é considerado mais importante do que as próprias profecias. Os Karpay [ritos] plantam a semente do cohecimento, a semente de Pachacuti, no corpo luminoso daquele que recebe. Ele também é para cada pessoa “aguar’ e cuidar da semente para que ela possa crescer e e florescer. Os ritos são uma transmissão do potencial; deve-se então se tornar disponível ao destino. Ele apenas pode ser chamado por uma tribo.

Ultimamente, este pode pode fornecer o ímpeto para alguém saltar no corpo de um Inca, um Luminoso. Esta pesoa está ligada diretamente às estrelas, O Sol Inca da cosmologia. Os Q’ero acreditam que os portais entre os mundos estão se abrindo novamente. Buracos no tempo que possamos pisar por eles e além, onde podemos explorar nossas capacidades humanas. Reganhar a nossa natureza luminosa é uma possibilidade hoje para todos que ousem saltar.

Os shamãs andinos dizem,

“Siga suas próprias pegadas, aprenda dos rios, árvores e rochas. Honre a Cristo, Buda, seus irmãos e irmãs. Honre a Mãe Terra e o Grande Espírito. Honre-se e a toda criação”.

“Os Maias desenvolveram seu calendário muito antes dos calendários Juliano e Gregoriano viram a existir. O calendário Maia é baseado nos ciclos de energia que ocorrem naturalmente e em uma estreita conexão a Mãe Terra, o Sol, e as Pleiades. Porque os Maias honravam a Mãe Terra e os ciclos de energia estão presentes aqui, eles estavam em sintonia com os ciclos. Eles tornam  o acesso à informação que não está disponível ao ‘povo moderno’ porque o ‘povo moderno’ é extremamente limitado por seu sistema de crenças.

Os Maias ganharam conhecimento sobre muitos ciclos que ocorrem na Terra. Eles reconheceram um ciclo de energia de 13 dias que vem de fontes galáticas. Eles também vieram a conhcer um ciclo de energia de 20 dias vindo do Sol. Ao estudar os ciclos e suas interações um com o outro, os Maias ganharam o conhecimento da vida na Terra que excede em muito nossas crenças ‘modernas’. Felizmente, este conhecimento está se tornando disponível para nós a este tempo para o assistirmos em nosso ‘retorno à harmonia natural”…

Quando o Grande Ciclo chega a completação, algo muito interessante está também acontecendo na constelação de Pleiades. A estrela Maya é a terceira estrela da constelação de Pleiades. A estrela Maia passa pela Banda de Fóton por quase 2000 anos entrando e saindo da banda por quase 1200 anos. Seu caminho orbital ao redor de Alcione é mais curto já que ela está mais perto de Alcione. O nosso Sol entrará na Banda de Fóton em 1998 e estará completamente dentro da Banda por 2002. Na medida em que o nosso Sol deixa a Noite Galática e entra na Banda, a estrela Maya também entra na Banda de Fóton. Estas duas estrelas estão sincronizadas neste tempo. Quando a estrela Maya retorna à Banda de Foton, os Seres de Luz Maias estão voltando a Terra para nos auxilar no Grande Ciclo que está vindo à completação. Os Grandes Eventos estão para ocorrer e a Antiga Sabedoria está retornando à Terra. Saiba que você tem toda escolha de estar aqui na Terra a este tempo para vivenciar o que será esta experiência…

O tempo não é linear. Temos sido ensinados a pensar no tempo como somente indo em frente, de um ponto a outro. Penso que seja mais acurado pensar no tempo como uma espiral, como ciclos. No tempo antigo, a nossa Mãe Terra era pristina e todas suas formas de vida viviam em harmonia e honra. É possível curar a Terra e restaura-la ao seu estado pristino ao unir os tempos antigos com o presente. Para realizar isto, devemos primeiro nos livrar da limitação de acreditar que o tempo seja linear. Os Calendários Maias e Dreamspell podem nos ajudar grandemente em vir a um entendimento muito maior do tempo. É algo que deve ser vivenciado. É dificil expressar em palavras porque faltam termos à nossa linguagem para expressar a natureza do Tempo.

Criamos a nossa Realidade. Por qualquer razão ou propósito, a consciência de massa da humanidade esta abraçando o tempo linear e criando uma realidade muito limitada. Cada um de nós muda da consciência de massa, ajudando a mudar o todo. Ame e Honre sua Mãe Terra. Receba o Raio da Sincronização Galáctica do Sol. Cante a canção de sua Alma. Ouça seu coração.

Estamos vivendo os tempos das profecias e agora em outro calendário de Ox Lahu Baktun. Ele também fala sobre o cíclo das grandes mudanças. Neste ciclo de 5.085 anos no calendário Maia ainda há mais 15 anos para que este calendário esteja completo. Quando este ciclo estiver completo  uma outra restauração do planeta começará.

O mundo mais uma vez novamente tem caido em uma natureza negligente. O mundo tem sido levado pelos caminhos materialistas, e a humanidade precisa transcender este ciclo e viver em uma dimensão mais sutil. Exatamente agora apenas as pessoas espirituais neste planeta estão vivendo este processo. Os grupos indígenas do planeta também estão vivendo este processo. Mas a grande maioria das pessoas no planeta não tem idéia destas mudanças. Estas mudanças podem ser muito catastróficas. É meu objetivo que os diferentes grupos indígenas e espirituais possam se reunir como os novos guerreiros da luz. Com seus instrumentos de amor eles trazem a mensagem para a humanidade que a atitude dela precisa mudar. Precisamos de atitudes positivas como os diferentes grupos indígenas e espirituais e o relacionamento deles com a natureza, com nossos irmãos e irmãs as árvores, com nossos irmãos e irmãs os animais e com a nossa Mãe Terra.

Até mesmo embora tenhamos negligeciado e abusado da Mãe Terra, tenhamos retirado sua pele, contaminado suas águas, contaminado seu vento, ela ainda está nos servindo em grande estilo. Os filhos desobedientes que temos sido, ainda que ela nos ame e nos nutra. Devemos entender que o Avô Sol brilha sua luz sobre nós, não importa de que cor, forma ou tamanho sejamos. Devemos ver um ao outro com esta atitude em mente. Se uma grande parte da humanidade começar a entender este processo, não apenas a um nível intelectual, mas também em um nível vive-lo, estas mudanças drásticas a que estas profecias se referem não serão tão drásticas.

Os antigos observadores do céu e os guardiãos da sabedoria das tradições originais da Mãe Terra nos lembram de nossas origens cósmicas e como o realinhamento com o cosmos pode nos dar toda energia esssencial necessária para vivermos juntos harmoniosamente e com honra para nossa Mãe Terra. Eles ensinam que tudo que acontece no céu afeta as nossas percepções e a nossa evolução. Não estamos separados de nada ou de ninguém. Está claro que estes tempos atuais sobre a Mãe Terra são como nenhum outro. Estes são tempos em que todas as raças, de todas as direções, devem vir juntas em harmonia e unidade.

“A Terra não será destruída em 21 de dezembro de 2012. Os Maias viram esta data como um renascimento – o início do mundo do quinto Sol.

Ir para a quinta dimensão, será o início de uma nova era. No levantar do Sol de 21 de dezembro de 2012 a Terra estará cruzando o equador galático, se alinhando com o centro da galáxia pela primeira vez em 26.000 anos. Isto fará uma cruz cósmica. Esta cruz cósmica é considerada a Árvore da Vida. Isto abrirá um canal para a energia universal fluir pela Terra, limpando-a e a aqueles que a habitam. Elevando todos a um nível mais alto de vibração. Este processo já tem começado.

Profecias Maias por ThunderBeat

Hunbatz Men fala de uma antiga confederação de anciãos nativo-americanos composta de representantes da Nicarágua e do Círculo Ártico. Eles tem se reunido por milhares de anos e continuam hoje a assim o fazer. Antes dos espanhóis virem à confederação, eles decidiram esconder os ensinamentos Maias, confiando o seu cuidado a certas famílias. Hunbatz Men é um herdeiro desta linhagem. Em seu livro ‘Secrets of Mayan Science/ Religion’, ele revela ensinamentos que espelham aqueles hindus e budistas de astrologia, meditação, e a raíz septenária da criação.

Ele fala de Kukulcan e Quetzalcoatl, não tanto à luz do esperado retorno, mas muito mais em termos da possibilidade de cada um de nós poder alcançar o mesmo estágio exaltado ao trilhar o caminho do conhecimento atingido.”Ser Quetzalcoatl ou Kukulcan é conhecer as sete forças que governam nosso corpo – não apenas conhece-las e entender seu íntimo relacionamento com as leis naturais e cósmicas. Devemos compreender os ciclos curtos e longos e as leis solares que mantém nossas vidas. Devemos saber como morrer e como nascer”.

Don Alejandro Oxlaj é um sacerdote de sétima geração da Guatemala e chefe do Conselho dos Anciãos Maias Quichua. Ele tem viajado pela América do Norte comparando as profecias nativas de diferentes tribos. Nos anos futuros ele espera registrar e publicar, pela primeira vez em 550 anos, as profecias Maias de seu povo.

O que é iluminador em todas estas declarações é o seu tom de consistência de reconciliação. Os grupos nativos estão abrindo as portas às pessoas de todas as cores, falando deles mesmos como Guerreiros do Arco-Iris. Seus anciãos os tem lembrado ‘a lembrar das instruções originais” quando cada tribo recebeu do Criador um mandato a seguir. Este mandato tem dito a eles que agora é o tempo de curar o passado, a despeito de séculos de dor e perseguição. Agora é tempo de se reunir e trabalhar em harmonia para reabilitar o planeta e estabelecer uma era de alinhamento e paz.

Profecias Antigas para Tempos Modernos
Bette Stockbauer

“A despeito de tudo que os cientistas tem aprendido sobre os Maias até então, constantemente encontramos questões não respondidas. Ninguém tem explicado satisfatoriamente onde e quando a civilização Maia se originou, ou como ela evoluiu em um ambiente tão hostil para a habitação humana. Quase que não temos informação confiável sobre a origem do calendario deles, a escrita hieroglífica, e o sistema matemático; nem entendemos detalhes incontáveis relativos a organização socio-política, religião, estrutura econômica e vida diária. Até mesmo a catástrofe abaladora que levou ao abandono súbito de suas maiores cidades durante o século IX – um dos mais perplexantes mistérios arqueologicos até hoje descobertos – está ainda profundamente envolvido em conjecturas.”  -  Charles Gallenkamp

“No mito Maia, o sol do solstício de inverno corresponde à deidade One Hunahpu, também conhecida como Primeiro Pai. O Livro Sagrado Maia, o Popol Vuh, estabelece o estágio em que o pai dos dois Heróis Gemeos (One Hunahpu) pode ser renascido, assim começando uma nova Idade Mundial. A brecha escura tem muitas identidades míticas; é a Estrada Negra; é o xibalba be (a Estrada para o Submundo] é uma fenda nos ramos da árvore cósmica [a Via Láctea], é a boca do Monstro Cosmico [frequentemente retratado como um sapo, jaguar ou cobra com caraterísticas como árvore]; é o canal de nascimento da Mãe Cósmica. Sobretudo, a brecha escura é melhor entendida como o canal de nascimento da Mãe Cósmica, que chamamos Primeira Mãe para complementar o Primeiro Pai. Deste modo podemos traçar como estas várias metáforas são encontradas na Mitologia Maia da Criação. A data deste alinhamento é, novamente, a data final do Grande Ciclo 13 baktun – um ciclo de aproximadamente 5.125 anos. Isto sugere que os antigos Maias estavam cientes do iminente alinhamento e o consideravam ser de tal importância para ser um maior ponto de transição, a Criação de uma Nova Idade Mundial. Em termos mitológicos, este evento é sobre a união do Primeiro Pai com a Primeira Mãe ou, mais acuradamente, o nascimento do Primeiro Pai [o sol do solstício de inverno - o governante da Nova Idade Mundial] da Primeira Mãe [a brecha escura da Via Láctea]. A manchete apropriada para este evento vindouro é: “Mãe Cósmica Dá a Luz o Primeiro Deus”  (citação de John Major Jenkins – 1994)”

Publicado em: às junho 17, 2009 em 1:10 pm  Comentários (4)  

Novo Post: Jesus Histórico

Hoje postei no site conspire assim um artigo muito polêmico sobre o Jesus Histórico e o Jesus Mítico. Tenho este artigo já a bsatante tempo e não consegi localizar seu site e seu autor é desconhecido. O artigo, embora polêmico, até mesmo chocante sob o ponto de vista cristão, é soberbamente documentado e defendido . Boa leitura!

Publicado em: às junho 14, 2009 em 1:17 pm  Comentários (3)  
Tags: ,

A Arca de Cristo

A ARCA DE CRISTO

A MITOLOGIA, SIMBOLISMO E PROFECIA DO PLANETA X E A IDADE DO TERROR

WILLIAM HENRY

Dedicado a
Sarabeth.

2002

“Com Este Sinal Crie a Paz”

SCALA DEI
Nashville

1. DO FIM DO CÈU

Segundo o mito Sumério e Babilonio, nossa realidade se eleva do porvir de um incrível pesadelo cósmico. A detalhada narrativa deles fala da conquista e da matança da Grande Deusa Mãe [planeta] pelo Planeta X, um misterioso planeta esbravejante que balança longe, ao lado de nosso sistema solar e que é esperado logo retornar ao nosso sistema solar. Uma enorme incerteza acompanha este evento. Os Sumérios são um povo principalmente desconhecido pela maioria. Suas origens são incertas até mesmo para os eruditos. Se o planeta X está mesmo em seu caminho, contudo, as histórias sobre os deuses deles e as lembranças do começo da humanidade contêm uma orientação essencial para nossos tempos. Hà cinco mil anos atrás os astrônomos sumérios fizeram tabletes de argila cozida e que os pesquisadores dos selos de cilindro de cristal dizem representar o nosso sistema solar. Eles mostram onze globos circulando uma grande estrela raiada, presumidamente representando o Sol. A moderna astronomia apenas reconhece nove planetas no sistema solar – Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão este último, recentemente, desconsidrado como planeta, o que gerou uma polêmica ainda em aberto nos círculos academicos].  Não foi senão em 1781 que a astronomia moderna descobriu Urano, em 1846 descobriu Netuno e apenas em 1930 aconteceu a descoberta de Plutão. Se fomos incluir a Lua como um planeta, o que parece que os sumérios tenham feito, então temos um total de dez planetas orbitando atualmente o Sol. Isto nos deixa com um planeta; um planeta muito maior do que a Terra mas menor do que Júpiter e Saturno que os sumérios representavam entre Marte e Júpiter.

Seja quem for que inspirou os sumérios a fazerem estes selos parece também ter inspirado os poetas sacerdotais, que o erudito sumério Zecharia Sitchin mantém, numerou os planetas de nosso sistema solar de fora para dentro, na medida em que eles se aproximavam da Terra vindos de fora de nosso sistema solar. Nenhum nome é dado nos selos de cilindro para os corpos representados neles. Deixou esta tarefa para os poetas, ou as musas deles, preencherem os vazios. Sitchin, que começou publicando suas interpretações poéticas destas histórias em 1976 em sua série ‘Cronicas da Terra’ composta de cinco livros, revolucionou o estudo do Enuma Elisha, o ‘Geneses Babilonio’, e do Geneses Hebreu ao apresentar a história da Criação cujas implicações literalmente podem transformar a raça humana. Seu trabalho controvertido constitui uma potencial maior inovação em nosso entendimento de questões fundamentais que sempre tem perplexado a humanidade: Quem somos nós? Como chegamos aqui? Como voltamos para casa? Nestes velhos textos aprendemos que o planetas extra localizado entre Marte e Júpiter é chamado TIAMAT, uma deusa que tem duas faces. Na tradição patriarcal ela é chamada ‘o monstro’, e ‘a serpente dragão do caos’, enquanto na tradição matriarcal ela é chamada a ‘donzela da vida’ e é descrita em termos brilhantes  como um cintilante prêmio a prestar atenção: a primordial deusa do mar que enfrentaria um destino similar ao da Atlântida. O Enuma Elisha fala como o Armagedon atingiu a deusa. Ela foi violentamente partida em pedaços. Uma metade de TIAMAT foi demolida e se tornou o cinturão de asteróides, “o bracelete martelado’ ou o campo de restos planetários que circula entre Marte e Júpiter. A outra metade tornou-se a Terra. Em outras palavras, Sitchin diz que a Terra é TIAMAT reencarnada. O Torah também se refere a esta destruição aludindo ao Planeta X como os sumérios o fazem, como ‘O Senhor’:

‘Os Céus evidenciam a glória do Senhor, o Bracelete Martelado proclama seu trabalho manual’. Muito atraentemente o Torah acrescenta: ‘Do fim dos céus Ele se emana. O martelamento desta deusa é atribuido ao primeiro ferreiro ou alquimista que ‘martelou’ ou muito mais ‘lançou’ o mundo. Seu nome é EA, o senhor da sabedoria e da mineração e metalurgia. Na recontagem babilonica desta história o filho de EA, Marduk, um outro nome para o Planeta X, usurpou a autoridade de seu pai e levou o crédito pela matança deste dragão; a original guerra no céu é mais tarde descrita no Livro da Revelação. Depois do confronto, diz Sitchin, o Planeta X permaneceu em nosso sistema solar em uma vasta órbita elíptica de 3.600 anos – o que o torna muito obscuro para ser visto. Ele é um décimo segundo planeta em nosso sistema solar, o décimo a partir do Sol. Dai ele ser chamado de Planeta X, o numeral romano para dez. EA é a figura central em nossa investigação. Interessantementemente, EA era realmente o nome da deusa antes que fosse usado para um deus masculino. A associação original de EA com a deusa é refletida em sua presença no Oriente, Pascoa, Terra [east, easter, earth] e todas estas palavras sendo associadas ao Divino Feminino. Os tabletes de argila cozida deixados pelos sumérios, e interpretados por Sitchin, nos contam que depois do cataclisma que formou a Terra, EA liderou um grupo de seres interplanetários do Planeta X que desceram no dragão ferido para semear uma nova civilização. Sitchin estima que isto ocorreu a alguns 450.000 anos atrás. Os sumérios chamavam EA e os primeiros representantes do Planeta X que desceram à Terra de An-nun-aki, ou os Filhos de Anu ou Ana, significando “O Povo do Deus da Luz’. A raça Ana foi conhecida por vários nomes. Na Grécia, os Annodoti. Na história céltica, os Tuatha de Danaan. Nas escrituras semíticas (Torah, Talmud, Velho Testamento e os textos apócrifos como o Livro de Enoque), eles eram chamados Nephilim, Gigantes, os Filhos de Deus, Os Observadores. Eles são descritos como vindo e indo das estrelas em ferozes veículos voadores. Eles tem armas de destruição em massa, que eles usam um contra o outro. Eles usam roupas de alta tecnologia com anexos simbolizando asas, chifres, e até mesmo escamas de peixe. Cada um destes símbolos indica o poder divino e o sangue real. A Bíblia também os chama de Els, uma antiga palavra que é encontrada em muitas outras linguas incluindo o sumério EL, ‘luminosidade’ ‘brilho’; o babilonio ELLU, ‘o brilhante’, ‘ um ser brilhante’; o velho gaulês ELLU, ‘um ser brilhante ‘ e o inglês ELF, ‘ser brilhante’. Eu me referirei a eles como Os Brilhantes. Sitchin mantém que os Brilhantes vieram à Terra para procurar ouro para consertar uma crise atmosférica no Planeta X. De início ele diz: “EA tentou minerar o ouro das águas da Terra. Quando o resultado não foi satisfatório, seu meio-irmão ENLIL veio à Terra, para assumir o comando, e mudou as operações para a África, onde o ouro era abundante [e ainda é]. Quando o trabalho tornou-se intenso demais para os antigos astronautas, EA geneticamente alterou os proto-humanos que então habitavam o planeta, criando a humanidade como uma raça escrava.

O intercâmbio do termo bíblico El e o sumério Os Brilhantes ilumina muito do mito previamente enodoado e a escritura, particularmente as quatro citações quintessenciais do livro do Geneses 1:1 ‘ No início os Brilhantes criaram o céu e a Terra’. 1:26 ‘Os Brilhants disseram: Vamos faze-los a nossa imagem, na semelhança de nós’. 2:8 ‘YAHWEH (o líder dos Brilhantes] plantou um Jardim no Oriente’. 5:24 ‘Enoque andou com Os Brilhantes. Então ele desapareceu porque Os Brilhantes o levaram embora’. Dos registros sumérios Sitchin conjectura que algum tempo depois da chegada deles, EA e sua parceira, a deusa Ninharsag, começaram a experimentar com o selvagem Homo eretus que eles encontraram habitando as regiões do Delta da África. Estes experimentos levaram a criação de um ‘lulu’ ou ‘um misto’, um híbrido que se tornou um trabalhador primitivo e culminou em algum tempo por volta de 300.000 AC com o protótipo que os sumérios chamam de Adapa, o ‘homem modelo’, e que os hebreus chamam de Adão. Há pouca dúvida de que EA e Ninharsag pretendiam que sua criação inicial, chamada ‘lulu’ realizasse o trabalho duro em benefício do planeta lar deles. Contudo, em algum ponto eles parecem ter mudado de idéia sobre usar a escravidão espiritual como meio de resolver o problema atmosférico do planeta X. Em uma drástica mudança de coração, eles abruptamente foram a um outro extremo. Sitchin reconta que EA e Ninharsag não estavam contentes em permitir que a criação deles continuasse escrava. Eles estabeleceram um curso para retirar sua criação do laço espiritual ao criar um ser avançado por meio da pesquisa genética, formando com eles uma ligação mais estreita e uma maior semelhança com os Brilhantes. Usando seu próprio material genético, EA e  Ninharsag chegaram a um novo ‘modelo perfeito’ de terrenos chamados Adapa. A este tempo, Adapa foi ordenado como alto sacerdote em Eridu. Ele era conhecido ter adquirido uma sabedoria igual a de seu pai, porque EA o tinha ‘aperfeiçado com um amplo entendimento, revelando todos os projetos da Terra; a Sabedoria foi dada a ele’. Nos é dito que Adapa diariamente frequentava o santuário em Eridu. Ele posteriormente recebeu a missão de espalhar seu conhecimento para a humanidade. Segundo a história suméria, foi neste templo em Eridu que EA, o mestre dos segredos de todo conhecimento cientifico, guardava o ‘me’  – o cristal – como objetos, algumas vezes usados como ornamentos ao corpo dos deuses, no qual o conhecimento como a medicina, astronomia, astrologia, e construção do templo estavam contidos. Adapa foi apelidado NUN.ME ou ‘Aquele que decifrou o Me’. ENLIL chamado ‘príncipe da Terra’ cujo comando faz o céu tremer, é militarista, gerencial, e totalmente oposto a EA, o sonhador. Ele estava furioso com EA por criar esta raça escrava [que ele transformou em objeto sexual]. Ele foi ameaçado pelo aparecimento de Adapa.

Há uma declaração interessante no Popol Vuh maia que reflete os pensamentos de ENLIL sobre o assunto de seus ‘escravos’ que se tornaram perfeitos: ‘Não é bom que as nossas criaturas devam saber disso. Devam eles por acaso serem iguais a nós, seus criadores, que podemos ver distante, que conhecemos tudo e tudo vemos?’ ‘Devem eles serem deuses?” Um antigo nome para este seres é o povo irlandês ‘sidhe’. Eles são considerados serem descendentes diretos ou reencarnações dos Brilhantes. Evans-Wentz nota que este povo sidhe é descrito como uma raça de aparência majestosa e maravilhosa beleza, em forma humana, ainda que de natureza divina. Eles são divididos em duas classes: aqueles que são brilhantes, e aqueles que são opalescentes e parecem acesos por uma luz dentro deles próprios. A palavra sidh nos informa da natureza dos ensinamentos proibidos que EA desejou ensinar. Sidh parece estar relacionado ao latim sedes e ao sânscrito siddha, ambas as palavras significando poder. O termo sânscrito siddhi carrega o sigignificado de “realização’ ou ‘perfeição’. Na literatura hindu este termo é usado para denotar as habilidades que os indivíduos auto-realizados ou espiritualmente perfeitos possuem e usam sem egoismo. Os eruditos que tem acompanhado os ‘anos perdidos’ de Jesus tem mostrado que ele recebeu treinamento na Índia de mestres hindus e budistas. Eles ensinaram a ele as habilidades yogi chamadas ashta-siddhi. Estes oitos poderes eram: Animan, a habilidade de fazer alguém infinitamente pequeno em um instante; Mahiman, o poder de crescer infinitamente grande a sua vontade; Laghiman, desafiar a lei da gravidade, a levitação; Prapti, o poder de tocar qualquer objeto a qualquer distância, tal como cavar um punhado da poeira de Marte; Prakamya, a habilidade de mergulhar no solo sólido e se mover nele como se fosse no ar ou na água; Vashitva, o controle total sobre os elementos; Ishitritva, a habilidade para criar ou destruir a matéria; Kamavasayitva, a materialiação instantanea dos desejos.

EA flutua por um pilar. Por causa do envolvimento genético de EA e sua doação dos segredos das estrelas, a humanidade da Terra pode ser elevada ao nível do desenvolvimento intelectual dos deuses. A possibilidade de sua criação poder até mesmo excedido seus supervisores extraterrestres é evidenciada pela declaração de Jesus, ‘aquele que acredita em mim também fará os trabalhos que faço; e os maiores trabalhos do que estes ele fará, porque eu vou ao Pai”.

Por causa de seu desejo de ensinar estas poderosas habilidades à humanidade EA foi rotulado como ‘A Serpente’. Este conhecimento e as habilidades que ele representa, é a verdadeira razão porque ENLIL, que se tornou YAHWEH na tradição hebraica, estava tão enraivecido e ameaçado. Por esta interpretação, EA estava criando ou ativando uma super raça, lembrada pelos Essênios como ‘Os Filhos da Luz’ e por outras tradições em termos similares. O bastão mágico como a elegância desta hipótese tem sido usado para explicar a falta de evidência esquelética entre o Homo eretus e o Homo sapiens, uma criatura que no piscar dos olhos, ou ao acenar um bastão, desenvolveu um cérebro enorme e verdadeiramente aperfeiçou suas faculdades. Não existe um elo perdido. A evolução foi acelerada por nossos amigáveis bioengenheiros vizinhos. Houve um salto quantum orquestrado pelos colonizadores do Planeta X que se tornaram os deuses e deusas do antigo mito e da escritura. [É desconhecido se eles realizaram esta alteração com as bençãos do Grande Criador]. Pelos meus mais de dez anos de estudos do que pode ser visto como a Hipótese de Sitchin tenho ponderado várias questões a respeito da busca por ouro dos Brilhantes e a criação deles da humanidade como uma raça escrava para obter este elemento. Primeiro, porque viajar até a Terra por um elemento que é reputado ser de grande quantidade nos asteróides do Espaço?  Segundo, porque viajar tudo isto pelo ouro?  Porque não por muitos outros recursos abundantes na Terra? Água por exemplo. Terceiro, ao invés de fazer alguma arriscada bioengenharia e combinar o próprio DNA deles com aquele dos proto-humanos que já habitavam a Terra, porque os Brilhantes simplesmente não construiram máquinas ou robôs para fazerem o trabalho? Se eles eram capazes de construir espaçonaves, porque não construiriam robôs também?

Falando economicamente um clone que se auto-gerava, tal como os primeiros humanos, era uma solução mais barata e eficiente do que robôs mecânicos. Contudo, o custo é superado pelo risco envolvido em criar uma criatura com poderes iguais ou até mesmo ultrapassando os seus próprios; o que Sitchin avalia, foi uma das objeções de ENLIL ao processo genético de seu meio-irmão EA. A chave para esta história, no que diga respeito a esta investigação, é a habilidade de EA como um alquimista. Aceitando a teoria de que EA e outros Brilhantes do Planeta X eram reais inteligências ou seres de uma civilização tecnologicamente, embora não moralmente, avançada, tenho questionado porque um metalúrgico ou artesão de genes da reputada maestria de EA precisaria afinal minerar ouro. Como o pai da alquimia ele certamente tinha a habilidade de fabricar ouro dos metais base. De fato, tão ligado à arte da alquimia ele era, que esta arte pode ser pensada de uma religião de Mistério de EA. Minha abordagem desta história  reside no entendimento que, como os egípcios, os sumérios eram completos expoentes do ‘trocadilho’ [jogo de palavras], uma técnica literária que dá vários significados ao uso de uma frase economica ou simbolo. Eles provavelmente aprenderam isto de EA; o Ouro, por exemplo, simbolizado por este símbolo, é um ‘trocadilho’ alquímico ou símbolo para alma, e para Sol. Sol é um termo alquimico para a essência da vida escondida no ouro. Esta essência é chamada  tinc-tura rubea (a tintura vermelha), vermelho para o sol alquímico [e o Planeta X]. Esta substância sol pinga do Sol e produz limões, laranjas, vinho, e, no reino mineral, ouro. Nos humanos é o ‘brilho’ ou o ‘corpo lucente’ e é similar ao Espírito Santo. Similarmente, é a matéria prima, o ouro, do qual somos feitos, e o ouro que EA estava buscando.

Isto pode explicar porque algumas pessoas acreditaram que a carne dos deuses era feita de ouro, como o fizeram os antigos egípcios que acreditavam que os corpos de seus faraós eram feitos de ouro. Uma outra chave para decifrar o significado alquímico da atividade mineradora de EA é fornecida quando lembramos que a água, o elemento em que EA primeiro tentou minerar o ouro, é frequentemente usada como uma metáfora para ‘mãe’ e para ‘almas’. Os antigos, particularmente os magos herméticos, afirmavam que as águas maternas em combinação com a Terra maternal criava as almas. Os oceanos de TIAMAT foram descritos como um útero cheio do fluido da criação. Se, simbolicamente, a água representa as almas como é o Sol, a essência da vida. Sob esta luz, quando o Planeta X dividiu a pedra de TIAMAT em dois ela liberou um oceano de almas, sangue ou essência cósmica no cosmos. Isto é verificado na versão grega do nome de TIAMAT – Demeter – o cortar ou dividir um círculo em dois, ou Dia [partir] mater [mãe, matéria]. Além de An, os sumérios chamavam o Planeta X de Nibiru [O Planeta que Atravessa]. O nome moderno para este planeta, X, é portanto bem sincronico. A cruz diagonal com braços de igual comprimento é um símbolo muito antigo. Compare sua associação com a divisão, com seu uso como um sinal de multiplicação desde o início do século XVII [A Iluminação] e a lei da polaridade dos significados dos glifos elementares se torna evidente. Como um hieróglifo egípcio ele significa dividir e quebrar em partes, e foi visto no baú de Osiris, o deus salvador que foi cortado em quatorze pedaços. Este sinal tem um amplo espectro de significados de confrontação, anulação e poderes opostos para os desconhecedores e não familiarizados.

Aqui tem um número de meios pelos quais o X é usado: um cruzamento entre espécies diferentes ou raças [em botânica e biologia], jogadas [no xadrez], não pode continuar [sinal para o código de emergência aérea], desconhecido [matemática], e pessoa desconhecida [Mr ou Mrs X]. Como veremos a cruz diagonal é também usada como um símbolo para Cristo, cujo corpo é simbolizado pelo pão na cerimônia da Eucaristia e é partido ao meio. Cada um destes significados, particularmente o último, é relevante para a história do Planeta X e TIAMAT, que é associada com a vinda ou advento do ‘Senhor’. Minha premissa é que os seres do Planeta X estavam interessados em salvarem almas. Um dos títulos originais de EA era ‘Casa das águas’. Permitindo o intercâmbio  de águas e almas se torna que EA era o Senhor das Almas. Substituindo alma por ouro, como o fazem os alquimistas, é concebível que a alegada crise planetária que o Planeta X estava enfrentado fosse espiritual e não material. Fazer ouro ou a aquisição ao lado, a busca do alquimista é a busca para transmutar a alma dele em uma forma mais alta, uma apoteose, ou se fazer de Deus. Simplesmente, pergunto, que tal se a atmosfera decadente do Planeta X que EA estava tentando reparar com ouro fosse realmente uma atmosfera de alma em deterioração? Suponha que o Planeta X estava vivenciado uma crise de alma e que EA veio à Terra em busca de almas para tornar a encher seu planeta natal. O propósito posterior que as almas que ele pretendia recuperar foram uma vez residentes em TIAMAT e agora estavam embebidas na Terra. A parceira de EA, Ninharsag que tem o título de Nin-ti-nugga, ‘a senhora da vida’ ou “Ela que Dá Vida aos Mortos’ pode fazer um estranho sentido, simultaneamente reforça minha tese e aponta para o papel especial dela como representante do Planeta X. A mitologia de TIAMAT leva a conclusão que este era um planeta que uma vez foi uma das Pleiades, um grupamento de estrelas que também eram chamado de Filhas de Atlas, Atlantis ou Atlantida.

Na história de TIAMAT aprendemos de um planeta e um grupo de almas que afundam na noite, das quais houve sobreviventes, que se engajaram em uma longa marcha para se reagruparem, e reclamar uma coleção de instrumentos de poder para ajudar a reconstruir a civilização deles de forma que as almas pudessem voltar para casa. A história de TIAMAT, o antigo mundo lar Pleiadiano, é a história da Atlandida nas estrelas. As Pleiades estão localizadas na constelação de Touro. Elas eram acreditadas serem os povos mais iniciais a serem compostos em seis estrelas visíveis, mais uma sétima, invisível. Agora sabemos que havia realmente centenas de estrelas neste belo agrupamento, o que pode explicar porque os antigos também a chamavam de Colméia de Abelhas. O ocultista do século XIII, Michael Scot, uma vez proclamou que o mel cai do ar para as flores, e então é coletado pelas abelhas. Para nós, isto soa poético. Contudo, Scot estava escrevendo na linguagem dos Pássaros ou Bardos [a linguagem dos poetas]. Esta é a linguagem dos alquimistas, segundo Fulcanelli. Nesta linguagem a abelha é um símbolo antigo para a alma humana, as flores são o corpo humano e o mel é o alimento que alimenta as almas. Muitos grupos ocultos, inclusive os Merovíngios e os Rosacrucianos, incorporaram o símbolo da abelha, especialmente a abelha planando sobre uma rosa, como símbolo da alma humana. Ela é um emblema de Demeter ou TIAMAT. A colméia de abelhas é um símbolo relacionado. A colméia representa não apenas a natureza industriosa da abelha, mas também a ‘alma coletiva’. A maioria das palavras antigas para alma são femininas: psique, pneuma, anima, alma. Isto é porque os antigos acreditavam que cada homem tinha uma alma feminina derivada da Deusa Mãe [TIAMAT] para a Mãe Terra. Isto faz um sentido perfeito se a Terra é TIAMAT reencarnada. [Isto também dá substância posterior às religiões iniciais veneradoras da deusa]. Mais tarde, as religiões patriarcais [Enlilitas] entraram em cena para escrever a versão deles de Deus como um homem idoso de barbas brancas controlador e julgador sentado em um trono, eles imaginaram a alma como a ‘respiração’, ´o alento’, o pneuma que é um deus masculino  que pode dar nascimento, por assim dizer. Os sumérios entendiam a alma como sendo a verdadeira fonte da consciência, personalidade e inteligência. Os tabletes sumérios de fato mencionam uma alma em conexão com a criação do Homo sapiens: ‘você tem assassinado um deus juntamente com sua personalidade [ser espiritual] que eu tenho removido seu trabalho pesado, tenho imposto seu sofrimento ao homem’. Uma perplexante faceta moral deste problema , argumenta o advogado William Bramley em seu livro “Os Deuses do Eden ‘ [veja o livro completo traduzido aqui neste blog]   ‘era como garantir a estes escravos bastante inteligência para permitir que eles funcionassem sem dar a eles a consciência de seu verdadeiro potencial espiritual. Afinal, Bramley pergunta, que entidade espiritual auto consciente concordaria com uma vida de escravidão? Baseado em como as coisas eram feitas na sociedade humana, Bramley propôs que as almas usadas para dar vida a estes escravos eram criminosas, desviadas, prisioneiros de guerra, grupos raciais e sociais detestados, não conformistas, ou outros indesejáveis. A proposição de Bramley, conquanto inteiramente concebível, simplesmente não desperta muita verdade em mim; particularmente quando o mito de TIAMAT é criado. Intuitivamente, ele também não cai como algo que EA ou Ninharsag fariam. Ao invés de desviados, sugiro que as almas que EA e Ninharsag cuidaram e implantaram nos primeiros corpos humanos estavam ligadas à Terra pela destruição de TIAMAT.

A acompanhante ilustração suméria mostra EA e  Ninharsag de pé juntos na frente de um pilar. Pendurado do pulso de Ninharsag está o símbolo omega dela, o ‘cortador’, um instrumento usado pelas parteiras na antiguidade para cortar o cordão umbilical. Como Sitchin ressalta no seu livro ‘O Décimo Segundo Planeta’ ela aparece de pé na frente de algums tubos de laboratório ou jarros. È útil saber o que representa a idéia do ‘amor’ para os sumérios que desenhavam um simples jarro ou container com uma tocha acesa dentro para indicar o calor fermentante da gestação no útero.

E.A. e Ninharsag no laboratório genético deles? Nesta cena estamos vendo o processo de gestação de um ovo fértil ocorrendo neste jarro? Ou, isto possivelmente seja algum tipo de avançado equipamento médico? Isto de fato é um jarro? Isto talvez seja um Santo Gral, ou vaso da Vida, alguma forma de armazenamento de almas? Isto possivelmente nos permite entreter a idéia que o bastão que EA está acenando também seja alguma forma de tecnologia avançada. De fato, nesta cena nos é dito pelos sumérios, EA está acenando seu cetro exaltado, o bastão com Grupo de Trabalho. Este é o caduceu alquimico com as serpentes enroladas. Entre outras coisas, esta lenda nos conta que os caduceus podem ser usados para infundir a força da vida à matéria inerte e conduzir as almas entre dimensões!

Deus [EA?], com a Taça da Vida na mão, tosta o nascimento de um homem com os braços esticados de um pilar. Isto é alguma forma de tecnologia? Isto está no selo de por volta de 2334-2154 AC. na Biblioteca Pierpont Morgan, New York.

Como suas contrapartes egípcias Hathor e Isis, Ninharsag foi retratada como a Grande Vaca, o símbolo para a deusa criadora Pleiadiana. Ela tem sido reverenciada como criadora. As ações e os títulos dela sugerem que ela é o verdadeiro poder por trás de EA. Ela é chamada: a construtora daquilo que tem Respiração [uma palavra código para alma], a Carpinteira da Humanidade, a Carpinteira do Coração, A Trabalhadora do Cobre dos Deuses, a Trabalhadora do Cobre da Terra, e a Senhora da Cerâmica. Ninharsag foi mais tarde renomeada o arcanjo Gabri-EL [o Herói de Deus] na tradição judaico-cristã. Agora, isto é fascinante. Gabri-El apareceu à Virgem Maria alertando-a que ela logo conceberia o Cristo criança, Jesus. No ano 600 de nossa era ela visitou o profeta Maomé e ditou o Alcorão para ele. Quando Gabri-El escoltou Maomé até o céu do topo do Monte Moriah [Meru] em Jerusalém, uma magnífica escada/pilar apareceu. Ele então voou ao céu em um Pégaso de face feminina. O resumo cósmico de Gabri-El afirma que ela é um dos quatro anjos especiais chamados Serafim [porque 'ser' significa 'serpente' ou 'alto ser' e 'rafa' significa 'curador'], popularmente conhecido como ‘as divinas ferozes serpentes da iluminação’. Esta deusa sábia foi identificada com a própria serpente. Originalmente, diz Barbara Walker em sua Enciclopédia de Mitos e Segredos das Mulheres, a palavra ‘seraph’ era acreditada significar a serpente relampago fertilizando o ovo Terra, e mais tarde foi interpretada como anjo. Na Anunciação por Bartel Bruyn, Gabri-El acena o bastão caduceu do Serafim e transporta a alma de Cristo ao longo do Espírito Santo, simbolizado por uma pomba, para dentro do corpo de Maria. Este episódio pode ser interpretado como um exemplo da antiga inseminação artificial ou manipulação genética.

Neste cenário, EA e Ninharsag não projetam o corpo humano meramente como um instrumento para minerar ouro. Ao invés, ele modificou o corpo humano como uma arca ou vaso para a alma. Alquimicamente, isto é uma máquina de ressurreição ou “fluidor de almas” destinado a elevar as almas de TIAMAT da Terra e leva-las de volta para casa. Esta é uma idéia mitológica muito antiga, nota o famoso psiquiatra suiço Dr. Carl Jung, que o herói, quando a luz da vida é extinta, vai viver como uma serpente ou é venerado como uma serpente. Uma outra idéia primitiva disseminada é a forma de serpente dos espíritos dos mortos. Esta idéia deu elevação ao trocadilho nas palavras heraicas nahash (serpente) e nashamah (alma). Isto também ilumina a ‘elevação da serpente’ encontrada em tantos contextos. Os ensinamentos antigos revelam que uma serpente [ou alma] não pode ficar ereta por sua própria conta. Por analogia, uma serpente precisa de uma árvore para levantar seu caminho na direção do mundo do espírito, acima. Então, a coluna dorsal humana representa uma árvore ou fluidor no qual a força espiritual da vida ou alma pode ascender. E então vem a associação com a serpente e a Árvore da Vida e a alma e a rosa. A menos que ela tenha um veículo no qual ela possa ascender, uma serpente [ou alma] é condenada ao isolamento nos mundos inferiores. Igualmente, um corpo sem uma animação espiritual é um salto sem sigificado de compostos químicos. Deste modo, o corpo humano, como o conteiner da força da vida prolongada pelo DNA, é um receptáculo e um fluidor do amor. O florescimento da flor humana representa a manifestação e disseminação do amor no universo. Isto possivelmente explique porque EA e Ninharsag foram descritos como ‘jardineiros’. Neste cenário quando nos é dito que EA veio à Terra para minerar ouro isto aponta para seu verdadeiro propósito: para minerar ou salvar almas. Estou propondo que EA e os Brilhantes do Planeta X que o acompanharam vieram à Terra para resgatarem as almas de TIAMAT.

A serpente [ou alma] da Terra torna-se celestial; com asas ela pode voar, e permite que as múmias retornem às estrelas. Repare no símbolo do ouro em sua cabeça. Isto cria uma clara imagem de EA como criador de uma raça de seres no verdadeiro início da história humana cujo propósito é avançar a raça humana. Ele foi o primeiro Salvador da Terra, ou Cristo em grego. O propósito dele era geneticamente ‘fabricar’ o corpo humano em sua forma presente e não criar uma raça escrava; era para criar um veículo de resgate ou arca para a alma voltar para casa. Durante suas periódicas visitas de retorno a esta parte do sistema solar o Planeta X se encontra com almas adicionais. É o corpo humano a Arca de Cristo? Ou esta arca é algo mais que o corpo humano foi projetado para interagir? Sitchin discute que o Planeta X era o lar de uma civilização enormemente avançada; iremos adiante para postular que TIAMAT também o era. Para chegar ao núcleo desta investigação devemos considerar a calamidade de TIAMAT como sendo muito mais do que um cataclisma físico planetário. Devemos considerar que havia almas que pertenciam ou eram residentes em TIAMAT. Michael Cremo e Richard Thompson, autores de ‘Forbidden Archaeology: The Hidden History of the Human Race’ apresentam a evidência para uma presença humana na Terra remontando a 600 milhões de anos atrás. É possível que esta evidência, tais como a impressão de sapatos e vasos metálicos embebidos em minas de carvão ou de ouro milhas profundas na Terra, representem restos do cataclisma de TIAMAT? Somente sob esta perspectiva há um significado interno e inter-relações entre a história de TIAMAT/Terra e o Planeta X e isto ganhe relevância em nosso mundo. Somos os sobreviventes do cataclisma de TIAMAT. Somos as almas que o Planeta X está preparando para encontrar. Como estamos nos preparando para este encontro? Interessantemente, os mesmos elementos raiz para ‘serpente’ e ‘alma’ aparecem na palavra árabe ‘nashr’, que se refere á tradição Sufi de depositar bolsos de conhecimento em uma técnica espalhada [nashr]. A raiz árabe NASHR, da qual a palavra deriva, também significa ‘expandir, disseminar, apresentar, propagar, revivicar, dispersar, e tornar-se verde depois da chuva [ou iniciação]. Verde é a cor do cobre. Na escritura hebraica a serpente que é elevada pode ser uma referência ao DNA. Isto sugere que verde era a cor da serpente abrasada da cura elevada por Moisés. Esta conexão terá uma importância enorme momentaneamente. Além de projetar o corpo humano como um fluidor de alma, ou uma Arca de Cristo, proponho que EA e Ninharsag implantaram o conhecimento científico dentro de nosso DNA para ativar esta flor ou arca, e transformar o homem médio em um Brilhante. O significado de preparar o ego de alguém para o encontro com os Brilhantes também está aqui contido. Ele é ativado nos sonhos. Minha base para esta proposta tem a ver com o repetido aparecimento nas história alquimicas de um livro de cobre.

Um dos dos mais impressivos exemplos de uma transmutação aparentemente genuina de metais base em ouro está entre as mais completamente documentadas – aquela de Nicholas Flamel de Paris. Flamel nasceu por volta de 1330. Em suas próprias palavras, ele descreve muito candidamente como não apenas ele desenhou a alquimia, mas como, depois de ‘apenas’ vinte e quatro anos de pesquisa, encorajado por sua esposa, Perronelle, ele finalmente descobriu o segredo de fazer ouro. Flamel era um copiador de manuscritos e um comerciante de livros. Uma noite, ele teve um sonho no qual um anjo apareceu a ele e lhe mostrou um grande livro de capa de cobre com páginas de pequenas cascas de árvore, e gravado com estranhos caracteres hieróglificos. O anjo disse a ele que um dia ele entenderia as páginas do livro. Quando ele foi foi para tocar o livro, este desapareceu em uma aura de luz juntamente com a figura angélica. Por anos Flamel foi assombrado pelo sonho até que um dia o livro apareceu na livraria dele. Isto foi o começo do trabalho da vida de Flamel e o início de sua obtenção da Pedra Filosofal. Uma outra figura chave na história alquímica que encontrou o ‘livro de cobre’ é o Dr. Carl G. Jung, que propôs a idéia do ‘inconsciente coletivo’, o cérebro global, ou o que eu me refiro como Esfera do Pensamento. Em meu livro ‘The Atomic Christ: F.D.R.’s Search for the Secret Temple of the Christ Light’, explorei o interesse de Jung nos sonhos alquímicos de Wolfgang Pauli, um paciente de Jung, e um físico que estabeleceu um considerável trabalho de base na teoria atômica. Neste livro notei que muitas das chaves símbolos do Projeto Manhattan são idênticas ao simbolismo que é encontrado nas antigas religiões de mistério, mitologia, folclore, contos de fadas e especialmente o simbolismo do Santo Gral e a alquimia. O Dr. Jung pessoalmente vivenciou este simbolismo e o ‘livro de cobre’ em seus sonhos. Em seu livro autobiográfico “Memórias, Sonhos, Reflexões’, ele escreveu: “Antes que eu descobrisse a alquimia, tive uma série de sonhos que repetidamente lidavam com o mesmo tema. Ao lado da minha casa existia outra, o que é dizer, uma outra ala ou anexo que era estranho para mim. A cada vez eu imaginaria porque eu não conhecia esta casa, embora aparentemente ela sempre houvesse estado lá. Finalmente veio um sonho no qual eu alcancei a outra ala. Lá eu descobri uma maravilhosa biblioteca, datando principalmente dos séculos XVI e XVII. Volumes grandes e gordos, em pele de porco, ficavam nas paredes. Entre eles estava um número de livros embelezados com gravuras de cobre de um caráter estranho, e ilustrações contendo curiosos símbolos que eu nunca antes havia visto. Naquele tempo eu não sabia a que eles se referiam. Somente muito mais tarde eu os reconheci como símbolos alquimicos. No sonho eu estava consciente apenas da fascinação exercida por eles e por toda a biblioteca’.

As experiências de Flamel e Jung são virtualmente idênticas – o livro, as gravuras de cobre, os símbolos estranhos, as ilustrações e as letras. Em ambos os casos os homens foram motivados a começar um intenso estudo da alquimia. Jung realmente recriou a bibliotca que ele viu em seu sonho. Seus trabalhos sobre alquimia são considerados serem clássicos no campo. Uma importante chave mitológica para as histórias de Jung e Flamel gira ao redor de Ninharsag. Na tradição hindu, esta Deusa Serpente era conhecida ter tido ajudantes chamados Nagas que eram representados como sereias. Estes Nagas [o inverso de 'sagan' ou pessoa sábia] preservavam coleções de pedras preciosas e livros sagrados em palácios sob a água que continham os meios para retornar ao útero dela. Uma destas serpentes guardava o Livro de Thoth, o deus egipcio da alquimia, consistindo nas chaves para o céu escritas nas figuras hieróglifas e símbolos que davam ao iniciado o controle sobre o destino deles ao expandir a consciência deles. Na tradição grega Thoth torna-se Hermes, o guardião das Encruzilhadas, simbolizado por um X. Os sumérios o chamavam  Ningishzidda, “O Senhor da Chave ou Arfetato da Vida’. Ele era o filho de EA. Os Maçons Livres dizem que Thoth/Hermes possuia todo o conhecimento secreto sob a abóbada celestial [o céu]. Ele projetava o seu conhecimento no que eu chamo de Esfera do Pensamento e no Jung chamava de ‘inconsciente coletivo’. Esta é uma forma de Internet cósmica. Interessantemente, os egípcios chamam Thoth ‘O Senhor da Rede” [Net]. O livro dele é atribuído a Ninharsag, a Trabalhadora do Cobre dos Deuses. A reunião destas pistas me sugere que Ninhursag implantou o Livro de Cobre dentro de nosso DNA, ou que o nosso DNA seja um sintonizador do conhecimento contido na Esfera de Pensamento. Depois da iniciação nós nos tornamos ‘verdes’. Seguramente este livro contém a informação sobre o Planeta X e TIAMAT. A concorrente abertura da Esfera de Pensamento por meio da Internet e a decifração do Livro da Vida DNA, viu o Projeto Genoma Humano, corresponde a esta profecia dada pelo profeta Daniel do Velho Testamento que teve numerosas visões para ‘os tempos do fim’. Daniel foi instruido a calar as palavras, e selar o livro, até o tempo do fim… e o conhecimento deva aumentar. Esta é uma das linhas mais importantes e populares de toda profecia. Presumidamente, este conhecimento diz respeito a uma forma de avançada ciência sagrada da alma. Hoje, o nosso conhecimento está aumentando. Ele está se duplicando mais rápido do que podemos imaginar. A maioria dos historiadores concorda que o total do conhecimento humano dobrou uma vez entre 4.000 AC e o tempo de Jesus. Então, a partir do nascimento de Jesus até 1750 ele dobrou novamente. De 1750 a 1900 ele novamente dobrou. De 1900 a 1950 ele dobrou novamente. Podemos ver o período de tempo que ele leva para o conhecimento humano dobrar a seguir . Agora, de fato é um fato aceito que o conhecimento dobre a aproximadmente cada dois anos.

Jesus parece se referir muito frequentemente a Daniel. Um assunto favorito de ambos é o julgamento. “Agora é o julgamento deste mundo; agora o governante deste mundo será expulso. E eu, quando sou elevado da Terra, dirigirei todas as pessoas para mim.” No livro de Daniel lemos: “A côrte sentou-se no julgamento, e os livros foram abertos”. Jesus ecoa isto ao dizer que quando os livros são abertos, ‘Agora é o julgamento deste mundo’. O julgamento claramente se refere a elevação [ou entendimento] da serpente [DNA? Nossa alma?] e possivelmente a elevação ou abertura dos livros da Esfera do Pensamento. A abertura do Livro da Vida verde ou cobre, nosso DNA, tem mudado o nosso relacionamento com o universo. Temos os códigos da criação nas palmas de nossas mãos. Isto é o que quer dizer Dia do Julgamento? Além disso, um outro efeito mais notável de iluminação da Esfera de Pensamento torna-se possível. Jesus declara: “Estou na porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta eu virei até ele e ele estará comigo’. Em Revelação 4:1 le-se “depois disso eu olhei, e prestei atenção, uma porta foi aberta no céu’. E Jesus estava lá esperando. Há uma relação entre aquele que se levantou e aquele que está na porta? Mais fantasticamente, os dois são a mesma coisa? Ele é EA? Está o conhecimento de como abrir a porta do céu implantado dentro do nosso DNA? Isto é que o João queria dizer quando disse: “Ninguém tem subido ao céu exceto aquele que desceu do céu, o Filho do Homem”. Imediatamente depois disto lemos: “E exatamente como Moisés elevou a serpente [a alma?] no deserto assim deve o Filho do Homem ser elevado que quem quer que seja que acredite nele tenha a vida eterna”. “Quando você eleva o Filho do Homem [o Cristo] então você entenderá que Eu sou ele”. “E quando Eu sou elevado sobre a Terra, levarei todas as pessoas para mim’.

Na medida em que abordamos os mistério da Arca de Cristo devemos descobrir que o Planeta X é o assunto similar desta e de outras profecias, embora muitos que subscrevem estes profecias provavelmente não estejam cientes que o Planeta X e os Brilhantes, particularmente EA, são os verdadeiros sujeitos. Um exemplo de como a mitologia do Planeta X é escondida dos cristãos Gnósticos, incluindo os seguidores de João Batista, os Mandeanos que chamavam EA de ‘Olho da Luz ‘ ou ‘Rei da Luz’ e realizavam ritos religiosos dedicados a ele. A trilha das origens dos Mandeanos nos leva a Suméria, nos dias presente é o Iraque. A truilha do destino deles nos leva à América. Eles são índios de pele branca, olhos azuis conhecidos como Mandeanos que trouxeram os antigos segredos com eles para a nova Terra Prometida ou Nova Atlantida O nome deles é em aramaico e significa ‘conhecimento’ , isto é, uma tradução do grego ‘gnose’. É altamente importante reconhecer que um nome alternativo para os Mandeanos era Saba. “Sabian’ é uma palavra derivada do verbo aramaico-mandeu ‘saba’ que significa ‘batizado’ ou ‘tingido’ ou ‘imerso na água’. Então, os Sabianos Mandeanos significam aqueles que eram batizados no conhecimento de Deus e que conheciam a religião de Deus. João Batista, com certeza, foi o precursor e quem batizou Jesus. Logicamente, isto nos leva a uma pergunta altamente importante: Quando João batizou Jesus ele também o iniciou na religião de EA? Se assim o foi, quais são os fundamentos desta religião extraterrestre  e que veio a ser este ensinamento de misterio quando o ‘cristianismo’ foi organizado e seus princípios foram formulados?

O Olho da Luz Gnóstico, EA, é o mesmo olho de luz que aparece no logo do emprendimento americano nas costas da nota de um dólar. Devemos responder esta pergunta na medida em que continuemos. Como uma matéria de fato, descobriremos que a mitologia, o simbolismo e a profecia de todas as três religiões patriarcais [judaismo, cristianismo e o islã] podem ser rastreadas ao Enuma Elisha, que reduziu o épico cósmico de TIAMAT e do Planeta X a uma história terrena de política sacerdotal. Embora sua popularidade não fosse tão grande quanto outros épicos como Gilgamesh, a história do deus-rei que busca os segredos da imortalidade, que foi levado a distantes partes do mundo, os observadores notam que seu aparecimento estabeleceu o tom para a Idade do Ferro como uma de conflito entre a mitologia mais antiga da Mãe Deusa e a nova idade dos deuses pais semitas e arianos. A grandiosidade dos deuses pai e de seu sacerdócio, batalharam pela supremacia na Suméria, Irã, Índia, Anatolia, Canaã e Grécia. O épico ofereceu a primeira evidência completa da mudança de deuses. Isto representa o fim de uma longa fase cultural na qual a Deusa Mãe, cuja imagem era a do mar e a do dragão-serpente, foi transformada através de muitos séculos na Mãe Demônio a ser evitada a todos os custos. O primeiro assalto foi o do Planeta X. Os útimos assaltos foram o dos hebreus e dos cristãos Paulinos dos séculos IV e V que a história de TIAMAT [ juntamente com a religião de mistério de EA] foi finalmente suprimida e quase que esquecida. Infelizmente, ao longo desta supressão veio a detenção  do tremendo conhecimento esotérico da pré história humana e do potencial humano. Matar o grande dragão vermelho como TIAMAT é descrito no Livro da Revelação, entretanto, também representa o conflito entre a luz e a escuridão dentro do DNA de cada um de nós. Somos desafiados a superar a natureza escura e atingir a auto-maestria por meio da libertação do conhecimento interno ou esotérico dentro de nossos individuais  ‘livros de cobre’.  Na mitologia um objeto [geralmente uma pedra ou grupamento de uvas, simbolizava o sinal da Palavra] representada pela serpente ou dragão dos segredos de TIAMAT, algumas vezes perto de uma árvore. Este objeto e árvore frequentemente simbolizam o portal para o céu, o ponto onde a conexão [um arca ou arco] é estabelido entre o Céu e a arca da Terra e a imortalidade é alcançada. [para fazer a conexão com o arco, pense em Buda que foi iluminado aob a árvore bo, a árvore da iluminação. A busca por este arco o arco [arca] de nossas buscas primárias nas páginas que se seguem, que começa com o conhecimento de nós mesmos com TIAMAT.

2. O PESADELO DE TIAMAT

Muitos estão provavelmente familiarizados com TIAMAT sob o disfarce de vários nomes, incluindo MAMA, ‘A Senhora dos Deuses’ [caldeu ] e MAYA, a ‘Mãe das águas’ [maia]. Na tradição hebraica TIAMAT é chamada MARAH [o mar, a mãe, a matéria] que é a raiz de Miriam ou Maria. O significado da palavra acadiana TIAMAT e da palavra hebraica ‘tahom’ é o mesmo: ‘a profundidade’. No Geneses, é sobre as águas da profundidade que, no início, se move a alma de Deus, aparentemente feminina. Um outro título hebraico desta Grande Sepente é Leviatã, cuja regeneração foi estabelecida por Moisés e desmantelada por Hezekiah. A despeito de séculos de desmantelamento e ofuscação do mito e história pelas autoridades políticas e religiosas a lembrança do pesadelo de Marah ou Tiamat permanece profunda dentro da psique humana. O alquimista Paracelso afirma que rodas das constelações do céu estão dentro de cada um de nós. “O Sol é o coração’, ele escreve, e os outros planetas do sistema solar estão dentro do cérebro. Tiamat e o Planeta X igualmente estão dentro de nós também. A história permanece embebida na linguagem. Exceto fora de lugar os artefatos, registrados da ‘maligna’ destruição de Tiamat podem ser descobertos nos chips e fosséis de palavras usadas na linguagem moderna. Considere por exemplo o francês ‘cauchemar’ ou o inglês pesadelo [nightmare]. O alemão mahrt (‘mare’) é um espírito mau do Submundo. Então há o velho eslavonico mora, ‘feiticeira’; o russo mora ‘fantasma’; o polonês mora, o checo mura, ‘pesadelo’; o latim mors, mortis, morte; o velho irlandes maran, morte, praga; o lituano matas, morte, pestilência; e o sinistro Mo[r]igain. Cada uma destas palavras codifica o ‘pesadelo do Marah ou Tiamat”, e a visão patriarcal da deusa do caos. O significado destes nomes soam como lembranças de um mau casamento ou avisos de condenação. Em contraste, quando a palavra mare é interpretada do ponto de vista matriarcal isto toma um tom inteiramente diferente. Marte é uma palavra egípcia tanto para “águas” e ‘amor mãe’. Um dos mais velho nomes do Egito era Ta-mera, Terra das águas, que pode ser interpretada como Terra do Amor ou Grandes Mães. Maria era o Grande Peixe e dava ao nascimento aos deuses, mais tarde sereias, que eram representados como meio-humanos e meio-peixes, inclusive EA, chamado Oannes [pomba] pelos babilonios, mostram o oposto como um deus macho na roupa de peixe, e Jesus. Um homem sereia nadador. Um detalhe de um relevo de pedra do palácio do rei Assírio Sargão II, por volta de 700 AC.

E.A. (o babilonio Oannes) foi retratado como um homem sereia, meio humano, meio peixe. Desenhado pelo arqueologista Sir Austen Henry Layard de um monumental relevo de pedra, um de um par flanqueando uma porta do templo do deus Ninurta na cidade assíria de Kalhu [o moderno Nimrud], aonde eles tinham sido eregidos durante o reinado de Rei Assurbanipal II [reinou 883-859 AC].

Os sacerdotes de EA vestidos em roupas de peixe administram um pilar, o Eixo da Vida, enquanto uma nave voadora plana acima. Selo de por volta de 2000 AC. Está na biblioteca Pierpont Morgan, New York.

Jesus, que é simbolizado pelo peixe da bexiga, emerge ou o símbolo do peixe na Catedral de Chartres.

Mil histórias avisam que aqueles que possuem as sereias, e o conhecimento delas, são atraidos para sua condenação. Mari era o nome básico da deusa para os caldeus. Nos tempos saxônicos mare era escrito mere, que significa puro, verdadeiro e também lago. Na tradição do Santo Gral a Dama do Lago doou Excalibur, a sagrada espada do Rei Arthur, sobre ele [que ele arrancou de uma pedra]. Camelot, a cidade maravilhosa do Rei Arthur, era uma cidade de amor [mer]. Havia, diz Tennyson, nenhum portão como este sob o céu. Toda a Àsia chamava a água [mer] um elemento feminino, a original matéria primordial, que os gregos chamavam arche. Tales de Mileto, considerado um dos sete homens sábios do mundo antigo, disse que a água era a primeira causa ou arche. Ele desenvolveu uma forma inicial de teoria atômica baseada nesta idéia. A mãe de Jesus, Maria, também recebeu o título de “ARCA OU ARCO” ou ‘Portão do Céu’ em [arche, arca], Revelação 11:19 – “E o templo de Deus foi aberto no céu, e havia visto no templo a Arca de seu Testamento.” Quando os trocadilhos e significados alternados da Arca são esclarecidos, isto traz até mesmo mais excitação à profecia: “E o Templo de Deus foi aberto do céu, e ou o Portão de lá foi visto no templo da Arca do Céu”. Os Cátaros [Os Puros] do sul da França que disseram que Jesus veio da pura terra do AMOR, veneravam a deusa e afirmavam possuir os segredos de Jesus que ele entregou e que eles interpretavam em sua linguagem especial. As forças opostas de ROMA, a Igreja, os exterminaram e tentaram destruir estes ensinamentos. Em “As Paredes de Cristal da Côrte de Cristo” eu apresentei a evidência que os Cátaros eram os descendentes espirituais de EA.

Os misteriosos Cavaleiros Templários protegeram os Cátaros e partilhavam de muitos dos ensinamentos Cátaros. Estes Cavaleiros de Cristo recuperaram e preservaram os segredos uma vez abrigados sob o Templo de Salomão no alto do Monte Moriah [Marah] em Jerusalém. O símbolo deles, dois cavaleiros em um único cavalo, é amplamente pensado ser um símbolo de seu estado empobrecido ou pobre. Isto é contradito pela riqueza enorme de ambos os fundadores da Ordem e da própria Ordem. Os Templários eram cavaleiros ´puros’ que guardavam os segredos da arca ou portão de Deus, a Arca Cristo.

O Selo dos Cavaleiros Templários: dois cavaleiros em um cavalo. A mitologia de Tiamat pode revelar uma outra camada de significado por trás do logo templário. A palavra mare também significa cavalo. Em sânscrito a palavra harit significa a luz da manhã, o brilho, o resplendor e também significa cavalo. Cavalo por ser resolvido em Horus [Horse], o egípcio deus da luz, e filho de Isis/Stella Mari que era uma de um grupo de deusas egípcias chamadas Ha-Hor e Eros, o deus do Amor. Em islandês cavalo é hrosss, em holandês ros e em alemão ross e ros significa sabedoria. Quando ele tinha 40 anos o profeta Maomé recebeu suas primeiras revelações divinas em uma caverna no monte Hira. As sacerdotisas de Mare, inclusive a principal apóstola de Jesus, Maria Madalena, eram chamadas Horae [as sacerdotisas prostitutas], as guardiãs do Axis Mundi, o Pilar da Escada para o Céu, pelos gregos, em babilonio harines; entre os semitas elas eram as ‘prostitutas’ chamadas hor, que, muito maravilhosamente, significa buraco. A lebre [hare em inglês] é um símbolo de guia das almas que abre buracos no espaço como acontece em Alice no País das Maravilhas. Mergulhar no sagrado buraco da deusa, cheio de água, era mergulhar no mistério do máximo segredo da vida. Isto pode explicar a palavra hebraica para cavalo também signifique ‘explicar’. Ao comungar com a Deusa em seu buraco sagrado um humano pode alcançar a iluminação espiritual chamada horasis. Esta última definição é especialmente provocante já que, como veremos, a inteira mitologia e simbolismo dos Brilhantes gira ao redor de portões ou ‘buracos’ no tecido do tempo-espaço – a própria Deusa. Este Brilhantes eram possuidores de extraordinário conhecimento científico e alquimico, ensinamentos de iluminação. Mostrarei que os Templários recuperaram este conhecimento. Das descrições deles das ‘águas sagradas’ são surpreendentemente familiares aos portões estelares e buracos de minhoca, a celebrada Ponte Einstein-Rosen apresentada em tais filmes favoritos como Stargate e Contact. Estes “buracos no espaço’ ou buracos no corpo da deusa – são sistemas de túneis que ligam duas regiões de espaço-tempo e ligam universos. O cavalo, particularmente o cavalo branco no qual Cristo monta em seu retorno em Revelação 19:11 simboliza os segredos da completa revelação ou revolução da morte ao renascimento e ascensão. Carregando homens e mulheres em suas costas, o cavalo branco se torna a ressurreição, o vaso, veículo, arca, arche ou Arca de Cristo que o corpo humano é projetado para escalar. Isto pode explicar porque o cavalo branco é visto na tradição shamânica como um condutor de almas e apoteose, Fazedor de Deus, o ritual de elevar o salvador morto sacrificial ao céu. Todas as grandes figuras messiânicas montam um cavalo branco. O hindu Kalki, o futuro avatar de Vishnu, será um cavalo branco; enquanto é esperado em sua segunda vinda, o Profeta Maomé, que foi elevado aos céus nas costas da égua branca voadora Al Borak do Monte Mariah em Jerusalém, também estará cavalgando um cavalo branco. Por último, o cavalo branco que Buda montou na Grande Partida, sem cavaleiro, corresponde ao próprio Buda. Todos eles, obviamente, cavalgam o mesmo cavalo branco. Interessantemente, em hebreu Jesus é chamado de naggar, um termo interpretado como carpinteiro, mas que também significa ‘criador’ . Este termo atraiu minha atenção pela razão de que um cavalo é chamado ‘nag’. O sufixo ‘ar’, é o mesmo significando ‘luz’, Reunidos em naggar, é o ‘criador da luz’ ou ‘cavalo da luz’. Desta Luz Jesus emerge como um criador da Arca de Cristo. Como um ‘segundo Adão’ ou ‘segundo Adapa’ esta era uma antiga arte alquimica que ele aprendeu dos Brilhantes. Dado a conexão de Maria com Mare ou Tiamat, este simbolismo provavelmente não foi escolhido por acaso. Particularmente quando o cavalo branco é intercambiado com o buraco branco.

Um buraco branco é um poço abundante de energia cósmica. É um buraco negro correndo para trás no tempo [um buraco negro negativo]. Exatamente como os buracos negros engolem todas as coisas inexoravelmente, assim também os buracos brancos as cospem para fora. Matematicamente foi pensado que teoricamente se poderia viajar através de um buraco negro, passar através de um túnel de conexão, e emergir de um buraco branco em uma outra parte do universo. A idéia da viagem pelo buraco negro foi substituída nos anos de 1980 pelo buraco de minhoca. Misticamente, o acesso a tal portal estelar nos empurraria acima da escada evolucionária, habilitando-nos a nos unir aos imortais e viajar por bilhões e bilhões de galáxias, as células que compõem o corpo da deusa. Uma matéria importante aos físicos envolvidos nos projetos dos buracos de minhoca envolve a escudagem dos passageiros das interações dos materiais exóticos que compõem a garganta destes túneis. Esta substância pode ter um efeito nocivo sobre os seres humanos. Os cientistas propõem três modos possíveis de lidar com este problema. Um seria escudar os passageiros através de um túnel protetor, por exemplo. O segundo modo seria concentrar a matéria exótica em uma área ou usar tipos especiais de matéria exótica que fossem menos nocivos. A terceira solução é lidar com esta matéria que seria mantida  o mais distante possível e evitar o contacto humano com ela. Como tenho investigado em outros lugares, e explorarei em mais detalhes nas páginas a seguir, os mitos e a escritura que se referem aos Brilhantes aludem a construção deles e o uso de buracos de minhoca. A solução deles para proteger os passageiros da matéria exótica não tem sido pensada pelos modernos projetistas. Eles transformavam o passageiro, o ser humano, em um Brilhante. Os mitos dos Brilhantes sugerem alguma forma de engenharia genética que desencadeava uma mudança do humano ao Homo Cristos que protegia o cavalgante da matéria exótica e os capacitava a escalar a antiga escada, ou correr o cavalo branco, até o céu. Simplesmente, não podemos andar casualmente por uma destas portas de água, portais estelares, buracos brancos ou portas espaciais de luz ou sabedoria como geralmente retratado nos cinemas. Ao invés, um extraordinário treinamento mental, físico e emocional foi realizado como preparatório para esta excursão. O resultado foi a transformação de um humano em um ser puro. EA e Ninharsag eram ‘artesãos dos genes’ que projetaram esta transformação. Os mitos e a escritura indicam que esta transformação pode acontecer em um instante elevando o humano ao nível dos deuses. Como notado, EA grandemente se opunha ao seu meio-irmão ENLIL que desejava manter a humanidade em um nível de escravos e objetos sexuais. Uma história bíblica que ilustra este conflito é a história de Sodoma e Gomorra. A Bíblia passa por grandes dores para tornar explícito o ponto que o Senhor MELQUISEDEK, o Rei de Salém, que pode ser igualado a EA, iniciou Abraão e sua esposa Sara nos mistérios do Santo Gral. Depois disto Abraão se tornou o novo e melhorado Abra-H-am. Sara se tornou SaraH. O “H” simboliza a escada do céu. Ao mesmo tempo, em que EA está criando este milagre para Abraão e Sarah, o Senhor [ENLIL?] repentinamente assume uma personalidade sinistra. Ele despacha dois anjos que o acompanhavam para visitar o sobrinho de Abraão, Lot, na vizinha Sodoma e Gomorra. Dentro de dias, os cidadãos destas cidades gemeas sofreriam um holocausto, a existência deles seria apagada da memória humana por um premeditado e evitável desastre do céu em proporções atomicas. Em uma cena reminescente da obliteração de Hiroshima e Nagazaki, no amanhecer de uma manhã, na medida em que Abraão olhava para o vale abaixo, o fogo desceu do Senhor lá do céu. A fumaça da terra subiu como a fumaça de uma fornalha. Sodoma e Gomorra não existiam mais.

Como um resultado da explosão de luz do Senhor que causou a destruição de Sodoma e Gomorra, a esposa de Lot transformou-se em um pilar de sal. Gerações após gerações tem ouvido que os cidadãos de Sodoma e Gomorra eram perversos fornicadores que desobedeceram ao Senhor [ENLIL ?] e receberam o aviso do que aconteceria se eles desobedecessem Deus. Será que aqui ouvimos a história inteira? Quando procuramos no dicionário pela palavra ‘saltation’ [movimento súbito] isto significa uma súbita modificação genética. A mutação descrita na história da esposa de Lot pode ser algo da ordem da transformação da crisálida em borboleta ou Homo sapiens em Homo Cristo. Desta perspectiva esta história reflete um outro episódio nos antagonismos continuados entre ENLIL e EA. Se EA estava ensinando os principios de Fazer Deus em Sodoma e Gomorra, ENLIL muito certamente teria estado fazendo algo para impedi-lo. O nome de Lot significa ‘oculto’. Frequentemente, as sociedades secretas tinham uma boa razão para ocultar o conhecimento desta mutação em um labirinto de simbolismo esotérico. Isto faz de alguém um deus, e um oponente formidável à existente ordem mundial. O mau uso deste conhecimento pode facilmente transformar a existência de alguém em uma câmara de tortura. A iluminação repentina pode atingir como uma raio sem aviso prévio destruindo toda limitação.  Nos tempos antigos a energia que produziu esta transformação, simbolizada pelo ‘H’, era bem conhecida e era ligada a Tiamat. Coo uma evidência deste ‘conjunto de instrumentos’ de ‘pão e vinho’ Melquisedek, como Jesus, pode ter sido um sacerdote de Mari ou Maria, que originalmente possuia estes instrumentos e foi o dispenasdor da caridade ou compaixão, uma pura e branca energia que podia transformar o ser humano em um ‘cavalo branco’. Interessantemente, sem o ‘c’ de charis [caridade] temos haris, compaixão, e pode ser reduzida a HRS, ou cavalo. Charis é encontrada no título de Jesus, Cristo, Crhisto ou Charist. Esta era a raiz de eu-charis-t [eucaristia], a cermônia realizada por Melquisedek e por Jesus na última Ceia quando ele pingou o vinho para os discípulos beberem, dizendo, “este é o meu sangue [DNA] E Jesus disse, ‘aquele que comer minha carne e beber o meu sangue eu o levantarei no ultimo dia”. Esta foi a cerimionia que representou o Santo Gral, o vaso ou arca da imortalidade. Esta cerimonia pode ser rastreada ao Egito e a tradição da deusa Maat, a personificação da Verdade ou Justiça no antigo Egito. Como doadora da lei, Maat era comparável a Tiamat que deu os sagrados tablets [ME] para o primeiro Rei dos deuses. Aqueles que viviam por Maat tomavam uma bebida sacramental que conferia a pureza ritual exatamente como beber o vinho na celebração cristã da eucaristia traz a renovação. A poção de Maat trouxe a vida depois da morte às pessoas pacíficas, mas trazia a morte às pessoas violentas. Retrabalhando ou repalavreando a profecia de Revelação 19:11 revela que o Cristo que cavalga o cavalo branco, a redentora compaixão e sabedoria, emerge de um buraco branco montado em pura onda de luz que nos ilumina ao desencadear o conhecimento armazenado em nosso DNA, o ‘livro de cobre’. Esta onda ou cavalo brancos proclama a chegada do Planeta X, ou como o Senhor da Arca das Águas ou Portal do Céu. Mostrarei que EA é o técnico que guia este buraco, cabo ou conduto de luz. Como a história das sereias avisa, a condenação segue aqueles que estão despreparados para estas energias. Um crença firmemente estabelecida na memória popular pelo mundo associa o cavalo branco com o início do tempo, e daí a criação da humanidade. As histórias falam sobre isto se elevando das entranhas da Terra [os restos do corpo da deusa Tiamat que formaram a Terra, segundo os sumérios] ou das profundezas do mar.

Na nova placa neo-babilonica mostrada aqui vemos os emblemas dos deuses no mais superior registro. Na parte inferior vemos um cavalo montando um dragão na medida enm que ele corre no rio do Submundo. Uma figura com serpentes em cada mão monta o cavalo. Os sacerdotes em roupas de peixe cuidam de um corpo no próximo registro. Vale notar que na China há uma longa tradição de intercambiar o dragão e o cavalo. Há o Longo Ma, o chinês cavalo-dragão que trouxe o Ho- t’u – um plano do rio, também chamado Ma- t’u ou plano de um cavalo para Yu o Grande. A palavra Matu tem uma clara conexão com Tiamat. Em muitas outras histórias chinesas de Li-sao de Chu-yuan a Si-yu Chi, os cavalos tomam o lugar dos dragões. Em ambos os casos eles tomam parte na busca pelo conhecimento da imortalidade. Não é coincidência que os precursores das sociedades secretas, os buscadores iniciais da alquimia Taoista, [Tao signifa 'o caminho'] usavam o disfarce de ‘comerciantes de cavalos’, não aquele de Mat-so, que apresentaram o ensinamento Zen à China, foi chamado no trocadilho sobre seu nome ‘ o jovem potro’. Os sumérios tinham bem um número de nomes diferentes para este outro mundo que é acessado por meio do cavalo-dragão: arali, irkalla, kukku, ekur e ganzir. Caso contrário isto era simplesmente conhecido como a Terra ou ‘terra sem retorno’ ou ‘mundo inferior’. De várias fontes aprendemos que havia uma escada que descia do portão do e-kur [do qual a palavra ganzir é usada]. Segundo os sumérios, era possível abrir um buraco no solo que daria a alguém o acesso ao Submundo, também conhecido como APSU, que como veremos, é um outro nome para o centro galático, dando elevação a noção que estes buracos ligavam a Terra ao Céu. O poema sumério “A Descida de Inanna ao Submundo’ [também preservado na versão acadiana "A Descida de Ishtar"] descreveu em detalhes as espetaculares circunstâncias dos deuses que superavam as leis da natureza ao descerem ao Submundo e retornarem. No Egito, o ka era considerado o gemeo da alma. Cada ser humano tem um ‘ego inferior’ [o ba] e um imortal Ego Superior. O ego inferior reside no corpo físico. O Ego Superior reside no céu. Ele está mais perto de Deus. Platão ensinou que este gemeo era o nosso Espírito Guardião. O mais surpreendente, e menos conhecido dos exemplos de cavalo-homem vem da tribo Dogon da África que veneravam EA como Oannes. Uma gravação Dogon retrata Orosongo [literalmente canção da luz], o cavaleiro dos céus, caindo dos céus com a arca, que desce do céu com todos os originais das coisas vivas [talvez a origem da palavra arquétipo]. O iniciado percebe que ele contém um grupo de sinais, uma linha denteada com a superfície significando a vibração da matéria, luz e água. A vibração representa a espiral descendente do ‘ferreiro’ que trouxe a Arca. Este é EA. O cavalo branco com asas da história grega, Pégaso, é um outro exemplo familiar desta tradição. Pégaso nasceu do ‘sábio sangue’ da Deusa Lua da cabeça da Medusa quando Poseidon, o fundador da Atlantida e um outro nome para EA, misturou seu sangue com a areia do mar. A Medusa era a deusa serpente representando a ‘sabedoria feminina’ [em sâncrito medha, em grego meyis, em egípcio met ou Maat] Tiamat inscrita nos todos poderosos tabletes ou Pedras do Destino. Daí, Pégaso, nasceu de Tiamat. Pégaso foi chamado Pegae, a sacerdotisa e a água que cuidou do riacho sagrado chamado Pega no templo de Osiris em Abidos, Egito. Osiris era o deus egípcio cujo corpo foi cortado em pedaços, como Tiamat e ressuscitou ou foi reunido por Isis. A tradição associa a ferradura do cavalo em forma de um crescente lunar com a boa sorte e isto tem sua origem na história de Tiamat.

Hindus, árabes e celtas viam a forma ionica da ferradura como um símbolo do Grante Portal da Deusa. Os gregos adotaram este símbolo como a última letra de seu alfabeto, o Omega, que literalmente é o Grande OM, a palavra da criação começando o ciclo seguinte da vida. O significado do símbolo da ferradura foi que, tendo entrado na Porta no fim da vida [o Omega] a alma renasceria como uma nova criança [Alfa] através da mesma porta. Quando Jesus é identificado como o Alfa e o Omega isto representa um ‘cortar e colar’ da tradição anterior do planeta explodido. O duplo significado das palavras Mare revela as duas versões da destruição de Tiamat. Uma da perspectiva do vitorioso que a teme como a besta a ser conquistada e subjugada como um selvagem buraco negro; a outra da vítima, ou talvez do sobrevivente, o ponto de vista dela como a Mãe perdida, o cavalo branco ou o buraco branco da luz curadora, a ser redescoberta e nutrida. O conflito entre estes dois pontos de vida continua na psique humana até hoje com a Terra no equilíbrio. No último capítulo investigaremos várias profecias, inclusive aquelas dos maias, que indicam que um buraco de minhoca se abrirá novamente em 2012. Os Brilhantes do Planeta X, tenho proposto, são os técnicos a cargo deste sistema de transporte. A primária questão de nossa era, na medida em que o tempo passa, será quem estará a cargo deste portal? Estarão os descendentes de EA que buscaram elevar e educar a humanidade, até mesmo ao nível de deuses, no comando? Ou serão as legiões de ENLIL, o comandante militarista que busca sexualmente subjugar e fisica e espiritualmente escravizar a humanidade cuidando dos assuntos da Terra? O mito e a história, exemplos do quais explorarei, estão cheios de pistas e histórias de seres humanos que tem encontrado os Brilhantes ou o ensinamento deles e se transformado em preparação a experiência do buraco de minhoca.

Que tal se esta súbita mutação genética se tornou disponível em nosso mundo? Que tal se um chip de computador, pílula ou poção fosse oferecido no mercado que pudesse desencadear tal mutação? Imagine o que aconteceria se o campo de energia da Terra repentinhamente fosse banhado por uma intensa energia nova que desencadeasse uma mudança dramática na consciência humana. Em ‘The Healing Sun Code’ discuti os profetas Hopi que disseram que estávamos entrando em um tempo quando a dualidade terrena de amor e medo dá caminho a uma nova realidade; a que me referi como uma nova dualidade de amor e amor além do amor, o super amor ou hiper amor. Esta transformação é desencadeada pelo nosso alinhamento com o centro da galáxia da Via Láctea, que exploraremos momentaneamente. O centro galático é a fonte das vibrações que estou descrevendo. Um símbolo e sistema de conhecimento está codificado dentro destes raios cósmicos que estimulam os centros receptores na retina de nossos olhos e no nosso DNA. Na medida em que estes raios cósmicos entram em linha, o amor, a mais alta vibração no velho mundo, se tornará a vibração inferior no próximo mundo superior, exatamente como o medo é atualmente a mais baixa vibração de nosso mundo. A força exótica do hiper amor existe dentro do coração de cada um de nós. Quando escolhemos o amor sobre o medo convidamos o hiper amor a entrar em nossas vidas. Durante este tempo os nossos poderes de manifestação aumentarão porque os nossos corações e mentes, nossos pensamentos e ações, serão mais e mais os mesmos [eles estarão em sincronicidade]. Isto significa que pensar o pensamento e a ação se tornarão um. A rede de segurança do tempo preso entre o pensamento e a ação será eliminada. Para sobreviver a estes tempos e criar esta nova realidade cada um de nós terá acesso ao cavalo branco ou Arca de Cristo dentro e interna da onda branca do Amor Força do universo. Sermos solicitados a adquirirmos o nosso ‘H’.

3. O LUGAR DO TERROR

Quando os humanos modernos pela primeira vez colocaram os pés em uma orbe alienígena, a Lua, plantamos uma bandeira dos EUA em sua superfície. Quando os Brilhantes chegaram à Terra eles plantaram o que pode ser a bandeira ou logo da civilização deles, uma sepente ao redor de um bastão, o simbolo de Asclepius, o curador da mitologia grega. Asclepius foi um estudante de Quiron o Centauro, o homem sábio e profeta que era meio-homem e meio-cavalo e que ganhou a sua sabedoria da deusa Atena. Os gregos diziam que Atena nasceu da cabeça do deus Zeus depois que ele engoliu a mãe dela Metis, isto é, Medusa, Maat ou Tiamat. Os mitos sempre são explicatórios da realidade. Eles são a base do entendimento do relacionamento entre os povos e o universo. O mito de Asclepius é altamente explicativo dos Brilhantes. Astronomicamente, Asclepius é a constelação mais próxima do centro de nossa Via Láctea localizada a apenas uns poucos graus do centro matematicamente determinado de nossa galáxia. Ele é chamado o Mantenedor da Serpente. A estrela que representa os pés de Asclepius [ chamado Ofiocus pelos romanos] é a próxima estrela mais perto do centro galático.

O logo dos Brilhantes, a serpente Asclepius. O símbolo a esquerda do poste é o símbolo para o Planeta X. Emobra invisível ao olho nu os desenhistas do zodíaco aparentemente conheciam a localização do Núcleo Galático. Dos glifos dos doze signos astrológicos [treze incluindo Asclepius] os signos de Sagitário e Escorpião são os dois únicos que apresentam flechas, e ambos estão um ao lado do outro. A ponta de Sagitário, a flecha do Arqueiro é a estrela alaranjada Gamma Sagitarii. Quando arranjados como elas aparecem no céu, os dois ponteiros ficam diante um do outro. Entre Sagitário e Escorpião está uma constelação perdida – a décima terceira: Asclepius. Em plena apreciação dete pedaço do código, o  Dr. Paul LaViolette, seu descobridor, conclui que as flechas de Sagitário e Escorpião parecem pretender apontar para Asclepius como a constelação mais próxima do centro galático. O centro galático é um caldeirão crepitante de fenômenos ocultos. Aneis de gases giratórios podem ser vistos lá bem como milhões de estrelas viajando em tremendas velocidades ao redor de um maciço buraco negro. Que outros fenomenos aguardam é desconhecido, mas é certo ser a resposta para os ensinamentos secretos de todas as eras. Na década de 1980 os astrônomos da Universidade do Arizona, usando um novo telescópio de alta velocidade e uma camera infra-vermelha montada em Kitt Peak, olharam esta área. Entre os objetos não usuais acreditados estarem no centro exato de nossa galáxia está uma fonte extremamente brilhante como um ponto e compacta conhecida como Sagitrarius A [frequentemente abreviada para Sgr A]. Alguns astrônomos argumentam que Sgr A revela um buraco negro quase do tamanho de uma grande estrela, mas contém a massa de um milhão de sóis. A quantidade surpreendente de material sendo dirigida ao buraco negro irradia uma quantidade enorme de energia em muitas frequências. Nos livros de LaViolette ele não deixa dúvidas que os antigos conheciam o centro galático como um lugar de enorme terror, capaz de emitir ferozmente alguns ventos galáticos contendo partículas cósmicas nocivas que eram responsáveis por passados cataclismas sobre a Terra. Ele avisa que a Terra ainda virá sob o fogo novamente por uma outra super tempestade galática. A previsão do clima cósmico não é boa. Espere uma viagem difícil a frente. Além de meteoritos, cometas, e outros visitantes potencialmente ameaçadores da vida se dirigirem em nosso caminho, uma luz tão brilhante até mesmo os deuses serão eles proprios sombrados e o medo é esperado.  LaViolette afirma que isto resultará de uma explosão maciça do centro de nossa galáxia. Seu aparecimento desencadeará o terror.

A margem a vista da galáxia da Via Láctea. Estamos aqui na margem. Os hindus chamavam este sol central Sun Tula, uma palavra sânscrita para “equilíbrio’ [representando julgamento ou justiça]. O signo zodiacal de Libra, as balanças, representa o equlíbrio. Para mim, o glifo de Libra parece com a concentração da massa de milhões de estrelas que formam o Monte Nuclear Central da Via Láctea. Ele representa o Espírito Santo. Os alquimistas alternavam entre e quando significar a essência de uma substância, ou ou espírito. Como explorei em ‘The Healing Sun Code’, o modo com que este glifo combina com a forma da galáxia ou é uma enorme coincidência ou sugere um símbolo e palavra código centrada no conhecimento do nucleo galático. Os Brilhantes são os instrutores deste sistema de símbolos. Embora este seja o centro e a fonte de todas as grandes religiões, muitos mitos enfatizam que, como sua luz, os segredos de Tula [equilibrio, paz, 'salem'] tem permanecido ocultos das massas da humanidade por milênios. O oculto Sol Curador tem sido velado ao mesmo tempo em que a Deusa é vilipendiada. Isto também é uma coincidência? Exatamente como a poeira e o gás do espaço tem bloqueado a visão física do núcleo, um véu de segredo tem sido colocado sobre sua sabedoria. Isto tem sido ‘ocultado’, mantido oculto da plena vista de todos menos dos iniciados, que secretamente veneram o Sol Negro ou Sol Oculto. As antigas tradições da sabedoria mantém que os humanos, e todas as outras almas em nossa galáxia, se emanam e partilham de Tula como nosso comum lar oculto. Este é o Eden galático. Este Sol Central está localizado a 23.000 anos luz da Terra no núcleo de nossa galáxia Via Láctea. Ela tem estado esscondida de nós por causa de seu tremendo poder de conhecimento associado a ela. Este trono espiralante foi também chamado de portão do ‘batimento’, um Castelo em Espiral e o Moinho dos Deuses. Estes são os termos descritivos para os buracos de minhoca. O conhecimento de um buraco de minhoca navegável e de matéria exótica da qual ele é compreendido é o conhecimeto que faz de alguém um mestre das leis conhecidas do espaço-tempo. Atingir este conhecimento é o supremo batismo como ele dá a luz verde para atualizar uma civilização a seu próximo nível de evolução. Entre os seguidores Mandeanos de João Batista, a palavra para a sagrada montanhna branca [ou ilha] da origem de João era Tura Madai, que é similar ao conceito zoroastriano da sagrada montanha conhecida como Taera. Tura Madai significa a montanha brilhante. Taera toma seu nome de um lugar celestial. Isto é a altura Haraiti (do sânscrito hari, significando ouro amarelo), ao redor das estrelas, a Lua e o Sol giram. Aqui, notamos o reaparecimento da palavra haris [cavalo] , anteriormente encontrada  em charis ou compaixão. Esta descrição se refere ao núcleo galático, Tula, ao redor do que gira nosso sistema solar.

Este poço que jorra abundantemente de energia cósmica é a provável fonte verdadeira de doação de vida – as Águas Vivas – pelas quais João batizou Jesus. Depois do batismo dele neste conhecimento Jesus montou seu cavalo branco e foi em seu caminho de homem médio a Cristo. Estabelecido libertar os segredos das eras, e possivelmente criar um planeta cheio de seres realmente cheios da espirualidade como a cristã, Jesus foi executado como um revolucionário pela ordem mundial romana. O crime de Jesus estava explicitamente declarado em uma placa acima de sua cabeça na cruz mandada colocar por Poncio Pilatos. Escrita em grego, latim e hebraico a placa dizia : INRI. Exotericamente, isto é traduzido como Jesus o Nazareno, Rei dos Judeus. Esta é declarada a acusação capital contra Jesus – ele próprio se declarou o um e único salvador e desafiou a autoridade soberana de Tiberius Caesar – e ao mesmo tempo zombava dele. ‘Este é o Rei dos Judeus?’ Na tradição da sabedoria INRI significa ‘pela natureza do fogo o todo é renovado’, apontando para o papel de Jesus como o portador do conhecimento de alta frequência ou fogo. Os rosacrucianos alteraram o significado de INRI para IGNE NITRUM RORIS INVENITUR ou ‘ o batismo ou poder de limpeza do orvalho apenas é descoberto pelo fogo’. Jesus foi considerado um portador do orvalho. Em minha opinião, esta inscrição é uma profecia. Isto é dizer, quando Cristo, INRI, retorna cavalgando o cavalo branco ele estará criando na forma de uma energia vibratória mais alta. A fonte deste fogo, as águas batismas vivas, é Tula. Na tradição de EA, Jesus era um técnico ou ‘naggar’ criando um conduto pelo qual estas águas vivas – chaves, frequências e vibrações – de compaixão podem fluir. Um outro termo grego aplicado a ele, tekton, literalmente significa a ‘técnica do tom’ ou ‘técnico do tom’. Este termo é notavelmente similar ao Toltec, significando artesão, As palavras Tura e Taera rimam com terror e Torre, como a Casa de Deus no Tarot, as cartas do destino.

Tyr é a terceira ordem de brilhantes. A forma primitiva deste nome era Tiwaz, que era o cognato do sânscrito devas; o latim Devus [divino]e o norueguês tivar. Cada um destes termos tem o significado de ‘deus’ e conotações de ‘luminosidade’ e ‘brilho’. Os hebreus chamavam os Brilhantes de Os Terrores Brilhantes. Na Índia Tara, um dos aspectos de Maya a Mãe de Buda, é o nome do Embrião Dourado do qual é dito que o mundo tenha evoluído, e é frequentemente chamado de estrela. Ela é a deusa nua da compaixão que pinga a Água Viva de uma jarra. Ela é dita levar os devotos a um outro litoral. Este nome foi herdado da Suméria e da Babilonia onde esta deusa é conhecida como Ishtar ou Is-tARA, isto é, Is-Terror. Os textos herméticos evocavam, a Rainhna das Estrelas ou a Estrela dela como Astro-Arche Arche. Em outras palavras, a Rainha do Terror é um portal estelar, a suprema cavalgada excitante. Ishtar era a patrona das prostitutas do templo ou harines e era conhecida como a Grande Deusa Har. Da raiz ‘har’ veio Hara, em hebraico tanto para uma montanha sagrada [Hira] e uma barriga grávida, ambos descrições apropiadas de Tula. [Na Índia, o centro de Tula é chamado Meru ou Sumeru]. Um outro dos nomes dela é Isis, que é simbolizado por um olho e o trono. O marido dela, Osiris, era chamado a Grande Lebre [Hare]. Os sons das letras “l’ e ‘r’ são considerados intercambiáveis. Por exemplo, a pronúncia japonesa da palavra reiki, que significa a energia força da vida, leiki. Ao se trocar o ‘l’ pelo ‘r’ Tula torna-se Tura. A raiz maia ‘tul’ significa ‘ o que cega’. Periodicamente, dizem os maias, o ‘Senhor dos Tempos’ emerge da celestial Tula. Os budistas o chamam de tulkus [literalmente 'os Brilhantes de Tula']. Tulkus são vistos como seres super compassivos que tem escapado do ciclo da encarnação terrena e tem retornado à Terra para liderar outros ao Paraíso. Os escritores e pesquisadores alemães Holger Kersten e Elmar Gruber traçaram a jornada de Jesus pela Ásia para Taxila (obviamente uma palavra Tula), um centro uiversitário do norte da Índia onde os budistas afirmam que Jesus foi reconhecido como um tulku. Estes navegadores, ou fazedores de mapas, vem à Terra para construirem Tulas terrenas, templos que são centros espirituais, harines, para as novsa civilizações que ‘se curvam’ à celestial Tula e à terrena Tula. Estas Tulas terrenas são ‘casas dos Messias’ e centros de aprendizado onde civilizações inteiras tornam-se iluminadas e então literalmente desaparecem para os reinos superiores de existência. O Astroarche ou portal estelar fornece a saída. Analizando os nomes de Tula e Tura sustenta-se esta descrição. Tu significa ‘curvar’, e ‘sustentar’ ou ‘entrar’. La é a raiz para Luz. Ala significa ‘caminho’. O cavalo branco de Maomé, Al Borak, é literalmente traduzido como ‘a luz que sustenta ou curva’. Ra significa ‘ luz’ ou ‘sol’ e originalmente se referia a uma deusa feminina , como RHEA [ Raya], o nome creta da Grande Deusa cujos olhos lançam raios verdes e Rhiannon [ Ray Annon]. Significativamente, An e On são os nomes adicionais do Planeta X. As  palavras derivadas incluem radiante, irradiado, governo, governante, real e regalia. Ra tornou-se o nome do deus masculino do Egito. [Estranhamente, os elementos do masculino significam 'mãe', ma, O Brilhante, le. Feminino significa o apoiador do masculino, a Mãe Brilhante]. O prefixo Ra  é encontrado na palavra sânscrita para rei, rajá, e para rainha, rani. Ele sobrevive na palavra alemã ragen, alcançar acima, e em francês como roi, significando rei. A transposição de Ra, ar, é a raiz para arco e arca. O barco de Ra foi dito emergir diariamente das águas primevas, muito como EA, cujo hobby favorito era ‘navegar’, que era dito correr sua arca nas profundas águas do Absu terreno em Eridu. Como o deus sol, Ra foi conhecido como ‘O Brilhante’, o Ancestral da Luz, o Senhor da Luz. Foneticamente ar se torna ir, a raiz para Iris, o olho, e ou, luz.  No Egito, o olho significa ‘fazer’ ou ‘criar’ e tem o mesmo significado da nossa palavra ‘fabricar’. O olho. Baseado nestas definições, Tula pode ser representada como ‘o rei ou rainha do terror [ou tara], o portal estelar que irradia luz; o fabricante ou fazedor”. Portanto não é qualquer surpresa que encontremos o símbolo de Tula presente na cerimônia de fazer reis. Na cena da próxima página Istar, com as estrelas e planetas ao redor dela, recebe a realeza em seu templo. Perceba o símbolo entre os dois postes. Uma cena similar é encontrada na unção do Rei David por Samuel, que é considerado uma forma recontada de EA na página seguinte à segunda representação de Istar. Is-tar está de pé sob o sinal flutuante. Is-tar ou Is-Terror com o sinal em u’a mãe e o bastão e o anel do divino poder em outra.
Esta placa de prata de Bizancio mostra o Rei David sendo ungido rei pelo profeta Samuel [EA], um dos treze juízes cuja história é contada no Livro dos Juízes. Frequentemente estes juízes estão ligados ao conceito de determinar o certo e o errado. Eu prefiro a interpretação mística que alinha ‘o julgar’ com ‘equilíbrio ou reconciliar o Céu e a Terra’. Em apoio a esta interpretação percebemos o equilíbrio do símbolo de Tula acima de sua cabeça e o pilar de fogo o seu pé. O nome Samuel deriva de Sama-El, por causa do reino de Sama na Suméria.

Segundo as regras fonéticas os sinais de ‘t’ e de ‘k’ são intercambiáveis. Então Tula ou Tua também podem ser lidos Kua. Isto faz sentido. Pense na palavra a-kua ou água. Rula, sabemos, é a fonte das Águas Vivas da compaixão. Kuan Yin, a deusa budista da compaixão, corresponde a esta palavra. Tua e Kua também podem ser tur e kur [que significa pedra]. Foneticamente, kur é cura ou núcleo [core em ingles]. Já temos encontrado este termo em e-kur, o nome sumério para “a terra sem retorno’. Uma vez ela seja alcançada a alma aparentemente não precisa retornar à Terra. O sânscrito kr, ou núcleo [core] tem o significado de ‘fazer’ e é provavelmente a raiz de Criador. Este explica posteriormente porque os sumérios chamavam o lar da alma acessado pelo buraco [de minhoca] no solo de e-kur. Este é o centro galático. Palavras adicionais kr ou cr de interesse são car, significando coração, e crib [berço], sinônimo de mangedoura. A associação do núcleo [core] com uma mangedoura lança uma nova luz no mito do nascimento de Jesus em uma mangedoura. Ao invés de um nascimento em um celeiro esta localização pode bem apontar para um lugar cósmico de nascimento. Ao invés, o núcleo [core] é considerado um berçário ou mangedoura cósmica, e as águas do Sol Central, o Coração da Galáxia, são acreditadas terem qualidades de cura ou curativas; daí a minha referência ao núcleo como o Sol Curador ou Filho Curador. Um outro exemplo fascinante da intercambialidade do ‘t’ e o ‘k’ vem da tradição rúnica. A runa Donar ou Rhor simbolizou o Ana, ou ‘enviado do céu’. Ana [Luz, O Senhor] é um outro nome para o Planeta X. A palavra Thor é, com certeza, tur ou tor, [significando porta em alemão] e é compreendida dos elementos T [tau que signica o caminho] e hor ou cavalo [em inglês, horse]. Jesus ele próprio chamou-se a porta. Thor, o ‘Renascido’ que supera o poder invernal da Terra e da escuridão, é representado como uma figura com os braços abertos, exatamente como o homem que emerge do pilar apresentado na página 15. Sua runa é o sinal dos braços elevados ou um Y, a runa k, que se tora cen ou ‘Luz’ em anglo-saxão. Na medida em que eu investigava no livro ‘The Healing Sun Code’, Moisés estava entre os inúmeros profetas que utilizava a postura em Y para canalizar a Luz.

O PLANETA DOS DEUSES

Sempre que os arqueologistas descobriram restos das iniciais civilizações sumérias o símbolo do maciço Planeta X, o Planeta dos Deuses, estava proeminentemente representado. Embora os cientistas afirmem que os planetas externos não tem água líquida, oxigênio, carbono ou nitrogênio e a enorme distância do Sol torne isto impossível de sustentar vida, os sumérios, diz Sitchin, descreveram este planeta oculto na margem externa de nosso sistema solar em termos de jardinagem. O Planeta X era um planeta verdejante de vida que eles chamavam NAM.TIL.LA.KU, ‘o deus que mantém a vida’.  Nam.Tilla.Ku literalmente signica ‘Nome ou Destino [Nam] de Deus ou do Brilhante [Ku] é Tula’ [TILLA]. Ele foi o criador dos grãos e ervas que fazem com que a vegetação floresça, que abriu os poços, proporcionando água em abundância – o irrigador do céu e da Terra. Nomes adicionais para este mundo celestial eram A.SAR.U.LU.DU que significa, o mais alto, ‘o rei da água brilhante cuja profundidade é cheia’. Ele sempre foi referido como um planeta radiante, e as representações dele o mostram como um corpo emitindo raios, diz Sitchin do Espírito Santo, Tula. Esta história será explorada posteriormente.

Esta última descrição pode explicar porque os sumérios representavam este planeta como um estrela de oito pontas. Este sinal estelar denota tais termos como an, o Senhor Anu, dingir, O Brilhante, an, o Alto e ana ou an O Céu. Ele é frequentemente encontrado como um determinante na frente de nomes dos Brilhantes. Então o ‘dinger’ E.A. indica O Brilhante Senhor das Águas. Sitchin atribui a versão babilonia do simbolo da Cruz de Luz ao Planeta X. Este símbolo, essencialmente a cruz solar envolta, foi adotado como símbolo da Terra. Mais tarde, ele tornou-se o símbolo das sociedades secretas tais como os rosacrucianos, a Irmandade da Rosa Cruz. A Fraternidade de Filósofos e curadores afirmada ser uma ligação na Acadia contínua de seres imortais de uma raça superior que possui os segredos da alquimia e da Pedra ou Ovo Filosofal [ou Kur], o Santo Gral, que pode conversar com os anjos e tornarem-se invisíveis [fantasmas ou seres de luz]. A estrela de oito pontas do Planeta X é o protótipo da rosa-cruz de oito lados ou octagonal com a flor significando o sangue de Cristo no centro-coração. Este é o símbolo para o Santo Gral encontrado na pedra tumular de Sir William Sinclair na Capela Rosslyn, em Edinburgo, Escócia. Este coração é considerado ser o templo onde a vida do mundo habita, como uma rosa em uma taça. O símbolo da rosa-cruz é pensado ser de origem gnóstica, e uma parte da geometria sagrada e os Evangelhos recuperados pelos Templários no sítio do templo de Salomão no topo do Monte Moriah em Jerusalém. A Capela Rosslyn é considerada ser uma reconstrução do Templo de Salomão, e um repositório para os segredos dos Templários.

Reconstruído, o símbolo para o Planeta X é um com as linhas da água irradiante, um disco, formando um X, e o símbolo para o átomo e a energia nuclear, que também forma um X e o símbolo para ouro. O X é composto de duas formas alongadas de olho conhecidas como vesica piscis, a bexiga do peixe. A bexiga do peixe é o mesmo que a forma de boca do hieróglifo egípcio de Atum-Re, o Deus Sol e Senhor do Terror que vem do Abismo. é também o mesmo símbolo de peixe para Jesus. Em seu livro ‘Sacred Geometry’, Robert Lawlor nota o relacionamento do símbolo da boca e o caminho de uma corda vibrante. Ambos tem uma forma achatada e vesicular. O símbolo egípcio para Atum-Re. Uma corda vibrante. A forma de ovo nos dirige a Maya que é dito esta forma gráfica da galáxia da Via Láctea. O hieróglifo egípcio Ru, significando ‘passagem de nascimento’, portal e ‘vagina’. Elas também o relacionam ao ovo cósmico ou semente cósmica da qual se derivou toda vida humana. Voltando a figura de Jesus na página 33 o encontramos emergindo por este portal desta forma. Esta simbologia nos leva ao coração do antigo mito sumério da criação, que começa antes da Terra ser criada, bem como ao coração de todos os eventos atuais. Segindo o calendário maia de Longa Contagem, em  13.0.0.0.0. — que nós chamamos de 21 de dezembro de 2012 — o Sol estará em alinhamento direto com Tula. Este alinhamento será mais completamente explorado no capítulo seguinte.

4. A GUERRA AO TERROR

O período de 13 anos entre 1999 e 2012 é considerado uma estação de profecia no qual os profetas maias levam a um momento de uma nova criação resultando na transformação de nosso mundo. Quando o intercâmbio Tula-Tura-Terror é aplicado, encontramos um outro modo de dizer que o nosso Sol estará em alinhamento direto com Tara, Tura ou Terror. Portanto é muito intrigante, para dizer o mínimo, que a consciência global da humanidade iniciou esta súbita ‘Guerra ao Terror’ ao mesmo tempo que, falando-se mitologicamente, temos entrado na Era do Terror. Aquele que parece ter se sincronizado com a mente global, e estar mais estreitamente associado à Guerra ao Terror, é o presidente George W. Bush. O alinhamento da consciência dele com o terror pode ser rastreado ao início de seu mandato em 20 de janeiro de 2001. Quando Bush ficou de pé diante do Monumento de Washington, ou diante do obelisco, como dizem os maçons, naquele dia escuro e tempestuoso, sua fala foi curta e direta. Faltava à fala de posse do 43o. presidente a poeira mágica de um poeta como Robert Frost ou Maya Angelou que tem emprestado aos predecessores de Bush as bençãos da musa. Nada havia aqui da altivez de JFK ['não pergunte o que o seu país pode fazer por você'] ou até mesmo o alto tom de seu pai ‘mil pontos de luz’. Ao invés, no fim de sua fala inaugural Bush tomou emprestado uma imagem surpreendente do passado: “Depois que a Declaração da Independência foi assinada, o estadista da Virgínia John Page escreveu a Thomas Jefferson: “Sabemos que a corrida não é para o rápido e nem a batalha é para o forte. Não pensa que um anjo cavalgue no rodamoinho e dirija esta tempestade?  Muito tempo tem se passado desde que Jefferson chegou para o início de seu mandato. Os anos e mudanças se acumularam. Mas os temas deste dia ele conheceria: a grande história da coragem de nossa nação, e seu sonho simples de dignidade.  Não somos o autor desta história, que enche o tempo e a eternidade com o seu propósito. Ainda que este propósito é obtido em nosso dever e o nosso dever seja cheio do serviço prestado ao outro… E um anjo ainda cavalga no rodamoinho e dirige esta tempestade’.

‘E um anjo ainda cavalga este rodamoinha o dirige esta teMpestade?’ Ouvi bem? Como alguém que tem investigado a mitologia antiga, o ‘rodamoinho’ é um termo clássico para o que hoje é descrito como um UFO. Estas palavras fazem a interpretação de Sitchin das atividades terrenas dos Brilhantes algo obrigatório para se ler. Como ele documenta, os Brilhantes são os protótipos dos anjos do Velho Testamento que voam ao redor de rodamoinhos. O hebreus os chamavam Terrores. Certamente, Bush não podia estar se referindo a alienígenas espaciais ou falando em código para os iluminados. Ou poderia? Como se mostrou, esta declaração provocou alguma discussão. O antigo escritor de discursos presidencial Peggy Noonan, em uma coluna do jornal Wall Street Journal, escreveu que a frase era ‘opaca’. Ela tinha que ler ‘O Anjo no Rodamoinho’ duas vezes antes que ela tomasse seu significado obscuro, mas a maioria daqueles que ouviam em casa e no Capitólio não tinham um texto. Presumidamente, isto navegou diretamente para eles, deixando a nação com um sentimento coletivo de ‘O Que?”

Mas que opacidade do presidente foi referida? A questão do rodamoinho nunca foi proposta a Bush pela media nacional. Isto ficou em aberto para interpretação. Alguns cristãos em grupos de discussão da Internet estavam nervosos com esta declaração. Isto soava bíblico, eles opinaram. A ‘corrida do rápido’ é citado do Livro do Eclesiastes do Velho Testamento. E a origem e significado do ‘anjo no rodamoinho’, contudo, é menos claro. Enquanto há muitas referências a anjos e rodamoinhos na Bíblia, nenhuma tem a frase exata. Em quase todas as citações bíblicas de ‘Rodamoinho’ a imagem é usada para descrever ação, geralmente julgamento, direto de Deus. Naum 1:4 claramente declara isto: “O Senhor é um Deus ciumento e vingador; o Senhor toma vingança e está cheio de ira. O Senhor toma vingança sobre seus inimigos e mantém sua ira contra seus inimigos. O Senhor é lento na ira e grande em poder; o Senhor não deixará o culpado sem punição. Seu caminho é o rodamoinhno e a tempestade, e as nuvens são poeira em seus pés.” Isaías 40:23-25 afirma esta perspectiva. Ele tranisforma os príncipes em nada; Ele torna os juizes da Terra inúteis. Escassamente devam eles ser plantados, escassamente devam eles ser colhidos, escassamente sua raça deva tomar raiz na Terra. Quando Ele também os explodirá, e eles secarão, e o rodamoinho os levará como restolho. De quem então você gostará como a Mim? Ou de quem Eu devo ser igual?’ disse o Sagrado.

O uso de Bush desta referência soou presunçoso aos ouvidos de alguns crentes. Como pode um político comparar suas decisões com aquelas de Deus? Claramente Deus está no controle. E o Velho Testamento é cheio de ira. Olhando mais profundamente este termo, encontramos que os autores do Velho Testamento frequemtemente empregavam o termo ‘opaco’ do ‘rodamoinho’ e o aplicavam com o significado de veículo voador. Isaias 66:14-16 diz, ‘Veja, o Senhor está vindo com fogo, e suas carruagens são como um rodamoinho, ele trará sua raiva e fúria e sua repreensão com chamas de fogo’. Em Jo 38:1-2 o Senhor respondeu a Jó do rodamoinho. Em Reis 2:1-2 nota-se que quando o Senhor tomou Elias para o Céu ele o fez em um rodamoinho. Elias é uma figura central no mundo da profecia milenar. Elias não morreu, mas foi transportado para o Céu em um rodamoinho do alto do Monte Moriah em 800 AC depois que uma carruagem de fogo veio do céu. De fato, ele foi um dos três mortais do Velho Testamento a cavalgar o rodamoinho para o céu. O primeiro foi Enoque. O segundo foi Elias. O terceiro foi o Rei de Tiro que construiu o Templo de Salomão. O capítulo 28 do Lvro de Ezequiel nos conta que este rei foi moldado [geneticamente engenheirado?] para ser perfeito e sábio [como Adapa] e portanto foi permitido cavalgar para o céu.

Depois de obter o Gral, o coração do Rei de Tiro ‘cresceu arrogante’ um termo que significa ‘poluir o templo’. Encontramos este rei momentaneamente novamente.     Os judeus acreditavam que Jesus fosse Elias. Jesus declarou que João Batista veio em espírito e poder de Elias. Este homem de Tura Maddai ou Tula com a Sagrada Sabedoria encarnada nele voltará, dizem os profetas, juntamente com Moisés, como uma das duas testemunhas de Cristo no fim dos tempos. Este tempo é profetizado ser um de horríveis e cataclísmicas mudanças na Terra. Em resumo, as testemunhas retornarão durante uma era de terror, que incidentalmente Nostradamus disse veria o retorno do Rei do Terror [ou Tiro]. Ao invés dos profetas do Velho Testamento, a media voltou-se para um livro intilutado ‘Angel in the Whirlwind: The Triumph of the American Revolution’ escrito por  Benson Bobrick para o insight sobre a enigmática frase de Bush. Bobrick, entrevistado pelo telefone de sua casa em Vermont, disse que ele não entendia a conexão entre o ‘anjo no rodamoinho’ e a fala inaugural de Bush, já que não havia uma crise nacional acontecendo para comparar com a criação de uma nova nação em 1776. De fato, era janeiro de 2001. No dia da Revelação 11 de setembro uma rede de terror seria atirada sobre a terra, e a grande deusa América seria lançada em sua mais grave crise nacional desde Pearl Harbour. A Esfera de Pensamento estava próxima. Durante os vários dias seguintes, enquanto os céus estavam silenciosos, a consciência do planeta mudou para um canal de terror completo. Todos os olhos se concentraram na América. Os dias de terror tornaram-se semanas. Em 7 de outubro a Guerra ao Terror oficialmente começou. Antes de 11 de setembro havia algo diretamente profético e potencialmente perturbador na escolha de Bush do preço poético. Depois de 11 de setembro podemos ler e examinar as linhas acompanhantes do poema de quem deriva a frase quando se faz uma pausa na surpresa poética em seu conteúdo. A frase ‘o anjo no rodamoinho’ é rastreada a “Campanha” do poeta inglês Joseph Addison. Em 1704 Addison escreveu: “Assim quando um anjo, pelo comando divino, arremessa morte e terror sobre uma terra culpada; Ele, agradado pela Ordem do Todo Poderoso a realizar, cavalga o rodamoinho e dirige a tempestade’. Em cada posse, as palavras do presidente são pesadamente verificadas. As falas presidenciais são completa e cuidadosamente editadas e reescritas inúmeras vezes. Mais de trinta departamentos governamentais dissecam e entrecruzam as falas presidenciais para o impacto e a política. Para mim está além da crença que um presidente, os ecritores das falas presidenciais ou os conselheiros presidenciais incluiriam uma declação com uma nota chave sobre ‘um anjo no rodamoinho’ sem primeiro examinar seu contexto completo e sua referência ao ‘anjo arremesar o terror sobre o culpado sob comando divino’. Foi examinada a fonte desta frase? Se o foi, como pôde esta imagem do anjo terrorista que dirige a América de um rodamoinho ter conseguido fugir à detecção? Esta declaração foi uma gafe? Se foi, foi uma bem grande. Nos círculos de Washington uma gafe é quando a verdade incidentalmente escorrega. Esta não é uma plataforma de Bush. Nem é uma sugestão que Bush conscientemente sabia que este terror estava para engolfar a consciência humana. Minha investigação do anjo no rodamoinho pretende ser uma ilustração da mente global toda conhecedora, pré-ciente e sincronica em funcionamento. É uma busca pelo entendimento do simbolismo e palavras de nossos tempos, particularmente as palavras de nosso presidente que, de tempos em tempos, soam mais como profetas que sabem muito mais do que eles deixam perceber.

Por exemplo, em retaliação aos ataques de 11 de setembro George W. Bush jurou atacar a sombria rede de terroristas internacionais chamada Al-Qaida. Este nome é perigosamente próximo de Al Qidr ou A Khidr, o nome islâmico para João Batista. Maktab Al-Khidamar (MAK), a coberta operação da CIA que forneceu armas aos terroristas acusados cuja mente mestra é Osama bin Laden está até mesmo mais perto de se combinar com Al Khidr. Bush chamou a Guerra ao Terror de ‘Cruzada’ e levou seus amigos a acreditarem que ele via seu novo dever como uma missão de Deus. Penso, na estrutura de Bush, isto é o que Deus tinha pedido que ele fizesse, um estreito reconhecimento dito ao New York Times. ‘Isto oferce a ele uma enorme clareza’. Segundo este conhecimento, Bush em sua posse dedicou sua administração a Jesus Cristo [para surpresa de milhões de muçulmanos, judeus, shiitas, budistas, hindus, e outras religiões excluídas], acredita “ele tem encontrado sua razão de ser, uma convicção informada e formada pela propria cadeia de cristianismo do presidente’, relatou o The Times. O uso de Bush da palavra ‘cruzada’ que tem uma conotação européia de cavaleiros em brilhantes armaduras expulsando os infiéis da Terra Santa, conjurou muitas memórias muito diferentes no mundo islâmico, onde uma ‘cruzada’ se refere a uma sangrenta guerra santa cristã contra os árabes. Em 1099 os cruzados cristãos massacraram dezenas de milhares de muçulmanos abrigados na mesquita de Al Aqsa em Jerusalém. Osama bin Laden tomou a proclamação do tipo de cristianismo de Bush para reunir os fundamentalistas islâmicos. Uma declaração datilografada atribuida a bin Laden chamou à nova guerra ‘a nova cruzada judaico-cristã liderada pelo grande cruzado Bush sob a bandeira da cruz’. Bush posteriormente irritou as velhas feridas do Oriente Médio ao prometer a retaliação através da “Justiça Infinita’, um ato sagrado reservado apenas para Alá.

A referência dele ao Irã, Iraque e Coreía do Norte como um “Eixo do Mal” em sua fala de Estado dirigida a União em janeiro de 2002 foi tão mal recebida que causou um maciço exodus mundial de apoio à Guerra ao Terror. Ele fez com que os europeus sentissem que a América era o agressor a ser temido. O anúncio de Bush do “Governo Sombrio” em fevereiro de 2002 fez com que tocassem os sinos de alarme para muitos. Isto relembrou a visão de Bush durante a campanha presidencial de 2002. Ele foi repetidamente mostrado falando diante de uma bandeira estilizada com apenas um punhado de estrelas e faixas ao invés da oficial bandeira de cinquenta estrelas e treze faixas. Esta claramente não era a bandeira dos EUA. Isto me intrigou que a campanha de Bush não usasse a bandeira americana. Tive a oportunidade de perguntar a funcionários da campanha de Al Gore sobre esta estranha bandeira. Sua resposta variava etre ‘que bandeira?” a ‘Oh, esta é simplesmente uma bandeira estilizada  ou um retrato da bandeira tremulando ao vento”. Em retrospecto era esta a bandeira do “Governo Sombrio?” Os símbolos e as palavras, especialmente as palavras que falamos para dizer Hopi, contam escepcionalmente pesadas durante esta era da história. A palavra mais poderosa de todas é terror. É indiscutível que 11 de setembro marca um ponto chave de virada na história. Depois deste dia de revelação a palavra ‘terror’ foi indelevelmente gravada na mente global. A maciça impresão desta palavra na media, sem precedentes, que se seguiu a 11 de setembro, ativou uma linha em nossa consciência. O Terror se tornou o motivador grito de batalha de nosso governo exatamente como a “Guerra ao Pecado” que uma vez foi motivada pela Igreja inicial. Antes de 11 de setembro estávamos na busca do Gral, e depois nos encontramos pegos na armadilha e na escuridão da terra de ninguém. Repentinamente, vivendos em um mundo de terror. O Secretário de Defesa Donald Rumsfeld foi repetidamente citado como tendo dito que a Guerra ao Terror pode durar gerações.

A inferência aqui não era apenas que a Guerra ao Terror havia começado, mas que uma Era de Terror havia começado. Se esta Era será curta ou extremamente longa permanece a ser visto. Em sua fase inicial esta é caramente uma guerra de consciência muito mais do que uma marcial. A arma primária desta guerra é a propaganda. Em buscar uma compreensão mais profunda, permanece a ser entendida e quanto a percepção da Era do Terror e da propaganda da Guerra ao Terror os leitores serão melhores servidos para fazer mais do que um conhecimento passivo com o significado da palavra Terror na mente coletiva e, juntamente com isto, as palavras ‘anjo’ e ‘rodamoiho’. Por trás destas palavras está a asociação delas com os Terrores ou os Brilhantes do Planeta X. A apreciação deste fato levanta a aposta na declaração da posse de Bush. Alguns declaram que o Planeta X está a caminho para uma recombinação com TIAMAT/Terra e isto acontecerá logo. A despeito se isto é um evento real ou um evento de conciência estamos na rede neutra disso. Como a luz vermelha da prostituta, o aviso da chegada do Planeta X aparecerá sob a forma de uma cruz vermelha ou luz vermelha no céu ou na consciência humana. Há muitas evidências objetivas científicas que apontam na direção do retorno do Planeta X, embora ‘oficialmente’ ele esteja não detectado. Como foi amplamente relatado, em outubro de 2001 duas equipes de cientistas – uma da Inglaterra e uma da Universidade da Louisiana em  Lafayette – independentemente relataram pistas de um objeto ainda invisível, maciço, distante na margem do sistema solar. Esta conclusão é baseada nas órbitas altamente elípticas dos chamados cometas ‘de longo período’ que se originam de uma nuvem gelada de destroços muito além de Plutão. O modo como o Planeta X perturba estas órbitas é reminiscente do modo que as pegadas de aproximação do Tiranosaurus Rex fizeram ondear a água em um vidro do Parque Jurássico. Os físicos colocam o planeta em um órbita de aproximadamente 3 milhões de milhas ou meio ano luz do Sol. A estrela mais próxima é encontrada a quatro anos luz de distância. Este é apenas o mais recente ‘boato’ da busca ‘oficial’ do Planeta X.  As ondas começaram em 1982 quando a própria NASA reconheceu oficialmente a possibilidade do Planeta X, com um anúncio que ‘algum tipo de objeto misterioso realmente está lá’ – muito além dos planetas mais externos. Um ano mais tarde, o recentemente lançado IRAS [satélite astronômico infra-vermelho] marcou um objeto misterioso nas profundezas do espaço. O  Washington Post resumiu uma entrevista com o cientista chefe do IRAS do JPL, Califórnia, como segue: ‘Um corpo celestial possivelmente tão grande quanto o gigante planeta Júpiter e possivelmente tão perto da Terra que seria parte deste sistema solar tem sido encontrado na direção da constelação de Orion por um telescópio orbital…’ Tudo que posso dizer a você é que não sabemos o que isso é, disse Gerry Neugebauer, cientista chefe do IRAS. Esta descoberta é citada como uma motivação por trás da inexplicável declaração do Presidente Reagan aos repórteres depois das conversas da Reunião com Gorbachev em 1985. Ele disse que lembrou ao Secretário Geral que ‘todos somos filhos de Deus’. Reagan disse: Não podia mais do que dizer a ele: pense apenas como a sua e a minha tarefa seriam fáceis nestes encontros que realizamos se subitamente houvesse uma ameaça de alguma outra espécie de um outro planeta fora no Universo. Nos esqueceriamos de todas as pequenas diferenças locais que temos entre os nossos países e encontrariamos de uma vez por todas que realmente aqui somos seres humanos nesta Terra juntos’. Ele ressaltou a Gorbachev como o comprometimento da América na Iniciativa de Defesa Estratégica [SDI], a nossa pesquisa e desenvolvimento de um escudo não nuclear de alta tecnologia, nos protegeria contra mísseis balisticos’. Reagan repetiria esta mensagem New Age:

Em sua fala a ONU em 1987, em um encontro em Washington DC em 1987, no Fórum Estratégico Nacional de 1988, e novamente na Reunião de Moscou de 1988. Os historiadores de Reagan admitem esta declaração, citando-a como um grande exemplo do senso de humor do ‘Grande Comunicador’. Isto supostamennte deixou Gorbachev surpreso e divertido. Esta explicação, proferida por um biógrafo de Reagan no show de rádio de G. Gordon Liddy, nem é academica nem é científica. De fato ela é ridícula, já que não explica porque Reagan bateria no mesmo cavalo morto em tanto encontros tão importantes. Nem explica porque Gorbachev repetiu a ‘piada’ de Reagan em sua maior fala no Grande Palácio do Kremlin em Moscou em fevereiro de 1987. Depois de ruminar sobre o destino do mundo e o futuro da humanidade ele recordou-se de seu encontro com Reagan em Genebra. “Em nosso encontro em Genebra, o Presidente dos EUA disse que se a Terra enfrentasse uma invasão por extraterrestres os EUA e a URSS uniriam forças para repelir uma tal invasão. Não devo contestar esta hipótese, embora eu pense que ainda seja cedo para nos preocuparmos com uma tal intrusão.’ A combinação de Reagan e de Gorbachev – ‘vamos cooperar no espaço’ – é assustadoramente similar ao visão do fim abrupto da Guerra Fria proposto pelo Presidente John F. Kennedy. Falando antes do começo dos exercícios na Universidade Americana em junho de 1963, Kennedy disse: “Em resumo, os EUA e seus aliados, e a União Sovietica e seus aliados, tem mutuamente um profundo interesse em uma paz justa e genuína e em parar a corrida às armas. Acordos para este fim são do intersse da União Soviética bem como do nosso interesse – e até mesmo as nações mais hostis podem ser reunidas para aceitarem e manterem obrigações destes tratados, e apenas estas obrigações de tratados, que são de nosso interesse. Então, vamos não ser cegos quanto as nossas diferenças – mas vamos também dirigir a atenção aos nossos interesses comuns e aos meios pelos quais estas diferenças podem ser resolvidas. E se não pudermos acabar com as nossas diferenças, ao menos podemos tornar o mundo mais seguro pela diversidade. Porque, na análise final, nosso elo mais básico comum é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos desejavamos o futuro de nossos filhos. E todos somos mortais”.

Foi Kennedy (irlandês para ‘horrível cabeça’], o chamado Rei de Camelot, que nos enviou à Lua como um símbolo de nossa salvação. Como ressalta o pequisador do assassinato de Kennedy, Jim Marrs, exatamente dez dia antes de seu assasinato no estilo de uma execução militar em Dellas, Texas em 22 de novembro de 1963, Kennedy emitiu o Memorando número 271 de Ação de Segurança Nacional, intitulado “Cooperação com a URSS em Assuntos do Espaço Externo”, dirigido ao administrador da NASA, naquele tempo James Webb. Em este momorando notável Kennedy instrui Webb a ‘assumir pessoalmente a iniciativa e a responsabilidade central dentro do Governo pelo desenvolvimento de um programa de substancial cooperação com a União Soviética no campo do espaço externo, incluindo o desenvolvimento de específicas propostas técnicas.’ Kennedy acrescentou que este plano era um resultado direto de ‘minha proposta de 20 de setembro para uma cooperação mais ampla entre os EUA e a URSS em operações espaciais conjuntas e a Guerra Fria deve terminar imediatamente’. A Corrida á Lua teria se tornado uma Dança Lunar. Vinte e cinco anos frios de construção de armas e desconfiança entre as duas nações mais poderosas da Terra teriam sido evitados. Milhares de bilhões de dólares poderiam ter sido desviados do desenvolvimento de armas de destruição em massa para o desenvolvimento da civilização. Este cenário de esperança foi afastado pelas balas do assassino. Ainda na administração de Reagan somos avisados contra o ‘Império do Mal’ e a custosa Guerra Fria continuou. Porque Reagan subitamente buscou um fim desta guerra? Porque não a continuou, e permitiu o complexo da propaganda militar-industrial desfrutar de seu lucro obceno? Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo. A guerra foi o grande negócio do século XX. O século XXI está começando de modo não diferente. Os previsores dizem que o orçamento de Defesa dos EUA ultrapassará um trilhão de dólares entre 2002 e 2012. Para aqueles do campo UFO a ‘mensagem extraterrestre’ de Reagan responde a pergunta sobre o fim da Guerra Fria. Esta declaração não foi uma piada. Ao invés, ela pode ser a mais importante mensagem que já foi divulgada. Ela aponta para o espaço externo como o próximo grande campo de batalha. A oferta de Reagan de partilhar a secreta tecnologia de Star Wars e cooperar com os soviéticos no espaço foi uma medida defensiva. A guerra depois da Guerra ao Terror, parece, será lutada no espaço contra um inimigo extraterrestre. Na minha opinião, uma mensagem comparável em importância à mensagem extraterestre de Reagan foi divulgada por George W. Bush em Washington DC em 20 de janeiro de 2001. Foi a declaração de George [' o matador do dragão'] W ['a serpente'] Bush motivada pelo conhecimento do Planeta X e os Brilhantes, o anjo no rodamoinho que dirige esta tempestade? É a Guerra ao Terror um preâmbulo para uma iminente confrontação no espaço? Ou, foi a escolha dele desta frase simplesmente uma surprendente sincronicidade e uma escolha de palavra mal apropriadas para o tempo?

5. A GRANDE LUZ

Na medida em que o sistema solar se alinha com Tula, é fascinante ter em mente que Isaias 30:26 se refere a uma luz exótica sete vezes mais brilhante do que a luz do Sol que iluminará o mundo quando Cristo retornar. Esta pode ser a verdadeira luz [vibração] que, vinda ao mundo, ilumina a cada homem. Para retirar o véu de Tula, na medida em que a mente coletiva começa a fazer na década de 1930 com a invenção da primeira antena de rádio e a divisão do átomo, é revelar os segredos da criação. Estes segredos são a espada de dois gumes de Cristo, simultaneamente representando as forças do poder do amor [Tara] e o amor do poder [Terror]. Em 2002, cientistas do Observatório de Raios-X Chandra da NASA, que monitoram o espaço por meio de Raio-X que filtra a poeira cósmica que pode obscurecer as imagens feitas com os aparelhos óticos, apresentaram a mais recente lista de descobertas do Núcleo. Uma nova imagem panoramica em raio-X da galáxia da Via Láctea revela um centro turbulento, um caldeirão ou Gral de caos, equiparado a mil fontes da alta energia que pode ser de estrelas morrendo, buracos brancos ou buracos negros. Ela mostra explosões de pequenos pontos brilhantes verdes e vermelhos do azul no centro galático, que um pesquisador comparaou às luzes das grandes cidades na Terra.

Na medida em que nos aproximamos dos mistérios internos da Arca de Cristo e dos Brilhantes do Planeta X, encontramos uma grande assistência em saber que os alquimistas e os cristãos iniciais estavam cientes do Sol Negro e destas luzes azuis, e as chamavam de ‘maçãs azuis’ e as simbolizavam por um cacho de uvas. Segundo o Livro de Enoque, este era o fruto que crescia na Árvore da Vida no Jardim do Eden. Esta é a Árvore do Conhecimento, da qual os antigos pais de Enoque comeram antes dele, e que, obtendo o conhecimento, tiveram seus olhos abertos, e souberam que estavam nus, sendo expulsos do Jardim [por ENLIL]. Enoque viu estas uvas que lhes foram mostradas pelos Brilhantes no núcleo galático.

Sitchin mantém que os Brilhantes vieram à Terra em busca de ouro para corrigir a crise atmosférica do Planeta X. Uma outra possibilidade, ele diz, é “as pedras azuis que causam doença’ mencionadas nos textos antigos. Estas serão investigadas primeiro, o ouro no capítulo depois. As pedras azuis parecem ser orbes enormemente poderosas. A palavara ‘ill’ [ doente] é o  mesmo  que ‘el’ ou Brilhantes. Daí, as pedras azuis são capazes de transformar alguém em El ou Brilhante. Esta dedução se baseia no aprecimento deste grupamento de uvas na Bíblia em conexão aos Brilhantes no que considero uma das históris mais estranhas e mais iluminantes até mesmo contadas. Tenho discutido este episódio em detalhe em “Blue Apples’. Contudo, os insights são apropriados para explorar neste contexto na medida em que eles fornecem uma excelente introdução ao simbolismo do buraco de minhoca dos Brilhantes. No episódio em questão, Moisés e os israelitas estavam a beira da Terra Prometida quando YAHWEH os parou, ordenando a Moisés que examinasse a terra adjacente. Moisés despachou Josué, filho de Nun, e um companheiro, Caleb, para o vale de Eschol ['vale do grupamento' como nas uvas] para espionar os filhos de Anak, os Brilhantes, que estavam vivendo lá. Em uma história reminescente de João e o Pé de Feijão aprendemos que quando os dois espiões chegaram na terra dos gigantes eles roubaram um ramo pesado de uvas dos Brilhantes. Eles voltaram com as grandes uvas a Moisés. Esta maçãs azuis [ou pedras azuis] são tão grandes que precisam de dois homens para carrega-las. O grupamento de uvas mais tarde se tornou criptogramas que eram extremamente importantes para os Essênios, o sacerdócio de quem Jesus era um membro, os alquimistas, e os hereges gnósticos do Gral, incluindo os Cátaros, que eles mantinham sagrado e secreto. Dois fatos fazem este episódio tão surpreendentes para mim. Primeiro, os dois ladrões que mais tarde se ligaram aos dois ladrões crucificados com Jesus. Para apreciar esta conexão, o segundo fato, um pouco abertura mental de inteligência a respeito das vinhas dos Brilhantes descobertas pelos espiões de Moisés, deve ser explorado. Depois de seu retorno os espiões relataram a Moisés, e provavelmente aos Levitas, a familia elite espiritual ou força tarefa de gurus que tinham autoridade sobre os outros povos hebreus. Primeiro, os Brilhantes eram fortes em estatura. Parece ser uma narrativa factual que os Brilhantes não foram descritos apenas como altos [sete pés de altura] mas também bem armados. Isto por si só pode ter sido uma boa razão para seguir o conselho de Deus e não vagar pelo território deles. Mas os espiões israelitas relataram uma outra razão até mesmo mais aterrorizante [ e, portanto para nós, uma mais notável] para ficarem fora das vinhas dos Brilhantes. Esta é: ‘a terra come o povo’. Que observação estranha e estimulante. Alguns pensam que esta declaração se referia a uma grande praga no país naquele tempo em que Josué a observou. Se assim, porque deveria este simples fato ser envolto em uma linguagem obscura? As pessoas nos tempos antigos certamente conheciam o significado da palavra praga. No Livro do Exodus, que reconta o duelo de Moisés com os mágicos do faraó imediamente antes de seu encontro em Eschol. Deus desencadeou pragas e elas certamente foram relatadas. Uma outra interpretação é que a terra não forneça comida suficiente para seu povo, uma interpretação que contradiz a crença que esta era uma terra de leite e mel. A frase críptica, ‘a terra come as pessoas’ deve portanto ter uma explicação mais fantástica. De fato, por causa da linguagem imprecisa, deve se referir a algo que os espiões não entendiam bem. Isto tinha que ser algo extraordinário. Josué foi considerado um guerreiro bravo e poderoso, que também estava no caminho da iniciação. O Deuteronômio diz que Josué era ‘cheio do espírito da sabedoria porque Moisés pôs sua mão sobre ele’. Então, quando ele disse ‘a terra come as pessoas’, ele viu um indivíduo ou um grupo de pessoas desaparecendo no ar o que levou a acreditar que a terra as consumia. Josué  deve ter visto algo que somente os iniciados por Moisés podiam entender e identificar. O que come as pessoas e as faz desaparecerem da face da terra? Deveria ser fácil dizer que os espiões ou viram uma espaçonave [que neste caso eles não podiam imaginar, portanto não podiam ver]. Se assim o foi, eles podem ter dito que viram um ‘rodamoinho’ ou uma ‘ nuvem’, termos usados dúzias de vezes na Bíblia durante os episódios que são surpreendentemente similares aos modernos avistamentos UFO. Se eles viram uma abertura interna da terra consumindo as pessoas, eles podiam facilmente ter dito que viram uma caverna. O que possivelmente  poderia ter aterorizado o poderoso e iluminado guerreiro Josué? Agora temos uma palavra para o que Josué viu: portal estelar ou buraco de minhoca. Ele viu a Rainha da Arca do Rio. Minha interpretação do mistério das Maças Azuis dos Brilhantes pede que imaginemos a abertura de um tal portal estelar não ser alguma fantasia. É um evento real que aconteceu nas vinhas de Eschol. Seja quem for o artista esotérico que foi representado na apresentação dos dois ladrões na Cricificação da página seguinte, o acordo dele com a minha hipótese é claro como cristal. As Maçãs Azuis são a Crucificação.

A cruz tendo uvas é também apresentada em uma gravação datada de 1512. Presente nesta gravação está o veado, que desempenhava a parte do condutor de almas em algumas tradições européias. Na Escritura Sagrada, o veado é frequentemente associado com a gazela. Isto pode mudar de lugar, simbolicamente, com o antílope, gamo ou bode. Origenes compara Cristo à gazela. Na apresentação do primeiro sermão de Buda, a iconografia budista frequentemente mostra gazelas ajoelhadas ao lado do trono dele, ou do outro lado da Roda da Lei [o símbolo para o Planeta X] no Parque do Gamo, em Sarnath. Porque o veado ou a gazela? Na Suméria a gazela era o símbolo de EA ou Aya. Isto é fascinante já que a antiga palavra hebraica para veado era ayyal, derivada de ayil, ‘o cordeiro’. Como temos visto, o ancestral de Jesus, Abraão [aquele que possui o ram, o cordeiro] ‘ o filho de Terah’, pode ter sido um iniciado de EA [sob o disfarce de Melquisedec]. No Tibet o nome ram expressa a essência universal. Isto explica porque o veado é apresentado ao longo do grupamento de uvas. Pegando este veado pelos chifres encontramos que esta palavra é composta de dos elementos ra e m [ ram é cordeiro em inglês] e significa ‘a luz de m’. A letra M simboliza o portal de Deus ou portal de MA, que nos é dito, intercedeu em beneficio da humanidade depois do cataclisma de Tiamat. Ele apareceu na Terra emergindo por um portal similar ao deus do sol Osamas ou Shamash mostrado em oposto. Este portal provavelmente é o protótipo do portal do Eden. Sua forma, a letra M composta de dois picos ou, é um sinal alquimico para fogo forte ou calor intenso. Os nórdicos, que chamavam ao Eden de Tula ou Thule, usavam em seu alfabeto rúnico como o nome (bj)ark-an (vidoeiro ou cortiça). Ele é associado a uma nova vida e ao crescimento. O deus Sol Osamas ou Shamash entra na Terra através de um portal em forma de M com um ramo ou bastão em sua mão.

Uma das mais notáveis histórias bíblicas que ilustram a conexão entre o portal de Deus e o fogo é a história de Nabucodonosor, o Rei da Babilonia, que teve um surpreendente encontro com o portal estelar. Esta história é de longe da maior importância na Idade do Terror do que a maioria possa entender. É bem sabido que o presidente do Iraque Saddam Hussein tem se correlacionado a Nabuodonosor, gastando mais de quinhentos milhões de dólares durante a década de 1980 com a reconstrução e reestabelecimento da antiga Babilonia. Mais de sessenta milhões de tijolos tem sido feitos para colocar muros na Babilonia, cada um gravado com a inscrição “Para o rei Nabucodonosor no reinado de Saddam Hussein’. Em essência, Saddam está dizendo que ele é Nabucodonosor reencarnado. Enterrado profundamente nas areias do Iraque estão os segredos dos Brilhantes. Saddam controla um bem muito mais importante e poderoso do que o petróleo. O encontro do portal estelar de Nabucodonosor começou em 576 AC quando ele conquistou Jerusalém, achatou suas paredes, despiu o templo de Salomão de todos os seus tesouros, deixou a cidade em chamas e voltou para casa com o tesouro do templo e um grupo de prisioneiros reais de guerra. Os sacerdotes do templo supostamente foram avisados antes do ataque. Para salvar a Arca da Aliança os sacerdotes recorreram a caverna  sob o templo de Salomão, e se lacraram dentro, cometendo um suicidio ritual para que ninguém pudesse saber onde eles esconderam a Arca. Nabucodonosor tomou cativos milhares de milhares de cidadãos de Jerusalém, incluindo homens santos do Templo, e pela força os levou para a Babilonia, as ruínas dos quais foram enterradas pelas areias iraquianas aproximadmente a vinte milhas da moderna Bagdá. Durante este Cativeiro na Babilonia muitas coisas estranhas aconteceram. Incluidos entre os cativos estava três homens sabios do Templo, um jovem homem e mestre mágico chamado Daniel, e um outro proeminente profeta, Ezequiel, [que tinha visões do 'reino do céu na Terra'´enquanto aprisionado na Babilonia e mais tarde deixou o planeta no que muitos consideram ser uma nave estelar]. Surprendentemente, os judeus descobriram que os babilonios possuiam respostas a muito tempo buscadas a respeito do passado deles. Este é o motivo pelo qual as histórias judaica e babilonia emergiram da mesma fonte original na Suméria. Das historias sumérias os hebreus encontraram partes perdidas de sua própria história do Dilúvio e da história da Criação. Com umas poucas mudanças de nome aqui e ali ambas as tradições combinam. A maioria dos eruditos agora acredita que foi aqui na Babilonia durante o cativeiro de Nabucodonosor que os primeiros cinco livros do Velho Testamento, incluindo Daniel e Esequiel, foram construidos [muito com a ajuda das histórias sumérias originais]. A maioria dos cristãos estão chocados ao aprenderem que as histórias da fundação da religião deles são cópias da história original que pertence a um outro tempo, povo e lugar.  Somente os nomes foram trocados.

É importante entender o contexto no qual estes livros foram reunidos – o cativeiro de seus autores – e ainda é mais importante entender que eles são uma compilação da história real, mitologia, aparelhos literaríos e caras memórias de um passado que nunca foi hebreu, mas sumério. Separar o hebreu do sumério é crucial. As histórias originais fornecem um conhecimento valioso e acurado. O casamento entre as mitologias suméria e hebraica foi uma combinação feita no céu. Era como se cada uma tivesse a metade perdida da mensagem da outra. O que ambos os lados aparentemente queriam era o acesso ao portal estelar dos Brilhantes. Esta foi a dádiva dos deuses do Planeta X. A história de Nbucodonosor revela isto. A o entrar na Babilonia o visitante passava pelo E-mah, o templo da deusa mãe Ninmah ou Ninharsag, que recentemente tem sido restaurado. E-mah é uma palavra altamente significativa. É a palavra hebraica para ‘terror’. Além de E-mah estava o templo mais importante da Babilonia, o Esagila, o lugar de habitação do deus sol Marduk, o nome babilonio para o Planeta X. Nabucodonosor diz que ele cobriu sua parede com ouro cintilante para brilhar como o sol. Neste templo foi encontrada uma capela ou santuário para o pai de Marduk, EA.

Sendo secundário apenas ao famoso Jardim Supenso da Babilonia, o mais famoso monumento foi a torre em degraus ou zigurat, Etemenaki, ‘a causa que é a fundação do céu e da Terra’, situada ao norte do templo de Marduk. No templo de Marduk estava a imagem de Bel [o Senhor] e uma estranha mesa dourada, que combinava quase que 50 mil libras de ouro puro! Os Jardins Supensos da Babilonia de Nabucodonosor eram uma das sete maravilhas do mundo antigo. Crescendo em uma motanha artificial de 75 pés com sete andares de jardins artificiais conhecido como o fantástico zigurat de Marduk, a bem conhecida Torre de Babel, que Nabucodonosor restaurou, os Jardins Suspensos podiam ser vistos por cinquenta milhas através do deserto plano. Os sete terraços continham árvores, vinhas e flores e eram aguados por um sistema de poços e fontes. O Rei Nabucodonosor teve esta maravilha construida para sua rainha que tinha saudades de voltar a sua terra natal. A Babilonia deve ter sido uma visão espetacular e até mesmo inacreditável para Daniel e o restante dos cativos judeus, um tipo de lugar como o é a Dineilândia para as crianças de hoje. Em sua glória a cidade da Babilonia era a maior cidade na Mesopotamia – o centro da nova ordem mundial. Era um verdadeiro parque de diversões para os deuses. Babel se origina da palavra Bab-li, que na linguagem babilonia significa portal de Deus. Esta é a nossa primeira pista que Nabucodonosor tentou construir um meio – tavez até mesmo um portal estelar -  para transcender a vida na Terra e viajar para o cosmos.

Nosso interesse primário está na imagem de ouro que Nabucodonosor construiu na Babilonia. Isto não é algum tipo de símbolo de status que o rei mantivesse em sua escrivaninha.  A imagem tinha maciços 60 cubitos de altura e 6 cubitos de largura, Um cubito tem 18 polegadas o que faz da imagem 540 polegadas de altura [ trinta vezes 18 polegadas de altura] 540 polegadas são 45 pés de altura, aproximadmente o tamanho de um prédio de quatro andares e meio! Indubitavelmente, esta estrutura maciça podia ser vista de milhas ao redor. Nabucodonosor não pode fazer esta imagem funcionar. Este foi um maior fracasso. Como o líder tribal David, que governou Jerusalém quinhentos anos antes dele, o rei havia planejado unificar seu reino, e a imagem dourada era a força unificadora. Ele tentou usar a música para faze-la funcionar. Ele exigiu que as pessoas quando ouvissem a musica ser tocada deveriam se jogar ao chão e venerar a imagem dourada [como se este ato pudesse impressionar um salto de vida]. Se eles não assim o fizessem, seriam atirados a uma fornalha em brasas. Nabucodonosor reconhecia que Daniel tinha imensos dons proféticos, incusive a habilidade de interpretar sonhos. No capítulo quatro de Daniel, ele é pedido para interpretar um sonho no qual Nabucodonosor viu: “uma árvore no meio da Terra e sua altura era grande. A árvore cresceu, e era forte, e altura alcançou o céu, e era vista até o fim da Terra’. Havia um grande fruto nesta árvore e as aves do céu viviam em seus ramos. Desta árvore o rei viu um ‘observador’ e um ‘santo’ do Ceú emergir. Eles diseram a ele para destruir a árvore e deixar seu pedaço de tronco na Terra. Este foi um sonho confuso para o rei, mas não para nós.  ‘Os Observadores’ é um outro nome para os Brilhantes. E também o nome egípcio para ser divino ou deus, NTR, neter, ‘aquele que observa’. A terra Neterneter é o nome do lugar nas estrelas onde estes seres habitam.

Sumeria, uma outra terra terrena dos Brilhantes, foi conhecida como ‘a terra daquele que observa’. Porque os Observadores não queriam que Nabucodoosor se unissse a eles na terra Neter-neter ´a Terra do Nunca de Peter Pan]? Pode ser porque Nabucodonosor não era um deles [ que Daniel era, o que explica porque ele podia interpretar os símbolos deles]? O que eles queriam dizer com deixar o peraço do tronco da árvore no solo? Nabucodonosor queria saber. Este sohou previu um desastre de um projeto representado pela árvore? Se assim o era, qual projeto específico estava em perigo? A resosta a este pergunta é encontrada no fato de que os eruditos do Velho Testamento concordam universalmente que Daniel foi compilado opr um longo período de tempo  e não representa as visões de uma pessoa em particular. Daniel ['Deus é o meu juiz'] não era um nome pessoal.  A questão de quem o que então é Daniel assume uma suprema importância. Em sua ‘Enciclopédia Feminina de Mitos e Segredos’ Barbara Walker responde a esta pergunta ao dizer que Daniel era um título usado para distingur um grupo de pessoas, ‘uma pessoa da Deusa Dana ou Diana’. Dana era a filha de Jacó, sua décima terceira filha. O nome dela era ‘luz de An’. Aqui está o seu problema. Este é exatamente o mesmo significado do céltico  Tuatha De’ Danann (‘Os Filhos da Deusa Diana’). Na história irlandesa, os místicos  Tuatha De’ Danann, são descritos como ‘os deuses e não deuses’ enviados do céu. Eles são comparados com o sânscrito deva [ o brilhante, deus] e adeva [ o diabo] que se torna daeva em persa.  A velha palavra inglesa DIVELL [ diabo] pode ser rastreada ao derivado romano divus, divi: deuses. Como temos visto, divas também se ligam ao Terror. Estas conexões são importantes não apenas pelo seu valor em descodificar a história de Daniel, mas também por uma outra razão importante. Segundo Sir Laurence Gardner, Maria Madalena, como Miriam, era a Irmã Chefe da Ordem de Dan; A ordem dela parece ser uma continuação do misterioso  Tuatha De’ Danann. O título de Maria, Madalena, significa “ela da torre do templo”, uma referência ao templo de Jerusalém e suas três torres. As letras ‘d’ e ‘t’ são intercambiáveis. Portanto Mag dala, significando alto palácio, ou templo, se torna Mad Tala ou Tula. Ultimamente, na medida em que continua a história de Nabucodonosor, vêem juntos os três homens sábios de Jerusalém. Infelimente para Nabucodonosor, eles se recusam a venerar a enorme imagem do deus do reo babilonio. E ainda mais, os três insultam Nabucodonosor por apostar que seus deus os salvaria da feroz fornalha. Claramente os três homens sábios do Templo de Jerusalém possuem um conhecimento crucial do qual Nabucodonosor precisa para fazer funcionar sua imagem. Ele teve sucesso em acender o feroz componente da máquina fornalha da imagem. Mas além disso ele não conseguiu continuar. Ele precisava do ‘abre-te sézamo. O que é esta máquina, esta imagem dourada da qual falamos? Este objeto sagrado é provavelmente o Axis Mundi, o Pilar de Deus. Se está correto associar este pilar com a árvore dos quarenta e cinco pés que sustenta o grande fruto do sonho de Nabucodonosor, agora faz um sentido perfeito poque Nabucodonosor desejaria envolver Daniel nesye projeto. Era os filhos dos Brilhantes de D’Anu, o povo de Daniel, que haviam originalmente trazido o objeto à Terra. O anjo que apareceu ao rei estava relacionado a Daniel. Lá não havia meio no infern que eles quisessem que Nabucodonosor entrasse em seu reino sem ser convidado. Na história de Daniel os três homens sábios se recusam a revelar as coisas a Nobucodonosor que é indubitavelmente o ‘abre-te sézamo’ para o portal estelar aberto. Furioso, o rei ordena que os três fossem lançados na feroz fornalha.

O JULGAMENTO DOS TRÊS HOMENS SÁBIOS DO TEMPLO DE SALOMÃO

Os três homens sábios são representados rejeitando a imagem de Baal – uma cabeça  no alto de um pilar. Esta é a representação encontrada nas catacumbas de São Marcos e Santa Marcelina em Roma, no IV século. ‘Os três homens puseram seus mantos, seus chapéus, e seus outros ornamento e foram lançados no meio da feroz fornalha queimando, diz Daniel 3:21. Seus mantos, seus chapéus e seus outros ornamentos, você diz? Esta é uma declaração altamente importante. Porque colocar qualquer roupa em todo seu corpo se você está para ser transformado em um corpo carbonizado pela fornalha feroz? Este ornamentos viriam a ser mais do que apenas as túnicas longas do Templo de Salomão ou as vestes dos referén da Babilonia.  Isto é, se elas eram algo mais que um manto, o chapéu e os outros ornamentos que a deusa Mari está usando na Deusa Com o Vaso descoberta no templo de Mari em 1934. Mari é mostrada vestindo seu ‘capacete’ Shugurra [ um chapéu]. Literalmente traduzido Shugurra sigifica ‘aquele que vai longe no universo’. Isto pode ser mais do que uma coincidência ou suprema poesia, que o Shu-gurr-a se resolva em Sgr A, o nome da fonte de rádio acreditada ficar no exato núcleo de nossa galáxia. é possível que este também seja o ‘capacete da salvação’ descrito em Efesios 6:17. Mari também usa um pesado manto de altura completa e outros ornamentos. Este manto é chamado ornamento PALA. Toda esta vestimenta é fantasticamente similar aquela descrita no capítulo 6 de Efesius. Lá, além do ‘capacete da salvação’, os buscadores espirituais são encorajados a colocarem a inteira armadura de Deus, que pode ser capaz de conter os ataques do Diabo. Porque nós não lutamos apenas contra a carne e o sangue, mas contra principalidades, contra poderes, contra os governants da escuridão deste mundo, contra a pervisidão espiritual em altos lugares.

As principalidades e poderes são as forças angélicas espirituaisque funcionam como governantes e mensageiros celestiais nos reinos celestiais [isto é, sers galáticos]. Este é exatamente o nível angélico dos Brilhantes. Aparentemente, alguns deles são criaturas nocivas que buscam se anexar às almas humanas. No Armagedon Jesus promete enviar seus anjos para eliminar os perversos do meio dos justos. E então deve lança-los [ambos?] no fogo. O uniforme da ‘armadura de Deus’ aqui descrito – incluindo o capacete Shugurra da Salvação e o manto PALA – simultaneamente ajudarem a nos proteger dos esiritos nocivos, e fazer uma conexão cósmica com um portal estelar? Assim parece, porque a seguir Efesius descreve uma pessoa de pé diante da Arca da Aliança , o aparelho que trasnsporta as almas, que abre sua feroz fornalha! Sabemos disto porque a pessoa está usando a placa peitoral da Justiça. Seus pés estão calçados com a preparação do Evangelho para a Paz. Acima todos eles tomam o escudo da fé, o Capacete da Salvação e a Espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

DENTRO DA FORNALHA FEROZ

O que acontece a aqueles que usam a ‘armadura de Deus’ e se levantam e andam pela feroz fornalha? Para onde eles vão? Este detalhe é omitido. Contudo, depois que os três homens sábios do Templo de Salomão entraram na feroz fornalha Nabucodonosor e todos os homens do rei cautelosamente se aproximaram da fornalha letal. Ele pediu que os três homens aparecerem para ele. Quando eles o fizeram, o rei [ e estou certo que todos os ali reunidos] ficaram supremamente perplexos. Eles estavam esperando coprpos terrivelmente carbonizados. Ao invés, ele vê os três homens sábios emperfeitas condições! Ele não haiam lançado estes homens no meio do fogo?, perguntou o rei surpreso. Ele certamente fez isto. Par acrescentar a alta estranheza deste evento, uma quarta pessoa agora os acompanhava! Contudo, este não era um homem qualquer. Nabucodonosor acreditava que este quarto homem fosse um anjo. Mas também não era um anjo. O quarto homem é como o Filho de Deus! Este é Jesus, o Filho de Deus? Nabucodonosor está nos dizendo que os três homens sábios retornaram de suas viajam pelo portal estelar com Jesus a reboque? Ou eles voltaram com Cristo, as Maçãs Azuis? Isto é bem concebível porque, compreensivelmente, a este ponto Nabucodonosor estava convencido: o deus dos três homens sábios judeus era Deus. Ele proclama que todo mundo que falar contra este Deus, ele os cortará em pedaços, e suas casas serão feitas um monte de estrume. A seguir, ele promoveu os três homens sábios. Se a associação entre o grupamento [cacho] de uvas ou Maçãs Azuis roubadas por Josué dos Brilhantes e o ‘grande fruto’ da ‘árvore’ do sonho de Nabucodonosor é válida, e eu acredito que seja, um tremendo conhecimeto deve ter sido conquistado com o aparecimento do Filho de Deus. Este conhecimento é capaz de alterar o equilíbrio de poder no mundo. Se Saddam Hussein realmente se conecta com Nabucodonosor, ele mais do que certamente estaria interessado em adquirir esta substância, que está entre os mais altos segredos dos Brilhantes. No próximo capítulo olharemos mais de perto esta exótica substância, que, com um pouco deconhecimento de como pode ser transformada em uma arma de destruição em massa.

6. AS ÁGUAS VIVAS

Em 1987 uma super gigante azul quente supernova irrompeu fazendo história e manchetes mundiais. Isto é importante porque esta supernova apareceu na constelação Asclepius. Uma intensa explosão de neutrinos ocorreu a frente de uma onda de choque. Estas partículas sub-atômicas, sem massa, sem peso e sem carga correram para a Terra, de sul a norte, ao longo das linhas magnéticas da Terra. “Longe de ser um evento isolado, muito distante da Terra e incapaz de ter um efeito sobre nós’, escreve o escritor de ciência Donald Goldsmith, ‘a SN1987A (a supernova de 1987) pode ser vista como a mais recente na cadeia de eventos que formaram o nosso sistema solar, a nossa Terra e nós’. “Em um sentido muito real’, diz o astrofísico da Universidade de Harward, Larry Smarr, ‘somos os netos das supernovas’. O intenso calor delas traz a nova vida, o crescimento. Como diz o professor de astronomia de Harvard, Robert Kirshner, ‘gerações de supernovas criaram os elementos que tomamos por garantido – o oxigênio que respiramos, o cálcio em nossos ossos e o ferro em nosso sangue são produtos das estrelas’. Somos compostos da mesma matéria estelar, as mesmas energias força de vida, como o resto do universo. Todos somos parte da mesma música. Apenas somos arranjados diferentemente. “Supernovas são mais do que espetáculos distantes, elas podem expelir as sementes da vida.’ Esta declaração prefaciou a cobertura do Scientif American de 1987 da supernova. Os antigos alquimistas não poderiam expressar melhor. Eles descreveram estas sementes de luz quando eles escreveram sobre as “cintilas’, as faíscas infinitesimais de luz contidas na ‘substância arcana’, a matéria primordial. Os períodos durante as ‘faíscas de luz’ estão disponíveis e são ressaltados pelas supernovas. Por exemplo, o previo Batkun maia [o período calendário de 144.000 anos de 394 dias] que se estende de 1224 a 1618 de nossa era, tem sido chamado “O Batkun da Semente Oculta’, ‘a semente oculta’ sendo interpretada como um expansivo ciclo de civilização. No simbolismo da Cabala judaica, quando o ponto oculto aparece ele se torna a letra iod, e representa uma semente. Literalmewnete traduzido, ‘cintilas’ são as sementes de Tula. O começo e o fim do Batkun são literalmente ressaltados por supernovas; uma em 1230 e a supernova de Kepler em 1604 – a última visível ao olho nu. Ambas as supernovas apareceram na constelação Asclépius [o mantenedor da serpente] que significa que as energias delas vem através de ‘lentes’ de Asclepius. O Colegio da Fraternidade Rosacruciana reconheceu o aparecimento da supernova de 1604 em uma ilustração de 1618 [oposto]. No lado esquerdo vemos um homem sustentando uma serpente representando Asclepius correndo em uma raio de energia estelar. A data da supernova de 1604 está atrás dele. Obviamente, os alquimistas e os rosacrucianos sabiam da importância das energias invisíveis, as Maçãs Azuis, das supernovas e as associavam a esta região especial do espaço, o aparente domínio do Planeta X. Como notado anteriormente, no início do século XVII o X se tornou um sinal de multiplicação. A chegada destas novas energias explica porque o X dividir se torna o X multiplicar? E porque os rosacrucianos adotaram a rosacruz e o X vermelho como símbolo deles? A alquimia é a ciência da transmutação e a da Pedra Filosofal. Literalmente, ela envolve a transformação de metais base em ouro, enquanto que espiritualmente ela envolve a transformação do lixo da Alma não refinada no ‘Lapsit Exillis’ — a Pedra dos Céus.

Como mencionado, fazer ouro ou aquisição  dele, a busca dos alquimistas é a busca para transmutar a alma em sua mais alta forma. Ao invés de fazer ouro o alquimista praticava fazer Deus. Em 1818 o artista Matthieu Merian criou sua pintura chamada Tabula Smaragdina (Latim para Tábua de Emeralda] que era a página título para o livro de Daniel Millius ‘The Medical-Chemical Work’. Este trabalho era um favorito dos alquimistas que afirmavam que ele apresentava a Pedra de Deus deixando o Céu [Tula] e entrando na Terra. Os alquimistas usavam esta imagem para meditação olhando-a durante horas, tentando absorver seu poder. O ponto focal era o homem-mulher que mantinha a matéria prima, simbolizada pelo cacho de uvas.

Além disso, os alquimistas escreveram sobre um corpo estelar andarilho que era chamado An, O Senhor, pelos sumérios. Ele veio de Asclepius, a constelação mais próxima ao núcleo galático, fazendo dele um mensageiro ou emissário de sua energia.  Seu símbolo era a cruz vermelha ou rosa. Na tradição alquímica ele é chamado Pavão com uma cauda de muitas cores diferentes. Um outro de seus nomes é O-SAMON, o Esbravejante. Hoje; este corpo andarilho é chamado Planeta X. Isto é uma maravilhosa sincronicidade já que os símbolos dos rosacruzes são rastreados a Hermes, o guardião de, ou a encruzilhada. O nome OSAMON, com certeza, lembra o de Osama, o alegado senhor do anel terrorista. Coicidentemente, George W. Bush constantemente se refere a bin Laden como ‘em retirada’. Em outras palavras, ele é um esbravejante senhor do anel. Como  A.E. Waited tem ressaltado, os alquimistas do século XVII olhavam para frente em grande antecipação da vinda de um Mestre que eles chamavam ‘Elias Artista’(E.A.?) “ou Elias [que apareceu a João Batista}. Alguns acreditam que foi o alquimista rosacruciano Paracelsus, quem, no início dos anos de 1500 foi 'iniciado nos supremos segredos da alquimia por um colégio de sábios islâmicos, que doaram a ele o Mistério Universal sob o simbolismo da pedra Azoth, o 'fogo filosófico' dos adeptos ocidentais". Paracelsus era conhecido como um grande curador que curava uma variedade de doenças pela Pedra Filosofal. Sua fabricação de ouro era um negócio paralelo ao seu ministério de cura do mesmo modo que os milagres de Jesus eram paralelos a sua verdadeira missão. De muitos modos Paracelsus tinha revelado os segredos do Santo Gral, a transmutação dos elementos, simbolizado pelo pão e vinho da eucaristia. Como nota Idries Shah: ‘Possuindo a Reforma, Paracelsus tinha que ser cuidadoso em como se expressar, já que ele estava projetando um sistema psicológico diferente dos modos católico e protestantes.' Fascinantemente, Paracelsus era conhecido como um amante do vinho, um traço de personalidade que os biógrafos tiveram um difícil trabalho para reconcilar com sua competência como médico e erudito. Este é um exemplo de mente exóterica [lógica, masculina] tentando compreender o conhecimento esotérico [intuitivo, feminino]. A referência de Paracelsus ao vinho provavelmente se origina da analogia Sufi do ‘vinho’ como um sinônimo para a sabedoria interna. Os biógrafos não iniciados provavelmente pensaram que ele estivesse falando literalmente de vinho. Na realidade ele estava usando a interpretação esotérica do vinho como ela é usada no aforisma Sufi; “antes do jardim, a vinha ou uva estava no mundo, a nossa alma estava bêbada com o vinho imortal”. O vinho a que se refere Paracelsus de fato significava ‘a essência’ ou ‘realidade interna’ – um outro nome para ‘azoth’ – que é o estado natural da alma. Esta essência, que é tão poderosa que pode transformar seja o for quando entra em contacto é simbolizada por um cacho de uvas. Esta é a matéria exótica ou Águas Vivas de que os portais estelares são feitos. Isto se emana do centro da galáxia. O alquimista, contudo, era um que podia fabricar a Pedra Filosofal. A mesma essência pode transformar e também pode destruir aqueles que não são preparados ou iniciados; daí a associação com o terror. Esta essência espiritual concentrada está no centro do conceito Essênio do Messias, um termo que significa o ‘ungido’ [ cristo]. A substância que era esfregada ou ‘ungida’ era tão iluminadora e benéfica, diz o erudito nos Pergaminhos do Mar Morto, John Allegro, que os Essênios a chamavam Cristo, bom honesto, doador de saúde.

O monograma Chi-Ro ou Cruz Cósmica de Cristo, uma abreviação de Chreston ou CHRESTOS, é um X com uma bandeira ou vela anexada. Um exame da palavra chresto, da qual é derivado Cristo, revela a natureza potencial desta substância. Chres significa Senhor, então Chrestos é derivado das letras X  e P [Ch -R]. O monograma Chi ro é composto do nome de Cristo, X e a letra grega P [tro, em inglês R] ou, como no caso mais inicial, das letras iniciais de Jesus Cristo [J e X]. Duas serpentes entrecruzadas formam um X, a letra grega chi. Na tradição védica,  chitta é o nome dado às particulas da matéria sutil que saem de Tula. Estas partículas são extraídas do campo não manifesto da matéria-energia primordial (Prakriti) que subjaz em toda criação. Quando Constantino colocou o sinal em seu lábaro em 312, ele incluiu as palavras ‘in this sign, conquer.’ Em ‘The Crystal Halls of Christ’s Court’, examinei esta declaração como uma afirmação de sua apreciação do poder militar da ciência sagrada representada por este símbolo.  A mesma ciência pode ser usada para criar a paz. Nas Homilias Clementinas Simão Pedro, o principal discípulo de João Batista, ensina a doutrina da Cruz Cósmica:

“Lá procede de Deus, o coração do mundo, a extensão indefinida, de cima para baixo, da direita para a esquerda, de trás para frente. Olhando nestas seis direções, como em um número constante, ele completa a criação do mundo, do qual ele é o início e o fim. Para ele as seis fases do tempo tem seu fim, e é dele que elas recebem sua extensão indefinida. E este é o segredo no número sete”

Pedro também ensina que: “Deus posssui uma forma que pode ser apenas pelo puro de coração. “Deus subjaz a estrutura do espaço tridimensional.’ Deus existe no centro e coração de universo e sua forma é esta do cubo ou sistema coordenado tridimensional. De deus se irradia as seis direções do espaço enquanto ele reside dentro do sétimo ponto do resto. Este ponto central é chamado de Rocha das Águas Vivas, a Pedra Filosofal, a Pedra da Fundação Segura, e a Pérola de Grande Preço ou jóia. É o cristal da Côrte de Cristo localizado no núcleo da galáxia. A ciência está dirigindo um olho perspicaz em direção à luz ou vibração que se emana deste núcleo. Isto me leva a concluir que é esta a luz vista pelo mundo todo que tem o poder de instantaneamente mudar tudo. Como notado, a palavra hebraica OR é geralmente traduzida como “luz”. O significado literal desta palavra é ‘iluminação’ou ‘luminária’. Sua raiz significa ‘tornar luminoso’ e ‘iluminar’. Para os judeus a ‘luz do mundo’ está relacionada com a luz da Torah [uma outra  palavra para terror], o primeiro dos cinco livros da Bíblia. Em João 1:1 Jesus é referido como a Palavra, o significado da qual é idêntica ao da Torah [bem como Tula ou Tura]. Apropriadamente a palavra ‘palavra’ contém os elementos W, serpente [ o símbolo destas ondas de luz] ou a luz, d, a porta. Torah é o mesmo que Tarot, significando ‘roda’ [ou dar giros], reflexivo da roda da vida girando ou dando voltas, a Via Láctea. Torah é traduzida como ‘a lei’ no Novo Testamento. A Lei era sagrada para o sacerdócio Essênio, residente na Judéia e no Egito durante o tempo de Jesus. Um dos nomes alternativos dos Essênios, Naz-ori, significa ‘manter, proteger’. Eles se viam como os preservadores da ‘luz da Verdade’ [Maat em egípcio]. Este também é o papel dos Brilhantes. Na Torah os peixes representam a fidelidade de Israel em seu verdadeiro elemento, as Águas Vivas da Torah, isto é, as Águas de Tara, Terror ou Tula. Estamos presentemente nos banhando nestas mesmas águas. A humanidade parece ter alcançado o ponto de virada em algum ponto ao redor de 1600 [novamente o início da Iluminação quanddo o X divisor se torna o X multiplicar]. E como se quando a supernova de 1604 apareceu o Inconsciênte Coletivo enviasse uma chama que assinalou, de fato: “Acorde! É tempo dos mistérios serem revelados!”

Os alquimistas e os rasacrucianos do inicial século XVII acreditavam que Elijah Artista (E.A.) tinha voltado para inaugurar esta nova idade. Ele restauraria a medicina perdida da antiga Suméria e Egito e a mostraria ao mundo. De fato viajando os alquimistas colocam em demonstração pública a fabricação do ouro na Europa. Estas apresentações públicas chamaram a atenção de uma das maiores mentes científicas de todas as eras, Sir Isaac Newton, ‘o último sumério’, que se tornou um alquimista praticante. Em 1618, enquanto os alquimistas estavam absorvidos no poder das Tábuas de Esmeralda, e se ligando com a energia do centro da galáxia, o embaixador espanhnol para a Pérsia, Garcia Silva Figueroa, fez uma descoberta fabulosa em Persepolis, a capital de Dario e dos Reis persas que se chamavam  Achaemenid [as mentes sábias]. Figueiroa identificou as ruínas espetaculares perto de Shiraz como a antiga Persepolis das descrições do sítio dadas pelos antigos escritores gregos e romanos. Das misteriosas inscrições nas ruínas, ele concluiu que elas pertenciam ao povo alien ‘que pode ser descoberto agora ou que sempre tenha existido’. As letras estranhas não eram aramaico, hebreu, grego ou árabe mas ‘triangulares em forma de uma pirâmide ou de um obelisco em miniatura”. Os primeiros fragmentos da história do Planeta X – fora do mundo alquimico – começaram a vir a luz com a descoberta do espanhol. A primeira inscrição cuneiforme foi publicada em 1657. Diferente dos hieroglifos egípcios, isto despertou pouco interesse. “Como os traços de aves na areia úmida’. Isto é como a escrita cuneiforme atingiu os primeiros europeus que a viram. Em 1686 o pioneiro cuneiforme E. Kampfer viu as inscrições descobertas em Persepolis e descreveu os sinais como ‘cuneiformes’ ou impressões em forma de cunha. A escrita desde então tem sido chamada cuneiforme.

A pedra da fronteira com inscrições cuneiformes.  Persepolis era a capital de uma dinastia de reis que se chamavam Achaemenidas [ach significa luz]. A julgar pelo nome deles, Ciro, Dario, Xerxes, e o nome das deidades deles – os eruditos assumem que estes seres iluminados eram arianos [nobres] que apareceram na Suméria perto do início do terceiro miilênio AC.

Hoje a separação entre os deuses dos arianos e os povos semiticos é distinta. No mundo antigo, contudo, este não era o caso. Ciro, por exemplo, era considerado ser um ‘Ungigo de YAHWEH’, o deus hebreu: muito uma honra para uma pessoa de descendência ariana muito mais do que hebraica. O bíblico Livro de Ezra dis que foi o próprio YAHWEH que dotou Ciro com a extraordinária alta honra de uma pessoa de descendência ariana, muito mais do que semita. O Livro bíblico de Ezra diz que foi o próprio YAHWEH que dotou Ciro da extraórdinária alta honra de reconstruir o Templo de Salomão em Jerusalém, a casa de Deus, depois que Nabucodonosor o havia demolido. Em troca, Ciro chamou YAHWEH de Deus do Céu. As apresentações iniciais de YAHWEH em seu veículo voador – ou ‘rodamoinho’ – são virtualmente idênticas àquelas de Ahura Mazda, o ariano Senhor Sabio, da religião zoroastriana, como mostrado no selo real de Dario. Zaratustra ou Zoroastro ['estrela de ouro' ou 'esplendor do sol'] é o salvador dos arianos na Ásia Central. Ele é igualado ao sumério EA. YAHWEH em sua roda voadora ou rodamoinho. Ele é o anjo no rodamoinho a que se referiu  George W. Bush?

Ahura Mazda, representado por um disco alado, a suprema deidade do zoroastrismo. O baixo relevo de Zaratustra [EA]. Os arianos do antigo Irã eram seguidores dos ensinamentos de Zoroastro ou Zaratustra. Eles veneravam as mais velhas deidades arianas, os ahuras [ou um cavalo], os deuses brilhantes que habitavam nos reinos celestiais e os devas, os terrores, os deuses brilhantes que cairam e foram transformados em diabos ligados à Terra, ou Anjos Caídos. Os três homens sábios que vieram a Jerusalém para honrar o cumprimento da profecia da chegada de Cristo eram discípulos de Zoroastro, e daí, arianos.

O selo de Dario com o deus Ashur [onisciente] representado por um disco voador, Em 1700 Thomas Hyde, um professor de árabe da Universidade de Oxford, entendeu que muito mais do que inscrições ornamentais estes sinais cuneiformes eram uma antiga escrita. Hyde voltou aos ecscritos de Zoroastro buscando insight. Avesta, a linguagem dos livros sagrados de Zoroastro, escritas por volta do século IV de nossa era, forneceria pistas para a decifração da escrita cuneiforme.

Um desenho do caderno de notas de Hyde apresentando uma cena de Ahua Mazda flutuando em uma nuvem em Persepolis. Em 1772 um viajante holandês, Carsten Niebuhr fez um estudo cuidadoso das inscrições cuneiformes em Persepolis. Ao comparar os sinais em diferentes inscrições, ele distinguiu três escritas distintas. Ele também começou o processo de isolar as escritas mais simples. Com sua contribuição a excitação verdadeiramente começou a ser construída. O estágio foi estabelecido para a decifração da escrita cuneiforme começando em 1800, e com isto foi-se revelando um vasto panorama da história humana. Contudo, o destino ainda tinha uma outra carta para ser jogada. Em meados de julho de 1799 o mundo foi atingido por um espetáculo fenomenal quando um esquadrão de demolição de soldados do exército de Napoleão descobriu a Pedra de Roseta no Egito. Um grupo de artistas e sábios franceses, incluindo Domenique Vivant Denon, acompanhou Napoleão, considerado ser o segundo dos três anti-cristos por Nostradamus, ao Egito. Reconhecendo a importância da Pedra o oficial no comando imediatamente levou a pedra para o Cairo. Cópias foram feitas e distribuídas aos eruditos por toda Europa. Depois de uma breve viagem a Alexandria para evitar a captura pelos britânicos, a Pedra foi eventualmente capturada e levada para a Bretanha, onde permanece em exibição no Museu Britânico. A decifração da Pedra de Roseta por Jean Francois Champollion em 1823 permanece uma das realizações intelectuais chave do último milênio. A inovação de Champollion veio em setembro de 1822 quando ele recebeu cópias de vários relevos e inscrições de antigos templos egípcios. Uma delas, do templo de Abu Simbel na Nubia, era uma intrigante moldura decorativa arredondada com o nome de um deus ou rei. Esta era a moldura de Ramsés. Usando seu conhecimento de egípcio copta, Champollion especulou que o primeiro sinal tinha o valor de re [raio] que era a palavra copta para Sol, o objeto simbolizado pelo sinal. Os últimos dois sinais, ele sabia, tinham o valor de ‘s’. Ele imaginou se um antigo faraó egípcio tinha um nome que se assemelhava a Re ss. O primeiro faraó chamado assim que veio a mente dele foi Ramsés, um rei da 19a. dinastia e bem conhecido pelos historiadores gregos. Se esta era a moldura arredondada de Ramsés, então o sinal pode ter o valor sonoro de ‘m’. De fato, quando olhamos o sinal estreitamente ele se assemelha a um ‘m’ [o símbolo do portal estelar]. A confirmação veio através da moldura arredondada a direita. Dois destes sinais foram compreendidos; o primeiro, um ibis, era um símbolo do deus Thoth, o inventor da alquimia. O nome nesta moldura tinha que ser Tutmés. Na mente de Champollion, a Pedra de Roseta havia confirmado o valor disto. Realmente, ele estava apenas parcialmente correto. Ele tinha o significado de ms ou névoa. O hireglifo egípcio mst [névoa] parece com uma queda de água de très lances irradiando água. Isto é as águas Vivas de Tula ou Terror. Isto significa ‘lágrimas celestiais’ ou ‘ orvalho’ e representa as gotas de água caindo ou se irradiando do céu. O mesmo hieroglifo também significa ‘instrução’ ou ‘ensinamento’. Estruturalmente, ele combina o símbolo do Espírito Santo que João Batista conferiu a Jesus, ‘o portador do orvalho’. Muito antes que o Batista este hieroglifo estava ligado a EA e ao conceito egípcio do batismo; quando a sabedoria celestial [raios, tons] é canalizada pela Chave da Vida ela é pingada sobre o peregrino. Para os alquimistas, a fonte desta névoa era Tula, o centro da galáxia da Via Láctea. Depois da iniciação ou batismo nestas Águas Vivas alguém era adepto nos Mistérios. Comungando com a deusa em seu buraco sagrado, ou portal estelar, um humano poderia alcançar a iluminação espiritual chamada horasis ´[ahuras ou cavalo]. Assim iluminado, alguém podia cavalgar o Rio Rainha, a Via Láctea para os céus. A palavra Jordão, o nome do rio no qual João Batista batizou Jesus, provavelmente seja derivada de Eridanus, um nome antigo para a Via Láctea. Eridanus era a Corrente do Oceano, o Rio do Céu, que se move como uma hélice, ou como um 8 [exatamente como o nosso DNA]. A palavra Eridanus tem sido rastreada a Eridu, o lugar cuja ‘pura luz alcança o céu’. Esta era a sede de EA.  Eridu foi a primeira cidade suméria [por volta de 3800 AC]; ela foi construída por EA sobre o solo virgem ao lado do Golfo Pérsico. Não existia qualquer construção antes que seus templos fossem construidos. Sua chegada súbita, sua extensão, e seu estado avançado de civilização perplexam os eruditos. A base maciça de operação me lembra da sede da GM construida em Detroit, em Michigan. Como o Eden original, Eridu marcou, a ‘confluência dos rios’. Era um lugar terreno ligado a um lugar celestial onde a pura luz do céu, o rio da Via Láctea, tocava a Terra. Interessantemente, o hebraico ire, um anagrama para eri, significa ‘lançar gotas de água, espirrar, e ensinar ou instruir’.

Segundo a história suméria, isto era na instalação de templo/médico em Eridu [atualmente o Kuwait, Iraque] que EA abrigou os segredos de todo conhecimento científico, guardou os Tabletes ME do Destino. Aqui, ele instruiu Adapa na sabedoria dos Brilhantes. A posse destes instrumentos de armazenamento de informação conferiu um tremendo poder. Na bíblia há um número de objetos mágicos que combinam com os MEs, inclusive a placa peitoral de Aarão, um objeto compreendido de doze pedras usadas em conjunção com a Arca da Aliança, um instrumento que ligava o homem ao Deus. Estas pedras canalizavam a palavra e a vontade de Deus. Hoje ME é a raiz para medicina, meditação e meme, as unidades básicas da transmissão cultural rotulada por Richard Dawkins. Examplos de memes são músicas, histórias, idéias e crenças religiosas. Meme é um termo apropriado cosiderando que, em função, eles são identicas ao ME. É também a raiz de mitologia, o ramo da ciência que lida com a comunicação dos segredos do amor, a Palavra de Deus. O ME sumério contém os mesmos segredos de Deus como o egípcio Me-ist ou mist [névoa]. Para mim, este é um dos exemplos mais fenomenais da Mente Divina funcionando. A decodificação de Champollion do sinal de mistério banhado ou batizado na moderna consciência nos mistérios de Egito. Uma cascata de iluminação a respeito do mundo do antigo Egito veio pingando das névoas do tempo por esta descoberta. Foi como se a mente coletiva da humanidade repentinamente teve sua luz interna ligada. Isto foi apenas o início da recuperação do antigo conhecimento. Nos anos de 1840, a atenção mundial focalizada na Assíria quando os arqueologistas franceses e ingleses descobriram as ruínas de um antigo palácio do rei assírio Sargão II [governou de 721 a 705 AC] em Khorsabad no norte da Mesopotamia (Iraque). Comandando este precinto estava uma pirâmide em degrau chamada zigurat que servia como ‘escada para o céu’ para os deuses. Lá eles encontraram pedaços de pedra inscritos e um colossal touro alado com cabela humana, como uma esfinge, e estátuas de leão guardando as portas.

Como resultado dos inesperados achados no Iraque, os nomes bíblicos e lugares começaram a vir à luz. Em 1842-43 a Sociedade Oriental americana foi fundada. A Sociedade Oriental Alemã foi fundada em 1844. Estas sociedades geraram uma nova geração de eruditos que empurraram os campos da história especulativa, mitologia, estudos e observação pessoal do Velho Testamento, para criar dramáticas novas histórias do passado da humanidade. Arqueologistas alemães, obcecados com o achado das origens de seus ancestrais, e alimentados por uma crença na volta do Cristo ariano que levaria os alemães aos deuses da antiguidade, começaram a rasgar as terras da Babilonia [hoje o Iraque] e da Assíria na buca de seus ancestrais. O trabalho de espátula destes eruditos revelou dezenas de milhares de tabletes cuneiformes, parte das bibliotecas de antigos palácios. Estes documentos forneceram informação vital sobre a história assíria, religião e sociedade, inclusive muitos com mitos e hinos sobre os deuses e deusas venerados lá. A decifração da escrita cuneiforme foi tornada possível pela descoberta de sua própria Pedra de Roseta que se mostrou ser a inscrição cuneiforme cortada na Rocha de Behistun no oeste do Irã, uma escultura gigantesca escavada de forma que ela projetasse uma imagem quase em três dimensões de uma face da montanha a 300 pés acima do solo. Uma figura alta, Dario, levanta sua mão na direção de nove homens de pé, e dois outros atrás dele. Acima deles flutua Ahura Mazda em um disco voador. Ninguém tem identificado quem são estes nove homens [alguns dizem que Jesus e seus apóstolos]. Depois de dez anos de perigoso trabalho o inglês Henry Rawlinson terminou copiando esta inscrição em 1847 e mais tarde resolveu o texto completo desta inscrição. As incrições cuneiformes em três linguas cercam Dario, o homem alto à esquerda.

Ao mesmo tempo o sânscrito, a antiga linguagem da Índia [lar dos arianos], estava também se tornando popular entre os academicos. Isto levou a um entusiasmo pela antiga Índia e os Vedas, os livros sagrados do conhecimento do Hinduismo. Muitos eruditos estavam interessados na filologia comparativa ou linguística, que essencialmente tenta ligar as linguas a muito extintas. Quais são as relações das mais velhas linguagens do mundo? Como elas tinham evoluído? Foi amplamente concluído que textos desconhecidos ou não descobertos, culturas, espécies e linguagens existiram antes da presente civilização da humanidade. Em 1851 o arqueologista inglês Sir Austen Henry Layard descobriu um grande composto de um palácio do último rei Assirio Assurbanipal [governou de 668 a 630 AC] na vila de Nimrud no que agora é o norte do Iraque. Layard e seus colegas desenterreram mais de 25.000 tabletes, uma biblioteca coletada em Nínive sob a direção pessoal de Assurbanipal. Os escribas rotularam muitos destes textos como cópias de ‘textos antigos’. Cópias de um número de obras primas literárias, incluindo o Épico de Gilgamesh estavam entre estes trabalhos. Um outro destes poemas, a dramática saga babilonia do Enuma Elisha, a  nascente de todas as três religiões patriarcais, o judaismo, o cristianismo e o islã, também foram descobertos. Todos estes tesouros foram embarcados para a Inglaterra, o Museu Britânico. Layard terminou sua escavação em 1851, tornou-se um político, diplomata e colecionador de arte.

Assurbanipal II foi um ‘rei erudito’. Incluida em sua biblioteca estava um texto que continha uma declaração feita por Assubanipal que disse: “Posso ler os intrincados tabletes dos sumérios. Entendo as palavras enigmáticas nas gravações em pedra de dias antes do Dilúvio’. Em detalhe na página seguinte Assurbanipal usava uma roupa mais tarde vestida pelos Templários. O rei, aponta a cruz como símbolo de seus deuses, inclusive o símbolo do Planeta. Ele usa um cordão com um pendente similar ao símbolo X como amuleto. Há também a representação de Asurbanipal pingando uma libação como um caduceu sobre os leões mortos diante de uma mesa de oferenda e um estande de incenso. Assurbanipal e sua rainha estão no altar sob uma árvore de uvas; este é um relevo do palácio em Nínive [668 - 626 AC]. Eles sustentam na mão a planta da vida. Está no Museu Britânico.

Layard tinha sabido que antigos registros gregos falam que um oficial do exército de Alexandre viu “um lugar de pirâmides e restos de uma grande cidade’, uma cidade que já era antiga nos tempos de Alexandre. Layard localizou os restos dela e a cidade de Nimrud reapareceu. Foi lá que Layard desenterrou o obelisco que Shalamaneser II criado para registrar suas expedições e conquistas militares. Este obelisco agora está no Museu Britânico e o obelisco lista, entre ou outros reis que eram forçados a pagar tributo, “Jehu, fiho de Omri, rei de Israel’. Este obelisco data do reinado de Shalimaneser III (858-824 AC).

O trovão ataca os eruditos do Velho Testamento. Mais uma vez, as inscrições sobre os antigos artefatos mesopotamios combinam com a história bíblica. Inspirado pela mais recente descoberta os eruditos/arqueologistas estabeleceram os sítios deles em outros locais do Velho Testamento. Os eruditos ficaram surpresos pelas similaridades das maciças estátuas dos homens leão-touro. Estes trabalhos de arte combinam referências em Ezequiel 1:10 que descreve figuras extraterrestres aladas com as características de um homem, um leão, um touro e uma águia. Em Ezequiel 32:14-15 que detalha as imagens na parece de um palácio assírio. Muitas gerações de teólogos tem considerado as visões de Ezequiel puramente como uma fantasia simbólica mas agora existe a prova que elas eram reais. A bíblia descreve a visão de Ezequiel como uma grande nuvem, com o fogo faiscando por ela, e um brilho radiante ao redor dela. Algo brilhava como metal no meio disto. Ezequiel ouviu ‘o barulho das grandes águas’. Da nuvem desceram o que pareceram ser quatro homens extraterrestres e cada um tinha quatro faces; um leão, um touro, um homem e uma águia [as mesmas quatro bestas que comprendem a Esfinge, chamada o Pai do Terror pelos árabes]. Quando estas esculturas e gravações apresentando a visão de Ezequiel foram levadas de Londres a Paris, elas causaram uma sensação mundial. Estas esculturas exóticas forneceram a prova para alguns eventos bíblicos. John D. Rockefeller, Jr. comprou muitas destas esculturas e mais tarde as doou ao Museu Metropolitano de Arte na cidade de New York [onde hoje elas são encontradas]. As únicas outras coleções para comparação são encontradas no Museu Britânico e no Louvre. A universidade da Pensilvania na Filadélfia, o lugar de nascimento da América, foi um outro importante repositório desta poderosas antiguidades de pedra.

Anjos Assírios

Na decada de 1870 os eruditos notaram que os assirios e os babilonios tinham tomado emprestadas as historias deles, sua linguagem e escritos de uma fonte mais antiga. Por 1880, esta fonte mais antiga foi descoberta: os sumérios, que viveram na terra bíblica de Shinar, que os eruditos geralmente [embora não unanimente] associam com a Suméria, também localizada sob o que hoje é o Iraque. O entendimento que os sumérios eram a origem das antigas linguas e mitologias abriram os portais da inundação ao antigo. O primeiro a publicar uma narrativa do Enuma Elish foi George Smith, um assistente no Museu Britânico que estava estudando os tabletes, que apresentou a história nestes tabletes em 1875 em uma carta ao Daily Telegraph. Ele seguiu isto com a publicação de seu livro ‘A Narrativa Caldéia do Geneses’ em 1876, que continha uma tradução e comentário sobre todos os fragmentos que tinham sido identificados. Embora fragmentario estava claro que a história que estes tabletes contavam mantinham uma semelhança inconfundível com os capítulos inciais do Velho Testamento, embora eles antecedam Moisés por milênios. Inspirado pela descoberta de estatuária possibilidade que prove que as visões de Ezequiel eram verdadeiras, e a decifração do Geneses babilonio, dos anos de 1880 aos de 1920, a maior coleção de eruditos americanos, soldados da fortuna, burocratas institucionai e financiadores invadiram a Babilonia. Estas forças não eram combinadas até a coalisão da Guerra do Golfo atingir esta área em 1991. Em contraste com os alemães, os americanos da virada do século XX estavam mais interessedos em provar que a Bíblia era verdadeira e levar para casa os troféus de esperança que encontravam ensinamentos secretos. Nos anos iniciais de 1900 o centro da inteligência americana estava na Nova Inglaterra: as Universidades de Yale. John Hopkins, Princeton, Colombia e Harward. A Universidade de Chicago [um colégio batista recenentemente fundado por John D. Rockefeller] e a Universidade da Pensilvania eram também centros proeminentes de arqueologia bíblica e sua erudição. Os eruditos americanos recentemente tem rompido seus laços com a eudição européia, especialmente a alemã, e a erudição agora estava em competição com os alemães pela predominância no campo do Oriente Médio ou estudos Orientais. Os europeus, especialmente os doutores alemães que sentiam que o ensino nos EUA estivesse atrás deles, consideravam as universidades americanas e seus eruditos, de segundo nível. Na América, as histórias biblicas eram a raiz da mente popular e academica. Se um americano pudesse ler como eles lêem a biblia. Em uma grande extensão, estas histórias definiam os limites do possível pelo qual o povo na virada do século XX vivia. As universidades americanas mostravam uma inclinação na direção de apoiar os pesquisadores que sustentavam a teologia judaico-cristã e a idéia da criação da Nova Jerusalém e de que o retorno de Cristo era iminente.

O Iraque logo se tornou um campo de batalha para os eruditos alemães e americanos. Muitos eruditos americanos que foram ao Iraque nos anos de 1900 o fizeram com uma atitude de imperialismo. Eles acreditavam que a tocha da civilização tinha sido passada do Egíto à Grecia, a Roma, a Bretanha e agora à America. Posteriormente, eles acreditavam  que eles estavam ligados às culturas antigas. Esta progressão ou evolução permanece em contraste aquela ds alemães, que traçavam sua linhagem da Alemanha, para a Índia e para a Suméria, para Thule ou Atlantida. Em 1870 Sir Edgar Bulwer-Lytton publicou a Raça Vindoura. Esta novela de inspiração rosacruciana descreve a existência de uma sociedade utópica de seres avançados que vivem em túneis sob a superfície da Terra em uma terra chamada Vril-ya. Estes seres, conhecidos como Ana, foram forçados para a Terra interna por causa de mudanças na terra, especificamente um dilúvio que destruiu a civilização deles milhares de anos antes do cataclisma bíblico. Os Ana tinham a habilidade de voar com asas anexadas aos seus corpos. De até mesmo muito maior interesse para muitos leitores vitorianos era a maestria dos Ana do vril ilimitado ou Força de Vida, uma energia que os cientistas Ana aprenderam retirar da atmosfera e que eles bombeavam na raça Ana para que esta subisse uns poucos degraus na escada evolutiva. Esta misteriosa energia cósmica dramaticamente aperfeiçoou poderes psíquicos e foi usada com eficácia pelos habitantes da terra interna. Ela também podia produzir um raio laser mortal. Seu uso se tornou tão penetrante que os Ana mudaram seu nome para Vril-ya. Bulwer-Lytton pretendia que a Raça Vindoura fosse matriarcal, uma utopia democrática a ser satirizada destinada às feministas, democratas, socialistas e todos os outros que estavam iludidos em pensar que uma utopia pudesse ser alcançada. Com o poder vril, todos os desejos eram instantaneamente materializados, todas as feridas curadas, o paraíso encontrado. Que desafios poderiam permanecer para manter a vida interessante? Sátira ou não, como a virada do século Luke Skywalker, Helena P. Blavatsky não tinham dívidas de que o vril era real. ‘O nome vril pode ser uma ficção’, ela mais tarde escreveu em ‘A Doutrina Secreta’,  mas ‘a própria força é pouco duvidada na Índia como a própria existência de seus Rishis, desde que isto é mencionado em todos os trabalhos secretos’. ‘A Raça Vindoura’ influenciou não apenas Helena Blavatsky mas também encontrou ampla aceitação nos que logo viriam a ser os nacionalistas alemães, inclusive Adolf Hitler, que, uma vez no poder, enviou expedições à Índia e outros lugares em busca da terra de Vrila.

Um dos mais perigosos dos grupos políticos alemães chamou-se Sociedade Vril. Ele combinava a ficção de Bulwer-Lytton com as idéias ocultas da Ordem dos Illuminati, misticismo hindu, cristianismo, teosofia e a cabala hebraica. A Sociedade Vril foi formada no início de 1900 e foi uma incubadora do Nazismo, sedo o primeiro grupo a usar a suástica como emblema político ligando o misticismo oriental e ocidental. Como tenho investigado em outros lugares, a Segunda Guerra Mundial foi uma guerra santa entre duas religiões rivais. Suas origens são rastreadas à guerra academica no Iraque entre os alemães e os americanos. Ambos os lados buscavam troféus para mostrar sua dominância e suas tendências religiosas. Altas apostas estavam envolvidas.  Os filologistas [ aqueles que estudam linguas mortas] que desenterram a linguagem morta do sânscrito não estavam apenas procurando pela linguagem de Ur [Ur significa luz] – a linguagem original que os seres humanos falavam no Jardin do Eden – eles também estavam procurando o primeiro grupo de pessoas que falava esta lingua: os Brilhantes. Por alguns anos os mais importantes destes tabletes ficaram em um porão do Museu da Universidade da Filadélfia. Ultimamente, um professor inquisitivo chamado professor Barton apresentou seu trabalho com um cuidadoso aviso: Dificilmente precisa ser acrescentado que a primeira interpretação unilingue de um texto sumério é, necessariamente, no presente estado de nosso conhecimento, grandemente temporário. E, mais de quarenta anos depois, o Professor Samuel Noah Kramer estava para escrever sobre as mais velhas peças literárias de Barton: Embora traduzidas e copiadas pelo falecido George Barton tão cedo quanto 1918, seus conteúdos, que centram sobre o deus ar ENLIL e a deusa Ninhursag, ainda são grandemente ilegíveis. A magnitude da descoberta de decifrar a escrita cuneiforme e as descobertas arqueológicas no Irã e o Iraque é aumentada a cada década. A completa interpretação das histórias sumérias teria que esperar até 1976 com a publicação de ’12o. Planeta’ de Zecharia Sitchin. Quinze anos mais tarde, em 1991, a atenção do mundo voltou-se para os solos originais de andanças dos Brilhantes quando uma coalisão de forças se moveu para a Babilonia. A motivação era a detenção de Saddam Husssein/Nabucodonosor e suas potenciais armas de destruição em massa. Nada se pode fazer além de supor se há algo mais enterrado nas areias do Iraque que levantem o interesse dos poderes que são. Estarão lá os segredos dos Brilhantes? Recentemente arqueologistas iraquianos descobriram duas estátuas colossais de touros alados no sítio da antiga Nimrud. A última vez que Ninrud fez manchetes foi em 1988 quando uma equipe de renovadores iraquianos trabalhando para preparar a cidade para o que o Iraque esperava ser uma inundação de turistas no fim da guerra como Irã econtrou um tesouro de ouro que incluiu parte da joalheria da rainha assiria. Os trinta quilos de ouro foram considerados entre os mais importantes tesouros e foi comparado aquele do Rei Tutankamon do Egito. A Guerra do Golfo retardou esta divulgação. Que tesouros aguardam a descoberta nas areias do Iraque? Saddam realmente desenterrou os segredos de EA e ENLIL? Estas e outras perguntas logo serão respondidas.

7. NO INÍCIO

Os mitos e a escritura de muitos povos iniciais dizem que não apenas a essência cósmica, sabedoria curadora, raios os ‘águas’ mas também as nossas almas se originaram de um puro lugar de convergência no Centro Galático, o lugar negro ou oculto do terror no centro do Ovo Cósmico. O Ovo Cósmico é um símbolo feminino para o útero universal ou matriz no tempo-espaço. É provável que seja o Grande Ovo do qual os babilonios disseram que EA/Oannes nasceu. Um outro símbolo para o Ovo Cósmico é o ponto ou o zero, nenhuma quantidade. Nun é o nome dado a figuras tais como Josué, filho de Nun, que roubou as Maçãs Azuis dos Brilhantes. Também é 360 graus. Um outro meio de olhar para 360 na numeralogia esotérica onde T=300, L=50, and I=10. TLI, portanto é 360, um círculo completo. Significativamente TLI também é Teli, de talah ou Tula [ou TLA]. Teli é o nome do elo de conexão, arca ou arco, entre a Terra e o Céu no texto alquimico judaico, o Bahir. Foneticamente BAHIR  é ‘sustentar’, que é adequado já que seu ensinamento carrega ou ‘sustenta’ a nós através das águas da vida. Como registram os mitos iniciais da deusa da criação, este Ovo Cósmico se divide aberto quando duas serpentes em opsição cooperativa uma com a outra formaram um X e partiram o ovo.

O vaso em forma de ave do velho palácio em Phaistos, Creta, do 18o. século AC. Perceba que as serpentes partem o ovo. Quatro rios [se irradiando da água viva?] da essência cósmica ou linhas esmaecidas nas ondas no Oceano Cósmico. A energia Cósmica ou essência era a semente de toda vida, inclusive a vida da existência humana. Amor é um outro nome para esta energia. Em seu livro ‘The Secret of Light’, Walter Russell mostra que o símbolo do amor que se estende do resto do movimento é uma onda. Este é o símbolo de Asclepius, que tenho identificado como o logo para os Brilhantes. É também uma moderno ideograma para frequência. É uma combinação do sinal para uma onda completa ou oscilação e uma linha reta. Um ensinamento chave dos Brilhantes foi como levantar estas bobinas serpentinas ou frequências de amor dentro, renovar o nosso mundo e sair de nossas conchas humanas. Como os budistas, os gnósticos acreditavam que todo mundo pode se libertar dos laços internos do medo e alcançar a iluminação em um período de vida. A chave para isto é elevar o tom de amor de nosso DNA. Esta é precisamente a mensagem apresentada na moeda gnóstica de século XVI onde Cristo é apresentado como uma serpente ou onda de amor enrolada ao redor da cruz.

Esta descrição da galáxia como um ovo, an ou um, chama a nossa atenção para Mãe Eva ou Ova, que significa ‘ovo’. Eva, diz a Biblia, era a mãe de todos os viventes, como a deusa indo-européia IsTara, Estara ou E.a.ster. O ovo colorido, o símbolo da Páscoa, perfeitamente codifica este conceito nuclear mais profundo. Os egípcios recordam-se desta ‘Ilha do Ovo’ como uma feroz área delimitada do mar primordial – um círculo com um ponto sol ou gema no centro. Os místicos dizem que isto é habitado por milhões de seres de luz, incluindo raças altamente evoluídas de humanóides que são considerados nossos ancestrais espirituais. O círculo com o sinal do ponto é muito antigo e é encontrado em praticamente todas as culturas antigas. Ele é simbolicamente equivalente ao ovo com a gema. Ele representa o Sol e também o Sol Central, o centro ‘negro’ ou oculto da nossa galáxia Via Láctea, a girante roda da vida. Seu eixo, também chamado de Ponto Zero, é um centro imóvel. A história das almas, águas ou essência cósmica que se originou ou espalhou deste centro Edenico estão no centro da história de Tiamat. Segundo o Enuma Elisha, esta história começa no próprio início do tempo, quando as alturas do céu ainda não eram nomeadas nem a terra abaixo era pronunciada pelo nome. E havia apenas dois deuses: APSU ['aquele que existe desde o início'] e Tiamat. Sitchin interpreta APSU como o Sol. Eu o tenho interpretado como o Sol Central. Eles geram quatro gerações de deuses que se tornam extremamente brigões a ponto de seu barulho se tornar insuportável.

Apsu confronta Tiamat, que fica do lado de seus filhos barulhentos. Apsu fica irritado, declarando que ele deve obter algum sono! ‘Devo abolir os meios deles e dispersa-los! A paz deve prevalecer, para que possamos dormir!” Tiamat estava furiosa mas Apsu conspira com o vizir dele, Mummu, para por um fim nos meios brigões. Antes que eles possam colocar em ação o plano deles, contudo, isto é descoberto por EA [aquele que sabe tudo] e EA intercede e põe Apsu e Mummu para dormir e então os mata. EA assume o cinturão, a coroa e o manto de radiância e, sentindo sua missão como cumprida, se retira para seus aposentos privados. EA se apodera de Apsu como sua própria habitação. O cronista babilonio Berossus diz que a casa Apsu de EA eram as águas celestiais de ‘fogo, raiva, esplendor e terror’. Esta é uma descrição acurada do centro galático, ‘o lugar do terror’. A mansidão de Mummu por EA parece significar sua domesticação das forças do núcleo galático. Deste ponto os sacerdotes de EA o consideram Mummu, a ‘Palavra’ criadora. A Palavra, temos determinado, são as ondas da energia força-vida que se emanam do centro galático. Esta descrição de EA como ‘onda de luz’ perfeitamente combina com a descrição de Jesus como o portador do Cristo ou INRI, os fogos ou luz da iluminação. EA foi apresentado com as duas serpentes enroladas ao redor de seu corpo e a chave da Vida ao lado dele.  Como Sitchin ressalta, estas serpentes se assemelham ao enrolar das hélices duplas do DNA. Além de EA a deusa Ishtara ou Is-Terror foi apresentada usando estas ondas. Ishtar com serpentes nas duas mãos.

Como Christopher McIntosh observa em seu livro, ‘Os Rosacrucianos”, muitos elementos da história são muito familiares. A idéia de um monarca ou líder que não está morto, mas adormecido, e um dia acordará é uma idéia familiar. Ele foi aplicada não apenas ao Rei Arthur, mas também a tais figuras históricas como Carlos Magno e Frederico Barbarossa [os papéis modelos de Adolf Hitler]. Na história rosacruciana, é a Fraternidade que desperta, enquanto seu fundador, embora ostensivamente morto, permanece não deteriorado como um símbolo de sua permanente influência sobre seus seguidores. Estes deuses são ‘deuses ferreiros’, ou deuses da alquimia, que voltarão para libertar a perfeição oculta da natureza, o puro que espera ser libertado do impuro. O arquétipo do Grande Retorno, nota o erudito arturiano Geoffrey Ashe, foi até mesmo aplicado a John F. Kennedy. O Presidente Kennedy foi murmurado durante a década de 1970 ainda estar vivo, embora em estado comatoso devido ao dano cerebral. Ele estava em uma máquina de sustentação da vida em um hospital de Dallas, uma moderna caverna de Arthur, ou em uma ilha grega, como o Avalon do mito arthuriano. Interessantemente, o aspecto feminino deste arquétipo é encontrado na história da donzela Cinderela, a ‘doadora de Ella’, que significa luz. Muito frequentemente Cinderela recebe o nome de Maria ou Mara. O conto de fadas da Branca de Neve, a princesa que beija o príncipe adormecido, é uma outra história de poder da secreta deusa de restaurar o monarca adormecido [ou Moon arch, isto é, o arco da Lua]. De fato este Grande Retorno de um ‘deus adormecido’, o Sol Negro ou oculto, ou Rei Perdido, que um dia despertará e retornará é um arquétipo amplamente difundido. Ele tem sido aplicado ao grego Cronos/Saturno, Satã/Lúcifer das histórias bíblicas, bem como a montaria do cavalo branco, aos Reis Pescadores, Jesus, Buda, Vishnu, Orfeu, e o Rei Pescador da história do Gral, para nomear apenas uns poucos. Não surpreendentemente, encontramos que muitas figuras dos antigos salvadores, incluindo Thoth, Osiris, Buda e Jesus eram chamados de Senhor ou Rei do Terror e que a mitologia deles pode ser rastreada a Tiamat, Tula e o Planeta X. Em suas quartilhas da centúria X:72 Nostradamus previu o retorno do Rei do Terror que ressuscitaria o Rei de Angolmois no sétimo mês, julho ou setembro de 1999. E este rei [e sua rainha?] o núcleo adormecido? Ele acordará e nós ainda não o sabemos? A profecia do Rei do Terror foi cumprida em setembro de 2001? Ou, esta é uma quartilha falha que necessita ser posta na cama de uma vez por todas? Incidentalmente Nostradamus chamou Rei de Terror a Chiren, um nome que foneticamente é igual a Quiron, o nome do meio-homem meio-cavalo e curador da mitologia grega. Como um antigo iniciado alquímico e filho do sul da França, Nostradamus seguramente conhecia a história do Santo Gral. No livro dela ‘O Santo Gral’ Norma Lorre Goodrich fala de um autor francês que reconta sua primeira visão dramática do Gral em seu trabalho ‘Grand-Saint Graal’.

Em 717 de nossa era, um belo e jovem homem fez uma visita a este francês em uma manhã. Depois de uma breve entrevista o jovem e belo homem se curvou e soprou na face do francês fazendo com que a visão deste fosse cem vezes mais forte. Sua visão foi aperfeiçoada por esta harmonia, e o francês foi capaz de reconhecer o jovem homem como nenhum outro que Jesus. Jesus então continuou para dar ao francês um pequenino livro, não maior do que a palma de sua mão [o tarot?] Quando o autor olhou o livro ele viu que estava escrito: “Aqui começa a leitura a respeito do Santo Gral’. Então ele leu: “Aqui começa o Terror. Aqui começam os milagres’. Quando o francês ponderou estes títulos, ele viu um flash de luz. Ele foi instantaneamente iluminado. Deste ponto em diante, ao menos no sul da França, terror, iluminação, Jesus e Santo Gral estão ligados. Este encontro é surpreendentemente a visitação angélica relatada por Nicholas Flamel, que recebeu um livro contendo o segredo da alquimia que transformou em luz. O francês fechou o livro em seu altar. No dia seguinte quando ele foi recuperar o livro ele descobriu para sua surpresa que ele havia desaparecido. Uma voz apareceu e disse a ele para não ficar desapontado. Esta voz ordenou a ele que andasse ao longo de um caminho até que chegasse a Junção das Sete Estradas [as Pleiades?]. Logo portanto, ele chegaria a Grande Cuz que se eleva da Fonte [o centro Galático?]. Em um altar perto da Grande Cruz o francês encontrou o livro desaparecido e de valor incalculável. Foi o próprio Cristo que ordenou que o francês fizesse uma cópia. O livro tornou-se conhecido como ‘Grand-Saint-Graal’. Seu autor nunca foi conhecido. Ele é, contudo, surpreendente como Sir Galahad. Como um sacerdote sagrado, Sir Galahad era o puro cavaleiro que foi o último a observar o Santo Gral. Sir Thomas Mallory, um dos mais celebrados de todos os autores do Gral, pensou que Galahad fosse um descendente direto [através de Guinevere] do próprio Jesus. Daí, Galahad também era um descendente de Salomão, David e Abraão cujo nome do pai era Terah [ ou terror]. No tempo de Abraão terah era entendido como significando ‘Terra’. Porque ela temporariamente roubou a alma de sua liberdade cosmica, a Terra foi chamada Kali-Tali ou Kalitara, a Mãe Terrivel, ou Mãe do Terror. Kali-Tara se tornou o latim Terra, ‘Mãe Terra’. Quando Cristo desperta ou retorna ele sentará no trono do Templo de Salomão reconstruído, originalmente construído pelo Rei de Tiro, que é o Rei do Terror e que foi desmantelado pelo rei Nabucodonosor. Saddam Husseis está competindo por esta posição? Ou alguém mais está? A velocidade perplexante com a qual o nosso mundo tem sido transformado em um lugar de terror e os símbolos do nosso mundo tão importantes. Para usar um termo com o qual muitos estão familiarizados, o nosso mundo nascerá novamente depois deste período, mas primeiramente o terror deve ser transcendido. Este predicamento é o que faz o entendimento das histórias sumérias da criação tão importantes.

O CATACLISMA DE TIAMAT

Enquanto vivia em Apsu EA e sua esposa Damkina criaram Marduk [ o Planeta X ] que mais tarde destruiu Tiamat. Segundo o Enuma Elisha, Tiamat foi grandemente perturbada pela criação de Marduk/Planeta X. Os deuses presuadiram Tiamat que ela deveria vingar a morte de Apsu. Ela criou one satélites, e assumiu a posição de batalha. O Tablete II, dos sete tabletes do Enuma Elisha omeça com as novidades de Tiamat reunindo suas forças de batalha para alcançar EA, que ‘estava espantado e sentado em silêncio’. Para seu pai Anu ou Anshar EA descreve os gigantes cobras de Tiamat, que são: “agudas de dentes e fartas de garras. Ela encheu o corpo delascom veneno em lugar de sangue. Ela ocultou dragões ferozes com raios temíveis e fez com que eles usassem mantos de radiância”. Em resposta Anu exige que EA declare guerra! Embora haja uma lacuna na história que se segue, é presumido que EA atacou TIAMAT e falhou. O pai de EA o seguiu e também falhou. Finalmente, com todos sobre o linha emerge um novo herói: Marduk. é tempo de Marduk salvar o dia.  Londe de altruisticamente concordar em salvar sua terra natal, Marduk estabelece uma única condição: se ele tivesse sucesso em derotar Tiamat e salvar a vida deles ele exigia ser elevado a deus supremo. Os deuses concordam. Afinal, quas eram as probabilidades do sucesso dele? Em seu livro ‘O 12i. Planeta” Sitchin interpretea a bataha entre Tiamat e o Planeta X  como um confronto gravitacional entre dois planetas. As enormes forças gravitacionais  da aordagem de X profundamente afetaram Tiamat. Sob estas forças Tiamat começou a arregalar-se e ter convulsões. X produziu correntes que perturbaram Tiamat. Estas ‘correntes’ parecem ser uma arma espiritual na medida em que elas tem como resultado afastar os deuses, nulificando a proteção deles. A seguir, aprendemos que X ‘ diluiu os vitais de Tiamat’ e ‘bico seus olhos’. Estes ‘vitais’ nota Sitchin podem se referir a atmosfera e sistema de sustentação de vida dela. Seus olhos podem descrever a destruição de seus satélites orbitais, telescóplios ouu ‘olhos’. Cega, Tiamat ‘ seguia em desgosto’. O evento seguinte é arrancar o estômago. Na medida em que X se aproximava de Tiamat pedaços da carne dela estavam sendo arrancados, ou pelas forças gravitacionais ou por algum poderoso armamento. Neste conflito fantástico o armamento primário de X contra Tiamat era uma rede de quatro cantos: os quatro ventos [X] estacionados que de forma alguma ela podia escapar; O Vento Sul, o Vento Norte, o Vento Leste e o Vento Oeste. Perto de seu lado ele mantinha a rede, que foi present4e de seu avô Anu que trouxe o Vento Mau, o Rodamoino e o Furacão.

A descrição de X capturando Tiamat em uma ‘rede’ é muito sedutora. Se lermos esta narrativa na medida em que pensamos que fosse uma antiga história do New York Times, oidemos ter a visão do Planeta X, como um planeta de civilização, habitando no espaço. Os quatro ventos soam notavelmente como uma tecnologia avançada capaz de criar um permanente campo de força no espaço do qual ‘nada pode escapar’. Podemos imaginar o Planeta X, que também foi chamado de ‘Senhor’ e simbolizado como uma cruz de três pregos, fazendo um ‘jardim’ ao colocar o aparelho protetor tridimensional sobre um setor do espaço.

X, o ‘Senhor’, caça Tiamat. Perceba a rede em forma de diamante. Estes quatro vventos [bobinas? riachos?] aparecem na mitologia pelo mundo.No Egito são os ‘Quatro Filhos de Horus”, os ‘quatro cavalos’ que mantém o céu com seus braços levantados. Estes quatro cavalos aparecem como os quatro ‘bacabs’ maias, que são os mesmos que os quatro  Marajás ou grandes reis conhecidos pelos ocultistas hindus. Eles aparecem na tradição chinesa, bem como entre os índios norte-americanos. Correspondentemente, na cena egípcia mostrada dos quatro pilares opostoa sw Nu que sustenta o barco ou arca de Osiris quando isto navega através dos céus. Esta barco foi chamado Omphalos, Umbilicus ou o Barco Argo ou Arko, sobre o qual tenho mais a dizer depois. A barca de Osiris corresponde a Arca de Noé. Fascinantemente, no mito chinês encontramos a história de Peiru-un, um Noé chinêa que viveu em uma iha que, devido a iniquidade dos gigantes, afundou no fundo do oceano. Periu-un escapou com sua família depois de receber um aviso dos deuses por meio de dois ídolos.

O barco [arca] de Osiris navegando pelo céu, que é sustentado por quatro pilares na forma de deusas na posição Y. Minha razão para associar os quatro ventos com bobinas não são simplesmente porque as bobinas são enroladas, daí o intercâmbio da geometria, uma corda é uma linha direta unindo qualquer dois pontos em um arco, curva ou circunferência [a linha que creca o círculo]. Um acorde é um acordo, ou paz. A Paz é a unidade do Céu e a Terra. Se o leitor posteriomente questionar a intervambialidade da bobina, riacho, cord ou cavalo eu me refiro ao trabalho de guitarra de Eddie Van Halen na versão viva da canção de Van Halen ‘Dreams’. O virtuoso guitarrista fas as cordas enroladas de sua guitarra elétrica soarem como um cavalo relinchando. Como investiguei em ‘The Crystal Halls of Christ’s Court’, a grade ou matriz no espaço da rede de quatro ventos é um ‘conteiner da criação’, um vaso ou arca de Amor. Ela é marcada pelos quatro símbolos do Leão, Touro, Homem e Águia. Daniel registra que viu os ‘quatro ventos do céu se esforçarem sobre o grande mar. E as quatro grandes bestas vieram do mar’. Os árabes chamam a Esfinge de Gizé de “Pai do Terror’ e ela foi originalmente uma besta composta de leão, toro, homem e águia. Estas quatro bestas também simbolizam o Tetragrammaton, a Palavra de Deus. Estes quatro s´mbolos representam as quatro constlações cardeais do zodíaco – Leão, Touro, Aquaário [ o homem] e Aquila [ a águia]. Quando os ‘quarto ventos’ são vistos como constelações, isto revela que a rede é um setor do espaço. Estou profundamente interessado na conexão entre a narrativa de Enoque de ser levado aos céus pelos dois Brilhantes e que João o Revelador, que também aparece como testemunha destes ‘ventos’ no espaço. Segundo João, que, como Enoque, Elias e o Rei de Tiro, visitou as salas de cristal da côrte de Cristo, havia quatro anjos serafins cercando o trono de esmeralda de Cristo e o Mar de Vidro. Estes quatro anjos representam os quatro ventos ou quatro bobinas. João nota que o Serafim ou mais provavelmente o Mar de Vidro, ou setor de espaço, que os quatro anjos guardam, está ‘cheio de olhos na frente e atrás’. O Mar de Vidro está cheio de olhos. Esta é uma das mais surpreendentes observações em todo mito e escritura pelo fato de que ‘olhos’ eram algumas vezes usados pelos antigos egípcios para representar não apenas os deuses Neter [ observadores] mas também planetas. O símbolo lemra a Via Láctea. Curiosamente, ele é duplicado no símbolo hinês para visita e olho. Se ests ‘olhos’ são planetas, esta revelação  empresta até mesmo mais credibilidade à minha teoria que o rótulo de ‘quatro cantos do mundo’ ae refere a um setor ou Cubo do Espaço. Os Brilhantes parecem estar no comando deste Cubo do Espaço.

Neste contexto o significado da palavra hebraica traduzida como ‘jardim’ é iluminador. A palavra hebraica ‘gan’ [ou G'an] não se refre a um pedaço de terra cultivado com frutos, flores e vegetais. Ao invés, ela se refere a uma área delimitada guardada. A palavra raiz, ganan, significa ‘defender’, ‘por um escudo ao redor’, ou ‘proteger’. Ganan é usada em uma pasagem notável de Isaias em referência a guarda protetora de Deus. Isaias assegurou ao rei que Deus cuidaria de Jerusalém como uma ave mãe [ uma galinha] abrindo suas asas protge seus filhos no ninho. Incrivelmente,  a palavra chinesa para jardim é Shen, a palavra egípia para ‘enrolar’. É suposto que os chineses migraram originalmente de um lugar na Suméria porque eles mostram evidências de similaridade as cultras posteriores assirias e bailonicas em artes, ciências e governo. A data aproximada da origem deles, 2500 AC, corresponde a extrita datação cronológica do episódio da Torre de Babel que resultou na divisão de toda humanidade em novos grupos linguísticos e a dispersão de todas as raças pela face da Terra. Este cubo é o celestial khar ou ghar dos deuses. O pictograma sumério para khar significava ‘um anrl’ ou ‘uma área delimitada’. Disto derivei a noção que a rede é um campo de força, um tom ou uma vibração, isto é, um anel. Um outro meio de se pensar este cubo lacrado ou Mar de Vidro seria imaginar tomar um aquário com peixe dentro e coloca-lo no oceano. As paredes de vidro tornar-se-iam inisiveis na água do oceano mas protegeriam o peixe de intrusos. Este seria um Mar de Vidro ‘oculto’ ou ‘ negro’, e uma Casa da Vida, um refúgio secreto. O supremo conhecimento dos Brilhantes, no que diga respeito a esta investigação, diz respeito a este ganan. Isto partilha a mesma taiz de gnose ou gananose, ‘ o conhecimento do jardim de Shen’. Isto é iluminação.

A idéia do Cubo do Espaço tem ido um longo caminho para explicar porque este cubo negro é a especial forma geométrica escolhida para os asgrados templos terrestres de muitas religiões. Os templos em forma de cubo unem o hinduismo, judaismo, cristianismo e o islamismo. No hinduismo Cristo é Krisna, é a encarnação de Vishnu. Em sanscrito cris significa ‘negro’. No Islã o mais sagrado templo é um templo em forma decubo chamado Kaaba (derivado do  árabe kaab, que significa cubo). Embebida no canto leste está a pedra sagrada acreditada ser feita de substância meteórica, conhecida como ‘a pedra negra’. É Criis ou a Pedra Cristo. Significativamente, ela ewstá abrigada em uma estrutura  chamada Baitallah ou Pedra de Tula.

Maomé com a pedra negra sustentada por quatro homens. No mmito, Abraão construiu a Kaaba, que originalmente abrigada ídolos pagãos e tótens tribais, incluindo algns do Iraque. Depiis de seu retorno do exílio em Medina em 630 Maomé limpou a Kaaba de seus ídolos. Dai em diante as pesoas das Ilhas dos Árabes rezariam para um único deus, Alá, a quem Maomé rededicou a Kaaba e sua Pedra Negra. Este tem sido o principal objeto da veneração muçulmana por mais de 1500 anos. Cinco vezes por dia os muezzins chamam, e a cada vez aproximadamente um quarto da poplação da Terra se prota na direção de Meca.

Dag Hammarskjold, Secretário Geral da ONU, colocou uma espetaular representação moderna da Pedra Negra e so Cubo do Espaço na Sala de Meditação da ONU em 1953. Como discuti em ‘ The Crystal Halls of Christ’s Court’, Hammarskjold tinha tendências messiânicas, escrevendo em seu diário, ‘Markings’, que ele acreditava ser uma figura de Cristo. Esta ‘pedra negra de luz’ que ele ordenou e instalou, foi selecionada de mais de sessenta de tais blocos e é de um bloco de seis e meia toneladas e minério de ferro. Ele é polida no topo de uma forma tal que emite uma folha de luzes diminutas que brilham como bilhões de pequeninas estrelas. Ela é um imã natural emitindo ondas magnéticas. Sua colocação no próprio centro da ONU propõem-se a enfatizar seu papel de ‘pedra cúbica’ ou ‘pedra da fundação’ de um Novo Mundo. Como no mundo antigo, um ho,em que se imaginou como um Cristo fundou uma igreja sobre a Pedra Negra. Uma outra magnífica expressão moderna da Pedra de Cristo ou Pedra de Luz é apresentada no filme de 1968 de    Stanley Kubrickar [ a pedra da luz] que vem a Terra das estrelas e traz uma iluminação tecnologica para a tribo pouco inteligente de homens macaco que vivem ‘ no amanhecer da humanidade’. O principal personagem da história, Dave Bowman, descobre que o monolito serve como um portal espacial que leva a uma parte distante do universo. Bowman viaja pelo portal  em uma viagem espacial e descobre para sua surpresa que ele é oco e cheio de estrelas. No fim desta bizarra jornada ele se encontra em outra galáxia. O monolito tem atuado como ums ‘porta giratória cósmica’ o levando a um distante lugar.

O CUBO DO ESPAÇO É UM BURACO DE MINHOCA

já escrevi sobre a Pedra Negra como um conteiner ou arca da criação em ‘The Crystal Halls of Christ’s Court’, e tenho aprendido para minha grande surpresa que a imagem de uma caixa negra, retangular ou prisma negro flutuando no cosmos paraleliza a apresentação teórica de um buraco de minhoca retangular proposto pelo físico Matt Visser, da Universidade Washington, St. Louis. (Trabalho adicional também tem sido feito em Los Alamos.)  Visser é um físico que se especializa em astrofísica e cosmologia, e esta na margem extrema da mecânica da construção do buraco de minhoca. Como pode uma civilização avançada embarcar em criar um buraco de minhoca navegável? Esta é uma questão que ocupa o imenso talento de homens tais como Visser e Kip Thorne, um teórico renomado e professor da Caltech. Carl Sagan atraiu Thorne nesta busca pelo buraco de minhoca cósmico muito inesperadamente. Durante a escrita de sua novela ‘Contact’, que explora o primeiro contacto com uma civilização extraterrestre, Sagan escreveu a Thorne pedindo ajuda. Em ‘Contact’ a heroína, representada por Jodie Foster no filme, era uma radio astrônoma engajada na busca por radio sinais de uma inteligência extraterrestre. Ela recebe umsinal e o sinal depois de muita decodificação vem a ser uma máquina com algo que se parece com uma cadeira e a máquina é um meio de viajar grandes distâncias. Originalmente, Sagan tinha a heroína mergulhando através de um buraco negro. Mas havia algo que o deixava nervoso quanto a isto. Foi quando ele escreveu a Kip Thorne. Thorne sabia que isto era impossível [ ir através de um buraco negro e chegar a algum outro lugar]. As leis fundamentais da física o proibem. Ele foi desafiado a divisar algum meio cientificamente aceitável para que estes seres pudesem quebrar a proibitiva barreira da luz de Einstein. A teoria especial da relatividade de Einstein proibe uma viagem mais rápida do que a velocidade da luz e desta forma torna impraticável a viagem interestelar.  Thorne rapidamenet reconheceu que o que Sagan deveria fazer era substituir o buraco negro como ummeio de rápida viagem inter estelar por um buraco de minhoca. Neste tempo os buracos de minhoca não eram algo que fosse parte da ficção científica. Eles se tornram parte da ficção científica como resultado desta interação entre Sagan e Thorne. Um principal físico e professor de Princeton, I John Wheeler, que tinha sido profesor de Thorne, veio com a idéia de que os buracos de minhoca extraídos da mente coletiva nos anos de 1950. Ele também foi parte da primeira onda de pesquisa da natureza do espaço e tempo. Na visão de Wheeler o espaço e o tempo são análogos ao oceano, mas estas ondas, com certeza, não se mostram a milhas acima do oceano. Ele parece plano. Então quanto alguém chega mais perto da superfície vê as ondas quebrando na espuma. Wheeler vê um meio de escapar  da conclusão que em algum lugar a estrutura como espuma está se desenolvendo no espaço e tempo. Minha suposição é que seja nas águas de Nun. Wheeler pensa que o espaço entre os átomos podem estar cheios de bolhas e que uma vez enquanto duas bolhas possam se reunir els possam fazer um túnel. Trabalhando com dos de seus estudantes graduados, Michael Morris e Ulvi Yurtsever, Thorne tinha vários parâmetros em mente para a construção do buraco de minhoca. Eles queriam um meio pelo qual uma pessoa estivesse protegida dos efeitos de maré dos intensos campos gravitacionais previstos pelas equações de Einstein. O buraco de minhoca deveria ser estável e não inclinado a se fechar no fim da jornada. A viagem no tempo etre dois pontos A e B deve ser meida em dias, não em milhares de milhões de anos. A viagam deve ser confortável. Nenhuma parada ou início súbitos seria tolarada. A próxima exigência  era que a matéria e a energia necesária a ser criada pelo buraco de minhoca deveria ser fisicamente razoável. Deveria ser economicamente possível construir o buraco de minhoca. Thorne e Morris não se limitaram as capacidades economica e energia da ciência do século XX. Em sua carta aos edtores da prestigiada revista científica ‘Physical Review Letters’, eles estipularam que a proposta deles era um problema de engenharia para alguma futura civilização avançada. A meta deles era provar que a construção de um buraco de minhoca era cientificamente possível. Eles começaram a perguntar se as leis de física permitem o qe eles chamaram de uma civilização arbitrariamente avançada  construir e manter buracos de minhoca para viagens inter estelares. As nove condições de Thorne e Morris para buracos de minhoca atravessáveis, consideradas as exigências mínimas para asegurar uma pasagem segura dos participantes, ditam uma planta [ projeto] fundamental para o projeto de umsistema de transporte cósmico. Essencialmente o que eles projetaram foi um ‘anel não ultrapasse’ para os projetistas do buraco de minhoca. Se um projetista falhasse em atender qualquer um dos nove requerimentos, est projeto seria inválido. Eles batizaram seus sistema de transporte inter estelar de ‘buraco de minhoca atravessável’. Sagan incorporou algumas das idéias deste modelo em ‘Contact’. O resultado foi espetacularmente apresentado na versão de cinema do livro. Os buracos de minhoca são milhares de vezes menores que os átomos, pequenos demais para serem úteis. Se um humano até mesmo quisesse viajar por um buraco de minhoca ele precisaria ser esticado e mantido aberto. O que é necessário é algo muito exótico. algum material que tenha energia negativa. Matt Visser diz que as más noticias são que se você quiser um buraco de minhoca de um metro de diametro, o que realmente é uma exigência mínima para algo passar um humano, você precisa de aproximadament 1 de matéria exótica como Júpiter. A matéria ordinária, como este livro, tem energia positiva. Nada pesa menos do que nada. Certo? De fato, este pode não ser o caso. Em um laboratório em Seattle, Steve Lamoreaux, professor da Universidade de  Washington, temmstrado que a energia negativa pode ser feita. Em um documentário da BBC, Horizon, ele fez isso apenas utilizando materiais de seu laboratório. Segundo Visser, que é um especialista teórico em energia negativa, os experimentos são uma prova a príncípio que ao menos pequenas quantidades de matéria exótica, efetivamente energia negativa, existe no mundo real. No futuro um técnico suficientemente avançado em buraco de minhoca pode ser capaz de fazer bastante disso para esticar o buraco de minhoca o suficiente e mante-lo aberto por tempo suficiente para fazer uma viagem segura através da galáxia. Quando Visser olhou a lista de essenciais de Thorne e Morris para a construção do buraco de minhoca ele encontrou apenas um que pareceu debatível; a exigencia de simetria esférica. No modelo de Thorne e Morris o buraco de minhoca seria construído como algo semelhenta a um vidro de regógio achatado. O modelo de bburaco de minhoca de Visser  parece-se mais com a versão retangular de um cilidro para enrolar fios. Para visualizar o modelo de Visser, imagine um comum cilindro de fios com um buraco circular no meio. Substitua isto por um cilindro retangular, e o buraco retangular no meio. De fato, pareceria uma negra caixa retangular flutuando no espaço. Um cubo ou prisma negro. Este cilindro retangular se aproxima nas três dimensões do buraco de minhoca que Visser imagina existir em quatro dimensões. Neste modelo o alto do cilindro é uma parte do espaço e o fundo é outra. As superfícies do cubo são chatas [ de acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein]. A única parte curva do cilindro é o centro retangular, que corresponde no modelo de Visser a gaerganta do buraco de minhoca. A borda deste buraco retangular é forrada de matéria exótica, a substância necessária para a construção deste buraco de minhoca. Nas prática objetos [espaçonaves ou veículos Merkaba]entrariam em uma extemidade do buraco de minhoca em uma parte do universo. Depois de viajar pela garganta do buraco de minhoca para o centro do cubo ela emergeria na outra parte do universo. Se pensarmos em nosso mundo como um jardim de quatro cantos, um terrário ou um áquário, uma Casa da Vida ou um Mar de Vidro, flutuando no oceano cósmico da escuridão, os quatro cantos marcam um escudo protetor no espaço. Disto podemos especular que este Mar de Vidro serve como mais do que um mecanismo protetor. Ele é um buraco de minhoca. Esta idéia é perfeitamente expressada na apresentação beduína da página seguinte. Ela mostra uma escada emergindo da Pedra Negra alcançando os céus. A escada leva a um jardim populado por houris, os iluminados. Os houris são obviamente o mesmo que hore, prostitutas, horus ou cavalos discutidos anteriormente.

Neste artigo, Visser ressalta uma caraterística partilhada por seu buraco de minhoca retangular e a minha interpretação do Mar de Vidro. Ambos atuam como um espelho gigante. Os paralelos entre o modelo de Visser de um buraco negro e os antigos mitos e escrituras são verdadeiramente maravilhosos. Ele chama à mente a epifânia do astronauta David Bowman em 2001 Uma Odisséia no Espaço. Quando Bowman o lha o monolito negro ele ressalta em um tom extasiado: “Meu deus, ele écheio de estrelas”. Embora o significado desta famosa declaração do filme não seja revelado[ ela perpletuamente deixa perplexa a platéia] Bowman parece estar no centro da galáxia partilhando da vista do Mar de Vidro proporcionado pelo trono de Cristo. Ele olha o buraco de minhoca e alcança a gnose ou iluminação. Esta é uma informaçao altamente importante no que diz respeito a nossa pesquisa, particularmente quando vista sob a luz da declaração do Livro da Revelação que o Mar de Vidro é negro, de forma retangular e cheio de olhos. Além dos planetas, os olhos são tipicamente um simbolo de Deus e de consciência. Olhos múltiplos nos serafins e dentro do Mar de Vidro indicariam uma multiplicidade de mundos ou múltiplos centros de consciência, isto é, planetas habitados por vida inteligente. Este mundos podem ser coordenados em uma unidade, ou confederação, pelos seres, os anjos serafins que supervisionam o Mar de Vidro. Posteriormente, a multiplicidade de olhos sugeriria que o buraco de minhoca é de fato alguma forma de  porta giratória cósmica com civilizações indo e vindo.  Como a Rede de Marduk foi um presente de Anu, podemos concluir que o governante do Planeta X está no controle do buraco de minhoca. EA, Jesus e outros deuses seguiram suas pegadas. Anu é apresentado na página oposta. Ele tem olhos enormes. Como podemos ver na página que se segue, Jesus é retratado de modo similar.

A quatro criaturas vivas que guardam o Mar de Vidro são idênticas aos serafins  e Deus Querubim posicionados no portão do Eden para guardar o caminho à Árvore da Vida e sobre a cobertura da Arca da Aliança. Simbolicamente, a Arca da Aliança é uma minuatura do Mar de Vidro. A Esfinge, a guardião do complexo da Grande Pirâmide no Egito, foi originalmente uma besta composta destas mesmas quatro criaturas.

Osiris, retratado como ‘muitos olhos’, fica em uma caixa negra retangular diante dos quatro ventos de Horus. Destes textos hieroglifos aprendemos que a forma mais antiga do nome Osiris era escrito por meios de dois hieroglifos, um trono e um olho. Seu nome Os-iris o liga a um olho. Além disso, o hieróglifo do olho também se refere ao grande olho do Ceu.

São Francisco recebeu a ‘stigmata’ de um serafim que cavalga um rodamoinho. De uma manuscrito da História Dourada, compilado em 1300 por Jacobus de Voragine. Para mim é importante que as asas do serafim se pareçam com as do pavão. Como mostrado, São Francisco foi iniciado por um serafim, que também o protegia. Francisco falava com os pássaros. Os pavões são símbolo da imortalidade. Por extensão, o serafim, os anjos pavão, ensinou o segredo da imortalidade através da linguagem dos deuses. As asas do pavão são associadas ao Arcanjo Miguel, que é dito ter asas de pavão. Miguel frequentemente é intercambbiado com Mercúrio, o mensageiro dos deuses, que levava o caduceu. Este bastão de milagres é composto de serpentes interligadas que grandemente se asemelham com as asas inyerligadas dos serafins.

Nas representações dos serafim percebemos o modo de suas asas que são interligadas ou enroladas. Isto os leva a um simbolismo mais profundo do buraco de minhoca dos Brilhantes. Como nota David Talbott em ‘The Saturn Myth’, residir dentro da luz de Aton é residir no enrolado ou na corda. Os hieróglifos egípcios apresentam Aton como um nó ou laço cósmico, representado por uma área delimitada de corda que termina amarrada junta chamada enrolado shen ou laço. No Egito, o Monarca Universal, que era o representante de Tula, toma a forma de uma garça, o pássro de luz que emerge do Sol Central, no início de cada Nova Era. Interessantemente, os maias chama Tula de ‘o lugar das garças’. O hiéróglfo para a garça é o nó ou laço cósmico, de outro modo conhecido como shen  enrolado. De grande interesse para mim é o mode que o hieróglifo da garça, a ave de akh [luz] e asim, estreitamente combina com o glifo estilizado de Jesus de um peixe, que o antece em um milênio. Nun enm árabe significa peixe acrescentando a posterior sontinuidade ao sistema deste símbolo.Além disso estes símbolos são estruturalmente idênticos ao sinal matemático algumas vezes usado para infinito, que se pronuncia Oc, a raiz de octo ou oito, o símboo do amor. Este laço de amor, nota Talbott, significa uma fronteira distinguindo o domínio unificado do Monarca Universal do resto do espaço e a odem, marcada pela revolução estável e duradoura ao redor do Sol Central ou Ovo Cósmico. É o laço da regularidade [maat em egípcio] protegendo o Deus Sol das  águas quee o cercam do Oceano Cósmico. Marcando um shen ou fronteira cósmica, um jardim formado por um anel – parece ser o propósito dos quatro ventos Planeta X ou da Rede enrolada. Esta é a fronteira na qual estamos residindo ‘na corda’. Um outro meio de dizer isto é residir ‘no tom’. Do que os alquimistas atraem o conhecimento desta corda ou acorde de um sistema coletivo de símbolos é indicado pelo termo mais ‘tun’ [tom], que era simbolizado por um ‘cacho de uvas’. Por milhares de anos as ondas encurvadas das cordas ou bobinas que emergem do núcleo galático tem sido espiral ou enrolada e apresentadas no sentido contrário do ponteiro do relogio do ideograma em espiral. Este último tem sido fortemente associado com a água, poder e energia de saída. Começando do meio da forma de um ‘G’ o símbolo maia para o núcleo galático e para amor é zero. Sua imagem em espelho [gemea] ou inversão, a espiral em sua rotação no sentido contrário do relógio apareceu aproximadamente ao mesmo tempo. é um hieroglifo egípcio para fio. A forma enrlada se asemelha a um feto. Um ideograma chines similar significa retorno ou volta para casa. Os tibetanos pintavam o fio nas paredes de suas casas e davam a ele o significado de lar, o lugar para onde se retorna. A casa é o zero ou o centro oculto. Todos os tipos de jogos de palavra e trocadilho, uma técnica favorita dos antigos mitógrafos e alquimistas, emergem das palavras e símbolos que temos explorado. Por exemplo, em mei escritório tenho uma pintura da Catedral de Chartres apresentando Jesus e João, ambos sendo apresentandos sustentando livros e com o mesmo cabelo enrolado altamente similar. Eu tenho esta pintura pendurada em uma parede diretamente na frente do hall de um busto de Buda, que tem o mesmo cabelo estreitamente enrolado. Depois de por anos ponderar porque estas representações são tão estranhamente similares, o símbolo do enrolar me capacita a raciocinar a razão que eles não são crespos, mas enrolados. A cabeça encaracolada me parece ser um símbolo para estar ‘no enrolamento’ ou ter uma consciencia em ‘sintonis1 [ tom] com o centro da galáxaia, a bobina. Também,a cabeça encaracolada sinaliza a consciência e preparo de alguém para entrar no buraco de minhoca. Alcançar a cabeça encaracolada ou o Cranio de Cristal grandemente ajudará os buscadores espirituais durante a Idade do Terror; Os maias dizem que em 2012 uma corda serpente, ou bobina, virá do céu e dela emergirá um deus chamado  Quetzalacoatl, o Rei de Tula. Em tempos passados quando a Terra amarrada como um animal a Tula e um ds portais se abriram os deuses desceriam a Terra no que os Maias chamavam ‘cordas de seepentes’, trazendo com eles o conhecimento do alto. Esta ‘corda de serpente’ é descrita como um cordão umbilical, uma linha da vida, que é o mesmo que a volta do simbolo do peixe de Jesus.

O bastão pastoral levado pelos bispos e também pelos faraós egípcios é um símbolo de poder divino. É o bastão do Mago do Tarot que conduz a alma em sua viagem espiritual, o Caminho Real do Tarot,, da regeneração. O cordeiro de deus emergindo das mandíbulas de uma sepente enrolada simoliza esta jornada aqui  (Crozier, Italiano, século XII.). Na superficie da última ilustração claramente aimboliza o cordeir, o Cristo, também descrito pelo monograma Xa, vem de Serpente. Pode até mesmo ser declarado que seja  a serpente [EA] tranformada em cordeiro. Se a serpente no bastão pasatoral é o símbolo do buraco de minhoca ela está cuspindo da essencia do buraco de minhoca. Isto é muito instrutivo. A palavra egípcia para espirito, ruach, é muito similar a palavra rehk, que significa cuspir. Jesus é dito ter curado o cego ao rocar seua olhos com o cuspe. Isto nos leva a ponderar se Jesus estava trabalhando a Energia Força de Vida cuspida do núcleo de nossa galáxia. Ao ‘levantar’ ou examinar esta serpente precebe-se que o bastão pastoural tem a forma de um ‘G, o símbolo maia para galáxia e amor. Esta é uma pista para interpretar este símbolo de uma perspectiva de Tula. O cordeiro é o símbolo da sabeodora como no Velo de Ouro. O Cordeiro de Deus emergindo da bobina deve ser a sabedoria ou néoa emergindo de Tula. Em outras palavras o cordeiro é o símbolo para a ciência secreta do buraco de minhoca. Ele é Intercambiável com o cacho de uvas. Gosto de ver o bastão pastoral como um massagista de chuveiro. Quando levantamos esta serpente ou elevamos sua vibração acima de osso atual pensamento e nos banhamos no cuspe de sabedoria deste instrumento estamos nos batizando na sabedoria mística de Cristo. O conhecimento desta ciência os leva ao conheimento do buraco de minhoca retangular, o local de guarda das ovelhas ou barco que dobra o espaço dos Brilhantes e tem o significado de nos salvar.

8. RETALIAÇÃO

Tiamat respondeu a Rede de X ou buraco de minhoca com uma retaliação surpreendente. De detro de Tiamat emergiram onze monstros ‘enomes e rosnando’ que se marcharam ao lado de Tiamat. Estes objetos animados tinham nomes como Víbora, Dragão, Monsdro Femea, Grande Leão, Cachorro Louco, Homem Escorpião, Tempestade Rosnante, Dragão Voador, Bisão e outros. Estes monstros eram enormes, sendo descritos como do tamanho de planetas.  Eles se colocaram em formação de batalha. Tiamat assumiu a forma de um dragão monstruoso e coroou os monstros com halos. Com este ato Tiamat declarou guerra. Ou Tiamat se rendeu? Na versão grega desta história a batalha foi perdida e Tiamat explodiu. Pode ter sido evidente para os habitantes de Tiamat que a destruição total do ´planeta era inevitável. Se assim aconteceu, é possível que os onze monstros libertados por Tiamat fossem, de fato, vasos de guerras, mas também podem ter sido enormes veículos de evacuação? As histórias sumérias deixam pouco espaço para dúvida que a intenção de X em relação a Tiamat era hostil. Cotudo, uma consideração cuidadosa deve ser dada ao fato que muito frequentemente o conflito é injetado nos antigos mitos onde realmente nenhum existiu. Isto torna a história entretenedora, e portanto, memorável e digna de ser recontada. Sob esta luz, ao invés de um sistema de armas, os quatro ventos que compunham o jardim lacrado ou buraco de minhoca retangular, feito pelo Senhor, pode realmente ter sido uma força benevolente que criou um habitat estável ou biosistema para as almas. Ele pode ser também um sistema de rtansportes para almas. A históris suméria de veículos maciços também dá pistas que houve sobreviventes deste encontro. O entendimento que a destruição total de Timat era iminente pode ter provocado não apenas uma evacuação em massa, mas isto explica possivelmente também porque Tiamat fez seu satélite, Kongu, o capitão nesta batalha. Talvez em uma tentativa de salvar o conhecimento e ensinamento iluminado de sua civilização os governantes de Tiamat mudaram os Rabletes ou Pedras do Destino para Kingu, dando poder a ele. Kingu é retratado como uma Arca ou Gral, um conteiner da criação. Significativamente, Kingu é identificado om a nossa próppria desolada Lua e o Deus Lua. Na história suméria, quando EA veio para limpar a confusão que o Planeta X tinha criado ele fez o primeiro humano da Terrado sangue de Kingu ou ‘Águas Vivas’. Kingu foi identificado com a nossa Lua. Os caldeus o chamavam de Sin. O intercambio entre Lua E Sin lança uma nova luz na crença que somos feitos de pecado [sin]. Um termo surpreendente apicado a Jesus é ‘homem curador da lua’. O poeta e mitologista Robert Graves diz que este era o signoficado do nome Cristo, apropriadamente aplicado a Jesus, o filho de Maria, a ‘almah’ ou ‘donzela da lua’ que era conhecida como Arca. O Alto Egito foi originalmente chamado  Khemennu, ‘terra da Lua’. Khemennu é a raiz para alquimia. Nenhuma explicação aberta é dada para a origem deste nome. Ainda que neste termo resida a chave para o mistério da Arca de Cristo. No Templo de Horus em Edfu no Egito, um templo dedicado os portadr deus sol Horius a Terra, encontramos representações de uma escada que se estende de um pilar que transporta o rei para um barco em forma de crescente.

Uma escada alcança um barco ou arca em forma de crescente. Neste representação retirada de um sabio no exército de Napoleão, quatorze degraus em uma escada ascendente levam a um pilar de lotus perto de um crescente que aninha o olho de A-tum. Esta cerimonia é supervisionada ou conduzida pelo deus Lua Thoth que está de pé em uma linha invisível que leva a seu barco ou arca no cèu atrás dele. No Egito Thoth era o mago com cabeça de ibis do Tarot, e condutor do caminho ou guia de almas que era simbolizado pelo babuíno sentado no the, o disco símbolo de Tula. (Thoth, por sua vez, foi identificado com o sumério ‘Senhor da Chave da Vida,  Ningishzidda, filho de EA) Thoth era conhecido como “Senhor do Terror’. Pode ser queos egípciosusassem ‘terror’ para descrever este homem curador da lua como exatamente esta natureza dual é contida nas palavras semíticas ‘ima’ [mãe , lua] e e-mah [terror]. A conexão entre estas palavras é perfeitamente explicada pelo possível cataclisma da mãe., Tiamat, e seu filho Kingu, a Lua. Uma palavra relacionada eme-an é ‘a linguagem de Anu ou Céu’, falada pelos Brilhantes. Por esta definição, a original Arca de Noé, e a Arca de Cristo, se assemelham a um dos veículos de evacuação ejetados de Tiamat antes que ela explodisse – lembrando-nos a enorme “Estrela Morta’ de Star Wars. Se a nossa Lua é esta Arca, e a arca e o Grande Yoni ou ‘ sustentador das sementes da vida’, isto sugere que a Lua seja uma espaçonave como aparentemente retratada na apresentação egípcia. A origem e natureza da Lua é um dos problemas mais complicados da cosmogonia. Tanto quanto sabemos, existem três teorias para explicar como a Lua veio a ser parceira de nosso planeta. A rimeira declara que a Lua uma vez fez parte da Terra e que se partiu dela. Esta teoria é usada para explicar a eorme fossa no Oceano Pacífico. A evidência tem agora refutado isto. A segunda é que a Lua foi formada independentemente da mesma nuvem de poeira e gás que formou a Terra, e imediatamente tornou-se um satélite natural da Terra. Esta teoria era a favorita dos cientistas até a análise de amostras trazidas pelos astronautas da Apolo que mostraram que a rocha lunar não é da mesma composição das rochas da Terra. Isto nos deixa com a terceira teoria. A Lua veio separadamente, e, sobretudo, de muito longe da Terra [ talvez até mesmo de fora de nosso sistema solar]. Isto significaria que a Lua não foi fabricada da mesma ‘argila’ de nosso planeta. Viajando pelo universo, a Lua chegou na proximidade da Terra e por uma complexa inter relação de forças de gravidade foi trazida dentro de uma órbita concentrica, muito perto de circular. Mas uma ‘pegada’ deste tipo é virtualmente impossível. Esta teoria está de acordo com a cosmologia suméria que afirma que o Planeta X fez com que o sistema solar fosse rearranjado, por meio do esmagamento de Tiamat, colocando a Lua em seu relacionamento com a Terra. Parece que os alquimistas e os poetas do Gral possuiam a chave para esta história. Tem sido sugerido que a Pedro do Destino de Tiamat que foi transferida para a Lua é a mesma pedra em que Jacó pôs sua cabeça quando sonhou com a escada ou portal para o céu. Esta era a Pedra da qual a Fênix ou garça se eleva periodicamente.

No mito egípcio a garça pousou em  Heliopolis ou no topo do pilar ou pedra ben ben e enviou um ovo, bola ou maçã contendo a sabedoria erlativa ao Sangue Sagrado. Wolfram em seu Parzival expressamente declara que o Gral é uma pedra da qual se eleva a fênix. Também chamada Olho de Deus, ela é o símbolo de Osiris [EA] e a pedra fundamental perdida repreentada no verso da nota de um dolar. Em 1935, uma ano depos que Franklin Delano Roosevelt buscou Cristo e Gral na Mongólia ele ordenou o Grande Selo dos EUA estampado nas costas [verso] da nota de um dolar. Ele fez isto a pedido de Henry Wallace e Nicholas Roerich, os outros dois homens que formavam este surpreendente trio de homens sábios. O Grande Selo representa a Pedra perdida ou Olho de Deus flutuando no topo de uma pirâmide inacabada. Um escritor maçonico ressaltou que este olhoé o olho do Sol ou Som Espiritual que está oculto atrás da palavra fancesa para sol, soleil. O Sol Espiritual com certeza é o Sol Curador. Em ‘God Making’ tracei a escada de Jacó a retina do olho. Há dez camadas até a retina que funciona como uma ‘rede de luz’. Nove camadas  são rotulada em termos médicos em latim.A décima é chamada camada de Jacó. Na arte e nos hieróglifos egípcios o pilar de lotus representava o cetro ou bastão dos deuses.  Junto com os cones os bastões formam a retina. Algumas vezes o lotus foi mostrado se mantndo flutuando acima do sinal para céu. Ele é encontrado no amuleto do século terceiro na página seginte. Conquanto isto se pareça com a crucificação de Jesus, ele é realmente Osiris-Dionisio. Ele é um pilar que tem no alto um crescente.

O pilar de lotus é a maior flor. fora do que a rosa do sol vem pela primeira vez à criação. Os faraós estavam unidos com o lotus para obter o renascimento depois da morte. Este é um símbolo quase universal da deusa. No Oriente Médio ele é chamado lilu, ou lírio. Era a flor de Lilith, a primeira mulher de Adão. Fascinantemente, o lotus é igualado à Árvore da Vida que cresceu no Jardim do Eden. Isto é importante porque ele alinha as histórias iniciais hebraicas com o Egito, particularmente com Osiris e Isis., o deus e a deusa da árvore da Vida. Segundo a história cristã, a Cruz de Cristo foi feita da madeira que crescia na Árvore da Vida. O cetro ou bastão e o lugar de repouso do bastão se referem ao lugar onde o pilar, o ele de ligação ou arco, estão localizados. Um encantamento do céu, a Arca, a arca dos Texto do Caixão onde se lê: ‘sou o guardião de todo este grande sustentáculo que separa a Terra do céu’. Mais precisamente, um outro encantamento anuncia: “este bsatão que separa o céu e a Terra está na minha mão.”

Em essência, esta mitologia lunar nos informa que quando nossa visão espiritual é melhorada pela Pedra do Destino vemos que a Lua é a Arca ou nave cósmica do homem curador da lua, Thoth ou Jesus. Os hindus, que nos contam que o navio cósmico Argha era o lotus  sobre o qual o grande deus navegava no início, feito esta mesma equação da nave dos deuses com o pilar de lotus. Os sumérios chamavam a isto de Barca de Anu. É a barca dos Brilhantes.

Thoth, o deus de cabeça de ibis da mágica senta-se nesta arca com uma lua crescente e disco em sua cabeça. A arca erpousa no sinal egípcio para céu. As escadas que levam a nave apresentadas na representação de Dendera representam o Monte Primevo, a Montanha de Luz ou o Puro Monte de Deus, Tura Madai. É digno de nota que a palavra egípcia para ‘degraus’, khet também signifique mastro de navio. A palavra navio [ship] soa como carneiro [sheep], a fonte do Velo de Ouro da sabedoria e cheop, o construtor oficial da Grande Pirâmide, a maior escada para o céu de todas. Os egípcios frequentemente representavam o voo das escadas levando ao centro ou encontro com o Céu. Subir ao Monte da Criação é alcançar a salvação e a imortalidade. Ele foi construído pelos deuses da cidade de An, mais tarde conecida como Heliopolis, a ‘cidade do Sol’. Os sacerdotes do deus lua Thoth tinham sua própria linguagem poética, a linuagem das Aves ou Bardos [poetas] ou ‘Cabala Fonética’ que deriva seu nome da palavra laina caballus, que é, cavalo. Isto é pensado ser a linguagem pré dilíuviana falada por Adão e Eva no Jardim do Eden. Em meu livro ‘Language of the Birds’ apresentei evidência ligando Jesus a esta linguagem. Esta linguagem que anteriormente identificamos como a linguagem da alquimia é alegoricamente conectada com Pegaso, o cavalo alado. Isto em francês é ‘Argot’, e seus iniciados são chamados ‘Argotiers’. Eles pilotam a Nave Branca, o ‘filho’ do dragão Tiamat. A palavra hebraica foneticamente similar kabbalah significa ‘tradição’. Kabbalah, por sua vez soa como cabo, um fio [arame] enrolado. A forma mais inicial de literatura cabalistica é para ser encontrada na tradição dos místicos Mer-ka-ba. Estes místicos se preocupavam com a Mer-ka-ba ou Trono Carruagem de Deus, que eles acreditavam podia alcançar em uma ascensão shamanistica através de uma série de salas celestiais. Enquanto a idéia da Rede do Planeta X [ O Mar de Vidro de Jesus] como um Conteiner da Criação e a Lua como uma Arca preservando as sementes da civilização possam parecer estranhas, isto é praticamente universal. Uma breve olhada nas ligações associadas com a palavra Kingu reforça este ponto. Para começar, o C, o símbolo crescente de Isis, simbolizou Kingu, a Lua. Isto explica porque algumas palavras em inglês começam com o símbolo crescente [isto é, criação e cuneiforme]. O C é um símbolo de relacionamento. Considere as palavras clan [clã] child [criança, filho],  cousin [primo], e country [país, campo, interior]. Kin significa família. Derivados de kin são  kin, kindred, kindergarten. Os chineses empregam o mesmo ideograma, kin para metal e ouro. Kan tzuk, Kan Xuk é maia para os quatro lados , ligando isto ao espaço. Kan também significa serpente. Qen biu é o egípcio para os cantos da Terra. Ken-tauroi [centauros] são meio-homens e meio-cavalos na mitologia grega.

Kernos, significando ‘coração’ respondendo ao núcleo era o pote sagrado dos mistérios Eleusianos. As sementes da nova vida brotavam desta área delimitada [jardim ou shen]. O kernos evoluiiu no Jardim de Adonis [Amor], um pote com sementes brotando de trigo e cevada. Can é a palavra cigana para Sol. Em sânscrito, khan significa sol. A palavra assíria qanna, alternativamente kanna, é a imagem em espelho da hebraica annak, que é Rei. Os bíblicos filhos de Annak são os filhos do Planeta X. O Anak primeiro desceu a realeza dos céus. Todos os mitos e simbolismos que são associados com esta dinastia podem, de fato, serem rastreados ao núcleo galático, Tula, e a EA. Tula é conhecida, em algumas culturas, como a Atlântida, embora este possa ser um de seus muitos nomes.; a ilha branca, a ilha perdida, a Ilha de Fogo. Este é lugar de nascimento da humanidade. É também a fonte do primeiro governo na Terra – a monarquia. E os primeiros reis da Terra eram os Brilhantes. Quando a realeza desceu do céu a agricultura, a metalurgia, a navegação, a arquitetura, a linguagem, a escrita, e a religião veio com ela. Os Brilhantes, liderados por EA eram grandes profesores. Os Sábios ou Talentosos destas artes. O maior de todos os talentos era o meio de elevar a alma para fora da vida na Terra. Através do Oceano da América do Sul, a palavra quichua ‘hanak’ se relaciona ao ‘alto crescimento’ e na liguagem dos Aimarás do Peru é kenako ou ‘tesouro’. O nome bíblico, Enoque, é derivado do egípcio pa-henoch, que significa pirâmide e é a raiz para fênix. Ken ou kon se estende a koan, as declarações ilógicas do Zen Budismo e milho [corn] que vem de sementes. Ken também se estende a Ch-en, com um ch duro, como em Cristo. Chenn con um ch suave [ como em shen] envolve os chineses. A soma destes jogos de palavras sugere que o Planeta X foi bem sucedido em aprisionar a Lua e Tiamat/Terra em sua rede de quatro cantos, o Mar de Vidro ou buraco de mihoca que está cheio de olhos ou planetas com consciência. Profetas, tais como Enoque e João o Revelador tem ascendido ao trono de cristal do Senhor e visto este enorme jardim em sua inteireza.

9. A BUSCA PELO OURO

Sitchin mantém que depois de aprisionar a Terra em sua rede, os Brilhantes vieram à Terra em busca de ouro para corrigir uma crise atmosférica no Planeta X. Antes de ir adiante para investigar a interpretação radical de Sitchin destas histórias da criação é importante notar que o leitor moderno pode interpretar os mitos e a arte antiga de vários modos. A ciência mantém que é um engano pensar qe eles retratem uma tecnologa avançada, quando na realidade tudo o que eles refletem são objetos de culto ou ritualisticos ídolos pagãos. Um exemplo clássico é o Shem apresentado oposto. Sitchin interpreta esta ilustração como um foguete, como aquele usado pelo heroi Gilgamesh para alcançar a Morada dos Deuses. Este desenho veio da tumba de um governador egípcio ao tempo do Rei Tutankamon. Sitchen vê a vabeça do foguete acima do solo onde crescem tamaras ou árvores de palmeeira. As aberturas do foguete estão claramente localizadas subterraneamente, em um silo feito pelo homem assistido por o que devem ser cientistas do foguete que estão vestindo peles de leopardo. Uma vez apresentei esta ilustração juntamente com a interpretação de Sitvhin a um grupo MENSA. Um dos gênios na audiênca, que momentos antes argumentou todos os fatos a respeito da construção da Grande Pirâmide, incluindo o método e o propósito da construção, eram conclusivamente conhecidos, insistiu que esta não era uma ilustraão de uma nave foguete; era um cone de neve. A pessoa então rapidamente cruou os braços contra o peito e desafiantente lançou a frente seu queixo no ar. Este comentário e comportamento ilustra a dificuldade que as vezes encontramos quando apresentamos idéias antigas a mentes modernas bem dotadas. Se isto está fora a caixa da academia é comum muito ridícularizar a idéia sem oferecer nada de construtivo em troca, ou eles se calam completamente. Isto é compreensível já que a maioria tem em jogo suas identidades e reputações quanto a atual teoria científica e portanto tem dificuldade re reconhecer a evidência ao contrário. Contudo, o fato de que o conhecimento dobra tão rapidamente aponta para a futilidade de rígidos sistemas de crença.  Vivemos em um mundo onde absolutamente tudo é possível. Grande parte da tese de Sitchin gira ao redor de sua interpretação única da palavra hebraica shem. Tradiconalmente, as autoridades bíblicas geralmente traduzem shem como ‘nome’. Shem também pode significar ‘monumento’, um artefato físico que tem o nome de ago a ser lembrado. Segundo Sitchin, shem originalmente não significava nome ou renome, mas ‘aquele que vai para cima’ como em uma espaçonave ou foguete. Ele argumenta que shem significa monumento mas que os monumentos eram cópias dos foguetes usados pelos deuses antigos [ os Brilhantes].

ceus ou deusa no comando de um módulo? O shem estava em uma cápsula de comando em forma de cone chamada beth-el (casa de deus) pelos hebreus, bethyl pelos canaanitas, ben nen ou Ovo Cósmico pelos egípcios. Esta é a raiz de baitallah, o conteiner da Pedra Negra de Meca. Significativamente, é a fênix ou garça, a ave de Tula e o símbolo da ressurreição mais tarde aplicado a Jesus. Shem também é a raiz para shemen ou shamã, um intermediádio divino. A palavra cé é uma má tradução de sham-aim. Sitchin mantém que shamain é o ‘Bracelete martelado’, o cinturão de asteróides. Na bíblia, o povo semita é dito ser descentente do filho de Noé, Sem ou Shem. Contudo, como nota Barbara Walker, Shem era realmente o título dos sacerdotes egípcios de Ra [ ou la, luz] que tinham permissão para vestirem pele de pantera ou leopardo e se chamarem povo Shem [ ou shamanico?]. Estes sacerdotes eram pensados ter evoluído de uma classe de sacerdotisas egípcias chamado shemat, ou mães cantoras, que conheciam os hinos e as palavras de poder. Outro veiculo que partilha muito   da intrigante mitologia do shem é Mer-ka-ba, a mística ‘Carruagem do Espírito’ hebraica que levou Ezequiel para os céus. Isto também pode ser o mesmo veículo da ressurreição e ascensão de Jesus ao céu. Na minha opinião, este é um veículo protetor – o cavalo branco -  no qual Cristo cavalga o buraco de minhoca. O ensinamento mais antigo da cabala era a meditação Merkaba. O Talmud menciona a meditação Merkaba quando diz que Judá o Príncipe priobiu qualquer menção a isto no Mishnah, presumidamente porque este era um ensinamento místico. Contudo, referências a isto no Tosefta, que é um tipo de apêndice ao Mishnah, bem como alguns manuscritos sobreviventes, apontam para que a meditação Merekaba estava sendo praticada ao menosaté o segundo século AC. Parece que os praticantes da Merkaba combinavam mditação, prece e posturas de yoga de um modo tal que eles ascendiam ou desciam, em seus Merkabas, em seus ‘veículos’, aos reinos onde eles literalmente viam serafins, as salas de cristal da côrte de Cristo, e o trono de cristal da glória [ o Apsu?] ou a própria Tula. .

Um dos deuses mais proeminentes que senta-se sobre o rodamoinho, girando trono Merkaba é o hebraico YAHWEH. Os místicos hebreus descreviam esta Merkaba como ‘a roda do trono de sua glória’. Conquanto mais tarde os artistas tendem a mostrado em seu trono giratório, os artistas originais o retratavam sobre ele, porque a Merkaba, o trono de luz, gira ao redor dele. A Merkaba hebraica pode ter sido copiada dos originais sumério e zoroastriano  também mostrados anteriormente. Como claramente podemos ver nos trabalhos de arte que se seguem os aristas cristãos muitos séculos depois tinham o hábito de incluir veículos voadores., Shem ou Merkabas, também conhecidos como cavalos brancos voadores chamado Pegaso, em suas representações da Crucificação. Estes artistas seguiam uma longa tradição, a tradição de Tiamat.

A CASA DO DESTINO

O nome da câmara de criação onde o projeto de hibridização ocorreu, o Bit Shimti, nos leva mais profundamente dentro dos misterios da palavra shem, bem como a ligação de EA com a alquimia. Bite era a palavra acadiana para ‘casa’ [ que mais tarde transformou-se no hebraico 'beth']. Shimti está aberto a interpretação em vários níveis diferentes. Lamber e Millard, dois eruditos de Oxford, readuzem shimti como ‘destino’ o que torna Bit Shimti ‘a casa do destino’. Christian O’Brien, por outro lado, vê uma ‘semente de surpresa’ nestas palavras. A análise dele da sílaba siim-ti produziu o seguinte: si = ver, olhar ou brilhante IMI = argila [ cultura da vida]. A argila arqui referida é o DNA. Uma terceira interpretação do sumério SH-IM-TI vem de Zecharia Sitchin. Ele interpreta isto para significar ‘ respirar-vento-vida’ [ o vento referido aqui, na nossa opinião é um espiral]. O segundo capítulo do Geneses oferece uma tantalizante pista que YAHWEH, Elohim [o Brilhante] que fabricou Adão da argila do solo também era um forjador de metais. ‘Ele soprou em sua narina a respiração da vida, e Adão tornou-se uma Alma viva’. De fato, Sitchin argumenta, YAHWEH é um composto de EA e ENLIL. Vale um desvio momentaneo para explorar este conceito. Pela Bíblia, o comportamento impulsivo, psicótico e até mesmo bizarro da deidade pode ser explicado como o comportamento de mais de um deus. As vezes, a deidade é o benevolente EA, o gentil e amoroso deus da compaixão. Em outros casos é ENLIL, o mestre escravizador impulsivo, calculista e diligente. Estas contradições tornam fácil istinguir as duas entidades. Elas são diametralmente opostas uma a outra. Esta diotomia é refletida no Levítico quando a deidade, agora chamada YAHWEH mas ainda em aspectos diferentes de EA e de ENLIL, diz ua fala ao israelitas: “porque é de mimque os israelitas são escravos, meus escravos que trouxe do Egito. Sou o Senhor Seu Deus’. Um poco tempo depois este senhor de escravos dá aos seus sujeitos os Dez Mandamentos, as regras para viverem no territorio dele. O homem humildememte reverencia estes mandamentos como mais sagrados do que vossas proclamações. Agora que estamos cientes das tensões políticas entre EA e ENLIL, podemos ver que os Dez Mandamentos nad mais eram do que ENLIL, o senhor de escravos, declarando que comportamento ele toleraria ou não das criaturas que passavam pelo território dele. Podemos dizer isto porque os Dez Mandamentos não são princípios espirituais, eles são um código penal aprovado pelos babilonios [ que os conheciam originalmente como Código de Hammurabi] e que o herdaram dos egípcios que listavam proclamações idênticas em uma Confissão Negativa perceptivelmente mais benevolente encontrada no Livro dos Mortos. Era esperado que um egípcio recitasse a Confissão Negativa na presença e Maat ou Thoth para mostrar que eles tinham seguido as regras de comportamento de Maat.”Não tenho sido um homem de raiva, Não tenho feito mal à humanidade. Não teno inflingido dor. Não tenho feito alguém chorar. Não tenho agido com violência contra homem algum. Não tenho causado dano aos animais, Não tenho roubado os pobres. Não tenho sujado ou obstruído a água. Não tenho pisado campos. Não tenho me comportado com insolência. Não teno julgado apressadamente. Não tenho criado brigas. ão tenho feito qualquer homem cometer assassinato para mim. Não tenho insistido que trabalho excesivo diariamente seja feito para mim. Não tenho dado falsos testemunhos. Não tenho roubado a terra. Não tenho trapaceao quando meço uma unidade de grãos ou frutras. Não teho permitido que um homem passe fome. Não tenho aumentado a minha riqueza exceto com coisas que são de fato minhas. Não tenho me apoderado eradamente da propriedade de outros. Não tenho tirado o leite da boca dos bebês.” Aqueles que viveram pelas leis de Maat eram recompensados com a bebida sacramental, comparável ao sangue do Santo Gral oferecido por Jesus na última Ceia. Pode-se supor se depois de beber esta poção eles se tornam Shemats.

É importante notar que o nome alemão  Schmidt (Smith) uma vez se referiu a uma casta sacerdotal de shamãs trabalhadores de metal, que tamém eram bardos ou poetas. A similaridade de SCHMIDT (foneticamente SH MIT) e SHIMTI nos leva a concluir que eles sejam a mesma palavra.  SCHMIDT e SHIMTI são também comparáveis aos egípcio SHEMAT, a sacerdotisa de Ra (ou La, luz). Uma palavra relacionada SHES MAAT é o laço de regularidade protegendo o Deus Sol das águas adjacentes do Oceano Cósmico. Em 1951, Mircea Eliade, uma das principais autoridades em shamanismo, publicou seu agora clássico ‘Shamanism: Archaic Techniques of Ecstacy’. Nesta grande síntese de shamanismo, ou arte de forjar metais, Eliade documentou que seja onde for que estes técnicos do êxtase operem eles usam um ritual de transe durante o qual ‘sua alma é acreditada sair do corpo  e ascender ao céu ou descer ao Submundo’. Isto é obviamente similar as meditações Merkaba dos hebreus. Estes técnicos todos falam uma ‘ linguagem secreta’, a Linguagem dos Bardos ou das Aves, que eles aprenderam diretamente dos deuses ou espirítos. Eles falam de uma escada ou uma vinha, ou uma corda ou uma escada em espiral, uma escada decordas retorcidas que liga o Céu e a Terra pela qual eles viajam às estrelas, o reino dos espíritos que criaram a vida na Terra. EA foi o primeiro shamã da Terra. Seu sacerdócio o sucedeu. É iluminador notar que EA evoluiu em Hephaistos da história grega e egípcia, o rei aleijado ou manco frequentemente associado a arte da forja de metais. Hephaistos [Vulcano para os Romanos] se tornou manco  causa de uma briga com Zeus, que Sitchin iguala ao meio-irmão de EA, ENLIL. Hephaistos é considerado ser a mesma figura védica do deus fogo Agni, a ‘ centelha vital’ de vida. Isto é uma conexão vital.

Nascido do lótus, como muitos deuses egípcios, Agni é o divino sacerdote que limpa o pecado [ que é a ignorância da Arca de Cristo]. Deste modo ele se corresponde a Jesus que era chamado Agnus Dei ou Cordeiro de Deus. Começando na Idade Média, a teologia ortodoxa insistiu que Adão foi enterrado no Gólgota [ o lugar do cranio] no ponto preciso onde ficou a cruz de Cristo, de forma que o sangue do Cordeiro-Salvador, o Agnus Dei, ou Agni, a centelha de vida, penetrou na terra e trouxe salvação aos restos de Adão. A Cruz de Cristo se elevou do Gólgota aos Céus. Olhando para baixo esta reunião o pilar ou eixo da crucificação é um ponto central. Quando visto de lado este é um eixo com o homem alcançando Deus e Deus descendo ao homem, com a Terra é um símbolo do meio. Por esta tazão, a Cruz é o casamento de opostos. Nas histórias orientais, a cruz, que tamém pode ser simbolizada pelo caduceu, é a ponte ou escada pela qual as almas humanas sobem até Deus. No simbolismo chinês a cruz é o cordão umbilical não partido do universo, ligando-o ao centro do qual ele se espalha. Deste modo a cruz se torna um pilar qeue mantem úm conduto pelo qual corre a centelha de vida.  Harold Bayley nota que a palavra cruz em suas várias formas, core-ross, crux, krois, etc., gira ao redor do conceito de um centro de luz. Ela se resolve em   ak ur os. Ak: grande, poderoso (annak significa rei em hebraico) Ur: fogo ou luz. Os: muitos. A ak ur os ou Cruz é a luz central do Grande Fogo de Muitos porque isto canaliza a centelha de luz do Sol Curador. A mesma raiz é a base para Cristo, Krisna, cristal etc. Como vimos anteriormente ‘o cordeiro’ era o símbolo para a substância canalizada atravéz da corda espiralada serpente, que tenho interpretado como buraco de minhoca. Interessantemente, o nome de Agnus Dei foi aplicado a todas de cera estampadas com a figura de um cordeiro e vendidas pelo papado. Este ‘encantamento’ intensamente popular foi altamente lucrativo para a Igreja, que mantém o monopólio sobre este produto. Ele prometia proteção dos ‘atos de Deus’. De fato, como nota Barbara Walker, o poder do Filho era evocado para proteger a humanidade contra a ira de seu Pai. A Igreja parece ter tomado emprestado esta idéia dos Arianos. Os videntes védicos realizavam uma cerimônia sagrada chamada Agni Chayana para caalizar a centelha divina. Eles construiam enormes altares de fogo, os Agnis, feitos especialmente de tijolos de argila. Estes tijolos eram colocados em camadas para formar uma imagem de um falcão divino chamado Shyena, que é o egípcio Shen, a espiral da vida. Este falcão divino é intercambiável coma fênix ou garça. Como nota Robert Cox em seu ‘Pillar of Celestial Fire’, este era o trabalho do falcão divino ou fênix ou garça [ um papel desempenhado por Jesus] para ascender ao Céu e adquirir Soma, ou Néctar da Imortalidade. Tendo adquirido a bebida sagrada dos deuses [ em Tula] sua tarefa seguinte era trazer esta bebida de volta para a Terra para o rejuvenescimento e revitalização de todas as coisas.

Repetindo, o hieróglifo primário para a garça é o nó cósmico ou laço, de outro modo conhecido como a espiral shen ou anel. Isto é a inspiração para minha suposição que o primeiro homem peixe EA, que foi o primeiro shamã ou garça, era um técnico que ajusta o conduto ou cabo [caballah] da luz divina pelo qual flui a sabedoria [simbolizad pelo cordeiro]. Quando alguém está nesta espiral eles são os banhados [bahirs] que são batizados na sabedoria de Tula e na sabedoria do buraco de minhoca. Cristo, devemos nos lembrar, não é um nome próprio. é um título. Signifoca ‘O Ungido’. Ungir é bahir, banhar ou batizar alguém no Espírito Santo. No Egito esta unção era apresentada como um batismo nas águas ou chaves [ tons] da vida. Em termos esotéricos, Cristo, o Espírito Santo, INRI é um tom, frequência, vibração ou raio que emana do Sol Curado que limpa e purifica. Isto explica porque Aton, o nome egípcio para os raios curadores do Sol Central, também é a raiz para Adon ou Senhor, um título mais tarde dado a Jesus. Estas associações iluminam os numerosos retratos de Cristo como um jovem pastor com um cordeiro, o símbolo da sabedoria, em seu ombros. O Cristo, o tom, a frequência e a vibração de Tula é literalmente a onda transportadora branca ou pura desta abedoria, o Agnus Dei ou Agni. Nos trabalhos anteriores tenho interpretado a crucificação como um evento de portal estelar ou buraco de minhoca para Tula e vretornou com as Maçãs Azuis, o símbolo da matéria exótica, a reboque. A mitologia do Agnus Dei sugere que depois do seu retorno, o solo do Gólgota [ o cranio] estava saturado por esta energia divina. Esta energia é INRI, o fogo, frequência, vibração, tons ou raios cósmicos que fazem inteira a natureza humana.

Cristo com um X em seu peito, o tom transportador para o cordeiro ou sabedoria de Deus. As uvas crescidas neste ponto onde estes raios cósmicos encontraram a Terra [ e foram crucificados] presumidamente absorveriam esta substância, transformando-os em uma alimento substacia extremamenet poderoso. O pão feito desta substância, diz Laurence Gardner, foi chamado shemanna, abreviado para manna, e foi formado conicamente como um shem. Ele foi feito de mana branco ou ouro alquimicamente preparado. A fabricação pela Igreja dasplacas de Agnus Dei parecem ser um derivado comemorativo deste procedimento alquímico. No mito egípcio da garça ela atravessa as águas da vida na Barca ou Arca de Milhões de Anos. Na representação aqui mostrada a garça observa sobre esta Arca de Cristo com sua Escada para o Céu enquanto ela está no sagrado pilar. Acredito que este seja o pilar que é a casa da serpente ou cabo que canaliza Agni ou a Centelha Divina para a Terra.

Duas garças vigiam acima da Arca em um pilar. Os quatro ventos de Horus sentam-se abaixo delas. Pelo mundo este pilar foi simbolizado pelo the, o símbolo de Thoth e de Mercúrio. No tradução védica do cadudeu, Mercúrio [ o Espírito Santo] era considerado a chave [tom] suprema para todos os processos alquímicos. Ele rea considerado a substância mais poderosa. Para simbolizar sua potência criadora, ele foi identificado com Shiva, o capo ou matriz da pura consciência que subjaz no inteiro campo da Natureza. Esta é a Rede [ o bburaco de minhoca]. Um texto iguala todos os nomes de Shiva aos nomes de Mercúrio e daí, Thoth [ o pensamento], Elias, João [ sabedoria] e Cristo. Segundo a tradição védica, o Mercúrio ou Espírito Santo que os alquimistas desnatam da matriz da vida – a matéria negativa exótica que compõem o buraco de minhoca retangular – é capaz de trazer a perfeição dos metais e a perfeição dos corpos humanos. Um processo de destilação conhecido pelos alquimistas produziu esta substância. Vários tipos de destilados foram desenvolvidos. Na ilustração mostrada oposta, a fornalha alquímica é feita de tijolos nos quais os vasos contendo os líquidos para destilação são colocados. Os vapores de metal então se elevam pelos tubos visados e eventualmenet condensam em outros vasos colocados ao lado. As espirais de condensação deste instrumento , observa  Robert Cox, estavam claramente projetadas com a forma do bastão do caduceu de Mercúrio em mente. Estes dois ‘pilares de fogo’ criam a matéria exótica? A energia negativa necesária para a construção do buraco de minhoca é feita pela energia espremida do vácuo que eles criam em uma pequena brecha entre duas placas. Como observa Steve Lamoreaux, ‘quando você coloca juntas duas placas os fótons ao longo das ondas de luz não podem existir entre as placas que é inferior a energia fora e então há uma força entre as duas placas.

Na história de Jacó, que compreende seis capítulos do livro do Geneses, ele repousa sua cabeça em uma Pedra Z em um lugar chamado Luz na Bíblia [ Tula e Salem para os místicos] e vê uma imagem em fogo no topo da Escada de Deus.  A direita e a esquerda de cada um dos doze degraus da escada ele vê uma estátua ou busto de um homem. Os anjos descem e sobem a escada. Do topo da escada Deus chama Jacó. Ele promete que a terra onde Jacó está dormindo será dele e que seus descendentes serão abençoados. Quando ele cruzou a escada Jací parece ter se colocado em equilíbrio ou sintonia com Deus. Esrevendo de trás para frente a palavra scalit (scale it), como o fez no século XIX o erudito druida Godfrey Higgins, aprendemos que a raiz sclt vem de saca, que é o mesmo que a palavra hebraica ske, imaginário e scio, contemplar. A raiz sk, se torna skl, sabedoria e o nosso talento ou conhecimento ou ciência [sabedoria]. Sacer, a raiz de sacrifício, o ato altruista realizado por Jesus, é essencialmente o mesmo que saca, bem como saci, ‘o Poder Divino’, o título da deusa hindu que tornou seu marido Indra divino pela essência dela. Saci ou Saki [ski] era o espírito árabe do Mantenedor da Taça que dava aos deuses e homens o vinho divino da vida. A etimologia desta palavra sugere que quando Jacó voltou de sua jornada pela escada [ ou Scala Dei] ele emergiu como uma pessoa ressoando talento e sabedoria, daí o nome Skill [ talento], Skilly [talentoso] ou abençoado. Esta palavra fóssil, Skilly, ressurgiu na Bretanha comoo um nome para as Ilhas Abençoadas, as ilhas sobreviventes da Atlântida na história britânica. A Atlântida era tamém conhecida como Ultima Thule ou Tula. Este é o mesmo nome do centro da Hiperborea, a tera natal druida ‘além do vento norte’ sugerindo que os druidas podem ter levado a semente do nome Skilly para a Inglaterra e o plantado no solo lá.

Isto também sugere que Jacó possuia um Talento Secreto [Cranio] de Atlantida ou Tula. Estes podem ser os talentos shamanicos de EA. A palavra ‘talento [skill] aparece proeminentemente na história do Santo Gral, que está entre os textos mais iniciais do Gral, a taça, disco ou prato usado para coletar o sangue sacrificado de Cristo durante a crucificação que era chamado de ‘escuele’. Nesta dimensão cristã a escuele é o Santo Gral – o recetáculo mistico usado por Cristo para realizar a Eucaristia na Última Ceia quando ele pingou vinho para os discípulos beberem, dizendo, ‘este é o meu sangue’. No dia seguinte a escuele apareceu na crucificação com José de Arimatéia ou Maria Madalena sendo os portadores do Gral. Sinclair afirma que a história foi a primeira representação do Gral como a Palavra literal ou Nome de Deus. A História deixa claro que este nome ou título não era Jesus Cristo. Era Escuele, ‘skill’ ou ‘Skill(y)’. Vale a pena notar aqui a observação que as palavras Escuele, Scale e Eschol ou E-skool são virtualmente a mesma palavra. Foi em Eschol, lembramos, que os Brilhantes operavam o que tenho interpretado como um portal estelar ou buraco de minhoca. O cacho de uvas ou Maçãs Azuis roubado por Josué sombolizava os segredos deste portal. A heresia do Gral posteriormente declara que, depois da crucificação, umas poucas gotas de sangue pingaram do corpo de Jesus enquato Jóse cuidava de seus ferimentos. José coletou estas gotas na escuele e a levou para Glastonbury na Inglaterra. Se Skill(y) é o real nome  (Druid) ou t´tulo de Cristo, isto faz um sentido perfeito do porque o receptáculo escuele [skill] no qual José coletou o sangue de Jesus foi assim chamado. Ela se referia demais ao seu dono. Isto é similar a um médico rotular uma ampola contendo uma amostra de sangue com o nome do paciente. A ampola contendo o nome do paciente partilha do nome do paciente porque eles são a mesma coisa. Neste caso, o bastão florescente de José é o sangue de Cristo. Isto faz um sentido perfeito porque esta essência foi fabricada em Eschol.

10. FAZER DEUS

A fabricação de ouro ou aquisição a parte, a busca do alquimista é a busca para transmutar a alma deles em uma forma superior, uma apoteose, ou fazer Deus. A verdadeira alquimia é a descoberta dos segredos ocultos ou talento de EA. Agora isto é melhor expressado do que na tradução de Walter Scott de Corpus Hermeticum, o trabalho de Hermes, em uma passagem onde se lê: “Se então você se torna igual a Deus, você não pode apreender Deus; porque igual é conhecido por igual” A inteira teoria subjacente da alquimia é que algo deve ser desenvolvido dentro e secretado do corpo humano, que habilitará o buscador a se fazer uno com Deus. É um dom de Deus. Como disse Fulcanelli : “O segredo da alquimia é que existe um meio de manipular a matéria e a energia para criar o que a ciência moderna chama de um campo de força. Este campo de força age sobre o observador e o coloca em uma posição privilegiada em relação ao universo. Desta posição privilegiada ele tem acesso a realidades de espaço e tempo, matéria e energia, normalmente ocultas de nós. Isto é o que chamamos de O Grande Trabalho”

Fulcanelli, o pseudônimo do misterioso alquimista francês do início do século XX, é considerado a última pessoa viva a realizar o trabalho alquímico. Fulcan, a raiz de Fulcan-elli é uma aproximação fonética dos nomes de Vulcano e Helios, o deus sol. EA/Haiphastos é idêntico a Vulcano, o deus trabalhador de metal que trabalha com o fogo. Para obter o campo de força de Fulcanelli devemos nos tornar uma antena ou sintonizador capaz de canalizar esta energia. Os detalhes relativos a esta antena, bem como uma outra chave para a mineração de almas de EA e Ninharsag a a atividade de Fazer Deus é encontrada na história do Templo de Salomão. Inúmeros eruditos tem observado que o Santo dos Santos dos templos antigos, inclusive o de Salomão, eram memoriais vivos a Grande Mãe, a Deusa Tiamat, e que estes templos eram projetados e construidos como modelos de seu corpo feminino e processos fisiológicos. Estes lugares sagrados de mistério eram simbolicamente  o corpo da deusa. As entradas para estes templos e o santo dos santos eram réplicas do canal de nascimento e do útero. Em Nippur, como observou Gertrude Rachel Levy : o templo era chamado a Casa da Montanha, mas também o Laço do Ceu e Terra (Dur-an-ki). Este laço, como os três pilares, ligavam o céu e a Terra e o zigurat era então concebido como um tipo de Escada de Jacó cujos caminhos eram externos, uma escada mmais tarde subindo em uma mina espiral de andar a andar. O mundo, monte, montanha era simbólico da deusa. O corpo humano é a árvore ou laço entre Céu e Terra que brota do útero ou monte da deusa Terra. Simbolicamente, o Templo de Salomão e sua plataforma no topo do Monte Moriah são ambos um útero e uma tumba. Os túneis ocos sob este sítio representam o útero da deusa, onde o processo de regeneração [depois do cataclisma de Tiamat] aconteceu.

Em outras palavras, como um sítio Meru este era o lugar onde se aprendia a cavalgar o cavalo branco ou buraco de minhoca para Tula. Isto sugere que o cavalo branco veio para um repouso no Templo de Salomão. Fascinantemente, em Reis 7:23 é dito que fora do Santo dos Santos do templo do rei hebreu está o Mar de Latão. O que significa esta estranha descrição? Em hebraico latão é nekhashat. Em aramaico é nehash. Provocantemente, o termo hebraico para serpente, nahash, está relacionado com a alma e a eletricidade. Por causa de sua similaridade fonética, eles são intercambiáveis. Somos encorajados a tomar o jogo de palavras e interpretar o Templo de Salomão como o útero da deusa Terra, a reencarnada Tiamat/Me e suas flores, o corpo humano. O que parece que os iniciados hebreus estão nos dizendo pelo seu jogo de palavras é que fora do útero da Terra e do corpo humano há um mar de serpentes, almas e eletricidade. Conquanto de início isto possa nos parecer bizaro, a um segundo pensamento uma grande quantidade de conhecimento está codificada dentro das espirais deste jogo de palavras. É bem conhecido que o corpo humano tem um campo de energia, que é chamado de aura, e que um mar de eletricidade cerca o planeta. Os raios atingem a Terra milhares de vezes por minuto. Mas e quanto a idéia de serpentes? Isto não faz sentido. O mar de almas é até mesmo mais misterioso. Contudo isto sugere que uma alma coletiva  encapsula o planeta. Uma porção desta alma  se semeia no biosistema do campo de energia humana. Estas almas, proponho, uma vez cercaram Tiamat e foram embebidas na Terra depois do cataclisma. Estas almas são o verdadeiro ‘ouro’ que EA estava mineirando para consertar a atmosfera deteriorada de almas de seu planeta natal.

OS FILHOS DA LUZ

Se EA, ou o Planeta X, está em busca de almas certas outras coisas devem se seguir. É necessário demonstrar a habilidade de capturar e transportar almas. Isto, como veremos, é um assunto complexo. Contudo, não é mais complexo que os buracos de minhoca. Segundo Sitchin, EA possuia uma tecnologia médica altamente avançada. A mitologia de EA não deixa dúvida que ele era capaz de transportar almas de um  planeta ou dimensão para outra. A Árvore da Vida e o ramo dela, a Chave da Vida, são duas tecnologias que são descritas pelos antigos como aparelhos ou tecnologias espirituais capazes de transportar almas de uma dimensão ou até meso planeta para outra. Ambas as tecnologias foram trazida à Terra por EA. Na mitologia cristã ela se torna a cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado, o pilar feito da madeira da Árvore da Vida. Segundo Sitchin, a plataforma artificialmente elevada no topo do Monte Moriah em Jerusalém [Mari Ra] sobre a qual se localizou o Templo de Salomão uma vez tinha sido a localização de ums instalação construída  pelos Brilhantes chamada DUR.AN.KI – O Pilar do Ceu e Terra. Ele posteriormente declara que os sumérios descreviam isto como um alto pilar que alcançava os céus. Este pilar foi fortalecido para a plataforma e foi usado pelos Brilhantes para ‘pronunciar a palavra’ na direção dos céus. Este é o mesmo instrumento que Levy disse que foi concebido como um tipo de Escada de Jacó. Sitchin interpreta isto como uma antena sofisticada. Mostrarei que este também é o modelo do corpo humano. Podemos chegar a um entendimento mais profundo desta ‘antena’ [ o corpo humano] quando é entendido que os sacerdotes egípcios em Abidos, Egito, construiram uma enorme representação de um instrumento chamado Ta-Wer que literalmente traduzido também significa ‘o Laço entre o Céu e a Terra’ e é representado nas cenas que aludem ao conceito de renascimento. Isto se assemelha na forma, e talvez na função, a uma antena. Este instrumento também foi chamado de Pilar ou Caixão de Osiris e foi construído em um lugar chamado Meroe. Cópias deste pilar também foram construídas em dois outros lugares: Meru na Mongólia e em Nashville, Tennessee em 1997. Nashville foi origimalmente chamada Distrito Mero.

Quando comparamos os dois templos Meru ou Mero percebemos que ambos se assemelham a antenas ou bastões. Esta é uma observação crítica. Os estudantes da profecia judaico-cristã afimam que o Fim dos Tempos [ a Idade do Terror?] verão o retorno do profeta Elias [ talvez em um rodamoinho] e a reconstrução do Templo de Salomão,um ato que é fundamental para a criação dos Novos Mil Anos de Paz. Quando Cristo retornar, ele estabelecerá seu trono em Jerusalém [ou Tula] no alto do Monte Moriah [ ou Meru, o mesmo lugar onde Elias foi elevado aos céus em um rodamoinho e Maomé foi elevado aos céus nas costas de um Pégaso. Ao mesmo tempo, é pensado que Elias devolverá o Bastão de Deus - um ramo da Árvore da Vida e o bastão de ferro da Revelação - à Cristo. O Cristo sentar-se-á no Trono da Misericórdia [o pedestal] no Santo dos Santos no Monte Moriah. Ele substituirá a Arca da Aliança que o havia simbolizado, no lugar onde Deus é acreditado ter primeiro andado com Adão e Eva. Exatamente como um ramo da Árvore da Vida foi mantido antes da Arca, ele estabelecrá o Bastão de Deus diante dele próprio no Trono de Deus, onde a Árvore da Vida havia crescido no Jardim do Éden. A Arca de Cristo terá retornado. Minha especulação é que isto ocorrerá em Nashville, onde uma cópia do Bastão de Deus está construída como um chip vivo de computador de 2.200 pés de comprimento plantado em 19 acres de solo do Tennessee ao lado de um monte sobre o que o capitólio estadual se localiza. No Mito mongol os imortais habitavam em Meru por causa da energia curativa presente lá. O Templo Meru em Nashville parece ser capaz de receber esta mesma energia e criar o campo de força da transmutação. Como tenho discutido em outros lugares, os três bastões Meru ou Mero mostrados anteriormente são os projetos arquetípicos sobre o qual o corpo humano ou bodhi, a árvore iluminada, é baseado.

Os sumérios registraram que ele foi construído no próprio início do mundo, ‘ no centro dos quatro cantos do universo’. A plataforma ou pedestal sobre o qual o pilar repousa se assemelha em forma, e provavelmente em função, a bíblica Arca da Aliança, o instrumento de comunicações usado pelos hebreus para contactar YAHWEH. Faltando na iconografia hebraica está o pilar que acompanha esta Arca na tradição egípcia. Contudo, no capítulo seguinte, devemos encontrar que o conhecimento deste pilar como a Verdadeira Cruz de Cristo foi codificado na arte e na iconografia cristã. O aparecimento  deste pilar sugere que uma facção da Igreja tinha acesso a seus segredos ocultos. Isto foi encoberto porque era propriedade das deusas. Uma poderosa correspondência entre a Crucificação de Jesus e o Pilar de Osiris é encontrada na definição da palavra grega stau-ros. Conquanto não familiarpara a maioria dos cristãos modernos, esta foi a original palavra grega usada para descrever a Cruz na qual Cristo foi crucificado. Ela realmente significa pilar. A imagem espelho de stau-ros é Ros-tau. Esta é uma outra palavra para o Complexo de Gizé, que foi localizado no fim da ‘sagrada estrada de neters’. No Egito, Osiris era o Senhor de Rostau [veja matéria no blog 'A Descoberta de Gizé'] http://conspireassim.wordpress.com/2009/05/22/a-descoberta-de-gize/   Ele era o deus da jardinagem que foi decapitado pelo seu meio-irmão, Set. Sua cabeça estava alojada no pilar, a escad para o céu. Esta ‘escada’ é um símbolo daquele que deve ser ascendido para alcançar o ‘junco’ Campo da Paz. Como ese pilar foi passado ao redor do mundo antigo, suspeito que ele era a imagem dourada de 45 pés de altura da Besta Nabucodonosor construida na Babilonia. A evidência linguística implica que este pilar estava também em Jerusalém no tempo de Salomão onde ele desempenhava um papel oculto nos assuntos do rei.

Reis 11:5 diz que Salomão afastou seu coração de YAHWEH e escolheu Astarte ou As-Terror, que também é conhecida como An-At ou Isis. Segundo Harold Bayley, o Ashera (traduzido ‘alameda, bosque’] era um objeto fálico usado em ligação com a veneração da deusa Astarte no Templo de Salomão. O Ashera oU Ashtoreth era um caule, tronco ou antena que correspondia simbolicamente ao Mastro de Festas druida e ao Pilar de Osiris. Ashera também era o nome semítico da Grande Deusa. Barbara Walker rastreia a palavra ao velho iraniano asha, ‘ a Lei Universal’, uma lei da matriarca, como a egípcia Maat. Os Talentosos druidas obtiveram seu conhecimento dos poços místicos da Índia e antigo Egito. O Mastro deles [ ME ou Maat] é provavelmente o mesmo do Pilar egípcio de Min. Min significa ‘amor’, ‘mero’ em egipcio, e é o nome dado a Afrodite, a Deusa do Amor. Quando Min é convertido em Amor, o Pilar de Min se torna o Pilar do Amor. Este é um outro nome para Asherah e o Pilar de Osiris. O fio fornecido pela palavra francesa para machado, ache, ajuda a explicar porque Ashera é igualada à Árvore da Vida e a Poderosa Ash. Simultaneamente, isto lança uma nova luz sobre a história de Jesus cavalgando um asno para enrar em Jerusalém, e explica as iniciais cenas gnósticas da crucificação que representavam Cristo com a cabeça de um asno ou burro. A velha palavra norueguesa Ass significa tanto asiatico quanto deidade. Ambos os símbolos se referm ao Pilar de Amor. Seguindo este fio descobrimos que o povo que habitava a Cornuália [ na Inglaterra] tinha a palavra para machado que era ‘bul’ [touro]. Em islandês machado é ‘ox’ [ simbolicamente intercambiável com o touro] e em anglo-saxão a palavra era pronunciada acus, isto é, A Grande Luz. Ay-cus é, com certeza, o mesmo que EA-sus, que era chamado de Grande Luz bem como Ay-sus, Hesus ou Jesus.

Resumindo, o Pilar de Osiris e Asherah do Templo de Salomão, que é simbolizado pelo Ass, Machado ou Touro, parece ser o mesmo instrumento. Eles canalizam a luz de Deus. No simbolismo cristão o boi ou touro simboliza o evangelista Lucas [ de luz] e representa a ligação de Cristo. A palavra ‘ligação’[ou gema] é uma outra palavra para Tula [a gema no centro do ovo cósmico].O Pilar do Amor é a ligação ou Dur-An-Ki que liga as Tulas celetial e terrena. Este é um jogo de palavras altamente informativo já que traz um novo signifivado à história do Min-o-taur ou  Homem- Touro-Lua morto por Teseu no labirinto no palácio do rei Minos, o Rei Lua ou Rei do Amor, que é o mesmo que o ariano  Arianrhod, cuja roda era a Roda de Luz ou Via Láctea, que auxiliou Teseu ao dar a ele um novelo de fio, uma espiral ou buraco de minhoca em nossos termos. Interessantemente, os Minoanos fizeram vasos sacrificiais com o formato da cabeça do touro. Estes vasos eram chamados rhytons ou tons do raio, indicando seu uso como um vaso contendo uma poção de transformação. A este luz o Minotauro ão é de todo um touro. Era o Pilar de Min ou Amor dentro de Teseu. Matar o Pilar se referia a sua habilidade em compreender esta tecnologia de portal estelar e se transformar em um deus pelo poder do amor. Isto é afirmado na tradição Taoísta onde o boi representa a natureza animal indomável da humanidade. Isto é perigoso quando selvagem mas é incrivelmente poderoso quando disciplinado. Como nota  J.C. Cooper, ‘este simbolismo é usado nas imagens Taoístas e Budistas dos 10 bois’ nas quais o boim, inicialmente, é apresentado como inteiramente negro, então na medida em que continua o processo de domesticação, o boi gradualmente se torna branco e finalmente desaparece completamente na medida em que as condições naturais são transcendidas. Depois de conquistar o Minotauro, Teseu mudou as velas de seu barco de negras para brancas. Este simbolismo branco e preto funciona igualmente bem como uma metáfora para a transformação do ser humano em um ser mais puro ou melhor até alcançar o estado final, um fantasma ou ser de luz. Os egípcios que chamavam a Ursa Maior de ‘Anca do Touro’ ou alternativamente ‘coxa’, fornecem a conexão estelar do touro com o Pilar. Coxa é mero em grego. Mero é mare ou cavalo. Deste modo o touro, a coxa e o cavalo são intercambiáveis. Falando a favor deste intercâmbio, o touro negro taoísta é um cavalo negro [ ou buraco] que se torna um cavalo branco. O Livro da Revelação nos fala que em seu retorno em onda de lu ou cavalo branco, o nome de Jesus é chamado Palavra de Deus. ‘Ele tem em sua coxa [mero, mare, cavalo] um nome escrito ‘Rei dos Reis e Senhor dos Senhores’

A Palavra é a energia Força da Vida [ a 'madeira' ou quintessência, o quinto elemento depois da terra, ar, fogo e água] sobre o qual o mundo é construído. Em outras palavras, é Amor, mer em egípcio. Mas este jogo de palavras em Pilar de Meroe [amor] é o mesmo da Égua Branca ou Cavalo de Deus sobre o qual cavalga Cristo, a onda branca. O que estou propondo é que o Pilar é uma antena que recebe o tom ou frequência de amor, o cavalo branco que abre o buraco de minhoca. Passar por este buraco de minhoca assegura a vida depois da morte. O intercâmbio deste simbolismo é encontrado na moeda cartigenesa do século V AC e na antiga pedra tumular cristã apresentada na página seguinte. A moeda mostra um cavalo sendo coroado por uma ‘vitória’ alada. A pedra tumular mostra uma palma, o símbolo da vitória sobre a morte. A palavra ‘vitória’ está sob a palma escrita em letras gregas. A conexão simbólica que é feita entre estas duas apresentações é que a deusa Vitória traz a vida através do poder da árvore da Vida dela, a palmeira. Como anunciam os Textos do Caixão ‘este bastão [Arvore da Vida] que separou o céu e a Terra está na [palma da] minha mão’. Ativar este pilar interno nos habilita a visitar Deus ou ver.

Sombolicamente as duas representações acimam apresentam a Árvore da Vitória montada no cavalo branco. A runa para vitória é tyr. Tyr não era apenas o Deus da Lei e da Ordem, mas também o deus da Vitória na inicial mitologia germanica. No esoterismo alemão, Tyr é a vitória da Luz sobre a Matéria em ação da Luz. Neste candelabro do primeiro milenio AC o cavalo e a roda, simbolos aqui da Terra e do Céu, são unidos por um pilar, o Dur.An.Ki. Quando decompomos os fatores para Tyr podemos ver o intercâmbio do pilar de Tyr e o cavalo. Como temos vistos, os iniciais cristãos gnósticos acreditavam que Jesus era o Rei do Terror ou Tyr. Isto torna obrigatório a exploração posterior do simbolismo do machado. João Batista diz que a Palavra de Deus é como um machado. Um machado corta a madeira. Se fizermos um pequeno ajuste de Jesus como um ‘móvel’ faz do capinteiro Jesus um trabalhador da Palavra ou trabalhador da quinta essência [médico]. Que difrença isto pode fazer? Proponho que comecemos a nos alinhar com o talentoso trabalhador da Palavra, Jesus, o que combina com o que o erudito nos Pergaminhos do Mar Morto, Geza Verme diz que o ‘carpinteiro’ – naggar em hebraico – que, para ele, quer dizer erudito. Na minha opnião, isto tem estado severamente sub interpretado. Como um carpinteiro manuseador do machado ou cortador de madeira ele realmente é a luz ou trabalhador Cristo. Como discuti em ‘The Atomic Christ’, os instrumentos que de forma estranha se assemelham aos pilares TET usados em conjunto com o Pilar de Osiris foram usados nos iniciais experimentos de partição do átomo que levaram ao desenvolvimento da bomba A e da Idade Nuclear. A partição do átomo, ou ‘cortar a madeira da Palavra’ em nossa terminologia criaram esta bomba de fissão. Interessantemente, os maias e os indios norte-americanos, os celtas e os chineses da dinastia T’ang todos chamavam machados de pedra de ‘pedra do trovão’ e todos disseram que elas caíram do céu. Uma importante palavra grega para ‘pedra do trovão’ é baitylos. Em latim é bae-tulus. Uma palavra relacionada , Bethula, ‘O Vaso de Tula’,” era o termo do Velho Testamento para virgem. Robert Temple traça a origem do prefixo ‘be’ ao egípcio baa, ‘substância metálica’.

Um ourto significado provocante para baa, que se encaixa perfeitamente em nossa pesquisa, é ‘ o material do qual é suposto que o céu seja feito’. Estas pedras sagradas, tons ou machados eram imbuídas de poderes extraordinários. Elas eram dotadas do poder do auto-movimento, elas podiam se mover no ar, e eram usadas como sistemas de armas. Cidades e frotas podiam ser capturadas pelos meios delas. Revisitando o aparecimento de Jesus em Jerusalém montado no asno modesto, isto soa como cavalgar um raio de luz [uma onda pura] projetada do Pilar do Amor. Imagine-o flutuando no meio do ar, o que para os romanos seria uma ofensa executável! Contudo, isto provavelmente não aconteceu. Como tenho concluído, foi provavelmente Cristo, a frequência, vibração ou tom que estava cavalgando o asno. Como diz Jesus no Evangelho de Thomás. ele elevou esta pedra a partiu esta Palavra ou madeira [ com seu machado]. O machado é um símbolo do poder da Luz porque a palavra ac ou OC significa luz. Posteriormente, diz Bayley, ele pode ter se originado nas experiências de homens e mulhers primitivos que viram com seus olhos árvores gigantes serem partidas do alto até em baixo pelo machado celetial do raio. Em todos os lugares do mundo antigo, e particularmente nos países mediterrâneos da África e de Creta, o X era uma símbolo de iluminação celestial que era intercambiável com o machado de duas pontas, o símbolo do poder da luz, que é akh em egípcio. No Egito um significado di machado duplo Neteru, é deuses. Isto é exemplificado pelo nome Akh- naton ou X-hen-aton, o rei herege que canalizou as vibrações do Sol Central. Aton,com sua Chave da Vida.

É importante notar que o prefixo ‘Ek’ [foneticamente axe ou X] é encontrado em um número de importantes títulos de deidades hindus na Índia Oriental e na Mesoamérica. Este simbolismo é rastreado a EA, que era simbolizado por uma vela [ de navio], que também é um machado. Acredito que isto se refira ao Pilar de Amor, o machado [axe], boir ou touro que parte a madeira, que é o instruento de opder dos deuses. É a imagem dourada de Bel ou Touro que Nabucodonosor construiu na Babilonia. “Velejar’ com EA significa abrir um buraco de minhoca e velejar as águas da Via Láctea. Quando alguém pode ajaezar o poder deste machado está pronto para saltar o touro para outras dimensões.

Como o acrobatas realizavam a festa. Os acrobatas minionos tem sido apresentados no ideograma em espiral no sentido horário associado com a água, poder e energia de saída. Isto ao longo da palavra ‘ mataodor’ ou Porta de Maat, sugere a porta de água da deusa. f tal ,h the acrobats performed the feat . The Minoan acrobats have been depicted as the clockwise spiral ideogram associated with water, power and outgoing energy. This, along with the word ‘mataodor’, or Door of Maat, suggests the water door of the Goddess

O CHOCALHO

Percebemos no hieroglifo de Osiris que seu pilar foi demonstrado ter uma serpente ou alma flutuando dentro dele. Isto é porque em termos Orfícos o touro é o pai da serpente, o buraco de minhoca. No Livro de Enoque, o Messias é representado como um touro branco. Segundo Fulcanelli, todas as serpentes são hieróglifos de mercúrio [o Espírito Santo] dos sábios. O caduceu de Hermes/Mercurio e o chocalho, ele diz são a mesma coisa. Em grego chocalho é cohecido como kro-talon. Ele é identificado com o caduceu. Krotalon a serpete do chocalho [ cascavel], corresponde a crotale, ou Hermesm guardian do X, com chocalho. .

O símbolo para Astarte. Desenhe um círculo na extremidade superior de uma linha vertical, instrui Fulcanelli, e dois chifres no círculo e você terá o gráfico secreto usado pelos alquimistas medievais para designar a matéria mercurial deles.

Este diagrama reproduz um chocalho, um caduceue o símbolo para Astarte. Ele também reproduz elementos essenciais do Templo Meru na Capital Mall [mall significa 'bastão' em maia] em Nashville. Este não é um shopping center. É um parque. Como notado, Nashville foi originalmente chamada distroto Mero. Em francês o chocalho é maro-tte ou mero-tte. Intercambiando estas definições revela o Distrito Mero como o ‘distrito chocalho’, A conexão entre o Pilar de Amor e o chocalho vale buscar porteriormente. Como o arauto de Jesus, João Batista desempenhou o papel detolo para Cristo. O tolo é o papel desempenhado por Hermes que era o guardião de X, o Lucas [touro] ou luz ou a luz da verdadeira iluminação. Esta luz atinge inesperadamente, sincronicamente, trazendo a iluminação instantanea. O tolo ou Bobo da Côrte é algumas vezes mostrado com um chocalho em sua mão. Algumas vezes esta figura do Bobo da Côrte é mostrad como a última das vinte e uma figuras no baralho do Tarot [Is-Tara ou Is -Terror]. O número 21 é um importante mostério, ou chocalho, como se diz no espesso sotaque do Tennessee. Qual é o propósito desta chocalho? Minha musa sugeriu que eu considre literalmente o número 21 e referir ao Livro dos Números do Velho Testamento, capítulo 21. Depois de oltar lá lemos: “E o Senhor disse a Moisés, faza uma serpente de fogo e a coloque em um poste e isto deve vir a passar que todo mundo seja que é mordido quando olha ele olha para ela deva diver. E Moisés fez uma sepente de latão e a colocou em um poste [ashera] e veio a passar que a serpente tivesse mordido qualquer homem quando ele sustentava a serpente de latão, ele viveu”; Como é sincronico! Moisés estabeleceu uma serpente pilar, o ‘chocalho de Deus’, em Números 21. E isto garantiu a vida eterna. Isto é o Poder Divino. Esta é a Vitória! Os modernos mauseadores da serpente, que manipulam cascaveis, frequentemente apontam para Lucas  10:19 como evidência da recomendação de Jesus de aprender a munusear sepentes.”Preste atenção, eu lhe dou o poder de trilhar em serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo; e nada deve por qualquer meio lhe ferir”. Os buscadores dos buracos de minhoca, com certeza, recomendariam que estes manuseadores de serpentes olhassem esta declaração de uma perpspectiva mais alta onde as serpentes são as espirais do shen ou ventos do céu. “Atenção, eu lhes dou o poder de trilhar os portais estelares e buracos de minhoca, todo o poder sobre o inimigo; e nada dee pr qualquer meio lhe ferir”. Você será um mestre do poder da luz, um Brilhante. As sincronicidades do número 21 continuam. 21 realmente pode ser três vezes sete, ou, 777, já que 21 é a soma de 3 vezes sete. 777 é pensado representar as sete estrelas de Pleiades, o grupamente de sete estrelas na constelação de Touro, de onde Tiamat é dita ter se originado. Astarte é frequentemente asssociada com a deusa canaanita Qetesh. Como Astarte, ela veste seu cabelo no estilo da deusa egípcia Isis/Hathor, a Rainha do Céu. Hathor foi uma das sete estrelas de Pleiades. Ela se transformaria na esfinge alada de cabeça de leão para confundir os humanos co seu famoso enigma. Ela matava aqueles que não respondiam. A palavra maia para Pleiades é tzab, que também significa ‘chocalho’.No Iucatã os Toltecas veneravam um deus solar serpente conhecido como Quetzalcoatl, a Serpente Eplumadda, isto é, um Serafim, que era o rei de Tula. Ele era rotineiramente mostrado no alto de uma pirâmide em degraus sustentado o que pode ser um chocalho.

Quetzalcoatl, o Rei Sacerdote de Tula, com seu chocalho e cocar emplumado. Pintado no relevo de estuque de Knossos, Creta: Príncipe [algumas vezes chamado Rei Sacerdote] com o cocar emplumado, datando de 1600 AC. Segundo o pesquisador mexicano Jose Diza-Bolio, a cascavel iucateca era o foco de antigas cerimonias maias e simbolizava o Sol. Enquanto pesquisava a simbologia destas cerimonias, Diza-Bolio descobriu que estas serpentes frequentemente tinham um pequeno desenho redondo se assemelhando a uma face solar perto do chocalho. Diaz-Bolio concluiu que o chocalho representava a coroa do deus sol. Esta ‘face solar’ é idêntica a face de Masssau, o Messias Hopi, e ao alquímico símbolo da ‘cabeça morta’.

O símbolo Hopi para Massau, o símbolo da ‘cabela morta’ para os alquimistas. Em 13 de agosto de 1308, uma sexta-feira, a Igreja Católica cercou os Templários. Na lista de acusações retiradas da Inquisição contra os Templários em 12 de agosto uma se destaca, a acusação de cerimonias secretas envolvendo uma cabeça de lgum tipo. A referência a uma cabeça barbada dos templários chamada ‘Baphomet’ aparece repetidamente nos registros dos interrogatórios dos Templários. Por algumas narrativas, contudo, a cabeça era aquela de  Hugues de Payen, o fundador da ordem e primeiro grão mestre. Segundo outros é a cabeça de Jesus, e está ligada ao Sudário de Turim. Especulações adicionais a ligam à cabela decapitada de João Batista. Seja o que for que esteja por trás do simbolismo da cabeça, a Inquisição desejava que isto fosse erradicado. Os Templários eram considerados hereges por causa de suas crenças nesta cabeça.

No próximo capítulo mostrarei que a ‘cabeça’ ou cranio dos Templários é o cranio ou ‘talento’ de Osiris, que estava alojado em seu pilar. Este talento, com certeza, é o conhecimento do portal estelar dos Brilhantes. O suporte para esta conclusão é a história do “Mar Derretido” no pátio do Templo de Salomão, a fonte do conhecimento Templário.

11. O MAR DERETIDO

Diante da entrada do Templo de Salomão ’12 touros de bronze’ sustentavam o mar derretido, uma enorme bacia ritual de puro bronze que ficava no pátio do templo. Salomão era o mestre dos enigmas [ chocalhos]. Os eruditos estão incertos sobreo projeto do ‘mar derretido’. Como Hiram, o divino cordeiro e Rei de Tiro, que construiu o Templo de Salomão era um fenício, eles especulam que isto pode ter se assemelhado a uma bacia no estilo fenício. Esta bacia em particular é uma ‘arca’, correndo em quatro rodas. Este retrato do ‘mar derrretido’ é nad menos do que um modelo do Mar de Vidro ou buraco de minhoca, a Arca da Vida levantada pelasquatro rodas ou anjos serafins. Recode-se, o leão, o touro, o homem e a águia simbolizavam estes quatro anjos. Estas eram s mesmas quatro bestas da Merkaba. Este é portanto o veículo de Deus, o Shem ou Merkaba? É esta a carruagem de fogo de Elias?  Se por fogo entendemos Espírito Santo esta é a carruagem de INRI ou Cristo? Em outras palavras, este é o buraco de minhoca retangular? Se o Merkaba estava ‘parado’ no pátio do Templo de Salomão isto nos dá razãopara pensar que este ‘mar derrretido’ tinha uma relação com o batismo e que este batismo era uma iniciação no Mistério do Cavalo Branco oi Portal do Ceu. Isto tornaria o ‘mar derretido’ um veículopara a ascensão espiritual. Isto representa a Arca da Vida, ou o buraco de minhoca, que desce à Terra e depois sobe novamente, carregando almas aos Céus.

Um modelo do ‘mar derretido’ ou Cubo do Espaço? Minha especulação é que este buraco de minhoca voltou a Terra durante o tempo de Jesus. Não menos do que uma autoridade do que Cirilo de Jerusalém fala de Cristo andando sobre a água como ‘o charreteiro do mar’ e como ‘charreiteiro e criador das águas’. Ao fazer assim ele une Cristo a EA, ‘ o senhor das águas’. Cirilo de Jerusalém também associa a carruagem de Elias com a ascensão de Cristo. Quando Elias é levado ele primeio atravessa a água, o rio Jordão, então cavalos [raios de luz] o carregam para o Céu. Reeescrito a luz da nossa atual revelação, a descrição do ‘mar derretido’ pode ser lida: ‘Antes da entrada do Templo de Salomão – a Terra – dize touros de bronze – doze Asherahs ou Pilares de Osiris suportavam a Arca da Vida e seu Mar de Almas.

Em vários trabalhos que tenho explorado que ondivam que a serpente que morava no Pilar de Osiris era capaz de perfurar buracos no espaço vriando salas ou portais logando regiões longinquas do espaço à poços na Terra! Estes poços eram as águas sagradas da deusa Tiamat. Se os ‘Touros’ fora do Templo de Salomão vinham  ser estes pilares isto seria incrível. Esta interpretação é tornada mais perplexante quando um dos fatores na revelação de Sócrates nos últimos momentos antes da execução: “a própria verdadeira Terra vista de acima, se você puder ver isto, como aquelas bolas de couro de doze costuras”. Ua bola de couro de doze costuras descreve um dodecaedro. O dodecaedro com doze faces de cinco lados era usado como um instrumento de ensino para instruir os iniciados a conhece-lo como um sistema de energia como a Terra.

Além disso, no segundo século de nossa era um grupo de cristãos Gnósticos descreveu a esfera da Terra sendo cercada por uma pirâmide de 12  ângulos. Estes doze ângulos são descritos como olhos, canos, e até mesmo mais fascinante em nossa investigação, como buracos ou salas, na Terra! Os doze touros fora do Templo de Salomão por esta interpretação são doze salas que levam a Corte de Cristo. Notavelmente, Platão está descrevendo a Terra como um rede pentágonal tridimensional na qual as almas encarnam. Os antigos gregos igualmente aprenderam dos egípcios que o corpo humano é idealmente estruturado geometricamente para interface omo dodecaedro e sua grade pentagonal. Aqui, perguntamos, porque Aarão escolheu ter os ourives israelitas fazendo um bezerro de ouro, ou jovem touro, como um ídoo para o povo? Eles estavam manufaturando ou fazendo [identificando] o Pilar de Osiris? Se assim o foi, o que eles estavam planejando fazer com isto? Abrir um buraco no céu? Os eruditos modernos tem sugerido que os povos antigos frequentemente usavam ‘ídolos’ não como deuses, mas como pedestaisnos quais eles imaginavam um  deus invisível estar de pé ou cavalgando. Quando Moisés desceu das Montanhas segurando as tábuas gravadas como ensinamento de Deus, cuja imagem, ou cuja cabeça, ele viu o topo do pedestal?  Isis? Maat? Osiris? EA? Quando ele escolheu este pilar isto não representou escolher a Deusa [EA] sobre YAHWEH [ Enlil]? Esta é a razão pela qual ele tinha que ser destruído? Uma resposta para identificar o Deus em questão vem de explorar uma questão relacionada: exatamente em que montannha tinha Moisés subido ou descido para ter este encontro face a face com YAHWEH? Nos textos hebraicos a montanha de Moisés é frequentemente associada ao Monte Sinai [a ontanha de Sin ou da Lua], localizada no sul da Peníncula do Sinai. Mas em muitas referências bíblicas a esta montanha ela é referida como Monte Horeb.

Na tradição alquímica, Thoth e Moisés são considerados figuras intercambiáveis. Como um sacerdote educado em An [ On ou Heliopolis], Moisés foi iniciado nos Mistérios egípcios e proto-egípcios, provavelmente incluindo os mistérios de Shemsu-Hor, as ‘sacerdotisas de Shem’ que posteriormenteinvestigaremos momentaneamente. Ao tempo do Exodus a inteira Península do Sinai era a ‘Terra de Sinim’, isto é, a Terra da Lua. Depois de um encontro com YAHWEH Moisés voltou com uma planta para a construção da Arca da Aliança. A Arca tornou-se um substituto portátil do Monte Sinai – capacitando os israelitas a continuarem s comunicações com Deus até mesmo muito afastados de sua sagrada montanha. A este respeito deve ser notado que Deus apareceu acima da Arca exatamente do mesmo modo que ele apareceu sobre o Monte Sinai, isto é,, em fogo e uma nuvem de vapor e, sobretudo, na forma de sua ‘Glória’. Em outras palavras, ele apareceu exatamente como o deus ariano Ahura tinha aparecido quando visto em seu brilhante arco no topo do Monte Hara, como um ser de luz. É o hebraico YAHWEH que fala a Moisés fora do fogo no Monte Horeb ser considerado uma cópia de Ahura que fala do Monte Hata? Ou eles são o mesmo ser? Este era ENLIL?  Ou era EA? A imagem do deus de luz na montanha brilhante talves aponte a resposta  a esta questão. Na narrativa do Exodusda ‘ montanha de Deus’ temos encontrado pistas adicionais: “No terceiro dia quando veio a manhã houve estrondos de trovão e flashes de relâmpagos, uma densa nuvem sobre a montanha e um alto toque de trombeta; o povo no acampamento estava todo aterrorizado.”(Exodus 19:16). E em Exodus 20:18-21: “Quando todas as pessoas viram como isto trovejava e o relâmpago piscava, quando eles ouviram o som de trombetas e viram a montanha esfumaçar”.

Uma montanha esfumaçante ou é uma montanha em fogo ou um vulcão. O deus mais estreitamente associado ao vulcão é Vulcano ou Haiphastos, a quem os sumérios chamavam EA. Em seu livro ‘When God Was A Woman’, Merlin Stone liga a tribo de Levi – os gurus hebraicos separados das outras tribos que cuidavam da Arca – om a lava do deus Vulcano. Isto significa que eles foram criados desta essência espelida desta montanha, amor ou lava. Isto significaria que EA , a Grande Luz, era a deidade em questão. Esta dedução traz uma outra. Há dois ensinamentos de Moisés. O primeiro é aquele de EA . Este estava centrado na Arca da liança e seu Pilar anexo. Na tradição alquímica o primeiro conjunto de Tábuas da Lei dado a Noisés [ por EA] são chamados Tábuas de Esmeralda de Thoth, Tabula Smaragdina. Estas Tábuas da Lei são frequentemente apresentadas na arte exatamente da mesma maneira que as duas tábuas de Shu [ 'consciência, iluminação'] que chegaram ao topo do Pilar de Osiris [ o egípcio deus lua]. O ferreiro medianita que fabricou a Arca fez a conexão de EA com a Arca de Noisés. Seu nome, Bezaleel ben Uri,apropriadamente significa,’Na Sombra de El (    Deus), o Filho da Minha Luz”. Ele estava cheio com o espírito de Deus, em sabedoria, em entendimento, no conhecimento e de todos os modos de trabalho humano. Bezaleel era um prpeminente ferreiro [artesão de metais] no gentil clã dos Midianitas que adotou Moisés. Moisés casou-se com uma das princesas deles. Os Midianitas eram os descendentes dos trabalhadores de metal cainitas que veneravam a Deusa nas minas de ferro do Sinai, e que tinham o fabuloso Tubal-cain como ‘instrutor de cada atífice no latão e ferro’ deles. Como nos conta Samuel Samuel 13:19, os Smiths ou Schmidts foram expulsos de Israel. “Agora que não há trabalhador de metal em toda terra de Israel, porque os filisteus disseram, pRA que os hebreus não façam espadas e lanças”. Estou fascinado por este envolvimento dos trabalhadores de metal pelo fayo de que EA é considerado o fundador da alquimia e da arte da forja de metais na Terra.

Segundo as Tábuas do Sinai, os trabalhadores em metal Cainitas-Midianitas habitavam uma comunidade mineradora no Sinai. Eles chamavam o deus deles Elath-Yahu, que a mitologista Barbara Walker diz que é uma combinação de YAHWEH com El-Lat ou Alla-Tu (Alá ou Tula), a Senhora do Submundo que também era conhecida como Hathor e Astarte. O deus dele era representado por um Pilar de nuvem de dia e um Pilar de fogo de noite, para dar luz a eles. Os trabalhadores de metal Cainitas dedicavam sacrifícios do Bom Pastor a deusa como a Terra, que abria sua boca para o sangue de Abel. O Livro do Exodus nos conta que tão cedo ele viu os israelitas venerando a imagem dourada [ ou Pilar da Deusa] a raiva dele ferveu, e ele atirou as tábuas e as quebrou aos pés da montanha. As pessoas haviam violado sua aliança com YAHWEH, que agora toma a personalidade de ENLIL. Moisés tomou o bezerro que eles haviam feito e o queimou no fogo, reduzindo-o a pó, que espalhou sobre a água., que fez o povo beber. Pelas ordens de Moisés, os membros da tribo de Levi  sacrificaram 3.000 israelitas que haviam venerado o bezerro. Como na história de Sodoma e Gomorra, esta história por ser uma de competição entre EA e Enlil. Minha razão para pensar assim é que a palavra ‘sacrifício’ vem de sacer, que significa ‘intocável’, no sontido de ão sagrado e impuro. Uma pessoa ‘intocável’, uma a ser sacrificada, era colocada de lado para umpropósito divino, ela era apedrejada por causa do poder de sua mudança espiritual ou mana. Uma perfeita ilustração disto éo exemplo de Uzzah, que valorosamente tentou manter a Arca da Aliança ao tentar impedi-la de cair do carro de boi Embora esta intenção fosse nobre, Deus [ENLIL?] atingiu-o como um raio e o matou por ter ousado tocar no objeto intocável. Ao manter miha inclinação de interpretar as histórias bíblicas e escriturais sob uma perspectiva alquímica, podemos apenas imaginar se as vítimas sacrificiais, especialmente os Levitas, eram shamãs altamente treinados.    Os Levitas, de fato, tinham atribuido a eles os únicos direitos de comer as oferendas de comida sagrada (shemmanna) que eram trazidas  a Tenda da Presença para o Sabbath.

O Livro dos Números lista outros privilégios especiais, de fato extraordinários, dados aos Levitas. Uma outra razão porque estou intrigado com esta história é que o nome sacerdotal Levi significa um filho de Leviatã, que era um outro nome para Tiamat. Moisés, cujo nome é derivado da mesma raiz de “messias’, é descrito como filho de uma mãe e pai Levitas,como seu irmão Aarão. Leviatã era também o título hebreu da Grande Serpente Nehushtan, cuja veneração foi estabelecida por Moisés. Isto, tenho concluído, não era uma serpente comum. Era um buraco de minhoca. A mãe de Moisés foi forçada a abadona-lo em um cesto entre os juncos [ Tula é o lugar dos juncos] ao lado dos bancos do Nilo  [ A Via Láctea]. Estes ensinamentos foram ‘sub rosa’ [ sob o sinal da rosa]. O segundo conjunto de tábuas continham os ensinamentos de ENLIL, o código penal chamado Dez Mandamentos que ainda estão em vigor hoje. Então, se a Arca é um substituto portátil do Monte Sinai, qual era a importância do próprio Monte Sinai? Como comenta Alan Alford em seu livro ‘When The Gods Came Down’, o Monte Sinai era a arquetípica ‘montanha cósmica’ Meru which conneque ligava o Céu e a Terra. A ‘montanha cósmica’ é um arquétipo religioso que tem sido bem documentado por Mircea Eliade, que explicou como isto simbolozou o ‘Elo ou Laço entre o Céu e a Terra’. São apenas os shamãs, dis Eliade, que realmente escalam a montanha cósmica. Nós, com certeza, estamos bem familiarizados que  este ‘Ele ou Laço entre o Céu e a Terra’ é de fato cósmico. Temos uma lista de shamãs que de fato o operavam: EA, Jacó, Moisés para nomerar uns poucos. Completamente revelado, esta montanha cósmica é de fato cósmica. Os antigos, nota Alford, viam o céu e a Terra como montanhas, falando-se metaforicamente. Significativamente, os antigos viam o Céu e a Terra como ‘montanhas gemeas’, isto é, planetas gemeos, concebidos um a imagem do outro. O Monte Sinai, então, era uma ‘ montanha cósmica’ no sentido que ele simbolizava o planeta do Ceus, Mer[u] ou Tiamat, e sua prole, Kingu, a Lua. Meru é também o nome do mundo montanha ou eixo do mundo que deve ser ascendido por espirais até alcançar o centro oculto. Esta montanha tem quatro enormes suportes. Esta descrição sugere que Meru é uma cópia do Mar do Vidro. Assim o é a Arca da Aliança.

As histórias deste pilar e sua conexão com buracos no espaço e almas pode ser rastreada aos Textos egípcios do Caixão que contam que depois do Dilúvio o Shemsu-Hor eregiu os pilares  djed, que eram instrumentos de poder para equilíbrio das forças naturais na Terra e na atmosfera. Em seu excelentemente pesquisado ‘Giza One’, Joseph Jochmans explica como plantar estes objetos sagrados de poder  levantaram o Ovo ou Ilha a Criação. Um era chamado ‘Membro do Progenitor’  e o outro ‘Imagem do Braço’ aparentemente em relação a habilidade deste instrumento de levantar e separar a Terra das águas do Nilo. Uma vez o Ovo da Criação era habitável, dizem os textos de Edfu, os pilares djed, usados para canalizar e equibrar a esfera da alma foram criados no Ovo. Estes pilares djed eram Pilares do Amor. Baseado nos ‘doze touros’ na frente do Templo de Salomão, que é a Terra, podemos especular que houve provavelmente doze destes objetos de poder. Depois do Dilúvio, o Ovo da Criação reaparece nos inscrições de Edfu. Desta vez o Ovo está na escuridão. As águas [alms?] que o cercam não estão mais longe das águas da ciação primeva, mas das águas dos espíritos mortos! O Ovo da Criação é descrito como estando submerso, partido, como se por um cataclisma! Aqui, provavelmente estamos falando da periódica super tempestade galática que afunda o núcleo galático. Os textos de Edfu fazem uma declaração absilutamente extraordinária. Eregir os pilares djed, ou Pilares de Amor, os pilares dourados, revivem o Ovo da Criação. Na misteriosa linguagem dos egípcios aqui está sendo nos dito que a esfera da alma estava fora de equilíbro.

Durante a Inundação, que é uma palavra fraca demais para o cataclisma, o planeta havia saido de sua órbita, lançando sua atmosfera e sua superimposta esfera de alma no caos, e assim destruindo uma grande maioria de formas de vida da Terra. As almas, cujos veículos pereceram no Dilúvio, obviamente não tinham para onde ir. Elas estavam no caos na esfera da almas da Terra. Estes seres surpreendentes, os Shemsu-Hor valem um olhar momentaneo. O Real Papiro de Turim [escrito durante o tempo de Ramses II] registra que o reinado de  Shemsu-hor se estende da antiguidade remota [ mais do que fantásticos 40.000 anos]. A lista destes reis chama os Shemsu-Hor Akhu, significando ‘Espíritos Transfigurados’. Akhu ou Ax-hu é o plural de akh ou ‘luz’, inferindo que os Shemsu-Hor eram seres de luz.   Robert Bauval especula que os Shemsu-Hor eram ‘uma linhagem de indivíduos reais e extremamente poderosos e iluminados’, mestre na ciência da astronomia, cujo propósito era ‘trazer a fruição o grande projeto cósmico’. Na literatura religiosa do antigo Egito, escreve  Andrew Collins, ‘eles são ditos terem se tornado o mesniu de deus, ‘trabalhadores de metal, ou ferreiros’ ‘. Os mesniu eram trabalhadores de metal ou alquimistas e sacerdotes de Isis. Entre outras coisas, estes trabalhadores de metal angélicos faziam armas para Horus para manter a supremacia dele. Em ‘Gods of Eden’ Collins conta das surpreendentes explorações destes deuses iniciais do Egito que viveram durante o seo tepi ou Primeiro Tempo. Os eventos que cercam a “Ilha do Ovo’. Esta Ilha era referida como terra natal. É aqui que o primeiro deus governante chamado Pn, ou ‘Este Um’, identificado pelos sacerdotes de Heliopolis como Atum, o ‘Senhor do Terror’, se estabeleceu. Ele fundou seu trono no sagrado “Campo de Juncos”  sob um radiante lotus. Ele também estabeleceu os Pilares Djed ou Tet na Ilha. Um terrível cataclisma ocorreu no fim do Primeiro Tempo. Uma serpente chamada a Grande Saltadora aparece. Os habitantes divinos da Ilha do Ovo, que eram associadoscom o deus ‘Divino Coração’ ou Thoth, luta com o invasor com uma arma chamada “Olho Som, que emerge de dentro da Ilha. A arma falha e a Ilha é destruida, seus habitantes morrem, e a escuridão cobre o mundo. A Ilha desaparece. Esta ilha afundada, o santum dos deuses criadores, é falado em varias formas por muitas culturas. É como a força do capítulo terreno da história da Atlântida. Atl também é o anagrama para Tla ou Tula, a terra sagrada de Pan ou Phanes, o Revelador, cujo nome obviamente sia de Pn o governante da Ilha do Ovo.  Pan é pensado ter sido o rei sacerdote de Atlântida [que os maiaschamavam Tula]. O Pilar de Osiris chamado Palladium na tradição da deusa, originalmente pertencia a Pan. Significava AMOR, o que o torna o mesmo que Pilar de Meru, Min, Ashera, Ax, Ass ou Touro. As história dizem que não apenas Phanes ou seu Pilar, tem a fenomenal habilidade de trnsportar almas de uma dimensão para outra, ele também pode perfurar buracos no espaço. Agora isto é muito fascinante. Phanes ou Pahanes é o mesmo nome de Pahana, o ‘ verdadeiro irmão branco’ dos índios Hopi. Ele uma vez apareceu aos Hopi depois de um cataclisma e os levou por um ‘buraco’ para o Quarto Mundo. Ele era chamado Massau, uma palavra indígena Hopi que é surpreendentemente similar a Moisés bem como o aramaico meshiha, o hebraico mashiha, e o grego messias. Para os cristãos, o Messias é Jesus, o Cristo.

A história Hopi do Quarto Mundo centra-se no Povo Formiga. Depois que o mundo deles tinha ficado desequilibrado [ novamente em sânscrito Tula é a palavra para equilíbrio] e antes de sua destruição, o povo Hopi foi dito que a visão interna deles lhes daria a habilidade de ver uma nuvem que os guiaria de dia, uma estrela de noite, até que eles chegassem a um certo lugar seguro. Guiados pela visão de uma porta aberta no topo de suas cabeças eles foram levados a uma abertura no topo de um grande monte onde o Povo Formiga vivia  [ Monte Meru]. No mito Hopi Massaw foi designado aos Hopi para ajuda-los a encontrarem seu camiho para a Terra Prometida. Mssaw, dizem os Hopi, levvou aqueles de bom coração ou pacíficos entre eles para um ‘junco’ [ Tula é o lugar dos juncos para os maias]. Deixando para trás os maus da civilização deles, eles começaram a subir [ou perfurar] seu caminho dentro deste junco para o Novo Mundo. Descansando entre os juncos na medida em que eles faziam seu caminho, eles finalmente entraram no Quarto Mundo, em Sipapuni,’ o Lugar da Emergência’.

Os petroglifos mostram as quatro Rotas de migração do Clã da Água dos Hopi. A similaridade mais surpreendente deste vaso meandro neolítico levanta uma questão: Isto sugere que os Hopi se separaram em quatro galáxias separadas ou civilizações terrenas? O Egito era uma destas civilizações?

Compare as rotas de migração Hopi (Gs) com os Gs dos túneis meandros neolíticos. Isto representa um buraco de minhoca? O Povo Formiga Hopi suscitou minha curiosidade. Eles são An? Isto explica porque sua história soa tão incrivelmente similar a raça Ana da obra prima rosacruciana de Bulwer-Lytton ‘The Coming Race’? Interessantemente, o anti-inomianismo era o termo geral para seitas cristãs que seguiram a doutrina da Apoteose ou Fazer Deus, acreditando que eles podem se tornar ‘um com Cristo’. Muitos cristãos iniciais acreditavam que a única rota para a imortalidade era a da deificação. O objeto dos mistérios deles, como os rosacrucianos, era aprender a como se tornar deificado. Um procedimento para alcançar a deificação era comer a carne e o sangue de um deus. [ O sacramento cristão de comer um pequeno fragmento do corpo de Cristo como um pão ou agnu dei tem sido notado]. A meta do antinomianismo, segundo Pitágoras, era alcançar o Ant-Ichthon, um planeta misterioso que nunca era visível. Pitágoras, que tinha uma coxa dourada, dividiu o universo em dez esferas [X], simbolizadas por dez centros concêntricos.  Antichthon provavelmente é o mesmo que An, o misterioso Planeta X.

12. A SINAGOGA DE SATÃ

Minha premissa básica de pesquisa é que o Pilar de Osiris e a Arca ou Cruz de Cristo são o mesmo instrumento, e que esta tecnologia é modelada em nossa anatomia mística projetada por EA e Ninharsag. Posteriormente, este instrumento é o centro da profecia bíblica, e consequentemente, o centro da profecia de retorno do Planeta X. Em apoio a esta premissa tenho dos exemplos da arte judaico-cristã que mostra a Arca da Aliança com seu Pilar anexo, e o combinado Pilar como a Verdadeira Cruz de Cristo. Apresentado na próxima página está uma iluminação da afamada Bíblia do século onze de Winchester agora na biblioteca de Oxford. Isto mostra David triunfantemente dançando diante da Arca da Aliança quando ela está sendo levada para dentro de Jerusalém em grande pompa e cerimônia. Do lado direito da iluminação está um estilizado Pilar de Osiris. A esquerda está um ‘verme’ ou ‘ alma serpente’ que vive na Arca. O verme e o pilar são uma combinação perfeita para o hieróglifo que está no topo por um Caixão ou Pilar de Osiris – o símbolo do tablete Shuti ou iluminação.  Ambos simbolizam i naggar ou ‘serpente alma da sabedoria’. Como podemos ver, alguém no conhecimento dentro da Igreja Católoca no século onze deve ter secretamente conhecido a existência deste aparelho e da alma serpente que vive dentro dele. Eles tem sabido preservar o conhecimento de sua existência.

O medalhão de uma janela na catedral de St. Denis, Paris representa a Arca da Aliança sustentada por quatro rodas e assemelhando-se a uma carruagem triunfal [ e o mar derritido]. Dentro da arca são vistos o bastão de Aarão e as Tábuas da Lei ou Torah. Dominando ambos eleva-se magestosamente das profundezas aquosas da Arca um grande pilar sustentado pelo Deus Pai [EA?]. Perto das rodas estão quatro emblemas dos evangelistas, o leão, o touro, o homem e a águia, que são por assim dizer as bordas do carro simbólico ou Cubo do Espaço. A Arca é claramente vista ser o pedestal ou plataforma da Cruz. A Arca com a Cruz acima é chamada  Quadriga de Aminadab, a carruagem triunfal do Cântico dos Cânticos que os quatro evangelistas devem atrair do fim da Terra. Um comentador francês do século XIII dos Cânticos, Honório de Autun, explica que Aminadab em pé no carro representa a Crucificação. Em minha opinião, este carro simbólico ou Arca é o mesmo que o Pilar de Osiris. É a Arca de Cristo. Segundo a história e a lenda, os Cavaleiros Templários buscaram, e possivelmente recuperaram, a Arca da Aliança do sítio do Templo de Salomão e a levaram para a França. O possível lugar de repouso dos segredos deles é St. Denis em Paris. Localizado a umas poucas milhas ao norte da Ilha da Cidade [Ile de Citie], a Abadia de St. Denis, o santo patrono de Paris, representa o esforço do Abade Suger, que divisou a igerja como centro de um novo iluminado cristianismo. Em seus três livros sobre a construção e consagração da igreja, o brilhante abade escreveu treze inscrições separadas celebrando a Luz Sagrada [X]. Em uma desta ilustres inscrições um verso inscrito nas portas douradas da fachada oeste Duger nos diz: “Brilhante é o nobre trabalho este trabalho brilhando nobremente/ ilumina a mente de forma que isto possa viajar pelas verdadeiras Luzes/ A Verdadeira Luz onde Cristo é a verdadeira porta.”

De tais palavras Suger desenvolveu sua teoria de lux continua, ou luz contínua. Sua meta era trazer a Verdadeira Luz de Deus ao mundo. Nomeado como Denis a velha igreja da abadia  de  St. Denis tinha sido completada em 775. A Abadia foi fundada no século VII pelo rei franco Dagoberto II e a dinastia Merovíngia da qual ele veio, tem sido romanticamente mitologizada nos anais da história local e na moderna psedo-história mística que sustenta que eles supostamente sejam da linhagem sanguínea de Cristo. Os Templários são frequentemente ligados aos Merovíngios. A linhagem sanguínea deles é chamada “Serpente Vermelha’. A escultura Merovíngia mostrada aqui demonstra a cresnça deles em Cristo como a Serpente, e os liga aos Brilhantes.

As duas cruzes flanqueiam a serpente ao redor da Árvore da Vida; o símbolo dos Brilhantes. A escultura Merovíngia na igreja em Pouille em Vendee. A mística que os cerca inclui atribuições de santidade, poderes mágicos [ derivados de seu longo cabelo vermelho] e até mesmo divina origem, derivada de sua suposta descendência da linhagem sanguínea de Jesus. Segundo a história, a linhagem sanguínea Merovíngia foi fundada pelo Rei Merovee, que é dito yer sido gerado por um ‘Quinotauro’, um peixe gigante ou monstro do mar, que violou sua mãe quando ela foi nadar no mar.Ele foi chamado Merovee porque em francês mar é ‘mer’. Como temos visto, é também uma referência em Tiamat. Este meio- humano e meio- peixe é EA ou um de seus sucessores. O nome de Dagoberto revela as origens divinas de sua linhagem sanguínea. Dagoberto vem, com certeza, de Dagon. Dag significa peixe e a palavra Bert tem suas raízes na palavra Bahir. Então o nome de Dogoberto significa literalmente “Rei Sacerdote da Casa do Peixe’ . Depois de um golpe palaciano o jovem Dagoberto foi exilado para a Irlanda. Em algum ponto durante sua idade adulta inicial ele é suposto ter frequentado a côrte do alto rei de Tara. Isto, muito incrivelmente,parece ser Jesus, o Quinotauro ou Rei do Terror. Corroborando a identificação com Jesus com o Rei de Tara ou Terror é o famoso objeto rpunico inglês conhecido com caixão do franco, datando de por volta de 700, o tempo de  St. Denis, e chamado asim em homenagem ao homem que doou a maior parte disto ao Museu Britânico. A frente da caixa tem uma cena de Adoração de Cristo. A principal pode ser lida no sentido dos ponteiros do relógio ao redor da caixa. O texto nos propõe um enigma sobre as origens do material [osso de baleia]: ” O peixe bate os mares nas montanhas em penhasco; o Rei do Terror [Jesus] se torna triste quando ele nada nas lascas de pedra”.

O Caixão dos Francos. Pelo tempo de Suger, 1137, que a muito tem sido o abade real da França. o lugar onde os reis franceses eram educados e enterrados foi dilapidado. São Bermardo condenava isto como uma ‘Veneração a Vulcano” e uma ‘sinagoga de Satã’. Suger decidiu melhorar o que era para naquele ano ele começou a trabalhar na extremidade oeste da igreja, construindo uma nova fachada com duas torres e três portas. Em 1140 ele mudou da extremidade oeste para para a outra extremidade da igreja e começou a construir um novo coro. Isto foi completado em 1144. O resultado foi um maior evento ma história da arquitetura; a arquitetura espiritual que veio a ser chamada gótica. Para Fulcanelli, a arte gótica é uma corrupção da palavra argotique. A catedral é um trabalho de arte gótica, isto é, o barco Argo. Os Argonautas que navegavam este barco. Eles falavam uma linguagem especial, argot, a linguágem poética das Ces ou Linguagem da luz, a arte gótica, diz Fulcanelli, é de fato a arte da luz.

Na história teutônica, o deus Teut (Tehuti ou Thoth) gravou as runas para explicar os segredos de Got ou Deus e o Mundo Ash ou Árvore da Vida. Sobre a primeira runa, asa, um pilar ereto, que siginifica “Is” [ser, estar], ele construiu uma linguagem chamada gótica. Isto é o mesmo que lotus. O espírito Is é a matéria primordial. Para interpretar  seu significado Teut criou a runa e a chamou Aether ou éter [ a quintessência, a Palavra, madeira]. Ela é frequentemente chamada tel pelos poetas [Skopes e Skalds] e é simbolizada pela cruz fechada dentro do círculo. Suger queria criar uma igreja que fosse até mesmo maior do que a famosa Igreja  Hagia Sophia em Constantinopla. A Igerja de St. Denis se tornou um modelo para a maioria das catedrais francesas do final do século XII, inclusive . Notre Dame, Chartres e Senlis. Suger mantece uma detalhada narativa da reconstrução de sua igreja embora ele não mencione artistas ou arquitetos que trabalharam nos projetos.  Ao invés, ele se credita, com a inspiração do céu, por criar o estilo gotico e as janelas em vitrais. A verdade deste assunto é que ele estava implementando o conhecimento ganho pelos Templários na Terra Santa. Os eruditos especulam que seja o que for que os Templários descobriram no Templo de Salomão, seja por acidente ou projeto, direta ou indiretamente envolveu uma grande quantidade de riqueza potencial. Bem como algo mais, algum segredo explosivo que somente os oficiais de alto eslão ficaram sabendo. Seja o que for que os Templários descobriram, todos os registros, todos os arquivos e toda evidência de sua existência foi destruída. A implicação sendo que era algo mais do que um tesouro de ouro, algo tão fantástico que nem mesmo a tortura podia descerrrar os lábios dos Templários. A especulação corre do segredo da alquimia aos iniciais manuscritos cristãos. O Cristianismo, a respeito das origens eu acredito que os Templários recuperaram os segredos do Scala Dei, o Pilar de E.A. Junto com isto eles descobriram a ciência secreta de EA, a ciência de Deus e o Selo do Mundo dos Templários. Investigaremos a serpente ou alma flutuando dentro dele mais deste objeto flutuante no próximo capítulo.

13. ATLÂNTIDA

A criação de EA de uma super raça teria representado uma enorme ameaça para ENLIL [ e toddas as futuras ordens mundiais destinadas a escravizar a humanidade], que como um gerente dos assuntos da Terra, buscva manter a humanidade firmemente sob seu controle. Esta ameaça seria parente do moderno cientista genético ou político hitlerista criando uma super raça de humanos que percebe a raça atual como inferior e portanto busca controlar ou até mesmo destrui-la. Toda agência de segurança nacional no planeta seria para eliminar tal cientista renegado. Para proteger sua nova Criação de ENLIL, EA e Ninharsag criaram um lugar seguro. Aqui, dizem os maias, chegamos no verdadeiro Jardim do Eden da raça humana. Os maias, somos lembrados, chamavam Aztlan/Atlântida por seu nome mais sagrado, Tula, e recordavam-se disso como um ovo ou ilha da criação. Nos monumentos mexicanos os ideogramas para Tula são a garça, a ave de luz que se torna a fênix, o símbolo da alma. Não apenas os maias, mas também os chineses, japoneses, egípcios, hindus, habitantes de Fidji e outros acreditaram na existência de uma ilha original, particularmente uma associada ao deus serpente e deusa ou deus dragão e deusa do oceano. Isto, com certeza, nos lembra EA e Ninharsag. Na Atlântida EA era conhecido como Poseidon, o Netuno romano, o “criador cheio de arte’ que carregaca o ridene de três pontas. Poseidon ou Poseidonis, o Príncipe do Mar, era um outro nome para Atlântida. O rei deus da Atlântida partilhava este nome. Na narrativa da Atlantida registrada por Platão, é dito que Poseidon deita-se com Cleito e gera dez gemeos reais de Atlantes. Os nobres reis da Atlântica veneravam Poseidon como seu sncestral tribal. Os atlantes eram descendentes dele. Posei, ou originalmente Potei, é um título que significa ‘Senhor’, Don ou D’An  significa sabedoria e ‘ luz de An’ [um outro nome para o Planeta X]. Daí Poseidon é o Senhor da Sabedoria, uma outra ligação coom EA, a serpente da sabedoria da história do Eden, que rea chamada ‘Grande Luz’ pelos seguidores de João Batista. O cavalo branco e um tridente simbolizavam Poseidon. Como temos visto, o cavalo ou égua branca é também um símbolo para Tiamat, que uma vez foi uma das Pleiades ou Atlantides. O tridente representa o triplo falo, a Tripla Chave, um símolo que era intercambiável com o trevo celta, ou florete terror. Um dos mais velhos emblemas da divindade trinitaria, o trevo, era conhecido já pela civilização do vale Indo (c. 2500-1700 BC). Os árabes pré islâmicos chamavam o trevo de  shamrakh, o lirio de três lobos ou flor de lotus. É o trevo que, como a ferradura, é considerado um amuleto de boa sorte. O simbolista  Harold Bayley resolve o trevo em ‘ luz do sol, o Grande Fogo’. Isto é a Cruz. Nos contextos cristãos é usado como um símbolo para a Sagrada Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. O trevo é a mais familiar plante de três lobos e é reclamado pelos irlandeses como símbolo de seus santo patrono, Patrick. O que a maioria não entende é que Patrick, cujo nome é abreviado para Pattty, é Pati, Potei, ou Poseidon.

O símbolo do trevo de Poseidon aparece sobre um fantástico monstro que é rastreado a EA e chamado Makara na Índia. O Makara, cujo nome significa monstro do mar, é apresentado de diferentes maneiras. Suas caraterísticas geralmente incluem aquelas de um crocodilo, um elefante, um pássaro, uma cobra ou um peixe. Esta criatura parece derivar do mítico grande criador similar ao dragão conhecido como ‘UR’ pelas cosmologia Mandeana. Ur, significa ‘luz’, o que combina com EA , construiu a Sagrada Casa que se tornou Ur Salam, que é Jerusalém. O nome Makara é um jogo de palavras para Fazer. O ‘Fazedor’, temos visto, é um modo de definir Tula. Deus, o ‘Fazedor’ é chamado a Palavra. Como notado anteriormente, a palavra ‘Palavra’ contém os elementos de W, serpente, or, a luz; d, a porta. “Serpente, porta da luz de Tula” é uma excelente definição de Makara, e a serpente flutuando no pilar  no hieróglifo de Osiris.

O Templo de Salomão, a Casa Sagrada de Deus, construida no topo do Monte Moriah [Meru] em Jerusálem sob a dieção do rei fenício de Tiro [ Terror] foi construído sem o uso de instrumentos de ferro. Ao invés, um verme verde chamado Shamir foi usado para cortar as pedras. Estou cativado pelo modo como shamrakh e shamir ou shamir-ok de assemelham tam estreitamente. Salomão dispendeu um grande esforço para obter o shamir, até mesmo contactando demônios. Também criou no crepúsculo da vespéra de Sabbath dos Seis dias e Criação, estes seres tinham algum relacionamento com o shamir (brilho ou shem-mer) e outros fenômenos sobrenaturais criados neste crepúsculo excepcional. O Midrash relata que Salomão consultou o  maligno rei caído dos demonios, Asmodeus, que não tinha o shamir mas sabia muito de interesse sobre ele. Isto não deve ser surpresa. Um outro de seus nomes é Phanes. Os conselheiros disseram a Salomão sobre uma montanha onde morava Asmodeus. Neste montanha havia um poço do qual Asmodeus diariamente retirava sua água de beber. Ele o fechava depois de cada uso com uma grande pedra e o lacrava antes de viajar para o céu para onde ele ia a cada dia para participar ns discusssões da academia celestial.  A cada dia ele voltava a Terra para participar, invisivelmente, no discurso das casas terrenas de aprendizado. Salomão enviou seu melhor auxiliar para capturar e levar Asmodeus a Jerusalém. Depois de vários dias de espera, Asmodeus foi levado diante do rei sábio. Ele disse a Salomão que desde os dias de Moisés [ que havia empregado o shamir enquanto escrevia as tábuas na pedra], o verme tinha sido confiado ao cuidado de um anjo [ ou Príncipe] do Mar [Atlântida, Posseidon ou EA] que o tem deixado a cargo da ave poupa [ ou esécie de galinhola]. A espécie de galinhola que prometeu guarda-lo com a própria vida; or eons e ela o tem com ela por todos os tempos, segura na Jardim do Eden.

Algumas vezes quando a poupa voou pela Terra, ela manteve o poderoso verme agarrado em seu bico, partindo com ele somente para abrir rochas nas montanhas desoladas, que ela pode semea-las e fazer com que a vegetação  floresça e forneça alimento a ela. O ajudante de Salomão estabeleceu o encontrar e teve suvcesso em entrega-lo seguramente ao Rei Salomão. Com a ajuda do miraculoso verme verde, o sábio rei construiu o Templo; entretanto nesme mesmo dia o shamir desapareceu e ninguém sabe onde o encontrar. [ Contudo uma criatura combinada a esta descrião foi vista no Tennessee em 1996. para mais veja o meu artigo 'Christ’s Cosmic Wormhole.'] O nome Asmodeus é  sh-m-d, destruir. As letras ‘d’ e ‘t’ são intercambiáveis. Isto significa que o nome Asmodeus, soletrado sh-m-t pode tervindo da mesma raiz de SHMT, o nome do laboratório genético de EA, o BIT.SHMTI, ‘a casa onde o vento ou espiral [serpente ou alma] da vida foi inalado’. Fazendo a combinação mitológica onde Asmodeus é igual a Phanes, que é igual a EA, somos forçados a concluir que Asmodeus e EA são o mesmo. Este ‘verme’ ou alma estava no comando do Rei de Tiro, que construiu o Templo de Salomão. Aqui, os alinhamos com a tradição suméria e Mandeana que diz que UR, a Grande Serpente de Luz EA, juntamente com os Brilhantes, construíram a Casa Sagrada em Jerusalém. Esta sepente soa como o shamir e o Makara. Este alinhamento identifica EA como o Rei de Tiro ou Terror. A montanha que Asmodeus amava parece ser a Montanha Serpente no centro de Tula. Como nota Sitchin, a plataforma sobre a qual foi construído o Templo de Salomão era de pedras maciças. Estas pedras foram descobertas em 1996, quando a limpeza de séculos de entulho revelou a surpreendente descoberta no Monte do Templo. Alguém por meio desconhecido tiha colocado neste ponto três gigantescos blocos de pedra. Um tem 42 pés de comprimento, outro 40 pés e o terceiro 25 pés. O maior dos três pesa incríveis 1.200.000 libras, ou aprximadamente 600 toneladas! As duas pedras menores pesam 570 e 355 toneladas cada. Até mesmo hoje não temos gindastes capazes de mover tais blocos maciços. Ainda que em tempos antigos alguém cortou estes blocos em uma pedreira que os arqueologistas dizem ficar a três milhas de distância. Entãos eles cortaram, levaram e colocaram estas pedras no lugar. Estas pedras foram cortadas pelo shamir? Somente outros dois de tais blocos no mundo combinam com este tipo. Um é a  plataforma megalítica de 12,5 acres sobre a qual fica o complexo da Grande Pirâmide [ Complexo de Rostau] no Egito. A outra é o bloco maciço do Templo de Baal em Baalbek, no Líbano que apresenta blocos de 1.000 toneladas! Uma das pedras de Baalbek tem 60 pés de comprimento e 12 pés de espessura e está colocada em uma parede ao menos a 20 pés do solo. Interessanetmenet, o Salmo 29 lista o Líbano [ Baalbek?] como um dos quatro lugares onde ‘a voz de Deus’ foi ouvida. Já que esta ‘voz’ é ouvida através da Arca da Aliança, para mim isto infere que havia mais de uma cópia da Arca da Aliança, ou que ela ‘flutua’ de lugar em lugar. Baalbek foi originalmente chamada Heliopolis, a Cidade do Sol e rea a cidade irmã de Heliopolis no Egito. Heliopolis era o lar de shem. Aeu simbolo era o the, que é o mesmo símboo para Tiro. As histórias locais contam que Adão e seu filho Caim [ cujo nome significa 'trabalhador de metal'] construiram este templo em cooperação com os Gigantes [ os Brilhantes ou Terrores]. O trabalhador de metal cchamado Caim [ um o ken] era o primogenito de Eva, gerado pela serpente e não por Adão, segundo a tradição rabínica.

Sitchin afirma que foram os Brilhantes que construiram os blocos originais do complexo de Balbek, Heliopolis, da Grande Pirâmide e o bloco original do Templo de Salomão. Em seus trabalhos ele deixa pouco espaço para dúvidas que isto que eles construiram também eram plataformas. Por agora, é esperado que o leitor tenha apreciado a interligação das religiões iniciais. Além de EA, o elo de ligação é a palavra shem que aparece como a palavra suméria para torre ou uma nave foguete, shamir ou shem-mer. o nome do verme verde.  Asmodeus ou Ashem-odeus, o nome do demonio que tiha este verme, e sham-rock, shamir-ock ou shem-rock, o símbolo de Poseideon/Atlântida. Um ourto grupo que manteve o trevo [shamrock] foi o dos Cátaros. Em suas secretas marcas d’água um touro é visto com a serpente de Asclepius ao redor de uma cruz ou Árvore da Vida. Da boca da serpenet emerge três círculos reunidos, o trevo.

No Egito o touro sagrado (Ax, ‘luz’) era conhecido como APIS, i.e. OPIS, o Olho de Luz. Opis significa ‘serpente’. Skope, a palavra alemã para poeta, significa “talentosa serpente de luz’. O latim para carneiro é ovis, e para navio, navis, avis ou ofis, ou serpente. Todas estas conexões nos levam de volta a Arca de Cristo como  o Pilar que contém a serpente que abre o buraco de minhoca.

APIS era o touro sagrado [ revelando o intercâmbio entre "serpente, opis, e touro), e o touro era o símbolo primário de Poseidon. Notavelmente o trevo é encontrado no símbolo do quinto elemento, Madeira [a Palavra], também conhecido como quinta essência. Esta definição da Palavra ilumina dois elemetos chaves da mitologia de Jesus: Jesus o carpinteiro ou trabalhador da madeira, e Jesus o sábio ou talentosa serpente, o on dos gnósticos alemães apresentado flutuando emum pilar thaler. Ele é o marinheiro ou thaler na ‘linguagem gay’, a linguagem associada aos homossexuais ou gays. Fulcanelli chama a Linguagem das Aves de linguagem gay. ‘Foi o conhecimento desta linguagem que Jesus revelou aos apóstolos, ao enviar a eles seu espírito, o Espírito Santo’, escreve Fulcanelli. É a linguagem que revela os mistérios. Os antigos incas a chamavam de linguagem da côrte, porque ela era usada por diplomatas [ e presidentes?] “Para eles ela era a chave da dupla ciência”. Na Idade Média ela era chamada Ciência Gay. O uso do Presidente George W. Bush do termo ‘anjo no rodamoinho’ é um exemplo clássico do duplo significado que carateriza esta linguagem. A Mitologia registra que Tire-sias conhecia a Linguagem das Aves, que Minerva, a deusa da sabedoria,revelou a ele. Ele a partilhou, nota Fulcanelli, com Tales de Mileto, o desenvolvedor da teoria da água como primeiro   arche e Appolonius de Tyana, que é poderosamente ligado a Cristo. Esta é uma  conexão crucial. Makara é a proa, o veículo do crocodilo, o vaso [ arche, arca Portal do Ceu] de  Varuna e Kamadeva, o deus hindu do amor. A iconografia indu o mostra como um homem branco, vestido em uma armadura de ouro, montado em um monstro do mar, o Makara. Em outras palavras, ele é a serpente flutuante. Mais cedo eu notei que a mitologia de Maria, a mãe de Jesus a aliha com as sacerdotisas de Mer ou Tiamat, que deram nascimento à Terra. Para os aztecas o crocodilo deu nascimeto à Terra. Em um dos manuscritos de Chilam Balam, ‘o Crocodilo da Casa das Águas que Correm’ é um dos nomes dados ao dragão celestial. Na Linguagem das Aves Maria ou Mare [ Tiamat] e o dragão crocodilo são intercambiáveis. A palavra crocodilo se resolve em cr ou kr, o Criador do Grande Fogo, oc de luz, di, luz, el ou le dedeuses; isto é, A Grande Luz dos Deuses. Este é EA.

Deste modo o crocodilo toma o papel de intermediário entre a Terra e o Céu. Por esta razão ele é a ponte ou é associado ao arco-iris, o arco de luz ou ‘ponte das almas’ usada pelos deuses e heróis quando eles viajam entre a Terra e o Outro Mundo. Como o arco-iris tem sete cores, assim Makara tem cino ministros, com o quinto tendo dois nomes sagrados, para um total de sete. Poeticamente falando, Makara é a ‘Mãe Arca” que deixa pouca a supor porque, no Velho Testamento Makara o crocodilo aparece sob o disfarce do Leviatã, e é como a Serpente Cósmica, Tiamat. Associado com Makara e o trevo desde o início está o símbolo de um ‘cacho de uvas’, que foi encontrado nos Makaras. Estas uvas são as mesmas que Josué roubou dos Brilhantes. Uma forma relacionada é o triângulo de três pontas, o trevo e o símbolo para o quinto elemento., a Madeira [ a Palavra], também conhecida como quinta essência. Eles são as Três Jóias do Budismo, e podem ser os três sábios judeus do Templo de Salomão  que arrancaram a imagem de Ouro de Nabudoconosor. Também, elas são o  caput mortum, o cranio, a cabeça do morto, o ponto inicial do trabalho alquímico da cabeça tranasformando um humano [ o impuro metal base´ ]no puro ouro ou Fazer Ouro. É também conhecido como Pacto de Paz Roerich assinado segundo o nome de seu criador, Nicholas Roerich, que buscava os segredos de Cristo em beneficio de Franklin Delano Roosevelt. Roerich tinha originalmente visto o sinal gravado nas rochas na Mongólia. Ese verme verde shamir é o mesmo da serpente verde de cura levantada por Moisés? Quando Moisés levantou esta serpente ele estava levantando o Makara, o ‘Fazedor’? A essência cósmica se emanou? Ele se banhou ou bahir em seu conhecimento enevoado? Se a minha interpretação deste simbolismo está acurada, isto explica porque os faraós eram ungidos com a gordura do crocodilo sagrado, que era chamada Messeh. Os egípcios adotaram esta tradição dos sumérios que ungiam seus reis com a gordura do Mus-hus, um  gigantesco quadrúpede  serpentino. É das palavras Messeh e Mus-hus que os hebreus derivaram MSSH – a derivação que, com as vogais acrescentadas, formaram o verbo mashiach (ungir)e o nome Messias (Meschiach), que significa “o Ungido”, isto é Cristo [ do grego Kristos]. Este Cristo é o segredo buscado por Franklin Delano Roosevelt. É o segredo dos buracos de minhocas; o segredo da vida eterna.

A jornada azteca do pós vida, através do buraco de minhoca para as estrelas. É o túnel brilhante da Experiência de Quase Morte? Como tenhno concluído, podemos casualmente entrar em uma destas portas de água ou ‘portas de luz de sabedoria’. Um imenso treinamento mental, físico, emoional e psiquico foi realizado em preparação para este excursão. O resultado foi a tranformação do humano em um ‘sacer’ ou Talentoso [ um pensamento perturbador para ENLIL], ou um Brilhante. Um grupo de sacerdotes que sabia muito sobre esta transformação era o dos Jainistas. O termo Makara aparece na religião hindu do Jainismo. Os Jainistas sao os preservadores da primordial tradição oral. O conteúdo destes textos grandemente tem sido perdido, contudo os fragmentos que sobrevivem lidam com idéias fenomenais incluindo: como se pode viajar para terras distantes usando meios mágicos, como se pode realizar milagres, como se pode transformar plantas e animais [genética?] e como alguém pode voar no ar. Segundo o eninamento do  Jainismo, a era na qual vivemos representa o início de uma nova idade. Os profetas, os tirthamkaras, a apresentarão. Aqui está a nossa conexão com Makara. Tirtha significa ‘lugares secretos’. Mkares é obviamente Makara. A palavra tirthamkara é também tir, terror, tha, makara. Tirthas pode portanto ser os lugares secretos do terror ou, talvez, o terrível lugar de Makara. Esta especulação vem do livro do Geneses. Depois de sua jornada na escada para o Céu, Jacó exclamou: “Terrível é este lugar. Este não é nenhum outro do que o Portal para Deus e este é a Arca ou Portal do Ceu’. O fundador do Jainismo [ VI século AC] foi Jina, também chamado Mahavira (Grande Herói), que era visto por seus seguidores como o último dos muitos tirthamkaras (‘fazedores do vau’ ou ‘encontradores de pontes’) cujo exemplo, se seguido,  podia levar a libertação da roda do renascimento em uma só vida. Na Índia Bir [ o Bahir judeu] significa “Vir’ e ‘vira’, significando vento. Este prefixo aparece em nomes tais como Virachoca, o Deus Branco. Vira também aparece no nome de Varuna ou Viruna, o deus retratado no disco voador. Esta Ponte de Almas como o Makara é conhecido é a Arca de Cristo. Afirmando ao mundo ser em forma de disco e eterno, o sagrado Monte Meru em seu centro; Jina realizou os milagres usuais. Ele andou sobre a água, curou os doentes, transformou a água erm vinho, exorcisou demonios, fez o cego ver etc. Neste gravação Jainista o 24o. tirthamkara é venerado em uma procissão. Acima flutuam naves aéreas. Em frente est´um pilar em uma carruagem.

Do tempo de Alexandre o Grande, os monges jainistas viajavam para o ocidente para impressionar e influenciar os persas, os essênios judeus, e mais tarde os cristãos iniciais. Esta influência é revelada no nome Jain ou Jen. A palavra sânscrita para Gnose ou sabedoria é Jnana, que com a adição de um ‘ai’ se torna Jain, e com um ‘o’ se torna Jon-ana. Isto dá uma poderosa pista para todos os misteriosos ‘Joões’, incluindo os seguidores de João Batista, entre cujas fileiras Jesus recrutou seus primeiros discípulos, incluindo o ‘discípulo amado’ João, o discípulo que era mais próximo ao coração de Cristo, sobre o qual inclinou-se Jesus na última Ceia, e que nunca conheceu a morte. Cristo foi dito ter dado uma iniciação secreta a este João, cujo nome iniciático era Lázaro. Ele trouxe o Santo Gral a sala superior da última ceia. Mais tarde um outro João, chamado Divino, andou nas salas de cristal da côrte de Cristo e se tornou conhecido como João o Revelador.

Para o maia Gen ou G, significa galáxia. Gen significa amor na China. A definição de Gen para Webster é ‘nascer, tornar-se’. Virgem, , Vira-gen ou Vira-Jain tudo significa fogo ou luz do amor. Jen, etmologicamente, é uma combinação para ‘ser humano’ e para ‘dois’. É variadamente traduzido como bondade, benevolência e amor. [ Gen significa amor em maia]. Jen, nota Huston Smith, era a virtude das virtudes no camiho de vida de Confucius. Era sublime, até mesmo transcendental, a perfeição que ele confessou que nunca havia plenamente encarnado.     Jen envolve uma apresentação das capacidades humanas em  seu máximo. Estas capacidades, temos visto, eram chamadas  siddhes. ‘é  uma virtude tão exaltada, escreve Smith, que alguém não pode senão sr cuidadoso ao falar dela. Para o nobre é mais preciosa do que a própria vida. A pessoa de Jen é o caráter máximo: magnanima, altruista, empática, grande de coração.

CONCLUSÃO

Poseidon (o Netuno romano) é o hindu Ida-spati, que significa ‘mestre das águas’ e é idêntico a Narayana e Vishnu, que, como Poseidon morava acima e não sob as águas, e encontrou sua morada na Montanha Sagrada, Meru. Este era o nome para a montanha central da Atlântida. EA é também considerado a personificação do espírito e raça dos Atlantes, bem como da raça de gigantes, a prole dos Filhos de Deus que tomou por esposas as filhas dos homens que eram belas, e cujo equívoco da humanidade foi a causa do Dilúvio. Algumas detas proles – como os Ofitas – são descritos como tomando a forma de gigantes, dragões, e monstros do mar [ makaras], enquanto que outros são ditos terem nascido de aparência normal humana, com a exceção de sua brilhante pele branca e seus períodos de vida extremamente longos. Esta é a linhagem que nos trouxe Noé, Abraão, Isaac, Jacó, Josué, Rei David, Salomão, Jesus e muitos outros, em outras palavras, a linhagem sanguínea do Gral. Ahistória conta que estes seres ensinaram a humanidade os segredos deles, inclusive os supramencionados siddhes, bm como uma doutrina espiritual secreta que apenas certos humanos eleitos [aqueles que ibtiveram o Sangue de Cristo] seria permitido posssuir. Eles criaram escolas e sociedades secretas, identificadas pela cruz do Planeta X, para transmitir sua doutrina através das idades.

Rão bizarra quanto parecem, um surpreendente número de antigas representações apreentam o Deus-criador omo uma serpente/dragão ereto com um pilar como um tronco. Estas representações são vívidas e cativantes, mas vazias de significado para a maioria dos academicos. a minha opinião elas estão representando estes salvadores como buracos de minhoca. Os Titãs, os governantes da Atlântida, eram representados como meio-humanos, meio-serpente.

Chnoubis de Amanhecer’ (i.e. a Estrela da Manhã), que era ‘O Espírito de Todo Conhecimento’. O nome dele é Nous ou Chnoubis. A ‘serpente’ Chnoubis, como a serpente abrasadora levantada por Moisés, era vista como um deus de cura, e renovador da vida. Esta imagem provavelmente foi tomada emprestada dos sumérios, que ligavam esta figura com EA e Asclepius. Em sua obra, ‘ Secret Teachings of All the Ages’, Manly P. Hall nota que: ‘Para os Gnósticoa, o Cristo era a personificação de Nous, a Mente Divina’. Posteriormente, segundo os Gnósticos, Cristo emanou-se de um reino superior ou hiper espiritual. Ele desceu para o corpo de Jesus no batismo e o deixou novamente durante ou antes da Crucificação. No início da era cristã, os seguidores gnósticos de Cristo representavam o Salvador como  Peratae, ou Peraticos, chamavam Chnoubis pelo nome Chorzar. Eles afirmavam que era uma forma de Kore, que estava entre os nomes mais iniciais do espírito feminino no universo. A palavra ‘kore’ é o mesmo que núcleo, como no núcleo de nossa galáxia. Os Peretae [ pere é o velho alemão para urso] funcionavam como uma sociedade secreta em colaboração com um grupo chamado os Carpocratianos, que fizeram uso de muitas práticas herdadas do culto de Isis, que era chamada  Stella Peratis. Juntos, eles preservavam e praticavam os mistérios míticos do mundo antigo. Os Peraticoa acreditavam que a salvação era apenas possível para aqueles que fossem capazes de atravessar da esfera a criação, que chamo de Esfera da Alma e fatalidade e alcançar o ‘outro lado’ [Peratos], daí o nome  Peratae, então transcender a própria morte. Um nome persa para os espóritos radiantes e alados é peri ou pari. A casa dospari rao Paraíso, a Brilhante Luz de Per. Para ‘chegrar ao outro lado os Peraticos e Carpocratianos tiravam inspiração de duas fontes primárias. Primeiro, os Peratae estudavam nossa anatomia mística. Eles recuperavam s antigos ensinamentos orientais e egipcios a respeito do interrelacionamento místico entre as diferentes partes do corpo humano e os corpos celestiais [ osto é, estrelas e planetas]. Eles especulavam sobre a natureza do cérebro humano bem como os centros de energia dentro do corpo. Como explorei em meu livro ‘God Making’, a região do plexus solar do corpo corresponde a Arca da Aliança. O processo de transformação alquimica ocorre no andomen inferior. Em grego, o Vaso Filosófico é chamado ‘krater’. Krater ou taça contem a palavra arca. Para elevar a vibração do corpo ou Chave da Vida dentro eles divisaram métodos especiais tais como o controle do ritmo da respiração [ uma concordâncias com aspráticas Tantricas do Yoga], o canto de sílabas místicas, e por último, e mais importante, a retirada e redirecionamento da energia sexual. A segunda fonte de inspiração era  Carpocrates, um alexandrino do segundo século, que afirmava a posse de um ensinamento secreto de Jesus encontrado intacto em um documento chamado o Evangelho Secreto Segundo Marcos, ou M-Arca em nossos termos. Este evangelho aecreto incluia uma alusão a ressurreição de Lázaro como sendo uma iniciação do apóstolo João pelo próprio Jesus. Uma cópia parcial deste documento notável apareceu na primavera de 1958 quando  Morton Smith, então um estudante graduado de teologia da Universidade de Columbia, estava catalogando manuscritos mantifos na biblioteca do monastério  Mar Saba, localizado a doze milhas ao sul de Jerusalém.

Entre os manuscritos Smith encontrou uma carta de Clemente de Alexandria, um Pai da Igreja do segundo século, pra Teodoro, congratulando-o pelo sucesso em suas disputas com os Carpocratianos. Estes hereges gnósticos aparentemente estavam em conflito com Teodoro. A carta se referia ao Evangelho de Marcos. Clemente responde a Teodoro recontando uma história sobreo livro de Marcos. Depois da morte de Pedro, Marcos trouxe seu evangelho original à Alexandria, Egito e escreveu ‘um evangelho mais espiritual para o uso daqueles que estavam sendo aperfeiçoados’ . Clemente diz que este texto é mantido pela igreja alexandrina para uso apenasna iniciação nos ‘grandes mistérios’. Contudo, Carpocrates, pr algum meio mágico não identificado, obteve uma cópia e a adaptou para seus próprios fins. Clemente exige quew Teodoro não dê atenção a esta versão herética do Evangelho de Marcos. Na opinião de Smith o Jesus histórico era um mágico, ele apresenta evidência suprimida que sustenta esta opinião. Em seu útimo livro, ‘Jesus the Magician’, ele apresenta a evidência suprimida que sustenta esta opinião. Na minha opinião não há evidência mais clara do que a arte inicial cristã retratando Jesus da exata maneira de Thoth, o mágico egício e fundador da alquimia.

Os gnósticos eram amanets dos jogos de palavras. Tome Nazareno, um título aplicado a Jesus, por exemplo. Tem sido pensao referir-se a Nazaré, a cidade onde Jesus é alegado ter vivido. Belém, Nazaré e Galiléia todos afirmam ser o lar de Jesus. Os eruditos agora declaram, contudo, que a cidade de Nazaré não existiu ao tempo de Jesus. Portanto, Nazareno deve se referir a algo mais. As palavras Naaseni e Nazareno são acreditadas por alguns terem se originado de nazar, que significa ‘guardar’, ‘manter’, ‘proteger’ e de naasou nahash, o hebraio para serpente.O historiador Michael Grant interpreta Nazoraios como ‘guardião’ e diz que isto vem da raiz ‘netser’ que significa ramo. Jesus era conhecido como do ramo de David, o Messias tão esperado. Grant identifica Jesus como um membro de uma exclusiva seita religfiosa de reis-sacerdotes que guardavam ou ‘vigiavam’ os segredos da antiga ciência da salvação e iluminação. Este grupo herdou este papel do Egito e do antigo Neter [também querendo dizer nuter ou Nu], significando ‘aquele que observa’. Isto também se refere aquele que navega com EA, o povo. Neter eram os seres-deuses msculinos do Egito. Nu-trit, ‘a que nutre’ era o feminino de Neter. Budge nota que Neter foi um termo usado para denotar uma qualidade de alma. Como ele é mencionado em oposição ao morto, ele diz, parece se referir a uma alma viva e forte. No ‘Livro dos Mortos’ neter é mencionado em conexão com a existência eterna e a auto-produção, que Budge liga ao poder de ‘renovar a vida indefinidamente’. Em outras palavras, ele diz, neter parece se referir a um ser que tem o oder de gerar vida. A palavra neter passou diretamente à linguagem copta como nouti e noute, ambos os termos significando Deus e Senhor. Ambos os termos eram aplicados a Jesus. O conhecimento secreto, proponho que Jesus possuia e protegia eram os segredos nucleares da transformação do DNA humano- o fluidor das almas ou – em um neter [Brilhante] preparatório para navegar a terra do Neter-Neter, o lar dos deuses via a Arca de Cristo. Este conecimento veio de EA. Estes termos se alinham com a tese que o Senhor Melquisedeque [EA] iniciou uma linhagem sanguínea do Gral para preservar os segredos da iluminação. Para acessar estes segredos, que são simbolizados pelo H, tem que nascer na linhagem sanguínea ou transformar o ritmo ou vibraçao do sangue para que este se combine com aquele de Neter. Em outras palavras eles tinham que adquirir seu H. Este era o símbolo para a escada  que leva à Arca de Cristo. Além de EA e Jesus, vários outros deuses salvadores foram apresentados como meio-humaos e meio-serpentes, incluindo o romano Júpiter, o egípcio Amon, Buda e Quetzalcoatl. A razão para estes salvadores serem apresentados como serpentinos parece ser porcausa que eles realmente sejam buracos de minhoca. Estes deuses são passagens interestelares criadas pelos Brilhantes e usadas para a alma voltar para ‘casa’. Esta passagem não é feita na forma humana. Ela é feita no véuculo Merkaba, a Arca de Cristo, o veiculo no qual a alma viaja o arco para a terra do Amor, que Jesus chamava AMOR, lar para Tula. Isto pode ser o porque muitos deuses em rodas voadoras eram apresentados com arcos em suas mãos. Este deus pode ser um arqueiro. OU, ele pode ser uma arca ou construtor de ponte, um bio engenheiro.

Embora esta conclusão seja puramente especulativa, acrdito, ela fornece uma explicação razoável para a representação destes salvadores.

Um ‘ladrilho’ ou Pedra de Luz chamada keramion foi reputadamente descoberta ao longo do Sudário de Edessa tendo a mesma face como na roupa. Durante a mesma expedição que encontrou a Pedra de Roseta, um membro do exército de Napoleão encontrou a pedra mostrada aqui em 1798 no Egito cem anos antes da primeira fotografia do Sudário em 1898. Esta face tem ums desconcertante semelhança com a face do Sudário de Turim. É Jesus? Se é,  o Sudário de Turim não é a única representação dele.

Claramente, a idéia de EA, Cristo ou Buda ou Krisna como um buraco de minhoca cósmico é uma idéia revolucionária. Como o cristão típico reagiria se um buraco de minhoca abrissse com a face de Cristo dentro dele? Eles toamriam uma carona em seu cavalo branco? Se um tal buraco de minhoca se abrisse levaria a uma ridícula transformação de nossa sociedade? Nosso mundo, como dizem os maias, renasceria. Realmenet, ele seria irreconhecível. A primeira Renascença ocorreu em parte por causa da redescoberta dos trabalhos de Hermes, o guardião dos segredos de X. Parece razoável concluir que o cumprimento da profecia mais da abertura de um buraco de minhoca levaria a uma nova Renascença. Neste último livro, Apocalipse,  D.H. Lawrence ressalta uma peça muito antiga de sabedoria que sempre será verdade. O que era bom no início de uma era se torna uma potência do mal no fim. O buraco de minhoca, a boa serpente no início da história humana, se torna má serpente da era cristã. Durate esta mudança de era, diz a profecia cristã, a serpente mais uma vez deve ser levantada. Como observa Lawrence, o dragão vermelho da Revelação é o dragão que deve ser morto. O novo dragão é verde ou dourado, verde como aquela luz do amanhecer esverdeada que é a quintessência de tudo novo e a luz que dá vida. João o Revelador relembra sobre isto quando ele faz a face de Cristo verde como esmeralda. “Este brilho verde’, diz Lawrence, é o próprio dragão, na medida em que ele se move envolvendo e se retorcendo no cosmos. É o poder do burco de minhoca espiralando pelo espaço e espiralando ao longo da espinha de cada umano na Terra. Se vamos permitir, isto nos levará ao reino dos Brilhantes.

Publicado em: às junho 12, 2009 em 12:31 pm  Comentários (2)  
Tags: , ,

A Descoberta de Gizé

A Descoberta de Gizé

Peter Goodgame

Parte I

A Busca pela Tumba Escondida
de Peter Goodgame

“Pessoalmente acredito que a camara secreta de Khufu está escondida dentro da pirâmide’ -  Zahi Hawass, de uma palestra na Filadélfia no início de julho de 2005

Em outubro de 2005 o mundo testemunhará um outro sério esforço para descobrir alguns dos mistérios que estão enterrados sob a rocha e areia em Gizé. Há uma possibilidade muito boa que este esforço não será em vão, e que resultará na maior descoberta arqueológica até hoje feita na história da humanidade. Esta série de artigos explicará o que possa ser esta descoberta e, mais importantemente, o que a descoberta pode significar para o mundo não apenas arqueológica e historicamente, mas espiritualmente também. Os maiores componentes do complexo de Gizé incluem as três maiores pirâmides e também a enigmática estátua de pedra maciçaconhecida ucomo a Esfinge. A Grande Pirâmide, a maior das três pirâmides principais, foi a primeira construida e também a última remanescente das Seta Maravilhas do Mundo Antigo. É um fato bem estabelecido que a Grande Pirâmide foi construída pelo Rei Khufu, da Quarta Dinastia egípcia, cujo reinado começou por volta de 2500 AC. O que não é um fato estabelecido, embora seja uma explicação comum, é que Khufu construiu a Grande Pirâmide para ser sua própria e pessoal câmara funerária. Este não era o propósito da Grande Pirâmide – a verdade é mais interessante. O próprio  Zahi Hawass explica que o Platô de Gizé era conhecido pelos egípcios como a ‘Casa de Osiris, Senhor dos Túneis Subterrâneos’. Então, se quisermos entender Gizé e a Grande Pirâmide devemos entender o antigo deus egípcio Osiris, muito mais do que focar em Khufu, o rei que meramente teve a tarefa de iniciar a construção deste monumento duradouro. Para começar estar história devemos voltar a 1998, quando o Dr. Hawass tinha acabado de fazer o que ele chamou de sua maior descoberta, uma descoberta que definitivamente diz respeito ao deus egípcio Osiris. Você deve estar perguntando? “Quem é o Dr. Zahi Hawass?’ Bem, seus títulos oficiais são Secretário Geral do Supremo Conselho das Antiguidades do Egito e Diretor da Escavação das Pirâmides de Gizé. E outras palavras, o Dr. Zahi Hawass é o homem principal no comando das antiguidades egípcias. Nada acontece arqueologicamente no Egito sem a aprovação dele e sua assinatura, e nada acontece em Gizé sem geralmente ele estar fisicamente presente, ou pessoalmente dirigindo a pesquisa ou escavação ou observando com um olho amigável e crítico.

O Corredor de Osiris

De volta a novembro de 1998 Hawass fez uma descoberta que ele relata em suas próprias palavras, como tomadas de uma divulgação a imprensa naquele tempo: ‘Tenho encontrado um poço, indo 29 metros verticamente para baixo para o solo, exatamente a meio caminho entre a Pirâmide de Kefren [a pirâmide média] e a Esfinge. No fundo, que estava cheio de água, temos encontrado uma câmara funerária com quatro pilares. No meio está um grande sarcófago de granito que espero ser a tumba de Osiris, o deus… Tenho estado escavando nas areias do Egito por mais de trinta anos e até hoje esta é a descoberta mais excitante que tenho feito… Encontramos o poço em novembro e começamos a bombear a água recentemente. Assim vários anos se passarão antes que tenhamos terminado de investigar a descoberta.’  Zahi Hawass acreditava naquele tempo que ele tinha encontratado o local funerário de Osiris, o deus, e ele se referiu a isto como a maior descoberta de sua inteira carreira. Esta descoberta eventualmente veio a ser conhecida mundialmente e a rede de televisão FOX transmitiu um programa especial em 2 de março de 1999 intitulado ‘A Abertura das Tumbas Perdidas: Ao Vivo do Egito’. O especial foi uma enorme sucesso para a FOX no que diga respeito aos niveis de audiência, mas no que diga respeito ao mundo academico isto foi uma dissimulação e um embaraço para a a arqueologia e a egiptologia, a despeito do que pareciam ser boas intenções de Zahi Hawass. A chamada tumba e o sarcófago de Osiris foi eventualmente explicado por Hawass como sendo ‘simbólicos’, provavelmente tendo sido usados para propósitos iniciáticos e/ou rituais como parte da religião egipcia, e datando de 2.000 anos depois da construção das pirâmides [665-525 AC]. De qualquer modo, o poço no qual ele foi localizado abria para túneis previamente não explorados mas o mundo ainda está esperando que Hawass faça uma apresentação pública documentando de onde vem estes túneis, quão extensos eles são, e para onde eles levam. Esta história não está morta, mas agora tem estado quieta por um tempo. Pra examinar isto posteriormente os leitores podem ler uma excelente série de artigos escritos por Nigel Skinner-Thompson chamada “The Shaft, The Subway & The Causeway,” ou eles podem ler um artigo intitulado “Ananda in the Hallway of Osiris” que contém uma narrativa em primeira pessoa do que contém os túneis e camaras e um número de fotografias coloridas. Desta aventura podemos deduzir que Zahi Hawass mantém uma crença que Osiris foi de fato uma figura histórica e que sua tumba, e possivelmente seu corpo mumificado, devem ainda existir em algum lugar dentro do complexo de Gizé. O que também está claro é que, por alguma razão  desconhecida, Hawass quer ter certeza que quando esta tumba seja encontrada o mundo inteiro seja capaz de observar quando seus conteúdos forem revelados.

A Iniciativa Francesa

Da passada excitação a respeito da possível descoberta da tumba de Osiris agora dirigimos a nossa atenção a atual excitação a respeito da ‘tumba de Khufu’. De 6 a 12 de setembro de 2004 o 9o. Congresso Internacional de Egiptologistas se reuniu em Grenoble, França. Esta conferência incluiu uma apresentação dada por dois pesquisadores franceses que publicaram sua teoria [e livro] que as anomalias estruturais sugeriam a existência de uma câmara oculta dentro da própria Grande Pirâmide. Gilles Dormion e Jean-Yves Verd’hurt admitem serem amadores em áreas tais como história, cultura e religião egípcias, mas a especialidade deles é no campo da arquitetura e o método deles tem alcançado sucesso no passado quando eles foram capazes de localizar duas câmaras então previamente desconhecidas na Pirâmide Meidum ao sul de Gizé. A teoria de Dormion e Verd’hurt é que a câmara escondida existe sob a Camara da Rainha em uma localização simbólica no próprio coração da Grande Pirâmide. Como evidência para isto eles argumentam o buraco no chão do nicho na parede leste da Camara da Rainha que foi usado para passar cordas através e instalar o que são chamados de “portcullis blocks” que são usados primariamente para bloquear as entradas e saídas das câmaras ou passagens. A teoria deles pareceu ter sido confirmada em setembro de 2000 quando o radar de sondagem de solo foi usado no chão da Câmara da Rainha revelando uma passagem ou vazio 3.5 metros abaixo. Dormion e Verd’hurt também forneceram evidência que as pedras de pavimentação da Câmara da Rainha tinham uma vez sido removidas para ganhar acesso a esta alegada passagem, o que é ilustrado em um artigo aqui localizado. Dormion e Verd’hurt parecem ter ganho o apoio de muito do estabelecimento Egiptológico Francês, incluindo Jean-Pierre Corteggiani do Instituto Francês de Arqueologia Oriental no Cairo e Nicolas Grimal o chefe de Egiptologia do Collège de France. Grimal até mesmo escreveu o prefácio do livro deles ‘A Câmara de Queóps’, escrevendo que as idéias deles, ‘podem levar, sem dúvida, a uma das maiores descobertas na Egiptologia’. Conquanto esta iniciativa francesa pareça ter evidência sólida e sustentação de alto nível de seu lado, ela inevitavelmente não irá a qualquer lugar sem o apoio do Dr. Zahi Hawass. Para testar a teoria deles a equipe francesa tem feito lobbby por uma permissão para perfurar o chão da Câmara da Rainha e Zahi Hawass, que esteve presente na conferência de Grenoble e ouviu a apresentação, se recusa a conceder. Há um par de razões pelas quais Hawass se opõe á iniciatica francesa. Em primeiro lugar, a teoria de Dormion é baseada na idéia de que os construtores egípcios da Grande Pirâmide eram incompetentes e que a localização da tumba de Khufu teve que ser mudada de sob a Câmara do Rei para sob a Câmara da Rainha porque a pirâmide exibia sinais de falha estrutural quando estava sendo construída. Esta possibilidade não é atraente para Hawass, ele próprio um egípcio, e nem é atraente a outros indivíduos consultados por Hawass, Mark Lehner dos EUA e Rainer Stadelmann da Alemanha, que Hawass considera os maiores especialistas na Grande Pirâmide. A outra razão porque Hawass se recusa a permitir a iniciativa francesa vai mais adiante, e é porque ele quer se concentrar em sua própria teoria de onde esta tumba escondida de Khufu possa ser encontrada, e buscando dentro da Grande Pirâmide.

A Iniciativa de Hawass

A atual teoria que Hawass mantém a respeito da localização da ‘Câmara Escondida de Khufu’ remonta ao UPUAUT Projeto de 1992-93 liderado por Rudolf Gantenbrink. Este foi o projeto no qual um robô foi enviado acima de dois poços anômalos que se projetam para cima e para fora, ao norte e ao sul, da Câmara da Rainha. Em 22 de março de 1993 este robô fez seu caminho ao fim do poço sul, 210 pés acima e a 54 pés da superfície da pirâmide, onde ele encontrou o que pareceu uma porta de pedra com cabos manuais. A subsequente testagem mostrou que esta ‘porta’ tinha apenas três polegadas de espessura. A descoberta de uma ‘porta’ no fim do ‘poço-estrela’ ao sul criou uma tempestade de atenção e debate na media, mas nada foi feito até 2002. Foi então qunado uma outra equipe especial de TV foi estabelecida, custeada pela  National Geographic Society e transmitida ao vivo, como antes, pela rede de TV FOX, em 16 de setembro de 2002. O mundo observou um robô subir o poço e perfurar um pequenino buraco pela “Porta de Gantenbrink” depois do que foi inserida uma câmera oferecendo imagens do outro lado. O que se mostrou foi simplesmente o fim de um poço na forma de um grosseiro bloco lavrado, desta vez sem cabos de metal. O robô também foi capaz de ascender com sucesso o poço norte e encontrou uma outra ‘porta’ lisa de pedra com cabos de metal. Contudo, neste caso, foi tomada a decisão de não perfurar a porta. Para trazer esta história atualizada devemos ir ao Museus de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia onde Zahi Hawass deu uma palestra em julho de 2005. Segundo um relato apresentado no ‘ The Daily Star’, foi então que Zahi Hawass expressou sua confiança que a ‘a câmara secreta de Khufu está dentro da pirâmide’. Hawass explicou que suas esperanças residem além do ‘fim’ do poço sul da Câmara da Rainha e o que está além da ‘porta’ no poço norte. Segundo Hawass, em outubro de 2005 um robô construido pela Universidade de Cingapura seria enviado pelos poços para escavar ambos os blocos. Desta vez, para evitar qualquer maior desapontamento como antes, Hawass diz que a perfuração não será transmitida ao vivo, mas os resultados serão anunciados em uma divulgação de imprensa. Contudo Hawass explicou que ‘se algo interessante for descoberto, iremos mostra-lo às pessoas de todo mundo’. Ao mesmo tempo que a perfuração estará ocorrendo na Grande Pirâmide haverá também uma equipe de Birmingham, Inglaterra, realizando mapeamento por radar em localizações selecionadas no platô de Gizé. Talvez isto tenha a ver com novos túneis que foram abertos com a descoberta da chamada ‘Tumba de Osiris?’

A Parede de Gizé

Seja o que for que possa estar guardado para Gizé este outubro, parece que Zahi Hawass e as autoridades egípcias tem estado se preparando para algo grande. Em 2002 a construção começou de uma maciça parede de segurança de concreto que cerca o platô de Gizé, que, por razões desconhecidas, também se estende ao deserto vazio para abranger toda a área de aproximadamente oito quilometros quadrados. O egiptologista e místico J.J. Hurtak comenta sobre esta parede dizendo que uma tal muralha nunca teria sido necessária para os turistas, mas somente para a preparação de uma maior descoberta: “A realidade psicológica dos guardas estacionados como sentinelas em intervalos ao longo da inteira muralha leva a intriga de uma maior feição de equipe cinematográfica, destinada a poucos especialistas que estão para encontrar uma esfinge subterrânea ou obelisco, ou uma conexão entre Osiris e a constelação de Orion, muito mais do que uma característica de porta aberta para milhares de estudantes internacionacionais bem comportados de história e de arqueologia que nunca tiveram a necessidade de serem extensamente controlados”. É agora em 2005 e esta parede deve agora estar quase que certamente completa. Que tipo de evento pode possivelmente ser programado para exigir um tal alto nível de segurança? Que tipo de descoberta possivelmente pode ser esperado? É interessante que Hurtak se referiu a possibilidade de encontrar evidência ligando Osiris a Orion. Esta conexão é algo bem conhecido por muitos pesquisadores da religião e da história do Egito antigo, mas ainda não é aceita pela principal comunidade academica de Egiptologia. No artigo seguinte examinaremos porque esta conexão é importante e argumentaremos que a Grande Pirâmide do Egito, se ela de fato foi construida como uma tumba, é mais provável de conter a múmia de Osiris, muito mais do que a de Khufu, o construtor da pirâmide.

Parte II

O Mito e a Religião de Osiris, o Deus

“Glória a ti, Osiris Un-nefer, o grande deus que habita dentro de Abtu (Abydos), tu, o rei da eternidade, tu, o senhor da eternidade, que passou por milhões de anos no curso de sua existência. Tu, o filho mais velho do útero de Nut, e que foi engendrando por Seb, o Ancestral… Deixa teu coração, oh Osiris, que está na Montanha de Amentet, estar contente, porque seu filho Horus está estabelecido no trono… Ele lidera em seu barco o que é e o que ainda não é… ele é excessivamente poderoso e o mais terrível em seu nome Osiris; ele durará para sempre e para sempre seu nome será ‘Un-nefer.’ Homenagem a vós, Oh Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Governante dos Príncipes, que do útero de Nut vieste para governar o Mundo e o Submundo. Louvações devem ser dadas a ti, Osiris, Senhor da Eternidade, Un-nefer-Heru-Khuti, cujas formas são muitas, e cujos atributos são majestosos… tu que guias o Submundo, a quem os deuses glorificam quando tu te pões na noite do céu de Nut… Aqueles que se tem deitado [isto é, os mortos] se levantam para te olhar, eles respiram o ar e olham tua face quando o disco se eleva no horizonte; seus corações estão em paz contanto que eles te observem. Oh tu que é a eternidade e a Eternidade’. – Hino a Osiris  do Livro Egípcio dos Mortos [1400 AC]

Quando as pirâmides de Gizé foram construidas pelos faraós da Quarta Dinastia (circa 2600-2500 AC) o centro da religião egípcia era localizado na cidade egípcia de Anu ou Innu, mais tarde conhecida pelos gregos como Heliópolis, a ‘Cidade do Sol’. Esta capital religiosa era localizada no lado oposto do Nilo do platô de Gizé a aproximadamente doze milhas a nordeste. As pirâmides foram construídas como um monumento religioso e se fomos completamente entende-las, devemos primeiro ter um entendimento básico das crenças religiosas egípcias daquele tempo.

A Religião Egípcia

Segundo o que é chamado Sistema Eneade de criação, que foi desenvolvido e promovido de Heliópolis, havia nove maiores deuses na chefia do panteão egípcio. O deus principal era Atum, também conhecido como Ra ou Re. Foi ele que emergiu sozinho do nada primordial e ele foi representado e venerado como o Sol. O estágio seguinte da criação de Atum foram os elementos ‘ar’ e ‘água’, deificados como o deus Shu e a deusa Tefnut. Desta união veio a geração seguinte das divindades egípcias que eram o deus Geb [também conhecido como Keb ou Seb] que representava a Terra e a deusa Nut ou Nuit, que era uma deificação do céu e paraíso. Este par, o céu e a terra, foram eventualmente separados, com a canópia do céu se arqueando sobre e cobrindo a terra prostrada. Foi da união de Geb e Nut que a história egípcia começou, porque antes de sua separação Nut ficou grávida e deu nascimento a quatro filhos: os irmãos Osiris e Set e as irmãs Isis e Neftis. Segundo antigas narrativas egípcias de cada era Osiris foi o próprio primeiro rei do Egito que governou sabiamente e compassivamente em uma primordial Idade Dourada referida como  Zep Tepi – “A Primeira Vez”

O Mito de Osiris

A história da vida e morte de Osiris é relatada no mito chamado “A História de Osiris e Isis”. Este mito é recontado em partes e pedaços pelo Egito em inscrições hieróglifas, em textos funerários em papiros, e em pinturas e esculturas, mas não é estabelecido em uma completa forma literária até o escritor grego Plutarco o resumir no primeiro século de nossa era. Brevemente, segundo esta versão do mito, quando Osiris apareceu na terra do Egito esta estava em um caos e as pessoas viviam como bárbaros ignorantes. Osiris civilizou os egípcios e trouxe ordem para a terra ao ensina-los a agricultura e a escrita, ao dar a eles um código de leis, e ao instrui-los na veneração apropriada dos deuses. Depois de seu grande sucesso na terra do Egito Osiris foi em uma jornada para civilizar e trazer ordem à inteira terra. Enquanto ele estava fora sua irmã/esposa Isis governou em seu lugar, enquanto seu ciumento irmão Set conspirava para se ver livre dele e tomar seu trono. Durante uma visita de retorno ao Egito Set realizou um banquete em honra de Osiris. Ele tinha secretamente medido o corpo de Osiris e tinha fabricado um maravilhoso baú para as exatas especificações dele. Durante a festa este baú foi trazido e admirado por todos. Como se de brincadeira Set ressaltou que ele daria este maravilhoso objeto seja quem for que coubesse perfeitamente dentro dele. Todo mundo na festa o tentou, mas somente Osiris se encaixou perfeitamente e então quando ele estava lá dentro Set, juntamente com 72 companheiros conspiradores, fechou a porta do bau e cerrou-o com pregos e chumbo derretido. Eles então carregaram o baú e o atiraram o rio, onde Osiris afundou e o baú foi carregado para o mar. Eventualmente este bau foi dar no litoral de Biblos, onde a vegetação litoranea o cercou e encobriu. Esta vegetação cresceu mais espessa até parecer um tronco de uma árvore, depois do que ela foi cortada com o bau escondido dentro, e instalada como um pilar na côrte de um rei local. Depois de uma série de eventos miraculosos eventualmente Isis encontrou o bau, recuperou o corpo de Osiris e o trouxe de volta ao Egito onde ela o escondeu. Infelizmente, enquanto caçava em uma noite o maligno Set encontrou o bau, descobriu o corpo de Osiris, o cortou em quatorze pedaços e os espalhou pela terra. Então Isis foi pela terra para recuperar os pedaços do corpo de seu marido/irmão e ergueu um templo ou tumba para Osiris em cada lugar que encontrou um pedaço. Ela encontrou cada pedaço do corpo de Osiris exceto o falo e magicamente os reuniu novamente. No lugar do falo ela criou um artificial e o consagrou aos deuses, depois do que ela copulou com Osiris e ficou grávida. O corpo de Osiris foi então mumificado e enterrado em um local não revelado, o que é a primeira referência histórica ou mitológica à prática da mumificação. Osiris foi então a primeira múmia do mundo, o que é um fato importante a lembrar. O filho que nasceu de Isis foi chamado Horus e ele foi criado em segredo até a idade adulta. O espírito de Osiris frequentemente visitaria seu filho, o instruindo em assuntos de guerra e no meio apropriado de governar como um rei. Horus gradualmwente tornou-se talentosa e reconhecidamente suficiente para desafiar seu tio Set, e expulsa-lo em um número de batalhas épicas. Horus eventualmente superou Set militarmente e então também legalmente, quando o Conselho dos Deuses deu a Horus a autoridade para governar a inteira terra do Egito. Osiris também foi recompensado pela virtude que ele apresentou em sua vida ao ser transformado em um deus e recebeu a autoridade para julgar os mortos e governar o Submundo. Desde então cada rei do Egito foi conhecido como um descendente de Horus e de Osiris.

Os Símbolos de Osiris

Na arte egípcia Osiris quase sempre é representado como uma figura que está mumificada em linho branco do seu pescoço para baixo, com apenas seus braços ou mãos desatados. Ele geralmente é mostrado usando uma coroa branca, o ‘hedjet’, que é a coroa que sempre se refere ao Egito Superior [sul do Egito]. Há também uma coroa vermelha, a ‘desret’, que é geralmente reservada para o Egito Inferior, e havia também uma coroa dupla, ‘a pschent’, que simbolizava a autoridade de quem a usava sobre ambos, o Egito Superior e o Inferior. Osiris quase sempre usa a coroa branca, e raramente a coroa vermelha, mas Horus é frequentemente apresentado usando a coroa dupla. Osiris também é representado com uma pele verde, que os egiptologistas explicam com o fato dele estar morto, ou uma alusão a seu papel como um deus agrícola. Osiris é frequentemente representado segurando um objeto curvo, ou bastão curvado, e um mangual. O objeto curvo era um instrumento de pastor, enquanto que o mangual era usado como um instrumento de trilhagem na agricultura. Estes se tornaram símbolos da realeza e foram adotados pelos faraós através das idades, inclusive por Tutankamon. As imagens de Osiris são frequentemente acompanhadas pelo símbolo hieroglífico conhecido como ‘ankh’, que parece uma cruz com uma volta no topo. Este símbolo hieroglífico é o antigo símbolo egípcio que significa ‘vida’ e era usado no caso de Osiris, como o é a cruz no cristianismo, para se referir a vida depois da morte e a vida eterna. Um outro símbolo usado em conexão com Osiris que tinha as mesmas conotações era a ave Bennu, ou fênix, o passaro legendário de presa que morre uma morte em chamas e sempre renasce das cinzas. Algumas narrativas afirmam que este pássaro primeiro emergiu do coração de Osiris, enquanto outras igualam o pássaro Bennu a alma de Ra-Atum. Como continuaremos a mostrar, o tema da ‘ressurreição’ é uma companhia constante da figura de Osiris. Um outro importnte símbolo para Osiris é a constelação de Orion. Como explicado na Parte I, esta é uma conexão ainda debatida dentro do campo da Egiptologia, ainda que a evidência pareça ser clara. Abaixo estão várias traduções de várias inscrições que datam aproximadamente de 2175-2350 AC. Eles são as mais iniciais referências a Osiris em existência e elas claramente conectam o deus com a constelação de Orion:  Expressão 219: “Em seu nome de habitante de Orion, com uma estação no céu e uma estação na terra. Oh Osiris, volte sua face e olhe este Rei, porque sua semente que saiu de você é eficaz”. Expressão 442: “Este Grande tem caído sobre seu lado, ele que está em Nedit é caido. Sua mão é tomada por Ra, sua cabeça é levantada por duas Eneades. Observe que ele vem como Orion, observe, Osiris tem vindo como Orion… Oh Rei, o céu lhe concebe com Orion, a luz do amanhecer o sustenta com Orion. Ele que vive, vive pelo comando dos deuses, e você vive. Você regularmente ascenderá com Orion da região leste do céu, você regularmente descenderá com Orion na região oeste do céu…’ Expressão 466: “Oh Rei, você é esta grande estrela, o companheiro de Orion, que atravessa o céu com Orion, que navega o Mundo dos Mortos com Osiris, você ascende a leste do céu, sendo renovado em sua devida estação e rejuvenecido em seu devido tempo. O céu tem lhe nascido com Orion, o ano tem posto um friso em você com Osiris, as mãos tem sido dadas a você, a dança tem ido a você, uma oferenda de comida é dada a você, o Grande Ancoradouro grita para você como Osiris em seu sofrimento’. Estas inscrições são parte de Textos da Pirâmide que são uma chave importante para revelar os mistérios da religião egípcia, a origem do Egito Dinástico, e a identidade histórica de Osiris, o homem que se tornou um deus.

Os Textos da Pirâmide

As três principais pirâmides de Gizé foram construídas durante a Quarta Dinastia do Egito (c.2600-2500 AC) e elas são curiosamente vazias de qualquer tipo de inscrições hieroglíficas ritualísticas. Menos de duzentos anos mais tarde um outro maior complexo de pirâmides começou a ser construido em Saqqara, aproximadamente a dez milhas a sudeste de Gizé. Ao todo cinco reis da Quinta e Sexta Dinastias eregiram cinco pirâmides principais neste novo local de culto. Estas pirâmides eram muito menores do que aquelas de Gizé e elas eram também diferentes pelo fato que as paredes e câmaras dentro destas piramides eram completamente cobertas com as inscrições que hoje cohecemos como textos das pirâmides. Havia mais de setecentos grupos de inscrições, conhecidas como ‘Expressões’, gravadas nestas cinco pirâmides e a maioria delas são encantamentos ou versos ritualísticos cujo propósito é assegurar o bem estar do rei morto no pós vida. Estranhamente, as próprias primeiras destas ‘expressões’ parecem ter muito em comum com as páginas iniciais do Novo Testamento: Expressão 1: ‘o Rei é o meu filho mais velho… ele é o meu amado, com quem eu estou muito agradado’. Expressão 2: “Recitação por Geb: O Rei é meu filho corporeo…’ Expressão 3: “… o Rei é o meu filho amado, meu primogenito sobre o trono de Geb, com quem eu estou agradado e a ele tem sido dada sua herança na presença da Grande Eneade. Todos os deuses estão em alegria e eles dizem: “Quão bom é o Rei! Seu pai Geb está agradado por ele’. Por todo o texto das pirâmides o Rei é o foco e seu relacionamento com os deuses é explicado. Ele é referido frequentemente como Osiris e Horus, e ele é referido repetidamente como o filho de Ra, o deus principal da Eneade, ou como filho de Geb, o deus da Terra da Eneade. Durante sua vida o Rei era visto como um tipo de Osiris/Horus vivo/reencarnado e então em sua morte ele tomava o lugar na Terra dos Mortos entre os deuses e estrelas depois de passar por um julgamento presidido por Osiris. Uma das mais importantes doutrinas da religião egípcia é assim desenvolvida, como explica o egiptologista francês Ledrain, “Osiris era o deus cujos sofrimentos e morte os egípcios esperavam que seu corpo pudesse se levantar novamente em alguma forma glorificada e transformada, e para ele que tinha conquistado a morte e tinha se tornado rei do outro mundo os egípcios apelavam em preces pela vida eterna por meio de sua vitória e poder. Em toda inscrição funerária que conhecemos, dos textos das pirâmides as preces grosseiramente escritas sobre os caixões do período romano, o que é feito para Osiris é também feito para o morto, o estado e condição de Osiris e o estado e condição do morto; em uma palavra o morto é identificado com Osiris. Se Osiris vive para sempre, o morto viverá para sempre; se Osiris morre, então o morto perecerá.

Gizé e o Culto de Osiris

A evidência que Gizé foi construída como um magnífico memorial a Osiris pode ser encontrada pela história egípcia. Em seu livro ‘ Secret Chamber’(1999), o autor e pesquisador Robert Bauval reune muito desta evidência e a organiza em um argumento formidável. Por exemplo, no ‘Livro dos Dois Caminhos’ que data de 2000 AC Bauval cita uma referência a “a Área Montanhosa de Aker, que é o lugar de habitação de Osiris” e um outro afirma ‘Osiris que está na área Montanhosa de Aker”. Bauval então se refere ao egiptologista Selim Hassam cuja pesquisa tem concluido que Aker, uma deidade em figura de leão apresentada frequentemente em conexão com Osiris e o Mundo dos Mortos, é mais provavelmente simbolizada pela Grande Esfinge, e que ‘a Área Montanhosa de Aker’ deve então se referir ao elevado platô de Gizé onde foram construidas a Esfinge e as pirâmides. Em outras palavras, Gizé é o lugar de habitação de Osiris. Uma outra referência vem da inscrição na Pedra Shabaka que data de 700 AC. Contudo, o escriba que gravou om texto afirma que a inscrição é uma cópia de um original anterior, um que os eruditos acreditam datar da idade das pirâmides: Esta é a terra ////// o funeral de Osiris na casa de Sokar. ////// Isis e Neftis sem demora, porque Osiris foi afogado em sua água. Isis e Neftis olham [o observam e o atendem] Horus fala para Isis e Neftis: “Apresse, agarre-o ////” Isis e Neftis falam a Osiris: “Viemos e o tomaremos /////”´ [Elas prestam atenção em tempo] e o trazem para [terra. Ele entrou nos portais ocultos na glória dos senhores da eternidade]. ///// [então Osiris veio a terra na fortaleza real ao norte de [da terra de onde ele veio]. Segundo este texto Osiris foi enterrado na “Casa de Sokar” depois que seu corpo tinha sido tomado por Isis e Neftis  e trazido a terra, onde ele entrou pelos portais ocultos e “veio a terra na fortaleza real”, que está ao norte da terra do Egito.

Os textos da pirâmide explicam que Sokar é meramente um outro nome para Osiris. Alguns pesquisadores atuais acreditam que Sokar era uma deidade antiga mas sua evidência é pequenina e baseada primariamente em conjecturas e suposições. Sokar pode ter sido o nome pelo qual os egipcios originalmente conheciam Osiris, e um de seus muitos aspectos, mas Sokar nunca foi completamente distinto de Osiris. Na Expressão 300 dos Textos da Pirâmide o rei, que é frequentemente identificado como Osiris, afirma: “… Sou Sokar de Rostau, estou ligado ao lugar que habita Sokar.” Na Expressão 532 a conexão é estabelecida ainda mais explícita: “… eles tem encontrado Osiris, seu irmão Seth tendo colocado-o baixo em Nedit; quando Osiris disse: “Afaste-se de mim” quando seu nome se tornou Sokar”. A “Casa de Sokar” portanto é a mesma “Casa de Osiris”. A questão seguinte é, o que é e onde é Rostau? Lembre-se que na Parte I Zahi Hawass foi citado como se referindo a Osiris como “Senhor dos Túneis Subterrâneos”? Bem, a palavra Rostau sinifica túneis subterrâneos, e o “Senhor de Rostau” é um dos muitos títulos mantidos por Osiris. “Rostau” era simplesmente um outro nome para o platô de Gizé e os muitos túneis sob ele. Este entendimento é esclarecido por uma estela que uma vez ficava entre as patas da Esfinge que é atribuiada a Tutmés IV (c.1400 AC). A linha sete desta estela afirma que a Esfinge jaz ‘ao lado da casa de Sokar… em Rostau”. Bauval acha prova posterior que Rostau se refere a Gizé nos chamados Textos do Caixão que foram inscritos nas camaras funerárias perdo do fim do Velho Reino (c.1800-2000 AC): “Eu sou Osiris, venho a Rostau para conhecer o segredo do Duat… Tenho vindo equipado com mágica, tenho saciado minha sede com ela, vivo no carvão branco, enchendo o Caminho de água Espiralado…”. “… no dia da ocultação dos mistérios do profundo lugar em Rostau… Sou ele [Osiris] que vê as coisas secretas em Rostau… E você que abre os caminhos e as trilhas para as almas perfeitas na Casa de Osiris”.  “… Sokar… está feliz e contente quando ele vê que esta mansão minha é fundada entre as águas… enquanto Sokar pertence a Rostau”.  “Tenho viajado pelas estradas de Rostau sobre a água e sobre a terra… estas são as estradas de Osiris e elas estão no céu…” “Tenho passado pelos caminhos de Rostau, seja sobre a água ou sobre a terra, e estes são os caminhos de Osiris, eles estão no limite do céu…” ” Não devo retornar aos portões do Duat. Ascendo aos céus com Orion… Sou um que cometa para si seu efluxo na frente de Rostau…”

Robert Bauval primeiro fez sua marca internacionalmente com o livro ‘O Mistério de Orion’, co-escrito com Adrian Gilbert em 1995. Este volume levou adiante a hipótese, que tem incessantemente conquistado apoio popular, que as três pirâmides de Gizé foram localizadas e construídas como uma representação deliberada dos três cinturões de estrelas de Orion na terra. Rostau, Gizé, a “área Montanhosa de Aker’, ‘A Casa de Sokar’ ou a “Casa de Osiris’, seja pelo nome que for que isso seja conhecido, foi construído para representar o céu sobre a terra. Bauval explica, “Gizé, a Rostau terrena, é localizada na margem leste do Rio Nilo. Então, por transposição, podemos deduzir que a celestial Rostau é uma região do céu estrelado na ‘margem’ oeste da Via Láctea. Sobretudo Gizé… é uma contraparte de uma porção do céu perto da Via Láctea que contém Orion, Sirius e a constelação de Taurus e Leo. Tudo então fortemente aponta para a idéia que somos convidados a considerar  esta região celestial como um tipo de ‘mapa de orientação’, um que talvez, possa nos levar a tumba ou lugar funerário de Osiris.

Muitos pesquisadores acreditam que a Tumba de Osiris, bem como seus restos corporais ou ‘efluxo’ serão encontrados e publicados em um futuro muito próximo. Contudo, há outras referências entre os Textos do Caixão que parecem afirmar que os restos de Osiris podem de fato ser sobrenaturalmente protegidos: “Isto é a coisa lacrada que está na escuridão, com fogo sobre ela, que contém o efluxo de Osiris, e foi colocada em Rostau. Ele tem estado oculta lá desde que caiu dele, e é dele que veio na areia do deserto; isto significa que pertence a ele [seu corpo] e foi colocad em Rostau…” E o Ecanto do Texto do Caixão 1080 “Esta é a palavra que está na escuridão. Já que qualquer espírito que a conheça; ele viverá entre os vivos. O fogo está sobre isso, que contém o efluxo de Osiris. Como para qualquer homem que deva saber disso, ele nunca perecerá lá, já que ele sabe o que deve estar em Rostau. Rostau está oculto desde que ele caiu lá… Ristau é um outro nome para Osiris…” Encanto dos Textos do Caixão 1087: Talvez não caiba a nós encontrar isso, mas a algo ou alguém mais permitir que isso seja encontrado, quando for o tempo certo”.

Os Mistérios de Osiris

Aqui está o que o celebrado Egiptologista E. A. Wallis Budge tinha a dizer sobre Osiris: “A única mais importante deidade do Egito” no ínício de seu livro “Osiris e a Ressurreição Egípcia”, pela primeira vez publicado em 1911 [e dedicado a Lionel Walter Rothschild]: “A literatura religiosa de todos os grandes períodos da história egípcia é cheia de alusões a incidentes ligados com a vida, morte e ressurreição de Osiris, o deus e juiz do morto egípcio; e do primeiro ao último os autores dos textos religiosos tomavam por garantido que seus leitores eram bem familiarizados com tais incidentes em todos os seus detalhes. Em nenhum texto encontramos qualquer história ligada ao deus e em nenhum lugar é afirmado em detalhe as razões porque ele assumiu sua posição exaltada como juiz de almas, ou porque, por quase quatro mil anos, ele permaneceu o grande tipo e símbolo da ressurreição. Não existe qualquer inscrição funerária, contudo anterior, na qual a evidência não possa ser encontrada provando que o falecido tinha colocado sua esperança de imortalidade em Osiris, e em nenhum tempo da longa história do Egito encontramos que a posição de Osiris foi usurpada por qualquer outro deus. Ao contrário, é Osiris que é feito usurpar os atributos e poderes dos outros deuses e ao traçar a sua história… devemos encontrar que a importância do culto deste deus cresceu em proporção ao crescimento do poder e riqueza do Egito, e que finalmente sua influência encheu a vida privada e nacional de seus habitantes, do Mar Mediterrâneo até a Sexta Catarata de Shablûkah. A fama de Osiris se estendeu as nações ao redor, e é nas mãos dos estrangeiros que estamos em débito de conectar, em resumo, narrativas de sua história”. Osiris tornou-se um dos deuses mais reverenciados do Egito e até mesmo pelo mundo civilizado no milênio anterior ao aparecimento do cristianismo, mas suas origens ainda permanecem obscuras. Era ele uma figura histórica, ou era ele um produto da imaginação do homem? Os antigos egípcios enfaticamente argumentariam que uma vez foi um homem de carne e osso e que morreu e tornou-se um deus. Robert Bauval concorda com este entendimento antigo sobre Osiris. Ele acredita que uma vez Osiris andou sobre a terra, mas como Budge ele está mistificado por muitos desconhecidos que cercam esta figura. Bauval escreve, “Há um grande paradoxo na Egiptologia que há muito não tem sido devidamente explicado. Embora a mais inicial referência a Osiris seja encontrada nos Textos da Pirâmide que datam de por volta 2300 AC, um estudo precipitado revela que a mitologia, doutrina, liturgia e rituais que eles contém não podem possivelmente terem se desenvolvido do dia para a noite, mas teriam requerido um longo processo de evolução intelectual e religiosa muita antes desta data. Embora todos Egiptologistas pareçam concordar com isso, nenhum pode concordar, contudo, a quanto tempo antes desta data este processo teria começado. Uma data temporária de por volta de 6.000 AC foi sugerida por Jane B. Sellers com base astronômica, mas uma data até mesmo mais anterior de 10.500 AC também baseada em considerações astronômicas é, na minha opinião, mais provável. Sobretudo, os Egiptologistas também estão faltando explicar porque em grandes quantidades de inscrições que são anteriores aos Textos das Pirâmides, nem uma única menção de Osiris tem sido encontrada. É como se o culto de Osiris, e seus rituais, doutrinas, liturgia e mitologia repentinamente se materializassem de nenhum lugar e, quase do dia para a noite, fossem prontamente adotados como a principal religião do Estado faraônico”. Na citação de Budge acima ele teorizou que as origens do culto de Osiris remontem a por volta de 4.000 AC. A citação de Bauval se refere a Sellers que acredita que o culto remonte de 6.000 AC enquanto que Bauval pessoalmente acredita que o culto de Osiris seja até mesmo tão anterior quanto 10.500 AC. Estas todas são conjecturas interessante, ainda que permaneça o fato como concede Bauval, que antes de 2300 AC entre as grandes quantidades de inscrições que tem sido encontradas, absolutamente nenhuma delas menciona ou se refere a Osiris ou ao seu alter ego Sokar. Com este fato em mente é muito mais provável então que a figura histórica de Osiris seja encontrada a apenas umas poucas centenas de anos, muito mais do que milenios, antes de seu aparecimento, completamente evoluído e completamente funcional, no coração da religião egípcia. A busca pelo Osiris histórico continuará no próximo seguimento.

Parte III

Os Salvadores do Mundo Antigo

“A figura central da antiga religião egípcia era Osiris, e os principais fundamentos de seu culto eram a crença em sua divindade, morte, ressurreição e absoluto controle dos destinos dos corpos e almas dos homens. O ponto central de cada religião Osiriana era sua esperança de ressurreição em um corpo transformado e de imortalidade, que apenas podia ser realizado por ele por meio da morte e ressurreição de Osiris”. – E. A. Wallace Budge, Osiris & the Egyptian Resurrection, 1973 (1911), Prefácio “Os filósofos do mundo antigo eram os mestres espirituais dos mistérios internos… No coração dos mistérios estavam os mitos relativos a um homem-deus que morre e ressuscita que era conhecido por diferentes nomes. No Egito ele era Osiris, na Grécia Dionísio, na Ásia Menor era Attis, na Síria era Adonis, na Itália Baco e na Pérsia Mitras. Fundamentalmente, todos estes homens-deuses são o mesmo ser mítico” – Timothy Freke and Peter Gandy, ‘ Jesus Mysteries – Was the Original Jesus a Pagan God?’, 1999, p.4

Antes do nascimento do cristianismo o mundo antigo estava cheio de mitologia, rituais, cerimônias e crenças religiosas que se conformavam em muitos níveis com o que mais tarde se tornaram as doutrinas fundamentais do cristianismo. Este fato pode ser desconhecido da maioria dos cristãos praticantes de hoje, ou ao menos ignorados, mas este tem sido um entendimento comum no mundo secular intelectual desde ao menos 1890. Este foi o ano em que o livro de Sir James G. Frazer ‘The Golden Bough’ foi pela primeira vez publicado. Neste volume, agora universalmente reconhecido como um clássico, Frazer se torna o primeiro erudito da corrente principal a ressaltar os temas comuns encontrados pelos mitos e histórias de muitas diferentes culturas, temas que antecedem o cristianismo mas que ainda assim são muito similares – o mais importante deles sendo a história de um deus que morre e ressuscita. As implicações da análise de Frazer foram rapidamente agarradas pelos seus contemporâneos que já estavam no processo de desmantelar a visão mundial judaico-cristã, auxiliados e abrigados pelas preconcepções materialistas de Darwin, Freud, Marx e Nietzsche. O papel de Frazer é provavelmente sub-apreciado mas sua influência contribuiu grandemente para a emergência da visão geral moderna secular filosófica de hoje, especialmente como ela existe dentro da academia. Desde a publicação do livro ‘ The Golden Bough’ muitos eruditos tem tomado a tese de Frazer, construido sobre ela, e proclamado muito mais nítidas e mais explícitas conclusões a respeito da ligação que certamente deve existir entre Jesus de Nazaré e o ‘Deus que Morre’ do paganismo. Abaixo está uma amostra de alguns dos livros que tem sido publicados durante anos que tem oferecido respostas a esta curiosa questão:
‘The Historical Jesus and the Mythical Christ’, Gerald Massey, 1900
‘Christianity Before Christ’, John G. Jackson, 1985
‘The Book Your Church Doesn’t Want You To Read’, editado por Tim C. Leedom, 1993
‘The Christ Conspiracy – The Greatest Story Ever Sold’, Acharya S, 1999
‘The Jesus Mysteries’, Timothy Freke and Peter Gandy, 1999
‘The Jesus Puzzle’, Earl Doherty, 1999
‘That Old-Time Religion’, Jordan Maxwell, 2000
‘The Truth Behind the Christ Myth’, Mark Amaru Pinkham, 2002
‘The Pagan Christ – Recovering the Lost Light’, Tom Harpur, 2005
‘The Messiah Myth’, Thomas L. Thompson, 2005
Os livros listados acima representam o trabalho de uma minoria de eruditos que são motivados frequentemente por suas próprias crenças religiosas e com um eixo a girar contra o cristianismo. Seus livros são destinados a uma audiência geral e eles não hesitam em promover teorias sensacionais ou controvertidas que frequentemente não resistem a um rigoroso exame crítico. Contudo, a lista acima representa apenas um lado, o lado radical, do debate academico que eventualmente se disseminou depois da publicação de Frazer de ‘The Golden Bough’.

O Real Debate

A mais recente análise erudita em escala completa do antigo fenômeno mitológico/religioso dos deuses que morrem e ressuscitam é um manuscrito academico de Tryggve N. D. Mettinger, Professor da Bíblia Hebraica da Universidade de Lund, Suécia, intitulado ‘The Riddle of Resurrection’ – “Dying and Rising Gods” in the Ancient Near East, publicado em 2001. Segundo Mettinger, a tese de Frazer, que deuses que morrem e ressuscitam eram uma maior elemento da religião pagã do Oriente Médio, permaneceu relativamente não desafiada por um número de anos até que ela sofreu um ‘severo ataque’ de um erudito francês chamado R. de Vaux em 1933. Então a partir daquele ponto isto levou ‘uma vida de certa modo precária’ até que isso aparentemente ‘morresse uma morte de mil ferimentos’ por meio de uma listagem na Enciclopédia de Religião Eliade (1987). Esta listagem, sob o título de ‘deuses que morrem e ressuscitam’ escrita pelo erudito Jonathan Z. Smith, afirmou resumir o atual consenso academico sobre a matéria, e o que isto tinha a dizer estava longe de ser favorável à tese de Frazer. Segundo J.Z. Smith, a inteira categoria de ‘deuses que morrem e ressuscitam’ era uma fabricação, e todas as deidades colocadas nesta categoria, depois de um exame estreito, provaram ser deuses que desapareceram e depois retornaram, mas não morreram, ou deidades que morreram e nunca ressuscitaram. Para Smith isto era um ou outro, mas nunca ambos, como Frazer havia afirmado, para uma multitude de deidades pagãs e o que aconteceu no caso de Jesus Cristo. Smith até mesmo afirmou que em alguns casos pareceu que Frazer estivesse ‘fortemente influenciado pelo desejo de demonstrar que o cristianismo não era uma inovação, mas que todas suas características essenciais eram para serem encontradas nas religiões anteriores’.  Se o artigo de J. Z. Smith de 1987 fosse a morte da tese de Frazer, então o trabalho subsequente de Mark S. Smith intitulado “The Death of ‘Dying and Rising Gods’ in the Biblical World,” publicado em 1998, era uma tentativa de enterrar isso de uma vez por todas. Neste trabalho M.S. Smith focalizou-se em todos as alegadas deidades que morrem e ressuscitam e foi capaz de alegar que morreram realmente, ou eles não ressuscitaram depois da morte. O século XX terminou com a tese de Frazer em uma condição muito maltratada. Mas que tal se a reação contra Frazer tenha ido longe demais na direção oposta? Isto é o que conclui Tryggve Mettinger no fim de sua análise sobre o atual status da erudição sobre os ‘deuses que morrem e ressuscitam’, que é um estado de coisas que o fez escrever seus livro ‘ The Riddle of Resurrection’ em primeiro lugar. Em seu livro Mettinger faz um exame meticuloso dos deuses do Oriente Médio que tem sido colocados de uma vez ou outra sob o título dos ‘deuses que morrem e ressuscitam’. Estes incluem o Baal Ugaritico,  Melqart-Heracles, Adonis, Eshmun-Asclepius, Dumuzi-Tammuz, e Osiris. Para Mettinger a questão é simples: há qualquer evidência, literaria ou inscricional, ritual ou mitológica que qualquer um destes deuses foi até mesmo entendido pelas pessoas que os veneravam como tendo realmente morrido e então retornado a vida novamente? Esta é uma pergunta simples, mas Mettinger não acredita que os eruditos que se colocaram reagindo contra a tese de Frazer tenham sido completamente honestos. Em seu livro Mettinger estabelece o registro direto e dá sua própria interpretação da evidência. Nós agora iremos adiante e examinaremos cada uma destas deidades e nos dirigiremos a alguns assuntos que influenciam se elas devem ou não serem vistas como ‘deuses que morrem e ressuscitam’. Nós também veremos como elas são estreitamente inter-relacionadas, a despeito de que uma delas seja Canaanita [Baal], três delas sejam fenícias (Melqart, Adonis e Eshmun), uma seja Suméria-Assíria (Dumuzi), e uma seja Egípcia (Osiris). Este é de fato o caso, como alega Tim Freke dentro da citação no título deste estudo que ‘Fundamentalmente todos estes homens-deuses são o mesmo ser mítico”?

Baal Ugaritico

Em aproximadamente 1.200 AC o complexo do Templo de Ras Shamra, no antigo porto sírio norte de Ugarit, foi catastroficamente destruído e enterrado. Quando este sítio foi finalmente escavado pelos arqueologistas em 1929 um tesouro floresceu de textos antigos que foram desenterrados e se tornaram a fonte primária para os historiadores estudarem a religião dos antigos Canaanitas e Fenícios. O que eles tem descoberto é que a cultura canaanita tinha uma visão altamente estruturada do universo, dos deuses, e do relacionamento da humanidade com ambos. O panteão canaanita era uma estrutura hierárquica de quatro níveis. No topo estava o grande antigo deus El, com sua consorte a deusa mãe Asherah. El era descrito como o pai dos deuses, ainda que ele não tivesse um papel muito ativo nos assuntos do mundo e os eruditos o tenham rotulado como uma deidade ‘supérflua’. Ele era uma figura principal apenas e permanecia longe removido e inativo. O segundo nível era composto pelos setenta filhos de El e Asherah. Estes eram os grandes deuses que tinham um papel ativo nos assuntos humanos. Cada um deles tinha alocadas áreas de atividade e eles constantemente lutavam uns com os outros direta bem como indiretamente por meio da manipulação dos seres humanos. O terceiro nível consistia de deidades menores, os anjos, que agiam como serventes, mensageiros e soldados a pé dos deuses, e cada deus tinha um grupo enorme deles. O quarto nível era o nível no qual os seres humanos existiam. Eramos escravos e propriedades dos deuses. A sociedade humana também estava organizada em uma estrutura hierárquica, com um sacerdócio ditando a vontade dos deuses, uma monarquia que assegurava que esta fosse obedecida, e uma complicada rede de serviço civil de oficiais e escribas assegurando a organização, a eficiência e a piedade. Na religião canaanita El era honrado e venerado mas não era reconhecido como a principal figura divina que governava diretamente sobre os deuses e a humanidade. Esta principal figura divina era o deus Baal, e este é o mito conhecido como o Ciclo de Baal que explica como Baal se elevou para se tornar universalmente conhecido “Rei dos Deuses’. É também deste mito que existe a evidência de colocar Baal dentro da categoria dos ‘deuses que morrem e ressuscitam’. O Ciclo de Baal começa com o mundo em um período de transição. El está olhando carinhosamente na direção de uma ‘aposentadoria’ e então ele indica o deus Yam, seu filho, como seu sucessor para agir como Rei dos Deuses. Yam assume a cabeça do panteão mas governa o mundo como um tirano. Asherah, a rainha mãe, tenta apasiguar Yam, seu filho, ao se oferecer como um sacrifício mas ela é evitada por Baal, que então confronta Yam e o derrota em uma batalha depois de uma complicada série de eventos. Baal assume como Rei dos Deuses mas então ele é confrontado pelo novo favorito de El que é Mot, o deus do Submundo. O que acontece a seguir é discutido pelos eruditos. Os textos antigos são claros que Mot é vitorioso e que Baal desaparece por um período de tempo, mas se Baal realmente foi morto e seu período de desaparecimento foi passado no Submundo?  O que acontece a seguir é discutido pelos eruditos. Depois de considerar a evidência de muitas fontes diferentes, Mettinger faz um argumento muito convincente que Baal de fato foi morto e que ele existiu no Submundo antes de ser ressuscitado. Para Mettinger, o Baal Ugaritico é de fato ‘um deus morto e ressurecto’.

Uma outra maior questão que os eruditos discutem é a fonte e evolução do mito de Baal. Como esta veneração de Baal evoluiu e porque os canaanitas criaram uma história de um deus usurpador que se elevou em oposição como Rei dos Deuses? Os eruditos modernos tem concluido que Baal tem muito em comum com o deus babilonio Marduk cuja ascendência a releza divina é relatada no épico da criação babilônica Enuma Elish, que é anterior ao Ciclo de Baal de Ugarit. No Enuma Elish Marduk é o filho de Ea/Enki que é um dos primários deuses sumérios, que examinaremos em um artigo futuro. Historiadores antigos tais como Philo de Biblos, Plutarco de Delfo e Berissus da Babilonia todos concordam que Baal e Marduk eram de fato o mesmo deus.

Melqart de Tiro

Os Canaanitas eram habitantes do Levante ao tempo do êxodus hebreu do Egito e seus assentamentos se estendiam do que agora é o sul de Israel todo caminho até o norte da Síria. Há muitos paralelos entre os fenícios e os canaanitas e frequentemente eles parecem ser da mesma cultura. Contudo a seguinte distinção pode ser feita: os canaanitas eram primariamente habitantes de terra a dentro que eram mais influenciados pelos babilonios e os assírios enquanto que os fenícios eram habitantes costeiros das cidades portuárias de Tiro, Sidon, Biblos e Aradus, conhecidos por seus talentos como navegadores e por suas atividades como colonizadores da inteira bacia mediterrânea. Portanto os fenícios eram mais influenciados pelos egípcios, como opostos a Babilonia e a Assíria, e eles por sua vez tiveram uma grande influência sobre os gregos. Os Fenícios parecem terem reconhecido Baal como a deidade principal de seu panteão, ainda que cada cidade fenícia também venerasse um único deus da cidade que eles reverenciavam especialmente. Em Tiro o nome deste deus era Melqart. Os gregos o conheciam como Heracles [o Hercules romano] e de seus contactos fenícios eles absorveram Heracles em seu próprio panteão cedo e criaram uma identidade separada para ele durante séculos. Os historiadores antigos eram portanto sempre cuidadosos em fazer distinção entre o Grego Heracles e o Melqart de Tiro. A história de Melqart é muito mais misteriosa do que aquela de Baal, Markuk ou Osiris, porque elas não são narrativas mitológicas em completa extensão de sua carreira e tudo o que temos são pedaços e partes. Em sua análise Mettinger se refere a Philo de Biblos que escreveu que, “Demarous tinha um filho Melkarthos, que é também conhecido como Heracles.” No Ugarit Baal é referido como Dmrn, que significa “O Guerreiro” e disto Mettinger conclui que podemos ter uma tradição aqui que Melqart era uma vez conhecido como filho de Baal. O que é importante para este estudo, contudo, é se Melqart era ou não visto como um deus ‘morto e ressuscitado’. Mettinger se refere a duas tradições diferentes que descrevem a ‘morte’ de Melqart. Ele primeiro oferece a seguinte citação de Edoxus de Cnidus de uma inscrição datando de de por volta 200 AC,  “… os Fenícios sacrificam codornas a Heracles, porque Heracles, o filho de Asteria e Zeus, foi a Líbia e foi morto por Typhon, mas Iolaus trouxe uma codorna para ele, e a tendo colocado perto dele, ele sentiu o cheiro dela e voltou novamente a vida”.

A referência é aos fenícios, e isto, mais a evidência de outras fontes antigas, torna claro que esta tradição se refere ao Heracles de Tiro que é Melqart. Sua morte é dada como tendo sido inflingida por Typhon que paraleliza as tradições de Osiris sendo morto por Set e Baal sendo morto por Mot. Typhon era um deus grego que era visto pelos mesmo antigos historiadores como o mesmo deus egípcio Set, enquanto há paralelos entre Typhon e Mot também. A segunda tradição a respeito da morte de Melqart parece ter se desenvolvido da prática fenícia de cremação e Mettinger dá um número de fontes que descrevem a morte pelo fogo como o fim final de Melqart. Em resumo, é muito bem atestado que Melqart era entendido ao menos como um ‘deus que morre’. A evidência que Melqart também era entendido como um ‘deus que ressuscita’ é muito interessante mas de certo modo controvertida, embora não para Mettinger. Isto tem a ver com a tradição ritual conhecida pelos fenícios como ‘O Despertar de Heracles”. Esta tradição é relatada pelo historiador judeu Josephus e é uma das diferentes traduções de uma passagem de seu livro ‘Antiguidades dos Judeus”. Ele se refere ao tempo do Rei Salomão e as atividades do Rei Hiram de Tiro, “Ele [Hiram] construiu o templo de Hercules e aquele de Astarte, e ele foi o primeiro a celebrar o Despertar de Heracles no mês de Peritius”. Em apoio a esta tradução Mettinger também se refere a outras várias inscrições que aludem ao culto de Heracles e mencionam uma pessoa específica conhecida como “Despertador” ou “Ressuscitador” de Heracles. Mettinger resume isto deste modo, “Nossa conlusão é que haja certas razões para acreditar que havia, na principal terra fenícia e na Palestina, nos tempos helenisticos, uma celebração cultica referente ao despertar de um deus, uma celebração na qual algum agente era referido como o ‘despertador’, ‘o ressuscitador’ de Heracles. O Velho Testamento também oferece evidência que os fenícios veneravam um deus que era sabido estar adormecido e precisava ser despertado. Em Reis 18:19-46 o profeta Elias enfrentou o Rei Ahab, que era casado com Jesebel, uma princesa de Tiro. Ahab e Jesebel tinham levado Israel a idolatria pela veneração de Baal e Elias foi chamado para demonstrar que o Senhor Deus de Israel era de fato o verdadeiro deus de Israel. Elias foi capaz de convencer Ahab em concordar com uma divina revelação dos fatos no topo do Monte Carmelo perto do mar ao sul de Tiro. Dois altares foram preparados, um para Baal e o outro para o deus de Israel, e Elias desafiou os 450 profetas de Baal a chamarem o fogo do céu em nome de Baal e queimar seus sacrifícios. Depois que os profetas de Baal tinham rezado e saltado ao redor por toda manhã, sem sucesso apelando a Baal pelo milagre do fogo, Elias começou a zombar deles dizendo: “Chamem com uma voz alta, porque ele é um deus; ou ele está ocupado ou foi a outro lugar, ou ele está em uma viagem ou talvez esteja adormecido e precise ser acordado.”

O lembrete final de Elias foi um insulto dirigido especificamente para a veneração de Tiro de Melqart/Heracles, que era conhecido estar ‘adormecido’ e que era ritualmente ‘despertado’ durante a anual cerimonia cultica da cidade de Tiro.  Neste evento particular no topo do Monte Carmelo nem Melqart e e nem Baal [talvez Melqart fosse o Baal de Tiro] respondeu aos esforços de seus sacerdotes, mas o fogo desceu do céu depois que Elias ofereceu uma rápida palavra de prece, que queimou os sacrifícios, as pedras do altar, e as cercanias da trincheira cheia de água.

Adonis de Biblos

Adonis é o segundo deus fenício de uma cidade que examinaremos. Seu centro original de culto era Biblos, localizado aproximadamente a 20 milhas ao norte da moderna cidade de Beirute, no Líbano. Mettinger explica que há duas versões diferentes do mito de Adonis que explicam sua relação com o Submundo e a categoria dos ‘deuses mortos e resurrectos”. Um versão simplesmente afirma que Adonis era um jovem caçador que foi morto por um porco do mato e esta versão do mito é depois elaborada pelo trabalho do segundo século de Lucian, ‘De Dea Syria’, “Vi… em Biblos um grande santuário… no qual eles realizam os ritos de Adonis… Eles dizem… que o que porco do mato fez a Adonis ocorreu no território deles. Como um memorial de seu sofrimento, a cada ano eles batem em seus peitos, lamentam e celebram os ritos… eles primeiro sacrificam a Adonis como se fosse uma pessoa morta, mas então, no dia seguinte, eles proclamam que ele vive e o enviam ao ar… Há também uma outra maravilha na terra de Biblos. Um rio do Monte Líbano se esvazia no mar. Adonis é o nome dado ao rio. A cada ano o rio se torna vermelho sangue e, tendo mudado sua cor, flui para dentro do mar e avermelha grande parte dele, dando um sinal para as lamentações dos habitantes de Biblos. Eles contam a história que neste dias Adonis está sendo ferido lá no Monte Líbano…”.  A outra versão é muito mais antiga e um sumário dela vem do autor do quinto século AC Panyassis: Algum dia quando Adonis ainda era uma criança Afrodite, pelo amor de sua beleza, o escondeu em um baú desconhecido pelos deuses e o confiou a Perséfone. Mas quando Perséfone o observou, ela não o devolveu. O caso então foi levado diante de Zeus, e o ano foi divido em três partes, de forma que Adonis pudesse estar por ele próprio uma parte do ano, com Perséfone uma outra parte e com Afrodite na parte remanescente. Contudo Adonis deu a sua própria parte em adição a de Afrodite. Por esta razão Adonis pode ser contado entre aqueles que estavam no Submundo e voltam para estar entre os vivos. Perséfone era a esposa de Hades, o deus grego do Submundo, que é o porque é dito que Adonis passa um terço do ano lá. Mettinger cita do escritor cristão Cirilo de Alexandria que se referir a um festival pagão alexandrino que foi baseado neste mito. Ele começava com o choro e o lamento em benefício de Afrodite pela perda de seu filho e então terminava com ela se regozijando depois de ter voltado do Submundo o tendo encontrado. Origenes e Jeronimo são dois outros escritores cristãos iniciais que perceberam o mito de Adonis e o ritual de ambos, em seus comentários sobre Ezequiel 8:14, igualaram Adonis com o deus sumério Tammuz. Eles também claramente identificaram Adonis/Tammuz como uma deidade ‘que morre e ressuscita’ no culto de Adonis. Isto desperta o seguinte comentário: “Devemos entender que os cultos de Adonis foram expostos a forte competição da Igreja Cristã. Poderia a noção da ressurreição de Adonis talvez ser uma caratéristica ‘confiscada’ do cristianismo? Para responder esta pergunta temos que perguntar se temos ou não razão para pensar que Adonis era um deus morto e ressurrecto já em tempos pré-cristãos. Ao fim de sua análise Mettinger conclui que simplesmente não existem dados suficientes sobre o culto inicial de Adonis para dar uma resposta conclusiva a esta última pergunta.

Eshmun de Sidon

Eshmun é o terceiro deus de cidade fenícia que examinaremos que é alegado por muitos eruditos pertencer a categoria dos ‘deuses mortos e ressurrectos’. Sua sede primária de culto é a cidade fenícia de Sidon, mas ele era reverenciado por todo Oriente Medio. Ele era conhecido pelos gregos como o deus Asclepius, um deus notado pelos seus poderes de cura. Uma narrativa curta e útil de sua vida vem de Damascius, um filosofo neo-platônico do quinto século da nossa era, “Asclepius de Berytus, ele diz, nem era grego e nem egípcio, mas um nativo fenício. Porque os filhos de Sadykos eram nascidos, que eram explicados como Dioscouri e Kabeiri. Então como o oitavo filho, Esmounos nasceu [dele]; e Esmounos é interpretado como Asclepius. Ele era de muito boa aparência, um jovem homem de feições admiráveis, e portanto se tornou, segundo o mito, o querido de Astronoe, a deusa fenícia, a mãe dos deuses. Ele costumava ir caçar nestes vales. Então uma vez aconteceu que ele descobriu a deusa o buscando. Ele fugiu, mas quando ele viu que ela continuava a caça-lo e estava a ponto de pega-lo, ele cortou seus próprios genitais com um machado. Grandemente aborrecida pelo que tinha acontecido, ela chamou Paian e recompôs a vida do jovem homem por meio do calor que traz a vida e fez dele um deus. Os fenícios o chamam de Esmounos por causa do calor da vida. Outros, novamente, interpretam Esmounos como ‘o oitavo’ explicando que ele era o oitavo filho de Sadykos.

Mettinger é cauteloso em aceitar demais a narrativa de Damascius como face de valor. Talvez o devolver a vida de Asclepius fosse apenas a cura de seus ferimentos. Outras fontes devem ser apresentadas se vamos concluir que Eshmun é de fato um ‘deus morto e ressurecto’, o que Mettinger imediatamente fornece. A primeira referência é simplesmente aquela de um nome de lugar libanês que deve certamente datar de tempos antigos, conhecido como Qabr Smun, localizado a quinze quilometros a sudeste de Beirute. O nome é traduzido como ‘A Tumba de Esmun”. Se Eshmun uma vez teve uma tumba, então ele uma vez deve ter morrido. Mettinger encontra uma segunda referência nos escritos de um erudito islâmico medieval que cita de um trabalho do segundo século de Galeno. Estas curtas linhas atestam a ressurreição de Eshmun, “É geralmente conhecido que Asclepius foi elevado pelos anjos em uma coluna de fogo, de modo similar ao relatado sobre Dionísio, Heracles e outros…” Metinger concede que a informação sobre Eshmun é muito limitada e que provavelmente não seja suficiente para oferecer firmes conclusões. Contudo, o nosso entendimento de Eshmun pode ser suplementado se aceitamos que Eshmun fosse provavelmente muito estreitamente relacionado a Baal e também a Melqart. Então, em dois tratados entre a Assíria… e cidades a oeste encontramos Meqart e Eshmun juntos. O que é provavelmente uma relação de genes, é encontrada em Cypros [Kition] durante o quarto século AC. Este nome duplo pode ser entendido de modos diferentes. Em qualquer caso, ele parece testificar uma proximidade cultica ou até mesmo uma fusão dos deuses Eshmun e Melqart. Esta proximidade cultica pode indicar que os dois deuses eram amplamente do mesmo tipo. O fato de que ambos tenham Ashtart como esposa apoia esta assunção. O que sabemos de Melqart como um deidade que morre e ressuscita pode então lançar luz sobre Eshmun. Mas admitidamente, esta última possibilidade é altamente hipotética.

Dumuzi da Sumeria

Agora nos voltamos a um dos muito mais antigos deuses ‘que morrem e ressuscitam’ do antigo Oriente Médio – Dumuzi da Suméria. O texto mais inicial que relata a história de Dumuzzi e suas ligações como Submundo vem de um poema sumério chamado a Descida de Inanna [ou a Herança de Inanna] que tem sido datado do século XXI AC. Esta história envolve as figuras sumérias que se tornarão muito mais familiares em artigos futuros, mas por agora aqui está a história básica: Inanna, a deusa e rainha da Suméria um dia determinou se apoderar do Submundo. Ele reuniu tudo que precisava e abandonou suas responsabilidades na terra e no céu e ele passou pelos setes portões. A cada portão era exigido que ela deixasse algo para trás e quando ela finalmente ficou diante de sua irmã gemea Ereshkigal, a Rainha do Submundo, ela estava completamente nua. Inanna forçou sua irmã para fora de seu trono no Submundo e tomou o lugar dela. Então sete juízes Annunakis apareceram e tomaram uma dura decisão contra Inanna, acusando-a de abuso de poder. Eles deram a ela a aparência da morte e penduraram seu cadáver em um gancho, devolvendo o trono a Ereshkigal. Depois de saber que Inanna estava sendo mantida sem vida no Submundo o ministro dela Nincubura se aproximou dos deuses sumérios Enlil e Nana por ajuda, mas eles se recusaram. Somente depois de se aproximar de Enki em sua cidade sagrada de Eridu, Nincubura encontrou esperança. Depois de ouvir Nincubura, Enki criou dois resgatantes da terra sob as pontas de seus dedos, dando a um deles a água da vida e ao outro o alimento da vida. Eles então foram enviados e com sucesso entraram no submundo encontrando Inanna e dando a ela a água e o alimento da vida depois do que ela foi trazida de novo à superfície. Depois de escapar do Submundo Inanna descobriu que ela estava sendo caçada por demonios que exigiam leva-la de novo para o Submundo. Inanna barganhou com eles e descobriu que eles voluntariamente aceitariam um substituto, mas ela hesitou ao pensar que os demonios levassem alguém que ela amava. Contudo, ela finalmente concordou que eles levassem o marido dela, Dumuzzi, o rei humano da Suméria, em seu lugar. Logo depois de ter entregue Dumuzzi, Inanna sentiu-se culpada e lamentou a perda de seu marido; então ela decretou que a irmã de seu marido Geshtinanna devia ser uma segunda substituta e eles deviam cada um servir metade de cada ano no Submundo. Na ‘Descida de Inanna’ Dumuzzi aparece apenas como uma figura secundária, mas a coisa importante é o resultado final e como isto foi refletido na religião suméria e nas religiões assiria e babilonia que a seguiram. Está claro de textos posteriores, bem como do Velho Testamento, que Damuzzi, mais tarde conhecido como Tammuz, era lamentado a cado ano pelo aniversário de sua entrada no Submundo [sua morte] e então celebrado a cada ano no seu reaparecimento do Submundo [sua ressurreição]. Isto é o bastante para muitos eruditos classifica-lo como um ‘deus morto e ressurrecto’.  Mettinger é mais cuidadoso em chegar a uma conclusão e ele primeiro considera a questão se Dumuzzi era ou não um verdadeiro deus. Os textos são claros que Dumuzzi, embora um rei mítico, ainda era um ser humano. Seu nome até mesmo aparece na lista dos Reis Sumérios como o governante inicial depois do Dilúvio que imediatamente precedeu o herói Gilgamesh:  1) Meskiagkasher, filho de Utu, se tornou alto sacerdote e rei e reinou 324 anos … 2) Enmerkar, filho de Meskiagkasher, rei de Uruk, aquele que construiu Uruk – reinou 420 anos 3) Lugalbanda, um pastor – reinou 1200 anos  4) Dumuzzi, o [...], sua cidade era Kua[ra] – reinou  100 anos 5) Gilgamesh, seu pai era um ‘lillu-demon’, um alto sacerdote de Kullab – reinou 126 anos

Até mesmo embora Dumuzzi fosse claramente um ser humano Metinger argumenta que ele ainda era reconhecido como um deus pels sumérios e grupos posteriores. A distinção suméria entre humanos e divinos nem sempre era clara, mais ainda temos o caso de Gilgamesh que nasceu parcialmente divino mas ainda era completamente venerado como um deus. Mettinger conclui que o culto de Dumuzzi tinha dado a ele o reconhecimento de um deus. Dumuzzi/Tammuz também possuia um número de caraterísticas que paralelizam com outros ‘deuses mortos e ressurrectos’ que temos analisado. Por exemplo, Dumuzzi e Adonis eram ditos viverem uma parte de suas vidas no Submundo. Com Dumuzzi isto era metade do ano e com Adonis era um terço. Também, o ritual de lamentação de Tammuz era realizado no verão, que era o mesmo tempo em que a celebração anual de lamentação de Adonis acontecia, enquanto que a ressurreição de Tammuz deve ter acontecido no inverno, perto do mês de Peritius [fevereiro-março] quando a celebração do ‘Despertar de Heracles” acontecia, Recorde também que Origines e Jeronimo [veja acima Adonis] claramente acreditavam que Adonis e Tammmuz eram a mesma figura.

Osiris do Egito

Osiris é claramete o mais velho [de antes de 2500 AC] e provavelmente o mais entendido de todos dos alegados ‘deuses mortos e ressurrectos’ do antigo Oriente Médio. Seu mito foi relacionado na Parte II, então não temos necessidade de cobrir isto novamente aqui. Porque Osiris era o mais velho desta classe de deuses então podemos esperar que seu culto fosse também o mais infuente, que é o que encontramos quando comparamos Osiris com membros do resto do grupo. A respeito de Adonis de Biblos descobrimos que há conexões entre Biblos e o Egito que alcançam profundamente de volta a antiguidade. Mettinger escreve que ‘devemos calcular com a possível presença de um culto a Osiris em Biblos da antiga Idade de Bronze em diante, talvez até mesmo mais cedo”. Mettinger também se refere novamente ao trabalho de Damascius, ‘De Dea Syria’, no qual foi escrito que “há alguns habitantes de Biblos que dizem que o Osiris egípcio está enterrado entre eles e que todos os lamentos e ritos eram realizados não para Adonis mas para Osiris”. Damascius também escreve que os veneradores de Adonis raspavam suas próprias cabeças para a cerimonia anual da mesma maneira que eles o faziam no Egito.  Há várias conexões entre os mitos de Osiris e Adonis que existem. Em primeiro lugar, segundo a versão de Plutarco, o caixão fúnebre de Osiris depois de deixar o Egito foi banhado em Biblos, e foi lá que Isis recuperou o corpo de Osiris. Também, o próprio nome Biblos significa papiro em grego, e a cidade provavelmente recebeu este nome por causa que em tempos antigos ela era o principal distribuidor dos papiros egípcios na região. Há também evidência que Biblos foi uma vez talvez uma colônia ou até mesmo uma propriedade do Egito. Mettinger explica que em Biblos ‘o governante local usa a linguagem egípcia e a escrita, reconhece o faraó como seu senhor por direito, e carrega o título de um oficial egípcio… Nas cartas de Amarna, o governante de Biblos diz que Biblos é como Menfis para o rei [faraó]“. Dizer então que Osiris e Adonis são figuras que se desenvolveram separadamente, mas da mesma fonte antiga, é certamente uma conclusão razoável.

A cidade fenícia de Biblos era localizada ao norte de suas cidades irmãs Sidon e Tiro, e todos os três destes deuses primários das cidades: Adonis, Eshmun e Melqart eram estreitamente relacionados, se não originalmente o mesmo. Sobretudo, todos eles parecem estar ligados a Osiris. A conexão entre Osiris e Eshmun existe no nível mítico e é talvez a menos óbvia das três. Depois que o corpo de Osiris foi trazido de volta de Biblos para o Egito, ele foi descoberto por Set que o cortou em quatorze pedaços  que então foram espalhados pela terra. Todos estes pedaços foram então encontrados por Isis exceto o falo. No mito de Eshmun também encontramos uma ênfase no falo, quando Eshmun corta seus próprios genitais após estar prestes a ser capturado por sua perseguidora, a deusa Astrone, que é Asthart, que então se torna esposa de Eshmun, que é simplesmente a versão fenícia de Isis, a esposa de Osiris. No mito grego Eshmun é conhecido como Asclepius e, como exploraremos mais tarde, uma estranha conexão entre Asclepius e Gizé é dada nos escritos herméticos que datam dos séculos segundo e terceiro de nossa era. Quando isto vem a Melqart/Heracles há também uma extensiva evidência que o liga a Osiris. Nós já temos visto que há um alto funcionário do culto em Tiro que era conhecido como ‘O Despertador’ ou ‘Ressuscitador’ de Melqart. Mettinger ressalta que no quarto século AC inscrições de Tiro no qual o líder do culto se refere especificamente ao deus Osiris como ‘meu senhor Osiris’. Mettinger também considera se haveria uma conexão entre os rituais de Tiro do ‘despertar de Melqart/Heracles’  e numerosas litanias de ‘levante-se’ encontradas no culto de Osiris, especialmente dentro dos Textos da Pirâmide. Abaixo estão apenas uns poucos exemplos: Expressão 498: “Desperta Osiris! Desperta oh rei! Fique  de pé e se sente, atire fora da terra o que está com você! Venho e lhe dou [o olho de] Horus… Vá, tome este pão seu de mim”. Expressão 532: “Levante-se, oh Osiris, o filho primogenito de Geb, para quem as Duas Eneades tremem… Seus mão é tomada pelas almas de On, sua mão é agarrada por Ra, sua cabeça é levantada pelas duas eneades e eles tem estabelecido você, Oh Osiris, na cabeça do Conclave das Almas de On. Viva, viva e levante-se!” Expressão 603: “Levante-se, Oh meu pai o Rei, costure sua cabeça, reuna seus membros, eleve-se sobre seus pés, que você pode lhe guiar…” Expressão 628: “Eleve-se Oh Rei! Vire-se Oh Rei! Eu sou Neftis, e tenho vindo que posso sustentar você e lhe dar seu coração e seu corpo”.

Um dos maiores centros do culto de Melqart/Heracles era localizado em Gades na Espanha, perto da antiga localização do monumento dos Pilares de Hercules. O escritor do segundo século de nossa era Filostratus, em sua ‘Vida de Apolonio’ comenta neste lugar e dá apoio para a noção que Melqart era simplesmente a versão de Osiris em Tiro. Mettinger explica, a descrição de Filostratus do culto de Melqart/Heracles em Gades contém uma caraterística que pode talvez ser vista a luz de uma conexão entre Melqart e Osiris. Apolonio fala de um culto dual em Gades de ‘ambos de um e outro Hercules” e continua para distinguir entre o “Hercules egípcio” e o ‘o Tebano”. O último é o Heracles grego. ‘De Dea Syria’ fala do santuário de Heracles em Tiro, que não é “o Heracles que os gregos celebravam”. O Hercules egípcio é então, presumivelmente, o Melqart de Tiro. Se assim, deve haver alguma razão para descrever o Melqart de Tiro como o Hercules egípcio. Se ele tivesse se tornado associado com Osiris, entenderiamos este modo de se referir a ele. A associação se torna até mesmo mais sólida se recordamos novamente que o mito de Melqart/Heracles diz que ele foi morto pelo deus Tyfon, que é o equivalente grego do deus egípcio Set, o assassino de Osiris. Sobretudo, o assassinato de Heracles aconteceu na Líbia, e em um futuro artigo explicaremos como isto possivelmente possa ser uma referência ao antigo Egito e não a Líbia dos dias modernos. A conexão que existe entre Osiris e ou outros deuses antigos ‘que morrem e ressuscitam’ do Oriente Médio parece ser real e parece ser sólida. O caso seria fechado se não fosse por um problema maior. É o fato de que todos estes deuses é Osiris que realmente é o menos adequado a ser um membro desta categoria. Isto tem a ver com o aspecto da ‘resurreição’ de Osiris e é algo que um estudante amador de Egiptologia pode facilmente ressaltar. Mettinger olha o egiptologista Henri Frankfort para trazer isto a nossa atenção: “Osiris, de fato, era pertencente ao mundo dos mortos; era de lá que ele dotava suas bençãos sobre o Egito. Ele nunca retornou entre os vivos; ele não foi libertado do mundo dos mortos… Ao contrário, Osiris pertencia ao mundo dos mortos;  era de lá que ele doava suas bençãos ao Egito. Ele sempre era apresentado como uma múmia, um rei morto…”. Falando claramente, Osiris não era um deus ‘morto e ressurecto’ mas um deus que ‘morreu e se foi’! A chamada ressurreição de Osiris não era deste mundo, mas do seguinte, que é o porque ele era conhecido como Senhor do Submundo, e porque também os gregos o igualavam ao seu deus Hades. Se Osiris foi o criador inicial da categoria dos ‘mortos e renascidos” de quem todos os outros se originaram, então o que pode explicar esta flagrante discrepância?

A Agenda de Osiris

Em meados de outubro de 2005 a mais recente análise erudita de Osiris e de seu culto deve ser divulgada. O livro é escrito pelo altamente credenciado e muito respeitado egiptologista Bojana Mojsov e o título é ‘Osiris: Death and Afterlife of a God’. Pode ser uma coincidência, mas deve ser notado que a divulgação deste volume ocorrerá quase ao mesmo tempo em que novas investigações ocorrerão sob Zahi Hawass, como notado na Parte I. Se uma coisa é encontrada relativa a Osiris então o livro de Mojsov provavelmente receberá atenção internacional e aclamação. Estranhamente, um dos principais impulsos do livro de Mojsov parece não ser cultural ou arqueologico, mas muito mais espiritual. Aqui está a descrição do livro como ela é dada por Amazon.com: “Osiris, governante do Submundo, desempenhou um papel central na vida religiosa dos antigos egípcios, e seu culto cresceu em popularidade através de eras, ressoando em todas as culturas do antigo Mediterraneo. Este é o primeiro livro a contar a história do culto de Osiris do princípio ao fim. Retirando de vários registros sobre Osiris do terceiro milenio AC a conquista romana do Egito, Bojana Mojsov esquematiza o desenvolvimento do culto por 3.000 anos de história egípcia. O autor prova que o culto de Osiris era o mais popular e duradouro na antiga religião. Ela mostra como ele forneceu antecedentes diretos para muitas idéias, traços e costumes no cristianismo, incluindo a ressurreição depois de três dias, o conceito de deus como uma trindade, o batismo em um rio sagrado, e o sacramento da eucaristia. Ela também revela a influência do culto sobre outras tradições e grupos místicos ocidentais, tais como os alquimistas, rosacruzes e maçons livres.” Novamente, temos uma ênfase no relacionamento entre Osiris e seu culto e Jesus e as doutrinas do cristianismo. Temos visto neste artigo, bem como na Parte II, que esta estranha conexão é real e que não é algo artificialmente criado meramente para desacreditar o cristianismo. O fenômeno existe. Devemos lidar com ele. Ignora-lo ou explica-lo afastando-o como tantos cristãos o fazem seria covarde ou desonesto. Perto do fim de seu livro Mettinger concede que uma estranha conexão de fato existe entre o cristianismo e o paganismo dos ‘deuses mortos e ressurrectos’. Contudo, ele não acredita que a existência deste fenômeno pré-cristão deve necessariamente significar a não existência de Jesus Cristo e do Novo Testamento do cristianismo. Aqui está o que ele escreve: “Há, até onde estou ciente, nenhuma evidência prima facie que a morte e a ressurreição de Jesus seja uma construção mitológica, retirada de mitos e ritos dos deuses mortos e ressurrectos do mundo adjacente. Conquanto estudada com lucro contra a base da crença da ressurreição judaica, a fé na morte e ressurreição de Jesus retém seu caráter único na história das religiões. O enigma permanece.”. A Parte IV continuará com uma investigação da origem da civilização egípcia e de Osiris, seu deus mais importante. Uma resposta ao enigma existe, mas estará o mundo voluntário para aceitar isso?

Parte IV

As Origens Esquecidas do Egito

“As origens da civilização faraônica sempre tem sido envolvidas em mistério. O que fez com que a cultura dinástica irrompesse no Vale do Nilo dentro de um período de tempo relativamente curto? … Há pouca evidência da realeza e de seus rituais muito antes do início da Primeira Dinastia; nenhum sinal de desenvolvimento gradual de trabalho em metal, arte, arquitetura monumental e escrita – o critério definidor da civilização inicial. Muito do que sabemos sobre os faraós e sua cultura complexa parece vir a existência em um flash de inspiração.” -  David Rohl, Legend – the Genesis of Civilisation, 1998, p.265

Uma das questões mais controvertidas no inteiro campo da Egiptologia é também a mais básica; De onde veio a avançada civilização faraônica? No próprio início das primeiras dinastias o Estado egípcio parecia estar completamente desenvolvido, intrinsecamente estruturado, tecnologicamente avançado e economicamente vibrante. Como pode algo tão completo aparecer tão repentinamente e aparentemente de nenhum lugar? Hoje a resposta que você mais frequentemente ouve  é ‘que isso apenas aconteceu deste modo’, que o Egito foi construído pelos africanos egípcios, que eles próprios fizeram isto por sua própria conta usando seu próprio conhecimento e recursos, e argumentar uma outra resposta é um insulto aos egípcios e africanos seja onde for! Este tom ‘politicamente correto’ que é tão penetrante dentro da academia principal hoje era, contudo, nem sempre tão influente no passado. Quando o estudo do Egito antigo estava se tornando uma ciência perto do fim do século XIX os eruditos envolvidos no campo tinham muito mais liberdade para advogar suas próprias idéias únicas, não importa quão controversas ou ridículas eles pudessem parecer. Foi neste mercado aberto de idéias que alguns dos fatos mais importantes sobre o Egito antigo foram descobertos e quando alguns dos métodos mais importantes para estudo e escavação do Egito antigo foram desenvolvidos.

Flinders Petrie

Ninguém pode começar a descrever a origem e evolução da ciência da Egiptologia sem se referir a William Matthew Flinders Petrie. Outro que Jean Francois Champollion, que primeiro decifrou a Pedra da Roseta e os hieróglifos egípcios, a influência de Petrie sobre o campo é muito inigualável. Petrie começou suas escavações no Egito em 1884, como um diretor do Fundo de Exploração Britânico baseado no Egito e suas experiências o levaram a ser muito crítico dos métodos destes escavadores que o precederam, que estavam mais preocupados em descobrir e pilhar tesouros sensacionais do que em aprender a história real do Egito. Ele escreveu: ‘Nada parece ser feito com qualquer plano uniforme e regular, o trabalho começou e foi deixado inacabado; nenhum respeito é prestado às futuras exigências de exploração e nenhum aparelho civilizado ou de trabalho poupador são usados. É doentio ver o nível no qual tudo está sendo destruído e o pouco respeito prestado a preservação.” Os métodos de Petrie foram inteiramente contra aqueles de seus contemporâneos. Eles eram completados cientificamente, muito meticulosos, e no fim muito frutíferos, e hoje ele é visto como o Pai da Egiptologia bem como talvez o Pai da Arqueologia. Segundo o autor James Baikie que escreveu ‘A Century of Excavation in the Land of the Pharaohs’, “se o nome de qualquer homem deve ser associado à moderna escavação como o principal doador de seus princípios e métodos, este deve ser o nome do Professor Sir W.M. Flinders Petrie.” Flinders Petrie era um gênio inspirado e suas opiniões sobre a origem do Egito dinástico não devem ser rejeitadas ligeiramente, até mesmo embora, como seus detratores aleguem, elas possam ter sido subconscientemente apoiadas ou desenvolvidas em uma linha de suas próprias tendências.

A Raça Dinástica

Petrie veio a se dirigir ao problema da origem do Egito dinástico como um resultado de sua escavação do maciço sítio antigo funerário perto da vila de Nakada aproximadamente a vinte milhas ao norte de Luxor no Alto Egito. No inverno de 1894-95 a equipe de Petrie metodicamente escavou e registou os conteúdos de mais de 200 tumbas, que mostraram datar de um período na história do Egito exatamente anterior à emergência da Primeira Dinastia. Dos dados reunidos da escavação Petrie entendeu que o sitios das tumbas de Nakada continham os funerais de dois grupos inteiramente diferentes de pessoas. Um grupo era caraterizado pelos corpos colocados em simples buracos, postos em posição fetal e cobertos com folhas de palmeira. Este grupo, designado Nakada I, era enterrado com simples objetos da vida diária incluindo a básica cerâmica egipcia que era encontrada em numerosas outras escavações que datavam deste período de tempo. O outro grupo, Nakada II, era marcantemente diferente.  Os corpos eram enterrados em buracos que era cobertos de tijolos, que então eram cobertos por troncos de palmeira. Este buracos continham objetos valiosos tais como joalheria em lapis lázuli, e também cerâmica de novos tipos e funções. Os corpos não eram enterrados intactos, mas somente depois de serem desmembrados, com o cranio enterrado separado do torso e dos membros. Havia também sinais de canibalismo ritual tendo ocorrido dentro do grupo de Nakada II e que estava completamente ausente em Nakada I.

A escavação de Nakada forneceu muito a evidência que levou Flinders Petrie a levar adiante sua teoria da origem de uma civilização magnificente e muito antiga do Egito. Ela tornou-se conhecida como a “Teoria da Raça Dinástica” e ela alega que na era pré dinastica o Egito foi invadido por um grupo tecnologicamente superior de estrangeiros de elite [Nakada II] que vieram oriinalmente da Mesopotamia. Esta Raça Dinástica invadiu e conquistou o Egito Superior e se estabeleceu na cidade deles de Nekhen, também conhecida coo Hierakonpolis, próximo de onde importantes centros de culto de Abidos, Tebas, Luxor e Edfu mais tarde emergiriam. Petrie se referiu a esta força invasora como ‘A Tribo do Falcão” e o nome de sua cidade capital de Nekhen significa cidade do Falcão. Seus descendentes tornaram os Reis Horus do Egito com a Primeira Dinastia sendo estabelecida sob um Rei chamado Horus-Aha, ou “Horus o Combatente”, depois do que sua tribo finalmente subjugou e unificou a inteira terra do Egito.

A Elevação a Queda e a Ressurreição de uma Teoria

A idéia de que o esplendor do antigo Egito veio de uma cultura que era originalmente estrangeira ao Egito não foi de início apenas impalatável demais para o mundo academico aceitar. De fato, por muitas décadas esta foi vista como a mais provável solução para o problema. Egiptologistas bem respeitados e altamente credenciados adotaram a teoria e continuaram a reunir evidência adicional para sustenta-la. Até aproximadamente a Segunda Guerra Mundial este era o ponto de vista dominante no mundo academico. E então Hitler entrou em cena e depois de seu desastroso legado qualquer conversa sobre uma ‘raça mestre’ começou a ser vista sob uma luz negativa. O fim da Segunda Guerra Mundial também assinalou o fim do colonialismo europeu e com isto veio o nacionalismo do Terceiro Mundo quando os países recentemente independentes começaram a enfatizar e celebrar suas identidades culturais. Repentinamente os campos da arqueologia e da história antiga se tornaram muito influenciados pela política, especialmente no Egito que era liderado por Nasser, que com suceso lutou contra os britânicos e os franceses na Guerra de Suez de 1956. No início dos anos de 1960 um último maior empurrão academico am apoio da “Teoria da Raça Dinástica” foi feito por Bryan Emery o Professor de Egiptologia do University College de Londres. Infelizmente sua escolha de termos foram até mesmo mais politicamente incorretas do que aquelas de Petrie – Emery se referiu aos invasores do Egito como uma ‘super raça’. A reação contra Emery era previsível e devastadora, e eruditos ambiciosos foram espertos o suficiente para entenderem que o estabelecimento academico não mais consideraria seriamente qualquer conversa sobre uma ‘Raça Dinástica” ter construído a civilização egípcia. Esta situação permaneceu a mesma por aproximadamente trinta anos, durante tal tempo muitos eruditos eram muito recompensados por suas tentativas de mostrar como a civilização egípcia se espalhou completamente por si só tão de repente, apenas por meio de renovações internas. A questão da origem dos fundadores dinásticos do Egito teria permanecido ignorada até o século XXI se não fosse pelo trabalho notável de David Rohl. Em 1998 ele publicou seu segundo maior estudo sobre história antiga intitulado ‘ Legend – the Genesis of Civilisation’. Com este volume campeão de vendas a validade da “Teoria da Raça Dinástica” foi extensivamente documentada e apresentada ao público, muito para consternação do mundo academico.

David Rohl é um Egiptologista profissional formado pela University College de Londres (UCF), a mesma universidade afiliada a Flinders Petrie e Bryan Emery. O principal foco da carreira de Rohl tem sido o retrabalho da cronologia geralmente aceita que artificialmente estende os dados da antiga história remontando a uns extra trezentos anos aproximadamente. Por causa desta cronologia falha, a maioria dos academicos se sentem seguros em dizer que a história do Velho Testamento é um mito e que eventos tais como o Exodus, a conquista israelita de Canaã, e as Monarquias Unidas de David e Salomão, nunca aconteceram realmente. Em seu primeiro livro ‘A Test of Time: The Bible – From Myth to History’, publicado em 1995, David Rohl mostrou que os arqueologistas tem estado procurando no lugar certo pela evidência dos eventos bíblicos, mas eles não tem olhado o tempo certo. David Rohl oferece um número de explicações possíveis pelas quais o porque da cronologia geralmente aceita da história antiga é falha, e então ele mostra como a história bíblica vem viva e como todas as peças se encaixam no quebra-cabeças se vistas de uma perspectiva de sua proposta Nova Cronologia (NC). É desnecessário dizer, seu trabalho tem sido grandemente apreciado por grande parte do público geral, mas redondamente criticado pelo mundo academico que não está ávido de aceitar o fato que tudo de seus livros didáticos sobre história antiga precisam ser retomados e reeescritos. Em seu primeiro livro David Rohl se concentrou na história dos israelitas e como os eventos do Velho Testamento se encaixam nos registros da história antiga, enquanto em seu segundo livro, ‘Legend – the Genesis of Civilisation’, ele voltou ao Egito antigo e mostrou como sua história estava intimamente ligada com muitos dos eventos descritos no Livro do Geneses. O que se segue é uma curta lista e explicação de alguns dos dados que apoiam a teoria que invasores da Mesopotamia foram os responsáveis pela criação das glórias do Egito Dinástico.

Dados: Os Artefatos de Nakada

A descoberta do sítio maciço funerário em Nakada por Flinders Petrie foi brevemente mencionado acima, ainda que mais seja necessário ser dito. O que Petrie encontrou foi a evidência conclusiva de um grupo de invasores que eram associados a artefatos cujas origens eram claramente rastreaveis de volta a Mesopotamia. Entre estes artefatos estava a cerâmica feita em estilos similares aquela dos Sumérios. Rohl se refere ao aparecimento de cerâmica exatamente de tipo Mesopotamico entre os funerais de Nakada II e ele cita da respeitada erudita Helene Kantor, “Entre as formas dos potes decorados estão jarros relativamente grandes com três ou quatro ‘alças’ triangulares para os ombros. Estas ‘alças’ são reminiscentes daquelas que já estavam em uso na cerâmica mesopotamia no período Ubaide e que se tornaram particularmente típicas e frequentes da ceramica pré- alfabetização”. “Mais convincente são os vasos de manchas redondas… Embora eles sejam feitos de velha cerâmica indígena vermelha, as bolas são completamente não egípcias; como um todo estes jarros se assemelham a aqueles mesopotamios da parte inicial do périodo pré alfabetização”. Incluidos entre os muitos artefatos unicamente associados com os funerais de Nakada II estão joalheria e ornamentos feitos da preciosa pedra azul lápis lázuli. Rohl explica como os modernos eruditos se dirigem a este fato importante: “Tão surpreendente quanto possa parecer, esta pedra é presumida pelos eruditos ter vindo apenas de uma fonte de localização conhecida na região – as montanhas de Badakshan no Afeganistão, a mais de 3.700 quilometros do Egito… o lápiz lázuli era altamente valorizado pelos sumérios [Mesopotamia] e era importado todo o caminho de Meluhha [no Vale Indus] via Dilmun [Bahrein]… o padrão de distribuição é o mesmo: um produto ou material primeiro aparece na Suméria e Suziana antes que ele chegue ao Egito”. Um outro importante item presente nos funerais de Nakada II era uma maça em forma de pera. Os apoiadores da Teoria da Raça Dinástica argumentam que a introdução desta arma [da Mesopotamia] dava uma margem tecnológica aos invasores de Nakada II, que o utilizavam efetivamente para dominar os egípcios indigenas que estavam armados com armamento mais frágil e menos eficaz. A maça em forma de pera então se torna uma parte importante do legendário simbolismo  e imagens associadas aos invasores. O artefato final único que discutiremos dos sítios funerais de Nakada II é o selo de cilindro. Este instrumento cerimonial foi usado para deixar um padrão quando rolado sobre a argila úmida e sua origem é mais do que certamente Mesopotomia. Rohl fornece a conclusão óbvia: ” Não é coincidência que o selo de cilindro primeiramente apareceu no Egito ao mesmo tempo da maça em forma de pera e o lápiz lázuli. O selo de cilindro não era uma invenção do povo do Vale do Nilo porque, como temos visto, estes notáveis pequenos objetos já estavam sendo usados para o mesmo propósito na cidade de Uruk durante o últmo período Ubaide. O selo de cilindro é portanto uma invenção suméria”. Uma análise dos artefatos associados aos alegados ‘Invasores Dinásticos’ pode parecer ser conclusiva por si só, ainda que a evidência para os sítios funerários de Nakada II vá muito mais profundo do que isto. Como podemos provar conclusivamente que estas eram pessoas que vieram de fora do Egito? Podemos olhar as próprias pessoas. Rohl cita do antropologista Douglas Derry que estudou os restos físicos dos corpos enterrados em Nakada e encontrou diferenças óbvias entre os gupos de Nakada I e Nakada II. ‘As pessoas pre-dinásticas são vistas terem cranios estreitos com uma medida de altura excendendo a de largura, uma condição comum nos negros. O inverso é o caso da Raça Dinástica, que não apenas tinha cranios mais largos mas a altura destes cranios, conquanto excedendo aquela na raça pré-dinástica, era ainda menor que a largura”. ‘Isto também é sugestivo da presença de uma raça dominante, talvez relativamente poucos em números, mas grandemente excedendo os habitantes originais em inteligência; uma raça que trouxe ao Egito o conhecimento da construção em pedra, da escultura, da pintura, relevos, e acima de tudo a escrita; portanto um salto enorme do egípcio primitivo pré-dinástico para a civilização avançada do Velho Império”. Já que no tempo de Derrel a prática de usar mensurações do cranio para determinar o nível de ‘inteligência’ tem sido desmentido, contudo os dados que provam as diferenças físicas entre os dois grupos ainda permanecem. É claro que os invasores do Egito eram de origem Asiática e eles estavam ao menos muito melhor motivados e organizados do que os habitantes indígenas africanos. O resultado final é que este grupo eventualmente conquistou o Egito e emergiu como a classe social dominante que produziu os Reis Horus e a aristocracia Iru-Pat do Velho Reino.

Dados: A Escrita

Uma das mais misteriosas obtenções da civilização egípcia inicial é seu máximo desenvolvimento instantaneo e perfeição em um sistema complexo de escrita. Foi a escrita egípcia desenvolvida completamente independente da influência externa e da ingenuidade dos próprios indigenas egípcios, ou ela veio de uma influência externa que pavimentou o caminho? Rohl cita do Egipologista da UCL Henri Frankfort que deu a seguinte explicação em seu livro ‘The Birth of Civilisation in the Near East’, “Tem sido costumeiro postular os antecedentes pré-históricos para a escrita egípcia, mas esta hipótese nada tem a seu favor… a escrita que primeiro apareceu sem antecedentes no início da Primeira Dinastia não era de forma alguma primitiva. Ela tinha, de fato, uma estrutura complexa.  Ela inclui três diferentes classes de sinais: ideogramas, sinais fonéticos, e determinantes. Este é precisamente o mesmo estado de complexidade que já havia sido alcançado na Mesopotamia em um estágio avançado de período proto-alfabetização. Há, contudo, um estágio mais primitivo que é conhecido nos tabletes iniciais, que usavam apenas ideogramas. Negar, portanto, que os sistemas egípcio e mesopotamio de escrita estão relacionados significa manter que o Egito inventou independentemente um sistema complexo e não muito consistente no mesmo momento de ser influenciado em sua arte e arquitetura pela Mesopotamia onde um sistema precisamente similar tinha exatamente sido desenvolvido de um estágio mais primitivo”. Para Frankfort a resposta era óbvia. Os hieróglifos egípcios apareceram pela primeira vez com o mesmo nível de sofisticação que aquele encontrado na Suméria por causa que a idéia por trás da arte foi trazida ao Egito da Suméria. Contudo, como o ressalta Rohl, depois de seu aparecimento inicial a escrita egípcia tomou um caminho diferente de desenvolvimento por causa dos materias de escrita que eram disponíveis. O Egito possuia o papiro e tinta, enquanto os sumérios apenas tinham argila e junco. O Egito portanto desenvolveu um estilo muito mais impressivo pictoricamente e florescente enquanto a Suméria continuou a desenvolver a escrita conhecida como cuneiforme que usava uma ponta cortada de um junco para gravar impressões na lama úmida, que então era cozida e preservada como tabletes de tijolos e selos de cilindro.

Para muitos egiptologistas, a despeito de como eles interpretam os dados, uma das áreas mais óbvias da influência mesopotomia no antigo Egito veio no campo da arquitetura. Nós já tinhamos visto como os poços funerais de Nakada II eram alinhados com tijolos de lama, e pouco depois do uso inicial da inovação mesopotamia [porque  a Suméria não tinha pedra prontamente disponível], lá apareceu a primeira arquitetura monumental no Egito, também feita no estilo sumério de tijolos de lama. Estas construções iniciais eram tumbas maciças construídas para os mais importantes líderes dos invasores. Elas apareceram perto da cidade de Tjenu (Gr. Thinis) perto do sítio de culto de Abidos, onde originalmente foi pensado estar enterrado o corpo de Osiris. O historiador egípcio Manetho escreve que Tjenu era a capital da Primeira Dinastia começada por Menes – que era provavelmente Horus-Aha. [Pelo tempo da Primeira Dinastia a capital tinha sido movida Nilo abaixo a um numero de milhas da original capital de Nekhen]. Juntamente com estas grandes tumbas construídas para os primeiros líderes da Tribo do Falcão  havia também sítios de tumbas subsidiárias de montes de indivíduos que foram provavelmente ritualmente sacrificados ao mesmo tempo em que o indivíduo primário era enterrado. O sacrifício humano bem como o canibalismo parecem ser aspectos importantes da religião da Tribo do Falcão e do sistema ritual, embora estes elementos sejam decididamente minimalizados por alguns dos eruditos modernos. Uma posterior inovação arquitetural que tem óbvios paralelos com a Mesopotamia veio com a utilização egípcia das ‘fachadas em nicho’ o que simplesmente significa o uso de projeção alternada e paredes recuadas ao redor do perímetro de uma construção. A este ponto Rohl é capaz de citar um número de eruditos que concordam que isto seja uma das coisas mais importantes a fornecer uma ligação entre a Raça Dinástica e sua origem na Suméria. As fachadas em nicho eram usadas pela Mesopotamia e elas eram um metodo arquitetural que antecedeu o aparecimento dos grandes zigurats com degraus que se espalharam pelas cidades Estado na medida em que a cultura Suméria alcançava seu zênite. No Egito, mais uma vez, este parelo mesopotamio aparece repentinamente e completamente desenvolvido. Este método é usado no Egito Superior para as tumbas localizadas em Abidos e em Nakada, e então ele aparece novamente mais tarde para a construção feita em Saqqara no Egito Inferior e nas Primeira e Segunda Dinastias depois que o Egito foi unificado sob os Reis Horus. A influência Mesopotamia é novamente vista na Terceira Dinastia com o criação da grande pirâmide em degrau de Djoser em Saqqara que é reconhecida como a primeira pirâmide egípcia e obvimante modelada segundo o sigurat sumério. Este monumento é também um dos primeiros casos onde os construtores começaram a utilizar a pedra que estava prontamente disponível, muito mais do que usar os tijolos de lama que estavam acostumados a usar. As obtenções e inovações em Saqqara então pavimentaram o caminho para as pirâmides e templos eregidos durante a Quarta Dinastia, tipificados pelo complexo de Gizé.

A Invasão do Barco Quadrado

Se aceitarmos a  premissa que um grupo altamente cheio de recursos e tecnologicamente avançado invadiu e subjugou o Egito antes das primeiras dinastias não temos que procurar muito longe pela evidência de como e onde eles o fizeram. Por muitos anos esta evidência tem existido ainda que não seja muito bem explicada pelos principais eruditos, que negam que uma tal invasão até mesmo tenha acontecido. A invasão veio ao Vale do Nilo do Mar Vermelho através dos vales do deserto oriental. Este vales eram conhecidos como ‘wadis’ e há três wadis (Hammamat, Abad e Barramiya), oposto aos acampamentos de Nakada e Nekhen, onde a evidência desta invasão foi deixada na forma do grafite primitivo. As imagens mais comuns gravadas nas pareces de rocha dos vales são imagens de grandes barcos quadrados no estilo mesopotamio com proas altas e remos que são inclinados para trás, que frequentemente apresentam chifres, antenas ou bandeiras. Estes barcos são frequentemente cheios de pessoas, algumas vezes com uma figura principal carregando uma maça em forma de pera que fica alto no centro. Os wadis correm de leste a oeste e as proas dos barcos fdicam de frente para oeste na direção do Nilo. Muitas das apresentações mostram os barcos sendo puxados por cordas por membros da tripulação. O que aconteceu quando este grupo de invasores finalmente alcançou o próprio Nilo depois de arrastar seus barcos pelo deserto a partir do Mar Vermelho? David Rohl se refere a vários dos mais importantes artefatos antigos egípcios para uma resposta, incuindo os dois seguintes. O primeiro é conhecido como a faca Gebel el-Arak. Este artefato de marfim foi encontrado perto da margem leste do Wadi Hammamat e é importante para as imagens encontradas em seu intricado cabo gravado que os especialistas concluem dar a ele uma firme datação pré-dinástica. Por um lado as imagens gravadas apontam inconfundivelmente para uma fonte suméria, da cena do ‘Mestre dos Animais” usando um estilo de cabelo sumério e um casaco longo não egípcio, os dois cães troncudos, musculosos de focinho curto mesopotamios apresentados embaixo. Por outro lado encontramos o resultado final do aparecimento dos invasores sobre o Nilo. David Rhol chama a isto “A Primeira Batalha da História”. Há duas cenas de batalha, uma batalha por terra no topo e uma batalha naval na parte inferior. Na batalha de terra encontramos um grupo de cabelos curtos carregando maças em forma de pera e porretes que está derrotando um grupo de cabelos longos que combate, mas parece desarmado. Na batalha naval o mesmo tipo de barcos quadrados são apresentados nas paredes das rochas dos wadis orientais e são mostrados derrotando uma fila de barcos em forma de crescente que são típicos do Nilo.

Um outro maior artefato pré-dinástico que explica o resultado da invasão dos barcos quadrados é conhecido como Narmer Palette, encontrado em Nekhen em 1897 e agora guardado no Museu do Cairo. Narmer era um rei do Egito Superior que imediatamente precedeu Horus-Aha, o conquistador do Egito. Um lado desta palheta mostra uma grande imagem de um rei segurando uma maça em forma de pera em uma pose de golpe, enquanto na outra mão tem o cabelo de uma vítima que se contrai. Sob seus pés dois outros inimigos fogem em terror. Do outro lado a maior apresentação é esta de duas bestas como dinossauros com as cabeças interligadas do típico modo sumério, controladas com cordas mantidas por dois homens barbados. Abaixo disto o rei é apresentado como um touro esmagando um inimigo e invadindo uma cidade, enquanto ali encima há o que parece ser uma procissão de vitória. Narmes é a principal figura e ele novamente sustenta sua maça. Ele é auxiliado por um servente, sua rainha, e quatro figuras carregando estandartes. Contra esta procissão há figuras de dez corpos decapitados, sobre o que é retratado o mesmo barco quadrado de proa alta como encontrado no punho da faca de Gebel el-Arak e no grafite do deserto oriental. Desde os mais iniciais começos da cultura egípcia tem sido mantido que o barco seja sagrado, como evidenciado pelos enormes chamados ‘barcos solares’ que foram desenterrados perto da face sul da Grande Pirâmide em 1954. Este barcos foram enterrados quando a pirâmide foi construida e os eruditos acreditam que eles eram apresentações cerimoniais do barco mitológico que transportava Ra através do céu a cada dia. Contudo os barcos não eram reverenciados meramente por sua utilidade no Nilo, ou por suas tradições mitológicas, mas também porque os conquistadores do Egito vieram ao Egito através do mar por barco. De fato, os barcos desenterrados na Grande Pirâmide, com suas altas proas, fundo chato, e cabines centrais pareciam mais como os barcos que foram puxados através do deserto para o Nilo do que com os barcos tradicionalmente usados no Nilo. Talvez os barcos enterrados em Gizé não fossem afinal ‘cerimoniais’.

A Grande Migração

No capítulo 10 do Geneses há uma longa lista de muitas tribos diferentes da terra que existiam depois que a humanidade emergiu do Dilúvio de Noé. Esta passagem é conhecida como a Tabela das Nações e a lista é organizada sob os três filhos de Noé:  Shem, Ham e Japheth. É a esta lista que David Rohl se dirige depois que ele traz seus leitores a aceitarem a inevitavel conclusão que o Egito dinástico foi fundado por invasores vindos da Mesopotamia. Segundo a narrativa da Tabela das Nações havia quatros filhos de Ham, e três deles se estabelecram a África, especificamente Cush, Mizraim e Put. A terra de Cush é conhecida pelo Velho Testamento como a região atual do Sudão/Etiópia ao sul do Egito; a própria terra do Egito é chamada pelo Velho Testamento como Mizraim. Josephus o historiador judeu apoia e elabora sobre a narrativa do Geneses: “… o tempo não tinha de todo ferido e o nome de Cush; para os etíopes sobre os quais ele reinou, eles são até mesmo hoje em dia, por eles próprios e por todos os homens na Ásia, chamados Cushitas. A memória também dos Mesraitas é preservada por seu nome; para todos nós que habitamos este país da Judeía chamamos o Egito Meste e aos egípcios Mestreanos. Put também foi o fundador da Líbia, e chamou os habitantes de Putitas, por causa dele mesmo; há também um rio no país dos Mouros que em este nome… mas o nome agora tem sido trocado por causa dos filhos de Mizraim, que eram chamados de Libios”. David Rohl acredita que Cush, o filho mais velho de Ham, aparece dentro da lista dos Reis Sumérios como o primeiro regente da dinastia de Uruk pós Dilúvio, onde sua partida da Suméria e jornada para a África é notada,  “Meskiagkashar, filho de Utu, se tornou alto sacerdote e rei e reinou 324 anos. Meskiagkashar desceu pelo mar e subiu as montanhas”.(SKL coluna iii, linhas 4-6) Se este rei antigo e seus irmãos viajaram para fora da antiga Suméria por mar, então a rota deles teria que ter sido através do Golfo Pérsico e ao redor da Península Árabe, navegando os barcos quadrados de junco revestidos de betume que eram típicos do Golfo Pérsico nesta antiga data.

Isto nos leva direto ao quarto filho de Ham, que era Canaã. Segundo o Geneses 10:19, os canaanitas se estabeleceram nas terras na margem leste do Mediterrâneo. Eles também eram conhecidos como fenícios. Como eles chegaram lá foi notado pelo historiador grego do século V Heródoto, e também Estrabo, o geógrafo grego do século I, Herodoto: “Os homensa sábios da Pérsia  dizem que os fenícios foram a causa da rixa [entre os gregos e os persas]. Estes [eles dizem] vieram aos nossos mares [isto é, ao Mediterrâneo oriental] do Mar da Eritréia, e tendo se estabelecido no país que ainda ocupam [isto é, Fenica/Líbano] e uma vez começaram a fazer longas viagens”.  Strabo: “Ao navegar mais distante [descendo o Mar da Eritréia] se vem a outras ilhas. Quero dizer Tiro e Aradus, que tem templos como aqueles dos fenícios. É avaliado, ao menos pelos habitantes das outras ilhas, que as ilhas e cidades dos fenícios que tem o mesmo nome sejam colônias deles”.  David Rohl explica onde estava o Mar da Eritréia e também como este entendimento da origem dos antigos fenícios tem sido passado aos dias modernos através dos séculos, “Vá visitar uma escola libanesa e sente-se em uma aula de história. Lá você ouvirá o profesor explicar às crianças que os modernos libaneses são descendentes dos antigos fenícios que, por sua vez, se originaram das ilhas do Golfo Pérsico. As origens legendárias dos fenícios não são uma invenção da comunidade cristã libanesa puramente para fornecer uma separada tradição étnica de seus vizinhos muçulmanos. A idéia de que os ancestrais dos fenicios vieram de muito além de Bahrein para encontrar novas cidades de Canaã na costa leste do Mediterrâneo era bem conhecida pelos escritores clássicos. Justin, Plinio, Ptolomeu e Strabo todos tinham a original terra natal dos fenícios no Golfo como um fato histórico… Os Tirianos [ da cidade de Tiro] proclamavam sua terra natal como a ilha de Tilos no Mar da Eritréia. Agora o Mar da Eritréia ou Vermelho não era nos tempos antigos o que hoje conhecemos como Mar Vermelho… O original Mar Vermelho era o que hoje chamamos de Golfo Pérsico ou árabe e o Oceano Índico além. Ele assim era chamado por causa de Eriteas, que, segundo a lenda, “foi enterrado detro de um grande monte na ilha de Tilos”. Rohl continua para explicar que o nome Tilos é uma forma grega da palavra arcadiana Tilmun, e a legendária ilha paraíso de Dilmun, bem conhecida no mito sumério, é de fato a ilha de Bahrein. Isto foi provado em 1970 pela erudição de Geoffrey Bibby em seu livro clássico, ‘Looking For Dilmun’, uma narrativa de sua escavação de doze anos de Bahrein e sua pesquisa de suas origens. Bahrein foi a verdadeira pedra em degrau para a antiga Mesopotamia quando os filhos de Ham foram dispersados depois do Dilúvio. Um dos mais impressivos símbolos naturais desta região é o falcão, a ave de presa rápida e nobre que hoje é valorizada pelos sheiques do Golfo Árabe. Talvez isto explique o símbolo tribal que foi adotado pelos invasores do Egito. Rohl cita de Flinders Petrie para resumir as explorações deste poderoso grupo guerreiro, ‘Esta Tribo Falcão tinha certamente se originado de Elam [Susiana], como indicado pelo herói e leões no cabo da faca de Ara. Eles desceram o Golfo Pérsico e se estabeleceram no ‘chifre da África’. Lá eles nomearam a Terra de Punt, sagrada para os egípcios posteriores, como fonte da raça. O povo de Pun fundou a fortaleza da ilha de  Ha-fun que comanda a inteira costa, e dai veio o povo púnico ou fenicio da antiguidade clássica…  Aqueles que subiram o Mar Vermelho formaram os invasores dinásticos do Egito entrando pela estrada de Kuseir-Koptos. Outros foram para a Síria e fundaram Tiro, Sidon e Aradus, assim chamadas por sua terra natal as ilhas do Golfo Pérsico’.

Se os egípcios e os fenicios partilharam ancestrais comuns e um comum caminho de migração de origem no mar para fora da Mesopotamia, então estes fatos vão um longo caminho na direção de explicar suas similares crenças religiosas evoluindo ao redor da veneração de um primordial deus morto. Estamos a um passo mais perto de identificar este deus morto como uma figura histórica.

Parte V

O Mundo do Espírito e a Civilização

“Era uma vez um tempo… que não havia medo, nem terror. O homem não tinha qualquer rival… o inteiro universo, as pessoas em uníssono… para Enlil em uma lingua dar louvor” – “Enmerkar e o Senhor de Aratta”, épico sumério, c.2000 AC

Seres humanos são únicos entre todas as criaturas vivas pelo fato que temos uma capacidade e uma necessidade de expressão religiosa. Este elemento da atividade humana tem sido entendido como racional, necessário e básico deste o nosso mais inicial começo até aproximadamente meados do século XIX. Foi a este ponto, guiado por uma filosofia de base materialista, que a religião começou a ser vista como irracional e ‘não científica’. Gradualmente o materialismo secular infiltrou o mundo academico e eventualmente substituiu a ética judaico-cristã como o ponto de vista dominante. Foi desta nova perspectiva que James G. Frazer desenvolveu suas teorias sobre como a religião pode ter evoluido em uma tal parte essencial da vida humana. O que era a religião e de onde ela veio? Como Sigmund Freud, Frazer acreditava que a resposta não poderia ser encontrada no mundo do espírito, mas muito mais no mundo da matéria – em termos que podem ser percebidos pelos cinco sentidos. Desta perspectiva Frazer concluiu que as mais iniciais crenças religiosas da humanidade eram meramente tentativas de entender e trazer ordem ao mundo físico da natureza. Esta nova hipótese se encaixa bem com as atuais tendências filosóficas e rapidamente se tornou o concenso academico aceito. Era a idéia de que a religião, até mesmo embora ela tenha evoluido em diferentes formas complicadas em muitas culturas diferentes, isto era simplesmente a raiz da “Veneração da Natureza”. Na medida em que o século XX progredia esta teoria crescia mais forte e foi adotada e promovida em uma escala em massa por especialistas influentes como Joseph Campbell e Bill Moyers, entre outros. Ao longo do componente da “Veneração da Natureza” da religião inicial isto também era entendido que na medida em que o homem primitivo avançava, uma tendência se elevou para deificar alguns dos mais influentes ancestrais humanos que tinham deixado para trás significantes ou significativos legados. Esta prática de “Veneração da Natureza” era reconhecida pelas próprias culturas antigas e amplamente escritas sobre ela pelos gregos. Por exemplo, no “Euthydemus” de Platão, Socrates se refere aos deuses antigos como seus ‘senhores e ancestrais’, enquanto Euphemerus [300 AC] foi um outro filósofo grego que argumentou que a ‘Veneração Ancestral’ foi a fonte primária da religião. Hoje os eruditos modernos reconhecem este elemento como desempenhando um maior papel na religião pagã e em seu componente primário de abordagem histórica usado por eruditos tais como David Rohl. Além destes maiores componentes havia uma parte das iniciais crenças humanas lá um outro componente. Ele era chamado pelos próprios antigos como a base original de suas crenças, ainda que isto seja geralmente minimalizado ou ignorado dentro da academia principal. Hoje isto é prontamente reconhecido no Oriente, nos círculos alternativos ou New Age. Mas isto também é algo que tem sido compreendido dentro da tradição judaico-cristã desde o início. Este componente mais importante e mais fundacional da religião é a “Veneração do Espírito”. Para entender como a humanidade tem sido influenciada e dirigida desde o início por entidades espirituais de outras dimensões voltaremos no tempo tão longe quanto possamos. Iremos a onde este estudo nos tem levado por todo o tempo – aos registros dos antigos sumérios da Mesopotamia. Esta antiga civilização foi realmente a primeira a inventar a arte da escrita, e o que eles tinham a dizer inicialmente sobre sua própria história e crenças ajudará a fornecer as respostas que buscamos.

A Perspectiva Suméria

Antes que investiguemos o sistema de crença encontrado na religião suméria devemos primeiro dar uma visão geral da história suméria. Os eruditos modernos datam a origem desta civilização por volta de 4500 AC, e seu desaparecimento por volta de 1750 AC, quando ela finalmente foi extinta e absorvida pelas conquistas de Hammurabi. Além de inventarem a escrita os sumérios também são creditados com um número de ‘primeiros’ históricos incluindo a roda, trabalho em metal, cerâmica, e fabricação de cerveja. Esta última invenção talvez tenha permitido que a primeira monarquia mundial tomasse o poder, o que prontamente estabeleceu o primeiro sistema conhecido de impostos. A mais inicial história suméria é relatada na Lista dos Reis Sumérios, cópias da qual tem sido encontradas em vários tabletes cuneiformes ou blocos datando de diferentes períodos. Ela começa como isto: Depois que a realeza desceu do céu, a realeza estava em Eridug. Em Eridug, Alulim tornou-se rei; ele governou por 28.800 anos. Alaljar governou por 36.000 anos. 2 reis. eles governaram por 64.800 anos. Então Eridug caiu e a realeza foi tomada para Bad-tibira. Em Bad-tibira, En-men-lu-ana governou por 43.200 anos. En-men-gal-ana governou por 28.800 anos. Dumuzid, o pastor, governou por 36.000 anos. 3 reis; eles governaram por 108.000 anos. Então Bad-tibira caiu (?) e a realeza foi tomada para Larag.

Em Larag, En-sipad-zid-ana governou por 28.800 anos. 1 rei; ele governou por 28.800 anos. Então Larag caiu (?) e a realeza foi tomada para Zimbir. Em Zimbir, En-men-dur-ana tornou-se rei; ele governou por 21.000 anos. 1 rei; ele governou por 21.000 anos. Então Zimbir caiu (?) e a realeza foi tomada para Curuppag. Em Curuppag, Ubara- Tutu tornou-se rei; ele governou por 18.600 anos. 1 rei; ele governou por 18.600 anos. Nas cinco cidades 8 reis; eles governaram por 241.200 anos. Então veio o Dilúvio. A própria primeira linha da Lista dos Reis da Suméria implica em algo de uma natureza espiritual ou religiosa, o que nos traz de volta ao assunto da religião suméria. Os Sumérios veneravam um enorme panteão de deuses maiores e menores, mas os deuses primários que governavam do topo da hierarquia eram Anu, Enlil e Enki. Deste três foi Enki que era entendido como o fundador da civilização, e era ele que era associado com a cidade de Eridu, onde ‘a realeza desceu do céu”. Aqui estão as descrições destes deuses como dadas no importante obra ‘Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia’, An é a palavra suméria para ‘céu’ e é o nome do deus céu que é também o primeiro movimentador da criação, e o distante supremo líder dos deuses… Ele é o pai de todos os deuses… é An que, na tradição suméria, se apoderou do céu quando ele é separado da terra [ki], criando o universo como o conhecemos… Embora em quase todos os períodos uma das mais importantes deidades da Mesopotamia, a natureza de An foi mal definida e ele é raramente [senão sempre] representado na arte, sua específica iconografia e atributos são obscuros. Enlil é um dos mais importantes deuses no panteão mesopotamio. Segundo um poema sumério, os outros deuses não podem até mesmo olhar para o seu resplendor. Algumas vezes ele é dito ser da prole de An… O grande centro de culto a Enlil era o tenplo de E-kur (a ‘Casa da Montanha’) em Nippur, na margem norte da Suméria, e Enlil é frequenemente chamado ‘A Grande Montanha” e “Rei das Terras Estrangeiras, o que pode sugerir uma conexão com as Montanhas Zagros. Outras imagens usadas para descrever sua personalidade são rei, supremo senhor, pai e criador; ‘tempestade raivosa’ e ‘touro selvagem’. Enki [o Acadiano EA] era o deus da água potável subterrânea do oceano [abzu] e era especificamente associado à sabedoria, mágica e encantamentos, e com as artes e artesanatos da criação… Enki/EA era filho de An/Anu… O mais importante centro de culto de Enki era o E-abzu (‘A Casa de Abzu’) em Eridu. Como o fornecedor da água potável e um deus criador e determinador de destinos, Enki sempre foi visto como favorável a humanidade… No poema sumério ‘Inanna e Enki’ ele controla tudo relativo a cada aspecto da vida humana, e em ‘Enki e a Ordem Mundial’ ele tem o papel de organizar em detalhe cada característica do mundo civilizado.

Na mitologia suméria Anu é retratado [como o deus canaanita El da Parte III] como a principal figura ou deidade ‘supérflua’ que tem pouco interesse nos eventos terrenos e pode melhor ser descrito como ‘aposentado’. A real ação acontece entre Enlil e Enki, os dois filhos primários de Anu, que gerenciam e organizam a civilização humana e são frequentemente retratados como amargos rivais. Na linguagem suméria a palavra ‘en’ significa ‘senhor’ e a palavra ‘lil’ se refer ao céu, vento, ou atmosfera inferior, e a palavra ‘ki’ significa terra. Portanto En-lil, que aparece no mito sumério como o primário tomador de decisões entre os deuses, possui um nome que o torna um ‘deus céu’ similar a Anu e de certo modo similar ao deus grego Zeus. En-ki, por outro lado, até mesmo embora seus desejos sejam frequentemente frustrados por En-lil , é conhecido como ‘senhor da terra’. O relacionamente combativo deles é retratado pelo mito sumério e nos mitos acadianos e babilonio que foram escritos mais tarde.

A Criação do Homem

Nos mitos sumérios da criação Enki permanece a figura central. No mito conhecido como ‘Enki e Ninmah’, Enki é encarregado de aliviar os deuses do trabalho duro que eles faziam por todo dia. Nammum, a deusa mãe que tinha dado nascimento a todos os deuses, tem misericórdia da súplica dos deuses e diz a Enki, “Levante-se, meu filho, de sua cama, pratique seu talento percetivelmente. Crie serventes para os deuses. Deixe que ele atirem longe seus cestos’. Enki faz exatamente isto, depois do que Enki coloca de pé as novas criaturas e olha para elas com atenção. O texto então diz, ‘Depois Enki, o moldador da forma, tinha, por ele próprio, colocado sentido na cabeça deles, ele diz a sua mãe Nammu, ‘Minha mãe, a criatura cujo nome você determinou, existe. O labor/trabalho dos deuses tem sido atribuido a ela” No mito sumério o Gado e o Grão a criação do homem é novamente citada, mas apenas como uma aparente nota lateral, implicando novamente que o homem havia sido criado para servir e agradar aos deuses. Uma narrativa mais detalhada da criação do homem é dada no início do Épico Acadiano Atrahasis, que dada de por volta 1700 AC. Nesta narrativa similar os deuses menores que tinham estado sobrecarregados pelo trabalho se revoltaram contra os deuses superiores e confrontaram o próprio Enlil. Enlil convoca o Conselho dos deuses em uma tentativa de resolver a situação. Enki sugere que um dos deuses menores seja sacrificado para criar uma criatura que ‘sustentará o fardo dos deuses’. A carne e o sangue deste vítima é misturado com argila, que Enki então tece e sobre o qual uma deusa recita encantamentos. Desta massa de argila quatorze pedaços são retirado e eles são inseridos nos úteros das ‘deusas do nascimento’. Dez meses depois nascia a humanidade, com sete machos e sete femeas, que foram então forçados a assumirem o trabalho dos deuses menores, escavando canais, crescendo comida e atendendo às necessidades diárias dos deuses.

O Grande Dilúvio

Atrahasis é o nome acadiano para uma figura similar a Noé que é conhecida nas narrativas sumérias como Ziusudra [ O Eridu Geneses] ou Utnapishtim (O Épico de Gilgamesh). Segundo todas estas narrativas a criação da humanidade eventualmente tornou-se lamentada pelo deus principal Enlil. O Épico Atrahasis diz, ‘E o país estava barulhento como um touro falando alto. O deus cresceu em desassossego em sua algazarra; Enlil tinha que ouvir o barulho deles. Ele se dirigiu aos grandes deuses, ‘O barulho da humanidade tem vindo até mim demais, estou perdendo o sono com a algazarra dela’. Para lidar com o problema da super-população humana Enlil causa primeiro uma praga, e então uma fome, para atacar a terra. Em cada caso Atrahasis chama Enki para ajudar a humanidade e oferecer uma solução para a calamidade. Enki responde dando conselho a Atrahasis mas sua interferência em benefício da humanidade faz com que Enlil se torne muito zangado. A solução final, que é concordada pelos deuses, a despeito do argumento apaixonado de Enki, é que um dilúvio será causado para dizimar completamente a humanidade. Esta decisão é mantida secreta mas Enki é forçado a fazer um juramento que ele não falará sobre isto com qualquer ser humano. A despeito de seu juramento Enki sagazmente concebe um plano para salvar Atrahasis e ainda permanecer sem trair sua palavra. Ele contacta  Atrahasis por trás de uma parede de junco, e então dá instruções como se estivesse falando com a parede de junco. Deste modo Atrahasis é informado do que está vindo e ensinando como ele pode se preparar para a calamidade. É dito a ele para construir um barco tão longo e tão largo e construir um teto sólido no topo. O épico de Gilgamesh inclui as instruções de “Carregar a semente de cada coisa viva no barco’. Depois que o dilúio passa Enlil se torna enraivecido ao descobrir que a humanidade sobreviveu por meio de Atrathasis e sua família. Contudo os outros deuses se regozijam e louvam a sabedoria e compaixão de Enki. A raiva de Enlil eventualmente é passada depois que Atrathasis reverentemente constrói um altar e oferece sacrifícios a ele. No fim Enlil se reconcilia com Enki, abençoa Atrathasis e dá a Atrhatasis o dom da imortalidade.

A Transferência da Autoridade Divina

Um dos mais importantes conceitos sumérios associados aos deuses e a civilização humana, na medida em que eles são relacionados ao mundo tanto antes quanto depois do Dilúvio, era aquele do ‘me’: A definição aqui é de ‘Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia’: me: O termo sumerio ‘me’ [pronunciado mei] é um plural, um nome inanimado, e expressa um conceito muito básico na religião suméria. Então ‘me’ são as propriedades e poderes dos deuses que capacitam um grupo inteiro de atividades centrais à vida humana civilizada, especialmente a religião, para acontecer. Um termo relacionado, gis-hur [o plano, o projeto] denota como estas atividades podem, idealmente, serem; o ‘me’ são os poderes que tornam possíveis a implementação do gis-hur e que asseguram a continuação da vida civilizada. Eles são antigos, duradouros, sagrados, valiosos. A maioria deles é mantida por An ou Enlil, mas eles podem ser destinados ou dados a outros deuses de, por implicação, menor escalão. Como esta definição explica, originalmente o ‘me’ era mantido por An e/ou Enlil. Os sumérios reconhecem Enlil como um deus supremo ativo, mas os mitos deixam claro que o ‘Pai Enki’, o deus que ajudou a criar a humanidade em primeiro lugar, era muito mais amado e reverenciado. Eventualmente o laço estreito de Enki com a humanidade se tornou reconhecido por Enlil, o que trouxe uma mudança importante no modo que a humanidade deveria ser governada. Foi decidido que o ‘me’, previamente mantido por Enlil em seu grande templo em Nippur, seria tranferido ao templo em Eridu e entregue nas mãos de Enki. Este evento momentoso na história e na religião suméria é descrito em um mito bem preservado de 467 linhas chamado ‘Enki e a Ordem do Mundo’. Este mito é relatado no livro de Samuel Noah Kramer, ‘Myths of Enki, the Crafty God’ (1989). Ele começa com as palavras abaixo, com o poeta louvando Enki em termos reverentes, O Senhor que anda nobremente no céu e na terra, auto-confiante, Pai Enki, engendrado por um touro, produzido por um touro selvagem, valorizado por Enlil, o Grande Kur, amado pelo sagrado An, o rei que voltou ao mes-tree em Abzu, elevou isto acima de todas as terras, grande usumgal [dragão] que plantou em Eridu – sua sombra se espalhando sobre o céu e a terra… Enki, senhor da hegal [abundância] que os deuses Anunna possuem, Nudimmud (um outro nome para Enki), o poderoso de Ekur, o forte de An e Uras. Nudimmud, o poderoso de Ekur, o forte de Anunna, cuja casa nobre se estabeleceu em Abzu é a pessoa de plantão no céu e na terra. ‘ Depois de 59 linhas de prece, louvação e exultação similares o poeta então permite a Enki uma chance de se auto louvar. Dentro destas linhas encontramos que Enlil, o irmão de Enki, entregou a Enki o ‘me’ que são tão essenciais para governar sobre os assuntos da humanidade. Enki, rei de Abzu, celebra sua própria magnificência – como está correto: “Meu pai, governante acima e abaixo, faça com que minhas feições ardam acima e abaixo. Meu grande irmão, governante de todas as terras, reuna para todo ‘me’, coloque o ‘me’ em minhas mãos. De Ekur, casa de Enlil, passei minhas artes e artesanato para meu Abzu, Eridu… Sou o primeiro entre os governantes. Sou o pai de todas as terras. Sou o grande irmão dos deuses, o hegal é aperfeiçoado em ‘me’. Sou o guardião do selo acima e abaixo. Sou esperto e sábio nas terras. Sou aquele que dirige a justiça ao lado de An, o rei, sobre o ‘dais’ de An. Sou aquele que tendo vindo kur, decreta os destinos ao lado de Enlil: ele tem colocado em minha mão o decretar dos destinos no lugar onde o sol se eleva…’ Depois de sua primeira fala em auto-louvor Enki para por um momento, permitindo que os deuses reunidos ofereçam sua veneração e louvor, e então Enki continua com mais pronunciamentos auto-laudatórios que tomam aproximadamente outras cinquenta linhas:

Depois que o senhor havia proclamado sua altura, depois que o grande príncipe havia pronunciado seu próprio louvor, os deuses Anunna ficaram em prece e súplica: “Senhor, que observa as artes e artesanatos, especialista em decisões, o adorado – Oh Enki, louve” Uma segunda vez, pelo prazer que isto deu a ele, Enki, rei de Abzu, celebra sua própria magnificência – como está correto: “Sou o senhor. Sou aquele que permanece. Sou eterno…” (etc., etc., etc.). Depois desta fala os deuses respondem, comentando mais uma vez o fato de que Enki é o possuidor ‘do grande nobre e puro me’ – solidificando o lugar de Enki como o mais importante deus da humanidade e confirmando sua dignidade de ser reconhecido como “O Senhor da Terra”: Para o grande príncipe que tinha retirado perto de sua terra, os deuses Anunna falam com afeição: Senhor que corre o grande ‘me’, o puro ‘me’, que fica de pé e observa o grande ‘me’, o miríade ‘me’, que é o mais importante em todos os lugares acima e abaixo, Em Eridu, o lugar puro, o mais precioso lugar, onde o nobre ‘me’ foi colocado. Oh Enki, senhor acima e abaixo, louve!” Embora o próprio nome de En-ki signifique a associação do deus com a terra, realmente não há indicação dentro dos mitos sumérios que a veneração de Enki evoluiu de uma forma primitiva de veneração à terra. Também não há indicação que os mitos, como com muitas outras deidades, que Enki uma vez foi um ser humano. Não, Enki não evoluiu da veneração da natureza, ou da veneração de ancestral. Enki era um espírito e ele era venerado como espírito. Um de seus aspectos mais importantes portanto tinha a ver com seu relacionamento com o mundo espiritual. Kramer explica, ‘O trabalho manual de Enki está em todos os lugares melhor representado do que na mágica. Aquele que conhece os segredos dos deuses e os caminhos do outro mundo é, não surpreendentemente, o deus que conhece as palavras e rituais que contratam os espíritos. Um grande número de textos preservados na ‘corrente da tradição’ são textos de encantamento, e Enki é proeminente na tradição”. “Enki é o senhor da profundeza aquosa, ‘, o ‘senhor do conhecimento oculto e impenetrável’ na profundidade de sua ‘casa de sabedoria’. Ele sempre era o mágico principal dos deuses, o grande exorcista. Sua água purificadora era usada nos encantamentos e ritos mágicos. Governante das águas do Submundo, senhor dos regatos e riachos, das colheitas abundantes, Enki era também o deus associado aos outros bens da terra, metais e pedras preciosas. Ele era o patrono dos trabalhos em metal e dos trabalhos manuais em geral. O patrono das fundações, ele deu as instruções de construir coisas… A bacia da água sagrada, uma imagem de Abzu, era colocada nos templos em honra a Enki. E a árvore sagrada cresceu em sua cidade culto de Eridu”. Talvez o leitor se recordará que há uma outra antiga tradição religiosa que tem suas raizes como elas eram, na memória de uma árvore antiga.

Esta tradição contém muitos temas similares a estes dos sumérios, mas estas similaridades apenas ajudam a ressaltar as muitas diferenças que claramente as separam.

A Perspectiva Hebraica

Segundo a tradição os primeiros cinco livros do Velho Testamento foram escritos por Moisés, que os recebeu diretamente da mente de deus. As primeiras palavras estabelecidas eram radicalmente arrogantes e completamente revolucionárias, se comparadas com as tradições da criação das culturas adjacentes que existiam naquele tempo, ao redor de meado do segundo milênio AC. Naquele tempo na Mesopotamia a cultura suméria a muito tinha acabado e a linguagem suméria não mais era falada ou escrita. A linguagem da terra era Acadiana e a Babilonia era a cidade de poder. A religião era ditada pelo Estado e a narrativa aceita da criação – a própria base da sociedade babilonia – era um texto conhecido como Enuma Elish. Segundo esta narrativa o grande deus Anu não mais era visto como o deus primordial e ancestral de todos os deuses. Ao invés, ele tinha se tornado um ser criado, que havia nascido de uma união entre um deus que era meramente a deificação do céu [Asthar] e uma deusa que era uma deificação da terra [Kishar]. No Egito a tradição Heliopolitana da Grande Eneade tinha sido aceita por centenas de anos. O ‘início’ era concebido como ‘Nun’, que era uma deificação das águas primordiais ou primevas. Nun nem até mesmo era um deus porque ele não tinha culto, templos, poucas representações e não era venerado. De Nun veio Atum , mais tarde conhecido como Ra.  Atum então masturbou-se para criar o par Shu e Tefnut, que então produziu o deus Geb [também conhecido como Seb ou Keb] e sua irmã e deusa Nut. Geb representava a terra e Nut representava o céu. Deste par veio os quatro irmãos, entre os quais o mais importante era Osiris. Não há existentes mitos de criação canaanitas,  mas temos os mitos gregos da criação, que foram desenvolvidos de uma síntese das fontes do Oriente Médio. Com os gregos o padrão é basicamente o mesmo. O ‘começo’ é grandemente não definido [Caos] ainda que fora do Caos a deusa terra Gaia seja capaz de emergir. Ela então dá nascimento a um número de deidades que representam as diferentes facetas da realidade, incluindo o ‘céu’ que é um deus chamado Urano. Finalmente é das relações dela com seu filho Urano que vieram os deuses iniciais, que incluem Cronos, que mais tarde tornou-se Zeus. Com este padrão universalmente aceito em mente, de céu e terra de certo modo dando nascimento aos deuses, o próprio começo do Geneses 1:1 é revelado como uma declaração revolucionária: “No início deus criou o céu e a terra’. Moisés foi levado a acreditar que o deus que ele servia não era um ser criado, meramente um entre iguais, não um deus que poderia morrer um dia, mas que seu deus era de fato o criador do inteiro universo, Aquele que existia antes que o mundo existisse e que existirá quando este mundo acabar.

A Criação do Homem

Moisés aprendeu que seu deus foi o responsável pela criação da humanidade em primeiro lugar. A humanidade foi criada na imagem de Deus e dado uma importante responsabilidade de governar e cuidar da terra. Contudo, devido a decepção vinda de um ser-espírito que trabalhava contra deus, da tentação que veio de uma árvore proibida, e da desobediência voluntária nascida do orgulho egoista, a humanidade caiu de sua posição de autoridade sobre a terra e pureza diante de deus.

O Crime e o Banimento de Caim

Depois da ‘queda’, como foi chamada, Deus continuou a instruir e cuidar da humanidade, ainda que ele esperasse em troca reverência e veneração. O primeiro pecado registrado depois da ‘queda’ foi cometido pelo ciúme e envolvia a exigência de Deus que ele fosse venerado em seus próprios termos, muito mais do que nos termos dos homens. No livro do Geneses esta história é aquela do assassinato de Abel por Caim. A mesma história básica é encontrada, com uma poucas mudanças sutis, na mitologia suméria. No mito de Emesh e Enten – dois deuses menores – um fazendeiro e o outro pastor, entram em uma briga. Eles finalmente apresentam o caso a Nippur para ser julgado por Enlil que, em uma decisão que contradiz aquela dada pelo Deus do Geneses, escolhe o fazendeiro ao invés do pastor. No mito do Gado e do Grão os irmãos Lahar, um deus do gado, e Ashnan, um deus do grão, entram em uma briga sobre quem merece mais reconhecimento, mas infelizmente o fim do mito não tem sobrevivido. O mito de “Inanna Prefere o Fazendeiro” é uma outra variação do tema de Caim e Abel. Nesta história Inanna rejeita os avanços do pastor que então se torna beligerante em relação ao favorito de Inanna, o fazendeiro. Soment depois que o fazendeiro oferece palavras suaves de apaziguamento e um número de presentes como consolação, incluindo aquele da própria Inanna, a raiva do pastor cede. Na narrativa do Geneses é o fazendeiro, Caim, que mata Abel, o pastor, em uma raiva ciumenta. Depois da rejeição do sacrifício de Caim e o assassinato de Abel o livro do Geneses dá uma narrativa detalhada do que aconteceu a Caim e seus descendentes. Esta história ajuda a esclarecer alguns dos mistério que cercam as similaridades e contradições dentro das tradições hebraicas e sumérias. ‘E Caim falou com Abel seu irmão, e isto se passou quando eles estavam no campo, que Caim se elevou contra Abel seu irmão e o matou. E o Senhor disse a Caim, Onde está Abel, seu irmão? E ele disse, não sei. Sou eu o guardião de meu irmão? E ele disse O que você fez? A voz do sangue do seu irmão gritou a mim do solo. E agora você é amaldiçoado sobre a terra, que abriu sua boca e recebeu o sangue de seu irmão de sua mão; Quando você marcou o solo, o sangue do seu irmão em sua mão, e portanto não deve ser mantido a você sua força, um fugitivo e vagabundo deva você ser sobre a terra. Minha punição é maior do que eu posso suportar. Preste atenção, você expulsou-me neste dia da face da terra; e de sua face eu devo estar oculto; E o Senhor disse a ele, seja quem for que mate Caim, a vingança será tomada sete vezes. E o Senhor colocou uma marca em Caim para que quem o encontrase não o matasse. E Caim saiu da presença do Senhor e habitou na terra de Nod, a leste do éden. E Caim conheceu sua esposa e ela concebeu e ele construiu uma cidade, com o nome de seu filho Enoque”.  (Genesis 4:8-17, KJV)

Eridu: o Lugar da Descida

Segundo a Bíblia a primeira cidade foi construída por Caim e chamada como seu filho Enoque. Segundo a história suméria a primeira cidade que foi construida foi estabelecida por seres humanos sob os cuidados do deus Enki; e chamada Eridu. Conquanto a narrativa do Geneses possa de fato estar correta há uma grande dose de evidência que a primeira cidade eventualmente tornou-se conhecida pelo nome do filho de Enoque, que era Irad. Em outras palavras, o nome ‘Eridu’ vem do nome Irad. De fato, baseado nesta análise, David Rohl acredita que o texto do Geneses 4:17 tem sido cuidado. Ele acredita que o sujeito da segunda sentença, segundo as regras usuais de gramática,  deve ser entendido como se referindo a Enoque. Rohl também acredita que a última palavra do Geneses 4:17 aparece fora de ligar e deve certamente ser uma inserção do escriba. Se você ler as referidas correções de Rohl o verso então deverá ser lido: “E Caim conheceu sua esposa, e ela concebeu, e nasceu Enoque; e ele [Enoque] construiu uma cidade e deu a cidade o nome de seu filho Irad. ” Rohl ressalta que o nome Irad mais provavelmente derive da palavra hebraica ‘yarad’, que significa ‘descer’. (Irad em hebraico é soletrado ayin-yod-resh-dalet, e yarad é soletrado yod-resh-dalet). Recorde-se novamente das primeira palavras da Lista dos Reis Sumérios: “Depois que a realeza desceu do céu, a realeza estava em Eridu”. Seja qual for o caso, se há erros dos escribas no texto Masorético do Geneses ou não, há uma clara conexão entre os descendentes de Caim, as primeiras cidades dos Sumérios, e o grande deus sumério Enki. Segundo o livro do Geneses Lamech foi um descendente de Caim através de Irad, e Lamech teve duas esposas. Uma esposa era chamada Zillah e ela deu a luz a Tubal-Caim que se tornou ‘o forjador de todos implementos de bronze e ferro”. Novamente David Rohl liga esta informação do Geneses com as narrativas sumérias, especificamente com a segunda cidade da Lista dos Reis Sumérios,  Bad-tibira: “Badtibira significa ‘Assentamento do Trabalhador em Metal’. Se tomamos as consoantes hebraicas que compõem o nome Tubai obtemos T-B-L. Sabemos que a consoante ‘l’ é frequentemente representativa de ‘r’. Então podemos obter um original T-b-r que pode, por sua vez, responder pela antiga Tibira. Muito interessantemente, o epítiteto semítico ‘Caim’ Em Tubal-Caim também significa ‘forjador de metais’  o que sugere que este epíteto tinha sido acrescentado como um esclarecimento da pouco conhecida palavra suméria pelo autor hebraico do Geneses. Etão estas são pistas que sugerem que Tubal-Caim e Badtibira estão ligados de algum modo”. Segundo a narrativa do Geneses, o meio irmão de Tubal-Caim era Jubal, que era ‘o pai de todos aqueles que tocam a lira e a flauta’. Estas duas artes da civilização, a músia e o trabalho em metais, estão sempre estreitamente associados a Enki, e elas são especificamente mencionadas no mito de Inanna e Enki como uma parte do ‘me’ que se tornou controlado por Enki. No livro apócrifo de Enoque, que contém uma outra antiga narrativa da ‘descida do céu’, a humanidade foi ensinada a arte de fazer armas [bem como feitiçaria, mágica, cosméticos, astronomia, astrologia, adivinhação e outras de tais 'artes'] pelos anjos caídos que desceram do céu e tomaram as mulheres humanas para esposas, como escrito no Geneses 6. Se esta última possibilidade é considerada então Enki começa a ser visto sob uma luz diferente. No mito sumério Enki constrói o E-Engurra, a história é contada de como Enki construiu seu templo em Eridu e das bençãos e louvores que ele recebeu dos outros deuses depois que ele o havia completado: “Depois que a água da criação tinha sido decretada, Depois que o nome hegal [abundância] nasceu o céu, como plantas e ervas vestiram a terra, o Senhor do Abismo, o Rei Enki, Enki o Senhor que decreta os destinos, Construiu sua casa de prata e lápis-lázuli, como uma luz faiscante. O pai se adaptou adequadamente no abismo. As criaturas de semblantes brilhante e sábias, vieram do abismo, ficaram todas de pé ao redor do Senhor Nudimmud (Enki); A pura casa que ele construiu Ele ornamentou grandemente com ouro, Em Eridu ele construiu a casa do banco de água, Seu trabalho de tijolos, murmurio da palavra, doação de conselhos etc… como um touro rugindo, A Casa de Enki, os oráculos murmurando”

O Grande Dilúvio

No livro do Geneses o Grande Dilúvio é causado por um Deus não porque a humanidade fosse barulhenta demais, como o afirma o épico de Atrahasis; mas porque a humanidade tinha se tornado corrompida por suas interações sexuais, espirituais e tecnológicas – com os anjos caídos: “O Senhor viu quão grande havia se tornado a perversidade do homem sobre a terra, e que cada inclinação dos pensamentos de seu coração era apenas má o tempo todo. O Senhor lamentou ter criado o homem sobre o terra, e seu coração se encheu de dor. Então o Senhor disse: “Dizimarei a humanidade, que criei, da face da terra – homens e animais e as criaturas que se movem ao longo do solo, e os pássaros no ar – poque lamento te-los criado”. Agora a terea está corrupta aos olhos de deus e cheia de violência. Deus viu o quanto corrupta a terra tinha se tornado porque todas as pessoas sobre a terra tinham corrompido seus caminhos. Então deus disse a Noé, “Irei colocar um fim em todas as pessoas, porque a terra está cheia de violência por causa delas. Certamente irei destruir a ambos e a terra” (Genesis 6:5-7, 11-13) Noé foi escolhido para ser poupado porque apenas ele e sua família tinham resistido às influências negativas do mundo do espírito, e permaneceram verdadeiros ao Criador. Noé era ‘um homem justo, sem culpa em seu tempo” e como Enoque ele ‘andava com Deus’. Depois do dilúvio Noé venerou Deus e recebeu uma benção em troca. Contudo não demorou muito para que a humanidade fosse novamente seduzida pelos espíritos.

A Torre de Babel

A genealogia da família humana é dada em uma lista conhecida como Tabela das Nações no Geneses 10. Nesta lista há exatamente setenta nomes dados aos descendentes dos três filhos de Noé, Shem, Ham e Jafé. Foi através destas tribos que a terra foi novamente repovoada e reassentada depois do Grande Dilúvio. Contudo, o livro do Geneses também dá uma estranha narrativa que descreve como a intervenção de Deus era necessária para fazer o processo continuar: “Agora o mundo todo tinha uma linguagem em comum. Na medida em que os homens se moviam para leste, eles encontraram uma planície em Shinar e se assentaram lá. Eles disseram um ao outro, ‘Venha, vamos fazer tijolos e cozinha-los cuidadosamente’. Eles usaram o tijolo ao invés da pedra, e piche como cimento. Então eles disseram, “Vamos nós mesmos construir uma cidade, com uma torre que alcance o céu de forma que façamos um nome para nós próprios e não sejamos espalhados pela terra inteira”. Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. O Senhor disse, “Se eles como pesoas falando a mesma lingua tem começado a fazer isto, então nada que eles planejem fazer será impossível para eles. Vamos, vamos descer e confundir a linguagem deles de forma que não entendam um ao outro”.

Então o senhor os espalhou de lá por toda a terra, e eles pararam de construir a cidade. Isto é porque esta foi chamada de Babel – porque lá o Senhor confundiu a linguagem do mundo inteiro. De lá o Senhor os espalhou sobre a face da inteira terra. (Genesis 11:1-9, NIV) Segundo a narrativa do Geneses Deus sobrenaturalmente “confundiu a linguagem do mundo inteiro”. Isto tornou impossível que a Torre de Babel fosse completada e também tornou necessário que as tribos diferentes, todas falando linguagens diferentes, se ramificassem e declarassem seus próprios territórios para habitação. A narrativa suméria deste evento pode ser escolhida pelas pistas encontradas dentro de uma grande narrativa épica de 636 linhas sobre Nudimmud e nas” linhas 136-155 ela fala sobre uma idade há muito tempo atrás quando as pessoas viviam sem medo, quando a humanidade estava unida em uma veneração monoteista, e quando a fala humana tinha uma linguagem unificada. Este texto é importante porque ele aponta claramete para Enki  (Nudimmud) como a força por trás das cenas que ajudou a trazer a confusão de linhas: “Era uma vez, então, quanto não existia serpente, não havia escorpião, não havia hienas, não havia cães selvagens, nem lobos, nem terror; os humanos não tinham rivais. Uma vez, então, as terras de Shubur-Hamazi, a poliglota Suméria, que a grande terra que tinha o ‘me’ por soberania, Uri, a terra com tudo exatamente assim, a terra Martu, repousando seguramente, o mundo inteiro – as pessoas eram um – para Enlil em uma lingua dava voz. Então o fez o competidor – o en [senhor], o competidor, o mestre, o competidor; o rei, o competidor; o rei Enki, en de hegal, o um com palavras incessantes, en de esperteza, aquele perspicaz da terra, o sábio dos deuses, dotado de pensamento, o en de Eridu, a mudança das falas de suas bocas, ele não tendo criado a rivalidade nisto, na fala humana que havia sido uma só.”

O historiador do século I Josephus em sua obra, Antiguidade dos Judeus, explica que a construção da Torre de Babel foi um ato de desobediência em relação a Deus e aqueles que trabalhavam nisto estavam motivados por seus próprios desejos egoístas e orgulho. Ele também explica que seu principal proponente era um rei chamado Nimrod, o filho de Cush, e neto de Ham. Nimrod aparece dentro da Tabela das Nações como o verdadeiro primeiro potentado bíblico: “Cush era o pai de Nimrod, que cresceu para ser um poderoso guerreiro sobre a terra. Ele era um poderoso caçador diante do Senhor; isto é o porque é dito: “Como Nimrod, um poderoso caçador diante do Senhor’. Os primeiros centros de seu reino eram a Babilonia, Erech, Akkad e Calneh, em Shinar. Desta terra ele foi para a Assíria onde ele construiu Nínive, Rehoboth Ir, Calah e Resen, qie está entre Nínive e Calah; que é a grande cidade.” (Genesis 10:8-12, NIV) A figura conhecida na bília como Nimrod, que se opôs ao deus do Velho Testamento, era conhecida pelos sumérios por Enmerkar. Ele é o herói do épico ‘Enmerkar e o Senhor de Aratta’. Em hebraico as quatro letras que compõem o nome Nimrod grosseiramente se traduzem em n-m-r-d Em sumério o nome Enmer se traduz para n-m-r enquanto o sufixo -kar simplesmente significa ‘caçador’. Na bíblia é Nimrod O Caçador e no mito sumério ele é ‘Enmer o Caçador’. Depois do Grande Dilúvio a Lista dos Reis Sumérios dá os reis que governaram a primeira dinastia de Uruk. O primeiro na lista é o rei Meskiagkasher que, como explicamos na Parte IV, era de fato o Cush bíblico. O segundo nos dado é o de Enmerkar]: “Enmerkar, filho de Meskiagkasher, rei de Uruk, aquele que construiu Uruk – reinou 420 anos…” A Lista dos Reis Sumérios registra que Enmerkar construiu Uruk, e segundo o Geneses o centro do reino de Nimrod era a Babilonia [Babel] e Erech, que é Uruk (nos dias modernos “Iraque”).

Enmerkar e o Templo de Abzu

O pema épico ‘Enmerkar e o Senhor de Aratta’ conta a história do plano de Enmerkar de construir um templo para a deusa Inanna em Uruk, e suas tentativas de forçar seus vizinhos no reino montanhoso de Aratta a fornecer todo o material necessário para a construção. Além deste projeto, Enmerkar estava altamente engajado em renovar e grandemente expandir o templo de Enki que era localizado em Eridu. é este projeto que David Rohl acredita foi registrado no Geneses como uma tentativa de construir a Torre de Babel. Segundo David Rohl, as referências em Geneses 10 e 11 à cidade de Babel [Babilonia] devem ser compreendidas como referências a Eridu. O nome sumério original para a sede de culto a Enki era Nun.ki, que significa ‘lugar poderoso’. Quando o sagrado precinto da Babilonia foi construido para Marduk mil anos mais tarde ele também foi conhecido como Nun.ki mas era conhecido primariamente pelo seu nome acadiano de Bab-ilu. Em outras palavras, Bab-ilu se iguala a Nun.ki e o Nun.ki original estava localizado não na Babilonia, mas em Eridu. Aqui ésta como Rohl explica isto,

“(Nun.ki) é conhecido como Eridu – a primeira capital real na Suméria e a residência do deus do abismo, Enki. De fato, isto parece o precinto sagrado na Babilnia que era chamado como o original Nun.ki, até mesmo indo tão longe para chamar o templo dedicado a Marduk, E-sagila ou a ‘casa elevada’ e também conhecido como o ‘porto ancoradouro do céu e terra’, como o templo da torre original em Eridu. Então a bíblica Torre de Babel/Nun.ki não foi o velho zigurat do segundo milenio do Velho Testamento, mas muito mais o protótipo do terceiro milenio do zigurat construído em Eridu/Nun.ki no final do período Uruk. A história épica suméria, Enmerkar e o Senhor de Aratta, começa com Enmerkar de Uruk chamado a deusa Inanna e pedindo a ajuda dela para que ele criasse um templo para ela que fosse digno de sua grandeza. Até este tempo Inanna era associada ao reino de Aratta das Montanhas Zagros ao norte da Suméria, mas no poema Enmerkar alega que estas pessoas não veneram e a honram como ela merece. Enmerkar se refere a Inanna como ‘minha irmã, deixe que Aratta molde talentosamente o ouro e a prata em meu benefício para Unug [Uruk]. Deixe que eles cortem o frágil lápiz lázuli dos blocos, deixe com eles a translucêencia do lapis lázuli. .. construam uma montanha sagrada em Unug. Deixe que Aratta construa um templo que desça dos céus – seu lugar de adoração, o Templo E-ana; deixe Aratta talentosamente moldar o interior do sagrado gipar, sua morada; e possa eu, a juventude radiante, possa eu ser abraçado lá por você. Deixa que Aratta se submeta sob o domínio de Unug em meu benefício.” Além deste templo para Inanna, o E-ana, a ser construido em Uruk, Enmerkar também pede materiais para um outro projeto, a que ele se refer como o ‘grande templo’, ‘a grande morada dos deuses’, que seria uma renovação de Abzu, o centro de culto a Enki em Eridu: “Deixe que as pessoas de Aratta desçam das montanhas as pedras de sua montanha, contruam o grande templo para o ‘me’, erijam o grande abrigo para o ‘me’, façam a grande morada, a morada dos deuses, famosa para o ‘me’, faça-me próspero  em Kulaba (Uruk), faça abzu crescer para mim como uma montanha sagrada, faça Eridug brilhar para mim como o alcance da montanha, faça o templo de abzu brilhar para mim como a prata no lodo”. Inanna responde a súplica de Enmerkar, e ela dá a ele instruções a respeito de como lidar  com o reino de Aratta. Ele diz a ele paras escolher um mensageiro forte e eloquente e envia-lo as montanhas para falar  com o povo de Aratta e repetir as demandas de Enmerkar. Ela prevê que o povo de Aratta ‘saudará humildemente Inanna como um pequenino camundongo’ e que ‘Aratta deve se submeter sob o domínio de Unug (Uruk)”; eles fornecerão os materiais para os projetos de Enmerkar que permitirá que o abzu de Eridu “cresça para você como uma montanha’. Enmerkar segue o conselho de Inanna e o resto do épico consiste de uma série de trocas diplomáticas entre Enmerkar e o rei de Aratta. Enmerkar se refere a ele próprio como ‘o senhor que Nudimmud tem escolhido em seu sagrado coração’ e ele exige que Aratta se submeta a ele ‘como um assentamento amaldiçoado por Enki e completamente destruido, eu também destruirei completamente Aratta!” Na troca final Enmerkar dá ao seu mensageiro uma longa lista de exigências para fazer de Aratta, terminando coma exigência que Aratta ‘tome as pedras da montanha, e reconstrua para mim o grande templo de Eridu, o abzu, o E-nun; deixe que eles adornem sua arquitrava para mim… deixe que eles façam sua proteção se espalhar sobre a terra para mim.”  No fim, o rei de Aratta se recusa a se submeter a Enmerkar  mas sabemos quwe eventualmente Enmerkar invadiu e subjugou Aratta por outros poemas épicos, tais como Lugulbanda e a Caverna da Montanha. A carreira de Enmerkar é resumida por David Rohl: “A conquista da Aratta rica em recursos foi a culminação da política expansionista de Enmerkar. Pelo fim de seu longo reinado o rei de Uruk controlava grande parte da Mesopotamia e tinha grandemente enriquecido os centros de culto da Suméria. Ele também controlava as rotas de comércio de mulas pelas Montanhas Zabros e o comércio marítimo via Golfo Pérsico. Ao norte, as colônias grandemente fortificadas foram estabelecidas perto dos principais caminhos por água e portanto ligavam o coração do império por meio de barcos de movimentos rápidos. Bens exóticos e metais estavam chegando a cidade capital de Uruk e, com certeza, aos cofres do palácio de Enmerkar. Isto realmente faz dele o primeiro potentado da terra, exatamente como a tradição do Geneses afirma. Em seu disfarce de guerreiro-herói Enmer/Nimrod é lembrado como o fundador das mais poderosas cidades na Assíria e na Babilonia, bem como um grande construtor nos velhos centros religiosos da Suméria”.

A Evidência para a Torre de Eridu

A história da Torre de Babel é descartada pelos historiadorese modernos como ficção porque não há evidência histórica que a Babilomia existisse como uma cidade nesta data inicial, por volta de 2800-3000 AC, e porque não há evidência arqueológica para a própria Torre, que deve ter sido uma das mais importantes maravilhas do mundo, até mesmo se ela nunca fosse absolutamente completada. O fato é que a cidade da Babilonia não se torna importante até antes da elevação e Hammurabi por volta de 1800-2000 AC, e a Babilonia não possuia um maior zigurat até que um fosse construido por Hammurabi em honra do novo deus Marduk. Contudo, este problema desaparece, uma vez se torne claro que a Torre de Babel era realmente a Torre de Eridu. Mais uma vez, David Rohl vem com a evidência que muitos historiadores localizaram mal ou ignoraram. No final dos anos de 1940 o antigo sítio de Eridu – o moderno Tell Abu Shahrain – foi escavado por uma equipe conjunta iraquiana e britânica liderada por Fuad Safar. O que Safar descobriu foi a evidência de um centro de culto continuamente mantido ao deus Enki. O próprio primeiro templo era um simples caso provavelmente feito de juncos, mas uma estrutura quadrada de tijolos foi logo construida e depois disso os habitantes fizeram contínuas renovações e expansões. A escavação revelou dezessete níveis diferentes de construção deste templo, o abzu de Enki, que durante o período Uruk se tornou o lugar mais sagrado em toda a Mesopotamia. A mais impresiva descoberta foi conhecida como Templo I, uma estrutura maciça com um enorme templo construido sobre uma plataforma maciça, com a evidência de uma até mesmo maior fundação por baixo dele que teria sido elevada quase na altura do próprio templo. David Rohl acredita que seja o que for que foi construido no topo desta fundação maciça, era provavelmente a estrutura que é descrita no Geneses como a Torre de Babel. O que é até mesmo mais intrigante para os escavadores foi sua descoberta que precisamente no ponto mais alto desta obtenção arquitetonica, o asentamento de Eridu foi abandonado. Rohl escreve que ‘muito subitamente, a ilha de Eridu sofreu de algum destino cataclismico’ A análise academica de Fuad Safar do sítio afirma, “… o período Uruk… parece ter sido trazido a uma conclusão por não menos um evento do que o total abandono do sítio… Foi o que parece ter sido um tempo incrivelmente curto, retirando a areia que tinha enchido as construções desertas do complexo do templo e obliterou todos os traços de uma pequena comunidade uma vez própspera… A este ponto, há um considerável hiato na história do sitio, como ele é conhecido por nós dos resultados de nossas escavações… a época Jemdet Nasr … não é representada em Eridu. Durante o período Inicial Dinástico também, não há razão para supor que as fortunas do templo de Enki em Eridu tenham alcançado um declínio extremamente baixo. De fato, apenas restos medíocres deste período, foram indicações sobre os aclives do monte que agora representavam as ruinas do templo pré-histórico, que algum tipo de santuário empobrecido ainda sobreviveu em seu pico”. Então o que aconteceu a Eridu? Mais importantemente, o que aconteceu a Enki? O que pode ter causado o abandono e a desolação do primário sítio sagrado do mais influente e reverenciado deus da Mesopotamia? Se a narrativa do Geneses está correta e Nimrod de algum modo esteve envolvido, então o que aconteceu a Enmerkar? Estranhamente, os mitos e histórias sumérias não oferecem respostas diretas ou satisfatórias para qualquer uma destas perguntas. O mito sumerio pode não oferecer boas respostas, mas o livro do Geneses o faz. Eles nos conta uma tentativa de construir a Torre de Babel que fez com que deus intervisse e confundisse a linguagem ds construtores, depois do que as diferentes tribos e grupos saissem da Mesopotamia para reclamar e habitar terras suas próprias. A Parte IV se concentra nos filhos de Ham e explicou como eles viajaram de barco, primeiro para Bahrein e depois para a África, Egito e Mediterrâneo. Há evidência que este grupo – a Tribo Falcão -, mantinha uma lembrança de seu lar original em Eridu e, mais importantemente, de seu líder Enmerkar e de seu deus Enki, depois que eles foram conquistar e habitar novas terras.

A Conexão Egípcia

Os mitos egípcios da criação representam um maior desafio para os eruditos que os tentam interpretar. Na Parte II resumimos brevemente o mito da criação da Eneade de Heliopolis, que promove o deus Atum como o criador do mundo, mas parece que cada maior centro religioso no Egito achou necessário desenvolver sua própria versão da história da criação. Então, por exemplo, em Menfis o criador era Ptah; em Hermopolis a criação veio conjuntamente pelos deuses enigmáticos Ogdoad; e em Sails no Egito Inferior era a deusa Nit, ou Neith, que ‘fez com tudo viesse a ser’. Superando todos estes estava a narrativa dada pelos sacerdotes de Tebas cujo criador era um deus de cabeça de carneiro chamado Amun, que tinha se tornado associado a Zeus pelo tempo em que Alexandre o Grande anexou o Egito. A despeito das diferenças nas narrativas da criação parece que todos eles tem coisas em comum. Em primeiro lugar, todos eles parecem ter ao menos alguns elementos de sua teologia baseados nos iniciais Textos da Pirâmide, e secundariamente eles geralmente descrevem o universo antes da criação como aquoso, um vazio sem forma e caótico, personificado pelo deus Nun. E de Nun que se eleva o monte primevo, da qual vem o criador que traz o resto dos deuses e a humanidade. Em Helioipolis este criador era Atum, cuja associação com a Monte Primevo é representada por Benben, uma pedra de forma piramidal. Atum era personificado como a ave Benu, a auto-criadora fênix que logo era colocada no topo da pedra piramidal e Atum também era associado a Ra e visto como um deus sol. A cidade de Menfis era pensada ter sido fundada por Menes em tempos pré-dinásticos e era um importante centro administrativo durante o Velho Reino. Os sacerdotes desta cidade acreditavam que Ptah fosse realmente o criador de Atum, e eventualmente Ptah foi absorvido na concepção egípcia de Nun. Ao examinar Ptah David Rohl se refere a um texto menfita onde se lê: “Ptah que está sobre o Grande Trono; Ptah-Nun, o pai que gerou Atum; Ptah-Nunet, a mão que deu a luz à Atum; Ptah o Grande que é, o coração e a lingua da Eneade; Ptah que deu nascimento aos deuses…” Em Hermopolis o próprio início era personificado como quatro pares de relacionais casais primordiais. Estes eram Nun e Nunet, que persionificavam as águas primevas; Heh e Haunet que representavam o infinito; Kek e Kauket, que personificavam a escuridão; e Amun e Amaunet, que representavam o ar. Os sacerdotes de Hermopolis desenvolveram a idéia que em algum ponto inicial estes pares interagiam e lançavam uma grande explosão, da qual veio a existencia o Monte Primevo. Este monte era conhecido como ‘Ilha da Chama” porque era onde o deus sol Atum/Ra nasceu e onde ele primeiro irradiou. Em Tebas os sacerdotes escolheram se concentrar no deus Amun. Ele era o ‘deus oculto’ e seus sacerdotes foram a grandes distância para faze-lo parecer  tão misterioso e poderoso quanto eles podiam. O sacerdócio tebano reconheceu Amun como um membro do grupo Ogdoad, ainda que eles acreditassem  que Amun também precedeu isto e fosse de fato seu criador. Ele transcendeu a criação e precedeu as águas primordiais de Nun, criando todos os deuses e a própria matéria. Amun cresceu em poder na Décima Primeira Dinastia quando ele foi unido a Ra o deus sol e se tornou conhecido como Amun-Ra. Fora do estranho culto de vida curta instalado por Aknaton, a veneração de Amun era o mais perto que os egípcios vieram a abraçar algo vagamente similar ao monoteismo.

A ascendência de Amun como um deus primário egípcio pode de algum modo se relacionar ao período do cativeiro israelita no Egito depois da morte de José, quando a monarquia egípcia começou a ver os israelitas como inimigos internos que precisavam ser destruidos e escravizados. Para David Rohl, cuja tarefa em seu livro ‘História’ é mostrar  que os governantes dos Dinastias Egípcias vieram da Mesopotamis, a coisa comum que é importante em todas as narrativas da criação é o Monte Primevo que era o lar original dos deuses. Durante o período do governo Ptolomeico no Egito houve uma maior renovação e expansão do templo de Horus em Edfu. Gravado ns paredes deste templo há importantes referências a este Monte Primordial e a era a muito acabada dos deuses conhecidos como Zep-Tepi, ou ‘A Primeira Vez’. David Rohl se refere a estas gravações e encontra evidência que os egípcios possuiam sólidas memórias de sua jornada, primeiro de Eridu para Bahrein e então de Baherein para o Egito. A fundação do primeiro templo mítico sobre o Monte Primordial é mostrada em uma inscrição na parede em Edfu que é chamada de “Toth e os Sete Sábios”. Este templo primordial é simplesmente chamado de “o Grande Trono” e Toth e os sete sábios são atendidos por dois deuses enigmáticos conhecidos como Wa e Aa. Rohl ressalta que um grupo de ‘sete sábios’ também são personagens  proeminentes  no mito sumério. Eles são honrados como os pais da civilização suméria e no épico de Gilgamesh a cidade de Uruk é referida com as seguintes palavras, ‘Não foram os prórios sete sábios que estabeleceram seus planos?’ Em uma outra cena de Edfu há uma apresentação central de um Falcão sentado sobre um galho cerimonial conhecido como Djeba. Em frente dele está de pé um rei em uma atitude de adoração e por trás dele seis deuses diferentes sentam-se ao longo de Wa e Aa. Estes deuses são referidos como ‘Os Seniores’, ‘A Prole do Criador’, ‘Os Gloriosos Espíritos da Inicial Idade Primeva’, “a Irmandade dos Sábios’, ‘Os Deuses Contrutores’, ‘O Glorioso Shebtiu, e também como “Os Filhos do Elevado’. Nesta cena Wa e Aa são referidos como ‘Os Senhores da Ilha de Agressão’ que ‘fundaram este lugar  e que foram os primeiros a existir na companhia de Re’. Este grupo, o Shebtiu, é interpretado por Rohl serem os descendentes dos originais ‘Ancestrais’ que viveram durante a era Zep-Tepi. Seu lar original era o ‘Ilha da Agressão’ ou ‘Ilha da Chama’ onde Ra foi dito ter primeiro brilhado – o original Monte Primordial. Contudo, por razões não claramente explicadas, o Shebtiu se relocalizou e fundou um novo lugar conhecido como ‘Ilha Abençoada’ que era a localização do Djeba do Falcão. Esta ‘Ilha Abençoada’ era Bahrein e as inscrições de Edfu também se referem a ela como a ‘Ilha de Re’, ‘    O Exaltado Trono de Horus’, ‘O Solo de Fundação do Governante da Asa’ bem como ‘O Lugar de União da Companhia’. Rohl comenta que este último título sugere ‘uma reunião de forças ou aliança de algum tipo. é como se embora a ilha se torne um posto intermediário para algo muito maior. Esta possibilidade é reforçada por alguns dos outros nomes que são dados ao original Shebtiu dentro dos textos de Edfu. Seus nomes são ‘o Distante’, ‘O Grande’, ‘O Marinheiro’ ,  ‘A Cabeça Sagrada’, ‘O Criador-serpente da Terra’, ‘O Senhor dos Corações Gemeos’, ‘O Senhor da Vida e Poder Divino’ e também o feroz ‘O Senhor do Peito Poderoso que fez a matança; o Espírito que vive no sangue’.

A localização do próprio Monte Primordial, que segundo os mitos egípcios da criação se elevou da águas caóticas de Nun, é esclarecido por alguns dos mais comuns mitos de criação babilonios e sumérios, dos quais e segue um exemplo: ‘um junco não tinha brotado, uma árvore não tinha sido criada, uma casa não tinha sido feita, a cidade não tinha sido construida. Todas as terras eram mar. Então Eridu foi feito’. A conexão entre a cidade suméria de Eridu e o Monte Primodial do Egito é tornada clara por alguns nomes que são associados a ambos. Por exemplo, as águas primordiais eram conhecidas como Nun pelos egípcios, enquanto o nome para o templo de Eki em Eridu era, como o leitor pode se recordar, ‘Nun.ki’ e também ‘E-nun’. Uma outra conexão existe com as muitas referências a Eridu como o ‘Abzu’ de Enki. Esta é raiz que conhecemos hoje para a palavra ‘abismo’ e Enki era o Senhor do Abismo. Um dos primeiros importantes centros de culto para os invasores do Egito era um lugar que veio a ser conhecido pelos gregos como Abidos. Contudo, o nome egípcio é melhor representado como ‘Abedjou’. O som ‘dj’ é frequentemente dado como ‘z’ tal como na apresentação comum da Pirâmide em degrau de Djoser ou Zoser. Com isto em mente achamos que Abidos=Abdju=Abzu, que diretamente se iguala ao centro de culto a Enki conhecido como o Abizu em Eridu. O deus da Tribo Falcão, a tribo que invadiu e conquistou o Egito, era claramente Enki. Há uma bem conhecida inscrição pictográfica suméria de Enki que o apresenta sustentando um falcão em uma das mãos, com as águas frescas que ‘dão a vida’ do abismo fluindo de seus ombros.

Enki sempre era associado com as correntes de água doce, que eram consideradas portais para a terra dos mortos subterrânea. Em Eridu seu templo foi construido sobre um riacho, e em Bahrein há numerosas correntes de água doce que borbulham na ilha e para o oceano perto do litoral. As localizações escolhidas para os sítios de culto no Egito na vizinhança de Abidos provavelmente foram escohidas porque lá havia muitas de tais corentes de água. [Em uma nota lateral, esta conexão entre as águas subterrâneas e o mundo dos mortos foi também claramente compreeendida pelos antigos maias e era essencial ao seu elaborado rito de sacrifício humano, como examinado recentemente em investigações do National Geographic.) No mito sumério Enki era conhecido como 'O Senhor da Terra' e ele desempenha um papel maior nos mitos que explicam o aparecimento do deus sol Utu e da grande deusa Inanna que foi trazida das montanhas e recebeu um papel central. No caso de Utu descobrimos que Meskiagkasher (Cush) e Enmerkar (Nimrod) são referidos como 'filhos de Utu'. O que parece ter acontecido é que depois que o centro deculto a Enki em Eridu foi abandonado ele se reinventou dentro da Tribo Falcão. Eles eram seus mais devotos veneradores e através deles ele foi capaz de criar para si próprio um novo sistema religioso bem como uma nova civilização. David Rohl encontra muitas conexões entre o Enki sumério e os deuses egípcios Ra, Atumn e Ptah. Enki foi capaz de se apropriar do papel de criador primário através de Atun, enquanto ao mesmo tenpo utilizando o simbolo do sol, Ra, que tinha sido dado a Utu nos mitos sumérios. Isto explica porque o Monte Primordial era conhecido como a 'Ilha da Chama', o lugar de onde primeiro Ra se irradiou e do qual Atum se criou, e também explica porque Bahrein, a Ilha Abençoada, era também conhecida como a Ilha de Ra. Nas escavações feitas em Bahrein a evidência é completa que em seus dias mais iniciais ela era um paraíso do culto para os veneradores de Enki. No épico "Enki e a Ordem Mundial" foi Enki que estabeleceu Bahrein, ou Dilmun, como uma civilização, e é Enki que era conhecido como O Senhor de Dilmun. Na narrativa de sua escavação de Bahrein o arqueólogo Geoffrey Bibby comenta sobre a descoberta de um riacho especial e piscina em um templo antigo dedicado a Enki: 'Uma tal piscina de ablução era uma caraterística muito não suméria em um templo que de outro modo não era Mesopotamio em carater. E pensamos do Grande Banho na cidadela de Mohenjo-Daro, e os lugares de lavagem que são uma caraterística indispensável de todas as mesquitas hoje. Mas talvez houvesse mais do que isto. Para os sumérios, e provavelmente até mesmo mais para o povo de Dilmun, um tal riacho não era um fenômeno natural. Aqui estavam as águas do Abismo, aqui as águas doces de mar-sob-o-mundo se quebraram através da superfície. Este pode ser o mesmo riacho que Enki, o Senhor do Abismo, fez fluir em Dilmun, em benefício da deusa Ninhursag."  Enki o Senhor do Abismo era conhecido pelos egipcios como Atun do Monte Primordial bem como Ra da Ilha Abençoada de Bahrein. Como Enki que ajudou a moldar a humanidade da argila, Atun era conhecido pelos egípcios como 'o Primeiro Primevo' que 'moldou a terra de sua roda de cerâmica', que criou os homens e deu nascimento aos deuses. Através de seu controle sobre a Tribo Falcão a terra do Egito se tornou o feudo pessoal de Enki e Enki se tornou a força primária espiritual que dirigiu seus três mil anos de história.

O Osiris Histórico

A Idade Dourada dos deuses, a era conhecida como Zep-Tepi, foi para os egípcios a era do reino de Osiris. Se o original 'Monte Primordial' era localizado em Eridu, e não em uma ilha do Rio Nilo no Egito, então a identidade histórica de Osiris é revelada. Ele não é nenhum outro que Enmerkar, também conhecido como Nimrod no livro do Geneses, que governou sobre o primeiro super reino da história com uma base política em Uruk e uma base espiritual em Eridu. Quando o reinado de Enmer/Osiris chegou ao fim, e quando o grande rei morreu, seu círculo interno foi obrigado inteiramente a fugir da Mesopotamia. Eridu foi abandonada, juntamente com sua Torre inacabada. depois do que deve ter havido um conflito maior porque as inscrições de Edfu se referem a casa original dos deuses como 'A Ilha da Agressão' e Ilha do Combate. Depois de reagrupar e cosolidar suas forças na Ilha Abençoada de Bahrein uma facção importante desta Tribo Falcão então invadiu o Alto Egito. Ele levaram com eles o corpo cuidadosamente preservado de seu rei morto e navagaram por volta da Península Arábica, acima do Mar Vermelho, e então reembarcaram no Rio Nilo depois de arrastar seus barcos pelos wadis do deserto oriental do Egito. Um dos primeiros centros de culto deste grupo invasor foi localizado em Abidos, e foi aqui que o corpo de Enmer/Osiris foi temporariamente colocado para repousar: "Abidos, ou Abdju, fica no oitavo 'distrito' do Alto Egito, aproximadamente a 300 milhas ao sul do Cairo, na margem oeste do Nilo e a aproximadamente 9.5 milhas do rio. Ela abrange mais de cinco milhas quadradas e contém restos arqueológicos de todos os períodos da história do Egito antigo. Ela foi mais importante nos tempos históricos como o principal centro de culto a Osiris, o Senhor do Submundo. Na boca do canion en Abidos, que os egípcios acreditavam ser a entrada para o submundo, uma das tumbas dos reis da primeira dinastia foi confundida como a tumba de Osiris. Mil anos mais tarde, e romeiros deixariam oferendas ao deus por mais mil anos. A área é então agora conhecida como  Umm el Qa’ab, 'A Mãe dos Potes.'" Talvez esta tumba fosse de fato a tumba original de Osiris e os antigos egípcios não estivessem enganados. Se ela era ou não, podemos estar certos que o local conhecido como Umm el Ga'ab era um sítio importante para a invasora Tribo Falcão desde o início. Neste local arqueologistas tem determinado um total de dez àreas delimitadas de tumbas reais pré-dinasticas e dinásticas iniciais que lá foram construídas, das quais oito tem sido encontradas e escavadas. Muitas destas áreas delimitadas funerais também incluem sepulturas subsidiárias para os auxiliares que eram oferecidos como sacrifícios humanos ao tempo do funeral real. Os Egiptologistas acreditam que as áreas delimitadas de Umm el Ga'ab estão relacionadas as inscrições iniciais que mencionam a 'fortaleza dos deuses', como explica o egiptologista Richard H. Wilkinson, "(As áreas delimitadas) parecem ter sido locais de reunião cerimonial para os deuses conhecidos como shemsu-her, o 'séquito de Horus,' que estava associado ao rei como a manifestação do deus falcão Horus - provavelmente visto como a mesma deidade venerada em Hierakonpolis (Nekhen - Cidade do Falcão). ... Os pátios abertos destas áreas delimitadas podem ter contido um monte sagrado similar aquele encontrado no templo de Hierakonpolis bem como em outro templos posteriores. O Monte é de particular importância já que ele pode ser visto como símbolo do original monte da criação na mitologia egípcia, da qual o deus falcão primordial foi dito ter observado o mundo de seu galho ou estandarte". Os 'montes sagrados' destes iniciais sítios sagrados se relacionam diretamente  de volta a Eridu na Mesopotomia. A prova posterior da origem da Tribo Falcão vem de outros artefatos enterrados nas vizinhanças que os principais egiptologistas tem um tempo difícil de entender: "Perto do templo de Khentyamentiu, uma milha ao norte do cemitério de Umm el Ga’ab (Qa'ab) e aninhado entre as áreas delimitadas estavam quatorze [encontrado até a data] grandes tumbas de barcos. Os restos dos barcos antigos, datando da primeira dinastia, foram descobertos no deserto. Cada um tem em média 75 pés de comprimento e todos tem sido revestidos em uma estrutura da espessura de dois pés com paredes de tijolos de lama pintados de branco. Se eles eram para representar barcos solares, antecipando o barco construído por Khufu e encontrado dentro da Pirâmide de Gizé, ainda não é conhecido”. Estes barcos eram vistos como sagrados pela Tribo Falcão porque eles eram os meios pelos quais os invasores Shemsu-Hor chegaram ao Egito em primeiro lugar. Seu uso original era funcional e apenas mais tarde eles passaram a ser vistos como culticos ‘barcos solares’ e se tornaram assimilados dentro da religião egípcia. No século XIII AC o rei egício Seti I, o pai do grande Ramsés II, construiu um dos mais impressivos e notáveis templos do Egito. Este templo, o Templo de Seti I em Abidos, tem sete santuários, dedicados a ele próprio, Path, Re-Harakhte, Amun-Re, Osiris, Isis e Horus. Ele é construido em um curioso padrão de L, com a costa final da qual uma outra notável estrutura monolítica é conhecida como Osireion.

O Osireion foi construído como uma outra ‘Tumba de Osiris’ e quando ele foi completado ele apresentava inúmeras pinturas elaboradas e inscrições em suas paredes detalhando muitos aspectos de Osiris e seu papel na religião egípcia. No centro da construção foi levantada uma ilha retangular, com receptáculos cortados no chão para manter um sarcófago e baus canópicos. Cercando a ilha estava um canal de água cortado no chão, nos quais degraus da ilha desciam. Wilkinson explica um fator provável que ditou esta localização do templo, “A localização do Osireion no templo de Sethos I em Abidos… é devido a proximidade de um riacho natural. Isto parece ter sido usado para servir uma piscina de água ao ao redor da ‘tumba’ subterranea para fazer disso um modelo do mítico monte da criação que os egípcios acreditavam se elevar das águas primevas”. Novamente, esta descrição do riacho de água doce integrado dentro do plano de um templo de Osiris em Abdju é muito similar as descrições dadas nos textos sumérios da água doce fluindo do Abzu de Enki na sagrada ilha da cidade de Eridu, a capital-culto governada por Enmer antes de seu abandono. A respeito da datação da construção do Osireion a maioria dos eruditos acredita que ele foi começado por Seti I e completado por seu neto. Contudo, o egiptologista místico John Anthony West discorda. Em sua série de DVD ‘O Egito Mágico’ West oferece vários fatores que apointam para uma data anterior para a construção do Osireion. Primeiro que tudo, há o fato curioso que a elevação do Osireion é quase 50 pés mais baixa do que o templo de Seti I. Segundo, há o estranho padrão em L para o layout do templo de Seti, e terceiro, há o fato estranho que há uma camara dedicada a Osiris dentro do templo de Seti. Porque dedicar uma camara dentro do templo se uma outra construção inteira foi planejada em honra da mesma deidade desde o início? West acredita que o plano original do templo de Seti pedia que ele fosse construido em angulo reto e que isto foi mudado apenas depois que os trabalhadores descobriram o Osireion enquanto escavavam para fazer a fundação do templo de Seti. A descoberta do Osireion forçou os arquitetos a mudarem a ‘ala direita’ para o lado, o que criou o padrão em L. A descoberta do Osireion teria sido tomada como um sinal divino e a antiga construção teria sido remobiliada, renovada e redecorada e incorporada no plano so sítio completo. Com certeza a teoria de West pode estar errada e Osireion pode de fato datar do século XIII AC. Não obstante, existe a intrigante possibilidade que ele pode ter sido realmente servido como um temporário lugar de descanso para o corpo de Osiris mais de 1500 anos antes. Não podemos saber com certeza onde repousou o corpo de Osiris enquanto esteve em Abidos, mas podemos estar razoavelmente certos que ele repousou lá. Contudo, uma vez a maciça necrópole de Gizé foi completada durante a Quarta Dinastia o corpo foi trazido ao norte e colocado em sua atual localização não descoberta, talvez em uma câmara oculta no próprio coração da Grande Pirâmide [Parte II] Gizé se tornou o maior monumento a Osiris que foi construído, mas Abidos ainda continuou como uma localização primária para o culto de Osiris e seus relacionados rituais e festivais. Talvez o mais importante destes festivais fosse o festival de Khoiak, realizado no quarto mês da estação de Akhet (Inundação). O alto ponto do ritual era a encenação de três dias do mito de Isis e Osiris, e a morte de Osiris nas mãos de Set. Isto incluia uma procissão com uma efígie do morto Osiris carregada em uma barca cerimonial de seu templo para o deserto e então para seu local funerário no cemitério de Umm el-Ga’ab ou mais tarde no próprio Osireion.

Muito do que sabemos desta inicial ‘Peça da Paixão’ vem da “Stela de Ikhernofret” que data do Reino Médio, a qual aqui é resumida: “O primeiro dia – a procissão de Wepwawet: Wepwawet abre o caminho da procissão. Os inimigos de  Wesir (Osiris) estão golpeados em uma batalha falsa. Parece um assalto que foi programado pelos ‘seguidores de Set’, este que era para ser golpeado, ou os sacerdotes ou pelos romeiros atuando como ‘os seguidores de  Wesir,’ ou talvez ambos. O deus chacal Wepwawet que está andando principal em todas as procissões reais e conquistas, recebe o nome de ‘Abridor dos Caminhos’ . Neste contexto ele abre o caminho para Wesir ganhar acesso a tumba. O Segundo Dia – A Grande Procissão de Wesir: O falecido Wesir, carregado em uma barca chamada ‘Neshmet’ (a barca da noite na qual Re corre toda a noite) é levada de seu templo a sua tumba. A procissão se move pelo cemitério adjacente nos solos da tumba [parece que eles fazem um tour no deserto antes de terminar no Osireion]. As Lamentações de Aset (Isis) e Nebt-Het são realizadas or mulheres personificando a deusa, por todos estes três dias. A Noite da Vigília: Durante esta encenação noturna, os inimigos de Wesir são mortos nos ‘bancos de Nedyet’ [a tumba] e a noite termina com o julgamento de Set diante do Tribunal Divino. O Terceiro Dia – Wesir é Renascido: O deus foi renascido no amanhecer e coroado com a coroa de Ma’at. A estátua de Wesir sobre a barca Neshmet é trazida de volta em triunfo a seu templo, seguida pelas massas jubilantes. A purificação e a instalação do deus em sua Casa a seguir e antes dos ritos serem concluidos, a ‘elevação do pilar Djed’ acontece. Esta última parte não era aberta ao público. A notável caraterística desta encenação [fora a familiar ressurreição no terceiro dia] é o fato de que Osiris é apresentado como sendo retirado de seu templo depois que ele já está morto, e sendo transportado por barco ao seu lugar funerário. Isto faz sentido se o templo original de Osiris fosse realmente em Eridu, e a jornada de seu barco de morte signifique a remoção e transporte de seu corpo de Eridu ao seu último destino no Egito. Evidência adicional encontrada dentro dos mitos de Osiris também parecem liga-lo a Mesopotamia, ao deus Enki, e com Enmer o grande rei que governou exatamente antes do abandono de Eridu. Segundo as narrativas de Plutarco Osiris foi o grande rei que trouxe a civilização ao Egito e ao mundo, Osiris foi o inventor da agricultura e ele presidiu a invenção da escrita, que é atribuida a seu grande deus Thoth.

Osiris foi também aquele que organizou a sociedade com base em leis uniformes, e também ensinou a humanidade o caminho apropriado de veneração e honra aos deuses. No mito sumério é Enki que recebe o crédito como grande civilizador da humanidade. Foi ele que inventou a agricultura, e ele que deu leis a humanidade bem como estabeleceu a tradição da realeza hereditária, que foi primeiro adotada em Eridu. Segundo o épico “Enmerkar e O Senhor de Aratta” foi Enmer que buscou renovar e expandir o templo em Eridu como ‘a grande morada dos deuses’. Além deste projeto Enmer também introduziu a veneração da deusa na terra, especificamente a veneração de Inanna, que era chamada irmã de Enmer, exatamente como Isis é irmã de Osiris.  David Rohl comenta o fato de que o símbolo de Inanna na Suméria era uma estrela de seis pontas, e este é o mesmo símbolo usado repetidamente nas referências iniciais egípcias a Isis, que era também a esposa e a resgatante do falecido Osiris. Em uma outra provocante similaridade, segundo o épico do Senhor de Aratta (linhas 500-514), foi Enmer que primeiro transformou as palavras faladas em escrita: “Anteriormente, o escrito de mensagens na argila não era estabelecido. Agora, sob o sol e neste dia, isto de fato foi assim”. A evidência ligando Enmer a Osiris é também aparente no próprio nome de Osiris como ele é reproduzido nos mais iniciais hieróglifos. Aqui está ‘O Que os Deuses Antigos Falam -   Um Guia para a Religião Egípcia’ tem a dizer sobre este importante assunto: “O nome do deus Wsir (em copta, Oycipe ou Oycipi) foi escrito de início com o sinal para um trono, seguido pelo sinal de um olho; mais tarde a ordem foi invertida. Entre os muitos significados sugeridos está um cognato com Ashur, implicando uma origem síria: mas também, “ele que toma seu assento ou trono’, ‘ela ou aquela que tem o soberano poder e é criativa’, ‘o lugar da criação’, ‘o assento do olho’, com o olho explicado como o sol; ‘o asento que cria’ e o ‘Poderoso’ que deriva de wsr [poderoso]. Se o significado original do nome de Osiris era ‘O Poderoso’ e se ele de alguma forma está associado ao deus assírio Ashur, então ambos os itens apontam na direção de Nimrod no Livro do Geneses que se tornou ‘o poderoso sobre a terra’ e ‘o poderoso caçador diante do Senhor’ que fundou a cidade de Nínive que se tornou a capital da Assíria. David Rohl explica como tudo isto se liga: “Este Ashur ‘viveu na cidade de Niníve’ e era o epônimo fundador da nação assíria, enquanto Ninus fundou Nínive, como o fez Nimrod. Parece que estamos lidando aqui com um único personagem histórico que estabeleceu o primeiro império sobre a Terra e que foi deificado por muitas nações sobre quatro principais agrupamentos de nome:  (1) O inicial sumério Enmer, mais tarde o mesopotamio  Ninurta (originalmente Nimurda), o bíblico Nimrod, o grego Ninus; (2) O velho babilonio  Marduk, o bíblico Merodach, mais tarde simplesmente conhecido como Bel ou Baal (‘Senhor’); (3) O mais tarde sumério Asar-luhi (um principal epíteto de Marduk), o assírio  Ashur, o egípcio Asar (Osiris); (4) o sumério Dumuzi, o bíblico Tammuz, o fenício Adonis, o grego Dioniso, o romano Baco…

Ambos Marduk e Ashur tiveram sua origem na deidade suméria Asar (ou Asar-luhi) ‘filho de Enki e Damkina’ se originando de Eridu. Damkina (a suméria Damgalnuna) parece ter sido um outro nome para Inanna. Depois que Eya [Enki] tinha derrotado e pisado seus inimigos, tinha assegurado seu triunfo sobre seus inimigos, e tinha descansado em profunda paz dentro de sua câmara sagrada que ele chamou de ‘abzu’ … no mesmo lugar ele fundou seu templo cultico. Eya e Damkina, sua esposa, moraram lá em esplendor. Há uma câmara de destinos, a morada dos destinos, um deus nasceu, o mais capaz e sábio dos deuses. No coração de abzu, Marduk foi criado. Quem o gerou foi Eya, seu pai. Quem deu luz a ele foi sua mãe Damkina. [o épico babilonio da criação] Por seus nomes os deuses tremem e abalam em suas moradas. Asar-luhi é seu nome principal que seu pai Anu deu a ele… Asar, o doador da terra cultivada, que estabelece suas fronteiras, o criador do grão e das ervas que fazem com que a vegetação floresça. [épico babilonio da criação] O novo nome do deus sumério – Asar – era escrito com o sinal para o trono que era também um dos hieróglifos usados para escrever o nome de Osiris. Com certeza, Osiris é a vocalização grega para o egípcio deus do milho dos mortos. As pessoas do vale do Nilo simplesmente o conheciam por Asar. O épico sumério ‘Dummuzi e Inanna’ nos conta que a deusa da fertilidade Inanna ‘se casou’ com o Rei Dumuzzi [Asar] de Uruk exatamente como a egípcia Isis, deusa da fertilidade, era esposa e rainha do Rei Osiris. Com a morte de  Enmer/Osiris, e o desmoronamento do império mesopotamio, uma nova forma de veneração religiosa veio a dominar o mundo. Segundo o mito, antes que Enki se estabelecesse para criar a rivalidade na terra, ‘o povo em uníssono … em uma só lingua dava louvor a Enki’. Depois que a situação era muito diferente e muito caótica, e o monoteismo foi substituido pelo politeismo. Junto com esta nova estrutura politeista pagã o mundo parecia reconhecer a ascendência de um novo deus como chefe do panteão, e este deus tinha um filho que era conhecido por muitos nomes diferentes, que era universalmente entendido ter morrido e renascido novamente, neste mundo ou o próximo.  O próximo capítulo desta série focalizará o lado espiritual oculto do que parece ser um conflito épico entre duas forças opostas. Estas forças utilizam temas espirituais que parcem ter muitos paralelos e similaridades ainda que também hajam importantes distinções que claramente as separam ao longo das velhas linhas do Bem e do Mal. Estas linhas tem sido propositalmente esmaecidas através dos séculos, mas pelo fim destas séries elas serão reunidas em um foco muito mais agudo.

Parte VI

Dominação por Engano

“Os Espíritos narram coisas inteiramente falsas, e mentem. Quando os espíritos começam a falar ao homem, cuidado deve ser tomado para não acreditar neles, porque a maior parte do que eles dizem é composta por eles, e eles mentem; então se é permitido a eles relatar o que é o céu, e como as coisas são no céu, eles diriam tantas falsidades, e com tal forte avaliação que o homem ficaria atonito; por conseguinte não me foi permitido quando os espíritos estavam falando ter qualquer crença no que eles declararam. Eles amam fingir. Seja qual for o tópico que possa ser falado, eles pensam que eles o conhecem e se o homem ouve e acredita, eles insistem, e em vários modos enganam e seduzem”.  – Emanuel Swedenborg (1688-1772), Miscellaneous Works

Em virtualmente todas as mitologias do mundo há o tema de um antigo conflito entre os deuses. No mito egípcio este é o conflito de Osiris e Horus contra Set; no mito babilonio este é a batalha de Marduk contra a deusa primeva Tiamut; nos mitos canaanitas de Ugarit é Baal contra Yam e Mot; e no mito grego é Zeus contra os Titãs. Todos estes conflitos se relacionam de um modo ou outro ao conflito original, ao primeiro conflito divino até mesmo estabelecido na escrita, que era um conflito em andamento entre Enlil e Enki como é contado pelos antigos sumérios. Este conflito nunca envolveu violência física mas não obstante era muito amargo. Os sumerios não registraram sua resolução mas os mitos deles mostram que eles claramente favoreceram Enki e as narrativas posteriores dos babilonios retratam Enki como o eventual vitorioso. Muito da mitologia pagã e da religião, em suas muitas formas diferentes e expressões culturais, podem ser rastreadas de volta a este conflito original, mas é interessante que as narrativas que mostram os mais estreitos paralelos com as narrativas sumérias da criação, dos deuses, e da civilização humana e religião,  não são para serem encontradas nas tradições pagãs posteriores mas ao invés sejam encontradas nas narrativas hebraicas, especificamente no Livro do Geneses. Os sumérios e os hebreus contam uma história da humanidade sendo criada da terra ou da argila pela assistência divina; ambas fontes se referem a uma antiga disputa entre um fazendeiro e um pastor; ambos dão uma narrativa de deuses ou anjos descendo dos céus e influenciando a civilização humana; ambos mencionam a criação da primeira cidade; ambos testificam uma grande inundação que cobriu a terra e que dizimou a civilização e quase toda humanidade; e ambas as fontes falam de conquistas de um grande rei que estava envolvido de algum modo com um grande templo ou torre e com a criação das muitas linguas que dividiram as nações.

Quando os tabletes cuneiformes foram descobertos em meados dos anos de 1800 de escavações arqueológicas em Nínive, Nippur, Babilonia e outros lugares, as descobertas enviaram ondas de choque ao redor do mundo. Muitos eruditos bíblicos foram grandemente encorajados e acreditaram que as narrativas do Geneses finalmente estavam justificadas. Para eles, era óbvio que os sumérios tinham manuseado, com umas poucas distorções, as memórias dos mesmos eventos históricos que Deus tinha inspirado Moisés a registrar no Geneses. Para outros especialistas bíblicos, contudo, os recentemente descobertos textos sumérios foram interpretados de modo diferente. Os críticos céticos bíblicos tomaram a opinião que porque os textos sumérios eram anteriores ao livro do Geneses em 500 a 1000 anos, então era óbvio que os textos sumérios devam ser as narrativas autênticas. Ambas as narrativas foram vistas pelos críticos como meramente mitos, e certamente não baseados em eventos históricos, mas porque os textos sumérios eram muito mais velhos foi assumido que ‘a antiguidade se iguala a autenticidade’ e então eles tinham que ser os verdadeiros mitos. O livro do Geneses foi então visto como meramente uma compilação distorcida ou lembrança dos originais mesopotamios. Esta interpretação do relacionamento entre o ‘mito’ sumério e o livro do Geneses permanece a opinião dominante no mundo academico de hoje. Há muitos paralelos entre o mito sumério e o livro do Geneses, ainda que também hajam importantes distinções que, se examinadas, trazem um número de perguntas importantes. Talvez a mais importante destas perguntas tenha ainda que ser respondida pela comunidade academica, e ele é: Como pode uma forma estrita de monoteismo hebraico ter ‘evoluido’ da religião politeista liberal e diversa dos sumérios? Um outro modo e formular esta pergunta é: Onde está o deus de Israel a ser encontrado dentro do panteão sumério? Este é uma boa pergunta a se fazer porque Abraão, o fundador da nação de Israel, foi supostamente chamado por Deus da cidade de Ur, que era localizada no coração da terra dos sumérios.

O Deus de Israel e os Deuses da Suméria

O Deus de Israel era certamente único quando comparado com os deuses regentes dos panteões venerados pelas nações que cercavam Israel. Para os hebreus a identidade do deus de Israel pode ser entendida em dois níveis relacionados. O primeiro nível era a identidade do deus como ele se relaciona ao próprio Israel, e a segunda era a identidade do deus como ele se relaciona com toda a realidade. Até onde diga respeito o primeiro nível, Deus se revelou a Israel e deu seu nome como YHWH (Yahweh ou Jehovah), que geralmente é traduzido como algo como ‘aquele que é’ ou ‘eu sou quem eu sou’. YHWH  era o deus pessoal de Israel e o relacionamento de Israel com YHWH era baseado em sucessivas alianças ou acordos entre as duas partes. Este tipo de relacionamento raramente era encontrado dentro das nações pagãs. O segundo nível pelo qual os hebreus entendiam a identidade do deus deles era o nível no qual ele se relaciona com toda a realidade. Quando Moisés elaborou sobre a identidade do Deus de Israel como o Criador do inteiro universo e como o máximo governante e poder soberano sobre o universo, estas declarações devem ter sido vistas como completamente ultrajantes e presunçosas pelos contemporaneos pagãos de Moisés. Os pagãos tinham suas tradições sobre a criação [Parte V] e eles tinham suas tradições de como o deus dominante adquiria supremacia sobre a criação, mas eles não uniam o Criador e o Regente em uma só figura e veneravam apenas esta figura com a exclusão de todos os outros deuses. A despeito destas maiores distinções entre o Deus de Israel e os deuses das nações vizinhas, há poucos eruditos que tem tentado identificar o Deus de Israel como uma figura que, é acreditado, tinha que ter ‘evoluido’ de tradição suméria anterior e muito similar. Estas tentativas grealmente se concentram nas similaridades entre YHWH e três maiores deus sumérios: Anu, Enlil e Enki. YHWH é similar ao enigmático deus Anu porque ambos são vistos como deidades ‘pai’. Anu era compreeendido como o pai da primeira geração de deuses incluindo os dois irmãos Enlil e Enki, enquanto  YHWH foi o ‘pai’ da hoste angélica que são referidos no Velho Testamento como B’nai Ha Elohim, ou “Filhos de Deus”. Anun pode também ter sido visto pelos sumérios como o criador original do universo, mas gradualmente se tornou visto como um processo ‘natural’ envolvendo forças primordiais. Para os sumérios Anu realmente não era importante e ele existia como uma deidade “otiose” muito longe no céu, que era também o lugar de onde YHWH governava segundo os hebreus.

O aparente relacionamento entre YHWH e Enlil é muito mais substancial. Enlil não era visto pelos sumérios como o original criador do universo mas ele era visto como o máximo governante dos deuses e da humanidade. Os mitos sumérios também descrevem Enlil como o pai de uma geração de deuses e vários mitos se referem a Enlil [em oposição a Enki] como o criador e pai da humanidade. O centro de culto a Enlil era na cidade sagrada de Nippur, que nunca foi uma capital política e não aparece como cidade capital na lista dos reis sumérios. Nippur era ao invés um tipo de capital religiosa onde os reis da Suméria iam receber a aprovação de Enlil e honrar o mais poderoso e temido dos deuses sumérios. Segundo o épico de “Enmerkar e o Senhor de Aratta”, antes do reinado de Enmerkar os sumérios apenas veneravam a Enlil, o que implica em algo similar a veneração monoteístca hebraica de YHWH. Os sumérios também viam Enlil como o supremo tomador de decisões dentro do conselho dos deuses e, como YHWH no livro do Genesis, era Enlil que decidiu enviar o Grande Dilúvio para dizimar a humanidade. O relacionamento entre YHWH e Enki apresenta muito mais um desafio para os eruditos dos textos antigos e permanece uma questão altamente debatida. Se algum deus pode ser dito ser o deus ‘pessoal’ dos sumérios este teria sido Enki. Como o relacionaento de YHWH com os hebreus, Enki era visto pelos sumérios como poderoso, rei e sábio em seus esquemas para proteger os sumérios da animosidade dos outros deuses [especialmente Enlil] e das tribos vizinhas inimigas. Exatamente como YHWH cuidava de seu povo, os hebreus, assim Enki era retratado como cuidando dos sumérios. Como mencionado na Parte V, o aparente amor de Enki pela humanidade pode ser rastreado de volta a tradições sumérias que Enki, exatamente como YHWH no Geneses, esteve pessoalmente envolvido com a criação da humanidade retirando-a da argila. Enki também desempenhou um papel similar a YHWH quando, através de suas ações, uma família em particular foi escolhida, avisada e poupada do Grande Dilúvio ao receber instruções para construir uma arca. Para David Rohl, YHWH tem mais em comum com Enki do que com Anu ou Enlil, e as similaridades entre YHWH e Enki superam as diferenças. Em seus livros ‘Legend’ e ‘The Lost Testament’, que tem sido citados tão frequentemente por este estudo, Rohl conclui que o deus que foi revelado a Moisés não era outro que Enki, que era conhecido na linguagem acadiana como Ea. YHWH é retratado como um deus positivo e cuidadoso na bíblica hebraica, e Enki/Ea é retratado como igualmente benevolente nos mitos sumérios, então para David Rohl isto é onde existe a conexão entre os sumérios e os hebreus. Rohl até mesmo acredita que YHWH realmente declarou sua identidade como Enki/Ea a Moisés de um modo direto no episódio da sarça ardente: ” Moisés então disse a Deus, ‘Olhe, se eu for aos israelitas e disser a eles, ‘o deus de seus ancestrais tem me enviado a vocês” e eles dizem para mim, “Qual é o meu nome?” o que vou dizer a eles?”. Deus diz a Moisés “Eu sou quem Eu sou” [Exodus 3:13-14]. Aqui está como David Rohl explica este curioso diálogo entre Moisés e a Voz da sarça ardente: “Como temos aprendido, Enki, ‘O Senhor da Terra’ foi chamado de Ea em acadiano [semítico oriental] – que é dizer na tradição babilonica. Os eruditos tem determinado que Ea era vocalizado como Eya. Então, Moisés ficou diante da sarça ardente e perguntou o nome do deus da montanha, a que ele respondeu ‘sou quem eu sou’ [ em hebraico Eyah asher eyah]?. Esta frase intrigante a muito tem deixado perplexos os teólogos mas agora há uma explicação simples. A voz de deus simplesmente respondeu  ‘Eyah asher Eyah’ – ‘Eu sou aquele que é chamado Eyah’ – o nome de Ea em sua forma semítica ocidental [isto é, hebraica]. Os eruditos tem simplesmene falhado em reconhecer que esta é uma outra característico trocadilho que abundam no Velho Testamento. Eu sou (Eyah) aquele que é chamado (asher) Ea (Eyah)’ é um clássico jogo de palavras biblico. Isto também explica a instrução aparentemente se sentido de Deus: “Isto é o que você vai dizer aos israelitas, “Eu sou tem me enviado a vocês”. As palavras de Deus devem realmente ser traduzidas como ‘Eya tem me enviado a vocês”. Eya ou simplesmente Ya é uma forma hipocoristica do nome YAHWEH encontrado como um elemento de tantos nomes do Velho Testamento. Então Enki/Ea o deus que criou o Homem e então mais tarde avisou  Ziusudra/Utnapishtim da iminente destruição da humanidade é um e o mesmo deus de Moisés.

David Rohl stá correto para a vocalização da frase hebraica “EU SOU” que soou muito similar, se não o mesmo que, a vocalização semítica oriental para o nome de Ea, que é de fato o nome acadiaco do deus sumério Enki. Contudo, se YHWH tivesse realmente significado o próprio nome como “EU SOU”, o que tem sido o entendimento ortodoxo no judaismo desde seu início, isto não é inicialmente tão perplexante e intrigante quanto Rohl tenta retratar isto. “EU SOU” é realmente um nome muito apropriado para o Deus que declara ser o único eternamente existente, que se refere a ele próprio em Revelação 1:8 como Aquele “que é e que foi e que está por vir, O Poderoso”. O argumento etmológico de Rohl para igualar YHWH e Enki pode parecer bom, mas está longe de ser conclusivo. Ao igualar YHWH com Enki David Rohl se focaliza quase completamente nas percebidas similaridades e ele minimiza ou ignora as muitas profundas diferenças que existem entre os dois. Estas diferenças, se cuidadosamente examinadas, torna altamente improvável que YHWH e Enki sejam a mesma entidade. Em primeiro lugar, devemos retornar novamente a concepção hebraica única da identidade de YHWH. Esta concepção era baseada no duplo papel de YHWH como criador e regente do universo. Em muitos mitos sumérios que louvam e glorificam Enki não existe qualquer um onde Enki seja dito ser o criador original da realidade material, uma declaração feita por YHWH nopróprio início do Geneses 1:1. A respeito do aspecto de governo de YHWH, dentro do mito sumério este aspecto é melhor representado por Enlil. É verdade que em algum ponto Enki ganha posse do ‘me’ no mito de “Enki e A Ordem Mundial”, como explicado na Parte V, mas esta autoridade é dada a Enki apenas sob permissão de Enlil, que retém o máximo poder como o primário tomador de decisão dentro do conselho dos deuses. A linha inferior é que para os sumérios Enki nem era o criador e nem o supremo governante, enquanto para os hebreus YHWH era ambos. Há muitos mais aspectos de Enki que contradizem diretamente o entendimento hebraico da identidade de YHWH. Segundo os textos sumérios a prática de uma realeza hereditária foi pela primeira vez estabelecida em Eridu, que era o centro de culto a Enki onde os descendentes do bíblico Caim se estabeleceram. Por outro lado, dentro da nação israelita o costume de uma realeza hereditária não existiu de seu início com Abraão, por todo cativeiro egípcio até o Exodus, pelos séculos dos Juízes a todo caminho até o tempo do profeta Samuel. Este foi o ponto no qual os israelitas exigiram que YHWH desse a eles um rei, que primeiro YHWH recusou antes de rancorosamente permitir a instituição da monarquia (Samuel 8:7-22). A este respeito YHWH e Enki são novamente provados diferentes. Para Enki uma monarquia era essencial e necessária para manter seu poder e influência, mas para YHWH uma monarquia era vista como indesejável e desnecessáriamente opressiva para seu povo. Uma outra maior diferença entre YHWH e Enki vem de examinar algumas das práticas religiosas associadas aos dois deuses. Quando examinamos a concepção suméria de Enki encontramos que uma de suas características primárias era sua associação com a mágica e a feitiçaria, com rituais permitindo contacto com o mundo do espírito, e com a advinhação do futuro. Quando examinamos YHWH e seu relacionamento com Israel, e especialmente a Lei da Torah que ele deu a Israel descobrimos que estas práticas ocultas eram completamente proibidas: “Não deve ser encontrado entre vocês alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que use a adivinhação, alguém que pratique a feitiçaria, ou alguém que interprete presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que lance um encanto , ou um médium, ou um espiritista, ou um que chame os mortos. Porque seja quem for que faça estas coisas é detestável ao senhor seu Deus que o retitará de vocês ” (Deuteronomio 18:10-12)

Estas práticas ocultas eram a fundação da religião suméria e elas evoluiram para se tornar a base dos ritos iniciáticos e sacerdócios hierárquicos ao redor do mundo, do Egito a Índia, e dos gregos ao romanos, dos maias aos astecas do Novo Mundo. Estes sistemas religiosos e práticas ocultas eram todas similares, então alguém tem a imaginar porque o deus venerado pelos israelitas exigisse uma tal separação estrita de seu povo do resto do mundo? Estava YHWH os guardando de práticas espirituais que eram necessárias para seu próprio avanço espiritual, ou Ele os estava simplesmente protegendo de um mundo do espírito que enganava todo mundo mais com fugazes experiências metafisicas e falsas promessas e espectativas? Se estamos corretos em concluir que YHWH e Enki são realmente duas entidades separadas, então se torna mais plausível igualar YHWH ao sumério Enlil que por muito tempo tinha sido um adversário de Enki nas narrativas sumérias. Isto nos traz um conjunto de problemas inteiramente novo, contudo, por causa da retratação negativa e depreciativa de Enlil pelo mito sumério. Enlil é retratado como vingativo, zangado, abusivo e cruel, e ele comete crimes incluindo adulterio, estupro e genocídio. YHWH as vezes é retratado como zangado e violento no Velho Testamento hebraico, mas as ações de YHWH para os hebreus sempre são justificadas, não importa quão cruéis elas pareçam ser. Para os sumérios raramente há justificativa para os duros abusos de poder que caracterizam o governo de Enlil. Ao examinar YHWH e Enki e suas respectivas tradições devemos também nos dirigir ao fato que eles fazem declarações conflitantes. No livro do Geneses YHWH é creditado com a criação da humanidade, enquanto na maioria dos textos sumérios Enki é retratado como o criador do homem. Um outro caso é a tradição similar do Grande Dilúvio. O livro do Geneses explica que YHWH trouxe o dilúvio como um julgamento sobre a sociedade humana que tinha se tornado perversa por meio das influências negativas dos ‘anjos caídos’. Nas narrativas sumérias é Enlil que traz a inundação para exterminar a população humana que tinha se tornado ‘barulhenta demais’. Contudo, o livro do Geneses conta que YHWH misericordiosamente salvou Noé e a última família justa da terra da destruição iminente. Contrastando com esta narrativa, no mito sumério é Enki que salva Atrahasis e a família dele da inundação contra a vontade de Enlil. Estes declarações conflitantes e narrativas não podem ambas serem verdadeiras se Enki e YHWH fossem de fato entidades separadas. Se YHWH é a fonte espiritual da tradição hebraica, e se Enki é a fonte espiritual da tradição suméria, então devemos enfrentar a realidade que um deles está mentindo. Se YHWH na tradição suméria é representado como Enlil, o adversário de Enki, então onde podemos esperar encontrar Enki dentro da tradição hebraica? Talvez precisemos examinar o adversário bíblico de YHWH para encontrar a resposta. Enquanto Rohl iguala YHWH a Enki, ele não obstante fornece a seguinte descrição de Enki que se asemelha a este adversário bíblico muito mais estreitamente do que se assemelha ao próprio YHWH: “Está claro pelos numerosos incidentes nos mitos associados a Enki que ele é uma deidade sagaz, até mesmo perspicaz. Ele é travesso e não conformista; em seu aspecto de criador da humanidade ele é um deus da fertilidade. Ele se liga aos humanos ao murmurar pelas paredes de junco de forma a contornar uma proibição, coloca sobre eles pelas deidades colegas, que evita a comunicação direta com os humanos. Pode-se olhar para ele com um pouco de um travesso malicioso. Ele algumas vezes é mostrado com pernas de um bode completo com patas com cascos rachados, enquanto seu corpo superior é vestido de escamas de um peixe. Enki é também, como temos visto, muito mais protetor de sua criação – a humanidade – e o provedor da vida sustentada pela água doce”.

Enki Desmascarado

Por mais de cento e inquenta anos aproximadamente, desde a descoberta e a tradução dos antigos textos sumérios, os eruditos modernos tem sido dirigidos a Enki como o mais interessante e enimgmático de todos os deuses sumérios. Perto do fim de sua carreira, Samuel Noah Kramer, talvez o mais respeitado sumeriologista do século XX, escolheu se concentrar em Enki em um livro que ele publicou em 1989 intitulado ‘Os Mitos de Enki, o Deus dos Trabalhos Manuais”. Com este livro o falecido Dr. Kramer examinou os muitos diferentes mitos e tradições de Enki, em textos sumérios e acadianos e ele fez um número de observações cruciais a respeito do papel de Enki na evolução do paganismo depois da queda da civilização suméria. Kramer é lembrado dentro do mundo academico como um gigante em seu campo, mas dentro do mundo da cultura popular, um mundo influenciado por shows no rádio e o mercado das brochuras em massa, ele permanece relativamente desconhecido. Zecharia Sitchin é um autor/erudito que é exatamente o oposto de Kramer. Sitchen não pode declarar quaisquer obtenções academicas dentro do campo dos estudos sumérios, ainda que ele tenha alcançado uma popularidade internacional e aclamado como um reputado especialista nos textos sumérios desde o aparecimento de seu livro “o 12o Planeta” em 1976. A teoria básica por trás do livro de Sitchin, que desde então tem se expandido em uma serie de seis volumes chamada “Cronicas da Terra” é que os deuses do panteão sumério eram realmente visitantes extraterrestres de um alegado planeta ‘Nibiru”, que chegaram a Terra a 450.000 anos atrás em busca de ouro. As raizes judaicas de Sitchin se tornam aparentes com a publicação de ‘Encontros Divinos’ em 1995, no qual ele argumentou que YHWH da tradição hebraica é o criador do universo que também criou o panteão sumério dos deuses extraterrestres, incluindo Anu, Enlil e Enki. As primárias afeições de Sitchin, contudo, são reservadas para o deus Enki. Exatamente como David Rohl e Samuel Noah Kramer, Sitchin é tomado pelas caracterizações positivas de Enki que são encontradas pelos textos sumérios. O último trabalho de Sitchin – ‘O Livro Perdido de Enki’ – se concentra em Enki e afirma ser ‘as memórias autobiográficas e profecias cheias de insight de um deus extraterrestre’. Conquanto Sitchin argumente em ‘Divinos Encontros’ que YHWH é realmente o criador dos ‘visitantes extraterrestres’ Anu, Enlil e Enki ele concede que há muitas similaridades entre YHWH e Enlil, muito mais do que aquelas existentes entre YHWH e Enki. A respeito do relacionamento YHWH/Enki Sitch apresenta a segunte hipótese temporária no livro ’12o Planeta’ [1976]: “A possibilidade que os antagonistas bíblicos – a deidade e a Serpente – representem Enlil e Enki nos parece inteiramente plausível”. Sitchin elabora esta teoria em seu livro posterior ‘Geneses Revisitada’ [1990]: “Na história bíblica de Adão e Eva no Jardim do Eden, o antagonista do Senhor Deus que fez com que eles adquirissem o ‘conhecimento’ [a habilidade de procriar] era a Serpente, Nahash em hebraico… na original versão suméria a ‘serpente’ era Enki. Seu emblema era duas serpentes enroladas; este era o sínbolo de seu centro de culto Eridu, de seus domínios africanos em geral, e das pirâmides em particular. E isto aparecia nas ilustrações dos selos de cilindro sumérios dos eventos descritos na bíblia”. A idéia da Serpente no Jardim do Eden, identificada como Satã na tradição judaico-cristã, é de fato uma representação do deus sumério Enki, o que parece ser indicado pelo próprio Professor Kramer pelo próprio título de seu livro “Mitos de Enki, o Deus das Artes Manuais” que é uma caraterização encontrada em Genesis 3:1, “Agora a serpente era mais austuta do que qualquer besta no campo que o Senhor Deus havia feito…” Desde os anos iniciais de 1980 as teorias radicais de Sitchin dos deuses extraterrestres [baseados na aceitação como face de valor do mito sumério como história legítima e frequentemente utilizando a erudição conservadora de Kramer], tem aberto um genero inteiramente novo de pesquisa alternativa envolvendo a interferência extraterrestre, a conspiração política e a espiritualidade New Age. Este novo gênero é predominantemente cético de, e antogonista em relação a, tradição judaico-cristã e geralmente promove a ‘sabedoria’ esquecida do paganismo e dos Antigos Misterios como chave para o avanço espiritual da humanidade. Desta perspectiva a Serpente no Jardim do Eden é vista como um Iluminador e Libertador da humanidade e Lucifer/Satã se torna uma figura positiva repetidamente identificada como o deus sumério Enki.

Laurence Gardner é um membro bem conhecido desta escola de pesquisa alternativa, e ele combina muitas das teorias de Sitchin com algumas das idéias conspiratórias anti-cristãs encontradas no livro best seller ‘Holy Blood, Holy Grail’ [veja a tradução completa neste blog  http://conspireassim.wordpress.com/2009/05/21/sangue-sagrado-santo-gral/] (1983). Suas credenciais são impressivas: Laurence Gardner é Membro da Sociedade de Antiquários, e um Membro Profissional do Instituto de Nanotecnologia. Distinguido como Cavalheiro de Saint Germain, ele é um historiador constitucional, um Cavaleiro Templário de Santo Antonio, e é o Adido Prsidente do Conselho Europeu de Príncipes. Baseado na Inglaterra, ele é autor do best seller do  The Times e Sunday Times, ‘Bloodline of the Holy Grail’. Isto foi serializado nacionalmente no Daily Mail e deu a Lawrence o premio de Autor do Ano da Inglaterra em 1997. Gardner aborda o assunto de Enlil e Enki em seu livro de seguimento “Genese dos Cavaleiros do Gral’ [1999] e para ele a identidade de  YHWH/Jehovah é muito óbvia: “O Jehovah dos judeus (El Elyon dos canaanitas) foi, portanto, sinônimo com Enlil do Anunaki, filho do grande Anu”. Gardner então continua para identificar Enki: “A serpente que conversou longamente com Eva claramente não era uma criatura burra e inferior, mas um guardião do conhecimento sagrado…” é posteriormente evidente da ilustração mesopotamia da serpente que ela tem uma direta associação com Enki, já que Enki [Ea] era tradicionalmente apresentado como o Senhor Serpente do Eufrates. Exatamente como a serpente é o doador da sabedoria, assim Enki é constantemente referido como Enki o Sábio… Para Gardner os ‘Cavaleiros do Gral’ são os verdadeiros reis que tem o direito divino de governar a humanidade. Ele traça a genealogia desta iluminada elite de volta a Caim, o primogenito de Eva, e Gardner ressuscita a antiga história Talmudica que o verdadeiro pai de Caim era Samael a serpente, identificada por Gardner como Enki. Ele escreve: “em termos de genealogia soberana, a linhagem de Ham e Nimrod [na descendência de Caim, Lamech e Tubal-cain] manteve a verdadeira herança da realeza do Gral, enquanto a linhagem Setiana através de Noé e Shem era de menor importância…” Segundo Gardner, Ham era de fato o primogenito de Tubal-Cain e não o filho de Noé como afirmado no Geneses. Com este passo Gardner é capaz de assegurar uma linhagem de descendência humana diretamente do próprio Enki, até mesmo embora a catástofe do Grande Dilúvio. Ao comentar o conceito judaico-cristão de Satã/ Lúcifer como o Grande Adversário de Deus e do homem, Gardner afirma que isto é uma espíria invenção teológica criada para ajudar a intimidar e subjugar os cristãs iniciais sob o domínio da Igreja Romana.  Para Grdner, o deus-serpente Enki  era o criador original da humanidade , nosso mais importante professor , nosso protetor contra a animosidade de Enlil/YHWH e esencialmente o verdadeiro campeão da humanidade.

Mark Amaru Pinkham é um bem sucedido autor que também alega que o verdadeiro criador da humanidade é Luficer, um nome que ele diz ser sinônimo de Enki dos sumérios. As idéias de Pinkham são explicadas em seu livro ‘O Retorna das Serpentes da Sabedoria’ [1997] enquanto em um outro livro, ‘A Verdade Por Trás do Mito de Cristo’ [2002] ele explica que Jesu Cristo foi simplesmente um de uma série de manifestações desta figura divina. Pinkham também tem escrito sobre a conexão entre o verdadeiro ‘cristo’ e os medievais Cavaleiros Templários, e ele é o fundador de uma organização chamada A Ordem Internacional dos Templários Gnósticos.

William Henry é um outro nome associado a teoria das origens extraterrestres de Sitchin. Henry se refer a si próprio como um ‘mitologista investigativo’ e ele tem publicado aproximadmente doze livros e pode ser ouvido frequentemente nos shows de rádio tarde da noite tal como Coast-to-Coast AM que discutem assuntos alternativos e esotéricos. Em um de seus artigos online Henry explica como o conflito entre Enki/Ea e Enlil continua no presente dia: “Ea e seus sacerdotes, buscam elevar a humanidade ao nível dos deuses pr meio da educação global e revelação de todos os segredos sagrados. Os sacerdotes de Enlil buscam manter a humanidade no nível de escravos e objetos sexuais, a propriedade de um estado de polícia criptocrática”.

Philip Gardiner e Gary Osborn são dois escritores britânicos que, juntos e separadamente, tem escrito um número de livros cobrindo os mesmos temas. O titulo da mais recente colaboração deles é suficiente para explicar a perspectiva deles: “O Gral da Serpente: A Verdade por trás do Santo Gral, a Pedra Filosofal e o Elixir da Vida” [2005].  Alan Alford é um outro escritor britânico que toma os mitos sumérios como face de valor. Ele publicou ‘Deuses do Novo Milênio’ em 1997, e seguiu este livro com vários outros, recentemente passando a focalizar o Egito. Em um artigo que apareceu na revista New Dawn Alford se refere a Enki como ‘o deus Serpente do Jardim do Eden”.  Alford admira grandemente Enki, cujo centro de culto mesopotamico era Eridu, que é refletido no endereço do website de Alford  www.eridu.co.uk], e no nome de sua casa publicadora:  Eridu Books. Dagobert’s Revenge é uma revista que foi iniciada em 1996 pelo editor e publicador Tracy Twyman. Originalmente concentrada em temas como o Santo Gral, a Dinastia Merovíngia e os Cavaleiros Templários, mas ela rapidamente se ampliou para incluir muitos mais assuntos alternativos e esotéricos. Em 2004 Twyman publicou o livro dela “Os Mitos Merovíngios e o Mistério de Rennes-le-Chateau’. Twyman se antém com a tendência creditando a Enki ser o criador estraterrestre da humanidade e a escrita dela é mais nítida na medida em que ela sem vergonha se refere a Enki como Satã no livro dela, com Jeovah/YHWH assumindo o papel familar do ‘abominável’ Enlil. Desde 1994 a revista  Atlantis Rising tem sido um outro repositorio para erudição e pesquisa lidando com as origens extraterrrestres da humanidade e outros assuntos relacionados. Na primavera de 2005 o editor J. Douglas Kenyon publicou “A História Proibida: Tecnologias Pré-históricas, Intervenção Exterrestre e as Origens Suprimidas da Civilização”. O livro é uma coleção de 42 artigos que tem aparecido na Atlantis Rising durante anos, escritos por dezessete autores diferentes. Como uma coleção ele representa o consenso New Age que o aparecimento do moderno homo sapiens sapiens é o resultado da intervenção extraterrestre. Este entendimento inclui a noção que os antigos textos sumérios são as narrativas mais literais e mais confiáveis das origens humanas, e que o personagem primário neste episódio foi Enki, conhecido no livro do Geneses como a Serpente do Jardim do Eden, cujo caráter benevolente tem desde então sido caluniado pelo estabelecimento judaico-cristão.

A glorificação de Enki às custas do Criador judaico-cristão também tem sido abraçado por aqueles que se consideram parte do sistema de crença que se chama ‘Satanismo’. O website  www.exposingchristianity.com é editado e promovido Satanistas e ele inclui a seguinte citação: “o cristianismo é baseado em material roubado que tem sido distorcido, dobrado, manipulado para confundir e incitar o medo na humanidade. CONTROLE. Isto tem tomado o Deus original e criador da humanidade, EA/Enki em Satã/Lucifer e feito com que ele seja assumido como um inimigo da humanidade. Isto tem sido usado para blasfemar, ridicularizar e malignizar os Velhos Deuses, criar estranheza e inimizade de deuses legítimos os quais são substituidos pelo falso deus “Yaweh/Jehova.” Um website satanista chamado “Joy of Satan” também iguala Enki a Satã o que prece ser uma tendência dentro do satanismo que está incessantemente ganhando terreno: “As Igrejas Cristãs tem ordenado a populaça que se desligue de todo antigo conhecimento e dos deuses originais, indicadamente osso deus criador Ea, também conhecido como Enki, ‘Senhor da Terra’ e Satã, sobre o que supostamente dee se referir o satanismo”. Um dos livros mais interessantes e compelentes escritos sobre o assunto do alegado controle extraterrestre e manipulação da humanidade é ‘Os Deuses do Eden’ (1989) de William Bramley. A maioria dos pesquisadores neste campo iram os deuses antigos como cuidadores beneficentes da humanidade, mas Bramley é um que argumenta contra este consenso. A capa de trás de seu licro explica a perspectiva única de Bramley: “Eles vieram a terra milhões de anos atrás para disseminar o veneno do ódio, guerra e catástrofe… Eles ainda estão conosco… A histíra humana é aparentemente uma sucessão de conflitos sangrentos e turbilhão devastador. Ainda que, inexplicavelmente, a luz do perplexante avanço intelectual e tecnológico, o progresso do Homem tenha sido parado em uma área crucial: ele ainda indulge a besta primitiva interna e faz guerra a seus vizinhos.” Como um resultado de sete anos de intensa pesquisa, William Bramley tem descoberto o sinistro fio que liga os mais negros eventos dad humanidade – das guerras dos antigos faraós ao assassinato do Presidente Kennedy [JFK]. Neste traballho notável, chocante e absolutamente compelente, Bramley apresenta a evidência perturbadora de uma presença alienígena na Terra – visitantes extraterrestres que tem conspirado para dominar a humanidade através da violência e do caos desde o incio dos tempos… uma conspiração que continua até mesmo nos dias presentes. Bramley ressalta os textos sumérios para explicar que os humanos foram criados por estes ‘deuses’ para serem escravos dos ‘deuses’. Aqui está sua tese básica: Os seres humanos parecem ser uma raça escrava enlanguecendoi em um planeta isolado em uma pequena galáxia. Como tal, a raça humana foi uma vez a fonte de trabalho para uma civilização extraterrestre e ainda permanece uma posse hoje. Para manter o controle sobre sua posse e manter a Terra como algo similar a uma prisão, esta outra civilização tem engendrado o conflito sem fim entre os sers humanos, tem promovido a deterioração espiritual e tem regido na Terra condições de permanentes dificuldades físicas. Esta situação tem existido por milhares de anos e continua até hoje. Bramley se refere a estes alegados controladores extraterrestres como os ‘tutores’, e ele os vê como a suprema fonte dos males mais profundamente enraizados e perplexantes que afetam a humanidade. Contudo, como todo o resto, Bramley identifica Enki como a única figura positiva e como um ‘tutor’ renegado que sempre tentou ajudar a humanidade. Isto, a despeito do fato de que os registros sumérios afirmem que Eki é o deus que criou a humanidade para servir como escravos em primeiro lugar. De fato, na linguagem suméria a palavra ‘veneração’ é a mesma palavra usada para ‘trabalho’, avod.Sitchin e seus seguidores imediatos todos vêem os deuses antigos, bem como o fenômeno moderno da visitação UFO, como visitações de entidades físicas cuja origem é de outros planetas ou galáxias. O Dr. Jacques Vallee é um cientista francês que tem estudado os UFOs por toda sua vida e é um dos membros mais altamente respeitados da comunidade ufológica. Valllee entende a premissa extretarrestre que subjaz tanto da pesquisa UFO, mas ele discorda com isto completamente. Para Vallee as entidades que tantos pesquisadores se referem como sendo extraterrestres são mais apropriadamente descritas como ‘extra-dimensionais’. Em outras palavras, elas não são puramente seres físicos, mas são melhor compreendidas como sendo primariamente espirituais. Em seu livro ‘Menasgeiros da Mentira’ [1979] Valee escreveu que ‘o que nós vemos de fato aqui não é uma invasão alienígena. É um sistema de controle que atua sobre humanos e usa humanos.” Em seu livro ‘Dimensões’ [1989] Valee elabora sobre esta hipotese; Proponho que haja um sistema de controle espiritual para a consciência humana e que fenômenos paranormais como os UFOs sejam uma de suas manifestações. Não posso dizer se este controle é natural e espontaneo; se ele é explicável em termos de genética, de psicologia social, ou de fenômenos comuns – ou se isto é de natureza artificial sob o poder de alguma vontade sobre-humana. Osto pode ser inteiramente determinado por leis que nós ainda não descobrimos.” Se, de fato, os ‘deuses’ antigos estão manipulando e controlando a consciência humana de outras dimensões então podemos esperar que Enki esteja desempenhando um maior papel neste programa em andamento. Mas é este papel positivo, como os sumérios e os modernos autores New Age nos asseguram, ou ele é o Grande Enganador e o maior inimigo de ambos – de Deus e do Homem – como as tradições judaico cristãs tem avisado desde o início?

A História é escrita pelo Vitorioso

A batalha entre Enki e Enlil unca é completamente resolvida dentro do próprio mito sumério, mas textos como Enki e a Ordem Mundial e Inanna e Enki dão a impressão que Enki teve a mão superior, ao menos no que diga respeito a autoridade sobre a humanidade. Depois de tudo isto foi em Eridu, a sede de culto a Enki, onde o ofício da realeza hereditária foi estabelecido, e foi Enki que eventualmente ganhou posse do ‘me’ [veja Parte V] que era associado com a organização da sociedade humana. Os pesquisadores modernos que olam nos textos sumérios como narrativas imparciais e autênticas da origem da humanidade precisam reavaliar suas posições e levar em consideração este desenvolvimento. O velho adágio “a história é escrita pelos vitoriosos” tem sodo provada verdadeira no tempo novamente, e se Enki foi de fato o vitorioso em seu embate com Enlil, então talvez isto explique porque ele é retratado emtais termos positivos pelas sociedades que ele verdadeiramente veio a dominar. Pelo mesmo princípio isto também explica porque Enlil é retratado em tais termois negativos. Isto nos traz ao desenvolvimento da própria arte da escrita. Segundo o mito sumério Enmerkar e o Senhor de Aratta a primeira pessoa a originar ‘a escrita de mensagens sobre a argila’ não ourto que o próprio Enmerkar, que temos identificado como Osiris e Nimrod. Enmerkar era um devotado servente de Enki e ele também esteve envolvido na renovação do grande templo de Enki em Eridu. David Rohl coloca o fim do reinado de Enmerkar por volta de 2.850 AC. Os eruditos modernos mascam o Péríodo Proto-alfabetizado, quando a primitiva escrita pivtográfica emergiu e evoluiu, em aproximadamente 3500-2800 AC. Perto do fim dete período o sistema pictográfico foi substituído por um sistema silábico e milhares de sinais no vocabulário sumério foram reduzidos a umas poucas centenas, o que tornou a escrita muito mais práyica e funcional.

Sob o sistema silábico a arte da escrita, que anteriormente tinha sido útil apenas para propósitos financeiros e burocráticos, repentinamente produziu a literatura, e este nova invenção rapidamente se tornou um instrumento importante para propósitos de propaganda.  Samuel Noah Kramer explica como Enki era visto pelos sumérios como o protetor desta importante inovação: “Enki é, em adição a ser o senhor da mágica e o grande resolvedor de problemas dos deuses, o deus das artes manuais, incluindo o que agora podemos chamar de artistas e de escritores… Enki era, talvez do que qualquer outra deidade antiga, essencialmente identificado com a palavra falada e escrita”. O eminente assiriologista Georges Roux também resalta a conexão histórica entre Enki e a arte da escrita: “Enki-Ea, o deus tutelar de Eridu, estava acima de todos os outros deuses da inteligência e da sabedoria, ‘aquele de amplas orelhas que sabe tudo que tem um nome’. Ele permaneceu como o iniciador e protetor das aretes e trabalhos manuais, da ciência e da literatura, o patrono dos mágicos, o Grande Mestre e o Grande Superintendente que, tendo organizado o mundo criado por Enlil, assegurou seu funcionamento apropriado”. O recentemente puyblicado Atlas  Histórico da Antiga Mesopotomia nota as associações de Enki com a escrita também: “Segundo o poema épico sumério de Inanna e Enki, o ‘ umum cento de elementos básicos da civilização’ foram transeferidos de Eridu, a Cidade dos Primeiros Reis, para Uruk. Entre estes elementos básicos estava a escrita, considerada ser divina pelo decreto ds deidades e sob o patrocínio de Enki, o Deus da Sabedoria. Desde seu início, a escrita eras portanto considerada ser uma dádiva dos deuses e carregava com ela tanto poder quanto conhecimento”.  É certamente verdade que o controle sobre a arte da escrita significava poder e conhecimento. Deste o próprio início, quando os reinos individuais pela primeira vez apareceram, a política e a religião eram estreitamente ligadas  e não havia a seperação da Igreja e do Estado. O sacerdócio servia ao Estado, e o Estado era obrigado a seguir os decretos do sacerdócio, que eram entendidos virem diretamente do mundo do espírito dos deuses. Os poucos escolhidos aprendiam os talentos da escrita e da leitura e eram membros privilegiados da clase dos escribas que por si só era parte do sacerdócio oficial. Considere as seguintes poucas breves biografias dos historiadores do mundo antigo, como prova da conexão entre o que vemos como ‘história’  e o sistema pagão de veneração eregido para a humanidade pelos ‘deuses’. Berossus da Babilonia era um homem altamente educado que viveu em aproximadamente 340-260 AC. Ele testemunhou pessoalmente Alexandre O Grande conquistar a Pérsia e grande parte da Ásia, e depois os gregos tomaram a Babilonia. Berossus rapidamente foi assimilado pelo novo regime. Berossus é conhecido por nós por seu ‘Babyloniaca’, ou História da Babilonia, que era um estudo em três volumes escrito em grego que usava os textos antigos tais como o Enuma Elish e Atrahasis para dar a perspectiva babilonica sobre a história do mundo. Segundo os eruditos este trabalho  ou foi comissionado pelo Rei Seleucida Antiochius I, ou pelo alto sacerdote de Marduk pela Babilonia sob os gregos Seleucidas. Segundo Berossus, Marduk era o mesmo deus que o grego Zeus e o egípcio Ammon. Berossus era ele próprio um sacerdote de Marduk e seu ome acadiano mais provavelmente  seria  Bel-re-ushu, que significa “Bel é meu pastor”, com Bel simplesmente sendo um outro nome para Marduk.

Manetho de Heliopolis foi um historiador que viveu aproximadamente em 300-220 AC. Como Berossus, Manetho viveu no périodo a seguir das conquistas de Alexandre. O maior trabalho de Manetho foi seu livro em três volumes Aegyptiaca, ou História do Egito, também escrito em grego. Os eruditos acreditam que o trabalho de Manetho foi inspirado nas Histórias de Heródoto, e era destinado a corrigir muitos erros cometodos por Herodoto e dar uma perspectiva egípcia sobre a história mudial. Durante seus dias, a maior contribuição de Manetho era trazer a unidade aos povos grego e egípcio por meio da criação do novo culto de Serapis. Segundo Plutarco, este projeto foi iniciado por um sonho recebido por Ptolomeu I, depois do que Manetho o Sacerdote Chefe de Ra em Heliopolis foi apresentado a Timóteo o Eumolpide, o Alto Sacerdote grego dos Mistérios Eleusianos, para trabalharem as doutrinas e rituais do novo culto. A maioria dos eruditos vê Serapis como uma combinação do deus grego Zeus e do deus egípcio Osiris, que também era venerado como Apis, o touro do Nilo. Então, Osir-Apis, ou Sarapis. Por outro lado, Samuel Noah Kramer está inclinado a ver o culto de Serapis como um retorno a veneração direta de Enki: “Em sua observação dos eítetos acadianos dos deuses, Knut Tallqvist dá muitas citações para o título de sar apsi, Rei de Abzu [Apsu]. Somente um deus é chamado de sar apsi, Ea.  E. Douglas van Buren estava intrigado pela possibilidade de que o epíteto de Ea desse elevação ao popular deus helenista Sarapis. A história da invenção ou descoberta de Sarapis é razoavelmente bem atestada na antiguidade, mas as origens do deus permanecem obscuras. Foi dito a Tacito pelos sacerdotes egípcios que Ptolomeu I teve um sonho de um ‘jovem homem do céu’ que disse a Ptolomeu para enviar uma estátua para Serapis. Em Sinope a estátua foi encontrada, venerada como Jupiter Dis ao longo com Proserpina. Os sacerdotes de Apolo em Delfi avisaram os egípcios para pegarem a estátua de Serapis e a enviarem para Alexandria, mas para deixar sua consorte para trás. A estátua chegou em Alexandria e um templo fdoi erigido para ela, onde os egípcios assimilares Serapis a Osiris. O deus causou um bom bocado de especulação etmológica e histórica no mundo antigo, mas as explicações de Serapis não são muito convincentes. A sugestão de Van Buren que Serapis é Ea  é baseada no conhecimento que Sinope tinha sido uma colpnia litoranea assíria… Serapis era grandemente popular como um dos deuses salvadores, um fazedor de milagres e curador. Zeus Serapis era um benfeitor da humanidade, especialmente aqueles como os marinheiros que faziam seu caminho pela água.” Se a história do soho e Ptolomeu I é verdadeira, e uma estátua conhecida como representar Serapis foi encontrada em Sinope em Pontus na costa do Mar Negro, uma colonia com conexões acadianas, então isto é virtualmente uma conclusão precedente que a estátua fosse de fato uma estátua de Ea/Enki, o único deus acadiano que foi conhecido como Sar Apsi., o Senhor do Abismo. Sustentando esta conclusão está o fato de que Serapis favoreceu especialmente Alexandre O Grande, de seus diários reais  (Arrian, Anabasis, VII. 26). Aqui Sarapis tem um templo na Babilonia e de tal importância que apenas ele é indicado como sendo consultado em benefício do rei morto”. O Serapis honrado por Alexandre é com certeza o Sar Apsi conhecido como Ea/Enki, um ponto que todos os eruditos concordam. Então deve ser óbvio que o culto de Serapis criado por um dos maiores generais de Alexandre era um culto ao deus do mesmo nome. O que pode ter acontecido  é que depois que Serapis foi instalado na Alexandria talvez a identificação do deus com Osiris/Apis fosse algo que os líderes do culto permitam para assegurar sua popularidade dentro do Egito, enquanto sua verdadeira identidade permanecia conhecida pelo círculo interno dos iniciados. Durante os períodos helenista e romano a Alexandria era entendida ser a capital do mundo. Era a cidade mais populosa do mundo e o centro do ensino e da religião. Muitos deuses eram venerados em Alexandria e Serapis estava acima de todos os demais.

Segundo Franz Cumont, por volta de 30 AC havia 42 Serapeums, ou Templos de Serapis, apenas no Egito. Hvia também uma maior Serapeum na cidade de Pergámo [na antia Turquia, uma cidade também conhecida por seu centro de cura dedicado ao deus Asclépio, e por seu maciço altar a Zeus, que foi levado para Berlim exatamente antes da subida de Hitler. Em Revelação 2:13 Jesus Cristo declara que o 'Trono de Satã" está localizado em Pérgamo, 'onde mora Satã'. Plutarco de Delfo foi um outro alto iniciado nos Mistérios pagãos que deixou um legado como historiador. Ele viveu de 46 -127 de nossa era e foi um Alto Sacerdote de Apolo baseado no famoso oráculo de Delfo . O mais famoso trabalho de Plutarco é 'Vidas Paralelas', uma série de biografias apresentando pares de famosos gregos e romanos. Durante sua vida Plutarco era um homem muito rico e muito influente e também bem sucedido como político. Seu prestíhgio permitiu que ele viajasse ao Egito onde ele foi iniciado em muitos dos Mistérios Egípcios, depois do que ele escreveu até mesmo a narrativa em prosa do mito de Osisis em 'Isis e Osiris'. Por seus muitos escritos sobre assuntos espirituais Plutarco frequentemente se refere aos 'segredos' que ele não tem permissão para revelar na narrativa de seus votos de iniciação.

Philo de Biblos viveu de 64-141 de nossa era e foi um importante escritor que fez pelos fenícios o que Berossus e Manetho fizeram para os Babilonios e egípcios. Seu trabalho primário é a História Fenícia e o que sabemos deste texto grego vem primariamenet de citações  encontradas nos escritos de Eusebius e Porfirius. Segundo Philo, as  bases da história eram os textos fenícios atribuídos a um sacerdote de Baal chamado Sanchuniathon, que viveu antes ad Guerra de Tróia, provavelmente dentro século XIII AC. Philo escreve que  Sanchuniathon começou sua busca pelo conhecimento por meio de sua devoção ao deus Tauthus, que "era o primeiro a ensinar da invenção das letras, e começou a escrita dos registros" . Philo explica que Tauthos é conhecido como Thoth pelos egípcios e Hermes Trimegistus pelos gregos. Segundo sua História, o universo foi criado por meio de uma sequência de eventos que são notavelmente similares a teoria moderna da evolução. Fora do caos, água, vento e lama eventualmente desenvolveu-se o homem inicial, e depois de várias gerações os mais iniciais deuses nasceram. O primeiro conflito divino foi entre Urano e seu filho Cronos, e depois que Cronos foi vitorioso, com a ajuda crucial de seu secretário Tauthos, ele fundou a primeira cidade que era, como devia ser esperado de um escriba fenício, a cidade fenícia e Biblos. Depois da morte eventual de Urano nas mãos de Cronos [no 32o ano do reinado de Cronos], o texto registra: ‘Esta, então, é a história de Cronos, e tais são as glórias do modo de vida, tão exaltadas entre os gregos, dos homens dos dias de Cronos, que eles também afirmam terem sido a primeira e a raça dourada  de homens que falam articuladamente., que felicidade abençoada do velho tempo!” O costume pagão do sacrifício humano, uma ocorrência comum durane a ‘felicidade abençoada’ da ‘Idade Dourada’ é também reastreado de volta a Cronos: “Era costume dos antigos em grandes crises de perigo para os governantes de uma cidade ou nação, em ordem de evitar a ruína comum, dar as mais amadas de suas crianças para sacrifício como um resgate dos demônios vingadores; e aqueles que ram assim dados eram sacrificados com ritos místicos. Cronos então, que os fenícios chamam de Elus, que era rei do país e subsequentemente, depois de sua morte, foi deificado como a estrela Saturno, teve com uma ninfa do campo chamada Anobret um único filho gerado, que eles em sua narrativa chamam de Lelud, o único gerado sendo ainda assim chamado entre os fenícios; e quando grandes perigos de guerra tinham crcado o país, eles aparelharam seu filho de modo real, prepararam um altar e o sacrificaram”.

A identidade de Cronos é revelada pelo trabalho de Berossus, que estava intimamente familiarizado  com os mitos e histórias sumérias e acadianas. Em sua interpretação grega de várias partes do Enuma Elish, “Enki’ é simplesmente traduzido por Berossus como Cronos, aparentemente sem qualquer necessidade de explicação.  Philo conclui que esta deidade agora está morta, mas infelizmente para nós os fatos mostram que estes rumores são grandemente exagerados. Em tempos antigos a escrita era um talento muito exclusivo, valioso e altamente protegido. Do temo de sua invenção ela existiu por centenas de anos como propriedade do Sacerdócio e do Estado, que eram eles próprios virtualmente inseparáveis. Como temos visto, a religião no mundo antes do aparecimento do cristianismo era similar em virtualmente cada aspecto chave de cultura a cultura. Cada uma era governada por uma monarquia hereditária e liderada por uma hierarquia de sacerdotes iniciados que se comunicavam com os deuses de modos muito similares ao shamanismo praticado dentro das religiões orientais e das culturas indígenas de hoje. Cada uma destas antigas culturas via os deuses em uma estrutura panteística, com o próprio panteão sendo liderado por um alto deus que exercia autoridade sobre o céu e a terra. Na antiguidade inicial este deus era conhecido como Cronos ou Enki, e seu nome era Marduk, Baal, ou Zeus, que eram deuses que todos representavam o planeta Júpiter. Até onde diga respewito ao mundo pagão havia apenas uma história a ser contada, até mesmo embora cada cultura a contasse de um modo único com nomes diferentes com seus próprios detalhes culturalmente relevantes. Na análise final esta história é a história de Enki, e o grande rival de Enki é Enlil, entendido por tantos sendo o deus de Israel YHWH, que teve que esperar 1.500 anos antes de poder contar o seu lado da história. Esta foi a aproximada extensão de tempo da invenção da escrita até o momento quando Moisés se encontrou com Deus no topo do Monte Sinai. Será interessante sabermos o que Ele tem a dizer.

A Resposta Bíblica

Os capítulos iniciais do livro do Geneses são escritos de acordo o seguinte desenho: Genesis 1: Criação do céu e da terra e todas as coisas vivas em seis dias.  Genesis 2: Criação de Adão e Eva. Genesis 3: O Jardim do Eden, a Serpente e a Queda do Homem. Genesis 4: A história de Caim e Abel, e a primeira cidade construída para os descendentes de Caim. Genesis 5: Os descendentes de Adão de Seth a Noé. Genesis 6: “Os Filhos de Deus” descem a terra, produzem os Nefilim por relações com as mulheres humanas. Genesis 7-8: A história do Dilúvio. Genesis 9: A Aliança Noaquita, a indiscrição de Ham e a praga de Canaã.  Genesis 10: Os setenta descendentes dos filhos de Noé e a separação das nações. Genesis 11: A Torre de Babel, a diversidade das línguas, a e dispersão das nações. Genesis 12: A chamada de Abraão para criar a própria nação do Senhor. Os eruditos modernos acham muitas similaridades quando eles comparam o Geneses com as narrativas de criação dos sumérios e dos babilonios. Por exemplo, segundo o Geneses, a criação aconteceu em sete dias, literal ou não, enquanto que a criação no Enuma Elish na narrativa babilonica foi escrita em uma divisão de sete tabletes. Outras similaridades existem que foram cobertas na Parte V, mas estas muitas similaridades apenas servem para ressaltar as poucas diferenças importantes que de fato existem. Estas diferenças são o suficiente para provar que os hebreus tinham um entendimento da criação e das história inicial em comum com as histórias pagãs, mas eles viam estes eventos de uma perspectiva completamente difererente e  em muitos casos oposta. A respeito da Queda do Homem este é um evento no Geneses que estabelece um estágio para todos os futuros relacionamentos humano-divinos, seja ele o relacionamento da humanidade com Deus ou o relacionamento da humanidade com os Filhos de Deus, também conhecidos como anjos caídos, que manipulavam os assuntos humanos  do mundo do espírito. Este evento também apresenta o primário adversário de Deus e do Homem, que é referido em hebreu como  nachash do Jardim do Eden. O erudito em  linguagem semítica Dr. Michael S. Heiser acredita que esta palavra, que gralmente é traduzida como ‘serpente’ pode também ser traduzida como ‘o brilhante’. Isto significa que esta criatura não era uma mera serpente, mas ser um ser divino capaz de usar a fala para bajular e enganar. Heiser associa este nachash com as descrições de Satã  em Isaias 14 e em Ezequiel 28. Em Isaias  seu nome é dado como  Helel ben Shakar, que significa “o brilhante, filho do amanhecer’ traduzido em algumas bíblias como Lúcifer, filho da manhã enquanto que Ezequiel ajuda a explicar as origens de seu orgulho exagerado: “Você tinha o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em beleza. Você estava no Eden, o jardim de Deus…” Conquanto o tentador de Eva pode não ter sido uma real serpente, ele tem sempre sido associado com a serpente de um odo ou outro. O livro da Revelação (12:9) o descreve como um dragão vermelho, e se refere a ele como ‘A serpente da antiguidade que é chamada de diabo ou Satã, que engana o mundo todo”. No livro do Geneses sua punição por enganar Eva também parece estar relacionada ao seu aspecto ‘serpentino’: “Porque você tem feito isto, amaldiçoado será sobre todo reebanho e animais selvagens! Você se arrastará sobre sua barriga e você comerá poeira todos os dias de sua vida. E colcarei a inimizade entre você e a mulher, e entre sua prole e a dela; ele esmaga sua cabeça e você morderá seu calcanhar”. (Genesis 3:14-15) Destro desta maldição a serpente  também está uma previsão da condenação da serpente, que viria de um homem descendente da própria Eva. Os hebreus entendiam esta promessa como o Proto Evangelho, ou a primeira profecia, da vinda do Messias do mundo que forneceria o remédio e reverteria os efeitos da Queda. Para os hebreus “Satã a Serpente” era conhecido desde o início como um perspicaz enganador que foi amaldiçoado por Deus e um dia seria destruído pelo Messias. Compare isto com a visão pagã da ‘serpente brilhante’ como dada por Philo de Biblos, traduzida de até mesmo anteriores textos fenícios: “A natureza então do próprio dragão e das serpentes Tauthos [ o egípcio Thoth, o grego Hermes]  vista como divina, e então novamente depois ele fez os fenícios e egipcios: pporque este animal foi declarado por ele ser de todos os répteis o mais cheio de respiração e feroz. Em consequência do que ele também exerce uma insuperável rapidez por meios de sua respiração, sem pés e sem mãos ou qualquer outro membro externo pelos quais os outros animais fazem seus movimentos. Ele também exibe formas de vários formatos, e em seu progresso faz saltos em espiral tão rápido quanto escolher. Ele também é o de mais longa vida, e sua natureza é se desfazer da velha pele e assim não apenas crescer jovem novamente, mas também assumir um maior crescimento; e depois que isto foi cumprido sua indicada medida de idade, é auto-consumida como do modo que o próprio Tauthos tem estabelecido nos livros sagrados; por esta razão este animal tem sido adotado nos templos e nos ritos místicos… Os fenícios o chamam de “Bom Demônio” da maneira que os egípcios também o nomeiam Cneph; e eles acrescentam a ele a cabeça de um falcão por causa da atividade do falcão. Epeis também [que é chamado entre eles um principal hierofante e escriba sagrado, e cujo trabalho foi traduzido por Areius de Heracleopolis] fala em uma palavra alegórica verbatim como se segue:  ‘O primeiro e mais divino ser é uma serpente com a forma de um falcão, extremamente gracioso, que seja onde for que ele abra os olhos coberto de toda luz de seu lugar natal original, mas se ele fecha os olhosa, vem a escuridão”. Epeis aqui intima que ele é também de um substância fogosa, ao dizer que ‘ele brilhou através’, porque brilhar através é uma característica da luz.”  A pergunta que exige ser feita é esta: “O que pode explicar estas perspectivas radicalmente diferentes sobre a natureza da serpente? Para os hebreus, ela era amaldiçoada por Deus a um nível mais baixo do que o dos animais e forçada a comer poeira, enquanto que para os pagãos ele era o ‘Bom Demonio’ e ‘o primeiro entre os seres divinos’.

Depois da maldição de Deus da serpente, a próxima maldição cai sobre Caim por matar seu irmão Abel. Na Parte V vimos como a disputa entre o pastor e o fazendeiro é resolvida diferentemente nos textos sumérios do livro do Geneses, com o fazendeiro recebendo o favor divino sobre o pastor, e o pastor se tornando beligrante em relação ao fazendeiro. Há também uma ênfase diferente sobre as linhagens da descendência. O Geneses dá os descendentes de Caim e relatada a fundação por eles da primeira cidade , mas a linhagem de Seth é muito mais importante porque leva a Noé. Por ouro lado, os sumérios parecem se concentrar sobre a linhagem de Caim, com a instituição da monarquia hereditária ‘descendo do céu’ para a cidade de Enki, a cidade de Eridu, que recebeu seu nome por causa de Irad, o neto de Caim. Em contraste, tanto quanto diga respeito a YHWH a instituição de uma monarquia era desnecessária e foi vista como inevitavelmente levando a opressão. ( Samuel 8:10-22). A outra narrativa da ‘descida do céu’ é a dos proprios anjos caídos. Isto é retratado no Geneses 6 e envolve relações não sagradas  entre alguns ‘Filhos de Deus’ e as mulheres humanas, um relacionamento que gerou os Nefilim. Desta inteeração humano-angélica o mundo se tornou corrupto as vistas de Deus e cheio de violência, o que se tornou a justificativa para enviar o Grande Dilúvio. Segundo as mitologias pagãs esta foi a Idade Dourada de Cronos quando os deuses viveram com os homens durante a era do reino de Atlantis. Contudo, até mesmo embora esto foi visto como um tempo idealista quando a ‘verdadeira religião’ governou, escritores gregos tais como Platão explicam que a Atlantida se tornou corrupta em seus ensinamentos espirituais  e usou seu grande poder para dominar e abusar do mundo inteiro. O livro não canonico de Enoque explica como os anjos caídos ensinaram a humanidade astrologia e astronomia, encantos e encantamentos, e a propriedade das plantas e das ervas. Um anjo em particular chamado Azazel ‘ensinou os homens a fazerem espadas, e facas, e escudos, e armaduras de peito e ensinou aos homens sobre os metais da terra e a arte de trabalha-los”. [Enoque 8:1]. No Geneses a arte de trabalhar metais  é atribuida a Tubal-cain, um descendente de Caim. David Rohl associa este nome a Bad-tibira, que é a segunda cidade na Lista dos Reis Sumérios, seguindo Eridu onde ‘a realeza desceu do céu’. Segundo sa narrativas sumérias  o grande ‘civilizador’ da humanidade era o grande deus Enki, o Senhor de Abzu em Eridu, que rea retratado como um firme amigo e campeão da humanidade. Por outro lado, o livro de Enoque explica que as inovações dadas a humanidade foram usadas para propósitos perversos. Os Nefilim governaram com uá mão de ferro, ‘e quando os homens não podiam mais sustenta-los, os gigantes se viraram contra eles e devoraram a humanidade [Enoque 7:4]. A respeito do próprio Azazel lemos em Enoque 10:8: “A inteira terra tinha sido corrompida pelos trabalhos que foram ensinados por Azazel e é atribuido a ele todo o pecado”.

Depois do Grande Dilúvio chegamos ao curioso incidente no qual Ham, um dos três filhos de Noé, desonra seu pai. Isto traz uma outra maldição, que é a maldição de Noé, dada por causa da indiscrição de Ham a ser aplicada ao filho de Ham, Canaã. Na lista dos reis sumérios e no mito de Enmerkar e o Senhor de Aratta tanto  Meskiagkasher (Cush) andquanto Enmerkar (Nimrod) são ditos serem descendentes de Utu. Se Utu é para ser encontrado dentro do livro do Geneses então Utu só pode ser Ham, o terceiro filho de Noé que é descrito negativamente no Geneses. Por outro lado, dentro da mitologia suméria, especificamente no mito Enki e a Ordem Mundial descobrimos que Utu/Ham é glorificado:”Enki colocou a cargo do inteiro céu e a terra o herói, o touro que vem da floresta de a-ur falando alto truculentamente, o jovem Utu., o touro que fica de pé triunfantemente, audaciosamente, majestosamente, o pai da grande cidade, o grande arauto  no este da sagrada An, o juiz que busca os verecitos para os deuses, com uma barba de lápis lázuli, se elevando no horizonte para dentro do céu sagrado”. Utu se tornou conhecido como deus sol na mitologia suméria e o deus da Verdade e da Justiça. Na linguagem acadiana Utu era conhecido como Shamash. Foi o neto de Ham, Nimrod, que foi o responsável pela Torre de Babel e já temos mostrado como isto é retratado no mito sumério como a tentativa de Enmerkar de renovar o sagrado abzu de Eridu em honra de Enki. Nas descrições do papel dado a Utu por Enki, podemos talvez ler como o jovem Ham [o jovem Utu] deixou a casa de seu pai Noé [que era a montanhosa terra das florestas], em uma fúria de indignação ´falando alto truculentamente] pelo que ele havia percebido como um veredito injusto contra ele próprio, seu filho. Então Enki aparece, oferecendo palavras lisongeiras e promessas enganosas, depois do que descobrimos que Ham se torna deificado por Enki como o Deus dqa Verdade e da Justiça!

No mito egípcio descobrimos que Ham é mais provavelmente representado como o deus Horus. Esto pode soar confuso superficialmente, porque Horus é geralmente visto como o filho de Osiris, que tem sido mostrado ser Nimrod, o neto de Ham. O problema é resolvido uma vez entendamos que os mais iniciais mitos egípcios descrevem Horus ou como irmão ou tio de Osiris. Evewntualmente apareceram duas identidades separadas de Horus a que Pluytarco se refer como Horus o Velho e Horus o Jovem, este sendo o bem conhecido filho de Osiris e o grande unificador do Egito. Esta imterpretação faz sentido porque os fatos motram que o culto de Horus era bem conhecido algum tempo antes  que o culto a Osiris fose estabelecido. A veneração a Horus remonta aos tempos pré-dinásticos da Cidade do Falcão de Nekhen, enquanto a evidência concreta para a veneração de Osiris aparece pela primeira vez apenas na Quarta Dinastia. Horus era o deus da Tribo Falcão, que eram os invasores dinásticos do Vale do Nilo que vieram da Mesopotamia no seguimento imediato da queda de Eridu. Como veneradores de Enki eles identificaram acima  todos com Ham seu mais importante ancestral pós dilúvio que era, como temos mostrado, honrado por Enki como o deus sol. No Egito também descobrimos que Horis era estreitamente identificado com o sol; Como  Horakhty (Harakhty), ou “Horus dos dois horizontes”, Horus era o deus do nascer e por do sol, mas mais particularmente o deus do oriente e nascer do sol. Nos Textos da Pirâmide, o rei falecido é dito ser renascido no céu oriental como Horakhty. Eventually, Horakhty se tornou uma parte deo culto ao sol de Heliopolis e foi fundido com seu deus solar como Re-Horakhty. Como  Behdety, ou “ele de behdet”, Horus era o sol com asas de falcão que parece incorporar a idéia da passagem do sol pelo céu. Como  Hor-em-akhet (Harmachis) ou “Horus no horizonte”, Horus era visualizado co o um deus sol na forma do falcão ou leonina. Evidência posterior que Horus pode ser identificado como o bíblico Ham vem do fato que pelos textos egípcios há repetidas referências aos deificados Quatro Filhos de Horus, que é documentado no livro ‘The Ancient Gods Speak – A Guide to Egyptian Religion’. Este quatro filhos são mencionados quatorze vezes nos Textos da Pirãmide, por muitos textos de caixão do Reino Médio, pelo Livro dos Mortos e o Livro dos Portões e eles até mesmo aparecem como representações em recipientes canópicos contendo órgãos do falecido em tumbas reais. Se Horus é de fato uma deificação de Ham, então os nomes bíblicos destes quatro filhos seriam Cush, Mizraim, Put e Canaaan. Os descendentes e Ham eram da Tribo Falcão de  Flinders Petrie conhecidos pelos egípcios como Shemsu Hor, ou “Seguidores de Horus”, que migraram da Mesopotamia e se estabeleceram no nordeste da África e ao redor da bacia Mediterrânea. Eles todos veneravam as várias formas do deus Enki como deus primário deles, que podem ser rastreadas de volta a sedução espiritual e Ham por Enki depois do desafortunado episódio na casa de Noé.  Parece que em cada importante estágio do livro do Geneses encontramos uma descrição sw eventos muito similar as narrativas pagãs, mas a interpretação dos eventos  é dada de forma completamente oposta. O que pode responder pelo fato de que os hebreus, uma tribo aparentemente insignificante de refugiados fugindo do Egito, buscariam criar uma história da criação e civilização que repetidamente contradiz o modo pelo qual as nações vizinhas viam a mesma história? A próxima seção ajudará a responder esta pergunta.

Deus Contra os Deuses

Depois da narrativa da indiscrição de Ham o livro do Geneses continua no capítulo 10 com uma listagem de setenta dos descendentes de Shem, Ham e afé, os três filhos de Noé. No fim desta listagem está uma explicação: ‘e destes as nações foram separadas sobre a terra depois do dilúvio”. O capítuo 11 então continua com a história que ajuda a explicarf exatamente como estas nações foram separadas, o que é a história da Torre de Babel. A tradição hebraica, bem como Josephus, mantém que este episódio foi dirigido por Nimrod, cujo império incluia virtualmente o inteiro mundo civilizado.  r   9 d the account of the indiscretion of Ham the book of Genesis continues in chapter ten with a listing of seventy of the descendents of Shem, Ham, and Japheth, the three sons of Noah. At the end of this listing is an explanation: “and out of these the nations were separated on the earth after the flood.” Chapter eleven then continues with the story that helps to explain exactly how these nations were separated, which is the story of the Tower of Babel. Hebrew tradition, as well as Josephus, maintains that this episode was directed by Nimrod, whose empire included virtually the entire civilized world. Ao espetar seu povo da terra disse: “Vamoos, deixe-nos construir para nós mesmos uma cidade, e uma torre cujo topo alcaçará o céu, e vamos fazer para nós mesmos um nome, porque caso contrároi seremos espalhados pela face da terra”. Segundo o Geneses, a construção da cidade e da torre foi começada por duas razões: [1]- para fazer para nós próprios um nome e [2] – para estabelecer uma base da qual resistir ao divino comando dado no Geneses 9 como parte da Aliança Noaquita de ‘multiplicar e encher a terra’. Como resultado desta desobediência Geneses 11:5 explica que o Senhor ‘desceu para ver a cidade e a torre que os filhosdos homens tinham construído”. A resposta de Deus a esta situação é explicada em Geneses 11:6-7, o que incluiu um apelo do Senhor a sua hoste celestial: “O Senhor disse, ‘Preste atenção, eles são um povo e todos eles tem a mesma linguagem. E isto é o que eles começaram a fazer, e agora nada que eles se proponham fazer será impossível para eles. Vamos, vamos descer e lá confundir a linguagem deles de tixepr  b  .crescer eAavomo [o t his prodding the people of the earth said "Come, let us build for ourselves a city, and a tower whose top will reach into heaven, and let us make for ourselves a name, otherwise we will be scattered abroad over the face of the earth." According to Genesis the buildingforma que eles não entendam a fala um do outro". O Livro de Jasher é um livro não canonico que é mencionado em Josué 10:3 e em Samuel 1:18 e ele explica a identidade do 'nós' a que Deus se refere em Geneses 11, "E eles construiram a torre e a cidade, e eles fizeram esta coisa diariamente até muitos dias e anos se passarem. E deus disse aos setenta anjos que eram mais próximos dele, para aqueles que permaneciam mais próximos dele, dizendo, "Vamos, deixe-nos descer e confundir as linguas deles, que um não possa entender a linguagem do seu vizinho' e assim eles o fizeram a eles". (Jasher 9:31)

Este estranho episódio doi concluído depois que estes 'anjos' aceitaram o convite de Deus para fazer uma 'descida' do céu a terra. O resultado final é dado em Geneses 11:8-9, que explica como as pessoas da terra que resistiram a serem espalhadas foram forçadas a chegarem ao termos da Aliança Noaquita de Geneses 9: "Então o Senhor os espalhou sobre a face da terra; e eles pararam de construir a cidade. Portanto o nome dela é chamado Babel, porque lá o Senor confundiu a linguagem da terra inteira, e de lá o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra".  Na Parte V foi explicado como o nome desta cidade, dado no Geneses como Babel, era conhecido como "Nun.ki" em acadiano, que era o nome da original cidade de Eridu que foi abandonada no fim da carreira do rei sumério Enmerkar, que foi o bíblico Nimrod. No mito sumério Eridu e Enmerkar ambos estão intimamente associados com o deus sumério Enki. Com o apoio de Enki Enmerkar foi capaz de conquistar o mundo civilizado, rehabitar e reconstruir a capoital Eridu de Enki pré dilúvio, e começar a construir o Grande Templo ou Torre em honra de Enki, enquanto ao mesmo tempo resistindo ao divino comando de se espalhar e povoar a inteira terra. Sob a autoridade de Enmerkar o mndo foi esencialmente revertido de volta a sua condição pré dilúvio. Através de Enmerkar Enki tinha tido sucesso em estabelecer a opressiva 'realeza', e por seus projetos de construção a humanidade tinha sido afastada da veneração de Deus  e na direção do não sagrado adversário de Deus. Com o sinal do arco-iris Deus tinha prometido nunca destruir a humanidade novamente, então um outro remédio para a situação tinha que ser encontrado. Este é o contexto doi qual interpretar a resposta de Deus à situação, que incluiu um apelo aos setenta 'anjos' que permaneciam diante dele, e em um acordo que permitia a eles 'descerem' a terramais uma vez novamente. Foi esta 'descida dos anjos' bem como a criação das diversas linguagens que serviram para separar e dividir a humanidade daquele ponto em diante, com a 'descida' se provando ser o mais espiritualmente importante. O livro do Geneses não elabora sobre como  estes anjos descidos afetaram a humanidade naquele tempo da divisão das nações. De fato, as explicações deste evento não aparecem até o livro do Deuteronomio onde ela pode ser encontrada dentro da fala final que Moisés dá ao povo de Israel exatamente antes de sua morte: "Quando o Mais Alto deu às nações sua herança, quando Ele separou os Filhos do homem, ele estabeleceu as fronteiras dos povos segundo o número dos Filhos de Deus"  [Deuteronomio 32:8].  Estes “filhos de deus” eram membros da hoste celestial de seres angélicos que Deus originalmente criou para ajudar a gerenciar a terra e toda criação. Este explicação para estes estes ‘filhos de deus’ é esclarecida por um velho Targum judaico sobre este texto encontrado em um manuscrito conhecido como Pseudo-Jonatas. “Quando o Mais Alto fez o loteamento do mundo em nações que procederam dos filhos de Noé, na separação das linguagens e das escritas dos filhos dos homens ao tempo da divisão, Ele lança o lote entre os setenta anjos, os príncipes das nações”. A decisão de dividir as nações do mundo aconteceu em uma reuniãoi do Conselho Divino, com Deus consultando com um conselho de setenta ‘filhos de Deus’ antes de chegar a uma decisão. Os ‘filhos de Deus’ eram seres avançados, tamém conhecidos como ‘anjos’, e porque eles foram criados com o Livre Arbítrio nem todos eles sempre tinham agido em obediência a Deus e ao seu divino plano. Os setenta filhos de Deus que apareceram diante de Deus neste particular Conselho Divino chegaram a um acordo com Deus a respeito do problema da Torre de Babel eram os anjos rebeldes cuja interação com a humanidade antecede em muito o Dilúvio. Em outras palavras, eles eram uma facção dissidente de anjos que pensava que podiam gerenciar a gumanidade muito melhor do que Deus podia.

Para lidar com o poblema da dominação de Enki do mundo por meio de Nimrod e seu império, Deus decidiu permitir a estes anjos uma chance de provar o argumento deles. O resltado final foi queo mundo foi divido segundo o ‘número dos filhos de Deus’. ‘Setenta” era o número completo de membros detro desta particular facção angélica, que é o porque a Tabela das Nações do Geneses 10 lista exatamente setenta descendentes de Shem, Ham e Jafé, que compuseram as nações que ‘foram separadas sobre a terra depois do dilúvio’. Da perspectiva de Deus uma situação na qual a humanidade estava unida contra Deus    sob o controle dos setenta prícipes angélicos. Da perspectiva destes setenta príncipes angélicos caídos eles voluntariamente concordaram em desmembrar o império e Nimrod porque isto permitia a eles tomar o controle de sua própria nação individual e provar seu talento como gerentes humanos. Agora como eles podiam tentar a mão de ‘brincar de deus’ sem a interferêcia de YHWH. Da perspectiva de Satã/Enki, o rompimento do império de Nimrod e a queda e o abandono de Eridu foi certamente um efeito negativo. Contudo, como o mais poderoso membro deste grupo de anjos dissidentes Satã estava confiante que ele rapidamente conquistaria a dominância.  A vida de Nimrod foi um sacrifício que Satã estava voluntário em oferecer porque isto removia Deus da imagem e isto permitiu a Satã e aos anjos caídos a liberdade de governar sobre a humanidade. Nimrod se tornou a base histórica para todos os diferentes deuses ‘que morrem e ressuscitam’ encontrados na antiga mitologia e ele pode sre visto como um sacrifício humano oferecido em ‘benefício’ dos deuses, porque sem a morte de Nimrod eles não teriam a chance de governar como ‘deuses’. A antiga mitologia reflete a transição espiritual  que ocorreu na Torre de Babel. Segundo o mito sumério Enmerkar e o Senhor de Aratta, uma vez “o povo em uníssono… para Enlil em uma lingua dava louvor”. Depois a autoridade de Enlil foi diminuida e foi Enki que cresceu em proeminência , o que é celebrado no mito Enki e a Ordem Mundial, que inclui uma narrativa de Enki ganhando o controle sobre o enigmático ‘me’ , os sagrados e valiosos ‘poderes’ associados a autoridade divina e o gerenciamento da civilização humana. O desparecimento de YHWH dos assuntos humanos pela tranferência da autoridade direta sobre a humanidade aos ‘anjos caídos’ pode ser deduzido pela existência das chamadas deidades ‘otiose’ na cabeça dos panteões do mundo pagão. Por exemplo, a maioria dos eruditos se refere ao deus sumério Anu como uma deidde ‘otiose’. Ele era o cabeça do panteão sumério, mas ele realmente nada fazia, e os sumérios tinham poucas, se alguma, representação dele, a despeito do fato de que os templos eram construidos em sua honra, tal como um escavado por Sir Leonard Wooley em Ur. Na mitologia canaanita, que é conhecida por nós pelos textos Ugariticos de Ras Shamra, a ‘deidade otiose’ é o grande deus El. O primário mito canaanita conhecido como o Ciclo de Baal caracteriza El como uma deidade a muto afastada dos negócios humanos, que entra em uma disputa com sua esposa quando ele é enfrentado pela promoção de um de seus filhos à posição de líder ativo do panteão. Segundo as narrativas Ugariticas e este é um ponto muito importante, o número de filhos de El era exatamente setenta. [ veja Contra os Poders Mundiais IV]. Na mitologia grega o deus céu era conhecido como Urano, e ele era reputado ter como esposa Gaia [a Terra] e ser pai de Cronos. Diferente dos sumérios e dos canaanitas, Uranos não era escrito na história grega como uma deidade ‘otiose’, ao invés, ele simplesmente foi morto por seu filho Cronos, que por sua vez foi morto por seu filho Zeus.

O breve desaparecimento de YHWH de um papel ativo nos assuntos humanos pareceu ao mundopagão como uma evidência da vitória de Enki sobre Enlil. Isto explica como o caráter de YHWH pode ser terrivelmente difamado pelos sacerdotes pagãos e escribas dos quais obtemos a nossa descrição de YHWH em sua várias formas degeneradas. No mito sumério isto parece que a identidade de YHWH foi dividida em dois aspectos. Um aspecto foi chamado Anu, que se tornou completamente inativo e colocado acima nas alturs irreconecíveis e inalcansáveis do céu, enquanto o outro aspecto era retratado como Enlil, que era o ativo oponente de Enki, e o alegado inimigo da humanidade, que jurou exterminar a humanidade porque ela havia se tornado ‘barulhenta’ demais. Na mitologia Ugaritica El é similarmente difamado e maltratado e é caracterizado como covarde, despeitado, e  conivente, a despeito do fato que ele é visto como basicamente sem poder. Não obstante a conexão de El com YHWH/El dos hebreus é muito clara. Lowell K. Handy, em seu livro ‘Among the Host of Heaven’,  mostra que os canaanitas preservavam uma memória da divisão da terra similar ao entendimento hebreu, e esta divisão foi determinada pela autoridade de El Ele escreve, “A divisão do mundo em regiões de autoridade é atribuida a El nas narrativas relatadas por Philo de Biblos. Estas regiões foram distribuidas a várias deidades para governarem sob o cuidado e consentimento de El. Tanto as regiões materiais quanto as imateriais foram alocadas por El. Até mesmo o reino dos mortos foi destinado a Mot por El”. Em conclusão, o evento da Torre de Babel, mais do que simplesmente ser uma história fascinante de como asdiferntes linguagens vieram a existir, é de fato o lugar e tempo onde o paganismo veio a existir como religião e como um sistema de controle espiritual sobre, e a escravização de, das mentes e almas da humanidade. Neste sentido,  William Bramley estava absolutamente correto em sua caraterização da opressão da humanidade nas mãos dos ‘tutores’ quando ele escreveu, ‘para manter o controle sobre sua posse e manter a Terra como algo de uma prisão, que outra civilização [os anjos caídos, os tutores] tinham enbendrado o conflito sem fim entre os seres humanos, tinham promovido a deterioração espiritual dos humanos, e tinam erigido a Terra as condições de incessante dificuldde física. Esta situação tem existido por milhares de anos e continua a existir até hoje”. Deus permitiu que os anjos caidos alcançassem uma posição de autoridade sobre a humanidade que os levou a serem venerados como ‘deuses’. Como o mais forte e inteligente destes deuses era Lucifer que emergiu como o líder do grupo, e dos sumérios ao Novo Testamento encontramos que ele é referido como “Senhor da Terra”. Ainda que Deus tivese um plano para redimir o mundo destes falsos deuses que seria trabalhado por meio de sua própria nação, que começou por escolher Abraão como descrito no Geneses 12.

A Nação de Deus

A divisão das nações do mundo nas mãos dos ‘deuses’ aconteceu por volta de 3.000 AC, dado ou tomado 100-200 anos. Por quase mil anos estes seres avançados usaram seu poder e autoridade para dominar, enganar e maniular a humanidde sem qualquer interferência aberta de YHWH, que permaneceu pela maior parte do tempo como um observador. Finalmente por volta de 2000 AC Deus chegou a uma influente família suméria da cidade de Ur, que era descendente direta de Noé através da linhagem de Shem. Esta familia havia se assentado em Haren no norte da Síria, e foi lá que Deus deu a Abraão, o patriarca da família, instruções para mudar sua família para a terra de Canaã: “Deixe seu campo, seu povo e a cas de seu pai e vá para a terra que el lhe mostrarei. Farei de você uma grande nação e o abençoarei. Farei seu nome grande e você será uma benção.  Abençoarei aqueles que lhe abençoarem e seja quem for que lhe amaldiçoe eu amaldiçoarei; e todas os povos da terra serão abençoados através de você”. (Genesis 12:1-3)  A chamada de Abraão com o proósito de criar uma grande nação para o Senhor precisa ser entendida em reação aos eventos descritos no Geneses 11 quando os ‘filhos de Deus’  dsesceram a terra para tomar posse das nações da terra. De fato, a criação da Nação de Israel foi uma resposta retardada a criação das setenta nações que eram governadas pelos ‘deuses’. Estes ‘deuses’ possuiam setenta nações enquanto o próprio Deus tomou apenas uma, mas era através desta uma que os povos da Terra foram prometidos serem ‘abençoados’. Há muitas referências pelo Velho Testamento  aos ‘deuses’ das nações pagãs, e o fato de que eles existiam nunca foi negado.  Contudo, o Deus de Israel se mostra único ao declarar ser o criador de todos os outros deuses, o criador do céu e da terra, e o verdadeiro e único regente de tudo que ele criou (Nehemiah 9:6, Isaiah 40). O status de Israel como a única possessão de Deus é explicado no Deuteronomio 32:9, “Quando o Mais Alto deu as nações sua herança, quando ele separou os filhos do homem, eleriou as fronteiras de povos segundo o número dos filhos de Deus. Porque a porção do Senhor é seu povo, Jacó é sua herança alocada”. Em Levítico 20:23-26, antes da entrada de Israel na Terra Prometida de Canaã, Deus explicou Sua atitude em relação as nações governadas pelos deuses, bem como o status especial de Israel como a única nação do Senhor. “Você não deve viver segundo os costumes das nações que irei expusar de diante de você. Porque eles fazem todas estas coisas, que me aborrecem deles. Mas eu disse a você, ‘ você possuirá a terra deles, eu as darei a você como herança, uma terra onde flui o leite e o mel”. Eu sou o Senhor seu Deus, que o tem separado das nações… Você será sagrado para mim porque Eu, o Senhor, Eu o sagrado, E eu o tenho separado das outras nações para ser meu próprio”. Comandos e caraterizações similares são dados novamente no Deuteronomio 18:9-14, “Quando você entrar na terra que o Senhor seu Deus está lhe dando, não aprenda a imitar os modos detestáveis das nações lá. Não deixe que seja encontrado entre você alguém que sacrifique seu filho ou filha no fogo, que pratique a adivinhação ou a feitiçaria, interprete presságios, se engage em feitiçaria, ou lance encantamentos, ou que seja um médium ou espiritista ou que consulte os mortos.  Qualquer um que faça estas coisas é detestável ao Senhor e por causa destas praticas detestáveis o Senhor seu Deus expulsará estas nações diante de você. Você deve estar sem culpa diante do Senhor seu Deus. As nações que você despossuirá ouvem aqueles que praticam a feitiçaria ou a adivinhação. Mas quanto a você o Senhor seu Deus não permite que faça assim.” Estas práticas detestáveis eram a própria base do sistema religioso pagão de ritual e veneração e os meios pelos quais os sacerdotes pagãos contactavam o mundo do espírito e recebiam instruções. Hoje estas práticas são conhecidas coletivamente como shamanismo, que é fazer uma ressurgência através do Movimento New Age no mundo hoje. O moderno consenso New Age é que ‘os espíritos são nossos amigos’ mas os hebreus foram avisados bem do oposto. Desde o início, os angélicos ‘filhos de Deus’ , tanto os sagrados quanto os não sagrados, eram semmpre associados com o céu e igualados com as estrelas (Job 38:4).

Dentro do paganismo muitas deidades se tornaram representadas pelo sol, lua e planetas também. Isto explica as muitas passagens do Velho Testamento nas quais os anjos são referidos coletovamente como ‘a hoste do céu’. Eles são frequentemente apresentados como os acompahantes subservientes de Deus no céu (Job 1:6), ficando do lado Dele ( Cronicas 18:18-21), e eles são frequentemente mencionados no contexto de aviso, lembrando a Israel para não venera-los como o fazem os gentios. O texto seguinte dá evidência posterior que certos membros da ‘hoste do céu’ tem sido alocados aos povos da terra: ‘E tenha cuidado de não levantar seus olhos ao céu e ver o sol e a lua e as estrelas, toda a hoste do céu, e ser afastado e venrea-los e servir a eles, aqueles que o Senhor seu Deus tem alocado todos os povos sob o inteiro céu”. (Deuteronomio 4:19) Se ele são referidos como ‘anjos’, ‘deuses’, ‘filhos de deus’, ‘hoste celestial’ ou ‘príncipes’ das várias nações  (Daniel 10:12-21), as instruções de Deus a Israel deixam claro que estes seres , embora em posição de autoridade, tem abusado de seu poder e vontade e um dia serão enfrentados com seu próprio fim. O julgamento destes angélicos poders caidos e a previsão de um fim da autoridade deles sobre as nações é dado em Salmos 82: “Deus tem tomado o seu lugar no divino conselho; no meio dos deuses ele mantém o julgamento: “Por quanto tempo você julgará injustamente e mostrará parcialmente o perverso? Dá justiça ao fraco e ao órfão; mantém o direito do aflito e do destituido. Resgate o fraco e o necessitado; livra-os as mãos do perverso’. Eles nem tem conhecimento ou entendimento, eles andam na escuridão, todas as fundações da terra estão abaladas. Eu digo, ‘vocês são deuses, filhos do Mais Alto, todosw vocês; não obstante, vocês devem morrer como homens e cair como qualquer príncipe”. Levante-se, Oh Deusm, julgue a terra porque a ti pertencem todas as nações!”.

Os Kosmokratores e o Oculto

No Novo Testamento o apóstolo Paulo deixa claro que o mundo é controlado por forçasangélicas caídas sob a autoridade de Satã, a quem ele se refere como ‘o deus deste mundo’ ( Corintios 4:4). Em sua Epístola aos Efesianos Paulo conclui sua mensagem de encorajamento com as seguintes palavras: “Finalmente seja forte no Saenhor e em seu poderoso poder. Colo1que a completa armadura de Deus de forma que você possa tomar sua posição contra os esquemas do diabo. Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os governantes, contra as autoridades, contra os poders deste mundo escuro e contra s forças espirituais do mal nos reinos celestiais”  (Efesos 6:10-12). Porque os cristãos iniciais se baseavam nas tradições e perspectivas dos hebreus, foi entendido desde o início que o mundo era governado por autoridades más, poderes, e forças espirituais que se tinham rebelado contra Deus e serviam a Satã, o diabo. Paulo simplesmente explicou aos Efesianos que o esforço diário para manter e proclamar a fé estes ‘poderes”, ou  Kosmokrators (poderes mundiais) em grego, que governavam sobre a escuridão deste ‘mundo’ [ aion ou Idade] eram seus máximos inimigos. O nascimento do cristianismo trouxe a queda do paganismo como um sistema aberto de controle político e religioso sobre a humanidade. As nações se afastaram de tomar o conselho e o direcionamento dos Altos Sacerdotes  que permaneciam no pináculo das Religiões de Mitério lideradas pelo espírito e ao invés abraçaram  os Bispos e Papas da Igreja como líderes espirituais. Eventualmente as instituições, rituais, práticas e praticantes do paganismo foram forçados a irem entender para sobreviver, e eles tomaram com eles sua veneração dos  Kosmokrators bem como a fé enraizada que um dia os deuses e os espíritos que eles serviam mais uma vez tomariam seu lugar ‘por direito’ como os honrados e aceitos governantes da humanidade. Para os hebreus e para o mundo pagão o número de Kosmokrators no nível mais alto foi originalmente compreendido como setenta. Encontramos isto nas tradições hebraicas das setenta nações e setenta linguagens no mundo, e encontramos isto na tradião pagã através dos textos canaanitas de Ugarit que apresentam a divisão dos diferentes aspectos do grande deus El  do gerenciamento global por seus setenta filhos, antes que seu poder fosse usurpado por Baal. Setenta era o número original dos Kosmokrators mas com a elevação nas ciências tais como a geometria,matemática e astronomia na antiguidade helenista o número preferido dos Kosmokrators veio a ser visto como setenta e dois. Encontramos este fato evidente em dois dos mais importantes movimentos espirituais que emergiram da Alexandria, Egito ao redor do mesmo tempo que o cristianismo estava se tornando popular. Este movimentos eram o Hermeticismo, que era essencialmente uma fusão da espiritualidade pagã, a filosofia grega e a antiga tradição egípcia e o Gnosticismo, que era similar mas acrescentava aspectos distorcidos da tradição hebraica e partes e pedaços do cristianismo.

Hermeticismo

O Hermeticismo recebe seu nome de Hermes Trismegistus, uma figura legendária associada ao deus grego Hermes [simbolizado pelo planeta Mercúrio]; com o canaanita deus Tauthos, o secretário de Cronos [veja acima]; com o deus babilonio Nabu [também identificado com Mercúrio] que era filho e escriba de Marduk [Júpiter] e especialmente com o deus egípcio Thoth, o escriba de Osiris e deus do aprendizado dos egípcios. A fundação textual do Hermeticismo é uma coleção de diálogos envolvendo Hermes e seus discípulos nos quais as maiores questões metafísicas da vida são abordadas. Estes textos datam do segundo e terceiro séculos de nossa era mas ao tempo da Renascença, quando eles se tornaram famosos, eles eram acreditados datarem de muito anteriormente. As coleções modernas do Corpus Hermeticum incluem 18 textos gregos e um texto em latim conhecido como o Asclepius. E é neste Asclepius que o papel do Egito como casa primária dos deuses é ressaltado, e dentro desta descrição também aparece uma profecia do declínio do Egito e o desaparecimento dos deuses, deixando o Egito destituído e abandonado: “Você não sabe, Asclepius, que o Egito é uma imagem do céu, ou, para ser mais preciso, que tudo governado e movido no céu desce ao Egito e foi transferido lá? Se a verdade fosse dita, a nossa terra é o templo da inteira terra. E ainda que, desde que isto beneficie os sabíos de saberem todas as coisas antecipadamente, disto você não deve permanecer ignorante: um tempo virá quando parecerá que os egípcios prestam respeito a divindade com a mente fiel e dolorosa reverência – para nenhum propósito. Toda sua sagrada veneração será desapontada e perecerá sem efeito, porque a divindade retornará da terra para o céu, e o Egito será abandonado. A terra que era o assento de reverência será enviuvada pelos poderes e deixada destituída da presença deles… Então esta mais sagrada terra, assento de templos, será cheia completamente com tumbas e cadáveres. Oh Egito, Egito, de vossos deveres reverentes apenas as histórias sobreviverão, e eles serão incriveis para seus filhos”… Porque a divindade voltará para o céu e todas as pessoas morrerão, desertadas, como o Egito será enviuvado e desertados por deus e humano”.

O panteão hermático é descrito no Asclepius como sendo liderado por um grupo de cinco maiores deuses que são “hiper cósmicos” e “compreensíveis” e cada um governa sobre aspectos divinos do universo que são “cósmicos’ e “sensíveis’. Júpiter é a deidade primária correspondente a Zeus, e ele é descrito como o deus do céu, ´porque Júpiter fornece a vida pelo céu a todas as coisas”. A Luz é o segundo, que governa sobre seu aspecto divino ‘sensível’, o Sol. O terceiro lá é uma deidade chamada Pantomorfos de Omniforma que governa sobre os ‘horóscopos” ou ‘trinta e seis’. Há trinta e seis deuses, também conhecidos como Decanos, assim chamados porque cada um tem autoridade sobre dez graus do círculo zodíaco.  o Quarto é a deidade Heimarmene que governa sobre os sete planetas e o quinto é o aspecto secundário de Júpiter que governa sobre o Ar, algumas vezes conhecido como Zeus Neatos.

Os doze maiores signos do zodíaco cada um inclui três dos trinta e seis Decanos Herméticos, conhecidos como “Horóscopos” e referidos como ‘estrelas’ no texto. Esta divisão do zodíaco em trinta e seis Decanos foi também dobrada para setenta e dois DuoDecanos, uma divisão que deu a cada um dos doze signos do zodíaco seis estrelas, fazendo cada uma destas estrelas Duodecanas, também conhecidas como Quinancias, o governante de cinco graus do círculo zodíacal. Disto vem uma das explicações da importância oculta do pentagrama que é uma estrela de cinco pontas. Cada uma das cinco pontas representa uma das cinco deidades ‘hiper cósmicas’, ou cinco graus do zodíaco, e cada ponta é criada por um ângulo de 72 graus, com o produto dos cinco 72 sendo 360, que completa o círculo do zodíaco.

No Egito antigo os sacrerdotes do ritos sagrados eram conhecidos como horoskopoi, e a ênfase hermética no relacionamento astrológico entre a humanidade e as estrelas que representavam os deuses Kosmocratores é explicada por Frances Yates no livro dela ‘Giordano Bruno and the Hermetic Tradition’: “Este povo estranho, os egípcios, tinham o tempo divinizado, não meramente em um sentido abstrato mas em um sentido concreto que cada momento do dia e da noite tinha seu deus que devia ser apaziguado na medida em que os momentos passavam… Eles tinham definida importância astrológica, com os Horoscopos presidindo sobre as formas de vida nascidas dentro de períodos de tempos sobre os quais eles presidiam,  e eles eram assimilados aos planetas domiciliados em seu domínio… Mas eles também eram deuses, e poderosos deuses egípcios, e este lado deles nunca foi esquecido, dando a eles uma misteriosa importância”.

O retorno destes deuses a uma posição ativa e exterior como governantes da humanidade é previsto no Asclepius, que é previsto vir depois de um longo período de declínio espiritual no Egito: “Estes deuses que governam a terra serão restaurados, e eles serão instalados em uma cidade no limiar mais distante do Egito, que será fundado na direção do sol poente e que toda espécie humana se apressará por terra e por mar”. Este texto e a localização física desta cidade divina é explicado por Garth Fowden em seu livro ‘The Egyptian Hermes’: “…  em resposta à pergunta de Asclepius sobre onde estão estes deuses no momento, Trimegistos responde ‘Em uma grande cidade, na montanhas da Líbia [no monte Libico] pelo que ele queria dizer a margem do platô deserto a oeste do Vale do Nilo. Uma referência subsequente (Ascl. 37) ao templo e a tumba de Asclepius (Imhotep) no monte Libyae estabelece que a alusão em Ascl. 27 é a antiga e sagrada necrópole de Menfis, que fica no monte deserto a oeste da própria Menfis. “As montanhas da Líbia [que também foram o lugar onde Hércules foi morto por Tifon segundo o mito grego - veja parte Tres] é simplesmente uma referência ao platô que se eleva acima do deserto na margem oeste do Nilo, a oeste da antiga cidade de Menfis. Em outras palavras, segunda a previsão hermética, quando os Kosmocratores são ‘restaurados’ eles serão ‘instalados em uma cidade’ em ou perto do platô de Gizé.

Gnosticismo

Isto nos traz agora a esta estranha seita conhecida pelos Gnósticos que, como os Herméticos, teve seu início em Alexandria, Egito. Desde o iníco deve ser declarado que os Gnósticos eram puramente pagãos e eles aceitavam as mais fundamentais doutrinas pagãs, tal como o entendimento da imortalidade adquirida através do conhecimento oculto [gnose], reencarnação, e a crença na divindade do homem. Além destas doutrinas claramente pagãs, os gnósticos tinham um entendimento muito claro das escrituras hebraicas mas a interpretação deles destas escrituras era completamente anti-semita. A base anti-semita do Gnosticismo é bastante para os mais sérios eruditos, exceto talvez para Elaine Pagels, para concluir que o Gnosticismo era ‘cristão’ apenas no nome e possivielmente nãp pode ter algo com os ensinamentos originais de Jesus de Nazaré, que permaneceu um pio observante do Torah, um judeu ortodoxo por toda sua vida. O Gnosticismo é cristão apenas no sentido que tentou utilizar a história de Jesus e a incorporar em um sistama pagão de gnose e iluminação. Em outras palavras, o Gnosticismo foi simplesmente uma tentativa de neutralizar a força completa da mensagem revolucionária de Jesus de forma que o sistema pagão pudesse sobreviver como uma força política no mundo. Esta tentativa falhou em sua maior parte mas os ensinamentos e crenças do Gnosticismo tem sobrevivido e estão fazendo um maior ressurgimento na cultuta popular hoje. O ensinamento básico do Gnosticismo é que toda a matéria é inereantemente má, o que é simbolizado pela ESCURIDÃO. O propósito da vida é portanto transcender esta escuridão ao alcançar a Luz, que pode ser obtida através do conhecimento, ou gnose, da verdadeira situação aflitiva do Homem. Os Gnósticos acreditavam que o verdadeiro e máximo Deus é o Deus da Luz, que é puramente espiritual, e não tem relacionamento com o criador de, ou tenham governado sobre, a realidade material. Para os Gnósticos o Deus da Realidade Material era o Deus de Israel. Ele era aceito como o criador e governante do universo material, mas ele era denegrido como inferior ao Deus da Luz e visto como a suprema personificação do Mal. O grande esquema da cosmologia gnóstica é explicado por  Hans Jonas em seu confiável estudo ‘The Gnostic Religion’: “O universo, o domínio de ARCHONS, é como uma vasta prisão cuja prisão mais secreta é a Terra, a cena da vida humana. Ao redor e acima dela as esferas cósmicas são arranjadas como conchas envolventes concentricas. Mais frequentemente há sete esferas de planetas cercadas por uma oitava, aquela das estrelas fixas. Havia, contudo, uma tendência de multiplicar as estruturas e fazer o esquema mais e mais extenso; Basilides contou não menos do que 365 ‘céus’. A importância religiosa desta arquitetura cósmica reside na idéia que tudo que interfere entre aqui e ali serve para separar o homem de Deus, não meramente em uma distância espacial mas através de uma força demoníaca. Assim a vastidão e a multiplicidade do sistema cósmico expressa o grau no qual o homem está separado de Deus. As esferas são os assentos dos Archons, especialmente dos ‘Sete’, isto é, os deuses planetários tomados emprestados do panteão babilonio. É importante que eles sejam agora chamados pelo nomes do Velho Testamento para Deus (Iao, Sabaoth, Adonai, Elohim, El Shaddai), que sendo sinônimos de um e supremo Deus são por transposição tornados nomes próprios de seres demoníacos inferiores – um exemplo da reavaliação pejorativa a que o Gnosticismo submeteu as antigas tradições em geral e a tradição judaica em particular.

Os Archons coletivamente governam o mundo, e cada um individualmente em sua esfera é um guardião da prisão cósnica. O governo do mundo tiranico deles é chamado HEIMARMENE, o Destino Universal, um conceito tomado da astrologia mas agora tingido com o espírito gnóstico anti-cósmico. Em seu aspecto físico este governo é a lei da natureza; em seu aspecto psíquico, que inclui por exemplo a instutuição e vigoração da Lei Mosaica, ele pretende a escravização do homem. Como guardião de sua esfera, cada Archon barra a passagem das almas que buscam ascender depois da morte, para evitar que elas escapem do mundo e retornem a Deus. Os Archons também são os criadores do mundo, exceto onde este papel é reservado ao líder deles, que então tem o nome de Demiurgo [o artífice do mundo no Timaus de Platão] e é frequentemente pintado com as feições distorcida do Deus do Velho Testamento. Os Gnósticos odiavam o Deus de Israel desde o início do livro do Geneses. Os textos gnósticos explicam que Ialdabaoth e os Archons criaram Adão e o colocaram no Jardim do Eden com o intento de engana-lo. Depois de saber desta situação o aspecto feminino do Deus da Luz, conhecido como Sophia-Prunikos, agiu para interromper os esquemas do Demiurgo ao enviar um emissário de Luz para trazer o conhecimento a Adão, permitindo que ele ficasse livre de suas amarras. Este divino emissário, segundo os Gnósticos, não era outro que a Serpente do Jardim do Eden, e subsequentes seitas gnósticas refletiram esta veneração da serpente ao se referirem a elas próprias como Ofitas [da palavra grega para serpente, Ophis] e como Naassenes (da palavra hebraica para serpente, nachash). Jonas explica que o pecado de Adão e Eva realmente significou para os Gnósticos, “é o primeiro sucesso do princípio transcendente contra o princípio do mundo, que é vitalmente interessado em evitar o conhecimento no homem como o ferém mundial interno da Luz; a ação da serpente marca o início de toda gnose sobre a Terra que assim por sua própria origem é estampada como opsta ao mundo e seu Deus, e de fato uma forma de rebelião”. Os Gnósticos tomaram a idéia de que a serpente era o verdadeiro salvador da humanidade diretamete acima da vida de Jesus de Nazaré, como o mostra o seguinte texto: “Este serpente geral é também o Verbo sábio de Eva. Este é o mistério do Eden: este é o rio que flui fo Eden. É também a marca que foi posta em Caim, cujo sacrifício o deus deste mundo não aceitou apesar de que ele aceitou o sacrifício sangrento de Abel: porque o senhor deste mundo se delicia em sangue. Esta Serpente é ele que apareceu nos ultimos dias em forma humana ao tempo de Herodes…”. Segundo o Novo Testamento, o sacrifífio de Jesus representou o triunfo do reino de Deus sobre o ‘senhor deste mundo’ mas este senhor é claramente identificado como Satã em várias pasagens  (Mateus 4:8-10, Lucas 4:6-13, João 12:31, João 14:30, 2 Corintios 4:4, etc). Os Gnósticos viraram esta crença e argumentarem que “o senhor deste mundo” era realmente o deus-criador de Israel e que a vida e ensinamentos de Jesus representavam uma manifestação da Serpente contra este ‘Deus da Escuridão’. Marcion, um gnóstico altamente influente do século II baseado em Roma, também articulou um forte ódio ao Velho Testamento e aos Judeus. Jonas escreve que Marcion ensinou que por sua morte ‘Cristo desceu ao Inferno apenas para redimir Caim e Korah, Dathan e Abiram, Esau, e todas as nações que não reconhecem o Deus dos Judeus , enquanto Abel, Enoque, Noé, Abaão e asim por diante porque eles serviram ao criador e suas leis e ignoraram o verdadeiro deus, foram deixados lá embaixo”. Este glorifica~çao dos inimigos do Deus do Velho Testamento como heróis do Deus da Luz também incluiu Nimrod e a caracterização positiva de Nimrod se tornou parte da mitologia fundadora dos Maçons Livres, que examinaremos mais tarde.

É dentro do Gnosticismo que encontramos a transição do número de Kosmocratores de 72 ocorrer, trazendo tradições mais antigas em linha com os projetos Pitagoreanos e Herméticos. As seguintes seleções são retiradas dos pergaminhos de Nagg Hammadi, editados por James M. Robinson, 1990: “Então os doze poderes, que temos apenas discutido, consentiram um com o outro. Seis masculinos e seis femininos foram revelados de forma a exitir 72 poderes. Cada um deste 72 revelou cinco poderes espirituais , que juntos são 360 poderes. A união deles todos é a votade… E quando aqueles que tenho discutido apareceram, todos gerados, o pai deles, muito cedo criou 12 Aeons para acompanhantes dos Sete Anjos. E em cada Aeon havia seis céus de forma que são 72 ceus dos 72 poders que aparecem dele. E em cada céu há cinco firmamentos de forma que reunidos há 360 firmamentos dos 360 poderes que aparecem para eles”.  (Do texto Eugnostos o Abençoado) E diante de sua mansão ele criou um trono, que era enorme e estava em cima de uma carruagem de quatro faces chamada Querubim. Agora o Querubim tem oito formas para cada um de seus quatro cantos, formas de leão e formas de bezerro e formas humanas e forma de águia, de modo que todas as formas somem 64 formas – e sete arcanjos que ficam de pé diante dele; ele é o oitavo, a autoridade. Todas as formas somam 72. Sobretudo, deste carruagem 72 deuses tomam forma; eles tomam forma de forma que possam governar sobre as 72 linguagens dos povos”. [ Da Origem do Mundo]. “Tiago disse, Rabbi, há então 12 hebdomades e não sete como há nas escituras?’ E o Senhor disse, ” Tiago, ele que falou a respeito desta escritura tem um entendimento limitado. Eu, contudo, devo revelar, a você que tem vondo a ele que não há um número” Devo dar um sinal a respeito do número deles. Porque o que vem dele não tem medida, devo dar um sinal a respeito da medida deles”. Tiago disse, Rabbi, preste atenção então, tenho recebido o número deles. Há 72 medidas!” O Senhor disse,  “Há 72 ceus, que são subordinados deles. Há poderes de todo poder deles; e eles foram estabelecidos por eles; e estes são os que eles distribuem a todos os lugares, existindo sob a autoridade dos 12 Archeons” (Do  Apocalipse de Tiago)

A Cabala [Kabbalah]

Além do Gnosticismo e do Hermeticismo um outro maior componente do Oculto é a tradição mística judaica conhecida como Cabala. As origens e ensinamentos desta tradição são cobertas em profundidade na obra de Red Moon Rising “The Divine Council and the Kabbalah,” então por agora apenas examinaremos como a Cabala viu os 70 anjos Kosmocratores e como ela seguiu a tendência oculta de também numera-los como 72. Um dos mais iniciais textos cabalisticos é um documento conhecido como Bahir, que significa ‘brilhante’, que se originou no sul da França no século XII. O Bahir popularizou o conceito que o Deus de Israel possuia 72 nomes sagrados, o que é uma idéia baseada em uma passagem bíblica na qual o anjo do Senhor protege Israel em Exodus 14:19-21. Esta passagem contém três versos e cada verso é composto de exatamente 72 letras hebraicas. Os iniciais místicos judeus ficaram encantados com esta anomalia e assim vieram com a idéia que a inteira passagem é composta exatamente pelos 72 nomes de Deus, cada um exatamente com três letras. Este conceito místico tornou-se conhecido pela Idade Média como Shem ha Mephoresh, que significa basicamente “O Nome de Extensão”. O que se tornou um poderoso instrumento para os ocultistas evocarem espíritos-seres que eram assumidos serem Santos Anjos.

O Bahir também elabora sobre o conceito cabalístico do universo como ‘a árvore da vida’, conhecida como Zeir Anpin, que é composta de 10 Sephirot reunidas de um modo geométrico. O Bahir explica que as doze diagonais da árvore significam os 12 ‘Funcionários’ ou ‘Diretores’ que também estão associados com as dozes pedras eregidas por Israel em Josué 4:9. Então, por que o Exodus 28:10 menciona a gravação de seis nomes em uma pedra, os cabalistas assumiram que cada uma das dozes pedras de Josué também tinham seis nomes, daí um total de 72 nomes. O Bahir explica que “Isto nos ensina que Deus tem 12 Diretores. Cada um deles tem seis poderes. O que são eles? Eles são as 72 linguagens”.

Estes poderes são também referidos como Formas Sagradas, e uma outra porção do texto explica que ‘todas as formas supervisionam todas as nações. Mas Israel é santa, tomada da própria árvore, e seu coração. A crença cabalista que os Kosmocratores angélicos caídos eram Sagrados e existiam em harmonia com o Deus de Israel levou a algumas repercussões espirituais sérias que ainda estão sendo sentidas hoje. Alguns anos depois da publicação do Bahir apareceu uma nova e muito mais longa compilação da filosofia cabalista e teologia. Ela foi conhecida como Sefer Ha-Zohar, significando “Livro do Esplendor” e ela primeiro apareceu na Espanha perto do fim do século XIII. O Zohar, como é chamado, também contém frequentes referências aos 70 Kosmocratores ‘poderes mundiais” que são conhecidos governarem sobre as nações do mundo:  Volume 5 Vayishlach, Seção 24, verso 236: “…Venha e preste atenção, quando o Sagrado, abençoado ser Ele, criou o mundo, Ele dividiu a terra em sete regiões que correspondem aos 70 ministros indicados sobre as nações. Há o secreto do exterior – Chesed, Gvurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut – cada um consistindo em de e portanto totalizando setenta. O Sagrado, abençoado seja Ele, indicou os setenta ministros sobre as setenta nações, cada uma segundo seu valor, como é escrito: “Quando o Altíssimo dividiu as nações sua herança, quando ele separou os filhos de Adão, ele estabeleceu os laços das pessoas segundo o número de filhos de Israel” (Devarim 32:8).” Volume 9 Beshalach, Seção 24, verses 315-316: “Rabbi Shimon disse: Há uma árvore grande e forte, alta e eterna, que é Zeir Anpin. Aqueles acima e aqueles abaixo são sustentados através dela… E setenta ramos, que são os setenta príncipes que são indicados sobre as nações do mundo, se elevam nela e são nutridos por ela. Do centro de suas raízes eles nutrem ao redor. E eles são os ramos que são encontrados na árvore. Quando o tempo do domínio chega para cada ramo, eles todos querem completamente destruir o tronco da árvore, que é o principal esteio dos ramos, que governa sobre Israel que são unidos por ele. E quando o domínio do tronco da árvore os alcança, que é a porção de Israel, ele quer guarda-los, e arranjar a paz entre todos eles. Para este propósito, setenta bois são oferecidos durante Sukkot para trazer a paz entre os setenta ramos da árvore, que são os setenta anjos patronos das nações do mundo”.

A importância oculta da Cabala que todos os iniciados eventualmente aprendem é que ela age como uma ponte ligando o iniciado com o mundo dos espíritos, especificamente com os anjos Kosmocratores que os textos cabalísticos blasfemamente conectam com seu duvidoso nome de Deus. Esta conexão é feita pelo Zohar incluindo a seguinte passagem: Volume 3 Vaera, Seção 20, versos 274-279: “Dez nomes são gravados pela autoridade de Deus. Os dez nomes se referem as dez Sefiroth; há dez Sefiroth… não obstante eles também acrescentam um grande número, que é uma referência aos 72 nomes. Isto pode ser explicado depois. Estas setenta cores que brilham em todas as direções derivam destes Nomes, isto ém dos 72 Nomes. E estas setenta cores foram gravadas e formadas no segredo dos 70 nomes dos Anjos, que são o segredo dos céus… Quando eles todos estão reunidos em um, em um segredo, pelo poder do Poderoso, chamado Zeir Anpin, então ele é chamado Vav-Yud-Hei-Vav-Hei, o que signiifica que todos eles estão unidos em um. E isto se refere ao Zeir Anpin e o Nukva juntos como os setenta anjos abaixo dela. A frase “de Hashem fora do céu” se refere ao Santo Nome que está gravado com os outros setenta nomes do segredo dos céus – que alude o Zeir-Anpin, que é o nome dos 72 que estão no  Mochin de Zeir-Anpin, enquanto emessência ele inclui setenta… os mais inferiores, que são os setenta julgamentos, são dependentes dos superiores, que são os setenta nomes do Zeir Anpin. Eles estão todos conectados e todos eles brilham simultaneamente. E então o Sagrado, abençoado seja Ele, aparece em sua glória… os céus tem um valor numérico de 70 e o segredo de Yud-Hei-Vav-Hei… é o segredo dos 72 nomes derivados dos três versos (Exodus 14:19-21).” As práticas da Cabala são expressamente proibidas pela Torah, como representantes do judaismo tradicional tem mantido até mesmo desde que elas vieram a luz da dia. Um dos componentes iniciais da Cabala foi o famoso judeu Hassidico do século XIII chamado Jehudah the Hasid. Em seu Livro do Devoto Jehudah deu o seguinte aviso: “Se você vir alguém fazendo profecias sobre um Messias, você deve saber que ele lida com feitiçaria e tem intercurso com demônios; ou ele é um daqueles que buscam conjurar os nomes de Deus. Agora, desde que eles conjuram os anjos e os espíritos, estes dizem a ele sobre o Messias, para tenta-lo a revelar suas especulações. E no fim ele é envergonhado porque ele evocou anjos e demônios, e ao invés o infortúnio ocorreu. Os demônios vieram e ensinaram a ele os cálculos deles  e os segredos apocalípticos para envergonha-lo e aqueles que acreditavam nele, porque ninguém sabe algo sobre a vinda do Messias. “

A história da Cabala é essencialmente uma longa cronologia do aparecimento de um falso Messias após outro. Akiba ben Joseph é visto como um dos mais importantes dos cabalistas iniciais, e os anjos que o contactaram disseram a ele o nome de Simeon bar Kochba como o Messias. A revolta de Bar Kochba de 132-135 foi um fracasso desastroso e os judeus sofreram imensamente por causa dela. Séculos mais tarde um cabalista chamado Abraham Abulafia tornou-se convencido que ele era o Messias, e ele apelou ao Papa em 1280 antes de desaparecer sem deixar um traço. Em seus próprios escritos Abulafia explicou que sua busca espiritual foi grandemente impedida por Satã e os demonios, como explica o renomado erudito Gershom Scholem, “Ao se emergir na técnica mística de seu mestre, Abulafia encontrou seu próprio caminho. Foi aos 31 anos, em Barcelona, que ele foi dominado por um espírito profético. Ele obteve o conhecimento do verdadeiro nome de Deus, e tinha visões que ele próprio, contudo, diz, em 1285, que elas eram parcialmente enviadas por demonios para confundi-lo, de forma que ele tateou como um homem cego ao meio dia por quinze anos com Satã a sua direita”. Ainda que por outro lado ele estivesse completamente convencido da verdade de seu conhecimento profético”.

Um outro maior fracasso messiânico foi a carrreira de Sabatai Levi. Exatamente antes do anos de 1666 um jovem místico cabalista beseado na Palestina chamado Nathan de Gaza se tornou convencido que ele esteva em contacto com  os ‘santos’ anjos, e eles lhe disseram o nome de Sabatai Levi como o previsto Messias, o que marcou o início do movimento Sabateano que afetou mundialmente o judaismo. O papel de Nathan era o de simplesmente agir como ‘a voz’ para os anjos que falavam através dele, e Sabatai Levi foi dirigido até mesmo o ponto onde ele abjurou do judaismo como um prisioneiro na Turquia e se converteu ao Islã. A Chave de Salomão (Clavicula Salomonis)  e a Chave Menor de Salomão (Lemegeton Clavicula Salomonis) eram produtos das práticas naturais de evocação dos anjos promovidas pela Cabala. Ambos destes legendários grimórios apareceram como manuscritos completos no século XVII, mas ambos foram compostos pelos escritos anteriores que remontam a Idade Média. Um dos co-fundadores da sociedade oculta conhecida como Amanhecer Dourado [Golden Dawn] era uma Maçom Livre Rosacruciano chamado S. L. MacGregor Mathers, que foi o primeiro a imprimir e a publicar a Chave de Salomão [em 1889] tornando-a prontamente disponível ao público. Mathers a descreve como o primário texto oculto: “A pedra fonte e o armazém da Mágica Cabalista, e a origem de muito da Mágica Cerimonial nos tempos medievais, a ‘Chave” sempre tem sido valorizada pelos escritores ocultos como um trabalho da mais alta autoridade.” Dos 519 títulos esotéricos incluídos no catálogo da biblioteca do Golden Dawn, a Chave era listada comoo o número um. Até onde diga respeito aos conteúdos, a Chave incluia instruções sobre como se preparar para evocar os espíritos, incluindo os seres humanos partidos [necromancia], anjos e até mesmo demônios. O sacrifício animal e a consciência astrológica ambos são descritos como aspectos críticos desta preparação. Um dos mais bem conhecidos membros da Golden Dawn foi o mágico Aleister Crowley. Em 1904 Crowley publicou a primeira parte da obra em cinco partes das Chaves Menores de Salomão intitulada  Ars Goetia, que em latim quer dizer ‘as arte da feitiçaria”. O Goethia é o grimório para evocar setenta e dois diferentes demônios que foram alegadamente evocados, contidos e postos a trabalhar pelo Rei Salomão durante a construção do Templo de YHWH. Os demônios nomeados no texto incluem figuras tais como Baal, Astaroth, Asmodeus e Belial. Os ocultistas sempre tem imaginado o relacionamento entre os setenta e dois demônios Goethicos e os setenta e dois ‘anjos’ do Shem ha Mephoresh, e a explicação usual é que eles são ‘opostos polares’. Contudo, esta explicação apenas se sustenta para aqueles que vêem os anjos Kosmocratores da Cabala como ‘bons’ e “santos’ anjos, o que eles definitivamente não são.

Por toda sua vida Aleister Crowley foi um feiticeiro muito ambicioso e ousado e suas exlorações em lidar com o mundo do espírito tem vindo a ser legendária. Sua mais duradoura contribuição ao ocultismo moderno é conhecido como LIBER AL vel LEGIS, ou Livro da Lei. Ele era uma mensagem canalizada por meio de Crowley por uma entidade-espírito conhecida como Aiwass, um espírito que afirmava ser um memsageiro das forças ‘que governam a terra no presente’, que não são outras que os Kosmocratores anjos caídos que temos estado estudando. A própria mensagem foi verbalizada por Crowley em três dias de abril [8, 9 e 10] no Cairo, Egito, no mesmo ano da publicação de Crowley de Ars Goetia em 1904. A figura demoníaca das “forças que governam esta Terra” se tornam prontamente aparentes dentro do texto do infame livro. Contra a regra de ouro do cristianismo de ‘não faça ao próximo o que não quer que façam a você mesmo” (Lucas 6:31), o espírito egípcio de Aiwass proclamou a mensagem “Faça o que deverá ser a inteira lei”. Para isto foi acrescentado, “amoe é a lei, amor sob a vontade”, que Crowley mais tarde explicaria ao mostrar o valor numérico da palavra grega thelema, que significa ‘vontade’, é o mesmo daquele de agape, uma palavra grega para ‘amor’. Com esta lógica Crowley ensinou que a mais verdadeira expressão do amor era viver puramente segundo a própria vontade de alguém, o que é essencialmente o oposto dos ensinamentos de Jesus. O ódio demoníaco a Jesus é expressado no capítulo final do Livro da Lei no verso onde se lê,  “Com minha cabeça de falcão bico os olhos de Jesus enquanto ele está pendurado na cruz”.

Os anjos Kormocratores também são representados no sistema oculto de adivinhação conhecido como Tarot, que a eudita em Tarot Christine Payne-Towler se refere como as “cartas flash dos Mistérios”. Em um artigo localizado em  www.tarot.com ela dá uma breve história da criação do tarot, suas profundas raízes no Hermeticismo e na Cabala, e como ele emergiu durante o auge mágico da Renascença: “Na sequência da Renascença a magica de Ficino a Kircher … vemos a força que dirige o Tarot para expressão. Os antigos mistérios já estão no lugar, embora episodicamente esquecidos e relembrados comos ciclos da história. A redescoberta da estrutura óssea dos Mistérios na cúspide da revolução publicadora fez a criação das Evocações Silenciosas em cartas a forma possível para as massas”. As ‘evocações silenciosas’ do Tarot não são mais do que apelos aos espíritos que alegadamente governam todos os aspectos da vida que, como temos mostrado, estão associados ao Shem ha Mephoresh e o Zodíaco. Os mais modernos baralhos de Tarot são compostos de 78 cartas onde os anjos do Shem ha Mephoresh são ligados 2-1 com os trinta e seis arcanos menores [cartas 2-10 de cada um dos quatro naipes]. Contudo há também baralhos de Tarot de 72 cartas, como aqueles favorecidos por Eliphas Levi e o hermeticista Franz Bardon, onde cada carta é ligada a seu próprio anjo. O Tarot também é intimamente associado a curiosa cultura conhecida como Ciganos que é um nome derivado da crença medieval que os Ciganos fossem os descendentes diretos dos egípcios e herdeiros e protetores da antiga ‘sabedoria’ egípcia. Franz Bardon é visto por muitos como “o maior adepto hermeticista do século XX”. Ele nasceu na Checoslováquia em 1909 e foi alegadamente possuído por um espírito de um ‘alto adepto hermético’ quando estava com 14 anos. Durante sua vida ele foi capturado e torturado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e mais tarde foi preso pelos Soviéticos até sua morte em 1958. Seus ensinamentos ocultos vivem em quatro livros que ele foi capaz de publicar durante seu período de vida. Um é uma novela baseada em suas experiências de vida e os outros três volumes compôem uma trilogia conhecida coletivamente como “Mistérios Sagrados”. O Volume I é intitulado Iniciação aos Herméticos e é basicamente uma introdução ao oculto que inclui explicações do Tarot. O Volume II é A Prática da Evocação Mágica e fornece instruções passo a passo para se comunicar como mundo do espírito. O terceiro volume de Bardon é intitulado “A Chave para a Verdadeira Cabala” e dá uma explicação detalhada do Shem ha Mephoresh, com Bardon se referindo aos seus associados anjos como ‘os setenta e dois genios de Mercúrio’. Uma introdução do Volume II explica o proposto relacionamento entre a humanidade e os anjos; Bardon fornece centenas de selos de seres espirituais positivos, anjos espíritos, inteligências, genios, principais e espíritos seres dos elementos. Estes seres tem sido os professores da humanidade desde tempos imemorais. Eles ensinam aos maduros sujeitos mágicos assuntos de A a Z , isto é,  aritmética, alquimia, astrofísica, astronomia, artes, biologia, zoologia e assim por diante. Em outras palavras, cada assunto das ciências terrenas e da leis universais. Eles também ajudam a todas profissões e todos os comércios, sejam os não eles mágicos. Desde que a Mágica e a Cabala são as mais altas ciências no universo, exigem do leitor a apropriada educação teórica e treinamento prático antes que ele possa contactar estes seres espirituais.

A caraterização dos espíritos como “professores da humanidade” remonta diretamente às crenças sumérias que viam a descida dos ‘deuses’ à Terra e suas dádivas de tecnologia e religião que se tornaram a base da civilização pagã. Os pagãos viam os ‘deuses’ como grandes e benevolentes benfeitores mas, não nos esqueçamos, os hebreus os viam como anjos caídos dos céus, que tinham descido para governar o mundo habitado por uma família humana que estava similarmente caída e necessitada de redenção. Lon Milo Duquette é um dos mais conhecidos e respeitados magos herméticos vivos hoje. Um autor prolífico e professor dos antigos mistérios, DuQuette é apresentado através da série de vídeo ‘O Egito Mágico’ produzida pelo egiptologista e místico John Anthony West. No episódio Seis DuQuette ressalta a influência egípcia sobre a Golden Dawn, o que incluia um ritual que dramatizava a ressurreição de Osiris da tumba. Duquette explica que a influência egípcia foi intensificada até mesmo muito mais através de  Aleister Crowley que “se tornou um Egiptólogo apaixonado!” A respeito do sistema mágico de Crowley, DuQuette o descreve ao dizer “era exatamente tão por atacado como tudo mais. É assustador, mas é por atacado”. DuQuette é o autor de ‘Angels, Demons, and Gods of the New Millenium’, e uma revisão do livro na revista Gnose explica como os ajos Kormocratores do Shem ha Mephoresh são a pedra fundamental do sistema de feitiçaria de Duquette: “Uma excelente apresentação de seu talento é a apresentação dele do Shem ha-Mephorash, o Nome de Deus dividido em 72 do quais uma serie de nomes de espíritos são gerados. DuQuette ferve a abundância da escrita túrgida sobre este assunto em uma poucas páginas acompanhadas por uma mapa…  Isto, combinado com a metodologia apresentada no último capítulo “Demons Are Our Friends,” fornece uma base suficiente, embora esparsa, para a feitiçaria, a prática da conjuração dos espíritos’.

Os Kosmokratores, o Egito e a Livre Maçonaria

O texto hermético conhecido como Asclepius prevê que ‘Estes deuses que governam a Terra serão restaurados e eles serão instalados em uma cidade na ponta mais extrema do Egito”. Este entendimento do papel do Egito como a terra dos deuses e a assento primário dos Antigos Mistérios permeia as sociedades secretas e ocultas tais como a Golden Dawn e a OTO de Crowley, como temos mostrado, e pode ser encontrada bem dentro das mais principais organizações esotéricas tais como os Rosacrucianos e os Maçons Livres. Como uma independente sociedade secreta os rosacrucianos remotam a publicação de três famosos manuscritos do início do século XVII na Alemanha. Desde aquele tempo lá parece ter aparecido um número de grupos que tem se referido a eles próprios como ‘rosacruzes’, todos com alegadas conexões com o grupo original. Nos Estados Unidos a ordem primária rosacruciana é a AMORC  (Ancient and Mystical Order Rosae Crucis), que foi criada em 1915 e é baseada na Califórnia. Uma de suas primárias obtenções foi o estabelecimento do “Mseu Oriental Egípcio Rosacruz” em San José em 1928. Em seu website a pergunta é feita: “O que a Ordem Rosacruz, AMORC, tem a ver com o Egito?” Segue-se a resposta: mE,ud wuwhich was created in 1915 and is based in California. Segue-se a resposta: “A mais velha conexão com o Egito é de uma natureza tradicional. Todos os Rosacrucianos a partir do século XVII entediam que a sabedoria que eles recebiam tinha que ser transmitida através dos muitos caminhos dos tempos mais iniciais da civilização humana e eram consistentes com ows ensinamentos das antogas Escolas de Mistério. A primeira menção de uma organização de tais Escolas é associado por místicos  com o reinado de Tutmosis III durante o século 15 AC. Alem disso, no século 14 AC o rei Aknaton ensinou o ideal que havia uma força divina por trás de todas as coisas, até mesmo os muitos deuses do Egito.” Assim os Rosacrucianos traçam sua tradicional conexão  com o antigo Egito porque a sabedoria e os métodos que que eles seguem são consistentes e contínuos com aqueles das Escolas de Mistério do Egito através dos Manifestos Rosacrucianos do século XVII até a moderna ordem rosacruz AMORC”.

Publicado em: às maio 22, 2009 em 3:25 pm  Comentários (3)  
Tags: ,

Sangue Sagrado, Santo Gral

Sangue Sagrado, Santo Gral

de Michael Baigent, Richard Leigh and Henry Lincoln

- Introdução

Em 1969, em rota para um feriado de verão em Cevenes, fiz a compra casual de uma brochura. “O Tesouro Maldito” de Gerard de Sede era uma história de mistério leve, uma mistura entretetenedora de um fato histórico, mistério genuíno e conjecturas. Ele poderia ter permanecido consignado ao esquecimento pós feriado de tudo de tal leitura se eu não tivesse tropeçado em uma curiosa e evidente omissão em suas páginas. O “tesouro maldito’ do título tinha aparentemente sido encontrado na década de 1890 por um sacerdote de vila pela decifração de certos documentos crípticos desenterrados em sua igreja. Embora os propostos textos de dois desses documentos fossem reproduzidos, as “mensagens secretas’ ditas estarem codificadas dentro dele não estavam lá. A implicação era que as mensagens decifradas novamente haviam sido perdidas. E ainda que, como descobri, uma história cursória dos documentos reproduzidos no livro revele ao menos uma mensagem escondida. Certamente o autor a havia encontrado. Ao trabalhar em seu livro ele deve ter dado aos documentos muito mais que uma atenção superficial. Ele estava ligado portanto a ter encontrado o que eu havia encontrado. Sobretudo, a mensagem era exatamente o tipo de fragmento titilante de prova que ajuda a vender uma brochura popular. Porque Sede não havia publicado isso? Durante os meses seguintes a estranheza da história e a possibilidade de descobertas posteriores me dirigiu de volta a isso de tempos em tempos. O apelo era aquele de muito mais do que um enigma de palavras cruzadas geralmente intrigante que acrescentou curiosidade ao silêncio de Sede. Como eu me peguei tantalizando novas olhadas das camadas de significado enterrado dentro do texto dos documentos, comecei a desejar que eu pudesse devotar mais ao mistério de Rennes-Le-Chateaux do que meros momentos roubados de minha vida de trabalho como escritor para televisão. E então, no outono de 1970, eu apresentei a história como um possível assunto para documentário ao falecido Paul Johnstone, produtor executivo da série arqueológica e histórica da BBC chamada ‘Chronicle’.

Paul viu as possiblidade e eu fui despachado para França para falar com Sede e explorar as perspectivas de um filme curto. Durante a semana de natal de 1970 encontrei-me com Sede em Paris. Naquele primeiro encontro, fiz a pergunta que havia me intrigado por mais de um ano: “Porque você não publicou a mensagem oculta nos pergaminhos?’ Sua resposta me deixou perplexo: “Que Mensagem?”

Me pareceu inconcebível que ele estivesse inconsciente desta mensagem elementar. Porque ele estava se evadindo de mim? Repentinamente me descobri relutante em revelar exatamente o que eu havia encontrado. Continuamos em um elíptico esgrima verbal por uns poucos minutos. Então tornou-se aparente que ambos estávamos cientes da mensagem. Repeti minha pergunta: “Porque você não publicou isso?” Desta vez a resposta de Sede foi calculada. ‘Porque pensamos ser de interesse que alguém como você o descobrisse por si só”. Esta resposta, tão críptica quanto os misteriosos documentos do sacerdote, foi a primeira pista clara que o mistério de Rennes-Le-Chateaux viria a se provar muito mais do que uma simples história de um tesouro perdido. Com meu diretor, Andrew Maxwell-Hyslop, comecei a preparar o filme de Chronicle na primavera de 1971. Ele foi planejado como um simples item de vinte minutos para um programa de revista. Mas na medida em que trabalhávamos, de Sede começou a nos alimentar com posteriores fragmentos de informação. Primeiro veio o texto completo de uma maior mensagem codificada, que falava dos Pintores Poussin e Teniers. Isto era fascinante. A cifra era inacreditavelmente complexa. Nos foi dito que ela havia sido quebrada por especialistas do Departamento de Códigos do Exército Francês, usando computadores. Como eu estudei as convoluções do código, eu me tornei convencido que esta explicação era, para dizer o mínimo, suspeita. Conferi com especialistas em códigos da Inteligência Britânica. Eles concordaram comigo. A cifra não apresenta um problema válido para o computador. O código era inquebrável. Alguém, em algum lugar, deve ter a chave. E então de Sede deixou cair sua segunda bomba. Uma tumba se assemelhando aquela da famosa pintura de Poussin, ‘Os Pastores da Arcadia”,  tinha sido encontrada. Ele enviaria detalhes tão logo ele os tivesse. Alguns dias depois as fotografias chegaram, e estava claro que o nosso filme curto sobre um pequeno mistério local tinha começado a assumir inesperadas dimensões. Paul decidiu abandonar isso e nos envolveu em um filme completo e longo para Chronicle.

Agora haveria mais tempo para explorar a história. E a transmissão foi adiada para a primavera do ano seguinte. “o Tesouro Perdido de Jerusalém?” foi ao ar em fevereiro de 1972 e provocou uma reação muito forte. Eu sabia que havia encontrado um assunto de grande interesse não meramente para mim, mas para um grande público espectador. A pesquisa posterior não seria para auto-indulgência. Por abril de 1974 eu tinha uma massa de novo material e Paul designou Roy Davies para produzir meu segundo filme para Chronicle, ‘O Sacerdote, o Pintor e o Diabo”.  Novamente a reação do público provou o quanto a história tinha tomado a imaginação pública. Mas por agora ela havia crescido tão complexa, tão longe alcançando suas ramificações, havia caminhos demais diferentes a seguir em suas ramificações, que eu sabia que a pesquisa detalhada estava rapidamente excedendo as capacidadades de uma só pessoa. Quanto mais eu seguia uma linha de investigação, mas eu me tornava consciente da massa de material que estava sendo negligenciada. Esta era uma conjuntura amedrontadora que o acaso, que primeiramente havia lançado a história tão casualmente em meu colo, agora fazia certo que o trabalho não se tornaria atrasado.

Em 1975, em uma escola de verão onde ambos palestrávamos sobre aspectos da literatura, eu tive a boa sorte de me encontrar com Richard Leigh. Richard é um novelista e escritor de histórias curtas graduado e com pós graduação em Literatura Comparativa e um profundo conhecimento de história, filosofia, psicologia e esotérico. Ele tinha estado trabalhando por alguns anos como palestrante na universidade nos Estados Unidos, Canadá e Bretanha.  Entre nossas conversas na escola de verão passamos muitas horas discutindo assuntos de interesse mútuo. Mencionei os Cavaleiros Templários, que assumiram um importante papel no fundo do mistério de Rennes-Le-Chateau. Para minha delícia, descobri que esta Ordem sombria de monges medievais guerreiros já havia despertado o profundo interesse de Richard e ele havia feito uma pesquisa considerável da história deles. Em uma tacada, meses de trabalho que eu tinha visto estendendo-se adiante de mim se tornaram desnecessários. Richard podia responder a maioria das minhas questões, e estava tão intrigado quanto eu por algumas anomalias aparentes que eu havia desenterrado. Mais importantemente, ele também sentiu a importância do inteiro projeto de pesquisa no qual eu havia embarcado. Ele se ofereceu para me ajudar com o aspecto envolvendo os Templários. E ele trouxe Michael Baigent, um graduado em psicologia que recentemente havia abandonado uma carreira bem sucedida em foto-jornalismo para devotar seu tempo a pesquisar os Templários para um projeto de filme que ele tinha em mente. Tivesse eu buscado por eles, não poderia ter encontrado dois parceiros mais qualificados e mais análogos com os quais formar uma equipe. Depois de anos de trabalho solitário, o impeto trazido ao projeto por dois cérebros frescos era revigorante. O primeiro resultado tangível de nossa colaboração foi o terceiro filme de Chronicle sobre Rennes-Le-Chateau, ‘A Sombra dos Templários” que foi produzido por Roy Davies em 1979. O trabalho que fizemos sobre aquele filme por último nos deixou face a face  com as fundações subjacentes sob as quais o inteiro mistério de Rennes-Le-Chateau tinha sido construido. Mas o filme podia apenas dar pistas para o que estávamos começando a discernir. Sob a superfície estava algo mais surpreendente, mais importante e mais imediatamente relevante do que nós podiamos acreditar possível quando começamos nosso trabalho sobre o ‘intrigante pequeno mistério” de o que um sacerdote francês pode ter encontrado em uma vila da montanha. Em 1972 eu encerrei meu primeiro filme com as palavras “Algo extraordinário está esperando para ser encontrado… e em um futuro não distante demais, ele será”. Este livro explica o que este algo é e o quão extraordinária a descoberta tem sido.

Um o Mistério – A Vila de Mistério

No início de nossa pesquisa não sabiamos precisamente o que estávamos procurando ou, por esta matéria, para o que estávamos olhando. Não tinhamos teorias e nem hipóteses e não haviamos estabelecido provar nada. Ao contrário, estavamos simplesmente tentando encontrar uma explicação para um curioso enigma do século XIX. As conclusões a que eventualmente chegamos não foram postuladas previamente. Fomos levados a elas, passo a passo, como se a evidência que nós acumulávamos tivesse uma mente própria, e estivesse nos dirigindo por seu próprio acordo. Acreditávamos no início de nossa pesquisa que estávamos lidando com um mistério estritamente local, um intrigante mistério certamente, mas um mistério essencialmente de menor importância, confinado a uma vila no sul da França. Acreditávamos de início que o mistério, embora ele envolvesse muitas trilhas históricas fascinantes, era primariamente de interesse academico. Acreditávamos que a nossa investigação pudesse ajudar a iluminar certos aspectos da história ocidental, mas nunca sonhamos que isso pudesse deixar como herança reescreve-la. Ainda menos sonhamos que seja o que for que descobríssemos pudesse ser de real importância contemporânea em si. Nossa busca começou  – porque ela foi de fato uma busca, com uma história mais ou menos direta. Ao primeiro olhar esta história não era marcantemente diferente de inúmeras outras “histórias de tesouro” ou “mistérios não resolvidos” que abundam na história e no folclore de quase toda região rural. Uma versão disso havia sido publicada na França, onde ela atraiu considerável interesse mas não foi ao nosso conhecimento naquele tempo concordado qualquer consequência exagerada. Como aprendemos subsequentemente, havia um número de erros nesta versão. Pelo momento, contudo, devemos recontar a história como ela foi publicada durante a década de 1960, e como primeiramente viemos a conhece-la.

Rennes-le-Chateau e Berenger Sauniere

Em 1o. de julho de 1885 a pequenina vila francesa de Rennes-le-Chateau recebeu um novo sacerdote paroquial. O nome do cura era Berenger Sauniere. Ele era um homem robusto, de feições agradáveis, enérgico e, como pareceria, altamente inteligente de 33 anos. Em uma escola de seminário não muito antes ele parecia destinado a uma promissora carreira clerical. Certamente ele parecia destinado a algo mais importante do que uma vila remota na região montanhosa oriental dos Pirineus. Ainda que em algum ponto ele pareça haver incorrido no desprazer de seus superiores. O que precisamente ele fez, se algo, permanece não esclarecido, mas logo isto reduziu todas as perspectivas de avanço. E era talvez para se livrarem dele que os seus superiores o enviaram a paróquia de Rennes-le-Chateau. Naquele tempo Rennes-le-Chateau abrigava apenas duzentas pessoas. Era um pequenino vilarejo encrustado em um escarpado topo de montanha, aproximadamente a 25 milhas de Carcassonne. Para um outro homem, o lugar poderia ter constituido um exílio e uma sentença perpétua em um remoto local atrasado provinciano, muito longe das amenidades civilizadas da idade, longe de qualquer estímulo para uma mente ávida e inquisitiva. Sem dúvida esta foi a explosão da ambição de Sauniere. Não obstante, havia certas compensações. Sauniere era um nativo da região, tendo nascido e crescido a apenas umas poucas milhas de distância, na vila de  Montazels. Fossem quais fossem suas deficiências, portanto, Rennes-le-Chateau pode ter sido muito como um lar, com todos os confortos da familiriadade da infância. Entre 1885 e 1891 a renda média de Saunier, em francos, era o equivalente a seis libras esterlinas por ano – dificilmente seria a opulência, mas muito mais do que seria de se esperar de um cura rural na França do século XIX. Junto com as gratuidades fornecidas pelos seus paroquianos, isto parece ter sido suficiente para sobrevivência, se não para qualquer extravagância. Durante estes seis anos Sauniere parecia ter levado uma vida bastante agradável e plácida. Ele caçava e pescava nas montanhas e riachos de sua infância. Ele lia vorazmente, aperfeiçoou seu latim, aprendeu grego, embarcou no estudo do hebraico. Ele empregou uma governanta e servente, uma camponesa de 18 anos chamada Marie Denarnaud, que foi sua companheira e confidente por toda vida.

Ele fazia visitas frequentes a seu amigo, o Abade Henri Boudet, o cura da vila vizinha de Rennes-le-Bains. E sob a tutela de Boudet ele imergiu na turbulenta história da região, uma história cujos residuos estavam constantemente ao redor dele. A umas poucas milhas a sudeste de Rennes-le-Chateau, por exemplo, corre um outro pico, chamado Bezu, coberto pelas ruínas de um forte medieval, que uma vez foi o preceptório dos Cavaleiros Templários. Em um terceiro pico, a aproximadamente uma milha a leste de Rennes-le-Chateau, ficam as ruínas do castelo de Blanchefort, casa ancestral de Bertrand de  Blanchefort, quarto grão mestre dos Cavaleiros Templários, que presidiu sobre a famosa ordem em meados do século XII. Rennes-le-Chateau e seus ambientes tem estado na antiga rota de romaria, que corria do Norte da Europa para Santiago de Compostela na Espanha. E a inteira região era impregnada de histórias evocativas, em eco de um passado rico, dramático e banhado em sangue. Por algum tempo Sauniere havia querido restaurar a igreja da vila de Rennes-le-Chateau. Consagrada a Madalena em 1059, este edifício dilapidado permanecia em pé sobre as fundações de uma imóvel estrutura visigoda mais antiga datando do século VI. Mas pelo final do século XIX, ela estava, não surpreendentemente, em um estado quase que de desespero absoluto. Em 1891, encorajado por seu amigo Boudet, Sauniere embarcou em uma modesta restauração, tomando emprestado uma pequena soma dos fundos da vila. No curso de suas atitudes ele removeu a pedra do altar, que repousava sobre duas arcaicas colunas visigodas. Uma destas colunas provou-se ser oca. Dentro dela, o cura encontrou quatro pergaminhos preservados em lacrados tubos de madeira. Dois destes pergaminhos são ditos terem compreendido genealogias, um datando de 1244 e o outro de 1644. Os dois documentos remasnescentes tinham aparentemente sido compostos nos anos de 1780 por um dos predecessores de Sauniere como cura de Rennes-le-Chateau, o Abade Antoine Bigou. Bigou tabém havia sido o capelão da nobre família Blanchefort que, na véspera da Revolução Francesa, ainda estava entre os proeminentes proprietários locais de terra. Os dois pergaminhos do tempo de Bigou pareceriam ser pios textos em latim, trechos do Novo Testamento. Ao menos ostensivamente. Mas em um dos pergaminhos as palavras correm incorretamente juntas, sem espaço entre elas, e um numero de letras completamente supérfluas tem sido inseridas. E no segundo pergaminho as linhas são indiscriminadamente truncadas de forma irregular, algumas vezes no meio de uma palavra enquanto certas letras estão conspicuamente elevadas acima de outras. Na realidade estes pergaminhos compreendem uma sequencia engenhosa de cifras ou códigos. Algumas delas são fantasticamente complexas e imprevisiveis, desafiando até mesmo o computador, e insolúveis sem a chave necessária.

A seguinte decifração tem aparecido nos trabalhos franceses devotados a Rennes-le-Chateau e em dois de nossos filmes sobre o assunto feitos pela BBC.

BERG ERE PAS DE TENTATION QUE POUSSIN TENIERS GAR DENT LA CLEF PAX DCLXXXI PAR LA CROIX ET CE CHEVAL DE DIEU J’ACHEVE CE DAEMON DE GARDIEN A MIDI POM MES BLEUES

(Pastores, sem tentação, que Poussin e Teniers tem a chave; paz 681. Pela cruz e este cavalo de Deus, completo ou destruo este demônio do guardião ao meio dia. Maçãs azuis)

Mas se algumas das cifras são amedrontadoras em sua complexidade, outras são patentemente, até mesmo flagrantemente, óbvias. No segundo pergaminho, por exemplo, as letras elevadas, tomadas em sequência, soletram uma mensagem coerente.

A DAGO BERT II ROI ET A SION EST CE TRES OR ET IL EST LA MORT.

(A Dagoberto II rei e ao Sião pertencem este tesouro e ele está lá morto)

Embora esta mensagem em particular deva ter sido discernível a Sauniere, é duvidoso que ele possa ter decifrado os códigos mais intrincados. Não obstante, ele entendeu que ele tinha tropeçado em algo de consequência e, com o consentimento do prefeito da vila, levou sua descoberta ao seu superior, o Bispo de Carcassone. Quanto o Bispo entendeu não está claro, mas Sauniere foi imediatamente despachado para Paris às expensas do bispo com instruções para se apresentar e aos pergaminhos a certas autoridades eclesiásticas importantes. Principal entre elas estava o Abade Biel, Diretor Geral do Seminário de São Suspílcio, e ao sobrinho de Biel, Emile Hoffet. Naquele tempo Hoffet estava em treinamento para o sacerdócio. Embora ainda no início dos vinte e poucos anos ela já havia estabelecido uma importante reputação pela erudição, especialmente em linguística, criptografia e paleografia. A despeito de sua vocação pastoral, ele era conhecido por estar imerso no pensamento esotérico, e mantinha relações cordiais com vários grupos de orientação oculta, seitas e sociedades secretas que abundavam na capital francesa. Isto o havia posto em contacto com um ilustre círculo cultural, que incluia tais figuras literárias como Stephane Mallarme e Maurice Maeterlinck, bem como o compositor Claude Debussy. Ele também conhecia Emma Calve, que, ao tempo do aparecimento de Sauniere, tinha acabado de voltar de suas performances triunfais em Londres e Windsor. Como uma diva, Emma Calve era a Maria Callas do tempo dela. Ao mesmo tempo, ela era uma alta sacerdotisa da sub-cultura esotérica parisiense e mantinha inúmeras relações amorosas com um número de ocultistas influentes.

Tendo se apresentado a Biel e Hoffet, Sauniere passou três semanas em Paris. O que transpirou durante seus encontros com os eclesiásticos é desconhecido. O que é sabido é que o sacerdote provinciano do interior foi prontamente e calorosamente benvindo no círculo distinto de Hoffet. Tem sido até mesmo avaliado que ele tenha se tornado amante de Emma Calve. Fofocas contemporaneas falam de um caso entre eles, e um conhecido da cantora a descreveu como estando obsecada pelo cura. Em qualquer caso não há dúvida de que eles desfrutaram de uma íntima amizade duradoura. Nos anos que se seguiram ela o visitou frequentemente nas vizinhanças de Rennes-le-Chateau, onde, até recentemente, pode-se ainda encontrar corações românticos gravados nas rochas de dentro da montanha, tendo as iniciais deles. Durante sua estada em Paris, Sauniere também passou algum tempo no Louvre. Isto bem pode estar ligado ao fato de que, antes de sua partida, ele comprou reproduções de três pinturas. Uma parece ter sido um retrato, de um artista não identificado, do Papa Celestino V, que reinou brevemente no fim do século XIII. Uma era um trabalho de David Teniers, embora não esteja claro se do pai ou do filho. O terceiro foi talvez a mais famosa pintura de Nicolas Poussin, “Les Bergers d’Arcadie’ – “Os Pastores da Arcadia”. Em sua volta a Rennes-le-Chateuax, Sauniere reassumiu a restauração da igreja da vila. No processo ele exumou um curioso ladrilho encravado, datando do século VII ou VIII, que pode ter tido uma cripta sob ele, uma câmara funerária na qual esqueletos são ditos terem sido encontrados. Sauniere também embarcou em projetos de uma natureza muito mais singular. No pátio da igreja, por exemplo, ficava a sepultura de Marie, Marquesa de d’Hautpoul de Blanchefort. A pedra capital e a placa marcando a tumba dela havia sido desenhada e instalada pelo Abade Antoine Bigou – o predecessor de Sauniere cem anos antes, que aparentemente compôs os dois pergamihos misteriosos. E a inscrição da pedra capital que incluiu um número deliberado de erros no espaçamento e na soletração era um anagrama perfeito para a mensagem oculta nos pergaminhos que se referiam a Poussin e Teniers.

Se alguém rearranja as letras, elas formarão a declaração críptica citada acima aludindo a Poussin e a Sião e os erros parecem ter sido destinados precisamente a fazer isso. Sem saber que as inscrições da tumba da marquesa já haviam sido copiadas, Sauniere as obliterou. Nem foi esta profanação o único comportamento curioso que ele exibiu. Acompanhado por sua fiel governanta, ele começou a fazer longas jornadas a pé no interior, coletando rochas de nenhum valor ou interesse aparente. Ele também embarcou em uma volumosa troca de cartas com correspondentes desconhecidos pela França, bem como na Alemanha, Suíça, Itália, Áustria e Espanha. Ele passou a colecionar montes de selos postais absolutamente inúteis. E ele abriu certas transações sombrias com vários bancos. Um deles até mesmo dispachou um representante de Paris, que viajou todo caminho até Rennes-Le-Chateau com um único propósito de administrar o negócio de Sauniere. Apenas em postagem Sauniere já estava gastando uma soma substancial; mais do que sua renda anual anterior poderia manter. Então, em 1896 ele passou a gastar a vontade, em uma escala surpreendente e sem precedentes. Pelo fim de sua vida em 1917 seu gasto somaria o equivalente a vários milhões de libras ao menos. Alguma desta riqueza inexplicável era devotada a louváveis trabalhos públicos e uma estrada moderna foi construida levando a vila, por exemplo, e instalações para água corrente foram fornecidas. Outros gastos foram mais quixotescos. Uma torre foi construida, a Tour Magdala, tendo a vista panorâmica da chamada Villa Bethania, que o próprio Sauniere nunca ocupou.

E a Igreja não foi apenas redecorada, mas redecorada de um modo mais bizarro. Uma inscrição em latim foi gravada no portal acima da entrada: TERRIBILIS EST LOCUS ISTE (Este lugar é terrível). Imediatamente dentro da entrada uma abominável estátua foi erigida, uma representação inquietante do demônio Asmodeus -  guarda de segredos, guardião dos tesouros ocultos e, segundo a antiga história judaica, construtor do Templo de Salomão. Nas paredes da igreja, placas pintadas lúridas e gritantes foram instaladas apresentando as Estações da Cruz e cada uma foi caracterizada por alguma estranha inconsistência, algum detalhe acrescentado inexplicável, algum desvio flagrante e sutil da aceita narrativa escritural. Na Estação VIII, por exemplo, há uma criança envolvida em xadrez escocês. Na Estação XIV, que apresenta o corpo de Jesus sendo carregado para dentro da tumba, há um fundo de um escuro céu noturno dominado por uma lua cheia. É quase como se Sauniere estivesse tentando revelar algo.  Mas o que? O enterro de Jesus ocorreu depois do cair da noite, várias horas mais tarde do que a Bíblia nos conta? Ou que o corpo estava sendo carregado para fora da tumba, não para dentro dela? Enquanto engajado neste curioso adorno, Sauniere continuou a gastar extravagantemente. Ele colecionou porcelana rara, tecidos preciosos, mármores antigos. Ele criou um laranjal e um jardim zoológico. Ele reuniu uma magnífica biblioteca. Pouco antes de sua morte, ele estava planejando construir uma estrutura maciça como Torre de Babel alinhada com livros, da qual ele pretendia pregar. Nem foram seus paroquianos negligenciados. Sauniere os regalou com suntuosos banquetes e outras formas de fartura, mantendo um estilo de vida de um potentado medieval presidindo sobre um inexpugnável domínio na montanha. Neste retiro remoto e bem inacessível ele recebeu um número de hóspedes notáveis. Um, com certeza, foi Emma Calve. Outro foi o Secretário de Estado francês para a Cultura. Mas talvez o mais augusto e importante visitante deste sacerdote paroquial desconhecido tenha sido o Arquiduque Johann von Habsburg, um primo de Franz-Josef, Imperador da Áustria. Declarações bancárias subsequentemente revelaram que Sauniere e o arquiduque tinham aberto contas consecutivas no mesmo dia e mais tarde o arquiduque fez um depósito substancial para o primeiro.

As autoridades eclesiásticas de inicio fizeram vista grossa. Quanto o antigo superior de Sauniere em Carcassone morreu, contudo, o novo bispo tentou chamar o sacerdote a prestar contas. Sauniere respondeu com um desafio surpreendente e acalorado. Ele se recusou a explicar sua riqueza. Ele se recusou a aceitar a transferência que o bispo ordenou. Faltando uma acusação mais substancial, o bispo o acusou de simonia [venda ilegal de missas] e um tribunal local o suspendeu. Sauniere apelou ao Vaticano que o reinstalou. Em 17 de janeiro de 1917, Sauniere, então com 65 anos, sofreu um súbito ataque cardíaco. A data de 17 de janeiro talvez seja suspeita. A mesma data aparece na tumba da Marquesa de d’Hautpoul de Blanchefort – a pedra tumular que Sauniere havia erradicado. E 17 de janeiro também é a festa de São Suspilcio, quem, como fomos descobrir, figurou em nossa história. Foi no Seminário de São Suspílcio que ele confiou seus pergaminhos ao Abade Biel e a Emile Hoffet. Mas o que torna o ataque cardíaco de Sauniere mais suspeito em 17 de janeiro é o fato de que cinco dias antes, em 12 de janeiro, seus paroquianos declararam que ele parecia estar em um saúde invejável para um homem de sua idade. Ainda que em 12 de janeiro, segundo um recibo em nossa posse, Marie Denarnaud tivesse encomendado um caixão para seu senhor. Com Sauniere deitado em seu leito de morte, um sacerdote foi chamado da paróquia vizinha para ouvir sua confissão final e administrar os últimos sacramentos. O sacerdote devidadmente chegou e se retirou para o quarto do doente. Segundo o testemunho de testemunha ocular, ele saiu logo depois visivelmente abalado. Nas palavras da narrativa de uma pessoa, ‘ele nunca sorriu novamente”. Nas palavras de outra pessoa, ele entrou em uma profunda depressão aguda que durou por vários meses. Se estas narrativs são ou não exageradas, o sacerdote, presumidamente com base na confissão de Sauniere, se recusou a dar a extrema unção. Em 22 de janeiro Sauniere morreu. Na manhã seguinte seu corpo foi sentado ereto em uma poltrona no terraço da Tour Magdala vestido um robe ornado adornado com franjas escarlate. Um a um, certos lamentadores não identificados passaram, muitos deles tocando as franjas da vestimenta do homem morto. Nunca houve uma explicação para esta cerimonia. Os residentes atuais de Rennes-le-Chateaux estão surpresos como todo mundo mais.

A leitura do testamento de Sauniere foi aguardada com grande expectativa. Para surpresa e desgosto de todo mundo, contudo, ele foi declarado sem um só tostão. Em algum ponto antes de sua morte ele tinha aparentemente transferido toda sua riqueza a Marie Denarnaud, que partilhou de sua vida e segredos por 32 anos. Depois da morte dele, Marie continuou a viver uma vida confortável em Villa Bethania até 1946. Depois da segunda guerra mundial, contudo, o novo governo francês instalado emitiu uma nova moeda. Como meio de apreender os evasores de impostos e os lucradores colaboradores do tempo de guerra, os cidadãos franceses quando trocavam os velhos francos por novos, eram obrigados a responder por seus rendimentos.

Confrontada pela perspectiva de uma explicação, Marie escolheu a pobreza. Ela foi vista no jardim da Villa, enterrando grandes maços  de velhas notas de francos. Por sete anos Marie viveu austeramente, se sustentando do dinheiro obtido da venda de Villa Bethania. Ela prometeu ao comprador, Monsieur Noel Corbu, que ela confiaria a ele, antes da morte dela, um segredo que o faria não apenas rico mas também poderoso. Em 29 de janeiro de 1953, contudo, Marie, como seu senhor antes dela, sofreu um súbito e inesperado derrame que a deixou prostrada em seu leito de morte, incapaz de falar. Para intensa frustração de Corbu, ela morreu pouco depois, levando com ela o segredo. ‘Os possíveis Segredos disso” , em suas linhas gerais, foi a história publicada na França nos anos de 1960. Esta foi a forma na qual nós a primeiro a conhecemos. E foram as perguntas levantadas pela história nesta forma que nós, como outros pesquisadores do assunto, nos dirigimos.

A primeira pergunta é muito óbvia. Qual foi a fonte do dinheiro de Sauniere? De onde veio sua fabulosa riqueza? A explicação podia ser banal? Ou havia algo muito mais excitante envolvido? A última possibilidade partilhou de uma quantidade tantalizante de mistério, e não pudemos resistir ao impulso de participarmos como detetives. Começamos a considerar as explicações fornecidas por outros pesquisadores. Segundo muitos deles, Sauniere de fato havia encontrado um tesouro de algum tipo. Esta era uma assunção bastante plausível, porque a história da vila e de suas cercanias inclue muitas possíveis fontes de ouro ou jóias ocultas. Em tempos pré-históricos, por exemplo, a área ao redor de Rennes-le-Chateau foi vista como um sitio sagrado para as tribos celtas que viveram lá; e a própria vila, uma vez chamada Rhedae, derivou seu nome de uma dessas tribos. Em tempos romanos, a área foi uma grande e florescente comunidade, importante por suas minas e águas quentes terapêuticas. E também para os romanos o sítio era visto como sagrado. Mais tarde pesquisadores tem encontrado traços de vários templos pagãos. Durante o século VI, a pequena vila no topo da montanha era supostamente um centro com 30.000 habitantes. A um ponto, parece ter sido a capital do norte do império governado pelos Visigodos, o povo teutônico que varreu a oeste da Europa Central, saqueou Roma, derrubou o Império Romano e estabeleceu seu próprio domínio espalhando-se nos Pirineus. Por outros quinhentos anos a cidade permaneceu o assento de um importante condado, para o Conde de Razes. Então, no início do século XIII, um exército de cavaleiros nortistas desceu sobre Languedoc para expulsar a heresia Cátara ou Albigense e reclamar os ricos espólios da região para eles próprios. Durante as atrocidades da chamada Cruzada Albigense, Rennes-le-Chateau foi capturada e transferida de mão em mão como um feudo. 125 anos depois, nos anos de 1360, a população local foi dizimada pela praga, e pouco depois Rennes-le-Chateau foi destruída por bandidos catalãos. Histórias de um tesouro fantástico estão interligadas com muitas destas vicissitudes históricas.

Os hereges Cátaros, por exemplo, eram reputados possuirem algo de valor fabuloso e até mesmo sagrado que, segundo um número de histórias, era o Santo Gral. Estas histórias relatadamente impulsionaram Richard Wagner a fazer uma romaria a Rennes-le-Chateau antes de compor sua última ópera, Parsifal; e durante a ocupação de 1940-45 pelas tropas alemãs, a seguir o despertar de Wagner, elas são ditas terem realizado um número de escavações infrutiferas nas vizinhanças. Havia também o tesouro desaparecido dos Cavaleiros Templários, cujo Grão Mestre, Bertrand de Blanchefort, comissionou certas escavações misteriosas nas vizinhanças. Segundo todas estas narrativas, estas escavações eram marcantemente de natureza clandestina, realizadas principalmente por um contingente especialmente importado de mineiros. Se algum tesouro dos Cavaleiros Templários esteve de fato oculto ao redor de Rennes-le-Chateau, isto pode explicar a referência a Sião nos pergaminhos descobertos por Sauniere. Havia também outros possíveis tesouros. Entre a quinta e sexta dinastia, que incluiu o Rei Dagoberto II, Rennes-le-Chateau, nos tempos de Dagoberto, era um bastião Visigodo e o próprio Dagoberto era casado com uma princesa Visigoda. O centro pode ter constituído um tipo de tesouro real; e há documentos que falam da grande riqueza reunida por Dagoberto por conquistas militares e escondida nas vizinhanças de Rennes-le-Chateau. Se Sauniere descobriu algum destes depósitos, isto explicaria a referência nos códigos a Dagoberto. Os Cátaros. Os Templários. Dagoberto II. E ainda que haja um outro possível tesouro do vasto botim acumulado pelos Visigodos durante seu avanço tempestuoso pela Europa. Isto pode ter incluido mais do que um botim tradicional, possivelmente itens de imensa relevancia tanto simbólica quanto literal para a tradição religiosa ocidental. Ele pode, em resumo, ter incluido o legendário tesouro do Templo de Jerusalém, que, até mesmo mais do que os Cavaleiros Templários, garantiria a referência ao Sião.

Em 66 a Palestina elevou-se em revolta contra o domínio romano. Quatro anos depois, em 70, Jerusalém foi arrasada por legiões do imperador, sob o comando se seu filho, Tito. O próprio templo foi saqueado e seus conteúdos do Santo dos Santos levados para Roma. Como eles são apresentados no arco triunfal de Tito, eles incluem o imenso candelabro de ouro de sete braços tão sagrado para o Judaismo, e possivelmente até mesmo a Arca da Aliança. 350 anos depois, em 410, Roma por sua vez foi saqueada pelos Visigodos invasores, sob Alarico o Grande, que pilhou virtualmente a inteira riqueza da Cidade Eterna. Como nos conta o historiador Procópio, Alarico tomou os tesouros de Salomão, o Rei dos Judeus, uma coisa digna de ser vista, a qual eles adornaram em sua maior parte com esmeraldas e que nos velhos tempos haviam sido tomados de Jerusalém pelos Romanos.

O tesouro, então, bem pode ter sido a fonte da riqueza não explicada de Sauniere. O sacerdote pode ter descoberto vários tesouros, ou ele pode haver decoberto um único tesouro que repetidamente mudou de mãos através dos séculos e que talvez tenha passado do Templo de Jerusalém aos Romanos, aos Visigodos, eventualmente aos Cátaros e/ou Cavaleiros Templários. Se assim o foi, isto explicaria a questão do tesouro, pertencendo tanto a Dagoberto II quanto ao Sião. Então muito longe nossa história de assemelha a uma história de tesouro. E a história do tesouro até mesmo envolvendo o tesouro do Templo de Jerusalém é totalmente de relevância e importância limitada. As pessoas estão constantemente descobrindo tesouros de um tipo ou outro. Tais descobertas são frequentemente excitantes, dramáticas e misteriosas, e muitas delas lançam uma importante iluminação sobre o passado. Poucas delas, contudo, exercem qualquer influência direta, política ou outra, ou apresentam a menos, de fato, o tesouro em questão incluir um segredo de algum tipo, e possivelmente se trate de um segredo explosivo.  Não descartamos o argumento que Sauniere descobriu um tesouro. Ao mesmo tempo nos parece claro que, seja o que for que ele tenha descoberto, ele também descobriu um segredo secreto e histórico de enorme importância para seu próprio tempo e talvez de nosso próprio também. Mero dinheiro, ouro ou jóias não explicariam, eles mesmos, um número de facetas na história dele. Eles não responderiam por sua apresentação no círculo de Hoffet, por exemplo, ou sua associação com Debussy e sua ligação com Emma Calve. Eles não explicariam o intenso interesse da Igreja no assunto, a impunidade com a qual Sauniere desafiou seu bispo ou sua subsequente recuperação pelo Vaticano, que pareceu ter apresentado uma urgente preocupação toda sua. Eles não explicariam a recusa do sacerdote em administrar os últimos sacramentos ao homem moribundo, ou a visita do arquiduque de Hapsburg a uma vila remota nos Pirineus.

O arquiduque Habsburg em questão tem desde então sido revelado como Johann Salvator von Habsburg, conhecido pelo pseudônimo de Jean Orth. Ele renunciou a todos os seus direitos e títulos em 1889 e dentro de dois meses havia sido banido de todos os territórios do Império. Foi pouco depois que ele primeiramente apareceu em  Rennes le Chateau. Dito oficialmente ter morrido em 1890, mas de fato morreu na Argentina em 1910 ou 1911. Veja Les Maisons Souveraines de L’Autriche do Dr. Dugast ROulIIe, Paris, 1967, pagina 191. Nem dinheiro, ouro, jóias explicariam a poderosa aura de mistificação que cerca o caso inteiro, desde as elaboradas cifras até Marie Denarnaud enterrando sua herança em notas de dinheiro. E a própria Marie havia prometido divulgar o segredo que conferia não meramente a riqueza, mas o poder também. Nestas bases, ficamos crescentemente convencidos que a história de Sauniere envolvia mais do riquezas, e que ela envolvia um segredo de algum tipo, um que quase certamente era controvertido. Em outras palavras, nos pareceu que o mistério não estava confinado a remota vila de interior e ao sacerdote do século XIX. Seja o que for que isso fosse, parecia se irradiar de Rennes-le-Chateau e produzir ondas talvez até mesmo uma potencial onda de maré no mundo além. Poderia a riqueza de Sauniere ter vindo não de algo de valor financeiro intrínseco, mas do conhecimento de algum tipo? Se assim foi, poderia este conhecimento ter se transformado em uma conta fiscal? Poderia, por exemplo, ter sido usado para chantagear alguém? Seria a riqueza de Sauniere seu pagamento pelo silêncio? Sabemos que ele recebeu dinheiro de Johann von Habsburg. E ao mesmo tempo, contudo, seja qual for o segredo do sacerdote, parecia ser de natureza mais religiosa do que política. Sobretudo, suas relações com o arquiduque austríaco, segundo todas as narrativas, eram notavelmente cordiais. Mais tarde em sua carreira, parece ter estado distintamente com medo dele, e o ter tratado com as luvas de seda do Vaticano. Poderia Sauniere ter chantageado o Vaticano? Garantidamente uma tal chantagem seria uma tarefa presunçosa e perigosa para um homem, contudo exaustivo em suas precauções. Mas que tal se ele fosse ajudado e apoiado em seu empreendimento por outros, cuja eminência garantia que eles fossem invioláveis para a Igreja, como o Secretário de Estado para a Cultura francês, ou os Hapsburgs? Que tal se o arquiduque Johan fosse apenas o intermediário, e o dinheiro que ele doou a Sauniere realmente tivesse saído dos cofres de Roma?

A Intriga em fevereiro de 1972, “O Tesouro Perdido de Jerusalém?”, o primeiro de nossos três filmes sobre Sauniere e o mistério de Rennes-le-Chateau, foi mostrado. O filme não fez avaliações controvertidas, ele simplesmente contou a história básica como ela tem sido recontada nas páginas precendentes, nem houve qualquer especulação sobre um ‘segredo explosivo’ ou uma chantagem de alto nível. Também não é digno de mencionar que o filme não cita Emile Hoffet , o jovem clérigo erudito em Paris, a quem Sauniere confiou seus pergaminhos por seu nome. Talvez não surprendente, recebemos um verdadeiro dilúvio de correspondência. Alguma delas ofereciam intrigantes especulações sugestivas. Algumas eram complementares. Algumas eram fracas. De todas estas cartas, uma, que o escritor não quis que publicássemos, parecia merecer uma atenção especial. Ela veio de um sacerdote anglicano aposentado e parecia um non sequitur curioso e provocante. Nosso correspondente escreveu com certeza categória e autoridade. Ele fez suas avaliações clara e definitivamente, sem elaboração, e com aparente indiferença a se acreditavamos nele ou não. O “tesouro”, ele declarou claramente, não envolve ouro ou pedras preciosas. Ao contrário, ele consistia em uma ‘prova incontroversa” de que a Crucificação foi uma fraude e que Jesus estava vivo até 45. Esta afirmação soou flagrantemente absurda. O que, até mesmo para um ateu, pode possivelmente compreender uma “prova incontroversa” que Jesus sobreviveu a Crucificação? Eramos incapazes de imaginar algo que não pudesse ser desacreditado ou repudiado como prova, mas a prova que era verdadeiramente não controvertida. Ao mesmo tempo, a clara extravagância da avaliação exigia esclarecimento e elaboração. O escritor da carta havia fornecido um endereço de remetente. Na primeira oportunidade dirigimos para ve-lo e tentar entrevista-lo. Em pessoa ele era muito mais reticente do que tinha sido na carta, e parecia lamentar ter escrito para nós. Ele se recusou a expandir sobre a ‘prova incontroversa” e voluntariou apenas um fragmento adicional de informação. Esta “prova’, ele disse, ou sua existência a qualquer nível, tem sido divulgada a ele por um outro clérigo anglicano, Canon Alfred Leslie Liney.

Liney, que morreu em 1940, tinha publicado amplamente e não era desconhecido. Durante grande parte de sua vida ele tinha mantido contacto com o Movimento Católico Modernista, baseado principalmente em São Suspílcio em Paris. Em sua juventude Liney tinha trabalhado em Paris, e tinha sido conhecido de Emile Hoffet. A trilha havia percorrido um círculo completo. Dada uma ligação entre Liney e Hoffet, e as afirmações do sacerdote, contudo absurdas, não podem ser sumariamente descartada.

Uma evidência similar de um segredo monumental estava se apresentando quando começamos a pesquisar a vida de Nicolas Poussin, o grande pintor do século XVII cujo nome correu pela história de Sauniere. Em 1656, Poussin, que estava vivendo em Roma naquele tempo, tinha recebido uma visita do Abade Louis Fouquet, irmão de Nicolas Fouquet, Superintendente de Finanças de Luis XIV da França. De Roma, o Abade enviou uma carta ao seu irmão, descrevendo este encontro com Poussin. Parte desta carta é digna de ser citada. “Ele e eu discutimos certas coisas, que devo dizer com facilidade serem capazes de explicar a você em detalhe o que ninguém mais descobrirá nos séculos a seguir. E o que é mais, há coisas tão difíceis de descobrir que nada agora na Terra pode provar uma melhor fortuna nem ser seu igual?”  Nem historiadores e nem biógrafos de Poussin ou Fouquet tem sido capazes de satisfatoriamente explicar esta carta, que alude claramente a ‘alguma matéria misteriosa de imensa importância”. Não muito depois de receber a carta, Nicolas Fouquet foi preso e aprisionado por toda sua vida. Segundo certas narrativas, ele foi mantido estritamente incomunicável e alguns historiadores o vêem como um provável candidato para o Homem Na Máscara de Ferro. Enquanto isso, toda a sua correspondência foi confiscada por Luis XIV, que a inspecionou pessoalmente. Nos anos segintes, o rei foi determinadamente em seu caminho para obter a pintura original de Poussin, “Os Pastores da Arcadia”. Quando finalmente ele teve sucesso, a pintura foi sequestrada em seus apartamentos particulares em Versalhes. Seja qual for sua grandeza artística, a pintura pareceria ser suficientemente inocente. No fundo três pastores e uma pastora estão reunidos perto de uma grande e antiga tumba, contemplando a inscrição na pedra: “ET IN ARCADIA EGO’.

No fundo aparece um panorama rugoso e montanhoso do tipo geralmente associado a Poussin. Segundo Anthony Blunt, bem como outros especialistas em Poussin, este panorama era completamente mítico, um produto da imaginação do pintor. Na década de 1970, contudo, uma tumba real foi localizada, idêntica aquela na pintura em localização, dimensões, proporções, forma, vegetação adjacente e até mesmo o afloramento circular de rocha na qual um dos pastores de Poussin repousa seu pé. Esta tumba real permanece nos arredores de uma vila chamada Arques – aproximadamente a seis milhas de Rennes-le-Chateau, e a três milhas do castelo de Blanchefort. Se alguém fica de pé diante do sepulcro a vista é virtualmente indistinguivel daquela da pintura. E então se torna aparente que um dos picos no fundo da pintura é Rennes-le-Chateau. Não há indicação da idade da tumba. Pode, de fato, ter sido eregida muito recentemente, mas como fizeram seus construtores até mesmo para localizar um lugar que combine tão precisamente com aquele da pintura? De fato ela parece ter sido erigida nos tempos de Poussin, e “Os Pastores da Arcadia” pareceria ser uma fiel reprodução do sítio atual. Segundo os camponeses na vizinhança, a tumba tem estado lá por tanto tempo quanto eles, seus pais e seus avós podem lembrar. E lá  é dito haver uma menção específica disto em uma memória datando de 1709.

Segundo os registros na vila de Arques, a terra onde a tumba está começa a pertencer, até sua morte em 1950, a um americano, um Louis Lawrence de Boston, Massachusetts. Em 1920 Lawrence abriu o sepulcro e o encontrou vazio. Sua esposa e sogra foram mais tarde enterradas lá. Quando preparávamos o nosso primeiro filme para a BBC sobre Rennes-le-Chateau, passamos uma manhã fazendo uma filmagem da tumba. Paramos para o almoço e voltamos três horas depois. Durante a nossa ausência, uma tentativa violenta e crua foi feita para esmagar o sepulcro. Se houvesse uma inscrição na tumba atual, ela a muito tempo foi apagada. Quanto a inscrição na pintura de Poussin, pareceria ser convencionalmente triste com a Morte anunciando sua sombria presença até mesmo na Arcadia, o idílico paraiso pastoral do mito clássico. Ainda que a inscrição seja curiosa porque falta nela um verbo. Traduzida literalmente: “Na Arcadia Eu…” Porque estaria faltando o verbo? Talvez por uma razão filosófica para evitar toda tensão, toda indicação do passado, presente ou futuro e portanto implicar em algo eterno? Ou talvez por uma razão de natureza mais prática. Os códigos nos pergaminhos  encontrados por Sauniere tem repousado pesadamente em anagramas, sobre a transposição e o rearranjo das letras. Pode ser talvez “ET IN ARCADIA EGO’ um anagrama?  Pode o verbo ter sido omitido de forma que a inscrição consista apenas em certas letras precisas? Um de nossos espectadores da televisão, ao escrever para nós, sugere que isto pode ser de fato  assim e então rearranjou as letras em uma coerente declaração em latim. O resultado foi : I FEGO ARCANA DEI (Afaste-se! Eu oculto os segredos de deus!). Ficamos agradecidos e intrigados por este engenhoso exercício. Não entendemos naquele tempo como era extraordinariamente apropriado o resultante aviso.

Os Cátaros e a Grande Heresia

Começamos a nossa investigação em um ponto com o qual nós já tinhamos uma certa familiaridade: a heresia Catára ou Albigense e a Cruzada que ela provocou no século XIII. Nós já estávamos cientes que os Cátaros entenderam de alguma forma o mistério que cercou Sauniere e Rennes-le-Chateau. Em primeiro lugar os hereges medievais tinham sido numerosos na vila e suas cercanias, que sofreram brutalmente durante o curso da Cruzada Albigense. De fato, a inteira região está empapada no sangue Cátaro, e os residuos deste sangue, juntamente com sua amargura, persistem até hoje. Muitos camponeses na área agora, sem nenhum inquisidor para cair sobre eles, abertamente proclamam simpatias cátaras. Lá há até mesmo uma Igreja Cátara e um chamado Papa Cátaro que, até sua morte em 1978, viveu na vila de Arques. Sabemos que Sauniere tinha mergulhado na história e no folclore de seu solo natal, assim ele possivelmente não tenha evitado o contacto com o pensamento e tradições Cátaras. Ele pode não ter estado inconsciente que Rennes-le-Chateau foi um centro importante nos séculos XII e XIII, e algo de um bastião cátaro. Sauniere pode ter estado familiarizado com as numerosas histórias relacionadas aos cátaros. Ele deve ter sabido dos rumores que os ligam com aquele fabuloso objeto, o Santo Gral. E se Richard Wagner, na busca de algo pertinente ao Santo Gral, de fato visitou  Rennes-le-Chateau, Sauniere tabém não pode ter sido ignorante desse fato. Em 1890, sobretudo, um homem chamado Jules Doinel se tornou o bibliotecário em Carcassone e estabeleceu uma igreja neo-cátara. O própio Doinel escreveu prolificamente sobre o pensamento cátaro, e por 1896 tinha se tornado um membro proeminente de uma organização cultural local, a Sociedade de Arte e Ciências de Carcassonne.

Em 1898 ele foi eleito seu secretário. Esta sociedade incluia um número de associados de Sauniere, entre eles seu melhor amigo, o Abade Henri Boudet. E     o próprio círculo pessoal de Doinel incluia Emma Calve. É portanto provável que Doinel e Sauniere fossem conhecidos. Há uma razão posterior e mais provocante para ligar os cátaros com o mistério de  Rennes-le-Chateau. Em um dos pergaminhos encontrados por Sauniere, o texto é espalhado com um punhado de letras menores; oito, para ser preciso, que são deliberadamente muito diferentes de todas as outras. Três das letras estão na direção do topo da página, cinco em direção na parte inferior. Estas oito letras tem apenas que serem lidas em sequência para soletrar duas palavras ‘REX MUNDI’. Este é inconfundivelmente um termo cátaro, que é imediatamente reconhecível para alguém familiarizado com o pensamento cátaro. Dado estes fatores, parece bastante razoável começar nossa investigação com os cátaros. Portanto começamos a pesquisar sobre eles, suas crenças e tradições, sua história e redondezas em detalhe. Nosso inquérito abriu novas dimensões do mistério, e portanto começamos a pesquisar sobre eles, e isso gerou um número de perguntas tantalizantes.

A Cruzada Albigense

Em 1209 um exército de aproximadamente 30.000 cavaleiros e soldados a pé da Europa da Norte desceu como um rodamoinho sobre Languedoc, a escarpada montanha no nordeste dos Pirineus no que é agora o sul da França. Desde o início da guerra o inteiro território foi devastado, as plantações foram destruídas, cidades e centros foram arrasados, uma população inteira foi passada pela espada. Este extermínio ocorreu em uma escala tão vasta e terrível que bem pode constituir o primeiro caso de genocídio na moderna história européia. Apenas no centro de Beziers, por exemplo, ao menos 15.000 homens, mulheres e crianças foram massacrados por atacado, muitos deles no santuário da própria igreja. Quando um oficial inquiriu do representante do Papa como ele podia distingur os hereges dos verdadeiros crentes, ele respondeu: “Mate todo estes. Deus reconhecerá os seus”. Esta citação, embora amplamente citada, pode ser apócrifa. Não obstante, isto tipifica o zelo fanático e a sede de sangue com os quais estas atrocidades foram perpetradas.

O mesmo representante papal, escrevendo a Inocente III em Roma, anunciou orgulhosamente que “nem idade, nem sexo e nem status foram poupados”. Depois de Beziers, o exército invasor varreu todo Languedoc. Perpignan caiu, Narbonne caiu, Carcassone caiu, Toulouse caiu. E, seja por onde for que os vitoriosos passavam, eles deixavam uma trilha de sangue, morte e carnificina em seu rastro; a guerra, que durou quase quarenta anos, é agora conhecida como Cruzada Albigense. Foi uma cruzada no verdadeiro sentido da palavra. Ela tinha sido convocada pelo próprio Papa. Seus participantes usavam uma cruz em suas túnicas, como os cruzados na Palestina. E as recompensas eram as mesmas que eram as dos cruzados da Terra Santa: a remissão de todos os pecados, uma expiação de penitências, um lugar assegurado no Céu e todo o botim que pudessem pilhar. Nesta cruzada, sobretudo, ninguém teve que atravessar o mar. E de acordo com a lei feudal, ninguém estava obrigado a combater por mais de quarenta dias assumindo, com certeza, que ninguém tivesse interesse em saquear.

Ao tempo em que a Cruzada acabou, o Languedoc tinha sido completamente transformado, retornado a barbárie que caracterizava o resto da Europa. Porque? Porque toda aquela destruição, brutalidade e desvastação ocorreu? No início do século XIII a área agora conhecida como Languedoc não era oficialmente uma parte da França. Era uma principalidade independente, cuja linguagem, cultura e instituições políticas tinham menos em comum com o norte do que tinham com a Espanha com os reinos de Leão, Aragão e Castela. A principalidade era governada por um punhado de famílias nobres, cujos chefes eram os Condes de Toulouse e a poderosa casa de Trencavel. E dentro dos confins desta principalidade floresceu uma cultura que, naquele tempo, era a mais avançada e sofisticada na cristandade, com a possível exceção de Bizancio. O Languedoc tinha muito em comum com Bizancio. O aprendizado, por exemplo, era altamente estimado, como ele não o era no Norte da Europa. A filosofia e outras atividades intelectuais floresceram; a poesia e o amor enobreceram exaltados; Grego, Árabe e Hebraico eram entusiásticamente estudados; e em Lunel e Narbonne, escolas devotadas a Cabala, a antiga tradição do Judaísmo, estavam florescendo. Até mesmo a nobreza era letrada e literária, em um tempo quando a maioria dos nobres do Norte não podia nem mesmo assinar seus nomes. Como Bizancio, também, o Languedoc praticava uma tolerância religiosa civilizada em contraste com o zelo fanático que caracterizava outras partes da Europa. Meadas de pensamento islâmico ou judaico, por exemplo, eram importados pelos centros marítimos comerciais como Marselha, ou feito seu caminho através dos Pirineus vindo da Espanha. Ao mesmo tempo, a Igreja Romana não desfrutava de uma estima muito alta; os clérigos romanos em Languedoc, em virtude de sua notória corrupção, tinham sucesso primariamente em alienar a populaça. Havia igrejas, por exemplo, em que nenhuma missa tinha sido realizada por mais de trinta anos. Muitos sacerdotes ignoravam seus paroquianos e dirigiam negócios ou grandes propriedades. Um arcebispo em Narbonne nem até mesmo visitou sua diocese. Seja qual for a corrupção da igreja, o Languedoc tinha alcançado um ápice de cultura que não seria visto novamente na Europa até a Renascença.

Mas, como em Bizancio, havia elementos de complacência, decadência e trágica fraqueza que tornaram a região despreparada para a matança que subsequentemente se desencadeou sobre ela. Pelo mesmo tempo a nobreza do norte europeu e a Igreja Romana tinham estado cientes de sua vulnerabilidade e estavam ávidos em explora-la. A nobreza do norte por muitos anos tinha ambicionado a riqueza e o luxo de Languedoc. E a Igreja estava interessada em suas próprias razões. Em primeiro lugar, sua autoridade sobre a região estava faltando. E enquanto a cultura florescia em Languedoc, algo mais florescia também como a maior heresia da cristandade medieval. Nas palavras das autoridades da Igreja, o Languedoc estava ‘infectado’ pela heresia Albigense, a ‘nojenta lepra do Sul’. E embora os aderentes desta heresia fossem essencialmente não violentos, eles constituiam uma severa ameaça à autoridade Romana, de fato, a mais severa ameaça que Roma vivenciaria até três séculos mais tarde quando os ensinamentos de Martinho Lutero começaram a Reforma. Por 1200 havia uma real prespectiva dessa heresia deslocar o catolicismo romano como a forma dominante da cristandade em Languedoc. E o que era mais ominoso até os olhos da Igreja, ele já estava se irradiando a outras partes da Europa, especialmente a centros urbanos na Alemanha, Flandres e Champagne. Os hereges eram conhecidos por uma variedade de nomes. Em 1165 eles tinham sido condenados por um concílio eclesiástico na cidade em Languedoc de Albi. Por esta razão, ou talvez porque Albi continuasse a ser um dos centros deles, eles eram frequentemente chamados Albigenses. Em outras ocasiões eles foram chamados Cátaros. Na Itália eles eram chamados Patarinos. Não infrequentemente eles também eram apelidados ou estigmatizados com nomes de heresias muito anteriores – Ariano, Marcionita e Maniqueano. “Albigense e Cátaro eram essencialmente nomes genéricos. Em outras palavras, eles não se referiam a uma única igreja coerente, como aquela de Roma, com um corpo de doutrina e teologia fixo, codificado e definitivo. Os hereges em questão compreendiam uma multitude de seitas diversas, muitas sob a direção de um líder independente, cujos seguidores assumiriam seu nome. E conquanto estas seitas possam ter mantido certos princípios em comum, elas divergiam radicalmente uma da outra em detalhe. Sobretudo, a maior parte da informação sobre os hereges deriva de fontes eclesiásticas como a Inquisição.

Formar uma imagem deles de tais fontes é com tentar formar uma imagem, vamos dizer, da Resistência Francesa, dos relatos das SS e Gestapo. Portanto é virtualmente impossível apresentar um sumário coerente e definivo do que realmente constituia o ‘pensamento cátaro’. Em geral os cátaros aceitavam a doutrina da reencarnação e um reconhecimento de um princípio feminino na religião. De fato, os pregadores e professores das congregações cátaras, conhecidos como “Os Perfeitos” eram de ambos os sexos. Ao mesmo tempo, os cátaros rejeitavam a igreja católica ortodoxa e negavam a validade do todas as hierearquias clericais, ou intercessores oficiais e ordenados entre o homem e Deus. No núcleo desta posição jaz um importante mandamento cátaro que é o repudio da fé, ao menos como a Igreja insiste sobre isso. Em lugar da fé aceita em segunda mão, os cátaros insistiam no conhecimento direto e pessoal, uma experiência religiosa ou mística aprendida em primeira mão. Esta experiência havia sido chamada ‘gnose’, da palavra grega para ‘conhecimento’, e para os cátaros isto tomava precedência sobre todos os credos e dogma. Dando uma tal ênfase ao contacto pessoal direto com Deus, sacerdotes, bispos, e outras autoridades clericais se tornavam supérfluas. Os cátaros também eram dualistas. Todo pensamento cristão, de fato, pode completamente ser visto como dualista, insistindo em um conflito entre dois princípios opostos  – o bem e o mal -, – o espírito e a carne -, o alto e o baixo. Mas os cátaros levavam esta dicotomia até mesmo mais longe do que o catolicismo ortodoxo estava preparado para fazer. Para os cátaros, os homens eram as espadas com as quais os espíritos combatiam, e ninguém via as mãos. Para eles, uma guerra perpétua estava sendo movida por toda a criação entre dois princípios irreconciliáveis – a luz e as trevas, o espírito e a matéria, o bem e o mal. O catolicismo propõem um Deus Supremo, cujo adversário, o Diabo, é totalmente inferior a ele. Os cátaros, contudo, proclamavam a existência não de um deus, mas de dois, com um status mais ou menos comparável. Um desses deuses, o Bem era inteiramente desencarnado, um ser ou princípio de puro espírito, completamente livre da mancha da matéria. Ele era um deus de amor. Mas o amor era considerado completamente incompatível com o poder e a manifestação material era uma manifestação de poder. Portanto , para os cátaros, a criação material do próprio mundo é intrinsecamente má. O universo, em resumo, era o trabalho manual de um ‘deus usurpador’, o deus do mal, ou, como os cátaros o chamavam, “Rex Mundi”, o rei do mundo.

O catolicismo repousa no que pode ser chamado dualismo ético. O Mal, embora emitindo-se totalmente talvez do Diabo, se manifesta primariamente através do homem e suas ações. Em contraste, os cátaros mantiveram uma forma de ‘dualismo cosmológico’, um dualismo que invadiu o todo da realidade. Para os cátaros, esta era uma premissa básica, mas a resposta deles a isso variava de seita a seita. Segundo alguns cátaros, o propósito da vida humana na Terra era transcender a matéria, renunciar perpétuamente a qualquer coisa ligada a este princípio de poder e portanto alcançar a união com o princípio de amor. Segundo outros cátaros, o propósito da vida do homem era reclamar e redimir a matéria, espiritualiza-la e transforma-la. É importante notar a ausência de qualquer dogma fixado, doutrina ou teologia. Como na maioria dos desvios da ortodoxia estabelecida há apenas certas atitudes frouxamente definidas e as obrigações morais referentes a estas atitudes que eram objeto de interpretação individual. Aos olhos da Igreja Romana os Cátaros estavam cometendo sérias heresias a respeito da criação material, em benefício das quais supostamente Jesus morreu, como intrinsicamente más e implicando que Deus, cuja ‘palavra’ havia criado o mundo, no início, era um usurpador. A heresia mais séria deles, contudo, era a atitude deles em relação ao próprio Jesus. Já que a matéria era intrinsecamente má, os cátaros negavam que Jesus partilhasse da matéria, tenha encarnado na carne e até fosse o Filho de Deus. Para alguns cátaros ele era completamente incorpóreo, um ‘fantasma’, uma entidade de puro espírito, que, com certeza, não podia ser crucificado. A maioria dos cátaros parece te-lo visto como um profeta não diferente de qualquer outro ser mortal que, em benefício do princípio do amor, morreu na cruz. Havia, em resumo, nada místico, nada sobrenatural, nada divino sobre a crucificação se, de fato, ela fosse afinal relevante, o que muitos cátaros parecem ter duvidado.

Em qualquer caso, todos os cátaros veementemente repudiavam a importância da crucificação e da cruz – talvez porque eles sentissem que estas doutrinas fossem irrelevantes, ou talvez porque Roma as repetisse tão ferventemente, ou por causa das circunstâcias brutais da morte de um profeta que não parecem dignas de veneração. E a cruz ao menos em associação ao Calvário e a Crucificação foi vista como um emblema do ‘Rex Mundi”, senhor do mundo material, a própria antítese do verdadeiro princípio redentor. Jesus, se de todo mortal, tinha sido um profeta do princípio do amor. E AMOR, quando invertido ou pervertido ou destorcido em poder, se torna ROMA, cuja Igreja opulenta e luxuosa parecia aos cátaros uma incorporação palpável e a manifestação na terra da soberania do Rex Mundi.

Em consequência os cátaros não apenas se recusavam a venerar a cruz, eles também negavam tais sacramentos como batismo e comunhão. A despeito deste pensamento sutil, complexo, abstrato e talvez irrelevantes posições teólogicas, a maioria dos cátaros não era indevidamente fanática sobre o credo deles. Isto está intelectualmente em moda hoje em dia a respeito dos Cátaros como uma congregação de sábios, místicos iluminados ou iniciados na sabedoria arcana, todos os quais partilhavam do grande segredo cósmico. Em fato real, contudo, a maioria dos Cátaros eram mais ou menos homens e mulheres comuns, que encontraram em seu credo um refúgio da restrição do catolicismo ortodoxo a despeito dos infindáveis dízimos, penitências, obséquios, restrições e outras imposições da Igreja Romana. Conquanto a teologia deles fosse de difícil compreensão, os cátaros eram pessoas eminentemente realistas na prática. Eles condenavam a procriação, por exemplo, já que a propagação da carne estava a serviço não do princípio do amor, mas do Rex Mundi; mas eles não eram tão ingênuos para advogar a abolição da sexualidade. Verdadeiro, havia um específico sacramento cátaro, ou equivalente, chamado Consolamentum, que compelia alguém a castidade. Exceto para os Perfeitos, contudo, que eram ex homens e mulheres de família, o Consolamentum não era administrado até que alguém estivesse em seu leito de morte; não é extraordinariamente difícil ser casto para alguém que está morrendo. Tanto quanto diga respeito a congregação como um todo, a sexualidade era tolerada, se não explicitamente sancionada. Como alguém condena a procriação enquanto admite a sexualidade? Há evidência que sugere que os cátaros praticavam controle da natalidade e aborto. Quando Roma subssequentemente acusou os hereges de ‘práticas sexuais não naturais’ isso foi levado como se referindo a sodomia. Contudo, os cátaros, até onde sobrevivem registros, eram extremamente estritos em sua proibição de homossexualidade. Estas “práticas não naturais sexuais” podem bem ter se referido aos vários métodos de controle de nascimento e aborto. Conhecemos a posição de Roma hoje sobre estes assuntos. Não é difícil imaginar a energia e zelo vingativo com o qual esta posição teria sido posta em vigor na Idade Média.

Geralmente os cátaros parecem ter aderido a uma vida de extrema devoção e simplicidade. Deplorando as igrejas, eles geralmente realizavam os rituais deles e serviços ao ar livre ou em um edifício prontamente disponível como um celeiro, uma casa, uma prefeitura. Eles também praticavam o que hoje chamamos de meditação. Eles eram estritamente vegetarianos, embora comer peixe fosse permitido. E quando viajavam pelo interior, os Perfeitos sempre o faziam em pares, assim dando credencial aos rumores de sodomia patrocinados por seus inimigos. O Cerco de Montsegur, então foi o credo que varreu o Languedoc e províncias adjacentes em uma escala que ameaçou o próprio catoliscismo. Por um número de razões compreensíveis, muitos nobres achavam o credo atraente. Alguns aquiesceram sua tolerância geral. Alguns eram de qualquer modo anti-clericais. Alguns estavam desiludidos com a corrupção da Igreja. Alguns tinham perdido a paciência com o sistema de dizimos, pelo qual a renda de suas propriedades desaparecia para os cofres distantes de Roma. Então muitos nobres, em sua velhice, se tornaram Perfeitos. De fato, é estimado de 30% de todos os Perfeitos foram saidos da nobreza de Languedoc.

Em 1145, meio século antes da cruzada Albigense, o próprio São Bernardo tinha viajado a Laguedoc, pretendendo pregar para os hereges. Quando ele chegou, eles ficou menos surpreso com os hereges do que com a corrupção de sua própria Igreja. No que diz respeito aos hereges, São Bernardo foi claramente impressionado por eles. “Nenhum sermão é mais cristão do que o deles”, ele declarou, ‘e sua moral é pura”. Por 1200, é desnecesário dizer, Roma tinha ficado crescentemente alarmada com a situação, Nem ela estava inconsciente da inveja com a qual os barões do norte da Europa viam as ricas terras e as cidades do Sul. Esta inveja podia ser prontamente explorada e os senhores nortistas constituiriam as tropas invasoras da Igreja. Tudo que era necessário era alguma provocação, alguma desculpa para acender a opinião popular. Uma tal desculpa logo viria.

Em 14 de janeiro de 1208, um dos Legados Papais para Languedoc, Pierre de Castelnau, foi morto. O crime parece ter sido cometido por rebeldes anti-clericais sem qualquer afiliação cátara. Possuindo a desculpa que ela precisava, contudo, Roma não hesitou em culpar os cátaros. E de uma vez o Papa Inocente III ordenou uma Cruzada. Embora tivesse havido uma perseguição intermitente dos hereges por todo século anterior, a Igreja agora mobilizava forças a vontade. A heresia era para ser extirpada de uma vez por todas. Um exército maciço foi colocado sob o comando do Abade de Citeaux. As operações militares foram confiadas grandemente a Simon de Montfort, pai do homem que subsequentemente era para desempenhar um papel crucial na história inglesa. E sob a liderança de Simon os cruzados do Papa estabeleceram reduzir a mais alta cultura européia da Idade Média pela destruição e ruína. Neste sagrado empreendimento eles foram ajudados por um novo e útil aliado: um fanático espanhol chamado Dominic Guzman. Motivado por um ódio raivoso pela heresia, Guzman, em 1216, criou a ordem monástica subsequentemente chamada como ele, os Dominicanos. E em 1233 os Dominicanos lançaram a mais infame instituição da Santa Inquisição. Os cátaros não eram as únicas vítimas. Antes da Cruzada Albigense, muitos nobres de Languedoc especialmente das casas influentes de Trencavel e Toulouse tinham sido extremamente amigáveis com a grande população judia da região. Nem toda esta proteção e apoio foi retirado pela ordem. Em 1218  Simon de Montfort foi morto cercando Toulouse. Não obstante, a depredação do Languedoc continuou, com apenas breves pausas, por outros 25 anos. Por 1243, contudo, toda resistência organizada lá nunca tinha efetivamente cessado.

Por 1243 todos os maiores centros e bastiões cátaros tinham caído diante dos invasores do norte, exceto por um punhado de pontos fortes remotos e isolados. Principal entre eles estava a majestosa montanha cidadela de Montsegur, colocada como uma arca celestial acima dos vales subjacentes. Por dez meses Montsegur foi cercada pelos invasores, suportando assaltos repetidos e mantendo uma resistência tenaz. Ao longo, em março de 1244, o forte capitulou, e o Catarismo, ao menos ostensivamente, cessou de existir no sul da França. Em seu livro best-seller, Montaillou, por exemplo, Emmanuel Le Roy Ladurie, escrevendo extensamente sobre documentos do período, faz a crônica das atividades dos cátaros sobreviventes quase que meio século depois da queda de Montsegur. Pequenos enclaves de hereges continuaram a sobreviver nas montanhas, vivendo em cavernas, aderindo ao credo deles e movendo uma amarga guerrilha contra seus perseguidores. Em muitas áreas do Languedoc incluindo as cercanias de Rennes-le-Chateau a fé cátara é geralmente reconhecida ter persistido. E muitos escritores tem traçado subsequentes heresias européias a ramos do pensamento cátaro; os Waldesianos, por exemplo; os Hussitas, os Adamitas ou a Irmandade do Espírito Livre. Os Anabatistas e os estranhos Camisardos, números dos quais encontraram refúgio em Londres durante o início do século XVIII.

O Tesouro Cátaro

Durante a Cruzada Albigense e depois, uma mística que cresceu dos cátaros que ainda persiste hoje. Em parte isto pode ser derrubado pelo elemento do romance que rodeia qualquer causa trágica e perdida que de Bonnie Príncipe Charlie, por exemplo com um ilustre mágico, com uma amedrontadora nostalgia, com a “matéria da história’. Mas ao mesmo tempo, descobrimos, houve alguns mistérios reais associados aos cátaros. Conquanto as histórias possam ser exaltadas e romantizadas, um número de enigmas permaneceu. Um deles diz respeito a origem dos cátaros; e embora isto pareça ser um ponto acadêmico para nós, ele subsequentemente se provou de considerável importância.

Alguns historiadores recentes tem argumentado que os cátaros derivaram de Bogomils, uma seita ativa na Bulgária durante os séculos X e XI, cujos missionários migraram para o ocidente. Não há questão que os hereges de Languedoc incluiam um número de Bogomils. De fato um conhecido pregador Bogomil foi proeminente nos assuntos religiosos e políticos daquele tempo. E ainda que nossa pesquisa revelasse substancial evidência de que os cátaros não derivam dos Bogomils. Ao contrário, eles parecem representar o florescimento de algo já enraizado na França por séculos. Eles parecem ter se derivado, quase diretamente, de heresias estabelecidas e enraizadas na França desde o próprio advento da era cristã. Há outros mistérios, consideravelmente mais intrigantes, associados aos Cátaros.

Jean de Joinville, por exemplo, um velho homem escrevendo sobre seu conhecimento com Luis IX durante o século XIII escreve: “o Rei Luis IX uma vez me disse como vários homens dos Albigenses tinham ido ao Conde de Montfort… e pediram a ele para vir e olhar o corpo de Nosso Senhor, que tinha se tornado carne e sangue nas mãos de seu sacerdote”. Montfort, segundo a história, declarou que seu séquito podia ir se desejasse, mas ele continuaria a acreditar de acordo com os mandamentos da Santa Igreja. Não há elaboração ou explicação posterior deste incidente. O próprio Joinville meramente reconta a passagem. Mas o que vamos fazer deste enigmático convite? O que os Cátaros estavam fazendo? Que tipo de ritual estava envolvido? Deixando de lado a missa, que de qualquer modo os cátaros repudiavam, o que podia possivelmente fazer ‘o corpo de Nosso Senhor tornar-se carne e sangue…?’ Seja o que for que possa ter sido isso, há certamente algo perturbadoramente literal nesta declaração. Um outro mistério cerca o lendário ‘tesouro’ cátaro. É sabido que os Cátaros eram extremamente ricos. Tecnicamente, o credo deles os proibia de portar armas e embora muitos ignorassem esta proibição, permanece o fato de que grandes números de mercenários eram empregados com uma despesa considerável. Ao mesmo tempo, as fontes da riqueza Cátara, a aliança que eles tinham de poderosos proprietários de terras, por exemplo, eram óbvias e inexplicáveis.

Ainda que os rumores se elevassem, até mesmo durante o curso da Cruzada Albigense, de um fantástico tesouro místico cátaro, muito além da riqueza material. Seja o que for que fosse isso, este tesouro reputadamente foi mantido em Montsegur. Quando Montsegur caiu, contudo, nada de importância foi encontrado. Ainda que haja certos incidentes singulares ligados ao cerco e a capitulação da fortaleza. Durante o cerco, os atacantes superavam em número 10.000. Com esta vasta força de cercantes tentando rodear a inteira montanha, fechando todas as entradas e saídas e esperando matar de fome os defensores. A despeito de sua força numérica, contudo, eles não tinham suficiente poder humano para tornar seu cerco completamente seguro. Muitas tropas eram locais, sobretudo, e simpáticas aos cátaros. E muitas tropas simplesmente não eram confiáveis. Em consequência não era difícil passar indetectável pelas linhas dos atacantes. Havia muitas brechas entre os homens que entravam e saiam, e suprimentos encontravam seu caminho para a fortaleza. Os cátaros tomaram vantagem destas brechas. Em janeiro, quase três meses antes da queda da fortaleza, dois Perfeitos escaparam. Segundo narrativas confiáveis, eles levaram com eles o grosso da riqueza material dos Cátaros, uma carga de ouro, prata e moedas que eles levaram primeiro a uma caverna fortificada nas montanhas e de lá para um fortaleza em um castelo. Depois o tesouro desapareceu e nunca foi ouvido falar nele novamente. Em 1o. de março Montsegur finalmente capitulou. Mas então seus defensores eram menos de 400 entre os quais uns 150 ou 180 eram Perfeitos, o resto sendo cavaleiros, escudeiros, armadores e suas famílias. Foi garantido a eles termos surpreendentemente lenientes. Os homens combatentes eram para receber pleno perdão pelos seus crimes anteriores. Eles teriam permissão para partir com suas armas, bagagem e qualquer bem, inclusive dinheiro, que eles pudessem receber de seus empregadores. Os Perfeitos também receberam uma inesperada generosidade. Garantindo que eles abjurassem suas crenças heréticas e confessassem seus ‘pecados’ à Inquisição, eles seriam libertados e submetidos apenas a penitências leves.

Os defensores solicitaram uma trégua de duas semanas, com uma completa suspensão das hostilidades, para considerar os termos. Em uma apresentação posterior de generosidade não característica, os atacantes concordaram. Em troca os defensores voluntariamente ofereceram reféns. Foi combinado que se alguém tentasse escapar da fortaleza os reféns seriam executados. Estavam os Perfeitos tão comprometidos com sua crença que eles voluntariamente escolheram o martírio ao invés da conversão? Ou havia algo que eles não podiam ou ousavam – confessar a Inquisição? Seja qual for a resposta, nenhum dos Perfeitos, até onde é conhecido, aceitou os termos dos cercadores. Ao contrário, todos eles escolheram o martírio. Sobretudo, ao menos 20 dos outros ocupantes da fortaleza, seis mulheres e 15 homens combatentes, voluntariamente receberam o Consolamentum e se tornaram Perfeitos também, assim se condenando a morte certa. Em 15 de maio a trégua expirou. No amanhecer do dia seguinte, mais de 200 Perfeitos foram arrastados rispidamente montanha abaixo. Nenhum deles reconsiderou. Não havia tempo para levantar fogueiras individuais e assim eles foram trancados em uma grande pilha de madeiras no pé da montanha e queimados em massa. Confinada ao castelo, o restante da guarnição foi compelida a assistir. Eles foram avisados que se alguém tentasse escapar isso significaria a morte para todos eles, bem como para os reféns. A despeito dos riscos, contudo, a guarnição tinha combinado esconder os Perfeitos entre eles. E na noite de 16 de março estes quatro homens, acompanhados por um guia, fizeram uma escapada ousada novamente com o conhecimento e conluio da guarnição. Eles desceram a face ocidental da montanha, suspensos por cordas e deixando eles próprios cairem de mais de cem metros de uma vez. O que estavam estes homens fazendo? Qual era o propósito de sua escapada arriscada que afigurava tal risco para a guarnição e os reféns? No dia seguinte eles poderiam andar livremente fora da fortaleza, em liberdade para reassumir a vida deles. Ainda que por alguma razão desconhecida, eles embarcassem em uma perigosa escapada noturna que podia facilmente ter resultado na morte para eles próprios e seus colegas. Segundo a tradição, estes quatro homens levaram o legendário tesouro Cátaro.

Mas o tesouro cátaro havia sido retirado de Montsegur três meses antes. E quanto ‘tesouro’, em qualquer caso, quanto ouro, prata e moedas poderiam três ou quatro homens carregarem em suas costas, pendurados em cordas em um agudo lado montanhoso? Se os quatro fugitivos estavam de fato levando algo, pareceria claro que eles estavam levando algo mais do que riqueza material. O que poderia eles estarem carregando? Acessórios da fé cátara, talvez livros, manuscritos, ensinamentos secretos, relíquias, objetos religiosos de algum tipo; talvez algo que, por uma razão ou outra, não poderia cair em mãos hostis. Isto pode explicar porque a fuga foi realizada; uma fuga que envolvia tantos riscos para todos os envolvidos. Ms se algo de natureza tão preciosa tinha, a todos os custos, que ser preservado das mãos hostis, porque não foi retirado antes? Porque foi mantido na fortaleza até o último e perigoso momento? A data precisa da trégua nos permite deduzir uma possível resposta a estas perguntas. Tinha sido solicitado pelos defensores, que voluntariamente oferecerem reféns para obter isso. Por alguma razão os defensores consideraram isso necessário até mesmo embora tudo isso apenas retardasse o inevitável por meras duas semanas. Talvez, concluimos, tal demora fosse necessária para ganhar tempo. Nenhum tempo em geral, mas um tempo específico. Isto coincidiu com o equinócio da primavera – e o equinócio pode bem ter desfrutado de algum status ritual para os cátaros. Isso também coincidiu com a Páscoa. E ainda que isso seja conhecido como um festival de algum tipo foi realizado em 14 de março, o dia anterior a tregua expirar. Parece haver pouca dúvida que a trégua foi requisitada para que o festival pudesse ser realizado. E há pouca dúvida que o festival pudesse ser realizado em uma data aleatória. Aparentemente, tinha que ser em 14 de março. Seja o que fosse o festival, ele claramente causou alguma impressão em alguns mercenários, alguns dos quais, desafiando a morte inevitável, se converteram ao credo cátaro.

Este fato pode manter ao menos a chave parcial para o que foi levado de Montsegur duas noites mais tarde? Pode, seja o que for que tenha sido levado, então necessário, de algum modo, para o festival do dia 14 de março? Isso poderia de alguma forma ser instrumental em persuadir ao menos 20 dos defensores a se tornarem Perfeitos no último momento? E isso pode de algum modo ter assegurado o conluio da guarnição, até mesmo sob o risco das próprias vidas? Se a resposta é sim a todas estas perguntas, isso explicaria porque seja o que for que foi removido mais cedo em janeiro, por exemplo, quando o tesouro monetário foi levado para segurança. Isso teria sido necessário ao festival. E isso então teria que ser preservado de mãos hostis.  Na medida em que ponderamos estas conclusões, somos constantemente lembrados das histórias que ligam os cátaros e o Santo Gral. Não estamos preparados para ver o Gral como algo mais que um mito. Certamente não estamos preparados para avaliar se isto realmente existiu, nem podemos imaginar um cálice ou uma taça, que tenha ou não recebido o sangue de Jesus, que fosse tão precioso para os Cátaros para quem Jesus, em um importante grau, era incidental. Não obstante, as histórias continuaram a nos assaltar e nos deixar perplexos.

O pensamento elusivo, que parece haver alguma ligação entre os Cátaros e o inteiro culto do Gral como ele evoluiu durante os séculos XII e XIII. Um número de escritores tem argumentado que os romances do Gral – aqueles de Chretien de Troyes e Wolfram von Eschenbach, por exemplo, são uma interpolação do pensamento cátaro, oculto em um elaborado simbolismo, no coração da cristandade ortodoxa. Pode haver algum exagero nesta avaliação, mas há também alguma verdade. Durante a Cruzada Albigense os eclesiásticos fulminaram contra os romances do Gral, declarando-os perniciosos, se não hereges. E em alguns desses romances há passagens isoladas que não são apenas altamente não ortodoxas, mas muito inconfundivelmente dualistas, ou em outras palavras, cátara. O que é mais, Wolfram von Eschenbach, em um dos seus romances do Gral, declara que o castelo do Gral era situado nos Pirineus; uma avaliação que Richard Wagner, em qualquer nível, tomaria literalmente. Segundo Wolfram, o nome do castelo do Gral era Munsalvaesche, uma versão germanizada aparentemente de Montsalvat, um termo cátaro. E em um dos poemas de Wolfram o senhor do castelo do Gral era Perilla. Muito interessantemente, o senhor de Montsegur era Raimon de Pereille cujo nome, em sua forma latina, aparece nos documentos do período como Perilla.

Se tais surpreendentes coincídências persistiram nos assombrando, eles podem ter também, concluimos, ter assombrado Sauniere que era, afinal, conhecedor das histórias e folclore da região. E como qualquer outro nativo da região, Sauniere pode ter estado constantemente ciente da proximidade de Montsegur, cujo destino trágico ainda domina a consciência local. Mas para Sauniere a própria proximidade do forte pode bem ter compreendido certas implicações práticas. Algo havia sido retirado de Montsegur exatamente depois que a trégua expirou. Segundo a tradição, os quatro homens que escaparam da cidadela condenada levaram com eles o tesouro cátaro, como o ‘tesouro’ que Sauniere descobriu, tem consistido primariamente em um segredo? Pode este segredo estar relacionado, de algum modo inimaginável, a algo que se tornou conhecido como o Santo Gral? Parece inconcebível para nós que os romances do Gral possam ser considerados literalmente. Em qualquer caso, seja o que for que foi retirado de Montsegur tinha que ser levado para algum lugar. Segundo a tradição, ele foi levado para as cavernas fortificadas de Orlonac em Ariege, onde um bando de cátaros foi exterminado pouco depois. Mas nada além de esqueletos tem sido encontrado em Orlonac. Por outro lado, Rennes-le-Chateau está apenas a meio dia a cavalo de Montsegur. Seja o que for que foi retirado de Montsegur bem pode ter sido levado a Rennes-le-Chateau, ou, mais provavelmente, para uma das cavernas que abundam nas montanhas adjacentes. E se o ‘segredo’ de Montsegur foi o que subsequentemente Sauniere descobriu, isto obviamante explicaria uma grande parte. No caso dos cátaros, como com Sauniere, a palavra ‘tesouro’ parece ocultar algo mais de conhecimento ou informação de algum tipo. Dada a tenaz aderência dos cátaros ao seu credo e sua antipatia militante por Roma, imaginamos se tal conhecimento ou informação [assumindo que ela existiu] se relacionava de algum modo a cristandade – as doutrinas e teologia da cristandade, talvez sua história e origens. Se isso era possível, em resumo, o que os cátaros [ou ao menos certos cátaros] sabiam algo – algo que contribuiu para o fervor frenético com que Roma buscou o exterminio deles? O sacerdote que havia nos escrito tinha se referido a uma ‘prova incontroversa’. Poderia tal ‘prova’ ter sido conhecida pelos cátaros? A este tempo, não podemos apenas especular preguiçosamente. E a informação sobre os cátaros em geral é pouca e isso evita até mesmo uma hipótese funcional. Por outro lado nossa pesquisa sobre os cátaros tinha repetidamente impingido um outro assunto, até mesmo mais enigmático e misterioso e cercado de histórias evocativas. Este assunto era o dos Cavaleiros Templários. Portanto foram os Templários para onde a seguir dirigimos nossa investigação. E foi com os Templários que nossas buscas começaram a oferecer documentação concreta e o mistério começou a assumir proporções muito maiores do que nós podiamos ter imaginado.

Os Monges Guerreiros

Pesquisar os Cavaleiros Templários provou-se uma tarefa assustadora. A volumosa quantidade de material escrito devotada ao assunto era intimidante; e de início não podiamos estar certos de quanto desse material era confiável. Se os Cátaros tinham engendrado um reboliço de história mística e romantica, a mistificação cercando os Templários era até mesmo maior. Em um nível, eles estavam bastante familiriarizados para nós, os fanaticamente ferozes monges-guerreiros, cavaleiros místicos vestidos em um manto branco com uma cruz vermelha, que desempenharam um papel tão crucial nas Cruzadas. Aqui, em algum sentido, eram os cruzados arquetípicos as tropas de choque da Terra Santa, que combateram e morreram heroicamente por Cristo, aos milhares. Ainda que muitos escritores, até mesmo hoje, os vissem como uma instituição muito mais misteriosa, uma ordem essencialmente secreta, com intento em intrigas obscuras, maquinações clandestinas, sombrias conspirações e projetos. E lá permaneceu um fato preplexante e inexplicável. No fim da carreira deles de dois séculos, estes campeões vestidos de branco de Cristo foram acusados de negar e repudiar Cristo, de pisar e cuspir na cruz. No Ivanhoé de Scott, os Templários são apresentados como tiranos arrogantes e presunçosos, déspotas cobiçosos e hipócritas sem vergonha abusando de seu poder, manipuladores cobiçosos orquestrando os assuntos de homens e reinos. Em outros escritores do século XIX eles são apresentados como vis satanistas, adoradores do diabo, praticantes de todos os modos de obscenos, abomináveis e/ou heréticos ritos. Historiadores mais recentes tem estado inclinados a os verem como vítimas infelizes, peões sacrificiais nas manobras políticas de alto nível da Igreja e do Estado. E ainda havia outros escritores, especialmente na tradição da Livre Maçonaria, que viam os Templários como adeptos místicos e iniciados, guardiães de uma sabedoria arcana que transcende a própria cristandade. Seja qual for a tendência ou orientação particular de tais escritores, ninguém discute o zelo heróico dos templários ou a contribuição deles para a história. Nem há qualquer questão que a ordem deles é uma das mais glamurosas e enigmáticas instituições nos anais da cultura ocidental.

Nenhuma narrativa das Cruzadas ou, por este assunto, da Europa durante os séculos XII e XIII negligenciará em mencionar os Templários. Em seu zênite, eles eram a mais poderosa e influente organização da inteira cristandade, com a única possível exceção do Papado. E ainda que certas perguntas assustadoras permaneçam. Quem e o que eram os Cavaleiros Templários? Eles eram meramente o que pareciam ser, ou eram algo mais? Eles eram simples soldados sobre os quais uma aura de lenda e mistificação foi subsequentemente desenhada? Se assim o era, porque? Alternativamente havia um genuíno mistério ligado a eles? Pode haver algum fundamento para os posteriores embelezamentos do mito? Primeiro consideramos as narrativas aceitas dos Templários as narrativas oferecidas por historiadores respeitados e responsáveis. Em virtualmente cada ponto estas narrativas levantaram mais perguntas do que responderam. Elas não apenas desabavam sob exame, mas sugeriam algum tipo de ‘acobertamento’. Não podemos escapar da suspeita que algo havia sido deliberadamente ocultado e uma ‘história cobertura’ fabricada, que mais tarde os historiadores meramente repetiram.

Até onde geralmente é sabido, a primeira informação histórica sobre os Templários é fornecida por um historiador franco, Guillaume de Tyre, que escreveu entre 1175 e 1185. Este foi o pico das Cruzadas, quando os exércitos ocidentais já haviam conquistado a Terra Santa e estabelecido o Reino de Jerusalém ou, como isso foi chamado pelos próprios Templários, “Outremer”, ‘A Terra Alem do Mar’. Mas ao tempo que Guillaume de Tyre começou a escrever, a Palestina tinha estado em mãos ocidentais por 70 anos, e os Templários já estavam em existência por mais de 50 anos.  Guillaume estava portanto escrevendo sobre eventos que antederam seu próprio período de vida, eventos que ele não tinha testemunhado ou vivenciado ou vivenciado pessoalmente, mas que havia aprendido de uma segunda ou mesma terceira mão. Em segunda ou terceira mão e, sobretudo, com base em uma autoridade incerta. Não houve cronistas ocidentais entre 1127 e 1144. Então não há registros escritos sobre estes anos cruciais. Não sabemos, em resumo, quanto das fontes de Guilhaume, isso pode muito bem chamar algumas de suas declaraões em questão. Ele pode ter se guiado pela palavra popular, em nenhuma tradição oral confiável. Alternativamente, ele pode ter consultado os próprios Templários e recontado o que eles disseram a ele. Se isso assim o é, isso significa que ele estava relatando apenas  o que os Templários queriam que ele relatasse. Garantidamente, Guilhaume nos fornece certa informação básica;  e esta é a informação sobre a qual todas as narrativs subsequentes dos Templários, todas as explicações sobre sua fundação, todas as narrativas sobre suas atividdes, tem sido baseadas. Mas por causa da imprecisão e superficialidade de Guilhaume, por causa do tempo quando ele escreveu, por causa da morte das fontes documentadas, ele constitui uma base precária sobre a qual construir uma figura definitiva. As cronicas de Guilhaume são certamente úteis. Mas é um erro e um que muitos historiadores tem sucumbido em ve-las como impugnável e completamente acuradas. Até mesmo as datas de Guilhaume, como ressalta Sir Steven Runciman, ‘são confusas e as vezes demonstravelmente erradas’.

Segundo Guillaume de Tyre, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão foi fundada em 1118. Seu fundador é dito ser Hugues de Payen, um nobre de Champagne e vassalo do Conde de Champagne. Um dia Hugues, sem solicitação, apresentou-se com oito camaradas no palácio do Rei Bauduino, Rei de Jerusalém, cujo irmão mais velho, Godfroi de Bouillon, tinha capturado a Cidade Santa dezenove anos antes. Bauduino parece te-los recebido muito cordialmente, como o fez o Patriarca de Jerusalém, o líder religioso do novo reino e emissário especial do Papa. O objetivo declarado dos Templários, continua Guillaume de Tyre, era, “até onde sua força permitisse, eles deviam manter as estradas e caminhos seguros… com especial consideração pela proteção dos romeiros”. Tão digno era este objetivo aparentemente que o Rei colocou uma ala inteira do palácio real a disposição dos Cavaleiros. E, a despeito de seu declarado voto de pobreza, os cavaleiros se moveram para as belas acomodações. Segundo a tradição, seus aposentos eram construídos sobre as fundações do antigo Templo de Salomão, e disto a Ordem principiante derivou seu nome. Por nove anos, nos conta Guillaume de Tyre, os novos Cavaleiros não admitiram novos candidatos em sua Ordem. Eles ainda supostamente estavam vivendo em pobreza, a tal pobreza que o selo oficial mostra dois cavaleiros montados em um único cavalo, implicando não apenas a fraternidade deles, mas também a penúria que impossibilitou montarias separadas. Este estilo de selo é frequentemente visto como o mais distintivo e famoso emblema dos Templários, descendendo dos primeiros dias da Ordem. Contudo, ele realmente data de um século completo depois, quando os Templários dificilmente eram pobres se, de fato, eles até mesmo o foram.

Segundo Guillaume de Tyre, escrevendo meio século depois, os Templários foram criados em 1118 e se mudaram para dentro do palácio do rei presumivelmente navegando daqui ´para proteger romeiros nas estradas e caminhos da Terra Santa’. E ainda que houvesse, a este tempo, um historiador real oficial, empregado pelo rei. Seu nome era Fulk de Chartres, e ele estava escrevendo não apenas 50 anos depois da suposta fundação da Ordem, mas durante os mesmos anos em questão. Muito curiosamente, Fulk de Chartres não faz qualquer menção a Hugues de Payen, aos companheiros de Hugues ou qualquer coisa até mesmo remotamente ligada aos Cavaleiros Templários. De fato há um estrondoso silêncio sobre as atividades dos Templários durante os dias iniciais de sua existência. Certamente não há registro em qualquer lugar nem até mesmo mais tarde sobre eles fazerem algo para proteger os romeiros. E não se pode senão imaginar como tão poucos homens poderiam esperar cumprir tal tarefa gigantesca auto-imposta. Nove homens para proteger os romeiros em todas as  passagens da Terra Santa? Apenas nove? E todos os romeiros? Se este fosse o objetivo deles, poder-se-ia certamente esperar que eles dessem boas vindas a novos recrutas. Ainda que, segundo Guillaume de Tyre, eles não admitissem novos candidatos na Ordem por nove anos. Nem ao menos, dentro de uma década a fama dos Templários parece ter se espalhado de volta a Europa. As autoridades eclesiásticas falavam altamente sobre eles e exaltavam sua tarefa cristã. Por 1128, ou pouco depois, um trato louvando suas virtudes e qualidades foi emitido por não menos uma pessoa que São Bernardo, o Abade de Clairvaux e o portavoz principal para a cristandade.

O trato de Bernardo ‘Em Louvor da Nova Cavalaria” declara os Templários serem o epítomo e a apoteose dos valores cristãos. Depois de nove anos, em 1127, a maioria dos nove Cavaleiros retornou a Europa em uma boa vinda triunfal, orquestrada em grande parte por São Bernardo. Em janeiro de 1128 um Concílio da Igreja se reuniu na côrte de Troyes do Conde de Champagne, o senhor de ligação de Hugues de Payen ao qual Bernardo era novamente o espírito guia. Neste Concílio os Templários foram oficialmente reconhecidos e incorporados como um Ordem religiosa militar. Hugues de Payen recebeu o título de Grão Mestre. Ele e seus subordinados eram para ser monges guerreiros, soldados místicos, combinando a disciplina austera do claustro com um zelo marcial supremo ao fanatismo; uma milícia de Cristo, como eles eram chamados naquele tempo. E foi novamente São Bernardo que ajudou a desenhar, com um prefácio entusiástico, a regra de conduta pela qual os cavaleiros adeririam a uma regra baseada naquela da ordem monástica cisterciana, na qual o próprio Bernardo era de influência dominante. Os Templários juravam pobreza, castidade e obediência. Eles eram obrigados a cortar o cabelo mas proibidos de cortar suas barbas, assim se distinguindo em uma era onde a maioria dos homens tinha a barba feita. Dieta, roupas e outros aspectos da vida diária eram estritamente regulados de acordo com as rotinas monástica e militar. Todos os membros da Ordem eram obrigados a vestir hábitos brancos, ou sobrecasacas e batinas, e estas logo evoluiram em um distintivo manto branco pelo qual os Templários se tornaram famosos. É garantido que ninguém vista hábitos brancos, ou tenham mantos brancos, exceto… os Cavaleiros de Cristo. Assim declarada a regra da Ordem, que elaborou o significado simbólico desta veste. Para todos os cavaleiros professos, tanto no inverno quanto no verão, damos, se eles podem ser procurados, vestimentas brancas, que aqueles que tem lançado atrás deles uma vida escura possam saber que eles eram dedicados ao seu Criador para uma vida pura e branca.

Além destes detalhes, a regra estabeleceu uma frouxa hierarquia e aparato administrativo, E o comportamento no campo de batalha era estritamente controlado. Se capturados, por exemplo, os Templários não tinham permissão para pedir misericórdia ou resgatar eles próprios. Eles eram compelidos a lutar até a morte. Eles não tinham permissão para recuar, a menos que as hordas contra eles excedessem três por um. Em 1139 uma Bula Papal foi emitida pelo Papa Inocente II, um antigo monge cisterciano em Clairvaux e protegido de São Bernardo. Segundo esta Bula, os Templários não deviam obediência a nenhum poder eclesiástico ou secular outro do que aquele do próprio Papa. Em outras palavras, eles foram deixados completamente independentes de todos os reis, príncipes e prelados, e toda interferência de ambas autoridades políticas e religiosas. Eles tinham se tornado, de fato, uma lei para eles mesmos, um império internacional autonomo. Durante as duas décadas que se seguiram ao Concílio de Troyes, a Ordem se expandiu com extraordinária rapidez e em uma escala extraordinária. Quando Hugues de Payen visitou a Inglaterra em 1128, ele foi recebido com “grande veneração’ pelo Rei Henrique I. Por toda Europa, os filhos mais novos das famílias nobres se alistaram nas fileiras da Ordem, e vastas doações em dinheiro, bens, e terra foram feitas para cada parte da cristandade. Hugues de Payen doou suas propriedades e todos os novos recrutas foram obrigados a fazerem o mesmo. Na admissão na Ordem, um homem era compelido a assinar doando todas as suas posses. Dado tais políticas, não é surpreendente que os bens dos Templários proliferassem.

Dentro de uns meros doze meses do Concílio de Troyes, a Ordem tinha propriedades substanciais na França, Inglaterra, Escócia, Flandres, Espanha e Portugal. Dentro de uma outra década, ela também tinha território na Itália, Áustria, Alemanha, Hungria a Terra Santa e pontos do oriente. Embora os cavaleiros individuais fossem ligados ao seu voto de pobreza, isto não evitou que a Ordem reunisse riqueza, e em uma escala sem precedentes. Todas as doações eram benvindas. Ao mesmo tempo, a Ordem era proibida de dispor de qualquer coisa até mesmo para resgatar seus líderes. O Templo recebia em abundância mas, como uma matéria de política estrita, ele nunca dava.

Quando Hugues de Payen voltou a Palestina em 1130, entretanto, com uma entourage bem considerável para aquele tempo de uns 300 cavaleiros, ele deixou para trás, sob a custódia de outros recrutas, vastas áreas de território europeu. Em 1146 os Templários adotaram a famosa cruz vermelha. Com este símbolo gravado em seus mantos, os Cavaleiros acompanharam o Rei Luis VII da França na Segunda Cruzada. Aqui eles estabeleceram sua reputação de zelo marcial acoplado a uma quase insana ousadia, e uma feroz arrogância também. Como um todo, contudo, eles eram magnificamente disciplinados – a mais disciplinada força combatente no mundo naquele tempo. O próprio Rei francês escreveu que foram apenas os Templários que evitaram que a Segunda Cruzada – mal concebida e mal gerenciada -, se degenerasse em um debacle total. Durante os próximos cem anos os Templários se tornaram um poder com influência internacional. Eles estavam constantemente engajados em uma diplomacia de alto nível entre nobres e monarcas pelo mundo ocidental e a Terra Santa. Na Inglaterra, por exemplo, o Mestre do Templo era regularmente chamado ao Parlamento do rei, e era visto como chefe de todas as ordens religiosas, tedo precedência sobre todos priores e abades na terra. Mantendo ligações estreitas com Henrique II e Thomas a Becket, os Templários foram instrumentais em tentar reconciliar o soberano e seu estranho arcebispo. Sucessivos reis ingleses, incluindo o Rei João, frequentemente residiram no preceptório do Templo em Londres, e o Mestre da Ordem permaneceu do lado do monarca ao assinar a Carta Magna.

Nem era o envolvimento político da Ordem confinado apenas a cristandade. Ligações estreitas foram construídas com o mundo muçulmano bem como o mundo tão frequentemente oposto ao campo de batalha e os Templários comandavam um respeito pelos líderes sarracenos que excedia o que era aceito por qualquer europeu. Ligações secretas também eram mantidas com os Hashishim ou Assassinos, a famosa seita de adeptos militantes e frequentemente fanáticos que eram o equivalente islâmico dos Templários. Os Hashishim pagavam tributo aos Templários e eram murmurados estarem a serviço deles. Em quase toda a política a Inglaterra ousou desafia-los, ameaçando confiscar os domínios deles. “Vocês Templários… tem tantas liberdades e cartas que suas possessões enormes os tornam cheios de orgulho e arrogância. O que foi imprudentemente dado deve entretanto ser prudentemente revogado; e o que foi inconsideradamente doado deve ser consideradamente tomado. ” O Mestre da Ordem respondeu, “O que dizes, Oh Rei? Longe esteja que vossa boca deva expressar uma palavra tão tola e desagradável. Tanto quanto vós deves exercer a justiça, vós reinareis. Ms se vós infrigis isso, cessará de ser Rei”. É difícil aceitar para a mente moderna a enormidade e a audácia desta declaração. Implicitamente o Mestre está tomando para sua Ordem e ele próprio o poder que nem até mesmo o Papado ousou explicitamente afirmar de fazer ou depor monarcas. Ao mesmo tempo, os interesses dos Templários se estendem além da guerra, diplomacia e intriga política. De fato eles criaram e estabeleceram a instituição dos bancos modernos. Ao emprestar vastas somas aos monarcas destituídos eles se tornaram os banqueiros para cada trono na Europa e para certos potentados muçulmanos também. Com sua rede de preceptórios por toda Europa e Oriente Médio, eles também organizaram, em modestas taxas de juros, a tranferência segura e eficiente de dinheiros para os mercadores do comércio, uma classe que se tornou crescentemente dependente deles.

O dinheiro depositado em uma cidade, por exemplo, podia ser pedido e retirado em outra, por meio de notas promissórias inscritas em intrincados códigos. Os Templários assim se tornaram os primários trocadores de dinheiro da era, e o preceptório de Paris se tornou o centro das finanças européias. É até mesmo provável que o cheque, como o conhecemos e usamos hoje, tenha sido inventado pela Ordem. E os Templários não comerciavam apenas em dinheiro, mas em pensamento também. Por meio de seu mantido e simpático contacto com as culturas islâmica e judaica, eles vieram a atuar como uma câmara de compensação para novas idéias, novas dimensões de conhecimento, novas ciências. Eles desfrutavam de um real monopólio sobre a melhor e mais avançada tecnologia de sua era, a melhor que podiam produzir os armeiros, trabalhadores em couro, pedreiros, arquitetos militares e engenheiros. Eles contribuiram para o desenvolvimento da vigilância, feitura de mapas, construção de estradas e navegação. Eles possuiam seus próprios portos marítimos, estaleiros e frotas comercial e militar, que estavam entre as primeiras a usar a bússola magnética. E como soldados, a necessidade de tratar de ferimentos e doenças os tornou adeptos do uso de drogas. A Ordem mantinha seus próprios hospitais com seus próprios médicos e cirurgiões cujo uso do extrato do mofo sugere um entendimento das propriedades dos antibióticos. Princípios modernos de higiene e limpeza eram compreendidos. E com uma compreensão também antecipada de seu tempo, eles viam a epilepsia não como uma possessão demoníaca mas como uma doença controlável. Inspirados por suas próprias realizações, o Templo na Europa se desenvolveu crescentemente rico, poderoso e complacente. Talvez não surpreendentemente, ele também ficou cada vez arrogante, brutal e corrupto. Beber como um Templário se tornou um clichê naquele tempo. E certas fontes avaliam que a Ordem estabeleceu um ponto ao recrutar cavaleiros excomungados. Mas enquanto os Templários atingiam prosperidade e notoriedade na Europa, a situação na Terra Santa tinha se deteriorado seriamente.

Em 1185 o Rei Bauduino IV de Jerusalém morreu. Na disputa dinástica que se seguiu, Gerard de Ridefort, o Grão Mestre do Templo, traiu um juramento feito ao monarca morto, e portanto colocou a comunidade européia na Palestina para trazer uma guerra civil. Nem foi esta a unica ação questionável de Ridefort. Sua atitude de cavaleiro em relação aos Sarracenos precipitou a ruptura de uma trégua de longo tempo, e provocou um novo ciclo de hostilidades. Então, em julho de 1187, Ridefort liderou seus cavaleiros, juntamente com o resto do exército cristão, em uma batalha áspera, mal concebida e, como transpirou, desastrosa em Hattin. As forças cristãs foram virtualmente aniquiladas; e dois meses depois Jerusalém foi capturada por mãos sarracenas. Durante o século seguinte a situação se tornou crescentemente sem esperança. Por 1291 quase todo Outremer havia caído, e a Terra Santa estava quase que completamente sob controle muçulmano. Somente Acre permanecia, e em maio de 1291 esta última fortaleza foi perdida também. Ao defenderem a cidade condenada, os Templários se mostraram mais heróicos. O próprio Grão Mestre, embora severamente ferido, continuou a lutar até sua morte. Como havia apenas espaço limitado nas galés da Ordem, apenas mulheres e crianças foram evacuadas, enquanto todos os cavaleiros, até mesmo os feridos, escolheram permanecer para trás. Quando o último bastião em Arce caiu, ele o fez com intensidade apocalíptica, as paredes desabando e enterrando atacantes e defensores igualmente.

Os Templários estabeleceram sua nova sede em Chipre; mas com a perda da Terra Santa, eles efetivamente haviam sido privados de sua razão de ser. Como não mais havia terras de infiéis a conquistar, a Ordem começou a voltar sua atenção para a Europa, esperando encontrar lá uma justificativa para sua continuada existência. Um século antes, os Templários haviam presidido a fundação de uma outra ordem cavaleiresca, religiosa-militar, os Cavaleiros Teutônicos. Os últimos eram ativos em pequenos números no Oriente Médio, mas por meados do século XIII tinham voltado sua atenção para as fronteiras a nordeste da cristandade. Aqui eles tinham escavado uma principalidade independente para eles próprios, a Ordenstoat ou Ordensland, que abrangia quase todo o Báltico oriental. Nesta principalidade que se estendia da Prússia ao Golfo da Finlândia e o que é agora solo russo os Cavaleiros Teutônicos desfrutavam de uma soberania não desafiada, muito longe do controle secular e eclesiástico. Para a própria inserção do Ordenstaat, os Templários tinham invejado a independência e a imunidade desta ordem similar. Depois da queda da Terra Santa, eles pensavam crescentemente em um Estado seu próprio no que eles exercessem a mesma autoridade irrestrita e autonomia dos Cavaleiros Teutônicos. Diferente dos Cavaleiros Teutônicos, contudo, os Templários não estavam interressados na selvageria ríspida da Europa Oriental. Por agora eles estavam acostumados demais com o luxo e a opulência. Consequentemente, eles sonhavam em fundar seu Estado em um solo mais acessível e congenial como o de Languedoc. De seus anos mais iniciais, O Templo havia mantido um certo entendimento caloroso com os Cátaros, especialmente no Languedoc. Muitos ricos proprietários de terras, eles próprios cátaros ou simpáticos aos cátaros, tinham doado grandes áreas de terra à Ordem. Segundo um escritor recente, ao menos um dos co-fundadores do Templo era um cátaro. Isto parece de certa forma improvável, mas está além de qualquer discussão que Bertrand de Blachefort, o quarto Grão Mestre da Ordem, veio de uma família cátara. Quarenta anos depois da morte de Bertrand, seus descendentes estavam lutando lado a lado com outros senhores cátaros contra os invasores nortistas de Simon de Montfort.

Durante a Cruzada Albigense, os Templários ostensivamente permaneceram neutros, se confinando no papel de testemunhas. Ao mesmo tempo, todavia, o Grão Mestre daquele tempo parece ter deixado clara a posição da Ordem quando declarou que havia apenas uma Cruzada, a cruzada contra os sarracenos. Sobretudo, um exame cuidadoso das narrativas contemporaneas revela que os Templários forneceram abrigo a muitos refugiados cátaros. Na ocasião, eles parecem ter tomado armas em benefício dos refugiados cátaros. E uma inspeção dos pergaminhos da Ordem na direção do início da Cruzada Albigense revela um maior influxo de cátaros nas fileiras do Templo onde nem mesmo os cruzados de Simon Montfort ousariam desafia-los. De fato, os pergaminhos dos Templários do período mostram que uma proporção significante dos dignatários de alto escalão da Ordem eram de familias cátaras. No Templo de Languedoc os oficiais eram mais frequentemente cátaros do que catolicos. E o que é mais, os nobres cátaros que se alistaram no Templo não pareciam ter se movido sobre o mundo como muitos de sua irmandade católica. Ao contrário, eles pareciam ter permanecido pela maior parte no Languedoc, assim criando para o Ordem uma base duradoura e estável na região. Em virtude de seu contacto com as culturas islâmica e judaica, os Templários já haviam absorvido muitas grandes idéias diferentes da cristandade romana ortodoxa. Os Mestres Templários, por exemplo, frequentemente empregavam secretários árabes, e muitos Templários, tendo aprendido o árabe no cativeiro, eram fluentes na lingua. Uma estreita compreensão foi também mantida com as comunidades judaicas, interesses financeiros e erudição. Pelo influxo de recrutas cátaros, eles agora também estavam expostos ao dualismo gnóstico se, de fato, eles realmente tivessem sido estranhos a isso.

Por 1306 Felipe, o Belo da França estava agudamente ansioso de livrar seu território dos Templários. Eles eram arrogantes e ingovernáveis. Eles eram eficientes e altamente treinados, uma força militar profissional muito mais forte e melhor organizada do que qualquer uma que ele próprio pudesse reunir. Eles estavam firmemente estabelecidos pela França, e por este tempo até mesmo a obediência ao Papa era apenas nominal. Felipe não tinha controle sobre a Ordem. Ela possuia o dinheiro dele. Ele havia sido humilhado quando, fugindo de uma multidão rebelada em Paris, ele foi obrigado a buscar o abjeto refúgio no preceptório do Templo. Ele invejava a imensa riqueza dos Templários, que sua residência em seus territórios tornou mais flagrantemente aparente para ele. E, tendo se aplicado para se unir a Ordem como postulante, ele sofreu a indignidade de ser claramente rejeitado. Estes fatos juntos, com certeza, com a alarmente perspectiva de um Estado Templário independente em sua porta de trás foi suficiente para estimular o rei à ação. E heresia era uma desculpa conveniente. Felipe primeiro tinha que aliciar a cooperação do Papa, ao qual, na teoria a qualquer nível, os Templários deviam fidelidade e obediência, Entre 1303 e 1305, o rei francês e seus ministros engendraram o rapto e morte de um Papa [Bonifácio VIII] e bem possivelmente o assassinato por veneno de um outro [Benedito XI]. Então, em 1305, Felipe gerenciou para assegurar a eleição de seu próprio candidato, o arcebispo de Bordeaux, para o trono papal vago. O novo pontífice tomou o nome de Clemente V. Em débito como ele estava com a influência de Felipe, ele dificilmente poderia recusar as exigências do rei. Felipe planejou cuidadosamente seus movimentos. Uma lista de acusações foi compilada, parcialmente dos espiões do rei que haviam infiltrado a Ordem, parcialmente de confissões voluntárias de um alegado Templário renegado. Armado com estas acusações, Felipe fez o último movimento; e quando ele enviou sua explosão, ela foi súbita, eficiente e letal. Em uma operação de segurança digna da SS e da Gestapo, o rei emitiu ordens secretas e lacradas aos seus senescais pelo interior. Estas ordens eram para ser abertas em todos os lugares simultaneamente e implementadas de uma vez. No amanhecer da sexta feira, 13 de outubro de 1307, todos os Templários na França eram para serem aprisionados e colocados sob prisão pelos homens do rei, seus preceptórios colocados sob sequestro real, seus bens confiscados.

Mas embora o objetivo de surpresa de Felipe possa ter sido alcançado, seu interesse primário na fortuna imensa da Ordem o enganou. Ela nunca foi encontrada, e o que se tornou o fabuloso tesouro dos templários tem permanecido um mistério. De fato é duvidoso se o ataque de surpresa à Ordem foi tão inesperado como ele, ou os historiadores subsequentes, acreditaram. Há considerável evidência a sugerir que os Templários foram avisados antecipadamente. Logo antes das prisões, por exemplo, o Grão Mestre, Jacques de Molay, pediu que muitos dos livros e regras fossem então queimados. Um cavaleiro que se retirou da Ordem naquele tempo foi dito pelo tesoureiro que ele estava sendo extremamente sábio e que a catástrofe era iminente. Uma nota oficial foi circulada em todos os preceptórios franceses, ressaltando que nenhuma informação a respeito dos costumes e rituais da Ordem tinha sido divulgada. De qualquer modo, se os templários foram avisados antecipadamente ou se eles deduziram o que estava no vento, certas precauções foram tomadas definitivamente. Em qualquer caso, os cavaleiros que foram capturados parecem terem se submetido passivamente, como se houvessem recebido instruções para assim o fazer. Em nenhum ponto há qualquer registro da Ordem na França resistindo ativamente aos senescais do rei. Em segundo lugar, há evidência persuasiva de algum tipo de fuga organizada por um grupo particular de cavaleiros virtualmente todos os quais de algum modo estavam ligados ao Tesoureiro da Ordem. Portanto, talvez não seja surpreendente, que o tesouro do Templo, juntamente com quase todos seus documentos e registros, deva ter desaparecido. Rumores persistentes mas não substanciados falam do tesouro sendo contrabandeado de noite do preceptório de Paris, pouco antes das prisões. Segundo estes rumores, ele foi transportado por vagões para a costa presumidamente para a base naval da Ordem em La Rochelle e carregado em 18 galés, e nunca foi ouvido falar dele novamente. Se isso é verdade ou não, pareceria que a frota dos Templários escapou dos guardas do rei porque não há relatos de qualquer navio da Ordem ter sido tomado. Ao contrário, estes navios parecem ter desaparecido totalmente, junto com seja o que for que eles estivessem transportando. Na França os Templários presos foram julgados e alguns submetidos a tortura. Estranhas confissões foram extraídas e até mesmo acusações mais estranhas feitas.

Rumores amargos começaram a circular pelo país. Os Templários supostamente veneravam um diabo chamado Baphomet. Em suas cerimônias secretas eles supostamente se prostravam diante de uma cabeça barbada masculina, que falava com eles e os investia de poderes ocultos. Testemunhas não autorizadas destas cerimônias nunca foram vistas novamente. E havia outras acusações também, que eram até mesmo mais vagas; de infanticídio, de ensinar as mulheres como abortar, de beijos obscenos na iniciação de postulantes; de homossexualidade. Mas de todas as acusações levantadas contra estes soldados de Cristo, que haviam lutado e dedicado suas vidas a Cristo, uma parece a mais bizarra e aparentemente improvável. Eles foram acusados de ritualmente negarem Cristo, de repudiarem, pisarem e cuspirem na cruz. Na França, ao menos, o destino dos Templários foi efetivamente selado. Felipe atormentou-os selvagemente e sem misericórdia.  Muitos foram queimados, muitos mais aprisionados e torturados. Ao mesmo tempo o rei continuou a intimidar o Papa, exigindo até mesmo medidas mais restritivas contra a Ordem. Depois de resistir por um tempo, o papa abriu mão em 1312, e os Cavaleiros Templários foram oficialmente dissolvidos sem um veredito conclusivo de culpa ou inocência ter sido até mesmo produzido.

Mas nos domínios de Felipe, os julgamentos, inquéritos e investigações continuaram por outros dois anos. No final, em março de 1314, Jacques de Molay, o Grão Mestre e Geoffroi de Charnay, Preceptor da Normandia, foram queimados até a morte um fogo brando. Com a execução deles, a Ordem ostensivamente desapareceu desta parte da história. Dado ao número de cavaleiros que escaparam, que permaneceram de fora ou que eram conhecidos, seria surpreendente se tivesse. Não obstante, a Ordem não deixou de existir.  Felipe havia tentado influenciar seus companheiros monarcas, esperando portanto assegurar que nenhum Templário na cristandade fosse poupado. De fato, o zelo do rei a este respeito é quase suspeito. Pode-se talvez compreende-lo querer se livrar em seus próprios domínios da presença da Ordem, mas é muito menos claro porque ele deve ter tido tal intento de exterminar os Templários em outros lugares. Certamente ele próprio não era um modelo de virtudes; e é difícil imaginar um monarca que providenciasse a morte de dois Papas sendo genuinamente preocupado pelas infrações à fé. Felipe simplesmente temia a vingança se a Ordem permanecesse intacta fora da França? Em qualquer caso, sua tentativa de eliminar os Templários fora da França não foi bem sucedida. O proprio enteado de Felipe, por exemplo, Eduardo II da Inglaterra, de início correu em defesa da Ordem. Eventualmente, pressionado pelo Papa e o rei francês, ele cumpriu as exigências deles, mas apenas parcial e tepidamente. Embora a maioria dos Templários pareça ter escapado completamente, um número foi preso. Destes contudo, a maioria recebeu sentenças leves algums vezes de não mais que poucos anos de penitência em abadias e monastérios, onde eles viviam em condições geralmente confortáveis. Suas terras foram consignadas aos Cavaleiros Hospitalários de São João, mas eles próprios foram poupados da perseguição viciosa que atingiu sua irmandade na França.

Em todos os lugares a eliminação dos Templários encontrou maior dificuldade, Na Escócia, por exemplo, havia uma guerra com a Inglaterra naquele tempo, e o consenquente caos deixou pouca oportunidade para implementar exatidões legais. Então as Bulas Papais dissolvendo a Ordem nunca foram proclamadas na Escócia e na Escócia, portanto, a Ordem nunca foi tecnicamente dissolvida. Muitos ingleses e, pareceria, Templários franceses fundaram um refúgio escocês, e um contingente considerável é dito ter lutado do lado de Robert Bruce na Batalha de Bannockburn em 1314. Segundo a história o corpo coerente na Escócia existiu por outros quatro séculos. Na luta de 1688-91, James II da Inglaterra foi deposto por William de Orange. Na Escócia os apoiadores do sitiado monarca Stuart se levantaram em revolta e, na Batalha de Killiecrankie em 1689, João  Claverhouse, Visconde de Dundee, foi morto no campo. Quando seu corpo foi recuperado, ele foi reportadamente encontrado usando a Grande Cruz da Ordem dos Templários – não um recente aparelho supostamente, mas um datando de antes de 1307. Em Lorraine, que era parte da Alemanha naquele tempo, não parte da França, os Templários foram apoiados pelo duque da principalidade. Um poucos foram julgados e exonerados. A maioria, parece, obedeceu ao seu Preceptor, que reputadamente os aconselhou a raspar suas barbas, abandonar a veste secular e se assimilarem na populaça local.

Na própria Alemanha os Templários abertamente desafiaram seus juízes, ameaçando tomar armas. Intimidados, seus juízes os pronunciaram inocentes; e quando a Ordem foi oficialmente dissolvida, muitos Templários alemães acharam um paraíso nos Hospitalários de São João e na Ordem Teutônica. Na Espanha, também,  os Templários resistiram aos seus perseguidores e encontraram refúgio em outras ordens. Em Portugal a Ordem foi clarificada por um inquérito e simplesmente mudou seu nome, se tornando, Cavaleiros de Cristo. Sob este título eles funcionavam bem dentro do século XVI se devotando a atividade marítima. Vasco da Gama era um Cavaleiro de Cristo, e o Príncipe Henrique o Navegador era um Grão Mestre da Ordem. Navios dos Cavaleiros de Cristo viajavam sob a familiar cruz vermelha. E foi sob a mesma cruz que Cristóvão Colombo atravessou o Atlântico para o Novo Mundo. O próprio Colombo era casado com a filha de um antigo Cavaleiro de Cristo, e tinha acesso aos mapas e diários de seu sogro. Então, em um número de modos diversos, os Templários sobreviveram ao ataque de 13 de outubro de 1307. E em 1522 a progenie prussiana dos Templários, os Cavaleiros Teutônicos, sulariri sed eles próprios, repudiaram sua aliança com Roma e deram seu apoio por trás de um rebelde e herege chamado Martinho Lutero. Dois século depois de sua dissolução, os Templários, contudo indiretamente, estavam exercendo a vingança contra a Igreja que os traiu.

Os Cavaleiros Templários e Os Mistérios

Em uma forma grandemente resumida, esta é a história dos Cavaleiros Templários como os escritores a tem aceito e apresentado, e como nós a encontramos em nossa pesquisa. Mas rapidamente descobrimos que há uma outra dimensão para a história da Ordem, consideravelmente mais evasiva, mais provocante e mais especulativa.  Até mesmo durante a existência deles, uma mística tem vindo a cercar os cavaleiros. Alguns disseram que eles eram feiticeiros e mágicos, adeptos secretos e alquimistas. Muitos de seus contemporaneos os evitavam, acreditando que eles estavam em contacto com poderes não limpos.  Tão cedo quanto 1208, no início da Cruzada Albigense, o Papa Inocente III tinha advertido os Templários por um comportamento não cristão, e se referiu explicitamente a necromancia. Por outro lado, havia indivíduos que os louvavam com entusiasmo estravagante. No século XII Wolfram von Eschenbach, o maior dos romancistas medievais, fez uma visita especial ao Outremer para testemunhar a Ordem em ação. E quando, entre 1195 e 1220, Wolfram compôs seu romance épico Parcival, ele conferiu aos Templários o mais exaltado status. No poema de Wolfram os cavaleiros que guardam o Santo Gral, o castelo do Gral e a família do Gral, são Templários. Depois da derrocada dos Templários, a mística que cerca isso persistiu. O ato final registrado na história da Ordem tem sido a queima do último Grão Mestre, Jacques de Molay, em março de 1314.  Quando a fumaça do fogo brando chocou a vida de seu corpo, é dito que Jacques de Molay  disse uma imprecação das chamas. Segundo a tradição, ele chamou seus perseguidores, o Papa Clemente e O Rei Felipe para se unirem a ele e responderem por eles próprios diante da Côrte de Deus dentro de um ano. Dentro de um mês, o Papa Clemente  estava morto, supostamente de um súbito ataque de desinteria. Pelo fim do ano Felipe estava morto também, por causas que permanecem obscuras até este dia. Há, de fato, nenhuma necessidade de procurar explicações sobrenaturais, Os Templários possuiam grande talento no uso de venenos. E havia certamente bastante pessoas entre os cavaleiros refugiados viajando incógnitas, simpatizantes da Ordem e parentes da irmandade perseguida para executar a vingança apropriada.

Não obstante, o aparente cumprimento da maldição do Grão Mestre emprestou crendencial a crença nos poderes ocultos da Ordem. Nem a maldição terminou lá. Segundo a história, foi para lançar um pálio sobre a linhagem real francesa dentro do futuro. E então os ecos dos supostos poderes místicos dos Templários reverberaram pelos séculos. Pelo século XVIII várias confraternidades secretas e semi-secretas estavam louvando os Templários como os precursores e iniciados místicos. Muitos Maçons Livres do periodo se apropriaram dos Templários como seus antecedentes. Certos ritos e observâncias maçonicas afirmaram a descendência linear direta da Ordem, bem como a custódia autorizada de seus segredos arcanos. Algumas destas afirmações eram claramente ridículas. Outras repousavam, por exemplo, na possível sobrevivência da Ordem na Escócia – podem bem ter tido um núcleo de validade, até mesmo se os enfeites aplicados são espúrios.

Por 1789 as histórias que cercavam os Templários tinham atingido proporções positivamente míticas, e a realidade histórica deles foi obscurecida por uma aura de ofuscação e romance. Eles eram vistos como adeptos ocultos, alquimistas iluminados, magos e sábios, mestres maçons e altos iniciados; reais superhomens dotados de um surpreendente arsenal de poder e conhecimento arcano. Eles também eram vistos como heróis e mártires,  arautos do espírito anti-clerical daquela era; e muitos Maçons Livres, ao conspirar contra Luis XVI, sentiram estarem ajudando a implementar a maldição agonizante de Jacques de Molay  sobre a linhagem francesa.  Quando a cabeça do rei caiu sob a guilhotina, um homem desconhecido é relatado ter saltado para o andaime. Ele molhou sua mão no sangue do manarca, sacudiu-a sobre a multidão adjacente e gritou: “Jacques de Molay, você está vingado!”

Desde a Revolução Francesa a aura que cerca os Templários não tem diminuído. Ao menos três organizações contemporâneas hoje se denominam Templários, afirmando possuir um pedigree de 1314 e cartas cuja autenticidade nunca tem sido estabelecida. Certas lojas maçonicas tem adotado o grau de Templário, bem como rituais e apelações supostamente descendendo da ordem original. Até o fim do século XIX, uma sinistra Ordem dos Novos Templários foi estabelecida na Alemanha e na Áustria, empregando a suástica como um de seus emblemas. Figuras como  H. P. Blavatsky, fundadora da Teosofia, e Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia, falaram de ums esotérica tradição de sabedoria remontando aos Rosacrucianos e aos cátaros e Templários que eram supostamente o repositório de segredos ainda mais antigos. Nos Estados Unidos, adolescentes são admitidos na Sociedade De Molay, sem que até mesmo seus mentores tenham muita noção de onde deriva este nome. Na Bretanha, bem como em outras partes do ocidente, secretos ‘rotary clubs’ se dignificam com o nome Templário e incluem eminentes figuras públicas. Do reino celestial que ele devia conquistar com sua espada, Hugues de Payen deve agora olhar para baixo com uma certa perplexidade  irônica sobre os cavaleiros dos últimos dias, carecas, barrigudos e de óculos, que ele criou. E ainda que ele também esteja impressionado pela durabilidade e vitalidade de seu legado. Na França este legado é especialmente poderoso. De fato, os Templários são uma real indústria na França, tanto quanto Glastonbury, as linhas de comunicação ou o Monstro de Loch Ness são na Bretanha.

Em Paris livrarias estão cheias de histórias e narrativas da Ordem, algumas válidas, algumas beirando entusiasticamente ao lunático. Durante aproximadamente o último quarto de século, um número de afirmações extravagantes tem sido avançado em benefíco dos Templários, algumas das quais podem não ser inteiramente sem fundamento. Certo escritores tem creditado a eles, ao menos em grande parte, a construção das catedrais góticas ou ao menos eles terem fornecido um ímpeto de algum tipo para a explosão da energia arquitetonica e o gênio. Outros escritores tem argumentado que a Ordem estabeleceu contacto comercial com as Américas já em 1269, e derivou grande parte de sua riqueza da importada prata mexicana. Tem sido frequentemente avaliado que os Templários possuiam algum tipo de segredo escondendo as origens da cristandade. Tem sido dito que eles eram Gnósticos, que eles eram hereges, que eles eram desertores do Islã. Tem sido declarado que eles obtiveram uma unidade criativa entre sangues, raças e religiões, uma politíca sistemática de fusão entre o pensamento islâmico, cristão e judaico. E seguidamente isto é mantido, como  Wolfram von Eschenbach manteve quase oito séculos atrás, que os Templários eram os Guardiões do Santo Gral, seja o que possa ser o Santo Gral. As afirmações frequentemente são ridículas. Ao mesmo tempo, alguns dos segredos se relacionam ao que agora chamamos de esotérico. Gravações simbólicas nos preceptórios Templários, por exemplo, sugerem que alguns oficiais na hierarquia da Ordem eram familiarizados com tais disciplinas como astrologia, alquimia, geometria sagrada e numerologia, bem como, com certeza, astronomia que, nos séculos XII e XIII era inseparável da astrologia e cada porção como esotérica. Mas nem as afirmações extravagantes e nem os resíduos esoterícos foram o que nos intrigou. Ao contrário, nos encontramos fascinados por algo muito mais mundano, muito mais prosaico, a riqueza de contradições, improbabilidades, inconsistências, e aparentes ‘telas de fumaça’ na história aceita. Os segredos esotéricos dos Templários podem bem ter existido. Mas algo mais sobre eles estava sendo escondido tão bem enraizado nas correntes políticas e religiosas da época deles.

Foi a este nível que assumimos a maior parte de nossa investigação. Começamos pelo fim da história, a queda da Ordem e as acusações levantadas contra ela. Muitos livros tem sido escritos explorando e avaliando a possível verdade dessas acusações; e da evidência que nós, como a maioria dos pesquisadores, concluimos ter havido alguma base para elas. Submetidos a interrogatório pela Inquisição, um número de cavaleiros se referiu a algo chamado “Baphomet”; tantos, e em tantos lugares diferentes, para que Baphomet seja a invenção de um único indivíduo ou até mesmo um único preceptório. Ao mesmo tempo, não há indicação de quem ou o que possa ser Baphomet, o que ele ou isso representava, porque ele ou isso devesse ter um significado especial. Pareceria que Baphomet era visto com reverência, uma reverência talvez suprema até a idolatria. Em alguns casos o nome é associado com esculturas demoníacas como gárgulas encontradas em vários preceptórios. Em outras ocasiões Baphomet parece estar associado com uma aparição de uma cabeça barbada. A despeito das afirmações de alguns historiadores, parece claro que Baphomet não era uma corrupção do nome Maomé. Por outro lado, pode ter sido uma corrupção do árabe “abufihamet”, pronunciado entre os mouros espanhóis como “bufihimat”. Isto significa “Pai do Entendimento”, ou “Pai da Sabedoria” e ‘pai’ em árabe também é usado para implicar força. Se esta é de fato a origem de Baphomet, portanto ele se referiria presumidamente a algum princípio sobrenatural ou divino. Mas o que pode ter diferenciado Baphomet de qualquer outro princípio divino ou sobrenatural permanece não esclarecido. Se Baphomet era simplesmente Deus ou Alá, porque os cristãos se preocupariam em recristianiza-lo? E se Baphomet não era Deus ou Alá, quem ou o que era ele? Em qualquer caso, encontramos evidência incontestável da acusação de cerimonias secretas envolvendo uma cabeça de algum tipo.

De fato a existência de uma tal cabeça provou ser um dos temas dominantes correndo pelos registros da Inquisição. Como com Baphomet, contudo, o significado da cabeça permanece obscuro. Possa talvez pertencer a alquimia. No processo alquímico há uma fase chamada ‘Caput Mortuum’ ou ‘Cabeça Morta’, o ‘Nigredo’, ou “Enegrecido” que era dito ocorrer antes da precipitação da Pedra Filosofal. Segundo outras narrativas, contudo, a cabeça era aquela de Hugues de Payen, o fundador da Ordem e primeiro Grão Mestre; e é sugestivo que o escudo de Hugues consistisse em três cabeças negras em um campo de ouro. A  cabeça pode também estar ligada ao famoso Sudário de Turim, que parece ter estado sob a possessão dos Templários entre 1204 e 1307, e o qual, se dobrado, teria parecido como nada mais que uma cabeça. De fato, em um preceptório Templário de Templecombe em Somerset foi encontrada uma reprodução de uma cabeça com barbas com surpreendente semelhança ao Sudário de Turim. Ao mesmo tempo, uma especulação recente tem ligado a cabeça, ao menos por tentativa, com a cabeça cortada de João Batista; e certos escritores tem sugerido que os Templários foram ‘infectados’ pela heresia Joanita ou Mandeana que denunciou Jesus como ‘um falso profeta’ e reconheceu João como o verdadeiro Messias. De fato no curso de suas atividades no Oriente Médio os Templários indubitavelmente estabeleceram contacto com as seitas Joanitas, e a possibilidade de tendências Joanitas na Ordem não é improvável. Mas não se pode dizer que tais tendências foram obtidas pela Ordem como um todo, nem que elas eram questão de política oficial. Durante os interrogatórios que seguiram as prisões em 1307, uma cabeça também figurou em outras duas conexões. Segundo os registros da Inquisição, entre os bens confiscados do preceptório de Paris uma relíquia sob a forma de uma cabeça de mulher foi encontrada. Ela era alada no topo e continha o que pareciam terem sido relíquias de um tipo peculiar. Ela é descrita como se segue: uma grande cabeça de prata dourada, a mais bela, e constituindo uma imagem de uma mulher. Dentro havia dois ossos da cabeça envolvidos em um pano de linho branco, com outro pano vermelho ao seu redor. Um rótulo foi anexado, no qual foi escrito a legenda  CAPUT LVIIIm.

Os ossos dentro eram de uma mulher pequena. Uma relíquia curiosa, especialmente para uma rigida e monástica instituição militar como os Templários. Ainda que um cavaleiro sob interogatório, quando confrontado com esta cabeça feminina,  declarou que ela não tinha qualquer relação com a cabeça do homem barbado usada nos rituais da Ordem. Caput LVIII – cabeça 58m permanece um enigma surprendente. Mas vale a pela notar que ‘m’ pode afinal não ter sido um ‘m’, mas U, o símbolo astrológico para Virgem.

As figuras das cabeças aparecem novamente em uma outra história misteriosa tradicionalmente ligada aos Templários. Vale citar uma de suas várias variantes: uma grande senhora de Maraclea foi amada por um Templário, um Senhor de Sidon; mas ela morreu em sua juventude, e na noite de seu enterro, este amante perverso invadiu sua tumba, escavou seu corpo e o violou. Então uma voz do vazio ordenou que ele voltasse no tempo de nove meses para encontrar um filho. Ele obedeceu ao comando e no tempo indicado ele abriu a tumba novamente e encontrou uma cabeça sobre os ossos da pernas do esqueleto [cranio e ossos cruzados]. A mesma voz ordenou que ele guardasse isso bem, porque isso lhe daria todas as boas coisas, e então ele levou tudo isso embora com ele. Isso se tornou seu gênio protetor, e ele foi capaz de derrotar seus inimigos ao meramente mostrar a eles a cabeça mágica. No curso devido, isso passou para a posse da Ordem. Esta narrativa horrenda pode ser traçada ao menos até aquela do Mapa Walter, escrito no final do século XII. Mas nem ele ou outro escritor,  que reconta a mesma história quase um século mais tarde, especifica que este estrupador necrófilo era um Templário. Não obstante, por 1307 a história tinha se tornado estreitamente associada com a Ordem. Ela é mencionada repetidamente nos registros da Inquisição, e ao menos dois cavaleiros sob interrogatório confessaram sua familiaridade com ela. Nas narrativas subsequentes, como uma citada acima, o próprio estuprador é identificado como um Templário, e ele permanece assim ns versões preservadas pela Livre Maçonaria que adotou o cranio e os ossos cruzados, e frequentemente os empregou como um aparelho nas pedras de tumbas. Em parte a lenda pode ser vista quase como um grotesco disfarce da Imaculada Conceição. Em parte pareceria ser uma narrativa simbólica destorcida de algum rito iniciático, algum ritual envolvendo uma morte figurativa e ressureição. Um cronista cita o nome da mulher na história como Yse, que muito claramente derivaria de Isis. E certamente a lenda evoca e ecoa dos mistérios associados a Isis, bem como de aqueles associados a Tamuz ou Adonis, cuja cabeça foi atirada no mar, e de Orfeu, cuja cabeça foi atirada no rio da Via Láctea. As propriedades mágicas da cabeça também evocam a cabeça de Bran O Abençoado na mitologia celta e no Mabinogion. E este é o caldeirão místico de Bran que numerosos escritores tem tentado identificar como o precursor pagão do Santo Gral. Seja qual for a importância atribuida ao ‘culto da cabeça’, a Inquisição claramente acreditou que ele fosse importante. Em uma lista de acusações retiradas de 12 de agosto de 1308, há o seguinte: Item, que em cada província eles tinham ídolos, nomeadamante cabeças… Item, que eles adoravam estes ídolos… Item, que eles disseram que a cabeça podia salva-los. Item, que ela podia faze-los ricos… Item, que ela fez as três flores. Item, que ela fez a terrra germinar. Item, que eles cercavam ou tocavam cada cabeça dos ídolos supramencionados com pequenas cordas, que eles vestiam ao redor deles próprios perto da camisa ou da carne. A corda mencionada no último item é reminiscente dos Cátaros, que também eram alegados terem usado uma corda sagrada de algum tipo. Mas o mais surpreendente na lista é a proposta capacidade da cabeça de fazer riquezas, fazer árvores floridas e trazer fertilidade à terra. Estas propriedades coincidem notavelmente com aquelas atribuidas nos romances ao Santo Gral. De todas as acusações levantadas contra os Templários, as mais sérias eram de blasfemia e heresia de pisar, negar e cuspir na cruz. Não está precisamente claro o que ritual alegado pretendia significar – o que, em outras palavras, os Templários estavam realmente repudiando. Eles estavam repudiando Cristo? Ou eles estavam simplesmente repudiando a Crucificação? E seja o que for que eles repudiavam, o que exatamente eles enalteciam com esta posição?

Ninguém tem respondido satisfatoriamente a estas perguntas, mas parece claro que o repúdio de algum tipo ocorreu, e era um princípio integral da Ordem. Um cavaleiro, por exemplo, testemunhou que em sua iniciação na Ordem, foi dito a ele “Você crê erradamente, porque ele [o Cristo] é de fato um falso profeta. Acredite apenas em Deus no Céu e não nele.’ Um outro Templário declarou que foi dito a ele, ‘Não acredite que o homem chamado Jesus que os judeus crucificaram no Outremer é Deus e que ele pode salva-lo”. Um terceiro cavaleiro similarmente afirmou que ele foi instruido a não acreditar em Cristo, um falso profeta, mas apenas no Deus Superior. Então foi mostrado a ele um crucifixo e dito : “Não coloque muita fé nisso, porque isso é jovem demais”. Tais narrativas são frequentes e bastante consistentes para dar credencial a acusação. Eles eram também relativamente brandas; e se a Inquisição desejasse juntar evidência, ele poderia ter devisado algo muito mais dramático, mais incriminador, mais prejudicial. Então parece haver pouca dúvida que a atitude dos Templários em relação a Jesus não seguia a ortodoxia católica, mas é incerto precisamente qual era a atitude da Ordem. Em qualquer caso, há evidência que o ritual atribuido aos Templários de pisar e cuspir na cruz estava em vigor um século antes de 1307. Seu contexto é confuso, mas ele é mencionado em ligação com a Sexta Cruzada, que ocorreu em 1249.

O lado Oculto dos Cavaleiros Templários

Se o fim dos Cavaleiros Templários foi repleto de embaraçosos enigmas, a fundação e história inicial da Ordem nos pareceu ser até mesmo mais assim. Estávamos já pragueados por um número de inconsistências e improbabilidades. Nove cavaleiros, nove pobre cavaleiros  apareceram como se de nenhum lugar  e entre todos os outros Cruzados enxameando a Terra Santa prontamente tiveram os aposentos do rei entregues a eles! Nove pobre cavaleiros sem admitirem qualquer novo recruta em suas fileiras presumidamente, tudo por eles mesmos, defederam os caminhos da Palestina. E não há registro deles realente fazendo alguma coisa, nem mesmo de Fulk de Chartres, o cronista oficial do rei, que certamente deve ter sabido sobre o mapa. Como, imaginamos, podem as atividades deles, seus movimentos nas terras reais, ter escapado a percepção de Fulk? Parece incrível, ainda que o cronista nada diga. Ninguém diz qualquer coisa. De fato, até  Guillaume de Tyre, bons cinquenta anos depois. O que podemos concluir disso? Que os Cavaleiros não estavam engajados no louvável serviço público atribuído a eles? Que ao invés, talvez, eles estivessem envolvidos em uma atividade clandestina, da qual nem mesmo o cronista oficial estava ciente? Ou que o próprio cronista foi amordaçado? Esta última parece ser a explicação mais provável. Aos cavaleiros logo se uniram dois homens nobres mais ilustres, nobres cuja presença não poderia ter sido desapercebida.

Segundo  Guillaume de Tyre, a Ordem do Templo foi criada em 1118, originalmente composta por nove cavaleiros e não admitiu novos recrutas por nove anos. Contudo, está claramente em registro, que o Conde de Anjou – pai de Geoffrey Plantagenet, se uniu a Ordem em 1120, apenas dois anos depois de sua fundação. E em 1124 o Conde de Champagne, um dos senhores mais ricos da Europa, o fez igualmente. Se Guillaume de Tyre está correto, não deveria ter havido novos membros até 1127; mas por 1126 os Templários de fato haviam admitido  quatro novos membros em suas fileiras. Se Guilhaume está errado, então, em dizer que nenhum membro foi admitido por nove anos depois de sua fundação, sua fundação dataria de 1118, mas no máximo, de 1111 ou 1112. De fato há uma evidência muito persuasiva desta conclusão. Em 1114 o Conde de Champagne estava se preparando para a viagem a Terra Santa. Logo antes de sua partida, ele recebeu uma carta do Bispo de Chartres. Em um ponto, o Bispo escreveu, “Temos ouvido que… antes de partir para Jerusalém você fez um voto de se unir ‘a milícia de Cristo’, que voce deseja se alistar nesta ordem militar evangélica.’ A mílícia de Cristo foi o nome pelo qual os Templários foram originalmente conhecidos, e o nome pelo qual São Bernardo alude a eles. No contexto da carta do Bispo a apelação não pode possivelmente se referir a uma outra instituição. Isto não pode significar, por exemplo, que o Conde de Champagne simplesmente decidiu se tornar um Cruzado, porque o Bispo continua a falar no voto de castidade que sua decisão envolvia. Um  tal voto dificilmente teria sido requerido de um Cruzado comum. Da carta do Bispo de Chartres, então, está claro que os Templários já existiam, ou ao menos haviam sido planejados, já em 1114, quantro anos antes da data geralmente aceita; e que tão cedo quanto em 1114 o Conde de Champagne já pretendia se unir as fileiras deles – o que ele eventualmente o fez uma década depois. Um historiador que notou esta carta retirou uma curiosa conclusão que o bispo pode não ter significado o que ele disse. Ele pode não ter se referido aos Templários, argumenta o historiador em questão, porque os Templários não foram criados até quatro anos depois em 1118. Ou talvez o bispo não soubesse o ano de Nosso Senhor no qual ele estava escrevendo? Mas o bispo morreu em 1115,. Como, em 1114 ele podia enganadamente se referir a algo que ainda não existia? Há somente uma resposta possível e muito óbvia a esta pergunta que é que o bispo não estava errado, mas  Guillaume de Tyre, bem como todos os historiadores subsequentes que insistem em ver Guilhaume como uma voz impecável de autoridade. Por si só uma data anterior para a fundação da Ordem do Templo, não precisa necessariamente ser suspeito. Mas há outras circunstâncias e coincidências singulares que decididamente são. Ao menos três dos noves cavaleiros fundadores, inclusive  Hugues de Payen, parecem ter vindo de regiões adjacentes, terem tido laços familiares, terem conhecido uns aos outros previamente e terem sido vassalos do mesmo senhor. Este senhor era o Conde de Champagne, a quem o Bispo de Chartres doou a terra na qual São Bernardo, patrono dos Templários, construiu a famosa Abadia de Clairvaux; e um dos nove cavaleiros fundadores,  Andre de Montbard, era tio de São Bernardo. Em Tryes, sobretudo, a côrte do Conde de Champagne, uma escola influente de estudos cabalísticos e esotéricos tinha florescido desde 1070. No Concílio de Troyes em 1128 os Templários foram oficialmente incorporados. Nos próximos dois anos, Troyes permaneceu um centro estratégico para a Ordem; e até mesmo hoje há uma área amadeirada adjacente chamada de Forte do Templo.  E foi de Troyes, côrte do Conde de Champagne, que um dos primeiros romances do Gral foi emitido, muito possivelmente o primeiro, composto por Chretien de Troyes.

Entre esta riqueza de dados, podemos começar a ver uma rede tenue de ligações em um padrão que parece mais do que a mera coincidência. Se um tal padrão existe, certamente apoia a nossa suspeita que os Templários estavam envolvidos em alguma atividade clandestina. Não obstante, podemos apenas especular  qual pode ter sido tal atividade. Com base em nossas especulações específicas estava o local específico do domicilio dos cavaleiros na ala do palácio real, o Monte do Templo, tão inexplicavelmente conferida a eles. No ano de 70 o Templo que então estava de pé foi saqueado por legiões romanas sob Tito. Seu tesouro foi saqueado e levado a Roma, então novamente saqueado e levado talvez aos Pirineus. Mas que tal se houvesse algo mais no Templo bem como algo até mesmo mais importante do que o tesouro pilhado pelos Romanos? É certamente possível que os sacerdotes do Templo, confrontados pelo avanço da falange de centuriões, teriamdeixado aos saqueadores o botim que eles esperavam encontrar. E se houvesse algo mais, pode bem estar escondido em algum lugar nas proximidades. Sob o Templo, por exemplo. Entre os Manuscritos do Mar Morto encontrados em QumrAam, há um agora conhecido como como Pergaminho de Cobre. Este pergaminho, decifrado na Universidade de Manchester em 1955-6 faz referências explícitas as grandes quantidades de barras de ouro e prata, vasos sagrados, adicional material não especificado, e um ‘tesouro’ de natureza não determinada. Ele cita vinte e quatro tesouros enterrados sob o próprio Templo. Em meados do século XII uma romaria a Terra Santa, um  Johann von Wurzburg, escreveu sobre uma visita aos Estábulos de Salomão. Estes estábulos, situados diretamente sob o próprio Templo, ainda estão visíveis. Eles são suficientemente grandes, relatou Johann, para sustentar dois mil cavalos; e foi nestes estábulos que os Templários estabelecerem suas montarias. Segundo ao menos um historiador, os Templários estavam usando estes estábulos para seus cavalos já em 1124, quando eles ainda eram supostamente apenas nove em número. Parece então que a Ordem principiante, imediatamente depois de sua criação, realizou escavações sob o Templo. Tais escavações podem bem implicar que os cavaleiros estavam ativamente procurando por algo. Se esta suposição é válida, explicaria um número de anomalias – sua instalação no palácio real, por exemplo, e o silêncio do cronista. Msa se eles foram enviados a Palestina, quem os enviou? Em 1104 o Conde de Champagne tinha se encontrado em um conclave com certos nobres de alto escalão, ao menos um dos quais tinha acabado de voltar de Jerusalém. Entre estes presentes ao conclave estavam representantes de certas famílias como Brienne, Joinville e Chaumont que, como descobrimos mais tarde, figuraram importantemente em nossa história. Também presente estava o senhor de ligação de Andre de Montbard, Andre sendo um dos co-fundadores do Templo e tio de São Bernardo. Pouco depois do conclave, o Conde de Champagne partiu para a Terra Santa e permaneceu lá por quatro anos, voltando em 1108. Em 1114 ele fez uma segunda viagem a Palestina, tendando se unir a ‘milícia de Cristo’, então mudou de idéia e voltou a Europa um ano depois. Em sua volta, ele imediatamente doou um pedaço de terra a Ordem Cisterciana, cujo proeminente portavoz era São Bernardo. Neste pedaço de terra São Bernardo construiu sua própria residência e então consolidou a Ordem Cisterciana.  Antes de 1112 os Cistericianos estavam perigosamente perto da falência. Então, sob a orientação de São Bernardo, eles passaram por uma surpreendente mudança de fortuna. Dentro dos próximos poucos anos meia duzia de abadias foram criadas. Por 1153 havia mais de trezentas, das quais o próprio São Bernardo fundou sessenta e nove. Este crescimento extraordinário paraleliza diretamente aquele da Ordem do Templo, que estava se expandindo  do mesmo modo durante os mesmos anos.  E, como temos dito, um dos co-fundadores da Ordem do Templo foi o tio de São Bernardo,  Andre de Montbard.

Vale rever esta complicada sequência de eventos. Em 1104 o Conde de Champagne partiu para a Terra Santa depois de se encontrar com certos nobres, um dos quais era ligado a Andre Montbard. Em 1112 o sobrinho de Andre Montbard, São Bernardo, se uniu a Ordem Cisterciana. Em 1114 o Conde de Champagne partiu em uma segunda viagem para a Terra Santa, pretendendo se unir a Ordem do Templo que foi co-fundada pelo seu próprio vassalo com Andre Montbard, e o qual, como atesta a carta do Bispo de Chartres, já existia ou estava em processo de ser criada. Em 1115 o Conde de Champagne voltou a Europa, tendo estado lá por menos de um ano, e doou terra a Abadia de Clairvaux cujo abade era sobrinho de Andre Montbard. Nos anos que se seguiram tanto os Cistercianos quanto os Templários da Ordem de São Bernardo e de Andre Montbard se tornaram imensamente ricos e desfrutavam fases de um crescimento fenomenal. Como ponderamos esta sequência de eventos, nos tornamos crescentemente convencidos que havia algum padrão subjacente e governando tal rede intrincada. Certamente isso não nos parece ser aleatório, nem completamente coincidentes. Ao contrário, nos parece que estamos lidando com os vestígios de algum projeto completo complexo e ambicioso, os detalhes completos do qual tinham sido perdidos na história. Para reconstruir estes detalhes, desenvolvemos uma hipótese tentativa, um cenário, por assim dizer, que possa acomodar os fatos conhecidos. Supomos que algo foi descoberto na Terra Santa, por acidente ou projeto; algo de extrema importância, que levantou o interesse de alguns dos nobres europeus mais influentes. Posteriormente supomos que esta descoberta envolveu, direta ou indiretamente, uma grande parte de potencial riqueza também, talvez, como algo mais, algo que tinha que ser mantido secreto, algo que só poderia ser divulgado a um pequeno número de senhores de alto escalão. Finalmente, supomos que esta descoberta foi relatada e discutida no conclave de 1104. Imediatamente depois o Conde de Champagne partiu para a Terra Santa, talvez para verificar pessoalmente o que ele tinha ouvido, talvez para implementar algum curso de ação para a fundação, por exemplo, do que subsequentemente se tornou a Ordem do Templo. Em 1114, se não antes, os Templários foram estabelecidos com o Conde de Champagne desempenhando algum papel crucial, talvez agindo como espírito guia e patrocinador. Por 1115 o dinheiro já estava fluindo de volta a Europa e para dentro dos cofres dos Cistercianos, que, sob São Bernardo e de sua nova posição de força, endossou e conferiu credibilidade a iniciante Ordem do Templo. Sob Bernardo os Cistercianos atingiram uma ascendência espiritual na Europa. Sob Hugues de Paiens e Andre de Montbard, os Templários atingiram uma ascendência administrativa e militar na Terra Santa que rapidamente se espalhou para a Europa. Por trás do crescimento de ambas as Ordens se esgueirava a presença sombria de tio e sobrinho, bem como a riqueza, influência e patrocínio do Conde de Champagne. Estes três indivíduos constituem um link vital. Eles são como marcadores quebrando a superfície da história, indicando as sombrias configurações de algum projeto elaborado e oculto. Se um tal projeto realmente existiu, ele não pode, com certeza, ser restrito a apenas três homens. Ao contrário, ele deve ter compreendido uma grande dose de cooperação de certas outras pessoas e uma grande parte de meticulosa organização. A organização talvez seja a palavra chave; porque se nossa hipótese está correta, seria pressuposto um grau de organização somando a uma ordem nela própria uma terceira e secreta ordem por trás das Ordens conhecidas e documentadas dos Cistercianos e do Templo. A evidência para a existência uma tal terceira ordem não demorou a chegar. Enquanto isso, nesse meio tempo, devotamos nossa atenção a hipotética ‘descoberta’ na Terra Santa da base especulativa sobre a qual se estabeleceu o nosso cenário. O que pode ter sido encontrado lá? O que podem os Templários, juntamente com São Bernardo e o Conde de Champagne terem sido particularmente conhecedores? No fim da história deles, os Templários mantiveram inviolável o segredo sobre o paradeiro de seu tesouro e a natureza dele. Nem mesmo documentos sobreviveram. Se o tesouro fosse simplesmente barras de ouro e prata e financeira, por exemplo, não teria sido necessário destruir ou esconder todos os registros, todas as regras e todos os arquivos. A implicação é que os Templários tinham algo mais sob sua custódia, algo tão precioso  que nem mesmo a tortura arrancaria uma intimação dos lábios deles. A riqueza sozinha não teria causado um segredo tão unanimemente absoluto. Seja o que for que isso tenha a ver com outros assuntos, como a atitude da Ordem em relação a Jesus.

Em 13 de outubro de 1307, todos os Templários pela França foram presos pelos senescais de Felipe O Belo. Mas esta declaração não é bem verdadeira. Os Templários de ao menos um preceptório escorregaram pela lei do Rei, o preceptório de Bezu, adjacente a Rennes-le-Chateau. Como e porque eles escaparam? Para responder esta pergunta, fomos compelidos a investigarmos as atividades da Ordem na vizinhança de Bezu. Estas atividades se provaram serem muitos extensas. De fato, havia uma meia dúzia de preceptórios e outras propriedades na área, o que cobria algumas vinte milhas quadradas. Em 1153 um nobre da região, um nobre com simpatias cátaras se tornou o Quarto Grão Mestre da Ordem do Templo. Seu nome era Bertrand de Blanchefort, e seu lar ancestral estava situado em um pico de montanha a umas poucas milhas de Bezu e de Rennes-le-Chateau. Bertrand de Blanchefort, que presidiu a Ordem de 1153 a 1170 foi provavelmente o mais importante de todos os Grãos Mestres Templários. Antes de seu regime, a hierarquia e a estrutura administrativa da Ordem eram, na melhor das hipóteses, nebulosas. Foi Bertrand que transformou os Cavaleiros Templários, em uma instituição soberbamente eficiente, bem organizada e magnicificamente disciplinada hierárquica que eles então se tornaram. Foi Bertrand que lançou o envolvimento deles na diplomacia de alto nível e na política internacional. Foi Bertrand que criou para eles uma maior esfera de interesse na Europa e particularmente na França. E segundo a evidência que sobrevive, alguns historiadores de Bertrand até mesmo listam o conselheiro dele precedendo como Grão Mestre, que foi Andre Montbard. Dentro de poucos anos da incorporação dos Templários, Bertrand não apenas havia se unido as suas fileiras, mas também conferiu a elas terras nas cercanias de Rennes-le-Chataux e Bezu. E em 1156, sob o regime de Bertrand como Grão Mestre, é dito que a Ordem importou para a área um contingente de mineiros de lingua alemã. Estes trabalhadores eram supostos se submeterem a uma rígida disciplina, virtualmente militar. Eles eram proibidos de confraternizar de qualquer modo com a população local e eram mantidos estritamente segregados da comunidade adjacente.

Um corpo judicial especial, ‘la Judicature des Allemands’, foi até mesmo criado para lidar com as tecnicalidades legais relativas a eles. E a alegada tarefa deles era trabalhar nas minas de ouro dos aclives da montanha em Blanchefort; minas de ouro que tinham sido completamente exauridas pelos romanos quase mil anos antes. Durante o século XVII  engenheiros foram comissionados para investigar as perspectivas mineralógicas da área e escreverem relatos detalhados. No curso do relato de um deles, Cesar d’Arcons, discutiu as ruínas que ele havia encontrado, restos da atividade dos trabalhadores alemães. Com base na pesquisa dele, ele declarou que os trabalhadores alemães não parecem terem se engajado em mineração. Então, no que eles estavam engajados? Cesar d’Arcons estava incerto, fundição talvez, derreter algo lá embaixo, construir algo de metal, talvez até mesmo escavar uma cripta subterrânea de algum tipo e criar uma espécie de depositório. Seja qual for a resposta a este enigma, lá tinha havido a presença dos Templários nas vizinhanças de Rennes-le-Chateau desde ao menos meados do século XII. Por 1285 havia um maior preceptório a umas poucas milhas de Bezu, em  Campagnesur-Aude. Ainda que perto do fim do século XIII, Pierre de Voisins, senhor de Bezu e Rennes-le-Chateau, tenha convidado um destacamento separado de Templários para a área, um destacamento especial da província Aragonesa de Roussillon. Este novo destacamento se estabeleceu no pico da montanha de Bezu, eregindo um posto de observação e uma capela. Ostensivamente, os Templários de Roussillon tinham sido convidados a Bezu para manterem a segurança da região e proteger a rota de romaria que passa pelo vale para Santiago de Compostela na Espanha. Mas não está claro porque estes cavaleiros extras deveriam ter sido solicitados. Em primeiro lugar eles não podem ter sido muito numerosos e nem suficientes para fazer uma diferença significativa. Em segundo lugar, já havia Templários nas vizinhanças. Finalmente,  Pierre de Voisins tinha tropas suas próprias, juntamente com os Templários que já estavam lá, que podiam garantir a segurança das cercanias. Porque, então, os Templários de Roussillon vieram a Bezu? Segundo a tradição local, eles vieram para espionar. E para explorar ou enterrar ou guardar um tesouro de algum tipo. Seja qual for a misteriosa missão deles, eles obviamente desfrutaram de algum tipo de imunidade especial. De todos os Templários da França,  eles foram deixados não molestados pelos senescais do Rei Felipe O Belo em 13 de outubro de 1307. Naquele dia fatídico, o comandante do contingente Tempário em Bezu era um Senhor de Goth. E antes de tomar o nome de Clemente V, o arcebispo de Bordeaux, o peão vacilante do Rei Felipe era Bertrand de Goth. Sobretudo, a mãe do novo pontífice era Ida de Blanchefort, da mesma família de Bertrand de Blanchefort. O papa então conhecia algum segredo confiado a custódia de sua família, um segredo que permaneceu na família até o século XVIII, quando o Abade Antoine Bigou, o cura de Rennes-le-Chateau e confessor de Marie de Blanchefort, compôs os pergaminhos encontrados por Sauiere? Se este foi o caso, o papa podia bem ter estendido algum tipo de imunidade ao seu comando parental dos Templários em Bezu. A história dos Templários perto de Rennes-le-Chateau foi claramente tão repleta de enigmas perplexantes quanto a história da Ordem em geral. De fato, há um número de fatores do papel de Bertrand de Blanchefort, por exemplo, que parecerem constituir uma ligação discernível entre os enigmas mais gerais e os localizados. Nesse meio tempo, contudo, fomos confrontados com um conjunto assustador de coincidências numerosas demais para serem mesmo coincidências. Estávamos de fato lidando com um padrão calculado? Se assim o for, a questão óbvia era quem divisou isso, porque padrões tão intrincados não se criam sozinhos. Toda a evidência a nós disponível aponta para o planejamento meticuloso e organização cuidadosa tão crescentemente que suspeitamos deva haver um grupo específico de indivíduos, talvez comprendendo uma ordem de algum tipo, trabalhando assiduamente por trás das cenas. Não temos buscado a confirmação para a existência de tal Ordem. A própria confirmação se empurrou sobre nós. A confirmação de documentos secretos de uma terceira ordem por trás dos Templários e dos Cistercianos pulou ela própria sobre nós. De início, todavia, não pudemos considerar isso seriamente.

Os Enigmas que Compõem a História

A materia parecia tão não confiável, tão vaga e nebulosa como fonte. Até que pudessemos autenticar a veracidade desta fonte, não podiamos acreditar nas afirmações dela. Em 1956 uma série de livros, artigos, panfletos e outros documentos relacionados a Berenger Sauniere e ao enigma de Renes-le-Chateau começou a aparecer na França. Este material tinha constantemente proliferado e agora é volumoso. De fato, ele vem a constituir a base para uma verdadeira ‘indústria’. E sua grande quantidade, bem como o esforço e os recursos envolvidos em produzir e disseminar isso, implicitamente atestam algo de imensa importância, ainda que não explicada. Não surpreendentemente, o caso tem servido para excitar o apetite de inúmeros pesquisadores independentes  como nós mesmos, cujos trabalhos tem se acrescentado ao corpo do material disponível. O material original, contudo, parece ter saído de uma única fonte específica. Alguns claramente tem um vestido interesse em ‘promover’ Rennes-le-Chateau, em chamar a atenção pública para a história, em gerar publicidade e investigação posterior. Seja o que mais que isso possa ser, este vestido interesse não parece ser financeiro. Ao contrário, parece ser mais da ordem de propaganda; uma propaganda que estabelece a credibilidade para algo. E seja quem possam ser os indivíduos responsáveis por esta propaganda, eles tem buscado focar os holofotes em certas matérias enquanto mantém-se escrupulosamente nas sombras. Desde 1956 a quantidade de material relevante que tem sido deliberadamente e sistematicamente ‘vazada’, do modo pouco a pouco, fragmento por fragmento. A maioria desses fragmentos propõem uma matéria, implicita ou explicitamente, de alguma fonte ‘privilegiada’ ou ‘interna’. A maioria contém informação adicional, que suplementa o que era conhecido antes e assim contribui para o enigma completo. Nem a importação nem o significado do enigma completo ainda tem sido tornado claro, contudo. Ao invés, cada novo bocado de informação tem feito mais para intensificar do que para resolver o mistério. O resultado tem sido uma rede sempre proliferante de alusões sedutoras, pistas provocativas, referências cruzadas sugestivas e ligações. Ao confrontar a riqueza de dados agora disponível, o leitor bem pode sentir que ele está sendo brincado com, ou sendo engenhosamente e talentosamente levado de conclusão a conclusão por sucessivas cenouras penduradas diante de seu nariz. E sob tudo isso tudo está a constante e pervasiva intimação de um segredo; um segredo monumental de proporções explosivas. O material disseminado desde 1956 tem tomado um número de formas. Parte dele tem aparecido em livros populares, até mesmo best-sellers, mais ou menos sensacionais, mais ou menos cripticamente instigantes. Assim, por exemplo, Gerard de Sede tem produzido uma sequência trabalhos sobre tais aparente tópicos divergentes como os Cátaros, os Templários, a dinastia Merovíngia, a Rosa Cruz, Sauniere e Rennes-le-Chateau. Nestes trabalhos de Sede está frequentemente arqueando, modesto, deliberadamente mistificando e coquetemente evasivo. Seu tom implica constantemente que ele sabe mais do que está dizendo, talvez um instrumento para ocultar que ele não sabe tanto quanto finge saber. Mas seus livros contém bastante detalhes verificáveis para construir uma ligação entre seus temas respectivos. Seja mais o que for que possa se pensar, de Sede efetivamente estabelece que os assuntos diversos a que se dirige se entrelaçam e de alguma forma forma estão interconectados. Por outro lado, não podemos senão suspeitar que o trabalho de de Sede baseia-se pesadamente na informação fornecida por um informante  e de fato, de Sede mais ou menos reconhece isso ele próprio. Muito por acidente, sabemos quem era o informante. Em 1971, quando embarcamos em nosso primeiro filme para BBC sobre Rennes-le-Chateau, escrevemos ao publicante de de Sede em Paris para certo material visual. As fotografias que solicitamos foram de acordo postadas para nós. Em cada uma delas, na parte de trás, estava impresso Plantard. Naquele tempo o nome significava pouco para nós. Mas o apêndice de um dos livros de de Sede consistia em uma entrevista com um Pierre Plantard. E subsequentemente obtivemos evidência que Pierre Plantard tinha estado envolvido com certos trabalhos de de Sede. Eventualmente Pierre Plantard começou a emergir como uma das figuras dominantes em nossa investigação.

A informação disseminada desde 1956 não tem sido sempre contida na forma popular e acessível de de Sede. Parte dela tem aparecido em tomos pesados, assustadores e até mesmo pedantes, diametralmente opostos a abordagem jornalística de de Sede. Um de tais trabalhos foi produzido por Rene Descadeillas, antigo Diretor da Biblioteca Municipal de Carcassone. O livro de Descadeillas é estenuosamente anti-sensacional. Devotado a história de Rennes-le-Chateau e suas cercanias, ele contém uma plétora de minúncias sociais e economicas por exemplo, de nascimentos, mortes, casamentos, finanças, impostos e trabalhos públicos entre os anos de 1730 e 1820. No todo, ele não pode possivelmente diferir mais dos livros para o mercado de massa de de Sede que Descadeillas em algum lugar se submete ao fatal criticismo. Além dos livros publicados, incluindo alguns que tem sido publicados particularmente, tem havido um número de artigos em jornais e revistas. Tem havido entrevistas com vários indivíduos que afirmam serem versados em uma ou outra faceta do mistério. Mas a mais importante parte da informação não tem, em sua maior parte, aparecido sob a forma de um livro. A maior parte dela tem emergido em algum lugar em documentos e planfletos não destinados a circulação geral. Muitos destes documentos e planfletos tem sido depositados, em edições impressas limitadas e particulares, na Biblioteca Nacional de Paris. Eles parecem tem sido produzidos muito baratamente. Alguns, de fato, são meras páginas datilografadas, fotolitografia, e reproduzidos em um duplicador de escritório. Até mesmo mais do que marcados trabalhos, este corpo de efemera parece ter sido emitido da mesma fonte. Por meio de anotações cripticas paralelas e notas de rodapé pertencentes a Sauniere, Rennes-le-Chateau, Poussin, a dinastia Merovíngia e outros temas, cada pedaço disso complementa, aumenta e confirma as outras. Na maioria dos casos o efemera é de autoria incerta, aparecendo sob uma variedade de pesudônimos transparentes e até mesmo ‘adoráveis” como  Madeleine Blancassal, por exemplo, Nicolas Beaucean, Jean Delaude e Antoine Ermite.

”Madeleine’, com certeza, se refere a Maria Madalena, a Madalena, a quem a Igreja de Rennes-le-Chateau é dedicada e a quem Sauniere consagrou sua Torre, a Tour Magdala. ‘Blancassal’ é formado pelo nome de dois pequenos rios que convergem perto da vila de Rennes-le-Bains, o Blanque e o Sals.  Beaucean é uma variação de Beauseante, o oficial grito de batalha e estandarte de batalha dos Cavaleiros Templários. Jean Delaude é Jean de Aude, ou João do Aude, o departamento no qual é situado Rennes-le-Chateau. E Antoine Ermite é Santo Antonio o Eremita cuja estátua adorna a igreja de Rennes-le-Chateau e cujo dia de festa é 17 de janeiro – a data na tumba de Marie de Blanchefort e a data na qual Sauniere sofreu seu ataque cardíaco fatal. A palavra atribuida a Madeleine Blancassal é intitulada “Os Descendentes Merovingios e o Enigma dos Razes Visigodos”. Razes sendo o velho nome para a região de Sauniere. Segundo sua página titulo, este trabalho foi originalmente publicado em alemão e traduzido para o francês por  Walter Celse-Nazaire, um outro pseudônimo composto dos Santos Celso e Nazaire, a quem a igreja de Rennes-le-Bains é dedicada. E segundo a página título, o publicante do trabalho foi a Grande Loja Alpina, a suprema loja maçonica da Suiça – o equivalente suiço da Grande Loja da Bretanha ou Grande Oriente na França. Não há indicação como e porque uma moderna loja maçonica deva apresentar tal interesse no mistério que cerca um obscuro cura paroquial francês do século XIX e a história de sua paróquia um milenio e meio atrás. Um de nossos colegas e pesquisador independente afirma pessoalmente ter visto o trabalho nas prateleiras da biblioteca Alpina. E subsequentemente descobrimos que a impressão Alpina apareceu em dois outros planfletos também.

De todos os documentos particularmente publicados depositados na Biblioteca Ncional, o mais importante é uma compilação de papéis intitulados coletivamente “Dossiês Secretos’. Catalogo número 249, esta compilação agora está em microfilme. Até recentemente, contudo, ela compreendiam um pequeno volume não descrito, uma espécie de pasta com capas rígidas que contém uma frouxa semelhança dos itens ostensivamente não relacionados  de novos recortes, cartas coladas em folhas, panfletos, inúmeras árvores genealógicas, e estranhas páginas impressas aparentemente extraídas de algum outro trabalho. Periodicamente algumas das páginas individuais seriam removidas. Em tempos diferentes outras páginas seriam recentemente inseridas. Em certas páginas adições e correções algumas vezes seriam feitas em uma minúscula escrita completa. Em uma data posterior, estas páginas seriam substituídas por novas, impressas e incorporando todas as emendas prévias. O groso dos Dossiês, que consiste em árvores genealógicas, é atribuido a um Henri Lobineau, cujo nome aparece na página título. Dois itens adicionais na pasta declaram que Henri Lobineau é ainda um outro pseudônimo derivado talvez de uma rua, a Rue Lobineau, que corre fora de São Suspílcio em Paris e que as genealogias são realmente o trabalho de um homem chamado Leo Schidlof, um historiador austríaco e antiquário que supostamente viveu na Suiça e morreu em 1966. Com base nesta informação, quisemos saber o que pudéssemos sobre Leo Schidlof. Em 1978 conseguimos localizar a filha de Leo Schidlof, que estava vivendo na Inglaterra. Seu pai, ela disse, era de fato austríaco. Ele não era um genealogista, historiador ou antiquário, contudo era um especialista e comerciante de miniaturas, que tinha escrito dois trabalhos sobre o assunto. Em 1948 ele havia se estabelecido em Londres, onde viveu até sua morte em Viena em 1966, o ano e lugar especificado nos Dossiês Secretos. Miss Schidlof veementemente manteve que seu pai nunca tinha tido interesse em genalogias, na dinastia Merovíngia, ou nos misteriosos acontecimentos no sul da França. Ainda que, ela continuou, certas pessoas obviamente acreditassem que ele tivesse. Durante a década de 1960, por exemplo, ele tinha recebido inúmeras cartas e telefonemas de individuos não identificados tanto da Europa quanto dos Estados Unidos, que desejavam se encontrar com ele para discutir assuntos dos quais ele não tinha qualquer conhecimento. Em sua morte em 1966, houve outra barreira de mensagens, a maioria perguntando sobre os papéis dele. Seja qual for o caso no qual o pai de Miss Schifold foi envolvido, parece ter tocado uma corda sensível do governo americano. Ele havia pedido visto de entrada nos Estados Unidos. A aplicação foi recusada com base em uma suspeita espionagem ou alguma outra forma de atividade clandestina. Eventualmente o assunto foi revisto e o visto emitido e Leo Schidlof foi admitido nos Estados Unidos. Isto bem pode ter sido uma típica confusão burocratica. Mas Miss Schidlof parecia suspeitar que ela de alguma forma estava ligada com preocupações arcanas tão perplexantes atribuidas ao seu pai. A historia de Miss Schidlof nos deu uma pausa.  A recusa do visto americano pode bem ter sido uma coincidência, porque havia, entre os papéis nos Dossiês secretos, referências que ligavam o nome de Leo Schidlof com algum tipo de espionagem internacional. Neste meio tempo, todavia, um novo panfleto havia aparecido em Paris que, durante os meses que se seguiram, foi confirmado por outras fontes. Segundo este panfleto, o escorregdio Henri Lobineau não era afinal Leo Schidlof, mas um aristocrata francês de linhagem distinta, o Conde Henri de Lenoncourt. A questão da real identidde de Lobineau nÃo era o único enigma associado aos Dossiês Secretos.

Havia também um item que se referia a Maleta de Couro de Leo Schidlof. Esta maleta supostamente continha um número de papéis secretos relacionados a Rennes-le-Chateau entre 1600 e 1800. Pouco depois da morte de Schidlof, a maleta foi dita ter passado para as mãos de um mensageiro, um certo Fakhar ul Islam que, em fevereiro de 1967, estava para se encontrar na Alemanha Oriental com um ‘agente delegado de Genebra’ e confiar a maleta a ele. Antes que a transação pudesse ser efetuada, contudo, Fakhar ul Islam foi relatadamente expulso da Alemanha Oriental e voltou a Paris para aguardar ordens posteriores. Em 20 de fevereiro de 1967 seu corpo foi encontrado nos trilhos da ferrovia em Melun, tendo sido atirado do expresso Paris-Genebra. A maleta supostamente desapareceu. Iremos examinar esta lúrida história tão longe quanto pudermos. Uma serie de artigos nos jornais franceses de 21 de fevereiro confirmam isso. Um corpo decapitado tinha sido de fato encontrado nos trilhos em Melun. Ele foi identificado como um jovem paquistanês chamado Fakhar ul Islam. Por razões que permanecem oscuras, o homem morto foi expulso da Alemanha Oriental e estava viajando de Paris para Genebra engajado, assim parecia, em algum tipo de espionagem.  Segundo os relatos dos jornais, as autoridades suspeitavam de um delito, e o caso estava sendo investigado pelo DST [Diretorio de Vigilância Territorial, ou Contra-espionagem]. Por outro lado, os jornais não fizeram menção a Leo Schidlof, uma maleta de couro ou qualquer coisa mais que ligasse a ocorrência com o mistério de Rennes-le-Chateau. Como resultado, nos deparamos com um número de perguntas. Por um lado, era possível que a morte de Fakhar ul Islam estivesse ligada a Rennes-le-Chateau que, o item nos Dossiês Secretos de fato dirigiam para uma ‘informação interna’ inacessível aos jornais. Por outro lado, o item nos Dossiês Secretos pode ter sido uma mistificação deliberada e espúria. Precisava-se apenas encontrar qualquer morte suspeita ou inexplicável e atribuir isto, depois do fato, a um de seus próprios cavalos. Mas se este de fato fosse o caso, qual era o propósito do exercício? Porque alguém deliberadamente tentaria criar uma atmosfera de intriga sinistra ao redor de Rennes-le-Chateau? O que poderia ser ganho pela criação de uma tal atmosfera? E quem poderia lucrar com isso? Estas questões nos deixaram a todos perplexos, mas porque a morte de Fakhar ul Islam não foi, aparentemente, uma ocorrência isolada.

Menos de um mês depois um outro trabalho particularmente impresso foi depositado na Biblioteca Nacional. Era era chamdo A Serpente Vermelha, e datado simbolícamente, e muito sigificativamente, de 17 de janeiro. Sua página título o atribuia a três autores: Pierre Feugere, Louis Saint-Maxent e Gaston de Koker. A Serpente Vermelha é um trabalho singular. Ele contém uma genealogia Merovíngia e dois mapas da França nos tempos Merovíngios, junto com um comentário apressado. Ele também contém uma planta de solo de São Suspílcio em Paris, que delineia as capelas dos vários santos da igreja. Mas o grosso do texto consistem em 13 tipos de poemas em prosa de impressiva qualidade literária, muitos deles reminescentes dos trabalhos de e cada um corresponde a  um signo do Zodíaco; um zodíaco de 13 signos, com o 13o., Ophiuchus ou Mantenedor da Serpente, inserido entre Escorpião e Sagitário. Narrado na primeira pessoa, os 13 poemas em prosa são um tipo de simbólico: ou romaria alegórica, começando com Aquário e terminando com Capricórnio que, como afirma o texto explicitamente, preside sobre 17 de janeiro. Em um outro texto críptico, há referências familiares – a família Blanchefort, as decorações da igreja em Rennes-le-Chateau, a algumas das inscrições de Sauniere lá, a Poussin e a pintura dos “Pastores da Arcadia” , ao moto na tumba [Et Arcadia Ego]. Em um ponto, há menção a uma ‘serpente vermelha’, citada nos pergaminhos, enrolada através dos séculos em uma explícita alusão, assim  parece, a uma linhagem sanguínea ou linhagem. E do signo astrológico de Leão, há um parágrafo enigmático digno de ser citado em sua inteireza: “Dela que eu desejo libertar, lá flutua em minha direção, a fragrância do perfume que impregna o Sepulcro. Antigamente, alguns a chamavam: Isis, rainha de todas as fontes benevolentes. Venham a mim todos que sofrem e estão aflitos e eu lhe darei o repouso. Para outros, ela é Madalena, do celebrado vaso cheio de bálsamo curador. O iniciado sabe o verdadeiro nome dela: NOTRE DAME DES CROSS.” As implicações deste parágrafo são extremamente interessantes. Isis, de fato, é a Deusa Mãe Egípcia, a patrona dos mistérios da ‘Rainha Branca’ em seus aspectos benevolentes, a ‘Rainha Negra’, nos aspectos malévolos. Inúmeros escritores, sobre mitologia, antropologia, psicologia, teologia tem traçado o culto da Mãe Deusa dos tempos pagãos à época cristã. E segundo estes escritores, ela é dita ter sobrevivido sob a Cristandade sob o disfarce da Virgem Maria, a ‘Rainha do Céu’, como a chamava São Bernardo, uma designação aplicada no Velho Testamento a Deusa Mãe Astarte, o equivalente fenício de Isis. Mas segundo o texto da Serpente Vermelha, a Deusa Mãe da Cristandade não parece ser virgem.  Ao contrário, ela pareceria ser Madalena a quem a igreja de Rennes-le-Chateau é dedicada e a quem Sauniere consagrou sua torre. Sobretudo, o texto pareceria implicar que Notre Dame não se aplica a Virgem também. Este título ressonante conferido em todas as grandes catedrais da França também pareceriam se referir a Madalena. Mas porque Madalena deve ser reverenciada como ‘Nossa Senhora’ e, ainda mais, como a Deusa Mãe? A maternidade é a última coisa geralmente associada a Madalena. Na popular tradição cristã ela é uma prostituta que acha a redenção ao aprender com Jesus. E ela figura mais importantemente no Quarto Evangelho, onde ela é a primeira pessoa a ver Jesus depois da Ressureição. Em consequência, ela é exaltada como Santa, especialmente na França, onde é dito ela ter trazido o Santo Gral.

Mas entronizar Madalena no lugar gerealmente reservado a Virgem pareceria, no mínimo, ser heretíco. Seja qual for o ponto, os autores da Serpente Vermelha – ou, muito mais,  os alegados autores, encontraram um destino tão pavoroso quanto aquele de Fakhar ul Islam. Em 6 de março de 1967, Louis Saint-Maxent e Gaston de Koker foram encontrados enforcados. E no dia seguinte, 7 de março, Pierre Feugere foi encontrado enforcado também. Pode-se imediatamente assumir, com certeza, que estas mortes estão de algum modo  ligadas com a composição e divulgação pública da Serpente Vermelha. Como no caso de Fakhar ul Islam, contudo, não se pode descartar uma explicação alternativa. Se alguém quisesse criar uma aura de mistério sinistro, seria muito fácil o fazer. Precisaria apenas folhear os jornais até encontrar uma morte suspeita ou, neste caso, três mortes suspeitas. Depois do fato, pode-se então apensar os nomes dos mortos a um panfleto de própria criação de alguém e depositar este panfleto na Biblioteca Nacional com uma data anterior [17 de janeiro] na página título. Seria virtualmente impossível expor uma tal fraude, que certamente produziria a desejada intimação do delito. Mas porque perpetrar uma tal fraude afinal? Porque alguém desejaria evocar uma aura de violência, assassinato e intriga? Um tal golpe dificilmente deteria os investigadores. Ao contrário, ele posteriormente os atrairia. Se, por outro lado, não estamos lidando com uma fraude, havia ainda um número de pergunts perplexantes. Acreditaríamos, por exemplo, que estes três homens foram vítimas de suicídio ou de assassinato? Suicídio, nas circunstâncias, parece fazer pouco sentido e assasinato não parece fazer muito sentido mais. Pode-se entender três pessoas sendo despachadas para que elas não divulguem certa informação.  Mas neste caso a informação já havia sido divulgada, já havia sido depositada na Biblioteca Nacional. Podem os assassinatos se é que eles tenham sido uma forma de punição, ou retribuição? Ou talvez um meio de evitar qulquer indiscrição subsequente? Nenhuma destas explicações é satisfatória. Se alguém está zangado pela revelação de uma certa informação, ou se alguém deseja evitar adicionais revelações, não atrai atenção sobre o assunto ao cometer um trio de lúridos e sensacionais assassinatos a menos que esteja razoavelmente confiante que não haverá um inquérito muito assíduo. Nossas próprias aventuras no curso de nossa investigação foram misericordiosamente menos dramáticas mas igualmente mistificantes. Em nossa pesquisa, por exemplo, temos encontrado repetidas referências ao trabalho de um Antoine Ermite intitulado ‘Um Tesouro Merovíngo em Rennes-le-Chateau’. Tentamos localizar este trabalho e rapidamente o encontramos listado no catálogo da Biblioteca Nacional; mas ele se provou incomumente difícil de se obter. Todo dia, durante uma semana, fomos a biblioteca e preenchemos a ficha de requisição do trabalho. Em cada ocasião a ficha retornou marcada ‘comunique’, indicando que o trabalho estava sendo usado por alguém mais. Isto por sí só não é não usual. Depois de um período de duas semanas, contudo, isso começou a se tornar assim e tão exasperante também, porque não podíamos permanecer em Paris por muito tempo mais. Pedimos a ajuda de um bibliotecário. Ele nos disse que o livro estaria indisponível por três meses – uma situação extremamente não usual e que não podiámos encomendar isto antecipadamente ao seu retorno. Na Inglaterra não muito depois uma amiga nossa anunciou que ela estava indo a Paris para umas férias. Pedimos a ela para tentar obter este trabalho fugidio de Antoine Ermite e ao menos fazer uma anotação do que ele continha.

Na Biblioteca Nacional, ela requisitou o livro. A ficha dela nem ao menos voltou. No dia seguinte, ela tentou novamente e com o mesmo resultado. Quando nós fomos a seguir a Paris, alguns quatro meses depois, fizemos uma outra tentativa. Nossa ficha novamente voltou marcada como ‘comuique’. A este ponto, começamos a sentir que o jogo de certa forma tinha sido exagerado e começamos a jogar o nosso próprio. Fizemos o nosso caminho de volta ao catálogo, adjacente as ‘áreas’ que são, com certeza, inacessíveis ao público. Encontramos um assistente de biblioteca de aparencência gentil e idosa, com o qual assumimos o papel de gaguejantes turistas ingleses com um domínio neandertalense do francês. Pedindo a ajuda dele, explicamos que estavamos procurando um trabalho em particular mas estávamos incapazes de obte-lo, sem dúvida por causa de nosso entendimento imperfeito dos procedimentos da biblioteca. O genial velho cavalheiro concordou em nos ajudar. Nós demos a ele o número de catálogo do trabalho e ele desapareceu na área reservada. Quando ele emergiu, ele se desculpou, dizendo que nada havia que ele pudesse fazer já que o livro havia sido roubado. E o que havia mais, ele acrescentou, um nosso compatriota foi aparentemente o responsável pelo roubo, um homem inglês. Depois de algum cansaço, ele consentiu em nos dar o nome dela. Era aquela nossa amiga! Quando retornarmos a Inglaterra, buscamos a assistência de um serviço de biblioteca em Londres, e eles concordaram em olhar aquele assunto bizarro. Em nosso benefício, a Biblioteca Central Nacional escreveu a Bibliteca Nacional solicitando uma explicação para o que parecia ser uma obstrução deliberada de pesquisa legitima. Nenhuma explicação foi dada posteriormente. Pouco depois, contudo, uma cópia xerox do trabalho de Antoine Ermite foi ao menos despachada para nós -  junto com enfáticas instruções que ela devia ser devolvida imediatamente.  Isto por si só era extremamente singular, porque as bibliotecas gralmente não solicitam a devolução de cópias xerox. Tais cópias geralmente são vistas como mero desperdício de papel e dispostas de acordo. O trabalho, que finalmente estava em nossas mãos, provou-se ser distintamente desapontador e dificilmente digno do negócio complicado de obte-lo; Como trabalho de Madeleine Blancassal, ele tinha a impressão da Grande Loja Suiça Alpina. Mas não dizia nada de novo. Muito brevemente, ele recapitulava a história do Conde de Razes, de Rennes-le-Chateau e de Sauniere.

Em resumo, ele reafirmava todos os detalhes com os quais a muito tempo estávamos familiarizados. Parece não haver qualquer razão imaginável para alguém te-lo estado usando e mantendo-o incomunicável por uma semana inteira. Nem havia qualquer razão imaginável para te-lo subtraido de nós. Mas o mais enigmático de tudo, o próprio trabalho não era original. Com a exceção de umas poucas palavras alteradas aqui e ali, ele era o texto verbatim [palavra por palavra] recopiado e reimpresso, de um capítulo de uma brochura popular, um beste seller fácil, disponível nas prateleiras por uns poucos francos, sobre tesouros perdidos pelo mundo. Ou Antoine Ermite tinha desavergonhadamente plagiarizado o livro publicado, ou o livro publicado tinha plagiarizado Antoine Ermite. Tais ocorrências são típicas da mistificação que tem atendido o material que, desde 1956, tem estado aparecendo fragmento por fragmento na França. Outros pesquisadores tem encontrado enigmas similares. Nomes ostensivamente plausíveis tem provado serem pseudônimos. Endereços, incluindo endereços de casas publicadoras  e organizações, tem provado não existirem. Documentos tem desaparecido, sido alterados, ou inexplicavelmente mal catalogados na Biblioteca Nacional. As vezes alguém é tentado a suspeitar de uma piada prática. Se assim o é, contudo, é uma piada prática em uma escala enorme, envolvendo um conjunto impressionante de recursos financeiros e outros. E seja quem for que possa estar perpetrando uma tal piada pareceria estar levando isso muito seriamente. Neste meio tempo, novo material continua a aparecer, com os temas familiares recorrendo como motivos condutores: Sauniere, Rennes-le-Chateau, Poussin, ‘Os Pastores da Arcadia”, os Cavaleiros Templários, Dagoberto II e a dinastia Merovíngia. Alusões a vinocultura, o desenho de vinhas figura proeminentemente, presumidamente em algum sentido alegórico. A identificação de Henri Lobineau como o Conde de Lenoucourt é um exemplo. Um outro é uma insistência crescente embora inexplicável sobre a importância de Madalena. E duas outras locações tem sido ressaltadas repetidamente, assumindo um status agora aparentemente comensurado com Rennes-le-Chateau. Uma delas é Gisors, uma fortaleza na Normandia que era de importãncia vital e política no auge das Cruzadas. A outra é Stenay, uma vez chamada Satanicum, na borda das Ardenas, a velha capital da dinastia Merovíngia, perto da qual Dagoberto II foi assassinado em 679.

O corpo do material agora disponível não pode ser adequadamente revisto ou discutido nestas páginas. Ele é denso demais, confuso demais, desconectado demais, a sobretudo copioso demais. Mas desta sempre proliferante riqueza de informação, certos pontos chave emergem que constituem a fundação para pesquisa posterior. Eles são apresentados como incontestáveis fatos históricos e podem ser resumidos como se segue:
-1- Há uma ordem secreta por trás dos Cavaleiros Templários que criou os Templários como seu braço administrativo e militar. Esta Ordem, que tem funcionado sob uma variedade de nomes, é mais frequentemente conhecida como Priorado de Sião.
-2- O Priorado de Sião tem sido dirigido por uma sequência de Grão Mestres cujos nomes  estão entre os mais ilustres na história e cultura ocidental.
-3- Embora os Cavaleiros Templários tenham sido destruídos e dissolvidos entre 1307 e 1314, o Priorado de Sião permaneceu intocável. Embora ele próprio periodicamente se despedace por luta interna e faccional, ele tem continuado a funcionar  por séculos. Agindo nas sombras, por trás das cenas, ele tem orquestrado certos eventos críticos na história ocidental.
-4- O Priorado de Sião existe hoje, e ainda está operacional. Ele é influente e desempenha um papel de alto nível nos assuntos internacionais bem como nos assuntos domésticos de certos países europeus.  Em alguma importante extensão ele é responsável pelo corpo de informação diseminada desde 1956.
-5- a meta jurada e o objetivo declarado do Priorado de Sião é a restauração da dinastia Merovingia e da linhagem  sanguínea no trono não apenas da França, mas no trono de outras nações européias também.
-6- A restauração da dinastia Merovíngia é sancionada e justificável, tanto legal quanto moralmente. Embora deposta no século VIII, a linhagem sanguinea Merovíngea não se tornou extinta. Ao contrário, ela se perpetuou em uma linhagem direta de Dagoberto II e seu filho, Sigisberto IV. Por meio  de alianças dinásticas e intercasamentos, esta linhagem veio a incluir Godfroi de Bouillon, que capturou Jerusalém em 1099, e várias outras famílias nobres e reais, passadas e presentes,  Blanchefort, Gisors, Saint Clair (Sinclair na Inglaterra), Montesquieu, Montpezat, Poher, Luisignan, Plantard e Habsburg-Lorraine.

No presente, a linhagem sanguínea Merovíngia desfruta de uma reclamação legítima de seu direito de herança. Aqui, no chamado Priorado de Sião, estava a possível explicação para a referência ao Sião nos pergaminhos encontrados por Berenger Sauniere. Aqui, também, estava uma explicação para a curiosa assinatura ‘PS’ que apareceu em um dos pergaminhos, e na pedra da tumba de Marie de Blanchefort. Não obstante, éramos extremamente céticos, como a maioria das pessoas, sobre “as teorias de conspiração da história”; a a maioria das avaliações acima nos atingiu como irrelevantes, improváveis e/ou absurdas. Mas permaneceu o fato de que certas pessoas as estavam promulgando, e o fazendo muito seriamente; tão seriamente e, há razões para acreditar, de posições de considerável poder. E seja qual for a verdade de tais avaliações, eles estavam claramente ligadas de algum modo com o mistério que cerca Sauniere e Renes-le-Chateau. Nós, portanto, embarcamos em um exame sistemático do que tinhamos começado a chamar, ironicamente, os ‘Documentos do Priorado’ e das avaliações do que eles continham. Nos comportamos submetendo estas avaliações ao cuidadoso exame crítico para determinar se eles podiam ser de qualquer modo substanciados. Fizemos isso com um ceticismo  cínico, quase ridículo, completamente convencidos que as afirmações estranhas desapareceriam sob até mesmo uma investigação superficial. Embora nós não pudessemos o saber naquele tempo, estávamos para ficar grandemente surpresos.

As Duas Sociedades Secretas
A Ordem por trás das Cenas

Nós já tinhamos suspeitado da existência de um grupo de indivíduos, senão uma Ordem ‘coerente’, por trás dos Cavaleiros Templários. A afirmação de que o Templo foi criado pelo Priorado de Sião então parecia ligeiramente mais plausível do que as outras avaliações nos ‘Documentos do Priorado’. Foi com esta afirmação, portanto, que começamos o nosso exame. Tão cedo quanto 1962 o Priorado de Sião tinha sido mencionado, brevemente, cripticamente e de passagem  em um trabalho de Gerard de Sede. A primeira referência detalhada a isso que encontramos, contudo, foi uma única página nos Dossiês Secretos. No topo desta página há uma citação de Rene Grousset, uma das maiores autoridades sobre as Cruzadas, cuja obra monumental sobre o assunto, publicada na década de 1930, é vista como um trabalho que tem influência sobre o futuro por tais historiadores modernos como Sir Steven Runciman. A citação se refere a Bauduino I, o irmão mais novo de Godfroi de Bouillon, Duque de Lorraine e conquistador da Terra Santa. Com a morte de Godfroi, Bauduino aceitou a coroa oferecida a ele e portanto se tornou o primeiro rei oficial de Jerusalém. Segundo  Rene Grousset, lá existiu, por Bauduino I, uma ‘tradição real’. E porque isso foi fundado ‘sobre a rocha de Sião’, esta tradição era igual as dinastias reinantes na Europa, a dinastia Capetiana na França, a dinastia Plantageneta [anglo-normanda] da Inglaterra, as dinastias de Hohenstauffen e Hapsburg que governavam sobre a Alemanha e a velho Sagrado Império Romano. Mas Bauduino e seus descendentes foram eleitos reis, não eram reis pelo sangue. Porque, então, devia Grousset falar de uma ‘tradição real’  que existia através dele? O próprio Grousset não explica. Nem ele explica porque esta tradição, porque ela foi fundada “sobre a rocha de Sião’, devia ser igual as principais dinastias da Europa. Na página nos Dossiês Secretos a citação de Grousset é seguida de uma alusão ao misterioso Priorado de Sião ou Ordem de Sião, como aparentemente isso era chamado naquele tempo. Segundo o texto, a Ordem de Sião foi fundada por Godfroi de Bouillon em 1090, nove anos antes da conquista de Jerusalém embora haja outros “Documentos do Priorado’  que dão a data de fundação em 1099. Segundo o texto, Bauduino, o irmão mais novo de Godfroi, ‘recebeu seu trono’ da Ordem. E segundo o texto, o assento oficial da Ordem, ou sua sede, era uma específica abadia, a Abadia de Notre Dame du Mont de Sion em Jerusalém. Ou talvez exatamente fora de Jerusalém, no Monte Sião, a famosa ‘alta montanha’ exatamente ao sul da cidade. Em consultar todos os trabalhos padrão do século XIX sobre as Cruzadas, não encontramos qualquer menção seja a qual for Ordem de Sião. Portanto tentamos estabelecer se uma tal Ordem existiu realmente e se ela poderia ter tido o poder de conferir tronos. Para fazer isso, fomos obrigados a procurar com afinco entre feixes de antiquados documentos e cartas de direitos. Não buscavamos apenas referências explícitas a Ordem. Tmbém buscávamos algum traço de sua possível influência e atividades. E buscávamos confirmar se ou não existia uma abadia chamada Notre Dame du Mont de Sion. Ao sul de Jerusalém se esgueira a ‘alta montanha’ do Monte Sião. Em 1099, quando Jerusalém caiu sob os Cruzados de Godfroi de Bouillon, lá existia nesta montanha as ruinas de uma velha basílica bizantina, datando supostamente do século IV e chamada ‘A Mãe de todas as Igrejas’ – um titulo mais que sugestivo. Segundo as numerosas cartas de direitos existentes, crônicas e narrativas contemporâneas, uma abadia foi construida no sítio destas ruínas. Ela foi construida sob o expresso comando de Godfroi de Bouillon. Ela deve ter sido um edifício imponente, uma comunidade auto-contida. Segundo um cronista, escrevendo em 1172, ela era extremamente bem fortificada, com seus próprios muros, torres e  ameias. E esta estrutura foi chamada Abadia de Notre Dame du Mont de Sion. Alguém, obviamente tinha que ocupar este território. Pode eles terem sido uma ‘Ordem’ autônoma, tomando seu nome do próprio sítio? Podem os ocupantes da Abadia de fato terem sido a Ordem de Sião? Não era irrazoável assim o assumir. Os cavaleiros e monges que ocuparam a Igreja do Santo Sepulcro, também instalada por Godfroi, foram formados  em uma ordem oficial e devidamente constituida, a Ordem do Santo Sepulcro. O mesmo princípio pode muito bem ter sido seguido pelos ocupantes da Abadia de Monte Sião, e isso pareceria ter sido assim. Sendo o principal especialista do século XIX sobre o assunto, a abadia era habitada por um capítulo de canons agostinianos, encarregados de servirem os santuários sob a direção de um Abade. A comunidade assumiu o duplo nome de ‘Sainte-Marie du Mont Syon et du Saint-Esprit’

Um outro historiador, ecrevendo em 1698, é ainda mais explícito: “Havia em Jerusalém durante as Cruzadas… cavaleiros anexados a Abadia de  Notre Dame de Sion que receberam o nome de “Cavaleiros da Ordem de Notre Dame de Sião”. Se isto não for confirmação suficiente, também descobrimos documentos do período original – apresentando o selo e a assinatura de um ou outro prior de Notre Dame de Sião. Há por exemplo uma carta de direitos, assinada por um Prior Arnaldus e datada de 19 de julho de 1116. Em uma outra carta de direitos, datada de 2 de maio de 1125, o nome de  Arnaldus aparece em conjunção com aquele de Hugues de Paiens, o primeiro Grão Mestre do Templo. Até onde se tem provado válidos os ‘Documentos do Priorado’ podemos avaliar que uma Ordem de Sião existiu pela virada do século XII. Se a Ordem foi ou não formada anteriormente, contudo, premaneceu uma questão em aberto. Não há consistência sobre o que vem primeiro, uma ordem ou as terras na qual ele é hospedada. Os Cistercianos, por exemplo, tomaram seu nome de um lugar específico, Citeaux. Por outro lado, os Franciscanos e Beneditinos, para citar apenas dois exemplos, tomaram seus nomes de indivíduos que são anteriores a qualquer abrigo específico. O máximo que podemos dizer, portanto, é que uma abadia existia por 1100 e abrigava uma ordem do mesmo nome, que pode ter sido formada anteriormente. Os ‘Documentos do Priorado’ implicam que isso era, e há alguma evidência a sugerir, embora vaga e obliquamente, este de fato pode ter sido o caso. É sabido que em 1070, 29 anos antes da Primeira Cruzada, um bando específico de monges, da Calabria ao Sul da Itália, chegou nas vizinhanças da Floresta de Ardenas, parte dos domínios de  Godfroi de Bouillon.

Segundo Gerard de Sede, este bando de monges era liderado por um indivíduo chamado ‘Ursus’ – um nome que nos ‘Documentos do Priorado’ consistetemente se associa a linhagem sanguínea Merovíngia. Em sua chegada nas Ardenas, os monges calabreses obtiveram o patrocínio  de Mathilde de Toscane, Duquesa de Lorreine que era tia de Godfroi de Boillon e, de fato, mãe adotiva. De Mathilde os monges receberam um pedaço de terra em Orval, não longe de Stenay, onde Dagoberto II tinha sido assassinado alguns 500 anos antes. Aqui foi estabelecida uma abadia para abriga-los. Não obstante, eles não permaneceram em Orval por muito tempo. Por 1108 ele haviam desaparecido misteriosamente e nenhum registro sobre o paradeiro deles sobrevive. A tradição diz que eles voltaram a Calabria. Orval, por 1131, tinha se tornado um feudo possuido por São Bernardo. Antes da partida deles de Orval, contudo, os monges calabreses podem ter deixado uma marca crucial na história ocidental. Segundo Gerard de Sede, ao menos, eles incluiam o homem subsequentemente conhecido como Pedro O Eremita. Se isto assim o for, seria extreamente significativo, porque Pedro O Eremita é frequentemente acreditado ser o tutor pessoal de Godfroi de Bouillon. Nem esta é a única afirmação para a fama. Em 1095, junto com o Papa Urbano II, Pedro se tornou conhecido pela cristandade pelo carismático aliado pregando a necessidade de uma guerra santa que reclamaria o Sepulcro de Cristo e a Terra Santa das mãos dos muçulmanos infiéis. Hoje Pedro O Eremita é visto como um dos principais instigadores das Cruzadas. Com base nas pistas divisadas pelos ‘Documentos do Priorado’, começamos a imaginar se podia haver algum tipo de sombria continuidade entre os monges de Orval, Pedro O Eremita e a Ordem de Sião. Certamente pareceria que os monges de Orval não eram apenas uma bando aleatório de devotos religiosos itinerantes. Ao contrário os movimentos deles de chegada coletiva nas Ardenas vindos da Calábria e o seu misterioso desaparecimento em massa atestam algum tipo de coesão, algum tipo de organização e talvez uma base permanente em algum lugar. E se Pedro fosse membro deste bando de monges, seus pregação de uma Cruzada pode ter sido uma manifestação não de claro fanatismo, mas de política calculada. Se ele era o tutor pessoal de Godfroi de Bouillon, sobretudo, pode muito bem ter desempenhado o mesmo papel em convencer seu pupilo em embarcar para a Terra Santa. E quando os monges desapareceram de Orval, eles podem não ter afinal voltado a Calabria. Eles podem ter se estabelecido em Jerusalém, talvez na Abadia de Notre Dame de Sião.

Isto, de fato, é uma hipótese especulativa, sem qualquer confirmação documental. Novamente, contudo, encontramos fragmentos de evidência circunstancial que apoie isso. Quando Godfroi de Bouillon embarcou para a Terra Santa, ele é sabido ter sido acompanhado por uma entourage de figuras anônimas que agiam como conselheiros e administradores o equivalente, de fato, de uma equipe geral moderna. Mas o de Godfroi não foi o único exército cristão a embarcar para a Palestina. Havia ao menos três outros, cada um comandado por um ilustre e influente potentado ocidental. Se a cruzada se provasse bem sucedida, se Jerusalém caísse e um reino franco fosse estabelecido, qualquer um desses quatro potentados teria sido elegível para ocupar seu trono. E ainda que Godfroi pareça ter sabido de antemão que ele seria selecionado. Só entre os comandantes europeus, ele renunciou aos seus feudos, vendeu todos os seus bens e tornou aparente que a Terra Santa, pela duração de sua vida, seria seu domínio. Em 1099, imediatamente depois da captura de Jerusalém, um grupo de figuras anônimas se reuniu em um conclave secreto. A identidade dessse grupo tem fugido a todo inquérito histórico embora Guillaume de Tyre, escrevendo uns 75 anos depois, relata que o mais importante deles era um certo Bispo da Calabria. Em qualquer caso, o propósito do encontro era claro: eleger um rei de Jerusalém. E a despeito de uma afirmação persuasiva de Raymond, Conde de Toulouse, os eleitores obviamente misteriosos e influentes prontamente ofereceram o trono a Godfroi de Bouillon. Com modéstia não característica, Godfroi declinou o título, aceitando ao invés o de ‘Defensor do Santo Sepulcro’. Em outras palavras, ele era um rei em tudo, menos no nome. E quando ele morreu, em 1100, seu irmão, Bauduino, não hesitou em aceitar o nome também. Pode este misterioso conclave que elegeu o governante Godfroi ter sido os monges fugidios de Orval, incluindo, talvez Pedro O Eremita, que estava na Terra Santa nesse tempo e desfrutava de considerável autoridade? E pode este mesmo conclave ter ocupado a Abadia de Sião? Em resumo, podem estes três grupos ostensivamente distintos de indivídos [os monges de Orval, o conclave que elegeu Godfroi e os ocupantes de Notre Dame de Sião] terem sido um só e mesmo grupo? A possibilidade não pode ser provada, mas também não pode ser descartada. E se isso é verdade, certamente atestaria o poder da Ordem de Sião, um poder que incluia o direito de conferir tronos.

O Mistério que Cerca a Fundação dos Templários

O texto nos Dossiês Secretos continuam para se referir a Ordem do Templo. Os fundadores do Templo são especificamente listados como Hugues de Payen, Bisol de St. Omer e Hugues, o Conde de Champagne, juntos com certos outros membros da Ordem de Sião, Andre de Montbard, Archambaud de Saint-Aignan, Nivard de Montdidier, Gondemar e Rossal’. Já estávamos familiarizados com Hugues de Payens e Andre de Montbard, o tio de São Bernardo. Também estávamos familiarizados com Hugues, o Conde de Champagne que doou a terra da abadia de São Bernardo em Clairvaux, ele próprio se tornando um Templário em 1124 [jurando fidelidade ao seu próprio vassalo] e recebeu do Bispo de Chartres a carta citada acima. Mas embora a ligação do Conde de Champagne com os  Templários seja bem conhecida, nós nunca o tinhamos visto anteriormente citado como um de seus fundadores. Nos Dossiês Secretos ele é. E Andre de Montbard, o sombrio tio de São Bernardo, é listado como pertencendo a Ordem de Sião, em outras palavras, a uma outra ordem, que é anterior a Ordem do Templo e desempenha um papel fundamental na criação do Templo. Nem isso é tudo. O texto nos Dossiês Secretos afirma que em março de 1117, Bauduino I, ‘que possuia o trono de Sião’, foi obrigado a negociar a constituição da Ordem do Templo no sítio de Saint Leonard de Acre. Nossa própria pesquisa revelou que Saint Leonard de Acre era de fato um dos feudos da Ordem de Sião. Mas estamos incertos porque Bauduino tenha sido ‘obrigado’ a negociar a constituição do Templo. Em francês, o verbo certamente denota um grau de coação ou pressão. E a implicação nos Dossiês Secretos foi que esta pressão foi exercida para manter a Ordem de Sião de quem Bauduino recebeu seu trono. Se foi esse o caso, a Ordem de Sião teria sido a mais influente e poderosa organização; uma organização que não apenas podia conferir tronos, mas também, aparentemente, compelir um rei a cumprir sua ordem.. Se a Ordem de Sião foi de fato a responsável pela eleição de Godfroi de Bouillon, então Bauduino, o irmão mais novo de Godfroi, teria recebido seu trono por influência dela. Como já haviamos descoberto, sobretudo, há evidência incontestável que a Ordem do Templo existiu, ao menos em uma forma embrionária, por uns bons quatro anos antes da sua data de fundação geralmente aceita de 1118.

Em 1117 Bauduino era um homem doente, cuja morte estava patentemente iminente. É  portanto possível que os Cavaleiros Templários fossem ativos, embora em uma capacidade ex ofício, muito antes de 1118 como, digamos, o braço militar ou administrativo da Ordem de Sião, hospedada em sua abadia fortificada. E é possível que o rei Bauduino, em seu leito de morte, foi compelido pela doença, pela Ordem de Sião ou por ambas a garantir aos Templários algum status oficial, ao dar a eles uma constituição e torna-la pública. Ao pesquisar os Templários já tínhamos começado a discernir uma rede de conexões complicadas, provocantes e elusivas, os vestígios sombrios talvez de algum projeto ambicioso. Com base nestas conexões, tinhamos formulado uma hipótese temporária. Se nossa hipótese era acurada ou não, não podiamos saber; mas os vestígios de um projeto tinham agora e tornado até mesmo mais aparentes. Reunimos os fragmentos do padrão que se segue:
[ 1 ] – No fim do século XI um misterioso grupo de monges da Calabria aparece nas Ardenas, onde eles são bem recebidos, patrocinados e recebem terra em Orval da tia e mãe adotiva de Godfroi de Bouillon.
[ 2 ] – Um membro desse grupo pode ter sido o tutor pessoal de Godfroi de Bouillon e pode ter co-instigado a Primeira Cruzada
[ 3 ] – Algum tempo antes de 1108 os monges de Orval desacamparam e desapareceram. Embora não haja registro do destino deles, este pode muito bem ter sido Jerusalém. Certo Pedro O Eremita embarcou para Jerusalém; e se ele foi um dos monges de Orval, é provavel que sua irmandade tenha se juntado a ele.
[ 4 ] – Em 1099 Jerusalém cai e é oferecido a Godfroi o trono por um conclave anônimo cujo líder, como os monges de Orval, é de origem calabresa.
[ 5 ] – Uma abadia é criada sob o comando de Godfroi em Monte Sião, que abriga uma Ordem de mesmo nome; uma ordem que compreende indivíduos que ofereceram a ele o trono.
[ 6 ] – Por 1114 os Cavaleiros Templários já estão ativos, talvez como a entourage armada da Ordem de Sião; mas sua constituição não é negociada até 1117, e eles próprios não se tornam públicos até o ano seguinte.
[ 7 ] – Em 1115, São Bernardo, membro da Ordem Cisterciana, então as margens do colapso econômico, emerge como um proeminente portavoz da Cristandade. E os anteriormente destituidos cistercianos rapidamente se tornam uma das instituições mais proeminentes, influentes e ricas na Europa.
[ 8 ] – Em 1131 São Bernardo recebe a Abadia de Orval, vaga alguns anos antes pelos monges da Calabria. Orval então se torna uma casa Cisterciana.
[ 9 ] -  Ao mesmo tempo certas figuras obscuras parecem se mover constantemente para dentro e para fora desses eventos, alivanhando uma tapeçaria unida de uma maneira que não está de todo clara. O Conde de Champagne, por exemplo, doa a terra para a Abadia de São Bernardo em Clairvaux, estabelece uma côrte em Troyes, onde subsequentemente são divulgados os romances do Gral e, em 1114, pensa em se unir aos Cavaleiros Templários cujo primeiro Grão Mestre registrado, Hugues de Payens, já era seu vassalo.
[ 10 ] -  Andre de Montbard, o tio de São Bernardo, e alegado membro da Ordem de Sião, se une a Hugues de Payens para fundar os Cavaleiros Templários. Logo depois, os dois irmãos de Andre se unem a São Bernardo em Clairvaux.
[ 11 ] – São Bernardo se torna um entusiástico relações públicas exponente para os Templários, contribui para a incorporação oficial deles e para escrita de suas regras – que é essencialmente aquela dos Cistercianos, a própria ordem de Bernardo.
[ 12 ] – Entre aproximadamente 1115 e 1140, tantos Cistercianos quanto Templários começam a prosperar, adquirindo vastas somas de dinheiro e pedaços de terra.

Novamente não podemos senão imaginar se esta multitude de conecções intrincadas foi de fato inteiramente coincidental. Estamos olhando para um número de pessoas essencialmente não conectadas, eventos e fenômenos que apenas ‘aconteceram’, em intervalos, para se entrelaçar e cruzar com outros caminhos? Ou estamos lidando com algo que não foi aleatório ou coincidental afinal? Estavamos lidando com um plano de algum tipo, concebido e engendrado por alguma agência humana? E pode esta agência ter sido a Ordem de Sião? Pode a Ordem de Sião ter realmente ficado por trás de São Bernardo e dos Cavaleiros Templários? E ambos podem ter agido de acordo com alguma política cuidadosamente evoluida?

Luis VII  e o Priorado de Sião

Os ‘Documentos do Priorado’ não dão indicações das atividades da Ordem de Sião entre 1118 [a fundação pública dos Templários] e 1152. Por todo esse tempo, pareceria, a Ordem de Sião permaneceu baseada na Terra Santa, na abadia fora de Jerusalém. Então, na volta dele depois da Segunda Cruzada, Luis VII da França é dito ter trazido com ele 95 membros da Ordem. Não há indicação da capacidade na qual eles atendiam ao rei, nem porque ele deva ter estendido sua generosidade a eles. Mas se a Ordem de Sião fosse de fato o poder por trás do Templo, isto constituiria uma explicação já que Luis VII estava pesadamente em dívida com o Templo, tanto em dinheiro quanto em apoio militar. Em qualquer caso, a Ordem de Sião, criada meio século antes por Godfroi de Bouillon, em 1152 estabeleceu ou restabeleceu um pé na França. Segundo o texto, 62 membros da Ordem foram instalados no grande ‘priorado’ de Saint-Samson em Orleans, que o Rei Luis doou a eles. Sete deles foram relatadamente incorporados as fileiras combatentes dos Cavaleiros Templários.  E 26 grupos de 13 cada um são ditos terem entrado para o ‘pequeno priorado de Sião’, situado em Saint jean le Blanc nos arredores de Orleans. Ao tentar autenticar estas declarações, subitamente nos encontramos em solo prontamente provável. As cartas de direitos pelas quais Luis VII instalou a Ordem de Sião em Orleans ainda são existentes. Cópias tem sido reproduzidas por um número de fontes, e os originais podem ser vistos nos arquivos municipais de Orleans. Em alguns arquivos há também uma Bula datada de 1178, do Papa Alexandre III, que confirma oficialmente as posses da Ordem de Sião. Estas posses atestam a riqueza da Ordem, seu poder e influência. Elas incluem casas e grandes pedaços de terra na Picardia, na França [inclindo Saint-Samson em Orleans], a Lombardia, na Calábria , Sicília e Espanha, bem como, com certeza, um número de sítios na Terra Santa, incluindo Saint Leonard de Acre. Até a Segunda Guerra Mundial, de fato, havia nos arquivos de Orleans não menos que vinte cartas de direitos especificamente citando a Ordem de Sião. Durante o bombardeio da cidade em 1940 todas, menos três, desapareceram.

O Corte do Elmo em Gizors

Se são para serem acreditados os ‘Documentos do Priorado’, 1188 foi um ano de importância crucial para o Sião e os Cavaleiros Templários. Um ano antes, em 1187, Jerusalém havia sido perdida para os Sarracenos principalmente devido a impetuosidade e inépcia de Gerard de Ridefort, Grão Mestre do Templo. O texto nos ‘Dossiês Secretos’ é cosideravelmente mais severo. Ele explica não apenas a impetuosidade de Gerard ou sua inépcia, mas sua ‘traição’ – uma palavra de fato muito dura. O que constituiu esta traição não é explicado. Mas como resultado dela os ‘iniciados’ de Sião são ditos terem voltado em massa para a França, presumidamente para Orleans. Logicamente esta avaliação é bastante plausível. Quando Jerusalém caiu diante dos Sarracenos, a Abadia de Monte Sião obviamente caiu também. Sem a base deles na Terra Santa, não seria surpreendente se os ocupantes da abadia buscassem refúgio na França, onde uma nova base já existia. Os eventos de 1187, a ‘traição’ de Gerard de Ridefort e a perda de Jerusalém parecem ter precipitado uma ruptura desastrosa entre a Ordem de Sião e a Ordem do Templo. Não está claro precisamente porque isso deva ter ocorrido, mas segundo os ‘Dossiês Secretos’ o ano seguinte testemunhou um decisivo ponto de virada nos assuntos de ambas Ordens. Em 1188 uma separação formal supostamente ocorreu entre as duas instituições. A Ordem de Sião, que tinha criado os Cavaleiros Templários, agora lavava suas mãos de seus celebrados protegidos. O ‘pai’, em outras palavras, ‘oficialmente desconheceu o filho’. Esta ruptura é dito ter sido comemorada por um ritual ou cerimonia de algum tipo. Nos Dossiês Secretos e em outros Documentos do Priorado isso é referido como ‘cortar o elmo’ e alegadamente ocorreu em Gizors em 1188.  As narrativas são enfeitadas e obscuras, mas a história e a tradição confirmam que algo extremamente estranho aconteceu em Gizors em 1188 e que envolveu o corte de um elmo. Na terra adjacente a fortaleza havia um campo chamado Campo Sagrado. Segundo cronistas medievais, o sítio havia sido considerado sagrado deste os tempos pré cristãos, e durante o século XII tinha fornecido o assentamento para inúmeros encontros entre os Reis da Inglaterra e da França. No meio do Campo Sagrado ficava um elmo antigo. E em 1188, durante um encontro entre Henrique II da Inglaterra e Felipe II da França, por alguma razão desconhecida, este elmo se tornou objeto de disputa séria e até mesmo sangrenta. Segundo uma narrativa, o elmo fornecia a unica sombra do Campo Sagrado. É  dito que ele tinha mais de 800 anos e tão grande quanto nove homens, unindo as mãos podiam mão abraçar seu diâmetro.  Sob a sombra desta árvore Henrique II e sua entourage supostamente tomou abrigo, deixando o monarca francês, que chegou mais tarde, sem misericórdia sob a luz do sol. Pelo terceira dia das negociações a tempera francesa tinha se tornado fragilizada pelo calor, insultos foram trocados pelos homens em armas e uma flecha voou das fileiras dos mercenários de Henrique. Isto provocou uma matança em escala completa pelos franceses, que grandemente superavam em número os ingleses. Os últimos buscaram refúgio dentro dos próprios muros de Gizors, enquanto foi dito que os franceses cortaram a árvore em frustração. Felipe II então disparou para Paris declarando que não faria o papel de um lenhador. A história tem a característica simplicidade e encanto medieval , contentando-se com a narrativa superficial que aponta entra as linhas para algo de maior importância  e motivações que foram deixadas inexploradas. Por si só, ela quase parece absurda – tão absurda e possivelmente apócrifa como, digamos, as histórias associadas coma fundação da Ordem de Garter. Ainda que haja confirmação da história, se não em seus detalhes específicos, em outras narrativas. Segundo um outro cronista, Felipe parece ter dado a perceber a Henrique que ele pretendia cortar a árvore. Henrique supostamente respondeu ao reforçar o tronco do elmo com bandas de ferro. No dia seguinte os franceses se armaram e formaram uma falange de cinco esquadrões, cada um comandado por um senhor distinto do reino, que avançou sobre o elmo, acompanhado por arqueiros bem como carpinteiros equipados de machados e martelos. é dito ter começado uma luta, na qual Ricardo Coração de Leão, o filho mais velho e herdeiro de Henrique, participou, tentando proteger a árvore perdendo muito sangue no processo. Não obstante, os franceses mantinham o campo no dia seguinte e no fim do dia, a árvore foi cortada. Esta segunda narrativa implica em algo mais do que uma diputa medíocre ou escaramuça menor. Ela implica em um engajamento em escala completa, envolvendo números substanciais e possivelmente baixas substanciais. Ainda que nenhuma biografia de Ricardo faça muito de tal caso, ainda menos que o explore. Novamente, contudo, nos Documentos do Priorado foram confirmados a história registrada e a tradição  na extensão, ao menos, de uma curiosa disputa que ocorreu em Gizors em 1188, que envolveu o corte de um elmo. Não há confirmação externa que esse evento foi relacionado de qualquer modo aos Cavaleiros Templários ou a Ordem de Sião. Por outro lado, as narrativas existentes do caso são tão vagas , tão reduzidas, tão incompreensíveis, tão contraditórias para serem aceitas como definitivas. É extremamente provável que os Templários estivesem presentes no incidente já que Ricardo I era frequentemente acompanhado pelos cavaleiros da Ordem, e sobretudo, Gizors, trinta anos antes, tinha sido confiada ao Templo. Dado a evidência existente, é certamente possível, se não provável, que o corte do elmo envolveu algo mais ou alguém mais do que as narrativas que tem sido preservadas para a posteridade implicam. De fato, dado a absoluta estranheza das narrativas sobreviventes, não seria surpreendente se algo mais ou alguma outra coisa estivesse envolvida – algo desprezado, ou talvez nunca tornado público, pela história, algo, em resumo, das narrativas sobreviventes como uma espécie de alegoria, simultaneamente intimando e ocultando um caso de muito maior importância.

Ormus de 1188 em diante

Os documentos do priorado mantém, os Cavaleiros Templários eram autônomos e não mais estavam sob a autoridde da Ordem de Sião, ou agindo como seu braço administrativo e militar. A partir de 1188 os Templários estavam oficialmente livres para buscarem seus próprios objetivos e fins, seguirem seu próprio curso pelo resto do século aproximadamente e até sua amarga destruição em 1307.

E nesse meio tempo, a Ordem de Sião é dita ter passado por uma maior reestruturação administrativa sua própria. Até 1188 a Ordem de Sião e a Ordem do Templo eram ditas terem partilhado do mesmo Grão Mestre.  Hugues de Payen e Bertrand de Blanchefort, por exemlo, teriam presidido as duas instituições simultaneamente. Começando em 1188, todavia, depois de ‘ter cortado o elmo’, a Ordem de Sião reportadamente selecionou seu próprio Grão Mestre, que não tinha qualquer ligação com o Templo. O primeiro de tais Grão Mestres, segundo os Documentos do Priorado, foi Jean de Gizors, Em 1188 é dito que a Ordem de Sião alterou seu nome, adotando um  que tem sido alegadamente obtido até o presente de Priorado de Sião. E, como um tipo de sub-título, é dito ter adotado o curioso nome de Ormus. Este sub-título foi supostamente usado até 1306 – um ano antes da prisão dos Templários franceses. O símbolo para Ormus era um ‘U’ e envolve um tipo de acróstico ou anagrama que combina um número de palavras chave e símbolos. Ours significa urso em latim, um eco, como subsequentemente se tornou aparente, de Dagoberto II e da dinastia Merovíngia. Ome é o francês para elmo. Or de fato é ouro. e o ‘m’ que forma a estrutura envolvendo as outras letras não é a letra ‘m’, mas o símbolo astrológico de Virgem, significando, na iconografia medieval, Notre Dame. As nossas pesquisas não revelaram qualquer referência em qualquer lugar a uma ordem medieval ou instituição que tivesse o nome Ormus. Neste caso não encontramos substanciação externa para o texto nos Dossiês Secretos, nem até mesmo qualquer  evidência circunstancial para argumentar sua veracidade. Por outro lado ‘Ormus’ ocorre em dois outros contextos radicalmente diferentes. Ele figura no pensamento zoroastriano e nos textos gnósticos onde é sinônimo do princípio de luz. E ele aparece novamente entre os pedigrees afirmados pelo final do século XVII da Livre Maçonaria. Segundo os ensinamentos maçonicos, Ormus era o nome de um sábio e místico egípcio, um adepto gnóstico da Alexandria. Ele viveu, supostamente, durante os anos inciais da época cristã. Em 46 ele e seis de seus seguidores foram supostamente convertidos a uma forma de cristianismo por um dos discípulos de Jesus, São Marcos, na maioria das narrativas. Desta conversão é dito ter nascido uma nova seita ou ordem que fundiu os dogmas da cristandade inicial com os ensinamentos de outra escola de mistério até mesmo mais antiga. A nosso conhecimento esta história não pode ser autenticada. Ao mesmo tempo, contudo, é certamente plausível. Durante o século I de nossa era Alexandria era um real leito quente de atividade mística, uma encruzilha na qual as doutrinas judaicas, mitraicas, zoroastrianas, pitagoreanas, herméticas, e neo-platonicas expandiam-se no ar e se combinavam com inumeráveis outras. Professores de todos os tipos concebíveis abundavam. E dificilmente seria surpreendente se um deles adotasse um nome implicando no princípio  da luz. Segundo a tradição maçonica, em 46 Ormus é dito ter conferido a sua recentemente constituida ordem de ‘iniciados’ um específico símbolo identificador – uma cruz vermelha ou rosa. Garantidamente, a cruz vermelha foi subsequentemente para encontrar um eco no brazão dos Cavaleiros Templários, mas a importancia dos textos nos Dossiês Secretos, e em outros Documentos do Priorado é inequivocamente clara. Alguém pretendia ver em Ormus as origens da chamada Rosacruz, ou Rosacrucianos. E em 1188 é dito que o Priorado de Sião tem adotado um segundo sub-título, em adição a Ormus.  É  dito ter sido Ordem da Verdade Rosacruz [Ordre de la RoseCroix Veritas]. A este ponto nos pareceu ser um território muito questionável, e o texto dos Documentos do Priorado começaram a parecer altamente suspeitos.  Estavamos familiarizados com as declarações dos modernos Rosacrucianos na Califórnia e outras organizações contemporaneas, que afirmam elas próprias, depois de um fato, um pedigree remotando as névoas da antiguidade que inclue a maioria dos grandes homens do mundo.

Uma Ordem Rosacruz datando de 1188 pareceu igualmente espúria. Como tem demonstrado convincentemente Frances Yates, não há qualquer evidência connhecida de Rosacrucianos [ao menos no nome] antes do início do século XVII ou talvez os últimos anos do século XVI. O mito que cerca a legendária Ordem data de aproximadamente 1605, 1615 e 1616 respectivamente, proclamada a existência de uma fraternidade secreta ou confraternidade iniciados místicos, alegadamente fundada por um Cristão Rosacruz que, foi mantido, nasceu em 1378 e morreu, aos 106 anos, em 1484. Cristão Rosacruz e sua fraternidade secreta são agora geralmente reconhecidos terem sido ficticiamente uma fraude de tipos, divisada para algum propósito que ainda não foi satisfatoriamente explicado, embora não sem repercussões políticas naquele tempo. Sobretudo, o autor de um dos três tratados, o famoso Casamento Alquímico do Cristão Rosacruz, que apareceu em 1616, é agora conhecido. Ele foi Johann Valentin Andrea, um escritor e teólogo alemão vivendo em Wurttemberg, que os neo-platonicos confessaram que ele compôs o Casamento Alquímico como uma ‘troça’, uma ‘piada’ ou talvez uma comédia no sentido da palavra de Dante e Balzac. Há razão para acreditar que Andrea, ou um de seus associados, compôs os outros tratados rosacrucianos também. E esta é a fonte do Roascrucianismo, como ela evoluiu e como alguém pensa nela hoje, pode ser traçada. Se os Documentos do Priorado eram acurados, contudo, teriamos que reconsiderar, e pensar em algo difernte de uma farsa do século XVII. Teriamos que pensar em termos de uma ordem ou sociedade secreta que realmente existiu, uma genuina fraternidade clandestina. Ela não precisava ser inteiramente ou até mesmo primariamente mística. Ela podia ser grandemente política. Mas ela teria existido 425 anos completos antes que seu nome se tornasse público, e uns bons dois séculos antes que seu legendario fundador é ajegadamente ter vivido. Novamente não encontramos evidência substanciante. Certamente a rosa tem sido um símbolo místico desde tempo imemoriais e desfrutou de uma cultura particular durante a Idade Média no romance popular da Rosa de Jean de Meung, por exemplo, e no paraíso de Dante. Ela subsequentemente tornou-se a cruz de São Jorge e, como tal, foi adotada pela Ordem de Garter criada alguns trinta anos depois da queda do Templo. Mas embora rosas e cruzes vermelhas abundem como motivos simbólicos, não há evidencias de uma instituição ou uma ordem, ainda menos de uma sociedade secreta. Por outro lado,  Frances Yates mantém que havia sociedades secretas funcionando muito antes do século XVII, ‘rosacrucianas’, e que estas sociedades iniciais eram, de fato, ‘rosacrucianas’ na orientação política e filosófica, se não necessariamente no nome. Assim, em conversa com uma de nossas pesquisadoras, ela descreveu Leonardo da Vinci como um ‘rosacruciano’ usando o termo como uma metáfora para definir seus valores e atitudes. Não apenas isso. Em 1629, quando o interesse ‘rosacruciano’ na Europa estava em seu zênite, um homem chamado Robert Denyau, cura de Gisors, compôs uma história exaustiva de Gizors e da família Gizors. Em seu manuscrito, Denyau afirma explicitamente que a Rosacruz foi fundada por Jean de Gizors em 1188. Em outras palavras, há uma confirmação verbatim do século XVII das afirmações feitas nos Documentos do Priorado. Garantidamente, o manuscrito de Denyau foi composto alguns quatro séculos e meio depois do fato alegado.  Mas ele constitui um fragmento extremamente importante de evidência. E o fato de que ele tenha sido emitido de Gizors o torna ainda mais importante. Somos deixados, todavia, sem confirmação, somente com uma possiblidade. Mas em cada aspecto até onde diga respeito aos Documentos do Priorado, eles tem se mostrado atonitamente acurados. Então teria sido muito difícil descarta-los de antemão. Não estamos preparados para aceita-los com uma fé cega e inquestionável. Mas nos sentimos obrigados a reservar o julgamento.

O Priorado de Orleans

Além de suas afirmações mais grandiosas, os Documentos do Priorado ofereceram informação de um tipo muito diferente, minunciosamente assim aparentemente trivial e inconsequente que sua importância nos fugiu. Ao mesmo tempo a imensa importância desta informação argumentou a favor de sua veracidde. Muito simplesmente lá não parecia haver um ponto para inventar ou criar tais detalhes menores. E ainda mais, a autenticidade de alguns desses detalhes pode ser confirmada. Então, por exemplo, Girard, abade do pequeno priorado em Orleans entre 1239 e 1244, é dito ter cedido um pedaço de terra em Acre para os Cavaleiros Teutônicos. Porque isso devesse ser mencionado não está claro, mas isso pode ser definitivamente estabelecido. A real carta de direitos existe, datando de 1239 e tendo a assinatura de Girard. Informação de um tipo similar, embora mais sugestivo, é oferecida sobre um abade chamado Adam, que presidiu sobre o pequeno priorado em Orleans em 1281. Neste ano, segundo os Documentos do Priorado, Adam cedeu um pedaço de terra perto de Orval aos monges que então ocupavam a abadia lá – cistercianos, que tinham se mudado sob a égide de São Bernardo um século e meio antes. Não pudemos encontrar evidência escrita desta particular transação, mas ela nos parece bastante plausível já que há cartas de direitos atestando inumeras outras transações da mesma natureza. O que torna esta interessante, com certeza, é a recorrência de Orval, que tem figurdo anteriormente em nosso inquérito. Sobretudo, o pedaço de terra em questão parece ter sido de especial importância, porque os Documentos do Priorado nos dizem que Adam incorreu na ira da irmandade de Sião por esta doação; tanto que aparentemente ele foi compelido a renunciar a sua posição. O ato de abdicação, segundo os Dossiês Secretos, foi formalmente testemunhado por Thomas de Sainville, o Grão Mestre da Ordem de São Lázaro em 1281 e a sede de São Lázaro era próxima a Orleans onde a abdicação de Adam teria acontecido. Duas proclamações e duas cartas foram de fato assinadas por ele lá, a primeira datada de agosto de 1281 e a segunda de março de 1289.

O Chefe dos Templários,

Segundo os documentos do Priorado, o Priorado de Sião não era, estritamente falando, uma perpetuação ou continuação da Ordem do Templo: ao contrário, o texto ressalta enfaticamente que a separação entre as duas ordens data de ‘cortar o elmo’ em 1188. Aparentemente, contudo, algum tipo de entendimento continuou a existir, e em 1307,  Guillaume de Gisors recebeu a cabeça dourada, Caput LVIII Fa da Ordem do Templo. Nossa investigação sobre os Templários já nos havia famiiarizado com esta misteriosa cabeça. Liga-la ao Sião, contudo, e com a aparentemente importante família de Gizors, novamente nos atingiu como duvidosa como se os Documentos do Priorado estivessem se esticando para fazer ligações poderosas e evocativas. E ainda que fosse precisamente a este ponto que encontramos algumas de nossas mais sólidas e intrigantes confirmações. Segundo os registros oficiais da Inquisição: O guardião e administrador dos bens do Templo de Paris, depois das prisões, foi um homem do rei chamado Guillaume Pidoye. Diante dos inquisidores em 11 de maio de 1308, ele declarou que ao tempo da prisão dos Cavaleiros Templários, ele, juntamente com seu colega Guillaume de Gisors e um  Raynier Bourdon, tinham sido ordenados a apresentarem a Inquisição todas as figuras de metal ou madeira que encontrassem. Entre os bens do templo eles encontraram uma grande cabeça de prata… a imagem de uma mulher, que Gulhaume, em 11 de maio, apresentou diante da Inquisição. A cabeça carregava um rótulo: CAPUT LVIIIm.  Se a cabeça continuava a nos surpreender, o contexto no qual Gulhaume de Gizors apareceu foi igualmente perpexante. Ele é especificamente citado como sendo colega de Guillaume Pidoye, um dos homens do Rei Felipe. Em outras palavras, ele, como Felipe, pareceriam terem sido hostis aos Templários e participado do ataque a eles. Segundo os Documentos do Priorado, contudo, Guilhaume era Grão Mestre do Priorado de Sião naquele tempo. Isto significou que o Priorado endossou a ação de Felipe contra os Templários, talvez até mesmo colaborando nisso? Há certos documentos do Priorado que apontam para que este pode ter sido o caso, que Sião, de algum modo não especificado, autorizou e presidiu a dissolução de seus desgovernados protegidos. Por outro lado, os Documentos do Priorado também implicam queo Sião exercia um tipo de proteção paternal em relação ao menos a certos Templários durante os últimos dias da Ordem. Se isso é verdade, Guilhaume de Gizors pode ter sido um ‘agente duplo’. Ele bem pode ter sido o responsável pelo vazamento dos planos de Felipe, o meio portanto pelo qual os Templários receberam o aviso antecipado ds maquinações do Rei contra eles. Se depois da separação formal em 1188, o Sião de fato continuou a exercer algum controle clandestino sobre os assuntos do Templo, Guillaume de Gisors pode ter sido parcialmente responsável pela cuidadosa destruição dos documentos da Ordem e pelo desaparecimento inexplicável de seu tesouro.

Os Grão Mestres dos Templários

Além da informação fragmentada discutida acima, o texto nos Dossiês Secretos incluem três listas de nomes. A primeira desta é direta o suficiente – ao menos interessante, e ao menos aberta a controvérsia ou dúvida, sendo meramente uma lista de abades que presidiram as terras de Sião na Palestina entre 1152 e 1281. Nossa pesquisa confirmou sua veracidade: ela aparece em outros lugares, independentes dos Dossiês Secretos, e em fontes acessíveis e não impugáveis. As listas nestas fontes concordam com a história verificável, mas muito compreensivo no que elas preenchem certas lacunas. A segunda lista nos Dossiês secretos é uma lista dos Grão Mestres dos Cavaleiros Templários de 1118 até 1190, em outra palavras, da fundação pública do Templo até sua separação de Sião e do ‘cortar o elmo’ em Gizors . De início parecia não haver algo não usual ou extraordinário sobre esta lista. Quando a comparamos com outras listas, contudo aquelas citadas por historiadores reconhecidos escrevendo sobre os Templários, por exemplo certas discrepâncias óbvias rapidamente emergiram.

Segundo virtualmente todas as outras listas conhecidas, houve dez Grão Mestres entre 1118 e 1190. Segundo os Dossiês Secretos, houve apenas oito. Segundo a maioria das outras listas o tio de São Bernardo, Andre de Montbard não era apenas co-fundador da Ordem, mas também seu Grão Mestre entre 1153 e 1156. Segundo os Dossiês Secretos, contudo, Andre de Montbard, o tio de São Bernardo, nunca foi Grão Mestre da Ordem, mas parecia ter continuado funcionando como ele o fez por toda a sua carreira, por trás das cenas. Segundo a maioria das outras listas, Bertrand de Blanchefort aparece como o sexto Grão Mestre da Ordem do Templo, assumindo esta função depois de Andre Montbard, em 1156. Segundo os Dossiês Secretos, Bertrand não é o sexto, mas o quarto na sucessão, se tornando Grão Mestre em 1153. Há outras tais discrepâncias e contradições, e estamos incertos sobre o que fazer com ela ou quão seriamente considera-las. Porque ele discorda daqueles compiladas por historiadores estabelecidos, não iriamos ver a lista nos Dossiês Secretos como errada? Deve ser enfatizado que nenhuma lista oficial ou definitiva dos Grão Mestres do Templo existe. Nada de tal tipo foi preservado para a posteridade. Os próprios registros do Templo foram destruídos ou desapareceram, e a mais antiga compilação conhecida dos Grão Mestres da Ordem data de 1342, trinta anos depois que a própria Ordem foi suprimida e 225 anos depois de sua fundação. Como resultado, os historiadores compilando as listas dos Grão Mestres tem baseado seus achados nos cronistas contemporaneos sobre um homem escrevendo em 1170, por exemplo, que faz uma ligeira alusão a um ou outro indivíduo como Mestre ou Grão Mestre do Templo. Uma evidência adicional pode ser obtida ao examinar os documentos e as cartas de direitos do período, na qual um ou outro oficial Templário anexaria um título ou outro a sua assinatura. Portanto dificilmente é surpreendente que a sequência e a datação deva variar, algumas vezes dramaticamente, de escritor para escritor, narrativa a narrativa. Não obstante, há certos detalhes cruciais como aqueles resumidos acima nos quais os Documentos do Priorado se desviam sigificativamente de todas as outras fontes. Não podemos, entretanto, ignorar tais desvios. Tivemos que determinar, até onde pudemos, se a lista nos Dossiês Secretos era baseada em negligência, ignorância ou ambas; ou, alternativamente, se esta lista era de fato a definitiva, baseada em uma informação ‘interna’, inacessível aos historiadores.

Se Sião criou os Cavaleiros Templários, e se Sião [ou ao menos seus registros] sobrevivem até o presente dia, podemos razoavelmente esperar que ele esteja familiriazado com os detalhes não obteníveis em outros lugares. A maioria das discrepâncias entre a lista nos Dossiês Secretos e aquelas de outras fontes pode ser explicada muito facilmente. A este ponto, não vale a pena explorar cada uma de tais discrepâncias e responsabilizar-se por isso. Mas um único exemplo deve servir para ilustrar como e porque tais discrepâncias possam ocorrer. Além do Grão Mestre, o Templo tinha uma multitude de mestres locais e um Mestre para a Inglaterra, para a Normandia, para a Aquitania, para todos os territórios que compreendiam seus domínios. Haviam também um predominante Mestre Europeu, e, assim pareceria, um mestre marítimo também. Nos documentos e cartas de direitos estes mestres locais ou regionais invariavelmente assinariam “Magister Templi’ – Mestre do Templo. E em muitas ocasiões, o Grão Mestre – por modéstia, descuido, indiferença ou despreocupação descuidada também ele próprio assinaria como nada mais do que ‘Magister Templi’. Em outras palavras, Andre Montbard, Mestre regional de Jerusalém, em uma carta de direitos, teria a mesma designação depois de seu nome de seu Grão Mestre, Bertrand de Blancheford. Portanto não é difícil ver como um historiador, trabalhando com uma ou duas cartas de direitos e não entrecruzando as referências, pode prontalmente interpretar mal o verdadeiro status de Andre na Ordem. Em virtude precisamente deste tipo de erro, muitas listas dos Grão Mestres Templários incluem um homem chamado Everard des Barres. Mas o Grão Mestre, pelas próprias constituições do Templo, tinha que ser eleito por um capítulo geral em Jerusalém e tinham que residir lá. Nossa pesquisa revelou que Everard des Barres foi um mestre regional, eleito e residente na França, que nunca pôs o pé na Terra Santa senão muito mais tarde. Nesta base ele pode ser retirado da lista dos Grão Mestres como de fato ele foi nos Dossiês Secretos. Foi especificamente em tais bons pontos acadêmicos que os ‘Documentos do Priorado’ apresentavam uma acurácia e precisão meticulosa que nós não podiamos imaginar não sendo alcançada depois do fato. Passamos mais de um ano considerando e comparando as várias listas dos Grão Mestres Templários. Consultamos todos os escritores sobre a Ordem, em inglês, francês e alemão, e então examinamos as fontes deles também. Examinamos as cronicas do tempo como estes de Guilhaume de Tyre – e outras narrativas contemporaneas. Consultamos todas as cartas de direitos que pudemos encontrar e obtivemos informação compreensiva sobre todos estas conhecidas serem ainda existentes. Comparamos assinaturas e títulos em numerosas proclamações, éditos, deveres e outros documentos Templários. Como resultado desse inquérito exaustivo, tornou-se aparente que a lista nos Dossiês Secretos era mais acurada do que qualquer outra não apenas sobre a identidade dos Grão Mestres mas sobre as datas de seus respectivos regimes também. As implicações disso eram muito mais amplas. Garantidamente, uma tal lista pode talvez ter sido compilada por um pesquisador extremamente  cuidadoso, mas a tarefa teria sido monumental. Nos parece muito mais provável que uma lista de tal acurácia atestasse algum repositório de informação interna ou privilegiada; informação portanto inacessível aos historiadores. Se a nossa conclusão é ou não garantida, fomos confrontados por um fato incontestável de que alguém havia obtido acesso, de algum modo, a uma lista que era muito mais acurada que as outras. E desde que a lista, a despeito de sua divergência das outras mais aceitas, provou-se tão frequentemente estar correta, ela conferiu uma considerável credibilidade aos Documentos do Priorado como um todo. Se os Dossiês Secretos eram demonstravelmente confiáveis neste aspecto crítico, então de certa forma havia menos razão para duvidar deles em outros. Tal reasseguração foi oportuna e necessária. Sem ela, poderiamos muito bem ter descartado a terceira lista nos Dossiês Secretos dos Grão Mestres do Priorado de Sião imediatamente. Desta terceira lista, até mesmo uma olhada superficial, parece absurda.

Os Grão Mestres e A Corrente Subterrânea nos Dossiês Secretos

Os seguintes indivíduos são listados como Grão Mestres sucessivos do Priorado de Sião ou, para usar o termo oficial, ‘Nautonnier’, uma velha palavra francesa que significa ‘navegador’ ou ‘homem do elmo’:

Jean de Gisors 1188-1220
Marie de Saint-Clair 1220-66
Guillaume de Gisors 1266-1307
Edouard de Bar 1307-36
Jeanne de Bar 1336-51
Jean de Saint-Clair 1351-66
Blanche d’Evreux 1366-98
Nicolas Flamel 1398-1418
Rene d’Anjou 1418-80
Iolande de Bar 1480-83
Sandro Filipepi 1483-1510
Leonard de Vinci 1510-19
Connetable de Bourbon 1519-27
Ferdinand de Gonzague 1527-75
Louis de Nevers 1575-95
Robert Fludd 1595-1637
J. Valentin Andrea 1637-54
Robert Boyle 1654-91
Isaac Newton 1691-1727
Charles Radclyffe 1727-46
Charles de Lorraine 1746-80
Maximilian de Lorraine 1780-1801
Charles Nodier 1801-44
Victor Hugo 1844-85
Claude Debussy 1885-1918
Jean Cocteau 1918

Quando primeiramente vimos esta lista, ela imediatamente provocou o nosso ceticismo. Por um lado ela inclui um número de nomes que automaticamene se esperaria encontrar em uma tal lista de nomes de indivíduos famosos associados ao oculto e ao esotérico. Por outro lado, ela inclui um número de indivíduos ilustres e improváveis que, em certos casos, não podemos imaginar presidindo uma sociedade secreta. Ao mesmo tempo, muitos desses nomes são precisamente o tipo que as organizações do século XX teriam frequentemente tentado se apropriar elas próprias, assim estabelecendo uma espécie de pedigree espúrio. Há, por exemplo, listas publicadas pela AMORC, a Rosacruz moderna baseada na Califórnia, que incluem virtualmente cada figura importante na história e cultura ocidental, cujos valores, até mesmo se apenas tangencialmente, aconteceram coincidir com os da própria Ordem. Um entrelaçamento frequentemente casual ou convergência de atitudes é deliberadmente mal interpretada como algo supremo para a ‘afiliação iniciada’. E assim é dito a alguém que Dante, Shakespeare, Goethe e inumeráveis outros eram Rosacrucianos, implicando que eles eram membros que carregavam as cartas que pagavam seus deveres com regulariddae. Nossa atitude inicial em relação a lista acima foi igualmente cínica. Novamente, havia nomes previsíveis – nomes associados ao oculto e ao esotérico. Nicholas Flamel, por exemplo, é talvez o mais famoso e bem documentado dos alquimistas medievais. Robert Fludd, filósofo do século XVII, foi um expoente do pensamento hermético e outros assuntos arcanos. Johann Valentim Andre, contemporâneo alemão de Fludd, compôs, entre outras coisas, alguns dos trabalhos que divulgaram o mito do fabuloso Cristão Rosacruz. E há também nomes como o de Leonardo da Vinci e Sandro Filipepi, que é melhor conhecido como Boticelli. Há nomes de importantes cientistas, como Robert Boyle e Sir Issac Newton. Durante os últimos dois séculos os Grão Mestres do Priorado de Sião são alegados terem incluido tais importantes figuras literárias e culturais como Vitor Hugo, Claude Debussy e Jean Cocteau. Ao incluir tais nomes, a lista nos Dossiês Secretos não podia parecer senão suspeita. Foi quase inconcebível que alguns dos indivíduos citados tivessem presidido uma sociedade secreta e ainda mais, uma sociedade secreta devota ao oculto e a interesses esotéricos. Boyle e Newton, por exemplo, dificilmente são nomes que as pessoas no século XX associem ao oculto e ao esotérico. E embora Hugo, Debussy e Cocteau estivessem imersos em tais assuntos, eles pareceriam ser bem conhecidos demais, pesquisados e documentados demais, para terem exercido o papel de Grão Mestre em uma sociedade secreta. Não, a qualquer nível, sem que alguma palavra sobre isso de certa forma pudesse ter vazado.

Por outro lado os nomes distintos não são os únicos nomes na lista. A maioria dos outros nomes pertencem a nobres europeus de alto escalão, muitos dos quais eram obscuramente não familiarres não apenas ao leitores em geral, mas até mesmo ao historiador profisional. Há Guilhaume de Gizors, por exemplo, que em 1306 é dito ter organizado o Priorado de Sião  em uma ‘maçonaria livre hermética’. E há o avô de Guilhaume, Jean de Gizors, que é dito ter sido o primeiro Grão Mestre independente do Priorado de Sião, assumindo sua posição depois de ‘cortar o elmo’ e da separação do Templo em 1188. Não há dúvida de que Jean de Gozors existiu historicamente. Ele nasceu em 1133 e morreu em 1220. Ele é mencionado nas cartas de direitos e foi ao menos o senhor nominal da famosa fortaleza na Normandia onde os encontros tradicionalmente se realizavam entre os reis inglês e francês, como o foi o ‘corte do elmo’. Jean parece ter sido um proprietário de terras extremamente poderoso e rico e até 1193, um vassalo do Rei da Iglaterra. Ele também é conhecido por possuir uma propriedade na Inglaterra em Sussex, e a mansão de Titchfield em Hampshire. Segundo os Dossiês Secretos, ele se encontrou com  Thomas a Becket em Gisors em 1169 embora não haja indicação do propósito deste encontro. Fomos capazes de confirmar que Becket esteve de fato em Gizors em 1169 e portanto é provável que ele tivesse algum contrato com o senhor da fortaleza. Mas não pudemos encontrar registro de qualquer encontro real entre os dois homens. Em resumo, Jean de Gizors, fora uns poucos detalhes leves, se provou virtualmente não rastreável. Ele parece não ter deixado qualquer marca, seja o que for, na história, salvo sua existência e seu título. Não pudemos encontrar qualquer indicação de que ele fez que possa ter constituido sua afirmação para a fama, ou teremos garantido sua assunção de Grão Mestre de Sião.

Se a lista dos propostos Grão Mestres de Sião era autêntica, o que, imaginamos, fez Jean para merecer seu lugar nela? E se a lista era uma fabricação de última hora, porque alguém tão obscuro seria incluído afinal? Nos pareceu uma única explicação possível, que realmente não explica muito de fato. Como outros nomes aristocráticos da lista dos Grão Mestres de Sião, Jean de Gizors aparece em complicadas genealogias que figuram em outros lugares dos Documentos do Priorado. Juntamente com outros nobres esquivos, ele aparentemente pertencia a mesma densa floresta de árvores de famílias que ultimamente descendiam, supostamente, da dinastia Merovíngia. Assim parecia evidente para nós que o Priorado de Sião em uma extensão significativa, ao menos, era um assunto doméstico. De algum modo a Ordem pareceu estar intimamente ligada com uma linhagem sanguinea. E foi a sua ligação com esta linhagem sanguinea que talvez fosse a responsável pelos vários nomes intitulados na lista dos Grão Mestres. Da lista citada acima, o Grão Mestrado de Sião tinham recorrentemente mudado entre dois grupos essencialmente distintos de indivíduos. Por um lado havia figuras de estura monumental que pelo esoterismo, as artes ou ciências tem produzido algum impacto na tradição ocidental, história e cultura. Por outro lado, há membros de uma rede de famílias nobres específica e interligada, algumas vezes real. Em algum grau esta curiosa justaposição conferiu plausibilidade a lista. Se alguém meramente quisesse ‘fabricar’ um pedigree, não seria o ponto incluir tantos aristocratas desconhecidos e a muito tempo esquecidos. Não seria o ponto, por exemplo, incluir Charles de Lorreine, o austríaco marechal de campo do século XVIII, cunhado da Imperatriz Maria Tereza que se provou claramente inepto no campo de batalha e foi golpeado em um engajamento após outro por Frederico o Grande, da Prússia. A este respeito, ao menos, o Priorado de Sião pareceria ser modesto e realista. Ele não afirma haver funcionado sob os auspícios de genios qualificados, mestres sobre-humanos, iniciados iluminados, santos, sábios ou imortais. Ao contrário, ele reconhece que seus Grão Mestres são seres humanos falíveis, uma representativa seção cruzada da humanidade – uns poucos genios, uns poucos notáveis e uns poucos espécimens médios, um poucos sem importância e até mesmo uns poucos tolos. Porque, não podemos senão imaginar, deveria uma lista forjada ou fabricada incluir  um tal espectro? Se se deseja conceber uma lista de Grão Mestres, porque não tornar todos os nomes nela ilustres? Se alguém deseja ‘fabricar’ um pedrigree que inclua Leonardo, Newton e Vitor Hugo, porque não também incluir Dante, Miguelangelo, Goethe e Tolstoi ao invés de pessoas obscuras como Edouard de Bar e Maximilian de Lorreine? Porque, sobretudo, havia tantas ‘luzes menores’ na lista? Porque um escritor relativamente menor como Charles Nodier, muito mais do que os contemporaneos como Byron ou Pushkin? Porque um aparente ‘excêntrico’ como Cocteau muito mais que homens de tal prestígio internacional como Andre Gide ou Albert Camus? E porque a omissão de indivíduos como Poussin, cuja ligação com o mistério já havia sido estabelecida? Tais questões nos intrigaram, e argumentaram que a lista merecia consideração antes que nós a descartássemos como fraude. Portanto embarcamos em um estudo longo e detalhado dos alegados Grão Mestres e suas biografias, atividades e realizações. Ao realizar este estudo tentávamos, até onde podíamos,submeter cada nome na lista a certas perguntas críticas:

[1] – Houve qualquer contacto pessoal, direto ou indireto, entre cada alegado Grão Mestre, seu predecessor imediato e sucessor imediato?
[2] – Houve qualqer afiliação, por sangue ou outra, entre cada alegado Grão Mestre e as famílias que figuravam nas genealogias dos Documentos do Priorado com qualquer das famílias de suposta descendência Merovíngia, e especialmente com a casa ducal de Lorreine?
[3] – Estava cada um dos alegados Grão Mestres de algum modo ligado a Rennes-le-Chateau, Gozors, Stenay, São Suspílcio ou qualquer outro sítio que tem recorrido no curso de nossa investigação anterior?
[4] – Se Sião se definia como uma Livre Maçonaria Hermética, cada alegado Grão Mestre apresenta uma predisposição em relação ao pensamento hermético ou a um envolvimento com sociedades secetas?

Embora a alegada informação sobre os Grão Mestres antes de 1400 fosse difícil, algumas vezes impossível de se obter, nossas investigações sobre as figuras posteriores mantém  alguns resultados e consistência perplexantes. Muitos deles eram associados, de um modo ou outro, com um ou mais sítios que pareciam ser relevantes: Reenes-le-Chateau, Gizors, Stenay ou São Suspílcio. A maioria dos nomes da lista era aliada por sangue a casa de Lorreine ou asssocida a ela de algum modo, Até mesmo Robert Fludd, por exemplo, serviu como tutor para os filhos do Duque de Lorraine. De Nicholas Flamel em diante, cada nome na lista, sem exceção, era impregnado no pensamento hermético, e frequentemente associado com sociedades secretas até mesmo homens que não associariamos prontamente a estas coisas, como Boyle e Newton. E com apenas uma única exceção, cada alegado Grão Mestre teve algum contacto algums vezes por meio de amigos íntimos mútuos, com aqueles que o sucederam. Até onde pudemos determinar, havia apenas uma queda aparente na cadeia. E até mesmo esta parece ter ocorrido ao redor da Revolução Francesa, entre Maximilian de Lorreine e Charles Nodier que não é por qualquer meio conclusiva. No contexto deste capítulo, não é possível discutir cada alegado Grão Mestre em detalhes. Algumas das figuras mais obscuras assumem importância somente contra o fundo de uma dada época, e para explicar esta importância completamente compreenderia longas digressões nos caminhos esquecidos da história. No caso dos nomes mais famosos, seria impossível fazer a eles justiça em umas poucas páginas. O presente capítulo abrigará os desenvolvimentos mais amplos sociais e culturais, nos quais a sucessão dos alegados Grão Mestres desempenhou uma parte coletiva. Foi em tais desenvolvimentos culturais e sociais que nossa pesquisa pareceu manter um traço discernível da mão do Priorado de Sião.

Rene d’Anjou

Embora hoje seja pouco conhecido,  Rene d’Anjou – ‘O Bom Rei do Reno’ como ele era conhecido nos anos imediatamente precedentes a Renascença. Nascido em 1408, durante sua vida ele veio a manter um surpreendente conjunto de titulos. Entre os mais importantes estavam o Conde de Bar, o Conde de Provença, o Conde de Piemonte, o Conde de Guise, o Duque de Calábria, o Duque de Anjou, o Duque de Lorreine, Rei da Hungria, Rei de Nápoles e Sicília, Rei de Aragão, Valença, Maiorca e Sardenha – e, talvez, o mais ressonante de todos, Rei de Jerusalém. Este último era, com certeza, puramente titular. Não obstante ele evocava uma continuidade remontando a Godfroi de Bouillon, e foi reconhecido por outros potentados europeus. Uma das filhas de Rene, Marguerite d’Anjou, em 1445 se casou com Henrique VI da Inglaterra e desempenhou um papel importante na Guerra das Rosas. Em suas fases iniciais a carreira de Rene d’Anjou parece ter sido de algum modo obscuro associada aquela de Joana D’Arc. Até onde é conhecido, Joana nasceu na cidade de Domremy, no ducado de Bar, o que a tornava sudida de Rene. Ela primeiramente  impressionou a história em 1429, quando ela apareceu na fortaleza de Vaucoleurs, a umas poucas milhas acima de Meuse de Domremy. Se apresentando ao comandante da fortaleza, ela anunciou sua ‘divina missão’ de salvar a França dos invasores ingleses e assegurar que o dolfim, subsequentemente Carlos VII, fosse o rei coroado. Para realizar a missão dela, ele teria que se unir a côrte dele em Chinon, no Loire, longe a sudoeste. Mas ela não solicitou uma passagem para Chonou ao comandante em Vaucoleurs; ela solicitou uma audiência especial com o sogro do duque de Lorreine Rene e tio-avô. Em deferência a solicitação dela, foi garantida a Joana uma audiência com o duque em sua capital em Nancy. Quando ela chegou lá, é sabido que Rene D’Anjou estava presente. E quando o duque de Lorreine perguntou a ela o que ela desejava, ele respondeu explicitamente, nas palavras quem tem constantemente perplexado os historiadores. “Seu filho por lei, um cavalo e alguns bons homens para me levarem por dentro da França”. Naquele tempo e mais tarde, a especulação era prevalescente sobre a natureza da ligação de Rene com Joana. Segundo algumas fontes, provavelmente inacuradas, os dois eram amantes. Mas permanece o fato que eles conheciam um ao outro, e que Rene estava presente quando Joana pela primeira vez embarcou em sua missão. Sobretudo, os cronistas contemporaneos sustentam que quando Joana partiu para a côrte do Dolfim em Chinou, Rene a acompanhou. E não apenas isso. Os mesmos cronistas avaliam que Rene realmente estava presente ao lado dela durante o cerco de Orleans. Nos séculos que se seguiram uma tentativa sistemática parece ter sido feita para expurgar todo traço do possível papel de Rene na vida de Joana. Ainda que os biógrafos posteriores de Rene não possam responder sobre o paradeiro dele ou atividades entre 1429 e 1431, o ápice da carreira de Joana. É geral e tacitamente assumido que ele estava vegetando na corte ducal em Nancy, mas não há evidência que sustente esta avaliação. As circunstâcias argumentam que Rene acompanhou Joana a Chinon. Porque se havia qualquer uma personalidade dominante em Chinon naquele tempo, esta personalidade era Iolanda D’Anjou. Era Iolanda que fornecia ao dolfim febril, de fraca vontade incessantes tranfusões de moral. Foi Iolanda que inexpicavelmente se auto-indicou patrona oficial de Joana. E foi Iolanda que superou a resistência da côrte à garota visionária e obteve a autorização para que ela acompanhasse o exército a Orleans. Foi Iolanda que convenceu o dolfim que Joana de fato podia ser a salvadora que ela afirmava ser. Foi Iolanda que concebeu o casamento do dolfim com a sua própria filha. E Iolanda era a mãe de Rene D’Anjou. Na medida em que estudamos estes detalhes, nos tornamos crescentemente convencidos, como muitos historiadores modernos, que algo está sendo encenado por trás das cenas; algo intrincado, uma intriga de alto nivel, ou projeto audacioso. Quanto mais examinamos isso, mas a carreira metórica de Joana D’Arc começou a sugerir um negócio programado como se alguém, explorando as lendas populares da ‘Virgem de Lorreine’ e jogado engenhosamente com a psicologia de massa, tivesse engendrando e orquestrado a missão da chamada Donzela de Orleans. Isto não pressupôs, com certeza, a existência de uma sociedade secreta. Mas isto mostrou que a existência de uma tal sociedade decididamente fosse mais plausível. E se uma tal sociedade existiu, o homem que a presidia bem pode ter sido Rene D’Anjou.

Rene e o Tema da Arcadia

Se Rene estava associado a Joana D’Arc, sua carreira posterior, em sua maior parte, foi distintamente menos belicosa. Diferente de muitos de seus contemporaneos, Rene era menos um guerreiro que um cortesão. A este respeito ele foi mal colocado em sua própria era; ele era, em resumo, um homem a frente de seu tempo, antecipando os príncipes cultos da Renascença. Uma pessoa extremamente letrada, ele escreveu prolificamente e iluminou seu próprios livros. Ele compôs poesia e alegorias místicas, bem como compêndios de regras de torneio. Ele buscou promover o avanço do conhecimento e a um tempo empregou Cristóvão Colombo. Ele estava familiarizado com a tradição esotérica e sua côrte incluia um astrólogo judeu, cabalista e físico conhecido como Jeam de Saint Remy. Segundo um número de narrativas, Jean Saint-Remy era o avô de Nostradamus, o famoso profeta do século XVI que também figurou em nossa história. Os interesses de Rene incluiam a cavalaria, e os romances arturianos e do Gral. De fato ele parece ter tido uma preocupação particular como Ele a havia obtido, ele afirmou, em Marselha onde Madalena, segundo a tradição, chegou com o Gral. Outros cronistas falam de uma taça na posse de Rene – talvez a mesma que tinha uma inscrição misteriosa gravada na borda: ‘Qui bien beurra Dieu voira. Qui beurra tout dune baleine Voita Dieu et la Madeleine. [ Ele que bebe bem verá Deus. Ele que "saboreia um único gole verá Deus e Madalena] Não seria inacurado ver Rene D’Anjou como um maior ímpeto por trás do fenômeno agora chamado Renascença. Em virtude de suas inúmeras possessões italianas ele passou alguns anos na Itália; e por sua amizade íntima com a regente família Sforza de Milão ele estabeleceu contacto com os Medicis de Florença. Há boas razões para acreditar que foi grandemente a influência de Rene que fez com que Cisimo de Medici embarcasse em uma série de ambiciosos projetos. Projetos destinados a transformar a civilização ocidental. Em 1439, quando Rene estava residindo na Itália, Cosimo de Medici começou a enviar seus agentes por todo o mundo em busca de manuscritos antigos. Então, em 1444, Cosimo fundou a primeira biblioteca pública, a Bibliteca de São Marcos, e assim começou a desafiar o longo monopólio da Igreja sobre o ensino. Por expressa comissão de Cosimo, o corpo de pensamento platonico, neo-platonico, pitagoreano, gnóstico e hermético encontrou seu caminho para a tradução pela primeira vez e se tornou imediatamente acessível. Cosimo também instruiu a Universidade de Florença a começar a ensinar grego, pela primeira vez na Europa por alguns 700 anos. E ele assumiu criar uma academia de estudos pitagoreanos e platonicos. A academia de Cosimo rapidamente gerou uma multitude de instituições similares pela península italiana, que se tornaram bastiões da tradição esotérica ocidental. E delas a alta cultura da Renascença começou a florescer. Rene D’Anjou não apenas contribuiu em alguma medida para a formação destas academias, mas também parece ter conferido sobre elas um de seus favoritos temas simbólicos, aquele da Arcadia. Certamente é na própria carreira de Rene que o motivo da Arcadia parece ter feito sua estréia na cultura ocidental pós cristã. Em 1449, por exemplo, em sua côrte em Tarrascon, Rene preparou uma série de “pas dames’ curiosas amálgamas híbridas de torneio e máscara, que foi chamada de ‘The Pas dAmes of the Shepherdess’. Representada por sua amante naquele tempo, A Pastora era explicitamente uma figura arcadiana, incorporando os atributos românticos e filosóficos. Ela presidiu um torneio no qual os cavaleiros assumiram identidades alegóricas representando valores e idéias conflitantes. O evento foi uma fusão singular do pastoral romance arcadiano com a ostentação da Távola Redonda e os mistérios do Santo Gral. A Arcadia figura em outros lugares nos trabalhos de Rene também. É frequentemente denotada como uma fonte ou pedra de túmulo, ambas sendo associadas com uma corrente subterrânea. Esta corrente é igualmente equiparada ao Rio Alfeu, o rio central na geral geográfica Arcadia na Grécia, que flui subterraneamente e é dito emergir novamente na Fonte de Aretusa na Sicília. Desde a mais remota antiguidade até o Kubla Kan de Coleridge o rio Alfeu tem sido considerado sagrado. Seu próprio nome deriva da mesma raiz grega da palavra ‘alfa’ que significa ‘primeiro’ ou ‘fonte’. Para Rene, o motivo de uma corrente subterrânea parece ter sido extremamente rico nas ressonâncias simbólicas e alegóricas. Entre outras coisas, ele pareceria ligar a tradição esotérica subterrânea do pensamento pitagoriano, gnóstico, cabalístitico e hermético.

Mas ele também pode indicar algo mais do que um corpo geral de ensinamentos, talvez alguma informação factual muito específica de um ‘segredo’ de algum tipo, transmitido de maneira clandestina de geração a geração. E ele pode ligar uma não reconhecida e assim subterrânea linhagem sanguinea.  Nas academias italianas a imagem da corrente subterrânea parece ter sido investida com todos os níveis de significado. E ela recorre consistentemente tanto assim, de fato, que as próprias academias tem sido frequentemente rotuladas como Arcadianas.  Assim, em 1502, um maior trabalho foi publicado, um longo poema intitulado Arcadia, por Jacopo Sannazaro e a entourage italiana de Rene d’Anjou de alguns anos antes incluia um Jacques Sannazar, provavelmente o pai do poeta. Em 1553 o poema de Sannazaro foi traduzido para o francês. Ele foi dedicado, muito interessantemente, ao Cardeal de Unocourt, que compilou as genealogias nos Documentos do Priorado. Durante o século XVI a Arcadia e a corrente subterrânea se tornaram uma moda proeminentemente cultural. Na Inglaterra eles inspiraram o mais importante trabalho de Sir Philip Sidney, Arcadia, Na Itália eles inspiraram tais figuras ilustres como Torquato lasso cuja peça magistral, Jerusalém Libertada, lida com a captura da Cidade Santa por Godfroi de Bouillon. Pelo século XVII o motivo da Arcadia havia culminado na pintura ‘Os Pastores da Arcadia” de Nicholas Poussin. Quanto mais exploramos o assunto, mais aparente se torna que algo – uma tradição de algum tipo, uma hierarquia de valores ou atitudes, talvez um corpo específico de informação estava constantemente sendo intimado pela corrente subterranea. Esta imagem parece ter assumido proporções obsessivas nas mentes de certas eminentes famílias políticas do período todo do qual, direta ou indiretamente, figuram nas genealogias dos Documentos do Priorado. E as famílias em questão tem transmitido a imagem aos seus protegidos nas artes. De Rene D’Anjou, algo parece ter sido passado aos Medicis, aos Sforzas, aos Estes e aos Gonzagas, os últimos dos quais, segundo os Documentos do Priorado, forneceram ao Sião dois Grão Mestres,  Ferrante de Gonzaga e Louis de Gonzaga, Duque de Nevers. Dele isso parece ter encontrado seu caminho nos trabalhos dos mais ilustres pintores e poetas da época, inclindo Boticelli e Leonardo da Vinci.

O Manifesto Rosacruz

Uma disseminação de idéias de certa forma similar ocorreu no século XVII, primeiro na Alemanha e então se espalhando para a Inglaterra. Em 1614 o primeiro dos chamados Manifestos Rosacrucianos apareceu, seguido de um segundo tratado um ano mais tarde. Estes manifestos criaram um furor naquele tempo, provocando fulminações da Igreja e dos Jesuítas, e despertando um apoio freventemente entusiástico das facções liberais na Europa Protestante. Entre os mais eloquentes e influentes expoentes do pensamento rosacruciano estava Robert Fludd, que é listado como o sexto Grão Mestre do Priorado de Sião, presidindo entre 1595 e 1637. Entre outras coisas, os Manisfestos Rosacrucianos promulgavam a história do lendário Cristão Rosacruz. Eles apoiavam a matéria de uma confraternidade secreta, invisível de iniciados na Alemanha e na França. Eles prometiam uma transformação do mundo e do conhecimento humano de acordo com os príncipios esotéricos e herméticos, a corrente subterrânea que tinha fluido de Rene D’Anjou para a Renascença. Uma nova época de liberdade espiritual foi anunciada, uma época na qual o homem podia se libertar de suas antigas algemas, destrancar os domentes ‘segredos da natureza’ e governar o seu próprio destino de acordo com leis harmoniosas, universais e cósmicas. Ao mesmo tempo, os manisfestos eram altamente inflamatoriamente políticos, ferozmente atacando a Igreja Católica e o velho Santo Império Romano. Estes manisfestos agora são acreditados terem sido escritos por um teólogo e sotetérico alemão, Johann Valentin Andrea, listado como Grão Mestre do Priorado de Sião depois de Robert Fludd. Se eles não foram escritos por Andrea, eles certamente foram escritos por um ou mais de seus associados. Em 1616, um terceiro tratado apareceu,  O Casamento Alquímico do Cristão Rosacruz. Como os dois trabalhos anteriores, O Casamento Alquimico foi originalmente de autoria anônima; mas o próprio Andrea mais tarde confessou ter composto isso como uma ‘piada’ ou comédia. O Casamento Alquimico é uma alegoria complexa, que subsequentemente influenciou trabalhos tais como Fausto de Goethe. Como tem demonstrado Frances Yates, ele contém inumeráveis ecos do esotérico inglês, John Dee, que também influenciou Robert Fludd. O trabalho de Andrea também evoca ressonâncias dos romances do Gral e dos Cavaleiros Templários. Cristão Rosacruz, por exemplo, é dito usar uma tunica branca com uma cruz vermelha no ombro. No curso da narrativa, uma peça realizou uma alegoria dentro de uma alegoria. Esta peça envolve uma princesa, de linhagem real não específica, cujos domínios por direito tinham sido usurpados pelos mouros e que foi lançada para fora do litoral em um bau de madeira. O resto da peça lida com as vicissitudes dela e seu casamento com um príncipe que a ajudaria a reconquistar sua herança. Nossa pesquisa revelou variados links de segunda e terceira mão entre Andrea e as famílias cujas genealogias figuravam nos Documentos do Priorado. Não descobrimos links diretos ou em primeira mão, contudo, exceto talvez para Frederico, o Eleitor Palatino do Reno. Frederico era sobrinho de um importante líder protestante francês, Henri de la Tour dAuvergne, Visconde de Turenne e Duque de Bouillon, o velho título de Godfroi. Henrique era também associado a família Longueville, que figurou proeminentemente tanto nos Documentos do Priorado quanto em nossa própria pesquisa. E em 1591 ele tinha entrado em grandes problemas ao adquirir o centro de Stenay. Em 1613, Frederico do Palatinado havia se casado com Elizabeth Stuart, filha de James I da Inglaterra, neta da Rainha Mary da Escócia e bisneta de Marie de Guise e Guise era o ramo cadete da casa de Lorreine. Marie de Guise, um século antes, havia se casado com o duque de Longueville  e então, com a morte dele, com James V da Escócia. Isto criou uma aliança dinástica entre as casas de Stuart e Lorreine.  Em consequência, os Stuarts começaram a figurar nas genealogias dos Documentos do Priorado. E Andrea, bem como outros três alegados Grão Mestres que o seguiram, apresentarm vários graus de interesse na casa real escocesa. Durante este periodo a casa de Lorreine estava, em um grau significativo, em eclipse.

Se Sião fosse uma ordem coerente e ativa naquele tempo, ele pode portanto ter transferido sua fidelidade – ao menos parcial e temporariamente aos decididamente mais influentes Stuarts. Em qualquer caso, Frederico do Palatinado, depois de seu casamento com Elizabeth Stuart, estabeleceu uma côrte aliada de orientação esotérica em sua capital de Heidelberg. Como escreve Frances Yates, umaa cultura estava se formando no Palatinado que veio diretamente da Renascença mas com mais tendências recentes acrescentadas, uma cultura que pode ser definida pelo adjetivo de rosacruciana. O príncipe ao redor do qual estas profundas correntes estavam fazendo rodamoinho era Frederico, o Eleitor Palatino, e seus exponentes estavam esperando por uma expressão politico-religiosa de suas metas… O movimento de Frederico… foi uma tentativa de dar a estas correntes político-religiosas uma expressão, para realizar o ideal da reforma hermética centrada em um príncipe real… Isto… criou uma cultura… um estado ‘rosacruciano’ que a côrte dele centrou em Heidelberg. Em resumo os anônimos rosacrucianos e seus simpatizantes parecem ter investido em Frederico com um sentido de missão, tanto espiritual quando política. E Frederico parece ter aceitado prontamente o papel imposto a ele, juntamente com as esperanças e expectativas que isso compreendia. Então, em 1618, ele aceitou a coroa da Boemia, oferecida a ele pelos nobres rebeldes daquele país. Ao fazer isso, ele incorreu na ira do Papado e do Santo Império Romano e precipitou o caos da Guerra dos Trinta Anos. Dentro de dois anos ele e Elizabeth tinham sido levados ao exílio na Holanda, e Heidelberg foi dominada por tropas católicas. E pelo seguinte quarto de século, a Alemanha se tornou o maior campo de batalha para o conflito mais amargo e mais sangrento e custoso na historia européia antes do conflito do século XX no qual a Igreja quase gerenciou para reimpor a hegemonia que ela havia desfrutado durante a Idade Média. Entre o turbilhão que corria solto ao redor dele, Andrea criou uma rede de sociedades mais ou menos secretas conhecidas como Uniões Cristãs. Segundo o projeto de Andrea, cada sociedade era chefiada por um príncipe anônimo, assistido por doze outros divididos em grupos de três cada um dos quais era para ser um especialista em uma dada esfera de estudo.  O propósito original das Uniões Cristãs era preservar o conhecido ameaçado especialmente os mais recentes avanços científicos, muitos dos quais eram considerados pela Igreja como heréticos. Ao mesmo tempo, contudo, as Uniões Cristãs também funcionavam como um refugio para pessoas que fugiam da Inquisição que acompanhava os invasores exércitos católicos, e pretendia desenraizar todos os vestígios do pensamento rosacruciano. Assim inúmeros eruditos, cientistas, filósofos e esotéricos encontraram um paraíso nas instituições de Andrea. Por elas muitos deles eram contrabandeados para a segurança na Inglaterra onde a Maçonaria Livre estava apenas começando a coalescer. Em algum significado importante as Uniões Cristãs de Andrea podem ter contribuido para o organização do sistema maçonico de lojas. Entre os europeus deslocados encontrando seu caminho para a Inglaterra estava um número de associados pessoais de Andrea:  Samuel Hartlib, por exemplo; Adam Komensky, mais conhecido como Comenius, com quem Andrea manteve uma corespondência contínua;  Theodore Haak, que também era uma amigo pessoal de Elizabeth Stuart e mantinha correspondência com ela; e o Doutor John Wilkins, ex capelão pessoal de Frederico do Palatinado e subsequentemente bispo de Chester. Uma vez na Inglaterra, estes homens se tornaram intimamente associados aos círculos maçonicos. Eles eram íntimos de Robert Morau, por exemplo, cuja iniciação na loja maçonica em 1641 é um dos primeiros registros; com Elias Ashmole, antiquário  e especialista em ordens caveleirescas, que foi iniciado em 1646, com o jovem e precoce Robert Boyle que embora ele próprio não fosse um maçom livre, foi um membro de uma outra mais fugidia sociedade secreta.

Não há evidência concreta que esta sociedade secreta fosse o Priorado de Sião, mas Boyle, segundo os documentos do Priorado, sucedeu Andrea como Grão Mestre de Sião. Durante o Protetorado de Cromwell, estas mentes dinâmicas, tanto inglesas quanto européias, formaram o que Boyle em um eco deliberado dos manifestos rosacrucianos chamou de ‘colégo invisível’ que se tornou a Real Sociedade com o governante Stuart, Carlos II como seu patrono e patrocinador. Virtualmente todos os membros fundadores da Sociedade Real eram Maçons Livres. Pode-se razoavelmente argumentar que a própria Sociedade Real, ao menos em sua iniciação, era uma instituição maçonica derivada, das Uniões Cristãs de Andrea, da ‘invisível fraternidade rosacruciana’. Mas esta não era para ser a culminação da corrente subterrânea. Ao contrário, ela iria fluir de Boyle para Sir Isaac Newton, listado como o Grão Mestre seguinte de Sião, e dai para complexos tributários da Maçonaria Livre do século XVIII.

A Dinastia Stuart

Segundo os Documentos do Priorado, Newton foi sucedido como Grão Mestre do Sião por Charles Radclyffe. O nome era dificilmente tão ressonante para nós quanto os de Newton, Boyle ou até mesmo Andrea. De fato, incialmente não estávamos certos sobre quem era Charles Raddcliffe. Então começamos a pesquisar sobre ele, e contudo, ele emergiu como uma figura de considerável, se subterrânea, consequência na história cultural do século XVIII. Desde o século XVI os Raddcliffes tinham sido uma influente família Nortumbriana. Em 1688, pouco antes dele ser deposto, James II os havia tornado Condes de Derwentwater. Chales Raddcliffe nasceu em 1693. Sua mãe era filha ilegítima de Carlos II com sua amante, Moll Davies. Radcliffe era então, pelo lado de sua mãe, de sangue real, um neto do quase último monarca Stuart. Ele era primo de Bonnie Príncipe Charlie e de George Lee, Conde de Lichfield, um outro neto ilegítimo de Carlos II. Não surpreendentemente, portanto, Raddcliffe devotou a maior parte de sua vida, a causa Stuart.

Em 1715 esta causa repousava com o Velho Pretendente, James III, então no exílio e residindo em Bar-le-Duc, sob a proteção especial do Duque de Lorreine. Radcliffe e seu irmão mais velho participaram da rebelião escocesa daquele ano. Ambos foram capturados e aprisionados e James foi executado. Charles, neste meio tempo, aparentemente ajudado pelo Conde de Lichfield, fez uma fuga ousada e sem precendentes da prisão de Newgate, e encontrou refúgio nas fileiras Jacobitas na França. Nos anos que se seguiram ele se tornou secretário pessoal do Jovem Pretendente,  Bonnie Prince Charlie. Em 1745 o último chegou a Escócia e embarcou em sua tentativa quixotesca de reinstalar os Stuarts no trono britânico. No mesmo ano, Raddcliffe, em rota para se unir a ele, foi capturado em um navio francês fora de Dogger Bank. Um ano mais tarde, O Jovem Pretendente foi desastrosamente derrotado na Batalha de Culloden Moor. Uns poucos meses depois, Charles Raddcliffe morreu sob o machado do carrasco na Torre de Londres. Durante sua estada na França os Stuarts tinham estado profundamente envolvidos na disseminação da Maçonaria Livre. De fato, eles geralmente são vistos como a fonte de uma forma particular de Maçonaria conhecida como Rito Escocês. A Livre Maçonaria introduziu graus superiores aqueles oferecidos por outros sistemas maçonicos naquele tempo. Ela prometia iniciação em mistérios maiores e mais profundos – mistérios supostamente preservados e manipulados na Escócia. Ela estabelecia ligações mais diretas entre a Maçonaria Livre e várias atividades: alquimia, cabalismo e pensamento hermético, por exemplo, eram vistos como rosacrucianos. E ela elaborava não apenas sobre a antiguidade mas também sobre o pedigree ilustre da ‘arte’. É provável que o Rito Escocês da Maçonaria Livre fosse originalmente promulgado, se não de fato divisado, por Charles Raddcliffe. Em qualquer caso, Charles Raddcliffe, em 1725, é dito ter fundado a primeira loja maçonica no continente, em Paris. Durante o mesmo ano, ou talvez no ano seguinte, ele parece ter sido reconhecido como Grão Mestre de todas as lojas francesas, e ainda é citado uma década depois, em 1736. A disseminação da Livre Maçonaria do século XVIII deve mais, ultimamente, a Charles Raddcliffe que a qualquer outro homem.

Isto nem sempre tem sido prontamente aparente porque Raddcliffe, especialmente depois de de 1738, manteve um perfil relativamente baixo. Em um grau muito significativo, ele parece ter trabalhado através de intermediários e portavozes. O mais importante deles, e o mais famoso, foi o enigmático indivíduo conhecido como Cavaleiro Andrew Ramsay. Ramsay nasceu na Escócia em algum tempo nos anos de 1680. Como um jovem homem ele foi membro de uma sociedade rosacruciana quase maçonica chamado Os Filadelfianos. Entre os outros membros desta sociedade estavam ao menos dois amigos íntimos de Sir Issac Newton. O próprio Ramsay via Newton com imitigada reverência, considerando-o um tipo de alto iniciado místico – um homem que havia descoberto e reconstruido as verdades eternas ocultas nos antigos mistérios. Ramsay tinha outras ligações com Newton. Ele era  associado a Jean Desaguliers, um dos amigos mais próximos de Newton. Em 1708 ele estudou matemática sob um  Nicolas Fatio de Duillier, o mais íntimo companheiro de Newton. Como Newton, ele apresentava um interesse simpático nos Camisardos – uma seita de Cátaros de tipo herege então sofrendo perseguição no sul da França, e um tipo de  causa célebre  para Fatio de Duillier. Por 1710 Ramsay estava em Cambrai e em termos íntimos com o filósofo místico Fenelon, anteriormente cura de São Suspílcio que, até mesmo naquele tempo, era um bastião de ortodoxia mais que questionável. Não é sabido precisamente quando Ramsay travou conhecimento com Charles Raddcliffe, mas pelos anos de 1720 ele estava intimamente afiliado a causa Jacobita. Por um tempo ele até mesmo serviu como tutor de Bonnie Prince Charlie. A despeito de suas ligações Jacobitas, Ramsay voltou a Inglaterra em 1729 onde não obstante, uma aparente falta de qualificações apropriadas, ele foi admitido prontamewnte na Sociedade Real. Ele também tornou-se um membro de uma instituição ainda mais obscura chamada Clube de Spalding de Cavalheiros. Este ‘clube’ incluia homens como Desaguliers, Alexander Pope e, até sua morte em 1727, Isaaac Newton. Por 1730 Ramsay estava de volta a França e incrivelmente ativo em benefício da Livre Maçonaria. Ele está a registro como tendo comparecido a encontros da loja com um número de figuras notáveis, incluindo Desaguliers. E ele recebeu o patrocínio especial da família Tour dAuvergne, os viscondes de Turenne e o duque de Bouillon que, três quartos de século antes, tinha sido relacionado a Frederico do Palatinado. Ao tempo de Ramsay o Duque de Bouillon era um primo de Bonnie Prince Charlie e estava entre as mais proeminentes figuras da Livre Maçonaria. Ele conferiu uma propriedade imobiliária e uma casa na cidade a Ramsay, que ele também indicou tutor de seu filho. Em 1737 Ramsay enviou sua famosa ‘Oração’ – uma longa dissertação sobre a história da Livre Maçonaria que subsequentemente se tornou um documento embrionário para a ‘arte’. Com base nesta ‘Oração’ Ramsay se tornou o portavoz proeminente maçonico de sua era. Nossa pesquisa nos convenceu, contudo, que a voz real por trás de Ramsay era aquela de Charles Radclyffe que presidia a loja na qual Ramsay tinha feito seu discurso e que apareceu novamente, em 1743, como signatário principal no funeral de Ramsay. Mas se Radcliffe era o poder por trás de Ramsay, poderia ter sido Ramsay que constituiu a ligação entre Radcliffe e Newton. A despeito da morte prematura de Ramsay em 1746, as sementes que ele havia plantado na Europa continuaram a dar frutos. Cedo nos anos de 1750 um novo embaixador da Livre Maçonaria apareceu; um alemão chamado  Karl Gottlieb von Hund. Hund afirmou ter sido iniciado em 1742, um ano antes da morte de Ramsay, quatro anos antes da de Radcliffe. Em sua iniciação, ele afirmou, ele tinha sido introduzido em um novo sistema de Maçonaria Livre, confiado a ele por ‘superiores desconhecidos’. Estes ‘superiores desconhecidos’, mantinha Hund, eram estreitamente associados a causa Jacobita. De fato, ele até mesmo acreditou de início que o homem que presidiu sua iniciação fosse Bonnie Prince Charlie. E embora isso tenha se provado não ser o caso, Hund permaneceu convencido que o personagem não identificado em questão estava estreitamente ligado ao Jovem Pretendente. Parece razoável supor que o homem que realmente presidiu foi Charles Radcliffe. O sistema da Maçonaria Livre em que Hund foi introduzido era uma extensão posterior do Rito Escocês e que foi subsequentemente chamado Estrita Observância. Seu nome derivou do voto que ele exigiu, de obediência inquestionável aos misteriosos ‘superiores desconhecidos’.

E a doutrina básica da Estrita Observância era que ela tinha descendido diretamente dos Cavaleiros Templários, alguns dos quais propostamente sobreviveram a purga de 1307-14 e perpetuaram sua Ordem na Escócia. Nós já estávamos familiarizados com esta afirmação. Com base em nossa pesquisa podemos admitir nisso alguma verdade. Um contingente de Templários tinha alegadamente combatido do lado de Robert Bruce na Batalha de Bannockburn. Por causa da Bula Papal dissolvendo os Templários nunca ter sido promulgada na Escócia, a Ordem nunca foi oficialmente suprimida lá. E nós mesmos temos localizado o que parece ser um cemitério templário em Argyllshire. As mais iniciais sepulturas neste cemitério datavam do século XIII, e as últimas, do século XVIII. As pedras mais antigas mantém certas gravações únicas e símbolos gravados idênticos aqueles encontrados nos conhecidos preceptórios Templários na Inglaterra e na França. As pedras mais recentes combinaram estes símbolos com motivos especificamente maçonicos, atestando desta forma algum tipo de fusão. Portanto não é impossível, concluimos, que a Ordem de fato tenha se perpetuado nas selvagerias sem trilhas da medieval Argyll – mantendo uma existência clandestina, gradualmente se secularizando e se tornando associada as guildas maçonicas e aos prevalecentes sistemas de clãs. O pedigree que Hund afirmou para a Estrita Observância não nos parecia, portanto, improvável. Para seu próprio embaraço e subsequente desgraça, contudo, ele foi incapaz de eleborar posteriormente sobre este novo sistema de Livre Maçonaria. Como resultado seus contemporaneos o descartaram como charlatão, e o acusaram de ter fabricado a história de sua iniciação, seu encontro com os ‘superiores desconhecidos’, sua ordem para disseminar a Estrita Observância. A estas acusações Hund apenas podia responder que seus ‘superiores desconhecidos’ o tinham inexplicavelmente abandonado. Eles haviam prometido contacta-lo novamente e dar a ele instruções posteriores, ele protestou, mas eles nunca o fizeram. Pelo fim de sua vida ele afirmou sua integridade, mantendo que ele havia sido desertado de seus patronos originais que, ele insistiu, realmente haviam existido. Quanto mais consideramos as avaliações de Hund, mais plausíveis elas soam e ele parece ter sido uma vítima infeliz não tanto de traição deliberada como de circunstâncias além do controle de todos. Segundo sua própria narrativa, Hund havia sido iniciado em 1742, quando os Jacobitas ainda eram uma poderosa força política nos assuntos do continente. Por 1746, contudo, Radcliffe estava morto. E assim o estavam tantos de seus colegas, enquanto outros estavam na prisão ou no exilio muito distante, em alguns casos, na América do Norte.

Se os ‘superiores desconhecidos’ de Hund falharam em reestabelecer contacto com seu protegido, a omissão não parece ter sido voluntária. O fato de que Hund foi abandonado imediatamente depois do colapso da causa Jacobita pareceria, se algo, confirmar sua história. Há um outro fragmento de evidência que confere credencial não apenas as afirmações de Hund mas aos Documentos do Priorado também. Esta evidência é uma lista dos Grão Mestres dos Cavaleiros Templários, que Hund insistiu ter obtido de seus ‘superiores desconhecidos’ e que pareceu se derivar de ‘informação interna’. Salvo pela soletração de um único sobrenome, a lista que Hund apresentou concorda com aquela nos Dossiês Secretos. Em resumo, de algum modo Hund havia obtido a lista dos Grão Mestres Templários mais acurada do que qualquer outra de seu tempo. Sobretudo, ele a obteve quando muito muitos documentos nos quais confiamos as cartas de direitos, deveres, proclamações ainda estavam sequestradas no Vaticano e não obtíveis. Isto pareceria confirmar que a história de Hund sobre ‘superiores desconhecidos’ não era uma fabricação. Isto também pareceria indicar que estes ‘superiores desconhecidos’ eram extraordinariamente conhecedores da Ordem do Templo e mais conhecedores do que eles possivelmente tivessem sido sem o acesso a ‘fontes privilegiadas’. Em qualquer caso, a despeito das acusações levantadas contra ele, Hund não estava completamente sem amigos. Depois do colapso da causa Jacobita ele encontrou um patrono simpático e um estreito companheiro, não menos na pessoa do Santo Imperador Romano. O Santo Imperador Romano naquele tempo era François, o Duque de Lorreine que, pelo seu casamento com Maria Teresa da Áustria em 1735, tinha ligado as casas dos Hapsburgs e Lorreine e inaugurado a dinastia Hapsburg-Lorreine.

E segundo os Documentos do Priorado, o irmão de François, Charles de Lorreine, que sucedeu Radcliffe como Grão Mestre de Sião. François foi o primeiro príncipe europeu a se tornar maçom e tornar pública sua afiliação a Maçonaria. Ele foi iniciado em Haia, um bastião de atividade esotérica desde que os círculos rosacrucianos haviam se instalado lá durante a Guerra dos Trinta Anos. E o homem que presidiu a iniciação de François foi Jean Desaguliers, íntimo associado de Newton, Ramsay e Radcliffe. Pouco depois de sua iniciação sobretudo, François embarcou para uma longa estada na Inglaterra. Aqui ele se tornou um membro daquela instituição de aparência inócua, O Clube de Spalding de Cavalheiros. Nos anos que se seguiram François de Lorreine foi provavelmente mais responsável do que qualquer outro potentado europeu na disseminação da Livre Maçonaria. Sua côrte em Viena se tornou, em um sentido, a capital Maçonica da Europa, e um centro para um amplo espectro de outros interesses esotéricos também. O próprio François era um alquimista praticante, com um laboratório alquimico no palácio imperial, o  Hofburg. Na morte do último Medici ele se tornou Grão Duque da Toscana, e com habilidade frustrou a perseguição dos Maçons Livres em Florença. Por meio de François, Charles Radcliffe que fundou a primeira loja maçonica no continente, deixou um legado duravel.

Charles Nodier e Seu Círculo

Comparado aas importantes figuras politicas e culturais que o precederam, comparado ate mesmo a um homem como Charles Radcliffe, Charles Nodier parecia uma escolha das mais improváveis para Grão Mestre. O conhecemos primariamente como um tipo de curiosidade literária de uma bela arte relativamente menor, um ensaista de certo modo tagarela, um novelista de segundo nível e um escritor de histórias curtas na tradição bizarra de  E. T. A. Hoffmann e, mais tarde, de Edgar Allan Poe. Em seu próprio tempo, todavia, Nodier era visto como uma maior figura cultural, e sua influência era enorme. Sobretudo, ele se provou estar ligado a nossa pesquisa em um número de modos surpreendentes. Por 1824 Nodier já era uma celebridade literária. Neste ano ele foi indicado bibliotecário chefe da Arsenal Library, o maior depositório francês para manuscritos medievais e especificamente ocultos. Entre os vários tesouros do Arsenal foi dito que teria contido os trabalhos alquímicos de Nicholas Flamel, o alquimista medieval listado como um dos iniciais Grão Mestres de Sião. O Arsenal também continha a biblioteca do Cardeal Richelieu; uma coleção exaustiva de trabalhos sobre pensamento mágico, cabalístico e hermético. E havia outros tesouros também. Ao romper a Revolução Francesa os monastérios pelo país foram saqueados e todos os livros e manuscritos enviados a Paris para armazenamento. Então em 1810 Napoleão, como parte de sua ambição de criar uma definitiva biblioteca mundial, confiscou e trouxe a Paris quase que o arquivo inteiro do Vaticano. Havia mais de três mil caixas de material, algumas das quais todas de documentos pertencentes aos Templários, por exemplo – que tinham sido especificamente solicitados. Embora alguns desses papéis fossem subsequentemente devolvidos a Roma, uma grande quantidade permaneceu na França. E era material deste tipo – livros ocultos e manuscritos, trabalhos pilhados de monastérios e do arquivo do Vaticano que passaram às mãos de Nodier e seus associados. Metodicamente eles filtraram isso, catalogaram, exploraram. Entre os colegas de Nodier nesta tarefa estavam Eliphas Levi e Jean Baptiste Pitois, que adotou o nome de pena de Paul Christian. Os trabalhos desses dois homens, e de Charles Nodier, o mentor deles, é aquele ‘renascimento’ francês do século XIX, como tem sido chamado, e que pode ultimamente ser traçado. De fato, a “História e Prática da Magica’ de Pitois se tornou uma bíblia para os estudantes do arcano do século XIX. Recentemente republicada na tradução completa inglesa com sua dedicatória original a Nodier este agora é um trabalho cobiçado pelos estudantes do oculto. Durante seu tempo no Arsenal, Nodier continuou a escrever e publicar prolificamente. Entre os mais importantes de seus últimos trabalhos está um multi volume maciço, belamente ilustrado, obra de interese de antiquário, devotado aos sítios de particular consequência na antiga França. Neste compêndio monumental Nodier devotou um espaço considerável a época Merovíngia, um fato o mais surpreendente já que ele em que em nenhum tempo apresentou o menor interesse nos Merovíngios. Há também longas seções sobre os Templários, e há um artigo especial sobre Gizors incluindo uma narrativa detalhada do ‘corte do elmo’ em 1188, que, segundo os Documentos do Priorado, marcou a separação dos Cavaleiros Templários e o Priorado de Sião. Ao mesmo tempo Nodier era mais do que um bibliotecário e um escritor. Ele era também um indivíduo gregário, egocêntrico e excentrico que constantemente buscava ser o centro da atenção e não hesitava em exagerar sua própria importância. Em suas salas em Arsenal Library ele inaugurou um salão que o estabelecia como um dos mais influentes e prestigiados ‘potentados estéticos’ da época. Ao tempo de sua morte em 1845, ele havia servido como mentor de uma inteira geração  muitos dos quais bem o eclipsaram em suas obtenções subsequentes. Por exemplo, o principal discípulo de Nodier e seu mais estreito amigo era o jovem Vitor Hugo, o próximo Grão Mestre segundo os Documentos do Priorado. HAvia François-Rene de Chateaubriand que fez uma romaria especial a tumba de Poussin em Roma e tinha uma pedra ereta lá sustentando a reprodução dos “Pastores da Arcadia”. Havia Balzac, Delacroix, Dumas pai, Lamartine, Musset, Theophile Gautier, Gerard de Nerval e Alfred de Vigny. Como os poetas e pintores da Renascença, estes homens frequentemente desenharam pesamente sobre o esotérico, e especialmente sobre a tradição hermética. Eles também incorporaram em seus trabalhos um número de motivos, temas, referências e alusões ao mistério que, para nós, começou com Sauniere e Rennes-le Chateau. Em 1832, por exemplo, um livro foi publicado intitulado  ‘Uma Jornada a Rennes-le-Bains”, que fala longamente de um legendário tesouro associado com Blanchefort e  Rennes-le-Chateau. O autor deste livro obscuro,  Auguste de Laboulsse-Rochefort, também produziu um outro trabalho, ‘Os Amantes Para Eleonore’. Na página título lá aparece, sem qualquer explicação, o moto ‘ET ARCADIA EGO’. As atividades literárias e esotéricas de Nodier eram muito claramente pertinentes a nossa investigação. Mas havia um outro aspecto da carreira dele que era, se algo, ainda mais pertinente. Porque Nodier, desde sua infância, esteve profundamente envolvido em sociedades secretas. Já em 1790, por exemplo, aos dez anos, ele é sabido ter se envolvido com um grupo conhecido como Os Filadelfos. Por volta de 1793 ele criou um outro grupo ou talvez um círculo interno do primeiro – que incluia um dos subsequentes conspiradores contra Napoleão. Uma carta de direitos datada de 1797 atesta a fundação de ainda um outro grupo também chamado Os Filadelfos naquele ano. Na biblioteca de Besanion há um ensaio criptico composto e recitado por este grupo escrito por um dos mais íntimos amigos de Nodier. Ele é intitulado “Os Pastores da Arcadia Soam os Primeiros Acentos de uma flauta Rústica”.

Em Paris em 1802 Nodier escreveu sobre sua afiliação a uma sociedade secreta que ele descreveu como ‘Bíblica e Pitagoriana”. Então, em 1816, ele publicou anonimamente um de seus mais curiosos e influentes trabalhos: “a História das Sociedades Secretas em um Exército sob Napoleão”. Neste livro Nodier é deliberadamente ambíguo. Ele não esclarece se estava escrevendo pura ficção ou puro fato. Se algo, ele implica, o livro é uma espécie de alegoria pequeninamente disfarçada de reais ocorrências históricas. Em qualquer caso o livro desenvolve uma filosofia compreensiva ds sociedades secretas. E ele credita a tais sociedades um número de realizações históricas, inclusive a queda de Napoleão. Há muitas grandes sociedades secretas em operação, declara Nodiers. Mas há uma, ele acrescenta, que tem precedência sobre todas as outras, que de fato preside todas as outras. Segundo Nodier, esta ‘suprema’ sociedade secreta é chamada Os Filadelfos. Ao mesmo tempo, todavia, ele fala do juramento que me curva aos Filadelfos e me proibe de torna-los conhecidos sob seu nome social. Não obstante há uma pista de Sião em uma fala que Nodier cita. Ela supostamente foi dada em uma assembléia dos Filadelfos por um dos conspiradores contra Napoleão. O homem em questão está falando de seu filho recém nascido: “Ele é tão jovem para se engajar com vocês pelo voto a Anibal; mas lembrem que o tenho chamado Eliacin, e que delego a ele a guarda do templo e do altar, se eu deva morrer e tenho visto cair de seu trono os últimos opressores de Jerusalém.” O livro de Nodier entra em cena quando o medo das sociedades secretas tinha assumido virtualmente proporções patologicas. Tais sociedades eram frequentemente acusadas de instigarem a Revolução Francesa; e a atmosfera da Europa pós Napoleonica era similar, em muitos aspectos, aquela da “Era McCarthy” nos Estados Unidos durante a década de 1950. As pesoas viam, ou pareciam ver, conspirações em todos os lugares. Cada perturbação pública, cada rompimento menor, cada ocorrência desconfortável era atribuida a ‘atividade subversiva’ do trabalho de organizações clandestinas altamente organizadas por trás das cenas, erodindo o tecido das instituições estabelecidas, perpetrando de todas as maneiras malignas sabotagens. Esta mentalidade engendrou medidas de extrema repressão. E a repressão, dirigida frequentemente contra uma ameaça fictícia, em troca gerou reais oponentes, grupos reais de conspiradores subversivos que se formariam de acordo com os projetos ficticios. Até mesmo como invenções da imaginação, as sociedades secretas estimularam uma paranóia contagiosa nos escalões superiores do governo; e esta paranóia frequentemente realizou mais do que qualquer própia sociedade secreta poderia possivelmente ter feito. Não há dúvida de que o mito da sociedade secreta, se não a própria sociedade secreta, desempenhou um papel maior na história européia do século XIX. E um dos principais arquitetos deste mito, e possivelmente da realidade por trás dele, foi Charles Nodier.

Debussy e a Rosa Cruz

As tendências as quais Nodier deu uma expressão de fascinação com as sociedades secretas e um interesse renovado no esotérico continuaram a ganhar influência e aderentes pelo século XIX. Ambas as tendências alcançaram o auge em Paris no fim do século e os arredores de Claude Debussy, o alegado Grão Mestre de Sião quando Berenger Sauniere, em 1891, descobriu os misteriosos pergaminhos em Rennes-le-Chateau. Debussy parece ter feito conhecimento com Vitor Hugo por meio do poeta simbolista Paul Verlaine. Subsequentemente ele estabeleceu um número de trabalhos de Hugo para a música. Ele também se tornou um  membro integral dos círculos simbolistas que, pela última década do século, tinham vindo a dominar a vida cultural parisiense.

Estes círculos algumas vezes eram ilustres, algumas vezes estranhos e algumas vezes ambos. Eles incluiam o jovem clérigo Emile Hoffet e Emma Calve pelos quais Debussy veio a conhecer Sauniere. Havia também o mago enigmático da poesia simbolista francesa, Stephane Mallarme, que uma das peças principais, ‘L’Apres-Midi dun Faune’, Debussy criou em música. Havia o teatrólogo simbolista Maurice Maeterlinck, cujo drama Merovígio, ‘Pelleas et Me1isande’, Debussy transformou em ópera de fama mundial. Havia o excêntrico Conde Philippe Auguste Villiers de Isle-Adam, cuja peça rosacruciana, ‘Axel’, se tornou uma biblia para o inteiro Movimento Simbolista. Embora sua morte em 1918 evitasse a sua conclusão, Debussy começou a compor um libreto para o drama oculto de Viliers, pretendendo transforma-lo, também, em uma ópera. Entre seus outros associados, estavam os luminares que frequentavam as famosas soarées das noites de sexta feira de Mallarme:  Oscar Wilde, W. B. Yeats, Stefan George, Paul Valery, o jovem Andre Gide e neles próprios os círculos de Debussy e Mallarme eram baseados no esotérico.  Ao mesmo tempo, eles entrelaçavam círculos ainda mais esotéricos. Então Debussy conviveu e se associou com virtualmente todos os nomes proeminentes no chamado revivalismo oculto francês. Nestes estavam o Marquês Stanislas de Guaita, um íntimo de Emma Calve e fundador da chamada Ordem Cabalística da Rosa Cruz. Um segundo era Jules Bois, um notório satanista, um outro íntimo de Emma Calve e um amigo de MacGregor Mathers. Estimulado por Jules Bois, Mathers estabeleceu a mais famosa sociedade oculta britânica, A Ordem do Amanhecer Dourado [Order of the Golden Dawn]. Um outro ocultista de conhecimento de Debussy era o Doutor Gerard Encausse mais conhecido como Papus, sob cujo nome ele publicou e que ainda é considerado um dos trabalhos definitivos sobre o Tarot. Papus não era apenas um membro de numerosas ordens esotéricas e sociedades, mas também era um confidente do Tzar e da Tzarina, Nicholas e Alexandra da Rússia. E entre os mais íntimos associados de Papus estava um nome que já figurava em nossa pesquisa que era Jules Doinel.

Em 1890 Doinel se tronou bibliotecário em Carcassone e estabeleceu uma igreja neo-cátara em Languedoc na qual ele e Papus funcionavam como bispos. Doinel de fato se proclamou o Bispo Gnóstico de Mirepoix, que incluia a paróquia de Montsegur e de Alet, que incluia a paróquia de Reenes-le-Chateau. A igreja de Doinel foi supostamente consagrada por um bispo oriental em Paris em casa, e muito interessantemente, de Lady Caithness, esposa do Conde de Caithness, Lord James Sinclair. Em retrospecto esta igreja parece ter sido meramente um outra seita ou culto inócuo, como tantos do fim do século. Naquele tempo, contudo, ela causou uma alarme considerável nas sedes oficiais. Um relato especial foi preparado para a Santa Sé do Vaticano sobre a ‘ressurgência das tendências cátaras’. E o Papa divulgou uma explícita condenação da instituição de Doinel, por meados dos anos de 1890, foi ativo no território lar de Sauniere e precisamente ao tempo em que o cura de Rennes-le-Chateau começou a ostentar sua riqueza. Os dois homens podem bem terem sido apresentados por Debussy. Ou por Emma Calve. Ou pelo Abade Henri Budet, cura de Rennes-le-Bains, o melhor amigo de Sauniere e colega de Doinel na Sociedade das Artes e Ciências de Carcassone. Um dos mais íntimos contactos ocultos de Debussy era Josephin Peladan, um outro amigo de Papus  e, muito previsivelmente, um outro íntimo de Emma Calve. Em 1889 Peladan embarcou em uma visita a Terra Santa. Quando ele voltou, ele afirmou ter descoberto a tumba de Jesus não o sítio tradicional do Santo Sepulcro mas sob a Mesquita de Omar, antigamente parte do enclave dos Templários. Nas palavras de um admirador entusiástico, a alegada descoberta de Peladan era ‘tão perplexante que em qualquer outra era teria abalado o mundo católico em suas fundações”. Nem Peladan e nem seus associados, contudo, voluntariaram qualquer indicação de como a tumba de Jesus poderia ter sido tão definitivamente identificada  e verificada como tal, nem porque esta descoberta devesse necessariamente abalar o mundo católico a menos, com certeza, que ela contivesse algo importante, controverso e talvez até mesmo explosivo. De qualquer modo, Peladan não elaborou sobre sua proposta descoberta. Mas embora um católico auto-professo, ele não obstante insistiu na mortalidade de Jesus. Em 1890 Peladan fundou uma nova ordem de Rosa Cruz Católica, O Templo e o Gral.

E esta Ordem, diferente das outras instituições rosacruzes do período, de algum modo escapou da condenação papal. Neste meio tempo, Peladan voltou crescentemente sua atenção para as artes. O artista, ele declarou, deve ser ‘um cavaleiro em uma armadura, avidamente engajado na busca simbólica do Santo Gral”. E em aderencia e este princípio, Peladan embarcou em uma cruzada estética completamente madura. Ela tomou a forma de uma série altamente publicada de exibições anuais, conhecida como Salão da Rosa Cruz cujo propósito declarado era “arruinar o realismo, reformar o gosto latino e criar uma escola de arte idealista”. Para este fim certos temas e assuntos eram sumária e autocraticamente rejeitados como indignos “não importa quão bem executados , até mesmo se perfeitamente’. A lista de temas e assuntos rejeitados incluia  a pintura da história prosaica, a pintura patriótica e militar, reprsentações da vida contemporanea, retratos, cenas rústicas e todos os panoramas exceto aqueles compostos da maneira de Poussin’. Nem Paladan se confinou a pintura. Ao contrário, ele tentou promulgar sua estética para o teatro e a música também. Ele formou sua própria companhia de teatro, que representava especialmente os trabalhos compostos sobre tais assuntos como Orfeu, os Argonautas, e a Busca pela Flecha Dourada, o Mistério da Rosacruz, e o Mistério do Gral. Um dos regulares promotores e patronos dessas produções era Claude Debussy.  Entre outros associados de Debussy e de Paladan estava Maurice Barres que, como um homem jovem, que tinha estado envolvido no círculo da Rosacruz com Vitor Hugo.

Em 1912  Barres publicou sua mais famosa novela, A Colina Inspirada. Certos comentaristas modernos tem sugerido que seu trabalho é de fato uma alegoria pequeninamente disfarçada  de Berenger Sauniere e Rennes-le-Chateau. Certamente há paralelos que seriam tão surpreendentes para serem completamente coincidentais. Mas Barres não situa sua narrativa em Rennes-le-Chateau ou qualquer outro lugar no Languedoc. Ao contrário, o monte inspirado do titulo é uma montanha acima de uma vila em Lorreine, e a vila é um velho centro de romaria de Sião.

Jean Cocteau

Mais do que  Charles Radclyffe, mais do que Charles Nodier, Jean Cocteau nos pareceu um candidato mais improvável para o Grão Mestrado de uma influente sociedade secreta. Nos casos de Radcliffe e Nodier, contudo, nossa investigação tinha sustentado certas ligações de considerável interesse. Na investigação de Cocteau descobrimos muito poucas. Certamente ele foi criado em um ambiente próximo aos ‘corredores de poder’; sua  famíla era politicamente proeminente e seu tio era um importante diplomata. Mas Cocteau, ao menos ostensivamente, abandonou este mundo, deixando o lar com a idade de 15 anos e se atirando dentro da miserável sub-cultura de Marselha. Por 1908 ele se estabeleceu nos círculos artísticos boemios. No início de seus vinte anos ele se tornou associado a Proust, Gide e Maurice Barres. Ele também era um grande amigo do bisneto de Vito Hugo, Jean, com quem ele embarcou em excursões variadas no espiritualismo e no oculto. Ele rapidamente tornou-se versado no esotérico; e o pensamento hermético não formou somente muito de seu trabalho, mas também sua inteira estética. Por 1912, se não antes, ele tinha começado a se consorciar com Debussy, a quem ele alude frequentemente, senão não comitantemente em seus jornais. Em 1926 ele projetou o set para uma produção da ópera ‘Pelleas et Me1isande’ porque, segundo um comentador, ele era incapaz de resistir de ligar seu nome durante todo tempo ao de Claude Debussy. A vida privada de Cocteau que incluia surtos de vícios de drogas e uma sequência de casos homossexuais era notoriamente errática. Isto tem estimulado uma imagem dele como um indivíduo volátil e imprudentemente irresponsável. De fato, contudo, ele sempre foi agudamente consciente de sua persona pública; e fossem quais fossem suas escapadas pessoais, ele não as deixou impedirem seu acesso a pessoas de influência e poder. Como ele próprio admitiu, ele sempre havia ansiado pelo reconhecimento público, honra, estima, até mesmo a Admissão na Academia Francesa. E ele estabeleceu o ponto de se conformar suficientemente para se assegurar do status que buscava. Assim ele nunca esteve afastado das figuras proeminentes como Jacques Maritain e Andre Malraux. Embora nunca ostensivamente interessado em política, ele denunciou o Governo de Vichy durante a guerra e parece ter estado discretamente em liga com a Resistência. Em 1949 ele foi feito Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1958 ele foi convidado pelo irmão de deGaulle a fazer uma fala pública sobre o assunto geral da França. Este não era o tipo de papel geralmente atribuido a Cocteau, mas ele parece o ter desempenhado suficientemente frequentemente e ter  saboreado assim o fazer. Por uma boa parte de sua vida, Cocteau esteve associado, algumas vezes intimamente, algumas vezes perifericamente aos círculos roialistas católicos. Aqui ele frequentemente tinha relações amigáveis com membros da velha aristocracia, incluindo alguns dos amigos e patronos de Proust. Ao mesmo tempo, contudo, o catolicismo de Cocteau era altamente suspeito, altamente não ortodoxo, e parece ter sido mais um comprometimento estético do que religioso. Na última parte de sua vida, ele devotou grande parte de sua energia redecorando igrejas – um eco curioso, talvez, de Berenger Sauniere. Ainda que até mesmo sua piedade seja questionável: “Eles me tomam por um pintor religioso porque tenho decorado uma capela. Sempre a mesma mania de rotular as pessoas.’ Como Sauniere, Cocteau em suas redecorações, incorporou certos dados curiosos e sugestivos. Alguns estão visíveis na Igreja de Notre Dame de France, ao redor do esquina de Leicester Square em Londres. A própria igreja data de 1865 e pode, em sua consagração, ter tido  certas conexões maçonicas. Em 1940, no auge da blitz, ela estava seriamente danificada. Não obstante, ela permaneceu o centro favorito de veneração para muitos membros das Forças Livres Francesas e depois da guerra foi restaurada e redecorada por artistas de toda França. Entre eles estava Cocteau, que, em 1960, três anos antes de sua morte, executou um mural apresentando a Cricificação. Há um sol negro, e uma figura sinistra não identificada pintada de verde no canto inferior direito. Há um soldado romano sustentando um escudo com um  pássaro emblazonado nele sobre isso, um pássaro em alto estilo sugerindo uma restituição egípcia de Horus. Entre as mulheres que lamentam e os centuriões que jogam dados há duas figuras incongruentemente modernas – uma das quais é o próprio Cocteau, apresentado em um auto-retrato com suas costas significativamente viradas para a cruz. A mais desconcertante de todas é o fato de que o mural apresenta somente a parte inferior da cruz. Seja o que for que esteja pendurado nela é visível apenas até os joelhos e assim não se pode ver a face ou determinar a identidade de quem está sendo crucificado. E fixado na cruz, imediatamente abaixo do pé da vítima anônima, está uma rosa gigantesca. O projeto, em resumo, é um flagrante aparelho rosacruz. E se nada mais, é um motivo muito singular para uma igreja católica.

Os Dois Joões e a Igreja Católica

Os Dossiês Secretos, nos quais apareceu a lista dos alegados Grão Mestres de Sião, foram datados de 1956. Cocteau não morreu senão em 1963. Assim não há indicação sobre quem pode te-lo sucedido, ou quem pode presidir o Priorado de Sião no presente. Mas o próprio Cocteau apresentou um ponto adicional de imenso interesse. Até o ‘corte do elmo’ em 1188, avaliaram os documentos do Priorado, Sião e a Ordem do Templo partilhavam do mesmo Grão Mestre. Depois de 1188 é dito que Sião escolheu um Grão Mestre próprio, o primeiro deles sendo Jean de Gizors. Segundo os Documentos do Priorado, cada Grão Mestre, ao assumir a sua posição, tem adotado o nome de Jean [João] ou, como houve quatro mulheres, Joana. Portanto os Grão Mestres de Sião tem alegadamente compreendido uma sucessão de Joões e Joanas, de 1188 até o presente. Esta sucessão era claramente pretendida para implicar um papado hermético e esotérico baseado em João, em contraste [e talvez oposição] aquele exotérico baseado em Pedro. Uma questão maior, com certeza, era que João. João Batista? João Evangelista, o Discípulo Amado no Quarto Evangelho? O ou João o Divino, autor do Livro da Revelação?  Parecia muito bem ser um desses três porque Jean de Gizors em 1188 tinha supostamente tomado o título de João II. Quem era então João I? Seja qual for a resposta a esta questão, Jean Cocteau aparece na lista dos alegados Grão Mestres como João XXIII. Em 1959, enquanto Cocteau ainda presumidamente mantinha o Grão Mestrado, morreu o Papa Pio XII e os cardeais reunidos elegeram, como seu novo pontífice, o Cardeal Angelo Roncalli de Veneza. Qualquer Papa reecém eleito escolhe seu próprio nome e o Cardeal Roncalli causou uma consternação considerável quando ele escolheu o nome de João XXIII. Tal consternação não era injustificada. Em primeiro lugar o nome João tem sido anatematizado implicitamente desde que ele foi por último usado no século V por um anti-papa. Sobretudo, já havia existido um João XXIII. O papa que abdicou em 1415 e que, muito interessantemente, tinha anteriormente sido bispo de Alet era de fato João XXIII. Isto era então não usual, para dizer o mínimo, para o Cardeal Roncalli assumir o mesmo nome. Em 1976 um pequeno livro enigmático foi publicado na Itália e logo depois traduzido para o francês. Ele era chamado ‘As Profecias do Papa João XXIII’ e continha uma compilação de obscuros poemas em prosa compostos pelo pontífice que morreu 13 anos antes em 1963, no mesmo ano de Cocteau. Em sua maior parte estas profecias são extremamente ‘opacas’ e desafiam qualquer interpretração coerente.  Se este é de fato um trabalho de João XXIII é também uma questão em aberto. Mas a introdução ao trabalho mantém que elas sejam de fato trabalho do Papa João. E ela mantém algo posterior bem como João XXIII era um membro secreto da Rosacruz, a qual ele se afiliou enquanto atuava como núncio papal na Turquia em 1935. É desnecessário dizer que esta avaliação soa incrível. Certamente isso não pode ser provado e não encontramos evidência externa que sustente isso. Mas porque, imaginamos, deve uma tal avaliação até mesmo ter sido feita em primeiro lugar? Pode ela ser verdadeira afinal? Pode haver ao menos um grão de verdade nisto? Em 1188 o Priorado de Sião é dito ter adotado o sub-título de ‘Rose-Croix Veritas’. Se o Papa João fosse afiliado a uma organização Rosacruz, e se esta Rosacruz fosse o Priorado de Sião, as implicações seriam extremamente intrigantes. Entre outras coisas elas sugeririam que o Cardeal Roncalli, ao se tornar Papa, escolheu o nome de seu próprio Grão Mestre, de forma que, por alguma razão simbólica, haveria um João XXIII presidindo simultaneamente sobre o Papado e Sião. Em qualquer caso o governo simultaneo de um João XXIII sobre Sião e Roma teria sido uma extraordinária coincidência. Nem podia os Documentos do Priorado divisarem uma tal lista para criar uma tal coincidêcia; uma lista que culminava com João XXIII ao mesmo tempo em que um homem com este título ocupava o trono de São Pedro. Porque a lista dos Grão Mestres tinha sido composta e depositada na Biblioteca Nacional não mais tarde do que 1956, três anos antes de João XXIII se tornar Papa.

Havia uma outra coincidência desconcertante: no século XII um monge irlandês chamado Malaquias compilou uma série de profecias do tipo das de Nostradamos. Nestas profecias, que, incidentalmente, são ditas serem altamente estimadas por muitos católicos romanos importantes, incluindo o papa atual, João Paulo II, Malaquias enumera os pontífices que ocuparação o trono de São Pedro nos séculos a virem. Para cada pontífice ele oferece uma espécie de moto descritivo. E para João XXIII, o moto, traduzido para o francês, é ‘Pasteur et Nautonnier’ – [Pastor e Navegador]. O título oficial do alegado Grão Mestre de Sião é também “Nautonnier”. Seja qual for a verdade subjacente a estas estranhas coincidências, não há dúvida de que mais do que qualquer outro homem o Papa João XXIII foi responsável pela reorientação da Igreja Católica Romana e por traze-la, como tem frequentemente dito seus comentaristas, para o século XX. Muito disso foi realizado por reformas do Segundo Concílio do Vaticano, que João inaugurou. Ao mesmo tempo, contudo, João foi responsável por outras mudanças também. Ele revisou a posição católica sobre a Livre Maçonaria, por exemplo rompendo com ao menos dois séculos de tradição enraizada e pronunciando que um católico pode ser um Maçom Livre. E em junho de 1960 ele emitiu uma carta apostólica extremamente importante. Esta missiva se dirigia especificamente ao assunto do ‘Precioso Sangue de Jesus’. E ela atribuiu um até aqui sem precendentes significado a este sangue. Ela enfatizava o sofrimento de Jesus como um ser humano, e mantinha que a redenção da humanidade tinha sido afetada pelo derramamento do sangue Dele. No contexto da carta do Papa, a paixão humana de Jesus, e o derramamento de seu sangue, assumem uma maior consequência do que a Ressureição ou até mesmo do que a mecânica da Crucificação. As implicações desta carta são ultimamente enormes. Como tem observado um comentador, eles alteram a inteira base da crença cristã. Se a redenção da humanidade foi alcançada pelo derramamento do sangue de Jesus, sua morte e ressureição se tornam incidentais, se não de fato superfluos. Jesus não precisava ter morrido na cruz para que a fé mantivesse sua validade.

A Conspiração Através dos Séculos

Como iriamos sintetizar a evidência que tinhamos acumulado? Muito dela era impressiva e parecia manter o testemunho de algo de algum padrão, algum projeto coerente. A lista dos alegados Grão Mestres do Sião, contudo improvável como originalmente tinha se parecido, agora apresentava algumas consistências interessantes. A maioria das figuras na lista estavam ligadas, por exemplo, ou por sangue ou associação pessoal, com as famílias cujas genealogias figuravam nos Documentos do Priorado e particularmente com a casa de Lorreine. A maioria das figuras na lista estavam envolvidas com ordens de um tipo ou outro, ou com sociedades secretas. Virtualmente todas as figuras na lista, até mesmo quando nominalmente católicas, mantinham crenças religiosas não ortodoxas. Virtualmente todas elas estavam imersas no pensamento e tradição esotéricos. E em quase todos os casos tem havido alguma espécie de contacto íntimo entre um alegado Grão Mestre, seu predecessor e seu sucessor. Não obstante, estas consistências, tão impressivas quanto possam ser, necessariamente não provam algo. Elas não provam, por exemplo, que o Priorado de Sião, cuja existência durante a Idade Média tinha sido confirmada, tivesse realmente continuado a sobreviver pelos séculos subsequentes. Ainda menos elas provam, por exemplo, que indivíduos citados como Grão Mestres realmente mantiveram esta posição. Ainda que nos pareça incrível que alguns deles realmente o tenham feito. Tanto quanto diga respeito a certos indivíduos, a idade na qual eles alegadamente se tornaram Grão Mestres argumenta contra eles. Garantidamente, era possível que Edouard de Bar possa ter sido eleito Grão Mestre aos cinco anos de idade ou que Rene D’Anjou o fosse aos oito anos com base em princípio hereditário. Mas nenhum de tal princípio parece ser obtido para Robert Fludd ou Charles Nodier, que supostamente se tornaram Grão Mestres aos 21 anos, ou para Debussy, que supostamente o fez aos 23.

Tais indivíduos não tiveram tempo para percorrer seu caminho pelos escalões, como alguém pode, por exemplo, na Livre Maçonaria.  Nem eles haviam se tornado solidamente estabelecidos em suas próprias esferas. Esta anomalia não faz qualquer sentido aparente. A menos que se assuma que o Grão Mestrado de Sião fosse frequentemente puramente simbolico, uma posição ritual ocupada por uma figura cabeça que, talvez, não estivesse ciente do status atribuido a ela. Contudo tem se provado fútil especular  ao menos com base na informação que possuimos. Portanto voltamos novamente a história, buscando a evidência do Priorado de Sião em outros lugares, diferentes da lista citada dos alegados Grão Mestres. Lançamos particularmente nossa sorte na casa de Lorreine, e algumas outras famílias citadas nos Documentos. E buscamos evidência adicional para o trabalho de uma sociedade secreta, agindo mais ou menos encobertamente por trás das cenas. Se ela fosse de fato genuinamente secreta, não podiamos, com certeza, esperar encontrar o Priorado de Sião explicitamente mencionado por este nome. Se ela tivesse continuado a funcionar através dos séculos, ela o teria feito sob uma variedade de máscaras e disfarces, frentes e fachadas exatamente como ela supostamente funcionou por um tempo sob o nome de Ormus, o que é descartado. Nem ela teria apresentado uma única e óbvia política específica, posição política ou atitude prevalente. De fato qualquer tal caso coesivo e unificado, até mesmo se visto de relance, teria sido altamente suspeito. Se estamos lidando com uma organização que tem sobrevivido por nove séculos, temos que creditar a ela uma considerável flexibilidade e adaptabilidade. Sua própria sobrevivência deve ter dependido destas qualidades. E sem elas, ela teria degenerado em uma forma vazia, tão vazia de poder real, como, vamos dizer, o  Oficial da Casa Real da Guarda. Em resumo, o Priorado de Sião não pode ter permanecido rígido e imutável por toda sua história. Ao contrário, ele deve ter sido compelido a mudar periodicamente, se modificar e suas atividades, se ajustar e aos seus objetivos, a um mutante caleidoscópio dos assuntos mundiais exatamente como as unidades de cavalaria durante o século passado tem sido compelidas a trocarem seus cavalos por tanques e carros blindados. Nesta capacidade de se corformar a uma dada idade e explorar e dominar sua tecnologia e seus recursos, o Sião teria constituido um paralelo ao que pareceria seu rival exotérico, a Igreja Catolico Romana; ou talvez para citar um exemplo enganosamente sinistro, a organização conhecida como Máfia. Não vemos, com certeza, o Priorado de Sião como vilões não adulterados. Mas a Máfia ao menos forneceu o testemunho de como, ao se adaptar de idade a idade, uma sociedade secreta pode existir, e um tipo de poder que ela pode exercer.

O Priorado de Sião na França

Segundo os Documentos do Priorado, o Sião entre 1306 e 1480 possuia nove membros de comando. Em 1481, quando Rene D’Anjou morreu, este número foi supostamente expandido para 27. Os mais importantes são listados como tendo sido situados em Bouges, Gizors, Jarnac, Mont Saint-Michel, Montreval, Paris, Le Puy, Solesmes e Stenay. E os Dossiês Secretos acrescentam cripticamente, havia ‘um arco chamado Bethanis cas de Anne situada em Rennes-le-Chateau”. Não está precisamente claro o que significa esta passagem, exceto que Rennes-le-Chateau pareceria desfrutar de algum tipo de significado altamente especial. E certamente não pode ser coincidental que Sauniere, ao construir sua vila, então a batizou de Vila Bethania. Segundo os Dossiês Secretos, a jurisdição do comandante em Gizors datou de 1306 e estava situada na Rue de Vienne. De lá isso supostamente se comunicava, por meio de uma passagem subterrânea, com o cemiterio local e com a capela subterrânea de Santa Catarina localizada sob a fortaleza. No século XVI esta capela, ou talvez uma cripta adjacente a ela, é dito ter se tornado um depositório dos arquivos do Priorado de Sião, guardados em trinta cofres. Já em 1944, quando Gizors foi ocupada pelo pessoal alemão, uma missão especial foi enviada de Berlim, com instruções para planejar uma série de excavações sob a fortaleza. A invasão aliada da Normandia impediu tal realização; mas não muito depois, um trabalhador francês chamado Roger Lhomoy embarcou em suas próprias escavações. Em 1946 ele anunciou ao Prefeito de Gizors que ele tinha encontrado uma capela subterrânea contendo nove sarcófagos de pedra e trinta cofres de metal. Sua petição para escavar poteriormente, e tornar pública sua descoberta, foi retardada quase deliberadamente e pode ver por uma oficial fita vermelha. Ao menos, em 1962, Lhomoy começou suas solicitadas escavações em Gizors. Elas foram realizadas sob os auspícios de Andre Malraux, o Ministro francês da Cultura naquele tempo, e não foram oficialmente abertas ao público. Certamente nenhum cofre ou sarcófago foi encontrado. Se a capela subterrânea foi encontrada tem sido debatido na imprensa, bem como em vários livros e artigos. Lhomoy insistiu que ele encontrou novamente seu caminho para a capela, mas seus conteúdos haviam sido removidos. Seja qual for a verdade sobre este assunto, há menção da capela subterrânea de Santa Catarina em dois velhos manuscritos, um datado de 1696 e o outro de 1375. Sobre esta base, a história de Lhomoy se torna ao menos plausível. Assim o faz a avaliação de que a capela subterrânea era um depositório dos arquivos de Sião. Para nós, em nossa própria pesquisa, encontramos prova conclusiva que o Priorado de Sião continuou a existir por ao menos três séculos depois das Cruzadas e da dissolução dos Cavaleiros Templários. Entre o início do século XIV e até o século XVII, por exemplo, os documentos pertinentes a Orleans, e a base em Sião lá em Saint Samson, faz referências esporádicas a Ordem. Então está no registro que no início do século XVI membros do Priorado de Sião em Orleans ao desconsiderar suas ‘regras’ e se recusar ‘a viver em comum’ sendo licensiosos, residindo fora dos muros de Saint-Samson, boicotando os serviços divinos e negligenciando em reconstruir as paredes da casa, que haviam sido seriamente danificadas em 1562. Por 1619 as autoridades pareciam  ter perdido a paciencia. Naquele ano, segundo os registros, o Priorado de Sião foi expluso de Saint- Samson e a casa foi entregue aos Jesuítas. A partir de 1619 não pudemos encontrar referências ao Priorado de Sião, a qualqur nível sob seu nome. Mas se nada mais, podemos ao menos provar sua existência até o século XVII. E ainda que a própria prova, tal como ela era, levantasse um número de questões cruciais.

Em primeiro lugar as referências encontradas não lançam luz sobre quais foram as reais atividades do Sião, seus objetivos e interesses ou possivelmente sua influência. Em segundo lugar, estas referências, parecia, tinham o testemunho somente de algo de consequência insignificante, uma fraternidade curiosamente fugidia de monges ou devotos religiosos cujo comportamento, embora não ortodoxo e talvez clandestino, era relativamente de menor importância. Não pudemos reconciliar os ocupantes aparentemente negligentes de Saint-Samson com os celebrados e legendários Rosacruzes, ou um bando de monges voluntariosos com uma instituição cujos Grão Mestres supostamente compreendiam alguns dos nomes mais ilustres no história e cultura ocidentais. Segundo os Documentos do Priorado, Sião era uma organização de considerável poder e influência, responsável pela criação dos Templários e por manipular o curso dos assuntos internacionais. As referências que encontramos nada sugeriram de uma tal magnitude. Uma explicação possível, com certeza, foi que Saint-Samson em Orleans era apenas um assento isolado, e provavelmente um menor, das atividades de Sião. E de fato a lista das importantes jurisdições de comando nos Dossiês Secretos nem mesmo incluem Orleans. Se Sião era de fato uma força a ser reconhecida, Orleans pode ter sido apenas um pequeno fragmento de um padrão muito mais amplo. E se este foi o caso, teriamos que procurar por traços da Ordem em outros lugares.

Os Duques de Guise e Lorreine

Durante o século XVI a casa de Lorreine e seu ramo cadete, a casa de Guise, fex uma tentativa combinada e determinada de derrubar a dinastia Valois da França e exterminar a linhagem de Valois e reclamar o trono francês. Esta tentativa, em várias ocasiões veio com um alento fino de suprendente sucesso. No curso de alguns trinta anos todos os governantes Valois, herdeiros e príncipes foram dizimados, e a linhagem levada a extinção. A tentativa de se apoderar do trono francês se estendeu através de três gerações de familia dos Guises e Lorraine. Ela chegou mais perto do sucesso nos anos de 1550 e 1560 sob os auspícios de Charles, Cardeal de Lorraine e de seu irmão, François, Duque de Guise. Charles e François eram relacionados a família Gonzaga de Mantua e a Charles de Montpensier, Policial de Bourbon listado nos Dossiês Secretos como Grão Mestre de Sião até 1527. Sobretudo, François, Duque de Lorrraine, tem sido estigmatizado pelos últimos historiadores tão raivosamente e fanáticos católicos, intolerante, brutal e sedento de sangue. Mas há evidência substancial a sugerir que a reputação dele é em alguma extensão não justificada, ao menos quanto diga respeito a aderência ao catolismo. François e seu irmão aparecem, muito patentemente, terem sido acalorados, se não ambiciosos, oportunistas, cortejando tanto católicos quanto protestantes em nome de seu projeto ulterior. Em 1562, por exemplo, no Concílio de Trento, o Cardeal de Lorraine lançou uma tentativa para descentralizar o Papado e conferir autonomia aos bispos locais e restaurar a hierarquia eclesiástica ao que havia sido nos tempos Merovíngios.

Por 1563 François de Guise já era virtualmente o rei quando caiu sob uma bala de um assassino. Seu irmão, o Cardeal de Lorraine, morreu doze anos depois, em 1575. Mas a vingança contra a linhagem real francesa não cessou. Em 1584 o novo Duque de Guise e o novo cardeal de Lorraine embarcaram em um novo assalto contra o trono. Seu principal aliado neste emprendimento era Luis Gonzaga, Duque de Nevers, que, segundo os Documentos do Priorado, tinha se tornado Grão Mestre de Sião nove anos antes. A bandeira dos conspiradores era a cruz de Lorraine, o antigo emblema de Rene D’Anjou. A luta continuou. Pelo fim do século os Valois estavam extintos. Mas a casa de Guise tinha ela própria sangrado até a morte no processo, e não podia apresentar nenhum candidato elegível para um trono que finalmente tinha caído sob suas garras. Simplesmente não é sabido se havia uma sociedade secreta, ou ordem secreta, apoiando as casas de Guise e Lorraine. Certamente eles foram auxiliados por uma rede internacional de emissários, embaixadores, assasinos, agentes provocadores, espiões e agentes que podem muito bem ter compreendido uma tal instituição clandestina. Segundo Gerard de We, um desses agentes era Nostradamus que de fato era um agente secreto trabalhando para François de Guise e Charles, Cardeal de Lorraine.  Se Nostradamus era um agente para as casas de Guise e Lorraine, ele pode ter sido responsável por fornecer a elas importante informação concernente as atividades e planos de seus adversários, mas ele também, em sua capacidade de astrólogo da côrte francesa, teria sido familiarizado de todas as maneira com os segredos íntimos, bem como costumes diferentes e fraquezas de personalidade. Ao jogar com as vulnerabilidades com as quais ele se tornou familiriarizado, ele pode ter manipulado psicologicamente os Valois nas mãos de seus inimigos. E em virtude de sua familiaridade com os horóscopos deles, ele pode muito bem ter avisado aos inimigos deles sobre, vamos dizer, um momento aparentemente propício para assassinato. Muitas das profecias de Nostradamus, em resumo, podem não terem afinal profecias. Elas podem ter sido mensagens crípticas, cifras, programações, tabelas de tempo, instruções, projetos para ação. Se este realmente foi ou não o caso, não há dúvida de que algumas profecias de Nostradamus não eram profecias, mas se referiam, muito explicitamente, ao passado dos Cavaleiros Templários, a dinastia Merovíngia, a história da casa de Lorraine. Um número desconcertante delas se refere aos Razes, o velho Conde de Rennes-le-Chateau. E númerosas quartilhas se referem ao advento de um ‘Grande Monarca’. O Grande Monarca indica que este soberano derivará ultimamente de Languedoc. Nossa pesquisa revelou um fragmento adicional que ligava Nostradamus ainda mais diretamente a nossa investigação. Segundo Gerard de Sede, bem como a história popular, Nostradamus, antes de embarcar em sua carreira como profeta, passou um tempo considerável em Lorraine. Isto pareceria ser algum tipo de noviciado, ou período de provação, depois do qual ele teria sido supostamente iniciado em algum segredo portentoso. Mais especificamente ele é dito ter sido apresentado a um livro antigo e arcano, sobre o qual ele baseou todo seu trabalho subsequente. E este livro foi reportadamente divulgado a ele em um lugar muito importante na misteriosa Abadia de Orval, doado pela mãe adotiva de Godfroi de Bouillon, onde nossa pesquisa sugeriu que o Priorado de Sião pode ter tido o seu início. Em qualquer caso, Orval continuou, por outros dois séculos, a ser associado ao nome de Nostradamus. Tão tarde quanto durante a Revolução Francesa e a era Napoleônica os livros de profecias, supostamente de autoria de Nostradamus, eram emitidos de Orval.

O Lance pelo Trono da França

Por meados dos anos de 1620 o trono da França foi ocupado por Luis XIII. Mas o poder por trás do trono, e o real arquiteto da política francesa, era o primeiro ministro do rei, o Cardeal Richelieu. Richelieu é geralmente reconhecido por ter sido super maquiavélico, o supremo maquinador de sua era. Ele pode também ter sido algo mais. Conquanto Richelieu estabelecesse uma estabilidade sem precedentes na França, o resto da Europa e especialmente a Alemanha se inflamavam nos sofrimentos da Guerra dos Trinta Anos. Em suas origens, a Guerra dos Trinta Anos não era essencialmente religiosa. Não obstante, ela rapidamente se tornou polarizada em termos religiosos. Por um lado estavam as forças resolutamente católicas da Espanha e da Áustria.  Por outro lado estavam os exércitos protestantes da Suécia e de pequenas principalidades alemãs – incluindo o Palatinado do Reno, cujos regentes, o Eleitor Frederico e sua esposa Elizabeth Stuart estavam no exílio em Haia. Frederico e seus aliados de campo eram endossados e apoiados pelos pensadores e escritores rosacrucianos do continente e da Inglaterra. Em 163 o Cardeal Richelieu embarcou em uma política audaciosa e aparentemente incrível. Ele levou a França para a Guerra dos Trinta Anos mas não do lado que se poderia esperar. Para Richelieu, um número de considerações tomaram precedência sobre suas obrigações religiosas como Cardeal. Ele buscava estabelecer a supremacia da França na Europa. Ele buscava neutralizar a perpétua e tradicional ameaça oferida à segurança francesa pela Áustria e a Espanha. Ele buscava abalar a hegemonia espanhola que havia sido obtida por mais de um século especialmente no velho coração da terra Merovíngia dos Países Baixos e partes da moderna Lorraine. Como resultado destes fatores, a Europa foi tomada de surpresa pela ação sem precedentes de um Cardeal católico, presidindo um país católico, despachando tropas católicas para combater com os protestantes contra outros católicos. Nenhum historiador tem até mesmo sugerido que Richelieu fosse um rosacruciano. Mas ele não podia possivelmente ter feito algo mais do que manter atitudes rosacrucianas, ou mais provavelmente ganhar o favor rosacruciano. Neste meio tempo a casa de Lorraine tinha novamente começado a aspirar, embora obliquamente, o trono francês. Desta vez o reclamante era Gaston D’Orleans, o irmão mais jovem de Luis XIII. Gaston não era ele próprio da casa de Lorraine. Em 1632, contudo, ele havia se casado com a irmã do Duque de Lorraine. Seu herdeiro portanto teria o sangue de Lorraine pelo lado materno; e se Gaston subisse ao trono Lorraine presidiria a França na próxima geração. Esta perspectiva era suficiente para mobilizar apoio. Entre estes avaliados apoiadores dos direitos de sucessão de Gaston encontramos um individuo que já haviamos encontrado antes de Charles, o Duque de Guise. Charles tinha sido tutelado pelo jovem Robert Fludd. E ele havia se casado com Henriette Catarine de Joueeuse, proprietária de Couiza e Arques – onde a tumba identica aquela da pintura de Poussin foi encontrada.

Tentativas para depor Luis em favor de Gaston fracassaram, mas o tempo parecia estar do lado de Gaston; ou ao menos do lado dos herdeiros de Gaston, porque Luis XIII e sua esposa Anne da Áustria permaneciam sem herdeiros. Já existiam rumores em circulação que o rei era homossexual ou sexualmente incapacitado; e de fato, segundo certos relatos a seguir sua subsequente autópsia, ele foi pronunciado incapaz de gerar filhos. Mas então, em 1638, depois de 23 anos de casamento consideradamente estéril, Anne da Áustria subitamente teve um filho. Poucas pessoas naquele tempo acreditaram na legitimidade do  menino, e ainda há considerável dúvida quanto a isso. Segundo autores contemporaneos e posteriores, o pai do menino era o Cardeal Richelieu, ou talvez alguém empregado por Richelieu, muito possivelmente seu protegido e sucessor Cardeal Mazarin. Foi até mesmo afirmado que depois da morte de Luis XIII Mazarin a Anne se casaram secretamente. Em qualquer caso, o nascimento do herdeiro de Luis XIII foi uma séria explosão nas esperanças de Gaston d’Orleans e da casa de Lorraine. E quando Luis e Richelieu morreram em 1642, a primeira de uma série de tentativas concertadas foi lançada para expulsar Mazarin e tirar o jovem Luis XIV do trono. Estas tentativas, que começaram como levantes populares, culminaram em uma guerra civil que irrompeu intermitentemente por dez anos. Para os historiadores, a guerra é conhecida como Fronde. Além de Gaston D’Orleans, seus instigadores principais incluem um número de nomes, famílias e títulos que já nos são familiares. Houve Frederic-Maurice de la Tour dAuvergne, Duque de Bouillon. Houve o Visconde de Turenne. Houve o Duque de Longueville – neto de Luis Gonzaga, Duque de Nevers, e alegado Grão Mestre de Sião meio século antes.  A sede e capital dos ‘frondeurs’ era, muito significativamente, a antiga cidade das Ardenas de Stenay.

A Companhia do Santo Sacramento

Segundo os Documentos do Priorado, o Priorado de Sião, durante meados do século XVII, se dedicou a depor Mazarin. Muito claramente isso pareceria não ter sido bem sucedido. A Fronde fracassou, Luis XIV ascendeu ao trono da França e Mazarin, emboras brevemente removido, foi rapidamente reinstalado, presidindo como primeiro ministro até sua morte em 1660. Mas se Sião de fato se devotou a depor Mazarin, ao menos temos algum vetor para isso, alguns meios de localizar e verificar isso. Dado as famílias envolvidas no Fronde, famílias cujas genealogias figuram nos Documentos do Priorado, pareceu razoável associar Sião aos instigadores do tumulto. Os Documentos do Priorado tem avaliado que Sião se opunha ativamente a Mazarin. Eles também avaliaram que certas famílias e títulos – Lorraine, por exemplo, Gonzaga, Nevers, Guise, Longueville e Bouillon não tinham sido apenas abertamente ligadas a Ordem, mas também forneceram a ela alguns de seus Grão Mestres. E a história confirmou que foram estes nomes e títulos que tinham se esgueirado na linha de frente da resistência ao Cardeal. Assim parece que haviamos localizado o Priorado de Sião, e que tinhamos identificado ao menos alguns de seus membros. Se estivesssemos certos, Sião durante o período em questão, ao mesmo a qualquer nível, foi um outro nome para um movimento e uma conspiração que a muito os historiadores tem reconhecido e identificado. Mas se os ‘freudeurs’ constituem um enclave de oposição a Mazarin, eles não eram os únicos de tais enclaves. Havia outros também, enclaves entrelaçados que funcionavam não apenas durante o Fronde mas muito depois. Os Documentos do Priorado, eles próprios, se referem repetida e insistentemente a Companhia do Santo Sacramento. Eles implicam, muito claramente, que a Companhia era de fato Sião, ou uma fachada para Sião, operando sob um outro nome. E certamente a Companhia em suas estruturas, organização, atividade e modos de operação se conformavam a imagem que haviamos começado a formar de Sião. A Companhia do Santo Sacramento era uma sociedade secreta altamente organizada e eficiente. Não há questionamento disso ser fictício. Ao contrário, sua existência tem sido reconhecida por seus contemporaneos, bem como pelos historiadores subsequentes. Ela tem sido exaustivamente documentada, e numerosos livros e artigos tem sido devotados a ela. Seu nome é bastante familiar na França, e continua a desfrutar de uma certa mística atual.

Alguns de seus papéis tem até mesmo vindo a luz. A Companhia é dito ter sido fundada, entre 1627 e 1629, por um nobre associado a Gaston d’Orleans. Os indivíduos que guiaram e formaram sua política permaneceram escrupulosamente anônimos, contudo, e ainda hoje o são. Os únicos nomes definitivamente asociados a ela são aqueles de membros de baixo escalão ou intermediários de sua hierarquia de ‘homens de frente’, por assim dizer, que agiam sob instruções dos acima. Um desses era o irmão da Duquesa de Longueville. Um  outro era Charles Fouquet, irmão do Superintendente de Finanças de Luis XIV. E havia um tio do filósofo Fenelon que, meio século mais tarde, exerceu uma profunda influência na Livre Maçonaria como Cavaleiro Ramsay. Entre estes mais proeminentemente associados a Companhia estava a figura misteriosa agora conhecida como São Vicente de Paulo, e Nicolas Pavillon, bispo de Alet, o centro a poucas milhas de Rennes-le-Chateau, e Jean Jacques Olier, fundador do Seminário de São Suspílcio. De fato São Suspílcio é reconhecido agora geralmente ter sido o centro de operações da Companhia. Em suas organizações e atividades, a Companhia ecoava a Ordem do Templo e prefigurava a posterior Maçonaria Livre. Trabalhando de São Suspílcio, ela estabeleceu uma rede intrincada de ramos e capítulos provinciais. Os membros provinciais permaneceram ignorantes da identidade de seus diretores. Eles eram frequentemente manipulados em benefício de objetivos que eles próprios não partilhavam. Eles eram até mesmo proibidos de contactar uns aos outros exceto via Paris, assim assegurando um controle altamente centralizado. E até mesmo em Paris os arquitetos da sociedade permaneciam desconhecidos daqueles que obedientemente os serviam.  Em resumo, a Companhia compreendia uma organização em cabeça de hidra com um coração invisível. Até hoje não é sabido o que constituia o coração. Nem quem o constituia. Mas é sabido que o coração bate de acordo com algum segredo velado e poderoso. Narrativas contemporaneas referem-se expecificamente ao ‘segredo que está no núcleo da companhia’. Segundo um dos estatutos da sociedade, descoberto não muito depois, ‘o canal primário que forma o espírito da Companhia, e que é essencial a ela, é o segredo’. Até onde diga respeito aos membros noviços não iniciados, a Companhia era ostensivamente devotada ao trabalho caritativo, especialmente em regiões devastadas pelas Guerras de Religião e subsequentemente o Fronde na Picardia, por exemplo, Champagne e Lorraine.

Agora é geralmente aceito, contudo, que este ‘trabalho caritativo’ era meramente uma fachada conveniente e engenhosa, que tinha pouco a ver com a razão de ser da Companhia. A real razão de ser era duplamente se engajar no que era chamado de ‘pia espionagem’, reunir ‘informação de inteligência’, e infiltrar os ofícios mais importantes na terra, incluindo os círculos em proximidade direta ao trono. Nestes objetivos a Companhia parece ter desfrutado um notável sucesso. Como membro do real ‘Conselho de Consciência’, por exemplo, Vicente de Paulo se tornou confessor de Luis XIII. Ele também foi um íntimo conselheiro de Luis XIV até que sua oposição a Mazarin o forçou a abdicar de sua posição. E a Rainha Mãe, Anne da Áustria, foi, em muitos aspectos, um peão infeliz da Companhia, que por um tempo gerenciou a qualquer nível volta-la contra Mazarin. Mas a Companhia não se confinou exclusivamente ao trono. Em meados do século XVII ela podia manter o poder sobre a aristocracia, o parlamento, o judiciário e a polícia – tanto assim, que em várias ocasiões estes corpos abertamente ousaram desafiar o rei. Em nossas pesquisas não encontramos historiadores, escrevendo seja na época ou mais recentemente, que explicassem adequadamente a Companhia do Santo Sacramento. A maioria das autoridades a apresentam como uma organização militante arqui católica, um bastião rigidamente entrincheirado e ortodoxamente fanático. As mesmas autoridades afirmam que ela se devotava a remover os heréticos. Mas porque, em um país devotamente católico, deve uma tal organização ter vindo a funcionar com tal estrito segredo? E quem constituia um herético naquele tempo? Os Protestantes? os Jansenistas? De fato havia inúmeros protestantes e jansenistas dentro das fileiras da Companhia. Se a Companhia era piamente católica, ela devia, na teoria, ter endossado o Cardeal Mazarin, que, afinal, incorporava os interesses católicos naquele tempo. Ainda que a Companhia militantemente se opusesse ao Cardeal e tanto que Mazarin, perdendo toda sua tempera, jurou empregar todos os seus recursos para destrui-la. E o que é mais, a Companhia provocou a vigorosa hostilidade em outras partes convencionais também.

Os Jesuítas, por exemplo, assiduamente faziam campanha contra ela. Outras autoridades católicas acusavam a Companhia de ‘heresia’, a própria coisa que a Companhia  propôs se opor. Em 1651 o bispo de Toulouse acusou a Companhia de ‘práticas ímpias’ e apontou algo altamente irregular em suas cerimônias – um eco curioso das acusações levantadas contra os Templários. Ele até mesmo ameaçou os membros da sociedade com a excomunhão. A maioria deles acaloradamente desafiava esta ameaça com uma resposta extremamente singular aos supostamente pios católicos. A Companhia havia sido sido formada quando o furor rosacruciano ainda estava em seu zênite. A ‘fraternidade invisível’ era acreditada estar em todos os lugares, omnipresente e isto gerou não apenas pânico e paranóia mas também a inevitável ‘caça às bruxas’. E ainda que nem mesmo um traço tenha sido encontrado de um rosacruciano carregando os cartões em qualquer lugar, ao menos em toda França católica. Até onde diga respeito a França, os rosacrucianos permaneceram invenções de uma imaginação popular alarmista. Ou eles existiram? Se houve de fato interesses ‘rosacrucianos’ determinados a estabelecer um apoio para os pés na França, que melhor fachada poderia ser que uma organização dedicada a caçar rosacrucianos? Em resumo, os rosacrucianos podem ter levado adiante seus objetivos, e ganhado um acompanhamento na França, ao se passar por seu próprio arqui inimigo. A Companhia bem sucedidamente desafiou Mazarin e Luis XIV. Em 1660, menos de um ano antes da morte de Mazarin, o rei pronunciou-se oficialmente contra a Companhia e ordenou sua dissolução. Pelos próximos cinco anos a Companhia desdenhosamente ignorou o édito real. Ao menos, em 1665, ela concluiu que não podia continuar a operar em sua ‘presente forma’. Concomitantemente todos os documentos pertinentes a sociedade foram reconvocados e escondidos em algum depositório secreto em Paris. Este depositório nunca foi localizado embora geralmente seja acreditado ter sido em São Suspílcio. Se assim o foi, os arquivos da Companhia teriam sido disponíveis, mais do que dois séculos mais tarde, para homens como o Abade Emile Hoffet. Mas embora a Companhia deixasse de existir no que era então sua ‘presente forma’, não menos ela continuou a operar ao menos até o início do século seguinte, ainda constituindo um espinho no quadril de Luis XIV.

Segundo tradições não confirmadas ela sobreviveu bem para dentro do século XX. Se esta última avaliação é verdadeira ou não, não há dúvida de que a Companhia sobreviveu a sua suposta dissolução em 1665. Em 1667 Moliere, um leal aderente de Luis XIV, atacou a Companhia por certas veladas mas agudas alusões em ‘Le Tartuffe’. A despeito de sua aparente extinção, a Companhia retaliou ao ter a peça suprimida e a guardando por dois anos, a despeito do patrocínio real de Moliere. E a Companhia parece ter empregado seu próprio portavoz literário também. É murmurado, por exemplo, ter incluido La Rochefoucauld que certamente foi ativo no Fronde. Segundo Gerard de Sede, La Fontaine também era um membro da Companhia, e suas fábulas encantadoras e ostensivamente inócuas eram de fato ataques alegoricos ao trono. Isto não é inconcebível. Luis XIV  desgostava intensamente de La Fontaine, e ativamente se opôs a sua admissão na Academia Francesa. E os patronos e patrocinadores de La Fointaine incluiam o Duque de Guise, o Duque de Bouillon e o Visconde de Turenne e a viúva de  Gaston d’Orleans. Na Companhia do Santo Sacramento assim encontramos uma real sociedade secreta, muitas das quais a história estava a registro. Ela era ostensivamente católica, mas não obstante ligada a atividades distintamente não católicas. Ela era intimamente associada com certas famílias aristocráticas que tinham sido ativas no Fronde e cujas genealogias figuravam nos Documentos do Priorado. Ela estava estreitamente ligada a São Suspílcio. Ela trabalhava primariamente pela infiltração e veio a exercer enorme influência. E ela era ativamente oposta ao Cardeal Mazarin. Em todos estes aspectos, ela se conformava quase que perfeitamente a imagem do Priorado de Sião como apresentada nos Documentos do Priorado. Se Sião de fato estava ativo durante o século XVII, podemos assumir razoavelmente que ele tenha sido sinônimo da Companhia. Ou talvez com o poder por trás da Companhia.

Castelo Barberie

Segundo os Documentos do Priorado, a oposição de Sião a Mazarin provocou a amarga retribuição do Cardeal. Entre as principais vítimas desta retribuição é dito ter estado a família Plantard, descendentes lineares de Dagoberto II e da dinastia Merovíngia. Em 1548, afirmam os documentos do Priorado, Jean des Plantard tinha se casado com Marie de Saint-Clair assim fabricando um outro link entre a sua famíla e aquela de Saint-Clair/Gizors. Por aquele tempo também, a família Plantard estava supostamente estabelecida em um certo  Chateau Barberie perto de Nevers, na região Nivernais da França. Este castelo supostamente constituia a residência oficial da família Plantard pelo século seguinte. Então, em 11 de julho de 1659, segundo os Documentos do Priorado, Mazarin ordenou o arrasamento e a destruição total do castelo. Na conflagração que se seguiu, é dito que a família Plantard perdeu todas as suas posses. Nenhum livro convencional ou estabelecido de história, nem a biografia de Mazarin, confirmaram estas avaliações. Nossas pesquisas não encontraram menção seja ela qual fosse a uma família Plantard em Nivernais, ou, de início, a qualquer Castelo Barberie. E ainda que Mazarin, por alguma razão não especificada, cobiçasse Nivernais e invejassse o Duque de Nevers. Eventualmente ele conseguiu comprar deles e o contrato é assinado em 11 de julho de 1659, o mesmo dia no qual é dito que o Castelo Barberie foi destruido. Isto nos provocou investigar o assunto posteriormente. Eventualmente exumamos uns poucos fragmentos esparsos de evidência. Eles não eram suficientes para explicar as coisas, mas eles atestaram a veracidade dos Documentos do Priorado. Em uma compilação, datada de 1506, de propriedades e bens em Nivernais é mencionado um Barberie. Uma carta de direitos de 1575 mencionou um  pequeno vilarejo em Nivernais chamado Les Plantards. Mais convincente de todos, ele transpirava a existência de um Castelo Barberie que de fato tinha sido estabelecido. Durante 1874-5 membros da Sociedade de Letras, Ciências e Artes de Nevers realizaram uma escavação exploratória no sítio de certas ruínas. Foi um empreendimento difícil, porque as ruínas estavam quase irreconhecíveis como tais, as pedras haviam sido vitrificadas pelo fogo e o próprio sítio foi espessamente encoberto por árvores. Eventualmente, contudo, remanescentes de uma parde de torre e de um castelo foram descobertos. Este sítio agora é reconhecido ter sido Barberie.

Antes de sua destruição ele aparentemente consistia de um pequeno centro fortificado e um castelo. E está dentro de uma pequena distância do pequeno vilarejo de Les Plantards, e não há razão para não ter sido possuído por um família deste nome. O fato curioso é que não há registro de quando o castelo foi desrtuído, nem por quem. Se Mazarin foi o responsável, ele parece ter tido extraordinárias dores para erradicar todos os traços de sua ação. De fato pareceu ter sido uma tentativa metódica e sistemática de dizimar o Castelo Barberie do mapa e da história. Porque embarcar em um tal processo de obliteração, a menos que haja algo a esconder?

Nicolas Fouquet

Mazarin tinha outros inimigos além dos ‘frondeurs’ e da Companhia do Santo Sacramento. Entre os mais poderosos deles estava  Nicolas Fouquet, que em 1653, tinha se tornado Superintendente das Finanças de Luis XIV. Um homem dotado, ambicioso e precoce, Fouquet, dentro dos próximos poucos anos, tiha se tornado o mais rico e mais poderoso indivíduo no reino. Ele as vezes era chamado de ‘o verdadeiro rei da França’. E ele não era sem aspirações políticas. Era murmurado que ele pretendia fazer da Britania um ducado independente e ele próprio seu duque presidente. A mãe de Fouquet era um membro proeminente da Companhia do Santo Sacramento. E assim o era seu irmão Charles, Arcebispo de Narbonne no Languedoc. Seu irmão mais novo, Luis, também era um eclesiástico. Em 1656 Nicolas Fouquet despachou Luis para Roma, por razões – não necessariamente misteriosas – nunca explicadas.  De Roma, Luis escreveu uma carta enigmática citada anteriormente que fala de um encontro com Poussin e um segredo ‘que até mesmo os reis teriam grandes dores para tirar dele”. E de fato, se Luis foi indiscreto na correspondência, Poussin nada deu seja o que fosse. Seu selo pessoal tinha o moto ‘Tenet Confidentiam’.

Em 1661 Luis XIV ordenou a prisão de Nicolas Fouquet. As acusações eram estremamente gerais e nebulosas. Havia acusações vagas de mal versação de fundos e outras, até mesmo mais vagas, de sedição. Com base nestas acusações todas as propriedades de Fouquet foram colocadas sob sequestro real. Mas o rei proibiu seus oficiais de tocar nos papéis de correspondência do Superintendente. Ele insistiu em mergulhar e esmiuçar estes documentos pessoalmente e em particular. O seguinte julgamento se arrastou por quatro anos e se tornou uma sensação na França daquele tempo, violentamente partindo e polarizando a opinião pública. Luis Fouquet que havia se encontrado com Poussin e escrito a carta de Roma estava morto então. Mas a mãe do Superintendente e o irmão sobrevivente mobilizaram a Companhia do Santo Sacramento, cuja afiliação também incluia um dos juízes presidentes. A Companhia lançou todo seu apoio por trás do Superintendente, trabalhando ativamente pelas cortes e na mente popular. Luis XIV que não era sedento de sangue exigia nada menos do que uma sentença de morte. Recusando-se a ser intimidada por ele, a corte aprovou uma sentença de banimento perpétuo. Ainda exigindo a morte, o rei enraivecido removeu os juízes recalcitrantes e os substituiu por outros mais obedientes, mas a Companhia ainda parecia te-lo desafiado. Eventualmente, em 1665, Fouquet foi sentenciado a prisão perpétua. Por ordens do rei ele era mantido em um rigoroso isolamento. Ele foi proibido de escrever e de todos os meios pelos quais ele podia se comunicar com alguém. E qualquer soldado que alegadamente conversasse com ele era destinado as navios de prisão ou, em alguns casos, enforcado. Em 1665, o ano da prisão de Fouquet, Poussin morreu em Roma. Durante os anos que se seguiram Lus XIV persistentemente se comportou por meio de seus agentes para obter a pintura única dos “Pastores da Arcadia”. Em 1685 ele finalmente o conseguiu. Mas a pintura não foi mostrada ou exibida nem mesmo na residência real. Ao contrário, ela foi sequestrada nos apartamentos particulares do rei, onde ninguém podia ve-la sem a autoridade pessoal do monarca. Há uma nota de rodapé na história de Fouquet, para sua própria desgraça, seja qual for suas causas e magnitude, ele nunca foi visitado por seus filhos.

Em meados do século seguinte o neto de Fouquet, o Marquês de Belle-Isle, tinha se tornado, de fato, o único homem mais importante na França. Em 1718 o Marquês de Belle-Isle cedeu a própria Belle-Isle, uma ilha fortificda fora da costa de Breton para a coroa. Em troca ele recebeu certos territórios interessantes. Um deles foi Longueville, cujos antigos duques e duquesas tinham figurado recorrentemente em nossa investigação. E um outro foi Gizors. Em 1718 o Marquês de Belle-Isle tornou-se Conde de Gizors. Em 1742 ele se tornou Duque de Gizors. E em 1748 Gizors foi elevada ao status de primeiro ducado.

Nicolas Poussin

O próprio Poussin nasceu em 1594 em um pequeno centro chamado Les Andelys – a umas poucas milhas, descobrimos, de Gizors. Como um jovem homem ele deixou a França e estabeleceu residência em Roma, onde passou a duração de sua vida, voltando apenas uma vez ao seu país natal. Ele voltou a França na década de 1640 a pedido do Cardeal Richelieu, que o havia convidado a realizar uma específica comissão. Embora ele não fosse ativamente envolvido em política, e poucos historiadores tem tocado em seus interesses politicos, Poussin era de fato estreitamente associado ao Fronde. Ele não deixou seu refúgio em Roma. Mas sua correspondência do período o revela tendo estado profundamente envolvido no movimento anti-Mazarin, e em termos surpreendentemente familiares com um número de ‘frondeours’ influentes tanto que, de fato, ao falar deles, ele repetidamente usou o pronome nós. E assim claramente se implicando. Nós já tinhamos traçado os motivos da corrente subterrânea de Alfeu, da Arcadia e dos Pastores da Arcadia, até Rene D’Anjou.  Agora buscamos encontrar um antecedente para a frase específica na pintura de Poussin: “ET ARCADIA EGO’. Ela apareceu em uma pintura anterior de Poussin, na qual a tumba é sobreposta por um cranio e não constitui um edifício ela mesma, mas está embebida do lado de um penhasco. No fundo desta pintura repousa uma deidade aquária barbada em uma atitude de melancolia pensativa  o rio deus Alfeu, senhor da corrente subterrânea. O trabalho data de 1630 ou 1635, cinco ou dez anos antes da versão mais familiar dos ‘Pastores da Arcadia’. A frase ‘ET ARCADIA EGO’ fez seu aparecimento público entre 1618 e 1623 em uma pintura de Giovanni Francesco Guercino – uma pintura que constitui a base real para o trabalho de Poussin. Na pintura de Guercino, dois pastores, entrando em clareira na floresta, tem apenas dado com sepulcro de pedra. Ele tem a inscrição agora famosa, e há um grande cranio repousando no topo dele. Seja qual for o significado simbólico deste trabalho, o próprio Guercino levantou um número de questões. Não apenas ele era bem versado na tradição esotérica. Ele também parece ter sido um conhecedor da história das sociedades secretas, e algumas outras de suas pinturas lidam com temas de um caráter especificamente maçonico, uns bons vinte anos antes que as lojas começassem a proliferar na Inglaterra e na Escócia. Uma pintura, ‘O Elevar-se do Mestre’ pertence expicitamente a história maçonica de Hiram Abiff, arquiteto e construtor do Templo de Salomão. Ela foi executada quase um século antes que a história de Hiram seja geralmente acreditada e encontre seu caminho na maçonaria. Nos Documentos do Priorado, ‘ET ARCADIA EGO’ é dito ter sido o instrumento oficial da família Plantard desde ao menos o século XII, quando Jean des Plantard se casou com Idoine de Gizors. Segundo uma fonte citada nos Documentos do Priorado, é citado como tal já em 1210 por um Robert, Abade de Mont Saint Michel. Não fomos capazes de obter acesso aos arquivos de Mont Saint Michel e assim não pudemos verificar esta afirmação. Contudo, nossa pesquisa nos convenceu, que a data de 1210 era demostravelmente errada. Como questão de fato, não havia um abade em Mont Saint Michel chamado Robert em 1210. Por outro lado, um Robert de Torigny foi de fato abade de Mont Saint Michel entre 1154 e 1186. E Robert de Tourigny é conhecido ter sido um historiador prolífico e assíduo cujos hobies incluiam colecionar motos, instrumentos, brasões e cotas de armas das famílias nobres pela cristandade. Seja qual for a origem da frase, ‘ET ARCADIA EGO’ parece, para Guercino e Poussin, ter mais do que uma linha de poesia elegíaca. Muito claramente isto parece ter desfrutado de algum significado de importancia secreta, que era reconhecível ou identificável para certas outras pessoas; o equivalente, em resumo, de um sinal ou senha maçonica.

É precisamente em tais termos que uma declaração nos Documentos do Priorado define o caráter da arte simbólica ou alegórica; os trabalhos alegóricos tem esta vantagem, que uma única palavra seja suficiente para iluminar ligações que a multidão não pode alcançar. Tais trabalhos estão disponíveis a todos,  mas seu significado se dirige a uma elite. Acima e além das massas, o remetente e o destinatário entendem um ao outro. O sucesso inexplicável de certos trabalhos deriva de sua qualidade de alegoria, que constitui não uma mera moda, mas uma forma de comunicação esotérica. Neste contexto, esta declaração foi dada em relação a Poussin. Como tem demonstrado Frances Yates, contudo, ela pode igualmente ser bem aplicada aos trabalhos de Leonardo, Botticelli e outros artistas da Renascença. Ela também pode ser aplicada a figuras posteriores para Nodier, Hugo, Debussy, Cocteau e seus círculos respectivos.

A Capela Rosslynn e  Shugborough Hall

Em nossa pesquisa prévia temos encontrado um número de importantes ligações entre os alegados Grão Mestres de Sião dos séculos XVII e XVIII e a Livre Maçonaria européia. No curso do nosso estudo da Livre Maçonaria descobrimos certas outras ligações também. Estas ligações adicionais não se relacionam aos alegados Grão Mestres como tais, mas elas se relacionam a outros aspectos de nossa investigação, Então, por exemplo, encontramos repetidas referências a família Sinclair, o ramo escocês da família normanda de Saint-Clair/Gizors. O domínio deles em Rosslynn ficava a apenas umas poucas milhas da antiga sede escocesa dos Cavaleiros Templários, e a capela de Rosslynn construída entre 1446 e 1486 a muito tem sido associada a Livre Maçonaria e a Rosacruz. Em uma carta de direitos acreditada datar de 1601, sobretudo, os Sinclairs são reconhecidos como Grão Mestres hereditários da Maçonaria Escocesa. Este é o mais inicial documento específicamente maçonico a registro.

Segundo fontes maçonicas, contudo, o Grão Mestrado hereditário foi conferido aos Sinclairs por James II, que governou entre 1437 e 1469 na era de Rene D’Anjou. Uma peça ainda mais misteriosa de nosso quebra-cabeças também apareceu na Bretanha desta vez em Staffordshire, que tinha sido um leito quente para a atividade maçonica em meados do século XVII. Quando Charles Radcliffe, alegado Grão Mestre de Sião, escapou da Prisão Newgate em 1714, ele foi ajudado por seu primo, o Conde de Lichfield. Mais tarde no  século a linhagem do Conde de Lichfield tornou-se extinta e seu título se interrompeu. Ele foi comprado no início do século XIX pelos descendentes da família Anson, que são os atuais Condes de Lichfield. O assento dos atuais Condes de Lichfield é Shugborough Hall em Staffordshire. Antigamente uma residência de um bispo, Shugborough foi comprado pela família Anson em 1697. Durante o século seguinte ele foi a residência do irmão de George Anson, o famoso almirante que circumnavegou o globo. Quando George Anson morreu em 1762, um poema elegíaco foi lido alto no Parlamento. Em uma estancia deste poema se lê: “Sobre este mármore celebre lance seu olho. A cena exige uma visão moralisante. E em Arcadia plana o abençoado Elísio, entre ninfas sorridentes e cisnes esportivos, Veja alegria festiva se acalmar, com graça enternecida, E a piedosa visita de uma face meio sorrindo; Onde agora a dança, o luto, a festa nupcial, A paixão palpitando no peito do amante, o emblema da vida aqui, na juventude e florescer vernal, Mas o dedo da razão aponta para a tumba.’  Esta seria uma alusão explícita a pintura de Poussin e a inscrição ‘et arcadia ego’ exatamente no ‘dedo apontando para a tumba’. E nos solos de Shugborough há um mármore imponente que tem um relevo executado a mando da família Anson entre 1761 e 1767. Este relevo compreende uma versão invertida, a modo de espelho, da pintura “Os Pastores da Arcadia” de Poussin e imediatamente abaixo dele está uma inscrição enigmática, uma que nunca tem sido decifrada satisfatoriamente:  O.U.O3N.ANN. DM

A Carta Secreta do Papa

Em 1738 o Papa Clemente XII emitiu uma Bula Papal condenando e excomungando todos os Maçons Livres, que ele pronunciou ‘inimigos da Igreja Romana’. Nunca tem sido claro porque eles devessem ter sido vistos como tais especialmente já que muitos deles, como os Jacobitas eram católicos. Talvez o Papa estivesse ciente da ligação que tinhamos descoberto entre os maçons iniciais e os ‘rosacrucianos’ anti-romanos do século XVII. Em qualquer caso, alguma luz pode ser lançada sobre o assunto pr uma carta liberada e publicada pela primeira vez em 1962. Esta carta tinha sido escrita pelo Papa Clemente XII e dirigida a um correspondente desconhecido. Em seu texto o papa declara que o pensamento maçonico repousa em uma heresia que temos encontrado repetidamente antes da negativa da divindade de Jesus. E ele posteriormente avalia que os espíritos guias, as ‘mentes mestras’ por trás da Livre Maçonaria são os mesmas que provocaram a Reforma Luterana. O papa pode muito bem ter sido paranóide; mas é importante notar que ele não está falando de nebulosas correntes de pensamento ou vagas tradições. Ao contrário,ele está falando de um grupo altamente organizado de indivíduos, uma seita, uma ordem, uma sociedade secreta que, através das idades, tem se dedicado a subverter o edifício da cristandade católica.

A Rocha de Sião

No século XVIII, quando diferentes sistemas maçonicos estavam proliferando selvagemente, o chamado Rito Oriental de Mênfis fez seu aparecimento. Neste rito o nome Ormus ocorreu, para nosso conhecimento, pela primeira vez, o nome alegadamente adotado pelo Priorado de Sião entre 1188 e 1307. Segundo o Rito Oriental de Mênfis, Ormus era um sábio egípcio que, por volta de 46, amalgamou os mistérios cristãos e pagãos e, ao fazer isso, fundou a Rosacruz. Em outros ritos maçonicos do século XVIII aparecem repetidas referências a ‘Rocha de Sião’. A mesma ‘Rocha de Sião’ que, nos Documentos do Priorado, tornou  a ‘tradição real’ estabelecida por Godfroi de Bouillon e Bauduino de Bouillon ‘igual’ a qualquer outra dinastia governante na Europa. Tinhamos previamente asumido que a Rocha de Sião fosse simplesmente o Monte Sião, a alta colina ao sul de Jerusalém na qual Godfroi construiu uma abadia para abrigar a ordem que se tornou o Priorado de Sião. Mas fontes maçonicas atribuem uma importância adicional a Rocha de Sião. Dado a preocupação deles com o Templo de Jerusalém, não é surpreendente que eles se refiram a passagens específicas da Bíblia. E nestas passagens a Rocha de Sião é algo mais que uma alta colina; é uma pedra em particular desprezada ou injustificavelmente negligenciada durante a construção do Templo, que deve subsequentemente ser recuperada e reincorporada como a pedra chave da estrutura. Segundo o Salmo 118, por exemplo: ‘A pedra que os construtores recusaram é para vir a ser a pedra fundamental no canto’. Em Mateus 21:42 Jesus alude especificamente a este salmo: ‘Você nunca leu as escrituras, a pedra que os construtores rejeitaram, a mesma é para se tornar a principal do canto’. Em Romanos 9:33 há uma outra referência , muito mais ambígua: ‘Preste atenção, Eu coloco em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha de ofensa; e seja quem for que acredite nele não deve ser envergonhado’. Em Atos 4:11 ‘a Rocha de Sião pode bem ser interpetrada como uma metáfora para o próprio Jesus; pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré… este homem permanece aqui antes de você inteiro. Esta é a pedra que foi colocada desprezada de vocês construtores, que é para se tornar a principal do canto. Em Efésios 2:20 a equação de Jesus e a Rocha de Sião se torna mais aparente : ‘construa sob a fundação dos apóstolos e profetas, o próprio Jesus Cristo sendo a pedra principal do canto’. E em Pedro 2:3-8 esta equação é tornada ainda mais explícita : ‘O Senhor é gracioso, Para quem vem, como sob uma pedra viva, desautorizado de fato dos homens, mas escolhido de Deus, e precioso. Nós também, como pedras vivas, estamos construidos acima de uma casa espiritual, um sacerdócio sagrado, para oferecer sacrifícios espirituais, aceitaveis a Deus por Jesus Cristo.  Por consequinte issso também está contido na escritura, Acautele-se, estou em Sião uma pedra principal de canto, eleito, precioso; e aquele que acreditou Nele não deve ser confundido. Até você portanto que acredita que ele é precioso, mas até eles que são desobedientes, a pedra que os construtores não autorizaram, a mesa é feita a principal do canto. E uma pedra de tropeço, e uma rocha de ofensa, até mesmo para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para a qual eles eram apontados.’  No próprio próximo verso, o texto contuna para ressaltar temas cuja importância não se torna aparente a nós senão mais tarde. Ele fala de uma linhagem eleita de reis que são líderes seculares e espirituais, uma linhagem de reis-sacerdotes: Mas vocês são uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação sagrada, um povo peculiar… ‘ O que iriamos fazer destas passagens surpreendentes? O que iríamos fazer da Rocha de Sião, a pedra chave do Templo, que parecia figurar tão salientemente entre os ‘segredos internos’ da Livre Maçonaria? O que iriamos fazer da identificação explícita desta pedra chave com o próprio Jesus? E o que iriamos fazer com a ‘tradição real’
que se tornou fundada na Rocha de Sião ou o próprio Jesus que era ‘igual’ as dinastias governantes da Europa durante s Cruzadas?

O Movimento Modernista Católico

Em 1833 Jean Baptiste Pitois, antigo discípulo de Charles Nodier em  Arsenal Library, era um funcionário no Ministério da Educação Pública. E neste ano o Ministério assumiu o projeto ambicioso de publicar todos os documentos suprimidos  pertinentes à história da França. Dois comitês foram formados para presidirem o empreendimento. Estes comitês incluiam, entre outros, Victor Hugo, Jules Michelet e uma autoridade sobre as Cruzadas, o Barão Emmanuel Rey. Entre os trabalhos subsequentemente publicados sob os auspícios do Ministério da Educação Pública estava o monumental de Michelet ‘Le Proces des Templiers’, uma compilação exaustiva dos registros da Inquisição lidando com os julgamentos de Cavaleiros Templários. Sob os mesmos auspícios o Barão Rey publicou um número de trabalhos lidando com as Cruzadas e o reino franco de Jerusalém. Nestes trabalhos apareceram em impressão pela primeira vez as cartas de direitos originais relativas ao Priorado de Sião. Em certos pontos do texto que Rey cita são quase verbatim as passagens dos Documentos do Priorado. Em 1875 o Barão Rey co-fundou a Sociedade do Latim ou Franco Oriente Médio. Baseada em Genebra, esta sociedade se devotou a ambiciosos projetos arqueológicos. Ela também publicava sua própria revista, ‘ Revue de Orient Latin’, que agora é uma das fontes primárias para historiadores modernos como  Sir Steven Runciman, A Revue de Orient Latin reproduziu um número de cartas de direitos adicionais do Priorado de Sião. A pesquisa de Rey era típica de uma nova forma de erudição histórica aparecendo na Europa naquele tempo, mais proeminentemente na Alemanha, que constituia uma ameaça extremamente séria à Igreja. A disseminação do pensamento darwiniano e do agnosticismo já haviam produzido uma ‘crise de fé’ no século XIX, e a nova erudição magnificou a crise. No passado, a pesquisa histórica tinha sido, em sua maior parte, um caso não confiável, repousando em fundações altamente tenues – em lendas e tradição, em memórias pessoais, em exageros promulgados para o bem de uma ou outra causa. Somente no século XIX os eruditos alemães começaram a introduzir técnicas rigorosas, meticulosas que agora são aceitas como lugar comum, a reserva de base de qualquer historiador responsável. Tal preocupação com o exame crítico, com a investigação de fontes em primeira mão, com referências cruzadas e cronologia exata, estabeleceram o esteriótipo convencional do pedante teutônico. Mas se os escritores alemães do período tendiam a se perderem em minuncias, eles também forneceram uma base sólida para a pesquisa. E para um número de maiores descobertas arqueológicas também. O exemplo mais famoso, com certeza, é a escavação de Heinrich Schliemann do sítio de Tróia. Foi apenas uma questão de tempo antes que as técnicas da erudição alemã fossem aplicadas, com diligência similar, à Bíblia. E a Igreja, que repousava na aceitação inquestionável do dogma, estava também ciente que a própria Bíblia não poderia resistir a um tal exame crítico. Em seu livro best seller e altamente controvertido ‘A Vida de Jesus’, Ernest Renan já havia aplicado a metodologia alemã ao Novo Testamento e os resultados, para Roma, eram altamente embaraçantes.

O Movimento Católico Modernista elevou-se inicialmente como uma resposta a este novo desafio. Seu objetivo original era produzir uma geração de especialistas eclesiásticos treinados na tradição alemã, que pudessem defender a verdade literal das Escrituras com toda sua pesada munição de erudição crítica. Na medida em que isto transpirava, o plano explodia antes do tempo. Quanto mais a Igreja buscava equipar seus clérigos mais jovens com os instrumentos para o combate no polêmico mundo moderno, mais estes mesmos clérigos começaram a desertar da causa para qual eles foram recrutados. O exame crítico da Bíblia revelou uma multitude de inconsistências, discrepâncias e implicações que eram positivitamente inimigas do dogma católico. E pelo fim do século os Modernistas não eram mais as tropas de choque de elite da Igreja que ela esperava que eles fossem, mas os desertores e hereges incipientes. De fato, eles constituiam a mais séria ameaça que a Igreja havia vivenciado desde Martinho Lutero, e trouxeram o inteiro edifício do catolicismo a beira de um cisma sem precedentes por séculos. O leito quente da atividade Modernista, como ela havia sido para a Companhia do Santo Sacramento, era São Suspílcio em Paris. De fato, uma das vozes mais ressonantes no Movimento Modernista era o homem que era diretor do Seminário de São Suspílcio de 1852 a 1884. As atitudes modernistas de São Suspílcio espalharam-se rapidammente para o resto da França, Itália e Espanha. Segundo estas atitudes, os textos Bíblicos não eram unicamente autoritários, mas tinham de ser entendidos no contexto específico de seu tempo. E os modernistas também se rebelaram contra a crescente centralização do poder eclesiástico especialmente na doutrina recentemente instituida da infalibilidade papal, que ia flagrantemente contra a nova tendência.

Muito antes que as atitudes modernistas estivessem sendo disseminadas não somente pelos clérigos intelectuais, mas por distinguidos e influentes escritores também. Figuras como  Roger Martin du Gard na França, e Miguel de Unamuno na Espanha estavam entre os portavozes primários do Modernismo. A Igreja respondeu com o previsível vigor e ira. Os Modernistas foram acusados de serem Maçons Livres. Muitos deles foram suspensos e até mesmo excomungados, e seus livros foram colocados no Index. Em 1903, o Papa Leão XII estabeleceu a Pontifícia Comissão Bíblica para monitorar o trabalho dos eruditos escriturais. Em 1907 o Papa Pio X emitiu uma condenação formal do Modernismo. E em 1o. de setembro de 1910 a Igreja exigiu que seus clérigos fizessem um voto contra as tendências modernistas. Não obstante, o Modernismo continuou a florescer até a Primeira Guerra Mundial desviar a atenção pública para outras preocupações. Até 1914 ele permaneceu uma causa célebre.

Um autor Modernista, o Abade Turmel, provou-se um indivíduo particularmente prejudicial. Conquanto ostensivamente se comportava impecavelmente em seu posto de ensino na Britania, ele publicou uma série de trabalhos modernistas sob não menos que quatorze pseudonimos diferentes. Cad um deles foi colocado no Index ms não foi até 1929 que Turmel se identificou como autor deles. É desnecessário dizer, ele foi então sumariamente excomungado. Enquanto isso o Modernismo espalhava-se na Britania, onde ele foi calorosamente benvindo e endossado pela Igreja Anglicana. Entre seus aderentes anglicanos estava William Temple, mais tarde arcebispo de Canterbury, que declarou que o Modernismo era o que as pessoas mais educadas já acreditavam. Um dos associados de Temple era Canon A. L. Liney. E Liney conhecia o sacerdote do qual ele havia recebido aquela carta portentosa que fala da ‘prova incontroversa’ que Jesus não morreu na cruz. Liney, como sabemos, tinha trabalhado por algum tempo em Paris, onde ele fez conhecimento com o Abade Emile Hoffet, o homem a que Sauniere levou os pergaminhos encontrados em Rennes-le-Chateau. Com seu talento em história, linguagem e linguística, Hoffet era um típico jovem erudito Modernista de sua era. Contudo, ele não tinha sido treinado em São Suspílcio. Ao contrário, ele tinha sido treinado em Lorraine. Na Escola Seminário de Sião: A Colina Ispirada.

Os Protocolos de Sião

Um dos testemunhos mais persuasivos que encontramos da existência e atividade do Priorado de Sião datou do final do século XIX. O testemunho em questão é suficientemente bem conhecido ms não é reconhecido como testemunho. Ao contrário, ele sempre tem sido associado a coisas mais sinistras. Ele tem desempenhao um papel notório na história recente e ainda tende a levantar tais violentas emoções, amargos antagonismos e pavorosas memórias que a maioria dos escritores ficam felizes em antecipadamente o descartar. Na extensão em que este testemunho tem contribuido significativamente para o preconceito e sofrimento humanos, uma tal reação é perfeitamente compreensível. Mas se o testemunho tem sido criminosamente mal usado, nossas pesquisas nos convenceram  que ele também tem sido seriamente mal entendido. O papel de Rasputin na côrte de Nicholas e Alexandra da Rússia é mais ou menos geralmente conhecido, contudo, havia influentes e até mesmo poderosos enclaves esotéricos na corte russa muito antes de Rasputin. Durante os anos de 1890 e 1900 um de tais enclaves se formou ao redor de um indivíduo conhecido como Monsieur Philippe, e ao redor de seu mentor, que fez visitas periódicas a côrte imperial em Petersburg. E o mentor de Monsieur Philippe não era outro que o homem chamado Papus, o esoterista francês associado a Jules Doinel (o fundador da igreja neo-cátara em  Languedoc), Peladan (que afirmou haver descoberto a tumba de Jesus), Emma Calve e Claude Debussy. Em uma palavra, o ‘reavivamento oculto francês’ do final do século XIX não tinha apenas se espalhado a Petersburg. Seus representantes também desfrutavam de um status privilegiado de confidentes pessoais do Tzar e da Tzarina. Contudo, o enclave esotérico de Papus e de  Monsieur Philippe era ativamente oposto a certos outros interesses poderosos da Grande Duquesa Elizabeth, por exemplo, que tinha a intenção de instalar seus próprios favoritos na proximidade do trono imperial. Um dos favoritos da Grande Duquesa era um homem mais que desprezível conhecido pela posteridade como Sergei Nilus.

Em algum tempo por volta de 1903 Nilus apresentou um documento altamente controvertido ao Tzar; um documento que supostamente continha o testemunho de uma grande conspiração. Mas se Nilus esperava a gratidão do Tzar por esta revelação, ele deve ter ficado profundamente desapontado. O Tzar declarou o documento uma ultrajante fabricação e ordenou que todas as cópias fossem destruídas. E Nilus foi banido da corte em desgraça. De fato o documento, ou, a qualquer nível, uma cópia dele, sobreviveu. Em 1903 ele foi serializado em um jornal mas fracassou em atrair interesse. Em 1905 ele foi novamente publicado desta vez na forma de um apendice de um livro por um distinto filósofo místico, Vladimir Soloviov. A este ponto o documento começou a atrair atenção. Nos anos que se seguiram ele se tornou um dos mais infames documentos do século XX.

O documento em questão era um tratado, ou falando mais estritamente, um proposto programa social e político. Ele tem aparecido sob uma variedade de títulos ligeiramente diferentes, o mais comum dos quais é ‘Os Protocolos dos Sábios de Sião’. Os Protocolos alegadamente sairam de fontes especialmente judias. E para uma grande quantidade de anti-semitas daquele tempo eles eram a prova convincente de uma ‘conspiração internacional judaica’. Em 1919, por exemplo, eles foram distribuídos às tropas do Exército Russo Branco e estas tropas, durante os seguintes dois anos, massacraram uns 60.000 judeus que eram considerados responsáveis pela revolução de 1917. Por 1919 os Protocolos estavam também sendo circulados por Alfred Rosenberg, mais tarde o chefe racial teórico e propagandista do Partido Nacional Socialista na Alemanha. Em Mein Kampft Hitler usou os Protocolos para alimentar seus próprios preconceitos fanáticos, e é dito ter acreditado inquestionavelmente em sua autenticidade. Na Inglaterra aos Protocolos foram imediatamente concedidas credenciais no Morning Post. Até mesmo o The Times, em 1921, os considerou seriamente e somente mais tarde admitiu seu erro.  Hoje os especialistas concluem muito certamente, como nós concluimos, que os Protocolos, ao menos em sua forma presente, são uma fraude viciosa e insidiosa. Não obstante, eles ainda circulam na América Latina, Espanha e até mesmo na Bretanha na propaganda anti-semita.

Os Protocolos propõem um projeto para nada menos do que o total domínio mundial. À primeira leitura eles nos parecem um programa maquiavélico, um tipo de memorando inter-ofício, por assim dizer de um grupo de indivíduos determinados a imporem uma nova ordem mundial, com eles próprios como déspotas supremos. O texto advoga uma conspiração de uma cabeça de hidra com muitos tentáculos dedicada a desordem e anarquia, e a derubar certos regimes existentes, infiltrando a Livre Maçonaria e outras tais organizações e eventualmente tomando o controle absoluto das instituições políticas, economicas e sociais do mundo ocidental. E os autores anônimos dos Protocolos declaram que eles explicitamente gerenciam por estágio povos inteiros ‘de acordo com um plano político, que ninguém tem suposto imaginar mas que está em curso por séculos’. Para um leitor moderno os Protocolos podem parecer terem sido divisados de alguma organização fictícia como SPECTRE -  o adversário de James Bond ns novelas de Ian Fleming. Quando eles foram primeiramente publicados, contudo, os Protocolos foram alegados terem sido compostos em um Congresso Internacional Judaico que se reuniu em Basle em 1897. Esta alegação a muito tempo tem sido desaprovada. As mais iniciais cópias dos Protocolos, são conhecidas terem sido escritas em francês e o Congresso de 1897 em Basle não incluiu um único delegado francês. Sobretudo, uma cópia dos Protocolos é sabida ter estado em circulação em 1884 – 13 anos antes do encontro do Congresso em Basle. A cópia de 1884 aparece nas mãos de um membro de uma loja maçonica; a mesma loja maçonica da qual Papus era um membro e consequentemente um Grão Mestre. Sobretudo esta foi a mesma loja na qual a tradição de Ormus tinha primeiro aparecido; o legendário sábio egípcio que amalgamou os mistérios cristão e pagãos e fundou a Rosacruz. Os eruditos modernos tem estabelecido no fato que os Protocolos, em sua forma publicada, são baseados ao menos em parte em um trabalho satírico escrito e impresso em Genebra em 1864. O trabalho foi composto como um ataque a Napoleão III por um homem chamado Maurice Joly, que foi subsequentemente preso. Joly é dito ter sido um membro de uma Ordem Rosacruz. Se isto é ou não verdade, ele era amigo de Victor Hugo; e Hugo, que partilhava da antipatia de Joly por Napoleão III, era membro de uma Ordem Rosacruz.

Portanto pode ser provado conclusivamente que os Protocolos não sairam do Congresso Judaico em Basle em 1897. Sendo assim, a pergunta óbvia é de onde eles sairam. Os eruditos modernos o tem descartado como uma fraude total, um documento completamente espúrio criado por interesses anti-semitas que pretendiam desacreditar o Judaismo.  Ainda que os Protocolos argumentem fortemente contra esta conclusão. Eles contém, por exemplo, um número de referências enigmáticas – que são claramente não judaicas. Mas estas referências são tão claramente não judaicas que elas podem plausivelmente terem sido fabricadas por um fraudador também. Nenhum fraudador anti-semita com até mesmo uma inteligência média possivelmente teria criado tais referências para desacreditar o Judaísmo. Porque ninguém teria acreditado que estas referências fossem de origem judaica. Então, por exemplo, o texto nos Protocolos termina com uma única declaração, ‘Assinado pelos Representantes de Sião do 33o Grau’. Porque um fraudador anti-semita teria feito uma tal afirmação? Porque ele não teria tentado incriminar todos os judeus, muito mais que uns poucos que constituem ‘os representantes de Sião do 33o grau’? Porque ele não declararia por exemplo que este documento era assinado  pelos representantes do Congresso Internacional Judaico? De fato, pareceria se referir a algo especificamente maçonico. E o 33o grau na Livre Maçonaria é o chamado ‘Estrita Observância’, o sistema da Livre Maçonaria introduzido por Hund em benefício de seus ‘superiores desconhecidos’, um dos quais parece ter sido Charles Radcliffe. Os Protocolos contém outras anomalias até mesmo mais flagrantes. O texto fala repetidamente, por exemplo, do advento de um ‘Reino Maçonico’ e de ‘Um Rei do Sangue de Sião’, que presidirá o Reino Maçonico. Ele avalia que o futuro Rei dos Judeus será o real Papa e ‘patriarca da igreja internacional’. E ele conclui de uma maneira mais críptica, ‘certos membros da semente de David prepararão o Rei e seus herdeiros… Somente o Rei e a árvore que permanece patrocinando-o saberão o que está vindo”.

Como uma expresssão do pensamento judaico, real ou fabricado, tais afirmações são claramente absurdas. Desde os templos bíblicos, rei algum tem figurado na tradição judaica, e o próprio princípio de reinado tem sido completammente irrelevante. O conceito de um rei teria sido tão sem sentido para os judeus de 1897 quanto ele o seria para os judeus hoje; e ninguém pode ser ignorante desse fato. De fato, as referencias citadas pareceriam mais cristãs do que judaicas. Pelos últimos dois milênios o único ‘Rei dos Judeus’ tem sido o próprio Jesus e Jesus, segundo os Evangelhos, era ‘das raízes dinásticas de David’. Se alguém está fabricando um documento e o atribuindo a uma conspiração judaica, porque este documento inclue tais ecos patentemente cristãos? Porque fala de um conceito táo especifico e unicamente cristão quanto o de Papa? Porque falar de uma ‘igreja internacional’ muito mais que de uma sinagoga internacional ou um templo internacional? E porque incluir a alusão enigmática ao ‘Rei e a árvore que permanece o patrocinador’ que é menos sugestiva do judaismo e da cristandade do que o é das sociedades secretas de Johann Valentin Andrea e Charles Nodier? Se os Protocolos sairam inteiramente de uma imaginação propagandista anti-semita, é difícil imaginar um propagandista tão inepto, ou tão ignorante e desinformado. Com base na pesquisa prolongada e sistemática, chegamos a certas conclusões sobre os Protocolos dos Sábios de Sião. Elas são as seguintes:
[1] – Houve um texto original no qual a versão publicada dos Protocolos foi baseada. Este texto original não era uma fraude. Ao contrário, ele era autêntico. Mas ele nada tinha a ver com o judaismo ou com uma ‘conspiração intrenacional judaica’. Ele foi emitido muito mais de alguma organização maçonica ou sociedade secreta maçonicamente orientada  que incorporou a palavra ‘Sião’.
[2] – O texto original sobre o qual a versão publicada dos Protocolos foi baseado necesariamente não precisava ser provocativo ou inflamatório em sua linguagem. Mas pode muito bem ter incluindo um programa de ganhar poder, por infiltrar a Maçonaria Livre, por controlar as instituições sociais, políticas e economicas.  Um tal programa teria sido perfeitamente de acordo com as sociedades secretas da Renascença, bem como com a companhia do Santo Sacramento e as instituições de Andrea e Nodier.
[3] – O texto original sobre a qual foi baseada a versão publicada dos Protocolos caiu nas mãos de Sergei Nilus; Nilus de início não pretendia desacreditar o judaismo. Ao contrário, ele o levou ao Tzar com a intenção de desacreditar o enclave esotérico na corte imperial – o enclave de Papus, Mosieur Philippe e outros que eram membros da sociedade secreta em questão. Mais antes de fazer isso, ele quase certamente doutorou a linguagem, tornando-a mais venenosa e inflamatória do que o era inicialmente. Quando o Tzar o menosprezou, Nilus então liberou os Protocolos em sua forma doutorada para publicação. Eles tinham falhado em seu objetivo primário de comprometer Papus e Monsieur Philippe. Mas eles ainda podiam muito bem servir ao propósito secundário de estimular o anti-semitismo. Embora os alvos principais de Nilus tivessem sido Papus e Monsieur Philippe, ele era hostil ao judaismo também.
[4 - - A versão publicada dos Protocolos não é, portanto, um texto totalmente fabricado. Ele é muito mais um texto radicalmente alterado. Mas a despeito de tais alterações, certos vestígios da versão original podem ser discernidos como em um manuscrito em pergaminho ou como nas passagens da Bíblia. Estes vestígios que se referem a um Rei, um Papa, uma igreja internacional, e ao Sião provavelmente significavam pouco ou nada para Nilus. Ele certamente não teria ele próprio os inventado. Mas se eles já estavam lá, ele não teria tido qualquer razão, dado sua ignorância, para exclui-los. E conquanto tais vestígios possam ter sido irrelevantes para o judaismo, eles podem ter sido extremamente relevantes para uma sociedade secreta. Como aprendemos subsequentemente, eles eram e ainda são de suprema importância para o Priorado de Sião.

Hieron du Val d’Or

Enquanto buscávamos a nossa pesquisa independente, novos 'Documentos do Priorado' tinham continuado a aparecer. Alguns deles trabalhos particularmente impressos, como os Dossiês Secretos, e que se destinavam a uma circulação limitada, tornaram-se disponível para nós por meio de ações de amigos na França ou por meio da Biblioteca Nacional. Outros apareceram sob a forma de livro, recentemente publicados e liberados no mercado pela primeira vez.

Em alguns destes trabalhos havia informação adicional sobre o século XIX e especificamente sobre Berenger Sauniere. Segundo uma de tais narrativas atualizadas Sauniere não descobriu os fatídicos pergaminhos em sua igreja por acidente. Ao contrário, é dito que ele tenha sido dirigido a eles por emissários do Priorado de Sião que o visitaram em Renes-le-Chateau e o alistaram como seu faz-tudo. Em 1916 Sauniere é relatado ter desafiado os emissários de Sião e brigado com eles. Se isto é verdade, a morte do cura em 17 de janeiro adquire uma qualidade mais sinistra do que geralmente é atribuída a ela. Dez dias antes de sua morte ele tinha estado em saúde satisfatória. Não obstante, dez dias antes de sua morte um caixão foi encomendado para ele. O recibo do caixão, datado de 12 de janeiro de 1917, é entregue a governante e amiga de Sauniere,  Marie Denarnaud. Uma publicação mais recente e aparentemente de mais autoridade do Priorado elabora a posterior história de Sauniere e parece confimar, ao menos em parte, a narrativa resumida acima. Segundo esta publicação, o próprio Sauniere era pouco mais do que um peão e seu papel no mistério de Rennes-le-Chateau tem sido exagerado. A força real por trás dos eventos na vila da montanha é dita ter sido o amigo de Sauniere, o Abade Henri Boudet, cura da vila adjacente de Rennes-le-Bains. Boudet é dito ter fornecido a Sauniere todo seu dinheiro, um total de 13 milhões de francos, entre 1887 e 1915. E Boudet é dito ter guiado Sauniere em seus vários projetos e trabalhos públicos, a construção da Vila Bethania e da Tour Magdala. Ele também é dito ter supervisionadoo a restauração da igreja de Renes-le-Chateau, e ter projetado as perplexantes Estações da Cruz de Sauniere como um tipo de versão ilustrada, ou equivalente visual, de um livro críptico de sua propriedade. Segundo esta recente publicação do Priorado, Sauniere permaneceu essencialmente ignorante do real segredo para o qual ele agia como tutor até que Boudet, ao se aproximar da morte, o confidenciou a ele em março de 1915. Segundo a mesma publicação, Marie Denarnaud, a governanta de Sauniere, era de fato agente de Boudet. Era por meio dela que Boudet supostamente transmitia instruções a Sauniere. E foi para ela que todo dinheiro era pagável. Ou ao menos, a maior parte do dinheiro.

Boudet, entre 1885 e 1901, é dito ter pago 7.655.250 francos ao bispo de Carcassone; o homem que, por sua própria conta, despachou Sauniere para Paris com os pergaminhos. O bispo, também, pareceria então ser essencialmente empregado de Boudet. É certamente uma situação incongruente um importante bispo regional sendo pago por um servidor ou um humilde sacerdote pároco do interior. E o próprio sacerdote da paróquia? Para quem estava Boudet trabalhando? Que interesses ele representava? O que pode ter dado a ele o poder de alistar os serviços e o silêncio de seu superior eclesiástico? E quem pode ter fornecido a ele os vastos recursos financeiros a serem dispensados prodigamente? Estas perguntas não são respondidas explicitamente. Mas a resposta está constantemente implícita no Priorado de Sião. Uma luz posterior sobre a matéria foi lançada por um outro trabalho recente que, como seus predecessores, parece vir de 'fontes privilegiadas de informação'. O trabalo em questão é "O Tesouro do Triângulo de Ouro' de Jean-Luc Chaumiel , publicado em 1979. Segundo Chaumiel, um número de clérigos envolvidos no enigma de Rennes-le-Chateau - Sauniere, Boudet, muito provavelmente outros como Hoffet, o tio de Hoffet em São Suspílcio e o bispo de Carcassone eram afiliados a uma forma de Rito Escocês da Livre Maçonaria. Esta maçonaria, declara Chaumiel, difere das muitas outras formas no que ele era 'cristã, hermética e aristocrática'. Em resumo, ele não consistia, como muitos ritos da Livre Maçonaria, primariamente em livres pensadores e ateus. Ao contrário, ele parece ter sido profundamente religiosa e magicamente orientada, enfatisando uma sagrada hierarquia social e política, uma ordem divina, um subjacente plano cósmico. E os graus superiores desta Livre Maçonaria, segundo Chaumiel, eram os graus inferiores do Priorado de Sião. Em nossas próprias pesquisas nós já tinhamos encontrado uma Livre Maçonaria do tipo que Chaumiel descreve. De fato, a descrição de Chaumiel pode prontamente ser aplicada ao original Rito Escocês introduzido por Charles Radcliffe e seus associados. Tanto a maçonaria de Radcliffe quanto a maçonaria de Chaumiel descrevem o que teria sido aceitável, a despeito da condenação papal, a católicos devotos sejam eles Jacobitas do século XVIII ou sacerdotes franceses do século XIX. Em ambos os casos Roma desaprovou muito veementemente.

Não obstante, os indivíduos envolvidos não parecem apenas terem persistido em se verem como cristãos e católicos. Eles também parecem, com base na evidência disponível, terem recebido uma maior e estimulante transfusão de fé, uma transfusão que os habilitou a se verem como, se algo, mais verdadeiramente cristãos do que o Papado. Embora Chaumiel seja vago e evasivo, ele implica fortemente que nos anos anteriores a 1914 a Maçonaria Livre da qual Boudet e Sauniere eram membros se tornou amalgamada a uma outra instituição esotérica - uma instituição que pode bem explicar algumas referências curiosas a um monarca nos Protocolos dos Sábios de Sião, especialmente se, como indica Chaumiel posteriormente, o real poder por trás desta outra instituição fosse também o Priorado de Sião. A instituição em questão foi chamada Hieron du Val d’Or o que pareceria uma transposição verbal de um sítio recorrente, Orval. A Hieron du Val d’Or era uma espécie de sociedade secreta política fundada, pareceria, por volta de 1873. Ela parece ter partilhado muito de outras organizações esotéricas do período. Havia, por exemplo, uma ênfase característica na geometria sagrada e vários sítios sagrados. Havia uma insistência na verdade mística ou gnóstica que subjazem aos motivos mitológicos. Havia uma preocupação com as origens dos homens, raças, linguagens e símbolos tais como ocorre na Teosofia. E como muitas outras seitas e sociedades daquele tempo, a  Hieron du Val d’Or era simultaneamente cristã e trans-cristã. Ela soube reconciliar como é dito que o legendário Ormus reconciliou os mistérios cristãos e pagãos. Ela atribuiu uma importãncia especial ao pensamento druidico que, como muitos especialistas modernos, é visto como parcialmente pitagoriano. Todos estes temas estão descritos no trabalho publicado do amigo de Sauniere, o Abade Henri Boudet. Para os propósitos de nossa pesquisa, o Hieron du Val d’Or se provou relevante em virtude de sua formulação do que Chaumiel chama de 'geopolítica esotérica' e 'ordem mundial entárquica'. Traduzido em termos mais mundanos, isto compreende, de fato, o estabelecimento de um novo Sagrado Império Romano na Europa do século XIX - um Sagrado Império Romano revitalizado e reconstituido, um Estado secular que unificasse todos os povos e repousasse em fundações espirituais muito mais que sociais, políticas ou economicas. Diferente de seu predecessor, este novo Sagrado Império Romano teria sido genuinamente 'sagrado', genuinamente 'romano' e genuinamente 'imperial' embora o significado específico destes termos tivessem diferido crucialmente do significado aceito pela tradição e convenção. Um tal Estado teria realizado o velho sonho de séculos de um 'reino celestial' na terra, uma réplica terrena ou uma imagem em espelho da ordem, harmonia, hierarquia do cosmos.

Isto teria atualizado a antiga premissa hermética "Como  é encima, é embaixo". E não era utópica ou ingenua. Ao contrário, ela era ao menos remotamente possivel no contexto da Europa do século XIX. Segundo Chaumiel, os objetivos do Hieron du Val d’Or eram: uma teocracia onde as nações não seriam mais do que províncias, seus líderes apenas pró-consuls a serviço de um governo mundial oculto consistente de uma elite. Para a Europa, este regime do Grande Rei implicava em uma dupla hegemonia do Papado e do Império, do Vaticano e dos Hapsburgs, que teriam sido o braço direito do Vaticano. Pelo século XIX, com certeza, os Hapsburgs eram sinônimo da casa de Lorraine.  O conceito de um Grande Rei assim teria constituido um cumprimento das profecias de Nostradamus. E isso também teria atualizado, ao menos em algum sentido, o projeto monarquista ressaltado nos Protocolos dos Sabios de Sião. Ao mesmo tempo, a realização de um projeto tão grandioso, claramente teria compreendido um número de mudanças nas instituições existentes. O Vaticano, por exemplo, presumidamente teria sido um Vaticano muito diferente daquele situado em Roma. E os Hapsburgs teriam sido mais do que imperiais cabeças do Estado. Eles teriam se tornado, de fato, uma dinastia de reis-sacerdotes como os faraós do antigo Egito. Ou como o Messias antecipado pelos judeus no amanhecer da era cristã. Chaumiel não esclarece a extensão, se alguma, que os próprios Hapsburgs estivessem ativamente envolvidos nestes ambiciosos projetos clandestinos.

Há contudo uma quantidade de evidência, incluindo a visita de um arquiduque Hapsburg a Rennes-le-Chateau que aparentemente atesta ao menos alguma implicação. Mais sejam quais forem os planos que estavam em ação, eles foram impedidos pela Primeira Guerra Mundial, que, entre outras coisas, derrubou os Hapsburgs do poder. Como Chaumiel os explicou, os objetivos do Hieron du Val d’Or ou do Priorado de Sião fazem um certo sentido de lógica no contexto do que temos descoberto. Eles lançam uma nova luz sobre os Protocolos dos Sábios de Sião. Eles concorreram com os objetivos afirmados de várias sociedades secretas, inclusive daquelas de Charles Radcliffe e Charles Nodier. E o mais importante de tudo, eles conformaram as aspirações politicas que, pelos séculos, temos traçado na casa de Lorraine.  Mas se os objetivos do Hieron du Val d’Or fazem um sentido lógico, eles não fazem um sentido politico prático. Em que bases, imaginamos, os Hapsburgs teriam avaliado seu direito a funcionar como um dinastia de reis-sacerdotes? A menos que eles conquistassem o completo apoio popular, um tal direito possivelmente não teria sido avaliado contra o governo republicano da França, sem mencionar as dinastias imperiais então presidindo sobre a Rússia, Alemanha e Bretanha. E como poderia o necessário apoio popular ter sido obtido? No contexto das realidades políticas do século XIX um tal esquema, conquanto logicamente consistente, nos pareceu efetivamente absurdo. Talvez, concluimos, tivessemos interpretado mal o Hieron du Val d’Or. Ou talvez os membros do Hieron du Val d’Or fossem muito simplesmente sem importância. Até que obtivéssemos informação posterior, mão tinhamos outra escolha senão colocar o assunto na prateleira. Neste meio tempo, voltamos nossa atenção ao presente para determinar se o Priorado de Sião existia hoje. Como rapidamente descobrimos, ele existia. Seus membros não eram todos insignificantes, e eles estavam buscando, no século XX pós guerra, um programa essencialmewnte similar aquele buscado no século XIX pelo Hieron du Val d’Or.

A Sociedade Secreta Hoje

O jornal Francês Offciel é uma publicação semanal do governo na qual todos os grupos, sociedades e organizações no país devem se declarar. No Jounal Officiel para a semana de 20 de julho de 1956 [publicação número 167], há a seguinte entrada: 25 de junho de 1956. Declaração a sub-prefeitura de Saint-Julien-en-Genevois. Priorado de Sião. Objetivos: estudos e ajuda mútua a membros. Chefe oficial: SousCassan, Annemasse, Haute Savoie. O Priorado de Sião foi oficialmente registrado com a polícia. Aqui, a qualquer nível, pareceu ser a prova definitiva de sua existência em nossa própria idade até mesmo embora achemos de certa forma estranho que uma sociedade supostamente secreta deva então se revelar. Mas talvez isso não fosse assim tão estranho. Não havia listagem para o Priorado de Sião em qualquer diretório telefônico francês. O endereço se provou vago demais para identificar um escritório específico, casa, construção ou até mesmo rua. E a sub-prefeitura, quando telefonamos para ela, foi de pouca ajuda. Tem havido inúmeras pesquisas, ele disseram, com uma resignação de longo sofrimento e  cansaço. Mas ele não puderam nos oferecer uma informação posterior. Até onde sabemos, o endereço era não rastreável. Se nada mais, isto nos deu uma pausa. Entre outras coisas, isto nos fez imaginar como certos indivíduos tinham conseguido registrar um endereço fictício ou não rastreável com a polícia e então, aparentemente escapar de todas as consequências subsequentes e processo da matéria. Estava a polícia realmente tão  despreocupada e indiferente como parecia? Ou Sião de algum modo tinha alistado sua cooperação e discrição?

A sub-prefeitura, a nosso pedido, nos forneceu uma cópia do que é proposto ser os estatutos do Priorado de Sião. Este documento, que consistia em 21 artigos, não era controvertido nem aparentemente esclarecedor. Ele não dava qualquer indicação da possível influência de Sião, seus membros ou recursos. No todo, ele era mais que brando enquanto ao mesmo tempo compunha a nossa perplexidade. A um ponto, por exemplo, o documento declarava que a admissão a ordem não estava restrita em base de linguagem, origem social, classe ou ideologia política. Em outro ponto, eles estipulavam que todos os católicos acima da idade de 21 anos eram elegíveis para candidatura. De fato os estatutos em geral pareciam ter derivado de uma pia instituição até mesmo ferventemente católica. E ainda que o alegado Grão Mestre de Sião e a história passada, até onde tinhamos sido capazes de rastrea-la, dificilmente atestasse qualquer ortodoxia católica. Para este assunto, até mesmo os modernos Documentos do Priorado, muito deles publicados ao mesmo tempo que os estatutos, eram menos catolicos em orientação do que herméticos, até mesmo hereticamente gnósticos. A contradição não parecia fazer sentido – a menos que Sião, como os Cavaleiros Templários, e a Companhia do Santo Sacramento exigiam o catolicismo como um pré requesito exotérico , que pode então ser transcedido dentro da Ordem. Em qualquer nível Sião, como o Templo e a Companhia do Santo Sacramento, aparentemente exigiam uma obediência que, em sua natureza absoluta, resumia todos os outros compromissos, seculares ou espirituais. Segundo o Artigo VII dos estatutos, ‘O candidato deve renunciar a sua personalidade para se devotar ao serviço de um apostolado alto moral’. Os estatutos posteriormente declaram que Sião funciona sob o sub-título de Cavalaria de Instituições e Regras Católicas da União Independente e Tradicionalista. Isto é abreviado para CIRCUIT, o nome de uma revista que, segundo os estatutos, é publicada internamente pela Ordem e que circulava dentro de suas fileiras. Talvez a informação mais interessante nos estatutos é que desde 1956 o Priorado de Sião pareceria ter expandido sua afiliação quase cinco vezes. Segundo uma página reproduzida nos Dossiês Secretos, impressa em algum tempo antes de 1956, Sião tinha um total de 1.093 enfileirados em sete graus. A estrutura era tradicionalmente piramidal. No topo estava um Grão Mestre, ou ‘Nautonnier’. Havia três no grau abaixo dele [Príncipe Noaquita de Notre Dame], nove no grau abaixo desse [Cruz de São João]. Cada um dos graus abaixo era tão grande tres vezes quando o grau adiante dele 27, 81, 243, 729. Os três graus mais altos do Grão Mestre e seus doze subordinados imediatos eram ditos constituirem os 13 Rosacruz. O número também corresponderia, com certeza, a algo de uma cobertura satânica a Jesus e seus doze discípulos. Segundo os estatutos pós 1956, Sião tinha uma afiliação total de 9.841 enfileirados não em sete graus, mas em nove. A estrutura parece ter permanecido essencialmente a mesma, embora fosse esclarecido, e dois nove graus tivessem sido introduzidos na parte inferior da hierarquia assim posteriormente insulando a liderança por trás de uma grande rede de noviços. O Grão Mestre ainda retinha o título de Nautonnier. Os Três Príncipes Noaquitas de Notre Dame eram simplesmente chamados de Senescais. Os nove Cruzes de São João eram chamados de ‘Constables’. A organização da Ordem, em seu jargão portentosamente enigmático dos estatutos, era como se segue: A assembléia geral é composta de todos os membros da associação. Ela consiste em 729 províncias, 27 comamdanterias e um Arco chamado de Kyria. Cada uma das comandanterias bem como o Arco deve consistir em quarenta membros e cada província tinha treze membros. Os membros são divididos em dois grupos efetivos:
[a] – A Legião, encarregada do apostolado
[b] – A falange, guardiã da tradição.
Os membros compõe uma hierarquia de nove graus . A herarquia de nove graus consiste em:
a) nas 729 províncias [1 - noviços: 6.561 membros; [2] – Cruzados: 2187 membros
[b] – nas 27 comandanterias [3] – preux: 729 membros [4] – Ecuyers: 243 membros [5] – cavaleiros: 81 membros [6] Comandantes: 27 mebros
c) no Arco ‘Kyria’: 7) Connetables: 9 membros 8) Senechaux: 3 membros 9) Nautonnier: 1 membro

Aparentemente por propósitos legais e oficiais burocráticos, quatro indivíduos estavam listados como comprendendo “O Conselho’. Três dos nomes não nos eram familiares e muito possivelmente, pseudônimos – Pierre Bonhomme, nascido em 7 de dezembro de 1934, presidente; Jean Delaval, nascido em 7 de março de 1931, vice-presidente; Pierre Defagot, nascido em 11 de dezembro de 1928, tesoureiro. Um nome, contudo, nós já tinhamos encontrado antes: Pierre Plantard, nascido em 18 de março de 1920, secretário geral. Segundo a pesquisa de um outro escritor, o título oficial de Plantard era Secretário Geral do Departamento de Documentação o que implica, com certeza, que há outros departamentos também.

Alain Poher

Pelo início dos anos de 1970 o Priorado de Sião tinha se tornado uma modesta causa célebre entre certas pessoas na França. Havia um número de artigos de revista e alguma cobertura nos jornais. Em 13 de fevereiro de 1973, o  Midi Libre publicou uma longa apresentação sobre Sião, Sauniere e o mistério de Rennes-le-Chateau. Esta apresetação especificamente ligava Sião com a possível sobrevivência da linhagem sanguínea Merovíngia no século XX. Isso também sugeriu que os descendentes merovíngios incluiam um verdadeiro pretendente ao trono da França que eles identificaram como M. Alain Poher. Conquanto não especialmente bem conhecido na Bretanha ou nos Estados Unidos, Alain Poeher era [e ainda é] um nome familiar na França.

Durante a Segunda Guerra Mundial ele ganhou a Medalha da Resistência e a Cruz de Guerra. Depois da resignação de deGaulle ele foi o Presidente Provisório da França de 28 de abril a 19 de junho de 1969. Ele ocupou a mesma posição na morte de Georges Pompidou, de 2 de abril a 27 de maio de 1974. Em 1973, quando apareceu a apresentação de Midi Libre, Poher era Presidente do Senado Francês. Até onde sabemos, Poher nunca comentou, de um modo ou outro, sobre suas alegadas ligações com o Priorado de Sião e/ou linhagem sanguinea Merovíngia. Nas genealogias dos Documentos do Priorado, contudo, há menção de Arnaud, Conde de Poher, que, em algum tempo entre 894 e 896, se entrecasou com a família Plantard, os descendentes supostamente diretos de Dagoberto II. O neto de Arnaud Poher, Alain, se tornou duque da Bretanha em 937. Se ou não Poher reconhece Sião, então parece claro que Sião o reconhece como sendo, ao menos, de descendência Merovíngia.

O Rei Perdido.

Neste meio tempo, enquanto buscavamos a nossa pesquisa e a media francesa despertava períodicas exaltações de atenção do caso inteiro, novos Documentos do Priorado continuaram a aparecer. Como  antes, alguns apareceram sob a forma de livro, outros como panfletos particularmente impressos, ou artigos depositados na Biblioteca Nacional. Se algo, eles somente compunham a mistificação. Alguém obviamente estava produzindo este material, mas seu real objetivo permanecia não esclarecido. As vezes quase descartamos o caso inteiro como uma piada elaborada, uma farsa de extravag